Logo Passei Direto
Material
Study with thousands of resources!

Text Material Preview

Língua PortuguesaLíngua Portuguesa Língua PortuguesaLíngua Portuguesa
40
C) “Caminhe ou corra, ande de bicicleta, pratique um esporte, 
dance. Os exercícios fazem as pessoas se sentirem bem”.
D) “Tente algo novo, matricule-se em um curso [...] Escolha um 
desafio que você vai gostar de perseguir.”
E) “Fazer parte de uma comunidade traz benefícios – entre 
eles relações sociais mais significativas.”
125. (Enem-2015)
Não adianta isolar o fumante
Se quiser mesmo combater o fumo, o governo 
precisa ir além das restrições. É preciso apoiar quem 
quer largar o cigarro.
Ao apoiar uma medida provisória para combater o fumo em 
locais públicos nos 27 estados brasileiros, o Senado reafirmou 
um valor fundamental: a defesa da saúde e da vida.
Em pelo menos um aspecto a MP 540/2011 é ainda mais ri-
gorosa que as medidas em vigor em São Paulo, no Rio de Janeiro 
e no Paraná, estados que até agora adotaram as legislações mais 
duras contra o tabagismo. Ela proíbe os fumódromos em 100% 
dos locais fechados, incluindo até tabacarias, onde o fumo era 
autorizado sob determinadas condições.
Uma das principais medidas atinge o fumante no bolso. O 
governo fica autorizado a fixar um novo preço para o maço de 
cigarros. O imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) será 
elevado em 300%. Somando uma coisa e outra, o sabor de 
fumar se tornará muito mais ácido. Deverá subir 20% em 2012 
e 55% em 2013.
A visão fundamental da MP está correta. Sabe-se, há muito, 
que o tabaco faz mal à saúde. É razoável, portanto, que o Estado 
aja em nome da saúde pública.
(Época, 28 nov. 2011. Adaptado.)
O autor do texto analisa a aprovação da MP 540/2011 pelo 
Senado, deixando clara a sua opinião sobre o tema. O trecho que 
apresenta uma avaliação pessoal do autor como uma estratégia 
de persuasão do leitor é:
A) “Ela proíbe os fumódromos em 100% dos locais fechados”.
B) “O governo fica autorizado a fixar um novo preço para o 
maço de cigarros”.
C) “O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) será ele-
vado em 300%”.
D) “Somando uma coisa e outra, o sabor de fumar se tornará 
mais ácido.”
E) “Deverá subir 20% em 2012 e 55% em 2013.”
126. (Enem-2015)
Exmº Sr. Governador:
Trago a V. Exa. um resumo dos trabalhos realiza-
dos pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928.
[…]
ADMINISTRAÇÃO
Relativamente à quantia orçada, os telegramas custaram 
pouco. De ordinário vai para eles dinheiro considerável. Não 
há vereda aberta pelos matutos que prefeitura do interior não 
ponha no arame, proclamando que a coisa foi feita por ela; co-
municam-se as datas históricas ao Governo do Estado, que não 
precisa disso; todos os acontecimentos políticos são badalados. 
Porque se derrubou a Bastilha – um telegrama; porque se deitou 
pedra na rua – um telegrama; porque o deputado F. esticou a 
canela – um telegrama.
Palmeira dos Índios, 10 de janeiro de 1929.
Graciliano Ramos
(RAMOS, G. Viventes das Alagoas. São Paulo: Martins Fontes, 1962.)
O relatório traz a assinatura de Graciliano Ramos, na época, 
prefeito de Palmeira dos Índios, e é destinado ao governo do 
estado de Alagoas. De natureza oficial, o texto chama a atenção 
por contrariar a norma prevista para esse gênero, pois o autor
A) emprega sinais de pontuação em excesso.
B) recorre a termos e expressões em desuso no português.
C) apresenta-se na primeira pessoa do singular, para conotar 
intimidade com o destinatário.
D) privilegia o uso de termos técnicos, para demonstrar co-
nhecimento especializado.
E) expressa-se em linguagem mais subjetiva, com forte carga 
emocional.
127. (Enem-2015) João Antônio de Barros (Jota Barros) 
nasceu aos 24 de junho de 1935, em Glória de Goitá 
(PE). Marceneiro, entalhador, xilógrafo, poeta repen-
tista e escritor de literatura de cordel, já publicou 33 
folhetos e ainda tem vários inéditos. Reside em São Paulo desde 
1973, vivendo exclusivamente da venda de livretos de cordel e 
das cantigas de improviso, ao som da viola. Grande divulgador 
da poesia popular nordestina no Sul, tem dado frequentemente 
entrevistas à imprensa paulista sobre o assunto.
(EVARISTO, M. C. O cordel em sala de aula. In: BRANDÃO, H. N. (Coord.). 
Gêneros do discurso na escola: mito, conto, cordel, discurso 
político, divulgação científica. São Paulo: Cortez, 2000.)
A biografia é um gênero textual que descreve a trajetória de 
determinado indivíduo, evidenciando sua singularidade. No 
caso específico de uma biografia como a de João Antônio de 
Barros, um dos principais elementos que a constitui é
A) a estilização dos eventos reais de sua vida, para que o rela-
to biográfico surta os efeitos desejados.
B) o relato de eventos de sua vida em perspectiva histórica, 
que valorize seu percurso artístico.
C) a narração de eventos de sua vida que demonstrem a qua-
lidade de sua obra.
D) uma retórica que enfatize alguns eventos da vida exemplar 
da pessoa biografada.
E) uma exposição de eventos de sua vida que mescle objetivi-
dade e construção ficcional.
128. (Enem-2014)
O Brasil é Sertanejo
Que tipo de música simboliza o Brasil? Eis uma 
questão discutida há muito tempo que desperta 
opiniões extremadas. Há fundamentalistas que desejam impor 
ao público um tipo de som nascido das raízes socioculturais do 
país. O samba. Outros, igualmente, nacionalistas, desprezam 
tudo aquilo que não tem estilo. Sonham com o império da 
MPB de Chico Buarque e Caetano Veloso. Um terceiro grupo, 
formado por gente mais jovem, escuta e cultiva apenas a 
música internacional, em todas as vertentes. E mais ou menos 
ignora o resto.
A realidade dos hábitos musicais do brasileiro agora Está cla-
ro, nada tem a ver com esses estereótipos. O gênero que encanta 
mais da metade do país é o Sertanejo, seguido de longe pela 
MPB e pelo pagode. Outros gêneros em ascensão, sobretudo 
entre as classes C, D e E, são o funk e o religioso, em especial o 
gospel. Rock e música eletrônica são músicas de minoria.
É o que demonstra uma pesquisa pioneira feita entre agosto 
de 2012 e agosto de 2013 pelo Instituto Brasileiro de Opinião 
Pública e Estatística (Ibope). A pesquisa Tribos musicais – o 
comportamento dos ouvintes de rádio sob uma nova ótica faz 
um retrato do ouvinte brasileiro e traz algumas novidades. 
Para quem pensava que a MPB e o samba ainda resistiam como 
baluartes da nacionalidade, uma má notícia: os dois gêneros 
foram superados em popularidade. O Brasil moderno não tem 
mais o perfil sonoro dos anos 1970, que muitos gostariam que 
se eternizasse. A cara musical do país agora é outra.
(GIRON, L. A. Época, n. 805, out. 2013. Fragmento.)
O texto objetiva convencer o leitor de que a configuração da 
preferência musical dos brasileiros não é mais a mesma dos 
anos 1970. A estratégia de argumentação para comprovar essa 
posição baseia-se no(a)
PG18EA445SD00_QE_2018_MIOLO.indb 40 26/02/2018 16:41:37