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FUNÇÕES E FIGURAS DA LINGUAGEM

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FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
Elementos da comunicação: 
 Emissão ou Locutor: Codifica e emite a mensagem. 
 Receptor ou Interlocutor: Recebe e decodifica a mensagem. 
 Canal: Meio em que se transmite a mensagem. 
 Código: Linguagem utilizada. 
 Mensagem: Aquilo que se transmite. 
 Contexto: Elementos periféricos. 
 
As funções: 
 Emotiva ou Expressiva: Têm por objetivo central expressar emoções, sentimentos, estados de 
espírito, visando uma expressão direta de quem fala em relação àquilo que está falando. Essa 
função centra-se na primeira pessoa do discurso, ou seja, no próprio remetente (ex: EU falo sobre 
algo que ME machuca). 
 
 Apelativa ou conativa: Tem sua atenção centrada no destinatário. Essa função encontra sua 
expressão gramatical mais pura no vocativo e no imperativo (ex: O que faz VOCÊ feliz?). 
 
 Poética: A ênfase recai sobre o processo de elaboração da própria mensagem. O emissor constrói 
seu texto de maneira especial, realizando um trabalho de seleção e combinação de palavras de 
ideais e imagens, de sons e ritmos (Se preocupa em como a mensagem é passada). 
 
 Referencial, denotativa ou informativa: É empregada quando o remetente tem por finalidade 
traduzir a realidade para o destinatário. Assim, ela centra-se no contexto, referindo-se a algo, a 
alguém ou a um acontecimento, de maneira clara e objetiva, sem manifestar opiniões explícitas ao 
receptor (Centra-se no conteúdo da mensagem “O que”). 
 
 Fática: Há mensagens que servem fundamentalmente para prolongar ou interromper à 
comunicação, para verificar se o canal funciona (‘’Alô, está me ouvindo?’’), para atrair a atenção do 
interlocutor ou confirmar sua atenção continuada (“Está me ouvindo?” “Prestai-me ouvidos”). 
 
 Metalinguística: O foco está no próprio código. Essa função desempenha papel importante na 
nossa linguagem cotidiana, quando o remetente e/ou destinatário têm necessidade de verificar se 
estão usando o mesmo código (- Lemarde fruta; - Não entendi, o que quer dizer?; - Lemarde é a 
mesma coisa que grande). 
 
 
FIGURAS DE LINGUAGEM 
 
 Comparação: É a comparação direta de qualificações entre seres, com o uso do conectivo 
comparativo (como, assim como, bem como, tal que, etc). 
ex: Naquele domingo, trabalhou como um cavalo; 
A felicidade é como uma gota de orvalho numa pétala de flor; 
Brilha tranquila, depois de leve oscila e cai como uma lágrima de amor (Vinicius de Morais). 
 
 Metáfora: Assim como a comparação, consiste numa relação de semelhança de qualificações. 
Mais sutil, exige muito atenção do leitor para ser captada, porque dispensa os conectivos que 
aparecem na comparação. 
ex: Naquele domingo, ele era um cavalo trabalhando; 
“Veja bem, nosso caso/É uma porta entreaberta” 
 
 Metonímia: É a utilização de uma palavra por outra. Essas palavras mantêm-se relacionadas de 
várias formas: 
- O autor pela obra: Todos leram Machado para a prova. 
- O instrumento pela pessoa que dele se utilizar: O jogador foi atropelado por microfones. 
- O recipiente (continente) pelo conteúdo: Todos queriam, naquele instante, um bom copo d’água. 
- O lugar pelo produto: O que mais me fascinava era fumar uma havana. 
 
 Antítese: É a aproximação de palavras ou expressões que exprimem ideias contrárias, adversas. 
ex: Aquele fogo em sua face apagava-se com o gelo do coração. 
“Não existiria som se não houvesse o silêncio/não havia a luz se não fosse a escuridão/a vida é 
mesmo assim, dia e noite, não e sim...” 
 
 Paradoxo: É uma expressão que engloba ideias opostas. 
ex: Amor é fogo que arde sem se ver, 
é ferida que dói e não se sente; 
é um contentamento descontente; 
é dor que desatina sem doer. 
 
 Dormir e acordar é ANTÍTESE; 
 Dormir acordado é PARADOXO. 
 
 Ironia: Figura que consiste em dizer, com intenções sarcásticas e zombadoras, exatamente o 
contrário do que se pensa, do que realmente se quer afirmar. Exige, em alguns casos, bastante 
perícia por parte do receptor (leitor ou ouvinte). 
ex: Moça linda, bem tratada, 
três séculos de família, 
burra como uma porta: um amor! 
 
 Eufemismo: É uma espécie de abrandamento, é uma maneira de, por meio de palavras mais 
polidas, tornar mais suave e sutil uma informação de cunho desagradável e chocante. 
ex: O nobre deputado faltou com a verdade. (ou seja, mentiu). 
Seu filho foi estudar a geologia dos campos santos (ou seja, morreu). 
 
 Hipérbole: Modo exagerado de exprimir uma ideia. 
ex: “Eu nunca mais vou respirar, se você não me notar, eu posso até morrer de fome se você não 
me amar” (Cazuza). 
 
 Perífrase (ou antonomásia): É um tipo de apelido que se confere aos seres, com o intuito de 
valorizar alguns de seus feitos ou atributos. 
ex: Todos gostaram da Ilha da Magia (Florianópolis) 
O rei das selvas (Tarzan) 
Papai do céu (Deus) 
Cidade Maravilhosa (Rio de Janeiro) 
 
 Pleonasmo: Essa figura nada mais é que a repetição, o reforço de uma ideia já expressa por 
alguma palavra, termo ou expressão. Somente corre como figura de sintaxe quando utilizado com 
fins estilísticos, como a ênfase intencional a uma ideia; sendo resultado da ignorância ou do 
descuido do usuário da língua, é considerado como um vício de linguagem (pleonasmo vicioso). 
ex: Subir para cima. 
Cheguei até aqui caminhando com minhas próprias pernas. 
 
 Aliteração: Repetição de fonemas semelhantes. 
ex: Vozes veladas, veludosas vozes/ volúpias dos vilões, vozes veladas. 
 
 Elipse: Ocorre quando se omite algum termo ou palavra de um enunciado. É sempre bom lembrar 
que essa omissão deve ser captada pelo leitor, que pode deduzi-la a partir do contexto, da 
situação comunicativa. 
ex: (nós) Saímos da confeitaria com um pedaço de felicidade. 
 
 Zeugma: É um tipo de elipse. Ocorre zeugma quando duas orações compartilham o termo 
omitido. Isto é, quando o termo omitido é o mesmo que aparece na oração interior. 
ex: Todos querem dinheiro; eu, amor. 
“O meu pai era paulista/Meu avô, pernambucano/O meu bisavô, mineiro/Meu tataravô, baiano” 
 
 Anáfora: Consiste na repetição de uma palavra ou expressão no início de várias frases ou versos. 
ex: Não reserve um espaço... 
Não espere no horário... 
Não pretendo trazer... 
 
 Silepse: Concordância ideologia (concordo com a ideia e não com a palavra). 
de gênero: Sua majestade foi cruelmente injusto comigo (está correto) 
de número: Como vai a turma? Estão bem? (Plural com Singular – está errado) 
de pessoa: Os agricultores temos orgulhos do nosso trabalho (depende – se sair da terceira pessoa 
do plural para a primeira, está correto).

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