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TEXTO ACADÊMICO: Gestão Escolar Democrática
CAIXETA, Duillio Alves
CAIXETA, Franciele Guilhermina Tavares Vieira
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais,
Muzambinho, Brasil
1 INTRODUÇÃO
A educação em todos os seus parâmetros é construída por todos aqueles que
participam direta ou indiretamente da comunidade escolar, desse modo os
representantes que irão administração, são veiculados à gestão.
A gestão é compreendida pelo fato de gerir algo, seja ele em qualquer setor. Na
educação a gestão é realizada a partir da direção escolar, sendo ela composta por um
diretor (a) e um (a) vice-diretor(a), que são responsáveis por todos os setores vinculados
à vivência escolar, desde a organização pedagógica, financeira, planejamento, metas e
acontecimentos escolares.
Nessa perspectiva, há necessidade da abrangência da gestão democrática, em que
todos os processos envolvidos na construção educacional, para que todos possam
participar efetivamente nas decisões, planejando melhorias e buscando ativamente
atender a todos para que o conhecimento e aprendizagem sejam vistos sempre em
desenvolvimento.
Dessa maneira, o presente trabalho tem como objetivo refletir a importância do
processo educacional voltado para a gestão democrática, a fim de, garantir a
comunidade escolar vez e voz, além de proporcionar o protagonismo dos discentes.
Visto que, quando a gestão escolar acontece de maneira democrática e o ambiente
escolar tem isso como missão, além de promover, dentro de suas possibilidades,
educação de qualidade.
Para isso, o trabalho desenvolvido aborda o tema elaborado por Paro (1998)
sobre o contexto da gestão escolar, abordando os aspectos levantados pela sociedade e
Estado, como a garantia de qualidade da educação, com a quantidade de alunos e
precarização ao mesmo tempo.
2 DESENVOLVIMENTO
Diferente do que se pensa, em relação ao processo educacional, que abrange
quase todas as pessoas em idade de escolarização, a quantidade não está relacionada à
qualidade do ensino. Visto que, para que a educação possa ser considerada como
educação de qualidade, todos os aspectos e recursos básicos precisam ser garantidos,
como autonomia às escolas paras trabalhar de maneira democrática, remuneração
adequada aos trabalhadores da educação e recursos suficientes para que a escola tenha
condições de funcionar adequadamente (PARO, 1998).
O autor ainda apresenta como educação de qualidade aquela que forma o
cidadão de maneira integral, com a formação dos conteúdos e humanística. Para isso é
necessário que a escola busque estratégias que sejam eficientes para a sua realidade,
mas tendo como norte os documentos oficiais (MOLL, 2014).
A gestão faz parte fundamental da comunidade escolar, sempre há algo para
gerir, melhorar e buscar alternativas positivas para resolução de problemas, criando
metas e recalculando rotas. A participação da gestão é de fato algo marcante e
construtivo na vida educacional, todos os setores indiretamente ou diretamente precisam
passar na gestão para que aconteça o melhor para a escola. “Entende-se que a gestão
escolar sob essa nova perspectiva surge como orientação e liderança competente,
exercida a partir de princípios educacionais democráticos” (VIEIRA e
BUSSOLOTTI, 2018 p. 50).
Quando falamos em gestão, todos os setores fazem parte dela: pedagógica,
financeira, estrutural e administrativa. Essas questões se entrelaçam formando a escola
com identidade, com as características da sua comunidade e parte do seu entorno. O
gestor escolar é o representante dessas questões, porém ele não trabalha sozinho, existe
uma equipe que o auxilia, fortalecendo a gestão com base na democracia (MOREIRA,
2011). A gestão democrática fortalece o vínculo com todos que ali participam, esse
envolvimento conta com todos os servidores da escola, bem como os professores,
assistentes de secretaria, os auxiliares de serviços gerais, a supervisão, os alunos, seus
pais e responsáveis e a comunidade escolar.
Em relação a essa participação podemos citar como projetos principais, ações
pedagógicas o Conselho de Classe, o Colegiado, o Grêmio Escolar, a Comissão de
Avaliação de Desempenho, a eleição da direção das escolas estaduais. Práticas que são
vivenciadas pelos autores nas escolas que atuam.
Assim, voltando ao termo de qualidade apontado anteriormente, e acrescentando
a produtividade, pode-se considerar que, só se consegue a educação de qualidade e
consequentemente produtividade dos professores, alunos e gestão, primeiro deve ser
garantida condições para o desempenho das funções, mas esses aspectos que vem de
fora do ambiente escolar e o gestor não é responsável por muitos deles. Porém, ao que
cabe sua função, essa sim deve ser realizada a partir dos princípios democráticos, e ele
deve vestir a camisa da escola, ser atuante, ouvindo, estando aberto a mudanças, ser
otimista e apoiar sua equipe, para que assim, a educação possa acontecer.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A democracia se faz presente na escola em todos participam ativamente da
gestão, é com objetivos crescentes e positivos que há busca de melhorias, resolução de
problemas e traço de metas, ações e visões. O fortalecimento do tripé da família, escola
e comunidade faz com que todos busquem objetivos democráticos à educação, essa que
é a fonte direcionada para um futuro melhor e próspero.
REFERÊNCIAS
MOLL, Jaqueline. O PNE e a educação integral: desafios da escola de tempo completo
e formação integral. Retratos da Escola, v. 8, n. 15, p. 369-381, 2014.
MOREIRA, Tatiana Farias. O papel do consenso estratégico em equipes
pedagógicas. 2011.
PARO, Vitor Henrique. A gestão da educação ante as exigências de qualidade e
produtividade da escola pública. In: SILVA, Luiz Heron da (Org.) A escola cidadã no
contexto da globalização. Petrópolis, Vozes, 1998. p. 300-307. Disponível em:
http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/sem_pedagogica/fev_2010/a
_gestao_da_educacao_vitor_Paro.pdf. Acesso em: 29 set. 2021
VIEIRA, Ana Elisa Ribeiro; BUSSOLOTTI, Juliana Marcondes. GESTÃO ESCOLAR.
Interação-Revista de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 20, n. 1, p. 45-70, 2018.

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