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Erico 20/08 – Instrumentais endodônticos Manuais – Tipo kerr/ tipo K flexível/ Hedstrom/ etc Automatizados – rotatório/reciprocante/oscilatório/vibratório/ultrasson/etc. Especificação no. 28 e 58 ANSI/ADA Normas de estandardização Instrumentos endodônticos: Guia de penetração ou ponta do instrumento/ Comprimento do instrumento/comprimento da parte ativa/conicidade do instrumento/diâmetro do instrumento/numeração do instrumento. A ponta dos instrumentos do tipo K é representada pela figura geométrica de um cone, com o ângulo de ponta de 75° (variando + ou – 15°) D1 diâmetro da primeira espira D16 diâmetro da última espira Composição das limas endodônticas: 1 – Cabo 1 – Haste intermediária 3 – parte ativa (D1 a D16) D0 – Guia de penetração/ponta do instrumento D1 – Diâmetro de ponta do instrumento, identificado no cabo em centésimos de milímetros D16 – Diâmetro da última espira, sempre constante Cada mm aumenta em direção ao cabo 0,02 mm, a diferença D16 – D0 será sempre de 0,32 mm D1 – 40% de 1 mm (0,40) De D1 até D16 = 0,32 Então em D16 = 0,40 +0,32 = 0,72 Sessão transversal é = um quadrado Tipo k – sessão transversal quadrangular – canais aspectos mais retilíneos Tipo k flexível (menor massa metálica) – sessão transversal triangular – canais curvos O aumento de calibre na sequência dos instrumentos é de 0,05 mm do instrumento n°10 até o 60 e de 0,1 mm deste até o 140 H mais comuns 1° e 2° serie (cônica lisa sem corte) – pulpectomia e/ou desobituração do canal radicular (retratar) Os tipos K tem todas as séries (com 3° e especial) – modelagem e preparo químico radicular Os k flexíveis 1° e 2° série também. Ao lado temos os comprimentos das limas. Guia de penetração/ ponta dos instrumentos endodônticos tipo Hedstrom (H) 3° pior dor Marca: Desntsply - Quadrado vazado é k e quadrado cheio é flexível Tipo K Tipo k flexivel Inverso da marca anterior Primeiro blister é da 1° série e o segundo 2° série (pedido na lista): Cada canal – 1 principal e quantos 2° forem necessários (o máximo possível – espaçador ajuda nisso). Os stops de silicone (preferência 1 mm): Para facilitar a odontometria – espessura de 1 mm Instrumentos para técnica de instrumentação automatizada: São instrumentos – que abrem o caminho (suave) para o próximo instrumento. Ele possui tratamento térmico e é utilizado com contra ângulo apropriado. *Pode usar cone único para canais circulares. Canais achatados há a necessidade de abrir espaços e ir colocando guta secundária. Exemplo de canais circulares Lima K – descolamento (“desenformar o bolo”) Lima H - preensão e conseguir remover a polpa CRT – Comprimento real de trabalho Vértice radiográfico = ápice do dente CAD = Comprimento aparente do dente. Aumenta 0,02 em cada 10 ( já das séries muda (0,2/0,05/0,10) QUESTÕES 1. Descreva as partes dos instrumentos endodônticos e o que significa o número impresso no cabo? Composição das limas endodônticas: Cabo, haste intermediária e parte ativa (D1 a D16) D0 – Guia de penetração/ponta do instrumento D1 – Diâmetro de ponta do instrumento, identificado no cabo em centésimos de milímetros D16 – Diâmetro da última espira, sempre constante Cada mm aumenta em direção ao cabo 0,02 mm, a diferença D16 – D0 será sempre de 0,32 mm D1 – 40% de 1 mm (0,40) De D1 até D16 = 0,32 Então em D16 = 0,40 +0,32 = 0,72 O numero impresso significa D1 (exemplo: quando impresso 40 significa que D1 tem 40% de 1 mm ou 0,40 mm). 2. Descrever detalhadamente os instrumentos de aço inoxidáveis que compõem a série especial, 1ª, 2ª e 3ª séries? As séries são associadas a diâmetro de D1 e, consequentemente, ao seu uso (dentes anteriores, posteriores, condutos mais finos ou largos, cônicos ou achatados, etc). A série especial é aquela com os menores diâmetros (06, 08 e 10), a primeira série vai de 15-40, a segunda série vai de 45-80 e a terceira vai de 90 a 140. Tipo K – sessão transversal quadrangular – canais aspectos mais retilíneos - K tem todas as séries (1, 2, 3 e especial) Tipo K flexível (menor massa metálica) – sessão transversal triangular – canais curvos - mais comuns 1° e 2° serie Tipo H – sessão transversal redonda - pulpectomia e/ou desobituração do canal radicular (retratamento) - mais comuns 1° e 2° serie (cônica lisa sem corte). NOMENCLATURA Cabo: é a extremidade pela qual se empunha um instrumento endodôntico; Haste de acionamento: é a extremidade para fixação e acionamento mecânico de um instrumento endodôntico; Corpo: é parte de um instrumento que se estende desde o cabo ou haste de acionamento até a extremidade da ponta; Intermediário: parte do corpo que se estende do cabo ou da haste de acionamento até a parte de trabalho; Parte de trabalho: parte do instrumento que se estende desde a ponta até o término da haste de corte. Representa a soma dos comprimentos da ponta e da haste de corte; Ponta: é o extremo do instrumento com perfil cônico. Pode apresentar seção reta transversal cilíndrica ou poligonal; Base da ponta: é a região de passagem da ponta para a haste de corte do instrumento; Ângulo da ponta: é ângulo sólido formado pelo contorno da ponta. O vértice do ângulo é sempre voltado para a ponta do instrumento; Haste de corte: é porção da parte de trabalho que se estende da base da ponta até o intermediário. Geralmente, a forma é cônica. Pode apresentar seção reta transversal com diferentes formas. É constituída pelas arestas de corte e pelos canais do instrumento; Aresta ou fio lateral de corte: é o gume da cunha (aresta) de instrumentos cortantes. A característica mais importante da cunha é o ângulo da cunha ou ângulo do fio de corte (gume). Quanto menor o ângulo da cunha, mais facilidade a cunha terá para cortar. Assim uma cunha mais aguda facilita a penetração da aresta cortante no material a ser cortado e produz cavacos (raspas de dentina) pequenos, o que é bom para o acabamento da superfície dentinária. Por outro lado, o instrumento endodôntico com o ângulo de cunha muito agudo terá a resistência de sua aresta cortante diminuída. Isso pode danificá-la por causa da pressão aplicada para executar o corte da dentina. Quanto mais aguda a aresta cortante, mais rapidamente o instrumento perde a capacidade de corte; Hélice: é a aresta ou fio lateral de corte disposta na forma helicoidal (hélice) traçada em volta de um cone ou de um cilindro; Número de hélices: número de filetes ou de guias radiais presente na haste de corte helicoidal de um instrumento; Canal: é um sulco presente entre as arestas de corte contíguas na superfície externa da haste de corte de um instrumento endodôntico. Pode estar disposto na haste de corte na forma helicoidal ou paralela ao eixo do instrumento; Parede ou superfície do canal: é a parede da haste de corte presente entre as arestas de corte contíguas; Eixo do instrumento: linha central na direção axial do instrumento; Ângulo agudo de inclinação da hélice: ângulo agudo formado pela hélice e o plano contendo o eixo do instrumento; Passo da hélice: distância entre vértices ou cristas de uma mesma aresta lateral de corte disposta na forma helicoidal ao longo da direção axial do instrumento. Para instrumentos com uma aresta ou fio lateral de corte, o passo da hélice é a distância entre dois vértices ou cristas consecutivas (por exemplo: limas Hedstrom). Para instrumentos com duas arestas laterais de corte, o passo envolve uma crista (por exemplo: instrumentos Mtwo e Reciproc); com três arestas laterais de corte, envolve duas cristas consecutivas (por exemplo: RaCe); e com quatro arestas laterais de corte, envolve três cristas consecutivas (por exemplo: ScoutRaCe e ProTaper Next). O comprimento do passoaumenta com a diminuição do ângulo agudo de inclinação da hélice; Guia radial: superfície cônica em forma helicoidal ou paralela em relação ao eixo do instrumento imediatamente posterior a aresta ou fio de corte; Largura da guia: largura da guia radial medida perpendicularmente ao ângulo da hélice ou ao eixo do instrumento. A porção posterior da guia é rebaixada com a finalidade de reduzir o atrito entre a periferia do instrumento e a parede do canal radicular; Núcleo: parte central da haste de corte de um instrumento compreendida entre o fundo do canal que se estende desde a base da ponta até o fim da haste de corte. Pode ser avaliado por meio da seção reta transversal ou longitudinal da haste de corte de um instrumento (ferramenta); DIMENSÕES DOS INSTRUMENTOS Comprimento dos Instrumentos O comprimento útil de um instrumento, em milímetros, é dado pelo comprimento do corpo, desprezando-se o cabo ou haste de acionamento. É representado pela soma dos comprimentos do intermediário e da parte de trabalho. Eles tem comprimento de 21, 25, 28 e 31 mm, com tolerância de ± 0,5 mm). Os de 21 e 25 mm são os mais empregados. Como a parte de trabalho mede 16 mm (valor mínimo), o que varia no instrumento endodôntico é a extensão do intermediário. Alguns instrumentos endodônticos especiais são fabricados com comprimentos diferentes da padronização (18, 19, 23 e 27 mm). Para estes instrumentos tanto o comprimento da parte de trabalho como o do intermediário não são constantes. Para os alargadores Gates-Glidden e Largo, o comprimento corresponde ao comprimento total dos instrumentos, ou seja, a soma da haste de acionamento mais o corpo do instrumento. Quanto maior o comprimento da parte de trabalho, maior será a flexibilidade; ao contrário, menor será a resistência à flambagem. Quanto maior a flexibilidade de um instrumento, maior será a possibilidade de manter a forma original de um canal curvo; quanto menor a sua resistência à flambagem (resistência à flexocompressão), maior será a dificuldade ao avanço do instrumento endodôntico no sentido apical durante o cateterismo de um canal radicular atresiado. Diâmetro Externo dos Instrumentos O diâmetro da ponta da parte de trabalho de um instrumento endodôntico é denominado D0. É um diâmetro virtual que consiste na projeção da conicidade da haste de corte até a ponta do instrumento. O diâmetro junto ao intermediário é denominado D seguido de um valor numérico correspondente ao comprimento da parte de trabalho em milímetros. Assim, quando a parte de trabalho apresentar 16 mm de comprimento, teremos as representações D0 e D16. Os diâmetros nominais em D0, expressos em centésimos de milímetros, correspondem aos números dos instrumentos padronizados (ISO) e variam entre 06 e 140. São divididos em quatro séries: especial, de 06 a 10; primeira, de 15 a 40; segunda, de 45 a 80; e terceira, de 90 a 140. A soma das quatro séries perfaz o total de 21 instrumentos. O diâmetro nominal dos instrumentos aumenta 0,05 mm até o número 60; a partir deste número até o 140, o aumento é de 0,1 mm. Para os números especiais 06, 08 e 10, o aumento é de 0,02 mm. Conicidade dos Instrumentos A conicidade de um instrumento é a relação entre o aumento no diâmetro por unidade de comprimento (milímetro) da parte de trabalho. A conicidade dos instrumentos convencionais é de 0,02 mm/mm, ou seja, há aumento de 2%a cada 1 mm da parte de trabalho. Para os instrumentos da série ISO com conicidade 0,02, o aumento de D0 para D16 é de 0,32 mm. Conicidades maiores têm sido usadas em instrumentos endodônticos especiais de Ni-Ti mecanizados, como os valores de 0,04 – 0,06 – 0,08 – 0,10 e 0,12 mm/mm. Instrumentos endodônticos empregados no preparo do segmento cervical de canais radiculares de um modo geral apresentam conicidades superiores a 0,06 mm/mm e pequenos diâmetros em D0. A conicidade dos instrumentos endodônticos empregados no preparo do segmento apical de canais radiculares geralmente não ultrapassa a conicidade de 0,06 mm/mm. Alguns instrumentos endodônticos especiais de Ni-Ti mecanizados apresentam conicidades variáveis ao longo de sua haste de corte helicoidal. Essa variação pode ser crescente ou decrescente no sentido da ponta do instrumento endodôntico. A partir desses valores, são calculados os diâmetros em D0 e junto ao intermediário, mediante as expressões: EXTIRPA-POLPAS São caracterizados por apresentar em sua parte de trabalho farpas levantadas da própria haste metálica e dispostas circularmente, formando ângulo interno agudo com o eixo do instrumento. Possuem um número mínimo de 36 farpas, cujo tamanho corresponde ½ do diâmetro da haste metálica. A principal indicação desses instrumentos é a remoção da polpa dentária. Por isso, são denominados extirpa-polpas. Os extirpa-polpas não devem ser usados em canais atresiados. Aconselhamos sempre, antes de sua utilização, que seja feita uma exploração prévia do canal com instrumento tipo K esbelto. INSTRUMENTOS TIPO K A forma final dos instrumentos tipo K é obtida empregando-se a torção ou a usinagem. O cabo dos instrumentos tipo K é de plástico, podendo ser também de silicone colorido conforme a correlação com a numeração ISO. A forma é bicôncava e tem de 10 a 12 mm de comprimento e diâmetro de 3 mm na parte bicôncava e nas extremidades 4 mm. A ponta dos instrumentos tipo K se apresenta como a figura geométrica de um cone. Pode ser classificada como cônica circular ou piramidal (facetada). A extremidade da ponta pode ser pontiaguda, obtusa (arredondada) ou truncada. O ângulo da ponta é de 75 ± 15 graus. Quanto menor o ângulo, maior será o comprimento da ponta. A passagem da base da ponta para a haste de corte helicoidal pode apresentar ângulo de transição ou curva de transição. Instrumentos tipo K com pontas cônicas piramidais e vértices pontiagudos não devem ser empregados em canais radiculares curvos porque aumentam a incidência de desvios e perfurações radiculares. Pontas cônicas circulares e vértices obtusos facilitam o deslizamento do instrumento nas irregularidades das paredes dos canais radiculares e reduzem o risco de iatrogenias. Vértices pontiagudos apresentam maior capacidade perfurante, mesmo sendo a forma da ponta do instrumento tipo K cônica circular. Pontas com vértices truncados podem favorecer o entupimento (perda da potência) e o extravasamento de resíduos via apical do canal radicular quando os instrumentos são empregados no esvaziamento de canais radiculares. Instrumentos tipo K com ponta cônica circular e vértice truncado devem ser empregados após o esvaziamento dos canais radiculares. O esvaziamento de um canal radicular deve preferencialmente ser realizado com instrumentos tipo K de ponta cônica circular com pequeno ângulo e vértice arredondado (obtuso). A ponta dos instrumentos tipo K não deve apresentar ângulo de transição, mas sim curva de transição. A presença do ângulo de transição pode provocar o transporte apical de um canal radicular ou favorecer a imobilização da ponta do instrumento causando fratura por torção, principalmente dos instrumentos tipo K de menores diâmetros. Os instrumentos tipo K foram projetados para serem utilizados como limas em movimento de limagem e como alargadores em movimento de alargamento parcial unidirecional à direita ou de alargamento parcial alternado (oscilatório). LIMAS TIPO HEDSTROM As limas Hedstrom (H) são fabricadas por usinagem a partir de fios metálicos de aço inoxidável de seção reta transversal circular. São oferecidas comercialmente nos comprimentos úteis de 21, 25, 28 e 31 mm. As de 21 e 25 mm são as mais empregadas. Os números das limas tipo H variam entre 08 a 140. A parte de trabalho possui 16 mm de comprimento mínimo. A parte de trabalho se caracteriza por apresentar apenas uma aresta lateral de corte disposta na forma helicoidal com sentido anti- horário (dadireita para a esquerda), sob a forma de pequenos cones sobrepostos e com a base voltada para o cabo do instrumento. A ponta das limas tipo H apresenta a figura de um cone circular. A extremidade da ponta é aguda. O ângulo da ponta varia de 30 a 90 graus conforme a marca comercial. A haste de corte helicoidal apresenta conicidade de 0,02 mm/mm. Apresenta, em média, 18 a 22 hélices na haste de corte do instrumento. Para instrumentos de menores diâmetros (até o nº 40), o ângulo agudo de inclinação da hélice em relação ao eixo do instrumento varia de 40 a 55 graus e para os diâmetros maiores é em média de 65 graus. A haste de corte helicoidal cônica das limas tipo H apresenta seção reta transversal em forma de vírgula, resultando em uma única aresta lateral de corte. As limas Hedstrom foram projetadas para serem acionadas manualmente por meio do movimento de limagem. Ao realizar o movimento de limagem, é importante a rigidez do instrumento. Quanto maior a rigidez, maior a sua eficiência de raspagem. As limas Hedstrom têm como objetivo o preparo dos segmentos achatados e o desgaste anticurvatura de canais radiculares por meio do movimento de limagem. INSTRUMENTOS ENDODÔNTICOS EMPREGADOS NO CATETERISMO DE CANAIS RADICULARES ATRESIADOS Cateterismo ou exploração é o contato inicial do profissional com a anatomia interna de um canal radicular por meio do qual será possível verificar o número, a direção e o diâmetro dos canais, assim como a possibilidade de acesso à região apical. Recentemente, para este procedimento têm sido propostos instrumentos endodônticos delgados de Ni-Ti e acionados mecanicamente. Instrumentos endodônticos usados no cateterismo de canais atresiados e curvos devem possuir pequenos diâmetros, pequenas conicidades e propriedades mecânicas que permitam o seu avanço em sentido apical com segurança e eficiência. As propriedades mecânicas que podem influenciar o desempenho dos instrumentos usados no cateterismo de canais atresiados incluem a resistência em flexão (flexibilidade), resistência à flambagem (flexocompressão), resistência à fratura por torção e por flexão rotativa (fadiga). INSTRUMENTOS ENDODÔNTICOS ESPECIAIS DE NI-TI MECANIZADOS PARA O RETRATAMENTO DE CANAIS RADICULARES São projetados para remoção do material obturador de canais radiculares. O importante no emprego de instrumentos de Ni- Ti mecanizados na remoção de materiais obturadores do interior de um canal radicular é a seleção de um instrumento com diâmetro menor do que o do tratamento anterior, para que o mesmo atue junto ao material obturador e não contra as paredes dentinárias. Com o emprego de instrumentos acionados mecanicamente não há a necessidade do uso de solventes de guta-percha, porque o atrito de um instrumento contra a guta-percha gera calor suficiente para plastificá-la, o que permite o avanço no sentido apical e a remoção do material obturador para a câmara pulpar por meio dos canais helicoidais dos instrumentos mecanizados. INSTRUMENTOS ENDODÔNTICOS ESPECIAIS DE NI- TI MECANIZADOS Em Endodontia são considerados instrumentos endodônticos mecanizados aqueles acionados exclusivamente por dispositivos mecânicos, com giro contínuo ou alternado, também denominado reciprocante. Esses instrumentos são denominados alargadores helicoidais cônicos, porque executam o movimento de alargamento de um furo (canal) e não de limas, pois não executam o movimento de limagem. O diâmetro da haste de acionamento é universal (2,30 mm) o que permite a sua adaptação em contra ângulos de qualquer marca comercial. Geralmente são douradas ou prateadas e possuem anéis coloridos ou estrias correlacionados a conicidade da haste de corte helicoidal e ao diâmetro d0 da ponta do instrumento. O intermediário apresenta tamanho variável em função do comprimento do corpo e da parte de trabalho do instrumento endodôntico. O intermediário geralmente apresenta ranhuras que determinam o comprimento a partir da ponta do instrumento endodôntico. Os instrumentos endodônticos de Ni-Ti mecanizados podem apresentar arestas laterais de corte (hélices) na forma de filete ou de guia radial. Inicialmente todos eles eram fabricados com guia radial. Os instrumentos endodônticos especiais de Ni-Ti mecanizados são projetados para a ampliação por alargamento de canais radiculares. São erroneamente denominados limas porque promovem a ação de alargamento e não de limagem durante a instrumentação de canais radiculares. São geralmente comercializados nos números 15 a 60, nos comprimentos de 18, 21, 25 e 31 mm e nas conicidades de 0,02, 0,04, 0,06, 0,08, 0,10 e 0,12 mm/mm. Quanto menor o número e a conicidade do instrumento, maior será a sua flexibilidade e resistência à fratura por flexão rotativa (fadiga). Quanto maiores, maior a rigidez, a resistência à flambagem e a resistência à fratura por torção do instrumento endodôntico.