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*É a ação de inibir as contrações uterinas durante trabalho de parto prematuro por 48h a 72h para que se possa realizar corticoterapia e transferência para uma unidade terciária com UTI neonatal disponível. *Apenas duas drogas foram desenvolvidas objetivando diretamente a tocólise: - Ritodrina, que é agonista beta adrenérgico; - Atosibana, que é antagonista do receptor de ocitocina. *Outras drogas foram adaptadas para a tocólise e não apresentam efeito direto como uterolíticos: - Outros agonistas beta-adrenérgico - Bloqueadores do canal de cálcio; - Sulfato de magnésio; - Inibidores de prostaglandinas; - Doadores de óxido nítrico. *Eficácia. *Disponibilidade da medicação. *Ocorrência de efeitos colaterais. *Custo. *Desencadeia o aumento de cálcio intracelular que estimula a contração das células musculares. *Bloqueia o canal lento de entrada do Ca++. *Nifedipina. *Dose de ataque de 30mg. Dose de manutenção de 10mg a 20mg a cada 4 a 8 horas. *Hipotensão; *Sincope; *Taquicardia; *Cefaleia; *Náusea; *Edema periférico; *Rubor. *Fármaco de primeira escolha. *Boa eficácia, semelhante a Atosibana. *Baixo custo. *Baixa ocorrência de efeitos colaterais. *Cardiopatia materna grave. *Inibição da prostaglandina-sintetase. *Indometacina. *Dose de ataque de 100 mg por via retal. *Dose de manutenção de 25 a 50 mg por via oral a cada seis horas por, no máximo, três dias, salvo exceções. *Oligoidramnio; *Fechamento precoce do ducto arterioso; *Enterocolite necrosante; *Hipertensão pulmonar primaria; *Disfunção plaquetánia; *Irritação gástrica. *Deve ser usada somente abaixo de 33 semanas. *Não usar por mais de 48h por risco de fechamento do canal arterial/ducto arterioso. *Se usar por mais de 2 dias deve-se realizar ecocardiografia fetal com Doppler para visualização do ducto arterioso fetal. *Pacientes com purpura trombocitopênica, agranulocitose, úlcera péptica e com uso concomitante de anticoagulantes. *Conversão do ATP em AMP cíclico, diminuindo o Ca++ livre intracelular. *Salbutamol; *Terbutalina; *Ritodrina. *Taquicardia materna e fetal; *Arritmias; *Isquemia miocárdica; *Insuficiência cardíaca; *Edema agudo de pulmão *Vasodilatação; *Hipotensão materna; *Hiperglicemia materna e fetal; *Hipoglicemia neonatal. Salbutamol: *Diluição de 5 ampolas em 500 mL de SG5% IV. Iniciar com 10 gotas/min e aumentar 10 gotas a cada 20 minutos até cessarem as contrações ou a paciente ou o feto apresentarem taquicardia (120 bpm e 160 bpm, respectivamente). Terbutalina: *5 ampolas em 500 mL SG5% IV, gotejo semelhante ao do salbutamol. *Uso subcutâneo com dose de máxima de ataque de 0,5 mg e, após, 0,5 mg 8/8 h por 24 horas. *Individualização da dose conforme ocorrência de efeitos colaterais. Ritodrina: *Administrar 0,05 mg/min (150 mg em 500 mL de SG 5% IV), aumentando 0,05 mg a cada 101 minutos, chegando ao máximo de 0,35 mg/min. *Realizar eletrocardiograma materno prévio. *Controlar com cuidado a frequência cardíaca e a pressão arterial, mantendo a frequência cardíaca materna abaixo de 120 bpm. *Auscultar periodicamente os pulmões e coração. *Monitorizar os batimentos cardíacos fetais. *Cuidado com hipervolemia materna. *Não fazer mais do que 2000ml de SF ou ringer nas 24h. *Uso cuidadoso em pacientes com hipertireoidismo, asma compensada, diabetes, sangramento ativo, gestação gemelar, polidrâmnio. *Pacientes com cardiopatias; *Miotonia distrófica; *Glaucoma de ângulo agudo; *Hipertensão arterial; *Anemia falciforme; *História de edema agudo de pulmão. *Competição direta com o Ca++. *Sulfato de magnésio. *Administrar 4 a 6 g pela via IV durante uma hora, 5 mL de sulfato em 100 ml de soro em bomba de infusão por uma hora como dose de ataque. *A dose de manutenção pode variar entre 1 a 2 g/hora. Solução proposta: diluição de duas ampolas de sulfato de magnésio, 10 mL a 50% 5 g, em 500 ml. de soro fisiológico, nesta solução 50 ml/hora 1 g/hora, devendo ser administrado em bomba de infusão. *Sensação de rubor e calor; *Lipotonicidade neonatal; *Depressão respiratória; *Parada respiratória e parada cardiorrespiratória. *O uso de múltiplas doses pode se relacionar a osteoporose e fraturas no neonato. *Monitorização cardiorrespiratória continua (FR 12 IRP, avaliar arritmias no monitor cardíaco). *Sondagem vesical de demora (diurese 25ml/h) *Avaliar reflexos patelares, triceptal ou biceptal. *Avaliar dosagem sérica nos casos em que há alterações dos sinais acima (VN= 5 a 7mg/dl). *Em caso de intoxicação: administrar gluconato de cálcio 10%, uma ampola diluída em 10 mL de água destilada, IV lento, 10 minutos. *É contraindicado em pacientes com miastenia grave, defeitos de condução cardíaca e insuficiencia cardíaca. *Baixa eficácia. *Indicado em todo nascimento com menos de 32 semanas para neuroproteção fetal. *Antagonista por competição com o receptor da ocitocina. *O atosibano atua sobre os receptores de ocitocina das membranas das células miometriais e, possivelmente, da decidua e membranas fetais por meio de mecanismo de inibição competitiva com a ocitocina. *Acetato de Atosibano. *6,75 mg pela via IV em bolus, 300 ug/min por três horas e, então, 100 µg/min por via IV por mais de 45 horas. *São raros. *Náuseas e vômitos; *Cefaleia, dor torácica e artralgia. *Opção para tocólise em gestantes com cardiopatia grave. *Boa efetividade. *Poucos efeitos adversos. *Alto custo.