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Vespa da madeira em povoamento de Pinus taeda
(Sirex noctilio)
Thainá Elisa de Souza Fernandes
Engenharia Florestal | Campus Curitibanos
Área
• Propriedade do Sr. 
Claodemir de Almeida.
• 20 ha (19 ha são do 
povoamento de Pinus, com 
17 anos).
• Faxinal Paulista, interior de 
São Cristóvão do Sul, SC.
• 27°16'56.7"S 
50°32'32.5"W.
• O município de São 
Cristóvão do Sul possui 
5.598 habitantes (IBGE, 
2020).
Cultivo do Pinus
• Extrema importância no 
Brasil, sendo o mais 
plantado.
• Crescimento de 30% a 
mais que as outras 
espécies.
• Condições de adaptação 
aos solos ligeiramente 
ácidos.
• A espécie pode atingir até 
30 metros de altura.
• As mudas são proveniente 
do viveiro Primon Mudas 
Florestais.
• Espaçamento 2,0 x 2,5m.
• Pré-plantio: Limpeza de 
talhão, controle de 
formigas.
A praga
• Ordem: Hymenoptera
• Família: Siricinae
• Espécie Sirex noctilio
• Ciclo de vida: Holometábolos
• Ovo: 14 dias
• Larva: 11 a 12 meses
• Pupa: 4 a 5 semanas
• Adulto: 5 dias (macho); 8 dias 
(fêmea)
• Origem: Ásia, Europa, Norte da 
África e Nova Zelândia
Larva Pupa
• Praga secundária (ocorre em 
baixas populações, raramente 
causa danos econômicos) e 
oportunista.
• Espécie ocasional.
• Ciclo de 1 ano.
• Primeira ocorrência relatada 
em 1988, no Rio Grande do 
Sul.
Ataque da praga
Fêmea + esporos 
Do fungo
Fêmea + esporos 
do fungo
Madeira manchada
Pelo fungo
Larva se 
alimentando
Pupa: 4 a 5 semanas
O muco altera os 
processos fisiológicos da 
planta.
O fungo fecha a passagem 
de vasos de condução.
A combinação de fatores 
mata a árvore lentamente
Fungo simbionte 
(Amylostereum
areolatum), também 
serve de alimento 
para a larva.
A Praga: Sintomas (externos e internos)
EXTERNOS
• Respingos de resinas
• Amarelecimento da copa
• Queda das acículas
• Orifícios de emergência
INTERNOS
Conforme a Instrução Normativa 
nº 39, de 17 de novembro de 
2016, o Ministério da Agricultura, 
Pecuária e Abastecimento, exclui 
da Lista de Pragas Quarentenárias 
Presentes o inseto Sirex noctilio. 
Sendo assim, não há mais a 
necessidade da Permissão de 
Trânsito Vegetal (PTV) para o 
transito no território nacional de 
Pinus, em quaisquer 
apresentações, como toras, 
madeira serrada, tacos, cavacos, 
mudas e etc (CIDASC, 2016).
Inimigo natural da praga: nematóide Deladenus
siricidicola
• Criado na Embrapa Florestas.
• Produzido no período entre março e agosto.
• Nematóide alimenta-se do mesmo fungo que
a larva de Sirex noctilio, onde passa a parasita-la.
• Fêmeas do nematoide aguardam a metamorfose
da larva em vespas adultas.
• Nematoides juvenis tornam as vespas fêmeas
estéreis.
Suscetibilidade da planta nos diferentes estágios ao ataque da praga 
• Segundo Davis (1966), a suscetibilidade das árvores ao ataque de insetos, varia 
com a composição da floresta, idade, densidade, sitio e vigor.
• Sirex noctilio foi detectado no Brasil em fevereiro de 1988, em povoamentos de 
Pinus taeda de 17 anos de idade, densidade inicial de 2500 plantas/ha, não 
desbastados.
• A ausência de desbaste leva ao estresse da floresta e à obtenção de matéria-
prima de baixa qualidade e menores bitola.
• O monitoramento dos plantios e práticas silviculturais que incluam desbastes 
seletivos, com remoção de árvores danificadas, doentes e bifurcadas, são 
medidas preventivas importantes para o controle de insetos como a “vespa-da-
madeira”.
• Estudos realizados na Australia, com povoamentos de 17 anos de idade, 
infestados e não desbastados, indicaram que o nível de mortalidade de árvores 
atacadas por S. noctilio é inversamente proporcional aos seus diâmetros.
Fatores climáticos que afetam a dinâmica populacional da praga e 
seus inimigos naturais
• Fêmeas da vespa normalmente ovipositam em árvores estressadas por falta de 
luz, nutrientes e água.
• Estresses ambientais, especialmente períodos de estiagem prolongados, danos 
por queimadas, vento ou relâmpago.
Monitoramento da 
flutuação populacional 
da praga e seu inimigo 
natural
• O monitoramento e a 
detecção precoce são 
feitos por árvores-
armadilha.
• A praga é atraída por 
árvores estressadas, então 
é aplicado herbicida 
TORDON 10% que faz 
com que ela fique 
estressada e se torne 
atrativa para a praga.
• A instalação deve ser 
realizada no período de 15 
de agosto a 30 de 
setembro
• A cada 10 km do foco, 
instalar grupos de 5 
árvores a cada 500 m.
• De 11 a 50 km, grupos 
espaçados a cada 1000 m.
• Ácima de 50 km, grupos 
distanciados a cada 10 km.
• A propriedade foi dividida 
em 2 grupos, 9,5 ha em 
cada.
• Cada grupo com 5 árvores 
estressadas, com herbicida 
Tordon 10% 
• Árvores identificadas com 
o número de cada grupo 
(GRUPO I e II)
Localização dos grupos
• Para aplicação do herbicida, retira-se os ramos da parte inferior.
• Entalhe com o auxilio da machadinha, em um ângulo de 45º e injetar 2ml do 
herbicida com uma seringa.
• Registrar por meio de relatório a data, local de instalação, diâmetro médio árvore.
• Quando a porcentagem de árvores atacadas for superior a 1%, suspenção da 
instalação de árvores-armadilha.
• Revisão das armadilhas de 2 a 4 meses, após os picos de emergência dos 
adultos.
• Inspeção observando os aspectos: Presença de respingos de resina; manchas 
marrom-alaranjadas do fungo simbionte, abaixo da casca; orifícios de emergência 
dos adultos.
Níveis de Dano 
Econômico
• Não há dano econômico causado 
pela praga, pois seu nível 
populacional está sob controle com 
o uso de controlador biológico 
(nematoide).
• Espécie ocasional ou praga 
secundária, mantém o equilíbrio 
durante grande parte do tempo, 
mas ocasionalmente pode 
desenvolver um pico que atinge o 
nível de dano econômico 
(SUJIMOTO, 2021).
Tomada de Decisão
• Para que o controle seja efetivo, é importante que o produtor e o profissional 
conheçam o nível de controle (NC). 
• O NDE refere-se a infestação (densidade populacional) da praga que causa 
prejuízo igual ou superior ao custo do controle desta praga em uma determinada 
cultura. 
• O ideal é que os organismos considerados pragas, sejam mantidos na área de 
cultivo em nível de equilíbrio (NE), abaixo do nível de controle.
• Como foi constatado o equilíbrio, sem atingir o Nível de Dano Econômico (NDE), 
sugere-se ao produtor, iniciar a instalação de Árvores-armadilhas, para 
acompanhar as flutuações populacionais da praga.
Escolha do método mais adequado para redução populacional 
da praga
• Manejo adequado de silvicultura.
• Principal método, o controle biológico com o uso do nematoide Deladenus
siricidicola.
• Custo em torno de 40 R$/ha, sendo 760 R$ ao todo nos 19 ha totais da 
propriedade.
• Fornecido pela a Embrapa Floresta e Fundo Nacional de Controle de Pragas.
• Cada dose é suficiente para 10 árvores, Nematóide + espessante (gelatina).
Inoculando na árvore
• A inoculação do nematoide 
entre os meses de março e 
agosto.
• Não pode ser em dias 
chuvosos.
• De 5 árvores infestadas 
por hectare, tratar todas.
• De 6 a 25, tratar 5.
• Acima de 25, tratar 20%.
• Derrubar a árvore, retirar 
galhos e deixar suspensa 
do chão.
• Abrir orifícios com martelo 
a cada 30cm.
• Aplicar com bisnaga e 
pressionar com o dedo.
Parasitismo
Métodos de avaliação e diagnose e resultados 
esperados dos controles
• Observação de respingos de resina no Pinus taeda.
• Amarelecimento da copa, onde se tem a queda das acículas.
• Orifícios de emergência.
• Espera-se do ontrole biológico, através do nematoide Deladenus siricidicola, uma 
eficácia de 70%, podendo chegar próximo dos 100%.
• O monitoramento da eficiência pode ser estimado 2 anos após a primeira 
inoculação.
Referências 
ALFARO, R. I. Role of genetic resistance in management ecosystems susceptible to
white pine 
weevil. Forestry Chronicle. Quebec: v. 72, n. 4, p. 374-380, 1996.
BATISTA, E.S.de P. Sirex noctilio (Hymenoptera: Siricidae) e seus inimigos naturais 
em Pinus 
taeda e caracterizaçãomorfológica de Deladenus siricidicola. 2014. 83p. Tese 
(Doutorado em 
Agronomia) - Entomologia Agrícola, Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, SP.
CELULOSE ONLINE (Brasil). Para que Serve a Madeira de Pinus? 12 Usos 
Sustentáveis., 
2017. Disponível em: https://www.celuloseonline.com.br/para-que-serve-ma
deira-de-pinus-12-usos-sustentaveis/. Acesso em: 26 abr. 2021.
CIDASC- A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina. 
Defesa 
sanitária vegetal, 2016. Disponível em: 
http://www.cidasc.sc.gov.br/defesasanitariavegetal/legislacao/. Acesso em: 26 abr. 
20221.

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