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18/08/2021 1 ANATOMIA DO APARELHO RESPIRATÓRIO Prof. Dr. Gabriel Pfrimer APARELHO RESPIRATÓRIO Funções: Trocas gasosas Fonação Olfato Detecção de estro (sistema olfativo acessório) Reconhecimento de indivíduos (*tegumento) Equilíbrio ácido-básico 1 2 18/08/2021 2 Divisão: 3 – raiz 2 – dorso 5 - ápice Nariz (Gr. Rhin, Lat. Nasus) Parte da face rostral à região frontal e dorsal à infraorbital e bucal. Áreas x sulcos A pele modificada do ápice é denominada: Plano nasolabial (bov) Plano nasal (car, peq ru) Plano rostral (su) Epiderme espessa (todas as camadas) é muito queratinizada Pele glabra (planos nasal e nasolabial), ou com poucos pelos táteis (su) Hipoderme rica em glândulas (exceto cães) – superfície úmida No eqüino a pele não é diferenciada Nariz Características: 3 4 18/08/2021 3 Estruturas do ápice Philtrum (filtro) Asa do nariz Sulco alar Narinas Nariz NARIZ NÃO É FOCINHO! - Nariz - Maxilar (rostral) - Mandíbula (rostral) BASE ÓSSEA DO NARIZ Dorsalmente Nasais Lateralmente Maxilas Ventralmente Processos palatinos dos ossos maxilas e incisivos e palatinos Caudalmente Lamina crivosa do osso etmóide 5 6 18/08/2021 4 CARTILAGENS NASAIS EXTERNAS Sustentam o ápice e os vestíbulos nasais Determinam a forma das narinas Cartilagem alar dos eqüinos 7 8 18/08/2021 5 Septo nasal Separa as cavidades nasais direita da esquerda. Parte cartilagínea (cartilagem do septo nasal) – (7) Parte membranácea (9) Parte óssea (10) – osso vômer, parte perpendicular do etmóide e o osso rostral (suíno). Cavidade nasal Desde as narina até a coana ( ) Três regiões: a) Vestíbulo nasal Epitélio estratificado Vibrissas (pelos) Óstio nasal do ducto nasolacrimal b) Região respiratória Maior parte Epit. pseudoestratificado a) Região olfatória Caudodorsal (conchas etmoidais) Neurônios bipolares 9 10 18/08/2021 6 Cavidade nasal Conchas nasais – são elevações na cavidade nasal. Constituição: Finos rolos ósseos (endoturbinados) derivados do osso maxila e do etmóide Revestimento por mucosa nasal Cavidade nasal Concha nasal dorsal (amarelo) Concha nasal ventral (preto) Concha nasal média (lilás) Conchas nasais etmoidais (azul) Meato nasal dorsal (a) Meato nasal médio (b) Meato nasal ventral (c) Meatos etmoidais Meato nasal comum a b c 11 12 18/08/2021 7 Cavidade nasal Órgão Vomeronasal (Ou órgão de Jacobson) – envolvido com a percepção de feromônios. Constituição: cilindro incompleto de cartilagem hialina revestido internamente por mucosa olfatória especial. É cego caudalmente. Abre-se rostralmente junto ao ducto incisivo. Flehmen Glândula nasal lateral – (ausente em bovinos) – localiza-se na abertura para o seio maxilar. Seu ducto percorre o meato nasal médio e abre-se próximo à prega reta. Contribui para a umidificação do ar. O conteúdo passa para a cav. Oral pelo ducto incisivo. Trajetória do ar na cav nasal O meato nasal dorsal conduz ar à area olfatória. O meato nasal médio ao sistema de seios paranasais; E o meato nasal ventral é a principal via que chega à nasofaringe. As conchas nasais promovem um turbilhonamento do ar para sua umidificação (90%) e purificação – contato com o muco pegajoso. Continuação da cav nasal 13 14 18/08/2021 8 Ducto nasolacrimal – conduz o excesso de lágrima para a cavidade nasal ou vestíbulo da cav nasal Óstio nasal do ducto nasolacrimal (cão) São escavações nos ossos da face e do crânio que se abrem e drenam na cavidade nasal. São revestidas por mucosa respiratória. Comunicação com a cavidade nasal pelos meato nasal médio e etmoidais. Funções dos seios: - aumenta a superfície p/ inserção muscular do crânio sem aumentar o peso - ressonância vocal, - proteção térmica para a cavidade craniana, órbita e cav. nasal. Seios paranasais 15 16 18/08/2021 9 4. Seio palatino 5. Seio frontal 6. Seio esfenoidal (bov, su, eq) Seios paranasais dos animais: 1. Seios das conchas nasais 2. Seio maxilar – (recesso maxilar no cão) 3. Seio lacrimal (su, ru) É uma câmara que conecta a cav nasal com a laringe e a cav oral com o esôfago. É o local do cruzamento das vias destes dois aparelhos. Faringe 17 18 18/08/2021 10 Divisões: O palato mole divide a poção cranial da faringe em: A) Nasofaringe (ou parte nasal da faringe)– dorsalmente B) Orofaringe (ou parte oral da faringe) _ ventralmente A laringofaringe (ou parte laríngea da faringe) (C) situa-se caudalmente. É uma porção em comum dos aparelhos respiratório e digestório. Faringe Nasofaringe Estende-se das coanas ao óstio intrafaríngeo. -Óstio intrafaríngeo – comunica a nasofaringe à laringofaringe. É delimitado pela borda livre do palato mole e os arcos palatofaríngeos. Faringe 19 20 18/08/2021 11 Nasofaringe óstio faríngeo da tuba auditiva – abertura da tuba auditiva na nasofaringe. A tuba auditiva comunica a orelha média à nasofaringe para equilibrar a pressão na orelha. Faringe Divertículo da tuba auditiva (bolsa gutural) • Dilatação da tuba auditiva em eqüinos (v = 300 - 500ml). • A parede medial das membranas forma um septo mediano •Função: resfria o sangue que flui para o cérebro (A. carótida interna na parede) Epiema de bolsa gutural é quadro comum Pode haver morte por hemorragia durante processos infecciosos Faringe 21 22 18/08/2021 12 Laringe consiste de várias cartilagens revestidas internamente por mucosa. Funções: •conecta a laringofaringe à traquéia; •Serve de válvula para evitar que o alimento atinja a traquéia; •É o órgão da fonação dos mamíferos Cartilagens da laringe: Cricóide 23 24 18/08/2021 13 Cartilagens da laringe Cart Tireóidea (thyreos = escudo, eídos = forma)- -e a maior das cartilagens Lâminas direita e esquerda Corno rostral – articula- se com o osso tireohiódeo (do osso hióide) Corno caudal – articula-se com a cricóide Incisura tireóidea rostral Incisura tireóidea caudal -Muito profunda no eqüinoProeminência laríngea (vulgo gogó, maçã de Adão) Cart Tireóide equino vista ventral Cart Tireóide eqüino vista ventral Cartilagens da laringe Cart cricóide (krikós = anel, eídos = forma)- articula-se caudalmente com a traquéia. Lâmina Arco Crista mediana – local de inserção muscular Face articular para a aritenóide Face articular para a tireóide 25 26 18/08/2021 14 Cartilagens da laringe Cart aritenóides – par de cartilagens medialmente à cart tireóide. Vista lateral Vista medial Base Tubérculo corniculad o Processo vocal – onde se prende as pregas vocaisPrega vocal Processo muscular ápice Endoscopia da laringe com hemiplegia esquerda Processo corniculad o Cartilagens da laringe Epiglote – é a porção mais rostral da laringe. Fecha a entrada da laringe durante a deglutição, funcionando como uma válvula. Epiglote – face laríngea – 1- pecíolo; 2 – processo cuneiforme (no eqüino) Ápice –extremidade livre Base Epiglote Prega ariepiglóticaCavidade da laringe 27 28 18/08/2021 15 FARINGE E LARINGE DURANTE A RESPIRAÇÃO E DEGLUTIÇÃO laringe Parede da cavidade da laringe Mucosa: locais de maior atrito com o ar, como as pregas vocais; ou com alimento (face ventral da epiglote), são revestidos por epitélio estratificado. Ventrículos da laringe – são cavidades laterais da parede da laringe. (cães, eqüinos e suínos) Vista dorsal da laringe seccionada longitudinalmente Cav da laringe de equino 29 30 18/08/2021 16 Parede da cavidade da laringe Prega vestibular Ausente em ruminantes e suínos Delimita rostralmente o ventrículo da laringe. Em suínos o ventrículo é delimitado pelas duas partes da prega vocal (Schaller, 1999). Vista dorsal da laringe seccionada longitudinalmente Cav da laringe de equino Parede da cavidade da laringe Prega vocal – contém o ligamento vocal e o músculo vocal.Delimita caudalmente o ventrículo da laringe. Vista dorsal da laringe seccionada longitudinalmente Cav da laringe de equino Prega vocal do bovino Movimento das pregas vocais durante a vocalização 31 32 18/08/2021 17 Paralisia das pregas vocais Adquirida: Lesão da cabeça, pescoço, tumores, cirurgias, pancadas - lesão do nervo vago e seus ramos (laríngeos ou laríngeo recorrente) Sintomas: alterações da fonação, deglutição Eqüino - normal Eqüino - hemiplegia Pregas vocais Tubérculo corniculado (formado pelo processo corniculado) Rima glótica Ventríc ulo da laringeParalisisa congênita: a maioria é predominante do lado esquerdo. Intolerância e aversão ao exercício, assovio ou ronquidão ao Pregas vocais em diferentes situações 33 34 18/08/2021 18 Prega ariepiglótica – prega entre a margem lateral da epiglote até as aritenóides Recesso mediano da laringe Cavidade da laringe A - VESTÍBULO DA LARINGE – desde o ádito da laringe (entrada da laringe até a glote. O ádito é delimitado pelas pregas ariepiglóticas, pelos tubérculos corniculados e pela epiglote. Seu fechamento protege a laringe da penetração de corpos estranhos O vestíbulo da laringe contém as pregas vestibulares, a rima vestibular (fenda entre as pregas) e os ventrículos da laringe. Bovino Equino 35 36 18/08/2021 19 Cavidade da laringe B - GLOTE – É o aparelho vocal da laringe contém as pregas vocais, a rima glótica (fenda entre as pregas vocais) e as cartilagens aritenóides com os seus processos vocais. Bovino Equino Cavidade da laringe C CAVIDADE INFRAGLÓTICA – estende-se da glote à traquéia. Bovino Equino 37 38 18/08/2021 20 Músculos da laringe – músculos estriados. Dividem em: 1 – Mm extrínsecos - entre a laringe e outras estruturas. Desloca a laringe como um todo, principalmente durante a deglutição. 1.1- M. esternotireóideo – movimenta caudalmente a laringe. 1.2- M. tireoióideo – (da cart tireóide ao o osso hióide) movimenta a laringe rostralmente. 1.3 – M. hioepiglótico – do basióide à cart. epiglótica. Traciona a epiglote rostroventralmente em direção à língua. Músculos da laringe 2 – Mm intrínsecos - de uma cartilagem da laringe a outra. Movimenta uma em relação às demais. Função: fonação, fechamento e abertura da glote. 2.1- M. cricotireóideo . Inervação: N. laríngeo cranial do vago Ação: adução das pregas vocais 39 40 18/08/2021 21 Músculos da laringe 2.2- M. cricoaritenóideo dorsal. Inserção: processo muscular das aritenóides Inervação: N. laríngeo recorrente do vago Ação: abdução das pregas vocais, dilatando a glote Músculos da laringe 2.3- M. aritenóideo transverso. Inervação: N. laríngeo recorrente do vago Ação: adução das pregas vocais, fechando a glote 41 42 18/08/2021 22 Músculos da laringe 2.4- M. cricoaritenóideo lateral. Inervação: N. laríngeo recorrente do vago Ação: adução das pregas vocais, fechando a glote Músculos da laringe 2.5- M. tireoaritenóide No cão e cavalo, divide-se em: M. ventricular – fica contido na prega ventricular junto ao ligamento ventricular. Ação: constrição da glote e dilatação do ventrículo da laringe Inervação: N. laríngeo recorrente M. vocal - está contido junto ao ligamento vocal na prega vocal. Ação: Relaxa as pregas vocais. Inervação: N. laríngeo recorrente do vago 43 44 18/08/2021 23 INERVAÇÃO E AÇÕES Todos os músculos intrínsecos da laringe, com exceção do cricotireóideo, são inervados pelo n. laríngeo recorrente (ramo do n. vago). O m. cricotireóideo é inervado pelo ramo laríngeo externo do n. laríngeo cranial do n. vago. As ações principais dos músculos intrínsecos da laringe são as seguintes: •tensionar ou relaxar o ligamento vocal, ou seja, aumentar ou encurtar a distância que separa as cartilagens aritenóides e tireóide. •aduzir ou abduzir os ligamentos vocais, ou seja, afastar ou aproximar do plano mediano os ligamentos vocais. Conseqüentemente, significa aumentar ou reduzir a rima da glote. •ocluir o ádito da laringe, ou seja, fechar a entrada da laringe. 45