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overnador do Estado 
Francisco G
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Secretário de Agricultura e Abastecim
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oordenador da Pesquisa Agropecuária 
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Eduardo Antonio Bulisani 
D
ivisão de Plantas Alim
entícias Básicas 
H
enrique M
azotini, João Paulo Feijão Teixeira 
e Luiz D
'Artagnan de Alm
eida 
Assistência Técnica de Program
ação 
E/i Sidney Lopes 
Sistem
a de Planejam
ento C
ientifico 
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arvalhaes G
ianini 
D
ivisão de Adm
inistração 
Afonso Peche Filho 
D
ivisão de Engenharia Agrícola 
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D
ivisão de Estações Experim
entais 
Edera/do José C
hiavegato 
D
ivisão de Plantas Industriais 
M
ário José Pedro Júnior 
D
ivisão de Solos 
Ana M
aria M
agalhães Andrade Lagóa 
Serviço de D
ivulgação Técnico-C
ientífica 
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 N.o 100 
2."edição 
revisada e atualizada 
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Editores 
Boletim
 Técnico, IAC
 
C
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pinas, SP Bernardo van R
aij 
H
eitor C
antarella 
José Antonio Q
uaggio 
Ângela M
aria C
angiani Furlani 
ISSN
 0100-3100 
n. 0 100 
285p. 
Instituto Agronôm
ico, C
am
pinas 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 para o E
stado 
de São Paulo, por B. van R
aij, H. C
antarella, J.A
. O
uaggio 
& A.M
.C
. Furlani. 2.ed.rev.atual. C
am
pinas, Instituto A
gro-
nôm
ico/Fundação IA
 C, 1997. 
285p. 
(Boletim
 técnico, 100) 
1. a edição: 1985 
2." edição: 1996 
C
D
D
 633 
C
D
D
 631-8 
E perm
itida a reprodução parcial, desde que citada a fonte. A reprodução 
total depende de anuência expressa do Instituto A
gronôm
ico. 
As eventuais citações de produtos e de m
arcas com
erciais não im
plicam
 
em
 recom
endações da Instituição. 
2.• edição: 1 a tiragem
 (outubro-
1996): 5.000 exem
plares 
2
" ti ra,le(rr(llãZim
il 
A
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Instituto A
gronôm
ico 
Adem
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Aildson Pereira D
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Ângela M
aria C. Furlani 
Ângelo Savy Filho 
Antonio Fernando C. Tom
bolato 
Antonio Luiz de Barros Salgado 
Arlete M
archi Tavares de M
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Bernardo van R
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C
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C
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Eduardo A. Bulisani 
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Ignácio J. de G
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Joaquim
 A. de Azevedo Filho 
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Luiz Antonio F. M
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Luiz A. Junqueira Teixeira 
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Indústrias M
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A
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Antonio C. Sanches 
Edm
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U
niversidade do Sudoeste 
da B
ahia 
Abel Rebouças São José 
A
PR
ESEN
TA
Ç
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O
 
A agricultura paulista é bastante singular quanto à utilização de tecnologia, 
nela coexistindo desde a em
pírica de subsistência, até a do lim
iar do conheci-
m
ento científico e tecnológico. D
e m
odo geral, ela é conservadora quanto aos 
sistem
as de produção, considera pouco relevantes a preservação do am
biente 
rural, a eficácia produtiva e a qualidade do produto, para atendim
ento de um
 
m
ercado cada vez m
ais exigente e diversificado. Pode-se considerá-la com
o 
um
a atividade de altas perdas, dos insum
os aos produtos e, regionalm
ente, 
pouco hom
ogênea quanto à adoção de técnicas adequadas. 
Lado a lado, 
convivem
 áreas em
 exploração produtiva, com
petitiva e ecologicam
ente corre-
tas, com
 outras de baixa produtividade, alto risco econôm
ico e, principalm
ente, 
em
 acelerado processo de degradação. 
O
 solo, substrato onde as plantas se desenvolvem
, nem
 sem
pre assegura 
o pleno fornecim
ento dos m
inerais e outras substâncias de que elas necessi-
tam
, nem
 lhes garante a expressão de seu potencial produtivo. 
Altam
ente 
com
plexo, podendo até ser considerado com
o um
 
organism
o vivo, o solo 
fornecedor de nutrientes às plantas, é fator de produção tecnicam
ente de fácil 
m
odificação e ajuste. 
C
onhecer os lim
ites desses ajustes, as suas relações 
com
 a produção e com
 a qualidade do produto e do am
biente é fundam
ental 
ao exercício da arte da agricultura, ou da agricultura com
o arte. 
O
 Instituto Agronôm
ico (IAC
) tem
 desem
penhado, na área da nutrição das 
plantas e da adubação e correção do solo, um
 extenso, continuado e profícuo 
trabalho de definição de com
o, quanto e quando m
odificar o solo para o alcance 
dos objetivos produtivos. 
Assim
, o IAC
 apresenta esta nova edição do Boletim
 100, que traz de 
form
a organizada, as inform
ações básicas e necessárias ao entendim
ento das 
respostas das plantas ao am
biente solo e, pragm
aticam
ente, recom
enda a sua 
correção e adubação. 
Este trabalho representa o som
atório da experiência e 
vivência da m
aioria do corpo técnico do IAC
 e de colaboradores da C
 ATI, 
C
C
A-U
FSC
ar, C
EN
A-U
SP, C
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, EM
BR
APA, ESALO
/U
SP, Instituto 
de Zootecnia (IZ), M
A-Pró-C
afé, além
 de especialistas da iniciativa privada. 
Acom
panhando a vocação da agricultura paulista e por causa da sua 
diversificação, não poderia ser diferente este Boletim
, que contém
 recom
enda-
ções técnicas sobre m
ais de um
a centena de espécies, recom
endações essas 
tam
bém
 válidas e aplicáveis a outras regiões com
 condições edafoclim
áticas 
sem
elhantes. 
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1. IN
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Página 
1 2 2 
2. A
M
O
STR
A
G
EM
 DE SO
LO
 . . . . . . . . . 
3 
2.1 Escolha de glebas para am
ostragem3 
2.2 Ferram
entas e coleta de am
ostras 
. . 
4 
2.3 Freqüência e época de am
ostragem
 
. . 
5 
2.4 Local e profundidade de am
ostragem
 
. 
5 
2.5 Envio da am
ostra de solo ao laboratório 
6 
3. R
EPR
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6 
3.1 U
nidades de representação de resultados . 
6 
3.2 S
olos. . . . . . . . . 
6 
3.3 Folhas 
. . . . . . . . 
7 
3.4 C
orretivos da acidez 
7 
3.5 Fertilizantes . . . . . 
7 
3.6 C
onversão de 
8 
4. IN
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LO
 
8 
4.1 N
itrogênio . . . . . 
9 
4.2 Fósforo e potássio 
. . . . . 
9 
4.3 Acidez 
. . . . . . . . . . . . 
1 O
 
4.4 C
álcio, m
agnésio e enxofre 
11 
4.5 M
icronutrientes . . . . . . . 
12 
4.6 M
atéria orgânica e argila 
. 
12 
4. 7 Interpretação de resultados de análise de am
ostras do subsolo 
13 
5. PR
O
D
U
TIVID
A
D
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A
D
A
 
... 
6. C
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 SO
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6.1 C
orretivos da acidez .
.
.
.
.
.
 . 
6.2 C
álculo da necessidade de calagem
 
6.3 Incorporação do corretivo 
.
.
.
.
.
 . 
6.4 R
edução da acidez do subsolo 
.. . 
6.5 C
álculo da necessidade de calagem
 usando o Sistem
a Interna-
13 
14 
14 
16 
17 
17 
cional de U
nidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
18 
7. A
D
U
B
A
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O
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SFATADA .. 
7.1 Fertilizantes fosfatados 
7.2 Adubação fosfatada 
... 
8. A
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M
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8.1 N
itrogênio 
8.2 Potássio 
8.3 Enxofre 
. 
9. A
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M
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TES ... 
9.1 Fertilizantes contendo m
icronutrientes 
9.2 Adubação com
 m
icronutrientes 
10. A
D
U
B
A
Ç
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 O
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A
 .
.. . 
10.1 Adubos orgânicos .... . 
10.2 Estercos de origem
 anim
al . 
10.3 C
om
postos .
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
10.4 R
esíduos urbanos e industriais 
10.5 Adubos verdes .
.
.
.
.
 . 
10.6 Adubos organom
inerais .... . 
11. C
O
M
PO
SIÇ
Ã
O
 Q
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 DE PLA
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SE FO
LIA
R
 
11.1. C
om
posição quím
ica das plantas 
11 .2. D
iagnose folia r 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
12. IM
PLEM
EN
TA
Ç
Ã
O
 D
A
S R
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O
M
EN
D
A
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Õ
ES 
12.1 Adubos sim
ples 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
12.2 Fórm
ulas N
PK .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
12.3 Adição de enxofre e de m
icronutrientes .. 
12.4 M
odos e épocas de aplicação 
.
.
.
.
.
.
 . 
12.5 Fórm
ulas N
PK com
 o Sistem
a Internacional de U
nidades 
12.6 Apresentação de resultados e recom
endações 
13. C
ER
EA
IS .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 · .. 
13.1 Inform
ações gerais 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
13.2 C
om
posição quím
ica, am
ostragem
 de folhas e diagnose foliar 
13.3 Arroz de sequeiro 
13.4 Arroz irrigado 
. 
13.5 Aveia e centeio 
19 
19 
21 
22 
22 
25 
26 
27 
27 
29 
30 
30 
30 
32 
32 
32 
32 
35 
35 
35 
37 
38 
38 
38 
39 
40 
41 
43 
45 
46 
48 
50 
52 
54 
13.7 M
ilho para grão e silagem
 
13.8 M
ilho "Safrinha" .
.
.
.
.
 . 
13.9 M
ilho pipoca .
.
.
.
.
.
.
 . 
13.1 O
 M
ilho verde e m
ilho doce 
13.11 Sorgo granífero, forrageiro e vassoura 
13.12 Trigo de sequeiro e triticale de sequeiro . 
13.13 Trigo e triticale irrigados 
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
. 14. ESPEC
IA
R
IA
S, A
R
O
M
Á
TIC
A
S E M
ED
IC
IN
A
IS 
14.1 Inform
ações gerais 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
14.2 C
am
om
ila 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
14.3 C
apim
-lim
ão ou erva-cidreira, C
itronela-de-java, palm
a-rosa . 
14.4 C
ardam
om
o 
14.5 C
onfrei . 
14.6 C
urcum
a .. 
14.7 D
igitális 
.. 
14.8 Erva-doce ou funcho 
14.9 Estévia .
.
.
.
.
.
 . 
14.1 O
 G
engibre 
.... . 
14.11 M
enta ou hortelã . 
14.12 Pim
enta-do-reino 
14.13 Píretro 
14.14 U
rucum
 
14.15 Vetiver 
15. ESTIM
U
LA
N
TES 
15.1 Inform
ações gerais 
.. 
15.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar 
15.3 C
acau 
15.4 C
afé 
15.5 C
há . 
15.6 Fum
o 
16. FIB
R
O
SA
S .. 
16.1 Inform
ações gerais 
.. 
16.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar do algodoeiro 
16.3 Algodão 
.... . 
16.4 Bam
bu 
.
.
.
.
.
 . 
16.5 C
rotalária júncea 
16.6 Juta .
.
.
.
.
.
.
 . 
56 
60 
62 
64 
66 
68 
70 
73 
75 
76 
77 
78 
79 
80 
81 
82 
83 
84 
85 
86 
87 
88 
90 
91 
93 
94 
96 
97 
102 
103 
105 
107 
108 
109 
112 
113 
114 
16.7 Linho têxtil 
16.8 O
uenafe 
16.9 R
am
i 
. 
16.10 S
isal. 
17. FR
U
TÍFER
A
S 
17.1 Inform
ações gerais 
17.2 Teores de m
acronutrientes prim
ários em
 frutas 
17.3 Am
ostragem
 de folhas e diagnose foliar 
17.4 Abacate 
. . . . . . . . . . . . . 
17.5 Abacaxi .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
17.6 Acerola ou cereja-das-antilhas . 
17.7 Banana .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
17.8 C
itros: laranja, lim
ão, tangerina e m
urcote 
17.9 Frutas de clim
a tem
perado -
1: am
eixa, pêssego, nêspera, 
nectarina e dam
asco-japonês (um
ê) 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
17.10 Frutas de clim
a tem
perado-
11: figo, m
açã, m
arm
elo, pêra e 
pêssego em
 pom
ar com
pacto 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
17.11 Frutas de clim
a tem
perado-111: caqui, m
açã, m
acadâm
ia, pecã 
e pêra . 
17.12 G
oiaba 
17.13 M
am
ão 
17.14 M
anga 
17.15 M
aracujá 
17.16 U
vas finas para m
esa e passa 
17.17 U
vas rústicas para m
esa, vinho e suco 
18. H
O
R
TA
LIÇ
A
S 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
18.1 Inform
ações gerais 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
18.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar 
18.3 Abobrinha ou abóbora de m
oita; abóbora rasteira, m
oranga e 
híbridos; bucha e pepino . 
18.4 Aipo ou salsão .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
18.5 Alcachofra 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
18.6 Alface, alm
eirão, chicória, escarola, rúcula e agrião d'água 
18.7 Alho .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
18.8 Alho-porre e cebolinha 
18.9 Aspargo 
.
.
.
.
.
.
.
 . 
18.1 O
 Berinjela, jiló, pim
enta-hortícola e pim
então 
18.11 Beterraba, cenoura, nabo, rabanete e salsa 
115 
116 
117 
118 
119 
121 
122 
123 
126 
128 
129 
131 
133 
137 
139 
141 
143 
145 
146 
148 
150 
152 
155 
157 
160 
164 
166 
167 
168 
170 
171 
172 
173 
174 
18.12 Brócolos, couve-flor e repolho 
18.13 C
ebola (sistem
a de m
udas) .. 
18.14 C
ebola (sistem
a de bulbinhos) 
18.15 C
huchu 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
18.16 C
ouve m
anteiga e m
ostarda 
. 
18.17 Feijão-vagem
, feijão-fava, feijão-de-lim
a e ervilha torta (ou 
ervilha-de-vagem
) 
18.18 M
elão e m
elancia 
18.19 M
orango 
.... . 
18.20 Q
uiabo 
.
.
.
.
.
 . 
18.21 Tom
ate (estaqueado) 
18.22 Tom
ate rasteiro (industrial) irrigado 
19. LEG
U
M
IN
O
SA
S E O
LEA
G
IN
O
SA
S .. . 
19.1 Inform
ações gerais 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
19.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar 
19.3 Am
endoim
 
... . 
19.4 Ervilha-de-grãos .
.
.
.
.
.
.
 . 
19.5 Feijão .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
19.6 Feijão-adzuki e feijão-m
ungo 
19.7 G
ergelim
 .. . 
19.8 G
irassol 
.. . 
19.9 G
rão-de-bico . 
19.1 O
 Legum
inosas adubos verdes: crotalária, chícharo ou ervilhaca, 
feijão-de-porco, feijão-guandu, lablabe;m
ucuna, !rem
oço . 
19.11 M
am
ona. 
19.12 Soja .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
20. O
R
N
A
M
EN
TA
IS E FLO
R
ES 
.
.
.
.
 . 
20.1 Inform
ações gerais e diagnose foliar 
20.2 Am
arílis 
.. 
20.3 Antúrio 
... 
20.4 C
risântem
o. 
20.5 G
ladíolo 
.. 
20.6 G
loxínia 
.. 
20.7 G
ypsophila . 
20.8 Plantas ornam
entais arbóreas 
20.9 Plantas ornam
entais arbustivas e herbáceas . 
20.10 R
osa 
.
.
.
.
.
 . 
20.11 Violeta-africana 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
175 
176 
177 
178 
179 
180 
181 
182 
183 
184 
185 
187 
189 
189 
192 
193 
194 
196 
197 
198 
199 
200 
201 
202 
205 
207 
209 
210 
211 
212 
213 
214 
215 
216 
217 
218 
21. R
AÍZES E TU
BÉR
C
U
LO
S 
. . . . . . . . . . 
21.1-lnform
ações gerais 
. . . 
. .. · . · · · 
21.2 com
posição m
ineral, am
ostragem
 de folhas21.3 Araruta industrial 
. 
21.4 Batata 
.
.
.
.
.
.
 . 
21 .5 Batata-doce e cará 
21.6 lnham
e ... . 
21.7 M
andioca .. . 
21.8 M
andioquinha 
22. O
U
TR
AS C
U
LTU
R
AS IN
D
U
STR
IAIS 
22.1 Inform
ações gerais 
.
.
.
.
.
.
.
 . 
22.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar 
22.3 C
ana-de-açúcar .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
22.4 Pupunha para extração de palm
ito 
22.5 Seringueira 
23. FLO
R
ESTAIS 
. 
23.1 Inform
ações gerais 
.......... 
.
.
.
.
.
.
.
.
 
' . 
e diagnose foliar 
23.2 conteúdo de m
acronutrientes em
 Eucalyptus e Pinus . 
23.3 D
iagnose foliar 
.
.
.
.
.
.
.
.
 · · · · · · 
23.4 Sistem
a de produção de m
udas . · .. · 
23.5 Viveiro de m
udas de Eucalyptus e Pinus 
23.6 Viveiro de m
udas de essências florestais de M
ata Atlântica 
23.7 Florestam
entos hom
ogêneos com
 Eucalyptus e Pinus 
. 
23.8 R
eflorestam
entos m
istos com
 espécies típicas da M
ata 
Atlântica .. 
24. FO
R
R
AG
EIR
AS 
24.1 Inform
ações gerais 
. 
24.2 com
posição quím
ica, am
ostragem
 de folhas e lim
ites de m
ter· 
prelação .
.
.
.
.
.
.
.
 · · · · · · · · · · 
24.3 R
ecom
endação de adubação e calagem
 
25. H
ID
R
O
PO
N
IA 
•
•
•
•
•
... · • • • • · 
25.1 Sais e fertilizantes recom
endados . 
25.2 Sugestão de solução nutritiva 
índice alfabético das culturas 
.
.
.
.
.
.
.
 · · · · · · · · · · · · · · 219 
221 
222 
224 
225 
226 
227 
228 
229 
231 
233 
234 
237 
240 
243 
245 
247 
248 
250 
251 
252 
254 
255 
258 
261 
263 
264 
267 
277 
277 
279 
281 
ili 
R
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M
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B
A
Ç
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O
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ALAG
EM
 
PAR
A O
 ESTAD
O
 DE SÃO
 P
A
U
L0( 1) 
Bernardo van Raij( 2· 3), H
eitor C
antarella( 2• 3), 
José Antonio Q
uaggio( 2• 3) e Ângela M
aria C
angiani Furlanif· 3) 
R
ESU
M
O
 
Esta publicação contém
 inform
ações para a prática da calagem
 e da 
adubação de culturas para o Estado de São Paulo. N
os doze prim
eiros 
capítulos são descritos aspectos gerais de avaliação da fertilidade do solo 
e do estado nutricional de plantas, calagem
, adubação e organização das 
inform
ações em
 tabelas de adubação. Aspectos característicos são as 
análises de fósforo em
 solos pelo m
étodo da resina trocadora de ions, o 
cálculo da calagem
 para elevar a saturação por bases a valores 
belecidos por cultura e a determ
inação do pH em
 solução de cloreto de 
cálcio. São introduzidas as análises de solo para enxofre e m
icronutrientes, 
no últim
o caso usando extração com
 água quente para boro e DTPA para 
zinco, m
anganês, ferro e cobre. O
utra inovação é a análise de am
ostras do 
subsolo e sua interpretação para a prática da gessagem
. O
s resultados são 
indicados dentro do Sistem
a Internacional de U
nidades. São fornecidas 
inform
ações sobre conteúdo m
ineral de plantas, am
ostragem
 de folhas e 
lim
ites de interpretação <;ie teores de nutrientes nas folhas. Para diversas 
culturas é introduzido o ·éoncelto de resposta esperada a nitrogênio, com
 
base no histórico de uso anterior da gleba, para culturas anuais, e no teor 
de nitrogênio nas folhas, para algum
as culturas perenes. As recom
endações 
de adubação, para as culturas m
ais im
portantes, le\.tam
 em
"éonta m
etas de 
produtividade esperada das culturas. São dadas inform
ações sobre correção 
do solo e adubação, inclusive com
 especificações de corretivos e 
tes. O
s outros capítulos apresentam
 inform
ações específicas sobre nutrição 
de plantas, calagem
 e adubação, em
 form
a de tabelas. As culturas foram
 
agrupadas em
: cereais; especiarias, arom
áticas e m
edicinais; estim
ulantes; 
fibrosas; frutíferas; hortaliças; legum
inosas e oleaginosas; ornam
entais e 
flores; raízes e tubérculos; outras culturas industriais; florestais; e 
ras. A 2. 8 edição revisada e atualizada, em
 1997, apresenta m
odificações 
nos capítulos sobre m
aracujá e hidroponia. 
Term
os de indexação: nutrientes, análise de solo, adubação, calagem
, 
recom
endação. 
e) A inclusão de m
uitas inform
ações sobre m
icronutrientes só foi possível com
 a realiza-
ção do projeto tem
ático da FAPESP "M
icronutrientes e m
icroelem
entos tóxicos na agricultura 
de São Paulo". 
( 2) Seção de Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas, Instituto Agronôm
ico (IAC). C
aixa 
Postal 28, 13001·970 C
am
pinas (SP). 
(3
) C
:nm
 hr.!<:><> 
... 
B. van RAIJ et ai. 
A
B
STR
A
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TILIZER
 ANO
 LIM
E R
EC
O
M
M
EN
D
ATIO
N
 
FO
R TH
E STATE O
F SÃO
 PAULO
, BR
AZIL 
This publication presents the lim
e and fertilizar recom
m
endations for 
crops for the State of São Paulo, Brazil. In lhe first twelve chapters lhe 
subjects deal w
ith general aspects of lim
ing and ferti!izer use, interpretation 
of soil and plant analysis and the organization of lim
e and fertilize r recom
-
m
endation in tables. Specific features are the analysis of soi! pho'sphorus 
w
ith an ion-exchange resin procedure, the increase of the base saturation to 
specific va!ues for crops as criteria for lim
e recom
m
endation and the deter-
m
ination of pH in calei um
 chloride solution. The soil analysis of sulfur and 
m
icronutrients is introduced, using hot w
aterextraction for boron, and D
TPA
 
extraction for zinc, m
anganese, iron and copper. A
nother novelty is the 
recom
m
endation of gypsum
 as an acid subsoil am
endm
ent based on the 
chem
ical analysis of subsoil sam
ples. lnform
ation on nutrient contents of 
crops, leal sam
pling and interpretation of leal analysis is also provided. The 
results of soil and plant analysis are presented using the lnternational System
 
of Units. For som
e crops the criteria of expected yield response to nitrogen 
is used, based on form
er soil use for annual crops and on nitrogen leaf 
content for som
e perennial crops. For the m
ost im
portant crops, fertilize r 
recom
m
endation takes into consideration the expected yields. lnform
ation is 
given on the correctíon of soil acidity and fertilization and also on am
end-
m
ents and fertilizers. In the other 13 chapters the recom
m
endation of lim
e 
and fertilizer is presented in tab!es. The crops are grouped under: cereais; 
spices, arom
atic and m
edicinal crops; stim
ulants; fiber plants; fruits; vegeta-
bles; !egum
inous and oil crops; ornam
entais and flow
ers; roots and tubers; 
other industrial crops; forest trees; and forage crops. This second edition, 
revised and updated in 1997, presents m
odifications concerned w
ith passion 
fruit production and com
m
ercial hydroponics. 
lndex term
s: nutrients, soil analysis, fert11ization; !im
ing, recom
m
endation. 
1. IN
TR
O
D
U
Ç
Ã
O
 
N
esta Segunda Edição do Boletim
 Técnico n. 0 100, a base de análise de 
solo para calagem
 e m
acronutrientes continua sendo a m
esm
a da Prim
eira 
Edição. As determ
inações básicas são a m
atéria orgânica, o pH em
 cloreto de 
cálcio, o fósforo extraído do solo com
 resina trocadora de íons, os teores 
trocáveis de cálcio, m
agnésio e potássio e a acidez total a pH 7. O
s valores 
calculados são a som
a de bases, a capacidade de troca de cátions e a 
saturação por bases. A recom
endação de calagem
 passou a ser feita visando 
a elevação da saturação por bases dos solos a valores variáveis por culturas. 
O
 uso da análise de solo é am
pliado nesta publicação, incluindo-se as 
determ
inações de enxofre, boro, cobre, ferro, m
anganês e zinco, para am
ostras 
da cam
ada arável do solo, e argila e alum
ínio trocável para am
ostras do 
subsolo. Além
 disso, passa a ser usada a análise foliar para m
uitas culturas, 
incluindo todos os m
acronutrientes e os m
icronutrientes boro, cobre, ferro, 
m
anganês e zinco. 
B
oletim
 Técnico. 100. JAC. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
Todos os resultados de análises de solo e de plantas apresentam
-se no 
Sistem
a Internacional de U
nidades. No caso de corretivos e fertilizantes isso 
ainda não é possível e as recom
endações são dadas nos m
oldes antigos. 
Apenasnos capítulos m
ais gerais avança-se um
 pouco em
 indicar conteúdos 
e cálculos para corretivos e fertilizantes com
 base no Sistem
a Internacional de 
U
nidades. 
A produtividade esperada é introduzida com
o um
 im
portante critério nas 
recom
endações de adubação. Para o nitrogênio ainda não se usa a análise de 
solo, m
as a previsão de respostas esperadas ao nutriente é feita para diversas 
culturas anuais, com
 base no histórico de uso anterior da gleba; para algum
as 
culturas perenes, a resposta a nitrogênio é inferida pelo teor folia r. Para m
uitas 
culturas, a diagnose foliar é incluída com
o instrum
ento com
plem
entar de 
avaliação do estado nutricional. 
Am
pliaram
-se as culturas contem
pladas, com
 a inclusão de diversas de 
responsabilidade do Instituto Agronôm
ico que ficaram
 fora da prim
eira edição. 
Além
 disso, desta vez são apresentadas as recom
endações de adubação para 
pastagens e forrageiras e para essências florestais. Tam
bém
 a hidroponia 
recebeu atenção nesta publicação. 
O
s 12 prim
eiros capítulos tratam
 de aspectos gerais, relacionados às 
análises de solos e plantas; os outros capítulos cuidam
 de recom
endações 
específicas para culturas, grupadas em
 diversas categorias. 
2. A
M
O
STR
A
G
EM
 DE SO
LO
 
A am
ostragem
 de solo é a prim
eira etapa em
 um
 bom
 program
a de 
adubação e calagem
. N
unca é dem
ais lem
brar que, por m
elhor que seja a 
análise quím
ica, ela não pode corrigir falhas na retirada da am
ostra ou na sua 
representatividade. 
D
etalhes sobre am
ostragem
 de solo, tais' com
o 'definição de glebas, 
retirada de am
ostras com
postas, ferram
entas utilizadas, local e profundidade 
de am
ostragem
 e outros, são apresentados em
 im
pressos distribuídos pelos 
laboratórios. C
ontudo, alguns aspectos específicos são lem
brados aqui, visan-
do a m
aior uniform
idade no procedim
ento. 
2.1 Escolha das glebas para am
ostragem
 
D
ividir a propriedade em
 glebas hom
ogêneas, nunca superiores a 20 
hectares, am
ostrando cada área isoladam
ente. 
Separar as glebas com
 a 
m
esm
a posição topográfica (solos de m
orro, m
eia encosta, baixada, etc.), cor 
do solo, textura (argilosos, arenosos), cultura ou vegetação anterior (pastagem
, 
café, m
ilho, etc.) e adubação e cal agem
 anteriores. Em
 culturas perenes, levar 
em
 conta, tam
bém
, a variedade e a idade das plantas. Áreas com
 um
a m
esm
a 
cultura, m
as com
 produtividade diferente, devem
 ser am
estradas separada-
m
ente. Identificar essas glebas de m
aneira definitiva, fazendo um
 m
apa para 
o acom
panham
ento da fertilidade do solo com
 o passar dos anos. 
Boletim
 Técnico. 100. IA C. 1997 
B. van RAIJ et al. 
Se 
a propriedade for m
uito grande, não sendo possível am
ostrá-la 
com
pletam
ente, é preferível am
ostrar apenas algum
as glebas, não m
uito ex-
tensas, representando situações diferentes. 
2.2 Ferram
entas e coleta de am
ostras 
A coleta de am
ostras pode ser feita com
 enxadão, pá reta ou, preferivel-
m
ente, com
 trado. O
 trado-tipo holandês, tubo ou de caneco-torna a operação 
m
ais fácil e rápida. Além
 disso, perm
ite a retirada das am
ostras na profundidade 
correta e das m
esm
as quantidades de terra de todos os pontos am
estrados. 
Todas as ferram
entas, bem
 com
o recipientes, utilizados na am
ostragem
 
e em
balagem
 da terra, devem
 estar lim
pos e, principalm
ente, não conter 
resíduos de calcário ou fertilizantes. Para am
ostras nas quais se pretende 
analisar m
icronutrientes, usar trado de aço e evitar baldes de m
etal galvanizado. 
De cada gleba devem
 ser retiradas diversas subam
ostras para se obter 
um
a m
édia da área am
ostrada. Para isso, percorrer a área escolhida em
 
ziguezague e coletar 20 subam
ostras por gleba hom
ogênea. Em
 culturas 
perenes, tais com
o café, citros, seringueira etc., a am
ostragem
 deve ser feita 
em
 toda a faixa de solo adubada, que reflete m
elhor os tratam
entos aplicados 
nos anos anteriores. 
Em
 cada ponto afastar, com
 o pé, detritos e restos de culturas. Evitar 
pontos próxim
os a cupinzeiros, form
igueiros, casas, estradas, currais, estrum
e 
de anim
ais, depósitos de adubo ou calcário ou m
anchas no solo. Introduzir o 
Irado no solo até a profundidade de 20 em
. A terra coletada representa um
a 
porção de solo na profundidade de 0-20 em
. R
aspar a terra lateral do trado, no 
caso de trado tipo holandês, aproveitando apenas a porção central. 
É possível, tam
bém
, am
ostrar adequadam
ente o solo com
 um
 enxadão 
ou pá reta. O
s cuidados e núm
eros de subam
ostras são os m
esm
os descritos 
para o trado. Após a lim
peza superficial do terreno, fazer um
 buraco em
 form
a 
de cunha, na profundidade de 0-20 em
, deixando um
a das paredes o m
ais reta 
possível. C
ortar, com
 o enxadão, um
a fatia de cim
a até em
baixo e tranferir para 
o balde. Para evitar encher dem
asiadam
ente o balde, dificultando a m
istura das 
am
ostras, cada fatia coletada pode ser destorroada dentro do próprio buraco, 
retirando-se um
a porção dessa terra para o balde. É im
portante coletar um
a 
m
esm
a porção de terra em
 cada um
 dos pontos am
ostrados. 
Transferir a terra de cada subam
ostra para um
 balde ou outro recipiente 
lim
po. R
epetir a am
ostragem
 do m
esm
o m
odo em
 cada um
 dos 20 pontos. 
Q
uebrar os torrões de terra dentro do balde, retirar pedras, gravetos ou outros 
resíduos, e m
isturar m
uito bem
. Se a am
ostra estiver m
uito úm
ida, deixar a 
am
ostra secar ao ar. 
R
etirar cerca de 300 g de terra do balde e tranferir para um
a caixinha de 
papelão apropriada para análise de solo ou saco plástico lim
po. Essa porção 
de terra será enviada ao laboratório. Jogar fora o resto da terra do balde e 
recom
eçar a am
ostragem
 em
 outra área. 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 
Identificar a am
ostra de solo 
. 
, . 
identificação da gleba am
ostrada e 
o ;o
m
e
 do propnetano, propriedade, 
com
 o m
a a d 
. 
, 
a a. 
notar em
 um
 caderno, juntam
ente 
o num
ero de cada am
ostra e o local de onde foi 
aplicação de calcárioç e 
o local para posterior 
da evolução da fertilidade do solo de um
 a 
' ac,' am
 o acom
panham
ento 
no para outro. 
2.4 Local e profundidade de am
ostragem
 
N
os casos de culturas anua· 
d 
1 
retirar as am
ostras sim
ples que 
e cu turas perenes a serem
 instaladas, 
e na profundidade de 20 
ao a am
ostra com
posta em
 todo o terreno 
em
 fertilidade do solo 
cam
ada arável. Para Iins de cálculos 
para um
a área de um
' hectare. 
a em
 um
 volum
e de 2.000.000 dm
3 de terra, 
Par_a cultu_ras perenes, que recebem
 aplicações lóca/izadas 
cale e frutJferas, retirar as am
ostras dos locais onde o adubo 
ra nesses casos os adubos nã 
· 
· 
· 
gem
 é igualm
ente feita na 
ao solo, a am
ostra-
interpreta ão d 
em
, para m
anter a coerência da 
direto, 
A :.esm
a observação vale para cultivo sob plantio 
, 
, 
m
 em
, a am
ostragem
 na profundidade de O
 a 20 
em
, ate que, eventualm
ente, a pesquisa indique alternativa m
elhor. 
Am
ostras com
postas podem
 
t 
b -
. 
20 a 40 
. 
. 
' am
 
em
, ser retiradas na profundidade de 
em
, pnnclpalm
ente para avaliar a acidez do subsolo 
be 
deve ser feita, 'de 
da superfície 
· 
-
em
 e em
 segu1da ret1rar a terra 
em
 
Antes 
do buraco, para depois aprofundar o trado até 40 
tam
bém
 2 n 
ad erra para o balde, raspar a terra lateral do trado e 
contam
inação 
Isso tudo é im
portante para evitar a 
para a am
ostra e 
ICJe. 
s trados tipo tubo são convenientes 
para a de 20-40g 
profunda, podendo-se utilizar um
 tubo de m
enor diâm
etro 
R
ílll'ltim
 T
6
rn
if'r. 
if'líl 
IA
(' 
1
0
0
7
 
B. van R
AIJ et ai. 
2.5 Envio da am
ostra de solo ao laboratório 
A am
ostra de solo deve ser acom
panhada da Folha de Inform
ações, 
preenchida com
 dados referentes a cada um
a das glebas am
estradas. C
ada 
am
ostra deve ser identificada,da m
esm
a m
aneira, na caixinha ou em
 outra 
em
balagem
 que a contiver, na Folha de Inform
ações e no m
apa da propriedade. 
As am
ostras podem
 ser enviadas pelo correio ou entregues a qualquer 
um
 dos laboratórios que utilizam
 os m
étodos de análise de solo desenvolvidos 
no IA C. Esses laboratórios têm
 seus resultados identificados por um
a etiqueta 
do ano do program
a de controle de qualidade do sistem
a IAC de análise de 
solo. 
C
aso haja interesse em
 recom
endação de calagem
 e adubação, o usuá-
rio deve especificar a cultura e o código correspondente, com
pletando, além
 
disso, o solicitado na Folha de Inform
ações para Análise de Solo. 
3. R
EPR
ESEN
TA
Ç
Ã
O
 DO
S RESULTADO
S DE A
N
Á
LISES 
DE SO
LO
S, FO
LH
A
S, FER
TILIZA
N
TES E C
O
R
R
ETIVO
S 
A adoção do Sistem
a Internacional de U
nidades (SI), nesta edição, 
im
plica em
 alteração nas representações e nos valores de parte dos resultados. 
3.1 U
nidades de representaçãQ
 de resultados 
As bases de representação serão o quilogram
a (kg) ou o decím
etro 
cúbico (dm
3) para sólidos e o litro (L) para líquidos. 
O
s conteúdos serão expressos em
 quantidade de m
atéria, podendo ser 
usados m
oi de carga (m
ole) ou m
ilim
ol de carga (m
m
olc), ou em
 m
assa, com
 as 
alternativas de gram
a (g) ou m
iligram
a (m
g). O
 m
ilim
ol de carga corresponde 
ao m
ilieqüivalente, que não será m
ais em
pregado. 
-A porcentagem
 não deverá m
ais ser utilizada para representar teor ou 
concentração e, assim
, dará lugar a um
a representação com
binando as unida-
des acim
a. 
3.2 Solos 
O
s resultados de cátions trocáveis, cálcio (Ca2+), m
agnes10 (M
g2+), 
potássio (K+), alum
ínio (AI3+), de acidez total a pH 7 (H
++ A13+), de som
a de 
bases (SB) e de capacidade de troca de cátions (C
TC
) serão apresentados em
 
m
m
olcfdm
3. O
s valores são 1 O
 vezes m
aiores do que a representação anterior, 
em
 m
eq/1 00 cm
3. 
O
s resultados de fósforo (P), de enxofre (S-S042-) e dos m
icronutrientes 
boro (B), cobre (Cu), ferro (Fe), m
anganês (M
n) e zinco (Zn), 
serão apresen-
tados em
 m
g/dm
3. Na prática, os resultados têm
 sido apresentados, por m
uitos 
laboratórios, em
 partes por m
ilhão (ppm
), m
esm
o para o caso de m
edidas 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
volum
étricas de solo, o que costum
a ser o caso da análise de solo para fins de 
fertilidade. Assim
 sendo, essa representação, em
 ppm
, tem
 sido usada de form
a 
am
bígua e, por isso, o seu uso deve ser descontinuado. De qualquer form
a os 
núm
eros não m
udarão. 
O
s resultados de m
atéria orgânica (M
O
) serão apresentados em
 g/dm
3, 
sendo os valores 1 o vezes m
aiores que a representação anterior, em
 porcen-
tagem
(%
), que corresponde a g/1 00 cm
3, já que a m
edida de solo no laboratório 
é volum
étrica. 
A saturação por bases (V) e a saturação por alum
ínio (m
), serão expres-
sos em
 porcentagem
 (%
). N
ote-se que estes são índices calculados e não 
representações de concentrações ou teores. N
esses casos, é adm
itido o uso 
da porcentagem
. 
3.3 Folhas 
A porcentagem
 (%
) deixa de ser usada para m
acronutrientes e substi-
tuída por g/kg, com
 núm
eros 1 O
 vezes m
aiores. 
Tam
bém
 a representação em
 partes por m
ilhão (ppm
) não m
ais será 
usada, dando lugar a m
g/kg. N
este caso, os núm
eros não m
udarão. 
3.4 C
orretivos da acidez 
O
s teores, tanto das frações granulom
étricas, com
o de cálcio e de 
m
agnésio, serão apresentados em
 g/kg. 
O
 poder de neutraliz,ação será dado em
 m
olcfkg. 
Para os corretivos será im
possível adotar im
ediatam
ente o SI, já que o 
com
ércio desses produtos não é feito usando essa representação. 
No capítulo de corretivos e fertilizantes, 
ápresentadas as duas 
alternativas e feitas com
parações. 
3.5 Fertilizantes 
No caso dos m
acronutrientes (N, P, K, Ca, M
g, S) os resultados serão 
apresentados em
 g/kg, em
 substituição à porcentagem
. O
s resultados serão 10 
vezes m
aiores, em
 se tratando dos elem
entos. 
Para fósforo e potássio há, ainda, o problem
a das representações em
 
P2 o
5 e em
 K2 0, que tam
bém
 não poderão ser abandonadas. Para fertilizantes, 
será preciso usar a representação do SI juntam
ente com
 a indicação tradicio-
nal. 
O
s m
icronutrientes serão representados em
 m
g/kg, ao invés de ppm
. O
s 
núm
eros não m
udarão. 
No caso de adubos fluidos, as representações dos teores de m
acro e 
m
icronutrientes serão feitas, respectivam
ente, em
 g/L e em
 m
g/L. 
R
n!A
tim
 
1 ()I) 
I A
 f'. 
1 Q
Q
7 
7 
B. van RAlJ et ai. 
3.6 C
onversão de unidades 
As representações antigas podem
 ser convertidas nas novas, conside-
rando as relações indicadas no quadro 3.1. 
N
os casos da porcentagem
(%
) e de partes por m
ilhão {ppm
), percebe-se 
com
o essas representações não têm
 significado preciso, podendo ser 
tes, conform
e a base de representação. Já no sistem
a novo, a representaçao 
é explícita e não deixa m
argem
 a dúvidas. 
Tam
bém
 fica claro que o m
ilieqüivalente (m
eq) só m
udou de nom
e, 
passando a ser conhecido com
o m
ilim
ol de carga (m
m
olc). O
 fator de conv_ersão 
1 o, m
ostrado no quadro 3.1, deve-se à m
udança da base de representaçao, de 
100 para 1 .000, da m
esm
a m
aneira com
o foi feito para a porcentagem
. 
A unidade de condutividade elétrica é o deci-siem
en por m
etro (dS/m
), 
que passa a substituir o m
ilim
ho/cm
. N
este caso os valores num
éricos perm
a-
necem
 os m
esm
os. 
Q
uadro 3.1. Fatores para conversão de unidades antigas em
 unidades do 
Sistem
a Internacional de U
nidades 
Unidade antiga (A) 
Unidade nova (N) 
Fator de conversão (F) 
(N 
x F) 
%
 
g/kg, g/dm
3, g/L 
10 
ppm
 
m
g/kg, m
g/dm
3, m
g/L 
1 
m
eq/100 cm
3 
m
m
o1Jdm
3 
10 
m
eq/100g 
m
m
oiJkg 
10 
m
eq/L 
m
m
oiJL 
P20s 
p 
0,437 
K20 
K 
0,830 
c ao 
C
 a 
0,715 
M
gO 
Mg 
0,602 
m
m
ho/cm
 
dS/m
 
1 
4. IN
TER
PR
ETA
Ç
Ã
O
 DE RESULTADO
S DE A
N
Á
LISE DE SO
LO
 
Além
 da interpretação da análise de solo para P, K, M
g e 
edição estão sendo introduzidas interpretações para_ respostas a n1trogen10, 
teores de cálcio, enxofre, 
m
icronutrientes e, lam
bem
, para res_ultados da 
análise quím
ica de am
ostras do subsolo. A tabela de interpretaçao d
e
!' foi 
subdividida para quatro grupos de culturas, de acordo com
 o grau de ex1genc1a 
a fósforo. 
o 
R
"l""tim
 
1
0
0
 
IA
('; 
1Q
Q
7 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
4.1 N
itrogênio 
Ainda não se tem
, para São Paulo, um
 critério confiável de recom
enda-
ção da adubação nitrogenada com
 base na análise de solo. Está-se adotando, 
para diversas culturas anuais, um
 critério de classes de resposta esperada que, 
associado às recom
endações por produtividade esperada, deverá resultar em
 
adubações m
ais coerentes com
 as necessidades em
 cada caso. Para algum
as 
culturas perenes, as classes de resposta esperada a nitrogênio são estabele-
cidas com
 resultados de teores de N
 em
 folhas. 
As classes de resposta esperada são assim
 conceituadas: 
Alta resposta esperada -
Solos corrigidos, com
 m
uitos anos de plantio 
contínuo de gram
íneas ou outras culturas não legum
inosas; prim
eiros anos de 
plantio direto; solos arenosos, sujeitos a altas perdas por lixiviação. C
ulturas 
perenes com
 teores baixos de N
 nas folhas. 
M
édia resposta esperada -Solos m
uito ácidos, que serão corrigidos; ou 
plantio anterior esporádico de legum
inosas; ou solo em
 pousio por um
 ano; ou 
uso de quantidades m
oderadas de adubos orgânicos. C
ulturas perenes com
 
teores m
édios de N
 nas folhas. 
Baixa resposta esperada-Solos em
 pousio por dois ou m
ais anos; cultivo 
após pastagem
 (exceto solos arenosos); ou solos com
 cultivo anterior intenso 
de legum
inosas; ou adubação verde com
 legum
inosas ou rotação perm
anente 
com
 legum
inosas; uso constante de quantidades elevadas deadubos orgâni-
cos. C
ulturas perenes com
 teores altos de N
 nas folhas. 
4.2 Fósforo e potássio 
O
s resultados de fósforo e de potássio são divididos em
 cinco classes 
de teores. O
s lim
ites de classes foram
 estabelecidos com
 ensaios de calibra-
ção, realizados principalm
ente para culturas anuais em
 c.ondições de cam
po e 
levando em
 conta as respostas aos elem
entos aplicados na adubação, expres-
sos em
 term
os de produção relativa. Assim
, a correspondência dos lim
ites de 
classes de teores com
 os respectivos lim
ites de produção relativa, são os 
apresentados no quadro 4.1. 
Q
uadro 4.1. Lim
ites de interpretação de teores de potássio e de fósforo em
 solos 
Teor 
M
uito baixo 
B
aixo 
M
édio 
Alto 
M
uito alto 
Produção 
relativa 
%
 
0-
70 
71-
90 
91-100 
>100 
>100 
R
niA
tim
 
1 0
0
 
I A
r: 
1 Q
Q
7 K+ trocável 
Florestais 
m
m
o!c;dm
3 
0,0·0,7 
0-
2 
0,8-1,5 
3-
5 
1,6-3,0 
6-
8 
3,1-6,0 
9-16 
>6,0 
>16 
P resina 
Perenes 
A
nuais 
Hortaliças 
m
g/dm
3 
0-
5 
O· 6 
O· 10 
6-12 
7-15 
11-
25 
13-30 
16-40 
26-
60 
31-60 
41-80 
61-120 
>60 
>80 
>120 n 
B. van RAIJ et ai. 
No caso do fósforo, os lim
ites de interpretação são dados para quatro 
grupos de culturas, com
 exigências crescentes de m
aior disponibilidade de 
fósforo: florestais, perenes, anuais e hortaliças. Trata-se de um
a classificação 
feita para fins práticos de organizar a adubação fosfatada por grupos de 
culturas. 
N
ote-se que o lim
ite superior da classe de teores altos é duas vezes 
m
aior que o lim
ite superior da classe de teores m
édios. 
No caso do potássio, bem
 com
o de outros cátions trocáveis, os diversos 
extratores usados em
 laboratórios de análise de solo dão resultados com
pará-
veis, significando que, em
 geral, não é im
portante m
encionar o m
étodo usado 
na extração. Além
 disso, para potássio, o teor do nutriente no solo é um
 índice 
m
elhor para avaliar a disponibilidade do que a relação com
 outros cátions ou 
a porcentagem
 da C
TC
. A relação com
 a CTC pode, eventualm
ente, ser usada 
com
o um
 critério auxiliar, m
as não em
 substituição ao critério básico dado no 
quadro 4.1. 
Já no caso do fósforo, é m
uito im
portante o extrator usado. Para São 
Paulo, pesquisas realizadas no Instituto Agronôm
ico, confirm
ando inform
ações 
de diferentes países, m
ostraram
 que o processo de extração com
 resina de 
troca de íons é um
 m
étodo que avalia m
elhor a disponibilidade do nutriente 
para as culturas. De form
a geral, o m
étodo da resina apresenta correlações 
m
ais estreitas com
 índices de disponibilidade de fósforo em
 solos, determ
ina-
dos com
 plantas, do que outros extratores usuais, perm
itindo um
a diagnose 
m
ais apurada do grau de deficiência de P em
 solos. 
4.3 A
cidez 
O
s parâm
etros relacionados à acidez dos solos, pH em
 CaCI2 e saturação 
por bases, apresentam
 estreita correlação entre si, para am
ostras retiradas da 
cam
ada arável. A interpretação adotada para valores de pH em
 CaCI2, e da 
saturação por bases, é apresentada no quadro 4.2. 
A determ
inação do pH em
 um
a solução 0,01 m
oi/L de cloreto de cálcio, 
perm
ite obter resultados m
ais consistentes do que a determ
inação do pH em
 
água. Isto porque, esta últim
a determ
inação é m
ais afetada por pequenas 
Q
uadro 4.2. Lim
ites de interpretação das determ
inações relacionadas com
 a 
acidez da cam
ada arável do solo 
A
cidez 
pH em
 
Saturação 
v 
CaCI2 
por bases 
%
 
M
uito alta 
Até 4,3 
M
uito baixa 
0-25 
Alta 
4,4-5,0 
B
aixa 
26-50 
M
édia 
5,1-5,5 
M
édia 
51-70 
B
aixa 
5,6-6,0 
Alta 
71-90 
M
uito baixa 
> 6,0 
M
uito alta 
>90 
<
n 
R
illA
tim
 TAr:nir:o. 100. IA
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
 ... 
quantidades de sais que podem
 ocorrer nas am
ostras de solo que chegam
 ao 
laboratório, em
 conseqüência de adubações, períodos de seca ou da m
inerali-
zação que acontece em
 am
ostras de solo úm
idas acondicionadas em
 sacos 
plásticos. 
A tabela de interpretação de parâm
etros da acidez, indicada no quadro 
4.2, tem
 o objetivo técnico de servir de base para a organização de inform
a-
ções, com
o é o caso de acom
panhar a evolução da fertilidade do solo. As 
culturas variam
 m
uito e, desse m
odo, as classes apresentadas podem
 ter 
significado diverso para grupos de plantas com
 características diferenciadas 
quanto à acidez. 
4.4 C
álcio, m
agnésio e enxofre 
Para cálcio, m
agnésio e enxofre são estabelecidas três classes de 
teores, com
 a interpretação apresentada no quadro 4.3. 
A interpretação de m
agnésio é bastante consistente com
 os dados 
experim
entais disponíveis e as tabelas de interpretação de diferentes institui-
ções. H
á bastante polêm
ica, tanto para o m
agnésio, com
o para o potássio sobre 
a interpretação em
 term
os da porcentagem
 da C
TC
, ao invés dos teores, 
conform
e apresentado no quadro 4.3. Tam
bém
 aqui a experim
entação agronô-
m
ica aponta para o uso dos teores absolutos com
o o m
elhor critério. N
a prática, 
se houver m
agnésio suficiente, não deverá ocorrer deficiência. Porém
, se os 
teores de m
agnésio forem
 baixos, a adubação potássica poderá agravar a 
deficiência. 
Para o cálcio, os valores apresentados, são os m
ínim
os desejáveis para 
culturas, sendo o lim
ite superior o necessário àquelas m
ais exigentes no 
nutriente, independentem
ente da questão da 
N
esse caso, em
bora 
haja respaldo em
 resultados experim
entais, já que deficiências de cálcio são 
raras em
 condições de cam
po, os lim
ites apresentados são bem
 m
ais baixos 
do que os adotados por várias organizações no Brasil. U
m
a das grandes 
dificuldades é isolar a questão da deficiência de cálcio do problem
a da acidez 
excessiva, já que solos deficientes em
 cálcio são, em
 geral, m
uito ácidos. 
N
esses casos, a calagem
 corrige 
a acidez e supre cálcio em
 teores m
ais do 
que suficientes. 
Q
uadro 4.3. Lim
ites de interpretação de teores de C
a 2+, M
g 2+ e S
04 2-em
 solos 
Teor 
C
a 2+ trocável 
M
g 2+ trocável 
S-S04 2. 
m
m
olc1dm
3 
m
g/dm
3 
B
aixo 
0-3 
0·4 
0·4 
M
édio 
4-7 
5·8 
5·10 
Alto 
>7 
>8 
>10 
O
n
lo
tirn
 T.!...-n;,.,.,... 
1
f\f\ 
IA
f"' 
1
0
0
7
 
B. van RAIJ et ai. 
Um
 assunto que tem
 ocasionado polêm
ica é a necessidade de estabele-
cer, no solo, um
a determ
inada relação C
a/M
g. H
á abundante inform
ação na 
literatura, a qual m
ostra que as produções de culturas não são afetadas por 
essa relação entre valores que variam
 de um
 m
ínim
o ao redor de 0,5 até valores 
acim
a de 30, desde que nenhum
 dos dois elem
entos esteja presente em
 teores 
deficientes. 
O
 enxofre é extraído do solo com
 solução de CaH
2 P
0
4 0,01 m
oi/L, que 
extrai principalm
ente a form
a de sulfato, considerada disponível. A interpreta-
ção apresentada no quadro 4.3 refere-se à cam
ada arável. C
onvém
 ressaltar 
que é com
um
 haver acúm
ulo de sulfato abaixo da cam
ada arável e, assim
, um
a 
diagnose m
ais apurada sobre a disponibilidade de enxofre deve levar em
 conta, 
tam
bém
, os teores da cam
ada de 20-40 em
 de profundidade. 
4.5 M
icronutrientes 
A interpretação adotada é apresentada no quadro 4.4. 
O
 im
portante na interpretação da análise quím
ica de m
icronutrientes em
 
solos é o uso de extratores adequados para avaliar a sua disponibilidade. O
s 
extratores que se revelaram
 m
ais eficientes, nos estudos realizados no Instituto 
Agronôm
ico, foram
 a água quente para boro e a solução do com
plexante DTPA 
para zinco, ferro, cobre e m
anganês. 
A interpretação da análise de solo para m
icronutrientes pode ser aprim
o-
rada pela consideração de diferentes espécies vegetais. N
as tabelas de adu-
bação, a interpretação da análise de solo é incluída para aquelas culturas em
 
que têm
 sido constatadas deficiências freqüentes. 
Q
uadro 4.4. Lim
ites de interpretação dos teores de m
icronutrientes em
 solos 
Teor 
B
aixo 
M
édio 
Alto 
B 
água quente 
0-0,20 
0,21-0,60 
>0,60 
Cu 
0-0,2 
0,3-0,8 
>0,8 
4.6 M
atéria orgânica e argila 
F e 
DTPA 
m
g/dm
3 
0-
4 
5-12 
>12 
M
n 
0-1,2 
1,3-5,0 
>5,0 
Zn 
0-0,5 
0,6-1,2 
>1 ,2 
O
 teor de m
atéria orgânica do solo não revelou ser, no Estado de São 
Paulo, um
 índice adequado para predizer a disponibilidade de nitrogênio em
 
solos e, conseqüentem
ente, não tem
 sido usado para essa finalidade. 
O
 teor de m
atéria orgânica é útil para dar idéia da textura do solo, com
 
valores até de 15 g/dm
3 para solos arenosos, entre 16 e 30 g/dm
3 para solos 
de textura m
édia e de 31 a 60 g/dm
3 para solos argilosos. Valores m
uito acim
a 
de. 60 g/dm
3 indicam
 acúm
ulo de m
atéria orgânica no solo por condições 
localizadas, em
 geral por m
á drenagem
 ou acidez elevada. 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
É im
portante obter determ
inações dos teores de argila do solo, não 
som
ente da cam
ada arável, m
as tam
bém
 em
 profundidade. O
s resultados são 
expressos em
 g/kg. 
4.7 Interpretação de resultados de análise de am
ostras do subsolo 
A análise de am
ostras retiradas na profundidade de 20-40 em
 serve para 
diagnosticar possíveis condições desfavoráveis ao desenvolvim
ento radicular, 
principalm
ente de culturas m
enos tolerantes à acidez. Essas condições são 
dadas por: 
Ca2+ < 4 m
m
olc/dm
3 
Al3+ > 5 m
m
olc/dm
3, associado com
 saturação por alum
ínio (m
) > 40%
. 
A análise de am
ostras de subsolos tam
bém
 é útil para avaliar a disponi-
bilidade de enxofre, pois o sulfato tende a acum
ular no subsolo. 
O
utra inform
ação im
portante pode ser obtida com
 a análise de potássio 
que, acusando resultados altos, indica lixiviação do nutriente. 
Bernardo van R
aij, José Antonio Q
uaggio, 
H
eitor C
antare/la e C
/eide A. de Abreu 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas-fAC
 
5. PR
O
D
U
TIVID
A
D
E ESPER
A
D
A
 
O
 conceito de produtividade esperada está sendo introduzido para diver-
sas culturas com
o um
 dos critérios para alterar níveis de adubação. H
á razões 
objetivas para considerar a produtividade esperada nas adubações: a) culturas 
m
ais produtivas requerem
 m
aior quantidade de nutriefltes; b) com
 m
aiores 
produções, há m
aior renda, o que perm
ite a aquisição de m
aiores quantidades 
de fertilizantes. 
É im
portante entender que a produtividade esperada não é função 
apenas das doses aplicadas de fertilizantes, dependendo de diversos fatores, 
tais com
o solo, potencial genético da planta cultivada, condições clim
áticas 
durante o ciclo da cultura e o m
anejo, incluindo neste o controle de pragas, 
m
oléstias e plantas daninhas e o fornecim
ento ou não de água de irrigação. o 
solo pode, em
 parte, ser m
elhorado com
 o m
anejo, fator este sob o controle do 
produtor, m
as tam
bém
 apresentar lim
itações intrínsecas im
possíveis de ser 
alteradas, com
o textura, por exem
plo. 
Portanto, produtividade esperada não deve ser confundida com
 produti-
vidade desejada. 
A definição de um
a determ
inada produtividade esperada deve levar em
 
conta, sem
pre que houver inform
ações, as colheitas passadas dos últim
os 
anos. Assim
, a m
eta de produtivi<;lade esperada deve ser colocada entre a 
m
édia dos últim
os anos e a m
aior produtividade obtida. D
essa m
aneira, garan-
R
A
lA
tim
 TP
.nninA
 
1 ()() 
I A
r. 
1 0
0
7
 
1
0
 
B. van R
AIJ et ai. 
te-se o suprim
ento adequado de nutrientes para produções crescentes. Se as 
m
etas de produtividade esperada forem
 sendo atingidas, convém
 aum
entá-las 
para as colheitas seguintes. 
Em
bora a escolha de um
a produtividade esperada seja um
 difícil exercí-
cio de adivinhar o futuro, não há alternativa m
elhor para adubar em
 condições 
de produtividade m
uito diversa das culturas. É m
elhor errar um
 pouco para 
m
ais, para não deixar de ganhar em
 anos bons, lem
brando que os aum
entos 
de produção, geralm
ente, têm
 valores m
uitas vezes m
aiores que o gasto com
 
adubos. Além
 disso, fósforo e potássio perm
anecem
 no solo, no caso de m
enor 
utilização em
 anos de produtividades inferiores às previstas, não ocorrendo 
perdas desses nutrientes. 
O
 problem
a m
aior passa a ser o nitrogênio, que não se acum
ula no solo 
em
 form
as m
inerais, sendo sujeito à lixiviação, além
 de não existir m
étodo de 
análise de solo para o nutriente em
 nossas condições. Por outro lado, com
o a 
aplicação do nitrogênio é feita de form
a parcelada, com
 as m
aiores doses 
aplicadas quando o desenvolvim
ento da cultura já está em
 estado adiantado, 
é possível alterar a sua dosagem
 m
esm
o após o plantio, nas adubações de 
cobertura, caso se preveja produtividade esperada m
enor do que a inicialm
ente 
prevista. Para algum
as culturas perenes, com
o café e citros, por exem
plo, é 
possível utilizar um
 critério m
ais técnico, que é a análise foliar, m
as tam
bém
 
vinculado à produtividade esperada. 
O
 histórico das glebas é, conseqüentem
ente, um
 fator m
uito im
portante 
para a m
elhor definição de um
 program
a de adubação. Espera-se que, com
 o 
tem
po, a previsão de produtividade possa basear-se, de form
a crescente, em
 
elem
entos técnicos cada vez m
elhores, que incluem
 m
odelos agroclim
áticos, 
levantam
entos detalhados de solos etc. 
6. C
O
R
R
EÇ
Ã
O
 DA A
C
ID
EZ DO SO
LO
 
A necessidade de correção da acidez, ou de cal agem
, será indicada nas 
tabelas específicas de cada cultura, apenas com
o um
a m
eta de saturação por 
bases a se atingir. O
 cálculo da calagem
 é explicado neste capítulo dentro de 
duas alternativas, ou seja, com
 base em
 representação dos corretivos em
 
porcentagem
 de óxidos de cálcio e m
agnésio ou considerando os teores desses 
elem
entos em
 gram
as por quilogram
a, dentro do Sistem
a Internacional de 
U
nidades. O
 uso do gesso para a m
elhoria do am
biente radicular de solos 
ácidos é tam
bém
 discutido. 
6.1 C
orretivos da acidez 
O
s corretivos da acidez do solo m
ais utilizados no Brasil são as rochas 
calcárias m
oídas, cham
ados sim
plesm
ente de "calcários", classificados, de 
acordo com
 a concentração de M
gO
, em
 calcíticos (m
enos de 5%
), m
agnesia-
nos (5 a 12%
) e dolom
íticos (acim
a de 12%
). Tam
bém
 existem
 os calcários 
calcinados. 
14 
R
o!A
tim
 TÁr:nic:o. 100_ !A
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
Q
uanto à granulom
etria, a legislação exige que pelo m
enos, 95%
 do 
m
aterial corretivo passe em
 peneira de 2 m
m
 (ABN
T n-o 1 O), 70%
 em
 peneira 
de 0,84 m
m
 (ABN
T n. 0 20) e 50%
 em
 peneira de 0,30 m
m
 (ABN
T no 50). 
Do ponto de vista quím
ico, de acordo com
 a natureza do m
aterial, os 
m
ínim
os exigidos pela legislação são os apresentados no quadro 6.1. 
Q
uadro 6.1. Valores m
ínim
os, do poder de neutralização (PN) e da som
a dos 
teores de cálcio e de m
agnésio, exigidos pelo M
inistério da Agricultura, e 
valores correspondentes com
 o uso do Sistem
a Internacional de U
nidades 
M
aterial 
Poder de neutralização 
Som
a de cálcio e m
agnésio 
Equiv. CaC03 
M
oi 
CaO + M
gO 
Ca + Mg 
%
 
m
oldkg 
%
 
g/kg 
C
alcário m
oído 
67 
13 
38 
250 
C
alcário calcinado agrícola 
80 
16 
43 
280 
C
al virgem
 agrícola 
125 
25 
68 
450 
Cal hidratada agrícola 
94 
19 
50 
330 
Escória 
60 
12 
30 
200 
O
utros 
67 
13 
38 
250 
O
 poder de neutralização (PN
), expresso atualm
ente em
 porcentagem
 
de "equivalente carbonato de cálcio", representa o teor contido de neutralizan-
tes. Seu valor pode ser determ
inado no laboratório ou calculado, nos casos em
 
que a totalidade do cálcio_e do m
agnésio esteja na form
a de óxidos, hidróxidos 
ou carbonatos, o que lhes garante o poder neutralizante dos com
postos. O
 
cálculo é feito por: 
PN = C
aO
%
 x 1,79 + M
gO
%
 x 2,48': 
C
om
o as partículas m
ais grosseiras dos corretivosda acidez não dissol-
vem
 no solo, no período de alguns m
eses, usa-se um
a outra expressão, que 
deprecia as partículas m
enos reativas. Trata-se do poder relativo de neutrali-
zação total (PR
N
T), calculado por: 
PR
N
T = (PN x RE)/1 00. 
O
 PR
N
T representa, assim
, o valor do PN m
ultiplicado porR
E
, que indica 
a reatividade de partículas de calcário de diferentes tam
anhos, em
 relação ao 
carbonato de cálcio finam
ente m
oído, em
 um
 período de três m
eses. A eficiên-
cia relativa é calculada por: RE = 0,2x + 0,6y + z. 
sendo x a porcentagem
 do m
aterial retido na peneira ABN
T n. o 20, y o m
aterial 
retido na peneira ABN
T n. 0 50 e z o m
aterial que passa pela peneira ABN
T n. 0 
50. O
 m
aterial retido na peneira ABN
T n.o 10 é considerado com
o tendo 
reatividade nula. 
B. van RA!J et ai. 
O
 gesso é um
 m
aterial que vem
 sendo usado para aum
entar os teores 
de cálcio e reduzir a saturação de alum
ínio em
 subsolos ácidos. Trata-se, 
basicam
ente, de sulfato de cálcio e as exigências para com
ercialização são 
teores m
ínim
os de 13%
 de S e 16%
 de Ca. O
 gesso tem
 ação totalm
ente 
diferente dos corretivos do quadro 6.1, e por não ter ação direta sobre a acidez, 
não se aplicam
 a ele os conceitos discutidos acim
a. 
6.2 C
álculo da necessidade de calagem
 
A quantidade de calcário a aplicar, para elevar a saturação por bases do 
solo de um
 valor atual, V
1 , a um
 valor m
aior, V2 , é calculada pela expressão 
seguinte: 
CTC (V
2-V1) 
NC 
10 PR
N
T 
na qual NC é a necessidade de calagem
, dada em
 t/ha, e C
TC
 é a capacidade 
de troca de cátions do solo, expressa em
 m
m
o1Jdm
3. O
s dem
ais sím
bolos já 
foram
 explicados. 
Para calcários m
oídos, quando o PR
N
T não é determ
inado, pode-se 
adotar um
 valor m
édio para o PR
N
T de 67%
. O
s resultados devem
 ser arredon-
dados em
 núm
eros inteiros, não se aplicando m
enos de 1 t/ha, já que é difícil 
aplicar quantidades m
enores com
 os equipam
entos disponíveis no m
ercado. 
A escolha dos valores de V a serem
 atingidos com
 
a calagem
 (V2 ) 
depende da cultura, e estão indicados nas respectivas tabelas. Por exem
plo, 
para o arroz irrigado recom
enda-se atingir V2 
e, para alfafa, V2 
80%
. 
N
esta edição do Boletim
 100, houve alteração dos valores preconizados para 
diversas culturas. A im
portância do m
étodo de cálculo da necessidade de 
calagem
 descrito está na consideração das diferenças de tolerância à acidez 
entre culturas. 
Além
 de corrigir a acidez, a cal agem
 deve garantir teores suficientes de 
m
agnésio no solo, adm
itidos com
o 5 m
m
olcidm
3 para a m
aioria das culturas e 
9 m
m
o1Jdm
3 de M
g2+ para culturas m
uito adubadas com
 potássio. O
 cálcio é, 
norm
alm
ente, suprido em
 quantidades suficientes pela calagem
, já que os 
teores necessários são baixos, conform
e explicado no capítulo 4. 
D
essas considerações resulta que a relação C
a/M
g tam
bém
 não é um
 
fator que precisa ser levado em
 conta na calagem
, desde que seja garantido 
um
 teor adequado de M
g. A im
portância do equilíbrio entre as bases no solo 
para a produção das culturas tem
 sido m
uito discutida, nos últim
os anos, no 
País. Existem
 recom
endações técnicas para se ajustar a relação C
a/M
g para 
valores entre 3 e 4, sem
 nenhum
a sustentação experim
ental. Ao contrário, os 
resultados experim
entais sobre este assunto, tanto nacionais com
o internacio-
nais, têm
 dem
onstrado que a relação C
a/M
g tem
 pouca im
portância para a 
produção das culturas dentro de um
 am
plo intervalo de 0,5:1 até 30:1, desde 
que os teores desses nutrientes no solo não estejam
 próxim
os aos lim
ites de 
deficiência. 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
O
utro aspecto a observar é que o PR
N
T é um
a m
edida de teor ou 
conteúdo 
do corretiv.o e não de sua qualidade, com
o tem
 sido por 
vezes considerado. Ass1m
, o m
a1s aconselhável, na escolha do corretivo, é 
considerar o custo do produto aplicado. 
6.3 Incorporação do corretivo 
O
s corretivos têm
 efeito principal sobre a acidez, a curto prazo 
restrito 
a um
a distância pequena do local de aplicação. Assim
, o benefício 
p:incipallllente. para a prim
eira cultura, obtém
-se com
 a aplicação antecipada: 
distnbUJçao un1form
e e a m
ais profunda incorporação. 
U
m
a regra im
portante é que a calagem
 deve ser realizada com
 a m
aior 
antecedência possível ao plantio. C
ontudo, é preferível aplicar o calcário 
próxim
o à sem
eadura que deixar de fazê-lo. 
O
 corretivo deve ser espalhado da form
a m
ais uniform
e possível sobre 
o terreno e 
O
s arados, tanto de disco com
o de aiveca, proporcio-
nam
 m
corporaçoes m
a1s profundas que as grades aradoras. M
elhor uniform
i-
dade de incorporação consegue-se com
 a aplicação do calcário de um
a só vez, 
realizando um
a pré-m
istura com
 grade sem
ipesada e, a seguir, de preferência 
com
 o solo úm
ido, aração profunda para com
pletar a incorporação. Um
a 
segunda opção, talvez m
ais apropriada para pequenas e m
édias propriedades 
consiste na aplicação de m
etade da dose antes da aração e m
etade antes 
gradeação. 
. 
Para 
perenes form
adas, a incorporação profunda nem
 sem
pre 
e 
e ha algum
as :Particularidades a serem
 observadas. Assim
, para 
c1tros, a epoca de aplicaçao m
ais favorável é no início da estação seca (m
aio 
a junho) e a incorporação deve ser feita com
 grade. Para o café, o período m
ais 
apropriado é logo após a colheita. 
•· 
• 
O
s problem
as m
ais sérios que vêm
 ocorrendo com
 a calagem
 são a 
aplicação m
uito próxim
a ao plantio ou a incorporação m
uito rasa. No prim
eiro 
caso, a conseqüência é um
a redução do efeito da calagem
 sobre a produção, 
pelo pouco tem
po para a reação do corretivo com
 o solo. No segundo, ocorre 
um
a "supercalagem
" em
 um
a cam
ada superficial, o que pode agravar deficiên-
cias de m
icronutrientes, e um
 efeito da cal agem
 em
 apenas um
a cam
ada rasa 
do solo, o que lim
ita o desenvolvim
ento radicular e, conseqüentem
ente, 
0 
m
elhor aproveitam
ento da água do solo, com
 reflexos negativos na produti-
vidade. 
6.4 R
edução da acidez do subsolo 
. A acidez do subsolo dificulta ou im
pede, em
 m
uitos casos, a penetração 
de ra1zes. O
s fatores envolvidos são teores baixos de cálcio ou teores elevados 
de alum
ínio. Freqüentem
ente, esses dois problem
as ocorrem
 concom
itante-
m
ente em
 solos m
uito ácidos. 
Boletim
 Técnico. 100. !AC. 1997 
B. van RAIJ et ai. 
C
alagens elevadas e adubações freqüentes contribuem
 para reduzir 
significativam
ente esses problem
as de acidez, prom
ovendo o desenvolvim
ento 
profundo das raízes no subsolo, em
 decorrência da lixiviação de sais através 
do perfil do solo. 
O
 gesso, um
 sal solúvel em
 água, é outro insum
o que tem
 apresentado 
efeito favorável no desenvolvim
ento do sistem
a radicular no subsolo, devido 
ao aum
ento dos teores de cálcio, redução da saturação de alum
ínio e, em
 
alguns casos, redução efetiva da acidez. 
As condições em
 que o gesso pode ter efeito positivo na produção de 
culturas dependem
 da acidez ou deficiência de cálcio do subsolo, além
 do grau 
de tolerância de cultivares à toxidez de alum
ínio e à deficiência de cálcio. De 
m
aneira geral, em
 solos com
 teores de Ca2+ inferiores a 4 m
m
olcfdm
3 e/ou com
 
saturação de alum
ínio acim
a de 40%
, pode-se esperar efeito, desde que os 
teores de alum
ínio não sejam
 m
uito elevados. As quantidades a aplicar depen-
dem
 da textura, e podem
 ser estim
adas por: NG
 = 6 x argila; onde, NG
 é a 
necessidade de gesso em
 kg/ha, e o teor de argila é dado em
 g/kg. O
 efeito 
residual do gesso, com
o o do calcário, perdura por vários anos, em
 solos que 
nunca receberam
 aplicações desse insum
o. 
6.5 C
álculo da necessidade de calagem
 usando o Sistem
a Interna-
cional de U
nidades 
Para adequar os cálculos dos valores de PN,RE e PR
N
T ao Sistem
a 
Internacional de U
nidades, é necessário expressar os teores de cálcio e 
m
agnésio e as diferentes frações granulom
étricas em
 gram
as por quilogram
a 
(g/kg). O
s cálculos são feitos pelas seguintes expressões: 
PN = C
a/20,0 + M
g/12,2 
PNE = PN x RE 
RE = (0,2x + 0,6y + z)/1.000 
N
esse caso, o PN é expresso em
 m
olcfkg e os teores de Ca e M
g devem
 
estar em
 g/kg. O
 poder de neutralização efetivo, ou PNE, que corresponde ao 
PRNT, é tam
bém
 expresso em
 m
ol0 /kg do corretivo. A eficiência relativa das 
partículas é calculada com
 as frações granulom
étricas indicadas tam
bém
 em
 
g/kg do corretivo. O
 cálculo da cal agem
 é feito por: 
NC = [2 CTC (V
z-
Vt)] I 100 PNE 
Um
 exem
plo com
parativo do cálculo da calagem
, usando os dois siste-
m
as de unidades, é dado no quadro 6.2. N
ote-se que na análise de solo já foi 
decidida a m
udança de unidades; assim
, não é apresentado o cálculo usando 
m
iliequivalentes, que não é m
ais recom
endado. Já no caso de corretivos, não 
é, ainda, possível, utilizar o Sistem
a Internacional de U
nidades, pois a legisla-
ção e o com
ércio ainda em
pregam
 as representações antigas. De qualquer 
form
a, o exem
plo m
ostra que os cálculos pelo Sistem
a Internacional de U
nida-
des são m
ais sim
ples. 
18 
Boletim
 Técnico, 100, IAC, 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
Q
uadro 6.2. Exem
plo de com
paração do cálculo da necessidade de calagem
, 
usando o sistem
a atual e o Sistem
a Internacional de U
nidades 
Parâm
etro 
C
orretivo 
Cálcio 
M
agnésio 
Fração peneira 20 
Fração peneira 50 (y) 
Fração passa peneira 50 (z) 
Poder de neutralização total 
R
eatividade 
Sistem
a atual 
CaO 
23%
 
M
gO = 19%
 
X =12%
 
y:;;;:; 35%
 
z 
55%
 
PN = 88,9%
 Equiv. CaC03 
RE = 77,2%
 
Sistem
a novo 
Ca = 164 glkg 
Mg = 115 glkg 
X
=
 120 g/kg 
y = 350 glkg 
z = 550 glkg 
PN = 17.63 m
m
olclkg 
RE 
0,772 
Poder de neutralização efetivo 
PRNT = 68,6%
 Equiv. CaC03 
PNE 
13,61 m
m
olclkg 
Solo 
CTC 
v, Vz Necessidade de calagem
 
73 m
m
olcldm
3 
23%
 
60%
 
3,94 !lha 
73 m
m
olc/dm
3 
23%
 
60%
 
3,97 !lha 
José Antonio Q
uaggio e Bernardo van R
aij 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas-fAC
 
7. A
D
U
B
A
Ç
Ã
O
 FO
SFATfi.DA 
N
as tabelas de adubação, a recom
endação de adubação fosfatada, será 
feita em
 
term
os de 
P2 0
5 , já que esta representação está profundam
ente 
arraigada nos m
eios agronôm
icos, no com
ércio e na legislação. C
ontudo, 
sem
pre que possível, a representação nova, em
 term
os de P, será tam
bém
 
indicada para perm
itir com
parações. 
7.1 Fertilizantes fosfatados 
O
s principais fertilizantes fosfatados com
ercializados no Brasil apresen-
tam
-se no quadro 7.1. A caracterização desse m
aterial é feita de duas m
aneiras. 
No caso dos fosfatos solúveis em
 água, são indicados os teores de fósforo 
solúvel em
 citrato neutro de am
ônia + água e apenas o teor solúvel em
 água; 
para os fosfatos insolúveis em
 água, indica-se o teor total e o teor solúvel em
 
ácido cítrico a 2%
 (20 g/L). 
As exigências m
ínim
as de teores de fósforo, m
edidos por cada um
a 
dessas determ
inações, variam
 com
 a natureza do fosfato. Assim
, os teores 
R
nlA
tim
 TÃ
P.nir.A
 
1 0
0
 
I Ar. 
1 Q
Q
7 
1Q
 
B. van RAIJ et ai. 
apresentados no quadro 7.1 são a garantia m
ínim
a exigida pelo M
inistério da 
Agricultura, o que não im
pede que a com
ercialização se dê com
 garantias 
superiores. 
O
 quadro 7.1 apresenta os teores de fósforo, na representação usual, 
em
 porcentagem
 (%
) de P
2 0
5 e em
 gram
as de P por quilogram
a de produto 
(g/kg). São tam
bém
 indicados os teores de N
 e S contidos nos adubos. 
A interpretação dos teores de fósforo em
 adubos fosfatados varia com
 a 
sua solubilidade em
 água. O
s cham
ados fosfatos solúveis -
superfosfatos e 
fosfatos de am
ônio -
têm
 a m
aior parte do fósforo solúvel em
 água, o que 
significa pronta disponibilidade. N
esses casos há, tam
bém
, um
a fração relati-
vam
ente pequena de fosfato insolúvel em
 água, m
as solúvel em
 citrato de 
am
ônio, tam
bém
 considerado disponível, em
bora não im
ediatam
ente. O
s de-
m
ais fosfatos m
ostrados no quadro 7.1 são insolúveis em
 água: 
Além
 do "fosfato natural", que representa m
aterial de origem
 nacional, 
de baixa eficiência, o hiperfosfato é um
 fosfato natural im
portado, de alta 
eficiência, cham
ado tam
bém
 de fosfato natural de alta reatividade. Na aduba-
ção fosfatada com
 esses adubos, os cálculos devem
 ser feitos considerando 
apenas os teores totais de fósforo; os teores solúveis em
 ácido cítrico servem
 
tão som
ente para caracterizar produtos de diferentes origens. O
 term
ofosfato 
é caracterizado da m
esm
a m
aneira, m
as os teores de fósforo solúvel em
 ácido 
cítrico são m
ais elevados. 
Q
uadro 7.1. Principais fertilizantes fosfatados sim
ples e suas garantias m
ínim
as, 
de acordo com
 o M
inistério da Agricultura 
Fertilizante 
R
epresentação 
Teores de fósforo 
O
utros 
nutrientes 
Fosfatos solúveis em
 água 
C
itrato de 
Á
gua 
am
ônia +água 
Superfosfato sim
ples 
P
zO
s,%
 
18 
16 
10%
 de S 
P, g/kg 
80 
70 
100 g/kg de S 
Superfosfato triplo 
P
zO
s,%
 
41 
37 
P, g/kg 
180 
160 
Fosfato diam
ônico 
P
zO
s,%
 
45 
38 
16%
 de N
 
(D
AP) 
P, g/kg 
200 
170 
160 g/kg de N
 
Fosfato m
onoam
ô-
P
20s,%
 
48 
44 
9%
 de N
 
nico (M
AP) 
P, g/kg 
210 
190 
90 g/kg de N
 
Fosfatos insolúveis em
 água 
Total 
Á
cido cítrico 
Fosfato natural 
P
züs,%
 
24 
4 
P, g/kg 
100 
20 
H
iperfosfato em
 pó 
P
zO
s,%
 
30 
12 
P, g/kg 
130 
50 
Term
ofosfato 
Pzüs,%
 
17 
14 
7%
 de M
g 
P, g/kg 
70 
60 
70 g/kg de M
g 
00 
Boletim
 Técnico. 100. IA
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
N
as adubações, aplica-se m
aior parte do fósforo através de fórm
ulas 
NPK, preparadas com
 diversas m
atérias-prim
as, predom
inando os fosfatos 
solúveis em
 água. No caso das fórm
ulas, os cálculos de adubação devem
 levar 
em
 conta os teores solúveis em
. citrato de am
ônio + água. Existem
 m
uitos 
adubos fosfatados, m
as o princípio de caracterização e de uso é sim
ilar. 
7.2 A
dubação fosfatada 
N
as recom
endações de adubação, as quantidades de fósforo a aplicar 
dependem
 dos teores de fósforo no solo, determ
inados pelo m
étodo de extra-
ção com
 
resina de troca iônica e para diversas culturas a produtividade 
esperada é tam
bém
 levada em
 conta. 
O
 fósforo é o nutriente que m
ais lim
ita a produtividade na m
aioria dos 
solos nunca ou pouco adubados. C
om
 adubações freqüentes, os teores tendem
 
a subir, em
 razão do efeito residual, m
as a quantidade exigida para atingir 
teores altos na análise de solo é bastante elevada, m
aior para solos m
ais 
argilosos. 
Em
 São Paulo, existem
 poucas áreas novas a serem
 cultivadas e, assim
, 
não se pratica norm
alm
ente a cham
ada adubação corretiva com
 fósforo, em
-
bora ela possa ser vantajosa em
 culturas de alto retorno, em
 solos m
uito 
deficientes. Prefere-se a adubação localizada, em
 sulcos ou covas, ou sobre o 
solo, no caso de culturas perenes, em
bora essa m
aneira de aplicar seja m
enos 
eficiente. 
As recom
endações das tabelas de adubação pressupõem
 fósforo solúvel 
em
 citrato neutro de am
qoio + água. Em
 solos deficientes, que irão receber 
quantidades m
oderadas de fósforo, e tam
bém
 em
 culturas de crescim
ento 
rápido, é im
portante usar adubos com
 elevada proporção de fósforo solúvel em
 
água. Term
ofosfatos e Íosfatos naturais são m
ais eficientes se usados em
 
form
a de pó fino e incorporados em
 solos ácidos, principalm
ente os últim
os. 
M
esm
o nessas condições, os fosfatos naturais de baixa solubilidade em
 ácido 
cítrico, freqüentem
ente produzem
 efeitos m
odestos e incertos sobre o desen-
volvim
ento das culturas.M
elhores resultados são obtidos com
 o term
ofosfato 
e os fosfatos naturais de alta reatividade. 
O
 fósforo é praticam
ente im
óvel no solo. Assim
, sem
pre que possível, 
esse nutriente deve ser colocado dentro do solo, em
 sulcos ou covas, no caso 
de fosfatos solúveis em
 água. Para as culturas perenes, deve-se aproveitar a 
fase de instalação para aplicar o fósforo em
 profundidade no solo, nas covas 
ou sulcos. N
ão se deve aplicar fósforo em
 cobertura para plantas de ciclo curto, 
a não ser que o adubo seja coberto por terra, para possibilitar a absorção do 
nutriente pelas raízes. 
Bernardo van R
aij 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas-fAC
 
B
oletim
 Téc:nico. 100. lA
C
. 
01 
8, van RAIJ et ai. 
8. A
D
U
B
A
Ç
Ã
O
 éO
M
 N
ITR
O
G
ÊN
IO
, PO
TÁ
SSIO
 E EN
XO
FR
E 
8.1 N
itrogênio 
A recom
endação de nitrogênio, nas tabelas de adubação desta publica-
ção, é um
 dos poucos casos em
 que a análise do solo não é, praticam
ente, 
levada em
 conta. São considerados o m
anejo e o histórico da gleba, a produ-
tividade esperada e, para algum
as culturas, o teor de N
 folia r. 
8.1.1 Fertilizantes nitrogenados 
O
s principais fertilizantes nitrogenados com
ercializados no Brasil são 
listados no quadro 8.1. O
 nitrogênio pode estar nas form
as am
ídica (uréia), 
am
oniacal ou nítrica e todas as fontes são solúveis em
 água. U
m
a vez no solo, 
em
 poucas sem
anas, a m
aior parte do N
 am
ídico ou am
oniacal passa para a 
form
a nítrica, pouco retida no com
plexo de troca, e sujeita a perdas por 
lixiviação. Estim
ativas de cam
inham
ento de nitrato no solo indicam
 valores de 
0,5 m
m
/m
m
 de chuva para solos argilosos a m
ais de 3 m
m
/m
m
 de chuva para 
solos arenosos. 
Para m
inim
izar perdas por lixiviação, os adubos nitrogenados são parce-
lados de m
odo que as plantas os recebam
 nos períodos em
 que o N
 possa ser 
prontam
ente absorvido. Para as culturas perenes, o N
 é aplicado em
 3 a 5 vezes 
no período das chuvas. N
as culturas anuais, o N
 é parcelado em
 duas ou três 
vezes, sendo um
a pequena parte no plantio, dependendo do ciclo da cultura, 
dose recom
endada e tipo de solo. A m
aior parte do N, cerca de 2/3, é aplicada 
em
 um
a ou duas vezes, a partir do período em
 que a planta inicia a fase de 
ativo crescim
ento. 
Em
 solos com
 pH acim
a de 7, adubos contendo N
 na form
a am
oníaca!, 
aplicados na superfície do solo, estão sujeitos a perdas de N
 por volatilização 
de am
ônia. No entanto, solos nessas condições são pouco com
uns no Estado 
de São Paulo. A uréia, porém
, quando aplicada na superfície está sujeita a 
perdas de am
ônia m
esm
o em
 solos ácidos. As perd'!S a cam
po são variáveis, 
m
as estim
a-se que possam
 chegar a 20%
 ou m
ais do N
 aplicado se as 
condições favorecerem
 a volatilização. As perdas são m
aiores se a uréia for 
aplicada em
 solo úm
ido, seguido de vários dias de sol, quando a evaporação 
de água é favorecida, ou se a uréia for colocada sobre resíduos de plantas, tais 
com
o a palhada form
ada em
 plantio direto. A uréia aplicada sobre solo seco 
não se hidrolisa e, portanto, não perde am
ônia, até que condições de um
idade 
perm
itam
 a hidrólise. Por outro lado, chuva ou irrigação de 
1 O
 a 20 m
m
 
geralm
ente são suficientes para levar a uréia para o interior do solo e prevenir 
as perdas. O
 enterrio ou cobertura da uréia com
 5 em
 de solo é norm
alm
ente 
suficiente para controlar as perdas. 
Em
 solos de várzea, que perm
anecem
 inundados durante parte ou todo 
o ciclo da cultura, não se deve em
pregar adubos com
 nitrogênio na form
a 
nítrica. As condições redutoras do solo provocam
 rápida desnitrificação, que 
resulta na produção de N
2 ou NzO
 que são perdidos por volatilização. Para 
esses solos, recom
enda-se adubos contendo N
 am
oniacal ou am
ídico. 
22 
Boletim
 Técnico, 100, IA
C
, 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
o 
"" "" "' .2 o (/) (/) z z 
R
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tirn
 T
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tbN
 
6 
. 
o "' ·c {'! o Q. 
8. van RAlJ et ai. 
A nitrificação de adubos contendo N
 am
oniacal produz H+, e provoca a 
acidificação dos solos. A intensidade de acidificação depende do adubo utiliza-
do (Q
uadro 8.2). C
ulturas que recebem
 altas doses de N
 localizadas, com
o o 
café e os citros, podem
 ter um
a intensa acidificação na zona adubada e 
necessitar de aplicações m
ais constantes de calcário. 
Q
uadro 8.2. Equivalentes de acidez(-) ou de alcalinidade(+) dos principais 
fertilizantes nitrogenados 
Fertilizante 
A
m
ônia anidra 
U
réia 
N
itrato de am
ônia 
N
itrocálcio 
Sulfato de am
ônio 
M
AP 
C
loreto de am
ônio 
N
itrato de cálcio 
N
itrato de sódio 
N
itrato de potássio 
8.1.2 A
dubação nitrogenada 
Equivalente em
 kg de C
aC
03 
Por kg de N
 
Por 100 kg do produto 
-1,80 
-148 
·1 ,80 
-79 
-1,80 
-58 
o 
o 
-5,35 
-107 
-5,00 
-45 
-5,60 
-140 
+1 ,35 
+19 
+1 ,80 
+27 
+2,00 
+26 
Para a m
aioria das culturas, o nitrogênio é o nutriente absorvido em
 
m
aiores quantidades, dai sua alta exigência. 
C
erca de 95%
 ou m
ais do N
 do solo faz parte da m
atéria orgânica, que 
constitui o grande reservatório desse nutriente. No entanto, a capacidade do 
solo de fornecer N
 às culturas depende da m
ineralização do N
 orgânico, função 
de fatores clim
áticos, de difícil previsão. Assim
, a análise de solo tem
 pouca 
utilidade, até o m
om
ento, para ajudar a definir a adubação nitrogenada. 
As doses de N
 recom
endadas para as principais culturas neste boletim
 
foram
 determ
inadas com
 base na classe de resposta a N, definida conform
e o 
m
anejo e histórico da gleba, no rendim
ento esperado e nos teores foliares. A 
produtividade esperada é um
 im
portante parâm
etro para recom
endação de 
adubação com
 nutrientes com
o N
 e K pois, em
 vista da suas altas concentra-
ções nas plantas, a necessidade da cultura varia m
uito com
 o potencial de pro-
dutividade. O
 teor de N
 nas folhas tem
 se revelado um
 bom
 critério para ajustar 
as recom
endações de N
 em
 plantas perenes, tais com
o citros, café e m
anga. 
A capacidade do solo para fornecer N
 e, conseqüentem
ente, a necessi-
dade de adubação nitrogenada varia conform
e o m
anejo do solo e a cultura 
anterior. N
este boletim
, foram
 definidas três classes de resposta a N, as quais 
podem
 ser ajustadas conform
e a cultura a ser adubada: 
R
"l"'tim
 T
ó
,..n
if'f'\ 
1
(\(\ 
ltd
'. 
1
0
0
7
 
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
 ... 
1 -
Alta resposta esperada: solos bem
 corrigidos e com
 m
édia ou alta 
disponibilidade de P e K e que tenham
 sido cultivados com
 gram
íneas com
o o 
m
ilho, arroz, trigo, ou culturas não fixadoras de N, com
o o algodão; áreas 
irrigadas com
 alto potencial de produção, sujeitas a m
aior lixiviação; áreas nos 
prim
eiros anos de plantio direto; solos arenosos m
ais sujeitos a lixiviação ou 
solos arenosos em
 regiões quentes, onde a decom
posição dos resíduos de 
cultura é m
uito rápida; 
2 -M
édia resposta esperada: solos m
uito ácidos e que serão corrigidos 
com
 calcário, com
 produtividade lim
itada no prim
eiro ano e onde se espera 
m
aior m
ineralização do N
 do solo devido à correção do solo; solos com
 plantio 
anterior esporádico de legum
inosas; solo em
 pousio por um
 ano; 
3 -Baixa resposta esperada: solo em
 pousio por dois ou m
ais anos, ou 
após pastagens; cultivo intenso de legum
inosas ou plantios de adubo verde 
precedendo a cultura a ser adubada. 
O
s critérios para definir classes de resposta não são rígidos e, em
 
algum
as situações, pode-se preferir um
a classe diferente daquela escolhida 
pela aplicação das norm
as acim
a. Por exem
plo, em
 solos m
uito arenosos, onde 
a decom
posição da m
atéria orgânica fresca (pastagens ou adubações verdesincorporadas ao solo) é rápida, a classe de resposta baixa deve ser m
udada 
para classe de m
édia ou alta resposta. 
8.2 Potássio 
O
 potássio é, geralm
ente, o segundo elem
ento extraído em
 m
aior quan-
tidade pelos vegetais. O
 potássio trocável representa a fração disponível às 
plantas, em
bora, em
 alguns solos, form
as não-trocáveis tam
bém
 possam
 con-
tribuir para o fornecim
ento a curto prazo deste n)Jtriente" 
O
 potássio presente nos tecidos vegetais não é incorporado à fração 
orgânica, perm
anecendo com
o íon. Assim
, quando parte do m
aterial vegetal é 
reciclado após a colheita, o K presente pode voltar rapidam
ente ao solo, em
 
form
a prontam
ente disponível. Q
uando o solo é am
ostrado com
 vegetação 
exuberante, o resultado da análise pode subestim
ar o teor de K disponível, pois 
um
a parte substancial deste nutriente pode estar na biom
assa vegetal. Isso 
pode ter algum
a im
portância, principalm
ente em
 solos pobres. 
8.2.1 Fertilizantes potássicos 
O
s fertilizantes potássicos m
ais com
uns são listados no quadro 8.1. N
as 
form
as de cloreto, sulfatos ou nitratos, são todos solúveis em
 água e pronta-
m
ente disponíveis às plantas. As concentrações do nutriente nos fertilizantes 
são indicadas em
 %
 de K2 0, com
o na atual legislação, e tam
bém
 em
 g/kg de K. 
O
 cloreto de potássio é a fonte m
ais barata e m
ais utilizada. D
evido ao 
alto teor de cloro, não é recom
endado seu uso em
 altas doses em
 culturas 
sensíveis ao excesso desse elem
ento, tais com
o o fum
o. No entanto, esta 
restrição não se aplica à m
aioria das espécies. 
8. van RAIJ et ai. 
8.2.2 A
dubação potássica 
A análise de solo fornece inform
ações seguras para se avaliar a dispo-
nibilidade de potássio às culturas e é o principal parâm
etro utilizado para definir 
a recom
endação das doses de fertilizantes potássicos nas tabelas desta publi-
cação. O
utro parâm
etro im
portante é a produtividade esperada, que reflete a 
extração do nutriente pela cultura e a rem
oção pelas colheitas. 
As tabelas de recom
endação geralm
ente prevêm
 a aplicação dos fertili-
zantes potássicos no sulco de plantio, em
bora esta tam
bém
 possa ser feita a 
lanço, antes do plantio. Em
 solos pobres, a aplicação no sulco é m
ais vantajosa 
pois, com
 doses m
enores, é possível garantir m
aior quantidade de nutrientes 
próxim
o do sistem
a radicular. Em
 solos com
 teores altos, a influência do m
odo 
de aplicação é m
enor. 
A aplicação de altas doses de potássio no sulco de plantio deve ser 
evitada devido ao efeito salino e, em
 alguns casos, para dim
inuir perdas por 
lixiviação. O
 excesso de sais próxim
o às sem
entes e plântulas pode provocar-
-lhes a m
orte e reduzir o "stand", prejudicando a produção. Além
 disso, em
 solos 
arenosos, há o risco de perdas por lixiviação, pois a quantidade de colóides do 
solo na zona de aplicação do adubo pode não ser suficiente para reter grandes 
doses do nutriente. Assim
, para culturas anuais, recom
enda-se não exceder 60 
kg/ha de K
2 0 no sulco de plantio. O
 restante deve ser aplicado em
 cobertura 
no início da fase de m
aior desenvolvim
ento das plantas, lem
brando que apli-
cações tardias ou em
 solos m
uito argilosos, podem
 não ser eficientes. Para 
doses m
aiores que 100 kg/ha de K2 0, a aplicação a lanço, com
 incorporação 
antes do plantio, tam
bém
 é um
a alternativa. 
8.3 Enxofre 
A m
aior parte do S do solo está na form
a orgânica e necessita passar 
por processo de m
ineralização para se tornar disponível às plantas. A form
a 
inorgânica predom
inante em
 solos bem
 drenados é a do sulfato, cuja determ
i-
nação é bastante utilizada para avaliar a disponibilidade desse nutriente. Em
 
m
uitos solos, o sulfato é m
ais retido nas cam
adas subsuperficiais com
 reação 
ácida, devido à presença de cargas positivas e m
enores teores de ânions com
o 
o fosfato, que com
petem
 por esses sítios de adsorção. Assim
, a am
ostragem
 
do solo para análise de sulfato deve tam
bém
 ser feita na cam
ada de 20 a 40 em
, 
quando a profundidade do sistem
a radicular assim
 o justificar. 
8.3.1 Fertilizantes contendo enxofre 
O
s principais fertilizantes m
inerais contendo enxofre são apresentados 
no quadro 8.1. Em
 quase todas as fontes, o S está na form
a de sulfato, 
prontam
ente disponível, m
esm
o na form
a de sulfato de cálcio, de solubilidade 
relativam
ente baixa, presente no gesso e no superfosfato sim
ples. Este nutrien-
te faz parte de im
portantes fontes de nitrogênio, com
o o sulfato de am
ônia, e 
de fósforo, com
o o superfosfato sim
ples, de m
odo que, m
uitas vezes, as 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
necessidades de S podem
 ser satisfeitas pela adubação com
 N
 e P. Essa 
estratégia é quase sem
pre a m
ais econôm
ica, um
a vez que as necessidades 
de S para as culturas são, geralm
ente, pequenas. 
A gessagem
, realizada com
 o propósito de m
inim
izar problem
as de 
acidez e falta de cálcio em
 subsuperfície (vide capítulo 6), geralm
ente fornece 
S além
 das necessidades das culturas e, por isso, pode resolver o problem
a 
de suprim
ento de S com
o nutriente por vários anos. 
O
 enxofre elem
entar (8°), ou flor de enxofre, com
 95 g/kg de S, é tam
bém
 
um
a fonte eficiente deste nutriente para as plantas, em
bora de solubilidade 
bastante baixa. A disponibilidade do S dessa fonte depende da oxidação a 
sulfato, cuja velocidade é função da granulom
etria: quanto m
ais fina, m
ais 
rápida é a oxidação. No entanto, o forte poder acidificante do enxofre elem
entar 
deve ser levado em
 consideração (32 kg de S necessitam
 de 100 kg de C
aC
03 
puro para neutralizar a acidez produzida). 
8.3.2 A
dubação com
 enxofre 
A extração de enxofre pelas culturas corresponde geralm
ente a 1 O
 a 15%
 
da de nitrogênio. No entanto, o uso de fórm
ulas concentradas, pobres em
 
enxofre, por longos períodos de tem
po, pode colaborar para o em
pobrecim
ento 
do solo e provocar deficiência desse nutriente. Por isso, recom
enda-se que a 
aplicação de enxofre não seja negligenciada nos program
as de adubação. 
N
as tabelas desta publicação, geralm
ente a recom
endação da dose de 
S não está am
arrada à análise do solo, pois poucos laboratórios fazem
 a 
determ
inação desse nutriente em
 solo. No entanto, os resultados da análise de 
S-sulfato têm
 sido usados com
 relativo sucesso para prever a disponibilidade 
desse nutriente às plantas:· 
H
eitor C
antare/la 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas-fAC
 
9. A
D
U
B
A
Ç
Ã
O
 CO
M
 M
IC
R
O
N
U
TR
IEN
TES 
As deficiências de m
icronutrientes em
 culturas representam
 um
a preo-
cupação crescente, já que elas vêm
-se acentuando, podendo acarretar sérios 
prejuízos na produtividade. O
 cultivo em
 solos de baixa fertilidade, a calagem
 
e o aum
ento da produtividade, são fatores que têm
 favorecido o aum
ento das 
deficiências de m
icronutrientes. A análise de solo para m
icro nutrientes, intro-
duzida nesta publicação, deverá ser im
portante instrum
ento para orientar a 
adubação, principalm
ente se for usada em
 conjunto com
 inform
ações especí-
ficas sobre as espécies ou variedades cultivadas. 
9.1 Fertilizantes contendo m
icronutrientes 
Sais e óxidos inorgânicos, silicatos fundidos e quelatos -
são usados 
com
o fontes de m
icronutrientes, isoladam
ente ou incorporados em
 form
ulações 
com
 m
acronutrientes. 
B. van RAIJ et ai. 
O
 quadro 9.1 apresenta os principais produtos com
ercializados no Brasil, 
com
 os teores m
ínim
os exigidos pelo M
inistério da Agricultura. Na prática, 
podem
 ser encontrados produtos com
 teores bem
 m
ais elevados. A solubilidade 
ou não em
 água é um
 dos im
portantes atributos utilizados para orientar o m
odo 
de aplicação. 
O
s principais fertilizantes são os sais inorgânicos solúveis dos elem
en-
tos. Tam
bém
 são utilizados óxidos, insolúveis em
 água. O
s cham
adossilicatos, 
conhecidos com
o "fritas", são obtidos por fusão de silicatos com
 os m
icronu-
trientes. Eles são com
ercializados com
 grande diversidade de nutrientes, no 
m
ínim
o dois, e com
 os teores m
ínim
os apresentados no quadro 9.1. 
O
s 
quelatos são produtos solúveis que m
antêm
 os m
etais neles contidos 
te com
plexados, em
 m
uitos casos protegendo os elem
entos de reaçoes que 
poderiam
 reduzir sua disponibilidade no solo. 
Tem
 havido um
a tendência crescente de incorporação dos m
icronutri-
entes em
 form
ulações NPK, principalm
ente por causa da dificuldade de aplica-
ção das pequenas quantidades norm
alm
ente necessárias nas adubações. 
Q
uadro 9.1. Principais fontes de m
icronutrientes utilizados no Brasil e garantias 
m
ínim
as exigidas pelo M
inistério da Agricultura 
Nutriente 
Fertilizante 
G
arantia m
ínim
a 
Solubilidade 
(cone. do elem
ento) 
em
 água 
%
 
g/kg 
Boro 
Bórax 
11 
110 
Solúvel 
Ácido bórico 
17 
170 
Solúvel 
Silicato 
1 
10 
Insolúvel 
Cobre 
Sulfato 
13 
130 
Solúvel 
Ó
xido cúprico (CuO) 
75 
750 
Insolúvel 
Silicato 
2 
20 
Insolúvel 
Q
uelato 
5 
50 
Solúvel 
Ferro 
Sulfato ferroso 
19 
190 
Solúvel 
Sulfato férrico 
23 
230 
Solúvel 
Q
uelato 
5 
50 
Solúvel 
M
anganês 
Sulfato m
anganoso 
26 
260 
Solúvel 
Ó
xido m
anganoso 
41 
410 
Insolúvel 
Silicato 
2 
20 
Insolúvel 
Q
uelato 
5 
50 
Solúvel 
M
olibdênio 
M
olibdato de sódio 
39 
390 
Solúvel 
M
olibdato de am
ônia 
54 
540 
Solúvel 
Sllicato 
0,1 
Insolúvel 
Zinco 
Sulfato de zinco 
20 
200 
Solúvel 
Ó
xido 
50 
500 
Insolúvel 
Silicato 
3 
30 
Insolúvel 
Q
uelato 
7 
70 
Solúvel 
C
l..-.1.-.+l....-. T
.:. .... .-.1.-." 
if\f'l 
11\f'"' 
i0
0
'7
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
9.2 A
dubação com
 m
icronutrientes 
Existem
 grandes diferenças de com
portam
ento de espécies vegetais e 
até m
esm
o de variedades dentro das m
esm
as espécies, na suscetibilidade a 
deficiências de m
icronutrientes. Assim
, nas tabelas de adubação das culturas, 
a análise de solo para m
icronutrientes é considerada naqueles casos em
 que 
ocorreram
 deficiências, em
 São Paulo, principalm
ente para zinco e boro e, em
 
poucos casos, para cobre e m
anganês. Ainda não está sendo feita análise de 
solos para m
olibdênio. 
As recom
endações de adubação de m
icronutrientes, quando indicadas 
nas tabelas de adubação das culturas, são para aplicações localizadas, no 
sulco ou em
 covas, ou m
esm
o na superfície do solo, para culturas perenes, 
exceto naqueles casos em
 que é prescrita a aplicação !aliar. 
Em
 aplicações localizadas, as form
as solúveis em
 água são m
ais pron-
tam
ente disponíveis, principalm
ente para culturas de crescim
ento rápido. As 
fontes insolúveis são favorecidas pelo m
aior contato com
 o solo, propiciado por 
incorporação em
 área total ou com
 a terra de sulcos ou covas. 
D
os m
icronutrientes, apenas o cloro e o boro apresentam
 m
obilidade 
acentuada no solo, entretanto, não existe registro de ocorrência de deficiências 
de cloro nas condições de São Paulo. Já o boro, pela sua m
obilidade, pode ser 
aplicado em
 adubação de cobertura, até em
 culturas anuais. 
O
s m
icronutrientes, com
 exceção do ferro, apresentam
 efeito residual 
das adubações que podem
 estender-se por vários anos, dependendo das 
quantidades aplicadas. Assim
, a análise de solo pode ser usada para acom
pa-
nhar as variações sendo, em
 geral, bastante fácil atingir valores altos. Essa é 
um
a inform
ação especialm
ente im
portante, no caso de culturas intensivas que 
recebem
 várias aplicações por ano, possibilitando, com
 o m
onitoram
ento pela 
análise de solo, evitar acúm
ulos que podem
 tornar-se tóxicos, o que é m
ais 
provável de ocorrer para boro. 
O
 m
olibdênio pode ser aplicado, de m
aneira m
uito eficiente, junto com
 
as sem
entes. Isso é possível pelas baixas quantidades do nutriente exigidas 
pelas plantas, o que não ocorre com
 os dem
ais m
icronutrientes. 
A aplicação fali ar pode ser utilizada para os m
icronutrientes, com
 solução 
de sais inorgânicos solúveis em
 água. N
os casos em
 que isso é recom
endado, 
as concentrações preconizadas são dadas nas tabelas de adubação. Para 
diversas culturas perenes, a pulverização foliar com
 m
icronutrientes é um
a 
rotina, aproveitando-se a aplicação de pesticidas. Para as hortaliças, a prática 
é tam
bém
 bastante com
um
, m
as para culturas anuais extensivas, a adubação 
foliar de m
icronutrientes em
 geral só se justifica em
 situações de em
ergência. 
Em
 todas as situações, quando houver deficiência de zinco e m
anganês, é 
recom
endável a aplicação ao solo, de preferência no plantio. 
C
leide Aparecida de Abreu 
e Bernardo van R
aij 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas-IA C
 
B. van RAIJ et ai. 
10. A
D
U
B
A
Ç
Ã
O
 O
R
G
Â
N
IC
A
 
H
á um
 interesse crescente na utilização de adubos orgânicos, pelo seu 
reconhecido efeito benéfico na produtividade das culturas. N
este capítulo, são 
dadas inform
ações, não só sobre adubos orgânicos m
ais tradicionais, m
as 
tam
bém
 sobre o uso de resíduos diversos na agricultura, considerando que sua 
aplicação ao solo é, m
uitas vezes, um
a m
aneira conveniente de reciclagem
 
desses m
ateriais orgânicos. 
10.1 A
dubos orgânicos 
O
 principal efeito da adubação orgânica é a m
elhoria das propriedades 
físicas e biológicas do solo. Em
bora os adubos orgânicos m
ais utilizados 
possuam
 nutrientes em
 teores geralm
ente baixos e desbalanceados, necessi-
tando de suplem
entação com
 fertilizantes m
inerais para a m
aioria das culturas, 
as aplicações carreiam
 nutrientes que devem
 ser considerados nas adubações. 
O
s nutrientes presentes em
 adubos orgânicos, principalm
ente o nitrogê-
nio e o fósforo, possuem
 um
a liberação m
ais lenta que a dos adubos m
inerais, 
dependente da m
ineralização da m
atéria orgânica, proporcionando disponibili-
dade ao longo do tem
po, o que m
uitas vezes favorece um
 m
elhor aproveita-
m
ento. Um
a com
posição típica de vários adubos orgânicos, usados para m
elho-
rar a fertilidade do solo, é apresentada no quadro 10.1. 
Algum
as características im
portantes das principais práticas utilizadas no 
m
anejo da m
atéria orgânica do solo, com
 respeito à adição e à liberação de 
nutrientes às plantas são consideradas a seguir. 
10.2 Estercos de origem
 anim
al 
São os m
ais im
portantes adubos orgânicos, m
erecendo assim
 um
a 
atenção à parte. 
Em
bora os estercos possuam
 praticam
ente todos os elem
entos neces-
sários ao desenvolvim
ento das plantas, as quantidades norm
alm
ente aplicadas 
não são suficientes para suprir as necessidades das culturas. O
s estercos são 
considerados, em
 geral, com
o fontes de nitrogênio, seu constituinte m
ais 
im
portante, m
as outros nutrientes não podem
 ser desprezados, tais com
o 
fósforo e potássio, além
 de cobre e zinco nos estercos de galinha e de porco. 
O
 nitrogênio dos estercos e de outros m
ateriais orgânicos pode ser 
m
anejado m
ediante as denom
inadas "séries de decaim
ento", que expressam
 
a porcentagem
 de m
ineralização do N
 que ocorre a cada ano após a aplicação 
do resíduo. C
om
o exem
plo, um
 adubo orgânico com
 um
a série de decaim
ento 
de 0,30; o, 1 O; 0,05 indica que, para o prim
eiro ano, 30%
 do seu conteúdo total 
em
 N
 estará m
ineralizado, 1 O%
 do total restante no segundo ano e 5%
 do 
restante do N
 não m
ineralizado no prim
eiro e segundo anos estará disponível 
no terceiro e assim
 sucessivam
ente. O
 quadro 10.2 apresenta as séries de 
decaim
ento para alguns adubos orgânicos e os totais de N
a serem
 adicionados 
R
r.l.,.tim
 
100 !A
r. 
1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
pelos adubos para m
anter um
a quantidade fixa de 100 kg/ha de N
 m
ineralizado 
por ano. C
om
 
ao P e a_o K, pode-se assum
ir que 70%
 do p e pratica-m
ente todo o K estarao dJsponJveJs no prim
eiro ano de aplicação. 
Q
uadro 1 0.1. C
om
posição típica de vários m
ateriais orgânicos de origem
 anim
al 
vegetal e agroindustrial (sem
 secar) 
' 
M
ateriais orgânicos 
CIN 
Um
idade 
c 
N
 
p 
K 
C
 a 
Esterco bovino fresco 
20 
620 
100 
5 g/kg 
2,6 
6 
2 
Esterco bovino curtido 
21 
340 
320 
15 
12 
21 
20 
Esterco de galinha 
10 
550 
140 
14 
8 
7 
23 
Esterco de porco 
9 
780 
60 
7 
2 
5 
12 
Com
posto de lixo 
27 
410 
160 
6 
2 
3 
11 
lodo de esgoto 
11 
500 
170 
16 
8 
2 
16 
Vinhaça in natura 
17 
950 
10 
0,6 
o, 1 
3 
Torta de filtro 
27 
770 
80 
3 
2 
0,6 
5 
Torta de m
am
ona 
10 
90 
450 
45 
7 
11 
18 
M
ucuna 
20 
870 
60 
3 
0,6 
3 
2 
C
rotalária júncea 
25 
860 
70 
2,8 
0,4 
3 
2 
M
ilho 
46 
880 
60 
1,3 
0,2 
3 
0,5 
Aguapé 
20 
940 
20 
1 
o, 1 
M
ateriais orgânicos 
Mg 
s 
Zn 
Cu 
Cd 
Ni 
Pb 
-g
/k
g
-
m
g/kg 
Esterco bovino fresco 
33 
6 
o 
2 
2 
Esterco bovino curtido 
6 
2 
217 
•25 
.. 
o 
2 
Esterco de galinha 
5 
2 
138 
14 
2 
2 
17 
Esterco de porco 
3 
242 
264 
o 
2 
3 
C
om
posto de lixo 
1 
2 
255 
107 
2 
25 
111 
lodo de esgoto 
6 
2 
900 
435 
11 
362 
360 
Vinhaça in natura 
0,4 
0,5 
3 
5 
Torta de filtro 
0,8 
3 
20 
13 
Torta de m
am
ona 
5 
128 
73 
M
ucuna 
0,4 
6 
3 
C
rotalária júncea 
0,4 
2 
1 
M
ilho 
0,2 
0,2 
3 
1 
Aguapé 
0,2 
0,2 
3 
2 
o 
2 
O
s valores não são absolutos, servindo apenas para um
a avaliação de ordem
 de grandeza. 
Para converter as quantidades dos elem
entos da tabela para quantidades no m
aterial seco 
{base seca), usar a relação: concentração no resíduo seco em
 g/kg ou m
g/kg =concentração 
no m
aterial sem
 secar em
 g/kg ou m
g/kg x 1000 I (1 000 
um
idade em
 g/kg). Para converter 
g/kg em
%
, dividir o valor do quadro por 1 O. 
R
niA
tim
 TÁ
f':nir.n 
100 !A
r. 
1A
Q
7 
B. van RAIJ et ai. 
A m
istura de adubos fosfatados com
 esterco, além
 de aum
entar a dispo-
nibilidade de fósforo, ajuda a reter am
ônia, reduzindo as perdas de nitrogênio. 
Para seu uso prático, é im
portante curtir os estercos, para .evitar danos às 
plantas. As quantidades norm
alm
ente aplicadas, variam
 de 1 O
 a 100 Ilha de 
esterco bovino e pelo m
enos 4 vezes m
enos de esterco de galinha. As quanti-
dades dependem
 da cultura e do grau de pureza do esterco. 
Q
uadro 1 0.2. Q
uantidade total de N
 necessária para m
anter um
a taxa de 
m
ineralização de 100 kg N
/ha por ano durante um
 período de 15 anos para 
três tipos de m
aterial orgânico( 1) 
M
aterial orgânico 
série de decaim
ento 
Esterco de galinha 
0,90; O, 1 O; 0,05 
Esterco de curral seco, 1,0%
 N
 
0,20; O, 1 O; 0,05 
Lodo de esgoto líquido, 2,5%
 N
 
0,35; O, 1 O; 0,05 
2 
111 
110 
500 
300 
286 
232 
Tem
po em
 anos 
3 
4 
5 
10 
15 
N, kg/ha por ano 
109 
109 
108 
106 
105 
290 
244 
218 
138 
112 
218 
203 
189 
145 
122 
(1) Inform
ação da U
niversidade da C
a!ifornia, R
iverside, EU
A
. 
10.3 C
om
postos 
Q
ualquer m
aterial vegetal pode ser utilizado para a produção de com
-
posto. O
 uso de estercos de anim
ais ou de terra retirada da cam
ada superficial 
do solo, ricos em
 m
icrorganism
os, ou de corretivos e adubos com
o calcário, 
uréia e os superfosfatos, aceleram
 a decom
posição dos restos vegetais e 
enriquecem
 o produto final. C
ondições adequadas de aeração, um
idade (60%
) 
e de tem
peratura tam
bém
 auxiliam
 a ação dos m
icroorganism
os na estabiliza-
ção do com
posto. 
C
om
postos com
 relação C/N m
enor que 25 e relação C
/P m
enor que 200, 
em
 geral, liberam
 a m
aior parte do N
 e do P no prim
eiro ano de aplicação. As 
dosagens de com
posto variam
 de 30 a 50 t/ha, em
 área total. 
10.4 R
esíduos urbanos e industriais 
Enquadram
-se nessa classificação o lixo urbano, o lodo de esgoto, a 
vinhaça, a torta de filtro, as borras, os resíduos de laticínios, etc. Em
 geral, os 
produtos são desbalanceados quanto aos teores de nutrientes neles contidos, 
necessitando um
a suplem
entação na adubação, com
 fontes m
inerais. O
s lodos, 
geralm
ente, são pobres em
 potássio devido ao seu processo de obtenção que 
perde esse nutriente em
 solução. Em
 com
pensação, podem
 apresentar teores 
32 
Boletim
 Técnico. 100.1AC. 1996 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
elevados de fósforo, às vezes superiores ao nitrogênio, e m
ais de 80%
 do P 
pode estar disponível no prim
eiro ano de aplicação. O
 com
posto de lixo urbano 
tem
-se com
portado de form
a sim
ilar ao esterco de curral, obtendo-se um
 efeito 
significativo na produção já no prim
eiro ano com
 dosagens de 401/ha. 
O
 com
posto de lixo urbano e o lodo de esgoto, por apresentarem
 risco 
de conter patógenos, com
postos orgânicos de difícil decom
posição no solo e 
m
etais pesados, com
o o cádm
io, o níquel e o crôm
io, devem
 ser em
pregados 
preferencialm
ente em
 parques e jardins e em
 culturas que não sejam
 de 
consum
o direto, com
o o algodão, a seringueira, a cana de açúcar e os cereais, 
a fim
 de que a cadeia alim
entar fique protegida de contam
inação. Todos os 
resíduos com
 teores elevados em
 m
etais pesados devem
 ser de aplicação 
restrita, a fim
 de se evitar o acúm
ulo no solo. 
O
 quadro 10.3 indica os lim
ites adotados por alguns países da Europa e 
pela C
om
unidade Econôm
ica Européia para a concentração de m
etais pesados 
no com
posto de lixo urbano e no lodo de esgoto. A legislação dos EUA já 
restringe as quantidades m
áxim
as a serem
 aplicadas por ano e as acum
uladas 
no solo, no caso do lodo de esgoto conter quantidades elevadas de m
etais 
pesados (Q
uadro 10.4). Assim
, a utilização de resíduos urbanos na agricultura 
deve prever um
 m
onitoram
ento constante, para evitar a contam
inação tanto do 
solo com
o do aquífero, principalm
ente quando o m
aterial orgânico contiver 
teores de um
 ou m
ais elem
entos tóxicos próxim
os aos lim
ites m
ostrados nos 
quadros 10.3 e 1 0.4. No Brasil, ainda não há valores definidos para teores de 
m
etais tóxicos ou de quantidades m
áxim
as a aplicar para culturas. 
A vinhaça é, principalm
ente, um
a fonte de potássio, com
 disponibilidade 
sim
ilar ao cloreto de potássio, e tam
bém
 contribui com
 quantidades apreciáveis 
de N, C
a, M
g, Zn, Cu e M
n.·sua aplicação aum
enta o pH e a atividade biológica 
do solo. As dosagens recom
endadas variam
 com
 a fertilidade do solo e o tipo 
de com
posição do m
osto que deu origem
 ao resíduo. A torta de filtro libera cerca 
. de 20%
 de seu conteúdo em
 N, no prim
eiro ano de aplicaÇ
ão, e apresenta um
a 
Q
uadro 1 0.3. Lim
ites para a concentração de m
etais pesados no com
posto de 
lixo urbano e no lodo de esgoto, adotados por alguns países da Europa para 
o uso agrícola, com
 base no m
aterial seco (m
.s.) 
C
om
posto de lixo 
Elem
ento 
A
ústria 
Itália 
Bélgica 
H
olanda 
(1) 
(2) 
C
ádm
io 
6 
10 
5 
m
g/kg de m
.s. 
5 
5 
C
rôm
io 
300 
500 
500 
150 
200 
C
obre 
1.000 
600 
600 
100 
500 
M
ercúrio 
4 
10 
5 
5 
5 
N
íquel 
200 
200 
100 
50 
100 
C
hum
bo 
900 
500 
500 
600 
1.000 
Zinco 
1.500 
2.500 
2.000 
1.000 
1.500 
( 1) C
ulturas alim
entícias. ( 2) C
ulturas ornam
entais. 
R
niR
tim
 TÁ
r:nir.n 
100 !A
r. 
1Q
Q
h 
Lodo de esgoto 
A
lem
anha Suécia 
C
.E.E 
15 
900 
800 8 
200 
900 
2.500 
15 
1.000 
3.000 8 
500 
300 
10.000 
20 
750 
1.000 
16 
300 
750 
2.500 
,.,, .... 
B. van R
AIJ et ai. 
elevada capacidade de retenção de água a baixas tensões. As quantidades 
aplicadas por hectare estão em
 torno de 3 a 1 O
 toneladas da torta seca no sulco 
de plantio e de 30 a 50 t do resíduo seco em
 área total. 
As tortas vegetais, com
o a torta de m
am
ona indicada no quadro 1, são 
tam
bém
 adubos orgânicos de grande interesse, em
bora de disponibilidade 
lim
itada no com
ércio.O
utros produtos, com
o farinha de sangue, farinha de 
ossos, etc., tem
 uso m
uito restrito na adubação. 
Q
uadro 1 0.4. Q
uantidades m
áxim
as de m
etais pesados perm
itidas no lodo de 
esgoto e taxa m
áxim
a de aplicação anual e acum
ulada no solo agrícola, de 
acordo com
 a legislação 40 CFR parte 503, regulam
entadora do uso do lodo 
de esgoto nos EUA, com
 base na m
atéria seca, a partir de 1993 
Q
uantidade m
áxim
a 
Taxa m
áxim
a de 
Taxa m
áxim
a de 
Elem
ento 
no lodo 
aplicação anual 
aplicação acum
ulada 
m
g/kg 
kg/ha/ano 
kg/ha 
A
rsênio 
75 
2,0 
41 
C
ádm
io 
85 
1,9 
39 
C
rôm
io 
3.000 
150 
3.000 
C
obre 
4.300 
75 
1.500 
C
hum
bo 
840 
15 
300 
M
ercúrio 
57 
0,85 
17 
M
olibdênio 
75 
0,90 
18 
N
íquel 
420 
21 
420 
Selênio 
100 
5,0 
100 
Zinco 
7.500 
140 
2.800 
10.5 A
dubos verdes 
As legum
inosas incorporam
 o nitrogênio do ar atm
osférico ao solo atra-
vés da fixação sim
biótica. A produção de m
assa vegetal chega a conter de 16 
a 25 kg/ha de N
 por tonelada de m
atéria seca, dos quais um
a cultura subse-
qüente pode aproveitar de 10 a 50%
. D
ependendo das condições edafoclim
á· 
ticas, a decom
posição do m
aterial vegetal incorporado pode-se dar 
rapidam
ente, com
 perdas do nitrogênio por lixiviação, anteriores ao período de 
necessidade m
áxim
a da cultura subseqüente. 
As legum
inosas em
 rotação de culturas incorporam
 nitrogênio ao siste· 
m
a, reduzindo as necessidades nas adubações. 
10.6. A
dubos organom
inerais 
Tais adubos, de acordo com
 a legislação, precisam
 conter no m
ínim
o 25%
 
de m
atéria orgânica total na fórm
ula. A adição de m
atéria orgânica hum
ificada 
à form
ulação m
ineral proporciona várias vantagens à m
istura com
o: dim
inuir a 
34 
Boletim
 Técnico. 100.IA
C
. 1996 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
fixação de P pela fração coloidal do solo; reter cátions, principalm
ente o K da 
fórm
ula; fornecer os m
acro-
e m
icronutrientes contidos na m
atéria orgânica 
em
pregada na form
ulação e dim
inuir as perdas de nitrogênio pela lixiviação por 
apresentar um
a solubilidade m
ais lenta. Além
 disso, os adubos organom
inerais, 
em
 geral dim
inuem
 o índice salino da m
istura e apresentam
 m
enor em
pedra-
m
ento que as form
ulações m
inerais quando ensacados. Esses adubos tam
bém
 
possuem
 m
aior friabilidade, proporcionando distribuição m
ais uniform
e no solo. 
C
onstituem
-se num
a excelente alternativa para a reciclagem
 de resíduos urba· 
nos na agricultura. 
R
onaldo S. Berton 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas-fAC
 
11. CO
M
PO
SIÇÃO
 Q
UÍM
ICA DE PLANTAS E DIAG
NO
SE FO
LIAR 
As plantas têm
 aproxim
adam
ente 5%
 de nutrientes m
inerais na m
atéria 
seca, m
as há grandes diferenças entre espécies e, além
 disso, as quantidades 
totais exigidas por um
a cultura dependem
 da produtividade. Assim
, é im
portan-
te conhecer o conteúdo em
 nutrientes das plantas, principalm
ente da parte 
colhida, para poder avaliar a rem
oção de nutrientes da área de cultivo. Tam
bém
 
é im
portante avaliar se o estado nutricional das plantas é adequado, o que pode 
ser feito pela diagnose foliar. Esses dois assuntos são tratados neste capítulo. 
11.1 C
om
posição quím
.íca das plantas 
Para as principais plantas cultivadas, são apresentadas tabelas com
 a 
com
posição quím
ica, para os nutrientes nitrogênió, fósforo, potássio e enxofre, 
para a planta inteira e a parte colhida, ou apenas para a parte colhida de 
culturas perenes. Em
 am
bos os casos, os valores referem
-se sem
pre a um
a 
tonelada de produto colhido. 
As 
inform
ações fornecidas nesta publicação perm
item
 confrontar as 
adubações com
 as extrações e exportações de nutrientes pelas culturas e 
preparar balanços nutricionais, que podem
 ser úteis, juntam
ente com
 outras 
inform
ações, para redirecionar as adubações. 
D
eve-se lem
brar que as quantidades de nutrientes necessárias para as 
recom
endações econôm
icas de adubação não dependem
 apenas da reposição 
do que é exportado pelas colheitas. No desenvolvim
ento das culturas, quanti· 
dades im
portantes de nutrientes são necessárias à form
ação da parte vegeta-
tiva das plantas e para órgãos que concentram
 nutrientes, tais com
o frutos e 
grãos, raízes e tubérculos, etc. Além
 disso, há a interação dos nutrientes com
 
o solo, com
o fixação ou lixiviação, entre outros processos. R
esulta, assim
, um
 
sistem
a com
plexo, em
 que a com
posição quím
ica da parte aérea das plantas 
é apenas um
 dos com
ponentes .. 
B. van RAJJ et aL 
De qualquer form
a, a com
posição quím
ica das plantas pode ser um
a 
indicação útil, desde que não seja usada isoladam
ente com
o critério de reco-
m
endação de fertilizantes. 
11.2 D
iagnose foliar 
A folha é o órgão da planta na qual as alterações fisiológicas, em
 razão 
de distúrbios nutricionais, tornam
-se m
ais evidentes, Por essa razão, quase 
sem
pre os diagnósticos nutricionais das plantas são feitos através das folhas, 
pela técnica que, de form
a am
pla, 
denom
ina-se diagnose foliar. 
A diagnose foliar pode ser feita através da observação visual de sintom
as 
de distúrbios nutricionais (diagnose visual) ou através de procedim
entos m
ais 
sofisticados, envolvendo, por exem
plo, a análise quím
ica das folhas. A diagno-
se visual é possível apenas quando os sintom
as de deficiência ou excesso se 
m
anifestam
 visualm
ente. N
esse estágio, m
uitas vezes é inevitável a perda de 
produção. 
A diagnose foliar, via análise quím
ica, perm
ite a avaliação do estado 
nutricional, isto é, perm
ite identificar o nível de com
prom
etim
ento da produtivi-
dade, em
 função da situação nutricional, principalm
ente em
 casos extrem
os. 
A interpretação correta dos resultados de um
a análise depende de m
uita 
experim
entação para o estabelecim
ento de índices de calibração que reflitam
 
o estado nutricional das plantas. Na prática, os critérios para isso variam
 
bastante, m
as tem
 havido acúm
ulo de inform
ações na literatura m
undial, em
 
geral reproduzidas de um
a publicação para outra, com
 acréscim
o de inform
a-
ções regionais. No caso desta publicação, foram
 utilizados lim
ites de teores da 
literatura e do próprio acervo de dados do Instituto Agronôm
ico. 
G
eralm
ente se estabelecem
 um
 ou m
ais níveis críticos ou faixas de 
concentração que perm
item
 definir se a concentração do nutriente é adequada, 
deficiente ou excessiva. N
este Boletim
 Técnico, são apresentadas faixas de 
teores considerados adequados. 
A com
posição das folhas é afetada por diversos fatores. Para que a 
interpretação dos resultados não seja prejudicada é essencial a padronização 
da am
ostragem
. Além
 disso, contam
inações por pulverizações podem
 prejudi-
car a interpretação. Para a diagnose de m
icronutrientes em
 folhas, não devem
 
ser feitas aplicações foliares no período do ano· agrícola que antecede à 
am
ostragem
 de folhas. 
Para diversos grupos de culturas, são apresentadas as tabelas de inter-
pretação, visando servir de subsídio para o acom
panham
ento dos resultados 
da adubação. O
s resultados são usados para a recom
endação quantitativa de 
fertilizantes apenas para nitrogênio em
 algum
as culturas perenes. N
os dem
ais 
casos, a diagnose foliar é usada para avaliar se as adubações estão sendo 
adequadas e ela pode ser usada para alterar as rotinas de adubação. 
Boletim
 Técnico. 100. tAC. 1996 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 .. 
A interpretação correta da análise quím
ica das plantas está associada 
principalm
ente à am
ostragem
 e cuidados no envio do m
aterial para o laborató-
rio. O
s procedim
entos de am
ostragem
 são apresentados para cada cultura. No 
caso de possíveis distúrbios nutricionais, retirar am
ostras pareadas, ou seja, 
um
a am
ostra de plantas afetadas e outra de plantas sadias. N
o caso de plantas 
ainda não contem
pladascom
 recom
endações de am
ostragem
 e interpretação, 
seguir as indicações para plantas que m
ais se assem
elham
, retirando folhas 
recém
-m
aduras. 
Enviar as am
ostras em
 sacos de papel, evitando que o m
aterial dem
ore 
m
ais de 48 horas entre a coleta e o processam
ento no laboratório. Se houver 
necessidade, as folhas podem
 ser arm
azenadas em
 geladeira por algum
 tem
po 
até com
pletar a am
ostragem
. Esse tem
po, entretanto, não pode ser m
uito 
longo, para evitar a deterioração do m
aterial. 
O
s lim
ites de interpretação para a diagnose foliar basearam
-se nos 
dados de arquivo da Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas e em
 
vários livros, destacando-se: 
IN
TER
N
ATIO
N
AL FER
TILIZER
 IN
D
U
STR
Y ASSO
C
IATIO
N
. IFA W
orld fertilizar 
use m
anual. 
Paris, IFA, 1992. 632p. 
JO
N
ES Jr., J.B.; W
O
LF, B. & M
ILLS, H
.A. 
Plant analysis habdbook. Athens, 
M
icro-M
acro, 1991. 213p. 
M
ALAVO
LTA, E.; VITTI, G
.C
. & O
LIVEIR
A, S.A. de. 
A
valiação do estado 
nutricional das 
Piracicaba, PO
TAFÓ
S. 
1989. 201 p. 
M
AR
TIN
-PR
ÉVEL, P.; G
AG
N
AR
D
, J. & G
AU
TIER
, P. 
Plant analysis: as a guide 
to lhe nutrient requirem
ents of tem
perate and tropical crops. 
N
ew
 York, 
Lavoisier, 1987. 722p. 
' 
O
ndino C
/eante Batag/ia 
Seção de Fertilidade dó Solo e N
utrição de Plantas-/A C
 
12. IM
PLEM
EN
TA
Ç
Ã
O
 D
A
S R
EC
O
M
EN
D
A
Ç
Õ
ES 
U
m
a das etapas críticas da adubação é a sua im
plem
entação. Ao núm
ero 
m
uito grande de recom
endações derivadas das tabelas de adubação, contra-
põem
-se a existência de grande diversidade de insum
os. R
esulta que a conci-
liação entre as quantidades recom
endadas de nutrientes e as efetivam
ente 
aplicadas em
 geral não é fácil. C
ontudo, considerando que a adubação não 
precisa ser feita com
 grande precisão, pode-se chegar a im
plem
entações 
práticas m
uito m
ais sim
ples do que se im
agina. Serão discutidos os casos dos 
adubos sim
ples, das fórm
ulas N
PK e da aplicação de enxofre e de m
icronu-
trientes. 
Boletim
 Técnir.n. 100 lA
r. 
0
7
 
B. van RAIJ et aL 
12.1 A
dubos sim
ples 
No caso de adubos sim
ples, a quantidade a aplicar é calculada m
ultipli-
cando a dose recom
endada do nutriente por 100 e dividindo pelo teor do 
nutriente, em
 porcentagem
, no adubo escolhido. 
C
om
o exem
plo, considere-se a adubação, em
 kg/ha de N, P20s e K20, 
de 20-130-70. Pretende-se utilizar os seguintes fertilizantes: sulfato de am
ônia 
(20%
 de N); superfosfato triplo (41%
 de P2 0s) e cloreto de potássio (58%
 de 
K20). As quantidades a aplicar serão as seguintes (arredondando em
 dezenas): 
12.2 Fórm
ulas N
PK
 
sulfato de am
ônia -
100 kg/ha 
superfosfato triplo -320 kg/ha 
cloreto de potássio -
120 kg/ha 
Para utilizar fórm
ulas NPK, o prim
eiro passo é estabelecer a relação 
aproxim
ada de nutrientes e procurar um
a fórm
ula com
 a m
esm
a relação ou 
próxim
a. No exem
plo dado acim
a, a relação 1-6-3 é bastante próxim
a, sendo 
representada, com
o um
a opção possível, pela fórm
ula 5-30-15. 
A quantidade necessária é encontrada m
ultiplicando a som
a dos nutrien-
tes recom
endados por 100 e dividindo pela som
a dos nutrientes da fórm
ula. 
Para atender a recom
endação de 20 kg/ha de N, 130 kg/ha de P20s e 70 kg/ha 
de K20, o cálculo é o seguinte: 
(20 + 130 + 70) X
 100 
220 X
 100 
(5
+
3
0
+
1
5
) 
50 
= 
440 kg/ha 
Para conferir as quantidades de nutrientes que serão aplicadas com
 440 
kg/ha da fórm
ula 5-30-15, m
ultiplicar o teor de cada nutriente na fórm
ula pela 
quantidade correspondente e dividir por 100. O
btém
-se 22 kg/ha de N, 132 
kg/ha de P20s e 66 kg/ha de K20, m
uito próxim
as das recom
endadas. 
12.3 A
dição de enxofre e de m
icronutrientes 
A adição de enxofre pode ser feita por adubos sim
ples ou fórm
ulas. N
os 
dois casos, é necessário conhecer a recom
endação de S e o teor do nutriente 
contido no adubo, e o cálculo é sim
ilar ao m
ostrado para N, P e K. Exem
plifi-
cando com
 o caso acim
a, a adição de 100 kg/ha de sulfato de am
ônia (22%
 de 
S), resulta na aplicação de 22 kg/ha de S. 
No caso dos m
icronutrientes para adição ao solo, as necessidades em
 
adubos sim
ples é tam
bém
 feita por cálculo sim
ilar ao m
ostrado para NPK. Para 
aplicação em
 form
ulações NPK, é preciso calcular o teor aproxim
ado que a 
fórm
ula deve conter dos m
icronutrientes. 
Suponha-se que a adubação acim
a 
-440 kg/ha de 5-30-15-
necessite carrear para o solo 1 kg/ha de B e 2 kg/ha 
de Zn. 
R
niA
tim
 T 
1 ()(} 
I Ar. 
1 007 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
Para determ
inar o teor desses nutrientes, contidos na fórm
ula, m
ultiplicar 
a quantidade necessária por 100 e dividir pela quantidade da fórm
ula que será 
aplicada. R
esulta em
 0,23%
 de B e 0,45%
 de Zn. O
u seja, a fórm
ula deve conter 
em
 torno de 0,25%
 de B e 0,5%
 de Zn. 
12.4 M
odos e épocas de aplicação 
As tabelas, em
 geral, indicam
 épocas e m
odos de aplicação de corretivos 
e fertilizantes. O
 m
odo de aplicação tam
bém
 é discutido nos capítulos que 
tratam
 da correção do solo e dos diferentes nutrientes. Aqui será feita um
a 
discussão resum
indo os aspectos m
ais im
portantes. 
O
 calcário deve ser incorporado ao solo com
 a m
aior antecedência 
possível ao plantio, para m
elhor reação do corretivo. É im
portante um
 bom
 
contato do calcário com
 o solo e, para isso, recom
enda-se a pré-incorporação 
com
 grade e depois a aração profunda ou aplicar m
etade antes da aração e 
m
etade depois, para incorporação com
 gradagem
. A incorporação profunda 
tam
bém
 é im
portante. N
ão é aconselhável a incorporação rasa, com
 grade, 
principalm
ente em
 solos que estão sendo corrigidos pela prim
eira vez, pois 
pode resultar em
 excesso de calagem
 próxim
o à superfície do solo, acarretar 
deficiências de m
icronutrientes E! lim
itar o aprofundam
ento do sistem
a radicular. 
Em
 culturas perenes form
adas ou em
 sistem
as de plantio direto, nos quais 
não vai ser feita a aração, o calcário deve ser aplicado em
 área total e, quando 
possível, em
 quantidades m
aiore·s nas partes adubadas do terreno. Se possível, 
incorporar levem
ente com
 grade, sem
 danificar as raízes das plantas. É im
por-
tante lem
brar que é preciso incorporar m
uito bem
 o calcário na form
ação de 
culturas perenes ou no iníeío de sistem
as de produção em
 plantio direto, já que 
aplicações superficiais atuam
 lentam
ente nas cam
adas m
ais profundas do solo 
e um
 solo m
al corrigido no início com
prom
eterá a produtividade por m
uito tem
po. 
A adubação, em
 culturas anuais, é aplicada 5 em
 "ao lado e abaixo das 
sem
entes. N
orm
alm
ente se aplica pouco nitrogênio, quantidades altas de P e 
m
oderadas de K, dependendo da análise de solo. Aplicações elevadas de 
cloreto de potássio no sulco de plantio podem
 causar dano às plantas, pelo alto 
índice salino desse adubo. C
abe ressaltar a im
portância da aplicação localiza-
da do fósforo, principalm
ente em
 solos com
 teores baixos do nutriente. N
esses 
casos, a fonte deve ter predom
inância de fósforo solúvel em
 água. Fosfatos 
insolúveis em
 água são m
ais eficientes em
 m
istura com
 o solo e em
 condições 
de m
aior acidez. Em
bora não se recom
ende, nas tabelas, a adubação fosfatada 
corretiva pode ser feita quando se pretende, no prim
eiro ano, alta produtividade 
em
 solos m
uito deficientes em
 fósforo. Isso não será conseguido apenas com
 
a adubação no sulco de plantio, havendo a necessidade de incorporação prévia 
de P no solo, em
 área total. 
O
 nitrogênio de qualquer fonte aplicada ao solo, converte-se rapidam
ente 
em
 nitrato, form
a extrem
am
ente m
óvel, sujeita a perdas por lixiviação, em
 
períodos do ano em
 que o regim
e hídrico favorece a percolação do excesso de 
água. Por essa razão, a adubação nitrogenada é feita norm
alm
ente em
 caber-B. van R
AIJ et ai. 
tura após o plantio de culturas anuais, em
 épocas nas quais as plantas já 
possuem
 sistem
a radicular bem
 desenvolvido, portanto, em
 condições de 
absorver rapidam
ente as form
as m
inerais do nutriente. Em
 culturas perenes, a 
aplicação é parcelada em
 várias vezes, com
 m
ais aplicações em
 solos de 
textura m
ais leve. 
H
á um
a tendência, para algum
as culturas, de parte do potássio ser 
aplicado em
 cobertura. Esse adubo não se m
ovim
enta com
 facilidade no solo 
e, assim
, a cobertura será m
ais eficiente se as aplicações forem
 bastante 
elevadas e de form
a localizada no terreno, ou se a adubação for acom
panhada 
de um
a operação que enterre o adubo. Em
 solos argilosos e deficientes, é 
preferível fazer a incorporação de potássio antes do plantio. 
Em
 
plantas 
perenes, a tendência é aplicar os três nutrientes parceladam
ente, m
as pode-se 
aplicar o fósforo de um
a só vez no início das águas, e tam
bém
 o potássio, 
m
antendo apenas o parcelam
ento do nitrogênio. Isso resulta em
 diversas 
opções que flexibilizam
 a prática da adubação. 
O
s m
icronutrientes com
o boro, cobre, m
anganês, m
olibdênio e zinco 
podem
 ser aplicados ao solo, através de diferentes fontes. A aplicação folia r é 
adequada para corrigir problem
as de deficiências durante o ciclo da cultura. O
 
boro pode, tam
bém
, ser aplicado em
 cobertura e o m
olibdênio, juntam
ente com
 
as sem
entes. 
12.5 Fórm
ulas N
PK
 com
 o Sistem
a Internacional de U
nidades 
Será m
ostrado o m
esm
o exem
plo dado em
 12.2. N
este caso, não é 
utilizada a representação de fósforo e potássio em
 term
os de óxidos, em
pre-
gando-se diretam
ente os teores dos nutrientes. Assim
, usando a representação 
dos teores dos nutrientes, dentro do novo sistem
a de unidades, resulta a 
seguinte recom
endação, em
 term
os de kg/ha de N, P e K: 20-57-58. 
A fórm
ula correspondente a 5-30-15, com
 o Sistem
a Internacional de 
U
nidades é, então, 50-130-120, arredondando para dezenas e lem
brando que 
os teores dos nutrientes são dados em
 g/kg. 
O
 cálculo das quantidades é feito com
o no exem
plo acim
a, com
 a 
diferença do fator 1 .000 ao invés de 100. R
esulta: 
(20 + 57 + 58) X 1000 
135 X 1 000 
= --::3 -::-00 ::---
= 450 kg/ha 
(50+ 130 + 120) 
A diferença de 1 O
 kg/ha deve-se ao arrendondam
ento de núm
eros. 
As quantidades dos nutrientes, aplicadas com
 450 kg/ha da fórm
ula 
50-130·120 são obtidas m
ultiplicando o teor de cada nutriente pela quantidade 
da fórm
ula e dividindo por 1.000. R
esulta 23 kg/ha de N, 59 kg/ha de P e 59 
kg/ha de K. C
om
pare-se com
 a recom
endação, no novo sistem
a de unidades, 
de 20-57-58. 
A escolha de fórm
ulas ou m
esm
o o cálculo das quantidades de adubos 
sim
ples a aplicar envolvem
 cálculos sim
ples, porém
 tediosos. É im
portante que 
sejam
 feitos por com
putador. 
R
f\ll'>tim
 Tá.,-.nif'f\ 
1()f\ 
ltJ.r'. 
1
0
0
7
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
12.6 A
presentação de resultados e recom
endações 
A figura 12.1 apresenta o form
ulário básico para resultados de análise 
de solo, recom
endações de calagem
 e adubação e um
 balanço nutricional. Este 
form
ulário poderá ser personalizado. C
om
o a tendência será o preenchim
ento 
por com
putador, é preciso atenção nos detalhes. O
s resultados devem
 ser 
dados nas unidades apropriadas. 
Para a recom
endação de calagem
 e adubação, é preciso definir a cultura, 
inclusive código (a ser fornecido pelo laboratório), a faixa de produtividade 
esperada e, 
quando for o caso, 
a classe de resposta esperada a N. As 
recom
endações de adubação poderão ser em
 kg/ha, g/planta ou g/m
etro linear. 
O
 balanço nutricional inform
a os valores de N, P, K e S indicados na 
adubação, a quantidade prevista de rem
oção pelas colheitas e a diferença entre 
esses dois valores, constituindo o balanço. 
Em
 seguida, virão as descrições pertinentes às recom
endações, tais 
com
o época de aplicação, cuidados etc. 
O
 program
a de com
putador, se utilizado, fará a escolha de adubos, de 
relação previam
ente inserida no com
putador, e calculará as quantidades a usar 
e até o custo. Será possível, tam
bém
, deduzir da adubação m
ineral os nutrien-
tes a serem
 aplicados em
 adubação orgânica. 
Proprietário: 
Propriedade: 
Município: U.F.: 
Gleba: 
ldent. Amostra: 
Amostra nº· Cód. Cliente· Data emissão· 
RESULTADO DA ANÁLISE DE SOLO 
M.O. p pH 
I 
C a I Mg Na AI S.B. H+AI CTC ·V Matéria Orgânica Fósloro Resina Solução CaCh Cálcio Magnésio Sódio Alumínio Soma de Bases Ac. Potencial Cap. Troca Cat. Sat. Bases 
gldm" mgtdm3 mmolddm3 % 
s B Cu F e 
I 
Mn I Zn C.E. Argila Enxofre Boro Cobre Fer'ro Manganês Zinco Cond. Eletr. 
mg/dm3 dS/m g/dm3 
) 
METODOS: P -resina; 8 -água quente; Cu, Fe, Mn, Zn -DTPA. 
RECOMENDAÇÕES DE CALAGEM E ADUBAÇÃO 1 
Código I.Nome Produtividade Resposta ' 
da cultura da cultura esperada: esperada a N: 
Calcârío ADUBAÇÃO BÂSICA ADUB. DE COBERTURA Adubação 
PRNT 100 
I I I I I I 
expressa 
Vha N P20s K,o s B Cu Mn Zn N K,O em: 
./ 
BALANÇO NUTRICIONAL 
N (kg/ha) P20s (kg/ha) K20 (kg/ha) S (kglha) 
Adubação I Exportação ! Balanço Adubação ! Exportação I Balanço Adubação I Exportação I Balanço Adubação I Exportação Balanço 
' / 
Figura 12.1 Formulário para resultados de análise de solo e recomendação de calagem e adubação 
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R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
13. C
ER
EA
IS 
H
eitor C
antare/la e Bernardo van R
aij 
Seção de Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas · IAC 
C
arlos Eduardo de O
liveira C
am
argo 
Seção de Cereais -IAC 
13.1 Inform
ações gerais 
O
s cereais têm
 enorm
e im
portância entre as principais culturas alim
enta-
res 
do m
undo. sendo responsáveis por m
ais da m
etade do consum
o de 
fertilizantes. C
aracterizam
-se por grande resposta a nitrogênio, que se tornou 
possível, em
 parte, graças aos avanços da genética e m
elhoram
ento vegetal, 
aplicados a arroz, trigo e m
ilho. O
 consum
o de potássio pelas plantas é 
igualm
ente alto, m
as, ao contrário do nitrogênio, grande parte do elem
ento é 
devolvido ao solo após as colheitas. Essas características, de altas exigências 
em
 nitrogênio e elevada reciclagem
 de potássio, são favoráveis à rotação com
 
culturas legum
inosas, que se beneficiam
 tam
bém
 das relações C
/N
 contrastan-
tes, baixa em
 legum
inosas e alta em
 gram
íneas, contribuindo para a m
elhoria 
da qualidade da m
atéria orgânica do solo. 
O
s principais cereais cultivados no Brasil, com
o o m
ilho, o arroz e o trigo, 
têm
 com
portam
ento bem
 característico frente à acidez do solo, sendo o arroz 
m
uito tolerante e o trigo e m
ilho apresentando aruplas diferenças varietais, o 
que perm
ite opções de acordo com
 a acidez dos solos. O
 m
ilho e, particular-
m
ente, o arroz, são culturas bastante suscetíveis à deficiência de zinco. 
B. van RAIJ et ai. 
13.2 C
om
posição quím
ica, am
ostragem
 de folhas e diagnose foliar 
O
 quadro 13.1 apresenta os teores de N, P, K e S nas culturas e as faixas 
de produtividades m
ais com
uns no Estado de São Paulo. 
Q
uadro13.1. Teores dos m
acronutrientes em
 cereais, na planta inteira e nos 
grãos, por tonelada de produto colhido 
Planta inteira 
Parte colhida (grãos) 
C
ultura 
N
 
p 
K 
s 
N
 
p 
K 
s 
kg/t de grãos 
kg/t de grãos 
Arroz 
22 
4 
25 
2,2 
12 
3 
3 
0,7 
Aveia 
27 
4 
24 
2,3 
20 
3 
7 
1 ,O 
C
enteio 
26 
4 
25 
2,3 
22 
3 
5 
1 ,O 
C
evada 
25 
4 
24 
2,0 
20 
3 
7 
1 ,o 
M
ilho 
28 
5 
18 
2,6 
17 
4 
5 
1,2 
Sorgo 
30 
6 
23 
2,7 
17 
4 
5 
1,2 
Trigo 
29 
6 
23 
2,3 
23 
5 
5 
1 ,o 
Triticale 
25 
4 
24 
2,1 
21 
3 
6 
1,0 
Q
uadro 13.2. Instruções para am
ostragem
 de folhas de cereais 
C
ultura 
D
escrição da am
ostragem
 
Arroz 
Folha bandeira, coletada no início do florescim
ento. M
ínim
o 50 folhas. 
A
veia 
Folha bandeira, coletada no início do florescim
ento. M
ínim
o de 50 folhas. 
C
enteio 
Folha bandeira, coletada no início do florescim
ento. M
ínim
o de 50 folhas. 
C
evada 
Folha bandeira, coletada no início do florescim
ento. M
ínim
o de 50 folhas. 
M
ilho 
Terço central da folha da base da espiga, na fase de pendoam
ento (50%
 das 
plantas pendoadas). 
Sorgo 
Folha + 4 ou quarta folha com
 a bainha visível, contada a partir do ápice, no 
florescim
ento. 
Trigo 
Folha bandeira, coletada no início do florescim
ento. M
ínim
o de 50 folhas. 
Triticale 
Folha bandeira, coletada no início do florescim
ento. M
ínim
o de 50 folhas. 
Para o arroz e os cereais de inverno, 
o início do florescim
ento, para fins de coleta 
de folhas, quando 50%
 das flores estiverem
 visíveis. 
4 
R
n
l""tim
 T
i>
.rn
irn
 
1()() 
lll.r. 
1
0
0
7
 
Recom
endações de adubação e calagem
 ... 
N
o quadro 13.2 são descritas as am
ostragens de folhas para os cereais 
e o quadro 13.3 indica as faixas de interpretação de teores de m
acro-
e 
m
icronutrientes nessas m
esm
as folhas. Para os cereais de inverno, as reco-
m
endações de am
ostragem
 foliar não são uniform
es: em
 alguns países a parte 
aérea é coletada e, em
 outros, as folhas bandeiras ou as duas im
ediatam
ente 
abaixo destas. 
Q
uadro 13.3. Faixas de teores adequados de m
acro-e m
icronutrientes em
 folhas 
de cereais 
C
ultura 
Faixas de teores 
M
acronutrientes, g/kg 
N
 
p 
K 
C
 a 
M
g 
s 
Arroz ( 1) 
27-35 
1,8-3,0 
13-30 
2,5-10,0 
1,5-5,0 
1,4-3,0 
Aveia 
20-30 
2,0-5,0 
15-30 
2,5-
5,0 
1,5-5,0 
1,5-4,0 
C
enteio 
25-35 
2,0-5,0 
19-23 
2,5-
6,0 
1 ,5-5,0 
1,5-5,0 
C
evada 
17-30 
2,0-5,0 
15-30 
2,5-
6,0 
1 ,5-5,0 
1,5-4,0 
M
ilho 
27-35 
2,0-4,0 
17-35 
2,5-
8,0 
1 ,5-5,0 
1,5-3,0 
Sorgo 
25-35 
2,0-4,0 
14-25 
2,5-
6,0 
1 ,5-5,0 
1,5-3,0 
Trigo 
20-34 
2,1-3,3 
15-30 
2,5-10,0 
1,5-4,0 
1 ,5-3,0 
M
icronutrientes, m
g/kg 
B
 
Cu 
F e 
M
n 
M
o 
Zn 
A
rroz 
4-25 
3-25 
70-200 
70;400 
0,1-0,3 
10-
50 
A
veia 
5-20 
5-25 
40-150 
25-100 
0,2-0,3 
15-
70 
C
enteio 
5-20 
5-25 
25-200 
14-150 
0,2-2,0 
15-
70 
C
evada 
5-20 
5-25 
25-100 
20-100 
0,1-0,2 
15 -70 
M
ilho 
10-25 
6-20 
30-250 
20-200 
O, 1-0,2 
15-100 
Sorgo 
4-20 
5-20 
65-100 
10-190 
0,1-0,3 
15-
50 
Trigo 
5-20 
5-25 
10-300 
25-150 
0,3-0,5 
20-
70 
( 1) Para o arroz irrigado, o teor de sflicio na palhada em
 plantas m
aduras norm
alm
ente está 
acim
a de 50 g/kg. 
B. van RA!J et ai. 
13.3 A
rroz de sequeiro 
Espaçam
ento: 40 a 50 em
 entre linhas, com
 50 a 70 sem
entes-por m
etro linear 
Calagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
 e o m
ag-
nésio a um
 teor m
ínim
o de 5 m
m
olcidm
s. N
ão aplicar m
ais de 3 t/ha. 
Adubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo, as 
quantidades indicadas na seguinte tabela: 
Produtivi-
Nitro-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olcfdm
3 
da de 
gênio 
esperada 
0-6 
7-15 
15-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,5-3,0 
>3,0 
ti h a 
N, kg/ha 
P20
5 , kg/ha 
K20, kg/ha 
1,5-2,5 
10 
60 
40 
20 
o 
40 
20 
o 
o 
2,5-4,0 
10 
80 
50 
20 
o 
60 
40 
20 
o 
Aplicar 20 kg/ha de S. 
' 
Aplicar 3 kg/ha de Zn em
 solos com
 teores de Zn (D
TPA) inferiores a 0,6 
m
g/dm
3 e 2 kg/ha de Zn quando os teores estiverem
 de 0,6 a 1,2 m
g/dm
3. 
O
s adubos devem
 ser aplicados no sulco de plantio, 5 em
 ao lado e abaixo 
das sem
entes. 
Adubação m
ineral de cobertura: Aplicar nitrogênio de acordo com
 a produtivi-
dade esperada e a tabela abaixo: 
Produtividade 
esperada 
ti h a 
1-2,5 
2,5-4,0 
Classe de resposta esperada a N
 
1. Alta 
2. M
édia a baixa 
-
-
-
-
-
kg/ha de N
 -
-
-
-
-
-
40 
60 
20 
40 
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
 o seguinte significado: 
1. Alta resposta esperada: solo de boa fertilidade m
as cultivado continua-
m
ente com
 gram
íneas (m
ilho, arroz, sorgo, trigo etc); solos m
uito arenosos; 
áreas irrigadas por aspersão. 
48 
Boletim
 Técnico, 100, IAC, 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
2. M
édia a baixa resposta esperada: solos cultivados com
 legum
inosas 
ou adubo verde; solos em
 pousio por longos períodos ou áreas recém
-abertas 
e que receberam
 calcário recentem
ente. 
Aplicar o nitrogênio aos 30-40 dias após a em
ergência das plantas ou na 
fase de início da diferenciação da panícula. Em
 solos arenosos e para as doses 
m
ais altas de N, pode-se fazer dois parcelam
entos: o prim
eiro cerca de 30 dias 
após a em
ergência e o segundo 20 dias depois. 
H
eitor C
antare/la e Pedro R-
Furlani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
 
R
n
lo
tim
 T
6
,..n
il'n
 
1
/V
\ 
l!J.r> 
1
0
0
7
 
B. van R
AIJ et ai. 
13.4 A
rroz irrigado 
Espaçam
ento: 30 em
 entre linhas, com
 90 a 100 sem
entes por m
etro linear; ou 
a lanço com
 120 a 150 kg/ha de sem
entes; ou 3 a 5 m
udas por cova, 
espaçadas de 0,20 x 0,30 m
. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
 e o 
m
agnésio a um
 teor m
ínim
o de 5 m
m
olc/dm
3. N
ão aplicar m
ais de 3 t/ha 
de calcário. 
Adubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo, as 
quantidades indicadas na tabela seguinte: 
Produtivi-
N
itro-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olcfdm
3 
da de 
gênio 
esperada 
0-6 
7-15 
15-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,5-3,0 
>3,0 
t/ha 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
2-4 
10 
60 
40 
20 
o 
60 
40 
20 
o 
4-6 
20 
70 
50 
30 
o 
80 
50 
30 
o 
6-8 
30 
80 
60 
30 
20 
100 
70 
40 
20 
Aplicar 1 O
 kg/ha de S. 
Aplicar 5 kg/ha de Zn em
 solos com
 teores de Zn (DTPA) inferiores a 
0,6 m
g/dm
3 e 3 kg/ha de Zn quando os teores estiverem
 de 0,6 a 1,2 m
g/dm
3. 
A adubação pode ser aplicada no sulco de plantio-especialm
ente quando 
o estabelecim
ento da cultura for feito em
 condições de sequeiro -
antes da 
inundação, ou a lanço seguido de incorporação. N
ão aplicar m
ais que 60 kg/ha 
de K2 0 no sulco de plantio. 
Adubação m
ineral de cobertura: Aplicar nitrogênio de acordo com
 a m
eta de 
produtividade e a tabela abaixo: 
Produtividade 
esperada 
t/ha 
2-4 
4-6 
6-8 
Classe de resposta esperada a N
 
M
édia a baixa( 2) 
-
-
-
-
-
-
kg/ha de N
 -
-
-
-
-
-
60 
80 
100 
40 
50 
70 
Boletim
 Técnico. 100. !AC. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
 o seguinte significado: 
1. A
lta resposta esperada: solos de textura m
édia; solos perm
eáveis; 
solos com
 sistem
atização e cam
ada de água irregular. 
2. M
édia a baixa: solos argilosos, bem
 sistem
atizados, aos quais foram
 
incorporadas, com
 antecedência, grandes quantidades de m
atéria orgânica de 
resíduo vegetal; solos com
 m
anejo adequado de água. 
Parcelar o N
 de cobertura em
 duas vezes, aplicando m
etade na fase de 
perfílham
ento (cerca de 30 dias após a sem
eadura) e m
etade no início da 
diferenciação da panícula (ponto de algodão). O
 N
 de cobertura pode ser 
aplicado som
ente no início da diferenciação da panícula quando as doses forem
 
iguais oum
enores que 60 kg/ha de N
 e a cultura apresentar bom
 desenvolvi-
m
ento inicial e perfilham
ento. 
N
ão em
pregar adubos contendo N
 nítrico pouco antes ou após a inunda-
ção do terreno. O
 uso de sulfato de am
ónio em
 doses altas (acim
a de 80 kg/ha) 
pode, em
 alguns casos, em
 solos com
 teores altos de m
atéria orgânica e longos 
períodos de inundação, provocar toxicidade às plantas por gás sulfídrico. 
Se for viável, drenar o terreno antes da aplicação das coberturas de N
 e 
reinundar dois dias depois, para favorecer a incorporação do fertilizante nitro-
genado e aum
entar sua eficiência de uso. H
eitor C
antare/la e Pedro R. Furlani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -/AC 
B. van RAIJ et ai. 
13.5 A
veia, centeio 
. . 
Espaçam
ento: 17 em
 entre linhas, com
 40 a 60 sem
entes viáveis por m
etro linear. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 para aveia 
branca e 50%
 para aveia preta e centeio, e o m
agnésio a um
 teor m
ínim
o 
de 5 m
m
olcfdm
3. O
 efeito da calagem
 depende da aplicação e incorpora-
ção do calcário com
 antecedência; assim
, é recom
endável realizar essa 
operação antes da cultura de verão. Não ultrapassar 4 t/ha de calcário por ano. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo e a 
produtividade esperada, conform
e a seguinte tabela: 
Produtivi-
N
itro-
P resiQa, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olcidm
3 
da de 
gênio 
esperada 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
ti h a 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
1-2 
20 
80 
50 
30 
20 
40 
30 
20 
10 
2-3 
30 
90 
60 
40 
20 
60 
40 
20 
10 
Aplicar 1 o kg/ha de S. 
Em
 solos com
 teores de Zn (DTPA) inferiores a 0,6 m
g/dm
3, aplicar 3 kg/ha 
de Zn. Aplicar 1 ,O kg/ha de B
em
 soios com
 teores de B (água quente) inferiores 
a 0,21 m
g/dm
3. 
A
dubação de cobertura: Aplicar o nitrogênio em
 cobertura, de acordo com
 a 
classe de resposta e a produtividade esperada. 
Produti-
Classe de resposta esperada a N
 
vidade 
Alta(') 
M
édia( 2) 
Baixa(") 
esperada 
t!ha 
kg/ha de N
 
1-2 
20 
o 
o 
2-3 
40 
20 
o 
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
 o seguinte significado: 
1. A
lta resposta esperada: solos corrigidos, cultivados anteriorm
ente 
com
 gram
íneas (arroz, m
ilho, sorgo); solos arenosos, prim
eiros anos de plantio 
direto. 
r 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
2. M
édia resposta esperada: solo em
 pousio por um
 ano, cultivo anterior 
com
 legum
inosa (soja) . 
3. B
aixa resposta esperada: cultivo intenso de legum
inosas, especial-
m
ente soja de alta produtividade ou plantio de adubos verdes. 
O
 nitrogênio deve ser aplicado cerca de 30-40 dias após a em
ergência. 
Em
 anos secos, o potencial de produtividade é m
enor e a adubação com
 N, em
 
cobertura, pode não ser eficiente. 
C
arlos Eduardo de O
liveira C
am
argo e José G
uilherm
e de Freitas 
Seção de C
ereais -IAC
 
H
eitor C
antare/la 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
B. van R
AIJ et ai. 
13.6 C
evada 
Espaçam
ento: i 7 em
 entre linhas, com
 50 a 60 sem
entes viáveis por m
etro linear. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e o 
m
agnésio a um
 teor m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
3. O
 efeito da cal agem
 depende 
da aplicação e incorporação do calcário com
 antecedência; assim
, é 
recom
endável realizar essa operação antes da cultura de verão. N
ão 
ultrapassar 4 t/ha de calcário por ano. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordt> com
 a análise de solo e a 
produtividade esperada, conform
e a seguinte tabela: 
Produtivi-
N
itro-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olcidm
3 
da de 
gênio 
esperada 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 >3,0 
t/ha 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
1-2 
20 
80 
50 
30 
20 
40 
30 
20 
10 
2-3 
30 
90 
60 
40 
20 
60 
40 
20 
10 
Aplicar 1 O
 kg/ha de S. 
Em
 solos com
 teores de Zn (DTPA) inferiores a 0,6 m
g/dm
3, aplicar 3 kg/ha 
de Zn. Aplicar 1 ,O kg/ha de B
em
 solos com
 teores de B (água quente) inferiores 
a 0,21 m
g/dm
3. 
A
dubação de cobertura: Aplicar o nitrogênio em
 cobertura de acordo com
 a 
classe de resposta e a produtividade esperada. 
Produti-
Classe de resposta esperada a N
 
vidade 
Alta(') 
M
édia( 2) 
Baixa e) 
esperada 
ti h a 
kg/ha de N
 
1-2 
20 
o 
o 
2-3 
30 
o 
o 
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
 o seguinte significado: 
1. A
lta resposta esperada: solos corrigidos, cultivados anteriorm
ente 
com
 gram
íneas (arroz, m
ilho, sorgo); solos arenosos, prim
eiros anos de plantio 
direto. 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
2. M
édia resposta esperada: solo em
 pousio por um
 ano, cultivo anterior 
com
 legum
m
osa (so;a). 
3. B
aixa resposta 
cultivo intenso de legum
inosas, especial-
m
ente so;a de alta produtiVIdade ou plantio de adubos verdes. 
O
 nitrogênio deve 
aplicado cerca de 30-40 dias após a em
ergência. 
Em
 anos secos, o potencial de produtividade é m
enor e a adubação com
 N
 em
 
cobertura pode não ser eficiente. 
A_cevada para_ uso_ na indústria cervejeira deve ter baixo teor de proteína 
nos graos. Ass1m
, nao sao aconselháveis aplicações tardias de N
 (após 30 dias) 
ou ?abertura com
 esse nutriente quando a planta apresentar indícios de que 
esta bem
 supnda (crescim
ento vegetativo vigoroso, folhas com
 tonalidade 
verde-escura). 
C
arlos Eduardo de O
liveira C
am
argo e José G
uilherm
e de Freitas 
Seção de C
ereais -IAC
 
H
eitor C
antare/la 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
R
n
lA
tim
 
10f'l 
!A
r 
1
0
0
7
 
8. van RAIJ et al. 
13.7. M
ilho para grãos e silagem
 
Espaçam
ento -
para a produção de grãos e si/agem
: 0,80 á 0,90 m
 entre 
linhas com
 5 plantas por m
etro de linha. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e o 
m
agnésio a um
 teor m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
3. Em
 solos com
 teores de 
m
atéria orgânica acim
a de 50 g/dm
3, basta elevar a saturação por bases 
a 50%
. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo-com
 a análise de solo e a 
produtividade esperada, conform
e a seguinte tabela: 
Produtivi-
Nitro-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olcidm
3 
da de 
gênio 
esperada 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 >3,0 
t/ha 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha e)--
2-
4 
10 
60 
40 
30 
20 
50 
40 
30 
o 
4-
6 
20 
80 
60 
40 
30 
50 
50 
40 
20 
,--, 
i9o i 
6-
8 
30 
70 
50 
30 
50 
5
0
' 
50 
30 
• 
8-10 
30 
(') 
90 
60 
40 
50 
50 
50 
40 
10-12 
30 
100 
70 
50 
50 
50 
50 
50 
C) É im
provável a obtenção de alta produtividade de m
ilho em
 solos com
 teores m
uito baixos 
de P, independentem
ente da dose de adubo em
pregada. 
( 2) Para evitar excesso de sais, no 
sulco de plantio, a adubação potássica para doses m
aiores que 50 kg/ha de K
20 está 
parcelada, 
a aplicação em
 cobertura. 
Aplicar 20 kg/ha de S para m
etas de produtividade até 6 t/ha de grãos e 
40 kg/ha de S para produtividades m
aiores. 
U
tilizar 4 kg/ha de Zn em
 solos com
 teores de Zn (DTPA) inferiores a 0,6 
m
g/dm
3 e 2 kg/ha de Zn quando os teores estiverem
 entre 0,6 e 1,2 m
g/dm
3. 
O
s adubos devem
 ser aplicados no sulco de plantio, 5 em
 ao lado e abaixo 
das sem
entes. 
Boletim
 Técnico. 100.IA
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
A
dubação m
ineral de cobertura: D
eve ser aplicada levando em
 conta a classe 
de resposta esperada a nitrogênio, o teor de potássio no solo e a produ-
tividade esperada, de acordo com
 a seguinte tabela: 
Produtivi-
da de 
Classe de resposta a nitrogênio 
K+ trocável, m
m
olcidm
3 
esperada 
1. Alta 
2. M
édia 
3. Baixa 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 
t/ha 
N, kg/ha 
K2 0, kg/ha 
2-
4 
40 
20 
10 
o 
o 
o 
4-
6 
60 
40 
20 
20 
o 
o 
6-
8 
90(",6(í) 
40 
60 
20: 
o 
90(') 
/ 
8-1 o 
120 
90 
50 
60 
20 
10-12 
140 
11 o 
70 
110( 1) 
80( 1} 
40 
e} Em
 solos argilosos, o K
 aplicado em
 cobertura pode não ser eficiente. Assim
, principalm
ente 
nesses solos, quando os teores de K
 forem
 m
uito baixos ou baixos (<1 ,5 m
m
olc/dm
3) e as 
doses recom
endadas em
 cobertura, iguais ou superiores a 80 kg/ha de K
20, é aconselhável 
transferir a adubação potássica de cobertura para a fase de 
aplicando o fertilizante 
a lanço e 
ao solo. N
esse caso, acrescentar m
ais 20 kg/ha de K
20 à dose 
recom
endada. 
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
 o seguinte significado: 
1. A
lta resposta esperada: solos corrigidos, com
 m
uitos anos de plantio 
contínuo de m
ilho ou outras culturas não-legum
inosas; prim
eiros anos de 
plantio direto; solos arenosos sujeitos a altas perdas por lixiviação. 
2. M
édia resposta esperada: solos m
uito ácidos, que serão corrigidos; 
ou com
 plantio anterior esporádico de legum
inosas; solo em
 pousio por um
 ano; 
ou uso de quantidades m
oderadas de adubos orgânicos. 
3. B
aixa resposta esperada: solo em
 pousio por dois ou m
ais anos, ou 
cultivo de m
ilho após pastagem
 (exceto em
 solos arenosos); cultivo intenso de 
legum
inosas ou plantio de adubos verdes antes do m
ilho; uso constante de 
quantidades elevadas de adubos orgânicos. 
Aplicar o nitrogênio ao lado das plantas, com
 6 a 8 folhas totalm
ente 
desdobradas (25-30 dias após a germ
inação}, em
 quantidades até de 80 kg/ha 
e o restante cerca de 15-20 dias depois. Aplicar o potássio juntam
ente com
 a 
prim
eira cobertura de nitrogênio, pois aplicações tardias desse elem
ento são 
pouco eficientes. 
Em
 áreas irrigadas, o N
 pode ser parcelado em
 três ou m
ais vezes, até o 
florescim
ento, e aplicado com
 a água de irrigação. 
As doses de N
 podem
 ser reduzidas em
 condições clim
áticas desfavorá-
veis, baixo estande ou em
 lavouras com
 grande crescim
ento vegetativo. 
8. van R
AIJ et ai. 
M
ilho para silagem
 
Em
 razão da colheita de toda a parte aérea da planta, o m
ilho para silagem
 
rem
ove grandes quantidades de nutrientes do terreno (vide quadro 13.1 ), 
principalm
ente de potássio. Assim
, as recom
endações de potássio para m
ilho 
silagem
 são m
aiores que aquelas adotadas para a produção de grãos. Para os 
dem
ais nutrientes, inclusive m
icronutrientes, as recom
endações são as m
esm
as. 
A
dubação potássica de plantio: R
ecom
enda-se a aplicação desse nutriente, 
juntam
ente com
 as doses de N
 e P indicadas para grãos de m
ilho, levando 
em
 conta a produtividade esperada e a análise do solo, de acordo com
 a 
seguinte tabela: 
Produtividade 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
esperada 
(m
atéria seca) 
0-0,7 
0,8-1,5 
t ,6-3,0 
>3,0 
t/ha 
K
2 0, kg/ha 
4-
8 
60 
60 
40 
20 
8-12 
60 
60 
60 
40 
12-16 
60 
60 
60 
60 
16-20 
60 
60 
60 
60 
A
dubação potássica de cobertura: Aplicar, em
 função da produtividade 
esperada e da análise do solo, de acordo com
 a seguinte tabela: 
Produtividade 
K+ trocável, m
m
ol,idm
3 
esperada 
(m
atéria seca) 
0-0,7 
0,8-1,5 
1 ,6-3,0 
>3,0 
t/ha 
K
2 0, kg/ha 
4-
8 
20 
o 
o 
o 
8-12 
60 
20 
o 
o 
12-16 
100(') 
60 
40 
o 
16-20 
160( 1) 
100( 1) 
60 
20 
{ 1) 
Em
 solos argilosos, o K aplicado em
 cobertura pode não ser eficiente. Assim
, 
m
ente nesses solos, quando os teores de K forem
 m
uito baixos ou baixos (<1 ,5 m
m
olc/dm
3) 
e as doses recom
endadas em
 cobertura, iguais ou superiores a 100 kg/ha de K20, é 
aconselhável transferir a adubação potássica de cobertura para a fase de 
do o fertilizante a lanço e 
ao solo. N
esse caso, acrescentar m
ais 20 kg/ha de 
K20 à dose recom
endada. 
R
fliA
tim
 TÂr.nir.fl_ 100. IAC
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
A 
do potássio em
 cobertura deve ser feita até 30 dias após a 
germ
m
açao, JUnto com
 a adubação nitrogenada de cobertura recom
endada 
para a produção de grãos. Aplicações tardias desse nutriente são pouco 
efet1vas. 
. 
As produtividades 
de m
atéria seca e m
atéria fresca da parte 
aerea, correspondentes a produção de grãos são: 
G
rãos 
M
atéria seca 
M
atéria fresca 
da parte aérea 
da parte aérea(') 
!lha 
2-
4 
4-
8 
13-26 
4-
6 
8-12 
26-39 
6-
8 
12-16 
39-52 
8-1 o 
16-20 
52-65 
( 1) C
om
 31%
 de m
atéria seca. 
Em
 solos cultivado.s.seguidam
ente com
 m
ilho para a produção de silagem
, 
recom
enda-se nova analise do solo após a colheita, a fim
 de m
elhor dim
ensio-
nar a adubação para a cultura subseqüente. 
Bernardo van R
aij e H
eitor C
antare/la 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC 
B. van R
AIJ et ai. 
13.8 M
ilho "safrinha" 
O
 m
ilho "safrinha" é sem
eado entre os m
eses de janeirÓ
 e abril, sem
 
irrigação, com
o opção de cultura para o outono-inverno. N
essa época, o 
potencial de produtividade é m
enor e há m
aiores riscos em
 virtude de pouca 
disponibilidade de água e baixa tem
peratura. Assim
, recom
enda-se o plantio 
do m
ilho safrinha em
 solos de boa fertilidade que exigem
 m
enores investim
en-
tos. 
Espaçam
ento -
para a produção de grãos: 0,90 m
 entre linhas, com
 3 a 4 
plantas por m
etro de linha. 
C
alagem
: recom
enda-se fazer o plantio em
 solos corrigidos (V%
 <: 50%
) um
a 
vez que não há tem
po para a correção do solo com
 calcário, o que deve 
ser feito antes da cultura de verão. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo e a 
produtividade esperada, conform
e a seguinte tabela: 
Produtivi-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
da de 
Nitro-
esperada 
gênio 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 >3,0 
t/ha 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
2-3 
30 
50 
30 
10 
o 
40 
30 
20 
o 
3-4 
30 
160'\ 
40 
20 
10 
50 
r4ô) 
30 
10 
. 
/ 
\.._ 
4-6 
30 
,n 
60 
40 
30 
-(1) 
50 
40 
20 
( 1) É pouco provável que esse nível de produtividade seja atingido em
 solos com
 teores m
uito 
baixos de P e K. Para as doses de K
 recom
e_ndadas não é necessário o parcelam
ento desse 
nutriente em
 cobertura. 
A dose de N
 recom
endada para o plantio perm
ite dispensar aplicações de 
N
 em
 cobertura para produtividades até 3 t/ha. O
pcionalm
ente, pode-se reduzir 
a quantidade de N
 no plantio e acrescentar a diferença à dose em
 cobertura, 
porém
, devido ao risco de seca, esse parcelam
ento pode não ser vantajoso. 
60 
Boletim
 Técnico. 100.1A
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
A
dubação de cobertura: Aplicar no estádio de 6 a 8 folhas totalm
ente desdo-
bradas (cerca de 30 dias após a germ
inação), levando em
 conta a classe 
de resposta a N
 e a produtividade esperada: 
Produti-
vidade 
esperada 
t/ha 
2-3 
3-4 
4-6 
Classe de resposta esperada a N
 
-
-
-
-
-
-
N, k
g
/
h
a
-
-
-
-
-
-
o 
20 
30 
o 
10 
20 
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
 o seguinte significado: 
1. M
édia resposta esperada: m
ilho após outra gram
ínea no verão, ou em
 
solos arenosos. 
2. 
verão. 
B
aixa resposta esperada: m
ilho após soja ou outra legum
inosa no 
Aildson Pereira D
uarte 
Estação Experim
ental de Assis -IAC
 
H
eitor C
antare/la e Bernardo van R
aij 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
8. van RAIJ et ai. 
13.9 M
ilho pipoca 
Espaçam
ento: 0,80 m
 entre linhas, com
 5 plantas por m
etro. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e o 
m
agnésio a um
 teor m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
3. Em
 solos com
 teores de 
m
atéria orgânica acim
a de 50 g/dm
3, basta elevar a saturação por bases 
a 50%
. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo e a 
produtividade esperada, conform
e a seguinte tabela: 
Produtivi· 
Nitro-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olcidm
3 
da de 
gênio 
esperada 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0>3,0 
tlha 
N, kg/ha 
P20
5 , kg/ha 
K20, kg/ha( 1)
-
-
2-4 
20 
80 
60 
40 
30 
50 
50 
40 
20 
4-6 
20 
90 
70 
50 
30 
50 
50 
40 
30 
( 1) Para evitar excesso de sais no sulco de plantio, a adubação potássica para doses m
aiores 
que 50 kg/ha de K20 está parcelada, prevendo-se a aplicação em
 cobertura. 
Aplicar 20 kg/ha de S com
 a adubação de plantio. 
Aplicar 4 kg/ha de Zn em
 solos com
 teores de Zn (DTPA) inferiores a 0,6 
m
g/dm
3 e 2 kg/ha de Zn quando os teores estiverem
 de 0,6 a 1 ,2 m
g/dm
3. 
O
s adubos devem
 ser aplicados, no sulco de plantio, 5 em
 ao lado e abaixo 
das sem
entes. 
62 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar, levando em
 conta a classe de 
resposta esperada a nitrogênio, o teor de potássio no solo e a produtivi-
dade esperada, de acordo com
 a seguinte tabela: 
Produtivi-
C
lasse de resposta a nitrogênio 
K+ trocável, m
m
olcidm
3 
da de 
esperada 
1. Alta 
2. M
édia 
3. Baixa 
0-0,7 
>0,8 
tlha 
N, kg/ha 
-
-
K2 0, kg/ha -
-
2-4 
60 
40 
20 
20 
o 
4-6 
100 
70 
40 
40 
o 
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
 o seguinte significado: 
1. A
lta resposta esperada: solos corrigidos, com
 m
uitos anos de plantio 
contínuo de m
ilho ou outras culturas não-legum
inosas; prim
eiros anos de 
plantio direto; solos arenosos sujeitos a altas perdas por lixiviação. 
2. M
édia resposta esperada: solos m
uito ácidos, que serão corrigidos; 
ou com
 plantio anterior esporádico de legum
inosas; solo em
 pousio por um
 ano; 
ou uso de quantidades m
oderadas de adubos orgânicos. 
3. B
aixa resposta esperada: solo em
 pousio por dois ou m
ais anos, ou 
cultivo de m
ilho após pastagem
 (exceto em
 solos arenosos); cultivo intenso de 
legum
inosas ou plantio de adubos verdes antes do m
ilho; uso constante de 
quantidades elevadas de adubos orgânicos. 
Aplicar o nitrogênio ao lado das plantas, no estádio de 6 a 8 folhas 
totalm
ente desdobradas 
(cerca de 25-30 dias após a germ
inação). Em
 solos 
arenosos, doses iguais ou m
aiores que 60 kg/ha de N
 podem
 ser parceladas 
em
 duas vezes, aplicando-se a segunda parte cerca de 15 a 20 dias depois. O
 
potássio deve ser colocado juntam
ente com
 a prim
eira cobertura de nitrogênio. 
Em
 áreas irrigadas, o N
 pode ser parcelado em
 3 ou m
ais vezes, até o 
florescim
ento, e aplicado com
 a água de irrigação. 
As doses de N
 podem
 ser reduzidas em
 condições clim
áticas desfavorá-
veis, baixo estande ou em
 lavouras com
 grande crescim
ento vegetativo. 
H
eitor C
antare/la e Bernardo van R
aij 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
Eduardo Saw
azaki 
Seção de C
ereais -IAC
 
8, van R
A
IJ et ai. 
13.10 M
ilho verde e m
ilho doce 
Espaçam
ento: 0,9 a 1,0 m
 entre linhas, com
 5 plantas por m
etro linear. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e o 
m
agnésio a um
 teor m
ínim
o de 5 m
m
olcldm
3. Em
 solos com
 teores de 
m
atéria orgânica acim
a de 50 g/dm
3, basta elevar a saturação por bases 
a 50%
. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo e a 
produtividade esperada de espigas verdes, conform
e a seguinte tabela: 
Produtivi-
N
itro-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
da de 
gênio 
esperada 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
t/ha 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha( 1) 
4-
8 
10 
80 
60 
40 
20 
50 
50 
40 
o 
8-12 
20 
100 
80 
40 
30 
50 
50 
50 
20 
12-16 
30 
11 o 
90 
50 
30 
50 
50 
50 
40 
16-20 
30 
(2) 
100 
60 
40 
50 
50 
50 
50 
( 1) Para evitar excesso de sais no sulco de plantio, a adubação potássica para doses m
aiores 
que 50 kg/ha de K
20 está parcelada, prevendo-se a aplicação em
 cobertura. { 2) É im
provável 
a obtenção de alta produtividade de m
ilho em
 solos com
 teores m
uito baixos de P, inde-
pendentem
ente da dose de adubo em
pregada. 
Aplicar 20 kg/ha de S para produtividade esperada até 12 t!ha de espigas 
e 40 kg/ha de S para produtividades m
aiores. 
Aplicar 4 kg/ha de Zn em
 solos com
 teores de Zn (D
TPA) inferiores a 0,6 
m
g/dm
3 e 2 kg/ha de Zn quando os teores estiverem
 de 0,6 a 1,2 m
g/dm
3. 
O
s adubos devem
 ser aplicados no sulco de plantio, 5 em
 ao lado e abaixo 
das sem
entes. 
"' 
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
 ... 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar, levando em
 conta a classe de 
resposta esperada a nitrogênio, o teor de potássio no solo e a produtivi-
dade esperada de espigas, de acordo com
 a seguinte tabela: 
Produtivi-
Classe de resposta a nitrogênio 
K+ trocável, m
m
olcldm
3 
da de 
esperada 
1. Alta 
2. M
édia 
3. Baixa 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 
t!ha 
N, kg/ha 
K2 0, kg/ha 
4-
8 
50 
30 
20 
20 
8-12 
70 
50 
20 
40 
20 
12-16 
120 
80 
40 
60 
30 
16-20 
140 
100 
50 
1 00( 1) 
80 
40 
( 1) Em
 solos argilosos, o K
 aplicado em
 cobertura pode não ser eficiente. Assim
, principalm
ente 
nesses solos, quando os teores de K
 forem
 m
uito baixos ou baixos (< 1,5 m
m
olc/dm
3) e as 
doses recom
endadas em
 cobertura, iguais ou superiores a 80 kg/ha de K
20, é aconselhável 
transferir a adubação potássica de cobertura para a fase de pré-plantio, aplicando o fertilizante 
a lanço e incorporando-o ao solo. N
esse caso, acrescentar m
ais 20 kg/ha de K
20 à dose 
recom
endada. 
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
 o seguinte significado: 
1. A
lta resposta esperada: solos corrigidos, com
 m
uitos anos de plantio 
contínuo de m
ilho ou outras culturas não-legum
inosas; prim
eiros anos de 
plantio direto; solos 
sujeitos a altas perdas por lixiviação. 
2. M
édia resposta esperada: solos m
uito ácidos, que serão corrigidos; 
ou com
 plantio anterior esporádico de legum
inosas; solo em
 pousio por um
 ano; 
ou uso de quantidade m
oderada de adubos orgânicos. 
3. B
aixa resposta esperada: solo em
 pousio por dois ou m
ais anos, ou 
cultivo de m
ilho após pastagem
 (exceto em
 solos arenosos); cultivo intenso de 
legum
inosas ou plantio de adubos verdes antes do m
ilho; uso constante de 
quantidades elevadas de adubos orgânicos. 
Aplicar o nitrogênio ao lado das plantas, no estádio de 6 a 8 folhas 
totalm
ente desdobradas (cerca de 25-30 dias após a germ
inação), em
 quanti-
dades até de 80 kg/ha, e o restante 15 a 20 dias depois. Aplicar o potássio 
juntam
ente com
 a prim
eira cobertura de nitrogênio. Aplicações tardias de 
potássio são pouco efetivas. 
As doses de N
 podem
 ser reduzidas em
 condições clim
áticas desfavorá-
veis, baixo estande ou em
 lavouras com
 grande crescim
ento vegetativo. 
H
eitor C
antare/la e Bernardo van R
aij 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
B. van R
A
IJ et ai. 
13.11 Sorgo-granífero, forrageiro e vassoura 
Espaçam
ento -granífero: 50 a 70 em
 entre linhas, com
 1 O
 plantas por m
etro 
linear; forrageiro: 70 a 90 em
 entre linhas, com
 12 a 15 plantas por m
etro 
(150 a 200 plantas por hectare); vassoura: 0,9 a 1 ,O m
 entre linhas, com
 
1 O
 plantas por m
etro. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e o 
m
agnésio a um
 teor m
ínim
o de 5 m
m
olcldm
3. Em
 solos com
 teores de 
m
atéria orgânica acim
a de 50 g/dm
3, basta elevar a saturação por bases 
a 50%
. Se o sorgo for plantado em
 fevereiro-m
arço, aplicar o calcário 
antes da cultura de prim
avera-verão. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo e a 
seguinte tabela: 
M
eta de produtividade 
N
itro-
P resina, m
g/dm
3 
G
rãos 
M
atéria verde 
Vassoura 
gênio 
0-6 
7-15 
15-40 
>40 
!lha 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
2-4 
20-30 
1-2 
10 
60 
40 
30 
20 
4-6 
30-40 
2-4 
20 
80 
60 
40 
20 
6-8 
40-60 
30 
90 
80 
50 
30 
M
eta de erodutividade 
K+ trocável, m
m
olcfdm
3 
G
rãos 
M
atéria verde 
Vassoura 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,5-3,0 
>3,0!lha 
K20, kg/ha( 1) 
2-4 
20-30 
1-2 
50 
40 
20 
o 
4-6 
30-40 
2-4 
50 
50 
40 
20 
6-8 
40-60 
50 
50 
50 
30 
C) Para evitar excesso de sais no sulco de plantio, a adubação potássica para doses m
aiores 
que 50 kg/ha de K
20, está parcelada, prevendo-se a aplicação em
 cobertura. 
Aplicar 20 kg/ha de S para produtividade esperada até 6 t/ha de grãos ou 
40 t/ha de m
atéria verde e 40 kg/ha de S para produtividade m
aior. 
Em
pregar 4 kg/ha de Zn em
 solos com
 teores de Zn (DTPA) inferiores a 
0,6 m
g/dm
3 e 2 kg/ha de Zn quando os teores estiverem
 de 0,6 a 1 ,2 m
g/dm
3 · 
O
s adubos devem
 ser aplicados no sulco de plantio, 5 em
 ao lado e abaixo 
das sem
entes. 
R
n!A
tim
 TÁ
r.nir.n 
100 IAC: 
Hl!=l7 
I ! I I li li li _u, 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar nitrogênio e o potássio em
 cobertura 
de acordo com
 a m
eta de produtividade e a tabela abaixo: 
Produtividade esperada 
Classe de resposta a N
 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
G
rãos M
at. verde 
Vassoura 1. alta 
2. m
édia 
3. baixa 
0-0,7 
0,8-1,5 
>1 ,5 
!lha 
N, kg/ha 
-
-
K20, k
g
/h
a
--
2-4 
20-30 
1-2 
40 
20 
10 
o 
o 
o 
4-6 
30-40 
2-4 
60 
40 
20 
20 
o 
o 
6-8 
40-60 
90 
70 
40 
40 
20 
o 
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
 o seguinte significado: 
1. A
lta resposta esperada: solos corrigidos, com
 m
uitos anos de plantio 
contínuo de gram
íneas ou outras culturas não-legum
inosas; prim
eiros anos de 
plantio direto; solos arenosos sujeitos a altas perdas por lixiviação. 
2. M
édia resposta esperada: solos m
uito ácidos, que serão corrigidos; 
ou com
 plantio anterior esporádico de legum
inosas; solo em
 pousio por um
 ano; 
ou uso de quantidade m
oderada de adubos orgânicos. 
3. B
aixa resposta esperada: solo em
 pousio por dois ou m
ais anos, ou 
cultivo de sorgo após pastagem
 (exceto em
 solos arenosos); cultivo intenso de 
legum
inosas ou plantio de adubos verdes antes do sorgo; uso constante de 
quantidades elevadas de adubos orgânicos. 
Aplicar o nitrogênio ao lado das plantas 30 dias após a germ
inação. D
oses 
acim
a de 60 kg/ha de N
 podem
 ser parceladas em
 duas -11ezes, especialm
ente 
em
 solos arenosos e plantios precoces, aplicando m
etade cerca de 30 dias 
após a germ
inação e m
etade, 20 dias depois. 
Em
 plantios tardios de sorgo para grãos ou forragem
 (fevereiro-m
arço), o 
potencial de produção é reduzido. É conveniente, neste caso, fazer o plantio 
após soja ou outra legum
inosa. Aum
entar a dose de N
 no plantio para 20 kg/ha 
e, em
 condições de seca, dispensar a adubação de cobertura. 
Aplicar o potássio em
 cobertura até 30 dias após a germ
inação, 
junta-
m
ente com
 a prim
eira cobertura de nitrogênio. Em
 plantios tardios, sem
 irriga-
ção, a aplicação de potássio em
 cobertura só será eficiente se houver 
ocorrência de chuvas. 
H
eitor C
antare/la e Bernardo van R
aij 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
R
nlA
tim
 TÁ
r.nir.n 
100 IAC: 
H
I!H
 
Eduardo Saw
azaki 
Seção de C
ereais -IAC
 
B. van R
AIJ et ai. 
13.12 Trigo e triticale de sequeiro 
Espaçam
ento: 17 em
 entre linhas, com
 60 a 80 sem
entes viáveis por m
etro 
linear. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 para o trigo 
e 60%
 para o triticale; e o m
agnésio a um
 teor m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
3. 
Para cultivares de trigo tolerantes à acidez (trigo IAC
-24, IAC
-120) a 
correção pode ser feita para V=60%
. O
 efeito da calagem
 depende da 
aplicação e incorporação do calcário com
 antecedência; é recom
endável 
realizar essa operação antes da cultura de verão. N
ão ultrapassar 4 !lha 
de calcário por ano. O
 triticale, pela tolerância ao Al3+ é recom
endado para 
áreas m
arginais à cultura do trigo (solos ácidos e várzeas bem
 drenadas 
em
 sucessão ao arroz). 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo e a 
produtividade esperada, conform
e a seguinte tabela: 
Produtivi-
Nitro-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
da de 
gênio 
esperada 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 >3,0 
tlha 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K2 0, kg/ha 
1-2 
20 
80 
50 
30 
20 
40 
30 
20 
10 
2-3 
30 
90 
60 
40 
20 
60 
40 
20 
10 
Aplicar 1 O
 kg/ha de S. 
Em
 solos com
 teores de Zn (DTPA) inferiores a 0,6 m
g/dm
3, aplicar 3 kg/ha 
de Zn. Aplicar 1 ,O kg/ha de B
em
 solos com
 teores de B (água quente) inferiores 
a 0,21 m
g/dm
3. 
A
dubação de cobertura: Aplicar o nitrogênio em
 cobertura de acordo com
 a 
classe de resposta e a produtividade esperada. 
Produti-
Classe de resposta esperada a N
 
vida de 
esperada 
1. Alta 
2. M
édia 
3. Baixa 
t/ha 
N, 
kg/ha 
1-2 
20 
o 
o 
2-3 
40 
20 
o 
T Á
f'nir.n 
1 00 
I Ar. 
1 Q
Q
7 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
 o seguinte significado: 
1. A
lta resposta esperada: cultivares de porte baixo, plantados em
 solos 
corrigidos, cultivados anteriorm
ente com
 gram
íneas (arroz, m
ilho, sorgo); solos 
arenosos, prim
eiros anos de plantio direto. 
2. M
édia resposta esperada: solo em
 pousio por um
 ano, cultivo anterior 
com
 legum
inosa (soja). 
3. B
aixa resposta esperada: cultivo intenso de legum
inosas, especial-
m
ente soja de alta produtividade ou plantio de adubos verdes; cultivares de 
porte alto. 
O
 nitrogênio deve ser aplicado cerca de 30-40 dias após a em
ergência. 
Em
 anos secos, o potencial de produtividade é m
enor e a adubação com
 N
 em
 
cobertura pode não ser eficiente. 
C
arlos Eduardo de O
liveira C
am
argo e José G
uilherm
e de Freitas 
Seção de C
ereais -fAC 
H
eitor C
antare/la 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
B. van RAIJ et ai. 
13.13 Trigo e triticale irrigados 
Espaçam
ento: 17 em
 entre linhas, com
 60 a 80 sem
entes viáveis por m
etro 
linear. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 para o trigo 
e 60%
 para o triticale, e o m
agnésio a um
 teor m
ínim
o de 5 m
m
olcidm
3. 
Para cultivares tolerantes à acidez (trigo IAC
-24, IAC
-120) a correção 
pode ser feita para V = 60%
. O
 efeito da cal agem
 depende da aplicação 
e incorporação do calcário com
 antecedência; assim
, é recom
endável 
realizar essa operação antes da cultura de verão. Não ultrapassar 4 tlha 
de calcário por ano. O
 triticale, pela tolerância ao Al3+ é recom
endado para 
áreas m
arginais à cultura do trigo (solos ácidos e várzeas bem
 drenadas 
em
 sucessão ao arroz). 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo e a 
produtividade esperada, conform
e a seguinte tabela: 
Produtivi-
N
itro-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
da de 
gênio 
esperada 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 >3,0 
t/ha 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
2,5-3,5 
20 
80 
60 
40 
20 
60 
40 
20 
10 
. 3,5-5,0 
30 
90 
60 
40 
20 
90( 1) 
60 
40 
20 
( 1) Doses altas de potássio no sulco de plantio podem
 provocar redução no estande; 
daM
se m
anter o solo com
 um
idade adequada até o estabelecim
ento da cultura. Em
 solos 
arenosos, aplicar 60 kg/ha de K
20 no plantio e o restante em
 cobertura, junto com
 o N
, até 30 
dias após a germ
inação. 
Aplicar 20 kg/ha de S. 
Em
 solos com
 teores de Zn (DTPA) inferiores a 0,6 m
g/dm
3, aplicar 3 kg/ha 
de Zn. Aplicar 1 ,O kg/ha de B
em
 solos com
 teores de B (água quente) inferiores 
a 0,21 m
g/dm
3. 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
A
dubação de cobertura: Aplicar o nitrogênio em
 cobertura de acordo com
 a 
classe de resposta e a produtividade esperada. 
Produti-
Classe de resposta esperada a N
 
vida de 
esperada 
1. Alta 
2. M
édia 
3. Baixa 
t/ha 
N, 
kg/ha 
2,5-3,5 
60 
40 
20 
3,5-5,0 
90 
50 
20 
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
 o seguinte significado:1. A
lta resposta esperada: cultivares de porte baixo, plantados em
 solos 
corrigidos, cultivados anteriorm
ente com
 gram
íneas (arroz, m
ilho, sorgo); solos 
arenosos, prim
eiros anos de plantio direto. 
2. M
édia resposta esperada: solo em
 pousio por um
 ano, cultivo anterior 
com
 legum
inosa (soja). 
3. B
aixa resposta esperada: cultivo intenso de legum
inosas, especial-
m
ente soja de alta produtividade ou plantio de adubos verdes. 
Para doses até 40 kg/ha de N, aplicar o fertilizantes 30-40 dias após a 
em
ergência. D
oses m
aiores podem
 ser divididas em
 duas porções, especial-
m
ente em
 solos arenosos, 
aplicando m
etade aos 30 dias após a em
ergência 
e m
etade, cerca de 20 ou 30 dias depois. 
C
ultivares de porte alto respondem
 m
enos 
nitrogênio e podem
 acam
ar 
com
 doses altas do nutriente 
C
arlos Eduardo de O
liveira C
am
argo e José G
uilherm
e de Freitas 
Seção de C
ereais -fAC 
H
eitor C
antare/la 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
Boletim
 Técnico. 100. JAC. 1997 
71 
li ,. i! li 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
14. ESPEC
IA
R
IA
S, A
R
O
M
Á
TIC
A
S E M
ED
IC
IN
A
IS 
Página 
14.1 
Inform
ações gerais 
75 
14.2 
C
am
om
ila 
. . . . . 
76 
14.3 
C
apim
-lim
ão ou erva cidreira, citronela-de-java, palm
a-rosa . 
77 
14.4 
C
ardam
om
o 
78 
14.5 
C
onfrei . . 
79 
14.6 
C
urcum
a . 
80 
14.7 
D
igitális 
. 
81 
14.8 
Erva-doce ou funcho 
82 
14.9 
Estévia . . 
83 
14.1 O
 G
engibre . 
84 
14.11 M
enta ou hortelã 
85 
14.12 Pim
enta-do-reino 
14.13 Píretro . 
14.14 U
rucum
 
14.15 Vetiver . 
Bo!Atim
 TÁr:nic:o. 100. !A
C
. 1997 
86 
87 
88 
90 73 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
14. ESPEC
IA
R
IA
S, A
R
O
M
Á
TIC
A
S E M
ED
IC
IN
A
IS 
N
ilson Borlina M
aia 
S
eção de P
lantas A
rom
áticas e Fum
o -
IAC
 
Angela M
aria C
angiani Fur/ani 
S
eção de Fertilidade do Solo e N
utrição de P
lantas -
IAC
 
14.1 Inform
ações gerais 
Trata-se de um
 agrupam
ento de culturas com
 poucas inform
ações sobre 
adubação e nutrição, o que decorre de sua pequena expressão no Estado de 
São Paulo. D
essa form
a, serão apresentadas apenas tabelas de adubação de 
caráter geral, utilizando a análise de solos para as recom
endações de calagem
, 
fósforo e potássio. 
C
ontudo, no caso de suspeitas de distúrbios nutricionais, utilizar técnicas 
de análises de m
icronutrientes em
 solos, bem
 com
o a diagnose foliar usando 
am
ostras pareadas (com
 e sem
 sintom
as visuais), para a análise quím
ica de 
m
acro-e m
icronutrientes. 
R
nl""'tim
 T&
r>nit'n 
111n 
IA
f': 
1
0
0
7
 
B. van RAIJ et ai. 
14.2 C
am
om
ila 
Espaçam
ento: 0,30 x 0,25 m
 no cam
po. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
. 
A
dubação orgânica: 20 a 40 Ilha de esterco de curral curtido. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a seguinte tabela: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
N
itrogênio 
0-15 
16-40 
>40 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
30 
120 
50 
20 
80 
50 
20 
A
dubação m
ineral de cobertura: 30 kg/ha de N, 30 dias após o plantio. 
N
ilson Borlina M
aia 
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
 
e Ângela M
aria C
angiani Furlani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
R
niA
tim
 
100. IA
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
14.3 C
apim
-lim
ão ou erva-cidreira, citronela-de-java e palm
a-rosa 
Espaçam
ento: 1,0 a 1,2 m
 x 0,5 a 0,6 m
 (13.000 a 20.000 m
udas/ha); 
palm
a-rosa-
0,8 a 1,2 m
 x 0,4 a 0,6 m
 (15.000 a 32.000 m
udas/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 40%
. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a seguinte tabela: 
N
itrogênio 
N, kg/ha 
10 
P resina, m
g/dm
3 
0-15 
>15 
-
P20s, k
g
/h
a
--
60 
30 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-1,5 
>1,5 
--K
2
0
, k
g
/h
a
--
60 
30 
Adubação m
ineral de cobertura: Aplicar, 30 dias após o plantio, 60 kg/ha de N
 
e, a cada corte, 60 kg/ha de N
 e 30 a 60 kg/ha de K
2 0, dependendo da 
análise inicial do solo. 
O
bservação: D
evolver ao solo a ram
a destilada, logo após cada corte. 
N
ilson Borlina M
aia 
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
 
e Ângela M
aria C
angiani Furlani 
Seção de Fertilidade do So/d e N
utrição de Plantas -IAC
 
B
oletim
 Técnico_ 100 IAC: 
1AA7 
7
7
 
B. van RA!J et ai. 
14.4 C
ardam
om
o 
Espaçam
ento: 3 x 3m
 ou 3 x 2,5 m
 (1.150 a 1.350 m
udas/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a seguinte tabela: 
N
itrogênio 
N, kg/ha 
10 
P resina, m
g/dm
3 
0-15 
>15 
-
PzOs, k
g
/h
a
--
60 
30 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-1,5 
>1 ,5 
--K
z
O
, k
g
/h
a
--
60 
30 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar, 30 dias após o plantio, 60 kg/ha de 
N
 e, a cada corte, 60 kg/ha de N
 e 30 a 60 kg/ha de K20, dependendo da 
análise inicial do solo. 
7R
 
N
ilson Borlina M
aia 
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
 
e Ângela M
aria C
angiani Furlani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
Boletim
 Técnico, 100, IAC, 1997 
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
 ... 
14.5 C
onfrei 
Espaçam
ento: 0,6 x 0,6 m
; 0,8 x 0,6 m
 (20.800 a 27.800 m
udas/ha). 
Espaçam
ento: 60 x 60 em
; 80 x 60 em
 
C
alagem
: Aplicar calcário para aum
entar a saturação por bases a 60%
. 
A
dubação orgânica: Aplicar 50 tlha de esterco de curral curtido. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar nas covas, em
 m
istura com
 o esterco, 
em
 quantidades com
 base na análise de solo: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
0-15 
16-40 
>40 
0-1,5 
1 ,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
PzOs, kg/ha 
KzO
, kg/ha 
60 
150 
100 
50 
150 
80 
40 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 60 kg/ha de N, 30 dias após o plantio 
e, a cada corte, repetir a adubação com
 N
 e K20. 
N
ilson Bor/ina M
aia 
Seção de Plant?S Arorl].áticas e Fum
o -IAC
 
e Ângela M
aria C
angiani Furlani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
8. van RAJJ et aL 
14.6 C
urcum
a 
Espaçam
ento: 0,7 x 0,3 m
 (45.000 a 47.000 rizom
as/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
ol,/dm
3 
N
itrogênio 
0-15 
>15 
0-1,5 
>1 ,5 
N, kg/ha 
-P
2
0
s
, k
g
/h
a
--
-
-
K
2
0
, k
g
/h
a
--
20 
100 
40 
80 
40 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 30 kg/ha de N, 30 dias após o plantio. 
Q
O
 
N
ilson Borlina M
aia 
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
 
e Ângela M
aria C
angiani Furlani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
T i 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
14.7 D
igitális 
Espaçam
ento: 0,5 x 0,4 m
 (50.000 m
udas/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-15 
16-40 
>40 
0-1,5 
1 ,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
-
-
-
K
2
0
, kg/ha -
-
-
20 
120 
80 
40 
100 
60 
30 
A
dubação m
ineral de cobertura: 
Aplicar duas vezes 20 kg/ha de N, aos 30 
e 60 dias após o plantio. 
N
ilson Borlina M
aia 
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
 
e Ângela M
aria C
angiani Furlani 
Seção .de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
A1 
B. van RAIJ et ai. 
14.8 Erva-doce ou funcho 
Espaçam
ento: 1 ,2 x 0,6 m. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a seguinte tabela: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-15 
16-40 
>40 
0-1,51,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
---K
2
0
, k
g
/h
a
---
10 
100 
60 
30 
60 
40 
30 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 50 kg/ha de N, parcelando em
 duas 
vezes, aos 20 e 60 dias após o plantio. R
epetir a adubação nitrogenada 
nos anos seguintes. 
82 
N
ilson Borlina M
aia 
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
 
e Ângela M
aria C
angiani Furlani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
Boletim
 Técnico_ 100. IA
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
14.9 Estévia 
Espaçam
ento: 0,4 x 0,2 m
 ou 0,25 x 0,20 m
 (125.000 a 200.000 plantas/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
. 
A
dubação orgânica: Q
uando disponível, aplicar 40 a 60 t/ha de esterco de 
curral curtido antes do plantio. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
ol,/dm
3 
0-15 
16-40 
>40 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P205, kg/ha 
-
-
-
K20, kg/ha -
-
-
20 
120 
80 
40 
100 
60 
30 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar, 30 dias após o plantio, 40 kg/ha de 
N
 e, a cada corte, 20 kg/ha de N
 e 20 kg/ha de K
2 0. N
ilson Borlina M
aia 
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -fAC
 
e Ângela M
aria C
angiani Furlani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
R
o!A
tim
 T
6f'n
if'r. 
1{){) 
lA
r 
1
a
a
7
 
B. van RAIJ et a!. 
14.10 G
engibre 
Espaçam
ento: 1 ,O x 0,4 m
 (25.000 rizom
as/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
0-15 
16-40 
>40 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
---K
2
0
, kg/ha -
-
-
20 
240 
150 
60 
120 
80 
40 
A
dubação m
ineral de cobertura: Em
 cada um
a das três am
ontoas, aplicar 30 
kg/ha de N
 e 70 kg/ha de K20. 
84 
N
ilson Borlina M
aia 
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
 
e Ângela M
aria C
angiani Fur/ani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
BolP.tim
 TP.c.nico. 100. !A
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
 ... 
14.11 M
enta ou hortelã 
Espaçam
ento: 0,7 a 1 ,O x 0,3 m
. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
. 
A
dubação orgânica: Sem
pre que possível, aplicar adubo orgânico, na base de 
30 a 40 t/ha de esterco de curral curtido ou com
posto, no sulco, 
antes do 
plantio e, 
em
 cobertura, após cada terceiro corte. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo. 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-15 
16-40 
>40 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
---K
2
0
, kg/ha -
-
-
20 
120 
80 
40 
90 
60 
30 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 30 kg/ha de N
, 30 dias após o plantio 
e, a cada corte, 30 kg/ha de N
 e 30 kg/ha de K2 0
. 
O
bservação: 
Após cada c9rte, 
devolver a ram
a destilada ao cam
po, 
em
 
cobertura. 
N
ilson Borlina M
aia 
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -fAC
 
e Ângela M
aria C
angiani Furlani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
B. van RAIJ et ai. 
14.12 Pim
enta-do-reino 
Espaçam
ento: 2 x 2,5 m
 ou 2 x 2 m
 (2.000 a 2.500 plantas por hectare). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
. 
A
dubação de plantio e de form
ação: Aplicar 1 o kg/cova de esterco de curral 
curtido ou 3 kg de esterco de galinha ou 0,8 kg de torta de m
am
ona, 
juntam
ente com
 300 g de calcário e 50 g de P20s. 
Antes do florescim
ento, em
 outubro ou novem
bro, aplicar em
 cobertura 
por planta, 60 g de N; 15 g de P20s e 45 g de K20. 
A
dubação m
ineral de produção: Aplicar, de acordo com
 análise de solo 
realizada pelo m
enos a cada dois anos: 
N
itrogênio 
N, kg/ha 
90 
P resina, m
g/dm
3 
0-15 
>15 
-
P20s, k
g
/h
a
-
80 
50 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
3,0 
>3,0 
-
-
K20, k
g
/h
a
--
80 
50 
Parcelar a adubação em
 três aplicações, nos m
eses de outubro, dezem
bro 
e fevereiro, o que equivale a antes, durante e após o florescim
ento. 
N
ilson Borlina M
aia 
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
 
R
nlA
tim
 TÁ
r.nir-o 
100 !Ar._ 1!=1Çl7 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
14.13 Píretro 
Espaçam
ento: 0,6 a 0,8 x 0,4 m
. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, segundo os resultados da análise de 
solo, as doses da tabela abaixo: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-15 
16-40 
>40 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
10 
90 
60 
30 
80 
50 
30 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 45 kg/ha de N, parcelando em
 três 
aplicações, aos 30, 60 e 90 dias após o plantio. 
N
ilson Borlina M
aia 
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
 
e Ângela M
aria C
angiani Furlani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
 
8, van RAIJ et ai. 
14.14 U
rucum
 
Espaçam
ento: Variável, de acordo com
 o desenvolvim
ento e a variedade. O
 
espaçam
ento com
um
ente usado em
 lavouras paulistas é de 7 x 3 m
 ou 
6 x 3m
. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
. 
A
dubação orgânica: Sem
pre que possível utilizar adubo orgânico curtido, na 
base de 5 litros por cova, m
isturando com
 a adubação m
ineral de plantio. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
0-15 
16-40 
>40 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, g/cova 
P20s, g/cova 
---K
2
0
, g
/c
o
v
a
---
10 
120 
80 
50 
60 
40 
20 
Aplicar em
 cobertura e de cada vez 1 O
 g/cova de N, aos 30, 60 e 90 dias 
após o plantio. 
A
dubação m
ineral de form
ação (2. 0e 3. 0 anos): Aplicar, com
 base na análise 
de solo da am
ostra retirada antes do plantio: 
P resina, m
g/dm
s 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
N
itrogênio 
0-15 
16-40 
>40 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, g/planta 
P20s, g/planta -
-
-
K2 0, g/planta 
60 
60 
40 
20 
45 
30 
o 
Aplicar a adubação, em
 três vezes, no período de setem
bro a m
arço. 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
A
dubação m
ineral de produção (a partir do 4,o ano): Aplicar, com
 base nos 
resultados da análise de solo, as seguintes quantidades de nutrientes: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
0-15 
16-40 
>40 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
50 
40 
20 
o 
60 
40 
20 
o adubo em
 cobertura, em
 um
 círculo cujo raio exceda em
 um
 terço 
o da pro]eçao da copa, parcelando em
 duas vezes, após a colheita e antes do 
início das chuvas. 
Fernando R
om
ariz D
uarte 
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
 
B. van RAIJ et ai. 
14.15 Vetiver 
Espaçam
ento: 0,9 a 1,2 m
 x 0,3 a 0,5 m
 (18.000 a 39.000 m
udas/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
. 
Adubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
N
itrogênio 
0-15 
16-40 
>40 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K
20, kg/ha 
o 
60 
40 
20 
40 
30 
20 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 30 kg/ha de N, 30 dias após o plantio. 
O
bservação: Incorporar as raízes destiladas e decom
postas e as folhas pica-
das ao solo. 
N
ilson Borlina M
aia 
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
 
e Ângela M
aria C
angiani Furlani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
 
A
nlA
tim
 TÃ
r.nir.n 100 IA
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
15. ESTIM
U
LA
N
TES 
15.1 Inform
ações gerais .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
15.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar 
15.3 C
acau 
15.4 C
afé 
15.5 C
há 
15.6 Fum
o 
R
niA
tim
 TÃ
r.nir.o 
100 
IAC: 
H
U
l? 
Página 
93 
94 
96 
97102 
103 91 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
15. ESTIM
U
LA
N
TES 
Bernardo van R
aij, H
eitor C
antare/la e José Antonio Q
uaggio 
S
eção de Fertilidade do Solo e N
utrição de P
lantas-
IAC
 
15.1 Inform
ações gerais 
O
 café já foi a cultura que m
ais consum
ia adubo no Brasil m
as, nos últim
os 
anos, pela redução da área cultivada no Estado e pelos baixos preços do 
produto no m
ercado internacional, houve um
a drástica redução na utilização 
de fertilizantes. Atualm
ente, o cafeeiro responde apenas por cerca de 6%
 do 
consum
o nacional. Em
 cafezais form
ados, as necessidades m
aiores são de 
nitrogênio e potássio, porém
 a cultura precisa de outros nutrientes, sendo 
bastante com
uns as deficiências de enxofre, boro, zinco e m
anganês. 
O
s principais problem
as que têm
 ocorrido com
 a adubação do cafeeiro são 
os seguintes: acidificação excessiva, causada pela adubação nitrogenada e 
calagem
 insuficiente; uso ·ae fórm
ulas N
PK concentradas, principalm
ente 20-
5-20, sem
 atentar para o acúm
ulo de potássio no solo e não aplicação de 
enxofre; aplicação insuficiente de fósforo na form
ação e uso rotineiro de 
m
icronutrientes sem
 atentar para as reais 
O
 cacau e o fum
o são culturas im
portantes em
 outras regiões do Brasil, 
m
as de pequena im
portância no Estado de São Paulo e, assim
, o consum
o de 
adubos é insignificante. Já o chá tem
 im
portância regional no Vale do R
ibeira, 
sendo cultura que necessita alta quantidade de nitrogênio e potássio. 
B. van RAIJ et ai. 
15.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar 
A com
posição de cada um
a das culturas, em
 nitrogênio, fósforo, enxofre 
e potássio contidos em
 um
a tonelada da parte colhida, é apresentada no quadro 
15.1. 
Q
uadro 15.1. C
onteúdo de alguns m
acronutrientes nas partes colhidas de 
plantas estim
ulantes 
N
utrientes na parte colhida 
C
ultura 
Parte da planta considerada 
N
 
p 
K 
s 
kg/t 
C
acau 
Frutos (para 1 t de am
êndoas) 
32 
6 
48 
C
afé 
C
afé coco (para 1 t de café beneficiado) 
34 
4 
52 
3 
C
há 
Folhas 
40 
5 
20 
Fum
o 
Folhas 
30 
6 
50 
10 
Esses dados podem
 ser usados para calcular a rem
oção de nutrientes. 
pelas colheitas. 
Já a análise foliar tem
 a finalidade de avaliar o estado nutricional das 
culturas, servindo para introduzir ajustes no plano de adubação. A am
ostragem
 
é padronizada e deve ser feita com
o descrito no quadro 15.2. 
Q
uadro 15.2. Am
ostragem
 de folhas de plantas estim
ulantes 
C
ultura 
C
acau 
C
afé 
C
há 
Fum
o 
D
escrição das am
ostragem
 
Am
ostrar 25 plantas, 8 sem
anas após o florescim
ento principal; cole-
tar 2.a e 3.as folhas verdes, a partir do ápice do ram
o, da altura m
édia 
da planta, 4 folhas por árvore. 
R
etirar am
ostras de ram
os frutíferos no início do verão (dezem
bro e 
janeiro), de talhões hom
ogêneos, am
ostrando 50 plantas, 2 folhas por 
planta, 3. 0 par a partir do ápice dos ram
os, da altura m
édia da planta, 
igual núm
ero de folhas de cada um
 dos lados das linhas de cafeeiros. 
Plantas anôm
alas não devem
 ser am
estradas ou podem
 ser am
ostra-
das à parte. 
Am
ostrar 25 plantas, de m
aio a junho, retirando as 2.as folhas, a partir 
dos ram
os não lignificados. 
Am
ostrar 30 plantas, folha superior totalm
ente desenvolvida, no flo-
rescim
ento. 
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
 ... 
A interpretação dos resultados, ou diagnose foliar, é feita considerando os 
lim
ites de interpretação apresentados no quadro 15.3. 
Q
uadro 15.3. Lim
ites de interpretação de teores de m
acro-e m
icronutrientes em
 
folhas de plantas estim
ulantes 
C
ultura 
Faixas de teores adequados na m
atéria seca das folhas 
M
acronutrientes, g/kg 
N
 
p 
K 
C
 a 
M
g 
s 
C
acau 
20-25 
1,8-2,5 
13-23 
8-12 
3,0-7,0 
1,6-2,0 
C
afé 
C
há 
Fum
o 
C
acau 
C
afé 
C
há 
Fum
o 
26-32 
1,2-2,0 
18-25 
10-15 
3,0-5,0 
1,5-2,0 
38-48 
1 ,9-2,5 
18-20 
4-6 
1,5-3,0 
1,0-3,0 
30-45 
2,5-5,0 
25-40 
15-30 
2,0-6,5 
2,0-6,0 
M
icronutrientes, m
g/kg 
B
 
Cu 
F e 
M
n 
M
o 
25-60 
8-15 
60-200 
50-250 
0,50-1,50 
50-80 
10-20 
50-200 
50-200 
o, 10-0,20 
30-50 
500-1000 
20-50 
5-60 
50-200 
20-230 
Ao interpretar os resultados da análise quím
ica 
folhas, princi-
palm
ente para o cafeeiro, deve-se considerar que os valores serão 
altos se houver aplicação de adubação foliar antes da am
ostra-
gem
. Isso é m
ais com
um
 para boro, cobre e zinco e, eventualm
en-
te, m
anganês. Um
a diagnose foliar m
ais realista desses nutrientes 
só será obtida se não forem
 feitas aplicações foliares no ano 
agrícola, até a retirada das folhas para análise. 
Zn 
30-80 
10-20 
30-50 
20-80 
R
n
lo
tirn
 T
Ó
I'n
if'n
 
lA
r' 
1
0
0
7
 
B. van RAIJ et ai. 
15.3 C
acau 
Espaçam
ento: Solos de m
édia fertilidade: 3,5 x 2,5 m
; solos de alta fertili-
dade: 3,5 x 3,0 m
 (i.i4
3
 ou 952 plantas por hectare). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
, garantindo 
no m
ínim
o 5 m
m
ol0 /dm
3 de m
agnésio. 
A
dubação de plantio: C
om
 antecedência de 60 dias ao plantio, incorporar, por 
cova, 2 a 4 L de esterco de galinha, 1 kg de calcário dolom
ítico ou 
m
agnesiano, i 00 g de P2 0
5 e 30 g de K2 0. Acrescentar 3 g de Zn por cova 
se a análise de solo apresentar teor no solo inferior a 0,6 m
g/dm
3. Acres-
centar 4 parcelas de i O
 g/planta de N
em
 cobertura, de dois em
 dois m
eses. 
A
dubação m
ineral de form
ação: Aplicar, em
 cobertura ao redor das plantas, 
em
 três parcelas no período das chuvas, as seguintes quantidades de 
nutrientes N
-P
2 0
5 -K2 0, em
 gram
as por planta: 
Idade 
Anos 
2 3 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
0-12 
13-30 
>30 
N, g/planta 
-
-
P20s, g/planta -
-
40 
80 
120 
60 
90 
120 
40 
60 
80 
20 
30 
40 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-1,5 
1 ,6-3,0 
>3,0 
-
-
K20, g
/p
la
n
ta
--
60 
90 
120 
40 
60 
80 
20 
30 
40 
A
dubação m
ineral de produção: Aplicar de acordo com
 a análise de solo, 
realizada de três em
 três anos, as seguintes quantidades de nutrientes: 
P resina, m
g/dm
3 
N
itrogênio 0-12 
13-30 
>12 
N, kg/ha 
-P
2
0
s
, k
g
/h
a
-
50 
90 
60 
30 
K trocável, m
m
olc/dm
3 
Zn, m
g/dm
3 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
0-0,6 
0,7-1,5 
>1,5 
--K
2
0
, k
g
/h
a
--
--Z
n
, k
g
/h
a
-
60 
40 
20 
4 
2 
o 
Parcelar em
 três vezes a adubação, aplicando em
 cobertura, nos m
eses 
de outubro, dezem
bro e m
arço. 
o e 
Bernardo van R
aij 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC 
e M
aria Luiza Sant'Anna Tucci 
Seção de Plantas Tropicais -fAC
 
R
oiA
tim
 TÃ
r.nir.n. 100 IA
 C:. 1 ÇjÇ!7 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
15.4 C
afé 
Espaçam
ento: Algum
as opções são: 4,0 x 0,5 a 1,5 m
 (5.000 a 1.675 co-
vas/ha); 3,5 x 0,5 a 1,5 m
 (5.800 a 1.943 covas/ha); 1 ,O a 2,5 x 0,5 a 1,5 
m
 ( 2.680 a 20.000 covas/ha). 
A
m
ostragem
 de solo: Antes da form
ação do cafezal, retirar am
ostra com
posta 
da área total. Em
 cafezal form
ado, a am
ostragem
 deve ser feita pelo 
m
enos a cada 2 anos, na faixa de solo onde são aplicados os adubos. 
Essas am
ostras devem
 ser retiradas a um
a profundidade de 0-20 em
. A 
cada 4 anos, retirar am
ostras com
postas de 20 a 40 em
 de profundidade. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases da cam
ada arável 
a 50%
 e o teor de m
agnésio a um
 m
ínim
o em
 5 m
m
olcfdm
3. 
Na form
ação do cafezal, distribuir o corretivo uniform
em
ente sobre o 
terreno e incorporá-lo ao solo o m
ais profundam
ente possível. Além
 da calagem
 
em
 área total, aplicar 400 g de calcário m
oído ou 200 g de calcário calcinado 
por m
etro linear de sulco. 
Em
 cafezal já form
ado, distribuir o corretivo sobre o solo, de preferência 
no início da estação chuvosa, com
 m
aior quantidade na faixa de terreno que 
recebe a adubação. 
A saturação por 
para a ca/agem
 é a da parte doterreno que 
recebe a adubação. O
s valores são, de form
a geral, m
ais elevados 
nas entrelinhas. 
O
 calcário calcinado pode trazer problem
as'"para as m
udas se não 
for m
uito bem
 incorporado ao solo. C
om
 a aplicação do produto 
sobre a superfície do solo, pode ocorrer a form
ação de grum
os, 
difíceis de separar dos grãos de café após a colheita. 
G
essagem
: Se houver interesse, aplicar gesso, com
 base na análise de solo 
da cam
ada de solo de 20-40 em
, se for constatado teor de Ca2+ inferior a 
4 m
m
olcfdm
3 e/ou saturação de alum
ínio acim
a de 50%
. O
 gesso deve ser 
distribuído sobre o terreno, não havendo necessidade de incorporação 
profunda, já que o m
aterial é solúvel em
 água. As quantidades podem
 ser 
dim
ensionadas de acordo com
 a textura do solo, usando a seguinte 
fórm
ula: 
Argila (em
 g/kg) x 6 = kg/ha de gesso a aplicar 
O
 efeito do gesso perdura por vários anos, não havendo necessi-
dade de aplicações freqüentes. 
O
 gesso pode ser aplicado com
o 
fonte de enxofre, podendo suprir o nutriente por vários anos. 
B
oletim
 Tér.nlr.n_ 100 lA
r. 1Q
Q
7 
0
7
 
8. van RAIJ et ai. 
Substrato para preparo de m
udas: M
isturar, na base de volum
e, 
1/3 de 
esterco de curral curtido e 2/3 de terra. Adicionar à m
istura, 5 kg/m
3 de 
superfosfato sim
ples, 0,5 kgfm
3 de cloreto de potássio e -2 kgfm
3 de 
calcário m
oído. 
A
dubação orgânica: Se disponível, aplicar, por m
etro de sulco, um
 dos 
seguintes adubos orgânicos: 20 litros de esterco de curral, 5 litros de 
esterco de galinha (com
 cam
a, reduzindo a 2 litros se for esterco puro), 
1 O
 litros de palha de café ou 2 litros de torta de m
am
ona. U
tilizar produtos 
curtidos ou aplicar com
 45 dias de antecedência no caso de m
ateriais não 
curtidos. 
A adubação orgânica do cafeeiro, por ocasião do plantio, é bené-
fica para o desenvolvim
ento das plantas. As cascas de café são 
ricas em
 nutrientes, contendo, em
 g/kg, cerca de 15 de N, O, 1 de 
P e 25 de K, sendo do m
aior interesse retorná-las ao cafezal. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo: 
P resina 
P205 
K+ trocável 
K
20 
B no solo 
m
g/dm
3 
g/m
 
m
m
olc/dm
3 
gim
 
m
g/dm
3 
0-5 
60 
0-0,7 
30 
0-0,20 
6-12 
45 
0,8-1,5 
20 
0,21-0,60 
13-30 
30 
1,5-3,0 
10 
>0,60 
>30 
15 
>3,0 
o 
Cu no solo 
Cu 
M
n no solo 
M
n 
Zn no solo 
m
g/dm
3 
g/m
 
m
g/dm
3 
g/m
 
m
g/dm
3 
0-0,2 
0-1,5 
2 
0-0,5 
>0,2 
o 
>1,5 
o 
0,6-1,2 
>1 ,2 
B 
g/m
 
0,5 
o 
Zn 
gim
 
2 1 o 
R
eduzir a quantidade de boro pela m
etade em
 solos arenosos ou de 
textura m
édia (com
 m
enos de 35%
 de argila). 
M
isturar m
uito bem
 o calcário, os adubos m
inerais e o adubo orgânico, 
quando utilizado, com
 a terra do sulco de plantio. 
O
Q
 
É im
portante m
isturar bem
 os adubos com
 a terra dos sulcos por 
ocasião do plantio, para evitar problem
as de salinidade com
 o 
cloreto de potássio e de toxicidade com
 o boro. RniP.tim
 TÃ
cnico. 100. !AC. 1997 
f I ! 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
Após o pegam
ento das m
udas, aplicar 4 g/cova de N, repetindo essa 
aplicação em
 intervalos de aproxim
adam
ente 30 dias, até o fim
 do período 
chuvoso. U
tilizar o adubo nitrogenado em
 cobertura, em
 torno das plantas. 
A
dubação m
ineral de form
ação: No 2. 0 ano agrícola (1.o após o plantio), fazer 
quatro aplicações de 8 g/cova de N, com
 intervalos de 45 dias, no período 
de setem
bro a m
arço. R
epetir a adubação potássica de plantio, parcelando 
juntam
ente com
 o nitrogênio. O
 adubo deve ser aplicado em
 cobertura, 
em
 volta das plantas. 
A
dubação m
ineral de produção: Aplicar os adubos m
inerais, a partir do 30 
ano agrícola (2° ano após o plantio), em
 função do teor de N
 nas folhas, 
dos teores de P, K, 
B, M
n e Zn, revelados pela análise de solo e da 
produtividade esperada, de acordo com
 as tabelas seguintes: 
Teor de N
 nas 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocáve!, m
m
olddm
3 
da de 
folhas, g/kg 
esperada(') <26 
26-30 
>30 
0-5 
6-12 
13-30 
>30 
0-0,7 
0,8-1,5 1,6-3,0 
>3,0 
kg/ha 
--N
, k
g
/h
a
-
P20s, k
g
/h
a
--
K20, k
g
/h
a
--
<600 
150 
100 
50 
40 
20 
20 
o 
150 
100 
50 
20 
600-1200 
180 
120 
70 
50 
30 
20 
o 
180 
120 
70 
30 
1200-1800 
210 
140 
90 
60 
40 
20 
o 
210 
140 
90 
40 
1800-2400 
240 
160 
110 
70 
50 
30 
o 
240 
160 
11 o 
50 
2400-3600 
300 
200 
140 
80 
60 
40 
20 
300 
200 
140 
80 
3600-4800 
360 
250 
170 
90 
70 
50 
30 
360 
250 
170 
100 
>4800 
450 
300 
200 
100 
80 
60 
40 
450 
300 
200 
120 
{ 1} Café beneficiado. 
Acrescentar S à adubação, na base de aproxim
adam
ente 1/8 do N
 aplica-
do. Essa adubação pode ser dispensada se a análise de solo revelar teores no 
solo acim
a de 1 O
 m
g/dm
3 de S. 
R
r.!ctirn
 Tól"'nil"'n 
1nn 
!A
r 
1
0
0
7
 
ao 
B. van RA!J et ai. 
Acrescentar boro, m
anganês e zinco de acordo com
 a análise de solo: 
B
oro no solo 
8 
M
anganês no solo 
M
n 
Zn no solo .. 
m
g/dm
3 
kg/ha 
m
g/dm
3 
kg/ha 
m
g/dm
3 
0-0,20 
2 
0-
1,5 
2 
0-0,5 
0,21-0,60 
1 
>1,5 
o 
0,6-1,2 
>0,60 
o 
>1 ,5 
A produtividade esperada deve ser estim
ada com
 realism
o, de 
preferência por pessoa fam
iliarizada com
 o histórico e o potencial de 
produção do cafezal. 
A análise foliar deve ser feita para reavaliar o nitrogênio a ser 
aplicado no restante do ano agrícola e no início do seguinte, até 
nova análise. O
s resultados dos dem
ais nutrientes podem
 ser 
utilizados para adequar o seu uso na adubação. 
Zn 
kg/ha 
2 1 o 
Parcelar a aplicação do nitrogênio, em
 três ou quatro vezes, no período 
chuvoso (setem
bro a m
arço), realizando a aplicação na superfície do solo, ao 
redor da planta e sob a copa. Em
 solos arenosos, o núm
ero de aplicações pode 
ser am
pliado. Fósforo, enxofre, boro, m
anganês e zinco podem
 ser aplicados 
de um
a só vez, no início das chuvas; o potássio, em
 duas ou m
ais vezes, ou 
todos os nutrientes aplicados juntam
ente com
 o nitrogênio. 
Aplicar os adubos, espalhando em
 faixas largas, atingindo em
 sua m
aior 
parte o solo abaixo das copas. 
Em
 cafezais deficientes em
 
zinco, aplicar, em
 novem
bro e fevereiro, 
pulverizações !aliares com
 o nutriente, em
 solução contendo 6 g/L de sulfato 
de zinco. Se houver deficiência de m
anganês, aplicar via !aliar solução conten-
do 1 o g/L de sulfato de m
anganês. Se não for aplicado boro no solo, m
aneira 
preferida para esse nutriente, em
pregar solução com
 3 g/L de ácido bórico. 
O
bservacões: 
a) O
 uso de adubos fluídos, opção vantajosa em
 certas situações, pode ser 
feito considerando a m
esm
a tabela acim
a. 
b) Em
 geral não é necessário adubar cafezais no prim
eiro ano após recepa. 
C
ontudo, se a brotação for lenta, aplicar 1/3 da dose de nitrogênio recom
en-
dada para café adulto. 
1
M
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
c) Se for feita fertirrigação, m
ais indicada para nitrogênio e potássio, deve ser 
aum
entado o núm
ero de aplicações. 
d) É conveniente proceder à incorporação ocasional dos insum
os aplicados na 
superfície do solo, com
o calcário, fósforo, m
anganês e zinco. Isso pode ser 
feito, por exem
plo, por ocasião da recepa ou de um
a subsofagem
. 
e) Se for aplicada adubação orgãnica no cafezal em
 produção, descontar 
m
etade do nitrogênio e o total do potássio aplicados da adubação m
ineral. 
G
rupo Paulista de A
dubação do C
afeeiro 
Bernardo van R
aij (C
oordenador) -fAC 
D
urval R. Fernandes -M
AARA, Pró-C
afé 
Edson G
il de O
liveira -DEXTRU, CATI 
Eurípedes M
a/avo/ta -CENA, USP 
G
enésio S. C
erve/lini-
fAC 
H
eitor C
antare/la -fAC 
Inácio de Barros -fAC 
João Alves de To/edo Filho -D
EXTR
U
, CATI 
Luis C
arlos Esteves Pereira -D.A. São José do 
Rio Pardo, CATI 
Paulo Boller G
al/o -IAC
 
R
oberto Antonio Thom
aziel/o-
D
EXTR
U
, CATI 
R
uy Bonini -DIRA M
arília,CATI 
Tom
ás Eliodoro da C
osta -Cia. C
afés Bom
 R
etiro 
I 
! 
. I 
i 
I 
I 
' 
B. van RAIJ et ai. 
15.5 C
há 
Espaçam
ento: 1,5 a 1,8 m
 x 0,5 a 0,8 m
 (6.700 a 11.000 m
udas/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 40%
 e m
anter 
o teor de m
agnésio no m
ínim
o em
 5 m
m
olc/dm
3. 
A
dubação de plantio: Aplicar 1 litro de esterco de curral curtido e 15 g de P20s 
por cova, m
isturando com
 a terra fértil da superfície. 
A
dubação m
ineral de form
ação: Aplicar, de acordo com
 a produtividade 
prevista, a m
etade das doses da tabela abaixo. Parcelar os adubos em
 
três aplicações, iniciando 30 a 40 dias após a brotação das m
udas. 
A
dubação m
ineral de produção: Aplicar de acordo com
 a análise de solo e a 
produtividade esperada. 
Produti-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
vida de 
esperada( 1) 
Nitrogênio 
0-12 
13-30 
>30 
0-1,5 
i ,5-3,0 
>3,0 
t/ha 
N, kg/ha 
-
-
P20s, k
g
/h
a
--
--K
2
0
, k
g
/h
a
--
<2,0 
150 
60 
40 
20 
80 
60 
30 
2,0-3,0 
200 
80 
60 
30 
100 
80 
40 
>3,0 
250 
120 
80 
40 
150 
100 
50 
( 1) C
há beneficiado. 
Aplicar, no prim
eiro ano, a m
etade das doses indicadas, conform
e a 
produtividade prevista. 
Acrescentar, anualm
ente, 40 kg/ha de S. 
Na fase de produção, parcelar as aplicações dos fertilizantes, em
 agosto, 
dezem
bro e m
arço. 
1
0
? 
M
auro Sakai 
Estação Experim
ental de Pariquera-Açu -IAC
 
e José Antonio Q
uaggio 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
Rn!P.fim
 
100. IA
C
. 19ÇJ7 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
15.6 Fum
o 
Espaçam
ento: 
Fum
o-de-corda -
1,3 x 0,8 m
 (9.600 plantas/ha); 
fum
o-de-
-estufa-
1,2 x 0,5 m
 (16.000 m
udas/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 5 m
m
o1Jdm
3. 
A
dubação orgânica: Aplicar, para fum
o-de-corda, 20 a 30 t/ha de esterco de 
curral ou com
posto. 
Adubação m
ineral de plantio: Aplicar em
 função dos resultados de análise de solo. 
C
ultura 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-7 
8-15 
>15 
0-0,7 
0,8-1,5 
>1,5 
N, kg/ha 
--p
2
0
s
, k
g
/h
a
--
--K
2
0
, k
g
/h
a
--
Fum
o-de corda 
10 
90 
60 
30 
60 
40 
20 
Fum
o-de estufa 
10 
90 
60 
40 
90 
50 
30 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar o nitrogênio em
 cobertura de acordo 
com
 a classe de resposta esperada a nitrogênio. 
Classe de resposta esperada a N
 
Alta 
M
édia 
Baixa 
-
-
-
-
-
-
-
N, k
g
/
h
a
-
-
-
-
-
-
-
50 
30 
o 
A
lta resposta esperada a N: Solos corrigidos, cultivados anteriorm
ente com
 
culturas não-legum
inosas ou solos arenosos. 
M
édia resposta a N: Solos m
uito ácidos, que serão corrigidos; ou com
 plantio 
anterior esporádico de legum
inosas; solo em
 pousio por um
 ano; ou uso 
de quantidades m
oderadas de adubos orgânicos. 
B
aixa resposta esperada a N: Solo em
 pousio ou pastagem
 por dois ou m
ais 
anos; ou com
 plantio anterior de legum
inosas ou adubos verdes; uso 
constante de quantidades elevadas de adubos orgânicos. 
I i.i i! " 
I 
!I 
B. van R
A
IJ et ai. 
O
bservações: 
a) O
s fertilizantes não devem
 conter cloreto. 
b) Suspender a adubação nitrogenada se o fum
o estiver com
 desenvolvim
ento 
vegetativo m
uito luxuriante. 
1
0
4
 
N
ilson Borlina M
aia 
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -fAC
 
e Bernardo van R
aij 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
16. FIB
R
O
SA
S 
16.1 
Inform
ações gerais .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
16.2 
C
om
posição quím
ica e diagnose folia r do algodoeiro . 
16.3 
Algodão 
16.4 
Bam
bu . 
16.5 
C
rotalária júncea 
16.6 
Juta .... 
16.7 
Linho têxtil . 
16.8 
Q
uenafe 
16.9 
R
am
i 
16.10 Sisal 
Página 
107 
108 
109 
112 
113 
114 
115 
116 
117 
118 
l i: 11 ;,, 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
16. FIB
R
O
SA
S 
N
elson M
achado da Silva 
S
eção de A
lgodão · IAC
 
Bernardo van R
aij 
S
eção de Fertilidade do Solo e N
utrição de P
lantas -
IAC
 
16.1 Inform
ações gerais 
Do grupo das plantas fibrosas, o algodão destaca-se das dem
ais pela 
im
portância econôm
ica da cultura e, em
 conseqüência disso, pela existência 
de um
 grande volum
e de resultados de pesquisa sobre nutrição, calagem
 e 
adubação. São indicadas inform
ações sobre com
posição quím
ica e diagnose 
foliar, além
 de um
a tabela de adubação com
 detalhes técnicos. 
As dem
ais culturas têm
 im
portância restrita no Estado de São Paulo e há 
poucas inform
ações regionais disponíveis. Assim
, são apresentadas apenas as 
tabelas de adubação. 
R
oiA
tim
 
1
0
0
 
lA
r. 
1Q
Q
7 
1
0
7
 
i 
!111 
8. van R
A
IJ et ai. 
16.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar do algodoeiro 
O
 conteúdo de nutrientes do algodoeiro para a produção de um
a tonelada 
de algodão em
 caroço é, aproxim
adam
ente, o seguinte: 
Planta inteira (kg/t de algodão em
 caroço): 
Parte colhida (kg/t de algodão em
 caroço): 
N
 -
59; 
P -
1 O; 
K
 -
50 
N
 -23; 
P
-
4; 
K
-
16 
Para a dignose foliar, as instruções para am
ostragem
 de folhas são as 
seguintes: 
Am
ostrar 30 plantas, no florescim
ento, coletando os lim
bos das 
5. as folhas a partir do ápice da haste principal. 
O
s lim
ites de interpretação são definidos pelas seguintes faixas de teores 
adequados na m
atéria seca: 
g/kg 
m
g/kg 
N
 
35-43 
B 
30-50 
p 
2,5-4,0 
Cu 
5-25 
K 
15-25 
F e 
40-250 
C
 a 
20-35 
M
n 
25-300 
M
g 
3-8 
M
o 
s 
4-8 
Zn 
25-200 
108 
R
iliA
tim
 
H
H
1 
lA
r. 
1
0
0
7
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
16.3 A
lgodão 
Espaçam
ento: 0,70 a 1,10 m
 x 0,10 a 0,20 m
 (45.500 a 143.000 plantas/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 9 m
m
olcfdm
3. Aplicar o corretivo o m
ais cedo 
possível, procurando incorporá-lo m
uito bem
 ao solo 
A
dubação m
ineral de plantio: As quantidades a aplicar são baseadas na 
análise de solo e na produtividade esperada de algodão em
 caroço, de 
acordo com
 o seguinte: 
Produti-
vidade 
Nitrogênio 
esperada 
t/ha 
N, kg/ha 
. 
1,5-2,0 
10 . 
2,0-2,4 
10 
>2,4 
10 
Produti-
CTC 
vidade 
m
m
olc/dm
3 
esperada 
t/ha 
1,5-2,0 
Até 60 
>60 
2,0-2,4 
Até 60 
>60 
>2,4 
Até 60 
>60 
0-6 
ao 
100 
120 
0-0,7 
60 
ao 
ao . 
ao 
ao· 
ao· 
P resina, m
g/dm
3 
7-15 
16-40 
41-aO
 
P20s, kg/ha 
60 
40 
30 
ao 
60 
40 
100 
ao 
60 
K+ trocável, m
m
olcidm
3 
o,a-1,5 
1 ,6-3,0 
3,1-6,0 
K20, kg/ha 
40 
30 
20 
60 
4
0
-
30 
60 
40 
20 
ao 
60 
40 
ao 
60 
40 
ao· 
ao 
60 
C
om
plem
entar com
 a adubação de cobertura indicada na próxim
a tabela. 
>80 
20 
30 
40 
>6,0 
20 
20 
20 
30 
30 
40 
Zinco: Na fase de correção de solos de cerrado, aplicar 3 kg/ha de Zn se 
o teor no solo for inferior a 0,6 m
g/dm
3, visando evitar o aparecim
ento de 
eventuais sintom
as de deficiência. 
B
oro: Em
 solos corrigidos e freqüentem
ente adubados com
 N
PK, aplicar 
na m
istura de plantio pelo m
enos 0,5 kg/ha de B, se o teor do elem
ento no solo 
for inferior a 0,61 m
g/dm
3· Em
 glebas arenosas, pobres em
 m
atéria orgânica, 
com
 teores de B no solo inferiores a 0,21 m
g/dm
3, em
pregar 1 ,O kg/ha do 
B. van RAIJ et ai. 
nutriente, aum
entando esta quantidade para 1 ,2 kg/ha, caso algum
 sintom
a de 
deficiência já se tenha evidenciado.Em
 faixa interm
ediária, de 0,21 
a 0,60 
m
g/dm
3 de B no solo, utilizar de 0,5 a 1 ,O kg/ha de B na m
istura dos adubos 
de plantio. D
entro desses níveis, as necessidades básicas do algodoeiro serão 
satisfeitas e não haverá risco de intoxicação. 
Enxofre: Em
 solos de exploração recente, nunca ou pouco adubados ou 
naqueles já corrigidos e freqüentem
ente adubados com
 m
isturas concentradas,utilizar pelo m
enos um
 adubo contendo enxofre, no plantio ou em
 cobertura, 
fornecendo de 20 a 40 kg/ha de S, dependendo da produtividade esperada. 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar de acordo com
 a produtividade 
calculada de algodão em
 caroço, a classe de resposta esperada a nitro-
gênio e a análise de solo para potássio, conform
e a seguinte tabela: 
Produtivi-
Classe de resposta a N
 
CTC 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
da de 
m
m
olc/dm
3 
esperada 
Alta 
M
édia 
Baixa 
0-0,7 
0,8-1,5 
!lha 
N, kg/ha 
--K
2
0
, k
g
/h
a
--
1,5-2,0 
40 
30 
15 
2,0-2,4 
50 
40 
20 
> 60 
20 
> 2,4 
70 
50 
30 
Até 60 
20 
> 60 
40 
20 
1 ';,,, 
A
lta resposta esperada a N: Solos intensam
ente cultivados e adubados, ou 
i;;, 
desgastados, erodidos. 
lilll 
M
édia resposta esperada a N: Solos ácidos ou em
 vias de correção, m
odera-
dam
ente adubados. 
B
aixa resposta esperada a N: Solos de derrubada recente, em
 pousio prolon-
gado ou após rotação com
 legum
inosas. N
esses casos, incorporar os 
restos vegetais com
 pelo m
enos dois m
eses de antecedência ao plantio. 
Aplicar a cobertura com
 N
 após o desbaste, cerca de 30 a 40 dias da 
em
ergência, cobrindo o adubo na operação "chegam
ento de terra". Aplicar o 
K, quando recom
endado, nesta ocasião. C
oberturas superiores a 40 kg/ha de 
N
 devem
 ser parceladas, especialm
ente em
 solos arenosos; a segunda aplica-
ção, de cerca de 1/3 da dose recom
endada, deve ser feita durante a fase de 
pleno florescim
ento (50 a 70 dias da em
ergência). U
tilizar regulador de cresci-
m
ento onde se espera grande desenvolvim
ento das plantas. 
110 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
B
oro em
 cobertura: C
aso não seja possível a aplicação no plantio, 
incorporar boro em
 cobertura juntam
ente com
 o adubo nitrogenado, em
 dosa-
gem
 até 25%
 m
ais elevada do que a indicada para o plantio. 
N
itrogênio em
 pulverização: A pulverização foliar é alternativa para 
corrigir eventuais deficiências que ocorram
 na fase de frutificação. U
sar uréia 
a 5%
, a baixo volum
e, em
 m
istura com
 inseticida, aplicando nas horas m
ais 
frescas do dia. 
B
oro em
 pulverização: A pulverização foliar é alternativa para corrigir 
eventuais deficiências. N
esse caso, devem
 ser feitas no m
ínim
o quatro aplica-
ções sucessivas, fornecendo de O, 15 a O, 18 kg/ha de B por vez (a baixo 
volum
e), durante o florescim
ento da cultura. 
N
elson M
achado da Silva 
Seção de Algodão -IAC
 
'''" 
' lilll 
1 1• flli· 
'I'" 
'"il' "I " lilll. 
B. van RAIJ et al. 
16.4 B
am
bu 
Espaçam
ento: 1 O
 x 1 O
 m
 ou 5 x 5 m
 (1 00 a 400 plantas/ha) 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo, 
utilizando a seguinte tabela: 
1
1
?
 
N
itrogênio 
N, kg/ha 
15 
P resina, m
g/dm
3 
0-15 
>15 
-P
2
0
s
, kg
/h
a
-
50 
25 
K+ trocável, m
m
olcldm
3 
0-1,5 
>1,5 
--K
2
0
, k
g
/h
a
--
40 
20 
Antonio Luiz de Barros Salgado 
Seção de Plantas Fibrosas -fAC
 
T
6
rn
irn
 
1 f'lf'l 
I A
r. 
1 Q
Q
7 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
16.5 C
rotalária júncea 
Espaçam
ento: 0,60 m
 entre linhas, com
 30 a 40 sem
entes viáveis por m
etro 
linear (500.000 a 670.000 plantas/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo, 
usando a seguinte tabela: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
-
-
-
-
P20s, k
g
/h
a
-
-
-
-
-
-
-
-
-
K
2
0
, k
g
/h
a
-
-
-
-
80 
60 
40 
20 
70 
60 
40 
20 
O
bservação: A cultura é recom
endada em
 rotações, para m
elhoria das condi-
ções do solo. 
Antonio Luiz de Barros Salgado 
Seção de Plantas Fibrosas -fAC
 
I ' i ' 11':-]111' r,,, 
1 
11111: 
B. van RAIJ et ai. 
16.6 Juta 
Espaçam
ento: 0,20 a 0,30 m
 x 0,05 m
 (67.000 a 100.000 plantas/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
. 
A
dubação orgânica: No plantio, incorporar 1 o t/ha de esterco de curral curtido 
ou 3 t/ha de esterco de galinha. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar as quantidades indicadas pela análise 
de solo, m
isturando com
 o esterco: 
N
itrogênio 
N, kg/ha 
15 
P resina, m
g/dm
3 
0-15 
>15 
-
P20s, kg
/h
a
-
60 
30 
K+ trocável, m
m
olcldm
3 
0-0,7 
>0,7 
-
-
KzO
, k
g
lh
a
--
40 
20 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 50 kglha de N, 30 dias após o plantio. 
R
om
eu Benatti Júnior 
Seção de Plantas Fibrosas -IAC
 
8o1Atim
 TÃ
cnico. 100. IA
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
16.7 Linho têxtil 
Espaçam
ento: O, 1 O
 a O, 15 m
 entre linhas. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo: 
P resina, m
g/dm
3 
N
itrogênio 
0-15 
16-40 
>40 
N, kg/ha 
PzO
s, kglha 
50 
70 
50 
20 
K+ trocável, m
m
olcldm
3 
0-0,7 
0,8-1,5 
>1 ,5 
KzO
, kglha 
70 
40 
20 
Antonio Luiz de Barros Salgado 
Seção de Plantas Fibrosas -IAC
 
1 
11111:1 
B. van RAIJ et a!. 
16.8 Q
uenafe 
Espaçam
ento: 0,60 m
 x 0,04 a 0,05 m
 (333.000 a 420.000 plantas/ha). 
Calagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
. 
Adubação m
ineral de plantio: 
Aplicar de acordo com
 a análise de solo: 
11R 
Nitrogênio 
N, kg/ha 
10 
P resina, m
g/dm
3 
0-15 
>15 
-P
2
0
s
, kg
/h
a
-
50 
25 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-1,5 
>1,5 
--K
2
0
, k
g
/h
a
---
40 
20 
Antonio Luiz de Barros Salgado 
Seção de Plantas Fibrosas -fAC
 
R
niA
fim
 TÁ
r.nir.n 
1
0
0
 
!A
f:. 
1A
Q
7 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
16.9 R
am
i 
Espaçam
ento: 1 ,O m
 x 0,5 m
 (20.000 rizom
as/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
. 
A
dubação orgânica: Incorporar 1 O
 tlha de esterco de curral curtido ou 3 t/ha 
de esterco de galinha. R
epetir essa aplicação anualm
ente. 
A
dubação m
ineral de plantio: M
isturar com
 o esterco, em
 quantidades basea-
das na análise de solo e na seguinte tabela: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-15 
>15 
0-1,5 
>1 ,5 
N, kg/ha 
-P
2
0
s
, kg
/h
a
-
--K
2
0
, kg/h 
20 
80 
40 
60 
30 
A
dubação m
ineral de cobertura: 
Aplicar 50 kg/ha de N
 após cada colheita. 
A m
esm
a adubação deve ser repetida, anualm
ente, com
 base em
 nova 
análise de solo. 
R
om
eu Benatti Júnior 
Seção de Pfantas Fibrosas -IAC
 
': '''I' HI 
I 
illl!:li 
8. van RAIJ et ai. 
16.10 S
isal 
Espaçam
ento: Fileiras duplas de 1 m
 x 1 m
, espaçadas entre si em
 3 m
. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 9 m
m
olcidm
3. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar com
 base na análise de solo e na 
seguinte tabela: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olcfdm
3 
N
itrogênio 
0-15 
16-40 
>40 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kglha 
o 
60 
40 
20 
70 
50 
30 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 30 kg/ha após o com
pleto pagam
ento 
das m
udas. 
R
epetir a adubação, anualm
ente, com
 as m
esm
as quantidadades, dividi-
das em
 duas parcelas, no período das chuvas, coincidindo, pelo m
enos um
a, 
com
 a colheita de folhas. Se aparecer necrose na base das folhas, aum
entar a 
dosagem
 de adubo potássico. 
Antonio Luiz de Barros Salgado 
Seção de Plantas Fibrosas -IAC
 
P
.n!cti"" T
6rn
ir"n
 
1 {)() 
lA
r'. 
1 Q
Q
7 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
17. FR
U
TÍFER
A
S 
17.1 
Inform
ações gerais .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
17.2 
Teores de m
acronutrientes prim
ários em
 frutas 
17.3 
Am
ostragem
 de folhas e diagnose foliar 
17.4 
Abacate 
17.5 
Abacaxi 
17.6 
Acerola ou cereja-das-antilhas 
17.7Banana 
............. 
17.8 
C
itros: laranja, lim
ão, tangerina e m
urcote . 
17.9 
Frutas de clim
a tem
perado-
1: am
eixa, pêssego, nêspera, 
nectarina e dam
asço-japonês .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
17.10 Frutas de clim
a tem
perado-
11: figo, m
açã, m
arm
elo, pêra 
e pêssego .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
" 
.... 
17.11 Frutas de clim
a tem
perado -111: caqui, m
açã, m
acadâm
ia, 
pecã e pêra 
17.12 G
oiaba . 
17. 13 M
am
ão . 
17. 14 M
anga . 
17.15 M
aracujá . 
17.16 U
vas finas para m
esa e passa 
17.17 U
vas rústicas para m
esa, vinho e suco . 
Página 
121 
122 
123 
126 
128 
129 
131 
133 
137 
139 
141 
143 
145 
146 
148 
150 
152 
' 
1 !1111:1!1 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
17. FR
U
TÍFER
A
S 
José Antonio Q
uaggio e Bernardo van R
aij 
S
eção de Fertilidade do Solo e N
utrição de P
lantas-
IAC
 
C
lóvis de Toledo Piza Junior 
D
EXTR
U
-C
ATI 
17.1 Inform
ações gerais 
As frutíferas constituem
 um
 grupo de culturas de im
portância crescente e 
a dem
anda por inform
ações sobre calagem
 e adubação tem
 aum
entado m
uito. 
A nutrição, em
 m
uitos casos, além
 de afetar de form
a m
arcante a produtividade, 
tem
 efeito tam
bém
 sobre a qualidade dos frutos, conservação pós-colheita e 
suscetibilidade das plantas a m
oléstias. D
essa m
aneira, é da m
aior im
portância 
a form
ulação de adubações adequadas para as culturas produtoras de frutas. 
C
om
o para outras culturas, as inform
ações experim
entais obtidas regio-
nalm
ente são de m
uito valor para equacionar a adubação e a correção do solo 
para as frutíferas. C
ontudo, para a m
aioria das espécies, é m
uito lim
itada a 
experim
entação com
 adubação no Estado de São Paulo, e m
enor ainda em
 
outros Estados. Isso explica porque as inform
ações sobre a nutrição das 
plantas frutíferas têm
 surgido de form
a esparsa em
 todo o m
undo e transferidas 
de um
a região para outra. Em
bora isso não seja o ideal, os resultados são 
aceitáveis, desde que ancorados em
 elem
entos técnicos, tais com
o com
posi-
ção quím
ica das culturas, análise de solo e diagnose foliar. 
Procurou-se, com
 base nas inform
ações existentes no País, na literatura 
m
undial e na experiência dos autores, reunir um
 conjunto de inform
ações que 
deverão servir aos técnicos na tom
ada de decisões. H
á um
a predom
inância de 
dados de pesquisa para citros e pouco para a m
aioria das outras frutíferas. 
8. van RA!J et ai. 
17.2 Extração de m
acronutrientes prim
ários por frutos na colheita 
O
s conteúdos de nitrogênio, fósforo e potássio apresenfam
-se no quadro 
17.1. São indicadas tam
bém
 as faixas de produtividade m
ais com
uns. Esses 
dados servem
 para estim
ar a retirada dos m
acronutrientes prim
ários pelas 
colheitas em
 pom
ares form
ados. É claro que, antes de ter um
 pom
ar em
 
produção, é necessário form
ar as árvores, o que exige quantidades considerá-
veis de nutrientes, podendo-se estim
ar, grosseiram
ente, que o conteúdo da 
vegetação de um
 pom
ar de alta produtividade representa cerca de 3 a 4 vezes 
a quantidade extraída em
 um
a colheita elevada. 
Q
uadro 17.1 C
onteúdo aproxim
ado de m
acronutrientes prim
ários em
 frutos e 
faixas de produtividade norm
alm
ente obtidas 
Teor de nutrientes 
C
ultura 
Produ-
N
 
p 
K 
s 
tividade 
kg/t 
!lha 
Abacate 
2,8 
0,3 
2,0 
0,2 
12-18 
Abacaxi 
0,7 
o, 1 
0,9 
o, 1 
30-50 
Acerola 
1,8 
0,3 
2,6 
0,2 
30-50 
BananaM
nanicão 
2,1 
0,3 
5,0 
O, 1 
20-60 
Banana-prata 
1,7 
0,3 
4,8 
O, 1 
10-25 
C
aqui 
2,3 
0,3 
2,9 
0,2 
15-30 
I li. 
Figo 
3,1 
0,5 
4,0 
0,3 
20-22 
G
oiaba 
1,3 
0,2 
0,7 
0,2 
20-50 
Laranja 
2,4 
0,2 
2,0 
o, 1 
20-60 
M
açã 
0,7 
O, 1 
1,2 
O, 1 
15-30 
M
acadãm
ia 
8,8 
0,6 
4,3 
0,8 
5 
I 
!I 
M
am
ão 
1,8 
0,3 
1,6 
0,2 
30-40 
M
anga 
1,3 
0,2 
1,6 
0,2 
10-12 
M
aracujá 
1,9 
0,6 
3,6 
0,2 
20-40 
N
ectarina 
2,9 
0,3 
1,9 
o, 1 
20-22 
N
êspera 
1,2 
0,2 
1,5 
0,2 
10-15 
Pecã 
10,5 
1,3 
3,6 
0,9 
1 
Pêra 
0,6 
O, 1 
1 ,O 
o, 1 
12-25 
Pêssego 
3,6 
0,3 
2,1 
0,2 
20-22 
Uva Itália 
2,2 
0,6 
3,3 
0,2 
20-35 
Uva niagara 
0,9 
0,3 
1,9 
0,2 
15-25 
1
?
?
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
17.3 A
m
ostragem
 de folhas e diagnose foliar 
A diagnose foliar é um
a técnica im
portante para a fruticultura. Em
bora 
existam
 dificuldades de interpretação, principalm
ente decorrentes de variações 
nas épocas e posições das folhas am
estradas, o que leva a resultados diferen-
tes, já há inform
ações que perm
item
 estim
ar faixas de interpretação para 
diversas fruteiras. 
O
 quadro 17.2 apresenta as descrições de am
ostragens de folhas de 
fruteiras. É sem
pre im
portante coletar folhas de todos os lados das árvores. 
O
s lim
ites de interpretação de m
acro-e m
icronutrientes estão no quadro 
17.3. Em
 fruteiras não incluídas nos quadros 17.2 e 17.3, utilizar com
o regra 
básica a coleta de folhas recém
-m
aduras, ou totalm
ente expandidas. No caso 
de suspeita de problem
as nutricionais, obter am
ostras pareadas, das plantas 
norm
ais e das plantas afetadas, para com
parar os resultados. 
8. van RAIJ et ai. 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
Q
uadro 17.2 Instruções para am
ostragem
 de folhas de frutíferas 
Q
uadro 17.3 
Faixas de teores adequados de m
acro-
e m
icronutrientes em
 
folhas de plantas frutíferas 
C
ultura 
D
escrição da am
ostragem
 
C
ultura 
Faixas de teores de nutrientes considerados adequados 
Abacate 
C
oletar, em
 fevereiro ou m
arço, folhas 
com
 idade 
M
acronutrientes, g/kg 
entre 5 a 7 m
eses, da altura m
édia das copas. Am
ostrar 50 árvores. 
N
 
p 
K 
C
 a 
M
g 
s 
Abacaxi 
Am
ostrar, pouco antes da indução floral, um
a folha 
"O
" 
Abacate 
16-20 
0,8-2,5 
7-20 
10-30 
2,5-8 
2,0-6,0 
(norm
alm
ente a 4. 2 folha a partir do ápice). C
ortar as folhas em
 
Abacaxi 
15-17 
0,8-1,2 
22-30 
8-12 
3-4 
pedaços de 1 em
 de largura, elim
inando a porção basal sem
 clorofila. 
H
om
ogeneizar e separar cerca de 200 g para envio ao laboratório. 
Acerola 
20-24 
0,8-1,2 
15-20 
15-25 
1 ,5-2,5 
4,0-
6,0 
Am
ostrar 50 plantas. 
B
anana 
27-36 
1 ,8-2, 7 
35-54 
3-12 
3-6 
2,5-8,0 
Acerola 
Am
ostrar nos quatro lados da planta, folhas jovens totalm
ente 
Figo 
20-25 
1 ,0-3,0 
10-30 
30-50 
7,5-10 
1,5-3,0 
didas, de ram
os frutíferos. Am
ostrar 50 plantas. 
G
oiaba 
13-16 
1,4-1,6 
13-16 
9-15 
2,4-4,0 
Banana 
R
etirar os 
em
 centrais da 3.a folha a partir da inflorescência, 
Laranja 
23-27 
1,2-1,6 
10-15 
35-45 
2,5-4,0 
2,0-3,0 
elim
inando a nervura central e m
etades periféricas. Am
ostrar 30 plantas. 
M
açã 
19-26 
1,4-4,0 
15-20 
12-16 
2,5-4,0 
2,0-4,0 
C
itros 
C
oletar a 3.a folha a partir do fruto, gerada na prim
avera, com
 6 m
eses 
M
acadâm
ia 
15-25 
1,0-3,0 
5-15 
5-1 o 
1 ,0-3,0 
1,0-2,5 
de idade, em
 ram
os com
 frutos de 2 a 4 em
 de diâm
etro. Am
ostrar 4 
M
am
ão 
10-25 
2,2-4,0 
33-55 
10-30 
4,0-12,0 
folhas por planta, num
 total de 25 árvores por talhão. 
M
anga 
12-14 
0,8-1,6 
5-10 
20-35 
2,5-5,0 
0,8-1,8 
Figo 
C
oletar folhas 
e totalm
ente expandidas, da porção 
M
aracujá( 1) 
42-52 
1,5-2,5 
20-30 
17-27 
3,0-4,0 
3,2-4,0 
m
ediana dos ram
os, três m
eses após a brotação. Am
ostras de 25 
M
aracujá( 2) 
33-43 
1 ,3-2, 1 
22-27 
12-16 
2,5-3,1 
plantas por talhão, num
 total de 1 00 folhas. 
Pêssego 
30-35 
1,4-2,5 
20-30 
18-27 
3,0-8,0 
1,5-3,0 
G
oiaba 
C
oletar o 3. 0 par de folhas com
pletam
ente desenvolvidas, de ram
os 
U
va 
30-35 
2,4-2,9 
15-20 
13-18 
4,8-5,3 
3,3-3,8 
com
 frutos term
inais. Am
ostrar 30 árvores. 
,.,,, ... , 
l<iil' 
M
açã 
C
oletar 4 a 8 folhas recém
-m
aduras e totalm
ente expandidas. Am
ostrar 
M
icronutrientes, m
g/kg 
•1;1'!! 1 
25 plantas por talhão, num
 total de 100 folhas.B 
C
u 
i j !11 : 
F e 
M
n 
M
o 
Zn 
M
acadâm
ia 
C
oletar folhas 
e totalm
ente expandidas, no m
eio do 
Abacate 
50-100 
5-15 
50-200 
30-100 ·" 
0,05-1,0 
30-100 
últim
o fluxo de vegetação. Am
ostrar 25 plantas por talhão, num
 total 
Abacaxi 
20-40 
5-10 
100-200 
50-200 
5-15 
de 100 folhas. 
Acerola 
25-100 
5-15 
50-100 
15-50 
30-50 
M
am
ão 
C
oletar 15 pecíolos de folhas jovens, totalm
ente expandidas e m
adu-
B
anana 
10-25 
6-30 
80-360 
200-2000 
20-50 
ras (17.a a 20.a folhas a partir do ápice), com
 um
a flor visível na axila. 
Figo 
30-75 
2-1 o 
100-300 
100-350 
50-90 
M
anga 
C
oletar folhas no florescim
ento, do m
eio do últim
o fluxo de vegetação, 
G
oiaba 
de ram
os com
 flores na extrem
idade. Am
ostrar 4 folhas por árvore, 20 
Laranja 
36-100 
4-1 o 
50-120 
35-300 
0,1-1,0 
25-100 
plantas por talhão. 
M
açã 
25-50 
6-50 
50-300 
25-200 
O, 1-
20-100 
M
aracujá 
C
oletar no outono a 3.a ou 4.a folha, a partir do ápice de ram
os não 
M
acadâm
ia 
25-50 
6-12 
25-200 
100-400 
0,5-2,5 
15-50 
som
breados. Alternativam
ente, coletar a folha com
 botão floral na 
M
am
ão 
20-30 
4-10 
25-1 ao 
20-150 
15-40 
axila, prestes a se abrir. Am
ostrar 20 plantas. 
M
anga 
50-100 
10-50 
50-200 
50-100 
20-40 
Pêssego 
C
oletar 26 folhas recém
-m
aduras e totalm
ente expandidas, da porção 
M
aracujá 
40-60 
5-20 
100-200 
100-250 
1,0-1,2 
50-80 
m
ediana dos ram
os. Am
ostrar 25 plantas por talhão, num
 total de 1 00 
Pêssego 
20-60 
5-16 
100-250 
40-160 
20-50 
folhas. 
Uva 
Am
ostrar a folha 
m
adura m
ais nova, contada a partir do ápice 
U
va 
45-53 
18-22 
97-105 
67-73 
30-35 
dos ram
os da videira, retirando um
 total de 100 folhas. 
( 1} 3.a ou 4.a folha de m
aracujâ coletada no outono. e} Folha de m
aracujâ com
 botão floral na 
axila. 
1
?
A
 
f
\
f
\
 
I 1\,.... 
f\f\"
'7
 
...... _ .. -· 
.. 
8. van RAJJ et al. 
17.4 A
bacate 
Espaçam
ento: 1 o x 8 m
 ou 1 o x 6 m
. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 9 m
m
ol0 /dm
3. 
A
dubação de plantio: Aplicar de 15 a 20 litros de esterco de curral, ou 4 litros 
de esterco de galinha por cova, em
 m
istura com
 250 g de P2 0
5 e a m
elhor 
terra de superfície, 30 dias antes do plantio. 
U
tilizar 3 vezes 20 g de N
 por planta, aos 30, 90 e 150 dias após o 
pegam
ento das m
udas. 
A
dubação de form
ação: Aplicar os adubos de acordo com
 a análise de solo 
inicial da gleba, em
 três parcelas, no início, m
eado e final da estação das 
chuvas, ao redor das plantas e na projeção das copas. 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
Idade 
N
itrogênio 
0-12 
13-30 
>30 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
Anos 
N, g/planta 
--P
2
0
s
, g
/p
la
n
ta
--
--K
2
0
, g
/p
la
n
ta
---
1-2 
100 
100 
80 
40 
50 
20 
o 
2-3 
100 
200 
160 
80 
100 
50 
o 
3-4 
300 
300 
240 
120 
200 
100 
o 
A
dubação de frutificação: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo e a 
produtividade esperada, as seguintes quantidades de nutrientes por ano: 
Produti-
N
 nas folhas, g/kg 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
vida de 
esperada 
<16 
16-20 
>20 
0-12 
13-30 
>30 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
tlha 
-
-
N, k
g
/h
a
--
-
-
P
2 0
5 , k
g
/h
a
-
-
-
K
2 0, k
g
/h
a
--
<6 
80 
60 
30 
60 
40 
o 
60 
40 
20 
6-1 o 
100 
80 
40 
80 
50 
20 
90 
60 
30 
11-20 
120 
100 
50 
100 
60 
40 
120 
90 
50 
>20 
140 
120 
60 
120 
70 
60 
150 
120 
70 
D
ividir a dose anual em
 três parcelas, aplicando no início, m
eado e final 
do período chuvoso, em
 faixas, nos dois lados das plantas. 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
Pulverizar, durante os fluxos de vegetação da prim
avera e do verão, com
 
solução contendo, por litro: uréia, 5 g; sulfato de zinco, 5 g; sulfato de m
anga-
nês, 2,5 g; e ácido bórico, 1 g. 
N
ilberto B. Soares 
Seção de Fruticultura Tropical-
fAC 
e José Antonio Q
uaggio 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC 
R
n
lA
tim
 
1 n
n
 
I A
r. 
1 Q
Q
7 
1
?
7
 
8. van RAIJ et ai. 
17.5 A
bacaxi 
Espaçam
ento: Fileiras duplas de 40cm
 de largura, distanciadas de 120 em
, 
com
 2,5 plantas por m
etro de linha (31.250 plantas/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 5 m
m
olcidm
3. Q
uantidades acim
a de 5 t/ha 
requerem
 cuidados especiais, com
 incorporação profunda ao solo. 
A
dubação m
ineral: N
a tabela a seguir, são indicadas as quantidades totais de 
nitrogênio, fósforo e potássio para a prim
eira produção, de acordo com
 a 
análise de solo e da produtividade esperada. 
Produtivi-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
da de 
N
 
esperada 
0-12 
13-30 
>30 
0-1,5 
1 ,6-3,0 
>3,0 
t/ha 
N, kg/ha 
P20s, k
g
/h
a
--
--K
2
0
, kg/ha 
<30 
300 
80 
60 
40 
300 
200 
100 
30-40 
400 
100 
80 
60 
400 
300 
200 
40-50 
500 
120 
100 
80 
500 
400 
300 
>50 
600 
140 
120 
100 
600 
500 
400 
Aplicar o fósforo no sulco de plantio, em
 m
arço ou abril, m
isturando-o ao 
solo, e o nitrogênio e o potássio em
 cobertura ao lado das linhas, procurando 
atingir as axilas m
ais velhas, nas seguintes proporções: 1 O%
 em
 abril-m
aio, 
20%
 em
 novem
bro, 40%
 em
 janeiro e 30%
 em
 m
arço-abril. Em
 plantios de 
outubro-novem
bro, aplicar 1 O%
 em
 novem
bro-dezem
bro, 30%
 em
 janeiro e 
60%
 em
 m
arço-abril. A últim
a adubação nitrogenada deve ocorrer, no m
áxim
o, 
60 dias antes da aplicação do regulador de florescim
ento. 
Para a segunda safra (soca), aplicar a m
etade do indicado para a prim
eira, 
sendo parte em
 m
arço-abril e parte em
 outubro-novem
bro. 
O
bservação: Para m
elhor qualidade dos frutos, dar preferência a potássio na 
form
a de sulfato ou nitrato. 
128 
Adernar Spironelfo 
Seção de Fruticultura Tropical -fAC
 
e Pedro R
oberto Furtani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
 
B
oletim
 Técnico. 100. IA
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
17.6 A
cerola ou cereja-das-antilhas 
Espaçam
ento: 4 x 4m
 a 5 x 5m
 (650 a 500 plantas/hectare) 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e o teor de 
m
agnésio ao m
ínim
o de 9 m
m
olcidm
3. 
A
dubação de plantio: Aplicar 20 litros de esterco de curral e 1 kg de torta de 
m
am
ona por cova, em
 m
istura com
 200 g de P2 0
5 e 3 g de Zn, m
isturando 
com
 a terra da superfície, 20 dias antes do plantio. 
A
dubação de form
ação: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo inicial do 
terreno, a seguinte adubação anual: 
P resina, m
g/dm
3 
K
1 trocável, m
m
ol0 /dm
3 
Idade 
N
itrogênio 
0-12 
13-30 
>30 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
Anos 
N, g/cova 
-
-
P20s, g/cova -
-
-
-
K20, g/cova -
-
-
0-1 
60 
o 
o 
o 
80 
60 
40 
1-2 
120 
120 
90 
60 
160 
100 
80 
2-3 
180 
180 
120 
90 
240 
160 
120 
Aplicar os adubos em
 cobertura, em
 três parcelas, no inicio, m
eado e fim
 
da época das chuvas, ao redor das plantas e em
 toda área sob a projeção das 
copas. 
A
dubação de produção: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo, realizada 
anualm
ente, e a produtividade esperada: 
Produti-
P resina, m
g/dm
3 
K
1 trocável, m
m
ol0 /dm
3 
vida de 
N
itrogênio 
esperada 
0-12 
13-30 
>30 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
ti h a 
N, kg/ha 
-
-
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha -
-
-
<15 
40 
40 
30 
20 
80 
60 
40 
15-20 
60 
60 
40 
30 
100 
80 
60 
21-30 
80 
80 
60 
40 
160 
120 
80 
31-40 
120 
120 
80 
60 
200 
160 
120 
>40 
140 
140 
100 
70 
260 
200 
140 
Aplicar os adubos em
 três parcelas, no inicio, m
eado e fim
 da época das 
chuvas, 
em
 toda área da projeção das copas. 
B
oiA
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B. van R
A
IJ et aL 
Pulverizar,durante os fluxos de vegetação da prim
avera e do verão, com
 
um
a solução contendo por litro: uréia, 5 g; sulfato de zinco, 3 g e ácido bórico, 
1 g. 
C
lóvis de Toledo Piza Junior 
D
E
X
TR
U
-
C
ATI 
e José A. Q
uaggio 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
17.7 B
anana 
Espaçam
ento: C
ultivares de porte baixo e m
édio: 2 x 2m
 ou 2 x 2,5 m
 (2.500 
a 2.000 fam
ílias/ha). C
ultivares de porte alto: 2,5 x 3 ou 3 x 3
m
 (1.111 
a 1.333 fam
ílias/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
 e m
anter 
o teor de m
agnésio acim
a de 9 m
m
olcidm
3. D
oses de calcário superiores 
a 5 t/ha requerem
 cuidados especiais para sua incorporação ao solo. 
A
dubação de plantio: Aplicar por cova 1 O
 litros de esterco de curral ou 2 litros 
de esterco de aves e a m
etade das doses de fósforo da tabela abaixo, 
estabelecidas pela análise de solo e produtividade esperada. Em
 solos 
com
 m
enos de 1 ,3 m
g/dm
3 de Zn, aplicar, no plantio, 5 kg/ha de Zn. 
A
dubação de form
ação: Aos 30-40 dias após o plantio, utilizar 20%
 das doses 
de N
 e K recom
endadas na tabela abaixo. Aos 70-90 dias, aplicar o 
restante da adubação fosfatada e 50%
 da doses de N
 e K e aos 120-150 
dias, o restante da adubação N
 e K. Aplicar os fertilizantes em
 círculos de 
100 em
 de diâm
etro ao redor da planta. 
U
tilizar fontes de N
 ou P capazes de fornecer, anualm
ente, 30 kg/ha de S. 
A
dubação de form
ação e de produção: Aplicar, em
 função dos resultados da 
análise de solo e da produtividade esperada, as doses de fertilizantes 
abaixo. 
Produti-
N
itro-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olcidm
3 
vidade 
gênio 
esperada 
0-5 
6-12 
13-30 
>30 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 >3,0 
t/ha 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
<20 
120 
80 
60 
40 
20 
330 
330 
130 
o 
20-30 
190 
100 
80 
50 
30 
410 
310 
210 
150 
30-40 
270 
140 
11 o 
70 
40 
490 
390 
290 
210 
40-50 
350 
180 
140 
90 
50 
570 
470 
370 
270 
50-60 
430 
220 
170 
110 
60 
650 
550 
450 
330 
>60 
500 
260 
200 
130 
70 
730 
630 
530 
390 
B. van RAIJ et ai. 
A
dubação de produção: As adubações anuais de N, P e K, por fam
ília, deverão 
ser ajustadas em
 função da produtividade esperada, e teores de P e K 
revelados pela análise de solo. Em
 áreas sujeitas a períodos de seca 
sazonais, parcelar a adubação em
 três aplicações, no início, m
eado e final 
do período chuvoso. Em
 áreas irrigadas ou sem
 déficit hídrico, parcelar a 
adubação em
 seis vezes. 
D
istribuir os adubos em
 sem
icírculos de 100 em
 de raio, na frente do 
rebento m
ais jovem
 (sentido do deslocam
ento da fam
ília). 
U
tilizar fontes de N
 ou P capazes de fornecer anualm
ente 30 kg/ha de S. 
A
dubação com
 m
icronutrientes: Aplicar anualm
ente 25 g de sulfato de zinco 
(quando for constatada a deficiência de zinco nas folhas) e 1 O
 g de ácido 
bórico no orifício aberto no rizom
a, por ocasião do desbaste. Parcelar as 
doses acim
a em
 duas vezes, um
a na prim
avera, outra no verão. 
1 :i? 
Luiz A. Junqueira Teixeira e Adernar Spironello 
Seção de Fruticultura Tropical -IAC
 
e José A. Q
uaggio e Pedro R
oberto Furlani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
 
R
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I A
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1 0
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R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
17.8 C
itros: laranja, lim
ão, tangerina e m
urcote 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e m
anter 
o teor de m
agnésio no m
ínim
o em
 9 m
m
ol0 /dm
3. Antes da form
ação do 
pom
ar, o calcário deverá ser aplicado na área total com
 bastante antece-
dência ao plantio das m
udas, procurando incorporá-lo o m
ais profunda-
m
ente possível. Para pom
ares já instalados, o calcário deverá ser aplicado 
tam
bém
 na área total, de abril a junho, e incorporado com
 grade. 
A
dubação de plantio: Aplicar os fertilizantes, em
 sulcos com
 25 a 30 em
 de 
profundidade, de acordo com
 a análise de solo e para todas variedades 
de copas: 
P resina, m
g/dm
3 
B (água quente) 
Zn (DTPA) 
0-5 
6-12 
13-30 
>30 
0-0,20 
>0,20 
0-1,2 
>1 ,2 
P20s( 1) 
--Z
n
(
1)
-
80 
60 
40 
20 
2 
o 
( 1) gim
 linear de 
A
dubação de form
ação: Aplicar de acordo com
 a análise de solo e a idade 
das árvores, as doses de nutrientes indicados, para todas variedades de 
copas, na seguinte tabela: 
Idade 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
0-5 
6-12 
13-30 
>30 
0-0,7 
0,8-1,5 
1 ,5-3,0 
>3,0 
Anos 
N, g/planta 
P20s, g
/p
la
n
ta
--
K20, g/planta 
0-1 
80 
o 
o 
o 
o 
20 
o 
o 
o 
1-2 
160 
160 
100 
50 
o 
80 
60 
o 
o 
2-3 
200 
200 
140 
70 
o 
150 
100 
50 
o 
3-4 
300 
300 
210 
100 
o 
200 
140 
70 
o 
4-5 
400 
400 
280 
140 
o 
300 
210 
100 
o 
Em
pregar o P de preferência em
 dose única, no período de julho-agosto. 
Parcelar N
 e K em
 quatro vezes, entre setem
bro e m
arço. 
Em
 plantas com
 idade de 0-1 ano, localizar os adubos ao redor da coroa, 
num
 raio de 0,5 m
; em
 plantas com
 idade de 1 a 2 anos, aum
entar o raio para 
1 ,5 m
. Em
 plantas com
 idade superior a 2-3 anos, aplicar os fertilizantes nos 
dois lados da planta, em
 faixas, de largura igual ao raio da copa, sendo 2/3 
dentro e 1/3 fora dela. 
Em
 plantas da variedade Valência, com
 idade superior a 3 anos, reduzir 
as doses de K em
 20%
, para m
elhorar a qualidade dos frutos. 
R
n
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1
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B. van AAIJ et ai. 
A
dubação de produção para laranjas ou lim
ão Taiti: As quantidades a aplicar 
baseiam
-se no teor total de N
 nas folhas, nos teores de P e K em
 solos, 
para diferentes classes de produtividade e valor da caixa de laranja de 
40,8 kg (Q
uadro 17.4). 
A
dubação de produção para lim
ões e tangerinas: As quantidades a aplicar 
baseiam
-se no teor total de N
 nas folhas, nos teores de P e K em
 solos, 
para diferentes classes de produtividade (Q
uadro 17.5). 
Época e m
odo de aplicação para citros em
 produção: Parcelar os fertilizan-
tes em
 três aplicações: 40%
 em
 setem
bro-outubro, 30%
 em
 dezem
bro-
-janeiro e 30%
 em
 m
arço-abril. O
pcionalm
ente, o P pode ser aplicado de 
um
a só vez em
 setem
bro-outubro. 
Aplicar os adubos, nos dois lados da planta, em
 faixas de largura igual ao 
raio da copa, sendo 2/3 dentro e 1/3 fora dela. 
A
dubação folia r com
 m
icronutrientes: Preparar um
a m
istura, utilizando ferti-
lizantes de boa qualidade, com
 a seguinte com
posição: 
Sulfato de zinco 
Sulfato de m
anganês 
Ácido bórico 
U
réia 
3,5 g/L 
2,5 g/L 
1 ,O g/L 
5,0 g/L 
Em
 pom
ares com
 idade inferior a 4 anos, realizar 3 a 4 aplicações anuais. 
N
aqueles em
 produção, duas. Aplicar no periodo das chuvas, quando houver 
brotação das plantas. 
Em
 pom
ares com
 sintom
as intensos de deficiência de boro, é m
ais eficien-
te aplicar no solo 2 kg/ha de B, na form
a de ácido bórico, juntam
ente com
 os 
herbicidas de contato, parcelando em
 duas aplicações anuais. 
134 
G
rupo Paulista de Adubação de Citros 
Jose A. Q
uaggio (coordenador), Bernardo van Raij, H
eitor C
antare/la, Joaquim
 
Teófilo Sobrinho, O
dy R
odriguez (aposentado) e O
ndino C. Bataglia -/AC
 
Antonio C. Sanches -C
onsultor 
Edm
undo E. A. 8/asco -C
itricultor 
José D
agoberto De N
egri-
D
EXTR
U
, C
ATI 
Eurípedes M
a/avo/ta -C
EN
A, U
SP 
G
odolredo C. V
itti-
ESALQ
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SP 
Boletim
 Técnico. 100. IA
C
. 1997 
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17.9 Frutas de clim
a tem
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Pêssego e nectarina: básico-
7 x 5 m
 (285 plantas/hectare); tendência atual 
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Calagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
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Adubação de instalação: Aplicar, por cova de 50 x 50 x 50 em
, 2 kg de esterco 
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eira adubação. 
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B. van RAIJ et ai. 
A
dubação de produção: Aplicar, anualm
ente, 3 t/ha de esterco de galinha ou 
15 t/ha de esterco de curral bem
 curtido, e as seguintes quantidades de 
nutrientes, de acordo com
 a análise de solo e a produtiVidade esperada: 
Produti-
P resina, m
g/dm
3 
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m
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asco japonês (um
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150 
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Pêssego e nectarina -espaçam
ento básico 
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80 
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100 
50 
Pêssego e nectarina -espaçam
ento tendência atual 
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180 
120 
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180 
120 
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20 
90 
60 
30 
>12 
120 
90 
60 
30 
100 
70 
40 
Após a colheita, distribuir esterco, fósforo e potássio, na dosagem
 anual, 
m
isturados à terra da superfície em
 coroa larga, acom
panhando a projeção da 
copa da planta no solo. 
D
ividir o nitrogênio em
 quatro parcelas, aplicadas em
 cobertura, de dois 
em
 dois m
eses, a partir do início da brotação. Tam
bém
 pode ser usada fórm
ula 
N
PK que se aproxim
e m
ais da proporção indicada e, nesse caso, parcelar em
 
quatro aplicações, com
o indicado para o nitrogênio. 
M
ário O
jim
a, Fernando Antonio C
am
po-D
aii'O
rto e W
ilson Barbosa 
Seção de Fruticultura de C
lim
a Tem
perado -fAC 
e Bernardo van R
aij 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
R
ecom
endações de adubação e cal agem
 ... 
17.10 Frutas de clim
a tem
perado: 11. figo, m
açã, m
arm
elo, pêra e 
pêssego em
 pom
ar com
pacto 
Espaçam
entos: 
Figo: 3,5 x 2 m
 (1.400 plantas/hectare); 
M
açã enxertada sobre cavalo ananicante: 4 x 2m
 (1.250 plantas/hectare); 
M
arm
elo: 5 x 3m
 (650 plantas/hectare); 
Pêra enxertada sobre m
arm
eleiro: 4 x 2 m
 (1.250 plantas/hectare). 
Pêssego enxertado sobre pessegueiro "O
kinaw
a" (pom
ar adensado) ou 
sobre um
ezeiro: 4 x 2m
 (1250 plantas/hectare). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e m
anter 
o teor de M
g, no m
ínim
o em
 9 m
m
olcfdm
3. Aplicar o corretivo a lanço em
 
todo o terreno, antes do plantio, incorporando-o através de aração e 
gradagem
. 
A
dubação de instalação: Aplicar, por cova de 50 x 50 x 50 em
, 2 kg de esterco 
de galinha, ou 1 O
 kg de esterco de curral bem
 curtido, 1 kg de calcário 
dolom
ítico, 200 g de P205 e 60 g de K2 0. Com
 antecedênciade pelo m
enos 
30 dias do plantio, incorporar m
uito bem
 esses adubos à terra retirada da 
superfície quando da abertura das covas, usando a m
istura para preen-
chê-las. 
A partir do início da brotação das m
udas, aplicar em
 cobertura ao redor 
da planta, 60 g de N, em
 quatro parcelas de 15 g, de dois em
 dois m
eses. 
A
dubação de form
ação: Aplicar anualm
ente, por planta, as seguintes quanti-
dades de nutrientes, de acordo com
 a análise de solo, conform
e a idade 
das plantas: 
Idade 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
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60 
40 
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60 
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150 
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4-5 
160 
200 
120 
70 
240 
160 
. 80 
Aplicar os adubos em
 quatro parcelas, de dois em
 dois m
eses, a partir do 
início da brotação. Se desejado, parcelar apenas o nitrogênio, aplicando o 
fósforo e o potássio na prim
eira adubação. 
B. van RAIJ et ai. 
A
dubação de produção: Aplicar, anualm
ente, 3 t/ha de esterco de galinha, ou 
15 t/ha de esterco de curral bem
 curtido, e as seguintes quantidades de 
nutrientes, de acordo com
 a análise de solo e a produtiviaade esperada: 
Produti-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olcidm
3 
v idade 
N
itrogênio 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
esperada 
0-12 
13-30 
>30 
t/ha 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
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2
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, kg/ha 
Figo 
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10-20 
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150 
100 
50 
>20 
280 
200 
140 
70 
240 
160 
80 
M
açã, pêra e pêssego (pom
ar com
pacto) 
<15 
120 
90 
60 
30 
100 
70 
40 
15-25 
180 
150 
100 
50 
150 
100 
50 
>25 
240 
180 
120 
60 
200 
140 
70 
M
arm
elo 
<8 
70 
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20 
60 
40 
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8-12 
110 
80 
50 
30 
90 
60 
30 
>12 
140 
100 
70 
40 
120 
80 
40 
Após a colheita, distribuir esterco, fósforo e potássio na dosagem
 anual, 
m
isturados à terra da superfície em
 coroa larga, acom
panhando a projeção da 
copa da planta no solo. 
D
ividir o nitrogênio em
 quatro parcelas, aplicando em
 cobertura de dois 
em
 dois m
eses, a partir do início da brotação. Tam
bém
 pode ser utilizada 
fórm
ula N
PK que se aproxim
e m
ais da proporção indicada de nutrientes e, 
nesse caso, a aplicação se dará em
 quatro parcelas, com
o descrito para o 
nitrogênio. Fernando Antonio C
am
po-D
aii'O
rto, W
ilson Barbosa e M
ário O
jim
a 
Seção de Fruticultura de C
lim
a Tem
perado -IAC
 
e Bernardo van R
aij 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
17.11 Frutas de clim
a tem
perado: 111. caqui, m
açã, m
acadâm
ia, pecã 
e pêra 
Espaçam
entos: 
C
aqui (básico): 7 x 5 m
 (285 plantas/hectare); 
C
aqui "am
agaki": 6 x 4 m
 (41 O
 plantas/hectare); 
M
açã enxertada sobre cavalo sem
ivigoroso: 6 x 4 m
 (410 plantas/hectare); 
M
acadâm
ia: 8 x 8 m
 (156 plantas /hectare); 
Pecã: 14 x 12m
 (60 plantas/hectare); 
Pêra enxertada sobre pereira: 7 x 5 m
 (285 plantas/hectare). 
C
alagem
: Aplicar, calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e m
anter 
o teor de M
g no m
ínim
o em
 9 m
m
olcfdm
3. O
 corretivo deve ser aplicado a 
lanço por todo o terreno, antes do plantio, e incorporado m
ediante aração 
e gradagem
. 
A
dubação de instalação: Aplicar por cova de 50 x 50 x 50 em
, 2 kg de esterco 
de galinha ou 1 O
 kg de esterco de curral 
bem
 curtido, 1 kg de calcário 
dolom
ítico, 160 g de P2 0
5 e 60 g de K2 0. C
om
 antecedência de pelo m
enos 
30 dias do plantio, incorporar m
uito bem
 esses adubos à terra retirada da 
superfície quando da abertura das covas, usando a m
istura para preen-
chê-las. 
A partir do início da brotação das m
udas, aplicar em
 cobertura, ao redor 
da planta, quatro parcelasde 15 g de N, de dois em
 dois m
eses. 
A
dubação de form
ação: Aplicar anualm
ente as seguintes quantidades de 
nutrientes, de acordo com
 a análise de solo. e a idade das plantas: 
Idade 
N
itrogênio 
Anos 
N, g/planta 
1-2 
2-3 
3-4 
4-5 
50 
100 
150 
200 
P resina, m
g/dm
3 
0-12 
13-30 
>30 
--P
2
0
s
, g/planta -
-
60 
120 
180 
240 
40 
80 
120 
160 
20 
40 
60 
80 
K+ trocável, m
m
olcidm
3 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
--K
2
0
, g
/p
la
n
ta
--
60 
120 
180 
240 
40 
80 
120 
160 
20 
40 
60 
80 
Aplicar os adubos em
 quatro parcelas, de dois em
 dois m
eses, a partir do 
início da brotação. Se desejar, parcelar apenas o nitrogênio, aplicando o fósforo 
e o potássio na prim
eira adubação. 
B
oletim
 TÃt!nir.n 
1 nn 
J Ar. 
1 QQ7 
8. van RAIJ et ai. 
A
dubação de produção: Aplicar, anualm
ente, 2 tlha de esterco de galinha ou 
1 O
 tlha de esterco de curral bem
 curtido, e as seguintes quantidades de 
nutrientes, de acordo com
 a análise de solo e produtividade esperada: 
Produti-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
vidade 
N
itrogênio 
esperada 
0-12 
13-30 
>30 
0-1,5 
1 ,6-3,0 
>3,0 
!lha 
N, kg/ha 
P20s, k
g
/h
a
---
--K
2
0
, kg/ha 
Caqui (básico, "shibugaki") e pêra 
<15 
70 
60 
40 
20 
60 
40 
20 
15-25 
110 
70 
50 
30 
80 
50 
30 
>25 
140 
90 
60 
30 
100 
70 
40 
Caqui ("am
agaki") e m
açã 
<12 
100 
60 
40 
20 
70 
50 
30 
12-20 
150 
90 
60 
30 
110 
70 
40 
>20 
200 
120 
80 
40 
140 
90 
50 
M
acadâm
ia 
<5 
50 
40 
30 
20 
40 
30 
20 
5-8 
80 
60 
40 
20 
60 
40 
20 
>8 
100 
80 
50 
30 
80 
50 
30 
Pecá 
50 
40 
30 
20 
40 
30 
20 
Após a colheita, distribuir esterco, fósforo e potássio, na dosagem
 anual, 
m
isturados à terra da superfície em
 coroa larga, acom
panhando a projeção da 
copa da planta no solo. D
ividir o nitrogênio em
 quatro parcelas, aplicadas em
 
cobertura, de dois em
 dois m
eses, a partir do início da brotação. Pode ser usada 
fórm
ula N
PK, em
 relação próxim
a aos dos nutrientes aplicados, em
 quatro 
parcelas, de acordo com
 o esquem
a para nitrogênio. 
W
ilson Barbosa, M
ário O
jim
a e Fernando Antonio C
am
po-D
aii'O
rto 
Seção de Fruticultura de C
lim
a Tem
perado -IAC
 
e Bernardo van R
aij 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
R
nlA
tim
 TÁ
r.nir.n. 100. !A
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
17.12 G
oiaba 
Espaçam
ento: Para indústria, 5 x 8 m
 ou 7 x 7 m
 (250 ou 204 plantas/hectare) 
e, para m
esa, 5 x 6 m
 (330 plantas/hectare}. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e 0 
m
agnésio ao teor m
ínim
o de 9 m
m
olcidm
a 
A
dubação de plantio: Aplicar 20 litros de esterco de curral, ou 4 litros de 
esterco de galinha bem
 curtidos, ou 1 kg de torta de m
am
ona por cova, 
em
 m
istura com
 200 g de P20s e 3 g de Zn, m
isturando com
 a terra da 
superfície, 20 dias antes do plantio. 
A
dubação de form
ação: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo inicial do 
terreno, a seguinte adubação anual: 
Idade 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-12 
13-30 
>30 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
Anos 
N, g/cova 
-
-
-
P20s, g/cova -
-
-
-
K20, g/cova -
-
-
0-1 
80 
o 
o 
o 
40 
o 
o 
1-2 
160 
160 
100 
50 
80 
60 
o 
2-3 
200 
200 
150 
80 
150 
100 
50 
3-4 
300 
300 
200 
100 
200 
140 
70 
Aplicar os adubos em
 cobertura, em
 três parcelas, no início, m
eado e fim
 
da época das chuvas, espalhando os fertilizante,s na projeção das copas. 
-
·' 
.... 
A
dubação de produção: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo realizada 
anualm
ente e a produtividade esperada: 
Produti-
P resina, m
g/dm
3 
vidade 
N
itrogênio 
esperada 
0-12 
13-30 
>30 
!lha 
N, kg/ha 
<20 
80 
20-30 
100 
30-40 
120 
40-50 
140 
>50 
160 
---P
2
0
s
, k
g
/h
a
---
60 
80 
100 
120 
140 
40 
60 
70 
80 
100 
20 
30 
40 
50 
60 
R
nlA
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 TÁ
r.nir.n 
1 nn 
I A
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1 Q
Q
7 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
--K
2
0
,k
g
/h
a
---
80 
100 
120 
140 
160 
60 
70 
90 
11 o 
120 
30 
40 
60 
70 
80 
<i i I 
'.
 '' 
8. van RAIJ et ai. 
Aplicar os adubos em
 três parcelas, no início, m
eado e fim
 da época das 
chuvas, em
 toda a área da projeção das copas. 
R
ui R
ibeiro dos Santos 
Estação Experim
ental de M
onte Alegre do S
ul-
IAC
 
e José A
. Q
uaggio 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
 ... 
17.13 M
am
ão 
Espaçam
ento: 3 x 2m
, 3 x 3m
 ou 4,5 x 2m
 (1.000 a 1.700 plantas hectare). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e m
anter 
o teor de m
agnésio no m
ínim
o em
 9 m
m
olcfdm
a 
A
dubação de plantio e form
ação: Aplicar 5 litros de esterco de curral curtido, 
ou 2 litros de esterco de galinha por cova, em
 m
istura com
 60 g de P
2 0
5 , 
30 g de K
2 0 e a m
elhor terra da superfície, 30 dias antes do plantio. 
Aplicar duas vezes 1 O
 g de N
 por planta, sendo m
etade um
 m
ês após o 
plantio e m
etade dois m
eses m
ais tarde. 
A
dubação de produção: Aplicar de acordo com
 a análise de solo inicial do 
terreno e a produtividade esperada. 
Produti-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
o1Jdm
3 B, m
g/dm
3 
Zn, m
g/dm
3 
vidade 
N
 
esperada 
0-12 
13-30 
>30 
0-1,5 1,6-3,0 >3,0 
0-0,20 >0,20 
0-0,5 
>0,5 
t/ha 
N, kg/ha 
k
g
/h
a
-
-B
, kg/ha-
Zn, kg/ha 
<25 
90 
60 
40 
20 
100 
80 
40 
1 ,O 
o 
3 
o 
25-50 
120 
90 
60 
30 
150 
100 
60 
1,5 
o 
4 
o 
>50 
160 
120 
90 
50 
200 
150 
100 
2,0 
o 
5 
o 
U
tilizar, em
 solos arenosos, 5 Ilha de esterco de-
galinha. Parcelar a 
adubação em
 três vezes: setem
bro, dezem
bro e m
arço. O
s adubos devem
 ser 
aplicados em
 faixas de 1 ,5 m
 de largura, a partir do caule, nos dois lados da 
planta. 
D
efinir a adubação do segundo ano após nova análise de solo, utilizando 
a tabela acim
a. 
O
bservação: Em
pregar o potássio de prcferênc!:J na form
a de sulfato. 
N
ilberto B. Soares 
Seção de Fruticultura Tropical-
/AC
 
e José A
. Q
uaggio 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
B
oletim
 
1 {)() 
I A
r. 
1 Q
Q
7 
8. van R
AIJ et ai. 
17.14 M
anga 
Espaçam
ento: 10 x10 m
, 10 x 8 m
e 8 x 6 m
 (100 a 208 plantas/hectare). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
. 
A
dubação de plantio: Aplicar 1 O
 litros/cova de esterco de curral curtido ou 3 
litros de esterco de galinha, em
 m
istura com
 200 g de P20s, 5 g de Zn e 
a m
elhor terra da superfície, 30 dias antes do plantio. 
A
dubação de form
ação: Aplicar de acordo com
 a análise de solo inicial da 
gleba e a idade das plantas. 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
Idade 
N
itrogênio 
0-12 
13-30 
>30 
0-0,7 
0,8-1,5 
1 ,6-3,0 
>3,0 
Anos 
N, g/planta 
-
-
P20s, g
/p
la
n
ta
--
K20, g/planta 
0-1 
30 
o 
o 
o 
40 
o 
o 
o 
1-2 
60 
160 
80 
60 
80 
40 
o 
o 
2-3 
120 
240 
160 
100 
160 
120 
80 
40 
3-4 
160 
320 
240 
120 
240 
180 
120 
80 
U
tilizar o adubo em
 três parcelas, no início, m
eado e final da estação das 
chuvas, ao redor das plantas e na projeção das copas. 
A
dubação de produção: Aplicar anualm
ente, de acordo com
 a análise de 
folhas realizada no florescim
ento, a análise de solo realizada pelo m
enos 
a cada 2 anos e a produtividade esperada: 
Produti-
N
 nas folhas, g/kg 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
vidade 
esperada <10 
10-12 
>12 
0-5 
6-12 
13-30 >30 
0-0,7 0,8-1,5 1,6-3,0 >3,0 
t/ha 
-
N, k
g
/h
a
--
P20s, kg/ha -
-
-
K20, kg/ha 
<10 
20 
10 
o 
30 
20 
10 
o 
30 
20 
10 
o 
10-15 
30 
20 
o 
40 
30 
20 
o 
50 
30 
20 
o 
15-20 
40 
30 
o 
60 
40 
30 
o 
60 
40 
30 
o 
>20 
50 
40 
o 
80 
60 
40 
o 
80 
50 
40 
o 
R
niA
tim
 TF!r.nir.n. 100. IA
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
Aplicar o fósforo, preferivelm
ente em
 dose única, antes do florescim
ento. 
Q
uando utilizar form
ulação N
PK, parcelar o P juntam
ente com
 N
 e K. As doses 
de nitrogênio e potássio devem
 ser aplicadas na superfície do solo, em
 três 
parcelas, sendo a prim
eira no início das chuvas e as outras após a colheita, 
até o final do período chuvoso. 
A
dubação foliar: Por ocasião do prim
eiro tratam
ento fitossanitário, visando à 
proteção da florada, antes da em
issão da panícula, acrecentar à calda de 
pulverização 3 g/L de sulfato de zinco e 1 g/L de ácido bórico. Essa 
aplicação de m
icronutrientes deve ser repetida quando houver um
 fluxo 
novo de brotação nas plantas. 
O
bservação: 
Em
 pom
ares com
 incidência de colapso interno dos frutos, 
sugere-se a aplicação, em
 m
arço-abril, de 2 t!ha de gesso, em
 solos até com
 
30%
 de argila e 3 t!ha para solos argilosos. R
epetir a aplicação após 3 anos, 
dependendo do resultado de análise da am
ostra de solos da cam
ada de solo 
a 20-40 em
 de profundidade. 
José A. Q
uaggio (C
oordenador), N
ilberto 8. Soares, 
Pedro R. Furlani e Bernardo van R
aij -IAC
 
C
lóvis de Toi(JdO Piza Junior e R
yosuke Karati -D
EXTR
U
, CATI 
Alberto C
arlos de Q
ueiroz Pinto-EM
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PAC
 
R
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6
,-.n
il'n
 
1
f\() 
IA
f' 
1
0
0
7
 
B. van RAIJ et ai. 
17.15 M
aracujá 
Espaçam
ento: 6 x 4 m
, 6 x 3 m
 ou 6 x 2,5 m
 (420 a 670 plantàs/hectare). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e o 
m
agnésio a um
 teor m
ínim
o de 9 m
m
olcfdm
8 
A
dubação de plantio: Aplicar, por cova, 40 litros de esterco de curral curtido 
ou com
posto ou 8litros de esterco de galinha, 200 g de calcário dolom
ítico, 
200 g de P20s, 4 g de Zn e 1 g de B. M
isturar o adubo orgânico, o calcário 
e os adubos m
inerais com
 a terra, com
 antecedência m
ínim
a de 30 dias 
do transplante. 
A
dubação de form
ação: Aplicar por planta 1 O
 g de N
 30 dias após o plantio; 
15 g de N
 aos 60 dias; 50 g de N
 e 50 g de K20 aos 90 dias. O
s adubos 
devem
 ser espalhados em
 um
 círculo de 0,5 m
 de diâm
etro. N
o plantio de 
outono, a adubação deverá ser feita em
 conjunto com
 a irrigação. Q
uando 
a planta alcançar o suporte sobre o qual irá se desenvolver, utilizar as 
doses de nutrientes da tabela de adubação de produção, conform
e a 
expectativa de produtividade. 
A
dubação de produção: Aplicar as quantidades abaixo, de acordo com
 a 
análise inicial do solo e a produtividade esperada. 
Produti-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
vidade-
N
itrogênio 
0,8-1,5 
1 ,6-3,0 
>3,0 
esperada 
0-12 
13-30 
>30 
0-0,7 
t/ha 
N, kg/ha 
-
-
P20s, k
g
/h
a
-
K20, kg/ha 
<15 
60 
40 
20 
10 
180 
130 
80 
40 
15-20 
80 
60 
40 
10 
240 
180 
120 
60 
20-25 
100 
80 
40 
20 
300 
230 
160 
80 
25-30 
120 
100 
50 
40 
360 
280 
200 
100 
30-35 
140 
120 
80 
60 
420 
330 
240 
120 
>35 
160 
140 
100 
80 
480 
380 
280 
140 
As doses de nutrientes deverão ser aplicadas antes dos principais fluxos 
de floração. Para tanto, parcelar em
 4 a 5 aplicações, geralm
ente nos m
eses 
de setem
bro, novem
bro, janeiro e m
arço. Aplicar os adubos num
a faixa de 2 m
 
de com
prim
ento por 1 m
 de largura, nos dois lados da planta, 20 a 30 em
 a 
partir do tronco. 
1A
A
 
T
Ã
P.niP.n 
1 ()() 
I A
r. 
1 Q
Q
7 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
Em
 outubro-novem
bro aplicar, juntam
ente com
 a adubação m
ineral, 
2 kg/ha de B e 4 kg/ha de Zn, em
 solos deficientes nesses m
icronutrientes (B 
<0,21 m
g/dm
3 e Zn <0,6 m
g/dm
3). A aplicação de m
icronutrientes tam
bém
 pode 
ser feita por via foliar, com
 cinco pulverizações, nos m
eses de outubro a abril, 
utilizando calda com
 300 g de sulfato de zinco, 100 g de ácido bórico e 500 g 
de uréia por 100 litros de água. Se for constatada deficiência de m
olibdênio 
pulverizar com
 solução contendo 1 O
 g de m
olibdato de am
ônia por 100 
de água. 
C
lóvis de To/edo Piza Junior (C
oordenador)-D
EXTR
U
/C
ATI 
José Antonio Q
uaggio -IAC
 
Laura M
aria M
. M
eletti-
IAC
 
José R
afael da Silva-Indústrias M
aguary 
Abel R
ebouças São José-U
niversidade do Sudoeste da Bahia 
R
yosuke Karati-D
EXTR
U
/C
ATI 
B. van R
AIJ et ai. 
17.16 U
vas finas para m
esa e passa 
C
ultivares: Itália, R
ubi, Benitaka, Patrícia, M
aria, Paulistinha, C
entennial See-
dless (sem
 sem
entes) e Red G
lobe. 
Espaçam
ento: 4 x 3m
 ou 4 x 4 m
 ou 5 x 3m
 (833, 625 ou 666 plantas/hectare). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a 
por bases a 80%
. 
da 
form
ação do vinhedo, incorporá-lo o m
a1s profundam
ente poss1vel. Em
 
vinhedos já instalados, aplicar o calcário em
 área total, antes da poda, 
incorporando-o ligeiram
ente ao solo. 
A
dubação de im
plantação: Aplicar, por cova, 40 litros de esterco de curral 
curtido ou 1 o litros de esterco de galinha, ou 2 kg de torta de m
am
ona e 
1 kg 
calcário dolom
ítico, em
 m
istura com
 a terra da superfície e com
 a 
adubação m
ineral, de acordo com
 a análise de solo: 
p resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-12 
13-30 
>30 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
P20s, g/cova 
K20, g/cova 
300 
200 
100 
150 
100 
50 
Em
 cobertura, aos 60 e 120 dias após o plantio dos porta-enxertos, aplicar 
30 g de N
 por planta, por vez. 
A
dubação de form
ação (após a enxertia): Aplicar, de acordo com
 a análise 
de solo, a seguinte adubação: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
N
itrogênio 
0-12 
13-30 
>30 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, g/planta 
-
-
-
P20s, g/planta 
K20, g/planta 
60 
150 
100 
50 
100 
70 
50 
Aplicar em
 cobertura, ao redor das plantas, parcelando em
 três vezes, a 
prim
eira 30 dias após a brotação e as dem
ais até dezem
bro. 
R
niA
tim
 TÁr.nir.n_ 100. IA
 C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
A
dubação de produção: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo e a produ-
tividade esperada, conform
e a seguinte tabela: 
M
eta de 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olcidm
3 
produti-
N
itrogênio 
vidade 
0-12 
13-30 
>30 
0-1,5 
1 ,6-3,0 
>3,0 
t/ha 
N, kg/ha 
P20s, k
g
/h
a
--
-
-
K20, kg/ha 
<23 
200 
400 
240 
120 
320 
200 
120 
23-35 
250 
500 
300 
150 
400 
250 
150 
>35 
300 
600 
360 
180 
480 
300 
180 
N
a poda do prim
eiro ano de produção, utilizar a m
etade da dose da tabela 
acim
a. Aplicar 40 tiha de esterco de curral curtido, ou 6 t/ha de esterco de 
galinha,ou 2,5 t/ha de torta de m
am
ona, enterrando em
 covas ao lado das 
plantas, um
 m
ês antes da poda de produção. 
Em
 caso de deficiência de boro, ou quando o teor de B no solo for inferior 
a 0,21 m
g/dm
3, aplicar no solo 1 ,5 kg/ha de B, logo após a poda. 
Aplicar 1/2 d
o
P
e
 do K e 1/3 do N, juntam
ente com
 o adubo orgânico, um
 
m
ês antes da poda. Aplicar o restante do P, 30 dias após a poda. Parcelar o 
restante do N
 e do K em
 três vezes iguais, aos 30 dias após a poda, na fase 
de chum
binho e na fase de m
eia baga, espalhando os adubos ao redor das 
plantas. 
O
bservações: 
a) 
O
 boro tam
bém
 pode ser aplicado em
 pulverização com
 um
a solução 
contendo 1 g!litro por vez de ácido bórico, aplicada em
 três vezes antes 
do florescim
ento, de 7 em
 7 dias. 
b) C
olheita precoce: Para a região oeste do Estado de São Paulo acrescentar, 
em
 cobertura, 80 kglha de N
 e 80 kg/ha de K
2 0 após a poda de form
ação, 
parcelando em
 duas ou três vezes, de novem
bro a fevereiro. Se disponí-
vel, aplicar tam
bém
 30 Ilha de esterco de curral curtido, antes da poda. 
M
au rifo M
onteiro Terra 
Seção de Viticultura -IAC
 
B. van RAIJ et ai. 
17.17 U
vas rústicas para m
esa, vinho e suco 
C
ultivares: N
iagara Branca ou R
osada, Isabel, Seibel-2, IAC. i 38-22 e C
on-
cord. 
Espaçam
ento: 2 x 1 m
 (5.000 plantas/hectare). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
. Antes da 
form
ação do vinhedo, aplicar o calcário em
 área total, m
corporando_om
a1s 
profundam
ente possível. Em
 vinhedos já instalados, em
pregar calcano em
 
área total, antes da poda, m
isturando ligeiram
ente ao solo. 
A
dubação de im
plantação: Aplicar, por cova, 1 O
 litros de esterco de curral, ou 
3 litros de esterco de galinha, ou 500 g de torta de m
am
ona e 1 kg de 
calcário dolom
ítico, em
 m
istura com
 a m
elhor terra da superfície e com
 a 
adubação m
ineral, de acordo com
 a análise de solo e a seguinte tabela: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-12 
13-30 
>30 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
P2 0s, g/cova 
K20, g/cova 
80 
60 
40 
40 
30 
20 
Aplicar, em
 cobertura, aos 60 e 120 dias após o plantio dos porta-enxertos, 
20 g de N
 por planta, por vez. 
A
dubação de form
ação (após a enxertia): U
tilizar, de acordo com
 a análise 
de solo, a seguinte adubação: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
N
itrogênio 
0-12 
13-30 
>30 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, g/planta 
--P
2
0
5
, g/planta 
K20, g/planta 
20 
30 
20 
10 
30 
20 
10 
Aplicar em
 cobertura, ao lado das plantas, parcelando em
 três vezes, a 
prim
eira 30 dias após a brotação e as dem
ais até dezem
bro. 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
A
dubação de produção: Aplicar a adubação m
ineral de acordo com
 a análise 
de solo e a m
eta de produtividade. 
M
eta de 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
produti-
N
itrogênio 
vidade 
0-12 
13-30 
>30 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
t/ha 
N, kg/ha 
P20s, k
g
/h
a
--
-
-
K20, kg/ha 
<13 
135 
320 
180 
80 
225 
110 
60 
13-22 
180 
400 
250 
100 
300 
150 
75 
>22 
230 
500 
310 
120 
380 
190 
90 
N
a poda do prim
eiro ano de produção, utilizar m
etade da dose da tabela 
acim
a. Aplicar 30 t/ha de esterco de curral curtido, ou 8 t/ha de esterco de galinha 
ou 2 t/ha de torta de m
am
ona, enterrando em
 sulcos ao lado das plantas, um
 
m
ês antes da poda. 
Em
 caso de deficiência de boro, quando o teor no solo for inferior a 0,21 
m
g/dm
3, aplicar 2,5 kg/ha de B , logo após a poda. 
Aplicar 1/2 d
o
P
e
 do K e 1/3 do N, juntam
ente com
 o adubo orgânico, um
 
m
ês antes da poda. Aplicar o restante do P, 30 dias após a poda. Parcelar o 
restante do N
 e do K em
 três vezes iguais, aos 30 dias após a poda, na fase 
de chum
binho e na fase de m
eia baga, espalhando os adubos ao lado das 
plantas. 
O
bservação: O
 boro tam
bém
 pode ser aplicado em
 pulverização, antes do 
florescim
ento, em
 três vezes, em
pregando solução contendo 1 g!!itro de 
ácido bórico. 
M
aurilo M
onteiro Terra 
' 
1 
Seção de Viticultura -IAC
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
18. H
O
R
TA
LIÇ
A
S 
18.1 
Inform
ações gerais .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
18.2 
C
om
posição quím
ica e diagnose foliar 
Página 
157 
160 
18.3 
Abobrinha ou abóbora de m
oita; abóbora rasteira, m
oranga e 
híbridos; bucha e pepino . 
165 
18.4 
Aipo (salsão) 
166 
18.5 
Alcachofra . . 
167 
18.6 
Alface, alm
eirão, chicória, escarola, rúcula e agrião d'água 
168 
18.7 
Alho 
. . . . . . . . . . 
170 
18.8 
Alho-porre e cebolinha 
171 
1.8.9 
Aspargo 
. . . . . . . . 
172 
18.1 O
 Berinjela, jiló, pim
enta-hortícola e pim
então 
173 
18.11 Beterraba, cenoura, nabo, rabanete e salsa 
174 
18.12 Brócolos, couve-flo(é repolho . 
18.13 C
ebola (sistem
a de m
udas) 
.. 
18.14 C
ebola (sistem
a de bulbinhos) 
18.15 C
huchu 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
18.16 C
ouve-m
anteiga e m
ostarda . 
18.17 Feijão-vagem
, feijão-fava, feijão-de-lim
a e ervilha torta 
(ou ervilha-de-vagem
) 
18.18 M
elão e m
elancia . 
18.19 M
orango 
18.20 Q
uiabo . 
18.21 Tom
ate estaqueado . 
18.22 Tom
ate rasteiro (industrial) irrigado . 
B
oiA
tim
 Ttinnif'n 
1 n
n
 
I A
 f' 
1 ao
7 
175 
176 
177 
178 
179 
180 
181 
182 
183 
184 
185 
1 '1:;::'1!: 
,,.,_ .. 
r" o:m 
''::lfi.Pii 
r:I;;;Ji'J 
;f 
I 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
18. H
O
R
TA
LIÇ
A
S 
Paulo EspíndolaTrani 
S
eção de H
ortaliças · IAC 
Bernardo van R
aij 
S
eção de Fertilidade do Solo e N
utrição de P
lantas-
IA
C
 
18.1 Inform
ações gerais 
As hortaliças constituem
 um
 grupo de plantas com
 características próprias 
de cultivo, pelo uso intensivo do solo com
 dois ou três cultivos por ano, em
 
geral sob irrigação, requerendo utilização de quantidades elevadas de calcário 
e fertilizantes orgânicos e m
inerais, que podem
 representar de 20 a 30%
 dos 
custos de produção. 
R
ecom
enda-se a análise de solo, anualm
ente, ou com
 m
aior freqüência, 
quando se fizer a sucessão ou rotação de hortaliças e outras culturas. Além
 da 
análise quím
ica, é im
portante tam
bém
 obter um
a análise granulom
étrica (tex-
tura) da área no início da exploração do terreno com
 hortaliças. 
A análise quím
ica foliar é útil durante o desenvolvim
ento das hortaliças, 
pois perm
ite a cóm
paração·entre o estado nutricional de plantas com
 sintom
as 
e o de plantas norm
ais. 
C
alagem
 
A incorporação do calcário deve, sem
pre que possível, ser feita até 20 a 
30 em
 de profundidade pois, ao contrário do que se pensa, diversas hortaliças 
têm
 o sistem
a radicular tão profundo quanto culturas extensivas. D
entre as 
hortaliças de sistem
a radicular profundo pode-se citar: abóbora, alcachofra, 
aspargo, batata doce, m
elancia e tom
ate. Com
 o sistem
a radicular m
oderada-
m
ente profundo destacam
-se: beterraba, berinjela, cenoura, ervilha, feijão-
-vagem
, m
elão, nabo, pim
então e pepino. N
aturalm
ente, a profundidade das 
raízes é influencida pelo solo, sendo difícil um
a classificação do com
prim
ento 
do sistem
a radicular de m
aneira padronizada. 
A escolha do tipo de calcário dependerá de fatores locais, devendo-se 
garantir a neutralização da acidez e a adição de m
agnésio, quando necessária. 
A aplicação deve ser feita com
 pelo m
enos 20 a 30 dias de antecedência ao 
plantio, para perm
itir um
a ação adequada na correção da acidez do solo. A 
irrigação do solo após a aplicação do calcário tornará m
ais rápida a sua ação 
corretiva. 
B. van R
AIJ et ai. 
A
dubação orgânica 
Apesar do custo crescente do transporte, a aplicação de fertilizantes 
orgânicos em
 hortaliças é altam
ente econôm
ica. São usados estercos de 
anim
ais, m
aterial vegetal triturado, com
postos, adubos verdes, tortas vegetais, etc. 
É fundam
ental a aplicação de m
aterial já ferm
entado ou "curtido", com
 
pouca um
idade e peneirado, para facilidade de aplicação de m
aneira uniform
e 
sobre a área a ser instalada com
 hortaliças. A aplicação dos fertilizantes 
orgânicos deve ser feita na área total dos canteiros, sulcos ou covas, incorpo-
rando-se uniform
em
ente, com
 antecedência de 30 a 40 dias ao plantio das 
hortaliças. 
O
 preparo e utilização do com
posto orgânico pelo agricultor deve ser 
incentivado ao m
áxim
o, já que este tem
-se m
ostrado freqüentem
ente superior 
a outros adubos orgânicos. Isso pode ser devido ao fato que a com
 postagem
 
inviabiliza a germ
inação de sem
entes de plantas daninhas e dim
inui a ação de 
alguns patógenos, com
o por exem
plo fusarium
 e rizoctonia, m
uitas vezes 
presentes em
 m
ateriais vegetais crus. Além
 desses efeitos, o processo e tem
po 
de ferm
entação de diversos tipos de m
aterial orgânico, dim
inui a ação de 
resíduos de herbicidas, antibióticos e horm
ônios, por vezes presentes nesses 
m
ateriais, contribuindo tam
bém
 para elim
inar verm
es e outros agentes causa-
dores de doenças em
 seres hum
anos. 
R
ecom
enda-se o preparo do com
posto com
 utilização de 3 a 4 partes de 
m
aterial com
 alta relação C/N (bagacilho de cana, casca de arroz, entre outros), 
para um
a parte com
 baixa relação C/N (estercos, plantas legum
inosas, etc.), 
alternando-se em
 cam
adas de 20 em
 aproxim
adam
ente de cada um
, até um
a 
altura de cerca de 1 ,5 m
. A largura das cam
adas varia de 3 a 4 m
 e o 
com
prim
ento, conform
e a disponibilidade da área. Tal 
m
aterial, irrigado e 
revirado inicialm
ente a cada 3 a 5 dias e, no final, a cada 1 O
 a 15, leva em
 
m
édia 60 a 90 dias para estar preparado. 
A
dubação m
ineral 
As quantidades de nutrientes recom
endadas 
baseiam
-se na análise de 
solo. As tabelas levaram
 em
 conta as exigências nutricionais das culturas, 
produtividade esperada, resultados de experim
entos regionais, quando exis-
tentes, e inform
ações da literatura. 
A
dubação m
ineral de plantio 
No caso das hortaliças, é particularm
ente im
portante a localização dos 
fertilizantes. D
eve-se levar em
 consideração a distribuição do sistem
a radicular, 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
o .espaçam
ento :m
tre 
e 
a textura do solo e tipo de irrigação 
uttlizada 
m
ftltraçao ou goteJo). Em
 solos argilosos ou orgânicos, os 
adubos_ m
m
erats devem
 ser aplicados nas linhas de plantio ou em
 covas. A 
aplicaçao localizada m
elhora o efeito do fósforo, pela m
enor fixação pelo solo. 
.Em
 solos arenosos, a concentração inicial de fertilizantes de efeito salino 
ou causttco nos sulcos de plantio pode ser danosa ao desenvolvim
ento inicial 
de algum
as hortaliças, razão pela qual, quando aplicados em
 altas doses 
recom
enda-se a esparram
ação em
 área total dos canteiros. 
' 
A
dubação m
ineral em
 cobertura 
C: 
é, em
 geral, realizado com
 nitrogênio ou com
 nitrogênio 
e potassto. De m
anetra geral, a aplicação de fósforo não é recom
endada em
 
cobertura para culturas tradicionais. 
Para hortaliças, as recom
endações de fósforo são, em
 alguns casos, 
chegando a 600 kg/ha de P2 0
5 ou m
ais. N
esses casos, adm
ite-se 
aplicaçao de parte do nutriente em
 cobertura, na proporção de 1/4 até 1/3 das 
quantidades de N
 e K
 com
o, por exem
plo, com
 as fórm
ulas 12-4-12 20-5-20 
ou sim
ilares. A aplicação do fósforo em
 cobertura é m
ais eficaz se 0 
for 
enterrado ou coberto com
 terra, com
o acontece, por exem
plo, com
 0 tom
ateiro. 
N
essas condições, pode haver estím
ulo a m
aior desenvolvim
ento radicular. 
N
ão é recom
endável a utilização de fórm
ulas em
 cobertura que contenham
 
elevados teores de fósforo, em
 que o nutriente se encontre em
 
relações 
sem
elhantes ou superiores ao nitrogênio ou ao potássio, tais com
o 1:1:1 ou 
1 :2:1. A m
aior parte do fósforo deve ser sem
pre aplicada no plantio. 
Uso de m
icronutrientes 
Em
 cada tabela de recom
endação de cal agem
 e adubação, são recom
en-
dados aqueles m
icronutrientes cujas deficiências são m
ais prováveis de ocor-
rer. 
O
 conhecim
ento específico da área, utilização da análise de solo e 
diagnose foliar, além
 da exigência nutricional da hortaliça, auxiliam
 na reco-
m
endação dos m
icronutrientes. A aplicação pode ser feita no solo ou nas folhas. 
Sem
pre que possível utilizar fórm
ulas N
PK que contenham
 os m
icronu-
trientes. No caso da aplicação desses produtos separadam
ente por ocasião do 
plantio, devido às baixas quantidades necessárias, recom
enda-se a m
istura 
com
 areia ou terra seca peneirada, ou ainda com
 o próprio fertilizante NPK de 
granulom
etria sem
elhante, para uniform
idade de distribuição. 
Q
uanto à aplicação via foliar, evitar a m
istura dos m
icronutrientes com
 
defensivos sem
 a orientação do fabricante quanto à com
patibilidade. 
B
oletim
 TP.r.nir.n 
100 
lA
r. 
1 Q
Q
7 
8. van RAIJ et ai. 
O
s defensivos contendo m
icronutrientes (oxicloreto de cobre, m
ancozeb, 
zineb, etc.) têm
-se m
ostrado fontes alternativas desses elem
entos para as 
plantas. 
18.2 C
om
posição quím
ica e diagnose folia r 
O
 quadro 18.1 apresenta os conteúdos de m
acronutrientes prim
ários -N, 
P e K -
na parte colhida de hortaliças, bem
 com
o as produtividades m
édias 
obtidas. Esses dados perm
item
 calcular, aproxim
adam
ente, as quantidades 
desses nutrientes que são rem
ovidos pelas colheitas, dando ainda idéia das 
necessidades das culturas. 
Instruções específicas para am
ostragemde folhas das diferentes espécies 
de hortaliças são indicadas no quadro 18.2. Para m
aior eficiência da diagnose 
foliar, é im
portante que essas instruções sejam
 seguidas da m
elhor m
aneira 
possível. 
A interpretação dos resultados da análise quím
ica das folhas de hortaliças 
pode ser feita consultando o quadro 18.3, para m
acronutrientes e o quadro 
18.4, para m
icronutrientes. 
C
abe frisar que há variações substanciais nos teores de nutrientes em
 
folhas pelas diferenças de épocas de am
ostragem
, posição das folhas ou, 
ainda, diferenças de cultivares. Assim
, os núm
eros apresentados devem
 ser 
considerados apenas com
o um
 subsídio para a identificação de problem
as 
nutricionais. É im
portante recorrer a am
ostras pareadas, am
ostrando separa-
dam
ente plantas norm
ais e com
 problem
as, analisando tam
bém
 o solo, obtendo 
indicações sobre adubações utilizadas e, com
 base nesse conjunto de inform
a-
ções, realizar a diagnose de problem
as nutricionais. o .... ln+õ...., Tó.r"nir"r. 
1(1(\ 
lA
r. 
1
Q
Q
7
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
Q
uadro 18.1_. C
onteúdo dos m
acronutrientes prim
ários na parte fresca colhida 
de hortal1ças e produtividade m
édia 
C
ultura 
Abobrinha 
Abóbora rasteira 
Alcachofra 
Alface 
Alho 
Aspargo 
Berinjela 
Beterraba 
Brócolos 
Cebola 
Cenoura 
C
ouve-flor 
Ervilha 
Feijão-vagem
 
Jiló 
M
elancia 
M
elão 
M
oranga 
M
orango 
Nabo 
Pepino 
Pim
enta 
Pim
então 
Q
uiabo 
Rabanete 
Repolho 
Tom
ate estaqueado 
Tom
ate rasteiro 
R
nlA
tim
 Ttíf"!nif"!n 
1(1(1 
lA
r. 
1
0
0
7
 
N
 
p 
K 
-
-
-
-
-
k
g
/
1
-
-
-
-
-
1 '1 
1' 1 
3,1 
1,6 
6,8 
2,4 
2,2 
2,4 
3,6 
1,8 
2,6 
3,1 
4,8 
··2, 1 
2,3 
1,5 
2,0 
1,3 
1,3 
1,7 
1 '1 
2,0 
1,6 
2,2 
1,9 
1,7 
1,4 
1,5 
0,3 
0,3 
0,5 
0,2 
1 '1 
0,4 
0,3 
0,5 
0,7 
0,5 
0,4 
0,5 
0,7 
0,4 
0,4 
0,2 
0,5 
0,2 
0,3 
0,3 
0,3 
0,4 
0,3 
0,5 
0,3 
0,3 
0,2 
0,2 
1,8 
1,8 
5,3 
2,0 
4,7 
5,3 
2,3 
4,2 
3,3 
2,8 
4,3 
2,0 
6,4 
2,0 
2,9 
-
1 '1 
2,4 
3,4 
1,5 
2,6 
1,7 
2,0 
0,7 
2,8 
2,7 
1,5 
1,7 
1,8 
Produti-
vidade 
m
édia 
t/ha 
10-20 
10-15 
4-6 
20-30 
4-8 
4-7 
30-60 
15-30 
10-30 
20-40 
25-45 
8-16 
1,5-2,0 
20-25 
16-20 
30-50 
20-40 
10-15 
30-35 
6-8 
20-50 
4-16 
30-40 
15-22 
15-30 
30-60 
50-100 
30-50 
B. van RAIJ et ai. 
Q
uadro 18.2. R
ecom
endações de am
ostragem
 de folhas de hortaliças 
C
ultura 
Abóbora 
Agrião 
Aipo 
Alcachofra 
Alface 
Alho 
Aspargo 
Berinjela 
Beterraba 
Brócolo 
Cebola 
C
enoura 
C
hicória 
C
ouve 
C
ouve-flor 
Ervilha 
Espinafre 
D
escrição da am
ostragem
 
9. 3 folha a partir da ponta, no início da frutificação: 15 plantas. 
Folhas com
postas do topo da planta: 25 plantas. 
Parte aérea; 70 dias após o transplante: 20 plantas. 
Folhas desenvolvidas, aos 180 dias após a brotação: 15 plantas. 
Folhas recém
-desenvolvidas, de m
etade a 2/3 do ciclo: 15 plantas. 
Folha recém
-desenvolvida, porção não branca, no início da bulbificação: 15 
plantas 
Folha superior m
ais recém
-desenvolvida: 15 plantas. 
Pecíolo da folha recém
-desenvolvida: 15 plantas. 
Folha recém
-desenvolvida: 20 plantas. 
Folha recém
-desenvolvida, na form
ação da cabeça: 15 plantas. 
Folha m
ais jovem
, m
etade do ciclo de crescim
ento: 20 plantas. 
Folha recém
-m
adura, m
etade a 2/3 do crescim
ento: 20 plantas. 
Folha m
ais velha, na form
ação da 8. a folha, 15 plantas. 
Folha recém
-desenvolvida: 15 plantas. 
Folha recém
-desenvolvida, form
ação da cabeça: 15 plantas. 
Folíolo recém
-desenvolvido, no florescim
ento: 50 folíolos. 
Folha recém
-desenvolvida, 30 a 50 dias, 20 plantas. 
Feijão-vagem
 
4. 3 folha a partir da ponta, do florescim
ento ao início da form
ação das vagens: 
30 plantas. 
Jiló 
M
elancia 
M
elão 
M
orango 
Nabo 
Pepino 
Pim
enta 
Pim
então 
Q
uiabo 
R
abanete 
Repolho 
Salsa 
Tom
ate 
Folha recém
-desenvolvida, no florescim
ento: 15 plantas. 
5. 3 folha a partir da ponta, excluindo o tufo apical, da m
etade até 2/3 do ciclo 
da planta: 15 plantas. 
5. 3 folha a partir da ponta, excluindo o tufo apical da m
etade até 2/3 do ciclo 
da planta: 15 plantas. 
3. 3 ou 4. 3 folha recém
-desenvolvida (sem
 pecfolo), no início do florescim
ento: 
30 plantas. 
Folha recém
-desenvolvida, no início do engrossam
ento das raízes: 20 plantas. 
5' 3 folha a partir da ponta, excluindo o tufo aplcal, no início do florescim
ento: 
20 plantas. 
Folha recém
-desenvolvida, do florescim
ento até a m
etade do final do ciclo: 25 
plantas. 
Folha recém
-desenvolvida, do florescim
ento à m
etade do ciclo: 25 plantas. 
Folhas recém
·desenvolvidas, no início da frutificação (40·50 dias): 25 plantas. 
Folhas recém
-desenvolvidas: 30 plantas. 
Folha envoltória, 2 a 3 m
eses: 15 plantas. 
Parte aérea: 30 plantas. 
Folha com
 pecíolo, por ocasião do 1. 0 fruto m
aduro: 25 plantas. 
D
n
ln
+
l...., T
A
.-.n
in
n
 
IA
/'"' 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
Q
uadro 18.3. Faixas de teores adequados de m
acronutrientes em
 folhas de 
hortaliças 
C
ultura 
Abóbora 
Agrião 
Aipo 
Alcachofra 
Alface 
Alho 
Aspargo 
Berinjela 
Beterraba 
Brócolos 
C
ebola 
C
enoura 
C
hicória 
C
ouve 
C
ouve-flor 
Ervilha 
Espinafre 
Feijão-vagem
 
Jiló 
M
elancia 
M
elão 
M
orango 
N
abo 
Pepino 
Pim
enta 
Pim
então 
Q
uiabo 
R
abanete 
R
epolho 
Salsa 
Tom
ate 
N
 
p 
K 
C
 a 
M
g 
s 
-
-
-
-
-
-
-
-
g
/
k
g
-
-
-
-
-
-
-
-
-
30-40 
40-60 
20-30 
25-35 
30-50 
35-50 
30-50 
40-60 
30-50 
30-55 
25-35 
20-30 
40-50 
30-55 
40-60 
40-60 
30-60 
40-60 
45-60 
25-50 
25-50 
15-25 
35-40 
45-60 
30-45 
30-60 
35-50 
30-60 
30-50 
30-50 
40-60 
4-6 
7-13 
4-6 
4-5 
4-7 
3-5 
3-6 
3-12 
2-4 
3-8 
2-4 
2-4 
4-7 
3-7 
4-8 
3-8 
3-7 
3-7 
3-7 
3-7 
3-7 
2-4 
3-6 
3-12 
3-7 
3-7 
3-5 
3-7 
4-7 
4-8 
4-8 
25-45 
25-45 
40-80 
10-20 
60-80 
25-40 
25-40 
20-25 
50-80 
35-50 
20-40 
35-60 
20-40 
20-40 
30-50 
40-60 
50-60 
20-40 
25-50 
20-35 
30-60 
25-40 
20-50 
25-40 
25-40 
20-40 
35-50 
35-50 
30-50 
40-60 
25-40 
40-75 
30-50 
25-40 
30-50 
15-25 
6-12 
10-20 
10-25 
25-35 
12-25 
15-30 
25-35 
15-25 
13-25 
20-35 
12-20 
25-40 
15-30 
12-25 
25-50 
25-50 
10-25 
15-40 
15-35 
15-35 
10-35 
35-45 
30-45 
15-30 
7-20 
14-40 
5-1 o 
2-5 
3-6 
5-15 
4-6 
2-4 
3-7 
3-1 o 
3-8 
2,5-6 
3-5 
4-7 
2,5-5 
2,5-7 
2,5-5 
3-7 
6-10 
3-8 
2,2-5 
5-12 
5-12 
6-1 o 
3-10 
3-1 o 
3-12 
3-12 
6-9 
5-12 
4-7 
2-5 
4-8 
2-3 
2-4 
2-3 
1,5-2,5 
4-6 
2-4 
2-4 
3-8 
5-8 
4-8 
4-7 
2-5 
2-3 
2-3 
1-5 
4-7 
2,5-4 
3-7 
3-10 
8. van RAIJ et ai. 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
Q
uadro 18.4. Faixas de teores adequados de m
icronutrientes em
 folhas de 
18.3 A
bobrinha ou abóbora de m
oita; abóbora rasteira, m
oranga e 
hortaliças 
híbridos; bucha e pepino 
C
ultura 
B 
Cu 
F e 
M
n 
M
o 
Zn 
Espaçam
entos: A
bobrinha-
1 ,O a 1,2 x 0,6 a 0,8 m
; abóbora rasteira-
4 x 2 a 
4 m
; m
oranga -
3 x 3 m
; híbridos -
3 x 2 m
; bucha-
3 x 2 m
; pepino -
1 ,o 
m
g/kg 
x 0,3 a 0,6 m
. 
Abóbora 
25-60 
10-25 
60-200 
50-250 
0,5-0,8 
5-100 
Calagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e m
anter 
Agrião 
25-50 
6-15 
50-100 
50-250 
20-40 
o teor de m
agnésio no m
ínim
o em
 9 m
m
olcfdm
a 
Aipo 
20-80 
5-10 
50-130 
40-130 
25-80 
Adubação orgânica: Aplicar de 20 a 40 t/ha de esterco de curral curtido, ou 
Alcachofra 
40-80 
10-20 
60-200 
50-250 
0,5-1,0 
25-60 
um
 quarto dessas quantidades em
 esterco de galinha, cerca de 30 dias 
Alface 
30-60 
7-20 
50-150 
30-150 
0,8-1,4 
30-100 
antes da sem
eadura. Pode-se ainda utilizar um
 décim
o dessa dose com
o 
Alho 
30-60 
5-10 
50-100 
30-100 
30-100 
torta de m
am
ona ferm
entada. N
este caso, aplicar nas covas. 
Aspargo 
50-120 
7-20 
50-300 
50-250 
20-100 
Adubação m
ineral de plantio: Aplicar o adubo m
isturando-o com
 a terra dos 
Berinjela 
25-75 
7-60 
50-300 
40-250 
20-250 
sulcos ou covas, cerca de1 o a 15 dias antes da sem
eadura. As quantida-
Beterraba 
40-80 
5-15 
70-200 
70-200 
20-100 
des são determ
inadas pela análise de solo. 
Brócolos 
30-100 
5-15 
70-300 
25-200 
35-200 
C
ebola 
30-50 
10-30 
60-300 
50-200 
30-100 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
C
enoura 
30-80 
5-15 
60-300 
60-200 
0,5-1,5 
25-100 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
C
hicória 
25-75 
5-25 
40-150 
15-250 
30-250 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
C
ouve 
30-100 
4-25 
60-300 
30-250 
0,1-0,15 
30-250 
"-1"'··· 
C
ouve-flor 
30-80 
4-15 
30-200 
25-250 
0,5-0,8 
20-250 
40 
400 
300 
200 
200 
150 
100 
4>11'' 
Ervilha 
25-60 
7-25 
50-300 
30-400 
0,6-1,0 
25-100 
60-200 
30-250 
25-100 
B, m
g/dm
3 
Cu, m
g/dm
3 
Zn, m
g/dm
3 
f'' 
Espinafre 
40-100 
5-25 
10-30 
50-300 
50-300 
0,4-0,8 
30-100 
0-0,20 
>0,20 
0-0,2 
0,3-1,0 
'>
1 ,o 
0-0,5 
>0,5 
lli't 
Feijão-vagem
 
20-60 
-
Jiló 
50-80 
11-25 
50-300 
70-250 
0,5-1 ,O 
20-200 
... -· 
-B
,k
g
/h
a
--
Cu, kg/ha 
-Z
n
, kg
/h
a
-
k 
50-300 
50-250 
20-60 
M
elancia 
30-80 
10-15 
M
elão 
30-80 
10-15 
50-300 
50-250 
20-100 
o 
4 
2 
o 
3 
o 
30-300 
0,5·1,0 
20-50 
i!\lt 
M
orango 
35-100 
5-20 
50-300 
40-100 
6-25 
40-300 
40-250 
20-250 
... .;.,. 
Nabo 
Adubação m
ineral de cobertura: Aplicar 100 a 150 kg/ha de N
 e 60 a 120 
Pepino 
25-60 
7-20 
50-300 
50-300 
0,8·1 ,3 
25·1 00 
kg/ha de K20, parcelando em
 três aplicações: a prim
eira aos 15 a 20 dias 
Pim
enta 
30·1 00 
8·20 
50-300 
30-250 
30-100 
após a germ
inação e as dem
ais a cada: 15 a 20 dias. As quantidades 
Pim
então 
30-100 
8-20 
50-300 
30·250 
30-100 
m
aiores ou m
enores dependerão da análise de solo, foliar, cultivar utiliza-
Q
uiabo 
40-80 
15-25 
60-120 
40-80 
0,5-0,8 
40-80 
do e produtividade esperada. 
R
abanete 
25-125 
5-25 
50-200 
50-250 
20-250 
Repolho 
25-75 
8-20 
40-200 
35-200 
0,5-0,8 
30·1 00 
Paulo Espíndola Trani, Francisco Antonio Passos, 
Salsa 
30·1 00 
5-15 
50-300 
25-250 
25-100 
Arlete M
archi Tavares de M
elo, W
a/kyria B. Scivittaro e H
iroshi N
agai 
Tom
ate 
30·1 00 
5-15 
100-300 
50-250 
0,4-0,8 
30-100 
Seção de H
ortaliças -IAC
 
R
niA
tim
 
100. IA
C
. 1997 
R
niA
tim
 TÁ
nnif'A
 
1 ()() 
I !J.f"'._ 
1
0
0
7
 
B. van RAIJ et ai. 
18.4 A
ipo ou salsão 
Espaçam
entos: 0,9 x 0,3 m
 (m
esa) e 0,5 x 0,2 m
 (indústria). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
. 
A
dubação orgânica: Aplicar, 1 O
 a 20 dias antes do transplante das m
udas, 30 
a 50 t/ha de esterco de curral curtido ou 1/4 dessas doses de esterco de 
galinha, ou 2,5 a 4,0 t/ha de torta de m
am
ona ferm
entada, sendo as doses 
m
aiores para solos arenosos. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo e a 
seguinte tabela: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
N
itrogênio 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/h 
K20, kg/ha 
20 
360 
240 
180 
180 
120 
60 
B, m
g/dm
3 
Zn, m
g/dm
3 
0-0,20 
0,21-0,60 
>0,60 
0-0,5 
>0,5 
-
-
-
-
-
B, k
g
/
h
a
-
-
-
-
-
-
-
-
Z
n
, k
g
/h
a
---
3,0 
1 ,5 
o 
3 
o 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 120 kg/ha de N
 e 60 kg/ha de K
20, 
parcelando em
 duas vezes, aos 20 e 40 dias após o transplante das 
m
udas. 
O
bservação: Se a cultura apresentar sintom
as de deficiência de boro, pulve-
rizar um
a vez por m
ês, durante o crescim
ento do aipo, com
 um
a solução 
de ácido bórico a 0,3 gllitro ou bórax a 0,5 gl/itro (dissolver este produto 
em
 água quente). O
 sintom
a típico de deficiência de boro no aipo é o 
aparecim
ento de rachaduras de coloração castanha nos pecíolos, tornan-
do o produto sem
 valor com
ercial. 
Paulo Espíndola Trani e Joaquim
 A. de Azevedo Filho 
Seção de H
ortaliças -fAC 
Rn!Atim
 Tilr.nir.n. 100. IA
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
18.5 A
lcachofra 
Espaçam
ento: 2,0 a 2,5 x 1 ,O a 1,5 m
 (2.666 a 5.000 plantas/h a). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a soo' e 
t 
O
 teor d 
. . 
, . 
,o 
m
an e r 
e m
agnes1o no m
m
1m
o em
 5 m
m
olcfdm
3. 
A
dubação orgânica: Aplicar de 40 a 50 t/ha de esterco de curral curtido ou 1 o 
a 12 t/ha de esterco de galinha curtido. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar os nutrientes com
 base na análise de 
solo e a tabela seguinte: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
B, m
g/dm
3 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
0-0,20 0,21-0,60 >0,60 
N, kg/ha 
-
P20s, kg/ha -
--K
2
0
, k
g
/h
a
--
B, k
g
/h
a
--
40 
400 
200 
100 
160 
100 
40 
2 
o 
A
dubação 
d_e cobertura: Aplicar de 50 a 100 kg/ha de N, dividindo 
em
 duas 
aos 30 e 60 dias após o plantio. Em
 solos com
 teores 
ba1xos de potass1o ( <1 ,5 m
m
olcf1 00 dm
3), aplicar 50 kg/ha de K o em
 
cobertura. 
2 
Paulo Espíndola Trani e 
Antonio Passos 
Seção de H
ortaliças -fAC 
B. van R
AIJ et ai. 
18.6 A
lface, alm
eirão, chicória, escarola, rúcula e agrião d'água 
Espaçam
entos: 0,20 a 0,30 m
 x 0,20 a 0,30 m
 (alface); O, 15 a·o,25 m
 x O, 1 O
 
a 0,20 m
 (alm
eirão); 0,40 x 0,30 m
 (chicória e escarola); 0,20 a 0,25 m
 x 
0,05 m
 (rúcula) e O, 15 a 0,20 m
 x o, 15 a 0,20 m
 (agrião d'água). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 para alface 
rúcula, e agrião, e a 70%
 para alm
eirão, chicória e escarola. 
A
dubação orgânica: U
tilizar 60 a 80 tlha de esterco de curral ou um
 quarto 
dessa quantidade de esterco de galinha. O
 m
aterial deve ser bem
 curtido. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo, as 
quantidades indicadas na seguinte tabela: 
P resina, m
gldm
3 
K+ trocável, m
m
olcidm
3 
N
itrogênio 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kglha 
P20s, kglha 
K20, kglha 
40 
400 
300 
200 
150 
100 
50 
M
isturar os adubos m
inerais ao solo, juntam
ente com
 o adubo orgânico, 
pelo m
enos 1 O
 dias antes da sem
eadura ou transplante das m
udas. 
Acrescentar, à adubação m
ineral de plantio a ser aplicada com
 a adubação 
orgânica, 1 kglha de B para todas as hortaliças acim
a citadas. 
A
dubação m
ineral de cobertura: 
1. A
lface de sem
eadura direta • 60 a 90 kglha de N, parcelando em
 3 
aplicações, aos 15, 30 e 45 dias após a germ
inação. No sistem
a de transplante 
de m
udas, parcelar o N
 aos 10, 20 e 30 dias após o transplante. 
2. A
lm
eirão· 60 a 90 kglha de N, parcelando aos 1 O, 20 e 30 dias após 
a germ
inação. 
3. C
hicória e escarola-
60 a 90 kglha de N, parcelando aos 1 O, 20 e 30 
dias após o transplante das m
udas. 
4. R
úcula -
120 kglha de N, parcelando aos 7, 14 e 21 
dias após a 
germ
inação. 
5. A
grião d'água· 60 a 90 kglha de N, parcelando essas doses em
 3 a 4 
aplicações, a cada 1 O
 dias. 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
O
bservação: A
s 
m
aiores quantidades de N
 dependerão de fatores 
e verde anteriores, análise de solo, análise foliar 
R
n
iA
tim
 T61"nil'n 
1 IV
\ 
1 A f"' 
on"? 
Paulo Espíndola Trani, Francisco Antonio Passos 
e Joaquim
 A. de Azevedo Filho 
Seção de H
ortaliças -fAC
 
B. van RAIJ et ai. 
18.7 A
lho 
Espaçam
ento: 0,20 a 0,30 m
 x 0,07 a O, 15m
. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e m
anter 
o teor de m
agnésio no m
ínim
o em
 9 m
m
ol0 /dm
3. 
A
dubação orgânica: Aplicar de 20 a 40 t!ha de esterco de curral bem
 curtido, 
ou 5 a 1 o t!ha de esterco de galinha curtido, 15 a 30 dias antes do plantio. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo. 
P resina, m
gldm
3 
K+ trocável, m
m
olcldm
3 
Zn, m
gldm
3 
N
itrogênio 
0-25 
26-60 
>60 
0-1 ,5 
1,6-3,0 
>3,0 
0-0,5 
0,6-1,2 
> 1,2 
N, kglha 
-
P20s, k
g
lh
a
-
-
-
K
20, kglha 
---Z
n
, k
g
lh
a
--
20 
360 
240 
120 
120 
80 
405 
3 
o 
Acrescentar à adubação m
ineral de plantio, 3 kg/ha de B, cerca de 1 O
 dias 
antes do plantio. 
A
dubação m
ineral de cobertura: 
1) A
lho com
um
 ou "sem
i nobre" (Lavínia, C
hinês, A
m
arante, etc.) -de 40 
a 80 kg/ha de N
 e 40 kglha de K
2 0, parcelando aos 30 e 50 dias após a 
brotação. U
tilizar a m
enor ou m
aior dose de nitrogênio, conform
e o estado 
vegetativo da cultura no cam
po. 
2)' A
lho "nobre vernalizado" (C
honan, R
oxo Pérola de C
açador, Q
uitéria, 
etc.)-de 20 a 60 kg/ha de N
 e 40 kg/ha de K2 0, parcelando essas doses 
aos 30 e 50 dias após a brotação. U
tilizar a m
enor ou a m
aior dose de 
nitrogênio, conform
e o estado vegetativo da cultura no cam
po. 
Paulo Espíndo/a Trani e M
arcelo Tavares 
Seção de H
ortaliças -fAC
 
e W
alter José Siqueira 
Seção de G
enética -fAC
 
Tilr.nir.n. 100. IA
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
18.8 A
lho-porra e cebolinha 
Espaçam
ento: 0,40 x O, 15m
 (alho porra); 0,25 x O, 15 m
 (cebolinha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
. 
A
dubação orgânica: Aplicar, cerca de 30 dias antes do transplante das m
udas, 
40 a 60 t/ha de esterco de curral bem
 curtido ou 1/4 dessa quantidade de 
esterco de galinha curtido. 
A
dubação 
plantio: Em
pregar de acordo com
 a análise de solo e 
as espec1f1caçoes da seguinte tabela: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
-
-
-
P20s, kg/ha -
-
-
-
-
-
K
2
0
, k
g
/h
a
---
40 
360 
240 
120 
160 
120 
80 
U
tilizar os adubos pelo m
enos 1 O
 dias antes do transplante das m
udas, 
acrescentando 1 kg/ha de B. 
A
dubação m
ineral de_cobertura: Em
pregar 120 kg/ha de N
 e 60 kg/ha de K
2 o, 
parcelando em
 tres vezes, aos 15, 30 e 45 dias após o transplante. 
Paulo Espíndola Trani e M
arcelo Tavares 
Seção de H
ortaliças -fAC
 
e W
alter José Siqueira 
Seção de G
enética -fAC 
B. van R
AIJ et ai. 
18.9 A
spargo 
Espaçam
ento: 2,0 x 0,3 m
. 
-
p r bases a 80%
 e m
anter 
C
alagem
: Aplicar calcário 
.elevar a saturaçao 3 o 
o teor de m
agnésio no m
lrum
o em
 9 m
m
olcidm
 . 
A
dubação orgânica: Aos 1 o a 20 dias 
do transplante das 
40 a 80 t/ha de esterco de curral curtidO
 ou 1/3 dessa dose 
galinha curtido. 
A
dubação m
ineral de plantio: 
As quantidades de nutrientes são indicadas 
pela análise de solo, com
 o uso da seguinte tabela: 
N
itrogênio 
N, kg/ha 
30 
0-0,20 
p resina, m
g/dm
3 
0-25 
26-60 
750 
500 
B, m
g/dm
3 
0,21-0,60 
>60 
250 
>0,60 
-
-
-
-
-
8
,
 k
g
/
h
a
-
-
-
-
-
-
3,0 
1 ,5 
o 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
K20, kg/ha 
250 
150 
100 
Zn, m
g/dm
3 
0-0,5 
>0,5 
-
-
Zn, kg/ha 
3 
o 
A
dubação m
ineral de cobertura: U
tilizar 90 a 150 
de K
20' parcelando essas doses em
 3 vezes, aos 
' 
o transplante. 
. 
Ih 
·t 
aplicar m
etade da adubação de 
os fertilizantes fosfatados junto 
próxim
o ao rizom
a, cobrindo com
 terra. 
Paulo Esplndo/a Trani 
Seção de H
ortaliças -fAC
 
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
 ... 
18.1 O
 B
erinjela, jiló, pim
enta-hortícola e pim
então 
Espaçam
entos: 1,2 a 1,5 m
 x 0,8 a 1 ,O m
 (berinjela); 1,2 a 1,8 m
 x 0,8 a 1 ,O m
 
(jiló); 1,2 a 1,4 m
 x O, 7 a 0,9 m
 (pim
enta); e, 1 ,O a 1,2 m
 x 0,4 a 0,6 m
 
(pim
então). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 9 m
m
olddm
3. 
A
dubação orgânica: U
tilizar de 1 O
 a 20 t/ha de esterco de curral curtido, ou 
1/4 dessas quantidades com
o esterco de galinha curtido. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar os fertilizantes, cerca de 1 O
 dias antes 
do transplante das m
udas, no sulco de plantio, em
 quantidades de acordo 
com
 a análise de solo, e a tabela seguinte: 
N
itrogênio 
N, kg/ha 
40 
P resina, m
g/dm
3 
0-25 
26-60 
>60 
K+ trocável, m
m
olcfdm
3 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
--P
2
0
s
, k
g
/h
a
--
-
K
2
0
,
 k
g
/h
a
--
600 
320 
160 
180 
120 
60 
Zn, m
g/dm
3 
0,6 
>0,6 
-z
n
, kg
/h
a
-
3 
o 
Acrescentar à adubação de plantio 1 kg/ha de B e de 1 O
 a 30 kg/ha de S. 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar de 80 
120 kg/ha de N
 e de 80 a 
120 kg/ha de K20, parcelando em
 4 a 6 vezes. As quantidades m
enores 
ou m
aiores dependerão da análise de solo, análise foliar, cultivar, produ-
tividade esperada e sistem
a de cultivo (cam
po ou protegido). 
Pauto Espíndo/a Trani, Arlete M
. Tavares de M
elo, 
Francisco Antonio Passos, M
arcelo Tavares, 
H
iroshi N
agai e W
alkyria 8. Scivittaro 
Seção de H
ortaliças -IAC
 
11 I•' fi 
B. van RAIJ et ai. 
18.11 B
eterraba, cenoura, nabo, rabanete e salsa 
Espaçam
entos: 0,25 a 0,30 m
 x 0,10 a 0,15 m
 (beterraba); o;2o x 0,06 m
 
(cenoura); 0,40 x O, 15m
 (nabo); o, 15 a 0,20 m
 x 0,08 a O, 1O
m
 (rabanete); 
e, 0,20 a 0,25 m
 x O, 1 O
 a O, 15 m
 (salsa). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 9 m
m
olc/dm
3. 
A
dubação orgânica: Aplicar 30 a 50 t/ha de esterco de curral bem
 curtido ou 
com
posto orgãnico, sendo a m
aior dose para solos arenosos. Pode-se 
utilizar 1/4 dessas quantidades de esterco de galinha. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, cerca de 1 o dias antes da sem
eadura, 
de acordo com
 a análise de solo e a seguinte tabela: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olcfdm
3 
Zn, m
g/dm
3 
N
itrogênio 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
0-0,5 
>0,5 
N, kg/ha 
-
-
P20s, k
g
/h
a
--
-
-
K20, kg/ha -
-
-
Zn, kg/ha-
20 
360 
240 
180 
180 
120 
60 
3 
o 
U
tilizar, juntam
ente com
 N, P e K, 2 a 4 kg/ha de B
 para beterraba e 1 a 
2 kg/ha de B
 para cenoura, nabo e rabanete, sendo as m
aiores doses em
 solos 
deficientes em
 boro ou pobres em
 m
atéria orgânica. Para a beterraba, aplicar 
em
 pulverização, aos 15 e 30 dias após a sem
eadura ou o transplante das 
m
udas, 5 g de m
olibdato de am
ônia, em
 1 O
 litros de água. 
A
dubação m
ineral de cobertura: (a) B
eterraba, cenoura e nabo -
de 60 a 
120 kg/ha de N
 e 30 a 60 kg/ha de K20, parcelando esses totais em
 três 
aplicações, aos 15, 30 e 50 dias após a germ
inação, (b) R
abanete-aplicar 
as m
esm
as quantidades de N
 e K, porém
 parcelando aos 7, 14 e 21 dias 
após a germ
inação. U
tilizar as m
enores ou m
aiores doses conform
e a 
análise de solo, análise foliar, cultivar utilizado e produtividade esperada. 
O
bservação: Aplicar, para salsa, a m
etade das doses dos nutrientes (plantio 
e cobertura) indicadas para as dem
ais hortaliças. 
Paulo Espíndola Trani, Francisco Antonio Passos, M
arcelo Tavares 
e Joaquim
 A. de Azevedo Filho 
Seção de H
ortaliças -IAC
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
18.12 B
rócolos, couve-flor e repolho 
Espaçam
ento: 0,8 a 1 ,O m
 x 0,4 a 0,5 m
. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e 0 teo d 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 9 m
m
olcfdm
3. 
r 
e 
A
dubação orgânica: Aplicar de 40 a 60 t/ha de esterco de curral ou a quarta 
parte dessa quantidade de esterco de galinha. 
' 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar as quantidades indicadas pela análise 
de solo: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
-
-
-
P20s, kg/ha -
-
-
-
-
-
K20, k
g
/h
a
,---
60 
600 
400 
200 
240 
180 
120 
Aplicar 3 a 4 kg/ha de B, juntam
ente com
 os dem
ais adubos m
inerais de 
plantio. Acrescentar de 30 a 60 kg/ha de S. 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 15 a 200 kg/ha de N
 e 60 a 120 kg/ha 
de K20, parcelando em
 quatro vezes, aos 15, 30, 45 e 60 dias após 0 
transplante. 
' 
-
A
dub:'ção foHar: Pulverizar as folhas por três vezes, no ciclo, com
 solução de 
ac1do borico (1. g/litro de água). Aplicar m
olibdênio em
 pulverização, 
qum
ze d1as apos o transplante,utilizando 0,5 g/litro de m
olibdato de 
am
ônia. 
· 
B
olA
tim
 TÁ
cnir:n 
100 
!A
r: 
1A
A
7 
Paulo Espíndota Trani, Francisco Antonio Passos 
Joaquim
 A. de Azevedo e M
arcelo Tavares 
Seção de H
ortaliças -fAC 
17<; 
8. van RAIJ et aL 
18.13 C
ebola (sistem
a de m
udas) 
Espaçam
ento: 0,4 a 0,5 m
 x 0,05 a 0,10 m
. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 9 m
m
olcidm
3. 
A
dubação orgânica: Aplicar 15 t/ha de esterco de curral bem
 curtido, ou 5 !lha 
de esterco de galinha curtido, ou ainda 500 kg/ha de torta de m
am
ona, 
cerca de 15 dias antes da sem
eadura ou plantio das m
udas. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo. 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
N
itrogênio 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
30 
300 
150 
90 
150 
120 
60 
B, m
g/dm
3 
Cu, m
g/dm
3 
Zn, m
g/dm
3 
0-0,20 0,21-0,60 
>0,60 
0-0,2 
0,3-1 ,O 
>1 ,o 
0-0,5 
0,6-1,2 
>1 ,2 
B, k
g
/h
a
--
-
-
Cu, kg/ha -
-
--Z
n
, k
g
/h
a
--
2 
o 
4 
2 
o 
5 
3 
o 
Acrescentar de 30 a 50 kg/ha de S. 
A
dubação m
ineral de cobertura: U
tilizar de 30 a 60 kg/ha de N
 e 30 a 60 
kg/ha de K
2 0, parcelando os totais em
 duas aplicações, aos 20 a 30 e aos · 
45 a 55 dias após o transplante de m
udas. As m
aiores ou m
enores 
quantidades de N
 ou K dependerão do estado vegetativo das plantas no 
cam
po e do cultivar utilizado. 
Paulo Espíndola Trani e M
arcelo Tavares 
Seção de H
ortaliças -IAC
 
W
alter José Siqueira 
Seção de G
enética -IAC
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
18.14 C
ebola (sistem
a de bulbinhos) 
Espaçam
ento: 0,30 a 0,40 m
 x O, 10m
 (bulbinho para bulbo) 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e 
0 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 9 m
m
olcfdm
3. 
A
dubação orgânica: A adubação orgânica para form
ação de bulbinhos depen-
dera do uso 
e textum
 do solo, tom
ando-se o cuidado de em
pregar 
orgam
cos com
 ba1xos teores de nitrogênio. Em
 solos pobres 
aplicar 1 O
 t/ha de esterco de curral curtido ou 3 t/ha de cam
a de frango. 
A
dubação m
ineral: Aplicar os adubos de acordo com
 a análise de solo. 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olcfdm
3 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/h 
K20, kg/ha 
30 
300 
150 
90 
150 
120 
60 
B, m
g/dm
3 
Cu, m
g/dm
3 
Zn, m
g/dm
3 
0-0,20 0,21-0,60 
>0,60 
0-0,2 
0,3-1,0 
>1 ,O 
0-0,5 
0,6-1 ,2 
> 1,2 
-
-
-
B, kg/ha -
-
-
-
Cu, kg/ha -
-
--Z
n
, k
g
/h
a
--
2 
0 
-
4 
2 
o 
5 
3 
o 
Acrescentar 30 a 50 kg/ha de S. 
A
dubação m
ineral de cobertura: Para form
ação do bulbinho, aplicar no 
m
áxim
o 1 O
 kg/ha de N, visando atingir bulbinhos com
 1 a 2 em
 de diâm
etro. 
Para form
ação do bulbo, aplicar de 1 O
 a 20 kg/ha de N
 logo após a brotação 
do bulbinho (5 dias) e, após 20 a 25 dias, m
ais 20 a 40 kg/ha de N. 
A
dubação foliar: Em
 solos pobres em
 potássio, recom
enda-se pulverizar, por 
ocasião da colheita, com
 solução contendo 1 o g/litro de sulfato de potássio. 
O
bservações: (a) C
onsiderou-se um
 período m
édio de 80 dias entre o plantio 
do bulbinho e a produção do bulbo. (b) O
s autores agradecem
 a colabo-
ração do Professor C
yro Paulino da C
osta (ESALQ
!U
SP) pelas inform
a-
ções sobre adubação para produção de cebola no sistem
a de bulbinhos. 
R
n
iA
tim
 
10() 
!l!.r. 
1
0
0
7
 
Paulo Espíndola Trani e M
arcelo Tavares 
Seção de H
ortaliças -IAC
 
W
alter José de Siqueira 
Seção de G
enética -fAC
 
B. van RAIJ et al. 
18.15 C
huchu 
Espaçam
ento: 4 a 5 m
 x 3 a 5 m
. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
. 
A
dubação orgânica: C
erca de 30 a 40 dias antes do plantio, aplicar 1 O
 tlha 
de esterco de curral curtido ou com
posto, ou 2,5 t/ha de esterco de galinha, 
sendo fundam
ental essa adubação. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar cerca de_30 a 40 
antes do plantio, 
juntam
ente com
 o adubo orgânico, os fertilizantes m
m
era1s conform
e a 
análise de solo: P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
N
itrogênio 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1 ,6·3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
10 
180 
120 
60 
60 
40 
20 
A
dubação de cobertura: Aplicar m
ensalm
ente 60 kg/ha de N, 30 kg/ha de·P20s 
e 30 kg/ha de K20. 
O
bservações: 
a) No período de frutificação, utilizar de preferência adubos contendo cálcio em
 
form
as solúveis, tais com
o nitrocálcio ou superfosfato Sim
ples. 
b) No zo e 3.o anos repetir a ca/agem
, a adubação orgânica e a 
m
ineral de plantio com
 N, P e K, chegando terra. R
epetir, tam
bem
, a 
adubação de cobertura recom
endada para o prim
eiro ano. 
Paulo Espíndo/a Trani, Francisco Antonio Passos 
Arlete M. Tavares de M
elo e H
iroshi N
agai 
Seção de H
ortaliças · IAC
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
18.16 C
ouve-m
anteiga e m
ostarda 
Espaçam
ento: 1 ,O x 0,5 m
 (couve-m
anteiga) e 0,3 a 0,4 m
 x 0,2 m
 (m
ostarda). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e 0 teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 9 m
m
olcidm
3. 
A
dubação orgânica: U
tilizar 40 tlha de esterco de curral, ou 1/4 de esterco de 
galinha, bem
 curtidos. A aplicação deve ser feita em
 m
istura com
 o solo e 
com
 os adubos m
inerais, 15 dias antes do transplante das m
udas. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo, as 
quantidades indicadas na seguinte tabela: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
0·25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1 ,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
40 
400 
320 
160 
200 
160 
80 
D
urante o preparo das covas, incorporar à m
istura dos adubos orgânicos 
e m
inerais e 2 kg/ha de B. 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar, a cada 15 dias, 40 kg/ha de N
 e 20 
kg/ha de K
2 0. 
A
dubação foliar: Aplicar m
olibdênio, em
 pulverização, 20 dias após o trans-
plante, utilizando 0,5 g/litro de m
olibdato de am
ônia. R
epetir, para a couve, 
a pulverização a cada 20 a 30 dias, após a colheita das folhas m
ais 
desenvolvidas. 
Paulo Espíndola Trani e M
arcelo Tavares 
Seção de H
ortaliças · IAC
 
I'' 
I' 
li' 
I 
B. van RAIJ et a!. 
18.17 Feijão-vagem
, feijão-fava, feijão-de-lim
a e ervilha torta (ou 
ervilha-de-vagem
) 
Espaçam
ento: 1 ,O x 0,5 m
 para cultivares trepadores e 0,5 x 0,2 m
 para 
cultivares anões; 1 ,O x 0,5 m
 para feijão-fava; 1 ,O x 0,5 m
 para feijão-de-
lim
a trepado r e 0,5 x 0,5 m
 para cultivar anão; e, 1 ,O x 0,2 m
 para ervilha 
torta. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 8 m
m
olc/dm
3. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
Zn, m
g/dm
3 
N
itrogênio 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
0-0,5 
>0,5 
N, kg/ha 
-
-
P20s, k
g
/h
a
--
K20, kg/ha -
-
Zn, kg/ha 
50 
450 
250 
150 
150 
100 
75 
3 
o 
Aplicar, tam
bém
, 1 kg/ha de B em
 solos deficientes (B no solo até 0,20 
m
g/dm
3). 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 120 kg/ha de N
 e 60 kg/ha de K20, 
parcelando essas quantidades, aos 30 e 60 dias após a em
ergência das 
plãntulas. 
O
bservações: 
a) D
ispensar a adubação de plantio se a cultura suceder outras norm
alm
ente 
bem
 adubadas, com
o as de tom
ate e batatinha. M
anter a adubação de 
cobertura. 
b) Efetuar duas aplicações, por via folia r, de solução de m
olibdato de am
õnio 
a 0,2 g!litro, até a floração, para os feijões (vagem
, fava e lim
a). 
Paulo Espíndola Trani e Francisco Antonio Passos 
Seção de H
ortaliças -fAC 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
18.18 M
elão e m
elancia 
Espaçam
ento: 2,0 x 1 ,O m
 para m
elão e 2,5 a 3,0 m
 x 1 ,5 a 2,0 m
 para m
elancia.C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70
o, 
m
elanc· 
80%
 
-
' 0 
para 
1a e 
o para o m
elao e o teor de m
agnésio a um
 m
ínim
o d 
g 
m
m
olc/dm
3. 
e 
A
dubação orgânica: Aplicar 20 a 40 t/ha de esterco de curral curtido ou 5 a 
1 O
 t/ha de esterco de galinha, cerca de 30 dias antes da sem
eadura. 
Adubação_ m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo, as 
quantidades m
d1cadas pela seguinte tabela: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/h 
K20, kg/ha 
30 
240 
180 
120 
90 
60 
30 
B, m
g/dm
3 
Zn, m
g/dm
3 
0-0,20 
>0,20 
0-0,5 
>0,5 
B, kg/ha 
Zn, kg/ha 
o 
3 
o 
Acrescentar no plantio, juntam
ente com
 N, P e K, 20 kg/ha de s. 
A
dubação m
ineral de cobertura: U
tilizar de 50 a 100 kg/ha de N
 e 50 a j 00 
kg/ha 
K20, 
essas doses em
 três aplicações, aos 15, 30 e 50 
d1as apos a em
ergencia das plântulas. As quantidades m
aiores ou m
eno-
res dependerão da análise de solo, foliar, cultivar utilizado e produtividade 
esperada. 
O
bservação: Para 
preferir adubos contendo parte do nitrogênio na 
form
a nttnca, ta1s com
o nitrocálcio, nitrato de am
ônia e nitrato de potássio. 
Paulo Espíndola Trani, Francisco Antonio Passos 
H
iroshi N
agai e Arlete M
archi Tavares de 
Seção de H
ortaliças -fAC 
8. van RAIJ et ai. 
18.19 M
orango 
Espaçam
ento: 0,25 x 0,25 m
 para 'IAC
 G
uarani (para industrialização); 0,30 x 
0,30 m
 para 'IAC
 C
am
pinas e dem
ais cultivares (m
ercado in natura e 
indústria), correspondendo a cerca de 80.000 m
udas por hectare. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 9 m
m
olcfdm
3. 
A
dubação orgânica: U
tilizar de 15 a 30 t/ha de esterco de curral curtido, ou 
1/4 desse total de esterco puro de galinha (poedeira); as m
aiores quanti-
dades para solos arenosos. O
 esterco deve ser aplicado em
 m
istura com
 
os adubos m
inerais de plantio, 25 a 30 dias antes do transplante das 
m
udas, nos canteiros de produção. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo, as 
quantidades indicadas na seguinte tabela: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
N
itrogênio 
0-10 
11-25 
26-60 
>60 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
-
-
-
P20s, kg/ha -
-
-
-
-
-
-
-
K
20, kg/ha -
-
-
-
40 
900 
600 
450 
300 
400 
300 
200 
100 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 180 kg/ha de N
 e 90 kg/ha de KzO
, 
parcelando em
 seis aplicações espaçadas de um
 m
ês, a partir do plantio 
das m
udas. 
A
dubação foliar: Sugere-se, tam
bém
, quatro aplicações de solução de uréia 
a 5 g/L, um
a vez por sem
ana, a partir do plantio. É recom
endada, tam
bém
, 
a aplicação de solução de m
icronutrientes, contendo boro, zinco e cobre, 
a cada três sem
anas. Além
 disso, na fase de frutificação, é vantajoso o 
uso de potássio, na form
a de sulfato de potássio, e cálcio, via foliar, para 
m
elhor firm
eza dos frutos. 
O
bservações: Aplicar o potássio de preferência na form
a de sulfato de potássio. 
Francisco Antonio Passos e Paulo Espíndola Trani 
Seção de H
ortaliças -fAC 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
18.20 Q
uiabo 
Espaçam
ento:1 ,00 x 0,50 m
 (2 plantas/cova). 
C
alagem
: 
calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e 0 teor de 
m
agnes1o do solo ao m
ínim
o de 9 m
m
olcfdm
3. 
A
dubação orgânica: U
tilizar de 40 a 60 t/ha de esterco de curral curtido ou a 
quarta parte no caso de esterco de galinha. 
' 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo. 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
KzO, kg/ha 
40 
360 
180 
120 
180 
120 
60 
B, m
g/dm
3 
Zn, m
g/dm
3 
0-0,20 
>020 
0-0,5 
>0,5 
B, kg/ha 
Zn, kg/ha 
o 
3 
o 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar de 80 a '120 kg1ha de N
 e 40 a 80 
kg/ha ?e K
zO
, pa;celando em
 3 vezes, aos 20, 40 e 60 dias após a 
das plantulas. As quantidades m
enores ou m
aiores depende-
ra o da analise de solo, foliar, cultivar utlizado e produtividade esperada. 
Paulo Espíndola Trani, Francisco Antonio Passos 
e H
iroshi N
agai 
Seção de H
ortaliças -fAC 
B. van R
A
IJ et ai. 
18.21 Tom
ate {estaqueado) 
Espaçam
ento: 1 ,o x 0,8 m
 (12.500 covas por hectare}. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e o teor de 
m
agnésio ao m
ínim
o de 9 m
m
olcfdm
3. 
A
dubação orgânica: Em
pregar de 20 a 30 t/ha de esterco de curral bem
 curtido 
ou com
posto, ou 5 a 8 !lha de esterco de galinha curtido. 
A
dubação m
ineral: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo, nos sulcos, 8 a 
1 o dias antes do transplante, as quantidades constantes da seguinte 
tabela: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
N
itrogênio 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
60 
800 
500 
300 
300 
200 
100 
B, m
g/dm
3 
Zn, m
g/dm
3 
0-0,20 
0,21-0,60 
>0,60 
0-0,5 
0,5-1,2 
>1,2 
B, kg/ha 
Zn, kg/ha 
3 
o 
5 
3 
o 
Acrescentar à adubação de plantio 20 a 40 kg/ha de S. 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar de 200 a 300 kg/ha de N
 e 120 a 240 
kg/ha de K2 0, parcelando de 4 a 6 vezes, com
 intervalos de 15 a 20 dias 
entre as aplicações. As quantidades m
enores ou m
aiores dependerão da 
análise de solo, foliar, cultivar utilizado e produtividade esperada. 
O
bservação: 
U
tilizar de preferência parte do nitrogênio na form
a nítrica, 
aplicando fertilizantes com
o nitrocálcio, nitrato de am
ônia e nitrato de 
potássio. 
Paulo Espíndola Trani, H
iroshi N
agai 
e Francisco Antonio Passos 
Seção de H
ortaliças -fAC
 
T 
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
 ... 
18.22 Tom
ate rasteiro {industrial) irrigado 
Espaçam
ento: 0,8 a 1,2 m
 x 0,3 a 0,4 m
. 
Calagmeam: 
para elevar a saturação por bases a 80%
 e o teor de 
gnes10 ao m
m
im
o de 9 m
m
olcfdm
3. 
A
dubação ?rgânica: Em
pregar, cerca de 30 dias antes do plantio 
quando 
disponivel, 20 t/ha de esterco de curral bem
 curtido ou com
posto 
ou 5 t/ha de esterco de galinha curtido. 
' 
A
dubação. m
ineral de plantio: U
tilizar, cerca de 1 o dias antes do plantio as 
quantidades constantes da tabela abaixo: 
· 
' 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/h 
K20, kg/ha 
30 
400 
200 
100 
180 
120 
60 
B, m
g/dm
3 
Zn, m
g/dm
3 
0-0,20 
0,21-0,60 
>0,60 
0-0,6 
>0,6 
B, kg/ha 
-
-
Z
n
, kg/ha 
1,5 
1 ,o 
o 
3 
o 
Acrescentar. com
 a adubação m
ineral de plantio, 30 kg/ha de s. 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 60 a 120 kg/ha de N
 e 60 a 120 kg/ha 
de K20, parcelando_ essas doses em
 duas aplicações, aos 25-30 dias e 
aos 
dias 
o plantio. As quantidades m
enores ou m
aiores 
dependerao da analise de solo, foliar, cultivar utilizado e produtividade 
esperada. 
Paulo Espíndola Trani, H
iroshi N
agai 
e Francisco Antonio Passos 
Seção de H
ortaliças -fAC
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
19. LEG
U
M
IN
O
SA
S E O
LEA
G
IN
O
SA
S 
Página 
19.1 
Inform
ações gerais . . . . . . . . . . . 
189 
19.2 
C
om
posição quím
ica e diagnose foliar 
189 
19.3 
Am
endoim
 . . . . 
192 
19.4 
Ervilha-de-grãos 
193 
19.5 
Feijão 
. . . . . . 
194 
19.6 
Feijão-adzuki e feijão-m
ungo 
196 
19.7 
G
ergelim
. 
197 
19.8 
G
irassol 
. 
198 
19.9 
G
rão-de-bico 
199 
19.1 O
 Legum
inosas adubos verdes -C
rotalária, chícharo, feijão-de-
-porco, feijão-guandu,.l_ablabe, m
ucuna, !rem
oço 
200 
19.11 M
am
ona 
201 
19.12 Soja 
.. 
202 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
19. LEG
U
M
IN
O
SA
S E O
LEA
G
IN
O
SA
S 
Edm
ílson J. Am
brosano, R
oberto T. Tanaka e H
ípólíto A.A. M
ascarenhas 
S
eção de Legum
inosas-
fAC
 
Bernardo van Raíj, José Antonio Q
uaggío e H
eitor C
antarei/a 
S
eção de Fertilidade do Solo e N
utrição de P
lantas -
fAC 
19.1 Inform
ações gerais 
Este grupo de culturas apresenta duas divisões, m
as a soja e o am
endoim
 
pertencem
 a am
bas, ou seja, são legum
inosas e tam
bém
 oleaginosas. As 
legum
inosas caracterizam
-se pela fixação sim
biótica do nitrogênio. As oleagi-
nosas, com
o o próprio nom
e indica, são plantas que acum
ulam
 apreciáveis 
quantidades de óleo, sendo exploradas por isso, em
bora a parte protéica 
tam
bém
 tenha im
portância. 
As legum
inosas e oleaginosas pertencem
, juntam
ente com
 os cereais, às 
culturas da agricultura extensiva, prestando-se a sistem
as de rotação, tanto 
para fins fitossanitários, com
o para a m
elhoria das propriedades físicas do solo. 
As legum
inosas, quando introduzidas nas rotações, aum
entam
 a disponibilida-
de de nitrogênio para as culturas subseqüentes. 
U
m
a das características relevantes da soja é a sua-alta adaptabilidade 
aos solos de baixa fertilidade, quando devidam
ente corrigidos, inclusive solos 
arenosos, o que tem
 perm
itido o uso da cultura, desde o prim
eiro cultivo, na 
expansão da fronteira agrícola. 
19.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar 
O
 quadro 19.1 apresenta os conteúdos dos m
acronutrientes de parte das 
culturas consideradas neste capítulo. O
s dados são apresentados na base de 
um
a tonelada de produto colhido, nos casos em
 que o interesse é pela colheita 
de grãos, indicando-se os valores para plantas inteiras e, tam
bém
, som
ente 
para a parte colhida. Para adubos verdes apresenta-se apenas o conteúdo das 
plantas inteiras. 
As instruções para am
ostragem
 de folhas são apresentadas no quadro 
19.2 e, no quadro 19.3, as faixas de teores de m
acro-
e m
icronutrientes 
considerados norm
ais às culturas listadas. 
:5' 
3 
li! g 
3' o 
" " 
I> 
" o o , 
Quadro 19.1. Conteúdo de macronutrientes primários em leguminosas e oleaginosas e faixas de produtividade mais comuns 
Cultura 
Amendoim 
Crotalária paulínea 
Parte 
considerada 
Com casca 
Planta inteira 
Crotalária spectabilis Planta inteira 
Chícharo ou ervilhaca Planta inteira 
Feijão 
Feijão-de-porco 
Feijão-guandu 
Girassol 
Lablabe 
Mucuna-preta 
Soja 
Tremoço 
Grãos 
Planta inteira 
Planta inteira 
Grãos 
Planta inteira 
Planta inteira 
Planta inteira 
Grãos 
Planta inteira 
Planta inteira Parte colhida 
N p K s N p K s 
---------kg/t da parte colhida---------
87 
18 
18 
22 
96 
22 
13 
37 
14 
35 
26 
167 
14 
8 
2 
1 
8 
1 
1 
11 
1 
3 
3 
16 
48 
6 
10 
29 
78 
11 
5 
92 
5 
16 
6 
114 
24 
8 
6 
8 
52 
Não se aplica 
Não se aplica 
Não se aplica 
35 
Não se aplica 
Não se aplica 
19 
Não se aplica 
Não se aplica 
Não se aplica 
60 
Não se aplica 
5 24 5 
3 14 2 
7 20 
5 19 2 
Produti-
vidade(1) 
t!ha 
1,5-3,0 
7-10 
4-6 
4-6 
0,9-2,5 
5-8 
8-12 
1,5-2,8 
5-7 
4-6 
6-8 
2,0-3,0 
,1,0-1,5 
e) No caso das leguminosas adubos verdes, a produtividade é dada em termos de matéria seca das plantas inteiras. Não é apresentada a produção de grãos para sementes. Nos demais casos, a produtividade é de grãos. 
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8. van RAIJ et ai. 
19.3 A
m
endoim
 
Espaçam
ento: 0,60 m
 entre as linhas, 15 a 20 sem
entes por m
etro linear de 
sulco. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
. 
A
dubação m
ineral de plantio: De acordo com
 a análise de solo e a tabela 
seguinte: 
Produti-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
vidade 
N
 
esperada 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
t/ha 
P205, kg/ha 
K20, kg/ha 
<1,5 
o 
60 
40 
20 
o 
20 
20 
o 
o 
1,5-3,0 
o 
80 
60 
40 
20 
40 
30 
20 
20 
>3,0 
o 
100 
80 
50 
20 
60 
40 
20 
20 
Aplicar 20 kg/ha de S na form
a de superfosfato sim
ples ou gesso. 
Inocular as sem
entes com
 Bradyrhizobium
 sp. quando plantar em
 locais 
nunca cultivados anteriorm
ente com
 am
endoim
 ou adubos verdes. Acrescentar, 
durante a inoculação, 100 g de m
olibdato de am
ônio para cada lote de 100 a 
120 kg de sem
entes, quantidade necessária para o plantio de 1 ha. 
O
bservações: 
a) o am
endoim
 vale-se da fixação sim
biótica do nitrogênio, dispensando a 
aplicação deste nutriente; 
b) o am
endoim
 aproveita bem
 o efeito residual de adubações anteriores, sendo 
excelente para rotações com
 outras culturas anteriorm
ente adubadas, 
notadam
enté cana-de-açúcar. 
1Q
?
 
José Antonio Q
uaggio 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
 
e Ignácio J. de G
odoy 
Seção de G
enética -fAC
 
Boletim
 Técnico. 100. IA
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
19.4 Ervilha-de-grãos 
Espaçam
ento: 0,20 a 0,40 m
 entre as linhas, 1 O
 a 15 sem
entes por m
etro linear. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
3. 
A
dubação orgânica: É indicada a rotação de culturas e a incorporação de 
restos vegeta1s ou, am
da, adubação verde. 
A
dubação m
ineral de plantio: Em
pregar de acordo com
 a análise de solo e a 
produtividade esperada: 
Produti-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
vida de 
esperada 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
t/ha 
P205, kg/ha 
K20, kg/ha 
0,5-1,0 
60 
40 
20 
o 
30 
20 
o 
o 
1,0-1,5 
80 
60 
40 
20 
40 
30 
20 
o 
1,5-2,0 
100 
ao 
60 
40 
60 
40 
30 
20 
Aplicar 20 kg/ha de S . .. 
A
dubação m
ineral de cobertura: Na ausência de. inoculação, aplicar 30-40 
kg/ha de N, 15 a 25 dias após a em
ergência dás planías. 
R
n
lA
tim
 T
61"'nil'n1 A
n 
111,.... 
nn.,. 
Edm
ílson J. Am
brosano, Elaine B. W
utke 
e Eduardo A. Bulísani 
Seção de Legum
inosas -fAC
 
8. van RAIJ et ai. 
19.5 Feijão 
Espaçam
ento: 0,50 a 0,60 m
 entre as linhas, 10 plantas por m
etrólinear. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 5 m
m
olc/dm
3. 
A
dubação orgânica: É indicada a rotação de culturas e a incorporação de 
restos vegetais ou, ainda, a adubação verde. A aplicação de estercos, se 
disponíveis, tam
bém
 é desejável. Se aplicar estercos ou 
com
postos, 
reduzir, da adubação recom
endada, o conteúdo de nutrientes presente 
nesse m
aterial, considerando um
 fator de aproveitam
ento de 50%
 para o 
N
 e o P, e 80%
 para o K. 
A
dubação m
ineral de plantio: D
eve ser feita de acordo com
 a análise de solo 
e a seguinte tabela: 
Produti-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
vidade 
N
 
esperada 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
!/h a 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
Feijão de verão (águas e seca) 
Plantio em
 julho-outubro e dezem
bro-abril 
1,0-1,5 
o 
60 
40 
20 
o 
40 
30 
20 
o 
1,5-2,5 
10 
70 
50 
30 
10 
50 
30 
20 
10 
2,5-3,0 
10 
90 
60 
30 
20 
60 
40 
30 
20 
Feijão de inverno irrigado 
Plantio em
 m
arço-julho 
1,0-1,5 
o 
60 
40 
20 
o 
40 
20 
o 
o 
1,5-2,5 
10 
70 
50 
30 
10 
50 
30 
20 
o 
2,5-3,5 
10 
90 
60 
40 
20 
80 
50 
30 
20 
3,5-4,5 
20 
(') 
80 
40 
20 
100 
60 
40 
20 
C) É pouco provável a obtenção de alta produção em
 solos deficientes em
 P. 
Aplicar 20 kg/ha de S para produção até 2 tlha de grãos e 30 kg/ha de S 
para lavouras com
 m
aiores m
etas de produtividade. 
Aplicar 3 kg/ha de Zn quando o teor de Zn-D
TPA no solo for m
enor que 
0,6 m
g/dm
3 e 1 kg/ha de B quando o teor de B (água quente) for inferior a 0,21 
m
g/dm
3. 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
N
ão em
pregar m
ais de 50 kg/ha de K20 no sulco de plantio, principalm
ente 
em
 lavouras de sequeiro. A quantidade recom
endada que exceder esse valor, 
deve ser aplicada em
 cobertura, junto com
 o N, não m
ais de 25 dias após a 
em
ergência das plantas. 
Subm
eter as sem
entes de feijão ao inoculante específico. 
A
dubação m
ineral de cobertura: 
Produti-
vidade 
esperada 
!/h a 
1,0-1,5 
1,5-2,5 
2,5-3,5 
3,5-4,5 
C
lasses de resposta: 
C
lasse de resposta a N
 
Alta 
M
édia e baixa 
N, kg/ha 
40 
20 
50 
30 
70 
40 
90 
50 
A
lta: culturas irrigadas; solos arenosos; cultivo após gram
íneas; solo com
pac-
tado; 
M
édia e baixa: cultivo após legum
inosas; cultivo após adubo verde (neste 
caso, se a quantidade de m
assa incorporada ao solo for grande, pode-se 
reduzir à m
etade a dose de N
 recom
endada); solos.em
 pousio por dois ou 
m
ais anos; solos que recebem
 adubações orgânicas elevadas e freqüentes. 
Aplicar o N
 de cobertura 15 a 30 dias após a em
ergência das plantas. Em
 
solos arenosos no período das águas ou em
 lavouras irrigadas, doses de N
 
iguais ou m
aiores que 60 kg/ha podem
 ser parceladas em
 duas vezes, aplican-
do-se a últim
a até, no m
áxim
o, 40 dias após a em
ergência. O
 N
 pode tam
bém
 
ser aplicado através da água de irrigação, parcelado em
 três vezes, no intervalo 
entre 15 e 45 dias após a em
ergência. 
Edm
ilson J. Am
brosano, Elaine 8. W
utke, Eduardo A. Bulisani 
Seção de Legum
inosas -fAC
 
e H
eitor C
antare/la 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
 
8. van RAIJ et ai. 
19.6 Feijão-adzuki e feijão-m
ungo 
Espaçam
ento: 0,50 a 0,60 m
 entre as linhas, 1 o a 12 plantas por m
etro linear. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 5 m
m
olc/dm
3. 
A
dubação orgânica: É indicada a rotação de culturas ou, ainda, a adubação 
verde, principalm
ente com
 m
ucuna preta ou crotalária, devido ao seu 
efeito sobre os nem
atóides. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo e a 
seguinte tabela: 
Produti-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
vida de 
esperada 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
t!ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
1,5 
50 
30 
20 
10 
30 
20 
10 
o 
A
dubação m
ineral de cobertura: N
a ausência de inoculação, aplicar 30 kg/ha 
de N, 15 a 25 dias após a em
ergência, na superfície do solo, ao lado das 
plantas. 
Edm
ilson José Am
brosano, Elaine B. W
utke 
e Eduardo Antonio Bulisani 
Seção de Legum
inosas -fAC 
I li ií _i I I I ! 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
19.7 G
ergelim
 
Espaçam
ento: 0,40 a 0,60 m
, 20 a 25 sem
entes por m
etro linear. 
C
alagem
: 
calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e o t 
d 
m
agnes!O
 a um
 m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
3. 
eor 
e 
A
dubação orgânica: Se possível, aplicar de 2 a 3 t!ha de adubo 
-
. 
fazer rotação com
 legum
inosas. 
orgam
co ou 
A
dubação m
ineral de plantio: D
eve ser feita de acordo com
 a análise de solo 
e a segum
te tabela: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
10 
80 
60 
40 
20 
60 
40 
20 
20 
A
dubação m
ineral 
germ
inação. 
de cobertura: Aplicar 20 kg/ha de N, 
30 dias após a 
B
oletim
 Técnico. 100. JAC:. HlÇ!7 
Angelo Savy Filho 
SeçãÕ
 de O
leaginosas -IAC
 
1
0
7
 
8. van RAIJ et ai. 
19.8 G
irassol 
Espaçam
ento: 0,50 a 0,90 m
 entre as linhas, por 0,20 a 0,40 m
 entre as 
plantas. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 5 m
m
olc/dm
3. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo e a 
seguinte tabela: P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
N
itrogênio 
16-40 
>40 
0-6 
7-15 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
----K
2
0
, k
g
/h
a
,-,----
10 
70 
50 
30 
20 
60 
50 
30 
20 
Acrescentar 20 kg/ha de S. 
Aplicar 1 kg/ha de B para teores de B no solo entre O
 e 0,20 m
g/dm
3 e 0,5 
kg/ha de B para valores de B no solo entre 0,21 e 0,60 m
g/dm
3. 
A
dubação m
ineral de cobertura: U
tilizar 40 kg/ha de N, 
30 dias após a 
em
ergência das plantas. 
H
IA
 
José Antonio Q
uaggio 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
e M
aria R
egina G
. U
ngaro 
Seção de O
leaginosas -fAC
 
Boletim
 Técnico. 100. IAC. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
19.9 G
rão-de-bico 
Espaçam
ento: 0,50 m
 entre as linhas, 15 a 20 sem
entes por m
etro linear. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
3. 
Inoculação: Subm
eter as sem
entes à inoculação com
 Bradyrhizobium
 sp., 
específico para grão-de-bico, na base de 200 g de inoculante turfoso para 
50 kg de sem
entes. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
 análise de solo e a 
seguinte tabela: 
Produti-
vidade 
esperada 
t/ha 
Até 1,5 
>1,5 
P resina, m
g/dm
3 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
-
-
-
P20s, kg/ha -
-
-
60 
80 
50 
60 
40 
40 
o o 
K+ trocável, m
m
olcidm
3 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
----K
2
0
, k
g
/h
a
----
40 
60 
30 
40 
20 
20 
o o 
A
dubação m
ineral de cofíertura: Na ausência de inoculação, aplicar 50 kg/ha 
de N
 em
 cobertura, aos 30 dias após a sem
eadura, para cultivares 
precoces, e aos 50 dias para cultivares tardios. 
' 
N
elson R
aim
undo Braga 
Seção de Legum
inosas -fAC 
8. van RAIJ et ai. 
19.10 Legum
inosas adubos verdes-C
rotalária, chícharo ou ervilhaca, 
feijão-de-porco, feijão-guandu, lablabe, m
ucuna, trem
oço 
Espaçam
ento: C
rotalárias-0,40 a 0,60 m
 x 25 a 40 sem
entes por m
etro linear; 
feijão-guandu, trem
oço e lablabe-
0,50 a 0,60 m
 x 1 O
 a 15 sem
entes por 
m
etro linear; feijão-de-porco- 0,50 a 0,60 m
 x 7 sementes por m
etro linear; 
m
ucuna-
0,40 a 0,60 m
 x 7 a 12 sem
entes por m
etro linear. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 5 m
m
olc/dm
3. 
Inoculação: H
avendo disponibilidade de R
hizobium
 específico, subm
eter as 
sem
entes à inoculação para a prim
eira sem
eadura, na base de 200 g de 
inoculante turfoso para 50 kg de sem
entes. 
Adubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo e a 
seguinte tabela: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-15 
16-40 
>40 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
-
-
-
P20s, k
g
/h
a
---
----K
2
0
, k
g
/h
a
---
40 
20 
o 
30 
20 
o 
O
bservação: 
O
s adubos verdes (legum
inosas) aproveitam
 o adubo residual da cultura 
anterior. Se a saturação por bases estiver próxim
a a 60%
 e a cultura anterior 
tiver recebido adubação, pode-se dispensar a calagem
 e a adubação m
ineral. 
Edm
ilson J. Am
brosano e Elaine 8. W
utke 
Seção de Legum
inosas -fAC
 
Recom
endações de adubação e calagem
 ... 
19.11 M
am
ona 
Espaçam
ento: Porte alto: 3,00 x 1,00 m
; porte baixo: 1,50 x 0,50 m
. 
Calagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
 e 0 teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
a 
Adubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 análise de solo e a 
seguinte tabela: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
0-6 
7-15 
>15 
0-0,7 
0,8-1,5 
>1,5 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
-
-
-
-
K
2
0
, k
g
/h
a
----
15 
80 
60 
40 
40 
30 
20 
Adubação m
ineral de cobertura: Aplicar 30 a 60 kg/ha de N, aos 30 a 40 dias 
após a germ
inação. 
O
bservação: 
A m
am
ona é sensível à acidez do solo e exigente em
 nutrientes, apresen-
tando boa resposta, em
 produtividade, 
à correção do solo com
 calcário e 
fertilizantes. 
' 
Angelo S
avy Filho 
Seção de O
leaginosas -IAC
 
!li I" .li 
B. van RAIJ et ai. 
19.12 Soja 
Espaçam
ento: 0,50 m
 entre as linhas, 16 a 20 sem
entes pór m
etro linear, 
dependendo do cultivar. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 5 m
m
olc/dm
3. 
Inoculação: Subm
eter as sem
entes à inoculação com
 Bradyrhizobium
 especí-
fico para soja, de boa qualidade quanto à estirpe, conservação e viabili-
dade. Em
 glebas já cultivadas com
 soja, utilizar 250 g de inoculante por 
saca de sem
entes, e o dobro em
 áreas de prim
eiro cultivo de soja. 
A
dubação m
ineral de sem
eadura: As quantidades a aplicar variam
 com
 a 
análise de solo e a produtividade esperada, de acordo com
 a seguinte 
tabela: 
Produti-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
vida de 
esperada 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
t/ha 
PzOs, kg/ha 
KzO, kg/ha 
1,5-1,9 
50 
40 
30 
20 
60 
40 
20 
o 
2,0-2,4 
60 
50 
40 
20 
70 
50 
30 
20 
2,5-2,9 
80 
60 
40 
20 
70 
50 
50 
20 
(9()' 
r:::'\ 
50 
30 
3,0-3,4 
70 
50 
30 
80 
3,5-4,0 
• 
80 
50 
40 
80 
60 
60 
40 
* N
ão é possível obter essa produtividade com
 aplicação localizada de fósforo em
 solos com
 
teores m
uito baixos de P. 
Em
pregar 15 kg/ha de S para cada tonelada de produção esperada. 
Em
 solos deficientes em
 m
anganês (M
n no solo até 1,5 m
g/dm
3), aplicar 
5 kg/ha de M
n . 
N
as dosagens de K2 0 acim
a de 50 kg/ha, utilizar a m
etade da dose em
 
cobertura, principalm
ente em
 solos arenosos, 30 ou 40 dias após a germ
inação, 
respectivam
ente para cultivares de ciclo m
ais precoce e m
ais tardio. 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
O
bservações: 
a) A m
á distribuição e/ou a incorporação m
uito rasa do calcário pode causar ou 
agravar a deficiência de m
anganês, resultando em
 queda de produtivida-
de. 
b) N
o cultivo de prim
avera-verão, a inoculação das sem
entes dispensa a 
adubação nitrogenada. Entretanto, no cultivo de outono-inverno devido à 
atividade sim
biótica, recom
enda-se, além
 da inoculação.' a aplica-
çao de 50 kg/ha de N, sendo 114 dessa dose com
 adubação no sulco de 
sem
eadura e o restante em
 cobertura antes do florescim
ento. 
c) Em
 solos arenosos ácidos pode ocorrer deficiência de M
o, o que acarreta 
m
á fixação biológica de nitrogênio. A deficiência deve ser resolvida pela 
calagem
, que aum
enta a disponibilidade do nutriente. Na im
possibilidade 
de aplicar o calcário, em
pregar 50 glha de m
olibdato de am
ônio m
isturado 
às sem
entes. 
d) D
eficiências de m
icronutrientes na soja são raras no Estado de São Paulo. 
Na suspeita de sua ocorrência, realizar análise de solo e foliar e, um
a vez 
constatada a deficiência, pode-se aplicar, com
 a adubação de sem
eadura, 
as seguintes quantidades: 5 kglha de Zn, e/ou 2 kglha de Cu, e/ou 1 kg/ha 
deB
. 
. .H
ipólito A.A. M
ascarenhas e R
obertoTetsuo Tanaka 
Seção de Legum
inosas -fAC
 
w
--
R
ecom
endações para adubação e calagem
 ... 
20. O
R
N
A
M
EN
TA
IS E FLO
R
ES 
20.1 
Inform
ações gerais e diagnose foliar 
20.2 
Am
arilis 
20.3 
Antúrio . 
20.4 
C
risântem
o 
20.5 
G
ladíolo 
20.6 
G
loxínia 
20.7 
G
ypsophila 
20.8 
Plantas ornam
entais arbóreas . 
20.9 
Plantas ornam
entais arbustivas e herbáceas 
20.10 R
osa .
.
.
.
.
 . 
20.11 Violeta-africana 
Página 
207 
209 
210 
211 
212 
213 
214 
215 
216 
217 
218 
I :I' liil 
R
ecom
endações para adubação e calagem
 ... 
20. O
R
N
A
M
EN
TA
IS E FLO
R
ES 
Antonio Fernando C. Tom
bo/ato, C
arlos Eduardo F. de C
astro, 
Taís Tostes G
raziano e Luiz Antonio F. M
atthes 
Seção de Fruticultura e Plantas O
rnam
entais -
IAC
 
Ângela M
aria C. Fur/ani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -
IAC
 
20.1 Inform
ações gerais e diagnose foliar 
Este é o grupo de culturas que abrange o m
aior núm
ero de espécies e 
variedades. Além
 disso, o cultivo é feito em
 condições das m
ais diversas, ao 
ar livre ou em
 am
bientes fechados, em
 solos ou nos m
ais diferentes substratos. 
Assim
, as inform
ações dadas neste capítulo abrangem
 apenas um
a pequena 
parte desse grupo de culturas. 
A diagnose foliar, para avaliar o estado nutricional de algum
as plantas 
ornam
entais, com
 base nas folhas m
aduras totalm
ente expandidas, pode ser 
feita com
 os lim
ites de interpretação indicados no quadro 20.1. 
B
oletim
 TP.r.nir.n 
100 
lA
r. 
1Q
Q
7 
B. van RAIJ et ai. 
Q
uadro 20.1. Faixas de teores de nutrientes considerados adequados para 
algum
as plantas ornam
entais, com
 base em
 folhas m
aduras totalm
ente 
expandidas 
Planta 
Teores de nutrientes nas folhas totalm
ente expandidas 
M
acronutrientes, g/kg 
N
 
p 
K 
C
 a 
M
g 
s 
Antúrio 
16-30 
2,0-7,0 
10-35 
12-20 
5-10 
1,6-7,5 
A
zaléia 
15-25 
2,0-5,0 
5-15 
5-15 
2,5-10 
B
egônia 
40-60 
3,0-7,5 
25-60 
10-25 
3,0-7,0 
C
risântem
o 
40-60 
2,5-10 
40-60 
10-20 
2,5-10 
2,5-7,0 
G
ladíolo 
30-55 
2,5-10 
25-40 
5-45 
1,5-3,0 
G
loxínia 
30-50 
2,5-7,0 
25-50 
10-30 
3,5-7,0 
2,5-7,0 
G
ypsophila 
43-60 
3-7 
35-45 
26-40 
4-10 
2,5-7,0 
Hibiscus 
25-45 
2,5-10 
15-30 
10-30 
2,5-8,0 
2,0-5,0 
Palm
eira (areia) 
25-35 
1,5-8,0 
14-40 
10-25 
2,5-8,0 
Rosa 
30-50 
2,5-5,0 
15-30 
10-20 
2,5-5,0 
2,5-7,0 
Schefflera 
25-35 
2,0-5,0 
23-40 
10-15 
2,0-8,0 
30-60 
3,0-7,0 
30-65 
10-20 
3,5-7,5 
3,0-7,0 
.,,,,, 
M
icronutrientes, m
g/kg 
l!llil 
B 
Cu 
F e 
M
n 
Zn 
1111!. 
Antúrio 
25-75 
6-30 
50-300 
50-200 
;!i! 
A
zaléia 
25-75 
6-25 
50-250 
40-200 
20-200 
B
egônia 
20-75 
7-30 
50-200 
50-200 
25-200 
Crisântem
o 
25-75 
6-30 
50-250 
50-250 
20-250 
G
ladíolo 
25-100 
8-20 
50-200 
50-200 
20-200 
G
loxínia 
25-50 
8-25 
50-200 
50-300 
20-50 
G
ypsophila 
25-100 
9-25 
50-200 
50-200 
25-200 
Hibiscus 
25-100 
6-50 
50-200 
40-200 
20-200 
Palm
eira (areia) 
15-60 
6-50 
50-250 
50-250 
25-200 
R
osa 
30-60 
7-25 
60-200 
30-200 
18-100Schefflera 
20-60 
10-60 
50-300 
40-300 
20-200 
25-75 
8-35 
50-200 
40-200 
25-200 
R
r.lo
tirn
 Tóf'nil"'r. 
1
(\() 
ll!.r. 
1
0
0
7
 
R
ecom
endações para adubação e calagem
 ... 
20.2 A
m
arílis 
Espaçam
ento: 0,30 m
 entre linhas por 0,10 m
 entre bulbos, em
 canteiros de 
1 ,o a 1,2 m
 de largura por 0,30 m
 de altura (350.000 bulbos/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e garantir 
um
 teor m
ínim
o de M
g no solos de 9 m
m
olddm
3. 
A
dubação orgânica: Aplicar 5 a 1 O
 t/ha de esterco de galinha curtido. 
A
dubação m
ineral de plantio: Para canteiros de 30 em
 de altura, aplicar de 
acordo com
 a seguinte tabela, com
 base na análise de solo: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olcldm
3 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
40 
---P
2
0
s
, kg/ha -
-
-
-
-
-
K
2
0
, k
g
/h
a
---
240 
160 
80 
240 
160 
80 
B, m
g/dm
3 
M
n, m
g/dm
3 
Zn, m
g/dm
3 
0-0,60 
>0,60 
0-1,2 
>1 ,2 
0-1,2 
>1,2 
-
-
8
, k
g
/h
a
--
--M
n
, k
g
/h
a
--
--Z
n
, k
g
/h
a
--
1 
o 
6 
o 
4 
o 
A
dubação de cobertura: D
urante 8 m
eses, a cada 20 dias, aplicar 35 kg/ha 
de N
 (total de 420 kg/ha de N). Do 4
° ao 8. 0 m
ês, aplicar, juntam
ente com
 
o nitrogênio, 80 kg/ha de K2 0 (total de 480 kg/ha de K2 0). Em
 cultivos 
sucessivos, fazer análise de solo do canteiro, para evitar acidificação 
excessiva e acúm
ulo de sais pela adubação elevada. 
Tais Tostes G
raziano, Antonio Fernando C. Tom
bo/ato, 
Luiz Antonio F. M
atthes e C
arlos Eduardo F. de C
astro 
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -IAC
 
e Ângela M
aria C. Furlani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas-
IAC
 
,, .. ,. 
li li 
B. van R
AIJ et ai. 
20.3 A
ntúrio 
Espaçam
ento: 0,40 x 0,40 m
, em
 canteiros de 1 ,O a 1,5 ·m de largura e 
distribuídos em
 três linhas. M
anter distância m
ínim
a entre canteiros de 
0,40 m
 (40.000 a 43.000 m
udas/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 40%
, não 
aplicando m
ais de 3 t/ha. 
O
 antúrio requer solos ácidos. 
A
dubação orgânica: 30 a 40 Ilha de esterco de curral curtido. 
Parcelar a adubação m
ineral em
 quatro aplicações por ano. 
R
epetir, anualm
ente, a adubação orgânica e a adubação m
ineral 
Luiz Antonio F. M
atthes, C
arlos Eduardo F. de C
astro, 
e Antonio Fernando C
. Tom
bo/ato 
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -fAC 
e C
eli Teixeira Feitosa 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
R
ecom
endações para adubação e calagem
 ... 
20.4 C
risântem
o 
Espaçam
ento: 12,5 x12,5 em
 entre plantas no verão e 12,5 x 15 em
 no inverno, 
em
 canteiros de 1 ,20 m
 de largura x 0,20 m
 de altura (70 plantasfm
2 de 
canteiro ou 700.000 plantas/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e m
anter 
o teor de M
g do solo no m
ínim
o em
 9 m
m
ol0 /dm
3. 
A
dubação orgânica: Aplicar 40 litrosfm
2 de canteiro, de .palha da arroz carbo-
nizada ou produto sim
ilar, m
isturando m
uito bem
 com
 o solo. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, com
 base na análise de solo e a 
seguinte tabela: 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 320 kg/ha de N
 e 150 kg/ha de K2 0, 
da seguinte form
a: 30 dias após o plantio, 60 kg/ha de N
 e 50 kg/ha de 
K20; 60 dias após o plantio, m
ais 60 kg/ha de N; a partir dos 40 dias após 
o plantio, usar fertirrigação a cada dez dias (4 vezes}, aplicando 51itrosfm
2 
de canteiro de um
a solução contendo, por litro, 1 ,o g de N, 0,5 g de K2 0, 
1 O
 m
g de M
n, 2 m
g de B e 1 m
g de Zn. Em
 plantios sucessivos, efetuar 
anualm
ente análise de solo dos canteiros. 
Antonio Fernando C. Tom
bo/ato, Tais Tostes G
raziano, 
e C
arlos Eduardo F. de C
astro 
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -IAC
 
e Ângela M
aria C. Furlanl 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
,,,,,.• 
illll 
B. van RAIJ et ai. 
20.5 G
ladíolo 
Espaçam
ento: 8 a 1 O
 em
 na linha, por 40 a 60 em
 entre· linhas (300.000 
bulbos/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
. 
A
dubação orgânica: 1 O
 t/ha de esterco de curral curtido, ou 3 t/ha de esterco 
de galinha ou 1 t/ha de torta de m
am
ona. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar os adubos em
 sulcos, antes do trans-
plante, nas quantidades indicadas na seguinte tabela: 
N
itrogênio 
N, kg/ha 
30 
0-0,20 
P resina, m
g/dm
3 
0-30 
>30 
-
-
P20s, kg/ha -
-
150 
80 
B, m
g/dm
3 
0,21-0,60 
>0,60 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-3,0 
>3,0 
-
-
K
2
0
, k
g
/h
a
---
100 
60 
Zn, m
g/dm
3 
0-0,5 
0,6-1,2 
>1 ,2 
-
-
-
-
B, k
g
/h
a
,-
-
-
-
-
-
-
-
-
Z
n
,
 k
g
/h
a
-
-
-
-
-
2 
o 
4 
2 
o 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar três vezes 30 kg/ha de N, nos 
seguintes estádios: plantas com
 duas a três folhas; em
ergência da inflo-
rescência; duas sem
anas após o florescim
ento. 
C
arlos Eduardo F. C
astro, Antonio Fernando C. Tom
bo/ato, 
Taís Tostes G
raziano e Luiz Antonio F. M
atthes 
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -IAC
 
R
ecom
endações para adubação e ca!agem
 ... 
20.6 G
loxínia 
Envasam
ento: Vasos de 15 a 16 em
 de diâm
etro, para as variedades m
aiores, 
e vasos de 1 O
 a 12 em
 de diâm
etro, para as m
enores, para m
udas com
 60 
dias de idade, em
 3. 0 transplante. M
udas em
 estufa. 
C
alagem
: aplicar calcário dolom
ítico, de acordo com
 a análise de solo, para 
elevar a saturação por bases a 80%
. 
Substrato para o 2. 0 e 3. 0 transplantes: M
istura de 1 m
3 de húm
us, 1 m
3 de 
verm
iculita ou pó de xaxim
 e 1 m
3 de areia. 
A
dubação m
ineral: Aplicar os adubos de acordo com
 análise de solo do 
substrato e a seguinte tabela: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-25 
> 25 
0-3,0 
>3,0 
N, g/m
3 
-
-
P20s, g/m
3 -
-
K20, g/m
3 
50 
500 
250 
500 
250 
R
enovar o substrato a cada transplante e após o envasam
ento. Trinta dias 
depois, irrigar as plantas com
 um
a solução contendo, por litro, 100 m
g de N, 
100 m
g de K
20, 2 m
g de ·s e 1 m
g de Zn. N
o reaproveitam
ento do substrato, 
fazer nova análise quím
ica. 
Antonio Fernando C. Tom
bo/ato 
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -IAC
 
e Ângela M
aria C. Fur/ani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
8. van RAIJ et ai. 
20.7 G
ypsophila 
Espaçam
ento: 5 em
 entre plantas, em
 canteiros e 40 x 50 ·em entre plantas, 
no cam
po. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
. 
A
dubação orgânica: Aplicar, 30 dias antes do plantio, juntam
ente com
 o 
calcário, 5 a 1 O
 Ilha de esterco de curral curtido, se disponível. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo e a 
seguinte tabela: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
N
itrogênio 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P205, kg/ha 
K20, kg/ha 
30 
180 
120 
60 
60 
40 
20 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 120 kg/ha de N
 e 120 kg/ha de K
20, 
parcelando em
 três vezes, aos 30, 60 e 90 dias após o plantio. Fazer 
análises de solo anuais para reavaliar a necessidade de calagem
 e 
adubação. 
Antonio Fernando C. Tom
bo/ato 
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -IAC
 
e Ângela M
aria C. Furtani 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC 
r 
R
ecom
endações para adubação e calagem
 ... 
20.8 Plantas ornam
entais arbóreas 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
. 
A
dubação de form
ação: Aplicar, por cova, em
 m
istura com
 terra da superfície, 
200 g de P
20s e 50 g de K
20. Aplicar três vezes 20 g de N
 em
 cobertura, 
30 dias após o plantio e, depois, de dois em
 dois m
eses. 
A
dubação de m
anutenção: Aplicar, anualm
ente, de acordo com
 a análise de 
solo inicial ou realizada de três em
 três anos.N
itrogênio 
N, kg/ha 
100 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
0-12 
>12 
0-1,5 
>1 ,5 
-
-
P205, kg/ha -
-
---K
2
0
, k
g
/h
a
---
100 
50 
100 
50 
C
arlos Eduardo F. C
astro, Antonio Fernando C. Tom
bo/ato, 
Taís Tostes G
raziano e Antonio F. M
atthes 
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -fAC
 
.,., .. ·· 
B. van R
AIJ et ai. 
20.9 Plantas ornam
entais arbustivas e herbáceas 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
. No caso 
da azaléia, a calagem
 deve ser calculada para elevar a saturação por 
bases a 40%
, não ultrapassando, porém
, a adição de 2 !lha. 
A
dubação m
ineral: Aplicar de acordo com
 a análise de solo e a seguinte 
tabela: 
N
itrogênio 
N, kg/ha 
120 
P resina, m
g/dm
3 
0-30 
>30 
--P
2
0
s
, kg/ha -
-
180 
90 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-3,0 
>3,0 
---K
2
0
, k
g
/h
a
---
120 
60 
Parcelar a adubação em
 três vezes, aplicando os fertilizantes no início, 
m
eado e fim
 da estação das chuvas. 
C
arlos Eduardo F. C
astro, Antonio Fernando C. Tom
bo/ato, 
Tais Tostes G
raziano e Luiz Antonio F. M
atthes 
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -fAC
 
R
n
lo
tim
 T
6
rn
if'n
 
1 ()() 
I A
 f': 
1 A
A
7 
R
ecom
endações para adubação e calagem
 ... 
20.10 R
osa 
Espaçam
ento: No cam
po, linhas duplas de 1 ,O x 0,5 x 0,5 m
, para m
udas 
enxertadas, e linhas sim
ples de 1 ,o x O, 12 m
 para pés francos; na estufa 
1 ,3 x 0,3 x 0,2 m
 (25 a 43 m
il m
udas/ha). 
' 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e m
anter 
o teor de M
g, no m
ínim
o, em
 9 m
m
olcfdm
3. 
A
dubação orgânica: No plantio, em
pregar 1 O
 tlha de esterco de curral bem
 
curtido, ou 3 t/ha de esterco de galinha, ou 1 t/ha de torta de m
am
ona. 
A
dubação m
ineral de form
ação: Incorporar, nos sulcos de plantio, as seguin-
tes quantidades de nutrientes, de acordo com
 a análise de solo: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
N
itrogênio 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/h 
K20, kg/ha 
20 
300 
200 
100 
120 
80 
40 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 80 kg/ha de N, parcelando as apli-
cações em
 quatro vezes, durante o ano. 
A
dubação de m
anutenção: Aplicar de acordo com
 a análise de solo e a 
seguinte tabela: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
N
itrogênio 
0-25 
26-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
300 
180 
120 
60 
300 
200 
100 
Parcelar em
 quatro ou cinco vezes, iniciando após a poda e aplicando 
m
ensalm
ente. 
C
arlos Eduardo F. C
astro, Antonio Fernando C. Tom
bo/ato, 
Tais Tostes G
raziano e Luiz Antonio F. M
atthes 
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -fA
C
 
R
n
iA
tim
 
1
0
0
 
lA
r: 
1Q
Q
7 
.... "'" 
8. van RAIJ et ai. 
20.11. Violeta-africana 
Envasam
ento: Vasos de 12 em
 de diâm
etro, para m
udas de 2: 0tranplante com
 
4 a 6 m
eses de idade. 
C
alagem
 do substrato para vasos: aplicar calcário dolo m
ítico, de acordo com
 
a análise de solo, para elevar a saturação por bases a 80%
. 
Substrato para o 2
° e 3. 0 transplantes: M
istura de 1 m
3 de húm
us, 1 m
3 de 
verm
iculita ou pó de xaxim
 e 1 m
3 de areia. 
A
dubação m
ineral: Aplicar, de acordo com
 a análise de solo do substrato e a 
seguinte tabela: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-25 
>25 
0-3,0 
>3,0 
N, g/m
3 
-
-
P205, g/m
3 -
-
K
20, g/m
3 
50 
500 
250 
500 
250 
Trinta dias após o envasam
ento, aplicar em
 irrigação, um
a solução con-
tendo, por litro, 100 m
g de N, 100 m
g de K
2 0, 2 m
g de B e 1 m
g de Zn . 
218 
Antonio Fernando C. Tom
bo/ato, C
arlos Eduardo Ferreira de C
astro e 
Luiz Antonio F. M
atthes 
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -/AC 
Angela M
aria C. Fur/ani e C
eli Teixeira Feitosa 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
Boletim
 Técnico, 100, IAC, 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
21. R
A
ÍZES E TU
B
ÉR
C
U
LO
S 
21.1 Inform
ações gerais .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
21.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar . 
21.3 Araruta industrial 
21.4 Batata .
.
.
.
.
 . 
21.5 Batata-doce e cará . 
21.6 lnham
e 
. 
21.7 M
andioca 
21.8 M
andioquinha 
Página 
221 
222 
224 
225 
226 
227 
228 
229 
. ,,,,, ... 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
21. R
A
ÍZES E TU
B
ÉR
C
U
LO
S 
José O
sm
ar Lorenzi, D
om
ingos A. M
onteiro e H
ilário da Silva M
iranda filho 
Seção de R
aízes e Tubérculos -
IAC
 
Bernardo van R
aij 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -
IAC
 
21.1 Inform
ações gerais 
Este grupo de culturas caracteriza-se pela elevada extração de nitrogênio 
e, principalm
ente, de potássio, pelas plantas, com
 elevada exportação pelas 
partes colhidas, raízes ou tubérculos. C
ontudo, o excesso de nitrogênio é, em
 
geral, prejudicial, acarretando desenvolvim
ento vegetativo exagerado, reduzin-
do assim
 as colheitas e a qualidade dos produtos. Além
 disso, aum
enta a 
predisposição das plantas às doenças. 
Sob o ponto de vista econôm
ico, a batata é a cultura m
ais im
portante do 
grupo, e tam
bém
 a m
ais exigente em
 adubação. Por essa razão, adota-se para 
ela a tabela de interpretação de fósforo das hortaliças . 
A análise de m
icronutrientes em
 solos é incluída na tabela de adubação 
da batata para boro e na tabela da m
andioca para zinco. Isso porque essas 
culturas apresentam
 com
um
ente deficiências para es,_as dois elem
entos. Para 
os dem
ais m
icronutrientes, m
esm
o quando em
 teores baixos no solo, essas 
culturas norm
alm
ente não respondem
 às suas aplicações. 
B. van R
AIJ et ai. 
21.2 C
om
posição m
ineral, am
ostragem
 de folhas e diagnose foliar 
O
 quadro 21.1 apresenta a produtividade m
ais com
um
 para as culturas 
tratadas neste capítulo, bem
 com
o o conteúdo de nutrientes exportados, para 
aqueles casos com
 disponibilidade de dados, ou seja, batata, batata-doce e 
m
andioca. O
s conteúdos apresentados para as três culturas são bastante 
próxim
os. Na falta de dados específicos às dem
ais culturas, os teores indicados 
podem
 ser usados para estim
ativas de exportação de nutrientes pelas colhei-
tas. 
Q
uadro 21.1. C
onteúdo de m
acronutrientes na planta inteira (extração) e nas 
raízes e tubérculos (exportação), para um
a tonelada de produto colhido, e 
produtividade com
um
ente observada 
Planta inteira 
Raízes e tubérculos 
Produti-
C
ultura 
N
 
p 
K 
s 
N
 
p 
K 
s 
vida de 
kg/t de raízes e tubérculos 
t/ha 
Batata 
5 
0,5 
7 
0,3 
3 
0,3 
4 
o, 1 
20-30 
Batata-doce 
5 
0,4 
6 
3 
0,3 
3 
20-30 
M
andioca 
6 
0,7 
6 
4 
0,4 
4 
15-35 
Para a dignose folia r, tam
bém
 só há inform
ações para essas três culturas. 
No quadro 21.2 são descritos os procedim
entos para am
ostragem
 de folhas. 
No quadro 21.3 são apresentadas as faixas de teores considerados adequa-
dos. 
Q
uadro 21.2. R
ecom
endações de am
ostragem
 de folhas para batata, batata-
doce e m
andioca 
C
ultura 
Descrição da am
ostragem
 
Batata 
Am
ostrar 30 plantas, aos 30 dias, retirando a 3
a
 folha a partir 
do tufo apical. 
Batata-doce 
Am
ostrar 15 plantas, aos 60 dias após o plantio, retirando as 
folhas m
ais recentes totalm
ente desenvolvidas. 
M
andioca 
Am
ostrar 30 plantas, retirando o lim
bo (folíolo) das folhas m
ais 
jovens totalm
ente expandidas, 3-4 m
eses após o plantio. 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
Q
uadro 21.3. Faixas de teores adequados de m
acro-
e m
icronutrientes em
 
folhas de batata, batata-doce e m
andioca 
C
ultura 
Batata 
Batata-doce 
M
andioca 
Batata 
Batata-doce 
M
andioca 
N
 
40-50 
33-45 
45-60 
B 
25-50 
25-75 
15-50 
Boletim
 Técnico. 100. IAC_ HlÇ)7 
Faixas de teores considerados adequados 
M
acronutrientes, g/kg 
p 
K 
C
 a 
M
g 
s 
2,5-5,0 
40-65 
10-203-5 
2,5-5,0 
2,3-5,0 
31-45 
7-12 
3-12 
4-7 
2,0-5,0 
10-20 
5-15 
2-5 
3-4 
M
icronutrientes, m
g/kg 
Cu 
F e 
M
n 
M
o 
Zn 
7-20 
50-100 
30-250 
20-60 
10-20 
40-100 
40-250 
20-50 
5-25 
60-200 
25-100 
0,11-0,18 
35-100 
,,,., ..... 
8. van RAIJ et ai. 
21.3 A
raruta industrial 
Espaçam
ento: 0,70 x 0,80 m
 x 0,30 x 0,40 m. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
N
itrogênio 
0-6 
7-15 
>15 
0-0,7 
0,8-1,5 
>1 ,5 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K
20, kg/ha 
o 
80 
60 
40 
60 
40 
20 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 30 kg/ha de N, 30 à 60 dias após o 
plantio. 
O
bservação: 
A araruta aproveita bem
 adubos aplicados em
 culturas anteriores, podendo 
dispensar, nesses casos, a adubação de plantio. 
224 
D
om
ingos Antonio M
onteiro e Valdem
ir Antonio Peressin 
Seção de R
aízes e Tubérculos -fAC
 
Boletim
 Técnico. 100. IA
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
21.4 B
atata 
Espaçam
ento: O, 75 a 0,80 m
 x 0,20 x 0,40 m
. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 8 m
m
o1Jdm
3. 
Para cultivares 
m
ais suscetíveis à deficiência de cálcio (Aracy, Baraka, 
Panda), aplicar fontes solúveis de cálcio. Pode ser aplicado até 2 Ilha de gesso 
(sulfato de cálcio) juntam
ente com
 o calcário ou adubos que contenham
 o 
fósforo com
o superfosfato sim
ples, que contém
 gesso. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a produtividade espera-
da e a análise de solo, com
 base na seguinte tabela: 
N
itro-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, 
B água quente, m
g/dm
3 
gênio 
0-25 
25-60 
>60 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
0-0,20 
0,21-0,60 
>0,60 
N, kg/ha --P
2
0
s, k
g
/h
a
-
-
-
K
20, k
g
/h
a
--
B, kg/ha 
40-80 
300 
200 
100 
250 
150 
100 
2 
o 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 40-80 kg/ha de N
 antes da am
ontoa. 
O
bservações: 
a) A dose de N, tanto no plantio com
o em
 cobertura, depende da época de 
plantio. A
plicar m
enores doses em
 épocas de tem
peratura m
ais elevada. 
b) A resposta à adubação é, tam
bém
, influenciada por outros fatores, principal-
m
ente cultivar e tubérculo-sem
ente. C
ultivares de ciclo curto e tubérculos 
sem
entes m
enores exigem
 m
aiores doses de fertilizantes. 
l=ln
lo
tirn
 Tóf"ni,-.,... 
1 1\f'l 
I A
r 
1
0
0
7
 
H
ilário da Silva M
iranda Filho 
Seção de R
aízes e Tubérculos -IAC
 
.,.,,, .... 
B. van RA!J et al. 
21.5 B
atata-doce e cará 
Espaçam
ento: 0,90 x 0,40 m
 (indústria); 0,80 x 0,30 m
 (m
esà). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 4 m
m
olc/dm
3. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo: 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
N
itrogênio 
0·6 
7-15 
>15 
0·0,7 
0,8·1 ,5 
>1 ,5 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
Batata-doce para m
esa 
20 
100 
80 
60 
120 
90 
60 
Batata-doce forrageira e industrial 
20 
80 
60 
40 
100 
70 
40 
C
 ará 
20 
100 
70 
50 
100 
70 
40 
A
dubação m
ineral de cobertura: Trinta dias após a brotação, aplicar 30 kg/ha 
de N
 para batata-doce de m
esa ou cará, ou 20 kg/ha de N
 para batata-doce 
forrageira e industrial. 
O
bservação: A adubação pode ser dispensada se as culturas forem
 feitas em
 
rotação, após outras culturas adubadas. 
D
om
ingos Antonio M
onteiro e Valdem
ir Antonio Peressin 
Seção de R
aízes e Tubérculos • fAC 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
21.61nham
e 
Espaçam
ento: 0,80 a 1,00 m
 x 0,40 a 0,60 m
 (17.000 a 30.000 m
udas/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 4 m
m
o1Jdm
3. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo e a 
seguinte tabela: 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olcldm
3 
0-6 
7-15 
>15 
0-0,7 
0,8-1,5 
>1 ,5 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
K20, kg/ha 
o 
80 
60 
40 
60 
40 
20 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 20 kg/ha de N, 30 a 60 dias após o 
plantio e a m
esm
a quantidade, 120 a 150 dias após o plantio. 
D
om
ingos Antonio M
onteiro e Va/dem
ir Antonio Peressin 
Seção de R
aízes e Tubérculos . IAC
 
B. van RAIJ et ai. 
21.7 M
andioca 
Espaçam
ento:1 ,O a 1,2 m
 x 0,6 m
. 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
 e o teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
3. N
ão aplicar m
ais de 2 t/ha de 
calcário. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo e as 
quantidades indicadas na tabela seguinte: 
N
itro-
gênio 
P resina, m
g/dm
3 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
Zn DTPA, m
g/dm
3 
0-0,7 
0,7-1,5 
>1,5 
<0,6 
0,6-1,2 
>1 ,2 
N, kg/ha --P
2
0
s
, k
g
/h
a
--
---K
2
0
, k
g
/h
a
--
--Z
n
, k
g
/h
a
--
o 
80 
60 
40 
20 
60 
40 
20 
4 
2 
o 
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar de O
 a 40 kg/ha de N, aos 30 a 60 
dias após a brotação; m
enores aplicações, no caso de plantas m
uito 
verdes, em
 áreas recém
-desbravadas ou pousio. 
O
bservação: A adubação pode ser dispensada se a m
andioca for plantada, 
em
 rotação, após cultura adubada. 
?
?
R
 
José O
sm
ar Lorenzi 
Seção de R
aízes e Tubérculos -fAC 
R
niA
tim
 TÃr.niP.n 
100 
IA
C
: 
1!=l!=l7 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
21.8 M
andioquinha 
Espaçam
ento: 0,70 a 0,80 m
 x 0,30 m
 (40.000 a 50.000 m
udas/ha). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
 e 0 teor de 
m
agnésio a um
 m
ínim
o de 8 m
m
olcfdm
3. 
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
 a análise de solo. 
P resina, m
g/dm
3 
N
itrogênio 
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3 
8, m
g/dm
3 
0-6 
7-15 
>15 
0-0,7 
0,8-1,5 
>1 ,5 
0-0,20 0,21-0,60 >0,60 
N, kg/ha 
-P
2
0
s, kg
/h
a
-
--K
2
0
, k
g
/h
a
--
-
-
8
,
 kg/ha 
Cultura irrigada 
o 
150 
100 
70 
120 
90 
60 
2 
1 
o 
Cultura não-irrigada 
o 
120 
80 
40 
80 
60 
40 
2 
1 
o 
A
dubação m
ineral de cobertura: Na cultura irrigada, aplicar 60 kg/ha de N, 
sendo m
etade aos 30 dias e m
etade aos 60 dias. Na cultura não-irrigada, 
aplicar 40 kg/ha de .N, parcelando em
 duas vezes, a: os 20 e 60 dias após 
o plantio. 
D
om
ingos Antonio M
onteiro e Valdem
ir Antonio Peressin 
Seção de R
aízes e Tubérculos -fAC 
B
o!P.tim
 T
Ã
r.n
ir" 
1n
n
 
IA
 f" 
1
0
0
7
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
22. O
U
TR
A
S C
U
LTU
R
A
S IN
D
U
STR
IA
IS 
22.1 C
onsiderações gerais 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
22.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar . 
22.3 C
ana-de-açúcar 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
22.4 Pu punha para a extração de palm
ito . 
22.5 Seringueira 
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
 . 
Página 
233 
234 
237 
240 
243 
R
ecom
endações de; adubação e calagem
 ... 
22. O
U
TR
A
S C
U
LTU
R
A
S IN
D
U
STR
IA
IS 
Bernardo van R
aij e H
eitor C
antare/la 
S
eção de Fertilidade do Solo e N
utrição de P
lantas -
IAC
 
22.1 C
onsiderações gerais 
As culturas aqui apresentadas não se enquadram
 nos grupos anteriorm
en-
te discutidos. N
ão há afinidade entre elas que sirva de denom
inador com
um
. 
A cultura m
ais im
portante do grupo é a cana-de-açúcar, que ocupa a m
aior 
área cultivada do Estado, proporcionando m
aior renda e tam
bém
 m
aior consu-
m
o de fertilizantes. Por outro lado, as dem
ais culturas têm
 pouca expressão no 
Estado de São Paulo, em
bora o palm
ito e a seringueira passem
 por período de 
expansão. 
B
oletim
 Técnico. 100 
!Af'. 
1Q
Q
7 
... ,.,, ..... 
B. van RAIJ et ai. 
22.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar 
A com
posição em
 m
acronutrientes das três culturas é apresentada no 
quadro 22.1, bemcom
o a produtividade m
ais com
um
. 
A planta de pupunha extrai grande quantidade de nutrientes, parte dos 
quais é reciclada no local, após o corte da palm
eira para retirada do palm
ito. 
O
s nutrientes exportados representam
 cerca de 14, 21, 27 e 13%
 do N, P, K e 
S, respectivam
ente, do nutriente contido na parte da planta cortada. A taxa de 
reciclagem
 do P e do K é relativam
ente alta, m
as o N
 está sujeito a perdas 
m
aiores no processo de decom
posição dos restos da planta que perm
anecem
 
na superfície do solo. 
Q
uadro 22.1. C
onteúdo de alguns m
acronutrientes nos produtos colhidos de 
cana-de-açúcar, pu punha e seringueira e produtividade m
ais com
um
 
Teor de nutrientes 
Produti-
C
ultura 
Produto 
vidade 
N
 
p 
K 
s 
kg/t 
tlha 
C
ana-de-açúcar 
Calm
os industriais 
0,9 
0,2 
1 '1 
0,3 
60-120 
Pu punha 
Palm
ito + pontas (') 
12,0 
2,5 
17,6 
1,5 
2 
1 ,5-3,0( ) 
Seringueira 
B
orracha seca 
11 ,O 
2,3 
10,0 
1,0-1,5 
e) Partes da planta rem
ovidas do cam
po para a extração do palm
ito; o restante é reciclado 
no local. A
 parte aérea cortada da planta de pupunha que perm
anece no cam
po contém
 73, 
10,48 e 10 kg/ha de N, P, K
 e S, respectivam
ente, para cada tonelada de palm
ito produzido. 
( 2) M
atéria fresca de palm
ito de prim
eira+ coração (picado). O
s valores indicados se referem
 
aos nutrientes rem
ovidos do cam
po. 
O
 quadro 22.2 indica as instruções para am
ostragem
 de folhas e o quadro 
22.3, as faixas de teores considerados adequados de m
acro-e m
icro nutrientes. 
O
s lim
ites de teores !aliares considerados adequados são apresentados 
no quadro 22.3. 
R
oiP.tim
 TÃc:nír.o. 100. IA
C
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
Q
uadro 22.2. Instruções para am
ostragem
 de folhas de cana-de-açúcar pu-
punha e seringueira 
' 
C
ultura 
C
ana-de-açúcar 
Pupunha 
Seringueira 
Descrição da am
ostragem
 
Am
ostrar 30 plantas durante a fase de m
aior desenvolvim
ento 
vegetativo da cana-de-açúcar, retirando os 20 em
 centrais da 
folha +1 (folha m
ais alta com
 colarinho visívei-"TVD
"), excluí-
da a nervura central. 
20 plantas com
 altura superior a 1,6 m
 (do solo até 
a m
serçao da folha m
ais nova), durante a fase de m
aior 
desenvolvim
ento vegetativo (novem
bro a m
arço). R
etirar os 
folíolos da parte m
ediana da folha +2 (segunda folha m
ais 
nova com
 lim
bo totalm
ente expandido). 
Am
ostrar 25 plantas no verão. Em
 árvores até de 4 anos 
retim
r 
folhas m
ais desenvolvidas da base de um
 buquê 
term
m
al s1tuado no exterior da copa e em
 plena luz. Em
 
árvores de m
ais de 4 anos, colher duas folhas m
ais desen-
volvidas no últim
o lançam
ento m
aduro em
 ram
os baixos na 
copa em
 áreas som
breadas. 
Q
uadro 22.3. 
Faixa de teores adequados de m
acro-
e m
icronutrientes de 
cana-de-açúcar, pupunha e seringueira 
Cultura 
de teores foliares de nutrientes coRsiderados adequados 
M
acronutrientes, g/kg 
N
 
p 
K 
C
 a 
M
g 
s 
C
ana-de-açúcar 
18-25 
1,5-3,0 
10-t 6 
2,0-8,0 
1,0-3,0 
1,5-3,0 
Pupunha 
22-35 
2,0-3,0 
9-15 
2,5-4,0 
2,0-4,5 
2,0-3,0 
Seringueira 
29-35 
1,6-2,5 
10-17 
0,7-0,9 
1,7-2,5 
1,8-2,6 
M
icronutrientes, m
g/kg 
B 
Cu 
F e 
M
n 
M
o 
Zn 
C
ana-de-açúcar 
t0-30 
6-15 
40-250 
25-250 
0,05-0,20 
10-50 
Pu punha 
12-30 
4-10 
40-200 
30-150 
15-40 
Seringueira 
20-70 
10-15 
50-120 
40-150 
20-40 
B
oletim
 Técnico 
1 oo 
1 Are 
1 a
n
7
 
B. van R
AIJ et ai. 
No caso da cana-de-açúcar, a diagnose foliar é um
a técnica que ainda não 
se firm
ou, no Brasil. D
entre os principais fatores que interferem
 na com
posição 
quím
ica da folha, destacam
-se: variedade, solo, clim
a e época de am
ostragem
. 
Assim
, os lim
ites apresentados são fornecidos com
o referência, indicando faixa 
de teores com
uns em
 canaviais bem
 supridos de nutrientes. Teores m
enores 
que os lim
ites m
ínim
os indicados devem
 ser tom
ados com
o indício de possível 
deficiência, e não com
o um
a certeza. Além
 disso, teores acim
a do lim
ite 
superior da faixa podem
 indicar suficiência do nutriente, m
as não excesso que 
prejudique a produtividade. 
Rr"llt:t.tim
 TÃ
r.nir.fl 
1
0
0
 
IA
(;_ H
l9
7
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
22.3 C
ana-de-açúcar 
A
m
ostragem
 de solo: Antes do plantio da cana-de-açúcar, retirar am
ostra 
com
posta da área total. Em
 soqueiras, retirar am
ostras no m
eio das ruas. 
Am
ostrar de 20-40 em
 de profundidade para avaliação da acidez. 
Espaçam
ento: 1 ,O a 1 ,5 m
 entre as linhas (12 a 18 gem
as/m
etro linear de 
sulco). 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
, porém
 não 
m
enos que 1 t/ha e m
ais do que 5 t/ha do corretivo (PR
N
T = 1 00). Aplicar 
pelo m
enos 1 t/ha de calcário dolom
ítico, se o teor de M
g2+ trocável for 
inferior a 5 m
m
olcfdm
3. 
C
ontrolar a acidez do solo das soqueiras, com
 am
ostragem
 a cada dois 
anos, aplicando calcário antes dos tratos culturais, quando necessário, para 
elevar a saturação por bases a 60%
. 
Em
bora a cana-de-açúcar seja um
a cultura tolerante à acidez, a 
aplicação de calcário tem
-se revelado econôm
ica, principalm
ente 
se forem
 consideradas as colheitas de 
vários anos. Assim
, a 
calagem
 preconizada, para saturação por bases de 60%
 e aplica-
ção m
áxim
a de 5 tlha (PR
N
T 100), garante a correção adequada 
da acidez e o fornecim
ento de cálcio e m
agnésio para vários anos 
de soqueiras, além
 de evitar dosagens excessivas em
 solos de 
C
TC
 alta. 
G
essagem
: O
 gesso deve ser aplicado com
 base na análise da am
ostra 
com
posta de solo retirada de 20-40 em
 de profundidade. Sua aplicação 
se fará quando constatado teor de Ca2+ inferior â 
4 m
m
olcfdm
3 e/ou 
saturação por alum
ínio acim
a de 40%
. As quantidades a aplicar, de acordo 
com
 a textura do solo, podem
 ser calculadas pela fórm
ula seguinte: 
Argila (em
 g/kg) x 6 = kg/ha de gesso a aplicar 
O
 efeito do gesso no solo dá-se abaixo da cam
ada arável e perdura 
por vários anos, não havendo necessidade de reaplicação. 
U
so de resíduos da agroindústria canavieira: A vinhaça é aplicada em
 
quantidades que podem
 variar de 60 a 250 m
3fha , dependendo da 
concentração de K2 0. A quantidade de potássio adicionada pela vinhaça 
deve ser deduzida integralm
ente da adubação m
ineral. 
A torta de filtro (úm
ida) pode ser aplicada em
 área total (80-1 00 t/ha), em
 
pré-plantio, no sulco de plantio (15-30 t/ha) ou nas entrelinhas (40·50 t!ha). 
M
etade do fósforo aí contido pode ser deduzido da adubação fosfatada reco-
m
endada. 
8o1A
tim
 Tilr.nir.o 
100 
I Ar. 
1 Q
Q
7 
,,..'"""''' 
B. van RAIJ et ai. 
A
dubação verde: 
Na reform
a do canavial pode-se realizar o plantio de adubo 
verde. As espécies m
ais utilizadas são: a crotálaria júncea e a m
ucuna preta. 
A
dubação m
ineral de plantio: Na tabela seguinte, são indicadas as quantida-
des de nitrogênio, fósforo e potássio a aplicar, com
 base na análise de 
solo e na produtividade esperada: 
Produti-
P resina, m
g/dm
3 
vida de 
N
itrogênio 
esperada 
0-6 
7-15 
16-40 
>40 
t/ha 
N, kg/ha 
P20s, kg/ha 
<100 
30 
180 
100 
60 
40 
100-150 
30 
180 
120 
80 
60 
>150 
30 
<') 
140 
100 
80 
Produti-
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
vida de 
esperada 
0-0,7 
0,8-1,5 
1,6-3,0 
3,1-6,0 
>6,0 
!lha 
K20, kg/ha 
<100 
100 
80 
40 
40 
o 
100-150 
150 
120 
80 
60 
o 
>150 
200 
160 
120 
80 
o 
e) N
ão é provável obter a produtividade dessa classe, com
 teor m
uito baixo de P no solo. 
Se for constatada deficiência de cobre ou de zinco, de acordo com
 análise 
de solo, aplicar os nutrientes com
 a adubação de plantio, nas quantidades 
indicadas pela seguinte tabela: 
Zinco no solo 
Zn 
C
obre no solo 
C
u 
m
g/dm
3 
kg/ha 
m
g/dm
3 
kg/ha 
0-0,5 
5 
0-0,2 
4 
>0,5 
o 
>0,2 
o 
A
dubação m
ineral de cobertura da cana-planta: U
tilizar30 a 60 kg/ha de N, 
de acordo com
 a m
eta de produtividade, aplicando 30 a 60 dias após o 
plantio (m
arço-abril) ou no final do período das chuvas. Em
 solos arenosos 
ou de textura m
édia, aplicar apenas 100 kg de K2 0 no plantio, acrescen-
tando o restante em
 cobertura, juntam
ente com
 o nitrogênio. 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
A
dubação m
ineral da cana-soca: Aplicar de acordo com
 a análise de solo e 
a produtividade esperada. 
Produti-
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
vidade 
Nitrogênio 
esperada 
0-15 
>15 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
!lha 
N, kg/ha 
-
P20s, k
g
/h
a
-
K20, kg/ha 
<60 
60 
30 
o 
90 
60 
30 
60-80 
80 
30 
o 
110 
80 
50 
80-100 
100 
30 
o 
130 
100 
70 
>100 
120 
30 
o 
150 
120 
90 
Aplicar os adubos ao lado das linhas de cana, superficialm
ente e m
istura-
dos ao solo, no m
áxim
o a 1 O
 em
 de profundidade. 
G
rupo Paulista de A
dubação de C
ana-de-A
çúcar 
(em
 ordem
 alfabética) 
Adernar Spironello -fAC 
Bernardo van R
aij (coordenador) -fAC 
C
faudim
ir Pedro Penatti -C
O
PER
SU
C
AR
 
H
eitor C
antare/la -fAC 
Jorge L. M
ore/li -G
rupo Zillo Lorenzetti 
José d"rtando f=ifho -CCA -U
FSC
ar 
M
arcos G
uim
arães de Andrade Lande/1 -fAC 
R
affael/a R
ossetto -fAC 
8, van RAIJ et al. 
22.4 P
upunha para extração de palm
ito 
22.4.1 A
dubação para a form
ação de m
udas 
O
 substrato para a form
ação de m
udas deve ser elaborado m
isturando 
m
aterial de solo ou subsolo e m
atéria orgânica, na proporção de 3+ 1 até 1 + 1, 
em
 volum
e. Bons resultados são obtidos com
 esterco de curral bem
 curtido ou 
com
posto de lixo peneirado. 
A calagem
 deve ser feita para elevar a porcentagem
 de saturação por 
bases (V%
) do solo, antes da m
istura com
 o m
aterial orgânico, a 60%
, utilizando 
a fórm
ula abaixo, onde NC é a dose de calcário em
 kgfm
3 de solo: 
N
C
 
(V2-V1) x C
TC
 
PR
N
T x 20 
Para a adubação do substrato adicionar 500 g de P20s (superfosfato 
sim
ples ou triplo, term
ofosfato ou hiperfosfato) e 100 g de K
20 (cloreto ou 
sulfato de potássio) por m
etro cúbico do substrato. Aplicar 90 g de K2 0 
por 
m
etro cúbico do substrato já envasado, parcelado em
 três vezes, em
 plantas a 
partir do 4.o m
ês, dissolvendo o adubo na água de irrigação. G
eralm
ente, o 
adubo orgânico fornece N
 suficiente para a form
ação da m
uda e a aplicação 
desse nutriente, nesta fase, produz efeitos negativos. 
22.4.2 A
dubação de im
plantação (até 6 m
eses após o transplante das 
m
udas no cam
po) 
Espaçam
ento: 2 x 1 m
; 2 x 1 x 1 m
; 1,5 x 1,0 m
 (áreas com
 declive acentuado). 
Calagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
, utilizando 
calcário dolom
ítico. 
Adubação orgânica: aplicar, se disponível, 1 O
 a 20 t/ha de esterco de curral 
ou com
posto de lixo curtidos, distribuindo o adubo no sulco de plantio ou 
cova, m
isturado com
 o adubo m
ineral fosfatado e potássico. 
Adubação m
ineral de plantio: Aplicar, no sulco de plantio ou cova, de acordo 
com
 a análise de solo, as seguintes doses: 
p resina, 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-12 
13-30 
>30 
0-1,5 
1,6-3,0 
>3,0 
----P
2
0
s
, k
g
/h
a
-
-
-
-
-
-
-
K
2
0
,
 k
g
/h
a
-
-
-
-
140 
100 
70 
60 
30 
o 
R
r.l.otirn T
ér'n
ir'r. 
1 flfl 
I A
r'. 
1 Q
Q
7 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
Além
 da adubação acim
a, aplicar em
 cobertura, ao redor da m
uda, inician-
do cerca de 30 dias após o transplante, 20 kg/ha de N
 a cada 60 dias, até os 
5 m
eses. Essa adubação, ou parte dela, pode ser suspensa caso tenha sido 
utilizado adubo orgânico no sulco ou cova e o desenvolvim
ento das plantas 
esteja satisfatório. 
22.4.3 A
dubação de produção 
A adubação de produção tem
 início 6 m
eses após o transplante das m
udas. 
Calagem
: Em
 culturas im
plantadas, analisar o solo pelo m
enos a cada 3 anos 
e aplicar calcário dolom
ítico para elevar a saturação por bases a 50%
. 
Adubação para a produção de palm
ito: Aplicar, por ano, as doses indicadas 
na tabela abaixo conform
e a análise de solo e a produtividade esperada 
de m
atéria fresca de palm
ito de prim
eira+ picado (palm
ito+ resíduo basal 
e apical): 
Produti-
vidade 
esperada 
C
lasse de resposta a N
 
2 
0-12 
P resina, m
g/dm
3 
12-30 
>30 
t/ha 
1,0-2,0 
2,0-3,0 
3,0-4,0 
-
-
-
N
, k
g
/h
a
---
-
-
-
-
-
P
2
0
s
, k
g
/h
a
i----
Produti-
vidade 
esperada 
ti h a 
1,0-2,0 
2,0-3,0 
3,0-4,0 
160 
11 o 
230 
300 0-0,7 
100 
180 
260 
180 
40 
60 
80 
20 
30 
50 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0,8-1,5 
1,6-3,0 
K20, kg/ha 
70 
40 
100 
60 
140 
100 
.. Produtividade pouco provável de ser obtida em
 locais sem
 abundância de água. 
o o o 
>3,0 
20 
30 
50 
C
lasses de resposta a N: (1) regiões com
 precipitação anual igual ou acim
a 
de 1.800 m
m
 ou com
 irrigação com
plem
entar; (2) regiões com
 precipitação 
m
enor que 1.800 m
m
. 
A partir do quarto ano, se a reciclagem
 das folhas, estipes e bainhas 
deixadas no terreno for adequadam
ente realizada, reduzir as doses de N
 em
 30%
. 
B. van RAIJ et ai. 
Aplicar, por ano, 20 a 50 kg/ha de S, conform
e a faixa de produtividade 
esperada. 
Se o teor de B no solo for igual ou m
enor que 0,21 m
g/dm
3, aplicar 
anualm
ente 2,0 kg/ha de B
 e, se estiver entre 0,21 e 0,60 m
g/dm
3, 1 ,O kg/ha 
de B. C
erca de 70 a 80%
 dos nutrientes contidos na parte cortada da 
planta perm
anecem
 nas folhas e restos após a rem
oção da ponta 
para a extração do palm
ito. Assim
, a reciclagem
 dos resíduos no 
cam
po ajuda a enriquecer o solo e econom
izar fertilizantes. 
M
odo de aplicação: Aplicar o adubo em
 faixas, em
 am
bos os lados da linha, 
a cerca de 30 a 50 em
 da planta, parcelados em
 3 a 5 aplicações anuais, 
durante a fase de m
aior desenvolvim
ento vegetativo. 
O
bservação: plantas com
 adubação desequilibrada, alta em
 P e baixa em
 N, 
apresentam
 palm
ito com
 m
aior teor de fibra e coloração am
arelada, de m
enor 
valor com
ercial. 
M
arilene Leão Alves Bovi 
Seção de Plantas Tropicais -IAC
 
e H
eitor C
antare/la 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
22.5 S
eringueira 
Espaçam
ento: 8 x 2,5 m
 (500 plantas/hectare) 
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
. N
ão usar 
m
ais de 2 t/ha de calcário dolom
ítico a cada três anos. 
A
dubação de plantio: Incorporar na cova 30 g de P
2 0
5 , 30 g de K
2 0 e, em
 
solos deficientes, com
 teores de Zn inferiores a 0,6 m
g/dm
3, 5 g de Zn. 
Q
uando disponível, usar 20 litros de esterco de curral curtido. Aplicar 
nitrogênio em
 cobertura, em
 3 parcelas de 30 g/planta durante o prim
eiro 
ano. 
A
dubação de form
ação e exploração: Aplicar os nutrientes de acordo com
 a 
análise de solo inicial da área e, depois, a cada três anos. 
Idade 
N
itrogênio 
P resina, m
g/dm
3 
K+ trocável, m
m
olc/dm
3 
0-12 
>12 
0-1,5 
>1,5 
anos 
N, kg/ha 
-
P20s, kg
/h
a
-
K20, k
g
/h
a
--
2· 3 
40 
40 
20 
40 
20 
4-
6 
60 
60 
30 
60 
30 
7-15 
60 
50 
30 
60 
30 
>16 
50 
40 
20 
50 
30 
U
tilizar m
etade da adubação no início e m
etade no fim
 das águas, distri-
buindo ao redor das árvores. 
O
ndino C
/eante Bataglia 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC 
e Paulo de Souza G
onçalves 
Seção de Plantas Tropicais -IAC
 
B. van RAIJ et ai. 
?44 
Boletim
 Técnico. 1 00. IAC
. 1997 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
23. FLO
R
ESTA
IS 
Página 
23.1 Inform
ações gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
247 
23.2 C
onteúdo de m
acronutrientes em
 Euca/yptus e Pinus 
248 
23.3 D
iagnose foliar . . . . . . . . . . 
250 
23.4 Sistem
a de produção de m
udas 
251 
23.5 Viveiro de m
udas de Eucalyptus e Pinus 
252 
23.6 Viveiro de m
udas de essências florestais típicas da M
ata Atlântica 
254 
23.7 Florestam
entos homogêneos com
 Eucalyptus e Pinus . . . . . 
255 
23.8 R
eflorestam
entos m
istos com
 espécies típicas da M
ata Atlântica 
258 
R
n
lo
tirn
 T .;,..,..;,..,.. 
1 t'\f\ 
I A
 I"' 
i nn..,. 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
23. FLO
R
ESTA
IS 
José Leonardo de M
oraes G
onçalves 
D
epartam
ento de C
iências Florestais -ESALQ
-U
SP 
Bernardo van R
aij 
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas - IAC 
Jânio C
arlos G
onçalves 
D
ivisão de Im
plantação de Projetos Físico-Botãnicos -C
ESP 
23.1 Inform
ações gerais 
As espécies dos gêneros Eucalyptus e Pinus e as naturais da M
ata 
Atlântica apresentam
 exigências nutricionais bastante distintas entre si, com
 
grande repercussão sobre ilS diretrizes a serem
 adotadas no planejam
ento das 
recom
endações de adubação, prática fundam
ental para a produção de m
udas 
de boa qualidade silvicultura/ e para que as plantações florestais alcancem
 
níveis adequados de crescim
ento no cam
po. 
A necessidade de adubação decorre do fato de que nem
 sem
pre o solo é 
capaz de fornecer todos os nutrientes que as plantas precisam
 para um
 
adequado crescim
ento. As características e quantidades de adubos a aplicar 
dependerão da fertilidade do solo, das necessidades nutricionais das espécies 
florestais, da reação dos adubos com
 o solo, da eficiência dvs adubos e de 
fatores de ordem
 econôm
ica. As recom
endações de adubação devem
 ser, de 
preferência, definidas em
 nível regional para as espécies e tipos de solo m
ais 
representativos, com
 base em
 experim
entação de cam
po. Assim
, essas reco-
m
endações devem
 ser consideradas com
o diretrizes gerais, que poderão ser 
alteradas de acordo com
 a experiência regional. 
A grande m
aioria das áreas de florestam
ento ocupadas com
 pinus e 
eucaliptos está sobre solos m
uito intem
perizados e lixiviados, portanto, com
 
baixa disponibilidade de nutrientes para as árvores. C
om
o fator com
plicante, o 
atendim
ento da dem
anda nutricional é bastante prejudicado pelos altos índices 
de deficiência hídrica que ocorrem
 na m
aior parte das áreas, com
o as da região 
B. van R
AIJ et ai. 
dos cerrados, onde estão os m
aiores blocos de florestam
entos com
 eucaliptos 
e pinus. 
C
om
 relação aos m
acronutrientes, os sintom
as visuais de deficiência e 
m
aiores respostas à adubação têm
 sido observados no cam
po, com
 m
a1s 
freqüência, na seguinte ordem
: P > N
 2 K > C
a > M
g; e, para os m
icronutrientes, 
B 2 Zn. Em
 geral, para solos m
ais arenosos e deficientes no fornecim
ento de 
água, observa-se, m
ais freqüentem
ente, m
aiores respostas à adubação. 
C
ontudo, graças às baixas exigências em
 fertilidade do solo e tam
bém
 ao 
program
a de m
elhoram
ento genético desenvolvido no Brasil, em
 que se procura 
adaptar as espécies às condições edafoclim
áticas de cada região, as flores:as 
de eucaliptos e pinus têm
-se m
ostrado produtivas, m
esm
o com
 recom
endaçoes 
de adubação m
uito aquém
 daquelas utilizadas para as culturas agrícolas. 
A situação das espécies nativas da M
ata Atlântica é bem
 diferente. O
 
reflorestam
ento de áreas anteriorm
ente ocupadas pela M
ata Atlântica tem
 
aum
entado dia a dia. Atualm
ente, a legislação exige que 20%
 da área das 
propriedades rurais seja conservada com
 sua vegetação natural, c:>m
o um
a 
reserva legal, bem
 com
o as áreas consideradas com
o de preservaçao perm
a-
nente, que com
preendem
 terrenos com
 m
ais de 45%
 de declividade, topos de 
m
orros, m
atas ciliares, nascentes, m
argens de reservatórios de água, dentre 
outras, que devem
 ser m
antidas com
 100%
 da vegetação natural. Em
 razão da 
degradação ou rem
oção anterior dessa floresta, faz-se necessário o enrique-
cim
ento ou o reflorestam
ento das áreas. 
A m
aioria das espécies florestais nativas da M
ata Atlântica, apresentam
 
m
édia a alta dem
anda nutricional, exigindo, para seu estabelecim
ento, pelo 
m
enos solos de m
édia fertilidade e com
 boas condições hídricas, sem
 longos 
períodos de estiagem
. D
ada à grande diversidade das espécies e, conseqüen-
tem
ente, às exigências nutricionais, fica difícil indicar recom
endações de adu-
bação específicas para cada espécie. O
 problem
a tem
 sido contornado 
m
ediante recom
endações de adubação que assegurem
 o supnm
ento de nu-
trientes às espécies m
ais exigentes, de form
a que as dem
ais espécies tam
bém
 
tenham
 suas dem
andas nutricionais atendidas. 
Na descrição das recom
endações serão consideradas, separadam
ente, 
as adubações de viveiro e de cam
po. 
23.2 C
onteúdo de m
acro nutrientes em
 Euca/yptus e Pinus 
A ciclagem
 de nutrientes responde pelo atendim
ento da m
aior parte da 
dem
anda nutricional das árvores, dependendo do estágio de desenvolvim
ento 
da floresta. A m
agnitude dos fluxos de nutrientes via ciclagem
 aum
enta consi-
deravelm
ente na fase de fecham
ento de copas, quando as partes inferiores 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
com
eçam
 a perder suas folhas devido às lim
itações de lum
inosidade. Antes da 
queda das folhas, grande parte dos nutrientes m
igram
 para os tecidos m
ais 
jovens das árvores. Com
 a deposição de folhas, galhos e outros resíduos 
vegetais, form
a-se a serapilheira sobre a superfície do solo que, ao se decom
-
por, libera nutrientes para as árvores, os quais são im
ediatam
ente aproveitados 
pelo em
aranhado de radicelas que se m
isturam
 com
 os com
ponentes da 
serapilheira. Sob tais condições, quanto m
ais velho for o povoam
ento florestal, 
m
enor sua dependência da fertilização, pois a ciclagem
 de nutrientes, por si 
só, atende grande parte das exigências nutricionais das árvores. D
aí porque, 
esperam
-se m
elhores relações entre a disponibilidade de nutrientes no solo e 
o crescim
ento nos estágios iniciais de desenvolvim
ento das árvores, quando a 
análise de solo serve de im
portante ferram
enta de diagnose. 
É im
portante avaliar as quantidades de nutrientes exportadas do terreno 
através da m
adeira rem
ovida, as quais, em
 geral, são m
uito m
aiores para as 
espécies de Eucalyptus relativam
ente às de Pinus, principalm
ente para os 
nutrientes K, C
a e M
g. A ordem
 dos nutrientes m
ais acum
ulados é bastante 
distinta entre esses gêneros. Para o Eucalyptus observa-se a ordem
 C
a > N
 > 
K > M
g > P e para Pinus N
 > C
a > K > M
g (Q
uadro 23.1). 
A quantidade de nutrientes contidos na casca é m
uito significativa, parti-
cularm
ente para o eucalipto, que tem
 o Ca com
o o nutriente m
ais acum
ulado 
neste com
ponente. Assim
, o descascam
ento da m
adeira no cam
po resulta na 
redução de exportação de nutrientes, com
 elevada repercussão sobre o poten-
cial produtivo. 
N
ão é apresentada a com
posição quím
ica das essências nativas, que é 
m
uito variada. 
Q
uadro 23.1. C
onteúdo de m
acronutrientes nos gêneros Eucalyptus (6-10 anos) 
e Pinus (8-24 anos) 
Cam
po-
. 
Q
uantidade de nutrientes 
G
êneros 
nentes 
B
iom
assa 
N
 
p 
K 
C
 a 
t!ha 
kg/t 
Eucalyptus 
M
adeira 
60-250 
1,0-2,5 
O, 15-0,60 
0,5-1,5 
0,5-1,5 
0,2-0,6 
Casca 
8-25 
3,0-3,5 
0,30-1,50 
3,0-6,0 
3,0-10,0 
1,0-4,0 
Pínus 
M
adeira 
70-400 
1,0-1,5 
0,07-0,12 
0,3-0,9 
O, 1-0,6 
o, 1-0,2 
Casca 
15-65 
1 ,5-3,0 
0,15-0,20 
0,6-1,2 
0,5-1,5 
0,1-0,3 
8. van RAIJ et ai. 
23.3 D
iagnose foliar 
O
 conteúdo dos nutrientes na planta reflete o seu estado nutricional, 
servindo para o ajuste dos program
as de adubação. D
eve-se ressaltar, contudo, 
que as deficiências nutricionais identificadas pela análise de tecido dificilm
ente 
podem
 ser corrigidas em
 tem
po, sem
 que o crescim
ento das árvores seja 
prejudicado. 
A com
posição quím
ica dos tecidos é afetada por fatores internos e exter-
nos às árvores. Por isso, a am
ostragem
 precisa ser bem
 definida quanto à 
época, tipo de tecido, posição na árvore e representatividade da população de 
árvores. 
O
 tecidom
ais utilizado neste m
étodo é o foliar. A época de am
ostragem
 
deve ser aquela em
 que haja m
aior estabilidade dos teores dos nutrientes no 
interior das árvores. As folhas a serem
 am
estradas devem
 ser recém
-m
aduras, 
norm
alm
ente o penúltim
o ou antepenúltim
o lançam
ento de folhas dos últim
os 
12 m
eses. Para as variedades m
ais responsivas à adubação N
PK, recom
enda-
-se a am
ostragem
 de um
a folha de cada ponto cardeal do terço superior da 
copa, no antepenúltim
o lançam
ento de folhas dos galhos. A am
ostragem
 deverá 
ser feita no fim
 do inverno e contem
plar pelo m
enos 20 árvores de cada gleba. 
Essas glebas devem
 ser bem
 hom
ogêneas quanto ao tipo de solo, topografia, 
condições clim
áticas e histórico de m
anejo anterior. C
ada gleba não deve ter 
m
ais de 50 ha. 
Q
uadro 23.2. Faixas de teores de m
acro-
e m
icronutrientes considerados 
adequados, na m
atéria seca de folhas de Eucalyptus e Pínus (plantas 
adultas) 
G
ênero 
Eucalyptus 
Pinus 
G
ênero 
Eucalyptus 
Pinus 
Faixas de teores adequados na m
atéria seca das folhas 
N
 
P 
K 
Ca 
M
g 
S 
13-18 
11-13 
0,9-1,3 
0,8-1,2 
9-13 
6-1 o 
6-10 
3-
5 
3,5-5,0 
1,3-2,0 
1,5-2,0 
1,3-1,6 
Faixas de teores adequados na m
atéria seca das folhas 
B 
Cu 
Fe 
M
n 
M
o 
Zn 
-
-
-
-
-
-
-
-
-
m
g
/
k
g
-
-
-
-
-
-
-
-
-
30-50 
12-25 
7,0-10,0 
4,0-
7,0 
150-200 
100-200 
400-600 
250-600 
0,5-1 ,O 
35-50 
30-45 
tln
lo
tim
 Tá,-.nif"'r. 
1(1(1 
lfJ.r. 
1Q
Q
7 
R
ecom
endações de adubação e calagem
 ... 
O
 quadro 23.2 indica as faixas de concentração de nutrientes em
 folhas 
espécies de Eucalyptus e Pínus consideradas adequadas, ou seja, para 
arvores que apresentam
 boas taxas de crescim
ento, não m
ostrando sintom
as 
de deficiência nutricional. Q
uanto m
ais distante dessas faixas forem
 os teores 
dos nutrientes, m
aior o grau de deficiência ou consum
o de luxo/toxicidade 
respectivam
ente, para valores inferiores ou superiores aos das faixas. 
' 
. 
N
ão são apresentadas as faixas de concentração de nutrientes das espé-
Cies ocorrentes na M
ata Atlântica por falta de inform
ações e, tam
bém
, pela 
grande diversidade de espécies. 
23.4 Sistem
as de produção de m
udas 
Atualm
ente, os recipientes m
ais utilizados para a produção de m
udas de 
eucaliptos e pinus são os sacos plásticos e os tubetes de polipropileno. O
s 
prim
eiros, m
ais antigos, norm
alm
ente utilizam
 com
o substrato a terra de sub-
solo, preferencialm
ente, com
 teores de argila entre 20 a 35%
. C
om
 isso, 
assegura-se boa perm
eabilidade e estruturação do substrato no interior do saco 
plástico e, conseqüentem
ente, boa drenagem
 e resistência ao m
anuseio. o 
segundo sistem
a, que se difundiu m
uito pelo Brasil nos últim
os 1 o anos, utiliza, 
predom
inantem
ente, substratos orgânicos sim
ples ou m
isturados. 
O
s com
postos orgânicos m
ais utilizados são o esterco de curral curtido, 
húm
us de m
inhoca, cascas-de eucalipto e pinus decom
postas, bagacilho de 
cana decom
posto, entre outros. Esses substratos são geralm
ente utilizados 
com
o os principais com
ponentes de m
isturas, que incluem
 tam
bém
 palha de 
arroz carbonizada, verm
iculita e terra de subsolo arenosa' O
s três últim
os são 
utilizados, fundam
entalm
ente, para m
elhorar as condições de drenagem
 do 
substrato. 
Algum
as com
posições de substratos que têm
 dado bons resultados: 
a) 80%
 de com
posto orgânico ou húm
us de m
inhoca + 20%
 de casca de 
arroz carbonizada; 
b) 60%
 de com
posto orgânico ou húm
us de m
inhoca+ 20%
 de casca de 
arroz carbonizada + 20%
 de terra arenosa; 
O
s m
étodos, as doses e as épocas de incorporação de adubos nos 
substratos de cultivo devem
 ser bastante criteriosos, pois, além
 de garantir o 
bom
 crescim
ento e qualidade das m
udas, a adubação é o principal m
eio que o 
viveirista tem
 para "segurar" ou "adiantar" o crescim
ento no viveiro. Isso dá 
m
aior flexibilidade de tem
po para o plantio das m
udas no cam
po, sem
 perdas 
significativas da qualidade técnica. 
B. van RAIJ et ai. 
N
a fase de viveiro, os adubos m
ais recom
endados, pelas características 
físicas e quím
icas e a facilidade de aquisição, são o sulfato de am
ônio, o 
superfosfato sim
ples e o cloreto de potássio, de preferência na form
a de pó, 
de m
odo a facilitar a hom
ogeneização dos adubos com
 o substrato de cultivo 
das m
udas. 
23.5. Viveiro de m
udas de Euca/yptus e Pinus 
• Produção de m
udas no sistem
a de sacos plásticos 
A m
elhor form
a de fazer a aplicação de adubos neste sistem
a consiste no 
parcelam
ento das doses recom
endadas dos adubos. C
erca de 50%
 das doses 
de N
 e de K
2 0
, e 100%
 das doses de P
2 0
5 e m
icronutrientes são m
isturados 
com
 terra de subsolo, antes do enchim
ento dos sacos plásticos, com
um
ente 
denom
inado adubação de base. O
 restante dos adubos é aplicado, parcelada-
m
ente, em
 cobertura, na form
a de soluções ou suspensões aquosas. 
R
ecom
enda-se as seguintes dosagens de adubos: 
a) adubação de base: 150 g de N, 700 g de P2 0
5 , 100 g de K20 e 200 g 
de "fritas" BR
-12 (silicato fundido contendo vários m
icronutrientes) ou produto 
equivalente para cada 1 m
3 de terra de subsolo. C
om
 1 m
3 desse substrato é 
possível encher cerca de 4.800 saquinhos de 250 g de capacidade, os m
ais 
utilizados para produção de m
udas de eucalipto e pinus. N
orm
alm
ente, os 
teores de C
a e de M
g, em
 am
ostras de subsolos, são m
uito baixos e, por esta 
razão, recom
enda-se, tam
bém
, a incorporação de 500 g de calcário dolo m
ítico 
por m
3 de terra. 
É oportuno ressaltar que o uso de calcário visa suprir Ca e M
ge 
não corrigir a acidez, um
a vez que Eucaliptus e Pinus toleram
 altos 
níveis de A
I e M
n. 
b) adubação de cobertura: Aplicar 100 g de N
 m
ais 100 g de K20, 
parcelando em
 3 ou 4 aplicações, para 4.800 saquinhos de 250 g de capacida-
de. Para a aplicação desses nutrientes, recom
enda-se dissolver 1 kg de sulfato 
de am
ônio e/ou 300 g de cloreto de potássio em
 100 litros de água. C
om
 a 
solução obtida, regar 10.000 saquinhos. Para esta adubação recom
enda-se 
alternar as aplicações de K2 0, ou seja, em
 um
a utilizar N
 e K20, na seguinte 
apenas N, e assim
 por diante. 
As aplicações deverão ser feitas no final da tarde, ou ao am
anhecer, 
seguidas de leves irrigações, apenas para diluir ou rem
over os resíduos de 
adubo que ficam
 depositados sobre as folhas. 
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
 ... 
G
eralm
ente, as adubações de cobertura devem
 ser feitas em
 intervalos 
de 7 a 1 O
 dias; a prim
eira, necessariam
ente, 15 a 30 dias após a germ
inação 
das plantas. A época de aplicação das dem
ais, poderá ser m
elhor determ
inada 
pelo viveirista, ao observar as taxas de crescim
ento e as m
udanças de colora-
ção das m
udas. À m
enor perda de viço das m
udas, com
 o aparecim
ento de 
cores desbotadas, que variam
 de tons averm
elhados a am
arelados para o 
eucalipto e sim
plesm
ente am
arelados para o pinus, fazer a adubação de 
cobertura. 
Q
uando as m
udas já estiverem
 form
adas, portanto, prontas para serem
 
plantadas no cam
po, recom
enda-se, antes da expedição, fazer a "rustificação", 
para am
enizar os estresses no cam
po. N
a fase de "rustificação", que dura de 
15 a 30 dias, reduz-se as regas e suspende-se a adubação de cobertura. No 
início desta fase, 
recom
enda-se um
a adubação contendo apenas K, 
para 
aum
entar o potencial iônico interno das m
udas, fazendo com
 que elas sejam
, 
fisiologicam
ente, m
ais capazes de regular suas perdas de um
idade, além
 de 
facilitar o engrossam
ento do caule, fatores m
uito im
portantes para a adaptação 
das m
udas às condições adversas de cam
po. 
• Produção de m
udas no sistem
a de tubetes de polipropileno 
Sim
ilarm
ente às recom
endações feitas para o sistem
a de produção de 
m
udas em
 sacos plásticos, a m
elhor form
a de aplicação

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