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N.o 100
2."edição
revisada e atualizada
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Editores
Boletim
Técnico, IAC
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pinas, SP Bernardo van R
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eitor C
antarella
José Antonio Q
uaggio
Ângela M
aria C
angiani Furlani
ISSN
0100-3100
n. 0 100
285p.
Instituto Agronôm
ico, C
am
pinas
R
ecom
endações de adubação e calagem
para o E
stado
de São Paulo, por B. van R
aij, H. C
antarella, J.A
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& A.M
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. Furlani. 2.ed.rev.atual. C
am
pinas, Instituto A
gro-
nôm
ico/Fundação IA
C, 1997.
285p.
(Boletim
técnico, 100)
1. a edição: 1985
2." edição: 1996
C
D
D
633
C
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D
631-8
E perm
itida a reprodução parcial, desde que citada a fonte. A reprodução
total depende de anuência expressa do Instituto A
gronôm
ico.
As eventuais citações de produtos e de m
arcas com
erciais não im
plicam
em
recom
endações da Instituição.
2.• edição: 1 a tiragem
(outubro-
1996): 5.000 exem
plares
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A agricultura paulista é bastante singular quanto à utilização de tecnologia,
nela coexistindo desde a em
pírica de subsistência, até a do lim
iar do conheci-
m
ento científico e tecnológico. D
e m
odo geral, ela é conservadora quanto aos
sistem
as de produção, considera pouco relevantes a preservação do am
biente
rural, a eficácia produtiva e a qualidade do produto, para atendim
ento de um
m
ercado cada vez m
ais exigente e diversificado. Pode-se considerá-la com
o
um
a atividade de altas perdas, dos insum
os aos produtos e, regionalm
ente,
pouco hom
ogênea quanto à adoção de técnicas adequadas.
Lado a lado,
convivem
áreas em
exploração produtiva, com
petitiva e ecologicam
ente corre-
tas, com
outras de baixa produtividade, alto risco econôm
ico e, principalm
ente,
em
acelerado processo de degradação.
O
solo, substrato onde as plantas se desenvolvem
, nem
sem
pre assegura
o pleno fornecim
ento dos m
inerais e outras substâncias de que elas necessi-
tam
, nem
lhes garante a expressão de seu potencial produtivo.
Altam
ente
com
plexo, podendo até ser considerado com
o um
organism
o vivo, o solo
fornecedor de nutrientes às plantas, é fator de produção tecnicam
ente de fácil
m
odificação e ajuste.
C
onhecer os lim
ites desses ajustes, as suas relações
com
a produção e com
a qualidade do produto e do am
biente é fundam
ental
ao exercício da arte da agricultura, ou da agricultura com
o arte.
O
Instituto Agronôm
ico (IAC
) tem
desem
penhado, na área da nutrição das
plantas e da adubação e correção do solo, um
extenso, continuado e profícuo
trabalho de definição de com
o, quanto e quando m
odificar o solo para o alcance
dos objetivos produtivos.
Assim
, o IAC
apresenta esta nova edição do Boletim
100, que traz de
form
a organizada, as inform
ações básicas e necessárias ao entendim
ento das
respostas das plantas ao am
biente solo e, pragm
aticam
ente, recom
enda a sua
correção e adubação.
Este trabalho representa o som
atório da experiência e
vivência da m
aioria do corpo técnico do IAC
e de colaboradores da C
ATI,
C
C
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SP, Instituto
de Zootecnia (IZ), M
A-Pró-C
afé, além
de especialistas da iniciativa privada.
Acom
panhando a vocação da agricultura paulista e por causa da sua
diversificação, não poderia ser diferente este Boletim
, que contém
recom
enda-
ções técnicas sobre m
ais de um
a centena de espécies, recom
endações essas
tam
bém
válidas e aplicáveis a outras regiões com
condições edafoclim
áticas
sem
elhantes.
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Página
1 2 2
2. A
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. . . . . . . . .
3
2.1 Escolha de glebas para am
ostragem3
2.2 Ferram
entas e coleta de am
ostras
. .
4
2.3 Freqüência e época de am
ostragem
. .
5
2.4 Local e profundidade de am
ostragem
.
5
2.5 Envio da am
ostra de solo ao laboratório
6
3. R
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6
3.1 U
nidades de representação de resultados .
6
3.2 S
olos. . . . . . . . .
6
3.3 Folhas
. . . . . . . .
7
3.4 C
orretivos da acidez
7
3.5 Fertilizantes . . . . .
7
3.6 C
onversão de
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4. IN
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4.1 N
itrogênio . . . . .
9
4.2 Fósforo e potássio
. . . . .
9
4.3 Acidez
. . . . . . . . . . . .
1 O
4.4 C
álcio, m
agnésio e enxofre
11
4.5 M
icronutrientes . . . . . . .
12
4.6 M
atéria orgânica e argila
.
12
4. 7 Interpretação de resultados de análise de am
ostras do subsolo
13
5. PR
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6. C
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6.1 C
orretivos da acidez .
.
.
.
.
.
.
6.2 C
álculo da necessidade de calagem
6.3 Incorporação do corretivo
.
.
.
.
.
.
6.4 R
edução da acidez do subsolo
.. .
6.5 C
álculo da necessidade de calagem
usando o Sistem
a Interna-
13
14
14
16
17
17
cional de U
nidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
18
7. A
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7.1 Fertilizantes fosfatados
7.2 Adubação fosfatada
...
8. A
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8.2 Potássio
8.3 Enxofre
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9. A
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9.1 Fertilizantes contendo m
icronutrientes
9.2 Adubação com
m
icronutrientes
10. A
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.. .
10.1 Adubos orgânicos .... .
10.2 Estercos de origem
anim
al .
10.3 C
om
postos .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
10.4 R
esíduos urbanos e industriais
10.5 Adubos verdes .
.
.
.
.
.
10.6 Adubos organom
inerais .... .
11. C
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M
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11.1. C
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posição quím
ica das plantas
11 .2. D
iagnose folia r
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12.1 Adubos sim
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.
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.
.
12.2 Fórm
ulas N
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.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
12.3 Adição de enxofre e de m
icronutrientes ..
12.4 M
odos e épocas de aplicação
.
.
.
.
.
.
.
12.5 Fórm
ulas N
PK com
o Sistem
a Internacional de U
nidades
12.6 Apresentação de resultados e recom
endações
13. C
ER
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IS .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
· ..
13.1 Inform
ações gerais
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
13.2 C
om
posição quím
ica, am
ostragem
de folhas e diagnose foliar
13.3 Arroz de sequeiro
13.4 Arroz irrigado
.
13.5 Aveia e centeio
19
19
21
22
22
25
26
27
27
29
30
30
30
32
32
32
32
35
35
35
37
38
38
38
39
40
41
43
45
46
48
50
52
54
13.7 M
ilho para grão e silagem
13.8 M
ilho "Safrinha" .
.
.
.
.
.
13.9 M
ilho pipoca .
.
.
.
.
.
.
.
13.1 O
M
ilho verde e m
ilho doce
13.11 Sorgo granífero, forrageiro e vassoura
13.12 Trigo de sequeiro e triticale de sequeiro .
13.13 Trigo e triticale irrigados
.
.
.
.
.
.
.
.
.
. 14. ESPEC
IA
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IA
S, A
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TIC
A
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A
IS
14.1 Inform
ações gerais
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
14.2 C
am
om
ila
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
14.3 C
apim
-lim
ão ou erva-cidreira, C
itronela-de-java, palm
a-rosa .
14.4 C
ardam
om
o
14.5 C
onfrei .
14.6 C
urcum
a ..
14.7 D
igitális
..
14.8 Erva-doce ou funcho
14.9 Estévia .
.
.
.
.
.
.
14.1 O
G
engibre
.... .
14.11 M
enta ou hortelã .
14.12 Pim
enta-do-reino
14.13 Píretro
14.14 U
rucum
14.15 Vetiver
15. ESTIM
U
LA
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TES
15.1 Inform
ações gerais
..
15.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar
15.3 C
acau
15.4 C
afé
15.5 C
há .
15.6 Fum
o
16. FIB
R
O
SA
S ..
16.1 Inform
ações gerais
..
16.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar do algodoeiro
16.3 Algodão
.... .
16.4 Bam
bu
.
.
.
.
.
.
16.5 C
rotalária júncea
16.6 Juta .
.
.
.
.
.
.
.
56
60
62
64
66
68
70
73
75
76
77
78
79
80
81
82
83
84
85
86
87
88
90
91
93
94
96
97
102
103
105
107
108
109
112
113
114
16.7 Linho têxtil
16.8 O
uenafe
16.9 R
am
i
.
16.10 S
isal.
17. FR
U
TÍFER
A
S
17.1 Inform
ações gerais
17.2 Teores de m
acronutrientes prim
ários em
frutas
17.3 Am
ostragem
de folhas e diagnose foliar
17.4 Abacate
. . . . . . . . . . . . .
17.5 Abacaxi .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
17.6 Acerola ou cereja-das-antilhas .
17.7 Banana .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
17.8 C
itros: laranja, lim
ão, tangerina e m
urcote
17.9 Frutas de clim
a tem
perado -
1: am
eixa, pêssego, nêspera,
nectarina e dam
asco-japonês (um
ê)
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
17.10 Frutas de clim
a tem
perado-
11: figo, m
açã, m
arm
elo, pêra e
pêssego em
pom
ar com
pacto
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
17.11 Frutas de clim
a tem
perado-111: caqui, m
açã, m
acadâm
ia, pecã
e pêra .
17.12 G
oiaba
17.13 M
am
ão
17.14 M
anga
17.15 M
aracujá
17.16 U
vas finas para m
esa e passa
17.17 U
vas rústicas para m
esa, vinho e suco
18. H
O
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LIÇ
A
S
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.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
18.1 Inform
ações gerais
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
18.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar
18.3 Abobrinha ou abóbora de m
oita; abóbora rasteira, m
oranga e
híbridos; bucha e pepino .
18.4 Aipo ou salsão .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
18.5 Alcachofra
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
18.6 Alface, alm
eirão, chicória, escarola, rúcula e agrião d'água
18.7 Alho .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
18.8 Alho-porre e cebolinha
18.9 Aspargo
.
.
.
.
.
.
.
.
18.1 O
Berinjela, jiló, pim
enta-hortícola e pim
então
18.11 Beterraba, cenoura, nabo, rabanete e salsa
115
116
117
118
119
121
122
123
126
128
129
131
133
137
139
141
143
145
146
148
150
152
155
157
160
164
166
167
168
170
171
172
173
174
18.12 Brócolos, couve-flor e repolho
18.13 C
ebola (sistem
a de m
udas) ..
18.14 C
ebola (sistem
a de bulbinhos)
18.15 C
huchu
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
18.16 C
ouve m
anteiga e m
ostarda
.
18.17 Feijão-vagem
, feijão-fava, feijão-de-lim
a e ervilha torta (ou
ervilha-de-vagem
)
18.18 M
elão e m
elancia
18.19 M
orango
.... .
18.20 Q
uiabo
.
.
.
.
.
.
18.21 Tom
ate (estaqueado)
18.22 Tom
ate rasteiro (industrial) irrigado
19. LEG
U
M
IN
O
SA
S E O
LEA
G
IN
O
SA
S .. .
19.1 Inform
ações gerais
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
19.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar
19.3 Am
endoim
... .
19.4 Ervilha-de-grãos .
.
.
.
.
.
.
.
19.5 Feijão .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
19.6 Feijão-adzuki e feijão-m
ungo
19.7 G
ergelim
.. .
19.8 G
irassol
.. .
19.9 G
rão-de-bico .
19.1 O
Legum
inosas adubos verdes: crotalária, chícharo ou ervilhaca,
feijão-de-porco, feijão-guandu, lablabe;m
ucuna, !rem
oço .
19.11 M
am
ona.
19.12 Soja .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
20. O
R
N
A
M
EN
TA
IS E FLO
R
ES
.
.
.
.
.
20.1 Inform
ações gerais e diagnose foliar
20.2 Am
arílis
..
20.3 Antúrio
...
20.4 C
risântem
o.
20.5 G
ladíolo
..
20.6 G
loxínia
..
20.7 G
ypsophila .
20.8 Plantas ornam
entais arbóreas
20.9 Plantas ornam
entais arbustivas e herbáceas .
20.10 R
osa
.
.
.
.
.
.
20.11 Violeta-africana
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
175
176
177
178
179
180
181
182
183
184
185
187
189
189
192
193
194
196
197
198
199
200
201
202
205
207
209
210
211
212
213
214
215
216
217
218
21. R
AÍZES E TU
BÉR
C
U
LO
S
. . . . . . . . . .
21.1-lnform
ações gerais
. . .
. .. · . · · ·
21.2 com
posição m
ineral, am
ostragem
de folhas21.3 Araruta industrial
.
21.4 Batata
.
.
.
.
.
.
.
21 .5 Batata-doce e cará
21.6 lnham
e ... .
21.7 M
andioca .. .
21.8 M
andioquinha
22. O
U
TR
AS C
U
LTU
R
AS IN
D
U
STR
IAIS
22.1 Inform
ações gerais
.
.
.
.
.
.
.
.
22.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar
22.3 C
ana-de-açúcar .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
22.4 Pupunha para extração de palm
ito
22.5 Seringueira
23. FLO
R
ESTAIS
.
23.1 Inform
ações gerais
..........
.
.
.
.
.
.
.
.
' .
e diagnose foliar
23.2 conteúdo de m
acronutrientes em
Eucalyptus e Pinus .
23.3 D
iagnose foliar
.
.
.
.
.
.
.
.
· · · · · ·
23.4 Sistem
a de produção de m
udas . · .. ·
23.5 Viveiro de m
udas de Eucalyptus e Pinus
23.6 Viveiro de m
udas de essências florestais de M
ata Atlântica
23.7 Florestam
entos hom
ogêneos com
Eucalyptus e Pinus
.
23.8 R
eflorestam
entos m
istos com
espécies típicas da M
ata
Atlântica ..
24. FO
R
R
AG
EIR
AS
24.1 Inform
ações gerais
.
24.2 com
posição quím
ica, am
ostragem
de folhas e lim
ites de m
ter·
prelação .
.
.
.
.
.
.
.
· · · · · · · · · ·
24.3 R
ecom
endação de adubação e calagem
25. H
ID
R
O
PO
N
IA
•
•
•
•
•
... · • • • • ·
25.1 Sais e fertilizantes recom
endados .
25.2 Sugestão de solução nutritiva
índice alfabético das culturas
.
.
.
.
.
.
.
· · · · · · · · · · · · · · 219
221
222
224
225
226
227
228
229
231
233
234
237
240
243
245
247
248
250
251
252
254
255
258
261
263
264
267
277
277
279
281
ili
R
EC
O
M
EN
D
AÇ
Õ
ES DE A
D
U
B
A
Ç
Ã
O
E C
ALAG
EM
PAR
A O
ESTAD
O
DE SÃO
P
A
U
L0( 1)
Bernardo van Raij( 2· 3), H
eitor C
antarella( 2• 3),
José Antonio Q
uaggio( 2• 3) e Ângela M
aria C
angiani Furlanif· 3)
R
ESU
M
O
Esta publicação contém
inform
ações para a prática da calagem
e da
adubação de culturas para o Estado de São Paulo. N
os doze prim
eiros
capítulos são descritos aspectos gerais de avaliação da fertilidade do solo
e do estado nutricional de plantas, calagem
, adubação e organização das
inform
ações em
tabelas de adubação. Aspectos característicos são as
análises de fósforo em
solos pelo m
étodo da resina trocadora de ions, o
cálculo da calagem
para elevar a saturação por bases a valores
belecidos por cultura e a determ
inação do pH em
solução de cloreto de
cálcio. São introduzidas as análises de solo para enxofre e m
icronutrientes,
no últim
o caso usando extração com
água quente para boro e DTPA para
zinco, m
anganês, ferro e cobre. O
utra inovação é a análise de am
ostras do
subsolo e sua interpretação para a prática da gessagem
. O
s resultados são
indicados dentro do Sistem
a Internacional de U
nidades. São fornecidas
inform
ações sobre conteúdo m
ineral de plantas, am
ostragem
de folhas e
lim
ites de interpretação <;ie teores de nutrientes nas folhas. Para diversas
culturas é introduzido o ·éoncelto de resposta esperada a nitrogênio, com
base no histórico de uso anterior da gleba, para culturas anuais, e no teor
de nitrogênio nas folhas, para algum
as culturas perenes. As recom
endações
de adubação, para as culturas m
ais im
portantes, le\.tam
em
"éonta m
etas de
produtividade esperada das culturas. São dadas inform
ações sobre correção
do solo e adubação, inclusive com
especificações de corretivos e
tes. O
s outros capítulos apresentam
inform
ações específicas sobre nutrição
de plantas, calagem
e adubação, em
form
a de tabelas. As culturas foram
agrupadas em
: cereais; especiarias, arom
áticas e m
edicinais; estim
ulantes;
fibrosas; frutíferas; hortaliças; legum
inosas e oleaginosas; ornam
entais e
flores; raízes e tubérculos; outras culturas industriais; florestais; e
ras. A 2. 8 edição revisada e atualizada, em
1997, apresenta m
odificações
nos capítulos sobre m
aracujá e hidroponia.
Term
os de indexação: nutrientes, análise de solo, adubação, calagem
,
recom
endação.
e) A inclusão de m
uitas inform
ações sobre m
icronutrientes só foi possível com
a realiza-
ção do projeto tem
ático da FAPESP "M
icronutrientes e m
icroelem
entos tóxicos na agricultura
de São Paulo".
( 2) Seção de Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas, Instituto Agronôm
ico (IAC). C
aixa
Postal 28, 13001·970 C
am
pinas (SP).
(3
) C
:nm
hr.!<:><>
...
B. van RAIJ et ai.
A
B
STR
A
C
T
FER
TILIZER
ANO
LIM
E R
EC
O
M
M
EN
D
ATIO
N
FO
R TH
E STATE O
F SÃO
PAULO
, BR
AZIL
This publication presents the lim
e and fertilizar recom
m
endations for
crops for the State of São Paulo, Brazil. In lhe first twelve chapters lhe
subjects deal w
ith general aspects of lim
ing and ferti!izer use, interpretation
of soil and plant analysis and the organization of lim
e and fertilize r recom
-
m
endation in tables. Specific features are the analysis of soi! pho'sphorus
w
ith an ion-exchange resin procedure, the increase of the base saturation to
specific va!ues for crops as criteria for lim
e recom
m
endation and the deter-
m
ination of pH in calei um
chloride solution. The soil analysis of sulfur and
m
icronutrients is introduced, using hot w
aterextraction for boron, and D
TPA
extraction for zinc, m
anganese, iron and copper. A
nother novelty is the
recom
m
endation of gypsum
as an acid subsoil am
endm
ent based on the
chem
ical analysis of subsoil sam
ples. lnform
ation on nutrient contents of
crops, leal sam
pling and interpretation of leal analysis is also provided. The
results of soil and plant analysis are presented using the lnternational System
of Units. For som
e crops the criteria of expected yield response to nitrogen
is used, based on form
er soil use for annual crops and on nitrogen leaf
content for som
e perennial crops. For the m
ost im
portant crops, fertilize r
recom
m
endation takes into consideration the expected yields. lnform
ation is
given on the correctíon of soil acidity and fertilization and also on am
end-
m
ents and fertilizers. In the other 13 chapters the recom
m
endation of lim
e
and fertilizer is presented in tab!es. The crops are grouped under: cereais;
spices, arom
atic and m
edicinal crops; stim
ulants; fiber plants; fruits; vegeta-
bles; !egum
inous and oil crops; ornam
entais and flow
ers; roots and tubers;
other industrial crops; forest trees; and forage crops. This second edition,
revised and updated in 1997, presents m
odifications concerned w
ith passion
fruit production and com
m
ercial hydroponics.
lndex term
s: nutrients, soil analysis, fert11ization; !im
ing, recom
m
endation.
1. IN
TR
O
D
U
Ç
Ã
O
N
esta Segunda Edição do Boletim
Técnico n. 0 100, a base de análise de
solo para calagem
e m
acronutrientes continua sendo a m
esm
a da Prim
eira
Edição. As determ
inações básicas são a m
atéria orgânica, o pH em
cloreto de
cálcio, o fósforo extraído do solo com
resina trocadora de íons, os teores
trocáveis de cálcio, m
agnésio e potássio e a acidez total a pH 7. O
s valores
calculados são a som
a de bases, a capacidade de troca de cátions e a
saturação por bases. A recom
endação de calagem
passou a ser feita visando
a elevação da saturação por bases dos solos a valores variáveis por culturas.
O
uso da análise de solo é am
pliado nesta publicação, incluindo-se as
determ
inações de enxofre, boro, cobre, ferro, m
anganês e zinco, para am
ostras
da cam
ada arável do solo, e argila e alum
ínio trocável para am
ostras do
subsolo. Além
disso, passa a ser usada a análise foliar para m
uitas culturas,
incluindo todos os m
acronutrientes e os m
icronutrientes boro, cobre, ferro,
m
anganês e zinco.
B
oletim
Técnico. 100. JAC. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
Todos os resultados de análises de solo e de plantas apresentam
-se no
Sistem
a Internacional de U
nidades. No caso de corretivos e fertilizantes isso
ainda não é possível e as recom
endações são dadas nos m
oldes antigos.
Apenasnos capítulos m
ais gerais avança-se um
pouco em
indicar conteúdos
e cálculos para corretivos e fertilizantes com
base no Sistem
a Internacional de
U
nidades.
A produtividade esperada é introduzida com
o um
im
portante critério nas
recom
endações de adubação. Para o nitrogênio ainda não se usa a análise de
solo, m
as a previsão de respostas esperadas ao nutriente é feita para diversas
culturas anuais, com
base no histórico de uso anterior da gleba; para algum
as
culturas perenes, a resposta a nitrogênio é inferida pelo teor folia r. Para m
uitas
culturas, a diagnose foliar é incluída com
o instrum
ento com
plem
entar de
avaliação do estado nutricional.
Am
pliaram
-se as culturas contem
pladas, com
a inclusão de diversas de
responsabilidade do Instituto Agronôm
ico que ficaram
fora da prim
eira edição.
Além
disso, desta vez são apresentadas as recom
endações de adubação para
pastagens e forrageiras e para essências florestais. Tam
bém
a hidroponia
recebeu atenção nesta publicação.
O
s 12 prim
eiros capítulos tratam
de aspectos gerais, relacionados às
análises de solos e plantas; os outros capítulos cuidam
de recom
endações
específicas para culturas, grupadas em
diversas categorias.
2. A
M
O
STR
A
G
EM
DE SO
LO
A am
ostragem
de solo é a prim
eira etapa em
um
bom
program
a de
adubação e calagem
. N
unca é dem
ais lem
brar que, por m
elhor que seja a
análise quím
ica, ela não pode corrigir falhas na retirada da am
ostra ou na sua
representatividade.
D
etalhes sobre am
ostragem
de solo, tais' com
o 'definição de glebas,
retirada de am
ostras com
postas, ferram
entas utilizadas, local e profundidade
de am
ostragem
e outros, são apresentados em
im
pressos distribuídos pelos
laboratórios. C
ontudo, alguns aspectos específicos são lem
brados aqui, visan-
do a m
aior uniform
idade no procedim
ento.
2.1 Escolha das glebas para am
ostragem
D
ividir a propriedade em
glebas hom
ogêneas, nunca superiores a 20
hectares, am
ostrando cada área isoladam
ente.
Separar as glebas com
a
m
esm
a posição topográfica (solos de m
orro, m
eia encosta, baixada, etc.), cor
do solo, textura (argilosos, arenosos), cultura ou vegetação anterior (pastagem
,
café, m
ilho, etc.) e adubação e cal agem
anteriores. Em
culturas perenes, levar
em
conta, tam
bém
, a variedade e a idade das plantas. Áreas com
um
a m
esm
a
cultura, m
as com
produtividade diferente, devem
ser am
estradas separada-
m
ente. Identificar essas glebas de m
aneira definitiva, fazendo um
m
apa para
o acom
panham
ento da fertilidade do solo com
o passar dos anos.
Boletim
Técnico. 100. IA C. 1997
B. van RAIJ et al.
Se
a propriedade for m
uito grande, não sendo possível am
ostrá-la
com
pletam
ente, é preferível am
ostrar apenas algum
as glebas, não m
uito ex-
tensas, representando situações diferentes.
2.2 Ferram
entas e coleta de am
ostras
A coleta de am
ostras pode ser feita com
enxadão, pá reta ou, preferivel-
m
ente, com
trado. O
trado-tipo holandês, tubo ou de caneco-torna a operação
m
ais fácil e rápida. Além
disso, perm
ite a retirada das am
ostras na profundidade
correta e das m
esm
as quantidades de terra de todos os pontos am
estrados.
Todas as ferram
entas, bem
com
o recipientes, utilizados na am
ostragem
e em
balagem
da terra, devem
estar lim
pos e, principalm
ente, não conter
resíduos de calcário ou fertilizantes. Para am
ostras nas quais se pretende
analisar m
icronutrientes, usar trado de aço e evitar baldes de m
etal galvanizado.
De cada gleba devem
ser retiradas diversas subam
ostras para se obter
um
a m
édia da área am
ostrada. Para isso, percorrer a área escolhida em
ziguezague e coletar 20 subam
ostras por gleba hom
ogênea. Em
culturas
perenes, tais com
o café, citros, seringueira etc., a am
ostragem
deve ser feita
em
toda a faixa de solo adubada, que reflete m
elhor os tratam
entos aplicados
nos anos anteriores.
Em
cada ponto afastar, com
o pé, detritos e restos de culturas. Evitar
pontos próxim
os a cupinzeiros, form
igueiros, casas, estradas, currais, estrum
e
de anim
ais, depósitos de adubo ou calcário ou m
anchas no solo. Introduzir o
Irado no solo até a profundidade de 20 em
. A terra coletada representa um
a
porção de solo na profundidade de 0-20 em
. R
aspar a terra lateral do trado, no
caso de trado tipo holandês, aproveitando apenas a porção central.
É possível, tam
bém
, am
ostrar adequadam
ente o solo com
um
enxadão
ou pá reta. O
s cuidados e núm
eros de subam
ostras são os m
esm
os descritos
para o trado. Após a lim
peza superficial do terreno, fazer um
buraco em
form
a
de cunha, na profundidade de 0-20 em
, deixando um
a das paredes o m
ais reta
possível. C
ortar, com
o enxadão, um
a fatia de cim
a até em
baixo e tranferir para
o balde. Para evitar encher dem
asiadam
ente o balde, dificultando a m
istura das
am
ostras, cada fatia coletada pode ser destorroada dentro do próprio buraco,
retirando-se um
a porção dessa terra para o balde. É im
portante coletar um
a
m
esm
a porção de terra em
cada um
dos pontos am
ostrados.
Transferir a terra de cada subam
ostra para um
balde ou outro recipiente
lim
po. R
epetir a am
ostragem
do m
esm
o m
odo em
cada um
dos 20 pontos.
Q
uebrar os torrões de terra dentro do balde, retirar pedras, gravetos ou outros
resíduos, e m
isturar m
uito bem
. Se a am
ostra estiver m
uito úm
ida, deixar a
am
ostra secar ao ar.
R
etirar cerca de 300 g de terra do balde e tranferir para um
a caixinha de
papelão apropriada para análise de solo ou saco plástico lim
po. Essa porção
de terra será enviada ao laboratório. Jogar fora o resto da terra do balde e
recom
eçar a am
ostragem
em
outra área.
R
ecom
endações de adubação e calagem
Identificar a am
ostra de solo
.
, .
identificação da gleba am
ostrada e
o ;o
m
e
do propnetano, propriedade,
com
o m
a a d
.
,
a a.
notar em
um
caderno, juntam
ente
o num
ero de cada am
ostra e o local de onde foi
aplicação de calcárioç e
o local para posterior
da evolução da fertilidade do solo de um
a
' ac,' am
o acom
panham
ento
no para outro.
2.4 Local e profundidade de am
ostragem
N
os casos de culturas anua·
d
1
retirar as am
ostras sim
ples que
e cu turas perenes a serem
instaladas,
e na profundidade de 20
ao a am
ostra com
posta em
todo o terreno
em
fertilidade do solo
cam
ada arável. Para Iins de cálculos
para um
a área de um
' hectare.
a em
um
volum
e de 2.000.000 dm
3 de terra,
Par_a cultu_ras perenes, que recebem
aplicações lóca/izadas
cale e frutJferas, retirar as am
ostras dos locais onde o adubo
ra nesses casos os adubos nã
·
·
·
gem
é igualm
ente feita na
ao solo, a am
ostra-
interpreta ão d
em
, para m
anter a coerência da
direto,
A :.esm
a observação vale para cultivo sob plantio
,
,
m
em
, a am
ostragem
na profundidade de O
a 20
em
, ate que, eventualm
ente, a pesquisa indique alternativa m
elhor.
Am
ostras com
postas podem
t
b -
.
20 a 40
.
.
' am
em
, ser retiradas na profundidade de
em
, pnnclpalm
ente para avaliar a acidez do subsolo
be
deve ser feita, 'de
da superfície
·
-
em
e em
segu1da ret1rar a terra
em
Antes
do buraco, para depois aprofundar o trado até 40
tam
bém
2 n
ad erra para o balde, raspar a terra lateral do trado e
contam
inação
Isso tudo é im
portante para evitar a
para a am
ostra e
ICJe.
s trados tipo tubo são convenientes
para a de 20-40g
profunda, podendo-se utilizar um
tubo de m
enor diâm
etro
R
ílll'ltim
T
6
rn
if'r.
if'líl
IA
('
1
0
0
7
B. van R
AIJ et ai.
2.5 Envio da am
ostra de solo ao laboratório
A am
ostra de solo deve ser acom
panhada da Folha de Inform
ações,
preenchida com
dados referentes a cada um
a das glebas am
estradas. C
ada
am
ostra deve ser identificada,da m
esm
a m
aneira, na caixinha ou em
outra
em
balagem
que a contiver, na Folha de Inform
ações e no m
apa da propriedade.
As am
ostras podem
ser enviadas pelo correio ou entregues a qualquer
um
dos laboratórios que utilizam
os m
étodos de análise de solo desenvolvidos
no IA C. Esses laboratórios têm
seus resultados identificados por um
a etiqueta
do ano do program
a de controle de qualidade do sistem
a IAC de análise de
solo.
C
aso haja interesse em
recom
endação de calagem
e adubação, o usuá-
rio deve especificar a cultura e o código correspondente, com
pletando, além
disso, o solicitado na Folha de Inform
ações para Análise de Solo.
3. R
EPR
ESEN
TA
Ç
Ã
O
DO
S RESULTADO
S DE A
N
Á
LISES
DE SO
LO
S, FO
LH
A
S, FER
TILIZA
N
TES E C
O
R
R
ETIVO
S
A adoção do Sistem
a Internacional de U
nidades (SI), nesta edição,
im
plica em
alteração nas representações e nos valores de parte dos resultados.
3.1 U
nidades de representaçãQ
de resultados
As bases de representação serão o quilogram
a (kg) ou o decím
etro
cúbico (dm
3) para sólidos e o litro (L) para líquidos.
O
s conteúdos serão expressos em
quantidade de m
atéria, podendo ser
usados m
oi de carga (m
ole) ou m
ilim
ol de carga (m
m
olc), ou em
m
assa, com
as
alternativas de gram
a (g) ou m
iligram
a (m
g). O
m
ilim
ol de carga corresponde
ao m
ilieqüivalente, que não será m
ais em
pregado.
-A porcentagem
não deverá m
ais ser utilizada para representar teor ou
concentração e, assim
, dará lugar a um
a representação com
binando as unida-
des acim
a.
3.2 Solos
O
s resultados de cátions trocáveis, cálcio (Ca2+), m
agnes10 (M
g2+),
potássio (K+), alum
ínio (AI3+), de acidez total a pH 7 (H
++ A13+), de som
a de
bases (SB) e de capacidade de troca de cátions (C
TC
) serão apresentados em
m
m
olcfdm
3. O
s valores são 1 O
vezes m
aiores do que a representação anterior,
em
m
eq/1 00 cm
3.
O
s resultados de fósforo (P), de enxofre (S-S042-) e dos m
icronutrientes
boro (B), cobre (Cu), ferro (Fe), m
anganês (M
n) e zinco (Zn),
serão apresen-
tados em
m
g/dm
3. Na prática, os resultados têm
sido apresentados, por m
uitos
laboratórios, em
partes por m
ilhão (ppm
), m
esm
o para o caso de m
edidas
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
volum
étricas de solo, o que costum
a ser o caso da análise de solo para fins de
fertilidade. Assim
sendo, essa representação, em
ppm
, tem
sido usada de form
a
am
bígua e, por isso, o seu uso deve ser descontinuado. De qualquer form
a os
núm
eros não m
udarão.
O
s resultados de m
atéria orgânica (M
O
) serão apresentados em
g/dm
3,
sendo os valores 1 o vezes m
aiores que a representação anterior, em
porcen-
tagem
(%
), que corresponde a g/1 00 cm
3, já que a m
edida de solo no laboratório
é volum
étrica.
A saturação por bases (V) e a saturação por alum
ínio (m
), serão expres-
sos em
porcentagem
(%
). N
ote-se que estes são índices calculados e não
representações de concentrações ou teores. N
esses casos, é adm
itido o uso
da porcentagem
.
3.3 Folhas
A porcentagem
(%
) deixa de ser usada para m
acronutrientes e substi-
tuída por g/kg, com
núm
eros 1 O
vezes m
aiores.
Tam
bém
a representação em
partes por m
ilhão (ppm
) não m
ais será
usada, dando lugar a m
g/kg. N
este caso, os núm
eros não m
udarão.
3.4 C
orretivos da acidez
O
s teores, tanto das frações granulom
étricas, com
o de cálcio e de
m
agnésio, serão apresentados em
g/kg.
O
poder de neutraliz,ação será dado em
m
olcfkg.
Para os corretivos será im
possível adotar im
ediatam
ente o SI, já que o
com
ércio desses produtos não é feito usando essa representação.
No capítulo de corretivos e fertilizantes,
ápresentadas as duas
alternativas e feitas com
parações.
3.5 Fertilizantes
No caso dos m
acronutrientes (N, P, K, Ca, M
g, S) os resultados serão
apresentados em
g/kg, em
substituição à porcentagem
. O
s resultados serão 10
vezes m
aiores, em
se tratando dos elem
entos.
Para fósforo e potássio há, ainda, o problem
a das representações em
P2 o
5 e em
K2 0, que tam
bém
não poderão ser abandonadas. Para fertilizantes,
será preciso usar a representação do SI juntam
ente com
a indicação tradicio-
nal.
O
s m
icronutrientes serão representados em
m
g/kg, ao invés de ppm
. O
s
núm
eros não m
udarão.
No caso de adubos fluidos, as representações dos teores de m
acro e
m
icronutrientes serão feitas, respectivam
ente, em
g/L e em
m
g/L.
R
n!A
tim
1 ()I)
I A
f'.
1 Q
Q
7
7
B. van RAlJ et ai.
3.6 C
onversão de unidades
As representações antigas podem
ser convertidas nas novas, conside-
rando as relações indicadas no quadro 3.1.
N
os casos da porcentagem
(%
) e de partes por m
ilhão {ppm
), percebe-se
com
o essas representações não têm
significado preciso, podendo ser
tes, conform
e a base de representação. Já no sistem
a novo, a representaçao
é explícita e não deixa m
argem
a dúvidas.
Tam
bém
fica claro que o m
ilieqüivalente (m
eq) só m
udou de nom
e,
passando a ser conhecido com
o m
ilim
ol de carga (m
m
olc). O
fator de conv_ersão
1 o, m
ostrado no quadro 3.1, deve-se à m
udança da base de representaçao, de
100 para 1 .000, da m
esm
a m
aneira com
o foi feito para a porcentagem
.
A unidade de condutividade elétrica é o deci-siem
en por m
etro (dS/m
),
que passa a substituir o m
ilim
ho/cm
. N
este caso os valores num
éricos perm
a-
necem
os m
esm
os.
Q
uadro 3.1. Fatores para conversão de unidades antigas em
unidades do
Sistem
a Internacional de U
nidades
Unidade antiga (A)
Unidade nova (N)
Fator de conversão (F)
(N
x F)
%
g/kg, g/dm
3, g/L
10
ppm
m
g/kg, m
g/dm
3, m
g/L
1
m
eq/100 cm
3
m
m
o1Jdm
3
10
m
eq/100g
m
m
oiJkg
10
m
eq/L
m
m
oiJL
P20s
p
0,437
K20
K
0,830
c ao
C
a
0,715
M
gO
Mg
0,602
m
m
ho/cm
dS/m
1
4. IN
TER
PR
ETA
Ç
Ã
O
DE RESULTADO
S DE A
N
Á
LISE DE SO
LO
Além
da interpretação da análise de solo para P, K, M
g e
edição estão sendo introduzidas interpretações para_ respostas a n1trogen10,
teores de cálcio, enxofre,
m
icronutrientes e, lam
bem
, para res_ultados da
análise quím
ica de am
ostras do subsolo. A tabela de interpretaçao d
e
!' foi
subdividida para quatro grupos de culturas, de acordo com
o grau de ex1genc1a
a fósforo.
o
R
"l""tim
1
0
0
IA
(';
1Q
Q
7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
4.1 N
itrogênio
Ainda não se tem
, para São Paulo, um
critério confiável de recom
enda-
ção da adubação nitrogenada com
base na análise de solo. Está-se adotando,
para diversas culturas anuais, um
critério de classes de resposta esperada que,
associado às recom
endações por produtividade esperada, deverá resultar em
adubações m
ais coerentes com
as necessidades em
cada caso. Para algum
as
culturas perenes, as classes de resposta esperada a nitrogênio são estabele-
cidas com
resultados de teores de N
em
folhas.
As classes de resposta esperada são assim
conceituadas:
Alta resposta esperada -
Solos corrigidos, com
m
uitos anos de plantio
contínuo de gram
íneas ou outras culturas não legum
inosas; prim
eiros anos de
plantio direto; solos arenosos, sujeitos a altas perdas por lixiviação. C
ulturas
perenes com
teores baixos de N
nas folhas.
M
édia resposta esperada -Solos m
uito ácidos, que serão corrigidos; ou
plantio anterior esporádico de legum
inosas; ou solo em
pousio por um
ano; ou
uso de quantidades m
oderadas de adubos orgânicos. C
ulturas perenes com
teores m
édios de N
nas folhas.
Baixa resposta esperada-Solos em
pousio por dois ou m
ais anos; cultivo
após pastagem
(exceto solos arenosos); ou solos com
cultivo anterior intenso
de legum
inosas; ou adubação verde com
legum
inosas ou rotação perm
anente
com
legum
inosas; uso constante de quantidades elevadas deadubos orgâni-
cos. C
ulturas perenes com
teores altos de N
nas folhas.
4.2 Fósforo e potássio
O
s resultados de fósforo e de potássio são divididos em
cinco classes
de teores. O
s lim
ites de classes foram
estabelecidos com
ensaios de calibra-
ção, realizados principalm
ente para culturas anuais em
c.ondições de cam
po e
levando em
conta as respostas aos elem
entos aplicados na adubação, expres-
sos em
term
os de produção relativa. Assim
, a correspondência dos lim
ites de
classes de teores com
os respectivos lim
ites de produção relativa, são os
apresentados no quadro 4.1.
Q
uadro 4.1. Lim
ites de interpretação de teores de potássio e de fósforo em
solos
Teor
M
uito baixo
B
aixo
M
édio
Alto
M
uito alto
Produção
relativa
%
0-
70
71-
90
91-100
>100
>100
R
niA
tim
1 0
0
I A
r:
1 Q
Q
7 K+ trocável
Florestais
m
m
o!c;dm
3
0,0·0,7
0-
2
0,8-1,5
3-
5
1,6-3,0
6-
8
3,1-6,0
9-16
>6,0
>16
P resina
Perenes
A
nuais
Hortaliças
m
g/dm
3
0-
5
O· 6
O· 10
6-12
7-15
11-
25
13-30
16-40
26-
60
31-60
41-80
61-120
>60
>80
>120 n
B. van RAIJ et ai.
No caso do fósforo, os lim
ites de interpretação são dados para quatro
grupos de culturas, com
exigências crescentes de m
aior disponibilidade de
fósforo: florestais, perenes, anuais e hortaliças. Trata-se de um
a classificação
feita para fins práticos de organizar a adubação fosfatada por grupos de
culturas.
N
ote-se que o lim
ite superior da classe de teores altos é duas vezes
m
aior que o lim
ite superior da classe de teores m
édios.
No caso do potássio, bem
com
o de outros cátions trocáveis, os diversos
extratores usados em
laboratórios de análise de solo dão resultados com
pará-
veis, significando que, em
geral, não é im
portante m
encionar o m
étodo usado
na extração. Além
disso, para potássio, o teor do nutriente no solo é um
índice
m
elhor para avaliar a disponibilidade do que a relação com
outros cátions ou
a porcentagem
da C
TC
. A relação com
a CTC pode, eventualm
ente, ser usada
com
o um
critério auxiliar, m
as não em
substituição ao critério básico dado no
quadro 4.1.
Já no caso do fósforo, é m
uito im
portante o extrator usado. Para São
Paulo, pesquisas realizadas no Instituto Agronôm
ico, confirm
ando inform
ações
de diferentes países, m
ostraram
que o processo de extração com
resina de
troca de íons é um
m
étodo que avalia m
elhor a disponibilidade do nutriente
para as culturas. De form
a geral, o m
étodo da resina apresenta correlações
m
ais estreitas com
índices de disponibilidade de fósforo em
solos, determ
ina-
dos com
plantas, do que outros extratores usuais, perm
itindo um
a diagnose
m
ais apurada do grau de deficiência de P em
solos.
4.3 A
cidez
O
s parâm
etros relacionados à acidez dos solos, pH em
CaCI2 e saturação
por bases, apresentam
estreita correlação entre si, para am
ostras retiradas da
cam
ada arável. A interpretação adotada para valores de pH em
CaCI2, e da
saturação por bases, é apresentada no quadro 4.2.
A determ
inação do pH em
um
a solução 0,01 m
oi/L de cloreto de cálcio,
perm
ite obter resultados m
ais consistentes do que a determ
inação do pH em
água. Isto porque, esta últim
a determ
inação é m
ais afetada por pequenas
Q
uadro 4.2. Lim
ites de interpretação das determ
inações relacionadas com
a
acidez da cam
ada arável do solo
A
cidez
pH em
Saturação
v
CaCI2
por bases
%
M
uito alta
Até 4,3
M
uito baixa
0-25
Alta
4,4-5,0
B
aixa
26-50
M
édia
5,1-5,5
M
édia
51-70
B
aixa
5,6-6,0
Alta
71-90
M
uito baixa
> 6,0
M
uito alta
>90
<
n
R
illA
tim
TAr:nir:o. 100. IA
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
...
quantidades de sais que podem
ocorrer nas am
ostras de solo que chegam
ao
laboratório, em
conseqüência de adubações, períodos de seca ou da m
inerali-
zação que acontece em
am
ostras de solo úm
idas acondicionadas em
sacos
plásticos.
A tabela de interpretação de parâm
etros da acidez, indicada no quadro
4.2, tem
o objetivo técnico de servir de base para a organização de inform
a-
ções, com
o é o caso de acom
panhar a evolução da fertilidade do solo. As
culturas variam
m
uito e, desse m
odo, as classes apresentadas podem
ter
significado diverso para grupos de plantas com
características diferenciadas
quanto à acidez.
4.4 C
álcio, m
agnésio e enxofre
Para cálcio, m
agnésio e enxofre são estabelecidas três classes de
teores, com
a interpretação apresentada no quadro 4.3.
A interpretação de m
agnésio é bastante consistente com
os dados
experim
entais disponíveis e as tabelas de interpretação de diferentes institui-
ções. H
á bastante polêm
ica, tanto para o m
agnésio, com
o para o potássio sobre
a interpretação em
term
os da porcentagem
da C
TC
, ao invés dos teores,
conform
e apresentado no quadro 4.3. Tam
bém
aqui a experim
entação agronô-
m
ica aponta para o uso dos teores absolutos com
o o m
elhor critério. N
a prática,
se houver m
agnésio suficiente, não deverá ocorrer deficiência. Porém
, se os
teores de m
agnésio forem
baixos, a adubação potássica poderá agravar a
deficiência.
Para o cálcio, os valores apresentados, são os m
ínim
os desejáveis para
culturas, sendo o lim
ite superior o necessário àquelas m
ais exigentes no
nutriente, independentem
ente da questão da
N
esse caso, em
bora
haja respaldo em
resultados experim
entais, já que deficiências de cálcio são
raras em
condições de cam
po, os lim
ites apresentados são bem
m
ais baixos
do que os adotados por várias organizações no Brasil. U
m
a das grandes
dificuldades é isolar a questão da deficiência de cálcio do problem
a da acidez
excessiva, já que solos deficientes em
cálcio são, em
geral, m
uito ácidos.
N
esses casos, a calagem
corrige
a acidez e supre cálcio em
teores m
ais do
que suficientes.
Q
uadro 4.3. Lim
ites de interpretação de teores de C
a 2+, M
g 2+ e S
04 2-em
solos
Teor
C
a 2+ trocável
M
g 2+ trocável
S-S04 2.
m
m
olc1dm
3
m
g/dm
3
B
aixo
0-3
0·4
0·4
M
édio
4-7
5·8
5·10
Alto
>7
>8
>10
O
n
lo
tirn
T.!...-n;,.,.,...
1
f\f\
IA
f"'
1
0
0
7
B. van RAIJ et ai.
Um
assunto que tem
ocasionado polêm
ica é a necessidade de estabele-
cer, no solo, um
a determ
inada relação C
a/M
g. H
á abundante inform
ação na
literatura, a qual m
ostra que as produções de culturas não são afetadas por
essa relação entre valores que variam
de um
m
ínim
o ao redor de 0,5 até valores
acim
a de 30, desde que nenhum
dos dois elem
entos esteja presente em
teores
deficientes.
O
enxofre é extraído do solo com
solução de CaH
2 P
0
4 0,01 m
oi/L, que
extrai principalm
ente a form
a de sulfato, considerada disponível. A interpreta-
ção apresentada no quadro 4.3 refere-se à cam
ada arável. C
onvém
ressaltar
que é com
um
haver acúm
ulo de sulfato abaixo da cam
ada arável e, assim
, um
a
diagnose m
ais apurada sobre a disponibilidade de enxofre deve levar em
conta,
tam
bém
, os teores da cam
ada de 20-40 em
de profundidade.
4.5 M
icronutrientes
A interpretação adotada é apresentada no quadro 4.4.
O
im
portante na interpretação da análise quím
ica de m
icronutrientes em
solos é o uso de extratores adequados para avaliar a sua disponibilidade. O
s
extratores que se revelaram
m
ais eficientes, nos estudos realizados no Instituto
Agronôm
ico, foram
a água quente para boro e a solução do com
plexante DTPA
para zinco, ferro, cobre e m
anganês.
A interpretação da análise de solo para m
icronutrientes pode ser aprim
o-
rada pela consideração de diferentes espécies vegetais. N
as tabelas de adu-
bação, a interpretação da análise de solo é incluída para aquelas culturas em
que têm
sido constatadas deficiências freqüentes.
Q
uadro 4.4. Lim
ites de interpretação dos teores de m
icronutrientes em
solos
Teor
B
aixo
M
édio
Alto
B
água quente
0-0,20
0,21-0,60
>0,60
Cu
0-0,2
0,3-0,8
>0,8
4.6 M
atéria orgânica e argila
F e
DTPA
m
g/dm
3
0-
4
5-12
>12
M
n
0-1,2
1,3-5,0
>5,0
Zn
0-0,5
0,6-1,2
>1 ,2
O
teor de m
atéria orgânica do solo não revelou ser, no Estado de São
Paulo, um
índice adequado para predizer a disponibilidade de nitrogênio em
solos e, conseqüentem
ente, não tem
sido usado para essa finalidade.
O
teor de m
atéria orgânica é útil para dar idéia da textura do solo, com
valores até de 15 g/dm
3 para solos arenosos, entre 16 e 30 g/dm
3 para solos
de textura m
édia e de 31 a 60 g/dm
3 para solos argilosos. Valores m
uito acim
a
de. 60 g/dm
3 indicam
acúm
ulo de m
atéria orgânica no solo por condições
localizadas, em
geral por m
á drenagem
ou acidez elevada.
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
É im
portante obter determ
inações dos teores de argila do solo, não
som
ente da cam
ada arável, m
as tam
bém
em
profundidade. O
s resultados são
expressos em
g/kg.
4.7 Interpretação de resultados de análise de am
ostras do subsolo
A análise de am
ostras retiradas na profundidade de 20-40 em
serve para
diagnosticar possíveis condições desfavoráveis ao desenvolvim
ento radicular,
principalm
ente de culturas m
enos tolerantes à acidez. Essas condições são
dadas por:
Ca2+ < 4 m
m
olc/dm
3
Al3+ > 5 m
m
olc/dm
3, associado com
saturação por alum
ínio (m
) > 40%
.
A análise de am
ostras de subsolos tam
bém
é útil para avaliar a disponi-
bilidade de enxofre, pois o sulfato tende a acum
ular no subsolo.
O
utra inform
ação im
portante pode ser obtida com
a análise de potássio
que, acusando resultados altos, indica lixiviação do nutriente.
Bernardo van R
aij, José Antonio Q
uaggio,
H
eitor C
antare/la e C
/eide A. de Abreu
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas-fAC
5. PR
O
D
U
TIVID
A
D
E ESPER
A
D
A
O
conceito de produtividade esperada está sendo introduzido para diver-
sas culturas com
o um
dos critérios para alterar níveis de adubação. H
á razões
objetivas para considerar a produtividade esperada nas adubações: a) culturas
m
ais produtivas requerem
m
aior quantidade de nutriefltes; b) com
m
aiores
produções, há m
aior renda, o que perm
ite a aquisição de m
aiores quantidades
de fertilizantes.
É im
portante entender que a produtividade esperada não é função
apenas das doses aplicadas de fertilizantes, dependendo de diversos fatores,
tais com
o solo, potencial genético da planta cultivada, condições clim
áticas
durante o ciclo da cultura e o m
anejo, incluindo neste o controle de pragas,
m
oléstias e plantas daninhas e o fornecim
ento ou não de água de irrigação. o
solo pode, em
parte, ser m
elhorado com
o m
anejo, fator este sob o controle do
produtor, m
as tam
bém
apresentar lim
itações intrínsecas im
possíveis de ser
alteradas, com
o textura, por exem
plo.
Portanto, produtividade esperada não deve ser confundida com
produti-
vidade desejada.
A definição de um
a determ
inada produtividade esperada deve levar em
conta, sem
pre que houver inform
ações, as colheitas passadas dos últim
os
anos. Assim
, a m
eta de produtivi<;lade esperada deve ser colocada entre a
m
édia dos últim
os anos e a m
aior produtividade obtida. D
essa m
aneira, garan-
R
A
lA
tim
TP
.nninA
1 ()()
I A
r.
1 0
0
7
1
0
B. van R
AIJ et ai.
te-se o suprim
ento adequado de nutrientes para produções crescentes. Se as
m
etas de produtividade esperada forem
sendo atingidas, convém
aum
entá-las
para as colheitas seguintes.
Em
bora a escolha de um
a produtividade esperada seja um
difícil exercí-
cio de adivinhar o futuro, não há alternativa m
elhor para adubar em
condições
de produtividade m
uito diversa das culturas. É m
elhor errar um
pouco para
m
ais, para não deixar de ganhar em
anos bons, lem
brando que os aum
entos
de produção, geralm
ente, têm
valores m
uitas vezes m
aiores que o gasto com
adubos. Além
disso, fósforo e potássio perm
anecem
no solo, no caso de m
enor
utilização em
anos de produtividades inferiores às previstas, não ocorrendo
perdas desses nutrientes.
O
problem
a m
aior passa a ser o nitrogênio, que não se acum
ula no solo
em
form
as m
inerais, sendo sujeito à lixiviação, além
de não existir m
étodo de
análise de solo para o nutriente em
nossas condições. Por outro lado, com
o a
aplicação do nitrogênio é feita de form
a parcelada, com
as m
aiores doses
aplicadas quando o desenvolvim
ento da cultura já está em
estado adiantado,
é possível alterar a sua dosagem
m
esm
o após o plantio, nas adubações de
cobertura, caso se preveja produtividade esperada m
enor do que a inicialm
ente
prevista. Para algum
as culturas perenes, com
o café e citros, por exem
plo, é
possível utilizar um
critério m
ais técnico, que é a análise foliar, m
as tam
bém
vinculado à produtividade esperada.
O
histórico das glebas é, conseqüentem
ente, um
fator m
uito im
portante
para a m
elhor definição de um
program
a de adubação. Espera-se que, com
o
tem
po, a previsão de produtividade possa basear-se, de form
a crescente, em
elem
entos técnicos cada vez m
elhores, que incluem
m
odelos agroclim
áticos,
levantam
entos detalhados de solos etc.
6. C
O
R
R
EÇ
Ã
O
DA A
C
ID
EZ DO SO
LO
A necessidade de correção da acidez, ou de cal agem
, será indicada nas
tabelas específicas de cada cultura, apenas com
o um
a m
eta de saturação por
bases a se atingir. O
cálculo da calagem
é explicado neste capítulo dentro de
duas alternativas, ou seja, com
base em
representação dos corretivos em
porcentagem
de óxidos de cálcio e m
agnésio ou considerando os teores desses
elem
entos em
gram
as por quilogram
a, dentro do Sistem
a Internacional de
U
nidades. O
uso do gesso para a m
elhoria do am
biente radicular de solos
ácidos é tam
bém
discutido.
6.1 C
orretivos da acidez
O
s corretivos da acidez do solo m
ais utilizados no Brasil são as rochas
calcárias m
oídas, cham
ados sim
plesm
ente de "calcários", classificados, de
acordo com
a concentração de M
gO
, em
calcíticos (m
enos de 5%
), m
agnesia-
nos (5 a 12%
) e dolom
íticos (acim
a de 12%
). Tam
bém
existem
os calcários
calcinados.
14
R
o!A
tim
TÁr:nic:o. 100_ !A
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
Q
uanto à granulom
etria, a legislação exige que pelo m
enos, 95%
do
m
aterial corretivo passe em
peneira de 2 m
m
(ABN
T n-o 1 O), 70%
em
peneira
de 0,84 m
m
(ABN
T n. 0 20) e 50%
em
peneira de 0,30 m
m
(ABN
T no 50).
Do ponto de vista quím
ico, de acordo com
a natureza do m
aterial, os
m
ínim
os exigidos pela legislação são os apresentados no quadro 6.1.
Q
uadro 6.1. Valores m
ínim
os, do poder de neutralização (PN) e da som
a dos
teores de cálcio e de m
agnésio, exigidos pelo M
inistério da Agricultura, e
valores correspondentes com
o uso do Sistem
a Internacional de U
nidades
M
aterial
Poder de neutralização
Som
a de cálcio e m
agnésio
Equiv. CaC03
M
oi
CaO + M
gO
Ca + Mg
%
m
oldkg
%
g/kg
C
alcário m
oído
67
13
38
250
C
alcário calcinado agrícola
80
16
43
280
C
al virgem
agrícola
125
25
68
450
Cal hidratada agrícola
94
19
50
330
Escória
60
12
30
200
O
utros
67
13
38
250
O
poder de neutralização (PN
), expresso atualm
ente em
porcentagem
de "equivalente carbonato de cálcio", representa o teor contido de neutralizan-
tes. Seu valor pode ser determ
inado no laboratório ou calculado, nos casos em
que a totalidade do cálcio_e do m
agnésio esteja na form
a de óxidos, hidróxidos
ou carbonatos, o que lhes garante o poder neutralizante dos com
postos. O
cálculo é feito por:
PN = C
aO
%
x 1,79 + M
gO
%
x 2,48':
C
om
o as partículas m
ais grosseiras dos corretivosda acidez não dissol-
vem
no solo, no período de alguns m
eses, usa-se um
a outra expressão, que
deprecia as partículas m
enos reativas. Trata-se do poder relativo de neutrali-
zação total (PR
N
T), calculado por:
PR
N
T = (PN x RE)/1 00.
O
PR
N
T representa, assim
, o valor do PN m
ultiplicado porR
E
, que indica
a reatividade de partículas de calcário de diferentes tam
anhos, em
relação ao
carbonato de cálcio finam
ente m
oído, em
um
período de três m
eses. A eficiên-
cia relativa é calculada por: RE = 0,2x + 0,6y + z.
sendo x a porcentagem
do m
aterial retido na peneira ABN
T n. o 20, y o m
aterial
retido na peneira ABN
T n. 0 50 e z o m
aterial que passa pela peneira ABN
T n. 0
50. O
m
aterial retido na peneira ABN
T n.o 10 é considerado com
o tendo
reatividade nula.
B. van RA!J et ai.
O
gesso é um
m
aterial que vem
sendo usado para aum
entar os teores
de cálcio e reduzir a saturação de alum
ínio em
subsolos ácidos. Trata-se,
basicam
ente, de sulfato de cálcio e as exigências para com
ercialização são
teores m
ínim
os de 13%
de S e 16%
de Ca. O
gesso tem
ação totalm
ente
diferente dos corretivos do quadro 6.1, e por não ter ação direta sobre a acidez,
não se aplicam
a ele os conceitos discutidos acim
a.
6.2 C
álculo da necessidade de calagem
A quantidade de calcário a aplicar, para elevar a saturação por bases do
solo de um
valor atual, V
1 , a um
valor m
aior, V2 , é calculada pela expressão
seguinte:
CTC (V
2-V1)
NC
10 PR
N
T
na qual NC é a necessidade de calagem
, dada em
t/ha, e C
TC
é a capacidade
de troca de cátions do solo, expressa em
m
m
o1Jdm
3. O
s dem
ais sím
bolos já
foram
explicados.
Para calcários m
oídos, quando o PR
N
T não é determ
inado, pode-se
adotar um
valor m
édio para o PR
N
T de 67%
. O
s resultados devem
ser arredon-
dados em
núm
eros inteiros, não se aplicando m
enos de 1 t/ha, já que é difícil
aplicar quantidades m
enores com
os equipam
entos disponíveis no m
ercado.
A escolha dos valores de V a serem
atingidos com
a calagem
(V2 )
depende da cultura, e estão indicados nas respectivas tabelas. Por exem
plo,
para o arroz irrigado recom
enda-se atingir V2
e, para alfafa, V2
80%
.
N
esta edição do Boletim
100, houve alteração dos valores preconizados para
diversas culturas. A im
portância do m
étodo de cálculo da necessidade de
calagem
descrito está na consideração das diferenças de tolerância à acidez
entre culturas.
Além
de corrigir a acidez, a cal agem
deve garantir teores suficientes de
m
agnésio no solo, adm
itidos com
o 5 m
m
olcidm
3 para a m
aioria das culturas e
9 m
m
o1Jdm
3 de M
g2+ para culturas m
uito adubadas com
potássio. O
cálcio é,
norm
alm
ente, suprido em
quantidades suficientes pela calagem
, já que os
teores necessários são baixos, conform
e explicado no capítulo 4.
D
essas considerações resulta que a relação C
a/M
g tam
bém
não é um
fator que precisa ser levado em
conta na calagem
, desde que seja garantido
um
teor adequado de M
g. A im
portância do equilíbrio entre as bases no solo
para a produção das culturas tem
sido m
uito discutida, nos últim
os anos, no
País. Existem
recom
endações técnicas para se ajustar a relação C
a/M
g para
valores entre 3 e 4, sem
nenhum
a sustentação experim
ental. Ao contrário, os
resultados experim
entais sobre este assunto, tanto nacionais com
o internacio-
nais, têm
dem
onstrado que a relação C
a/M
g tem
pouca im
portância para a
produção das culturas dentro de um
am
plo intervalo de 0,5:1 até 30:1, desde
que os teores desses nutrientes no solo não estejam
próxim
os aos lim
ites de
deficiência.
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
O
utro aspecto a observar é que o PR
N
T é um
a m
edida de teor ou
conteúdo
do corretiv.o e não de sua qualidade, com
o tem
sido por
vezes considerado. Ass1m
, o m
a1s aconselhável, na escolha do corretivo, é
considerar o custo do produto aplicado.
6.3 Incorporação do corretivo
O
s corretivos têm
efeito principal sobre a acidez, a curto prazo
restrito
a um
a distância pequena do local de aplicação. Assim
, o benefício
p:incipallllente. para a prim
eira cultura, obtém
-se com
a aplicação antecipada:
distnbUJçao un1form
e e a m
ais profunda incorporação.
U
m
a regra im
portante é que a calagem
deve ser realizada com
a m
aior
antecedência possível ao plantio. C
ontudo, é preferível aplicar o calcário
próxim
o à sem
eadura que deixar de fazê-lo.
O
corretivo deve ser espalhado da form
a m
ais uniform
e possível sobre
o terreno e
O
s arados, tanto de disco com
o de aiveca, proporcio-
nam
m
corporaçoes m
a1s profundas que as grades aradoras. M
elhor uniform
i-
dade de incorporação consegue-se com
a aplicação do calcário de um
a só vez,
realizando um
a pré-m
istura com
grade sem
ipesada e, a seguir, de preferência
com
o solo úm
ido, aração profunda para com
pletar a incorporação. Um
a
segunda opção, talvez m
ais apropriada para pequenas e m
édias propriedades
consiste na aplicação de m
etade da dose antes da aração e m
etade antes
gradeação.
.
Para
perenes form
adas, a incorporação profunda nem
sem
pre
e
e ha algum
as :Particularidades a serem
observadas. Assim
, para
c1tros, a epoca de aplicaçao m
ais favorável é no início da estação seca (m
aio
a junho) e a incorporação deve ser feita com
grade. Para o café, o período m
ais
apropriado é logo após a colheita.
•·
•
O
s problem
as m
ais sérios que vêm
ocorrendo com
a calagem
são a
aplicação m
uito próxim
a ao plantio ou a incorporação m
uito rasa. No prim
eiro
caso, a conseqüência é um
a redução do efeito da calagem
sobre a produção,
pelo pouco tem
po para a reação do corretivo com
o solo. No segundo, ocorre
um
a "supercalagem
" em
um
a cam
ada superficial, o que pode agravar deficiên-
cias de m
icronutrientes, e um
efeito da cal agem
em
apenas um
a cam
ada rasa
do solo, o que lim
ita o desenvolvim
ento radicular e, conseqüentem
ente,
0
m
elhor aproveitam
ento da água do solo, com
reflexos negativos na produti-
vidade.
6.4 R
edução da acidez do subsolo
. A acidez do subsolo dificulta ou im
pede, em
m
uitos casos, a penetração
de ra1zes. O
s fatores envolvidos são teores baixos de cálcio ou teores elevados
de alum
ínio. Freqüentem
ente, esses dois problem
as ocorrem
concom
itante-
m
ente em
solos m
uito ácidos.
Boletim
Técnico. 100. !AC. 1997
B. van RAIJ et ai.
C
alagens elevadas e adubações freqüentes contribuem
para reduzir
significativam
ente esses problem
as de acidez, prom
ovendo o desenvolvim
ento
profundo das raízes no subsolo, em
decorrência da lixiviação de sais através
do perfil do solo.
O
gesso, um
sal solúvel em
água, é outro insum
o que tem
apresentado
efeito favorável no desenvolvim
ento do sistem
a radicular no subsolo, devido
ao aum
ento dos teores de cálcio, redução da saturação de alum
ínio e, em
alguns casos, redução efetiva da acidez.
As condições em
que o gesso pode ter efeito positivo na produção de
culturas dependem
da acidez ou deficiência de cálcio do subsolo, além
do grau
de tolerância de cultivares à toxidez de alum
ínio e à deficiência de cálcio. De
m
aneira geral, em
solos com
teores de Ca2+ inferiores a 4 m
m
olcfdm
3 e/ou com
saturação de alum
ínio acim
a de 40%
, pode-se esperar efeito, desde que os
teores de alum
ínio não sejam
m
uito elevados. As quantidades a aplicar depen-
dem
da textura, e podem
ser estim
adas por: NG
= 6 x argila; onde, NG
é a
necessidade de gesso em
kg/ha, e o teor de argila é dado em
g/kg. O
efeito
residual do gesso, com
o o do calcário, perdura por vários anos, em
solos que
nunca receberam
aplicações desse insum
o.
6.5 C
álculo da necessidade de calagem
usando o Sistem
a Interna-
cional de U
nidades
Para adequar os cálculos dos valores de PN,RE e PR
N
T ao Sistem
a
Internacional de U
nidades, é necessário expressar os teores de cálcio e
m
agnésio e as diferentes frações granulom
étricas em
gram
as por quilogram
a
(g/kg). O
s cálculos são feitos pelas seguintes expressões:
PN = C
a/20,0 + M
g/12,2
PNE = PN x RE
RE = (0,2x + 0,6y + z)/1.000
N
esse caso, o PN é expresso em
m
olcfkg e os teores de Ca e M
g devem
estar em
g/kg. O
poder de neutralização efetivo, ou PNE, que corresponde ao
PRNT, é tam
bém
expresso em
m
ol0 /kg do corretivo. A eficiência relativa das
partículas é calculada com
as frações granulom
étricas indicadas tam
bém
em
g/kg do corretivo. O
cálculo da cal agem
é feito por:
NC = [2 CTC (V
z-
Vt)] I 100 PNE
Um
exem
plo com
parativo do cálculo da calagem
, usando os dois siste-
m
as de unidades, é dado no quadro 6.2. N
ote-se que na análise de solo já foi
decidida a m
udança de unidades; assim
, não é apresentado o cálculo usando
m
iliequivalentes, que não é m
ais recom
endado. Já no caso de corretivos, não
é, ainda, possível, utilizar o Sistem
a Internacional de U
nidades, pois a legisla-
ção e o com
ércio ainda em
pregam
as representações antigas. De qualquer
form
a, o exem
plo m
ostra que os cálculos pelo Sistem
a Internacional de U
nida-
des são m
ais sim
ples.
18
Boletim
Técnico, 100, IAC, 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
Q
uadro 6.2. Exem
plo de com
paração do cálculo da necessidade de calagem
,
usando o sistem
a atual e o Sistem
a Internacional de U
nidades
Parâm
etro
C
orretivo
Cálcio
M
agnésio
Fração peneira 20
Fração peneira 50 (y)
Fração passa peneira 50 (z)
Poder de neutralização total
R
eatividade
Sistem
a atual
CaO
23%
M
gO = 19%
X =12%
y:;;;:; 35%
z
55%
PN = 88,9%
Equiv. CaC03
RE = 77,2%
Sistem
a novo
Ca = 164 glkg
Mg = 115 glkg
X
=
120 g/kg
y = 350 glkg
z = 550 glkg
PN = 17.63 m
m
olclkg
RE
0,772
Poder de neutralização efetivo
PRNT = 68,6%
Equiv. CaC03
PNE
13,61 m
m
olclkg
Solo
CTC
v, Vz Necessidade de calagem
73 m
m
olcldm
3
23%
60%
3,94 !lha
73 m
m
olc/dm
3
23%
60%
3,97 !lha
José Antonio Q
uaggio e Bernardo van R
aij
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas-fAC
7. A
D
U
B
A
Ç
Ã
O
FO
SFATfi.DA
N
as tabelas de adubação, a recom
endação de adubação fosfatada, será
feita em
term
os de
P2 0
5 , já que esta representação está profundam
ente
arraigada nos m
eios agronôm
icos, no com
ércio e na legislação. C
ontudo,
sem
pre que possível, a representação nova, em
term
os de P, será tam
bém
indicada para perm
itir com
parações.
7.1 Fertilizantes fosfatados
O
s principais fertilizantes fosfatados com
ercializados no Brasil apresen-
tam
-se no quadro 7.1. A caracterização desse m
aterial é feita de duas m
aneiras.
No caso dos fosfatos solúveis em
água, são indicados os teores de fósforo
solúvel em
citrato neutro de am
ônia + água e apenas o teor solúvel em
água;
para os fosfatos insolúveis em
água, indica-se o teor total e o teor solúvel em
ácido cítrico a 2%
(20 g/L).
As exigências m
ínim
as de teores de fósforo, m
edidos por cada um
a
dessas determ
inações, variam
com
a natureza do fosfato. Assim
, os teores
R
nlA
tim
TÃ
P.nir.A
1 0
0
I Ar.
1 Q
Q
7
1Q
B. van RAIJ et ai.
apresentados no quadro 7.1 são a garantia m
ínim
a exigida pelo M
inistério da
Agricultura, o que não im
pede que a com
ercialização se dê com
garantias
superiores.
O
quadro 7.1 apresenta os teores de fósforo, na representação usual,
em
porcentagem
(%
) de P
2 0
5 e em
gram
as de P por quilogram
a de produto
(g/kg). São tam
bém
indicados os teores de N
e S contidos nos adubos.
A interpretação dos teores de fósforo em
adubos fosfatados varia com
a
sua solubilidade em
água. O
s cham
ados fosfatos solúveis -
superfosfatos e
fosfatos de am
ônio -
têm
a m
aior parte do fósforo solúvel em
água, o que
significa pronta disponibilidade. N
esses casos há, tam
bém
, um
a fração relati-
vam
ente pequena de fosfato insolúvel em
água, m
as solúvel em
citrato de
am
ônio, tam
bém
considerado disponível, em
bora não im
ediatam
ente. O
s de-
m
ais fosfatos m
ostrados no quadro 7.1 são insolúveis em
água:
Além
do "fosfato natural", que representa m
aterial de origem
nacional,
de baixa eficiência, o hiperfosfato é um
fosfato natural im
portado, de alta
eficiência, cham
ado tam
bém
de fosfato natural de alta reatividade. Na aduba-
ção fosfatada com
esses adubos, os cálculos devem
ser feitos considerando
apenas os teores totais de fósforo; os teores solúveis em
ácido cítrico servem
tão som
ente para caracterizar produtos de diferentes origens. O
term
ofosfato
é caracterizado da m
esm
a m
aneira, m
as os teores de fósforo solúvel em
ácido
cítrico são m
ais elevados.
Q
uadro 7.1. Principais fertilizantes fosfatados sim
ples e suas garantias m
ínim
as,
de acordo com
o M
inistério da Agricultura
Fertilizante
R
epresentação
Teores de fósforo
O
utros
nutrientes
Fosfatos solúveis em
água
C
itrato de
Á
gua
am
ônia +água
Superfosfato sim
ples
P
zO
s,%
18
16
10%
de S
P, g/kg
80
70
100 g/kg de S
Superfosfato triplo
P
zO
s,%
41
37
P, g/kg
180
160
Fosfato diam
ônico
P
zO
s,%
45
38
16%
de N
(D
AP)
P, g/kg
200
170
160 g/kg de N
Fosfato m
onoam
ô-
P
20s,%
48
44
9%
de N
nico (M
AP)
P, g/kg
210
190
90 g/kg de N
Fosfatos insolúveis em
água
Total
Á
cido cítrico
Fosfato natural
P
züs,%
24
4
P, g/kg
100
20
H
iperfosfato em
pó
P
zO
s,%
30
12
P, g/kg
130
50
Term
ofosfato
Pzüs,%
17
14
7%
de M
g
P, g/kg
70
60
70 g/kg de M
g
00
Boletim
Técnico. 100. IA
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
N
as adubações, aplica-se m
aior parte do fósforo através de fórm
ulas
NPK, preparadas com
diversas m
atérias-prim
as, predom
inando os fosfatos
solúveis em
água. No caso das fórm
ulas, os cálculos de adubação devem
levar
em
conta os teores solúveis em
. citrato de am
ônio + água. Existem
m
uitos
adubos fosfatados, m
as o princípio de caracterização e de uso é sim
ilar.
7.2 A
dubação fosfatada
N
as recom
endações de adubação, as quantidades de fósforo a aplicar
dependem
dos teores de fósforo no solo, determ
inados pelo m
étodo de extra-
ção com
resina de troca iônica e para diversas culturas a produtividade
esperada é tam
bém
levada em
conta.
O
fósforo é o nutriente que m
ais lim
ita a produtividade na m
aioria dos
solos nunca ou pouco adubados. C
om
adubações freqüentes, os teores tendem
a subir, em
razão do efeito residual, m
as a quantidade exigida para atingir
teores altos na análise de solo é bastante elevada, m
aior para solos m
ais
argilosos.
Em
São Paulo, existem
poucas áreas novas a serem
cultivadas e, assim
,
não se pratica norm
alm
ente a cham
ada adubação corretiva com
fósforo, em
-
bora ela possa ser vantajosa em
culturas de alto retorno, em
solos m
uito
deficientes. Prefere-se a adubação localizada, em
sulcos ou covas, ou sobre o
solo, no caso de culturas perenes, em
bora essa m
aneira de aplicar seja m
enos
eficiente.
As recom
endações das tabelas de adubação pressupõem
fósforo solúvel
em
citrato neutro de am
qoio + água. Em
solos deficientes, que irão receber
quantidades m
oderadas de fósforo, e tam
bém
em
culturas de crescim
ento
rápido, é im
portante usar adubos com
elevada proporção de fósforo solúvel em
água. Term
ofosfatos e Íosfatos naturais são m
ais eficientes se usados em
form
a de pó fino e incorporados em
solos ácidos, principalm
ente os últim
os.
M
esm
o nessas condições, os fosfatos naturais de baixa solubilidade em
ácido
cítrico, freqüentem
ente produzem
efeitos m
odestos e incertos sobre o desen-
volvim
ento das culturas.M
elhores resultados são obtidos com
o term
ofosfato
e os fosfatos naturais de alta reatividade.
O
fósforo é praticam
ente im
óvel no solo. Assim
, sem
pre que possível,
esse nutriente deve ser colocado dentro do solo, em
sulcos ou covas, no caso
de fosfatos solúveis em
água. Para as culturas perenes, deve-se aproveitar a
fase de instalação para aplicar o fósforo em
profundidade no solo, nas covas
ou sulcos. N
ão se deve aplicar fósforo em
cobertura para plantas de ciclo curto,
a não ser que o adubo seja coberto por terra, para possibilitar a absorção do
nutriente pelas raízes.
Bernardo van R
aij
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas-fAC
B
oletim
Téc:nico. 100. lA
C
.
01
8, van RAIJ et ai.
8. A
D
U
B
A
Ç
Ã
O
éO
M
N
ITR
O
G
ÊN
IO
, PO
TÁ
SSIO
E EN
XO
FR
E
8.1 N
itrogênio
A recom
endação de nitrogênio, nas tabelas de adubação desta publica-
ção, é um
dos poucos casos em
que a análise do solo não é, praticam
ente,
levada em
conta. São considerados o m
anejo e o histórico da gleba, a produ-
tividade esperada e, para algum
as culturas, o teor de N
folia r.
8.1.1 Fertilizantes nitrogenados
O
s principais fertilizantes nitrogenados com
ercializados no Brasil são
listados no quadro 8.1. O
nitrogênio pode estar nas form
as am
ídica (uréia),
am
oniacal ou nítrica e todas as fontes são solúveis em
água. U
m
a vez no solo,
em
poucas sem
anas, a m
aior parte do N
am
ídico ou am
oniacal passa para a
form
a nítrica, pouco retida no com
plexo de troca, e sujeita a perdas por
lixiviação. Estim
ativas de cam
inham
ento de nitrato no solo indicam
valores de
0,5 m
m
/m
m
de chuva para solos argilosos a m
ais de 3 m
m
/m
m
de chuva para
solos arenosos.
Para m
inim
izar perdas por lixiviação, os adubos nitrogenados são parce-
lados de m
odo que as plantas os recebam
nos períodos em
que o N
possa ser
prontam
ente absorvido. Para as culturas perenes, o N
é aplicado em
3 a 5 vezes
no período das chuvas. N
as culturas anuais, o N
é parcelado em
duas ou três
vezes, sendo um
a pequena parte no plantio, dependendo do ciclo da cultura,
dose recom
endada e tipo de solo. A m
aior parte do N, cerca de 2/3, é aplicada
em
um
a ou duas vezes, a partir do período em
que a planta inicia a fase de
ativo crescim
ento.
Em
solos com
pH acim
a de 7, adubos contendo N
na form
a am
oníaca!,
aplicados na superfície do solo, estão sujeitos a perdas de N
por volatilização
de am
ônia. No entanto, solos nessas condições são pouco com
uns no Estado
de São Paulo. A uréia, porém
, quando aplicada na superfície está sujeita a
perdas de am
ônia m
esm
o em
solos ácidos. As perd'!S a cam
po são variáveis,
m
as estim
a-se que possam
chegar a 20%
ou m
ais do N
aplicado se as
condições favorecerem
a volatilização. As perdas são m
aiores se a uréia for
aplicada em
solo úm
ido, seguido de vários dias de sol, quando a evaporação
de água é favorecida, ou se a uréia for colocada sobre resíduos de plantas, tais
com
o a palhada form
ada em
plantio direto. A uréia aplicada sobre solo seco
não se hidrolisa e, portanto, não perde am
ônia, até que condições de um
idade
perm
itam
a hidrólise. Por outro lado, chuva ou irrigação de
1 O
a 20 m
m
geralm
ente são suficientes para levar a uréia para o interior do solo e prevenir
as perdas. O
enterrio ou cobertura da uréia com
5 em
de solo é norm
alm
ente
suficiente para controlar as perdas.
Em
solos de várzea, que perm
anecem
inundados durante parte ou todo
o ciclo da cultura, não se deve em
pregar adubos com
nitrogênio na form
a
nítrica. As condições redutoras do solo provocam
rápida desnitrificação, que
resulta na produção de N
2 ou NzO
que são perdidos por volatilização. Para
esses solos, recom
enda-se adubos contendo N
am
oniacal ou am
ídico.
22
Boletim
Técnico, 100, IA
C
, 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
o
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6
.
o "' ·c {'! o Q.
8. van RAlJ et ai.
A nitrificação de adubos contendo N
am
oniacal produz H+, e provoca a
acidificação dos solos. A intensidade de acidificação depende do adubo utiliza-
do (Q
uadro 8.2). C
ulturas que recebem
altas doses de N
localizadas, com
o o
café e os citros, podem
ter um
a intensa acidificação na zona adubada e
necessitar de aplicações m
ais constantes de calcário.
Q
uadro 8.2. Equivalentes de acidez(-) ou de alcalinidade(+) dos principais
fertilizantes nitrogenados
Fertilizante
A
m
ônia anidra
U
réia
N
itrato de am
ônia
N
itrocálcio
Sulfato de am
ônio
M
AP
C
loreto de am
ônio
N
itrato de cálcio
N
itrato de sódio
N
itrato de potássio
8.1.2 A
dubação nitrogenada
Equivalente em
kg de C
aC
03
Por kg de N
Por 100 kg do produto
-1,80
-148
·1 ,80
-79
-1,80
-58
o
o
-5,35
-107
-5,00
-45
-5,60
-140
+1 ,35
+19
+1 ,80
+27
+2,00
+26
Para a m
aioria das culturas, o nitrogênio é o nutriente absorvido em
m
aiores quantidades, dai sua alta exigência.
C
erca de 95%
ou m
ais do N
do solo faz parte da m
atéria orgânica, que
constitui o grande reservatório desse nutriente. No entanto, a capacidade do
solo de fornecer N
às culturas depende da m
ineralização do N
orgânico, função
de fatores clim
áticos, de difícil previsão. Assim
, a análise de solo tem
pouca
utilidade, até o m
om
ento, para ajudar a definir a adubação nitrogenada.
As doses de N
recom
endadas para as principais culturas neste boletim
foram
determ
inadas com
base na classe de resposta a N, definida conform
e o
m
anejo e histórico da gleba, no rendim
ento esperado e nos teores foliares. A
produtividade esperada é um
im
portante parâm
etro para recom
endação de
adubação com
nutrientes com
o N
e K pois, em
vista da suas altas concentra-
ções nas plantas, a necessidade da cultura varia m
uito com
o potencial de pro-
dutividade. O
teor de N
nas folhas tem
se revelado um
bom
critério para ajustar
as recom
endações de N
em
plantas perenes, tais com
o citros, café e m
anga.
A capacidade do solo para fornecer N
e, conseqüentem
ente, a necessi-
dade de adubação nitrogenada varia conform
e o m
anejo do solo e a cultura
anterior. N
este boletim
, foram
definidas três classes de resposta a N, as quais
podem
ser ajustadas conform
e a cultura a ser adubada:
R
"l"'tim
T
ó
,..n
if'f'\
1
(\(\
ltd
'.
1
0
0
7
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
...
1 -
Alta resposta esperada: solos bem
corrigidos e com
m
édia ou alta
disponibilidade de P e K e que tenham
sido cultivados com
gram
íneas com
o o
m
ilho, arroz, trigo, ou culturas não fixadoras de N, com
o o algodão; áreas
irrigadas com
alto potencial de produção, sujeitas a m
aior lixiviação; áreas nos
prim
eiros anos de plantio direto; solos arenosos m
ais sujeitos a lixiviação ou
solos arenosos em
regiões quentes, onde a decom
posição dos resíduos de
cultura é m
uito rápida;
2 -M
édia resposta esperada: solos m
uito ácidos e que serão corrigidos
com
calcário, com
produtividade lim
itada no prim
eiro ano e onde se espera
m
aior m
ineralização do N
do solo devido à correção do solo; solos com
plantio
anterior esporádico de legum
inosas; solo em
pousio por um
ano;
3 -Baixa resposta esperada: solo em
pousio por dois ou m
ais anos, ou
após pastagens; cultivo intenso de legum
inosas ou plantios de adubo verde
precedendo a cultura a ser adubada.
O
s critérios para definir classes de resposta não são rígidos e, em
algum
as situações, pode-se preferir um
a classe diferente daquela escolhida
pela aplicação das norm
as acim
a. Por exem
plo, em
solos m
uito arenosos, onde
a decom
posição da m
atéria orgânica fresca (pastagens ou adubações verdesincorporadas ao solo) é rápida, a classe de resposta baixa deve ser m
udada
para classe de m
édia ou alta resposta.
8.2 Potássio
O
potássio é, geralm
ente, o segundo elem
ento extraído em
m
aior quan-
tidade pelos vegetais. O
potássio trocável representa a fração disponível às
plantas, em
bora, em
alguns solos, form
as não-trocáveis tam
bém
possam
con-
tribuir para o fornecim
ento a curto prazo deste n)Jtriente"
O
potássio presente nos tecidos vegetais não é incorporado à fração
orgânica, perm
anecendo com
o íon. Assim
, quando parte do m
aterial vegetal é
reciclado após a colheita, o K presente pode voltar rapidam
ente ao solo, em
form
a prontam
ente disponível. Q
uando o solo é am
ostrado com
vegetação
exuberante, o resultado da análise pode subestim
ar o teor de K disponível, pois
um
a parte substancial deste nutriente pode estar na biom
assa vegetal. Isso
pode ter algum
a im
portância, principalm
ente em
solos pobres.
8.2.1 Fertilizantes potássicos
O
s fertilizantes potássicos m
ais com
uns são listados no quadro 8.1. N
as
form
as de cloreto, sulfatos ou nitratos, são todos solúveis em
água e pronta-
m
ente disponíveis às plantas. As concentrações do nutriente nos fertilizantes
são indicadas em
%
de K2 0, com
o na atual legislação, e tam
bém
em
g/kg de K.
O
cloreto de potássio é a fonte m
ais barata e m
ais utilizada. D
evido ao
alto teor de cloro, não é recom
endado seu uso em
altas doses em
culturas
sensíveis ao excesso desse elem
ento, tais com
o o fum
o. No entanto, esta
restrição não se aplica à m
aioria das espécies.
8. van RAIJ et ai.
8.2.2 A
dubação potássica
A análise de solo fornece inform
ações seguras para se avaliar a dispo-
nibilidade de potássio às culturas e é o principal parâm
etro utilizado para definir
a recom
endação das doses de fertilizantes potássicos nas tabelas desta publi-
cação. O
utro parâm
etro im
portante é a produtividade esperada, que reflete a
extração do nutriente pela cultura e a rem
oção pelas colheitas.
As tabelas de recom
endação geralm
ente prevêm
a aplicação dos fertili-
zantes potássicos no sulco de plantio, em
bora esta tam
bém
possa ser feita a
lanço, antes do plantio. Em
solos pobres, a aplicação no sulco é m
ais vantajosa
pois, com
doses m
enores, é possível garantir m
aior quantidade de nutrientes
próxim
o do sistem
a radicular. Em
solos com
teores altos, a influência do m
odo
de aplicação é m
enor.
A aplicação de altas doses de potássio no sulco de plantio deve ser
evitada devido ao efeito salino e, em
alguns casos, para dim
inuir perdas por
lixiviação. O
excesso de sais próxim
o às sem
entes e plântulas pode provocar-
-lhes a m
orte e reduzir o "stand", prejudicando a produção. Além
disso, em
solos
arenosos, há o risco de perdas por lixiviação, pois a quantidade de colóides do
solo na zona de aplicação do adubo pode não ser suficiente para reter grandes
doses do nutriente. Assim
, para culturas anuais, recom
enda-se não exceder 60
kg/ha de K
2 0 no sulco de plantio. O
restante deve ser aplicado em
cobertura
no início da fase de m
aior desenvolvim
ento das plantas, lem
brando que apli-
cações tardias ou em
solos m
uito argilosos, podem
não ser eficientes. Para
doses m
aiores que 100 kg/ha de K2 0, a aplicação a lanço, com
incorporação
antes do plantio, tam
bém
é um
a alternativa.
8.3 Enxofre
A m
aior parte do S do solo está na form
a orgânica e necessita passar
por processo de m
ineralização para se tornar disponível às plantas. A form
a
inorgânica predom
inante em
solos bem
drenados é a do sulfato, cuja determ
i-
nação é bastante utilizada para avaliar a disponibilidade desse nutriente. Em
m
uitos solos, o sulfato é m
ais retido nas cam
adas subsuperficiais com
reação
ácida, devido à presença de cargas positivas e m
enores teores de ânions com
o
o fosfato, que com
petem
por esses sítios de adsorção. Assim
, a am
ostragem
do solo para análise de sulfato deve tam
bém
ser feita na cam
ada de 20 a 40 em
,
quando a profundidade do sistem
a radicular assim
o justificar.
8.3.1 Fertilizantes contendo enxofre
O
s principais fertilizantes m
inerais contendo enxofre são apresentados
no quadro 8.1. Em
quase todas as fontes, o S está na form
a de sulfato,
prontam
ente disponível, m
esm
o na form
a de sulfato de cálcio, de solubilidade
relativam
ente baixa, presente no gesso e no superfosfato sim
ples. Este nutrien-
te faz parte de im
portantes fontes de nitrogênio, com
o o sulfato de am
ônia, e
de fósforo, com
o o superfosfato sim
ples, de m
odo que, m
uitas vezes, as
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
necessidades de S podem
ser satisfeitas pela adubação com
N
e P. Essa
estratégia é quase sem
pre a m
ais econôm
ica, um
a vez que as necessidades
de S para as culturas são, geralm
ente, pequenas.
A gessagem
, realizada com
o propósito de m
inim
izar problem
as de
acidez e falta de cálcio em
subsuperfície (vide capítulo 6), geralm
ente fornece
S além
das necessidades das culturas e, por isso, pode resolver o problem
a
de suprim
ento de S com
o nutriente por vários anos.
O
enxofre elem
entar (8°), ou flor de enxofre, com
95 g/kg de S, é tam
bém
um
a fonte eficiente deste nutriente para as plantas, em
bora de solubilidade
bastante baixa. A disponibilidade do S dessa fonte depende da oxidação a
sulfato, cuja velocidade é função da granulom
etria: quanto m
ais fina, m
ais
rápida é a oxidação. No entanto, o forte poder acidificante do enxofre elem
entar
deve ser levado em
consideração (32 kg de S necessitam
de 100 kg de C
aC
03
puro para neutralizar a acidez produzida).
8.3.2 A
dubação com
enxofre
A extração de enxofre pelas culturas corresponde geralm
ente a 1 O
a 15%
da de nitrogênio. No entanto, o uso de fórm
ulas concentradas, pobres em
enxofre, por longos períodos de tem
po, pode colaborar para o em
pobrecim
ento
do solo e provocar deficiência desse nutriente. Por isso, recom
enda-se que a
aplicação de enxofre não seja negligenciada nos program
as de adubação.
N
as tabelas desta publicação, geralm
ente a recom
endação da dose de
S não está am
arrada à análise do solo, pois poucos laboratórios fazem
a
determ
inação desse nutriente em
solo. No entanto, os resultados da análise de
S-sulfato têm
sido usados com
relativo sucesso para prever a disponibilidade
desse nutriente às plantas:·
H
eitor C
antare/la
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas-fAC
9. A
D
U
B
A
Ç
Ã
O
CO
M
M
IC
R
O
N
U
TR
IEN
TES
As deficiências de m
icronutrientes em
culturas representam
um
a preo-
cupação crescente, já que elas vêm
-se acentuando, podendo acarretar sérios
prejuízos na produtividade. O
cultivo em
solos de baixa fertilidade, a calagem
e o aum
ento da produtividade, são fatores que têm
favorecido o aum
ento das
deficiências de m
icronutrientes. A análise de solo para m
icro nutrientes, intro-
duzida nesta publicação, deverá ser im
portante instrum
ento para orientar a
adubação, principalm
ente se for usada em
conjunto com
inform
ações especí-
ficas sobre as espécies ou variedades cultivadas.
9.1 Fertilizantes contendo m
icronutrientes
Sais e óxidos inorgânicos, silicatos fundidos e quelatos -
são usados
com
o fontes de m
icronutrientes, isoladam
ente ou incorporados em
form
ulações
com
m
acronutrientes.
B. van RAIJ et ai.
O
quadro 9.1 apresenta os principais produtos com
ercializados no Brasil,
com
os teores m
ínim
os exigidos pelo M
inistério da Agricultura. Na prática,
podem
ser encontrados produtos com
teores bem
m
ais elevados. A solubilidade
ou não em
água é um
dos im
portantes atributos utilizados para orientar o m
odo
de aplicação.
O
s principais fertilizantes são os sais inorgânicos solúveis dos elem
en-
tos. Tam
bém
são utilizados óxidos, insolúveis em
água. O
s cham
adossilicatos,
conhecidos com
o "fritas", são obtidos por fusão de silicatos com
os m
icronu-
trientes. Eles são com
ercializados com
grande diversidade de nutrientes, no
m
ínim
o dois, e com
os teores m
ínim
os apresentados no quadro 9.1.
O
s
quelatos são produtos solúveis que m
antêm
os m
etais neles contidos
te com
plexados, em
m
uitos casos protegendo os elem
entos de reaçoes que
poderiam
reduzir sua disponibilidade no solo.
Tem
havido um
a tendência crescente de incorporação dos m
icronutri-
entes em
form
ulações NPK, principalm
ente por causa da dificuldade de aplica-
ção das pequenas quantidades norm
alm
ente necessárias nas adubações.
Q
uadro 9.1. Principais fontes de m
icronutrientes utilizados no Brasil e garantias
m
ínim
as exigidas pelo M
inistério da Agricultura
Nutriente
Fertilizante
G
arantia m
ínim
a
Solubilidade
(cone. do elem
ento)
em
água
%
g/kg
Boro
Bórax
11
110
Solúvel
Ácido bórico
17
170
Solúvel
Silicato
1
10
Insolúvel
Cobre
Sulfato
13
130
Solúvel
Ó
xido cúprico (CuO)
75
750
Insolúvel
Silicato
2
20
Insolúvel
Q
uelato
5
50
Solúvel
Ferro
Sulfato ferroso
19
190
Solúvel
Sulfato férrico
23
230
Solúvel
Q
uelato
5
50
Solúvel
M
anganês
Sulfato m
anganoso
26
260
Solúvel
Ó
xido m
anganoso
41
410
Insolúvel
Silicato
2
20
Insolúvel
Q
uelato
5
50
Solúvel
M
olibdênio
M
olibdato de sódio
39
390
Solúvel
M
olibdato de am
ônia
54
540
Solúvel
Sllicato
0,1
Insolúvel
Zinco
Sulfato de zinco
20
200
Solúvel
Ó
xido
50
500
Insolúvel
Silicato
3
30
Insolúvel
Q
uelato
7
70
Solúvel
C
l..-.1.-.+l....-. T
.:. .... .-.1.-."
if\f'l
11\f'"'
i0
0
'7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
9.2 A
dubação com
m
icronutrientes
Existem
grandes diferenças de com
portam
ento de espécies vegetais e
até m
esm
o de variedades dentro das m
esm
as espécies, na suscetibilidade a
deficiências de m
icronutrientes. Assim
, nas tabelas de adubação das culturas,
a análise de solo para m
icronutrientes é considerada naqueles casos em
que
ocorreram
deficiências, em
São Paulo, principalm
ente para zinco e boro e, em
poucos casos, para cobre e m
anganês. Ainda não está sendo feita análise de
solos para m
olibdênio.
As recom
endações de adubação de m
icronutrientes, quando indicadas
nas tabelas de adubação das culturas, são para aplicações localizadas, no
sulco ou em
covas, ou m
esm
o na superfície do solo, para culturas perenes,
exceto naqueles casos em
que é prescrita a aplicação !aliar.
Em
aplicações localizadas, as form
as solúveis em
água são m
ais pron-
tam
ente disponíveis, principalm
ente para culturas de crescim
ento rápido. As
fontes insolúveis são favorecidas pelo m
aior contato com
o solo, propiciado por
incorporação em
área total ou com
a terra de sulcos ou covas.
D
os m
icronutrientes, apenas o cloro e o boro apresentam
m
obilidade
acentuada no solo, entretanto, não existe registro de ocorrência de deficiências
de cloro nas condições de São Paulo. Já o boro, pela sua m
obilidade, pode ser
aplicado em
adubação de cobertura, até em
culturas anuais.
O
s m
icronutrientes, com
exceção do ferro, apresentam
efeito residual
das adubações que podem
estender-se por vários anos, dependendo das
quantidades aplicadas. Assim
, a análise de solo pode ser usada para acom
pa-
nhar as variações sendo, em
geral, bastante fácil atingir valores altos. Essa é
um
a inform
ação especialm
ente im
portante, no caso de culturas intensivas que
recebem
várias aplicações por ano, possibilitando, com
o m
onitoram
ento pela
análise de solo, evitar acúm
ulos que podem
tornar-se tóxicos, o que é m
ais
provável de ocorrer para boro.
O
m
olibdênio pode ser aplicado, de m
aneira m
uito eficiente, junto com
as sem
entes. Isso é possível pelas baixas quantidades do nutriente exigidas
pelas plantas, o que não ocorre com
os dem
ais m
icronutrientes.
A aplicação fali ar pode ser utilizada para os m
icronutrientes, com
solução
de sais inorgânicos solúveis em
água. N
os casos em
que isso é recom
endado,
as concentrações preconizadas são dadas nas tabelas de adubação. Para
diversas culturas perenes, a pulverização foliar com
m
icronutrientes é um
a
rotina, aproveitando-se a aplicação de pesticidas. Para as hortaliças, a prática
é tam
bém
bastante com
um
, m
as para culturas anuais extensivas, a adubação
foliar de m
icronutrientes em
geral só se justifica em
situações de em
ergência.
Em
todas as situações, quando houver deficiência de zinco e m
anganês, é
recom
endável a aplicação ao solo, de preferência no plantio.
C
leide Aparecida de Abreu
e Bernardo van R
aij
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas-IA C
B. van RAIJ et ai.
10. A
D
U
B
A
Ç
Ã
O
O
R
G
Â
N
IC
A
H
á um
interesse crescente na utilização de adubos orgânicos, pelo seu
reconhecido efeito benéfico na produtividade das culturas. N
este capítulo, são
dadas inform
ações, não só sobre adubos orgânicos m
ais tradicionais, m
as
tam
bém
sobre o uso de resíduos diversos na agricultura, considerando que sua
aplicação ao solo é, m
uitas vezes, um
a m
aneira conveniente de reciclagem
desses m
ateriais orgânicos.
10.1 A
dubos orgânicos
O
principal efeito da adubação orgânica é a m
elhoria das propriedades
físicas e biológicas do solo. Em
bora os adubos orgânicos m
ais utilizados
possuam
nutrientes em
teores geralm
ente baixos e desbalanceados, necessi-
tando de suplem
entação com
fertilizantes m
inerais para a m
aioria das culturas,
as aplicações carreiam
nutrientes que devem
ser considerados nas adubações.
O
s nutrientes presentes em
adubos orgânicos, principalm
ente o nitrogê-
nio e o fósforo, possuem
um
a liberação m
ais lenta que a dos adubos m
inerais,
dependente da m
ineralização da m
atéria orgânica, proporcionando disponibili-
dade ao longo do tem
po, o que m
uitas vezes favorece um
m
elhor aproveita-
m
ento. Um
a com
posição típica de vários adubos orgânicos, usados para m
elho-
rar a fertilidade do solo, é apresentada no quadro 10.1.
Algum
as características im
portantes das principais práticas utilizadas no
m
anejo da m
atéria orgânica do solo, com
respeito à adição e à liberação de
nutrientes às plantas são consideradas a seguir.
10.2 Estercos de origem
anim
al
São os m
ais im
portantes adubos orgânicos, m
erecendo assim
um
a
atenção à parte.
Em
bora os estercos possuam
praticam
ente todos os elem
entos neces-
sários ao desenvolvim
ento das plantas, as quantidades norm
alm
ente aplicadas
não são suficientes para suprir as necessidades das culturas. O
s estercos são
considerados, em
geral, com
o fontes de nitrogênio, seu constituinte m
ais
im
portante, m
as outros nutrientes não podem
ser desprezados, tais com
o
fósforo e potássio, além
de cobre e zinco nos estercos de galinha e de porco.
O
nitrogênio dos estercos e de outros m
ateriais orgânicos pode ser
m
anejado m
ediante as denom
inadas "séries de decaim
ento", que expressam
a porcentagem
de m
ineralização do N
que ocorre a cada ano após a aplicação
do resíduo. C
om
o exem
plo, um
adubo orgânico com
um
a série de decaim
ento
de 0,30; o, 1 O; 0,05 indica que, para o prim
eiro ano, 30%
do seu conteúdo total
em
N
estará m
ineralizado, 1 O%
do total restante no segundo ano e 5%
do
restante do N
não m
ineralizado no prim
eiro e segundo anos estará disponível
no terceiro e assim
sucessivam
ente. O
quadro 10.2 apresenta as séries de
decaim
ento para alguns adubos orgânicos e os totais de N
a serem
adicionados
R
r.l.,.tim
100 !A
r.
1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
pelos adubos para m
anter um
a quantidade fixa de 100 kg/ha de N
m
ineralizado
por ano. C
om
ao P e a_o K, pode-se assum
ir que 70%
do p e pratica-m
ente todo o K estarao dJsponJveJs no prim
eiro ano de aplicação.
Q
uadro 1 0.1. C
om
posição típica de vários m
ateriais orgânicos de origem
anim
al
vegetal e agroindustrial (sem
secar)
'
M
ateriais orgânicos
CIN
Um
idade
c
N
p
K
C
a
Esterco bovino fresco
20
620
100
5 g/kg
2,6
6
2
Esterco bovino curtido
21
340
320
15
12
21
20
Esterco de galinha
10
550
140
14
8
7
23
Esterco de porco
9
780
60
7
2
5
12
Com
posto de lixo
27
410
160
6
2
3
11
lodo de esgoto
11
500
170
16
8
2
16
Vinhaça in natura
17
950
10
0,6
o, 1
3
Torta de filtro
27
770
80
3
2
0,6
5
Torta de m
am
ona
10
90
450
45
7
11
18
M
ucuna
20
870
60
3
0,6
3
2
C
rotalária júncea
25
860
70
2,8
0,4
3
2
M
ilho
46
880
60
1,3
0,2
3
0,5
Aguapé
20
940
20
1
o, 1
M
ateriais orgânicos
Mg
s
Zn
Cu
Cd
Ni
Pb
-g
/k
g
-
m
g/kg
Esterco bovino fresco
33
6
o
2
2
Esterco bovino curtido
6
2
217
•25
..
o
2
Esterco de galinha
5
2
138
14
2
2
17
Esterco de porco
3
242
264
o
2
3
C
om
posto de lixo
1
2
255
107
2
25
111
lodo de esgoto
6
2
900
435
11
362
360
Vinhaça in natura
0,4
0,5
3
5
Torta de filtro
0,8
3
20
13
Torta de m
am
ona
5
128
73
M
ucuna
0,4
6
3
C
rotalária júncea
0,4
2
1
M
ilho
0,2
0,2
3
1
Aguapé
0,2
0,2
3
2
o
2
O
s valores não são absolutos, servindo apenas para um
a avaliação de ordem
de grandeza.
Para converter as quantidades dos elem
entos da tabela para quantidades no m
aterial seco
{base seca), usar a relação: concentração no resíduo seco em
g/kg ou m
g/kg =concentração
no m
aterial sem
secar em
g/kg ou m
g/kg x 1000 I (1 000
um
idade em
g/kg). Para converter
g/kg em
%
, dividir o valor do quadro por 1 O.
R
niA
tim
TÁ
f':nir.n
100 !A
r.
1A
Q
7
B. van RAIJ et ai.
A m
istura de adubos fosfatados com
esterco, além
de aum
entar a dispo-
nibilidade de fósforo, ajuda a reter am
ônia, reduzindo as perdas de nitrogênio.
Para seu uso prático, é im
portante curtir os estercos, para .evitar danos às
plantas. As quantidades norm
alm
ente aplicadas, variam
de 1 O
a 100 Ilha de
esterco bovino e pelo m
enos 4 vezes m
enos de esterco de galinha. As quanti-
dades dependem
da cultura e do grau de pureza do esterco.
Q
uadro 1 0.2. Q
uantidade total de N
necessária para m
anter um
a taxa de
m
ineralização de 100 kg N
/ha por ano durante um
período de 15 anos para
três tipos de m
aterial orgânico( 1)
M
aterial orgânico
série de decaim
ento
Esterco de galinha
0,90; O, 1 O; 0,05
Esterco de curral seco, 1,0%
N
0,20; O, 1 O; 0,05
Lodo de esgoto líquido, 2,5%
N
0,35; O, 1 O; 0,05
2
111
110
500
300
286
232
Tem
po em
anos
3
4
5
10
15
N, kg/ha por ano
109
109
108
106
105
290
244
218
138
112
218
203
189
145
122
(1) Inform
ação da U
niversidade da C
a!ifornia, R
iverside, EU
A
.
10.3 C
om
postos
Q
ualquer m
aterial vegetal pode ser utilizado para a produção de com
-
posto. O
uso de estercos de anim
ais ou de terra retirada da cam
ada superficial
do solo, ricos em
m
icrorganism
os, ou de corretivos e adubos com
o calcário,
uréia e os superfosfatos, aceleram
a decom
posição dos restos vegetais e
enriquecem
o produto final. C
ondições adequadas de aeração, um
idade (60%
)
e de tem
peratura tam
bém
auxiliam
a ação dos m
icroorganism
os na estabiliza-
ção do com
posto.
C
om
postos com
relação C/N m
enor que 25 e relação C
/P m
enor que 200,
em
geral, liberam
a m
aior parte do N
e do P no prim
eiro ano de aplicação. As
dosagens de com
posto variam
de 30 a 50 t/ha, em
área total.
10.4 R
esíduos urbanos e industriais
Enquadram
-se nessa classificação o lixo urbano, o lodo de esgoto, a
vinhaça, a torta de filtro, as borras, os resíduos de laticínios, etc. Em
geral, os
produtos são desbalanceados quanto aos teores de nutrientes neles contidos,
necessitando um
a suplem
entação na adubação, com
fontes m
inerais. O
s lodos,
geralm
ente, são pobres em
potássio devido ao seu processo de obtenção que
perde esse nutriente em
solução. Em
com
pensação, podem
apresentar teores
32
Boletim
Técnico. 100.1AC. 1996
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
elevados de fósforo, às vezes superiores ao nitrogênio, e m
ais de 80%
do P
pode estar disponível no prim
eiro ano de aplicação. O
com
posto de lixo urbano
tem
-se com
portado de form
a sim
ilar ao esterco de curral, obtendo-se um
efeito
significativo na produção já no prim
eiro ano com
dosagens de 401/ha.
O
com
posto de lixo urbano e o lodo de esgoto, por apresentarem
risco
de conter patógenos, com
postos orgânicos de difícil decom
posição no solo e
m
etais pesados, com
o o cádm
io, o níquel e o crôm
io, devem
ser em
pregados
preferencialm
ente em
parques e jardins e em
culturas que não sejam
de
consum
o direto, com
o o algodão, a seringueira, a cana de açúcar e os cereais,
a fim
de que a cadeia alim
entar fique protegida de contam
inação. Todos os
resíduos com
teores elevados em
m
etais pesados devem
ser de aplicação
restrita, a fim
de se evitar o acúm
ulo no solo.
O
quadro 10.3 indica os lim
ites adotados por alguns países da Europa e
pela C
om
unidade Econôm
ica Européia para a concentração de m
etais pesados
no com
posto de lixo urbano e no lodo de esgoto. A legislação dos EUA já
restringe as quantidades m
áxim
as a serem
aplicadas por ano e as acum
uladas
no solo, no caso do lodo de esgoto conter quantidades elevadas de m
etais
pesados (Q
uadro 10.4). Assim
, a utilização de resíduos urbanos na agricultura
deve prever um
m
onitoram
ento constante, para evitar a contam
inação tanto do
solo com
o do aquífero, principalm
ente quando o m
aterial orgânico contiver
teores de um
ou m
ais elem
entos tóxicos próxim
os aos lim
ites m
ostrados nos
quadros 10.3 e 1 0.4. No Brasil, ainda não há valores definidos para teores de
m
etais tóxicos ou de quantidades m
áxim
as a aplicar para culturas.
A vinhaça é, principalm
ente, um
a fonte de potássio, com
disponibilidade
sim
ilar ao cloreto de potássio, e tam
bém
contribui com
quantidades apreciáveis
de N, C
a, M
g, Zn, Cu e M
n.·sua aplicação aum
enta o pH e a atividade biológica
do solo. As dosagens recom
endadas variam
com
a fertilidade do solo e o tipo
de com
posição do m
osto que deu origem
ao resíduo. A torta de filtro libera cerca
. de 20%
de seu conteúdo em
N, no prim
eiro ano de aplicaÇ
ão, e apresenta um
a
Q
uadro 1 0.3. Lim
ites para a concentração de m
etais pesados no com
posto de
lixo urbano e no lodo de esgoto, adotados por alguns países da Europa para
o uso agrícola, com
base no m
aterial seco (m
.s.)
C
om
posto de lixo
Elem
ento
A
ústria
Itália
Bélgica
H
olanda
(1)
(2)
C
ádm
io
6
10
5
m
g/kg de m
.s.
5
5
C
rôm
io
300
500
500
150
200
C
obre
1.000
600
600
100
500
M
ercúrio
4
10
5
5
5
N
íquel
200
200
100
50
100
C
hum
bo
900
500
500
600
1.000
Zinco
1.500
2.500
2.000
1.000
1.500
( 1) C
ulturas alim
entícias. ( 2) C
ulturas ornam
entais.
R
niR
tim
TÁ
r:nir.n
100 !A
r.
1Q
Q
h
Lodo de esgoto
A
lem
anha Suécia
C
.E.E
15
900
800 8
200
900
2.500
15
1.000
3.000 8
500
300
10.000
20
750
1.000
16
300
750
2.500
,.,, ....
B. van R
AIJ et ai.
elevada capacidade de retenção de água a baixas tensões. As quantidades
aplicadas por hectare estão em
torno de 3 a 1 O
toneladas da torta seca no sulco
de plantio e de 30 a 50 t do resíduo seco em
área total.
As tortas vegetais, com
o a torta de m
am
ona indicada no quadro 1, são
tam
bém
adubos orgânicos de grande interesse, em
bora de disponibilidade
lim
itada no com
ércio.O
utros produtos, com
o farinha de sangue, farinha de
ossos, etc., tem
uso m
uito restrito na adubação.
Q
uadro 1 0.4. Q
uantidades m
áxim
as de m
etais pesados perm
itidas no lodo de
esgoto e taxa m
áxim
a de aplicação anual e acum
ulada no solo agrícola, de
acordo com
a legislação 40 CFR parte 503, regulam
entadora do uso do lodo
de esgoto nos EUA, com
base na m
atéria seca, a partir de 1993
Q
uantidade m
áxim
a
Taxa m
áxim
a de
Taxa m
áxim
a de
Elem
ento
no lodo
aplicação anual
aplicação acum
ulada
m
g/kg
kg/ha/ano
kg/ha
A
rsênio
75
2,0
41
C
ádm
io
85
1,9
39
C
rôm
io
3.000
150
3.000
C
obre
4.300
75
1.500
C
hum
bo
840
15
300
M
ercúrio
57
0,85
17
M
olibdênio
75
0,90
18
N
íquel
420
21
420
Selênio
100
5,0
100
Zinco
7.500
140
2.800
10.5 A
dubos verdes
As legum
inosas incorporam
o nitrogênio do ar atm
osférico ao solo atra-
vés da fixação sim
biótica. A produção de m
assa vegetal chega a conter de 16
a 25 kg/ha de N
por tonelada de m
atéria seca, dos quais um
a cultura subse-
qüente pode aproveitar de 10 a 50%
. D
ependendo das condições edafoclim
á·
ticas, a decom
posição do m
aterial vegetal incorporado pode-se dar
rapidam
ente, com
perdas do nitrogênio por lixiviação, anteriores ao período de
necessidade m
áxim
a da cultura subseqüente.
As legum
inosas em
rotação de culturas incorporam
nitrogênio ao siste·
m
a, reduzindo as necessidades nas adubações.
10.6. A
dubos organom
inerais
Tais adubos, de acordo com
a legislação, precisam
conter no m
ínim
o 25%
de m
atéria orgânica total na fórm
ula. A adição de m
atéria orgânica hum
ificada
à form
ulação m
ineral proporciona várias vantagens à m
istura com
o: dim
inuir a
34
Boletim
Técnico. 100.IA
C
. 1996
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
fixação de P pela fração coloidal do solo; reter cátions, principalm
ente o K da
fórm
ula; fornecer os m
acro-
e m
icronutrientes contidos na m
atéria orgânica
em
pregada na form
ulação e dim
inuir as perdas de nitrogênio pela lixiviação por
apresentar um
a solubilidade m
ais lenta. Além
disso, os adubos organom
inerais,
em
geral dim
inuem
o índice salino da m
istura e apresentam
m
enor em
pedra-
m
ento que as form
ulações m
inerais quando ensacados. Esses adubos tam
bém
possuem
m
aior friabilidade, proporcionando distribuição m
ais uniform
e no solo.
C
onstituem
-se num
a excelente alternativa para a reciclagem
de resíduos urba·
nos na agricultura.
R
onaldo S. Berton
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas-fAC
11. CO
M
PO
SIÇÃO
Q
UÍM
ICA DE PLANTAS E DIAG
NO
SE FO
LIAR
As plantas têm
aproxim
adam
ente 5%
de nutrientes m
inerais na m
atéria
seca, m
as há grandes diferenças entre espécies e, além
disso, as quantidades
totais exigidas por um
a cultura dependem
da produtividade. Assim
, é im
portan-
te conhecer o conteúdo em
nutrientes das plantas, principalm
ente da parte
colhida, para poder avaliar a rem
oção de nutrientes da área de cultivo. Tam
bém
é im
portante avaliar se o estado nutricional das plantas é adequado, o que pode
ser feito pela diagnose foliar. Esses dois assuntos são tratados neste capítulo.
11.1 C
om
posição quím
.íca das plantas
Para as principais plantas cultivadas, são apresentadas tabelas com
a
com
posição quím
ica, para os nutrientes nitrogênió, fósforo, potássio e enxofre,
para a planta inteira e a parte colhida, ou apenas para a parte colhida de
culturas perenes. Em
am
bos os casos, os valores referem
-se sem
pre a um
a
tonelada de produto colhido.
As
inform
ações fornecidas nesta publicação perm
item
confrontar as
adubações com
as extrações e exportações de nutrientes pelas culturas e
preparar balanços nutricionais, que podem
ser úteis, juntam
ente com
outras
inform
ações, para redirecionar as adubações.
D
eve-se lem
brar que as quantidades de nutrientes necessárias para as
recom
endações econôm
icas de adubação não dependem
apenas da reposição
do que é exportado pelas colheitas. No desenvolvim
ento das culturas, quanti·
dades im
portantes de nutrientes são necessárias à form
ação da parte vegeta-
tiva das plantas e para órgãos que concentram
nutrientes, tais com
o frutos e
grãos, raízes e tubérculos, etc. Além
disso, há a interação dos nutrientes com
o solo, com
o fixação ou lixiviação, entre outros processos. R
esulta, assim
, um
sistem
a com
plexo, em
que a com
posição quím
ica da parte aérea das plantas
é apenas um
dos com
ponentes ..
B. van RAJJ et aL
De qualquer form
a, a com
posição quím
ica das plantas pode ser um
a
indicação útil, desde que não seja usada isoladam
ente com
o critério de reco-
m
endação de fertilizantes.
11.2 D
iagnose foliar
A folha é o órgão da planta na qual as alterações fisiológicas, em
razão
de distúrbios nutricionais, tornam
-se m
ais evidentes, Por essa razão, quase
sem
pre os diagnósticos nutricionais das plantas são feitos através das folhas,
pela técnica que, de form
a am
pla,
denom
ina-se diagnose foliar.
A diagnose foliar pode ser feita através da observação visual de sintom
as
de distúrbios nutricionais (diagnose visual) ou através de procedim
entos m
ais
sofisticados, envolvendo, por exem
plo, a análise quím
ica das folhas. A diagno-
se visual é possível apenas quando os sintom
as de deficiência ou excesso se
m
anifestam
visualm
ente. N
esse estágio, m
uitas vezes é inevitável a perda de
produção.
A diagnose foliar, via análise quím
ica, perm
ite a avaliação do estado
nutricional, isto é, perm
ite identificar o nível de com
prom
etim
ento da produtivi-
dade, em
função da situação nutricional, principalm
ente em
casos extrem
os.
A interpretação correta dos resultados de um
a análise depende de m
uita
experim
entação para o estabelecim
ento de índices de calibração que reflitam
o estado nutricional das plantas. Na prática, os critérios para isso variam
bastante, m
as tem
havido acúm
ulo de inform
ações na literatura m
undial, em
geral reproduzidas de um
a publicação para outra, com
acréscim
o de inform
a-
ções regionais. No caso desta publicação, foram
utilizados lim
ites de teores da
literatura e do próprio acervo de dados do Instituto Agronôm
ico.
G
eralm
ente se estabelecem
um
ou m
ais níveis críticos ou faixas de
concentração que perm
item
definir se a concentração do nutriente é adequada,
deficiente ou excessiva. N
este Boletim
Técnico, são apresentadas faixas de
teores considerados adequados.
A com
posição das folhas é afetada por diversos fatores. Para que a
interpretação dos resultados não seja prejudicada é essencial a padronização
da am
ostragem
. Além
disso, contam
inações por pulverizações podem
prejudi-
car a interpretação. Para a diagnose de m
icronutrientes em
folhas, não devem
ser feitas aplicações foliares no período do ano· agrícola que antecede à
am
ostragem
de folhas.
Para diversos grupos de culturas, são apresentadas as tabelas de inter-
pretação, visando servir de subsídio para o acom
panham
ento dos resultados
da adubação. O
s resultados são usados para a recom
endação quantitativa de
fertilizantes apenas para nitrogênio em
algum
as culturas perenes. N
os dem
ais
casos, a diagnose foliar é usada para avaliar se as adubações estão sendo
adequadas e ela pode ser usada para alterar as rotinas de adubação.
Boletim
Técnico. 100. tAC. 1996
R
ecom
endações de adubação e calagem
..
A interpretação correta da análise quím
ica das plantas está associada
principalm
ente à am
ostragem
e cuidados no envio do m
aterial para o laborató-
rio. O
s procedim
entos de am
ostragem
são apresentados para cada cultura. No
caso de possíveis distúrbios nutricionais, retirar am
ostras pareadas, ou seja,
um
a am
ostra de plantas afetadas e outra de plantas sadias. N
o caso de plantas
ainda não contem
pladascom
recom
endações de am
ostragem
e interpretação,
seguir as indicações para plantas que m
ais se assem
elham
, retirando folhas
recém
-m
aduras.
Enviar as am
ostras em
sacos de papel, evitando que o m
aterial dem
ore
m
ais de 48 horas entre a coleta e o processam
ento no laboratório. Se houver
necessidade, as folhas podem
ser arm
azenadas em
geladeira por algum
tem
po
até com
pletar a am
ostragem
. Esse tem
po, entretanto, não pode ser m
uito
longo, para evitar a deterioração do m
aterial.
O
s lim
ites de interpretação para a diagnose foliar basearam
-se nos
dados de arquivo da Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas e em
vários livros, destacando-se:
IN
TER
N
ATIO
N
AL FER
TILIZER
IN
D
U
STR
Y ASSO
C
IATIO
N
. IFA W
orld fertilizar
use m
anual.
Paris, IFA, 1992. 632p.
JO
N
ES Jr., J.B.; W
O
LF, B. & M
ILLS, H
.A.
Plant analysis habdbook. Athens,
M
icro-M
acro, 1991. 213p.
M
ALAVO
LTA, E.; VITTI, G
.C
. & O
LIVEIR
A, S.A. de.
A
valiação do estado
nutricional das
Piracicaba, PO
TAFÓ
S.
1989. 201 p.
M
AR
TIN
-PR
ÉVEL, P.; G
AG
N
AR
D
, J. & G
AU
TIER
, P.
Plant analysis: as a guide
to lhe nutrient requirem
ents of tem
perate and tropical crops.
N
ew
York,
Lavoisier, 1987. 722p.
'
O
ndino C
/eante Batag/ia
Seção de Fertilidade dó Solo e N
utrição de Plantas-/A C
12. IM
PLEM
EN
TA
Ç
Ã
O
D
A
S R
EC
O
M
EN
D
A
Ç
Õ
ES
U
m
a das etapas críticas da adubação é a sua im
plem
entação. Ao núm
ero
m
uito grande de recom
endações derivadas das tabelas de adubação, contra-
põem
-se a existência de grande diversidade de insum
os. R
esulta que a conci-
liação entre as quantidades recom
endadas de nutrientes e as efetivam
ente
aplicadas em
geral não é fácil. C
ontudo, considerando que a adubação não
precisa ser feita com
grande precisão, pode-se chegar a im
plem
entações
práticas m
uito m
ais sim
ples do que se im
agina. Serão discutidos os casos dos
adubos sim
ples, das fórm
ulas N
PK e da aplicação de enxofre e de m
icronu-
trientes.
Boletim
Técnir.n. 100 lA
r.
0
7
B. van RAIJ et aL
12.1 A
dubos sim
ples
No caso de adubos sim
ples, a quantidade a aplicar é calculada m
ultipli-
cando a dose recom
endada do nutriente por 100 e dividindo pelo teor do
nutriente, em
porcentagem
, no adubo escolhido.
C
om
o exem
plo, considere-se a adubação, em
kg/ha de N, P20s e K20,
de 20-130-70. Pretende-se utilizar os seguintes fertilizantes: sulfato de am
ônia
(20%
de N); superfosfato triplo (41%
de P2 0s) e cloreto de potássio (58%
de
K20). As quantidades a aplicar serão as seguintes (arredondando em
dezenas):
12.2 Fórm
ulas N
PK
sulfato de am
ônia -
100 kg/ha
superfosfato triplo -320 kg/ha
cloreto de potássio -
120 kg/ha
Para utilizar fórm
ulas NPK, o prim
eiro passo é estabelecer a relação
aproxim
ada de nutrientes e procurar um
a fórm
ula com
a m
esm
a relação ou
próxim
a. No exem
plo dado acim
a, a relação 1-6-3 é bastante próxim
a, sendo
representada, com
o um
a opção possível, pela fórm
ula 5-30-15.
A quantidade necessária é encontrada m
ultiplicando a som
a dos nutrien-
tes recom
endados por 100 e dividindo pela som
a dos nutrientes da fórm
ula.
Para atender a recom
endação de 20 kg/ha de N, 130 kg/ha de P20s e 70 kg/ha
de K20, o cálculo é o seguinte:
(20 + 130 + 70) X
100
220 X
100
(5
+
3
0
+
1
5
)
50
=
440 kg/ha
Para conferir as quantidades de nutrientes que serão aplicadas com
440
kg/ha da fórm
ula 5-30-15, m
ultiplicar o teor de cada nutriente na fórm
ula pela
quantidade correspondente e dividir por 100. O
btém
-se 22 kg/ha de N, 132
kg/ha de P20s e 66 kg/ha de K20, m
uito próxim
as das recom
endadas.
12.3 A
dição de enxofre e de m
icronutrientes
A adição de enxofre pode ser feita por adubos sim
ples ou fórm
ulas. N
os
dois casos, é necessário conhecer a recom
endação de S e o teor do nutriente
contido no adubo, e o cálculo é sim
ilar ao m
ostrado para N, P e K. Exem
plifi-
cando com
o caso acim
a, a adição de 100 kg/ha de sulfato de am
ônia (22%
de
S), resulta na aplicação de 22 kg/ha de S.
No caso dos m
icronutrientes para adição ao solo, as necessidades em
adubos sim
ples é tam
bém
feita por cálculo sim
ilar ao m
ostrado para NPK. Para
aplicação em
form
ulações NPK, é preciso calcular o teor aproxim
ado que a
fórm
ula deve conter dos m
icronutrientes.
Suponha-se que a adubação acim
a
-440 kg/ha de 5-30-15-
necessite carrear para o solo 1 kg/ha de B e 2 kg/ha
de Zn.
R
niA
tim
T
1 ()(}
I Ar.
1 007
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
Para determ
inar o teor desses nutrientes, contidos na fórm
ula, m
ultiplicar
a quantidade necessária por 100 e dividir pela quantidade da fórm
ula que será
aplicada. R
esulta em
0,23%
de B e 0,45%
de Zn. O
u seja, a fórm
ula deve conter
em
torno de 0,25%
de B e 0,5%
de Zn.
12.4 M
odos e épocas de aplicação
As tabelas, em
geral, indicam
épocas e m
odos de aplicação de corretivos
e fertilizantes. O
m
odo de aplicação tam
bém
é discutido nos capítulos que
tratam
da correção do solo e dos diferentes nutrientes. Aqui será feita um
a
discussão resum
indo os aspectos m
ais im
portantes.
O
calcário deve ser incorporado ao solo com
a m
aior antecedência
possível ao plantio, para m
elhor reação do corretivo. É im
portante um
bom
contato do calcário com
o solo e, para isso, recom
enda-se a pré-incorporação
com
grade e depois a aração profunda ou aplicar m
etade antes da aração e
m
etade depois, para incorporação com
gradagem
. A incorporação profunda
tam
bém
é im
portante. N
ão é aconselhável a incorporação rasa, com
grade,
principalm
ente em
solos que estão sendo corrigidos pela prim
eira vez, pois
pode resultar em
excesso de calagem
próxim
o à superfície do solo, acarretar
deficiências de m
icronutrientes E! lim
itar o aprofundam
ento do sistem
a radicular.
Em
culturas perenes form
adas ou em
sistem
as de plantio direto, nos quais
não vai ser feita a aração, o calcário deve ser aplicado em
área total e, quando
possível, em
quantidades m
aiore·s nas partes adubadas do terreno. Se possível,
incorporar levem
ente com
grade, sem
danificar as raízes das plantas. É im
por-
tante lem
brar que é preciso incorporar m
uito bem
o calcário na form
ação de
culturas perenes ou no iníeío de sistem
as de produção em
plantio direto, já que
aplicações superficiais atuam
lentam
ente nas cam
adas m
ais profundas do solo
e um
solo m
al corrigido no início com
prom
eterá a produtividade por m
uito tem
po.
A adubação, em
culturas anuais, é aplicada 5 em
"ao lado e abaixo das
sem
entes. N
orm
alm
ente se aplica pouco nitrogênio, quantidades altas de P e
m
oderadas de K, dependendo da análise de solo. Aplicações elevadas de
cloreto de potássio no sulco de plantio podem
causar dano às plantas, pelo alto
índice salino desse adubo. C
abe ressaltar a im
portância da aplicação localiza-
da do fósforo, principalm
ente em
solos com
teores baixos do nutriente. N
esses
casos, a fonte deve ter predom
inância de fósforo solúvel em
água. Fosfatos
insolúveis em
água são m
ais eficientes em
m
istura com
o solo e em
condições
de m
aior acidez. Em
bora não se recom
ende, nas tabelas, a adubação fosfatada
corretiva pode ser feita quando se pretende, no prim
eiro ano, alta produtividade
em
solos m
uito deficientes em
fósforo. Isso não será conseguido apenas com
a adubação no sulco de plantio, havendo a necessidade de incorporação prévia
de P no solo, em
área total.
O
nitrogênio de qualquer fonte aplicada ao solo, converte-se rapidam
ente
em
nitrato, form
a extrem
am
ente m
óvel, sujeita a perdas por lixiviação, em
períodos do ano em
que o regim
e hídrico favorece a percolação do excesso de
água. Por essa razão, a adubação nitrogenada é feita norm
alm
ente em
caber-B. van R
AIJ et ai.
tura após o plantio de culturas anuais, em
épocas nas quais as plantas já
possuem
sistem
a radicular bem
desenvolvido, portanto, em
condições de
absorver rapidam
ente as form
as m
inerais do nutriente. Em
culturas perenes, a
aplicação é parcelada em
várias vezes, com
m
ais aplicações em
solos de
textura m
ais leve.
H
á um
a tendência, para algum
as culturas, de parte do potássio ser
aplicado em
cobertura. Esse adubo não se m
ovim
enta com
facilidade no solo
e, assim
, a cobertura será m
ais eficiente se as aplicações forem
bastante
elevadas e de form
a localizada no terreno, ou se a adubação for acom
panhada
de um
a operação que enterre o adubo. Em
solos argilosos e deficientes, é
preferível fazer a incorporação de potássio antes do plantio.
Em
plantas
perenes, a tendência é aplicar os três nutrientes parceladam
ente, m
as pode-se
aplicar o fósforo de um
a só vez no início das águas, e tam
bém
o potássio,
m
antendo apenas o parcelam
ento do nitrogênio. Isso resulta em
diversas
opções que flexibilizam
a prática da adubação.
O
s m
icronutrientes com
o boro, cobre, m
anganês, m
olibdênio e zinco
podem
ser aplicados ao solo, através de diferentes fontes. A aplicação folia r é
adequada para corrigir problem
as de deficiências durante o ciclo da cultura. O
boro pode, tam
bém
, ser aplicado em
cobertura e o m
olibdênio, juntam
ente com
as sem
entes.
12.5 Fórm
ulas N
PK
com
o Sistem
a Internacional de U
nidades
Será m
ostrado o m
esm
o exem
plo dado em
12.2. N
este caso, não é
utilizada a representação de fósforo e potássio em
term
os de óxidos, em
pre-
gando-se diretam
ente os teores dos nutrientes. Assim
, usando a representação
dos teores dos nutrientes, dentro do novo sistem
a de unidades, resulta a
seguinte recom
endação, em
term
os de kg/ha de N, P e K: 20-57-58.
A fórm
ula correspondente a 5-30-15, com
o Sistem
a Internacional de
U
nidades é, então, 50-130-120, arredondando para dezenas e lem
brando que
os teores dos nutrientes são dados em
g/kg.
O
cálculo das quantidades é feito com
o no exem
plo acim
a, com
a
diferença do fator 1 .000 ao invés de 100. R
esulta:
(20 + 57 + 58) X 1000
135 X 1 000
= --::3 -::-00 ::---
= 450 kg/ha
(50+ 130 + 120)
A diferença de 1 O
kg/ha deve-se ao arrendondam
ento de núm
eros.
As quantidades dos nutrientes, aplicadas com
450 kg/ha da fórm
ula
50-130·120 são obtidas m
ultiplicando o teor de cada nutriente pela quantidade
da fórm
ula e dividindo por 1.000. R
esulta 23 kg/ha de N, 59 kg/ha de P e 59
kg/ha de K. C
om
pare-se com
a recom
endação, no novo sistem
a de unidades,
de 20-57-58.
A escolha de fórm
ulas ou m
esm
o o cálculo das quantidades de adubos
sim
ples a aplicar envolvem
cálculos sim
ples, porém
tediosos. É im
portante que
sejam
feitos por com
putador.
R
f\ll'>tim
Tá.,-.nif'f\
1()f\
ltJ.r'.
1
0
0
7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
12.6 A
presentação de resultados e recom
endações
A figura 12.1 apresenta o form
ulário básico para resultados de análise
de solo, recom
endações de calagem
e adubação e um
balanço nutricional. Este
form
ulário poderá ser personalizado. C
om
o a tendência será o preenchim
ento
por com
putador, é preciso atenção nos detalhes. O
s resultados devem
ser
dados nas unidades apropriadas.
Para a recom
endação de calagem
e adubação, é preciso definir a cultura,
inclusive código (a ser fornecido pelo laboratório), a faixa de produtividade
esperada e,
quando for o caso,
a classe de resposta esperada a N. As
recom
endações de adubação poderão ser em
kg/ha, g/planta ou g/m
etro linear.
O
balanço nutricional inform
a os valores de N, P, K e S indicados na
adubação, a quantidade prevista de rem
oção pelas colheitas e a diferença entre
esses dois valores, constituindo o balanço.
Em
seguida, virão as descrições pertinentes às recom
endações, tais
com
o época de aplicação, cuidados etc.
O
program
a de com
putador, se utilizado, fará a escolha de adubos, de
relação previam
ente inserida no com
putador, e calculará as quantidades a usar
e até o custo. Será possível, tam
bém
, deduzir da adubação m
ineral os nutrien-
tes a serem
aplicados em
adubação orgânica.
Proprietário:
Propriedade:
Município: U.F.:
Gleba:
ldent. Amostra:
Amostra nº· Cód. Cliente· Data emissão·
RESULTADO DA ANÁLISE DE SOLO
M.O. p pH
I
C a I Mg Na AI S.B. H+AI CTC ·V Matéria Orgânica Fósloro Resina Solução CaCh Cálcio Magnésio Sódio Alumínio Soma de Bases Ac. Potencial Cap. Troca Cat. Sat. Bases
gldm" mgtdm3 mmolddm3 %
s B Cu F e
I
Mn I Zn C.E. Argila Enxofre Boro Cobre Fer'ro Manganês Zinco Cond. Eletr.
mg/dm3 dS/m g/dm3
)
METODOS: P -resina; 8 -água quente; Cu, Fe, Mn, Zn -DTPA.
RECOMENDAÇÕES DE CALAGEM E ADUBAÇÃO 1
Código I.Nome Produtividade Resposta '
da cultura da cultura esperada: esperada a N:
Calcârío ADUBAÇÃO BÂSICA ADUB. DE COBERTURA Adubação
PRNT 100
I I I I I I
expressa
Vha N P20s K,o s B Cu Mn Zn N K,O em:
./
BALANÇO NUTRICIONAL
N (kg/ha) P20s (kg/ha) K20 (kg/ha) S (kglha)
Adubação I Exportação ! Balanço Adubação ! Exportação I Balanço Adubação I Exportação I Balanço Adubação I Exportação Balanço
' /
Figura 12.1 Formulário para resultados de análise de solo e recomendação de calagem e adubação
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ecom
endações de adubação e calagem
...
13. C
ER
EA
IS
H
eitor C
antare/la e Bernardo van R
aij
Seção de Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas · IAC
C
arlos Eduardo de O
liveira C
am
argo
Seção de Cereais -IAC
13.1 Inform
ações gerais
O
s cereais têm
enorm
e im
portância entre as principais culturas alim
enta-
res
do m
undo. sendo responsáveis por m
ais da m
etade do consum
o de
fertilizantes. C
aracterizam
-se por grande resposta a nitrogênio, que se tornou
possível, em
parte, graças aos avanços da genética e m
elhoram
ento vegetal,
aplicados a arroz, trigo e m
ilho. O
consum
o de potássio pelas plantas é
igualm
ente alto, m
as, ao contrário do nitrogênio, grande parte do elem
ento é
devolvido ao solo após as colheitas. Essas características, de altas exigências
em
nitrogênio e elevada reciclagem
de potássio, são favoráveis à rotação com
culturas legum
inosas, que se beneficiam
tam
bém
das relações C
/N
contrastan-
tes, baixa em
legum
inosas e alta em
gram
íneas, contribuindo para a m
elhoria
da qualidade da m
atéria orgânica do solo.
O
s principais cereais cultivados no Brasil, com
o o m
ilho, o arroz e o trigo,
têm
com
portam
ento bem
característico frente à acidez do solo, sendo o arroz
m
uito tolerante e o trigo e m
ilho apresentando aruplas diferenças varietais, o
que perm
ite opções de acordo com
a acidez dos solos. O
m
ilho e, particular-
m
ente, o arroz, são culturas bastante suscetíveis à deficiência de zinco.
B. van RAIJ et ai.
13.2 C
om
posição quím
ica, am
ostragem
de folhas e diagnose foliar
O
quadro 13.1 apresenta os teores de N, P, K e S nas culturas e as faixas
de produtividades m
ais com
uns no Estado de São Paulo.
Q
uadro13.1. Teores dos m
acronutrientes em
cereais, na planta inteira e nos
grãos, por tonelada de produto colhido
Planta inteira
Parte colhida (grãos)
C
ultura
N
p
K
s
N
p
K
s
kg/t de grãos
kg/t de grãos
Arroz
22
4
25
2,2
12
3
3
0,7
Aveia
27
4
24
2,3
20
3
7
1 ,O
C
enteio
26
4
25
2,3
22
3
5
1 ,O
C
evada
25
4
24
2,0
20
3
7
1 ,o
M
ilho
28
5
18
2,6
17
4
5
1,2
Sorgo
30
6
23
2,7
17
4
5
1,2
Trigo
29
6
23
2,3
23
5
5
1 ,o
Triticale
25
4
24
2,1
21
3
6
1,0
Q
uadro 13.2. Instruções para am
ostragem
de folhas de cereais
C
ultura
D
escrição da am
ostragem
Arroz
Folha bandeira, coletada no início do florescim
ento. M
ínim
o 50 folhas.
A
veia
Folha bandeira, coletada no início do florescim
ento. M
ínim
o de 50 folhas.
C
enteio
Folha bandeira, coletada no início do florescim
ento. M
ínim
o de 50 folhas.
C
evada
Folha bandeira, coletada no início do florescim
ento. M
ínim
o de 50 folhas.
M
ilho
Terço central da folha da base da espiga, na fase de pendoam
ento (50%
das
plantas pendoadas).
Sorgo
Folha + 4 ou quarta folha com
a bainha visível, contada a partir do ápice, no
florescim
ento.
Trigo
Folha bandeira, coletada no início do florescim
ento. M
ínim
o de 50 folhas.
Triticale
Folha bandeira, coletada no início do florescim
ento. M
ínim
o de 50 folhas.
Para o arroz e os cereais de inverno,
o início do florescim
ento, para fins de coleta
de folhas, quando 50%
das flores estiverem
visíveis.
4
R
n
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lll.r.
1
0
0
7
Recom
endações de adubação e calagem
...
N
o quadro 13.2 são descritas as am
ostragens de folhas para os cereais
e o quadro 13.3 indica as faixas de interpretação de teores de m
acro-
e
m
icronutrientes nessas m
esm
as folhas. Para os cereais de inverno, as reco-
m
endações de am
ostragem
foliar não são uniform
es: em
alguns países a parte
aérea é coletada e, em
outros, as folhas bandeiras ou as duas im
ediatam
ente
abaixo destas.
Q
uadro 13.3. Faixas de teores adequados de m
acro-e m
icronutrientes em
folhas
de cereais
C
ultura
Faixas de teores
M
acronutrientes, g/kg
N
p
K
C
a
M
g
s
Arroz ( 1)
27-35
1,8-3,0
13-30
2,5-10,0
1,5-5,0
1,4-3,0
Aveia
20-30
2,0-5,0
15-30
2,5-
5,0
1,5-5,0
1,5-4,0
C
enteio
25-35
2,0-5,0
19-23
2,5-
6,0
1 ,5-5,0
1,5-5,0
C
evada
17-30
2,0-5,0
15-30
2,5-
6,0
1 ,5-5,0
1,5-4,0
M
ilho
27-35
2,0-4,0
17-35
2,5-
8,0
1 ,5-5,0
1,5-3,0
Sorgo
25-35
2,0-4,0
14-25
2,5-
6,0
1 ,5-5,0
1,5-3,0
Trigo
20-34
2,1-3,3
15-30
2,5-10,0
1,5-4,0
1 ,5-3,0
M
icronutrientes, m
g/kg
B
Cu
F e
M
n
M
o
Zn
A
rroz
4-25
3-25
70-200
70;400
0,1-0,3
10-
50
A
veia
5-20
5-25
40-150
25-100
0,2-0,3
15-
70
C
enteio
5-20
5-25
25-200
14-150
0,2-2,0
15-
70
C
evada
5-20
5-25
25-100
20-100
0,1-0,2
15 -70
M
ilho
10-25
6-20
30-250
20-200
O, 1-0,2
15-100
Sorgo
4-20
5-20
65-100
10-190
0,1-0,3
15-
50
Trigo
5-20
5-25
10-300
25-150
0,3-0,5
20-
70
( 1) Para o arroz irrigado, o teor de sflicio na palhada em
plantas m
aduras norm
alm
ente está
acim
a de 50 g/kg.
B. van RA!J et ai.
13.3 A
rroz de sequeiro
Espaçam
ento: 40 a 50 em
entre linhas, com
50 a 70 sem
entes-por m
etro linear
Calagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
e o m
ag-
nésio a um
teor m
ínim
o de 5 m
m
olcidm
s. N
ão aplicar m
ais de 3 t/ha.
Adubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
a análise de solo, as
quantidades indicadas na seguinte tabela:
Produtivi-
Nitro-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olcfdm
3
da de
gênio
esperada
0-6
7-15
15-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,5-3,0
>3,0
ti h a
N, kg/ha
P20
5 , kg/ha
K20, kg/ha
1,5-2,5
10
60
40
20
o
40
20
o
o
2,5-4,0
10
80
50
20
o
60
40
20
o
Aplicar 20 kg/ha de S.
'
Aplicar 3 kg/ha de Zn em
solos com
teores de Zn (D
TPA) inferiores a 0,6
m
g/dm
3 e 2 kg/ha de Zn quando os teores estiverem
de 0,6 a 1,2 m
g/dm
3.
O
s adubos devem
ser aplicados no sulco de plantio, 5 em
ao lado e abaixo
das sem
entes.
Adubação m
ineral de cobertura: Aplicar nitrogênio de acordo com
a produtivi-
dade esperada e a tabela abaixo:
Produtividade
esperada
ti h a
1-2,5
2,5-4,0
Classe de resposta esperada a N
1. Alta
2. M
édia a baixa
-
-
-
-
-
kg/ha de N
-
-
-
-
-
-
40
60
20
40
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
o seguinte significado:
1. Alta resposta esperada: solo de boa fertilidade m
as cultivado continua-
m
ente com
gram
íneas (m
ilho, arroz, sorgo, trigo etc); solos m
uito arenosos;
áreas irrigadas por aspersão.
48
Boletim
Técnico, 100, IAC, 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
2. M
édia a baixa resposta esperada: solos cultivados com
legum
inosas
ou adubo verde; solos em
pousio por longos períodos ou áreas recém
-abertas
e que receberam
calcário recentem
ente.
Aplicar o nitrogênio aos 30-40 dias após a em
ergência das plantas ou na
fase de início da diferenciação da panícula. Em
solos arenosos e para as doses
m
ais altas de N, pode-se fazer dois parcelam
entos: o prim
eiro cerca de 30 dias
após a em
ergência e o segundo 20 dias depois.
H
eitor C
antare/la e Pedro R-
Furlani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
R
n
lo
tim
T
6
,..n
il'n
1
/V
\
l!J.r>
1
0
0
7
B. van R
AIJ et ai.
13.4 A
rroz irrigado
Espaçam
ento: 30 em
entre linhas, com
90 a 100 sem
entes por m
etro linear; ou
a lanço com
120 a 150 kg/ha de sem
entes; ou 3 a 5 m
udas por cova,
espaçadas de 0,20 x 0,30 m
.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
e o
m
agnésio a um
teor m
ínim
o de 5 m
m
olc/dm
3. N
ão aplicar m
ais de 3 t/ha
de calcário.
Adubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
a análise de solo, as
quantidades indicadas na tabela seguinte:
Produtivi-
N
itro-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olcfdm
3
da de
gênio
esperada
0-6
7-15
15-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,5-3,0
>3,0
t/ha
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
2-4
10
60
40
20
o
60
40
20
o
4-6
20
70
50
30
o
80
50
30
o
6-8
30
80
60
30
20
100
70
40
20
Aplicar 1 O
kg/ha de S.
Aplicar 5 kg/ha de Zn em
solos com
teores de Zn (DTPA) inferiores a
0,6 m
g/dm
3 e 3 kg/ha de Zn quando os teores estiverem
de 0,6 a 1,2 m
g/dm
3.
A adubação pode ser aplicada no sulco de plantio-especialm
ente quando
o estabelecim
ento da cultura for feito em
condições de sequeiro -
antes da
inundação, ou a lanço seguido de incorporação. N
ão aplicar m
ais que 60 kg/ha
de K2 0 no sulco de plantio.
Adubação m
ineral de cobertura: Aplicar nitrogênio de acordo com
a m
eta de
produtividade e a tabela abaixo:
Produtividade
esperada
t/ha
2-4
4-6
6-8
Classe de resposta esperada a N
M
édia a baixa( 2)
-
-
-
-
-
-
kg/ha de N
-
-
-
-
-
-
60
80
100
40
50
70
Boletim
Técnico. 100. !AC. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
o seguinte significado:
1. A
lta resposta esperada: solos de textura m
édia; solos perm
eáveis;
solos com
sistem
atização e cam
ada de água irregular.
2. M
édia a baixa: solos argilosos, bem
sistem
atizados, aos quais foram
incorporadas, com
antecedência, grandes quantidades de m
atéria orgânica de
resíduo vegetal; solos com
m
anejo adequado de água.
Parcelar o N
de cobertura em
duas vezes, aplicando m
etade na fase de
perfílham
ento (cerca de 30 dias após a sem
eadura) e m
etade no início da
diferenciação da panícula (ponto de algodão). O
N
de cobertura pode ser
aplicado som
ente no início da diferenciação da panícula quando as doses forem
iguais oum
enores que 60 kg/ha de N
e a cultura apresentar bom
desenvolvi-
m
ento inicial e perfilham
ento.
N
ão em
pregar adubos contendo N
nítrico pouco antes ou após a inunda-
ção do terreno. O
uso de sulfato de am
ónio em
doses altas (acim
a de 80 kg/ha)
pode, em
alguns casos, em
solos com
teores altos de m
atéria orgânica e longos
períodos de inundação, provocar toxicidade às plantas por gás sulfídrico.
Se for viável, drenar o terreno antes da aplicação das coberturas de N
e
reinundar dois dias depois, para favorecer a incorporação do fertilizante nitro-
genado e aum
entar sua eficiência de uso. H
eitor C
antare/la e Pedro R. Furlani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -/AC
B. van RAIJ et ai.
13.5 A
veia, centeio
. .
Espaçam
ento: 17 em
entre linhas, com
40 a 60 sem
entes viáveis por m
etro linear.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
para aveia
branca e 50%
para aveia preta e centeio, e o m
agnésio a um
teor m
ínim
o
de 5 m
m
olcfdm
3. O
efeito da calagem
depende da aplicação e incorpora-
ção do calcário com
antecedência; assim
, é recom
endável realizar essa
operação antes da cultura de verão. Não ultrapassar 4 t/ha de calcário por ano.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
a análise de solo e a
produtividade esperada, conform
e a seguinte tabela:
Produtivi-
N
itro-
P resiQa, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olcidm
3
da de
gênio
esperada
0-6
7-15
16-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0
>3,0
ti h a
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
1-2
20
80
50
30
20
40
30
20
10
2-3
30
90
60
40
20
60
40
20
10
Aplicar 1 o kg/ha de S.
Em
solos com
teores de Zn (DTPA) inferiores a 0,6 m
g/dm
3, aplicar 3 kg/ha
de Zn. Aplicar 1 ,O kg/ha de B
em
soios com
teores de B (água quente) inferiores
a 0,21 m
g/dm
3.
A
dubação de cobertura: Aplicar o nitrogênio em
cobertura, de acordo com
a
classe de resposta e a produtividade esperada.
Produti-
Classe de resposta esperada a N
vidade
Alta(')
M
édia( 2)
Baixa(")
esperada
t!ha
kg/ha de N
1-2
20
o
o
2-3
40
20
o
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
o seguinte significado:
1. A
lta resposta esperada: solos corrigidos, cultivados anteriorm
ente
com
gram
íneas (arroz, m
ilho, sorgo); solos arenosos, prim
eiros anos de plantio
direto.
r
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
2. M
édia resposta esperada: solo em
pousio por um
ano, cultivo anterior
com
legum
inosa (soja) .
3. B
aixa resposta esperada: cultivo intenso de legum
inosas, especial-
m
ente soja de alta produtividade ou plantio de adubos verdes.
O
nitrogênio deve ser aplicado cerca de 30-40 dias após a em
ergência.
Em
anos secos, o potencial de produtividade é m
enor e a adubação com
N, em
cobertura, pode não ser eficiente.
C
arlos Eduardo de O
liveira C
am
argo e José G
uilherm
e de Freitas
Seção de C
ereais -IAC
H
eitor C
antare/la
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
B. van R
AIJ et ai.
13.6 C
evada
Espaçam
ento: i 7 em
entre linhas, com
50 a 60 sem
entes viáveis por m
etro linear.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e o
m
agnésio a um
teor m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
3. O
efeito da cal agem
depende
da aplicação e incorporação do calcário com
antecedência; assim
, é
recom
endável realizar essa operação antes da cultura de verão. N
ão
ultrapassar 4 t/ha de calcário por ano.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordt> com
a análise de solo e a
produtividade esperada, conform
e a seguinte tabela:
Produtivi-
N
itro-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olcidm
3
da de
gênio
esperada
0-6
7-15
16-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0 >3,0
t/ha
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
1-2
20
80
50
30
20
40
30
20
10
2-3
30
90
60
40
20
60
40
20
10
Aplicar 1 O
kg/ha de S.
Em
solos com
teores de Zn (DTPA) inferiores a 0,6 m
g/dm
3, aplicar 3 kg/ha
de Zn. Aplicar 1 ,O kg/ha de B
em
solos com
teores de B (água quente) inferiores
a 0,21 m
g/dm
3.
A
dubação de cobertura: Aplicar o nitrogênio em
cobertura de acordo com
a
classe de resposta e a produtividade esperada.
Produti-
Classe de resposta esperada a N
vidade
Alta(')
M
édia( 2)
Baixa e)
esperada
ti h a
kg/ha de N
1-2
20
o
o
2-3
30
o
o
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
o seguinte significado:
1. A
lta resposta esperada: solos corrigidos, cultivados anteriorm
ente
com
gram
íneas (arroz, m
ilho, sorgo); solos arenosos, prim
eiros anos de plantio
direto.
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
2. M
édia resposta esperada: solo em
pousio por um
ano, cultivo anterior
com
legum
m
osa (so;a).
3. B
aixa resposta
cultivo intenso de legum
inosas, especial-
m
ente so;a de alta produtiVIdade ou plantio de adubos verdes.
O
nitrogênio deve
aplicado cerca de 30-40 dias após a em
ergência.
Em
anos secos, o potencial de produtividade é m
enor e a adubação com
N
em
cobertura pode não ser eficiente.
A_cevada para_ uso_ na indústria cervejeira deve ter baixo teor de proteína
nos graos. Ass1m
, nao sao aconselháveis aplicações tardias de N
(após 30 dias)
ou ?abertura com
esse nutriente quando a planta apresentar indícios de que
esta bem
supnda (crescim
ento vegetativo vigoroso, folhas com
tonalidade
verde-escura).
C
arlos Eduardo de O
liveira C
am
argo e José G
uilherm
e de Freitas
Seção de C
ereais -IAC
H
eitor C
antare/la
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
R
n
lA
tim
10f'l
!A
r
1
0
0
7
8. van RAIJ et al.
13.7. M
ilho para grãos e silagem
Espaçam
ento -
para a produção de grãos e si/agem
: 0,80 á 0,90 m
entre
linhas com
5 plantas por m
etro de linha.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e o
m
agnésio a um
teor m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
3. Em
solos com
teores de
m
atéria orgânica acim
a de 50 g/dm
3, basta elevar a saturação por bases
a 50%
.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo-com
a análise de solo e a
produtividade esperada, conform
e a seguinte tabela:
Produtivi-
Nitro-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olcidm
3
da de
gênio
esperada
0-6
7-15
16-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0 >3,0
t/ha
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha e)--
2-
4
10
60
40
30
20
50
40
30
o
4-
6
20
80
60
40
30
50
50
40
20
,--,
i9o i
6-
8
30
70
50
30
50
5
0
'
50
30
•
8-10
30
(')
90
60
40
50
50
50
40
10-12
30
100
70
50
50
50
50
50
C) É im
provável a obtenção de alta produtividade de m
ilho em
solos com
teores m
uito baixos
de P, independentem
ente da dose de adubo em
pregada.
( 2) Para evitar excesso de sais, no
sulco de plantio, a adubação potássica para doses m
aiores que 50 kg/ha de K
20 está
parcelada,
a aplicação em
cobertura.
Aplicar 20 kg/ha de S para m
etas de produtividade até 6 t/ha de grãos e
40 kg/ha de S para produtividades m
aiores.
U
tilizar 4 kg/ha de Zn em
solos com
teores de Zn (DTPA) inferiores a 0,6
m
g/dm
3 e 2 kg/ha de Zn quando os teores estiverem
entre 0,6 e 1,2 m
g/dm
3.
O
s adubos devem
ser aplicados no sulco de plantio, 5 em
ao lado e abaixo
das sem
entes.
Boletim
Técnico. 100.IA
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
A
dubação m
ineral de cobertura: D
eve ser aplicada levando em
conta a classe
de resposta esperada a nitrogênio, o teor de potássio no solo e a produ-
tividade esperada, de acordo com
a seguinte tabela:
Produtivi-
da de
Classe de resposta a nitrogênio
K+ trocável, m
m
olcidm
3
esperada
1. Alta
2. M
édia
3. Baixa
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0
t/ha
N, kg/ha
K2 0, kg/ha
2-
4
40
20
10
o
o
o
4-
6
60
40
20
20
o
o
6-
8
90(",6(í)
40
60
20:
o
90(')
/
8-1 o
120
90
50
60
20
10-12
140
11 o
70
110( 1)
80( 1}
40
e} Em
solos argilosos, o K
aplicado em
cobertura pode não ser eficiente. Assim
, principalm
ente
nesses solos, quando os teores de K
forem
m
uito baixos ou baixos (<1 ,5 m
m
olc/dm
3) e as
doses recom
endadas em
cobertura, iguais ou superiores a 80 kg/ha de K
20, é aconselhável
transferir a adubação potássica de cobertura para a fase de
aplicando o fertilizante
a lanço e
ao solo. N
esse caso, acrescentar m
ais 20 kg/ha de K
20 à dose
recom
endada.
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
o seguinte significado:
1. A
lta resposta esperada: solos corrigidos, com
m
uitos anos de plantio
contínuo de m
ilho ou outras culturas não-legum
inosas; prim
eiros anos de
plantio direto; solos arenosos sujeitos a altas perdas por lixiviação.
2. M
édia resposta esperada: solos m
uito ácidos, que serão corrigidos;
ou com
plantio anterior esporádico de legum
inosas; solo em
pousio por um
ano;
ou uso de quantidades m
oderadas de adubos orgânicos.
3. B
aixa resposta esperada: solo em
pousio por dois ou m
ais anos, ou
cultivo de m
ilho após pastagem
(exceto em
solos arenosos); cultivo intenso de
legum
inosas ou plantio de adubos verdes antes do m
ilho; uso constante de
quantidades elevadas de adubos orgânicos.
Aplicar o nitrogênio ao lado das plantas, com
6 a 8 folhas totalm
ente
desdobradas (25-30 dias após a germ
inação}, em
quantidades até de 80 kg/ha
e o restante cerca de 15-20 dias depois. Aplicar o potássio juntam
ente com
a
prim
eira cobertura de nitrogênio, pois aplicações tardias desse elem
ento são
pouco eficientes.
Em
áreas irrigadas, o N
pode ser parcelado em
três ou m
ais vezes, até o
florescim
ento, e aplicado com
a água de irrigação.
As doses de N
podem
ser reduzidas em
condições clim
áticas desfavorá-
veis, baixo estande ou em
lavouras com
grande crescim
ento vegetativo.
8. van R
AIJ et ai.
M
ilho para silagem
Em
razão da colheita de toda a parte aérea da planta, o m
ilho para silagem
rem
ove grandes quantidades de nutrientes do terreno (vide quadro 13.1 ),
principalm
ente de potássio. Assim
, as recom
endações de potássio para m
ilho
silagem
são m
aiores que aquelas adotadas para a produção de grãos. Para os
dem
ais nutrientes, inclusive m
icronutrientes, as recom
endações são as m
esm
as.
A
dubação potássica de plantio: R
ecom
enda-se a aplicação desse nutriente,
juntam
ente com
as doses de N
e P indicadas para grãos de m
ilho, levando
em
conta a produtividade esperada e a análise do solo, de acordo com
a
seguinte tabela:
Produtividade
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
esperada
(m
atéria seca)
0-0,7
0,8-1,5
t ,6-3,0
>3,0
t/ha
K
2 0, kg/ha
4-
8
60
60
40
20
8-12
60
60
60
40
12-16
60
60
60
60
16-20
60
60
60
60
A
dubação potássica de cobertura: Aplicar, em
função da produtividade
esperada e da análise do solo, de acordo com
a seguinte tabela:
Produtividade
K+ trocável, m
m
ol,idm
3
esperada
(m
atéria seca)
0-0,7
0,8-1,5
1 ,6-3,0
>3,0
t/ha
K
2 0, kg/ha
4-
8
20
o
o
o
8-12
60
20
o
o
12-16
100(')
60
40
o
16-20
160( 1)
100( 1)
60
20
{ 1)
Em
solos argilosos, o K aplicado em
cobertura pode não ser eficiente. Assim
,
m
ente nesses solos, quando os teores de K forem
m
uito baixos ou baixos (<1 ,5 m
m
olc/dm
3)
e as doses recom
endadas em
cobertura, iguais ou superiores a 100 kg/ha de K20, é
aconselhável transferir a adubação potássica de cobertura para a fase de
do o fertilizante a lanço e
ao solo. N
esse caso, acrescentar m
ais 20 kg/ha de
K20 à dose recom
endada.
R
fliA
tim
TÂr.nir.fl_ 100. IAC
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
A
do potássio em
cobertura deve ser feita até 30 dias após a
germ
m
açao, JUnto com
a adubação nitrogenada de cobertura recom
endada
para a produção de grãos. Aplicações tardias desse nutriente são pouco
efet1vas.
.
As produtividades
de m
atéria seca e m
atéria fresca da parte
aerea, correspondentes a produção de grãos são:
G
rãos
M
atéria seca
M
atéria fresca
da parte aérea
da parte aérea(')
!lha
2-
4
4-
8
13-26
4-
6
8-12
26-39
6-
8
12-16
39-52
8-1 o
16-20
52-65
( 1) C
om
31%
de m
atéria seca.
Em
solos cultivado.s.seguidam
ente com
m
ilho para a produção de silagem
,
recom
enda-se nova analise do solo após a colheita, a fim
de m
elhor dim
ensio-
nar a adubação para a cultura subseqüente.
Bernardo van R
aij e H
eitor C
antare/la
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
B. van R
AIJ et ai.
13.8 M
ilho "safrinha"
O
m
ilho "safrinha" é sem
eado entre os m
eses de janeirÓ
e abril, sem
irrigação, com
o opção de cultura para o outono-inverno. N
essa época, o
potencial de produtividade é m
enor e há m
aiores riscos em
virtude de pouca
disponibilidade de água e baixa tem
peratura. Assim
, recom
enda-se o plantio
do m
ilho safrinha em
solos de boa fertilidade que exigem
m
enores investim
en-
tos.
Espaçam
ento -
para a produção de grãos: 0,90 m
entre linhas, com
3 a 4
plantas por m
etro de linha.
C
alagem
: recom
enda-se fazer o plantio em
solos corrigidos (V%
<: 50%
) um
a
vez que não há tem
po para a correção do solo com
calcário, o que deve
ser feito antes da cultura de verão.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo e a
produtividade esperada, conform
e a seguinte tabela:
Produtivi-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
da de
Nitro-
esperada
gênio
0-6
7-15
16-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0 >3,0
t/ha
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
2-3
30
50
30
10
o
40
30
20
o
3-4
30
160'\
40
20
10
50
r4ô)
30
10
.
/
\.._
4-6
30
,n
60
40
30
-(1)
50
40
20
( 1) É pouco provável que esse nível de produtividade seja atingido em
solos com
teores m
uito
baixos de P e K. Para as doses de K
recom
e_ndadas não é necessário o parcelam
ento desse
nutriente em
cobertura.
A dose de N
recom
endada para o plantio perm
ite dispensar aplicações de
N
em
cobertura para produtividades até 3 t/ha. O
pcionalm
ente, pode-se reduzir
a quantidade de N
no plantio e acrescentar a diferença à dose em
cobertura,
porém
, devido ao risco de seca, esse parcelam
ento pode não ser vantajoso.
60
Boletim
Técnico. 100.1A
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
A
dubação de cobertura: Aplicar no estádio de 6 a 8 folhas totalm
ente desdo-
bradas (cerca de 30 dias após a germ
inação), levando em
conta a classe
de resposta a N
e a produtividade esperada:
Produti-
vidade
esperada
t/ha
2-3
3-4
4-6
Classe de resposta esperada a N
-
-
-
-
-
-
N, k
g
/
h
a
-
-
-
-
-
-
o
20
30
o
10
20
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
o seguinte significado:
1. M
édia resposta esperada: m
ilho após outra gram
ínea no verão, ou em
solos arenosos.
2.
verão.
B
aixa resposta esperada: m
ilho após soja ou outra legum
inosa no
Aildson Pereira D
uarte
Estação Experim
ental de Assis -IAC
H
eitor C
antare/la e Bernardo van R
aij
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
8. van RAIJ et ai.
13.9 M
ilho pipoca
Espaçam
ento: 0,80 m
entre linhas, com
5 plantas por m
etro.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e o
m
agnésio a um
teor m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
3. Em
solos com
teores de
m
atéria orgânica acim
a de 50 g/dm
3, basta elevar a saturação por bases
a 50%
.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
a análise de solo e a
produtividade esperada, conform
e a seguinte tabela:
Produtivi·
Nitro-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olcidm
3
da de
gênio
esperada
0-6
7-15
16-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0>3,0
tlha
N, kg/ha
P20
5 , kg/ha
K20, kg/ha( 1)
-
-
2-4
20
80
60
40
30
50
50
40
20
4-6
20
90
70
50
30
50
50
40
30
( 1) Para evitar excesso de sais no sulco de plantio, a adubação potássica para doses m
aiores
que 50 kg/ha de K20 está parcelada, prevendo-se a aplicação em
cobertura.
Aplicar 20 kg/ha de S com
a adubação de plantio.
Aplicar 4 kg/ha de Zn em
solos com
teores de Zn (DTPA) inferiores a 0,6
m
g/dm
3 e 2 kg/ha de Zn quando os teores estiverem
de 0,6 a 1 ,2 m
g/dm
3.
O
s adubos devem
ser aplicados, no sulco de plantio, 5 em
ao lado e abaixo
das sem
entes.
62
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar, levando em
conta a classe de
resposta esperada a nitrogênio, o teor de potássio no solo e a produtivi-
dade esperada, de acordo com
a seguinte tabela:
Produtivi-
C
lasse de resposta a nitrogênio
K+ trocável, m
m
olcidm
3
da de
esperada
1. Alta
2. M
édia
3. Baixa
0-0,7
>0,8
tlha
N, kg/ha
-
-
K2 0, kg/ha -
-
2-4
60
40
20
20
o
4-6
100
70
40
40
o
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
o seguinte significado:
1. A
lta resposta esperada: solos corrigidos, com
m
uitos anos de plantio
contínuo de m
ilho ou outras culturas não-legum
inosas; prim
eiros anos de
plantio direto; solos arenosos sujeitos a altas perdas por lixiviação.
2. M
édia resposta esperada: solos m
uito ácidos, que serão corrigidos;
ou com
plantio anterior esporádico de legum
inosas; solo em
pousio por um
ano;
ou uso de quantidades m
oderadas de adubos orgânicos.
3. B
aixa resposta esperada: solo em
pousio por dois ou m
ais anos, ou
cultivo de m
ilho após pastagem
(exceto em
solos arenosos); cultivo intenso de
legum
inosas ou plantio de adubos verdes antes do m
ilho; uso constante de
quantidades elevadas de adubos orgânicos.
Aplicar o nitrogênio ao lado das plantas, no estádio de 6 a 8 folhas
totalm
ente desdobradas
(cerca de 25-30 dias após a germ
inação). Em
solos
arenosos, doses iguais ou m
aiores que 60 kg/ha de N
podem
ser parceladas
em
duas vezes, aplicando-se a segunda parte cerca de 15 a 20 dias depois. O
potássio deve ser colocado juntam
ente com
a prim
eira cobertura de nitrogênio.
Em
áreas irrigadas, o N
pode ser parcelado em
3 ou m
ais vezes, até o
florescim
ento, e aplicado com
a água de irrigação.
As doses de N
podem
ser reduzidas em
condições clim
áticas desfavorá-
veis, baixo estande ou em
lavouras com
grande crescim
ento vegetativo.
H
eitor C
antare/la e Bernardo van R
aij
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
Eduardo Saw
azaki
Seção de C
ereais -IAC
8, van R
A
IJ et ai.
13.10 M
ilho verde e m
ilho doce
Espaçam
ento: 0,9 a 1,0 m
entre linhas, com
5 plantas por m
etro linear.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e o
m
agnésio a um
teor m
ínim
o de 5 m
m
olcldm
3. Em
solos com
teores de
m
atéria orgânica acim
a de 50 g/dm
3, basta elevar a saturação por bases
a 50%
.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo e a
produtividade esperada de espigas verdes, conform
e a seguinte tabela:
Produtivi-
N
itro-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
da de
gênio
esperada
0-6
7-15
16-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0
>3,0
t/ha
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha( 1)
4-
8
10
80
60
40
20
50
50
40
o
8-12
20
100
80
40
30
50
50
50
20
12-16
30
11 o
90
50
30
50
50
50
40
16-20
30
(2)
100
60
40
50
50
50
50
( 1) Para evitar excesso de sais no sulco de plantio, a adubação potássica para doses m
aiores
que 50 kg/ha de K
20 está parcelada, prevendo-se a aplicação em
cobertura. { 2) É im
provável
a obtenção de alta produtividade de m
ilho em
solos com
teores m
uito baixos de P, inde-
pendentem
ente da dose de adubo em
pregada.
Aplicar 20 kg/ha de S para produtividade esperada até 12 t!ha de espigas
e 40 kg/ha de S para produtividades m
aiores.
Aplicar 4 kg/ha de Zn em
solos com
teores de Zn (D
TPA) inferiores a 0,6
m
g/dm
3 e 2 kg/ha de Zn quando os teores estiverem
de 0,6 a 1,2 m
g/dm
3.
O
s adubos devem
ser aplicados no sulco de plantio, 5 em
ao lado e abaixo
das sem
entes.
"'
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
...
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar, levando em
conta a classe de
resposta esperada a nitrogênio, o teor de potássio no solo e a produtivi-
dade esperada de espigas, de acordo com
a seguinte tabela:
Produtivi-
Classe de resposta a nitrogênio
K+ trocável, m
m
olcldm
3
da de
esperada
1. Alta
2. M
édia
3. Baixa
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0
t!ha
N, kg/ha
K2 0, kg/ha
4-
8
50
30
20
20
8-12
70
50
20
40
20
12-16
120
80
40
60
30
16-20
140
100
50
1 00( 1)
80
40
( 1) Em
solos argilosos, o K
aplicado em
cobertura pode não ser eficiente. Assim
, principalm
ente
nesses solos, quando os teores de K
forem
m
uito baixos ou baixos (< 1,5 m
m
olc/dm
3) e as
doses recom
endadas em
cobertura, iguais ou superiores a 80 kg/ha de K
20, é aconselhável
transferir a adubação potássica de cobertura para a fase de pré-plantio, aplicando o fertilizante
a lanço e incorporando-o ao solo. N
esse caso, acrescentar m
ais 20 kg/ha de K
20 à dose
recom
endada.
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
o seguinte significado:
1. A
lta resposta esperada: solos corrigidos, com
m
uitos anos de plantio
contínuo de m
ilho ou outras culturas não-legum
inosas; prim
eiros anos de
plantio direto; solos
sujeitos a altas perdas por lixiviação.
2. M
édia resposta esperada: solos m
uito ácidos, que serão corrigidos;
ou com
plantio anterior esporádico de legum
inosas; solo em
pousio por um
ano;
ou uso de quantidade m
oderada de adubos orgânicos.
3. B
aixa resposta esperada: solo em
pousio por dois ou m
ais anos, ou
cultivo de m
ilho após pastagem
(exceto em
solos arenosos); cultivo intenso de
legum
inosas ou plantio de adubos verdes antes do m
ilho; uso constante de
quantidades elevadas de adubos orgânicos.
Aplicar o nitrogênio ao lado das plantas, no estádio de 6 a 8 folhas
totalm
ente desdobradas (cerca de 25-30 dias após a germ
inação), em
quanti-
dades até de 80 kg/ha, e o restante 15 a 20 dias depois. Aplicar o potássio
juntam
ente com
a prim
eira cobertura de nitrogênio. Aplicações tardias de
potássio são pouco efetivas.
As doses de N
podem
ser reduzidas em
condições clim
áticas desfavorá-
veis, baixo estande ou em
lavouras com
grande crescim
ento vegetativo.
H
eitor C
antare/la e Bernardo van R
aij
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
B. van R
A
IJ et ai.
13.11 Sorgo-granífero, forrageiro e vassoura
Espaçam
ento -granífero: 50 a 70 em
entre linhas, com
1 O
plantas por m
etro
linear; forrageiro: 70 a 90 em
entre linhas, com
12 a 15 plantas por m
etro
(150 a 200 plantas por hectare); vassoura: 0,9 a 1 ,O m
entre linhas, com
1 O
plantas por m
etro.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e o
m
agnésio a um
teor m
ínim
o de 5 m
m
olcldm
3. Em
solos com
teores de
m
atéria orgânica acim
a de 50 g/dm
3, basta elevar a saturação por bases
a 50%
. Se o sorgo for plantado em
fevereiro-m
arço, aplicar o calcário
antes da cultura de prim
avera-verão.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo e a
seguinte tabela:
M
eta de produtividade
N
itro-
P resina, m
g/dm
3
G
rãos
M
atéria verde
Vassoura
gênio
0-6
7-15
15-40
>40
!lha
N, kg/ha
P20s, kg/ha
2-4
20-30
1-2
10
60
40
30
20
4-6
30-40
2-4
20
80
60
40
20
6-8
40-60
30
90
80
50
30
M
eta de erodutividade
K+ trocável, m
m
olcfdm
3
G
rãos
M
atéria verde
Vassoura
0-0,7
0,8-1,5
1,5-3,0
>3,0!lha
K20, kg/ha( 1)
2-4
20-30
1-2
50
40
20
o
4-6
30-40
2-4
50
50
40
20
6-8
40-60
50
50
50
30
C) Para evitar excesso de sais no sulco de plantio, a adubação potássica para doses m
aiores
que 50 kg/ha de K
20, está parcelada, prevendo-se a aplicação em
cobertura.
Aplicar 20 kg/ha de S para produtividade esperada até 6 t/ha de grãos ou
40 t/ha de m
atéria verde e 40 kg/ha de S para produtividade m
aior.
Em
pregar 4 kg/ha de Zn em
solos com
teores de Zn (DTPA) inferiores a
0,6 m
g/dm
3 e 2 kg/ha de Zn quando os teores estiverem
de 0,6 a 1 ,2 m
g/dm
3 ·
O
s adubos devem
ser aplicados no sulco de plantio, 5 em
ao lado e abaixo
das sem
entes.
R
n!A
tim
TÁ
r.nir.n
100 IAC:
Hl!=l7
I ! I I li li li _u,
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar nitrogênio e o potássio em
cobertura
de acordo com
a m
eta de produtividade e a tabela abaixo:
Produtividade esperada
Classe de resposta a N
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
G
rãos M
at. verde
Vassoura 1. alta
2. m
édia
3. baixa
0-0,7
0,8-1,5
>1 ,5
!lha
N, kg/ha
-
-
K20, k
g
/h
a
--
2-4
20-30
1-2
40
20
10
o
o
o
4-6
30-40
2-4
60
40
20
20
o
o
6-8
40-60
90
70
40
40
20
o
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
o seguinte significado:
1. A
lta resposta esperada: solos corrigidos, com
m
uitos anos de plantio
contínuo de gram
íneas ou outras culturas não-legum
inosas; prim
eiros anos de
plantio direto; solos arenosos sujeitos a altas perdas por lixiviação.
2. M
édia resposta esperada: solos m
uito ácidos, que serão corrigidos;
ou com
plantio anterior esporádico de legum
inosas; solo em
pousio por um
ano;
ou uso de quantidade m
oderada de adubos orgânicos.
3. B
aixa resposta esperada: solo em
pousio por dois ou m
ais anos, ou
cultivo de sorgo após pastagem
(exceto em
solos arenosos); cultivo intenso de
legum
inosas ou plantio de adubos verdes antes do sorgo; uso constante de
quantidades elevadas de adubos orgânicos.
Aplicar o nitrogênio ao lado das plantas 30 dias após a germ
inação. D
oses
acim
a de 60 kg/ha de N
podem
ser parceladas em
duas -11ezes, especialm
ente
em
solos arenosos e plantios precoces, aplicando m
etade cerca de 30 dias
após a germ
inação e m
etade, 20 dias depois.
Em
plantios tardios de sorgo para grãos ou forragem
(fevereiro-m
arço), o
potencial de produção é reduzido. É conveniente, neste caso, fazer o plantio
após soja ou outra legum
inosa. Aum
entar a dose de N
no plantio para 20 kg/ha
e, em
condições de seca, dispensar a adubação de cobertura.
Aplicar o potássio em
cobertura até 30 dias após a germ
inação,
junta-
m
ente com
a prim
eira cobertura de nitrogênio. Em
plantios tardios, sem
irriga-
ção, a aplicação de potássio em
cobertura só será eficiente se houver
ocorrência de chuvas.
H
eitor C
antare/la e Bernardo van R
aij
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
R
nlA
tim
TÁ
r.nir.n
100 IAC:
H
I!H
Eduardo Saw
azaki
Seção de C
ereais -IAC
B. van R
AIJ et ai.
13.12 Trigo e triticale de sequeiro
Espaçam
ento: 17 em
entre linhas, com
60 a 80 sem
entes viáveis por m
etro
linear.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
para o trigo
e 60%
para o triticale; e o m
agnésio a um
teor m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
3.
Para cultivares de trigo tolerantes à acidez (trigo IAC
-24, IAC
-120) a
correção pode ser feita para V=60%
. O
efeito da calagem
depende da
aplicação e incorporação do calcário com
antecedência; é recom
endável
realizar essa operação antes da cultura de verão. N
ão ultrapassar 4 !lha
de calcário por ano. O
triticale, pela tolerância ao Al3+ é recom
endado para
áreas m
arginais à cultura do trigo (solos ácidos e várzeas bem
drenadas
em
sucessão ao arroz).
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo e a
produtividade esperada, conform
e a seguinte tabela:
Produtivi-
Nitro-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
da de
gênio
esperada
0-6
7-15
16-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0 >3,0
tlha
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K2 0, kg/ha
1-2
20
80
50
30
20
40
30
20
10
2-3
30
90
60
40
20
60
40
20
10
Aplicar 1 O
kg/ha de S.
Em
solos com
teores de Zn (DTPA) inferiores a 0,6 m
g/dm
3, aplicar 3 kg/ha
de Zn. Aplicar 1 ,O kg/ha de B
em
solos com
teores de B (água quente) inferiores
a 0,21 m
g/dm
3.
A
dubação de cobertura: Aplicar o nitrogênio em
cobertura de acordo com
a
classe de resposta e a produtividade esperada.
Produti-
Classe de resposta esperada a N
vida de
esperada
1. Alta
2. M
édia
3. Baixa
t/ha
N,
kg/ha
1-2
20
o
o
2-3
40
20
o
T Á
f'nir.n
1 00
I Ar.
1 Q
Q
7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
o seguinte significado:
1. A
lta resposta esperada: cultivares de porte baixo, plantados em
solos
corrigidos, cultivados anteriorm
ente com
gram
íneas (arroz, m
ilho, sorgo); solos
arenosos, prim
eiros anos de plantio direto.
2. M
édia resposta esperada: solo em
pousio por um
ano, cultivo anterior
com
legum
inosa (soja).
3. B
aixa resposta esperada: cultivo intenso de legum
inosas, especial-
m
ente soja de alta produtividade ou plantio de adubos verdes; cultivares de
porte alto.
O
nitrogênio deve ser aplicado cerca de 30-40 dias após a em
ergência.
Em
anos secos, o potencial de produtividade é m
enor e a adubação com
N
em
cobertura pode não ser eficiente.
C
arlos Eduardo de O
liveira C
am
argo e José G
uilherm
e de Freitas
Seção de C
ereais -fAC
H
eitor C
antare/la
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
B. van RAIJ et ai.
13.13 Trigo e triticale irrigados
Espaçam
ento: 17 em
entre linhas, com
60 a 80 sem
entes viáveis por m
etro
linear.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
para o trigo
e 60%
para o triticale, e o m
agnésio a um
teor m
ínim
o de 5 m
m
olcidm
3.
Para cultivares tolerantes à acidez (trigo IAC
-24, IAC
-120) a correção
pode ser feita para V = 60%
. O
efeito da cal agem
depende da aplicação
e incorporação do calcário com
antecedência; assim
, é recom
endável
realizar essa operação antes da cultura de verão. Não ultrapassar 4 tlha
de calcário por ano. O
triticale, pela tolerância ao Al3+ é recom
endado para
áreas m
arginais à cultura do trigo (solos ácidos e várzeas bem
drenadas
em
sucessão ao arroz).
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
a análise de solo e a
produtividade esperada, conform
e a seguinte tabela:
Produtivi-
N
itro-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
da de
gênio
esperada
0-6
7-15
16-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0 >3,0
t/ha
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
2,5-3,5
20
80
60
40
20
60
40
20
10
. 3,5-5,0
30
90
60
40
20
90( 1)
60
40
20
( 1) Doses altas de potássio no sulco de plantio podem
provocar redução no estande;
daM
se m
anter o solo com
um
idade adequada até o estabelecim
ento da cultura. Em
solos
arenosos, aplicar 60 kg/ha de K
20 no plantio e o restante em
cobertura, junto com
o N
, até 30
dias após a germ
inação.
Aplicar 20 kg/ha de S.
Em
solos com
teores de Zn (DTPA) inferiores a 0,6 m
g/dm
3, aplicar 3 kg/ha
de Zn. Aplicar 1 ,O kg/ha de B
em
solos com
teores de B (água quente) inferiores
a 0,21 m
g/dm
3.
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
A
dubação de cobertura: Aplicar o nitrogênio em
cobertura de acordo com
a
classe de resposta e a produtividade esperada.
Produti-
Classe de resposta esperada a N
vida de
esperada
1. Alta
2. M
édia
3. Baixa
t/ha
N,
kg/ha
2,5-3,5
60
40
20
3,5-5,0
90
50
20
As classes de resposta esperada a nitrogênio têm
o seguinte significado:1. A
lta resposta esperada: cultivares de porte baixo, plantados em
solos
corrigidos, cultivados anteriorm
ente com
gram
íneas (arroz, m
ilho, sorgo); solos
arenosos, prim
eiros anos de plantio direto.
2. M
édia resposta esperada: solo em
pousio por um
ano, cultivo anterior
com
legum
inosa (soja).
3. B
aixa resposta esperada: cultivo intenso de legum
inosas, especial-
m
ente soja de alta produtividade ou plantio de adubos verdes.
Para doses até 40 kg/ha de N, aplicar o fertilizantes 30-40 dias após a
em
ergência. D
oses m
aiores podem
ser divididas em
duas porções, especial-
m
ente em
solos arenosos,
aplicando m
etade aos 30 dias após a em
ergência
e m
etade, cerca de 20 ou 30 dias depois.
C
ultivares de porte alto respondem
m
enos
nitrogênio e podem
acam
ar
com
doses altas do nutriente
C
arlos Eduardo de O
liveira C
am
argo e José G
uilherm
e de Freitas
Seção de C
ereais -fAC
H
eitor C
antare/la
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
Boletim
Técnico. 100. JAC. 1997
71
li ,. i! li
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
14. ESPEC
IA
R
IA
S, A
R
O
M
Á
TIC
A
S E M
ED
IC
IN
A
IS
Página
14.1
Inform
ações gerais
75
14.2
C
am
om
ila
. . . . .
76
14.3
C
apim
-lim
ão ou erva cidreira, citronela-de-java, palm
a-rosa .
77
14.4
C
ardam
om
o
78
14.5
C
onfrei . .
79
14.6
C
urcum
a .
80
14.7
D
igitális
.
81
14.8
Erva-doce ou funcho
82
14.9
Estévia . .
83
14.1 O
G
engibre .
84
14.11 M
enta ou hortelã
85
14.12 Pim
enta-do-reino
14.13 Píretro .
14.14 U
rucum
14.15 Vetiver .
Bo!Atim
TÁr:nic:o. 100. !A
C
. 1997
86
87
88
90 73
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
14. ESPEC
IA
R
IA
S, A
R
O
M
Á
TIC
A
S E M
ED
IC
IN
A
IS
N
ilson Borlina M
aia
S
eção de P
lantas A
rom
áticas e Fum
o -
IAC
Angela M
aria C
angiani Fur/ani
S
eção de Fertilidade do Solo e N
utrição de P
lantas -
IAC
14.1 Inform
ações gerais
Trata-se de um
agrupam
ento de culturas com
poucas inform
ações sobre
adubação e nutrição, o que decorre de sua pequena expressão no Estado de
São Paulo. D
essa form
a, serão apresentadas apenas tabelas de adubação de
caráter geral, utilizando a análise de solos para as recom
endações de calagem
,
fósforo e potássio.
C
ontudo, no caso de suspeitas de distúrbios nutricionais, utilizar técnicas
de análises de m
icronutrientes em
solos, bem
com
o a diagnose foliar usando
am
ostras pareadas (com
e sem
sintom
as visuais), para a análise quím
ica de
m
acro-e m
icronutrientes.
R
nl""'tim
T&
r>nit'n
111n
IA
f':
1
0
0
7
B. van RAIJ et ai.
14.2 C
am
om
ila
Espaçam
ento: 0,30 x 0,25 m
no cam
po.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
.
A
dubação orgânica: 20 a 40 Ilha de esterco de curral curtido.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a seguinte tabela:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
N
itrogênio
0-15
16-40
>40
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
30
120
50
20
80
50
20
A
dubação m
ineral de cobertura: 30 kg/ha de N, 30 dias após o plantio.
N
ilson Borlina M
aia
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
e Ângela M
aria C
angiani Furlani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
R
niA
tim
100. IA
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
14.3 C
apim
-lim
ão ou erva-cidreira, citronela-de-java e palm
a-rosa
Espaçam
ento: 1,0 a 1,2 m
x 0,5 a 0,6 m
(13.000 a 20.000 m
udas/ha);
palm
a-rosa-
0,8 a 1,2 m
x 0,4 a 0,6 m
(15.000 a 32.000 m
udas/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 40%
.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a seguinte tabela:
N
itrogênio
N, kg/ha
10
P resina, m
g/dm
3
0-15
>15
-
P20s, k
g
/h
a
--
60
30
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-1,5
>1,5
--K
2
0
, k
g
/h
a
--
60
30
Adubação m
ineral de cobertura: Aplicar, 30 dias após o plantio, 60 kg/ha de N
e, a cada corte, 60 kg/ha de N
e 30 a 60 kg/ha de K
2 0, dependendo da
análise inicial do solo.
O
bservação: D
evolver ao solo a ram
a destilada, logo após cada corte.
N
ilson Borlina M
aia
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
e Ângela M
aria C
angiani Furlani
Seção de Fertilidade do So/d e N
utrição de Plantas -IAC
B
oletim
Técnico_ 100 IAC:
1AA7
7
7
B. van RA!J et ai.
14.4 C
ardam
om
o
Espaçam
ento: 3 x 3m
ou 3 x 2,5 m
(1.150 a 1.350 m
udas/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a seguinte tabela:
N
itrogênio
N, kg/ha
10
P resina, m
g/dm
3
0-15
>15
-
PzOs, k
g
/h
a
--
60
30
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-1,5
>1 ,5
--K
z
O
, k
g
/h
a
--
60
30
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar, 30 dias após o plantio, 60 kg/ha de
N
e, a cada corte, 60 kg/ha de N
e 30 a 60 kg/ha de K20, dependendo da
análise inicial do solo.
7R
N
ilson Borlina M
aia
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
e Ângela M
aria C
angiani Furlani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
Boletim
Técnico, 100, IAC, 1997
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
...
14.5 C
onfrei
Espaçam
ento: 0,6 x 0,6 m
; 0,8 x 0,6 m
(20.800 a 27.800 m
udas/ha).
Espaçam
ento: 60 x 60 em
; 80 x 60 em
C
alagem
: Aplicar calcário para aum
entar a saturação por bases a 60%
.
A
dubação orgânica: Aplicar 50 tlha de esterco de curral curtido.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar nas covas, em
m
istura com
o esterco,
em
quantidades com
base na análise de solo:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
0-15
16-40
>40
0-1,5
1 ,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
PzOs, kg/ha
KzO
, kg/ha
60
150
100
50
150
80
40
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 60 kg/ha de N, 30 dias após o plantio
e, a cada corte, repetir a adubação com
N
e K20.
N
ilson Bor/ina M
aia
Seção de Plant?S Arorl].áticas e Fum
o -IAC
e Ângela M
aria C
angiani Furlani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
8. van RAJJ et aL
14.6 C
urcum
a
Espaçam
ento: 0,7 x 0,3 m
(45.000 a 47.000 rizom
as/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
ol,/dm
3
N
itrogênio
0-15
>15
0-1,5
>1 ,5
N, kg/ha
-P
2
0
s
, k
g
/h
a
--
-
-
K
2
0
, k
g
/h
a
--
20
100
40
80
40
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 30 kg/ha de N, 30 dias após o plantio.
Q
O
N
ilson Borlina M
aia
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
e Ângela M
aria C
angiani Furlani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
T i
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
14.7 D
igitális
Espaçam
ento: 0,5 x 0,4 m
(50.000 m
udas/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-15
16-40
>40
0-1,5
1 ,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
-
-
-
K
2
0
, kg/ha -
-
-
20
120
80
40
100
60
30
A
dubação m
ineral de cobertura:
Aplicar duas vezes 20 kg/ha de N, aos 30
e 60 dias após o plantio.
N
ilson Borlina M
aia
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
e Ângela M
aria C
angiani Furlani
Seção .de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
A1
B. van RAIJ et ai.
14.8 Erva-doce ou funcho
Espaçam
ento: 1 ,2 x 0,6 m.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a seguinte tabela:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-15
16-40
>40
0-1,51,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
---K
2
0
, k
g
/h
a
---
10
100
60
30
60
40
30
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 50 kg/ha de N, parcelando em
duas
vezes, aos 20 e 60 dias após o plantio. R
epetir a adubação nitrogenada
nos anos seguintes.
82
N
ilson Borlina M
aia
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
e Ângela M
aria C
angiani Furlani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
Boletim
Técnico_ 100. IA
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
14.9 Estévia
Espaçam
ento: 0,4 x 0,2 m
ou 0,25 x 0,20 m
(125.000 a 200.000 plantas/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
.
A
dubação orgânica: Q
uando disponível, aplicar 40 a 60 t/ha de esterco de
curral curtido antes do plantio.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
ol,/dm
3
0-15
16-40
>40
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P205, kg/ha
-
-
-
K20, kg/ha -
-
-
20
120
80
40
100
60
30
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar, 30 dias após o plantio, 40 kg/ha de
N
e, a cada corte, 20 kg/ha de N
e 20 kg/ha de K
2 0. N
ilson Borlina M
aia
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -fAC
e Ângela M
aria C
angiani Furlani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
R
o!A
tim
T
6f'n
if'r.
1{){)
lA
r
1
a
a
7
B. van RAIJ et a!.
14.10 G
engibre
Espaçam
ento: 1 ,O x 0,4 m
(25.000 rizom
as/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
0-15
16-40
>40
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
---K
2
0
, kg/ha -
-
-
20
240
150
60
120
80
40
A
dubação m
ineral de cobertura: Em
cada um
a das três am
ontoas, aplicar 30
kg/ha de N
e 70 kg/ha de K20.
84
N
ilson Borlina M
aia
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
e Ângela M
aria C
angiani Fur/ani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
BolP.tim
TP.c.nico. 100. !A
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
...
14.11 M
enta ou hortelã
Espaçam
ento: 0,7 a 1 ,O x 0,3 m
.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
.
A
dubação orgânica: Sem
pre que possível, aplicar adubo orgânico, na base de
30 a 40 t/ha de esterco de curral curtido ou com
posto, no sulco,
antes do
plantio e,
em
cobertura, após cada terceiro corte.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo.
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-15
16-40
>40
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
---K
2
0
, kg/ha -
-
-
20
120
80
40
90
60
30
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 30 kg/ha de N
, 30 dias após o plantio
e, a cada corte, 30 kg/ha de N
e 30 kg/ha de K2 0
.
O
bservação:
Após cada c9rte,
devolver a ram
a destilada ao cam
po,
em
cobertura.
N
ilson Borlina M
aia
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -fAC
e Ângela M
aria C
angiani Furlani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
B. van RAIJ et ai.
14.12 Pim
enta-do-reino
Espaçam
ento: 2 x 2,5 m
ou 2 x 2 m
(2.000 a 2.500 plantas por hectare).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
.
A
dubação de plantio e de form
ação: Aplicar 1 o kg/cova de esterco de curral
curtido ou 3 kg de esterco de galinha ou 0,8 kg de torta de m
am
ona,
juntam
ente com
300 g de calcário e 50 g de P20s.
Antes do florescim
ento, em
outubro ou novem
bro, aplicar em
cobertura
por planta, 60 g de N; 15 g de P20s e 45 g de K20.
A
dubação m
ineral de produção: Aplicar, de acordo com
análise de solo
realizada pelo m
enos a cada dois anos:
N
itrogênio
N, kg/ha
90
P resina, m
g/dm
3
0-15
>15
-
P20s, k
g
/h
a
-
80
50
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
3,0
>3,0
-
-
K20, k
g
/h
a
--
80
50
Parcelar a adubação em
três aplicações, nos m
eses de outubro, dezem
bro
e fevereiro, o que equivale a antes, durante e após o florescim
ento.
N
ilson Borlina M
aia
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
R
nlA
tim
TÁ
r.nir-o
100 !Ar._ 1!=1Çl7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
14.13 Píretro
Espaçam
ento: 0,6 a 0,8 x 0,4 m
.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, segundo os resultados da análise de
solo, as doses da tabela abaixo:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-15
16-40
>40
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
10
90
60
30
80
50
30
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 45 kg/ha de N, parcelando em
três
aplicações, aos 30, 60 e 90 dias após o plantio.
N
ilson Borlina M
aia
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
e Ângela M
aria C
angiani Furlani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
8, van RAIJ et ai.
14.14 U
rucum
Espaçam
ento: Variável, de acordo com
o desenvolvim
ento e a variedade. O
espaçam
ento com
um
ente usado em
lavouras paulistas é de 7 x 3 m
ou
6 x 3m
.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
.
A
dubação orgânica: Sem
pre que possível utilizar adubo orgânico curtido, na
base de 5 litros por cova, m
isturando com
a adubação m
ineral de plantio.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
0-15
16-40
>40
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, g/cova
P20s, g/cova
---K
2
0
, g
/c
o
v
a
---
10
120
80
50
60
40
20
Aplicar em
cobertura e de cada vez 1 O
g/cova de N, aos 30, 60 e 90 dias
após o plantio.
A
dubação m
ineral de form
ação (2. 0e 3. 0 anos): Aplicar, com
base na análise
de solo da am
ostra retirada antes do plantio:
P resina, m
g/dm
s
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
N
itrogênio
0-15
16-40
>40
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, g/planta
P20s, g/planta -
-
-
K2 0, g/planta
60
60
40
20
45
30
o
Aplicar a adubação, em
três vezes, no período de setem
bro a m
arço.
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
A
dubação m
ineral de produção (a partir do 4,o ano): Aplicar, com
base nos
resultados da análise de solo, as seguintes quantidades de nutrientes:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
0-15
16-40
>40
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
50
40
20
o
60
40
20
o adubo em
cobertura, em
um
círculo cujo raio exceda em
um
terço
o da pro]eçao da copa, parcelando em
duas vezes, após a colheita e antes do
início das chuvas.
Fernando R
om
ariz D
uarte
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
B. van RAIJ et ai.
14.15 Vetiver
Espaçam
ento: 0,9 a 1,2 m
x 0,3 a 0,5 m
(18.000 a 39.000 m
udas/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
.
Adubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
N
itrogênio
0-15
16-40
>40
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K
20, kg/ha
o
60
40
20
40
30
20
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 30 kg/ha de N, 30 dias após o plantio.
O
bservação: Incorporar as raízes destiladas e decom
postas e as folhas pica-
das ao solo.
N
ilson Borlina M
aia
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -IAC
e Ângela M
aria C
angiani Furlani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
A
nlA
tim
TÃ
r.nir.n 100 IA
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
15. ESTIM
U
LA
N
TES
15.1 Inform
ações gerais .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
15.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar
15.3 C
acau
15.4 C
afé
15.5 C
há
15.6 Fum
o
R
niA
tim
TÃ
r.nir.o
100
IAC:
H
U
l?
Página
93
94
96
97102
103 91
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
15. ESTIM
U
LA
N
TES
Bernardo van R
aij, H
eitor C
antare/la e José Antonio Q
uaggio
S
eção de Fertilidade do Solo e N
utrição de P
lantas-
IAC
15.1 Inform
ações gerais
O
café já foi a cultura que m
ais consum
ia adubo no Brasil m
as, nos últim
os
anos, pela redução da área cultivada no Estado e pelos baixos preços do
produto no m
ercado internacional, houve um
a drástica redução na utilização
de fertilizantes. Atualm
ente, o cafeeiro responde apenas por cerca de 6%
do
consum
o nacional. Em
cafezais form
ados, as necessidades m
aiores são de
nitrogênio e potássio, porém
a cultura precisa de outros nutrientes, sendo
bastante com
uns as deficiências de enxofre, boro, zinco e m
anganês.
O
s principais problem
as que têm
ocorrido com
a adubação do cafeeiro são
os seguintes: acidificação excessiva, causada pela adubação nitrogenada e
calagem
insuficiente; uso ·ae fórm
ulas N
PK concentradas, principalm
ente 20-
5-20, sem
atentar para o acúm
ulo de potássio no solo e não aplicação de
enxofre; aplicação insuficiente de fósforo na form
ação e uso rotineiro de
m
icronutrientes sem
atentar para as reais
O
cacau e o fum
o são culturas im
portantes em
outras regiões do Brasil,
m
as de pequena im
portância no Estado de São Paulo e, assim
, o consum
o de
adubos é insignificante. Já o chá tem
im
portância regional no Vale do R
ibeira,
sendo cultura que necessita alta quantidade de nitrogênio e potássio.
B. van RAIJ et ai.
15.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar
A com
posição de cada um
a das culturas, em
nitrogênio, fósforo, enxofre
e potássio contidos em
um
a tonelada da parte colhida, é apresentada no quadro
15.1.
Q
uadro 15.1. C
onteúdo de alguns m
acronutrientes nas partes colhidas de
plantas estim
ulantes
N
utrientes na parte colhida
C
ultura
Parte da planta considerada
N
p
K
s
kg/t
C
acau
Frutos (para 1 t de am
êndoas)
32
6
48
C
afé
C
afé coco (para 1 t de café beneficiado)
34
4
52
3
C
há
Folhas
40
5
20
Fum
o
Folhas
30
6
50
10
Esses dados podem
ser usados para calcular a rem
oção de nutrientes.
pelas colheitas.
Já a análise foliar tem
a finalidade de avaliar o estado nutricional das
culturas, servindo para introduzir ajustes no plano de adubação. A am
ostragem
é padronizada e deve ser feita com
o descrito no quadro 15.2.
Q
uadro 15.2. Am
ostragem
de folhas de plantas estim
ulantes
C
ultura
C
acau
C
afé
C
há
Fum
o
D
escrição das am
ostragem
Am
ostrar 25 plantas, 8 sem
anas após o florescim
ento principal; cole-
tar 2.a e 3.as folhas verdes, a partir do ápice do ram
o, da altura m
édia
da planta, 4 folhas por árvore.
R
etirar am
ostras de ram
os frutíferos no início do verão (dezem
bro e
janeiro), de talhões hom
ogêneos, am
ostrando 50 plantas, 2 folhas por
planta, 3. 0 par a partir do ápice dos ram
os, da altura m
édia da planta,
igual núm
ero de folhas de cada um
dos lados das linhas de cafeeiros.
Plantas anôm
alas não devem
ser am
estradas ou podem
ser am
ostra-
das à parte.
Am
ostrar 25 plantas, de m
aio a junho, retirando as 2.as folhas, a partir
dos ram
os não lignificados.
Am
ostrar 30 plantas, folha superior totalm
ente desenvolvida, no flo-
rescim
ento.
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
...
A interpretação dos resultados, ou diagnose foliar, é feita considerando os
lim
ites de interpretação apresentados no quadro 15.3.
Q
uadro 15.3. Lim
ites de interpretação de teores de m
acro-e m
icronutrientes em
folhas de plantas estim
ulantes
C
ultura
Faixas de teores adequados na m
atéria seca das folhas
M
acronutrientes, g/kg
N
p
K
C
a
M
g
s
C
acau
20-25
1,8-2,5
13-23
8-12
3,0-7,0
1,6-2,0
C
afé
C
há
Fum
o
C
acau
C
afé
C
há
Fum
o
26-32
1,2-2,0
18-25
10-15
3,0-5,0
1,5-2,0
38-48
1 ,9-2,5
18-20
4-6
1,5-3,0
1,0-3,0
30-45
2,5-5,0
25-40
15-30
2,0-6,5
2,0-6,0
M
icronutrientes, m
g/kg
B
Cu
F e
M
n
M
o
25-60
8-15
60-200
50-250
0,50-1,50
50-80
10-20
50-200
50-200
o, 10-0,20
30-50
500-1000
20-50
5-60
50-200
20-230
Ao interpretar os resultados da análise quím
ica
folhas, princi-
palm
ente para o cafeeiro, deve-se considerar que os valores serão
altos se houver aplicação de adubação foliar antes da am
ostra-
gem
. Isso é m
ais com
um
para boro, cobre e zinco e, eventualm
en-
te, m
anganês. Um
a diagnose foliar m
ais realista desses nutrientes
só será obtida se não forem
feitas aplicações foliares no ano
agrícola, até a retirada das folhas para análise.
Zn
30-80
10-20
30-50
20-80
R
n
lo
tirn
T
Ó
I'n
if'n
lA
r'
1
0
0
7
B. van RAIJ et ai.
15.3 C
acau
Espaçam
ento: Solos de m
édia fertilidade: 3,5 x 2,5 m
; solos de alta fertili-
dade: 3,5 x 3,0 m
(i.i4
3
ou 952 plantas por hectare).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
, garantindo
no m
ínim
o 5 m
m
ol0 /dm
3 de m
agnésio.
A
dubação de plantio: C
om
antecedência de 60 dias ao plantio, incorporar, por
cova, 2 a 4 L de esterco de galinha, 1 kg de calcário dolom
ítico ou
m
agnesiano, i 00 g de P2 0
5 e 30 g de K2 0. Acrescentar 3 g de Zn por cova
se a análise de solo apresentar teor no solo inferior a 0,6 m
g/dm
3. Acres-
centar 4 parcelas de i O
g/planta de N
em
cobertura, de dois em
dois m
eses.
A
dubação m
ineral de form
ação: Aplicar, em
cobertura ao redor das plantas,
em
três parcelas no período das chuvas, as seguintes quantidades de
nutrientes N
-P
2 0
5 -K2 0, em
gram
as por planta:
Idade
Anos
2 3
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
0-12
13-30
>30
N, g/planta
-
-
P20s, g/planta -
-
40
80
120
60
90
120
40
60
80
20
30
40
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-1,5
1 ,6-3,0
>3,0
-
-
K20, g
/p
la
n
ta
--
60
90
120
40
60
80
20
30
40
A
dubação m
ineral de produção: Aplicar de acordo com
a análise de solo,
realizada de três em
três anos, as seguintes quantidades de nutrientes:
P resina, m
g/dm
3
N
itrogênio 0-12
13-30
>12
N, kg/ha
-P
2
0
s
, k
g
/h
a
-
50
90
60
30
K trocável, m
m
olc/dm
3
Zn, m
g/dm
3
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
0-0,6
0,7-1,5
>1,5
--K
2
0
, k
g
/h
a
--
--Z
n
, k
g
/h
a
-
60
40
20
4
2
o
Parcelar em
três vezes a adubação, aplicando em
cobertura, nos m
eses
de outubro, dezem
bro e m
arço.
o e
Bernardo van R
aij
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
e M
aria Luiza Sant'Anna Tucci
Seção de Plantas Tropicais -fAC
R
oiA
tim
TÃ
r.nir.n. 100 IA
C:. 1 ÇjÇ!7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
15.4 C
afé
Espaçam
ento: Algum
as opções são: 4,0 x 0,5 a 1,5 m
(5.000 a 1.675 co-
vas/ha); 3,5 x 0,5 a 1,5 m
(5.800 a 1.943 covas/ha); 1 ,O a 2,5 x 0,5 a 1,5
m
( 2.680 a 20.000 covas/ha).
A
m
ostragem
de solo: Antes da form
ação do cafezal, retirar am
ostra com
posta
da área total. Em
cafezal form
ado, a am
ostragem
deve ser feita pelo
m
enos a cada 2 anos, na faixa de solo onde são aplicados os adubos.
Essas am
ostras devem
ser retiradas a um
a profundidade de 0-20 em
. A
cada 4 anos, retirar am
ostras com
postas de 20 a 40 em
de profundidade.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases da cam
ada arável
a 50%
e o teor de m
agnésio a um
m
ínim
o em
5 m
m
olcfdm
3.
Na form
ação do cafezal, distribuir o corretivo uniform
em
ente sobre o
terreno e incorporá-lo ao solo o m
ais profundam
ente possível. Além
da calagem
em
área total, aplicar 400 g de calcário m
oído ou 200 g de calcário calcinado
por m
etro linear de sulco.
Em
cafezal já form
ado, distribuir o corretivo sobre o solo, de preferência
no início da estação chuvosa, com
m
aior quantidade na faixa de terreno que
recebe a adubação.
A saturação por
para a ca/agem
é a da parte doterreno que
recebe a adubação. O
s valores são, de form
a geral, m
ais elevados
nas entrelinhas.
O
calcário calcinado pode trazer problem
as'"para as m
udas se não
for m
uito bem
incorporado ao solo. C
om
a aplicação do produto
sobre a superfície do solo, pode ocorrer a form
ação de grum
os,
difíceis de separar dos grãos de café após a colheita.
G
essagem
: Se houver interesse, aplicar gesso, com
base na análise de solo
da cam
ada de solo de 20-40 em
, se for constatado teor de Ca2+ inferior a
4 m
m
olcfdm
3 e/ou saturação de alum
ínio acim
a de 50%
. O
gesso deve ser
distribuído sobre o terreno, não havendo necessidade de incorporação
profunda, já que o m
aterial é solúvel em
água. As quantidades podem
ser
dim
ensionadas de acordo com
a textura do solo, usando a seguinte
fórm
ula:
Argila (em
g/kg) x 6 = kg/ha de gesso a aplicar
O
efeito do gesso perdura por vários anos, não havendo necessi-
dade de aplicações freqüentes.
O
gesso pode ser aplicado com
o
fonte de enxofre, podendo suprir o nutriente por vários anos.
B
oletim
Tér.nlr.n_ 100 lA
r. 1Q
Q
7
0
7
8. van RAIJ et ai.
Substrato para preparo de m
udas: M
isturar, na base de volum
e,
1/3 de
esterco de curral curtido e 2/3 de terra. Adicionar à m
istura, 5 kg/m
3 de
superfosfato sim
ples, 0,5 kgfm
3 de cloreto de potássio e -2 kgfm
3 de
calcário m
oído.
A
dubação orgânica: Se disponível, aplicar, por m
etro de sulco, um
dos
seguintes adubos orgânicos: 20 litros de esterco de curral, 5 litros de
esterco de galinha (com
cam
a, reduzindo a 2 litros se for esterco puro),
1 O
litros de palha de café ou 2 litros de torta de m
am
ona. U
tilizar produtos
curtidos ou aplicar com
45 dias de antecedência no caso de m
ateriais não
curtidos.
A adubação orgânica do cafeeiro, por ocasião do plantio, é bené-
fica para o desenvolvim
ento das plantas. As cascas de café são
ricas em
nutrientes, contendo, em
g/kg, cerca de 15 de N, O, 1 de
P e 25 de K, sendo do m
aior interesse retorná-las ao cafezal.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo:
P resina
P205
K+ trocável
K
20
B no solo
m
g/dm
3
g/m
m
m
olc/dm
3
gim
m
g/dm
3
0-5
60
0-0,7
30
0-0,20
6-12
45
0,8-1,5
20
0,21-0,60
13-30
30
1,5-3,0
10
>0,60
>30
15
>3,0
o
Cu no solo
Cu
M
n no solo
M
n
Zn no solo
m
g/dm
3
g/m
m
g/dm
3
g/m
m
g/dm
3
0-0,2
0-1,5
2
0-0,5
>0,2
o
>1,5
o
0,6-1,2
>1 ,2
B
g/m
0,5
o
Zn
gim
2 1 o
R
eduzir a quantidade de boro pela m
etade em
solos arenosos ou de
textura m
édia (com
m
enos de 35%
de argila).
M
isturar m
uito bem
o calcário, os adubos m
inerais e o adubo orgânico,
quando utilizado, com
a terra do sulco de plantio.
O
Q
É im
portante m
isturar bem
os adubos com
a terra dos sulcos por
ocasião do plantio, para evitar problem
as de salinidade com
o
cloreto de potássio e de toxicidade com
o boro. RniP.tim
TÃ
cnico. 100. !AC. 1997
f I !
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
Após o pegam
ento das m
udas, aplicar 4 g/cova de N, repetindo essa
aplicação em
intervalos de aproxim
adam
ente 30 dias, até o fim
do período
chuvoso. U
tilizar o adubo nitrogenado em
cobertura, em
torno das plantas.
A
dubação m
ineral de form
ação: No 2. 0 ano agrícola (1.o após o plantio), fazer
quatro aplicações de 8 g/cova de N, com
intervalos de 45 dias, no período
de setem
bro a m
arço. R
epetir a adubação potássica de plantio, parcelando
juntam
ente com
o nitrogênio. O
adubo deve ser aplicado em
cobertura,
em
volta das plantas.
A
dubação m
ineral de produção: Aplicar os adubos m
inerais, a partir do 30
ano agrícola (2° ano após o plantio), em
função do teor de N
nas folhas,
dos teores de P, K,
B, M
n e Zn, revelados pela análise de solo e da
produtividade esperada, de acordo com
as tabelas seguintes:
Teor de N
nas
P resina, m
g/dm
3
K+ trocáve!, m
m
olddm
3
da de
folhas, g/kg
esperada(') <26
26-30
>30
0-5
6-12
13-30
>30
0-0,7
0,8-1,5 1,6-3,0
>3,0
kg/ha
--N
, k
g
/h
a
-
P20s, k
g
/h
a
--
K20, k
g
/h
a
--
<600
150
100
50
40
20
20
o
150
100
50
20
600-1200
180
120
70
50
30
20
o
180
120
70
30
1200-1800
210
140
90
60
40
20
o
210
140
90
40
1800-2400
240
160
110
70
50
30
o
240
160
11 o
50
2400-3600
300
200
140
80
60
40
20
300
200
140
80
3600-4800
360
250
170
90
70
50
30
360
250
170
100
>4800
450
300
200
100
80
60
40
450
300
200
120
{ 1} Café beneficiado.
Acrescentar S à adubação, na base de aproxim
adam
ente 1/8 do N
aplica-
do. Essa adubação pode ser dispensada se a análise de solo revelar teores no
solo acim
a de 1 O
m
g/dm
3 de S.
R
r.!ctirn
Tól"'nil"'n
1nn
!A
r
1
0
0
7
ao
B. van RA!J et ai.
Acrescentar boro, m
anganês e zinco de acordo com
a análise de solo:
B
oro no solo
8
M
anganês no solo
M
n
Zn no solo ..
m
g/dm
3
kg/ha
m
g/dm
3
kg/ha
m
g/dm
3
0-0,20
2
0-
1,5
2
0-0,5
0,21-0,60
1
>1,5
o
0,6-1,2
>0,60
o
>1 ,5
A produtividade esperada deve ser estim
ada com
realism
o, de
preferência por pessoa fam
iliarizada com
o histórico e o potencial de
produção do cafezal.
A análise foliar deve ser feita para reavaliar o nitrogênio a ser
aplicado no restante do ano agrícola e no início do seguinte, até
nova análise. O
s resultados dos dem
ais nutrientes podem
ser
utilizados para adequar o seu uso na adubação.
Zn
kg/ha
2 1 o
Parcelar a aplicação do nitrogênio, em
três ou quatro vezes, no período
chuvoso (setem
bro a m
arço), realizando a aplicação na superfície do solo, ao
redor da planta e sob a copa. Em
solos arenosos, o núm
ero de aplicações pode
ser am
pliado. Fósforo, enxofre, boro, m
anganês e zinco podem
ser aplicados
de um
a só vez, no início das chuvas; o potássio, em
duas ou m
ais vezes, ou
todos os nutrientes aplicados juntam
ente com
o nitrogênio.
Aplicar os adubos, espalhando em
faixas largas, atingindo em
sua m
aior
parte o solo abaixo das copas.
Em
cafezais deficientes em
zinco, aplicar, em
novem
bro e fevereiro,
pulverizações !aliares com
o nutriente, em
solução contendo 6 g/L de sulfato
de zinco. Se houver deficiência de m
anganês, aplicar via !aliar solução conten-
do 1 o g/L de sulfato de m
anganês. Se não for aplicado boro no solo, m
aneira
preferida para esse nutriente, em
pregar solução com
3 g/L de ácido bórico.
O
bservacões:
a) O
uso de adubos fluídos, opção vantajosa em
certas situações, pode ser
feito considerando a m
esm
a tabela acim
a.
b) Em
geral não é necessário adubar cafezais no prim
eiro ano após recepa.
C
ontudo, se a brotação for lenta, aplicar 1/3 da dose de nitrogênio recom
en-
dada para café adulto.
1
M
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
c) Se for feita fertirrigação, m
ais indicada para nitrogênio e potássio, deve ser
aum
entado o núm
ero de aplicações.
d) É conveniente proceder à incorporação ocasional dos insum
os aplicados na
superfície do solo, com
o calcário, fósforo, m
anganês e zinco. Isso pode ser
feito, por exem
plo, por ocasião da recepa ou de um
a subsofagem
.
e) Se for aplicada adubação orgãnica no cafezal em
produção, descontar
m
etade do nitrogênio e o total do potássio aplicados da adubação m
ineral.
G
rupo Paulista de A
dubação do C
afeeiro
Bernardo van R
aij (C
oordenador) -fAC
D
urval R. Fernandes -M
AARA, Pró-C
afé
Edson G
il de O
liveira -DEXTRU, CATI
Eurípedes M
a/avo/ta -CENA, USP
G
enésio S. C
erve/lini-
fAC
H
eitor C
antare/la -fAC
Inácio de Barros -fAC
João Alves de To/edo Filho -D
EXTR
U
, CATI
Luis C
arlos Esteves Pereira -D.A. São José do
Rio Pardo, CATI
Paulo Boller G
al/o -IAC
R
oberto Antonio Thom
aziel/o-
D
EXTR
U
, CATI
R
uy Bonini -DIRA M
arília,CATI
Tom
ás Eliodoro da C
osta -Cia. C
afés Bom
R
etiro
I
!
. I
i
I
I
'
B. van RAIJ et ai.
15.5 C
há
Espaçam
ento: 1,5 a 1,8 m
x 0,5 a 0,8 m
(6.700 a 11.000 m
udas/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 40%
e m
anter
o teor de m
agnésio no m
ínim
o em
5 m
m
olc/dm
3.
A
dubação de plantio: Aplicar 1 litro de esterco de curral curtido e 15 g de P20s
por cova, m
isturando com
a terra fértil da superfície.
A
dubação m
ineral de form
ação: Aplicar, de acordo com
a produtividade
prevista, a m
etade das doses da tabela abaixo. Parcelar os adubos em
três aplicações, iniciando 30 a 40 dias após a brotação das m
udas.
A
dubação m
ineral de produção: Aplicar de acordo com
a análise de solo e a
produtividade esperada.
Produti-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
vida de
esperada( 1)
Nitrogênio
0-12
13-30
>30
0-1,5
i ,5-3,0
>3,0
t/ha
N, kg/ha
-
-
P20s, k
g
/h
a
--
--K
2
0
, k
g
/h
a
--
<2,0
150
60
40
20
80
60
30
2,0-3,0
200
80
60
30
100
80
40
>3,0
250
120
80
40
150
100
50
( 1) C
há beneficiado.
Aplicar, no prim
eiro ano, a m
etade das doses indicadas, conform
e a
produtividade prevista.
Acrescentar, anualm
ente, 40 kg/ha de S.
Na fase de produção, parcelar as aplicações dos fertilizantes, em
agosto,
dezem
bro e m
arço.
1
0
?
M
auro Sakai
Estação Experim
ental de Pariquera-Açu -IAC
e José Antonio Q
uaggio
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
Rn!P.fim
100. IA
C
. 19ÇJ7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
15.6 Fum
o
Espaçam
ento:
Fum
o-de-corda -
1,3 x 0,8 m
(9.600 plantas/ha);
fum
o-de-
-estufa-
1,2 x 0,5 m
(16.000 m
udas/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 5 m
m
o1Jdm
3.
A
dubação orgânica: Aplicar, para fum
o-de-corda, 20 a 30 t/ha de esterco de
curral ou com
posto.
Adubação m
ineral de plantio: Aplicar em
função dos resultados de análise de solo.
C
ultura
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-7
8-15
>15
0-0,7
0,8-1,5
>1,5
N, kg/ha
--p
2
0
s
, k
g
/h
a
--
--K
2
0
, k
g
/h
a
--
Fum
o-de corda
10
90
60
30
60
40
20
Fum
o-de estufa
10
90
60
40
90
50
30
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar o nitrogênio em
cobertura de acordo
com
a classe de resposta esperada a nitrogênio.
Classe de resposta esperada a N
Alta
M
édia
Baixa
-
-
-
-
-
-
-
N, k
g
/
h
a
-
-
-
-
-
-
-
50
30
o
A
lta resposta esperada a N: Solos corrigidos, cultivados anteriorm
ente com
culturas não-legum
inosas ou solos arenosos.
M
édia resposta a N: Solos m
uito ácidos, que serão corrigidos; ou com
plantio
anterior esporádico de legum
inosas; solo em
pousio por um
ano; ou uso
de quantidades m
oderadas de adubos orgânicos.
B
aixa resposta esperada a N: Solo em
pousio ou pastagem
por dois ou m
ais
anos; ou com
plantio anterior de legum
inosas ou adubos verdes; uso
constante de quantidades elevadas de adubos orgânicos.
I i.i i! "
I
!I
B. van R
A
IJ et ai.
O
bservações:
a) O
s fertilizantes não devem
conter cloreto.
b) Suspender a adubação nitrogenada se o fum
o estiver com
desenvolvim
ento
vegetativo m
uito luxuriante.
1
0
4
N
ilson Borlina M
aia
Seção de Plantas Arom
áticas e Fum
o -fAC
e Bernardo van R
aij
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
16. FIB
R
O
SA
S
16.1
Inform
ações gerais .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
16.2
C
om
posição quím
ica e diagnose folia r do algodoeiro .
16.3
Algodão
16.4
Bam
bu .
16.5
C
rotalária júncea
16.6
Juta ....
16.7
Linho têxtil .
16.8
Q
uenafe
16.9
R
am
i
16.10 Sisal
Página
107
108
109
112
113
114
115
116
117
118
l i: 11 ;,,
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
16. FIB
R
O
SA
S
N
elson M
achado da Silva
S
eção de A
lgodão · IAC
Bernardo van R
aij
S
eção de Fertilidade do Solo e N
utrição de P
lantas -
IAC
16.1 Inform
ações gerais
Do grupo das plantas fibrosas, o algodão destaca-se das dem
ais pela
im
portância econôm
ica da cultura e, em
conseqüência disso, pela existência
de um
grande volum
e de resultados de pesquisa sobre nutrição, calagem
e
adubação. São indicadas inform
ações sobre com
posição quím
ica e diagnose
foliar, além
de um
a tabela de adubação com
detalhes técnicos.
As dem
ais culturas têm
im
portância restrita no Estado de São Paulo e há
poucas inform
ações regionais disponíveis. Assim
, são apresentadas apenas as
tabelas de adubação.
R
oiA
tim
1
0
0
lA
r.
1Q
Q
7
1
0
7
i
!111
8. van R
A
IJ et ai.
16.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar do algodoeiro
O
conteúdo de nutrientes do algodoeiro para a produção de um
a tonelada
de algodão em
caroço é, aproxim
adam
ente, o seguinte:
Planta inteira (kg/t de algodão em
caroço):
Parte colhida (kg/t de algodão em
caroço):
N
-
59;
P -
1 O;
K
-
50
N
-23;
P
-
4;
K
-
16
Para a dignose foliar, as instruções para am
ostragem
de folhas são as
seguintes:
Am
ostrar 30 plantas, no florescim
ento, coletando os lim
bos das
5. as folhas a partir do ápice da haste principal.
O
s lim
ites de interpretação são definidos pelas seguintes faixas de teores
adequados na m
atéria seca:
g/kg
m
g/kg
N
35-43
B
30-50
p
2,5-4,0
Cu
5-25
K
15-25
F e
40-250
C
a
20-35
M
n
25-300
M
g
3-8
M
o
s
4-8
Zn
25-200
108
R
iliA
tim
H
H
1
lA
r.
1
0
0
7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
16.3 A
lgodão
Espaçam
ento: 0,70 a 1,10 m
x 0,10 a 0,20 m
(45.500 a 143.000 plantas/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 9 m
m
olcfdm
3. Aplicar o corretivo o m
ais cedo
possível, procurando incorporá-lo m
uito bem
ao solo
A
dubação m
ineral de plantio: As quantidades a aplicar são baseadas na
análise de solo e na produtividade esperada de algodão em
caroço, de
acordo com
o seguinte:
Produti-
vidade
Nitrogênio
esperada
t/ha
N, kg/ha
.
1,5-2,0
10 .
2,0-2,4
10
>2,4
10
Produti-
CTC
vidade
m
m
olc/dm
3
esperada
t/ha
1,5-2,0
Até 60
>60
2,0-2,4
Até 60
>60
>2,4
Até 60
>60
0-6
ao
100
120
0-0,7
60
ao
ao .
ao
ao·
ao·
P resina, m
g/dm
3
7-15
16-40
41-aO
P20s, kg/ha
60
40
30
ao
60
40
100
ao
60
K+ trocável, m
m
olcidm
3
o,a-1,5
1 ,6-3,0
3,1-6,0
K20, kg/ha
40
30
20
60
4
0
-
30
60
40
20
ao
60
40
ao
60
40
ao·
ao
60
C
om
plem
entar com
a adubação de cobertura indicada na próxim
a tabela.
>80
20
30
40
>6,0
20
20
20
30
30
40
Zinco: Na fase de correção de solos de cerrado, aplicar 3 kg/ha de Zn se
o teor no solo for inferior a 0,6 m
g/dm
3, visando evitar o aparecim
ento de
eventuais sintom
as de deficiência.
B
oro: Em
solos corrigidos e freqüentem
ente adubados com
N
PK, aplicar
na m
istura de plantio pelo m
enos 0,5 kg/ha de B, se o teor do elem
ento no solo
for inferior a 0,61 m
g/dm
3· Em
glebas arenosas, pobres em
m
atéria orgânica,
com
teores de B no solo inferiores a 0,21 m
g/dm
3, em
pregar 1 ,O kg/ha do
B. van RAIJ et ai.
nutriente, aum
entando esta quantidade para 1 ,2 kg/ha, caso algum
sintom
a de
deficiência já se tenha evidenciado.Em
faixa interm
ediária, de 0,21
a 0,60
m
g/dm
3 de B no solo, utilizar de 0,5 a 1 ,O kg/ha de B na m
istura dos adubos
de plantio. D
entro desses níveis, as necessidades básicas do algodoeiro serão
satisfeitas e não haverá risco de intoxicação.
Enxofre: Em
solos de exploração recente, nunca ou pouco adubados ou
naqueles já corrigidos e freqüentem
ente adubados com
m
isturas concentradas,utilizar pelo m
enos um
adubo contendo enxofre, no plantio ou em
cobertura,
fornecendo de 20 a 40 kg/ha de S, dependendo da produtividade esperada.
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar de acordo com
a produtividade
calculada de algodão em
caroço, a classe de resposta esperada a nitro-
gênio e a análise de solo para potássio, conform
e a seguinte tabela:
Produtivi-
Classe de resposta a N
CTC
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
da de
m
m
olc/dm
3
esperada
Alta
M
édia
Baixa
0-0,7
0,8-1,5
!lha
N, kg/ha
--K
2
0
, k
g
/h
a
--
1,5-2,0
40
30
15
2,0-2,4
50
40
20
> 60
20
> 2,4
70
50
30
Até 60
20
> 60
40
20
1 ';,,,
A
lta resposta esperada a N: Solos intensam
ente cultivados e adubados, ou
i;;,
desgastados, erodidos.
lilll
M
édia resposta esperada a N: Solos ácidos ou em
vias de correção, m
odera-
dam
ente adubados.
B
aixa resposta esperada a N: Solos de derrubada recente, em
pousio prolon-
gado ou após rotação com
legum
inosas. N
esses casos, incorporar os
restos vegetais com
pelo m
enos dois m
eses de antecedência ao plantio.
Aplicar a cobertura com
N
após o desbaste, cerca de 30 a 40 dias da
em
ergência, cobrindo o adubo na operação "chegam
ento de terra". Aplicar o
K, quando recom
endado, nesta ocasião. C
oberturas superiores a 40 kg/ha de
N
devem
ser parceladas, especialm
ente em
solos arenosos; a segunda aplica-
ção, de cerca de 1/3 da dose recom
endada, deve ser feita durante a fase de
pleno florescim
ento (50 a 70 dias da em
ergência). U
tilizar regulador de cresci-
m
ento onde se espera grande desenvolvim
ento das plantas.
110
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
B
oro em
cobertura: C
aso não seja possível a aplicação no plantio,
incorporar boro em
cobertura juntam
ente com
o adubo nitrogenado, em
dosa-
gem
até 25%
m
ais elevada do que a indicada para o plantio.
N
itrogênio em
pulverização: A pulverização foliar é alternativa para
corrigir eventuais deficiências que ocorram
na fase de frutificação. U
sar uréia
a 5%
, a baixo volum
e, em
m
istura com
inseticida, aplicando nas horas m
ais
frescas do dia.
B
oro em
pulverização: A pulverização foliar é alternativa para corrigir
eventuais deficiências. N
esse caso, devem
ser feitas no m
ínim
o quatro aplica-
ções sucessivas, fornecendo de O, 15 a O, 18 kg/ha de B por vez (a baixo
volum
e), durante o florescim
ento da cultura.
N
elson M
achado da Silva
Seção de Algodão -IAC
'''"
' lilll
1 1• flli·
'I'"
'"il' "I " lilll.
B. van RAIJ et al.
16.4 B
am
bu
Espaçam
ento: 1 O
x 1 O
m
ou 5 x 5 m
(1 00 a 400 plantas/ha)
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
a análise de solo,
utilizando a seguinte tabela:
1
1
?
N
itrogênio
N, kg/ha
15
P resina, m
g/dm
3
0-15
>15
-P
2
0
s
, kg
/h
a
-
50
25
K+ trocável, m
m
olcldm
3
0-1,5
>1,5
--K
2
0
, k
g
/h
a
--
40
20
Antonio Luiz de Barros Salgado
Seção de Plantas Fibrosas -fAC
T
6
rn
irn
1 f'lf'l
I A
r.
1 Q
Q
7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
16.5 C
rotalária júncea
Espaçam
ento: 0,60 m
entre linhas, com
30 a 40 sem
entes viáveis por m
etro
linear (500.000 a 670.000 plantas/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
a análise de solo,
usando a seguinte tabela:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-6
7-15
16-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0
>3,0
-
-
-
-
P20s, k
g
/h
a
-
-
-
-
-
-
-
-
-
K
2
0
, k
g
/h
a
-
-
-
-
80
60
40
20
70
60
40
20
O
bservação: A cultura é recom
endada em
rotações, para m
elhoria das condi-
ções do solo.
Antonio Luiz de Barros Salgado
Seção de Plantas Fibrosas -fAC
I ' i ' 11':-]111' r,,,
1
11111:
B. van RAIJ et ai.
16.6 Juta
Espaçam
ento: 0,20 a 0,30 m
x 0,05 m
(67.000 a 100.000 plantas/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
.
A
dubação orgânica: No plantio, incorporar 1 o t/ha de esterco de curral curtido
ou 3 t/ha de esterco de galinha.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar as quantidades indicadas pela análise
de solo, m
isturando com
o esterco:
N
itrogênio
N, kg/ha
15
P resina, m
g/dm
3
0-15
>15
-
P20s, kg
/h
a
-
60
30
K+ trocável, m
m
olcldm
3
0-0,7
>0,7
-
-
KzO
, k
g
lh
a
--
40
20
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 50 kglha de N, 30 dias após o plantio.
R
om
eu Benatti Júnior
Seção de Plantas Fibrosas -IAC
8o1Atim
TÃ
cnico. 100. IA
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
16.7 Linho têxtil
Espaçam
ento: O, 1 O
a O, 15 m
entre linhas.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo:
P resina, m
g/dm
3
N
itrogênio
0-15
16-40
>40
N, kg/ha
PzO
s, kglha
50
70
50
20
K+ trocável, m
m
olcldm
3
0-0,7
0,8-1,5
>1 ,5
KzO
, kglha
70
40
20
Antonio Luiz de Barros Salgado
Seção de Plantas Fibrosas -IAC
1
11111:1
B. van RAIJ et a!.
16.8 Q
uenafe
Espaçam
ento: 0,60 m
x 0,04 a 0,05 m
(333.000 a 420.000 plantas/ha).
Calagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
.
Adubação m
ineral de plantio:
Aplicar de acordo com
a análise de solo:
11R
Nitrogênio
N, kg/ha
10
P resina, m
g/dm
3
0-15
>15
-P
2
0
s
, kg
/h
a
-
50
25
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-1,5
>1,5
--K
2
0
, k
g
/h
a
---
40
20
Antonio Luiz de Barros Salgado
Seção de Plantas Fibrosas -fAC
R
niA
fim
TÁ
r.nir.n
1
0
0
!A
f:.
1A
Q
7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
16.9 R
am
i
Espaçam
ento: 1 ,O m
x 0,5 m
(20.000 rizom
as/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
.
A
dubação orgânica: Incorporar 1 O
tlha de esterco de curral curtido ou 3 t/ha
de esterco de galinha. R
epetir essa aplicação anualm
ente.
A
dubação m
ineral de plantio: M
isturar com
o esterco, em
quantidades basea-
das na análise de solo e na seguinte tabela:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-15
>15
0-1,5
>1 ,5
N, kg/ha
-P
2
0
s
, kg
/h
a
-
--K
2
0
, kg/h
20
80
40
60
30
A
dubação m
ineral de cobertura:
Aplicar 50 kg/ha de N
após cada colheita.
A m
esm
a adubação deve ser repetida, anualm
ente, com
base em
nova
análise de solo.
R
om
eu Benatti Júnior
Seção de Pfantas Fibrosas -IAC
': '''I' HI
I
illl!:li
8. van RAIJ et ai.
16.10 S
isal
Espaçam
ento: Fileiras duplas de 1 m
x 1 m
, espaçadas entre si em
3 m
.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 9 m
m
olcidm
3.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar com
base na análise de solo e na
seguinte tabela:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olcfdm
3
N
itrogênio
0-15
16-40
>40
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kglha
o
60
40
20
70
50
30
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 30 kg/ha após o com
pleto pagam
ento
das m
udas.
R
epetir a adubação, anualm
ente, com
as m
esm
as quantidadades, dividi-
das em
duas parcelas, no período das chuvas, coincidindo, pelo m
enos um
a,
com
a colheita de folhas. Se aparecer necrose na base das folhas, aum
entar a
dosagem
de adubo potássico.
Antonio Luiz de Barros Salgado
Seção de Plantas Fibrosas -IAC
P
.n!cti"" T
6rn
ir"n
1 {)()
lA
r'.
1 Q
Q
7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
17. FR
U
TÍFER
A
S
17.1
Inform
ações gerais .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
17.2
Teores de m
acronutrientes prim
ários em
frutas
17.3
Am
ostragem
de folhas e diagnose foliar
17.4
Abacate
17.5
Abacaxi
17.6
Acerola ou cereja-das-antilhas
17.7Banana
.............
17.8
C
itros: laranja, lim
ão, tangerina e m
urcote .
17.9
Frutas de clim
a tem
perado-
1: am
eixa, pêssego, nêspera,
nectarina e dam
asço-japonês .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
17.10 Frutas de clim
a tem
perado-
11: figo, m
açã, m
arm
elo, pêra
e pêssego .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
"
....
17.11 Frutas de clim
a tem
perado -111: caqui, m
açã, m
acadâm
ia,
pecã e pêra
17.12 G
oiaba .
17. 13 M
am
ão .
17. 14 M
anga .
17.15 M
aracujá .
17.16 U
vas finas para m
esa e passa
17.17 U
vas rústicas para m
esa, vinho e suco .
Página
121
122
123
126
128
129
131
133
137
139
141
143
145
146
148
150
152
'
1 !1111:1!1
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
17. FR
U
TÍFER
A
S
José Antonio Q
uaggio e Bernardo van R
aij
S
eção de Fertilidade do Solo e N
utrição de P
lantas-
IAC
C
lóvis de Toledo Piza Junior
D
EXTR
U
-C
ATI
17.1 Inform
ações gerais
As frutíferas constituem
um
grupo de culturas de im
portância crescente e
a dem
anda por inform
ações sobre calagem
e adubação tem
aum
entado m
uito.
A nutrição, em
m
uitos casos, além
de afetar de form
a m
arcante a produtividade,
tem
efeito tam
bém
sobre a qualidade dos frutos, conservação pós-colheita e
suscetibilidade das plantas a m
oléstias. D
essa m
aneira, é da m
aior im
portância
a form
ulação de adubações adequadas para as culturas produtoras de frutas.
C
om
o para outras culturas, as inform
ações experim
entais obtidas regio-
nalm
ente são de m
uito valor para equacionar a adubação e a correção do solo
para as frutíferas. C
ontudo, para a m
aioria das espécies, é m
uito lim
itada a
experim
entação com
adubação no Estado de São Paulo, e m
enor ainda em
outros Estados. Isso explica porque as inform
ações sobre a nutrição das
plantas frutíferas têm
surgido de form
a esparsa em
todo o m
undo e transferidas
de um
a região para outra. Em
bora isso não seja o ideal, os resultados são
aceitáveis, desde que ancorados em
elem
entos técnicos, tais com
o com
posi-
ção quím
ica das culturas, análise de solo e diagnose foliar.
Procurou-se, com
base nas inform
ações existentes no País, na literatura
m
undial e na experiência dos autores, reunir um
conjunto de inform
ações que
deverão servir aos técnicos na tom
ada de decisões. H
á um
a predom
inância de
dados de pesquisa para citros e pouco para a m
aioria das outras frutíferas.
8. van RA!J et ai.
17.2 Extração de m
acronutrientes prim
ários por frutos na colheita
O
s conteúdos de nitrogênio, fósforo e potássio apresenfam
-se no quadro
17.1. São indicadas tam
bém
as faixas de produtividade m
ais com
uns. Esses
dados servem
para estim
ar a retirada dos m
acronutrientes prim
ários pelas
colheitas em
pom
ares form
ados. É claro que, antes de ter um
pom
ar em
produção, é necessário form
ar as árvores, o que exige quantidades considerá-
veis de nutrientes, podendo-se estim
ar, grosseiram
ente, que o conteúdo da
vegetação de um
pom
ar de alta produtividade representa cerca de 3 a 4 vezes
a quantidade extraída em
um
a colheita elevada.
Q
uadro 17.1 C
onteúdo aproxim
ado de m
acronutrientes prim
ários em
frutos e
faixas de produtividade norm
alm
ente obtidas
Teor de nutrientes
C
ultura
Produ-
N
p
K
s
tividade
kg/t
!lha
Abacate
2,8
0,3
2,0
0,2
12-18
Abacaxi
0,7
o, 1
0,9
o, 1
30-50
Acerola
1,8
0,3
2,6
0,2
30-50
BananaM
nanicão
2,1
0,3
5,0
O, 1
20-60
Banana-prata
1,7
0,3
4,8
O, 1
10-25
C
aqui
2,3
0,3
2,9
0,2
15-30
I li.
Figo
3,1
0,5
4,0
0,3
20-22
G
oiaba
1,3
0,2
0,7
0,2
20-50
Laranja
2,4
0,2
2,0
o, 1
20-60
M
açã
0,7
O, 1
1,2
O, 1
15-30
M
acadãm
ia
8,8
0,6
4,3
0,8
5
I
!I
M
am
ão
1,8
0,3
1,6
0,2
30-40
M
anga
1,3
0,2
1,6
0,2
10-12
M
aracujá
1,9
0,6
3,6
0,2
20-40
N
ectarina
2,9
0,3
1,9
o, 1
20-22
N
êspera
1,2
0,2
1,5
0,2
10-15
Pecã
10,5
1,3
3,6
0,9
1
Pêra
0,6
O, 1
1 ,O
o, 1
12-25
Pêssego
3,6
0,3
2,1
0,2
20-22
Uva Itália
2,2
0,6
3,3
0,2
20-35
Uva niagara
0,9
0,3
1,9
0,2
15-25
1
?
?
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
17.3 A
m
ostragem
de folhas e diagnose foliar
A diagnose foliar é um
a técnica im
portante para a fruticultura. Em
bora
existam
dificuldades de interpretação, principalm
ente decorrentes de variações
nas épocas e posições das folhas am
estradas, o que leva a resultados diferen-
tes, já há inform
ações que perm
item
estim
ar faixas de interpretação para
diversas fruteiras.
O
quadro 17.2 apresenta as descrições de am
ostragens de folhas de
fruteiras. É sem
pre im
portante coletar folhas de todos os lados das árvores.
O
s lim
ites de interpretação de m
acro-e m
icronutrientes estão no quadro
17.3. Em
fruteiras não incluídas nos quadros 17.2 e 17.3, utilizar com
o regra
básica a coleta de folhas recém
-m
aduras, ou totalm
ente expandidas. No caso
de suspeita de problem
as nutricionais, obter am
ostras pareadas, das plantas
norm
ais e das plantas afetadas, para com
parar os resultados.
8. van RAIJ et ai.
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
Q
uadro 17.2 Instruções para am
ostragem
de folhas de frutíferas
Q
uadro 17.3
Faixas de teores adequados de m
acro-
e m
icronutrientes em
folhas de plantas frutíferas
C
ultura
D
escrição da am
ostragem
C
ultura
Faixas de teores de nutrientes considerados adequados
Abacate
C
oletar, em
fevereiro ou m
arço, folhas
com
idade
M
acronutrientes, g/kg
entre 5 a 7 m
eses, da altura m
édia das copas. Am
ostrar 50 árvores.
N
p
K
C
a
M
g
s
Abacaxi
Am
ostrar, pouco antes da indução floral, um
a folha
"O
"
Abacate
16-20
0,8-2,5
7-20
10-30
2,5-8
2,0-6,0
(norm
alm
ente a 4. 2 folha a partir do ápice). C
ortar as folhas em
Abacaxi
15-17
0,8-1,2
22-30
8-12
3-4
pedaços de 1 em
de largura, elim
inando a porção basal sem
clorofila.
H
om
ogeneizar e separar cerca de 200 g para envio ao laboratório.
Acerola
20-24
0,8-1,2
15-20
15-25
1 ,5-2,5
4,0-
6,0
Am
ostrar 50 plantas.
B
anana
27-36
1 ,8-2, 7
35-54
3-12
3-6
2,5-8,0
Acerola
Am
ostrar nos quatro lados da planta, folhas jovens totalm
ente
Figo
20-25
1 ,0-3,0
10-30
30-50
7,5-10
1,5-3,0
didas, de ram
os frutíferos. Am
ostrar 50 plantas.
G
oiaba
13-16
1,4-1,6
13-16
9-15
2,4-4,0
Banana
R
etirar os
em
centrais da 3.a folha a partir da inflorescência,
Laranja
23-27
1,2-1,6
10-15
35-45
2,5-4,0
2,0-3,0
elim
inando a nervura central e m
etades periféricas. Am
ostrar 30 plantas.
M
açã
19-26
1,4-4,0
15-20
12-16
2,5-4,0
2,0-4,0
C
itros
C
oletar a 3.a folha a partir do fruto, gerada na prim
avera, com
6 m
eses
M
acadâm
ia
15-25
1,0-3,0
5-15
5-1 o
1 ,0-3,0
1,0-2,5
de idade, em
ram
os com
frutos de 2 a 4 em
de diâm
etro. Am
ostrar 4
M
am
ão
10-25
2,2-4,0
33-55
10-30
4,0-12,0
folhas por planta, num
total de 25 árvores por talhão.
M
anga
12-14
0,8-1,6
5-10
20-35
2,5-5,0
0,8-1,8
Figo
C
oletar folhas
e totalm
ente expandidas, da porção
M
aracujá( 1)
42-52
1,5-2,5
20-30
17-27
3,0-4,0
3,2-4,0
m
ediana dos ram
os, três m
eses após a brotação. Am
ostras de 25
M
aracujá( 2)
33-43
1 ,3-2, 1
22-27
12-16
2,5-3,1
plantas por talhão, num
total de 1 00 folhas.
Pêssego
30-35
1,4-2,5
20-30
18-27
3,0-8,0
1,5-3,0
G
oiaba
C
oletar o 3. 0 par de folhas com
pletam
ente desenvolvidas, de ram
os
U
va
30-35
2,4-2,9
15-20
13-18
4,8-5,3
3,3-3,8
com
frutos term
inais. Am
ostrar 30 árvores.
,.,,, ... ,
l<iil'
M
açã
C
oletar 4 a 8 folhas recém
-m
aduras e totalm
ente expandidas. Am
ostrar
M
icronutrientes, m
g/kg
•1;1'!! 1
25 plantas por talhão, num
total de 100 folhas.B
C
u
i j !11 :
F e
M
n
M
o
Zn
M
acadâm
ia
C
oletar folhas
e totalm
ente expandidas, no m
eio do
Abacate
50-100
5-15
50-200
30-100 ·"
0,05-1,0
30-100
últim
o fluxo de vegetação. Am
ostrar 25 plantas por talhão, num
total
Abacaxi
20-40
5-10
100-200
50-200
5-15
de 100 folhas.
Acerola
25-100
5-15
50-100
15-50
30-50
M
am
ão
C
oletar 15 pecíolos de folhas jovens, totalm
ente expandidas e m
adu-
B
anana
10-25
6-30
80-360
200-2000
20-50
ras (17.a a 20.a folhas a partir do ápice), com
um
a flor visível na axila.
Figo
30-75
2-1 o
100-300
100-350
50-90
M
anga
C
oletar folhas no florescim
ento, do m
eio do últim
o fluxo de vegetação,
G
oiaba
de ram
os com
flores na extrem
idade. Am
ostrar 4 folhas por árvore, 20
Laranja
36-100
4-1 o
50-120
35-300
0,1-1,0
25-100
plantas por talhão.
M
açã
25-50
6-50
50-300
25-200
O, 1-
20-100
M
aracujá
C
oletar no outono a 3.a ou 4.a folha, a partir do ápice de ram
os não
M
acadâm
ia
25-50
6-12
25-200
100-400
0,5-2,5
15-50
som
breados. Alternativam
ente, coletar a folha com
botão floral na
M
am
ão
20-30
4-10
25-1 ao
20-150
15-40
axila, prestes a se abrir. Am
ostrar 20 plantas.
M
anga
50-100
10-50
50-200
50-100
20-40
Pêssego
C
oletar 26 folhas recém
-m
aduras e totalm
ente expandidas, da porção
M
aracujá
40-60
5-20
100-200
100-250
1,0-1,2
50-80
m
ediana dos ram
os. Am
ostrar 25 plantas por talhão, num
total de 1 00
Pêssego
20-60
5-16
100-250
40-160
20-50
folhas.
Uva
Am
ostrar a folha
m
adura m
ais nova, contada a partir do ápice
U
va
45-53
18-22
97-105
67-73
30-35
dos ram
os da videira, retirando um
total de 100 folhas.
( 1} 3.a ou 4.a folha de m
aracujâ coletada no outono. e} Folha de m
aracujâ com
botão floral na
axila.
1
?
A
f
\
f
\
I 1\,....
f\f\"
'7
...... _ .. -·
..
8. van RAJJ et al.
17.4 A
bacate
Espaçam
ento: 1 o x 8 m
ou 1 o x 6 m
.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 9 m
m
ol0 /dm
3.
A
dubação de plantio: Aplicar de 15 a 20 litros de esterco de curral, ou 4 litros
de esterco de galinha por cova, em
m
istura com
250 g de P2 0
5 e a m
elhor
terra de superfície, 30 dias antes do plantio.
U
tilizar 3 vezes 20 g de N
por planta, aos 30, 90 e 150 dias após o
pegam
ento das m
udas.
A
dubação de form
ação: Aplicar os adubos de acordo com
a análise de solo
inicial da gleba, em
três parcelas, no início, m
eado e final da estação das
chuvas, ao redor das plantas e na projeção das copas.
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
Idade
N
itrogênio
0-12
13-30
>30
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
Anos
N, g/planta
--P
2
0
s
, g
/p
la
n
ta
--
--K
2
0
, g
/p
la
n
ta
---
1-2
100
100
80
40
50
20
o
2-3
100
200
160
80
100
50
o
3-4
300
300
240
120
200
100
o
A
dubação de frutificação: Aplicar, de acordo com
a análise de solo e a
produtividade esperada, as seguintes quantidades de nutrientes por ano:
Produti-
N
nas folhas, g/kg
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
vida de
esperada
<16
16-20
>20
0-12
13-30
>30
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
tlha
-
-
N, k
g
/h
a
--
-
-
P
2 0
5 , k
g
/h
a
-
-
-
K
2 0, k
g
/h
a
--
<6
80
60
30
60
40
o
60
40
20
6-1 o
100
80
40
80
50
20
90
60
30
11-20
120
100
50
100
60
40
120
90
50
>20
140
120
60
120
70
60
150
120
70
D
ividir a dose anual em
três parcelas, aplicando no início, m
eado e final
do período chuvoso, em
faixas, nos dois lados das plantas.
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
Pulverizar, durante os fluxos de vegetação da prim
avera e do verão, com
solução contendo, por litro: uréia, 5 g; sulfato de zinco, 5 g; sulfato de m
anga-
nês, 2,5 g; e ácido bórico, 1 g.
N
ilberto B. Soares
Seção de Fruticultura Tropical-
fAC
e José Antonio Q
uaggio
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
R
n
lA
tim
1 n
n
I A
r.
1 Q
Q
7
1
?
7
8. van RAIJ et ai.
17.5 A
bacaxi
Espaçam
ento: Fileiras duplas de 40cm
de largura, distanciadas de 120 em
,
com
2,5 plantas por m
etro de linha (31.250 plantas/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 5 m
m
olcidm
3. Q
uantidades acim
a de 5 t/ha
requerem
cuidados especiais, com
incorporação profunda ao solo.
A
dubação m
ineral: N
a tabela a seguir, são indicadas as quantidades totais de
nitrogênio, fósforo e potássio para a prim
eira produção, de acordo com
a
análise de solo e da produtividade esperada.
Produtivi-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
da de
N
esperada
0-12
13-30
>30
0-1,5
1 ,6-3,0
>3,0
t/ha
N, kg/ha
P20s, k
g
/h
a
--
--K
2
0
, kg/ha
<30
300
80
60
40
300
200
100
30-40
400
100
80
60
400
300
200
40-50
500
120
100
80
500
400
300
>50
600
140
120
100
600
500
400
Aplicar o fósforo no sulco de plantio, em
m
arço ou abril, m
isturando-o ao
solo, e o nitrogênio e o potássio em
cobertura ao lado das linhas, procurando
atingir as axilas m
ais velhas, nas seguintes proporções: 1 O%
em
abril-m
aio,
20%
em
novem
bro, 40%
em
janeiro e 30%
em
m
arço-abril. Em
plantios de
outubro-novem
bro, aplicar 1 O%
em
novem
bro-dezem
bro, 30%
em
janeiro e
60%
em
m
arço-abril. A últim
a adubação nitrogenada deve ocorrer, no m
áxim
o,
60 dias antes da aplicação do regulador de florescim
ento.
Para a segunda safra (soca), aplicar a m
etade do indicado para a prim
eira,
sendo parte em
m
arço-abril e parte em
outubro-novem
bro.
O
bservação: Para m
elhor qualidade dos frutos, dar preferência a potássio na
form
a de sulfato ou nitrato.
128
Adernar Spironelfo
Seção de Fruticultura Tropical -fAC
e Pedro R
oberto Furtani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
B
oletim
Técnico. 100. IA
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
17.6 A
cerola ou cereja-das-antilhas
Espaçam
ento: 4 x 4m
a 5 x 5m
(650 a 500 plantas/hectare)
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e o teor de
m
agnésio ao m
ínim
o de 9 m
m
olcidm
3.
A
dubação de plantio: Aplicar 20 litros de esterco de curral e 1 kg de torta de
m
am
ona por cova, em
m
istura com
200 g de P2 0
5 e 3 g de Zn, m
isturando
com
a terra da superfície, 20 dias antes do plantio.
A
dubação de form
ação: Aplicar, de acordo com
a análise de solo inicial do
terreno, a seguinte adubação anual:
P resina, m
g/dm
3
K
1 trocável, m
m
ol0 /dm
3
Idade
N
itrogênio
0-12
13-30
>30
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
Anos
N, g/cova
-
-
P20s, g/cova -
-
-
-
K20, g/cova -
-
-
0-1
60
o
o
o
80
60
40
1-2
120
120
90
60
160
100
80
2-3
180
180
120
90
240
160
120
Aplicar os adubos em
cobertura, em
três parcelas, no inicio, m
eado e fim
da época das chuvas, ao redor das plantas e em
toda área sob a projeção das
copas.
A
dubação de produção: Aplicar, de acordo com
a análise de solo, realizada
anualm
ente, e a produtividade esperada:
Produti-
P resina, m
g/dm
3
K
1 trocável, m
m
ol0 /dm
3
vida de
N
itrogênio
esperada
0-12
13-30
>30
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
ti h a
N, kg/ha
-
-
P20s, kg/ha
K20, kg/ha -
-
-
<15
40
40
30
20
80
60
40
15-20
60
60
40
30
100
80
60
21-30
80
80
60
40
160
120
80
31-40
120
120
80
60
200
160
120
>40
140
140
100
70
260
200
140
Aplicar os adubos em
três parcelas, no inicio, m
eado e fim
da época das
chuvas,
em
toda área da projeção das copas.
B
oiA
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B. van R
A
IJ et aL
Pulverizar,durante os fluxos de vegetação da prim
avera e do verão, com
um
a solução contendo por litro: uréia, 5 g; sulfato de zinco, 3 g e ácido bórico,
1 g.
C
lóvis de Toledo Piza Junior
D
E
X
TR
U
-
C
ATI
e José A. Q
uaggio
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
17.7 B
anana
Espaçam
ento: C
ultivares de porte baixo e m
édio: 2 x 2m
ou 2 x 2,5 m
(2.500
a 2.000 fam
ílias/ha). C
ultivares de porte alto: 2,5 x 3 ou 3 x 3
m
(1.111
a 1.333 fam
ílias/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
e m
anter
o teor de m
agnésio acim
a de 9 m
m
olcidm
3. D
oses de calcário superiores
a 5 t/ha requerem
cuidados especiais para sua incorporação ao solo.
A
dubação de plantio: Aplicar por cova 1 O
litros de esterco de curral ou 2 litros
de esterco de aves e a m
etade das doses de fósforo da tabela abaixo,
estabelecidas pela análise de solo e produtividade esperada. Em
solos
com
m
enos de 1 ,3 m
g/dm
3 de Zn, aplicar, no plantio, 5 kg/ha de Zn.
A
dubação de form
ação: Aos 30-40 dias após o plantio, utilizar 20%
das doses
de N
e K recom
endadas na tabela abaixo. Aos 70-90 dias, aplicar o
restante da adubação fosfatada e 50%
da doses de N
e K e aos 120-150
dias, o restante da adubação N
e K. Aplicar os fertilizantes em
círculos de
100 em
de diâm
etro ao redor da planta.
U
tilizar fontes de N
ou P capazes de fornecer, anualm
ente, 30 kg/ha de S.
A
dubação de form
ação e de produção: Aplicar, em
função dos resultados da
análise de solo e da produtividade esperada, as doses de fertilizantes
abaixo.
Produti-
N
itro-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olcidm
3
vidade
gênio
esperada
0-5
6-12
13-30
>30
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0 >3,0
t/ha
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
<20
120
80
60
40
20
330
330
130
o
20-30
190
100
80
50
30
410
310
210
150
30-40
270
140
11 o
70
40
490
390
290
210
40-50
350
180
140
90
50
570
470
370
270
50-60
430
220
170
110
60
650
550
450
330
>60
500
260
200
130
70
730
630
530
390
B. van RAIJ et ai.
A
dubação de produção: As adubações anuais de N, P e K, por fam
ília, deverão
ser ajustadas em
função da produtividade esperada, e teores de P e K
revelados pela análise de solo. Em
áreas sujeitas a períodos de seca
sazonais, parcelar a adubação em
três aplicações, no início, m
eado e final
do período chuvoso. Em
áreas irrigadas ou sem
déficit hídrico, parcelar a
adubação em
seis vezes.
D
istribuir os adubos em
sem
icírculos de 100 em
de raio, na frente do
rebento m
ais jovem
(sentido do deslocam
ento da fam
ília).
U
tilizar fontes de N
ou P capazes de fornecer anualm
ente 30 kg/ha de S.
A
dubação com
m
icronutrientes: Aplicar anualm
ente 25 g de sulfato de zinco
(quando for constatada a deficiência de zinco nas folhas) e 1 O
g de ácido
bórico no orifício aberto no rizom
a, por ocasião do desbaste. Parcelar as
doses acim
a em
duas vezes, um
a na prim
avera, outra no verão.
1 :i?
Luiz A. Junqueira Teixeira e Adernar Spironello
Seção de Fruticultura Tropical -IAC
e José A. Q
uaggio e Pedro R
oberto Furlani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
R
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R
ecom
endações de adubação e calagem
...
17.8 C
itros: laranja, lim
ão, tangerina e m
urcote
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e m
anter
o teor de m
agnésio no m
ínim
o em
9 m
m
ol0 /dm
3. Antes da form
ação do
pom
ar, o calcário deverá ser aplicado na área total com
bastante antece-
dência ao plantio das m
udas, procurando incorporá-lo o m
ais profunda-
m
ente possível. Para pom
ares já instalados, o calcário deverá ser aplicado
tam
bém
na área total, de abril a junho, e incorporado com
grade.
A
dubação de plantio: Aplicar os fertilizantes, em
sulcos com
25 a 30 em
de
profundidade, de acordo com
a análise de solo e para todas variedades
de copas:
P resina, m
g/dm
3
B (água quente)
Zn (DTPA)
0-5
6-12
13-30
>30
0-0,20
>0,20
0-1,2
>1 ,2
P20s( 1)
--Z
n
(
1)
-
80
60
40
20
2
o
( 1) gim
linear de
A
dubação de form
ação: Aplicar de acordo com
a análise de solo e a idade
das árvores, as doses de nutrientes indicados, para todas variedades de
copas, na seguinte tabela:
Idade
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
0-5
6-12
13-30
>30
0-0,7
0,8-1,5
1 ,5-3,0
>3,0
Anos
N, g/planta
P20s, g
/p
la
n
ta
--
K20, g/planta
0-1
80
o
o
o
o
20
o
o
o
1-2
160
160
100
50
o
80
60
o
o
2-3
200
200
140
70
o
150
100
50
o
3-4
300
300
210
100
o
200
140
70
o
4-5
400
400
280
140
o
300
210
100
o
Em
pregar o P de preferência em
dose única, no período de julho-agosto.
Parcelar N
e K em
quatro vezes, entre setem
bro e m
arço.
Em
plantas com
idade de 0-1 ano, localizar os adubos ao redor da coroa,
num
raio de 0,5 m
; em
plantas com
idade de 1 a 2 anos, aum
entar o raio para
1 ,5 m
. Em
plantas com
idade superior a 2-3 anos, aplicar os fertilizantes nos
dois lados da planta, em
faixas, de largura igual ao raio da copa, sendo 2/3
dentro e 1/3 fora dela.
Em
plantas da variedade Valência, com
idade superior a 3 anos, reduzir
as doses de K em
20%
, para m
elhorar a qualidade dos frutos.
R
n
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1
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0
7
B. van AAIJ et ai.
A
dubação de produção para laranjas ou lim
ão Taiti: As quantidades a aplicar
baseiam
-se no teor total de N
nas folhas, nos teores de P e K em
solos,
para diferentes classes de produtividade e valor da caixa de laranja de
40,8 kg (Q
uadro 17.4).
A
dubação de produção para lim
ões e tangerinas: As quantidades a aplicar
baseiam
-se no teor total de N
nas folhas, nos teores de P e K em
solos,
para diferentes classes de produtividade (Q
uadro 17.5).
Época e m
odo de aplicação para citros em
produção: Parcelar os fertilizan-
tes em
três aplicações: 40%
em
setem
bro-outubro, 30%
em
dezem
bro-
-janeiro e 30%
em
m
arço-abril. O
pcionalm
ente, o P pode ser aplicado de
um
a só vez em
setem
bro-outubro.
Aplicar os adubos, nos dois lados da planta, em
faixas de largura igual ao
raio da copa, sendo 2/3 dentro e 1/3 fora dela.
A
dubação folia r com
m
icronutrientes: Preparar um
a m
istura, utilizando ferti-
lizantes de boa qualidade, com
a seguinte com
posição:
Sulfato de zinco
Sulfato de m
anganês
Ácido bórico
U
réia
3,5 g/L
2,5 g/L
1 ,O g/L
5,0 g/L
Em
pom
ares com
idade inferior a 4 anos, realizar 3 a 4 aplicações anuais.
N
aqueles em
produção, duas. Aplicar no periodo das chuvas, quando houver
brotação das plantas.
Em
pom
ares com
sintom
as intensos de deficiência de boro, é m
ais eficien-
te aplicar no solo 2 kg/ha de B, na form
a de ácido bórico, juntam
ente com
os
herbicidas de contato, parcelando em
duas aplicações anuais.
134
G
rupo Paulista de Adubação de Citros
Jose A. Q
uaggio (coordenador), Bernardo van Raij, H
eitor C
antare/la, Joaquim
Teófilo Sobrinho, O
dy R
odriguez (aposentado) e O
ndino C. Bataglia -/AC
Antonio C. Sanches -C
onsultor
Edm
undo E. A. 8/asco -C
itricultor
José D
agoberto De N
egri-
D
EXTR
U
, C
ATI
Eurípedes M
a/avo/ta -C
EN
A, U
SP
G
odolredo C. V
itti-
ESALQ
, U
SP
Boletim
Técnico. 100. IA
C
. 1997
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Adubação de instalação: Aplicar, por cova de 50 x 50 x 50 em
, 2 kg de esterco
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curtido, 1 kg de calcário
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B. van RAIJ et ai.
A
dubação de produção: Aplicar, anualm
ente, 3 t/ha de esterco de galinha ou
15 t/ha de esterco de curral bem
curtido, e as seguintes quantidades de
nutrientes, de acordo com
a análise de solo e a produtiVidade esperada:
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P resina, m
g/dm
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K+ trocável, m
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80
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150
100
50
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ento tendência atual
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60
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>12
120
90
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30
100
70
40
Após a colheita, distribuir esterco, fósforo e potássio, na dosagem
anual,
m
isturados à terra da superfície em
coroa larga, acom
panhando a projeção da
copa da planta no solo.
D
ividir o nitrogênio em
quatro parcelas, aplicadas em
cobertura, de dois
em
dois m
eses, a partir do início da brotação. Tam
bém
pode ser usada fórm
ula
N
PK que se aproxim
e m
ais da proporção indicada e, nesse caso, parcelar em
quatro aplicações, com
o indicado para o nitrogênio.
M
ário O
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a, Fernando Antonio C
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ilson Barbosa
Seção de Fruticultura de C
lim
a Tem
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e Bernardo van R
aij
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
R
ecom
endações de adubação e cal agem
...
17.10 Frutas de clim
a tem
perado: 11. figo, m
açã, m
arm
elo, pêra e
pêssego em
pom
ar com
pacto
Espaçam
entos:
Figo: 3,5 x 2 m
(1.400 plantas/hectare);
M
açã enxertada sobre cavalo ananicante: 4 x 2m
(1.250 plantas/hectare);
M
arm
elo: 5 x 3m
(650 plantas/hectare);
Pêra enxertada sobre m
arm
eleiro: 4 x 2 m
(1.250 plantas/hectare).
Pêssego enxertado sobre pessegueiro "O
kinaw
a" (pom
ar adensado) ou
sobre um
ezeiro: 4 x 2m
(1250 plantas/hectare).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e m
anter
o teor de M
g, no m
ínim
o em
9 m
m
olcfdm
3. Aplicar o corretivo a lanço em
todo o terreno, antes do plantio, incorporando-o através de aração e
gradagem
.
A
dubação de instalação: Aplicar, por cova de 50 x 50 x 50 em
, 2 kg de esterco
de galinha, ou 1 O
kg de esterco de curral bem
curtido, 1 kg de calcário
dolom
ítico, 200 g de P205 e 60 g de K2 0. Com
antecedênciade pelo m
enos
30 dias do plantio, incorporar m
uito bem
esses adubos à terra retirada da
superfície quando da abertura das covas, usando a m
istura para preen-
chê-las.
A partir do início da brotação das m
udas, aplicar em
cobertura ao redor
da planta, 60 g de N, em
quatro parcelas de 15 g, de dois em
dois m
eses.
A
dubação de form
ação: Aplicar anualm
ente, por planta, as seguintes quanti-
dades de nutrientes, de acordo com
a análise de solo, conform
e a idade
das plantas:
Idade
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
N
itrogênio
0-12
13-30
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0-1,5
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4-5
160
200
120
70
240
160
. 80
Aplicar os adubos em
quatro parcelas, de dois em
dois m
eses, a partir do
início da brotação. Se desejado, parcelar apenas o nitrogênio, aplicando o
fósforo e o potássio na prim
eira adubação.
B. van RAIJ et ai.
A
dubação de produção: Aplicar, anualm
ente, 3 t/ha de esterco de galinha, ou
15 t/ha de esterco de curral bem
curtido, e as seguintes quantidades de
nutrientes, de acordo com
a análise de solo e a produtiviaade esperada:
Produti-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olcidm
3
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N
itrogênio
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
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0-12
13-30
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N, kg/ha
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2
0
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140
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40
10-20
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100
50
150
100
50
>20
280
200
140
70
240
160
80
M
açã, pêra e pêssego (pom
ar com
pacto)
<15
120
90
60
30
100
70
40
15-25
180
150
100
50
150
100
50
>25
240
180
120
60
200
140
70
M
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30
90
60
30
>12
140
100
70
40
120
80
40
Após a colheita, distribuir esterco, fósforo e potássio na dosagem
anual,
m
isturados à terra da superfície em
coroa larga, acom
panhando a projeção da
copa da planta no solo.
D
ividir o nitrogênio em
quatro parcelas, aplicando em
cobertura de dois
em
dois m
eses, a partir do início da brotação. Tam
bém
pode ser utilizada
fórm
ula N
PK que se aproxim
e m
ais da proporção indicada de nutrientes e,
nesse caso, a aplicação se dará em
quatro parcelas, com
o descrito para o
nitrogênio. Fernando Antonio C
am
po-D
aii'O
rto, W
ilson Barbosa e M
ário O
jim
a
Seção de Fruticultura de C
lim
a Tem
perado -IAC
e Bernardo van R
aij
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
17.11 Frutas de clim
a tem
perado: 111. caqui, m
açã, m
acadâm
ia, pecã
e pêra
Espaçam
entos:
C
aqui (básico): 7 x 5 m
(285 plantas/hectare);
C
aqui "am
agaki": 6 x 4 m
(41 O
plantas/hectare);
M
açã enxertada sobre cavalo sem
ivigoroso: 6 x 4 m
(410 plantas/hectare);
M
acadâm
ia: 8 x 8 m
(156 plantas /hectare);
Pecã: 14 x 12m
(60 plantas/hectare);
Pêra enxertada sobre pereira: 7 x 5 m
(285 plantas/hectare).
C
alagem
: Aplicar, calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e m
anter
o teor de M
g no m
ínim
o em
9 m
m
olcfdm
3. O
corretivo deve ser aplicado a
lanço por todo o terreno, antes do plantio, e incorporado m
ediante aração
e gradagem
.
A
dubação de instalação: Aplicar por cova de 50 x 50 x 50 em
, 2 kg de esterco
de galinha ou 1 O
kg de esterco de curral
bem
curtido, 1 kg de calcário
dolom
ítico, 160 g de P2 0
5 e 60 g de K2 0. C
om
antecedência de pelo m
enos
30 dias do plantio, incorporar m
uito bem
esses adubos à terra retirada da
superfície quando da abertura das covas, usando a m
istura para preen-
chê-las.
A partir do início da brotação das m
udas, aplicar em
cobertura, ao redor
da planta, quatro parcelasde 15 g de N, de dois em
dois m
eses.
A
dubação de form
ação: Aplicar anualm
ente as seguintes quantidades de
nutrientes, de acordo com
a análise de solo. e a idade das plantas:
Idade
N
itrogênio
Anos
N, g/planta
1-2
2-3
3-4
4-5
50
100
150
200
P resina, m
g/dm
3
0-12
13-30
>30
--P
2
0
s
, g/planta -
-
60
120
180
240
40
80
120
160
20
40
60
80
K+ trocável, m
m
olcidm
3
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
--K
2
0
, g
/p
la
n
ta
--
60
120
180
240
40
80
120
160
20
40
60
80
Aplicar os adubos em
quatro parcelas, de dois em
dois m
eses, a partir do
início da brotação. Se desejar, parcelar apenas o nitrogênio, aplicando o fósforo
e o potássio na prim
eira adubação.
B
oletim
TÃt!nir.n
1 nn
J Ar.
1 QQ7
8. van RAIJ et ai.
A
dubação de produção: Aplicar, anualm
ente, 2 tlha de esterco de galinha ou
1 O
tlha de esterco de curral bem
curtido, e as seguintes quantidades de
nutrientes, de acordo com
a análise de solo e produtividade esperada:
Produti-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
vidade
N
itrogênio
esperada
0-12
13-30
>30
0-1,5
1 ,6-3,0
>3,0
!lha
N, kg/ha
P20s, k
g
/h
a
---
--K
2
0
, kg/ha
Caqui (básico, "shibugaki") e pêra
<15
70
60
40
20
60
40
20
15-25
110
70
50
30
80
50
30
>25
140
90
60
30
100
70
40
Caqui ("am
agaki") e m
açã
<12
100
60
40
20
70
50
30
12-20
150
90
60
30
110
70
40
>20
200
120
80
40
140
90
50
M
acadâm
ia
<5
50
40
30
20
40
30
20
5-8
80
60
40
20
60
40
20
>8
100
80
50
30
80
50
30
Pecá
50
40
30
20
40
30
20
Após a colheita, distribuir esterco, fósforo e potássio, na dosagem
anual,
m
isturados à terra da superfície em
coroa larga, acom
panhando a projeção da
copa da planta no solo. D
ividir o nitrogênio em
quatro parcelas, aplicadas em
cobertura, de dois em
dois m
eses, a partir do início da brotação. Pode ser usada
fórm
ula N
PK, em
relação próxim
a aos dos nutrientes aplicados, em
quatro
parcelas, de acordo com
o esquem
a para nitrogênio.
W
ilson Barbosa, M
ário O
jim
a e Fernando Antonio C
am
po-D
aii'O
rto
Seção de Fruticultura de C
lim
a Tem
perado -IAC
e Bernardo van R
aij
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
R
nlA
tim
TÁ
r.nir.n. 100. !A
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
17.12 G
oiaba
Espaçam
ento: Para indústria, 5 x 8 m
ou 7 x 7 m
(250 ou 204 plantas/hectare)
e, para m
esa, 5 x 6 m
(330 plantas/hectare}.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e 0
m
agnésio ao teor m
ínim
o de 9 m
m
olcidm
a
A
dubação de plantio: Aplicar 20 litros de esterco de curral, ou 4 litros de
esterco de galinha bem
curtidos, ou 1 kg de torta de m
am
ona por cova,
em
m
istura com
200 g de P20s e 3 g de Zn, m
isturando com
a terra da
superfície, 20 dias antes do plantio.
A
dubação de form
ação: Aplicar, de acordo com
a análise de solo inicial do
terreno, a seguinte adubação anual:
Idade
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-12
13-30
>30
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
Anos
N, g/cova
-
-
-
P20s, g/cova -
-
-
-
K20, g/cova -
-
-
0-1
80
o
o
o
40
o
o
1-2
160
160
100
50
80
60
o
2-3
200
200
150
80
150
100
50
3-4
300
300
200
100
200
140
70
Aplicar os adubos em
cobertura, em
três parcelas, no início, m
eado e fim
da época das chuvas, espalhando os fertilizante,s na projeção das copas.
-
·'
....
A
dubação de produção: Aplicar, de acordo com
a análise de solo realizada
anualm
ente e a produtividade esperada:
Produti-
P resina, m
g/dm
3
vidade
N
itrogênio
esperada
0-12
13-30
>30
!lha
N, kg/ha
<20
80
20-30
100
30-40
120
40-50
140
>50
160
---P
2
0
s
, k
g
/h
a
---
60
80
100
120
140
40
60
70
80
100
20
30
40
50
60
R
nlA
tim
TÁ
r.nir.n
1 nn
I A
r.
1 Q
Q
7
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
--K
2
0
,k
g
/h
a
---
80
100
120
140
160
60
70
90
11 o
120
30
40
60
70
80
<i i I
'.
''
8. van RAIJ et ai.
Aplicar os adubos em
três parcelas, no início, m
eado e fim
da época das
chuvas, em
toda a área da projeção das copas.
R
ui R
ibeiro dos Santos
Estação Experim
ental de M
onte Alegre do S
ul-
IAC
e José A
. Q
uaggio
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
...
17.13 M
am
ão
Espaçam
ento: 3 x 2m
, 3 x 3m
ou 4,5 x 2m
(1.000 a 1.700 plantas hectare).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e m
anter
o teor de m
agnésio no m
ínim
o em
9 m
m
olcfdm
a
A
dubação de plantio e form
ação: Aplicar 5 litros de esterco de curral curtido,
ou 2 litros de esterco de galinha por cova, em
m
istura com
60 g de P
2 0
5 ,
30 g de K
2 0 e a m
elhor terra da superfície, 30 dias antes do plantio.
Aplicar duas vezes 1 O
g de N
por planta, sendo m
etade um
m
ês após o
plantio e m
etade dois m
eses m
ais tarde.
A
dubação de produção: Aplicar de acordo com
a análise de solo inicial do
terreno e a produtividade esperada.
Produti-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
o1Jdm
3 B, m
g/dm
3
Zn, m
g/dm
3
vidade
N
esperada
0-12
13-30
>30
0-1,5 1,6-3,0 >3,0
0-0,20 >0,20
0-0,5
>0,5
t/ha
N, kg/ha
k
g
/h
a
-
-B
, kg/ha-
Zn, kg/ha
<25
90
60
40
20
100
80
40
1 ,O
o
3
o
25-50
120
90
60
30
150
100
60
1,5
o
4
o
>50
160
120
90
50
200
150
100
2,0
o
5
o
U
tilizar, em
solos arenosos, 5 Ilha de esterco de-
galinha. Parcelar a
adubação em
três vezes: setem
bro, dezem
bro e m
arço. O
s adubos devem
ser
aplicados em
faixas de 1 ,5 m
de largura, a partir do caule, nos dois lados da
planta.
D
efinir a adubação do segundo ano após nova análise de solo, utilizando
a tabela acim
a.
O
bservação: Em
pregar o potássio de prcferênc!:J na form
a de sulfato.
N
ilberto B. Soares
Seção de Fruticultura Tropical-
/AC
e José A
. Q
uaggio
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
B
oletim
1 {)()
I A
r.
1 Q
Q
7
8. van R
AIJ et ai.
17.14 M
anga
Espaçam
ento: 10 x10 m
, 10 x 8 m
e 8 x 6 m
(100 a 208 plantas/hectare).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
.
A
dubação de plantio: Aplicar 1 O
litros/cova de esterco de curral curtido ou 3
litros de esterco de galinha, em
m
istura com
200 g de P20s, 5 g de Zn e
a m
elhor terra da superfície, 30 dias antes do plantio.
A
dubação de form
ação: Aplicar de acordo com
a análise de solo inicial da
gleba e a idade das plantas.
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
Idade
N
itrogênio
0-12
13-30
>30
0-0,7
0,8-1,5
1 ,6-3,0
>3,0
Anos
N, g/planta
-
-
P20s, g
/p
la
n
ta
--
K20, g/planta
0-1
30
o
o
o
40
o
o
o
1-2
60
160
80
60
80
40
o
o
2-3
120
240
160
100
160
120
80
40
3-4
160
320
240
120
240
180
120
80
U
tilizar o adubo em
três parcelas, no início, m
eado e final da estação das
chuvas, ao redor das plantas e na projeção das copas.
A
dubação de produção: Aplicar anualm
ente, de acordo com
a análise de
folhas realizada no florescim
ento, a análise de solo realizada pelo m
enos
a cada 2 anos e a produtividade esperada:
Produti-
N
nas folhas, g/kg
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
vidade
esperada <10
10-12
>12
0-5
6-12
13-30 >30
0-0,7 0,8-1,5 1,6-3,0 >3,0
t/ha
-
N, k
g
/h
a
--
P20s, kg/ha -
-
-
K20, kg/ha
<10
20
10
o
30
20
10
o
30
20
10
o
10-15
30
20
o
40
30
20
o
50
30
20
o
15-20
40
30
o
60
40
30
o
60
40
30
o
>20
50
40
o
80
60
40
o
80
50
40
o
R
niA
tim
TF!r.nir.n. 100. IA
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
Aplicar o fósforo, preferivelm
ente em
dose única, antes do florescim
ento.
Q
uando utilizar form
ulação N
PK, parcelar o P juntam
ente com
N
e K. As doses
de nitrogênio e potássio devem
ser aplicadas na superfície do solo, em
três
parcelas, sendo a prim
eira no início das chuvas e as outras após a colheita,
até o final do período chuvoso.
A
dubação foliar: Por ocasião do prim
eiro tratam
ento fitossanitário, visando à
proteção da florada, antes da em
issão da panícula, acrecentar à calda de
pulverização 3 g/L de sulfato de zinco e 1 g/L de ácido bórico. Essa
aplicação de m
icronutrientes deve ser repetida quando houver um
fluxo
novo de brotação nas plantas.
O
bservação:
Em
pom
ares com
incidência de colapso interno dos frutos,
sugere-se a aplicação, em
m
arço-abril, de 2 t!ha de gesso, em
solos até com
30%
de argila e 3 t!ha para solos argilosos. R
epetir a aplicação após 3 anos,
dependendo do resultado de análise da am
ostra de solos da cam
ada de solo
a 20-40 em
de profundidade.
José A. Q
uaggio (C
oordenador), N
ilberto 8. Soares,
Pedro R. Furlani e Bernardo van R
aij -IAC
C
lóvis de Toi(JdO Piza Junior e R
yosuke Karati -D
EXTR
U
, CATI
Alberto C
arlos de Q
ueiroz Pinto-EM
BR
APA!C
PAC
R
n!otlrY
'I T
6
,-.n
il'n
1
f\()
IA
f'
1
0
0
7
B. van RAIJ et ai.
17.15 M
aracujá
Espaçam
ento: 6 x 4 m
, 6 x 3 m
ou 6 x 2,5 m
(420 a 670 plantàs/hectare).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e o
m
agnésio a um
teor m
ínim
o de 9 m
m
olcfdm
8
A
dubação de plantio: Aplicar, por cova, 40 litros de esterco de curral curtido
ou com
posto ou 8litros de esterco de galinha, 200 g de calcário dolom
ítico,
200 g de P20s, 4 g de Zn e 1 g de B. M
isturar o adubo orgânico, o calcário
e os adubos m
inerais com
a terra, com
antecedência m
ínim
a de 30 dias
do transplante.
A
dubação de form
ação: Aplicar por planta 1 O
g de N
30 dias após o plantio;
15 g de N
aos 60 dias; 50 g de N
e 50 g de K20 aos 90 dias. O
s adubos
devem
ser espalhados em
um
círculo de 0,5 m
de diâm
etro. N
o plantio de
outono, a adubação deverá ser feita em
conjunto com
a irrigação. Q
uando
a planta alcançar o suporte sobre o qual irá se desenvolver, utilizar as
doses de nutrientes da tabela de adubação de produção, conform
e a
expectativa de produtividade.
A
dubação de produção: Aplicar as quantidades abaixo, de acordo com
a
análise inicial do solo e a produtividade esperada.
Produti-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
vidade-
N
itrogênio
0,8-1,5
1 ,6-3,0
>3,0
esperada
0-12
13-30
>30
0-0,7
t/ha
N, kg/ha
-
-
P20s, k
g
/h
a
-
K20, kg/ha
<15
60
40
20
10
180
130
80
40
15-20
80
60
40
10
240
180
120
60
20-25
100
80
40
20
300
230
160
80
25-30
120
100
50
40
360
280
200
100
30-35
140
120
80
60
420
330
240
120
>35
160
140
100
80
480
380
280
140
As doses de nutrientes deverão ser aplicadas antes dos principais fluxos
de floração. Para tanto, parcelar em
4 a 5 aplicações, geralm
ente nos m
eses
de setem
bro, novem
bro, janeiro e m
arço. Aplicar os adubos num
a faixa de 2 m
de com
prim
ento por 1 m
de largura, nos dois lados da planta, 20 a 30 em
a
partir do tronco.
1A
A
T
Ã
P.niP.n
1 ()()
I A
r.
1 Q
Q
7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
Em
outubro-novem
bro aplicar, juntam
ente com
a adubação m
ineral,
2 kg/ha de B e 4 kg/ha de Zn, em
solos deficientes nesses m
icronutrientes (B
<0,21 m
g/dm
3 e Zn <0,6 m
g/dm
3). A aplicação de m
icronutrientes tam
bém
pode
ser feita por via foliar, com
cinco pulverizações, nos m
eses de outubro a abril,
utilizando calda com
300 g de sulfato de zinco, 100 g de ácido bórico e 500 g
de uréia por 100 litros de água. Se for constatada deficiência de m
olibdênio
pulverizar com
solução contendo 1 O
g de m
olibdato de am
ônia por 100
de água.
C
lóvis de To/edo Piza Junior (C
oordenador)-D
EXTR
U
/C
ATI
José Antonio Q
uaggio -IAC
Laura M
aria M
. M
eletti-
IAC
José R
afael da Silva-Indústrias M
aguary
Abel R
ebouças São José-U
niversidade do Sudoeste da Bahia
R
yosuke Karati-D
EXTR
U
/C
ATI
B. van R
AIJ et ai.
17.16 U
vas finas para m
esa e passa
C
ultivares: Itália, R
ubi, Benitaka, Patrícia, M
aria, Paulistinha, C
entennial See-
dless (sem
sem
entes) e Red G
lobe.
Espaçam
ento: 4 x 3m
ou 4 x 4 m
ou 5 x 3m
(833, 625 ou 666 plantas/hectare).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a
por bases a 80%
.
da
form
ação do vinhedo, incorporá-lo o m
a1s profundam
ente poss1vel. Em
vinhedos já instalados, aplicar o calcário em
área total, antes da poda,
incorporando-o ligeiram
ente ao solo.
A
dubação de im
plantação: Aplicar, por cova, 40 litros de esterco de curral
curtido ou 1 o litros de esterco de galinha, ou 2 kg de torta de m
am
ona e
1 kg
calcário dolom
ítico, em
m
istura com
a terra da superfície e com
a
adubação m
ineral, de acordo com
a análise de solo:
p resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-12
13-30
>30
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
P20s, g/cova
K20, g/cova
300
200
100
150
100
50
Em
cobertura, aos 60 e 120 dias após o plantio dos porta-enxertos, aplicar
30 g de N
por planta, por vez.
A
dubação de form
ação (após a enxertia): Aplicar, de acordo com
a análise
de solo, a seguinte adubação:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
N
itrogênio
0-12
13-30
>30
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, g/planta
-
-
-
P20s, g/planta
K20, g/planta
60
150
100
50
100
70
50
Aplicar em
cobertura, ao redor das plantas, parcelando em
três vezes, a
prim
eira 30 dias após a brotação e as dem
ais até dezem
bro.
R
niA
tim
TÁr.nir.n_ 100. IA
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
A
dubação de produção: Aplicar, de acordo com
a análise de solo e a produ-
tividade esperada, conform
e a seguinte tabela:
M
eta de
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olcidm
3
produti-
N
itrogênio
vidade
0-12
13-30
>30
0-1,5
1 ,6-3,0
>3,0
t/ha
N, kg/ha
P20s, k
g
/h
a
--
-
-
K20, kg/ha
<23
200
400
240
120
320
200
120
23-35
250
500
300
150
400
250
150
>35
300
600
360
180
480
300
180
N
a poda do prim
eiro ano de produção, utilizar a m
etade da dose da tabela
acim
a. Aplicar 40 tiha de esterco de curral curtido, ou 6 t/ha de esterco de
galinha,ou 2,5 t/ha de torta de m
am
ona, enterrando em
covas ao lado das
plantas, um
m
ês antes da poda de produção.
Em
caso de deficiência de boro, ou quando o teor de B no solo for inferior
a 0,21 m
g/dm
3, aplicar no solo 1 ,5 kg/ha de B, logo após a poda.
Aplicar 1/2 d
o
P
e
do K e 1/3 do N, juntam
ente com
o adubo orgânico, um
m
ês antes da poda. Aplicar o restante do P, 30 dias após a poda. Parcelar o
restante do N
e do K em
três vezes iguais, aos 30 dias após a poda, na fase
de chum
binho e na fase de m
eia baga, espalhando os adubos ao redor das
plantas.
O
bservações:
a)
O
boro tam
bém
pode ser aplicado em
pulverização com
um
a solução
contendo 1 g!litro por vez de ácido bórico, aplicada em
três vezes antes
do florescim
ento, de 7 em
7 dias.
b) C
olheita precoce: Para a região oeste do Estado de São Paulo acrescentar,
em
cobertura, 80 kglha de N
e 80 kg/ha de K
2 0 após a poda de form
ação,
parcelando em
duas ou três vezes, de novem
bro a fevereiro. Se disponí-
vel, aplicar tam
bém
30 Ilha de esterco de curral curtido, antes da poda.
M
au rifo M
onteiro Terra
Seção de Viticultura -IAC
B. van RAIJ et ai.
17.17 U
vas rústicas para m
esa, vinho e suco
C
ultivares: N
iagara Branca ou R
osada, Isabel, Seibel-2, IAC. i 38-22 e C
on-
cord.
Espaçam
ento: 2 x 1 m
(5.000 plantas/hectare).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
. Antes da
form
ação do vinhedo, aplicar o calcário em
área total, m
corporando_om
a1s
profundam
ente possível. Em
vinhedos já instalados, em
pregar calcano em
área total, antes da poda, m
isturando ligeiram
ente ao solo.
A
dubação de im
plantação: Aplicar, por cova, 1 O
litros de esterco de curral, ou
3 litros de esterco de galinha, ou 500 g de torta de m
am
ona e 1 kg de
calcário dolom
ítico, em
m
istura com
a m
elhor terra da superfície e com
a
adubação m
ineral, de acordo com
a análise de solo e a seguinte tabela:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-12
13-30
>30
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
P2 0s, g/cova
K20, g/cova
80
60
40
40
30
20
Aplicar, em
cobertura, aos 60 e 120 dias após o plantio dos porta-enxertos,
20 g de N
por planta, por vez.
A
dubação de form
ação (após a enxertia): U
tilizar, de acordo com
a análise
de solo, a seguinte adubação:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
N
itrogênio
0-12
13-30
>30
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, g/planta
--P
2
0
5
, g/planta
K20, g/planta
20
30
20
10
30
20
10
Aplicar em
cobertura, ao lado das plantas, parcelando em
três vezes, a
prim
eira 30 dias após a brotação e as dem
ais até dezem
bro.
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
A
dubação de produção: Aplicar a adubação m
ineral de acordo com
a análise
de solo e a m
eta de produtividade.
M
eta de
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
produti-
N
itrogênio
vidade
0-12
13-30
>30
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
t/ha
N, kg/ha
P20s, k
g
/h
a
--
-
-
K20, kg/ha
<13
135
320
180
80
225
110
60
13-22
180
400
250
100
300
150
75
>22
230
500
310
120
380
190
90
N
a poda do prim
eiro ano de produção, utilizar m
etade da dose da tabela
acim
a. Aplicar 30 t/ha de esterco de curral curtido, ou 8 t/ha de esterco de galinha
ou 2 t/ha de torta de m
am
ona, enterrando em
sulcos ao lado das plantas, um
m
ês antes da poda.
Em
caso de deficiência de boro, quando o teor no solo for inferior a 0,21
m
g/dm
3, aplicar 2,5 kg/ha de B , logo após a poda.
Aplicar 1/2 d
o
P
e
do K e 1/3 do N, juntam
ente com
o adubo orgânico, um
m
ês antes da poda. Aplicar o restante do P, 30 dias após a poda. Parcelar o
restante do N
e do K em
três vezes iguais, aos 30 dias após a poda, na fase
de chum
binho e na fase de m
eia baga, espalhando os adubos ao lado das
plantas.
O
bservação: O
boro tam
bém
pode ser aplicado em
pulverização, antes do
florescim
ento, em
três vezes, em
pregando solução contendo 1 g!!itro de
ácido bórico.
M
aurilo M
onteiro Terra
'
1
Seção de Viticultura -IAC
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
18. H
O
R
TA
LIÇ
A
S
18.1
Inform
ações gerais .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
18.2
C
om
posição quím
ica e diagnose foliar
Página
157
160
18.3
Abobrinha ou abóbora de m
oita; abóbora rasteira, m
oranga e
híbridos; bucha e pepino .
165
18.4
Aipo (salsão)
166
18.5
Alcachofra . .
167
18.6
Alface, alm
eirão, chicória, escarola, rúcula e agrião d'água
168
18.7
Alho
. . . . . . . . . .
170
18.8
Alho-porre e cebolinha
171
1.8.9
Aspargo
. . . . . . . .
172
18.1 O
Berinjela, jiló, pim
enta-hortícola e pim
então
173
18.11 Beterraba, cenoura, nabo, rabanete e salsa
174
18.12 Brócolos, couve-flo(é repolho .
18.13 C
ebola (sistem
a de m
udas)
..
18.14 C
ebola (sistem
a de bulbinhos)
18.15 C
huchu
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
18.16 C
ouve-m
anteiga e m
ostarda .
18.17 Feijão-vagem
, feijão-fava, feijão-de-lim
a e ervilha torta
(ou ervilha-de-vagem
)
18.18 M
elão e m
elancia .
18.19 M
orango
18.20 Q
uiabo .
18.21 Tom
ate estaqueado .
18.22 Tom
ate rasteiro (industrial) irrigado .
B
oiA
tim
Ttinnif'n
1 n
n
I A
f'
1 ao
7
175
176
177
178
179
180
181
182
183
184
185
1 '1:;::'1!:
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I
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
18. H
O
R
TA
LIÇ
A
S
Paulo EspíndolaTrani
S
eção de H
ortaliças · IAC
Bernardo van R
aij
S
eção de Fertilidade do Solo e N
utrição de P
lantas-
IA
C
18.1 Inform
ações gerais
As hortaliças constituem
um
grupo de plantas com
características próprias
de cultivo, pelo uso intensivo do solo com
dois ou três cultivos por ano, em
geral sob irrigação, requerendo utilização de quantidades elevadas de calcário
e fertilizantes orgânicos e m
inerais, que podem
representar de 20 a 30%
dos
custos de produção.
R
ecom
enda-se a análise de solo, anualm
ente, ou com
m
aior freqüência,
quando se fizer a sucessão ou rotação de hortaliças e outras culturas. Além
da
análise quím
ica, é im
portante tam
bém
obter um
a análise granulom
étrica (tex-
tura) da área no início da exploração do terreno com
hortaliças.
A análise quím
ica foliar é útil durante o desenvolvim
ento das hortaliças,
pois perm
ite a cóm
paração·entre o estado nutricional de plantas com
sintom
as
e o de plantas norm
ais.
C
alagem
A incorporação do calcário deve, sem
pre que possível, ser feita até 20 a
30 em
de profundidade pois, ao contrário do que se pensa, diversas hortaliças
têm
o sistem
a radicular tão profundo quanto culturas extensivas. D
entre as
hortaliças de sistem
a radicular profundo pode-se citar: abóbora, alcachofra,
aspargo, batata doce, m
elancia e tom
ate. Com
o sistem
a radicular m
oderada-
m
ente profundo destacam
-se: beterraba, berinjela, cenoura, ervilha, feijão-
-vagem
, m
elão, nabo, pim
então e pepino. N
aturalm
ente, a profundidade das
raízes é influencida pelo solo, sendo difícil um
a classificação do com
prim
ento
do sistem
a radicular de m
aneira padronizada.
A escolha do tipo de calcário dependerá de fatores locais, devendo-se
garantir a neutralização da acidez e a adição de m
agnésio, quando necessária.
A aplicação deve ser feita com
pelo m
enos 20 a 30 dias de antecedência ao
plantio, para perm
itir um
a ação adequada na correção da acidez do solo. A
irrigação do solo após a aplicação do calcário tornará m
ais rápida a sua ação
corretiva.
B. van R
AIJ et ai.
A
dubação orgânica
Apesar do custo crescente do transporte, a aplicação de fertilizantes
orgânicos em
hortaliças é altam
ente econôm
ica. São usados estercos de
anim
ais, m
aterial vegetal triturado, com
postos, adubos verdes, tortas vegetais, etc.
É fundam
ental a aplicação de m
aterial já ferm
entado ou "curtido", com
pouca um
idade e peneirado, para facilidade de aplicação de m
aneira uniform
e
sobre a área a ser instalada com
hortaliças. A aplicação dos fertilizantes
orgânicos deve ser feita na área total dos canteiros, sulcos ou covas, incorpo-
rando-se uniform
em
ente, com
antecedência de 30 a 40 dias ao plantio das
hortaliças.
O
preparo e utilização do com
posto orgânico pelo agricultor deve ser
incentivado ao m
áxim
o, já que este tem
-se m
ostrado freqüentem
ente superior
a outros adubos orgânicos. Isso pode ser devido ao fato que a com
postagem
inviabiliza a germ
inação de sem
entes de plantas daninhas e dim
inui a ação de
alguns patógenos, com
o por exem
plo fusarium
e rizoctonia, m
uitas vezes
presentes em
m
ateriais vegetais crus. Além
desses efeitos, o processo e tem
po
de ferm
entação de diversos tipos de m
aterial orgânico, dim
inui a ação de
resíduos de herbicidas, antibióticos e horm
ônios, por vezes presentes nesses
m
ateriais, contribuindo tam
bém
para elim
inar verm
es e outros agentes causa-
dores de doenças em
seres hum
anos.
R
ecom
enda-se o preparo do com
posto com
utilização de 3 a 4 partes de
m
aterial com
alta relação C/N (bagacilho de cana, casca de arroz, entre outros),
para um
a parte com
baixa relação C/N (estercos, plantas legum
inosas, etc.),
alternando-se em
cam
adas de 20 em
aproxim
adam
ente de cada um
, até um
a
altura de cerca de 1 ,5 m
. A largura das cam
adas varia de 3 a 4 m
e o
com
prim
ento, conform
e a disponibilidade da área. Tal
m
aterial, irrigado e
revirado inicialm
ente a cada 3 a 5 dias e, no final, a cada 1 O
a 15, leva em
m
édia 60 a 90 dias para estar preparado.
A
dubação m
ineral
As quantidades de nutrientes recom
endadas
baseiam
-se na análise de
solo. As tabelas levaram
em
conta as exigências nutricionais das culturas,
produtividade esperada, resultados de experim
entos regionais, quando exis-
tentes, e inform
ações da literatura.
A
dubação m
ineral de plantio
No caso das hortaliças, é particularm
ente im
portante a localização dos
fertilizantes. D
eve-se levar em
consideração a distribuição do sistem
a radicular,
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
o .espaçam
ento :m
tre
e
a textura do solo e tipo de irrigação
uttlizada
m
ftltraçao ou goteJo). Em
solos argilosos ou orgânicos, os
adubos_ m
m
erats devem
ser aplicados nas linhas de plantio ou em
covas. A
aplicaçao localizada m
elhora o efeito do fósforo, pela m
enor fixação pelo solo.
.Em
solos arenosos, a concentração inicial de fertilizantes de efeito salino
ou causttco nos sulcos de plantio pode ser danosa ao desenvolvim
ento inicial
de algum
as hortaliças, razão pela qual, quando aplicados em
altas doses
recom
enda-se a esparram
ação em
área total dos canteiros.
'
A
dubação m
ineral em
cobertura
C:
é, em
geral, realizado com
nitrogênio ou com
nitrogênio
e potassto. De m
anetra geral, a aplicação de fósforo não é recom
endada em
cobertura para culturas tradicionais.
Para hortaliças, as recom
endações de fósforo são, em
alguns casos,
chegando a 600 kg/ha de P2 0
5 ou m
ais. N
esses casos, adm
ite-se
aplicaçao de parte do nutriente em
cobertura, na proporção de 1/4 até 1/3 das
quantidades de N
e K
com
o, por exem
plo, com
as fórm
ulas 12-4-12 20-5-20
ou sim
ilares. A aplicação do fósforo em
cobertura é m
ais eficaz se 0
for
enterrado ou coberto com
terra, com
o acontece, por exem
plo, com
0 tom
ateiro.
N
essas condições, pode haver estím
ulo a m
aior desenvolvim
ento radicular.
N
ão é recom
endável a utilização de fórm
ulas em
cobertura que contenham
elevados teores de fósforo, em
que o nutriente se encontre em
relações
sem
elhantes ou superiores ao nitrogênio ou ao potássio, tais com
o 1:1:1 ou
1 :2:1. A m
aior parte do fósforo deve ser sem
pre aplicada no plantio.
Uso de m
icronutrientes
Em
cada tabela de recom
endação de cal agem
e adubação, são recom
en-
dados aqueles m
icronutrientes cujas deficiências são m
ais prováveis de ocor-
rer.
O
conhecim
ento específico da área, utilização da análise de solo e
diagnose foliar, além
da exigência nutricional da hortaliça, auxiliam
na reco-
m
endação dos m
icronutrientes. A aplicação pode ser feita no solo ou nas folhas.
Sem
pre que possível utilizar fórm
ulas N
PK que contenham
os m
icronu-
trientes. No caso da aplicação desses produtos separadam
ente por ocasião do
plantio, devido às baixas quantidades necessárias, recom
enda-se a m
istura
com
areia ou terra seca peneirada, ou ainda com
o próprio fertilizante NPK de
granulom
etria sem
elhante, para uniform
idade de distribuição.
Q
uanto à aplicação via foliar, evitar a m
istura dos m
icronutrientes com
defensivos sem
a orientação do fabricante quanto à com
patibilidade.
B
oletim
TP.r.nir.n
100
lA
r.
1 Q
Q
7
8. van RAIJ et ai.
O
s defensivos contendo m
icronutrientes (oxicloreto de cobre, m
ancozeb,
zineb, etc.) têm
-se m
ostrado fontes alternativas desses elem
entos para as
plantas.
18.2 C
om
posição quím
ica e diagnose folia r
O
quadro 18.1 apresenta os conteúdos de m
acronutrientes prim
ários -N,
P e K -
na parte colhida de hortaliças, bem
com
o as produtividades m
édias
obtidas. Esses dados perm
item
calcular, aproxim
adam
ente, as quantidades
desses nutrientes que são rem
ovidos pelas colheitas, dando ainda idéia das
necessidades das culturas.
Instruções específicas para am
ostragemde folhas das diferentes espécies
de hortaliças são indicadas no quadro 18.2. Para m
aior eficiência da diagnose
foliar, é im
portante que essas instruções sejam
seguidas da m
elhor m
aneira
possível.
A interpretação dos resultados da análise quím
ica das folhas de hortaliças
pode ser feita consultando o quadro 18.3, para m
acronutrientes e o quadro
18.4, para m
icronutrientes.
C
abe frisar que há variações substanciais nos teores de nutrientes em
folhas pelas diferenças de épocas de am
ostragem
, posição das folhas ou,
ainda, diferenças de cultivares. Assim
, os núm
eros apresentados devem
ser
considerados apenas com
o um
subsídio para a identificação de problem
as
nutricionais. É im
portante recorrer a am
ostras pareadas, am
ostrando separa-
dam
ente plantas norm
ais e com
problem
as, analisando tam
bém
o solo, obtendo
indicações sobre adubações utilizadas e, com
base nesse conjunto de inform
a-
ções, realizar a diagnose de problem
as nutricionais. o .... ln+õ...., Tó.r"nir"r.
1(1(\
lA
r.
1
Q
Q
7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
Q
uadro 18.1_. C
onteúdo dos m
acronutrientes prim
ários na parte fresca colhida
de hortal1ças e produtividade m
édia
C
ultura
Abobrinha
Abóbora rasteira
Alcachofra
Alface
Alho
Aspargo
Berinjela
Beterraba
Brócolos
Cebola
Cenoura
C
ouve-flor
Ervilha
Feijão-vagem
Jiló
M
elancia
M
elão
M
oranga
M
orango
Nabo
Pepino
Pim
enta
Pim
então
Q
uiabo
Rabanete
Repolho
Tom
ate estaqueado
Tom
ate rasteiro
R
nlA
tim
Ttíf"!nif"!n
1(1(1
lA
r.
1
0
0
7
N
p
K
-
-
-
-
-
k
g
/
1
-
-
-
-
-
1 '1
1' 1
3,1
1,6
6,8
2,4
2,2
2,4
3,6
1,8
2,6
3,1
4,8
··2, 1
2,3
1,5
2,0
1,3
1,3
1,7
1 '1
2,0
1,6
2,2
1,9
1,7
1,4
1,5
0,3
0,3
0,5
0,2
1 '1
0,4
0,3
0,5
0,7
0,5
0,4
0,5
0,7
0,4
0,4
0,2
0,5
0,2
0,3
0,3
0,3
0,4
0,3
0,5
0,3
0,3
0,2
0,2
1,8
1,8
5,3
2,0
4,7
5,3
2,3
4,2
3,3
2,8
4,3
2,0
6,4
2,0
2,9
-
1 '1
2,4
3,4
1,5
2,6
1,7
2,0
0,7
2,8
2,7
1,5
1,7
1,8
Produti-
vidade
m
édia
t/ha
10-20
10-15
4-6
20-30
4-8
4-7
30-60
15-30
10-30
20-40
25-45
8-16
1,5-2,0
20-25
16-20
30-50
20-40
10-15
30-35
6-8
20-50
4-16
30-40
15-22
15-30
30-60
50-100
30-50
B. van RAIJ et ai.
Q
uadro 18.2. R
ecom
endações de am
ostragem
de folhas de hortaliças
C
ultura
Abóbora
Agrião
Aipo
Alcachofra
Alface
Alho
Aspargo
Berinjela
Beterraba
Brócolo
Cebola
C
enoura
C
hicória
C
ouve
C
ouve-flor
Ervilha
Espinafre
D
escrição da am
ostragem
9. 3 folha a partir da ponta, no início da frutificação: 15 plantas.
Folhas com
postas do topo da planta: 25 plantas.
Parte aérea; 70 dias após o transplante: 20 plantas.
Folhas desenvolvidas, aos 180 dias após a brotação: 15 plantas.
Folhas recém
-desenvolvidas, de m
etade a 2/3 do ciclo: 15 plantas.
Folha recém
-desenvolvida, porção não branca, no início da bulbificação: 15
plantas
Folha superior m
ais recém
-desenvolvida: 15 plantas.
Pecíolo da folha recém
-desenvolvida: 15 plantas.
Folha recém
-desenvolvida: 20 plantas.
Folha recém
-desenvolvida, na form
ação da cabeça: 15 plantas.
Folha m
ais jovem
, m
etade do ciclo de crescim
ento: 20 plantas.
Folha recém
-m
adura, m
etade a 2/3 do crescim
ento: 20 plantas.
Folha m
ais velha, na form
ação da 8. a folha, 15 plantas.
Folha recém
-desenvolvida: 15 plantas.
Folha recém
-desenvolvida, form
ação da cabeça: 15 plantas.
Folíolo recém
-desenvolvido, no florescim
ento: 50 folíolos.
Folha recém
-desenvolvida, 30 a 50 dias, 20 plantas.
Feijão-vagem
4. 3 folha a partir da ponta, do florescim
ento ao início da form
ação das vagens:
30 plantas.
Jiló
M
elancia
M
elão
M
orango
Nabo
Pepino
Pim
enta
Pim
então
Q
uiabo
R
abanete
Repolho
Salsa
Tom
ate
Folha recém
-desenvolvida, no florescim
ento: 15 plantas.
5. 3 folha a partir da ponta, excluindo o tufo apical, da m
etade até 2/3 do ciclo
da planta: 15 plantas.
5. 3 folha a partir da ponta, excluindo o tufo apical da m
etade até 2/3 do ciclo
da planta: 15 plantas.
3. 3 ou 4. 3 folha recém
-desenvolvida (sem
pecfolo), no início do florescim
ento:
30 plantas.
Folha recém
-desenvolvida, no início do engrossam
ento das raízes: 20 plantas.
5' 3 folha a partir da ponta, excluindo o tufo aplcal, no início do florescim
ento:
20 plantas.
Folha recém
-desenvolvida, do florescim
ento até a m
etade do final do ciclo: 25
plantas.
Folha recém
-desenvolvida, do florescim
ento à m
etade do ciclo: 25 plantas.
Folhas recém
·desenvolvidas, no início da frutificação (40·50 dias): 25 plantas.
Folhas recém
-desenvolvidas: 30 plantas.
Folha envoltória, 2 a 3 m
eses: 15 plantas.
Parte aérea: 30 plantas.
Folha com
pecíolo, por ocasião do 1. 0 fruto m
aduro: 25 plantas.
D
n
ln
+
l...., T
A
.-.n
in
n
IA
/'"'
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
Q
uadro 18.3. Faixas de teores adequados de m
acronutrientes em
folhas de
hortaliças
C
ultura
Abóbora
Agrião
Aipo
Alcachofra
Alface
Alho
Aspargo
Berinjela
Beterraba
Brócolos
C
ebola
C
enoura
C
hicória
C
ouve
C
ouve-flor
Ervilha
Espinafre
Feijão-vagem
Jiló
M
elancia
M
elão
M
orango
N
abo
Pepino
Pim
enta
Pim
então
Q
uiabo
R
abanete
R
epolho
Salsa
Tom
ate
N
p
K
C
a
M
g
s
-
-
-
-
-
-
-
-
g
/
k
g
-
-
-
-
-
-
-
-
-
30-40
40-60
20-30
25-35
30-50
35-50
30-50
40-60
30-50
30-55
25-35
20-30
40-50
30-55
40-60
40-60
30-60
40-60
45-60
25-50
25-50
15-25
35-40
45-60
30-45
30-60
35-50
30-60
30-50
30-50
40-60
4-6
7-13
4-6
4-5
4-7
3-5
3-6
3-12
2-4
3-8
2-4
2-4
4-7
3-7
4-8
3-8
3-7
3-7
3-7
3-7
3-7
2-4
3-6
3-12
3-7
3-7
3-5
3-7
4-7
4-8
4-8
25-45
25-45
40-80
10-20
60-80
25-40
25-40
20-25
50-80
35-50
20-40
35-60
20-40
20-40
30-50
40-60
50-60
20-40
25-50
20-35
30-60
25-40
20-50
25-40
25-40
20-40
35-50
35-50
30-50
40-60
25-40
40-75
30-50
25-40
30-50
15-25
6-12
10-20
10-25
25-35
12-25
15-30
25-35
15-25
13-25
20-35
12-20
25-40
15-30
12-25
25-50
25-50
10-25
15-40
15-35
15-35
10-35
35-45
30-45
15-30
7-20
14-40
5-1 o
2-5
3-6
5-15
4-6
2-4
3-7
3-1 o
3-8
2,5-6
3-5
4-7
2,5-5
2,5-7
2,5-5
3-7
6-10
3-8
2,2-5
5-12
5-12
6-1 o
3-10
3-1 o
3-12
3-12
6-9
5-12
4-7
2-5
4-8
2-3
2-4
2-3
1,5-2,5
4-6
2-4
2-4
3-8
5-8
4-8
4-7
2-5
2-3
2-3
1-5
4-7
2,5-4
3-7
3-10
8. van RAIJ et ai.
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
Q
uadro 18.4. Faixas de teores adequados de m
icronutrientes em
folhas de
18.3 A
bobrinha ou abóbora de m
oita; abóbora rasteira, m
oranga e
hortaliças
híbridos; bucha e pepino
C
ultura
B
Cu
F e
M
n
M
o
Zn
Espaçam
entos: A
bobrinha-
1 ,O a 1,2 x 0,6 a 0,8 m
; abóbora rasteira-
4 x 2 a
4 m
; m
oranga -
3 x 3 m
; híbridos -
3 x 2 m
; bucha-
3 x 2 m
; pepino -
1 ,o
m
g/kg
x 0,3 a 0,6 m
.
Abóbora
25-60
10-25
60-200
50-250
0,5-0,8
5-100
Calagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e m
anter
Agrião
25-50
6-15
50-100
50-250
20-40
o teor de m
agnésio no m
ínim
o em
9 m
m
olcfdm
a
Aipo
20-80
5-10
50-130
40-130
25-80
Adubação orgânica: Aplicar de 20 a 40 t/ha de esterco de curral curtido, ou
Alcachofra
40-80
10-20
60-200
50-250
0,5-1,0
25-60
um
quarto dessas quantidades em
esterco de galinha, cerca de 30 dias
Alface
30-60
7-20
50-150
30-150
0,8-1,4
30-100
antes da sem
eadura. Pode-se ainda utilizar um
décim
o dessa dose com
o
Alho
30-60
5-10
50-100
30-100
30-100
torta de m
am
ona ferm
entada. N
este caso, aplicar nas covas.
Aspargo
50-120
7-20
50-300
50-250
20-100
Adubação m
ineral de plantio: Aplicar o adubo m
isturando-o com
a terra dos
Berinjela
25-75
7-60
50-300
40-250
20-250
sulcos ou covas, cerca de1 o a 15 dias antes da sem
eadura. As quantida-
Beterraba
40-80
5-15
70-200
70-200
20-100
des são determ
inadas pela análise de solo.
Brócolos
30-100
5-15
70-300
25-200
35-200
C
ebola
30-50
10-30
60-300
50-200
30-100
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
C
enoura
30-80
5-15
60-300
60-200
0,5-1,5
25-100
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
C
hicória
25-75
5-25
40-150
15-250
30-250
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
C
ouve
30-100
4-25
60-300
30-250
0,1-0,15
30-250
"-1"'···
C
ouve-flor
30-80
4-15
30-200
25-250
0,5-0,8
20-250
40
400
300
200
200
150
100
4>11''
Ervilha
25-60
7-25
50-300
30-400
0,6-1,0
25-100
60-200
30-250
25-100
B, m
g/dm
3
Cu, m
g/dm
3
Zn, m
g/dm
3
f''
Espinafre
40-100
5-25
10-30
50-300
50-300
0,4-0,8
30-100
0-0,20
>0,20
0-0,2
0,3-1,0
'>
1 ,o
0-0,5
>0,5
lli't
Feijão-vagem
20-60
-
Jiló
50-80
11-25
50-300
70-250
0,5-1 ,O
20-200
... -·
-B
,k
g
/h
a
--
Cu, kg/ha
-Z
n
, kg
/h
a
-
k
50-300
50-250
20-60
M
elancia
30-80
10-15
M
elão
30-80
10-15
50-300
50-250
20-100
o
4
2
o
3
o
30-300
0,5·1,0
20-50
i!\lt
M
orango
35-100
5-20
50-300
40-100
6-25
40-300
40-250
20-250
... .;.,.
Nabo
Adubação m
ineral de cobertura: Aplicar 100 a 150 kg/ha de N
e 60 a 120
Pepino
25-60
7-20
50-300
50-300
0,8·1 ,3
25·1 00
kg/ha de K20, parcelando em
três aplicações: a prim
eira aos 15 a 20 dias
Pim
enta
30·1 00
8·20
50-300
30-250
30-100
após a germ
inação e as dem
ais a cada: 15 a 20 dias. As quantidades
Pim
então
30-100
8-20
50-300
30·250
30-100
m
aiores ou m
enores dependerão da análise de solo, foliar, cultivar utiliza-
Q
uiabo
40-80
15-25
60-120
40-80
0,5-0,8
40-80
do e produtividade esperada.
R
abanete
25-125
5-25
50-200
50-250
20-250
Repolho
25-75
8-20
40-200
35-200
0,5-0,8
30·1 00
Paulo Espíndola Trani, Francisco Antonio Passos,
Salsa
30·1 00
5-15
50-300
25-250
25-100
Arlete M
archi Tavares de M
elo, W
a/kyria B. Scivittaro e H
iroshi N
agai
Tom
ate
30·1 00
5-15
100-300
50-250
0,4-0,8
30-100
Seção de H
ortaliças -IAC
R
niA
tim
100. IA
C
. 1997
R
niA
tim
TÁ
nnif'A
1 ()()
I !J.f"'._
1
0
0
7
B. van RAIJ et ai.
18.4 A
ipo ou salsão
Espaçam
entos: 0,9 x 0,3 m
(m
esa) e 0,5 x 0,2 m
(indústria).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
.
A
dubação orgânica: Aplicar, 1 O
a 20 dias antes do transplante das m
udas, 30
a 50 t/ha de esterco de curral curtido ou 1/4 dessas doses de esterco de
galinha, ou 2,5 a 4,0 t/ha de torta de m
am
ona ferm
entada, sendo as doses
m
aiores para solos arenosos.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo e a
seguinte tabela:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
N
itrogênio
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/h
K20, kg/ha
20
360
240
180
180
120
60
B, m
g/dm
3
Zn, m
g/dm
3
0-0,20
0,21-0,60
>0,60
0-0,5
>0,5
-
-
-
-
-
B, k
g
/
h
a
-
-
-
-
-
-
-
-
Z
n
, k
g
/h
a
---
3,0
1 ,5
o
3
o
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 120 kg/ha de N
e 60 kg/ha de K
20,
parcelando em
duas vezes, aos 20 e 40 dias após o transplante das
m
udas.
O
bservação: Se a cultura apresentar sintom
as de deficiência de boro, pulve-
rizar um
a vez por m
ês, durante o crescim
ento do aipo, com
um
a solução
de ácido bórico a 0,3 gllitro ou bórax a 0,5 gl/itro (dissolver este produto
em
água quente). O
sintom
a típico de deficiência de boro no aipo é o
aparecim
ento de rachaduras de coloração castanha nos pecíolos, tornan-
do o produto sem
valor com
ercial.
Paulo Espíndola Trani e Joaquim
A. de Azevedo Filho
Seção de H
ortaliças -fAC
Rn!Atim
Tilr.nir.n. 100. IA
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
18.5 A
lcachofra
Espaçam
ento: 2,0 a 2,5 x 1 ,O a 1,5 m
(2.666 a 5.000 plantas/h a).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a soo' e
t
O
teor d
. .
, .
,o
m
an e r
e m
agnes1o no m
m
1m
o em
5 m
m
olcfdm
3.
A
dubação orgânica: Aplicar de 40 a 50 t/ha de esterco de curral curtido ou 1 o
a 12 t/ha de esterco de galinha curtido.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar os nutrientes com
base na análise de
solo e a tabela seguinte:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
B, m
g/dm
3
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
0-0,20 0,21-0,60 >0,60
N, kg/ha
-
P20s, kg/ha -
--K
2
0
, k
g
/h
a
--
B, k
g
/h
a
--
40
400
200
100
160
100
40
2
o
A
dubação
d_e cobertura: Aplicar de 50 a 100 kg/ha de N, dividindo
em
duas
aos 30 e 60 dias após o plantio. Em
solos com
teores
ba1xos de potass1o ( <1 ,5 m
m
olcf1 00 dm
3), aplicar 50 kg/ha de K o em
cobertura.
2
Paulo Espíndola Trani e
Antonio Passos
Seção de H
ortaliças -fAC
B. van R
AIJ et ai.
18.6 A
lface, alm
eirão, chicória, escarola, rúcula e agrião d'água
Espaçam
entos: 0,20 a 0,30 m
x 0,20 a 0,30 m
(alface); O, 15 a·o,25 m
x O, 1 O
a 0,20 m
(alm
eirão); 0,40 x 0,30 m
(chicória e escarola); 0,20 a 0,25 m
x
0,05 m
(rúcula) e O, 15 a 0,20 m
x o, 15 a 0,20 m
(agrião d'água).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
para alface
rúcula, e agrião, e a 70%
para alm
eirão, chicória e escarola.
A
dubação orgânica: U
tilizar 60 a 80 tlha de esterco de curral ou um
quarto
dessa quantidade de esterco de galinha. O
m
aterial deve ser bem
curtido.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
a análise de solo, as
quantidades indicadas na seguinte tabela:
P resina, m
gldm
3
K+ trocável, m
m
olcidm
3
N
itrogênio
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kglha
P20s, kglha
K20, kglha
40
400
300
200
150
100
50
M
isturar os adubos m
inerais ao solo, juntam
ente com
o adubo orgânico,
pelo m
enos 1 O
dias antes da sem
eadura ou transplante das m
udas.
Acrescentar, à adubação m
ineral de plantio a ser aplicada com
a adubação
orgânica, 1 kglha de B para todas as hortaliças acim
a citadas.
A
dubação m
ineral de cobertura:
1. A
lface de sem
eadura direta • 60 a 90 kglha de N, parcelando em
3
aplicações, aos 15, 30 e 45 dias após a germ
inação. No sistem
a de transplante
de m
udas, parcelar o N
aos 10, 20 e 30 dias após o transplante.
2. A
lm
eirão· 60 a 90 kglha de N, parcelando aos 1 O, 20 e 30 dias após
a germ
inação.
3. C
hicória e escarola-
60 a 90 kglha de N, parcelando aos 1 O, 20 e 30
dias após o transplante das m
udas.
4. R
úcula -
120 kglha de N, parcelando aos 7, 14 e 21
dias após a
germ
inação.
5. A
grião d'água· 60 a 90 kglha de N, parcelando essas doses em
3 a 4
aplicações, a cada 1 O
dias.
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
O
bservação: A
s
m
aiores quantidades de N
dependerão de fatores
e verde anteriores, análise de solo, análise foliar
R
n
iA
tim
T61"nil'n
1 IV
\
1 A f"'
on"?
Paulo Espíndola Trani, Francisco Antonio Passos
e Joaquim
A. de Azevedo Filho
Seção de H
ortaliças -fAC
B. van RAIJ et ai.
18.7 A
lho
Espaçam
ento: 0,20 a 0,30 m
x 0,07 a O, 15m
.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e m
anter
o teor de m
agnésio no m
ínim
o em
9 m
m
ol0 /dm
3.
A
dubação orgânica: Aplicar de 20 a 40 t!ha de esterco de curral bem
curtido,
ou 5 a 1 o t!ha de esterco de galinha curtido, 15 a 30 dias antes do plantio.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo.
P resina, m
gldm
3
K+ trocável, m
m
olcldm
3
Zn, m
gldm
3
N
itrogênio
0-25
26-60
>60
0-1 ,5
1,6-3,0
>3,0
0-0,5
0,6-1,2
> 1,2
N, kglha
-
P20s, k
g
lh
a
-
-
-
K
20, kglha
---Z
n
, k
g
lh
a
--
20
360
240
120
120
80
405
3
o
Acrescentar à adubação m
ineral de plantio, 3 kg/ha de B, cerca de 1 O
dias
antes do plantio.
A
dubação m
ineral de cobertura:
1) A
lho com
um
ou "sem
i nobre" (Lavínia, C
hinês, A
m
arante, etc.) -de 40
a 80 kg/ha de N
e 40 kglha de K
2 0, parcelando aos 30 e 50 dias após a
brotação. U
tilizar a m
enor ou m
aior dose de nitrogênio, conform
e o estado
vegetativo da cultura no cam
po.
2)' A
lho "nobre vernalizado" (C
honan, R
oxo Pérola de C
açador, Q
uitéria,
etc.)-de 20 a 60 kg/ha de N
e 40 kg/ha de K2 0, parcelando essas doses
aos 30 e 50 dias após a brotação. U
tilizar a m
enor ou a m
aior dose de
nitrogênio, conform
e o estado vegetativo da cultura no cam
po.
Paulo Espíndo/a Trani e M
arcelo Tavares
Seção de H
ortaliças -fAC
e W
alter José Siqueira
Seção de G
enética -fAC
Tilr.nir.n. 100. IA
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
18.8 A
lho-porra e cebolinha
Espaçam
ento: 0,40 x O, 15m
(alho porra); 0,25 x O, 15 m
(cebolinha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
.
A
dubação orgânica: Aplicar, cerca de 30 dias antes do transplante das m
udas,
40 a 60 t/ha de esterco de curral bem
curtido ou 1/4 dessa quantidade de
esterco de galinha curtido.
A
dubação
plantio: Em
pregar de acordo com
a análise de solo e
as espec1f1caçoes da seguinte tabela:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
-
-
-
P20s, kg/ha -
-
-
-
-
-
K
2
0
, k
g
/h
a
---
40
360
240
120
160
120
80
U
tilizar os adubos pelo m
enos 1 O
dias antes do transplante das m
udas,
acrescentando 1 kg/ha de B.
A
dubação m
ineral de_cobertura: Em
pregar 120 kg/ha de N
e 60 kg/ha de K
2 o,
parcelando em
tres vezes, aos 15, 30 e 45 dias após o transplante.
Paulo Espíndola Trani e M
arcelo Tavares
Seção de H
ortaliças -fAC
e W
alter José Siqueira
Seção de G
enética -fAC
B. van R
AIJ et ai.
18.9 A
spargo
Espaçam
ento: 2,0 x 0,3 m
.
-
p r bases a 80%
e m
anter
C
alagem
: Aplicar calcário
.elevar a saturaçao 3 o
o teor de m
agnésio no m
lrum
o em
9 m
m
olcidm
.
A
dubação orgânica: Aos 1 o a 20 dias
do transplante das
40 a 80 t/ha de esterco de curral curtidO
ou 1/3 dessa dose
galinha curtido.
A
dubação m
ineral de plantio:
As quantidades de nutrientes são indicadas
pela análise de solo, com
o uso da seguinte tabela:
N
itrogênio
N, kg/ha
30
0-0,20
p resina, m
g/dm
3
0-25
26-60
750
500
B, m
g/dm
3
0,21-0,60
>60
250
>0,60
-
-
-
-
-
8
,
k
g
/
h
a
-
-
-
-
-
-
3,0
1 ,5
o
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
K20, kg/ha
250
150
100
Zn, m
g/dm
3
0-0,5
>0,5
-
-
Zn, kg/ha
3
o
A
dubação m
ineral de cobertura: U
tilizar 90 a 150
de K
20' parcelando essas doses em
3 vezes, aos
'
o transplante.
.
Ih
·t
aplicar m
etade da adubação de
os fertilizantes fosfatados junto
próxim
o ao rizom
a, cobrindo com
terra.
Paulo Esplndo/a Trani
Seção de H
ortaliças -fAC
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
...
18.1 O
B
erinjela, jiló, pim
enta-hortícola e pim
então
Espaçam
entos: 1,2 a 1,5 m
x 0,8 a 1 ,O m
(berinjela); 1,2 a 1,8 m
x 0,8 a 1 ,O m
(jiló); 1,2 a 1,4 m
x O, 7 a 0,9 m
(pim
enta); e, 1 ,O a 1,2 m
x 0,4 a 0,6 m
(pim
então).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 9 m
m
olddm
3.
A
dubação orgânica: U
tilizar de 1 O
a 20 t/ha de esterco de curral curtido, ou
1/4 dessas quantidades com
o esterco de galinha curtido.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar os fertilizantes, cerca de 1 O
dias antes
do transplante das m
udas, no sulco de plantio, em
quantidades de acordo
com
a análise de solo, e a tabela seguinte:
N
itrogênio
N, kg/ha
40
P resina, m
g/dm
3
0-25
26-60
>60
K+ trocável, m
m
olcfdm
3
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
--P
2
0
s
, k
g
/h
a
--
-
K
2
0
,
k
g
/h
a
--
600
320
160
180
120
60
Zn, m
g/dm
3
0,6
>0,6
-z
n
, kg
/h
a
-
3
o
Acrescentar à adubação de plantio 1 kg/ha de B e de 1 O
a 30 kg/ha de S.
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar de 80
120 kg/ha de N
e de 80 a
120 kg/ha de K20, parcelando em
4 a 6 vezes. As quantidades m
enores
ou m
aiores dependerão da análise de solo, análise foliar, cultivar, produ-
tividade esperada e sistem
a de cultivo (cam
po ou protegido).
Pauto Espíndo/a Trani, Arlete M
. Tavares de M
elo,
Francisco Antonio Passos, M
arcelo Tavares,
H
iroshi N
agai e W
alkyria 8. Scivittaro
Seção de H
ortaliças -IAC
11 I•' fi
B. van RAIJ et ai.
18.11 B
eterraba, cenoura, nabo, rabanete e salsa
Espaçam
entos: 0,25 a 0,30 m
x 0,10 a 0,15 m
(beterraba); o;2o x 0,06 m
(cenoura); 0,40 x O, 15m
(nabo); o, 15 a 0,20 m
x 0,08 a O, 1O
m
(rabanete);
e, 0,20 a 0,25 m
x O, 1 O
a O, 15 m
(salsa).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 9 m
m
olc/dm
3.
A
dubação orgânica: Aplicar 30 a 50 t/ha de esterco de curral bem
curtido ou
com
posto orgãnico, sendo a m
aior dose para solos arenosos. Pode-se
utilizar 1/4 dessas quantidades de esterco de galinha.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, cerca de 1 o dias antes da sem
eadura,
de acordo com
a análise de solo e a seguinte tabela:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olcfdm
3
Zn, m
g/dm
3
N
itrogênio
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
0-0,5
>0,5
N, kg/ha
-
-
P20s, k
g
/h
a
--
-
-
K20, kg/ha -
-
-
Zn, kg/ha-
20
360
240
180
180
120
60
3
o
U
tilizar, juntam
ente com
N, P e K, 2 a 4 kg/ha de B
para beterraba e 1 a
2 kg/ha de B
para cenoura, nabo e rabanete, sendo as m
aiores doses em
solos
deficientes em
boro ou pobres em
m
atéria orgânica. Para a beterraba, aplicar
em
pulverização, aos 15 e 30 dias após a sem
eadura ou o transplante das
m
udas, 5 g de m
olibdato de am
ônia, em
1 O
litros de água.
A
dubação m
ineral de cobertura: (a) B
eterraba, cenoura e nabo -
de 60 a
120 kg/ha de N
e 30 a 60 kg/ha de K20, parcelando esses totais em
três
aplicações, aos 15, 30 e 50 dias após a germ
inação, (b) R
abanete-aplicar
as m
esm
as quantidades de N
e K, porém
parcelando aos 7, 14 e 21 dias
após a germ
inação. U
tilizar as m
enores ou m
aiores doses conform
e a
análise de solo, análise foliar, cultivar utilizado e produtividade esperada.
O
bservação: Aplicar, para salsa, a m
etade das doses dos nutrientes (plantio
e cobertura) indicadas para as dem
ais hortaliças.
Paulo Espíndola Trani, Francisco Antonio Passos, M
arcelo Tavares
e Joaquim
A. de Azevedo Filho
Seção de H
ortaliças -IAC
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
18.12 B
rócolos, couve-flor e repolho
Espaçam
ento: 0,8 a 1 ,O m
x 0,4 a 0,5 m
.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e 0 teo d
m
agnésio a um
m
ínim
o de 9 m
m
olcfdm
3.
r
e
A
dubação orgânica: Aplicar de 40 a 60 t/ha de esterco de curral ou a quarta
parte dessa quantidade de esterco de galinha.
'
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar as quantidades indicadas pela análise
de solo:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
-
-
-
P20s, kg/ha -
-
-
-
-
-
K20, k
g
/h
a
,---
60
600
400
200
240
180
120
Aplicar 3 a 4 kg/ha de B, juntam
ente com
os dem
ais adubos m
inerais de
plantio. Acrescentar de 30 a 60 kg/ha de S.
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 15 a 200 kg/ha de N
e 60 a 120 kg/ha
de K20, parcelando em
quatro vezes, aos 15, 30, 45 e 60 dias após 0
transplante.
'
-
A
dub:'ção foHar: Pulverizar as folhas por três vezes, no ciclo, com
solução de
ac1do borico (1. g/litro de água). Aplicar m
olibdênio em
pulverização,
qum
ze d1as apos o transplante,utilizando 0,5 g/litro de m
olibdato de
am
ônia.
·
B
olA
tim
TÁ
cnir:n
100
!A
r:
1A
A
7
Paulo Espíndota Trani, Francisco Antonio Passos
Joaquim
A. de Azevedo e M
arcelo Tavares
Seção de H
ortaliças -fAC
17<;
8. van RAIJ et aL
18.13 C
ebola (sistem
a de m
udas)
Espaçam
ento: 0,4 a 0,5 m
x 0,05 a 0,10 m
.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 9 m
m
olcidm
3.
A
dubação orgânica: Aplicar 15 t/ha de esterco de curral bem
curtido, ou 5 !lha
de esterco de galinha curtido, ou ainda 500 kg/ha de torta de m
am
ona,
cerca de 15 dias antes da sem
eadura ou plantio das m
udas.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo.
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
N
itrogênio
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
30
300
150
90
150
120
60
B, m
g/dm
3
Cu, m
g/dm
3
Zn, m
g/dm
3
0-0,20 0,21-0,60
>0,60
0-0,2
0,3-1 ,O
>1 ,o
0-0,5
0,6-1,2
>1 ,2
B, k
g
/h
a
--
-
-
Cu, kg/ha -
-
--Z
n
, k
g
/h
a
--
2
o
4
2
o
5
3
o
Acrescentar de 30 a 50 kg/ha de S.
A
dubação m
ineral de cobertura: U
tilizar de 30 a 60 kg/ha de N
e 30 a 60
kg/ha de K
2 0, parcelando os totais em
duas aplicações, aos 20 a 30 e aos ·
45 a 55 dias após o transplante de m
udas. As m
aiores ou m
enores
quantidades de N
ou K dependerão do estado vegetativo das plantas no
cam
po e do cultivar utilizado.
Paulo Espíndola Trani e M
arcelo Tavares
Seção de H
ortaliças -IAC
W
alter José Siqueira
Seção de G
enética -IAC
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
18.14 C
ebola (sistem
a de bulbinhos)
Espaçam
ento: 0,30 a 0,40 m
x O, 10m
(bulbinho para bulbo)
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e
0
m
agnésio a um
m
ínim
o de 9 m
m
olcfdm
3.
A
dubação orgânica: A adubação orgânica para form
ação de bulbinhos depen-
dera do uso
e textum
do solo, tom
ando-se o cuidado de em
pregar
orgam
cos com
ba1xos teores de nitrogênio. Em
solos pobres
aplicar 1 O
t/ha de esterco de curral curtido ou 3 t/ha de cam
a de frango.
A
dubação m
ineral: Aplicar os adubos de acordo com
a análise de solo.
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olcfdm
3
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/h
K20, kg/ha
30
300
150
90
150
120
60
B, m
g/dm
3
Cu, m
g/dm
3
Zn, m
g/dm
3
0-0,20 0,21-0,60
>0,60
0-0,2
0,3-1,0
>1 ,O
0-0,5
0,6-1 ,2
> 1,2
-
-
-
B, kg/ha -
-
-
-
Cu, kg/ha -
-
--Z
n
, k
g
/h
a
--
2
0
-
4
2
o
5
3
o
Acrescentar 30 a 50 kg/ha de S.
A
dubação m
ineral de cobertura: Para form
ação do bulbinho, aplicar no
m
áxim
o 1 O
kg/ha de N, visando atingir bulbinhos com
1 a 2 em
de diâm
etro.
Para form
ação do bulbo, aplicar de 1 O
a 20 kg/ha de N
logo após a brotação
do bulbinho (5 dias) e, após 20 a 25 dias, m
ais 20 a 40 kg/ha de N.
A
dubação foliar: Em
solos pobres em
potássio, recom
enda-se pulverizar, por
ocasião da colheita, com
solução contendo 1 o g/litro de sulfato de potássio.
O
bservações: (a) C
onsiderou-se um
período m
édio de 80 dias entre o plantio
do bulbinho e a produção do bulbo. (b) O
s autores agradecem
a colabo-
ração do Professor C
yro Paulino da C
osta (ESALQ
!U
SP) pelas inform
a-
ções sobre adubação para produção de cebola no sistem
a de bulbinhos.
R
n
iA
tim
10()
!l!.r.
1
0
0
7
Paulo Espíndola Trani e M
arcelo Tavares
Seção de H
ortaliças -IAC
W
alter José de Siqueira
Seção de G
enética -fAC
B. van RAIJ et al.
18.15 C
huchu
Espaçam
ento: 4 a 5 m
x 3 a 5 m
.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
.
A
dubação orgânica: C
erca de 30 a 40 dias antes do plantio, aplicar 1 O
tlha
de esterco de curral curtido ou com
posto, ou 2,5 t/ha de esterco de galinha,
sendo fundam
ental essa adubação.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar cerca de_30 a 40
antes do plantio,
juntam
ente com
o adubo orgânico, os fertilizantes m
m
era1s conform
e a
análise de solo: P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
N
itrogênio
0-25
26-60
>60
0-1,5
1 ,6·3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
10
180
120
60
60
40
20
A
dubação de cobertura: Aplicar m
ensalm
ente 60 kg/ha de N, 30 kg/ha de·P20s
e 30 kg/ha de K20.
O
bservações:
a) No período de frutificação, utilizar de preferência adubos contendo cálcio em
form
as solúveis, tais com
o nitrocálcio ou superfosfato Sim
ples.
b) No zo e 3.o anos repetir a ca/agem
, a adubação orgânica e a
m
ineral de plantio com
N, P e K, chegando terra. R
epetir, tam
bem
, a
adubação de cobertura recom
endada para o prim
eiro ano.
Paulo Espíndo/a Trani, Francisco Antonio Passos
Arlete M. Tavares de M
elo e H
iroshi N
agai
Seção de H
ortaliças · IAC
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
18.16 C
ouve-m
anteiga e m
ostarda
Espaçam
ento: 1 ,O x 0,5 m
(couve-m
anteiga) e 0,3 a 0,4 m
x 0,2 m
(m
ostarda).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e 0 teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 9 m
m
olcidm
3.
A
dubação orgânica: U
tilizar 40 tlha de esterco de curral, ou 1/4 de esterco de
galinha, bem
curtidos. A aplicação deve ser feita em
m
istura com
o solo e
com
os adubos m
inerais, 15 dias antes do transplante das m
udas.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
a análise de solo, as
quantidades indicadas na seguinte tabela:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
0·25
26-60
>60
0-1,5
1 ,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
40
400
320
160
200
160
80
D
urante o preparo das covas, incorporar à m
istura dos adubos orgânicos
e m
inerais e 2 kg/ha de B.
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar, a cada 15 dias, 40 kg/ha de N
e 20
kg/ha de K
2 0.
A
dubação foliar: Aplicar m
olibdênio, em
pulverização, 20 dias após o trans-
plante, utilizando 0,5 g/litro de m
olibdato de am
ônia. R
epetir, para a couve,
a pulverização a cada 20 a 30 dias, após a colheita das folhas m
ais
desenvolvidas.
Paulo Espíndola Trani e M
arcelo Tavares
Seção de H
ortaliças · IAC
I''
I'
li'
I
B. van RAIJ et a!.
18.17 Feijão-vagem
, feijão-fava, feijão-de-lim
a e ervilha torta (ou
ervilha-de-vagem
)
Espaçam
ento: 1 ,O x 0,5 m
para cultivares trepadores e 0,5 x 0,2 m
para
cultivares anões; 1 ,O x 0,5 m
para feijão-fava; 1 ,O x 0,5 m
para feijão-de-
lim
a trepado r e 0,5 x 0,5 m
para cultivar anão; e, 1 ,O x 0,2 m
para ervilha
torta.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 8 m
m
olc/dm
3.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
Zn, m
g/dm
3
N
itrogênio
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
0-0,5
>0,5
N, kg/ha
-
-
P20s, k
g
/h
a
--
K20, kg/ha -
-
Zn, kg/ha
50
450
250
150
150
100
75
3
o
Aplicar, tam
bém
, 1 kg/ha de B em
solos deficientes (B no solo até 0,20
m
g/dm
3).
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 120 kg/ha de N
e 60 kg/ha de K20,
parcelando essas quantidades, aos 30 e 60 dias após a em
ergência das
plãntulas.
O
bservações:
a) D
ispensar a adubação de plantio se a cultura suceder outras norm
alm
ente
bem
adubadas, com
o as de tom
ate e batatinha. M
anter a adubação de
cobertura.
b) Efetuar duas aplicações, por via folia r, de solução de m
olibdato de am
õnio
a 0,2 g!litro, até a floração, para os feijões (vagem
, fava e lim
a).
Paulo Espíndola Trani e Francisco Antonio Passos
Seção de H
ortaliças -fAC
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
18.18 M
elão e m
elancia
Espaçam
ento: 2,0 x 1 ,O m
para m
elão e 2,5 a 3,0 m
x 1 ,5 a 2,0 m
para m
elancia.C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70
o,
m
elanc·
80%
-
' 0
para
1a e
o para o m
elao e o teor de m
agnésio a um
m
ínim
o d
g
m
m
olc/dm
3.
e
A
dubação orgânica: Aplicar 20 a 40 t/ha de esterco de curral curtido ou 5 a
1 O
t/ha de esterco de galinha, cerca de 30 dias antes da sem
eadura.
Adubação_ m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
a análise de solo, as
quantidades m
d1cadas pela seguinte tabela:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/h
K20, kg/ha
30
240
180
120
90
60
30
B, m
g/dm
3
Zn, m
g/dm
3
0-0,20
>0,20
0-0,5
>0,5
B, kg/ha
Zn, kg/ha
o
3
o
Acrescentar no plantio, juntam
ente com
N, P e K, 20 kg/ha de s.
A
dubação m
ineral de cobertura: U
tilizar de 50 a 100 kg/ha de N
e 50 a j 00
kg/ha
K20,
essas doses em
três aplicações, aos 15, 30 e 50
d1as apos a em
ergencia das plântulas. As quantidades m
aiores ou m
eno-
res dependerão da análise de solo, foliar, cultivar utilizado e produtividade
esperada.
O
bservação: Para
preferir adubos contendo parte do nitrogênio na
form
a nttnca, ta1s com
o nitrocálcio, nitrato de am
ônia e nitrato de potássio.
Paulo Espíndola Trani, Francisco Antonio Passos
H
iroshi N
agai e Arlete M
archi Tavares de
Seção de H
ortaliças -fAC
8. van RAIJ et ai.
18.19 M
orango
Espaçam
ento: 0,25 x 0,25 m
para 'IAC
G
uarani (para industrialização); 0,30 x
0,30 m
para 'IAC
C
am
pinas e dem
ais cultivares (m
ercado in natura e
indústria), correspondendo a cerca de 80.000 m
udas por hectare.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 9 m
m
olcfdm
3.
A
dubação orgânica: U
tilizar de 15 a 30 t/ha de esterco de curral curtido, ou
1/4 desse total de esterco puro de galinha (poedeira); as m
aiores quanti-
dades para solos arenosos. O
esterco deve ser aplicado em
m
istura com
os adubos m
inerais de plantio, 25 a 30 dias antes do transplante das
m
udas, nos canteiros de produção.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
a análise de solo, as
quantidades indicadas na seguinte tabela:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
N
itrogênio
0-10
11-25
26-60
>60
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
-
-
-
P20s, kg/ha -
-
-
-
-
-
-
-
K
20, kg/ha -
-
-
-
40
900
600
450
300
400
300
200
100
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 180 kg/ha de N
e 90 kg/ha de KzO
,
parcelando em
seis aplicações espaçadas de um
m
ês, a partir do plantio
das m
udas.
A
dubação foliar: Sugere-se, tam
bém
, quatro aplicações de solução de uréia
a 5 g/L, um
a vez por sem
ana, a partir do plantio. É recom
endada, tam
bém
,
a aplicação de solução de m
icronutrientes, contendo boro, zinco e cobre,
a cada três sem
anas. Além
disso, na fase de frutificação, é vantajoso o
uso de potássio, na form
a de sulfato de potássio, e cálcio, via foliar, para
m
elhor firm
eza dos frutos.
O
bservações: Aplicar o potássio de preferência na form
a de sulfato de potássio.
Francisco Antonio Passos e Paulo Espíndola Trani
Seção de H
ortaliças -fAC
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
18.20 Q
uiabo
Espaçam
ento:1 ,00 x 0,50 m
(2 plantas/cova).
C
alagem
:
calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e 0 teor de
m
agnes1o do solo ao m
ínim
o de 9 m
m
olcfdm
3.
A
dubação orgânica: U
tilizar de 40 a 60 t/ha de esterco de curral curtido ou a
quarta parte no caso de esterco de galinha.
'
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo.
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
KzO, kg/ha
40
360
180
120
180
120
60
B, m
g/dm
3
Zn, m
g/dm
3
0-0,20
>020
0-0,5
>0,5
B, kg/ha
Zn, kg/ha
o
3
o
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar de 80 a '120 kg1ha de N
e 40 a 80
kg/ha ?e K
zO
, pa;celando em
3 vezes, aos 20, 40 e 60 dias após a
das plantulas. As quantidades m
enores ou m
aiores depende-
ra o da analise de solo, foliar, cultivar utlizado e produtividade esperada.
Paulo Espíndola Trani, Francisco Antonio Passos
e H
iroshi N
agai
Seção de H
ortaliças -fAC
B. van R
A
IJ et ai.
18.21 Tom
ate {estaqueado)
Espaçam
ento: 1 ,o x 0,8 m
(12.500 covas por hectare}.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e o teor de
m
agnésio ao m
ínim
o de 9 m
m
olcfdm
3.
A
dubação orgânica: Em
pregar de 20 a 30 t/ha de esterco de curral bem
curtido
ou com
posto, ou 5 a 8 !lha de esterco de galinha curtido.
A
dubação m
ineral: Aplicar, de acordo com
a análise de solo, nos sulcos, 8 a
1 o dias antes do transplante, as quantidades constantes da seguinte
tabela:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
N
itrogênio
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
60
800
500
300
300
200
100
B, m
g/dm
3
Zn, m
g/dm
3
0-0,20
0,21-0,60
>0,60
0-0,5
0,5-1,2
>1,2
B, kg/ha
Zn, kg/ha
3
o
5
3
o
Acrescentar à adubação de plantio 20 a 40 kg/ha de S.
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar de 200 a 300 kg/ha de N
e 120 a 240
kg/ha de K2 0, parcelando de 4 a 6 vezes, com
intervalos de 15 a 20 dias
entre as aplicações. As quantidades m
enores ou m
aiores dependerão da
análise de solo, foliar, cultivar utilizado e produtividade esperada.
O
bservação:
U
tilizar de preferência parte do nitrogênio na form
a nítrica,
aplicando fertilizantes com
o nitrocálcio, nitrato de am
ônia e nitrato de
potássio.
Paulo Espíndola Trani, H
iroshi N
agai
e Francisco Antonio Passos
Seção de H
ortaliças -fAC
T
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
...
18.22 Tom
ate rasteiro {industrial) irrigado
Espaçam
ento: 0,8 a 1,2 m
x 0,3 a 0,4 m
.
Calagmeam:
para elevar a saturação por bases a 80%
e o teor de
gnes10 ao m
m
im
o de 9 m
m
olcfdm
3.
A
dubação ?rgânica: Em
pregar, cerca de 30 dias antes do plantio
quando
disponivel, 20 t/ha de esterco de curral bem
curtido ou com
posto
ou 5 t/ha de esterco de galinha curtido.
'
A
dubação. m
ineral de plantio: U
tilizar, cerca de 1 o dias antes do plantio as
quantidades constantes da tabela abaixo:
·
'
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/h
K20, kg/ha
30
400
200
100
180
120
60
B, m
g/dm
3
Zn, m
g/dm
3
0-0,20
0,21-0,60
>0,60
0-0,6
>0,6
B, kg/ha
-
-
Z
n
, kg/ha
1,5
1 ,o
o
3
o
Acrescentar. com
a adubação m
ineral de plantio, 30 kg/ha de s.
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 60 a 120 kg/ha de N
e 60 a 120 kg/ha
de K20, parcelando_ essas doses em
duas aplicações, aos 25-30 dias e
aos
dias
o plantio. As quantidades m
enores ou m
aiores
dependerao da analise de solo, foliar, cultivar utilizado e produtividade
esperada.
Paulo Espíndola Trani, H
iroshi N
agai
e Francisco Antonio Passos
Seção de H
ortaliças -fAC
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
19. LEG
U
M
IN
O
SA
S E O
LEA
G
IN
O
SA
S
Página
19.1
Inform
ações gerais . . . . . . . . . . .
189
19.2
C
om
posição quím
ica e diagnose foliar
189
19.3
Am
endoim
. . . .
192
19.4
Ervilha-de-grãos
193
19.5
Feijão
. . . . . .
194
19.6
Feijão-adzuki e feijão-m
ungo
196
19.7
G
ergelim
.
197
19.8
G
irassol
.
198
19.9
G
rão-de-bico
199
19.1 O
Legum
inosas adubos verdes -C
rotalária, chícharo, feijão-de-
-porco, feijão-guandu,.l_ablabe, m
ucuna, !rem
oço
200
19.11 M
am
ona
201
19.12 Soja
..
202
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
19. LEG
U
M
IN
O
SA
S E O
LEA
G
IN
O
SA
S
Edm
ílson J. Am
brosano, R
oberto T. Tanaka e H
ípólíto A.A. M
ascarenhas
S
eção de Legum
inosas-
fAC
Bernardo van Raíj, José Antonio Q
uaggío e H
eitor C
antarei/a
S
eção de Fertilidade do Solo e N
utrição de P
lantas -
fAC
19.1 Inform
ações gerais
Este grupo de culturas apresenta duas divisões, m
as a soja e o am
endoim
pertencem
a am
bas, ou seja, são legum
inosas e tam
bém
oleaginosas. As
legum
inosas caracterizam
-se pela fixação sim
biótica do nitrogênio. As oleagi-
nosas, com
o o próprio nom
e indica, são plantas que acum
ulam
apreciáveis
quantidades de óleo, sendo exploradas por isso, em
bora a parte protéica
tam
bém
tenha im
portância.
As legum
inosas e oleaginosas pertencem
, juntam
ente com
os cereais, às
culturas da agricultura extensiva, prestando-se a sistem
as de rotação, tanto
para fins fitossanitários, com
o para a m
elhoria das propriedades físicas do solo.
As legum
inosas, quando introduzidas nas rotações, aum
entam
a disponibilida-
de de nitrogênio para as culturas subseqüentes.
U
m
a das características relevantes da soja é a sua-alta adaptabilidade
aos solos de baixa fertilidade, quando devidam
ente corrigidos, inclusive solos
arenosos, o que tem
perm
itido o uso da cultura, desde o prim
eiro cultivo, na
expansão da fronteira agrícola.
19.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar
O
quadro 19.1 apresenta os conteúdos dos m
acronutrientes de parte das
culturas consideradas neste capítulo. O
s dados são apresentados na base de
um
a tonelada de produto colhido, nos casos em
que o interesse é pela colheita
de grãos, indicando-se os valores para plantas inteiras e, tam
bém
, som
ente
para a parte colhida. Para adubos verdes apresenta-se apenas o conteúdo das
plantas inteiras.
As instruções para am
ostragem
de folhas são apresentadas no quadro
19.2 e, no quadro 19.3, as faixas de teores de m
acro-
e m
icronutrientes
considerados norm
ais às culturas listadas.
:5'
3
li! g
3' o
" "
I>
" o o ,
Quadro 19.1. Conteúdo de macronutrientes primários em leguminosas e oleaginosas e faixas de produtividade mais comuns
Cultura
Amendoim
Crotalária paulínea
Parte
considerada
Com casca
Planta inteira
Crotalária spectabilis Planta inteira
Chícharo ou ervilhaca Planta inteira
Feijão
Feijão-de-porco
Feijão-guandu
Girassol
Lablabe
Mucuna-preta
Soja
Tremoço
Grãos
Planta inteira
Planta inteira
Grãos
Planta inteira
Planta inteira
Planta inteira
Grãos
Planta inteira
Planta inteira Parte colhida
N p K s N p K s
---------kg/t da parte colhida---------
87
18
18
22
96
22
13
37
14
35
26
167
14
8
2
1
8
1
1
11
1
3
3
16
48
6
10
29
78
11
5
92
5
16
6
114
24
8
6
8
52
Não se aplica
Não se aplica
Não se aplica
35
Não se aplica
Não se aplica
19
Não se aplica
Não se aplica
Não se aplica
60
Não se aplica
5 24 5
3 14 2
7 20
5 19 2
Produti-
vidade(1)
t!ha
1,5-3,0
7-10
4-6
4-6
0,9-2,5
5-8
8-12
1,5-2,8
5-7
4-6
6-8
2,0-3,0
,1,0-1,5
e) No caso das leguminosas adubos verdes, a produtividade é dada em termos de matéria seca das plantas inteiras. Não é apresentada a produção de grãos para sementes. Nos demais casos, a produtividade é de grãos.
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8. van RAIJ et ai.
19.3 A
m
endoim
Espaçam
ento: 0,60 m
entre as linhas, 15 a 20 sem
entes por m
etro linear de
sulco.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
.
A
dubação m
ineral de plantio: De acordo com
a análise de solo e a tabela
seguinte:
Produti-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
vidade
N
esperada
0-6
7-15
16-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0
>3,0
t/ha
P205, kg/ha
K20, kg/ha
<1,5
o
60
40
20
o
20
20
o
o
1,5-3,0
o
80
60
40
20
40
30
20
20
>3,0
o
100
80
50
20
60
40
20
20
Aplicar 20 kg/ha de S na form
a de superfosfato sim
ples ou gesso.
Inocular as sem
entes com
Bradyrhizobium
sp. quando plantar em
locais
nunca cultivados anteriorm
ente com
am
endoim
ou adubos verdes. Acrescentar,
durante a inoculação, 100 g de m
olibdato de am
ônio para cada lote de 100 a
120 kg de sem
entes, quantidade necessária para o plantio de 1 ha.
O
bservações:
a) o am
endoim
vale-se da fixação sim
biótica do nitrogênio, dispensando a
aplicação deste nutriente;
b) o am
endoim
aproveita bem
o efeito residual de adubações anteriores, sendo
excelente para rotações com
outras culturas anteriorm
ente adubadas,
notadam
enté cana-de-açúcar.
1Q
?
José Antonio Q
uaggio
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
e Ignácio J. de G
odoy
Seção de G
enética -fAC
Boletim
Técnico. 100. IA
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
19.4 Ervilha-de-grãos
Espaçam
ento: 0,20 a 0,40 m
entre as linhas, 1 O
a 15 sem
entes por m
etro linear.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
3.
A
dubação orgânica: É indicada a rotação de culturas e a incorporação de
restos vegeta1s ou, am
da, adubação verde.
A
dubação m
ineral de plantio: Em
pregar de acordo com
a análise de solo e a
produtividade esperada:
Produti-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
vida de
esperada
0-6
7-15
16-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0
>3,0
t/ha
P205, kg/ha
K20, kg/ha
0,5-1,0
60
40
20
o
30
20
o
o
1,0-1,5
80
60
40
20
40
30
20
o
1,5-2,0
100
ao
60
40
60
40
30
20
Aplicar 20 kg/ha de S . ..
A
dubação m
ineral de cobertura: Na ausência de. inoculação, aplicar 30-40
kg/ha de N, 15 a 25 dias após a em
ergência dás planías.
R
n
lA
tim
T
61"'nil'n1 A
n
111,....
nn.,.
Edm
ílson J. Am
brosano, Elaine B. W
utke
e Eduardo A. Bulísani
Seção de Legum
inosas -fAC
8. van RAIJ et ai.
19.5 Feijão
Espaçam
ento: 0,50 a 0,60 m
entre as linhas, 10 plantas por m
etrólinear.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 5 m
m
olc/dm
3.
A
dubação orgânica: É indicada a rotação de culturas e a incorporação de
restos vegetais ou, ainda, a adubação verde. A aplicação de estercos, se
disponíveis, tam
bém
é desejável. Se aplicar estercos ou
com
postos,
reduzir, da adubação recom
endada, o conteúdo de nutrientes presente
nesse m
aterial, considerando um
fator de aproveitam
ento de 50%
para o
N
e o P, e 80%
para o K.
A
dubação m
ineral de plantio: D
eve ser feita de acordo com
a análise de solo
e a seguinte tabela:
Produti-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
vidade
N
esperada
0-6
7-15
16-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0
>3,0
!/h a
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
Feijão de verão (águas e seca)
Plantio em
julho-outubro e dezem
bro-abril
1,0-1,5
o
60
40
20
o
40
30
20
o
1,5-2,5
10
70
50
30
10
50
30
20
10
2,5-3,0
10
90
60
30
20
60
40
30
20
Feijão de inverno irrigado
Plantio em
m
arço-julho
1,0-1,5
o
60
40
20
o
40
20
o
o
1,5-2,5
10
70
50
30
10
50
30
20
o
2,5-3,5
10
90
60
40
20
80
50
30
20
3,5-4,5
20
(')
80
40
20
100
60
40
20
C) É pouco provável a obtenção de alta produção em
solos deficientes em
P.
Aplicar 20 kg/ha de S para produção até 2 tlha de grãos e 30 kg/ha de S
para lavouras com
m
aiores m
etas de produtividade.
Aplicar 3 kg/ha de Zn quando o teor de Zn-D
TPA no solo for m
enor que
0,6 m
g/dm
3 e 1 kg/ha de B quando o teor de B (água quente) for inferior a 0,21
m
g/dm
3.
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
N
ão em
pregar m
ais de 50 kg/ha de K20 no sulco de plantio, principalm
ente
em
lavouras de sequeiro. A quantidade recom
endada que exceder esse valor,
deve ser aplicada em
cobertura, junto com
o N, não m
ais de 25 dias após a
em
ergência das plantas.
Subm
eter as sem
entes de feijão ao inoculante específico.
A
dubação m
ineral de cobertura:
Produti-
vidade
esperada
!/h a
1,0-1,5
1,5-2,5
2,5-3,5
3,5-4,5
C
lasses de resposta:
C
lasse de resposta a N
Alta
M
édia e baixa
N, kg/ha
40
20
50
30
70
40
90
50
A
lta: culturas irrigadas; solos arenosos; cultivo após gram
íneas; solo com
pac-
tado;
M
édia e baixa: cultivo após legum
inosas; cultivo após adubo verde (neste
caso, se a quantidade de m
assa incorporada ao solo for grande, pode-se
reduzir à m
etade a dose de N
recom
endada); solos.em
pousio por dois ou
m
ais anos; solos que recebem
adubações orgânicas elevadas e freqüentes.
Aplicar o N
de cobertura 15 a 30 dias após a em
ergência das plantas. Em
solos arenosos no período das águas ou em
lavouras irrigadas, doses de N
iguais ou m
aiores que 60 kg/ha podem
ser parceladas em
duas vezes, aplican-
do-se a últim
a até, no m
áxim
o, 40 dias após a em
ergência. O
N
pode tam
bém
ser aplicado através da água de irrigação, parcelado em
três vezes, no intervalo
entre 15 e 45 dias após a em
ergência.
Edm
ilson J. Am
brosano, Elaine 8. W
utke, Eduardo A. Bulisani
Seção de Legum
inosas -fAC
e H
eitor C
antare/la
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
8. van RAIJ et ai.
19.6 Feijão-adzuki e feijão-m
ungo
Espaçam
ento: 0,50 a 0,60 m
entre as linhas, 1 o a 12 plantas por m
etro linear.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 5 m
m
olc/dm
3.
A
dubação orgânica: É indicada a rotação de culturas ou, ainda, a adubação
verde, principalm
ente com
m
ucuna preta ou crotalária, devido ao seu
efeito sobre os nem
atóides.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo e a
seguinte tabela:
Produti-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
vida de
esperada
0-6
7-15
16-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0
>3,0
t!ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
1,5
50
30
20
10
30
20
10
o
A
dubação m
ineral de cobertura: N
a ausência de inoculação, aplicar 30 kg/ha
de N, 15 a 25 dias após a em
ergência, na superfície do solo, ao lado das
plantas.
Edm
ilson José Am
brosano, Elaine B. W
utke
e Eduardo Antonio Bulisani
Seção de Legum
inosas -fAC
I li ií _i I I I !
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
19.7 G
ergelim
Espaçam
ento: 0,40 a 0,60 m
, 20 a 25 sem
entes por m
etro linear.
C
alagem
:
calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e o t
d
m
agnes!O
a um
m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
3.
eor
e
A
dubação orgânica: Se possível, aplicar de 2 a 3 t!ha de adubo
-
.
fazer rotação com
legum
inosas.
orgam
co ou
A
dubação m
ineral de plantio: D
eve ser feita de acordo com
a análise de solo
e a segum
te tabela:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-6
7-15
16-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
10
80
60
40
20
60
40
20
20
A
dubação m
ineral
germ
inação.
de cobertura: Aplicar 20 kg/ha de N,
30 dias após a
B
oletim
Técnico. 100. JAC:. HlÇ!7
Angelo Savy Filho
SeçãÕ
de O
leaginosas -IAC
1
0
7
8. van RAIJ et ai.
19.8 G
irassol
Espaçam
ento: 0,50 a 0,90 m
entre as linhas, por 0,20 a 0,40 m
entre as
plantas.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 5 m
m
olc/dm
3.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo e a
seguinte tabela: P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
N
itrogênio
16-40
>40
0-6
7-15
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
----K
2
0
, k
g
/h
a
,-,----
10
70
50
30
20
60
50
30
20
Acrescentar 20 kg/ha de S.
Aplicar 1 kg/ha de B para teores de B no solo entre O
e 0,20 m
g/dm
3 e 0,5
kg/ha de B para valores de B no solo entre 0,21 e 0,60 m
g/dm
3.
A
dubação m
ineral de cobertura: U
tilizar 40 kg/ha de N,
30 dias após a
em
ergência das plantas.
H
IA
José Antonio Q
uaggio
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
e M
aria R
egina G
. U
ngaro
Seção de O
leaginosas -fAC
Boletim
Técnico. 100. IAC. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
19.9 G
rão-de-bico
Espaçam
ento: 0,50 m
entre as linhas, 15 a 20 sem
entes por m
etro linear.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
3.
Inoculação: Subm
eter as sem
entes à inoculação com
Bradyrhizobium
sp.,
específico para grão-de-bico, na base de 200 g de inoculante turfoso para
50 kg de sem
entes.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
análise de solo e a
seguinte tabela:
Produti-
vidade
esperada
t/ha
Até 1,5
>1,5
P resina, m
g/dm
3
0-6
7-15
16-40
>40
-
-
-
P20s, kg/ha -
-
-
60
80
50
60
40
40
o o
K+ trocável, m
m
olcidm
3
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0
>3,0
----K
2
0
, k
g
/h
a
----
40
60
30
40
20
20
o o
A
dubação m
ineral de cofíertura: Na ausência de inoculação, aplicar 50 kg/ha
de N
em
cobertura, aos 30 dias após a sem
eadura, para cultivares
precoces, e aos 50 dias para cultivares tardios.
'
N
elson R
aim
undo Braga
Seção de Legum
inosas -fAC
8. van RAIJ et ai.
19.10 Legum
inosas adubos verdes-C
rotalária, chícharo ou ervilhaca,
feijão-de-porco, feijão-guandu, lablabe, m
ucuna, trem
oço
Espaçam
ento: C
rotalárias-0,40 a 0,60 m
x 25 a 40 sem
entes por m
etro linear;
feijão-guandu, trem
oço e lablabe-
0,50 a 0,60 m
x 1 O
a 15 sem
entes por
m
etro linear; feijão-de-porco- 0,50 a 0,60 m
x 7 sementes por m
etro linear;
m
ucuna-
0,40 a 0,60 m
x 7 a 12 sem
entes por m
etro linear.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 5 m
m
olc/dm
3.
Inoculação: H
avendo disponibilidade de R
hizobium
específico, subm
eter as
sem
entes à inoculação para a prim
eira sem
eadura, na base de 200 g de
inoculante turfoso para 50 kg de sem
entes.
Adubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo e a
seguinte tabela:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-15
16-40
>40
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
-
-
-
P20s, k
g
/h
a
---
----K
2
0
, k
g
/h
a
---
40
20
o
30
20
o
O
bservação:
O
s adubos verdes (legum
inosas) aproveitam
o adubo residual da cultura
anterior. Se a saturação por bases estiver próxim
a a 60%
e a cultura anterior
tiver recebido adubação, pode-se dispensar a calagem
e a adubação m
ineral.
Edm
ilson J. Am
brosano e Elaine 8. W
utke
Seção de Legum
inosas -fAC
Recom
endações de adubação e calagem
...
19.11 M
am
ona
Espaçam
ento: Porte alto: 3,00 x 1,00 m
; porte baixo: 1,50 x 0,50 m
.
Calagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
e 0 teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
a
Adubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
análise de solo e a
seguinte tabela:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
0-6
7-15
>15
0-0,7
0,8-1,5
>1,5
N, kg/ha
P20s, kg/ha
-
-
-
-
K
2
0
, k
g
/h
a
----
15
80
60
40
40
30
20
Adubação m
ineral de cobertura: Aplicar 30 a 60 kg/ha de N, aos 30 a 40 dias
após a germ
inação.
O
bservação:
A m
am
ona é sensível à acidez do solo e exigente em
nutrientes, apresen-
tando boa resposta, em
produtividade,
à correção do solo com
calcário e
fertilizantes.
'
Angelo S
avy Filho
Seção de O
leaginosas -IAC
!li I" .li
B. van RAIJ et ai.
19.12 Soja
Espaçam
ento: 0,50 m
entre as linhas, 16 a 20 sem
entes pór m
etro linear,
dependendo do cultivar.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 5 m
m
olc/dm
3.
Inoculação: Subm
eter as sem
entes à inoculação com
Bradyrhizobium
especí-
fico para soja, de boa qualidade quanto à estirpe, conservação e viabili-
dade. Em
glebas já cultivadas com
soja, utilizar 250 g de inoculante por
saca de sem
entes, e o dobro em
áreas de prim
eiro cultivo de soja.
A
dubação m
ineral de sem
eadura: As quantidades a aplicar variam
com
a
análise de solo e a produtividade esperada, de acordo com
a seguinte
tabela:
Produti-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
vida de
esperada
0-6
7-15
16-40
>40
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0
>3,0
t/ha
PzOs, kg/ha
KzO, kg/ha
1,5-1,9
50
40
30
20
60
40
20
o
2,0-2,4
60
50
40
20
70
50
30
20
2,5-2,9
80
60
40
20
70
50
50
20
(9()'
r:::'\
50
30
3,0-3,4
70
50
30
80
3,5-4,0
•
80
50
40
80
60
60
40
* N
ão é possível obter essa produtividade com
aplicação localizada de fósforo em
solos com
teores m
uito baixos de P.
Em
pregar 15 kg/ha de S para cada tonelada de produção esperada.
Em
solos deficientes em
m
anganês (M
n no solo até 1,5 m
g/dm
3), aplicar
5 kg/ha de M
n .
N
as dosagens de K2 0 acim
a de 50 kg/ha, utilizar a m
etade da dose em
cobertura, principalm
ente em
solos arenosos, 30 ou 40 dias após a germ
inação,
respectivam
ente para cultivares de ciclo m
ais precoce e m
ais tardio.
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
O
bservações:
a) A m
á distribuição e/ou a incorporação m
uito rasa do calcário pode causar ou
agravar a deficiência de m
anganês, resultando em
queda de produtivida-
de.
b) N
o cultivo de prim
avera-verão, a inoculação das sem
entes dispensa a
adubação nitrogenada. Entretanto, no cultivo de outono-inverno devido à
atividade sim
biótica, recom
enda-se, além
da inoculação.' a aplica-
çao de 50 kg/ha de N, sendo 114 dessa dose com
adubação no sulco de
sem
eadura e o restante em
cobertura antes do florescim
ento.
c) Em
solos arenosos ácidos pode ocorrer deficiência de M
o, o que acarreta
m
á fixação biológica de nitrogênio. A deficiência deve ser resolvida pela
calagem
, que aum
enta a disponibilidade do nutriente. Na im
possibilidade
de aplicar o calcário, em
pregar 50 glha de m
olibdato de am
ônio m
isturado
às sem
entes.
d) D
eficiências de m
icronutrientes na soja são raras no Estado de São Paulo.
Na suspeita de sua ocorrência, realizar análise de solo e foliar e, um
a vez
constatada a deficiência, pode-se aplicar, com
a adubação de sem
eadura,
as seguintes quantidades: 5 kglha de Zn, e/ou 2 kglha de Cu, e/ou 1 kg/ha
deB
.
. .H
ipólito A.A. M
ascarenhas e R
obertoTetsuo Tanaka
Seção de Legum
inosas -fAC
w
--
R
ecom
endações para adubação e calagem
...
20. O
R
N
A
M
EN
TA
IS E FLO
R
ES
20.1
Inform
ações gerais e diagnose foliar
20.2
Am
arilis
20.3
Antúrio .
20.4
C
risântem
o
20.5
G
ladíolo
20.6
G
loxínia
20.7
G
ypsophila
20.8
Plantas ornam
entais arbóreas .
20.9
Plantas ornam
entais arbustivas e herbáceas
20.10 R
osa .
.
.
.
.
.
20.11 Violeta-africana
Página
207
209
210
211
212
213
214
215
216
217
218
I :I' liil
R
ecom
endações para adubação e calagem
...
20. O
R
N
A
M
EN
TA
IS E FLO
R
ES
Antonio Fernando C. Tom
bo/ato, C
arlos Eduardo F. de C
astro,
Taís Tostes G
raziano e Luiz Antonio F. M
atthes
Seção de Fruticultura e Plantas O
rnam
entais -
IAC
Ângela M
aria C. Fur/ani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -
IAC
20.1 Inform
ações gerais e diagnose foliar
Este é o grupo de culturas que abrange o m
aior núm
ero de espécies e
variedades. Além
disso, o cultivo é feito em
condições das m
ais diversas, ao
ar livre ou em
am
bientes fechados, em
solos ou nos m
ais diferentes substratos.
Assim
, as inform
ações dadas neste capítulo abrangem
apenas um
a pequena
parte desse grupo de culturas.
A diagnose foliar, para avaliar o estado nutricional de algum
as plantas
ornam
entais, com
base nas folhas m
aduras totalm
ente expandidas, pode ser
feita com
os lim
ites de interpretação indicados no quadro 20.1.
B
oletim
TP.r.nir.n
100
lA
r.
1Q
Q
7
B. van RAIJ et ai.
Q
uadro 20.1. Faixas de teores de nutrientes considerados adequados para
algum
as plantas ornam
entais, com
base em
folhas m
aduras totalm
ente
expandidas
Planta
Teores de nutrientes nas folhas totalm
ente expandidas
M
acronutrientes, g/kg
N
p
K
C
a
M
g
s
Antúrio
16-30
2,0-7,0
10-35
12-20
5-10
1,6-7,5
A
zaléia
15-25
2,0-5,0
5-15
5-15
2,5-10
B
egônia
40-60
3,0-7,5
25-60
10-25
3,0-7,0
C
risântem
o
40-60
2,5-10
40-60
10-20
2,5-10
2,5-7,0
G
ladíolo
30-55
2,5-10
25-40
5-45
1,5-3,0
G
loxínia
30-50
2,5-7,0
25-50
10-30
3,5-7,0
2,5-7,0
G
ypsophila
43-60
3-7
35-45
26-40
4-10
2,5-7,0
Hibiscus
25-45
2,5-10
15-30
10-30
2,5-8,0
2,0-5,0
Palm
eira (areia)
25-35
1,5-8,0
14-40
10-25
2,5-8,0
Rosa
30-50
2,5-5,0
15-30
10-20
2,5-5,0
2,5-7,0
Schefflera
25-35
2,0-5,0
23-40
10-15
2,0-8,0
30-60
3,0-7,0
30-65
10-20
3,5-7,5
3,0-7,0
.,,,,,
M
icronutrientes, m
g/kg
l!llil
B
Cu
F e
M
n
Zn
1111!.
Antúrio
25-75
6-30
50-300
50-200
;!i!
A
zaléia
25-75
6-25
50-250
40-200
20-200
B
egônia
20-75
7-30
50-200
50-200
25-200
Crisântem
o
25-75
6-30
50-250
50-250
20-250
G
ladíolo
25-100
8-20
50-200
50-200
20-200
G
loxínia
25-50
8-25
50-200
50-300
20-50
G
ypsophila
25-100
9-25
50-200
50-200
25-200
Hibiscus
25-100
6-50
50-200
40-200
20-200
Palm
eira (areia)
15-60
6-50
50-250
50-250
25-200
R
osa
30-60
7-25
60-200
30-200
18-100Schefflera
20-60
10-60
50-300
40-300
20-200
25-75
8-35
50-200
40-200
25-200
R
r.lo
tirn
Tóf'nil"'r.
1
(\()
ll!.r.
1
0
0
7
R
ecom
endações para adubação e calagem
...
20.2 A
m
arílis
Espaçam
ento: 0,30 m
entre linhas por 0,10 m
entre bulbos, em
canteiros de
1 ,o a 1,2 m
de largura por 0,30 m
de altura (350.000 bulbos/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e garantir
um
teor m
ínim
o de M
g no solos de 9 m
m
olddm
3.
A
dubação orgânica: Aplicar 5 a 1 O
t/ha de esterco de galinha curtido.
A
dubação m
ineral de plantio: Para canteiros de 30 em
de altura, aplicar de
acordo com
a seguinte tabela, com
base na análise de solo:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olcldm
3
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
40
---P
2
0
s
, kg/ha -
-
-
-
-
-
K
2
0
, k
g
/h
a
---
240
160
80
240
160
80
B, m
g/dm
3
M
n, m
g/dm
3
Zn, m
g/dm
3
0-0,60
>0,60
0-1,2
>1 ,2
0-1,2
>1,2
-
-
8
, k
g
/h
a
--
--M
n
, k
g
/h
a
--
--Z
n
, k
g
/h
a
--
1
o
6
o
4
o
A
dubação de cobertura: D
urante 8 m
eses, a cada 20 dias, aplicar 35 kg/ha
de N
(total de 420 kg/ha de N). Do 4
° ao 8. 0 m
ês, aplicar, juntam
ente com
o nitrogênio, 80 kg/ha de K2 0 (total de 480 kg/ha de K2 0). Em
cultivos
sucessivos, fazer análise de solo do canteiro, para evitar acidificação
excessiva e acúm
ulo de sais pela adubação elevada.
Tais Tostes G
raziano, Antonio Fernando C. Tom
bo/ato,
Luiz Antonio F. M
atthes e C
arlos Eduardo F. de C
astro
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -IAC
e Ângela M
aria C. Furlani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas-
IAC
,, .. ,.
li li
B. van R
AIJ et ai.
20.3 A
ntúrio
Espaçam
ento: 0,40 x 0,40 m
, em
canteiros de 1 ,O a 1,5 ·m de largura e
distribuídos em
três linhas. M
anter distância m
ínim
a entre canteiros de
0,40 m
(40.000 a 43.000 m
udas/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 40%
, não
aplicando m
ais de 3 t/ha.
O
antúrio requer solos ácidos.
A
dubação orgânica: 30 a 40 Ilha de esterco de curral curtido.
Parcelar a adubação m
ineral em
quatro aplicações por ano.
R
epetir, anualm
ente, a adubação orgânica e a adubação m
ineral
Luiz Antonio F. M
atthes, C
arlos Eduardo F. de C
astro,
e Antonio Fernando C
. Tom
bo/ato
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -fAC
e C
eli Teixeira Feitosa
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
R
ecom
endações para adubação e calagem
...
20.4 C
risântem
o
Espaçam
ento: 12,5 x12,5 em
entre plantas no verão e 12,5 x 15 em
no inverno,
em
canteiros de 1 ,20 m
de largura x 0,20 m
de altura (70 plantasfm
2 de
canteiro ou 700.000 plantas/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e m
anter
o teor de M
g do solo no m
ínim
o em
9 m
m
ol0 /dm
3.
A
dubação orgânica: Aplicar 40 litrosfm
2 de canteiro, de .palha da arroz carbo-
nizada ou produto sim
ilar, m
isturando m
uito bem
com
o solo.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, com
base na análise de solo e a
seguinte tabela:
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 320 kg/ha de N
e 150 kg/ha de K2 0,
da seguinte form
a: 30 dias após o plantio, 60 kg/ha de N
e 50 kg/ha de
K20; 60 dias após o plantio, m
ais 60 kg/ha de N; a partir dos 40 dias após
o plantio, usar fertirrigação a cada dez dias (4 vezes}, aplicando 51itrosfm
2
de canteiro de um
a solução contendo, por litro, 1 ,o g de N, 0,5 g de K2 0,
1 O
m
g de M
n, 2 m
g de B e 1 m
g de Zn. Em
plantios sucessivos, efetuar
anualm
ente análise de solo dos canteiros.
Antonio Fernando C. Tom
bo/ato, Tais Tostes G
raziano,
e C
arlos Eduardo F. de C
astro
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -IAC
e Ângela M
aria C. Furlanl
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
,,,,,.•
illll
B. van RAIJ et ai.
20.5 G
ladíolo
Espaçam
ento: 8 a 1 O
em
na linha, por 40 a 60 em
entre· linhas (300.000
bulbos/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
.
A
dubação orgânica: 1 O
t/ha de esterco de curral curtido, ou 3 t/ha de esterco
de galinha ou 1 t/ha de torta de m
am
ona.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar os adubos em
sulcos, antes do trans-
plante, nas quantidades indicadas na seguinte tabela:
N
itrogênio
N, kg/ha
30
0-0,20
P resina, m
g/dm
3
0-30
>30
-
-
P20s, kg/ha -
-
150
80
B, m
g/dm
3
0,21-0,60
>0,60
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-3,0
>3,0
-
-
K
2
0
, k
g
/h
a
---
100
60
Zn, m
g/dm
3
0-0,5
0,6-1,2
>1 ,2
-
-
-
-
B, k
g
/h
a
,-
-
-
-
-
-
-
-
-
Z
n
,
k
g
/h
a
-
-
-
-
-
2
o
4
2
o
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar três vezes 30 kg/ha de N, nos
seguintes estádios: plantas com
duas a três folhas; em
ergência da inflo-
rescência; duas sem
anas após o florescim
ento.
C
arlos Eduardo F. C
astro, Antonio Fernando C. Tom
bo/ato,
Taís Tostes G
raziano e Luiz Antonio F. M
atthes
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -IAC
R
ecom
endações para adubação e ca!agem
...
20.6 G
loxínia
Envasam
ento: Vasos de 15 a 16 em
de diâm
etro, para as variedades m
aiores,
e vasos de 1 O
a 12 em
de diâm
etro, para as m
enores, para m
udas com
60
dias de idade, em
3. 0 transplante. M
udas em
estufa.
C
alagem
: aplicar calcário dolom
ítico, de acordo com
a análise de solo, para
elevar a saturação por bases a 80%
.
Substrato para o 2. 0 e 3. 0 transplantes: M
istura de 1 m
3 de húm
us, 1 m
3 de
verm
iculita ou pó de xaxim
e 1 m
3 de areia.
A
dubação m
ineral: Aplicar os adubos de acordo com
análise de solo do
substrato e a seguinte tabela:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-25
> 25
0-3,0
>3,0
N, g/m
3
-
-
P20s, g/m
3 -
-
K20, g/m
3
50
500
250
500
250
R
enovar o substrato a cada transplante e após o envasam
ento. Trinta dias
depois, irrigar as plantas com
um
a solução contendo, por litro, 100 m
g de N,
100 m
g de K
20, 2 m
g de ·s e 1 m
g de Zn. N
o reaproveitam
ento do substrato,
fazer nova análise quím
ica.
Antonio Fernando C. Tom
bo/ato
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -IAC
e Ângela M
aria C. Fur/ani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
8. van RAIJ et ai.
20.7 G
ypsophila
Espaçam
ento: 5 em
entre plantas, em
canteiros e 40 x 50 ·em entre plantas,
no cam
po.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
.
A
dubação orgânica: Aplicar, 30 dias antes do plantio, juntam
ente com
o
calcário, 5 a 1 O
Ilha de esterco de curral curtido, se disponível.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar, de acordo com
a análise de solo e a
seguinte tabela:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
N
itrogênio
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P205, kg/ha
K20, kg/ha
30
180
120
60
60
40
20
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 120 kg/ha de N
e 120 kg/ha de K
20,
parcelando em
três vezes, aos 30, 60 e 90 dias após o plantio. Fazer
análises de solo anuais para reavaliar a necessidade de calagem
e
adubação.
Antonio Fernando C. Tom
bo/ato
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -IAC
e Ângela M
aria C. Furtani
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
r
R
ecom
endações para adubação e calagem
...
20.8 Plantas ornam
entais arbóreas
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
.
A
dubação de form
ação: Aplicar, por cova, em
m
istura com
terra da superfície,
200 g de P
20s e 50 g de K
20. Aplicar três vezes 20 g de N
em
cobertura,
30 dias após o plantio e, depois, de dois em
dois m
eses.
A
dubação de m
anutenção: Aplicar, anualm
ente, de acordo com
a análise de
solo inicial ou realizada de três em
três anos.N
itrogênio
N, kg/ha
100
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
0-12
>12
0-1,5
>1 ,5
-
-
P205, kg/ha -
-
---K
2
0
, k
g
/h
a
---
100
50
100
50
C
arlos Eduardo F. C
astro, Antonio Fernando C. Tom
bo/ato,
Taís Tostes G
raziano e Antonio F. M
atthes
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -fAC
.,., .. ··
B. van R
AIJ et ai.
20.9 Plantas ornam
entais arbustivas e herbáceas
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
. No caso
da azaléia, a calagem
deve ser calculada para elevar a saturação por
bases a 40%
, não ultrapassando, porém
, a adição de 2 !lha.
A
dubação m
ineral: Aplicar de acordo com
a análise de solo e a seguinte
tabela:
N
itrogênio
N, kg/ha
120
P resina, m
g/dm
3
0-30
>30
--P
2
0
s
, kg/ha -
-
180
90
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-3,0
>3,0
---K
2
0
, k
g
/h
a
---
120
60
Parcelar a adubação em
três vezes, aplicando os fertilizantes no início,
m
eado e fim
da estação das chuvas.
C
arlos Eduardo F. C
astro, Antonio Fernando C. Tom
bo/ato,
Tais Tostes G
raziano e Luiz Antonio F. M
atthes
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -fAC
R
n
lo
tim
T
6
rn
if'n
1 ()()
I A
f':
1 A
A
7
R
ecom
endações para adubação e calagem
...
20.10 R
osa
Espaçam
ento: No cam
po, linhas duplas de 1 ,O x 0,5 x 0,5 m
, para m
udas
enxertadas, e linhas sim
ples de 1 ,o x O, 12 m
para pés francos; na estufa
1 ,3 x 0,3 x 0,2 m
(25 a 43 m
il m
udas/ha).
'
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e m
anter
o teor de M
g, no m
ínim
o, em
9 m
m
olcfdm
3.
A
dubação orgânica: No plantio, em
pregar 1 O
tlha de esterco de curral bem
curtido, ou 3 t/ha de esterco de galinha, ou 1 t/ha de torta de m
am
ona.
A
dubação m
ineral de form
ação: Incorporar, nos sulcos de plantio, as seguin-
tes quantidades de nutrientes, de acordo com
a análise de solo:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
N
itrogênio
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/h
K20, kg/ha
20
300
200
100
120
80
40
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 80 kg/ha de N, parcelando as apli-
cações em
quatro vezes, durante o ano.
A
dubação de m
anutenção: Aplicar de acordo com
a análise de solo e a
seguinte tabela:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
N
itrogênio
0-25
26-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
300
180
120
60
300
200
100
Parcelar em
quatro ou cinco vezes, iniciando após a poda e aplicando
m
ensalm
ente.
C
arlos Eduardo F. C
astro, Antonio Fernando C. Tom
bo/ato,
Tais Tostes G
raziano e Luiz Antonio F. M
atthes
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -fA
C
R
n
iA
tim
1
0
0
lA
r:
1Q
Q
7
.... "'"
8. van RAIJ et ai.
20.11. Violeta-africana
Envasam
ento: Vasos de 12 em
de diâm
etro, para m
udas de 2: 0tranplante com
4 a 6 m
eses de idade.
C
alagem
do substrato para vasos: aplicar calcário dolo m
ítico, de acordo com
a análise de solo, para elevar a saturação por bases a 80%
.
Substrato para o 2
° e 3. 0 transplantes: M
istura de 1 m
3 de húm
us, 1 m
3 de
verm
iculita ou pó de xaxim
e 1 m
3 de areia.
A
dubação m
ineral: Aplicar, de acordo com
a análise de solo do substrato e a
seguinte tabela:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-25
>25
0-3,0
>3,0
N, g/m
3
-
-
P205, g/m
3 -
-
K
20, g/m
3
50
500
250
500
250
Trinta dias após o envasam
ento, aplicar em
irrigação, um
a solução con-
tendo, por litro, 100 m
g de N, 100 m
g de K
2 0, 2 m
g de B e 1 m
g de Zn .
218
Antonio Fernando C. Tom
bo/ato, C
arlos Eduardo Ferreira de C
astro e
Luiz Antonio F. M
atthes
Seção de Floricultura e Plantas O
rnam
entais -/AC
Angela M
aria C. Fur/ani e C
eli Teixeira Feitosa
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
Boletim
Técnico, 100, IAC, 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
21. R
A
ÍZES E TU
B
ÉR
C
U
LO
S
21.1 Inform
ações gerais .
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
21.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar .
21.3 Araruta industrial
21.4 Batata .
.
.
.
.
.
21.5 Batata-doce e cará .
21.6 lnham
e
.
21.7 M
andioca
21.8 M
andioquinha
Página
221
222
224
225
226
227
228
229
. ,,,,, ...
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
21. R
A
ÍZES E TU
B
ÉR
C
U
LO
S
José O
sm
ar Lorenzi, D
om
ingos A. M
onteiro e H
ilário da Silva M
iranda filho
Seção de R
aízes e Tubérculos -
IAC
Bernardo van R
aij
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -
IAC
21.1 Inform
ações gerais
Este grupo de culturas caracteriza-se pela elevada extração de nitrogênio
e, principalm
ente, de potássio, pelas plantas, com
elevada exportação pelas
partes colhidas, raízes ou tubérculos. C
ontudo, o excesso de nitrogênio é, em
geral, prejudicial, acarretando desenvolvim
ento vegetativo exagerado, reduzin-
do assim
as colheitas e a qualidade dos produtos. Além
disso, aum
enta a
predisposição das plantas às doenças.
Sob o ponto de vista econôm
ico, a batata é a cultura m
ais im
portante do
grupo, e tam
bém
a m
ais exigente em
adubação. Por essa razão, adota-se para
ela a tabela de interpretação de fósforo das hortaliças .
A análise de m
icronutrientes em
solos é incluída na tabela de adubação
da batata para boro e na tabela da m
andioca para zinco. Isso porque essas
culturas apresentam
com
um
ente deficiências para es,_as dois elem
entos. Para
os dem
ais m
icronutrientes, m
esm
o quando em
teores baixos no solo, essas
culturas norm
alm
ente não respondem
às suas aplicações.
B. van R
AIJ et ai.
21.2 C
om
posição m
ineral, am
ostragem
de folhas e diagnose foliar
O
quadro 21.1 apresenta a produtividade m
ais com
um
para as culturas
tratadas neste capítulo, bem
com
o o conteúdo de nutrientes exportados, para
aqueles casos com
disponibilidade de dados, ou seja, batata, batata-doce e
m
andioca. O
s conteúdos apresentados para as três culturas são bastante
próxim
os. Na falta de dados específicos às dem
ais culturas, os teores indicados
podem
ser usados para estim
ativas de exportação de nutrientes pelas colhei-
tas.
Q
uadro 21.1. C
onteúdo de m
acronutrientes na planta inteira (extração) e nas
raízes e tubérculos (exportação), para um
a tonelada de produto colhido, e
produtividade com
um
ente observada
Planta inteira
Raízes e tubérculos
Produti-
C
ultura
N
p
K
s
N
p
K
s
vida de
kg/t de raízes e tubérculos
t/ha
Batata
5
0,5
7
0,3
3
0,3
4
o, 1
20-30
Batata-doce
5
0,4
6
3
0,3
3
20-30
M
andioca
6
0,7
6
4
0,4
4
15-35
Para a dignose folia r, tam
bém
só há inform
ações para essas três culturas.
No quadro 21.2 são descritos os procedim
entos para am
ostragem
de folhas.
No quadro 21.3 são apresentadas as faixas de teores considerados adequa-
dos.
Q
uadro 21.2. R
ecom
endações de am
ostragem
de folhas para batata, batata-
doce e m
andioca
C
ultura
Descrição da am
ostragem
Batata
Am
ostrar 30 plantas, aos 30 dias, retirando a 3
a
folha a partir
do tufo apical.
Batata-doce
Am
ostrar 15 plantas, aos 60 dias após o plantio, retirando as
folhas m
ais recentes totalm
ente desenvolvidas.
M
andioca
Am
ostrar 30 plantas, retirando o lim
bo (folíolo) das folhas m
ais
jovens totalm
ente expandidas, 3-4 m
eses após o plantio.
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
Q
uadro 21.3. Faixas de teores adequados de m
acro-
e m
icronutrientes em
folhas de batata, batata-doce e m
andioca
C
ultura
Batata
Batata-doce
M
andioca
Batata
Batata-doce
M
andioca
N
40-50
33-45
45-60
B
25-50
25-75
15-50
Boletim
Técnico. 100. IAC_ HlÇ)7
Faixas de teores considerados adequados
M
acronutrientes, g/kg
p
K
C
a
M
g
s
2,5-5,0
40-65
10-203-5
2,5-5,0
2,3-5,0
31-45
7-12
3-12
4-7
2,0-5,0
10-20
5-15
2-5
3-4
M
icronutrientes, m
g/kg
Cu
F e
M
n
M
o
Zn
7-20
50-100
30-250
20-60
10-20
40-100
40-250
20-50
5-25
60-200
25-100
0,11-0,18
35-100
,,,., .....
8. van RAIJ et ai.
21.3 A
raruta industrial
Espaçam
ento: 0,70 x 0,80 m
x 0,30 x 0,40 m.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
N
itrogênio
0-6
7-15
>15
0-0,7
0,8-1,5
>1 ,5
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K
20, kg/ha
o
80
60
40
60
40
20
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 30 kg/ha de N, 30 à 60 dias após o
plantio.
O
bservação:
A araruta aproveita bem
adubos aplicados em
culturas anteriores, podendo
dispensar, nesses casos, a adubação de plantio.
224
D
om
ingos Antonio M
onteiro e Valdem
ir Antonio Peressin
Seção de R
aízes e Tubérculos -fAC
Boletim
Técnico. 100. IA
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
21.4 B
atata
Espaçam
ento: O, 75 a 0,80 m
x 0,20 x 0,40 m
.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 8 m
m
o1Jdm
3.
Para cultivares
m
ais suscetíveis à deficiência de cálcio (Aracy, Baraka,
Panda), aplicar fontes solúveis de cálcio. Pode ser aplicado até 2 Ilha de gesso
(sulfato de cálcio) juntam
ente com
o calcário ou adubos que contenham
o
fósforo com
o superfosfato sim
ples, que contém
gesso.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a produtividade espera-
da e a análise de solo, com
base na seguinte tabela:
N
itro-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável,
B água quente, m
g/dm
3
gênio
0-25
25-60
>60
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
0-0,20
0,21-0,60
>0,60
N, kg/ha --P
2
0
s, k
g
/h
a
-
-
-
K
20, k
g
/h
a
--
B, kg/ha
40-80
300
200
100
250
150
100
2
o
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 40-80 kg/ha de N
antes da am
ontoa.
O
bservações:
a) A dose de N, tanto no plantio com
o em
cobertura, depende da época de
plantio. A
plicar m
enores doses em
épocas de tem
peratura m
ais elevada.
b) A resposta à adubação é, tam
bém
, influenciada por outros fatores, principal-
m
ente cultivar e tubérculo-sem
ente. C
ultivares de ciclo curto e tubérculos
sem
entes m
enores exigem
m
aiores doses de fertilizantes.
l=ln
lo
tirn
Tóf"ni,-.,...
1 1\f'l
I A
r
1
0
0
7
H
ilário da Silva M
iranda Filho
Seção de R
aízes e Tubérculos -IAC
.,.,,, ....
B. van RA!J et al.
21.5 B
atata-doce e cará
Espaçam
ento: 0,90 x 0,40 m
(indústria); 0,80 x 0,30 m
(m
esà).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 4 m
m
olc/dm
3.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo:
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
N
itrogênio
0·6
7-15
>15
0·0,7
0,8·1 ,5
>1 ,5
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
Batata-doce para m
esa
20
100
80
60
120
90
60
Batata-doce forrageira e industrial
20
80
60
40
100
70
40
C
ará
20
100
70
50
100
70
40
A
dubação m
ineral de cobertura: Trinta dias após a brotação, aplicar 30 kg/ha
de N
para batata-doce de m
esa ou cará, ou 20 kg/ha de N
para batata-doce
forrageira e industrial.
O
bservação: A adubação pode ser dispensada se as culturas forem
feitas em
rotação, após outras culturas adubadas.
D
om
ingos Antonio M
onteiro e Valdem
ir Antonio Peressin
Seção de R
aízes e Tubérculos • fAC
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
21.61nham
e
Espaçam
ento: 0,80 a 1,00 m
x 0,40 a 0,60 m
(17.000 a 30.000 m
udas/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 4 m
m
o1Jdm
3.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo e a
seguinte tabela:
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olcldm
3
0-6
7-15
>15
0-0,7
0,8-1,5
>1 ,5
N, kg/ha
P20s, kg/ha
K20, kg/ha
o
80
60
40
60
40
20
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar 20 kg/ha de N, 30 a 60 dias após o
plantio e a m
esm
a quantidade, 120 a 150 dias após o plantio.
D
om
ingos Antonio M
onteiro e Va/dem
ir Antonio Peressin
Seção de R
aízes e Tubérculos . IAC
B. van RAIJ et ai.
21.7 M
andioca
Espaçam
ento:1 ,O a 1,2 m
x 0,6 m
.
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
e o teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 5 m
m
olcfdm
3. N
ão aplicar m
ais de 2 t/ha de
calcário.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo e as
quantidades indicadas na tabela seguinte:
N
itro-
gênio
P resina, m
g/dm
3
0-6
7-15
16-40
>40
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
Zn DTPA, m
g/dm
3
0-0,7
0,7-1,5
>1,5
<0,6
0,6-1,2
>1 ,2
N, kg/ha --P
2
0
s
, k
g
/h
a
--
---K
2
0
, k
g
/h
a
--
--Z
n
, k
g
/h
a
--
o
80
60
40
20
60
40
20
4
2
o
A
dubação m
ineral de cobertura: Aplicar de O
a 40 kg/ha de N, aos 30 a 60
dias após a brotação; m
enores aplicações, no caso de plantas m
uito
verdes, em
áreas recém
-desbravadas ou pousio.
O
bservação: A adubação pode ser dispensada se a m
andioca for plantada,
em
rotação, após cultura adubada.
?
?
R
José O
sm
ar Lorenzi
Seção de R
aízes e Tubérculos -fAC
R
niA
tim
TÃr.niP.n
100
IA
C
:
1!=l!=l7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
21.8 M
andioquinha
Espaçam
ento: 0,70 a 0,80 m
x 0,30 m
(40.000 a 50.000 m
udas/ha).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 80%
e 0 teor de
m
agnésio a um
m
ínim
o de 8 m
m
olcfdm
3.
A
dubação m
ineral de plantio: Aplicar de acordo com
a análise de solo.
P resina, m
g/dm
3
N
itrogênio
K+ trocável, m
m
ol0 /dm
3
8, m
g/dm
3
0-6
7-15
>15
0-0,7
0,8-1,5
>1 ,5
0-0,20 0,21-0,60 >0,60
N, kg/ha
-P
2
0
s, kg
/h
a
-
--K
2
0
, k
g
/h
a
--
-
-
8
,
kg/ha
Cultura irrigada
o
150
100
70
120
90
60
2
1
o
Cultura não-irrigada
o
120
80
40
80
60
40
2
1
o
A
dubação m
ineral de cobertura: Na cultura irrigada, aplicar 60 kg/ha de N,
sendo m
etade aos 30 dias e m
etade aos 60 dias. Na cultura não-irrigada,
aplicar 40 kg/ha de .N, parcelando em
duas vezes, a: os 20 e 60 dias após
o plantio.
D
om
ingos Antonio M
onteiro e Valdem
ir Antonio Peressin
Seção de R
aízes e Tubérculos -fAC
B
o!P.tim
T
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n
IA
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1
0
0
7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
22. O
U
TR
A
S C
U
LTU
R
A
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D
U
STR
IA
IS
22.1 C
onsiderações gerais
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
22.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar .
22.3 C
ana-de-açúcar
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
22.4 Pu punha para a extração de palm
ito .
22.5 Seringueira
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Página
233
234
237
240
243
R
ecom
endações de; adubação e calagem
...
22. O
U
TR
A
S C
U
LTU
R
A
S IN
D
U
STR
IA
IS
Bernardo van R
aij e H
eitor C
antare/la
S
eção de Fertilidade do Solo e N
utrição de P
lantas -
IAC
22.1 C
onsiderações gerais
As culturas aqui apresentadas não se enquadram
nos grupos anteriorm
en-
te discutidos. N
ão há afinidade entre elas que sirva de denom
inador com
um
.
A cultura m
ais im
portante do grupo é a cana-de-açúcar, que ocupa a m
aior
área cultivada do Estado, proporcionando m
aior renda e tam
bém
m
aior consu-
m
o de fertilizantes. Por outro lado, as dem
ais culturas têm
pouca expressão no
Estado de São Paulo, em
bora o palm
ito e a seringueira passem
por período de
expansão.
B
oletim
Técnico. 100
!Af'.
1Q
Q
7
... ,.,, .....
B. van RAIJ et ai.
22.2 C
om
posição quím
ica e diagnose foliar
A com
posição em
m
acronutrientes das três culturas é apresentada no
quadro 22.1, bemcom
o a produtividade m
ais com
um
.
A planta de pupunha extrai grande quantidade de nutrientes, parte dos
quais é reciclada no local, após o corte da palm
eira para retirada do palm
ito.
O
s nutrientes exportados representam
cerca de 14, 21, 27 e 13%
do N, P, K e
S, respectivam
ente, do nutriente contido na parte da planta cortada. A taxa de
reciclagem
do P e do K é relativam
ente alta, m
as o N
está sujeito a perdas
m
aiores no processo de decom
posição dos restos da planta que perm
anecem
na superfície do solo.
Q
uadro 22.1. C
onteúdo de alguns m
acronutrientes nos produtos colhidos de
cana-de-açúcar, pu punha e seringueira e produtividade m
ais com
um
Teor de nutrientes
Produti-
C
ultura
Produto
vidade
N
p
K
s
kg/t
tlha
C
ana-de-açúcar
Calm
os industriais
0,9
0,2
1 '1
0,3
60-120
Pu punha
Palm
ito + pontas (')
12,0
2,5
17,6
1,5
2
1 ,5-3,0( )
Seringueira
B
orracha seca
11 ,O
2,3
10,0
1,0-1,5
e) Partes da planta rem
ovidas do cam
po para a extração do palm
ito; o restante é reciclado
no local. A
parte aérea cortada da planta de pupunha que perm
anece no cam
po contém
73,
10,48 e 10 kg/ha de N, P, K
e S, respectivam
ente, para cada tonelada de palm
ito produzido.
( 2) M
atéria fresca de palm
ito de prim
eira+ coração (picado). O
s valores indicados se referem
aos nutrientes rem
ovidos do cam
po.
O
quadro 22.2 indica as instruções para am
ostragem
de folhas e o quadro
22.3, as faixas de teores considerados adequados de m
acro-e m
icro nutrientes.
O
s lim
ites de teores !aliares considerados adequados são apresentados
no quadro 22.3.
R
oiP.tim
TÃc:nír.o. 100. IA
C
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
Q
uadro 22.2. Instruções para am
ostragem
de folhas de cana-de-açúcar pu-
punha e seringueira
'
C
ultura
C
ana-de-açúcar
Pupunha
Seringueira
Descrição da am
ostragem
Am
ostrar 30 plantas durante a fase de m
aior desenvolvim
ento
vegetativo da cana-de-açúcar, retirando os 20 em
centrais da
folha +1 (folha m
ais alta com
colarinho visívei-"TVD
"), excluí-
da a nervura central.
20 plantas com
altura superior a 1,6 m
(do solo até
a m
serçao da folha m
ais nova), durante a fase de m
aior
desenvolvim
ento vegetativo (novem
bro a m
arço). R
etirar os
folíolos da parte m
ediana da folha +2 (segunda folha m
ais
nova com
lim
bo totalm
ente expandido).
Am
ostrar 25 plantas no verão. Em
árvores até de 4 anos
retim
r
folhas m
ais desenvolvidas da base de um
buquê
term
m
al s1tuado no exterior da copa e em
plena luz. Em
árvores de m
ais de 4 anos, colher duas folhas m
ais desen-
volvidas no últim
o lançam
ento m
aduro em
ram
os baixos na
copa em
áreas som
breadas.
Q
uadro 22.3.
Faixa de teores adequados de m
acro-
e m
icronutrientes de
cana-de-açúcar, pupunha e seringueira
Cultura
de teores foliares de nutrientes coRsiderados adequados
M
acronutrientes, g/kg
N
p
K
C
a
M
g
s
C
ana-de-açúcar
18-25
1,5-3,0
10-t 6
2,0-8,0
1,0-3,0
1,5-3,0
Pupunha
22-35
2,0-3,0
9-15
2,5-4,0
2,0-4,5
2,0-3,0
Seringueira
29-35
1,6-2,5
10-17
0,7-0,9
1,7-2,5
1,8-2,6
M
icronutrientes, m
g/kg
B
Cu
F e
M
n
M
o
Zn
C
ana-de-açúcar
t0-30
6-15
40-250
25-250
0,05-0,20
10-50
Pu punha
12-30
4-10
40-200
30-150
15-40
Seringueira
20-70
10-15
50-120
40-150
20-40
B
oletim
Técnico
1 oo
1 Are
1 a
n
7
B. van R
AIJ et ai.
No caso da cana-de-açúcar, a diagnose foliar é um
a técnica que ainda não
se firm
ou, no Brasil. D
entre os principais fatores que interferem
na com
posição
quím
ica da folha, destacam
-se: variedade, solo, clim
a e época de am
ostragem
.
Assim
, os lim
ites apresentados são fornecidos com
o referência, indicando faixa
de teores com
uns em
canaviais bem
supridos de nutrientes. Teores m
enores
que os lim
ites m
ínim
os indicados devem
ser tom
ados com
o indício de possível
deficiência, e não com
o um
a certeza. Além
disso, teores acim
a do lim
ite
superior da faixa podem
indicar suficiência do nutriente, m
as não excesso que
prejudique a produtividade.
Rr"llt:t.tim
TÃ
r.nir.fl
1
0
0
IA
(;_ H
l9
7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
22.3 C
ana-de-açúcar
A
m
ostragem
de solo: Antes do plantio da cana-de-açúcar, retirar am
ostra
com
posta da área total. Em
soqueiras, retirar am
ostras no m
eio das ruas.
Am
ostrar de 20-40 em
de profundidade para avaliação da acidez.
Espaçam
ento: 1 ,O a 1 ,5 m
entre as linhas (12 a 18 gem
as/m
etro linear de
sulco).
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 60%
, porém
não
m
enos que 1 t/ha e m
ais do que 5 t/ha do corretivo (PR
N
T = 1 00). Aplicar
pelo m
enos 1 t/ha de calcário dolom
ítico, se o teor de M
g2+ trocável for
inferior a 5 m
m
olcfdm
3.
C
ontrolar a acidez do solo das soqueiras, com
am
ostragem
a cada dois
anos, aplicando calcário antes dos tratos culturais, quando necessário, para
elevar a saturação por bases a 60%
.
Em
bora a cana-de-açúcar seja um
a cultura tolerante à acidez, a
aplicação de calcário tem
-se revelado econôm
ica, principalm
ente
se forem
consideradas as colheitas de
vários anos. Assim
, a
calagem
preconizada, para saturação por bases de 60%
e aplica-
ção m
áxim
a de 5 tlha (PR
N
T 100), garante a correção adequada
da acidez e o fornecim
ento de cálcio e m
agnésio para vários anos
de soqueiras, além
de evitar dosagens excessivas em
solos de
C
TC
alta.
G
essagem
: O
gesso deve ser aplicado com
base na análise da am
ostra
com
posta de solo retirada de 20-40 em
de profundidade. Sua aplicação
se fará quando constatado teor de Ca2+ inferior â
4 m
m
olcfdm
3 e/ou
saturação por alum
ínio acim
a de 40%
. As quantidades a aplicar, de acordo
com
a textura do solo, podem
ser calculadas pela fórm
ula seguinte:
Argila (em
g/kg) x 6 = kg/ha de gesso a aplicar
O
efeito do gesso no solo dá-se abaixo da cam
ada arável e perdura
por vários anos, não havendo necessidade de reaplicação.
U
so de resíduos da agroindústria canavieira: A vinhaça é aplicada em
quantidades que podem
variar de 60 a 250 m
3fha , dependendo da
concentração de K2 0. A quantidade de potássio adicionada pela vinhaça
deve ser deduzida integralm
ente da adubação m
ineral.
A torta de filtro (úm
ida) pode ser aplicada em
área total (80-1 00 t/ha), em
pré-plantio, no sulco de plantio (15-30 t/ha) ou nas entrelinhas (40·50 t!ha).
M
etade do fósforo aí contido pode ser deduzido da adubação fosfatada reco-
m
endada.
8o1A
tim
Tilr.nir.o
100
I Ar.
1 Q
Q
7
,,..'"""'''
B. van RAIJ et ai.
A
dubação verde:
Na reform
a do canavial pode-se realizar o plantio de adubo
verde. As espécies m
ais utilizadas são: a crotálaria júncea e a m
ucuna preta.
A
dubação m
ineral de plantio: Na tabela seguinte, são indicadas as quantida-
des de nitrogênio, fósforo e potássio a aplicar, com
base na análise de
solo e na produtividade esperada:
Produti-
P resina, m
g/dm
3
vida de
N
itrogênio
esperada
0-6
7-15
16-40
>40
t/ha
N, kg/ha
P20s, kg/ha
<100
30
180
100
60
40
100-150
30
180
120
80
60
>150
30
<')
140
100
80
Produti-
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
vida de
esperada
0-0,7
0,8-1,5
1,6-3,0
3,1-6,0
>6,0
!lha
K20, kg/ha
<100
100
80
40
40
o
100-150
150
120
80
60
o
>150
200
160
120
80
o
e) N
ão é provável obter a produtividade dessa classe, com
teor m
uito baixo de P no solo.
Se for constatada deficiência de cobre ou de zinco, de acordo com
análise
de solo, aplicar os nutrientes com
a adubação de plantio, nas quantidades
indicadas pela seguinte tabela:
Zinco no solo
Zn
C
obre no solo
C
u
m
g/dm
3
kg/ha
m
g/dm
3
kg/ha
0-0,5
5
0-0,2
4
>0,5
o
>0,2
o
A
dubação m
ineral de cobertura da cana-planta: U
tilizar30 a 60 kg/ha de N,
de acordo com
a m
eta de produtividade, aplicando 30 a 60 dias após o
plantio (m
arço-abril) ou no final do período das chuvas. Em
solos arenosos
ou de textura m
édia, aplicar apenas 100 kg de K2 0 no plantio, acrescen-
tando o restante em
cobertura, juntam
ente com
o nitrogênio.
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
A
dubação m
ineral da cana-soca: Aplicar de acordo com
a análise de solo e
a produtividade esperada.
Produti-
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
vidade
Nitrogênio
esperada
0-15
>15
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
!lha
N, kg/ha
-
P20s, k
g
/h
a
-
K20, kg/ha
<60
60
30
o
90
60
30
60-80
80
30
o
110
80
50
80-100
100
30
o
130
100
70
>100
120
30
o
150
120
90
Aplicar os adubos ao lado das linhas de cana, superficialm
ente e m
istura-
dos ao solo, no m
áxim
o a 1 O
em
de profundidade.
G
rupo Paulista de A
dubação de C
ana-de-A
çúcar
(em
ordem
alfabética)
Adernar Spironello -fAC
Bernardo van R
aij (coordenador) -fAC
C
faudim
ir Pedro Penatti -C
O
PER
SU
C
AR
H
eitor C
antare/la -fAC
Jorge L. M
ore/li -G
rupo Zillo Lorenzetti
José d"rtando f=ifho -CCA -U
FSC
ar
M
arcos G
uim
arães de Andrade Lande/1 -fAC
R
affael/a R
ossetto -fAC
8, van RAIJ et al.
22.4 P
upunha para extração de palm
ito
22.4.1 A
dubação para a form
ação de m
udas
O
substrato para a form
ação de m
udas deve ser elaborado m
isturando
m
aterial de solo ou subsolo e m
atéria orgânica, na proporção de 3+ 1 até 1 + 1,
em
volum
e. Bons resultados são obtidos com
esterco de curral bem
curtido ou
com
posto de lixo peneirado.
A calagem
deve ser feita para elevar a porcentagem
de saturação por
bases (V%
) do solo, antes da m
istura com
o m
aterial orgânico, a 60%
, utilizando
a fórm
ula abaixo, onde NC é a dose de calcário em
kgfm
3 de solo:
N
C
(V2-V1) x C
TC
PR
N
T x 20
Para a adubação do substrato adicionar 500 g de P20s (superfosfato
sim
ples ou triplo, term
ofosfato ou hiperfosfato) e 100 g de K
20 (cloreto ou
sulfato de potássio) por m
etro cúbico do substrato. Aplicar 90 g de K2 0
por
m
etro cúbico do substrato já envasado, parcelado em
três vezes, em
plantas a
partir do 4.o m
ês, dissolvendo o adubo na água de irrigação. G
eralm
ente, o
adubo orgânico fornece N
suficiente para a form
ação da m
uda e a aplicação
desse nutriente, nesta fase, produz efeitos negativos.
22.4.2 A
dubação de im
plantação (até 6 m
eses após o transplante das
m
udas no cam
po)
Espaçam
ento: 2 x 1 m
; 2 x 1 x 1 m
; 1,5 x 1,0 m
(áreas com
declive acentuado).
Calagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
, utilizando
calcário dolom
ítico.
Adubação orgânica: aplicar, se disponível, 1 O
a 20 t/ha de esterco de curral
ou com
posto de lixo curtidos, distribuindo o adubo no sulco de plantio ou
cova, m
isturado com
o adubo m
ineral fosfatado e potássico.
Adubação m
ineral de plantio: Aplicar, no sulco de plantio ou cova, de acordo
com
a análise de solo, as seguintes doses:
p resina,
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-12
13-30
>30
0-1,5
1,6-3,0
>3,0
----P
2
0
s
, k
g
/h
a
-
-
-
-
-
-
-
K
2
0
,
k
g
/h
a
-
-
-
-
140
100
70
60
30
o
R
r.l.otirn T
ér'n
ir'r.
1 flfl
I A
r'.
1 Q
Q
7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
Além
da adubação acim
a, aplicar em
cobertura, ao redor da m
uda, inician-
do cerca de 30 dias após o transplante, 20 kg/ha de N
a cada 60 dias, até os
5 m
eses. Essa adubação, ou parte dela, pode ser suspensa caso tenha sido
utilizado adubo orgânico no sulco ou cova e o desenvolvim
ento das plantas
esteja satisfatório.
22.4.3 A
dubação de produção
A adubação de produção tem
início 6 m
eses após o transplante das m
udas.
Calagem
: Em
culturas im
plantadas, analisar o solo pelo m
enos a cada 3 anos
e aplicar calcário dolom
ítico para elevar a saturação por bases a 50%
.
Adubação para a produção de palm
ito: Aplicar, por ano, as doses indicadas
na tabela abaixo conform
e a análise de solo e a produtividade esperada
de m
atéria fresca de palm
ito de prim
eira+ picado (palm
ito+ resíduo basal
e apical):
Produti-
vidade
esperada
C
lasse de resposta a N
2
0-12
P resina, m
g/dm
3
12-30
>30
t/ha
1,0-2,0
2,0-3,0
3,0-4,0
-
-
-
N
, k
g
/h
a
---
-
-
-
-
-
P
2
0
s
, k
g
/h
a
i----
Produti-
vidade
esperada
ti h a
1,0-2,0
2,0-3,0
3,0-4,0
160
11 o
230
300 0-0,7
100
180
260
180
40
60
80
20
30
50
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0,8-1,5
1,6-3,0
K20, kg/ha
70
40
100
60
140
100
.. Produtividade pouco provável de ser obtida em
locais sem
abundância de água.
o o o
>3,0
20
30
50
C
lasses de resposta a N: (1) regiões com
precipitação anual igual ou acim
a
de 1.800 m
m
ou com
irrigação com
plem
entar; (2) regiões com
precipitação
m
enor que 1.800 m
m
.
A partir do quarto ano, se a reciclagem
das folhas, estipes e bainhas
deixadas no terreno for adequadam
ente realizada, reduzir as doses de N
em
30%
.
B. van RAIJ et ai.
Aplicar, por ano, 20 a 50 kg/ha de S, conform
e a faixa de produtividade
esperada.
Se o teor de B no solo for igual ou m
enor que 0,21 m
g/dm
3, aplicar
anualm
ente 2,0 kg/ha de B
e, se estiver entre 0,21 e 0,60 m
g/dm
3, 1 ,O kg/ha
de B. C
erca de 70 a 80%
dos nutrientes contidos na parte cortada da
planta perm
anecem
nas folhas e restos após a rem
oção da ponta
para a extração do palm
ito. Assim
, a reciclagem
dos resíduos no
cam
po ajuda a enriquecer o solo e econom
izar fertilizantes.
M
odo de aplicação: Aplicar o adubo em
faixas, em
am
bos os lados da linha,
a cerca de 30 a 50 em
da planta, parcelados em
3 a 5 aplicações anuais,
durante a fase de m
aior desenvolvim
ento vegetativo.
O
bservação: plantas com
adubação desequilibrada, alta em
P e baixa em
N,
apresentam
palm
ito com
m
aior teor de fibra e coloração am
arelada, de m
enor
valor com
ercial.
M
arilene Leão Alves Bovi
Seção de Plantas Tropicais -IAC
e H
eitor C
antare/la
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -IAC
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
22.5 S
eringueira
Espaçam
ento: 8 x 2,5 m
(500 plantas/hectare)
C
alagem
: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%
. N
ão usar
m
ais de 2 t/ha de calcário dolom
ítico a cada três anos.
A
dubação de plantio: Incorporar na cova 30 g de P
2 0
5 , 30 g de K
2 0 e, em
solos deficientes, com
teores de Zn inferiores a 0,6 m
g/dm
3, 5 g de Zn.
Q
uando disponível, usar 20 litros de esterco de curral curtido. Aplicar
nitrogênio em
cobertura, em
3 parcelas de 30 g/planta durante o prim
eiro
ano.
A
dubação de form
ação e exploração: Aplicar os nutrientes de acordo com
a
análise de solo inicial da área e, depois, a cada três anos.
Idade
N
itrogênio
P resina, m
g/dm
3
K+ trocável, m
m
olc/dm
3
0-12
>12
0-1,5
>1,5
anos
N, kg/ha
-
P20s, kg
/h
a
-
K20, k
g
/h
a
--
2· 3
40
40
20
40
20
4-
6
60
60
30
60
30
7-15
60
50
30
60
30
>16
50
40
20
50
30
U
tilizar m
etade da adubação no início e m
etade no fim
das águas, distri-
buindo ao redor das árvores.
O
ndino C
/eante Bataglia
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas -fAC
e Paulo de Souza G
onçalves
Seção de Plantas Tropicais -IAC
B. van RAIJ et ai.
?44
Boletim
Técnico. 1 00. IAC
. 1997
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
23. FLO
R
ESTA
IS
Página
23.1 Inform
ações gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
247
23.2 C
onteúdo de m
acronutrientes em
Euca/yptus e Pinus
248
23.3 D
iagnose foliar . . . . . . . . . .
250
23.4 Sistem
a de produção de m
udas
251
23.5 Viveiro de m
udas de Eucalyptus e Pinus
252
23.6 Viveiro de m
udas de essências florestais típicas da M
ata Atlântica
254
23.7 Florestam
entos homogêneos com
Eucalyptus e Pinus . . . . .
255
23.8 R
eflorestam
entos m
istos com
espécies típicas da M
ata Atlântica
258
R
n
lo
tirn
T .;,..,..;,..,..
1 t'\f\
I A
I"'
i nn..,.
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
23. FLO
R
ESTA
IS
José Leonardo de M
oraes G
onçalves
D
epartam
ento de C
iências Florestais -ESALQ
-U
SP
Bernardo van R
aij
Seção de Fertilidade do Solo e N
utrição de Plantas - IAC
Jânio C
arlos G
onçalves
D
ivisão de Im
plantação de Projetos Físico-Botãnicos -C
ESP
23.1 Inform
ações gerais
As espécies dos gêneros Eucalyptus e Pinus e as naturais da M
ata
Atlântica apresentam
exigências nutricionais bastante distintas entre si, com
grande repercussão sobre ilS diretrizes a serem
adotadas no planejam
ento das
recom
endações de adubação, prática fundam
ental para a produção de m
udas
de boa qualidade silvicultura/ e para que as plantações florestais alcancem
níveis adequados de crescim
ento no cam
po.
A necessidade de adubação decorre do fato de que nem
sem
pre o solo é
capaz de fornecer todos os nutrientes que as plantas precisam
para um
adequado crescim
ento. As características e quantidades de adubos a aplicar
dependerão da fertilidade do solo, das necessidades nutricionais das espécies
florestais, da reação dos adubos com
o solo, da eficiência dvs adubos e de
fatores de ordem
econôm
ica. As recom
endações de adubação devem
ser, de
preferência, definidas em
nível regional para as espécies e tipos de solo m
ais
representativos, com
base em
experim
entação de cam
po. Assim
, essas reco-
m
endações devem
ser consideradas com
o diretrizes gerais, que poderão ser
alteradas de acordo com
a experiência regional.
A grande m
aioria das áreas de florestam
ento ocupadas com
pinus e
eucaliptos está sobre solos m
uito intem
perizados e lixiviados, portanto, com
baixa disponibilidade de nutrientes para as árvores. C
om
o fator com
plicante, o
atendim
ento da dem
anda nutricional é bastante prejudicado pelos altos índices
de deficiência hídrica que ocorrem
na m
aior parte das áreas, com
o as da região
B. van R
AIJ et ai.
dos cerrados, onde estão os m
aiores blocos de florestam
entos com
eucaliptos
e pinus.
C
om
relação aos m
acronutrientes, os sintom
as visuais de deficiência e
m
aiores respostas à adubação têm
sido observados no cam
po, com
m
a1s
freqüência, na seguinte ordem
: P > N
2 K > C
a > M
g; e, para os m
icronutrientes,
B 2 Zn. Em
geral, para solos m
ais arenosos e deficientes no fornecim
ento de
água, observa-se, m
ais freqüentem
ente, m
aiores respostas à adubação.
C
ontudo, graças às baixas exigências em
fertilidade do solo e tam
bém
ao
program
a de m
elhoram
ento genético desenvolvido no Brasil, em
que se procura
adaptar as espécies às condições edafoclim
áticas de cada região, as flores:as
de eucaliptos e pinus têm
-se m
ostrado produtivas, m
esm
o com
recom
endaçoes
de adubação m
uito aquém
daquelas utilizadas para as culturas agrícolas.
A situação das espécies nativas da M
ata Atlântica é bem
diferente. O
reflorestam
ento de áreas anteriorm
ente ocupadas pela M
ata Atlântica tem
aum
entado dia a dia. Atualm
ente, a legislação exige que 20%
da área das
propriedades rurais seja conservada com
sua vegetação natural, c:>m
o um
a
reserva legal, bem
com
o as áreas consideradas com
o de preservaçao perm
a-
nente, que com
preendem
terrenos com
m
ais de 45%
de declividade, topos de
m
orros, m
atas ciliares, nascentes, m
argens de reservatórios de água, dentre
outras, que devem
ser m
antidas com
100%
da vegetação natural. Em
razão da
degradação ou rem
oção anterior dessa floresta, faz-se necessário o enrique-
cim
ento ou o reflorestam
ento das áreas.
A m
aioria das espécies florestais nativas da M
ata Atlântica, apresentam
m
édia a alta dem
anda nutricional, exigindo, para seu estabelecim
ento, pelo
m
enos solos de m
édia fertilidade e com
boas condições hídricas, sem
longos
períodos de estiagem
. D
ada à grande diversidade das espécies e, conseqüen-
tem
ente, às exigências nutricionais, fica difícil indicar recom
endações de adu-
bação específicas para cada espécie. O
problem
a tem
sido contornado
m
ediante recom
endações de adubação que assegurem
o supnm
ento de nu-
trientes às espécies m
ais exigentes, de form
a que as dem
ais espécies tam
bém
tenham
suas dem
andas nutricionais atendidas.
Na descrição das recom
endações serão consideradas, separadam
ente,
as adubações de viveiro e de cam
po.
23.2 C
onteúdo de m
acro nutrientes em
Euca/yptus e Pinus
A ciclagem
de nutrientes responde pelo atendim
ento da m
aior parte da
dem
anda nutricional das árvores, dependendo do estágio de desenvolvim
ento
da floresta. A m
agnitude dos fluxos de nutrientes via ciclagem
aum
enta consi-
deravelm
ente na fase de fecham
ento de copas, quando as partes inferiores
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
com
eçam
a perder suas folhas devido às lim
itações de lum
inosidade. Antes da
queda das folhas, grande parte dos nutrientes m
igram
para os tecidos m
ais
jovens das árvores. Com
a deposição de folhas, galhos e outros resíduos
vegetais, form
a-se a serapilheira sobre a superfície do solo que, ao se decom
-
por, libera nutrientes para as árvores, os quais são im
ediatam
ente aproveitados
pelo em
aranhado de radicelas que se m
isturam
com
os com
ponentes da
serapilheira. Sob tais condições, quanto m
ais velho for o povoam
ento florestal,
m
enor sua dependência da fertilização, pois a ciclagem
de nutrientes, por si
só, atende grande parte das exigências nutricionais das árvores. D
aí porque,
esperam
-se m
elhores relações entre a disponibilidade de nutrientes no solo e
o crescim
ento nos estágios iniciais de desenvolvim
ento das árvores, quando a
análise de solo serve de im
portante ferram
enta de diagnose.
É im
portante avaliar as quantidades de nutrientes exportadas do terreno
através da m
adeira rem
ovida, as quais, em
geral, são m
uito m
aiores para as
espécies de Eucalyptus relativam
ente às de Pinus, principalm
ente para os
nutrientes K, C
a e M
g. A ordem
dos nutrientes m
ais acum
ulados é bastante
distinta entre esses gêneros. Para o Eucalyptus observa-se a ordem
C
a > N
>
K > M
g > P e para Pinus N
> C
a > K > M
g (Q
uadro 23.1).
A quantidade de nutrientes contidos na casca é m
uito significativa, parti-
cularm
ente para o eucalipto, que tem
o Ca com
o o nutriente m
ais acum
ulado
neste com
ponente. Assim
, o descascam
ento da m
adeira no cam
po resulta na
redução de exportação de nutrientes, com
elevada repercussão sobre o poten-
cial produtivo.
N
ão é apresentada a com
posição quím
ica das essências nativas, que é
m
uito variada.
Q
uadro 23.1. C
onteúdo de m
acronutrientes nos gêneros Eucalyptus (6-10 anos)
e Pinus (8-24 anos)
Cam
po-
.
Q
uantidade de nutrientes
G
êneros
nentes
B
iom
assa
N
p
K
C
a
t!ha
kg/t
Eucalyptus
M
adeira
60-250
1,0-2,5
O, 15-0,60
0,5-1,5
0,5-1,5
0,2-0,6
Casca
8-25
3,0-3,5
0,30-1,50
3,0-6,0
3,0-10,0
1,0-4,0
Pínus
M
adeira
70-400
1,0-1,5
0,07-0,12
0,3-0,9
O, 1-0,6
o, 1-0,2
Casca
15-65
1 ,5-3,0
0,15-0,20
0,6-1,2
0,5-1,5
0,1-0,3
8. van RAIJ et ai.
23.3 D
iagnose foliar
O
conteúdo dos nutrientes na planta reflete o seu estado nutricional,
servindo para o ajuste dos program
as de adubação. D
eve-se ressaltar, contudo,
que as deficiências nutricionais identificadas pela análise de tecido dificilm
ente
podem
ser corrigidas em
tem
po, sem
que o crescim
ento das árvores seja
prejudicado.
A com
posição quím
ica dos tecidos é afetada por fatores internos e exter-
nos às árvores. Por isso, a am
ostragem
precisa ser bem
definida quanto à
época, tipo de tecido, posição na árvore e representatividade da população de
árvores.
O
tecidom
ais utilizado neste m
étodo é o foliar. A época de am
ostragem
deve ser aquela em
que haja m
aior estabilidade dos teores dos nutrientes no
interior das árvores. As folhas a serem
am
estradas devem
ser recém
-m
aduras,
norm
alm
ente o penúltim
o ou antepenúltim
o lançam
ento de folhas dos últim
os
12 m
eses. Para as variedades m
ais responsivas à adubação N
PK, recom
enda-
-se a am
ostragem
de um
a folha de cada ponto cardeal do terço superior da
copa, no antepenúltim
o lançam
ento de folhas dos galhos. A am
ostragem
deverá
ser feita no fim
do inverno e contem
plar pelo m
enos 20 árvores de cada gleba.
Essas glebas devem
ser bem
hom
ogêneas quanto ao tipo de solo, topografia,
condições clim
áticas e histórico de m
anejo anterior. C
ada gleba não deve ter
m
ais de 50 ha.
Q
uadro 23.2. Faixas de teores de m
acro-
e m
icronutrientes considerados
adequados, na m
atéria seca de folhas de Eucalyptus e Pínus (plantas
adultas)
G
ênero
Eucalyptus
Pinus
G
ênero
Eucalyptus
Pinus
Faixas de teores adequados na m
atéria seca das folhas
N
P
K
Ca
M
g
S
13-18
11-13
0,9-1,3
0,8-1,2
9-13
6-1 o
6-10
3-
5
3,5-5,0
1,3-2,0
1,5-2,0
1,3-1,6
Faixas de teores adequados na m
atéria seca das folhas
B
Cu
Fe
M
n
M
o
Zn
-
-
-
-
-
-
-
-
-
m
g
/
k
g
-
-
-
-
-
-
-
-
-
30-50
12-25
7,0-10,0
4,0-
7,0
150-200
100-200
400-600
250-600
0,5-1 ,O
35-50
30-45
tln
lo
tim
Tá,-.nif"'r.
1(1(1
lfJ.r.
1Q
Q
7
R
ecom
endações de adubação e calagem
...
O
quadro 23.2 indica as faixas de concentração de nutrientes em
folhas
espécies de Eucalyptus e Pínus consideradas adequadas, ou seja, para
arvores que apresentam
boas taxas de crescim
ento, não m
ostrando sintom
as
de deficiência nutricional. Q
uanto m
ais distante dessas faixas forem
os teores
dos nutrientes, m
aior o grau de deficiência ou consum
o de luxo/toxicidade
respectivam
ente, para valores inferiores ou superiores aos das faixas.
'
.
N
ão são apresentadas as faixas de concentração de nutrientes das espé-
Cies ocorrentes na M
ata Atlântica por falta de inform
ações e, tam
bém
, pela
grande diversidade de espécies.
23.4 Sistem
as de produção de m
udas
Atualm
ente, os recipientes m
ais utilizados para a produção de m
udas de
eucaliptos e pinus são os sacos plásticos e os tubetes de polipropileno. O
s
prim
eiros, m
ais antigos, norm
alm
ente utilizam
com
o substrato a terra de sub-
solo, preferencialm
ente, com
teores de argila entre 20 a 35%
. C
om
isso,
assegura-se boa perm
eabilidade e estruturação do substrato no interior do saco
plástico e, conseqüentem
ente, boa drenagem
e resistência ao m
anuseio. o
segundo sistem
a, que se difundiu m
uito pelo Brasil nos últim
os 1 o anos, utiliza,
predom
inantem
ente, substratos orgânicos sim
ples ou m
isturados.
O
s com
postos orgânicos m
ais utilizados são o esterco de curral curtido,
húm
us de m
inhoca, cascas-de eucalipto e pinus decom
postas, bagacilho de
cana decom
posto, entre outros. Esses substratos são geralm
ente utilizados
com
o os principais com
ponentes de m
isturas, que incluem
tam
bém
palha de
arroz carbonizada, verm
iculita e terra de subsolo arenosa' O
s três últim
os são
utilizados, fundam
entalm
ente, para m
elhorar as condições de drenagem
do
substrato.
Algum
as com
posições de substratos que têm
dado bons resultados:
a) 80%
de com
posto orgânico ou húm
us de m
inhoca + 20%
de casca de
arroz carbonizada;
b) 60%
de com
posto orgânico ou húm
us de m
inhoca+ 20%
de casca de
arroz carbonizada + 20%
de terra arenosa;
O
s m
étodos, as doses e as épocas de incorporação de adubos nos
substratos de cultivo devem
ser bastante criteriosos, pois, além
de garantir o
bom
crescim
ento e qualidade das m
udas, a adubação é o principal m
eio que o
viveirista tem
para "segurar" ou "adiantar" o crescim
ento no viveiro. Isso dá
m
aior flexibilidade de tem
po para o plantio das m
udas no cam
po, sem
perdas
significativas da qualidade técnica.
B. van RAIJ et ai.
N
a fase de viveiro, os adubos m
ais recom
endados, pelas características
físicas e quím
icas e a facilidade de aquisição, são o sulfato de am
ônio, o
superfosfato sim
ples e o cloreto de potássio, de preferência na form
a de pó,
de m
odo a facilitar a hom
ogeneização dos adubos com
o substrato de cultivo
das m
udas.
23.5. Viveiro de m
udas de Euca/yptus e Pinus
• Produção de m
udas no sistem
a de sacos plásticos
A m
elhor form
a de fazer a aplicação de adubos neste sistem
a consiste no
parcelam
ento das doses recom
endadas dos adubos. C
erca de 50%
das doses
de N
e de K
2 0
, e 100%
das doses de P
2 0
5 e m
icronutrientes são m
isturados
com
terra de subsolo, antes do enchim
ento dos sacos plásticos, com
um
ente
denom
inado adubação de base. O
restante dos adubos é aplicado, parcelada-
m
ente, em
cobertura, na form
a de soluções ou suspensões aquosas.
R
ecom
enda-se as seguintes dosagens de adubos:
a) adubação de base: 150 g de N, 700 g de P2 0
5 , 100 g de K20 e 200 g
de "fritas" BR
-12 (silicato fundido contendo vários m
icronutrientes) ou produto
equivalente para cada 1 m
3 de terra de subsolo. C
om
1 m
3 desse substrato é
possível encher cerca de 4.800 saquinhos de 250 g de capacidade, os m
ais
utilizados para produção de m
udas de eucalipto e pinus. N
orm
alm
ente, os
teores de C
a e de M
g, em
am
ostras de subsolos, são m
uito baixos e, por esta
razão, recom
enda-se, tam
bém
, a incorporação de 500 g de calcário dolo m
ítico
por m
3 de terra.
É oportuno ressaltar que o uso de calcário visa suprir Ca e M
ge
não corrigir a acidez, um
a vez que Eucaliptus e Pinus toleram
altos
níveis de A
I e M
n.
b) adubação de cobertura: Aplicar 100 g de N
m
ais 100 g de K20,
parcelando em
3 ou 4 aplicações, para 4.800 saquinhos de 250 g de capacida-
de. Para a aplicação desses nutrientes, recom
enda-se dissolver 1 kg de sulfato
de am
ônio e/ou 300 g de cloreto de potássio em
100 litros de água. C
om
a
solução obtida, regar 10.000 saquinhos. Para esta adubação recom
enda-se
alternar as aplicações de K2 0, ou seja, em
um
a utilizar N
e K20, na seguinte
apenas N, e assim
por diante.
As aplicações deverão ser feitas no final da tarde, ou ao am
anhecer,
seguidas de leves irrigações, apenas para diluir ou rem
over os resíduos de
adubo que ficam
depositados sobre as folhas.
R
ecom
endações de adubação e ca!agem
...
G
eralm
ente, as adubações de cobertura devem
ser feitas em
intervalos
de 7 a 1 O
dias; a prim
eira, necessariam
ente, 15 a 30 dias após a germ
inação
das plantas. A época de aplicação das dem
ais, poderá ser m
elhor determ
inada
pelo viveirista, ao observar as taxas de crescim
ento e as m
udanças de colora-
ção das m
udas. À m
enor perda de viço das m
udas, com
o aparecim
ento de
cores desbotadas, que variam
de tons averm
elhados a am
arelados para o
eucalipto e sim
plesm
ente am
arelados para o pinus, fazer a adubação de
cobertura.
Q
uando as m
udas já estiverem
form
adas, portanto, prontas para serem
plantadas no cam
po, recom
enda-se, antes da expedição, fazer a "rustificação",
para am
enizar os estresses no cam
po. N
a fase de "rustificação", que dura de
15 a 30 dias, reduz-se as regas e suspende-se a adubação de cobertura. No
início desta fase,
recom
enda-se um
a adubação contendo apenas K,
para
aum
entar o potencial iônico interno das m
udas, fazendo com
que elas sejam
,
fisiologicam
ente, m
ais capazes de regular suas perdas de um
idade, além
de
facilitar o engrossam
ento do caule, fatores m
uito im
portantes para a adaptação
das m
udas às condições adversas de cam
po.
• Produção de m
udas no sistem
a de tubetes de polipropileno
Sim
ilarm
ente às recom
endações feitas para o sistem
a de produção de
m
udas em
sacos plásticos, a m
elhor form
a de aplicação