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MÓDULO 3
EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA 
 PRESERVANDO VIDAS
NOÇÕES DE 
PRIMEIROS SOCORROS
22
Neste módulo você conhecerá a 
sequência do pronto atendimento ao 
acidentado, o que fazer e o que não 
fazer ao prestar os primeiros socorros. 
Serão apresentadas informações para 
a segurança das pessoas no local do 
acidente, sejam vítimas ou não. As 
técnicas de socorro de emergência devem 
ser aplicadas apenas se você tiver um 
treinamento prático.
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
Este material é registrado na Biblioteca Nacional. Todos os direitos autorais 
reservados à Procondutor Tecnologia de Trânsito S/A.
É proibida a duplicação ou reprodução desta apostila, no todo ou em parte.
www.procondutor.com.br
PROCONDUTOR TECNOLOGIA DE TRÂNSITO S/A
MÓDULO 3
NOÇÕES DE 
PRIMEIROS SOCORROS
CONTEÚDO
DEFINIÇÕES ................................................................................................................7
CRIME DE OMISSÃO DE SOCORRO ......................................................................8
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES .........................................................................................8
SINALIZAÇÃO DO LOCAL DO ACIDENTE ............................................................9
Vamos praticar? ................................................................................................................. 11
SITUAÇÕES DE RISCO ............................................................................................ 12
PRODUTOS QUÍMICOS PERIGOSOS ............................................................................12
UTILIZAÇÃO DO EXTINTOR DE INCÊNDIO ...............................................................13
ACIONAMENTO DE RECURSOS ........................................................................... 14
CONDIÇÕES GERAIS DA VÍTIMA ......................................................................... 15
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MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
ANÁLISE PRIMÁRIA ..............................................................................................16
PULSAÇÃO .......................................................................................................................... 16
RESPIRAÇÃO (VOS) ..........................................................................................................17
VIAS AÉREAS ......................................................................................................................17
DILATAÇÃO DAS PUPILAS ............................................................................................ 18
TEMPERATURA ................................................................................................................ 18
COR DA PELE ..................................................................................................................... 19
PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA ............................................................................. 19
ESTADO DE CHOQUE ....................................................................................................... 19
DESMAIOS1 .................................................................................................................................................................................................................... 20
CONVULSÕES ..................................................................................................................... 21
Vamos praticar? ................................................................................................................22
ANÁLISE SECUNDÁRIA ........................................................................................ 23
FERIMENTOS ......................................................................................................................23
HEMORRAGIAS ..................................................................................................................24
QUEIMADURAS .................................................................................................................26
FRATURAS ..........................................................................................................................27
LUXAÇÃO ............................................................................................................................28
FRATURAS NA COLUNA ................................................................................................28
FRATURAS NO CRÂNIO .................................................................................................29
FRATURAS DAS COSTELAS .........................................................................................29
AMPUTAÇÕES ....................................................................................................................29
CUIDADOS COM A VÍTIMA (O QUE NÃO FAZER) .......................................... 30
CUIDADOS ESPECIAIS COM A VÍTIMA MOTOCICLISTA ................................31
ACIDENTES SEM VÍTIMA .....................................................................................31
Vamos praticar? ................................................................................................................32
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 33
55
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
MÓDULO 3
NOÇÕES DE 
PRIMEIROS SOCORROS
Lembre-se sempre: Caso presencie um 
acidente de trânsito, mantenha a calma e 
chame a equipe de socorro.
Este módulo foi elaborado em acordo com o anexo II da Resolução 
168 de 14/12/2004, alterada pela Resolução 285 de 29/07/2008 do 
Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
O módulo traz informações básicas para que você atue com calma e 
segurança caso presencie um acidente de trânsito.
Atenção! Não é nosso objetivo ensinar primeiros socorros. Medidas 
de socorro necessitam de treinamento prático e técnico específico, 
oferecido apenas por entidades credenciadas. E, ainda assim, eles 
não substituem um sistema profissional de socorro.
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MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
Nosso objetivo é ensinar a sequência do pronto atendimento, o que 
fazer e o que não fazer ao prestar ajuda. Por isso, este módulo apre-
senta informações que garantem a segurança das pessoas no local 
do acidente, sejam vítimas ou não. Lembre-se de aplicar técnicas 
de socorro de emergência apenas se você tiver um treinamento 
prático de primeiros socorros. Não revidar a atitude grosseira ou 
arriscada dos outros torna o trânsito mais seguro. O individualismo, 
o egoísmo e a falta de solidariedade de associados a supervalori-
zação da máquina interferem de forma negativa no trânsito.
DEFINIÇÕES
Segundo o Ministério da Saúde e da Ação Social, primeiros socorros:
São medidas específicas de socorro 
imediato a uma vítima, executadas 
por pessoal adestrado, enquanto se 
aguarda a chegada do médico ou 
equipe especializada que o conduza 
ao hospital.”
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MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
CRIME DE OMISSÃO DE SOCORRO
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o condutor:
Comete uma infração gravíssima (7 pontos na CNH), passível 
de multa, ao deixar de prestar socorro à vítima de acidente 
de trânsito, evadir-se do local, deixar de sinalizar e afastar 
o perigo, não identificar-se, não prestar informações ou não 
acatar determinações das autoridades.
Se em um acidente, o condutor não prestar imediato socorro à vítima, 
ou, na impossibilidade de fazê-lo diretamente, por justa causa, não 
solicitar auxílio da autoridade pública, seu ato pode consistir em 
crime de trânsito, ou multa, se não for elemento de crime mais 
grave. Segundo o Código Penal Brasileiro, configura-se como crime de 
omissão de socorro, com pena de detenção de 6 meses a 1 ano, que 
pode aumentar pela metade se, da omissão, resultar lesão corporal 
de natureza grave, e triplicar, se resultar em morte.
Diante de acidentes de trânsito com vítimas, muitas pessoas ficam 
paralisadas, sem ação ou em pânico pornão saber como ajudar ou 
que medidas tomar. Contudo, a vítima muitas vezes necessita de 
ajuda imediata para sobrevivência ou para não agravar o quadro.
Nesses momentos, é importante manter a calma. Faça aquilo que 
for capaz, tentando controlar a situação, mas antes de tudo veri-
fique se você não está ferido.
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES
Cada acidente de trânsito é diferente do outro, por isso é impor-
tante saber quais suas características para melhor socorrer a(s) víti-
ma(s). A sequência de ações sempre seguirá a mesma ordem, por 
isso, ao se deparar com um acidente de trânsito ou atropelamento, 
siga estas instruções:
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MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
SINALIZAÇÃO DO LOCAL DO ACIDENTE
Para garantir a segurança e evitar novos acidentes, a sina- 
lização deve estar distante do acidente, informando o ocor-
rido aos outros condutores e pedestres. A distância pode 
ser medida contando passos de acordo com a velocidade 
máxima da via indicada na placa. Caso não haja sinalização 
sobre a velocidade máxima, pode-se considerar os valores 
definidos de acordo com o CTB, veja a tabela:
1. mantenha a calma e evite o pânico;
2. garanta a segurança de todos: estacione o veículo em local 
seguro, não bloqueie a passagem da polícia ou do resgate, 
ligue o pisca-alerta, sinalize o local com triângulo, identifique 
as ameaças à segurança e verifique os riscos associados 
(como vazamento de combustível);
3. controle a situação, mantendo os curiosos longe;
4. peça socorro profissional imediatamente, informando o 
número de vítimas e a localização;
5. verifique a situação das vítimas, tranquilize-as e, caso 
não haja riscos como incêndio ou quedas, evite que elas 
se movam e não retire os equipamentos de segurança;
6. realize algumas ações de cuidado com as vítimas (deta-
lhadas nos próximos tópicos), com o objetivo de socor-
rê-la, sempre considerando o seu conhecimento e treina-
mento em primeiros socorros.
O socorrista tem obrigação de fazer apenas o que estiver ao 
seu alcance, sem jamais colocar a sua própria vida ou de outras 
pessoas em risco.
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MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
Tipo da via
Velocidade 
máxima 
permitida
Distância para início da sinalização
Pista seca
Pista molhada, 
neblina, fumaça ou 
à noite
Vias coletoras 40 km/h 40 passos largos 80 passos largos
Vias arteriais 60 km/h 60 passos largos 120 passos largos
Vias de trânsito 
rápido
80 km/h 80 passos largos 160 passos largos
Rodovias (pista 
dupla)
110 km/h* 110 passos largos 220 passos largos
Rodovias (pista 
simples)
100 km/h* 100 passos largos 200 passos largos
Estradas 60 km/h 60 passos largos 120 passos largos
*Para automóveis e camionetas
Quando estiver contando os passos e encontrar uma curva, pare a 
contagem. Caminhe até o final da curva e então recomece a contar 
a partir do zero. Faça a mesma coisa quando o acidente ocorrer no 
topo de uma elevação, sem visibilidade para os veículos que estão 
subindo. Utilize sempre triângulos. Na ausência de um, use outros 
objetos do local, como galhos de árvore. Pessoas também podem 
sinalizar o acidente com uma camisa, por exemplo, desde que:
1010
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
Bloquear o fluxo de trânsito da via com o seu veículo, ligando o 
pisca-alerta.
Estacionar o veículo em local seguro, ligando o pisca-alerta, para 
evitar bloquear o fluxo de trânsito.
Estacionar o veículo em local seguro, evitando bloquear o fluxo 
de trânsito. Não é necessário ligar o pisca-alerta.
Bloquear o fluxo de trânsito da via com o seu veículo. Não é 
necessário ligar o pisca-alerta.
Vamos praticar?
Com base no conteúdo visto até aqui, responda a pergunta abaixo. 
Qual ação deve ser realizada para sinalizar o local do acidente?
 • estejam posicionadas longe de curvas, lombadas e pontes;
 • utilizem roupas coloridas, contrastando com o local e 
agitando um pano colorido para alertar os motoristas;
 • fiquem na lateral da pista, antes do local do acidente e 
sempre de frente ao fluxo do veículo;
 • estejam atentas e preparadas em caso de aparecer algum 
carro desgovernado.
Quando for via de mão dupla, sinalize o local nos dois 
sentidos. À noite ou com neblina sinalize com objetos lumi-
nosos como lanterna, pisca alerta e faróis de veículo.
1111
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
SITUAÇÕES DE RISCO
Evite maiores riscos, adotando as seguintes atitudes em um 
acidente de trânsito:
 • proteja-se: evite contato com as secreções ou sangue da 
vítima;
 • mantenha o acidentado seguro: na maioria dos casos, você 
não poderá removê-lo da pista, por isso, sinalize para os 
condutores dos demais veículos desviarem;
 • desvie o veículo: ao parar o veículo próximo ao local do 
acidente, coloque o volante e rodas viradas para o lado de 
fora da via. Assim, se houver colisão com o seu carro, ele 
não será arremessado para o local do acidente;
 • desligue o motor do veículo e reúna todos os extintores 
que puder;
 • não fume no local do acidente;
 • nunca encoste em cabos ou fios elétricos partidos. Caso 
seja necessário, afaste o cabo utilizando objetos não 
condutores de eletricidade, como cano longo de plástico 
ou madeira seca;
 • não entre em um automóvel se desconfiar que existe 
algum risco de combustão ou explosão;
 • se houver óleo na pista, jogue terra e retire os obstáculos 
que possam existir;
 • evacue a área e isole-a totalmente em caso de fogo ou 
de vazamento de produtos que possam causar incêndios 
e explosões. Fique atento aos painéis de segurança e aos 
rótulos de risco.
PRODUTOS QUÍMICOS PERIGOSOS
São alguns exemplos: agrotóxicos, combustíveis (gaso-
lina, álcool, diesel, gás liquefeito de petróleo – GLP), ácidos, 
explosivos, infectantes e alcalinos, como soda cáustica.
Pode-se identificar o tipo de produto químico perigoso por 
meio do:
 • painel de segurança: placa laranja contendo o no ONU do 
produto, que serve para identificar o tipo de produto;
 • rótulo de risco: placa em forma de losango que serve para 
identificar o tipo de risco envolvido.
Número de risco
Número ONU
Símbolo
Texto
Número de classe
Painel de segurança
Rótulo de risco
1212
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
 • Geralmente são transportados em grandes quantidades, 
por isso, esses produtos representam grande risco à saúde, 
ao meio ambiente e à segurança. Mantenha a distância de 
produtos químicos perigosos, o indicado pelo Ministério do 
Meio Ambiente é que você fique a pelo menos 100 metros 
de distância, em sentido contrário à direção do vento.
UTILIZAÇÃO DO EXTINTOR DE INCÊNDIO
Caso ocorra princípio de incêndio no acidente com vítima, 
na ausência de especialista, use o seu extintor e tente 
conter o fogo. O extintor de incêndio mais comum em 
veículos é o ABC. Ele elimina pequenos incêndios ocorridos 
com líquidos inflamáveis em materiais sólidos e equipa-
mentos elétricos, além de ser de fácil manuseio, como 
manipular um spray de tinta comum. Deve ser usado na 
posição vertical, jamais deitado ou de cabeça para baixo. 
É acionado por uma válvula que deve ser mantida a uma 
distância média do incêndio, sempre direcionando o jato 
para a base das chamas.
Fique atento aos sinais:
 • fumaça branca e sem cheiro: é vapor de água do radiador;
 • fumaça de cor escura e com cheiro forte: é princípio de 
incêndio;
 • vazamento de combustível: se perceber a ocorrência, isole 
a área e saia do veículo. Não tente apagar o incêndio.
Em um princípio de incêndio, você deverá estacionar em 
um lugar seguro e aberto, tirar a chave da ignição e ligar 
para a equipe de socorro. Retire do local os produtos 
inflamáveis que houver e isole a área se ocorrer vaza-
mento de combustível.
O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), a partir de 
2015, tornou facultativo (não obrigatório) o uso de extintor 
de incêndio para automóveis, utilitários, camionetas, cami-
nhonetes e triciclos de cabine fechada. Os proprietários do 
veículo poderão optar pela utilização do extintor de incêndio, 
que deverá ser do tipo ABC.
131313
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROSSOCORROS
ACIONAMENTO DE RECURSOS
Ao acionar o socorro, procure falar e escutar com calma, relatando o 
que viu. É sempre necessário informar:
 • localização, pontos de referência e se há vias interditadas;
 • tipo de acidente e riscos (fique atento às placas de incêndios, 
desmoronamento ou cargas perigosas);
 • número de vítimas, gravidade do estado delas, dados que você 
saiba (idade, sexo etc.) e quais providências foram tomadas;
 • quantos e quais são os veículos envolvidos.
Lembre-se que as ligações são gratuitas, os contatos são:
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MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
SAMU
BOMBEIROS
Ligue para o Serviço de Atendimento Móvel de 
Urgência (SAMU) – 192, em qualquer tipo de 
emergência relacionada à saúde. Pode ser acio-
nado para atender:
 • vítimas de acidentes de trânsito;
 • pessoas que passam mal;
 • pessoas que se acidentam (queda ou torções) 
em via urbana ou rural.
 • Lembrando que o SAMU atende apenas alguns 
municípios. Confira no seu Estado.
Ligue para o Corpo de Bombeiros – 193:
 • em acidente com vítimas presas em ferragens 
ou capotamentos;
 • quando houver perigo identificado como fogo, 
fumaça, faíscas, vazamento de substâncias, 
gases, líquidos ou combustíveis;
 • em locais instáveis como ribanceiras, muros 
caídos, valas etc.
CONDIÇÕES GERAIS DA VÍTIMA
Enquanto espera pelo socorro profissional, você pode ajudar as 
vítimas de trânsito de várias formas, como realizando alguns proce-
dimentos de primeiros socorros ou simplesmente sendo solidário.
 • permaneça junto à vítima, em local onde ela possa te ver, verifi-
cando se ela está consciente;
 • proteja-a contra frio, sol e chuva;
 • verifique os sinais vitais como respiração e batimentos cardíacos, e 
se não há lesões na coluna, sangramento pela boca, nariz ou ouvidos;
 • converse com ela acalmando-a: ouça e aceite suas queixas;
 • mantenha-a informada do que está fazendo e o que está ocorrendo;
1515
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
ANÁLISE PRIMÁRIA
Para saber como proceder no auxílio à vítima, você precisa fazer 
a análise primária. Esta análise tem o objetivo de avaliar o estado 
geral da vítima e seus sinais vitais para que os devidos procedi-
mentos sejam adotados. São avaliados o nível de consciência e seus 
sinais vitais como pulsação, respiração e temperatura corporal.
PULSAÇÃO
Verifique a pulsação do acidentado, colocando dois ou três dedos em 
um ponto arterial. O melhor local do corpo para verificar a pulsação 
de um adulto inconsciente é na base do pescoço, onde fica locali-
zada a artéria carótida, que leva o sangue do coração ao cérebro.
A frequência da pulsação é afetada por diversos fatores: idade, sexo, 
peso, emoções, estresse, medicamentos, condições físicas etc.
Segundo o cardiologista Maurício Scanavacca, crianças têm os bati-
mentos cardíacos mais altos, e os idosos, os mais baixos. Já em um 
adulto em repouso, os batimentos cardíacos são considerados:
 • altos (taquicardia): se estão acima de 100 por minuto;
 • baixos (bradicardia): se estão abaixo de 40 por minuto.
 • faça perguntas para identificar dores físicas ou confusão mental;
 • responda às perguntas com calma, não minta, mas não dê infor-
mações que possam causar impacto;
 • se possível, sem movimentá-la, retire casacos e blusas para avaliar 
se existem fraturas, ferimentos, queimaduras e sangramentos.
Lembre-se de se proteger, evitando possíveis doenças infectocon-
tagiosas. Tenha cuidado, pois algumas vítimas de acidente podem 
tornar-se agressivas, não permitindo acesso ou auxílio. Tente a 
ajuda de familiares ou conhecidos dela, se houver algum, mas se a 
situação colocar você em risco, afaste-se.
Se houver mais de uma vítima, atenda primeiramente a que estiver 
quieta e sem se movimentar, pois pode indicar que ela está com 
parada respiratória. Aconselhe as vítimas a aguardarem sentadas, 
em local seguro, mesmo as que conseguem se movimentar.
1616
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
RESPIRAÇÃO (VOS)
Você pode avaliar a frequência e a qualidade da respiração com 
passos simples:
 • Veja os movimentos respiratórios por meio da elevação do 
tórax/abdome;
 • Ouça, colocando o ouvido próximo à boca e ao nariz;
 • Sinta, colocando a mão próximo da boca e do nariz.
Para a avaliação da respiração, saiba que a frequência respiratória 
média varia de acordo com o sexo e a idade.
Em seu estado normal de saúde, um homem adulto respira de 14 
a 20 vezes por minuto, já uma mulher adulta de 16 a 22 vezes, um 
bebê respira de 40 a 50 vezes nos primeiros meses de vida e uma 
criança, de 20 a 26 vezes.
Se a vítima apresentar inconsciência, ausência de movimento respi-
ratório, além de lábios, línguas e unhas azulados, significa que ela 
teve parada respiratória.
VIAS AÉREAS
Se a vítima estiver consciente e responder sem dificuldade, significa 
que as vias aéreas estão abertas, ela respira e apresenta circulação. 
Mas, se a vítima não responder aos estímulos verbais, isso pode indicar 
que as vias aéreas estão fechadas. Tente desobstruí-las. Lembre-se de 
não movimentar sua cabeça, evitando assim lesões na coluna.
1717
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
TEMPERATURA
Meça a temperatura das vítimas nas axilas, e se for:
 • menor que 36 graus: pode indicar estado de choque, 
hemorragia interna ou morte;
 • maior que 37 graus: pode indicar febre ou exposição 
prolongada ao sol.
Caso a vítima esteja com a respiração ofegante, ela pode 
estar com um quadro de sintoma de asma, estado de choque, 
embolia pulmonar (existência de coágulo nas veias ou arté-
rias do pulmão), asfixia devido a inalação de fumaça, into-
xicação por monóxido de carbono, hemorragias ou lesão do 
pulmão, pescoço ou tórax.
DILATAÇÃO DAS PUPILAS
A pupila é o ponto mais escuro no centro do olho. Ela tem a carac-
terística de se ajustar conforme exposição à luz. Contrai quando 
nos aproximamos da luz e dilata quando nos afastamos. Observe as 
pupilas e verifique se elas estão contraídas ou dilatadas:
1818
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
 • quando ambas as 
pupilas estão dilatadas, 
pode indicar estado de 
choque, parada cardíaca 
ou morte;
 • quando uma pupila 
está dilatada e a outra 
contraída, pode indicar 
derrame cerebral.
 • quando ambas as 
pupilas estão contra-
ídas, pode indicar trau-
matismo craniano ou 
intoxicação;
dilatada e contraídaContraídasDilatadas
COR DA PELE
A cor da pele também é um indicador da condição da vítima. Veja:
PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA
Quando uma pessoa não apresenta movimento de respiração e 
nem pulsação, pode indicar uma parada cardiorrespiratória. Outros 
sintomas: inconsciência, o peito não mexe, cianose (é a descoloração 
azulada da pele) , ausência de pulsação e palidez acentuada. A equipe 
de socorro fará a compressão torácica, também conhecida como 
massagem cardíaca (técnica que objetiva garantir a oxigenação dos 
órgãos. Só pode ser realizada por profissionais).
ESTADO DE CHOQUE
O sangue é responsável por levar o oxigênio para as células. Quando 
há uma deficiência na circulação sanguínea, ocorre a falta de oxigênio 
nas células, condição conhecida por estado de choque. Essa defi-
ciência pode ser provocada por grandes hemorragias, queimaduras 
graves, choques elétricos, ataque cardíaco, fratura ou graves trau-
matismos. Também pode ser provocado por uma crise de pânico.
Sintomas
Os principais sintomas são: palidez, suor na testa e nas palmas das 
mãos, calafrios, pulso fraco, respiração acelerada, pele fria e pega-
josa, agitação e ansiedade, enjoos e vômitos, sensação de frios e 
tremores, inconsciência parcial ou total.
1919
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
 • arroxeada: exposição ao 
frio, estado de choque, 
parada cardiorrespira-
tória ou morte;
 • avermelhada: febre, 
calor ambiente, 
ingestão de bebida 
alcoólica ou início de 
envenenamento por 
monóxido de carbono.
 • pálida: hemorragia, 
exposição ao frio ou 
parada cardiorrespira-
tória;
AvermelhadaPálidaArroxeada
Danilo Oliveira
Realce
Dúvida:
Tirei a interação/pop-up, fiz isso em todosos casos! Confirmar.
Procedimentos
 • Se a vítima não apresentar lesão na coluna, eleve as pernas;
 • afrouxe as roupas;
 • retire qualquer objeto ou restos de comida da boca;
 • mantenha a vítima aquecida;
 • verifique a pulsação e a respiração.
DESMAIOS1
É a perda instantânea e temporária da consciência e da capacidade de 
manter-se em pé. Na maioria das vezes, os desmaios são causados 
pela diminuição da circulação sanguínea no cérebro, resultando em 
uma baixa oxigenação. O grande problema é que na queda, com 
frequência há traumatismos ou fraturas ósseas.
O desmaio não é uma doença, mas pode ser um sintoma de doenças 
vasculares, distúrbios metabólicos, uso de medicação, hipotensão 
(estado de baixa pressão arterial) ou hipoglicemia (condição em que 
a taxa de glicose no sangue está baixa). Fatores físicos ou emocio-
nais como estresse, nervosismo, emoções fortes, dores, cansaço, 
consumo de drogas ou álcool também podem causar desmaios.
Sintomas
Alguns sintomas anunciam que a pessoa vai desmaiar, são eles: 
fraqueza, palidez, náuseas, ânsia, suor frio, pulsação fraca, respi-
ração lenta e visão turva. Assim, se você perceber esses sintomas, 
apoie a vítima antes que ela caia, sente-a numa cadeira e coloque 
as pernas entre os joelhos. Peça que a vítima respire profunda-
mente e não permita que ela se levante sozinha.
Procedimentos
Deite a pessoa desmaiada o mais confortável possível, mas lembre-se 
de não movimentá-la se houver risco de agravar o seu estado.
Não tente acordar a vítima do desmaio. Se ela ficar inconsciente 
por mais de 5 minutos, chame a equipe de socorro imediatamente. 
Depois que ela recobrar a consciência, mantenha-a deitada até ter 
certeza de que seu estado de saúde está bom.
1 http://drauziovarella.com.br/letras/d/desmaiosincope/
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/06/entenda-causas-dos-desmaios.html
2020
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
http://drauziovarella.com.br/letras/d/desmaiosincope/
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/06/entenda-causas-dos-desmaios.html
CONVULSÕES
São contrações musculares involuntárias de todo o corpo ou 
parte dele. Podem causar crises de convulsão2: febre alta, 
falta de sono, menstruação, estresse, emoções intensas, 
exercícios vigorosos, determinados ruídos, músicas, odores 
ou luzes fortes.
Sintomas3
Alguns sintomas preveem a convulsão: sensação súbita de 
medo ou ansiedade, enjoo, tontura ou até mesmo alteração 
na visão.
Os sintomas de uma convulsão são: perda de consciência 
seguida de confusão, espasmos musculares (é a contração 
involuntária, ou normal de um músculo, normalmente com dor 
na região), salivação saliente, movimentos rápidos dos olhos, 
alteração súbita de humor, lábios e dedos arroxeados, respi-
ração irregular, perda do controle miccional (ato de urinar) e 
intestinal.
Procedimentos4
Diante de um quadro de convulsão:
 • deite a vítima de lado para evitar que ela se engasgue 
com a própria saliva;
 • apoie sua cabeça em algum material macio;
 • afaste os objetos ao redor que possam machucá-la;
 • afrouxe suas roupas e erga seu queixo para facilitar a 
respiração;
 • não tente puxar a língua da vítima para fora e nem coloque 
objetos em sua boca;
 • não jogue água no seu rosto;
 • mantenha-se próximo à vítima e não impeça os seus 
movimentos, apenas garanta que não há nada que possa 
machucá-la.
2 https://drauziovarella.com.br/letras/c/convulsao-2/
3 http://pt.healthline.com/health/convulsoes#Sintomas3
4 https://drauziovarella.com.br/letras/c/convulsao-2/ e http://www.epilepsiabrasil.org.br 
noticias/voce-sabe-como-ajudar-durante-uma-crise-convulsiva
212121
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
http://pt.healthline.com/health/convulsoes
http://www.epilepsiabrasil.org.br/
Isolar o local, mantendo uma distância mínima de 100 metros e 
em sentido contrário ao vento, e informar à equipe de socorro o 
que está escrito na placa de segurança, para que ela identifique 
o tipo de produto e os riscos.
Isolar o local, mantendo uma distância máxima de 50 metros e 
em sentido a favor do vento, e informar à equipe de socorro o 
que está escrito na placa de segurança, para que ela identifique 
o tipo de produto e os riscos.
Isolar o local, mantendo uma distância mínima de 100 metros 
e em sentido contrário ao vento. Não é necessário informar 
à equipe de socorro que se trata de um acidente envolvendo 
produtos perigosos.
Isolar o local, mantendo uma distância máxima de 50 metros e 
em sentido a favor do vento. Não é necessário informar à equipe 
de socorro que se trata de um acidente envolvendo produtos 
perigosos.
Vamos praticar?
Com base no conteúdo visto até aqui, responda à pergunta abaixo. 
O que deve ser feito em um acidente de trânsito envolvendo cami-
nhão de transporte de produtos perigosos, como o combustível?
2222
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
5 https://drauziovarella.com.br/letras/c/cortes/
Fixar somente 3 extremidades
ANÁLISE SECUNDÁRIA
Após realizar a análise primária e ter normalizado as funções 
vitais da vítima, examine-a, verificando se há hemorragias, 
ferimentos, fraturas, queimaduras etc.
FERIMENTOS
Os ferimentos podem ser considerados abertos ou fechados. 
Se houver rompimento da pele, será caracterizado como 
aberto, caso contrário, será fechado, como uma contusão. Há 
procedimentos específicos para cada tipo de ferimento. Veja:
 • contusões: são pancadas ou batidas. Aplique compressas 
frias sobre a região e eleve a parte atingida, deixando-a 
em repouso;
 • ferimentos leves ou superficiais: são ferimentos como 
arranhões ou escoriações. Lave o ferimento em água 
corrente e proteja o local com uma compressa de gaze ou 
pano limpo até estancar o sangue5;
 • ferimentos profundos: nesses casos, o mais urgente é 
estancar o sangue. Se for preciso, limpe a área com um 
pano molhado para encontrar o ferimento. Depois, pres-
sione o local do ferimento com gaze ou pano limpo e 
chame a equipe de socorro. A vítima deve ser encami-
nhada para o socorro médico caso o sangue não estanque 
em no máximo 10 minutos.
 • ferimentos abdominais abertos: são considerados peri-
gosos devido à possibilidade de algum órgão interno 
da vítima ter sido atingido. Primeiramente, mantenha a 
vítima deitada, não mexa nos órgãos expostos e nem 
tente recolocá-los no lugar. Em seguida, proteja os órgãos 
com um pano úmido, fixando de forma firme e sem aplicar 
pressão excessiva.
 • ferimentos no tórax (peito): podem ser gravíssimos caso 
haja algum pulmão atingido. Se perceber ruídos de ar no 
sangramento, é possível que os pulmões estejam perfu-
rados. Verifique a respiração da vítima até o socorro chegar, 
mantendo-a vítima imóvel e agasalhada. Em uma situação 
de urgência, cubra o ferimento com plástico e pano limpo 
em compressa grande. O plástico deve ser fixado somente 
2323
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
https://drauziovarella.com.br/letras/c/cortes/
HEMORRAGIAS
Hemorragias internas
São aquelas em que não há o rompimento da pele. Alguns dos 
sintomas são: inchaço, lábios pálidos, agitação, suor excessivo 
e pele escura e áspera. Veja os principais procedimentos:
 • não retire objetos empalados;
 • não recoloque os órgãos expostos na cavidade;
 • não aplique compressão sobre os órgãos;
 • procure socorro médico imediatamente.
em 3 extremidades, deixando uma livre afim de facilitar a 
entrada e saída de ar.
 • ferimentos nos olhos: necessitam de cuidados profissio-
nais, já que são muito sensíveis. Lave os olhos da vítima 
com água limpa. Certifique-se de que a água não contenha 
nenhum produto químico, uma vez que pode agravar a 
lesão. Cubra o olho com gaze ou pano limpo e peça à 
vítima para manter ambos os olhos fechados, mesmo se 
apenas um estiver com ferimento. Por fim, encaminhe a 
vítima a um profissional.
 • ferimentos no rosto: podem ocorrer em forma de fraturas 
na face ou dentes, hematomas nas pálpebras e hemor-
ragias nasais ou no ouvido. Esses ferimentos podem ser 
mais graves se, no caso de motociclistas, o capacete não 
tiverproteção facial plena.
2424
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
Hemorragias externas
São aquelas em que há o rompimento da pele e podem ser:
Procedimentos para pequenos sangramentos
 • Proteja-se utilizando uma luva de borracha;
 • aplique compressa com gaze (tecido fino, de trama aberta, feito 
de algodão, seda ou fibra sintética) ou pano limpo;
 • se não houver suspeita de fraturas, eleve os membros superiores 
ou inferiores;
 • realize bandagem: ela possibilita a imobilização de parte do corpo, 
se adapta à forma do membro, exercendo a pressão na medida 
adequada, além de sustentar curativos. Não retire a bandagem 
(faixa aplicada sobre um ferimento) para colocar outra, e sim 
sobreponha;
 • aguarde o socorro especializado.
2525
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
Rompimento de 
uma artéria
 • sangue sai em jatos;
 • cor vermelha rutilante 
(vivo);
 • difícil de ser controlada;
 • procedimentos para 
grandes sangramentos.
Rompimento de um vaso 
capilar (pequeno calibre)
 • sangue escorre lenta-
mente;
 • cor vermelha mais 
escura;
 • facilmente controlada 
com procedimentos 
para pequenos sangra-
mentos.
Rompimento de uma veia
 • sangue escorre;
 • cor vermelha mais 
escura;
 • mais fácil de controlar 
do que a arterial;
 • procedimentos para 
pequenos ou grandes 
sangramentos.
CapilarVenosaArterial
Procedimentos para grandes sangramentos
 • Proteja-se utilizando uma luva de borracha ou uma sacola plástica;
 • aplique a compressa, se ela ficar encharcada de sangue, coloque 
outra por cima;
 • pressione os pontos arteriais. Compressão digital: o ponto de 
compressão no membro superior é a artéria braquial, próxima ao 
bíceps; e no membro inferior é a artéria femoral, próxima à virilha;
 • jamais fazer torniquete, procedimento médico no qual se bloqueia 
a passagem do sangue para um determinado membro;
 • não retirar objetos encravados.
QUEIMADURAS
As queimaduras podem ser classificadas em três níveis:
Há também as queimaduras por produtos químicos, como ácidos, 
cal, produtos cáusticos e agentes químicos em forma de pó. Nesses 
casos, não lave a região, pois em muitas situações, a água pode 
reagir com os produtos e agravar as lesões. Por isso, procure socorro 
imediatamente.
2626
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
Queimadura superfi-
cial, atinge somente 
a epiderme e possui 
sintomas de dor e verme-
lhidão.
Queimadura total, atinge 
todas as camadas da pele 
(pele, gordura, músculos 
e ossos). Os sintomas são 
pouca e/ou ausência de 
dor e área escurecida ou 
esbranquiçada.
Queimadura parcial, atinge 
a epiderme e a derme e 
possui sintomas de dor e 
vermelhidão mais intensa, 
além da formação de 
bolhas.
3o GRAU2o GRAU1o GRAU
Procedimentos
 • Afaste a fonte de calor;
 • retire rapidamente objetos que possam apertar, como 
anéis, pulseiras e relógio, antes que ocorra inchaço;
 • lave com água corrente;
 • aguarde a chegada do atendimento especializado;
 • não fure bolhas;
 • não passe produtos como borra de café, clara de ovo, 
pimenta etc.;
 • não coloque gelo;
 • não remova roupas que estejam grudadas na pele.
Em caso de fogo nas roupas:
 • não permita que a vítima corra, porque o oxigênio poderá 
agravar a combustão (fogo);
 • deite-a no chão com as chamas para cima;
 • abafe as chamas com cobertor, toalha ou agasalho, comece 
na cabeça e vá em direção aos pés.
Em caso de queimadura por corrente elétrica: não toque 
na vítima e afaste-a da fonte de energia com um isolante, 
como cabo de vassoura, borracha, pano grosso ou corda. 
Nunca utilize objetos metálicos ou úmidos6. Leve o aciden-
tado imediatamente ao hospital para verificar se não houve 
alguma lesão interna.
FRATURAS
As fraturas podem ser:
 • abertas (ou expostas): o osso quebra e rompe a pele. 
Sintomas: dor, inchaço, deformação e sangramento;
 • fechadas: o osso quebra, mas não há o rompimento da 
pele. Sintomas: dor, inchaço, deformação e local arroxeado.
6 http://www.edp.com.br/distribuicao/edp-bandeirante/utilidades/acidentes-com-e-
nergia-eletrica/Paginas/default.aspx
272727
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
http://www.edp.com.br/distribuicao/edp-bandeirante/utilidades/acidentes-com-energia-ele-%20%20trica/Paginas/default.aspx
http://www.edp.com.br/distribuicao/edp-bandeirante/utilidades/acidentes-com-energia-ele-%20%20trica/Paginas/default.aspx
Procedimentos
 • Impeça o deslocamento e movimento das partes quebradas;
 • se possível, proteja o membro com uma bandagem até a 
chegada do socorro especializado;
 • em caso de fratura exposta, NÃO tente recolocar o osso 
fraturado no lugar;
 • nunca massageie o local;
 • não movimente o membro fraturado.
LUXAÇÃO7
É o deslocamento repentino, podendo ser parcial ou 
completo, de algum osso composto em uma articulação. 
Diferentemente da fratura, o osso apenas sai do lugar, sem 
se quebrar. Porém, não exclui a possibilidade de aquele osso 
também conter uma fratura. Os sintomas são: dor intensa, 
inchaço, hematoma, pode haver fraqueza muscular e defor-
mação da articulação.
FRATURAS NA COLUNA
Não movimente a vítima e informe a condição dela ao serviço 
de socorro. Se a vítima informar dor no pescoço e você perceber 
posicionamento estranho da cabeça ou adormecimento dos 
braços, pernas ou outras partes do corpo, ela pode ter sofrido 
uma fratura na coluna.
Nesses casos, é extremamente importante mobilizar a 
cabeça e o pescoço, pois uma lesão em algum nervo dessa 
região pode chegar a deixar a vítima paralítica. SE O SOCORRO 
NÃO PUDER CHEGAR AO LOCAL, veja como proceder:
 • segure a cabeça da vítima pressionando a região das 
orelhas afim de imobilizar a cabeça e o pescoço;
 • não mova a vítima caso ela esteja dentro do veículo;
 • se a vítima estiver de lado ou de bruços e respirando, 
mantenha a cabeça sustentada na posição em que se 
encontra até a chegada do socorro;
 • somente vire a vítima caso perceba que ela não está 
respirando.
7 https://drauziovarella.com.br/letras/l/luxacao/
2828
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
FRATURAS NO CRÂNIO
As fraturas no crânio podem ser gravíssimas e não são fáceis 
de identificar, pois nem sempre são visíveis. Os sintomas são: 
dor local, vômito, inconsciência, parada respiratória e sangra-
mento pelo nariz, boca ou ouvido.
SE O SOCORRO NÃO PUDER CHEGAR AO LOCAL, ao suspeitar 
de fratura no crânio:
 • deite a vítima de costas e afrouxe suas roupas;
 • proteja o ferimento com uma compressa ou panos limpos;
 • mantenha a vítima aquecida;
 • em caso de acidentes com motocicletas, não retire o capacete;
 • aguarde pelo socorro e, se a vítima estiver inconsciente, 
leve-a imediatamente ao hospital.
FRATURAS DAS COSTELAS
Os sintomas de uma suspeita de fratura na costela são difi-
culdade e dor para respirar. Caso haja eliminação de sangue 
pela boca, tente manter as vias aéreas desobstruídas e evite 
movimentar a vítima. O sangue pode ser sinal de que algum 
pulmão foi atingido.
AMPUTAÇÕES
A amputação traumática é a mutilação, quando um membro ou 
estrutura se separa do restante do corpo. Veja os procedimentos:
 • faça compressão do local com força, usando gazes ou 
panos limpos;
 • recolha a parte amputada, enrole-a com panos limpos e 
coloque-a em um saco plástico com água limpa;
 • armazene o saco dentro de um recipiente ou outro saco 
com gelo;
 • não coloque o membro amputado diretamente no gelo.
SE O SOCORRO NÃO PUDER CHEGAR AO LOCAL, imobilize 
os ferimentos com talas e somente depois movimente a 
vítima, caso seja necessário.
2929
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
CUIDADOS COM A VÍTIMA (O QUE NÃO FAZER)
1. Evite movimentar a vítima: você pode causar a piora de uma 
lesão na coluna ou uma fratura de braço ou perna. Se houver 
perigos ou riscos imediatos como incêndio, queda do veículo 
ou explosões, faça a remoção utilizando técnicas adequadas e 
ajuda. Evite impedir os movimentos da vítima.
2. Parada cardiorrespiratória: chame o socorro imediatamente, uma 
vez que não é permitido que um leigo faça técnicas de reani-
mação cardiorrespiratória.3. Não tente colocar no lugar membros ou vísceras/órgãos 
expostos: a movimentação pode agravar as lesões e provocar o 
rompimento de vasos sanguíneos ou lesões nos nervos.
4. Fraturas de costelas: não realize nenhum procedimento que 
possa dificultar a respiração da vítima, como enfaixar o tórax.
5. Não arranque partes do vestuário grudadas ao corpo por motivo 
de queimadura.
6. Não aplique torniquetes: atualmente o torniquete só é 
aplicado por profissionais treinados e, mesmo assim, quase 
nunca é aconselhado.
7. Não troque curativos: Você pode contaminar e infeccionar o 
ferimento. Além disso, você correrá o risco de contrair alguma 
doença contagiosa ou infecção.
8. Não aplique produtos em ferimentos e queimaduras: Você pode 
contaminar e infeccionar o ferimento, causando um agravamento 
do estado da vítima.
9. Não dê alimentos ou bebidas para a vítima: a ingestão de qual-
quer substância pode interferir negativamente nos procedi-
mentos hospitalares (com exceção de pessoas cardíacas, que 
que podem fazer o uso de seus medicamentos). Pode ocorrer 
hemorragias internas e o líquido pode chegar aos pulmões, 
agravando a situação. Além disso, caso a vítima necessite 
de uma cirurgia, ela precisará estar de estômago vazio e, o 
líquido ou alimento ingerido pode demorar várias horas para 
ser absorvido pelo organismo.
3030
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
ATENÇÃO! A técnica da elevação da mandíbula somente deve ser 
executada por profissionais extremamente capacitados. O DETRAN/
RS através da Divisão de Habilitação, em 15 de julho de 2008, expediu 
correspondência eletrônica alegando que as técnicas de reanimação 
cardiorrespiratória, mobilização e outros procedimentos específicos 
do socorro devem ser feitos apenas por profissionais. A realização 
desses procedimentos por leigos pode agravar o estado da vítima8.
CUIDADOS ESPECIAIS COM A VÍTIMA MOTOCICLISTA
Além de todos os cuidados vistos anteriormente, quando o 
acidentado é um motociclista, alguns cuidados especiais devem 
ser tomados:
 • desconfie sempre de que haverá fratura na região inferior, por 
causa da queda;
 • não movimente a vítima e nem a remova do local: você pode 
agravar o estado geral dela e gerar outras complicações;
 • não retire o capacete: a simples retirada do capacete pode 
movimentar intensamente a cabeça e agravar lesões no pescoço 
ou crânio. Somente retire o capacete se a vítima estiver com 
sinais claros de que tem dificuldade de respirar e necessita de 
respiração artificial;
 • proteja bem o local para que o trânsito de veículos fique bem 
distante da vítima;
 • nunca eleve a cabeça e as pernas: não é recomendado movimentar 
nem elevar a cabeça ou as pernas, pois geralmente as fraturas de 
vítimas de moto são agravadas.
ACIDENTES SEM VÍTIMA
 • Retire o veículo do local para desbloquear a via;
 • não há a necessidade de chamar resgate;
 • faça o Boletim de Ocorrência na delegacia mais próxima. Algumas 
cidades já oferecem a possibilidade de fazer o registro online.
Caso seja observada, nos condutores envolvidos, a suspeita de 
crimes de trânsito como embriaguez, condutor não habilitado etc., 
a Polícia Militar (190) ou Rodoviária (191) deve ser acionada e os 
condutores devem permanecer no local até a chegada da viatura.
8 Os conteúdos de primeiros socorros seguem orientações do CONTRAN e DETRAN/RS.
3131
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
Retirar o capacete, desdobrar os joelhos e acionar a equipe de 
socorro.
Desdobrar os joelhos da vítima, colocando em uma posição mais 
confortável, e acionar a equipe de socorro.
Verificar se está respirando, sem retirar o capacete, e acionar a 
equipe de socorro.
Virar a cabeça do motociclista e tentar acordá-lo.
Vamos praticar?
O que fazer em um acidente com vítima motociclista inconsciente e 
com os joelhos dobrados em posição estranha?
3232
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
 REFERÊNCIAS
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Trânsito. São Paulo: ABRAMET, 2005. Disponível 
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primeiros_socorros.pdf>. Acesso em: 12/01/2016.
ANFAVEA. Noções de Primeiros Socorros 
no trânsito. In: ANFAVEA. Manual Básico 
de Segurança no Trânsito. [S.I.]: [s.n.], [s.d.]. 
Disponível em: <http:// www.anfavea.com.
br/documentos/ capitulo5seguranca.pdf>. 
Acesso em: 12/01/2016.
BRASIL. Lei N° 2.848, de 07/12/1940. Código 
Penal. Brasília, D.F.: Disponível em: <http://
www.planalto.gov.br/ ccivil_03/decreto-lei/
Del2848.htm>. Acesso em: 12/01/2016.
_______. Lei N° 9.503, de 23/09/1997. Institui 
o Código de Trânsito Brasileiro. Código de 
Trânsito Brasileiro. Brasília, DF. Disponível em: 
<http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/LEIS/
L9503.htm>. Acesso em: 12/01/2016.
EDP. Acidentes com energia elétrica. 2012. 
Disponível em: <http://www.edp. com.br/
distribuicao/edp-bandeirante/ utilidades/
acidentes-com-energia-eletrica/ Paginas/
default.aspx>. Acesso em: 07/02/2017.
FISIOTERAPIA PARA TODOS. Respiração 
ofegante ou falta de ar. Disponível em: 
<http://www.fisioterapiaparatodos.com/p/ 
doencas-respiracao/respiracao-ofeganteou-
-falta-de-ar/>. Acesso em: 07/02/2017.
G1. Aceleração cardíaca em repouso é sinal de 
alerta para ir ao médico. São Paulo, SP. 2015. 
Disponível em: <http:// g1.globo.com/bemestar/
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mocao. html>. Acesso em: 07/02/2017.
_______. Lei Entenda as causas do desmaio. 
São Paulo, SP. 2015.Disponível em: <http://
g1.globo.com/bemestar/ noticia/2015/06/
entenda-causas-dosdesmaios.html>. Acesso 
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3333
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
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3434
MÓDULO 3 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROShttp://pt.healthline.com/health/
http://www.einstein.br/einstein-saude/
http://www.einstein.br/einstein-saude/
http://www/
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http://www/
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	Vamos praticar?
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	FERIMENTOS
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