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CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER 
ESPECIALIZAÇÃO (Lato Sensu) 
MAÇONOLOGIA: HISTÓRIA E FILOSOFIA 
DISCIPLINA DE PERÍODO OPERATIVO: revoluções, períodos libertário e 
expansionista. 
 
RESUMO/ TEXTO COMPLEMENTAR PARA ESTUDOS 
 
O Patriarcado de 
Roma 
O Patriarcado do Ocidente estava localizado na cidade de Roma e levava o 
nome da cidade, Roma. Desde a queda do império Romano do Ocidente em 
476 D.C. a Igreja Católica, que tinha o sistema de Patriarcados, foi criando um 
distanciamento do Patriarcado do Ocidente em relação aos Patriarcados 
Orientais. Para entender as causas desse distanciamento, deve-se levar em 
conta que a igreja do ocidente teve a influência, a convivência e a aculturação 
pelos povos bárbaros, enquanto que a Igreja do oriente se manteve, até o final 
do século XI, sem grandes interferências. 
Cruzada Com o avanço e domínio dos Turcos Seljúcidas sobre o Oriente Médio, veio a 
opressão e a perseguição aos peregrinos Cristãos, sendo cada vez mais 
crescente a dificuldade de peregrinação dos Cristãos à Terra Santa. O Papa 
Urbano II começou, então, uma campanha na Europa para formar uma força 
militar, cujo objetivo seria libertar a Terra Santa. A primeira força militar 
oficial a ser organizada com a intenção de libertar a cidade Jerusalém foi 
convocada pelo Papa Urbano II e foi chamada de Cruzada, em 1095. 
Hugo de Payns Hugo de Payns era um nobre Francês que juntamente com outros 8 Cavaleiros 
propôs ao rei de Jerusalém Balduíno II a criação de uma força militar para 
proteger os peregrinos cristãos até a Terra Santa, esse grupo recebeu o nome 
de Pobres Cavaleiros de Cristo do Templo de Salomão, mais popularmente 
conhecidos como os Cavaleiros Templários. 
Bernardo de 
Claraval 
Bernardo de Claraval, que depois viria a ser São Bernardo, foi um destacado 
monge pelo seu intelecto e forte influência entre religiosos e nobres da idade 
média. Sob a influência dele que no concílio de Troyes, em 1128, foi redigida 
a Regra dos Templários. 
Os Templários Eram vistos como os heróis guerreiros, protetores dos peregrinos, defensores 
de Jerusalém contra os odiosos infiéis sarracenos. Quem entrava para essa 
Ordem era reconhecido como bravo guerreiro de Cristo. Pobres Cavaleiros de 
Cristo do Templo de Salomão, mais conhecidos como os Templários, após 
receberem a aprovação Papal em 1128, prosperaram por toda o ocidente e 
oriente médio tornando-se a mais poderá ordem religiosa guerreira da sua 
época. 
 
 
 
 
Grão-mestre Os Templários tinham uma estrutura hierárquica bem definida e com várias 
subdivisões, entre eles havia o Marechal, que era o chefe encarregado pelas 
ações militares, era o comandante do exército templário. Havia também o 
Sargento Irmão, que fazia parte da tropa de suspenção, não tinham que ser 
necessariamente nobres para exercer tal função. Entre outras divisões 
hierárquicas. Todos estes eram comandados por um líder maior que era o que 
detinha o comando absoluto dos Templários, o Grão-Mestre. O Grão-Mestre 
dos Templários era o que tinha o comando absoluto sobre a Ordem, e só 
respondida ao Papa. 
A Cruz 
Templária 
A Regra Templária determinava como deveria ser a cor da vestimenta dos 
guerreiros, que seguia a categoria: capa branca para os Cavaleiros, capa parda 
para os Sargentos e os que ocupavam postos subalternos usavam o hábito 
preto. Em 1145, foi incorporada à vestimenta dos Templários a Cruz Vermelha 
(derivada da cruz Celta), pelo Papa Eugênio III, um símbolo que viria a ser um 
dos mais conhecidos dos Templários e que devia ser posto acima do coração, 
como um protetor. 
A hipótese do 
surgimento da 
rede bancária 
com a influência 
dos Templários 
O risco das viagens dos peregrinos à Terra Santa foi minimizado. Os 
Templários, aproveitando a grande rede de casas que possuíam, passaram a 
fornecer aos que desejavam empreender a viagem até Jerusalém, uma cédula 
comprovante de depósito de uma determinada quantia em dinheiro, numa de 
suas casas. Dessa maneira, durante a jornada o viajante quando chegava em 
algum ponto do percurso, dirigia-se a uma casa dos Templários e apresentava 
a cédula que havia recebido no ponto de partida, esta era reconhecida e 
entregue a quantidade desejada de dinheiro ao viajante. O que ele deixasse 
depositado para retirar mais adiante, lhe era dada outra cédula com a 
quantidade correspondente que havia ficado depositada. É por isso que se 
assume a hipótese de que os Templários iniciaram o que hoje conhecemos 
como rede bancária. 
Rei Felipe IV 
(Rei da França) e 
Papa Clemente V 
O sucesso econômico dos Templários chamou a atenção e despertou a inveja 
de muitos. Aliado a isso, deve-se contar que depois de 1291, com a queda de 
São João de Acre, e a retirada das tropas Cristãs do Oriente Médio, não fazia 
mais sentido a existência da Ordem, pois ela fora criada para dar proteção aos 
peregrinos que se dirigiam à Cidade Santa, então sob domínio Cristão. É nesse 
cenário que surgem os dois principais articuladores da desgraça dos 
Templários. Com uma dívida impagável e “olho grande” para cima da riqueza 
dos Templários, a qual se colocasse as mãos poderia resolver todos os seus 
problemas financeiros, o rei Francês Felipe IV tramou com as bênçãos do Papa 
Clemente V o fim da Ordem dos Templários. 
 
 
 
 
 
 
Hugo de Payns e 
Jacques De 
Molay 
Os Templários tiveram 23 Grão-mestres, sendo que um deles é contestado, o 
de número 17, Ricardo de Bures, que teria sido Grão-Mestre de 1244 até 1247. 
Não há nenhuma informação sobre ele e alguns historiadores apontam que ele 
foi considerado um “Mestre Superior” dos Templários enquanto não se elegia 
o sucessor de Armando de Peragors. Dentre os Grão-mestres aceitos pelos 
historiadores estão Hugo de Payns e Jacques De Molay, primeiro e último 
grãos mestres, respectivamente. 
Arte gótica 
 
Após a incursão dos Cristãos no oriente e a vinda do conhecimento para o 
ocidente que começaram as grandes construções com pedras. O uso do arco 
foi uma revolução, arte dominada por poucos e que permitia naves com alturas 
de 40 a 60 metros. Essa arte de construir ficou conhecida como a Arte Gótica 
e até hoje é admirada pela beleza das catedrais. 
Freestone mason O freestone mason era o talhador de pedra categorizado que talhava uma 
qualidade de pedra muito fina, chamada freestone, que traduziremos 
livremente por “pedra franca” ou “pedra livre”. Freemason era simplesmente 
a contração do termo técnico freestone mason. 
Guildas As associações de mutualidade formadas na Idade Média entre as corporações 
de operários, negociantes e outras classes que existiram de toda espécie, sob 
as mais variadas denominações entram para história conhecidas como Guildas. 
A Igreja: um dos 
maiores clientes 
da Guildas. 
Desde que o cristianismo foi adotado como religião oficial do Estado Romano, 
começaram as construções de mosteiros e igrejas. Muitas vezes os próprios 
monges eram os construtores. Os trabalhadores que não eram monges, foram 
adquirindo conhecimento e cada vez mais aumentado esta mão de obra, até 
que começaram a se organizar nas suas próprias confrarias. Claro que sempre 
sob a forte influência religiosa. Dessa maneira, é possível admitir que um dos 
maiores clientes das Guildas era a Igreja. 
 
A revolução 
industrial e o fim 
das Guildas. 
Vários fatores contribuíram para o declínio das guildas. Houve fatores 
culturais e religiosos. Os castelos já não eram mais tão necessários, com o 
advento da pólvora não adiantava mais se proteger atrás de grandes muros, 
pois esses passaram a ser facilmente derrubados com as bombas atiradas dos 
canhões. As construções de grandes igrejas também entraram em declínio, pois 
com a Reforma da igreja mudou o cenário religioso da Europa e do mundo. E, 
por fim, uma revolução sepultou de vez as Guildas: a revolução industrial. 
In Eminenti Os governantes e também os inquisidores, com o devidofiltro interesseiro, 
influenciaram o Papa Clemente XII a assinar (em 28 de abril de 1738) a bula 
“IN EMINENTI”, imprimindo com essa assinatura o destino dos Maçons 
católicos e, é claro, da maçonaria em geral. A referida bula proibia os cristãos 
de participarem da Maçonaria. 
 
 
 
 
Os Carbonários A Maçonaria foi colocada no mesmo patamar que outra sociedade secreta, a 
qual tinha por objetivo a unificação italiana. Os Carbonários tinham os seus 
segredos, seus meios de reconhecimento e sua organização. O que prejudicava 
a Maçonaria nesta associação que a Igreja fazia entre as duas é que os 
carbonários dentre as suas diretivas, se necessário fosse, matavam para atingir 
seus objetivos. Por que as duas eram confundidas e associadas como uma coisa 
só? Isso se devia ao fato que os principais dirigentes carbonários também eram 
maçons, como Giuseppe Garibaldi, Giuseppe Mazzini e Camilo Benso, o 
Conde de Cavour, entre outros. 
 
 
Lembre-se sempre de consultar o cronograma de atividades e avaliações! 
 
Bons estudos! 
 
Atenciosamente, 
 
Equipe de tutoria e coordenação do curso de Especialização em Maçonologia: história e filosofia. 
 
 
 
“O ideal da educação não é aprender ao 
máximo, maximizar os resultados, mas é antes 
de tudo aprender a aprender, é aprender a se 
desenvolver e aprender a continuar a se 
desenvolver depois da escola” – Jean Piaget