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Drogas de abuso 
GENERALIZAÇÕES 
 Tolerância: Quando o consumo repetitivo de uma 
droga/fármaco leva a diminuição do efeito, 
tornando-se necessário o aumento da dose para 
se alcançar o mesmo grau de efeito. 
 
 Dependência física: Nessa condição, a tomada da 
droga/fármaco se torna compulsiva, tendo 
prioridade em relação a outras atividades. 
Caracteriza-se por uma síndrome de retirada ou 
de abstinência em que se experimentam efeitos 
fisiológicos adversos. 
 
ATIVAÇÃO DA VIA DE RECOMPENSA 
Via mesolímbica: 
 
 
Praticamente todas as drogas produtoras de dependência 
testadas até hoje, incluindo opioides, nicotina, anfetaminas, 
etanol e cocaína, ativam a via de recompensa - a via 
dopaminérgica mesolímbica. Consiste em projeções 
dopaminérgicas da área tegmental ventral a estruturas 
límbicas (amídala, hipocampo e núcleo accumbens) e áreas 
corticais> essa via pode estar alterada em distúrbios 
esquizofrênicos. 
 
** Postula-se que essa via está envolvida nos efeitos 
reforçadores agudos das drogas de abuso e nas várias 
respostas condicionadas, relacionadas ao desejo e a 
recaída. 
 
ETANOL 
Substância psicoativa mais consumida pela sociedade 
- uso estimulado em situações como festas e 
comemorações. 
As bebidas alcoólicas mais antigas eram fermentadas e de 
baixo teor alcoólico (cervejas, vinhos, em torno de 5%). 
Na idade média, os árabes introduziram a técnica de 
destilação na Europa, o que aumentou a concentração de 
álcool nas bebidas (bebidas mais fortes como whisky e 
conhaque, chegando até cerca de 55%). 
FARMACOCINÉTICA / TOXICOCINÉTICA 
 Baixo peso molecular e hidrossolúvel, sendo 
rapidamente absorvida no estômago e intestino 
delgado. 
 Difunde-se rapidamente pela barreira 
hematoencefálica, atingindo o sistema nervoso 
central (SNC). 
 90 - 98% é metabolizado no fígado por meio de 
oxidação. 
O que não sofre biotransformação é excretado sem sofrer 
modificação no ar expirado e na urina - fornece a base 
para estimar a concentração sanguínea. 
>> O teor alcoólico na corrente sanguínea pode ser 
medido pelo respiração (bafômetro). 
Como regra, todas as drogas de adição ativam o sistema 
dopaminérgico mesolímbico. 
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Uma hipótese atraente sustenta que a dopamina 
mesolímbica codifica a diferença entre recompensa 
esperada e recompensa real, constituindo, assim, um forte 
sinal de aprendizagem. 
Quando os neurônios de dopamina da ATV começam a 
disparar em salvas, ocorre a liberação de grandes 
quantidades de dopamina no nucleus accumbens e no 
córtex pré-frontal. 
Metabolização: A Metabolização hepática é a principal mas 
um pequno percentual pode ser eliminado pelo ar, suor ou 
urina. 
 
** A primeira etapa envolve a conversão do álcool em 
acetaldeido (forma prejudicial ao organismo) > depois esse 
aldeido é convertido em ác. Carboxpilico (desidrogenase) > 
acetato é a principal forma excretada. 
Essa cadeia doa elétrons, reduzindo as formas de NAD+, 
produzindo energia. O etilista se alimenta mal porque ele 
produz energia apartir da bebida. 
Hepatotoxicidade: Pode ocorrer devido: 
 Competição do álcool com outros substratos pelo 
NAD+ ; 
 Formação de acetaldeído. 
 Aumento da atividade da oxidase de função mista 
pode estar relacionada a indução enzimática> 
recruta o sistema de oxidade de função mista 
A segunda rota é a oxidase de função mista e depois a 
aldeido oxidase produz o ác. Acético > então tem a 
formação dos mesmos produtos. 
A cinética de ordem zero é quando a pessoa bebe muito 
e a taxa de metabolização fica constante e a concetração 
do fármaco na corrente sanguínea tende a aumentar. 
 Sistema de eliminação do fármaco é saturável (enzimas 
metabólicas e/ou transportadores), não linear e 
dependente da dose ou da concentração do fármaco. 
Algumas enzimas dependem de substratos para funcionar 
Uma quantidade constante do fármaco será eliminada por 
unidade de tempo (velocidade de metabolismo 
permanece constante com o tempo, mesmo em alta 
concentração do fármaco). 
→ rubor, taquicardia, hiperventilação, pânico e angústia, 
após o consumo concomitante de etanol 
Acúmulo de acetaldeido > rebordose é o efeito de ressaca, 
de mal estar, além de causar os sintomas de intoxicação 
ele também pode matar a célula e fazer a subutilização do 
NAD, desvio de função em que ele passa a dar mais 
“atenção” a metabolização do acetaldeído do que as 
outras coisas. 
** Dissulfiram tem a capacidade de inibir a aldeído 
desidrogenase e provova os efeitos da ressaca. 
EFEITO DEPRESSOR SNC 
 ↑ ação do GABA nos receptores GABAA (≅ 
benzodiazepínicos) 
 ↓ liberação de transmissores, de uma forma geral, 
pela inibição de canais de Ca2+ dependentes de 
voltagem 
 ativação de canais de K+ 
 inibe receptores ionotrópicos de glutamato 
INTOXICAÇÃO AGUDA 
 Fala arrastada; 
 Falta decoordenação motora; 
 Aumento da autoestima; 
 Euforia; 
 ↓ Desempenho intelectual e motor; 
 ↓ Discriminação sensitiva. 
INTOXICAÇÃO CRÔNICO / ETILISMO 
Podem ser irreversíveis ou dificil de reverter. 
 Sistema hematológico: deficiência de ácido fólico 
> sintese de dna e aminoácidos; pode levar a 
anemia megaloblástica (volume corpuscular 
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médio das hemácias está elevado), plaquetopenia 
e leucopenia. 
 Sistema gastrintestinal: muito tóxico no sistema 
gastrointestinal > gastrite e úlceras; esteatose 
hepática, hepatite alcoólica, ou mesmo cirrose; 
maior incidência de câncer em todos os níveis do 
trato digestivo. 
 Sistema neurológico: neuropatia periférica; 
alterações cognitivas (memória, concentração e 
atenção). 
 Sistema cardiovascular: miocardiopatia e 
hipertensão; maior frequência de infarto agudo 
do miocárdio e acidente vascular cerebral. 
CANNABIS 
É a droga de uso ilícito mais consumida no mundo (3,9% 
da população entre 15 e 64 anos). 
O termo canabinóide refere-se a todos os ligantes de 
receptores canabinóides e compostos relacionados, o que 
inclui: 
 substâncias endógenas, como o 2-araquidonil 
glicerol (2-AG) e a anadamida; 
 fitocanabinóides tipicamente encontrados na 
Cannabis sativa, como o Δ9 -THC; 
 e análogos canabinóides sintéticos 
 
As preparações de Cannabis são várias e recebem 
diferentes nomes conforme a parte da planta utilizada e o 
modo como são preparadas, alguns exemplos são citados 
na tabela abaixo: 
 
 
 
RECEPTORES CANABINÓIDES 
Classe de receptores pertencente à superfamília de 
receptores acoplados à proteína G, sendo os receptores 
CB1 os mais abundantes no SNC, sobretudo nos terminais 
pré-sinápticos. São amplamente distribuídos e atuam: 
 Controle dos movimentos (gânglios da base); 
 Coordenação motora (cerebelo); 
 Aprendizagem e memória (hipocampo); 
 Funções cognitivas superiores (córtex cerebral); 
 Prazer (núcleo accumbens); 
 Funções fisiológicas vitais e sensações periféricas 
(tronco cerebral e medula espinal). 
 
COCAÍNA 
 É mais frequentemente encontrada como pó cristalino, 
cloridrato de cocaína, obtida pelo tratamento de pasta de 
coca purificada com ácido clorídrico, ou ácido sulfúrico, no 
caso do sulfato de cocaína. 
 Sob esta forma, não é fumada pois não se 
volatiliza - se decompõe com o aumento da 
temperatura. Autoadministrada por aspiração 
nasal, por via oral ou intravenosa. 
Na forma de base livre, a cocaína apresenta baixo ponto 
de fusão, volatiliza-se à aproximadamente 90°C, e quando 
aquecida, permite que seus vapores sejam inalados no ato 
de fumar. 
A forma mais comum da base livre é o chamado crack no 
Brasil, ou “pedras”, como é vulgarmente referido. 
Apesar do mecanismo anestésico que justificou seu uso 
clínico há muito tempo atrás, outro mecanismo de ação 
explica seu efeito como estimulante no SNC e o 
desenvolvimento de dependência. 
Bloqueia da captação de dopamina, noradrenalina e 
serotonina por meio dos seus respectivos transportadores. 
Inibição do transportador de dopamina(DAT), ↑ 
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concentrações de dopamina no núcleo accumbens, e leva 
ao efeito de recompensa da cocaína. 
 
Ativação do sistema nervoso simpático resulta sobretudo 
do bloqueio do transportador de norepinefrina (NET). 
 Leva a elevação aguda da pressão arterial, 
taquicardia e, com frequência, arritmias 
ventriculares. 
 Em geral, os usuários perdem o apetite, são 
hiperativos e dormem pouco. 
 A exposição a cocaína aumenta o risco de 
hemorragia intracraniana, acidente vascular 
encefálico isquêmico, infarto do miocárdio e 
convulsões. 
 A superdosagem de cocaína pode resultar em 
hipertermia, coma e morte.

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