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Diagnóstico por imagem Semiologia Ecográfica O baço é um órgão linfóide, ele normalmente não é o ponto de partida das patologias, pode estar alterado, mas não é o ponto final dessa alteração. Ex: ERLIQUIOSE - Doença do carrapato. - Pode levar o animal a uma anemia, uma redução de plaquetas, anorexia e falta de peso e o baço tende a alterar de tamanho. - Pode ser acometido por processos neoplasicos e ser foco de metástase. USG de abdome de pequenos animais Localização: Intraperitoneal esquerdo e geralmente acompanha a curvatura maior do estômago. Aumentado: Pode cruzar a linha média ventral ou estender - se caudalmente para a região da bexiga. ANATOMIA ULTRASSONOGRÁFICA NORMAL DO BAÇO - Anatomicamente se relaciona com o estômago, intestino delgado, lobo esquerdo do pâncreas e rim esquerdo; - Situa - se paralelo a curvatura maior do estômago - Envolto por uma cápsula ecogênica; - Parênquima homogêneo e é considerado hiperecogênico em relação a cortical renal e parênquima hepático; - Região de hilos ( vasos) é facilmente visualizado. Aumento do baço: esplenomegalia Aumento do fígado: hepatomegalia - Cadelas que tiveram muitas gestações apresentam esplenomegalia sem patologia e irreversível ou doença do carrapato de forma crônica. - Mudanças no parênquima podem acontecer estando associado a processos inflamatórios, infecciosos e neoplásicos. ALTERAÇÕES DIFUSAS DO PARÊNQUIMA ESPLÊNICO - Por fazer parte do sistema reticuloendotelial; - Geralmente é envolvido em todas as inflamações sistêmicas; - Distúrbios hematopoiéticos generalizados e alguns distúrbios metabólicos; - Raramente é o local de doença primária. Leptospirose também pode levar a uma alteração de baço, deixando -o hipoecogênica. ESPLENOMEGALIA - Alteração mais frequente; - Ecogenicidade normal ou diminuída; - Casos crônicos: Ecogenicidade aumentada. - Esplenomegalia difusa pode ser : infiltrada - causada por células neoplásicas e não neoplásicas (amiloidose); - Congestiva: associado a condições toxêmicas, torção, trombos, vasculares, ICC. Veia renal esquerda calibrosa em paciente com anastomose espleno-renal espontânea. Esplenomegalia congestiva: aumento do calibre dos vasos é característico de congestão; Hiperplásica- infecciosa- inflamatória: acompanhada de afecções sistêmicas. ALTERAÇÕES FOCAIS DO PARÊNQUIMA ESPLÊNICO - Podem acompanhar ou não esplenomegalia; - Lesões classificadas em neoplásicas e não neoplásicas; - Possuem aparência sonográfica variável. FÍGADO - É o maior órgão do abdome; - Imagem normal ao ultrassom não exclui doença hepática. ANATOMIA SONOGRÁFICA NORMAL DO FÍGADO - Em cães é formado por 4 lobos; - Lobo esquerdo - subdivide em sub lobo medial e lateral; - Lobo quadrado; - Lobo direito - subdivide - se em sub lobo medial e lateral; - Lobo caudato. VESÍCULA BILIAR Localiza-se quando repleta entre os lobos medial direito e o quadrado, no 7 EIC na região ventro lateral direita. - Dimensões ecográficas - variável; - Em cães e gatos - visibilizando mais facilmente pela localização subcostal; - Em cães de tórax profundo - exame realizado entre os últimos 3 a 4 EIC; - Superfície cranial - limitado por uma linha ecogênica que representa o diafragma. PADRÃO SONOGRÁFICO - Ecotextura homogênea mais grosseira que o baço, contornos lisos; - Ecogenicidade - avaliada através da comparação com os órgãos de referência - baço e rins; - Levemente hiperecogênica em relação ao córtex renal; - Hipoecogênica em relação ao baço. - Avaliação do tamanho hepático - subjetiva; - Aumento da distância entre o estômago e o diafragma; - Presença dos lobos hepáticos ultrapassando os limites do gradil costal; - Deslocamento caudal do rim direito, indica hepatomegalia. INDICAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DE USH HEPÁTICA - Icterícia - Suspeita de ruptura de baço; - Hepatomegalia; - Ascite ( acúmulo de líquido na cavidade abdominal ) ; - Pesquisa de metástases| Monitoração de doenças crônicas. VESÍCULA BILIAR - Parede hiperecogênica; - 1 a 5mm de espessura; - Conteúdo anecogênico; - Lama biliar - Achado comum em animais, obesos, idosos, sedentários ou com endocrinopatia. - ALTERAÇÕES DA VESÍCULA BILIAR - Linfase biliar: geralmente apresenta sombra acústica; - Obstrução de vias biliares: dilatação da vesícula biliar. Achados ecográficos normais não descartam a presença de obstrução. - Espessamento da parede: pode acompanhar colecistite, hepatite aguda ou crônica e colangiohepatite, hipoalbuminemia ou congestão passiva. - O espessamento focal pode estar associado a neoplasias. ALTERAÇÕES DIFUSAS DO PARÊNQUIMA HEPÁTICO - Difícil detecção sonográfica por não provocarem grande modificação da arquitetura hepática; - Alterações difusas hiperecogênicas - infiltração gordurosa, hepatopatia por esteroide, diabetes mellitus, cirrose e colangio hepatite crônica. - Geralmente a colangio hepatite crônica e a cirrose apresentam fígado de tamanho reduzido e contornos irregulares. ALTERAÇÕES DIFUSAS HIPOECOGÊNICAS: podem caracterizar hepatite aguda, linfoma, leucemia e congestão passiva crônica. Alterações focais do parênquima hepático podem ser: - Anecogenicas \ Hipoecogênicas \ hiperecogênicas\ mista - produzida por hemorragias, hematomas, cistos, abcessos, hiperplasia nodular, granulomas e neoplasia de origem primária ou metastática. - Calcificações hepáticas aparecem como pontos hiperecogênicos que produzem sombra acústica. Letícia Nascimento Ferreira - Reprodução proibida