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MAMAS
Existe nos dois sexos mas muito diferentes 
Homens: rudimento de formação do tecido mamário. Tecido mamário é formado pelo ectoderma
Mulheres:
-pouco desenvolvidas antes da puberdade
-na puberdade sofre crescimento e aprimoramento pela produção de estrógeno pelo ovário
-atinge seu desenvolvimento máximo nos últimos 2 meses de gravidez até a lactação 
Por conta da ação hormonal (estrógeno) na mulher existe o desenvolvimento e aprimoramento do tecido mamário
Antes da puberdade mama feminina e masculina são rudimentares e muito similares
Ginecomastia: desenvolvimento de mamas nos homens por ação hormonal, é diferente de depósito de gordura (tecido lipídico, mama é tecido glandular)
Durante a gravidez -> maior desenvolvimento da mama (hormonal)
Estímulo para produção de leite -> sucção
Seio mamário: espaço entre as duas mamas 
Sulco mamário: embaixo da mama, espaço entre a pele da mama e a parede torácica
Puberdade/ gestação: desenvolvimento da mama e mamilo (papila + aréola)
A mama depois da lactação diminui mas normalmente fica maior do que era antes da gestação
Forma e localização das mamas
Mulher adulta jovem: eminencia arredondada localizada na face anterior do tórax 
-entre 2° e 6° costela
-lateral à margem lateral do esterno
-prolonga-se até a linha axilar anterior ou linha axilar média (hemiaxilar), dependendo do fenótipo de cada mulher 
-mamilo: centro da mama na altura da 4° costela (ou 4° EIC)
As mamas podem ter pequena variação de tamanho mas tem simetria. Grande variação pode indicar patologia (ex: mastite)
Forma variada dependendo do grupo étnico (ex: japonesas tem mama menor), constitucional (longilínea mama menor e brevelínea mama maior), idade (criança, adolescente, adulta, idosa)
Idosa: mama perde a sustentação e cai por conta da perda do tecido conjuntivo que fixa o tecido mamário na clavícula 
Pode ser esférica, cônica, piriforme, ou achatada
Geralmente a mama direita é maior e mais baixa 
Nomenclatura
Papila mamária: saliência no centro do mamilo (“bico”)
Aréola maria
Glândulas areolares (sebáceas) -> protuberância -> formação de pontos na aréola (hormonal e principalmente na gravidez) -> tubérculos de Montgomery
Corpo da mama
Glândula mamária
-processo lateral (parte próximo à axila)
-ductos lactíferos 
-lobos das glândulas 
-lóbulos -> lobos 
-seios lactíferos: extremidade dos ductos (dilatação) -> abre na papila 
-ligamento suspensor da mama: mantém a mama em posição, evitando que ela caia. Fixa a mama em cima das clavículas, em pessoas mais velhas ele perde tecido conjuntivo e fica frouxo -> mama cai 
Quadrantes da mama
Linha horizontal e vertical sobre a papila
-supero-lateral, supero-medial, infero-lateral, infero-medial
A concentração de tecido glandular e parte gordurosa é mais volumosa no quadrante supero-lateral (processo axilar-supero-lateral) -> maior predisposição de câncer de tecido glandular
O maior volume da mama depende do tecido gorduroso, exceto na lactação (tecido glandular aumenta mais que o tecido gorduroso)
Relações topográficas
Assentada sobre o músculo peitoral maior
Relaciona-se com o músculo serrátil anterior (parte lateral da parede torácica)
Relacionada com a inserção do músculo oblíquo externo (parte inferior)- aponeurose
Raramente o tecido mamário perfura a fáscia do músculo peitoral maior levando a uma mama mais fixa -> pode confundir com provável neoplasia 
Nodulação: mama fica mais rígida a palpação e difícil de manipular. 
Tela subcutânea
-epiderme
-derme
-camada areolar (camada de gordura): tecido mais arredondado e mais amarelado. 
-fáscias superficiais (entre as duas camadas de gordura). Difícil de ver 
-camada lamelar (camada de gordura): tecido disposto transversalmente e mais esbranquiçado. Onde ocorre o desenvolvimento do tecido glandular (mais róseo)
-fáscia muscular
-músculo peitoral maior 
Quanto maior essas camadas de gordura mais móvel será a pele
Entre as aréolas e entre o tecido glandular: septos de tecido conjuntivo
Esses septos se unem formando o ligamento suspensor da mama (ligamento de Cooper), que fixam as camadas de tecido na clavícula -> mama não fica caída em pessoas jovens porque esse ligamento tem grande quantidade de tecido conjuntivo, com o passar dos anos o tecido conjuntivo vai sendo substituído e esse ligamento fica enfraquecido -> mama cai 
Inferiormente pode ser delimitada pelo sulco submamário, já esboçado na mulher na puberdade
O sulco pode ser acentuado depois da lactação
Maior o sulco quando a mama é mais desenvolvida ou com maior acúmulo de gordura
No exame físico tem que levantar a mama (principalmente mamas grandes) porque o sulco submamário é área de contato pele-pele podendo ter dermatite, micose, processos alérgicos. O sutiã também da muito processo alérgico. No calor isso aumenta porque em dobras transpira mais 
Entre as mamas há o seio mamário (espaço entre as mamas)
A parte nobre do corpo mamário está representada pelo tecido glandular situado na porção lamelar
No tecido sub-areolar há pouca gordura transformando-se em tecido fibroso e fibras musculares lisas = musculatura sexual (m.mamilo areolar). Essa musculatura se contrae durante o estímulo: sucção na amamentação/ estímulo sexual -> proeminência na papila mamária 
Essas fibras contêm fibras circulares e longitudinais e suas contrações podem projetar ou contrair o mamilo
Tecido muscular de inervação autônoma (no frio -> projeção da mamila -> mamilo túrgido = telotismo)
Papila mamária depende do estímulo e da posição que tem em cada pessoa 
Papila mamária ou mamilo
Projeção de forma cilíndrica ao nível da 4° costela ou 4° EIC
O mamilo está perfurado (atravessado) por 15 a 20 ductos lactíferos que antes de desembocarem na papila apresentam dilatações que são os seios lactíferos 
Aréola mamária
A base da papila é circundada por uma pele de aspecto mais escura = aréola
Cor:+ rosada na nulípara (nunca engravidou) e + escura a partir do 2° mês de gestação. Muito particular de acordo com a cor da pele de cada mulher 
A mulher pode ter abortado e mudado a cor da aréola
Pode conter pequenos relevos que são, as glândulas areolares sebáceas que aumentam durante a gravidez formando os tubérculos de Montgomery 
A fáscia da tela subcutânea que envolve a glândula emite septos para o interior da mama dividindo-a e sustentando seus lóbulos
Esta fáscia se prende na clavícula
Os septos são chamados ligamentos suspensores da mama
Desenvolvimento embrionário
Embrião de 6 semanas: espessamento ectodérmico com 5 a 6 camadas de células diferenciadas formando o cordão mamário
Cordão mamário vai desce a axila até a prega inguinal (crista mamária ou cordão lácteo), pode ir até o começo da coxa
A crista involui permanecendo apenas no 4° EIC- futuras mamas
Algumas vezes o tecido não involui totalmente, permanecendo fora do 4°EIC -> formação de um mamilo, mama inteira ou só tecido glandular. Mamas ectópicas, mamilos ectópicos e ginecomastia 
Só mamilo: politelia, mama inteira: polimastia (funcionante)
Irrigação da mama
A partir da artéria subclávia: originam-se as artérias torácicas internas (mamárias internas) as quais originam as artérias intercostais anteriores entre o 2° e 6° EIC -> principal irrigação da mama. Normalmente essas artérias são ramos finos mas na gravidez e lactação elas se desenvolvem por conta do aumento da mama e maior necessidade de aporte sanguíneo.
A partir da artéria axilar: originam as artérias torácicas laterais (margem lateral do músculo peitoral menos) que formam os ramos mamários laterais e artérias torácicas superiores (margem medial do músculo peitoral menor) que formam os ramos mamários mediais
A partir das artérias intercostais posteriores: ramos direto da aorta em sua parte torácica, emitem ramos mamários que aumentam durante a lactação
Drenagem venosa 
Acompanham os ramos arteriais
Veias torácicas internas desembocam na veia braquiocefálica à esquerda e à direita mais frequentemente na veia cava superior
As veias torácicas desembocam nas veias axilares
Veia toracoepigástrica drenagem parede torácica e desemboca na axilar. Veia subcutâneaDrenagem linfática
Os vasos linfáticos da glândula mamária se originam de um plexo de tecido conjuntivo interlobular e nas paredes dos ductos lactíferos 
Esses 2 sistemas se comunicam com o plexo linfático sub-areolar (drena aréola e mamilo)
Vasos eferentes para:
-75% para linfonodos axilares
-perfurando a fáscia do músculo peitoral maior para os linfonodos para-esternais (ou torácicos internos)
-linfonodos intercostais
Drenagem linfática da mama é importante pois no tumor é muito comum ocorrer drenagem de células cancerígenas para os linfonodos axilares (linfonodo sentinela). A drenagem também pode ir para os linfonodos mediastinais e paraesternais.
Mastectomia + esvaziamento axilar: retira as mamas e os linfonodos da axila 
Inervação
Nervos intercostais do 2° ao 6° EIC
Ramos ventrais cutâneos ou colaterais (anteriores) 
Variações e anomalias
Amastia: ausência total da mama (no lugar do mamilo tem uma mancha escura)
Atelia: ausência do mamilo
Politelia: muitos mamilos
Polimastia: mais de 2 mamas
Alteração de volume
-micromastia: mama pequena
-macromastia: mama grande
Mamilos fora da crista mamária podem ocorrer pela potencialidade do ectoderma (mamilos ectópicos)
Sinais clínicos de câncer: retração da pele sobre o carcinoma 
Mastite

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