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CINÉTICA ENZIMÁTICA Profa. Dra. Aline Raquel Voltan Grupo 1 – Turma A: Anna Beatriz Caixeta Dourado Arthur de Souza Noronha Giovanna Lopes do Espírito Santo Izabela dos Santos Cardoso Juliana Santos de Souza Maria Fernanda Silveiro Spindola Maria Victoria Ramos Vilarinho Mariana Gonçalves dos Santos Paula Lemes Andrade Universidade de Rio Verde Faculdade de Medicina de Aparecida de Goiânia • Grupos de substâncias orgânicas de natureza proteica ou de moléculas especiais de RNA; • Enzimas são os catalisadores do nosso organismo; • Catálise: aumenta a velocidade de determinada reação ao diminuir seletivamente a • energia de ativação das reações químicas do nosso corpo • Essenciais para a existência da vida ENZIMAS CINÉTICA ENZIMÁTICA Métodos de mutagênese sítio-dirigidas X Estudos da Cinética Química ● O que é ? → abordagem que estuda as reações catalisadas pelas enzimas, baseando-se em especial na velocidade reacional e possíveis reflexos de fatores que possam alterá-la ● Fatores tais como: a) Concentração e estrutura da enzima b) Concentração de cofatores c) Concentração e tipo de inibidores d) Fatores externos [índice de acidez (pH) e Temperatura] e) Força iônica • Determinar a velocidade da reação catalisada por enzimas e analisar como ela se modifica em resposta a mudanças nos parâmetros experimentais. • Mecanismo catalítico / papel no metabolismo / controle / inibição / potenciação Efeito da concentração do substrato sobre a velocidade de uma reação catalisada por enzimas CINÉTICA DO ESTADO ESTACIONÁRIO • Consideração posta por Briggs e Haldane, 1925 •Estado no qual se supõe que a concentração dos intermediários é constante –: [ES] – enquanto a concentração dos demais reagentes mudam [S] >>> [E] • [ES] = Constante • Velocidade de Formação e Quebra de ES = 0 SIGNIFICADO DO KM •Por definição, o Km é a constante de Michaelis-Menten, cujo valor é numericamente igual à concentração de substrato que determina a metade da velocidade máxima; SIGNIFICADO DO KM Assim, o valor do Km pode indicar também o grau de afinidade da enzima pelo substrato; K1 = constante de velocidade da formação do ES K-1 = constante de velocidade de dissociação do ES K2 = constante de velocidade de decomposição do ES, formando o P e liberando a E • De acordo com a constante de equilíbrio químico de cada etapa das reações, associada às equações da velocidade, é possível concluir que: Km = (k –1 + k 2) k 1 SIGNIFICADO DO KM A enzima hexoquinase, com o substrato glicose possui km 0,15; enquanto que com a frutose, 1,5. CÁLCULO DO KM ➔ Equação de Michaelis Menten: hipótese de que a quebra do complexo ES limita a velocidade de formação do produto. ➔ Forma de um gráfico de hipérbole retangular, valores exatos de Vmáx nunca são atingidos ➔ Determinação de Km impossibilitada ➔ Transformação algébrica da equação de Michaelis Menten formulada por Lineweaver e Burk ➔ Inverso da equação de Michaelis: • Qual a contribuição dos estudos de Michaelis e Menten para a Enzimologia? • O bioquímico e físico Leonor Michaelis, com a parceria da médica e cientista canadense Maud Menten, juntos contribuíram para a Enzimologia a ideia de uma teoria geral de ação das enzimas – explicando-a e, logo após, deduziram uma equação (EQUAÇÃO DE MICHAELIS-MENTEN) baseada em suas hipóteses –, em 1913. • Eles postularam que a enzima (E), primeiramente, combina-se de modo reversível com o substrato (S), formando um complexo enzima-substrato (ES) em uma etapa reversível e relativamente rápida: CONTRIBUIÇÕES DOS ESTUDOS DE MICHAELIS E MENTEN PARA A ENZIMOLOGIA. Então, o complexo é rompido em uma segunda etapa mais lenta, fornecendo a enzima livre e o produto: Por essa segunda reação ser mais lenta, ela limita a velocidade da reação total, a qual deve ser proporcional à concentração das espécies que reagem na segunda etapa, isto é, ES. A RELAÇÃO ENTRE A [S] E A VELOCIDADE DA REAÇÃO PODE SER EXPRESSA QUANTATIVAMENTE PELA EQUAÇÃO DE MICHAELIS-MENTEN. Eles deduziram essa equação partindo de sua hipótese básica de que a etapa limitante da velocidade em uma reação enzimática é a quebra do complexo ES em produto e enzima livre. ENZIMAS QUE NÃO SEGUEM A CINÉTICA DE MICHAELIS-MENTEN • Regulatórias → sinais → aumento ou redução da atividade catalítica →ajuste da velocidade. • Enzimas alostéricas: estabelecem ligações reversíveis e não-covalentes com moduladores. • Moduladores alostéricos ou efetores alostéricos • Sofrem mudanças conformacionais • Formas mais ativas ou menos ativas • Influi na velocidade das reações • Sítio ativo e sítio(s) regulatório(s) • Específico quanto aos moduladores AS PROPRIEDADES CINÉTICAS DESVIAM-SE DA CINÉTICA DE MICHAELIS-MENTEN • Michaelis-Menten: V inicial e [S] → Graficamente → Curva de saturação hiperbólica • Enzimas alostéricas: V inicial e [S] → Graficamente → Curva de saturação sigmoide • Devido à: atuação dos moduladores alostéricos • Pequenas quantidades → alterações drásticas nas atividades • Há um valor de [S] para metade de Vmáx , porém não corresponde á Km → Km 0,5 INIBIÇÃO ENZIMÁTICA. Elas podem agir de forma: Reversível: •Competitiva •Não-competitiva Irreversível. • A atividade enzimática pode ser diminuída pela ação de inibidores. • A possibilidade de inibir reações enzimáticas é também um campo aberto para aplicações farmacológicas. INIBIDORES REVERSÍVEIS COMPETITIVOS. • Os inibidores competitivos (IC), são capazes de ligarem- se ao centro ativo da enzima; • Irão competir com o substrato pela ligação com o sitio ativo. • O complexo EI não gera produto; • Pode-se minimizar o efeito com a adição de substrato. • Causam um aumento aparente da Km sem alteração da Vmax. • São utilizados reações inflamatórias, quimioterapia e AZT. INIBIDORES REVERSÍVEIS COMPETITIVOS. INIBIDORES REVERSÍVEIS NÃO COMPETITIVO. • Ligação a grupamentos que não pertencem ao centro ativo; • Altera a estrutura enzimática inviabilizando a catálise. • O ponto de ligação do inibidor é a cadeia lateral de um aminoácido. • Uma molécula de enzima, pode encontrar-se livre posteriormente. • Como o sítio de ligação do inibidor é diferente em alguns casos é possível a ligação concomitante. • Incapaz de gerar produto. INIBIDORES NÃO COMPETITIVO. • O valor do Km permanece inalterado, mas as velocidades máximas decrescem com o aumento da concentração do inibidor. INIBIDORES IRREVERSÍVEIS • Agem combinando-se de modo estável com a molécula de enzima ou destruindo parte essencial para a atuação da enzima; • Leva a uma inativação definitiva da enzima; • Alguns exemplos são os compostos organofosforados, eles formam ligações covalentes com o grupo OH de resíduos de serina. • Gera um efeito de redução do Vmax e manutenção do Km. REGULAÇÃO DA ATIVIDADE ENZIMÁTICA • Alteração na velocidade da reação como resultado de mudanças conformacionais da própria enzima. • Ligação de compostos ou grupos à cadeia polipeptídica. As enzimas alostéricas são reguladas por outras moléculas, chamadas de efetores, os quais ligam- se de forma não-covalente a outro sítio que não o sítio catalítico. REGULAÇÃO ALÓSTERICA. REGULAÇÃO POR MODIFICAÇÃO COVALENTE Acontece por adição ou remoção de grupos fosfatos, pela fosforilação e desfosforilação. REFERÊNCIAS LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. MARZZOCO, A.; TORRES, B.B. Bioquímica Básica. 3a Edição. Editora Guanabara Koogan.2007. http://graduacao.iqsc.usp.br/files/Aula10BioqI_CineticaEnzimatica.pdf https://m.brasilescola.uol.com.br/amp/o-que-e/quimica/o-que-e-energia-ativacao.htm http://graduacao.iqsc.usp.br/files/Aula10BioqI_CineticaEnzimatica.pdf https://m.brasilescola.uol.com.br/amp/o-que-e/quimica/o-que-e-energia-ativacao.htm