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ANAMNESE SEXUAL 
Como abordar os principais temas acerca da sexualidade com os pacientes. 
 
V I N I C I U S D A S I L V A S A N T O S - M E D I C I N A - U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D E P E R N A M B U C O 
INTRODUÇÃO 
• Saúde sexual = pilar na qualidade de vida 
• Disfunção sexual: Incapacidade de participar da 
relação sexual com satisfação. 
• Satisfação sexual é um bom preditor de satisfação 
sexual com a vida em idosos 
o Associada ao bem-estar físico e mental: E 
com a satisfação em relacionamentos 
amorosos (OMS, 2015). 
• Tema pouco abordado em consultas médicas 
COMO ABORDAR AS QUEIXAS SEXUAIS? 
1. Permissão: Solicite permissão para entrar nesses 
assuntos, só fale se o paciente quiser. Deixar a 
possibilidade de falar em outro momento, oferecer 
espaço, mas respeitar os limites. 
2. Informações gerais: Informar acerca de alguma 
disfunção sexual/queda na libido por uso de 
medicamentos (antidepressivos, anticoncepcional) 
e outros tratamentos. 
3. Sugestões específicas: Fazer sugestões específicas 
sobre problemas sexuais presentes na vida do 
paciente, que ele relatou na consulta. 
4. Terapia intensiva: Tratamento específico da 
queixa, com terapia sexual, intervenções psicoló-
gicas e farmacoterapia. 
*O modelo só é útil se o médico tiver conhecimento 
da saúde sexual (conhecer diagnósticos e terapias). 
ESTRUTURAÇÃO DA ANAMNESE SEXUAL 
1. QUEIXA PRINCIPAL E DURAÇÃO 
2. HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL 
3. HISTÓRIA SEXUAL 
4. ANTECEDENTES PESSOAIS 
5. HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 
6. CONDUTA 
 
 
FLUXOGRAMA DE AVALIAÇÃO INICIAL 
 
ANAMNESE SEXUAL 
1- QUEIXA PRINCIPAL E DURAÇÃO 
1. O que está acontecendo? 
2. A quanto tempo? 
2- HISTÓRIA DA DOENÇA 
1. O que você quer dizer com esse termo? Conte 
mais sobre a queixa: O paciente muitas vezes fala 
“eu tô sem tesão”, e na verdade o problema não é 
no desejo, e sim na função erétil. 
2. Desmiuçar a queixa: Quando começou? Começou 
de forma repentina ou gradual? Acontece sempre? 
Mesmo na masturbação? E com outras parceiras? 
3. Algum outro fator que incomoda? Outro fator 
associado? Fatores associados com a queixa. 
4. Provoca sofrimento? A queixa lhe preocupa? Ou o 
que causa sofrimento é o desgaste com o parceiro? 
3- HISTÓRIA SEXUAL 
1. Quem é essa pessoa? Quais as experiências já 
teve? 
2. O que atrai aquela pessoa? 
3. Avaliar a relação: Quem é esse casal? Quais são as 
4. Afastar causas clínicas: HAS, DM, TDM, disfunção 
da parceria. 
5. Avaliar expectativa e conhecimento sobre o tema: 
Muitas vezes o paciente se queixa de que não 
satisfaz a mulher, mas pensa que tem que ser igual 
ao pornô o nível de satisfação (teatral). 
 
V I N I C I U S D A S I L V A S A N T O S - M E D I C I N A - U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D E P E R N A M B U C O 
4- ANTECEDENTES PESSOAIS 
1. Gerais: Adoecimentos clínicos, uso de substâncias 
psicotrópicas, álcool, adoecimentos psiquiátricos, 
dados do relacionamento atual (infidelidade, 
filhos, momentos ruins no relacionamento). 
2. Sexuais: Primeiro contato com a sexualidade, 
quando começou a vida sexual, costuma se 
masturbar, como era a postura da família diante da 
sexualidade e da vida sexual. 
FATORES DE RISCO 
BIOLÓGICOS 
 
DISFUNÇÕES SEXUAIS 
 
CLASSIFICAÇÕES 
• Ao longo da vida x Atual: Surgiu agora ou sempre 
teve. 
• Individual x Generalizado: Só tem a disfunção com 
a esposa ou tem com todas e na masturbação. 
• Leve x Moderado x Grave: Grau de comprometi-
mento, funcionalidade, performance. 
5- HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 
• Pensar em diagnósticos diferenciais 
• Atenção para comorbidade existentes 
• Atenção para medicações em uso 
• Investigação clínica geral: Pouco tempo? 
Associada a fator estressor? Existe sofrimento? 
6- CONDUTA 
• Acolher as queixas 
• Educação sexual: Muitas vezes nosso paciente não 
tem muita noção do tema, e a falta de educação 
sexual é um problema. 
• Orientar mudanças no estilo de vida geral: 
Sedentarismo, tabagismo, etilismo devem ser 
desestimulados. 
• Identificar fatores situacionais de piora e 
minimizar: Por exemplo, na falta de privacidade. 
• Encaminhar: Saúde mental, ginecologia, endócrino 
e urologia. 
CONCLUSÕES 
• Não precisamos saber resolver → Precisa saber 
ouvir, colher e encaminhar 
• Paciente não costuma referir a queixa de modo 
espontâneo 
• Queixas sexuais: Avaliar sintomas de depressão, 
estressores (pandemia) e outras doenças. 
• Etiologias multivariadas → Intervenções diversas: 
Por isso cabe a nós saber identificar e encaminhar 
ao profissional certo.

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