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Apostila - Avaliação de Riscos Ambientais

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Avaliação de 
Riscos Ambientais
Antonio Fernando Silveira Alves
APRESENTAÇÃO
É com satisfação que a Unisa Digital oferece a você, aluno(a), esta apostila de Avaliação de Riscos 
Ambientais, parte integrante de um conjunto de materiais de pesquisa voltado ao aprendizado dinâmi-
co e autônomo que a educação a distância exige. O principal objetivo desta apostila é propiciar aos(às) 
alunos(as) uma apresentação do conteúdo básico da disciplina.
A Unisa Digital oferece outras formas de solidificar seu aprendizado, por meio de recursos multidis-
ciplinares, como chats, fóruns, aulas web, material de apoio e e-mail.
Para enriquecer o seu aprendizado, você ainda pode contar com a Biblioteca Virtual: www.unisa.br, 
a Biblioteca Central da Unisa, juntamente às bibliotecas setoriais, que fornecem acervo digital e impresso, 
bem como acesso a redes de informação e documentação.
Nesse contexto, os recursos disponíveis e necessários para apoiá-lo(a) no seu estudo são o suple-
mento que a Unisa Digital oferece, tornando seu aprendizado eficiente e prazeroso, concorrendo para 
uma formação completa, na qual o conteúdo aprendido influencia sua vida profissional e pessoal.
A Unisa Digital é assim para você: Universidade a qualquer hora e em qualquer lugar!
Unisa Digital
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................... 5
1 CONTEXTO HISTÓRICO ..................................................................................................................... 7
1.1 Histórico Mundial ............................................................................................................................................................8
1.2 Grandes Acidentes ..........................................................................................................................................................9
1.3 Consequências .............................................................................................................................................................13
1.4 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................13
1.5 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................14
2 RISCO AMBIENTAL .............................................................................................................................. 15
2.1 Conceito de Risco .........................................................................................................................................................15
2.2 Outros Conceitos Básicos ..........................................................................................................................................17
2.3 Tipos de Risco .................................................................................................................................................................26
2.4 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................31
2.5 Atividades Propostas ...................................................................................................................................................31
3 TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS ................................................................... 33
3.1 Relação das Técnicas de Identificação de Perigos ............................................................................................33
3.2 Análise Preliminar de Perigos (APP) – Preliminary Hazard Analysis (PHA) ...............................................34
3.3 Análise de Perigos e Operabilidade – HazOp (Hazard and Operability Study) .......................................43
3.4 Análise “E se...” (“What if...?”) ......................................................................................................................................54
3.5 Lista de Verificação (Checklist) .................................................................................................................................55
3.6 Análise de Modos de Falhas e Efeitos (AMFE) – Failure Modes and Effects Analysis (FMEA) ..............57
3.7 Análise Histórica de Acidentes ................................................................................................................................64
3.8 Inspeção de Segurança ..............................................................................................................................................64
3.9 Análise de Árvore de Falhas (AAF) – Fault Tree Analysis (FTA) ......................................................................64
3.10 Análise de Árvore de Eventos (AAE) – Event Tree Analysis (ETA) ...............................................................71
3.11 Análise de Causas e Consequências ...................................................................................................................72
3.12 Resumo do Capítulo .................................................................................................................................................73
3.13 Atividades Propostas ................................................................................................................................................73
4 ESTUDO DE ANÁLISE DE RISCO AMBIENTAL (EAR) .................................................... 75
4.1 Etapas de um Estudo de Análise de Risco (EAR) ...............................................................................................75
4.2 Caracterização do Empreendimento e da Região ...........................................................................................77
4.3 Identificação dos Perigos e Consolidação de Cenários de Acidentes ......................................................78
4.4 Estimativa dos Efeitos Físicos e Análises de Vulnerabilidade .......................................................................78
4.5 Estimativa de Frequências.........................................................................................................................................84
4.6 Estimativa e Avaliação de Riscos.............................................................................................................................85
4.7 Avaliação dos Riscos ....................................................................................................................................................89
4.8 Gerenciamento de Riscos .........................................................................................................................................90
4.9 Comunicação de Riscos..............................................................................................................................................95
4.10 Resumo do Capítulo ................................................................................................................................................96
4.11 Atividades Propostas ...............................................................................................................................................96
RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS ..................................... 97
REFERÊNCIAS ...........................................................................................................................................105
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INTRODUÇÃO
Este material busca apresentar a você, aluno(a) da área de Ciências Exatas, na modalidade a distân-
cia, os conceitos a respeito de Avaliação de Riscos Ambientais como parte importante da área Ambiental. 
Este é um tema de extrema importância e muito utilizado na área de Gestão Ambiental. O Estudo 
de Análisede Riscos (EAR) mantém uma correlação com os estudos de EIA/RIMA. Em algumas situações, 
o EAR acaba sendo um dos elementos do processo de Licenciamento Ambiental e do EIA/RIMA. 
Durante o desenvolvimento desta disciplina, iremos abordar conceitos importantes, como Técnicas 
de Identificação de Perigos, Avaliação de Riscos Ambientais, entre outros. 
Entre os objetivos principais desta disciplina, esperamos que você, ao concluir esta disciplina, esteja 
apto a aplicar os conceitos aqui apresentados, como identificar e aplicar a(s) técnica(s) mais adequada(s) 
de identificação de perigos para cada situação e desenvolva a habilidade para efetuar um Estudo de Aná-
lise de Riscos, percorrendo todas as etapas desse processo.
Entre os documentos oficiais que apresentaremos nesta apostila, iremos nos fundamentar basica-
mente em dois documentos, sendo um deles elaborado pela CETESB e outro desenvolvido pela FEPAM. 
Em geral, esses documentos são referências para outros estados, mas, caso você venha a desenvolver 
atividades correlatas a esta área, verifique antes se o seu estado não possui um documento com parâme-
tros específicos. 
Aproveitamos a oportunidade, para orientá-lo(a) em relação às leituras complementares indicadas 
nesta apostila. Tivemos a atenção especial de indicar textos importantes para você e que complemen-
tarão os estudos aqui apresentados. Entre esses textos indicados, gostaríamos de destacar o texto que 
fala sobre Contabilidade Ambiental do BNDES. Indicamos também a leitura de sites, sendo dois deles 
muito importantes. O primeiro é o site do órgão responsável pela área de Riscos Ambientais nos EUA (a 
tradução desse site utilizando a ferramenta “tradutor” do Google funciona muito bem), e o segundo, um 
site com um software gratuito para efetuar os cálculos mais complexos para a Avaliação de Riscos. Não 
deixe também de consultar os links indicados nas referências bibliográficas no final desta apostila. Entre 
eles, relacionamos 10 links contendo um curso completo de Gestão de Riscos Ambientais, elaborado pela 
empresa D.N.V. para utilização do Ministério do Meio Ambiente. 
Antonio Fernando Silveira Alves
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CONTEXTO HISTÓRICO1
Caro(a) aluno(a), neste capitulo iremos abor-
dar as origens dos estudos de análise de riscos, fa-
zendo uma ligação com o estudo de análise de 
riscos ambientais. Aproveitando o embasamento 
histórico, faremos um breve relato dos grandes 
acidentes ambientais mundiais ocorridos a partir 
dos anos 1960, cuja gravidade e impactos gera-
dos levaram à implementação das primeiras leis 
e normas baseadas em análise de riscos ambien-
tais, com o objetivo de minimizar o potencial de 
acidentes ambientais e suas consequências.
No Brasil, o órgão responsável no âmbi-
to federal pela elaboração das leis e normas é o 
Ministério do Meio Ambiente (MMA) e seus ór-
gãos vinculados, como o Instituto Brasileiro do 
Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA), 
e colegiados, como o Conselho Nacional do Meio 
Ambiente (CONAMA). No entanto, as Secretarias 
Estaduais de Meio Ambiente, por meio de seus 
órgãos vinculados, também possuem autonomia 
para efetuar essa normatização, de acordo com 
as particularidades de cada região. Na esfera es-
tadual, merecem destaque a CETESB, Companhia 
de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São 
Paulo, a FEPAM, Fundação Estadual de Proteção 
Ambiental Henrique Luiz Roessler, do Rio Grande 
do Sul, e o INEA, Instituto Estadual do Ambiente, 
do Rio de Janeiro, que foi criado em 4 de outu-
bro de 2007 e instalado em 12 de janeiro de 2009, 
unificando e ampliando a ação dos três órgãos 
ambientais vinculados à Secretaria de Estado do 
Ambiente do Rio de Janeiro (SEA): a Fundação Es-
tadual de Engenharia e Meio Ambiente (FEEMA), 
a Superintendência Estadual de Rios e Lagoas 
(SERLA) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF). 
Antes de efetuar essa abordagem histórica, 
vamos comentar brevemente alguns conceitos, 
sobre os quais estabeleceremos as teorias aqui 
apresentadas. Esses conceitos serão definidos 
precisamente nos capítulos posteriores. 
Em sua dissertação de mestrado, Berrêdo 
Viana (2010) afirma que palavras como impacto, 
avaliação, ambiente e risco não foram cunhadas 
propositadamente para expressar um conceito 
preciso, esclarecedor, como nas outras ciências. 
Foram apropriadas do vernáculo e fazem parte do 
jargão profissional desse campo, criando diversas 
ambiguidades na sua interpretação. 
Ao efetuar um estudo sobre o tema central 
desta disciplina, observamos, por meio da pes-
quisa bibliográfica, que estes e outros termos ora 
são tratados como sinônimos, ora são definidos 
de forma distinta. Entre esses termos, vamos des-
tacar três palavras e três expressões, que dividire-
mos em dois grupos. O primeiro grupo inclui as 
palavras: Risco, Perigo e Dano. O segundo grupo 
inclui as expressões Análise de Riscos e Avalia-
ção de Riscos e Gerenciamento de Riscos. Note 
AtençãoAtenção
Os conceitos e metodologias estabelecidos 
nesta apostila estão baseados nas referências 
do IBAMA, CETESB e FEPAM. Os modelos de Es-
tudo de Análise de Riscos (EAR) utilizados pela 
FEPAM e CETESB estão direcionados ao seg-
mento industrial, e a avaliação de riscos aplica-
-se à população externa da indústria, não in-
cluindo, portanto, a avaliação dos riscos à saúde 
e à segurança dos trabalhadores ou danos aos 
bens patrimoniais das instalações analisadas.
Entende-se por consequências externas os da-
nos causados às pessoas (mortes ou lesões) nas 
áreas circunvizinhas, situadas além dos limites 
físicos da instalação.
Antonio Fernando Silveira Alves
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que dependendo do contexto, esses termos pare-
cem semelhantes. Porém, de acordo com o enfo-
que que adotaremos nesta apostila, esses termos 
irão representar significados distintos.
Berrêdo Viana (2010) verificou que a litera-
tura mundial acaba por utilizar as expressões ava-
liação de risco, gerenciamento de riscos e análise 
de risco como sinônimos, devido às diferenças 
nas traduções e discrepâncias entre os países. Por 
exemplo, segundo Kirchhoff (2004), no Canadá a 
avaliação de risco engloba a análise de risco, en-
quanto que nos Estados Unidos a análise de riscos 
é algo abrangente, com diversas etapas, e, entre 
estas, a avaliação de risco. 
No desenvolvimento dos conceitos utiliza-
dos nesta apostila, iremos utilizar o ponto de vista 
americano, uma vez que aparenta ser o mais co-
mum, além de que a literatura nacional adotada 
nos documentos oficiais dos órgãos citados tende 
a essa escolha, como poderemos observar mais 
adiante, ao detalharmos os trabalhos da CETESB 
e da FEPAM.
Dessa forma, asseguramos que todos os re-
ferenciais teóricos adotados nesta apostila estão 
baseados nos documentos oficiais editados pelos 
órgãos citados.
1.1 Histórico Mundial
As indústrias de processo, há mais de 40 
anos, demonstraram as primeiras preocupações 
em relação às possíveis falhas e perigos oriundos 
de suas atividades, onde observaram que essas 
falhas poderiam causar perda de vida e de pro-
priedade.
A indústria alimentícia dos Estados Unidos 
manifestou esse interesse ainda nos anos 1920. 
Já na década de 1930, pesquisadores de labora-
tórios de toxicologia, na indústria, iniciaram ava-
liações das propriedades tóxicas de produtos po-
tencialmente perigosos.
Em 1931, o pesquisador H. W. Heinrich efe-
tuou uma pesquisa sobre os custos de um aciden-
te em termos de Seguro Social e introduziu, pela 
primeira vez, a filosofia de “acidentes com danos 
à propriedade”, ou seja, acidentes sem lesão, em 
relação aos acidentes com lesão incapacitante.
A partir desse momento, diversos estudos 
sobre acidentes industriais com danos à proprie-
dade multiplicaram-se, com o objetivo de estimar 
os custos derivados das perdas.
No final dos anos 1960 surgiram vários rela-
tórios sobre segurança nas plantas químicas, tais 
como Safety and Management, pela Association 
of British Chemical Manufactures(ABCM), 1964, 
e Safe and Sound, pelo British Chemical Industry 
Safety Coucil (BCISCl), 1969, ambos na Grã-Breta-
nha. Também, nos Estados Unidos, Frank Bird Jr. 
fundamentou sua teoria de “Controle de Danos” 
(1966), a partir da análise de uma série de aciden-
tes ocorridos numa empresa metalúrgica ameri-
cana.
Além disso, o desenvolvimento das tec-
nologias utilizadas pelas indústrias resultou em 
grandes mudanças nas indústrias químicas e pe-
troquímicas, tais como alterações nas condições 
de pressão e temperatura, tendo como conse-
quência um aumento na energia armazenada 
nos processos, representando, portanto, um pe-
rigo maior. Ao mesmo tempo, as instalações de 
processo começaram a crescer, quase dez vezes 
mais, em tamanho. Também, começaram a ope-
rar em fluxo contínuo, aumentando o número de 
interligações com outras plantas, para a troca de 
subprodutos, tornando, dessa forma, os proces-
sos mais complexos.
Simultaneamente, outros temas emergiram 
no contexto social, tais como a poluição ambien-
tal, e começaram a se tornar motivo de preocu-
pação para o público e para os governos. Como 
consequência, a indústria foi obrigada a examinar 
os efeitos de suas operações sobre o público ex-
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terno e, em particular, a analisar mais cuidadosa-
mente os possíveis perigos decorrentes de suas 
atividades.
Basicamente até o início da década de 
1970, o foco principal em relação à segurança nas 
indústrias centrava-se na segurança dos equipa-
mentos e do projeto em questão. Assim, a ênfase 
concentrava-se na produção, em detrimento dos 
aspectos de saúde e segurança. A preocupação 
ambiental era praticamente ignorada e esse tema 
quase não era mencionado nas discussões de in-
vestimentos das empresas. Também não havia in-
terferências externas, seja do poder público ou da 
população. Os governos não impunham grandes 
exigências de controle para a poluição ambiental.
No entanto, a partir da década de 1970, 
devido à grande repercussão das consequências 
dos acidentes industriais que causaram a morte 
de milhares de pessoas e impactos de grandes 
dimensões ao meio ambiente, esse tema veio à 
tona de forma mais contundente, mobilizando os 
governos e a população.
Em 1970, no Canadá, John A. Fletcher, pros-
seguindo a obra iniciada por Bird, propôs o esta-
belecimento de programas de “Controle Total de 
Perdas”, objetivando reduzir ou eliminar todos os 
acidentes que pudessem interferir ou paralisar 
um sistema.
Em 1972, criou-se uma nova mentalidade 
baseada nos trabalhos desenvolvidos pelo enge-
nheiro Willie Hammer, especialista em Seguran-
ça de Sistemas, o qual empregou a experiência 
adquirida na Força Aérea e nos programas espa-
ciais norte-americanos para desenvolver diversas 
técnicas a serem aplicadas na indústria, a fim de 
preservar os recursos humanos e materiais dos 
sistemas de produção.
Em paralelo, a indústria nuclear começou 
a desenvolver suas atividades de consultoria na 
área de confiabilidade, e as indústrias passaram a 
adotar técnicas desenvolvidas pelas autoridades 
de energia atômica na avaliação de riscos maiores 
e na estimativa de taxas de falhas de instrumen-
tos de proteção.
1.2 Grandes Acidentes
Bhopal
É bem provável que você já tenha ouvido 
falar sobre esse acidente ambiental, pois foi e ain-
da é muito comentado na mídia mundial, devido 
às circunstâncias em que ocorreu e à grande ex-
tensão de sua gravidade e danos à população e 
ao meio ambiente.
Esse acidente ocorreu numa unidade da 
Union Carbide, situada nos arredores da cidade de 
Bhopal, na Índia. Na madrugada de 03/12/1984, 
uma nuvem tóxica de isocianato de metila cau-
sou a morte de milhares de pessoas. 
O isocianato de metila é um produto utiliza-
do na fabricação de inseticidas, comercialmente 
conhecidos como “Sevin” e “Temik”, da família dos 
carbamatos, utilizados como substitutos de pra-
guicidas organoclorados, como o DDT.
Em condições normais, o isocianato de me-
tila é líquido à temperatura de 0 ºC e pressão de 
2,4 bar. 
A causa provável do acidente foi atribuída 
à entrada de água num dos tanques do comple-
xo industrial, causando a elevação da pressão dos 
tanques de armazenamento a mais de 14 bar e da 
temperatura dos reservatórios para aproximada-
mente 200 ºC, causando assim uma reação alta-
mente exotérmica.
Os vapores emitidos deveriam ter sido neu-
tralizados em torres de depuração; porém, como 
uma dessas torres se encontrava desativada, o sis-
tema não funcionou possibilitando a liberação do 
produto para a atmosfera.
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Este é conhecido como a maior catástrofe 
da indústria química. O número de mortes esti-
madas gira em torno de 4.000 pessoas, além de 
causar a intoxicação de cerca de 200.000 pessoas.
Figura 1 – Foto das instalações da Union Carbide no dia do desastre ambiental.
Fonte: http://www.greenpeace.org/international/en/multimedia/photos/a-view-of-the-abandoned-pestic/
Saiba maisSaiba mais
Saiba maisSaiba mais
Bhopal, Índia. O pior desastre químico da história 
1984-2002
Leia este documento para saber um pouco mais 
sobre esse acidente ambiental, que teve grande 
repercussão mundial na época.
 
Disponível em: 
http://www.greenpeace.org.br/bhopal/docs/Bho-
pal_desastre_continua.pdf
Flixborough
Aproximadamente às 17 horas do dia 
01/06/1974, ocorreu uma explosão na planta 
de produção de caprolactama da fábrica Nypro 
Ltda., situada em Flixborough, Inglaterra. A explo-
são ocorreu devido ao vazamento de ciclohexa-
no, causado pelo rompimento de uma tubulação 
temporária instalada como “by-pass” devido à re-
moção de um reator para a realização de serviços 
de manutenção. O vazamento formou uma nu-
vem de vapor inflamável que entrou em ignição, 
resultando uma violenta explosão seguida de um 
incêndio que destruiu a planta industrial.
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A ruptura da tubulação de 20 polegadas 
foi atribuída a um projeto mal elaborado, uma 
vez que a estrutura instalada para a sustentação 
do duto não suportou a sua movimentação, em 
função da pressão e da vibração a que o tubo foi 
submetido durante a operação.
Estimou-se que cerca de 30 toneladas de 
ciclohexano vazaram, formando rapidamente 
uma nuvem de vapor inflamável, a qual encon-
trou uma fonte de ignição entre 30 e 90 segundos 
após o início do vazamento. Os efeitos da sobre-
pressão ocorrida foram estimados como sendo 
equivalentes à explosão de uma massa variando 
entre 15 e 45 toneladas de TNT.
Ocorreram danos catastróficos nas edifica-
ções próximas, situadas ao redor de 25 metros do 
centro da explosão. Além da destruição da planta, 
em função do incêndio ocorrido, 28 pessoas mor-
reram e 36 foram gravemente feridas. Ocorreram 
ainda impactos nas vilas situadas nas proximida-
des da planta, afetando 1.821 residências e 167 
estabelecimentos comerciais. As perdas foram 
estimadas em US$ 412 milhões.
Esse acidente tornou-se um marco na ques-
tão da avaliação de riscos e prevenção de perdas 
na indústria química. O acidente levou ao estabe-
lecimento do Advisory Committee on Major Ha-
zards (ACMH), na Inglaterra, que durou de 1975 a 
1983 e introduziu uma legislação para controle de 
riscos maiores nas indústrias.
Seveso
Por volta das 12h30 do dia 10/06/1976, 
numa planta industrial situada em Seveso, uma 
província de Milão, Itália, ocorreu a ruptura do 
disco de segurança de um reator, que resultou na 
emissão para a atmosfera de uma grande nuvem 
tóxica.
O reator fazia parte do processo de fa-
bricação de TCP (triclorofenol) e a nuvem tó-
xica formada continha vários componen-
tes, entre eles o próprio TCP, etilenoglicol e 
2,3,7,8-tetraclorodibenzoparadioxina (TCDD). A 
nuvem se espalhou numa grande área, contami-
nando pessoas, animais e o solo na vizinhança da 
unidade industrial.
A planta operava em regime de batelada e, 
no momento do acidente, encontrava-separalisa-
da para o final de semana. No entanto, o reator 
continha material a uma elevada temperatura. 
Provavelmente, a presença de etilenoglicol com 
hidróxido de sódio causou uma reação exotérmi-
ca descontrolada, fazendo com que a pressão in-
terna do vaso excedesse a pressão de ruptura do 
disco de segurança, causando a emissão. A reação 
ocorrida, associada a uma temperatura entre 400 
e 500 °C, contribuiu para a formação do TCDD.
O reator não possuía um sistema automá-
tico de resfriamento e como a fábrica se encon-
trava com poucos funcionários, já que paralisaria 
suas operações no final de semana, não foram 
desencadeadas ações de resfriamento manual 
do reator para minimizar a reação ocorrida. Dessa 
forma, a emissão ocorreu durante cerca de 20 mi-
nutos, até que um operador conseguisse paralisar 
o vazamento.
Toda a vegetação nas proximidades da 
planta morreu de imediato devido ao contato 
com compostos clorados. No total, 1.807 hecta-
res foram afetados. A região denominada Zona A, 
com uma área de 108 hectares possuía uma alta 
concentração da dioxina TCDD (240 µg/m²).
Foram evacuadas 736 pessoas da região, 
sendo que 511 retornaram para as suas casas no 
final de 1977, mas as que moravam na Zona A 
perderam suas residências, em função do nível de 
contaminação ainda existente nessa área, a qual 
permaneceu isolada por muitos anos. Toda a ve-
getação e solo contaminados foram removidos e 
as edificações tiveram que ser descontaminadas. 
Os custos estimados na operação de evacuação 
das pessoas e na remediação das áreas conta-
minadas foram da ordem de US$ 10 milhões. Os 
efeitos imediatos à saúde das pessoas se limita-
ram ao surgimento de 193 casos de cloroacne 
(doença de pele atribuída ao contato com a dio-
xina). Os efeitos à saúde de longo prazo ainda são 
monitorados. 
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Esse acidente gerou um profundo impacto 
na Europa, ainda sob o impacto do acidente de 
Flixborough na Inglaterra, em 1974, e originou o 
desenvolvimento da Diretiva de Seveso – EC Di-
rective on Control of Industrial Major Accident 
Hazards –, em 1982.
Cidade do México
Na manhã de 19/11/1984, por volta das 
5h35 ocorreu a explosão de uma nuvem de vapor 
e uma série de BLEVEs na base de armazenamen-
to e distribuição de Gás Liquefeito de Petróleo 
(GLP) da empresa PEMEX, localizada no bairro de 
San Juanico, Cidade do México.
A base recebia GLP de três refinarias dife-
rentes por meio de gasoduto. A capacidade prin-
cipal de armazenamento da base era de 16.000 
m³ (aproximadamente 8.960.000 kg) de GLP, dis-
tribuídos em: duas esferas com capacidade in-
dividual de 2.400 m³, quatro esferas menores de 
1.600 m³ de capacidade individual e 48 cilindros 
horizontais (capacidades individuais variando de 
36 m³ a 270 m³). No momento do acidente, a PE-
MEX estava com o armazenamento em torno de 
11.000 m³ de GLP.
A catástrofe iniciou-se com o vazamento de 
gás devido à ruptura de uma tubulação de 8 po-
legadas de diâmetro que transportava o gás de 
uma das esferas para os reservatórios cilíndricos. 
A sala de controle da PEMEX registrou por volta 
das 5h30 uma queda de pressão em suas insta-
lações e também em um duto localizado a 40 km 
de distância, porém a sala de controle não conse-
guiu identificar a causa dessa queda de pressão. A 
liberação aconteceu por 5-10 minutos, formando 
DicionárioDicionário
BLEVE: do original inglês Boiling Liquid Expanding 
Vapor Explosion. Fenômeno decorrente da explo-
são catastrófica de um reservatório, quando um 
líquido nele contido atinge uma temperatura bem 
acima da sua temperatura de ebulição à pressão 
atmosférica com projeção de fragmentos e de ex-
pansão adiabática (CETESB, 2003).
uma imensa nuvem de gás inflamável, a qual foi 
levada por um vento de destino sudoeste, aju-
dado pela inclinação do terreno, até encontrar a 
fonte de ignição e explodir. Nesse caso, a fonte 
de ignição direta foi o flare instalado inadequada-
mente ao nível do solo, pois, no entendimento da 
empresa, dada a força dos ventos no local, a insta-
lação do flare a uma altura mais elevada compro-
meteria a sua eficiência.
A explosão da nuvem atingiu cerca de 10 
residências e iniciou o incêndio nas instalações 
da base. A vizinhança pensou tratar-se de um 
terremoto devido ao forte barulho da explosão. 
Por volta das 5h45 da manhã ocorreu o primeiro 
BLEVE, após um minuto outro BLEVE aconteceu, 
sendo o mais violento dessa catástrofe, gerando 
uma bola de fogo com mais de 300 m de diâme-
tro. Ocorreram mais de 15 explosões, BLEVE nas 
quatro esferas menores e em muitos dos reser-
vatórios cilíndricos, explosões dos caminhões-
-tanque e botijões, chuva de gotículas de GLP, 
transformando tudo que atingiam em chamas; 
alguns reservatórios e pedaços das esferas trans-
formaram-se em verdadeiros projéteis, atingindo 
edificações e pessoas.
Os trabalhos de extinção do fogo e preven-
ção de novas explosões terminaram às 23 horas. 
As consequências desse acidente foram trágicas: 
morte de 650 pessoas, mais de 6.000 feridos e 
destruição total da base.
Vila Socó – Cubatão
Este é outro exemplo de um acidente am-
biental que provavelmente você tenha conheci-
mento. Infelizmente, o Brasil não deixou de sofrer 
com os problemas decorrentes de um grande aci-
dente ambiental.
Por volta das 22h30 do dia 24/02/1984, mo-
radores da Vila Socó (atual Vila São José), Cubatão/
SP, perceberam o vazamento de gasolina em um 
dos oleodutos da Petrobras, que ligava a Refinaria 
Presidente Bernardes ao Terminal de Alemoa.
A tubulação passava em região alagadiça, 
em frente à vila constituída por palafitas. Na noi-
http://www.cetesb.sp.gov.br/gerenciamento-de-riscos/An%C3%A1lise-de-Risco-Tecnol%C3%B3gico/16-Gloss%C3%A1rio
Avaliação de Riscos Ambientais
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te do dia 24, um operador alinhou inadequada-
mente e iniciou a transferência de gasolina para 
uma tubulação (falha operacional) que se encon-
trava fechada, gerando sobrepressão e ruptura 
da mesma, espalhando cerca de 700 mil litros de 
gasolina pelo mangue. Muitos moradores, visan-
do a conseguir algum dinheiro com a venda de 
combustível, coletaram e armazenaram parte do 
produto vazado em suas residências. Com a mo-
vimentação das marés, o produto inflamável es-
palhou-se pela região alagada e cerca de 2 horas 
após o vazamento aconteceu a ignição seguida 
de incêndio. O fogo se alastrou por toda a área 
alagadiça superficialmente coberta pela gasolina, 
incendiando as palafitas.
O número oficial de mortos é de 93, porém 
algumas fontes citam um número extraoficial su-
perior a 500 vítimas fatais (baseado no número 
de alunos que deixou de comparecer à escola e 
à morte de famílias inteiras sem que ninguém re-
clamasse os corpos), dezenas de feridos e a des-
truição parcial da vila.
1.3 Consequências 
Esses acidentes caracterizaram-se por ex-
trapolar as divisas das indústrias, projetando-se 
nas populações e meio ambiente a posteriori, com 
efeitos de médio e longo prazo.
Como consequência, essas discussões le-
varam ao surgimento das primeiras leis e regula-
mentações sobre segurança industrial e controle 
ambiental nos principais países industrializados. 
1.4 Resumo do Capítulo
Caro(a) aluno(a), neste capítulo você pôde verificar que a preocupação com a questão ambiental é 
algo relativamente recente no contexto industrial, pois até a década de 1970 esse tema era praticamente 
ignorado pelas grandes indústrias. A preocupação à época restringia-se a minimizar as perdas e danos 
relativos ao processo industrial, praticamente inexistindo a preocupação com os danos causados à po-
pulação e ao meio ambiente.
Devido à repercussão das consequências dos acidentes ambientais ocorridos nos anos 1970, esse 
tema veio à tona e tornou-se objeto de extrema importância para os governos, originando, assim, as pri-
meiras normas e legislações ambientais. 
Você também conheceu e aprendeu um pouco mais sobre alguns dos principaisacidentes ambien-
tais ocorridos em diversos países do mundo, onde foram expostas as causas e consequências, e também 
teve ciência dos documentos que servirão de base para os conceitos e referenciais teóricos que serão 
estudos no decorrer desta disciplina, cujo teor será discutido nos próximos capítulos.
Antonio Fernando Silveira Alves
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1. Faça uma pesquisa e comente sobre a aplicação do Estudo de Análise de Riscos (EAR) em ou-
tras áreas da ciência.
2. Faça uma pesquisa e comente sobre outros acidentes ambientais que tiveram grande reper-
cussão mundial.
3. Comente sobre os riscos da utilização da energia nuclear e faça uma reflexão posicionando-se 
em relação à sua utilização no Brasil. Você é a favor ou contra? Apresente seus argumentos, 
justifique. Dê consistência à sua posição!
4. Faça uma pesquisa e comente sobre alguns acidentes nucleares e suas consequências para a 
população e o meio ambiente. 
1.5 Atividades Propostas
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15
Caro(a) aluno(a), neste capítulo iremos efe-
tuar uma breve discussão sobre o emprego das 
palavras Risco, Perigo e Dano, e em seguida apre-
sentar as definições que serão utilizadas e as clas-
sificações e definições para os diversos tipos de 
risco. 
Como afirmado no capítulo anterior, encon-
tramos na literatura diversos significados para a 
palavra risco. Também é comum aplicarmos a pa-
lavra risco em nosso cotidiano nos mais variados 
contextos e com significados distintos.
Como exemplo, podemos citar o emprego 
da palavra risco, que utilizamos com o sentido 
probabilístico, matemático, a partir do qual essa 
palavra representa certa chance de algo aconte-
cer. Dessa forma, entendemos que o risco é con-
siderado elevado quando algum fato nos parece 
certo ou tem grande chance de acontecer, e con-
sideramos um fato com risco baixo quando obser-
vamos que a chance desse fato correr é reduzida.
Sob a ótica ambiental, é costumeiro obser-
var os efeitos das substâncias químicas conside-
radas poluentes sobre o homem ou, mais ampla-
mente, sobre o meio ambiente. Os efeitos podem 
decorrer das emissões contínuas ou intermiten-
tes provenientes das indústrias, das diversas for-
mas de transporte ou, genericamente, da ativida-
de antrópica. É possível estimar e avaliar o risco 
dessas atividades, bem como propor formas de 
gerenciamento desse risco.
RISCO AMBIENTAL2
2.1 Conceito de Risco
Formalmente, o risco, tratado dentro da 
visão mencionada, é definido como a combi-
nação entre a frequência de ocorrência de um 
acidente e a sua consequência. A adequada 
composição desses fatores possibilita estimar o 
risco de um empreendimento, sendo o estudo de 
análise de risco a ferramenta utilizada para esse 
fim.
Com a estimativa realizada, é possível com-
parar as diversas formas de expressão do risco 
com padrões previamente estabelecidos, fazen-
do-se então a avaliação do risco, sendo, portanto, 
possível decidir sobre a viabilidade ambiental de 
um empreendimento.
O emprego predominante do estudo de 
análise de risco acontece durante o licencia-
mento ambiental de fontes potencialmente 
geradoras de acidentes ambientais.
Risco segundo a Society for Risk Analysis é: 
o potencial de realização de consequências ad-
versas indesejadas para a saúde ou vida humana, 
para o ambiente ou para bens materiais.
AtençãoAtenção
Antrópico: é um termo usado em Ecologia que 
se refere a tudo aquilo que resulta da atuação 
humana.
Por exemplo: ação antrópica é a ação do ho-
mem sobre o habitat e as modificações dela 
resultantes.
Antonio Fernando Silveira Alves
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Risco pode ser definido como a probabili-
dade de uma comunidade sofrer consequências 
econômicas, sociais ou ambientais, em uma área 
particular e durante um tempo de exposição de-
terminado. 
Exemplos:
�� ferimento e/ou morte de seres vivos;
�� avaria de bens;
�� prejuízo na capacidade produtiva;
�� interrupção da atividade econômica.
São fatores de risco:
�� a periculosidade;
�� a vulnerabilidade;
�� a exposição ao perigo.
Se qualquer um desses fatores aumenta-
rem, o risco aumenta.
A CETESB (2013), por meio da Norma P4.261, 
define risco como sendo a medida de danos à 
vida humana, resultante da combinação entre 
a frequência de ocorrência e a magnitude das 
perdas ou danos (consequências).
A adequada composição desses fatores 
possibilita estimar o risco de um empreendimen-
to, sendo o estudo de análise de risco a ferramen-
ta utilizada para esse fim.
Consultando a apostila do curso sobre Es-
tudo de Análise de Riscos e Programa de Geren-
ciamento de Riscos do IBAMA, encontramos a 
seguinte definição: o Risco de uma determinada 
atividade pode ser entendido como o potencial 
de ocorrência de consequências indesejadas de-
correntes da realização da atividade.
Dois aspectos importantes dessa definição: 
1. O potencial de ocorrência expressa o 
elemento de incerteza inerente ao con-
ceito de risco. A sua expressão quanti-
tativa pode ser feita com o conceito de 
probabilidade de ocorrência ou analo-
gamente com a frequência esperada 
de ocorrência. 
2. As consequências indesejadas caracte-
rizam o fato de que o conceito de risco 
está intimamente ligado a algum tipo 
de dano, seja para a saúde, para a vida, 
para o meio ambiente ou para as finan-
ças individuais ou sociais. 
Quantitativamente, o risco tem sido ex-
presso como algum tipo de combinação (uma 
função matemática) entre a frequência espe-
rada de ocorrência do evento indesejado e a 
magnitude das suas consequências. 
Observe que as três definições apresenta-
das são idênticas e podem ser resumidas generi-
camente como:
RISCO = COMBINAÇÃO DE FREQUÊNCIA E 
CONSEQUÊNCIA
O IBAMA destaca, ainda nesse estudo, dois 
conceitos importantes em análise de risco, que 
são os conceitos de risco e perigo. Embora ainda 
haja alguma confusão entre os dois, existe atual-
mente um consenso bastante grande sobre as 
definições desses dois termos. 
Como destacado desde a introdução desta 
apostila, observe que são termos distintos.
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AtençãoAtenção
PERIGO ≠ RISCO
PERIGO
Característica de uma atividade ou substância que expressa a sua condição de causar algum tipo de dano a 
pessoas, a instalações ou ao meio ambiente. 
Situação ou condição que tem potencial de acarretar consequências indesejáveis. É a propriedade intrínseca de 
uma substância perigosa ou de uma situação física de poder provocar danos à saúde humana e/ou ao ambiente 
RISCO
Medida da capacidade que um perigo tem de se transformar em um acidente. 
Está relacionado com a chance de ocorrerem falhas que “libertem” o perigo e da magnitude dos danos gerados.
Contextualização de uma situação de perigo, ou seja, a possibilidade da materialização do perigo ou de um 
evento indesejado ocorrer.
Assim, temos que:
PERIGO = “Fonte de Riscos”
Analisando as definições apresentadas, va-
mos definir o conceito de Risco de modo mais 
formal. 
Assim, Risco será definido como o produ-
to da probabilidade de ocorrência de um de-
terminado evento pela magnitude das conse-
quências.
R = P x C (Probabilidade x Magnitude da 
Consequência)
Efetuando uma análise matemática da 
equação representada, concluímos que a única 
forma de se ter risco zero consiste na completa 
eliminação do perigo (o resultado de uma mul-
tiplicação só é igual a zero se um dos fatores for 
zero), o que na maioria das vezes é impossível e 
este é o motivo de efetuarmos o Gerenciamento 
de Riscos.
Mas, por outro lado, esses riscos podem e 
devem ser minimizados, tornando-os tão baixos 
quanto seja necessário, adotando para isso algu-
mas salvaguardas. Mas alguns fatores devem ser 
levados em consideração, como os custos que es-
sas alterações podem implicar.
Para isso, foram adotados alguns critérios 
de aceitabilidade de riscos (seja qualitativo ou 
quantitativo). Caso contrário, não haveria como 
se tomardecisões relativas a investimentos em 
medidas para se aumentar a segurança de uma 
instalação.
2.2 Outros Conceitos Básicos
Com base no Manual de Análise de Riscos 
(nº 01/2001) da FEPAM e no Manual de Orienta-
ção para a Elaboração de Estudos de Análise de 
Riscos da CETESB – Norma P4.261, 2003 –, iremos 
apresentar algumas definições para os termos 
específicos e técnicos que serão utilizados no de-
senvolvimento do Estudo de Análise de Risco.
À frente de cada terno, temos a fonte uti-
lizada. Alguns termos estão relacionados duas 
vezes, apresentando os conceitos utilizados pela 
CETESB e pela FEPAM.
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Acidente (CETESB)
Evento específico não planejado e indesejável, 
ou uma sequência de eventos que geram conse-
quências indesejáveis.
Acidente (FEPAM)
Acontecimento não desejado que possa vir a re-
sultar em danos físicos, lesões, doença, morte, 
agressões ao meio ambiente, prejuízos na produ-
ção etc.
ALARA (FEPAM)
Do inglês As Low as Reasonably Achievable (tão 
baixo quanto razoavelmente atingível), significa 
que os riscos devem ser reduzidos sempre que o 
custo das medidas necessárias para redução for 
razoável quando comparado com os benefícios 
obtidos em termos de redução de riscos. Às vezes 
também mencionado na forma ALARP – As Low 
as Reasonably Possible (tão baixo quanto razoavel-
mente possível).
Análise (FEPAM)
Procedimento técnico baseado em uma determi-
nada metodologia, cujos resultados podem vir a 
ser comparados com padrões estabelecidos.
Análise de riscos (CETESB)
Estudo quantitativo de riscos numa instalação in-
dustrial, baseado em técnicas de identificação de 
perigos, estimativa de frequências e consequên-
cias, análise de vulnerabilidade e na estimativa do 
risco.
Análise de risco (FEPAM)
Constitui-se em um conjunto de métodos e téc-
nicas aplicados a uma atividade proposta ou exis-
tente. Identifica e avalia qualitativa e quantitati-
vamente os riscos que essa atividade representa 
para a população vizinha, ao meio ambiente e à 
própria empresa. Os principais resultados de uma 
análise de riscos são a identificação de cenários 
de acidentes, suas frequências esperadas de ocor-
rência e a magnitude das possíveis consequên-
cias.
Análise de vulnerabilidade (CETESB)
Estudo realizado por intermédio de modelos ma-
temáticos para a previsão dos impactos dano-
sos às pessoas, instalações e ao meio ambiente, 
baseado em limites de tolerância estabelecidos 
através do parâmetro Probit para os efeitos de so-
brepressão advinda de explosões, radiações tér-
micas decorrentes de incêndios e efeitos tóxicos 
advindos da exposição a uma alta concentração 
de substâncias químicas por um curto período de 
tempo.
Área vulnerável (FEPAM)
Área no entorno da atividade, onde ambiente, 
população e trabalhadores encontram-se expos-
tos aos efeitos de acidentes. A abrangência dessa 
área é determinada pela Análise de Vulnerabili-
dade.
Auditoria (CETESB)
Atividade pela qual se pode verificar, periodica-
mente, a conformidade dos procedimentos de 
operação, manutenção, segurança e treinamen-
to, a fim de se identificar perigos, condições ou 
procedimentos inseguros, para verificar se a ins-
talação atende aos códigos e práticas normais de 
operação e segurança; realizada normalmente 
através da utilização de checklists, podendo ser 
feita de forma programada ou não.
Auditoria (FEPAM)
Conjunto de procedimentos que visam a avaliar 
a conformidade da atividade com os regulamen-
tos, padrões, condições e restrições estabelecidos 
pela autoridade ambiental.
Avaliação de riscos (CETESB)
Processo pelo qual os resultados da análise de 
riscos são utilizados para a tomada de decisão, 
através de critérios comparativos de riscos, para 
definição da estratégia de gerenciamento dos ris-
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cos e aprovação do licenciamento ambiental de 
um empreendimento.
Antes de prosseguir com a leitura das defi-
nições que estamos apresentando, volte e releia 
atentamente as definições apresentadas para os 
termos Análise de Riscos e Avaliação de Riscos.
Neste momento, fica clara a diferenciação 
entre as expressões Análise de Risco e Avaliação 
de Risco, que chamamos a atenção no início do 
Capítulo 1. 
Segundo a definição da CETESB, a Avaliação 
de Risco é um processo que será aplicado após a 
Análise de Riscos e que será utilizado para definir 
as estratégias que serão implementadas para o 
Gerenciamento de Riscos. Já a Análise de Riscos 
é basicamente o processo pelo qual aplicamos as 
técnicas de Identificação dos Perigos (assunto do 
próximo capítulo), obtendo, assim, dados quanti-
tativos e qualitativos e que servirão de base para 
efetuarmos a Avaliação de Riscos.
O Estudo de Análise de Riscos compreende, 
ainda, outras etapas, que serão discutidas nos ca-
pítulos posteriores desta apostila. 
BLEVE (CETESB)
Do original inglês Boiling Liquid Expanding Vapor 
Explosion. Fenômeno decorrente da explosão ca-
tastrófica de um reservatório, quando um líquido 
nele contido atinge uma temperatura bem acima 
da sua temperatura de ebulição à pressão atmos-
férica com projeção de fragmentos e de expansão 
adiabática.
Bola de fogo (fireball) (CETESB)
Fenômeno que se verifica quando o volume de 
vapor inflamável, inicialmente comprimido num 
recipiente, escapa repentinamente para a atmos-
fera e, devido à despressurização, forma um volu-
me esférico de gás, cuja superfície externa quei-
ma, enquanto a massa inteira eleva-se por efeito 
da redução da densidade provocada pelo supera-
quecimento.
Categorias de risco (FEPAM)
Hierarquia de risco estabelecida com base na po-
tencialidade dos danos causados por acidentes, 
visando à priorização das ações de controle e fis-
calização.
Concentração letal 50 (CL50) (CETESB)
Concentração calculada e estatisticamente obti-
da de uma substância no ar que ingressa no orga-
nismo por inalação e que, em condições bem de-
terminadas, é capaz de causar a morte de 50% de 
um grupo de organismos de uma determinada 
espécie. É normalmente expressa em ppm (partes 
por milhão), devendo também ser mencionado o 
tempo de duração da exposição do organismo à 
substância.
Confiabilidade (FEPAM)
Probabilidade de que um equipamento ou siste-
ma opere com sucesso por um período de tempo 
especificado e sob condições de operação defini-
das.
Curva F-N (CETESB)
Curva referente ao risco social determinada pela 
plotagem das frequências acumuladas de aciden-
tes com as respectivas consequências expressas 
em número de fatalidades.
Curva de iso-risco (CETESB)
Curva referente ao risco individual determinada 
pela intersecção de pontos com os mesmos valo-
res de risco de uma mesma instalação industrial. 
Também conhecida como “contorno de risco”.
Dano (CETESB)
Efeito adverso à integridade física de um organis-
mo.
Diagrama de instrumentação e tubulações (P 
& ID) (CETESB)
Representação esquemática de todas as tubula-
ções, vasos, válvulas, filtros, bombas, compres-
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sores etc. do processo. Os P & IDs mostram todas 
as linhas de processo, linhas de utilidades e suas 
dimensões, além de indicar também o tamanho e 
a especificação das tubulações e válvulas, incluin-
do toda a instrumentação da instalação.
Dispersão atmosférica (CETESB)
Mistura de um gás ou vapor com o ar. Essa mistu-
ra é o resultado da troca de energia turbulenta, a 
qual é função da velocidade do vento e do perfil 
da temperatura ambiente.
Distância à população fixa (dp) (CETESB)
Distância, em linha reta, da fonte de vazamento à 
pessoa mais próxima situada fora dos limites da 
instalação em estudo.
Distância segura (ds) (CETESB)
Distância determinada pelo efeito físico decor-
rente do cenário acidental considerado, onde a 
probabilidade de fatalidade é de até 1% das pes-
soas expostas.
Dose letal 50 (DL50) (CETESB)
Quantidade calculada e estatisticamenteobtida 
de uma substância administrada por qualquer 
via, exceto a pulmonar, e que, em condições bem 
determinadas, é capaz de causar a morte de 50% 
de um grupo de organismos de determinada es-
pécie.
Duto (CETESB)
Qualquer tubulação, incluindo seus equipamen-
tos e acessórios, destinada ao transporte de pe-
tróleo, derivados ou de outras substâncias quími-
cas, situada fora dos limites de áreas industriais.
Efeito dominó (CETESB)
Evento decorrente da sucessão de outros eventos 
parciais indesejáveis, cuja magnitude global é o 
somatório dos eventos individuais.
Empreendimento (CETESB)
Conjunto de ações, procedimentos, técnicas e 
benfeitorias que permitem a construção de uma 
instalação.
Erro humano (CETESB)
Ações indesejáveis ou omissões decorrentes de 
problemas de sequenciamento, tempo (timing), 
conhecimento, interfaces e/ou procedimentos, 
que resultam em desvios de parâmetros estabe-
lecidos ou normais e que colocam pessoas, equi-
pamentos e sistemas em risco.
Estabilidade atmosférica (CETESB)
Medida do grau de turbulência da atmosfera, nor-
malmente definida em termos de gradiente ver-
tical de temperatura. A atmosfera é classificada, 
segundo Pasquill, em seis categorias de estabili-
dade, de A a F, sendo A a mais instável, F a mais 
estável e D a neutra. A classificação é realizada 
a partir da velocidade do vento, radiação solar e 
percentagem de cobertura de nuvem; a condição 
neutra corresponde a um gradiente vertical de 
temperatura da ordem de 1 ºC para cada 100 m 
de altitude.
Estimativa de consequências (CETESB)
Estimativa do comportamento de uma substân-
cia química quando de sua liberação acidental no 
meio ambiente.
Estudo de Impacto Ambiental (EIA) (CETESB)
Processo de realização de estudos preditivos so-
bre um empreendimento, analisando e avaliando 
os resultados. O EIA é composto de duas partes: 
uma fase de previsão, em que se procura prever 
os efeitos de impactos esperados antes que ocor-
ra o empreendimento e outra em que se procura 
medir, interpretar e minimizar os efeitos ambien-
tais durante a construção e após a finalização do 
empreendimento. O EIA conduz a uma estimativa 
do impacto ambiental.
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Explosão (CETESB)
Processo onde ocorre uma rápida e violenta libe-
ração de energia, associado a uma expansão de 
gases acarretando o aumento da pressão acima 
da pressão atmosférica.
Explosão de vapor confinado (CVE) (CETESB)
A explosão de vapor confinado (CVE – Confined 
Vapour Explosion) é o fenômeno causado pela 
combustão de uma mistura inflamável num am-
biente fechado, com aumento na temperatura e 
na pressão internas, gerando uma explosão. Esse 
tipo de explosão pode ocorrer com gases, vapo-
res e pós. Nesse caso, grande parte da energia 
manifesta-se na forma de ondas de choque e qua-
se nada na forma de energia térmica.
Explosão de nuvem de vapor não confinado 
(UVCE) (CETESB)
A explosão de nuvem de vapor não confinado 
(UVCE – Unconfined Vapour Cloud Explosion) é a 
rápida combustão de uma nuvem de vapor infla-
mável ao ar livre, seguida de uma grande perda 
de conteúdo, gerada a partir de uma fonte de ig-
nição. Nesse caso, somente uma parte da energia 
total irá se desenvolver sobre a forma de ondas 
de pressão e a maior parte na forma de radiação 
térmica.
Fator de Distância (FD) (FEPAM)
 
onde “distância (m)” é a menor distância, em me-
tros, entre o ponto de liberação do fator de perigo 
e o ponto de interesse onde estão localizados os 
recursos vulneráveis.
Fator de Perigo (FP) (FEPAM)
 
MLA e MR ver adiante.
Consideram-se situações graves aquelas 
onde se possa observar:
a) Concentração no ar de substância tó-
xica capaz de causar morte em 1% das 
pessoas expostas durante um tempo de 
30 minutos; 
b) Fluxo de radiação térmica capaz de cau-
sar morte em 1% das pessoas expostas 
durante um tempo de 60 segundos; 
c) Explosão gerando combinação de so-
brepressão e impulso capaz de causar 
morte em 1% das pessoas expostas.
Flashfire (CETESB)
Incêndio de uma nuvem de vapor em que a mas-
sa envolvida não é suficiente para atingir o estado 
de explosão. É um fogo extremamente rápido em 
que todas as pessoas que se encontram dentro da 
nuvem recebem queimaduras letais.
Fluxograma de processo (CETESB)
Representação esquemática do fluxo seguido 
no manuseio ou na transformação de matérias-
-primas em produtos intermediários e acabados. 
É constituída de equipamentos de caldeiraria 
(tanques, torres, vasos, reatores etc.); máquinas 
(bombas, compressores etc.); e tubulações, vál-
vulas e instrumentos principais, onde devem ser 
apresentados dados de pressão, temperatura, 
vazões, balanços de massa e de energia e demais 
variáveis de processo.
Frequência (CETESB)
Número de ocorrências de um evento por unida-
de de tempo.
Gerenciamento de riscos (CETESB)
Processo de controle de riscos compreendendo a 
formulação e a implantação de medidas e proce-
dimentos técnicos e administrativos que têm por 
objetivo prevenir, reduzir e controlar os riscos, 
bem como manter uma instalação operando den-
tro de padrões de segurança considerados tolerá-
veis ao longo de sua vida útil.
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IDLH (FEPAM)
Do inglês Immediately Dangerous to Life and 
Health (imediatamente perigoso para vida e saú-
de), representa a máxima concentração de subs-
tância no ar, à qual pode se expor uma pessoa por 
30 minutos sem danos irreversíveis. Valores de 
concentrações (IDLH) para substâncias são esta-
belecidos pelo National Institute for Occupational 
Safety and Health (NIOSH).
Incêndio (CETESB)
Tipo de reação química na qual os vapores de 
uma substância inflamável combinam-se com o 
oxigênio do ar atmosférico e uma fonte de igni-
ção, causando liberação de calor.
Incêndio de poça (pool fire) (CETESB)
Incêndio que ocorre numa poça de produto, a 
partir de um furo ou rompimento de um tanque, 
esfera, tubulação etc.; em que o produto estoca-
do é lançado ao solo, formando uma poça que se 
incendeia, sob determinadas condições.
Instalação (CETESB)
Conjunto de equipamentos e sistemas que per-
mitem o processamento, armazenamento e/ou 
transporte de insumos, matérias-primas ou pro-
dutos. Para fins deste manual, o termo é definido 
como a materialização de um determinado em-
preendimento.
Jato de fogo (jet fire) (CETESB)
Fenômeno que ocorre quando um gás inflamável 
escoa à alta velocidade e encontra uma fonte de 
ignição próxima ao ponto de vazamento.
LC50 (FEPAM)
Concentração da substância, no ar, para a qual 
50% dos mamíferos mais sensíveis morrem em 
testes de inalação, para um tempo de exposição 
menor ou igual a 8 horas.
*Obs.: Definição semelhante à concentração letal 50 
(CL50), utilizada pela CETESB.
LD50 (FEPAM)
Dose de substância para a qual 50% dos mamífe-
ros mais sensíveis morrem em testes de absorção 
cutânea ou por ingestão oral.
*Obs.: Definição semelhante à dose letal 50 (DL50), 
utilizada pela CETESB.
LCLO (FEPAM)
A mais baixa concentração da substância, no ar, 
para a qual foi observada morte entre os mamífe-
ros mais sensíveis, em testes de inalação.
LDLO (FEPAM)
A mais baixa dose da substância, para a qual foi 
observada morte entre os mamíferos mais sensí-
veis, em testes de absorção ou por ingestão oral.
Licença Prévia (LP) (FEPAM)
Concedida na fase preliminar do planejamento 
do empreendimento ou atividade, aprovando 
sua localização e concepção, atestando a viabili-
dade ambiental e estabelecendo os requisitos bá-
sicos a serem atendidos nas fases de localização, 
implantação e operação.
Licença de Implantação (LI) (FEPAM)
Autoriza a instalação do empreendimento ou ati-
vidade de acordo com as especificações constan-
tes dos planos, programas e projetos aprovados, 
incluindo as medidas de controle ambiental e de-
mais condicionantes, da qual constituem motivo 
determinante.
Licença de Operação (LO) (FEPAM)
Autoriza a operação da atividade ou empreendi-mento, após a verificação do efetivo cumprimen-
to do que consta das licenças anteriores, com as 
medidas de controle ambiental e condicionantes 
determinados para a operação.
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23
Licenciamento ambiental (CETESB)
Procedimento administrativo pelo qual o órgão 
ambiental competente licencia a localização, ins-
talação, modificação, ampliação e a operação de 
empreendimentos ou atividades utilizadoras dos 
recursos ambientais, consideradas efetivas ou 
potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob 
qualquer forma, possam causar a degradação 
ambiental, considerando as disposições legais e 
as normas técnicas aplicáveis ao caso.
Limite Inferior de Inflamabilidade (LII) (CETESB)
Mínima concentração de gás que, misturada ao ar 
atmosférico, é capaz de provocar a combustão do 
produto, a partir do contato com uma fonte de ig-
nição. Concentrações de gás abaixo do LII não são 
combustíveis, pois, nessa condição, tem-se exces-
so de oxigênio e pequena quantidade do produto 
para a queima. Essa condição é denominada “mis-
tura pobre”.
Limite Superior de Inflamabilidade (LSI) 
(CETESB)
Máxima concentração de gás que, misturada ao 
ar atmosférico, é capaz de provocar a combus-
tão do produto, a partir de uma fonte de ignição. 
Concentrações de gás acima do LSI não são com-
bustíveis, pois, nessa condição, tem-se excesso de 
produto e pequena quantidade de oxigênio para 
que a combustão ocorra. Essa condição é deno-
minada “mistura rica”.
Massa Liberada Acidentalmente (MLA) 
(FEPAM)
É a maior quantidade de material perigoso capaz 
de participar de uma liberação acidental de subs-
tância perigosa devido a vazamento ou ruptura 
de tubulações, componentes em linhas, bombas, 
vasos, tanques etc., ou por erro de operação ou 
de reação descontrolada ou de explosão confi-
nada ou não, nas instalações em licenciamento. 
Na ausência de informações mais precisas, a MLA 
deve ser considerada como igual a 20% da massa 
de material estocado ou em processo. Havendo 
sistemas de segurança automáticos ou procedi-
mentos que justifiquem o uso de um tempo de 
vazamento menor do que o necessário para vazar 
menos do que 20% da massa do material consi-
derado, a MLA poderá ser estimada com base 
nesse tempo, desde que devidamente justificado.
Massa de Referência (MR) (FEPAM)
É definida para cada uma das substâncias perigo-
sas conforme apresentado no Apêndice 1 desse 
manual. Essa massa pode ser entendida como a 
menor quantidade da substância capaz de causar 
danos a uma certa distância do ponto de libera-
ção.
Consideram-se situações graves aquelas onde se 
possa observar:
a) Concentração no ar de substância tó-
xica capaz de causar morte em 1% das 
pessoas expostas durante um tempo de 
30 minutos;
b) Fluxo de radiação térmica capaz de cau-
sar morte em 1% das pessoas expostas 
durante um tempo de 60 segundos;
c) Explosão gerando combinação de so-
brepressão e impulso capaz de causar 
morte em 1% das pessoas expostas.
Perigo (CETESB)
Uma ou mais condições, físicas ou químicas, com 
potencial para causar danos às pessoas, à proprie-
dade, ao meio ambiente ou à combinação destes.
Planta (CETESB)
Conjunto de unidades de processo e/ou armaze-
namento com finalidade comum.
Plano de Ação de Emergência (PAE) (CETESB)
Documento que define as responsabilidades, 
diretrizes e informações, visando à adoção de 
procedimentos técnicos e administrativos, estru-
turados de forma a propiciar respostas rápidas e 
eficientes em situações emergenciais.
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Ponto de ebulição (CETESB)
Temperatura na qual a pressão interna de um lí-
quido iguala-se à pressão atmosférica ou à pres-
são à qual está submetido.
Ponto de fulgor (CETESB)
Menor temperatura na qual uma substância libe-
ra vapores em quantidades suficientes para que 
a mistura de vapor e ar, logo acima de sua super-
fície, propague uma chama, a partir do contato 
com uma fonte de ignição.
População fixa (CETESB)
Pessoa ou agrupamento de pessoas em residên-
cias ou estabelecimentos industriais ou comer-
ciais, presentes no entorno de um empreendi-
mento. Vias com grande circulação de veículos, 
como rodovias, grandes avenidas e ruas movi-
mentadas, devem ser consideradas como “popu-
lação fixa”.
Pressão de vapor (CETESB)
Pressão exercida pelos vapores acima do nível de 
um líquido. Representa a tendência de uma subs-
tância gerar vapores. É normalmente expressa em 
mmHg a uma dada temperatura
Probabilidade (CETESB)
Chance de um evento específico ocorrer ou de 
uma condição especial existir. A probabilidade é 
expressa numericamente na forma de fração ou 
de percentagem.
Probit (CETESB)
Parâmetro que serve para relacionar a intensi-
dade de fenômenos como radiação térmica, so-
brepressão e concentração tóxica com os danos 
que podem causar às estruturas ou pessoas. O 
Probit (unidade de probabilidade) é uma variável 
randômica com média 5 e variância 1. O valor do 
Probit é relacionado a uma determinada porcen-
tagem por meio de curvas ou tabelas.
Programa de Gerenciamento de Riscos  (PGR) 
(CETESB)
Documento que define a política e diretrizes de 
um sistema de gestão, com vistas à prevenção de 
acidentes em instalações ou atividades potencial-
mente perigosas.
Relatório Ambiental Preliminar (RAP) (CETESB)
Documento de caráter preliminar a ser apresen-
tado no processo de licenciamento ambiental no 
estado de São Paulo. Tem como função instru-
mentalizar a decisão de exigência ou dispensa de 
EIA/RIMA para a obtenção da Licença Prévia.
Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) 
(CETESB)
Documento que tem por objetivo refletir as con-
clusões de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA). 
Suas informações técnicas devem ser expressas 
em linguagem acessível ao público, ilustradas por 
mapas com escalas adequadas, quadros, gráficos 
e outras técnicas de comunicação visual, de modo 
que se possam entender claramente as possíveis 
consequências ambientais e suas alternativas, 
comparando as vantagens e desvantagens de 
cada uma delas.
Risco (CETESB)
Medida de danos à vida humana, resultante da 
combinação entre a frequência de ocorrência e a 
magnitude das perdas ou danos (consequências).
Risco individual (CETESB)
Risco para uma pessoa presente na vizinhança 
de um perigo, considerando a natureza da injúria 
que pode ocorrer e o período de tempo em que o 
dano pode acontecer.
Risco individual (FEPAM)
Risco individual é a frequência anual esperada de 
morte devido a acidentes com origem em uma 
instalação para uma pessoa situada em um deter-
minado ponto nas proximidades da mesma.
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Risco social (FEPAM)
Risco social associado a uma instalação ou ativi-
dade é o número de mortes esperadas por ano 
em decorrência de acidentes com origem na ins-
talação/atividade, usualmente expresso em mor-
tes/ano.
Risco social (CETESB)
Risco para um determinado número ou agrupa-
mento de pessoas expostas aos danos de um ou 
mais acidentes.
Rugosidade (CETESB)
Medida da altura média dos obstáculos que cau-
sam turbulência na atmosfera, devido à ação do 
vento, influenciando na dispersão de uma nuvem 
de gás ou vapor.
Sistema (CETESB)
Arranjo ordenado de componentes que estão 
inter-relacionados e que atuam e interatuam com 
outros sistemas, para cumprir uma tarefa ou fun-
ção num determinado ambiente.
Substância (CETESB)
Espécie da matéria que tem composição definida.
Substâncias tóxicas (FEPAM)
São consideradas substâncias de ação tóxica, isto 
é, com risco grave para a saúde, após exposição, 
as substâncias que tenham um dos itens abaixo:
�� LC50 # 2000 mg/m3, para um tempo de 
exposição # 4 horas, (LC50 = concen-
tração da substância, no ar, para a qual 
50% dos mamíferos mais sensíveis mor-
rem em testes de inalação);
�� LD50 – Cutânea # 400 mg/kg de massa 
corpórea (LD50 – Cutânea = dose para a 
qual 50% dos mamíferos mais sensíveismorrem em testes de absorção cutâ-
nea);
�� LD50 – Oral # 200 mg/kg de massa cor-
pórea (LD50 – Oral = dose para a qual 
50% dos mamíferos mais sensíveis mor-
rem em testes de absorção por via oral).
No caso de não serem disponíveis os dados de 
LC50 ou LD50, para determinada substância, de-
vem ser utilizados os LCLO ou LDLO correspon-
dentes, que têm o significado de serem a mais 
baixa concentração ou a mais baixa dose para a 
qual foi observado qualquer caso de morte do 
mamífero mais sensível.
Substâncias combustíveis e inflamáveis 
(FEPAM)
Substâncias combustíveis são aquelas que po-
dem reagir exotermicamente e de modo autos-
sustentado com um agente oxidante, usualmen-
te o oxigênio do ar, com emissão de luz e calor. 
São classificadas como substâncias inflamáveis as 
substâncias combustíveis cujo ponto de fulgor é 
inferior a 55 ºC.
Substâncias explosivas (FEPAM)
Substâncias explosivas são aquelas capazes de 
causar uma súbita liberação de gases e calor, ge-
rando rápido aumento de pressão, quando sub-
metidas a choque, pressão ou alta temperatura.
Substância perigosa (FEPAM)
Substância que se enquadre em qualquer uma 
das definições de substância tóxica e/ou combus-
tível e inflamável e/ou explosiva.
Unidade (CETESB)
Conjunto de equipamentos com finalidade de 
armazenar (unidade de armazenamento) ou de 
provocar uma transformação física e/ou química 
nas substâncias envolvidas (unidade de proces-
so).
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Uma das formas de classificar os riscos é 
considerar situações potenciais de perdas e da-
nos ao homem e ao meio ambiente, dividindo-os 
em algumas classes e subclasses e tendo como 
ponto de partida os Riscos Ambientais (CERRI; 
AMARAL, 1998).
2.3 Tipos de Risco
Os Riscos Ambientais podem ser classifica-
dos como Riscos Naturais e Riscos Antrópicos, e 
estes são subdivididos em Riscos Tecnológicos e 
Riscos Sociais.
Outras subdivisões para a classificação dos 
riscos seguirão adiante.
Figura 2 – Pré-classificação dos riscos ambientais – parte I.
Riscos antrópicos
�� Riscos Sociais: podem ser causados 
pela sociedade ou riscos com conse-
quências para a sociedade humana, 
como assaltos, guerras etc.
�� Riscos Tecnológicos: são aqueles cuja 
origem está diretamente ligada à ação 
humana. Podem ser causados por va-
zamentos de produtos tóxicos ou infla-
máveis, radioativos, quedas de aviões, 
colisão de automóveis etc.
Esses riscos são causados por diferentes 
ações antrópicas, como:
�� utilização ou liberação de substâncias 
químicas,
�� radiações ionizantes;
�� organismos geneticamente modifica-
dos.
As atividades de risco são chamadas de 
perigosas, e incluem as atividades capazes de 
causar dano ambiental, como muitas atividades 
industriais, o transporte e o armazenamento de 
produtos químicos, o lançamento de poluentes e 
a manipulação genética, entre outros.
Essas atividades podem acarretar danos 
materiais aos ecossistemas e à saúde do homem.
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Segundo Sevá Filho (1988), a abordagem 
desse tipo de risco deve levar em conta três fa-
tores indissociáveis: o processo de produção (re-
cursos, técnicas, equipamentos, maquinário); o 
processo de trabalho (relações entre direções em-
presariais e estatais e assalariados); e a condição 
humana (existência individual e coletiva, ambien-
te). Onde for encontrado pelo menos um desses 
fatores, haverá o risco tecnológico ou a probabili-
dade de um problema causado por tal risco.
Figura 3 – Fatores impactantes no risco antrópico.
 Fonte: Sevá Filho (1988).
Saiba maisSaiba mais
Saiba maisSaiba mais
Os EUA são referência mundial quando se quer pesquisar algo sobre EAR. Eles desenvolveram uma complexa estru-
tura para tratar desse tema. Por meio de seu órgão principal, US Environmental Protection Agency, o EPA, desenvol-
veram metodologias para a avaliação, gerenciamento e redução dos riscos, que são aplicadas em diversas áreas e 
não somente na área industrial.
No site desse órgão, você pode encontrar manuais, metodologias e instruções sobre o EAR.
Mas não desanime no meio dessa leitura, caso não domine a língua inglesa. Faça uma simples busca no Google pelo 
termo US Environmental Protection Agency e clique no link “traduzir esta página”. A tradução fica muito bem feita 
para o português, o que nos possibilita acessar a todas as informações. O tradutor efetua, inclusive, a tradução de 
alguns guias e manuais. Não deixe de acessar esse site e aprender um pouco mais sobre esse tema tão rico.
O endereço do site é: www.epa.gov
Prosseguindo com o processo de classifica-
ção dos riscos, temos que os Riscos Tecnológicos 
são subdivididos em dois tipos de risco:
�� Agudos: são decorrentes do mau fun-
cionamento de um sistema tecnoló-
gico, como, por exemplo, acidentes 
industriais ampliados, vazamento de 
petróleo de um duto ou navio.
�� Crônicos: são decorrentes da exposição 
da população a agentes físicos, como 
ruído, e/ou a agentes químicos, como 
substâncias presentes em águas sub-
terrâneas utilizadas para abastecimen-
to doméstico, e à liberação contínua de 
pequenas quantidades de poluentes.
Riscos naturais
Na caracterização de situações de risco na-
tural, deve-se sempre levar em conta a ação do 
homem como deflagrador ou acelerador dos pro-
cessos naturais. A intensidade e frequência dos 
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fenômenos podem ser aumentadas devido às 
ações antrópicas.
Por sua vez, os Riscos Naturais também são 
subdivididos em dois grupos: Riscos Físicos e Ris-
cos Biológicos.
Figura 4 – Pré-classificação dos riscos ambientais – parte II.
Os Riscos Biológicos são divididos em ris-
cos associados à fauna e riscos associados à flora. 
Os riscos associados à fauna estão relacionados 
à atuação de agentes vivos, como organismos 
patogênicos. Como exemplos, podemos citar a 
dengue, febre amarela, picadas de animais, doen-
ças provocadas por vírus e bactérias, pragas (roe-
dores, gafanhotos etc.) e epidemias de gripe. Os 
riscos associados à flora estão relacionados a 
doenças provocadas por fungos, pragas (ervas 
daninhas), ervas tóxicas e venenosas etc.
Já os Riscos Físicos são associados aos pro-
cessos do meio físico, sendo divididos em 3 gru-
pos: riscos atmosféricos (ar), geológicos (solo e 
rocha) e hidrológicos (água).
Figura 5 – Classificação dos riscos físicos.
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�� Atmosféricos: como as situações de 
risco sempre estão associadas a proces-
sos, temos que os riscos atmosféricos 
são oriundos de processos e fenôme-
nos meteorológicos e climáticos. Po-
dem ser de temporalidade curta, como 
os furacões, tornados, trombas de água, 
tempestades, granizo e raios, ou de 
temporalidade longa, como as secas.
�� Hidrológicos: são os riscos oriundos de 
processos e fenômenos hidrológicos, 
como as chuvas intensas e inundações, 
enchentes e alagamentos.
�� Geológicos: os riscos geológicos são 
associados aos processos geológicos, 
podendo ser subdivididos em dois gru-
pos, relacionados predominantemente 
à geodinâmica interna ou externa. Po-
demos citar como exemplos de riscos 
endógenos os sismos e atividades vul-
cânicas, tsunamis (associados à geodi-
nâmica interna), e como exemplos de 
riscos exógenos os escorregamentos, 
erosões e assoreamentos, subsidência 
e colapsos, solos expansivos, entre ou-
tros (associados à geodinâmica exter-
na).
�� Siderais: são os riscos que têm origem 
fora do planeta, como uma queda de 
meteoritos.
AtençãoAtenção
Subsidência: processo caracterizado pelo afun-
damento da superfície de um terreno em rala-
ção às áreas circunvizinhas. É o processo oposto 
ao levantamento tectônico, que resulta numa 
elevação da superfície. A subsidência pode ser 
devida a fenômenos geológicos, tais como dis-
solução, erosão, compactação do material de 
superfície, falhas verticais, terremotose vulca-
nismos. Normalmente o fenômeno acontece 
de forma gradual e mais raramente de forma 
brusca e repentina.
A seguir temos um esquema com a classifi-
cação final dos riscos ambientais.
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 Figura 6 – Classificação final dos riscos ambientais.
Fonte: Amaral e Silva (1996 apud EDERSOL, 2007).
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Caro(a) aluno(a), neste capítulo apresentamos importantes conceitos e definições, que serão muito 
úteis em nossa disciplina. Voltamos a destacar, que neste momento deve estar muito claro para você, as 
diferenças entre Perigo, Risco e Dano. Também é importante reconhecer a diferença entre Identificação 
de Perigos, Análise de Riscos e Avaliação de Riscos.
Além da definição de uma série de outros conceitos, verificamos também como os riscos são clas-
sificados.
2.4 Resumo do Capítulo
2.5 Atividades Propostas
1. Escreva com suas palavras a definição de Perigo. Após responder a esta pergunta, procure a 
definição dada neste capítulo e verifique se você compreendeu o conceito e definiu correta-
mente.
2. Escreva com suas palavras a definição de Risco. Após responder a esta pergunta, procure a defi-
nição dada neste capítulo e verifique se você compreendeu o conceito e definiu corretamente.
3. Escreva com suas palavras a definição de Dano. Após responder a esta pergunta, procure a defi-
nição dada neste capítulo e verifique se você compreendeu o conceito e definiu corretamente.
4. Escreva com suas palavras a definição de Análise de Risco. Após responder a esta pergunta, 
procure a definição dada neste capítulo e verifique se você compreendeu o conceito e definiu 
corretamente.
5. Escreva com suas palavras a definição de Avaliação de Risco. Após responder a esta pergunta, 
procure a definição dada neste capítulo e verifique se você compreendeu o conceito e definiu 
corretamente.
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Caro(a) aluno(a), neste capítulo vamos apre-
sentar algumas técnicas de Identificação de Peri-
gos. Entre as mais utilizadas, destacamos a Análise 
Preliminar de Perigos (APP) ou Análise Preliminar 
de Riscos (APR) e o HazOp – Estudo de Perigos e 
Operabilidade (em inglês, Hazard and Operability 
Study).
Iremos apresentar, no total, 10 técnicas. 
Existem, ainda, outras técnicas além das apresen-
tadas aqui. Vamos nos ater às mais comuns e utili-
zadas na área ambiental.
Já vimos nos capítulos anteriores que os 
grandes acidentes de origem tecnológica envol-
vendo substâncias químicas, ocorridos nas déca-
das de 1970 e 1980, motivaram os órgãos gover-
namentais a promover diversos programas para o 
gerenciamento de riscos impostos por atividades 
industriais.
TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃO DE 
PERIGOS 3
AtençãoAtenção
Não confunda Identificação de Perigos com 
Análise de Riscos e Avaliação de Riscos. 
Entre as técnicas que iremos estudar, as mais 
utilizadas são: 
APP – Análise Preliminar de Perigos. 
HazOp – Estudo de Perigos e Operabilidade 
(Hazard and Operability Study).
Assim, as técnicas para a identificação de 
perigos e estimativa dos efeitos no homem e no 
meio ambiente, decorrentes de incêndios, explo-
sões e liberações de substâncias tóxicas, já am-
plamente utilizadas nas áreas aeronáutica, mili-
tar e espacial, foram gradativamente adaptadas 
e aperfeiçoadas e passaram a ser incorporadas 
como “ferramentas” para o gerenciamento de ris-
cos em atividades industriais, em particular nas 
indústrias química e petroquímica.
3.1 Relação das Técnicas de Identificação de Perigos
Caro(a) aluno(a), existem diversas técnicas 
que podem ser utilizadas para a identificação de 
perigos num empreendimento. Entre as diversas 
técnicas utilizadas para a identificação de perigos, 
as mais comumente utilizadas, e aqui apresenta-
das, são:
1. Análise Preliminar de Perigos (APP);
2. Estudo de perigos e operabilidade (Ha-
zOp – Hazard and Operability Study);
3. Lista de verificação (checklist);
4. Análise “E se...?” (What if...?);
5. Análise de Modos de Falhas e Efeitos 
(AMFE);
6. Análise histórica de acidentes;
7. Inspeção de segurança;
8. Análise de causas e consequências.
9. Análise de Árvore de Falhas (AAF);
10. Análise de Árvore de Eventos (AAE).
Não existe a melhor técnica. Dependendo 
da necessidade e da complexidade do empreen-
dimento, pode ser necessária a combinação de 
duas ou mais técnicas no processo. O que se deve 
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fazer é combinar aquelas que resultem melhor 
avaliação, tanto qualitativa, quanto quantitativa 
dos riscos, ou seja, das ameaças de perdas even-
tuais.
Nos próximos tópicos, você poderá apren-
der os fundamentos e metodologias dessas técni-
cas e como utilizá-las.
3.2 Análise Preliminar de Perigos (APP) – Preliminary Hazard Analysis (PHA)
A Análise Preliminar de Riscos (APP), tam-
bém denominada Análise Preliminar de Riscos 
(APR), é uma técnica que foi desenvolvida espe-
cificamente para aplicação nas etapas de plane-
jamento de projetos, visando a uma identificação 
precoce de situações indesejadas, o que possibili-
ta a adequação do projeto antes que recursos de 
grande monta tenham sido comprometidos.
Trata-se, portanto, de uma técnica de po-
tencial emprego em EIA, pois não exige o deta-
lhamento da instalação industrial a ser analisada.
Essa técnica está descrita como a técnica a 
ser utilizada nos manuais da CETESB e da FEPAM.
Preparam-se planilhas nas quais, para cada 
perigo identificado, são levantadas suas possíveis 
causas, efeitos potenciais e medidas básicas de 
controle aplicáveis (preventivas ou corretivas).
Além da identificação, os perigos são tam-
bém avaliados com relação à frequência e grau de 
severidade de suas consequências.
A análise preliminar de perigos pode ser 
uma etapa inicial, seguida de outras ferramentas 
de análise.
Segundo o Manual de Orientação para a Ela-
boração de Estudos de Análise de Riscos (Norma 
P4.261) da CETESB, a APP é uma técnica que teve 
origem no programa de segurança militar do De-
partamento de Defesa dos EUA. Trata-se de uma 
técnica estruturada que tem por objetivo identi-
ficar os perigos presentes numa instalação, que 
podem ser ocasionados por eventos indesejáveis.
Essa técnica pode ser utilizada em insta-
lações na fase inicial de desenvolvimento, nas 
etapas de projeto ou mesmo em unidades já em 
operação, permitindo, nesse caso, a realização de 
uma revisão dos aspectos de segurança existen-
tes.
A APP deve focalizar todos os eventos pe-
rigosos cujas falhas tenham origem na instala-
ção em análise, contemplando tanto as falhas 
intrínsecas de equipamentos, de instrumentos e 
de materiais, quanto os erros humanos. Também 
deve examinar maneiras pelas quais a energia ou 
material do processo pode ser liberado de forma 
descontrolada.
Na APP devem ser identificados os perigos, 
as causas e os efeitos (consequências) sobre pes-
soas e meio ambiente e as categorias de severida-
de correspondentes, bem como as observações e 
recomendações pertinentes aos perigos identifi-
cados, devendo os resultados ser apresentados 
em planilha padronizada. Assim, concluímos que 
a APP é uma avaliação qualitativa dos riscos. É 
precursora de outras análises.
A elaboração da APP compreende as eta-
pas:
�� definição dos objetivos e do escopo da 
análise;
�� definição das fronteiras do processo 
(instalação);
�� coleta de informações sobre a região, a 
instalação e os perigos envolvidos;
�� subdivisão do processo (instalação) em 
módulos;
�� realização da APP com o preenchimen-
to da planilha com os dados levantados;
�� elaboração das estatísticas dos cenários 
identificados por categorias de risco, 
utilizando as tabelas de frequência e se-
veridade;
�� análise dos resultados.
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35
Para o desenvolvimento da APP, necessita-
remos ter o conhecimento das informaçõesdes-
critas no Quadro 1.
Quadro 1 – Informações necessárias para a elaboração da APP.
Fonte: CETESB (2003).
Inicialmente, no processo de levantamento 
dos dados, utiliza-se a planilha no modelo a se-
guir (Quadro 2).
Quadro 2 – Modelos de planilhas para a elaboração da APP.
Fonte: CETESB (2003).
Exemplo
Como exemplo, consideremos um proces-
so que utilizará H2S líquido bombeado. O analis-
ta de APP só dispõe da informação de que esse 
produto será usado no processo e nenhum outro 
detalhe do projeto. O analista sabe que o H2S é 
tóxico e identifica sua liberação como um perigo. 
Estuda então as causas para essa liberação:
�� o cilindro pressurizado vasa ou rompe-
-se;
�� o processo não consome todo H2S;
�� as linhas de alimentação de H2S apre-
sentam vazamento ou ruptura;
�� ocorre um vazamento durante o recebi-
mento do H2S na planta.
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O analista determina, então, o efeito dessas 
causas. Nesse caso, havendo liberações maiores, 
poderão ocorrer mortes. A tarefa seguinte con-
siste em oferecer orientação e critérios para os 
projetistas aplicarem no projeto da planta, reco-
nhecendo cada um dos mecanismos de liberação 
em potencial significativos. Por exemplo, para o 
primeiro item, vazamento no cilindro, o analista 
poderia recomendar:
�� estudar um processo que armazene 
substâncias alternativas de menor toxi-
dez, capazes de gerar o H2S de acordo 
com as necessidades da operação;
�� instalar um sistema de alarme na planta;
�� minimizar o armazenamento local do 
H2S, sem excesso de manuseio ou de 
entregas, como, por exemplo, armaze-
namento das necessidades de produ-
ção para um período de duas semanas 
a um mês;
�� desenvolver um procedimento de ins-
peção de cilindros;
�� estudar um recipiente cilíndrico dotado 
de um sistema de inundação disparado 
por um detector de vazamentos;
�� instalar o cilindro de maneira a facilitar 
o acesso por ocasião das entregas, mas 
distante do tráfego de outras plantas;
�� sugerir o desenvolvimento de um pro-
grama de treinamento para todos os 
empregados, a respeito dos efeitos do 
H2S e das práticas de emergência, a ser 
entregue a todos os empregados, an-
tes da ativação inicial da planta e, sub-
sequentemente, a todos os novos em-
pregados, junto com um estudo de um 
programa semelhante para os vizinhos 
da planta.
Registro dos resultados
Os resultados da APP são registrados con-
venientemente num formulário (Quadro 3), que 
mostra os perigos identificados, as causas, o 
modo de detecção, efeitos potenciais, categorias 
de frequência e severidade e risco, as medidas 
corretivas/preventivas e o número do cenário.
Quadro 3 – Modelos de planilhas para apresentação final da APP.
Fonte: Fleming e Garcia (1999).
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37
A seguir, detalhamos o preenchimento de 
cada coluna.
�� 1ª coluna: Perigo
Esta coluna contém os perigos identificados 
para o módulo de análise em estudo. De uma for-
ma geral, os perigos são eventos acidentais que 
têm potencial para causar danos às instalações, 
aos operadores, ao público ou ao meio ambiente. 
Portanto, os perigos referem-se a eventos como a 
liberação de material inflamável e tóxico.
�� 2ª coluna: Causa
As causas de cada perigo são discriminadas 
nesta coluna. Essas causas podem envolver tanto 
falhas intrínsecas de equipamentos (vazamentos, 
rupturas, falhas de instrumentação etc.) quanto 
erros humanos de operação e manutenção.
�� 3ª coluna: Modo de Detecção
Os modos disponíveis na instalação para a 
detecção do perigo identificado na primeira co-
luna foram relacionados nesta coluna. A detecção 
da ocorrência do perigo tanto pode ser realizada 
através de instrumentação (alarmes de pressão, 
de temperatura etc.) quanto através de percep-
ção humana (visual, odor etc.).
�� 4ª coluna: Efeito
Os possíveis efeitos danosos de cada perigo 
identificado são listados nesta coluna. 
Os principais efeitos dos acidentes envol-
vendo substâncias inflamáveis e tóxicas incluem:
�� incêndio em nuvem;
�� explosão de nuvem;
�� formação de nuvem tóxica.
�� 5ª coluna: Categoria de Frequência 
do Cenário
No âmbito da APP, um cenário de acidente 
é definido como o conjunto formado pelo perigo 
identificado, suas causas e cada um dos seus efei-
tos.
Como exemplo de cenário de acidente pos-
sível, podemos mencionar uma grande liberação 
de substância inflamável devido à ruptura de tu-
bulação, podendo levar à formação de uma nu-
vem inflamável e tendo como consequência in-
cêndio ou explosão da nuvem.
De acordo com a metodologia de APP ado-
tada, os cenários de acidentes foram classificados 
em categorias de frequência, as quais fornecem 
uma indicação qualitativa da frequência esperada 
de ocorrência para cada um dos cenários identifi-
cados, conforme indicado a seguir, na Tabela 1.
�� 6ª coluna: Categoria de Severidade
Também de acordo com a metodologia de 
APP adotada, os cenários de acidentes foram clas-
sificados em categorias de severidade, as quais 
fornecem uma indicação qualitativa do grau de 
severidade das consequências de cada um dos ce-
nários identificados. As categorias de severidade 
utilizadas no presente trabalho estão descritos a 
seguir, na Tabela 2.
�� 7ª coluna: Categoria de Risco
Combinando-se as categorias de frequên-
cia com as de severidade obtém-se a Matriz de 
Riscos, conforme descrito no Quadro 4, o qual 
fornece uma indicação qualitativa do nível de ris-
co de cada cenário identificado na análise.
�� 8ª coluna: Medidas/Observações
Esta coluna contém as medidas que devem 
ser tomadas para diminuir a frequência ou seve-
ridade do acidente ou quaisquer observações 
pertinentes ao cenário de acidente em estudo. A 
letra E (Existente) nesta coluna indica que as me-
didas já foram tomadas.
�� 9ª coluna: Identificador do Cenário 
de Acidente
Esta coluna contém um número de iden-
tificação do cenário de acidente. Foi preenchida 
sequencialmente para facilitar a consulta a qual-
quer cenário de interesse.
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38
Tabela 1 – Categorias de frequências de ocorrência dos cenários.
Fonte: Camacho (2004).
Tabela 2 – Categorias de severidade da APP.
Fonte: CETESB (2003).
A classificação dos riscos é obtida pela com-
binação das tabelas de frequências e de severida-
de, como podemos na Figura 7.
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39
Figura 7 – Matriz de classificação de risco – APP.
Fonte: Amorim (2013).
De acordo com o problema apresentado no 
exemplo anterior, poderemos ter como resultado 
final a planilha a seguir (Quadro 4).
Quadro 4 – Exemplo de apresentação do resultado final da APP.
Fonte: Amorim (2013).
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Quadro 5– Exemplo de apresentação do resultado final da APP.
Fonte: Amorim (2013).
Conforme descrito na Norma P4.261 da 
CETESB, o relatório final de apresentação da APP 
deve conter a seguinte estrutura:
�� descrição dos objetivos e escopo da 
análise;
�� descrição do sistema, contemplando 
aspecto de operação, manutenção e 
possíveis modificações;
�� descrição da metodologia e critérios 
adotados na análise;
�� apresentação da Análise Preliminar de 
Riscos, contendo:
1. modelos de análise;
2. planilhas da APP;
3. estatísticas dos cenários de aciden-
tes.
�� conclusões gerais com cenários de risco 
sério ou crítico identificados na APP;
�� referências bibliográficas;
�� anexos contendo os fluxogramas utili-
zados na APP.
A seguir, apresentaremos as orientações 
para realização de Análise Preliminar de Risco 
(APR) descritas no Manual de Análise de Riscos (nº 
01/2001) da FEPAM.
Esse documento apresenta os tópicos que 
deverão ser contemplados em trabalhos de APR 
de plantas industriais a serem apresentados à DI-
COPI/FEPAM.
A APR, também conhecida como Análise 
Preliminar de Perigos (APP), é umatécnica quali-
tativa para identificação de possíveis cenários de 
acidentes em uma dada instalação.
 Deve ser elaborada obedecendo à seguinte 
estrutura:
1. objetivo da aplicação da APR e abran-
gência de análise; 
2. descrição do sistema analisado, com 
ênfase em operação, manutenção e em 
prováveis alterações a serem propostas 
para o sistema; 
3. metodologia utilizada, ressaltando os 
critérios aplicados na análise; 
4. apresentação do sistema analisado, 
identificando os módulos de análise e 
apresentando as planilhas correspon-
dentes com estatística dos cenários dos 
acidentes arrolados pela técnica; 
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5. apresentação das conclusões gerais da 
APR, arrolando os cenários de risco sé-
rio ou crítico identificados; 
6. listagem das recomendações decor-
rentes da análise; 
7. referências bibliográficas; 
8. deverão integrar o estudo a ser enca-
minhado todos os fluxogramas utiliza-
dos na APR; 
9. deverão integrar os anexos: plantas da 
fábrica com identificação de todas as 
unidades e entorno da unidade fabril 
com discriminação dos usos. 
Por ser uma atividade que envolve conhe-
cimento em diversas áreas, a equipe responsável 
pela elaboração da APR deve ser formada por 
uma equipe multidisciplinar.
Deverá constar do trabalho, a relação de to-
dos os participantes da equipe, bem como suas 
funções no grupo e na empresa. Preferencialmen-
te, a equipe que realizará a APR deverá ser com-
posta de:
1. um especialista em análise de riscos, 
que deve explicar aos demais mem-
bros do grupo como se faz a aplicação 
da técnica e conduzir as reuniões; 
2. um membro da gerência da planta; 
3. um engenheiro de projeto; 
4. um engenheiro ou técnico ligado à 
produção; 
5. um engenheiro de instrumentação;
6. um técnico envolvido nas rotinas ope-
racionais do setor avaliado; 
7. um secretário.
De acordo com a metodologia da APR, os 
cenários de acidentes devem ser classificados em 
categorias de frequência, as quais fornecem uma 
indicação qualitativa da frequência esperada de 
ocorrência de cada cenário identificado, confor-
me exemplificado na Tabela 3. 
Tabela 3 – Categorias de frequência da APP.
Fonte: FEPAM (2001).
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42
Ainda de acordo com a metodologia da APR, 
os cenários de acidentes devem ser classificados 
em categorias de severidade, as quais fornecem 
uma indicação qualitativa do grau de severidade 
das consequências de cada cenário identificado. 
Na Tabela 4 são exemplificadas as categorias de 
severidade que poderão ser utilizadas.
Tabela 4 – Categorias de severidade da APP. 
Obs.: Para classificação de um cenário em uma dada categoria de severidade não é necessário que todos 
os aspectos previstos na categoria estejam incluídos nos possíveis efeitos deste acidente.
Fonte: FEPAM (2001).
As categorias de frequência e severidade 
podem ser combinadas para se gerar categorias 
de risco. Na Figura 8, tem-se uma possível defini-
ção das categorias de risco mencionadas.
 Figura 8 – Matriz de classificação de risco – APP. 
Fonte: FEPAM (2001).
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43
Depois de realizado o preenchimento da 
planilha, deve-se fazer um levantamento do nú-
mero de cenários identificados em cada uma das 
combinações de classe de frequência e de severi-
dade, montando-se uma tabela tal como a Tabela 
5.
Tabela 5 – Matriz de classificação de risco – APP. 
Obs.: onde, nAI corresponde ao número de cenários que foram classificados como sendo de 
categoria de frequência A (muito improvável) e de severidade I (desprezível). As demais en-
tradas na tabela têm significado semelhante.
Fonte: FEPAM (2001).
3.3 Análise de Perigos e Operabilidade – HazOp (Hazard and Operability Study)
Esta técnica também é uma das mais utiliza-
das no processo de Identificação dos Riscos.
Em 1963, a Divisão de Química Orgânica 
Pesada da ICI estava projetando uma planta para 
produção de fenol. Devido a problemas de cus-
tos, o projeto foi cortado em muitos pontos, per-
dendo algumas de suas características originais, 
gerando assim algumas críticas.
Em 1964, foi estabelecida uma equipe para 
aplicação de um exame crítico no projeto da plan-
ta, a fim de detectar deficiências e investir da me-
lhor forma possível. Durante quatro meses, três 
especialistas trabalharam no projeto, examinan-
do detalhadamente todos os diagramas de linha 
da planta, encontrando muitos perigos potenciais 
e problemas operacionais que não haviam sido 
previstos no projeto. Portanto, o princípio da téc-
nica que se baseava em “encontrar alternativas” 
foi modificado para “identificar desvios”, surgindo 
assim a técnica HazOp.
O termo HazOp origina-se do inglês Hazard 
and Operability Study. Também conhecido como 
Estudo de Perigos e Operabilidade, o HazOp é 
uma técnica projetada para identificar perigos 
que possam gerar acidentes nas diferentes áreas 
da instalação, além de perdas na produção em ra-
zão de descontinuidade operacional.
Também é objetivo da técnica identificar 
problemas que possam contribuir para a redução 
da qualidade operacional da instalação (operabi-
lidade da mesma). Cabe lembrar que num HazOp 
a operabilidade é tão importante quanto a iden-
tificação dos perigos, sendo que, na maioria dos 
trabalhos, encontram-se mais problemas de ope-
rabilidade quando comparados aos perigos.
Tem se tornado extremamente claro que, 
embora os códigos de práticas sejam de grande 
valia, é particularmente importante suplementá-
-los com uma técnica imaginativa, que antecipe 
os perigos quando novos projetos envolverem 
novas tecnologias.
A necessidade de identificar erros ou omis-
sões de projeto tem sido reconhecida há muito 
tempo, mas vem sendo realizada tradicionalmen-
te com base em conhecimentos individuais de 
especialistas.
Exemplo: O engenheiro de instrumentação 
verifica os sistemas de controle e, se está satisfei-
to, aprova o projeto e o passa para o próximo es-
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pecialista. Esse tipo de verificação individualizada 
melhora o projeto, mas tem pouca chance de de-
tectar perigos relacionados com a interação das 
diversas funções ou especialidades.
O HazOp é efetivo na identificação de inci-
dentes previsíveis, mas também é capaz de iden-
tificar as mais sutis combinações que levam a 
eventos pouco esperados.
A Análise de Perigos e Operabilidade é uma 
técnica para identificação de perigos projetada 
para estudar possíveis desvios (anomalias) de 
projeto ou na operação de uma instalação.
Consiste no trabalho integrado de uma 
equipe de especialistas que realiza um exame 
crítico sistemático, a fim de avaliar o potencial de 
riscos decorrentes da má operação ou mau fun-
cionamento de itens individuais dos equipamen-
tos e os efeitos na instalação, seguindo uma es-
trutura dada por determinadas palavras-guia que 
permitam identificar desvios ou afastamentos da 
normalidade.
A equipe procura identificar as causas de 
cada desvio e, caso sejam constatadas conse-
quências consideradas relevantes, ou seja, as de 
elevada probabilidade ou magnitude, são avalia-
dos os sistemas de proteção para determinar se 
estes são suficientes para controlar essas situa-
ções. Se a equipe considerar que outras medidas 
ou dispositivos de segurança são necessários, 
então são feitas as respectivas recomendações. 
A técnica é então repetida até que cada seção 
do processo ou equipamento de interesse tenha 
sido revisado.
A principal vantagem dessa discussão é que 
ela estimula a criatividade e gera ideias. Essa cria-
tividade resulta da interação da equipe com dife-
rentes formações.
A melhor ocasião para a realização de um 
estudo de riscos e operabilidade é a fase em que 
o projeto se encontra razoavelmente consolida-
do, pois o método requer consultas a desenhos, P 
& IDs e plantas de disposição física da instalação,entre outros documentos.
Nessa altura, o projeto já está bem definido, 
a ponto de permitir a formulação de respostas ex-
pressivas às perguntas do estudo.
Além disso, nesse ponto ainda é possível al-
terar o projeto sem grandes despesas.
Do ponto de vista de custos, o HazOp é óti-
mo quando aplicado a novas plantas, no momen-
to em que o projeto está estável e documentado, 
ou para plantas existentes ao ser planejado um 
remodelamento.
Os principais resultados obtidos do HazOp 
são:
�� identificação de desvios que conduzem 
a eventos indesejáveis;
�� identificação das causas que podem 
ocasionar desvios do processo;
�� avaliação das possíveis consequências 
geradas por desvios operacionais;
�� recomendações para a prevenção de 
eventos perigosos ou minimização de 
possíveis consequências.
A Tabela 6 apresenta um exemplo de pla-
nilha utilizada para o desenvolvimento da análise 
de perigos e operabilidade.
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Tabela 6 – Modelos de planilhas para a elaboração do HazOp.
Fonte: CETESB (2003).
Observe, a seguir, alguns exemplos de pala-
vras-guia, parâmetros de processo e desvios.
Quadro 6 – Modelos de palavras-guia, desvios e parâmetros (HazOp).
Fonte: Amorim (2013).
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Quadro 7 – Modelos de palavras-guia, desvios e parâmetros (HazOp).
Fonte: CETESB (2003).
Quadro 8 – Modelos de palavras-guia, desvios e parâmetros (HazOp).
Fonte: CETESB (2003).
A seguir, apresentamos alguns exemplos de 
desvios e suas possíveis causas.
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47
Quadro 9 – Exemplos de desvios e possíveis causas (HazOp).
Fonte: Amorim (2013).
Embora o objetivo geral consista na identi-
ficação dos perigos e problemas de operabilida-
de, a equipe deve se concentrar em outros itens 
importantes para o desenvolvimento do estudo, 
tais como:
�� verificar a segurança do projeto;
�� verificar os procedimentos operacio-
nais e de segurança;
�� melhorar a segurança de uma instala-
ção existente;
�� certificar-se de que a instrumentação 
de segurança está reagindo da melhor 
forma possível;
�� verificar a segurança dos empregados;
�� considerar perda da planta ou de equi-
pamentos;
�� considerar perdas de produção;
�� segurança pública;
�� impactos ambientais.
Os estudos HazOp devem ser realizados por 
uma equipe multidisciplinar, composta de 5 a 7 
membros, embora um contingente menor possa 
ser suficiente para a análise de uma planta peque-
na. Sendo a equipe numerosa demais, a unidade 
do grupo se perde e o rendimento tende a ser 
menor. 
Para a análise de um novo projeto, a equipe 
pode ser composta por:
�� Engenheiro de projeto;
�� Engenheiro de processo;
�� Engenheiro de automação;
�� Engenheiro eletricista;
�� Líder da equipe.
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Para a análise de uma planta em operação, a 
equipe pode ser composta por:
�� Chefe de fábrica;
�� Supervisor de operação;
�� Engenheiro de manutenção;
�� Engenheiro de instrumentação;
�� Engenheiro eletricista;
�� Químico;
�� Líder da equipe.
Alguns projetos necessitarão da inclusão de 
diferentes disciplinas, como, por exemplo, enge-
nheiro elétrico, engenheiro civil e farmacêutico-
-bioquímico, entre outros.
A equipe deve ter um líder que tenha expe-
riência na condução de estudos de HazOp e que 
tenha em mente fatores importantes para asse-
gurar o sucesso das reuniões, como: não competir 
com os membros da equipe, ter o cuidado de ou-
vir a todos, não permitir que ninguém seja colo-
cado na defensiva, manter o alto nível de energia, 
fazendo pausas quando necessário.
Para que o estudo possa ser realizado, é im-
portante que esteja disponível toda a documen-
tação necessária, tais como:
�� P & IDs (diagramas de tubulação e ins-
trumentação);
�� Fluxogramas de processo e balanço de 
materiais;
�� Plantas de disposição física da instala-
ção;
�� Desenhos isométricos;
�� Memorial descritivo do projeto;
�� Folha com os dados dos equipamentos;
�� Diagrama lógico de intertravamentos 
juntamente com a descrição completa.
O volume de trabalho exigido nesse estágio 
depende do tipo da planta. Em plantas contínuas, 
os preparativos são mínimos. Os fluxogramas 
atualizados e desenhos de tubulações e instru-
mentos existentes contêm, via de regra, informa-
ções suficientes para o estudo. É importante não 
deixar que faltem cópias dos desenhos.
No caso de plantas descontínuas, os pre-
parativos são em geral mais extensos, sobretudo 
pela necessidade maior de operações manuais; 
assim, as sequências de operação constituem a 
maior parte do HazOp. Esses dados operacionais 
podem ser obtidos nas instruções operacionais, 
diagramas lógicos ou diagramas sequenciais de 
instrumentos.
Havendo operadores fisicamente envolvi-
dos no processo, como, por exemplo, alimentando 
vasos, suas atividades deverão ser representadas 
pelas instruções (ou protocolos) de fabricação.
O primeiro requisito consiste na avaliação 
das horas necessárias à realização do estudo.
Como regra geral, deverá ser estudada cada 
parte isoladamente. Por exemplo, cada tubulação 
principal alimentando um vaso utilizará em média 
15 min do tempo da equipe. Um vaso com duas 
entradas, duas saídas e um alívio deverá utilizar 
cerca de 1 hora e meia. Nessas condições, torna-
-se possível efetuar uma estimativa com base no 
número de tubulações e de vasos a serem anali-
sados.
O HazOp requer a divisão da planta em 
nodos (nós) de estudo (pontos estabelecidos 
nos desenhos de tubulação, instrumentação e 
procedimentos, entre os quais encontram-se os 
componentes da planta como bombas, vasos, 
trocadores de calor etc.) e que o processo, em tais 
pontos, seja analisado com auxílio das palavras-
-guia.
A equipe de estudo começa pelo início do 
processo, progredindo no sentido do seu fluxo 
natural, aplicando palavras-guia em cada nodo 
de estudo, identificando os problemas potenciais 
nesses pontos. Como exemplo, a palavra-guia 
alta combinada com o parâmetro pressão resulta 
num desvio de alta pressão.
A equipe analisa os efeitos desse desvio no 
ponto em questão e determina suas possíveis 
causas, bem como suas consequências.
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É importante também que todas as linhas 
de serviço, incluindo linhas de vapor, água, ar 
comprimido, nitrogênio e drenagem sejam “ha-
zopadas”, assim como as linhas de processo. Além 
disso, deverão ser observadas pequenas deriva-
ções ou ramificações que podem não conter uma 
numeração.
O sucesso do HazOp depende de vários fa-
tores, a saber:
�� fundamentalmente do grau de comple-
mentação e precisão dos documentos e 
outros dados para a fase de estudo;
�� da habilidade técnica e do discernimen-
to da equipe;
�� da habilidade da equipe em usar uma 
aproximação como um auxílio à sua 
imaginação para visualizar desvios, cau-
sas e consequências;
�� da habilidade da equipe em se concen-
trar nos perigos mais importantes entre 
aqueles que forem identificados.
O processo de registro constitui uma parte 
importante do HazOp. É impossível registrar to-
dos os comentários e sugestões, contudo é im-
portante que nenhuma ideia se perca.
É altamente recomendável que os integran-
tes da equipe revisem individualmente o relató-
rio e depois se reúnam para uma revisão final do 
mesmo.
O formulário HazOp que documenta os re-
sultados da análise deve ser preenchido durante 
as reuniões do HazOp (vide exemplo nos Qua-
dros 10, 11 e 12 a seguir).
É também conveniente que as sessões se-
jam gravadas para posterior transcrição.
Outra forma de se documentar um HazOp é 
através de computadores. Para isso, entretanto, a 
pessoa encarregada pelo registro dos dados deve 
estar familiarizada com o programa e com a lin-
guagem do computador, de forma que os dados 
possam ser digitados correta e rapidamente.Um 
registro lento poderá aumentar o tempo gasto 
para a conclusão do estudo.
Entre os benefícios resultantes, podemos 
relacionar:
�� Revisão sistemática e completa: pode 
produzir uma revisão completa do pro-
jeto de uma instalação e sua operação.
�� Avaliação das consequências dos 
erros operacionais: embora o HazOp 
não substitua uma análise completa de 
erro humano, ele pode auxiliar na iden-
tificação de cenários nos quais os ope-
radores podem errar, originando sérias 
consequências, justificando medidas 
adicionais de proteção.
�� Prognóstico de eventos: o HazOp 
pode ser efetivo na descoberta de inci-
dentes previsíveis, mas também pode 
identificar sequências de eventos raros 
que possam acarretar incidentes que 
nunca ocorreram.
�� Melhoria da eficiência da planta: 
além da identificação dos perigos, o Ha-
zOp pode descobrir cenários que levam 
a distúrbios na planta, como bloqueios 
não planejados, danos a equipamentos, 
produtos fora de especificação, bem 
como melhorias básicas na maneira 
pela qual a planta é operada.
�� Melhor compreensão dos engenhei-
ros e operadores com relação às 
operações da planta: uma série de in-
formações detalhadas do projeto e da 
operação surge e é discutida durante 
um HazOp bem-sucedido.
Entre as deficiências, pontos fracos ou difi-
culdades que podem ser encontradas durante a 
aplicação do HazOp, destacamos:
�� Pouco conhecimento dos procedimen-
tos de aplicação do HazOp e dos recur-
sos requeridos.
�� Inexperiência da equipe: um HazOp 
realizado por equipes inexperientes 
pode não atingir os objetivos desejados 
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quanto à identificação dos perigos, ou 
ainda gerar recomendações não perti-
nentes.
�� Líder inexperiente ou não adequada-
mente treinado: o líder de HazOp pre-
cisa ser tecnicamente forte e experiente 
na técnica, de forma a extrair os conhe-
cimentos de todos os participantes.
�� Falha em se estabelecer um ambiente 
“seguro” para os membros da equipe: 
um HazOp deve ser uma troca livre de 
informações a respeito de como a plan-
ta realmente é operada. A menos que os 
membros da equipe estejam livres de re-
criminação e possam fazer declarações 
do tipo “aquele sistema de bloqueio não 
foi testado em dois anos”, o HazOp não 
cobrirá algumas falhas sérias de projeto 
ou de operação da planta.
�� Acreditar em medidas de proteção 
desnecessárias: é fundamental que o 
líder force a equipe a avaliar a eficácia 
de cada medida de proteção antes de 
requerê-la.
�� Atualização deficiente dos P & IDs: em 
muitos casos, os P & IDs de instalações 
existentes não foram mantidos atuali-
zados, podendo causar atraso e aumen-
to nos custos. A equipe pode falhar em 
identificar perigos importantes se os P 
& IDs ou outros documentos estiverem 
imprecisos ou desatualizados.
�� Aplicação inadequada do HazOp para 
determinados sistemas: para alguns sis-
temas, outras técnicas de identificação 
de perigos podem ser mais apropriadas. 
Num estágio inicial de um novo projeto, 
antes que os P & IDs estejam estabele-
cidos, uma APP, ou mesmo um What if, 
poderá ser mais adequada.
�� Extensas sessões de HazOp: na pressa 
pela conclusão do HazOp, as sessões 
são algumas vezes planejadas para cin-
co dias consecutivos ou mais, em perío-
do integral, levando a equipe ao extre-
mo cansaço. Para HazOps que duram 
o dia todo, a eficiência da equipe cai 
drasticamente. Na prática, para estudos 
que duram mais do que uma semana, 
um HazOp de cinco horas por dia pode-
rá ser melhor executado, sem o cansaço 
da equipe.
Vamos ilustrar com dois exemplos um pro-
cesso utilizando o HazOp.
�� Exemplo 1:
Considere, como um exemplo simples, o 
processo contínuo onde o ácido fosfórico e a 
amônia são misturados, produzindo uma subs-
tância inofensiva, o fosfato de diamônio (DAP). 
Se for acrescentada uma quantidade inferior de 
ácido fosfórico, a reação será incompleta, com 
produção de amônia. Se a amônia for adicionada 
em quantidade inferior, haverá produção de uma 
substância não perigosa, porém indesejável. A 
equipe de HazOp recebe a incumbência de inves-
tigar “os perigos decorrentes da reação”.
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Figura 9 – Unidade de produção de DAP.
Fonte: Amorim (2013).
Quadro 10 – Modelos de formulários para a elaboração do HazOp.
Fonte: Amorim (2013).
Quadro 11 – Modelos de formulários para a elaboração do HazOp.
Fonte: Amorim (2013).
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Quadro 12 – Modelos de formulários para a elaboração do HazOp.
Fonte: Amorim (2013).
�� Exemplo 2:
Uma reação exotérmica ocorre no reator 
EP 1. A temperatura da reação é controlada pelo 
ajuste da vazão de água através da malha de con-
trole constituída pelos elementos TT 1, Ts 1, TC 1 e 
TV 1. O alarme de temperatura (TA 1) alerta o ope-
rador quando a temperatura excede as condições 
operacionais estabelecidas. Nessa situação, a vál-
vula de by pass (H 1) deve ser aberta manualmen-
te para aumentar a vazão de água de refrigeração. 
Existe também uma válvula de alívio rápido 
(RV 1) no costado do reator com o objetivo de evi-
tar a ruptura do vaso.
Testes recentes indicam que poderá ocorrer 
uma reação descontrolada, com ruptura do vaso, 
caso a temperatura atinja um valor elevado.
REAÇÃO: A + B = C + energia.
�� A reação é controlada em 50 ºC;
�� O alarme é acionado em 60 ºC;
�� A temperatura da água é de 5 ºC.
Analisar o subsistema Água de Refrigeração. 
Figura 10 – Representação do subsistema água de refrigeração.
Fonte: Amorim (2013).
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53
Quadro 13 – Modelos de formulários para a elaboração do HazOp.
Fonte: Amorim (2013).
Quadro 14 – Modelos de formulários para a elaboração do HazOp.
Fonte: Amorim (2013).
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54
O procedimento What-If é uma técnica de 
análise geral, qualitativa, cuja aplicação é bastan-
te simples e útil para uma abordagem em primei-
ra instância na detecção exaustiva de riscos, tanto 
na fase de processo, projeto ou pré-operacional, 
não sendo sua utilização unicamente limitada às 
empresas de processo.
O What-If é um procedimento de revisão 
de riscos de processos que se desenvolve através 
de reuniões, questionamento de procedimentos, 
instalações etc., gerando também soluções para 
os problemas levantados. 
Utiliza-se de uma sistemática técnico-ad-
ministrativa que inclui princípios de dinâmica de 
grupos. O What-If, uma vez utilizado, é aplicado 
periodicamente.
Como resultados, espera-se determinar a 
revisão de um largo espectro de riscos, obtendo-
-se um consenso entre as áreas de atuação (pro-
dução, processo, segurança) sobre a operação se-
gura da planta. 
Os resultados finais são apresentados por 
meio de um relatório detalhado, de fácil entendi-
mento, que pode servir também de material para 
treinamento e base de revisões futuras.
As etapas de elaboração do What-If são as-
sim descritas:
a) Formação do comitê de revisão: mon-
tagens das equipes e seus integrantes;
b) Planejamento prévio: planejamento 
das atividades e pontos a serem abor-
dados na aplicação da técnica;
c) Reunião organizacional: com a fina-
lidade de discutir procedimentos, pro-
gramação de novas reuniões, definição 
de metas para as tarefas e informação 
aos integrantes sobre o funcionamento 
do sistema sob análise;
3.4 Análise “E se...” (“What if...?”)
d) Reunião de revisão de processo: para 
os integrantes ainda não familiarizados 
com o sistema em estudo;
e) Reunião de formulação de questões: 
formulação de questões “O QUE - SE...”, 
começando do início do processo e 
continuando ao longo do mesmo, pas-
so a passo, até o produto acabado colo-
cado na planta do cliente;
f) Reunião de respostas às questões 
(formulação consensual): em sequên-
cia à reunião de formulação das ques-
tões, cabe a responsabilidadeindividual 
para o desenvolvimento de respostas 
escritas às questões. As respostas serão 
analisadas durante a reunião de respos-
ta às questões, sendo cada resposta ca-
tegorizada como:
�� resposta aceita pelo grupo tal como 
submetida;
�� resposta aceita após discussão e/ou 
modificação;
�� aceitação postergada, em depen-
dência de investigação adicional.
O consenso grupal é o ponto-chave 
desta etapa, onde a análise de riscos 
tende a se fortalecer;
g) Relatório de revisão dos riscos do 
processo: o objetivo é documentar 
os riscos identificados na revisão, bem 
como registrar as ações recomendadas 
para eliminação ou controle dos mes-
mos.
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55
Saiba maisSaiba mais
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ARAquá 
O software ARAquá foi desenvolvido para auxiliar as avaliações de riscos ambientais de agrotóxicos, considerando as 
possíveis contaminações de corpos d’água superficiais e subterrâneos, através da comparação de suas concentra-
ções estimadas, em cenário de uso agrícola, com parâmetros de qualidade de água.
A interface do ARAquá com o usuário foi planejada para ser amigável e os dados de entrada necessários são de fácil 
obtenção, quando comparado com outros softwares para o mesmo fim.
O cadastramento pelo usuário de condições do clima e de propriedades do solo e do agrotóxico permite os cálcu-
los para situações específicas, além daquelas pré-cadastradas que seguem com o software. Dessa forma, o ARAquá 
mostra-se adaptado às condições brasileiras de clima e solo e de pouca disponibilidade de dados.
Requisitos mínimos: 
Processador: Pentium III 500 MHz ou posterior 
Memória: 256 MB 
Sistema Operacional: Windows XP/Vista 
Adobe Reader 7.0 ou posterior 
Resolução de Tela: 1024 X 768 pixels (Melhor Visualização) 
Fonte: http://www.sgte.embrapa.br/produtos/araqua.php
Uma das ferramentas mais utilizadas é o 
Checklist, conhecido também como questionário.
Baseia-se na elaboração e aplicação de uma 
sequência lógica de questões para a avaliação das 
condições de segurança de uma instalação, por 
meio de suas condições físicas, dos equipamen-
tos utilizados e das operações praticadas.
A lista de verificação aplica-se às etapas de 
elaboração de projeto, de construção, de opera-
ção e durante as paradas para manutenção.
3.5 Lista de Verificação (Checklist)
O Checklist simplificado que se segue foi de-
rivado de questões What-If e cobre importantes 
aspectos de uma operação de produção. As pala-
vras ou frases da listagem devem servir para esti-
mular questões relativas a cada assunto.
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56
Quadro 15 – Modelos de formulários para a elaboração do checklist.
Fonte: Campos (2012).
Exemplo
A frase “Materiais de Construção” deveria le-
var a questões como:
�� “Foi usado material adequado em tan-
ques, tubulações, instrumentação, co-
nexões de instrumentos, agitadores, tu-
bos mergulhados, válvulas, ancoragem 
de tanques, flangeamentos e seus para-
fusos, juntas de expansão etc.?”
�� “Onde foram usados revestimentos 
plásticos de tubulações ou equipamen-
tos, temperaturas e pressões são conve-
nientemente baixas ou adequadamen-
te controladas?”
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A Análise de Modos de Falha e Efeitos 
(AMFE), do inglês Failure Modes and Effects Analy-
sis (FMEA), é uma técnica para análise de riscos 
que consiste no exame de componentes indivi-
duais, com o objetivo de avaliar os efeitos que 
eventuais falhas podem causar no comporta-
mento de um determinado sistema; é, portanto, 
uma análise sistemática com ênfase nas falhas de 
componentes, não considerando falhas operacio-
nais ou erros humanos.
É importante ressaltar que também não é 
objetivo da AMFE estabelecer as combinações 
de falhas dos equipamentos ou as sequências 
das mesmas, mas sim estabelecer como as falhas 
individuais podem afetar diretamente ou contri-
buir de forma relevante ao desenvolvimento de 
um evento indesejado que possa acarretar conse-
quências significativas.
Assim, a aplicação da técnica AMFE, em 
sistemas ou plantas industriais, permite analisar 
como podem falhar os diferentes componentes, 
equipamentos ou sistemas, de forma que possam 
ser determinados os possíveis efeitos decorrentes 
dessas falhas, permitindo, consequentemente, 
definir alterações de forma a aumentar a confiabi-
lidade dos sistemas em estudo, ou seja, diminuir 
a probabilidade da ocorrência de falhas indesejá-
veis.
Com base no anteriormente exposto, pode-
-se concluir que os principais objetivos da AMFE 
são:
�� Revisão sistemática dos modos de falha 
de componentes, de forma a garantir 
danos mínimos aos sistemas;
�� Determinação dos possíveis efeitos que 
as possíveis falhas de um determinado 
componente poderão causar em outros 
componentes do sistema em análise;
3.6 Análise de Modos de Falhas e Efeitos (AMFE) – Failure Modes 
and Effects Analysis (FMEA)
�� Determinação dos componentes cujas 
falhas possam redundar em efeitos críti-
cos na operação do sistema em análise.
A AMFE é basicamente um método quali-
tativo que estabelece, de forma sistemática, uma 
lista de falhas com seus respectivos efeitos e pode 
ser de fácil aplicação e avaliação para a definição 
de melhorias de projetos ou modificações em sis-
temas ou plantas industriais.
Uma variação da AMFE é a AMFEC (Análise 
de Modos de Falhas, Efeitos e Criticidade), cuja di-
ferença fundamental consiste em considerar, na 
análise das falhas identificadas, uma graduação 
do nível de criticidade dos efeitos decorrentes 
dessas falhas. Portanto, a AMFEC, além dos ob-
jetivos e resultados obtidos com a aplicação da 
AMFE, propicia também a avaliação comparativa 
das diferentes falhas identificadas, em termos de 
importância ou prioridade para a definição do es-
tabelecimento de modificações ou ações de ge-
renciamento das possíveis anormalidades.
A AMFE pode ser utilizada nas etapas de 
projeto, construção e operação.
Na etapa de projeto, a técnica é útil para a 
identificação de proteções adicionais, que pos-
sam ser facilmente incorporadas para a melhoria 
e o aperfeiçoamento dos aspectos de segurança 
dos sistemas.
Na fase de construção, a AMFE pode ser uti-
lizada para a avaliação das possíveis modificações 
que possam ter surgido durante a montagem de 
sistemas, o que é bastante comum; por fim, para 
instalações já em operação, a técnica é útil para a 
avaliação de falhas individuais que possam indu-
zir a acidentes potenciais.
Em geral, a aplicação da AMFE pode ser 
realizada por dois analistas que conheçam perfei-
tamente as funções de cada equipamento ou sis-
tema, assim como a influência destes nas demais 
partes ou sistemas de uma linha ou processo. Em 
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58
sistemas complexos, o número de analistas é, nor-
malmente, incrementado, de acordo com a com-
plexidade e especificidades das instalações.
De forma geral, para se garantir a efetivida-
de na aplicação da técnica, deve-se dispor de:
�� Lista dos equipamentos e sistemas;
�� Conhecimento das funções dos equipa-
mentos, sistemas e planta industrial;
�� Fluxogramas de processo e instrumen-
tação (P & IDs);
�� Diagramas elétricos, entre outros docu-
mentos e informações, de acordo com a 
instalação ou processo a ser analisado.
Na aplicação da AMFE, devem ser contem-
pladas as seguintes etapas:
�� Determinar o nível de detalhamento da 
análise a ser realizada;
�� Definir o formato da tabela e informa-
ções a serem apontadas;
�� Definir o problema e as condições de 
contorno;
�� Preencher a tabela da AMFE;
�� Apontar as informações e recomenda-
ções.
O nível de detalhamento da análise a ser 
realizada na aplicação da AMFE dependerá, ob-
viamente, da complexidade da instalação a ser 
analisada, bem como dos objetivos a serem al-
cançados; assim, se a análise tiver por finalidade 
definir a necessidade ou não de proteçõesou 
sistemas de segurança adicionais (redundâncias), 
certamente a análise deverá ser mais detalhada e 
criteriosa, podendo haver a necessidade de estu-
dar cada equipamento, acessórios, interfaces, in-
tertravamentos etc.
O formato da tabela a ser utilizado está tam-
bém associado ao tipo de análise e nível de deta-
lhamento desejado; na sequência estão apresen-
tados dois tipos de tabelas, sendo o segundo um 
exemplo de tabela para a aplicação da AMFEC.
A definição do problema e das condições 
de contorno deve contemplar a determinação 
prévia do que efetivamente será analisado; assim, 
de forma geral, como elementos mínimos devem 
ser considerados:
�� A identificação da planta e/ou dos siste-
mas a serem analisados;
�� O estabelecimento dos limites físicos 
dos sistemas, o que implica normal-
mente a utilização de fluxogramas de 
engenharia;
�� O reconhecimento das informações ne-
cessárias para a identificação dos equi-
pamentos e suas relações como os de-
mais sistemas da planta a ser analisada.
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59
Quadro 16 – Exemplo de tabela – AMFE.
Fonte: Amorim (2013).
Quadro 17 – Exemplo de tabela – AMFEC.
Fonte: Amorim (2013).
O Quadro 18, que segue, apresenta um 
exemplo de classificação para a categorização do 
nível de severidade (criticidade), associado aos 
possíveis efeitos decorrentes das falhas identi-
ficadas, conforme previsto na tabela da AMFEC, 
anteriormente apresentada.
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60
Quadro 18 – Categorias de severidade – AMFEC.
Fonte: Amorim (2013).
O preenchimento da tabela deve ser reali-
zado de forma sistemática, propiciando assim as 
condições para a redução de eventuais omissões 
nessa atividade; para tanto, em geral, utiliza-se 
como referência um fluxograma de engenharia 
ou outros documentos adicionais, de acordo com 
a complexidade da instalação em análise.
Inicia-se o preenchimento da tabela, a par-
tir do primeiro componente (equipamento) con-
siderado de interesse para os objetivos da análise 
a ser realizada, seguindo o fluxo (sequência) nor-
mal do processo até a sua etapa final, devendo-se 
considerar as seguintes recomendações:
�� Identificação adequada dos equipa-
mentos, considerando suas denomina-
ções formais ou dados adicionais, caso 
necessário;
�� Descrever adequadamente e contem-
plar os diferentes modos de falha em 
relação ao modo normal de operação 
de cada equipamento considerado na 
análise; assim, por exemplo, um modo 
de falha de uma válvula de controle que 
opera normalmente aberta, pode ser 
“falha em abrir ou falha fechada”;
�� Os analistas devem priorizar e se con-
centrar na análise, em especial, nas si-
tuações que possam provocar conse-
quências relevantes;
�� Para cada modo de falha identificado, 
deve-se procurar avaliar os efeitos em 
outros componentes ou no sistema; por 
exemplo, uma falha que possa gerar o 
vazamento de um líquido por um selo 
de uma bomba tem um efeito imediato 
ao redor desse equipamento e, caso o 
produto seja inflamável, poderá ocasio-
nar um incêndio afetando outros equi-
pamentos situados nas imediações.
Por fim, para cada modo de falha e após a 
definição dos possíveis efeitos decorrentes da fa-
lha em questão, devem ser apontadas eventuais 
recomendações, caso julgado necessário.
Exemplos
Na sequência, estão apresentados dois 
exemplos de forma a ilustrar a aplicação da téc-
nica AMFE.
A Figura 11, que segue, representa, de for-
ma simplificada e esquemática, uma caixa d’água 
de uso domiciliar, para a qual foi desenvolvida 
uma AMFE, de forma a se estudar as possíveis per-
das decorrentes de falhas de seus componentes.
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61
Figura 11– Esquema simplificado de caixa d’água.
Fonte: Amorim (2013).
O Quadro 19, apresentado na sequência, 
mostra a aplicação da técnica AMFE para a caixa 
d’água.
Quadro 19 – Caixa d’água – AMFE. 
Fonte: Amorim (2013).
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62
A Figura 12 apresenta um esquema simpli-
ficado de um processo industrial com um reator 
exotérmico, que tem a temperatura de reação 
controlada pela circulação de água; na sequência 
são mostrados os quadros relativos à aplicação da 
técnica, dessa vez considerando também os mo-
dos de detecção das falhas e a severidade (criti-
cidade) dos possíveis efeitos associados (AMFEC).
Figura 12 – Reator exotérmico.
Fonte: Amorim (2013).
Quadro 20– Tabela AMFEC – reator exotérmico.
,
Fonte: Amorim (2013).
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Quadro 21 – Tabela AMFEC – reator exotérmico (continuação).
Fonte: Amorim (2013).
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64
Quadro 22 – Tabela AMFEC – reator exotérmico (continuação).
Fonte: Amorim (2013).
3.7 Análise Histórica de Acidentes
Consiste no levantamento de acidentes 
ocorridos em instalações similares, utilizando-se 
a consulta a bancos de dados de acidentes ou re-
ferências bibliográficas específicas.
3.8 Inspeção de Segurança
Por definição, é um método que somente se 
aplica a instalações em operação.
3.9 Análise de Árvore de Falhas (AAF) – Fault Tree Analysis (FTA)
A Análise de Árvore de Falhas (AAF) (Failu-
re Tree Analysis – FTA) foi desenvolvida por H. A. 
Watson, nos anos 1960, para os Laboratórios Bell 
Telephone, no âmbito do projeto do míssil Minu-
teman, sendo posteriormente aperfeiçoada e uti-
lizada em outros projetos aeronáuticos da Boeing. 
A AAF é um método excelente para o estu-
do dos fatores que poderiam causar um evento 
indesejável (falha) e encontra sua melhor aplica-
ção no estudo de situações complexas. 
A Análise de Árvores de Falhas é uma téc-
nica dedutiva que tem por objetivo identificar as 
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65
causas potenciais de acidentes e de falhas (even-
tos indesejáveis – topo) num determinado siste-
ma, a partir da combinação lógica das falhas dos 
diversos componentes do sistema, além de per-
mitir a estimativa da probabilidade ou frequência 
de ocorrência de uma determinada falha ou aci-
dente (obtenção da probabilidade de ocorrência 
do evento indesejado).
Portanto, é um método que possibilita uma 
Análise Quantitativa e Qualitativa.
A AAF consiste na construção de um pro-
cesso lógico dedutivo que, partindo de um even-
to indesejado predefinido (hipótese acidental), 
busca as suas possíveis causas. O processo segue 
investigando as sucessivas falhas dos componen-
tes até atingir as chamadas falhas (causas) bási-
cas, que não podem ser desenvolvidas, e para as 
quais existem dados quantitativos disponíveis. 
O evento indesejado é comumente chamado de 
“Evento-Topo”.
A construção do processo lógico dedutivo 
é efetuada com o auxílio da Álgebra Booleana.
Para a construção da árvore de falhas, a 
partir de um determinado “evento-topo”, três 
perguntas são consideradas fundamentais para 
a identificação dos eventos intermediários e bási-
cos e de suas relações lógicas; são elas:
�� Que falhas podem ocorrer?
�� Como essas falhas podem ocorrer?
�� Quais são as causas dessas falhas?
DicionárioDicionário
Álgebra Booleana: ramo da matemática que des-
creve o comportamento de funções lineares ou 
variáveis binárias: on/off; aberto/fechado; verda-
deiro/falso. Todas as árvores de falhas coerentes 
podem ser convertidas numa série equivalente 
de equações “booleanas”. Para proceder ao estudo 
quantitativo da AAF, é necessário conhecer e re-
lembrar algumas definições da Álgebra de Boole. 
A Álgebra Booleana foi desenvolvida pelo mate-
mático George Boole para o estudo da lógica.
Pode-se também determinar caminhos crí-
ticos, sequências de eventos com maior probabili-
dade de levar ao evento indesejado (denominado 
evento-topo, por situar-se no topo, ou no tronco 
de uma árvore invertida, cujas bifurcaçõessão as 
raízes).
Observações: pode ser realizada em dife-
rentes níveis de complexidade. Ótimos resulta-
dos podem ser conseguidos apenas com a forma 
qualitativa de análise. Completa-se excelente-
mente com a Análise de Modos de Falhas e Efei-
tos (AMFE).
Alguns significados básicos:
�� Evento: desvio, indesejado ou espera-
do, do estado normal de um compo-
nente do sistema;
�� Evento-Topo: evento indesejado ou hi-
pótese acidental. Localizado no topo da 
árvore de falhas, é desenvolvido até que 
as falhas mais básicas do sistema sejam 
identificadas, por meio de relações lógi-
cas que estabelecem as relações entre 
as falhas;
�� Evento Intermediário: evento que 
propaga ou mitiga um evento iniciador 
(básico) durante a sequência do aciden-
te;
�� Evento Básico: um evento é considera-
do básico, quando nenhum desenvolvi-
mento a mais é julgado necessário;
�� Evento Não Desenvolvido: evento 
que não pode ser desenvolvido porque 
não há informações disponíveis.
�� Porta Lógica (Comporta Lógica): for-
ma de relacionamento lógico entre os 
eventos de entrada (input-lower) e o 
evento de saída (output-higher). Esses 
relacionamentos lógicos são normal-
mente representados como portas E 
(AND) ou OU (OR).
A diagramação lógica da árvore de falhas 
com bifurcações sucessivas é feita utilizando-se 
símbolos e comportas lógicas, indicando o rela-
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66
cionamento entre os eventos considerados. As 
duas unidades básicas ou comportas lógicas en-
volvidas são os operadores E e OU, que indicam 
o relacionamento casual entre eventos dos níveis 
inferiores que levam ao evento-topo. As combi-
nações sequenciais desses eventos formam os di-
versos ramos da árvore.
A relação lógica entre os eventos-topo, in-
termediários e básicos é representada por símbo-
los lógicos, cujos principais são:
Figura 13 – Símbolos lógicos utilizados em uma árvore de falhas.
Fonte: Amorim (2013).
De forma geral, a sequência para o desen-
volvimento de uma árvore de falhas contempla as 
seguintes etapas:
�� Seleção do evento indesejável ou falha, 
cuja probabilidade de ocorrência deve 
ser determinada. Seleção do “Evento-To-
po” (na aplicação em estudos de análise 
de riscos, normalmente o evento-topo 
é definido a partir de uma hipótese aci-
dental, identificada anteriormente, pela 
aplicação de técnicas específicas, como 
Análise Preliminar de Perigos, HazOp, 
Análise de Modos de Falhas e Efeitos e 
What-If, entre outras;
�� Revisão dos fatores intervenientes: am-
biente, dados do projeto, exigências do 
sistema etc., determinando as condi-
ções, eventos particulares ou falhas que 
possam vir a contribuir para ocorrência 
do evento-topo selecionado;
�� Construção da árvore de falhas, deter-
minando os eventos que contribuem 
para a ocorrência do evento-topo, esta-
belecendo as relações lógicas entre os 
mesmos;
�� Montagem, através da diagramação 
sistemática, dos eventos contribuintes 
e falhas levantadas na etapa anterior, 
mostrando o inter-relacionamento en-
tre esses eventos e falhas, em relação 
ao evento-topo. O processo inicia com 
os eventos que poderiam, diretamente, 
causar tal fato, formando o primeiro ní-
vel – o nível básico. 
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�� Seguir esse procedimento para os even-
tos intermediários até a identificação 
dos eventos básicos em cada um dos 
“ramos” da árvore; 
�� À medida que se retrocede, passo a pas-
so, até o evento topo, são adicionadas 
as combinações de eventos e falhas 
contribuintes. Desenhada a árvore de 
falhas, o relacionamento entre os even-
tos é feito através das comportas lógi-
cas;
�� Realizar uma avaliação qualitativa da ár-
vore elaborada, dando especial atenção 
para a ocorrência de eventos repetidos; 
�� Através de Álgebra Booleana são de-
senvolvidas as expressões matemáticas 
adequadas, que representam as entra-
das da árvore de falhas. Cada comporta 
lógica tem implícita uma operação ma-
temática, podendo ser traduzidas, em 
última análise, por ações de adição ou 
multiplicação;
�� Aplicação das probabilidades ou fre-
quências nos eventos básicos; 
�� Cálculo das frequências dos eventos 
intermediários, de acordo com as rela-
ções lógicas estabelecidas, ou seja, de-
terminação da probabilidade de falha 
de cada componente;
�� A probabilidade de ocorrência do even-
to-topo será investigada pela combina-
ção das probabilidades de ocorrência 
dos eventos que lhe deram origem.
Entre os principais benefícios do uso da AAF, 
em estudos de análise de riscos pode-se destacar:
�� Conhecimento detalhado de uma insta-
lação ou sistema;
�� Estimativa da confiabilidade de um de-
terminado sistema;
�� Cálculo da frequência de ocorrência de 
uma determinada hipótese acidental;
�� Identificação das causas básicas de um 
evento acidental e das falhas mais pro-
váveis que contribuem para a ocorrên-
cia de um acidente maior;
�� Detecção de falhas potenciais, difíceis 
de ser reconhecidas;
�� Tomada de decisão quanto ao controle 
dos riscos associados à ocorrência de 
um determinado acidente, com base 
na frequência de ocorrência calculada e 
nas falhas contribuintes de maior signi-
ficância. 
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 Figura 14 – Estrutura de uma árvore de falhas.
Fonte: Campos (2012).
Figura 15 – Exemplo genérico de uma árvore de falhas. 
Fonte: Campos (2012).
Exemplo 1 
A falha catastrófica de uma luminária é: “Fa-
lha da luminária em acender”; logo, esse será o 
“evento-topo” da árvore de falhas.
Considerando que os componentes desse 
sistema (luminária) são, de forma simplificada, a 
lâmpada, o fio, o interruptor e a corrente elétrica, 
o analista deve procurar identificar cada uma das 
possíveis causas (falhas) desses componentes, de 
forma a estabelecer uma relação lógica entre elas 
para subsidiar a elaboração da árvore de falhas; 
assim, as possíveis causas (falhas) que podem le-
var ao evento-topo (falha da luminária em acen-
der) incluem: 
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Figura 16 – Esquema para elaboração da árvore de falhas para falha de uma luminária.
Fonte: Amorim (2013).
Tomando por base a identificação desses 
eventos (falhas), vamos estruturar a árvore de fa-
lhas para o evento-topo definido, conforme mos-
tra a Figura 17.
Figura 17 – Árvore de falhas para falha de uma luminária.
Fonte: Amorim (2013).
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70
Exemplo 2 
Evento indesejado para um congressista 
que não consegue chegar a tempo à conferência.
Figura 18 – Árvore de falhas para um congressista que não consegue chegar a tempo à conferência.
Fonte: Campos (2012).
Exemplo 3 
Evento indesejado para falha em um siste-
ma de alarme de fogo domiciliar.
Figura 19 – Árvore de falhas para sistema de alarme de fogo domiciliar.
Fonte: Campos (2012).
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71
A Análise da Árvore de Eventos (AAE) é um 
método lógico-indutivo para identificar as várias 
e possíveis consequências resultantes de um cer-
to evento inicial.
É composta por um diagrama que descreve 
a sequência de eventos para que ocorra um aci-
dente.
Cada ramificação desse diagrama possui 
apenas duas possibilidades: Sucesso ou Fracasso.
A técnica busca determinar as frequências 
das consequências decorrentes dos eventos in-
desejáveis, utilizando encadeamentos lógicos a 
cada etapa de atuação do sistema.
Como observado nas técnicas já apresen-
tadas e nos exemplos anteriores, nas aplicações 
de análise de risco, o evento inicial da árvore de 
eventos é, em geral, a falha de um componente 
ou subsistema, sendo os eventos subsequentes 
determinados pelas características do sistema.
Para o traçado da árvore de eventos as se-
guintes etapas devem ser seguidas:
a) Definir o evento inicial que pode con-
duzir ao acidente;
3.10Análise de Árvore de Eventos (AAE) – Event Tree Analysis (ETA)
b) Definir os sistemas de segurança (ações) 
que podem amortecer o efeito do even-
to inicial;
c) Combinar em uma árvore lógica de de-
cisões as várias sequências de aconte-
cimentos que podem surgir a partir do 
evento inicial;
d) Uma vez construída a árvore de even-
tos, calcular as probabilidades associa-
das a cada ramo do sistema que conduz 
a alguma falha (acidente).
A árvore de eventos deve ser lida da esquer-
da para a direita. Na esquerda começa-se com o 
evento inicial e segue-se com os demais eventos 
sequenciais. A linha superior é NÃO e significa 
que o evento não ocorre, a linha inferior é SIM e 
significa que o evento realmente ocorre.
O exemplo genérico da Figura 20 represen-
ta, esquematicamente, o funcionamento da téc-
nica de AAE.
Figura 20 – Exemplo genérico para uma árvore de eventos (AAE).
Fonte: Campos (2012).
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72
Exemplo fictício para proceder a análise 
quantitativa 
Investigar a probabilidade de descarrila-
mento de vagões ou locomotivas, dado que exis-
te um defeito nos trilhos.
O descarrilamento pode ser causado por 
qualquer uma das três falhas assinaladas.
Figura 21 – Árvore de eventos (AAE) – descarrilamento de vagões. 
Fonte: Campos (2012).
3.11 Análise de Causas e Consequências
Visa à identificação dos fatores que podem 
causar acidentes.
Sua metodologia utiliza a preparação de 
árvore de eventos, buscando o detalhamento de 
evento para determinação de suas causas básicas 
(árvore de falhas).
Como resultados, deseja-se obter a deter-
minação de medidas de redução de eventos aci-
dentais.
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73
Caro(a) aluno(a), neste capítulo, estudamos as principais técnicas para a identificação de perigos 
num empreendimento, que foram: 
1. Análise Preliminar de Perigos (APP);
2. Estudo de perigos e operabilidade (HazOp – Hazard and Operability Study).
3. Lista de verificação (Checklist);
4. Análise “E se...” (“What if...?”);
5. Análise de Modos de Falhas e Efeitos (AMFE);
6. Análise histórica de acidentes;
7. Inspeção de segurança;
8. Análise de causas e consequências.
9. Análise de Árvore de Falhas (AAF);
10. Análise de Árvore de Eventos (AAE).
3.12 Resumo do Capítulo
3.13 Atividades Propostas
1. Cite as principais características da metodologia de desenvolvimento de uma APP e quando 
que é indicada. Faça uma pesquisa e procure um exemplo que tenha utilizado a APP como 
técnica para Identificação de Risco.
2. Cite as principais características da metodologia de desenvolvimento de um HazOp e quando 
que é indicado. Faça uma pesquisa e procure um exemplo que tenha utilizado o HazOp como 
técnica para Identificação de Risco.
3. Analisando o evento indesejável “Queda de Elevador Provisório de Passageiros” por rompi-
mento do cabo, monte a Árvore de Falhas (AAF) para esse evento.
4. Considere uma instalação na qual os reagentes A e B reagem entre si para formar o produto 
C. Suponha que a química do processo é tal que a concentração de B não deva nunca exceder 
a de A, senão ocorreria uma explosão: Reação química: A + B = C. Para o caso apresentado, 
considerando a variável Fluxo de A, selecione duas palavras-guia e monte a planilha HazOp1.
5. Liste a sequência de atividades que você teria que fazer para lavar 5 kg de roupa utilizando a 
lavadora automática. Em seguida monte uma tabela What-If.
1 Obs.: Exercícios 3 e 4 foram retirados do material de Estudos de Riscos, do professor A. Castellar (2008).
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ESTUDO DE ANÁLISE DE RISCO 
AMBIENTAL (EAR)4
Com a publicação da Resolução nº 1, de 
23/01/1986, do Conselho Nacional do Meio Am-
biente (CONAMA), que instituiu a necessidade de 
realização do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) 
e do respectivo Relatório de Impacto Ambiental 
(RIMA) para o licenciamento de atividades modi-
ficadoras do meio ambiente, os estudos de aná-
lise de riscos passaram a ser incorporados nesse 
processo, para determinados tipos de empreen-
dimento, de forma que, além dos aspectos rela-
cionados com a poluição crônica, também a pre-
venção de acidentes maiores fosse contemplada 
no processo de licenciamento.
A avaliação de riscos é uma atividade cor-
relata ao EIA, mas os dois se envolvem em con-
textos separados, por comunidades profissionais 
e disciplinares diferentes.
O Estudo de Análise de Risco (EAR) é uma 
ferramenta amplamente utilizada nas ciências em 
geral e é empregado em áreas como segurança 
no trabalho, gestão de projetos, em computação 
para avaliar a fragilidade de hardwares e softwa-
res, entre outras.
Nesta apostila, para a elaboração de um Es-
tudo de Análise de Risco (EAR), nos baseamos nas 
orientações contidas no Manual de Orientação 
para a Elaboração de Estudos de Análise de Riscos 
(Norma P4.261 ) da CETESB. 
A seguir, reproduziremos o capítulo da 
P4.261 da CETESB, que apresenta as definições e 
descreve as metodologias para a elaboração de 
um EAR.
Neste momento, cabe um comentário. Va-
mos nos restringir somente ao estudo da norma 
da CETESB. As demais normas, como a da FEPAM, 
são estruturalmente equivalentes, mas possuem 
algumas diferenças e especificidades em alguns 
pontos mínimos, e discutir esses aspectos não 
seria adequado neste momento, pois tornaria a 
leitura extensa e desgastante.
Assim, vamos nos concentrar no aprendiza-
do da estrutura básica de um EAR. Caso você sin-
ta a necessidade de ampliar o seu conhecimento 
ou por questões profissionais, poderá, posterior-
mente, observar essas diferenças mais detalhada-
mente.
4.1 Etapas de um Estudo de Análise de Risco (EAR)
De modo geral, um estudo de análise de 
risco pode ser dividido nas etapas que seguem 
(CETESB, 2003):
�� Caracterização do empreendimento e 
da região;
�� Identificação dos perigos e consolida-
ção de cenários de acidentes;
�� Estimativa dos efeitos físicos e análises 
de vulnerabilidade;
�� Estimativa de frequências;
�� Estimativa e avaliação de riscos;
�� Gerenciamento de riscos.
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76
Vamos detalhar cada uma dessas etapas 
para sua melhor compreensão.
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Uma aplicação importante do EAR é a sua utilização pelas instituições financeiras.
Porém, com o aumento da consciência ambiental e as exigências mercadológicas para que os empreendimentos em 
geral sejam sustentáveis, as instituições financeiras vêm utilizando o conceito de Análise de Risco Ambiental com a 
finalidade de exigir que seja cumprido o aspecto da sustentabilidade nas operações das grandes empresas, condicio-
nando os resultados obtidos no EAR a liberação de linhas de crédito especiais e outros exemplos.
Assim, aproveitamos a oportunidade para indicar a você uma leitura do artigo: Avaliação Contábil do Risco Ambiental, 
de Sebastião Bergamini Junior, publicado inicialmente na Revista do BNDES, Rio de Janeiro, v. 7, n. 14, p. 301-328, dez. 
2000. 
Esse artigo está disponível na internet. Você pode efetuar o download no próprio site do BNDES.
Disponível em: http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Publicacoes/Consulta_Expres-
sa/Setor/Meio_Ambiente/200012_12.html. 
Figura 22 – Etapas para a elaboração de estudos de análise de riscos.
Fonte: CETESB (2003).
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Entre as finalidades desta etapa, destaca-
mos a identificação de aspectos comuns que pos-
sam interferir, tanto no empreendimento quanto 
no meio ambiente, assim como a identificação 
na região de atividades que possam interferir no 
empreendimento sob o enfoque operacional e 
de segurança, e, por fim, estabelecer uma relação 
direta entre o empreendimento e a região sob in-
fluência.
Como produto final dessa etapa, espera-se 
obter um diagnóstico das interfaces existentes 
entre o empreendimento em análisee o local de 
sua instalação e a caracterização dos aspectos re-
levantes que subsidiarão os estudos de análise de 
risco, definindo os métodos, diretrizes ou necessi-
dades específicas, além de propiciar o auxílio na 
determinação do nível de abrangência do estudo.
Assim, essa etapa inicial do trabalho deve 
contemplar os seguintes aspectos:
�� Realização de levantamento fisiográfico 
da região sob influência do empreendi-
mento;
�� Caracterização das atividades e dos as-
pectos operacionais;
�� Cruzamento das informações e inter-
pretação dos resultados.
Para efetuar um completo e eficaz levan-
tamento de dados para a caracterização do em-
preendimento e da região, devemos obter os da-
dos referentes à localização do empreendimento 
que englobam: planta planialtimétrica do entor-
no da instalação, corpos d´água, consumo huma-
no, abastecimento industrial, utilização agrope-
cuária, geração de energia e piscicultura.
Quando o empreendimento objeto do EAR 
localizar-se em áreas litorâneas, devemos ma-
pear e obter os dados referentes aos manguezais, 
praias (abertas ou protegidas), costões, estuários, 
portos e áreas de navegação, núcleos habitacio-
4.2 Caracterização do Empreendimento e da Região
nais (tipo e nº de habitantes), áreas urbanas, áreas 
de expansão urbana, áreas rurais.
Os aspectos referentes aos sistemas viários 
também são importantes, devendo-se observar 
as informações referentes às vias urbanas, consi-
derando fluxo e tipo de tráfego, rodovias, ferro-
vias, hidrovias e aeroportos.
Também devem ser levados em conside-
ração os dados referentes a cruzamentos e/ou 
interferências, como adutoras, galerias, eletrodu-
tos, gasodutos, oleodutos, linhas de transmissão 
de energia elétrica, áreas geotecnicamente instá-
veis, regiões sujeitas a inundações, áreas de pre-
servação ou de proteção ambiental, áreas ecolo-
gicamente sensíveis.
Como vimos nos relatos dos grandes aci-
dentes ambientais descritos no Capítulo 1, as 
características meteorológicas também represen-
tam fatores importantes, devendo-se observar os 
dados referentes à temperatura, categoria de es-
tabilidade atmosférica, umidade relativa do ar e 
velocidade e direção de ventos.
Em relação à caracterização das atividades e 
dos aspectos operacionais do empreendimento, 
devemos obter os dados referentes à planta geral 
da instalação, do arranjo físico (layout), especifica-
ção dos equipamentos, descrição das operações 
e procedimentos de segurança, identificação e 
caracterização de fontes de ignição.
Em relação aos aspectos operacionais, de-
vemos obter os dados referentes às substâncias 
envolvidas, como inventários, formas de armaze-
namento, características físico-químicas, caracte-
rísticas toxicológicas, fluxogramas de engenharia 
e de processo, instrumentação, dados opera-
cionais que englobam informações referentes à 
pressão e vazão e sobre os sistemas de segurança.
�� Distribuição populacional da região; 
�� Descrição física e layout da instalação 
em escala; 
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�� Carta planialtimétrica ou fotos aéreas 
que apresentem a circunvizinhança ao 
redor da instalação;
�� Características climáticas e meteoroló-
gicas da região; 
�� Substâncias químicas identificadas atra-
vés de nomenclatura oficial e número 
CAS, incluindo quantidades, formas de 
movimentação, armazenamento e ma-
nipulação, contemplando suas caracte-
rísticas físico-químicas e toxicológicas. 
Devem ser consideradas as matérias-
-primas, produtos auxiliares, interme-
diários e acabados, bem como resíduos, 
insumos e utilidades; 
�� Descrição do processo e rotinas opera-
cionais; 
�� Apresentação de plantas baixas das 
unidades e fluxogramas de processos, 
de instrumentação e de tubulações; 
�� Sistemas de proteção e segurança. 
4.3 Identificação dos Perigos e Consolidação de Cenários de Acidentes
Esta etapa tem por objetivo identificar os 
possíveis eventos indesejáveis que podem levar 
à materialização de um perigo, para que possam 
ser definidas as hipóteses acidentais que poderão 
acarretar consequências significativas.
Para tanto, devem ser empregadas técnicas 
específicas para a identificação dos perigos, entre 
as quais cabe mencionar:
1. Análise Preliminar de Perigos (APP); 
2. Estudo de perigos e operabilidade (Ha-
zOp – Hazard and Operability Study).
3. Análise “E se...” (What if...?);
4. Lista de verificação (Checklist);
5. Análise de Modos de Falhas e Efeitos 
(AMFE).
4.4 Estimativa dos Efeitos Físicos e Análises de Vulnerabilidade
Tomando-se por base as hipóteses de aci-
dentes identificadas na etapa anterior, cada uma 
deverá ser estudada em termos das possíveis con-
sequências que possam ser ocasionadas, mensu-
rando-se os impactos e danos causados por essas 
consequências.
Para tanto, deverão ser utilizados modelos 
de cálculo que possam representar os possíveis 
efeitos decorrentes das diferentes tipologias aci-
dentais, tais como:
�� Radiações térmicas de incêndios;
�� Sobrepressões causadas por explosões;
�� Concentrações tóxicas decorrentes de 
emissões de gases e vapores.
Estimadas as possíveis consequências de-
correntes dos cenários gerados pelas hipóteses 
acidentais, esses resultados deverão servir de 
base para a análise do ambiente vulnerável no 
entorno da instalação em estudo.
A estimativa dos efeitos físicos decorrentes 
dos cenários acidentais envolvendo substâncias 
inflamáveis deverá ser precedida da elaboração 
de Árvores de Eventos, para a definição das dife-
rentes tipologias acidentais.
A Análise de Árvores de Eventos (AAE) de-
verá descrever a sequência dos fatos que possam 
se desenvolver a partir da hipótese acidental em 
estudo, prevendo situações de sucesso ou falha, 
de acordo com as interferências existentes até 
a sua conclusão, com a definição das diferentes 
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tipologias acidentais. As interferências a serem 
consideradas devem contemplar ações, situações 
ou mesmo equipamentos existentes ou previstos 
no sistema em análise, que se relacionam com o 
evento inicial da árvore e que possam acarretar 
diferentes “caminhos” para o desenvolvimento da 
ocorrência, gerando, portanto, diferentes tipos de 
fenômeno.
A estimativa dos efeitos físicos deverá ser 
realizada através da aplicação de modelos mate-
máticos que efetivamente representem os fenô-
menos em estudo, de acordo com as hipóteses 
acidentais identificadas e com as características e 
comportamento das substâncias envolvidas.
Os modelos a serem utilizados deverão si-
mular a ocorrência de liberações de substâncias 
inflamáveis e tóxicas, de acordo com as diferentes 
tipologias acidentais.
Para uma correta interpretação dos resulta-
dos, esses modelos requerem uma série de infor-
mações que devem estar claramente definidas. 
Portanto, neste capítulo estão definidos os pres-
supostos que deverão ser adotados para o desen-
volvimento dessa etapa do estudo de análise de 
riscos, bem como a forma de apresentação dos 
resultados. Qualquer alteração nos dados aqui 
apresentados deverá ser claramente justificada.
Deve-se ressaltar que todos os dados utili-
zados na realização das simulações deverão ser 
acompanhados das respectivas memórias de cál-
culo, destacando-se, entre outros, os cálculos das 
taxas de vazamento, as áreas de poças e as mas-
sas das substâncias envolvidas nas dispersões e 
explosões de nuvens de gás ou vapor.
Condições atmosféricas
Nos estudos de análise de riscos deverão 
ser utilizados dados meteorológicos reais do local 
em estudo, quando estes estiverem disponíveis, 
devendo-se considerar, no mínimo, os valores dos 
últimos três anos, considerando:
�� temperatura ambiente e umidade 
relativa do ar: adotar a média para os 
períodos diurno e noturno; 
�� velocidade do vento: adotar a média 
para os períodos diurno e noturno, indi-
cando a altura da medição; 
�� categoria de estabilidade atmosféri-
ca (Pasquill): adotar aquelas compatí-veis com as velocidades de vento para 
os períodos diurno e noturno, de acor-
do com a Tabela 7; 
�� direção do vento: adotar pelo menos 
oito direções com suas respectivas pro-
babilidades de ocorrência, indicando 
o sentido do vento DE: PARA. Ex.: (N:S 
15%; NW:SE 21%). 
Quando as informações meteorológicas 
reais não estiverem disponíveis, deverão ser ado-
tados os seguintes dados:
Período diurno:
�� temperatura ambiente: 25 oC;
�� velocidade do vento: 3,0m/s;
�� categoria de estabilidade atmosférica: 
C;
�� umidade relativa do ar: 80%;
�� direção do vento: 12,5% (distribuição 
uniforme em oito direções).
Período noturno:
�� temperatura ambiente: 20 oC; 
�� velocidade do vento: 2,0 m/s; 
�� categoria de estabilidade atmosférica: 
E; 
�� umidade relativa do ar: 80%; 
�� direção do vento: 12,5 %( distribuição 
uniforme em oito direções). 
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Tabela 7 – Categorias de estabilidade em função das condições atmosféricas(*).
Fonte: CETESB (2003).
Topografia
O parâmetro relacionado com a topogra-
fia de uma região é denominado rugosidade da 
superfície do solo, o que considera a presença de 
obstáculos, tais como aqueles encontrados em 
áreas urbanas, industriais ou rurais.
Os valores típicos de rugosidade que deve-
rão ser adotados para diferentes superfícies são:
�� Superfície marítima: 0,06;
�� Área plana com poucas árvores: 0,07; 
�� Área rural aberta: 0,09;
�� Área pouco ocupada: 0,11;
�� Área de floresta ou industrial: 0,17;
�� Área urbana: 0,33.
Tempo de vazamento
Nos casos dos vazamentos estudados, de-
verá ser considerado um tempo mínimo de de-
tecção e intervenção de dez minutos.
Área de poça
Nos reservatório onde existam bacias de 
contenção, a superfície da poça deverá ser aque-
la equivalente à área delimitada pelo dique, des-
de que a quantidade de substância envolvida no 
vazamento seja suficiente para ocupar todo esse 
volume.
Para os reservatórios sem bacia de conten-
ção, a área de espalhamento da substância deve-
rá ser estimada considerando-se uma altura de 3 
cm.
Massa de vapor envolvida no cálculo de 
explosão confinada
Para a estimativa da massa de vapor exis-
tente no interior de um recipiente, deverá ser 
considerada a fase vapor correspondente a, no 
mínimo, 50% do volume útil do recipiente.
Rendimento de explosão
Caso o modelo utilizado para cálculo da so-
brepressão proveniente de uma explosão requei-
ra o seu rendimento, esse valor não deverá ser 
inferior a 10%, quando a massa considerada no 
cálculo da explosão for aquela dentro dos limites 
de inflamabilidade.
Para as substâncias altamente reativas, tais 
como o acetileno e óxido de eteno, deverá ser uti-
lizado rendimento não inferior a 20 %.
A utilização de outros valores que não os 
aqui citados deve ser respaldada por literatura 
técnica reconhecida e atualizada.
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Valores de referência
Substâncias inflamáveis
O valor de referência a ser utilizado no es-
tudo de dispersão deverá ser a concentração cor-
respondente ao Limite Inferior de Inflamabilidade 
(LII).
Para o flashfire deverá ser considerado que, 
na área ocupada pela nuvem de vapor inflamável 
(delimitada pelo LII), o nível de radiação térmica 
corresponderá a uma probabilidade de 100 % de 
fatalidade.
Para os casos de incêndios (jato, poça e fire-
ball), os níveis de radiação térmica a serem adota-
dos deverão ser de 12,5 kW/m2 e 37,5 kW/m2, que 
representam, respectivamente, uma probabilida-
de de 1% e de 50% de fatalidade da população 
afetada, para tempos de exposição de 30 e 20 se-
gundos.
DicionárioDicionário
Bola de fogo (fireball) (CETESB): fenômeno que se 
verifica quando o volume de vapor inflamável, 
inicialmente comprimido num recipiente, escapa 
repentinamente para a atmosfera e, devido à des-
pressurização, forma um volume esférico de gás, 
cuja superfície externa queima, enquanto a massa 
inteira eleva-se por efeito da redução da densida-
de provocada pelo superaquecimento.
Para os casos de sobrepressões decorrentes 
de explosões (CVE, UVCE e BLEVE), deverão ser 
adotados os valores de 0,1 e 0,3 bar. O primeiro 
representa danos reparáveis às estruturas (pare-
des, portas, telhados) e, portanto, perigo à vida, 
correspondendo à probabilidade de 1% de fatali-
dade das pessoas expostas. O segundo represen-
ta a sobrepressão que provoca danos graves às 
estruturas (prédios e equipamentos) e, portanto, 
representa perigo à vida, correspondendo à pro-
babilidade de 50% de fatalidade.
Observação: para a etapa de modelagem 
matemática de consequências, os derivados de 
petróleo listados na Tabela 8 poderão ser simula-
dos como substâncias puras.
Tabela 8 – Substâncias puras equivalentes a derivados de petróleo.
Fonte: CETESB (2003).
Substâncias tóxicas
Para as substâncias tóxicas cuja função ma-
temática do tipo PROBIT esteja desenvolvida, de-
verão ser adotados como valores de referência as 
concentrações tóxicas que correspondem às pro-
babilidades de 1% e 50% de fatalidade, para um 
tempo de exposição de pelo menos 10 minutos 
nos casos de liberações contínuas.
Para as liberações instantâneas, caso esse 
tempo seja inferior, a concentração de referência 
deverá ser calculada mantendo-se as probabilida-
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des de 1% e 50% de fatalidade, para o tempo de 
passagem da nuvem.
Distâncias a serem consideradas
Para cada cenário acidental estudado, as 
distâncias a serem apresentadas deverão ser sem-
pre consideradas a partir do ponto onde ocorreu 
a liberação da substância.
Para os cenários acidentais envolvendo in-
cêndios, as distâncias de interesse são aquelas 
correspondentes aos níveis de radiação térmica 
de 12,5 kW/m2 e 37,5 kW/m2.
No caso de flashfire, a distância de interesse 
será aquela atingida pela nuvem de concentração 
referente ao Limite Inferior de Inflamabilidade 
(LII). Ressalta-se que a área de interesse do flash-
fire é aquela determinada pelo contorno da nu-
vem nessa concentração. Para o evento “explosão 
não confinada de nuvem de vapor na atmosfera 
(UVCE)”, a distância a ser considerada para os ní-
veis de 0,1 bar e 0,3 bar de sobrepressão deverá 
ser aquela fornecida pelo modelo de cálculo da 
explosão utilizado, acrescida da distância equiva-
lente ao ponto médio da nuvem inflamável.
Para o evento “explosão confinada (CVE)”, 
a distância a ser considerada para os citados ní-
veis de sobrepressão, deverá ser aquela fornecida 
pelo modelo de cálculo utilizado, medida a partir 
do centro do recipiente em questão. Quando fo-
rem utilizados modelos de multienergia, o ponto 
da explosão deverá ser o centro geométrico da 
área parcialmente confinada.
Já, para os cenários envolvendo a dispersão 
de nuvens tóxicas na atmosfera, a distância apre-
sentada deverá ser aquela correspondente à con-
centração utilizada como referência, conforme 
apresentado no item Substâncias Tóxicas.
Apresentação dos resultados 
Tabelas
Para cada um dos cenários acidentais con-
siderados no estudo, deverão ser apresentados, 
de forma clara, os dados de entrada, como pres-
são, temperatura, área de furo ou ruptura, área 
do dique e quantidade vazada, entre outros, bem 
como os dados meteorológicos assumidos.
Os resultados deverão ser tabelados de for-
ma a relacionar os valores de referência adotados 
e as respectivas distâncias atingidas.
A seguir, apresentam-se algumas sugestões 
da forma de apresentação dos dados de entrada 
(Tabela 9) e dos resultados (Tabelas 10 e 11) para 
um determinado cenário acidental.
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Tabela 9 – Exemplo – dados de entrada.
Fonte: CETESB (2003).
Tabela 10 – Exemplo – resultados – gás tóxico.
Fonte: CETESB (2003).
Tabela 11 – Exemplo – resultados – líquido inflamável.
Fonte: CETESB (2003).
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Mapas
Os resultados dos efeitos físicos decorren-
tes de cada um dos cenários acidentais deverão 
ser plotados em carta planialtimétrica atualizada, 
em escala 1:10.000, quando as dimensões da ins-
talação forem compatíveis com a escala, de forma 
que se tenha uma clara visualização do empreen-
dimento e do seu entorno. Caso contrário, deverá 
ser utilizada uma escala maior, mais adequada.
O mapeamento deverá ser acompanhado 
da interpretação dos resultados obtidos, isto é, 
deverão ser relacionadas às áreas afetadas, que 
deverão estar devidamente caracterizadas, ou 
seja, deverão conter informações sobre os tipos 
de edificação (residenciais, industriais, comerciais, 
hospitalares, escolares, recreativas) presentes nas 
áreas de risco e o número de pessoas atingidas, 
entre outras informações relevantes.
4.5 Estimativa de Frequências
A elaboração de estudos quantitativos de 
análise de risco requer a estimativa das frequên-
cias de ocorrência de falhas de equipamentos re-
lacionados com as instalações ou atividades em 
análise. 
Da mesma forma, a estimativa de proba-
bilidades de erro humano deve muitas vezes ser 
quantificada no cálculo de risco. Esses dados são 
normalmente difíceis de serem estimados, em 
função da indisponibilidade de estudos desse 
tipo.
Para cálculo das frequências de ocorrência 
dos cenários acidentais podem ser utilizadas as 
seguintes técnicas:
�� Análise histórica de falhas decorrentes 
de acidentes, através de pesquisas em 
referências bibliográficas ou em banco 
de dados de falhas;
�� Análise de Árvores de Falhas (AAF);
�� Análise de Árvores de Eventos (AAE).
Em determinados estudos, os fatores exter-
nos ao empreendimento podem contribuir para 
o risco de uma instalação. Nesses casos, devem 
ser também levadas em consideração as probabi-
lidades ou frequências de ocorrência de eventos 
indesejados causados por terceiros ou por agen-
tes externos ao sistema em estudo, como, por 
exemplo, terremotos, enchentes, deslizamentos 
de solo e queda de aeronaves, entre outros.
Os dados referentes às falhas de equipa-
mentos normalmente estão disponíveis nos fa-
bricantes, os quais, na maioria das vezes, mantêm 
bancos de dados baseados nos testes de confiabi-
lidade realizados nas linhas de fabricação. 
Da mesma forma, algumas indústrias man-
têm seus próprios bancos de dados com vistas a 
não só aperfeiçoar a especificação de seus equi-
pamentos, mas também prevenir acidentes e, 
principalmente, subsidiar programas de manu-
tenção.
Com relação ao erro humano, os dados de 
confiabilidade ou probabilísticos de falhas devem 
ser utilizados com muita cautela, uma vez que 
AtençãoAtenção
Entre as técnicas de identificação de perigos 
que estudamos, as mais indicadas para o cálcu-
lo das frequências de ocorrência dos cenários 
acidentais são:
•	 Análise histórica de falhas decorrentes de 
acidentes, através de pesquisas em refe-
rências bibliográficas ou em banco de 
dados de falhas;
•	 Análise de Árvores de Falhas (AAF);
•	 Análise de Árvores de Eventos (AAE).
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diversos fatores influenciam nesse processo, tais 
como:
�� tipos de falha;
�� condições ambientais;
�� características dos sistemas envolvidos;
�� tipos de atividade ou operações realiza-
das;
�� capacitação das pessoas envolvidas;
�� motivação;
�� disponibilidade e qualidade de normas 
e procedimentos operacionais;
�� tempo disponível para execução de ta-
refas.
Um fator que deve ser levado em conside-
ração na análise do erro humano durante a reali-
zação de uma determinada operação diz respeito 
aos erros de manutenção, os quais são responsá-
veis por cerca de 60 a 80% das causas de acidentes 
maiores envolvendo erro humano (AICHE, 2000).
4.6 Estimativa e Avaliação de Riscos
A estimativa e a avaliação dos riscos de um 
empreendimento dependem de uma série de va-
riáveis, por vezes pouco conhecidas e cujos resul-
tados podem apresentar diferentes níveis de in-
certeza. Isso decorre principalmente de que não 
se podem determinar todos os riscos existentes 
ou possíveis de ocorrer numa instalação e tam-
bém da escassez de informações nesse campo.
De acordo com a visão da CETESB (2003), 
os riscos a serem avaliados devem contemplar 
o levantamento de possíveis vítimas fatais, bem 
como os danos à saúde da comunidade existente 
nas circunvizinhanças do empreendimento.
Sendo o risco uma função que relaciona as 
frequências de ocorrências de cenários acidentais 
e suas respectivas consequências, em termos de 
danos ao homem, pode-se, com base nos resulta-
dos quantitativos obtidos nas etapas anteriores do 
estudo, estimar o risco de um empreendimento.
Assim, nos estudos de análise de riscos 
submetidos à CETESB, cujos cenários acidentais 
extrapolem os limites do empreendimento e pos-
sam afetar pessoas, os riscos deverão ser estima-
dos e apresentados nas formas de Risco Social e 
Risco Individual.
Risco social
O risco social refere-se ao risco para um de-
terminado número ou agrupamento de pessoas 
expostas aos danos decorrentes de um ou mais 
cenários acidentais.
A apresentação do risco social deverá ser 
feita através da curva F-N, obtida por meio da plo-
tagem dos dados de frequência acumulada do 
evento final e seus respectivos efeitos represen-
tados em termos de número de vítimas fatais. A 
estimativa do risco social num estudo de análise 
de riscos requer as seguintes informações:
�� tipo de população (residências, estabe-
lecimentos comerciais, indústrias, áreas 
rurais, escolas, hospitais etc.); 
�� efeitos em diferentes períodos (diurno 
e noturno) e respectivas condições me-
teorológicas, para o adequado dimen-
sionamento do número de pessoas ex-
postas; 
�� características das edificações onde as 
pessoas se encontram, de forma que 
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86
possam ser levadas em consideração 
eventuais proteções. 
Diferentes distribuições ou características 
das pessoas expostas podem ser consideradas 
na estimativa dos riscos por intermédio de sim-
plificações, como, por exemplo, através do uso de 
dados médios de distribuição populacional; no 
entanto, deve-se estar atento quanto ao emprego 
dessas generalizações, que pode induzir a erros 
significativos na estimativa dos riscos, razão pela 
qual esses procedimentos devem ser tratados 
com a devida cautela. Ressalta-se que os dados 
oriundos de censos de densidade demográfica 
em áreas urbanas não devem ser utilizados para 
a estimativa da população exposta numa deter-
minada área.
Para cada tipologia acidental, deverá ser 
estimado o número provável de vítimas fatais, de 
acordo com as probabilidades de fatalidades as-
sociadas aos efeitos físicos e em função das pes-
soas expostas nas direções de vento adotadas, 
considerando-se em cada uma dessas direções 
as duas velocidades médias de vento, correspon-
dentes aos períodos diurno e noturno.
A estimativa do número de vítimas fatais 
poderá ser realizada considerando as probabili-
dades médias de morte, conforme segue:
�� aplicar a probabilidade de 75% para as 
pessoas expostas entre a fonte do va-
zamento e a curva de probabilidade de 
fatalidade de 50%;
�� aplicar a probabilidade de 25% para as 
pessoas expostas entre as curvas com 
probabilidades de fatalidade de 50% e 
1%.
A Figura 23 mostra de forma mais clara a es-
timativa do número de ritmos.
Figura 23 – Estimativa do número de vítimas para o cálculo do risco social.
Fonte: CETESB (2003).
Considerando o anteriormente exposto, o 
número de vítimas fatais para cada um dos even-
tos finais poderá ser estimado, conforme segue:
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87
Onde:
Nik = número de fatalidades resultante do evento final;
Nek1 = número de pessoas presentes e expostas no quadrante k até a distância delimitada pela cur-
va correspondente à probabilidade de fatalidade de 50%;
Nek2 = número de pessoaspresentes e expostas no quadrante k até a distância delimitada pela cur-
va correspondente à probabilidade de fatalidade de 1%.
Para o caso de flashfire, o número de pessoas expostas é o correspondente a 100% do número das 
pessoas presentes dentro da nuvem, até o limite da curva correspondente ao Limite Inferior de Inflama-
bilidade (LII); assim tem-se:
Onde:
Nik = número de fatalidades resultante do evento final i;
Nek = número de pessoas presentes no quadrante k até a distância delimitada pela curva correspon-
dente ao LII.
Para cada um dos eventos considerados no estudo, deve ser estimada a frequência final de ocor-
rência, considerando-se as probabilidades correspondentes a cada caso, como, por exemplo, a incidên-
cia do vento no quadrante e a probabilidade de ignição, entre outras; assim, tomando como exemplo a 
liberação de uma substância inflamável, a frequência de ocorrência do evento final i poderá ser calculada 
da seguinte forma:
Onde:
Fi = frequência de ocorrência do evento final i;
fi = frequência de ocorrência do evento final i; 
pk = probabilidade do vento soprar no quadrante k;
pi= probabilidade de ignição.
O número de pessoas afetadas por todos os eventos finais deve ser determinado, resultando numa 
lista do número de fatalidades, com as respectivas frequências de ocorrência. Esses dados devem então 
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88
ser trabalhados em termos de frequência acumulada, possibilitando assim que a curva F-N seja construí-
da; assim, tem-se:
Onde:
FN = frequência de ocorrência de todos os eventos finais que afetam N ou mais pessoas;
Fi = frequência de ocorrência do evento final i;
Ni= número de pessoas afetadas pelos efeitos decorrentes do evento final i.
Risco individual
O risco individual pode ser definido como o 
risco para uma pessoa presente na vizinhança de 
um perigo, considerando a natureza do dano que 
pode ocorrer e o período de tempo em que este 
pode acontecer.
Os danos às pessoas podem ser expressos 
de diversas formas, embora as injúrias sejam mais 
difíceis de serem avaliadas, dada a indisponibili-
dade de dados estatísticos para serem utilizados 
em critérios comparativos de riscos; assim, o risco 
deverá ser estimado em termos de danos irrever-
síveis ou fatalidades.
O risco individual pode ser estimado para 
aquele indivíduo mais exposto a um perigo, para 
um grupo de pessoas ou para uma média de in-
divíduos presentes na zona de efeito. Para um ou 
mais acidentes, o risco individual tem diferentes 
valores.
A apresentação do risco individual deverá 
ser feita através de curvas de iso-risco (contornos 
de risco individual), uma vez que estas possibili-
tam visualizar a distribuição geográfica do risco 
em diferentes regiões. Assim, o contorno de um 
determinado nível de risco individual deverá re-
presentar a frequência esperada de um evento 
capaz de causar um dano num local específico.
Para o cálculo do risco individual num de-
terminado ponto da vizinhança de uma planta in-
dustrial, pode-se assumir que as contribuições de 
todos os eventos possíveis são somados. Dessa 
forma, o risco individual total num determinado 
ponto pode ser calculado pelo somatório de to-
dos os riscos individuais nesse ponto, conforme 
apresentado a seguir:
Onde:
RIx,y = risco individual total de fatalidade no ponto x,y;
 (chance de fatalidade por ano (ano-1))
RIx,y,i= risco de fatalidade no ponto x,y devido ao evento i;
 (chance de fatalidade por ano (ano-1))
n = número total de eventos considerados na análise.
Avaliação de Riscos Ambientais
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89
Os dados de entrada na equação anterior são calculados a partir da equação:
Onde:
RIx,y,i = risco de fatalidade no ponto x,y devido ao evento i;
 (chance de fatalidade por ano (ano-1))
Fi = frequência de ocorrência do evento final i;
pfi = probabilidade que o evento i resulte em fatalidade no ponto x,y, de acordo com os efeitos 
resultantes das consequências esperadas.
Saiba maisSaiba mais
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Você pode complementar este tema (EAR), observando e analisando um EAR completo. Um bom exemplo é o EAR 
feito para a Usina Termelétrica de Tefé, situada no Amazonas. Não deixe de conferir!
Disponível em: http://www.ipaam.am.gov.br/arquivos/download/arqeditor/RIMA/ANEXO%20XII%20-%20EAR.pdf 
A avaliação dos riscos impostos ao ser hu-
mano por um empreendimento depende de 
uma série de variáveis, cujo resultado pode apre-
sentar um nível razoável de incerteza, decorrente 
principalmente da escassez de informações nes-
se campo.
A análise comparativa de riscos requer o 
estabelecimento de níveis de riscos (limites), a 
serem utilizados como referências que permitam 
comparar situações muitas vezes diferenciadas.
O estabelecimento desses níveis envolve 
a discussão da tolerabilidade dos riscos, que de-
pende de um julgamento por vezes subjetivo e 
pessoal, envolvendo temas complexos, como, por 
exemplo, a percepção dos riscos, que varia consi-
deravelmente de indivíduo para indivíduo.
Apesar dessas dificuldades, a definição de 
critérios de tolerabilidade de riscos é importante 
4.7 Avaliação dos Riscos
na medida em que há a necessidade de se avaliar 
os empreendimentos com potencial para causar 
danos à população, decorrentes de acidentes en-
volvendo produtos perigosos.
Assim, independentemente das limitações 
existentes, foi realizado um amplo levantamen-
to dos critérios internacionais atualmente vigen-
tes (Reino Unido, Holanda, Hong Kong, Austrália, 
Estados Unidos e Suíça), a partir dos quais foram 
estabelecidos os critérios de tolerabilidade para 
os riscos social e individual, assumindo-se valores 
médios entre os critérios pesquisados.
A Figura 24 apresenta a curva F-N adotada 
como critério para a avaliação do risco social.
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Figura 24 – Curva F-N de tolerabilidade para risco social.
Fonte: CETESB (2003).
Os riscos situados na região entre as curvas 
limites dos riscos intoleráveis e negligenciáveis, 
denominada ALARP (As Low As Reasonably Prac-
ticable), embora situados abaixo da região de in-
tolerabilidade, devem ser reduzidos tanto quanto 
praticável.
Para o risco individual, foram estabelecidos 
os seguintes limites: 
�� Risco máximo tolerável: 1 x 10-5 ano-1;
�� Risco negligenciável: < 1 x 10-6ano-1.
Para a aprovação do empreendimento, de-
verão ser atendidos os critérios de risco social e 
individual conjuntamente, ou seja, as curvas de 
riscos social e individual deverão estar situadas na 
região negligenciável ou na região ALARP.
Entretanto, nos casos em que o risco social 
for considerado atendido, mas o risco individual 
for maior que o risco máximo tolerável, a CETESB, 
após avaliação específica, poderá considerar o 
empreendimento aprovado, uma vez que o enfo-
que principal na avaliação dos riscos está voltado 
aos impactos decorrentes de acidentes maiores, 
afetando agrupamentos de pessoas, sendo, por-
tanto, o risco social o índice prioritário nessa ava-
liação.
Nos estudos de análise de riscos em dutos, 
os riscos deverão ser avaliados somente a partir 
do risco individual, de acordo com os seguintes 
critérios:
�� Risco máximo tolerável: 1 x 10-4 ano-1; 
�� Risco negligenciável: < 1 x 10-5ano-1.
O conceito da região denominada ALARP 
(As Low As Reasonably Practicable) também se 
aplica na avaliação do risco individual; assim, os 
valores de riscos situados na região entre os limi-
tes tolerável e negligenciável, também, deverão 
ser reduzidos tanto quanto praticável.
4.8 Gerenciamento de Riscos 
As recomendações e medidas resultantes 
do estudo de análise e avaliação de riscos para 
a redução das frequências e consequências de 
eventuais acidentes devem ser consideradas 
como partes integrantes do processo de geren-
ciamento de riscos; entretanto, independente-
mente da adoção dessas medidas, uma instalação 
que possua substâncias ou processosperigosos 
deve ser operada e mantida, ao longo de sua vida 
útil, dentro de padrões considerados toleráveis, 
razão pela qual um Programa de Gerenciamento 
de Riscos (PGR) deve ser implementado e consi-
derado nas atividades, rotineiras ou não, de uma 
planta industrial.
Avaliação de Riscos Ambientais
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91
Embora as ações previstas no PGR devam 
contemplar todas as operações e equipamentos, 
o programa deve considerar os aspectos críticos 
identificados no estudo de análise de riscos, de 
forma que sejam priorizadas as ações de geren-
ciamento dos riscos, a partir de critérios estabele-
cidos com base nos cenários acidentais de maior 
relevância.
O objetivo do PGR é prover uma sistemáti-
ca voltada para o estabelecimento de requisitos 
contendo orientações gerais de gestão, com vis-
tas à prevenção de acidentes.
Programa de Gerenciamento de Riscos I
O escopo aqui apresentado se aplica a em-
preendimentos de médio e grande porte, deven-
do contemplar as seguintes atividades:
�� Informações de segurança de processo;
�� revisão dos riscos de processos; 
�� gerenciamento de modificações; 
�� manutenção e garantia da integridade 
de sistemas críticos; 
�� procedimentos operacionais; 
�� capacitação de recursos humanos; 
�� investigação de incidentes; 
�� Plano de Ação de Emergência(PAE); 
�� auditorias. 
No âmbito do licenciamento ambiental, 
o PGR é parte integrante do processo de avalia-
ção do estudo de análise de riscos. Dessa forma, 
as empresas em avaliação pelo órgão ambiental 
deverão apresentar um relatório contendo as di-
retrizes do PGR, no qual deverão estar claramente 
relacionadas as atribuições, as atividades e os do-
cumentos de referência, tais como normas técni-
cas, legislações e relatórios, entre outros.
Todos os itens constantes do PGR devem 
ser claramente definidos e documentados, apli-
cando-se tanto aos procedimentos e funcionários 
da empresa quanto em relação a terceiros (em-
preiteiras e demais prestadores de serviço) que 
desenvolvam atividades nas instalações envolvi-
das nesse processo.
Toda a documentação de registro das ativi-
dades realizadas no PGR, como, por exemplo, os 
resultados de auditorias, serviços de manutenção 
e treinamentos, devem estar disponíveis para ve-
rificação sempre que necessária pelos órgãos res-
ponsáveis, razão pela qual devem ser mantidos 
em arquivo por, pelo menos, seis anos.
Informações de segurança de processo
As informações de segurança de processo 
são fundamentais no gerenciamento de riscos de 
instalações perigosas. O PGR deve contemplar a 
existência de informações e documentos atuali-
zados e detalhados sobre as substâncias químicas 
envolvidas, tecnologia e equipamentos de pro-
cesso, de modo a possibilitar o desenvolvimento 
de procedimentos operacionais precisos, assegu-
rar o treinamento adequado e subsidiar a revisão 
dos riscos, garantindo uma correta operação do 
ponto de vista ambiental, de produção e de se-
gurança. Assim, as informações de segurança de 
processo devem incluir:
�� Informações das substâncias quími-
cas do processo: incluem informações 
relativas aos perigos impostos pelas 
substâncias, inclusive intermediárias, 
para a completa avaliação e definição 
dos cuidados a serem tomados, quando 
consideradas as características perigo-
sas relacionadas com inflamabilidade, 
reatividade, toxicidade e corrosividade, 
entre outros riscos; assim, é de funda-
mental importância a disponibilidade 
de fichas de informação e orientações 
específicas sobre tais riscos. 
�� Tecnologia de processo: inclui infor-
mações do tipo diagrama de blocos, 
fluxogramas de processo, balanços de 
materiais e de energia, contendo in-
ventários máximos, limites superiores e 
inferiores, além dos quais as operações 
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92
podem ser consideradas inseguras para 
parâmetros como temperatura, pres-
são, vazão, nível e composição e respec-
tivas consequências dos desvios desses 
limites. 
�� Equipamentos de processo: inclui in-
formações sobre os materiais de cons-
trução, diagramas de tubulações e ins-
trumentação (P & IDs), classificação de 
áreas, projetos de sistemas de alívio e 
ventilação, sistemas de segurança, shut-
-down e intertravamentos, códigos e 
normas de projeto. 
�� Procedimentos operacionais: esses 
procedimentos são partes integrantes 
das informações de segurança do pro-
cesso, razão pela qual um plano especí-
fico deve estabelecer os procedimentos 
a serem seguidos em todas as opera-
ções desenvolvidas na planta industrial. 
Revisão dos riscos de processo
O estudo de análise e avaliação de riscos im-
plementado durante o projeto inicial de uma ins-
talação nova deve ser revisado periodicamente, 
de modo a serem identificadas novas situações 
de risco, possibilitando assim o aperfeiçoamento 
das operações realizadas, de modo a manter as 
instalações operando de acordo com os padrões 
de segurança requeridos. 
A revisão dos estudos de análise de riscos 
deverá ser realizada em periodicidade a ser defi-
nida no PGR, a partir de critérios claramente esta-
belecidos, com base nos riscos inerentes às dife-
rentes unidades e operações.
A realização de qualquer alteração ou am-
pliação na instalação industrial, a renovação da 
licença ambiental ou a retomada de operações 
após paradas por períodos superiores a seis me-
ses, são situações que requerem obrigatoriamen-
te a revisão dos estudos de análise de riscos, in-
dependentemente da periodicidade definida no 
PGR, considerando-se sempre os critérios para a 
classificação de instalações industriais.
Gerenciamento de modificações
As instalações industriais estão permanen-
temente sujeitas a modificações com o objetivo 
de melhorar a operacionalidade e a segurança, in-
corporar novas tecnologias e aumentar a eficiên-
cia dos processos. Assim, considerando a com-
plexidade dos processos industriais, bem como 
outras atividades que envolvam a manipulação 
de substâncias químicas perigosas, é imprescin-
dível ser estabelecido um sistema gerencial apro-
priado para assegurar que os riscos decorrentes 
dessas alterações possam ser adequadamente 
identificados, avaliados e gerenciados previa-
mente à sua implementação.
Dessa forma, o PGR deve estabelecer e im-
plementar um sistema de gerenciamento con-
templando procedimentos específicos para a ad-
ministração de modificações na tecnologia e nas 
instalações. Entre outros, esses procedimentos 
devem considerar os seguintes aspectos:
�� Bases de projeto do processo e mecâni-
co para as alterações propostas; 
�� Análise das considerações de seguran-
ça e de meio ambiente envolvidas nas 
modificações propostas, contemplan-
do inclusive os estudos para a análise 
e avaliação dos riscos impostos por es-
sas modificações, bem como as impli-
cações nas instalações do processo à 
montante e à jusante das instalações a 
serem modificadas; 
�� Necessidade de alterações em proce-
dimentos e instruções operacionais, de 
segurança e de manutenção; 
�� Documentação técnica necessária para 
registro das alterações; 
�� Formas de divulgação das mudanças 
propostas e suas implicações ao pes-
soal envolvido; 
�� Obtenção das autorizações necessá-
rias, inclusive licenças junto aos órgãos 
competentes.
Avaliação de Riscos Ambientais
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93
Manutenção e garantia da integridade de sistemas 
críticos 
Os sistemas considerados críticos em insta-
lações ou atividades perigosas, sejam estes equi-
pamentos para processar, armazenar ou manusear 
substâncias perigosas, ou mesmo relacionados 
com sistemas de monitorização ou de segurança, 
devem ser projetados, construídos e instalados 
no sentido de minimizar os riscos às pessoas e ao 
meio ambiente. Para tanto, o PGR deve prever um 
programa de manutenção e garantia da integri-
dade desses sistemas, com o objetivo de garantir 
o correto funcionamento dos mesmos, por inter-
médio de mecanismos de manutenção preditiva,preventiva e corretiva. Assim, todos os sistemas 
nos quais operações inadequadas ou falhas pos-
sam contribuir ou causar condições ambientais 
ou operacionais inaceitáveis ou perigosas devem 
ser considerados como críticos. Esse programa 
deve incluir o gerenciamento e o controle de to-
das as inspeções e o acompanhamento das ativi-
dades associadas com os sistemas críticos para a 
operação, segurança e controle ambiental. Essas 
operações iniciam com um programa de garantia 
da qualidade e terminam com um programa de 
inspeção física que trata da integridade mecânica 
e funcional. Dessa forma, os procedimentos para 
inspeção e teste dos sistemas críticos devem in-
cluir, entre outros, os seguintes itens:
�� Lista dos sistemas e equipamentos críti-
cos sujeitos a inspeções e testes; 
�� Procedimentos de testes e de inspeção 
em concordância com as normas técni-
cas e códigos pertinentes; 
�� Documentação das inspeções e testes, 
a qual deverá ser mantida arquivada 
durante a vida útil dos equipamentos; 
�� Procedimentos para a correção de ope-
rações deficientes ou que estejam fora 
dos limites aceitáveis; 
�� Sistema de revisão e alterações nas ins-
peções e testes. 
Procedimentos operacionais 
Todas as atividades e operações realizadas 
em instalações industriais devem estar previstas 
em procedimentos claramente estabelecidos, 
que devem contemplar, entre outros, os seguin-
tes aspectos: 
�� Cargos dos responsáveis pelas opera-
ções; 
�� Instruções precisas que propiciem as 
condições necessárias para a realização 
de operações seguras, considerando as 
informações de segurança de processo; 
�� Condições operacionais em todas as 
etapas de processo, ou seja: partida, 
operações normais, operações tempo-
rárias, paradas de emergência, paradas 
normais e partidas após paradas, pro-
gramadas ou não; 
�� Limites operacionais. 
Os procedimentos operacionais devem ser 
revisados periodicamente, de modo que repre-
sentem as práticas operacionais atualizadas, in-
cluindo as mudanças de processo, tecnologia e 
instalações. 
A frequência de revisão deve estar clara-
mente definida no PGR, considerando os riscos 
associados às unidades em análise. 
Capacitação de recursos humanos 
O PGR deve prever um programa de treina-
mento para todas as pessoas responsáveis pelas 
operações realizadas na empresa, de acordo com 
suas diferentes funções e atribuições. Os treina-
mentos devem contemplar os procedimentos 
operacionais, incluindo eventuais modificações 
ocorridas nas instalações e na tecnologia de pro-
cesso. 
O programa de capacitação técnica deve 
ser devidamente documentado, contemplando 
as seguintes etapas: 
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�� Treinamento inicial: todo o pessoal 
envolvido nas operações da empre-
sa deve ser treinado antes do início 
de qualquer atividade, de acordo com 
critérios preestabelecidos de qualifica-
ção profissional. Os procedimentos de 
treinamento devem ser definidos de 
modo a assegurar que as pessoas que 
operem as instalações possuam os co-
nhecimentos e habilidades requeridos 
para o desempenho de suas funções, 
incluindo as ações relacionadas com a 
pré-operação e paradas, emergenciais 
ou não. 
�� Treinamento periódico: o programa 
de capacitação deve prever ações para 
a reciclagem periódica dos funcioná-
rios, considerando a periculosidade e 
complexidade das instalações e as fun-
ções; no entanto, em nenhuma situação 
a periodicidade de reciclagem deve ser 
inferior a três anos. Tal procedimento 
visa a garantir que as pessoas estejam 
permanentemente atualizadas com os 
procedimentos operacionais. 
�� Treinamento após modificações: 
quando houver modificações nos pro-
cedimentos ou nas instalações, os 
funcionários envolvidos deverão, obri-
gatoriamente, ser treinados sobre as 
alterações implementadas antes do re-
torno às suas atividades.
Investigação de incidentes
Todo e qualquer incidente de processo ou 
desvio operacional que resulte ou possa resultar 
em ocorrências de maior gravidade, envolvendo 
lesões pessoais ou impactos ambientais, deve ser 
investigado. Assim, o PGR deve contemplar as di-
retrizes e critérios para a realização dessas inves-
tigações, que devem ser devidamente analisadas, 
avaliadas e documentadas.
Todas as recomendações resultantes do 
processo de investigação devem ser implementa-
das e divulgadas na empresa, de modo que situa-
ções futuras e similares sejam evitadas.
A documentação do processo de investiga-
ção deve contemplar os seguintes aspectos:
�� Natureza do incidente;
�� Causas básicas e demais fatores contri-
buintes;
�� Ações corretivas e recomendações 
identificadas, resultantes da investiga-
ção.
Plano de Ação de Emergência (PAE)
Independentemente das ações preventivas 
previstas no PGR, um Plano de Ação de Emergên-
cia (PAE) deve ser elaborado e considerado como 
parte integrante do processo de gerenciamento 
de riscos.
O PAE deve se basear nos resultados obti-
dos no estudo de análise e avaliação de riscos, 
quando realizado, e na legislação vigente, deven-
do também contemplar os seguintes aspectos:
 
�� introdução; 
�� estrutura do plano; 
�� descrição das instalações envolvidas; 
cenários acidentais considerados; 
área de abrangência e limitações do 
plano; 
�� estrutura organizacional, contemplan-
do as atribuições e responsabilidades 
dos envolvidos; 
�� fluxograma de acionamento; 
�� ações de resposta às situações emer-
genciais compatíveis com os cenários 
acidentais considerados, de acordo com 
os impactos esperados e avaliados no 
estudo de análise de riscos, consideran-
do procedimentos de avaliação, contro-
le emergencial (combate a incêndios, 
isolamento, evacuação, controle de va-
zamentos etc.) e ações de recuperação; 
�� recursos humanos e materiais; 
Avaliação de Riscos Ambientais
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95
�� divulgação, implantação, integração 
com outras instituições e manutenção 
do plano; 
�� tipos e cronogramas de exercícios teó-
ricos e práticos, de acordo com os dife-
rentes cenários acidentais estimados; 
�� documentos anexos: plantas de locali-
zação da instalação e layout, incluindo 
a vizinhança sob risco, listas de aciona-
mento (internas e externas), listas de 
equipamentos, sistemas de comunica-
ção e alternativos de energia elétrica, 
relatórios etc. 
Auditorias
Os itens que compõem o PGR devem ser 
periodicamente auditados, com o objetivo de se 
verificar a conformidade e efetividade dos proce-
dimentos previstos no programa.
As auditorias poderão ser realizadas por 
equipes internas da empresa ou mesmo por audi-
tores independentes, de acordo com o estabeleci-
do no PGR. Da mesma forma, o plano deve prever 
a periodicidade para a realização das auditorias, 
de acordo com a periculosidade e complexidade 
das instalações e dos riscos delas decorrentes, 
não devendo, no entanto, ser superior a três anos.
Todos os trabalhos decorrentes das audi-
torias realizadas nas instalações e atividades cor-
relatas devem ser devidamente documentados, 
bem como os relatórios decorrentes da imple-
mentação das ações sugeridas nesse processo.
Programa de Gerenciamento de Riscos II
O escopo aqui apresentado se aplica a em-
preendimentos de pequeno porte, devendo con-
templar as seguintes atividades:
 
�� informações de segurança de processo; 
�� manutenção e garantia da integridade 
de sistemas críticos; 
�� procedimentos operacionais; 
�� capacitação de recursos humanos; 
�� Plano de Ação de Emergência (PAE). 
 
O conteúdo de cada uma das atividades 
acima relacionadas deve contemplar o descrito 
nos respectivos subitens apresentados anterior-
mente. 
4.9 Comunicação de Riscos
Por que comunicar riscos ambientais?
A comunicação de risco surgiu para infor-
mar sobre os riscos para a segurança e a saúde 
que as pessoas estão expostas. O crescente inte-
resse público pelas questões ambientais, em par-
ticular os riscos de impactos ambientais negativos 
provocados porresíduos industriais – inclusive os 
gerados em acidentes –, vem impondo às empre-
sas uma revisão de sua estratégia da gestão am-
biental, com a comunicação de risco tornando-se 
um dos elementos decisivos no gerenciamento 
dessa atividade.
Objetivos da comunicação de risco
A comunicação de risco pode ser elaborada 
visando a diversos objetivos, como, por exemplo:
�� Alertar o público para um risco especí-
fico;
�� Acalmar o público para um risco espe-
cífico;
�� Informar sobre a revisão de estimativas 
de risco;
�� Mudar o comportamento;
�� Auxiliar ou buscar auxílio;
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96
�� Buscar a participação pública e gover-
namental no processo decisório; 
�� Superar oposição pública e governa-
mental às decisões; 
�� Garantir a sobrevivência da organiza-
ção.
De um modo mais genérico, os objetivos de 
uma comunicação de risco são alocados em seis 
categorias: 
Prezado(a) aluno(a), neste capítulo final, você estudou todas as etapas que contemplam um EAR, 
estando entre elas, algumas destacadas nos capítulos iniciais, como a Identificação dos Perigos. Obser-
vou também que o EAR deve ser apresentado numa estrutura preestabelecida. Nesta apostila, desta-
camos apenas as instruções e procedimentos descritos na norma P4.261 da CETESB. Como afirmado 
anteriormente, outras normas como a norma da FEPAM apresentam pequenas diferenças, mas podemos 
dizer que estruturalmente são equivalentes.
 Caso tenha a necessidade de trabalhar com outro padrão não mencionado aqui, bastará você 
efetuar os pequenos ajustes necessários. 
4.10 Resumo do Capítulo 
4.11 Atividades Propostas 
�� Educação e informação;
�� Aprimoramento do conhecimento pú-
blico;
�� Mudança de comportamento e ações 
preventivas;
�� Metas organizacionais;
�� Metas de cunho legal; 
�� Resolução de problemas e conflitos.
1. Quais são os mais relevantes atributos da Comunicação de Risco?
2. Quais são as três principais questões que devem ser levantadas para um bom planejamento no 
campo da comunicação de risco?
3. Quais são as cinco práticas essenciais que influenciam a efetividade da comunicação de risco?
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97
CAPÍTULO 1
1. Entre as diversas aplicações em outras áreas do Estudo de Análise de Riscos podemos citar a 
aplicação na área de Segurança no Trabalho, que com o auxílio de diversas técnicas e elabora-
ção de mapas de riscos procura-se detalhar e reduzir ao mínimo os riscos de acidentes sofridos 
pelos empregados no ambiente de trabalho. Podemos citar também a aplicação na área das 
Ciências Atuariais (Seguros), cujo estudo de forma mais ampla e complexa busca quantificar o 
risco de um determinado evento ocorrer e, assim, servir de base para a determinação do custo 
a ser pago pelo contratante. Também é utilizado na Administração, na área de Gerenciamento 
de Projetos. Outra aplicação ocorre na área de TI e Informática, onde são aplicados os conceitos 
de EAR avaliando-se questões como tempo de downtime de operações e abrangendo diversas 
áreas que vão desde a parte lógica – softwares específicos que não podem ficar sem acesso 
(como banco de dados) – até a parte estrutural (como rede/internet, servidores, armazenamen-
to de dados etc.), além das questões de custos-benefícios em nível de investimento financeiro. 
Em Economia, análise de risco é a verificação dos pontos críticos que possam vir a apresentar 
não conformidade durante a execução de um determinado objetivo. Já no Mercado Financeiro 
pode ser aplicado para tomada de decisões sobre investimentos ou ainda sobre a liberação de 
crédito. Outra área que merece destaque é a utilização do Estudo de Análise de Risco Ambien-
tal pelas instituições financeiras. Uma adequada avaliação dos riscos ambientais vem sendo 
crescentemente demandada por diversos interessados: as empresas, em função dos custos fi-
nanceiros e da imagem pública; a comunidade de negócios, para melhor instrumentalizar a 
precificação de suas transações; as instituições financeiras públicas, pelo seu papel estratégico 
no desenvolvimento sustentável e na proteção ambiental; e a sociedade organizada, para de-
monstrar seu esforço na defesa do bem comum. A comunidade de negócios vem desenvol-
vendo sistemas de avaliação de risco ambiental ao estilo de classificação de risco de crédito 
(rating), os quais têm o objetivo de avaliar duas questões-chave da empresa: mensurar o mon-
tante de seus custos e passivos ambientais; e qualificar sua capacitação efetiva em administrar 
esses custos e passivos. Tais sistemas estão em fase embrionária, considerando situações em 
diversos níveis de complexidade, e sua utilização no ambiente nacional provavelmente se dará 
no longo prazo. Na ausência desses sistemas de rating, a comunidade de negócios baseia-se 
em avaliações sistemáticas realizadas por empresas de auditoria ambiental e consultores espe-
cializados.
RESPOSTAS COMENTADAS DAS 
ATIVIDADES PROPOSTAS
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98
2. 
�� Entre os grandes acidentes ambientais ocorridos, além dos já citados no Capítulo 1, pode-
mos mencionar:
�� Baia de Minamata (Japão – 1958), lançamento de mercúrio usado como catalisador usado 
no processo de produção do cloreto de vinila, matéria-prima do PVC. 143 mortes, 899 reco-
nhecidas como afetadas pela doença de Minamata. 
�� Oppau, na Alemanha, em setembro de 1921, com explosão de um silo estocando uma mis-
tura de sulfato de amônia e nitrato de amônia, com a morte de 561 pessoas, ferimentos em 
2.000 pessoas e destruição de 700 residências. 
�� Texas City, nos Estados Unidos, em 1947, explosão em navio com nitrato de Amônio, cau-
sando 552 mortes e 3.000 feridos. 
�� Feyzin, na França, em janeiro de 1966, com fogo em esferas de propano, que matou 18 
pessoas e feriu 81 pessoas. Destruiu 5 esferas de armazenamento de propano. Perdas de 
68 milhões de dólares. 
�� Rio de Janeiro, no Brasil, em setembro de 1972, ocorreu BLEVE em estocagem de GLP, com 
37 mortes e 53 feridos. 
�� Potchefstroom, na África do Sul, em 1973, com vazamento de amônia e 18 mortes e 65 
intoxicados. 
�� Rio de Janeiro, no Brasil, em março de 1975, vazamento de 6.000 toneladas de petróleo de 
navio. 
�� São Sebastião, no Brasil, com vazamento de 6.000 toneladas de petróleo de navio. 
�� Portstall, no Reino Unido, em março de 1978, com vazamento de 230.000 toneladas de 
petróleo de um navio encalhado e perdas de US$ 85,2 milhões. 
�� Los Afaques, na Espanha, em julho de 1978, com explosão tipo BLEVE de um caminhão 
tanque com 45 m3 de propileno e com 216 mortos e 200 feridos. 
�� Piper Alpha, no Mar do Norte, em julho de 1988, vazamento de gás em plataforma de pe-
tróleo, com 167 mortos e perdas de US$ 3,4 bilhões. 
�� Quebec no Canadá, em agosto de 1988, com incêndio em armazém com 8.000 peças com 
resíduos de bifenilapolicloradas, que culminou com a evacuação de 4.000 pessoas em 17 
dias. 
�� Alasca, nos Estados Unidos, em março de 1989, com vazamento de 40.000 toneladas de 
petróleo de navio encalhado e morte de 100.000 aves. 
�� Ufa, na Rússia, em junho de 1989, com VCE em duto de gás natural, com 645 mortes e 500 
feridos. 
�� Catzacoala, em março de 1991, explosão em planta de processo e vazamento de cloro, com 
perdas de US$ 150 milhões. 
�� Guadalajara, no México, em abril de 1991, com explosão em duto de gasolina, causando 
300 mortes. 
�� Mill Bay, no Reino Unido, em fevereiro de 1996, com vazamento de 70.000 toneladas de 
petróleo de um navio, com 2.300 pássaros mortos. 
�� Araras, no Brasil, em 1998, explosão de caminhão tanque com gasolina e óleo diesel, pro-
vocando 54 mortes. 
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�� Rio de Janeiro, no Brasil, em 2000, vazamento de 1.500.000 de litros de óleo e danos ao 
meio ambiente. 
�� Araucária, no Brasil, em julho de 2000, vazamento de 4.000.000 de litros de óleo e danos ao 
meio ambiente. 
�� Rio de Janeiro,no Brasil, em março de 2001, explosão em plataforma de petróleo, com 11 
vítimas fatais e prejuízos de US$ 500 milhões. 
�� Cidade do Texas, nos Estados Unidos, em março de 2005, quando houve o vazamento de 
hidrocarbonetos leves, seguido de explosão. Mais de 100 pessoas ficaram feridas e 15 pes-
soas morreram, além dos prejuízos materiais.
Todos esses eventos tiveram em comum, como consequência de suas ocorrências, ou o alto 
número de fatalidades ou danos ao meio ambiente, com contaminação da fauna, da flora, 
águas e ar, além de altos prejuízos materiais.
3. Temos o risco de contaminação do meio ambiente pelos resíduos radioativos que demandam 
um forte esquema de segurança para deixá-los isolados. Em um ano, um reator nuclear de 1200 
MW (como p. ex. o de Angra 2) produz 265 kg de resíduo de Plutônio-239, que tem uma meia-
-vida de 24.000 anos. Isso já produz material de sobra para se produzirem danos consideráveis 
às populações humanas e ao meio ambiente em geral.
Podemos destacar também os riscos de acidentes nucleares com as usinas em funcionamento, 
como os exemplos de Chernobyl, na Rússia, em abril de 1986 e Fukushima I, Japão, ocorrido 
após um terremoto e um tsunami em 11 de março de 2011. Esses riscos podem servir de base 
para os argumentos para as pessoas que se posicionam contra a utilização da Energia Nuclear.
Em contrapartida, como argumentos a favor da utilização da Energia Nuclear, podemos citar 
o fato de a Energia Nuclear poder ser utilizada em substituição aos combustíveis fósseis e não 
gerar gases de Efeito Estufa. 
Comparando-se com a energia hidrelétrica, apresenta a vantagem de não necessitar o alaga-
mento de grandes áreas para a formação dos lagos de reservatórios, evitando assim a perda 
de áreas de reservas naturais ou de terras produtivas, bem como a remoção de comunidades 
inteiras das áreas que são alagadas. Outra vantagem da energia nuclear em relação à geração 
hidrelétrica é o fato de que a energia nuclear é imune a alterações climáticas futuras que por-
ventura possam trazer alterações no regime de chuvas.
Já que a maior parte (cerca de 96%) do combustível nuclear queimado é constituída de Urânio 
natural, uma grande parte do combustível utilizado nos reatores nucleares é reprocessada em 
plantas de reprocessamento como a Urenco no Novo México. Cerca de 60% do combustível 
nuclear é mandado diretamente para o reprocessamento. O reprocessamento visa a enrique-
cer novamente o urânio exaurido, tornando possível que ele seja novamente utilizado como 
combustível.
A parte do combustível que não é reprocessada imediatamente é armazenada para reproces-
samento futuro, ou é armazenada definitivamente em depósito próprio.
Cerca de 4% do total do combustível queimado é constituído dos chamados produtos de fissão 
e da série dos actinídeos, que são originados a partir da fissão do combustível nuclear. Estes 
podem incluir elementos altamente radioativos como o Plutônio, Amerício e Césio. Atualmen-
te esses elementos são separados do urânio que será reprocessado e são armazenados em 
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100
depósitos projetados especificamente para armazenamento de elementos radioativos ou utili-
zados em pesquisas. O Plutônio tem valor estratégico e científico particularmente alto por ser 
utilizado na fabricação de armamentos nucleares e também para pesquisas relacionadas aos 
chamados Fast Breed Reactors, que são reatores que operam utilizando uma combinação de 
urânio natural e plutônio como combustível. O Plutônio também é utilizado como combustível 
de satélites artificiais. 
4. Podemos citar os quatro acidentes relacionados a seguir:
�� Goiânia, no Brasil, em setembro de 1987, exposição à radiação ionizante, resultou em 4 
mortos, 129 contaminados e a geração de 13,4 toneladas de lixo contaminado com Cé-
sio-137. 
�� Chernobyl, na Rússia, em abril de 1986, com explosão em usina nuclear, com missão de 
Urânio e 135.000 pessoas evacuadas. O acidente contaminou radioativamente uma área 
de aproximadamente 150.000 km² (corresponde a mais de três vezes o tamanho do estado 
do Rio de Janeiro), sendo que 4.300 km² possuem acesso interditado indefinidamente. Até 
180 quilômetros distantes do reator situam-se áreas com uma contaminação de mais de 
1,5 milhões de Becquerel por km², o que as deixa inabitáveis por milhares de anos.
�� A falha de resfriamento pode ser causada por erros humanos, impacto de catástrofes na-
turais ou ataques terroristas. Foram falhas de funcionários no caso do acidente da usina 
Three Mile Island perto de Harrisburg, Pennsylvania, EUA, que levou à destruição completa 
do reator e ao vazamento de substâncias radioativas com mais de 1,6 · 1015 Bq no dia 28 
de março de 1979 (nível 5 na escala INES).
�� Um terremoto da 8,9 na escala Richter e o subsequente tsunami levou ao acidente nuclear 
de Fukushima I (nível 7 na escala INES). A falha de resfriamento fez os níveis de água nos 
tanques de arrefecimento baixar, provocando aquecimento dos combustíveis e a formação 
de hidrogênio em 4 dos 6 blocos da central. As seguintes explosões destruíram os prédios 
e causaram vazamentos em contêineres de segurança com liberação de materiais radioa-
tivos.
CAPÍTULO 2
As respostas das questões encontram-se descritas ao longo do capítulo. 
CAPÍTULO 3 
As respostas das questões 1 e 2 encontram-se descritas ao longo do capítulo. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_do_Rio_de_Janeiro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_do_Rio_de_Janeiro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Becquerel
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tsunami
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101
3. 
4. 
A é transferido numa vazão especificada (ou seja, o parâmetro é o “fluxo de A” ou “vazão de A”).
O primeiro desvio é obtido aplicando-se a palavra-guia “NENHUM” à intenção. Isso é combina-
do com a intenção para fornecer:
“NENHUM” + “FLUXO DE A” = “NENHUM FLUXO DE A”
O fluxograma é então examinado para estabelecer as causas que podem produzir uma parada 
completa do fluxo de A.
Algumas destas são causas claramente possíveis e, portanto, pode-se dizer que este é um des-
vio importante. Outras, não.
Em seguida, para as causas possíveis deve-se passar para a próxima etapa e avaliar as conse-
quências.
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5. 
1. Selecionar roupa; 
2. Ligar a máquina; 
3. Encher de água; 
4. Adicionar sabão; 
5. Adicionar roupa; 
6. Programar lavagem; 
7. Desligar a máquina; 
8. Retirar roupa; 
9. Estender para secagem.
CAPÍTULO 4
1. Informar e conscientizar acerca dos riscos de segurança e saúde aos quais as pessoas estão 
expostas e ser capaz de explicar os fatores de risco associados às endemias, aos acidentes am-
bientais e à atividade humana são algumas das principais atribuições da comunicação de risco, 
que, ao mesmo tempo que tem de evitar alarde e preocupação indevida à população, deve 
romper com a barreira da linguagem inerente ao vocabulário técnico-científico. A comunica-
ção de risco busca, antes de tudo, sensibilizar a população e a comunidade científica sobre os 
desafios envolvidos em uma grande crise na área de saúde pública ou em quaisquer outras 
áreas correlatas.
2. Para comunicar ao público e aos meios de comunicação de forma adequada, é necessário inda-
gar-se sobre: (1) quais informações são cruciais em mensagens iniciais a fim de promover rea-
ções apropriadas durante uma situação de crise? (2) quais são as mensagens a serem emitidas 
antes, durante e após um incidente? (3) quais são os obstáculos à comunicação eficaz e como 
eles podem ser minimizados?
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3. As cinco práticas são: (1) construção, manutenção ou restauração da confiança do público na-
queles responsáveis por gerenciar a crise e prover informações sobre o tema; (2) comunicados 
rápidos, de forma a contribuir para o controle eficaz de umasituação de crise; (3) transparência, 
que pode ser definida como a comunicação que é aberta, franca, facilmente entendida, com-
pleta e precisa; (4) respeito à preocupação do público, que deve ser vista como legítima, bem 
como pesquisada e respeitada como uma força que irá influenciar no impacto da emergência 
sanitária; (5) planejamento antecipado, vital para a efetiva comunicação em uma crise. O pla-
nejamento da comunicação da crise deve ser uma parte do planejamento da administração da 
própria crise desde o começo.
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riscos. Módulo 12. Ministério do Meio Ambiente. 2006. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/
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	Avaliação de Riscos Ambientais_2013_3_online
	INTRODUÇÃO
	1
	CONTEXTO HISTÓRICO
	1.1 Histórico Mundial
	1.2 Grandes Acidentes
	1.3 Consequências 
	1.4 Resumo do Capítulo1.5 Atividades Propostas
	2
	RISCO AMBIENTAL
	2.2 Outros Conceitos Básicos
	2.3 Tipos de Risco
	2.4 Resumo do Capítulo
	2.5 Atividades Propostas
	3
	TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS 
	3.2 Análise Preliminar de Perigos (APP) – Preliminary Hazard Analysis (PHA)
	3.3 Análise de Perigos e Operabilidade – HazOp (Hazard and Operability Study)
	3.4 Análise “E se...” (“What if...?”)
	3.5 Lista de Verificação (Checklist)
	3.6 Análise de Modos de Falhas e Efeitos (AMFE) – Failure Modes and Effects Analysis (FMEA)
	3.7 Análise Histórica de Acidentes
	3.8 Inspeção de Segurança
	3.9 Análise de Árvore de Falhas (AAF) – Fault Tree Analysis (FTA)
	3.10 Análise de Árvore de Eventos (AAE) – Event Tree Analysis (ETA)
	3.11 Análise de Causas e Consequências
	3.12 Resumo do Capítulo
	3.13 Atividades Propostas
	4
	ESTUDO DE ANÁLISE DE RISCO AMBIENTAL (EAR)
	4.2 Caracterização do Empreendimento e da Região
	4.3 Identificação dos Perigos e Consolidação de Cenários de Acidentes
	4.4 Estimativa dos Efeitos Físicos e Análises de Vulnerabilidade
	4.5 Estimativa de Frequências
	4.6 Estimativa e Avaliação de Riscos
	4.7 Avaliação dos Riscos
	 4.8 Gerenciamento de Riscos 
	4.9 Comunicação de Riscos
	RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS
	REFERÊNCIAS

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