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O LIVRO DOS SELOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
José Cabal e Ana de Lucas 
 
Tradução 
Ruah Huracán 
 
 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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ÍNDICE 
 
1. Introdução .............................................................................................. 3 
2. Conceitos básicos ................................................................................ 5 
3. A descodificação do Tzolkin .............................................................. 10 
4. Os selos ............................................................................................... 13 
4.1. Primeiro nível dos selos: A criança ..................................................................................................... 14 
4.2. Segundo nível dos selos: A criança vai à escola ............................................................................... 16 
4.3. Terceiro nível dos selos: Voltar a casa ............................................................................................... 18 
5. Meditações com os 20 selos .............................................................. 22 
5.1. Dragão ................................................................................................................................................... 22 
5.2. Vento ..................................................................................................................................................... 27 
5.3. Noite ...................................................................................................................................................... 32 
5.4. Semente ................................................................................................................................................ 35 
5.5. Serpente ................................................................................................................................................ 41 
5.6. Enlaçador de Mundos ........................................................................................................................... 45 
5.7. Mão ........................................................................................................................................................ 48 
5.8. Estrela ................................................................................................................................................... 52 
5.9. Lua......................................................................................................................................................... 56 
5.10. Cão ............................................................................................................... Erro! Marcador não definido. 
5.11. Macaco .................................................................................................................................................. 64 
5.12. Humano ................................................................................................................................................. 68 
5.13. Caminhante do céu ............................................................................................................................... 75 
5.14. Mago ...................................................................................................................................................... 78 
5.15. Águia ..................................................................................................................................................... 82 
5.16. Guerreiro ............................................................................................................................................... 86 
5.17. Terra ...................................................................................................................................................... 91 
5.18. Espelho ................................................................................................................................................. 94 
5.19. Tormenta ............................................................................................................................................. 101 
5.20. Sol ....................................................................................................................................................... 104 
6. Os Neurónios Espelho ............................... Erro! Marcador não definido. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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1. Introdução 
Para nós, o Tzolkin é uma mensagem enviada desde dimensões superiores da 
vida a todos os seres humanos sem exceção, portanto, nada tem a ver com 
culturas nem etnias, porque é para todos. 
“Todos sem exceção” é a ERA COMUM, e a era comum é agora. Acreditamos 
que define um momento evolutivo do ser humano real e verdadeiro, porque todos 
os seres humanos estão unidos por uma rede de neurônios espelho que define os 
seres humanos. E não só por isso, mas também porque os seres humanos têm 
no seu interior um elemento enlaçador permanente, expressado no Tzolkin pela 
Noite, porque simplesmente quando estás só e com os olhos fechados, cada vez 
que vês uma pessoa na tua imaginação estás a interagir com ela. A simples 
recordação de uma pessoa interatua de forma real; influi na felicidade ou 
infelicidade dessa pessoa, na sua saúde ou doença; pensando nessa pessoa 
podes ajuda-la a curar-se e a sentir-se feliz. 
A marca de “todos sem exceção” existe e tem sido valorizada desde o princípio da 
sua criação. Católico, por exemplo, significa “de todos sem exceção”, universal, e 
acreditamos que é um valor real porque está no programa da criação, em cada 
pessoa, e fala de todos sem exceção com um mesmo pai em comum. 
Maya e a água 
O Tzolkin é Enlaçador, é maya porque é uma rede. Uma maya ou malha, é igual, 
porque a palavra maya, aplicada a uma das culturas no Centro da América, é uma 
palavra à que se lhe atribui uma fonética, já que nesses idiomas, múltiplos 
idiomas mayas, não havia alfabeto fonético, e os glifos tinham diferentes formas 
de serem ditos. Estão reconhecidas várias dezenas de línguas mayas e a sua 
aproximação com outras vertentes, como os Toltecas, Aztecas, Mexicas, citando 
só os mais conhecidos, que utilizavam também os mesmos glifos, dá uma 
variedade de possibilidades enorme. E na realidade pela estrutura do glifo não se 
pode em nenhum caso deduzir a pronúncia, porque não é fonética. 
 
Mas maya-malha também tem uma relação com a palavra ÁGUA. Uma das 
interpretações de maya é, “o sedimento que deixa a água”. 
Em hebreu “mayim” significa as águas, porque esta palavra faz alusão à pedra 
calcária com que construíram os seus templos e lugares sagrados como os 
cenotes. Sempre é feminina e plural. 
Este é outro dos nossos postulados: maya também faz referência à água. É a 
água, que nós vemos na Terra a formar o mar, os oceanos, os rios, e que também 
vemos nas nuvens a desejar descer, que na realidade é ascendente. 
A água é uma energia celeste de mais além do Sol e forma parte do corpo do ser 
humano em quase uns 80%. Por isso forma parte do Tzolkin. 
Tu és outro eu 
A Semente forma parte da família da água, também chamada família portal, junto 
com a Lua, o Mago e a Tormenta. 
É o único elemento vegetal em todos os selos mayas, sendo casualmente o 
começo temporal. O Dragão é o começo do Tzolkin, mas a sua emergência no 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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tempo é através da família portal, sendo a Semente o primeiro elemento que se 
apresenta desta família. Logo a Semente é o arquétipo da porta do tempo. 
E maya, assim, significaria porta. A Semente, desta forma, seria como a porta 
entre duas dimensões, a do tempo onde estamos nós, e a dimensãomais além 
onde já não existe esse tempo; a dimensão do tempo como cronos, que te 
devora, e a dimensão do mais além do tempo. 
 
A pessoa que vive o “tu és outro eu” é o maya de que falamos, porque uma gota 
de água reconhece a outra gota de água como seu igual, independentemente da 
carga que contenha essa água, porque a água, como se demostra com a 
homeopatia, as flores de Bach e os trabalhos do senhor Emoto, recebe e guarda 
frequências e informações de todo tipo, inclusive de alta espiritualidade. Mas 
quando se juntam duas gotas de água, não se perguntam “de que estás 
carregada?”, mas dizem antes; “tu és outro eu”, porque isso é prioritário. Os seres 
humanos que se sabem água, mayim, também reconhecem a qualquer ser 
humano, inclusive o seu inimigo, como outro eu. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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2. Conceitos básicos 
A modo de resumo ou de introdução, apresentamos alguns dos conceitos do 
Tzolkin nos quais nos baseamos na hora de descobrir os selos mayas. 
 
Mas para avançar na descrição dos selos, portanto, no autoconhecimento, não é 
necessário conhecer estes conceitos em profundidade. 
Pode sufocar-se com tantas ondas, ocultos castelos e família, mas quem sabe 
possa ler-se mais devagar, ou quem sabe simplesmente dar por dado adquirido 
que já se entendeu e seguir em frente. Na realidade isso é quase o melhor, e se 
no final não entendes-te, não te preocupes porque simplesmente significa que, 
quem sabe, não significa nada. E se algo te serve ou ressoa, ainda que não seja 
muito lógico, só então quem sabe, mereça a pena considera-lo meditativamente, 
mas sem ultrapassar. Só se for divertido, se não, não acontece nada. Na 
realidade tudo é muito fácil. 
Os selos, as ondas e o Tzolkin 
Os SELOS são arquétipos, ideogramas, ideias, símbolos, anagramas ou como os 
queiramos denominar. São 20, mas ao mesmo tempo são um. Portanto, podem-
se considerar por separado, mas na realidade são vinte aspetos de uma só 
realidade. 
Chama-se ONDA ENCANTADA a qualquer ciclo de treze: treze dias, treze 
semanas, treze luas, treze anos, etc. Na Onda Encantada de 13 selos, cada selo 
está associado a um tom distinto, com um objetivo comum. O tono 1 é o propósito 
da onda encantada, e portanto dos 13 selos da mesma, e o tom 13 é o que 
termina a onda, determinando o fim do trabalho. 
A onda supõe um trabalho grupal evolutivo. 
 
O Dragão é o selo 1 e a onda 1, o protótipo de tudo o que começa. E é luz, 
porque a luz é a realidade que poderíamos chamar corpórea, sólida, de outra 
dimensão diferente da nossa. E na nossa, o Dragão é luz a tomar uma forma, e 
isso cria os corpos sólidos, mas que na realidade estão compostos de luz. E a luz 
é como falar de voluntários, pessoas que são voluntárias para cumprir uma 
missão. 
Mas quando o selo se transforma em onda, o que há incorporado é a 
transcendência, e a transcendência está composta de consciência, de liberdade, 
e essa liberdade chama-se voluntariedade, portanto está composta de uma 
claridade mental tal que te permite escolher ser voluntário e então começas a 
viver transcendentemente; passas do selo à onda. O selo traduz dimensões 
superiores e é uma proposta; é o que desde dimensões superiores te é sugerido. 
E a onda traduz o ser humano, que está a evoluir; é a resposta que o ser humano 
pode dar à proposta que lhe fazem desde dimensões superiores. A onda é o 
terreno do homem. O ser humano evolui ao viver as ondas. 
É muito importante o conhecimento do teu selo natal e toda a explicação que 
contém acerca do que estás a fazer e das tuas forças ocultas, do teu interior, 
portanto conhecer a tua família e a tua família oculta. Esse trabalho contém 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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elementos desta dimensão, que pode ser de terceira ou quarta, mas são as ondas 
as que te levam a dimensões superiores. 
Os selos têm uma apresentação como SELOS, que os enumera do 1 ao 20, e 
uma apresentação como propósito, ou seja como ONDA, de onde a enumeração 
é diferente. 
A apresentação dos selos como selos, os enumera do 1 ao 20 e é o que constitui 
a primeira coluna do Tzolkin. E a apresentação dos selos como propósito, 
também os enumera do 1 ao 20 ainda que numa ordem diferente, portanto como 
ondas, porque o propósito é o início de uma onda onde vão aparecer os tons. 
 
Na apresentação dos selos do 1 ao 20 podem-se tomar os selos de um em um e 
encontrar que cada um tem um conteúdo individual e próprio, que é o que convém 
à pessoa encontrar associado à sua data natal, para se reconhecer. Reconhecer-
se é basicamente a primeira tarefa, e já supõe muitas vezes, modificações sobre 
ti. 
O selo fala à pessoa, a onda informa sobre o evolutivo, que sempre tem uma 
referência grupal porque a evolução é grupal, e o TZOLKIN fala sobre a 
humanidade como arquétipo. Está formado por 260 períodos temporais, que são 
a combinação de 20 selos e 13 tons. Começa na onda do Dragão, e vai 
recorrendo o resto de ondas até acabar na da Estrela. 
OS SELOS 
1. Dragão 2. Vento 3. Noite 4. Semente 
5. Serpente 6. E. Mundos 7. Mão 8. Estrela 
9. Lua 10. Cão 11. Macaco 12. Humano 
13. C.Céu 14. Mago 15. Águia 16. Guerreiro 
17. Terra 18. Espelho 19. Tormenta 20. Sol 
AS ONDAS 
1. Dragão 2. Mago 3. Mão 4.Sol 
5. C.Céu 6. E. Mundos 7. Tormenta 8. Humano 
9. Serpente 10. Espelho 11. Macaco 12. Semente 
13. Terra 14. Mago 15. Noite 16. Guerreiro 
17. Lua 18. Vento 19. Águia 20. Estrela 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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Além do conteúdo individual que tem cada um dos 20 selos, também contém uma 
informação por ser a primeira vez que aparecem no Tzolkin, ou seja formando um 
bloco com um conteúdo específico como primeira COLUNA, de modo que o valor 
de cada selo se converte em algo diferente em cada coluna. 
A primeira coluna, é em si um programa e uma profecia, portanto é uma proposta 
e também fala-nos de algo que vai acontecer e que, além disso, está a suceder. 
 
Também, considerando cada selo por separado encontramos uma explicação 
para que esse selo apareça em cada coluna associado a um tom diferente. E é o 
ritmo em que aparecem os tons o que contem algo extra para quem se sinta 
motivado a aprofundar esse nível. 
De modo que além de haver uma informação sobre ti pelo teu selo convém 
conhecer a proposta geral. 
A cores, as famílias e os castelos 
Os selos aparecem com uma COR e a cor sempre se apresenta na mesma 
ordem: vermelho, branco, amarelo e azul. Há uma informação associada à cor, 
que converte aos 20 selos em 4 cores. E neste nível transportam uma informação 
similar à dos elementos na astrologia, portanto, o vermelho como terra, o branco 
como água, o azul como fogo e o amarelo como ar. 
Assim, os selos podem-se agrupar de cinco em cinco, com algo que os unifica e 
une, dando lugar às cores. 
 
Mas também se pode agrupar aos selos de quatro em quatro, dando lugar À 
FAMÍLIA. 
Esta nova informação não provém nem do selo, nem da ordem dos selos, nem do 
selo como propósito, nem da coluna, nem da linha horizontal, nem da cor, se não 
que provém da apresentação dos 20 selos na forma circular, aparecendo em cada 
selo, com um ritmo de cinco, um ponto cardinal, que forma uma cruz nesse 
círculo. 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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Todas as cruzes que se podem fazer representam as famílias dos selos. 
 
Cada pessoa pertence à família onde está o seu selo de nascimento, e vive as 
experiências associadas a cada um dos selos desta família, em todos os tons 
possíveis. Portanto, são 52 experiencias (4 selos X 13 tons) que cada pessoa tem 
que viver para se reconhecer. Então, o nascimento num selo concreto também te 
oferece, como profecia e como proposta, uma sequência de 52 possibilidades que 
seinicia no dia que nasces. 
 
Por outro lado, com respeito às ondas, a sua agrupação de quatro em quatro dá 
origem aos CASTELOS, sendo a numeração dos castelos de 1 ao 5, aparecendo 
uma quinta cor que é o verde. 
Isto converte os selos em algo que tem uma cor de 1 ao 4, mas que por sua vez 
está dentro de uma estrutura onde há 5 cores. E estas 5 cores são similares ao 
que expressam os sólidos platónicos, onde a cor verde representa o éter e os 
demais são os mesmos: vermelho-terra, branco-água, azul-fogo e amarelo-ar. 
A apresentação dos selos como selos está associada às 4 cores, e a proposta 
dos selos como ondas está associada às 5 cores. 
As cores têm a ver com as dimensões da vida, e a proposta de 4 cores, que te faz 
saber quem és e te ajuda a reconhecer-te, introduz-te na quarta dimensão, 
enquanto, o conhecimento da apresentação dos selos como propósito, portanto 
das ondas, onde aparecem 5 cores, apresenta-se como transcender a quarta 
dimensão. A apresentação dos selos ajuda-te a entrar na quarta dimensão, e o 
trabalho nas ondas, a transcender a quarta dimensão e entrar em dimensões 
superiores. 
Os Ocultos: 
Outro elemento fundamental associado aos selos é o conhecimento do OCULTO 
DO TEU SELO. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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O oculto do teu selo é o resultado de um espelho duplo no Tzolkin de 260 casas, 
onde tanto o de cima como o de baixo, como o da direita e o da esquerda, se 
refletem mutuamente. 
De tal modo que o que está em cima à esquerda, por exemplo a casa 1, se vê 
refletida abaixo à direita, portanto na casa 260, que é a última. O espelho duplo é 
também uma cruz. 
Isto faz que nas cores apareça essa mesma relação, de modo que os selos 
vermelhos e os amarelos geram ocultos entre si, e os selos brancos e os azuis, 
também. 
 
Há, igualmente, uma estrutura similar à das ondas, em que ficam unidas em ti a 
onda do teu selo natal e a ONDA DO TEU OCULTO, que também convém 
conhecer. Além de estarem unidas em ti, estas ondas estão unidas no Tzolkin, 
onde aparece um centro formado pelo Cão 13 - Macaco 1, que são ocultos entre 
si, e que representam a máxima aproximação dos ocultos num Tzolkin. As ondas 
Espelho, onde está o Cão 13, e o Macaco, são ocultas entre si e estão contiguas, 
próximas, juntas no Tzolkin, e segundo nos vamos distanciando deste centro vão 
aparecendo o resto das ondas ocultas. 
 
Também as ondas expressadas pelos castelos convertem ao castelo 1 e 5 como 
ocultos entre si, o mesmo que o 2 e o 4. E de novo volta a aparecer um centro 
ordenante, neste caso ocupado pelo terceiro castelo. 
 
Os selos ocultos, ondas ocultas e castelos como ocultos mostram que algo 
exterior está unido com algo que não se vê, mas que na realidade é o mesmo. 
De modo que, mais além da aparência, de uma aparente desorganização de 
intenções, há algo que une, talvez oculto, cujo reconhecimento forma parte da 
aprendizagem. 
Os portais no Tzolkin 
Dentro do Tzolkin como símbolo em si, também há uma informação mostrada 
pelo próprio desenho negro sobre branco, que conforma o Tzolkin. As casas 
negras são PORTAIS dimensionais, e dotam as pessoas que nascem aí umas 
tarefas específicas como portais. E no transcurso dos dias, cada vez que estás 
num desses dias ocorrem situações onde estão mais perto os bordes das 
dimensões e as vivências tomam-se com essa intensidade o que favorece a 
evolução e a abertura da consciência. 
 
A consciência é o reconhecimento de que por detrás do tempo e as coisas, está o 
sagrado. Tudo é sagrado, nada é intranscendente. Tudo é transcendente, a 
matéria é luz a cumprir uma missão para ti, cheia de amor, paciência e entrega 
para ti. E o tempo é um espaço vazio à espera que o enchas para que suceda o 
milagre; a expansão, a iluminação, o acesso. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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3. A descodificação do Tzolkin 
O Tzolkin fala sobre os selos em várias direções e em distintos níveis. Não é uma 
só coisa. 
A descodificação do Tzolkin sucede de maneira simultânea aos descobrimentos 
científicos da última geração. 
Para receber a informação contida no Tzolkin é imprescindível a visão de conjunto 
e menos a visão dos detalhes. Sabemos que há um hemisfério cerebral que se 
ocupa preferentemente dos detalhes, da lógica e das recordações, e outro 
hemisfério criativo, que contém uma visão global. Mas esta divisão não é 
excludente, porque agora mesmo se sabe que em qualquer atividade podem 
atuar os dois hemisférios, ainda que haja sempre uma predominância. 
Para receber a mensagem viajando no tempo e conteúdo do Tzolkin, é 
imprescindível utilizar preferentemente o hemisfério criativo, global, holístico. 
Normalmente os estudos são coisas sérias e para isso se utiliza o hemisfério 
lógico. Quem sabe por esse motivo, a riqueza contida no Tzolkin tenha passado 
despercebida, e apareça melhor como um feito folclórico, algo bonito, curioso, 
peculiar, mas de um conteúdo de sabedoria por baixo da nossa ciência. 
O avanço da ciência e o Tzolkin 
Além disso, quanto mais avança a ciência para postulados que se distanciam da 
lógica, mais atraente e sábia se mostra a informação contida no Tzolkin. 
O Tzolkin contém uma informação acerca dos neurônios espelho e a rede que 
une a todos os seres humanos, que estão a precisar de uma maior maturidade na 
humanidade para poder ser reconhecida. 
O reconhecimento dessa rede é simultâneo ao desenvolvimento da Internet, 
porque os neurônios espelho não somente se ativam com o que está a suceder 
diante de ti, mas também que permitem estabelecer conexões no tempo, ou seja 
adentrar-se no passado e conectar com pessoas que inclusive já não estão vivas 
na Terra mas que já transcenderam. 
A energia Reiki nos símbolos maya 
Mas para tais conceitos, também era imprescindível não só o desenvolvimento e 
o reconhecimento dos neurónios espelho ou o desenvolvimento da informática e a 
criação das redes sociais e Internet, se não que era imprescindível também a 
popularização e o descobrimento do Reiki. 
Ainda que o mestre Usui tenha criado em 1922 a sua associação, até 1938 não é 
iniciada nenhuma pessoa ocidental. Nos anos 80 começa a expandir-se a nível 
popular em quase todos os países, e atualmente já há milhões de pessoas 
iniciadas e milhões de pessoas com mestria, portanto que fez falta uma evolução, 
um pouco como faz a água, por impregnação, para que haja uma quantidade 
suficiente de pessoas com essa vibração. 
 
A energia Reiki, portanto a energia em forma de onda, curadora, também está 
contida nos símbolos do Tzolkin. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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Por isso é importante reconhecer a qualidade dos elementos, que é o que se faz 
presente através dos castelos. Por exemplo, a invocação das ondas do primeiro 
castelo, ondas um à quatro, tem um efeito sobre o sólido das pessoas. 
Isso está dito de forma muito rasa e a realidade é mais complexa, mas a 
constante evocação do Dragão e a sua família (na ordem Dragão, Enlaçador, 
Macaco e Guerreiro), seguida da família do Mago (Mago, Tormenta, Semente, 
Lua), da família da Mão (Mão, Humano, Terra, Vento), e da família do Sol (Sol, 
Serpente, Cão, Águia), tem um efeito curador a nível físico; a simples invocação 
ou a simples recitação. 
Quando fazes isto dás-te conta de que em determinadas pessoas reage com mais 
ressonância cada vez que evocas por exemplo o selo azul da família, ou o selo 
branco, ou também te das conta de que a ressonância curadora em determinadas 
pessoas tem mais relação com uma das famílias do que com uma das cores. De 
facto é conveniente recitar todos os castelos, percebendo a ressonância. 
Há uma força curadora na invocação desses selos: a parte emocional, mais 
relacionada com a água, quando passas pelo segundo castelo; o conflito do 
momento presente e a evolução que supõeresolvê-los, com mais ressonância no 
terceiro castelo; assim como a claridade que pode ocorrer quando ativas o quarto 
castelo, com uma clara identificação com a quarta dimensão e a consciência. 
A ativação das células mãe 
Temos falado dos neurônios espelho, das redes sociais, do Reiki, e falta-nos um 
elemento fundamental pela sua realidade, que são as células mãe. 
O Tzolkin tem uma relação direta com a ativação das células mãe. Em todos os 
selos de cor vermelha podemos encontrar algo relacionado com as células mãe. 
 
Pode parecer uma maluquice ou uma fantasia falar tanto de células mãe e 
neurônios espelho quando cada vez há mais pessoas no mundo que necessitam 
de modo permanente, portanto, todos os dias, de tomar medicação para poder 
manter-se vivos. 
Pode parecer uma maluquice ou uma fantasia, e quem sabe o seja, falar de um 
mecanismo existente no ser humano para reconstruir o seu corpo, e de um 
mecanismo que o conecta com os outros seres humanos. 
Efetivamente, quem sabe, sendo uma realidade constatável empiricamente e com 
a qual estão a trabalhar as universidades e os laboratórios, seja uma maluquice 
falar desses dois sistemas que produzem vontade de viver, mas não como algo 
externo se não desde dentro. 
Cada vez há mais pessoas presas ao crónico, precisamente de modo simultâneo 
à descodificação do Tzolkin. 
Quanto mais claramente se conhecem os conteúdos dormentes ou expectantes 
do Tzolkin, mais aumenta o volume de pessoas presas a um fármaco por 
prescrição facultativa. Cada vez há mais pessoas que necessitam de tomar 
diariamente medicação, para baixar a tensão ou o açúcar, manter o sangue 
líquido, conseguir dormir, evitar a depressão, etc. 
É inexplicável. Como é possível que uma pessoa esteja em risco de morrer por 
algo que basicamente vai depender das suas emoções, quando a proposta que 
faz o Tzolkin sobre as emoções é que te levem ao céu, ao prazer, mas não ao 
céu porque morras, mas sim porque vivas. 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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A emoção, representada pelo selo da Lua, é o início do quinto castelo, associado 
ao prazer, à liberdade, à vida, à plenitude. Mas a Lua é o oculto do Humano. A 
pregunta é; a emoção pode matar o humano ou é a não emoção, portanto, não 
viver ou negar as tuas emoções, o que pode matar o humano? 
A Lua e o Humano como selos significam o mesmo; a emoção é o humano, mas 
Humano significa liberdade e pensamentos elevados. De modo que há uma 
relação entre a emoção, a liberdade, os pensamentos elevados, a vida em 
plenitude e o céu, entendendo por céu não uma questão religiosa se não uma 
questão experiencial, uma experiencia. 
Então a pregunta é; a emoção é o que te mata? Ou, não viver a emoção, não 
encontrar pensamentos elevados ou não sentir-te livre é o que te mata? A 
vontade de viver está intimamente relacionada com as CÉLULAS MÃE, e a 
emoção está intimamente relacionada com os NEURÓNIOS ESPELHO, com o tu 
és outro eu, com a empatia. 
Pode parecer um maluquice falar tanto de neurônios espelho e de células mãe 
como algo possível que espera ser realizado, portanto como uma realidade 
existente dentro do ser humano que pode ser ativada, quando a realidade nos 
mostra um cenário que parece contraditório. 
 
Que acontece com as células mãe? Será que as células mãe, para se ativarem e 
gerarem vida, necessitam de que se lhes dê veneno ou que se ativem os 
neurônios espelho? 
Propomos o conhecimento do Tzolkin como antídoto; propomos o espelho, o “tu 
és outro eu, e eu sou outro tu”, como antídoto; propomos encontrar o sagrado na 
sexualidade; propomos encontrar o sagrado na palavra; propomos encontrar o 
sagrado na emoção, na solidariedade; propomos o agradecimento e a bênção. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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4. Os selos 
Há 20 selos. Estes 20 selos são arquétipos, ideogramas, ideias, símbolos, 
anagramas ou como os queiramos denominar. 
São 20, mas ao mesmo tempo são um. Portanto, Podem-se considerar por 
separado, mas são vinte aspetos da mesma realidade. 
Por um lado podem representar a totalidade da vida, da criação, mas também 
podem representar o ser humano na sua totalidade. E representar assim vinte 
aspetos do ser humano mas com vocação de representar a totalidade. 
Nesta aproximação à totalidade, não é a lógica a que nos leva ao encontro, mas 
antes a surpresa, o que te assalta, o repentino, a associação de ideias que te 
sugere algo. Há 20 ressonâncias que vão fazer que desde ti saia de forma criativa 
todo o conhecimento que já está dentro. 
Ao olhar um selo, ele está a dizer-te algo, inclusive mesmo que não te dês conta, 
de forma similar à publicidade, que utiliza anagramas e símbolos. 
Uma característica importante dos selos é que permitem a abertura às sincronias, 
que como diz a real academia da língua é a coincidência de feitos ou fenómenos 
no tempo, algo que poderá ser percebido pelas pessoas que comecem a 
aprofundar no Tzolkin, associado à abertura de consciência. Estas sincronias 
estão mais relacionadas com os selos do que com as palavras. 
 
A sequência de vinte selos é uma sequência numerológica, já que se utiliza para 
contar anos, meses, períodos de tempo, com um valor similar ao que nós lhe 
damos aos números do um ao vinte. Nós temos dez números, e eles tinham vinte. 
Os vinte selos têm um carácter de número, que se utiliza para contar espaços de 
tempo, mas dentro dessa numerologia, o mais importante com relação ao Tzolkin 
é a agrupação dos vinte selos, sempre na mesma ordem, em grupos de treze. 
Esses treze selos são o que forma uma onda encantada, e a ordem em que 
aparecem é o que se denomina tons. 
A análise dos selos 
O Tzolkin fala acerca dos selos em várias direções e em distintos níveis. Não é 
uma só coisa. 
Há informação como selo, como número, como cor, como família, pelo seu oculto, 
pelo seu vinal, pela sua coluna, pela estrutura da sua própria onda como 
propósito, pelo castelo ao que pertence esta onda, etc. 
E há informação extraída de outras associações, que podem mostrar-se evidentes 
e imprescindíveis e que por isso seja apropriado ressaltar. 
Mas tudo isto deve ser personalizado, o que abre de novo um campo muito mais 
amplo e cheio de possibilidades. Portanto se falamos de, por exemplo, um 
Guerreiro auto-existente que nasce num ano Mago magnético é diferente daquele 
que nasceu num ano Tormenta ressonante. Portanto que a energia do ano 
também traz a sua cor ao ver-se personalizada. Mas não só o ano, se não todos 
os elementos que singularizem esta pessoa. 
Normalmente pode ser muito recomendável descrever um selo desde um ângulo 
inusual e muito parcial, porque assim se ressalta algo que está no selo mas que 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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normalmente fica pouco visível quando se considera unicamente o mais 
característico do selo. 
 
E por último há que ter em conta que quando falamos do selo de nascimento de 
uma pessoa, é por sua vez parte do seu karma e do seu dharma, ou seja, é um 
dom e um karma. Por um lado é uma qualidade, mas por outro lado necessita de 
trabalha-lo ativamente. 
 
 
O Tzolkin propõe-te um auto reconhecimento através do teu selo pessoal e a sua 
família, e através do teu tom pessoal. 
A simples invocação interiorizada da mandala que forma a tua família, assim 
como a família do oculto do teu selo natal, pode transportar-te a um auto 
reconhecimento que renova a estrutura celular. 
 
Uma explicação dos selos pode realizar-se por níveis, como aparece na 
continuação, partindo do nível mais sensível, que é uma explicação dirigida à 
criança interior de cada pessoa. 
4.1. Primeiro nível dos selos: A criança 
O primeiro nível de expressão dos selos do calendário maya pode-se dizer que 
esta dirigido à Criança. 
Dentro de cada pessoa há diferentes níveis de personalidade e umé o nível da 
Criança, que precisamente é o que mais utiliza a publicidade, o qual demostra a 
sua força e a sua atualidade, porque a publicidade e toda a indústria associada é 
um sector totalmente em auge e em expansão, inclusive numa sociedade atual 
que se acredita em crise. 
Mas é que dentro de cada pessoa, por mais seria que se acredite essa pessoa e 
que queira aparecer e parecer, há uma criança, porque o nível “criança” está 
também na realidade, portanto na totalidade. E é algo que podemos relacionar 
com a inocência e com o “não ter que pedir permissão para viver”. 
A vida não é séria, porque não necessita de parecer nada. Não necessita de 
parecer responsável; não necessita de parecer comoda; não necessita de parecer 
“limpa” nem honesta. E este nível de inocência e de ingenuidade, 
afortunadamente, e dizemos “afortunadamente” como sinónimo de vitalmente, 
está sempre presente em qualquer pessoa. 
E é a esse nível inocente que se dirige diretamente o calendário maya, 
simplesmente através dos nomes dos selos, portanto os 20 nomes dos 20 selos. 
E sem mais conhecimento do que a existência desses 20 nomes, já começa um 
processo de reencontro com o mais ingénuo mas vital da realidade. 
 
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Além disso queremos dar uma breve explicação dos selos neste primeiro nível de 
criança, poderíamos dizer, por exemplo, que o Dragão é uma personagem talvez 
irreal, ou seja que não é desta dimensão, mas que aparece nos contos infantis; 
une a inocência e a precedência de outra dimensão. 
E em geral a explicação para cada um dos selos poderia ser a seguinte: 
Dragão: Algo de outra dimensão, que vem contactar com o teu ser; com o teu ser 
inocente. 
Vento: Algo invisível mas sentido, movente. Sábio, porque sabe mover barcos, 
moinhos, nuvens. Amigo dos pássaros. 
Noite: A Noite para uma criança é algo misterioso, porque está obscura. É o 
desconhecido, a porta do mistério. As crianças estão quentinhas na sua casa, na 
sua cama; contam-se contos, histórias. Ou seja, a Noite é calor, fantasia, mistério. 
Semente: Todas as plantas. Algo para regar. Flores. Algo para comer. A terra. As 
frutas. Algo doce, saboroso, refrescante. Atrai aos pássaros e aos animaizinhos. 
Serpente: Pois, uma Serpente. 
Enlaçador: Algo que une. 
Mão: Acariciar, fazer coisas. Segurança 
Estrela: Céu, Luz, Noite, Mistério. 
Lua: Luz, Noite, contos, mistério. 
Cão: Amigo, brincar. 
OS SELOS 
1. Dragão 2. Vento 3. Noite 4. Semente 
5. Serpente 6. E. Mundos 7. Mão 8. Estrela 
9. Lua 10. Cão 11. Macaco 12. Humano 
13. C.Céu 14. Mago 15. Águia 16. Guerreiro 
17. Terra 18. Espelho 19. Tormenta 20. Sol 
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Macaco: Brincar, rir, circo. 
Humano: Papá, Mamã, os irmãos, os amigos. 
Caminhante do Céu: Contos e fantasia. 
Mago: Contos e sabedoria. 
Águia: Voar. 
Guerreiro: Lutar. 
Terra: Correr, saltar, montanhas, jardins, casas. 
Espelho: Olhar. 
Tormenta: Chover, raios, trovões. 
Sol: Luz, calor, verão, férias. 
4.2. Segundo nível dos selos: A criança vai à escola 
Mais além do poder de suscitar imagens dos nomes dos selos, há uma espécie 
de necessidade de saber, e talvez “saber” seja parecido a: 
Se és uma menina, agarras a boneca entre os teus braços porque é tua, e 
guarda-la num sítio com os seus vestidos porque é tua, é a tua boneca; e se és 
um menino, e gostas de futebol, gostas de ter uma bola tua. 
Ainda que na verdade é que as crianças cada vez brincam menos com 
brinquedos e mais com máquinas, mas bom, o que queremos dizer é que há um 
nível de conhecimento mais além da ingenuidade, que contém algo de 
apropriação, ou seja de reconhecer como algo é teu, e que de alguma forma te 
conduz a ser um mestre, porque abre o caminho do conhecimento. 
O caminho do conhecimento começa com o reconhecimento. Conheces o que 
reconheces. Para conhecer algo tens que o ter visto pelo menos antes, e vendo-o 
começa a formar parte de ti, porque forma parte do teu universo. E o caminho do 
conhecimento também contém uma expansão que vai de ti para fora. E isso é o 
Universo, ou seja Deus, ou seja tu. 
No mundo dos selos maya inicia-se um caminho de conhecimento quando se o é 
concedido ou administrado, ou quem sabe surge ou aparece, ou se encontra ou 
se comprova, que há um conteúdo associado a cada selo; um conteúdo de 
conhecimento diferente do seu nome. 
Assim, o Dragão associa-se com, o início, com a energia feminina, com a 
solidariedade. E uma pessoa sabendo isto já pode guardar essa bola ou essa 
boneca na sua casa, porque já tem algo, e sempre pode tira-lo para olha-lo. 
Então parece procedente propor algo para cada selo, porque há pessoas muito 
ricas de conhecimento que nos ajudam através da sua atenção e telepaticamente 
nos enriquecem tanto que temos no mínimo de dar-lhes os agradecimentos desde 
o mais profundo do nosso coração, incluindo o coração criança. 
Mas também há pessoas que querem ter uma boneca, umas cerâmicas ou 
qualquer outro brinquedo, e também agradecemos o seu interesse, porque forma 
parte do encargo que temos. 
 
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Uma primeira proposta para cada selo neste segundo nível seria: 
Dragão: Solidariedade, a energia feminina e uma energia de início. 
Vento: Comunicação e o espírito. 
Noite: É o poder interior de cada pessoa para gerar imagens, inclusive quando 
está a dormir. Vai acompanhado de um conteúdo mais específico de sonhar a 
abundância, mas para todos. 
Semente: “Sê como és” ou “a virtude sem esforço” ou “que divertido é tudo”. 
Serpente: Energia vital, kundalini. 
Enlaçador de mundos: Há quem gosta de relaciona-lo com a morte, mas 
francamente, isso é um aspeto muito da terceira dimensão. O Enlaçador de 
mundos é o desapego, o conteúdo do desapego e também o conteúdo do acesso 
a outras dimensões. É uma porta. 
Mão: Cura, canalização, realização. 
Estrela: Harmonia, beleza, ética. 
Lua: Água, emoções, e talvez algo que está em ti mas que não reconheces. 
Cão: Amor incondicional. 
Macaco: Alegria, novo nascimento, brincar, ousar. 
Humano: Liberdade e pensamentos elevados. 
Caminhante do Céu: Expansão, gozo. Relaciona-se também com espaços 
abertos, mas os espaços abertos, aqueles que te permitem e expressam a 
expansão, e a expansão é sempre algo gozoso. Nada gosta de estar 
constrangido; se te apertam muito os sapatos passas mal; se a camisa te ficou 
pequena, estás incomodado, ou se não te podes expressar porque não te deixam. 
E tudo o contrário, a expansão é poder olhar à distância, dizer o que sentes, rir-te 
as gargalhadas, poder bocejar, etc. 
Mago: Aprendizagem. 
Águia: Criatividade. 
Guerreiro: Expansão da consciência. 
Terra: Alinhamento. Também é um veículo comum e portanto fala de aceitação, 
de atração. Geralmente representa uma conexão com o centro da vida e uma 
sabedoria generosa. 
Espelho: A realidade. 
Tormenta: Representa as transformações, reinventar-se, o milagroso, a abertura 
ao sobrenatural. 
Sol: a Luz. 
 
Em alguns selos nos estendemos e debruçamos mais e em outros menos. Nos 
que nos estendemos menos foi porque sobretudo, queríamos ser concisos. E nos 
que nos estendemos mais, não sabemos o porquê. Quem sabe outro dia seja 
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diferente. Quem sabe com isso só queiramos dizer que no referente ao calendário 
maya, a esta sabedoria, é importante escutar o teu interior. 
Mas neste segundo nível, sem querer estabelecer algo fixo e imutável, também 
podemos ser concisos e resumir as características dos selos, como aparece na 
continuação: 
 
4.3. Terceiro nível dos selos: Voltar a casa 
Há um terceiro nível nos selos que seria equivalente, na sua formamais sensível 
ao feito de saber voltar a casa sempre. E numa forma mais elaborada, ter a chave 
SELOS MAYAS 
1. Dragão 
Solidariedade, energia 
feminina, energia 
maternal, cuidar, iniciar 
2. Vento 
Comunicação, espírito, 
palavra. 
3. Noite 
Ensonhação da abundância, 
sistema de crênças, 
visualização. 
4. Semente 
Crescer, ser, florescer, 
permitir que o teu programa 
se realize. 
5. Serpente 
Energia vital, kundalini. 
Aspeto polar da 
divindade. 
6. Enlaçador de Mundos 
Clarividência para enlaçar 
com outras dimensões, 
desapego. 
7. Mão 
Cura, realização, 
canalização. 
8. Estrela 
Harmonia, ética, estética, 
consciência da sociedade 
celeste. 
9. Lua 
Água, purificação, 
transmutação 
10. Cão 
Amor incondicional. 
11. Macaco 
Inocencia, alegría, jogo, 
Atrever-se, ousar. 
12. Humano 
Liberdade, pensamentos 
elevados. 
13. Caminhante do Céu 
Expansão e gozo. 
14. Mago 
Nascimento a uma realidade 
mais além do tempo. 
Aprendizagem. 
15. Águia 
Visão, intuição, 
criatividade. 
16. Guerreiro 
Expansão de consciência, 
Questionar-se. 
17. Terra 
Alinhamento, sincronia, 
atração. 
18. Espelho 
Reflete a realidade. O 
espelho é o aqui e agora. 
Aspecto dual da 
divindade. 
19. Tormenta 
Transformação, 
renovação, renascimento, 
ressurreição, milagre. 
20. Sol 
Luz, elevação de 
consciência, iluminação 
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da tua casa, abrir a porta e tudo estar no seu sitio. E já numa forma muito mais 
elaborada, seria ter trabalho, saber voltar a casa sempre e que tudo esteja no seu 
sitio. 
Portanto, há um nível no diálogo com os selos maya onde além do nome e de um 
conteúdo fácil, memorizável, existe um conteúdo que provém da posição, a ordem 
e uma multitude de referências que enriquecem o conteúdo inicial atribuído a 
cada selo, e que em nenhum caso podem nega-lo, mas antes ao contrário, 
qualquer discrepância aparente abre novas considerações enriquecedoras da 
realidade. Segundo avanças neste conhecimento, vais abrindo portas. 
E mais além, ainda haveria um quarto nível onde tudo funcionaria como num nível 
de canalização onde nada é teu, nem sentes necessário que o seja, porque tudo 
é teu e de todos. 
Neste terceiro nível é muito importante a observação. E o primeiro que há para se 
olhar é ao Tzolkin como símbolo em si. 
A partir daqui já tudo tem sentido, e o interessante é encontrar esse significado. 
 
Um exemplo muito básico deste terceiro nível seria descrever os selos tendo em 
conta, além do que representam por si mesmos, os seus selos ocultos e a família 
a que pertencem: 
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SELO DESCRIÇÃO 
1. Dragão Solidariedade, energia feminina, energia maternal, nutrir, 
cuidar. Início. 
Energia do surgimento, do ver. 
Oculto, o sol, a luz. 
2. Vento Comunicação, espírito, palavra 
Energia de canalização. 
Oculto, a tormenta. 
3. Noite Sonhar a abundância, sistema de crenças, visualização. 
Força criadora. Serviço 
Energia do mais além ou angélica. 
Oculto, espelho 
4. Semente Crescer, ser, florescer, permitir que o teu programa se realize. 
Energia de transmutação e emoção. 
Oculto, a terra. 
5. Serpente Energia vital, kundalini. Aspeto polar da divindade 
Luz. 
Oculto, a terra. 
6. Enlaçador de 
Mundos 
Clarividência para enlaçar com outras dimensões. Desapego. 
Energia do surgimento, do ver. 
Oculto, a Águia. 
7. Mão Cura, realização, canalização. Serviço 
Energia de canalização. 
Oculto, o Mago. 
8. Estrela Harmonia, ética, estética, consciência da sociedade celeste. 
Energia do mais além ou angélica. 
Oculto, o caminhante do céu 
9. Lua Água, purificação . Luz interior. Companhia 
Energia de transmutação e emoção 
Oculto, o humano 
10. Cão Amor incondicional. Perfeição, vitalidade, , paciência. 
Caminhar pelo borde do mundo. 
Luz. 
Oculto, o macaco 
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E a partir daqui começamos a interpretação dos selos, olhando e escutando o que 
o Tzolkin nos quer transmitir. 
 
 
SELO DESCRIÇÃO 
11. Macaco Inocência, alegria, jogo, atrever-se, ousar. Nascimiento. 
Ascensão 
Energia de surgimento, do ver. 
Oculto, o cão 
12. Humano Liberdade, pensamentos elevados. Sociabilidadade e 
cooperação. 
Energia de canalização. 
Oculto, a lua. 
13. Caminhante 
do Céu 
Expansão e gozo. Energia. 
Energia do mais além ou angélica. 
Oculto, a estrela. 
14. Mago Nascimento a uma realidade mais além do tempo. Aprendizagem 
Energia de transmutação e emoção. 
Oculto, a mão. 
15. Águia Visão, intuição, criatividade. 
Luz. 
Oculto, o enlaçador de mundos. 
16. Guerreiro Expansão de consciência, questionar-se. 
Energia de surgimento, do ver. 
Oculto, a serpente. 
17. Terra Alinhamento, sincronia, atração 
Energia de canalização. 
Oculto, a semente. 
18. Espelho Reflete a realidade. O Espelho é o aqui e o agora. aspeto 
dual da divindade. 
Energia do mais além ou angélica. 
Oculto, a noite 
19. Tormenta Transformação, renovação, mudança bruscas, renascimento, 
ressurreição, milagre. 
Energia de transmutação e emoção. 
Oculto, o vento 
20. Sol Luz, elevação da consciência. 
Luz. 
Oculto, o dragão 
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5. Meditações com os 20 selos 
5.1. Dragão 
 
O primeiro selo é o Dragão e representa a solidariedade, energia maternal, 
energia feminina, cuidar, ensinar, proteger, nutrir. 
Também é relacionado com a mãe cósmica, com gestar, iniciar, e com o serviço. 
É considerado enérgico e protetor, e o que traz a memória cósmica. 
No ser humano é inato e não é cultural a solidariedade. Isso está representado 
pelos neurônios espelho e é absolutamente básico na aprendizagem maya, já que 
vem expressado pelo “tu és eu, eu sou tu” ou “In Lak’ech”. O Dragão significa a 
solidariedade e é justamente partindo daí de onde pode acontecer tudo. A 
característica mítica do Dragão significa simplesmente que isto é assim, inclusive 
antes que tu o saibas, o reconheças, o acredites ou o vivas, ou inclusive estejas 
contra. A solidariedade atua dentro de ti mesmo estando tu contra de ela, à 
espera que a autorizes. 
O Dragão está representado por um glifo que é um recipiente de água. Logo lhe 
serão atribuídos conteúdos, mas visualmente é um recipiente de água, um vaso 
de água. Vale a pena para as pessoas interessadas no Tzolkin adentrarem-se nos 
símbolos puros, que também são veículos com significados. 
O início do Dragão é um início mítico, fantástico, maravilhoso, a-histórico, 
incontável, inimaginável e incognoscível. Só se pode fantasiar e falar 
metaforicamente dele, porque é o início antes do ser humano e da sua 
racionabilidade. Mas é um início real. 
Isso corresponde com o quando nasces, que já existe tudo. Quando nasces, 
nasces no já existente. Quando nasces, é o Macaco que nasce no já existente, o 
Dragão. De facto é como uma lei. Tudo o que nasce na forma, tudo o que surge, 
todo o que se inicia, já começou antes no “ sem forma”, no imaterial. 
O Tzolkin é algo que se repete incessantemente, mas que é possível vivê-lo 
desde situações diferentes. É evolutivo e oferece-te novas possibilidades em cada 
momento evolutivo. Acompanha-te. 
O Dragão é o Tzolkin 
O Dragão é um propósito, algo assim como um objetivo. E tratando de realizar 
essa solidariedade chega à iluminação, manifestada pelo Sol 13. Se queres 
O DRAGÃO 
Solidariedade, energia feminina, energia 
maternal, nutrir, cuidar, iniciar. 
Energia de surgimento, do Ver. 
Oculto, o sol, a luz 
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alcançar a iluminação sem viver a solidariedade e a energiafeminina, não o 
conseguirás. 
O caminho para iluminação e a transcendência começa pelo Dragão: o que nutre, 
o que dá vida, o que ensina, o que cuida de ti, o que te escuta, o que te 
acompanha. O Tzolkin une algo que está antes do começo, no Dragão 1, e 
termina em algo que está mais além do Sol 13. 
De facto todo o Tzolkin é o Dragão, mas em peças para poder ser compreendido, 
porque o assunto é a consciência. No Tzolkin, que é informação a viajar no 
tempo, o assunto é a consciência. 
O Dragão representa o momento de passar do nada a algo; o surgir, o aparecer. 
De alguma maneira, todos os selos vão ser o Dragão. E isto é assim porque a 
ordem em que aparecem os selos é também um veículo de informação. A 
numeração completa o sentido do selo. 
O Dragão como começo 
Dragão começa a sequência dos 20 selos, das 4 cores, da família do Dragão, do 
primeiro castelo, e Dragão 1 começa a sequência de 260 selos que é o Tzolkin. 
Quando o Dragão 1 começa o Tzolkin, também se inicia a sequência dos tons e a 
sequência das ondas. O Dragão é sempre o primeiro dos selos e como é 
vermelho é sempre o primeiro das cores, mas só é o tom 1 na primeira das ondas. 
Todas estas posições guardam conteúdos conceituais que são expressáveis em 
qualquer idioma, porque são para todos. Estão postos de maneira a que qualquer 
pessoa possa encontra-los, ainda que só fale a sua língua materna, seja a que 
for, porque é para todos. O Tzolkin fala a todos no seu idioma. 
É importante encontrar estes conteúdos para saber quem és, que fazes, para 
onde te moves, com que contas, o que te convém considerar, onde encontras a 
cura, e inclusive como podes curar o teu karma pessoal ou familiar, encontrar a 
tua mestria, o teu dharma, a tua paz, a tua felicidade, o teu sentido, a tua 
sociedade, o teu outro tu ou o teu outro eu. 
O Dragão e a partícula de Deus 
O Dragão, como a luz que entra na forma, se parece bastante ao que os físicos 
teóricos chamam a partícula de Deus, Bosón W o Bosón de Higgs. 
Esta teoria explica como as partículas inicialmente não têm massa, a adquirem 
como resultado de se moverem num campo que produz massa. 
Isto é bastante parecido ao que sucede com o Dragão. Dizemos que a luz entra 
na manifestação, e isso é o Dragão; outras vezes dizemos “entrando na forma”. 
Está claro que a manifestação, a forma e a massa, que é a forma das coisas na 
manifestação, é o mesmo, porque é na manifestação que as coisas têm um 
corpo. 
A energia feminina 
A energia feminina aparece como manifestação da energia de dimensões 
superiores e Dragão, que agora lhe chamam partícula de Deus, como algo que 
necessita ser reconhecido, respeitado e sobretudo integrado, porque essa energia 
de dimensões superiores é energia ascensional pura e maravilhosa. 
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Há duas coisas associadas à mulher que são fundamentais no Dragão: dar à luz, 
porque o Dragão é o oculto do Sol, mas também te leva numa viajem do 1 ao 20 
até ao Sol; e rebentar as águas, ou seja nascer. 
O Dragão presenta ao que chamamos energia feminina como a luz, só que sem 
dar-se conta. 
O Selo oculto 
O Dragão é o primeiro e é o oculto do Sol, a luz. O Dragão é como a luz a entrar 
na manifestação. O Sol, a luz, aparece como Dragão no aparente, aparece como 
algo mítico, mas é a força da criação. 
O Dragão faz par com o Sol-luz sempre, já que a luz é o que te permite ver a 
forma. Então, efetivamente encontramos Sol-Dragão como selos ocultos, sempre 
presentes um no outro. 
Dragão é a luz descendendo à nossa dimensão e ocupando uma forma. A luz, 
como tal, não apresenta forma, não tem forma, mas na nossa dimensão todas as 
coisas têm forma. O espírito não tem forma, as realidades espirituais não têm 
forma. De modo que, Dragão, como primeiro selo, é a primeira forma da luz. 
O Dragão é a forma que toma a luz ante o nosso entendimento; não ante os 
nossos olhos físicos que vêm formas, se não ante os nossos olhos da 
consciência. 
As Ondas 
A onda do Dragão é a onda tipo e leva-te como transcendência a caminhar pelo 
céu. Conduz-te desde o Dragão ao Caminhante do céu, portanto desde a 
solidariedade ao céu ou dimensões superiores, o qual vem representado pelo tom 
13, a transcendência, ocupado pelo Caminhante do céu. 
Dragão é a primeira onda e a Estrela a última, mas vão juntas porque atuam 
como ondas ocultas ou associadas, já que cada uma contém os ocultos da outra, 
portanto são simultâneas, mas não de forma evidente mas sim, de uma maneira 
oculta, que não se vê. No processo iniciado pelo Dragão chega-se ao Caminhante 
do céu, portanto, entra-se numa sociedade onde os teus pares são estrelas. 
Mas falar de algo que é, mas não se vê, algo que está como oculto dentro de 
outro algo, é como falar de sem forma. O real sem forma é o espiritual, portanto 
que o espiritual do Dragão como onda seria a Estrela. 
Efetivamente o Sol é uma estrela, mas estrela associa além disso o conceito de 
grupo, de modo que falar da estrela é falar da sociedade celeste. Dragão, como 
energia mãe que faz surgir as coisas, que faz aparecer a realidade, deve ser 
reconhecido como algo amoroso e solidário, mas também o final, porque a onda 
da Estrela é a última. 
Também é algo que te irá levar ao céu, ou seja ao melhor, e merece tê-lo em 
conta para deixar-te levar. 
A Cor 
O selo Dragão é de cor vermelha. O vermelho, o relacionamos com, o início, a 
iniciação, a vitalidade e a força. É algo muito explosivo, que sucede “por si 
mesmo“. É como dar-te conta de algo de repente. Quando repentinamente te das 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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conta de algo ou aprendes algo que é novo, aparece toda uma nova realidade. 
Mas essa nova realidade não depende de ti, se não que tem a sua própria força e 
a sua própria coerência. Estava antes, de que tu a conhecesses ou reconhecerias 
e tem a sua própria força independente. 
Um recém-nascido não faz nada, não necessita de fazer nada, a própria 
coerência da vida faz tudo o necessário. 
O vermelho é um veículo tripulado. Quando chega ao seu destino e no momento 
apropriado, a tripulação, que seria o branco, descende. E num lugar apropriado 
situa uma semente, que seria o azul, e no momento também adequado e 
apropriado, essa semente dá um fruto, e esse é o amarelo. Qualquer coisa que 
esteja situado no amarelo é o final de um processo. Mas um processo que contém 
um fruto. 
A Família 
O Dragão começa a primeira família, que está formada pelo Dragão, o Enlaçador, 
o Macaco e o Guerreiro. 
O Dragão compõe-se de solidariedade, na sua forma vermelha; desapego, na sua 
forma branca, ou seja o ENLAÇADOR; inocência na sua forma azul, ou seja 
MACACO; e expansão da consciência na sua forma amarela, ou seja 
GUERREIRO. 
O Castelo vermelho 
O castelo vermelho, o primeiro do Tzolkin, está formado pelas ondas do Dragão 
do Mago, da Mão e do Sol. 
O DRAGÃO, ou seja a luz a cumprir uma missão, tomando uma forma, também 
vem ensinar algo, da mesma forma que a tua mãe te ensina a falar, a comer e a 
comportar-te. E isso vem expressado pelo MAGO. E a mãe também te ensina a 
rezar, ou seja a mãe também te introduz no atemporal. O Dragão e toda a sua 
família, também são MÃO, como a tua mãe: que cuida de ti, te nutre, asseia-te, 
realiza-te, educa-te. E também, o Dragão e toda a sua família são Sol, porque o 
Dragão é na realidade o Sol (selos ocultos). 
Todos esses conceitos são o mesmo, traduzem o mesmo e falam do mesmo, do 
amor. 
Mas aqui neste primeiro castelo não aparece nenhum selo da família do Espelho. 
É o único castelo que não contém referência aos catalisadores nem ao poder, 
porque é o programa. 
O Dragão, ao entrar na forma, cumpre a sua missão na quarta dimensão, para 
permitir que o Vento a cumpra na quinta, ou seja a que vem determinada pelo éter 
ou castelo verde. Porque acontece que o Dragão e toda a sua família ocupamuma sequência numerológica muito explícita: O Dragão é a primeira onda do 
primeiro castelo, ou seja 1-1; o Enlaçador é a segunda onda do segundo castelo, 
ou seja 2-2; o Macaco é a terceira onda do terceiro castelo, ou seja 3-3; e o 
Guerreiro a quarta onda do quarto castelo, ou seja 4-4. Mas nenhuma 
representação desta família se encontra no quinto castelo, o castelo verde, 
deixando assim patente que o terreno do Dragão é o que vai do primeiro ao 
quarto castelo. E aí termina uma missão e começa outra coisa. 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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Está muito claro. Esta família inicia e finaliza uma sequência. E a continuação 
inicia outra sequência e outra dimensão. 
As Colunas 
Para conhecer mais sobre o Dragão, podemos situar-nos na primeira linha 
horizontal do Tzolkin e considerar a forma em que vão aparecendo os distintos 
tons associados ao Dragão no início de cada coluna, nas quais, seja qual for o 
tom, o Dragão sempre contém uma energia de PROPÓSITO. 
A forma em que aparecem os tons associados ao Dragão no lugar do propósito 
de cada coluna, está a falar de ti, como algo possível e real; quem sabe não 
acredites e convém que comeces a acreditar. E talvez essa informação seja a que 
te abra a porta de outra dimensão. 
Na coluna UM, tens uma explicação de que é a energia do Dragão, que te leva ao 
Caminhante do céu como final da onda, e ao Sol, como final da primeira coluna, 
que é a coluna própria do propósito. 
O Dragão como desafio, portanto na coluna DOIS, fala-te de integridade, tom 8, 
atuando inclusive quando tens medo, desde a integridade permites atuar o 
Dragão. 
O Dragão na coluna TRÊS, que significa serviço, fala-te do espírito, tom 2, da 
comunicação, da aprendizagem. Sempre que estás no teu intento de 
comunicação, estás a ativar o Dragão como serviço, porque esta energia de 
outras dimensões necessita de ti para ser transmitida e entregue a outra pessoa. 
A luz necessita do teu serviço, a humanidade necessita do teu serviço. Mas se 
queres ser feliz, o melhor é que consideres estas possibilidades, porque o serviço, 
tom 3, está associado com a libertação, tom 11. 
A coluna QUATRO, que fala do programa como a Semente, de uma força auto-
existente, ou de alcançar, apresenta-te o Dragão 9, portanto que a consciência 
do Dragão é especialmente poderosa nesta coluna, mas sobretudo o 9 leva-nos à 
Lua, à água, à emoção. A emoção é poderosa; a emoção é um poder do Dragão; 
a empatia. A emoção faz-te livre, porque te faz humano. E certamente podemos 
reconhecer como a emoção uma energia feminina, igual à integridade que já 
temos falado, e a conexão espiritual; ou a facilidade para expressar-se, que é 
tipicamente feminina, para expressar essas ondas de luz que são as palavras. 
A coluna CINCO inicia-se com o Dragão 3. O 3 é o serviço, e o 5 significa nos 
tons “o que dá poder ao propósito”. E essa atitude de serviço, essa atitude de 
entrega, que tem a ver também com o que expressa o selo 3, a Noite, e a onda 3, 
a Mão, é o que dá poder à tua parte feminina. Porque certamente a energia 
feminina é uma energia colaboradora que cria sociedade. 
A coluna SEIS, que é a coluna dos portais, fala do Dragão 10. A perfeição do 
Dragão, ou o Dragão amoroso, é justamente o que te abre a porta. 
Na coluna central ou SETE aparece o Dragão auto-existente, o Dragão a dizer 
“como”. A energia feminina, a solidariedade, é o “como” que te leva ao novo 
nascimento. E no outro extremo desta coluna está o Sol 10; a perfeição expressa-
se através do selo que representa a luz, o Sol, e também te leva ao novo 
nascimento porque o movimento é em todas as direções. 
Mas o 4 também está a falar de um programa. O 4 significa “há um programa”. E 
o 10 significa o amor incondicional. E ambos são ocultos entre si, são o mesmo. O 
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como, o programa, o amor incondicional e a perfeição são o mesmo. Nós 
podemos fragmentá-lo mas, na realidade está unido e contém no seu interior uma 
nova versão do Dragão como fogo azul, mas como inocência e alegria, e outra 
nova versão da luz e do amor, justamente como transcendência. Mas essa 
transcendência está associada à água, á emoção, representada pelo branco. 
A coluna OITO também é uma coluna de portais, e é essa libertação do tom 11, 
que está associada ao cumprimento do serviço, a que se apresenta como início 
dessa coluna. 
A coluna NOVE, que fala do poder, para realizar o propósito e leva-lo até ao final, 
apresenta o Dragão 5. 
A coluna DEZ, que nos diz qual é a perfeição do Dragão, apresenta um tom 12, 
colaborar com tudo o que existe. Tudo isto são expressões da energia feminina, 
colaborar com tudo o que existe, com crianças, animais, pessoas 
desfavorecidas… 
A coluna ONZE, leva-nos ao Dragão 6, a enlaçar. O que te liberta neste caso é 
enlaçar. 
Dragão 13 abre a coluna DOZE. Se o tom 12 significa colaborar com tudo o que 
existe, aqui se faz similar ao Dragão na sua máxima expressão, que é 
transcendente, o tom 13. 
Mas o tom 7 é canalizar, de modo que colaborar com tudo o que existe, na forma 
de Dragão, é uma forma de canalizar, e canalizar, que é o tom com que abre a 
última coluna, a coluna TREZE, é acabar o trabalho. De alguma forma é dar à luz, 
porque acaba com o Sol 13. 
Estudar ou considerar como representa isto a energia feminina, pode ser 
interessante nestes momentos em que a porta entre as dimensões se está a abrir. 
Assim, a tarefa proposta no Tzolkin é a de te abrir à solidariedade; autorizar 
desde a tua liberdade a receção da energia da solidariedade, que é a energia do 
Sol como oculto do Dragão. 
5.2. Vento 
 
O Vento está associado à palavra e à comunicação em geral, transmitida desde o 
espírito. E a comunicação tem a ver com essa capacidade de transmitir a luz 
através do som da palavra. 
As palavras são ondas portadoras de luz, veículos do espírito. 
O primeiro acordo tolteca refere-se à "impecabilidade da palavra", e recorda-nos a 
importância do que dizemos e como o dizemos, e da sua conexão com o espírito. 
O VENTO 
Comunicação, espírito, palavra. 
Energia de canalização. 
Oculto, a tormenta 
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O Vento é o espírito. Na tradição taoista o Vento é o Chi e na tradição dos nativos 
americanos é Manitú, que é o espírito, e o grande espírito é Gitchi Manitú, que é o 
equivalente de Deus Pai. Também Manitú é simplesmente Deus. MANI-I-TU, 
man/homem e tu. 
O dono das palavras é o espírito; o dono dos sentidos, dos significados, é o 
espírito, o Vento, o presente – por ser o número dois-, o mestre, Manitú. Tudo é 
correto. 
Na natureza o Vento é uma força enlaçadora que une territórios inclusive 
distantes entre si. O Vento transporta as nuvens e leva água a outros lugares, 
ajuda as aves nas suas migrações, impulsiona as velas dos barcos para que 
enlacem cidades e países, transporta sementes que as vezes têm formas para 
poder voar ou ser arrastadas com a ajuda do Vento. Desta maneira aparece o 
Vento na natureza como algo benéfico, ao serviço da vida e enlaçador. 
Da mesma forma, as pessoas Vento unem pessoas, difundem conhecimentos e a 
sua vocação está na expressão e na comunicação, sem esquecer a característica 
de desafio inovador que existe no Vento. 
Estamos no momento do Espírito. E o espírito não reconhece fronteiras, nem 
sequer fronteiras de conhecimento. Todos os conhecimentos ocultos hoje saem à 
luz. E para pessoas ainda não sendo mayas, devemos, conhecer esse 
conhecimento oculto nesta sabedoria. Porque nessa interação, para nós 
libertadora, é também em espelho, libertadora para os humanos etnicamente 
mayas. 
E de repente, coisas que sempre estiveram em frente aos nossos narizes, 
começamos a vê-las, porque um véu as ocultava. O véu da repetição, o véu do 
correto e do incorreto,o véu de que a sabedoria lhe pertence em exclusivo a um 
pequeno grupo de pessoas que são os que sabem. 
Mas o Vento, ou seja o espírito, está dentro de cada pessoa que queira escuta-lo, 
mais além dos formalismos, porque faz as coisas como quer. 
Só a comunicação desde o espírito é autêntica. E só o autêntico existe. “Existe” é 
um término muito grande e dentro contém um término pequeno como “subsiste”. 
Só o que existe subsiste na adversidade, ou seja na prova. E é portanto o 
caminho à vida, ou seja, ao ser. 
A verdade é um caminho ao ser, mas a verdade é comunicação, é Vento, porque 
a verdade não é algo que guardas para ti. 
O Vento e o alfabeto fonético 
O Vento, a comunicação é miscigenação, é fusão, sem fronteiras. Como a água. 
Entendemos que a aparição do alfabeto fonético supõe uma revolução para a 
humanidade, e é um caminho para hoje, ou seja para chegar ao séc. XXI, porque 
somente com uma linguajem fonética seria possível internet e as redes sociais, 
que são uma revolução ainda hoje para o ser humano porque lhe permite ser 
humano, ou seja expressar-se, falar, comunicar-se, e permite entrar o Vento na 
história, no tempo, ou seja ao espírito, e isso supõe um salto quântico, um salto 
dimensional. A consciência é um salto dimensional. 
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O Selo Oculto 
Como selo, o Vento é o oculto da Tormenta, que atua favorecendo o 
renascimento, como a ave Fénix, que renasce a partir das suas cinzas. E a força 
do espírito é a que está por trás de todas as mudanças. 
Hoje em dia o encontro com qualquer manifestação do espírito faz ressuscitar o 
afortunado. E essa é a tarefa proposta para qualquer pessoa que nasce Vento, 
que é o espírito e a comunicação, porque desde dimensões superiores toda a 
comunicação é manifestação do espírito, ou seja da verdade, do amor. 
A crise vem em nossa ajuda, graças a Deus. A crise empenha-se em que 
sejamos felizes, graças a Deus. E esse conhecimento de ser espiritual da terra, 
do sol, das árvores, da águia, do cão, do vento, talvez seja parte da mensagem 
maya para avançar na evolução. 
Tanto a Tormenta como o Vento são um portal na segunda coluna, que 
corresponde propiamente ao Vento, de tal maneira que a Tormenta se encontra 
muito a gosto na segunda coluna, porque a Tormenta é um Vento, só que é um 
Vento que não deixa nada no seu sítio; move tudo. Mas depois da tormenta 
aparece o sol. 
O número dois 
O Vento contém ao outro; o dois, o segundo a aparecer. Mas contém também a 
comunicação, porque inevitavelmente ao aparecer o outro começa a comunicação 
entre os dois, ainda que sem palavras. O outro é necessário. 
No Tzolkin o dois apresenta-se numa primeira aproximação como um desafio, 
como algo talvez, incómodo, mas que vai tirar de ti o melhor, por isso é um 
mestre. É na realidade um presente. 
Como o Sexta-Feira para Robinson, o “tu” é uma prenda para o “eu”. O outro 
sempre é uma prenda. Sendo um desafio, mas é uma prenda. Quanto mais estás 
no ego, mais incomodado, a incomodidade do desafio, aparece no outro. Quem 
sabe não siga os teus planos, mas somente os teus planos podem não ser 
seguidos pelo outro, quando os teus planos são os planos do teu ego, onde o 
outro não é “outro eu” nem “eu, outro tu”, mas sim que o outro é qualquer coisa 
para mim. 
Para o náufrago arrancado dos planos e lançado ao desconhecimento, é um 
presente, como Sexta-Feira para Robinsón, algo que lhe fará mudar e sair do 
isolamento, do medo. 
O tom dois é propiamente o desafio, que na realidade é um presente porque te 
ajuda a ser tu em plenitude, a evoluir. O selo dois Vento, representa o espírito, de 
modo que de alguma maneira falar de Quetzalcóatl e Tezcatlipoca é falar de 
como encontrar o espírito, reconhecer o espírito e fundir-te com ele, ou seja entrar 
na dimensão espiritual. 
O Dragão e o Vento 
Na onda tipo o propósito é o Dragão, que reconhecemos como essa energia de 
solidariedade que te leva a partilhar, a iniciar, a nutrir, e que também 
relacionamos com a energia feminina. E o tom dois da onda tipo, que 
consideramos o desafio, é o Vento, a comunicação, o espírito, a palavra. E sim, 
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há uma aprendizagem através da comunicação; há uma aprendizagem através da 
linguagem. Mas o espírito é um presente. Sem o espírito, não podes valorizar a 
solidariedade, nem a energia feminina, nem preocupar-te pelos outros, nem 
iniciar, ensinar, nutrir. E o espírito não se conquista, é um presente de serie, não é 
opcional. No dois há sempre um presente. O desafio é sempre um presente. 
Há uma união estratégica e plena de intencionalidade entre o Dragão ou o 
vermelho e o Vento ou o branco, de modo que o Dragão “é” todos os selos, mas a 
primeira mutação, ou seja apresentação, é como Vento. Assim todos os selos são 
em primeiro lugar Dragão, mas em segundo lugar todos são Vento, mostrando 
assim que a luz quer ser vista mas também escutada, compreendida; tem algo 
para contar-nos. 
Também na primeira coluna, que contém um programa, apresentam-se unidos o 
Dragão, o vermelho, com o branco, presente na segunda onda, cujo propósito é o 
Mago Branco. De modo que Dragão, como representação do vermelho nas 
ondas, e o Mago, como representação do branco, estão unidos como 
representação do todo, que são os vinte selos na primeira coluna. Estão unidos 
solidamente. 
Tudo é linguagem. Tudo é comunicação, porque a comunicação é o Vento, o 
espírito. Tudo é o Dragão, e a primeira mutação do Dragão é espírito, Vento, 
comunicação. A luz, que está no Dragão a entrar na matéria, quer que a 
reconheças na comunicação e no outro, e em todas as realidades espirituais. Isso 
pode ser como um desafio, porque pode ser aborrecido mudar os padrões 
mentais e começar a olhar o outro como alguém onde está a luz e o espírito, mas 
finalmente é um presente. Também é um desafio, ou seja algo que pode ser 
incómodo, ao apresentar as palavras como algo sagrado. Mas também e 
finalmente é uma prenda poder vive-lo. Ou seja que o Dragão te ofereça ou te 
desafie desde o espírito, desde o outro, como o Vento. 
 
Na comparação entre os selos e os tons, que são de igual importância, o selo, 
como símbolo que é, possui uma linguajem instantânea e entrega imediatamente 
o seu conteúdo. O tom não é visual, mas sim auditivo, logo está mais relacionado 
com o Vento. O selo é visual e tem a ver com a luz, ou seja com o Dragão. O tom 
é auditivo e tem a ver mais com o diálogo, ou seja com o Vento, ou seja com o 
espírito, porque o Vento é o espírito a falar contigo. 
O Dragão é a luz a entrar na manifestação, ou seja na tua realidade e o Vento é o 
espírito a falar contigo. 
Ao aparecer uma linha que marca o tempo, como é a família portal, todo o 
anterior se situa no atemporal. É e existe sem referência ao tempo. Não só o 
Dragão, a solidariedade, mas também o Vento, servem para mostrar qualidades 
do sagrado. E também a Noite. 
O sagrado, o anterior ao tempo apresenta-se como algo que cuida de ti e te nutre, 
o Dragão, mas também se apresenta como algo que quer dialogar contigo. 
As Ondas 
O Vento é o espírito a falar contigo, e quando livremente entras nesse diálogo, é 
quando te transformas no Mago, que é a transcendência do Vento. 
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O Vento, como onda está associado à Mão. Quer dizer que o espírito é a energia 
que faz todas as coisas. Se algo chega a realizar-se, ou seja, se algo chega a ser 
real, é desde uma dimensão espiritual. 
O Vento move uma energia que nos ajuda a encontrar o espírito por detrás de 
tudo, a buscar a espiritualidade da matéria. 
A segunda Onda 
A onda dois é o Mago, que significa uma aprendizagem, a aprendizagem do 
espiritual. É importante ressaltar que a onda dois está na primeira coluna, o que odetermina como propósito. 
A primeira coluna é a expressão do propósito de dimensões superiores de abrir 
um caminho evolutivo para que o ser humano aceda a dimensões superiores mais 
gozosas da vida. Toda a primeira coluna é como uma declaração de intenções, 
um programa aberto, a quem queira, desde dimensões superiores da vida. Aí, 
nessa primeira coluna, está a primeira onda que expressa como chegar ao céu a 
partir da solidariedade, Dragão-Caminhante do céu. 
Mas nessa primeira coluna também está a segunda onda, que se inicia com o 
Mago, ou seja a aprendizagem, sendo esta segunda onda como o primeiro 
degrau ascendente. O Mago expressa o espírito, e isso supõe uma ascese, uma 
aprendizagem, uma cura do erro. 
A Família 
O que descreve esta família, formada pelo Vento, a Mão, o Humano e a Terra, é 
que o Humano provém do espírito, o Vento, que é o primeiro selo desta família 
que aparece. E o primeiro é o sólido, a forma, o corpo nesse campo, nessa 
realidade. 
O humano pertence não a uma realidade material mas sim, espiritual, ainda que 
tendo um corpo material. O humano tem um corpo, mas este corpo ocupa o lugar 
do fogo (terceiro lugar), o azul. Mas o que entendemos como fogo, quem sabe 
com medo porque te queimas, é o presente. 
O ser espiritual, que na realidade é o humano, possui um corpo para estar no 
presente. 
A Cor Branca 
O Vento é de cor branca, como o Enlaçador, o Cão, o Mago e o Espelho. 
O primeiro branco que aparece no Tzolkin é o Vento, a comunicação e o espírito, 
mas isto está no programa, sensivelmente existe, ainda que não seja percebido 
por ti. 
Mas como onda, o branco inicia-se com o Mago. A aprendizagem situa-te 
imediatamente em algo grupal, porque a solidariedade só pode ser uma 
manifestação em relação ao outro, ou seja grupal. 
A solidariedade (Dragão) nunca pode ser olhar para o teu umbigo. De modo que o 
Vento te fala a ti, e isso expressa-se com um selo, e te recoloca com relação ao 
outro. Essa aprendizagem expressa-se com a onda do Mago, porque toda a 
tarefa grupal expressa-se através de ondas. 
Entendemos que o branco no Tzolkin expressa uma realidade espiritual, VENTO; 
conhecimento, MAGO; poder de enlaçar com outras dimensões, ENLAÇADOR; 
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amor incondicional, CÃO; e a força divina atuando no interior de cada pessoa que 
reconhece no outro, outro eu, do ESPELHO. 
O Vento, o espírito, é tanto mais espírito quanto mais se expressa e se comunica, 
e finalmente faz possível o CÃO, ou seja o amor, e ao Espelho, ou seja, tu és 
outro eu. 
Os selos brancos são unitivos, unem como a água. Uma das características da 
água é que une, adere, pega, como o demostra o pão ou os ladrilhos. 
Isso é um pouco o que faz o Vento, que une o distante através das suas correntes 
e leva coisas daqui para ali. Mas também o simples ar que respiramos une todas 
as pessoas. Mas isso é sem necessidade de consciência. A comunicação com 
consciência é unitiva e é a autêntica comunicação. A comunicação amorosa é a 
comunicação, o Vento. 
O espírito é o que mantém unido o corpo. Quando o espírito se vai do corpo, o 
corpo se desmorona e se desintegra. 
O Castelo Verde 
O Vento ocupa o segundo lugar do castelo verde, em que as ondas que vão 
aparecendo são a Lua, o Vento, a Águia e a Estrela. 
A onda da Lua acaba com o Dragão, que é a luz a entrar na manifestação, ou 
seja nesta dimensão. A luz a entrar na manifestação, procurando-te, cumprindo 
uma missão. Encontrar-te e que te reconheças. A luz é uma missão. E logo vem o 
espírito, o Vento, mas o espírito é na realidade a cura, a Mão, já que são ondas 
ocultas. 
O Vento, segunda onda do quinto castelo, está a falar em metalinguagem, 
visitando a “todos”. Nada fica sem visita, porque é o tempo do Agora. 
5.3. Noite 
 
A Noite representa o visualizar, o sonhar, a ensonhação, e tem a ver com a 
abundância. Mediante a meditação ou ensonhação podemos visualizar a 
abundância, e ao permitir disfrutar da imaginação, propiciar que se converta em 
realidade. 
A Noite representa o poder da visualização e o sistema de crenças. Está 
associado à ensonhação da abundância, portanto, a criar a abundância para 
A NOITE 
Sonhar a abundância, sistema 
de crenças, visualização. 
Força criadora. Serviço 
Energia do mais além ou angélica. 
Oculto, o espelho 
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todos, mas também modificar o sistema de crenças, que apresenta a realidade 
como algo encolhido cheio de impossíveis. 
A Noite é ver só coisas boas para os outros, sem compactuar com o que quer que 
vejas de mau nos outros; é bendizer a todas as pessoas, dizer bem de todas as 
pessoas 
A Noite é o terceiro selo e nunca pode ser começo do ano e tampouco é o 
começo do Tzolkin. É um dos três selos antes da primeira linha temporal 
representada pela Semente, primeiro selo que pode abrir o ano, ou seja o tempo 
real. Aparece uma linha que marca o tempo, e todo o anterior se situa no 
atemporal. É e existe sem referência ao tempo. Por ele a Noite estaria no 
atemporal. 
O Vento é como o fogo do Dragão, as chamas que saem da boca do Dragão, e a 
Noite é como as raízes da Semente. A Noite está antes da manifestação, mas 
muito perto. É a porta do amanhecer. 
O Dragão, a solidariedade, o Vento e a Noite servem para mostrar qualidades do 
sagrado. O sagrado, o anterior ao tempo, apresenta-se como algo que te cuida e 
te nutre (o Dragão), mas também se apresenta como algo que quer dialogar 
contigo (Vento). 
O atemporal serve como carta de apresentação daquilo que nos busca desde 
dimensões superiores: aquilo que nos espera, nos cuida e guia-nos. 
O Selo Oculto 
Como selo, a Noite é o oculto-gêmeo do Espelho. A ensonhação não é só um 
sonho, mas sim, que conecta com a realidade, projetando as nossas intenções e 
desejos. Sonhar a abundância é visualizar para ir construindo a realidade, co-
criando. Sendo conscientes do que somos e para onde vamos, podemos 
manifestar a luz nos nossos sonhos para que se faça realidade. 
Parece contraditório, mas nada é mais real que o sonho. 
A Noite não é o presente de sonhar a destruição e a maldição, mas sim a 
abundância e a bênção. É co-criar um presente de exuberância. Estamos a falar 
da Noite e o seu oculto o Espelho; descobrir a realidade de Deus em cada 
pessoa. 
O Espelho é pura e simplesmente a realidade, só que a realidade não se acede 
olhando cheio de conceitos falsos mas sim sonhando a abundância. A proposta 
maya não é aquilo do “pensa mal e acertaras“, mas sim pensa o melhor e 
acertarás. 
O Tom 3 
O primeiro tom 3 que aparece no Tzolkin está associado à Noite. Na Noite há 
sempre serviço. Há uma grande generosidade, criatividade, disfrute e realismo 
através da ensonhação. 
E recordemos que o serviço como tom três está sempre associado com a 
libertação como tom onze. 
Ver o melhor, sonhar, permitir a abundância, configurar a realidade como 
abundância é o tom três, a missão de todos e de qualquer um. Assim se 
apresenta desde o atemporal, isso que te busca desde realidades superiores. 
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A Cor Azul 
O azul aparece pela primeira vez na Noite, associado ao fogo, ao presente e à 
transformação. 
Todas as experiências do azul te transformam, que é o próprio do azul: a 
experiencia da ensonhação da NOITE, a canalização da MÃO, o ousar desde a 
inocência do MACACO e a criatividade da ÁGUIA. 
A Família 
A Noite pertence à mesma família que a Estrela, o Caminhante do céu e o 
Espelho. 
Estes selos são os únicos que podem estar num dia fora do tempo, dia de 
Santiago. Além de que têm a característica diferenciadora de que os seus selos 
ocultos pertencem à sua mesma família, por exemplo o oculto da Noite é o 
Espelho. 
Por estas razões a esta família pode-se denominar famíliafora do tempo, família 
verde ou inclusive família angélica. 
As Ondas 
A onda da Noite é a onda 15, e pede e concede criatividade (selo 15, a Águia). Se 
queres adentrar-te nesta onda, deixa-te levar pela criatividade e observa quando 
aparecem sensações discordantes, que não só são de desvalorização, como 
pensar que o que fazes não vale para nada e é perder o tempo, mas sim também 
e quem sabe, sobretudo, pensar que dominas o assunto, e então repetes e se 
surge algo novo o encaixas no já sabido. A criatividade é supressiva. 
A Noite, terceiro selo, converte o seu significado de sonhar em “realizar” quando 
convertemos o terceiro selo na terceira onda (a Mão, que significa realizar e 
curar). É o mas ativo, mas parece o mais passivo. Mas nada é o que parece; 
convêm seguir olhando. 
A Onda oculta 
A onda oculta da Noite é a onda do Enlaçador de mundos. Construir imagens, 
meditar, sonhar a abundância é na realidade a criação de uma ponte entre dois 
mundos. Assim mesmo, enlaçar mundos é realmente sonhar. 
A ensonhação e a visualização têm uma característica enlaçadora: visualizando 
atrais as coisas à realidade, sim é oportuno. 
As Colunas 
A onda da Noite, que é a onda 15, está na coluna 10, que é a perfeição (tom) e o 
amor (selo), características que portanto se podem associar também à Noite. 
Desta maneira, a Noite é o amor, e o amor é por sua vez a perfeição e portanto o 
final, porque quando chegas à perfeição, que mais tens que aprender? Acaba 
esse período e começa outro novo e ascendente. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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5.4. Semente 
 
A Semente é o selo quatro, portal do tempo, começo do tempo. Consciência e 
tempo vão juntos e quem sabe sejam o mesmo. 
A Semente tem dentro de si toda a potência e capacidade, de forma muito 
concentrada. Não tem que esforçar-se para ser o que é. A sua essência está 
concentrada no seu interior à espera somente de um pouco de água, luz e terra 
para desenvolver-se e manifestar todo o seu esplendor; sem enfrentar-se, 
deixando que as coisas sucedam no seu momento. 
O programa no código Tzolkin vem expressado pela Semente. A Semente no 
código Tzolkin significa florescer, ou seja “sê tu”; também poderíamos dizer, “ser 
tu é belo”. 
A Semente convida a florescer, para descobrir a auto existência, que é o que 
significa o tom quatro, o mesmo número que a Semente ocupa como selo. Como 
cor também é o quarto, o amarelo, e partilha-o com o Sol, que é a onda quatro. 
A Semente mostra como depois de aceitar o propósito, aprender e treinar para 
realiza-lo e aceitar o teu cometido, ou seja reconhecer-te e amar-te como és, 
passas à realização, ao programa, porque o programa é perfeito. 
O Tom 4: 
Para conhecer os selos é muito importante vê-los na primeira coluna, portanto, a 
primeira vez que aparecem. Então o tom amplia o significado do selo. 
A Semente tem sempre a ver com auto-existência. A vida está dentro de ti; há um 
programa perfeito dentro de ti, que só quer realizar-se. “Sê como és” é uma 
tarefa, porque descobrir como és supõe quem sabe deixar de correr atrás de algo 
que não é real, e dar-te conta de que na tua própria insegurança estás a travar e 
a obstaculizar a perfeição do programa. 
A Semente é descobrir, mas descobrir é encontrar o que está, o que já existe. É 
novo para ti, mas é velho porque não é novo, já existe. Significa que “tudo está 
bem”; não necessitas nem podes melhorar nada, porque tudo está bem, tudo é 
perfeito. Só necessitas de permitir que tudo seja, e precisamente desaprender 
ajuda-te a re-conectar com o programa primigénio. 
 
A auto-existência é o programa de viver plenamente e sem fim. A auto-existência 
é como o programa para florescer e o que precisas primeiro é de estar em paz. 
Estar em paz contigo é imprescindível para estar em paz com a vida, e estar em 
A SEMENTE 
Crescer, ser, florescer, permitir 
que o teu programa se realize. 
Energia de transmutação e 
emoção. 
Oculto, a terra 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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paz com a vida é imprescindível para estares em paz com os outros. E essa paz 
significa não julgar, porque julgar só é condenar, e condenar é querer eliminar, e 
querer eliminar é o contrário de florescer, que é querer viver sempre, porque o 
programa de florescer é viver sempre. Florescer é viajar no tempo, ou seja 
perdurar. 
A auto-existência significa que não necessitas de nada que não tenhas, logo não 
necessitas de tira-lo ao outro. Mas a auto-existência significa que nada te pode 
privar do que necessitas, porque o geras. De modo que na realidade podes 
partilhar permanentemente aquilo que inesgotavelmente geras, porque o tornas a 
gerar a seu tempo. E isso é florescer. Mas além disso descobres que o que 
produz o programa é perfeito, podes descansar, sair do stresse, porque tudo faz 
sentido, e a tua colaboração está em ser espetador da beleza, e isso é florescer. 
O Tzolkin inicia o tempo do ano, portanto o tempo humano, na onda tipo com a 
Semente em tom 4, que significa auto-existência. Se não és o protagonista da tua 
vida, terás que conformar-te com trocos para viver. 
O Tzolkin propõe-te como básico o encontro com a auto-existência. Se a vida é 
Deus ou se Deus é a vida, isso é algo que está dentro de ti, e na hora de 
referenciar-te talvez te seja de utilidade, e atualizar que há um Espelho onde 
podes olhar-te sempre que te devolverá a tua verdadeira imagem em abstrato até 
que seja em concreto. 
 
O Tzolkin propõe um auto reconhecimento através do teu selo pessoal e a sua 
família, e através do teu tom pessoal. 
O Selo Oculto 
O selo oculto da Semente é a Terra, que também se apresenta na primeira coluna 
com o tom 4 de auto-existência, reforçando esta característica na Semente, como 
algo visível mas também interior. 
A Semente é o fruto da Terra. Tu és o fruto da terra, quando o vives com toda a 
dignidade, porque a Semente é o teu sem esforço. 
Outra característica que associa a Terra e a Semente é que ambas são portais na 
coluna 10, associada à perfeição e ao amor incondicional. 
Os dois selos aparecem como presente na sua onda, na coluna 10. A Semente, a 
auto-existência, é a prenda para a ensonhação, e a Terra é a prenda para a 
expansão da consciência. 
O desafio da Semente e da Terra, é na realidade uma prenda para alcançar a 
perfeição e o amor incondicional. 
Mas ainda há mais uma relação entre a Terra e a Semente, através das colunas. 
Na coluna oito encontramos a totalidade da onda da Semente. Isto quer dizer 
simplesmente: sê como és. O programa é perfeito; sê como és; elimina o que não 
pertence ao programa. “Sê como és” é a melhor forma de estar no céu. 
Mas a coluna oito também contém o início da onda da Terra, e a Terra fala-nos de 
união, de fusão, de acolhimento. À Terra não lhe sobra nada, ama a todos, e 
demonstra-o através da sua força de atração. Como para a fusão nuclear, onde a 
chave está em superar a força de repulsa potenciando a força de atração. 
Quem sabe estejamos a falar de amor. A tarefa é resgatar o programa original, 
manifestado pela Semente, que ocupa exatamente a oitava coluna. Resgatando o 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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programa original é possível a integridade, e só com mais integridade, acontece 
mais liberdade. 
A Família 
A Semente forma parte da “família da água”, junto com a Lua, o Mago e a 
Tormenta, e é o primeiro selo da sua família a aparecer, representando a água, 
no lugar 4. Está relacionada com a auto-existência e com algo muito prático, que 
é a resposta à pregunta “como posso alcançar ou realizar o propósito?”. 
A experiência da auto-existência é fundamental. E é fundamental também para 
sermos muito práticos e podermos alcançar muitas coisas. De fato a água é o 
mais prático que existe, pela sua necessidade. O homem necessitade água e a 
água permite-lhe alcançar o seu propósito de seguir vivo. As plantas necessitam 
de água para crescer. A água é prática sem dar ares de superioridade, mas sim 
que com total humildade é prática e o demonstra. Mas isso fala do programa, do 
programa da vida. A água tem o que a planta ou o homem necessita. 
Mas a auto-existência dá-te tal segurança que, já não perdes energia a duvidar 
nem a sentir-te fora do lugar. Estás, podes e faze-lo. 
O selo 12 
A Semente como onda é a número 12. O 12 responde à pregunta; como posso 
colaborar com tudo o que existe? mas também está associado ao Humano, selo 
12, portanto, à liberdade. 
O número 12 une o objetivo de colaborar com tudo o que existe, ao ser humano e 
à Semente. Qualquer coisa que contenha a Semente ou o Humano tem relação 
com colaborar com tudo o que existe. E colaborar é uma expressão da paz; uma 
das formas em que se expressa a paz é através da colaboração. Se não há 
colaboração, não há paz. 
Encontrar a auto existência leva-te a viver plenamente a liberdade, mas também a 
colaborar com tudo o que existe, porque tens muita energia. 
Mediante a, auto-existência o humano dá-se conta de que inclusive, os seus 
pensamentos são origem da abundância, porque a virtualidade toti-potencial 
encarna nele, e transforma-se num viajante estelar semelhante a uma Semente, 
onde essa potencialidade múltipla está em passar de um só grão a milhões de 
árvores ao longo do tempo. 
O ser humano transforma-se num viajante no tempo, com uma característica de 
toti-potencialidade similar à da luz, porque de alguma maneira a luz que está nele 
também é ele. 
Mas além disso há outra relação entre o Humano e a Semente. O Humano no 
Tzolkin como propósito chega até à Semente, portanto, a onda do Humano é o 
caminho para levar-te até um conhecimento transcendente que é a Semente. E se 
à algo que sabemos das sementes, é que não necessitam de dinheiro para viver, 
e que a vida que se abre diante de um grão de sementes, portanto de uma só 
semente, é semelhante às células mãe, porque é inacabável. 
Tem de se acabar com a vida para que as sementes deixem de proliferar, porque 
transformam justamente o inorgânico em orgânico, e transformam a luz em 
orgânico. 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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É uma fronteira, como transcendência, inimaginável, e como analogia, significa 
auto-existência, e como quatro, o ganho, ou seja, a total abundância de forma 
permanente. 
A semente é um símil do ser humano, só que fala de um programa original. 
Nesse sentido, também se situa, como a terra, no hemisfério lógico relacionado 
com a recordação, enquanto, o humano expressa plenamente a liberdade. 
Cumprir um programa não é ser livre, e se fosse assim o humano não seria livre. 
Mas a realidade do ser humano é a liberdade, e quem sabe se trate de aprender 
desaprendendo, portanto, formatar o programa original, que nestes momentos 
nos diz que a Lua não é a Terra, nem tu és eu, e que a Terra não é a Lua, nem eu 
sou tu. 
A Onda Oculta 
A onda associada à onda da Semente é a da Serpente, que é a onda da energia 
vital, da kundalini. 
As duas ondas, Serpente e Semente, estão nas colunas dos portais, colunas 6 e 
8. As colunas seis e oito são os portais, o acesso. 
O acesso através da kundalini como energia ascendente, portanto que te dirige de 
encontro com realidades superiores. A porta real é o espelho. 
A Semente traduz a kundalini, porque é um ascenso permanente para a luz ou 
seja dimensões superiores não materiais, e sim reais, com um código diferente, 
simplesmente porque é de outra dimensão. 
A kundalini é a energia da vida, e portanto luz, amor e alegria. Pode parecer difícil 
e distante ou com muitos obstáculos, mas é acessível e por isso é porta e acesso 
sendo tu mesmo, ou seja Semente. A virtude sem esforço, ou seja escuta o teu 
coração. 
No dois sempre há uma prenda; o desafio sempre é uma prenda, um presente. Se 
olhas a onda da Semente, encontras no tom 2 a Serpente, que é a energia e 
sobretudo a kundalini. O propósito da semente é ser como és, desenvolver o 
programa que leva dentro a semente. A prenda que garante a operação desse 
programa, é a kundalini. 
Em qualquer onda, o dois é uma prenda. Realmente o outro é uma prenda. 
A Onda 4 
Mas, se para saber algo mais da Semente, olha-mos que onda é a número 4, 
encontramos que é o Sol. 
Ser auto-existente é ser como o Sol, livre e infatigável, cheio de energia e 
partilhando energia, portanto luminoso. 
Na onda do Sol, a Semente tem o tom 5. A Semente, segundo a sabedoria maya, 
põe-nos perante o feito da nossa vinculação com o Sol. O Sol vem para ti e a 
Semente dá força, ao Sol. Quando tu olhas o Sol, podes recordar todos os teus 
seres queridos, e é como se os aproximasses ao Sol, como se permitisses que o 
Sol, lhes cura-se o interior. 
Como pode a Semente dar força ao Sol? Essa é a magia. O teu filho dá-te forças, 
e o sabem muito bem todos os dragões e sobretudo as mães. A Semente dá força 
ao Sol. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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A Coluna central 
Também podemos ver qual é a localização da Semente na coluna central, que 
corresponde ao céu. A Semente na coluna central é ressonante, tom 7, desde a 
onda do Espelho, ou seja da realidade, onda 10 do amor incondicional e da 
perfeição. 
Tem a ver com a canalização. Para canalizar não necessitas de fazer nada. Não 
podes fazer nada, só permiti-lo. 
Também a Terra, o oculto da Semente, fala do alinhamento, mas alinhamento 
consigo mesmo. 
Para a Semente, ser espectador da beleza é uma missão ressonante, tom 7, 
curar, canalizar. Essa é a sua forma de florescer, quando está em paz com a vida 
e está em paz consigo mesm@. 
A Semente como fronteira temporal 
A primeira onda contém uma fronteira temporal. Os selos Dragão, Vento e Noite 
têm que esperar pela Semente para entrar no tempo, já que não podem iniciar o 
tempo real, ou seja o ano; só o pode fazer a Semente e os outros da sua família 
(família portal). 
Estes três selos correspondem ao período de obscuridade, ou seja da Noite, 
antes de luzir o Sol na Semente. 
A Semente corresponde portanto aos primeiros raios de Sol, ao momento de “dar 
á luz”; a Noite, ao período embrionário no escuro, onde há claridade mas no 
entanto não está o Sol; e o Vento e o Dragão, a todo o anterior, incluindo o 
ancestral. 
A Semente é o início do tempo; do nascer do tempo; do nascer a consciência, 
porque o tempo associa-se à consciência para que floresça e se expanda. E a 
Semente fala-nos dessa generosidade que a vida permite. Dá alimento, cura, 
calor, utensílios; é alquímica, transforma o que não vale em algo benéfico e útil. A 
Semente é pacífica. A Semente nunca faz a guerra, só faz o amor. 
A Semente corresponde ao momento do amanhecer, e percebemos que é algo 
que está no oculto (escava-se a terra e introduz-se a semente) e no seu momento 
sai à luz. A Semente é como um símbolo de passar do escuro da Terra ou da 
Noite, à luz. É o símbolo do amanhecer. Por isso situamos o tom 4 como o 
momento de amanhecer. 
Simplesmente fazendo aparecer um início no tempo, que é o que sucede com a 
família portal, que divide a realidade em dois. 
A realidade atemporal do Dragão e a realidade no tempo. 
A família portal abre o tempo. A família composta pela Semente, Lua, Mago, 
Tormenta ocupa sempre o primeiro dia do ano. Mas não pode iniciar o Tzolkin, 
não é o primeiro, já que o primeiro é a solidariedade. 
A planta, a árvore, a semente, contém uma fronteira, e anuncia-nos uma fronteira. 
A semente é algo que abre o tempo, como o teu nascimento. O tempo em ti, 
começa contigo e acaba contigo. A semente vai até à luz, como resultado do 
programa interno, não necessita nem de ser procurada. As plantas, as sementes 
sabem onde está a luz e dirigem-se para ela sempre. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem ésolhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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A Cor Amarela 
A consciência é algo gradual, supõe uma maturação, trata-se de um processo no 
tempo. Por isso a imagem de entrar no tempo conscientemente sucede pela 
primeira vez na cor amarela. 
A Semente é sempre amarela e a cor amarela significa maturar. Por isso a 
Semente é o protótipo da maturação, sendo essa maturação algo relacionado 
com o tempo. A imagem que sugere a Semente é a de algo que no seu momento 
adequado surge desde outro nível da realidade, e se move para a luz. 
O Castelo do nascimento Azul 
Se no começo fosse o azul, a partir do Macaco em vez de vermelho, o primeiro 
castelo estaria composto pelo Macaco, Semente, Terra e Cão, em vez de Dragão, 
Mago, Mão e Sol. 
Portanto a matéria, o sólido nessa dimensão, ou seja o primeiro castelo, estaria 
formado pelo MACACO, com a alegria, a inocência, onde antes havia 
solidariedade, como expressão do amor, porque o Dragão é uma expressão do 
Sol, ou seja da luz. De modo a que esse nascimento, essa entrada nessa nova 
dimensão que conforma um corpo, portanto, algo totalmente sólido, capaz de se 
mover no tempo e no espaço, nas dimensões, é totalmente uma expressão do 
CÃO, do amor. É um corpo de amor. 
No seu interior leva essa abundância do florescimento da SEMENTE, mas já não 
há aprendizagem, já sabe. 
E, como Mão, a força maternal e generosa da TERRA. Portanto, neste tempo é 
fundamental o trabalho interior para abrir espaços à paz. Por isso a guerra nesta 
história é importante, para escolher a paz. 
O Quarto Castelo 
Esta acumulação de quatros como buscadores de pistas, ou seja rastreadores, 
leva-nos a olhar também o quarto castelo, formado pelas ondas da Terra, Cão, 
Noite e Guerreiro, como respondendo a um convite na metalinguagem. 
O castelo quatro, que fala a todos desde o humano arquetípico, como todos os 
castelos, apresenta o Guerreiro como cor quatro do castelo quatro e com o 
significado de expansão da consciência e final da quarta dimensão, passando à 
mutação, quinta dimensão e castelo verde. 
O que para uma pessoa Semente acontece como uma tarefa pessoal de 
desenvolvimento do seu Kin, transforma-se numa tarefa evolutiva para qualquer 
pessoa que se mova desde o seu intento em direção ao castelo verde. 
O Guerreiro mostra o ser human@ despiert@ na quarta dimensão; o Guerreiro é 
o humano do quarto castelo. Humano amarelo e Guerreiro amarelo, ou seja, 
unidos em significado através do amarelo, ou seja formas de expansão, ou seja 
formas de vida, vivendo, disfrutando, ou seja sem medo, mas dando-se conta, 
como Descartes. Disfruto, logo é verdade, existo. 
E a tarefa do Guerreiro, que são todas as pessoas neste intento, vem definida 
pelos outros selos do quarto castelo: a ensonhação da Noite, o amor incondicional 
do Cão e o alinhamento com o propósito da vida o centro da galáxia da Terra. 
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Mas também vem definido por ser o tom 13, ou seja a transcendência da 
Semente, ou seja com a necessidade de encontrar que tudo é perfeito, ou seja a 
auto-existência, a paz, portanto, contemplar a beleza. 
5.5. Serpente 
 
A Serpente representa a energia ascendente. E já sabemos que energia e espírito 
o chi, alento, Ruaj é o mesmo. 
Esta energia ascendente aparece associada a energias transcendentes, portanto, 
a como a terra se vai transformando em algo capaz de subir ao céu. E isso é a 
kundalini. 
Dentro de cada um há uma energia ascensional e amorosa, só que quem sabe 
hajam outros programas que dirijam não a amar mas antes, a competir. É muito 
importante discernir e meditar; abrir um espaço interior para a escuta; abrir um 
espaço para a telepatia, para a conexão. 
Temos a Serpente e a reconhecemos como expressão da energia vital e a 
kundalini. Só que a kundalini tem muita literatura por detrás e há algo que pode 
confundir. 
A Serpente traduz a energia celeste como algo que está dentro de ti em todas as 
tuas células, e uma das coisas que te pede é que não esqueças que é uma 
energia amorosa porque provem do Dragão, e uma energia celeste, ou seja 
espiritual. 
O Tom 5 
O número cinco no Calendário Maya, como o 1, o 9 e o 13, é um lugar onde se 
estabelece uma conexão com dimensões superiores, de tal maneira que o 5 
sempre supõe que existe uma ajuda, uma força. 
De fato o selo 5 é a Serpente, ou seja a energia vital. Mas como onda é a 9, e a 
onda 5 também está ocupada pelo selo 13. Portanto que se manifesta essa união 
com dimensões superiores, tanto pelo número do selo como da onda. 
Se tens energia vital, podes viver qualquer coisa, inclusive o impossível, porque 
os milagres existem e os limites da pessoa são muitas vezes puras convenções, 
puras convicções e pura auto-sugestão. 
A energia vital é mágica, e simplesmente canalizando energia acontecem coisas 
extraordinárias. Todos somos canais, mas também somos recetivos à energia. 
 
A SERPENTE 
Energia vital, kundalini. 
Aspeto polar da divindade. 
Luz. 
Oculto, o guerreiro 
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No Tzolkin tipo, na primeira onda, apresenta a força amorosa da atividade 
constante na Serpente, selo 5 de força e onda 9 também de força, e a Lua, selo 9 
de força e o castelo 5 que é o castelo verde, também de força, porque é essa 
força a que o realiza; não é uma força humana, é pura força Big Bang, e essa é a 
garantia do êxito. 
De modo que, no programa, ou seja na apresentação, essa força amorosa Big 
Bang associa-se à Serpente ou energia vital, kundalini, e à Lua, água, emoção. 
Energia vital, kundalini, está claro que é força, mas o que muitas vezes as 
pessoas negamos, não reconhecemos, inclusive fugimos, é da emoção, e é 
precisamente o mundo emocional o que te faz humano e te abre ao céu. 
A Serpente é o selo 5 e a Lua o 9, mas a Serpente vai converter-se em Lua, ou 
seja em nove, na sua apresentação como onda, e então a sua potência é de 
levar-te ao novo nascimento. Mas a Lua, selo 9, onde te pode levar como onda é 
ao salto quântico, ou seja a dimensões superiores da vida manifestadas pelo 
castelo verde. 
O cinco como selo é a Serpente, a energia vital e como tom é também energia 
porque é força, poder para realizar o propósito, o que supõe que a sua função 
seja de ajuda. O cinco como tom está na dimensão do propósito, portanto é uma 
energia de dimensões superiores que ajuda à realização do propósito. Como 
onda está representado como Caminhante do céu, algo que vem do céu, fazendo 
alguma referência aos guias. 
Mas o Caminhante do céu na sua onda própria termina na Serpente, a energia, a 
kundalini, uma energia de elevação associada ao gozo. 
O Selo Oculto 
Há uma metalinguagem na Serpente, que é a sua orientação horizontal, capaz de 
verticalizar-se. Há uma Serpente adormecida na pessoa, que atinge o mais 
pesado da Terra. Serpente adormecida, que pode despertar e ascender, 
associada ao Guerreiro, que é o seu oculto. 
Mas o Guerreiro aparece na Serpente levantada, porque o Guerreiro não pode 
estar a tombar, já que na metalinguagem seria um Guerreiro caído. O Guerreiro 
está de pé, como a cabeça da Serpente, ascendendo. 
E ai há um nascimento. No despertar da Serpente há um nascimento. 
O Guerreiro é a Serpente porque é a sua realidade oculta; isto é mostrado como 
selo, portanto como arquétipo. Mas quando a vemos mover-se à Serpente, 
portanto como onda, vemos que a Serpente é a Semente, que é a sua onda 
oculta. 
Portanto que a Serpente é a expansão da consciência, Serpente-Guerreiro, mas 
move-se, evolui como a Semente por um programa interno. 
Há um programa interno para a expansão da consciência, mas como és um ser 
totalmente livre só se pode ativar plenamente se tu queres e o solicitas. 
A Onda da Serpente 
A onda da Serpente contém todos os portais numa linha vertical, e leva-te desde 
a tua experiencia de humano à experiencia de Deus,já que está no meio e une a 
onda 8, o Humano, com a onda 10, Tezcatlipoca, o Espelho, e produz a 
iluminação, que é o novo nascimento. É fundamental. 
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A kundalini pode ser muitas coisas, mas o que não é nunca é uma sexualidade 
unida à dominação, mas sim, somente ao amor, porque a kundalini une o céu e a 
Terra. E a kundalini transforma-te na Terra (transcendência da onda), de onde a 
generosidade e a entrega são levadas ao máximo, mas também contém a 
conexão com o divino, contigo e com o outro. 
A Terra é uma força acolhedora e atraente. Não quer que vás; quer que fiques, e 
como é o resultado da kundalini, que é o terceiro castelo que começa com a 
Serpente, a Terra supõe maturidade. Para chegar a unir a luz e a água, faz falta 
um processo de maturação. 
A quinta onda, o Caminhante do Céu 
O quinto selo, a Serpente, associado à energia vital e à kundalini, e a quinta onda, 
o Caminhante do céu, fazem referência a energias ascendentes. 
O ser humano, quando dorme ou descansa está na horizontal, como a serpente, 
pegado à Terra. Mas em atividade, a postura do ser humano é vertical. 
Totalmente horizontal quando descansa, como a espécie animal mais horizontal, 
pela facilidade com que pega os braços ao corpo e porque a estrutura das pernas 
continua a linha do tronco e da cabeça. Nem os quadrupedes nem as aves podem 
estar totalmente horizontais. Só os répteis e os peixes. E também o homem. 
No mito da serpente emplumada, a primeira parte, ou seja a menção à serpente, 
é uma referência ao ser humano como algo ou alguém que não está completo até 
passar de serpente, simples energia, a serpente emplumada. Portanto, passar 
desde a horizontal ou seja paralelo à Terra, a vertical à Terra, ou seja no ar. 
O paralelo move-se na vertical. O paralelo, serpente, move-se na vertical, 
emplumada. O vertical obrigatoriamente não pode estar pegado à Terra, porque 
estaria no horizontal do solo. 
A serpente, pegada à Terra e confundida com a Terra, representa uma energia 
instintiva e pouco consciente de sobrevivência, pessoal e da espécie. Contém a 
energia sexual mais instintiva e também é símbolo em todas as culturas de uma 
energia curadora. 
Pode chegar a ser uma serpente emplumada, como símbolo da kundalini 
ascendente, mas sempre sendo uma energia de sobrevivência, portanto curadora 
para a espécie, e curadora a nível pessoal. 
A Onda oculta 
A Semente, onda oculta da Serpente, apresenta um programa perfeito como 
experiencia e convida-te a seres como és, ou seja a viver. E da mesma maneira 
há um programa perfeito na Serpente, também como experiência, portanto a 
energia vem de fábrica, e o humano não necessita de mais energia, nem pode 
fabrica-la. O que pode fazer é permiti-la realizar-se e não perde-la nem danifica-
la. 
O Terceiro Castelo 
A Serpente abre o terceiro castelo, formado pelas ondas Serpente, Espelho, 
Macaco e Semente, onde acontece o novo nascimento, ou pelo menos é possível. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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O terceiro castelo corresponde no Tzolkin às colunas seis, sete e oito. Contém 
uma porta ascensional, portanto é um momento para ascender dimensionalmente. 
O ver do terceiro castelo é também encontrar a porta de outra dimensão. 
Além do mais o número cinco é, como castelo, o castelo verde, o céu. 
A Cor Vermelha 
A Serpente é vermelha. A kundalini é uma energia feminina porque é solidária. Se 
não fosse solidária não poderia ser energia de amor, porque a energia feminina é 
sempre energia de amor. 
A cor vermelha é iniciar. DRAGÃO inicia a nutrição do ser, SERPENTE inicia a 
sobrevivência desde a força vital, LUA inicia a purificação desde o fluir, 
CAMINHANTE DO CÉU inicia a exploração para unir céu e a terra, e TERRA 
inicia a evolução desde a sincronia. 
A Família 
A Serpente corresponde à família formada pela Serpente, o Cão, a Águia e o Sol. 
Na transmissão de José Argüelles formam a família da luz, sendo conceitos que 
se complementam, de modo que a luz é energia, é amor e é criatividade. 
A Serpente, como energia relacional, vem do Sol, ou seja da luz, do amor no 
centro, de Deus, ou seja o que os antigos mayas chamavam na sua tradição 
Quiché o coração do céu. Porque assim o centro de Deus é o amor, como não 
pode ser de outra maneira. E é descendente para ti e para os teus filhos através 
de ti. Essa kundalini descende através de ti para o outro tu. Mas ascende através 
da consciência, querendo remontar de novo para o Sol. 
A Serpente é o Sol, só que na forma de energia, disponível para ti. 
 
Além desta família, podemos considerar que os seus selos ocultos (Guerreiro, 
Macaco, Enlaçador e Dragão) também são selos associados à luz. 
A fusão destes oito selos apresenta a luz como algo associado à solidariedade e 
à energia feminina representada pelo Dragão, que é uma energia também 
enlaçadora de nascimento e de expansão da consciência. O feito de que se pode 
considerar a energia de nascimento como uma expressão da luz, é porque na 
meditação é preciso reconhecer a escuridão dentro de si mesmo, de modo que a 
luz é o começo de um nascimento, que é completo na expansão. Se já tens luz 
não poderás nascer, e isso parece contraditório com a necessidade de nascer, ou 
seja, de que algo dentro de ti se abra à luz. 
A Serpente expressa-se na terra como o menos iluminado, o menos consciente 
do apresentado por esta família, se o virmos como uma escadaria ascendente. 
Sim, há uma escadaria ascendente a subir até ao Sol. 
Primeiro, a SERPENTE pegada à terra, o segundo o CÃO num degrau 
ligeiramente separado da terra, associado ao amor, só que incondicional, ou seja 
nada a ver com o típico “quero, quero” ou “eu, eu, e eu, porque eu quero”. Isso 
não está na ascensão. O Cão expressa o início da ascensão ou da iluminação, 
sobretudo associado aos Macaco, que vivem nas árvores, no amar. E finalmente 
está a ÁGUIA, por cima, e o SOL. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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5.6. Enlaçador de Mundos 
 
O Enlaçador representa o desapego e a clarividência; deixar ir, libertar para 
enlaçar com outro presente. 
Enlaça com a dimensão celeste e com a dimensão maternal da Terra. Ajuda a 
integrar mundos, ideias, crenças, pessoas, amigos que não se conhecem; 
tendências diferentes; mundos distantes; o pessoal e o laboral; masculino e 
feminino; singular e plural; criatividade e lógica; sentido e sensibilidade. 
Mas para enlaçar e unir há que respeitar. Unir sem respeitar seria antes anexar-
se, apropriar-se, forçar, ou coisas assim. A proposta através do Enlaçador seria 
antes, unir com desapego, portanto sem ego, com uma atitude de soltar, 
desprender, desfazer-te de velhos padrões. 
O desapego requere confiança e entrega. É um nível de maturidade. 
Ao Enlaçador calhou-lhe ser atribuída uma relação com a morte, mas para nós 
está relacionado com o desapego, que é a morte e o abandono dos apegos e de 
alguma maneira ir para o novo, sem medo. 
E sobretudo o Enlaçador está associado com a capacidade de enlaçar com outras 
dimensões, de encontrar coisas novas, como a viagem de Colombo, que pertence 
à onda do Enlaçador. 
A sexta Coluna 
O número seis do Enlaçador corresponde com a sexta coluna, que é uma coluna 
de portais dimensionais. Assim, o Enlaçador é uma porta. Todas as portas 
enlaçam lugares diferentes. Só há que abri-las para passar. 
O Enlaçador é uma qualidade existente em todas as pessoas, de poderem 
enlaçar essa porta. O Enlaçador está dentro de cada um, e é o selo e a garantia 
de êxito, inclusive através do erro. 
O Selo Oculto 
O Enlaçador de mundos é o selo oculto da Águia, que está associado à 
criatividade, intuição e visão. Desapegar-nos da realidade diária permite-nos ter 
uma visão mais global e por sua vez mais profunda das coisas, e, desde aí,a 
intuição e a criatividade estão à nossa disposição. 
E vice-versa, quanta mais criatividade, mais te favorece para entrar em conexão o 
enlaçar com outras dimensões. 
O ENLAÇADOR DE MUNDOS 
Clarividência para enlaçar com 
outras dimensões. Desapego. 
Energia do surgimento, do Ver. 
Oculto, a águia 
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Com o qual, a criatividade está associada de alguma maneira ao resultado de 
encontrar formas de vida mais além dos limites restringidos. Os limites 
restringidos são, entre outras coisas, os limites do ego. 
O desapego expressado pelo Enlaçador está a falar de uma forma de viajar sem 
nenhum peso que te pegue à terra, de aceder a outras dimensões convertendo o 
desapego em despego, despegado do corpo, porque a Águia se despega da terra 
e enlaça com a sua vista dimensões mais além. 
A Onda do Enlaçador 
Na onda do Enlaçador, se vê facilitado o trabalho de desapego de forma coletiva. 
A transcendência desta onda é o Espelho. Não se trata só de soltar mas sim de 
enlaçar e criar pontes com a nova (por desconhecida) e já existente realidade. 
Cristóvão Colombo e o enlace com a América 
O exemplo do Enlaçador de mundos é Cristóvão Colombo, e o arquétipo de 
outras dimensões é ir à América, a um novo mundo. A chegada a Terras 
americanas é um enlace próprio de um momento Enlaçador, que é a onda em que 
sai Colombo, que assim enlaça. 
A viagem de Colombo é um “enlace de culturas”, abrindo tudo para todo o mundo. 
Entendemos que é a possibilidade de que mundos separados se conectem. 
Não lhe atribuímos nenhum valor comercial ou económico, porque o interesse 
económico está em todas as culturas, mas o encontrar-se está neste feito. Logo 
não queremos falar do constante, mas sim do novo. 
Tampouco o relacionamos com guerra, porque guerra e destruição havia nas 
culturas pré-colombianas e nas culturas euroasiáticas, africanas. Em todas as 
culturas tem havido guerras e seguem-se havendo. 
Não queremos associar a viajem de Colombo, que é uma viajem potenciada pelos 
mayas cósmicos, aos motivos terrestres como o robô, a guerra, aproveitar-se dos 
outros, escravizar, etc. 
O novo que oferece a viagem de Colombo é a oportunidade de conhecer-se, não 
somente os nativos americanos, mas também os habitantes da Austrália, de todas 
as ilhas do pacífico; de conhecer os polos e reconhecer a redondez da Terra. 
Nós, seres humanos, estamos unidos. “In lak’ech”, ou “tu és outro eu, eu sou 
outro tu”. Se há algum EU que está em algum lugar onde Eu não chego nunca, 
quer dizer que EU estou diminuído, logo é imprescindível que EU me conheça. 
Aqui o eu é sempre com maiúscula, porque estamos a falar de cada um de todos 
nós e do eu comum. 
O Tom 7 
O Enlaçador ocupa o tom 7 na onda do Sol, que é a onda da iluminação, a onda 
da luz. 
O Enlaçador no tom 7 está acompanhado pela Águia no tom 7. A canalização da 
Águia, a criatividade, vai unida com a canalização desde o desapego, da luz. 
O desapego, a morte dos apegos, o abandono dos apegos. De alguma maneira, ir 
para o novo, sem medo. 
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A Família 
O Enlaçador de mundos é o sexto selo e também é a sexta onda. 
Essa realidade de coincidir o número da onda e o número do selo é o distintivo da 
sua família, que está composta pelo Dragão, o Enlaçador, o Macaco e o 
Guerreiro. 
Esta família do Dragão é realmente a família tipo, e aqui o Enlaçador, ao 
considera-lo na família, se converte no presente, no desafio, no 2. 
Se lemos esta família, podemos encontrar o propósito do Dragão; o desafio, que 
já sabemos que é uma prenda, do Enlaçador; a missão do Macaco; e como 
realiza-lo do Guerreiro. É uma sequência espiral, que vai ativando e habilitando 
cada vez mais possibilidades: A energia feminina, o desapego, a alegria, a 
expansão da consciência. 
 
O Dragão tem a ver com a solidariedade e a energia feminina, e para refinar, para 
realizar esta solidariedade é imprescindível trabalhar desde o desapego. 
O Enlaçador é a segunda presença do Dragão; o Enlaçador é o Dragão, quando a 
pessoa se dá conta de que a autêntica e única missão de todos os seres 
humanos é abrir-se ao amor; e situa-se no dois, no outro, não no ego, no eu, mas 
sim que ocupa a segunda praça e te cede a ti a primeira, como expressão da lei 
do amor, onde tu és outro eu, “in lak’ech”. Quando isso está instalado no corpo, 
quando esse trabalho evolutivo está feito e instalado no corpo, começas a dispor 
de um corpo enlaçador. 
Esta família é na realidade sempre enlaçadora de dimensões superiores, mas 
também é enlaçadora entre os seres humanos, porque a solidariedade é um 
esforço para unir a todos os seres humanos e não deixar a nenhum excluído. 
E no desapego estão os valores mentais, raciais, adições e um monte de entraves 
que põe o ego, e que criam diferenças entre as pessoas em vez de unir. 
Enlaçador é uma força unitiva existente em cada pessoa capaz de te permitir 
conectar realidades, dimensões e pessoas mais além da lógica. 
Como o Dragão que vem desde dimensões superiores a esta, o Enlaçador 
conecta com outras dimensões como uma força espiritual e amorosa no momento 
oportuno. No momento oportuno, todo sucede. 
A Onda oculta 
O Enlaçador como onda trabalha com a Noite, e é importante saber que o 
Enlaçador é o que consegue. O teu pensamento consegue, cria a realidade. 
A Noite, selo três, é portanto uma força enlaçadora. Visualizando atrais as coisas 
à realidade. É muito importante reconhecer na ensonhação e na visualização, a 
sua característica de Enlaçador. 
A Cor Branca 
O branco define-se como VENTO, ou seja espírito e comunicação; ENLAÇADOR, 
ou seja desapego e enlaçar; CÃO, ou seja amor incondicional e perfeição; MAGO, 
a atemporalidade e a aprendizagem; e ESPELHO, com relação à realidade e à 
verdade. 
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Branco é refinar: Vento refina comunicando o espírito, Enlaçador refina 
transcendendo o ego, Cão refina amando, Mago refina vivendo o presente eterno 
e Espelho refina refletindo a ordem eterna. 
Os selos brancos estão totalmente conectados ao amor: O Cão, com o seu amor 
incondicional, mas todos os outros também; o Vento, com uma sabedoria que 
vem de mais além da vida, mas todos os outros também; o Espelho, com 
empatia, mas todos os outros também; o Mago, com uma sábia mestria de querer 
aprender, mas todos os outros também; e o Enlaçador, com uma capacidade 
potente de abrir a porta à vida, mas todos os outros também. 
O segundo Castelo 
O Enlaçador como onda pertence ao segundo castelo, junto com o Caminhante, a 
Tormenta e o Humano. 
O segundo castelo está associado, como segundo elemento, à cor branca, ao 
icosaedro nos sólidos platónicos, à água e às emoções nos elementos. Neste 
segundo castelo, a importância é dada à segunda onda, que é o Enlaçador, que é 
branco. E isto explica-nos o que é refinar; de uma forma muito básica é avaliar 
todas as possibilidades que te oferecem algo novo. 
O primeiro selo branco nos castelos é o Mago, onda 2, que pode significar 
aprender, mas o segundo é o Enlaçador. 
Primeiro tens que aprender algo para poder enlaçar com outras dimensões. Mas o 
Enlaçador também é o desapego, de forma que o ser humano, não como os 
animais, primeiro têm que aprender, mas logo têm que se desapegar das coisas 
para realizar o que é o amor incondicional. O apego não vai na direção do amor 
incondicional. 
5.7. Mão 
 
A cura, a canalização, a interação e a realização são próprios da Mão. 
A Mão é uma ferramenta de cura, e associada ao cérebro é a ferramenta da 
consciência, que une o coração e o cérebro, lugar dos neurônios espelho. 
A canalização é um momento maravilhoso, de conexão com outras dimensões, e 
tem grande relação com o êxtase amoroso, com o clímax, com o momentode 
máxima intensidade e de máximo encontro com a vida. 
A MÃO 
Cura, realização, 
canalização. Serviço 
Energia de canalização. 
Oculto, o mago. 
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No ser humano, oferece-lhe uma característica à sua criatividade, que é canalizar, 
como algo próprio do ser humano. 
O conteúdo das mãos é para interatuar. A imposição de mãos, apertar uma mão 
a alguém ou simplesmente o acariciar, é uma forma de conectar com a nossa 
parte espiritual. 
Por outra parte, o selo da Mão pode-se traduzir como curar, mas o que significa é 
realizar, só que real e cura é o mesmo. A falta de saúde é a falta de realidade, a 
irrealidade. Há algo carente de verdade, há um engano na doença, ou uma falta 
de luz ou seja algo a interrompeu; está interrompendo a plena realização, a 
expansão, do ser. 
Uma das características mais importantes da mão é que, na horizontal, é o 
caminho ao coração. Transforma a terra no céu. 
O Tom 7 
O primeiro tom 7 do Tzolkin é a Mão, selo 7. 
O tom 7, na transmissão de conhecimento dos criados pelo Tzolkin, está 
especialmente ressaltado como instrumento de canalização, de dimensões 
superiores. Canalizar é emitir e receber, e o tom sete apresenta a cura, a Mão, 
como centro e lugar do acontecimento canalizado. 
Isto diz-nos que podemos utilizar a Mão sem consciência, como algo na terceira 
dimensão, para simplesmente fazer coisas; também a podemos utilizar desde a 
quarta dimensão, portanto com consciência, para todas as ações que contém 
consciência como é expressar carinho, fazer mudras, etc. A pessoa que utiliza 
mudras conhece o seu poder; a pessoa que acaricia como expressão amorosa, 
conhece o seu poder. Todos esses elementos e outros do mesmo estilo, falam da 
consciência. 
O estudo dos tons sete de todas as ondas é muito instrutivo para as pessoas 
interessadas em aprofundar-se na sabedoria da malha, da rede que une a todas 
as pessoas e que fica patente e manifesta para os mais duvidosos pelos 
neurônios espelho e a crescente realidade de telepatia e metalinguagem que nos 
acompanha diariamente, por pouco que estejas atento à sincronia dos 
acontecimentos. 
Nesta consideração encontramos que o primeiro tom 7 seria a Mão, e a Mão está 
associada a canalizar e a curar. Mas o segundo tom 7 é o Sol na primeira coluna, 
que corresponde ao número 20, mostrando como numa primeira instância é 
necessária a cura, mas a autêntica cura é a iluminação, o segundo tom 
ressonante. 
Mas além de reunir significados de canalização, portanto daquilo que vem 
facilitado desde dimensões superiores, o tom 7 também mostra, pela sua relação 
com a coluna sete, algo que te encaminha ao nascimento do teu ser autêntico 
mais além do convencional e do lógico. 
O Selo Oculto 
A Mão é o oculto do Mago; a realidade oculta por trás da aparência contemplativa 
do Mago é a ação expressada pela Mão, que parece quem sabe pouco ativa mas 
simplesmente é. Porque trata-se de canalizar, e canalizar é abrir lugar a outra 
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realidade, onde talvez atues unicamente como um catalisador, mantendo-se 
inalterável mas produzindo uma grande transformação. 
E isso é a máxima atividade, enquanto a agitação, que é a aparente atividade, é 
na realidade estéril no melhor dos casos. 
Não é o momento de destruir-se, de agredir-se, mas de curar-se e canalizar. 
Quem sabe curar-se seja começar a gostar do atemporal. 
A Onda Tipo 
Há uma primeira onda que apresenta um programa para a expansão: Dragão – 
Caminhante do céu. Neste programa, o tom sete apresenta a cura, a Mão, como 
centro e lugar do sucesso canalizado. Também apresenta como mestre professor 
ao Vento no tom dois (onda oculta da Mão), portanto a consciência, o espírito, 
como ajudas naturais para realizar o programa. 
É um programa aberto a todos de forma natural. Simplesmente escutando a tua 
consciência encaminhas-te ao que expressa o Caminhante do céu. 
A Onda 
Na onda da Mão a transcendência alcança-se ao chegar à Tormenta, que 
corresponde às mudanças instantâneas. Nas nossas mãos está a capacidade e 
oportunidade de curar, a nós mesmos e aos outros. 
A Lua aparece como tom 3 na onda da Mão. É o terceiro três, o terceiro tom 3 que 
aparece no Tzolkin. Mas a Lua é a emoção e o número três é o serviço. Sente, 
permite-te sentir para ajudar os seres humanos a serem humanos. De alguma 
maneira é um serviço, que está dentro de ti e podes faze-lo em qualquer 
momento. Sonha o melhor, sonha a abundância, para que aconteça. Estende 
uma ponte à abundância. 
O Espelho apresenta-se como tom 12 da onda da Mão, portanto como algo 
curador com vocação de colaborar com a vida, com tudo o existente. 
A transcendência da Mão é a Tormenta, que atua como portal para levar-te à 
iluminação, que é o Sol. 
A onda da Mão, que é a terceira onda, associada ao serviço, enlaça com a onda 
do Sol, com a iluminação. A autêntica cura é a iluminação, de modo que quando o 
Sol se abre à transcendência, vemos qual é a natureza dessa iluminação, e é 
tudo o que contém o castelo verde; algo novo, mas que sempre lá esteve. 
O número 3 
O tom três identifica o serviço e transforma-te, como fogo. Essa transformação é 
curadora, como se manifesta através da onda três do Tzolkin, ocupada pela Mão. 
Mão é curar e canalizar, e a sua característica é, como o fogo, de rapidez. Isto 
pode extrapolar a terceira onda do Tzolkin pessoal de cada pessoa, que liberta a 
cura para a pessoa. Se meditas sob a tua terceira onda, ativas processos de cura 
e transformação internos. Só necessitas de sonhar a tua terceira onda, seja qual 
for. 
A Onda Oculta 
As ondas do Vento e da Mão são ocultas entre si. As ondas do Vento e da Mão 
vão juntas. 
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O espírito é na realidade a cura, a energia que faz todas as coisas. Se algo chega 
a realizar-se, ou seja se algo chega a ser real, é desde uma dimensão espiritual. 
A Cor Azul 
O selo da Mão é de cor azul, igual à Noite, o Macaco, a Águia e a Tormenta. O 
azul aparece pela primeira vez nas ondas com a Mão, que é canalizar, como 
realização e ao mesmo tempo como cura, auto-cura. 
Um dos valores mais importantes de todos os selos azuis é que representam o 
presente, de modo que até que tu não estejas a viver o representado por estes 
selos azuis, seja qual for o seu conteúdo, não estás no presente. Portanto, só 
estás numa realidade mental. 
Por isso o presente é um novo nascimento, segundo o Macaco, e também é uma 
canalização, segundo a Mão, porque apareceu uma pessoa nova. Tu és uma 
pessoa nova quando resolves o que te paralisa ou o que te faz antecipar, portanto 
o que te preocupa, ou quando resolves o que te deprime facilmente. O máximo 
valor do azul é falar do presente realizando-se em ti. 
As colunas 
A onda da Mão encontra-se contendo a sua totalidade na coluna 2, associada ao 
espírito. A onda três do serviço na coluna dois. De alguma maneira questiona-te: 
o que fazes? O fazes com o espírito-luz ou contra o espírito-luz? 
A segunda coluna contém elementos da segunda onda e toda a terceira onda, 
que é a Mão, situando desta maneira a cura no território do espírito. E também 
contém o início da quarta onda, que corresponde o Sol. 
O espírito, a comunicação, contém segundo esta visão, algo que tem a ver com a 
aprendizagem, sobretudo no seu nível mais transcendente, mas não é nem 
sequer o mais importante, porque somente ocupa seis dos vinte. O mais 
importante parece estar referido à cura, à ação, que são próprias da Mão, e do 
serviço. O espírito e o serviço estão totalmente unidos. E finalmente aparece a 
luz, o Sol, a iluminação. 
Por isso é tão importante ver que parte tem a ação pessoal, a tua ação, de 
serviço, e que parte tem de morder a outra para lhe tirar o brinquedo, ouse é o 
mesmo, que parte tem saúde e que parte está doente. 
A Família 
Na família do Vento, Mão, Humano e Terra, o espírito-Vento é como o Dragão e o 
que traz como tripulante é a Mão. Portanto o espírito viaja e a prenda que traz é a 
Mão, a cura, o curar, o poder de realizar. O traje é o corpo do ser humano, e o 
autêntico corpo do ser humano, como vermelho, está representado pela Terra. 
Esta família está associada à família que abre o tempo, já que os selos das duas 
famílias são ocultos entre si, o qual manifesta que a terra e o tempo estão unidos. 
O Primeiro Castelo 
O primeiro castelo, formado pelas ondas do Dragão, o Mago, a Mão e o Sol, é 
muito especial porque é o único formado por dois pares de selos ocultos: o 
Dragão e o Sol são ocultos entre si e representam a luz ou dimensões superiores, 
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que só podemos conceber como luz; e também o Mago e a Mão são ocultos entre 
si, e te representam a ti. 
Tu vês a luz e decides deixar-te guiar, isto é o Mago. Então descobres que podes, 
isto é a Mão. Mão é fazer, curar, realizar, canalizar. Canalizando, podes. 
5.8. Estrela 
 
A Estrela está associada à harmonia, à ética e à estética. Também está 
relacionada com a elegância, a diplomacia e com a justa e perfeita medida. 
Representa a beleza, mas também a prosperidade. 
 
É um ser celeste e social, e representa a todas as estrelas, ou seja ao céu como 
sociedade; a comunidade celeste, os teus pares, onde todos são importantes e 
necessários, e têm a sua função. 
A Estrela é o cosmos. Podemos olhar o céu e vê-lo como algo distante, acessível 
à nossa vista, mas desde o selo da Estrela, o céu está nos nossos pés, porque 
esse é o nosso solo. 
A Estrela significa encontrar os teus pares, encontrar a outros tu, encontrar que 
toda a gente é maravilhosa. Não é que tu sejas o Sol e nos outros encontres 
erros, quem sabe desculpáveis, não. A Estrela é encontrar só gente maravilhosa, 
e que além disso tudo está bem. Por isso é imprescindível reconhecer o erro, mas 
em ti, e curar-te, ou seja aprender. 
Estás na Estrela quando tiveres curado os teus olhos e te desfizeste do ego; 
quando o que vês com os olhos externos for a tua realidade interior. Se algo te 
parece estranho, é melhor pensar que são muito bons atores do que bandidos, 
porque tu, seguramente que és um bom ator. 
A Estrela pode expressar o elemento ar, porque as estrelas são como as 
moléculas. Não têm uma coesão que as pegue umas com as outras, porque isso 
seria o final das estrelas, pegar-se. As estrelas atuam como as moléculas, livres, 
ocupando todo o espaço celeste. Por isso são um exemplo das moléculas ou 
seres humanos, mas noutra dimensão. A característica das moléculas dos gases 
é que são livres e têm um movimento ultradinâmico. 
Ainda que nós vejamos as estrelas no céu como pontos aparentemente fixos, na 
realidade têm um movimento ultradinâmico. Quem sabe por isso nos aparecem 
fixas, porque não temos valores para compreender esse movimento. 
 A ESTRELA 
Harmonia, ética, estética, 
consciência da sociedade 
celeste. 
Energia do mais além ou angélica. 
Oculto, o caminhante do céu 
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O desenho da Estrela no Tzolkin 
O Tzolkin é um símbolo em si mesmo, que está composto por dois símbolos, um 
similar ao Espelho, que é um X e representa o tempo, e outro similar à Estrela, 
que é um losango e representa o lugar da ascensão, portanto, a porta a outra 
dimensão. 
O X é a quarta dimensão, porque já há consciência, e a Estrela é o lugar da 
ascensão, que envolve o centro do tear, Cão 13 - Macaco 1, o lugar do novo 
nascimento. 
O Tzolkin é um Espelho, e quando olhas o Tzolkin podes ver a Estrela no centro. 
 
O Tzolkin como Espelho pode servir-te para transitar todas as ondas, todas as 
experiencias, mas também para aceder a outra dimensão, a dimensão da Estrela, 
onda final do quinto castelo, ou seja onda final do Tzolkin. Mas isto acontece 
quando estás a transitar os castelos, que é onde se expressam as dimensões. 
De modo que o Espelho e a Noite, o seu oculto, falam de uma dimensão, e a 
Estrela com o Caminhante do céu, também ocultos entre si, falam da quinta 
dimensão. 
E estes quatro selos compõem a família denominada fora do tempo ou angélica, a 
única onde os selos são ocultos entre si. 
O Selo Oculto 
A Estrela é o oculto do Caminhante do céu. A sociedade das estrelas é a 
sociedade dos Caminhantes do céu. 
No processo iniciado pelo Dragão chega-se ao Caminhante do céu, portanto, 
entra-se numa sociedade onde os teus pares são estrelas. Mas o Dragão é o 
caminho da luz, porque o ser humano, como todos os seres vivos, está em 
permanente combustão infravermelha. E através da abertura ao novo, o ser 
humano nesse caminho ao céu, transmuta a combustão infravermelha em luz. 
As Ondas 
A onda da Estrela fala-nos das estrelas, mas como seres espirituais, ou melhor 
dizendo como seres reais, invocando a realidade e a realeza dos seres humanos. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
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A Estrela é o selo 8 e a onda 20, que é a iluminação e o final do caminho, mas o 
final do caminho do sofrimento. A onda da Estrela é como um impulso para a 
iluminação do Sol, o final do Tzolkin. 
 
A onda oculta da Estrela é o Dragão. Entendemos que Dragão, oculto do Sol, é la 
luz descendendo à nossa dimensão e ocupando uma forma; é a primeira forma de 
luz. 
Mas o Sol 13 é o final da onda da Estrela, e expressa-nos a realidade de uma 
sociedade similar à nossa mas de seres iluminados permanentemente em luz 
visível, não em luz infravermelha, que é combustão. A luz intermitente pode 
traduzir-se como a luz que se acaba, porque a combustão se acaba. 
Onde nos quer levar o Dragão não é à combustão senão à luz. E por esse motivo, 
em algumas tradições fala-se de um lugar de combustão para significar que não 
acertas-te, que cometes-te algum erro, ou seja não soubeste sair do lugar de 
combustão. Porque onde estamos é num lugar onde não há luz mas sim 
combustão, e o caminho que te mostra o Dragão é o caminho à luz, mais além da 
combustão. 
O Tom 8 
A primeira vez que se apresenta a Estrela no Tzolkin é na primeira coluna e 
primeira onda, e está associada ao tom oito, que também é a primeira vez que é 
apresentado. De modo que a Estrela, ou seja a harmonia, e o oito, ou seja 
integridade, aparecem à vez, e por isso contêm um significado de alguma maneira 
intercambiável conceitualmente e que ao mesmo tempo se reforça mutuamente. 
A Estrela precisa de integridade e a produz, tomada como propósito ou como 
intento. Igualmente a integridade só é possível em harmonia, a harmonia da 
beleza e da ética. E também a integridade produz harmonia. 
Podemos considerar toda a primeira onda e toda a primeira coluna como um 
implante de propósitos; como um programa de propósitos, e então sucede que o 
propósito intrínseco da Estrela é a integridade. 
Mas é que a Estrela, além de significar harmonia, ética, estética, significa 
sociedade celeste. Portanto a Estrela é um convite a uma party celeste, a uma 
festa celeste, só que é imprescindível a integridade. 
Na quinta dimensão só há gente maravilhosa e só se sucedem coisas 
maravilhosas, mas as coisas maravilhosas vibracionalmente só são compatíveis 
com a integridade. 
As Colunas 
O Tzolkin é um livro, uma mensagem num sistema diferente, que o mesmo te guia 
à compreensão. É pura tecnologia amorosa baseada na comunicação, ou seja 
Vento-espírito. Podes ler cada selo e cada vez será mais compreensível se te 
interessa, porque se fará mais compreensível. 
A Estrela apresenta-se como integridade na PRIMEIRA COLUNA, ou seja o 
propósito da Estrela é recordar-te ou reforçar a tua integridade, mas na 
SEGUNDA COLUNA, a Estrela apresenta-se como tom dois, queé o desafio, 
mas na realidade é um presente. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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Em toda a coluna dois só existe um selo que apresente o tom dois e é a Estrela, 
de modo que a Estrela representa ao tom dois, porque as colunas expressam os 
tons, são similares, de modo que o autêntico tom dois, é uma prenda, é a Estrela. 
A integridade é a prenda. 
Na COLUNA TRÊS aparece a Estrela nove. Os tons 9 e 5 dão força ao propósito 
com uma energia que vem de dimensões superiores, de modo que a coluna três, 
que fala de serviço com o tom três, na Estrela nove manifesta-se o serviço desde 
a integridade que é favorecida desde dimensões superiores. 
Na COLUNA QUATRO, que como tom significa “como alcançar o propósito“, o 
que aparece é a Estrela três, de forma que a resposta a “como alcançar a 
integridade” é através do serviço. Acabamos de ver na coluna três como o serviço 
desde o intento da integridade está a ajudar especialmente desde dimensões 
superiores; simplesmente intentando se põem em marcha ajudas desde 
dimensões superiores para a tua consciência; simplesmente intentando ser 
íntegro se põe em marcha um programa de reparação da integridade ferida em ti. 
Trata-se de tecnologia amorosa real, só que invisível, mas que te abre a porta ao 
maravilhoso como treinamento até ao maravilhoso total permanente. 
Na COLUNA CINCO, que como acabamos de dizer representa a força desde 
dimensões superiores ao serviço do propósito, encontramos a Estrela dez. Dez é 
a perfeição e o amor incondicional, de modo que a perfeição da integridade cujo 
conteúdo é amor incondicional, é ajudada desde dimensões superiores. 
Na COLUNA SEIS, que é como uma porta, o que aparece é a Estrela quatro, de 
modo que a auto-pregunta, a pregunta interior sobre como ser mais autêntico, 
abre-te a porta ao maravilhoso. 
Na COLUNA SETE, coluna central onde acontece a cura e a canalização, situa-se 
a Estrela onze. Canalizar a cura, porque o ego é inimigo da canalização, e 
permitir aflorar os conteúdos de dimensões superiores da vida, é um trabalho de 
limpeza do ego e potenciação confiada de uma realidade solidária, sem inimigos e 
rivalidades, e isto é curador. 
Na COLUNA OITO, ou seja coluna da integridade, de novo encontramos 
associado o conteúdo da integridade ao conteúdo da ajuda desde dimensões 
superiores, por meio da Estrela cinco. 
Na COLUNA NOVE, encontra-se a Estrela doze, sendo doze o tom da 
colaboração com a vida, com tudo o que existe, portanto que o impulso a 
colaborar com tudo o que existe encontra-se favorecido desde dimensões 
superiores da vida. De modo que nas colunas cinco e nove, que representam tons 
de força, se encontram a Estrela dez, ou seja a integridade amorosa, e a Estrela 
doze, ou seja a integridade da colaboração, de modo que essas duas atitudes 
recebem ajudas especiais, assim como a Estrela nove, associada ao serviço da 
coluna três, e a Estrela cinco, associada à integridade. 
Assim, nos tons de força, onde atua precisamente uma energia de evolução 
criativa tipo Big Bang, manifestam-se em relação à Estrela as atitudes de serviço, 
integridade, amor incondicional e colaboração com tudo o que existe. 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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A perfeição e o amor incondicional da COLUNA DEZ, contêm a Estrela seis, que 
pertence à onda da Noite, associada a visualizar, sonhar como colaboração 
vibracional com o real. 
A Noite transporta a Estrela, ou seja a integridade, e sobre tudo o surgimento da 
sociedade celeste, a ferramenta que seria a ensonhação, ou seja a visualização, 
de modo que sonhando o céu ajudas a que se faça mais real para todos, porque a 
Estrela fala de uma sociedade celeste de humanos de luz. 
As três colunas que faltam ONZE, DOZE E TREZE contêm nada menos que a 
representação do tom 13 a transcendência, do tom 7 a canalização e também o 
céu, e do tom 1 o propósito, na onda da Estrela. 
A Estrela 13 aparece na coluna 11, significando como tom 11 a libertação, 
respondendo à pregunta; como posso libertar-me e deixar-me ir? Mas acontece 
que a Estrela treze é justamente o último selo antes de iniciar o castelo verde, de 
modo que chegar à transcendência da integridade é uma libertação e então te 
podes deixar ir, gozar, que é de alguma forma o que significa o castelo verde. 
A coluna 12 da colaboração mostra como essa colaboração desde a integridade 
da Estrela é uma canalização, uma colaboração com o celeste. 
E a Estrela um, na coluna treze, é a onda final do Tzolkin, mostrando como o 
propósito da Estrela é a iluminação. 
5.9. Lua 
 
A Lua no Calendário Maya representa a limpeza de emoções, a purificação, e 
também a água. Está relacionada com a ancestralidade, com o karma do passado 
e com a acumulação de experiências, recolhidas no subconsciente e nos genes. 
As emoções são a porta para aceder ao mais além. Expressar as nossas 
emoções, sentir, comunicar e libertar, ajuda-nos a superar situações passadas, 
ancestrais ou sociais que estejam bloqueadas. 
O Tom 9 
A primeira vez que se apresenta a Lua no Tzolkin, ou talvez seja apresentada, é 
como Lua solar, ou seja Lua 9. 
Junto com o tom 5 é um tom de poder, de força. Esta força provém de dimensões 
superiores, ou seja não é da nossa dimensão, que é temporal, mas sim de uma 
dimensão mais além do tempo e mais além dos nossos critérios, que são mais de 
sobrevivência e de carência. 
A LUA 
Água, purificação. Luz 
interior. Companhia. 
Energia de transmutação e 
emoção. 
Oculto, o humano. 
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Essa força amorosa de atividade constante é apresentada no Tzolkin tipo na 
primeira onda, como Serpente, selo 5 e onda 9 de força, e como Lua, selo 9 de 
força e castelo 5, também de força porque é essa força a que o realiza; não é 
uma força humana, é pura força Big Bang, e essa é a garantia do êxito. 
De modo que no programa, ou seja na apresentação, essa força amorosa Big 
Bang associa-se à Serpente ou energia vital, kundalini e à Lua, Água, Emoção. 
Energia vital, kundalini, está claro que é força, mas o que muitas vezes negamos, 
não reconhecemos, inclusive fugimos, é da emoção, e é precisamente o mundo 
emocional o que te faz humano e te abre o céu. 
A Serpente é o selo 5 e a Lua o 9, mas a Serpente vai converter-se em Lua, ou 
seja em nove, na sua apresentação como onda, e então a sua potência é de 
levar-te ao novo nascimento. Mas a Lua, selo 9, onde te pode levar como onda é 
ao salto quântico, ou seja a dimensões superiores da vida manifestadas pelo 
castelo verde. 
A Lua, nesta primeira apresentação, já se apresenta como situada num lugar 
misterioso e não imediato, que precisa de ser revelado, e todas as pessoas que 
nascem com um tom 9 têm um acesso muito direto a uma sabedoria 
desconhecida, a qual é possível que lhe tenham temor, e no nosso desejo, todo o 
contrário, fervor. 
O 9 é um impulso à máxima realização. 
 
O guia da Lua 9 é a Serpente 9, da onda da Terra, sendo a Serpente na onda da 
Terra o impulso, a força para que a Terra mostre a sua transcendência, que é a 
Lua, portanto, que a Lua no tom 9, que é como se apresenta na primeira onda, 
tem como guia a energia vital, mas não como algo para chegar a ser ela mesma, 
como poderia parecer, mas sim como algo que transmuta a Terra e a transforma 
em Lua, em perfeição da luz. 
O Selo Oculto 
A Lua propõe como propósito limpar as emoções para potenciar o que está 
indicado no seu oculto o Humano, que é a liberdade e os pensamentos elevados. 
De tal maneira que limpar as emoções torna-te mais livre. Se um ser humano não 
realiza um trabalho de limpeza dos seus condicionantes emocionais e da sua 
toxicidade; se uma pessoa não se preocupa em limpar a sua toxicidade 
emocional, essa pessoa está restringida, inibida, limitada na sua liberdade, não se 
podeexpressar, porque essa toxicidade emocional o está a diminuir na 
expressão, na liberdade. 
A Onda Oculta 
A Lua é a onda associada à onda do Sol. É conveniente limpar as emoções, para 
que se potencie o que indica a sua onda associada, que é a luz. Limpar as 
emoções vai produzir mais luz. 
A Lua é um espelho da luz do Sol. Recebe e oferece a luz do Sol no meio da 
obscuridade. 
E a emoção construi-te desde os olhos de Deus, que são os neurônios espelho, 
como ser humano. Para o ser humano, a emoção é similar ao Sol. É pura luz, 
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pura entrega, algo que faz crescer a vida, que faz prosperar. A emoção é um 
autêntico tesouro que converte o ser humano em celeste. 
 
Todos os ocultos da onda do Sol estão na onda da Lua. Isso significa que de 
alguma maneira, falar do Sol, segundo nos querem transmitir os sábios maya, é o 
mesmo que falar da Lua, e falar da Lua é o mesmo que falar do Sol. De fato todas 
as noites, significando obscuro, negro, dão à luz ao Sol. O Sol sai da obscuridade. 
O Sol é luz; a luz não encontra escuridão por mais que a busque, porque a luz 
dissipa pela sua própria natureza, a escuridão. E além disso na nossa dimensão, 
portanto, como seres humanos, experimentamos muitas vezes a escuridão. 
A Lua é simplesmente, na linguagem da analogia, a forma em que a luz do Sol se 
insinua à tua liberdade e à tua consciência, para que a deixes aparecer. Por isso 
é a perfeição do Sol (tom 10 da sua onda), porque é aquilo que faz o Sol 
amorosamente para chegar até ti, e quem sabe estás enterrado, enfadado, cheio 
de ódio, ou simplesmente sentindo-te lixo ou metido na rotina. E a luz busca-te e 
encontra-te, e essa é a perfeição, porque tu és luz, e então descobre-se que a 
Lua é o Dragão, como transcendência. 
Quando a Lua é o propósito, diz de alguma maneira que é necessário limpar as 
emoções; como onda, é conveniente limpar as emoções, para que se potencie o 
que indica a sua onda associada, que é a luz. Limpar as emoções vai-te fazer 
produzir mais luz. 
Mas, limpar as emoções vai-te realmente permitir aumentar a liberdade (selo 
oculto o Humano). Então, acontece que a liberdade está associada à luz. 
Limpando as emoções estás indiretamente a aumentar a luz e diretamente, a 
aumentar a liberdade. 
És como um cristal. Tu, pelo melhor, queres limpar um cristal para poder ver 
através dele. No teu carro limpas o para-brisas para ver os outros carros, mas o 
que estás a fazer realmente é a aumentar a luz dentro de ti. Diretamente, de 
forma prática, preocupas-te em poder ver o carro da frente, mas indiretamente 
estás a colaborar para que haja mais luz. 
Isto trasladado às ações de cada pessoa, significa que de alguma maneira 
quando estás a limpar as emoções, experimentas mais liberdade, mas produzes 
ao teu redor mais luz. 
A Família 
A Lua forma família junto com a Semente, o Mago e a Tormenta, sendo a 
característica relevante desta família a ÁGUA. 
Como já vimos a Lua é água; a Semente é água convertendo-se em vida 
orgânica; a Tormenta está composta de água; e a energia branca do Mago 
também representa a água. 
Quem sabe não seja tão evidente relacionar o Mago com a água, mas o Mago 
saca a sua força da água, da emoção, da empatia. O Mago sabe viajar através 
dos neurônios espelho para curar-te, porque o oculto do Mago é a Mão, a cura, e 
a sua ferramenta é tornar-se um contigo desde a empatia. 
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O Castelo Verde 
A onda da Lua é o início do castelo verde, quinto castelo associado ao éter, ao 
céu. O castelo verde é o tempo final, mas nós estamos no tempo final, e esse 
tempo curiosamente coincide com a Lua. 
Os castelos começam sempre com uma onda vermelha: Dragão vermelho, 
Caminhante vermelho, Serpente vermelha, Terra vermelha e Lua vermelha. 
Depois dos quatro primeiros castelos (Dragão, Caminhante, Serpente e Terra), 
aparece como transmutação e “4+1” a LUA. Todos aparecem como início de 
castelo e como corpo o elemento sólido, que é o que significa o vermelho. Mas a 
transmutação, quinto momento, sucede quando aparece como corpo, ou seja 
vermelho, a água, que é branco, ou seja a Lua. 
Mas sendo água a Lua, ou seja como elemento o branco, inicia a realidade onde 
o real é emoção, onde o corpóreo, o conformado, é emoção, sendo também 
corpóreo o que nutre o corpo e a sua forma. 
Encontramos que da mesma que nesta realidade, o corpo se nutre de coisas 
materiais com forma, nessa realidade o que nutre é a emoção, a água, o amor. 
Com a Lua como 4+1 e corpo, inicia-se o branco, simultaneamente a finalização 
do vermelho, porque a Lua é vermelha, mas nesse quinto castelo já não pode 
estar o líder do vermelho, que é o Dragão, e de facto o que supõe é a 
transmutação do vermelho no verde. 
As Colunas 
A Lua na sua apresentação no Tzolkin pela primeira vez, na coluna UM, associa-
se com o solar, tom 9, de modo que todo o solar é também Lua. O gracioso ou 
maravilhoso da metalinguagem é que o solar une ao Sol, mas também a Terra. 
Um solar é uma terra, ou seja um solo, o sólido, um sítio onde edificar, onde viver, 
mas também é a luz do sol, de modo que as emoções são o solo do céu, ou seja 
o sólido, ou seja onde tu és mais real, ou seja onde tu és real. Vale a pena 
procurar e viver a emoção. 
A Lua na coluna DOIS, que tem a ver como falar da prenda, apresenta-se como 3, 
serviço. Mas como a Lua na coluna TRÊS se apresenta como 10, portanto como 
a perfeição e o amor, de alguma maneira quer dizer que na Lua, entregando-te 
como serviço encontras um presente, que é degustar o amor. 
A coluna QUATRO, que é a coluna do como, está ocupada pela Lua 4, ou seja, 
emocionalmente, como a água. Mas além disso és um portal; atuar escutando as 
tuas emoções é um portal. E o que vai dar poder a essas emoções, representado 
pela coluna CINCO, é o que expressa o tom 11 a libertação, que é precisamente 
uma libertação visceral associada ao tom 3, porque o tom 11 está sempre 
associado ao 3 no seu oculto, ou seja de novo o serviço livremente. 
A Lua de novo na coluna SEIS é também um portal, porque toda a coluna 6 é 
uma coluna de portais, e de alguma forma é o que significa esta coluna. E aí, 
como tom 5, nos volta a situar nessa força Big Bang, ou seja a força da água, a 
força de Bruce Lee: “sê como a água, amigo” ou “be like water, my friend”. 
Na coluna SETE, que expressa a canalização, vê-se que a Lua, a emoção, a 
água, o que a facilita é a colaboração com todo o existente, porque ai está a Lua 
12. 
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A coluna da integridade, coluna OITO, expressa como o comportamento íntegro 
da Luna é unir, abrir novos mundos através de enlaçar, porque aí está a Lua 6. A 
integridade da Lua é enlaçar, abrir portas. 
A coluna NOVE, volta a falar da força Big Bang, mas transmutadora. É a Lua 
transcendente, a Lua 13. E a coluna DEZ, de perfeição, volta-nos a recordar que 
a Lua, a emoção, é uma atitude sem ego, porque fala da Lua 7. 
A Lua, na coluna ONZE, é próprio propósito e o começo do castelo verde. O tom 
11, associado à coluna onze, fala de uma libertação visceral. E uma libertação 
visceral significa uma sensação que é de libertação, porque a libertação supõe 
um gozo, e é visceral porque tem recurso a dimensões mais além da pura lógica. 
O visceral é como ler com os olhos fechados: tudo flui, tudo aparece e é 
totalmente libertador e prazeroso. 
Na coluna DOZE, de colaborar com tudo o que existente, o que encontramos é a 
Lua integra, Lua 8. E na coluna TREZE está a Lua 2, na onda da Estrela, gozando 
da expansão, da maturidade, da iluminação, como um presente. 
A emoção é a porta do céu. Escuta o teu coração. 
5.10. Cão 
 
O Cão relaciona-se com o amor incondicional. Representa o amor profundo, 
verdadeiro, respeitoso,não invasivo. 
É perfeito em si mesmo, ao corresponder ao tom 10 de perfeição. 
É o amor que surge desde o nosso coração, de forma espontânea, sem 
obrigações nem dúvidas; com alegria, desde a nossa criança interior. 
Não está associado ao sofrimento nem à dor, mas sim à alegria do Macaco, que é 
o seu oculto. 
O amor é o fim do mundo, pelo menos do plano, e pode-se viver num mundo 
plano descobrindo que és mais feliz e tens melhor saúde e até prosperidade 
quanto mais pacifico, tolerante, respeitoso, solidário e coisas assim sejas e 
ensines os teus filhos. Mas se o intento é para o amor e além disso incondicional, 
ao que te aproximas é ao final de um mundo plano e ao começo da elevação, ou 
seja às portas de outra dimensão. 
Há portanto outro valor associado ao Cão – Amor, e é o seu valor vibracional que 
serve como porta de acesso a dimensões superiores. 
O amor, ou seja o Cão, é como um espelho, mas um espelho como o da Alice no 
País das Maravilhas, ou seja o acesso a outra realidade. 
O CÃO 
Amor incondicional. Perfeição, 
vitalidade, paciência. 
Luz. 
Oculto, o macaco 
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O Cão ocupa justamente a horizontal 10 é um final, porque a horizontal 11, ou 
seja a que segue a 10, já não continua se não que reflete, aparecendo os ocultos 
numa relação especular, sempre a somar 21. O Cão, horizontal 10, e o Macaco, 
horizontal 11, são o mesmo como ocultos que são, e ocupam a linha do horizonte. 
O horizonte é a fronteira do céu, e esse é o lugar do Cão. 
O Cão, onda 14 do Tzolkin, ocupa o segundo lugar no castelo 4, o lugar do 
desafio ou da prenda. Como onda, segundo a sua verdadeira natureza é similar 
ao Mago, que é a segunda onda do Tzolkin, ou seja supõe aprendizagem, desafio 
e prenda, e como é branco supõe refinar, mas a maturidade, ou seja o trabalho 
realizado, é a expansão da consciência para poder aceder à quinta dimensão, 
éter ou céu. 
O número 10 
A primeira vez que aparece o Cão no Tzolkin é como tom dez, que significa o 
perfeito, perfeição, de modo que a sua presença no programa inicial representado 
pela primeira onda já nos informa de que o amor incondicional é o perfeito, a 
perfeição, pelo menos nesta dimensão. 
Outra coisa é dotar de conteúdo essa informação, ou seja saber que é amor 
incondicional. Mas inclusive desde a terceira dimensão mais egóica e insolidária, 
só podemos associar o amor à paz, tolerância, respeito, colaboração e coisas 
assim com as outras pessoas. De modo que a proposta desde o Tzolkin é que o 
perfeito não é que tudo seja tu, nem que tu sejas o mais poderoso, mas que a 
perfeição está na relação que manténs com os outros. 
O Cão como selo 10 fala da perfeição, e perfeição fala de processo. 
Portanto que o amor é a perfeição nesta dimensão, mas não é algo feito, mas sim 
algo que se vai fazendo, ou seja uma consequência de um processo de 
aperfeiçoamento da descoberta. 
O amor é uma descoberta e um trabalho. É uma descoberta e um trabalho porque 
és livre. Livre para quere-lo ou afasta-lo. É uma descoberta como possibilidade e 
é uma tarefa, um trabalho realizá-lo. 
Ao número dez, ao que normalmente associamos à perfeição e ao amor 
incondicional, também necessitamos de associar o seu valor de Espelho (onda 
número 10). No 10 aparece a linha do horizonte, lugar onde o Cão (10) se 
transforma em Macaco (11); lugar onde o amor se transforma em alegria; lugar 
onde cumprido com o amor se inicia a ascensão à iluminação. 
O Cão 10, animal terrestre, inicia a ascensão elevando-se como Macaco, animal 
que habita elevado sobre o horizonte das árvores. Mas as árvores são a 
fotossíntese, a iluminação. O Espelho ajuda a esse cumprimento. 
O Espelho é também um dez, é a perfeição que te leva à onda central, onde te 
curas e te iluminas. 
O Selo oculto 
Mas falar do Cão no Tzolkin unicamente como amor incondicional ou perfeição é 
demasiado esquemático, ainda que sendo válido. O Cão está associado ao 
Macaco, que é o seu oculto, e sendo o Macaco o que expressa a alegria, está 
claro que também há que falar de alegria, porque não é possível falar de amor 
sem alegria. 
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O número 14 
O Cão, ou seja o amor incondicional, ocupa a onda 14. Mas o 14 é o Mago, logo o 
amor incondicional é o autêntico Mago. 
Há uma aprendizagem no amor, que é através da consciência, porque a grande 
inibição do amor é o medo, e a consciência expandida elimina o medo. 
O 14 poderia significar na primeira descrição dos selos, que se faz na primeira 
coluna do Tzolkin, o mesmo que nessa coluna significa o Mago. 
Portanto, a onda do Cão, o amor incondicional, é a onda 14, e se lhe adicionamos 
os conteúdos do Mago encontramos que o que facilita a canalização, o que facilita 
a conexão com dimensões superiores da vida, é a atitude de aprender que 
contém o selo do Mago, como início da segunda onda. 
Na primeira coluna, a primeira onda é uma onda inata, mas a segunda onda já se 
propõe como algo voluntário. A segunda onda na primeira coluna é a onda do 
Mago. Se propõe aprender, e isto é algo voluntário quando descobres que há uma 
realidade espiritual mais além da puramente física, e que a realidade física 
obedece a leis espirituais. E queres aprender isso, harmonizar-te com isso. 
Porque para chegar a ser humano, necessitas de aprende-lo. 
A proposta no Tzolkin é o Cão, o amor incondicional. A aprendizagem se 
transforma em amar de forma incondicional. 
A Onda 
A onda do Cão fala de uma vivência desbordante e inclassificável. Uma vivência 
que supera totalmente a tua razão mas que te faz feliz, como é o amor. 
O propósito é o amor; o que se propõe é realizar o amor incondicional. 
O Macaco, tom dois dessa onda, significa a alegria, mas uma alegria como um 
presente, sem esforço, como algo associado a essa experiência de amor. O amor 
é sempre incondicional. 
O tom três dessa onda, o Humano, apresenta o serviço, que é o que indica o tom 
três, como algo livre. Encontrar a liberdade encontrando-te. Para viver o amor é 
imprescindível que a entrega, que é o que pode traduzir o serviço, seja livre. 
Entrega ao que és. Saber quem és é como reconhecer o teu serviço. Reconhecer 
o teu serviço é reconhecer como podes contribuir para a felicidade geral. 
Para o Tzolkin o serviço, tom três, está unido ao tom onze, que te indica como 
podes libertar-te, ser livre. Ser tu é ser livre, claro que para entregar livremente 
tens que previamente ser livre. Uma entrega sem ser livre não te faria feliz. Não 
serias feliz nem nada seria feliz. Tampouco perto de ti, porque todos te deveriam 
tudo. Darias, mas anotando tudo, e terias muitos devedores. E disso não é do que 
fala este assunto. 
No tom quatro da onda aparece o Caminhante do céu, que explica como se 
realizar o amor incondicional; a força que permite realizar o amor incondicional. 
A Onda Oculta 
O amor tudo pode, e a sua onda associada é a Tormenta, os feitos milagrosos. A 
onda do Cão fala do amor e está associada à onda da Tormenta. Amor e 
transmutação. Necessidade de transformação e necessidade de amor. 
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A Tormenta é Cão. A crise-Tormenta é amorosa. O Cão, selo 10, é uma 
Tormenta, ou seja o amor ressuscita. 
A Tormenta como onda expressa mudanças profundas, totais, ressuscitar. O 
amor tudo pode, tudo transforma. As duas ondas vão juntas, quem sabe são a 
mesma, como Quetzalcóatl e Tezcatlipoca, os gêmeos. 
Nesta onda da Tormenta, o oculto do Macaco dois é o Cão doze; a alegria através 
do amor, que se expressa colaborando com tudo o que existe. E o oculto do 
Humano três, como liberdade, é a Terra onze, que é como dizer que a Terra como 
ser espiritual se sente como maravilha. A Terra onze é algo assim como a Terra 
feliz. 
A Família 
Os selos que conformama família, junto com o Cão, são a Serpente, a Águia e o 
Sol. 
A SERPENTE, pegada à Terra e confundida com a Terra, representa uma energia 
instintiva e pouco consciente de sobrevivência, pessoal e da espécie. E contém 
também a energia sexual mais instintiva. Mas também é símbolo em todas as 
culturas de uma energia curadora. Pode chegar a ser uma Serpente emplumada, 
como símbolo da kundalini ascendente, mas é sempre uma energia de 
sobrevivência, portanto curadora para a espécie, e curadora a nível pessoal. 
A energia do Cão situa-se no horizonte, portanto onde se unem os dois mundos, o 
celeste e o terrestre. E apresenta uma energia corporalmente similar à do corpo 
humano, como algo entre o céu e a Terra. 
O selo 5 da Serpente sempre irá representar a energia, e o 10 do Cão sempre irá 
representar a tarefa do ser humano, porque contém o valor da perfeição. Mas o 
conteúdo da perfeição é o amor, logo essa é a tarefa do ser humano na Terra. 
Quando a tarefa do ser humano do amor incondicional se bloqueia e não se dirige 
para o céu mas regressa a formas menos conscientes de onde precede, torna-se 
mais facilmente brutal e pornográfico, sendo mais destrutivo que construtivo. 
Além disso através da abertura ao amor e ao amor incondicional, a Serpente pode 
converter-se numa Águia. O 5 da Serpente e o 10 do Cão, chegam a converter-se 
num 15, para ascender ao Sol. 
A Cor 
Os selos de cor branca são Vento, Enlaçador de mundos, Cão, Mago e Espelho. 
A cor branca significa refinar, ou seja aprender algo, ou seja modificar algo para 
otimiza-lo. 
A ordem em que aparecem os selos brancos nos castelos, portanto como ondas é 
Mago, Enlaçador, Espelho, Cão e Vento. Portanto, para poder valorizar, apreciar 
e ser voluntário para viver ou reconhecer o amor incondicional, faz falta evoluir, 
avançar no processo da consciência. 
 
O primeiro selo branco nos castelos é o MAGO, onda 2, que pode significar 
aprender. 
O segundo selo branco nos castelos é o ENLAÇADOR. Primeiro tens que 
aprender algo para poder enlaçar com outras dimensões. Mas o Enlaçador 
também é desapego, de tal forma que o ser humano, não assim como os animais, 
primeiro têm que aprender, mas a seguir tem que desapegar-se das coisas para 
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realizar o que seja o amor incondicional. O apego não vai na direção ao amor 
incondicional. 
Logo aparece o ESPELHO. O apego obscurece e deforma a realidade do 
Espelho. 
E agora sim, é possível encontrar, e voluntariamente realizar, o amor 
incondicional no representado pelo quarto castelo. 
Mas o quarto castelo fala da quarta dimensão e o quinto castelo da quinta 
dimensão, que é uma dimensão espiritual. 
A perfeição, o 10, chega até a quarta dimensão. A seguir é outra coisa. 
O quarto Castelo 
O Cão nos castelos está no quarto castelo, formado pela Terra, o Cão, a Noite e o 
Guerreiro. A característica deste castelo como cor segundo o sistema de quatro 
cores do Tzolkin, seria o amarelo e quem sabe a este castelo se lhe poderia 
chamar o castelo amarelo do amar, porque está ocupado, supostamente 
intencionadamente, pela TERRA, ou seja a Mãe Terra, nutridora como mãe e 
exemplo de amor; o CÃO, ou seja o amor incondicional; a NOITE, cujo lema é 
sonhar a abundância para os outros, o que é uma atitude totalmente amorosa; e o 
GUERREIRO, final do castelo e que lhe dá a cor amarelo, significando maturação, 
e a maturação significando a máxima expansão. 
Para entrar na quinta dimensão só podes fazê-lo desde a quarta e na quarta 
dimensão só podes estar se és capaz de amar a todas as pessoas por igual sem 
fazer distinção de pessoas, portanto, sem olhar o exterior. Isto é o Cão. 
5.11. Macaco 
 
O Macaco está associado à alegria, ousar, jogar, viver o que acreditas; a 
inocência; a experimentar e s investigar o novo. 
O Macaco sente a alegria, disfruta com o que faz, comprova, ri, porque tudo parte 
do amor e da inocência que existe no seu interior. 
É próprio do Macaco rir, jogar, cantar, atrever-se a fazer coisas distintas às 
esperadas, experimentar, manifestar a criança interior, improvisar, disfrutar. 
O Macaco associa-se também com a inocência, que é a que permite a alegria, 
porque a inocência quer dizer que não há variante no teu coração. E não há 
variante no teu coração porque não há suspeita, e muito menos há engano. E isto 
acontece porque tampouco há medo. 
O MACACO 
Inocência, alegria, jogo, 
Atrever-se, ousar. Nascimento, 
ascenso. 
Energia do surgimento, do Ver. 
Oculto,o cão 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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Se não há medo, podes experimentar, porque o ser humano está feito para 
conhecer, e cada vez que passa diante um enigma, ativa-se algo que é 
constitutivo do ser humano e que lhe leva a resolver esse enigma. 
Costumamos relacionar o Macaco com a alegria e realmente a alegria é o que 
sucede quando a força desborda. A alegria é a força vital que desborda. Está 
relacionada também ao Macaco com ousar, portanto averiguar possibilidades, 
ensaiar coisas novas, aprender conhecendo. 
Tudo isto também indica que há uma força a empurrar-te para fora. A depressão 
deixa-te sem forças, mas a força expande-te, desborda-te como a alegria e leva-
te fora de ti a conhecer o que te rodeia; a conhece-lo sem medo, e isso é ousar. 
Mas não há que esquecer que o Macaco não é uma condição, se não que o final 
de um processo. O nascimento do embrião é o final de um processo, onde o 
embrião já maduro, inicia outro nível da vida. 
A situação da onda do Macaco unida à sua onda associada, que é a onda do 
Espelho, conexionam toda a estrutura das ondas. Há uma sequência que vai do 
Dragão ao Espelho, e onde acaba o Espelho começa o Macaco, inaugurando 
uma nova sequência que vai do Macaco, onda 11, à onda 20, de forma especular, 
portanto de espelho. De tal maneira que o Macaco é o centro, surgindo. Essa é a 
força. É um lugar onde se integrou toda a energia da luz na sua descida à forma, 
à matéria, até te ter encontrado a ti. Ou olhando-te no espelho, encontrei-me a 
mim; a cada ser humano, como lugar onde a força toma assento. Essa força 
luminosa que vem de dimensões superiores buscar-te, e de novo ascende. 
O Macaco é o centro exato do tear maya, ou seja do Tzolkin, mas é também um 
começo. 
A metalinguagem quer, e assim o apresenta, que se considere como começo o 
Dragão e por ele há toda uma tradição maya que faz começar o Tzolkin com o 
selo Dragão. Mas também, e a metalinguagem assim o quer, há uma tradição que 
considera como início o Macaco. 
Dragão como inicio é como o surgimento do nada, como o inicio inicial, mas o 
Macaco é como o surgimento em algo, como uma nova explicação da realidade, 
mas a realidade já esta. 
O Macaco é o centro, está no meio de tudo e como oculto, o Cão também. 
O número 11 
O tom onze responde à pregunta como posso libertar-me e deixar-me ir? 
Realmente o que expressa este tom onze é ficar “à vontade”, ou seja dar-te o 
gosto de fazer qualquer coisa. Antes sentias-te inibido para fazer qualquer coisa, 
sentias-te inapropriado, e de repente dás-te conta de que se trata de algo 
estupendo. Não só podes, mas que é o melhor para todos. 
É algo quase visceral, não mental, por isso é libertador, porque aparece o 
inocente natural, o sábio selvagem. E ficas tão à vontade sendo, sabendo quem 
és. 
O tom onze é viver sem variantes e sem medo, e está unido ao tom três, que é o 
serviço. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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O Selo Oculto 
O selo oculto do Macaco é o Cão, selo 10, que mostra o horizonte sobre a Terra. 
É a perfeição nesta dimensão (tom 10), por comparação com o Macaco, que está 
separado da Terra porque vive nas árvores, de modo que mostra elevação. 
O Cão e o Macaco são ocultos. Não é possível falar de auténtico amor sem 
alegria ou alegriareal sem amor, ou dito de outra maneira, não há perfeição sem 
alegria e sem saúde, porque não há saúde sem alegria. 
O Cão 13 e o Macaco 1 estão justamente no centro do Tzolkin, que é onde se 
unem amorosamente num ato de amor, a energia do céu e a energia da terra. E 
esse lugar é o homem. 
O Centro do Tear 
O Macaco Um junto com o Cão Treze constituem o centro do Tzolkin, lugar 
privilegiado do centro da coluna sete, que mostra onde se funde a energia 
expansiva do Sol com a energia recetiva da Terra, e como o homem, quando se 
encontra no centro desse encontro amoroso, pode viver um nascimento espiritual. 
O Macaco 1 é também o centro da Estrela que se desenha no centro do Tzolkin, 
no losango de portais que duplicam os portais das colunas. 
Esse é o lugar onde é possível entrar noutra dimensão. 
O centro do Tzolkin é um lugar onde têm que passar todos os seres humanos 
ascensionalmente. É o lugar do novo nascimento. 
Nesse centro está situado um selo que significa alegria. Sim, alegria, mas 
também inocência, ou seja inocente, ou seja absolto. Ou seja inocente e sábio, 
porque o Macaco no Tzolkin não é doido, nem muito menos na realidade. O 
Macaco é sábio, significa um novo nascimento, alegria, inocência, mas também 
ciência, como resultado de experimentar que é o que faz o Macaco, ou seja 
sabedoria. E é precisamente essa experimentação, ou os resultados acumulados 
dessas experiências do ousar, os que realizam essa metamorfose, ou seja algo 
que em parte é uma transformação e por outra parte é um nascimento, o 
nascimento do novo. 
Mas a experimentação e o novo, como resultado, só podem dar novo e sábio, 
nunca novo descerebrado, porque a viagem evolutiva é para mais consciência. 
A experimentação abre caminho à consciência. 
 
E a consciência quebra o karma. Ou seja traz absolução, libertação do karma. E 
isso é alegria, não a acumulação de sensações ou de propriedades ou de 
prestígio social ou estético. 
A libertação do karma é um novo nascimento que liberta também as vivências 
ancestrais, ou seja aos teus ancestrais, simplesmente porque estão presentes em 
ti nos cromossomas. E isso é alegria. 
O Novo nascimento 
O Tzolkin tem dois começos: um é o Dragão e outro é o Macaco, o qual significa 
simplesmente que o Macaco é o nascimento de Deus, porque o Dragão é um 
início mas desde o inimaginável, e o Macaco é um início na dimensão humana. E 
este é o tempo de nascer Deus, o de que Deus nasça na tua realidade. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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Quando tu nasces não tens consciência. És totalmente dependente, mas através 
da aprendizagem e da evolução vais adquirindo força, conhecimentos e um certo 
nível de consciência. Mas isso não é um nascimento, só significa que o 
nascimento abre ou inicia um processo de aprendizagem e maturação de algo, 
mas não é um nascimento. 
Só pode aparecer de novo um novo nascimento, como consequência do processo 
de aprendizagem e de uma decisão livre e luminosa, descrito no desenvolvimento 
do Tzolkin na onda 10, que culmina no Cão 13 e a onda 11 com o Macaco 1. 
Desta maneira, o momento do nascimento como um recém-nascido, passa a ser 
Dragão reunindo-se com todos os outros processos míticos. E o Macaco é esse 
nascimento consciente, fruto de uma decisão, ou seja o novo nascimento. 
Este novo nascimento encontra-se na coluna 7. Cada vez que te abres à 
canalização, algo nasce em ti; abres-te a renascer. 
A Cor azul 
O Macaco é de cor azul, como a Noite, a Mão, a Águia e a Tormenta. A cor azul 
manifesta transformação; uma transformação que renova totalmente. 
A cor azul representa o presente, mas esse presente nunca é o presente do não 
ser, mas sim o presente do ser, quem sabe do começar a ser, mas sempre do 
ser. A alegria do Macaco não é a alegria do suicida, mas sim da alegria do que 
ama. 
O vermelho, o Dragão, é um começo, mas o azul, o Macaco, também é um 
começo. Quando nasces, o mundo já está nascido. O seu nascimento é outro, 
mas tu nasces e é o teu nascimento. O azul é o teu nascimento consciente. E da 
mesma forma que o vermelho tem uma forma e é sólido, também o azul aparece 
no visível. É real. Não está no mundo da fantasia, do irreal, do ilusório, mas 
conforma antes uma realidade evidente e tangível. 
A Família 
A família do Dragão, formada pelo Dragão, o Enlaçador, o Macaco e o Guerreiro, 
é um suporte material, já que todos os seus selos são o mesmo como onda e 
como selo: o Dragão, como onda e como selo é o 1; o Enlaçador, como onda e 
como selo é o 6; o Macaco é o 11 como onda e como selo; e o Guerreiro como 
onda e como selo é o 16, e o final dessa sequência. 
Está muito claro. Esta família inicia e finaliza uma sequência. E a continuação 
inicia outra sequência e outra dimensão. 
O Terceiro Castelo 
O Macaco é a terceira onda do terceiro castelo, castelo azul da transformação. 
O castelo 3, formado pela Serpente, o Espelho, o Macaco e a Semente, 
representa o fogo e o novo nascimento. 
Tem a característica diferenciadora de que as suas ondas são ondas associadas: 
Semente e Serpente, Espelho e Macaco. Por isso tem similitude com a família 
sinal ou angélica, formada pela Noite, Estrela, Caminhante e Espelho, onde os 
selos são ocultos entre si. 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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A onda da SERPENTE descreve a energia vital, que é algo que está em ti, mas 
não és tu como ser consciente. É algo universal e descreve melhor ao Dragão. 
A onda do ESPELHO fala de forças angélicas que te ajudam permanentemente e 
se fundem contigo e se expressam em ti porque são parte do teu ser mais real. 
A onda do MACACO, ao ser o seu oculto o CÃO, fala-nos de amor. O 
reconhecimento e o compromisso do amor como decisão livre são o núcleo deste 
novo nascimento. 
A quarta onda, a da SEMENTE, igual à Serpente, expressam algo que está em ti 
e é essa força permanente existente em cada pessoa que é capaz de gerar vida, 
de criar, de expandir, de colaborar com o existente sem esforço. 
Mas o fundamental é o amor. 
5.12. Humano 
 
O selo Humano e o ser humano, estão associados com o livre arbítrio, exercido 
com sabedoria na sua conexão espiritual. 
O ser humano é livre em sua semelhança com Deus. E esse é o significado do 
selo Humano, a liberdade mas também os pensamentos elevados. 
Mas se falamos de pensamentos elevados só podemos falar de verdades. 
Realmente os pensamentos elevados são verdades, não fantasias. Se fossem 
fantasias não mereceriam ser considerados como elevados. Os pensamentos 
elevados são acessos a realidades muito reais, ainda que nem sempre evidentes. 
O Selo Oculto 
O selo oculto do Humano é a Lua, associada à água e às emoções. No Tzolkin a 
água propiamente está representada pela Lua. 
A Lua forma família com a Semente, o Mago e a Tormenta, e os quatro são a 
família da água, que é a família que inicia a conta calendárica, ou seja a 
consciência do tempo. Para esta sabedoria maya inicia-se desde algo que se 
considera água. Mas o Humano é o oculto da Lua, portanto que a Lua, ou seja a 
água, e o humano, são o mesmo. O humano e a água são o mesmo. 
A água é importante, de facto é simplesmente imprescindível para viver. Para ser 
humano é imprescindível ser humano, ou seja viver. 
Uma qualidade da água é que não tem fronteiras. Quando uma gota de água toca 
outra gota de água, forma-se ou aparece outra gota de água maior, porque não 
há nada que divida, não há obstáculo para o outro. Para o ser humano é 
O HUMANO 
Liberdade, pensamentos elevados. 
Sociabilidade e cooperação. 
Energia de canalização. 
Oculto, a lua 
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importante a transparência frente à luz, ou seja frente à realidade de dimensões 
superiores, mas também é imprescindível que não haja uma fronteira com o outro. 
Quando uma gota de águaencontra a outra gota de água, diz “tu és outro eu” ou 
“in lak’ech”. Esta é a linguagem da água. 
A emoção, atribuída também à Lua, é poderosa. A emoção te torna livre, porque 
te faz humano. Talvez do que se trata é que os humanos conheçam e 
reconheçam que o importante não é só a luz mas também a água, ou seja as 
emoções; inclusive quem sabe, a água luminosa, mas certamente a água. 
Reconhecer a ÁGUA é imprescindível para o humano. 
A pessoa que crê na força não é livre, e além disso tem medo. Por isso a Lua está 
associada ao humano e à liberdade. E antes de entrar na quinta dimensão, o 
amor, a água, que é a emoção, ajuda-te como tarefa a ser livre. Tirar ao humano 
a liberdade é impedir o humano de conectar com o seu interior, a Lua, que como 
onda é justamente o início do quinto castelo, associado ao éter e ao céu. 
O 12 
O Humano é o selo 12, a liberdade. A ressonância do Humano como tom é o 12, 
ou seja “como posso colaborar com tudo o que existe!”. 
De modo que o ser humano é intrinsecamente livre e necessita ser livre para ser 
feliz, mas também é intrinsecamente colaborador, ou seja amoroso, generoso, 
partilhador para ser feliz. E se deseja outra coisa só encontrará frustração, 
aborrecimento, depressão, medo, quando se cumprem os seus sonhos. 
Assim, parte dos pensamentos elevados associados ao Humano, são 
pensamentos de colaboração, de respeito, de apreço, de entrega com tudo o que 
existe. 
Nessa nova realidade que está a aparecer, o mais importante já não é ser o 
número um, mas sim colaborar com tudo o que existe. 
O 12 une o objetivo de “colaborar com tudo o que existe” o ser humano, como 
selo 12, e a Semente, que é a onda 12. Qualquer coisa que contenha a Semente 
tem uma relação com colaborar com tudo o que existe. E qualquer coisa que 
contenha o Humano tem relação com colaborar com tudo o que existe. 
Uma das formas em que se expressa a paz é através da colaboração. Se não há 
colaboração, não há paz. 
O ser humano impregnado de solidariedade luminosa do Dragão, é o grande 
colaborador de todo o existente. De igual modo, aquilo que as outras pessoas 
fazem e talvez não o saibam. Sim é importante o que tu fazes perante esse 
programa que te diz quem és. 
A Onda 
Se analisamos a onda do Humano, segundo o Tzolkin é um desenvolvimento, 
uma acumulação de experiências que te levam a encontrar que “tudo está bem” 
como final do caminho. 
A Semente, além da ressonância com o Humano ao ser a onda 12, é a 
transcendência da onda do Humano. O Humano é portanto o caminho para te 
levar até esse conhecimento transcendente que é a Semente. E se algo sabemos 
das sementes, é que não necessitam de dinheiro para viver, e que a vida que se 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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abre diante um grão de Semente, portanto de uma só Semente, é similar às 
células mãe, porque é inacabável. 
Tem-se que acabar a vida para que as sementes deixem de proliferar, porque 
transformam justamente o inorgânico em orgânico, e transformam a luz em 
orgânico. 
A Semente é florescer, e que coisa pode querer dizer-se com florescer se não que 
“tudo está bem”. É como encontrar que há uma força em ti que te leva ao êxito, ou 
seja à abundância. Florescer manifesta beleza, mas também prosperidade e além 
disso é uma expressão da sociedade. 
Abundância, harmonia, companhia dos teus iguais, florescer, é como encontrar 
que os todos teus sonhos se tornam realidade, e os teus desejos se satisfazem. 
E tudo isto é o final do trajeto do Humano. A onda do Humano é contemplar como 
se realizam os teus sonhos. 
A Onda Oculta 
A onda associada à do Humano é a onda da Terra. Ao mesmo tempo que 
transcorre a onda do Humano, transcorre a onda da Terra. Terra e Humano são 
ondas ocultas, associadas e simultâneas. 
A terra nutre o ser humano e lhe dá o corpo. A terra é Mãe do humano. Estão 
unidos, mas a terra é sábia e generosa e sempre favorece o humano, e o humano 
sem consciência abusa da terra, violenta a terra, não reconhece a sua santidade. 
A onda da Terra termina como transcendência na Lua, que por sua vez é o selo 
oculto do Humano. Quando o Humano reconhece a sua transcendência, como 
Lua 13 da onda da Terra, é quando começa o ser humano consciente. Humano 
uno, ou um humano. A Lua pode ser, como água, expressão da emoção, mas a 
Lua também é a porta de uma dimensão superior da vida. 
 
O tom sete da onda da Terra é a Noite. A Noite dá volume; é o momento e o lugar 
de passar de uma dimensão plana a uma dimensão de volume. Só que nós não 
somos desenhos. A nossa dimensão não é plana, e encontrar a Noite é encontrar 
a porta de ti mesmo, a porta do cumprimento dos teus sonhos; a porta da tua 
entrega, da tua colaboração com tudo o que existe, portanto com a vida, com a 
realidade, com o Espelho. 
A Noite 7 só é possível com o Espelho 7, ou seja é encontrar o sagrado real. 
Viver é florescer. 
O Humano, a transcendência na onda do Sol 
Mas quem sabe o Humano não só seja o que propõe o tom um como começo de 
onda, que seria como um recém-nascido, mas sim o que aparece no seu tom 
treze como manifestação de transcendência e plenitude, e portanto maturidade. 
Nesse sentido o Humano treze é o final da onda do Sol. Desta maneira o humano 
é um sol, um bebe sol, um sol em desenvolvimento e aprendizagem, e os 
pensamentos elevados seriam a maturação de um processo, a culminação. 
No Tzolkin é possível mover-se nas duas direções. Se nos situamos no Humano, 
também se abre um caminho desde o Humano que termina no Sol. 
Podemos estabelecer uma onda encantada na outra direção, e aprender muito da 
nova localização dos selos. 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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O Humano para o Sol, teria como segundo selo o Macaco. Desafia-o e ensina-lhe 
a alegria. E teria como terceiro selo, que indica o serviço, ao Cão, o amor 
incondicional. O amor incondicional aparece então como serviço através do qual o 
humano chega à iluminação. 
O 8: A Estrela e o Humano 
Por outra parte, o Humano como selo é o 12, mas como onda é o número 8, 
coincidindo aqui com a Estrela, que é o selo 8. 
O humano olha-se no espelho das estrelas. É uma Estrela, um ser celeste 
iluminado com luz própria e sempre rodeado pelos seus pares. Ou seja, o 
humano é luz. 
A onda oito também é a harmonia, a ética, a estética e a beleza. De modo que os 
pensamentos elevados de colaboração e de respeito, atribuídos ao Humano, são 
também pensamentos harmónicos e belos, mas sobretudo são pensamentos 
sociáveis, porque a Estrela também significa o encontro e a convivência com as 
outras estrelas no céu. 
Mas convém recordar que 8 é Estrela, mas também pede integridade. Não só fala 
de luz mas também de integridade como fundamental para o ser humano. 
O Humano é a liberdade e como tom 12 significa “como posso colaborar com tudo 
o que existe”. Então, a integridade que se alcança através do desenvolvimento da 
onda do Humano supõe reconhecer o valor da liberdade como fundamental e 
também o da colaboração desinteressada com tudo o que existe, tudo o qual, 
está no programa original. 
Integridade contém dois sentidos, um seria algo assim como impecabilidade, pelo 
menos como intento. O outro sentido de íntegro indicaria total, ou seja tudo e 
todos. Se faltar alguém há que sair e procura-lo, ou seja encontrar a ovelha 
perdida, ou seja aqui estou. Além disso se me esqueço estou disposto a 
aprender, e se te esqueces também o estarás, e a esperar a luz. 
A relação do Humano com a Terra e a Lua 
Mas os mayas com o seu Tzolkin também nos informam de algo que o humano 
necessita descobrir para encher a liberdade da humanidade, ou seja de realidade. 
O Humano tem várias referências a considerar, normalmente apresentadas como 
emparelhamentos. É necessário conhecer, ou encontrar, tanto quanto for possível 
para que apareça uma imagem um tanto mais instrutiva. 
Relação de ocultos comoselos: HUMANO - LUA 
Relação de ocultos como ondas: HUMANO - TERRA 
O Humano é em parte Terra, em parte Lua. Portanto o humano é ponte. Une e 
está unido. O humano sozinho é impossível, por isso o dois é sempre uma 
prenda. 
Uma pessoa isolada por um naufrágio ou por um terremoto ou por qualquer outro 
desastre, pode sobreviver e sobrevive em parte graças à conexão existente com 
os outros seres humanos vivos. 
Muitas pessoas em situação extrema receberam essa ajuda proveniente das 
pessoas que os querem e isso os ajudou a não desesperar e a aguentar. Mas se 
só ficasse uma pessoa, aparte de não poder sobreviver como espécie e ao não 
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poder reproduzir-se, se apagariam muitas luzes internas e não quererias nem 
viver. Se quebraria a malha horizontal que te une com os outros seres humanos. 
Essa malha normalmente não está consciente. Hoje podes senti-la e potencia-la 
porque funciona, traz tanto que é imprescindível ativa-la face a tanta confusão. 
O Humano e os sólidos platónicos 
Se implantamos os vinte selos do Tzolkin e os relacionamos com os sólidos 
platónicos segundo o número de caras, encontramos que o cubo, com seis caras, 
corresponde com o Enlaçador de mundos, o icosaedro com o Sol, o tetraedro com 
a Semente, a Estrela com o octaedro e o Humano, selo doze, corresponde com o 
dodecaedro, que é o poliedro de doze caras ou planos, e que representa a quinta 
dimensão. Então não é o Sol, a luz, a quinta dimensão, mas sim o human@, ou 
seja tu. 
O dodecaedro é o final do caminho, a chegada, e o resto dos sólidos platónicos 
são o transcurso, o como chegar, O CAMINHO. 
 
Os sólidos platónicos são uma linguagem. São uma comunicação viajando na 
dimensão do tempo, com uma mensagem codificada, fácil de descodificar se te 
interessas. A simples contemplação eleva o teu nível vibracional. São grátis e 
trabalham colaborando em benefício de toda a existência. 
Portanto, são exemplo do que é o tom doze e a quinta dimensão. O Humano é o 
selo doze e representa o dodecaedro de doze caras, o final do trajeto e a quinta 
dimensão. 
O selo doze e o dodecaedro, que corresponde ao éter, apresenta o ser human@ 
como um microcosmos belo, harmónico, que se ama e colabora com todo o 
existente, como Espelho de um macrocosmos belo, harmónico e amoroso. 
 
Todos os selos que correspondem com os sólidos platónicos são amarelos, por 
isso supõem um trabalho de maturação, exceto o selo inicial, que é branco de 
refinar e está representado pelo Enlaçador, ou seja a porta ao novo mundo. O 
Enlaçador é um Dragão, porque é dessa família, mas também é um Guerreiro, ou 
seja a expansão da consciência. 
Enlaçador de 
Mundos 
Sol Semente Estrela Humano 
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Todos estes selos são pares, ou seja representam o dois, o Vento. É o trabalho 
do espírito e abre uma nova perspetiva e uma nova compreensão. O Dragão, 
essa luz a entrar na matéria, é um veículo. 
A luz é veículo do espírito, não é um fim em si. No fim é que o espírito entra no 
human@. Primeiro há uma cura, que é recuperar o padrão original, depois uma 
iluminação, que é recuperar o céu. Logo aparece o human@ 
A família 
A família do Humano está formada pelo Vento e a Mão, o Humano e a Terra. 
Esses quatro conceitos definem o ser humano, não apenas um. 
Nesta família as ondas dos selos são as suas próprias ondas ocultas ou 
associadas. De modo que o Humano como onda é oculto ou associado da Terra, 
que como selo é da sua mesma família. E também o Vento e a Mão, como ondas 
são ocultas entre si, mas como selos são da mesma família. 
Isto converte a esta família em similar à do Caminhante do céu, onde os selos são 
ocultos entre si na mesma família. 
 
Mas por sua vez os selos desta família são os ocultos dos selos da família da Lua 
(Lua, Mago, Tormenta e Semente), e estes selos, como onda, estão associados 
nem mais nem menos que à família do Sol. 
A emoção para o ser humano, lendo o Tzolkin que fala do arquétipo humano, é 
similar ao Sol. É pura luz, pura entrega, algo que faz crescer a vida, que faz 
prosperar. A emoção é um autêntico tesouro que converte o ser humano em 
celeste. 
A Cor 
O Humano é um selo amarelo, como a Semente, a Estrela, o Guerreiro e o Sol. 
Amarelo significa amadurecer, o final de um processo no qual se chegou à 
maturação. Ou seja que é o momento em que chegas-te a ser tu mesmo. A 
maturação num embrião humano é ter chegado à plenitude tanto em cada um dos 
seus componentes como pode ser o fígado, o olho, como a própria pessoa. 
A liberdade da que fala o Humano, é o final de um processo de maturação. O 
humano pertence ao futuro, porque é uma maturação, portanto, não é todavia 
tudo o que é. Ou quem sabe é que todavia não há consciência suficiente. O futuro 
significa que é algo em expansão no presente. 
É similar ao sol; de facto não é que seja similar, mas cada ser humano é um sol, 
quando vive e alcança a transcendência (o Humano é o final da onda do Sol). 
A vinculação do Humano com o tom 12, expressa a qualidade real do ser 
humano, mas do ser humano que chega a esse nível de maturação, ou seja de 
evolução. O tom 12 é a resposta à pregunta feita talvez desde dimensões 
superiores, de como posso colaborar com tudo o que existe. O Humano é a 
resposta a como a vida pode colaborar com a existência. 
 
A realidade amarela do ser humano é o desenho mais perfeito de como colaborar 
com tudo o que existe. E aparece como terceiro elemento nas cores. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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O primeiro selo amarelo que aparece é a SEMENTE, que se apresenta como um 
programa desenhado desde dimensões superiores. A garantia de funcionamento 
está nas dimensões superiores. Se percebes que esse programa é defeituoso, 
tens que protestar ou pedir explicações a dimensões superiores. Mas o programa 
é perfeito. Mas não importa protestar, porque o importante é o diálogo. O diálogo 
em si é uma prerrogativa do espírito. 
A segunda vez que aparece o amarelo é como ESTRELA. A sociedade é uma 
prenda. A Estrela fala da sociedade de seres luminosos. É uma prenda. Já és tu, 
vai junto com a integridade. E a integridade em si é uma prenda, porque é estar 
conforme tu mesmo. Quem sabe te esqueças, mas por erro, não por cálculo. 
E a terceira vez que aparece o amarelo, isso que primeiro era um programa 
perfeito, logo era encontrar essa sociedade maravilhosa de pessoas íntegras, é 
como HUMANO. A terceira aparição do amarelo é o Humano. 
O serviço é o número três. O humano é o melhor que encontraram, encontrado 
em dimensões superiores para colaborar com tudo o que existe, para cuidar de 
tudo e de todos. 
Nos adestramos como proprietários para cuidar das nossas coisas; o trabalho que 
se faz na terceira dimensão do meu é como um adestramento para cuidar de 
tudo, porque nada cuida das tuas coisas melhor do que tu. E “colaborar com tudo 
o que existe” é colaborar com o mesmo interesse cuidando do teu como se fosse 
meu; é encontrar aquilo onde tu és eu e eu sou tu, o lugar ou a realidade dos 
neurónios espelho, ou seja o lugar do ser, ou seja do ser sendo. 
O Segundo Castelo 
Mas o Humano nos castelos, que é onde ocorre a evolução dimensional e é onde 
o Humano se mostra como amarelo, ou seja maturação, está no segundo castelo, 
formado pelas ondas do Caminhante do céu, o Enlaçador de mundos, a Tormenta 
e o Humano. 
De modo que o Humano é a maturação do Caminhante do céu. 
A definição do ser humano começa por quem chegou a reconhecer-se como um 
CAMINHANTE DO CÉU; alguém que pisa o céu e se move por ele; alguém que 
vive no céu, que não é precisamente quem está a pensar que lhe paguem um 
pouco mais ou um pouco menos, ou naquilo é jogado ou descartado, mas quem 
sabe, entre outras coisas, que Deus não se contrata.Deus não termina o seu trabalho a tal hora, nem pede que lhe subam o salário, 
mas está sempre em atividade, disponibilidade, sempre a trabalhar grátis. 
Portanto, com incondicionalidade e enquanto tu te descuidas, com amor. 
 
Então, quem já chegou a reconhecer-se como um Caminhante do céu, pode 
chegar a reconhecer-se como um ENLAÇADOR DE MUNDOS, alguém capaz de 
conectar com outras dimensões. O exemplo de Enlaçador de mundos é Cristóvão 
Colombo, e o arquétipo de outras dimensões é ir a América, a um novo mundo. 
Este novo mundo parece ou muito distante, ou muito impossível, ou, que não 
existe, mas na realidade está muito perto. Parece distante estando próximo; 
aparece como próximo estando distante; parece impossível sendo muito possível; 
ou talvez pareça possível mas mostra-se como impossível. 
 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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Quando a experiência se completa com a vivência do Enlaçador, descobres que 
podes transformar qualquer coisa; descobres o poder da transformação 
instantânea, representado pela TORMENTA. 
E chegas-te à Tormenta quando te reconheces-te como capaz de enlaçar com 
outras dimensões e quando vivencias-te que és um habitante do céu, tendo como 
consecução o viver como Caminhante do céu numa plenitude de energia à tua 
disposição, que é o final da onda do Caminhante do céu (a Serpente). 
 
Quando te encontras, essa capacidade de transformação, nasce do teu interior o 
gozo, a alegria sem fim. Esse é o começo do SER HUMANO. Nunca estás 
parado, porque sempre estás a trabalhar, ainda que não te contrates. 
5.13. Caminhante do céu 
 
Ao Caminhante do céu é atribuída a expansão e a exploração do espaço. 
Não tem limites nem ataduras; não está constrangido pela sua mente; não está 
fechado em conceitos. Associa-se ao gozo, à sensação de plenitude, que vai mais 
além dos limites naturais, entrando no sobrenatural. 
A Onda Tipo 
O Caminhante do céu aparece na sequência inicial de treze selos que chamamos 
onda tipo, justamente no décimo-terceiro lugar, e é portanto o final de um 
processo, de tal maneira que é algo que se encontra ao final de uma tensão, e 
esse encontro é o final da tensão, pelo menos. 
É o final da onda do Dragão. Significa que o presente inicia-se quando fizeste o 
trabalho de viver a solidariedade associada no Dragão, e vive-la com tal entrega, 
com tal intento, que descobres a transcendência. O que te converte num 
Caminhante do céu é viver desde a solidariedade do Dragão e descobrir a energia 
feminina em ti, que não é a energia da dominação, mas sim a da entrega e o 
serviço a favor de todos. Por isso pode criar a sociedade celeste. 
Supõe expansão e atribui-se-lhe a expansão, exploração do espaço,… Mas se 
passamos da teoria às vivências pessoais, podemos entender que talvez tenhas 
feito uma caminhada de várias horas para chegar a uma paragem bela, e o que 
acontece é que vais a caminhar com a tua mochila e certamente que te vais a 
divertir e a disfrutar. Mas quando chegas à paragem que justifica esse esforço, 
que pode ser, o cimo de uma montanha, uma cascata, umas ruinas antigas, algo 
que é onde queres ir, então tiras a mochila e simplesmente disfrutas deixando 
expandir-se o teu espírito nesse lugar belo onde ias. 
O CAMINHANTE DO CÉU 
Expansão e gozo. Energia 
Energia do mais além ou angélica. 
Oculto, a estrela 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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Por isso o Caminhante do céu contém esse sentido de expansão que é 
justamente o contrário à tensão, mas sobretudo contém gozo e contém liberdade, 
porque isso que fazes com esforço, fá-lo porque queres. Escolhes-te fazer isso e 
és totalmente livre nesse momento. Portanto que, o Caminhante do céu une 
liberdade, gozo e expansão. 
A Onda 13 
Como final de onda, o 13 indica transcendência. Mas o Tzolkin também mostra a 
onda 13, que começa na Terra e termina na Lua. 
O um sempre é Dragão, mas o treze é como selo, portanto de forma individual, 
um Caminhante do céu, e como onda, portanto como assunto grupal, a Terra. 
A Onda do Caminhante 
O Caminhante do céu, na sua onda própria termina na Serpente, e a Serpente é 
energia, kundalini, uma energia de elevação, mas associada ao gozo. 
Há um intercâmbio de conteúdos entre a situação do selo no lugar 13, e a 
situação do propósito, Caminhante do céu, como onda no quinto lugar, que é a da 
Serpente. 
Por isso, o Caminhante do céu é sempre energético. O seu gozo, a sua 
expansão, a sua exploração do espaço são enclave da plenitude e da força. E a 
sua conexão é direta com o Dragão, porque o Dragão é vermelho, e o 
Caminhante do céu também é vermelho e um início, só que em outro nível. 
 
Na onda do Caminhante do céu encontra-se a Tormenta 7, que é a energia do 
ano maya 2012-2013. 
A Tormenta ressonante canaliza o Caminhante do céu, e o Caminhante traz o céu 
à Terra. O Caminhante favorece experiências gozosas, ou seja celestes, sem 
referência aos valores do depredador. 
A fronteira dimensional aproxima-se. É o momento de experimentar o gozo e o 
disfrute que te oferece a vida sem ter que compra-la. 
Disfrutar e partilhar. Encontrar e gerar espaços de encontro e de colaboração sem 
ânimo de lucro. Encontrar mais além do disfrute do dinheiro, das marcas, das 
cadeias comerciais que por algo se chamam cadeias, o disfrute das emoções da 
criatividade e da solidariedade. 
A Tormenta ressonante canaliza ao Caminhante do céu, e é por esse motivo que 
te propõe experiências que não são produzidas pelo dinheiro nem pela 
publicidade nem pelas sugestões de parecer alguém importante. 
 
No tom 4 desta onda aparece o Guerreiro. O Guerreiro, que é a expansão da 
consciência, ajuda o Caminhante do céu a viver essa plenitude que possui, de 
maneira a que parte da tarefa evolutiva do Caminhante do céu seja expandir a 
consciência. 
A Onda Oculta 
Nesse sentido é importante considerar que a onda do Caminhante do céu 
transcorre simultaneamente com onda do Guerreiro (onda oculta). O Guerreiro, o 
conceito do Guerreiro, como expansão da consciência, é algo fundamental para a 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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pessoa que seja Caminhante, porque é tal a capacidade de gozo e de expansão 
do Caminhante do céu, que pode esquecer ou não ativar a sua solidariedade e 
viver um disfrute pessoal, sendo necessária essa interação que supõe a 
solidariedade. 
De modo que o Caminhante está intrinsecamente unido ao Guerreiro. Todo o 
Caminhante é um Guerreiro, porque o caminho do Guerreiro é o caminho à 
Estrela, e a Estrela é o oculto do Caminhante. 
A Família 
O dia verde ou o dia sem tempo é expressado pela família sinal: Noite azul, 
Estrela amarela, Caminhante do céu vermelho e Espelho branco. 
Esta família é a família proprietária do dia sem tempo, porque no dia sem tempo 
sempre aparece um selo desta família. 
Esta família contém a energia angélica, de dimensões superiores. É uma energia 
que sempre conecta com o espírito. 
A Noite, como visualização criadora; a Estrela, como harmonia e ética; o 
Caminhante do céu, como força expansiva exaltante e realizadora, porque finaliza 
as coisas; e o Espelho, como realidade e contribuição de energia de dimensões 
superiores, de característica altamente espiritual e gozosa, exaltante. 
O que aparece no terceiro lugar é o Caminhante do céu vermelho, e o vermelho 
significa início, começo, mas o terceiro lugar está associado ao fogo e ao azul, 
que ainda aqui se mostra significativamente como vermelho, que é o presente. 
Os Castelos 
O Caminhante do céu inicia o segundo castelo, formado pelas ondas do 
Caminhante, o Enlaçador, a Tormenta e o Humano. 
Começa com a onda do Caminhante do céu e termina com a onda do Humano 
como número oito, situando o Humano como um semelhante da Estrela. 
O Caminhante do céu abre um período de ascensão espiritual e da kundalinino 
ser humano, representado pelo terceiro castelo. Por isso é imprescindível não 
esquecer que o Caminhante do céu é um Dragão, que no seu movimento solidário 
se coloca ao serviço do Humano para levar-lhe a sua realidade celeste, estelar. 
As Colunas 
Em todos os selos é importante ver qual é a sua situação na sétima coluna. O 
Caminhante do céu situa-se no tom 3, de serviço, a favor da inocência, da alegria 
e do novo nascimento. 
O oculto do Caminhante é o selo da Estrela. A Estrela na coluna central tem o tom 
11, que indica “como posso libertar-me”. 
Acontece na onda do Espelho. Aqui vemos como esta família, que se situa no dia 
sem tempo, portanto, fora do tempo, e dá começo ao ano, também te conduze ao 
novo nascimento. 
 
Com relação à coluna associada ao número do Caminhante, serve-nos para 
encontrar o significado, desde o próprio Tzolkin, do selo. Entrar nesta busca 
através da meditação é o mais recomendável. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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Se nos situamos na coluna 13, associado ao selo 13, encontramos que contém 
dois portais. Um corresponde ao Dragão 7 e outro corresponde ao Sol 13. 
Isso significa que no selo 13 há uma canalização direta e permanente do Dragão, 
coisa que já temos vindo a dizer anteriormente, porque o Caminhante do céu não 
pode perder de vista a solidariedade. E também contém o Sol na sua plenitude, 
situado justamente num lugar similar ao dia sem tempo, porque o seguinte dia é a 
aparição do seguinte Tzolkin, já que o Sol 13 é o final do Tzolkin. 
Mas é o final do Tzolkin só desde uma perspetiva determinada; desde outra é o 
que há fora e anterior de onde estás e de onde vens, mas que já esqueces-te. E 
não podes especificar que coisa é, porque já está noutra dimensão. 
 
Mas o 13 o que abre é o céu, o Sol, a plenitude. 
A proposta do Tzolkin na sua primeira onda apresenta-te o caminho que leva do 
Dragão ao Caminhante do céu, e na sua primeira coluna completa leva-te do 
Dragão ao Sol ressonante, sendo o Sol ressonante a canalização da luz, porque 
de alguma maneira, não por estar no céu, como o Caminhante, mas que tu és o 
Sol, e tal como o Sol, estás a enviar luz ao teu redor. 
5.14. Mago 
 
 
O Mago representa a sabedoria, a atemporalidade e inclusive a magia. Também 
tem um significado de aprender, ou de aprendizagem e iniciação. 
Representa um ajuste até à atemporalidade, o nascimento a uma realidade mais 
além do tempo, uma aprendizagem para a sabedoria. Não é necessário fazer, 
mas sim observar e escutar. E tudo isto leva, e quem sabe as vezes 
incompreensivelmente para nós, à realização e à cura. 
O Mago, cujo oculto é a Mão, fala em términos iniciais de atemporalidade, de 
encantar, etc., mas se resgatamos o significado associado ao oculto, podemos 
dizer que a característica do Mago é de aprendizagem. Ao Mago podemos 
relaciona-lo com o aprendiz de Mago. E essa aprendizagem na sua forma oculta é 
a Mão, algo realizador e curador. 
Evidentemente a característica de atemporalidade é fundamental, porque o tempo 
como condicionante limita-te as possibilidades e engana-te. A atemporalidade é 
uma descoberta. Quando entras no Mago é porque de alguma maneira 
reconheces a atemporalidade como a realidade. Não és um acontecimento casual 
O MAGO 
Nascimento de uma realidade mais 
mais 
além do tempo. Aprendizagem 
Energia de transmutação e 
emoção. 
Oculto, a mão 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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com uma duração limitada, mas no teu interior está a imortalidade, a 
atemporalidade. Por isso relacionamos o Mago com a aprendizagem, associando-
o com a saúde, com a vida, porque ele vai livrar-se do temporal, que é a morte. 
O Selo Oculto 
O Mago e a Mão são ocultos entre si; por detrás da sabedoria e atemporalidade 
do Mago, está a cura, e vice-versa. 
A ferramenta do Mago é a Mão, só que a Mão contém vários significados 
possíveis. Como sétimo selo, é canalizar, e canalizar é receber e emitir, portanto 
que o Mago está a receber informação de outra dimensão. E desde ai actua, 
realiza ou cura, que são os outros significados. Vejamo-lo com mais detalhe. 
Para fazer algo há que aprender, mas também se deduz do Tzolkin que para 
aprender há que fazer, há que realizar, estando a aprendizagem unida à prática. 
Por outro lado a aprendizagem é uma oportunidade de cura e quem sabe curar-
se é começar a gostar do atemporal. Há um nível de existência onde aprender é 
curar-se. Sair do erro é curar-se; uma informação verdadeira transforma-te e cura-
te, ou “a verdade vos fará livres”. 
O número 2 
O Mago é a segunda onda, que é a ação do espírito, refinando. Por isso o diálogo 
com o espírito é fundamental. 
A segunda onda do Tzolkin só aparece aceitando e realizando a primeira, a do 
Dragão, que é imprescindível para que a segunda onda ocupe o seu lugar. 
O Dragão, ou seja a luz a cumprir uma missão, tomando uma forma, também vem 
ensinar algo, da mesma forma que a tua mãe te ensina a falar, a comer e a 
comportar-te. E isso vem expressado pelo Mago. E a mãe também te ensina a 
rezar, ou seja a mãe também te introduz no atemporal. 
Ao ser a segunda onda do Tzolkin, o Mago está relacionado com os desafios e 
com as oportunidades. O Mago com a sua sabedoria oferece-nos a oportunidade 
de ver as coisas sob um enfoque diferente. Tudo transporta uma oportunidade, 
mas o trabalho é percebe-la. 
As Colunas 
A primeira coluna contém a onda tipo, a primeira onda que serve para comparar 
qualquer onda e extrair informação Mas toda a primeira coluna é uma coluna tipo, 
coluna programa, que não se acaba com a primeira onda, mas sim que a partir do 
selo 14 começa a segunda onda, a onda do Mago. Aqui nos faz ter presente que 
no programa existe a segunda oportunidade como algo fundamental, porque a 
segunda onda na primeira coluna não necessita de chegar ao final; cumpre o seu 
objetivo no próprio transcurso da onda, terminando a primeira coluna no Sol 
ressonante. Não necessita mais. A iluminação é um objetivo completo. 
Primeiro aparece a proposta de como chegar ao céu (Caminhante do céu) 
partindo desde a solidariedade, e essa proposta abstrata começa a concretizar-se 
ao entrar no tempo com a segunda onda, onda do Mago. 
Uma das formas de atuar a solidariedade é através do Mago desde o atemporal, e 
desde o temporal, desde a consciência, uma das formas de ativar a solidariedade 
é ativar o Mago. 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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O Tzolkin está no atemporal, como uma possibilidade permanente, de onde a 
segunda onda, ou seja segundo passo, é o Mago como programa. Levando isto 
ao temporal é o intento de realizar o Mago, desde a consciência. O intento do 
Mago é o início da realização no temporal, de algo sempre possível que está no 
atemporal. 
A Onda do Mago 
A segunda onda, a do Mago, é a onda da aprendizagem. A aprendizagem 
imediatamente situa-te em algo grupal, porque a solidariedade só pode ser uma 
manifestação com relação ao outro, ou seja grupal; a solidariedade (Dragão) 
nunca pode ser olhar para o teu umbigo. De modo que o Vento fala-te, e isso 
expressa-se com um selo, e te posiciona em relação ao outro. Essa 
aprendizagem expressa-se com a onda do Mago, porque toda a tarefa grupal se 
expressa através de ondas. 
A capacidade de aprender é inata, mas a otimização é voluntária. Podes aprender 
obrigado a sobreviver, mas em determinados momentos podes escolher 
voluntariamente aprender. E esse aprender voluntário é o que dá origem à 
segunda onda. Porque quando decides ativar isto, descobres outra realidade. 
O Mago faz referência a algo mais além das formas. Se ficas a viver por inercia, 
as formas são um véu que oculta a realidade. 
Se olhar-mos a prenda, portanto o tom 2 da onda, encontramos a Águia, 
associada à criatividade. A criatividade está relacionada com seguiro teu impulso 
no instante em que se produz. Tem a ver com o impulso e é afugentada pelo 
medo, e também tem a ver, no segundo lugar da onda, com o Vento, que é o 
espírito e também a palavra, a comunicação. 
O Espelho apresenta-se com o tom 5 da onda do Mago. Dá força ao que quere 
saber, ao Mago, ao estudioso da realidade, ao que busca a verdade. A realidade 
tem que ser aprendida, decifrada, e ao mesmo tempo é o que dá força ao Mago. 
O primeiro tom 7 no Tzolkin está na primeira coluna e na primeira onda, e é a 
Mão, a cura e a canalização. Mas o segundo tom 7 ressonante, é o Sol 
ressonante, situado na primeira coluna mas na segunda onda, a onda do Mago, 
mostrando como numa primeira instância é necessária a cura, mas a autêntica 
cura é a iluminação, segundo o tom ressonante. 
A perfeição do Mago, portanto o tom 10 da sua onda, leva-nos à Noite, porque 
sonhar a abundância é a fotossíntese mais poderosa, e de fato, pode limpar todos 
os karmas, inclusive os karmas familiares, e até os karmas dos outros, porque o 
Mago é alquímico. 
O Enlaçador nesta onda é um Mago enlaçador, Mago transcendente. O Mago 
está a aprender a enlaçar, que é a transcendência desta onda. A transcendência, 
o Enlaçador, significa que o aspirante a Mago conseguiu o seu objetivo, que é 
poder conectar sempre com outras dimensões. 
Onda oculta, a Águia 
Mas além de ser a Águia a prenda do Mago, é a sua onda associada ou oculta. 
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A criatividade desenvolve-se ao mesmo tempo que aprendes, mas o importante é 
que a onda do Mago conduz-te a enlaçar como transcendência da aprendizagem, 
e este enlaçar transcendente é equivalente a uma cura transcendente. 
A onda do Mago acaba no Enlaçador 13, por sua vez a onda da Águia acaba na 
Mão 13, e um traduz ao outro. 
A cura iniciada pela luz do reconhecimento humilde do erro, liberta a criatividade 
maniatada precisamente pelo erro, pelo medo, ou por uma informação esquecida, 
ou seja por algo que te impede de seres tu mesmo e reconhecer-te no outro, ou 
seja amar, ou seja a plenitude. E a plenitude sim, é que é a criatividade 
abundante. É imprescindível reconhecer o erro, mas em ti, e curar-te, ou seja 
aprender. 
A onda da Águia, da criatividade, leva-te a conectar com outras dimensões e com 
o desapego, e a onda do Mago traduz o mesmo, porque te está a falar da 
atemporalidade, que está noutra dimensão. 
Quando trabalhas a Águia como propósito, chegas como transcendência (final da 
onda) à Mão, que é a saúde. Quando estás a trabalhar com a criatividade, 
também trabalhas a conexão com outras dimensões, e é aí onde te podes dar 
conta da limitação e da necessidade de aprofundar que existe, e te convertes num 
Mago e começas a aprender. 
A Onda 14 
A onda que aparece na posição 14, portanto com o número do selo do Mago, é a 
do Cão. O Cão é um Mago, ou quem sabe, seja melhor dizer, que o Cão, o amor 
incondicional, é o único e autêntico Mago. 
A sabedoria maya dos mayas celestes situa o mágico no amor, não no poder. 
Situa o que classifica como selo 14-o Mago no Cão-onda 14, é amor 
incondicional, e diz-nos que a energia associada ao Mago, a energia oculta, é a 
Mão, a cura. Assim que situa o mágico como amoroso e que te cura. É uma 
indicação muito clara. 
A proposta no Tzolkin é o Cão, o amor incondicional. A aprendizagem transforma-
se em amar de forma incondicional. 
A Cor Branca 
O Mago é branco, igual ao Vento, ao Enlaçador, o Cão e o Espelho. Como selo 
está no nível dois, portanto junto ao um, mas como onda, o branco inicia-se com o 
Mago. E como a todos os selos brancos, pode-se atribuir-lhe as características da 
atemporalidade, sabedoria, amor, união e reconhecimento. 
O Primeiro Castelo 
O primeiro castelo contém o Mago, com o significado de aprender 
voluntariamente, ou seja de ser um voluntário, de tal forma, que voltemos a 
encontrar-nos com a tua vez. O voluntário é livre, porque os seres humanos são 
livres, e só têm valor as coisas que se fazem livremente. O que uma pessoa faz 
livremente, está num nível humano. E quanto mais livre és e voluntário no que 
fazes, mais ampliarás o teu campo, o teu espaço vital. 
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Agora já sabemos que o Mago é o aprendiz. O Mago é um voluntário para 
aprender, porque “esse aprender” é imprescindível para iniciar. 
As ondas que compõem o primeiro castelo, que são o Dragão, o Mago, a Mão e o 
Sol, são as ondas ocultas do castelo verde. 
É como entrar numa dimensão que adquire uma nova forma de apresentar-se 
duplicada, especular, em espelho. 
Da mesma forma que um quadrado se converte, ao adquirir volume, num cubo, 
aqui sucede o mesmo. De repente dás-te conta de que o quinto castelo como o 
seguinte, mesmo que o chames de primeiro ou de sexto, é o mesmo. 
E podemos comprova-lo com a Águia, que está no quinto castelo e é aquele 
Mago que iniciou a sua tarefa no primeiro castelo. É o teu ser espiritual, celeste, 
sempre vivo em ti, o que te espera, o que te atrai à transcendência, ao céu, e 
finalmente, o Sol. 
5.15. Águia 
 
A Águia está associada à visão, intuição e criatividade. 
A criatividade está relacionada com seguir o teu impulso no momento em que se 
produz. Pode ser afugentada pelo medo, e então nunca saberás o que há por 
detrás. 
Quando escutas a intuição te convertes numa pessoa criativa; a intuição é como 
fala o teu ser sábio contigo. 
Quando nos perdemos nos detalhes, a Águia ajuda-nos a recuperar uma visão 
mais geral, fazendo-nos conscientes do ponto do caminho em que nos 
encontramos, e permitindo observa-lo com certa distância, sem apegos, com a 
sabedoria que nos ofereceu o Mago, que é o selo anterior e a sua onda oculta, 
inovando e disfrutando com ele. 
A Águia, a criatividade, quer dizer que és criador, que há algo ativamente criador 
em ti, sempre. É ancestral porque está sempre, não depende de ti. Mas como és 
livre, podes criar e de facto crias, negatividades baseadas em medo, ódio, enveja, 
egoísmo, onde o que predomina é a falta de consciência. 
O número 15 
O 15 traduz de alguma maneira a criatividade da Águia. Nas ondas, o número 15 
é a Noite, o selo 3, que significa o serviço nos tons. 
A ÁGUIA 
Visão, intuição, 
criatividade. 
Luz. 
Oculto, o enlaçador 
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Quando encontras o poder dentro de ti e o aceitas como parte do teu serviço, o 
enriqueces. Estás a colocar toda a tua criatividade na Noite, portanto, apagas a 
palavra impossível; sonhas a abundância, de tal maneira que não admites que 
nada seja impossível, nem sequer o que não suceda já, de imediato. 
O Selo Oculto 
Como selo a Águia está associada ao Enlaçador de mundos. E a Noite tem como 
onda associada a do Enlaçador. 
Mas o Enlaçador é o selo 6, que corresponde à sexta coluna, onde estão os 
portais. Portanto a Noite-Águia abre os portais das dimensões, portanto a Noite-
Águia é enlaçadora com outras dimensões. 
Quanta mais criatividade, mais te favorece para entrar em conexão ou enlaçar 
com outras dimensões. 
A característica do Enlaçador é unir, enlaçar com outras dimensões, encontrar, e 
para isso faz falta desapegar-se muito do ego. Com o qual, a criatividade está 
associada ao resultado de encontrar formas de vida mais além dos limites 
restringidos, que são, entre outras coisas, os do ego. 
As Ondas 
A Águia vai como onda com a do Mago. As ondas da Águia e o Mago são ocultas 
entre si, pelo que avançamos numa delas, estamos a avançar na outra de forma 
interna, e vice-versa. 
A transcendência da Águia, portanto o tom 13 da sua onda, é a Mão, que é o selo 
oculto do Mago. De igual forma, a transcendência do Mago é o Enlaçador, que é o 
oculto da Águia. As duas ondas estão entrelaçadas e comunicadas, não podendo 
existir uma sem a outra.A criatividade conecta-te com outras dimensões e com o desapego, e o acesso à 
atemporalidade, que está a falar de outra dimensão, é o que conforma a 
aprendizagem. 
A criatividade está associada à saúde, e a falta de criatividade à doença. A 
doença supõe de alguma maneira uma eleição esquecida pela falta de perspetiva, 
de abertura da visão e da criatividade, causadas seguramente pelo medo, que é 
onde atua o tempo. 
Como víamos antes, a Águia é a prenda do Mago, o número dois da sua onda. A 
primeira prenda é o espírito, número dois da onda do Dragão, e a segunda prenda 
é a criatividade. Também vemos que a segunda prenda se singulariza porque é o 
segundo-segundo, ou duas vezes por segundo. 
 
Por outra parte, a Águia é a onda 19, associada à do Mago, mas o selo 19 é a 
Tormenta, oculto do Vento. Indica que reinventar-se e ressuscitar é o que sucede 
com a criatividade. 
 
Quem sabe a segunda onda te ensina a ser tu, portanto, a sair do ego. A 
capacidade de aprender do Mago e a capacidade de ser criativo da Águia são 
duas qualidades que estão no terreno do antes do tempo, mostrado pelo Dragão 
e pelo Vento. São qualidades ancestrais de série que não precisam de vontade. 
Relacionam a aprendizagem com a solidariedade do Dragão, logo a via do Mago 
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é a via da solidariedade; e relacionam a criatividade como uma prenda para 
adentrar-te nessa via da solidariedade que é a via do outro, não do ego. 
Mas também, por não ser a via do ego, é a via do eu. In lak’ech o “eu sou outro 
tu”. 
O tom 7 da onda da Águia é o Dragão. A onda da Águia canaliza a solidariedade, 
a energia maternal, a energia feminina. O Dragão é o primeiro e o oculto do Sol, a 
luz. O Dragão é como a luz a entrar na manifestação. O Sol, a luz, aparece como 
Dragão no aparente, aparece como algo mítico, mas é força da criação. E 
encontramos as células mãe, como exemplo de energia construtora, criadora, 
como as mães, mas também como energia que aprende, traduzindo a onda do 
Mago com a sua onda oculta da Águia. 
Portanto, a criatividade canaliza a energia criadora, maternal, solidária. A 
criatividade, apareça onde apareça, é uma prenda do criador, ou uma prenda 
desde dimensões superiores a favor de todos sem exceção. É algo sem ego. 
E vai unido ao Mago, que é a segunda onda, sendo o equivalente nos selos o 
Vento, portanto a comunicação e o espírito. Isso é o presente, a comunicação, a 
qual deve traduzir o espírito. 
A Cor Azul 
O azul, expressado pela Noite, a Mão, o Macaco, a Águia e a Tormenta, aparece 
pela primeira vez como selo na Noite, como expressão de inocência e puro 
coração, e culmina com dois selos de elevação como são a Águia e a Tormenta, 
os quais estão no céu. 
Nas ondas aparece em primeiro lugar na Mão, que é canalizar, como realização e 
ao mesmo tempo como cura e auto-cura. 
O fogo não pode ser reprimido. O fogo, cuja missão é gerar luz, “dar á luz”, não 
pode ser reprimido. E por isso o Dragão se muta num novo início, um novo 
nascimento, que é o Macaco, mas é energia feminina de dar à luz. 
Azul é transformar e a Noite transforma desde a ensonhação, a Mão transforma 
curando, o Macaco transforma brincando, a Águia transforma criando e a 
Tormenta transforma recriando-se. 
Mas o Azul também é o presente. 
A Família 
A Águia pertence à família da luz, junto com a Serpente, o Cão e o Sol. 
 
Tanto na cultura olmeca, como na tolteca, maya e azteca existe a serpente 
emplumada como expressão de um conceito de ser supremo, ou seja Deus. 
Parece que para os toltecas e aztecas e outros mexicas, porque há uma 
infinidade de variantes, o nome com que era usualmente conhecido era 
Quetzalcóatl, enquanto que, para os mayas, o nome seria antes Kukulkán. 
Mas o nome não é o mais importante mas sim o significado, já que todo o assunto 
contém um sentido transcendente transformador. 
A Águia, a Serpente emplumada, Quetzalcóatl, pertence a família da Serpente, 
Cão, Águia e Sol. 
A Águia és tu mesmo, com a kundalini expandida. A kundalini- selo 5, mais o 
amor - selo 10, é a Águia - selo 15, e o voo da Águia leva-te à iluminação. 
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Estes selos conformam a família da luz e são conceitos que se complementam, 
de modo que a luz é energia, amor e criatividade; todos são luz. De modo que ao 
falar da Serpente falamos do Sol, porque os quatro são Sol, mas ao falar da 
Serpente emplumada falamos de uma transformação que só se pode fazer com a 
ajuda do Cão, o amor. 
O Cão corresponde ao amor, a Serpente emplumada também contém uma 
referência como energia amorosa, e o Sol é apresentado numa relação polar com 
a energia do amor incondicional. Com o qual toda esta família poderia ter uma 
relação com Vénus, onde surge Quetzalcóatl. E assim aparece a luz como algo 
amoroso. 
O Castelo Verde 
A Águia como onda forma parte do castelo verde, junto com as ondas da Lua, do 
Vento e da Estrela. 
Há um caminho que se abre ao teu intento para chegar ao campo do ser sendo. 
Começa com a LUA, portanto com a água como forma, como corpo. A Lua é um 
espelho; é espelho da luz do Sol. E a emoção te construi desde os olhos de Deus, 
que são os neurônios espelho, como ser humano. 
Em segundo lugar está o VENTO, a comunicação desde os neurônios espelhos, 
desde a empatia; o viajante do veículo Dragão, o espírito. 
Em terceiro lugar está a ÁGUIA, que é a outra formulação da energia divina, 
porque a Águia é a Serpente emplumada, Quetzalcóatl, e o azul está a falar de 
um presente. É ativar, viver essa energia, esse presente do voo, que precisa do 
desapego. Precisa de soltar o que te pega à matéria e reconhecer na matéria a 
luz realizando um serviço. 
A expansão de Quetzalcóatl cria a sociedade celeste, porque a Estrela é uma 
sociedade de Quetzalcóatl, sendo uma característica imprescindível de 
Quetzalcóatl a integridade. E assim encontramos que a ESTRELA é o objetivo. 
 
A Serpente emplumada, portanto a Águia, onda 19, leva-te a encontrar essa 
sociedade celeste representada pela Estrela, onda 20, ou seja a iluminação. 
As Águias voam juntas. É o momento do voo das Águias. Quando as Águias 
voam, aproximam-se do céu. O seguinte passo é a sociedade das estrelas. 
A Águia, no castelo verde, reconhece-se como uma ave que pode ficar quieta no 
céu, estática. Estática significa imóvel, mas também significa “em êxtase”. A 
Águia é uma experiência extraordinária que começa com o desapego. O 
Enlaçador, que é o seu ser oculto, tem a ver por sua vez com atar e desatar, 
enlaçar e desapegar. E o estático da Águia é um pouco o mesmo, a máxima 
quietude e o máximo movimento. 
E é muito importante para as pessoas, quando transitam esta onda, experimenta-
la, e para as pessoas que nascem com este selo, experimenta-lo. 
O Mago, como onda está unido à Águia, de modo que quando vemos a Águia no 
quinto castelo, é aquele Mago que iniciou a sua tarefa no primeiro castelo; é o teu 
ser espiritual, celeste, sempre vivo em ti, o que te espera, o que te atrai à 
transcendência, ao céu, e finalmente, ao encontro e ao reconhecimento dos teus 
pares na Estrela, ou seja à luz transcendente, Sol 13. 
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5.16. Guerreiro 
 
O Guerreiro está associado ao questionamento e à expansão da consciência. 
Questiona dúvidas e incita a refletir, promovendo a evolução e a ampliação da 
consciência. 
Os Guerreiros são as pessoas que estão a trabalhar voluntariamente na 
expansão da consciência. Atuam como uma luz que elimina o erro, quem sabe 
falando, mas se não há recetividade podem falar sem palavras, ao ser da pessoa, 
aos seus anjos, aos seus guias, ou ante uma ideia. 
Questionar-se é dialogar com a ideia em si, sem necessidade de relaciona-lo com 
uma pessoa. 
O Guerreiro pede uma toma de consciênciado processo em que nos 
encontramos, para viver mais plenamente o presente. A expansão da consciência 
é como uma chama que se começa a estender, despertando consciências. 
O Selo Oculto 
O selo oculto do Guerreiro é a Serpente. 
Uma Serpente adormecida não é exemplo de kundalini; só uma Serpente erguida 
com todos os sentidos abertos. 
Por isso a Serpente é o modelo de kundalini. Algo firmemente assentado na Terra 
e a consciência para o céu mostrando também essa energia ascendente da Terra. 
Permitir à consciência expandir-se implica dispor de muita energia para amar, 
viver, disfrutar e partilhar. 
A Coluna Tipo 
A primeira coluna contém uma definição, ou seja algo assim como a apresentação 
de uma intenção associada a esse selo. O Guerreiro, na primeira coluna, é um 
tom 3 de serviço, logo a vivência do serviço é imprescindível para as pessoas que 
nascem como Guerreiro em qualquer tom que seja, porque o Guerreiro está 
associado de alguma forma, não a dar força ao ego, mas a dar força ao encontro 
da sociedade celeste (a estrela é a transcendência da onda do guerreiro). 
O Guerreiro tipo é o Guerreiro três, situado na segunda onda da primeira coluna, 
de modo que o Guerreiro sempre está associado de alguma maneira ao serviço e 
à visualização, porque é o segundo três mas está na primeira coluna, que é 
programa. 
O GUERREIRO 
Expansão de consciência, 
Questionar-se. 
Energia do surgimento, do Ver. 
Oculto, a serpente 
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O terceiro tom contém já uma voluntariedade, porque responde à pregunta, como 
cumpro o meu serviço? portanto, identifica um possível serviço e a intenção 
voluntariamente de assumi-lo, ou seja algo voluntário, com o qual já não é 
ancestral mas sim atual, possível. 
O feito de que esteja na segunda onda, quer dizer que é necessário que haja uma 
certa iluminação acerca do valor do Guerreiro ao associa-lo à aprendizagem, à 
iniciação que está contida no Mago. Parte do serviço realiza-se potenciando no 
temporal, o intento do Mago. 
O seu oculto está na coluna da transcendência. Toda a coluna 13 está associada 
à transcendência. De modo que esse serviço, intencionado, produz uma grande 
libertação interior associada a uma energia luminosa como é a kundalini. 
Assim, parte da expansão do Mago é a própria expansão da kundalini. 
 
Nesta primeira coluna, o três aparece vinculado a dois selos, a Noite e o 
Guerreiro, que são dois enfoques diferentes e ambos definem o serviço. 
O Guerreiro, a expansão da consciência, se sobrepõe como aprendizagem e 
como prenda (segunda onda) com a Noite da onda tipo, onda exemplo, por isso a 
expansão da consciência é fácil; só tens que sonhar a abundância. 
Sonhar a abundância como serviço é expandir a consciência. 
Se queres expandir a consciência, entretém-te a sonhar a abundância para a 
gente que te rodeia. Dessa maneira avanças na aprendizagem da cura do 
planeta. Dedica o tempo da tua meditação a resolver mentalmente os problemas 
que conheças, só que sem inimigos, sem prejudicar nada. Aí está a magia, em 
que tudo é possível; podes procurar qualquer solução por fantástica que seja 
porque na realidade tudo é possível. 
Claro que não há que esquecer, mas sim ressaltar, que o tom 3 está sempre 
associado ao tom 11 da libertação. A consciência sempre é expansiva e 
libertadora. 
As Ondas 
O Guerreiro, como tom 1, dá lugar à onda do Guerreiro, questionando a realidade 
e promovendo a expansão da consciência. Não aceita as imposições nem segue 
as rotinas. A sua arma é a luz e o seu desafio é integra-la na Terra, que é o tom 2 
da onda. 
O TOM 1, como propósito de uma onda amarela, é encaminhar-te à expansão, e 
a expansão que te leva o Guerreiro é a que te permite o acesso ao quinto castelo. 
O Guerreiro nos encaminha à Estrela, o ser celeste que traz abundância e 
prosperidade; leva a harmonia, a beleza, elevando aos pares ou seja ao nosso 
próximo, ao céu. Mas a Estrela está no castelo verde, e a fronteira do castelo 
verde é o Guerreiro. 
O castelo verde é o espaço entre a Estrela como selo, num nível transcendente, 
ou seja Estrela 13, e a Estrela como onda, mas o acesso a essa Estrela é o 
Guerreiro, e tem três ferramentas: o alinhamento da Terra, o amor incondicional e 
a ensonhação, que são as ondas do quarto castelo. 
Como TOM 2, encontra-se na onda da Águia, utilizando novas perspetivas e 
visões que permitam levantar voo e expandir a consciência. Fazendo as mesmas 
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coisas, obtém-se sempre os mesmos resultados. O Guerreiro quer ensinar a voar, 
mas para isso pede que levantemos os nossos olhos e comecemos a ser 
conscientes de quem somos e o que estamos a fazer. 
A sua presença como tom 2 significa de alguma maneira que há sempre uma 
prenda à intenção de expandir a consciência. No Guerreiro é muito importante o 
oculto. Não realizas o Guerreiro se não realizas o oculto, de tal maneira que 
muitas vezes o intento deve ir mais de encontro ao oculto. Assim, se a tua energia 
é disposta a favor de tudo o que existe, Serpente 12, encontras a prenda que 
supõe a expansão da consciência, ou seja o Guerreiro 2. 
Como TOM 3, o Guerreiro encontra-se na onda do Mago, atuando como serviço, 
com o propósito da atemporalidade, a magia e a aprendizagem. 
Como o seu oculto é a Serpente 11, enquanto estás a fazer esse serviço estás 
cheio de energia; além de ser uma energia ascendente, porque o intento da 
expansão realiza-se através do serviço. 
Na onda do Caminhante do céu, que é a onda associada, o Guerreiro situa-se 
com o TOM 4, ajudando ao Caminhante do céu a viver essa plenitude que possui, 
de maneira que parte da tarefa evolutiva do Caminhante do céu seja expandir a 
consciência. 
O tom 4 indica a forma em que se realiza o propósito, de modo que, se a tua 
maneira de viver é como um Guerreiro, na realidade estás a viver como um 
Caminhante do céu. Se vives como um Guerreiro, vives como um Caminhante do 
céu. 
O Guerreiro no TOM 5 pertence à onda do Humano. O Guerreiro dá força ao ser 
humano para que se despegue com liberdade, consciência e espiritualidade. 
Entretanto o seu oculto, a Serpente 9, te impulsiona ao encontro do castelo verde. 
O Guerreiro no TOM 6, na onda do Macaco, do novo nascimento, promove o 
repensar das rotinas, questionando os hábitos repetitivos, preguntando o porque 
das coisas. 
De alguma forma esse intento significa algo parecido a limpar o Espelho, porque é 
uma ativação da integridade, tom 8 da Serpente. Viver a integridade do Espelho é 
uma porta a uma nova realidade, só que mais real. 
No tom 6 encontramos sempre uma forma de enlaçar, de aceder a novas 
dimensões. Todo esse questionamento é uma forma de enlaçar novas dimensões 
quando se vive desde a integridade. 
O Guerreiro no TOM 7 está de pé, como a cabeça da Serpente, o seu oculto, 
ascendendo. E esta energia ascendente aparece associada a energias 
transcendentes, portanto, a como a Terra se vai transformando em algo capaz de 
subir ao céu. 
Na onda da Lua encontra-se o guerreiro no TOM 8, ou seja no início do castelo 
verde. Aparece a integridade associada à consciência expandida, de tal maneira 
que em qualquer situação em que estejas, sempre que o teu intento seja a favor 
de viver integramente e com a consciência expandida, estás às portas das 
experiências associadas ao castelo verde, ou seja ao céu, e também estás às 
portas da expansão que produz a luz, onda do Sol cujo tom 6 é a Serpente. E 
nesse reconhecimento, reforçar o teu intento para a iluminação. 
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O Guerreiro solar, no TOM 9, pertence à onda da Estrela, que é a última do 
Tzolkin; questiona quem somos e para onde vamos, portanto onde temos focada 
a consciência, para chegar até ao Sol. 
Este questionamentodesde o oculto, serpente 5, situa-te ante a solidariedade do 
Dragão, que sempre faz desaparecer as motivações do ego. A pessoa que nasça 
como Guerreiro 9, sabe que o seu programa está em realizar a onda do Dragão, 
porque a força do Guerreiro para chegar a expandir-se plenamente no castelo 
verde, é viver o próprio propósito, não de uma onda mas sim da totalidade do 
Tzolkin, que é o Dragão. 
O Guerreiro no TOM 10 é o Guerreiro perfeito, mas é também o Guerreiro 
amoroso, de modo que o Guerreiro une os conceitos da perfeição e do amor 
como forma de ativar a cura. E assim, a forma de viver no interior, é desde uma 
realidade espiritual, como está expressado no tom 4, Serpente, da onda do Vento. 
O Guerreiro espectral, no TOM 11, propõe na onda do Enlaçador expandir a 
consciência como forma mais adequada para conseguir a libertação. Tomar 
consciência de nós mesmos, da nossa essência divina, das nossas possibilidades 
reais de evolução, da nossa pertença a uma sociedade celeste, onde tu és outro 
eu e eu sou outro tu, é a verdadeira forma de enlaçar, e a mais libertadora. 
No seu oculto, a Serpente 3, está a falar da Noite. A Noite, ou seja, a sonhar a 
abundância como um serviço interior, pouco visível, melhor ainda, nada visível, 
mas a viver intensamente a Noite, a ensonhação, é profundamente libertador, 
porque é profundamente expansivo. 
O Guerreiro encontra-se como TOM 12 na onda da Serpente, que também é o 
seu tom oculto, promovendo a ascensão da kundalini como algo não egóico mas 
sim coletivo, mediante a expansão (cor amarela) e a toma de consciência. 
Aqui vê-se claramente como a kundalini é solidária porque é uma força em favor 
de todos sem exceção, e dessa busca, desse serviço em favor de todos, é de 
onde provém a sua capacidade de expandir, porque todo o esforço em favor de 
todos sem exceção, diminui o ego, e elimina-o. 
Porque a consciência na Estrela, na sociedade celeste, não necessita reforçar-se 
como ego, o qual em alguns níveis da terceira e ainda quarta dimensão, pode 
conter algo saudável, porque são dimensões de conflito, mas já numa dimensão 
de solução nada necessita de saber quem é para saber que é digno, porque Deus 
não tem ego, e a realidade celeste em cada pessoa, tampouco. E não o tem 
porque não precisa dele, e sabe que não precisa dele porque cada vez que se 
atua desde o ego, cai-se num mundo de conflito, onde talvez se possa refazer-se 
recuperando os valores do quarto castelo como alinhamento com dimensões 
superiores, o amor incondicional e essa magnifica ferramenta da ensonhação da 
Noite. 
A Semente ao amadurecer, converte-se num Guerreiro espiritual, TOM 13. É 
precisamente a expansão da consciência o que te permite confiar em ser o que és 
e acertar. 
Mas isto está no programa. A Semente encontra que tudo está bem e pode 
descansar aí, permitir que as coisas sejam. Há algo que acontece de tal maneira 
que, encontras que a energia é o programa; ou seja, a kundalini é o programa 
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A Família 
O Guerreiro pertence à família do Dragão, Enlaçador e Macaco. 
O Guerreiro também é um ENLAÇADOR, de tal forma que se queremos 
compreendê-lo convém associar a expansão da consciência com desapegar-se 
de velhos enfoques, ou seja não ter medo e olhar. Não ter medo, prescindir do 
medo, é desapegar-se. E olhar, é enlaçar. 
Mas também o Guerreiro é um MACACO, e o Macaco é alegria, nascimento, ou 
seja o novo, mas também o ousar. 
Além de Guerreiro é DRAGÃO, ou seja, solidário. 
De modo que o Guerreiro está associado à solidariedade, à alegria e ao 
desapego, além da consciência, porque o Guerreiro não é mental. 
Esta família inicia uma sequência com o Dragão, e a finaliza com o Guerreiro, que 
por sua vez é a última onda do quarto castelo. E a continuação inicia-se noutra 
sequência e noutra dimensão, que é a quinta dimensão, castelo verde. 
O Terceiro Castelo 
O terceiro castelo, que começa com a Serpente vermelha, termina com o 
Guerreiro 13. A kundalini, que além disso é o oculto do Guerreiro, te converte num 
Guerreiro espiritual transcendente. 
 
Mas a onda do Guerreiro é a última antes do castelo verde; é uma fronteira, onde 
o Guerreiro prepara o salto para outra dimensão. 
O castelo quatro, que fala a todos desde o humano arquetípico, como todos os 
castelos, apresenta ao Guerreiro como cor quatro e onda quatro, e com o 
significado de expansão da consciência e final da quarta dimensão, passo à 
mutação, à quinta dimensão ou castelo verde. 
O Guerreiro mostra o ser humano desperto na quarta dimensão; é o humano do 
quarto castelo. Humano amarelo e Guerreiro amarelo, unidos em significado 
através do amarelo, ou seja formas de expansão e formas de vida, vivendo, 
disfrutando sem medo, mas dando-se conta, como Descartes. Disfruto, logo é 
verdade, existo. 
E a tarefa do Guerreiro, que são todas as pessoas neste intento, vem definida 
pelas ondas do quarto castelo: a TERRA, como mãe Terra, lugar sagrado de 
aprendizagem; o CÃO, como amor incondicional que faz sagradas a todas as 
pessoas; NOITE, presente sagrado que faz sagrado tudo; e GUERREIRO, que 
salta à quinta dimensão na sua expansão. 
A expansão da consciência habilita nesse movimento expansivo real o acesso a 
outra dimensão de vida. Isto está expressado em todas as tradições reais que 
acompanham ao humano na sua viagem evolutiva. 
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5.17. Terra 
 
A Terra favorece o alinhamento do humano com o propósito da vida e com o 
centro da galáxia, proporcionando a união das energias terrenas e espirituais no 
coração do ser humano. 
Este alinhamento provoca as sincronias, outra das características do selo Terra. 
A Terra, com o seu magnetismo, nos atrai e provoca o alinhamento, não só com 
um objetivo de sobrevivência, mas também de proteção, cuidado e força. É um 
trabalho para estar centrado em si mesmo, mas também de conectar com a Terra 
e com dimensões superiores. 
A Terra tem características similares ao nosso corpo e recorda uma mãe. A 
aproximação à mãe Terra, nos dá forças para seguir o caminho ao céu. A mãe 
Terra nos sustenta e não só no plano físico ou material. Protege-nos e nutre-nos, 
e serve de veículo, como o corpo, para realizar a nossa missão. Como uma mãe, 
sempre está presente e acompanha-nos nos nossos processos. 
Todos formamos parte de uma malha energética, que vai evoluir de forma 
coletiva: a terra, o ser humano e também a lua. 
A Terra sustenta-nos, mas é a que voa, pois orbita. É o passo intermédio numa 
escada ao céu; um degrau para a consciência, para ascender ao céu. 
A Terra, desde o ponto de vista do que cai, serve para enterrar-te, mas desde o 
ponto de vista evolutivo é um degrau para o céu. Está à espera da maturação; de 
ajuda para que tudo amadureça. 
Para as pessoas materiais é um lugar material e contém dor; um lugar onde te 
podes magoar facilmente. Mas para as pessoas em estado evolutivo, é um lugar 
onde encontrar o espírito, no quarto castelo, e então é um degrau de ascensão ao 
céu. De facto a Terra é mestra em voar, porque a Terra voa. 
A Terra não pede nada em troca e por muito que a abandonemos, ignoremos ou 
não, sempre está aí, proporcionando-nos abrigo e alimento. Mas não espera 
recompensa, só partilhar os nossos processos, e que a nossa evolução seja 
também a sua. 
A Terra, que não é de nada mas que se entrega a todos os seres humanos, sem 
exceção e sem juízo, portanto sem valorizar aptidão, moralidade, sabedoria ou 
beleza. A Terra, que nos protege e nos nutre no nosso caminho interior de 
evolução. 
A TERRA 
Alinhamento, sincronia, 
atração. 
Energia de canalização. 
Oculto, a semente 
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O Selo Oculto 
O selo interior ou oculto associado à Terra é a Semente. 
A Sementeajuda-nos a alinhar com a Terra desde o nosso interior, expondo à luz 
aspetos da nossa personalidade, atitudes ou dons que estavam profundamente 
guardados à espera do momento adequado. E agora é o momento de florescer. 
A Semente obtém força das suas raízes, que estão como em outra dimensão da 
realidade, abre a Terra sai à luz e desde então sempre se dirige para a luz. De 
facto as plantas não se movem espacialmente, não andam e não se deslocam 
mas movem-se permanentemente para a luz, numa viagem de crescimento para 
o Sol e, como no Espelho, as suas raízes movem-se para o centro da Terra. 
De alguma maneira, a Semente e a Terra antecipam os conteúdos da canalização 
do tom sete ressonante e da coluna sete, o qual se vê reforçado pelo facto de que 
a Semente e a Terra são na sétima coluna a Semente sete e a Terra sete. 
A coluna sete significa de alguma maneira o céu e também canalizar, como forma 
de expressão sem duplo onde expressas totalmente o teu coração. Assinala como 
que essa atitude sem duplo é a adequada aos momentos de mais placidez e 
gozo. 
A Onda 
A Terra, que é um veículo terrestre, está formada pela Terra e a Lua como 
planeta duplo, segundo dizem os nossos cientistas. Mas o Tzolkin mostra a onda 
13 como onda que começa na Terra e termina na Lua. E é um número 13, um 
Caminhante do céu, e um lugar de transcendência, porque o 13 também é 
transcendência. 
A Noite é o tom 7 desta onda. A Terra e a Lua estão unidas como um princípio e 
um final, e no seu interior, no seu centro, como exposição do que vem canalizado 
está a capacidade de criar através da visualização, da ensonhação. Se alcanças 
situar-te através de teu intento na Terra-Lua como veículo celeste, abres-te 
totalmente à ensonhação e à canalização. 
O tom 2 é o Espelho, a realidade como prenda, e como serviço estão as grandes 
mudanças da Tormenta, a ressurreição, a transformação, reinventar-se. 
A forma em que estás a trabalhar nesta onda a favor de tudo o que existe, é 
através da Estrela, a beleza, a harmonia e também a sociedade celeste. Mas para 
ti é totalmente curador o trabalho nesta onda, porque o tom 11 apresenta a Mão, 
a cura, como resposta a “como posso libertar-me”. Esta atividade em benefício de 
qualquer pessoa, amorosa, de potenciar a rede humana de carinho, cura-te. 
Esta onda é a do Enlaçador perfeito, portanto o Enlaçador no tom 10 e a Serpente 
é o impulso, a força para que a Terra mostre a sua transcendência, que é a Lua. 
Chegamos ao final da onda da Terra, alcançando esta o seu astro companheiro, a 
Lua. Entre as duas completam o processo. 
Mas por outra parte, a Lua e a Terra tem em comum o número 17. A Lua é a onda 
17 e a Terra é o selo 17. 
A Lua e a Terra são o mesmo, estão unidas, mas na nossa mente estão 
separadas, simplesmente porque dizemos que estão separadas. 
As fronteiras ofendem a Terra porque são excludentes, e a Terra é acolhedora, ou 
seja acolhe, porque não lhe sobra nada, nem vivo nem morto. 
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A kundalini, a energia vital, tom 9 de força, leva a Terra à perfeição da luz, à 
iluminação perfeita, e abre-lhe a porta do quinto castelo. Dizemos a perfeição da 
luz porque a Lua, que ocupa o selo 13 da Terra, sabemos que na onda do Sol 
ocupa o número 10, portanto, é a perfeição da luz. 
O propósito da onda da Terra é chegar a ser a perfeição da luz, o seja, a Lua, e 
realmente sabemos que a Terra e a Lua formam um só corpo celeste. 
A Coluna 8 
Na coluna oito, encontramos a totalidade da onda da Semente e o início da onda 
da Terra. 
A Semente, oculto da Terra, quer dizer simplesmente, “sê como és”. O programa 
é perfeito, sê como és, elimina o que não pertence ao programa. “Sê como és” és 
a melhor forma de estar no céu. 
A Terra fala-nos de união, de fusão, acolhimento. À Terra não lhe sobra nada, 
ama a todos, e mostra-o através da sua força de atração. Para a fusão nuclear a 
chave está em superar a força da repulsa potenciando a força de atração. Quem 
sabe estejamos a falar de amor. 
A Estrela, selo oito, associada ao seu oculto o Caminhante do céu, que 
reconhecemos como lugar onde a fusão é a vida, apresenta uma correlação onde, 
ao traduzir os selos a ondas, o par Estrela-Caminhante do céu, com toda a 
harmonia, a beleza e a integridade, apresenta-se como Humano e Terra. 
Já sabemos quem é então o humano. O humano é o Caminhante do céu, e a 
Terra é o lugar da beleza, da harmonia, entrando pelo portal da integridade. 
A tarefa é resgatar o programa original, manifestado pela Semente, que ocupa 
exatamente a oitava coluna. Resgatando o programa original é possível a 
integridade, e só com mais integridade, acontece mais liberdade. 
A Onda Oculta 
Mas é que as ondas da Terra e o Humano são ondas associadas. 
Não é de estranhar, porque o Humano como onda é a número oito, portanto, o 
Humano olha-se no espelho das estrelas; é uma estrela, um ser luminoso, sempre 
rodeado de seus pares. E a Terra como onda é a treze, ou seja o céu. 
O quarto Castelo 
A Terra é o início do quarto castelo, que se completa com as ondas do Cão, a 
Noite e o Guerreiro: o CÃO, como o amor incondicional, a NOITE, como a 
ensonhação, para fazer aparecer o GUERREIRO, portanto a expansão da 
consciência. E isso define a quarta dimensão e a Terra como lugar para viver o 
amor incondicional, a ensonhação e a expansão da consciência. 
Normalmente a Terra como selo atribui-se-lhe o valor da sincronia, mas podemos 
abrir uma porta semântica, e dizer que quando vives as sincronias, estás no que 
no quarto castelo se expressa como Terra. Quando a tua realidade é uma 
realidade de encontro de sincronias, estás no sólido do quarto castelo. Podes ficar 
aí, porque esse degrau leva-te ao castelo verde. 
Muitas pessoas estão na Terra, mas estão a ser devoradas por “cronos”. Quando 
tu entras a viver sem cronos, descobres as sincronias mais além do tempo, 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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porque a tua Terra, o sólido onde te encontras, como selo é o 17 e está disposta a 
transformar-se na onda 17, a Lua, início do castelo verde. 
 
Mas por outra parte, a Terra é a transcendência da Serpente, portanto a kundalini 
transforma-te na Terra, onde a generosidade e a entrega são levadas ao máximo, 
mas também contém conexão com o divino, contigo e com o outro. 
A Terra é uma força acolhedora e atraente. Não quer que vás embora; quer que 
fiques e como é o resultado da kundalini, que é o terceiro castelo que começa 
com a Serpente, a Terra supõe maturidade. Para chegar a unir a luz e a água faz 
falta um processo de maturação. Sabemos que a maturação leva o seu tempo. 
A Terra no quarto castelo, a maturação, a chegar o momento, que sim, permite 
que se encontrem a luz e a sua própria energia no teu coração, e se desborde a 
água, e então começa o quinto castelo. 
5.18. Espelho 
 
O Tzolkin apresenta o Espelho como arquétipo da realidade. 
É o momento da fusão e do Espelho. O famoso “In lak’ech” é o cumprimento do 
Espelho, porque quando te olhas ao Espelho e vês uma pessoa, que és tu, dizes 
“eu sou tu” e além disso “tu és eu”. 
Por isso a lei do Espelho é talvez a melhor das leis. E de qualquer maneira, mais 
além de ser uma lei, é um instrumento de conhecimento maravilhoso. 
O Espelho é a verdade, e a verdade e a realidade só podem ser o mesmo. 
O Espelho propõe observar, contemplar, aceitar o que és. Mas contemplar não é 
invadir-te. Contemplar não é pensar em outra coisa enquanto “passa” o assunto, 
mas sim submergir-te nele, só que sem nada. Submergir-te no assunto com a 
consciência desde o vazio. Simplesmente olhando, como quando chegas a um 
lugar novo e simplesmente olhas para situar-te, para entender. 
Estás totalmente presente. Isso é o importante: estar presente e vazio. 
Se simplesmente olha-mos, vemos que o Espelho é branco e contém como 
desenho uma espécie de escadaascendente e descendente, ou dupla, ou em 
Espelho. Também poderia sugerir uma pirâmide escalonada. 
Poderia haver vários horizontes, segundo se considere, mas certamente e sem 
dúvida possível, a figura é escalonada. O que quer representar a criança, ao 
O ESPELHO 
Reflete a realidade. O espelho é 
o aqui e o agora. Aspecto dual 
da divindade. 
Energia do mais além ou angélica. 
Oculto, a noite 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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inocente dentro de ti, faz-se através de uma escada. É como falar de níveis, ou de 
subir e descer. 
O Espelho em algumas tradições chama-se punhal e coisas assim, ou seja de 
cortar, inclusive se sugere que se vê um punhal cerimonial no glifo; outros vêm 
uma pirâmide. Alguns apresentam este punhal como o que corta o erro, espada 
da verdade, ou como um bisturi que corta o tecido danificado. Tudo serve. A 
verdade das coisas corta o erro. A verdade do que é faz desaparecer o errôneo. 
Pessoalmente no Espelho, eu vejo um X. O X é utilizado em matemáticas como a 
resposta que se procura, portanto o X é a incógnita. Mas é a incógnita para um 
estudante, para um estudante que deve conhecer a fórmula que lhe dá a resposta 
adequada. 
O selo 18 
A presença da realidade, expressada através do Espelho no Tzolkin, expressa 
como a realidade não é algo evidente, algo imediato. 
Só aparece no final de um longo processo, e além disso o faz na segunda onda, a 
do Mago, que é a onda da aprendizagem. 
A realidade tem que ser aprendida, decifrada, e ao mesmo tempo é o que dá 
força ao Mago, porque na onda aparece em quinto lugar. 
A pessoa “normal”, portanto “sofredora”, encaminhada a ser crónica vive numa 
realidade por inercia. 
O Mago aprende, busca a realidade e recebe amorosamente energia da 
realidade. 
O selo Espelho aparece no lugar 18 de 20. Só faltam dois para terminar a série, e 
um é o Sol, que é primeiro e último, o final, onde vamos. Por isso não conta; está 
aí mas não pertence ao transcurso, não é do caminho. 
E a Tormenta é o selo 19 e por várias razões podemos considera-lo como uma 
porta. A porta está no caminho, mas é a mínima expressão do caminho. 
O Selo Oculto 
O Tzolkin é um espelho. E conhecer o oculto, ou seja conhecer o que há mais 
além da realidade aparente, é fundamental; conhecer a realidade mais além do 
aparente, e sobretudo mais além dos conteúdos da realidade do sofrimento, que é 
a realidade do aparente. E isso é o que te mostra o Espelho, a realidade real. 
O Espelho sempre é a Noite; a realidade sempre é a ensonhação e a ensonhação 
é sempre a realidade. 
Uma das chaves de encontro da realidade é adentrar-se na ensonhação. 
Os sábios mayas criadores do Tzolkin situam a Noite, que é a ensonhação, como 
oculto do Espelho. 
A realidade aparece, não fazendo coisas freneticamente na dupla realidade do 
medo, mas experimentando a ensonhação. 
Tu crias a realidade com o que acreditas. Co-crias a realidade com o teu intento. 
O intento e a consciência mostram a realidade ao ser humano cego. Por isso são 
tão importantes os trabalhos com a Noite, ou seja com o Espelho, ou seja buscar 
a sociedade das estrelas, ou seja caminhar pelo céu. 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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O Espelho é a realidade e o Espelho é a ensonhação, já que são ocultos e vão 
juntos. 
A Cor Branca 
Qualquer coisa que possa representar o Espelho está relacionada com os outros 
selos brancos: Vento, Enlaçador, Cão, Mago. 
Pelo branco, o Espelho partilha a sua natureza com o VENTO, ou seja a realidade 
é espiritual; com o MAGO, ou seja a realidade pode ser aprendida, está aberta ao 
estudo, porque também tem níveis, como expressa a escada do seu símbolo. 
Também a realidade é expressada pelo ENLAÇADOR, portanto que há algo na 
realidade que serve para unir; algo da faceta escalonada do Espelho serve para 
encontrar, para unir, para unificar e para enlaçar com outras dimensões. E 
finalmente a realidade apresenta-se como amor através do selo CÃO. 
O Espelho ou a realidade, partilha conteúdo substancial com o Vento pelo simples 
feito de ser de cor branco, mas como o Vento é espírito, manifesta como a 
realidade é mais real quando é considerada desde a sua realidade espiritual. 
Mas além disso, o Espelho vê-se reforçado pelas suas características de cor 
branca pela sua relação com selos brancos: 
O Vento nas ondas é um 18, como o Espelho nos selos. 
O Cão é um 10 nos selos, como o Espelho nas ondas. 
Isso reforça a relação da realidade como algo espiritual, mas também amoroso 
posto que numericamente se unem Espelho e Vento, como 18, e Espelho e Cão, 
como 10. 
Na continuação se detalha um pouco mais esta relação. 
O 18: a onda do Vento 
O Vento é o segundo selo, mas como onda é a onda 18, portanto o equivalente 
do Espelho. É uma forma de expressar que o Vento, o espírito, é Espelho. E 
Espelho, ou seja o Vento na onda 18, é também a prenda, portanto a segunda 
onda no seu seguinte nível, ou seja na seguinte dimensão à representada pelo 
Dragão. 
Então convém assinalar que no mundo das ondas, o Espelho é a onda 10, o 
amor. Consequentemente a prenda na seguinte dimensão, portanto o 
representado pela segunda onda na seguinte dimensão, ou seja o que começa 
com a onda da Lua no castelo verde, como o Vento no lugar do Espelho, adquire 
o valor do amor, e a forma da água. 
A Onda 10 do Espelho, o novo nascimento 
O Espelho, com forma de X, que é 10 em números romanos, é a onda 10, sendo 
o 10 como selo o Cão, ou seja o amor e a perfeição. 
A onda do Espelho, da realidade, é a onda 10 do amor incondicional e da 
perfeição 
O amor, ou seja o Cão, é como um espelho, mas um espelho como o de Alice no 
País das Maravilhas, portanto o acesso a outra realidade. 
A onda do Espelho fala de forças angélicas que te ajudam permanentemente e se 
fundem contigo e se expressam em ti porque são parte do teu ser mais real. 
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O Espelho 1 é o início de um novo nascimento transcendente, porque o Cão 13, a 
transcendência da onda do Espelho, é justamente o centro do tear, unido ao seu 
oculto, o Macaco 1. 
O Tzolkin contém o Cão 13 como momento de transcendência da décima onda, 
associado com o novo nascimento que é o Macaco 1, traduzindo o amor. 
E o 10, além de perfeição e amor incondicional, está associado ao Espelho. 
No 10 aparece a linha do horizonte, lugar de onde o Cão (10) se transforma em 
Macaco (11); lugar onde o amor se transforma em alegria; lugar onde cumprido 
com o amor se inicia a ascensão à iluminação. 
O Cão 10, animal terrestre, inicia a ascensão elevando-se como Macaco, animal 
que habita elevando-se sobre o horizonte das árvores. Mas as árvores são a 
fotossíntese, a iluminação. 
O Espelho ajuda a esse cumprimento. O Espelho também é um dez. É a 
perfeição que te leva à onda central, onde te curas e te iluminas. 
O Espelho do Tzolkin 
O Espelho é uma das manifestações da realidade dual de Deus, ainda que a 
realidade só seja dual na nossa dimensão, portanto convém olhar mais além das 
aparências. 
O Tzolkin tem dois espelhos. 
Num, a parte de cima se reflete na parte debaixo, na linha do Cão e Macaco e 
esse reflexo mostra os selos como ocultos: O Cão e o Macaco, a Lua e o 
Humano, a Estrela e o Caminhante, etc. 
O outro espelho está na sétima coluna e reflete o que é de um lado no outro, 
como direita e esquerda, e é o espelho dos tons, e faz aparecer os tons ocultos 
entre si, que são o mesmo só que oculto. É interior e exterior realmente. 
Assim, combinando os dois espelhos aparecem os ocultos Dragão 1 e Sol 13, 
Cão 13 e Macaco 1, etc. 
Nessa realidade dual, um espelho apresenta-se aos outros seres humanos como 
outro tu, é a lei do amor. E o outro é a porta de ascensão, porque é o espelho que 
te conecta com Deus. Significa que quando tu te olhas no espelho,encontras a 
Deus, sabendo que de alguma maneira, isto sucede quando “tu és eu e eu sou 
tu”, e não quando te olhas ao espelho “sendo tu e não sendo eu”. 
O Espelho mostra a semelhança entre os seres humanos, semelhança na Terra, 
mas o homem é semelhante a Deus. 
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Essa é a semelhança da Ascensão. É a semelhança que está na Estrela e que te 
leva ao novo nascimento. A Estrela está no centro do Tzolkin, e o lugar onde se 
cruzam os dois espelhos é o novo nascimento: Macaco 1 - onda 11, com o seu 
oculto, Cão 13 - onda 10. 
O espelho é a comunicação dentro da nossa dimensão e quando dizemos 
espelho referimo-nos ao selo Espelho e ao valor que lhe atribuímos da 
comunicação com todas as outras pessoas, ou seja os teus semelhantes, 
portanto tudo o que podemos englobar no “In lak’ech” ou “tu és outro eu”. 
A comunicação no espelho do Espelho, acontece com os teus semelhantes, e no 
seu centro está o amor. Mas também existe o espelho contido na Estrela, 
desenhada no centro do Tzolkin, que te situa numa semelhança com Deus ou 
dimensões superiores”. De modo que há um “In lak’ech” em horizontal e um “In 
lak’ech”, tu és outro eu, dirigido de forma ascendente, de dimensões superiores, e 
também o seu centro é o amor. 
“Tu és outro eu”, pronuncia-se da forma como se pronuncia e se diz no idioma 
que se diz, significa respeito, e significa que reconheces no outro a Deus. Sim, 
estás a olhar no Espelho dimensional e vês a Deus, quando vês uma pessoa no 
outro Espelho, e lhe dizes “tu és outro eu”, estás a dizer-lhe “és Deus”. 
A vibração evolutiva do Tzolkin aumenta ao ser traduzido a outras propostas. 
Encontrar o teu semelhante aumenta a tua vibração vital; encontrar o teu 
semelhante é encontrar onde o real é que tu és outro eu. 
A Família 
Esta família, formada pela Noite, a Estrela, o Espelho e o Caminhante do céu, é a 
que sempre ocupa o dia fora do tempo. Falar da Noite e do Espelho é falar de 
realidades muito pouco materiais, e falar da Estrela e do Caminhante do céu é 
falar de realidades celestes. 
Assim a união do elemento branco como água e estas realidades celestes, 
apresentam a emoção, a água, como algo celeste, como forças angélicas. 
Passar da consideração do sólido à realidade de foças angélicas atuantes, é um 
passo evolutivo. 
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O Espelho é a realidade, ou seja a verdade. Só que o Espelho nesta família, 
situa-se noutro nível, porque a sequência de 13 selos da onda tipo marca um 
nível; a continuidade até à apresentação de todos os 20 selos marca um segundo 
nível. O segundo nível, vive-lo se queres; se não, não o vives. 
O Vinal 18 
Se consideramos o ano, os 365 dias ficam divididos em tempo humano para 
esforçar-se, quem sabe sofrer, trabalhar, e tempo especial ou fora do tempo. 
O vinal 18 (18 X 20 = 360 dias) é a fronteira entre estes dois tempos, e faz uma 
referência ao Espelho. O tempo de trabalhar e sofrer pertence à dimensão do 
esforço, da falta de consciência e do sofrimento, onde o diálogo não existe, 
porque a consciência é um diálogo. E por isso é necessário, no tempo de 
comunicação, no tempo de estudo de idiomas, estudar justamente a linguagem da 
consciência, a linguagem que te conecta com o espírito, que é a linguagem que te 
conecta com dimensões superiores até que tomes consciência de que tu és de 
dimensões superiores. Esse é o teu lugar, a tua pertença e então as tuas 
vivências se transformam. 
Há um período expressado pelos vinais que leva até ao Espelho, porque o 
Espelho é fundamental. A lei do Espelho é a lei da liberdade, porque é a lei do 
amor, a lei do reconhecimento. 
O Espelho é o selo 18 e o seguinte selo é a Tormenta, a ressurreição. Grandes 
transformações. Essa vitalidade desbordante. 
Mas se não sabes o que fazer, dá-te medo a Tormenta. Se não há consciência, 
pensas que a Tormenta são catástrofes. Por isso agora são necessários 
guionistas da história; reescrever a história vibracionalmente; eliminar os inimigos; 
reescrever a história da família, da tua vida. 
Os cinco dias fora do tempo não são uma fantasia. 
O Castelo Azul 
O terceiro castelo, formado pelas ondas da Serpente, o Espelho, o Macaco e a 
Semente, contem o novo nascimento como decisão livre e voluntária. 
No terceiro castelo já aparecem representantes da família da luz e da família dos 
catalisadores, porque a Serpente pertence à família da luz, e o Espelho à família 
dos catalisadores. Sabemos que significa o começo de algo, porque a SEMENTE 
significa o começo da luz, o nascimento; o MACACO 1 significa também o 
nascimento; e qualquer coisa que signifique a kundalini, a SERPENTE, significa o 
ESPELHO, ou seja vês a Deus. 
As Colunas 
Se olhamos o Tzolkin tipo vemos que a primeira vez que aparece o Espelho na 
PRIMEIRA coluna, que como um define o propósito, encontramos o Espelho no 
tom 5. O Espelho se auto-define como algo que dá força, tom 5, na onda do 
Mago. Dá força ao estudioso, ao que quer saber, ao Mago, o estudioso da 
realidade, o que busca a verdade. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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Na SEGUNDA coluna, como desafio ou prenda, o Espelho apresenta-se como 
tom 12 da onda da Mão, portanto, como algo curador com vocação de colaborar 
com a vida, com todo o que existe. 
Na TERCEIRA coluna, que identifica o serviço, apresenta-se como portal 
dimensional; é o tom 6 da onda do Caminhante. O tom seis corresponde à coluna 
seis, que é uma coluna de portais e com o selo seis, que é o Enlaçador; portanto 
que o serviço, à utilidade do Espelho está associada com servir que é porta de 
acesso a outras realidades superiores. 
Na coluna QUATRO, que diz como faze-lo, o Espelho é o tom 13 de 
transcendência da onda do Enlaçador, portanto sendo transcendente é uma porta; 
sendo transcendente, enlaça, conecta. 
Na coluna CINCO, que mostra a força, o Espelho apresenta-se com o tom 
ressonante, tom 7 da onda do Humano. O humano quando canaliza, portanto 
quando expressa dimensões superiores da vida, é Espelho. O humano quando é 
mais veraz, atua sem duplo, sem ego, fala desde o seu interior, sábio e curador, é 
quando é Espelho; mas quando é Espelho é justamente quando é mais humano. 
Na coluna SEIS apresenta-se como propósito, Espelho 1, mas a coluna seis é 
justamente a coluna portal e assim fica claro o seu serviço portal e também que é 
portal. Aqui o Espelho é acesso ao novo nascimento. Ou seja ao novo, mas com a 
claridade que o caracteriza anexada ao valor dez, ou seja X, porque o X também 
significa dez e funde tudo, com perfeição e amor. 
Na coluna SETE, de canalização e do novo nascimento, lhe é anexada como 
indispensável a integridade, ou seja o tom 8 da onda do Macaco. 
Na coluna OITO, é o desafio ou prenda da Terra, e na NOVE, que significa poder, 
mas um poder para chegar à transcendência, é sincronicamente um 9. O Espelho 
é o 9 do 9, mostrando que a força real para a transcendência é o amor, onda do 
Cão no tom 9. 
Na coluna DEZ do amor e da perfeição, fala de serviço, tom 3 da onda do 
Guerreiro, ou seja da expansão da consciência, e na coluna ONZE, da libertação 
encontramos o tom 10 da onda da Lua. A libertação é a emoção amorosa; 
atrever-se a sentir, atrever-se a amar é o acesso a dimensões superiores, 
gozosas da vida, porque se há libertação há gozo. 
A coluna DOZE de como colaborar com tudo, situa o Espelho como tom 4 da 
Águia, ou seja que a intuição e a criatividade são Espelho quando atuam como 
colaboração com tudo o que existe, portanto os teus dons são para todos. 
Na coluna TREZE de transcendência está a libertação, o gozo ao viver a 
sociedade celeste. 
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5.19. TormentaA Tormenta está associada à mudanças repentinas, transformações e 
renovações; catalisa a auto-geração e acelera os processos. Actua favorecendo o 
renascimento, como a ave Fénix, que ressurge a partir das suas cinzas. 
A Tormenta significa, na forma mais simples, mudanças. Poderiam ser mudanças 
de humor, confusão, mas na realidade quando se trabalha com consciência há 
facilidade para descobrir tesouros, inclusive ressuscitar. 
Falar simplesmente de mudanças pode ser caos, mas as mudanças da Tormenta 
significam precisamente sair da confusão à luz, porque a Tormenta é o selo 
anterior ao Sol. E num trabalho evolutivo que começa no Dragão e termina no Sol, 
justamente o passo prévio ao Sol, mas posterior a todos os outros selos, é a 
Tormenta. 
Normalmente associa-se a Tormenta com crise e crise com dificuldades que 
queres evitar. E assim o é numa cultura associada à dor e ao sofrimento, onde o 
hipotálamo está tão carregado de recordações de dor que qualquer coisa te dói, e 
onde a dor e “o conhecido” passam a ser o mesmo, de modo que necessitas da 
dor, que é “o conhecido”, para que não aumente a angústia do desconhecido. 
Mas a consciência da realidade mais além do voo supõe uma cura da dor 
acumulada sem consciência. 
A Tormenta não é repetir. Por esse motivo, as crises são estupendas, e qualquer 
pessoa que agora se encontre no maior sem sentido da sua vida, está perto da 
porta que lhe permitirá encontrar o maior sentido da sua vida. 
A Tormenta é a ressurreição, as grandes transformações, vitalidade desbordante. 
Mas se não sabes o que fazer, dá-te medo; se não há consciência, pensas que a 
Tormenta são catástrofes. 
Se não estamos nesta dimensão das ondas, a Tormenta significa simplesmente 
crise, mudança bruscas, não necessariamente exitosas, mas antes o contrário, 
por exemplo acidentes e lutas. Portanto, algo propicia a que mudes 
urgentemente. Se estás surdo terminarás por enterrar-te; a solução sempre está 
muito próximo, na Tormenta. 
A energia da Tormenta não está feita para te desproteger, mas sim, está 
associada a grandes transformações, e o insólito está sempre perto, de modo que 
convém interiorizar-te para entende-lo. 
A tormenta prevê mudanças, ressurreições, transformações totais na vida. É o 
momento de remover o que te impede de viver, entendendo que viver é sinónimo 
A TORMENTA 
Transformação, renovação, 
renascimento, ressurreição, milagre. 
Energia de transmutação e emoção. 
Oculto, o vento. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
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de ser feliz, de agradecer, de bendizer, de olhar e só ver amigos, só ver coisas 
maravilhosas que te rodeiam. 
O Vinal 19 
No chamado calendário civil Haab aparece como se houvessem 19 períodos 
temporais e pode ser que seja assim, só que na realidade há 20, sem que isso 
seja algo transcendente em si e dá igual, seja qual for a possibilidade que 
escolhas. Podes considerar 19 períodos no Haab ou 20, só que na realidade há 
20 e isso tem algum conteúdo com relação à compreensão e vivência da 
Tormenta e do Sol. 
No Haab há 18 períodos de 20 dias chamados vinais, nisso estamos todos de 
acordo; outro período chamado Uayeb, que é o período 19 similar à Tormenta que 
se inicia sempre com um representante da família portal, como todos os vinais, e 
contém não uma representação dos 20 selos, mas sim das 4 cores; e logo 
aparece o dia sem tempo, que é sempre da família noite, estrela, caminhante, 
espelho. Este quinto selo se faz presente, associado à família angélica, à quinta 
cor verde. O dia sem tempo é o dia Verde, similar ao castelo verde, final do 
processo evolutivo dimensional para o qual estamos aqui, e que está relacionado 
com o despertar o corpo de amor. 
De modo que o período anterior Uayeb é uma expressão da quarta dimensão e 
associa a Tormenta com a quarta dimensão. “Estamos no tempo da Tormenta” é 
sinónimo a “é tempo de vivenciar a quarta dimensão”. Logo, no seu momento será 
o momento adequado do tempo Verde. Por esse motivo é tempo de estar atentos 
e de ser recetivos às necessidades das pessoas que te rodeiam. 
Tormenta, como selo, indica que se acabou um período de escuridão e começa a 
luz, onde tudo está claro. 
O Selo Oculto 
O selo oculto da Tormenta é o Vento, o espírito, que nesses momentos de crise e 
mudança nos ajuda, penetrando em nós e dando força, proporcionando a 
interiorização. 
O 7 e o 19 
A Tormenta como onda é a número sete. O tom 7 significa canalizar, de modo 
que o 7 no Tzolkin contém um significado de canalizar; também de curar, porque 
o 7 é a Mão. As mudanças que fala a Tormenta são canalizadas. Com a 
Tormenta é possível o milagre, o sobrenatural, renascer, grandes mudanças. Não 
há limite. Actua como porta ou fronteira. Estás de um lado ou estás do outro lado. 
De repente tudo é diferente. 
Mas a Tormenta é o selo 19 e de alguma forma vai associada à onda 19, que é a 
da Águia. A Tormenta é reinventar-se, ressuscitar, mas isto é o que sucede com a 
criatividade. 
A Onda Oculta 
A onda oculta da Tormenta é a onda do Cão, que fala de amor. 
Estão associados amor e transmutação; necessidade de transformação e 
necessidade de amor. 
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA: 
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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A onda do Cão fala de uma vivência desbordante e inclassificável, que supera 
totalmente a tua razão mas que te faz feliz, como é o amor. A Tormenta como 
onda expressa mudanças profundas totais, ressuscitar. 
O amor pode tudo, transforma tudo. As duas ondas vão juntas, quem sabe são a 
mesma, como Quetzalcóatl e Tezcatlipoca, os gêmeos. 
A Cor Azul 
A Tormenta é um selo azul, que está associado ao fogo, e por isso transforma, 
porque o fogo como reação química é dar e receber. 
É importante reconhecer no azul uma energia presente, e uma energia de 
consciência. Não se pode estar presente sem consciência e tampouco há 
consciência que não seja presente. Estamos num momento onde tudo nos chama 
a estar conscientes, a estar despertos, a estar atentos, a viver o presente. 
Acontecem coisas extraordinárias constantemente. As sincronias te saúdam 
desde todas as esquinas. A telepatia, a precognição, a clarividência, tudo está 
próximo, tudo está ativo. De facto é um momento adequado para abrir os 
scâneres espirituais e sentir. 
Sentir como um programa aberto ao reconhecimento de realidades espirituais, 
talvez anjos, talvez os bons desejos dos teus seres queridos, dos teus amigos, 
que criam uma realidade favorável para ti; talvez as orações dos santos; talvez os 
teus antepassados clarividentes te estejam a ajudar desde outras dimensões; 
talvez o teu próprio ser espiritual desperto, o teu anjo da guarda. 
Há um programa de agradecimento por estar vivo, por estar aqui, que quem sabe 
seja um momento anterior ao despertar. 
A experiência da ensonhação da NOITE, da canalização da MÃO, do ousar desde 
a inocência, normalmente sem ânimo de lucro, do MACACO, e da criatividade da 
ÁGUIA, te conduzem à consideração da crise como maravilhosa para te 
reinventares ou ressurgires, porque todas essas experiências te transformam, que 
é o próprio do azul. 
As Colunas 
Temos dito que a onda da Tormenta é a número 7 no Tzolkin, e o 7 nas colunas é 
a coluna mística, que ocupa justamente a linha vertical central onde acontece o 
novo nascimento, cão 13 - macaco 1. 
A coluna 7 é a coluna branca que está no centro do Tzolkin. Não tem nenhuma 
quadrícula negra. É a única linha branca presente no Tzolkin. A coluna 7 é uma 
linha vertical branca, absolutamente única. 
 
Por outra parte, a Tormenta é o selo 19 e a coluna virtual 19, ou seja a coluna 
seis, que é uma coluna de portais. O selo 6 é o Enlaçador, pelo que de alguma 
forma a Tormenta tem características enlaçadoras. 
 
Outra característica da Tormenta nas colunas do Tzolkin, é que se apresenta 
como portal nas colunas 2 e 12. Na coluna 2 tem a característica de 
transcendência, tom 13, e, comoportal ou porta, de levar-te à iluminação, que é o 
Sol. 
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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin 
 
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A Tormenta não é algo que fecha, mas algo enlaçador, que subitamente te situa 
noutra realidade. Mas tu és o mesmo, a tua consciência está igual. Tudo muda, 
mas tu és tu; quem sabe com mais recursos, mas tu. És o mesmo, mas tudo pode 
ser diferente, inclusive totalmente diferente; mas tu, igual. 
A segunda coluna, que é onde está a Tormenta como portal, corresponde 
propiamente ao Vento, que é justamente o seu oculto. A Tormenta é um Vento, só 
que é um Vento que não deixa nada no seu sítio; move tudo. Mas depois da 
tormenta aparece o Sol. 
Os portais da Tormenta estão no primeiro castelo, como final de um processo de 
cura e de realização como é a Mão, e no castelo verde, como algo que dá força à 
criatividade. 
A Tormenta dá força à criatividade no castelo verde, que assinala uma 
transmutação e o passo da individualidade à coletividade, a reconhecer-te a ti 
como outro eu, a energia de grupo, a energia do amor no grupo e o amor a tudo. 
Os dois portais estão na onda da Mão e na onda da Águia. Qualquer pessoa que 
seja Tormenta é muito criativa e muito realizadora, e além disso encontra tudo 
facilmente, porque é uma porta ao que procuras, ao que queres, ao que 
necessitas. 
Uma característica também muito importante da Tormenta, como família portal, é 
a de abrir novos momentos. E o vemos porque estes dois portais estão no 
primeiro castelo, como programa, e no último castelo, como final. 
Mas está sempre relacionado com coisas muito subtis, de maneira que 
recomendamos que para conviver com esta energia de Tormenta, o acesso a vias 
espirituais para entender-se e compreender-se. 
Que acontece se corres a cortina? Entra a luz do Sol. 
5.20. Sol 
 
O Sol está associado à iluminação e à elevação da consciência. 
A luz sempre nos acompanha ainda que nem sempre saibamos vê-la; faz que 
desapareça a obscuridade, as dúvidas e os medos, e oferece-nos uma visão mais 
focada, brilhante e real das coisas. 
A iluminação é ocupar todo o teu espaço e ser transparente, deixar passar a luz 
do Sol. Pode expressar-se com “há luz, e tu és luz com a luz”; não ficas com ela, 
a dás, a deixas passar. É uma maturação, portanto algo que chega a ser real 
porque essa é a sua realidade. Não pode ser inventada, mas “encontrada”. 
O SOL 
Luz, elevação de consciência. 
Luz. 
Oculto, o dragão 
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A iluminação espera-te. 
O ser humano está feito para a iluminação, seja isto o que for. 
O número 20 
O Sol é o último selo, o número 20, vinculado à onda 20, que é a onda da Estrela, 
a última do Tzolkin. 
O Tzolkin inicia-se com o Dragão 1, ou seja com o Dragão como onda, com a 
proposta da solidariedade e a energia feminina como propósito, para transformar-
te num habitante do céu. 
Mas depois de completar a viagem do Tzolkin, portanto de viver todas as ondas, 
acontece que a onda 20 é a onda da Estrela, que te leva à iluminação do Sol 13, 
última casa ou iluminação. Não é por ser a casa 260, mas por ter vivenciado o 
seu conteúdo. 
Se a iluminação acontece, o Tzolkin acaba, não há que repetir e o que segue 
poderia ser denominado a onda vinte e um. E isto acontece ao cumprir a onda da 
Estrela. 
O Sol 13 é o final da onda da Estrela e expressa-nos a realidade de uma 
sociedade similar à nossa, mas de seres iluminados. 
Quem sabe és Sol e gostas da luz como tarefa, mas evolutivamente o assunto 
não é tanto luzir ou brilhar, mas fazer aparecer a Estrela, a luz nos outros; o Sol é 
como encontrar sois, ou seja estrelas. 
O Selo oculto 
O selo oculto do Sol é o Dragão, que é o começo do Tzolkin. O Sol no tom 13 é o 
final do Tzolkin, sendo assim o Sol o último dos selos, e contudo o primeiro. 
Não pode o Dragão ser o primeiro sem existência do Sol, posto que o Dragão é o 
Sol a entrar na manifestação. O Dragão é o Sol, ou seja a luz, só que é a luz 
oculta que descende à matéria, à forma. O Dragão é o oculto do Sol, por isso é a 
luz oculta, mas é luz. 
Desta maneira, no Tzolkin, o Sol, a luz, situa-se como o primeiro e o último. 
O Dragão está num extremo, inicia a coisa, mas como oculto, o Sol ocupa o 
extremo final, de modo que Dragão–Sol contem a realidade. Macaco–Cão está no 
meio de tudo, envolto pela realidade, abraçado amorosamente pelo Dragão–Sol. 
A Onda 
O Humano treze é o final da onda do Sol. 
Desta maneira o Humano é um Sol, um bebé Sol, um Sol em desenvolvimento e 
aprendizagem, e os pensamentos elevados seriam a maturação de um processo, 
a culminação. 
Certamente seria então compreensível que interiormente seja um Dragão, com as 
suas palavras como luz expressando o seu pensamento. E esse pensamento 
solar só pode ser elevado. 
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A Onda Oculta 
A Lua é a onda que acompanha ao Sol. A Lua não tem luz própria, reflete a luz do 
Sol; é o espelho do Sol. Mas também é a perfeição do Sol, ao ser o tom 10 da 
onda do Sol, e o amor incondicional. 
Abrir-te aos conteúdos da subconsciência parece formar parte do processo da 
iluminação. 
A Lua, perfeição do Sol, e começo do castelo verde, apresenta-se no Tzolkin sob 
duas formas significativas, uma como onda associada à onda do Sol, e outra 
como selo oculto do Humano. 
O Sol é luz; a luz não encontra escuridão por mais que a busque, porque a luz 
dissipa pela sua própria natureza, a escuridão. E contudo na nossa dimensão, 
portanto, como seres humanos, experimentamos muitas vezes a escuridão. 
O número 4 
O Sol é a onda 4, e está associado de alguma maneira à Semente, que é o selo 
4, o primeiro tom 4 que aparece no Tzolkin. A auto-existência, ou seja o tom 
quatro, une o significado do Sol com a Semente. 
Ser auto-existente é ser como o Sol, livre e infatigável, cheio de energia e 
repartindo energia, luminoso. És luz. A luz está em ti “de fábrica”. 
A Cor Amarela 
O Sol é de cor amarelo, como a Semente, a Estrela, o Humano e o Guerreiro. 
O amarelo é a iluminação, a maturação, a expansão. Está associado ao elemento 
ar. 
Maturar é expandir até ocupar toda a tua realidade. E a iluminação também é 
expansão, porque para o ser humano é o final de um processo que se inicia com 
o seu consentimento, ou seja com plena consciência, e por isso seria uma 
maturação. 
A Família 
A família do Sol, formada pela Serpente, o Cão, a Águia e o Sol, contém animais, 
como representação da força vital, e ao Sol, como representação da luz. 
A viagem do Dragão ao Sol não é a sesta ao Sol depois de ter comido o 
depredador a sua presa. Não é um dormir, mas sim um despertar. 
Primeiro, a SERPENTE pegada à Terra; logo o CÃO como um degrau algo 
ligeiramente separado da Terra, associado ao amor incondicional, com o seu 
oculto o Macaco, que expressa o início da ascensão ou da iluminação; e 
finalmente a ÁGUIA, a cima; e o SOL. 
O Castelo Vermelho 
A onda do Sol é a quarta onda, final do primeiro castelo, formada pelo Dragão, 
Mago, Mão e Sol. 
O castelo vermelho é o castelo tipo e contém a informação sobre as cores. 
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A proposta programática da ONDA UM, Dragão, às pessoas interessadas 
respondemos desde a ONDA DOIS, o Mago, o aprendiz, e automaticamente se 
inicia um processo de cura representado pela Mão, ONDA TRÊS. 
A onda um Dragão e a onda dois Mago sucedem em grande medida no interior da 
pessoa como um diálogo. Isto pode levar o tempo que necessite cada pessoa, 
uns são mais rápidos que outros, mas a onda três, que é de cor azul 
representando o fogo como presente, já sucede fora de ti e supõe mudanças 
visíveis, evidentes, constatáveis em ti, nos que te rodeiam e na realidade mais 
objetiva. 
A QUARTA ONDAdo Sol, que é amarela, significa luz, expansão, mas 
temporalmente, não acontece de imediato, mas sim, gradualmente, de modo que 
sempre se cumpre parcialmente e sempre está o seu cumprimento total no futuro, 
ou seja está por sua vez no presente e no futuro. 
As Colunas 
Na coluna UM, que é a coluna tipo de onde se expõem pela primeira vez os selos, 
vemos que o Sol é apresentado pela primeira vez com o tom sete. Abre-se um 
processo que imediatamente começa a curar-te, mas continua até à iluminação. 
De modo que tu participas ativamente encontrando-te a ti mesmo na primeira fase 
e sentindo-te bem, e livremente escolhes iniciar a segunda parte, que é o novo 
nascimento livre. 
Isso é Dragão, Macaco: primeiro Dragão, a solidariedade que te cura; logo 
Macaco, um novo nascimento dimensional. 
A coluna TRÊS contém quase a totalidade da onda do Sol, exceto precisamente o 
Sol, que é o final da segunda coluna, mostrando assim a unidade entre ambas. 
A coluna três, o serviço, descobre o seu propósito na coluna DOIS como uma 
iluminação, mas esta iluminação realiza-se através do serviço, o que te converte 
num Caminhante do céu, que é a seguinte onda na coluna três. 
Na coluna SETE, o Sol contém o tom 10 de perfeição e do amor, na onda do 
macaco, estando duplamente representado o 10, no selo 10 do Cão e no tom 10 
do Sol, e com uma confluência de fatores externos e ocultos. De modo que para 
qualquer referência à quinta dimensão é necessário um conhecimento do oculto. 
A coluna TREZE oferece, ao contempla-la, o Sol 13, portanto, no final a 
iluminação, e a toda a onda da Estrela, que é justamente a que acaba no Sol 13. 
Se atribuímos à onda um valor grupal, a onda da Estrela fala-nos das estrelas, 
mas como seres espirituais, ou melhor dizendo como seres reais, invocando a 
realidade e a realeza dos seres humanos. 
 
Obrigado ao Sol que nos ilumina. Obrigado por dissipar as nossas obscuridades, 
iluminando-as. Ainda que as vezes te ignorem, obrigado. Apesar de te 
aborrecermos com a causa dos nossos problemas, obrigado. Por favor, segue 
iluminando-nos e guiando-nos no nosso caminho. 
O Sol, que é o número 20, e que a partir do ano 2012 está aberto para todos os 
seres humanos: 20-Sol, 12-Humano. 
 
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6. Os neurônios espelho 
Temos falado repetidas vezes neste livro dos neurônios espelho. 
Quem sabe já conheçamos o conceito e a sua relação com o Tzolkin, com o “in 
lak’ech”, mas merece a pena dedicar um capítulo específico a aprofundar e 
sumarizar, nesta época de mudanças e de evolução em que nos encontramos. 
 
Os neurônios espelho é o nome que recebe uma atividade neuronal medível, 
constatável empiricamente em todas as pessoas, segundo a qual se 
experimentalmente um espectador conecta com uns sensores cerebrais, e a outra 
pessoa que vai fazer de sujeito do experimento também se conecta a uns 
sensores e está por exemplo a comer, faz que o espectador, ao estar a olhar, se 
encendam as mesmas áreas cerebrais no scâner que dessa pessoa. 
Se essa pessoa recebe golpes e vocês só o estão a ver, também se iluminam as 
mesmas áreas, portanto há algo dentro de vocês que vive o que acontece à outra 
pessoa. Há uma conexão real. 
Todas as pessoas estão unidas por uma rede de neurônios espelho, neurônios 
que recebem luz, criando uma conexão lumínica que envolve toda a Terra. 
Os neurônios espelho chegam às memórias da humanidade, por registros que, 
por não serem visíveis e comparáveis não são reais, mas pelo contrário. É um 
pouco como os registros informáticos. Podem rastrear-se todos os movimentos 
que fez uma pessoa desde um terminal de computador, deixando ao descoberto 
toda a atividade realizada, portanto, entrar no passado e trazendo-o ao presente. 
Os neurônios espelho também podem faze-lo, porque há uma acumulação de 
experiências e intentos que é funcional e que atuam justamente por acumulação e 
como recordatório para não ir para trás. 
Mas os neurônios espelho têm a sorte de que falam o idioma do ser humano, e 
dizem In lak’ech, não porque digam In lak’ech, mas porque dizem “tu és outro eu”. 
Porque os neurônios espelho estão a falar de uma união que existe entre todos os 
seres humanos, só que noutra dimensão, não na dimensão do “meu-meu”, “tu 
não, tu não”. 
Essa rede que forma os neurônios espelho, é uma malha. Os neurônios no corpo 
formam uma malha física dentro de cada pessoa, e os neurônios espelho, que se 
unem através da luz, formam uma malha de luz unindo os seres humanos. E isso 
é, além do mais, profético, porque está a falar do futuro. 
É uma rede que, mais além da atividade dos hemisférios cerebrais que pode ser 
lógica ou também criativa, ativa uma resposta emocional que afeta a hemeostase, 
portanto, todos os processos do organismo. TODOS. Portanto afeta todos os 
processos de autorregulação do organismo. Mas os processos de autorregulação 
do organismo é a história da humanidade, só que não num livro e através de uma 
conversa. 
É história condensada, portanto, cada vez que se fixa uma ordem, ou algo se faz 
automático, é como consequência de um processo, ou seja, uma aprendizagem e 
uma “memorização”, de modo que falar dos processos de autorregulação 
atuantes, portanto, falar do passado, mas não do passado do individuo mas sim 
da espécie. Por isso estamos a falar da história da humanidade. Mas falar da 
génese de uma obra é falar do seu autor. 
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Os neurônios espelho falam do seu autor e mostram a sua intencionalidade de 
serem ativados para aceder a esse nível da vida, ou seja, a essas dimensões 
celestes. 
Podes ir para trás visualmente, mas serve para evitar livremente voltar a 
situações indesejáveis, logo, existe também uma memória de espécie para 
recordar-te da tua escolha e da tua direção. E é disso que também fala o Tzolkin. 
Os neurônios espelho atuam como força unitiva que enlaça a tod@s os humanos, 
facilitando a empatia, a telepatia e a sabedoria.

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