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Manejo de vias aéreas

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Manejo de vias aéreas
• PREPARAÇÃO
materiais, equipamentos e equipe
• PROCEDIMENTOS
intubação, cricotireoidostomia e
traqueostomia
• COMPLICAÇÕES
laringoespasmo, traumatismos
p r o c e d i m e n t o s
1. intubação orotraqueal
2. máscara laríngea
3. cricotireoidostomia
4. traqueostomia
intubação orotraqueal
1. pré-oxigenar sempre que possível
2. posicionar o paciente e abrir a boca
(o mais reto possível)
3. intubar visualização da laringe,
deslocamento da epiglote e acesso
entre as aritenóides
• ter sempre uma sonda menor e uma
maior que a esperada para o paciente
• monitorar o paciente durante a
intubação
• fixar a sonda imediatamente após
intubar
• lidocaína IV (2mg/kg) em cães
previne aumento da PA e reflexo de
tosse
• lidocaína tópica e plano adequado
em felinos
• os felinos possuem uma
predisposição de fazer
laringoespasmo
• em felinos muito pequenos cuidado
com a lidocaína spray pois a dose
pode ser alta demais, sendo tóxica ao
paciente (podendo fazer injetáveis
calculando a dose exata para o peso)
e q u i n o s
• equinos são respiradores nasais
exclusivamente
• tempo excessivo em decúbito
supino com a cabeça baixa pode
formar edema de narinas,cuidado
com a extubação
• a intubação pode ser feita “às
cegas”
• a intubação pode causar lesões
• nervos importantes
• mucosa de via aérea superior e
traqueia
• em geral autolimitantes
cuidado com os excessos:
• inserir demais o tubo intubação
seletiva
• sondas muito calibrosas e cu�s
muito inflados lesão na traqueia
• sondas muito pequenas resistência
das vias aéreas
confirmação do posicionamento
da sonda
suspeita clínica
• tosse
• umidade na sonda (conforme
respira)
fatores de que não está sondado
corretamente:
• dificuldade na técnica
• hipoxemia (baixo nível de O2 no
sangue)
• dilatação abdominal
auscultação
• sons pulmonares (fazendo uma
ventilação forçada)
não está sondado corretamente:
• sons abdominais
capnografia
• tem que aparecer CO2
• estados de baixo DC
máscara laríngea
• alternativa à intubação orotraqueal
em cães e gatos
• menor necessidade de anestésicos,
em alguns animais, apenas sedação
• risco maior de broncoaspiração em
humanos
• tamanhos: 1.0 a 6.0
etapas:
1. pré-oxigenar
2. insuflar o cu�,integralmente antes
da colocação
3. inserir a máscara laríngea contra o
palato duro e até haver resistência
(ponta na entrada do esôfago e
abertura acima das aritenóides)
4. insuflar o cu� e checar
• A máscara pode se deslocar
dorsalmente após a insuflação e
deve-se conseguir ventilar o paciente
sem vazamento de ar
cricotireoidostomia
• técnica emergencial e temporária
para quando a intubação não for
possível
• alternativa à traqueostomia, mais
rápida e com menos complicações
• atenção para que não haja obstrução
total de vias aéreas superiores, risco
de barotrauma
1. pré-oxigenar, sempre que possível
2. posição em decúbito dorsal,
extensão do pescoço e antissepsia
3. localização e palpação das
cartilagens e da membrana
cricotireóidea
Traqueostomia
• Incisão cutânea: com bisturi na
linha média ventral (até a cricóide)
• Dissecção do subcutânea e da
musculatura esteróide
• Retração lateral dos músculos
(gelpi) expondo o aspecto cranial da
porção cervical da traqueia
• Incisão e reparo no espaço entre os
anéis 3-4 ou 4-5 com colocação
de reparo com fio nylon “laçando” os
anéis
• Tração e incisão: incisão transversal
(< 50% da circunferência) no
ligamento anular entre os anéis
tracionados
• Inserção da sonda de traqueostomia
ou sonda endotraqueal
“improvisada”
• mais complexo e demorado que a
cricotireoidostomia
• cirurgiões experientes em torno de 3
minutos
• risco maior de complicações
• muito importante para pacientes
que ficarão intubados por longos
períodos
c o m p l i c a ç õ e s
• frequentes, podem levar a
consequências graves
• tosse e aumento da PIC (pressão
intracraniana)
•• bradicardia
• laringoespasmo (mais comum em
gato)
• obstrução de vias aéreas e circuitos
• intubação esofágica ou seletiva
• broncoaspiração e pneumonia
• lesões (ex. fratura de dentes, ruptura
de traqueia, pneumotórax)
l e s õ e s t r a u m á t i c a s
• sondas de alto-volume e baixa
pressão podem aumentar o risco de
traumatismo
• estruturas: dentes, língua, ATM,
traqueia, aritenóides
•lesão vascular na cricotireoidostomia
e nervosa/vascular na traqueostomia
Braquicefálicos
• distúrbios em vias aéreas superiores
1. estenose de narinas
2. palato mole alongado
3. eversão de saco laríngeo
4. hipoplasia de traqueia
etapas:
• pré-oxigenar
• abrir vias aéreas superiores
• separar sondas endotraqueais
menores que as esperadas pro
tamanho do animal
• extubar o mais tardiamente
possível, estimulando o paciente
(exceto felinos)
pacientes com colapso de traqueia
• hidrocortisona pré-intubação
•intubação menos traumática possível
•tamanho da sonda, manobra e
extubação
•pós-operatório é o período mais
crítico
•tranquilização no pós (acepromazina
+ opióide)
pontos-chave
1. checklist (materiais, equipamentos e
equipe sempre prontos)
2. treinamento constante
3. pré-oxigenar e monitorar
4. agilidade nos procedimentos
5. atenção às complicações

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