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Amoeba ou ameba é um gênero de protozoários do grupo dos rizópodes ou sarcodíneos. Organismos unicelulares, eucariotos que possui pseudópodes que auxiliam na locomoção e aquisição de alimentos Algumas características: 1. São microaerófilas; 2. A reprodução ocorre por divisão binária; 3. Pleomórficos; 4. Movimentam-se através de pseudópodes. Entre as amebas que parasitam o homem, temos o gênero entamoeba. Estas apresentam núcleo esférico, vesículoso, membrana delgada revestida internamente por grânulos cromáticos que quando no centro formam o caríossomo. Figura 6. Ameba Estão presentes em cerca de 80% da população e parasitam a cavidade bucal do homem, cão e gatos. É transmitida de pessoa para pessoa e nunca foi encontrado cisto para essa espécie, ou seja, só existe na forma trofozoita. Possui ectoplasma clara, endoplasma granuloso, vacúolos alimentares contendo restos celulares, bactérias e hemácias. O núcleo é aproximadamente esférico, membrana nuclear com grânulos de cromatina situadas muito próximos uns dos outros, cariossomo central. Figura 7. Entamoeba gingivalis Essa ameba causa halitose e dor de dente nas pessoas infectadas e constantemente está relacionada a doença periodontal. Sua alimentação consiste nas bactérias que estão presentes na boca. O diagnóstico é realizado através de microscopia de raspas de gengiva ou dente. Possuem duas formas de vida: trofozoíto e cisto. Figura 8. Entamoebas intestinais Dentre as entomoebas acima, apenas a E. histolytyica causa doença: amebíase. No entanto, ela não pode ser diferenciada morfologicamente com E. díspar, que é um comensal. Para distinguir essas duas amebas é necessário haver estudos sorológicos. A transmissão é através de ingestão de cistos que são liberados nas fezes. A amebíase possui uma maior prevalência em regiões tropicais e subtropicais, com foco nos países que possuem baixa condições sociais e sanitárias. Infecção pela ingestão de alimentos/água que contenham os cistos maduros → Desencistamento causado pelo baixo pH e por enzimas digestivas → Migração para o cólon → Multiplicação e produção de cistos → Liberação nas fezes Os cistos podem permanecer viáveis durante cerca de vinte dias. Dependendo do hospedeiro ou cepa do parasita, vai induzir um processo de virulência do trofozoito que vai invadir a mucosa do intestino. Com isso, o trofozoito é levado a corrente sanguínea e podendo ir em outros órgãos, como o fígado. Em situações como essa temos o que é conhecido como amebíase extraintestinal Há a possibilidade de a amebíase ser sintomática ou assintomática. O trofozoito expressa a lectina que interage com açúcares presentes no epitélio do intestino do hospedeiro e, quando ocorre a interação, temos a ativação de tirosinas-quinases da família RAS que vai induzir o processo de virulência. Figura 9. Interação da ameba com o epitélio O trofozoito tem capacidade de trogocitar a membrana do hospedeiro, como foi explicado anteriormente. Esse processo é capaz de levar as moléculas de membrana do hospedeiro para dentro do vacúolo do trofozoito e com isso é possível enganar o sistema imune. Após a ingestão, o tempo de incubação pode variar de 7 dias até 4 meses até que apareçam os sintomas, caso seja uma forma sintomática. As formas sintomáticas podem ser: 1. Colite não desentérica; 2. Colite desentérica; 3. Ameboma; 4. Apendicite amebiana. E as formas extra intestinal são: 1. Hepática; 2. Pulmonar; 3. Cerebral; 4. Pele; 5. Genital; 6. Esplênica. A manifestação clínica da amebíase mais encontrada é a disenteria. Está é uma doença aguda infecciosa, específica, com lesões inflamatórias e ulcerativas das porções inferiores do intestino. Manifesta-se com diarreia intensa, cólicas, febre, geralmente com eliminação de sangue e muco. A amebíase hepática ocorre pela invasão dos vasos sanguíneos. Ao se implantar no fígado, a ameba forma lesões que se estendem e se unem constituindo focos de necrose. Seus sintomas são: dor, febre, hepatomegalia e anorexia. Os abcessos pulmonares geram tosse, dispneia, dor torácica e calafrios. O diagnóstico pode ser por: 1. Exame de fezes; 2. Testes sorológicos; 3. Exame de imagem; O tratamento é realizado com secnidazol, metronidazol, tinidazol e teclozam (forma leve ou assintomático).