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â
OBJETIVOS: ESTUDAR A FISIOPATOLOGIA DA 
PERICARDITE, COMPREENDER OS EXAMES 
REALIZADOS E SUAS ALTERAÇÕES E 
ENTENDER AS MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E 
TRATAMENTO. 
No brasil, não há dados que notifiquem a presença 
relativamente alta de doenças pericárdicas, sendo 
menos frequentes e quando causadas pode gerar 
um derrame pericárdico, mais frequente quando o 
comprometimento é por tuberculose ou neoplasia, 
e o mesmo acontece em relação ao 
tamponamento cardíaco. Já nos casos em que 
outras etiologias são responsáveis pelo quadro 
clínico, a frequência é menor. 
A pericardite é um processo inflamatório do 
pericárdio que tem múltiplas causas e se apresenta 
tanto como doença primária quanto secundária. 
Ela pode ser dividida em Aguda e Crônica, sendo 
suas classificações: 
1. Aguda 
- Serosa 
- Fibrinosa 
- Serofibrinosa 
- Caseosa 
- Purulenta ou Supurativa 
- Hemorrágica 
2. Crônica 
- Mediastinopericardite adesiva 
- Pericardite constrictiva 
Esses distúrbios do pericárdio que pode causar 
inflamação, constrição fibrosa ou alguma 
combinação destes processos. 
- A pericardite e o derrame pericárdico estão 
intimamente relacionados e o aumento do líquido 
pericárdico pode causar uma incapacidade do 
coração de relaxar e contrair, causando o 
tamponamento cardíaco e uma parada cardíaca. 
- A punção desse líquido para análise é importante 
para estudo da causa para o tratamento. 
- As causas de pericardite são divididas em 
infecciosas e não-infecciosas. Entre as infecções 
pericárdicas, a pericardite viral é a mais comum e 
seu processo inflamatório deve-se à ação direta do 
vírus ou a uma resposta imune. 
- A pericardite bacteriana manifesta-se 
geralmente com derrame pericárdico, e sua origem 
pode estar em situações como pneumonia, 
empiema, etc. 
- Já o envolvimento autoimune do pericárdico 
acontece especialmente nos casos de lúpus 
eritematoso sistêmico, febre reumática, artrite 
reumatoide, esclerodermia, polimiosite, entre 
outras doenças imunológicas, sendo a pericardite 
inflamatória não infecciosa a causa mais comum. 
- A pericardite pós-infarto pode ocorrer 
precocemente nos três primeiros dias do infarto 
agudo do miocárdio (IAM), pericardite 
epistenocárdica. Nesses casos está relacionada ao 
acometimento do epicárdio e pericárdio adjacente. 
- A pericardite pode ser causada também por 
Neoplasias, Traumas e Aneurisma roto da aorta. 
*
 
 1. Hemorrágico 2. Serofibrinoso 
 3. Firinoso 4. Seroso 
 5. Purulento 6. Caseoso 
* TODAS SÃO TIPOS DE PERICARDITE AGUDA 
 Pericardite Serosa 
- Infiltrado inflamatório leve na gordura epicárdica 
com predomínio de linfócitos; 
- A pericardite associada ao tumor também pode 
apresentar células neoplásicas; 
- O líquido pericárdico já é seroso, porém ele está 
mais seroso do que o normal; 
 Pericardite Serofibrinosa 
 1 2 3 4 5 6 
â
- Doenças inflamatórias não infecciosas como 
Febre reumática, Lúpus Eritematoso Sistêmico, 
Esclerodermia, etc; 
- Tumores podem causar uma pericardite serosa 
pela invasão linfática ou propagação contígua 
direta no pericárdio; 
- Uma infecção nos tecidos contíguos ao 
pericárdio, por exemplo, a pleurite bacteriana, 
também pode provocar uma irritação na serosa 
pericárdica parietal, suficiente para causar um 
derrame seroso estéril, que pode progredir para 
uma pericardite serofibrinosa e, por fim, para uma 
reação supurativa evidente. 
 
 Pericardite Fibrinosa 
- Líquido Seroso mesclado a um exsudato 
fibrinoso que em maior parte dos casos são 
decorrentes de doenças autoimune, Febre 
Reumática, LES e Traumas; 
- IAM: Necrose celular -> Inflamação -> 
Propagação para o pericárdio; 
- Produz atrito cardíaco possível de se auscultar; 
- Presença de polimorfonuclear com predomínio de 
Neutrófilos; 
- Aspecto em Pão com Manteiga; 
 
 
 
 Pericardite Hemorrágica 
- Exsudato composto por sangue misturado com 
derrame fibrinoso ou supurativo; 
- Eliminar sempre a possibilidade de neoplasia que 
é sua maior causa; 
- Pode ser causada por traumas, neoplasias, 
aneurisma roto da aorta e um infarto transmural; 
Exame citológico do líquido removido por 
pericardiocentese frequentemente pode revelar 
células neoplásicas 
â
 
Infiltração Metastática do espaço pericárdico. O 
tumor inicial era um linfoma. 
 
Pericardite Hemorrágica causada por trauma, 
normalmente durante compressões torácicas em 
um esforço de ressuscitação 
 Pericardite Purulenta ou Supurativa 
- Reflete a infecção ativa provocada pela invasão 
de micróbios no espaço pericárdico; 
- Infeção direta em cardiotomia; 
- Empiema pleural pode ser uma das causas 
(Infecção por pneumonia que evolui para a pleura e 
infecta o pericárdio; 
- Disseminação pelo sangue e vãos linfáticos; 
- Mesotelioma: complicação de uma pericardite 
aguda purulenta; 
- Microscopicamente, existe uma reação 
inflamatória aguda que algumas vezes se estende 
até as estruturas circunjacentes, produzindo uma 
mediastinopericardite adesiva; 
 
 
 
 Pericardite Caseosa 
- Pode ser de origem tuberculosa e raramente as 
infeções fúngicas desencadeiam uma reação 
similar; 
 
* FASE CRÔNICA 
â
 MEDIASTINOPERICARDITE ADESIVA 
- Fisiopatologia: Paciente com uma inflamação 
bacteriana aguda que vai formar um exsudato com 
fibrose, fazendo com que o pericárdio cresça e 
encoste na pleura, inflamando-a. Com a resolução 
da inflamação ocorre fibrose e pode encostar na 
parede do tórax e formar uma área toda aderida à 
parede do mediastino, dando origem à 
mediastinopericardite adesiva. 
 
 PERICARDITE CONSTRICTIVA 
- Fisiopatologia: Se dá pelo espessamentos 
fibrosos e o depósito de firas causa o enrijecimento 
e a fibrose, causando, muitas vezes um mal 
funcionamento cardíaco; 
- A transição de uma infamação que passa de uma 
fase aguda para uma crônica forma uma fibrose e 
calcificação, que pode ser: metastática (decorrente 
do hiperpariteoidismo) e distrófica (decorrente de 
uma inflamação reparativa intersticial). Essa 
fibrose e calcificação vai formar um “Concretio 
Cordis” que é um tecido fibrocalcificado denso que 
limita a expansão diastólico e o débito cardíaco que 
só pode ser reparado pela pericardiotomia. 
 
- Em alguns casos, a organização produz apenas 
espessamentos fibrosos, semelhantes a placas, 
nas membranas serosas (placa do soldado) ou 
aderências finas e delicadas que raramente 
causam distúrbios na função cardíaca. 
 
Sinais e Sintomas 
- Dor na face anterior do tórax, continua, de 
moderada a intensa, podendo irradiar para o ombro 
esquerdo e membro superior esquerdo ou 
pescoço; 
- Quando há comprometimento pleural 
concomitante, aumenta com a inspiração 
profunda. Costuma ser aliviada parcialmente na 
posição sentada, com inclinação do tórax para a 
frente; 
- Mal-estar, febre, dispneia; 
-Atrito pericárdico mais audível na borda esternal 
esquerda; 
- Sintomas similares à angina; 
- Piora na inspiração e melhora na expiração, 
principalmente quando o paciente está sentado e 
para frente; 
Diagnóstico Diferencial 
- Infarto agudo do miocárdio; 
- Embolia e infarto pulmonar; 
- Dissecção aórtica aguda; 
- Pneumonia e Pneumotórax; 
- Costocondrite, Pancreatite e Colecistite; 
Comprovação do Diagnóstico 
- Dados clínicos + ECG + Ecocardiograma; 
- Diagnóstico etiológico (Depende do isolamento 
do agente infeccioso); 
Complicações 
- Derrame pericárdico e Tamponamento cardíaco; 
â
-Pericardite crônica e Pericardite constrictiva; 
Exames Complementares 
- ECG: QRS de baixa amplitude com supra 
desnivelamento do segmento ST de concavidade 
voltada para cima em duas ou mais derivações 
periféricas (difuso), onda T positiva. Taquicardia 
sinusal em 90% dos casos; 
- Hemograma: Leucocitose na pericardite 
bacteriana; 
- VHS aumentado;- Ecocardiograma: Comprova a presença de 
derrame pericárdico; 
-Laboratoriais (Avaliação do Líquido): Marcadores 
Inflamatórios (PCR, VHS, Contagem leucocitária), 
Marcadores de Necrose e Hemograma, Proteína C 
reativa. 
- Processo inflamatório crônico que afeta o 
pericárdio visceral e/ ou parietal. Após a fase 
aguda, o pericárdio, inicialmente recoberto por 
fibrina, vai se espessando com fibrose progressiva, 
podendo sofrer calcificação, formando uma 
carapaça ao redor do coração. 
- Na forma subaguda ocorre uma constrição 
elástica do coração (pericardite constritiva) que se 
assemelha ao tamponamento cardíaco por 
acúmulo de líquido no saco pericárdico. 
Causas 
- Etiologia desconhecida em alguns pacientes; 
- Pericardite infecciosa (virótica, bacteriana, 
tuberculosa); 
- Traumatismo com hemopericárdio; 
- Cirurgia cardíaca; 
- Neoplasia pleuropericárdica; 
- Pericardite urêmica; 
- Sarcoidose e Amiloidose; 
Sinais e sintomas 
- Forma clássica: Nos casos leves e moderados, 
sinais inespecíficos, principalmente dispneia aos 
esforços e fadiga; 
- Nas formas graves, ascite com ou sem edema de 
membros inferiores; 
- Ortopneia, Tosse, Perda de peso, Diminuição do 
débito cardíaco, Pulso paradoxal, Pressão venosa 
elevada; 
- Sinal de Kussmaul; 
 
Turgência jugular aumentada na inspiração 
- lctus cordis impalpável e 3' bulha (mais audível na 
borda esternal esquerda); 
- Hepatomegalia e Ascite; 
• Forma subaguda - Pericardite tuberculosa e/ou 
outras causas infecciosas, quadro clínico inicial 
com padrão hemodinâmico de tamponamento 
cardíaco. 
Diagnóstico Diferencial 
- Insuficiência cardíaca congestiva e 
Cardiomiopatia restritiva; 
Exames De Imagem 
- Rx do tórax: Área cardíaca normal, calcificação 
pericárdica (mais visível na incidência de perfil), 
hipertensão venocapilar pulmonar, derrame 
pleural. 
- ECG - Pode ser normal. Ondas P entalhadas em 
50% dos pacientes; QRS de baixa voltagem e 
desviado para a direita, alterações difusas da 
repolarização ventricular. 
- Ecodoplercardiograma: Pericárdio espessado; 
desaparecimento do deslizamento fisiológico dos 
folhetos do pericárdio. Pode haver derrame 
pericárdico. 
- TC e RM: Definem nitidamente o espessamento 
pericárdico. 
â
- Cateterismo cardíaco: Permite avaliar as 
pressões intracardíacas (importante para 
diagnóstico diferencial com miocardiopatia 
restritiva). 
- Biópsia pericárdica: Principalmente quando se 
suspeita de etiologia tuberculosa. 
- Normalmente pode ser uma consequência de 
uma pericardite que causou um acúmulo de líquido 
no espaço pericárdico, causando uma compressão 
do coração; 
- Sinais similares ao choque cardiogênico: 
incluindo dispneia, fraqueza, tontura e tosse. 
- Tríade de Beck: Estenose Jugular, Hipotensão e 
Hipofonese de bulhas; 
- Pode ser corrigido com uma Pericardiocentese; 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dispneia

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