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DECRETO N. 7.508/2011 O decreto traz na essência o conceito de regionalização, além de facilitação do acesso. Art. 1º DECRETO 7508/11 regulamenta a Lei n. 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a ORGANIZAÇÃO do Sistema Único de Saúde - SUS, o PLANEJAMENTO DA SAÚDE, a ASSISTENCIA À SAÚDE, a ARTICULAÇÃO INTERFEDERATIVA. PEGADINHA DA BANCA As bancas costumam colocar que o decreto regulamenta outras leis além da Lei n. 8.080/1990. Obs.: para um sistema como o SUS funcionar, é preciso a integração entre estados, municípios e União. O decreto reforça e garante que as regiões de saúde tenham ações e serviços mínimos para garantir a integralidade. Ao agrupar municípios em regiões de saúde, o decreto admite que muitos municípios sozinhos não dariam conta de ofertar as ações e serviços de saúde de acordo com a necessidade para garantir a integralidade da assistência. A proposta de regiões de saúde vem desde as NOAs, mas o decreto reforça e garante que a criação da região de saúde forneça aões e serviços mínimos para alcançar a integralidade. Art. 2º Conceitos Art. 2º Para efeito deste Decreto, considera-se REGIÃO DE SAÚDE espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de Municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde; OBS: O usuário vai poder se deslocar entre um município e outro por meio da referencia e contra referencia. Ele não vai ficar solto procurando onde conseguir o serviço. Vai existir um contrato, o COAP,contrato organizativo da ação publica, que vai fechar juridicamente como acontece o transitar de um individuo de um município para o outro, II – CONTRATO ORGANIZATIVO DA AÇÃO PÚBLICA DE SAÚDE (COAP) – acordo de colaboração firmado entre entes federativos com a finalidade de organizar e integrar as ações e serviços de saúde na rede regionalizada e hierarquizada, com definição de responsabilidades, indicadores e metas de saúde, critérios de avaliação de desempenho, recursos financeiros que serão disponibilizados, forma de controle e fiscalização de sua execução e demais elementos necessários à implementação integrada das ações e serviços de saúde; Obs.: não adianta apenas criar uma região de saúde, fez-se necessário instituir um instrumento que faça, valide, observe, acompanhe os municípios que compõem uma região de saúde, para que eles possam concretizar o que foi proposto. Vai permitir a um município cobrar do outro a ação que ficou de ofertar. Responsabilidades: dos entes federativos que fazem parte da região de saúde Indicadores e metas de saúde: que deverão ser analisados e alcançados Critérios de avaliação e desempenho: da oferta de aões e serviços, da qualidade de acesso. Recursos financeiros que serão disponibilizados: III – PORTAS DE ENTRADA – serviços de atendimento inicial à saúde do usuário no SUS; Obs: Por muito tempo tinha-se a atenção básica como única porta de entrada, a partir de 2011 traz-se esse conceito e cria-se outras portas de entrada IV – COMISSÕES INTERGESTORES – instâncias de pactuação consensual entre os entes federativos para definição das regras da gestão compartilhada do SUS; Obs.: São comissões interGESTORES, portanto não há participação da comunidade. Na lei 8080 definia-se 2 comissoes, a CIB e a CIT. A partir do Decreto n. 7.508/2011, passou a existir três comissões intergestoras, a CIT, a CIER(Comissoes intergestores regional), subordinada a CIB. V – MAPA DE SAÚDE – descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e de ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada, considerando- se a capacidade instalada existente, os investimentos e o desempenho aferido a partir dos indicadores de saúde do sistema; PEGADINHA DA BANCA As bancas costumam trocar o conceito de mapa de saúde com região de saúde. OBS: O mapa de saúde vai descrever a capacidade instalada que o SUS e a rede contratada em caráter complementar tem e também a rede privada convencional. Para que se tenha a noção do que se tem de ação e serviço de saúde no território brasileiro. Existe mapa mapas municipais, estaduais, que vão compor, no seu todo, o mapa nacional. É um instrumento de planejamento que ajuda na alocação e realocação de serviços; ajuda a identificar vazios assistenciais e lugares com grande densidade, permitindo o planejamento e facilitando o acesso. Exemplo: o mapa de saúde identifica onde tem muitos mamógrafos e poucas mulheres, e onde tem muitas mulheres e poucos mamógrafos. VI – REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE - conjunto de ações e serviços de saúde articulados em níveis de complexidade crescente, com a finalidade de garantir a integralidade da assistência à saúde; Obs.: quanto mais interligada entre os pontos de assistência, mais potente a rede de saúde é. Há uma comunicação entre os pontos da rede. Não é uma rede hierárquica, e sim poliárquica, o que muda é a característica da ação e serviço e a densidade tecnológica. VII – SERVIÇOS ESPECIAIS DE ACESSO ABERTO - serviços de saúde específicos para o atendimento da pessoa que, em razão de agravo ou de situação laboral, necessita de atendimento especial; e Obs: Centro de testagem e aconselhamento, entre outros. Serviços que atendem pessoas que em razão de agravo ou acidente laboral, o individuo vai ser atendido, Ex: trabalhador da saúde com acidente com perfuro cortante será encaminhado para o centro de testagem e aconselhamento. VIII – PROTOCOLO CLINICO E DIRETRIZ TERAPEUTICA - documento que estabelece: critérios para o diagnóstico da doença ou do agravo à saúde; o tratamento preconizado, com os medicamentos e demais produtos apropriados, quando couber; as posologias recomendadas; os mecanismos de controle clínico; e o acompanhamento e a verificação dos resultados terapêuticos, a serem seguidos pelos gestores do SUS. Obs: Descrito no art 19 da lei 8080. São os Manuais, cadernos da atenção básica. De tuberculose, vacinas,etc. Ex: caderno de tuberculose. Art. 3º Organização do SUS – Art 4º da lei 8080; Art 198 CF Art. 3º O SUS é constituído pela conjugação das ações e serviços de promoção, proteção e recuperação da saúde executados pelos entes federativos, de forma direta ou indireta, mediante a participação complementar da iniciativa privada, sendo organizado de forma regionalizada e hierarquizada. Art. 4º Regras para a instituição das regiões de saúde Art. 4º As Regiões de Saúde serão instituídas pelo Estado, em articulação com os Municípios, respeitadas as diretrizes gerais pactuadas na Comissão Intergestores Tripartite - CIT. Obs.: regiões de saúde são espaços geográficos. § 1º Poderão ser instituídas Regiões de Saúde interestaduais, compostas por Municípios limítrofes, por ato conjunto dos respectivos Estados em articulação com os Municípios. Exemplo: Juazeiro e Petrolina. § 2º A instituição de Regiões de Saúde situadas em áreas de fronteira com outros países deverá respeitar as normas que regem as relações internacionais. Art. 5º Requisitos mínimos para instituição de região de saúde Art. 5º Para ser instituída, a Região de Saúde deve conter, no mínimo, ações e serviços de: I – atenção primária; (equipe de saúde da família, equipe da atenção primaria, equipes pluviais, ribeirinhas, etc) II – urgência e emergência; III – atenção psicossocial; IV – atenção ambulatorial especializada e hospitalar; e V – vigilância em saúde. Obs.: é necessário levar em consideração a Política Nacional de Vigilância em Saúde, descrita através da Portaria n. 588/2018. Parágrafo único. A instituição das Regiões de Saúde observará cronograma pactuado nas Comissões Intergestores. Art. 6º As Regiões de Saúde serão referência para as transferências de recursos entre os entes federativos. Art. 7º As Redes de Atenção à Saúde estarão compreendidas no âmbito de uma Região de Saúde, ou de várias delas, em consonância com diretrizes pactuadas nas Comissões Intergestores. Parágrafoúnico. Os entes federativos definirão os seguintes elementos em relação às Regiões de Saúde: I – seus limites geográficos; II – população usuária das ações e serviços; (quantitativo e perfil epidemiológico, caracteristicas de morbidade e mortalidade) III – rol de ações e serviços que serão ofertados; e IV – respectivas responsabilidades, critérios de acessibilidade e escala para conformação dos serviços. Art. 8º O acesso universal, igualitário e ordenado às ações e serviços de saúde se inicia pelas Portas de Entrada do SUS e se completa na rede regionalizada e hierarquizada, de acordo com a complexidade do serviço. Obs.: é necessário entender a complexidade do serviço como sendo o nível de densidade tecnológica, e não confundir com serviço mais ou menos precário. A porta de entrada é como se fosse um filtro. Nela se filtra pra qual nível, pra qual outra ação de individuo será referenciado, por meio principalmente do instrumento de referencia e contra referencia, um papel onde se explica o motivo da ida e no outro nível, o profissional explica no verso oq foi feito.(contra referencia). Art. 9º Portas de entrada nas Redes de atenção Art. 9º São Portas de Entrada às ações e aos serviços de saúde nas Redes de Atenção à Saúde os serviços: I – de atenção primária; (preferencial) II – de atenção de urgência e emergência; III – de atenção psicossocial; e IV – especiais de acesso aberto. Parágrafo único. Mediante justificativa técnica e de acordo com o pactuado nas Comissões Intergestores, os entes federativos poderão criar novas Portas de Entrada às ações e serviços de saúde, considerando as características da Região de Saúde. Art. 10. Os serviços de atenção hospitalar e os ambulatoriais especializados, entre outros de maior complexidade e densidade tecnológica, serão referenciados pelas Portas de Entrada de que trata o art. 9º. Obs: Na vida real, muitas vezes os profissionais sedem para a população procedimentos desnecessários e acabam referenciando para especialidades sem necessidade, ferindo a prevenção quaternária, na qual se evita excesso de procedimentos desnecessários. Quando tivermos além de uma maior oferta de aões e sérvios na rede especializada, uma referenciação correta, não veremos mais tanta fila na microregulação(atenção primaria), nem na regulação (das portas de entrada para os outros nivies). Quando os profissionais se sentirem valorizados para referenciarem somente o necessario, o nivel secundário e terciario não ficara tão enxarcado. E, quando o sistema cumprir o principio organizativo de divulgação de potencial de atendimento, explicando onde atende o que, o usuário vai passar a entender a lógica da rede de atenção a saúde. Art. 11. O acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde será ORDENADO PELA ATENÇÃO PRIMARIA e deve ser fundado na avaliação da gravidade do risco individual e coletivo e no critério cronológico, observadas as especificidades previstas para pessoas com proteção especial, conforme legislação vigente. Obs: Quanto maior o risco, primeiramente será atendido acolhimento com estratificação do risco. Proteção especial: idosos, mulheres com crianças de colo, gestantes. Parágrafo único. A população indígena contará com regramentos diferenciados de acesso, compatíveis com suas especificidades e com a necessidade de assistência integral à sua saúde, de acordo com disposições do Ministério da Saúde. Equidade: ofertart de forma diferenciada a uma população que é diferenciada. ATENÇÃO É aplicado o princípio da equidade, se oferta de maneira diferenciada para a população indígena, pois é uma população diferenciada. Art. 12. Ao usuário será assegurada a continuidade do cuidado em saúde, em todas as suas modalidades, nos serviços, hospitais e em outras unidades integrantes da rede de atenção da respectiva região. Parágrafo único. As Comissões Intergestores pactuarão as regras de continuidade do acesso às ações e aos serviços de saúde na respectiva área de atuação. Art. 13.Atribuições entes federativos Art. 13. PARA ASSEGURAR AO USUÁRIO o Acesso Universal Igualitário e Ordenado às ações e serviços de saúde do SUS, caberá aos entes federativos, além de outras atribuições que venham a ser pactuadas pelas Comissões Intergestores. · Garantir a transparência, a integralidade e a equidade no acesso às ações e aos serviços de saúde; RELEMBRANDO A região de saúde é um conjunto de municípios, ou seja, um espaço geográfico constituído por um agrupamento de municípios limítrofes. · Orientar e ordenar os fluxos das ações e dos serviços de saúde; Obs.: o usuário, dentro da região de saúde, precisa ser referenciado utilizando um instrumento de referência e contrarreferência para outros municípios da região. · Monitorar o acesso às ações e aos serviços de saúde; e Obs.: o monitoramento desse acesso tem como função avaliar se o usuário possui um acesso adequado de qualidade, utilizando como base preceitos e princípios da PNH, principalmente quanto à máxima, que é o acolhimento e a escuta qualificada, para que se consiga garantir a integralidade. · Ofertar regionalmente as ações e os serviços de saúde. PEGADINHA DA BANCA : Abaixo, o que estiver em negrito, é pegadinha de prova (a banca poderá tentar confundir o candidato). Art. 14. O MINISTÉRIO DA SAÚDE DISPORÁ SOBRE: – Critérios; – Diretrizes; – Procedimentos; – e demais medidas que auxiliem os entes federativos no cumprimento das atribuições previstas no art. 13. Art. 15. O processo de planejamento da saúde será: – ascendente e integrado, do nível local até o federal, ouvidos os respectivos Conselhos de Saúde, compatibilizando-se as necessidades das políticas de saúde com a disponibilidade de recursos financeiros. ATENÇÃO!! De acordo com a Lei n. 8.080/90, o processo de planejamento será ascendente. No Decreto n. 7.508/11 (que regulamenta a Lei n. 8.080/90) consta que o processo de planejamento será ascendente e integrado (do nível local até o nível federal). Obs.: o SUS possui um sistema de planejamento (PLANEJASUS) com três instrumentos, porém o (1) plano de saúde, com validade de 4 anos (que é composto por quatro programações anuais) é o mais planejado. Dentro dessa programação anual de saúde tem-se uma programação orçamentária. Logo, só se deve planejar aquilo que conseguirá fazer com o recurso financeiro programado. (2) relatório anual de gestão § 1º O PLANEJAMENTO DA SAÚDE É: –obrigatório para os entes públicos; –será indutor de políticas para a iniciativa privada. § 2º A compatibilização de que trata o caput será efetuada no âmbito dos planos de saúde, os quais serão resultado do planejamento integrado dos entes federativos, e deverão conter metas de saúde. Obs.: o plano de saúde é o instrumento de maior planejamento dentro do SUS. ATENÇÃO Não confundir o que é Conselho Nacional de Saúde com o Ministério da Saúde. § 3º O CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE estabelecerá as diretrizes a serem observadas na elaboração dos planos de saúde, de acordo com: – as características epidemiológicas; – da organização de serviços nos entes federativos e nas Regiões de Saúde MINISTÉRIO DA SAÚDE CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE Disporá sobre: – Critérios; – Diretrizes; – Procedimentos; – e demais medidas que auxiliem os entes federativos no cumprimento das atribuições previstas no art. 13. Estabelecerá as diretrizes a serem observadas na elaboração dos planos de saúde, de acordo com: - as características epidemiológicas; da organização de serviços nos entes federativos e nas Regiões de Saúde Art. 16. NO PLANEJAMENTO DEVEM SER CONSIDERADOS: – os serviços e as ações prestados pela iniciativa privada, Obs.: a iniciativa privada poderá ser contratada em caráter complementar, caso haja insuficiência de recursos próprios na rede pública. – de forma complementar ou não ao SUS, – quais deverão compor os Mapas da Saúde: – Regional; – Estadual; – Nacional. Art. 17. O MAPA DA SAÚDE SERÁ UTILIZADO – na identificação das necessidades de saúde; Ex.: há regiões que precisam de mais leitospara a população idosa.--> diminuir as difernças locoregionais em relação ao atendimento, às ofertas de ações e serviços , diminuindo os vazios assistenciais. – orientará o planejamento integrado dos entes federativos; – contribuindo para o estabelecimento de metas de saúde. Art. 18. PLANEJAMENTO DA SAUDE EM AMBITO ESTADUAL Art. 18. O PLANEJAMENTO DA SAÚDE EM ÂMBITO ESTADUAL deve ser realizado: – de maneira regionalizada, – a partir das necessidades dos Municípios, – considerando o estabelecimento de metas de saúde. Art. 19. Compete à Comissão Intergestora Bipartite – CIB (Estado + município), pactuar: – as etapas do processo e os prazos do planejamento municipal em consonância com os planejamentos estadual e nacional. Art. 20. A integralidade da assistência à saúde se inicia e se completa na rede de atenção à saúde mediante referenciamento do usuário na rede regional e interestadual, conforme pactuado nas Comissões Intergestoras. Obs.: essa rede de atenção à saúde poderá estar completa em uma região ou em mais de uma região. Obs.: a integralidade tem que acontecer no espaço de uma região de saúde, levando em consideração os requisitos mínimos que são propostos para que se tenha uma composição da região. Se não for possível alcançar uma rede de atenção nessa região, ela poderá ser estendida para uma outra região de saúde, desde que seja possível garantir a oferta das ações e serviços de acordo com a necessidade daquela população (daquela região de saúde ou daquelas regiões de saúde). RELEMBRANDO O usuário de uma região de saúde sairá do seu município para outro não de forma aleatória, mas sim de acordo com a necessidade e com o referenciamento, ou seja, pelo motivo de sua ida e a partir dessa microrregulação que acontecerá dentro de uma região de saúde. A microrregulação também ocorre nos espaços da unidade básica de saúde. Exemplo: o profissional de saúde solicita uma consulta para um especialista, logo, há a regulação para os procedimentos mais complexos. Art. 21. RENASES Art. 21. Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde – RENASES COMPREENDE: todas as ações e serviços que o SUS oferece ao usuário para atendimento da integralidade da assistência à saúde. Obs.: as RENASES são de competência do Ministério da Saúde e serão atualizadas a cada 2 (dois) anos. RELEMBRANDO Diferente dos mapas de saúde, nas RENASES não vão constar as ações da rede privada. As RENASES contemplam apenas as ações da rede pública. Art. 22. MINISTÉRIO DA SAÚDE disporá sobre a RENASES em âmbito nacional, observadas as diretrizes pactuadas pela CIT. Parágrafo único. A cada dois anos, o Ministério da Saúde consolidará e publicará as atualizações da RENASES. Art. 23. União, Estados, Distrito Federal, Municípios. Pactuarão nas respectivas Comissões Intergestores e as suas responsabilidades em relação ao rol de ações e serviços constantes da RENASES. Art. 24. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão: (é uma possibilidade) · Adotar relações específicas e complementares de ações e serviços de saúde, em consonância com a RENASES. · Respeitadas as responsabilidades dos entes pelo seu financiamento, de acordo com o pactuado nas Comissões Intergestores. Art. 25. RENAMES Obs.: as RENAMES também são de competência do Ministério da Saúde e serão atualizadas a cada 2 (dois) anos. Obs.: se o medicamento estiver contemplado no RENAME, o usuário do sistema de saúde terá garantido o acesso a esse medicamento. Art. 25. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – RENAMES, COMPREENDE a seleção e a padronização de medicamentos indicados para atendimento de doenças ou de agravos no âmbito do SUS. Parágrafo único. A RENAME será acompanhada do Formulário Terapêutico Nacional – FTN,QUE SUBSIDIARÁ: – A prescrição; – A dispensação; e – O uso dos seus medicamentos. Art. 26. O Ministério da Saúde é: – o órgão competente para dispor sobre a RENAME e os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas em âmbito nacional, observadas as diretrizes pactuadas pela CIT. – A cada dois anos, o Ministério da Saúde consolidará e publicará as atualizações da RENAME, do respectivo FTN e dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas. Art. 27. O Estado, o Distrito Federal e o Município poderão: (é uma possibilidade) – adotar relações específicas e complementares de medicamentos, em consonância com a RENAME, – respeitadas as responsabilidades dos entes pelo financiamento de medicamentos, – de acordo com o pactuado nas Comissões Intergestores. OBS: Se eu insiro um medicamento de acordo com a minha necessidade, de acordo com o parâmetro e perfil locoregional que eu tenho, a responsabilidade de financiamento passa a ser do ente federativo que incluiu o medicamento, de acordo com o pactuado nas comissões intergestoras. Art. 28. O acesso universal e igualitário à assistência farmacêutica pressupõe, cumulativamente: (esses itens devem estar contemplados cumulativamente) I – estar o usuário assistido por ações e serviços de saúde do SUS; II – ter o medicamento sido prescrito por profissional de saúde, no exercício regular de suas funções no SUS; III – estar a prescrição em conformidade com a RENAME e os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas ou com a relação específica complementar estadual, distrital ou municipal de medicamentos; e IV – ter a dispensação ocorrido em unidades indicadas pela direção do SUS. § 1º Os entes federativos poderão ampliar o acesso do usuário à assistência farmacêutica, desde que questões de saúde pública o justifiquem. § 2º O Ministério da Saúde poderá estabelecer regras diferenciadas de acesso a medicamentos de caráter especializado. Art. 29. A RENAME e a RELAÇÃO ESPECÍFICA COMPLEMENTAR, ESTADUAL, DISTRITAL OU MUNICIPAL DE MEDICAMENTOS, somente poderá conter produtos com registro na AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – ANVISA. DA ARTICULAÇÃO INTERFEDERATIVA Os entes serão articulados para que, em conjunto, se tenha melhorias nas ações, nos serviços e nos acessos, para que se alcance a INTEGRALIDADE. Art. 30. As Comissões Intergestores pactuarão a organização e o funcionamento das ações e serviços de saúde integrados em redes de atenção à saúde, sendo – CIT: no âmbito da UNIÃO, vinculada ao Ministério da Saúde para efeitos administrativos e operacionais; – CIB: no âmbito do ESTADO, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde para efeitos administrativos e operacionais. Obs.: a CIT e a CIB já constam na Lei n. 8.080/90. RELEMBRANDO Nas Comissões Intergestores não há a participação da comunidade. – CIR: no âmbito REGIONAL, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde para efeitos administrativos e operacionais, devendo observar as diretrizes da CIB. Obs.: a CIR está vinculada e subordinada à CIB. Obs.: na figura acima, é como se houvesse duas regiões de saúde e ambas estivessem ligadas à CIB. As Comissões Intergestores, como as instâncias de pactuação consensual entre os entes federativos, para definição das regras da gestão compartilhada do SUS, expressam da articulação interfederativa. Art. 31. Nas Comissões Intergestores, os gestores públicos de saúde poderão ser representados –Pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde – CONASS; –Pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde – CONASEMS –Pelo Conselho Estadual de Secretarias Municipais de Saúde – COSEMS. RELEMBRANDO Nas Comissões, não há a participação de usuário. Art. 31. Nas Comissões Intergestores, os gestores públicos poderão ser representados: PELO CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIOS (estaduais) DE SAÚDE- CONASS PELO CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIOS MUNICIPAIS DE SAÚDE- CONASEMS PELO CONSELHO ESTADUAL DE SECRETARIOS MUNICIPAIS DE SSAÚDE- COSEMS ATRIBUIÇÕES COMUNS A TODAS AS COMISSÕES Art. 32. As Comissões Intergestores pactuarão: – operacionais; I – ASPECTOS: – financeiros; – administrativos; da gestão compartilhada do SUS, de acordo com a definição da política de saúde dos entes federativos, consubstanciada nos seus planosde saúde, aprovados pelos respectivos conselhos de saúde; Obs.: o plano de saúde deve ser feito por todos os entes federativos, possui validade de 4 (quatro) anos e é composto por 4 (quatro) programações anuais de saúde. II – Diretrizes gerais sobre: – Regiões de Saúde; – Integração de limites geográficos; – Referência e contrarreferência Demais aspectos vinculados à integração das ações e serviços de saúde entre os entes federativos; III – Diretrizes de âmbito – Nacional; – Estadual; – Regional; – Interestadual; A respeito da organização das redes de atenção à saúde, principalmente no tocante à gestão institucional e à integração das ações e serviços dos entes federativos; IV – Responsabilidades dos entes federativos na Rede de Atenção à Saúde: – De acordo com o seu porte demográfico e seu desenvolvimento econômico financeiro – Estabelecendo as responsabilidades individuais e as solidárias. V – Referências das regiões intraestaduais e interestaduais de atenção à saúde para o atendimento da integralidade da assistência COMPETENCIAS EXCLUSIVAS DA CIT Parágrafo único. Serão de competência exclusiva da CIT a pactuação: – DIRETRIZES GERAIS: para a composição da RENASES; – CRITÉRIOS PARA O PLANEJAMENTO INTEGRADO: das ações e serviços de saúde da Região de Saúde, em razão do compartilhamento da gestão; e – DIRETRIZES NACIONAIS, DO FINANCIAMENTO E DAS QUESTÕES OPERACIONAIS: das Regiões de Saúde situadas em fronteiras com outros países, respeitadas, em todos os casos, as normas que regem as relações internacionais. Obs: podemos incluir tbm , apesar de não ter escrito, a composição da RENAME DO CONTRATO ORGANIZATIVO DA AÇÃO PÚBICA DA SAÚDE – COAP Obs: Tem um manual especifico Art. 33. O acordo de colaboração entre os entes federativos para a organização da rede interfederativa de atenção à saúde será firmado por meio de Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde. Obs.: para cada região, existe um Contrato (o que traz uma maior segurança quanto ao aspecto jurídico, ao aspecto de planejamento, de monitoramento e de controle). Art. 34. O objeto do Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde é: a organização e a integração das ações e dos serviços de saúde sob a responsabilidade dos entes federativos em uma região de saúde com a finalidade de garantir a integralidade da assistência aos usuários. Parágrafo único. O Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde resultará Da integração dos planos de saúde dos entes federativos na Rede de Atenção à Saúde, tendo como fundamento as pactuações estabelecidas pela CIT. Art. 35. O Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde definirá: – As responsabilidades individuais e solidárias dos entes federativos com relação às ações e serviços de saúde; – Os indicadores e as metas de saúde; – Os critérios de avaliação de desempenho; – Os recursos financeiros que serão disponibilizados; – A forma de controle e fiscalização da sua execução e demais elementos necessários à implementação integrada das ações e serviços de saúde. § 1º O MINISTÉRIO DA SAÚDE DEFINIRÁ: – indicadores nacionais de garantia de acesso às ações e aos serviços de saúde no âmbito do SUS; – a partir de diretrizes estabelecidas pelo Plano Nacional de Saúde. § 2º O desempenho aferido a partir dos indicadores nacionais de garantia de acesso servirá como – Parâmetro para avaliação do desempenho da prestação das ações e dos serviços definidos no Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde em todas as Regiões de Saúde, considerando-se as especificidades municipais, regionais e estaduais. Obs.: quanto mais se aproximar da realidade daquela região, mais adequado e fácil será o planejamento e, consequentemente, melhores serão os resultados tanto de acesso, tanto para o alcance da integralidade. Art. 36. O Contrato Organizativo da Ação Pública de Saúde conterá as seguintes disposições essenciais I – Identificação das necessidades de saúde locais e regionais; II – Oferta de ações e serviços de vigilância em saúde, promoção, proteção e recuperação da saúde em âmbito regional e inter-regional; III – Responsabilidades assumidas pelos entes federativos perante a população no processo de regionalização, as quais serão estabelecidas de forma individualizada, de acordo com o perfil, a organização e a capacidade de prestação das ações e dos serviços de cada ente federativo da Região de Saúde; Obs.: o conjunto dos municípios deve ter aqueles 5 (cinco) requisitos mínimos, por isso essa responsabilidade será individual, porque cada um ofertará os serviços de acordo com o seu potencial e a sua capacidade. IV – Indicadores e metas de saúde; V – Estratégias para a melhoria das ações e serviços de saúde; Obs: Aqui entra a transversalidade da PNH, a escuta qualificada, a facilidade de acesso, VI – Critérios de avaliação dos resultados e forma de monitoramento permanente; VII – Adequação das ações e dos serviços dos entes federativos em relação às atualizações realizadas na RENASES; VIII – Investimentos na rede de serviços e as respectivas responsabilidades; e IX – Recursos financeiros que serão disponibilizados por cada um dos partícipes para sua execução. Parágrafo único. O Ministério da Saúde poderá instituir formas de incentivo ao cumprimento das metas de saúde e à melhoria das ações e serviços de saúde. Art. 37. O Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde observará as seguintes diretrizes básicas para fins de garantia da gestão participativa: – Estabelecimento de estratégias que incorporem a avaliação do usuário das ações e dos serviços, como ferramenta de sua melhoria; Obs: alguns instrumentos que permitam ao usuário avaliar as ações e sérvios a ele oferecido. – Apuração permanente das necessidades e interesses do usuário; e – Publicidade dos direitos e deveres do usuário na saúde em todas as unidades de saúde do SUS, inclusive nas unidades privadas que dele participem de forma complementar. Obs.: a Portaria n. 1.820/90 descreve os direitos e deveres dos usuários. Art. 38. A HUMANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO DO USUÁRIO será fator determinantes para: – o estabelecimento das metas de saúde previstas no Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde. Obs.: a PNH é transversal. Art. 39. As normas de elaboração e fluxos do Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde serão PACTUADAS PELO CIT: – cabendo à Secretaria de Saúde Estadual coordenar a sua implementação. Art. 40. O Sistema Nacional de Auditoria e Avaliação do SUS (SNA), por meio de serviço especializado, fará o controle e a fiscalização do Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde. § 1º O Relatório de Gestão a que se refere o inciso IV do art. 4º da Lei n. 8.142, de 28 de dezembro de 1990, conterá seção específica relativa aos compromissos assumidos no âmbito do Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde. § 2º O disposto neste artigo será implementado em conformidade com as demais formas de controle e fiscalização previstas em Lei. Art. 41. AOS PARTÍCIPES CABERÁ (das regiões de saúde) monitorar e avaliar: –A execução do Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde – Em relação ao cumprimento das metas estabelecidas, ao seu desempenho e à aplicação dos recursos disponibilizados. Parágrafo único. OS PARTÍCIPES INCLUIRÃO: – Dados sobre o Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde no sistema de informações em saúde. – Organizado pelo Ministério da Saúde e os encaminhará ao respectivo Conselho de Saúde para monitoramento. Art. 42. Sem prejuízo das outras providências legais, o Ministério da Saúde informará aos órgãos de controle interno e externo: I – o descumprimento injustificado de responsabilidades na prestação de ações e serviços de saúde e de outras obrigações previstas neste Decreto; II – a não apresentação do Relatório de Gestão a que se refere o inciso IV do art. 4º da Lei n. 8.142, de 1990; III – a não aplicação, malversação ou desvio de recursos financeiros; e IV – outros atos de natureza ilícita de que tiver conhecimento. Art. 43. A primeira RENASES: – É asomatória de todas as ações e serviços de saúde que na data da publicação deste Decreto são ofertados pelo SUS à população. – Por meio dos entes federados, de forma direta ou indireta. Art. 44. O Conselho Nacional de Saúde estabelecerá as diretrizes de que trata o § 3º do art. 15 no prazo de cento e oitenta dias a partir da publicação deste Decreto. Art. 45. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. (junho de 2011)