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Elis Machado Carbonell Dominguez Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Medicina Departamento de Cirurgia Profa. Dra. Karina do Valle Marques AULA SINCRONA 14/06/2020 ROTEIRO DE ESTUDO TEÓRICO PRÁTICO AULA 02 - INTRODUÇÃO AO SISTEMA ESQUELÉTICO O conteúdo da aula envolve as seguintes abordagens: ü Conceito de esqueleto e suas divisões ü Tipos de esqueleto ü Formas e tipos de ossos: longos, alongados, planos, curtos, irregulares, sesamóides e pneumáticos ü Modelagem e remodelagem óssea ü Formação óssea (ossificação) ü Número dos ossos e suas variações ü Estrutura dos ossos: estrutura tangencial, canais de Havers e de Volkman ü Propriedades físicas dos ossos: osso compacto e esponjoso ü Epífises, diáfises e metáfises ü Periósteo e endósteo: estrutura e função ü Medula óssea: vermelha, amarela, cinzenta e mista ü Vascularização óssea Após o estudo o aluno deverá ser capaz de: Ø Conceituar “esqueleto” do ponto de vista etimológico e funcional o Esqueleto = seco / Do grego skéleton = armadura, ossatura. o Conjunto de ossos, cuja função é proteção de órgãos vitais do corpo, por exemplo: o cérebro que é protegido pelo crânio; Ø Citar os tipos de esqueletos o Axial à fazem o eixo central do corpo humano, logo pertencem ao esqueleto axial. Constituído por 80 ossos – crânio, caixa toráxica, osso hioide e coluna vertebral o Apendicular à reúne os ossos dos membros superiores, inferiores e os elementos de apoio, denominados cíngulos, que os conectam ao tronco. A estrutura formada pelo esqueleto apendicular auxilia na sustentação e na movimentação do corpo. É dividido em 2 partes: apendicular superior e o esqueleto apendicular inferior. o Visceral à intimidade dos órgãos (exemplo osso peniano) Ø Identificar os tipos de tecidos que constituem o esqueleto humano o esqueleto humano é uma estrutura formada por um conjunto de ossos e cartilagens. Ø Conceituar um osso do ponto de vista anatômico Ø Conhecer o número de ossos dos segmentos do corpo humano e suas variações o 206 ossos (adulto) Ø Classificar um osso quanto ao tipo o Longo (tubular) § Diáfise (corpo) § Epífise (extremidades) § osso compacto predomina na diáfise; nas epífises predomina o osso esponjoso, revestido por fina camada de osso compacto. § Tem cavidade medular § Comprimento maior que a largura § fêmur, úmero, rádio, ulna, tíbia, fíbula, falanges, clavícula (pode também ser achatada) o Alongado § Característica dos ossos longos mas sem cavidade medular § Só costela e as vezes clavícula o Curto § Equivalência nas 3 dimensões (largura, espessura e comprimento) o Plano (laminar) § Escápula e díploe (osso do crânio) § Comprimento = largura > espessura o Irregular § Sem forma definida § Vertebras e osso temporal o Pneumático § Apenas os do crânio (frontal, maxilar, temporal, etmóide e esfenóide) § Apresenta uma ou mais cavidades (seios) de volume variável, contendo ar e revestidas de mucosa o Sesamoides § Patela § Intratendíneos à desenvolvem-se na substância dos tendões musculares § Periarticulares à desenvolvem-se na substância da capsula fibrosa que envolve certas articulações Ø Conceituar e localizar: epífise, diáfise e metáfise à Osso longo o Diáfise porção de um osso longo formado a partir do centro primário (região do corpo ou meio do osso) o Epífise porção de um osso longo formada a partir do centro secundário (região mais externa – ponta do osso) o Metáfise fica entre a epífise e diáfise Ø Conceituar periósteo e endósteo do ponto de vista anatômico e funcional o endósteo é uma camada de tecido conectivo vascular que reveste as superfícies internas do osso e geralmente é constituído por uma delgada camada de células osteogênicas achatadas, que reveste as cavidades do osso esponjoso, o canal medular, os canais de Havers e os de Volkmann. o Periósteo é uma membrana de tecido conjuntivo denso, fibroso, que reveste a superfície externa da diáfise, fixando-se firmemente a toda a superfície externa do osso (exceto à cartilagem articular). o Ou seja, enquanto o periósteo é uma camada de tecido conjuntivo que reveste a superfície externa dos ossos. Endósteo é uma camada de células que reveste a superfície interna dos ossos. Ø Descrever a função periostal na formação de um osso Ø Conceituar medula óssea e sua composição e distinguir, funcionalmente, os tipos de medula óssea. - crescimento em espessura Ø Descrever a importância funcional da vascularização óssea Ø Explicar a função das partes orgânica e inorgânica na forma e nas propriedades físicas de um osso Ø Explicar os processos de ossificação Ø Explicar os processos de modelagem e remodelagem óssea Ø Identificar, na prática, em ossos isolados: nome, sua posição no esqueleto, ossos com que se articula, lado do corpo a que pertence e os principais acidentes que alguns ossos apresentam. Roteiro para aprendizagem conceitual. Preencha a parte de definição com suas palavras seguindo o quadro abaixo SISTEMA ESQUELÉTICO TERMOS GERAIS Estrutura Definição Parte óssea Substância Compacta Tecido ósseo compacto é o composto de cálcio, fósforo e fibras de colágeno (resistência/ rigidez). Formada por canais que circulam nervos e vasos e entre esses canais há osteócitos. Substância esponjosa Tecido ósseo esponjoso é uma camada menos densa e pode conter medula óssea. Parte cartilagínea O tecido cartilaginoso é uma forma especializada de tecido conjuntivo de consistência rígida com função de suporte de tecidos moles, reveste superfícies articulares, onde absorve choques, e facilita o deslizamento dos ossos na articulação. Parte membranácea A ossificação intramembranosa é um dos dois tipos de formação óssea existentes e é responsável pelo desenvolvimento dos ossos chatos ou laminados, especialmente aqueles que se encontram no crânio. Esse tipo de ossificação acontece no interior das membranas do tecido conjuntivo (é o centro de ossificação primária) Periósteo Membrana fina e fibrosa de tecido conjuntivo denso que envolve o osso, exceto nas regiões de articulações (epífises). Nutre o osso, sem periósteo ele morre. Cartilagem epifisial É uma cartilagem hialina responsável pelo crescimento longitudinal e diametral do osso longo, está na metáfise (entre epífise e diáfise) e presente em jovens em crescimento. Linha epifisial É a parte do osso que substitui a placa de crescimento epifisária nos ossos longos, uma vez que a pessoa atingiu sua altura adulta completa (é a marcação que indica onde a placa epifisária estava localizada em crianças e adultos jovens.) Túber Ou também tuberosidade, é uma elevação grande e arredondada (como o túber isquiático) Tubérculo região eminente pequena e elevada (ex.: tubérculo do músculo escaleno anterior na primeira costela); Eminência Protuberância, geralmente, percebida na superfície de um osso: eminência óssea. Processo São as saliências ou protuberâncias naturais que órgãos, (como os ossos), apresentam nos organismos. Côndilo porção articular elipsóide, porém geralmente ocorre em pares. Saliência articular de um osso, arredondada de um lado e achatada do outro. Epicôndilo Região onde há uma eminência que se localiza superiormente a um côndilo (ex.: epicôndilo medial do úmero); Crista crista do osso (ex.: crista gali do etmóide e crista ilíaca); Incisura Depressão, reentrância, entalho ou sulco estreito existente na superfície ou no bordo de um órgão Fossa região deprimida (ex.: fossa cerebelar no crânio); Sulco depressão alongada (ex.: sulco do nervo ulnar do úmero). Face articular Cavidade medular É o canal onde se encontra a medula óssea (presente em ossos longos) Endósteo Camada de tecido conectivo vascular, formado por célulasosteogênicas, que reveste a cavidade medular do osso Medula óssea amarela Tecido adiposo, armazena gordura Medula óssea vermelha Tecido sanguíneo, produz células sanguíneas Forame nutrício é o nome dado a abertura no osso, forame, por onde penetram os vasos sanguíneos responsáveis pela vascularização e entrega de nutrientes para o osso (nutrição). Intercomunicantes com os canais de Havers e Volkmann, por onde passarão estes mesmos vasos sanguíneos. Canal nutrício São estruturas anatômicas presentes no osso alveolar (camada de tecido ósseo que reveste o alvéolo dentário) que representam a continuação do canal da mandíbula. Centro de ossificação Primário 1. forma-se um modelo de cartilagem do osso. 2. As células mesenquimatosas diferenciam-se em condrócitos 3. forma o modelo de cartilagem hialina. 4. hipertrofia dos condrócitos 5. matriz extracelular calcifica 6. Vasos sanguíneos invadem o modelo de cartilagem e fazem que o pericôndrio se diferencie em periósteo. 7. Células condrogênicas viram células osteoprogenitoras, que então viram osteoblastos. 8. Osteoblastos secretam matriz óssea que forma um colar perióstico. 9. O colar perióstico impede que os nutrientes atinjam os condrócitos hipertrofiados, levando-os a degenerar. 10. Osteoclastos formam buracos que permitem a passagem de botões osteogênicos (passagem de vasos sanguíneos e células) 11. À medida que a matriz óssea se calcifica, forma-se o complexo ósseo calcificado de cartilagem calcificada. 12. O colar perióstico continua a crescer em ambos os sentidos, em direção às epífises 13. osteoclastos reabsorvem o complexo ósseo calcificado para alargar a cavidade medular. Centro de ossificação Secundário Os centros de ossificação secundários são encontrados nas epífises de ossos longos. Este processo é semelhante ao do centro primário de ossificação, mas ocorre sem um colar perióstico. Em vez disso, as células osteoprogenitoras entram na cartilagem epifisária, diferenciam-se em osteoblastos e secretam matriz na estrutura da cartilagem. Os ossos longos aumentam de comprimento nos centros secundários de ossificação.