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- Ânus dorsal; 
- Corpo globoso 
- Machos com ventosas nas patas 
I, II e IV 
- Fêmeas com ventosas nas 
patas I e II; 
- Face dorsal com aparência de 
escamas; 
 
 
 
TAXONOMIA 
- Sinais clínicos (coceira, crostas e 
prurido). 
- A confirmação do diagnóstico é obtida é 
feito por meio da coleta de material 
suspeito; para ácaros que penetram 
profundamente como o Notoedres, deve-
se fazer uma dobra na pele, colocar um 
pouco de óleo mineral no local ou 
mergulhar a lâmina de bisturi (sem fio, 
usada, gasta) no óleo mineral e raspar 
sobre a prega de pele, mantendo um 
ângulo reto da lâmina com a pele até 
produzir um leve sangramento 
(escarificação). Colocar o material entre 
lâmina e lamínula e olhar no microscópio 
óptico em aumento de 100 vezes. 
 
Reino: Animalia 
Filo: Artropoda 
Classe: Arachnida 
Ordem: Acarina 
Sub Ordem: Sarcoptiformes 
Família: Sarcoptidae 
Gêneros: Notoedres 
 
PROFILAXIA 
 
MORFOLOGIA 
 
EPIDEMIOLOGIA 
 
“Sarna da cabeça do gato” - A sarna notoédrica é uma dermatose pruriginosa e 
formadora de crostas. 
 
- Os ácaros podem infestar cães e causar lesões transitórias nos seres humanos em 
contato com os animais infestados. A sarna notoédrica é muito contagiosa e 
geralmente é transmitida por contato direto. O ácaro pode sobreviver fora do 
hospedeiro por alguns dias. 
 
 
DIAGNÓSTICO 
 
HOSPEDEIRO 
 Vertebrado 
Gatos e coelhos, mas podem infestar 
cães, gatos selvagens, raposas, 
canídeos e humanos. 
 
 
Notoedres 
 
 
Fêmea de Notoedres sp. Ovo (1). 
Tamanho entre 0,1 a 0,25 mm 
 
 
- Separação dos animais 
infestados, alimentação adequada, 
condições de higiene do recinto 
satisfatórias, esterilização do 
material de uso nos animais 
(arreios e coleiras) com acaricida, 
sendo melhor não utilizá-los antes 
de 14 a 17 dias. 
 
Ratos e roedores selvagens 
 
 
Notoedres cati (sin. Notoedres cuniculi) 
) 
 
Notoedres muris 
 
 
Notoedres sp., ânus dorsal (1), face dorsal com 
aparência de escamas (2) 
 
Adulto de Notoedres sp. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CICLO EVOLUTIVO 
A transformação da fêmea 
imatura em adulta ocorre 
após a fertilização. A 
fêmea fertilizada escava 
galerias na epiderme, 
onde se nutre de linfa. 
À medida que 
escava seu túnel, faz 
a postura dos ovos, 
que vão surgindo 
com 2 a 3 dias de 
intervalo e se 
sucedem durante 2 
meses, ficando para 
trás os mais velhos. 
A fêmea demora cerca de 30 min 
para atravessar a camada córnea da 
pele. O trajeto das galerias pode ser 
reconhecido pelo aspecto irritativo e 
pelas excreções enegrecidas que a 
fêmea vai deixando. 
Em 5 dias, os ovos geram 
larvas hexápodes, que passam 
para a superfície da pele, onde 
procuram alimento e abrigo e 
passam por uma ecdise, 
surgindo as ninfas octópodes. 
Após nova muda de 
pele, surgem os 
machos e as fêmeas 
imaturas; os primeiros 
procuram estas 
últimas para a 
fertilização. 
A atividade contínua 
dos ácaros provoca o 
agravamento das 
lesões. 
A maior parte das transmissões 
ocorre por contato direto. 
Em seu ciclo evolutivo, passam 
pelas fases de ovo, larva, duas fases 
de ninfa, macho, fêmea imatura e 
fêmea adulta ou ovígera. 
- Transmissão: ocorre por contato direto 
- O ciclo completo dura de 10 a 20 dias.. 
Em gatos, localiza-se principalmente nas orelhas e na cabeça do animal, podendo 
estender-se para outras partes do corpo, sobretudo em torno dos órgãos genitais. 
Eventualmente, pode se transferir para humanos. 
 Em coelhos, essa sarna é cefálica; inicia-se nas orelhas e depois desce pela parte 
ventral do pescoço, podendo estender-se às patas e à região dos órgãos genitais. 
Passados alguns dias, a 
fêmea imatura, já 
fertilizada, passa por 
nova ecdise, o que 
resulta na mudança para 
fêmea adulta, que 
procura penetrar na pele, 
recomeçando o ciclo. 
 
Lesão de sarna notoédrica em 
gato. Foto: Daniel Roulim Staink

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