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Disciplina: Handebol 
Turno: noite A – Educação Física 
Professor: Jeffersson Cavalcante
Aluna: Daiani chaves de Macedo
Terminologia básica do Handebol 
Todo esporte tem a sua linguagem própria, e como não poderia deixar de ser, o handebol também tem a sua. Confira os termos usados em nossa modalidade: Apertada- Quando a defesa em seus sistemas defensivos marca o atacante acirradamente, sem deixar espaço para a ação ofensiva.
Arremesso- O mesmo que chute: quando o atleta atacante de posse da bola arremessa em direção à baliza com o objetivo de fazer o gol. Um dos fundamentos técnicos do handebol.
Atacante – Jogador de uma equipe, que em determinado momento do jogo encontra-se com a posse da bola.
Ataque - Ação ofensiva contra a defesa adversária executada pela equipe que está com a posse da bola; atacar o atacante que lhe ataca, diz-se, quando o jogador defensor para anular uma ação ofensiva do adversário age defensivamente antes do seu oponente. 
Área - Espaço semicircular com 6 metros de raio, à frente da baliza, destinada as ações do goleiro; limite das ações ofensivas e defensivas; área de 6 metros, do goleiro.
Bloquear - Ação do jogador atacante ou defensor, utilizando seu corpo com o objetivo de impedir o deslocamento e ou ações dos adversários; defensor atacar a bola em direção ao seu gol.
Cerrada - O mesmo que apertada.
Coletivo - Trabalho técnico tático para aperfeiçoamento dos sistemas ofensivos e defensivos; ações do jogo onde há participação de todos os jogadores de forma direta ou indireta.
Combinação - Refere-se a ações táticas realizadas por jogadores, em especial, de ataque.
Condução - ato ou efeito de conduzir a bola através dos três passos de forma que a mesma fique retida na mão do atleta durante um tempo de no máximo3 segundos ou quando o atleta está executando o drible.
Configuração - Exposição gráfica de uma combinação tática ofensiva ou defensiva.
Contra-ataque - Ação ofensiva imediata a tomada de posse da bola executada contra a equipe adversária; saída em velocidade da defesa para o ataque com um ou mais atacantes (individual, em grupo ou coletivamente) imediatamente a tomada de posse da bola.
Correspodente - Relação existente entre o defensor e atacante; oponente direto do defensor; aquele a quem o defensor marca na sua zona de ação e de acordo com o sistema defensivo empregado.
Cruzamento - Ação tática ofensiva que visa confundir a ação tática defensiva do adversário; quando os jogadores atacantes com ou sem bola trocam de postos específicos em uma ação ofensiva; recurso técnico tático de caráter ofensivo. 
Defensivo - Refere-se aos sistemas de defesa utilizados no jogo de handebol; 1:5, 2:4, 3:2:1, 3:3, 4:2, 5:1 e 6:0; 5:0 +1 e 4:0 + 2
Defensor - Jogador que executa as ações defensivas da equipe durante o jogo.
Defesa - Ação executada pelo jogador defensor; local próximo à linha de 6 metros na metade da quadra correspondente a cada equipe onde os jogadores de defesa se posicionam para executarem as ações defensivas sistematizadas.
Deslocamento - Ações realizadas por jogadores atacantes ou defensores; mudanças de direção, de postos específicos, com o objetivo de melhor cumprirem suas funções técnico táticas durante o jogo; fundamento técnico tático de caráter defensivo e ofensivo.
Desmascarar - Sair de uma marcação com ou sem bola; desvencilhar-se de um adversário.
DRIBLE - Recurso técnico tático de caráter ofensivo, que consiste em quicar a bola sucessivas vezes em direção ao solo com uma das mãos durante o jogo.
Elemento - Refere-se aos componentes técnico táticos, individuais ou coletivo, ofensivos ou defensivos que compõem o handebol.
Emparelhar – Relação entre o jogador defensor e o seu oponente correspondente, direto.
Engajamento – Engajamento é o ato de atacar uma defesa sempre buscando criar vantagem numérica para o ataque, através do método de fazer com que dois defensores tentem defender apenas um jogador. Sistema tático de jogo com penetrações sucessivas. Só realizada quando a equipe adversária estiver jogando recuada (sistema 6:0)
Espaço - Qualquer local na área limite de jogo; lugares dentro da área limite do jogo considerados vazios, sem ocupação, onde os jogadores possam executar suas ações ofensivas ou defensivas; zona.
Exercício - Execução prática dos gestos técnicos dos fundamentos técnicos, recursos técnicos táticos e sistemas ofensivos e defensivos.
Finta- Recurso técnico tático, de caráter ofensivo e defensivo, que tem por finalidade ludibriar, enganar o adversário.
Flutuação - Movimento executado pelo jogador de defesa na marcação do seu oponente direto saindo a frente e retornando novamente a sua posição de origem sempre no sentido da bola.
Fundamento – Passe, Recepção, Arremesso e Deslocamento elementos que compõe o jogo de handebol, sem os quais o jogo não se realiza.
Grupo - Conjunto de dois a cinco atletas em uma ação ofensiva ou defensiva.
Individual - Refere-se a técnica e tática que cada jogador deve dominar seja ofensiva ou defensivamente; diz-se normalmente técnica individual ofensiva ou defensiva, tática individual ofensiva ou defensiva; esta relacionado aos gestos técnicos e ações ofensivas e defensivas que o atleta deve conhecer e executar; tipo de marcação utilizada prioritariamente na fase de iniciação. 
Infiltração - Ação ofensiva que o atleta executa penetrando a defesa adversária em um espaço criado por ele ou por sua equipe.
Interceptação - Ato de interceptar, cortar, impedir a trajetória da bola.
Ímpar - Conceito de ação ofensiva executada pelo atleta tendo como referencial o oponente direto do seu companheiro.
Malograr – Impedir; não executar bem, falhar, errar uma ação ofensiva ou defensiva.
Marcação - Ação de marcar o adversário por observação, interceptação, cerrada ou apertada; individual, por zona, mista ou combinada.
Marcação Individualizada - É a capacidade de resposta defensiva a todas as alternativas ofensivas do seu adversário.
Mista - Que compreende mais de um tipo de marcação onde um grupo de defensores marca nos seis metros e um ou mais jogador (es) marca (m) o (os) adversário (s) individualmente.
Observação - Ato ou efeito de observar; marcação por; quando o defensor marca visualmente o seu oponente direto esteja ele com ou sem bola.
Ofensivo - Diz-se do jogador que é forte nas ações ofensivas; refere-se aos sistemas de ataque 3:3, 4:2, e 2:4.
Par - Conceito de ação ofensiva executada pelo atleta, tendo como referencial o seu oponente direto.
Passe - Fundamento técnico do handebol, consiste em lançar com uma ou duas mãos a bola para o seu companheiro de equipe com o objetivo de aproximar-se do gol adversário.
Progressão - Processo pedagógico para o aprendizado das 3 passadas utilizadas nos arremessos; ato de progredir com a bola; driblar.
Quique - O mesmo que drible; lançar a bola ao solo seguidas vezes com uma das mãos.
Rebote - A bola driblando ou rolando, parada ou no ar, após ser passada ou arremessada ao gol; ser defendida pelo goleiro; ter tocado a trave sem estar na posse de nenhum jogador.
Recepção - Fundamento técnico do handebol; ato ou efeito de receber, recepcionar, tomar posse da bola que é passada pelo companheiro. 
Recurso - Forma para se solucionar um problema; diz-se do recurso técnico que é um elemento do jogo que não é fundamento, mas fundamental; é utilizado em ocasiões especiais; drible, finta, cruzamento, cortina, bloqueio, troca de marcação; goleiro como sétimo jogador de campo, etc.
Setor - Espaços demarcados ou determinados na quadra de jogo; postos específicos; zona.
Sistemas - Conjunto de ações ofensivas e defensivas utilizadas no jogo.
Súmula - Local das anotações das ocorrências do jogo, tais como números de gols, advertências, exclusões, desqualificações e expulsões.
Tática - Conjunto de ações ofensivas ou defensivas realizadas individual em grupo ou coletivamente.
Técnica - Forma de execução dos fundamentos e recursos do jogo ofensiva ou defensivamente, individual em grupo ou coletivamente.
Troca - Mudança; de posto específico, de marcação, de oponente, de sistema ofensivo ou defensivo;ato ou efeito de mudar uma ação.
Zona - Área demarcada de ação de um ou mais jogadores; refere-se a um tipo de marcação, isto é, setorizada; o jogador marca quem ocupar sua zona, seu setor.
Seguindo essa estrutura, possivelmente teremos alunos com um amplo repertório motor, que poderá ser aplicável a qualquer modalidade esportiva, evitando assim, a especialização precoce, e mais importante, impossibilitando o aperfeiçoamento em apenas uma modalidade.
Conceitos Básicos
Tática: A tática está relacionada à forma que são distribuídos os jogadores na quadra de jogo, considerando suas características técnicas e táticas individuais, para que assim consiga se estruturar de modo coeso e produtivo a equipe, ela também corresponde a um sistema de planos de ação e possibilidades de tomada de decisão, delimitadas pelo tempo-espaço-situação de jogo, permitindo a estruturação e execução de ações motoras que objetivam atingir a meta desejada.
Tática individual: Entendemos esse conceito como a forma pela qual o aprendiz soluciona as problemáticas do jogo nos aspectos ofensivos e defensivos de forma individualizada, ou seja, como ele resolve as situações pertinentes ao jogo utilizando de seu repertório técnico nas diferentes circunstâncias da partida.
Tática de grupo: trata-se das precursoras da tática coletiva, pois a partir delas os aprendizes conseguem começar a compreender as ações coletivas, primeiramente em um formato menor de grupo, para que posteriormente possam executá-las de modo mais ampliado, com melhor desempenho na tática coletiva ofensiva e defensiva. 
Algumas táticas de grupo ofensivas são: ritmo de bola e fixação do oponente, equilíbrio ofensivo, engajamento, passa e vai, cruzamentos, bloqueio ofensivo, quebra de ritmo e cortina.
Tática coletiva: A tática coletiva está relacionada com a forma com que os jogadores colocam seu repertório técnico individual, tático individual e de grupo em prol de um determinado sistema de jogo, seja ele ofensivo ou defensivo. 
Para Albuquerque (2013), a evolução progressiva das táticas de grupo e coletivas contribuem para a formação de um sistema de ataque e defesa mais produtivos, estimulando nos jogadores e na equipe o bom desenvolvimento das capacidades de jogo.
Táticas de grupos
Ritmo de bola e fixação do oponente: Está relacionado ao ritmo que se imprime à troca de passes e recepção de bola, o passe é o elo entre os jogadores de uma equipe, portanto o seu desempenho e eficácia determinarão o ritmo de bola. Após dominar a noção de receber a bola em deslocamento reto para frente, o jogador precisa ser estimulado a iniciar novas trajetórias, a variação delas será um grande instrumento para o atacante, pois assim ele se tornará menos previsível e poderá surpreender a defesa adversária.
Equilíbrio ofensivo: Tem como referência o ritmo de bola, o qual parte do princípio de que o jogador fará uma progressão frontal em relação ao gol ao receber a bola em deslocamento, na sequência realizará uma movimentação de dois a três passos (podendo variar a trajetória) e deverá executar o passe ao jogador seguinte ao seu lado.
Engajamento: O engajamento é uma movimentação ofensiva, que está intimamente ligada aos conceitos de ritmo de bola, equilíbrio ofensivo e seus deslocamentos em direção ao gol, pois nela os atacantes farão seus deslocamentos sempre buscando o espaço entre dois defensores de forma escalonada. 
Cruzamento: Ação tática ofensiva de grupo que visa confundir a ação tática defensiva do adversário; quando os atacantes com bola trocam de postos específicos em uma ação ofensiva, é caracterizado por um jogador realizar uma fixação de seu oponente indireto e seu companheiro responder à trajetória, passando por trás dele; a bola deverá ser passada no momento exato do cruzamento, pois se for passada precocemente poderá pôr em risco o seu êxito.
Bloqueio ofensivo: São posicionamentos realizados (principalmente por pivôs) para evitar momentaneamente o deslocamento lateral ou diagonal da defesa. De acordo com as regras da modalidade, é importante salientar que o executor do bloqueio não poderá deslocar o defensor com o corpo, nem mesmo utilizar braços e mãos durante a sua execução. O bloqueio ofensivo pode ser feito de frente, mas é mais comum de costas para o adversário, pois com esse posicionamento o executor do bloqueio também poderá ser beneficiado e receber o passe para a finalização.
Cortina: Consiste na ação de um atacante sem bola se posicionar próximo ao defensor, estando de costas para ele, com o objetivo de impedir o seu deslocamento frontal, com isso o atacante de posse de bola poderá realizar o arremesso de forma mais eficaz sobre o defensor que está sofrendo a cortina.
Quebra de ritmo: A quebra de ritmo, como o nome já diz, é a alteração de um ritmo preestabelecido ou qualquer inversão de seu sentido lógico, está diretamente relacionada ao equilíbrio ofensivo e ao ritmo de bola. 
Assim como outros elementos da tática ofensiva, é primordial que o passe ocorra no momento exato que o receptor esteja preparado, pois não deve se surpreender com o passe, aproveitando a quebra de ritmo como uma oportunidade de continuidade de jogo, para uma suposta superioridade numérica ou até mesmo para um arremesso a gol.
Passa e vai: Nesse procedimento tático de grupo, o jogador de posse de bola, faz um passe a um companheiro de equipe, em seguida faz um gesto de desmarcação e tenta receber a bola no espaço criado entre dois defensores.
Táticas de grupo ofensivas em superioridade numérica
A superioridade numérica baseia-se no jogador de posse de bola em sua movimentação conseguir fixar o seu oponente direto e chamar a atenção do seu marcador indireto, antes de dar continuidade à sequência de passes, esse jogador de ataque deverá ser convincente em sua ação ofensiva para que a fixação seja benéfica aos jogadores seguintes na sucessão de passes.
Táticas de grupo defensivas 
Cobertura: Um dos conceitos mais importantes da tática de grupo está relacionado ao trabalho coletivo; na tática defensiva de grupo, podemos dizer que os defensores não marcam sozinhos, eles sempre terão a ajuda de alguém mais próximo, principalmente em possíveis falhas dos companheiros de equipe.
Troca de marcação: A troca de marcação é um dos princípios básicos das defesas por zona, consiste em uma determinada situação da partida, quando os jogadores de ataque momentaneamente trocam de postos específicos, essa mudança também poderá acontecer na marcação do pivô.
Acompanhamento: Tática defensiva de grupo muito utilizada no sistema defensivo por zona, no qual cada jogador acompanha e marca seu atacante correspondente, independentemente do espaço físico ocupado por ele; já o sistema defensivo por zona será utilizado quando a troca de marcação não for possível, principalmente se os defensores estiverem em linhas defensivas diferentes.
Marcação de bloqueio ofensivo: O principal objetivo de quem executa o bloqueio ofensivo é posicionar-se lateralmente ou de costas, impedindo momentaneamente o deslocamento lateral e diagonal da defesa, com o intuito de facilitar a infiltração dos demais jogadores no sistema defensivo adversário; a marcação do bloqueio defensivo deverá anular tal ação, tentando equilibrar o número de defensores e atacantes.
Táticas de grupo defensivas em inferioridade numérica: Defender em inferioridade numérica é uma ação que depende principalmente do comprometimento dos defensores, de sua condição física, assim como de suas ajudas, no intuito de ludibriar o ataque adversário, fazendo com que os atacantes adotem trajetórias que os levem a espaços de finalização, nos quais o ângulo de arremesso seja desfavorável e ainda realizado por um jogador de pior qualidade técnica da equipe oponente.

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