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URGÊNCIA E EMERGÊNCIA Prof. Marcos Wesley www.facebook.com/impactoconcursos 
 
Elaborado pelo Enf.Marcos Wesley 
1. URGÊNCIA E EMERGÊNCIA 
 
Conceito Formal: 
Segundo o Conselho Federal de Medicina, em sua Resolução CFM n° 1451, de 10/03/1995, temos: 
Urgência: ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida, cujo 
portador necessita de assistência médica imediata. 
Emergência: constatação médica de condições de agravo à saúde que impliquem em risco iminente 
de vida ou sofrimento intenso, exigindo, portanto, tratamento médico imediato. 
Conceitua-se ainda: 
Emergências: são situações que apresentem alteração do estado de saúde, com risco iminente de 
vida. O tempo para resolução é extremamente curto, normalmente quantificado em minutos. Tais 
como: perda de consciência sem recuperação, dificuldade respiratória de forma aguda 
acompanhada de arroxeamento, chiado, dor intensa súbita no peito acompanhada de suor frio, falta 
de ar e vômitos; dificuldade de movimentação ou de fala repentina; grande hemorragia; quadro 
alérgico grave com placas vermelhas, tosse, falta de ar e inchaço; movimentos descoordenados em 
todo o corpo ou parte dele acompanhado de desvio dos olhos, repuxo da boca com salivação 
excessiva; aumento súbito da pressão arterial, acompanhado de dores de cabeça de forte 
intensidade. Acidentes domésticos graves com fraturas e impossibilidade de locomoção do enfermo, 
queda de grandes alturas, choque elétrico, afogamentos e intoxicações graves. 
Urgências: são situações que apresentem alteração do estado de saúde, porém sem risco iminente 
de vida, que por sua gravidade, desconforto ou dor, requerem atendimento médico com a maior 
brevidade possível. O tempo para resolução pode variar de algumas horas até um máximo de 24 
horas. Tais como: dores de cabeça súbitas de forte intensidade, não habituais e que não cedem aos 
medicamentos rotineiros; dor lombar súbita muito intensa acompanhada de náuseas, vômitos e 
alterações urinárias; febre elevada em crianças de causa não esclarecida e rebelde a antitérmicos. 
 
2. ASPECTOS LEGAIS DO SOCORRISMO 
 
OMISSÃO DE SOCORRO SEGUNDO O CÓDIGO PENAL BRASILEIRO 
 
ART. 135 – Deixar de prestar assistência quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança 
abandonada e extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; 
ou não pedir, nesses casos o socorro da autoridade pública: 
Pena – detenção de um a seis meses, ou multa 
Parágrafo único – A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza 
grave, e triplicada, se resulta a morte. 
 
OMISSÃO DE SOCORRO SEGUNDO A RESOLUÇÃO 311/2007 (CÓDIGO DE ÉTICA DOS 
PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM) 
RESPONSABILIDADES E DEVERES 
Art. 22 - Disponibilizar seus serviços profissionais à comunidade em casos de emergência, epidemia e 
catástrofe, sem pleitear vantagens pessoais. 
PROIBIÇÕES 
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Elaborado pelo Enf.Marcos Wesley 
Art. 26 - Negar Assistência de Enfermagem em qualquer situação que se caracterize como urgência ou 
emergência. 
Art.129 - A pena de Cassação do Direito ao Exercício Profissional é aplicável nos casos de infrações ao 
que está estabelecido nos artigos: 9º, 12; 26; 28; 29; 78 e 79 deste Código. 
 
3. APH - ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR 
 
• Atendimento Pré-Hospitalar é o conjunto de procedimentos técnicos realizados no local da 
emergência e durante o transporte da vítima. 
• O objetivo é manter a vítima com vida e em situação mais próxima possível da normalidade até sua 
chegada a unidade hospitalar. Alguns exemplos são as ações ligadas ao socorro: controlar 
hemorragia, manter livres as vias aéreas, imobilizar fratura etc. 
O atendimento pré-hospitalar compreende três etapas: 
• Atendimento na cena do acidente; 
• Transporte rápido e com segurança até o hospital; 
• Chegada no hospital. 
Uma assistência adequada e qualificada é fundamental para o paciente chegue ao hospital com vida. 
Estatísticas norte americanas mostram que metade dos acidentes e de números de óbitos registrados 
poderiam ser evitados se tivesse um atendimento adequado 
RESGATE 
• Resgate é o grupo de providências técnicas para a retirada de vítimas de locais de onde não 
conseguem sair por si e sem risco. 
• O objetivo é resgatar a vítima com as melhores condições possíveis para o APH. 
Exemplos: vítima libertada das ferragens de um carro, de um edifício em chamas, de um poço etc.. 
SOCORRO BÁSICO - são os procedimentos não invasivos. 
SOCORRO AVANÇADO- são os procedimentos invasivos. 
 
AVALIAÇÃO DO PACIENTE NO AMBIENTE PRÉ-HOSPITALAR (APH) 
 
Atualmente, a maioria dos programas de capacitação em primeiros socorros ou atendimento pré-
hospitalar estão passando a abordar o processo de avaliação geral do paciente em, pelo menos, 
cinco fases: 
 
• Dimensionamento (avaliação) da cena; 
• Avaliação inicial do paciente; 
• Avaliação dirigida (para trauma ou para problemas médicos); 
• Avaliação física detalhada; e 
• Avaliação continuada. 
 
I) O DIMENSIONAMENTO DA CENA 
 
1) A verificação das condições de segurança: 
- Segurança pessoal; 
- Segurança do paciente; 
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Elaborado pelo Enf.Marcos Wesley 
- Segurança de terceiros (familiares, acompanhantes, testemunhas e curiosos); 
2) A adoção de medidas de proteção pessoal (precauções universais); 
3) A observação dos mecanismos de trauma ou a natureza da doença; 
4) A verificação do número total de vítimas; e 
5) A determinação da necessidade de recursos adicionais. 
 
De forma geral, são fontes rápidas de informação no local da emergência: 
A cena por si só; 
O paciente (se estiver consciente e em condições de responder); 
Familiares, testemunhas ou curiosos; 
Os mecanismos do trauma; 
A posição do paciente, qualquer deformidade maior ou lesão óbvia; 
Qualquer sinal ou sintoma indicativo de emergência médica. 
 
II) A AVALIAÇÃO INICIAL 
 
Durante a avaliação inicial, os problemas que ameaçam a vida, por ordem de importância são: 
 
1. Vias aéreas = Estão abertas/permeáveis? Existe comprometimento da coluna cervical? 
2. Respiração = A respiração está adequada? 
3. Circulação = Existe pulso palpável? Existe algum sangramento grave? Existe sinais indicativos de 
choque? 
O socorrista deverá posicionar-se ao lado da vítima e executar a avaliação rapidamente, geralmente 
em um prazo inferior a 45 segundos. A avaliação inicial deve ser executada na seguinte seqüência: 
1. Forme uma impressão geral do paciente; 
2. Avalie o nível de consciência; 
3. Avalie a permeabilidade das vias aéreas/coluna cervical; 
4. Avalie a respiração; 
5. Avalie a circulação (presença de pulso carotídeo palpável e hemorragias graves); 
6. Decida a prioridade para o transporte do paciente. 
Já no caso dos pacientes potencialmente instáveis ou estáveis, o socorrista deverá continuar a 
avaliação ainda na cena da emergência e transportar o paciente somente após sua estabilização. 
Recomendamos também que o socorro pré-hospitalar seja realizado num prazo máximo de 10 (dez) 
minutos, para garantir o atendimento integral do paciente dentro da chamada hora de ouro do 
trauma (60 minutos). 
Escala CIPE 
Crítico: Paciente em parada respiratória ou parada cardiorrespiratória. 
Instável: Paciente inconsciente, em choque e/ou dificuldade respiratória severa, lesão grave de 
cabeça ou tórax. 
Potencialmente instável: Paciente vítima de mecanismo agressor importante, em choque, com lesão 
isolada importante ou lesão de extremidade com prejuízo circulatório. 
Estável: Paciente portador de lesões menores, sem problemas respiratórios e com sinais vitais 
normais. 
O propósito da avaliação inicial consiste na identificação e na correção imediata das falhas 
nos sistemas respiratório e/ou cardiovascular, que representem risco iminente de vida do paciente. 
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III)A AVALIAÇÃO DIRIGIDA 
 
A avaliação dirigida é realizada logo após o término da avaliação inicial e é dividida em três 
etapas distintas, são elas: 
1. Entrevista (paciente, familiares ou testemunhas); 
2. Aferição dos sinais vitais; e 
3. Exame físico (limitado a uma lesão ou problema ou completo da cabeça aos pés). 
Entrevista: Etapa da avaliação onde o socorrista conversa com o paciente buscando obter 
informações dele próprio, de familiares ou de testemunhas, sobre o tipo de lesão ou enfermidade 
existente e outros dados relevantes. 
Sinais Vitais: Etapa da avaliação onde o socorrista realiza a aferição da respiração, pulso, pressão 
arterial e temperatura do paciente. 
Exame físico: O exame físico poderá ser limitado a uma lesão ou realizado de forma completa (da 
cabeça aos pés). Nesta etapa da avaliação, o socorrista realiza uma apalpação e uma inspeção visual, 
de forma ordenada e sistemática, buscando localizar no paciente, indicações de lesões ou problemas 
médicos. 
Atenção! Fique sempre muito atento durante todo o processo de avaliação, pois algumas vezes a 
natureza da emergência pode não estar claramente definida. 
 Por exemplo, um paciente pode vir a perder a consciência devido a uma emergência médica e sofrer 
uma queda, sofrendo posteriormente um trauma. 
Se o paciente for incapaz de responder ou estiver inconsciente, o socorrista deverá buscar as 
informações sobre o que aconteceu entrevistando as pessoas presentes no local da emergência. 
Tente conduzir seus questionamentos de forma ordenada, pois na maioria das vezes você dispõe de 
um tempo curto para obter essas informações. 
Pergunte: 
1) O nome da vítima; 
2) O que aconteceu?; 
3) Se a vítima queixou-se de algo antes de perder a consciência; 
4) Se a vítima tem alguma doença ou problema de saúde; 
5) Se alguém sabe se a vítima toma algum remédio ou é alérgica. 
Se o paciente estiver consciente e em condições de respondê-lo, questione-o utilizando as seguintes 
perguntas chaves: 
1) Nome e idade (se é menor, procure contatar com seus pais ou um adulto conhecido) 
2) O que aconteceu? (para identificar a natureza da lesão ou doença) 
3) A quanto tempo isso aconteceu? 
4) Você tem algum problema de saúde? 
5) Você tem tomado algum remédio? 
6) Você ingeriu algum alimento ou bebida? 
7) Você é alérgico a alguma coisa? 
Mais recentemente, os programas de treinamento em primeiros socorros estão adotando um 
modelo de entrevista simplificada, através de um processo denominado SAMPLE. Cada letra da 
palavra representa uma pergunta que deverá ser feita ao paciente, ou seja: 
Sinais e sintomas (O que está errado?); 
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Elaborado pelo Enf.Marcos Wesley 
Alergias (Você é alérgico a algum tipo de substância ou alimento?); 
Medicações (Você toma algum tipo de remédio?); 
Passado médico (Você está realizando algum tratamento médico?); 
Líquidos e alimentos (Você ingeriu alguma coisa recentemente?); 
Eventos relacionados com o trauma ou doença (O que aconteceu?). 
Na avaliação dirigida permite que o socorrista realize o exame físico do segmento corporal levando 
em conta o que o paciente refere (o mais atingido ou de maior queixa). 
Certos cuidados podem ser ministrados conforme os 
problemas são identificados. Assim o exame físico completo da cabeça aos pés pode não ser 
necessário. 
 
IV) A AVALIAÇÃO FÍSICA DETALHADA 
 
Ao realizar o exame padronizado da cabeça aos pés, o socorrista deverá: 
 
1) Verificar a região posterior e anterior do pescoço (região cervical), procurando identificar 
deformidades ou pontos dolorosos. Se você perceber qualquer indício de trauma, pare o exame e 
imobilize a cabeça e o pescoço aplicando um colar cervical de tamanho apropriado; 
2) Verifique a cabeça (couro cabeludo), procurando identificar deformidades, ferimentos, contusões, 
edemas ou hemorragias; 
3) Verifique a testa e a face do paciente procurando identificar deformidades, ferimentos, 
descolorações ou qualquer sinal indicativo de trauma de crânio. 
- Inspecione os olhos e pálpebras. 
- Verifique o diâmetro, a simetria e a reação a luz das pupilas. Identifique a presença de sangue no 
nariz e orelhas. 
- Examine a boca do paciente, observando sinais de obstrução das vias aéreas, presença de sangue e 
alterações no hálito; 
4) Inspecione ombros apalpando a clavícula e a escápula do paciente, bilateralmente, procure por 
deformidades, ferimentos, hemorragias ou edemas; 
5) Inspecione e apalpe as regiões anterior e lateral do tórax do paciente. Avalie os movimentos 
respiratórios, deformidades, fraturas, áreas de contusão ou edemas; 
6) Inspecione e apalpe os quatro quadrantes abdominais. Procure identificar dor, presença de 
rigidez, contusões, ferimentos, hemorragias, eviscerações. Verifique a sensibilidade e o 
tônus/rigidez em cada um dos quadrantes separadamente; 
7) Inspecione e apalpe as regiões anterior, lateral e posterior da pelve. Pesquise instabilidade, dor, 
ferimentos ou hemorragias. Procure identificar lesões na região genital e priapismo nos homens; 
8) Inspecione e apalpe as extremidades inferiores (uma de cada vez). Pesquise por ferimentos, 
deformidades, hemorragias ou edemas. Cheque o pulso, a capacidade de movimentação, a perfusão 
e a sensibilidade; 
9) Inspecione e apalpe as extremidades superiores (uma de cada vez). Pesquise por ferimentos, 
deformidades, hemorragias ou edemas. Cheque o pulso, a capacidade de movimentação, a perfusão 
e a sensibilidade; 
10) Realize o rolamento em bloco e inspecione a região dorsal. Apalpe e pesquise visualmente as 
costas, coluna vertebral e as nádegas. Procure deformidades, áreas de contusão, ferimentos e 
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hemorragias. Role o paciente sobre uma maca rígida e imobilize-o para em seguida, iniciar seu 
transporte. 
V) A AVALIAÇÃO CONTINUADA 
 
A avaliação ou assistência continuada é usualmente utilizada pelas equipes de socorro pré-
hospitalar durante o transporte do paciente até a unidade hospitalar mais adequada ao seu 
tratamento definitivo. Após o término da avaliação física detalhada, o socorrista deverá verificar 
periodicamente os sinais vitais e manter uma constante observação do aspecto geral do paciente. 
 
4. Noções de Regulação Médica em Situações de Atenção a Múltiplas Vítimas 
 
Conceitos: 
DESASTRE OU CATÁSTROFE - Situação na qual os meios de atendimento de urgência disponíveis não 
são suficientes para fazer frente à situação de emergência, havendo necessidade de ajuda externa. 
ACIDENTES COM MÚLTIPLAS VÍTIMAS - São aquelas situações em que há desequilíbrio entre os 
recursos disponíveis e as necessidades, porém com os recursos locais consegue-se manter um padrão 
mínimo de atendimento adequado. 
Em ambos os casos, a concepção moderna de atendimento prioriza a ação pré-hospitalar, envolvendo 
procedimentos na área do sinistro e durante o transporte para o tratamento definitivo. 
 
Principais Causas de Acidentes de Massa 
ACIDENTES NATURAIS - enchentes, terremotos, vulcões, furacões, incêndios, etc. 
MODERNOS MEIOS DE TRANSPORTE - acidentes rodoviários, ferroviários, aeronáuticos, etc. 
AGRESSIVIDADE E AGLOMERAÇÕES - shows, estádios, passeatas, etc. 
CIRCULAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE PRODUTOS TÓXICOS 
GUERRAS E ATENTADOS TERRORISTAS 
ACIDENTES TECNOLÓGICOS - fábricas, indústrias, reatores nucleares, etc. 
 
Existe três ações distintas, mas complementares, e, sobretudo hierarquizadas, no local do atendimento: 
SALVAMENTO OU RESGATE - compreende as ações técnicas necessárias para a retirada de uma ou 
várias pessoas de um meio ou local que ofereça risco de vida (exemplo: salvamento de um incêndio, 
desmoronamento, afogamento, etc.). 
SOCORRO - compreende as ações bastante específicasdos gestos básicos de vida, as quais devem ser 
efetuadas imediatamente na vítima, para garantir sua vida (desobstrução e liberação de vias aéreas, 
controle de hemorragias, etc.). 
CUIDADO MÉDICO DE URGÊNCIA OU ATENDIMENTO MÉDICO DE URGÊNCIA - compreende as técnicas 
realizadas por médicos, ou profissionais por eles designados, para assegurar o tratamento de uma 
vítima. 
 
Princípios Gerais do Plano de Atendimento de Emergências 
 
Para alcançar uma eficiência satisfatória no atendimento das vítimas, torna-se necessária a obediência a 
princípios gerais de ação no acidente de massa (PLANO DE ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIAS). 
A) PLANEJAMENTO 
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O plano de Emergência deve obedecer a um comando centralizado que distribui e esclarece as funções 
de cada elemento da equipe, de acordo com a capacidade de cada um. O planejamento estabelece as 
ações e organiza a utilização dos recursos disponíveis, além de prever a solicitação de ajuda externa, se 
for o caso. 
B) COMANDO 
O coordenador do atendimento deve estar em posição de destaque em relação aos demais socorristas. 
Os componentes das equipes devem estar identificados uniformemente, com coletes, bonés, etc... 
C) COMUNICAÇÃO 
Não há comando sem comunicação. Portanto, as alternativas de comunicação devem ser as mais 
variadas possíveis, dispondo de rádios, telefones celulares, apitos, sirenes, bandeiras, faixas, painéis, 
lanternas, etc... O comando das operações deve dispor de números de telefones dos órgãos de socorro, 
segurança, transporte e imprensa, bem como as freqüências de rádio desses órgãos. 
D) SEGURANÇA 
A segurança é fundamental para o sucesso do atendimento de urgência nos grandes acidentes. Os 
cordões de isolamento e barreiras policiais tornam-se necessárias para facilitar o trabalho dos 
socorristas e garantir a liberação das rotas de evacuação, evitando as interferências externas ao serviço. 
A área isolada deve ser grande o suficiente para estabelecer a setorização dos locais de atuação das 
equipes, garantindo um desempenho melhor e mais seguro. A setorização compreende 03 zonas 
concêntricas: vermelha, laranja e verde. 
A ZONA VERMELHA (OU QUENTE) compreende a área do sinistro propriamente dito, onde está 
contido a totalidade dos destroços. Deve ter um controle rigoroso e seu acesso é limitado apenas às 
equipes de resgate e atendimento de urgência. O Posto Médico Avançado será instalado dentro desta 
zona, em local que não ofereça risco. 
A ZONA LARANJA (OU MORNA) compreende a área onde será instalado o Posto de Comando, as 
viaturas para transporte das vítimas e de materiais, os alojamentos de vítimas sem lesões, o depósito 
mortuário, etc... Seu acesso é limitado apenas aos profissionais que irão atuar nessas áreas. 
A ZONA VERDE (OU FRIA) compreende a área de livre circulação, mas com cuidado especial para que o 
trânsito pelas ruas e estradas de acesso estejam liberadas, garantindo a chegada até os hospitais e 
outros serviços médicos. 
E) TRIAGEM 
A triagem e estabilização das vítimas no local do acidente tem se mostrado muito mais eficiente do que 
“pôr na maca e correr”. A triagem aumenta a percentagem de sobreviventes e evita o desperdício de 
transporte e hospitalização desnecessária, permitindo uma racionalização dos meios e distribuindo 
adequadamente os feridos para os hospitais certos. A triagem deve priorizar a análise primária, 
enquanto a estabilização deve cuidar da análise secundária e preparo para o transporte ao serviço de 
saúde mais adequado. Existe inúmeros métodos de realizar a triagem das vítimas no local do acidente. 
No Brasil o método que tem sido mais divulgado e utilizado é o “START” (Simple Triage And Rapid 
Treatment) , utilizando cores para designar a gravidade, baseando-se na análise primária da vítima 
(ABC): 
VERMELHO - 1ª- prioridade ou prioridade absoluta 
Compreende os pacientes críticos, com risco de vida iminente, que necessitam de cuidados imediatos 
para sua estabilização e posterior transporte. Tem prioridade no transporte, o qual deve ser efetuado 
em UTIs móveis. 
AMARELO - 2ª prioridade ou prioridade relativa 
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Compreende os pacientes graves, também com risco de vida, mas que dispõem de algumas horas para 
receber atendimento . Devem ser transportadas após as vermelhas. 
VERDE - 3ª prioridade ou prioridade baixa 
Compreende os pacientes ilesos, os pacientes com traumas simples, sem risco de vida ou de função de 
membros, que podem aguardar várias horas para serem atendidos. Serão transportadas depois das 
amarelas. 
PRETO - 4ª prioridade ou prioridade nula 
Compreende os pacientes em morte clínica ou evidente e os extremamente graves, com probabilidade 
mínima de sobrevivência. 
A categorização é relativa, pois deve levar em conta o número de profissionais disponíveis para o 
atendimento. 
PASSOS A SEGUIR NA APLICAÇÃO DO MÉTODO START 
 
PRIMEIRO PASSO - O socorrista entra na cena da emergência, identifica e conduz (poderá ser utilizado 
um megafone para isso) as vítimas que podem caminhar para uma área de concentração previamente 
delimitada. Estas vítimas receberão uma identificação verde, entretanto, esse não é o momento de 
rotulá-las com etiquetas ou fitas, sendo que tal providência será realizada posteriormente e de forma 
individual. 
SEGUNDO PASSO - Os socorristas iniciam a avaliação das vítimas que permaneceram na cena de 
emergência e que não apresentam condições de caminhar. Deverá ser avaliada a respiração. A 
respiração está normal, rápida ou ausente ? Se está ausente, abra imediatamente as VAS, com a técnica 
de “elevação do mento” para determinar se as respirações iniciam-se espontaneamente. Se a vítima 
continua sem respirar, identifique-a com a etiqueta/fita de cor preta (Não perca tempo tentando 
reanimar a vítima). Se a vítima está inconsciente e necessita ajuda para manter as VAS abertas 
providencie auxílio de voluntários que estejam na cena da emergência ( vítimas código verde podem 
auxiliar ). Toda vítima inconsciente, em princípio, será classificada no final como código vermelho, por 
não responder à ordens simples. Avalie a freqüência respiratória de vítimas conscientes e caso sua 
freqüência respiratória seja superior a 30 MRM, receberá uma etiqueta/fita de cor vermelha (nesses 
casos, tente conseguir voluntários para manter abertas suas VAS). Caso a respiração esteja normal 
(menor de 30 MRM), vá ao passo seguinte. 
TERCEIRO PASSO - Verifique a perfusão através da prova do enchimento capilar ou através da palpação 
do pulso radial. Se o enchimento capilar é superior a 2 segundos ou se o pulso radial está ausente, a 
vítima deverá receber a etiqueta/fita de cor vermelha. Se o enchimento capilar é inferior a 2 segundos 
ou se o pulso radial está presente, vá ao passo seguinte. Qualquer hemorragia grave que ameace a vida 
deverá ser detido nesse momento. Posicione a vítima com as pernas elevadas, salvo contra-indicações, 
para prevenir o choque (novamente tente conseguir voluntários para fazer pressão direta sobre o 
sangramento e prevenir choque). 
QUARTO PASSO - Verifique o nível de consciência da vítima. Se a vítima não consegue executar ordens 
simples emanadas pelo socorrista, deverá receber a etiqueta/fita de cor vermelha. Se a vítima executa 
corretamente as ordens simples recebidas, receberá a etiqueta/fita de cor amarela 
 
 
 
 
 
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Elaborado pelo Enf.Marcos Wesley 
5. A sistematização das técnicas de Ressuscitação Cardiopulmonar 
 
A sistematização das técnicas de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e sua difusão possibilitam o 
salvamento de muitas vidas ameaçadas por Parada Cardiorrespiratória (PCR) e melhoram a qualidade 
de vida de pessoas que sofremde emergências cardiovasculares. 
A rapidez na identificação de situações de emergência, a solicitação por ajuda e a chegada de um suporte 
de atendimento adequado são elementos fundamentais para o sucesso da RCP e, consequentemente, o 
aumento da sobrevida dessas vítimas. 
O índice de sobrevida de pessoas em RCP eleva-se acentuadamente quando o suporte básico de vida 
(SBV) é iniciado nos primeiros quatro minutos e o suporte avançado de vida (SAV) até oito minutos, 
pois em quatro minutos o cérebro começa a sofrer danos e em 10 a morte cerebral está confirmada. 
A American Heart Association (AHA) adotou uma padronização de condutas sistematizadas em 
ressuscitação, onde o sucesso das intervenções depende de esforços interligados entre si, que é 
chamado de "Corrente de Sobrevivência", que é composta de quatro elos: 
 
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� Acesso precoce - a pessoa que reconhece uma emergência deve imediatamente solicitar por 
ajuda e atendê-la prontamente; 
� RCP precoce - manobras de ressucitação como abertura de vias aéreas, ventilação e circulação 
sangüínea devem ocorrer tão breve quanto possível; 
� Desfibrilação precoce - identifica e trata o ritmo de fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia 
ventricular (TV) sem pulso. Considerada pela AHA a intervenção isolada mais importante, está 
comprovado que 90% das vítimas que ressuscitaram de uma PCR apresentaram FV e; 
� SAV precoce - controle avançado da via aérea e medicações apropriadas ao ritmo devem ser 
aplicadas tão logo possível. 
Se um desses elos for inadequado, os índices de sobrevivência serão baixos. 
Algumas pesquisas mostraram que 30 a 40% de todas as mortes súbitas por PCR ocorrem no ambiente 
hospitalar e, comumente, são detectadas inicialmente por profissionais de enfermagem. 
Esta realidade evidência a importância da equipe de enfermagem estar preparada técnica e 
cientificamente para uma rápida atuação no atendimento da PCR. 
Segundo Guidelines de 2010 da American Heart Association (AHA), houve o aumento do quinto elo 
na nova Cadeia de Sobrevivência do Adulto: 
1. Reconhecimento imediato da PCR e acionamento do serviço de emergência/urgência 
2. RCP precoce, com ênfase nas compressões torácicas 
3. Rápida desfibrilação 
4. Suporte avançado de vida eficaz 
5. Cuidados pós-PCR integrados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5.1 MUDANÇAS DE PROTOCOLO DE 2005 E DE 2010 
Resumo das Manobras ABCD BLS para Lactentes, Crianças e Adultos 
Mudanças contidas no Manual de Atendimento da American Heart Association (AHA) de 2005 para 
Ressuscitação Cardio-Pulmonar (RCP) e Serviços Emergenciais Cardiovasculares(SEC). 
 
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Quadro de resumo dos principais pontos de discussão e alterações contidas no Manual de 
Atendimento da American Heart Association (AHA) de 2010 
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Elaborado pelo Enf.Marcos Wesley 
5.2 Resumo dos principais pontos de discussão e alterações contidas no Manual de Atendimento 
da American Heart Association (AHA) de 2010 
Os principais pontos de discussão e alterações nas recomendações das Diretrizes da AHA 2010 para RCP 
e ACE para profissionais de saúde são os seguintes: 
• Como as vítimas de PCR podem apresentar um curto período de atividade semelhante à convulsão ou 
gasp agônico, que podem confundir os possíveis socorristas, os atendentes/operadores devem ser 
especificamente treinados para identificar tais manifestações de PCR para melhorar o reconhecimento 
da PCR. 
• Os atendentes/operadores devem instruir socorristas leigos não treinados a aplicar a RCP somente 
com as mãos em adultos com PCR súbita. 
• Foram feitos refinamentos nas recomendações para o reconhecimento e o acionamento imediatos do 
serviço de emergência/urgência tão logo o profissional de saúde identifique que a vítima adulta não 
responde, está sem respiração ou apresenta respiração anormal (isto é, apenas gasping). O profissional 
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de saúde deve verificar rapidamente se não há respiração ou se a mesma é anormal (isto é não 
respirando ou apenas com gasping) ao verificar a capacidade de resposta da vítima. Em seguida, o 
profissional deve acionar o serviço de emergência/urgência e buscar o DEA/DAE (ou encarregar alguém 
disso). O profissional de saúde não deve levar mais do que 10 segundos verificando o pulso e, caso não 
sinta o pulso em 10 segundos, deve iniciar a RCP e usar o DEA/DAE, se disponível. 
• O procedimento "Ver, ouvir e sentir se há respiração" foi removido do algoritmo. 
• Minimizando interrupções nas compressões e evitando. Tem-se dado maior ênfase em RCP de alta 
qualidade (com freqüência e profundidade de compressão torácicas adequadas, permitindo retorno 
total do tórax entre as compressões, ventilação excessiva). 
• O uso de pressão cricóide durante as ventilações, em geral, não é recomendado. 
• Os socorristas devem iniciar as compressões torácicas antes de aplicar ventilações de resgate (C-A-B, 
em vez de A-B-C). Iniciar a RCP com 30 compressões, em vez de 2 ventilações, diminui a demora em 
aplicar a primeira compressão. 
• A freqüência de compressão foi modificada para um mínimo de 100 por minuto, em vez de 
aproximadamente 100/minuto. 
• A profundidade da compressão em adultos foi ligeiramente alterada para, no mínimo, 2 polegadas 
(cerca de 5 cm), em lugar da faixa antes recomendada de cerca de 1½ a 2 polegadas (4 a 5 cm). 
• Tem-se dado ênfase permanente na necessidade de reduzir o tempo entre a última compressão e a 
administração do choque e o tempo entre a administração do choque e o reinício imediato das 
compressões. 
• Há um maior foco na aplicação de RCP em equipe. Estas alterações foram concebidas para simplificar o 
treinamento do profissional de saúde e continuar enfatizando a necessidade de aplicar a RCP de alta 
qualidade, o quanto antes, em vítimas de PCR. 
• Integração dos DEAs/DAEs à Cadeia de Sobrevivência com acesso público à desfibrilação 
• Consideração do uso de DEA em hospitais 
• Os DEAs/DAEs, agora, podem ser usados em bebês, se não houver um desfibrilador manual disponível 
• Choque primeiro versus RCP primeiro em PCR 
• Protocolo de 1 choque versus seqüência de 3 choques em FV 
• Desfibrilação externa com desfibrilador cardioversor implantado 
Dispositivos de RCP 
Vários dispositivos mecânicos de RCP estiveram no centro de ensaios clínicos recentes. O inicio do 
tratamento com esses dispositivos (isto e, sua aplicação e seu posicionamento) tem o potencial de 
retardar ou interromper a RCP da vitima de PCR e, portanto, os socorristas devem ser treinados e, se 
necessário, treinados novamente para minimizar qualquer interrupção das compressões torácicas ou 
da desfibrilação. O uso do dispositivo de limiar de impedância (DLI) melhorou o RCE e a sobrevivência 
no curto prazo quando usado em adultos com PCR extra-hospitalar, mas não melhorou a sobrevivência 
no longo prazo de pacientes com PCR. Um ensaio aleatório, prospectivo e multicêntrico controlado 
comparando a RCP com faixa de distribuição de carga (AutoPulseR) com a RCP manual em PCR extra-
hospitalar demonstrou não ter havido melhoria na sobrevivência em 4 horas e um pior resultado 
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neurológico quando o dispositivo foi usado. São necessários mais estudos para determinar se os fatores 
específicos ao local e a experiênciacom o uso do dispositivo podem influenciar sua eficácia. Não ha 
evidências suficientes que respaldem o uso rotineiro deste dispositivo. 
Quadro comparativo entre as mudanças contidas no Manual de Atendimento da American Heart 
Association (AHA) 
ATUAL ANTERIOR 
Pressão cricóide 
2010 (Nova): O uso rotineiro de pressão cricóide em PCR não é 
recomendado. 
Motivo: A pressão cricóide é uma técnica para aplicar pressão à cartilagem 
cricóide da vítima, de forma a empurrar a traqueia posteriormente e 
comprimir o esôfago contra as vértebras cervicais. A pressão cricóide pode 
impedir a distensão gástrica e reduzir o risco de regurgitação e aspiração 
durante a ventilação com bolsa-válvula-máscara/insuflador manual, mas 
também pode impedir a ventilação. Sete estudos aleatórios mostraram que 
a pressão cricóide pode retardar ou impedir a colocação de uma via aérea 
avançada e que, a despeito da aplicação de pressão cricóide, pode ocorrer, 
ainda assim, um pouco de aspiração. Além disso, é difícil treinar os 
socorristas de forma apropriada no uso da manobra. Por isso, o uso 
rotineiro de pressão cricóide em PCR não é recomendado. 
2005 (Antiga): A pressão 
cricóide deverá ser usada 
apenas se a vítima estiver 
profundamente 
inconsciente e, em geral, 
requer um terceiro 
socorrista, não envolvido 
em ventilações de resgate 
ou compressões. 
 
Ênfase nas compressões torácicas* 
2010 (Nova): As compressões torácicas são enfatizadas para os 
socorristas, sejam eles treinados ou não. Se a pessoa presente não tiver 
treinamento em RCP, ela deverá aplicar a RCP somente com as mãos 
(somente compressões) na vítima adulta com colapso repentino, com 
ênfase em "comprimir com força e rapidez" no centro do tórax, ou seguir as 
instruções do atendente/operador de emergência/urgência médica. 
O socorrista deve continuar a RCP somente com as mãos até a chegada e 
preparação de um DEA/DAE para uso ou até que os profissionais do SME 
assumam o cuidado da vítima. 
O ideal é que todos os profissionais de saúde sejam treinados em SBV. 
Nessa população treinada, faz sentido que o SME e os socorristas 
profissionais nos hospitais apliquem compressões torácicas e ventilações 
de resgate em vítimas de PCR. 
Motivo: A RCP somente com as mãos (somente compressões) é mais fácil 
de ser executada por um socorrista não treinado e pode ser prontamente 
orientada por telefone pelos atendentes/operadores. Porém, como o 
profissional de saúde deve estar treinado, a recomendação continua sendo 
a de aplicar compressões e ventilações. Se o profissional de saúde não 
puder aplicar ventilações, deverá acionar o serviço de 
2005 (Antiga): As 
Diretrizes da AHA 2005 
para RCP e ACE não 
forneciam recomendações 
distintas para socorristas 
treinados e não treinados, 
nem enfatizavam 
diferenças nas instruções 
fornecidas a socorristas 
leigos ou a profissionais 
de saúde, mas 
recomendavam que os 
atendentes/operadores 
fornecessem instruções 
para RCP somente com 
compressões para pessoas 
presentes não treinadas. 
Além disso, as Diretrizes 
da AHA 2005 para RCP e 
ACE observavam que, se o 
socorrista não estivesse 
disposto a aplicar 
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emergência/urgência e aplicar compressões torácicas. ventilações, ou preparado 
para tal, ele deveria 
aplicar somente 
compressões torácicas. 
Note que o parecer "RCP 
somente com as mãos" da 
AHA foi publicado em 
2008. 
Acionamento do serviço de emergência/urgência 
2010 (Nova): O profissional de saúde deve verificar se o paciente responde 
observando-o para determinar se a respiração está anormal ou ausente. O 
profissional deverá suspeitar de PCR se a vítima não estiver respirando ou 
estiver com gasping. 
Motivo: O profissional de saúde não deve retardar o acionamento do 
serviço de emergência/urgência, porem deve obter duas informações 
simultaneamente: verificar se a vitima responde e se esta sem respiração 
ou com respiração anormal. 
Se a vitima não estiver respondendo e não estiver respirando ou 
apresentar respiração anormal (isto e, apenas gasp agônico), o profissional 
devera acionar o serviço de emergência/urgência e buscar o DEA/DAE, se 
disponível (ou encarregar alguém disso). 
Se o profissional de saúde não sentir pulso na vitima em 10 segundos, 
devera iniciar a RCP e usar o DEA/DAE, quando estiver disponível. 
2005 (Antiga): O 
profissional de saúde 
acionava o serviço de\ 
emergência/urgência tão 
logo encontrasse uma 
vitima que não 
apresentasse resposta. Em 
seguida, voltava a vitima, 
abria a via aérea e 
verificava a respiração 
quanto a anormalidades. 
 
Alteração na seqüência da RCP: C-A-B, em vez de A-B-C* 
2010 (Nova): Uma das alterações feitas nas Diretrizes da AHA 2010 para 
RCP e ACE recomenda o inicio das compressões toracicasantes das 
ventilações. 
Motivo: Embora nenhuma evidência em humanos ou animais publicada 
demonstre que iniciar a RCP com 30 compressões, em vez de 2 ventilações, 
leve a um melhor resultado, as compressões torácicas fornecem fluxo 
sanguíneo; ademais, estudos de PCR extra-hospitalar em adultos mostram 
que a Sobrevivência e maior quando as pessoas presentes fazem alguma 
tentativa de aplicar a RCP, em vez de simplesmente não tentarem fazê-lo. 
Dados de animais demonstram que atrasos ou interrupções nas 
compressões torácicas reduzem a sobrevivência; logo, tais atrasos ou 
interrupções devem ser minimizados ao longo de toda a ressuscitação. As 
compressões torácicas podem ser iniciadas quase imediatamente, ao passo 
que posicionar a cabeça e obter um selo para a respiração boca a boca ou 
com bolsa-valvula-mascara/insuflador manual sempre demoram certo 
tempo. A demora no inicio das compressões poderá ser reduzida se houver 
dois socorristas presentes: o primeiro inicia as compressões torácicas e o 
2005 (Antiga): A 
seqüência da RCP em 
adultos tinha inicio com a 
abertura da via aérea, 
seguida de verificação 
quanto a presença de 
respiração normal e, em 
seguida, a aplicação de 
duas ventilações de 
resgate, acompanhadas de 
ciclos de 30 compressões 
torácicas e 2 ventilações. 
 
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segundo abre a via aérea e se prepara para aplicar respirações tão logo o 
primeiro complete a primeira serie de 30 compressões torácicas. 
Quer haja um ou mais socorristas presentes, o inicio da RCP com 
compressões torácicas garante que a vitima receba logo essa intervenção 
critica. 
Eliminação do procedimento “Ver, ouvir e sentir se há respiração”* 
2010 (Nova): O procedimento "Ver, ouvir e sentir se há respiração” foi 
removido da seqüência de avaliação da respiração após a abertura da via 
aérea. O profissional de saúde verifica rapidamente a respiração ao 
verificar se o paciente esta respondendo a fim de detectar sinais de PCR. 
Após a aplicação de 30 compressões, o socorrista que atuar sozinho devera 
abrir a via aérea da vitima e aplicar duas ventilações. 
Motivo: Com a nova seqüência “compressão torácica primeiro”, a RCP será 
executada se o adulto não estiver respondendo e não estiver respirando ou 
apresentando respiração anormal (isto e, não respirando ou com gasping), 
sendo iniciada pelas compressões (seqüência C-A-B). Logo, a respiração e 
rapidamente verificada como parte da verificação da PCR. Após a primeira 
serie de compressões torácicas, a via aérea e aberta e o socorrista aplica 2 
ventilações. 
2005 (Antiga): O 
procedimento "Ver, ouvir 
e sentir se há respiração” 
era usado para avaliar a 
respiração após a abertura 
da via aérea. 
 
Freqüência de compressão torácica: mínimo de 100 por minuto* 
2010 (Nova): E sensato que os socorristas leigos e profissionais de saúde 
realizem compressões torácicas a uma freqüência mínima de 100 
compressões por minuto. 
Motivo: O numero de compressões torácicas aplicadas por minutodurante 
a RCP e um fator determinante importante do retorno da circulação 
espontânea (RCE) e da sobrevivência com boa função neurológica. O 
numero real de compressões torácicas aplicadas por minuto e 
determinado pela freqüência das compressões torácicas e o numero e a 
duração das interrupções nas compressões (para, por exemplo, abrir a via 
aérea, aplicar ventilações de resgate ou permitir a analise do DEA/DAE). 
Na maioria dos estudos, a aplicação de mais compressões durante a 
ressuscitação esta associada a uma maior sobrevivência, ao passo que a 
aplicação de menos compressões esta associada a uma menor 
sobrevivência. A aplicação de compressões torácicas adequadas exige 
ênfase não somente na freqüência adequada de compressões, mas também 
em minimizar interrupções a este componente critico da RCP. Uma 
freqüência de compressão inadequada ou interrupções freqüentes (ou 
ambas) reduzirão o numero total de compressões aplicadas por minuto. 
2005 (Antiga): Executar 
aproximadamente 100 
compressões por minuto. 
 
Profundidade das compressões torácicas* 
2010 (Nova): O esterno adulto deve ser comprimido, no mínimo, 2 
2005 (Antiga): O esterno 
adulto deve ser 
comprimido de 1. a 2 
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polegadas (5 cm). 
Motivo: As compressões criam fluxo sanguíneo principalmente por 
aumentarem a pressão intratorácica e comprimirem diretamente o 
coração. Compressões geram fornecimento de fluxo sanguíneo, oxigênio e 
energia, críticos para o coração e o cérebro. Pode haver confusão quando 
se recomenda uma faixa de profundidade; por isso, agora, recomenda-se 
uma profundidade de compressão especifica. Os socorristas, muitas vezes, 
não comprimem adequadamente o tórax, apesar das recomendações de 
“comprimir com forca”. Alem disso, a ciência disponível sugere que as 
compressões de, pelo menos, 2 polegadas são mais eficazes do que as de 
1polegada. Por essa razão, as Diretrizes da AHA 2010 para RCP e ACE 
recomendam uma profundidade mínima especifica para a compressão 
torácica em adultos, maior do que a recomendação anterior 
polegadas 
(aproximadamente de 4 a 
5 cm). 
 
Uso de DEAs/DAEs em hospitais 
2010 (Reafirmação da recomendação de 2005): Apesar de evidência limitada, os DEAs/DAEs podem 
ser considerados para o ambiente hospitalar como forma de facilitar a desfibrilação precoce (meta de 
administração de choques em ≤ 3 minutos do colapso), especialmente nas áreas cujo pessoal não esteja 
capacitado para reconhecer ritmos ou em que o uso de desfibriladores não seja freqüente. Os hospitais 
devem monitorar os intervalos entre o colapso e o primeiro choque e os resultados da ressuscitação. 
Reafirmação da recomendação de 2005 
Uso de DEA/DAE em crianças agora inclui bebês 
2010 (Nova): Na tentativa de desfibrilação em crianças de 1 a 8 
anos de idade com um DEA/DAE, o socorrista deve usar um 
sistema atenuador de carga pediátrico, se disponível. Se o 
socorrista aplicar a RCP contra a PCR em uma criança e não houver 
um DEA/DAE com sistema atenuador pediátrico, deve-se usar um 
DEA/DAE padrão. Em bebês (com menos de 1 ano de idade), é 
preferível um desfibrilador manual. Se não houver um 
desfibrilador manual disponível, aconselha-se um DEA/DAE com 
atenuação de carga pediátrica. Se nenhum dos dois estiver 
disponível, use um DEA/DAE sem atenuador de carga. 
Motivo: Não se conhece a carga de energia mínima para que se 
possa realizar uma desfibrilação eficaz em bebês e crianças. O 
limite superior para desfibrilação segura também não é conhecido, 
mas cargas > 4 J/kg (chegando a 9 J/kg) têm apresentado 
desfibrilação eficaz em crianças e modelos animais de PCR 
pediátrica sem efeitos adversos significativos. DEAs/DAEs com 
cargas de energia relativamente alta têm sido usados com êxito em 
bebês com PCR, sem efeitos adversos claros. 
2005 (Antiga): Em crianças de 1 a 
8 anos de idade, o socorrista deve 
usar um sistema atenuador de 
carga pediátrico, se disponível. Se 
o socorrista aplicar a RCP contra a 
PCR em uma criança e não houver 
um DEA/DAE com sistema 
atenuador pediátrico, deve-se usar 
um DEA/DAE padrão. Há dados 
insuficientes para recomendação 
pró ou contra o uso de 
DEAs/DAEs em bebês com menos 
de 1 ano de idade. 
 
 
Protocolo de 1 choque versus seqüência de 3 choques 
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2010 (Sem alterações em relação a 2005): 
Na época da Conferencia do Consenso 2010 da ILCOR (International Liaison Committee on 
Resuscitation) sobre a Ciência da RCP e ACE com Recomendações de Tratamento, dois novos estudos 
publicados, realizados com seres humanos, comparavam o protocolo de 1 choque com o protocolo de 3 
choques consecutivos no tratamento da PCR por FV. A evidência desses dois estudos sugere significativo 
beneficio a Sobrevivência com o protocolo de desfibrilação com 1 choque, em comparação com o 
protocolo de três choques consecutivos. Se um choque não eliminar a FV, o beneficio incremental de 
outro choque e baixo, e o reinicio da RCP provavelmente terá maior valor do que outro choque imediato. 
Este fato, aliado aos dados de estudos em animais - que documentam os efeitos nocivos da interrupção 
das compressões torácicas - e a estudos em humanos - que sugerem beneficio a sobrevivência com o uso 
da abordagem de RCP com 1 choque em comparação com o protocolo de 3 choques -, respalda a 
recomendação de um só choque acompanhado de RCP imediata em vez de choques consecutivos, como 
tentativa de desfibrilação. 
Sem alterações em relação a 2005 
Desfibrilação com desfibrilador cardioversor implantado 
2010 (Nova): As posições anteroposterior e anterolateral são, 
geralmente, aceitas em pacientes com marca-passos/pacemakers e 
desfibriladores implantados. Em pacientes com desfibriladores 
cardioversores ou marca-passos/pacemakers implantados, a 
colocação das pás/pás manuais não deve retardar a desfibrilação. 
Convem evitar colocar as pás ou pás manuais diretamente sobre o 
dispositivo implantado. 
Motivo: O discurso desta recomendação e um pouco mais suave do 
que o discurso usado em 2005. Existe a possibilidade de o marca-
passo/pacemaker ou o desfibrilador cardioversor implantado 
funcionar incorretamente após a desfibrilação quando as pás são 
colocadas muito próximas do dispositivo. Um estudo com 
cardioversão demonstrou que posicionar as pás com pelo menos 8 
cm de distancia do dispositivo não danifica a estimulação, o sensor, 
nem a captura do dispositivo. Os picos dos marca-
passos/pacemakers com estimulação unipolar podem confundir o 
software do DEA/DAE e impedir a detecção de FV (e, por 
conseguinte, a administração do choque). A principal mensagem para 
os socorristas e que a preocupação com o posicionamento preciso 
das pás ou pás manuais em relação a um dispositivo medico 
implantado não deve retardar a tentativa de desfibrilação. 
2005 (Antiga): Quando um 
dispositivo medico implantado 
se situar em uma área onde 
normalmente se colocaria uma 
pa, posicione a pa, no mínimo, a 
1 polegada (2,5 cm) de distancia 
do dispositivo. 
 
Taquicardia ventricular 
2010 (Nova): A taquicardia ventricular monomórfica estável adulta 
responde bem a choques de cardioversão (sincronizada) com forma 
de onda monofásica ou bifásica com energias iniciais de 100 J. Se não 
houver resposta ao primeiro choque, pode ser oportuno aumentar a 
carga de modo paulatino. Não foi encontrado nenhum estudo 
2005 (Antiga): Havia evidência 
insuficiente para recomendar 
uma carga bifásica para a 
cardioversão de TV 
monomórfica. 
As Diretrizes da AHA 2005 para 
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provisório que abordasse esse ritmo e, portanto, as recomendações 
foram feitas por consenso de especialistasdo grupo de autores. 
A cardioversão sincronizada não deve ser usada para o tratamento 
de FV, por ser improvável que o dispositivo perceba uma onda de 
QRS e, com isso, acabe não administrando o choque. A cardioversão 
sincronizada também não deve ser usada para TV sem pulso ou 
polimórfica (TV irregular). Tais ritmos exigem a administração de 
choques (isto e, cargas de desfibrilação) de alta energia não 
sincronizados 
Motivo: O grupo de autores concordou que seria útil acrescentar uma 
recomendação de carga bifásica as Diretrizes da AHA 2010 para RCP e 
ACE no tocante a cardioversão de TV monomórfica, mas queria 
enfatizar a necessidade de tratar a TV polimórfica como instável e 
como um ritmo de PCR 
RCP e ACE recomendavam o uso 
de um choque não sincronizado 
para o tratamento do paciente 
instável com TV polimórfica. 
 
Soco Precordial 
2010 (Nova): O soco precordial não deve ser usado em PCR extra-
hospitalar não presenciada. O soco precordial poderá ser 
considerado para pacientes com TV instável (inclusive TV sem pulso) 
presenciada e monitorizada se não houver um desfibrilador 
imediatamente pronto para uso. No entanto, ele não devera retardar 
a RCP nem a aplicação dos choques. 
Motivo: Em alguns estudos, ha relatos de conversão de 
taquiarritmias ventriculares pelo soco precordial. No entanto, duas 
series de casos maiores demonstraram que o soco precordial não 
resultou em RCE nos casos de FV. O relato de complicações 
associadas ao soco precordial inclui fratura do esterno, osteomielite, 
AVE/AVC e desencadeamento de arritmias malignas em adultos e 
crianças. O soco precordial não deve retardar o inicio da RCP ou da 
desfibrilação. 
2005 (Antiga): Não havia 
recomendações anteriormente. 
 
Novos protocolos de medicação 
2010 (Nova): A atropina não é recomendada para uso de rotina no 
tratamento de AESP/assístole e foi retirada do algoritmo de SAVC 
para PCR. O tratamento de AESP/assistole agora está consistente nas 
recomendações e nos algoritmos de SAVC e SAVP (suporte avançado 
de vida em pediatria). 
O algoritmo de tratamento de taquicardia com pulso foi simplificado. 
A adenosina é recomendada no diagnostico e no tratamento iniciais 
da taquicardia de complexo largo monomórfica regular 
indiferenciada (isto também esta consistente nas recomendações de 
SAVC e SAVP). É importante notar que a adenosina não deve ser 
usada para taquicardias de complexo largo irregulares, já que pode 
2005 (Antiga): A atropina foi 
incluída no algoritmo de SAVC 
para a PCR: para pacientes em 
assistole ou AESP lenta, 
considere o uso de atropina. No 
algoritmo de taquicardia, a 
adenosina foi recomendada 
somente para suspeita de 
taquicardia supraventricular de 
complexo estreito regular de 
reentrada. No algoritmo de 
bradicardia, infusões de 
medicamento cronotrópico 
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causar degeneração do ritmo para FV. Para o tratamento de adultos 
com bradicardia sintomática e instável, infusões de medicamento 
cronotrópico são recomendadas como alternativa a estimulação. 
Motivo: Há varias alterações importantes no tocante ao tratamento 
de arritmias sintomáticas em adultos. A evidência disponível sugere 
ser improvável que o uso de rotina de atropina durante AESP ou 
assistole produza benefícios terapêuticos. Por essa razão, a atropina 
foi retirada do algoritmo da PCR. Com base na nova evidência de 
segurança e possível eficácia, a adenosina pode, agora, ser 
considerada na avaliação e no tratamento iniciais da taquicardia de 
complexo largo monomórfica regular estável indiferenciada quando 
o ritmo for regular. Para bradicardia sintomática ou instável, a 
infusão intravenosa (IV) de agentes cronotrópicos e agora 
recomendada como alternativa igualmente eficaz a estimulação 
transcutânea externa quando a atropina for ineficaz. 
foram listadas após a atropina e 
enquanto se aguarda um marca-
passo/pacemaker ou por 
ineficácia da estimulação. 
 
Cuidados organizados pós-PCR 
2010 (Nova): Cuidados organizados pos-PCR e uma nova seção das 
Diretrizes da AHA 2010 para RCP e ACE. Para melhorar a 
sobrevivência das vitimas de PCR que dão entrada em um hospital 
após o RCE, um sistema abrangente, estruturado, integrado e 
multidisciplinar de cuidados pos-PCR deve ser implementado de 
maneira consistente. O tratamento deve incluir suporte 
cardiopulmonar e neurológico. Hipotermia terapêutica e 
intervenções coronárias percutâneas (ICPs) devem ser executadas, 
quando indicadas. Como convulsões são comuns após a PCR, deve-se 
realizar um eletroencefalograma (EEG) para o diagnostico das 
convulsões, com pronta interpretação tão logo quanto possível e 
monitorização freqüente ou continua em pacientes comatosos após o 
RCE. 
Motivo: Desde 2005, dois estudos não aleatórios com controles 
simultâneos, assim como outros estudos usando controles históricos, 
indicaram um possível beneficio da hipotermia terapêutica após PCR 
intra ou extra-hospitalar com ritmo de apresentação de 
AESP/assistole. Cuidados organizados pos-PCR, com ênfase em 
programas multidisciplinares que enfoquem a otimização da função 
hemodinâmica, neurológica e metabólica (incluindo a hipotermia 
terapêutica) podem melhorar a sobrevivência a alta hospitalar entre 
as vítimas que obtiveram o RCE após a PCR intra ou extra-hospitalar. 
Embora ainda não seja possível determinar o efeito individual de 
muitas dessas terapias, quando conjugadas em um sistema de 
cuidados integrados, sua implementação tem demonstrado uma 
melhoria na sobrevivência à alta hospitalar. 
2005 (Antiga): Cuidados pos-
PCR foram incluídos na seção de 
SAVC das Diretrizes da AHA 
2005 para RCP e ACE. A 
hipotermia terapêutica foi 
recomendada a fim de melhorar 
o resultado de vitimas 
comatosas adultas de PCR extra-
hospitalar presenciada, quando 
o ritmo de apresentação era de 
FV. Alem disso, foram feitas 
recomendações para otimizar a 
hemodinâmica, o suporte 
respiratório e neurológico, 
identificar e tratar causas 
reversíveis da PCR, monitorar a 
temperatura e considerar o 
tratamento de distúrbios na 
regulação da temperatura. 
Contudo, a evidência para 
sustentar tais recomendações 
era limitada. 
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A AHA recomenda uma única relação compressão-ventilação de 30:2 para todos os socorristas 
que atuam sozinhos, para ser utilizada em todas as vítimas, desde lactentes (exceto recém-
nascidos) até adultos. Essa recomendação se aplica a todos os socorristas leigos e a todos os 
profissionais de saúde que realizam RCP por 1 socorrista. 
Motivo: Os especialistas da área querem simplificar as informações sobre RCP, para que mais 
socorristas possam aprender, memorizar e realizar melhor a RCP. Eles também querem garantir que 
todos os socorristas apliquem séries mais longas de compressões torácicas sem interrupções. 
Embora a pesquisa não tenha identificado uma relação ideal compressão-ventilação, quanto mais 
alta a relação compressão-ventilação, mais compressões torácicas são aplicadas em uma série 
durante a RCP. Esta modificação deve aumentar o fluxo sangüíneo para o coração, o cérebro e 
outros órgãos vitais. Durante os primeiros minutos de uma PCS com FV, a ventilação ou seja, as 
respirações de resgate provavelmente não é tão importante quanto as compressões. A ventilação, 
contudo, é importante para vítimas de parada por hipóxia e após os primeiros minutos de qualquer 
tipo de parada. Em sua maioria, os lactentes e as crianças e a maioria das vítimas de afogamento, de 
overdose de drogas e de traumatismos que desenvolvem parada cardíaca estão em condições de 
hipóxia. Essas vítimas apresentam maior chance de sobrevivência se receberem tanto compressões 
torácicas quanto ventilação. Portanto, a RCP somente com compressão torácica não era 
recomendada como a melhortécnica de RCP para socorristas leigos. Os especialistas concluíram que 
a combinação de compressão e ventilação é a técnica com maior probabilidade de surtir os 
melhores resultados para todas as vítimas de parada cardíaca. 
Todos os socorristas devem respirar normalmente (não devem respirar profundamente) antes 
de iniciarem a aplicação de ventilação de resgate boca-a-boca ou boca-dispositivo de barreira. 
Motivo: O socorrista deve ser capaz de aplicar ventilações que façam o tórax da vítima elevar, sem 
precisar respirar profundamente. 
Todos os socorristas devem aplicar cada ventilação de resgate (com ou sem um dispositivo 
de barreira) durante 1 segundo. 
Motivo: As ventilações de resgate podem ser aplicadas em 1 segundo. Quanto mais curto for o 
tempo necessário para aplicar as ventilações, mais rapidamente os socorristas podem reiniciar as 
compressões torácicas. As ventilações mais longas podem diminuir o retorno sangüíneo para o 
coração e, assim, reduzir o enchimento do coração com sangue. Isso diminuirá o fluxo de sangue 
produzido pela próxima série de compressões torácicas. 
2005 (Nova): Quando houver mais de um socorrista presente, 
eles devem se revezar no papel de “compressor”, 
aproximadamente a cada 2 minutos ou 5 ciclos de RCP (1 ciclo 
de RCP = 30 compressões e 2 ventilações de resgate). Os 
socorristas devem concluir o revezamento em até 5 segundos. 
Motivo: Em estudos realizados em manequins, a fadiga do 
socorrista, refletida por inadequação na freqüência ou na 
profundidade das compressões torácicas e por retorno torácico 
insuficiente, desenvolve-se após 1 a 2 minutos. 
Contudo, os socorristas não relatavam sentir fadiga antes de, pelo 
menos, 5 minutos. Em estudos de casos reais de ressuscitação 
Em 2000 (Antiga), 
recomendava-se aos 
socorristas trocar de posição 
quando o primeiro socorrista 
que realizava as compressões 
torácicas começasse a ficar 
exausto, com interrupções 
mínimas nas compressões 
torácicas. 
 
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realizada por socorristas profissionais, 50% das compressões 
torácicas não foram suficientemente 
profundas. Dada a importância das compressões torácicas eficazes, 
será útil para os socorristas alternarem a responsabilidade de 
realizar a compressão. 
Encerramento dos esforços de ressuscitação em adultos com PCR extra-hospitalar 
2010 (Nova): Para adultos que sofram PCR extra-hospitalar e que estejam recebendo apenas SBV, foi 
estabelecida a “regra de SBV para encerramento de ressuscitação”, que considera o encerramento do 
SBV antes do transporte por ambulância, se todos os seguintes critérios forem atendidos: 
• PCR não presenciada pelo profissional do SME ou primeiro socorrista 
• Ausência de RCE após três ciclos completos de RCP e analises do DEA/DAE 
• Nenhum choque aplicado com o DEA/DAE 
Em situações em que as equipes de SAV do SME estiverem presentes para fornecer cuidados para um 
adulto com PCR extra-hospitalar, foi estabelecida uma "regra de SAV para encerramento da 
ressuscitação", que considera o encerramento dos esforços de ressuscitação antes do transporte por 
ambulância, se todos os seguintes critérios forem atendidos: 
• PCR não presenciada (por qualquer pessoa) 
• RCP não administrada por nenhuma pessoa presente 
• Ausência de RCE após cuidados completos de SAV em campo 
• Nenhum choque aplicado 
A implementação destas regras envolve contatar o controle medico por telefone quando os critérios 
forem atendidos. Os profissionais do serviço medico de emergência/urgência devem receber 
treinamento sobre a sensibilidade de comunicação do resultado da ressuscitação para a família. Deve-se 
buscar apoio para as regras junto a agências colaboradoras, como Serviços de Emergência/Urgência 
hospitalares, consultórios de medicos-legistas, diretores médicos e a policia. 
Motivo: As regras de SBV e SAV para encerramento da ressuscitação foram validadas externamente em 
vários ambientes de SME nos Estados Unidos, no Canadá e na Europa. A implementação dessas regras 
pode reduzir em 40% a 60% a taxa de transporte hospitalar desnecessário, diminuindo, assim, os riscos 
rodoviários associados, que colocam em risco os prestados de assistência e o publico, expõem 
inadvertidamente o pessoal de SME a possíveis riscos biológicos e elevam o custo de preparação do 
Serviço de Emergência/Urgência. Nota: nenhum desses critérios foi estabelecido para a PCR pediátrica 
extra-hospitalar (neonatos, bebes ou crianças), visto que nenhum preditor de resultado de ressuscitação 
foi validado para a PCR extra-hospitalar nessa população. 
Administração de aspirina para desconforto torácico 
2010 (Nova): Os prestadores de primeiros socorros são incentivados a acionar o sistema de SME 
sempre que estiverem diante de alguém com desconforto torácico. Enquanto aguardam a chegada do 
SME, os prestadores de primeiros socorros devem aconselhar o paciente a mastigar uma aspirina adulta 
(sem revestimento entérico) ou duas aspirinas infantis de dosagem mais baixa, se o paciente não tiver 
histórico de alergia à aspirina ou de hemorragia gastrointestinal recente. 
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Motivo: A aspirina é benéfica quando o desconforto torácico se deve a uma SCA. Pode ser muito difícil, 
mesmo para profissionais, determinar se o desconforto torácico é de origem cardíaca. A administração 
de aspirina, portanto, nunca deve retardar o acionamento do SME. 
6. PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA 
Conceitos gerais - PCR é a interrupção súbita da atividade mecânica ventricular, útil e suficiente, e 
da respiração; morte clínica: falta de movimentos respiratórios e batimentos cardíacos eficientes 
na ausência de consciência, com viabilidade cerebral e biológica; morte biológica irreversível: 
deterioração irreversível dos órgãos, que se segue à morte clínica, quando não se institui as 
manobras de RCR; morte encefálica (freqüentemente referida como morte cerebral): ocorre 
quando há lesão irreversível do tronco e do córtex cerebral, por injúria direta ou falta de 
oxigenação, por um tempo, em geral, superior a 5min em adulto com normotermia. 
6.1 Causas 
NO ADULTO 
Infarto Agudo do Miocárdio, Doenças coronarianas, Traumas, Obstrução de vias aéreas, Distúrbios 
hidroeletrolíticos, Hipóxia aguda, Hemorragia e choque, Insuficiência respiratória, Hipotermia, 
Lesões cerebrais, Intoxicação por drogas ou medicamentos, Reflexo vagal excessivo etc. 
EM CRIANÇAS 
Insuficiência respiratória é a causa mais comum, Cardiomiopatias congênitas, Reflexo vagal, 
Distúrbios hidroeletrolíticos, Trauma etc. 
No ambiente extra-hospitalar e em adultos predominam as causas de origem cardíaca. Por outro 
lado, em ambiente hospitalar destaca-se as causas como a hipoxemia e hipovolemia. 
 
6.2 MODALIDADES DE PARADA CARDÍACA 
6.2.1 Assistolia - É a cessação de qualquer atividade elétrica ou mecânica dos ventrículos. No 
eletrocardiograma (ECG) caracteriza-se pela ausência de qualquer atividade elétrica ventricular 
observada em, pelo menos, duas derivações . 
 É a causa mais freqüente de PC no ambiente hospitalar (85%) 
 
Fig. - Assistolia ventricular; no início do traçado registrou-se um complexo QRS e onda T, seguido de linha isoelétrica. 
6.2.2 FV - Fibrilação ventricular - É a contração incoordenada do miocárdio em conseqüência da 
atividade caótica de diferentes grupos de fibras miocárdicas, resultando na ineficiência total do 
coração em manter um rendimento de volume sangüíneo adequado. No ECG, ocorre a ausência de 
complexos ventriculares individualizados que são substituídos por ondas irregulares em 
ziguezague, com amplitude e duração variáveis. 
É a causa mais freqüente de PC em adultos no ambiente extra-hospitalar (85-90%) 
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Fig. - Fibrilação ventricular. A) ondas amplas e rápidas - fv tipo "grosseiro"; B) ondas pequenas e lentas - fibrilação tipo "fino". 
6.2.3 (TVSP) Taquicardia ventricular sem pulso - É a sucessão rápida de batimentos ectópicos 
ventriculares que podem levar à acentuada deterioração hemodinâmica, chegando mesmo a 
ausência de pulso arterial palpável, quando, então, é considerada uma modalidade de parada 
cardíaca, devendo ser tratada com o mesmo vigor da FV. O ECG caracteriza-se pela repetição de 
complexos QRS alargados não precedidos de ondas P e, se estas estiverem presentes, não guardam 
relação com os complexos ventriculares. Podem ocorrer capturas isoladas de alguns complexos QRS. 
Em geral os ciclos ventriculares têm sucessão a intervalos irregulares. Também pode ser conhecida 
como ritmo pré-fibrilatório, pois rapidamente evolui para uma FV. A FC fica superior a 100 bpm. 
 
Fig. - Taquicardia ventricular. 
6.2.4 (AESP) Atividade elétrica sem pulso - É caracterizada pela ausência de pulso detectável na 
presença de algum tipo de atividade elétrica, com exclusão de TV ou FV. 
Ao ECG, caracteriza-se pela presença de complexos QRS largos e bizarros que não produzem 
resposta de contração miocárdica eficiente e detectável, 10 a 15% dos casos intra-hospitalares. 
Fig. - Dissociação eletromecânica ou ritmo agônico. Complexos QRS largos e bizarros. sem contração mecânica.
 
As causas mais comum de AESP são os chamados 5T e 5H 
5T 5H 
Tamponamento cardíaco -neoplasia, IAM, trauma torácico Hipovolemia 
Tensão do tórax ( pneumotórax hipertensivo) Hipóxia 
Trombose coronariana ( IAM extenso) Hipercalemia / Hipocalemia 
Tromboembolismo pulmonar Hipotermia 
Tóxicos ( antidepressivos, beta-bloqueadores, etc.) H + íon hidrogênio (acidose) 
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ALGORÍTIMO SIMPLIFICADO DE SBV (SUPORTE BÁSICO DE VIDA) ADULTO, SEGUNDO O MANUAL 
DE ATENDIMENTO DA AMERICAN HEART ASSOCIATION (AHA) DE 2010 
 
 
TRATAMENTO (SEGUNDO PROTOCOLO DE 2005) 
Consiste no conjunto de medidas básicas e avançadas de RCR. 
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7. SUPORTE BÁSICO DE VIDA 
 
Reconhecimento e abordagem inicial: 
- Avaliar nível de consciência – tocar e chamar a vítima 
- Solicitar ajuda 
- Posicionar corretamente a vítima – posicioná-la em decúbito dorsal sobre uma superfície plana, 
rígida e firme. Caso a vítima se encontre em decúbito lateral ou ventral, o Socorrista deve virá-la em 
bloco de modo que a cabeça, pescoço e ombros movam-se simultaneamente. 
- Posicionar-se corretamente – o socorrista deve colocar-se ao nível dos ombros da vítima, se 
ajoelhando quando ela estiver no solo. 
 
ABC PRIMÁRIO ( obs. Segundo o protocolo 2010, a ordem deve ser CAB) 
A = ABERTURA DE VIAS AÉREAS 
 
Nos indivíduos inconscientes existe o relaxamento da musculatura anterior do pescoço, em decúbito 
dorsal. Este acontecimento possibilita a queda da base da língua sobre a faringe obstruindo as vias 
aéreas. A queda da epiglote, indiretamente, também é um fator obstrutivo à passagem do ar para a 
traquéia. 
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Entre as manobras destinadas a desobstruir as vias aéreas a manobra de 
Ruben é a mais segura e efetiva. A manobra consiste em: hiperextensão da 
cabeça (head tilt) e elevação do mento (jaw thrust). 
No caso de suspeita de lesão cervical, realizar a manobra tripla de Safar, 
conhecida também como manobra de tração mandibular, observar a 
colocação dos ded os nos ramos, atrás dos ângulos da mandíbula, 
deslocando-a para frente, com a cabeça dorsofletida. Os polegares retraem o lobo inferior. O 
socorrista deve colocar-se atrás do polo cefálico da vítima. 
 
OVACE - Obstrução das vias aéreas por corpo estranho - Pode ser 
completa ou incompleta. Nas incompletas a ventilação e as trocas gasosas 
podem ser suficientes ou insuficientes. Na presença de troca gasosa 
suficiente, a vítima tosse vigorosamente, o que deve ser encorajado. O 
socorrista não deve tentar a expulsão do corpo estranho com manobras, 
como o golpeamento da região posterior do tórax. 
A troca gasosa insuficiente é reconhecida por tosse fraca e ineficiente, 
com ruído inspiratório agudo, crescente dificuldade respiratória e 
cianose. O seu manuseio é idêntico ao da obstrução completa. 
Na vítima de obstrução completa, ainda consciente, utiliza-se a manobra 
de Heimlich O socorrista posiciona-se atrás da vítima envolvendo-a com 
os braços, fechando uma das mãos que é colocada com o lado do polegar contra o abdômen da 
vítima na linha média entre o apêndice xifóide e a cicatriz umbilical. O punho fechado deve ser 
agarrado pela outra mão. Em seguida, aplica-se um golpe rápido para dentro e para cima. Esta 
manobra provoca uma tosse artificial tentando expelir o corpo estranho. Na vítima inconsciente, 
esta manobra deve ser realizada com o paciente em decúbito dorsal, ficando o socorrista ajoelhado 
sobre a vítima, cavalgando-a, colocando a base de uma das mãos na região do abdômen. A outra mão 
é colocada sobre a 1ª, pressionando o abdômen para dentro e para cima com múltiplos impulsos. 
Em gestantes e em pacientes muito obesos, essa manobra é realizada no tórax, sobre o esterno, sendo 
entre os seios na gestante. 
 
B = BOA VENTILAÇÃO (OBS. Esta etapa foi retirada do protocolo 2010) 
 
VER 
OOUVIR 
SENTIR 
 
Avaliação feita no máximo em 5 segundos 
 
Na ausência de ventilação espontânea, iniciar manobras de ventilação artificial 
 
 
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MANOBRAS: 
VENTILAÇÃO BOCA-A-BOCA 
Na ventilação boca-a-boca o reanimador respira normalmente (não 
se deve inspirar profundamente) e coapta sua boca com toda a boca 
da vítima. Segue-se a insuflação pulmonar do paciente com o ar 
expirado. A insuflação pulmonar deve durar cerca de 1 segundo, 
correspondendo aproximadamente a 500 ml a 700 mL. É 
impossível determinar o volume administrado durante a ventilação 
boca-a-boca 
É obrigatório observar a expansão da caixa torácica durante a 
insuflação pulmonar uma vez que, se as vias aéreas não estiverem 
corretamente desobstruídas, poderá advir distensão gástrica. A 
deflação do tórax deve ser igualmente observada, pois pode ocorrer mecanismo valvular com o palato 
mole e a expiração passiva dos pulmões não acontecer. A hiperinsuflação pulmonar é desnecessária e 
dificulta o retorno venoso o que induz a diminuir a eficiência da MCE 
Apesar de raros os relatos, durante o socorro com a ventilação boca-a-boca, a possibilidade de 
contaminação existe para alguns tipos de agentes como: neisseria, herpes, 
tuberculose. 
VENTILAÇÃO BOCA- A- NARIZ 
VENTILAÇÃO BOCA- A- NARIZ E BOCA 
VENTILAÇÃO BOCA-MÁSCARA 
VENTILAÇÃO BOLSA-VÁLVULA-MÁSCARA (AMBÚ) 
 
C = CIRCULAÇÃO 
 
 Em primeiro lugar deve-se constatar a ausência de pulso em artérias 
centrais, o local de realização da massagem é conforme o quadro visto 
anteriormente segundo as novas recomendações da AHA. Nas gestantes, 
a execução é como nos adultos, porém é importante e tração do útero 
gravídico para a esquerda, objetivando a descompressão da veia cava 
inferior. 
 
 
A RCP mantém um débito ao redor de 30% do débito cardíaco normal quando realizada por dois 
reanimadores experientes. 
A descompressão ( diástole ) torácica é feita sem a retirada das mãos do local correto, a finalidade de 
não perder o posicionamento. A seqüência de compressões/descompressões é executada na freqüênciaaproximadamente de 100 por minuto. O sincronismo entre as compressões e ventilações é realizado na 
proporção de 30 compressões para 2 ventilações (30:2). A ventilação é administrada em 1 segundo, 
gerando aproximadamente 10 a 12 ventilações por minuto. Antes do controle definitivo da via aérea 
através de algum artefato é recomendado 5 ciclos completos RCP (cerca de 2 minutos). Após este 
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controle a ventilação e a MCE deve ser feita simultaneamente, portanto não havendo pausa para 
ventilação. Nesta circunstância a MCE devem ser de aproximadamente 100 compressões por minuto e 
as ventilações de 8 a 10 incursões por minuto. A troca das funções durante a RCP evita a fadiga dos 
reanimadores, e é recomendada a cada 2 minutos. É obrigatório ressaltar que os reanimadores devem 
ocupar os lados opostos com relação ao paciente. Quando existir fadiga de um dos reanimadores a troca 
é feita imediatamente após o término de um ciclo (ventilação). 
Complicações mais comuns: fraturas de costelas e esterno; pneumotórax; hemotórax, embolia 
gordurosa; luxação costo-esternal, perfuração de vísceras (coração, pulmões, aorta, diafragma, fígado 
etc.) 
 
D = DESFIBRILAÇÃO PRECOCE 
- Um desfibrilador é o equipamento que permite aplicar um choque elétrico controlado ao paciente, com 
o objetivo de terminar uma FV (desfibrilação) ou uma TV ou supraventricular (cardioversão). 
A desfibrilação elétrica do coração pode ser considerada, de uma forma muito simples, como uma 
descarga elétrica não sincronizada com o ritmo cardíaco, aplicado no tórax do paciente. 
Nos casos de parada cardíaca súbita, o ritmo mais freqüentemente observado é a FV; o único tratamento 
realmente eficaz da FV é a desfibrilação elétrica; a probabilidade de sucesso na desfibrilação decai 
rapidamente com o passar do tempo; a FV tende a se transformar em assistolia em poucos minutos. 
Estas considerações justificam que em caso de parada cardíaca, a desfibrilação deve ser realizada o mais 
rápido possível. Além disto é importante se ter em mente que, em caso de FV, muitos adultos podem 
sobreviver neurologicamente bem, mesmo se desfibrilados tardiamente, após 6 a 10min. A RCR, 
realizada enquanto se espera pela desfibrilação, prolonga a FV e conserva o miocárdio e o cérebro. 
Deve-se lembrar que em adultos nos quais sofreram PCR sem testemunha, portanto estavam 
inconscientes quando foram encontrados, ou quando o socorro apresentou um tempo de chegada ao 
local maior que 4 a 5 minutos é obrigatório realizar 5 ciclos de RCP (aproximadamente 2 minutos) antes 
do emprego do DEA. O objetivo é diminuir a hipóxia e acidose do miocárdio e facilitar a desfibrilação 
É importante advertir que após o desfecho da desfibrilação do AED, a avaliação do pulso é feita somente 
após 5 ciclos de RCP (aproximadamente 2 minutos). O objetivo é não descontinuar as manobras de RCP 
desnecessariamente e piorar o prognóstico. Os profissionais de RCP devem avaliar a presença, ou 
ausência de pulso no adulto em uma grande artéria como a carótida ou femoral durante no máximo em 
10 segundos. 
 
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ALGORÍTIMOS DE SAVC (SUPORTE AVANÇADO DE VIDA EM CARDIOLOGIA) SEGUNDO 
PROTOCOLO DE 2005 
 
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DROGAS UTILIZADAS EM PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA. 
MEDICAÇÃO QUANDO COMO PORQUE ATENÇÃO 
ADRENALINA FV/TV sem 
pulso Assistolia 
AESP 
1 mg EV em 
bolus, a cada 3 a 
5 min enquanto 
durar a PCR 
Aumenta a pressão 
de perfusão 
- Doses elevadas, acima 
das preconizadas estão 
associadas a maior 
recuperação de 
circulação espontânea, 
mas não à alta 
hospitalar. 
AMIODARONA 
Apresentação 
- 150 mg/3 ml; 
ampolas. 
FV/TV sem 
pulso 
Ataque 
- PCR - 300 mg 
ev em bolus 
seguidos, de 20 
ml de SF; 
considerar 150 
mg após 15 min 
se não houver 
reversão 
- Fora da PCR - 
150 mg diluído 
em 100 ml, 
- Diminui a 
condução através 
do sistema His-
Purkinje e de feixes 
anômalos 
- Inibe receptores 
alfa e beta 
adrenérgicos e 
possui 
propriedades 
vagolíticas e de 
bloqueadores de 
- Hipotensão arterial é o 
principal efeito colateral 
- Bradicardia (pode 
Necessitar de marca-
passo) 
- Precipita em meio 
básico 
- Diminui o 
metabolismo da 
digoxina e da warfarina 
- Efeito aditivo com 
outras medicações que 
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infundidos em 
15 min; pode-se 
repetir a cada 15 
min até 
conversão do 
ritmo. 
Manutenção 
- 1 mg/ min nas 
primeiras 6h, 
seguido de 0,5 
mg/min nas 18 h 
consecutivas. 
canais de cálcio 
- Aumenta a 
duração do 
potencial de ação 
em todo o tecido 
cardíaco 
- No nó sinusal - 
reduz a FC, diminui 
a condução para o 
nó AV e diminui a 
resposta 
ventricular 
prolongam o QT: 
antiarrítmicos Classe IA, 
fenotiazínicos, 
tricíclicos, tiazídicos e 
sotalol 
ATROPINA 
Apresentação 
- variável; 
ampolas de 
0 , 2 5 mg/1ml 
(0,5 e 1 mg, na 
dependência do 
serviço). 
Assistolia AESP 
com ritmos 
bradicárdicos 
(FC < 60 bpm) 
 
Obs. Não é mais 
recomendada 
pela AHA 2010 
- PCR - 1mg a 
cada 3 a` 5 min 
- Fora da PCR - 
0,5 a 1 mg a cada 
3 a 5 min 
Dose máxima 
- 0,03 a 0,04 
mg/kg 
- Aumenta a FC por 
acelerar a descarga 
do NSA e o bloqueio 
vagal 
- Efeito 
dromotrópico 
- Não utilizar subdoses 
(efeito paradoxal) 
- Taquicardia, TV e 
extrassístoles 
- Cuidado em pacientes 
isquêmicos e em pac 
com alto grau de 
bloqueio AV 
- Não atua em corações 
transplantados 
BICARBONATO 
DE SÓDIO 
Apresentação 
- soluções de 
bicarbonato de 
sódio 8,4% - 
1mEq/ml 
Assistolia ou 
AESP 
- somente em 
situaç õ es de 
ressuscitação 
prolongada ou 
em que se 
suspeite de: 
intoxicação por 
antidepressivo 
tricíclicos, 
acidose 
metabólica ou 
hiperpotasemia 
Ataque 
- 1 mEq/ kg ev 
inicialmente 
metade dessa 
dose a cada 10 
min 
posteriormente 
- Nas fases iniciais 
da PCR, a RCP é 
eficaz para 
controlar a acidose 
metabólica. 
- Suplementação de 
bicarbonato nas 
fases iniciais pode 
acarretar 
complicações 
- Nas fases tardias 
da PCR (> 10 min) 
ou nos casos em 
que suspeite de 
acidose prévia 
- Complicações 
 –Acidose do líquido 
cerebroespinal; 
hipernatremia e 
hiperosmolaridade. 
- Cuidados na 
administração 
- administrar em via 
separada de aminas 
vasoativas ou 
adrenalina, pois inativa 
tais substâncias 
LIDOCAÍNA 
Apresentação 
- 100 mg/5ml 
FV/TV sem 
pulso 
 - TV estável - 1 a 
1 , 5 mg/kg ev 
em bolus; repetir 
0,5 a 0,75 mg/kg 
a cada 3 a 5 min, 
se não houver 
reversão. 
- FV/TV sem 
- Inibe o influxo de 
sódio através dos 
canais rápidos das 
células miocárdicas. 
- Diminui a 
condução em 
tecidos isquêmicos, 
com menor 
- Metabolismo 
diminuído em pacientes 
com ICC, disfunção 
hepática, choque, idade 
maior de 70 anos, 
perfusão periférica 
diminuída e uso de 
cimetidina ou 
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pulso - 1 a 1,5 
mg/kg ev em 
bolus; repetir 1 a 
1,5 mg/kg a cada 
3 a 5 min, se não 
houver reversão. 
Pode ser 
utilizada por 
cânula 
endotraqueal 
(dobro da dose 
ev). 
Dose máxima - 
3 mg/kg. 
Manutenção 
- 1 a 4 
mg/minuto. 
influência no tecido 
normal. 
betabloqueadores. 
Nesses pacientes, a dose 
de ataque é a mesma, 
mas a de manutenção 
deve ser diminuída à 
metade. 
- Toxicidade SNC – 
graus variados de 
confusão mental. 
- Contra- indicada em 
pacientes com graus 
avançados de BAVMAGNÉSIO 
Apresentação 
- ampolas de 
sulfato de 
magnésio 6% 
(0,6 g/10 ml). 
- TV 
polimórfica, 
induzida por 
drogas, mesmo 
na ausência de 
deficiência de 
magnésio. 
- TV 
polimórfica, 
induzida por 
deficiência de 
magnésio. 
- PCR quando 
distúrbio do 
ritmo 
apresentado 
for sugestivo de 
Torsades de 
Pointes. 
Ataque 
- 1 a 2 gr em 50 a 
100 ml de SG5% 
em 5 a 60 min 
(fora da PCR) ou 
1 a 2 g em 10 ml 
de SG5% em 
bolus (na PCR). 
Manutenção 
- 0,5 a 1 g/hora. 
- Essencial para 
várias enzimas 
intracardíacas, que 
atuam na condução. 
- Deficiência 
implica em 
várias 
anormalidades de 
condução e 
automaticidade. 
- Suprime a 
automaticidade 
miocárdica em 
células 
parcialmente 
despolarizadas. 
- Cuidado em pacientes 
em uso de digital, com 
insuficiência renal 
crônica, bloqueios atrio- 
ventriculares, pré-
existentes. 
- Contra-indicações – 
depressão respiratória, 
hipocalcemia e 
hipermagnesemia. 
- Sinais de overdose – 
hipotensão, rubor facial, 
bradicardia e graus 
avançados de BAV, 
depressão respiratória, 
alteração do nível de 
consciência, diminuição 
dos reflexos musculares 
e flacidez muscular. 
VASOPRESSINA FV/TV sem 
pulso 
- 40 UI ev em 
bolus uma única 
vez. 
- Aumenta a pressão 
de perfusão. 
- Devido a sua 
duração prolongada, 
pode ser utilizada 
em uma única dose. 
- Mesmos cuidados 
requeridos para 
adrenalina. 
AESP - Atividade Elétrica; BAV - bloqueio atrioventricular; FA- fibrilação atrial; FC - freqüência 
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cardíaca; NAV - nó atrioventricular; NSA- nó sinoatrial; 
ICC - insuficiência cardíaca congestiva; PCR - parada cardiorrespiratória; Sem Pulso SNC - sistema 
nervoso central; TSV - taquicardia supraventricular;TV - taquicardia ventricular. 
 
8. AVC ( ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL) 
8.1 DEFINIÇÕES 
 
Isquemia Cerebral - Interrupção aguda do fluxo sanguíneo para alguma parte do cérebro 
determina. 
Acidente Vascular Cerebral - isquemia que perdurar por um período de tempo suficiente para 
provocar lesão no cérebro, 
 
8.2 CLASSIFICAÇÃO 
 
8.2.1 Acidente Isquêmico Transitório 
 - podem anteceder em dias ou semanas o verdadeiro AVC. Caracteriza-se por sintomas 
neurológicos que duram menos de 24 horas, geralmente minutos (15 a 60 minutos), como: 
 - dificuldade para falar, 
- visão dupla (diplopia), 
- vertigem e fraqueza ou 
 - formigamento em uma metade do corpo. 
AIT – MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: 
Fraqueza muscular, 
Paralisia, 
Perda da sensibilidade e formigamento, 
Disartria - dificuldade para articular as palavras 
Afasia - dificuldade para elaborar a linguagem ou para compreender a linguagem, 
Diplopia - sintomas visuais como visão dupla, 
Hemianopsia - perda do campo visual à direita ou à esquerda 
 
8.2.2 Isquêmico 
Aterotrombótico – uma placa de ateroma ulcerada, oclusão ou trombose na artéria carótida comum 
ou na artéria carótida. 
Embolia de origem cardíaca – um trombo que se solta do coração, viaja pelas artérias (êmbolo) e 
obstrui alguma artéria cerebral. 
 
8.2.3 Hemorrágico 
 
Hematomas subdurais agudos ou subagudos - após traumatismo craniano; 
Hemorragia subaracnóideia - após ruptura de aneurisma ou malformação arteriovenosa; 
Hemorragia intra-parenquimatosa - em pacientes com hipertensão crônica e 
Outras causas: alcoolismo crônico, hepatopatias e coagulopatias. 
 
8.3 Atendimento Pré-hospitalar no Acidente Vascular Encefálico 
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O atendimento pré-hospitalar deve centralizar-se na rápida identificação e avaliação do paciente com 
AVC agudo, seguido de um transporte rápido com notificação pré-chegada, para uma unidade com 
capacidade de administrar a terapêutica apropriada para o caso. Recomenda-se o estabelecimento de 
estratégias de educação pública para o reconhecimento dos sinais e sintomas do AVC e para a busca 
rápida de um serviço de emergência médica móvel zu emergência hospitalar. Paralisia ou fraqueza 
súbita facial, alteração motora em braço ou perna, mais frequentemente em um lado do corpo e 
dificuldade na fala, constituem sinais de alerta que indicam provável AVC. 
Sinais de risco para AVC isquêmico são aparecimento súbito de: 
• Dormência na face, braço ou perna, especialmente de um lado do corpo; 
• Confusão na comunicação (fala ou entendimento); 
• Distúrbio da visão em um ou nos dois olhos; 
• Alteração da marcha, tontura, desmaio, perda de equilíbrio ou coordenação; e/ou dor de cabeça de 
causa desconhecida. 
8.4 Escala Pré-hospitalar para AVC de Cincinnati (Cincinnati Prehospital Stroke Scale – CPSS) 
Com o nome devido à localidade onde foi desenvolvida, utiliza a avaliação de 3 achados físicos em 
menos de um minuto: 
1. Queda facial 
2. Debilidade dos braços 
3. Fala anormal 
Paciente com aparecimento súbito de 1 destes 3 achados tem 72% de probabilidade de um AVC 
isquêmico, se os 3 achados estiverem presentes a probabilidade é maior que 85%. 
 
9. HEMORRAGIAS 
 
• A hemorragia é um sangramento em virtude de lesão em vaso sanguíneo. 
• A tolerância de perda sanguínea em adulto é de 500ml, com discreta baixa na pressão arterial. 
Quando a perda chega a 1000ml surgem os sinais de hipovolemia. 
 
9.1 Classificação: 
 
HEMORRAGIA INTERNA 
 
O sangramento ocorre devido a um rompimento de um vaso interno, 
Não há solução de continuidade 
Algumas vezes, pode exteriorizar-se, saindo por cavidades naturais 
Suspeitar quando existe: 
Acidente por desaceleração; 
• Ferimento por projétil de arma de fogo, faca ou estilete, principalmente no tórax e abdome; 
• Queda de altura 
• Contusão contra volante ou objetos rígidos 
• Queda de objetos pesados sobre o corpo 
Sintomas 
• Pulso rápido e fraco 
• Palidez da pele e mucosas; 
• Confusão mental e agitação 
• "Abdômen em tábua" (duro não compressível) 
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• Sudorese profunda; 
• Pele fria; 
• Sede acentuada 
• Apreensão e medo 
• Vertigens 
• Náuseas 
• Estado de choque 
• Calafrios 
 
• Dispnéia 
• Desmaio 
• Hematêmese 
• Enterorragia 
• Hemoptise 
• Otorragia 
• Epistaxe 
• Metrorragia 
 
 
HEMORRAGIAS INTERNAS EXTERIORIZADAS 
 
Hematúria _ a perda de sangue juntamente com a urina. Pode ocorrer em conseqüência de 
traumatismo com lesão do aparelho urinário (rins, ureter, uretra, bexiga) ou em caso de doença como 
nefropatia, cálculo, infecção, tumor, processo obstrutivo ou congestivo e após intervenção cirúrgica no 
trato urinário. 
Melena e Enterorragia 
É a perda de sangue escuro, brilhante, fétido e com aspecto de petróleo, pelo orifício anal, geralmente 
provocada por hemorragia no aparelho digestivo alto (melena) ou no aparelho digestivo baixo 
enterorragia - sangue vivo). Assim com a hematêmese, este tipo de sangramento é também originado 
por doença gástrica ou devido a rompimento de varizes esofagogástricas, cirrose hepática, febre tifóide, 
perfuração intestinal, gastrite hemorrágica, retocolite ulcerativa inespecífica, tumores malignos do 
intestino e reto, hemorróidas e outras. 
Otorragia - sangramento pelo conduto do ouvido. Não se faz tamponamento. 
Hemoptise - Perda de sangue que vem dos pulmões, através das vias respiratórias, pela boca, precedido 
de tosse, em pequena ou grande quantidade, de cor vermelho vivo e espumoso 
O acidentado além dos sintomas anteriormente descritos pode apresentar também palidez intensa, 
sudorese e expressão de ansiedade e angústia, o que caracteriza a entrada em estado de choque. 
A seguinte conduta deve ser observada: 
· Tranqüilizar o acidentado e amenizar-lhe o medo. 
· Deitá-lo de lado para prevenir sufocamento pelo refluxo de sangue. 
 Deixá-lo em repouso. 
· Recomendar que não fale e nem faça esforço. 
· Não demonstrar apreensão. 
· Providenciar transporteurgente para local onde possa receber 
atendimento especializado. 
Hemorragia Nasal (Epistaxe ou Rinorragia) 
É a perda de sangue pelo nariz. A hemorragia nasal pode ocorrer por traumatismo craniano. Neste caso, 
especialmente quando o sangue sai em pequena quantidade acompanhada de líquor, o corrimento não 
deve ser contido e o acidentado precisa de atendimento especializado com urgência. A hemorragia do 
nariz é uma emergência comum que geralmente resulta de um distúrbio local, mas pode decorrer de 
uma grave desordem sistêmica. Em muitos casos a epistaxe não tem causa aparente. Pode ocorrer 
devido à manipulação excessiva no plexo vascular com rompimento dos vasos através das unhas; 
diminuição da pressão atmosférica; locais altos; viagem de avião; saída de câmara pneumática de 
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imersão ou sino de mergulho; contusão; corpo estranho; fratura da base do crânio; altas temperaturas; 
dentre outras. Às vezes pode ocorrer como sintoma de um grave transtorno no organismo que requer 
investigação imediata, como por exemplo crise hipertensiva. As hemorragias nasais sempre podem ser 
estancadas. As medidas para contenção devem ser aplicadas o mais rapidamente possível, a fim de 
evitar perda excessiva de sangue. 
Primeiros Socorros 
Ao atender um caso de epistaxe deve-se observar a seguinte conduta: 
• Tranqüilizar o acidentado para que não entre em pânico. 
• Afrouxar a roupa que lhe aperte o pescoço e o tórax. 
• Sentar o acidentado em local fresco e arejado com tórax recostado. 
• Verifique o pulso, se estiver forte, cheio e apresentar sinais de hipertensão, deixe que seja eliminada 
certa quantidade de sangue. 
• Fazer ligeira pressão com os dedos sobre a asa do orifício nasal de onde flui o sangue, para que as 
paredes se toquem e, por compressão direta o sangramento seja contido. 
• Sempre que possível aplicar compressas frias sobre a testa e nuca. 
 
HEMORRAGIA EXTERNA 
 
O local de sangramento é visível através de solução de continuidade 
Medidas de primeiros socorros: 
• Avaliar a gravidade da hemorragia, deitar a vítma, se necessário 
• Afrouxar as roupas ou retirar o excesso 
• Cobrir e aquecer a vítima 
• Oferecer líquidos se não houver suspeita de traumatismo abdominal 
• Controlar a Hemorragia: 
1. Compressão direta sobre a lesão 
2. Elevação do membro lesado 
3. Compressão dos pontos arteriais 
4. Torniquete 
5. Imobilização (método coadjuvante) 
6. Resfriamento (método coadjuvante) 
Torniquete é técnica cada vez mais abandonada. Só deve ser tentada quando todas as técnicas 
anteriores já foram tentadas e falharam. 
É técnica de risco, podendo causar lesões mesmo quando aplicada corretamente. Torniquetes aplicados 
de maneira imprópria podem esmagar o tecido e causar lesão permanente nos nervos, músculos e 
vasos. Podem ainda provocar gangrena pela isquemia e morte tecidual se aplicados por tempo 
prolongado. 
No ponto de sua aplicação podem ocorrer lesões vasculares arteriais que culminam, posteriormente, no 
estímulo a formação de coágulo obstruindo todo o vaso. Pode ser necessária até mesmo a amputação do 
membro. 
Outras vezes, a falta de oxigenação do tecido, principalmente em músculos de grande porte (membros 
inferiores, por exemplo), determina a formação de substâncias tóxicas. Quando o torniquete é desfeito, 
estas substâncias são liberadas para a circulação, interferindo nos mecanismos circulatórios, causando 
choque e até parada cardíaca. 
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Quanto mais se exercitam e se praticam as técnicas anteriores, mais o torniquete deve ser abandonado. 
Mesmo nas amputações, a compressão direta sobre o coto é preferível. Para membros lacerados, 
 6) Resfriamento (método coadjuvante): o resfriamento de uma área lesada não é eficaz por si próprio. 
É um método auxiliar e pode ser usado em combinação com uma das técnicas anteriores. Reduz a dor e 
auxilia na redução de edemas quando a lesão for acompanhada de contusão. Podem ser utilizados 
produtos previamente gelados, gelo em um saco plástico ou ainda produtos especiais embalados em 
plástico que, quando esmagados, produzem reação química com intenso resfriamento da própria 
embalagem que é colocada sobre a região. 
 
Torniquetes e controle de hemorragias 
2010 (Sem alterações em relação a 2005): Devido aos possíveis efeitos adversos de torniquetes e à 
dificuldade de sua correta aplicação, seu uso para controlar hemorragias das extremidades é indicado 
somente se a aplicação de pressão direta não for eficaz ou possível e se o prestador de primeiro 
socorros tiver treinamento no uso de torniquete. 
Motivo: São várias as experiências com o uso de torniquetes para controlar hemorragias em campos de 
batalha e não há dúvida de que eles funcionam nas circunstâncias corretas e com o treinamento 
adequado. No entanto, não existem dados sobre o uso de torniquetes por prestadores de primeiros 
socorros. Os efeitos adversos dos torniquetes, que podem incluir isquemia e gangrena da extremidade, 
bem como choque ou até mesmo a morte, parecem estar relacionados à quantidade de tempo que 
permanecem aplicados e sua eficácia é parcialmente dependente do tipo de torniquete. Em geral, 
torniquetes especialmente projetados são melhores do que os improvisados. 
Sem alterações em relação a 2005 
 
Agentes hemostáticos 
2010 (Nova): O uso de rotina de agentes hemostáticos para controlar hemorragia como medida de 
primeiros socorros não é recomendado atualmente. 
Motivo: Apesar do fato de diversos agentes hemostáticos serem eficazes no controle de hemorragias, 
seu uso não é recomendado como medida de primeiros socorros para o controle de hemorragias devido 
a uma significativa variabilidade na eficácia e no potencial de efeitos adversos, inclusive destruição 
tecidual com indução de estado pró-embólico e possível lesão térmica. 
 
10. CHOQUES 
 
Choque é um estado agudo, caracterizado pela diminuição do fluxo sanguíneo adequado para 
manutenção da perfusão tecidual sistêmica, ocasionando prejuízo a à função celular. 
Classificação: 
O choque hipovolêmico é causado pela diminuição acentuada do volume de líquido circulante, sendo as 
principais causas: hemorragias, queimaduras e desidratação. 
 Pulso rápido, sudorese, polidipsia, respiração rápida e superficial, hipotensão, palidez, 
obnubilização, oligúria, apatia e coma. 
O choque cardiogênico é causado por uma deficiência da bomba cardíaca ou por sobrecarga cardíaca, 
sendo as principais causas: IAM, ICC e sobrecarga cardíaca. 
Hipotensão arterial (pressão sistólica menor que 80 mmHg), baixo débito urinário (menos que 25 
ml/h), pele fria e pegajosa, agitação, confusão e obnubilação; pulso fraco e filiforme(as vezes 
ausente), sintomas cardíacos com dor torácica recorrente ou persistente. 
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O choque anafilático é causado por reação de hipersensibilidade do organismo a determinadas 
substâncias, causando vasodilatação generalizada. 
Sensação de calor, pruridos e formigamentos, dispnéia e cefaléia, ocorrência ou não de parada 
cardiorrespiratória 
O choque séptico é provocado pela liberação de toxinas bacterianas na corrente sanguínea, causando 
vasodilatação sistêmica. 
Calafrios com tremores,hipertermia, pele seca, quente e ruborizada(contrastando com outros 
choques);aumento do débito cardíaco, pulso rápido e taquicardia, hipotensão arterial, palidez, confusão 
mental, oligúria e hipovolemia; 
O choque neurogênico é provocado por alterações no SNC, provocando vasodilatação dos vasos 
sanguíneos, porém não necessariamente relacionada a perda de sangue 
O choque séptico é provocado pela liberação de toxinas bacterianas na corrente sanguínea,causando 
vasodilatação sistêmica. 
O choque neurogênico é provocado por alterações no SNC, provocando vasodilatação dos vasos 
sanguíneos, porém não necessariamente relacionada a perda de sangue. 
 
11. LESÕES TRAUMÁTICAS 
 
MORTALIDADE NO TRAUMA 
 IMEDIATA: 50% das vítimas morrem na cena ou no transporte 
 PRECOCE: 30% das vítimas morrem na sala de trauma ou no ato cirúrgico. 
 TARDIA: 20% das vítimas morrem de infecção ou outras complicações relacionadas ao choque. 
 
CLASSIFICAÇÃO: FERIMENTOS / ENTORSES / LUXAÇÕES / FRATURAS 
 
11.1 FERIMENTOS 
 
Todos os ferimentos, logo que ocorrem: 
1. Causam dor 
2. Originam sangramentos 
3. São vulneráveis as infecções 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO AGENTE CAUSAL 
1. Incisas ou cortantes - são provocadas por agentes cortantes, como faca, bisturi, lâminas, etc.; suas 
características são o predomínio do comprimento sobre a profundidade, bordas regulares e nítidas, 
geralmente retilíneas. Na ferida incisa o corte geralmente possui profundidade igual de um extremo à 
outro da lesão, sendo que na ferida cortante, a parte mediana é mais profunda. 
2. Corto-contusa - o agente não tem corte tão acentuado, sendo que a força do traumatismo é que causa 
a penetração do instrumento, tendo como exemplo o machado. 
3. Perfurante são ocasionadas por agentes longos e pontiagudos como prego, alfinete. Pode ser 
transfixante quando atravessa um órgão, estando sua gravidade na importância deste órgão. 
4. Pérfuro-contusas - são as ocasionadas por arma de fogo, podendo existir dois orifícios, o de entrada 
e o de saída. 
5. Lácero-contusas - Os mecanismos mais freqüentes são a compressão: a pele é esmagada de 
encontro ao plano subjacente, ou por tração: por rasgo ou arrancamento tecidual. As bordas são 
irregulares, com mais de um ângulo; constituem exemplo clássico as mordidas de cão. 
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6. Perfuro-incisas - provocadas por instrumentos pérfuro-cortantes que possuem gume e ponta, por 
exemplo um punhal. Deve-se sempre lembrar, que externamente, poderemos ter uma pequena marca 
na pele, porém profundamente podemos ter comprometimento de órgãos importantes como na figura 
abaixo na qual pode ser vista lesão no músculo cardíaco. 
7. Escoriações - a lesão surge tangencialmente à superfície cutânea, com arrancamento da pele. 
8. Hematomas - Há rompimento dos capilares, porém sem perda da continuidade da pele, sendo o 
sangue extravasado forma uma cavidade. 
Primeiros cuidados com a ferida: 
SUPERFICIAIS 
Lavar com água corrente e sabão 
Secar com gaze e pano limpo 
Proteger o local 
PROFUNDAS 
Priorizar cuidados nos sintomas mais graves 
Se houver hemorragia, promover cuidado específico 
Não retirar corpos estranhos 
Limpar ao redor com água e sabão 
Proteger o local e encaminhar ao atendimento definitivo 
USO DO GELO 
- Gelo não pode ser usado em ferimentos abertos, nem em mucosas, globo ocular e genitália. 
- Deve ser aplicado no local da contusão envolvido em saco plástico, por 20', com intervalos de 20' 
também, sendo repetida a aplicação por três vezes. 
 
11.2 TRAUMAS MÚSCULO-ESQUELÉTICOS 
 
 
11.2.1 ENTORSES – estiramento dos ligamentos adjacentes a uma articulação, (a distensão fala do 
estiramento muscular) 
Sintomas – Dor local, edema, incapacidade funcional 
Cuidados 
Aplicar gelo ou compressas frias durante as primeiras 24 horas. Após este tempo aplicar compressas 
mornas. 
Repouso da parte afetada 
11.2.2 LUXAÇÕES - perda definitiva de contato das superfícies articulares 
Sintomas: 
 Dor intensa no local afetado (a dor é muito maior que na entorse), geralmente 
afetando todo o membro cuja articulação foi atingida. 
· Edema. 
· Impotência funcional. 
· Deformidade visível na articulação. Podendo apresentar um encurtamento ou 
alongamento do membro afetado. 
Cuidados: 
A imobilização e enfaixamento das partes afetadas por luxação devem ser feitas 
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da mesma forma que se faz para os casos de entorse. A manipulação das articulações deve ser feita com 
extremo cuidado e delicadeza, levando-se em consideração, inclusive, a dor intensa que o acidentado 
estará sentindo. 
11.2.3 FRATURAS - SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE ÓSSEA 
 Suspeita-se de fratura ou lesões articulares quando houver: 
1.Dor intensa no local e que aumente ao menor movimento. 
2.Edema local. 
3.Crepitação ao movimentar (som parecido com o 
amassar de papel). 
4.Hematoma (rompimento de vasos, com acúmulo de 
sangue no local) ou equimose (mancha de coloração 
azulada na pele e que aparece horas após a fratura). 
5.Paralisia (lesão de nervos). 
As fraturas podem se classificadas de acordo com sua 
exteriorização e com a lesão no osso afetado 
Fratura Fechada ou Interna São as fraturas nas quais os 
ossos quebrados permanecem no interior do membro 
sem perfurar a pele. Poderá, entretanto romper um 
vaso sanguíneo ou cortar um nervo. 
Fratura Aberta ou Exposta 
São as fraturas em que os ossos quebrados saem do 
lugar, rompendo a pele e deixando exposta uma de 
suas partes, que pode ser produzida pelos próprios 
fragmentos ósseos ou por objetos penetrantes. Este 
tipo de fratura pode causar infecções. 
Fratura em Fissura 
São aquelas em que as bordas ósseas ainda estão muito 
próximas, como se fosse uma rachadura ou fenda. 
Fratura em Galho Verde 
É a fratura incompleta que atravessa apenas uma parte 
do osso. São fraturas geralmente com pequeno desvio e que não exigem redução; quando exigem, é feita 
com o alinhamento do eixo dos ossos. Sua ocorrência mais comum é em crianças e nos antebraços 
(punho). 
Fratura Completa 
É a fratura na qual o osso sofre descontinuidade total. 
Fratura Cominutiva 
É a fratura que ocorre com a quebra do osso em três ou mais fragmentos. 
Fratura Impactada 
É quando as partes quebradas do osso permanecem comprimidas entre si, interpenetrando-se. 
Fratura Espiral 
É quando o traço de fratura encontra-se ao redor e através do osso. Estas fraturas são decorrentes de 
lesões que ocorrem com uma torção. 
Fratura Oblíqua 
É quando o traço de fratura lesa o osso diagonalmente. 
Fratura Transversa 
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É quando o traço de fratura atravessa o osso numa linha mais ou menos reta. 
 
12. INTOXICAÇÃO 
 
Emergência médica caracterizada por distúrbios no funcionamento de órgãos ou sistemas causados pela 
interação com o organismo humano de substâncias tóxicas de quaisquer naturezas. 
SUBSTÂNCIAS NORMALMENTE ENVOLVIDAS: 
− Medicamentos: antidepressivos, estimulantes, analgésicos; 
− Derivados de petróleo: gasolina, óleo diesel, graxa, naftalina; 
− Cosméticos: esmalte, acetona, talcos; 
− Pesticidas, raticidas, agrotóxicos; 
− Plantas venenosas: comigo-ninguém-pode; trombeta; 
− Outros: drogas; alimentos contaminados; limpadores domésticos; chumbo; pomadas, cremes, contato 
com insetos (taturana); picada de insetos, acidente ofídico, drogas injetáveis. 
 VIAS DE INGRESSO DO AGENTE NOCIVO 
a) Ingestão: deglutição de substâncias químicas, acidental ou intencionalmente; 
b) Inalação: aerossóis, pós, fumaças, gases; 
c) Absorção: através do contato direto da pele com certas substâncias; 
d) Injeção: inoculada no organismo humano através de peçonhas ou seringas. 
SINAIS E/OU SINTOMAS GERAIS DAS INTOXICAÇÕES: 
• Queimaduras ou manchas ao redor da boca; 
• Formação excessiva de saliva ou espuma na boca; 
• Odor inusitado no ambiente, no corpo ou nas vestes da vítima; 
• Respirações rápidas e superficiais; 
• Pulso alterado na frequência e ritmo; 
• Sudorese; 
• Alteração do diâmetro das pupilas; 
• Dor abdominal; 
• Náuseas; vômitos; 
• Diarréia; 
• Hemorragias digestivas; 
• Distúrbios visuais; 
• Tosse; 
• Reações na pele, que podem variar de irritação até queimaduras químicas;• Coceiras (pruridos) e ardência na pele; 
• Aumento da temperatura da pele; 
• Picadas e mordidas visíveis na pele com dor ou inflamação; 
• Confusão mental, inconsciência; 
• Convulsões; 
• Choque anafilático; 
• Parada respiratória ou cardiorrespiratória. 
TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR DAS INTOXICAÇÕES: 
• Garantir a segurança pessoal e da equipe de resgate - (uso de EPI e EPR); 
• Remover a vítima do local de risco, especialmente quando exposta à atmosfera gazeada; 
• Realizar a análise primaria e secundária e tratar os problemas em ordem de prioridade; 
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• Remover as roupas do acidentado caso estejam contaminadas; 
• Nos casos de contato da pele da vítima com substâncias químicas, lavar com água limpa ou soro 
fisiológico, a fim de remover o máximo de substâncias possíveis; 
• Mantenha a temperatura corporal da vítima estabilizada; 
• Vítimas inconscientes que apresentem possibilidade de vomitar devem ser posicionadas e 
transportadas na Posição de Recuperação; 
• Vítimas conscientes apresentando dificuldade respiratória devem ser posicionadas e transportadas 
em decúbito elevado (semissentada); 
• Transporte junto com a vítima: resto de substâncias, recipientes e aplicadores de drogas ou vômito. 
Tenha certeza que a vítima não possui traumatismos, pois as drogas podem "mascarar" a dor! 
 
13. AMPUTAÇÕES 
São lesões geralmente relacionadas a acidentes automobilísticos (amputações traumáticas). Seu 
tratamento inicial deve ser rápido, pela gravidade da lesão e pela possibilidade de reimplante. Deve-se 
controlar a hemorragia, aplicar curativo estéril e fixá-lo com bandagens ou ataduras; guardar a parte 
amputada envolta em gaze estéril umedecida com soro fisiológico, colocando-a dentro de um saco 
plástico e este então dentro de um segundo saco ou caixa de isopor repleta de gelo. 
 
14. CONVULSÃO 
 
Contração incoordenada e involuntária da musculatura, acompanhada, na maioria das vezes, de perda 
da consciência. 
Causas: 
Epilepsia 
Trauma 
Tumores cerebrais 
Febre elevada em crianças menores de 6 anos 
Enfermidades infecciosas 
Obs. Na convulsão, a vítima não enrola a língua nem tampouco a engole. a crise convulsiva é dividida em 
duas fases distintas: 
A causa mais comum, no entanto, é a Epilepsia 
1 - Fase tônico-clônica - duração de 40 seg. a 1 min., onde a principal preocupação é evitarmos outras 
lesões, principalmente t.c.e. 
2 - Fase de relaxamento - não tem duração pré-determinada. é a fase onde há risco a vida, pois estando 
geralmente em decúbito dorsal, a ação da gravidade ocasiona queda da língua e provoca asfixia. 
tomamos cuidado com a permeabilidade das vias aéreas, e colocamos a vítima em decúbito lateral, para 
escoamento das secreções da boca. 
 
15. DESMAIO 
 
Definição: desmaio ou desfalecimento é a perda súbita e temporária da consciência. 
Causas: pode ser ocasionado por falta de alimentação adequada (hipoglicemia), fator emocional, 
debilidade orgânica, fadiga, problemas cardíacos e cerebrais etc. Além da inconsciência, a vítima pode 
apresentar sudorese fria. 
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Conduta: 
Realizar SBV – Suporte Básico de Vida 
 
16. QUEIMADURAS 
 
 
 Por volta de 15% de todo peso corpóreo de 
um adulto corresponde a pele, que é o 
maior órgão do corpo humano. Sua função é 
proteger o corpo contra infecções, a perda 
de água e é o principal regulador da 
temperatura. É também órgão sensorial 
para o tato, dor, nos dá a sensação da 
temperatura e percebe a pressão exercida 
sobre ela. 
Em uma área queimada, temos perda do 
controle da temperatura, de fluidos orgânicos, de água e da barreira contra infecção. 
Quanto a profundidade, uma queimadura pode ser superficial (1º grau), parcial (2º grau) ou em toda 
sua espessura (3º grau). Além da profundidade, uma queimadura é tanto mais grave quanto maior for a 
superfície do corpo acometida. 
1º grau 2º grau 3º grau: 
Vermelhidão de leve a intensa 
· Pele branca quando 
pressionamos o local 
 · Não há bolhas 
· Presença de ardor e aumento 
da sensibilidade por 2 dias 
· De 3 a 7 dias pode haver a 
perda da pele como peeling 
 
Formam-se bolhas 
· Ardor intenso 
· Área fica sensível ao frio e ao 
vento 
 
 
· Ocorre destruição da pele 
· Cor variável 
· Superfície seca 
· Exposição de tecido gorduroso 
· Pouca dor, devido à destruição 
de terminações nervosas 
 
Nas situações domésticas, as queimaduras raramente ultrapassam o 2º grau, ocorrendo com maior 
freqüência nos acidentes na cozinha. 
Como socorrer nos casos de queimaduras do 1º e 2º grau: 
1. Remova a fonte de calor abafando com pano se houver chama ou jogando água 
2. Resfrie imediatamente a área queimada com água fria corrente da torneira, por alguns minutos (este 
procedimento é fundamental pois a área queimada está aquecida e continua a lesar a pele, podendo 
aprofunda-se, formando bolhas; quanto mais rapidamente for resfriada, menos grave será a 
queimadura) 
3. Retire, se possível, anéis nas queimaduras das mãos e objetos que possam armazenar calor como 
colares, brincos, cinto, objetos de metal ou de couro nos bolsos, etc. 
4. Proteja a área queimada com gaze, lenço ou pano limpo 
5. Leve para um atendimento médico 
Nas de 2º grau, em geral as bolhas não devem ser furadas. As exceções existem, mas esta decisão deve 
ficar por conta do médico. 
Como socorrer nos casos de queimaduras do 3º grau: 
Grau 
 
Causa 
 
Alcance 
 
Cor 
 
Sensação 
dolorosa 
1º 
grau 
 
Luz solar ou 
chamuscação, 
epiderme 
 
Eritema 
 
Dolorosa 
 
2º 
grau 
 
Chamuscação 
ou líquidos 
ferventes 
epiderme 
e derme 
Eritema e 
bolhas 
Dolorosa 
 
3º 
grau 
 
Chama direta 
 
Todas as 
camadas 
branca, 
preta ou 
marrom 
Pouca dor, 
anestesiada 
 
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· remova a fonte de calor 
· leve imediatamente para um atendimento médico 
Nas queimaduras de 3º grau, o resfriamento com água pode aumentar a chance de infecção pela perda 
da proteção da pele, não devendo ser realizado, exceto para apagar o fogo. 
Nuca use nas queimaduras do 1º, 2º ou 3º grau: 
· Pasta de dente 
· Manteiga ou margarina 
· Óleos de qualquer tipo 
· Pomadas caseiras (sem orientação médica) 
· Quaisquer outros produtos 
A pasta de dente, pelo resfriamento, oferece uma sensação de alívio. Entretanto, remoção é um 
procedimento trabalhoso e doloroso. A mesma sensação de alívio ocorre com o resfriamento com água 
corrente por alguns minutos e sem os inconvenientes da pasta. 
 
Além do grau de profundidade as queimaduras podem ainda ser classificadas como graves, moderadas e 
leves. 
GRAVES 
· Todo tipo de queimadura, de qualquer grau e extensão, se houver complicação por lesão do trato 
respiratório. 
· Queimadura de terceiro grau na face, mão e pé. 
· Queimadura de segundo grau que tenha atingido mais de 30% da superfície corporal. 
MODERADAS 
· Queimadura de primeiro grau que tenha atingido mais de 50% da superfície corporal. 
· Queimadura de segundo grau que tenha atingido mais de 20% da superfície corporal. 
· Queimadura de terceiro grau que tenha atingido até 10% da superfície corporal, sem atingir face, mãos 
e pés. 
LEVES 
· Queimadura de primeiro grau com menos de 20% da superfície corporal atingida. 
· Queimadura de segundo grau com menos de 15% da superfície corporal atingida. 
· Queimadura de terceiro grau com menos de 2% da superfície corporal atingida 
Definição de Grande Queimado 
• 2ºgrau>25% de superfície corporal queimada em adultos 
• 2ºgrau>20% de superfície corporal queimada em crianças 
• 3ºgrau>10% de superfície corporal queimada em qualquer faixa etária 
• Associação com traumatismos graves 
• Muitas vítimas apresentando queimaduras elétricas, inalação de fumaça.Lesões em mãos, 
pés,face,olhos e períneo. 
• Queimados com lesões moderadas, mas de alto risco clínico (diabéticos, cardíacos). 
 
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Emergências relacionadas ao calor 2010 (Sem alterações em relação a 2005): Os primeiros 
socorros para cãibras relacionadas com o calor compreendem descansar, refrescar-se e beber uma 
mistura de carboidratos e eletrólitos que pode incluir suco, leite ou alguma bebida industrializada com 
carboidratos e eletrólitos em sua composição. Alongar, fazer compressas de gelo e massagear os 
músculos doloridos são ações que podem ser úteis. A exaustão devida ao calor deve ser tratada com 
vigor fazendo com que a vítima se deite em um local fresco, removendo-lhe o maior número possível de 
peças de roupa, resfriando-a preferivelmente por imersão em água fria e acionando o SME. A 
intermação/golpe de calor requer cuidados de emergência/urgência por parte dos prestadores de SME, 
incluindo tratamento com fluido intravenoso. O prestador de primeiros socorros não deve tentar forçar 
a vítima de intermação/golpe de calor a ingerir líquidos. 
Motivo: As Diretrizes da AHA/ARC 2010 para Primeiros Socorros dividiram as emergências 
relacionadas ao calor em três categorias de gravidade crescente: cãibras devidas ao calor, exaustão 
devida ao calor e, a mais grave, intermação/golpe de calor. Os sinais de intermação/golpe de calor 
incluem os de exaustão devida ao calor e sinais de acometimento do sistema nervoso central. Em 
conseqüência disso, a intermação/golpe de calor requer cuidados de emergência/urgência, inclusive 
tratamento com fluido intravenoso.
17. A Escala de Coma de Glasgow 
 
 
18. Acidentes causados por animais peçonhentos - manifestações clínicas 
 
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Animais peçonhentos são aqueles que, de alguma forma, ativa ou passivamente, introduzem no 
organismo humano substâncias tóxicas. Os mais importantes, pela quantidade e gravidade dos 
acidentes que provocam, são: 
• as serpentes dos gêneros: Bothrops (jararaca), Crotalus (cascavel), Micrurus (coral), Lachesis 
(surucucu); 
• os escorpiões do gênero Tityus; 
• as aranhas dos gêneros: Phoneutria (aranha armadeira), Lycosa (tarântula, aranha de grama), 
Loxosceles 
(aranha marrom), Latrodectus (viúva negra). 
 
18.1 Jararaca (env. botrópico) 
A jararaca é conhecida, também, como caiçara, jararacuçu, urutu, jararaca-do-rabo-branco, cruzeira, 
cotiara, surucucurana do gênero Bothrops. Este tipo de serpente é responsável por quase 90% dos 
acidentes causados pela espécie, que podem, inclusive, levar à morte. A ação do veneno no organismo 
provoca manifestações locais precoces e tardias. 
As manifestações precoces, que ocorrem de três a seis horas após o acidente, são: 
• dor imediata; 
• edema local; 
• calor e rubor no local da picada; 
• hemorragia no local da picada ou distante dele. 
As manifestações tardias são: 
• bolhas; 
• abscesso local; 
• gangrena; 
• insuficiência renal aguda; 
• choque. 
 
18.2 Surucucu (env. laquético) 
Os acidentes provocados pela surucucu, também chamada pico-de-jaca ou surucutinga, são muito 
raros no Brasil. 
O veneno da surucucu no organismo do acidentado provoca algumas reações semelhantes ao veneno 
da jararaca, tais como: edema no local da picada, diarréia, hemorragia, hipotensão e bradicardia. 
 
18.3 Cascavel (envenenamento crotálico) 
Mesmo sendo responsável por 8% dos acidentes ofídicos, a cascavel por ter um veneno muito potente, 
provoca acidentes com muita gravidade, levando à morte, caso não sejam tomadas providências 
imediatas. A reação no local da picada pode passar despercebida e quando aparece limita-se a discreto 
edema ao redor do ferimento. 
A ação do veneno da cascavel no organismo provoca manifestações precoces três a seis horas depois 
do acidente e complicações. As manifestações precoces são: 
• dificuldade em abrir os olhos; 
• “visão dupla e/ou turva”; 
• “cara de bêbado”; 
• dor muscular; 
• urina avermelhada; 
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• escurecimento da urina (depois de seis a 12 horas). 
As complicações se caracterizam pela: 
• insuficiência renal aguda; 
• insuficiência respiratória aguda. 
 
18.4 Coral (envenenamento elapídico) 
Os acidentes com a serpente coral são pouco freqüentes e correspondem a menos de 1% do total de 
acidentes no Brasil. A ação do veneno da coral no organismo é muito rápida, de grande potência e 
mortal se não for tratada a tempo. 
Os sintomas e sinais aparecem em questão de 
minutos, destacando-se os seguintes: 
• dificuldade em abrir os olhos; 
• “cara de bêbado”; 
• dificuldade respiratória; 
• dificuldade para engolir; 
• sialorréia (salivação abundante); 
• insuficiência respiratória aguda. 
 
19. Mudanças contidas no Manual da 
American Heart Association (AHA) 
 
19.1 Uso de ataduras 
2010 (Nova): A aplicação de uma atadura de 
imobilização por pressão, com pressão entre 
40 e 70 mmHg na extremidade superior e 55 e 
70 mmHg na extremidade inferior, em torno 
de toda a extensão da extremidade picada, é 
uma maneira eficaz e segura de retardar o 
fluxo linfático e, por conseguinte, a 
disseminação do veneno. 
Motivo: A eficácia da imobilização por pressão 
está, agora, demonstrada para picadas de 
outras cobras venenosas americanas. 
2005 (Antiga): Em 2005, o uso de ataduras 
de imobilização por pressão para retardar a 
disseminação da toxina era recomendado 
apenas para vítimas de picadas de cobra com 
veneno neurotóxico. 
 
19.2 Ferroadas de água-viva 
2010 (Nova): Para inativar a carga de veneno 
e impedir mais envenenamento, as ferroadas 
de água-viva devem ser lavadas com vinagre 
abundante (solução de ácido acético de 4 a 
6%) tão logo possível e por, no mínimo, 30 
segundos. A dor das ferroadas de água-viva 
deverá ser tratada com imersão em água 
quente, quando possível. 
Motivo: Há duas ações necessárias para o 
tratamento de ferroadas de água-viva: 
prevenir mais descarga de nematocistos e 
aliviar a dor. Diversos tratamentos tópicos 
têm sido usados, mas uma avaliação crítica da 
literatura mostra que o vinagre é o mais eficaz 
para inativar os nematocistos. Imersão em 
água, o mais quente que se puder tolerar, por 
cerca de 20 minutos, é o tratamento mais 
eficaz para a dor. 
 
19.3 Soros específicos contra venenos de 
animais peçonhentos 
 
Os acidentes causados por animais 
peçonhentos, de maneira geral, são mais 
graves nas crianças com menos de sete anos e 
nos adultos com mais de 50 anos. Por isto, 
crianças e idosos devem ser observados 
rigorosamente para detectar qualquer sinal 
ou sintoma que indique a necessidade de 
imediata intervenção. 
Os acidentes causados por serpentes, muito 
comuns no Brasil, são de alta gravidade, 
adotando-se, em função disto, medidas 
imediatas para tentar diminuir, ao máximo, o 
risco de vida para o acidentado. As principais 
medidas são as seguintes: 
• não amarrar ou fazer torniquete próximo do 
local da picada para que o sangue circule 
normalmente; 
Observação: 
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 O garrote ou torniquete impede a circulação, 
podendo produzir necrose ou gangrena. 
• não colocar no local da picada: folhas, pó de 
café e terra, para evitar o aparecimento de 
infecções secundárias; 
• não cortar o local da picada: alguns venenos 
podem provocar hemorragias e os cortes 
feitos no local da picada,com canivetes eoutros objetos contaminados, favorecem a 
ocorrência de hemorragias e infecções; 
• não oferecer ao acidentado substâncias 
como querosene, álcool, urina ou que 
mastigue fumo; estas substâncias,além de não 
serem benéficas, podem causar intoxicação; 
• manter o acidentado deitado, em repouso, 
não permitindo que ande, corra ou se 
locomova por seus próprios meios; a 
locomoção aumenta a circulação sangüínea e 
facilita a absorção do veneno e, em caso de 
acidentes causados por serpentes do gênero 
Bothrops como jararacas caiçaras, jararacuçus 
e outras, os ferimentos se agravam; 
Observação: 
• No caso de picada nas pernas e braços 
mantê-los em posição mais elevada. 
• levar o acidentado, imediatamente, para 
centros de tratamento ou ao serviço de saúde 
mais próximo, a fim de receber o soro 
indicado para o tipo de serpente responsável 
pela picada. 
Para que o soro possa curar o acidentado é 
necessário que: 
• seja específico para o tipo de veneno do 
animal que provocou o acidente; 
• seja administrado dentro do menor tempo 
possível; 
• seja administrado na dose necessária para 
neutralizar o veneno circulante. 
Observações: 
• Para a administração do soro específico é 
fundamental a identificação da serpente e dos 
sinais e sintomas imediatos. 
• Os sinais e sintomas imediatos de um 
acidente ofídico são característicos para cada 
tipo de envenenamento. 
 
 Soros polivalentes: soro 
antibotrópico/crotálico e soro 
antibotrópico laquético 
 
Os soros polivalentes são indicados para os 
casos em que não foi possível identificar o 
animal agressor ou, ainda, quando o soro 
específico não estiver disponível. Na maioria 
dos casos é possível identificar o animal 
agressor por intermédio dos sinais e sintomas 
presentes. 
Atualmente, estão disponíveis soros 
polivalentes antivenenos botrópico/ crotálico 
e botrópico/laquético. 
Dose e volume 
A dose a ser administrada depende de cada 
caso, sendo igual para criança e adulto. São 
fatores importantes na avaliação do caso: o 
tipo de animal peçonhento e as circunstâncias 
do acidente. 
Observação: 
• Quando o número de ampolas em estoque 
for inferior ao recomendado, a soroterapia 
deve ser iniciada com a dose 
disponívelenquanto é providenciado o 
tratamento complementar. 
Cada ampola dos soros antivenenos 
corresponde a 10 ml. 
Via de administração 
Os soros antivenenos são administrados por 
via endovenosa 
Caso isso não seja possível, administrar o soro 
por via subcutânea. 
Observações: 
• Os soros antivenenos não devem ser 
administrados pela via intramuscular. 
• Os soros nunca devem ser administrados no 
local da picada. 
 Administração 
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O profissional de saúde, antes de administrar 
o soro, deve: 
• lavar as mãos; 
• organizar o material para administrar o 
soro: seringa, agulha e outros, 
• organizar o material para os procedimentos 
prévios à administração de soros: anti-
histamínico, corticóide, oxigênio, adrenalina, 
aminofilina, soro glicosado e fisiológico, 
equipos de soro e outros 
O profissional de saúde, para administrar o 
soro, deve: 
• preparar a pessoa, colocando-a em posição 
segura e confortável; 
• fazer a limpeza do local da administração do 
soro, caso necessário; 
• retirar o soro do refrigerador ou da caixa 
térmica, verificando o nome do mesmo, bem 
como o prazo de validade; 
• preparar o soro, diluindo-o em 200 ml de 
soro fisiológico, e de acordo com orientação 
médica; 
• administrar o soro com gotejamento 
endovenoso de 20 a 30 gotas por minuto; 
Observação: 
• A técnica a ser utilizada para administrar os 
soros antivenenos é, de maneira geral, a da 
injeção endovenosa 
• estar atento à ocorrência de eventos 
adversos imediatos; 
• orientar a pessoa para relatar qualquer 
sintoma importante; 
• manter a pessoa sob permanente 
observação, com soro fisiológico por via 
endovenosa, fazendo controle dos sinais 
vitais; 
• observar sinais de inquietação, dificuldade 
respiratória, edema no local da administração 
e outros. 
Observações: 
• Ocorrendo qualquer reação, suspender a 
administração do soro, mantendo veia aberta 
com soro fisiológico até nova 
orientaçãomédica. 
• Preparar nova solução do soro, trocar o 
equipo e subtrair a quantidade já 
administrada. Instalar o novo soro mantendo 
observação rigorosa do paciente. 
• O profissional de saúde, após administrar o 
soro antiveneno, deve: 
• continuar atento à ocorrência de eventos 
adversos imediatos, mantendo a pessoa sob 
observação por, pelo menos, duas horas; 
• desprezar a seringa e a agulha 
• registrar o número do lote e a validade do 
soro administrado; 
• orientar a pessoa ou seu acompanhante 
sobre questões específicas e sobre o retorno, 
quando for o caso, para complementar 
esquema de vacinação. 
Observação: 
• A pessoa deve ser alertada para procurar o 
serviço de saúde caso apareça qualquer 
reação, principalmente entre o sétimo e o 12º 
dia após o recebimento do soro antiveneno, 
como doença do soro, febre, urticária, dores 
musculares, aumento de gânglios, etc. 
 
 
 
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QUESTÕES 
 
 
02- (ENF_FUNIVERSA_2005) A Enfermeira da 
Unidade de Neurocirurgia realiza um exame 
neurológico aplicando a Escala de Coma de 
Glasgow em um de seus pacientes. A finalidade 
e os parâmetros de avaliação da escala são, 
respectivamente: 
(A) Diagnosticar trauma encefálico; otorragia; 
midríase e resposta motora. 
(B) Avaliar integridade da circulação cerebral; 
diplopia; otorragia e resposta motora. 
(C) Avaliar o nível de consciência; abertura 
ocular; resposta verbal e motora. 
(D) Verificar hematoma craniano; midríase; 
resposta verbal e motora. 
(E) Dimensionar a lesão cerebral; abertura 
ocular; reflexo fotomotor e resposta verbal. 
 
03- (ENF_FUNIVERSA_2005) Em uma Unidade 
de emergência, há um paciente internado com 
história de traumatismo crânio-encefálico 
decorrente de acidente de trânsito. Não 
responde a estímulos verbais ou dolorosos. Na 
fase de coleta de dados de Enfermagem é 
prioritária, entre outras, a observação: 
(A) Das alterações nas pupilas. 
(B) Da hiperemia reativa na pele da região dos 
calcâneos. 
(C) Da eliminação urinária. 
(D) Do aumento do pulso. 
(E) Da respiraçãosuperficial e regular. 
 
 
04- (ENF_FUNIVERSA_2005) O procedimento 
de massagem cardíaca fechada, realizada numa 
parada cardíaca para restabelecer e manter a 
circulação, é a compressão 
(A) rítmica do coração, pela pressão aplicada 
manualmente sobre o esterno. 
(B) arrítmica do coração, pela pressão aplicada 
manualmente sobre as costelas. 
(C) rítmica do coração, pela pressão aplicada 
manualmente sobre a clavícula. 
(D) arrítmica do coração, pela pressão aplicada 
manualmente sobre o úmero. 
(E) rítmica do pulmão, pela pressão aplicada 
manualmente sobre o esterno. 
 
05- (AET_FUNIVERSA_2010) Um trabalhador, 
ao manusear um quadro elétrico, provocou 
acidentalmente um curto-circuito que 
ocasionou uma queimadura de terceiro grau 
em ambas as mãos. Assinale a alternativa 
correta a respeito de queimaduras ou cuidados 
que devem ser tomados imediatamente, visto 
que o paciente se encontra 
hemodinamicamente estável. 
(A) A queimadura de terceiro grau tem como 
característica o acometimento de apenas duas 
camadas: a pele e a epiderme. 
(B) Esse grau de queimadura é considerado 
superficial e não necessita de procedimentos 
complexos, como cirurgia por exemplo. 
(C) Devem colocar imediatamente a área 
queimada sob água corrente fria ou imersa em 
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água fria ou cobri-la com compressa molhada 
em água fria. 
(D) Devem-se furar e drenar as bolhas 
existentes. 
(E) Deve-se aplicar gelo na queimadura para 
provocar sensação de analgesia. 
 
06-(AET_FUNIVERSA_2010) Assinale a 
alternativa que corresponde à conduta correta 
a ser adotada durante uma parada 
cardiorrespiratória. 
(A) Posicionar o paciente em uma bancada 
firme, desobstruir as vias aéreas e iniciar 
massagem e ventilação (trinta massagens para 
duas ventilações). 
(B) Posicionar o paciente em decúbito semi-
elevado, desobstruir as vias aéreas e iniciar 
massagem e ventilação (cinco massagens para 
duas ventilações). 
(C) Posicionar o paciente em uma elevação de 
30° e iniciar massagem e ventilação (sete 
massagens para duas ventilações). 
(D) Posicionar o paciente em decúbito lateral e 
iniciar massagem e ventilação (sete massagens 
para duas ventilações). 
(E) O posicionamento do paciente não 
interfere na manobra de ressuscitação. 
 
07- (AET_FUNIVERSA_2010) Um paciente 
apresenta os seguintes sintomas: 
inconsciência, ausência de pulso e respiração, 
palidez intensa, extremidades frias, cianose e 
dilatação de pupilas. Assinale a alternativa que 
apresenta a suspeita e a conduta imediata a ser 
realizada nessa situação. 
(A) Suspeita-se de uma parada 
cardiorrespiratória e a conduta é o rápido 
transporte para um hospital próximo. 
(B) Suspeita-se de que o paciente apresente 
sintomas de asma brônquica e a conduta é o 
uso de broncodilatadores. 
(C) Suspeita-se de Síndrome do Desconforto 
Respiratório Agudo (SDRA) e a conduta é 
intubação traqueal. 
(D) Suspeita-se de uma parada 
cardiorrespiratória e a conduta é reanimação 
cardiorrespiratória imediata no local 
encontrado, desde que esse local seja seguro. 
(E) Suspeita-se de uma situação de choque 
cardiogênico e a conduta é expectante. 
 
08- (AET_FUNIVERSA_2010) O serviço em 
postos de atendimento ao trabalhador exige 
prestação de cuidados rápidos em casos de 
socorro e de urgência. Um indivíduo acidentado 
ou vítima de um acometimento súbito deve ser 
protegido contra maiores danos. Assinale a 
alternativa que apresenta os cuidados exigidos 
em caso de socorro e urgência. 
(A) Oferecer hidratação oral, manter 
respiração, prevenir estado de choque e 
proteger áreas de queimaduras e áreas 
fraturadas. 
(B) Evitar hemorragias, oferecer hidratação 
oral, oferecer analgésicos e desproteger áreas 
de queimaduras e áreas fraturadas. 
(C) Manter respiração, oferecer analgésicos 
para evitar sofrimento no paciente e proteger 
áreas de queimaduras e áreas fraturadas. 
(D) Evitar hemorragias, manter sinais vitais, 
prevenir estado de choque e proteger áreas de 
queimaduras e áreas fraturadas. 
(E) Evitar hemorragias, manter respiração, 
prevenir estado de choque e tentar 
reposicionar o osso fraturado. 
 
09 -(Enfermeiro VUNESP 2010) O 
atendimento da parada cardiorrespiratória 
(PCR) envolve duas etapas: avaliação primária 
(basic life support – BLS) e secundária 
(advanced life support – ALS). A respeito 
dessas etapas, a afirmativa correta é: 
I. BLS visa ao reconhecimento e atendimento 
de situações de emergência; 
II. na PCR, se a respiração estiver ausente, 
realizar duas ventilações de resgate; 
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III. utilizar o DEA (desfibrilador elétrico 
automático) como último recurso no 
atendimento da PCR; 
IV. a abertura das vias aéreas deve ser feita 
através da elevação da mandíbula e 
hiperextensão cervical para todos os casos. 
Está correto o contido apenas em 
(A) I e III. 
(B) II e III. 
(C) II e IV. 
(D) III e IV. 
(E) I e II. 
 
10 - -(Enfermeiro VUNESP 2010) Uma pessoa 
foi atropelada por um carro, tendo sido 
projetada a cerca de 5 metros do local do 
impacto inicial. O motorista do carro evadiu-se. 
O local está em segurança. A vítima encontra-se 
em decúbito ventral, inconsciente, com 
respiração ruidosa e nítidas deformidades nos 
membros inferiores e no antebraço esquerdo. 
A enfermeira do SAMU deverá, inicialmente, 
(A) verificar a existência de fraturas de ossos 
longos ou pelve antes da manipulação. 
(B) instalar colar cervical antes de qualquer 
manipulação. 
(C) imobilizar os membros fraturados 
precocemente. 
(D) estabilizar a cabeça e realizar manobra de 
180 graus posicionando a vítima em prancha 
longa. 
(E) ventilar a vítima com oxigênio suplementar. 
 
11 -(Enfermeiro VUNESP 2010). No 
atendimento pré-hospitalar, realizado por um 
indivíduo leigo treinado, a uma pessoa 
apresentando crise epiléptica tônico-clônica, no 
passeio público, é correto 
(A) proteger a cabeça da vítima, remover do 
local objetos que possam causar-lhe ferimento 
e manter vias aéreas livres. 
(B) girar a cabeça da vítima para o lado, 
segurar o corpo da vítima, evitando lesões, e 
verificar os sinais vitais. 
(C) tentar conversar com a vítima para acalmá-
la, verificar os sinais vitais e oferecer água. 
(D) girar o corpo da vítima para o lado, 
verificar os sinais vitais e oferecer água. 
(E) mover a vítima do local, verificar os sinais 
vitais e oferecer água. 
 
12- -(Enfermeiro VUNESP 2010). As manobras 
de ressuscitação cardiorrespiratória têm por 
finalidade restaurar a interrupção da circulação 
e/ou respiração e manter a circulação de 
sangue oxigenado para o cérebro e outros 
órgãos vitais. A relação ventilação/compressão 
torácica deve obedecer a uma sequência de 
(A) 1:15 com um socorrista. 
(B) 1:15 com dois socorristas. 
(C) 3:15 com um socorrista. 
(D) 2:15 independentemente da quantidade de 
socorristas. 
(E) 2:30 independentemente da quantidade de 
socorristas. 
 
13 -(Enfermeiro VUNESP 2010) A conduta 
adequada, no tratamento do choque anafilático, 
é 
(A) uso de anti-histamínico, oxigênio em fluxo 
baixo e administração de antitérmico. 
(B) identificação e remoção do antígeno 
responsável pela reação alérgica. 
(C) uso de antibiótico e analgésico. 
(D) uso de antibióticos e antitérmico. 
(E) uso de antibióticos e broncodilatadores. 
 
14 (Esaf Enfermeiro mpu 2004)- Durante a 
parada cardiorrespiratória é fundamental e 
importante o conhecimentodas medicações 
mais utilizadas. A respeito desse item, assinale 
a opção correta. 
 
a) A adrenalina aumenta a força de contração 
do músculo cardíaco, diminuindo a necessidade 
miocárdica de oxigênio. 
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b) A dobutamina atua diretamente na 
constratibilidade miocárdica, aumentando o 
fluxo sangüíneo renal e diminuindo o débito 
cardíaco. 
c) A atropina é usada no tratamento da 
taquicardia sinusal e na assistolia ventricular. 
d) A hipóxia induz ao metabolismo anaeróbico 
que leva a uma acidose metabólica, sendo 
utilizado o bicarbonato de sódio. 
e) A noradrenalina é um potente 
vasoconstritor periférico, que geralmente 
provoca uma elevação da pressão sangüínea, 
sendo indicado na hipotensão por hipovolemia. 
 
15 (Esaf Enfermeiro mpu 2004)- Acerca das 
lesões crânio-encefálicas que acontecem 
diariamente em acidentes, quedas ou assaltos, 
assinale a opção correta. 
a) Sendo a anoxia cerebral a causa mais 
comum de lesão cranio-encefálica, é 
importante a administração de alto fluxo de 
oxigênio. 
b) Na avaliação dos sinais vitais, pode-se 
afirmar que a hipertensão e a taquicardia 
indicam aumento de pressão intracraniana. 
c) É importante a observação do nível de 
consciência, apesar de não ser o indicador 
mais sensível de mudança da condição clínica 
do paciente. 
d) Concussão ou contusão refere-se à perda 
temporária da consciência em função de lesão 
craniana grave. 
e) Não é correto afirmar que se deve admitir 
uma fratura de coluna cervical para qualquer 
paciente com uma lesão crânio-encefálica. 
 
E E E E E 
(Cespe residencia enf 2011) Julgue os itens a 
seguir, que tratam da ressuscitação 
cardiopulmonar de adultos em ambiente de 
pronto-socorro. 
16- As drogas a serem administradas nos 
casos de ressuscitação cardiopulmonar são a 
epinefrina e a vasopressina, as quais devem 
ser de uso intravenoso e jamais devem ser 
colocadas no tubo endotraqueal, uma vez que, 
por essa via, não ocorrerá a absorção desses 
medicamentos. 
17- O uso do desfibrilador automático 
representa uma medida de suporte avançado de 
vida e deve ser instituído na presença de 
fibrilação ventricular ou no caso de atividade 
elétrica sem pulso. 
18- Comprovada a parada cardiopulmonar, 
devem-se iniciar as manobras de compressão 
torácica alternada com a ventilação assistida, 
localizando-se o ponto de compressão torácica 
a 2 cm acima do apêndice xifóide e aplicando-
se a sequência de duas ventilações assistidas 
para quinze compressões torácicas. 
19-A desfibrilação elétrica é uma manobra 
fundamental para reverter quadros de arritmia. 
Na fibrilação ventricular sem pulso, aplicam-se 
três choques sucessivos e a cada choque 
aplicado é necessário verificar o pulso da 
vítima e retirar as pás do desfibrilador, a fim de 
se promover a impedância torácica. 
20- A intubação endotraqueal é prioritária 
quando, após o terceiro choque com o 
desfibrilador, é mantida a condição de parada 
cardiorrespiratória, uma vez que permite 
maior correção da hipóxia e serve de via de 
administração para algumas drogas, enquanto 
não se tem acesso endovenoso definido. 
 
21- (ENF SAO GONCALO 2011).O 
eletrocardiograma (ECG) representa valioso 
registro do funcionamento cardíaco, quanto à 
atividade elétrica. Com referência ao traçado no 
ECG, é correto afirmar que: 
A) o nódulo sinoauricular inicia o impulso 
elétrico que se difunde nas duas aurículas como 
uma onda de despolarização e determina a 
ondaT. 
B) após o complexo QRS, existe uma pausa 
representada pelo segmentoQT. 
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C) a estimulação auricular é registrada como 
onda Q. 
D) o complexo QRS representa o início da 
contração ventricular. 
E) a onda P representa, eletricamente, 
despolarização ventricular. 
 
22 -(ESAF TE - MPU – 2004) O choque 
hipovolêmico é definido como uma síndrome, 
conseqüente à diminuição prolongada de 
volume sangüíneo circulante, inadequado à 
oxigenação dos tecidos e à anoxia celular. Avalie 
os sinais clínicos do choque e marque com F 
para falso e com V para verdadeiro e assinale a 
opção correta. 
( ) hipotensão e taquicardia 
( ) sudorese e palidez 
( ) obnubilização e oligúria 
a) V, V, V 
b) V, V, F 
c) F, F, V 
d) F, V, F 
e) F, F, F 
 
23- -(ESAF TE - MPU – 2004) Relativamente 
aos fatores importantes no transporte de 
pacientes críticos, marque com F a afirmação 
falsa e com V a afirmação verdadeira e assinale 
a opção correta. 
( ) Ter conhecimento do paciente e da 
identificação das prováveis intercorrências 
durante a remoção. 
( ) Solicitar ao motorista que acelere a 
ambulância, em situação de risco, como parada 
cardiorespiratória, para se chegar mais rápido. 
( ) Se possível, transportar o paciente em 
posição de semi-Fowler, por ser mais segura e 
minimizar os efeitos da variação de velocidade. 
a) V, V, V 
b) V, V, F 
c) F, F, F 
d) F, V, F 
e) V, F, V 
 
 24- -(ESAF TE - MPU – 2004) Acerca da 
parada cardiorespiratória, que requer um 
atendimento de emergência envolvendo toda a 
equipe de saúde, assinale a única assertiva 
correta. 
a) Pode ser definida como uma cessação brusca 
e potencialmente reversível da respiração e da 
circulação espontâneas. 
b) Apesar de ter uma reserva de oxigênio, o 
cérebro e o coração são órgãos mais sensíveis 
à falta de sangue oxigenado. 
c) A perda de consciência, a apnéia, a ausência 
de pulso corotídeo e femural e a midríase, 
depois de aproximadamente 5 minutos, são 
sinais e sintomas da parada cardiorespiratória. 
d) A técnica de compressão externa do tórax 
consiste em uma aplicação seriada e rítmica de 
pressão sobre a metade superior do externo. 
e) Durante a parada cardiorespiratória, a 
hipóxia induz o metabolismo anaeróbico que 
produz ácido láctico levando a uma acidose 
respiratória. 
 
25- -(ESAF TE - MPU – 2004) A respeito dos 
traumatismos músculo-esqueléticos, assinale a 
assertiva errada. 
a) Contusão é uma lesão dos tecidos moles 
produzida pela força de uma pancada, como 
soco, batida ou queda, podendo haver dor, 
edema, equimose e hematoma. 
b) Entorse é uma lesão às estruturas 
ligamentares que circulam uma articulação, 
que apresenta edema e muita dor à 
movimentação, e que foi causada por um 
puxão violento ou movimento de torção. 
c) Luxação de uma articulação ocorre quando 
as superfícies dos ossos que formam a 
articulação deixam de permanecer em contato 
anatômico, não sendo necessário imobilizar a 
região até que o paciente seja encaminhado à 
emergência. 
d) Fratura é a quebra da continuidade do osso, 
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sendo definida de acordo com o tipo e extensão, 
e é considerada simples quando a pele não 
sofre ruptura. 
e) O tratamento das contusões, distensão e 
entorses consiste em repouso, elevação da 
parte afetada e aplicação de frio e bandagens. 
 
26 - -(ESAF TE - MPU – 2004) Quanto a 
manifestações clínicas e cuidados com 
queimaduras, em seus vários aspectos, 
assinale a opção incorreta. 
a) Queimadura é toda e qualquer lesão no 
organismo causada pelocalor, por substâncias 
corrosivas e pela irradiação. 
b) A intensidade de uma queimadura é 
determinada pela temperatura e pelo tempo em 
que o calor agiu sobre o corpo, assim como a 
área afetada e a idade do paciente. 
c) As queimaduras são classificadas de acordo 
com a profundidade e a extensão, sendo que as 
de primeiro grau são caracterizadas por lesão 
de epiderme, eritema e edema. 
d) Monitorizar os sinais vitais, avaliar o nível 
de consciência, realizar controle de diurese, 
fazer uso de precauções universais e manter o 
paciente em semi-Fowler são cuidados 
específicos de enfermagem. 
e) Apesar de haver pouco risco de ocorrer 
choque hipovolêmico, é importante a 
reposição líquida, além de o atendimento 
requerer o uso de gorro, avental e luvas 
esterilizadas. 
 
27- -(ESAF TE - MPU – 2004) - Com relação 
aos cuidados e conhecimentos específicos das 
convulsões, assinale a única assertiva correta. 
a) As convulsões são consideradas como 
resultantes de distúrbios dos neurônios que 
produzem descargas elétricas anormais, 
recidivantes apesar de controladas. 
b) O dano cerebral ocorre mesmo com 
convulsões de curta duração, havendo também 
perda da memória durante e por curto período 
de tempo após a sua ocorrência. 
c) Durante a convulsão deve-se proteger a 
cabeça e colocar um lenço ou espátula na boca 
do paciente para evitar mordedura da língua. 
d) Na convulsão é importante manter as vias 
aéreas permeáveis até que o paciente esteja 
completamente acordado e deve-se fornecer 
oxigênio no caso de cianose. 
e) Durante a crise deve-se tentar conter o 
paciente para evitar fraturas e traumatismos. 
 
28- (UFG COREN GO 2010) A Portaria GM/MS 
n. 2048, de 5 de novembro de 2002, aprova o 
Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais 
de Urgência e Emergência. Nesse Regulamento 
está determinado que 
(A) o horário de funcionamento de Unidade 
Não Hospitalar de Atendimento às Urgências e 
Emergências, ao contrário de Unidades 
Hospitalares, restringe-se aos dias úteis, das 7 
às 19 horas. 
(B) a equipe mínima de uma Unidade Não 
Hospitalar de Atendimento às Urgências e 
Emergências deve contar com médico, 
enfermeiro, técnicos de enfermagem, 
odontólogos e farmacêuticos nas 24 horas. 
(C) o processo de triagem classificatória pode 
ser realizado por técnicos de enfermagem, 
mediante treinamento específico e uso de 
protocolos, contudo é vedada a dispensa de 
pacientes antes que estes recebam 
atendimento médico. 
(D) o enfermeiro e o auxiliar/técnico de 
enfermagem devem dirigir-se à sala de 
urgências da Unidade Não Hospitalar de 
Atendimento às Urgências e Emergências 
sempre que houver a entrada de paciente 
anunciada por aviso sonoro ou comunicação 
verbal. 
 
29-(TECNOCON COFEN PI 2009) No adulto, as 
principais causas de parada cardíaca são: 
a) Fibrilação Atrial e Torsades de Points 
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b) Fibrilação Atrial e Arritmia Cardíaca 
c) Taquicardia Ventricular e Fibrilação 
Ventricular 
d) Sopros Cardíacos e Estenose Mitral 
e) Arritmia Cardíaca e Estenose Mitral 
 
30-(TECNOCON COFEN PI 2009) Em casos de 
Assistolia, o Enfermeiro deve: 
a) Preparar o desfibrilador para o 
procedimento de desfibrilação. 
b) Preparar o material para cardioversão. 
c) Instalar oxigênio por cateter tipo óculos 5 
litros/minutos. 
d) Iniciar manobras de reanimação 
cardiopulmonar. 
e) Puncionar acesso venoso, instalar oximetria 
de pulso e colocar gel nas pás do desfibrilador. 
 
31-(TECNOCON COFEN PI 2009) No 
pneumotórax hipertensivo, o ar entra na 
cavidadepleural durante a inspiração e não sai 
durante a expiração,devido a elasticidade da 
parede da lesão. São sinais de pneumotórax 
hipertensivo, EXCETO: 
a) Dispnéia intensa e cianose 
b) Desvio de traquéia 
c) Ingurgitamento de veias jugulares 
d) Som maciço à percussão torácica 
e) Hipotensão arterial 
 
32-(TECNOCON COFEN PI 2009) Com relação 
às epilepsias, pode-se afirmar, EXCETO: 
a) A crise convulsiva é a forma mais comum de 
manifestação epiléptica. 
b) A crise convulsiva epiléptica dura de 
segundos a minutos, com início e fim bruscos. 
c) As crises convulsivas generalizadas podem 
ser do tipo ausência típica ou atípica, tônica 
e/ou clônica. 
d) O eletroencefalograma é padrão ouro para o 
diagnóstico de epilepsia, mostrando alterações 
das ondas cerebrais em todos os pacientes 
epilépticos. 
e) O Tratamento não medicamentoso durante 
a crise convulsiva consiste em proteger a 
cabeça e lateralizá-la, evitar quedas e 
mordeduras de língua. 
 
E C C E 
(Enf. SAMU SE-CESPE-2008) A enfermagem 
de emergência deve estar preparada para 
estabelecer prioridades, trabalhar de forma 
integrada com as equipes internas e externas 
de atendimento pré-hospitalar, monitorar e 
avaliar continuamente principalmente os 
pacientes agudamente doentes, supervisionar 
a equipe de saúde e ensinar os pacientes e 
famílias acerca dos cuidados em situações de 
risco de morte. Acerca dos cuidados e 
intervenções em situação de pronto-
atendimento, julgue os itens a seguir. 
33- Na queimadura química, o principal 
cuidado é controlar e afastar a vítima da fonte 
de calor, resfriando o local da queimadura com 
água. A área queimada deve ser protegida com 
compressa estéril ou pano limpo. 
34 -Os cuidados a vítima de inalação de gases 
tóxicos incluem a remoção da vítima do local 
onde ocorreu a inalação e a administração de 
oxigênio. 
35 -No caso de pessoas picadas por insetos, os 
cuidados visam diminuir o prurido e a dor e 
prevenir a instalação de reação anafilática. 
36- O soro antiofídico deve ser administrado 
por via endovenosa, de acordo com as 
orientações do fabricante e do grupo ao qual 
pertence o animal peçonhento. Em situações 
graves, o soro antiofídico deve ser 
administrado por via intramuscular. 
 
CCEC 
(Enf. SAMU SE-CESPE-2008) Por meio da 
Portaria GM 1.863/2003, o governo brasileiro 
instituiu a Política Nacional de Atenção às 
Urgências, a ser implantada em todas as 
unidades federadas, respeitadas as três esferas 
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de gestão. Com relação à Política Nacional de 
Atenção às Urgências, julgue os itens 
subsequentes. 
37- Essa política será organizada de forma a 
contribuir para o desenvolvimento de 
estratégias promocionais de qualidade de vida e 
saúde capazes de prevenir os agravos, proteger 
a vida, educar para a defesa e recuperação da 
saúde. 
38- A implementação dessa política deverá 
contemplar as diretrizes de regionalização da 
atenção às urgências, mediante a adequação 
criteriosa da distribuição dos recursos 
assistenciais, implantando sistemas estaduais, 
regionais e municipais e suas respectivas redes 
de atenção. 
39- Para integrar o sistema único de saúde, 
esta política deve fomentar, coordenar e 
executar projetos estratégicos de atendimento 
às necessidades coletivas em saúde, de caráter 
urgente e transitório. 
40- O componente pré-hospitalar móvel da 
Política Nacional de Atenção às Urgências, foi 
instituído por intermédio da implantação de 
serviços de atendimento móvel de urgência 
(SAMU) em municípios e regiões de todo o 
território brasileiro. 
 
CECECC 
(Enf. SAMU SE-CESPE-2008) Acerca da 
enfermagem em situações de emergência, 
julgue os itens de 109 a 114. 
41- O cotidiano hospitalar é cercado por riscos 
de iatrogênicos, cujos tipos e causas estão, 
muitas vezes, associados aos procedimentose 
cuidados de enfermagem e também à 
infraestrutura da instituição hospitalar. 
42- É compromisso ético e responsabilidade da 
enfermagem os cuidados ao paciente, a 
prestação de assistência segura, livre de riscos 
e danos, em harmonia e parceria com os 
demais membros da equipe de saúde do 
hospital, sendo obrigatórias medidas punitivas 
nas ocorrências iatrogênicas. 
43- Os estressores relacionados ao trabalho da 
enfermagem incluem o conflito e a 
ambiguidade de papéis; a falta de autonomia; o 
estilo de supervisão; a falta de oportunidade de 
crescimento dentro da organização; e a falta de 
suporte administrativo. 
44- São considerados pacientes terminais no 
serviço de emergência aqueles que possuem 
diagnóstico de doença terminal mas que não 
têm consciência acerca do prognóstico da 
doença em questão. 
45- A eutanásia passiva ou indireta consiste na 
morte do paciente em situação de 
terminalidade por não se iniciar ação ou pela 
interrupção de medida extraordinária, com o 
objetivo de reduzir as dores e os sofrimentos. 
46- Os cuidados de enfermagem nas situações 
de dor devem considerar que ela afeta todo 
funcionamento orgânico e psicológico e deve 
ser gerenciada com rapidez e zelo profissional, 
incluindo a manutenção do paciente 
consciente, confortável e sem dor. 
 
47- (Enf_SAMU_VUNESP_2010) Mulher de 20 
anos de idade estava em sua residência e foi 
vítima de ferimento por arma branca na região 
abdominal. Foi encontrada consciente, 
orientada. Durante o transporte da vítima, 
deve-se: 
(A) remover o objeto. 
(B) mobilizar o objeto somente se estiver 
sangrando à sua volta. 
(C) estabilizar o objeto encravado e imobilizá-
lo para evitar que ele se mexa mais. 
(D) realizar palpação profunda do abdômen 
para prevenir sangramento ao redor do objeto. 
(E) realizar ausculta dos ruídos hidroaéreos. 
 
48- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). Homem de 72 
anos de idade encontrava-se em sua residência 
quando iniciou um desconforto torácico 
retroesternal que se irradiou para os ombros, 
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o pescoço e ambos os braços. O paciente 
percebe este desconforto mais como uma 
pressão ou aperto, do que como uma dor 
propriamente dita. Esse desconforto torácico é 
sugestivo de isquemia coronariana. A 
medicação indicada para o tratamento inicial 
da dor isquêmica é: 
(A) fentanil. 
(B) nitroglicerina sublingual ou spray. 
(C) morfina. 
(D) meperidina. 
(E) tramadol. 
 
48- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). O tratamento 
eficaz para a fibrilação ventricular (FV) é a 
(A) administração de adenosina. 
(B) administração de nitroglicerina. 
(C) desfibrilação elétrica. 
(D) ventilação com pressão positiva com bolsa-
valva-máscara. 
(E) administração de epinefrina. 
 
49- (Enf_SAMU_VUNESP_2010) Quando o 
medicamento é administrado por via venosa 
periférica durante a ressuscitação 
cardiopulmonar, é recomendado que se eleve a 
extremidade do membro por cerca de 
(A) 10 a 20 segundos. 
(B) 10 a 30 segundos. 
(C) 15 a 25 segundos. 
(D) 15 a 40 segundos. 
(E) 20 a 30 segundos. 
 
50- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). As 
prioridades da sequência de vias de acesso 
vascular, para administração de medicamentos 
durante a ressuscitação cardiopulmonar, são: 
(A) intravenosa, endotraqueal e intraóssea. 
(B) intraóssea, endotraqueal e intravenosa. 
(C) intraóssea, intravenosa e endotraqueal. 
(D) intravenosa, intraóssea e endotraqueal. 
(E) endotraqueal, intraóssea e intravenosa. 
 
51- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). Mulher de 37 
anos, vítima de atropelamento por uma 
motocicleta, sofreu uma fratura de fêmur. As 
complicações iniciais que podem ocorrer são: 
(A) choque hipovolêmico e necrose óssea. 
(B) choque hipovolêmico e embolia gordurosa. 
(C) choque hipovolêmico e osteomielite. 
(D) convulsão e choque séptico. 
(E) choque séptico e insuficiência respiratória. 
 
52- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). Em relação ao 
uso do colar cervical rígido, é correto afirmar 
que: 
(A) é utilizado para auxiliar a imobilização da 
coluna. 
(B) imobiliza totalmente o movimento da 
cabeça. 
(C) deve ser aplicado depois de alinhar a cabeça 
da vítima em posição neutra. 
(D) convém estar atento ao aplicar tamanho 
pequeno, pois permite hiperextensão da 
cabeça. 
(E) deve ser realizado por 4 socorristas. 
 
53- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). Luxação é a 
perda parcial ou total do contato entre as 
superfícies ósseas que compõem uma 
articulação. No atendimento pré-hopitalar, 
recomenda-se que se realize 
(A) imobilização provisória e aplicação de frio. 
(B) imobilização provisória e aplicação de 
calor. 
(C) manipulação do local e aplicação de calor. 
(D) manobras para esticar o local e aplicação 
de frio. 
(E) manobras para esticar o local e aplicação 
de calor. 
 
54- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). Homem de 72 
anos de idade estava em sua residência quando, 
subitamente, iniciou quadro de fraqueza em 
braço e perna em apenas um lado do corpo, 
dificuldade para falar e compreender, dor de 
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cabeça muito intensa e desvio de rima. Essas 
manifestações clínicas são sugestivas de 
(A) malformações arteriovenosas. 
(B) acidente vascular cerebral. 
(C) aneurisma cerebral. 
(D) miastenia gravis. 
(E) angina instável. 
 
55- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). Mulher de 28 
anos, vítima de um acidente automobilístico, 
encontra-se com suspeita de lesão neurológica. 
Durante a avaliação, observa-se que suas 
pupilas encontram-se uma maior que a outra. 
Neste caso, é correto afirmar que suas pupilas 
estão 
(A) isocóricas. 
(B) anisocóricas. 
(C) em midríase. 
(D) em miose. 
(E) puntiformes. 
 
56- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). A 
hipernatremia é o aumento da concentração 
plasmática de 
(A) sódio. 
(B) potássio. 
(C) cálcio. 
(D) magnésio. 
(E) fosfato. 
 
57- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). Um homem de 
30 anos foi picado por animal peçonhento no 
membro inferior direito. A recomendação, 
neste caso, é 
(A) espremer o local afetado. 
(B) realizar torniquete. 
(C) fazer sucção na região afetada. 
(D) evitar sua movimentação e limpar o local 
com água e sabão. 
(E) realizar pequenas incisões no local. 
 
58- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). Homem de 26 
anos sofreu um choque elétrico ao manusear a 
caixa de força. Encontra-se inconsciente, sem 
pulso palpável, em parada circulatória e 
apneico. Os ritmos precipitantes destes sinais 
são: 
(A) taquicardia supraventricular. 
(B) fibrilação ventricular ou assistolia. 
(C) flutter atrial. 
(D) bradicardia sinusal. 
(E) fibrilação atrial. 
 
59- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). A intoxicação 
digitálica, habitualmente em usuário crônico, 
pode ser resultado de uma ingestão acidental ou 
intencional. São sinais e sintomas iniciais mais 
comuns dessa intoxicação: 
(A) astenia, alterações visuais, náusea, vômito 
e dor abdominal. 
(B) hipotensão, bradicardia, convulsão, vômito 
e astenia. 
(C) edema pulmonar, depressão respiratória, 
bradicardia, alterações visuais e convulsão. 
(D) hipotermia, pupilas puntiformes, edema 
pulmonar, fadiga e vômito. 
(E) taquicardia, alterações visuais, dor torácica, 
agitação e dor abdominal. 
 
60- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). Indivíduo de 
52 anos, do sexo masculino, vítima de acidente 
automobilístico, com suspeita de trauma 
cervical, pulso: 88 bpm, sat O2 80%. Para 
abertura da via aérea e oferta de oxigênio 
suplementar, deve-se realizar a seguinte 
técnica: 
(A) manobra de inclinação da cabeça – 
elevação do queixo. 
(B)manobra de elevação da cabeça. 
(C) checagem de corpo estranho na cavidade 
oral. 
(D) manobra de elevação da mandíbula sem 
extensão da cabeça. 
(E) manobra de elevação do queixo. 
 
61- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). A frequência 
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entre a massagem cardíaca e a ventilação a ser 
realizada no atendimento de parada cardíaca 
em adulto, segundo a recomendação da 
American Heart Association (Associação 
Interamericana do Coração), é de 
(A) 15:1. 
(B) 30:1. 
(C) 30:2. 
(D) 15:2. 
(E) 20:2. 
 
62- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). Homem de 32 
anos, vítima de afogamento, encontra-se 
inconsciente, sem respiração. A conduta inicial 
mais importante para restabelecer a ventilação 
e oxigenação é 
(A) realizar a manobra de Heimlich para 
drenar a água. 
(B) abrir as vias aéreas e iniciar respirações de 
resgate o mais rápido possível. 
(C) iniciar as compressões torácicas. 
(D) estabilizar a coluna cervical. 
(E) analisar ritmo cardíaco. 
 
64- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). As diretrizes 
da American Heart Association de 2005-2006 
recomenda que todos os profissionais de saúde 
sejam treinados a utilizar a ferramenta 
chamada Escala Pré-Hospitalar de Cincinnati. 
Essa escala permite avaliação de 3 achados, 
que são: 
(A) desvio de rima, fala anormal e hemiplegia. 
(B) desvio de rima, queda do braço e fala 
anormal. 
(C) alteração da marcha, fala anormal e queda 
do braço. 
(D) perda de equilíbrio, queda do braço e fala 
anormal. 
(E) déficit de atenção, fala anormal e perda de 
equilíbrio. 
 
 O enunciado refere-se às questões de números 
36 e 37 (65 E 66). 
Em um restaurante você vê um homem 
sentado à mesa ao lado, conversando e 
almoçando com a família. Ele começou a ficar 
agitado, nervoso, levantou-se, tentou tossir, não 
conseguia falar, assumindo esta postura: 
65- (Enf_SAMU_VUNESP_2010) Considerando 
essa sitação a conduta inicial é 
(A) deitar a vítima e iniciar compressões 
torácicas. 
(B) se posicionar atrás da vítima e com o 
punho fechado e a outra mão apoiada entre o 
umbigo e o esterno empurrar as mãos para 
cima e para dentro vigorosamente. 
(C) sentar a vítima e pedir que tussa 
vigorosamente. 
(D) se posicionar atrás da vítima e com o 
punho fechado e a outra mão apoiada entre o 
umbigo e o esterno empurrar 
as mãos para dentro vigorosamente. 
(E) deitar a vítima e realizar duas respirações 
de resgate. 
 
66 - (Enf_SAMU_VUNESP_2010) Você fez a 
manobra necessária, mas a vítima ficou 
inconsciente. 
Nesse caso, você realiza 
(A) ventilação de resgate. 
(B) checagem do pulso. 
(C) compressões torácicas. 
(D) manobra de compressão abdominal e 
varredura na cavidade oral até a expulsão do 
corpo estranho. 
(E) preparo do material para intubação 
orotraqueal. 
 
67- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). Mulher de 50 
anos, vítima de ferimento por arma de fogo no 
tórax. Está com rebaixamento de nível de 
consciência, palidez cutânea, sudorese, pele 
fria, taquipneia, taquicardia, pulso filiforme. 
Esses sinais indicam: 
(A) hematoma intracraniano. 
(B) contusão pulmonar. 
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(C) pneumotórax. 
(D) hemorragia interna. 
(E) trauma raquimedular. 
 
68- (Enf_SAMU_VUNESP_2010) A escala de 
Glasgow, utilizada após um trauma, auxilia na 
avaliação de 
(A) nível de consciência. 
(B) dor. 
(C) sedação. 
(D) confusão mental. 
(E) déficit cognitivo. 
 
69- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). Vítima de 
acidente automobilístico se encontra na cena 
deambulando, confusa, irritada, com sinais de 
sangramento pelo nariz e hematoma na face. 
Para esse caso, a conduta correta é 
(A) acompanhar a vítima, pedindo que 
deambule até a ambulância. 
(B) aplicar gelo no local do sangramento, 
comprimir e liberá-la. 
(C) pedir para que se deite na maca e iniciar 
atendimento. 
(D) imobilizar a coluna cervical com a vítima 
em pé e iniciar atendimento. 
(E) pedir seus documentos e levá-la ao hospital. 
 
70- (Enf_SAMU_VUNESP_2010). Vítima de 
acidente automobilístico encontra-se 
imobilizada na prancha para o 
transporte.Perde a consciência. No momento 
da colocação da cânula orofaríngea, a vítima 
começa a vomitar em jato. 
A conduta adequada é 
(A) retirar a imobilização e lateralizar a vítima. 
(B) retirar o colar cervical e lateralizar a 
vítima. 
(C) iniciar a aspiração das VAS. 
(D) passar uma sonda nasogástrica. 
(E) girar a prancha em 90º e aspirar VAS. 
 
71- (Enf_SAMU_VUNESP_2010) O transporte 
de paciente grávida, vítima de trauma, deve ser 
realizado sempre que possível em 
(A) decúbito ventral. 
(B) decúbito dorsal. 
(C) decúbito lateral direito. 
(D) decúbito lateral esquerdo. 
(E) decúbito dorsal com elevação de 30º. 
 
72- (Enf_SAMU_VUNESP_2010) Paciente com 
suspeita de hemorragia interna não tem sinais 
de fraturas. O tratamento adequado no 
atendimento pré-hospitalar, além de deitar a 
vítima, é 
(A) elevar MMII, iniciar ABC e providenciar 
rapidamente o transporte. 
(B) mantê-la em decúbito lateral, iniciar ABC e 
preparar material para entubação. 
(C) mantê-la em decúbito dorsal horizontal, 
puncionar veia, administrar volume e 
providenciar rapidamente o transporte. 
(D) elevar MMII, analisar ritmo cardíaco e 
pressão arterial e providenciar rapidamente o 
transporte. 
(E) mantê-la em decúbito dorsal horizontal, 
analisar ritmo cardíaco e providenciar 
rapidamente o transporte. 
 
73- (Enf_SAMU_VUNESP_2010) Você foi 
chamado para atender um homem de 35 anos 
que está num bar e se envolveu em uma briga. 
Quando você chegou o homem estava sentado 
com muita dor e você detectou uma lesão 
perfurante no hemitórax direito causado por 
objeto pontiagudo e de grosso calibre. Ele está 
dispnéico e com ruído na inspiração e no 
ferimento. A conduta adequada para tratar o 
ferimento durante o transporte da vítima é 
(A) cobrir o ferimento com curativo oclusivo. 
(B) cobrir o ferimento com bandagem. 
(C) aplicar curativo compressivo. 
(D) aplicar curativo valvulado. 
(E) manter local descoberto. 
 
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74- (Enf_SAMU_VUNESP_2010) O método 
START (Simple Triage and Rapid Treatment) – 
Simples triagem e rápido tratamento, é um 
método realizado em situações em que a 
magnitude da emergência ultrapassa a 
capacidade assistencial da equipe de socorro. 
Esse método avalia 
(A) nível de consciência, saturação de oxigênio, 
frequência cardíaca, pressão arterial. 
(B) deambulação, cianose, pressão arterial, 
frequência cardiaca. 
(C) deambulação, respiração, enchimento 
capilar, nível de consciência. 
(D) deambulação, nível de consciência, 
respiração, pressão arterial. 
(E) cianose, pressão arterial sistólica, 
enchimento capilar. 
 
 
75- (FCC CAMARA 2007). O enfermeiro do 
Atendimento Pré-Hospitalar (APH) publica, em 
seu nome, trabalho científico do qual não 
participou. No Código de Ética dos 
Profissionais de Enfermagem, esta conduta é 
considerada 
(A) justificável, se os demais participantes do 
trabalho foram comunicados antes da 
elaboração do mesmo. 
(B) correta, nos casos de pesquisa. 
(C) proibida. 
(D) correta, se a instituição de saúde concordoucom a publicação do trabalho. 
(E) justificável, se os demais participantes do 
trabalho assinaram termo de consentimento 
livre e esclarecido referente a essa conduta. 
 
76-(FCC CAMARA 2007). Durante a 
reanimação cardio-respiratória, é necessário 
avaliar o sofrimento cerebral por hipóxia. O 
sinal que indica o grau de sofrimento cerebral 
é a presença de 
(A) isocoria. 
(B) miose. 
(C) escotomas. 
(D) nistagmo. 
(E) midríase. 
 
77- (FCC CAMARA 2007). É admitido na 
Unidade de Emergência Psiquiátrica um 
paciente com quadro de intoxicação 
barbitúrica. No exame físico, os sinais mais 
indicativos dessa intercorrência são 
(A) respiração de Cheyne-Stoke, bradicardia, 
anisocoria. 
(B) hipersensibilidade, taquicardia e 
taquipnéia. 
(C) hipertermia, pulso em plateau, taquipnéia. 
(D) diminuição dos reflexos, miose, bradpnéia. 
(E) dispnéia, agitação neuro psicomotora, 
taquicardia. 
 
78-(FCC CAMARA 2007). No paciente com 
suspeita de traumatismo cranioencefálico 
(TCE) constatou-se escala de coma de Glasgow 
abaixo de 7 (sete). Esse parâmetro quantitativo 
significa 
(A) rebaixamento do estado de consciência. 
(B) consciência preservada. 
(C) funções somáticas preservadas. 
(D) atividade cerebral ligeiramente deprimida. 
(E) funções somáticas ligeiramente 
deprimidas. 
 
79-(FCC CAMARA 2007). Nos casos de 
acidentes ofídicos por cobra coral na região do 
calcâneo, recomenda-se como medida de 
emergência (A) aplicar soro anti-ofídico por 
via subcutânea e aplicar torniquete ou garrote 
na região afetada. 
(B) aplicar torniquete ou garrote na região 
afetada e manter a perna afetada em posição 
discretamente elevada e estendida. 
(C) lavar a perna afetada com água e sabão e 
realizar incisão e sucção no local da picada. 
(D) lavar a perna afetada com água e sabão e 
aplicar compressas quentes de água e sal no 
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local da picada. 
(E) evitar que a vítima se movimente e lavar o 
local da picada com água e sabão. 
 
80- (FCC CAMARA 2007). Após uma abelha 
picar um adulto na região da mão, uma das 
condutas de emergência visa diminuir a 
intensidade das reações alérgicas ao veneno. 
Para atingir esse objetivo uma das medidas é 
(A) comprimir indiretamente a região do 
punho. 
(B) manter o braço do adulto voltado para 
baixo. 
(C) fazer aplicação fria no local da picada. 
(D) fazer compressas quentes no local da 
picada. 
(E) orientar o adulto para abrir e fechar a mão 
continuamente. 
 
81-(FCC CAMARA 2007). Uma bala provoca 
engasgo em um adulto com responsividade. 
Esse corpo estranho nas vias respiratórias 
deve ser retirado pelo enfermeiro por meio de 
(A) varredura digital às cegas na boca e 
garganta. 
(B) manobra de Heimlich. 
(C) manobra que diminui subitamente a 
pressão intratorácica. 
(D) posicionamento do adulto virado de cabeça 
para baixo. 
(E) gargarejo e tapotagem. 
 
82-(FCC CAMARA 2007) Um cliente adulto 
apresenta quadro de fibrilação ventricular. De 
acordo com a American Heart Association 
(2005), recomenda-se ao enfermeiro aplicar 
(A) um choque, seguido de reanimação 
cardiopulmonar imediata. 
(B) dois choques, seguido de reanimação 
cardiopulmonar imediata. 
(C) três choques, seguido de averiguação do 
ritmo cardíaco e, se necessário, reanimação 
cardiopulmonar. 
(D) três choques, seguido de reanimação 
cardiopulmonar imediata. 
(E) dois choques, seguido de averiguação do 
ritmo cardíaco e, se necessário, reanimação 
cardiopulmonar. 
 
83-(FCC CAMARA 2007). Os protocolos de 
atendimento pré-hospitalar orientam à equipe 
de suporte avançado de vida (SAV) para 
suspeitar e edema agudo dos pulmões quando a 
vítima apresentar 
(A) estertores pulmonares à ausculta, 
hipoxemia relativa e bradipnéia. 
(B) ortopnéia, tosse com expectoração clara ou 
rósea e extremidades frias. 
(C) hipertermia vespertina, sibilos pulmonares 
e bradicardia. 
(D) hipotensão arterial, hipovolemia e 
respiração de Cheyne Stokes. 
(E) epistaxe, pulso em plateau e respiração 
estertorosa 
 
84-(FCC CAMARA 2007). Uma vítima, após 
aspirar água do mar, apresenta-se consciente, 
com respiração normal, tosse e ausculta 
pulmonar normal. No atendimento, a equipe de 
atendimento pré-hospitalar deve 
(A) instalar acesso venoso e manter a vítima 
em posição de recuperação. 
(B) instalar oxigenoterapia e remover a vítima 
para o hospital. 
(C) aquecer a vítima e removê-la para o 
hospital. 
(D) providenciar repouso e instalar 
nebulização contínua. 
(E) providenciar repouso e aquecimento. 
 
85-(FCC CAMARA 2007). Para a aplicação de 
compressões torácicas eficazes, durante a 
reanimação cardiopulmonar no adulto, 
recomenda-se que os profissionais devam 
(A) comprimir o tórax em uma freqüência de 
aproximadamente vinte e cinco compressões 
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por minuto. 
(B) fazer compressão forte, vagarosa e com 
interrupções cronometradas. 
(C) tentar minimizar as interrupções das 
compressões torácicas. 
(D) fazer nova compressão antes que o tórax 
retorne à posição normal. 
(E) realizar as compressões com o cliente 
deitado em decúbito dorsal horizontal e sobre 
superfície macia. 
 
86-(FCC CAMARA 2007). Frente a um quadro 
de choque, a equipe do suporte avançado de 
vida no atendimento pré-hospitalar deve 
(A) transportar a vítima, rapidamente e 
preferencialmente, 
para um hospital primário. 
(B) tratar todo choque como sendo 
neurogênico, até prova em contrário. 
(C) manter a punção intra-óssea após a 
obtenção do acesso venoso. 
(D) realizar a punção intra-óssea para infundir 
fluídos, se não for possível obter acesso 
venoso. 
(E) infundir solução cristalóide, 
preferencialmente, por punção intra-óssea, 
nos casos de politraumatismo. 
 
87-(FCC CAMARA 2007). Nas crises 
convulsivas no adulto, a administração de 
Fenitoína requer, como cuidado, 
(A) diluir o medicamento em soro fisiológico. 
(B) iniciar a dose de ataque por meio da 
aplicação do medicamento em bolus. 
(C) infundi-la por via subcutânea, nos casos de 
acesso venoso difícil. 
(D) ministrá-la por via sub-lingual, nos casos 
de acesso venoso difícil. 
(E) diluir o medicamento em soro glicosado 5 
(cinco)%. 
 
88- (FCC CAMARA 2007). Dentre as medidas 
de atendimento pré-hospitalar ao cliente com 
quadro de intoxicação alcoólica aguda consta 
(A) realizar avaliação primária e secundária e 
fazer compressas frias. 
(B) instalar acesso venoso e avaliar glicemia 
capilar. 
(C) avaliar segurança da cena e repor volume 
com solução de Manitol 20 (vinte) %. 
(D) proceder à lavagem gástrica e administrar 
tiamina pela sonda gástrica. 
(E) realizar hiperventilação e manter decúbito 
lateral. 
 
89-(FCC CAMARA 2007). Uma das condutas de 
atendimento pré-hospitalar dispensado ao 
cliente com acidente vascular encefálico 
(cerebral) é 
(A) manter o cliente em posição de 
Trendelemburg, se não houver suspeita de 
trauma craniano. 
(B) realizar intubação traqueal se o cliente 
apresentar escala de coma de Glasgow menor 
ou igual a doze. 
(C) realizar intubação traqueal se o cliente 
apresentar escala de Cincinnati acima de oito. 
(D) administrar oxigênio sob máscara, trinta a 
quarenta litros por minuto. 
(E) manter o cliente em decúbito elevado, se 
não houver suspeita de trauma cervical. 
 
90- (FCC CAMARA 2007). No atendimento aos 
acidentes com múltiplas vítimas, um dos 
protocolos de triagem recomendado pelo 
Ministério da Saúde/2006 éo START (Simples 
Triagem e Rápido Tratamento). De acordo com 
esse protocolo, os feridos de menor gravidade, 
que estão andando pelo local, são considerados 
como categoria 
(A) rosa. 
(B) vermelha. 
(C) amarela. 
(D) verde. 
(E) azul. 
 
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91- (FCC CAMARA 2007) O transporte e as 
transferências inter-hospitalares estão 
regulamentados pela Portaria GM/MS no 
2.048/02, que estabelece as responsabilidades 
e atribuições dos serviço/médico solicitante, da 
central/médico regulador, da equipe/médico de 
transporte e do serviço/médico receptor. 
I. Não remover paciente em risco iminente de 
vida, sem prévia e obrigatória avaliação e 
atendimento respiratório, hemodinâmico e 
outras medidas urgentes específicas para cada 
caso, estabilizandoo e preparando-o para o 
transporte. 
II. Somente nos locais em que as Centrais de 
Regulação ainda não estiverem estruturadas ou 
em pleno funcionamento, será permitido ao 
solicitante, seja ele público ou privado, 
remover paciente sem contato prévio com a 
instituição/serviço potencialmente receptor. 
III. O Serviço/Médico receptor deve comunicar 
a Central de Regulação sempre que houver 
divergência entre os dados clínicos que foram 
comunicados quando da regulação e os 
observados na recepção do paciente. 
É correto o que consta em 
(A) I, apenas. 
(B) I, II e III. 
(C) I e III, apenas. 
(D) I e II, apenas. 
(E) III, apenas. 
 
92- (FCC CAMARA 2007). Na avaliação 
primária, nos casos de emergência, utiliza-se 
na palpação preferencialmente o pulso 
(A) radial e femural. 
(B) carotídeo e braquial. 
(C) femural e braquial. 
(D) carotídeo e radial. 
(E) poplíteo e radial. 
 
93- (FCC CAMARA 2007). Na imobilização dos 
membros inferiores ou superiores em caso de 
fratura é necessário: 
(A) verificar o pulso distal, a sensibilidade e a 
perfusão antes e após a imobilização. 
(B) imobilizar uma articulação acima da lesão. 
(C) fazer o alinhamento do membro. 
(D) fixar as talas da região proximal para a 
distal. 
(E) fazer curativo oclusivo antes da 
imobilização. 
 
94-(FCC CAMARA 2007). Um operário chega 
ao ambulatório da empresa apresentando pele 
fria, pegajosa, cianótica, nível de consciência 
alterado, enchimento capilar lento. Os sinais e 
sintomas descritos sugerem choque do tipo 
(A) anafilático. 
(B) neurogênico. 
(C) espinhal. 
(D) hipovolêmico. 
(E) térmico. 
 
95 (FCC CAMARA 2007) A escala de coma de 
Glascow tem por objetivo 
(A) determinar a gravidade no trauma 
abdominal. 
(B) fornecer medidas semi quantitativa do grau 
de envolvimento cerebral. 
(C) determinar a gravidade no choque. 
(D) fornecer sinais de pneumotórax. 
(E) determinar a gravidade no infarto do 
miocárdio. 
 
96-(FCC CAMARA 2007) Após acidente 
automobilístico, uma das vítimas apresenta 
sangramento em membro superior esquerdo. 
Neste caso, o cuidado a ser prestado 
prioritariamente será de 
(A) aplicar compressas quentes no local 
movimentando o membro lesado. 
(B) comprimir o ferimento com pano limpo, e 
elevar o membro lesado. 
(C) movimentar o acidentado, até a chegada do 
socorro. 
(D) limpar o local, retirando todos os corpos 
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estranhos. 
(E) manter a temperatura corporal resfriada. 
 
97-(FCC CAMARA 2007). Em relação à 
extensão, a queimadura de segundo grau 
apresenta-se com 
(A) epiderme vermelha e/ou esbranquiçada, 
edema, formação de vesículas com dor. 
(B) epiderme vermelha, leve edema com dor. 
(C) epiderme e derme destruídas, ausência de 
dor. 
(D) destruição de músculos e nervos, formação 
de escara com dor local. 
(E) epiderme vermelha, sem dor e com 
destruição de nervos. 
 
98-(FCC CAMARA 2007)Em relação aos 
ferimentos nos olhos, o protocolo de Suporte 
Básico de Vida (SAMU-2004) define o seguinte 
procedimento 
(A) aplicar curativo oclusivo, sobre ambos os 
olhos para limitar movimentos. 
(B) efetuar pressão no globo ocular. 
(C) retirar corpos estranhos. 
(D) recolocar no lugar o globo ocular protuso. 
(E) lavar abundantemente com soro glicosado 
estéril, continuar a irrigação durante o 
transporte. 
 
99-(FCC CAMARA 2007). No atendimento de 
emergência, um procedimento prioritário na 
avaliação primária é 
(A) proteção contra a hipertermia. 
(B) aplicação da escala de coma de Glasgow. 
(C) exame complexo e detalhado da cabeça aos 
pés. 
(D) pesquisar história com o próprio paciente, 
família ou testemunhas para obtenção de 
informações. 
(E) manobras de Chin Lift e Jaw Trust, para o 
posicionamento correto da língua e para a 
abertura da boca nas vítimas de trauma. 
 
100- (FCC CAMARA 2007) Ao constatar a 
parada cardio-respiratória em um cliente 
adulto, inicia-se o processo de reanimação. Um 
desses procedimentos, de acordo com as 
diretrizes da American Heart Association 
(2005), é 
(A) golpear o tórax do cliente, três vezes 
seguidas, antes de iniciar as compressões 
torácicas. 
(B) colocar a tábua de massagem, forrada com 
espuma macia de dois centímetros, embaixo do 
tórax do cliente. 
(C) posicionar o cliente em decúbito dorsal 
horizontal. 
(D) posicionar a cabeça do cliente para frente 
antes de ajustar a máscara do ambu. 
(E) obedecer a proporção de quinze 
compressões torácicas para duas ventilações. 
 
101. Uma criança de 11 anos cuja camisa 
pegou fogo, teve queimaduras na parede 
anterior do abdome e em todo o membro 
superior esquerdo. Qual a percentagem de 
superfície corpórea atingida? 
a) 36% 
b) 9% 
c) 18% 
d) 24% 
e)27 % 
 
102- São exemplos de emergências: 
a) Dificuldade respiratória de forma aguda, 
acompanhada de cianose e grande hemorragia. 
b) Dores de cabeça crônica de moderada 
intensidade. 
c) Alterações urinárias e dores de cabeça de 
intensidade moderada. 
d) Todas as anteriores. 
. 
103. Em relação ao último consenso de 
reanimação cardiopulmonar responda. 
A. Durante a RCP em adulto, com dois 
socorristas, deve ser feito 15 compressões 
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para duas ventilações. 
B. Na Fibrilação Ventricular recomenda-se a 
administração de três choques consecutivos de 
360 J 
C. Recomenda-se em vítimas de PCR por mais 
de cinco minutos a realização de manobras de 
ressucitação por dois minutos, antes da 
desfibrilação. 
D. Em caso de obstrução das vias aéreas deverá 
realizar a varredura as cegas para tentar 
desobstruir 
 
104. Na terapia do choque hemorrágico o 
melhor sinal de ressucitação bem sucedida é: 
A.- Aumento da Temperatura Axilar. 
B. Aumento do débito urinário. 
C. Aumento da oxigenação arterial. 
D. Aumento da sede. 
 
105. Durante um quadro de Atividade Elétrica 
sem pulso (AESP), deve-se investigar os 5 “H”s 
e os 5”T”s. Qual das possibilidades abaixo NÃO 
se refere a um dos “H”? 
A. Hipovolemia 
B. Hipóxia 
C. Hipertensão 
D. Hipotermia 
 
106-. Você se depara com uma vítima que caiu 
do telhado, ao exame físico foi constatado um 
ferimento profundo na região frontal, 
diminuição do nível de consciência, não 
respondendo a estímulo doloroso, abertura 
ocular ausente, mesmo com estímulo, não 
reagindo com o meio e semapresentar sinais 
de ingestão alcoólica. Segundo a escala de coma 
de Glasgow o paciente apresenta o escore? 
A) 3 
B) 5 
C) 4 
D) 0 
E) 15 
 
107. Diante um quadro de Atividade Elétrica 
sem pulso (AESP), responda a alternativa 
correta: 
A. No atendimento a vítimas de AESP, é 
recomendado Ressuscitação Cardio Pulmonar 
B. É recomendado a desfibrilação elétrica o 
mais precoce possível. 
C. Trauma Crânio Encefálico é uma das causas 
de AESP. 
D. É pouco evidenciado quadro de AESP em 
pacientes em hipovolemia grave. 
 
108. No caso de acidente com múltiplas 
vítimas, são consideradas vermelhas, segundo 
o método Start, as que apresentam? 
A. Vítimas em parada cardio-respiratória 
B. Vítima que apresenta respiração superior a 
30 rpm, enchimento capilar superior a 2 
segundos. 
C. Trauma Crânio Encefálico 
D. Gestante apresentando sangramento vaginal 
 
109 – Considerando o ABCDE da reanimação: 
VER, OUVIR, E SENTIR , no protocolo 2005, 
seria: 
A) B 
B) A 
C) C 
D) D 
 
110 – Na avaliação da vítma, no momento da 
palpação deve ser avaliado o “DIC”, que 
significa: 
A) dor, instabilidade e creptação 
B) dor, inconsciência e circulação 
C) distúrbios neurológicos, incapacidades e 
creptações 
D) distenções, incapacidade e coluna cervical 
 
111– Na ausência de respiração deve-se 
imediatamente, segundo o protocolo 2005: 
A) Verificar o pulso 
B) Efetuar duas ventilações 
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 Turmas: SESDF Página 75 
 
 
C) Chamar e aguardar o médico 
D) Iniciar compressões cardíacas 
E) Colocar máscara com reservatório de O2 a 
15l/min 
 
 
GABARITO 
 
 
 
01) D 
02) C 
03) A 
04) a 
05) c 
06) a 
07) d 
08) d 
09) e 
10) d 
11) a 
12) e 
13) b 
14) d 
15) a 
16) e 
17) e 
18) e 
19) e 
20) e 
21) d 
22) a 
23) e 
24) a 
25) c 
26) e 
 
27) d 
28) d 
29) c 
30) d 
31) d 
32) d 
33) e 
34) c 
35) c 
36) e 
37) c 
38) c 
39) e 
40) c 
41) c 
42) e 
43) c 
44) e 
45) c 
46) c 
47) c 
48) c 
49) a 
50) d 
51) b 
52) c 
 
 
53) a 
54) b 
55) b 
56) a 
57) d 
58) b 
59) a 
60) d 
61) c 
62) b 
64) B 
65) B 
66) D 
67) D 
68) A 
69) D 
70) E 
71) D 
72) A 
73) D 
74) C 
75) C 
76) e 
77) d 
78) A 
79) E 
 
 
80) C 
81) B 
82) A 
83) B 
84) E 
85) C 
86) D 
87) A 
88) B 
89) E 
90) D 
91) D 
92) B 
93) E 
94) D 
95) B 
96) B 
97) A 
98) A 
99) E 
100) 
101) 
102) 
103) 
104) 
105) 
106) 
107) 
108) 
109) 
110) 
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