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«em IVAN V. IDOETA£ FRANCISCO G. CAPUANO 24º Edição Revisada, Atualizada e Ampliada AnNBL NH INSESESESESENSENE SEN) WNNNNNNNH SUMÁRIO 1. Sistemas de Numeração .......... NINA E E E E EARVAESSEASS E E E É DO TREEIÓNGÃO um qe ese ENA 8 8 6 MASSA 4 E EO Sistema Binário de Numeração ......1..10.Conversão do sistema binário para odecimal ..lc.cccccrreareceeaec. sm 8 x soeConversão do sistema decimal para o sistemaBIHSESO umsong ses e eus E 6 E UMES ESTAR E É Ed seNúmeros binários, decimais fracionários e suasCOnversões .......O Sistema Octal de Numeração ....Conversão do sistema octal para o sistema ãdecimal Conversão Fio c.oceueceo.o Conversão do sistema binário para o sistemaoctal . ... . ATOConversão do sistema decimal para Octal ...l200eruoreceo» NS SAMORA e trO Sistema Hexadecimal de Numeração ....Conversão do sistema hexadecimal para o siste Ma AOCIMAt uunsres cemessesspasa se ET E é earConversão do sistema hexadecimal para o sisteo DIBBEIO sos ae aces aÇão sa x E NANA e 3 À a...Conversão do sistema binário para o sistema hexadecimal cee:cideseed ser: É ENEATENAS E E E qeConversão do sistema decimal para o sistema hexadecimal . Operações Aritméticas no Sistema Binário ....Adição no sistema binário Subtração no sistema binário : Multiplicação no sistema binário ...../6/.011100+- 2. Funções Lógicas - Portas LÓgicas .llllllclll0.0.0o. PSA INCEGÂUESO ces eus: é tsFunçoês E, OU, NÃO, NE e NOU Função E ou AND .. LECNTNOEFunção OU ou OR ..Função NÃO ou NOT Função NÃO E, NE ou NAND ...Função NÃO OU, NOU ou NOR ..Quadro Resumo ..c.illlccerracooInterligação entre expressões, circuitos e taDelãs da verdade ...LeeeseS SS + TEIAS Taca.Expressões booleanas geradas por circuitos 16 GICOS sos: CUBRA LON CAVESNRA LEU EACircuitos obtidos de expressoés booleanas ....Tabelas da verdade que representam expressões OU CÍrCuitos .......20.Exercícios resolvidos H Equivalência, entre blocos lógicos Obtenção de inversores . . Outras equivalências entre blocos lógicos ..Exercícios Propostos .....1100000 ESENSADO E SEREI TS 25 15 16 18 22 27 28 2 30 31 33 34 3a 3. Circuitos Combinacionais - 12 Parte ..lelccc0000.aeecaaco 71 3.l ERCSSÔNCÕO: meses exe «E GUESS RE E E E E ENSEADA 3 ME 713.2 Expressoes e circuitos a partir de tabelas da verdade ........ . 71E 2 Circuitos à 71ID Circuitos com 3 variaveis o3.2.3 Circuitos com 4 variáveis 79 3.2.4 Tabela da verdade de 3 variáveis . 82Fe Tabela da verdade de 4 variáveis .. 83Ie CIECLEO: DU EXCIVSTÍTO e eme es e xo oceanos 5 2 e a 5IS. Circuito OU Exclusivo como circuito combinaGIGNRL «a CMN ER E ELSON E E É É EROONOSS E O) 853.3.2 Circuito OU Exclusivo como bloco lógico básico. 85 3.4 Circuito Coincidência .........RA :T)3.4.1 Circuito Coincidência como circuito combinaCIONAL + com EO E 8 ESSAS E E EESC E . 863.4.2 Circuito Coincidência como bloco lógico rásico 87E: Interligação de blocos OU Exclusivo Coincidên- CEIA ua a e mo screen ds 1 6 CESSAR 8 MS 6 6 socos 2 8 E 8 87Utilizando 3 variáveis Utilizando 4 variáveis Exercícios Propostos .KW UU au, Nr 4. Álosbra de Boole e Simplificação de Circuito Lógico ..... 93 4.1 Intredução Teco ecaecaracrasaaeerecsecresescer 934,2 Variáveis e Expressões na Álgebra de Boole ... 934.3 Postulados ....121llvccanaaaaos SE4,3.1 Postulado da Complementação 93 4.3.2 Postulado da Adição .......-. 944.3.3 Postulado da Multiplicação 94 4.4 Propriedades ......... seco 854.4.1 Propriedade comutativa . “ ss 4.4.2 Propriedade associativa * 9% 4,4,3 Propriedade distributiva ã 96 4.5 Teoremas de De Morgan .. . EE4.6 Identidades Auxiliares . ã. . “ . 84.7 Quadros Resumo ...cccorecaeeecereceeeeo.. 94,8 Simplificação de expressões booleanas ..... sa; 1004.9 Simplificação de Expressões e circuitos através dos Diagramas de Veitch-Karnaugh ......... 1044,9,1 Diagrama de Veitch-Karnaugh para 2 variáveis.. 1044.9.2 Diagrama de Veitch-Karnaugh para 3 variáveis... 110 4,9,.3 Diagrama de Veitch-Karnaugh para 4 variáveis... 1184.9.4 Diagrama com condições irrelevantes .....4,10 Simplificação de circuitos a partir de ONE «see reeeses sa e e esp EU «4.11 Diagrama para cinco variáveis .......4.12 Casos que não admitem simplificação 4.13 Outras formas de utilização do diagrama de VEIECRSESTIUOR um a + o ces *4.13.1 Pelo complemento da expressão 4.13.2 Pela forma da apresentação .. Es4.14 Quadros Resumo ...... ARA . 5. Circuitos Combinacionais - 2º Parte ..llllcocoronoruoeco 142 Introdução ...ll100100. Códigos BCD 8421 ..Código Excesso 3 .....Outros códigos BCD de 4 bits Código BCD de 5 bits ..Código 9876543210 ..... e... 144Código Gray .....1...Codificadores e Decodificadores OUR WNP DL 5.1 5412.5.1 SL ss. ES Da Sel Decodificador BCD 8421 para 9876543210 - ... 146Sel Decodificador BCD 8421 para Excesso 3 . se. 175:23 Decodificador Excesso 3 para BCD 8421 .. .-.. 14951254 Decodificador BCD 8421 para 2 entre 5 .. sis Lol5.2.8 Decodificador 2 entre 5 para BCD 8421 .. e... 1535.2.6 Decodificador BCD 8421 para Johnson .... e. 155.2.7 Decodificador Johnson para BCD 8421 .... ... 158Iu258 Decodificador BCD 8421 para código Gray vu: 1605.2.9 Decodificador Código Gray para BCD 8421 ..... 1615.2.10 Decodificador para display de 7 segmentos .... 163E.2.I1 EXCICÍCIOS PEODOSECOS «ee omeecssasessscse caes 1685.3 Circuitos Aritméticos 168 5: Sul Meio Somador ........ ss 1685... Somador COmpiteto «.—-<-« eee 169Ss SS Somador completo a partir de meios somadores ... 1725.3.4 Meio SUbESFSCÓOE aeeveris:receres FO CE CEE COCA PTS5:3:5 Subtrator Completo SENNA E cesuesss 1735.3.6 Subtrator completo a partir de meios subtratores. 175 Da Ea É Somador/Subtrator completo .... 1.1.1.0 uv eee — ADE5. SB Exercícios Propostos ........ URIA EU E E E e.Sa Du Quadro Resumo - Circuitos Aritméticos ........ 179 6. Flip-Flop, Registradores e Contadores 6.1 TREFOGUÇÕO! u seen sa6.2 Flip-flop RS ......6.2.1 Flip-flopRS básico ......... DAS E - 1)6.2.2 Flip-flop RS comandado por um pulso de clock.. 1846.3 ELTG=ELOD JE seus ue 6 e ea E E a remessa6: 3.1 Flip-flop JK com entradas Preset e Clear 6.3.2 Flip-flop JK Mestre-EsCcravo ...ht12cccecerecco. 6.3.3 Flip-flop JK Mestre-Escravo com entradas Preset e Clear 190 6.4 Flip-flops tipo T e Tipo D ..... =. 1806.4.1 Flip-flop tipo T ...... . . 1906.4.2 Eli1p flop tipo D sssr.ai ... e 1916.5 Registradores de Deslocamento .. nm JOE6.5.1 Conversor Série-Paralelo ....... soe LS6.5.2 Conversor Paralelo-Série ....l..c000.vv.200oe6.5.3 Registrador de entrada série e saída série Ouentrada paralela e saída paralela ............ 1956.5.4 Registrador de Deslocamento utilizado multiplicador ou divisor por 2 ........6.6 CONTOAOLSS ; reeqaneris FTC LCCERS6.7 Contadores Assíncronos ”6.7. Contador de PulsoS ...c.« 2 cus.6.7.2 Contador de Década Assíncrono63 Contador Sequencial de O a n6.7.4 Contadores Assincronos Decrescentes E ano MO O | O OVAR LON WwN| ATPBDPAONSNSPANPOANAMRNA DO (O (O OO CO Oo Oo Co Co MO MO [= “o Ú WNH AVAVSVNNSNVNVNVNVAN MBA RALWLNN NU OO oa Oo Ca 0a OA MO da a da Ca Mo WWWWUWLWNNNNNVP USB WON mm ms "” Contador Assíncrono Crescente e Decrescente .. 203Contadores SÍnCronos ...llll000.orraaaaeece.e. 204Contador Síncrono gerador da sequência do códi eu BOB 202] à... e esc 3 a 5 mom pI e E E ne 205Gerador do CÓdigo Gray ...llcl0v00cea.aa. mu 208Gerador da sequencia do código Excesso 3 saem RI Contador Johnson isssisssssaciocdvenhsss 215Contadores geradores de sequência ..Contador em Anel .....Contador de Década Contador gerador de uma Sequência qualquer ... 221Contadores Crescentes e Decrescentes ......... 224Contadores utilizados em circuitos temporizadores 226 Contador de O a 59 ..Contador de 1 a 12 caseescoo Diagrama de blocos de um relógio digital ..... 226Exercícios Propostos .........A7. Conversores .......... $.568 E E RSS EE LA aeccccececeranssIntrodução ..il.coreceeeaecaereeeoConversores Digital- Analógico aeeConversor Digital-Analógico básico Conversor Digital-Analógico com Amplificador Operacional ..llclcrcuecc.e.oo coca... 234Conversor Digital-Analógico com chave seletoradigital Conversor Digital- Analógico utilizando rede R-2R colecao CARA Teve. ESConversor Digital-Analógico com R-2R utilizan do o Amplificador Operacional .......l/11..... 244Conversão de um número de mais de um algarismo 244 Conversão de um código qualquer para o analógico. 247 Conversor Análogo-Digital ...ll12.ccacaaea... 247VOLEÍMDOCCO BIGIEAL cauumsc1: e ue She EU E vem 25Geradores de formas de ondas digitais .. ra 208Gerador dente de serra digital .... .. ... 254Gerador de forma de onda triangular .. ... 254Gerador de forma de onda qualquer . a. em—DSOExercícios PropostoS ....v.0ú1cvrecao. É é ssa 2598. Circuitos Multiplex e Memória .l.llllc.c10001020o PE . 261THCEOAUÇÃO :2cuaeeessaSs sue LS 101 USAS 261Geração de produtos canônicos ...l.0.c..02002000 261Circuito básico gerador de produtos canônicos. 261 Matriz de simples encadeamento .....lc1012..00.. 262Matriz de duplo encadeamento .. sã sem 253Matriz de diodos Vas 1L1CLCVSAADS E 188 LAVAR 263MUltiplex ..llllocorecacaaaraeveceo. eee. ... 267Projeto e funcionamento do multiplex ......... 268Outras maneiras de formar um bloco multiplex.. 272 Ampliação da capacidade de um sistema multiplex. 274 Endereçamento sequencial em um sistema multiplex. 277 Utilização do multiplex na construção de circuitos combinacionaisS ....ll.0cccaeaacecaaa.... 27BDemultiplex ......... SUE RASNINNURASEE SEDA .. 281Projeto e funcionamento de um demultápiox .... 283 -ã . * Sam 8.4.2 Outras maneiras de formação de um BTSES demulEIDIOK ca is CuualS E E » EV Eleone 3 e 2 e feacacesaos ala 2858.4.3 Amplificação da capacidade de um circuito multiplex 5% 8 6 5 SS 2868.4.4 Demultiplex com endereçamento sequençial éisi: 2888.5 Multiplex e Demultiplex utilizados na transmissão de dados .......... 2898. Gerador de paridade “8.6 Memórias ....l114h..o8.6.1 Classificação das memórias ..8:6:2 Memórias RAM ..ivccavenaeaco.8.6.2.1 Memórias RAM de N localidades 8.6.2.2 Memórias RAM NXM ..cl..c.00.0o8.6.3 Memórias ROM ..iccicrecrraeraaaoB.:6:3:1 CirGUIto DÁASICO siscormasaasssoas8.6.3.2 Memórias ROM Nxm ..... PDAS e. . 3128.6.3.3 ROM como um circuito combinacional .. « SIS8.6.3.4 ROM utilizada num gerador de caracteres8.635 Ampliação da capacidade de uma ROM8.6.4 Memórias PROM 8.6.5 Memórias EPROM . 8.6.6 Memórias EAROM e EEPROM B.7 Exercicios Propostos ...ll.000.0000 9. Famílias de Circuitos LÓgicoS ......-..... Aeceearacrea..2.. 321 9.1 Introdução siscicaciciddihas SSEENRESAMENTAS SERA 3219.1.1 Tempo de comutação e tempo de atraso de pro PEGação ecos se: eee SS9.2 Lógica com Diodos ...Seas Portas E sascsórcsa:s De Ee Pora. OU uses seas caesE| Transistor operando como Chave .....10010001020. 3279 3. Transistor operando como chave aberta . 3289 3Iee Transistor operando como chave fechada ; 3289.3.3 Transistor funcionando como inversor . . 3289.4 Família DTL coli. elccecveaceas 3299.4.1 Características principais da família DTL 3309.5 FaMILIA DODL cspsssaseertasississ losses:1 0 À Características da família9.6 Família RTE ..... É us ceseseneneeeto e e pues o9.6.1 Características principais da família RTL .Se ESMÍLIia RCTPL us1:500 meses aee. . 3349.7.1 Características de Família . 334 9.8 Família HTL ...1..11010. ELAS . 3349.8.1 Características principais da família HTL Des FSMÍTIA PTL pese o cena e 4 060 60 se9.8. Especificaçoês da família TTL E S:FI452 Coletor aberto .....9.9.3 Função ENABLE .. . aaa9.9.4 Saída Tri-state .... A - |9.9.5 Características principais da família TTL .... 340Sa546 Versões dos circutios TTL ..1c1lc0000100+0o . 340DL Família ECL ..lllccccecereceaeceo . . 3419.10.1 Características da família ECL .. . . 342 B.+11 FANIISS MOS cssuareeesrees se e e e queens “ . 3429.11.1 Características principais da família MOS . 343Ito Família CMOS ..ceccccscecsacaecacerereceeeocre . 3439.12.1 Características principais da família CMOS . 345 9.13 Circuitos Integrados Comerciais .............. 346 CAPÍTULO 1 SISTEMAS DE NUMERAÇÃO 1.1 Introdução O homem, através dos tempos;' sentiu a necessidade da utilização de sistemas numéricos. Existem vários sistemas numéricos, dentre os quais se destacam: o sistema decimal, o binário, o octal e o hexadecimal. O sistema decimal é utilizado por nós no dia-a-dia e é, sem dúvida, o mais importante dos sistemas numéricos. Trata-se de um sistema que possui dez algarismos, com os quais podemos formar qualquer número, através da lei de formação. Os sistemas: binário, o octal e hexadecimal são muito importantes na área de técnicas digitais e computação. No decor rer do estudo, perceber-se-á a ligação existente entre circuitos lógicos e estes sistemas de numeração. 1.2 O Sistema Binário de Numeração O sistema binário de numeração é um sistema no qual existem apenas dois algarismos: - o algarismo O (zero), e, - o algarismo 1 (um). Para representarmos à quantidade zero, utilizamos o algarismo (O), para representarmos a quantidade um utilizamos o algarismo (1), E para representarmos a quantidade dois, se nósnão possuímos o algarismo (2) nesse sistema? É simples. No sistema decimal, nós não possuímos o al garismo dez e representamos à quantidade de uma dezena utilizan do o algarismo 1 (um) seguido do algarismo O (zero). Neste caso, o algarismo 1 (um) significa que temos um grupo de uma dezena e o algarismo O (zero) nenhuma unidade, o que signifiça dez. No sistema binário, agimos da mesma forma para represen tarmos a quantidade dois, utilizamos o algarismo (1) seguido do algarismo (0). O algarismo (1) significará que temos um grupo de dois elementos e o (O) um grupo de nenhuma unidade, representando .assim o número dois. Após esta explicação, podemos notar que a numeração embinário vai tornar-se: DECIMAL BINÁRIO o 1 10 11 100 101 VWEAUNIO Tabela 1.1 15 1.2.1 Conversão do Sistema Binário para o Sistema Decimal Tomemos um número decimal qualquer, por exemplo, o núme ro 594, Este número significa: 5 * 100 + 9 x o + 4 e = 594centena dezena unidade + + + S x 10? + 9 x 10] + 4 x 10º 594 Esquematicamente, temos: 100] 10/ 1 5 3 a — 5x 100+ 9x 10+ 4x1 = 594 É o10º? [109% j10 => 5x10º+9x10!+4x10º= 594 5|9/2Neste exemplo, podemos notar que o algarismo: menos siqnificativo (no caso o quatro) multiplica a unidade (1 ou 10º), osegundo algarismo (o nove) multiplica a dezena (10 ou 10!) e omais significativo (no caso o 5) multiplica a centena (100 ouTOS, A soma. desses resultados irá representar o número.Podemos notar que a base deste sistema é Oo número 10(dez). A base do sistema binário é o número 2 (dois).Tomemos, agora, um número binário qualquer, por exemplo, o número 101. Pela tabela 1.1 notamos que e-: e equivale aonúmero 5 no sistema decimal.Utilizando o conceito básico de formação de um número,podemos obter a mesma equivalência, convertendo assim o númeropara o sistema decimal:22|21 20à o 11x2º + 0x2]! +1x20t + $1x4 +Ox2 +l1xl1=5.“. o número 101 na base 2 é igual ao número 5 na base 10.Daqui por diante, colocaremos como indice do número abase do sistema em que estamos trabalhando, ou seja:20 109 significará o número vinte na base dez.(sistema decimal)110, significará o número seis na base dois.(sistema binário)Para o exemplo podemos escrever:5109 = 101216 Vamos, agora, fazer a conversão do número 1001, para osistema decimal. Assim sendo, temos: 1x238+0x22+ 0x2!]+1x2º= 1x8 +1x1 =9g9 .'". 10017= 91 ! 1.2.1.1 Exercicios Resolvidos 1 - Converta o número 01110; em decimal. Primeiramente, devemos lembrar que o zero à esquerda de um número é um algarismo não significativo. Logo 011102 = 11107. Esquematizando, temos: 1x2 +1x22+1x2!]+0x20= B+4+2+0=14, ca 11107 = 1410 2 - Converta o número 10107 para o sistema decimal. 2381 22| 21| 20 x o 1 o 1x2? + 1x2] = 101, ce 10102 = 1010 3 - Idem para o número 1100110001 2º | 28 | 27 | 26 | 25 | 2º | 23| 22 | 221 | 2º 2/1 /0o/o|1 [1/0 /0ojo|a 2x2º+1x28 + 1x2 +1x2º+ 1x2 = 1x512+1x256+ 1x32+1x16+1x1= 81710 -*. 110011000127 = 817190 17 1.2.1.2 Tabela de Potência de Dois 2º 1 2º 2 2º 4 2? 8 2" 16 25 32 26 64 27 128 28 256 2º 512 210 1024 211 2048 212 4096 213 8192 214 16384 Tabela1.2 1.2.1.3 Exercícios Propostos Converta os seguintes números binários em decimal: 1) 1001100 2 5) 10001, 2) 1111, 6) 10101102 3) 11111, 7) 011001100110101 2 4) 10000 7 1.2.2 Conversão do Sistema Decimal para o Sistema Binário Como vimos, a necessidade da conversão: do sistema biná rio para decimal é evidente, pois, se tivermos um número grande no sistema binário fica difícil perceber a quantidade que este representa. Transformando-se este número em decimal, o problema desaparece. Agora, veremos a transformação de um número decimal em um número binário, ou seja, à conversão do sistema decimal para o sistema binário. Tomemos um número decimal qualquer, por exemplo, o nú mero 47, Dividindo o número 47 por 2, temos: 47 2 o7 23 1º resto +1 ou seja: 2 x 23 + 1 = 47 ou ainda: 23 x 2) + 1 x 20 = 47 ——m expressão À 18 Dividindo agora 23 por 2, temos: 23 = 2º resto +11 11 ou seja: 11 x 2+ 1=23 A expressão Bsubstituindo a expressão B em A, temos: (2x 11+1)x2]+1x2º = a7T 11 x 22 +1x2!+1x20º =47 + expressão (C Dividindo agora 11 por 2, temos: SN 11 2 3º resto +) 5 ou seja: 5x 2+1=11 > expresão Dsubstituindo a expressão D em C, temos: (2x 5+1)x22+1x2]+1x2º 5x239+1x22+1x2]+ 1x2 47 47 > expressão E Nu 1" Dividindo 5 por 2, temos: 5 2) 4º resto+l 2 ou seja: 2x 2+1=5 ir expressão FSubstituindo a expressão F em E, temos: (2x2+1) x 23 + 1x 22+1x2"?+1x2º= 47 2x2" + 1x2º+1x2+l1x2!+l1x2º + expressão G Dividindo, agora 2 por 2 temos: 2 2 5º resto+o 1 último quociente ex) ou seja: 2x 1+0=2 ————— expressão H substituindo a expressão H em G, temos: (1x2+0) x 2º + 1 x 23 + 1x 22+ 1x 21+ 1x 20= 47 1x25+ 0x 2%+1x23+1x22+ 1x21+ 1x 20 =47 19 Utilizando esta expressão, podemos esquematizar: 4o 1011H1,= 4719 O processo visto, descreve completamente a conversão, mas, logicamente, utilizamos um método mais simples. Método prático: divisão sucessiva por 2. Transformar o número 47 ,, em binário. a7 10 resto e——— 1 39 resto e———————— 1 29 resto ——* S 49 resto ã————— 59 resto E——————————— 0 1, o Ultimo quociente O último quociente será o algarismo mais significativo e ficará colocado à esquerda. Os outros algarismos seguem-se na ordem até o 1º resto. Teremos então, no caso: 1 o 1 1 4 1 ' último 5º 4º 3º 2º 2 quociente resto resto resto resto resto a 101111, = 47%, Como outro exemplo, vamos transformar o número 400 em binário. Pelo método prático, temos: 400|219 restoe—O 20029 restoe———— o30 restae———— o 50409 resto e——————59 resto ————— 12 |260 resto ————— .. s709 resto>> O 380 resto==]ÚltimoquocienteAssim sendo, podemos escrever: 110010000, -= 4007160Agora, já temos elementos para converter um número decimal em binário e um número binário em decimal, ou seja, apósfazer uma conversão do sistema decimal para o sistema binário,ou vice-versa, podemos conferir se esta foi efetuada corretamentê: Para exemplificar, tomemos um número decimal qualquer,por exemplo 35, vamos então, convertê-lo em binário.20 menos significativo mais significativo 35,9 = 100011, Vamos conferir: 1x 25+ 1x2]+1x20=32+2+1=35,1,0 1.2.2.1 Exercícios Resolvidos 1 - Converta: o número 21,, em binário. Vamos utilizar o método prático: 21 (2; 1|2E sz [ONSH oo mais significativo. temos então: 21,,*= 10101, menos significativo confere, pois: 1x2"%+1x22+ 1x 20=21 2 - Converta o número 552,7, em binário. Método prático: menos significativo mais significativo temos, então: 1000101000, = 552,1, confere, pois: 2º + 25+23=512+32+8= 552,1, 3 - Converta o número 715779 em binário. 21 menos significativo mais significativo temos, então: 715,7, = 1011001011, Conferindo, temos: 2º + 27 + 25 + 23 + 2] + 2º 512 + 128 + 64 + B + 2 + 1 yu 71510 1.2.2.2 Exercícios Propostos 1 - Converta os seguintes números decimais em binários: 1) 78 2) 102 3) 215 4) 404 5) 808 6) 5429 7) 16383 2 - Quantos algarismos binários necessitaríamos para re presentar os números decimais abaixo? 1) 512 2) 12 1.2.3 Números Binários, Decimais Fracionário e suas Conversões Até agora, tratamos de números inteiros. E se apareces se um número binário fracionario? Exemplo: 101,101, Como procederíamos para saber a quantidade que ele re presenta? Para responder isso, vamos recordar, primeiramente, co mo procedemos no sistema decimal. Tomemos um número decimal fracionário qualquer, por exemplo, o número 10,5. É só lembrarmos o que ele significa: 22 101 10º|107!1 o 5da tabela temos: 1 x 10! + Ox 10º+5x10-!=10,5Para um número binário, agimos da mesma forma, no nossoexemplo, temos:22 21 2º 2a! 272 2-31 o x 1 o 1podemos escrever:1x22+0x2!]+1x20+1x27!]+ Ox 272+1x 278x= l1x4+0Ox2+lxl1l+l1x23+O0Ox>+>+lx= =1 é 12 4 84 + 1 + 0,5 + 0,125 = 5,62510-“. 101,10157 = 5,6257190Tomemos agora, um número binário qualquer, por exemplo,o número 1010,11012Vamos verificar o seu valor em decimal:23 | 22|/ 21 | 20 | 2-2 | 2-2] 2-3 | 21 [o | 1 | o|[ 27 j1 jo |1x23+1x2!]+1x27!]+1x27º2+1x27'=1x8+1x2+ixi+1xil+1xL1 =2 4 168 + 2+0O,5+ 0,25 + 0,0625 = 10,8125,,- . 1010,11012= 10,812571,1.2.3.1 Exercícios Resolvidos1 - Converta o número binário 111,001,; em decimal.22 22 20º 271 272 2731 o o 11x22+1x2]+1x20+ 0x27!]+ 0x 272+ 1x 27â=4 +2+1+0,125= 7,125,7, .º. 111,00), = 7,125,2 - Converta o número abaixo em decimal.100,11001,22 | 21 | 20 | 271 | 272 | 273 | 274 | 2751 Th Te ne Te T:1x22+1x27]+1x272+1x275=4 + 0,5 + 0,25 + 0,03125 = 4,78125,,«*. 100,110017 = 4,7781251, 23 3 - Transforme: para decimal os seguintes números binã 1) 1111,111, 2) 1000,00012 3) 1010,1010z 4) 11,112 5) 1011,112 6) 1100,0011012 1.2.3.2 Tabela de Potências Negativas de dois 0,5 0,25 D; 125 0,0625 0,03125 0,015625 0,0078125 0,00390625 É À ' OVNOUFoNH INESESESESE SS SES) 1 Tabela 1.3 1.2.3.3 Conversão de um Número Decimal Fracionário em Binário Podemos também converter um número decimal fracionário em binário, para isso, vamos utilizar uma regra prática. Como exemplo, vamos transformar o número 8,375 em biná Fio, Este número significa: 8 + 0,375 = 8,375 Transformamos primeiramente a parte inteira do número, como já explicado anteriormente. menos 8 significativo o o elmo 2 2|2o mais significativo temos, então: 8, ,, = 1000, O passo seguinte é transformar a parte fracionária. Pa ra tal, utilizamos a sequência: 0,375 ——» Parte fracionária não inteira XxX 2 ——» Basedo sistema primeiro al ——ol750 garismo após x 2 a vírgula. , 500 Segundo algarismo após a vírgula. Quando atingirmos o número 1, e a parte do número após, = E Aa Aa virgula não for nula, separamos esta última e reiniciamos oprocesso: 24 x 2 terceiro alga +[1,000 ——m Aqui pararemos o processo, pois, a rismo após à parte do número depois da vírgula virgula ê nula. Assim sendo, podemos escrever: 0,0117 = 0,3751909 Para completarmos a conversão, efetuamos a composição da parte inteira com a fracionária, logo o número fica: 1000,0112 e. 8,3751909 = 1000,011, Vamos agora, transformar um outro número decimal em P>binário, por exemplo, o número 4,810. 1º) Separamos a parte inteira do número. 4,8 = 4 + 0,8 onde 4 éÉ a parte inteira e 0,8 ê a parte fracionária. 2º) Convertemos primeiramente a parte inteira. 4109 = 1002 3º) Iniciamos o processo de conversão de um número fracionário: primeiro ————— Ds algarismo atingimos o número 1 Separamos a parte posterior à vírgula não nula e reiniciamos o processo: 0,6 : x 2 segundo 2 algarismo atingimos o número 1 Novamente, reiniciamos o processo: 0.x 2 terceiro - algarismo ps quarto algarismos [O8êPodemos reparar que o número 0,8 tornou a 2aParecer, HHgo se continyarmos o processo teremos à mesma sequência já vista até aqui. Este é o caso equivalente à uma dizima.Temos, então:0,81, = (0, 110011001100 alsrepetiçõessequência calculadalogo: 4,810 = (100,1100110011001100...)> 25 1.2.3.4 Exercícios Resolvidos 1 - Converta o número 3,380 em binário. 3,380 = 3 + 0,380 3109= 112 + conversão de um número inteiro 0;38 + parte fracionária * 2 No caso, temos: 0,0110000102 = 1x 2 2 + 1x 273 + 1x 278=0,3789062510 Se aproximarmos o número decimal em duas casas, teremos 0,38, logo, para umaprecisão de duas casas decimais é suficiente que tenhamos seguido o método até aí. Podemos escrever, então: 0,38109 = 0,01100001>2 .“. 3,3819 = 11,01100001,2 Notamos que quanto mais casas considerarmos após a vir gula, teremos uma maior precisão, ou seja, aplicamos o método até atingirmos a precisão desejada. 2 - Converta o número 57,319 em binário. 57,3 = 57 + O,3 57109 = 1110012 26 torna a repetir Temos, então: 0O0,310= (0,0100110011001...)2 - . 57,310 (111001,01001100110011 ...), 1.2.3.5 Exercícios Propostos Transforme os seguintes números decimais em binários: 1) 0,125 2) 0,06251 OT 4) 0,92 5) 7,9 6) 47,47 7) 53,3876 8) 1,1111 1.3 O Sistema Octal de Numeração O sistema octal de numeração é um sistema no qual exis tem oito algarismos: oO, 1, 2, 3, 4, 5, 6 é 7 Para representarmos a quantidade oito, agimos do mesmo modo, visto anteriormente, para números binários e decimais. Colocamos o algarismo 1 seguido do algarismo O. Isto significará: teremos um grupo de oito, adicionado a nenhuma unidade. Veremos em capítulos posteriores, que se trata de umsistema que simplifica muito a numeração do mapa de memórias de máquinas digitais com palavras de 6 bits. Após esta pequena introdução, podemos mostrar a sequência da numeração octal: 27 Decimal Octal o o 1 1 2 2 3 3 4 4 ss s 6 6 7 7 8 20 9 114 10 12 ds. 13 12 14 13 15 14 16 15 27 16 20 17 21 Tabela 1.4 1.3.1 Conversão do Sistema Octal para o Sistema Decimal Para convertermos um número octal em decimal, utiliza mos os conceitos básicos de formação de um número. ' Vamos, por exemplo, converter o número 144,,em decimal: 82 /81|g8º 1 4 4 1x8º+4x8l+ 4x 80=1x 64+4x8+ 4x1 =64 + 32 + 4 = 1007, "o... 144 g = 1001, 1.3.1.1 Exercícios Resolvidos 1 - Converta o número 77, em decimal: 8!|8º7 77x8 +7x8=7x8+7x1=56+7=631,e. TIROS 631,2 - Converta o número 100; em decimal:82? 81l 80d o o1x82?2=1x64=64, .'. 100, = 64,Obs.: Pelos exercícios acima, podemos concluir que após o 77;vem o 1003.28 3 - Converta o número 476g em decimal: g2/ 8 !|g8gº 4 7 6 4x8 +7x8 + 6x8 =4x64+7x8+6x1256 + 56 + 6 = 3181, .“. 476g = 31810 " 1.3.1.2 Exercícios Propostos - Transforme o número l4g em decimal. - Converta o número 678 em decimal Idem para o número 1538 - Idem para o número 1544; - Por que o número 15874g,não pode ser um número octal? MRWNH ' 1.3.2 Conversão do Sistema Octal para o Sistema Binário Trata-se de uma conversão extremamente simples, poden do utilizar a regra prática descrita abaixo. - Tomemos um número octal qualquer, por exemplo o número 27 , A regra consiste em transformar cada algarismo, no corres pondente binário: 2> lo à . e ,010 111 (zero à esquerda é algarismo não significativo) .º. 278 = 10111, 1.3.2.1 Exercicios Resolvidos Converta os seguintes números octais em binário: 1) 34 é 8 3 4 .“. 34g = 111002 011 100 2) 5368 Bo 3) JS) .“. 536g = 101011110,101 011 110 3) 44675; A) 4 5 7 5100 100 110 111 1601 .”. 446758 = 1001001101211101, 1.3.2.2 Exercícios Propostos Converta os seguintes números octais em binários: 1) 4778 2) 15235 3) 47648 4) 100008 5) 43218 p” 29 1.3.3.Conversão do Sistema Binário para o Sistema Octal Tomemos um número binário qualquer, por exemplo, o núme ro 11001072. Para transformarmos esse numero em octal, vamos se pará-lo em grupos de três algarismos à partir da direita: 110 o10 Fazemos, agora, à conversão de cada grupo de algarismo para sistema decimal. Podemos notar que o maior número que se pode formar com três algarismos binários é o 7. Esta conversão ira resultar diretamente no número no sistema octal: 110, (Ol .> o -“. 1210:0102= 628 No caso do último grupo se formar incompleto, adiciona mos zeros à esquerda, até completá-lo com três algarismos. Para exemplificar, vamos converter o número 10102 em oc. tal: 010 Acrescentamos zeros à esquerda até completarmos o grupo de três algarismos: ool 010 A partir daí, utilizamos: o processo já visto: O 2 so 10102 = 1286 2.3.3.1 Exercícios Resolvidos Converta os seguintes números binários em octal: 1) 101112 Separamos o número em grupos de três algarismos a partir da direita: 010 3 14.SE o º. 101117 = 278 2) 11010101 = 2 EO -. 110101012 = 3258 3) 1000110011? 001, ,0O0O0, (110, (011SS WS = = e. 10001100112 = 10638 1.3.3.2 Exercicios Propostos Converta os seguintes números binários em octal: 1) 10112 2) 100111002 3) 1101011102 4) 10000000012 30 1.3.4 Conversão do Sistema Decimal para o Sistema Octal Existem dois métodos para efetuarmos esta conversão. O primeiro é análogo à conversão do sistema decimal para o binário, somente que nesse caso, utilizaremos a divisão por 8, pois o sistema é octal. Vamos converter o número 92,7 para o sistema octal: 2 | fa] 1njs E GO 19 resto 2º resto último quociente .“. 92719= 134 O outro método consiste na conversão do número decimal em binário e logo após, na conversão do sistema binário em octal. Aparentemente é mais trabalhoso, porém, poderemos notar, em apli cações posteriores, que este método é de grande praticidade. Vamos converter o número 926 em octal, utilizando o segundo metodo: .'. 9219= 1011100, o oi d.E 2x = 7. 9210 = 1346 1.3.4.1 Exercicios Resolvidos 1 - Converta o número 74109 em octal. 1º método: 31 2º método: 7479 = 1001010, 001 oo1l 010 o. 1 1 2 2 - Converta o número 51219 em octal: 1º método: s1218 64|8 O ss O) 512,79 = 1000 g 2º método: 512,9 = 2º . 512,79 = 1000000000,001, ,000, (000, ,OOO= = Ea TS co 51219 = 1000;g 3 - Converta o número 719,9 em ootal: Vamos resolver, utilizando o segundo método: mz O 359)2 O 1112 eo71919 = 1011001111 > 2 e. O. E.SC. 719, = 1317; 1.3.4.2 Exercícios Propostos Converta os seguintes números decimais em octal: 32 74 9= 1128 1) 10710 2) 1851, 3) 20481, 4) 409710 1.4 O Sistema Hexadecimal de Numeração O sistema hexadecimal possui dezesseis algarismos, assim enumerados: O, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, A, B, C, D, E e F Notamos que a letra A representa o algarismo A que por Sua vez representa à quantidade dez. A letra B representa o al garismo B que representa a quantidade de onze, e assim suçcede-seaté a letra F que representa a quantidade quinze. Para representarmos a quant idade dezesseis, utilizamos o conceito básico da formação de um número, ou seja, colocamos o algarismo 1 (um) seguido do algarismo O (zero). Isso representará um grupo de dezesseis, adicionado a nenhuma unidade. Após esta introdução, podemos escrever a sequência de numeração hexadecimal: DECIMAL HEXADECIMAL o o 1 d 2 2 3 3 4 4 5 5 6 6 7 7 8 8 9 8 10 A 11 B 12 Cc 73 D 14 E 15 F 16 10 17 11 28 12 19 13 20 14 21 15 Tabela 1.5 Este sistema é muito utilizado em microprocessadores e também no mapeamento de memórias de máquinas digitais com pala vras de 4, 8 ou 16 bits. 33 1.4.1 Conversão do Sistema Hexadecimal para o Sistema Decimal A regra de conversão é análoga a outros sistemas. Tome mos por exemplo, o número hexadecimal 3F e vamos convertê-lo emdecimal: 161|160 3 x16! + Fx 160 = (FF, = 15,0)3 F 3x161 + 15x 16º = 3x16+ 15x= 63190 co 3RÇo= 63191.4.1.1 Exercícios ResolvidosConverta os seguintes números em hexadecimal para decimal: 1) 103 162162? 16! 16º 1x 168 + Cx16 + 3x16+ Cc 3 mas: Ciç= 125,então: 1 x168 + 12x16l]+ 3x 1601x 256 + 12x 16+ 3x1 = 45119oo 10375 451102) 238 16162|16) 16º 2x 162+3x16]+ 8x 16º =2 3 8 2x256+3x16+8x1=568,1,-*. 238,5; = 568173) 1FC9 1;163|16 2/1611|1601 F G 91x168+Fx162+Cx180 +9x16º =mas: Fig = l517109€e Cig = 1210então: l1x168+15x18 + 12x16'+9x16º=1 x 4096 + 15 x 256 + 12 x 16 + 9 x 12813710.*. 1FC9 ç= 81371901.4.1.2 Exercicios PropostosConverta para o sistema decimal os seguintes númeroshexadecimais:1) 479162) 4ABjG63) BDE1g4) FOCAIÇ5) 2D3Fig34 1.4.2 Conversão do Sistema Hexadecimal para o Sistema Binário É análoga à conversão do sistema octal para o sistemabinário, somente que, neste caso, necessita-se de quatro algarismos binários para representar um algarismo hexadecimal. Como exemplo, converteremos o número C13,j; parao sistema binário: e 1 3 Ci16 = 1210 1100 0001 0011 e. C13 ,f, = 110000010011, 1.4.2.1 Exercícios ResolvidosConverta para o sistema binário. 1 - 1EDjg6 T E D E16= 21410 0001 1110 1101 P16= 2131 o 1EDIÇA 112101101, 2 - ABF1; A B F— s— me .“. ABF ÇA 101010)11111, 1010 1011 1111 3 - 371 3 Z . =Ç 7. 37 765 = 00110111 , 0011 o111 4 - 6CF91;& 6 c F 9tt o to ES0110 1100 1111 1001 a 6CF9 75 = 110110011111001 2 1.4.2.2 Exercícios Propostos Converta para o sistema binário: 1) 8415 2) 7F16 3) 3BBC 65 4) 47FD]g 5) FICDIÇ 35 1.4.3 Conversão do Sistema Binário para o Sistema Hexadecimal É análoga à conversão do sistema binário para o octal, somente que neste caso, agrupamos de quatro em quatro algarismos da direita para à esquerda. Exemplo: 10011000,2 10011000Lo CJ: 10011000, = 981;8 8 1.4.3.1 Exercícios Resolvidos Converta para o sistema hexadecimal os seguintes núme ros binários: 1) 1100011 2 0110, 0011Pas .“. 1100011, = 63;6 3 2) 11000111100011100, 0001 1000 1111 0001 1100Cas mo eee OD SS1 8 E É É «e 11000111100011100, = 18FlC];g 1.4.3.2 Exercícios Propostos Converta para o sistema hexadecimal os seguintes núme ros binários: 1) 10011, 2) 1110011100 3) 100110010011, 4) 1111101111 1.4.4 Conversão do Sistema Decimal para o Sistema Hexadecimal Vamos ter, como no caso do sistema octal, dois métodos: 1º Método: Transformação de um número decimal qualquer para hexa decimal, através da divisão sucessiva deste pela base do sistema, no caso dezesseis. Exemplo: 100010 1000 16 1º resto <——— 62|162º restoúltimo quociente36 no sistema hexadecimal: l4,9g=E .“. 1000) = 3E81g 2º Método: É aquele que se transforma primeiramente o número de cimal em binário e logo a seguir em hexadecimal: Exemplo: 10001, 0011, 1110, 1000EIRESTOa É 8 -º. 100009 = 3E81g 1.4.4.1 Exercícios Resolvidos 1 - Converta o número 134,0), para o sistema hexadecimal, 1º Método: 134 16 e. 134 = 862º resto ==— [6] [6] ” s último quociente 2º Método: 1000,,0110ECE “. 134,7, = 861;8 6 37 2 - Converta o número 384, para o sistema hexadecimal. 1º Método: sea.|36 -“. 384109 = 1801O 2/62º Método:0001 ,,1000,, 0000PE PESOo1 8 o3 - Converta o número 3882), em hexadecimal.3882|16242|16 .*. 3882,09 = F2Al1.4.4.2 Exercicios PropostosConverta os seguintes números decimais em hexadecimais:1) 486,2) 2000,3) 4096 1,4) 5555105) 35479101.5 Operações Aritméticas no Sistema BinárioTrata-se: de uma parte muito importante, pois, irá facàlitar a compreensão dos circuitos lógicos aritméticos, tais como: somadores e subtratores, que serão vistos mais adiante.38 1.5.1 Adição no Sistema Binário Para efetuarmos a adição no sistema binário, devemos agir como numa adição convencional no sistema decimal, lembrando que, no sistema binário temos apenas dois algarismos. Temos, então: 0o+Oo o 1+O x o + “11+1=101+1+1=11 Convém observar que no sistema decimal 1 + 1 = 2 e no sistema binário representamos o número 2,97 por 10,. Assim sendo: 1 + 1= 10,7. Já temos aí à primeira regra de transporte para a próxi ma colura: 1+l1=0 e transporta 1 (vai um) Para exemplificar, vamos somar os números binários: 11,+ 107, = pm 1E (ão + 21095 5109)x vai um 10 10 EL—º. 11) + 1027 = 1012 Outro exemplo: ] | V = 1 é 110, + 111, i I1 À | no 1 1 1"vai um(619 t7105 1310) 1x 1 1 1i11 1 091CORN A |1.5.1.1 Exercícios Resolvidos 1) 110017 + 101172 e vai um 39 2) 1011012 + 111000112 = 1 t 1 1 T 1 1 O 1 1 0 1 1.9 O G 1 12 O O O 1 O O 0 O 3) 11111 + 111111 = 1 1 T l & 1 1 1 1 1 1 *+ 2 1) 21 1 3% O 1 4 4 2 1.5.1.2 Exercícios Propostos 1) 2) 3) 4) 5) 10007 + 10017 = 100012 + 111102 = 1012 + 10010Lb = 1102 + 10010112 = 101017 + 1001001, 1.5.2 Subtração no Sistema Binário O método de resolução é análogo a uma subtração no sis tema decimal. Temos, então: o 1 1 o o=0o 1= O oO=)l1=1—e "empresta um" Vamos exemplificar: 1) 7197 4192 310 em binário temos: 111, - 100, = 1 1 1º - lil 0 Oo O 1 1 ——> 01l1l, = 3 2) ão Int in 4o em binário temos: 1000; - 1117 = vamos resolver por partes: 1.5.2.1 1.5.2.2 -1 o o (O) | 1. uvh 0-1=1 O — empresta 1 e empresta | - “ tado"' v í 7 0-1 Ee1/(11) dell iso 1 empresta ] L——e empresta | - Q o o pr emprestado"x Aula 1 S-1=1-1=0 Ne) o 7 empresta 1 L————— -— e enpresta ] eco11 1 2 sb(o) o o 1 le "emprestado" .“. 10002 - 11127 = DOOl>2 Exercícios Resolvidos 1) 10010 2- 10001, (18,9 - 179 7 119) 1 0 O 1 O 7100oa|EO-l1=1 e "empresta um"o oooo o 1—2) 11000,;- 1117 (2419 - 7197 = 171,)1 1 0 0 O- 1 -*. 11000,- 111, = 10001,1 0 O O 1Eis3) 10107- 10007, (101) - 81) = 210)10 1 O-100O3. 10107 - 10007 = 1070 01 0Exercícios Propostos1) 11002 - 10102 =2) 101012 - 11102 =3) 11110 2- 11112 =4) 10110012 - 11001, =5) 100000, - 11100) = 42 1.5.3 Multiplicação no Sistema Binário Procede-se como —em uma multiplicação no sistema deci mal. Assim sendo, temos: rFrOO sx... rFOFHO un Ho FPOOO Para exemplificar, vamos efetuar: 1) 10007 x 1; = 1000 x 1 1000 2) 1000, x O, = 1000se0000 3) 110106 x 107; = 11010 x 10 00000 11010+ 110100 .“. 110102x 102= 110100, 1.5.3.1 Exercícios Resolvidos 1) 1100, x 01h = 1100 x 11 1100 1100+ 100100 .“. 11007 x 0112 = 100100 2) 11010, x 101, = 11010 x 101 11010 00000+ 11010++ 10000010 «“. 11010,x 101, = 10000010 3) 100101, x 1001 ,= 100101 x 1001 100101 000000 000000 100101 + 101001101 «*. 100101; x 1001 7= 101001101, 42 é 1.5.3.2 Exercícios Propostos Nota: 1) 101012 x ll 2= 2) 110012 x 102= 3) 110110; x 111, 4) 111107 x 1000, nu" A divisão de números binários é a mais complexa das ope rações aritméticas binárias, pois, abrange operações de multiplicação e subtração. Não vamos abordá-la neste capítulo, pois não a utilizaremos no estudo dos circuitos lógicos. ES CAPÍTULO 2 FUNÇÕES LÓGICAS - PORTAS LÓGICAS 2.1 Introdução Em meados do século passado, G. Boole desenvolveu um sistema matemático de análise lógica. Esse sistema é conhecido como Álgebra de Boole. No início da era Eletrônica, todos os problemas eram resolvidos por sistemas analógicos, também conhecidos por sistemaslineares. Com o avanço da tecnologia, esses mesmos problemas come çaram à ser solucionados através da eletrônica digital. Esse ra mo da eletrônica emprega nas suas máquinas, tais como: computa dores, processadores de dados, sistemas de controle e de « comuni cação digital, apenas um pequeno grupo de circuitos lógicos bási cos, que são conhecidos como portas OU, E, NÃO e Flip-flops.Através da utilização conveniente desses circuitos, po demos "implementar" todas as expressões geradas pela álgebra de Boole, que constituem uma poderosa ferramenta para os projetos das máquinas referidas acima. Neste capítulo, trataremos dos blocos OU, E e Não, dei xando para um próximo capítulo o estudo do Flip-Flop. 2.2 Funções: E, OU, NÃO, NE e NOU Nas funções lógicas, teremos apenas dois estados: - o estado O (zero) e - o estado 1 (um). O estado zero (0) representará, por exemplo: portão fe chado, aparelho desligado, ausência de tensão, chave aberta, não, etc.; o estado um (1) representará, então: portão aberto, aparelho ligado, presença de tensão, chave fechada, sim, etc. Note, então, que se representarmos por zero (0) uma situação, representaremos por um (1) a situação contrária. Para qualquer bloco lógico faremos o estudo somente des ses dois estados. Deve-se salientar aqui, que cada terminal ãe um bloco lógico pode assumir somente duas situações distintas: O ou 1. 2.2.1 Função E ou AND A função E é aquela que executa a multiplicação de duas ou mais variáveis. É também conhecida como função AND , nome derivado do inglês. Sua representação algébrica é: S = A . B, onde se lê: S= A e B.Fara melhor compreensão, representarémos à função E através do seguinte circuito: 4a OAAACHA CcHBToFigura 2.1Convenções: chave aberta * O chave fechada = 1 lâmpada apagada = O lampada acesa = 1 Situações possíveis: 1º Se tivermos a chave A aberta (O) e a chave B aberta(0), nesse circuito não circulará corrente, logo, à lâmpada permanecerá apagada (O). 2º Se tivermos a chave A aberta (O) e a chave B fechada (1), logo a lâmpada permanecerá apagada (O). (A=O, B=1, A.B=O). 3º Se tivermso à chave A fechada (1) e a chave B aberta(0), alâmpada permanecerá apagada: (A=1, B=O, A.B=0O). 4º Se tivermos, agora, à chave A fechada (1) ea chave B fechada (1) a lâmpada irá acender, pois circulará corrente: (a=1, B=1, A.B=1). Analisando as situações, concluímos que só teremos a 1âm pada acesa quando as chaves A e B estiverem fechadas (1 e 1). 2.2.1.1 Tabela da Verdade de uma Função E ou AND Chamamos Tabela da Verdade um mapa onde colocamos todas as possíveis situações com seus respectivos resultados. Nesta tabela, iremos encontrar o modo como à função se comporta. Tabela da verdade de uma função E ou AND: B rmeroolwr HOH O roco|u Tabela 2.1 2.2.1.2 Porta E ou AND A porta E é um circuito que executa a função E. Represen taremos uma porta E através do símbolo abaixo: Tabela da verdade: B Ss A s o o o ge—— o x o 1 o o . É 1 1 Figura 2.2 Tabela 2.2 45 A porta E executa a tabela da verdade da função E, ou se ja, teremos a saída no "estado um" se, e somente se as duas entradas forem iguais a um, e teremos a saída igual a zero nos de mais casos. Até agora, descrevemos a função E para duas variáveis deentrada. Podemos estender esse conceito para qualquer número deentradas. Figura 2.3 Teremos neste caso, uma porta E de N entradas, e somente uma saída. A saída permanecerá no "estado um" se, e somente se as N entradas forem iguais a um (1), e permanecerá no "estado zero" nos demais casos. Para exemplificar, vamos mostrar. uma porta E de quatro entradas e sua tabela da verdade. A ——Be——ce— D m—— Figura 2.4 S = A.B.C.D PREELSEPHHLOOOOOO0OOO|[w PerHEHHEHOOOOEFHHEHHOOOO || FPHOOMNHOOFHOOFFPOO|O FrOFOMLNOrFLORNOMROrFOr O|OD FOOOOCOOCOOOOOOOoO e| Tabela 2.3 Notamos que a tabela da verdade anterior mostra as dezes seis possíveis combinaçoes das variáveis de entrada e seus respectivos resultados na saída. O número de situaçoês possíveis é igual a 2N, onde Né o número de variáveis. No exemplo: N = 4 .'. 2" = l6, quesão asdezesseis combinações possíveis para 4 variáveis de entrada. 2.2.2 Função OU ou OR A função OU é aquela que assume valor um (1) quando uma ou mais variáveis da entrada forem iguais a um (1) e assume va lor zero (0) se, e somente se todas as variáveis de entrada fo rem iguais a zero (O). 46 É representada algebricamente da seguinte forma: S=A+B (1ê-se S = A ou B) Para entendermos melhor a função OU, vamos representá-la pelo circuito abaixo: O CHA L OE 1 cHB Figura 2.5 Usaremos as mesmas convenções usadas pelo circuito representativo da função E. Situações possíveis: 1º Se tivermos a chave A aberta (0) e à chave B aberta (o), no circuito não circulará corrente, : logo, a lâmpada permanecerá apagada (O); (A=O, B=O, A+B=0O). 2º Se tivermos a chave A aberta (O) e a chave B fechada (1), circulará uma corrente pela chave B e à lâmpada acenderá (1): (A=O, B=1, A+B=1). 3º Se tivermos a chave A fechada (1) e a chave B aberta (0), circulará uma corrente pela chave A e a lâmpada acenderá (1): (A=1, B=O, A+B=1). 4º Se tivermos a chave A fechada (1) e a chave B fechada(1), circulará corrente pelas duas chaves e a lâmpada acenderá (1): (A=1, B=1, A+B=1). A soma A+B=1, a princípio estranha, é verdadeira, pois, como veremos mais à frente, trata-se de uma so ma booleana: no sistema binário 1 + 1 = 10, mas, na álgebra de Boole 1 + 1 = 1. Notamos pelas situações, que teremos a lâmpada ligada, quando chA ou chB ou ambas as chaves estiverem ligadas. 2.2.2.1 Tabela da Verdade da Função OU rFHOO|y FOFO|W preSO|n Tabela 2-4 Nesta tabela da verdade, teremos todas as situações possíveis com os respectivos valores que à função OU assume, 2.2.2.2 Porta OU ou OR É a porta que executa a função OU . Representaremos a porta OU através do simbolo: 47 Figura 2.6 Tabela da verdade da função OU: rFHrOO|Y rOroiw erroju Tabela 2.5 A porta OU executa a tabela da verdade da função OU, ou seja, teremos a saída no estado um, quando uma ou mais variáveis de entrada forem iguais a um (1), e teremos a saída no estado ze ro (0) se, e somente se todas as variáveis de entrada forem É quais à zero. Podemos estender o conceito, para portas OU com mais de duas variáveis: our Figura 2.7 Exemplo de porta OU de 3 variáveis de entrada: A B Cc Ss o o o o A o o 1 1 B ã o 1 o z c o 1 1 dá d o o 1 1 o 1 1 -1 2 o E Função representativa: S= AH+BHC É & 1 > Figura 2.8 Tabela 2.6 As 3 variáveis de entrada possibilitam 2? = 8 combina ções possíveis. A função OU, também é conhecida como função OR, que é oO nome derivado do inglês. 2.2.3 Função NÃO ou NOT A função NÃO ou função complemento é aquela que inverte o estado da variável, ou seja, se a variável estiver em zero (0) vai para um (1), e se a variável estiver em um (1) vai para zero (0). 48 É representada da seguinte forma: S=Aà ou S=A' onde se lê: (A barra) ou (NÃO A) Essa barra ou apóstrofo sobre a letra que representa avariável significa que esta sofre uma inversão. Também, podemosdizer que À significa a negação de A. Para entendermos melhor a função NÃO vamos representá-la pelo circuito a seguir: cn Usaremos as mesmas convenções dos circuitos anteriores: Figura 2.9 Situações Possíveis: 1º Quando à chave A estiver aberta (O), passará corrente pela lâmpada e esta acenderá (1): A=O, A=1. 2º Quando a chave A estiver fechada (1), curto-circuita remos a lâmpada e esta se apagará (O): A=1, A=0O. 2.2.3.1 Tabela da Verdade da Função NÃO A x | o & 1 o Tabela 2.7 2.2.3.2 Inversor O inversor é o bloco 1ógico que executa à função NÃO. Sua representação será: arDo—————& O após um outro bloco lógico UV ——O ssantes de um outro bloco lógico Figura 2.10 “Tabela da verdade: A A fo) 1 1 o Tabela 2.8 49 No caso do inversor, só poderemos tersaída. A função NÃO ou complementar também é ção NOT, termo derivado do inglês. 2.2.4 Função NÃO E, NE ou NAND Como o próprio nome "NÃO E" diz: essa sição da função E com à função NÃO, ou seja, E invertida. É representada algebricamente da S = (A.B), onde este traço indica que do produto A.B 2.2.4.1 Tabela da Verdade da Função NE A B Ss o o 1 o 1 1 à o 1 1 1 o L—s-= (AE) Tabela 2.9 uma entrada e uma conhecida como fun função é uma compo teremos a função seguinte forma: temos a inversão Pela tabela da verdade, podemos notar que esta função, realmente, é o inverso da função E. 2.2.4.2 Porta NE ou NAND A porta NE é o bloco lógico que executa a função NE. Sua representação sera: Figura 2.11 Esse bloco segue a tabela da verdade da função NE a se gquir: PrHOO|y» rOFPO| WU oOrFrper|in Tabeia 2.10 Podemos notar pela tabela da verdade que formamos uma porta NE a partir de uma porta E e um bloco inversor ligado a sua saída. 50 Figura 2.12 A porta NE, como os outros blocos lógicos, pode ter duas ou mais entradas. O termo NAND é: derivado do inglês. 2.2.5 Função NÃO OU, NOU ou NOR Analogamente à função NE, a função NOU é a composição da função NÃO com a função OU, ou seja, à função NOU será o inver so da função OU. É representada da seguinte forma: S=(KXTE), onde este traço indica a inversão da somabooleana (A + B). 2.2.5.1 Tabela da Verdade da Função NOU ou NOR rrLOO|y PFPOFSHO|Y coooriua Tabela 2.11 Podemos notar pela tabela da verdade acima, que a função NOU, realmente, é a função OU invertida. 2.2.5.2 Porta NOU ou NOR A porta NOU é o bloco lógico que executa a função NOR. Sua representação será: Figura 2.13 Tabela da verdade para uma porta NOU de 2 entradas: A BB s | o o 1 o 1 o 1 Oo o 1 à o Tabela 2.12 Podemos notar pela tabela da verdade, que formamos uma porta NOU a partir de uma porta OU e um bloco inversor ligado à sua saída. 51 Figura 2.14 A porta NOU como a porta OU podem ter duas ou mais entra das. O termo NOR é derivado do inglês. 2.2.6 Quadros Resumo BLOCOS LÓGICOS BÁSICOS Porta Símbolo Usual Tabela da Verdade Função Lógica B AND [ÉY rHorOo rOOoOoOo| un Função E: assume valor 1 quando todas as variáveis forem iguais a 1 e assume valor zero nos ou tros casos possíveis. OU OR rFrEOO|w rPOrHO| HO reFPO| hn Função OU:assume va lor zero quando to das variáveis forem iguais a zero e as sume valor1 nos ou tros casos. NÃO = NOT INVERSOR | rO Função NÃO: invertea variável aplicadaa sua entrada.Tabeia 2.13 BLOCOS LÓGICOS DERIVADOSPorta Símbolo Usual Tabela da Função LógicaVerdade a A EB Ss Função NE: inverso NE = s o o 1 da função E.) o 1 4NAND 1 O 1 fi 1 o Nou A A EB s Função NOU: inverso2) >! o o 1 da função OU. o 1 oNOR 2 o o + 1 o Tabela 2.14 52 2.3 Interligação entre Expressoes, Circuitos e Tabelas da Verdade Todo circuito lógico executa uma expressão booleana, e, por mais complexo que seja, é formado pela interligação das portas lógicas básicas. Por exemplo: A porta E executa à expressão S = A.B, esquematicamente, temos: S=AB Figura 2.15 2.3.1 Expressões Booleanas geradas por Circuitos Lógicos Podemos escrever a expressão booleana que é executada por qualquer circuito lógico. Vejamos, por exemplo, qual a ex pressão que o circuito abaixo executa: A——— B e Cc Figura 2.16 Vamos dividir o circuito em duas parte: Figura 2.17 Na saída S., teremos o produto A.B, pois, este bloco é uma porta E, então, a expressão de S, será: S;, = A.B. Esta saí da S, será injetada em uma das entradas da porta OU pertencente à segunda parte do circuito. Na outra entrada da porta OU, está a variável C, e a expressão da segunda parte do circuito será: s=s ,+c Para sabermos a expressão final, basta agora, substituir mos à expressão de S; na expressão acima, ficando, então, com: S = (A.B) + C que é a expressão que o circuito executa. Uma outra maneira mais simples para resolvermos o proble ma, é a de colocarmos nas saídas dos diversos blocos básicos do circuito, as expressões por esses executadas, da seguinte maneira 53 AA 1A.B) B e—A .. S=(A.BrC Figura 2.18 2.3.1.1 Exercícios Resolvidos 1 - Escreva a expressão booleana executada pelo carecas to a seguir: B : Figura 2.19 Vamos, agora, escrever às expressões de saída de cada bloco básico do circuito. [à (A+B) 8 LC (ABI IC+D) : c ÍC+D) Figura 2.20 .“. a expressão será: S=(A+B) ,.(C+D) 2 - Determine a expressão booleana caracteristica do circuito abaixo: À ——————B——HA Figurà 2.21 54 Seguindo o processo do exercício anterior, A —— (A.B) Be——— = (4.6)+CC.D)€ —NN Cc [> Ss (C.D) pe——— Figura 2.22 .. S=(A,.B)+CT+(C,D) 3 - Idem para o circuito: ' 7 | ser representado 1) forma. 1 Figura 2.23 Podemos escrever então: A (A.B)E (B.C) ce (8+D) D Figura 2.24 teremos: , / ' Devemos lembrar que o sím o ; bolo de um inversor antes ás de uma porta pode também desta 55 4 - Qual à expressão executada pelo circuito abaixo? TED Figura 2.25 Resolução: oÀ e— (AB) [(X-8)(A 8):-0)' (Am): (aB1-d). Co) (c+oD) [D—: p Figura 2.26 ' É skE B) + (A . B) + T (C+D) obs.: O apóstrofo, bem como à barra, também podem ser usados para representar a função NÃO. 2.3.2 Circuitos Obtidos de Expressões Booleanas Vimos até agora, que podemos obter uma expressão boolea na que um circuito lógico executa. Podemos também desenhar um circuito lógico que execute uma expressão booleana qualquer, ou seja, podemos desenhar umcircuito à partir de sua expressão característica. Por exemplo, um circuito que execute a expressão: S = A + B. Este circuito será uma porta OU: 5 onde: S = A + B Figura 2.27 Podemos também obter circuitos de expressões mais comple xas, por exemplo:S=(A+B).C.(B+D) Faremos como na aritmética elementar, iniciaremos pelos parênteses, fazemos primeiramente as somas e após, as multip1li cações. 56 Dentro do primeiro parêntese, temos a soma booleana A+B, logo o circuito que executa esse parêntese será uma porta OU. Dentro do segundo parêntese, temos a soma booleana B+D, logo, o circuito será uma porta OU, teremos até aí: S=(A+E).C.(B+D) (A+B) (B+D) SO o|Figura 2.28Agora, temos uma multiplicação booleana dos dois parênteses, juntamente com a variável C, e o circuito que executa esta multiplicação será uma porta E. Teremos, então:oCc ————> SsoFigura 2.29O circuito completo será: A Be : D ;IE—Conferindo, veremos que realmente es:e circuito executaáa expressão booleana: S = (A+B) . C . (B+D).Figura 2.302.3.2.1 Exercícios Resolvidos 1 - Desenhe O circuito que executa a seguinte expressão booleana: S = A.B.C + (A+B) . C. Primeiramente, vamos dividir a expressão em partes: S =, A.B.C, + (A+ B) . C o O O) 57 Começaremos pelo parêntese que é a expressão de uma poro DoBLogo a seguir, faremos o produto A.B.CÀ e—————Bien oCc ———õ—H Figura 2.32 ta OU: Figura 2.31 O próximo passo será o produto entre a variável C e a soma (D . B ? Figura 2.33 E por fim a soma (À +(O) o s o O circuito final será: o Cc Figura 2.34 ou> NoL/ D=- Devemos lembrar que as entradas que representam a "mesmavariável estão ligadas entre si. Utilizamos o desenho acima, sem as interligações, para melhor interpretação do circuito. hoFigura 2.35 2 - Desenhe o circuito lógico cuja expressão caracterís tica é: S= (ATE+T DT) 586 Fazendo diretamente, temos: = 1S = (A.B + TD) O A.B —>porta NE (3 C.D—>porta NEDO, & O O+O'— porta NOU Circuito: À ——"" O B e———H E m——— Figura 2.36 3 - Idem para a expressão: s-[Wrae ED].5o sf + EM). Figura 2.37 4 - Idem para à expressão: s-[EB, + ED] .e+ faDO, +uc.Dn)] x o o o o),ecdd>ec9>C o ) 59 Figura 2.38 2.3.3 Tabelas da Verdade que Representam Expressoes ou Circuitos Uma maneira de se fazer o estudo de uma função booleana é a utilização da tabela da verdade, que, como vimos, anterior mente, é um mapa onde se colocam todas as situações.—possíveis,de uma dada expressão, juntamente com o valor por esta assumida.Como já visto, existe uma ligação íntima entre o circuito lógico e sua expressão característica, ou seja, podemos obtercircuitos a partir de expressões características, e podemos também obter as expressões características dos circuitos, portanto,uma tabela da verdade irá representar o comportamento tanto docircuito como de sua expressão característica.2.3.3.1 Tabela da Verdade Obtida de uma ExpressãoPara extrairmos a tabela da verdade de uma expressão, seqguimos a seguinte regra:1º) Montamos o quadro de possibilidades.2º) Montamos colunas para os vários membros da expressão. 3º) Preenchemos essas colunas com seus resultados. 4º) Montamos uma coluna para o resultado final.5º) Preenchemos essa coluna com os resultados finais. LPara esclarecer este processo, tomemos, por exemplo, a expressão: S=A,.,B.C + A.D + A.B.DCCLU o—1º membro 2º membro 3º membro Temos na expressão acima 4 variáveis: A; B; Ce D, logo, teremos 2" possibilidades de combinações. O quadro de possibilidades ficará: 60 1º membro 2º membro 3º membro Resultado A.B.C A.D A.B.D final SE À FOPO FO rFOOOOO0OOOOO HO LOOOOOOOOO0OO0OOOO pPeEPOSONOOOOOOOOO PrPrHPprrErEHSOO0OO0OO0OO0OO0O0OPFPRPpLEFOOOOFEHFHOOOO PPrOOHHOOHFHOOFPHEOO |N HOFNOFOHOrFOHLOrIOH[WO|5 HIWOOOCOOOOOOOOOOTabela 2.15Na coluna do 1º membro, colocaremos o resultado da multiplicação A.B.C (1º membro).Na coluna do 2º membro, colocaremos o resultado da multiplicação A.D (2º membro).Na coluna do 3º membro, colocaremos o resultado da multiplicação A.B.D (3º membro).Na coluna de resultados, colocáremos a soma dos 3 termos, que é o resultado final da expressão.No caso de termos na expressão, à inversão de uma variável ou de um membro, agimos como no exemplo abaixo:S=A+B+A.B.T1º membro|2º membro|Auxiliar|3º membro|ResultadoA B C A B T ABT final So 0 oO 1 o 1 o ao o 41 q o o o 1o 1 0 d 1 1 o 18 Lt E 1 o o d1 0 O o o x o [o1 O 1 o o o o o1 1 O o fo 1 À 1E LL o 1 o o 1Tabela 2.16Na coluna do 1º membro, colocamos o inverso da variávelA, ou seja, A. Na coluna do 2º membro, repetimos a variável EB.Para formarmos a coluna do 3º membro, necessitamos deuma coluna auxiliar com o inverso da variável C, ou seja, C. Feita esta coluna, podemos escrever então a coluna do 3º membro queé o produto A.B.C.Na coluna S, que é à coluna do resultado final, devemos61 escrever a soma do 1º, do 2º e do 3º membros, ou seja, À+B + AKC. Não devemos somar os valores das colunas auxiliares, no caso C, pois esta serve apenas para auxiliar a realização do produto do 3º membro, ou seja, ABC. 2.3.3.2Expressão e Tabela da Verdade Obtidas a Partir de um Circuito Podemos também estudar o comportamento de um circuito àatravés de uma tabela da verdade. Para isto, dado um circuito,extraímos deste sua expressão característica e montamos a tabela da verdade da expressão relativa ao circuito, Para exemplificar, vamos levantar a tabela da verdade do circuito abaixo: (a+B) A 2” 8 B e——— ec e—— ——(8:C) Figura 2.39 D— S-(A+B).(6E.C) Extraímos do circuito à expressão: S= (A+B) . (BTT)RE CS1º membro 2º membro Seguindo o processo, montamos a tabela da verdade. 1º membro|Auxiliar 2º membro ResultadoA BC A+B | B.C É. E Sso 0 oO o o 21 [)o Oo 1 o o 1 oo 1 O 1 o 1 1o li + 1 o o1 0 O à o d de1 0 1| 1 o 2 112 1 0, 1 o + 41 4 4d ” 1 o oTabela 2.172.3.4 Exercicios Resolvidos1 - Monte a tabela da verdade da expressão abaixo:S = A.B.C,+ A.B.C,+ K.B.C,+, A.B.TCORSA MEIO CORSOAAOS)1º temo—2º termo—3º temo 4º termo62 Variáveis|Auxiliares 1º Termo|2º Termo 3º Termo 4º TermoA B C A EB CC A.B.C A.B.C A.B.C A.B.T Ss0 0 O 1 1 1 o o o 4 soO O 1 3 4 8 o o 1 (o) 1oO 1 O 1 0 14 o o o o oo 1 1 1 0 O () o o [o] o1:40 O 8 à o o o o o1 É dd o 1 0 o 1 o o 11 1 O oO O 1 [o o o o o1 12 0 O O 1 o o o 1Tabela 2.18Na coluna do 1º termo, colocamos os resultados do produto A.B.C, na coluna do 2º termo, os do produto A.B.C, na colunado 3º membro, os do produto A.B.C, na coluna do 4º termo, os doproduto A.B.C e na última coluna, a do resultado final, colocamos o resultado da soma dos 4 termos.2 - Mostre que:2.1 - (X . B) 27 (A É)2.2 - (Aã + É) £ (A + E)2.3 - (& . E) = (A TB)2.4 - (À + B) = (K- É)Podemos provar às sentenças acima através das suas tabelas da verdade:2.1 - (A .B) Z (A. EB)A B| A.B]| A.Bo o à 1o 1 o 11 O o 14 E o oTabela 2.19Como podemos notar pela tabela da verdade, os dois termos assumem valores diferentes para cada possibilidade, logo asexpressões A.B e (A,.B) são diferentes.2.2 - (A + B) £ (A + B)A B| A+B|(AB)o Oo 1 1o. 1 o .*. analogamente (A+B) £ (A+B)1 0 2 o1 1 o oTabela 2.20 63 A B A.B ATÉ oo d de o 4d o o 1 O o o É .d o o Tabela 2.21 Desta vez, temos as duas colunas iguais, ou seja, para cada possibilidade os termos assumem os mesmos valores, logo, foi mostrada a igualdade (A.B) = (A+B). A B| A+B| AB 0 Oo 1 1o T 11 O 1 1 4 dd o o Tabela 2.22 Analogamente, podemos escrever: (A+B) = (A.B) 3 - Monte à tabela da verdade da expressão abaixo: s=[(a4+8.' [» .(e+B)]'(A+B)|(A+B).C|TAB) -.C|C+B|(C+B).D (C+B) .DpPLELLLELELIEWOOCOOOOOO|w PRIEPHOOOOrHELN[LVOOCOO|D HHEOORPOOHHOOrRHOO|N HOPOFOFVOHOLOFO=O|"D w[m[EpqNE[EBHPEwELHNELYELHHOOOO HFHOOFHOOFHLOOOOOO OOrHOOFHFOOFPEEPED PrE[EE[FOOLILEEELHOO FOFOFOOCOHOrFOFOOO OFPOPLOHFHHEHOFSONLNOrFHH oOoprrqpHOEH|ENSNOERHEDPHEÂEHEIS!Tabela 2.2364 4 - Analise o comportamento do circuito abaixo: tzD-——p— Figura 2.40 Para estudarmos o comportamento de um circuito, utiliza remos a tabela da verdade. Necessitamos, então, obter a expres são a qual o circuito acima executa: (AC+D+B) (RC+D+B) +C. ACD DPCcD e—— De Figura 2.41 o S=(AT+D+B)' +C. (A.C.D)' "” TEEE———ACH+B+D| (AC+B+D) PrPHHEILILOOOOOOOO|w PrPRrEEP[LOOOOrLENSNHOOOO |! HIPOOEFHrFHOOFPOOrHHOO |N POPOFOPOFOPOrFOrO|D COOrFHFPOOHFHFEPELRE ND LH = PH EBHOrRPEELpLprLp pp É ÁÁO COOOoOHOOOOOOOOOO Ore rHORIEpRLPHEEpLEEÂHO d nO OrFrOOOPOoOoFrHoOoOrEroo í OMOOCOrHOOHFEOOrFroOo|n Í 65 2.4 Equivalência entre Blocos Lógicos Antes de encerrarmos este capítulo, devemos mencionar que podemos obter qualquer bloco lógico básico, utilizando um outro bloco qualquer e inversores, e mais, podemos também obter inver sores a partir de portas NE e NOU. 2.4.1 Obtenção de Inversores Podemos obter inversores de duas maneiras: 1 - A partir de portas NE 2 - A partir de portas NOU 2.4.1.1 Inversor a partir de uma Porta NE Vamos analisar a tabela da verdade de uma porta NE: (1) rE[SOO|y» FO PO|IW Oomrwm|[|m|— (2) Tabela 2.25 Podemos notar que no caso À = O e B = O, a saída assume valor 1 (um), e, no caso A = 1 e B= 1, a saída assume valor ze ro (0). Logo, se interligarmos os terminais de entrada de uma porta NE teremos sempre a condição A = B, ou seja, se A for igual a zero, B também será igual a zero e se A for igual a 1 (um), B também será igual a 1 (um). Teremos, então: Figura 2.42 Se aplicarmos 1 à entrada X (X = A = B), pela tabela da verdade acima, notamos que a saída será zero, e se aplicarmos ze ro à entrada X, notamos que a saída será igual a 1. Podemos montar, então, a seguinte tabela da verdade. XxX Ss o 1 (1) 1 o (2) Tabela 2.26 - Tabela da verdade de um circuito inversor. Logo, se curto-circuitarmos os terminais de entrada de uma porta NE, ela se torna um bloco inversor. 2.4.1.2 Inversor a partir de uma Porta NOU Analogamente ao caso anterior, vamos analisar a tabela 66 da verdade de uma porta NOU. A B Ss 0 o 1 (1) o 1 o 1 O o 1 1 o (2) Tabela 2.27 Se interligarmos A e B, cairemos no caso anterior e a porta NOU se transformará num bloco inversor.AD — Figura 2.43 x Ss o vá (1) 1 o (2) Tabela 2.28 - Tabela da verdade de um circuito inversor. 2.4.2 Outras Equivalências entre Blocos Lógicos 2.4.2.1 Porta NE a partir de portas E e inversores A—— :B—H ) D Figura 2.44 Como já visto anteriormente, basta colocarmos um inver Sor na saida de uma porta E, que teremos uma porta NE. 2.4.2.2 Porta NOU a partir de porta E e inversores aº* DD» A z sADo—ADFigura 2.45podemos provar através da tabela da verdade:B A.B|ArHHOO|w rHorOo oorrl»| Oror|ju| O05 ooor|+Tabela 2.29 - Tabela da verdade de uma porta NOU. 67 ID=D—:Figura 2.462.4.2.3 Porta OU à partir de portas E e inversores .Obtemos essa equivalência, colocando um inversor na saída da porta NOU obtida anteriormente: A Ass> Ss8 B Figura 2.47 2.4.2.4 Porta NOU a partir da porta OU e inversores A Ss B Figura 2.48 Como já visto, basta colocarmos um inversor à saída de uma porta OU e teremos uma porta NOU. 2.4.2.5 Porta NE a partir de porta OU e inversores Figura 2.49 Podemos provar que o circuito acima é uma porta NE através da tabela da verdade: A B|A|E|AHB| AB o O|1| [1 1 1 o 1/1|o 1 11 0 /0|1 E 11 1/0 o o oTabela 2.30 - Tabela da verdade de uma porta NE.A À ———“D—: e [D——:8 e————Figura 2.5068 2.4.2.6 Porta E à partir de porta OU e inversores Para obtermos essa equivalência, necessitamos colocar um inversor no circuito obtido: B BB ———— Figura 2.51 2.4.2.7 Quadro Resumo BLOCO LÓGICO BLOCO EQUIVALENTE A TA Ss AB—A B À ——ABA Tabela 2.31 2.5 Exercícios Propostos 1 - Desenhe o circuito que gera a expressão abaixo: S=(A+B+C).CGC+BC+AC 2 - Idem ao anterior para a expressão: S = A.B.U.D + A.C.D + B.U.D + À.D 3 - Escreva a expressão característica do circuito abai xo, e sua respectiva tabela da verdade. AA Be——H Figura 2.52 69 4 - Idem ao anterior para o circuito abaixo: Figura 2.53 Figura tas NE. 5 - Idem aos anteriores para o circuito abaixo: A —W E s c [3 A>co2.54 6 - Desenhe o circuito do exercício 4 somente com por 7 - Desenhe o circuito do exercício 5 somente com pOr. tas NOU. 70 CAPÍTULO 3 CIRCUITOS COMBINACIONAIS - 12 PARTE 3.1 Introdução Um dos capítulos importantes da Eletrônica Digital é o que trata dos circuitos combinacionais. É através do estudo des tes que poderemos compreender o funcionamento de circuitos, tais como: somadores, somadores completos, subtratores, circuitos que executam prioridades, codificadores, decodificadores e outros circuitos muito utilizados na construção de computadores e em vá rios outros sistemas digitais. O circuito combinacional é aquele em que à saída dependeúnica e exclusivamente das várias combinações entre as variáveis de entrada. Podemos utilizar um circuito lógico combinacional parasolucionar problemas em que necessitamos de uma respota, quando acontecerem determinadas situações, situações estas, representa das pelas variáveis de entrada. Para construirmos estes Circul tos, necessitamos de sua expressão caracteristica, como vimos nocapítulo anterior. Precisamos, então, obter uma expressão que represente uma dada situação. Para extrairmos uma expressão de uma situação,O caminho mais fácil será o de obtermos a tabela da verdade desta situação e, em seguida, levantarmos a expressão. Esquematicamen te, temos: TABELA SITUAÇÃO| DA PRESSà CIRCUITO IVERDADE Figura 3.1 3.2 Expressoes e Circuitos a partir de Tabelas da Verdade No capítulo 2, tratamos de expressoês a partir de circui tos, circuitos a partir de expressões e tabelas da verdade a partir de circuitos ou expressões. Veremos, agora, como podemos obter expressões e cárceui tos a partir de tabelas da verdade. Este é o caso mais comum naprática, pois, geralmente, necessitamos representar situaçoês àtravés de circuitos lógicos. É com esta finalidade que utiliza mos as tabelas da verdade, pois elas mostram todas as situações possíveis e suas respostas. 3.2.1 Circuitos com 2 Variáveis Para entendermos este processo, vamos utilizar o exem plo: 71 [ | ! ! SEMÁFORO 28 TE maRRSTE- | |SEM -BU Aa o ee eee —PREFERENCIAL | |05 SBIREGAGI8' | | + — SEMAFORO 2 = ará Ssiz [A $ Figuras 3.2 O desenho representa o cruzamento das ruas A e B, Neste cruzamento, queremos instalar um sistema automático para os semã foros, com as seguintes características: 1º - Quando houver carros transitando somente na Rua B, o semáfo ro 2 deverá permanecer verde para que estas viaturas pos. sam trafegar livremente. 2º - Quando houver carros transitando somente na Rua A, o semáfo ro 1 deverá permanecer verde pelo mesmo motivo. 32 - Quando houver carros transitando nas Ruas A e B, deveremosabrir o semáforo para à Rua A, pois é preferencial. Para solucionarmos este problema, podemos utilizar umcircuito lógico. Para montarmos este circuito lógico, necessita mos de sua expressão. Vamos, agora, analisando a situação, obter sua tabela da verdade. Primeiramente, vamos estabelecer as seguintes convenções: a) Existência de carro na Rua A—————-Aas1l —- b) Não existência de carro na Rua A———A=00ouÀAs=1 Cc) Existência de carro na Rua B B=)1 —d) Não existência de carro na Rua B— —B = O0OouB=1e) Verde do sinal 1] aceso ———————wv=1 £f) Verde do sinal 2 aceso ————————— WV, = 1 g) Quando V,= 1 * vermelho do semáforo 1 apagado —— vm, =O, verde do semáforo 2 apagado——V, = 0 e vermelho do semáforo 2 aceso ——Vn,=1 h) Quando Vy = 1 > Vy=O; Vm,= O e vm, = 1 Vamos montar a tabela da verdade: Situação|A|B|V7 Vm,|V, Vm 2o o o1 o 12 1 o3 1 1Tabela 3.172 - A situação O (A = O e B = O) representa à ausência deveículos em ambas as ruas. Se não temos carros, tanto faz qualsinal permanece aceso. Neste caso, preencheremos a tabela da ver dade da seguinte maneira: Situação|A|B||V7|vma|Vo| vmao o oi é é [éonde o símbolo |g significa que as variáveis podem assumir valores O ou l. Esta condição é chamada condição irrelevante.- A situação 1 (A = O e B = 1) representa à presença de, en .veículo na Rua B e à ausência de veiculo na Rua A, logo devemosacender o sinal verde para a Rua B (V, = 1).Temos, então:Situação|A|Bi] V,|Vm'|V2| Vmoa1 o 1 0<mEl Fl =Ho0(V2 = 1 + V1= 0; Vv—ny=1 e Vw& = 0)- A situação 2 (A = l e B = O) representa a presença deveículo na Rua A e ausência de veículo na Rua B, logo devemosacender o sinal verde para a Rua A (V, = 1).Temos, então:Situação A|B VV,|Vm,| V2,|Vn,2 É o 1 o o T(Vs 1 + V,=0, Vw," 1 , VW50)- E a última situação possível, a situação 3, (A = 1 eB = 1) representa a presença de veículos em ambas as ruas, logodevemos acender o sinal verde para a Rua A, pois esta é preferencial. Temos, então:Situação A B Vv1 vm,3 1 1 1 o o 1(Vis l1>VvÊn,y= 0; V,=0 e Vm, =1)Podemos, agora, preencher a tabela:Situação|A|B||vv, Vm,| V,| WYm,o olol|s Ó Só é1 ol|1Í/0 1 1 o2 11/1011 o o 13 1/1]|1 o o 1Tabela 3.2 73 . No caso O, condição irrelevante, tanto faz qual o sinal que permanece aceso. Vamos adotar, por exemplo, que o verde dosinal 2 permaneça aceso. Temos, então: V,=1 4 V,y=0, vm, 1 e Vm, 5 O Preenchendo, novamente, a tabela da verdade com os novos valores para o caso 0, temos: a TBÕv,|vm|vol vm,o olo 1 1 oo |j1| o L 1 o1 /0|1 o o 21/1 /12 o o 1Tabela 3.3Cada saída, ou seja, tanto Vy, como Vm,, como Vm e como V,, possuirá um circuito independente. Vamos escrever, primeiramente, a expressão de V,.Em que casos V, deve acender? No caso 2 OU no caso 3.No caso 2, temos:V,1 = 1 quando: A= leB==0O, ou seja, Vy=1 quando:A=1 E B=1l.Logo, se tivermos como variáveis de uma função E, A e E,esta função irá assumir valor 1 neste, e só neste caso:vVva=1 quando: A. B=1No caso 3, temos:V1= 1 quando: A= 1 E B=1, portanto, V,y=1 quando: A. B=l.Teremos V, = 1 no caso 2 OU no caso 3. Logo, se tivermos como variáveis de uma função OU os produtos dos casos 2 e 3,esta função irá assumir o valor 1 nestes casos.Podemos escrever, então:V1 = A. É + A.Bã A expressão representa a situação referente ao verde dosemaforo 1.Vamos, agora, escrever a expressão de Vm1:!Vm] deverá acender nos casos O OU 1.No caso O, teremos Vm1= 1 quando:A=O0OeB=0,0ouseja, A=1 E BEB=1l““. Vn, Será 1 quando X.B = 1No caso 1, teremos vn, = 1 quando:A=O0OeB=1, ouseja, A=1 E B=1. Va, será 1 quando À . B= 174 Assim sendo, podemos escrever a expressão completa de Vm 7º Vm, = A.B+A.B Vamos, agora, escrever a expressão de V,3: V , acende no caso O OU no caso 1: 1 E Va=1 = 1 + v,=121 caso O + caso 1 > > >| wm ' -. V?y=E.E + A-B Podemos notar pela tabela da verdade e pela expressão que V, = Vm- Evidentemente, se acende o sinal verde para a Rua B, deve acender o vermelho para a Rua A. Vamos escrever a expressão de Vm:Vm, acende no caso 2 OU no caso 3. caso 2 + A.B=1 + vwn,ó,=1 caso 3 + A.B=1l1 + Vvm,5,=1 -- vVo9= A. B+A.L.B Podemos notar pela tabela e pela expressão que Vma=YV ,Evidentemente, se acende o sinal verde para a Rua A, deve si multaneamente acender o vermelho para à Rua B. Assim sendo, vamos escrever as expressões: Vi" Wn,=" A.B+A.B Va=Vm,= A.B+A.B A partir das expressões, obtemos os circuitos: A A B 8 v Va A — vm2 NiB e—>o B Figura 3.3 Através deste exemplo, vimos que um circuito combina cional tem suas saídas dependentes única e exclusivamente dasvariáveis de entrada. No caso, o semáforo será comandado única e exclusivamente pelas variáveis A e B (vide convenções adotadas). Vimos também, como extrair expressões de tabelas da verdade, resultando em circuitos lógicos. Podemos notar aqui, a importância dos assuntos tratados no capítulo anterior, pois sem o conhecimento destes, ficaria im possível a esquematização dos circuitos. 3.2.2 Circuitos com 3 Variáveis Deseja-se utilizar um amplificador para ligar três aparelhos: um toca-fitas, um toca-discos e um rádio FM. 75 Vamos, elaborar um circuito lógico que nos permitirá 1i gar os aparelhos, obedecendo às seguintes prioridades: 12 prioridade: Toca-discos 2º prioridade: Toca-fitas 32 prioridade: Rádio FM Isto significa que quando não tivermos nem um disco nem uma fita tocando, permanecerá conectado à entrada do Amplifica dor, o rádio FM. Se ligarmos o Toca-fitas, automaticamente o circuito o conectará à entrada do amplificador, pois, possui prio ridade sobre o rádio F.M. Se agora ligarmos o toca-discos, esteserá conectado ào Amplificador, pois representa a 12º prioridade. A partir disto, podemos montar o diagrama de blocos com as liga ções: TOCA DISCOS] TOCA FITAS RADIO FM A B Cc Sa E se jr “<. ENo AMPLIFICADOR Figura 3.4 sendo: Sa : saída do circuito que dará a A a lº prioridade. Seg : saída do circuito que dará a B a 2º prioridade. Sc : saída do circuito que dará a C a 3º prioridade. convenções utilizadas: Sa = 1 + chl fechada SB = 1 + ch2 fechada Sc = 1 > ch3 fechada Tabela da verdade: Situação|A|B Cc Sa|Se Seo o o o1 o o 12 o d: o3 o 1 24 z [) oa 1 o 16 1 1 oFT 1 2 ÀTabela 3.476 oito Caso Caso Caso Caso Caso Caso Caso Caso tabel o a Tabela 3.5 Expressão de Sc: Para preenchermos a tabela 3.4, vamos analisar todas as situações possíveis: Sa|Sg| Sc- Os três estão desligados,logo, condição irrelevante. ———— | É Ú- Está ligado apenas o FM, logo, somente Sc assume valor l.——— O o 1- Está ligado apenas o Toca-Fitas, logo, somente Sg assume ———4e O 1 ovalor 1.- Estão ligados FM e Toca-Fitas.O toca-fitastem prioridade so ——mmO 1 obre o FM, logo somente SB assume valor 1.- Está ligado apenas o Toca-discos, logo, somente Sa assume o———te |] o ovalor 1.—- Estão ligados Toca-discos eoFM, O toca-discos é a 1º prio ll o oridade, logo, somente SA assume valor 1.- Análogo ao caso 5. ————————————=1 o o- Análogo aos casos 5 e 6. —————e 1 o oFeita a análise de cada situação, podemos preencher ada verdade:Situaçoês|À|B|C|Sa|Sg|Scf oitolo|g 8 éà o o53 [*) o 22 o à o o d o3 o 1 1 o 1 o4 1 o o 1 o o5 de o 1 ok o o6 d 1 o 1 o o7 1 21 Xi 1 o [(*No caso da condição irrelevante vamos considerar:Sa =Sg=S = Oou seja, nada ficará ligado à entrada do amplificador.Vamos, agora, escrever as expressões de Sc, Sp e Sa:sc assumirá valor 1 somente no caso 1, ou seja, Sc e= Q0eB=0eC=1l,0ouainda Sc = 1 quando À = 1 E B=1mauandoCc A1 , logo podemos escrever:Sc=A.B.C Expressão Expressão de Sa: A partir das expressões, obtemos os circuitos: de Sg: SB assumirá valor 1 no caso 2 OU no caso 3: -B.CT + Sge1caso 2: caso 3: o. SB Sa caso 4: caso 5: caso 6: caso 7: ouU> E a A = E Sà =A B .-B EEE fes C + SB É + A 1 B una rEeEBR Ce————> Figura 3.5 7B C Se B assumirá valor 1 nos casos 4 ou 5 ou 6 ou 7. SA Notamos que quanto maior O número de variáveis, maior o número de situações possíveis, e, por conseguinte, maiores oscircuitos. No capítulo seguinte Álgebra de Boole, veremos como simplificar estes circuitos. 3.2.3 Circuitos com 4 Variáveis Suponhamos, agora, que uma empresa queira implantar umsistema de prioridades nos seus intercomunicadores, da seguinte maneira: Presidente: 1º prioridade Vice-presidente: 2º prioridade Engenharia: à prioridade Chefe de secção: 4º prioridade Esquematicamente, temos: CHEFE PRES WV.PRES. ENG DE. SECÇÃO A 8 fo o cn cH2 cHa CaON NINA A Vas Neo7 SA Se 8 é CENTRAL [SECRETÁRIA Figura 3.6 Convenções utilizadas: - presença de chamada: 1 - ausência de chamada: O - intercomunicador do presidente: A - intercomunicador do vice-presidente: B - intercomunicador da engenharia: C —- intercomunicador do chefe de secção: D Saídas: ( Efetivação de chamada: 1Não efetivação de chamada: O Estabelecidas as convenções, montamos a tabela da verdade: 7 A B C D|| S7|SglSc|lSp o o o 6 0 [0 0 O |——>não efetua chamada. 0 O O0O1 0 10|0 |1 |———>efetua chamada do chefe de secção .o O 10 0 (O |1 |O |——->efetua chamada da engenharia.o O 1 1 O 10 |1 |O |-——>efetua chamada da engenharia, pois éo 1 0 0 0) 1 [010 prioritária.oO 1 0 1 0/1 /[/0 |O efetua chamada do vice-presidente.o 1 1 0 0/1 [/0 0 ——>efetua chamada do vice-presidenteoO 1 1 1 ol 1 /o lo pois é prioritário.1 0 0 0 1 |/0 [0|0 |)———>efetua chamada do Presidente.2 O O dl 1/0 [/0 O1 0 1 O 1/0 /0 (O1 0 1 1 1 /0|/0 jo efetua chamada do Presidente,pois1 1 0 O 1/0 /0 O ——>é a lº prioridade.1 1 O 1 1/0 /0 Odo É & O 1/0 /0 O21 4 4 A 1/0/[/0 |OTabela 3.6Expressão de Sp:Sp=1 + somente no caso 1 .. Sp=A.B.C.DExpressão de Sc:SCc=1 + nos casos 2 ou 3 .“". Sc=aA.B.C.D+ A.B.C.DExpressão de Sp:SB = l1 + nos casos: 4, 5, 6 e 7.“. Sg=R.B.T.D+ A.B.C.D + A.B.C.D + À.B.O.DExpressão de Sa:Sa =1 + nos demais casos 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14 e 15FP Sa = A.B.T.5D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D ++ A.B.C,D + A.B.C.DA partir das expressões, obtemos os circuitos:8o Seg <noo Figura 3.7 81 3.2.4 Tabela da Verdade de 3 Variáveis Vamos supor que a tabela abaixo represente uma situação qualquer, da qual queremos levantar a expressão e em seguida mon tarmos o circuito: x Y ZhlSa So Sc olo o oilo 1 11/0 O 1 1 o o2/0 1 oj|2 1 13/0 1 1|1 1 o4a4l1 o ojo o o5/1 o 1 0 o 16/1 1 oo 1 1071 1 1 a 1 oTabela 3.7Expressão de Sa:Sa assume valor 1 nos casos: 1 OU 2 OU 3 OU 7.“. Sa=X.V.Z + X.Y.Z + X.VY.Z + X.V.ZLS o) A) Andcaso 1 caso 2 caso3 caso 7Expressão de Sp:Sb assume valor 1 nos casos: O OU 2 OU 3 OU 6 OU 7*. Sb=[(X.Y.Z + X.Y.Z + K.Y.Z + X.Y.Z + X.V.ZER Dk PAR Dt Jcaso O caso 2 caso 3 caso6 caso 7Expressão de Sc:Sc assume valor 1 nos casos: O OU 2 OU 5 OU 6-*. Se =,/X.Y.Z + X.Y.Z + X.Y.Z, + X.Y.Z$ caso O caso2 caso5 caso6= >N<Xxx e—PNA-PANx s——iFigura 3.8 (parte)82 N<x NX N<x 2 e———qx27 e—— SeX e————Y e——2 e——>ADDzeFigura 3.83.2.5 Tabela da Verdade de 4 VariáveisAgora, vamos levantar a expressão e montar o circuito deuma situação, onde temos 4 variáveis e somente uma saída, conforme a tabela da verdade a seguir: 83 CVCEJNOUNUBRUNHO 10 11 12 13 14 25 pPEFEFHPEEP[LOCOCOOOO >» PRErEIOOOOrFrFPrErEooOoOo|w HILOOFFPOOHLHOOrFroo| NAN POoOrPrororororororo| ou OPPr[EPOOORLPILOOOH[SO XY Tabela 3.8 Expressão de S: S assume valor 1 nos casos: 1 QU 5 QU 6 OU 7 OU 11 OU 12 OU 13 OU 14 Cs S=,A.B.C.D, + (A.B.C.D t, A.B.C.D p(A.B.C.D t,A.B.C.D +EAD Es EAABCDAHABCD6 7 11É BABSTSOE, ABC ABCDEe) Annan fge 13 14Circuito:a.co FEIOS 84 3.3 Circuito OU Exclusivo 3.3.1 Circuito OU Exciusivo como Circuito Combinacional Trataremos do circuito OU Exclusivo como sendo um me cuito combinacional, mas podemos considerá-lo também um bloco 1ó gico básico, como veremos no item 3.3.2. A função que ele executa, como o próprio nome diz, consiste em fornecer 1 (um) à saída quando as variáveis de entrada forem diferentes entre si. Com esta pequena apresentação podemos montar sua tabela da verdade e, obter pelo mesmo processo vistoaté aqui, sua expressão característica e, posteriormente, esque matizarmos o circuito: A B Ss o o Oo O |—=>as entradas são iguais. 1 o 1 1 |—>as entradas são diferentes entre si. 2 1 O l |j|—>as entradas são diferentes entre si. < 11 O |—>as entradas são iguais. Tabela 3.9 Desta tabela podemos levantar a expressão característi ca da função OU Exclusivo: S será 1 (um) nos casos: 1 OU 2 .“. S=A.B+AB Desta expressão podemos esquematizar o circuito OU Exclu sivo: > ” Ss A OU EXCLUSIVO Figura 3.10 3.3.2 Circuito OU Exclusivo como Bloco Lógico Básico Existe também uma outra notação que representa a função OU Exclusivo: S=A(DB (lê-se: A OU Exclusivo B) logo: S= A&BDB=A.B+ AB O símbolo do bloco OU Exclusivo é visto abaixo: Aos Figura 3.11 85 O bloco lógico OU Exclusivo executa à tabela da verdade da função OU Exclusivo. Convém lembrarmos que este bloco pode ser formado por blocos lógicos fundamentais. Esquematizando te mos: Figura 3.12 O circuito OU Exclusivo também é conhecido como Exclusi ve Or (EXOR), termo derivado do inglês. 3.4 Circuito Coincidência 3.4.1 Circuito Coincidência como Circuito Combinacional Como o bloco OU Exclusivo, o circuito Coincidência será tratado aqui como um circuito combinacional, embora possamos considerá-lo um bloco lógico básico. A função que ele executa, como seu próprio nome diz, é de fornecer 1 (um) à saida quando houver uma coincidência nos valores das variáveis de entrada. Vamos, agora, montar sua tabela da verdade: BB S houve coincidência dos valores àas o o 0 1 |——> variáveis de entrada. 1 0 1 O |——> não houve coincidência.21 0 O |——> não houve coincidência. 3 1 1 1 |——> houve coincidência. Tabela 3.10 A tabela gera à expressão: sa AB + A.B A partir desta expressão, podemos esquematizar o circuito: A B B e——— Figura 3.13 - Coincidência. 86 3.4.2 Circuito Coincidência como Bloco Lógico Básico Existe uma outra notação para a função coincidência: A O B A(DB = O símbo 7— da porta coincidência é: A 8 AoB Figura 3.14 (lê-se: A coincidência B) A.É + A.Blogo: tn un saí com Notamos que o símbolo é da porta OU Exclusivo com a da invertida. Podemos comprovar que existe esta inversão, parando-se as tabelas da verdade de ambos circuitos: A BiIAQMB| AÇQB o o o 2 o 1 É o 1 0 1 o = 2QOB-11 o 1 Tabela 3.11 Devido à inversão, o bloco coincidência é também denomi nado de NOU Exclusivo (Exclusive NOR). O bloco lógico coincidên cia pode ser formado por blocos lógicos fundamentais, esquema tizando temos: Figura 3. 3.5 Interligação de Blocos OU Exclusivo e Coincidência 3.5.1 Utilizando 3 Variáveis Para a expressão: S = circuitos da seguinte forma: AQQBMCT podemos esquematizar os 87 Circuito 1: A Aos B eMaasDA c B BOCoDX"8 > AQEOO ú ENO A 8 )> BOLO) Circuito 2: Circuito 3:Figura 3.16 Tabela da verdade: Circuito 1 Circuito 2 Circuito 3 A B C/(ASB SOC |AS(BOC) (AQ C)IGSE o 0 o o o o o oO 1 à 1 L o 1 0 1 1 1 o 1 1 o o o 3 & So 1 1 d 4 ET o o o 4 1 O o o o 1 1 1 1 1 d Tabela 3.12 Como podemos notar nos circuitos, deve-se efetuar cada expressão parcialmente, de dois em dois termos. S=(AQB) OC S=AQMQ(BOC) S=(AQC)OB Analogamente, para a expressão: S = A OBOt podemosesquematizar os circuitos da seguinte forma: 88 Circuito 1: ABB B Circuito 2: 8 BeC c =AS . aples)Cirsuito 3: c AgC A ? (Aec)os Figura 3.17 Pode-seê confirmar a igualdade dos circuitos, através das respectivas tabelas da verdade. 3.5.2 Utilizando 4 Variáveis Para a expressão: S = A(OB(OCOMOD, temos o circuito: EXOL) (ASB)OCOD) Figura 3.18 Devemos, como já mencionado, efetuar à expressão parcial mente, de dois em dois termos. . Analogamente, para a expressão: S = A OB oc OP, temoso circuito: > AgB mm Ss (aes)aCTer) DO o o õ Figura 3.19 89 Se tivermos mais de 4 variáveis, seguimos o mesmo proces so para esquematizarmos um circuito representativo da expressão. Para continuarmos o estudo dos circuitos combinacionais, faremos no capítulo seguinte, uma análise sobre a simplificação de circuitos lógicos, logo após, iremos tratar de importantes circuitos combinacionais, tais como: somadores, subtratores e codi ficadores. 3.6 Exercícios Propostos 1 - Elabore um circuito lógico que permita encher automa ticamente um filtro de água de dois recipientes e vela, confor me desenho a seguir. A eletroválvula permanecerá aberta quandotivermos nível 1 de saída do circuito, e permanecerá desligada quando tivermos nível O (zero). O controle será efetuado por 2eletrodos A e B, colocados nos recepientes a e b respectivamente. Figura 3.20 Convenções: - Recipiente "a" cheio + eletrodo A em nível 1 - Recipiente "a" vazio + eletrodo A em nível O - Recipiente "b" cheio + eletrodo B em nível 1 - Recipiente "b" vazio + eletrodo B em nível O 289, K. RUA À RUA € 2 Figura 3.21 A figura mostra o entroncamento das ruas A, B e C. Neste cruzamento, queremos instalar um conjunto de semáforos para as 90 seguintes funções: a) Quando o semáforo 1 abrir para a Rua A, automaticamente ossemáforos 2 e 3 devem fechar, para possibilitar ao motorista ambas às conversões. b) Analogamente, quando o semáforo 2 abrir, devem fechar os semá foros 1 e 3. c) Pelo mesmo motivo, quando o semáforo 3 abrir devem fechar os semáforos 1 e 2. Devemos seguir também as seguintes prioridades: a) O motorista que está na rua A tem prioridade em relação aomotorista que: está na rua B. b) O motorista que está na rua B tem prioridade em relação ao motorista que está na rua C. c) O motorista que está na rua C tem prioridade em relação aomotorista que esta na rua A. d) Quando houver carros nas três ruas, a rua A é preferencial. Obtenha as expressões e os circuitos dos sinais verdes e vermelhos, dos semáforos 1, 2 e 3. 3 - Supondo que à tabela da verdade abaixo represente umasituação qualquer, escreva as suas expressoes características, eesquematize os circuitos. A B CC Ss, Sa 0 00 o Óo o: o ooO 1 0 ó Ó o 11 o o 1 0 0 [o 1 1 O à 1 1 1 1 O 1 o 1 1 1 1 1 Tabela 3.13 4 - Idem para a tabela de quatro variáveis: A B CD Ss, Ss, SS; oO O O O 1 1 T oO O O 1 1 o 1 0 O 1 0 1 4 o oO O 1 1 o o o oO 1 0 0 o [ o B ii ed to [) 1o 1 1 0 o o 1 oO 11414 o o o 1 0 O O X o o 1 0 O 1 o o (o) 1 O 1 O 1 à o Tabela 3.14 (parte) 91 PRreDPELNÍN meme O| | PHOOr|A roFror|o eFoomrP|lh rOoOOr=|aA coocooln Tabela 3.14 5 - Mostre que o circuito abaixo é um OU Exclusivo. ToBD——DA DDEnnFigura 3.226 - Esquematize o circuito OU Exclusivo, utilizando apenas portas NE. 7 - Mostre que O circuito abaixo é um circuito coincidên E Dam Ciás. Figura 3.23 8 - Faça a tabela da verdade e esquematize O circuito que executa a seguinte expressão: s=-(la.s+c) E lk+sljor 9 - Esquematize O circuito coincidência, utilizando ape nas portas NOU. 10 - Esquematize Oo circuito OU Exclusivo, utilizando so mente 4 portas NE. 11 - Idem para o coincidência somente com 4 portas NOU. 92 CAPÍTULO 4 ÁLGEBRA DE BOOLE E SIMPLIFICAÇÃO DE CIRCUITOS LÓGICOS 4.1 Introdução Vimos até aqui, que circuitos lógicos executam expressões booleanas as quais representam situações. No capítulo anterior, determinamos estes circuitos através de suas expressões características extraídas de Tabela da Verdade. Os circuitos gerados por este processo, apesar de cor retos, admitem geralmente simplificações, e consequentemer:te, uma diminuição do número de blocos lógicos utilizados, que por sua vez significa uma diminuição no grau de dificuldade da montagem e no custo do sistema. Para entrarmos no estudo da simplificação dos circuitos lógicos, teremos que fazer um breve estudo da Álgebra de Boole, pois, é através de seus postulados, propriedades, teoremas funda mentais e identidades que efetuamos as mencionadas simplifica ções, e além disso, notamos que é na Álgebra de Boole que estão todos os fundamentos da Eletrônica Digital. 4.2 Variáveis e Expressões na Álgebra de Boole As variáveis booleanas, que são representadas através de letras, podem assumir apenas dois valores O e 1. Expressão Booleana é uma expressão matemática cujas variáveis são booleanas. Seu resultado assumirá apenas dois valo res: O ou 1. Como exemplo, na expressão S = A.B, tanto A como B como S podem assumir os valores O ou 1. 4.3 Postulados 4.3.1 Postulado da Complementação - Este postulado mostra como são as regras da complementação. Chamaremos de À o complemento de A: 1º) Se A 2º) Se A o + 1 É A o A F Através do postulado da complementação, podemos estabele cer à seguinte identidade: A=A Se A = 1, temos: À = 0 e se à = O * A = 1. Se A = O, temos: À = 1 ese A = 1 * A= O. Assim sendo, podemos escrever: A=A. -O bloco lógico que executa o postulado da complementação é o Inversor. 93 4.3.2 Postulado da Adição Este postulado, mostra como são as regras da adição den tro da Álgebra de Boole: 12) 0+0O=O 22) O + 1=1 3º) 1 + 0 =1 4º) 1 + 1=1 Através deste postulado, podemos estabelecer as seguin tes identidades: A+O=A: A pode ser O ou 1, vejamos, então, todas as possibilidades: A = O + O + O = OA=1+1+O0O=1 Notamos que o resultado será sempre igual à variável A. A+ 1=1: vejamos todas as possibilidades: A=0O+O+1=1A=1+l1+1=1 Notamos que sempre que somarmos 1 a uma variável, o resultado sera sempre 1. A+ A=A: vejamos todas as possibilidades: A 0+0+0O=0O A 1+1+1=1 Notamos que se Somarmos a mesma variável, o resultado se ra ela mesma. A+ A=1: vejamos todas as possibilidades: A=0+A=1+ 0+1=1A=1+A=O0O+>+ 1+0=1 Notamos que sempre que somarmos a uma variável o seu com plemento, teremos como resultado 1. O bloco lógico que executa o postulado da adição é o OU. 4.3.3 Postulado da Multiplicação É o postulado que determina as regras da multiplicaçãobooleana: 1º) 0. 0=O22) O0.1=O0 3º) 1. Os O4º) 1. 1=1 Através deste postulado, podemos estabelecer as seguin tes identidades: A . O = O; todo número multiplicado por zero será zero. Podemos confirmar, verificando todas as possibilidades: A=0+ 0.0=0A=1*+1.0=0 Notamos que todo número multiplicado por zero será zero. 9a A: analisando todas as possibilidades, temos: A O +O0O.1 o A 1 +L. 1 1 Notamos que o resultado destas expressões numéricas serão sempre iguais a A. nu v". A: Esta identidade, a primeira vista estranha é verdadei ra, como podemos confirmar pela análise de todas as possibilidades. A 0>+0.0=0 A 1 +1e 1% Notamos que os resultados serão sempre iguais a A. O: Vamos analisar todas as possibilidades: A=0+O0,.,l1=0A=1+1.0=0 Notamos que para ambos os valores possíveis que à variável pode assumir, o resultado da expressão será sempre zero. O bloco lógico que executa o postulado da multiplica ção É o E. 4.4 Propriedades 4.4.1 Propriedade Comutativa 4.4.1.1 Propriedade Comutativa na Adição A+ B=B+A Provamos esta igualdade analisando todas as possibilida des: A B A +B B+A o o o o o o 1 1 d o d 1 1 a x 1 Tabela 4.1 Notamos que para cada possibilidade as expressões se equivalem, 4.4.1.2Propriedade Comutativa na Multiplicação A.B=B.A Provamos esta igualdade, analisando todas as possibili dades: A B A .B B.A oo o oo 1 o o 1 O o o 1 1 1 1 Tabela 4.2 95 Notamos que para cada possibilidade, as expressões as sumem os mesmos valores. 4.4.2 Propriedade Associativa 4.4.2.1 Propriedade Associativa na Adição A+ (B+C)=(A+B)+C=A+B+C Provamos esta igualdade, analisando todas as possibili dades: A+(B+C) (A+B)+C|A+B+CrEHEHOÇOÕO|y rFPrHOOrErHFOO|| HFÓRIOEQH$O|O PrEBPBLERPHO PEPELRIDO pEEBEEBLROTabela 4.3Notamos que, também neste caso, para cada possibilidade as expressões assumem o mesmo valor.4.4.2.2 Propriedade Associativa na MultiplicaçãoA . (B.C) = (A.B) . C = A.B.CProvamos esta igualdade, analisando todas as possibilidades: = Oo A.(B.C) (ABI.E|A.BLÉPrPHrHoooOo|w» PLOOCFHOO POVOLOPO POOCOOOOO FWFOOOOOOO rFrOCOOOOoOTabela 4.4Neste caso, também, notamos que para cada possibilidade as expressões assumem o mesmo valor.4.4.3 Propriedade DistributivaA . (B+C) = A.B + A.CVamos verificar esta propriedade através da tabela verdade, analisando todas as possibilidades:9% A(B+C) AB + AC PIE[IWPOOOO|yw rLHOOPrFrOoO|W For OHOorOo| An rFPHHOODOOO FRrHOOOOO Tabela 4.5 Notamos que as duas expressões se equivalem. 4.5 Teoremas de De Morgan 4.5.1 O Complemento do Produto é igual à soma dos Complementos A.B = A+B Para provar este teorema, vamos montar a tabela da ver dade de cada membro e comparar os resultados: A B AB A+B oo d 1o. 1 11 O 1 1 1 1 o o Tabela 4.6 Notamos a igualdade de ambas as colunas. Este teorema foi aplicado no item referente à equivaleén cia entre blocos lógicos (capítulo 2 - item 2.4): A-B + porta NE A+B > porta OU com inversores nas entradas. OD ssAD —:B e— B 7 O teorema pode ser estendido para mais de duas variáveis: ABIT...N = (RHB+C+ 1... +N)Concluímos que uma porta NE, com duas ou mais entradas, é equivalente a uma porta OU com o mesmo número de entradas, ape nas que com estas últimas invertidas: ATA ABA Bce—17 > c SsNAAN 97 4.5.2 O Complemento da Soma é igual ao Produto dos Complementos Este teorema é uma extensão do primeiro: A.B = (A + B) «— 1º Teorema de De Morgan Fodemos reescrevê-lo da seguinte maneira: A . B=(A+ É) — Notamos que A é o complemento de EWS que B é o complemento de B. Vamos chamar A de X e B de Y. Assim sendo, temos: X.Y = (X+Y) Procedendo da mesma forma, podemos escrever: (AFBHYCHY 1... + N) = A.B.C ... N . Notamos, também, a aplicação deste teorema, na equivalência entre blocos lógicos: (A+B) > porta NOU A .B * porta E com entradas invertidas A A Ss eo Ss B Generalizando, temos: z Omp z 06D> 4.6 Identidades Auxiliares 4.6.1 A+ A.B= A Provamos esta identidade, utilizando a propriedade distributiva. Vamos evidenciar A no 1º termo: A(l1 + B) = A Do postulado da soma temos: 1 + B = 1, logo podemos es crever: A. l=A e. A+AB=A 4.6.2 À + AB= A+B Vamos agora, provar esta identidade: A + A.B = (AYA-B) + Identidade À = A 98 [Ea)= + 2º Teorema de De Morgan- [& - ES) + 1º Teorema de De Morgan = (A.A+A.B) + propriedade distributiva e identidade A.K=O0O = (A . B) = (A + B) + 1º Teorema de De Morgan Fa (A + A.B) = (A+B) 4.6.3 (A+B) . (A+C) = A + B.C Vamos agora, provar esta identidade: (A+B) . (A+C) = A.(A+B) + C.(A+B)* propriedade distributiva . A.A + A.B + A.C + B.C + propriedade distributiva A + A.B + A.C + B.C A + A(BHC) + B.C A.(1+ B+C) + C.BA.l1+C.B Identidade A.A = A Propriedade distributiva Propriedade distributiva Identidades: l1+A=1 e A.l1=A a + + + podemos escrever: (A+B) . (A+C) = A + BC 4.7 Quadros Resumo POSTULADOS: Complementação Adição aula [24 A=O A=) 0+0=0 0.0s=ooO+l1=1 o.l1=0A=l A=O 1+0=1 1.0=0E+1=l 1 .1=1 IDENTIDADES: Complementação Adição MultiplicaçãoA A+O=A A.O=0OA+ 1=1 A. l=AA+A=A A.A=AA+A=1 A .F=O PROPRIEDADES: , A+B=B+AComutativa: A.B=B.A Associativa: A + (BHC) =(A+B) + C= A + B+C A . (B.C) = (A.B).C = A.B.C 99 PROPRIEDADES: Distributiva: AÍB + C) = AB + AC Teoremas de De Morgan: (A.B) = A + B (A+B) = A . B IDENTIDADES AUXILIARES: A+AB=A A+AB=A+B (A + B) . (A+ C) = A + BC Tabela 4.7 4.8 Simplificação de Expressões Booleanas Utilizando o conceito da Álgebra de Boole, podemos sim plificar expressões, lembrando que cada circuito corresponde à uma expressão, veremos que simplificações de expressões implicam simplificações dos circuitos. Para efetuarmos estas simplificações, existem, basicamen te, dois processos. O primeiro deles é a simplificação através daÁlgebra de Boole, o segundo é a utilização dos mapas de Veitch Karnaugh, como veremos no item 4.9, Tomemos, por exemplo, a expressão: S = ABC + AT + AB Vamos simplificá-la, utilizando a Álgebra de Boole. Pri meiramente, vamos evidenciar o termo A: S = A(BC+T+B) Agora, aplicando à propriedade associativa, temos: s=afBe+ (T+).U Aplicando a identidade X=x, temos: S=A E + Es) Aplicando o teorema de De Morgan, temos: s= [sc + o] .A Chamando BC DE Y, logo (BC) = Y, temos então: S=A(Y+O) Como Y + Y = 1, logo: S=A.l1=A Ea S=aA Esta expressão mostra a importância da simplificação e a consequente minimização do circuito, pois, os resultados são idênticos aos valores assumidos pela variável A. 100 Desenhando o circuito sem simplificação, temos: ae—— li A rxc——o Figura 4.1 E com à simplificação: OT == <-C“ OAAt SSÉs com se um noi ses am au ie ÀFigura 4,2 Notamos que todo o circuito pode ser substituido porfio ligado à variável A. Como um outro exemplo, temos a expressão: S = ABC + ABC + ABC Tirando AC em evidência nos dois primeiros termos, MU ge RG.(BB) + ABC Aplicando a identidade: B + B = 1, temos: S = AC.(B+B) + ABC = AC + ABC nºs S = AC + ABC Desenhando os circuitos: Antes da simplificação: =D — —q—— Figura 4.3 um te 21201 Após a simplificação: AACc e——— BE—AR Figura 4.4 4.8.1 Exercícios Resolvidos Simplifique as expressões abaixo: 1) S= ÁB + AB Simplificação: S=A S=à COST (B+B) + propriedade distributiva e: L >= identidade X + X = 1 > identidade X . 1 = X 2) S= ABC + ABC + ABC + ABC + ABC Da expressão acima, temos: S = ABC + ABC + ABC + ABC + ABC + + + Evidenciando C, temos: S = ABC + C(AB + AB + AB + AB) Evidenciando À e A, temos: Ss s = S = ABC + C(A+A) — ——>S=ABC+C.]1 S = (ABC + CO) s=((ABO.c s= [(a+8+0) ú e) S = (AC+YBC+C.C) s-=[: mam) Ss =[e-caro)]| 102 + + + = ABC + C/A(B+B) + A(B+B) — NE É ] eABC + C(A.) + A.1) > identidade X + X = 1 identidáde X + X = 1 identidade X = x teorema de De Morgan: (X+Y)=X.Y teorema de De Morgan: (X.Y) = X+Y propriedade distributiva e identi dade X.X = O propriedade distributiva teorema de De Morgan: (X.Y)=X+Y 5>(T+A.B) + teorema de De Morgan: (X+Y)=mn yu .“. S=CT + AB 3) S = (A+B+C).(E+B+C) Aplicando a propriedade distributiva, temos: S = AAR+AB+AC+AB+BB+BC+AC+BC+CC Vamos usar as identidades X.X = O e X.X= X e reescrever: S=AB+AC+ AB+BC+AC+B +C Colocando C em evidência, temos: S=AB + C(AHB+ÁA+BHl) + ABUsando as identidades: X+1 = 1 e X.l = X, temos:S:= AB + AB +C4) S= (AC + B + D) + C(ACD)Aplicando o teorema de De Morgam ao primeiro e segundotermos, temos:S = (A+C+B+D) + C(A+T+D)Agora, aplicando o teorema de De Morgan ao 1º termo e àpropriedade distributiva ao 2º termo, temos:S = ACDB + AC + CC + CD + identidade X.X= OReescrevendo, temos:S = ABCD+ AC+CD > propriedade associativaEvidenciando o termo CD, vamos ter:CD(AB+1) + AC + identidade X+lSsSa= = 1S = CD.) + AC + identidade X.1 = X..“. S=CD+AC51 s = [FBI -E]+ [DOTE]Aplicando o teorema de De Morgan ao 1º e 2º termos, podemos reescrever a expressão:Sa [(EFB) + co + Gr + (TA)Aplicando novamente O teorema de De Morgan:s = (8) +66) +[5+ (665) 103 Reescrevendo: S=AB+T+D+TBPA -Aplicando a propriedade distributiva e tirando C em evi dência, temos: SsSa= + D+C(1+BEB) + identidade 1 + X = 1> E +Dfe n el ml nide 4.8.2 Exercícios Propostos Simplifique as expressões abaixo: 1) S = (A+B+C) . (A+B+C) 2) S = ABC + ABC + FBU + ABC + ABU 3) Ss =f[ACBICN). D) . (AFB) 4) S = ABCD + ÁBCD + ABCD + ABCD 5) S = (ABHCHD),.(AHBHICHD). (ArB+C+D) , (AHBH+CHD) . (A+B+C+D) . (A+B+C+D) 6) Sa= ABCDD+ ABC D+ ABCD+ ABCD *ABCD+ ABC : + ABC D + AE D 4.9 Simplificação de Expressões e Circuitos Através dos Diagra mas de Veitch-Karnaugh Vimos até aqui, a simplificação de expressões mediante a utilização dos postulados, propriedades e identidades da Álge bra de Boole. Nestes Ítens, vamos tratar da simplificação de expressões por meio dos diagramas de Veitch-Karnaugh. ApOS O es tudo, iremos notar que chegaremos mais facilmente à expressaominima. Os diagramas de Veitch-Karnaugh permitem a simplificação de expressões características com duas, três, quatro, cinco ou mais variáveis, sendo que para cada caso existe um tipo de dia grama mais apropriado. 4.9.1 Diagrama de Veitch-Karnaugh para 2 Variáveis E B Figura 4.5 No quadro, temos as regiões das variáveis A e B: - a região onde à = 1 é: E =| Figura 4.6 104 - à região onde A = O(A=1) é: - à região onde B=1 é: E 8 E B q VA rs A A ÃO Figura 4.7 Figura 4.8 - a região onde B = O(B=1) é: E B = JA Figura 4.9 Com duas variáveis podemos obter 4 possibilidades: AB olo —>caso 00/1|—> caso 1 4 possibilidades1/0|—> caso 21|1 —>.caso 3No caso zero, temos: A = O e B = O. A região do diagramaque mostra esta condição é a da intersecção das regiões onde A=OeB=O0O:- região onde A=0O(A=1): - região onde B=0(B=1):E B É BR AA AFigura 4.10 Figura 4.11A intersecção destas regiões é:E B Esta região também pode serchamada de região AÊ.=|Figura 4.12 105 No caso 1, temos: A = O e B= 1. A região do diagrama que mostra esta condição é a da intersecção das regiões onde A=O (A=s1) e B = 1. .Fazendo à intersecção, temos: 8 8 Esta região também pode ser chamada de região AB. Figura 4.13 No caso 2, temos a intersecção das regiões onde A = 1 e B = O(B = 1). Fazendo esta intersecção temos: g B Esta região também pode ser Fx chamada de região AEÉ. Figura 4.14 No caso 3, temos à intersecção das regiões onde A = 1 e B =1l. Fazendo esta intersecção, temos: E 8 Esta região também pode ser chamada de região AB. Figura 4.15 Podemos distribuir, então, as 4 possibilidades neste dia grama, da seguinte forma: g B casoUt caso? AE Xxj009|071icaso2|casos)AB JAB190/17)>Figura 4.16Logo, notamos que cada linha da tabela da verdade possuisua região própria no diagrama de Veitch-Karnaugh.Essas regiões são, portanto, os locais onde devem sercolocados os valores que a expressão assume nas diferentes possibilidades.Para entendermos melhor o significado deste conceito, vamos utilizar os exemplos:106 1 - A tabela da verdade mostra o estudo de uma função de duas variáveis. Vamos colocar seus resultados no Diagrama de Veitch-Karnaugh. AB Ss oro O|€— caso Oo|1 1|<— caso 114 [O 1|<—— caso 2É|d 1|<—— caso 3Tabela 4.8Utilizando o método desenvolvido no capítulo 3, obtemosa expressão característica da função:S=AB+AB+ABPrimeiramente, vamos colocar no diagrama o valor que aexpressão assume no caso zero, ou seja, vamos colocar o valor deS, para este caso, na região AB.É BEx oFigura 4.17Agora, vamos colocar no diagrama o valor que a expressãoassume no caso 1 (S = 1 na região AB):E BFigura 4.18Em seguida vamos colocar no diagrama O caso 2 (s=1 naregião AB). BE |Figura 4.19E, finalmente, colocamos no diagrama a saída referenteao caso 3 (S = 1 na região AB): 107 | Figura 4.20 Temos, agora, aquela tabela da verdade escrita no diagra ma de Veitch-Karnaugh: BE B E o 1 Figura 4.21 Uma vez entendida à colocação dos valores assumidos pela expressão em cada caso no diagrama de Veitch-Karnaugh, vamos verificar como podemos efetuar a simplificação. Para obtermos a expressão simplificada do diagrama, utilizamos o seguinte método: Tentamos agrupar as regiões onde S é igual a um (1), no menor número possível de pares. As regiões onde S é um (1), quenão puderem ser agrupadas em pares, serão consideradas isoladamente. No exemplo, temos: B B PAST alo po: Ea la Ae 17 Par OD=+ par (D Figura 4.22 Notamos que um par é o conjunto de duas regiões onde Ssé um (1), que tem um lado em comum, ou seja, são vizinhos. O mes mo um (1) pode pertencer a mais de um par.Feito isto, escrevemos a expressão de cada par, ou seja, a região que E ocupa no diagrama.O par ocupa a região onde A é igual a um, então, suaexpressão será: Par = Às o par (2) ocupa a região onde B é igual a um, então, suaexpressão será: Par (2) = B. Notamos também que nenhum um (1) ficou fora dos pares. Agora, basta somarmos para obtermos a expressão simplificada S, no caso: 108 S = Par 1 + Par 2 4 S=A+B Como podemos notar, esta é a expressão de uma porta OU, pois a tabela da verdade também é a da porta OU. Outro fato a ser notado é que a expressão obtida, diretamente da tabela da verdade, é visivelmente maior que à expressão minimizada: Expressão obtida diretamente da tabela da verdade: S= AB+AB+AB Circuito relativo a esta expressão: DDÀ ——B— Figura 4.23 Expressão obtida após a simplificação: S=A+BE Circuito relativo à expressão simplificada: Figura 4.24 É evidente que a minimização da expressão, simplifica o circuito e como consequência, diminuí o custo e a dificuldade de montagem. 2 - Vamos simplificar o circuito que executa a tabela da verdade abaixo: ENE) ojo|1oj1|/21/0 /11/1 o Tabela 4.9 Obtendo a expressão diretamente da tabela, temos: S=AB+AB+AB . Transportando a tabela para o diagrama, mediante processo já visto, temos: 109 ol E Figura 4.25 Agora, vamos agrupar os pares: Ses Ã É "a 1 par (DNihon |Aafiíilo H À AZ Figura 4.26 por O Vamos escrever as expressões dos pares: par (D—>A par (D—>B Somando as expressões dos pares, temos a expressão simplificada: S=ÃA+B Notamos que a tabela da verdade é a de uma porta NE. Apli cando o teorema de De Morgan à expressão após a simplificação, encontramos a expressão de uma porta NE: Ss=FF 4.9.2 Diagramas de Veitch-Karnaugh para 3 Variáveis Região na qual A = 1: E B =B 8 É FE A the Te A T £ É Figura 4.27 Figura 4.28 Região na qual A = 1(A=0): Região na qual B = 1: E B E B FR A T Cc T £ Cc Cc Figura 4.29 Figura 4.30 110 Região na qual B = 1(B=0O): Região na qual C = 1: g B B B elt E Tt É c Figura 4.31 Figura 4.32 Região na qual C = 1 (C = O) E B €t C T Figura 4.33 Neste diagrama, também temos uma região para cada caso da tabela da verdade: Tabela da verdade Mapa das regiões: de 3 variáveis: Caso AI BC E B o 0j0ojo caso Ufcaso Ticaso JT cas 1 olol1 0o00/001/011/010Elm 2 oj1Çj/0 ABTÍABC|ABCIABT 3 ojr1|/1 A|caso 4/ caso 5jcaso 7| caso64 1/0 0 199l109N111/ 1195 1/0|/1 ABC| ABC ABCIABC6 1/2 [o Tt c TF 1/1 /1Tabela 4.10 Figura 4.34Vamos analisar a colocação somente de uma das possibilidades, visto que as outras são de uma maneira análoga.Vamos colocar no diagrama o caso 3:Caso A B C3 oO à 1No diagrama, será a intersecção das regiões que: A=0O(A=1),B=leC=l. Esta pode ser chamada de região ABC:Colocação do caso 3 no diagrama:BE Bel o eoFigura 4.35 111 Para melhor compreensão, vamos transpor para o diagrama, a tabela da verdade: A B C S 06 0 O 1 o O 1 o o 1 0 1 GB La à 1 090 3 1 0 1 o 1 1 O + 1 1 1 o Tabela 4.11 Expressão extraida da tabela da verdade: S = ABC + ABC + ABC + ABC + ABC Transpondo a tabela para o diagrama, temos: EB B caso O caso 1/caso 3|caso 2 1 o 1 1 >! caso 4) caso 5|caso 7|caso 6 1 o o 1 E Cc o Figura 4.36 Para efetuarmos a simplificação, seguimos o seguinte processo: Primeiramente, localizamos as quadras e escrevemos suas expressões. Quadras são agrupamentos de 4 regiões onde S é igual a um (1) adjacentes ou em sequência. Vamos agora, formar todas as quadras possíveis num diagrama de três variáveis. Quadra AÍ Quadra A: E B B B A A A A É c É e Cc É Quadra B: Quadra EB: FT B E B q FR A A Tt É T É Cc É Figura 4.37 (parte) 112 Quadra C: Quadra C: E B E B CT € e e o e! Figura 4.37 Notamos também que, num diagrama de três variáveis, as= ; aquadras são os locais onde uma das varaiveis assume, um dado valor fixo. Exemplo: a quadra E assume o valor 1 (B = O). No nosso exemplo: = E go x PA o 1 | 1 quadra: C€ A SA (Al deFigura 4.38 Feita à localização das quadras, localizamos o número de pares possíveis e escrevemos suas expressões. Nãodevemos considerar os pares já incluídos nas quadras, porém, pode acontecer de termos um par formado com um elemento externo à quadra e um outro interno. São também considerados pares os casos: ACCoTF B F 8 7 Là à F h AtcFigura 4.39 Vamos agora, localizar os pares no nosso exemplo: — 1 par: %B (o par está na—inter2” oo E secção das regiões: À = 1eB=1)>= e o e Figura 4.40 Notamos que esse par não depende de C, pois está Iocali zado tanto em C como em C, ou seja, nesses dois casos a expressão resultará independente do valor de C. Feita a localização dos pares, resta considerarmos os termos isolados que não puderam ser agrupados em nenhum par ou em nenhuma quadra. 113 No nosso exemplo não temos esse caso. O passo final é somarmos as expressões referentes às quadras, aos pares e aos termos isolados. No nosso exemplo, temos: Quadra: É Parz AB A expressão final minimizada será: S=AB+C Vamos efetuar a comparação entre as expressões e circuitos antes e após minimização. Expressão antes da minimização: S = ABC + ABU + ABC + ABC + ABC Circuito antes da minimização: om Cc ——A ame DAN LAL/ om2ce—dFigura 4.41 Expressão após a minimização: S = AB+C Circuito após a minimização: Figura 4.42 Como outro exemplo, vamos minimizar O circuito que executa à tabela da verdade: 114 PLFEFHOOOO|y> PFPrOOFPOO||" FOFOHNOFO|N orPrro[rO|n Tabela 4.12 Transpondo para o diagrama, temos: E B q [E 11 o A 1 1/0 1 É c Tt Figura 4.43 Agora, vamos agrupar as quadras, os pares e os termos isolados. Nesse caso, vamos notar que teremos apenas três pares: Pares: AKC AB AC Figura 4.44 A expressão minimizada será: S = AC+ AB + ACT Poderíamos também ter agrupado de outra maneira: :) B EEfio doITEs eArão OT e T Figura 4.45 Gerando a expressão: S = AC + AT + EC Essas duas expressões, aparentemente diferentes, possuem o mesmo comportamento em cada possibilidade, fato este comprova do, levantando-se as respectivas tabelas da verdade. 115 4.9.2.1 Exercícios Resolvidos Minimize as expressoes abaixo, utilizando o diagrama de Veitch-Karnaugh: 1) S = ABC + ABC + ABC + ABC + ABC » = mn PRI IH[OOOO HI OOHEHHOO HOFOSNO|MO|N POHOFPOFHE Tabela 4.13 Transpondo para o diagrama de três variáveis, temos: B B 1 quadra:C lpar: AB Figura 4.46 A expressão minimizada ficará: S = C + AB 2) S = ABC + ABC + ABC PEEPIPOOOO|[W PHOOHIHOO|" FPFOPOHOHO|N OFO NHOOO|U Figura 4.14 Transpondo para o diagrama, temos: E B oo 1 o AJl1jlo lot ol o olFigura 4.47 2116 Agrupando os termos, temos: a = 7 “ARIR)E o o |17 1 1 par: AT *==-— 1 termo isolado:ABC o1> Figura 4.48 A expressão minimizada ficará: S = AU + ABC 3) S = ABC + ABC + ABC + ABC Colocando-se diretamente no diagrama: região: ABC NX E B região: ABC Fl, +————- região:ABC A região:ABC Figura 4.49 Temos nesse diagrama dois pares: B Par 1 > ACO ' par (D Par 2 *— BC Figura 4.50 par (O) A expressão minimizada será: S= AC + BC 4.9.2.2 Exercícios Propostos Miíminize as expressões abaixo: 1) S = ABC + ABC + ABU + ABC + ABT + ABU 2) S= + ABC + ABC + ABC + ABC + ABC 3) S = + ABC + ABC + ABC + ABC 117 4.9.3 Diagramas para quatro Variáveis € S Figura 4.51 Região onde A = 1: T Cc PD D o " PpRegião onde B É Cc 7 D o Região onde C TF Cc U | >| A Di Do Região onde D = 1: TC A A Figura 4.52 Essas regiões também são conhecidas como oitavas. 118 Região onde A = 1 (A Tt Região 7 Região onde É T Rh p Região onde D a P e o) Neste tipo de diagrama, também temos uma região para ca da caso da tabela da verdade, como podemos verificar no diagra ma completo: Tabela da verdade Diagrama de 4 Variáveis com de 4 Variáveis: os casos colocados: Casos A B C OD T c º 6 8 8 9 caso O [caso 1 |caso 3 icaso2 > o o 1 e000/ 0001/0011 (/o00tolyxa E pb3 à & 7 É ———.—. E ” SS Ss à4 o 1 o o caso caso 5 01 01 o 1 20/0101 0712/0177 6 0 110 ABCDIABCDIABCD ABCD,7 O 1 1 1 caso 12|caso 13 lcaso 15 |caso 148 1 0 0 O 1108171010 131|11109 1 0 0 1 A BTCDIABCONBGBCO ABCDe i 8 * S À feaso 8 (caso 9 caso 11 |caso 101 o00/1001/0171/1191o0|E12 1 1 00 BCD|ABCDABC3 11 01 B cCojaABcCo14 1 12 1015 1 1 1 1 v D ÉTabela 4.15 Figura 4.53Vamos analisar à colocação de uma das possibilidades, visto que as outras são análogas.Tomemos como exemplo, o caso 8.ABCD + 1000A=1, B=0O(B=1), C=0'(C=1) e D= O (D=1)Da intersecção dessas regiões, obtemos a região ABCD,que é a referente ao caso 8:É ecFigura 4.54Para esclarecermos melhor . à colocação do diagrama e analisarmos outros casos, vamos transpor para o mesmo a tabela daverdade: 119 pr reEPNNILIOOOOOOOO|w PrErIILOOOOFErErrPOoOCOoO| À rEIEOOFrPrLoOoOrrOOr= 00/00 POLO FPFOrLO-SCOrPOrPOrPO|uU rPOrMHLHEOFNHEOLOLPLO| hn Tabela 4.16 Expressão de S extraída da tabela da verdade: S = ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD +ABCD + ABCD + ABCD + ABCD Transpondo a tabela para o diagrama: T É eli |Afol1i/1oTlf fo ds SBISISECESS 7'o vt Figura 4.55 Para efetuarmos a simplificação, seguimos o mesmo proces so para os diagramas de três variáveis, somente que neste caso o principal agrupamento será a oitava. Devemos ressaltar aqui, que no diagrama, os lados extre mos opostos se comunicam, ou seja, podemos formar oitavas, qua dras e pares com os termos localizados nos lados extremos opos tos. Vamos, como exemplo, verificar alguns desses casos no diagrama: 1) Exemplos de Pares: Figura 4.56 120 2 - Exemplos de Quadras: quadra É D Figura 4.57 Após essa ressalva, vamos minimizar a expressão do nos&o exemplo: Inicialmente, agrupamos as oitavas, em seguida as quadras, a seguir os pares e, por último, os termos isolados.tc TO rmr temos: 1 oitava: D 1 quadra: AC 1 par : ABC o o =quadra | oitava Figura 4.58 Somando as expressões, teremos à expressão final minimi zada: S= D+ AC+ ABC Expressão e circuito antes da minimização: S = ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD +ABCD + ABCD + ABCD + ABCD 121 |cnm>oNe>pnurcerOPEPgone»gnm>pone»006>pnmr one» |Figura 4.59Expressão e circuito após a minimização:S=D+ AC + ABCoACc=—Figura 4.60Como outro exemplo, vamos minimizar o circuito que executa a tabela da verdade: N A PHHFOOOO|W POOHFOO/ O rpLrELHOSO|Wn OOOOOOO Or OrHO FOOD Tabela 4.17 (parte) 122 rwperPpErENPLEIDO| > rEPHOOOOrR|[D q rLOOFHOOHIN rFOFOHOFOR| O FOOOOrRHOOP|Y Tabela 4.17 Expressão: S = ABCD+ ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + + AECD + ABCD Transpondo a tabela da verdade para o diagrama, temos: T c x on ji71[0oB 11 1h : À 010 110 o jo [/0/1|—. B DD D'TF Figura 4.61 No diagrama, temos: 2 quadras, l par e 1 termo isolado. TF quadra: AD quadra:ÃB o 1 o o Dj termo isolado:ABCU . par: CDFigura 4.62 A expressão minimizada de S será a soma de todos esses agrupamentos: S = ABCD + BCD + AB + AD Circuito antes da minimização: 123 DOS onm> DOD> comr on»|tl 0||UT Figura 4.63 Circuito após a minimização: DDonu>jo> >»D—— 4.9.3.1 Exercícios Resolvidos Figura 4.64 1) Minimize a expressão abaixo, utilizando o diagrama de Veitch-Karnaugh: S = ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD Transpondo diretamente a expressão para o diagrama, te mos: 2124 Figura 4.65 Agrupando os termos no diagrama, temos: 2 quadras: BD e CD ã E 1 par : ABDoo " -LH Te[=)1i 'é par ABD quadra CD A expressão simplificada será: S = ABD+CTD+ BED Figura 4.66 2 - Minimize o circuito que executa a tabela verdade: o = PrrprpyLYELHOOOOOOOO|w PREEPHOOOOFHFHrHOOOO |" HIOOHHOOrHFHOOFPHOO FOFO HWO FORNO FOPOHO rEHIHOMNOHOLERLIPLOFORS |U Tabela 4.18 125 Transpondo da tabela para o diagrama, temos: É oo É 1 1 A Figura 4.67 Agrupando o diagrama, temos: 1 oitava: D 2 quadras: AB e BC quodro quadra sc Figura 4.68 A expressão minimizada será: S = 'AB+BC+D e o circuito a partir desta: Figura 4.69 3) Simplifique a expressão abaixo, utilizando o diagrama de Veitch-Karnaugh: S = ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + + ABCD + ABCD + ABCD Passando a expressão para o diagrama, temos: 126 vv Dp " Figura 4.70 Efetuando os agrupamentos, temos: É Ç ) 1 termo isolado:ABCD 4 quadras: AB, CD, BC e AC Figura 4.71 É importante notar que uma oitava agrupada representa maior. simplificação que uma quadra, e uma quadra agrupada maior simplificação que um par, e este, maior simplificação que um ter mo isolado. Assim sendo, deve-se preferir agrupar em oitavas, e se não for possível em quadras e se também não for possível, em pares, mesmo que alguns casos já tenham sido considerados em ou tros agrupamentos, lembrando sempre, que devemos ter o menor núme ro de agrupamentos possíveis. A expressão final minimizada será: S = ABCD + AB + CD + BC + AC 4) Vamos simplificar a expressão que executa a tabela da verdade: rLHPpHLIEEHOOSODOO0000O0O FEL [WFOOOOrFHrEHFEFOOOO|U rHHOOPFPHOOFRFFOOFFOO|O rHOFOPONONOMONOSO| O HOOCOHLFOQO0OOFOr HP ORE | Tabela 4.19 127 Transpondo para o diagrama, temos: z Cc 111 Ex 1/o 1/90/07 ófo/1f/o|[8 A ofolidhi dz Dj o | Figura 4.72 Podemos agrupar da seguinte maneira: DI o [Tv Figura 4.73 Neste diagrama, teremos cinco pares gerando a expressão: S = ACD + ABD + ABD + ACD + ABC Também podemos agrupar desta maneira: o a =) ” disjo Figura 4.74 Da mesma forma, gerando a expressão: S = ABC + ABD + BCD + ACD + ABC Podemos notar que simplificamos a expressão S por dois modos de agrupamentos, obtendo dois resultados aparentemente, diferentes. Se analisarmos esses resultados nas respectivas tabe las da verdade, veremos que terão o mesmo comportamento. Expressão simplificada de S: S = ACD + ABD + ABD + ACD + ABC ou S = ABC + ABD + BCD + ACD + ABC 128 4.9.3.2 Exercícios Propostos Simplifique as expressões abaixo, utilizando os diagra mas de Veitch-Karnaugh. 1) S = ABC + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD 2) S = ABCD + AECD + AECD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABUD + ABCD 3) S = ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD 4) S= + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + + ABCD 5) S = ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD 4.9.4 Diagramas com Condições Irrelevantes Como já visto no capítulo 3, à condição irrelevante significa que para uma dada combinação das variáveis de entrada, asaída poderá assumir um (1) ou zero (0) indiferentemente. Tome mos, por exemplo, o caso da tabela: A B OC Ss 0 0 Oo óoa 7o 1 0 1 oO 1 1 1 1 0 O o 1 O o14 14% o 1 1 1 o Tabela 4.20 Transpondo essa tabela para o diagrama, temos: el B el o oi Figura 4.75 O símbolo é indica que nesse caso a expressão pode assu mir valores zero (0) ou um (1). No caso de escolhermos valor ze ro, a expressão simplificada será: S = AC + AB. oNo caso de escolhermos valor um, a expressão ficará: S = A. Notamos que é interessante adotarmos a condição irrele vante com o valor um (1), pois representa maior simplificação da expressão. Nos próximos ítens, aplicaremos esses conceitos. 129 4.10 Simplificação de Circuitos a partir de Situações No capítulo 3, vimos como esquematizarmos circuitos a partir de situações. Vamos complementar este estudo, simplifican do esses circuitos. Tomemos o item 3.2.1, no qual o 2º exemplo gerou a se quinte tabela da verdade: A B Vv. Vmy Vo Vm 2 oo E ó ó Eo 1 o 1 1 o 1 0 1 o o 1 1 À 1 o o 1 Tabela 4.21 Vamos transpor a tabela para os diagramas, incluindo as condições irrelevantes: Vv Yz B B s|/o |)Abi ajojo VYm B Yn2 B Ei g|o alo, aja Figura 4.76 Nos diagramas, omitimos as letras A e B, isto porque, onde não temos A implica em À e onde não temos B implica em EB. Analisando o diagrama do V1, verificamos a presença do par A, logo tomaremos à condição irrelevante como sendo zero. A expressão simplificada de V1 será: Vi. = A Analisando à diagrama de V>o, verificamos que é mais inte ressante tomar a condição irrelevante como sendo um (1), pois à expressão ficará: V, = A, devido ao agrupamento do par. V2 par A. V,2 À Figura 4.77 Notamos que no exemplo V1= V»>(pois, Vy= A eV,=A). Analisando o diagrama de Vm,, notamos que este é igual ao de V> então: Vn1 = Va = À. O mesmo ocorre com Vm,: que é idêntico à V;1: Vm, = Vj= A 130 O circuito a partir destas expressões será: ÀA Figura 4.78 que a simplificação foi temos à —————————— Vq Vm2 LTD>o—wvioq Comparando-se esse circuito com o do item 3.2.1, notamos Tomemos, agora, significativa. o exemplo do item 3.2.2. Neste exemplo, seguinte tabela da verdade: A BC Sa|Seg|Sco O O o ó Úo O 3 o o 1o 1 O o 2 ooO 1 1 o 1 o1 0 O d o or E 1 o o1 1 O 1 o o1 1 1 1 o oTabela 4.22FiguraFiguraFigura Transpondo paraBÚ o o oNTSEININ:Cc4.796 oAjJOo o oj/oE4.80 8EeE 1//0 oalo iofto(|oc4.81 os diagramas, temos:fazendo É = O, temos: Sa = Afazendo é O, temos: Sg = ABfazendo dé = 1, temos: Sc = ÀB 231 Os circuitos simplificados serão: À R——————— SA A SB B A *Sc B Figura 4.82 Tomemos o exemplo do item 3.2.3. Temos, neste exempio, a seguinte tabela da verdade: B CD Sa|Seg|Se|SpoO O O O o o o oo O O 1 o [) o xo o 10 [) o 1 o0 011 o o 1 o0 1 00 o 1 o oo 1 012 o 1 o [)O 110 o 1 o oE É 4 d o 1 o o1 0 0 0 1 (o) o o1 O O 1 1 o o o1 0 1 0 z o o o1 0 1 1 x o o o1 1 0 O 1 o o o1 1 O 1 1 o o o1 XY 1% 7 o o o1 1 1 1 x o o oTabela 4.23Sa: SB:Sa=a Seg = ÀBFigura 4.83 Figura 4.84132 of1jo lo olojojo 0jo/0/0|[:B * jojolojo p D Sc = ÃBC Sp = ABCD Figura 4.85 Figura 4.86 Os circuitos simplificados serão:A> SAA sà B A B sc Ss===)— .No capítulo que tratará de decodificadores e circuitosaritméticos, veremos mais aplicações de simplificação de circuitos pelos diagramas de Veitch-Karnaugh.Domy>Figura 4.874.11 Diagrama para Cinco Variáveis AjA Figura 4.88 Vamos verificar as regiões deste diagrama: 133 Região onde A = 1: Fv A E B Figura 4,89 Região onde B = 1º: Aja E B Figura 4.90 Região onde C = 1: RA (A É E CE E! E TE Figura 4.91 Região onde D = 1: TI A dA Tv /o Figura 4.92 Região onde E = 1: AJA Figura 4.93 134 Essas regiões denominam-se hexas. A colocação de uma condição, neste diagrama, se faz de maneira análoga às anteriores. Vamos, por exemplo, verificar a região onde: A=1l, B=O, C.= 1, D=0eE=0O, ou seja, ABCDE: p p À A E € no mf Cc É T E' É E EL E IE E Figura 4.94 Para efetuarmos a simplificação num diagrama de cinco va riáveis, devemos tentar agrupar primeiramente em hexas, em se guida em oitavas, em quadras, em pares e por último em termosisolados. Para visualizarmos melhor as hexas, oitavas, quadras e pares devemos enxergar o diagrama da esquerda sobreposto ao dadireita, desta forma: OITAVA aE< W FoOLE o SABRm QUADRA PAR Figura 4.95 Podemos visualizar, por exemplo, que o par, a oitava e a quadra formam-se nos 2 planos. Vamos, agora, fazer à transposição e a simplificação databela da verdade: COcCoooocooooOoOoo|» PpPLEPLOOOOODOOO([(U OOoOoOoFr=[pFroooolNn PLOQPRHOOFHFOO|U POrFOPOrRO FOFO |H oOrpvrrPorrroOo"r|,n Tabela 4.24 (parte) 135 erpoupprpproppryrpppropprLOoOoOOO |» rmp[ [EE EL LL[LHNOOOOOOOOLHEHH|O rPrErHIFOOOOFHEEIPOOOOrFEESHE|[O Peoorroorroorroorroo|y FPOLNOPOFPOFOPOrFOrLOrPrOor=O|m PREREIOOOOOrHFEOOOOoOOOrHreO|wWn Tabela 4.24 Transpondo para o diagrama, temos: ee par ABDEpar ABDE Pl ml o par ACOE quadro ABC dE ml por ABDE par ABCD quadra CDE Figura 4,96 Temos, então: CDE 2 quadras: ABC ABDE ABCD 5 pares: ABDE ABDE ACDE A expressão minimizada será: S = CDE + ABC + ABDE + ABCD + ABDE + ABDE + ACDE 136 4.11.1 Exercício Proposto Desenhe os circuítos minimizados que executam as saídas S,esS, da tabela da verdade: o o PEPREHEELPEWPELYWHÂpHLLLH EL HÂUWHODOOOOOOOO0OOOOOOO|yp PrrEEEPHLHOOOOOOOOrRFErRPPEHHOO0OO0OO0OO0Oo0O| ty FIrILIPOOOOrRNHLEPOOOOFRFHPOOOOEHEPrErHHEHOOOO| NA EF FO O O Oq Pp QOe EO OPey$pOOFPrrFoopPrPPOoOOoOFFOO|[U HPOSNOHLOPONLOLOrFOFOLOFPOMLOrLO[(LOLOrFPOrFO|mFOPHFOrFOOHFORHOPOOrPFPOrFHLOLHOHFOrFRPOrHOPÍN RWEERELEPEERELOLSOLNAPFLO NSOLPOLrESPAEPDEr| un Tabela 4.25 4.12 Casos que não admitem Simplificação Vamos analisar o caso da expressão: S=AB+AB Vamos tentar simplificar a expressão por meio do diagra ma de Veitch-Karnaugh. Figura 4.97 137 Pode-se notar que não podemos agrupar termos, logo temos que tomar dois termos isolados, significando quea expressão já foi dada na forma minimizada. S=AB+AB + expressão do circuito OU Exclusivo: S=AQB outro caso notável é o da expressão: S =aAB+ AB No diagrama, temos: Figura 4.98 Podemos verificar que esse é um caso análogo ao anterior, logo a forma minimizada da expressão será: S=aAB+ AB S=AQB=ADB Vamos, agora, analisar os casos dos circuitos Ou Exclusi vo e Coincidência para 3 variáveis: Si = AQBOC S2= AQBOC Passemos as expressões para a tabela da verdade: A BC s87|Sp0 0 0 o oo o 1 1 1o 1 0 1 1o 11 o o1 0 O 1 11 0 1 o o11 0 o o111 1 2Tabela 4.26Podemos notar que Se S, são iguais e não admitem simplificação:Ss, B S, BFigura 4.99E; S=AQBQOC = AOBOCPodemos, efetuando o mesmo procedimento, mostrar que para 4 variáveis temos:S=A B Cc D = A(ÇDB O ev OP138 Para 5 variáveis temos: S= ADBOCODOÁOE = AQBOC COPOE Se estendermos veremos que: para um número par de variáveis, temos a função OU Exclusivo como sendo o complemento da função Coincidência e para um número ímpar de variáveis, temos a função OU Exclusivo como sendo igual à função Coincidência. 4.13 Outras Formas de Utilização do Diagrama de Veitch-Karnaugh 4.13.1 Pelo Complemento da Expressão Significa tomarmos os casos onde a expressão é nula (os zeros do diagrama). Desta forma, teremos o complemento da fun ção S, bastando, apenas, inverter a saída.Isso nada mais é que utilizarmos o teorema de De Morgan. Para exemplificar essa situação, vamos utilizar a tabela da verdade: A B PLEMHOOOO PHOOHHOO rFOPOFrOHHO|N PrEPEEBIEOP PO| th Tabela 4.27 Figura 4.100 Pelo método já conhecido, temos: S = A+C. —- Podemos agrupar também os zero, determinando; S= Aplicando De Morgan temos: S =(A.0)= A:CqUeéa ma expressão. 3 >| tn o! e 4.13.2 Pela Forma da Apresentação Ao invés de representarmos o diagrama, dividindo-o em regiões, como visto até aqui, podemos representá-lo de uma forma análoga, conforme a figura: ço AB oo os n 10 OO|0000|0001|0071|001001|0100|0101 ou oon 1100|1101 mi 111010 1000|1001 1011 1010Figura 4.101Nessa figura, é mostrada a disposição da tabela da verdade no diagrama. 139 Pode-se reparar que este nada mais é que o mesmo diagra ma já conhecido, sendo as formas de agrupamentos análogas. Tc ec OD Or qoo o1/|n o 22oo oo E E“o or vB oo|o no NS asFigura 4.1024.14 Quadro Resumo1) Diagramas de Veitch-Karnaugh2 variáveis: êBjB AN O |R oA 13 variáveis: - AgeB B DO O! UU OA oh 1[= c €4 variáveis:5 variáveis:140 co o! 2) Casos que não admitem simplificação: OU Exclusivo: Coincidência: número par de variáveis número Ímpar de variáveis Exemplos: Ss Ss >= = AQDB = AB função OU Exclusivo complementar à função Coincidência. função OU Exclusivo igual àCoincidência. 2 variáveis: ADE = AQB 3 variáveis: AGQBOC = AQBQOC aQBOC - FOIOS função 141 CAPÍTULO 5 CIRCUITOS COMBINACIONAIS - 22 PARTE 5.1 Códigos Temos vários códigos dentro do campo da Eletrônica Digital. Existem condições em que a utilização de um código é vanta josa em relação a outro. Vamos, neste tópico, descrever os códi gos mais utilizados. 5.1.1 Código BCD 8421 Vamos iniciar explicando o nome deste código: A sigla BCD representa as iniciais de Binary Coded Deci mal, que significa uma codificação do sistema decimal em binário. Os termos seguintes (8421) significam os valores dos algarismos num dado número binário, que conforme estudado no capítu lo 1, representam respectivamente: 23, 22º, 2! e 20, A formação deste código, por nós já conhecida, é: Decimal BCD 8421 o 0 O O O à oO O O 1 2 0 O 1 O 2 O O 1 1 4 o 1 0 0 = O 1 O 1 6 o 1 1 O 7 oO 1 1 1 8 1 0 0 0 2 1 0 O 1 10 1 0 1 O 11 1 0 1 1 12 1 1 0 O 13 de do É14 1 1 3% O 15 2 142 4 2 Tabela 5.1 O número de bits de um código é o número de dígitos binários que este possui. Chamamos de bit a um dígito binário (Binary Digit). Notamos, então, que o código BCD 8421 é um códi go de 4 bits. 5.1.2 Código Excesso 3 Esse nada mais é do que a transformação do número .deci mal no binário correspondente, somando-se três unidades. Exemplo: 0,9 = 0000 > somando-se três unidades, temos: 0011 A formação do código é: 142 Decimal Excesso 3 | A B C D o 0 O 1 1 1 O 1 0 O 2 o 1 O 1 3 o 1 1 O 4 o 1 1 1 3 1 0 0 O 6 1 O O 1 É +31 à 1 O 8 rF O 1 1L s 1 1 0 O Tabela 5.2 Este código é utilizado em alguns casos nos CircuitosAritméticos. 5.1.3 Outros Códigos BCD de 4 Bits Existem vários outros, dentre os quais vamos destacar: BCD 7421, BCD 5211 e BCD 2421. A regra de conversão destes códigos para o sistema deci mal é análoga à vista para o BCD 8421. Por exemplo, no código BCD 7421, o número 1001 será igual a: 7x1+4x0+2x0+1x1=8,,. Esse mesmo número nocódigo BCD 5211 será igual a: 5x 1 + 2x O + 1x 0 + 1x 1=610 No código BCD 2421, esse número será igual a: 2 x 1 + 4 x O +2x0+1x1=37109. As formações desses códigos são mostradas na tabela: Decimal|BCD 7421|BCD 5211|BCD 2421o 0000 0000 00002 0001 0001 00012 0010 0011 0010Zz 0011 0101 00114 0100 0111 01005 0101 1000 10116 0110 1001 21100z 1000 1011 11018 1001 1101 11109 1010 21111 1111Tabela 5.35.1.4 Códigos BCD de 5 BitsDestacaremos apenas os dois mais importantes:1 - Código 2 entre 5Trata-se de um código que possui sempre 2 bits iguais a1, dentro de 5 bits. Sua formação é: 143 Decimal VOJSAUPUNHIHO HOOOPRHPOOGO OLOOrPOOorrO OO FPOOrFO=|rP Ore|[O COOoOHOoEOPr ObPLPe|H Tabela 5.4 2 - Código Johnson Trata-se de um código que será utilizado na—construçãodo Contador Johnson. Sua formação é:Decimalo = n o =VONGUNUBRQNP PHEHIEIPDPDOOOOO|y» OrMEDSILOOOO OOFHEHHOOO COoOrHESHOO COOoOtHEELIOTabela 5.55.1.5 Código 9876543210Este código foi bastante utilizado na época em que ossistemas mostradores de algarismos eram válvulas eletrônicas (Nixie e Numitron). Algumas dessas válvulas possuíam cada algarismo composto por uma placa ou filamento, arranjado apropriadamente no formato do número.Notamos no código, que em 10 saídas somente uma vale 1em cada caso, acendendo assim o algarismo correspondente. A formação deste código é vista na tabela: z 4 3voDecimal o DCOJVNAURUNH POODOOOOOOO OrFroooooooo|m ODOFROOOO0OOOO ODOOrFrHOOOOOOj& OCOoOorooooojuw OOoOOoOoOrFroooõo OOOOoOoOooOoírHOOO OOCOoOoOoOoOoroOo|Nm CoOoOoOoOooooorojl= ODOOODOoDOoOoOOr=jilo Tabela 5.6 144 5.1.6 Código Gray Sua principal característica é que de um número à outro apenas um bit varia. Sua formação é: Decimal Gray A B C D o oO O O O 1 oO O O 1 2 O O 1 1 3 0.0 1 O 4 oO 1 1 0 5º oO 1 1 1 6 o 1 0 1 7 o 1 0 O 8 1 1 0 O = 1 1 O ii 210 1 1 3 À& 11 1 1 1 O 12 1 0 1 O 13 1 O 1 1 14 3 É O d 15 1 0 O O Tabela 5.7 O código Gray, transposto para o Diagrama de Veitch- Karnaugh, apresenta a seguinte ordem de colocação: Cc E = 8zo) 37|6 B 9 /io|u A =1/19/13 /P]|B vj o |op Figura 5.1 5.2 Codificadores e Decodificadores Vamos, agora, tratar de circuitos que efetuam à passagem de um determinado código para outro.Primeiramente, vamos fazer uma análise do significado das palavras: codificador e decodificador. Para tanto, vamos utili zar o exemplo de uma pessoa de nacionalidade francesa, conver sando com outra de nacionalidade brasileira através de um tradutor: Idioma — TRADUTOR =— IdiomaFroncês Português Figura 5.2 O tradutor fez o papel de um decodificador para à pessoa que entende português, logo esse elemento irá considerá-lo um 145 decodificador, pois, está passando de um código desconhecido (oFrancês) para um código conhecião (o Português). Para a pessoa de idioma francês, o tradutor faz oO papel de um codificador, pois está transformando uma linguagem conhe cida sua para uma outra. Vamos utilizar como outro exemplo, uma pessoa dando entrada de dados a uma máquina, através de um sistema. Entrado de dados: saída de doados:——>| SISTEMA =>Código decimal STEM Código Binário Figura 5.3 Para à pessoa, o sistema será um codificador, pórem para à máquina esse será um decodificador. Desses exemplos, podemos concluir que os termos codifi cador e decodificador, diferenciam apenas pelo referencial, ou seja, se no 1º exemplo, tomarmos como referência a pessoa doidioma português, o tradutor será um decodificadore se tomarmos como referência a pessoa de idioma francês, o mesmo será um codificador. 5.2.1 Decodificador BCD 8421 para 9876543210 Vamos montar à tabela da verdade do circuito no qual as entradas são bits do código BCD 8421 e as saídas são os respectivos bits do código 9876543210. BCD 8421 Código 9876543210 A B C D| SS, SgS7SgS5S4K4 S35S2 S1 SO O O O O|0 O O O O O O O O 1o o 0 1/0 0 0 0000010O O 1 0/0 O O O O O O 1 O OO O 1 1 |/0 O O O O O 1 O O OO 1 0 0/0 O O O O 1 O O O OO 1 O 1/0 O O O 1 O O O O OO 1 1 0/0 0 O 1 0 O O O O OO 1 1 1/0 O 1 0 O O O O O O1 0 0 0/0 1 O O O O O O O O1 0 0 1/1 0 0 0 0 0 00001 01 0/6 SS é é ó ó óó ó ó1 01 1/68 6 é ó ó é óbEó ó11 0 0/6 6 ó óó óó ó óo o1 1 0 1/6 6 dó dó ó é dó ó GH1 1 1 0/68 É dó SE Só Só1 11 1/68 $8 6 é óó Só é óTabela 5.8O código 9876543210 não possui números maiores que 9, noentanto, o código BCD 8421 possui 16 possibilidades, portanto,tanto faz o valor assumido nas possibilidades excedentes, vistoque, quando passarmos do código BCD 8421 para o código 9876543210estas não irão ocorrer. Na tabela, colocamos condições irrelevantes para essas situações.146 Da tabela da verdade extraímos as seguintes expressões: Ss, = ABCD Sg = ABCD sS,= ABCD S, = ABCD S;= ÁBCD : Sg = ABCD S,= ABCD Sa = ABCD S = ABCD “so = ABCD Transpondo cada saída para um diagrama de Veitch-Karnaugh, obtemos as seguintes expressões simplificadas: s = ABCD S5, = BCD s,= ABCD Ss = BCD s,= BCD S,7 = BCD S;= BCD Sg = AD s,= BO Ss = AD 5.2.2 Decodificador BCD 8421 para Excesso 3 Analogamente, montamos a tabela da verdade: BCD 8421 Excesso 3 B CD Ss; S2 81 S&S 0000 o o 1 (OD0 001 o 1 o %0 010 O 2 O 1o 011 o 1 1 00100 O 4 1 101 01 1 0 0 Oo 110 1 0 O 1 Oo 111 1 0 1 O1 0 0 0 2 9 1 1 1 0 0 1 1 1 0 O1010|É $ é 51011 |&É$ 8 é é1100|É $ É &11 01|É$ É É é1110|6 d $ 611112|6 $ $ éTabela 5.9Podemos notar que o código Excesso 3 é utilizado aqui para representar até o algarismo 9. As outras possibilidades possíveis do código BCD 8421 não irão ocorrer, logo, para estas condições a resposta torna-se irrelevante.Da tabela extraímos as expressões:Sa; = XBUD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCDSs: = + ABCD + ABCD + ABCD + ABCDss. + ABCD + ABCD + ABCD + ABCDSo = + ABCD + ABCD + ABCD + ABCD 147 Para simplificarmos as expressões, vamos utilizar O grama de Veitch-Karnaugh: Figura 5.4 Temos: 1 oitava À 2 quadras BD e BC .-”. Sa= A + BD + BC Figura 5,6 Temos: 2 quadras CD e CD TD + CD soc O circuito decodificador Je. Sie ESou a à e E Tt Figura 5.8 148 dia Sa: Figura 5.5 Temos: 2 quadras: BD e BC 1 par : BOB .*. S,=EBD+EC+ EBD mn o: Figura 5.7 Temos: -1 oitava D No circuito, ao ser aplicado o código BCD nos terminais de entrada A, B, C e D, teremos nos terminais de saída S.,, Sa S, e S,, o código Excesso 3. 5.2.3 Decodificador Excesso 3 para BCD 8421 Agimos da mesma maneira: Excesso 3 BChD 8421 A B C Sg Sy S2 S1 OPOPOP[OPROFVOHOFOr| O OOOFPEIS|LEP FHIHOOOOO CoOoOrrtrlLoooOorErErO FOOLRBO/ OPHOOHFPOOP ACESSA EA/ LrLoOoOOoOoOOoOoOoO AOS eese/oortrFEpFrHIOOOO SESC/OOrHHOOFHOO SS//POLOFOFPOPOTabela 5.10Notamos que no código Excesso 3, os números 1101, 1110,1111, 0000, 0001 e 0010, não representam algarismos de O a 9, porém, são possibilidades também possíveis de que quatro entradaspodem assumir. Nesses casos, podemos notar que a saída para essas possibilidades é irrelevante, visto que, essas não constamno código. As expressões extraídas da tabela da verdade são:Sg= ABCD + ABCDSy= ABCD + ABCD + ABCD + ABCDS2= ABCD + ABCD + ABCD + ABCDS;,= ABCD + ABCD + ABCD + ABCD + ABCDVamos simplificar essas expressões mediante a utilizaçãodos diagramas de Veitch-Karnaugh. Na colocação, devemos sempreachar a região indicada pela possibilidade assumida pela entrada, e, nesta região, colocar o valor assumido pela saída.Transpondo para o diagrama, temos:S gi Temos: 1 quadra AB e1 par ACD.*. Sg= AB+ ACDFigura 5.9 149 Figura 5.10 Temos: 1 quadra ED 2 pares “ACD e BCD Sy=BD+ ACD+ BCD Ss: Cc Figura 5.12 Figura 5,11 Temos: 2 quadras CD e CD .“. S,.= TD+ CD ou S,=CQOD Temos: 1 oitava: D ". Sy=D O circuito deste decodificador será:ÀBE e—— A e——— E —)Dem———— : PD=à e—Ceasa]bp e—HA Ss OD sa Figura 5.13 150 D» s Se no circuito, aplicarmos nas entradas A, B, C e D, o código Excesso 3, teremos nas saídas SÊ, S,, S, e Sn o código BCD 8421. 5.2.4 Decodificador BCD 8421 para 2 entre 5 Agimos analogamente aos casos anteriores, montando pri meiramente a tabela da verdade: BCD 8421 2 entre 5 B C D Shy S;3 Sr S1 So oO O 0 O o o o 1 1 o S o E o o 1 o 1 0 O 1 0 o o 2 1 o o & TI É o É o o 1 oO 1 0 O o 4 o 1 o oO 1 0 1 o 1 d O o & 1 3 1 o o o 1O il ll 4X 1 o o 1 o 1 0 O O 1 o 1 o o 1 0 O 1 2 1 o (o) o 1 0 1 0 $$ E E É É 1 01 1 é 6 6 É1 1 0 0 Sd E É é 1 1 0 1 é é E $$ IÉ 1 110 s HE E $$ é2 2 2 6 é do é É Tabela 5.11 Pelo mesmo motivo já explicado anteriormente, as saídas podem assumir condições irrelevantes, para os casos em que o código BCD 8421 apresenta arranjos de entrada, que não represen tam, no código decimal, algarismos de O a 9. As expressões das saídas, extraídas da tabela são: o + + + + de FBCD ABCD ABCD ABCD + + + ABCD + ABCD + ABCD + + + + ABCÓ + ABCD ABCD+ABCDABCDABCDABCDABCDTranspondo as expressões para os diagramas, temos:Figura 5.14Temos: 1 oitava A1 quadra BC.“. S,= A+ BC S,3ºFigura 5.15Temos: 2 quadras BC e aAD1 par BCD.*. S;=BC+AD+ECD 151 Figura 5.16 Temos: 1 quadra AD 2 pares BCD e ACD .-". S,.= AD+BCD+ ACD Figura 5.18 O circuito será então: Figura 5.17 Temos: 3 pares ABD, ACD e BCD S = ABD + ACD + BCD Temos: 3 pares ABC, BCD e BCD - Sq = ABC + BCD + BCD om om pp pn 2 Figura 5.19 (parte) 152 DOP DUOOMOW O > 00mM O > j f S2 Ss So 153 BSOEEOBATO BESO BT ASARO 1BO ERES S2 8) AAÉEOBRO A SÉSHÉATO ROB ANÉA AH AO RAROS 5 RE SOBRBOORSOIA EANES SENHAS SO BASSO SENSE Sh Código BCD 8421 Ss ÉSEEOBRO OSSO ORO ABRE HÃO O BEM ESET] SEEC OMOHOHOHOHOHOHOHOHOSOTOHOHOTOHO" Oo ODOOSHOO4MHOOHMHOOHXHHOOHHOOHHMOOXNHOOHHAOOOOCHAHHHHOOOOHHHHOOOOHHAHHOOOOrHHACOCOOOOOOoOtAArmímASHHOOOOOOOOHAmnHAAmMHAA 2 entre 5 A B CC D E <no <00o 0090 <mo nNUO0 N0O OOOOOOOOOO0COO0OOO0OOOHMHAAAHAAºSHAMAAAAAH 5.2.5 Decodificador 2 entre 5 para BCD 8421 Figura 5.19 Tabela 5.12 O código 2 entre 5 é apenas um grupo de 10 números dentre as 32 possibilidades que se podem formar com 5 bits. As condições irrelevantes ocorrem onde à entrada não cor responde a uma condição do código 2 entre 5. As expressões extraídas da tabela, são: Sg = ABCDE + ABUDE Sy, = ABCDE + ABCDE + ABCDE + ABCDE S, = ÁBCDE + ABCODE + ABCDE + ABCDE +S, = ÁBCDE+ABCDE + ABCDE + ABTCDE + ABTUDEVamos simplificar as expressões, utilizando os diagramas:Sg* ”o A|Agigijojdgjojg|o Ccojg/g|gB gsiojlg|oEFigura 5.20Temos: 2 oitavas AB e AC7. Sg=AB+AC > >Figura 5.21Temos: 4 oitavas BD, BC, AE e AD.”. S4,y= BD+ BC+AE+ ADSa: o ER a Do|gF))goFigura 5.22Temos: 4 oitavas AE, AD, CD e BE se S,= AE+ AD+ BE+ CD 154 | PD Figura 5,23 Temos: 3 oitavas AD, AD e AB ““. Sy=AD+AB+AD Dm" tiia]———IAEs—————e——A e—D e—————E e—e———— e—D——— Figura 5.24 (parte) Dr ONLA Ss2 155 ) ) se(1 Figura 5.24 5.2.6 Decodificador BCD 8421 para Johnson BCD 8421 Johnson A B D Sá S3 So Si So 0 0 00 o o o o o oO O O à o o o o 1 0 O 1 0 o o [o 1 21 o O 1 1 o o 1 1 d o 1 00 [) 1 1 d 1 O 1 O 1 z É 1 1 1 oO 1 1 O ad 1 12 a o o 1 1 1 d Fà de o [* 1 oO & O L à o o o 12 O O 1 1 o o (o) o 1 0 10 g E E GE É 1 0 11) s É E é $$ 1 1 00 ds HE E É É 1 1 01 dó É É É1 110 6 E E É é1 1 11 6 E E E É Tabela 5.13 Da tabela, tiramos as expressões: Ss. = + + ABCD + ABCD Ss; = + + ABCD + ÁBCD Sa = + + ABCD + ABCD s,= + + ÁBCD + ABCD Ss". = + + ABCD + ABCD + ABCD Temos: 1 oitava A 2 quadras BC e BD .“. S,=A+BC+BED Figura 5.25 156 Figura 5.26 Temos: 1 oitava B 1 quadra AD. Sç=B+AD Figura 5,28 Temos: 3 quadras BC, BC e CD .“. Sy =BC0+ EB+CD O circuito será então: o 65 nº 00) on ne ne o0naorooms Figura 5.30 Figura 5.27 Temos: 1 oitava B 1 quadra CD .". Sa =B+ CD Figura 5.29 Temos: 2 quadras BC e BC 1 par ACD .*. SQ=BC+BC+ ÃCD 157 5.2.7 Decodificador Johnson para BCD 8421 Johnson A B BCD 8421 Sg Sá So So PrrEHeVCVDEHEÂHÊPpÍYLHÂLLL HLOOOOO0OOOO0OO0OO0OO0OO0000O0 PrELEE ELE ELOODOOOOOOLLPEPprLrILHEHLHOOOOOOOO r[HrEEL[LOOOOFEPPOODOOOFPEFPIOOOOPEPSHFOOSOOO| O PLOOPBPOOFHOOPHOOPPOOFPHIHOOHEHHOOPrPtPOO|OD POPOHOHO RO FOFVOFOHFHOFOMHWHOLNOFOLVOPOFO|H ODOOSOSSSE POLE S6EeSrtosaeas6eeeaoeasoeoo PLISErFOAseeoeaseseaseoroesseesoesosesosoo OFAÊLSSESSOASAAEERERSOOASESÉR-[ Oq oo PFPOSRFPEÉSSASSÉOSASASEErP OSS os|[<dSesoert o Tabela 5.14 apresenta apenas 10 elementos, porém, com 5 variáveis Assim como no caso do código 2 entre 5, o código Johnson podemos formar 32 possibilidades diferentes. dade: 158 Nos casos onde à entrada não corresponde a um do código Johnson, a saída Temos as seguintes Sg = ABCDE Sy = ABCDE S2 = ABCDE S] = ÁBCDE ABCDE ABCDE + ABCDE ABCDE + ABCDE ABCDE + ABCDE elemento será irrelevante. expressões, tiradas da tabela da ver + ABCDE + ABCDE + ABCDE + ABCDE Simplificando, temos: S gi D TA D elejleilo ejfelelo elolojo se lee Temos: 1 oitava AC .“. Sgç = ACT D F A D Figura 5.32 Temos: 1 oitava BC .º. S.=BC Ss -»! > Figura 5.33 Temos: 3 oitavas CD, BDe DE .*. S,=CD+BD+DE Sr F|a Figura 5.34 Temos: 5 oitavas AB, AE, CD, BC e DE .'. s,- AB+AE+CD+BC+DE 2159 O circuito será: mo 09 con om mo no cn|Figura 5.355.2.8 Decodificador BCD 8421 para Código Gray Tabela 5.15 160 BCD 8421 Gray B C D S3 S S7 SS, 0 0 O O o o o o oO O O 1 o o o 1 0 01 0 o o 1 10 O 11 o o 1 oo 1 0 0 o 1 1 o O 1 O 1 o É 1 1 O 1 1 O o 1 o d O 1 1 1 o 1 o o 1 0 O O 2 1 o o 1 0 O ii 1 1 o 1 1 0 1 O 1 À 1 1 1 0 1 1 1 1 1 o 1 1 0 O 1 o 1 o 1 1 0 1 dd o 1 1 1 1 1 O + o o dd 1 1 1 1 4 o o o Da tabela acima tiramos as expressões: S 3= ABCD + ABCD + ABCD + ABCD S 2= ABCD + ABCD + ABCD + ABCD S = ABCD + ABCD + ABCD + ABCD S9= ABCD + ÁBCHD + ABCD + ABCD + + + * ABCD ABCD ABCD ABCD + ABCD + ABCD + ABCD +' ABCD + + + + ABCD+ABCD ABCD+ABCD ABCD+ABCD ABCD+ABCD Transpondo para o diagrama, temos: Figura 5,36 Temos: 1 oitava A. Sg=A Figura 5.38 Temos: 2 quadras BC e BC e. 8 ou 81 BC + BC B OC 82: Cc Figura 5.37 Temos: 2 quadras AB eaAB ."“. Sa= AB + AB ou S,=A OB So Figura 5.39 Temos: 2 quadras CD e<€TD Ce So ou So CD + CD cepu , Com às expressões vamos montar o circuito decodificador do código BCD 8421 para o código Gray. A 8B CD Figura 5.40 No circuito, entrando com o código BCD 8421 em ABCD, teremos nas saídas S;3, S27 S, e Sq o código Gray, sendo S; o bit mais significativo. 5.2.9 Decodificador Código Gray para o BCD 8421 Vamos montar a tabela da verdade: 161 Código Gray BCD 8421 A BC Sg Só So o O 0 O O O O O O O O 1 O O O 1 O O 11 0 O 1 Oo 010 O O 1 1 Oo 11 O O 1 0 O O 1 1 1 o 1 O 1 Oo 1 01 O 1 1 O O 1 0 0 O 1 1 111 0 O 1 0 O O 1 1 0 1 1 0 O 111 1 1 1 O 1 O 1 11 00 1 O 1 1 1 0 1 0 1 1 06 O 1 0 11 1 1 0 1 1 0 0 1 1 1 1 O 1 0 00 12 1 1 1 Tabela 5.16 Devemos lembrar que à colocação no diagrama de Karnaugh se faz de acordo com a possibilidade assumida pelas variáveis de entrada. Vamos escrever as expressões extraídas da tabela da ver dade: Sg = ABCD + ABCD + ABCD + ABCD+ABCD+ABCD+ABCD + ABCD S, = ABCD + ABCD + ABCD + ABCD+ABCD+ABCD+ABCD.+ ABCD S, = ABCD + ABCD + ABCD + ABCD+ABCD+ABCD+ABCD + ABCD S, = ABCD + ABCD + ABCD + ABCD+ABCD+ABCD+ABCD + ABCD Vamos simplificar as expressões através dos diagramas: c " CcSai Su? o p Figura 5.41 Figura 5.42 Temos: 1 oitava A Temos: 2 quadras AB e AB o Sea JC. SW=AEAB+ ABou S =AQB 162 Sa: Temos: 4 pares ABC, ABC, ABC e .“. S,=ABC+ ABC + ABC + ABC Figura 5.43 x x ” e——— ——Fatorando a expressão, temos: S,=aA(BC+ BC) + A(BC + BC) Lembrando que: KY + XE = X O Y, podemos escrever: S,= AX+AX=AOX, . Sa=AQBOCSi c 1 o Figura 5.44 Sir= AQBOCOD (vide capítulo 4, expressões que não admitem simplificação). O circuito será então: a - Ss — —— :=pDPFigura 5.45mrO OP 5.2.10 Decodificador para Display de 7 Segmentos O display de 7 segmentos possibilita escrevermos núme ros decimais de O à 9 e alguns outros simbolos que podem serletras ou sinais. A figura representa- uma unidade do display. 163 Figura 5,46 Aplicando-se nível 1 de tensão num dos segmentos, esteacenderá, Para podermos montar a tabela da verdade iremos, agora,fazer uma análise de cada caso: a— Para formarmos o algarismo zero, necessita+ l» mos nível 1 nos segmentos a, b, c, d, e e £,ja ficando em nível zero o segmento g. lo algarismo 1 > b=sc=1l1 Ie — algarismo 2 + a=b=sd=e=g=1lso) .a — algarismo 3 + a=b=sc=degs=lLe —4): algarismo 4 + b=sc=f=g=lTale| qe algarismo 5 + a=c=d=f=g=)”— le E. fd, algarismo 6 + a=c=d=e=f=g=l ela fe são: lp algarismo 7 + a=b=c=l le Cc algarismo 8 + a=b=c=d=e=f=çg=l . FF TT E| == algarismo 9 + a=b=c=d=f=g=1lvv 164 Vamos, agora, montar à tabela da verdade, para fazer umdecodificador que escreva em um display, o equivalente à decimal do código BCD 8421: Decimal Código para 7 segmentos a b c àd e f£f q o 1 14 2 % E LL 1 O 1 1 0 O 002 1 1 0 1 1 O 1 3 1 1 1 1 OQ O 1 4 O 1 1 O O 1 1 5 3 O) 1210 ) A 6 1 O 1 1 1 1 1 F 1 1 1 0 O O O 8 4 1 d 4 34 1 A e 24 1 242 1 O 1 3 Tabela 5.17 A tabela da verdade completa será: Decimal BCD 8421 Código para 7 segmentos A B C D a b cc dàd e fg o 0 0 0 O 1 1 4 2% 31 LO 1 oO O 01 O 1 1 0 O O O 2 0 010 1 1 O 1 1 O |3 0 O 1 1 12 1 1 1 0 O 1 4 o 1 00 O 1 1 O O 1 1s O 1 0 1 1 O 1 1 O 1 1 6 Oo 1 1 O 1 O 1 1 1 1 1 7 O 1 1 1 1 1 1 0 O O O 8 1 0 0 0 1 14 1 1 LA = 1 0 0 1 1 1 1 1 0 1 1 1 0 1 0/6 é é é é óó1 0 1 1/68 é é é é ó É11 0 0/6 é é ó ó ó óá1 1 0 1/68 é é é bd ó é 2 1 1 0/6 é ó é ó ó É11 11/68 6 6 é é é é Tabela 5.18 Transpondo para o diagrama, temos: a: oo a=aA+C+BD+ED Figura 5.47 (parte) 165 à: e: Es A d = A+BD+BC+CD+BCD e=BEBD+ CD £ = A+CD+BC+BD gs g=aA+ BI + BC + CD Figura 5.47 Temos às seguintes expressoes simplificadas a=A+C+BD+BD + a=A+C+BODb=B+CD+CD * b=B+CQODc=T+B+D d=A+ BD + EBC + CD+ BCDe=BD+ CDf=A+ CTD+ BC + BDg=aA+B +B +CD + g=A+CD+BOCO circuito será então:omOhFigura 5.48 (parte) 166 nO O D> |DmDAOpoO(7mo o oo ==>—— Figura 5.48 Com um display de 7 segmentos podemos formar, além dos dez algarismos, alguns caracteres que nos possibilitem sinalizar alguma particularidade. Isto ocorre porque se utilizarmos um código de 4 bits poderemos formar 16 possibilidades diferentes, restando, então, 6 para esses caracteres. Para exemplificar, va mos formar alguns caracteres: + para indicar sinal negativo + para indicar erro *+ este é utilizado em alguns casos para mostrar registro de dado nas memórias. Figura 5.49 167 e outros: Figura 5,50 Podemos formar um codificador com outros caracteres, pa ra isto, agimos analogamente, verificando para cada caso quais segmentos que devem acender, montando assim à tabela da verdade. Neste exemplo, foi considerado, para maior facilidade, que o segmento acende quando aplicamos nível 1 de tensão, porém, existem displays que irão acender quando aplicarmos aos respecti vos segmentos nível zero. Para formarmos este segundo tipo de decodificador basta, na tabela da verdade, invertermos os níveis de saída e obtermos o novo circuito. 5.2.11 Exercícios Propostos Elabore os seguintes decodificadores: 1) Decodificador do código GRAY para o decimal visualizado em um display de 7 segmentos. 2) Decodificador do código GRAY para o código Excesso 3. 3) Decodificador do código 2 entre 5 para O GRAY. 5.3 Circuitos Aritméticos Dentro dos circuitos combinacionais, encontramos alguns muito importantes, trata-se dos Circuitos Aritméticos. Estes são muito utilizados na ULA (Unidade Lógica Aritmética) dos com putadores. Neste tópico, trataremos dos principais circuitos aritméticos. 5.3.1 Meio Somador Antes de iniciarmos o assunto, vamos relembrar alguns tópicos importantes da soma de dois números binários: LL transporte Após essa breve introdução, vamos montar uma tabela da verdade da soma de 2 números binários de 1 algarismo: Ts + transporte de saída A B|S| Ts o o |/ojo (0+0=0 + Ts= 0) o 1/1 /o0o (O0+1=1 > Tse=0O) 1 O 1 o (1+O0O=1 + Tg = O)1 1 /0o Xl (1 +1=0 + Ts=1) Tabela 5.19. 168 Representando cada número por 1 bit, podemos, então, montar um circuito que possui como entrada A, B e como saída, à so ma dos algarismos (s) e respectivo transporte de saída (Ts). As expressões caracteristicas do circuito são: S = AQB Tg = AB O circuito a partir dessas: poTrICIOO oºTT <—— SOMA pe o | | | | ! | [ | LL Figura 5.51 Esse circuito denominado Meio Somador é também conhecido como Half Adder, termo derivado do idioma inglês. 5.3.2 Somador Completo O Meio Somador possibilita efetuar a soma de números Dbinários com l algarismo. Para se fazer a soma de números binários de mais algarismos, esse circuito torna-se insuficiente, pois, não possibilita a introdução do transporte de entrada proveniente dacoluna anterior. Para melhor compreensão, vamos analisar O caso da soma: t 1 1 1 1 1 1 , , 1 ' ' ' | T58=1] Te=1 É !! 1 IcoL. Slcor.4/CoL.3ICOL.21COL.1 É 1 | 1 ! ' ' 1 t | t A coluna 1 tem como resultado um transporte de saída igual à zero. À coluna 2 tem como resultado zero e um transporte de saída igual a l. A coluna 3 tem um transporte de entrada igual a 1 (Ts da coluna anterior), possui resultado 1 e transporte desaída igual à 1. A coluna 4 tem transporte de entrada igual a 1,resultado zero.e transporte de saída l. A coluna 5 possui apenas um transporte de entrada (Ts da coluna 4) e, obviamente, seu resultado será igual a 1. Para fazermos a soma de dois números binários de mais algarismos, basta somarmos coluna a coluna, levando em conta o transporte de entrada que nada mais é do que o Ts da coluna ante EIA» 169 O Somador Completo é um circuito para efetuar a soma com pleta de uma coluna, considerando o transporte de entrada. Va mos, agora, montar a tabela da verdade desse circuito: Tg + transporte de entrada A B TE Ss Ts o o 0 o o o o1 1 oOo 1 0 1 O o 11 o 1 1 0 O 1 O 1 0 1 o 111 0 o 1 1 1 1 1 1 Tabela 5.20 Vamos, agora, escrever as expressoês características de. um somador completo: S = ABTg + ÁBTE + ABTE + ABTE Tg = ABTE + ABTE + ABTE + ABTE Transpondo para os diagramas, temos: 8: B Figura 5.52 Conforme o capítulo 4, expressões que não admitem simpli ficação, podemos escrever: S= AOBOTE Ts: Tg = BTE + ATE + AB Figura 5.53 Vamos agora, através das expressões, esquematizar O circuito Somador Completo: 270 Figura 5.54 Esse é o circuito de um Somador Completo que também é conhecido como Full Adder (termo derivado do inglês). Vamos, agora, montar um sistema que efetua à soma dedois números de até 4 algarismos: Az A2A) Ap + B, B,BEB, EB, SS S3 S2 81 So Az Ba Az Ba AT Bi Ao Bo A “B Te A EB A B Te A B SOMADOR SOMADOR SOMADOR MEIO COMPLETO COMPLETO COMPLETO SOMADOR Ts s Ts s Ts s Ts s E Sa S2 s So Figura 5.55 Generalizando para um sistema que efetua a soma de dois números de até n algarismos, temos: A=An An-1 -...- AjÃ, B=Bn Bn-1 .- B;iBy S = Sn+l Sn Sn-1 -... 81 So " An1 Bo AB r 8oAB ABT É A BT, À EBE . E Se * s.e % s.e M.s. 18 | ' Ss | & TR Ss Snei So e+ Sn-1 St sã Figura 5.56 171 5.3.3 Somador Completo à partir de Meios Somadores Podemos construir um Somador Completo a partir de dois Meios Somadores. Para isso, vamos analisar as expressões de um Meio Somador e de um Somador Completo. Meio Somador: * s s Ms.rs Ts s=x6 Ts=Xx.Y Figura 5.57 Somador Completo: Figura 5.58 T.,= ABTE + ABTE + ABTg + ABTE Fatorando a expressão de Tg, temos: Ts = TE (AB + AB) + AB (TE + TE) .'. Tg= TE(AQB)+AB Ligando A e B nas entradas do meio somador 1, temos: AGB A x S xsAB nsMs.8 v Dis OT Figura 5.59 Ligando a saída S do Meio Somador 1 à entrada X do outro Meio Somador e à entrada Y deste, à variável TE, temos: AQGB x s AOQBOT B M.S. M.S. vv O TB — à 5 (8O 8). Te Figura 5.60 Notamos que a saída S do Meio Somador 2 apresenta a soma completa de dois números. Analisando as saídas Ts, é Ts,, notamos que são os ter mos da expressão de Ts de um Somador Completo, logo se fizermos a soma dessas duas saídas (Porta OU), teremos na saída o Ts de um Somador Completo: 172 AQBOT | r O ss (89 8). Te ! A.B+(AQGB). TE | Ts1 Lu em o je e o js ds EA Ls E — — e Figura 5.61 5.3.4 Meio Subtrator Antes de iniciarmos o assunto, vamos relembrar alguns tó picos importantes da subtração de dois números binários: 0-0=0o-l1=1 e empresta 11-0=11-1=0 Vamos montar a tabela da verdade de uma subtração dedois números binários de 1 algarismo: à B|sS| Ts o Oo o o (0- o o > o 1 1 1 (0-1 1 + 1 O 1 o (1-0O=1 + Ts=0O) T 1 o o (1-1=0 + Ts=0O) Tabela 5.21 Representando cada número por 1 bit, podemos montar umcircuito com as entradas A, B e como saída, a subtração (S) eotransporte de saída (Ts). As expressões características do circuito são: s A QB ) Expressões extraídas diretamente da taTs = AB bela da verdade. O circuito será então: Mes mm a mm io ue toc, L )A PD SUBTRAÇÃOÉ1t | | | . 1 8 e—— 1 sds SS o E E 2 cm ma Figura 5.62 5.3.5 Subtrator Completo O Meio Subtrator nos possibilita efetuar a subtração denúmeros binários de 1 algarismo. Para se fazer uma subtração com 173 números de mais algarismos, este circuito torna-se insuficien te, pois não possibilita a entrada do transporte de entrada (TE), proveniente da coluna anterior. Para compreendermos melhor, vamos analisar a subtração: ' ' ' |! 1 ' | coL.4 cora lcor.2/cor.1 A coluna 1 tem como resultado de saída 1 e apresenta um transporte de saída igual a 1. A coluna 2 tem um transporte deentrada igual à 1 (Ts da coluna anterior), um resultado igual a zero e um Ts = 1, A coluna 3 tem: TE = 1, resultado igual a zero e Ts = 0. A coluna 4 tem: TE = o, resultado igual a l e Tg = O,Para fazermos a'subtração de números binários de mais al garismos, basta subtrairmos coluna à coluna, levando em conta o transporte de entrada, que nada mais é do que o Ts da coluna anterior. O Subtrator Completo é um circuito que efetua a subtra ção completa de uma coluna. Vamos, agora, montar a tabela da verdade desse circuito: A B os =| o mn EEMSFOOOO PHOOPHOO POSOHOFPO POQOHOPHFO|wn POQORHEHHO Tabela 5.22 As expressões caracteristicas são: S = AÁBTE + ABTE + ABTE + ABTE Ts = ÁBTE + ABTE + ABTE + ABTE Vamos simplificar essas expressõoes, utilizando diagra mas: B B8: . Tg:o o 1 alijfolido Te Figura 5.63 Figura 5.64 .. S=A(DOB(OD TE .“. Tg = AB+ ATE + BTE 174 O circuito será, então: Figura 5.65 5.3.6 Subtrator Completo a partir de dois Meios Subtratores Podemos construir um Subtrator Completo a partir de dois meios subtratores. Para isso, vamos analisar as expressões de um Meio Subtrator e de um Subtrator Completo. Meio Subtrator: M. SUB. Y Figura 5.66 Subtrator Compieto: A —— Pr: E SUBTRATORBT comPLETO Ten —T Figura 5.67 Ss AQBOT Ts =. ABTE É ABTE + ABTE + ABTE Fatorando a expressão, temos: Tg = TE(AB + AB) + AB(TE + Te) Ts = TE(A(B) + AB e Ts = TETADEB) + AB. 175 Ligando A e B nas entradas X e Y respectivamente, temos: A+B Figura 5.68 Ligando a saída S na entrada X e à entrada Y a variá vel Tre, temos: A * 1 os o AOB OTM SUB A.B AQB).v Dia v O e Figura 5.69 Notamos que à saída S do Meio Subtrator 2 apresenta a subtração completa de dois números. Analisando as saídas Ts, e Ts”, notamos que são os ter mos da expressao de Ts de um Subtrator Completo. Se injetarmos Ts, e Ts, nas entradas de uma porta OU, teremos na saída o Tg de um Subtrator Completo: proTT TT OT OT OT OT OT Oo ToT TOET z ! é M SUB 5 .. Ná M SUB S — Í s - dy MS LE ly MS saPETE | Cds o | s1 TE =(ADB), Te +úL leme = A E Figura 5.70 5.3.7 Somador/Subtrator Completo Podemos, agora, pensar em um circuito que efetue as duas operações. Para isso, vamos introduzir uma outra entrada que per manecendo em nivel zero, faz o circuito efetuar uma soma comple ta, e permanecendo em nível 1, faz efetuar uma subtração completa. Vamos, agora, montar a tabela da verdade do circuito, sendo M à variável de controle (M= O + soma eMs=1+*+ subtra ção): 176 M A B TeElS|Ts o O O O oro oO OQ O 1 110 O 1 O 1/0 O O 1 1 olSoma o 1 0 0 1/0Completa o 20 E ol1 O 1 10 ojI1 OD 1 1 1 1/1 1 0 0 O ojo - 1 0 O 1 [1/1Subtração1 0 1 O 1/1 Completa 1 0 1 1 oj/1 1 1 0 O 21 O 1 1 0 1 ojo 1 d dd 8 ojo 1 4 1 1/1 Tabela 5.23 A partir da tabela, vamos escrever as expressões de SS e de Ts: S = MABTE + MABTE + MABTE + MABTE + MABTE + MABTE + MABTEHMABTE Tg = MABTE + MIBTE + MABTE + MABIE + MABTE + MABTE + MABTE + MABTE Vamos agora, simplificá-las através do diagrama de Veitch-Karnaugh: 8Ss: Figura 5.71 Do diagrama temos: S = ABTE+ AÁBTE + ABTE + ÁBTE Fatorando a expressão, temos: S = B(ATE + ATE) + B(ATE + ATE) S = BIAQ TE) + B(AQ TE) S = B(AQ TE) + B(A(D TE) S=AGQBOT 177 Figura 5.72 Do diagrama, temos: Ts = BTE + MAB + MATE + MAB + MATE Fatorando a expressão, temos: BTE + B(MA + MA) + TE(MA + MA) Ts = BTE + B(M(DA) + TE (MUDA) BTE + (MDA) . (B + TE) 3 n Yu 2 n " Vamos, então, esquematizar oO circuito: Te Lt ——-——— -— É SomADOR/SUBTRATOR COMPLETO =|Figura 5.73 5.3.8 Exercícios Propostos: 1) Esquematize um sistema Subtrator para dois números binários de quatro algarismos. 2) Elabore um Meio Somador/Meio Subtrator (M=0O + Meio Somador e M=1 > Meio Subtrator). 3) Esquematize um sistema Somador/Subtrator completo pa ra dois números binários de três algarismos. 178 e 5.3.9 Quadro Resumo: Circuitos Aritméticos CIRCUITO BLOCO EXPRESSÕES CARACTERÍSTICAS x s Meio Somador s=X&OY — Tg = XY Meio Subtrator Ag s Ss =XOYr de & Ts = EY Somador Completo S=AQBOT — a s —m.: Tg = AB + (AO B).TE q E é Subtrator Completo S= AOBOTE s — 8 Ts = AB + (AQ B).Tg —* TE 6 Somador/Subtrator Completo e " & S=AOBOTE M=0 Somador q E— mM Ts Tg = BTE+(MOA) .(B+TE) = 1" 1 Subtrator 179 CAPÍTULO &6 FLIP-FLOP, REGISTRADORES E CONTADORES 6.1 Introdução Como vimos no capítulo 2, os blocos lógicos básicos são as portas OU, E, NÃO e os Flip-Flops. Neste capítulo, trataremos do estudo dos flip-flops e de circuitos nos quais fazem o papel de elemento principal. O campo da Eletrônica Digital é basicamente dividido em duas áreas que são: a lógica combinacional e a lógica sequencial. Os circuitos combinacionais como vimos até aqui, apre sentam as saídas, única e exclusivamente, dependentes das variá veis de entrada. Os circuitos sequenciais têm as saídas dependentes dasvariáveis de entrada e/ou de seus estados anteriores que perma necem armazenados. Vários dos circuitos sequenciais são sistemas pulsados,isto é, operam sob o comando de uma sequência de pulsos denomina da clock. O flip-flop é um dispositivo que possui dois estados estáveis. Para o flip-flop assumir um desses estados é necessário que haja uma combinação das variáveis e de um pulso de controleclock. Após este pulso, o fiip-flop permanecerá nesse estadoaté a chegada de um novo pulso de controle -e, então, de acordo com as variáveis de entrada, permanecerá ou mudará de estado. Basicamente, podemos representar o flip-flop como umbloco onde temos duas saídas Q e OU, entradas para as variáveis e uma entrada de controle (clock). A saída Q será a principal do bloco. oENTRADA À! ENTRADA “CLOCK a ENTRADA 2 Figura 6.1 Os dois estados possiveis, mencionados são: 21-Q=0 > Q=12EQEI + Qeo Vamos, agora, analisar circuitos de flip-flops e seus comportamentos. 6.2 Flip-flops RS 6.2.1 Flip-flops RS básico ' Primeiramente, vamos analisar o flip-flop RS básico,construído a partir de portas NE. 180 Figura 6.2 Notamos que esses elos de realiméntação fazem com que assaídas sejam injetadas juntamente com as variáveis de entrada,ficando claro, então, que o estado que as saídas irão assumir dependerão das variáveis de entrada. Para analisarmos o comportamento do. circuito, vamos construir a tabela da verdade, levando em consideração as duas Vv.riáveis de entrada (S e R) e a saída Q, que será injetada à: etrada. 153 19| [——— ——=>estado atual da saida Q Qa|Of |—> estado que a saída deve assumir (estado futuro)VNOMUBONHO rrHrHHOOOO|Un rrOOEFrHOO|" FPFOFOHOHOTabela 6.1A saída que o flip-flop irá assumir (Of) será uma funçãodas entradas S,R e da saída atual (Qa).Vamos, agora, analisar cada caso possível:Caso 0: S= O, R=O0O e Qa = 0+ Oa=1Figura 6.3Podemos notar que esse estado é estável, logo o valors E . O:que a saida Q irá assumir será igual ao seu valor atual..“.of=Qa=0 181 Figura 6.4 Esse também será um estado estável, logo o valor que asaída Q do flip-flop irá assumir será igual ao seu valor atual -“. Of =0a=1l. Caso 2: S = O, R =), Qa = O + Qa=1sdqo—— So 1 —ãRelo—)Figura 6.5 Esse estado é estável, logo Q irá assumir valor zero. .". QE=O0O. Caso 3: S=0, R=1, Qa=1 +Qa=0 Figura 6.6 Notamos, agora, que a saída Q está num estado instável, pois O irá mudar para 1, forçando assim que Q assuma valor zero e aí, sim, termos um estado estável, logo podemos escrever para esse caso: Qf = 0 (pois O irá assumir valor zero). Caso 4: S=1, R=O, Qa = O + Qa=1 Figura 6.7 182 Notamos que esse é um estado instável, pois Q irá assu mir forçosamente valor 1 e, por conseguinte, Q assumirá valor zero, logo podemos escrever que: Of = 1. Caso 5: S=1, R=0, Qa=1 + Vas=O0O Figura 6.8 Notamos que esse é um estado estável, logo podemos escre ver para esse caso que: QOf = 1. Caso 6: S =1, R=1, Qa=0 + QOas1l Figura 6.9 Notamos que esse é um estado instável, pois Q forçosamen te irá assumir valor 1. Notamos também que Q irá assumir valor 1. Podemos escrever para esse caso que: Qf = OF = 1. Esse caso não poderá ser permitido na entrada, pois for çará o flip-flop a assumir um estado de saída, no qual a saída Q será igual à saída complementar Q. Caso 7: S= 1, R=1, Qa=1+Va=O Figura 6.10 Notamos que essa é uma situação instável e análoga ao caso 6, logo essa também será uma situação não permitida.., Podemos, agora, preencher à tabela da verdade: 183 S R Qajlof Qf 0 QE O o 1 |——>fixa Of = Qa o O 1 1 O |—>fixa Of = Qa o 1 0 o l |——>fixaQf em zero o 1 E o 1] |——fixaQfFf em zero 1 0 O 1 O [|——>fixa Qf &eml 1 O 1 à O |——fixa Qf em1l11 0 1 1 |——>não permitido 4 41 & 1 1 |—=não permitido Tabela 6.2 Podemos, então, resumir a tabela da verdade de um flip- flop RS básico: S R of 0 o Qa o 1 o 1 O 1 1 1 não permitido Tabela 6.3 Notamos que esse circuito irá mudar de estado no instan te em que mudam as variáveis de entrada. Veremos em seguida, como,é o circuito de um flip-flop RS que pode ter sua mudança ãeestado controlada. 6.2.2 Flip-flop RS comandado por um Pulso de Clock Para que o flip-flop RS básico seja controlado por umasequência de pulsos de clock, basta trocarmos os dois inverso res por portas NE, e às outras entradas destas portas, injetar mos o clock. O circuito ficará, então: DA o CLOCK e—+ õ Re—m— Figura 6.11 Neste circuito, iremos notar que quando a entrada do clock for igual a zero, o flip-flop irá permanecer no seu esta do, mesmo que variem as entradas R e S. Isso pode ser confirma do, analisando-se o circuito, onde concluímos que para clock=0, as saídas das portas NE de entrada serão sempre iguais a 1. 184 Figura 6.12 Quando a entrada clock assumir valor 1, o circuito irá comportar-se como um flip-flop RS básico. Teremos então, à se guinte tabela da verdade: Ss R of o o Qa o 1 o 2 o 1 1 1 não permitido Tabela 6.4 Esse circuito irá mudar de estado apenas quando o clock for igual a 1, ou seja, o circuito irá mudar de estado somente na chegada de um pulso de clock. 6.3 Flip-Flop JK O flip-flop JK, nada mais é que um flip-flop RS realimen tado da maneira mostrada na figura a seguir: CLOCK Figura 6.13 Vamos, agora, levantar a tabela da verdade do flip-flop JK com entrada clock igual a 1: 3 K qa lo |s R of o O O 1 o O Qa o O 1 o o o Qa ) o o 1 O 1 o o QaíQga = O) 3 o O 1 1 o o 1 o 1 0 O 1 1 O T J ãà.1 0 1 o o o Qaíga = 1) 1 1 0 T 1 o Qaíga = O) j Ta1 1 1 o o 1 QaíQa = 1) Tabela 6.5 185 tabela simplificada, resultante dessa, será: Qf Qa o 1 [E] A J o o 1 1 POP O[W Tabela 6.6 No caso J = le K= 1, para obter-se Qf = Qa é necessário que à entrada clock volte à situação zero em um tempo conveniente após a aplicação das entradas, pois, caso contrário, asaída entrará em constante mudança (oscilação) provocando nova mente uma indeterminação. Esse tempo déve levar em contao tem po de atraso de propagação de cada porta lógica, a ser abordado no capítulo 9. Outra possibilidade, para melhor desempenho, é a de inserir blocos de atraso em série com as linhas de realimenta ção no circuito e comutar à entrada clock da mesma forma, ou se ja, para se obter na saída Qf = Qa. O circuito do flip-flop JK, pode ser constituído da se guinte forma: cKke— oeD-Podemos, para facilitar, utilizar um bloco representativo como o mostrado na figura: olFigura 6.14 Figura 6.15 6.3.1 Flip-flop JK com Entradas Preset e Clear O flip-fiop JK poderá assumir valores O = lou Q= O mediante a utilização das entradas Preset (Pr) e Clear (Clr). Es sas entradas são inseridas no circuito da seguinte forma: 186 a"AD D Q CcLOCKA—t ADAke———— tCLAlCLEAR Figura 6.16 Analisando esse circuito, podemos notar que com a entra da clock igual a zero e consequente bloqueio da passagem das en tradas Jek, podemos impor ao circuito saida Q igual a 1 através da aplicação à entrada Preset de nível zero. De forma análo ga, podemos fazer Q igual a zero mediante aplicação à entradaClear de nível zero. Podemos notar também que, com essas entra das permanecendo iguais a 1, o circuito funciona normalmente co mo sendo um flip-flop JK. As entradas Preset e Clear não podem assumir valor zero, simultaneamente, pois acarretaria à saída uma situação não—permitida. A entrada Clear é também denominada Reset. Vamos, agora,resumir os casos através de uma tabela:CLR PR ofo o nãopermitidoo1funcionamentonormalo1: pOrTabela 6.76.3.2 Flip-Flop JK Mestre-EscravoO flip-flop JK apresenta uma característica indesejável,quando o clock for igual à 1, teremos o circuito funcionando como sendo um circuito combinacional, pois haverá a passagem dasentradas J, K e também da realimentação. Nessa situação, se houver uma mudança nas entradas J e K, o circuito apresentará umanova saida, podendo aiterar seu estado tantas vezes quanto alterarem os estados das entradas J e K. Para resolver esse problema, foi criado o flip-flop JK Mestre-Escravo (JK Master-Slave) cujo circuito é apresentado na figura 6.17. 187 Figura 6,17 Para analisar o circuito, vamos dividí-lo em duas partes principais: LMESTRE d LESCRAVO Figura 6.18 Primeiramente, devemos notar que quando o clock for igual a l, haverá a passagem das entradas J e K (circuito mestre), po rém, não haverã passagem das saidas OQ ye DR , (entradas S e R docircuito escravo), pois, enquanto o clock do circuito mestre for igual a l, no circuito escravo será zero, biogueando Suas entradas. Quando o clock passar para zero, as saídas Q 18 Q1 ficarão bloqueadas no último estado assumido e entrarão em R e S desblo queadas, mudando o estado do circuito escravo e consequentemente das saídas Q e Q. Nota-se aqui, que c problema da variação dasentradas J e K foi resolvido, pois o circuito só reconhecerá as entradas J e K no instante da passagem do clock para zero. O gráfico mostra uma das possíveis mudanças de estado do flip-fiop, podendo-se verificar a atuação do clock e todo o pro cesso de mudança de estados: 188 sus ENTRADAS. SAÍDAS DO CIRCUITO MESTRE saíva antes) Figura 6.19 Enquanto o clock permanece em zero, notamos que J e K po dem variar a vontade que o flip-flop manterá a saída constante, pois Q ye Q, (Se R) permanecerão fixos (instantes de t6,a t,) ede t.,a ta. No momento em que o clock passa para 1 (instantest. 16 tar, os pontos QI e Q1 irão mudar de estado conforme as entradas J e K, porém a saída Q permanecerá constante, pois à entrada de clock do circuito escravo (CK) estará em zero (instantes de tra t7;edet3a ty). O circuito mestre irá assumir o estado que for imposto pelas entradas J e K no momento em que o clock mudar para zero (t.,e t,), permanecendo neste estado até que o clock volte a mudar (t3). A saída assumida pelo circuitomestre irá impor ao circuito escravo o seu estado, e este só irá mudar na próxima vez em que o clock mudar de 1 para zero (ty). A tabela da verdade do circuito JK Mestre-Escravo será: JIJ K of o oO Qao o1 O 1 1 1 va Tabela 6.8 Notamos que essa tabela é idêntica a de um fliíp-flop JKbásico, porém, a saída Q irá assumir valores, conforme à "situa ção das entradas JK, somente após a passagem do clock pa ra zero. Assim sendo, o circuito é denominado JK Mestre- Escravosensível à descida de clock. Para obter um circuito sensível à subida de clock basta colocarmos um inversor na entrada clock. 189 6.3.3 Flip-Flop JK Mestre-Escravo com entrada Preset e Clear AAFigura 6.20 O controle de Preset, quando assumir valor zero, fará com que a saída do circuito (0) assuma valor 1. O mesmo ocorre com o controle de Clear, fazendo com que a saída assuma valor zero. Notamos que ambos, por estarem liga dos simultaneamente aos circuitos Mestre e Escravo, atuam inde pendentemente da entrada clock. Todas as situações possíveis são vistas na tabela da verdade: CLR PR ne o o não permitido o . o 1 1 L 1 funcionamento normal 6.4 Flip-Flops tipo T e tipo D 6.4.1 Flip-flop tipo T Esse é um flip-flop JK com à particularidade de possuir as entradas J e K curto circuitadas (uma 1igada à outra), logo quando J assumir valor 1, K também assumirá valor 1, e quando J assumir valor zero, K também assumirá valor zero. Obviamente mo caso desse flip-flop, não irão ocorrer nunca entradas como: J=0 e K=1; J=l e K=0O. O PR PR ol CLR Figura 6,21 190 A tabela da verdade será, então: Tr )—- OE o oa não existe não existe 1 rr OOoO/a rOoOrF oOjX« Ss mw Tabela 6.9 Eliminando os casos não existentes, temos: T|of o |Qa 1|07a Tabela 6.10 6.4.2 Flip-Flop tipo D Esse também é um flip-flop JK com. a particularidade —d possuir as entradas J e K invertidas. Logo, nesse flip-flop,remos as seguintes entradas possíveis: J= O eK=1; J=1 K = O. Obviamente, não irão ocorrer os casos: J = 0 e K = O; J=eK=l, Polo q A tabela da verdade será: J K D of Ó o Olnão existe|/.o 1 o o3 8 1 z1 1| não existe|/CLAFigura 6.22 Tabela 6.11Eliminando os casos não existentes, temos:D|Qfo£ ELTabela 6.126.5 Registradores de DeslocamentoComo vimos, -o flip-flop pode armazenar durante o períodoque sua entrada clock for igual a zero, um bit apenas (saída Q).Porém, se necessitarmos guardar uma informação de mais de umbit, o flip-flop irá tornar-se insuficiente. Para isso utilizamo-nos de um sistema denominado Registrador de Deslocamento (ShiftRegister). Esse trata-se de um certo número de flip-flops tipo191 RS ou JK mestre-escravo ligado de tal forma que as saídas de ca da bloco alimentem as entradas S e R, respectivamente, do flip- flop seguinte, sendo que, o primeiro terá suas entradas S e R ligadas na forma de um flip-flop tipo D (R = S). O circuito re presenta um Registrador de Deslocamento: Figura 6.23 O seu funcionamento será estudado nos ítens seguintes, juntamente com suas aplicações. 6.5.1 Conversor Série-Paralelo Antes de estudarmos o comportamento do registrador de deslocamento como Conversor Série-Paralelo vamos explicar o que significa informação série e informação paralela. Chamamos de informação paralela a uma informação na qual todos os bits se apresentam simultaneamente. Uma informação paralela necessita tantos fios quantos forem os bits contidos nela. Para exemplificar, tomemos uma informação de 4 bits: T3 To TT) Io 3 1 o 1 o 2 Ui o Figura 6.24 Notamos que essa informação necessita de 4 fios ' paraser transmitida ou inserida no bloco. Informação série é aquela que utiliza apenas um fio, sen do que os bits de informação vêm sequencialmente um após o outro. Como exemplo, tomemos a mesma informação, porém, em série: vTy 17 17 Ip 21 17 o 1 o I BB BR hN bt Figura 6.25 Notamoós que essa informação necessita de 1 fio para sertransmitida ou inserida no bloco. O Registrador de Deslocamento pode ser usado para converter uma informação série em paralela, ou seja, funcionar co 192 mo Conversor Série Paralelo. A configuração básica, nessa situa ção, para uma informação de 4 bits, será: SAÍDAS [ek] il o PARALELO | 92 o e o! =.ENTRADA -Lo 53 oa tds ond so oo pACKk FF3 mm CKFF2 p]CK FF py 1CK FFO Ra RR R1 o Ro — do CLOCK Figura 6.26 Como exemplo, vamos aplicar à informação série I = 1010 (131, 17 IQ) à entrada série do registrador e analisar às saidas Qg, Qu > e Q3, após os pulsos de clock. Deve-se ressaltarque esses flip-flops atuam como mestre-escravo, Ou seja, tem sua comutação no instante da descida do pulso de clock. TErrP INFORMAÇÃO| O|1 [9 |SÉRIE ES:bBihbibBIkbko REGISTRADOR DE$ E CLOCK DESLOCAMENTOcock |- ckt ES - entrada sérieFigura 6.27Entraremos com à informação (1010) como é mostrado na figura, na entrada série, e os pulsos de clock na entrada CK.Vamos supor que, inicialmente, as saídas Q3 Q2 Q, e OQ,do registrador, estejam em nível zero. Ao ser injetado na entrada o 1º bit de informação (T7Q= 0) e houver a descida do pulsode clock, o flip-flop 3 irá apresentar na saída zero (03 = 0).Após esse pulso de clock, irá aparecer na entrada o bit seguintede informação (31) = 1) e na descida do 2º pulso de clock, teremos a passagem de I,'6 para o flip-flop 2(S2 = Q3a = O e Ro=QO321o. será fixado zero) e 03 assumirá o valor do bit de informação I1 (entrada série = 1), S3= 1, Rg = O + Oz = 1).Após a descida do 3º pulso de clock, ficaremos com à seguinte situação: Q,= O (Sy = Q.= 0, R = 02= 1*+ Q, = O)Q,=1(5,=0Q0,=1,R =Q;= 0+ 0,=1),o ,=0(S;=1,=0,R =S,=1+0;=0).Após o 4º pulso de clock, teremos à seguinte situação:Qo = 0 (Ssq=Q7=0*+ Q,=0), 0=1(S,+ Qr=1),02= O (Sa =Q3= O, Ro= Q3z=(57 = Ig = 1, Rg = S;= 0 + 9,71). Qa=1,R =Q2=O0+ Qa= 0) eQa= 1PpNotamos, agora, após o 4º pulso de clock, que a informação I está armazenada no registrador de deslocamento e aparecenas saídas Q3;, O2 Qu Qo como sendo uma informação paralela.Para resumir, vamos representar toda a sequência sob aforma da tabela da verdade: 193 Informação|descidas Q3/Q 1Q9)| OQ,do ciocko 1º pulso 0-0|Oo -Oo2 2º pulso 1.Po.Jo.foo 3º pulso oPLSo tãoI1;7= 1 4º pulso 1 Pó TM TOTabela 6.13É pelo motivo de deslocar a informação a cada pulso de.clock que esse dispositivo denomina-se Registrador de Deslocamento.6.5.2 Conversor Paralelo-SériePara entrarmos com uma informação paralela, necessitamos um registrador que apresente entradas Preset e Clear, pois éatravés destas que fazemos com que o Registrador armazene a informação paralela. O registrador com essas entradas é visto nafigura 6.28.ENABLE PR3 os PR2 o2 PART o PRo OoFR PiSs o 52 Poa st o so "ooFes FFa HiCKk FF2 Hex FF[|1CK FFoR3 Os R2 2 R1 a io doCLR cur exe CLACLOCKCLEARFigura 6.28Primeiramente, vamos estudar o funcionamento das entradas ENABLE e PRESET. Quando à entrada enable estiver em zero, asentradas preset (PR) dos flip-flops permanecerão no estado 1,fazendo com que os flip-flops atuem normalmente. Quando a entrada enable for igual a l, as entradas presets dos flip-flops assumirão os valores complementares das entradas PR3, PR2, PRI ePRO, logo os flip-flops irão assumir os valores que estiverem nasentradas PR3, PR2, PRI e PRO. Para entendermos melhor, vamos analisar um flip-fliop do registrador, por exemplo o flip-flop 3:194 enaBce — 199 Ss3 os) CK FF3 Ra Ss cLR CLOCK | CLEAR Figura 6.29 Sendo enable = O, a entrada PR do flip-flop estará em 1 e este irá ter um funcionamento normal. Quando enable for igual a 1 e PR3 for zero, a entrada PR do flip-flop estará em 1, logo a saída 23 permanecerá no seu estado. Quando o enable e PR3 forem iguais a 1, a entrada PR doflip-flop 3 estará em zero, forçando assim a saída Q 3 à assumirvalor 1. Se limparmos o registrador (aplicarmos zero à entrada NE e logo após introduzirmos a informação paralela (I1I=I;L1,) pelas entradas PR3, PR2, PRI e PRO, as saídas 23 23 QDZ Qo: assumirão respectivamente os valores da informação. Essa maneira de entrarmos com a informação no registrador é chamada entrada paralela de informação. Para que o registrador de deslocamento funcione como con versor paralelo série, necessitamos limpá-lo e em seguida, introduzir a informação como já descrito, recolhendo na saída &o à mesma informação de modo série. É fácil de notar que à saída Q,º” assume primeiramente o valor I, e a cada descida do pulso declock, irá assumir sequencialmente os valores 17 I5e T3- Descida do pul so de clock. Q3:/Q22/217/ 2, entrada da informação —> 13 /T2|/T17|/T,“ iaa ão E22º I3 Dad'ta2º PIZPI? 32 PI Tabela 6.14 6.5.3 Registrador de Entrada Série e Saída Série ou Entrada Paralela e Saída Paralela. 6.5.3.1 Registrador de Entrada Série e Saida Série Podemos utilizar o registrador de deslocamento com entra da série e o consequente armazenamento da informação no mesmo, e recolhermos a informação também de modo série. Notamos que nessa aplicação, após a entrada da informação, se inibirmos a entrada 195 de clock, esta informação permanecerá no registrador até que haja uma nova entrada. Assim sendo, é fácil observar que o re gistrador funcionou como uma memória, A entrada de informaçãosérie se faz na entrada série do registrador e pode ser recolhi da na saída 2; do registrador. 6.5.3.2 Registrador de Entrada Paralela e Saída Paralela A entrada paralela, como já visto, se faz através dosterminais preset e clear. Se inibirmos a entrada de clock, a in formação contida no registrador oferece acesso pelos terminais de saida Q;, Q,, Q, e Qy 6.5.4 Registrador de Deslocamento Utilizado como Multiplicador ou Divisor por 2 Se entrarmos com uma informação num registrador de deslo camento, teremos as seguintes situações nas saidas: la 12 à lo os oh a ok REGISTRADOR DE DESLOCAMENTOENTRADA *SÉRIE CLOCK Figura 6.30 Se essa informação for considerada um número binário "e deslocarmos o registrador uma casa à direita, entrando com zero na entrada série, teremos a seguinte situação: o 'g ih Nn oja oe of: ao REGISTRADOR DE DESLOCAMENTO ENTRADA—e—SERIE Figura 6.31 Podemos notar que essa operação, em binário, significa dividirmos um número por 2. Para exemplificar, tomemos a infor mação: 1=1010 (101,) Registrador + Q3= 1, 9,=- 0,0," 1 eQ=-0O Se fizermos um deslocamento para a direita, teremos —na saida a seguinte situação: Q3x = 0, Q2= 1, 07;)7= 0, Qg=1 196 Notamos, agora, que a informação recolhida na saída se I1I= 0101 (5170)) Podemos verificar que o número foi dividido por dois. Essa operação de deslocarmos a informação para a direita é também conhecida por Shift Right, termo designativo em inglês. Existem registradores que permitem o deslocamento para à esquerda. Se entrarmos com uma informação no registrador, tere mos: lB 1 1 o 3 ake ) elo REGISTRADOR DE DESLOCAMENTO o ENTRADA e— SÉRIE ck Figura 6.32 Se aplicarmos um deslocamento à esquerda e forçarmos a entrada OQ, para zero, teremos a seguinte situação: 2 4 bb o 3 oe a obo REGISTRADOR DE ENTRADA: DESLOCAMENTOSERIE cK Figura 6.33 Podemos notar que essa operação significa multiplicarmos um número binário por 2. Para exemplificar, tomemos a informação: 1= 0001 (11) Registrador + Q3= O, Q25 O, Qi = 0 e Qo=21 Se fizermos um deslocamento para a esquerda, teremos nasaída, a seguinte situação: Qzx= 0, Q,= 0, .Q =1 e Q,- O Notamos que a informação recolhida na saída, agora, será: 1 =0010 (27,) Podemos facilmente verificar que o número foi multipli cado por 2. O deslocamento à esquerda é também conhecido como Shift- Left. 197 6.6 Contadores Contadores são circuitos digitais que variam os seus es tados, sob o comando de um clock, de acordo com uma sequência pré-determinada. São utilizados principalmente para contagens, geração de palavras, divisão de frequência, medição de frequência e tempo, geração de formas de onda e conversão de analógico para digital.São basicamente divididos em duas categorias: contadoresassíincronos e síncronos. 6.7 Contadores Assíncronos São caracterizados por não terem entradas clock comuns. Essa se faz apenas no primeiro flip-flop, sendo as outras entra das, funções das saídas. Vamos em $eguida, analisar os principais contadores assíncronos. 6.7.1 Contador de Pulsos A principal característica de um contador de pulsos é apresentar nas saídas, o código BCD 8421 em sequência. Seu circuito básico apresenta um grupode 4 flip-flops J K Mestre-Escravo, os quais possuem as entradas J igual a K e igual a l. A entrada dos pulsos se faz através da entrada clock do 1º flip-flop e as entradas clock dos flip-flops seguintes são conectadas às saídas Q dos respectivos antecessores, conforme circuito da figura 6.34. ao o o2 oa Jo—ao oo oi 12 —o2 eua aCK FFO CK FFI1 K FF2 CK FF3ko—Gol BK | iKk2=03 ka=3fFigura 6.34Vamos supor, inicialmente, que todos os flip-flops estejam com as saídas iguais a zero. A cada descida do pulso de entrada, o flip-flop Q irá mudar de estado, sendo essa troca aplicada à entrada do 2º flip-flop (FF 1), fazendo com que este troque de estado a cada descida da saída Qo, assim sucessivamente.Vamos analisar este comportamento através dos gráficos: 198 192,20 39,42 ,52,6n,72,82,92,102,110/122/132,142,159,162,178, ao [UU ISo sd|9º/9/1 /ot1|o/1/o|1|o ol1 /o/:+/oj1|olo o 1: 1/0 oj1 1/0,0f1 1/0 0/1 “jo92/90 0 o ol1 1 1 1/0,0/ 0 /0/1 1 1 1 o93 0 0, 0,0 ,0,09,0,0]/17 1 tt 1 tt 1 1 1 foFigura 6.35Podemos, então, escrever a tabela da verdade:Pulsos de Saídasentrada 23 Q2 Q71º o o20—DTSOo o27X o58 TA 1eco 172 PQ 18º NJDO 1oooo1112 oge —T10º [1neiTs12º TJ13º 114º <P 1 POFOLOFLOFOPOROFOOPp Ex to / o o o oTabela 6.15Se adotarmos Q ; como bit mais significativo, podemos perceber que o contador efetua a contagem dos pulsos de entrada. Notamos também que após o 16º pulso de clock, o contador irá reiniciar à contagem, ou seja, voltar à zero.Analisando os gráficos, notamos quê o período de Q oé odobro do período do clock, logo à frequência de 2, será a metadeda frequência do clock, pois £ = 1/T. Analisando a saída MM, veremos que seu período é o dobro de QÃeO quádruplo do clock, logo sua frequência será a metade de 20 e um quarto da frequênciado pulso de clock. Isso se estenderá sucessivamente aos demaisflip-flops. Assim sendo, podemos notar que uma das aplicaçoês docontador será a de dividir a frequência de um sinal por númerosque sejam potência de dois (2º), onde, n é o número de flip-flopsutilizados. 199 6.7.2 Contador de Década Assíncrono O contador de década é o circuito que efetua a contagem, em números binários, de zero a nove (10 algarismos), isso fica seguir a sequência do código BCD 8421 de 0000 até 1001. Para construir esse circuito, utilizamos o contador pulsos, interligando as entradas clear dos flip-flops. Para que o contador conte somente de O a 9, deve-se gar um pulso zero na entrada clear assim que surgir o caso signi de jo io (1010), ou seja, no 10º pulso. O circuito de um contador de década assíncrono é visto na figura 6.36. ao To oz os ENTRADA &| ãR ido ao: A oI| À J2 oa) Ass [> K ex e K ãCLAo ao| eKo n A Figura 6,36 Temos, nesse caso, a seguinte tabela da verdade: Pulsos de entrada 2; Q20207 70, CLR 2 0 0 O O 1 2 oO O O 1 1 2 oO O 10 1 2 E O 13 1º oO 1 0 O É º O 1 O 1 ho e D 1 13X O d 2 E 1 494 z 2 1 0 0 O É 10º 1 O O 1 2 GoiTT OD 11º 6 0 00 112º 0 O O 1 Y Tabela 6.16 Após 10º pulso de clock, o contador tende à assumir o estado Qg= 0, Qi: = 1, Qa = O, Q3 = 1 (10107), porém, neste instante, a estrada clear vai para zero, limpando Oo contador, ou seja, fazendo com que assuma o estado zero (0000), recomeçando a contagem. 200 6.7.3 Contador Sequencial de O a n Vimos no item anterior, um contador que faz à contagem de O até 9. Utilizando o mesmo processo, podemos fazer um contador contar de zero até um número n qualquer. Para isso, basta apenas verificarmos quais as saídas do contador para o caso Se guinte a n, colocarmos estas saídas numa porta NE e à saída desta ligarmos as entradas clear dos flip-flops do contador. Para exemplificar, vamos elaborar o circuito de um contador de O a 5. Nesse caso, desejamos que o contador recomecêe à contagem após o estado 5, ou seja, surja zero em todos os flip-flops. Nesse caso, o estado seguinte a n (5) será o 6, ocasio nando nas saídas: Q, = 1, Q,= 1eQ,*= 0 (110). Quando ocorrer esse caso, deverá haver um pulso zero nas entradas clear interli gadas, levando o contador à zero. Deveremos, então, ter na entra da da porta NE, a seguinte ligação: QQÃ,Ã- O circuito ficará então: oo o o2 - pio—ao Ho o 2 ooENTRAPÃL ox FF K FEIO K FfKo om fo oi Kk2 OCLR LR CLR1 ooCcLR 2Figura 6.37No circuito, usamos somente 3 flip-flops, pois, são suficientes para contarmos até 8 (2? = 8).6.7.4 Contadores Assincronos DecrescentesComo vimos no item 6.1, os contadores se dividem em síncronos e assíncronos. Essa classificação é feita de acordo coma operação do clock do sistema.Os contadores podem também ser classificados pelo tipode contagem que executam, ou seja, se executam contagem crescente ou decrescente, a estes contadores damos os nomes de contadores crescentes e contadores decrescentes respectivamente. Os contadores vistos até aqui são contadores crescentes, pois contam os números progressivamente de O a n. Vamos estudar, agora, os contadores que efetuam a "conta gem decrescente. Esta é vista na tabela da verdade: 201 Decimal|Código BCD 842115 + & É É14 di 1 1 O1 3 1 OQ 112 1 1 8 OLil 1 &s 1 310 + oO 1 09 í o Oo 18 de 0 O OFé o do de É6 o 1 1 O5 o 1 &€ x4 o 1 0 0É o É de ddZ o o 1 O| o oO O 1o [ O O OTabela 6.17O circuito que efetua a contagem decrescente é o mesmocircuito que efetua à contagem crescente, com à única diferençade extrairmos as saídas dos terminais Q"', Q, Q, e 7T;, sendo Ooterminal Q3 o bit mais significativo. Podemos notar, pela tabelada verdade, que a contagem decrescente nada mais é que o complemento da contagem crescente. Assim sendo, o circuito é visto nafigura: ao o a2 asiso oo o o J2 o2 Jão oaENTRADA: ick sro eK FF cK FF2 CK FFaFixo—Go Kk1 o k2—Ga k3 Gs1Figura 6.38Podemos também montar um contador decrescente, injetandonas entradas clock dos flip-flops, as saídas complementares comoê mostrado na figura: 1º 1” 1” ]ºJo ao; At o 2 aa ess os)seem| x FFO | K FF) | CK FF2 || cK Aako—Go EK à Kx2—AR xa 03Figura 6.39Podemos estudar o funcionamento do circuito através dosgráficos:202 CRBESENTCSENCICRSCSSENTSRECEENENE) 129,28 Ps 42, 52/62/72, 82, 92, 102,112, 129, 132, 140, 152, 162,172, aee |UAnjnã 9, lo ,ol, 1 lo ,0) 1,1 0, 0/1 1/0 ,0| Qo2 1,1 ,1,1(/0,0,/ 0/0/1474 17 1,17 lo 0 0,0 | O), 4 1,1, ,1,1,/1,t1/ 0 0 0 0 0,0 o ,0ol, Figura 6,40 Devemos lembrar que o clock dos flip-flops FF1, FF2 e FF; são respectivamente Q69, O 1e Q2 logo Qy Q,7.eQ; irão tro car de estado nas subidas de O,, Q e Q2respectivamente (desci das de DU, Die TD). 6.7.5 Contador Assíncrono Crescente e Decrescente Podemos construir um contador que execute : a contagem Erescente ou decrescente. Para isso, utilizamos uma variável de controle que quando assume 1, faz o circuito executar contagem crescente e quando assume zero, contagem decrescente. O circuito é mostrado na figura: ao os os po ao TR 2 o | EN ck FFO iCK FEI lex FFa xo dot xs sm xx os Figura 6.41 Notamos que, no circuito, quando o controle X estiver em 1, as saídas QU, th e 2 estarão bloqueadas, fazendo com que entrem as saídas Q1- QN, e Ra nas entradas ciock dos flip-flops FF,, FF, e FF; respectivamente. Isso fará com que o contador conte crescentemente. Quando o controle X estiver em zero, a situação se inverterá e, por conseguinte, o contador contará decrescentemente. Notamos também que Q3 será a saída do bit mais significativo. 203 6.8 Contadores Síncronos Esses contadores possuem entradas clock curto-circuita das, ou seja, o clock entra em todos os flip-flops simultaneamen tes Para que hajam mudanças de estado, devemos então estudar o comportamento das entradas J e K dos vários flip-flops, para que tenhamos nas saidas, as sequências desejadas. Para estudarmos os contadores síncronos devemos sempre escrever à tabela da verdade, estudando quais devem ser as entra das J e K dos vários flip-flops, para que esses assumam o esta do seguinte. Para isso, devemos lembrar sempre da tabela da ver dade do flip-flop JK: J K Qf oO Oo| ça (mantém o estado) o 1 o (fixa zero) k o 1 (fixa 1) 1 1|Qa (inverte o estado)Tabela 6.18Utilizando esta tabela, construímos outra, relacionandoos estadosde saida e as entradas J e K:Qa of J K1) (jo o o é2) (o Tt 1 683) |1 o 6 14) |1 1 s oTabela 6.19Vamos, agora, analisar cada caso:1) Se o Flip-flop estiver em zero (Qa = O) e quizermos que o estado a ser assumido seja zero (Qf = O), podemos tanto mantero estado do flip-flop (J = O, K= 0 + Qf = Qa), como fixarzero (J= O0,K=1 +Qf=0),logoseJ=0OeK=é teremosa passagem de Qa = O para Qf = O.2) Se o flip-flop estiver em zero (Qa = O) e quizermos que o estado à ser assumido seja 1 (OFf = 1), podemos tanto inverter oestado (J = 1, K= 1 +0of=Qa), como fixarmos 1 (J = 1, K=O+ QE =1),logoseJ=1eK=Éd teremos a passagem de Qa=0Opara Of = 1.3) Quando o flip-flop estiver em 1 (Qa = 1) e quizermos que elevá para zero (OF = O), podemos inverter o estado (J = 1, K=l+ Of = Qa) ou fixar zero (J = 0, K= 1 *Qof = 0), logo se J=ée Kk=1 teremos a passagem de Qa = | para Qf = O.4) Quando o flip-flop estiver em 1 (Qa = 1) e quizermos que elepermaneça em 1 (Of = 1), podemos manter o estado (J = O, K=O+ Of = Qa) ou fixarmos 1 (J = 1, K= O +Q0f = 1), logo seJ=ÉÓekKk=0 teremos a passagem de QOa = 1 para QE = 1.204 6.8.1 Contador Síncrono gerador da Sequência do Código BCD 8421 Para gerarmos esse código, necessitamos de quatro flip- flops JK mestre-escravo, ou seja, um flip-flop para cada bit do código. Em seguida, montamos a tabela da verdade: BCD 8421 2, 2, Roo rErEEELELHHOOOOOOOO |O PELHLOOOOHPHHOOOO PRPOOrFHOOFRHOOFrFFrPOO FPOrFLcoFrOoOFPO SOFO=SOHKHO Tabela 6.20 Essa tabela apresenta a sequência que as saídas dos flip- flops devem assumir mediante a presença de pulsos de clock. Paraisso, devemos estudar para cada caso o comportamento das entradas JK. Vamos supor que ao ligarmos o contador, ele assuma o seguinte estado inicial: ozle leite, O |O jo |O Ele deverá, após o 1º pulso de clock, passar para o estado seguinte: Q 3/02 /01/Q20o o jo lo |1 Sob a presença do 1º pulso de clock, temos: - Q; que estava em zero deverá passar para zero, logo, antes do1º pulso de clock, devemos ter as seguintes entradas nesteflip-flop: Jg; = O e K3 = é (J=0 e K=ó + Qa=O passa para Qf=0). - Q, ocorre caso análogo a Q; logo: Jy= 0ekKy;= é. - Q idem, logo: Jjy = O e K; = É. - Qy due estava em zero, após o 1º pulso de clock deverá mudar para 1, logo antes do 1º pulso de clock, devemos ter as seguintes entradas neste flip-flop: Jy = leK = é (J=1 eK = É +Qa = O passa para Of = 1). 205 Podemos, agora, escrever a primeira linha da tabela daverdade: Descida do pulso de ciock 1º pulso oO O O O o já [O |é |O [é 1 é 2322 27 2 [IZIKR 3/5, [E 21, [KI O contador estará, agora, no estado: 2 3|22/21| 20 o fo fo 1 E este deverá, após o 2º pulso de clock, passar para: 0; | Qz 21120 o o [1|oPodemos então, analisar as entradas J e K para esse caso:- 23 : estava em zero e deve permanecer em zero, logo antes do2º pulso de clock, devemos ter a seguinte situação ãeentrada no FF: J = O eK =,- Qsr : possui caso análogo à Q 310go: Ja = O e Ka =.- Q) : estava em zero e deve passar para l, logo, antes do 2ºpulso de clock, devemos ter a seguinte situação de entrada no flip-flop FFy: Jy = 1 e K] = É.- Qg : estava em | deve passar para zero, logo, antes do 2º pulso de clock, deveremos ter a seguinte situação de entradaem FF: Jo=dekKkp6p=1.Podemos, agora, escrever a segunda linha da tabela daverdade: Descida dopulso de clock Pa R2921 Pol a| Kal |Ka|[91/K1 [9o9[/K1º pulso o o o o|ojéó[(/0oig jo|é |1 |é2º pulso o o O 1 |[oj| é jo é |1|é (é |10 0 10Para fixarmos melhor o procedimento, vamos analisar maisuma mudança do contador, ou seja, após a descida do 3º pulso declock, a passagem do estado 2 para o estado 3:estado 2 —> OQestado 3 —> O dd- OQ; vai de zero para zero .. Ja=0 e K;= Fm- Q, vai de zero para zero né Pra a E 0 e K,= 6.- OQ, vai de um para um A ,=6 e Ky=0O,.206 - o, vai de zero para um -“. q =l1 e Kop= é. A tabela da verdade até a terceira linha ficará assim: Descidas do pulso de clock|232 21 Qo|Ia|K3|/%2|K2|9 11K1 [3 o]Kko1º o o o o l|ojé joig|o é 1 |g2º 0 O O 1 jo já jo já |1 jé já |23º o o 1 o l|ojg|o é|é |o|1 jg0 O 11A tabela da verdade completa será então:Descidas dopulso de clock|23 2221 Ro a|Ka|%|K2 97X [I69lK1º imo o o o llojgl ol lg jo é |1 Ig2º tio 0601|jo go gi1 É |é|13º tj o o 1% ojfojig/ ol gg 0 |1|g4º 1|o o 1 1 [[o0|S|1 /é ig 11|$|15º : o 1 o O /(lojgigl01/0 (é 1º 1 lo 1 0 1 jJoigig| o|1 (é|dó |12 ! o 1 1 O |loigi é/|0 g|o |11g2 1 jo 1 1 1 (1/8|é|1 É 181* i 1 0 0 O ||g/0 jog |O lá |1 é10º 1 1 0 0 2 |g/0 o é 1 é [é |111º 1! 17 o 1 0 |ã5io/ o|g é lo [1 |É12º tio 1 o 2 1 |[gjo [1|é é 1 lg |113º tl1 1 0 o lgjolg/ (o jo|é |1 |g14º | 14 1 0 12 lg o é o 1|é é 115º Il 1. 1 1 0 lgio| é lo é lo |1 |é16º L $ 11 8/21 é 1 é |2Tabela 6.21Devemos colocar o estado zero do contador após o :estado15, pois ao final da contagem, o contador deve reiniciar a contagem. Podemos, agora, obter as expressões de J3, Ka, Jar KarJp KR, JW e KQ, para isso vamos utilizar os diagramas:J; qa K;oÉe)6 ozeleiliojo ee|oo eleloio4 &% Kg = 0,29,Figura 6.42 207 JI2= 22 —. Ja= K27 = 9190 Figura 6.43 Jg Figura 6.44 Jo 7/8 e ef ele e lteleils ef Qo Figura 6.45 208 K25 2% a O circuito será, então: 1 CLOCK Figura 6.46 6.8.2 Gerador do Código Gray 00 0102 Vamos seguir o mesmo processo para a construção da tabela da verdade. Entradas do Código Gray pulso de clock|Q; Q> Qy Quo1I3alKa |92|K2[I] IK1] Io |K,oe o 0 00 o já jo lá lo 1á [1 éé 0 0 o0o1 o é jo lá |11é |g|OS Oo o11 o jé jo |é é lo |é|1e o 010 o é |1|é|é jo [01* o 1 1 0 o é [é|0|é 0 [1é O 1 1 1 o é já 10 é |1 |É|O9É o 1 01 o é é|o jo é|é|1e O 1 00 1 é [é 0/0 é [O0|[É2 11 0 0 é jo |é 0 [0|é [11%10º 11 0 1 é jo lá|o 1|é |É Oo11º 1 11 1 é lo |é|o lé jo |é|112º 11 1 0 é o jó 1|éjo [ol13º 1 0 1 0 $ o lojé é io/2]|é14º 14 O 1 $ 010|é 1811 |d|O15º 1 0 0 1 é ojiojé jo 1d ig|216º 1 0 00 é 1/0|é lo|é (0 |Tabela 6.22Lembramos mais uma vez, que devemos colocar o estadoro após o último estado assumido pelo contador, para indicar queesse deve reiniciar a contagem.Agora, podemos simplificar as expressões das entradas JK,Devemos lembrar também que a colocação no diagrama dese faz através da possibilidade assumida pelas variáveis detrada. zeKarnaughen209 Is Ds0/0 /0Ç|0o filotojlo leis [| gg la lujlejsa [E JI 3= AR 02 Figura 6.47 2 J2= AMO; Figura 6.48 Ta 9,7 = 2,8&0,*t 0,922; 177 QU;T2+ DO) 1º 2 (0:90) Figura 6.49 uú 5 MN NV 210 K3 KR = 0,RT, K, K, = MO; ão K,1= 2020 *+ MTL; K1 = 0(0/0;3+ TO) K1= 0, (0;00, Jo Ko Jo = 005 + CoMm+t Kq= 0,500, *+09,0,0 230:AM + SO R3&Q1 + 0;0,0, Jo= 030,0, + RQQ) + K1f,= 03(0,0, + 0,0) + R3(0,0 + DL) 0; (2.0) + 0,0, J9= 030200) *+0&(0; O) K,=0;(0, OQ)+0: (0,0 2) Jo= U30Ç3Õ0) + 0&(0, OO) Ko, = 0; (04) + O30OÕ 07) J9="= 0;0 (0,800, K,= 0; OLONQN Figura 6.50 Figura 6.51 211 6.8.3 Gerador da Sequência do Código Excesso 3 Vamos seguir o mesmo processo e montar a tabela da verda de do código Excesso 3. 23 2 21 29|| Kah|Ka IaSolXoemo O 1 1 Oo|é 1 é|É 1|é |1i oO 1 0 0 o ié é|0/0 lá 11 |i O 1 0 1 oig éio| 1 ló|é il1.|oO 1 1 O olé ig O [é jo |1 jái o 1 1 1 1/6 iój11|8 1 é ilÉ 1 0 0 O é 10 jo é [O|é 1 já; 1 0 O 1 é 10 lo é|1|é é |1i 1 0 1 0 é o jo é id 011 é; 10 11 é1O 11 [é|é |1 16 |1Ra 1 é |1 [é 1/1 é (1 éTabela 6.23Se impusermos as condições das entradas J e K como visto, veremos que o contador seguirá essa sequência. Porém se noinstante em que ligarmos o contador, este assumir um outro estado que não pertence à sequência do código ? Para evitarmos esseproblema seguimos o processo descrito a seguir:1º - Verificamos os casos que não pertencem à sequênciaNo caso, temos os estados: O x E ” 6 OO eO2º - Montamos uma tabela da verdade que force o contador a entrar na sequência do código quando assumir um desses casos.Um meio de conseguirmos isso é o de fazermos o contadorseguir uma sequência auxiliar. Para o caso citado, temos:SEQUÊNCIA DO(5) (9 (5) (9) (O) (O (9 cónico EXCESSO 3ts) OOoFigura 6.52Podemos observar que do estado 13 o contador passa parao 14, do 14 para o 15, e assim sucessivamente, como mostra afigura 6.52, até chegar ao estado 3 onde o contador iniciaa sequência do código.212 Estado|O; Q, Q, 9|Ia K 3192|Ka) |K1|9 ojKoÉ 1 1 0 1 $ jo ig|O 1 é|é |1O) 11 10 é o já jo já 0|1 |2 1 1 1 $ 2 é 12 é 1 )É |1S, oO O OC O o 16 jo té jo [é |2 éQ 0 0 01 o lg o ilg 1 [é|é |1O 0 O 10 o ig [o|é |é jo |1 é& 0 O 1 1Tabela 6.24Podemos notar que mesmo que o contador caia num dos casos não pertencentes à sequência desejada, entrará nessa sequência, na pior das hipóteses, após o 6º pulso de clock (estado 3).3º - Montamos a tabela da verdade completa:Estado |; Q7 Q7Q6 | IajK3alI2|K2/N| K1] o] Komo o o o d jo |é [o é |1|g! O 0 001 o é jog 1 8 g|1i S 0 010 og jog é/0/1 [É| py [ooiios Tigigli gi 29a o 0 1 00 oigig 0 (ol |é1l1|gia fo o 101 o ig o |1/g|g|1: ! C& O 11 0 o é é o lg /0|1|& Código: ! O oO 1 1 1 1/6|É |1 gd/1/8011 Excesso 3Hi 1 0 0 0 |g& 0 /o| go /g|/1| |1 1 Çõ 1 0 0 1 $ 0 /0| é |1|/É|g|1HH E) 1 0 1 0 lg ol oigilg/lo(/1|gHá GS 1 0 11 $$ /0/1/8|/F|/1|/8|1i LO) 11 000 HIS [1/21/81 8| e 1 1 0 é/ol égloi1/g| g|2i O) 11 1 00 $/ol é /0| g/0/1| |E 11 1 $ 2/8 |2|g[1 /8|2Tabela 6.25Podemos agora, transpor as condições das entradas J K, eassim escrever as expressões: 213 IJ; K; 33 = 0,00, K; = 0,0 09 + QT, Figura 6.53 5, K, 1,72% KR, = Figura 6.54 ” K J7 = Oo + Q3% K1 = Qo Figura 6.55 Jo Ko IEA Cod =K = KÇçr Figura 6.56 214 Podemos esquematizar, agora, o circuito do contador gerador do código Excesso 3. mo o 3 62 É 5 é 2 sOQ qo ss&Ésé : | No +T LIGgEzÉ 5 5 Z ao oo o K FFO Ho FAKo CLOCK Figura 6.57 Nas saídas Q3 Q, Qj E Qf, teremos o código excesso 3,sendo Q; O bit mais significativo. 6.8.4 Contador Johnson O circuito do contador Johnson é visto na figura 6.58. 215 ao o jo? os os so oo Jo oi 2 o LL 3 os sa aa p1CK FFO pick FFI Pp 1CK FF2 pÃCcxK FF3 p4CKk FF4 ET Axo — do kt ro k2 = K3 os K4 ao CLoCK Figura 6.58 Podemos notar que sendo o estado inicial zero, nas entra das Jo e Kg teremos 1 e O respectivamente. Logo após o 1º pulso de clock, o contador irá apresentar o seguinte estado: o, lo,lo,loslo, 1 o o o o Esta realimentação (Jo = Qy e Kg = Qu) irá fazer com que o contador execute a seguinte sequência: Clock Qu Q3 Q2 Q1 Qo 21º O O O O O 2º O O O O 1 3º O O O 1 1 4º O O 1 1 1 5º O 1 1 1 1 6º 1 1 1 1 1 7º 1 1 1 1% 8º 1 1 1 0 O 9º 1 1 0 0 O 10º 1 0 O O O O O O O O Tabela 6.26 Após oquinto pulso de clock, notamos que a saída Qu, torna-se 1, logo Q, = O. Isso fara com que as entradas Joe K, ti quem iguais a O e 1 respectivamente, gerando a continuação da sequência como visto na tabela anterior. Para forçarmos o contador a iniciar no estado zero, pode mos formar uma sequência de todos os outros estados não compreendidos no código, fazendo com que essa sequência auxiliar caia no loop da sequência do código (procedimento descrito no item 6.8.3). Porém, podemos também logo de início, limpar o contador, ou Se ja, aplicamos um pulso de zero nas entradas clear de todos osflip-flops, forçando assim o estado inicial. 6.8.5 Contadores Geradores de Sequência Com os contadores síncronos podemos formar uma sequência de contagem qualquer. 216 Vamos usar, como exemplo, os contadores mais comuns quesão: Contador em Anel (também conhecido como Ring Counter), Con tador de Década, e vamos mostrar também que as contagens crescentes e decrescentes são casos particulares de uma sequência qual quer. 6.8.6 Contador em Anel Esse contador deve gerar a seguinte sequência: 23 2 Q;1 Qu ri>0 O O 1 ii o o 1 Oo ij O 1 0 Otl O O O Tabela 6,27 Vamos estudar, de um modo análogo aos anteriores, O com portamento das entradas J e K, perante a sequência apresentada. Para isso, montamos a tabela da verdade: 2; 2, 2,7 2,6 || KE3|%|K2[I [KR [6% reto E & x oléjjog i2 lá [é |11 o o 2 o o|é|1/8 (é 11 /0 |1 O. 1 O O 1/6 18 (110 (É 10 |t-EL 0 0 O é|1 jo é jo|é |1 |éTabela 6.28Supondo conseguir o estado inicial através das entradaspreset e clear, notamos que o contador permanecerá sempre no lcopda sequência, logo, os outros estados tornar-se-ão irrelevantes.Podemos, então, transcrever a tabela da verdade para os diagramas*s a Ss asTolgho sd [8 651 [6] 66) é 6 sisé alglef& é ju ala|&Cléjgigis ll gju|4Qo QoT;37 O; Fá 02 *Figura 6.59* Embora pudéssemos ligar a entrada K3em 1, podemos também 1igá-la à saída GQ, 217 Q: TI =27 Figura 6.60 * K, análogo a K3. J 7ºFigura 6.61 * K] análogo aos anteriores. Jo Qs e efe le o = e e efe le Jo = 3 Figura 6.62 * K , análogo aos anteriores. Após obter as expressões, to do contador em anel: 218 podemos esquematizar o circui ao os o2 os 1 1 T T do "Roo 7 PR odio PRos as "os Hex ro|ex me|ex 2|ox fraKo cão 1 cu TAS aERAS qeÍ É ! lCLOCKFigura 6,63Podemos “também fazer com que o contador entre na sequência descrita, mesmo assumindo qualquer estado inicial, paraisso, basta seguirmos o procedimento visto anteriormente.6.8.7 Contador de DécadaPodemos construir um contador de década síncrono, paraisso, seguimos o mesmo processo utilizado para a construção dosoutros contadores.Primeiramente, estudamos o comportamento das entradas Je K: 23 2 R1 Ro |Kai |XK2/4 [K1/9ojX%p-fO O O O olé jolgio|é|1 já' oO O O 1 o é joig|1 é|é |1I 0 01 0 o lg joiIg Ig o|2 éi 0 O 1 1 o éi1|/éig|/ 1/8 1É Oo 1 00 o é|é/0/0 é11 IgÉ oO 1 0 1 o é|é 0/1 /g|é j1í o 11 0 o é|é /0| [0/1 11 O 11 1 11 8 8/21 é [1/4 1Ê 1 0 0 O és 0 /0/g [/o1g|1 lgL=er-l O O 1 é|2 o/é [olé é 1Tabela 6.29Supondo conseguir o estado inicial através das entradaspreset e clear, temos que os outros estados não pertencentes àsequência anterior são irrelevantes.Podemos agora, transpor para os diagramas:J o, K3 3Ts = 2%, K; = O,Figura 6,64 219 K2 Ja = QQ% K2 = Q120 Figura 6.65 JIJ, Qn K,eisfee 6 lePlololga|; o o, I1= RE; K,= OQ, Figura 6.66 Jo Ko [A $ 14 6 1/1 6 PEPEPERERA Bh |) ig Qs Il Ko =1Figura 6.67 Podemos, mediante as expressões obtidas, esquematizar O circuito de um contador de dêécada sincrono;: 1 ao õ 1º 1 o2 aos 1 Jo go Lilo ) J3oQs Eck FFO ÍCK FFt K FF3ka qo ki ka GQCcLR CR CLACLOCKFigura 6.68220 6.8.8 Contador Gerador de uma Sequência Qualquer Podemos construir contadores que gerem uma sequência qualquer. Para isso, basta estabelecermos a sequência e seguir mos o método já conhecido, ou seja, o da determinação das entradas J e K. Os estados que não fizerem parte da sequência deverão ser considerados e analisados como visto no item 6.8.3. Para exemplificarmos, vamos construir um contador que gere a seguinte sequência: O + 1 +2 + 3 + 10 + 13 +O,. O loop que o contador deve efetuar para seguir a sequência será: OBNONONONONO Figura 6.69 Notamos que os estados que não pertencem à sequência são: 4, 5, 6, 7, 8, 9, 11, 12, l14 e 15. Então, vamos fazer com que o contador, estando no estado 4, após o pulso de clock, vá para o estado 5, deste para o 6 eassim sucessivamente, até que do estado 15 vá para o zero que pertence à sequência. Esquematicamente temos: Figura 6.70 Notamos que esse contador, na pior das hipóteses (esta do 4), irá entrar no loop da sequência após o 10º pulso de clock. Vamos, agora, montar a tabela da verdade: Estados|Q; Q2 2 Qo|I3K3%|KI [KR IANoO o o 0 0 jog jo gjo|g 1 |gO o o 0 1 jo|é /o1é (1|É já |1o o o 1 0|o |é jojlg ig [o |1 Igo o o 1 1 |é [o |é |é jo já |2ão 1%1% notamos que do estado 3 deve ir para o 10oO o 1 0 o [olé é/o|o é |1 |goO o 1 0 1 jo é é joj|1 |g jg |1o o 1 1 0 |O |é |é|0|g jo |1 igo Oo 1 1 1 |2 é éj/1 (é 2 (8 |6 1 o o o |g o jolgjlo lg|1 |gTabela 6.30 (parte) 221 Estados Q;3Q0, Q,) Qç69|IZ|K3|95|/K2|17 KilX% Ko O 1 o o 1 |g jo og |1 lg lg o Cá) 1 0 1 2) notamos que do estado 9 deve ir para o 11ÃO 1010 é |o |1 |é | |2 [1 |snotamos que do estado 10 deve ir para o 13 6 é io l1 lg é |1 |g (1oa $|o lg io 1 |g jognotamos que do estado 12 deve ir para o 14é ]1 la 1 Jo la la ]aSeÚ (o) o 0o0o o notamos que do estado 13 deve ir para o OBO1110 lg /olgj o lgjlo|1|gás 2 1 2 1 |é 2 lá 1 é /21 [gg |2BSORooo0 TOtaços que se Estado 15 deve ir para o OTabela 6.30Podemos, agora, mediante a utilização dos diagramas, obter as expressões das entradas JK:J; K;JI3=7 278 K3 = 232%Figura 6.71Jaz K2Jz ooo ol oo$$) | ss6 él)"jojo 115)QoJI272PN7 K, = EQ,*t NM,Figura 6.72222 J, K, 7 00,+ QT, +23, x, = 20,0,* &7T,J7=Q,(Ra*+ 62 + A (&Q) J7= 0 (0302) + QuA(0302) 3,7 = O (22 Figura 6.73 Jo K, o, Jo = 03 +Q& + K = O;+tQ& +O2, Figura 6.74 “Podemos, agora, esquematizar o circuito que irá gerar a sequência dada: O qo o o2 aos CLOCK Figura 6.75 223 6.8.9 Contadores Crescentes e Decrescentes Os contadores síncronos crescentes e decrescentes são casos particulares de contadores, geradores de uma sequência qual quer. A única diferença será a introdução de uma variável X, que quando estiver em zero, indicará que o contador deve efetuar a contagem crescente, e quando estiver em 1, o contador deverá efetuar a contagem decrescente. As contagens são mostradas na tabela: x Rx Q;1 Qo o |.o o o<imo o oO O 1 ilo oO 1 O 12 Contagem o o É 1 12 Crescente o 1 o o ao 1 0 1 15 o 1 E o 6o 1 1 12727 1 x 1 1<- 7 . Contagem ã ú 3 ? 1 ê Decrescente 1 1 o o ia Í o 1 1 i3 1 o 1 O 21 o o 1 11 21 o o o---Ho Tabeia 6.31 Vamos estudar o comportamento das entradas JK: *|222% 2Qo| TR 9X alojÃool>o o o jojié (0/1 igoflio o 1 [Og [1 ig|éolio 1 o lo1lé|é jo il1 |golio 1 2 [21 é ig i1 é ilo/'1 o o [é lo og |1 igo/ 1 O 1 [é (0/1 18 é |1o/1 1 o|é (jo já jo l1 |go 1 1 1 [é 1 [é 12 é 21/1 1/1 é (0 é /oié/|11/1 1 Oo [é Jo é l1 1 ig1/1 o 1 |é jo jo |é lg il1/1 o O [é |2|1|8 181/0 1 1 |O|é já 0 éli / o 1/0 og é|1 11 lg1/0 O 1 |O |é jo |é|é (11 /l-o o O [12 é |1|é 1 igTabela 6.32224 o, JIJ, = XMm A, X 2 K, = Figura 6.76 J7 K1 2 x 97 =XW, + K, =C.aoJy=Ky=XO2,Figura 6,77 ITQ Ko Qr 4 1/13 |g $/ 1/1 |g Q2 x " $i 11 é 6/1711 Qo ÇA KQq= 1 Figura 6.78 Podemos, agora, esquematizar o circuito de um contadorcrescente ou decrescente, também conhecido como up/down counter. oo o ]o 001 J1 o J2 o2) per LsHs ck T ko —áãoh Ul, =D ke & CLOÇK| | 1)IOFigura 6.79 225 6.9 Contadores Utilizados em Circuitos Temporizadores Os contadores podem ser usados para várias finalidades,tais como os temporizadores e os relógios digitais. 6.9.1 Contador de O a 59 Esse é um contador muito utilizado nestes tipos de circuito, pois a cada 60 segundos devemos contar 1 minuto e a cada 60 minutos devemos contar 1 hora. Podemos construir um contador de O a 59 de várias manei ras. A primeira seria um contador assincrono de O a n onde n é igual a 59. O processo de obtenção desse tipo de contador foivisto no item 6.7.3. A segunda maneira seria à de utilizarmos 2 contadores assíncronos, sendo o 1º de O a 9 (contador de década) e o 2º de O a 5, ligados da seguinte forma: Op Oc OB OA É Og' OA o CONTADOR DE o CONTADOR DE ENTRADA DÉCADA ENTRADA DE oAS DE PULSOS PULSOS Figura 6.80 (a e QA' são bits mais significativos dos contadores) Notamos que a cada dez pulsos na entrada 1, teremos uma descida de pulso na entrada 2, e após o pulso 60, teremos o contador novamente em estado inicial. A terceira maneira seria a de utilizarmos um contador síncrono que execute à sequência de O a 59 (item 6.8.5). Podemos notar que para levantarmos a tabela da verdade desse contador, otrabalho seria exaustivo, pois precisaríamos utilizar 6 flip- flops. A quarta maneira seria a de utilizarmos 2 contadores sín cronos, sendo um de década e o outro de O a 5, ligados de manei ra análoga ao circuito já visto. 6.9.2 Contador de 1 a 12 Esse contador é utilizado para a contagem de horas. No caso da contagem de 1 a 12, é mais utilizado o contador sincrono pois este permite mais facilmente o inicio da contagem pelo es tado l. Para esquematizarmos, basta que sigamos oO procedimentodescrito no item 6.8.5. 6.9.3 Diagrama de Blocos de um Relógio Digital Básico Como os elementos vistos até aqui, podemos esquematizar o diagrama de blocos de um relogio digital básico. Esse é visto na figura: 226 CONTADOR DE CONTADOR DE CONTADOR DE GERADOR DEI, HORAS MINUTOS SEGUNDOS FREQUENCIA 11 A 12) to -59) (0 — 59) FIXA 1H;3- DECODIFICADOR DECODIFICADOR DECODIFICADOR BCD 8421 — 7 BCD 8421 P/ 7 BCD 8421 P/ 7SEGMENTOS SEGMENTOS SEGMENTOS DISPLAY DISPLAY DISPLAY HORAS MINUTOS SEGUNDOS O O Go O OOo O o O OG o Figura 6.81 Analisando esse diagrama de blocos, notamos que a cada pulso do gerador de frequência, o contador de segundos apresentará sua contagem num display de 7 segmentos, gerando também um pulso de clock para o contador de minutos, que também apresentará sua contagem no display de minutos. Este contador, por sua vez, gerará um pulso de clock para o contador de horas, e assim poderemos ver no display geral a contagem relativa às horas, aosminutos e aos segundos. 6.10 Exercícios Propostos 1 - Mostre que o Circuito abaixo é um flip-flop RS com clock, determinando quais as entradas R e S. to) CLOCK o Figura 6.82 2 - Como podemos construir um flip-flop JK a partir docircuito do exercício anterior? 3 - Como podemos construir um flip-flop JK mestre- escra vo com o mesmo circuito? 4 - Elabore um contador assincrono que faça a contagem de O a 23. 5- Elabore o circuíto de um contador sSíncrono que execute à sequência mostrada no diagrama da figura: O OS O (o O o o) Figura 6.83 227 6 - Elabore um contador síncrono que faça à contagem do código Gray, de maneira decrescente. 7 - Elabore o circuito completo de um contador síncrono para a contagem do código BCD 7421, e o decodificador a ser colo cado em suas saídas, para visualizarmos a contagem num display de 7 segmentos. 228 CAPÍTULO 7 CONVERSORES 7.1 Introdução Vamos, neste capítulo, tratar dos Conversores Digital- analógicos e Análogo-digitais. Para iniciarmos esse estudo, va mos, primeiramente, estudar o significado dos termos analógico e digital.Entende-se por analógica toda variação contínua de umavariável. Todas as grandezas físicas (velocidade, pressão, tem peratura, corrente elétrica, tensão, resistência, etc) variam de forma analógica, isto é, para se atingir um valor desejado de uma grandeza qualquer, é necessário que esta passe por todos osvalores intermediários de forma contínua. Qualquer variação existente pode ser observada através de um gráfico, onde se relacionam a grandeza que varia, o tempo ou outra referência física. grandeza fisica qualquer tempo ou Figura 7.1 qualquer outra referência fisica. O gráfico, mostra uma variação contínua ou analógica. Em resumo, uma variável analógica pode assumir todos os valores dentro de sua faixa de atuação. Entende-se por digital toda variação discreta, ou seja, a passagem de um valor à outro se dá em saltos. Podemos obser var na figura, o gráfico de uma variação digital: (GRANDEZA) v Figura 7.2 Uma conclusão imediata, podemos tirar, comparando a varia ção analógica com a digital, é que na primeira, entre um valor e outro existem infinitos valores, já na segunda, possuimos um número finito de valores (no exemplo, na variação digital entre XxX e Y temos apenas 3 valores: X, Y e Z). Vamos agora, para reforçar esses conceitos, analisar dois dispositivos: um de variação analógica e outro digital: 229 Variação analógica: POTENCIÔMETRO POSIÇÃO DO CURSOR Figura 7.3 Variação digital: RAB 5 POSIÇÃO DA CHAVE SELETORA Figura 7.4 Um outro exemplo de variação digital seria os códigos digitais, pois nestes, passamos de um estado para outro sem infinitos valores intermediários. Dentre os códigos digitais desta ca-se o BCD 8421, de aplicação mais comum em conversores. Em vários casos na eletrônica digital, necessitamos con verter sinais analógicos em digitais e vice-versa. Para essasaplicações utilizamos os conversores análogo-digiítais, e conver sores digital-analógicos respectivamente. Esses circuitos são muito utilizados em instrumentação di gital, transmissão de informações de forma digital e em outros que, da mesma forma, relacionam variações analógicas com varia ções digitais e vice-versa. 7.2 Conversores Digital-aAnalógicos Esse circuito é utilizado quando necessitamos converter uma variável digital em analógica. A informação digitalizada, ge 230 ralmente, é codificada no código BCD 8421 e é a partir deste, que faremos a conversão para uma saída analógica. Na saída analógica, teremos estamesma informação em níveis de tensão correspondentes ao valor binário, injetado na entrada. Esquematicamen te temos: ENTRADA DIGITAL (CÓD. BCD8421) ) A H COVERSOR DIGITAL Bet ——— ANALOGICO Ou CONVERSOR D/A'E1 Ddwsa S2 L SAÍDA,| ANALÓGICA Figura 7.5 7.2.1 Conversor Digital-Analógico básico O circuito, apresentado a seguir, é o mais simples queefetua a conversão digital-analógica. Trata-se de um circuito que utiliza como componentes resistores e diodos apenas. Ele évisto na figura: ! , ; Aeb SAÍDA ANALÓGICAENTRADA DIGITAL t ss (NÍVEL DE TENSÃO)(CÓD. BCD 8421) 8 ADIA ;CADA jBR Rspr——DI Les1 mm!|Figura 7.6 A é o bit mais significativo. Para entendermos o funcionamento do circuito, devemos lem brar que o nível zero de tensão corresponde a zero volts, ou se ja, equivale a ligarmos o ponto ao terra e o nível 1 de tensão Corresponde a uma tensão pré-determinada, geralmente igual a Vcc. Outra consideração que devemos fazer é que R', que é o resistor no qual iremos ter a tensão de saída, terá que ser muito menor que R. Se tivermos nível 1 em A e zero nas demais entradas (10002), a tensão R' será: vs = Voce . Rº SOM RN! E Ré vs = Vce . R'R+R R Se tivermos nível 1 em B.e zero nas demais entradas (01007), a tensão R' será: = Veg . RR"vs = SECA.2.R Pode-se observar que nesse último caso, o valor da tensão Vs será a metade do caso anterior. Continuando, se tivermos nível 1 na entrada C e zero nas demais entradas (0010,), a tensão de saída será: 231 sa VOC . Rºvs ak Por último, se tivermos nível 1 na entrada D e zero nas demais entradas (000l,), a tensão de saída será: vs = Vce . nºB.R Se considerarmos essa última tensão igual a 1, teremos que as anteriores serão proporcionais: a 2, 4 e 8 respectivamente. Se tivermos, por exemplo, as entradas A e Cem l e as de mais em zero (10102= 1010), teremos a seguinte tensão de saída: vg = Vcce . R' , Vce . R' — vg = Yee.R' (7, 2) ”R 4.R R 4 é vVEG . Rº 5 . s= LECAà ,. 2 o. Vs= *R 4 Se compararmos essa tensão de saída com a tensão que foi considerada como referência, veremos que essa tensão é dez ve zes maior: Veg.R'.54.R = 10Vcc . R' 8.R Dando-se valores adequados àos resistores e a Vcc, tere mos na saída uma tensão proporcional à entrada injetada. Para fixarmos melhor o funcionamento do circuito básico, vamos dar valores aos elementos do circuito e verificar, a titulo de exemplo, algumas das possíveis conversões. SK Figura 7.7 O valor de R foi adotado 5Kf e de R' 8N, para que na saída tenhamos um valor numericamente proporcional à entrada, queserá feita sob a forma do código BCD 8421. Para fixarmos o funcionamento, vamos exemplificar algu mas conversões: Exemplo 1: Entrada: A|BjC|D'm OQ, 0/0ij0 /0o Temos nesse caso, as tensões de entrada iguais à zero e obviamente uma tensão de saída igual a zero. 232 A|BJC|D —+ Vs=OV ojoj0ojo Exemplo 2: Entrada: A|BJC|D + 510, ojt|oj1Nesse caso, temos: OV na entrada A5V na entrada B (VccOV na entrada C5V na entrada D (Vcc = 5V)5V)10K40Ksv EAD 8º khFigura 7.8vs = 8.[—S— + 5 = 5mv10000 40000e x A|IBI|IC|DOl1ço(|1 Vs = 5mvNo exemplo, podemos notar a proporcionalidade entre ovalor digital da entrada com o valor analógico de tensão de saída.Exemplo 3: Entrada: A|B|IC|D — 1h,1/0í1|/1Neste caso, temos: 5V na entrada AOV na entrada B5V na entrada C5V na entrada DsKE F———— DI—A 20K5——**—>—c 40K8 EAMADE— en)Figura 7.9ss =[2— + 5 + ——). 8=11mnV5000 20000 40000E" AIBÍC|D + llmv1/0|/1 /21A tabela irá mostrar a conversão de todos os casos docódigo BCD 8421, através do circuito básico: 233 Entrada digital Saída Analógica B CC D V (mV) Do [) (o) o 0 o o 1 x 0 Oo 1 o 2 0 o 1 1 3 o 1 o o 4q o 1 so 1 d& o 6 o 1 21 1 7 1 O o o 8 1 O o 1 Ss1 1 o 101 SO 1 1 11 £ dd o o te 1 1 o 4 13 1 2 1 o 14 + IL 1 1 15 Tabela 7.1 O circuito básico, apesar de apresentar um funcionamento correto, possui uma característica desvantajosa que é a de apresentar um baixo valor de tensão de saída. Para resolvermos esse problema, utilizaremos um circuito um pouco mais sofisticado, fa zendo uma amplificação do sinal de saída, utilizando um amplifi cador operacional. 7.2.2 Conversor Digital-Analógico com Amplificador Operacional Antes de iniciarmos o estudo do circuito conversor queutiliza o amplificador operacional, vamos fazer algumas conside rações básicas sobre este.Características principais do amplificador operacional: 1) Alta impedância de entrada. 2) Baixa impedância de saída. 3) Tensão de saída igual a zero quando as entradas 1 e 2 tiverem a mesma tensão, Símbolo: +Yec o éEntrada 1: inversora o z $Entrada 2: não inversora Saida :s Ah -VYce Figura 7.10 Montagem de um amplificador inversor de ganho estabili zado com utilização do amplificador operacional: 234 Ro > Judo Ad O ganho do. amplificador apresentado será: G=-VYS2 Ro Ve R1 O ponto X irá apresentar um baixo potencial, pois o amplificador operacional) apresenta como característica básica um elevado ganho, vem daí esse ponto ser conhecido como terra virtual, pois esse baixo potencial será, praticamente, O mesmo ãàa entrada não inversora que está ligada à massa. Outra característica importante éa saturação da tensão de saída, que, na realidade, é limitada pela tensão de alimenta ção do amplificador operacional, fato devido à saturação dos circuitos internos. Outra importante utilização do amplificador operacionalé a de circuito comparador, circuito este que executa a compara ção de duas tensões, aplicadas as entradas inversoras e não in versoras. Quando a tensão de entrada inversora for maior que a outra, o operacional terá na saída a tensão de -Vcc, poís ocorrerá a saturação. No caso contrário, a saída estará em +Vcc. Quan do as tensões forem estritamente iguais, o operacional apresentará saída zero. Qualquer diferença, fará com que o Operacionalsature em +Vcc ou -Vcc, pois, por menos que seja, será amplifica da por um ganho elevado, fazendo assim com que a saída entre em saturação. Essa aplicação do amplificador operacional será utilizada no circuito conversor análogo-digital (item 7.3). A montagem de um somador de tensões, utilizando o ampli ficador operacional é vista na figura: Figura 7.11 Ro : ) R: à) : ! Figura 7.12 Este circuito irá apresentar a seguinte tensão de saída: vs = - (Ro. v +. vv, +Ãoo vy+ 1... + Ro. VRR1 R2 R3 Rn 235 Esta expressão representa uma soma ponderada das tensões. Após essa breve apresentação do amplificador operacio nal, podemos mostrar O circuito de um conversor digital-analógico com à utilização do mesmo. Este circuito nada mais é que uma apli cação do circuito somador ponderado de tensões: Ro e], Figura 7.13 A é a entrada do bit mais significativo. A tensão Vs é dada por: vs = - Ro , (VA , VB, Vc, VDR 1 2 4 8 As tensões Va, VB, Vc e Vp poderão assumir apenas doisvalores: nível 1 de tensão e nível zero de tensão, logo podemos escrever: V.RVs = - :Ro /(/A,B,EZÇOERR (2 2 4 8 onde: V é a tensão de nível l ea, B,CebDsãoos bits do código BCD 8421. Como se pode observar na expressão, a saída analógica Vs, será proporcional à entrada digital, que é efetuada através—docódigo BCD 8421.Para mostrarmos o funcionamento do circuito, vamos elaborar alguns exemplos numéricos de conversão. Usaremos neste caso Vcc = 16V, Ro = R = 5K, para que na saída tenhamos um valornumericamente proporcional à entrada. Adotaremos, também, comonível 1 uma tensão igual a 8V.O circuito, com os valores, é visto na figura:sKA ++Vec=168VsKA No =RA8 +20K ds CC ——AA . AOK —Vec =16V 10K —. Figura 7.14 Exemplo 1: Entrada: A o om el [) + 310 1 236 Neste caso, temos: OV na entrada OV na entrada 8V na entrada 8V na entrada DOUyr SK ov oOv sv sv Figura 7.15 es qem tes 8.5K 1,45K Exemplo 2: Entrada: BIC + 71 oOr1|/1 D 1 Neste caso, temos: OV na entrada A 8V na entrada B 8V na entrada C 8V na entrada D sKA——B 10Kav A — sk 2x. | av! 40K UN. 7º Figura 7.16 se BASE O, (Lua Lua É =Vs Er G 2 + Vs 7VExemplo 3: Entrada: A|BIC|D e 1519 Li did LA Nesse caso, temos 8V em todas as entradas.” SsK A sv ev sv D av Figura 7.17 vs = - 8-5K, (114 1+1+L SiVs = -15V2 4 8 237 Podemos notar que, vamos o nível de tensão de saída com a utilização do operacional, de milivolt para volts. O quadro de conversões é visto na tabela: Entrada Digital Saída Analógica A B CD v (V) oO O 0 O o O O O 1 1 0 O 1 O = o O 11 E: O 1 09 O 4 Oo 1 0 1 5 O 1 1 O 6 O 1 1 1 7 1 0 O O 8 1 0 O 1 q 1 O 1 O 10 1 O 1 à La 1 1 0 O 12 1 1 0 1 23 1 1 1 O 14 E É 2 15 Tabela 7.2 ele 7.2.3 Conversor Digital-aAnalógico com Chave Seletora Digital Podemos construir um circuito conversor digital- analógi co com chave seletora digital na entrada. Esse circuito é praticamente análogo ao anterior, somente com a diferença de possuir em sua entrada a mencionada chave. é que um conjunto de portas E, que da permanente, ligado em nível 1 e priamente dita. A finalidade dessa cia de saída do circuito que será ligado à entrada, portanto, um nível de tensão de entrada com uma menor Seu circuito básico é visto na figura: 1 De——+ Figura 7.18 238 ! VA Ve so Ro AAA R beà 2R 4a Essa chave seletora nada mais possuem um terminal de outro ligado à entrada chave é a de isolar a impedân fornecendo, variação. entra Prº2 A tensão de saída terá a mesma expressão que a do circui to anterior: (va BATE)Ve. 2 4 8"E Analisando cada porta, veremos que sua saída apresentará nível 1 quando a entrada for 1 e zero quando à entrada for zero, sendo um nível fixo e bem definido de tensão. Os exemplos de conversão serão análogos aos do circuito anterior, visto que a configuração básica da montagem não foi alterada. 7.2.4 Conversor Digital-Analógico Utilizando Rede R-2R O circuito que estudaremos a seguir, fará a conversão di gital-analógica, com a vantagem de utilizar somente resistores co mo componentes. O processo de conversão será explicado juntamente com o funcionamento do circuito. O conversor Digital-Analógico utilizando rede R-2R é vis to na figura: AA Figura 7.19 Sendo A o bit mais significativo, vamos aplicar nível 1 de tensão em A e zero nas outras entradas. O circuito, nessa si tuação, é visto na figura: R R R 2R X2R 2R 28 28 28 vs A ps vce Figura 7.20 Efetuando as associaçoês dos resistores, encontramos ocircuito simplificado: Figura 7.21 239 Através do divisor de tensão obtido, determinamos Vs: vs = Vec - R , Vcc2R+R 3 Vamos aplicar, agora, na entrada B, nível 1 de tensão e7 : à F = Ts :nas outras nível zero. O circuito, nessa situação, e visto na fi gura: R R MW " E2R ER E 2R 2R 2R 28 jvs B.” & A Figura 7.22 Simplificando, temos: 2R R 2R R vs Vce Figura 7.23 Calculando a tensão de saída, temos: Vec.R2R+R & Vec a 6vs Vamos aplicar agora, na entrada C, nível 1 de tensão e nas outras nível zero. O circuito, nessa situação, é visto na fi gura: R R R E 2R 2R 2R 2R E 2R 2R T e dd Figura 7.24 Da mesma forma, simplificando, temos: Figura 7.25 240 Com o intuito de calcular Vs, vamos determinar VS: vs' = VcCc A partir de VS, obtemos Vs: R R A À Ré ul (É),2 4 Figura 7.26 ce vs = Yee12 Vamos, por último, aplicar na entrada D nível 1 de ten são e nas outras nível zero. Nessa situação, temos: 2R 28 F2R 2R 2R fi) Figura 7.27 Calculando Vs", temos: 28 Rn - "vs -º. VS" = Ycc» F Yce Figura 7.28 = Vce 24 Figura 7.29 Após termos analisado cada entrada, podemos notar, que para todas elas possuimos uma impedância igual a 3R, que é umfator que ajuda a manter o potencial de entrada constante. A ten são de saída, quando possuímos somente a entrada do bit mais sianificativo é igual a Vcc/3 e para o bit menos significativo, a 241 saída será 1/8 desse nível (Vcc/24). Se entrarmos com o código BCD 8421 nas entradas ABCD, sendo A à entrada do bit mais significativo, teremos a tensão Vs como uma saída analógica proporcio nal à entrada digital. Nos casos onde temos nível 1 em mais de uma entrada, na saida aparecerá a soma ponderada das tensões, o que pode ser facilmente verificado pelo Teorema da Superposição. Para compreendermos melhor o funcionamento do circuito, vamos estudar alguns exemplos numéricos: 1x 1K 1K AMAR 2K aK 2K 2K 2K 2) ' s Vec=6v Figura 7.30 De conformidade com os valores adotados no circuito, ve jamos os exemplos: Exemplo 1: Situação de entrada: A|JB|IC|D 1/1 /0 [O Vamos calcular a tensão de saída para esse caso: 1K 1K 1K A e2K 2% o Vs sv ev Figura 7.31 A tensão Vs poderá ser calculada, utilizando-se o Teore ma da Superposição, ou seja, considerando uma fonte de cada vez: 1K MK K ão AA = 2% Es Ex 2K 2K 2K 3 vs D Cc B A ” Figura 7.32 Assim sendo, temos: Vsa = YVES = É = 2qy 3 3 Considerando a outra fonte: 242 pr tar ao E 2K Fox 2K 2 E2K 2K 2K VsB mm e Fm Figura 7.33 - Ver 5.*. Veg = <=22=2 = 1V6 6Pelo teorema da superposição podemos escrever: Vs = Vsa + Vsg = 2 + 1 = 3V Temos então que, para uma entrada digital igual a 1100, (127,9), temos uma saída analógica de 3V. Exemplo 2: Entrada igual a: AIBjJC|D 110 /0 0 Essa já foi calculada no caso anterior (VsA) e apresenta uma tensão de saída igual a: Í mmA a Evs 3 3 2V Logo, para uma entrada digital igual a 1000, (8,,) temos uma saída analógica de 2V. Podemos notar que à saída não é numericamente igual ao valor digital de entrada, porém, esta é diretamente proporcional a esse valor. entrada + 12,, 8 10 , = —— = 4 + o fator de proporcionalida-saída + 3V 2V de é igual a 4. Se adotássemos um valor de nível 1 igual a 24V, o valor de saída seria numericamente igual à entrada. Na prática, porém,utiliza-se como nível 1 tensões menores, como exemplo 5V. Na rede R-2R com nível 1 igual a 6V, temos a seguinte tabela de conversão: Entrada Digital Saída Analógica x4 A B COD vV (V) v(v) oO O O O o o O O O 1 0,25 T o O 1 O 0,50 2 oO O 1 1 0,75 3 oO 1 O O 1,00 4 oO 1 0 1 1,25 5 oO 1 1 O 1,50 6 O 1 1 1 di E5 7 1 0 0 0 2,00 B 1 0 O 1 2,25 810149 2,50 101 O 1-1 2,75 11 Tabela 7.3 (parte) 243 Entrada digital Saída Analógica x4 A B CD V(V) Vv(v) 1 1 0 O 3,00 12 1 1 0 1 I125 13 1 1 1 O 3, 50 14 1 3 1 à I,7T5 15 Tabela 7.3 7.2.5 Conversor Digital-Analógico com Rede R-2R Utilizando o Amplificador Operacional O amplificador operacional é utilizado nesse circuito com duas finalidades. A primeira é a de oferecer uma tensão de saída com fator de proporcionalidade qualquer, independendo da tensão fixada para nível 1, bastando para isso modificarmos o ganho através da relação de resistências. A outra finalidade é o melhor aco plamento do conversor com outros circuitos, pois o operacionalisola a impedância da rede R-2R da carga. O circuito básico é visto na figura: dá! Ao Figura 7.34 Lembrando que o ponto X pode ser considerado como sendo um ponto de massa, podemos concluir que Vs serãà: no 2R V, pode ser calculado como é mostrado no ítem anterior e o ganho do operacional pode ser ajustado ao valor necessário no projeto. Vs = Vi. 7.2.6 Conversão de um Número de mais de um Algarismo Podemos ter um número decimal de mais de um algarismo representando no código BCD 8421. Isso se faz, representando al garismo por algarismo através do código. Exemplo: o número (384) yq pode ser representado da seguinte forma: Para convertermos um número decimal de mais de um alga rismo, utilizamos os circuitos básicos ampliados para recebermos outros algarismos. O circuito, para converter números com 3 algarismos, é visto na figura: 244 Entrada do algarismo mais significativo Entrada do algarísmo menos significativo Figura 7.35 A entrada dos 4 bits que representarão o algarismo mais significativo é feita através de A, B, C e D, seguindo-se de A', B', C', D', A", B", CC", D" e assim sucessivamente de acordo com a significância dos algarismos. A tensão analógica da saída Vs terá a seguinte expressão: Vs = - Ro .|/Va, VB, VC, VD], /VA' , VB' , VC' , VD"!JR 2 2 4 8 10 20 40 8o 4/VA" , VB" , VC" , VD"100 200 400 800 Para compreendermos esse circuito, vamos realizar um exemplo numérico: (495) 190 Entradas: A|B|cC|D ESB:NESIBA aA"|B"|co|D" oj1/o|([o 1/0 [o|1 o l1 fofakt ) kt JOLÉ à * (4) 10 (9) 10 (5) 10 Vamos aplicar cada algarismo à entrada correspondente do circuito da figura: 245 Figura 7.36 Utilizandoa vs PA Vs = 1000 OV oc AAA 20005V AM———AB 4000oOv & 800 N ov D Kan IV AMA OVAaKnAMAov 8KnAMAve E— 10KN ov 20KNsv 40Kkn ov ENA :80xnsv õ 160N 1ov easov L Nível 1 = 5V Nível zero = OV fórmula de Vs, podemos escrever: 100-s 88 [G - 4,95V Júds É do) *10 80 1441200 800 Podemos notar aí, a proporcionalidade de tensão de saí da com os dígitos de entrada. Podemos também, efetuar esse tipo de conversão, utilizan do um circuito com redes R-2R, conforme mostra à figura: icPHR Rn a 28sabão — o 29 om Em 20 28 M + És do o É e A 108 of ES 208 — 208 EzoR 208 208 208 MO mo à s b. 100R — 100 — SOOR — 200Ra 200R 2008 2008 — 2008 Y190 E oo los so bas Figura 7.37 246 Revendo-se o funcionamento do circuito conversor digi tal-analógico com rede R-2R e do amplificador operacional, pode- se facilmente compreender o funcionamento do circuito. A tensão Vs, nessa situação, será dada por: R V1o V100 =—ÇA.—- . + = +vs ZR (v 10 100 ) 7.2.7 Conversão de um Código qualquer para Analógico Uma maneira simples de convertermos uma informação codi ficada num código qualquer em uma informação analógica, é a de efetuarmos, primeiramente, à conversão desse código para o códi go BCD B421 e, em seguida, efetuarmos a conversão digital-analó gica, utilizando um dos processos vistos nos ítens precedentes. Esquematicamente, temos: 1 | informação —— Decodificador Conversor | Saida num codigo —=—l— para o cõdi- digital | analógica qualquer——e— go BCD 8421 "A a) analógico ' De1 2.1Figura 7.387.3 Conversor Análogo-DigitalVimos neste capítulo, a conversão digital-analógica, porém, também existe a necessidade de efetuarmos a conversão reversa, ou seja, a conversão análoga-digital. Vamos estudar a seguir, o circuito que efetua essa conversão.O processo de conversão análoga-digital consiste, basicamente, em entrarmos com a informação de forma analógica e recolhermos na saída essa mesma informação de forma digital, como esquematizado na figura:ENTRADAANALÓGICA t Ií 1!àSAÍDA1 conveRsoR |! bDIGITALe——|anátocoa—DIGITAL Pa(| Le!Figura 7.39O circuito que efetua essa conversão é um pouco mais sofisticado que o dos conversores digital-analógicos, pois necessita-se de um contador e um conversor digital-analógico para efetuar a conversão. Sua configuração básica é vista na figura: 247 CLEAR SAÍDA DIGITAL LOCKEs CONTADOR DE DECADA A B CONVERSOR D/A Ve ' ' ENTRADA ANALÓGICA Figura 7.40 A É o bit mais significativo da saída. O circuito é, basicamente, constituído por um contador de década que gera o código BCD 8421 nas saídas A', B', Cº e D'. Essas saídas serão injetadas num conversor digital-analógico, fazendo com que este apresente na saída uma tensão de referência. Esta por sua vez, é injetada em uma das entradas de um circuito comparador, montado à partir de um amplificador operacio nal, à outra entrada injetaremos O sinal analógico que queremos converter. A saída desse comparador gerará o clock dos flip-flops do circuito de saída e também acionará uma chave digital (porta E), que bloqueará ou não bloqueará a entrada do clock do conta dor de década. Feita essa breve apresentação do circuito, vamos fazer uma análise do funcionamento de cada uma de suas partes integrantes. O contador de década, que possui um funcionamento pornós já conhecido (capítulo VI), apresenta O seguinte diagrama desaída: Figura 7.41 248 A ligação das saídas A', B', C' e D' do contador nas en tradas de um conversor digital- analógico, fará com que este trans forme esta informação digital em analógica. A tensão de saída do conversor, que servirá de referência para a comparação, é mostra da no gráfico: VR o[d:-D-O-S-S-SC-/DOOO-NO-- CONTADOR Figura 7.42 O comparador possui na sua entrada não inversora, o sinal analógico a ser convertido (Ve), e na outra entrada o sinal de referência, fornecido pelo circuito conversor digital- analógico (VR). A comparação desses sinais resultará na saída do compa rador, uma tensão de nivel zero to), quando VR for maior que Ve e apresentará nível um (1) quando VR for menor que Ve. VR < Ve > Sls— VR > Ve > S=O0 + |——— “ve Figura 7.43 A chave digital (porta E) tem em uma entrada o clock e na outra entrada a saída do comparador, Enquanto a saída do com parador estiver em nível 1 (VR < Ve), a chave dará passagem ao pulso de clock que aciona as mudanças de estado do contador. A partir do momento que a saída do comparador for para zero, essa chave bloqueará a passagem do clock, fazendo com que o contador permaneça no seu estado que será, numericamente, igual à tensão de entrada analógica. Para entendermos o funcionamento do circuito até este ponto, vamos elaborar um exemplo: 249 VR VE=4V À ComPARADOR 5 NIVEL 1 NIVELO ENTRADA CLOCK DO CONTADOR Figura 7.44 Saída do contador a partir do instante t,: aAJB'JC]D' => 410 of 1 /0 o À saída S do comparador também funciona como clock dos flip-flops tipo D, sendo que, no instánte em que S passa de 1 pa ra zero estes armazenarão à informação contida nas saídas Bs B', C' e D', que é. o valor codificado de tensão analógica de entrada. As saídas desses flip-flops permanecerão nesse estadoaté que seja reiniciado o processo. Para reiniciarmos o processo de conversão basta aplicar mos um pulso de zero à entrada clear do contador. Isso fará com que este assuma estado zero, fazendo com que VR retorne a zero, S volte a nível 1 e por fim libere a passagem do clock do conta dor, reiniciando assim o processo de conversão do novo valor de Vê: O quadro a seguir mostra à atuação de cada parte principal do circuito através de um exemplo, onde àa tensão analógica de entrada está em 3V e passa para 2V. AÀ função dos flip-flops desaída é a de manter a saída durante à reiniciação do — processo, ou seja, quando o contador reinicia à contagem, mantendo, portan to, o estado de saída anterior. Assim que o contador for bloquea do com à nova informação, é dado um pulso de clock nesses flip- fliops, obtendo assim a armazenagem desta, permanecendo na saída,até que o comparador forneça um novo pulso de clock. 250 contaDoR do YR nn ua r ENTRADA CLOCK DO CONTADOR 4 | ESTADO 53 Estao—|ANTERIORDE SAÍDA : |CLEARI TOAFigura 7,45Uma das características que deve ser previamente estudada, dependendo da aplicação do circuito, é a sensibilidade, poiso circuito como foi apresentado arredondará o valor analógico, resultando na saída apenas números inteiros. Como exemplo, tomemoso caso da conversão de uma tensão de 1,2V:CONTADORFLiPFLOPS— OTA tía ESTAD —DESSAIDA: ANTERIOR e.Quando à entrada analógica for um valor fracionário, esse valor será arredondado para o número imediatamente superior,Figura 7.46e na saída, teremos esse valor convertido em digital na formaão código BCD 8421.Podemos perceber que dependendo do valor analógico deentrada, o erro de conversão será elevado. Um meio de solucionarmos esse problema, é o de trocarmos o contador de década por 2contadores, de forma a efetuar a contagem de O a 99. Isso farácom que na saída do conversor digital-analógico, a tensão VR pos251 sua dez divisões em cada um de seus degraus de tensão, obviamen te isso fará com que o erro seja diminuído. O gráfico exemplifi ca essa situação. Figura 7.47 No exemplo com Ve = 1,2V, o contador de O a 99 irá parar a contagem no estado 12, daí podemos converter a saída do conta dor do algarismo mais significativo.e, separadamente, a do algarismo menos significativo, gerando na saída: o 0 01 0 o 10EoÉEaoa1 2Podemos notar no exemplo, que à conversão apresenta maisum algarismo de precisão. O circuito que efetua essa conversão évisto na figura: “a1dadoalgarismo menossignificativoCONVERSOR DIGITAL ANALÓGICO Saídadoalgarismo maissignificativooFigura 7.48Se necessitarmos de mais algarismos de precisão, bastaalterarmos o circuito, inserindo mais contadores de decada e,consequentemente, mais 4 flip-flops de saída para cada algarismo. O quadro mostra o estado das saídas do conversor para osvários intervalos de variação da variável de entrada:252 Utilizando contador de O a 9 Utilizando contador de O à 99Intervalo de Saída digital Intervalo de Saida digital variação de Ve conversão de variação de Ve conversão de 2 1 algarismo algarismos o 0,0IJ——1 GITA0]1 |> 2 o,2 y a 0,3] <A o33 4 1) oso —41) 5 [UP6 Jr— éls, ;et 7.re 8 all———,al IT 9,9] J————Tabela 7.4 7.3.1 Voltímetro Digital Podemos utilizar o conversor análogo-digital como sendo um voltiímetro digital, pois, se na entrada injetamos a tensão a ser medida, nos bits de saída essa tensão será codificada no có digo BCD 8421. Se na saída digital colocarmos um decodificador do código BCD 8421 para um display de 7 segmentos, poderemos ler ovalor da tensão. Esquematicamente, temos: DECODIFICADOR oLs Bo CONVERSOR Bco Pt 7 SEG Ee ANÁLOGO do)DIGITAL (A/D —ve DECODIFICADOR 1)L BCD F/ 7 SEG * [Cl Figura 7.49 7.4 Geradores de formas de ondas digitais Os geradores de formas de ondas digitais são dispositi vos que estão sendo muito difundidos ultimamente. Trata-se ãa aplicação de alguns dos circuitos vistos até aqui, tais como, contadores e conversores digital-analógicos. O processo de gera ção de forma de onda é de simples compreensão e nós vamos—estudá-lo, esquematizando circuitos para gerar desde formas de ondasimples até uma forma de onda qualquer. Uma primeira apresenta ção em blocos está na figura: CONTADOR CONVERSOR GERADOR De eo [eESTADOS JW t)1D/A) 1 v(t): forma de onda gerada Figura 7.50 253 7.4.1 Gerador dente de serra digital Vamos iniciar com um dos mais simples geradores digitais que é o dente de serra. Utilizamos nesse caso, como contador ge rador de estados um de O à n. O circuito é visto na figura: Ro = ) LJ" CLOCKe— CONTADOR DE Oa N Figura 7.51 Fazendo n igual a 9, teremos um contador de década e a forma de onda de saida, vista na figura: vit) Figura 7.52 Podemos notar que essa forma de onda é uma aproximação do dente de serra. Se quizermos uma aproximação melhor, basta colocarmos um contador de O a n,sendo n um número maior, isso fará com que tenhamos um maior número de degraus. Esse circuito permite também um controle do valor da am plitude da tensão de saída, bastando para isso alterarmos o ga nho do amplificador (g = R,/2R). Assim sendo, se aumentarmos R,, aumentaremos o valor do ganho e, consequentemente, o valor de amplitude (Vmáx) e, se diminuirmos R6,, diminuiremos essa amplitude. Um outro controle que esse circuito permite é o de frequência. Para isso, basta variarmos a frequência do pulso de clock. Se esta for maior, o período T será menor e, por consequinte, à frequência do sinal será maior. Se a frequência do pul so de clock for menor, implicará na frequência de v(t) menor. 7.4.2 Gerador de Forma de Onda Triangular O processo de obtenção deste é análogo ao anterior, ba tando, então, projetarmos um contador que faça inicialmente contagem crescente e, em seguida, a contagem decrescente. o fa 254 Esse contador é apresentado em bloco na figura: X= 1 (CRESCENTE) 5:E EA X= O (DECRESCENTE) | ] | | e-——————— CoNTADOR CLOCK e—— CcRESCENTE/ DECRESC., Figura 7.53 Sendo A o bit mais significativo, se a entrada de controle X for igual a 1, o contador fará a contagem crescente de O a 15 e se X for igual a zero fará a contagem decrescente de 15a O. Para conseguirmos isso, utilizamos o seguinte circuito de controle: ! L 'SAÍDAS, DO CONTADOR Figura 7.54 Quando o contador estiver no estado zero, o ponto Y, que em todos os outros casos é igual a l, estará em zero, e às en tradas J e K do flip-flop de controle serão 0 e 1 respectivamen te, impondo o estado seguinte igual a zero na saída Q. Estando XxX em l, o contador fará a contagem crescente, e durante a pas sagem de todos os outros estados, as entradas J e K permanecerão em zero, O que manterá a entrada X do contador em 1, continuan do a contagem crescente. O contador, ao atingir o estado 15,fará com que as entradas J e K do flip-flop de controle sejam 1 e O respectivamente, forçando, assim, o estado seguinte da saída Q igual a 1. Em consequência disso, X será, até chegar o estado zero, igual a zero e o contador irá proceder a contagem decres cente. Ao chegar o estado zero, recomeçará como já explicado, à contagem crescente. Assim, teremos esse contador executando a contagem crescente, após a decrescente e assim sucessivamente. O controle de amplitude dessa tensão é feito através do aumento ou diminuição do ganho do amplificador e o controle de frequência é feito através da variação da frequência de ELOCK; análogo ao circuito gerador de tensão dente de serra. O circuito gerador de tensão triangular é visto na figu ra: 255 CONTADOR CRESCENTE E Jock DECRESCENTE COVERSOR DIGITAL ANALÓGICO É vio Figura 7.55 Temos também um outro meio de elaborarmos um gerador de tensão triangular digital, utilizando um outro tipo de contador. Esse deverá contar com estados pares crescentemente e os estados ímpares decrescentemente, gerando, assim, uma onda triangular. Essa situação é vista no gráfico: Figura 7.56 Podemos notar que, para qualquer forma de onda, se a mentarmos o número de degraus, mais próximos da forma de onda e taremos, porém maior será a frequência de clock de que iremos mncessitar. a (é Io 7.4.3 Gerador de uma Forma de Onda qualquer Podemos gerar uma forma de onda qualquer com geradores de formas de onda digitais. Para isso devemos, primeiramente, di gitalizar a forma de onda à qual queremos gerar e, em seguida, acompanhar o processo mostrado no exemplo a sequir: Forma de onda triangular assimétrica: vv vm vuFigura 7 256 Após a digitalização da onda, verificamos quais os esta dos que o contador deve assumir. Para este exemplo, devemos construir um contador com o seguinte diagrama de estados; ODE -Q>-OOO >D>O-O0>O CONTADOR CRESCENTE CONTADOR DECRESCENTE Figura 7.58 Para que o diagrama de estados seja executado pelo contador corretamente, utilizamos uma variável auxiliar X. Assim sen do, mostraremos a tabela da verdade: x BC o o 00 o o o 1l [o o 1 0 o o 11 o 1 0 0 o 1 06 1 o 1 1 É o 1 1 1 1 1 O 1 1 o 11 o o Oo 0 Tabela 7.5 Considerando essa variável auxiliar, o diagrama de estados passa a ser: QIFOIOSB POCOOO Figura 7.59 Se analisarmos apenas as entradas A, B e C, veremos que o contador executa o diagrama de estados, visto anteriormente. A partir do diagrama, montamos à tabela da verdade do contador com as situações das entradas J e K dos flip-flops. x à B C |JIX|KX|JA|KA|JIBIKB|JC| Ke cio o o o/o|Ég|o |é lo|é|1 |7 o o 01 /01g$ |O|é&|+) |é|é || o o 12 0 /0j|/d jo|É ig |O|1 |É| o oO 1 1/0 |g|1|gg id|1 |g|11 o 1 0 0/0|é ig O|0|é|1 lg1 o 1 0 1/0|gl É lo j1l Ig glI o 11 0/0 g ig olé 011 ÉÍ O 1 1 1|/21 |g |gi6|é |1 igo| 1 1 0 1 |é oO |g|1 |1 |g |d|oes és |1 jo ja |é j1 já |1Tabela 7.6 257 Da tabela da verdade tiramos as expressões simplificadas de J e K: IX KX x Figura 7.60 JX = ABC KX = JA É KA o flo 6 Nos e pata | x $/ 6 (018 Cc Cc Figura 7.61 JA = BCX KA = X JB Figura 7.62 JB =C B JC 116 6) 1Íig dg | A Bj 4 [é | x 14 16 | É c Figura 7.63 JIJC=l KC = A + B.X O esquema do contador será: 258 Figura 7.64 Na figura, temos o diagrama de blocos do gerador da for ma de onda triangular assimétrica: SX| contaDOR a Ts Te CONVERSOR DIGITAL PAZ ANALÓGICO duto do Seguíndo o processo visto no exemplo anterior, podemos esquematizar um gerador de uma forma de onda qualquer, bastando para isso projetarmos o contador conveniente e ligarmos suas saídas às entradas de um conversor digital- analógico.As conversões digital-analógicas e análoga-digitais são largamente empregadas em processos de medidas, instrumentação econtrole. Ultimamente, iniciou-se a era do disco digital, queutiliza nada mais nada menos que os processos vistos aqui: primeiramente, é feita uma conversão análoga-digital do sinal a ser gerado, criando um trem de pulsos (informaçao-série), sendo es se, de maneira apropriada, impresso no disco. O sinal é recuperado do disco através de uma leitura a Laser que gera novamente o trêm de pulsos (informação-série), que sofre uma conversão digital- analógica gerando, assim, o sinal a ser amplificado. Este processo possuias vantagens de minimizar distorções, possibilitando uma melhor qualidade na gravação e reprodução. Figura 7.65 7.5 Exercícios Propostos 1 - Elabore um conversor digital-analógico, utilizando amplificador operacional, com as características: nível 1 = 5V nível O = OV alimentação: +15V/-15V A saída analógica deverá ser lida na escala de um voltí metro de O a 20V para uma entrada, variando de O a 15. 259 2 - Idem, para um conversor digital-analógico, utilizan do amplificador operacional e rede R-2R. 3 - Elabore um conversor digital-analógico, : utilizando amplificador operacional,nível 1= 5v nível O = QOV alimentação do operacional: +10V/-10vV A saída analógica deverá ser lida na escala de O a 10v de um voltímetro para a entrada, variando de O a 99. 4 - Idem, utilizando um conversor digital-analógico com amplificador operacional e rede R-2R. 5 - Projete um voltímetro digital de O a 10V, de modo que a tensão de saída seja escrita em um display de 2 algaris mos. 6 - Esquematize os circuitos para gerar as formas de on da mostradas nas figuras. Determine as frequências de clock ne cessaárias. Viv) H7 !1sr 1 st | 1 4 | 1 3 1 2l |e. o a tims) Figura 7.66 VV) 15 4 o o 20 30 40 tims) Figura 7.67 260 CAPÍTULO 8 CIRCUITOS MULTIPLEX E MEMÓRIAS 8.1 Introdução Vamos tratar neste capítulo, de assuntos de grande importância cujas funçoês e aplicações diferem, porém, possuem cons truçoês semelhantes de circuitos. Trata-se dos Multiplex-Demul tiplex e das Memórias. Os circuitos multiplex são utilizados nos casos em que necessitamos enviar um certo número de informações, contidas emvários canais, a um só canal. Os circuitos demultiplex efetuam a função inversa a dos multiplex, ou seja, enviam as informações, vindas de um único canal, a vários canais. Ambos os circuitos são largamente empregados em 5 transmissão de dados e em alguns casos em telefonia. As memórias são blocos que armazenam informações codificadas. Dividem-se basicamente em dois grupos: as memórias deescrita e leitura e as memórias apenas de leitura. Têm sua gran de aplicação em sistemas digitais, utilizados principalmente naárea de Informática. Vamos iniciar o capítulo, desenvolvendo alguns concei tos básicos que serão utilizados nos tipos de circuitos mencio nados. 8.2 Geração de Produtos Canônicos Como foi visto no capítulo 2, com n variáveis booleanas, podemos fazer 2n combinações. Por exemplo, com 2 variáveis pode mos formar 2º? = 4 possibilidades, estas serão: 0) A.B + A=O0O e B=O 1) A.B+ A=O0O e B=12) A.B + A=1 e B=O 3) A.B + A=1 e B=l Tomemos a expressão referente ao caso 0: PQ,= A.B. Este produto será igual a 1 somente quando A = B = O. No caso 1, temos: P, = A.B, que será igual a 1 somente quando A = O e B = 1. $ No caso 2, temos: P>2 quando A = l e B = O. No caso 3, temos: P3 = A.B, que será igual a 1 somente quando A = l1 e B = 1. Estes quatro produtos possíveis com 2 variáveis são deno minados produtos canônicos. Então, com n variáveis, temos 2º produtos canônicos. A.B, que será igual a 1 somente 8.2.1 Circuito Básico Gerador de Produtos Canônicos Podemos esquematizar circuitos para gerar os produtos 261 canônicos. Um primeiro e mais simples de ser entendido é otituído de portas E. Para duas variáveis, temos: mm >q >O A iiPo=AB A——— P3=AB Be———— Figura 8.1 Para três variáveis, temos: ODPr NWo>D Om> |Figura 8.2Se quizermos gerar os produtos canônicos possíveisn variáveis, necessitamos, então, de 20 portas E de ncada. E ==Pa =ABCD—— Ps =ABCD PE=ABTÀ C—B—H P7 =ABCCa]|IMPODODP>D8.2.2 Matriz de Simples EncadeamentoUm segundo processo de geração de produtos canônicoso conhecido como Matriz de Simples Encadeamento, que utiliza 5mente portas E de duas entradas. O circuito no caso de 2 vari. cons com entradas o Mm. ls veis, é idêntico ao anterior, utilizando, então, 4 portas E de 2entradas. Para 3 variáveis, temos o circuito mostrado na figura: je A 1AB 8 t (e ic A V AB B A AB B Figura 8.3 262 Po=ABê Pq = ABC Pa=ABT Pg:= ABC P4=ABC P5=ABC Pg= ABC P7=ABC Notamos que esse circuito foi desenvolvido a partir docircuito de 2 variáveis, visto no item anterior. Se quisermos mon tar um gerador de produto& canônicos de 4 variáveis, basta que coloquemos 2 portas E com entradas D e D, respectivamente, em ca da saída do circuito de 3 variáveis e assim, Sucessivamente, pa ra maior número de variáveis. Para n variáveis, temos N portas de 2 entradas onde N = 20+l - 4, Esse tipo de matriz é também conhecido como pirami dal. 8.2.3 Matriz de duplo encadeamento O terceiro processo, que é o mais utilizado por apresentar uma rápida resposta com um menor número de portas E, é conhecido como: Matriz de duplo encadeamento. Trataremos desse tipo de matriz com maiores detalhes, pelo fato de esta ser muito utilizada em circuitos multiplex e em memórias. Vamos construir uma matriz de duplo encadeamento para ageração de produtos canônicos de quatro variáveis. co co co Cc D — | Ico co co— JEà. ABCD ABço ABÇO ABçO x > PO Po 2 P3— E8 ABço asÇo ABÇO Faço * - P4 P5 P6 P7—o* PB Po PIO PIIA [NasBA ABÇO ABCD ABCÕ ABÇOPl P13 Pla P15 Figura 8.4 Para entendermos o funcionamento dessa matriz, tomemos, por exemplo, a entrada 5 10(0101). Nesse caso, P; (ABCD) estará em nível 1 e todas as demais saídas estarão em nível zero. Ana lisando os demais casos, veremos que cada um apresentará uma saí da 1 para uma entrada específica. 8.2.4 Matriz de Diodos Um outro tipo de circuito para fazermos à geração de produtos canonicos é à matriz de diodos. Para iniciarmos o estudo da matriz, vamos estudar sua célula básica, vista na figura: 263 +VCC voNW SISAÍDA) Figura 8.5 Se A estiver em nível 1 (+Vvcc), o potencial sobre o di do será zero e este estará cortado. Nesse caso, a saída do c cuito será +Vcc, ou seja, nível 1. +VvCcC SISAÍDA) Figura 8.6 Se A estiver em nível zero (OV), o diodo conduzirá, logo a saída será conectada à massa pelo diodo. +vce R AO + S=0A SISAÍDA) Figura 8.7 Essa é uma célula básica de uma matriz de diodos, operando em lógica positiva, Podemos também montá-la em lógica negativa. Este estudo será visto no capítulo 9: Familia de Circuitos Lógicos. Vamos agora, construir uma matriz de diodos que irá gerar produtos canônicos de 2 variáveis booleanas. 264 +VvCcC a [x Ds Ds PiRS| Pás > Figura 8.8 Vamos agora, analisar todos os casos possíveis desta matri: Caso 0: A.B = P, Quando A = B = O (A = B = 1), teremos D1] e D2não condu zindo e o terminal de PQ, em nível 1. As demais saídas (Pi, P; E&e P; ) estarão em zero: Py estará em zero, pois Dy irá conduzir (B = 1 + B = O). P; estará em zero, pois Ds irá conduzir (A=1+A= O). P3 estará em zero, pois D7 e Dg irão conduzir (A=O e B=O). Portanto, quando tivermos à entrada A.B, somente PQ assumirá valor 1. Caso 1: AB = P, Analogamente ao caso anterior, podemos notar que Dz e D, estarão cortados e somente P, estará em nivel 1. Caso 2: AB = P,? Com a entrada AB, somente P, estará em nível 1. Caso 3: AB = P; Com a entrada AB, somente P; estará em nível 1. . Para formarmos uma Matriz de diodos, de forma que umasalda apresente nível 1 em um caso qualquer, basta que entre o ramo da saída e os da entrada sejam conectados diodos. A saída apresentará nivel 1, somente quando todos os diodos ligados a ela estiverem cortados, portanto, deve-se conectar todos os catodos dos diodos nos ramos de entrada que forem assumir valor cs” Como exemplo, vamos montar um ramos de uma matriz que apresente uma saída igual a 1, quando tivermos na entrada ABC. Nesse caso: D, deverá ser conectado à variável A, pois esta estará em nível 1, Da deverá ser conectado à variável B, pois esta estará em nível 1 e Dz deverá ser conectado à variável C, pois C estará emnível 1. Esquematicamente, temos: 265 Cm P6 Figura 8.9 Como podemos notar, para que a saída P,6, apresente nível 1, necessitaremos de nível 1 em A, B e nível zero em C (nível 1 em C). Com isso os 3 diodos estarão cortados e a saída apresentará o nível 1 desejado. Vamos agora, esquematizar uma matriz dediodos para gerar os produtos canônicos referentes a 4 variáveis, fo Pi Pa Pa Pa Fs Pe Pr Pa Ps Pio PH Pi Pia Pl PIS Po=A D Pg = .D P1 = A.B.C.D PQ = .D P7= A.E.C.D Pio= A.B.C.D P3= A.B.C.D Pi1= A.B.C.D Py= A.B.C.D Pjo= A.B.C.D Ps= A.B.C.D Pj3;= A.B.C.D Pçg= A.B.C.D Piy= A.B.C.D P7=A.B.C.D Pj5= A.B.C.D 266 Se desejarmos confeccionar uma matriz para mais variá veis, basta usar o mesmo processo, ou seja, verificar todas as possibilidades, construindo um ramos para cada uma delas, ligan do os diodos nas suas respectivas entradas (onde as variáveis de entrada devem assumir 1). Uma vez vistos os processos principais para conseguir mos os produtos canônicos, vamos iniciar o estudo dos Multiplex, Demultiplex e das Memórias. 8.3 Multiplex Como dissemos no início deste capítulo, o circuito mul tiplex é utilizado para enviarmos as informações contidas em arios canais (fios), a um só canal (fio). Esquematizando o bloco multiplex, temos: CANAIS DE + SAÍDA DA INFORMAÇÃO S INFORMAÇÃO DE ENTRADA MULTIPLEXADA ENTRADAS DE SELEÇÃO Figura 8.11 A entrada de seleção tem como finalidade escolher qual das informações de entrada, ou qual dos canais de informações de ve ser ligado à saída. Um circuito elementar que efetua uma multiplexação é uma chave de 1 pólo e n posições. ENTRADAS DE SELEÇÃO ne——1 Uge— sgetSsIoFigura 8.12 Se quizermos ligar, por exemplo, a informação 1 na saída,basta selecionarmos a posição ]1 da chave seletora. Se quizermos conectar à saída a informação 2, selecionamos a posição 2 e, as sim, sucessivamente. Este processo é o funcionamento básico de um multiplex, sendo que as entradas de seleção irão indicar qual a informação a ser conectada à saída, ou seja, no exemplo, as variáveis deseleção irão comutar posição da chave seletora. 267 O circuito lógico básico que efetua a função de um mul tiplex de 2 canais, é visto na figura: poser 7 als! O |, 1)|1)1 ! ! Tabela 8.1 [E RR|Figura 8.13 No caso do multiplex básico para duas informações de entradas Iº e Ti, temos uma variável de seleção (A). Quando A for igual a zero, teremos na saída, a mesma informação que à entrada Io, se Tofor igual à zero, S será igual a zero e se Ig for igual a l, S será igual a 1. Nesse caso, a informação I, será bloquea da pela porta E referente a IT, pois o outro terminal desta estará ligado em A que valerá zero. Quando A for igual a 1, I, será bloqueado e, analogamente, a informação I; aparecerá na saída. 8.3.1 Projeto e Funcionamento do Multiplex Para projetarmos um multiplex, devemos relacionar, pri meiramente, a possibilidade de que as entradas de seleção irão assumir com a informação de entrada, que deve ser conectada àsaída. .Para isso, montamos uma tabela da verdade onde serão colo cadas todas as possibilidades de seleção e as respectivas infor mações que devem aparecer na saída. Para que vejamos passo a passo à elaboração de multiplex, vamos iniciar, efetuando o projeto de um multiplex de 4canais ou entradas de informação. Para que possamos conectar aleatoriamente 4 entradas àsaída, necessitamos de 2 variáveis de seleção. Com isso, podemos montar a tabela da verdade: Variáveis de Saída seleção A B Ss o o Io o 1 Lao) I2de. I3 Tabela 8.2 A partir da tabela, podemos relacionar os valores assumidos pela saída, para cada possibilidade das variáveis de sele ção: Variáveis de Situação na seleção: saida: A.B (PJ) S =A.B (P)) Ss =A.B (P7) Ss =,A.B (P3) S =45T: 268 O circuito que executa esta função é visto na figura: GERADORA DE PRODU, | iTos CANÔNCOS — | — MULTIPLEX 1! VARIÁVEIS DE SELECÃO Figura 8.14 Para entendermos o funcionamento do circuito, vamos ana lisar um dos casos possíveis, por exemplo, o caso em que às variáveis. de seleção estiverem na condição AB. Quando ocorrer esse caso, o gerador de produtos canôni cos apresentará. P7, = 1, com isso a prota E ligada à saída Po,estará com um dos terminais em nível lógico l, logo, na sua saí da teremos o valor que I> assumir, ou seja, se IT7, for igual zero, a saída desta porta será zero, se I2z for igual a 1, à saída desta porta será l. Sabendo-se que nesse caso todas as o. tras entradas da prota OU estarão em zero, concluímos que, quan do as variáveis de seleção estiverem na condição AB, S será igual a I,. Para analisarmos os outros casos, basta procedermos de for ma análoga. O circuito foi esquematizado dessa maneira para maior compreensão, normalmente, é representado :como mostra a figura: o E I MULTIPLEX Figura 8.15 269 Representando o multiplex em bloco, Figura 8.16 temos: Vamos agora, como exemplo, elaborar o circuito de um multiplex de 16 canais segundo o mesmo processo. Para comutarmos 16entradas necessitamos de 4 variáveis de seleção. O número de in formações que as entradas de seleção podem comutar é 20, onde n é o número de entradas de seleção. Assim sendo, montamos a la da verdade: VELiavers de Informaçõesseleçao A B C D Ss oO O O O Io” O O O Tt0 01 0 Ia O OQ 1 1 LA O 1 0 O Im O 1 0 1 Is Oo 1 1 0 Ie O 1 1 1 17 1 0 O O Ig 1 0 0 1 Iso1010 tro1 011 TI1 10 0 I12 1 1 0 1 11% 1 11 00 Ii1 1 1 1 T15 Tabela 8.3 tabe O circuito que executa essa função é visto na figura: 270 ABCD Figura 8.17 Representando apenas em bloco, temos: v FS hs ABCD Figura 8.18 271 O funcionamento deste circuito é análogo ao de 2 variá veis. Podemos notar, que cada informação de entrada possui. apenas uma combinação das variáveis de seleção que a conecta à saí da, portanto, se quisermos conectar à saída uma determinada in formação, precisamos injetar nas entradas de seleção sua respectiva combinação. A essa combinação damos o nome de endereço, conceito facilmente compreensível, pois ao injetarmos as variáveis de seleção estamos dando o endereço, através de um código biná rio, da informação que deve ser conectada à saída. 8.3.2 Outras Maneiras de Formar um Bloco Multiplex Podemos formar blocos multiplex através de quaisquer ge radores de produtos canônicos. Esquematicamente, temos: ENTRADAS OE SELEÇÃO A h2As Aa GERADOR DE MULTIPLEX PRODUTOS CANÔNICOS ENTRADAS DE INFORMAÇÃO o Figura 8.19 Vamos, para exemplificar, esquematizar um multiplex de 8 canais com 3 variáveis de seleção, utilizando os principais geradores de produtos canônicos. 1 - Multiplex, utilizando Matriz de diodos. O funcionamento deste circuito é de fácil compreensão, pois se quisermos que a saída assuma o valor de uma informação de entrada qualquer, basta que injetemos nas variáveis de sele ção, o seu endereço, com isso, o produto canônico respectivo assumirá valor 1 e desbloqueará a informaçao que poderá ser vistana saída. 272 vce VARIAVEIS DE SELEÇÃO A INFORMAÇÕES DE ENTRADA o h Figura 8,20 2 - Multiplex, utilizando Matriz de encadeamento simples, o A B Figura 8. 273 Injetando o endereço de uma dada informação, esta será desbloqueada (o produto canônico correspondente será igual a 1) e será conectada à saída. 3 - Multiplex, utilizando Matriz de encadeamento duplo . ce À B Figura 8.22 Esta maneira de construção do multiplex é uma das maisutilizadas, pois apresenta uma rápida comutação. 8.3.3 Ampliação de Capacidade de um Sistema Multiplex Podemos, a partir de circuitos multiplex de baixa capacidade, formar outros para um maior número de informações deentrada. Para entendermos o processo, vamos montar um multiplex de 4 canais de informação, a partir de outros de apenas 2 canaisde informação. A figura mostra, em bloco, o multiplex a ser obtidãs CANAIS DE INFORMAÇÃO tge—HA" MUX —eSren 13A | [Eti%oDE SEL AB Figura 8.23 Vamos utilizar blocos de menor capacidade, conforme mostra a figura: 19A MUX [— Ss 1e— reA Figura 8.24 274 A conexão, para tanto, deve ser da seguinte maneira: MUX Ss Figura 8.25 Ao entrarmos com o endereço OO (A. É), encontraremos nasaída a informação If. Como podemos notar, no circuito, quando B for igual a zero, as saídas intermediárias Soa e S1 estarão com as informações 19, e Tz respectivamente. Quando A for zero, tere mos na saída S somentê o valor de saída intermediária Sr quenesse caso estarácom o valor de I,, logo, ao injetarmos nessecircuito o endereço 00, teremos na saída a informação Igyç, Pode mos analisar de modo análogo os outros endereços: endereço Ol (A.B): a saída assumirá o valor de Ir. endereço 10 (A.B): a saída assumirá o valor de Iz. endereço 11 (A.B): a saída assumirá o valor de I;3. Normalmente, encontramos circuitos multiplex de 8 canais de informações (3 variáveis de seleção). Com a utilização desses blocos, seguindo esse processo, podemos formar circuitos multi plex com muito maior capacidade. Para ilustrar, vamos elaborar a seguir, alguns exemplos de confecção de circuitos multiplex com capacidade superior a BB canais: 1 - Confecção de um multiplex de 16 canais, utilizando blocos de 8 canais de informação. Devemos conectar os blocos da seguinte maneira: MUX DE 16 CANAIS Figura 8.26 275 Nos blocos multiplex 1 e 2, as variáveis B, Ce D irãoselecionar os 2 canais de entrada, que possuem endereços iguais (BCD), nas saídas S1q e Si. O multiplex 3 por possuir as entradas de seleção curto-circuitadas, apresentará somente os endereços 000 (A = O) ou 111 (A = 1), logo, esse bloco efetuará a seleçãofinal através de variável A, complementar ao endereço. Podemos observar, que no multiplex 3, as saídas Sp e S] deverão ser ligadas nas entradas cujos endereços são OOO e 111, pois, devido ao tipo de ligação das variáveis de seleção, as outras entradas ja mais serão endereçadas. Após esta análise, concluímos que o con junto executa à função de um sistema multiplex de 16 canais de informação. 2 - Confecção de um multiplex de 64 canais, utilizando blocos de 8 canais de informação. A conexão dos blocos deve ser feita como mostra a figura: MUX DE 64 CANAIS Figura 8.27 276 O circuito do multiplex de 64 canais funciona de forma análoga ao anterior. Para fixarmos melhor esse funcionamento, va mos analisár o caso da conexão à saída do canal de informação I3zç. O endereço da informação da entrada, nesse caso, será: A B C D E F 1 0 O 1 É A primeira parte do endereço (DEF = 100), separa na saí da Sy a informação Eaço e esta por sua vez, aplicada à entrada 4do multiplex 9, será conectada à saida através da segunda parte do endereço (ABC = 100), logo, essa combinação das variáveis de seleção comuta na saída o canal de informação Izç. 3 - Construção de um multiplex de 256 canais de informa ção, utilizando blocos de 16 canais. A ligação deve obedecer ao esquema mostrado na figura: tos EMUuX| So or 150 EFGH 46)F=soMUX| S1 3 Mox s2 F ráA 1314 — E FGH ABCD 12408A eMUX| SNA 16Ione E FGH Figura 8.28 Este circuito apresenta um princípio de funcionamento ané logo aos anteriores. Cabe observar que os blocos de 16 canais uti lizados, podem ser obtidos como no exemplo 1. 8.3.4 Endereçamento Sequencial em um Sistema Multiplex Podemos utilizar um multiplex que apresente, sequencial mente na saída, os dados correspondentes aos canais de informa ção. Para isso, basta conectarmos às entradas de seleção um circuito contador que gere à sequência de contagem desejada. Esque maticamente, temos: Figura 8.29 277 Uma das utilidades deste sistema é a conversão de uma informação paralela em uma informação série, pois se o contador gerar a sequência binária, teremos sequencialmente na saída asinformações In, Ti, Ia, até In. Essa configuração, porém, não faz com que o multiplex funcione obrigatoriamente como sendo um conversor paralelo-série, pois dado o endereço de um canal de en trada, a saída irá variar de acordo com à variação deste. Logo, se surgir na entrada um trem de pulsos, este será recolhido na saída. 8.3.5 Utilização do Multiplex na Construção de Circuitos Combi nacionais O circutio multiplex pode ser utilizado também para a montagem de circuitos combinacionais quaisquer. Para isso, basta montar a tabela da verdade do circuito como no capítulo 2. As saidas que o circuito deve :apresentar em cada uma das possibilidades devem ser injetadas nos canais de informação. As sim, quando ocorrer uma das possibilidades, as variáveis de sele ção irão endereçar a respectiva informação, que terá o seu valordefinido de acordo com à tabela da verdade. Para exemplificar, vamos esquematizar o circuito que exe cuta a tabela da verdade, utilizando blocos multiplex: A B CC |S1|S>z2 EP HIPOOOO PHOOEHHOO HO FOHORO POOIHOEHHPO PEHFEHONOOCO Tabela 8.4 Vamos agora, estabelecer os valores dos canais de infor mação de cada um dos multiplex, que irão apresentar as saídas 81 e S2: Variáveis de ' seleção MUX 1 MUX 2 A B C S2 o 0 oO o I9Ç=O O O 1 1 I)=O o 1 0 1 T;= O O 11 o 13= 1 1 0 O £ I4=O 1 0 1 o Igs=111 O o Iç=1 1 1 1 a I7=1 Tabela 8.5 Partindo da tabela, vamos escrever os valores que as in formações de entrada devem assumir: 278 MUX 1: Ig=Ig=Igf=Iç=O 1) = Ip=I=I7=1 MUX 2: Ig=I,=TI>7=IK=O Ig =Ig=IçaeI7el Vamos então, injetar esses valores nos respectivos canais de informação. O esquema do circuito, nessa situação, é vis to na figura: Figura 8.30 Este circuito irá apresentar as saídas S, e S,; de acordo com as variáveis de seleção de entrada, seguindo a tabela da verdade. Para verificarmos o funcionamento do circuito, vamos analisar um dos casos, pois os outros serão análogos. Analisaremos, por exemplo, O caso das entradas ABC iguais a 011 respectivamen-te. Ambos os multiplex irão endereçar o canal de informação I3z, logo nas saídas S; e S,, teremos respectivamente O e 1, queestão impostos respectivamente nas entradas. Esse exemplo mostra que podemos esquematizar um circuito combinacional através da utilização de blocos multiplex. A vantagem do emprego do multiíplex está na facilidade de esquematização de circuitos, principalmente quando temos um número elevado de variáveis. Por exemplo: quando tivermos 8 variáveis, teremos 256 possibilidades, o que implicará numa grandedificuldade de simplificação do circuito. Utilizando esse proces so, basta injetarmos os valores 1 e O nos canais de informação de acordo com as variáveis de seleção, conforme a tabela da verdade. Veremos mais adiante um outro processo, utilizando as memorias apenas de leitura. 279 Para uma melhor fixação desse tipo de utilização do cir-cuito multiplex, vamos confeccionar um decodificador do código BCD 8421 para o código Gray. O primeiro passo é montarmos a tabela da verdade correspondente a esta decodificação: r Canais de InformaçãoA B DS, o o 0o0o|[o o 001 |/o0o 01 0/0 o o 1 1/0o 1 0 0 |o o 1 01Í 0 o 11 0|0o 11 15 01 0 0 0(11 0 0 1/1141 oO 1 0 /1121 0 1 1 /11 1 0 0 /111 01 |/11 1 1 0/11 11 1 /1 OOOoOEreEreErIELOOOO OCOoOFLHELOOOOrRPFEEHHEOO OrMFPOOrRIPOOPHFOOHFrH|<FO!Tabela 8.6No multiplex 1, temos:IQ=I,=I7z=I;Tg=Ig=Tig5 TD)No multiplex 2, temos:ITQ 1,7 1,71;1, =If=SIçeTNo multiplex 3, temos:1, =1=Içe1L=1 STS é II, 2TNo multiplex 4, temos:1, =1;g5TI,217*1, =1,"1IfFIçoEfetuando as ligações, montamos o circuito:o s115ABCDFigura 8.31 (parte)280 e-o Os040-E=0 ABCD Figura 8.31 Injetando nas entradas ABCD, o código BCD 8421 (A é obit mais significativo), temos nas saídas S,, S,., S; e S, o códi go Gray (S, é o bit mais significativo). Alguns blocos multiplex existentes em circuitos integra dos serão mostrados como exemplo no capítulo 9 (Família de [Ecuitos Lógicos). 8.4 Demultiplex Entende-se por demultiplex como sendo o bloco que efetua a função inversa do multiplex, ou seja, a de enviar informações : Ae. Ê ,contidas em um canal e a vários canais de saida. Les*S2 LCANAIS DE SAIDA E DEMUX Sa|DE INFORMAÇÕESENTRADA DEINFORMAÇÃO ] | ] ines,ENTRADA DESELECÃOFigura 8.32Essas entradas de seleção têm como finalidade escolherqual o canal de informação de saída que deve ser conectado à entrada, ou seja, essas entradas de seleção devem dar o endereçodo canal de saída, ao qual a informação deverá se dirigir.Um circuito elementar que efetua uma demultiplexação évisto na figura: PANDAENTRADA DESELEÇÃOFigura 8.33 281 Se quizermos ligar àa informação de entrada no canal de saída S , basta selecionarmos a posição 1 da chave seletora, comisto, essa informação surgirá somente na saída S,. Se quisermos quea informação de entrada 2Seja conectada no canal de saída S,,basta selecionarmos a posição 2 da chave e assim sucessivamente. Podemos notar que este é o processo inverso de um multi plex, vem daí o nome demultiplex. Nessa chave, as variáveis de seleção irão indicar qual a posição que a chave seletora deve assumir, ou seja, a qual canal de saída devemos conectar a infor mação de entrada. As principais utilizações desse circuito são: conversãosérie-paralelo de informações e geração de produtos canônicos,utilizados como rótulos de operações em máquinas digitais. É tam bém utilizado em sistemas de transmissão de dados. Antes de estu darmos estas aplicações, vamos analisar seu circuito nas várias formas em que se apresenta. O circuito lógico básico de um demultiplex é visto na fi gura: so CANAIS DE SAÍDA DE INFORMAÇÕES E ENTRADA DE! INFORMAÇÕES! r 1 1 1 1 ft Ss116[5RR)VARIÁVEL DEA SELEÇÃO Figura 8.34 Vámos analisar o funcionamento do circuito, em função do valor assumido pela variável A: A=0: S, irá assumir o valor da entrada de informação, logo,esta sairá por S, e nesse caso, S, estará em zero. A u "o S, irá assumir o valor da entrada de informação, logo,esta sairá por Se nesse caso, Sº&, estara em zero, Podemos notar que quando A = O (endereço O) a informação de entrada sairá em ST, e quando A = 1 (endereço 1) a informação de entrada saíra por S1.: Assim sendo, as variáveis de seleção for necem o endereço, dado à informação de entrada, do local (canal de saída) por onde esta deverá sair. Podemos escrever essas possibilidades em uma tabela da verdade: Variáveis de Canais de seleção Informação A So |S1 o E o 1 o E Tabela 8.7 282 A=0 + So =E e S1 A 1 + So o e Er 1" o 4 = E é à entrada de informação. 8.4.1 Projeto e Funcionamento de um Demultiplex Para projetarmos um demultiplex devemos relacionar, pri meiramente, a possibilidade que as variáveis de seleção irão assumir (endereço), com o canal de saída de informação que deve ser conectado à entrada. Para isso, montamos uma tabela da verdade onde são consideradas todas as possibilidades de seleção e os respectivos canais de informação. Como exemplo vamos elaborar um demultiplex de 4.canais. Para que possamos conectar aleatoriamente uma entrada a 4 canais de saída, necessitamos, como já visto, de 2 variáveis de sele ção. Com isso, podemos montar a tabela da verdade: Variáveis Canais de saída A B So 817 So S3z o o E o o o o 1 o E o o 1 O o o E o 1 1 o o o E Tabela 8.8 Através da tabela, notamos que, quando as variáveis de seleção assumirem: (00) (PQ): teremos (01) (P D: teremos E. valor B E (10) (P3): teremos B no canal de saída S,.o E o valor E no canal de saída S7. o E o A. Do As: valorEno canal de saída S,.A.B (11) (P3): teremosovalor E no canal de saída S3.O circuito para executar essa função é visto na figura:Pose =| DEMULTIPLEX iÍ | CANAIS DEI so SAIDAt|1| st|EENTRADA Del S2INFORMAÇÕES SaVARIÁVEIS DEAB SELEÇÃOFigura 8.35O funcionamento do circuito demultiplex é análogo ao docircuito multiplex. Para verificarmos, vamos analisar um dos ca283 sos possíveis das variáveis de seleção, por exemplo, enviando O endereço 01 (AÀ.B). Quando ocorrer esse caso, interno ao circuito estará com P) o gerador de produtos canônicos em 1, com isso, a porta E liga da à saída P,y estará com um dos terminais em nível 1, logo, em sua saída (SS) ) teremos o valor, ou os valores, assumidos pela en trada das informações. As outras saídas permanecerão em zero, lo go, quando o endereço for Oi (A.B), teremos a informação de entrada na saída Si: Figura 8,36 Em bloco temos: Figura 8.37 Como outro exemplo vamos elaborar um circuito demulti plex de 8 canais de saída (3 variáveis de seleção), seguindo o mesmo processo. 284 Variáveis de seleçao B Canais de saída S5o OOOCOOOHMO| wu - DODoOoOoOoComMmMoOCOo| un Ns OCOoOoOomHmOoOoO| Yn ts OcComMmoocoo| hn * & HOOCOOOOOO| YU 7> pero+r o0oO0oos rHOOFPFOO FOMNO[FNOMO|N OOoOooOoooomM|aA OoOMOOOoOOoO oOoHMHOOOOOO| |U Tabela 8.9 Podemos, agora, desenhar o circuito que executa essa fun ção: Figura 8.38 Podemos verificar que de acordo com o endereço (valores assumidos por ABC), a informação de entrada surgirá na saída res : . :pectiva. Notamos que cada canal de saida possui apenas um endere ço: 8.4.2 Outras maneiras de formação de um bloco Demultiplex Podemos formar blocos demultiplex através de quaisquer geradores de produtos canônicos. Esquematizando, de forma geral, temos: 285 o ASAS Í poses Ie. ALADAGÃA AN Figura 8.39 O gerador de produtos canônicos interno ao circuito, fun ciona como distribuidor de endereços, pois de acordo com a entrada das variáveis de seleção, desbloqueará somente uma saída. Esse gerador de produtos canônicos poderá ser de qual quer tipo: matriz de diodo, matriz de encadeamento simples, matriz de encadeamento duplo ou mesmo feito através de portas E co mo nos casos vistos anteriormente. 8.4.3 Ampliação da Capacidade de um Circuito Demultiplex Como nos circuitos multiplex, podemos montar a partir de demultiplixadores de menor capacidade, outros de maior capacida de, ou seja, maior número de canais de saída. Para entendermos o processo vamos iniciar com um caso simples, onde vamos montar um demultiplex de 4 canais à partirde outros de apenas 2 canais de saida. A figura mostra o bloco que desejamos montar: CANAIS DE So SAÍDA ——. |———aS2E e——— DEMUXENTRADA DEINFORMAÇÕES ——— Sa| | VARIÁVEIS DEA B SELEÇÃOFigura 8.40Este será feito a partir de blocos de menor capacidade:286 |——so E e———— DEMUX.a SE Figura 8.41 Os blocos deverão ser conectados da seguinte maneira: FETATAAA 8 í E e—pEMUX LL, | 1 1 1 ! | old les| cemux|||| 11+T—=s3| .| |!dus ss seenA BFigura 8.42O circuito seguirá a tabela da verdade:a B|sóis, /S2o|S;3o o TEJO(o0íoo 1 /olE|0ojo1 o /olo|E jo1 1/0 /0/0|ETãábela 8.10Normalmente, encontramos circuitos demultiplex de 8 canais de saída (3 variáveis de seleção). Com a utilização dessesblocos e seguindo esse processo, podemos formar circuitos demultiplex de qualquer capacidade de saida.Para ilustrar, vamos construir um demultiplex de 16nais de saída, utilizando os blocos mencionados. O circuitovisto na figura: 2ê287 So S2 sa S4 ss S7 ss So Sto Sn s12 s1a sta s15 Figura 8.43 Nesse caso, o demultiplex 1 receberá às entradas de in formações e a primeira parte do endereço (A), com isso, selecionará através das saídas, um dos 2 blocos demultiplex. A segunda parte do endereço (BCD) selecionará por qual dos canais a infor mação deverá sair. Esse processo, bastante semelhante ao de aplicação de um multiplex, pode ser estendido para vários casos. 8.4.4 Demultiplex com Endereçamento Sequencial Podemos utilizar um demultiplex que apresente a informa ção de entrada, saindo pelos canais de acordo com um endereçamen to sequencial. Para isso, basta conectarmos às entradas de sele ção, um circuito contador que gere a contagem com a sequência desejada. Conforme a saída do contador, a entrada de informaçõesserá conectada aos canais de saída. Desse modo, quando o contador assume estado zero, a informação sairá pelo canal de saída Sº e quando assumir estado 1, sairá pela saída 8, e, assim sucessivamente. Esse tipo de configuração é muito utilizado em máquinas digitais para sequenciamento de operações, sendo conhecido como gerador de Labels (Rótulos). Esquematicamente, temos: E) S1 52 Sa SN Figura 8.44 288 Essa configuração não permite à conversão de informaçãosérie para paralelas pois, não permite a saída simultânea de in formações pelos canais de saída. Um modo de solucionar o proble ma é o armazenamento dessas informações em flip-flops ligados àssaídas e com isso recolher a informação paralela. 8.5 Multiplex e Demultiplex utilizados na Transmissão de Dados Os circuitos multiplex e demultiplex são muito utiliza dos em transmissão de dados. Para isso, basta que tenhamos um bloco no transmissor e um outro no receptor, executando a fun ção inversa. Para que haja uma perfeita recepção é necessário também que as variáveis de seleção estejamsincronizadas, ou seja,tanto na transmissão como na recepção, as variáveis de controle devem enviar o mesmo endereço. Temos dois processos básicos de transmissão: Transmissão paralela: através de múltiplos fios. Transmissão série: através de 1 fio. Vamos, para analisar os processos, exemplificar à transmissão de dados de 2 bits nos 2 modos: 1 - Transmissão Paralela A configuração do circuito nesse tipo de transmissãovista na figura: os LINHA DE i TRANSMISSÃO So 1 o E e—— PEMUX|g hi) 1 Mox esNE j 1 31)|A A2Figura 8.45A entrada de informação E, irá receber a informação demodo série, como visto no gráfico:Figura 8.46 Este gráfico indica o espaço de tempo de duração do 1º e do 2º bit. Sabemos também, que os bits da informação podem a sumir valores 1 ou O. A variável de seleção A, do demultipiex irá, durante o tempo de existência do 1º bit, enviar o endereço de S,, logo, este aparecerá na saída So Simultaneamente, a variável de seleção A, do multiplex deverá enviar o mesmo endereço, fazendo com que a SS AFoEmAcÃDo ligada em To(Sspo) apareça na saida S. Durante a existência do 2º bit, a variável de seleção A 1 do demultiplex deve 289 enviar o endereço de Si, logo, este aparecerá na saída S,. Simultaneamente, a variável de seleção A, do multiplex deve enviar o mesmo endereço, fazendo com que a informação ligada em I1(S;) apa reça na saída S. ASsSim, teremos na saída S a mesma informação aplicada à entrada E. Esse processo apresenta apenas caráter didático para mostrarmos à importância do sincronismo entre as variáveis de endereço do transmissor e do receptor, pois sem ele a informação colhida na saída não seria verdadeira. Na prática, é utilizado o processo que será visto a seguir. 2 - Transmissão Série A configuração do circuito é vista na figura: LINHA DE ,16H TRANSMISSÃO | soSs EMUX — DEMUX|1 — É ——S1 Aq A2 Figura 8.47 Nesse caso, à entrada da informação é feita por 2 fios (2 bits de informação) e é transmitida através de um único fio.= = s :Na recepção, teremos a conversão para saída em 2 fios, como naentrada. A entrada da informação é feita da seguinte maneira; h Pu eFigura 8.48 A variável de seleção A, do multiplex irá, durante o in tervalo de tempo de zero (0) a te enviar o endereço de TIgo, lo go, à informação contida nesse canal aparecerá na saída S, con sequentemente, na linha de transmissão e na entrada E do bloco demultiplex de recepção. Simultaneamente, a variável de seleção A, do demultiplex deverá enviar o mesmo endereço, ou seja, o de So, fazendo com que durante esse intervalo de tempo (O - ti), à informação contida em In apareça em S?o. Durante o intervalo de tempo da t, e t,, a variável de controle A; deverá enviar o endereço de Ty, fazendo assim com que a informação contida nesse canal apareça na saída S. Simultaneamente, a variável Apr deverá enviar o mesmo endereço, fazendo com que, durante este intervalo de tempo, II] apareça em Sp. Vejamos agora, como a informação se comportará nos vários pontos do sistema: 290 nn mm Mx — f—— DEMUX|2ºBIT 2BTne> Ps) | | Aq Az Figura 8.49 Notamos neste caso, à importância do sincronismo das variáveis de controle de transmissor e do receptor. Notamos também, que nas saídas S,eS;,o1l1º?eo2? bits não aparecerão simultaneamente. Podemos, então, para recolher a informação, arma zenar as saídas S, e S, em flip-flops e assim, logo após o ins tante t,, termos nas saídas dos flip-flops a mesma informaçãocontida nos canais Iv e 17. Após o término da transmissão de uma informação, poderemos transmitir uma outra e assim transmitir vá rias, uma seguida à outra. O processo apresenta à vantagem de transmitir a informação de modo série. Esse fato é muito importante quando temos uma grande distância entre o transmissor e O receptor, pois a linha de transmissão poderá ser um fio, linha telefônica ou outra sim ples, da mesma forma. Vejamos a seguir, um sistema de transmissão de dados,utilizando multiplex e demultiplex de oito canais de informação, ambos com endereçamento sequencial: 16 A + so1A e S1.19 ey P* So ato Ss (K E mux [* Sa 14 A MIX e [ão + Sa 15H CANAL DE . bess 16H TRANSMISSÃO l=és6 17 A e S7 A |8 Je A [e le CONTADOR DE O - 7 CONTADOR DE G -7 Figura 8.50 O sistema mostrado na figura, efetua a transmissão da informação, que entra através dos canais de entrada do 1h a LI,através de multiplexação de endereçamento sequencial. Isso fará com que tenhamos serialmente na saída S, os bits da informação. Essa informação chegará na entrada E e será demultiplexada, tam bém em endereçamento sequencial. Logo, os bits da informação de entrada de To a I7 sairão por SW, a S,, respectivamente, isso se tivermos o sincronismo entre os contadores 1 e 2, de transmissão e de recepção. O fato dos contadores estarem sincronizados significa que quando um deles assume um estado, o outro também assume o mesmo estado, ou seja, se o contador 1 da transmissão estiver, por exemplo, em estado 291 5 (endereço 101), o contador 2 da recepção também deve estar neste estado, com isso o circuito multiplex liberará o canal Is e o demultiplex liberará a saída Ss, logo, o bit de informação que estava no canal de entrada Is; do multiplex sairá no canal Ss do de multiplex. Podemos verificar o funcionamento desse sistema através da tabela da verdade, onde, de acordo com o endereço enviado pelos contadores, relacionaremos os canais de entrada e os canais de saída. TR AaSo* Linha Canais de saída A B C S=E Sol S7|S2|53|Su4|S 51 S g|S; 0 0 O Io 19/0 |O jo |O jO [0 [O o o 1 11 o |1,7/0 (o lo lo|o loo io Ia o |o I12/0o lo lo lo looO 1 1 I3 O jo [O |13/0 [0 [0 |O1 0 O Iy O jo [O |O |I4|JO |O [O1 0 1 Is o jo [o |O |O |15/0 [O1 1 O Le O jo [O |O |O |O |IgjO1 1 d I7 0 |O [0 jO jO |O |O |1;multiplex demultiplexTabela 8.11Notamos que a saída do multiplex será igual à entrada dodemultiplex. Na figura, poderemos verificar nos vários pontos dosistema o comportamento da informação.ioN Te 13 41IsIgi7 "to A So t11 A ps) tPB A e Sa +131 Ss pos:ne) MUX 55 É DEMUX [ass .1] -es5 t16 A Se t171 es7 ÉCONTADOR DE O -7 CONTADOR DE O -7Figura 8.51Para que tenhamos os vários bits de informação ão mesmotempo, necessitamos armazená-los e efetuar a leitura somente nofinal da transmissão completa de uma informação. Para armazenaresses valores podemos utilizar flip-flops nas saídas. Podemos observar que após o término, poderemos iniciar a transmissão deuma nova informação.292 8.5.1 Gerador de Paridade Normalmente, em transmissão de dados é comum enviarmos um bit a mais na informação. Esse bit, denominado bit de parida de, levará a seguinte informação: 1 - se foram transmitidos na informação um número par debits iguais a 1. O - se foram transmitidos na informação um número ímpar de bits iguais a 1. No receptor, uma vez recebida à informação mais o bit de paridade, um outro sistema irá conferir se a informação foi recebida corretamente, ou seja, se foi enviado um número par de bitsiguais a l, sendo bit de paridade igual a 1, ou se enviado umnúmero ímpar de bits iguais a 1, sendo bit de paridade igual a zero. Esse sistema deve indicar se a informação foi recebida cor retamente, caso contrário, deve indicar ao receptor a reijeiíção da mesma, pois à informação recebida não é verdadeira. Vamos, primeiramente, estudar o circuito que gera o bit de paridade. Esse circuito deve fornecer em sua saída 1 se o nú mero de bits iguais a l for par e zero quando este número for im par. Podemos, agora, estabelecida a função do gerador de pari dade, levantar sua tabela da verdade. Vamos supor que a informa ção a ser transmitida contenha 4 bits. 1, 1, 1, IQ|P o o o o (O bits=1+ P=1)o o o 1|0 (1 bit = 1+ P=0O)O O 1 0 |O (1 bit =1+ P=0O)o o 1 1 11 (2 bits = 1+ P=1)o 1 o oljoo 1 o 1||1Oo 1 1 0oj|1o 1 1 1 01 o o oo1 0 oO 1|/211 o 1 0Oo|11 0 1 15701 1 0 oj|12 2 o 1/01 1 1 o o2 1 1 1 [1Tabela 8.12Vamos esquematizar o circuito que executa essa função.Figura 8.52 293 A expressão será: Ss=TRGI)SBTIT2SIT3Z O circuito será então: sa a 4— Vamos analisar o comportamento desse circuito na trans missão de um dado.Vamos supor que o dado de informação de 4bits seja transmitido em quatro linhas, ou seja, em paralelo. A conexão do gerador de paridade é feita como mostrado na figura: o: Figura 8.53 h (—1<=BoFigura 8.54 O quinto fio da linha de transmissão, ou seja, o quintobit da informação enviada, será o bit de paridade. Devemos agora, elaborar um circuito que na recepção do dado, efetue o teste de verificação da paridade ou não do dadotransmitido. Na recepção, teremos à informação recebida e também umbit que informará se houve ou não a paridade do número de bits desta informação. Se esta informação recebida possuir um número par de bits iguais a 1 e o bit de paridade for igual a 1, ou se possuir um número impar de bits iguais a 1 e o bit de paridade for igual a zero, significa que a informação recebida é correta, se, no entanto, ocorrer algo diferente disso, significa que a informação recebida não é correta. O circuito verificador de paridade deve apresentar saída zero quando à informação recebidafor correta, caso contrário, deve apresentar saída igual a 1. Com isso podemos levantar a tabela da verdade referente a esse circuito. Nesta tabela, as variáveis serão os bits da informação recebida, incluindo também o bit de paridade. 294 AOOHOEOHHOOAHOMOOHOTAOAOOHAOOHOrnHO ToISI3 QRO Oem 9 npio-ro AaSe menes enem 2 norre s OOMHOOHHOOHHOOHAHOOHHOOAHOOHHOOr!ADOQOmASADOOOOXHAHHAOOOOHTHMHAHOOOOHHAAHcCooocococCoOmHHHAMHHOOOCOOCOOHmHHHHAHAAOOOOOOOOOOOOOOOOH4HAAHAdAdandtadadAaA Tabela 8.13 Vamos agora, esquematizar o circuito que efetua esta bela da verdade. ta na1 = T OI O1I,01;O”PSs Figura 8.55 295 o D) Be—— s 3 —A P Vamos agora, analisar o comportamento de ambos os circuitos na transmissão e recepção de um dado. Vamos supor que os da dos de informação de 4 bits sejam transmítidos em 4 linhas, ou seja, em paralelo. A conexão de ambos os circuitos é mostrado na figura: Figura 8.56 1 RECEPTORNro = & o pao Figura 8.57 De acordo com a informação (Io I17 I2 13), na saída do transmissor, o circuito gerador de paridade enviará um bit, in formando se o número de bits iguais a 1 é par (1) ou ímpar (O). Na recepção, O circuito verificador de paridade irá comparar o número de bits iguais a 1 da informação (I0 1, I7 13) com o bit de paridade enviado. De acordo com o funcionamento do circuito verificador de paridade, a saída S indicará na recepção se a in formação recebida é verdadeira (S = O) ou se é falsa (S = 1). Podemos também esquematizar um circuito que funcione co mo verificador ou como gerador de paridade. A vantagem dessecircuito é que um bloco pode executar tanto uma como a outra fun ção. Esse circuito nada mais é que uma extensão do Circuito gerador de paridade, pois irá comparar a saída P deste com umavariável auxiliar X através de um OU Exclusivo. Se X for igual à zero, P será comparado através de um OU Exclusivo com zero, lo go, se for igual a 1 à saída será 1, se for igual a zero à sai da será zero, portanto, se X for igual a zero, esse circuito funcionará como um gerador de paridade. Se na recepção aplicarmos na entrada X o bit de paridade recebido, esse circuito funcionará como verificador de paridade, pois o circuito irá comparar através de uma porta OU Exclusivo, o bit de paridade recebido e o gerado a partir da informação recebida. O circuito, para tal aplicação, é visto na figura: 296 Figura 8.58 X = O: gerador de paridade + 7Y X = P: verificador de paridade+Y Ss Representando o circuito através de um bloco, temos: o n bl 3 x Figura 8.59 X=0 + Y=PX=P +Y=S Vamos agora, elaborar um sistema completo de transmissão e recepção de dados, utilizando multiplex, demultiplex e gera dor /verificador do bit de paridade. to 1 MOX 2 SA Figura 8.60 8.6 Memórias Memórias são os dispositivos que armazenam informações. Neste ítem, trataremos das memórias que armazenam informações co dificadas, digitalmente, através de um código binário qualquer. Essas informações podem ser números, letras, caracteres quais quer, comandos de operações, endereços ou ainda qualquer outro tipo de dado. 297 As memórias encontram seu grande emprego no campo da In formática, sendo utiizadas principalmente em computadores e periféricos. São também utilizadas em outros sistemas com —micropro cessadores, tais como: Kits e projetos específicos. Armazenam dados para endereçamento, programação e para constituir o conjun to de programas internos para a funcionalidade do próprio siste ma. Um outro tipo de aplicação consiste em utilizá-las para exe cutarem quaisquer funçoes de circutios combinacionais, e ainda, com o auxílio de contadores comuns e conversores, gerar formas de onda de diversas maneiras de modo mais simples que o visto no capitulo 7. Algumas dessas aplicações serão estudadas ao térmi no deste capítulo. 8.6.1 Classificação das Memórias Antes de estudarmos cs diversos tipos de memórias, va mos conhecer sua classificação. Podemos classificar as memórias em vários ítens diferentes. A seguir, vamos relacionar os prin cipais: - acesso - volatilidade escrita/leitura ou apenas de leitura - tipo de armazenamento PWN| t Vamos analisar cada ítem: 1 - Acesso As memórias armazenam informações em lugares denominados localidades de memória. Cada uma das localidades de memória possui um conjunto de bits que nos permite Oo seu acesso, à esse con junto de bits damos o nome de endereço. Esse conceito é de fácil compreensão, pois como o próprio nome diz, o conjunto de bits re presenta o endereço da localidade onde está armazenada uma in formação. O tempo de acesso de uma memória é o tempo necessário des de a entrada de um endereço até o momento em que a informação apa reça na saída. Para as memórias de escrita/leitura é também o tempo necessário para à informação ser gravada. Podemos ter acesso à uma dada localidade de memória de duas maneiras diferentes: - acesso sequencial - acesso aleatório As memórias que utilizam o acesso sequencial, dado o en dereço de uma dada localidade, permitem que se ahegue até esta, porém para isso necessitamos passar por todas as outras locali dades intermediárias. As memórias mais comuns desse tipo são à que utilizam fita magnética. Para entendermos melhor o acesso sequencial tomemos o exemplo de uma fita magnetica. Para que tenhamos acesso a uma informação armazenada em uma localidade qualquer, necessitamos enrolar a fita até o ponto dessa localidade para só, então, ter mos acesso à informação lá contida. Notamos, nesse caso, que ao enrolarmos a fita, passamos por todas as localidades intermediárias. Uma característica importante desse tipo de acesso é que o tempo de acesso depende do lugar onde a informação está arma 298 zenada. No caso da fita, se uma informação estiver no fim do rolo necessitamos enrolá-la até o ponto desejado, logo o tempo de acesso será longo. Caso a informação esteja no início da fita, o tempo de acesso será menor. As memórias que utilizam o acesso aleatório, dado um en dereço de uma dada localidade, permitem que se chegue até esta diretamente, sem que necessiítemos passar pelas localidades intermediárias. As memórias desse tipo são também conhecidas como RAM (Random Access Memory). São largamente utilizadas em sistemas di gitais programáveis. Esse tipo de memória possui a grande vanta gem de ter um tempo de acesso pequeno e igual para qualquer uma das localidades de memória. Analisaremos mais adiante o circuito de memória RAM. 2 - Volatilidade Quanto à volatilidade, as memórias podem ser voláteis ou não voláteis. As memórias voláteis são aquelas que ao ser cortada a alimentação perdem as informações armazenadas. São memórias feitas, geralmente, à partir de semicondutores e na maioria das ve zes, possuem como elemento de memória o flip-flop. Um exemplotípico, já citado, é o da memória RAM. As memórias não voláteis são aquelas que mesmo sem ali mentação continuam com as informações armazenadas. Dentre essas se destacam as memórias magnéticas e as eletrônicas: ROM, PROM e EPROM. 3 - Memórias de escrita/leitura ou memórias apenas de leituraAS memórias de escrita/leitura são aquelas que permitem acesso a uma localidade qualquer para escrevermos a informação desejada, além disso, permitem o acesso também para à leitura do dado. As memórias RAM também se enquadraran nessa situação. As memórias apenas de leitura, como o próprio nome diz, são. aquelas em que à informação . é fixa, só podendo efetuar-se aleitura. São também conhecidas como ROM (Read Only Memory). Aanálise desses tipos de memórias será feita mais adiante. 4 - Tipos de armazenamento Quanto ao tipo de armazenamento as memórias classifi cam-se em estáticas e dinâmicas. As memórias de armazenamento estático são aquelas em que uma vez inserido o dado numa dada localidade, este lá permanece. As memórias de armazenamento dinâmico são aquelas em que necessitamos inserir a informação de tempos em tempos, pois de acordo com as características de seus elementos internos perdem essas informações após um determinado tempo. As memórias de armazenamento estático apresentam a vanta gem de possuir uma utilização da maneira mais fácil que as dinã mICAas. 8.6.2 Memórias RAM Essas memórias, como já visto, apresentam as seguintescaracteristicas principais: 299 1 - acesso aleatório 2 - permitem escrita e leitura de informação binárias codificadas. Como vimos no capítulo 6, o flip-flop é um bloco lógico que permite o armazenamento de uma informação de um bit. Nas memórias RAM, o flip-flop é utilizado como elemento básico de memória. Para entendermos o funcionamento básico de uma memória RAM, vamos, inicialmente, analisar um circuito básico que nos permite a escrita e a leitura de uma informação: END e—————— Entrada de endereços++-s,Ss SAÍDA DEB LEITURAEntrada do dado a serescrito. xControle escrita/leitura.Figura 8.61Este circuito pode ser considerado como uma RAM de 1 bit.Primeiramente, vamos analisar como escrever uma informação. Estando a entrada de endereço (END) em nível lógico Lias portas E (P, e P,) liberarão a passagem para os terminais Sse R do flip-flop, do dado ligado à entrada D. Desse modo, às entradas S e R assumirão os valores de De D respectivamente, impondo assim à saída Q o valor de De a saida O o valor de D, isto somente no momento em que a entrada clock for igual a 1.Resumindo, para efetuar uma escrita necessitamos, então:1 - acionar a entrada de endereço (END = 1).2 - injetar a informação à ser escrita no terminal dedados (D = TI).3 - acionar o terminal de controle escrita/leitura (X-1).De acordo com à situação já expostá, vamos analisar osdois dados que podem ser escritos: O ou 1.Se quisermos escrever zero, a entrada D deve ir parazero. Com a entrada de endereço (END = 1) igual a l, a informação contida na entrada D é liberada para o terminal S do flip-fiop e D para o R, ou seja, nesse caso, a entrada S (saída daporta P,) será zero e a entrada R (saida da porta P2) será l. Essas entradas, quando o clock for igual a 1, farão com que oflip-flop assuma estado zero (Q = 0 e Q = 1), logo, quando a entrada de controle X (escrita/leitura) for igual al, 0 flip-flop assumirá estado zero.Se quizermos escrever 1, a entrada D deve ir para 1. Coma entrada de endereço igual a 1 (END = 1) a informação contidaem D é liberada para o terminal S do flip-flope Dparao terminal R, ou seja, nesse caso a entrada S (saída de P,) será 1 ea entrada R (saída de P,) será zero. Essas entradas, quando o 300 clock for igual a 1, farão com que o flip-flop assuma estado 1(Q=1eQs=0), logo, quando à entrada de controle for igual a 1, o flip-flop assumirá estado 1. Para lermos uma informação, precisamos endereçar o flip-flop (END = 1) e colocar a entrada de controle de escrita/leitu ra em zero (X = O), bloqueando assim, quaisquer entradas S e R (clock = 0), Desse modo, podemos efetuar através do terminal de saida de dados, à leitura do valor de Q, ou seja, a leitura do valor do dado armazenado nessa célula básica. Interligando várias células, básicas, podemos esquemati zar memórias de maior capacidade. Capacidade de memória é O número de bits no qual uma memória é capaz de armazenar. Cada bit será armazenado no que chamaremos de localidade de memória. Cada localidade, como vimos, oferece acesso através de um endereço, logo temos que produzir tantos endereços quanto for o número de localidades de memória, para termos acesso à todas elas. Como já vimos, conseguimos endereçar com n variáveis 2D localidades, logo para N localidades necessitamos de endereços de n variáveis onde: n = log,N ,Para exemplificar, vamos esquematizar uma memória RAM de 4 bits de capacidade. Para armazenar 4 bits, necessitamos 4 localidades de memoria. Vamos determinar o número de variáveis de endereço: N=4 + n= log, 4 .«“. n=2 variáveis de endereço A figura mostra o esquema dessa memória RAM de 4 bits: ENTRADAS & enDereço Lº So Co contROxEen x=t ESCREVEPERTH Figura 8.62 Notamos, através do esquema, que tanto a entrada de da dos (D) como a entrada de controle escrita/leitura (X) são co muns à todas as células de memória, porém estas últimas só serãoativadas pelos seus respectivos endereços. Por exemplo, se qui zermos armazenar na localidade 3 um dado, entramos com esse na entrada D, colocamos a entrada X em l (escrita) e entramos com o endereço 11 (319). Com isso só a localidade 3 será ativada, ar mazenando o dado D. Notamos que todas as outras células estarão bloqueadas, pois suas entradas de endereço serão iguais a zero, logo, todas as entradas S eRdos flip-flops não ativados estarão em zero, fazendo com que mantenham o estado atual, não destruindo as informações já armazenadas. 301 Se quizermos agora, por exemplo, ler a informação conti da na localidade O, entramos com o endereço 00 (010) e X= O, lo go, teremos na saída de leitura o dado armazenado em Qyo- Mesmo que tenhamos um valor qualquer na entrada D, o flip-fiop FF, estará com suas entradas S e R bloqueadas, pois a entrada clock estará em zero (X = O). Os outros flip-flops estarão duplamente bloqueados, pela entrada X e pelas entradas de endereço. A figura .mostra, em bloco, uma célula básica de memória RAM: | Entrados de endereços END l—. SaídaControle E/L — x Ss de Entragas de e— leitura. Dados, Figura 8.63 Vamos esquematizar o circuito do exemplo, utilizando estes blocos: ENT. DE (à END. +.8x sooCONTARESCR/LEMURAxs1e|Ax=oLÊFigura 8.64A disposição das células básicas, uma após a outra, édenominada de linear. A memória de 4 localidades por nós esquematizada está disposta linearmente, sendo à forma de endereçamento chamada de seleção linear, pois, temos um produto canônico seguidoao outro, ou seja, cada produto canônico, utilizado como endereço, é obtido através de uma das portas E.Como vimos anteriormente, esta não é a única maneira degerarmos produtos canônicos. Uma outra maneira de utilizá-los,para endereçamento, é através de uma matriz de duplo encadeamento. O endereçamento feito através da matriz de duplo encadeamento é também conhecido como seleção coincidente, pois, só acionaa célula básica na qual coincidem os dois ramos do endereço.Vamos agora, esquematizar uma memória de seleção coincidente com 16 locaiidades (16 localidades + 4 variáveis de endereçamento).302 BARRAMENTO DE ENDERECOS st SAIDA OE LEMTUAA Figura 8,65 Vamos, para exemplificar, analisar o caso de escrita nalocalidade 5, os outros serão análogos: Para escrevermos um dado na localidade 5, devemos: 1 - Injetar o dado na entrada D. Esse dado será injetado na entrada D de todas as clulas. lo. 2 - Injetar controle de escrita (X = 1). Esse controle irá fazer com que às entradas clock de todos os flip-flops de todas as células fiquem iguais a l. 3 - Endereçar a localidade desejada, no caso a localida de 5. Para endereçarmos essa localidade, necessitamos enviar através do barramento de endereço, a palavra de endereço Ol 01 (A.B.C.D), que será a única possibilidade possível que as variáveis de endereço podem assumir para liberar a localidade desejada, no caso, a 5. Com isso, todas as entradas S e R de todos os flip-flops das células não endereçadas permanecerão em zero.Com S = R = O teremos Of = Qa, ou seja, todas as localidadesnão endereçadas manterão o seu estado. 303 A localidade 5 terá sua entrada de endereço igual a 1, logo, as entradas S e R do flip-flop da célula da localidade 5assumirão D e D, fazendo com que à saída Q dessa célula assuma o valor do bit do dado de entrada. Assim, a informação contida na entrada D mediante controle E/L (X = 1) e palavra de endereço 0101, será armazenada somente na localidade de memória 5, sem alterar o valor das outraslocalidades. As memórias RAM podem ser representadas somente em blo cos. Mostramos, na figura, o bloco da memória RAM esquematizadaanteriormente: ENTR. DE ss LÊ —xCONTR E/LIX=1 ESCREVE FANS se ENT. DE DADOS e HD SAÍDA DEABCD! [EMURASIENTRADAS DE ENDEREÇAMENTO Figura 8.66 Notamos, pela figura, que o bloco representa uma memória RAM de 4 variáveis de endereçamento (n = 4), 16 localidades de memória, com uma variável de controle E/L (X), uma entrada de da dos (D) e uma saída de leitura (SL). 8.6.2.1 Memórias RAM de N Localidades Podemos através desse processo, construir memórias RAM de N localidades. Para isso basta aumentarmos o número de variá veis de endereçamento (n), arranjarmos a matriz de encadeamento duplo para n variáveis e conectarmos as células de modo análogo. Dessa forma, teremos uma memória capaz de armazenar até N bits,porém em toda e qualquer memória desse tipo, só poderemos armaze nar informações de 1 bit, ou seja, a cada endereço colocado no barramento de endereços, escreveremos ou leremos 1 bit apenas. 8.6.2.2 Memórias RAM N x m Se quizermos armazenar uma informação que contenha mais de 1 bit e termos:acesso a essa informação mediante um endereçoapenas, as memórias RAM vistas até aqui, tornam-se insuficientes,pois como já dissemos, essas só escrevem ou apresentam na saída1 bit para cada endereço colocado na entrada.Para armazenarmos uma palavra de informação de um certonúmero m de bits, utilizamos m dessas memórias vistas anteriormente, conectadas de forma a gerar nos terminais de saida osbits da palavra de informação, ou escrever os bits em uma , dadalocalidade através das m entradas de dados, mediante uma só palavra de endereço.Essa conexão é feita conforme mostra a figura:304 ENT. DE END. Figura 8.67 Cada bit da informação será armazenado em uma das m memórias RAM, sempre mediante o mesmo endereço, logo, cada bit estará na mesma localidade de sua respectiva memória, ou seja, o primeiro bit será armazenado na localidade K da primeira memória, o segundo bit na localidade K da segunda memória e assim por diante. Para efetuarmos a leitura dessa palavra de ifformação, acio namos o endereço da localidade onde estão armazenados seus bits e teremos nas saídas das m memórias RAM, a palavra de informação desejada. Para entendermos melhor esse conceito, vamos esquemati zar e analisar uma memória RAM 8x4, ou seja, uma memória de 8 localidades (N = 8) que armazene 4 bits em cada localidade (m=4). Devemos lembrar que o primeiro número (N) indica o número de 10 calidades da memória e o segundo número (m) indica o número de bits de cada palavra de informação armazenada. A figura mostra essa memória: SAÍDA DE LEITURA. CONTROLE EA X X=1E x=oL D1 ENT. DE|D2o3D4ent.DE [ÀEND.|BcFigura 8.68Vamos analisar o caso da escrita de uma informação ( 1I2IgIyW). Para isso, temos que aplicar a informação às entradasDi, Do, D3 e Dy respectivamente, passar o controle E/L para a si305 tuação de escrita (X = 1) e aplicar em A, B e C o endereço da localidade a ser armazenada. Vamos supor que a informação deva ser armazenada na loca lidade 4, logo, a palavra de endereço será 100 (ABC). Com esse endereço e a situação descrita, temos: T1 armazenado na localida de 4 da memória RAM 1, I>z na localidade 4 da RAM 2, I3 na locali dade 4 da RAM 3 e Iy na localidade 4 da RAM 4. Para lermos a informação teremos que fazer X = O (leitu ra) e ABC = 100 (endereço da localidade 4). Assim sendo, a infor mação (IjIpI3gIv) estará respectivamente nos terminais de saída (8,1525384). ,Através do exemplo, concluimos que, podemos ler nos terminais de saída a informação que estava armazenada na localidade 4, mesmo esta sendo uma informação de m bits (m = 4). Para armazenarmos ou lermos uma informação em qualquer outra localidade, basta seguirmos o processo descrito. A essas indicaçoês de memória RAM (N x m), damos o nome de organização de estrutura da memória, pois sempre oO primeiro número (N) indica o número de localidades da memória e o segundo número (m) indica o número de bits de informação armazenada. Naprática, encontramos memórias organizadas com as seguintes estru turas: RAM 32x8 RAM 1024x1 RAM 128x8 RAM 4096x1 RAM 256x4 RAM 64Kxl RAM S12x8 Para sabermos qual a capacidade de uma memória de estrutura Nxm, basta efetuarmos o produto Nxm, pois se multiplicarmos o número de localidades (N) pelo número de bits por localidade, teremos como resultado a capacidade total, em bits, dessa memó.ria. Por exemplo, uma memória RAM 256x4 possui 1024 bits de capacidade. A notação K significa um fator 21º, ou seja, 1024. À memória RAM especificada por 64Kxl possui 64x1024 = 65536 localida des com 1 bit em cada. Na prática utiliza-se em cada localidade um conjunto de 8 bits denominado byte. Por exemplo, uma memória RAM de 2Kx8 é especificada por 2K bytes possuindo 2048 localidades com 1 byte, ou 8 bits, em cada. Podemos representar as memórias RAM somente em blocos, como visto na figura: mm s D2 sa . ENTRADA — .s sa SAÍDA DEDE DADOS i Ram dum | LEITURA om Sm CONTROLE e—-EM x=OLEMURA | Í Í"--|X=1 ESCRITA AAZAZ An ENT DE ENDEREÇOS Figura 8.69 306 Por exemplo, uma RAM 256x4 será representada por: SAÍDA DE LEITURA ENT. DE DADOS A AZAGAs AGAGATÃO Figura 8.70 Como vimos, as memórias RAM são feitas a partir de semi condutores, utilizando como elemento de memória o flip-flop. Es sas memórias apresentam à característica de volatilidade de in formações, pois se retirarmos a alimentação, perderemos todas as informações armazenadas. Outra característica importante é quan to ão tipo de armazenamento, na prática, às memórias RAM estáti cas possuem muito menor capacidade do que as dinâmicas, pois estas últimas, apresentam como células de memória, circuitos mais simples, porém, que necessitam da reinserção dos dados armazena dos de forma periódica, apresentando apenas a vantagem da alta capacidade de armazenamento num único circuito integrado.Existe também a memória RAM que apresenta a entrada e asaída de dados pelos mesmos terminais, sendo a seleção feita pe lo próprio controle de escrita/leitura. Além disso, apresenta umterminal de habilitação que em nível zero, a faz entrar em funcionamento e em nível 1, coloca seus terminais em tri-state, conceito este, a ser abordado no próximo capítulo. 8.6.3 Memórias ROM Essas memórias, conforme já visto, apresentam como característica principal permitir somente a leitura dos dados nela gravados, vem daí o nome ROM (Read Only Memory) que significa me mória apenas de leitura. Possuem em uma configuração . semelhanteàs memórias RAM no que toca à parte de leitura. Na verdade, asmemórias ROM são circuitos estritamente combinacionais, como ve remos à seguir. * Dentre as diversas aplicações, destacamos sua utilização para construir um circuito combinacional qualquer, formar geradores de caracteres e armazenar programas em sistemas digitais. 8.6.3.1 Circuito Básico Para iniciarmos o estudo das memórias ROM, vamos anali sar um circuito básico que permite a leitura de 2 informações. à figura mostra este circuito: 307 Figura 8.71 Se injetarmos na entrada de endereço A, Oo endereço zero (A = O), poderemos ler na saída à informação ITQ. Se injetarmos o endereço 1 (A = 1), poderemos ler a informação I,.- Devemos lem brar que não teremos nunca a possibilidade de escrever uma informação numa dada localidade, pois as memórias ROM já são construi das com os valores das informações Içelíl A configuração básica de uma ROM é vista na figura: xO OC 22"9 SR RED EIcn 1P,| o Ao 8 19H Z A Sla),A2 tEA B|"wuA 1: [8o Vo g P2F [ =- VP & Iga1 Ana| 8 Pn-1Í ã&Í uuI 9 NA[SOA:ALL.Figura 8.72As informaçoês Ig, TI], Is --.-, IN-1 São valores que devem ser gravados nas N localidades previamente. No caso, na localidade O, devemos ter a informação Tor na localidade 1, Ir e assim, sucessivamente até na localidadeN-1,a informação IN-1. O gerador de produtos canônicos funcionará como o decodificador de endereços, pois dado um endereço, liberará somente àleitura da informação contida na localidade de memória correspon dente. A configuração do gerador de produtos canônicos mais utilizada é a de matriz de duplo encadeamento. A figura mostra, como exemplo, a configuração de uma ROM de 16 localidades (N = l16+ n = 4). 308 VARIÁVEIS DE. ENDEREÇO oNT> s SAÍDA DE LEITURA Figura 8.73 O funcionamento deste circuito pode ser apresentado na forma de uma tabela da verdade. Esta tabela é apresentada a seguir: Variáveis de endereço B C erp LpIrII[LPILOOOOOOOO|yw FrHHOOOOFEHEHOOOO PHOOLHOOFNFPOOHHOO HOLNOrLOLONOFOr[SOHSO|O H = Ts Tabela 8.11 AS informaçoês de I9ga I15são os valores dos bits arma zenados nas localidades. Para construirmos uma ROM, basta sabermos os valores des ses bits e nos terminais correspondentes, injetar então 1 e zero conforme esses valares. Esta tabela da verdade também recebe o nome de mapeamento de memória e significa que injetando-se nas entradas de ende reço um endereço qualquer, teremos na saída, o valor armazenado na localidade correspondente. 309 Para entendermos melhor o significado do projeto de uma ROM, vamos elaborar um exemplo. Vamos supor que necessitemos construir um circuito que siga a tabela da verdade: Variáveis de endereço A Ê Ss o 0 0 o o O 1 o 1 0 de o 1 1 o 1 0 0 1 1 O 1 o 1 1 O o 1 1 1 1 Tabela 8.12 Podemos esquematizar esse circuito, seguindo os proces sos vistos em capítulos anteriores. Podemos também utilizar uma ROM. Vamos agora, elaborar a ROM relativa a essa tabela daverdade: ' ENT. DE( A ENDEREÇO êÊ Figura 8.74 Podemos notar que o circuito dessa ROM quando endereça do, apresenta na saída S os valores, conforme a tabela da verda de. ' Podemos também relacionar os valores da saída com as lo calidades, como mostrado na tabela: Localidade Ss NOUBRGNHO rHOOFOrBHSO Tabela 8.13 310 Esta forma de apresentarmos a tabela da verdade, nada mais é do que dizermos qual o valor que está armazenado em uma dadalocalidade. O fato de utilizarmos 3 bits de endereçamento nos per mite colocar o valor numérico do endereço na forma octal (ver capítulo 1 - conversão do sistema octal para o sistema binário "*econversão do sistema binário para octal). Quando especificamos um endereço, por exemplo 5g, sabe mos que significa o endereço 101 (58; = 10172). O exemplo teve a finalidade de mostrar a construção de uma ROM. No caso, não existe vantagem na sua utilização, Pois osmétodos de simplificação quando temos 3 variáveis, são já conhecidos, e levam ao mesmo resultado de maneira mais simples. Po rém, nos casos onde possuímos 8 ou mais variáveis, a simplifica ção torna-se difícil e aí sim fica clara a vantagem de utilizar mos uma memória ROM. Em caso de um número grande de variáveis, podemos consi derar à tabela da verdade como um mapeamento de memória e construir una ROM que, de acordo com o endereço, apresente na saída o valor 1 ou O, definido na tabela da verdade para cada possibilidade e, portanto, assumido pela saída. Nos casos com um número elevado de variáveis, é comum escrevermos a tabela da verdade, utilizando ops caracteres do sis tema octal ou hexadecimal, dependendo da conveniência, sendo que, para isso, basta saber que um dado número escrito na coluna de endereços, representa o seu correspondente em binário. No caso de possuirmos a palavra de endereço de oito bits, é mais fácil escrevermos a tabela da verdade (mapemanento de me mória), utilizando ao invés dos números binários, os seus cor respondentes no sistema hexadecimal. A tabela exemplifica essa vantagem: Endereço das variáveis Endereço das variáveis Saida em binário em hexadecimal Ss ABCDEFGH 000009000 oo Io 00000001 ol T, 00000010 o2 Taz 00000011 o3 I3 10100111 A7 »« Ev 10101000 AB TIçgg 10101001 EX) To 11111101 FD Tosa 11111210 FE Tosuy 11111111 FF To55 Tabela 8.14 Podemos notar que é muito mais fácil, para um número ele vado de variáveis, escrevermos as combinações na forma hexadeci mail. Podemos representar uma ROM através de um bloco, onde te mos os terminais de endereço e a saída onde será efetuada a lei 311 tura: ROM ó s |— SAIDA DELEITURA N LOCALIDA TM DES Figura 8.75 No bloco, entrando-se com um determinado endereço, ftere mos no terminal de saída o valor do bit da localidade endereça da. Cumpre notar que numa memória ROM, os valores dos bits nas N localidades de memória são pré-fixados na sua construção, que é feita a partir de uma tabela da verdade (mapeamento da memória). Na prática, encontramos memórias ROM em circuitos inte grados, obedecendo a uma programação, pré-fixada pelo .fabrican te, específica para usuário, logicamente, feita em grande escala. Para aplicações em pequena escala, utilizam-se as memórias programáveis PROM, EPROM e EAROM, abordadas ao término deste capítulo. 8.6.3.2 Memória ROM N x m As memórias ROM também podem oferecer estruturas organi zadas na forma Nxm, ou seja, podemos a partir de um mesmo ende reço,. ler uma palavra de mais de um bit. Vamos lembrar que, comojá visto, N é o número de localidades de memória, m e o número debits de informação gravado nessa localidade e n é o número de variáveis de endereçamento. A figura mostra a configuração básica de uma ROM Nxm: so s1 Boo Sm ROM SO ou E RomM S2 rom E”NO o Ns No Aq AgAn Aq AguAn Aq AQuiAn At Agu:Anare i —L 1 Az An Figura 8.76 Entrando-se no barramento de endereços com um dado ende reço, todas as m memórias apresentarão em suas saídas (S, S;, ...Sm), os valores referentes a esse endereço, sendo assim, podere mos ler na saída toda palavra de m bits (1, 1, Io «> Im). previamente fixada, referente a esse endereço. 312 Podemos também representar a ROM Nxm apenas em bloco, co mo mostrado na figura: SAÍDA DE LEITURA ENT. DE END. Figura 8.77 Nesse bloco, dado um endereço, teremos nas saídas (So. Sao 8, .«.. Sm), os valores dos m bits gravados (Io, ir 12 cusIm), Ou seja, a palavra previamente fixada na memória referente a esse endereço. Todas as associaçoêés de endereço e dados armazenados na localidade de memória são vistos em uma tabela da verdade (mapea mento de memória). A tabela, a seguir, mostra O caso geral: A) Az A3z ... Ap So S1 Sao -... Sm o o o o Too T01l T02 ... Tom1 T10 11). 112 .-.- Tim o IT20 IT21 122 -... Tom 1 IT3o T3ã1r IT32 -... Im Tabela 8,15 Vamos agora, para fixar o conceito de uma ROM, elaboraralguns exemplos de suas aplicaçoês. 8.6.3.3 ROM como um Circuito Combinacional Vamos, como exemplo, construir uma ROM de modo que fun cione como um decodificador de código BCD 8421 para o código GRAY. Notamos que o código à ser decodificado deve ser injeta do como sendo um endereço, devendo ser fixadas nas localidades de memória, referentes aos endereços, as palavras correspondentes ào código a ser obtido. Vamos montar a tabela da verdade: 313 Código BCD 8421 Código Gray Entradas de endereçamento Saídas da ROM A B CC D hn oo mns mn - n o PRPOOFPOOHHFHOOFPFOO FPOMNMOLNOLOPOLOMSORO rerrprteprEprypprpryOocooooooo CoOoOoOorrvwE LL LFL OOOO COrNFHHOOOOHEÊNHOO COrPHOOPHOOEHHOOHEHO rmerEEEH[HNLEHHOOOO0OO0OO0OO0OO rPPRIEIEOOOOFHFEHHHOOOOTabela 8.16Logo após, construímos uma ROM l6x4 a partir da tabelada verdade, podendo ser utilizada como decodificador. Ao endereçarmos a palavra no código BCD 8421, nas saídas teremos os bitsque foram pré-fixados nas localidades, formando uma palavra queserá correspondente ao endereçamento, porém, no código GRAY.Nesse caso, temos uma ROM l6x4 onde o código Gray é fixado em 16 localidades e sairá através das 4 saídas.Representando esse circuito como um bloco, temos:So Saídas referentes aSs decodificação do códis2 go BCD8421 para o cóSa digo Gray.Entradas do códigoBCD 8421 (endereço) ABCDFigura 8.788.6.3.4 ROM Uitlizada num Gerador de CaracteresPodemos utilizar uma ROM em circuitos geradores de caracteres, ou seja, em geradores de formas de onda. Para isso, dadauma forma de onda, devemos digitalizá-la como visto no capítulo7. Após digitalizarmos à onda, codificamos os vários níveis emforma binária. Isso feito, elaboramos uma tabela da verdade, contendo esses vários: valores em sequência e associamos cada um desses valores a um dado endereço de entrada. Conectando-se as entradas de endereços à um contador de O a N-1 (N é o número de localidades da ROM), teremos na saída da ROM esses valores se 314 quencialmente. Conectando-se à saída da ROM a um conversor digital-analógico, teremos na saída desse, a forma de onda desejada. Vamos exemplificar esse processo, gerando uma forma de onda triangular como visto no gráfico: vv) IV Jem rrenree==—— — avi-ceco, vi Figura 8.79 Após digitalizada a forma de onda, colocamos os valores codificados em binário, segundo uma ordem sequencial na tabela da verdade, onde faremos a correspondência com os respectivos en dereços: Palavras de endereço Valores digitalizados da onda A B CDE EPEN:PEN:TENT PrEREELIErrLOOOOOOOO0OO0OO0OO0OO0OO0OOO0oOo COOoOoOooQoEeErR PEPHEHFHOOOOOOOO PrrrPFr[EOOOOHHEFOOOOLEFPHOOOOPRroOOHHOOrFHHOOFHOOFErEOOFEHOO rFrOFOFOFOIRNOPrPOrPO RO NO FPO|[SOFP O PRrEpprpLHppLYpLEPpILÂEHLILYLULYL[UHHLYWYL[WOOOOO0OOOOOOoOOoOBPLELHLERPIE[CLOOOOHErFFOOOO OOErPEPOOFHEILOOrFHOOHEHHOOHFOO OPOFO LNOFRFHOPO LOLNOFPO[LOrROHO Tabela 8.17 (parte) 315 Palavras de endereço Valores digitalizados da onda A B C DE 3 SS S&S SoMn rrEpppEppÁDO rrHED[ERR HRHHEOOOO FHLHOOFHOO rPOrcoFroro cCooococococo DoOoOorErptrer OoOFrHOoOOFPr Oro rFrOPOF Tabela 8.17 Construindo-se uma ROM de acordo com à tabela da verda de, teremos o gerador dessa forma de onda. O diagrama de blocos desse circuito é visto na figura: ROM. so CONVERSORA o oiemar —S2 5ANALÓGICO & )" ABCDE N" CONT. DE o-3 Figura 8.80 Utilizamos aqui, exemplos nos quais necessitamos memó rias ROM de baixa capacidade. Na realidade, podemos utilizar memórias ROM de maior capacidade, sendo inclusive utilizadas co mo conversores de programas, ou seja, para transformar uma lin guagem de programação em outra. 8.6.3.5 Ampliação da Capacidade de uma ROM Para certas aplicaçoês necessitamos de memórias de maior capacidade do que as encontradas no mercado. Neste tópico, dare mos uma idéia de como podemos ampliar a capacidade de uma ROM.Para iniciarmos essa análise, vamos elaborar um exemplo simples que possibilita a compreensão do conceito de ampliação da capacidade. Vamos formar uma memória ROM l6x1l a partir de 2 blocos de estrutura ROM 8x1. Para essa conexão não bastam somente essas duas memórias, precisaremos também de um bloco multiplex que, devidamente ende reçado, irá indicar qual das memórias deve ser conectada à "saí da. A figura mostra o tipo de ligação para essa ampliação: - 316 TV 7 | t I t | ROM t t 8. i| B 1 ! T j l o 1 | HUX S| Ss | TA 1 ! 1 ' ROM Sa | i 8x1 |) 1 i BC 1 | ] t 1 ! I 1 1 t Ldadlco, — ROM 61? |!ABCODFigura 8.81Ao injetarmos um dos 16 possíveis endereços (ABCD), aparte menos significativa da palavra de endereço (BCD), irã fazer com que nas saídas S, e S, apareçam os bits fixados nestasmemórias, na localidade referente ao endereço. O bit mais significativo da palavra (A), irá fazer com que o multiplex selecione qual dessas saídas deve ser conectada à saída S. Assim sendo, podemos considerar esse circuito como uma ROM l6x1.Esse procedimento torna-se muito importante, quando necessitamos interligar memórias com a finalidade de formar um conjunto de:maior capacidade.Vejamos agora, como podemos formar uma ROM 1024x8, partindo-se de memórias ROM com capacidade de 4096 bits, organizadana forma 512x8.A figura mostra o esquema dessa conexão. Podemos notarque com A = O teremos nas saídas (So', S1, S2 ... S7), os valoresdas saídas da ROM) e com A = 1 teremos nessas saídas, os valoresda ROMs. Assim sendo, podemos relacionar os endereços com à localidade.ENDEREÇO LOCALIDADE000000000 o: 2 ROM;OL111111111 52111000000000 512: S ROM 21111111111 1023 317 sí s2 Sa ss s7 ENTRADA DE ENDEREÇOS) ABCDEFGHIS Figura 8.82 8.6.4 Memórias PROM Nas memórias ROM como foi visto nos ítens anteriores, os dados armazenados são pré--fixados internamente pelo fabricante. As memórias PROM, cujas iniciais representam o nome original do inglês (Programable Read Only Memory), permitem um armazenamento das informaçoês pelo próprio usuário, porém, feito de modo definitivo. Notamos que após essa programação, a memória PROM trans forma-se em uma ROM, devendo portanto ser utilizada como esta. O processo de programação, ou armazenamento de dados, em uma PROM é feito de um modo bastante simples: aplicamos um nível de tensão conveniente na localidade onde queremos armazenar o dado. Esse nível de tensao irá, simplesmente, destruír pequenas liga ções semicondutoras existentes internamente na PROM, em cada (109 calidade, de maneira a armazenar o dado, Notamos que essa progra mação é definitiva, não sendo possível nenhuma alteração. 8.6.5 Memórias EPROM Com o avanço da tecnologia, foram criadas as memórias EPROM (Erasable Programable Read Only Memory). Essas permitem a 318 programação de modo semelhante às PROM, com à vantagem de pode rem ser apagadas normalmente, mediante banho de ultravioleta, efe tuado através de uma pequena janela existente em seu encapsula mento. Como já foi dito, a programação desta, faz-se de modo análogo à programação de uma PROM e como esta, após a programa ção, torna-se uma ROM, que como vimos, é uma memória que não apre senta volatilidade, ou seja, mesmo com a interrupção da alimenta ção, continua com seus dados armazenados, pois trata-se de umcircuito combinacional. As EPROM são largamente utilizadas em desenvolvimento de programas, pois permitem o apagamento simultâneo das informa ções, podendo assim serem utilizadas novamente tantas vezes quan tas forem necessárias. Após desenvolvido o programa, este pode ser gravado diretamente em memórias PROM. 8.6.6 Memórias EAROM e EEPROM Da mesma forma que as EPROM, as memórias EAROM (Electri cally Alterable Ready Only Memory) e EEPROM ou E?PROM (Electri cally Erasable Programable Ready Only Memory) após a programação atuam como memórias ROM. Diferenciam, na forma de apagamento, das memórias EPROM, sendo apagáveis eletricamente e não por ba nho de luz ultravioleta. 8.6.7 Exercícios Propostos 1 - Esquematize um circuito multiplex de 16 canais, utilizando: a) uma matriz de encadeamento simples. b) uma matriz de encadeamento duplo. c) uma matriz de diodos. 2 - Utilizando 5 multiplex de 8 canais, esquematize umcircuito multiplex de 32 canais. 3 - Utilizando 6 multiplex de 8 canais, esquematize um circuito somador/subtrator completo. 4 - Esquematize um circuito demultiplex de 16 canais, uti lizando: a) uma matriz de encadeamento simples. b) uma matriz de encadeamento duplo. Cc) uma matriz de diodos. 5 - Qual é à maior capacidade do circuito demultiplex, que pode ser formado a partir de 4 demultiplex de 4 canais? 6 - Esquematize um circuito gerador/verificador de pari dade para 3 bits. 7 - Determine o número de localidades, de varíaveis de endereço e a capacidade das memórias a seguir especificadas. RAM 512x8 RAM 512x4 RAM 4096x1 RAM 64Kx8 RAM 1024x1 RAM 256x4 319 8 - Explique com suas próprias palavras, o funcionamento * de uma célula básica de escrita/leitura. 9 - Esquematize O circuito de uma ROM 4096x8 feita a partir de blocos ROM 4096x1. 10 - Esquematize o circuito de uma ROM 4096x8 feita a partir de blocos ROM 1024x8. 320 CAPÍTULO 9 FAMÍLIAS DE CIRCUITOS LÓGICOS 9.1 Introdução Até aqui, utilizamos os blocos lógicos sem nos preocupar mos com suas estruturas internas. Dedicaremos este capítulo a uma análise básica das diversas famílias de circuitos lógicos. Entende-se por famílias de circuitos lógicos, os tipos de estruturasinternas que nos permitem a confecção destes blo cos em circuitos integrados. Cada família lógica utiliza deter minados componentes em seus blocos e, de acordo com estes, a família possuirá determinadas características relacionadas ao seu funcionamento. Dentre as famílias de circuitos lógicos, destacam-se: DTL (Diode-Transistor Logic). DCTL (Direct-Coupled Transistor Logic). RTL (Resistor - Transistor Logic). RCTL (Resistor-Capacitor Transistor Logic). HTL. (High - Threshold logic). TTL (Transistor - Transistor Logic). ECL (Emitter-Coupled Logic). MOS (Metal Oxide Semiconductor Logic). C MOS (Complementary MOS). Estas famílias serão descritas mais adiante Primeiramen te, vamos abordar alguns conceitos básicos para melhor compreensão das mesmas. O primeiro conceito a ser abordado é relativo aos níveis de tensão. No capítulo 2, definimos nível 1 e nível zero. Na realidade, esses níveis l ou zero, irão variar dentro de faixas. Onível zero não precisa ser necessariamente zero, mas, sim, umatensão pequena abaixo de um certo valor máximo. O nível 1, comofoi definido, representa uma tensão, mas não precisa ser necessariamente um valor e, sim, uma faixa acima de um valor mínimo e abaixo de um valor máximo. Cada família possuirá uma faixa pa ra nível zero e outra para nível 1. PEA, LiveREGIÃO DE NÍVEL INDEFINIDOSEA vaotFigura 9.1 321 Outro conceito importante a ser abordado é o tipo de 16 gica. Podemos operar em dois tipos, na chamada lógica positiva ou na lógica negativa. Quando operamos na lógica positiva, o ní vel 1 será uma faixa em torno de um valor positivo de tensão e Onível zero será uma faixa entre zero e um pequeno valor máximo positivo. Quando operamos na lógica negativa, o nível 1 será uma faixa em torno de um valor negativo de tensão, e o nível zeroserá uma faixa entre zero e um pequeno valor máximo, porém negativo. v v & REGIÃO DE NÍVEL iNDEFINIDOREGIÃO DE NÍVEL IN em | mm ;LÁoe jTtLógica Positiva Lógica NegativaFigura 9.2Até agora, trabalhamos com os blocos sem nos preocuparmos com o número de conexões feito nas saídas. Na realidade, osblocos lógicos apresentam uma impedância de saida. Ao conectaroutros blocos lógicos a esta, iremos diminuir cada vez mais aimpedância de carga do bloco, e, por conseguinte, drenaremos umamaior corrente do circuito, alterando assim suas caracteristicas de limites de tensão de saída. Nas especificações dos blocoslógicos, normalmente, encontramos duas notações referentes à este problema: Fan-in e Fan-out.Fan-in de um bloco lógico é o número total de entradasdeste. Fan- out de um bloco lógico é o número que expressa quala quantidade máxima de blocos da mesma família que poderá serconectada à saída deste.9.1.1 Tempo de Comutação e Tempo de Atraso da PropagaçãoEntende-se por tempo de comutação como sendo o tempo queum bloco leva para passar do estado 1 para o estado zero ou vice-versa. Este também é conhecido como tempo de chaveamento.Entende-se por tempo de atraso como sendo o tempo que umbloco leva desde que foi injetada uma informação na entrada, atéque apareça à resposta na saída.tc tempo de comutaçãoFigura 9.3 (parte)322 VW VIH max, VIH mia. FI nívei ENTRADA VIH max. wo VOH max. VOH min. NÍVEL )oniveri SAÍDA VOL max. ta > tempo de atraso Figura 9.3 9.2 Lógica com Diodos Podemos utilizar os diodos como chaves, e, devidamente conectados, como blocos lógicos. Primeiramente, vamos estudar o comportamento do diodo como sendo uma chave, em seguida estudare mos os vários blocos lógicos elementares, formados com esses com ponentes. Sabemos que o diodo diretamente polarizado, conduz a corrente elétrica, comportando-se como um elemento de baixa resistência, e, reversamente polarizado, comporta-se como um elemento de alta resistência. Esquematicamente, temos: diretamente polarizado —— es =—(chave fechada)reversamente—polarizado ———DP———<=> es (chave aberta)Figura 9,4Utilizaremos essas características dos diodos para esquematizarmos os blocos lógicos E e OU, nos dois tipos de lógica(positiva e negativa).9.2.1 Portas E Sabemos que a porta E acompanha a seguinte tabela da ver dade: B PHOO|w» roro rFrooojn Tabela 9.1 323 Vejamos agora, dois circuitos de diodos: um que efetua essa função em lógica positiva e outro em lógica negativa. Porta E utilizando lógica positiva: +Vec ER o sAA d%eat AD2Figura 9.5 Operando na lógica positiva, temos como nível 1 uma ten- 7 ã :sao de +Vcc e nível zero igual a OV. Vamos agora, analisar o com portamento da porta E em todas as possibilidades: Caso 0: A=B=OV +Vec Í, Figura 9.6 Nesse caso, D;, e D,2 conduzem, logo a saída Vs será igual a OV. Caso 1: A= OV e B=+Vcc +Vee ER E A Dê s——q Í JeHeck mmD2Figura 9.7 Nesse caso, D, estará cortado e D7 conduzindo, logo atensão Vs será igual a OV. Caso 2: A= iWVcc e B=OV O caso 2 será análogo ao caso 1, somente que as entra das A e B estarão trocadas, logo a tensão Vs será igual a OV. 324 Caso 3: A=B= +Vcc t+Vce L, o + Voc LAKEA———y +WoeB e————D2 Figura 9.8 Nesse caso, Di e D; estarão cortados, logo Vs = +Vcc. Levantando à tabela da verdade dos casos analisados, te mos: A B Ss ov ov ov oOv +tVce ov +Vcc oOv oOv +Vcc +Vcc +Vce Tabela 9.2 Comparando as tabelas 9.1 e 9.2, notamos que esse circui to se comporta como uma porta E. Porta E utilizando lógica negativa - Ve R DI A AA—————, A vs B NuAD2 Figura 9.9 Operando em lógica negativa, temos nível 1 igual a -Vcc e nível zero igual a OV. Vamos agora, analisar a porta E esquematizada no circui to em todas as possibilidades: Caso 0: A =B=OV —Vec R Ss E Ju Cro Ao D2 Figura 9.10 Nesse caso, D1 e D2 estarão conduzindo, logo Vs = OV. 325 Caso l1: A= OV e B= -Vce VYce R DI êA sFDA VsB D2 Figura 9.11 Nesse caso, D,; estará conduzindo e D>2 cortado, logo Vs = OV. Caso 2: A=-Vcc e B=OV Nesse caso, o funcionamento será análogo ao caso 1, logo Vs = OV. Caso 3: A =B= -Vcc " D1 — VCc e—e——AoB—- Vcc e————DD——D2Figura 9.12Nesse caso, Di e D2> estarão cortados, logona saída vs =Fo. Levantando a tabela da verdade dos casos analisados, te. mos: A B Ss oOv oOv ov oOv -Vce oOv -Vec ov oOv -Vcc' -Vce -Vcc Tabela 9.3 Comparando as tabelas 9.1 e 9.3, notamos que esse cireui to funciona como uma porta E em lógica negativa. 9.2.2 Porta OU Sabemos que a porta OU acompanha a seguinte tabela da verdade: mHE[EOO|y rOrFSO| YU PrerHOÍMA Tabela 9.4 326 Vejamos dois circuitos de diodos: um que efetua essa fun ção em lógica positiva e outro em lógica negativa. A porta OU utilizando a lógica positiva tem o mesmo circuito da porta E utilizando lógica negativa. Verificando o seu funcionamento, podemos escrever a seguinte tabela da verdade: S B Ss oOv [A ov oOVv +Vce +Vcc +Vec ov +Vcc +Vce +Vce +Vcec Tabela 9.5 Comparando a tabela 9.5 com à tabela 9.4, notamos que esse circuito em lógica positiva é uma porta OU. A porta OU utilizando a lógica negativa tem o mesmo circuito da porta E que utiliza a lógica positiva. Verificando o seu funcionamento, podemos escrever à seguinte tabela da verdade: A B Ss ov ov ov oOv avec ves -Vece ov -Vcce —Vcc -Vcc -Vee Tabela 9.6 Comparando a tabela 9.6 com a tabela 9.4, notamos que esse circuito em lógica negativa, é uma porta OU. Para as análises feitas aqui, das portas lógicas, utili zamos circuitos com diodos, considerando estes como sendo ideais. Se efetuarmos a análise utilizando diodos reais, devemos consi derar o início de condução, que para o Silício é igual a DT. Notamos que, neste caso, o nível zero será uma tensão em torno de O,7V. 9.3 Transistor operando como Chave De acordo com a tensão aplicada à base, um transistor po de operar no corte ou na saturação. Estas duas situações serãoanálogas a chaves abertas e fechadas. O circuito da figura mos tra a configuração básica de um transistor operando como uma cha ve. to RC s A RB vs val Figura 9,13 327 Notamos que o comando da chave será a tensão aplicada ao ponto A. 9.3.1 Transistor operando como Chave Aberta +Vece +Vec aC RC s E———.sRA Vs VcE vs LS Fm Vê = +Wvs = +Vee à E Figura 9,14O transistor se comportará como chave aberta quando apli carmos um potencial zero ou negativo ao ponto A. Nesse caso, ope rarã no corte, pois estaremos , aplicando corrente zero na sua base. 9.3.2 Transistor operando como Chave Fechada re E ne RC s p——s RB NX Vs AO) )vce) & / *=no Figura 9.15 O transistor se comportará como chave fechada quando apli carmos um potencial elevado positivo no ponto A. Nesse caso, operará na saturação e a tensão entre coletor e emissor cairá para O0,3V, no máximo, resultando assim uma tensão Vs = O,3V que será considerada nível zero. Utilizaremos estas propriedades dos transistores para a confecção de blocos lógicos básicos. 9.3.3 Transistor Funcionando como Inversor Como foi estudado, no transistor operando como chave, quando aplicarmos ao ponto A uma tensão OV, ou seja, nível zero, teremos na saída S a tensão +Vcc, ou seja, nível 1. Quando apli carmos ao ponto A uma tensão +Vcc, ou seja, nível 1, teremos nasaida S tensão igual a O,3V, ou seja, nível zero. Transpondo estas situações para uma tabela da verdade, temos: 328 La Ss A Ss OV|+vcc << o 1Ve Ov 1 oTabela 9.7Podemos notar pelas tabelas da verdade, que esse circuito comporta-se como um inversor.9.4 Família DTLA família DTL (Diode - Transistor Logic), são circuitoslógicos formados à partir de diodos e transistores. Esta famíliaé uma extensão da lógica com diodos, permitindo formar além dosblocos E ou OU, os blocos NE e NOU. ]Vamos analisar neste tópico, o princípio do funcionamento de um circuito básico de uma porta NE da família DTL.Sabemos que uma porta NE deve executar a seguinte tabelada verdade:APrPLHOO POPOW OrmrHrH|tTabela 9.8O circuito básico da porta NE DTL é visto na figura:a e——+| Yo a sEncRB PSDIà —K—cH n vsos8 ——tK—— |[37Figura 9.16Se uma das entradas estiver em nível zero, ou seja, OV,o seu diodo correspondente estará conduzindo. Considerando estecomo sendo real no ponto X teremos um potencial de O,7V (Silício).Esse potencial será menor que o de início de condução referenteà malha formada pelo diodo D3 e pela junção base emissor do el,sistor Ti, que é aproximadamente 1,4V (0,7V + D3 + O0,7V+T1).isso, teremos D; cortado e consequentemente T, cortado, pois nãofluirá corrente pela sua 2,Pase, fazendo com que à tensão Vs sejaigual a +Vcc, ou seja, nível 1, para qualquer caso de A ou Bigual a zero. No caso em que A e B estiverem em nível 1, ou seja, +Vcc, Dy e D> estarão cortados, logo fluirá uma corrente por329 D3, entrando na base de Ty) levando-o à saturação, fazendo com= SS . >que à tensão Vs seja igual a O,3V, ou seja, nivel zero. Trans pondo essas situaçoes para uma tabela da verdade, temos: A B S oOv ov +VCCc OV +Vec||+Vcec+vcc OV +Vcct+Vcec +Vce||Oo,3vTabela 9.9Comparando a tabela 9.9 com a tabela 9.8, notamos queesse circuito se comporta como uma porta NE.Como sabemos, a partir de uma porta NE, podemos formartodos os outros blocos lógicos, portanto, com esse circuito visto, podemos formar todos os outros blocos lógicos desta família.9.4.1 Características principais da Família DTLPara avaliarmos uma família de circuitos lógicos qualquer, precisamos analisar as suas principais características normalmente encontradas nos manuais. Essas características avaliamo circuito quanto ao bloco lógico principal, Fan-out, a potênciadissipada, à imunidade a ruído e ao tempo de atraso.A família DTL tem as seguintes características:Seu bloco lógico principal, como vimos, éa porta NE,pois a partir dessa poderemos formar qualquer outro bloco lógico.Na família DTL, poderemos conectar à saída de um bloco,um número aproximado de 8 blocos lógicos, ou seja, teremos umFan-out igual a 8. ' :Os blocos lógicos da família DTL dissipam uma—potênciade ordem de 10mW.A imunidade ao ruído nos circutios DTL é da ordem de1,4V. Isso é facilmente compreendido, pois o início de conduçãodo transistor T, da porta básica, juntamente com o diodo D3, sefaz quando tivermos um potencial superior a 1,4V.Essa família apresenta um tempo de atraso da ordem de30ns. Esse tempo de atraso se deve ao tempo de comutação dos diodos e dos transistores internos aos blocos.9.5 Família DCTLA família DCTL (Direct - Coupled Transistor Logic) possui esse nome devido à configuração básica de seus circuitos,que utilizam transistores acoplados diretamente. É uma famíliaonde temos circuitos simples, de fácil compreensão e também.defácil construção em circuitos integrados. Pela sua própria característica de construção possuem uma tensão de alimentação baixa,em torno de 3V.Vejamos a seguir, os circuitos que, nessa família, podemser utilizados como blocos principais.330 Porta NE TVE R s a e——— A n s B e—— vs B n s Figura 9.17 Quando tivermos. pelo .menos uma das entradas em nível ze ro, ou seja OV, teremos pelo menos um dos transistores T; ou Ty; cortados, fazendo com que a tensão de saída Vs seja igual a +Vcc, ou seja, nível l. Quando tivermos ambas as entradas A e Bem ní vel 1, ou seja +Vcc, teremos tanto T, como T, saturados, fazen do com que tenhamos na saída um valor baixo de tensão, ou seja,nível zero. Transpondo essas situações para uma tabela da verda de, temos: À B Ss ov Ov +Vec OV +Vce +Vec +Vcc oOv FUono +Vcec +Vce nível baixo de tensão Tabela 9.10 Comparando a tabela 9.10 com a tabela de uma porta NE, notamos que esse circuito se comporta de forma idêntica. Porta NOU Sabemos que uma porta NOU acompanha a seguinte tabela da verdade: rroo|» rOoro| cCoorin Tabela 9.11 Vejamos a seguir, o circuito que representa uma configu ração básica, na família DCTL, de uma porta NOU: 331 Wee ADI)mn) em 1] Me ” Como podemos notar, quando tivermos pelo merios uma das entradas em nível 1, ou seja +Vcc, teremos os respectivos transistores saturados e, por conseguinte, na saída S teremos uma tensão de saturação igual a O,3V, ou seja, nível zero. Quando tiver mos ambas as entradas em nível zero, teremos esses dois - transistores cortados e, consequentemente, na saída S, teremos a tensão Vs = +Vcc, ou seja, nível l. Transpondo e essas situações para uma tabela da verdade temos: Figura 9.18 A B Ss oOv ov *Vec OVv +Vcc Ov +VCC oOv oOv +FVCC TVS Ov Tabeia 9.12 Comparando as tabelas 9.11 e 9.12, notamos que o circui to se comporta como uma porta NOU. 9.5.1 Caracteristicas Principais da Família DCTL Possui como blocos lógicos principais as portas NE e NOU. Na família DCTL, temos um Fan-out igual a 2, ou seja, não podemos ligar mais de dois blocos na saida de um bloco. Es ta é uma das grandes limitaçoês dessa família. A potência de dissipação dos blocos dessa família é de ordem de 10mW. A imunidade de ruído dos circuitos dessa família é bai xa, pois qualquer variação da tensão de entrada poderá fazer, fa cilmente, com que um dos transistores saia da situação de corte e entre tanto em situação de saturação como numa situação de ní vel lógico não definido. 9.6 Família RTL A família RTL (Resistor - Transistor Logic) utiliza so mente transistores e resistores em seus circuitos. Trata-se de uma das primeiras famílias transpostas para os circuitos integrados. Essa família é semelhante à família DCTL somente que seuscircuitos não possuem acoplamento direto dos transistores. Analo gamente à família DCTL, possui circuitos simples e de fácil com preensão. Analisaremos o principal bloco lógico referente a essa 332 família, que é um bloco NOU, sendo que a partir deste podemos formar qualquer outro. O circuito de uma porta NOU na família RTL é visto na figura: +Vce Fr * A RB s a n B vs RB B T2 Figura 9.19 No circuito, se uma das entradas A ou B, ou ainda ambas estiverem em nível 1 (+Vvcc), o respectivo transistor irá satu rar, fazendo com que à saída S apresente um potencial de saturação O,3V que representa um nível zero. Se ambas as entradas esti verem em nível zero (OV), teremos os dois transistores cortados e, consequentemente, teremos a saída S igual a +Vcc, ou seja,nível 1. Transpondo essas situações para uma tabela da verdade, temos: A B Ss ov oOv +Vecc ov +VCcc ov +Vce oOv ov Voc fee oOv Tabela 9.13 Notamos que esta tabelada verdade representa o comporta mento de uma porta NOU e, consequentemente, esse circuito executa a função de uma porta NOU. 9.6.1 Características Principais da Familia RTL Possui como principal bloco lógico a porta NOU. Na família RTL, temos um Fan-out normalmente igual a 5. Nessa família, temos uma potência dissipada por bloco da ordem de 1O0mW. Devido à introdução dos resistores de base, vamos ter uma maior imunidade ao ruído que na família DCTL. Essa família apresenta um tempo de atraso típico da Ox dem de l2ns. 333 9.7 Família RCTL A família RCTL (Resistor - Capacitor Transistor Logic)utiliza em seus circuitos: resistores, capacitores e transisto res. É uma família derivada da RTL, apenas com à introdução de capacitores para diminuir o tempo de atraso, ou seja, aumentar a velocidade de comutação. Vejamos a seguir, o circuito básico do bloco lógico prin cipal dessa família que também é uma porta NOU: +Vee R CB 1 Ss A — 7RB A s 8 CB vsA EB e T2RB Figura 9.20 Este circuito apresentará funcionamento análogo à porta NOU da família RTL, seguindo, portanto, a tabela da verdade 9.13. A única diferença é que, nesse caso, com os capacitores, teremos um menor tempo de atraso, pois quando aplicamos um degrau de ten são em um capacitor, este se comporta, no instante inicial, como sendo um curto-circuito. No circuito, fazem, ao comutarmos as entradas, os transistores responderem mais rapidamente. 9.7.1 Característica de Família RCTL Essa família possuí características análogas à família RTL, somente com a diferença de possuir um tempo de atraso menor devido à introdução dos capacitores. 9.8 Família HTL A família HTL (High - Thresholád Logic) foi criada paraatender necessidades de circuitos, com uma alta imunidade ao ruí do. Esses circuitos, geralmente, são empregados em equipamentosindustriais que trabalham em locais de grande ruído (comutação de chaves, motores de indução, etc). Essa família possui circuitos muito semelhantes à família DTL como veremos a seguir. O circui to básico de seu bloco lógico principal, a porta NE, é visto na figura: 334 NVco A e——iB e——>RCZRBA AAA—HA = eDsFigura 9.21Devido à semelhança, o circuito tem um funcionamento análogo ao da família DTL com à única diferença de possuir D; comosendo um diodo zener, fazendo com que aumente o potencial necessário para que T1 inicie a condução.9.8.1 Características Principais da Família HTLComo na familia DTL, possui como broca lógico principala porta NE.Possui um Fan- out típico igual a 10.A família HTL é de todas as famílias de circuitos 1ógicos a que dissipa a maior potência. A potência dissipada por circuitos desta família é da ordem de 60mW.Devido à utilização de um diodo zener (D3), necessitar-se-á de um maior potencial nas entradas para que baja condução,isso fará com que aumente a imunidade ao ruído. Essa é uma dasfamílias de circuitos lógicos que possui à maior imunidade aoruído. De todas as famílias que utilizam os transistores comoChaves, a família HTL é a que possui o maior tempo de atraso.9.9 Família TTLA família TTL (Transistor - Transistor-Logic) é derivadada família DTL, somente que na TTL utilizamos os TransistoresMultiemissores, resultando uma série de vantagens, tais como:eliminação da rede de diodos e resistores de entrada, maior velocidade de comutação e ainda maior facilidade de construção emescala integrada, tornando-se menor o custo por unidade. Trata-se de uma família das mais difundidas e utilizadas hoje em dia,devido também ao seu fácil manuseio.A figura mostra o circuito básico do bloco lógico principal dessa família, que é a porta NE: teeRB RC SsxA T2 dsTiFigura 9.22 335 Esse circuito apresenta funcionamento semelhante à porta NE da família DTL, somente que o conjunto de diodos de entrada ésubstituído pelo transistor multiemissor. Vejamos a seguir o fun cionamento básico desse circuito. Quando tivermos pelo menos uma das entradas em nível ze ro, ou seja, OV, teremos à respectiva junção base-emissor do transistor multiemissor T,, conduzindo, levando este à saturação. Is so fará com que o Ponto X apresente um baixo potencial, logo otransistor T, será cortado. Nesses casos temos na saída, uma tensão Vs igual a +Vcc, ou seja, nível 1. Quando tivermos ambas as entradas em nível 1, ou seja, +Vcc, teremos o transistor multiemissor cortado, isso fará com que a junção base-coletor deste fique diretamente polarizada, fluindo por esta uma corrente que irá levar T7; à saturação. Nes se caso teremos na saída, uma tensão Vs igual a O,3V, ou seja,nível zero. Transpondo estas situações para a tabela da verdade, temos: A B Ss oOv oOv +Vcc ov +Vcc +Vcc Ver ov +Vecc +Vcc +VCC O,3V Tabela 9.14 Comparando a tabela 9.14 com a tabela da verdade de uma porta NE, concluímos que esse circuito se comporta como esta. Notamos que tanto aplicando nível 1 (+Vcc) como deixan do o terminal de entrada em aberto, teremos a respectiva junçãobase emissor cortada. Se tivermos ambas as entradas em nível 1 (+Vcc) ou em aberto, teremos T, cortado e à junção base-coletordeste polarizada diretamente, portanto, nessa família, temos que o terminal de entrada em aberto é equivalente à entrada com ní vêl 1. Para aumentarmos o número de entradas do bloco NE, basta aumentarmos o número de emissores do transistor multiemíssor T1. Os outros blocos dessa família, podem ser formados a partir deste. Essa família, como todas as outras, possibilita a com patibilidade para a conexão de outros blocos tanto na entrada co mo na saída, respeitando-se a característica de Fan-out. A seguir, vamos analisar um circuito TTL mais completo,utilizando as ligações no estágio de saída denominadas Active Pull-Up e Toten-Pole: Figura 9.23 336 A presença de T; no coletor caracteriza O Active Pull-Up e o diodo D, ligado no coletor de T,, formando um elevador de potencial, o Toten-Pole. Quando tivermos uma pu ambas as entradas A e Bem nivel zero, análogamente ao circuito básico, o transistor T2 irá cortar levando, por ausência de corrente de base, Tx; ao corte. o transistor T;7 estará com tendência a conduzir, pois, por R2 fluirá uma corrente através de sua base. Nesse caso, aparecerá nasaída S um potencial igual a +Vcc (nível 1). Quando ambas as entradas estiverem em aberto ou em nível 1, por Ry fluirá uma corrente que irá saturar T2 e consequente mente T,. Devido à elevação do potencial de base por D1, o transistor T3 será cortado e ocasionará, na saida, um baixo potencial, equivalente a nível zero. Transpondo essas situaçoes para uma tabela da verdade, notaremos que o circuito funcionaràã como uma porta NE. 9.9.1 Especificaçoês da Familia TTL Os circuitos dessa família seguem especificações abaixo: 1) Para fins comerciais (série 74). 2) Para fins militares (série 54). Os valores lidos em manuais são valores dos diversos parâmetros para uma tensão de alimentação de 5V a 25ºC: As especi . ficações comerciais (série 74) devem garantir esse funcionamento com 5% de tolerância numa faixa de temperatura de 0º a 75º. As especificações militares (série 54) garantem o funcionamento com 10% de tolerância numa faixa de temperatura de -55ºC a 125ºC. Vamos agora, enumerar os principais parâmetros encontrados nos manuais em nomenclaturas originais: Voc - Na família TTL, temos para todos os blocos uma ali mentação de 5V. Para a série 54 temos Vcc minimo = 4,5V e VEeê máximo = 5,5V que são valores dentro da especificação militar de 10% de tolerância. Para a série 74, temos Vcc mínimo = 4,75V e Vcc máximo = 5,25V que são valores dentro da especificação comercial de 5% de tolerância. VIH - Tensão que garante nível 1 na entrada. Nessa fam,lia o VIH mínimo é de 2V, ou seja, para VIH menor do que 2Vbloco pode não interpretar o valor de tensão de entrada como n vel 1. lex O Px. VIL - Tensão que garante nível O na entrada. Nessa família o VIL máximo é da ordem de O,BV. VOH - Nível 1 de tensão de saída. O valor VOH mínimo=éde 2,4V, ou seja, quando um bloco apresentar nível 1 de saída,a tensao de saida mínima será de 2,4V. Podemos notar que este valoré compatível com VIH mínimo.VOL - Nivel O de tensão de saida. O valor VOL máximo é daordem de O,5V, ou seja, quando um bloco apresenta nível zero desaída, a tensão de saída máxima será de O,5V. Podemos notar queesse valor é compativel com VIL máximo.IOH - Corrente de nível 1 de saída. Esse valor mostra amáxima corrente que podemos drenar de um bloco, quando este tema saída em nível 1 de tensão. 337 9.9.2 Coletor Aberto A família TTL possui blocos lógicos com construção em coletor aberto (open collector). Os circuitos desses blocos são semelhantes aos blocos convencionais, com a única diferença de não terem o resistor de coletor ligado ao +Vcc. Este deve ser 1i gado externamente quando da utilização do bloco. Essa configura ção permite o controle externo da corrente de coletor, proporcio nando inclusive o aumento do Fan-out. Além disso, permite a 1i gação conjunta de várias saídas através de um único resistor de coletor, formando uma ligação denominada E por fio, pois, executa a função de uma porta E. O circuito TTL com coletor aberto évisto na figura: [D—: Figura 9.24 9.9.3 Função Enable O terminal enable de um bloco TTL quando estiver em ní vel 1, inibirá a saída, ou seja, fará esta permanecer em zero. Quando estiver em zero, fará com que o bloco execute sua função. Numa porta E, o terminal enable será apenas uma entrada a mais, porém com terminal de acesso invertido como visto na fi gura: Ae——— E —————— Figura 9,25 A expressão desse circuito é S = ABE e a sua tabela da verdade é vista a seguir: E A B Ss o o o o o o 1 o função Eo 1 [o o o 1 1 1 & o o o 1 o 1 o + ini: 7 1 õ o saida inibida 1 1 + o Tabela 9,15 338 P A função enable em outro bloco lógico qualquer, pode serentendida como se tivéssemos ligado a saída deste a um terminal de entrada de uma porta E, e ao outro terminal de entrada desta porta, o terminal E (enable). Na saída dessa porta, teremos umbloco com função enable. Vejamos o exemplo de uma porta OU comentrada enable, através de sua tabela da verdade: = => [6] função OU saída inibida PrEPEPHFOOOO rEPErEHOOFFOO rFrPOFPOFOrFO| W OOOOoOoFHrEFPO Tabela 9.16 A porta OU com à função enable é vista na figura: =' x L EA : & B S s 1 o ção ' 7 AREA AAAia5Edp-1 2m=é PeVe ==Figura 9.269.9.4 Saída Tri-stateExistem blocos que apresentam 3 estados de saida (triostate): estado O, estado leo terceiro será um nível de alta impedância.O conceito de três estados pode ser entendido como umachave ligada em série com a saída, quando permanece ligada, ocircuito apresenta na saída a função, quando desligada, implica-rá à saída assumir uma alta impedância. A figura ilustra esseconceito:Tora VEChave fechada: o circuito apre Chave aberta: a saída apresenta em S a sua função. senta uma alta impedância.Figura 9,27 339 Para ativar O tri-state, cada bloco lógico possue um terminal que, conforme o nível lógico assumido, faz a saída perma necer ou não em alta impedância. A figura mostra um circuito típico TTL (NE) com saída Tri-state. +VYce Figura 9.28 Se aplicarmos nível zero na entrada E, Ts será cortado e o circuito funcionará normalmente como uma porta NE. Se apli carmos nível 1, o transistor T;, será saturado e o potencial no ponto X cairá para um valor baixo, levando T; e Ty para a situação de corte. O terminal de saída S, nesse caso, será praticamente desligado do circuito e ocasionará o estado de alta impedân cia. Na prática, as aplicações das saídas Tri-state são mui tas, principalmente em sistemas com microprocessadores, onde vãrios circuitos integrados utilizam o mesmo conjunto de fios de forma compartilhada, formando o que se denomina barra de dados (Data Bus). —p?-9-5 Características Principais da Família TTL Bloco lógico básico: porta NE Fan-out igual a 10 O consumo dessa família é da ordem de l10mW por porta naversão mais comum. A imunidade ao ruído é relativamente boa, em torno de 0,4V. O tempo de atraso de propagação é da ordem de lOns naversão mais comum. 9.9.6 Versões dos Circuitos TTL — Além dos blocos comuns (Standard), a família TTL possuioutras versões de circuitos com à finalidade de atender a solici tações de ordem prática, nos parâmetros relativos à velocidade e consumo de potência. A seguir, mostramos um quadro comparativo com essas versões e respectivas identificações: 340 Versão Identificação|Tempo de atraso|Consumo de Observaçõesda série de propagação potênciapor porta por portaStandard 54/74 10ns 10mWw comumLow power 54L/74L 33ns Imw baixíssimoconsumoHigh speed 54H/74H 6ns 22mw alta velocidadeSchottky 548/748 3ns 20mw altíssimavelocidadeLow power S41LS/74LS l0ns 2mW baixíssimoSchottky consumoTabela 9.17A versão Schottky utiliza em seus circuitos o diodoSchottky, elemento no qual a dopagem é feita com metal, que devidamente colocado entre base e coletor de um transistor, forma umconjunto denominado Transistor Schottky. Esse elemento, quandoutilizado para chaveamento, não atinge à saturação totalmentedevido à ligação, apresentando um tempo de comutação extremamentebaixo e consequentemente uma altíssima velocidade de trabalho.9.10 Família ECLA família ECL (Emitter - Coupled Logic) utiliza nos circuitos, o acoplamento pelo emissor dos transistores. Esse fatofaz com que os transistores não trabalhem na região de saturaçãoe traz como consequência, um menor tempo de resposta.Dentre as famílias lógicas, essa é uma das que permitea maior velocidade de comutação.Essa família apresenta dois blocos lógicos principais, aporta NOU e a porta OU que serão obtidas a partir do mesmo carcuito, em duas saídas.O circuito básico dos blocos principais é visto na figura: +VceÉ no) s1JuAdFigura 9.29Este circuito tem seu funcionamento baseado em um amplificador diferencial. Sabendo disso, podemos dizer que quando am341 bas as entradas estiverem em nível zero, os transistores T, e T,estarão no limiar da região de corte, portanto Ex será pequeno e por isso o potencial de S, será alto. Sendo 1, um valor baixo, I; será um valor alto de modo a manter a corrente IE e com isso o transistor T3 estará no limiar da saturação, impondo assim o potencial de S, baixo. Quando pelo menos uma das entradas esti ver com potencial alto (nível 1), o seu respectivo transistorestará no limiar da saturação, com isso, I1 será elevada, logo o potencial de S> será baixo. Sendo 1] elevado, I2 deverá ser pe quena de modo a manter a corrente IE, com isso o transistor I3estará no limiar do corte, impondo assim um potencial em S, alto. Transpondo estas situações para uma tabela da verdade, te mos: a B| ss, o 0 oil o 1 1/0 1 0 1 [O 1 1 1 /0O0 Tabela 9.18 Podemos notar pela tabela que a saída S, será o comple mento da saída S,, e mais, S$, segue à tabela de uma porta OU e, portanto, S; segue a tabela de uma porta NOU. Como sabemos, a partir de um bloco NOU podemos formar qualquer outro bloco lógico. 9.10.1 Caracteristicas da Família ECL Os blocos lógicos principais são a porta OU e à porta NOU. Uma das vantagens do ECL é que possui um Fan-out igual25. A potência dissipada pelos blocos dessa família é da or dem de 50mW. Isso se dá pelo fato de não trabalharmos na região de corte ou saturação e sim, na região ativa. Apresenta uma boa imunidade ao ruído. Como já foi dito, a grande vantagem da família ECL é de possuir um tempo de atraso muito baixo, da ordem de 3ns. 9.11 Família MOS A família MOS logic (Metal Oxide Semiconductor Logic) sãocircuitos formados a partir de MOSFETS, que são transistores deefeito de campo, construídos a partir da tecnologia MOS. Apresentam como característica uma maior facilidade de construção em escala integrada, de forma a conseguirmos um gran de número de componentes dentro de um mesmo encapsulamento. Gra ças à essa característica, encontra sua grande aplicação em circuitos de memórias de grande capacidade e microprocessadores, Vejamos a seguir, o circuito básico do bloco lógico prin cipal dessa família que é a porta NE. ' 342 Figura 9.30 Quando pelo menos uma das entradas estiver com OV, ou se ja, nível zero, teremos o respectivo MOSFET cortado, impondoassimuma tensão de saída igual a -VDD. Quando ambas as entradas estiverem em -VDD (nível 1, 16 gica negativa) teremos tanto My como M2 conduzindo, logo o potencial da saída será igual a zero. Notamos que à impedância de entrada desse circuito é ele vada, pois a entrada é feita através dos gates dos MOSFET. Trans pondo esses valores para uma tabela da verdade, temos: A B Ss oOv ov —-VDD oOv -VDD -VDD -VDD oOv -VDD -VDD -VDD oOv Tabela 9.19 Comparando a tabela 9.19 com a tabeia da verdade de uma porta NE, notamos que esse circuito se comporta como uma porta NE, trabalhando em lógica negativa. 9.11.1 Características Principais da Família MOS O bloco principal dessa família é a porta NE. Fan-out igual a 20. Os blocos dessa família dissipam potências extremamentebaixas, levando-se em consideração o grande número de componen tes dentro de um mesmo encapsulamento. Esses circuitos apresentam uma alta imunidade ao ruído. A grande desvantagem déssa família é o elevado tempo de atraso, que é da ordem de 300ns, que como podemos notar é o maior entre todas as famílias vistas. 9.12 Família CMOS A última família abordada aqui é a família CMOS (Comple mentary MOS). Essa é à mais recente das famílias de circuítos 16 gicos. Tem seus circuitos construídos basicamente de pares de 343 Ne MOS canal N e MOS canal P. Suas configurações básicas permitem, como na família MOS, uma larga escala de integração, com os blo cos formados a partir desta técnica, consumindo a mais baixa potência de todas as famílias, sendo esta uma de suas importan tes características. Outra importante característica é o seu grande Fan-out, por se tratar de círcuitos de alta impedância deentrada. Quanto à alimentação, essa família permite uma larga fai xa que garante um bom funcionamento desde 3V até 15V (série 4000) ou de 3 a 18V (série 4000B). Vejamos agora, o funcionamento dos blocos lógicos principais dessa família que são as portas NOU e as portas NE. Vamos analisar, primeiramente, o circuito básico de uma porta NOU da família C MOS, que é visto na figura: +VDD o) D— SsE M1 8 o & SG Ss M2 B se. re FooMa| [poma sel FE Ers Pr Figura 9,31 Quando ambas as entradas estiverem em zero, os MOS canal P Mi e My; estarão conduzindo e os MOS canal N, M;ge My, estarão cortados, isso fará com que a tensão de saída assuma valor igual a +VDD. Quando pelo menos uma das entradas estiverem em +VDD (nível 1), teremos o MOS canal N, M3 ou My, respectivo con duzindo, fazendo com que na saída tenhamos uma tensão igual a zero. Transpondo essas situações para uma tabela da verdade, te mos: A B Ss oOv ov +VDD oOv +VDD ov +VDD ov ov +VDD +VDD oOv Tabeia 9.20 Comparando a tabela 9.20 com a tabela de uma porta NOU, notamos que esse circuito se comportará como esta. Vamos analisar agora, o funcionamento da porta NE. O seucircuito básico é visto na figura: 344 +VDD S EPA psã mo Mi e joDST sEpes M3 A srs Vs P ! ma B e EsPoFigura 9.32 .. Quando pelo menos uma das entradas estiver em zero, o respectivo MOS canal N, M;3; ou My, estará cortado e o respectivo MOS canal P, M;) ou M72, estará conduzindo, logo teremos na saída uma tensão igual a +VDD (nível 1). Quando ambas as entradas estiverem em +VDD, tanto M3 como My estarão conduzindo e também M] e M, estarão cortados, logo teremos na saída uma tensão igual à zero. Transpondo essas situaçoés para uma tabela da verdade, te mos: A B Ss oOv Ov +VDD oOv +VDD|+VDD+VDD oOv +VDD+VDD +VDD OvTabela 9.21Comparando-se a tabela 9.21 com à tabela da verdade deuma porta NE, veremos que esse circuito se comporta como esta.Como sabemos, tanto a partir de portas NOU como a partirde portas NE, podemos esquematizar qualquer outro bloco.9.12.1 Características Principais da Família CMOSBlocos lógicos principais portas NOU e NE.Fan-out maior que 50.Potência dissipada por bloco da ordem de 10nW.Essa família possui uma alta imunidade ao ruído (45% Vcc),A grande desvantagem dessa família é o seu tempo de atraso que é da ordem de 60ns, sendo muito maior que as famílias queutilizam como componentes o transistor, excetuando-se a famíliaHTL. Essa família possui também problemas com o manuseio doscircuitos integrados que, devido à eletricidade de estática, degrada as junções.Para contornar o problema, no mercado existe uma série dedispositivos antiestáticos, possibilitando um manuseio mais segu345 ro e uma proteção maior ao circuito. Como já foi dito, as familias de circuitos lógicos possuem circuitos compatíveis entre Si, porém em alguns casos necessitamos conectar blocos de umafamília com outros de uma outra família. Nesses casos, para atender tanto às especificaçoês de saída de uma família como às especificações de entrada de uma outra, necessitamos utilizar circuitos chamados circuitos de interface. Os circuitos de interfaces mais utilizados são os que permitem as conexões das famílias C MOS e TTL, fazendo com que, através desses circuitos, essasfamílias fiquem compatíveis entre si. 9.13.Circuitos Integrados Comerciais Veremos neste tópico, alguns exemplos de circuitos inte grados comerciais, descrevendo suas pinagens. Porta NE: DM 5400 DM 7400 Vcc B4 AM Y4 B3 AJ VB la ba be bh ho l | [ 2 [s 4 P fs 7 A BI Yi AZ B2 Y2 TERRA Figura 9.33 Porta NOU: DM 5402 DM 7402 Vcc Y4 B4 A4 V3 BA AD ha la lo fr bo la | hp 2 3 7a F 6 F YO At Bi Y2 A2 B2 TERRA Figura 9.34 Inversores: DM 5404 Voc A6 Y6 A5 YS5 A4 Ya pM 7404 lu ls fe fu ho b | pr eg uh EEAl VI A2 Y2 A3 Y3 TERRA Figura 9.35 346 DM 5408 DM 7408 Porta E: Figura 9.36 DM 5432 7432 Porta OU: Figura 9.37 Porta OU Exclusivo: Figura 9.38 Wc BI AM Y4 B3 AG vo ha fa he lu fo la | F PR E 4 P 8 F At BI vyi A2 B2 Y2 TERRA “Vcc B4 AS YA B3 AJ YO lua o fia x be bl | eD Rr PB 4 ls 8 f “Al BI vt AD B2 Y27TERRA DM 5486 7486 Wc Bá A4 Y4 B3 AX va ha bz bo lh ho loEX Es p 2 E a F f Pr Yi A2 B2 Y2 TERRA 347 Decodificador Decimal: DM 5442 DM 7442 ENTRADAS SAÍDASLIDAwe BB ec DE EP 16 ns 4 13 pe Mm ho la 2 o O 1 2 3 4 5 6 TERRAVeVSFigura 9.39 SAÍDASDecodificador para 7 Segmentos: DM 5446 ADM 7446 ÀSAIDASec A 8 CC DO Eles hs ia ha hm ho bheNs."B C TESTE RB D À, TERRA——— BIÍRROENTRADA ENTRADAFigura 9.40Flip-flop JK: DM 54H106DM 74H3106K1 Ol QI TERRA k2 O2we hds ba e fo o J2agl bs bb) L|— LD E,7 2 3 4 Ss 6 7 BCLK1' PRA CLRI JT Wc CIK2 PR2 CLR2Figura 9.41348 Registrador de Deslocamento: DM 54165 DM 74165 ENTRADA PARALELA ENABLEA ENT.Vce D Cc 8 A SERE SAIDAlie ss la ba flo li ho lo à 1 2 3 4 5 6 7 8 ENTDE CK E F G H SAÍDA TERRADESLOCAMENTO ENTRADA PARALELA Figura 9.42 Registrador de Deslocamento: DM 54166 DM 74166 ENTRADA ENT. PARALELA PARALELA AAWc si. H SAIDA G Ff E CLEAR le ps na ss 2 hm fo le FP 2 3 4 5 6 7 8 ENT. A B C OD CK TERRA SÉRIE ———— ENABLE ENTRADA PARALELAFigura 9.43 Contador: DM 5490 A DM 7490 A ENT. A NC Os Op TERRA Og Qc 14 bo je 1 fo lo e Le nm É rob [| BB ET E 6B ROM) RO(IZINC Wc RM) R9l2) ENT. Figura 9.44 349 Contador: DM 5493A DM 7493A ENÉ NC Os OpTERRA Og OC 4 a bo nm ho a k 346 B1 js | Ns EF FENT. ROM ADI NC Voc NC NC Figura 9.45 DM 54153 SELEÇÃO DM 74153 ENTRADAS é ENABLE|A SAÍDAVec G2 2C3 202 2Cl 20 v21 e3GENABLES 1C3 102 101 ICO vl MASSASEL.e SAÍDAENTRADASFigura 9.46Demultiplex: DM 54155 ENABLE ENT. SAÍDAG2 SELDM: 11155 veco eso GG A Da N2 MNhs 15 ” lia ke o lo od 2 E là F 6 E EB1 ENT. 1Y3 1Y2 Vl 1YO TERRADADO Gf SEL.ENABLE SAIDAFigura 9.47350 Memória RAM 16x4 Tri-state: DM 7599 DM 8599 Vce Al A2 AB D4 Sá D3 S3 16 ns nha 13 ho | O 8 Q v v 1 2 3 4 5 65 7 8 - TERRAFigura 9.48 A7 ME WE DI SI D2 S2 Memória ROM 512x8: DM 7796 DM 8796 2 ENABLES SAÍDAS SELEÇÃO IMAWçAB NC EI E2 E3 E4 DB D7 D6 D5 Da[24 |23 22 21 j20 (19 18 7 16 Ss ha ha | [ir BR 6 er jejbeço "TP AT A6 A5 A4 AB A2 Al AO Dt D2 DA3GNDacaoSELEÇÃO SAIDA Figura 9.49 Neste capítulo, não nos aprofundamos no estudo das diver sas familias,e, sim, procuramos dar uma noção geral do funcio namento básico dos seus blocos lógicos principais e também das principais características de cada uma, permitindo assim uma comparação entre as mesmas. Cremos quecom esses elementos vis tos aqui, possa-se fazer uma boa interpretação e uso dos manuaiscomerciais. 351