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Direito Administrativo Sumário SUMÁRIO __________________________________________________________________________________ 1 ATO ADMINISTRATIVO ______________________________________________________________________ 2 CONCEITO DE ATO ADMINISTRATIVO _________________________________________________________ 2 REQUISITOS DE VALIDADE/ELEMENTOS DO ATO ADMINISTRATIVO _______________________________ 2 Conceito de Ato Administrativo É uma manifestação de vontade do Estado ou de quem o represente. É com o ato administrativo que cria, modifica ou extingue direitos, sempre perseguindo o interesse público. O ato administrativo está sujeito a um regime jurídico de direito público. Em razão do princípio da legalidade, é complementar e inferior a lei e ele está sujeito a um controle de legalidade do Judiciário em sentido amplo. Requisitos de Validade/Elementos do Ato Administrativo O fundamento legal é a Lei nº4.717/65 – Lei de Ação Popular. Em razão do princípio da legalidade, a forma sempre deve ser a prevista em lei. Regra geral São praticados por escrito. Excepcionalmente Se previsto em lei, ele pode ser feito de forma diversa. Importante – silencio administrativo não é ato administrativo. FoFiCOM O processo administrativo prévio é requisito de forma e deve ser conforme previsto na Constituição Federal. Ao mesmo tempo que ele documenta, ele serve para legitimar o ato praticado pelo administrador. A motivação é a correlação lógica entre os elementos do ato e a lei, ela é exigida expressamente pela Lei nº 9.784/99. A motivação tem que ocorrer antes ou durante a prática do ato administrativo. Não é possível motivação superveniente ao ato administrativo. Vícios/defeitos de forma 1. Uma mera irregularidade – não compromete o conteúdo do ato administrativo, ele não precisa ser consertado. Exemplo: formatação; 2. Um vício que seja considerado sanável – o ato administrativo pode ser consertado. Se não for consertado, ele pode ser anulado; 3. Um vício que seja considerado insanável – não admite conserto, ou seja, o ato administrativo é nulo. Exemplo: se o agente que praticou o ato for aquele diverso do previsto em lei. É sempre uma razão de interesse público. É possível que em um único ato administrativo haja mais de um interesse público a ser realizado. Defeito Desvio de finalidade é quando se pratica um ato administrativo para atingir interesse diverso ao do interesse público. Está no futuro. É o agente público que pratica o ato administrativo. Características 1. Ela é irrenunciável, pois ela é um verdadeiro poder/dever. 2. É obrigatório, ele não tem liberalidade para decidir se exerce ou não, 3. É imodificável pela vontade do administrador. 4. Não admite transação, ou seja, ela não admite, por acordo de vontade entre dois ou mais sujeitos, modificação não prevista em lei. 5. É imprescritível, ela não é extinta pelo não uso. 6. É improrrogável, ou seja, ela não pode ser atribuída a um outro agente público (não previsto em lei). 7. Excepcionalmente e de forma justificada, é possível a delegação de competência e a avocação de competência (arts. 11 a 15 da Lei 9.784/99. Obs: a lei 9.784/99 traz algumas situações em que fica proibida delegação de competência exclusiva, são elas: 1. Competência exclusiva; 2. Para prática de atos normativos; 3. Para tomada de decisão em recurso administrativo. É o resultado prático do ato administrativo. Requisitos 1. Lícito – é aquele previsto em lei; 2. Possível – é aquele faticamente possível, ou seja, é aquele que pode se realizar de forma concreta; 3. Determinado – é aquele objeto claro e preciso. Está no presente. Motivo é o fundamento de fato e de direito que provocou a prática do ato administrativo. Deve ser um motivo legal, ou seja, é aquele motivo verdadeiro, compatível com o motivo da lei e compatível com o resultado do ato administrativo. Teoria dos motivos determinantes O administrador público está vinculado ao motivo declarado. Está no passado.