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Em um sentido geral, é um conjunto de regras de conduta consideradas como obrigatórias. Refere-se sobre uma reflexão compartilhada sobre a adequação das ações em determinado campo. Bioética diz respeito às ações obrigações éticas perante os outros seres humanos e todos os seres vivos. • Ética prescritiva O princípio de competência diz respeito à busca de atualização contínua por parte do psicólogo, sempre reconhecendo os limites de sua competência para proporcionar um trabalho de excelência. Integridade refere-se a uma atuação honesta, justa e respeitosa, atentando-se para que os valores pessoais não interfiram no acordo com o cliente. A preocupação com o bem-estar do outro é a consciência de que o psicólogo ocupa uma posição de autoridade na relação, procurando evitar engano ou exploração. Responsabilidade científica significa reconhecer a importância de seu comportamento. O psicólogo deve colaborar com outros colegas e instituições para atender as necessidades de seus clientes, utilizando técnicas cientificamente comprovadas que estejam em consonância com as peculiaridades da população. A avaliação psicológica consiste no conjunto de procedimentos em que o objetivo final é beneficiar os indivíduos ou grupos que são avaliados. Uma avaliação inadequada pode levar a um erro de diagnóstico que pode trazer danos consideráveis. O objetivo da avaliação deve sempre ser ajudar o indivíduo avaliado, e por isso é necessário se ter atenção ao processo como um todo. Para Weschler (2001), as etapas da avaliação psicológica envolvem atividades e decisões que requer condutas éticas, incluindo aspectos sobre a aplicação, correção e interpretação dos resultados de testes, até a elaboração de laudos e devolução dos resultados. Já no primeiro artigo da Resolução do CFP que trata de questões relativas à ética profissional, estabelece que o psicólogo: “...deve assumir responsabilidades profissionais somente por atividades para as quais esteja capacitado pessoal, teórica e tecnicamente” (CFP, 2005, P.8) A primeira decisão ética que o psicólogo deve fazer antes de iniciar uma avaliação psicológica é: • Está preparado para fazê-la? • Conhece a área? • Tem experiência suficiente? • Sabe quais são os testes mais apropriados? • Conhece bem o teste e a teoria que o embasa? ***Se a resposta a qualquer uma das perguntas for não, o profissional deve recusar fazer a avaliação psicológica. Jéssica Alves - Psicologia Em resumo prático: • Atualização profissional contínua; • Consciência dos impactos da ação profissional; •Reconhecimento da prática avaliativa pela sociedade; • Relação intrínseca entre ética e prática profissional; • Relação indissociável entre ética e técnica; • Relação indissociável entre ética e politica. • Ética Dialógica Hutz (2015) indica que três princípios podem orientar a realização de avaliação psicológica: 1. Respeito pelas pessoas: tratar como indivíduos autônomos, que tem direitos, inclusive de escolher participar ou não da avaliação psicológica. Para que a escolha seja feita, precisa ser plenamente informado como será feita a avaliação, os tipos de dados que serão coletados e o que será feito e quem terá acesso a essas informações. A pessoa tem o direito de interromper a participação na avaliação psicológica a qualquer momento. Como as pessoas menores de idade não são efetivamente autônomos para dar consentimento para participar de avaliações, mesmo sendo importante o assentimento do avaliando, tem-se o dever de explicar, em linguagem acessível, o que vai ser feito e porque se está fazendo isso. É necessária a autorização dos pais ou responsáveis, sendo importante que entendam o que vai ser feito na avaliação. Os adultos com autonomia reduzida (e.g., com transtornos mentais ou deficiência), os responsáveis que devem dar o consentimento e, na medida do possível, toda a informação deve ser dada aos avaliandos. Casos de pessoas com liberdade restrita, prisioneiros e pessoas que podem sofrer consequências adversas se não concordarem em realizar avaliações, deve-se ter em conta os outros dois princípios. 2. Beneficência: princípio fundamental para a avaliação psicológica, que deve ser feita em beneficio do participante, mas que pode também haver riscos envolvidos na avaliação; Se for realizada de forma inadequada, poderá gerar resultados equivocados e prejuízos irreversíveis. 3. Justiça: as pessoas devem ser tratadas de forma igualitária. As pessoas não devem ser selecionadas em razão do status social, poder aquisitivo ou qualquer razão desta natureza. Na avaliação isso se aplica a construção de instrumentos, devendo as amostras seres representativas da população. Restringir a amostra significa que parcelas da população não estarão sendo representadas nas normas, dificultando ou impedindo o uso. Referências: CFP. Resolução CFP n. 010/05, 2005. Disponível em: https://site.cfp.org.br/wp- content/uploads/2012/07/codigo-de-etica- psicologia.pdf Hutz, C. S. (2009). Ética na avaliação psicológica. In C. S. Hutz (Org.), Avanços e polêmicas em avaliação psicológica (pp. 297-310). São Paulo, SP: Casa do Psicólogo.