Prévia do material em texto
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PLANALTO DE ARAXÁ – UNIARAXÁ ALDO DORNELAS LOPES TRABALHO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS. SÃO BERNARDO DO CAMPO 2020 ALDO DORNELAS LOPES TRABALHO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS. Trabalho apresentado como requisito parcial da disciplina: Atividades Aquáticas para Graduação de Bacharel em Educação Física, do Centro Universitário do planalto de Araxá - Uniaraxá, orientado pelo Prof. Nelson Eurípedes Matildes Júnior. SÃO BERNARDO DO CAMPO 2020 TRABALHO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS 1 DADOS DA ENTREVISTA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA. 1.1 CURRÍCULO Meu nome é Christiane dos Santos Luiz Godoy credenciada pelo Cref 16.322 G/SP, sou formada em Bacharel em Educação Física há mais de vinte anos, no momento trabalho no Fiec-Parque das Américas, atuando como professora de natação e hidroginástica. Também atuo em academias fazendo acompanhamento individual, funcional e cross ao ar livre. 2 QUESTIONÁRIO 1). Na sua prática profissional, quais os métodos de ensino e aprendizagem que você utiliza para os alunos aprenderem a nadar? R. Na prática da Natação é essencial trabalhar inicialmente a respiração e flutuação com os alunos. Eu trabalho no início sem material, quando o aluno começa a flutuar corretamente início com prancha. 2). Quais estilos de nado que são ofertados aos alunos e qual o nível das suas turmas? R. Nados Crawl, Costas, Peito e Borboleta. As turmas são mistas, mas seria bom dividir por nível, mas como a demanda de procura por parte da comunidade é muito grande fica difícil fazer esta divisão. 3). Como o professor (a) avalia o desenvolvimento dos seus alunos? R. Avalio com uma boa flutuação e batimentos de pernas corretos. Quando estão nesse nível início com os nados. 4) . Quais são os materiais disponíveis no Fiec para os profissionais utilizarem na aprendizagem prática desta modalidade esportiva? R= Prancha, Macarrão ( Aqua tub). 5). Como o professor (a) de natação relacione quais são as maiores dificuldades da aprendizagem das suas turmas? R. Quando o aluno tem muito medo e está insegurança afeta sua flutuação e isso dificulta o aprendizado. Para isso trabalhamos com exercícios educativos. 3 CONCLUSÃO A natação é – segundo Ferreira, 1986 – o ato de mover-se e sustentar-se no meio aquático, e traz uma série de benefícios se praticado desde cedo, e quando dizemos desde cedo, queremos citar desde a infância – preferencialmente entre 4 e 6 anos, onde a criança começa a ter uma coordenação de motricidade mais fina, como as de ler e escrever – que é fase primordial ao desenvolvimento do indivíduo. A primeira vantagem que devemos ter em mente quando falamos em educação aquática infantil é o desenvolvimento motor – que pode ser definido como alterações motoras que vão sendo aprimoradas ao longo da vida para que o indivíduo se adeque ao ambiente no qual está inserido. – E isso ocorre, pois, o indivíduo para começar a nadar, deve retirar-se do estado vertical e colocar-se em estado horizontal, onde irá perder o contato plantar (contato dos pés com o fundo da piscina) e flutuar, obtendo equilíbrio horizontal e nesse momento a criança deve ter um bom domínio do seu próprio corpo no meio líquido. (OLIVEIRA et al, 2015.) Ainda segundo oliveira, outro benefício da educação infantil em natação é o ganho de percepção temporal: “Em relação à melhora da noção temporal, a criança com boa percepção temporal, não tem dificuldades de coordenar o ritmo de braçadas e pernadas em relação à respiração (MANSOLDO, 1996). De acordo com Catteau e Garoff (1990), o ritmo da respiração marca o tempo forte ou fraco da propulsão em relação ao movimento, a duração e a intensidade são fatores determinantes na ação deste movimento. Ou seja, o ritmo da respiração está relacionado com o movimento de braço” (OLIVEIRA et al, 2015.) Enquanto no meio urbano consideramos natação como meio de lazer e de transporte, a realidade apresenta-se diferente á outras populações como as ribeirinhas. Uma pesquisa realizada na comunidade ribeirinha São Paulo – Maraã, SP – residente as margens do rio Coraci, que é ramificação do rio Jarupá nos aponta que nas comunidades ribeirinhas a natação é além de lazer um meio de vida, uma vez que: “[...] o rio constitui, praticamente, a única via de comunicação e transporte dos ribeirinhos. É o meio que liga as comunidades entre si, com as sedes dos municípios e com os centros urbanos. É através dos cursos d’água mais importantes que a população se abastece de água, escoa seus produtos, estabelece e mantém relações sociais com as vizinhanças. (p. 43)” (OLIVEIRA & PERALTA, 2020). Essa mesma pesquisa nos mostra que a água é considerada perigosa pelos moradores, então por isso, as crianças são incentivadas a manter suas habilidades em água: “[...] possibilita a circulação das crianças de forma autônoma pelo espaço da comunidade, bem como além dele. Em uma comunidade de práticas e na interação com o ambiente, as crianças constroem as técnicas que habilitam seus corpos para aprendizagem.” (OLIVEIRA & PERALTA, 2020). Em questionário desenvolvido para avaliar academias de natação, podemos apontar que uma das academias da região inicia seus trabalhos de aprendizagem com flutuação e correta técnica de flutuação, sem materiais, após isso, o instrutor inicia os trabalhos com prancha ou aqua tub, popularmente chamado de macarrão, para que o aluno se sinta mais confortável e mais seguro á aprender, uma vez que a insegurança atrapalha o processo de aprendizagem. Nessa mesma academia, temos o ensino de nado crawl, nado peito, nado costas e nado borboleta, o qual vamos abordar agora. No nado Crawl, temos por definição, braçadas e pernadas contínuas e alternadas, tornando-se o método mais eficiente, para quem quer percorrer uma distância a nado em um menor período de tempo, a um menor gasto energético. (APOLINARO, 2016). Já no nado peito, - primeira modalidade utilizada em competições – é a modalidade mais lenta, é a técnica definida por: “deslocamento predominantemente horizontal forte provocado pela ação da pernada e o corpo desliza sem elevação de ombros no momento da respiração.” (SABINO, 2003) O Nado costas, tinha como finalidade facilitar o descanso do nadador, e tem técnica bem similar ao nado crawl, porém realizado em decúbito dorsal. (VASCONCELOS, 2012.) Já o nado borboleta, é o mais novo dos nados, e tem técnica definida por: “o nadador executa uma flexão cervical, mantendo a face voltada para a água, podendo romper ou não a sua superfície (BARBOSA, 2002; 2004). Ainda, um ciclo completo do nado borboleta é composto por uma braçada e duas pernadas, assim, de modo teórico (nem todos os nadadores executam os movimentos nos tempos descritos a seguir), quando os braços entram na água (início do ciclo), ocorre uma primeira fase descendente da pernada, enquanto o nadador executa a fase submersa da braçada, ocorre a primeira fase ascendente da pernada, quando há finalização da braçada, imediatamente antes das mãos saírem da água, ocorre a segunda fase descendente da pernada e, por fim, enquanto os braços são recuperados, ocorre a segunda fase ascendente da pernada. (BARBOSA, 2002; 2004).”(SILVEIRA et al, 2012.) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS VASCONCELOS, A. C. R. Nado Costas: Fundamentos teóricos para o ensino do nado. Minas Gerais, 2012. SABINO, C. D. H. Estudo do nado peito: análise crítica da literatura. Minas Gerais, 2013 APOLINÁRIO, M. R. Nado crawl: associação entre coordenação e desempenho de nadadores. São Paulo, 2016. OLIVEIRA, R. S. O rio comanda a vida: aprendizagem do nado em uma comunidade ribeirinha do amazonas. Manizales, 2020. OLIVEIRA, D. G. Os benefícios da natação escolar para a aprendizagem motora de alunos do ensino fundamental I. Buenos Aires, 2015.