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JASMINY MOREIRA | TURMA 5 BMF | 2020.2 
 
1 
Hemodinâmica 
Conceitos 
LÍQUIDO EM MOVIMENTO - HIDRODINÂMICA 
- Temos um líquido em movimento atuando por uma 
força propulsora. 
VELOCIDADE DE FLUXO 
- A velocidade do fluxo sanguíneo é o deslocamento de 
sangue por unidade de tempo. 
- Na região de maior secção transversa a velocidade é 
baixa. 
- Na região de menor secção transversa a velocidade 
é alta. 
REGRINHA 
v = Q/A ou Q = v.A 
V: Velocidade do fluxo sanguíneo 
Q: Fluxo 
A: Area de corte transversal 
 
LEI DA CONTINUIDADE 
No momento eu tenho uma área de secção transversa 
menor e eu tenho uma área de secção transversa 
maior. 
Percebam que a minha taxa de fluxo (Q) que é o 
volume de fluxo é igual tanto na área menor quanto 
na área maior. Isso é possível porque para que eu 
tenha o mesmo fluxo em áreas distintas eu preciso 
aumentar a minha velocidade de fluxo. 
Toda vez que encontrarmos no sistema modificação 
de secção transversa do tubo. A velocidade do fluxo no 
tubo pequeno aumenta. E quando eu tiver o tubo 
maior a velocidade do fluxo é menor. 
 
Qual seria a velocidade do fluxo sanguíneo nas 
grandes artérias (aorta) e na microcirculação 
(capilares)? 
- A velocidade de fluxo no capilar é pequena porque 
ele faz a troca. Quando consideramos esses vasos, 
levamos em consideração a área de secção transversa 
de todos os vasos. 
- A velocidade de fluxo da aorta é maior. 
 
 
VELOCIDADE DO FLUXO DE SANGUE NA REDE 
VASCULAR 
- Se pensarmos na aorta ela é um vaso de grande 
calibre. 
- A medida que ela vai se ramificando, não contamos 
só um vaso e sim o somatório deles. 
- O maior somatório é nas arteríolas, capilares e 
vênulas. 
Ou seja, a aorta está gerando 5L/min. 
 
Explicando: Quando falamos que ao longo do sistema 
eu tenho que ter 5L/min. Isso é importante porque, 
tenho o coração, tenho a aorta saindo e as veias cavas 
voltando. 
O meu ventrículo direito e esquerdo vai ejetar o 
mesmo volume de sangue que equivale a 80ml de 
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volume sistólico. (um indo para o pulmão e outro 
circulação sistêmica). 
Esse volume multiplicado por frequência cardíaca 
equivale a 5L/min gerando dos dois lados de forma 
igual. 
O que sai tem que retornar na mesma quantidade. 
Então não posso ter volumes distintos no sistema 
porque teria um desequilíbrio. 
- O volume que eu gero é o volume que tem que 
retornar. 
- Pensando nisso, a medida que vai ramificando vai 
diminuindo a velocidade nos capilares. A área de 
secção transversal maior é inversamente 
proporcional a velocidade que é próxima de 0. 
 
- Quanto maior o número de vasos que eu tenho em 
paralelo, menor a velocidade do fluxo. 
 
- Quanto menor o número de vasos que eu tenho, 
maior a velocidade do fluxo. 
- Se eu for pensar, os capilares eu tenho a menor 
velocidade de fluxo. Mas é super importante, pois 
acontece a troca. Não daria para ser maior a 
velocidade de fluxo porque tem que sair o fluxo de 
massa e depois voltar. 
 
A secção transversal dos capilares, quando vem o 
fluxo ele se divide em todos os capilares e o fluxo 
passa em velocidade menor fazendo com que os 
capilares consigam fazer a troca gasosa. 
 
Ou seja, pensando em um teleférico que não para 
numa velocidade imensa, não iriamos conseguir 
entrar e nem sair. Quando tem o fluxo indo para o 
capilar, se ele passasse rápido, não teríamos um 
fenômeno acontecendo para ter as trocas no 
interstício, por isso a velocidade é baixa. 
 
PARTE CLÍNICA: HIPERTENSÃO 
- Se eu diminuir o número de capilares eu aumento a 
velocidade. 
- Existe a rarefação capilar, que é quando diminuímos 
o número de capilares. 
- Nessa doença a hipertensão, observamos essa 
rarefação capilar. 
- Se eu diminuo o número de capilares, a velocidade 
passa a aumentar. Então tenho menor eficiência de 
troca. 
- Se formos pensar, temos duas regulações 
importantes que estão associadas aos vasos de 
resistência, as arteríolas. 
- Quando falamos em hipertensão, tenho uma 
arteríola. As duas tem o mesmo diâmetro, uma tem 
uma parede pela túnica média e a outra tem a parede 
bem maior. 
- Eu tenho uma luz de vaso menor. 
- Por algum motivo desconhecido, existem pessoas que 
desenvolvem a hipertrofia da túnica média (músculos 
lisos) e eles diminuem a luz do vaso. Então, toda vez 
que eu tenho um raio menor, eu aumento a minha 
resistência. 
- Além de eu ter o problema de aumento de resistência 
que leva aumento dos níveis pressóricos, eu tenho 
problema de não vir fluxo suficiente para os capilares 
e quando vem o fluxo passa rápido impedindo a troca 
eficiente. 
- Existem sistema que são importantes para controlar. 
A arteríola está normal e depois em vaso constrição 
(ficando menor). Mas as vezes ela remodela e aumenta 
essa hipertrofia dessa parede muscular. 
- Isso é um processo de remodelamento crônico, então, 
temos essa modificação. 
- Por isso o hipertenso deve fazer uso de medicamento 
contínuo pois ele tem essa remodelação crônica. 
- Sabemos que quando a angiotensina 2 ela provoca 
esse tipo de hipertrofia muscular. 
- Pensando então, os vasos que fazem a resistência 
quando falamos em pressão arterial é igual ao débito 
cardíaco multiplicado com a resistência vascular 
periférica é as arteríolas. 
PA = DC x RVP 
Porque elas fazem vasoconstrição e cronicamente 
esses sistemas atuam nesse aumento de hipertrofia 
na túnica média dos vasos e diminuindo a luz do vaso. 
- Quando vem o fluxo, ele nem consegue passar direito 
para os capilares. O organismo entende que não 
precisa manter os capilares se não chega sangue. 
Então acontece que eu perco capilares. (processo de 
rarefação capilar). 
- Quando isso acontece, a minha rede de capilares 
diminuindo a velocidade do fluxo aumenta. (efeito 
dominó) 
- Os tecidos sofrem com isso porque são menos 
irrigados de forma adequada. 
- Quando isso acontece no nosso sistema nervoso 
central, acontece hipertensos com incidência de 
demência por menor irrigação desses leitos. 
- Isso acontece no coração (tem todo sistema de 
microcirculação). Há relação de diminuição da 
microcirculação com remodelamento maléfico da 
circulação. 
- Isso acontece muito no musculo, por isso o paciente 
sente muita falta de condicionamento. Fica com muita 
fadiga porque não chega sangue no musculo dele, 
porque não tenho sistema de distribuição de sangue e 
tenho menos capilar. 
- Por outro lado, as pessoas estudam formas de fazer 
os capilares aumentares (angiogênese). Que vai 
acontecer sobre alguns efeitos (por ex: exercício físico). 
- O que acontece é o aumento de capilares e diminui a 
parede e aumenta a luz do vaso. 
- O uso de medicamentos contra regula a hipertrofia 
também. 
 
REGRINHA 
- Quanto maior a área de secção transversal: menor a 
velocidade do fluxo 
- Quanto menor a área de secção transversal: maior a 
velocidade do fluxo 
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Mas, a taxa de fluxo será a mesma em todos os vasos. 
Ou seja, tanto na aorta quanto toda a extensão do 
sistema. O meu débito que foi gerado é o mesmo em 
todo o segmento. 
 
POR QUE O SANGUE FLUI PELO SISTEMA 
CARDIOVASCULAR? 
- A diferença gradiente de pressão. 
- Toda vez que formos pensar o que faz o sangue fluir, 
é o gradiente de pressão. 
- Quanto maior o gradiente, maior o fluxo. 
- Quanto menor o gradiente, menor o fluxo. 
- Essa pressão que é formada inicialmente na sístole 
(120mmHg). 
 
- O coração gera alta pressão quando se contrai. O 
sangue flui para fora do coração (região de pressão 
mais alta) para o circuito fechado de vasos 
sanguíneos (em uma região de menor pressão). 
- O sangue só sai do coração porque ele ‘’fica maior em 
pressão’’ em relação a aorta. Se ele não ficar maior 
que a aorta, não vai abrir as valvas seminulares. 
 
1° gradiente de pressão: quando tenho a ejeção 
ventricular (sangue sai do ventrículo).Só acontece 
quando ele faz a pessoa que supere a pressão da 
aorta. Eu só abro a aorta e faço a ejeção do sangue 
quando a pressão do sangue supera a pressão da 
aorta. 
- Pensando no ventrículo esquerdo. Ele recebe sangue 
dos átrios (sangue que veio da oxigenação). Vai 
chegar uma hora que terá a sístole atrial, vai 
terminar de ejetar e fechar as valvas entre átrio e 
ventrículo (atrioventricular). Quando essa valva 
fecha, tenho volume de sangue dento do ventrículo, 
esse volume de sangue chama de volume diastólico 
final (volume que consigo acomodar na diástole do 
ventrículo, volume máximo que vou encher no 
ventrículo). 
Depois disso acontece a contração isovolumétrica. 
Começa a despolarizar toda a parte do septo indo até 
o ápice, paredes do miocárdio para fazer a contração. 
nessa hora o volume que eu tenho está cheio e começo 
a contrai esse coração de forma que o sangue que está 
lá dentro sofre a ação da contração e quer ser ejetado. 
Mas só será ejetado se eu superar a pressão que eu 
tenho na aorta naquela hora. 
Se a pressão do coração superar a força da aorta, eu 
abro as semilunares e ejeto o sangue. 
Se a pressão da aorta é alta por causa da resistência 
periférica alta. Meu coração tem que fazer mais força 
ainda, gerando então a hipertensão. 
 
EXPLICANDO 
Pensando no filtro de barro. Temos a água dentro, a 
influência da gravidade, várias moléculas que vão se 
chocando (entendemos por formação de forças) e vão 
atuar sobre o recipiente (pressão). 
- Temos a questão da água atuando e favorecendo o 
aumento da pressão e a gravidade também. 
- A pressão que eu tenho lá dentro é maior que a pressão 
que está do lado de fora. Toda vez que abrirmos a 
torneira o líquido vai sair e quanto maior a diferença de 
pressão, maior será o fluxo que sairá de água do meu 
filtro. 
- Quando o filtro está quase vazio, deitamos o filtro para 
‘’cair’’ o resto da água. O que acontece é que a 
quantidade de líquido (a coluna de pressão) diminuiu. A 
quantidade de fluxo que vai sair, será menor porque a 
minha diferença de pressão diminuiu. 
 
PRESSÃO E PRESSÃO ARTERIAL 
- Força que o sangue exerce contra a parede dos vasos. 
- Tenho uma pressão hidrodinâmica. 
- Tenho o sangue que é pressionado. À medida que a 
força atua nele, ele atua sobre as paredes. 
- O que determina a pressão arterial é o débito e a 
resistência. 
- Essa pressão que o sangue exerce sobre as paredes 
vasculares depende do volume de sangue ejetado pelo 
coração e resistência que se opõe à sua circulação 
PA = DC x RVP 
 
O QUE FAZ CRIAR ESSA PRESSÃO 
PROPULSORA? 
- Temos a pressão inicial que é gerada e vai caindo. 
- Tenho 3 fatores que permitam a geração de pressão. 
 
JASMINY MOREIRA | TURMA 5 BMF | 2020.2 
 
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1° fator: força propulsora, a contração do ventrículo. 
Tenho o ventrículo com a quantidade de sangue, a 
medida que eu contraio o ventrículo, o sangue quer 
sair. 
2° fator: minha capacidade de dilatação elástica da 
aorta. Ou seja, essa aorta, nesse momento ela 
aumenta o calibre para acomodar o sangue que foi 
ejetado pelo ventrículo. Por isso temos que ter a 
capacidade elástica dela (artérias elásticas). 
3° fator: resistência ao fluxo de sangue (pequenas 
artérias e arteríolas e artérias). A forma que eu 
acomodo o sangue é determinada pela resistência. 
 
PARTE CLÍNICA: SÍNDROME DE MARFAN 
Na síndrome de Marfan, você tem a deficiência de 
uma proteína da fibra elástica da túnica média. E 
você tem a secção de aorta. Fica fraca e o sangue pode 
então romper essa túnica média e acaba se 
acumulando entre as túnicas da aorta. 
 
- Quando o sangue é ejetado. Por mais que a minha 
aorta tem calibre grande, o sangue começa fazer força 
na parede da aorta fazendo com que ela se distenda. 
- Esse ventrículo depois que ejeta, ele relaxa. Quando 
ele relaxa, a pressão ‘’cai’’ e o sangue tenta voltar 
(fluxo retrógado), quando ele volta a valva corre e 
fecha semilunar antes para o fluxo não retornar e ir 
embora por inteiro. 
PRESSÃO ARTERIAL MANTIDA DURANTE A 
DIÁSTOLE 
- Se eu não tivesse a capacidade retrátil da aorta, eu 
teria a pressão mais alta 120 (quando ejeto o sangue) 
e poderia ir para 0 no ventrículo. A diástole seria 
baixa demais. 
- Como eu tenho essa energia cinética de distensão da 
aorta. Na medida que eu retraio a aorta, essa energia 
faz com que a pressão que poderia ser 0 vai pra 
80mmHg. 
- O que mantem a aorta em torno de 80 é a força que 
eu tive. 
Ou seja, o que mantem essa pressão de 80mmHg é 
essa energia elástica. 
- Nossa pressão arterial ela é uma pressão de pulso. 
Ela ejeta e depois vai abaixando porque eu consigo ter 
a retração da aorta e depois acontece tudo 
novamente. 
 
- Cada sístole eu tenho uma ejeção na aorta. 
- Quando esse sangue é ejetado na aorta ele faz a 
força na parede da aorta (pulso) aí ele vai retraindo 
até 80mmHg. Aí vem um novo pulso e assim por 
diante. 
Pulso – energia retrátil – diminui a pressão 
 
- Quando você aumenta as pressões pode ter uma 
complacência da aorta ou resistência vascular 
periférica total. A força que eu tenho que fazer para 
ejetar o sangue é maior. Toda vez que pensamos em 
pressão, tenho que pensar na força que eu tenho que 
desenvolver mediante com a complacência e 
mediante a resistência periférica. 
- No caso do hipertenso, eu aumento muito a 
resistência. Então a pressão será maior que 120 para 
conseguir superar a resistência. 
 
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COMO TRANSFORMAR UM SISTEMA PULSÁTIL 
EM F e P CONTÍNUOS 
- Essa ejeção intermitente que temos no coração. 
- Eu ejeto o sangue, mas eu continuo o meu fluxo. 
- A capacidade das grandes artérias em se expandir 
quando recebem o volume de ejeção durante a sístole 
ventricular, retornando ao seu estado original pelo 
recolhimento elástico durante a diástole, converte a 
ejeção intermitente do sangue pelo coração em um 
fluxo continuo pelos vasos mais distais. 
 
COMPLACÊNCIA DOS VASOS 
- Capacidade de se distender. 
- Descreve o volume de sangue que o vaso pode 
contém sob determinada pressão. 
- Está relacionada à distensibilidade. 
 
- A diferença na complacência das veias e artérias 
fundamenta os conceitos de volume não estressado e 
estressado. 
- Para eu acomodar um volume de sangue na artéria, 
eu preciso desenvolver mais pressão que a veia. 
- Essa pressão que será gerada na artéria pode 
alterar de acordo com a complacência. Existe uma 
situação no envelhecimento que há a redução da 
complacência na aorta. 
Quando ela fica menos complacente, ela tem menos 
capacidade de extensibilidade. Ela fica mais rígida. 
- Para eu acomodar sangue nessa artéria, eu vou ter 
que fazer uma pressão maior ou vou acomodar menos 
volume de sangue. 
- Quanto mais complacente, consigo acumular maior 
volume de sangue. 
- Entendemos também que, eu tenho que gerar um 
débito porque preciso desse volume pro sistema. Para 
eu gerar esse volume maior em artéria pouco 
complacente. Eu tenho que aumentar a pressão. 
- A complacência é delta de volume por delta de 
pressão. 
- Quanto menos complacente, para eu acomodar o 
mesmo volume de sangue (80mL) eu tenho que 
aumentar a pressão. 
REGRINHA 
C = V/P 
C: Complacência (mL/mmHg) 
V: Volume (mL) 
P: Pressão (mmHg) 
PRESSÃO DE PULSO 
- A regulação de pulso é praticamente determinada 
pela complacência e volume sistólico. 
- A complacência aórtica é um dos principais 
determinantes, juntamente com o volume sistólico, 
da pressão de pulso. 
 
- Toda vez que a artéria é menos complacente eu 
tenho que fazer mais força no ventrículo. 
- Se eu tenho uma complacência fixa e eu aumento o 
volume sistólico, também aumento a pressão. 
- Toda vez que aumento o volume sistólico, para 
colocar essa quantidade de sangue na aorta, eu 
aumento um pouco a pressão. 
- Toda a vez que aumento o volume sistólico, eu 
aumento a pressão daaorta. (por ex: exercício físico). 
PARTE CLÍNICA: ARTERIOSCLEROSE 
- Numa situação de arteriosclerose ela fica menos 
complacente. 
- Quando fica menos complacente, tenho que fazer 
muita pressão, aumentando os limites superiores da 
pressão. Ou seja, aumento a pressão da minha aorta. 
- As vezes esse vaso já não está mais no estado 
‘’equilibrado’’, e aí se eu aumento essa pressão eu posso 
romper uma parte da túnica dela ou romper ela 
completamente. 
- É muito arriscado numa aorta que está doente, 
aumentar os níveis pressóricos. 
- Por isso, devemos evitar essas situações quando 
pensamos em patologia. 
 
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PARTE CLÍNICA: ESTENOSE AÓRTICA 
- Numa situação de estenose aórtica, ela não 
consegue acomodar volume sistólico quase nenhum. 
- Quanto menor o volume que eu acomodo, menor a 
minha pressão. 
- Nesse caso eu diminuo o volume sistólico, tendo um 
pulso mais fraco com uma menor pressão. 
 
PRESSÃO ARTERIAL MÉDIA 
- Temos que pensar que dentro do círculo cardíaco a 
contribuição da sistólica é em tempo menor e a 
diastólica em tempo maior. 
 
SISTÓLICA 
(PAS) 
- Pressão durante a contração do 
ventrículo (sístole, maior pressão) 
- Dura 1/3 do ciclo 
- Repouso 120mmHg 
- Destinado aos ventriculos 
DIASTÓLICA 
(PAD) 
- Pressão no leito vascular durante a 
diástole dura 2/3 do ciclo 
- Repouso 80mmHg 
- Destinado para o relaxamento dos 
ventriculos 
 
REGRINHA 
PAM = (PAS-PAD)/3 + PAD 
93 mmHg = (120-80)/3 +80 
 
- Essa pressão é a ideal para o nosso sistema. 
Obs: Quando tiver algum exercício onde o paciente 
apresenta a PAM 93 ou até 100, não podemos 
esquecer que isso é média. 
Resumindo 
- O gradiente de pressão permite que o sangue flua 
pelo sistema circulatório. 
- A diminuição da pressão ocorre porque é perdida 
energia, como consequência de resistência ao fluxo 
pelos vasos 
- A pressão diastólica alta nas artérias é decorrente 
da capacidade desses vasos de capturar e armazenar 
energia nas suas paredes elásticas 
- A pressão de pulso, uma medida de amplitude da 
onda de pressão, é definida como a pressa sistólica 
menos a pressão diastólica. Devido ao atrito, a 
amplitude da onda de pressão diminui com a 
distância e desaparece nos capilares 
- A complacência aórtica e o volume sistólico 
determinam da pressão de pulso 
- Quanto menor a complacência do vaso, maior 
pressão para acomodar um dado volume de sangue 
 
FATORES QUE ALTERAM O FLUXO (Q) 
SANGUÍNEO 
- A quantidade de sangue que passa por determinado 
ponto da circulação durante certo intervalo de tempo 
(mililitros por minuto). 
- O fluxo é diretamente proporcional ao gradiente de 
pressão. Quanto maior o gradiente de pressão, maior 
o fluxo de um ponto para o outro ponto do vaso. 
 
Obs: Sempre que perguntar sobre gradiente de 
pressão comparando dois vasos. Vamos lembrar que 
não importa o valor absoluto e sim a subtração deles. 
 
- Fluxo é diretamente proporcional ao gradiente de 
pressão. 
- Quanto menor a minha diferença de pressão, menor 
o fluxo. 
- Quanto maior a minha diferença de pressão, maior 
o fluxo. 
 
Obs 
- O fluxo é inversamente proporcional a resistência. 
- Quanto maior a minha resistência, menor o fluxo. 
- Quanto menor a resistência, maior o fluxo. 
- Quando o meu raio é maior, eu aumento o meu fluxo. 
- Quando o meu raio é menor, eu diminuo o meu fluxo. 
- O raio é um dos fatores que aumentam a resistência. 
 
- A diferença de pressão é a força motriz para o fluxo 
sanguíneo. 
- A resistência é impedimento ao fluxo. 
 
 
FATORES QUE AUMENTAM O FLUXO (Q) 
SANGUÍNEO 
Viscosidade 
- Fatores associados a resistência: viscosidade 
O paciente usa ‘’aspirina’’ por ex, que se diz afinar o 
sangue na tentativa de reduzir a resistência. 
- Quanto maior viscosidade no sangue maior atrito 
nos vasos, aumentando a resistência. 
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- O coração terá que fazer muito mais força se o 
sangue for mais viscoso. 
- As vezes pra resolver esse problema é dado um 
vasodilatador. 
- Se eu tiver um raio maior, tenho menor atrito. 
- A resistência é diretamente proporcional a 
viscosidade do líquido. 
- Maior viscosidade = maior resistência porque tenho 
maior atrito. 
PARTE CLÍNICA: ANEMIA 
Anemia diminui a viscosidade de sangue. 
 
PARTE CLÍNICA: ATIVIDADE FÍSICA 
Atividade física que aumenta a eritropoietina pode 
aumentar a viscosidade. 
 
PARTE CLÍNICA: DESIDRATAÇÃO 
A desidratação, quando diminui a quantidade de 
líquido de sangue, eu aumento a viscosidade. 
 
Raio 
- Embora a viscosidade seja um fator que determina 
a resistência. Dentre os fatores, não é o mais 
impactante. 
- O mais impactante é o raio, que vai contribuir mais 
ainda. 
- Eu resolvo o problema de viscosidade aumentando o 
raio. 
- O raio é o fator de MAIOR importância na 
resistência. 
 
 
Comprimento do vaso 
Quanto maior o comprimento, mais o sangue vai ter 
que passar na extensão do vaso. 
Sempre terá a relação com a viscosidade. 
- Resistencia é diretamente proporcional ao 
comprimento (l) do vaso. 
- Eu tenho maior atrito na passagem do sangue no 
comprimento de vaso maior. 
 
 
Resistencia 
- A resistência é diretamente proporcional ao 
comprimento do vaso e viscosidade. Quanto maior 
esses dois, maior a resistência. 
- No denominador eu tenho o raio. Quanto maior o 
meu raio, menor a resistência. Quanto menor o meu 
raio, maior a resistência. (ele é o oposto) 
- Quanto maior eu tenho o meu raio, maior a minha 
condutância (diretamente proporcional ao diâmetro 
do raio). 
Resumindo 
- O fluxo é diretamente proporcional ao gradiente de 
pressão entre dois pontos quaisquer (valor relativo) 
- Fluxo é inversamente proporcional a resistência 
- Resistencia é inversamente proporcional a raio dom 
tubo r=1/r 
- Resistencia é diretamente proporcional a 
viscosidade do líquido 
- Resistencia é diretamente proporcional ao 
comprimento (l) do vaso 
- O raio é o fator de maior importância na resistência 
(elevado a 4 potência) 
- Condutancia é o inverso da resistência 
 
FLUXO LAMINAR 
- Fluxo com lâminas de sangue 
- Formo uma parábola. Ela acontece porque a região 
central do vaso não tem atrito, ou seja, tem velocidade 
maior que a região que está mais próxima da parede. 
- Fluxo de perfil parabólico da velocidade do fluxo 
sanguíneo 
- Esse fluxo pode perder a organização laminar e virar 
turbulento 
 
FLUXO TURBULENTO 
- Ele é desorientado 
- Tem mais resistência que o fluxo laminar 
- Ele é barulhento 
- É diretamente proporcional à velocidade do fluxo 
sanguíneo, ao diâmetro do vaso e a densidade do 
sangue, e inversamente proporcional à viscosidade do 
sangue, o que é representado pela equação. 
 
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- Calcula-se o número de Reynolds 
- Quando a velocidade do fluxo sanguíneo é muito 
elevada 
- Quando o sangue passa por obstrução no vaso, por 
ângulo fechado ou por superfície áspera 
 
- Porções proximais da aorta e da ateria pulmonar o 
número pode chegar a muitos milhares durante a face 
rápida de ejeção dos ventrículos; aumento da 
turbulência 
1. Alta velocidade de fluxo sanguíneo 
2. Natureza pulsátil do fluxo 
3. Alteração súbita do diâmetro do vaso

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