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Disciplina: Gestão de Crises em Segurança Pública. Identificação da tarefa: Tarefa 3. Unidade 2. Envio de arquivo. Pontuação: 10 pontos. TAREFA 3 Qual é o papel do gerente de crises em situações com reféns? O Gerente de Crises é o comandante de tudo, ou seja, é quem comanda toda a operação em situações com reféns, é a autoridade máxima da crise. Essa função geralmente é recomendada que seja ocupada sempre por um policial que tenha um extremo conhecimento e uma total bagagem teórica e prática sobre situações de crise e que tenha uma grande experiência policial, pois o Gerente de Crises é responsável por todas as decisões a respeito das medidas que devem ser adotadas para solução do caso, tendo objetivo sempre a uma solução aceitável. Cabe ao Gerente também as definições de questões técnicas como por exemplo a definição do perímetro, definição do posto de comando, definição em relação a atendimento de exigências entre outras e as definições em questões táticas como a negociação direta para o uso de tiro de comprometimento ou grupo de assalto, ou seja, o ato para cada momento. (OLIVEIRA, 2008a) É importante destacar que o Gerente de Crises deverá ater-se a necessidade, ou seja, não tomar decisões ou adotar medidas que não forem necessárias, validade do risco, que é a validade do risco seja justificada, aceitabilidade, que a decisão não pode violar os princípios morais e dos bons costumes e o gerente não pode ir de encontro aos princípios éticos e ao jurídico onde atos tomados na resolução do evento crítico devem estar amparados por lei. O Gerente pode por outra pessoa, ou seja, um intermediário saber a condição mental, o estado de espírito e a personalidade dos elementos causadores da crise. (SALIGNAC, 2011) Um caso ocorrido no Brasil em que o Gerente de Crises foi de grande importância é o Caso Eloá que diante do cárcere privado de duas jovens foi considerado um dos casos com maior duração de refém e a decisão do gerente de crises de deixar um sniper posto caso necessário, que no final foi considerado, o tiro de comprometimento o que gerou grande polêmica, já que no mundo é comum o uso de atiradores de elite, mas o Brasil ainda é um país emocional na área de segurança pública. O Gerente de Crises atua totalmente com o negociador em casos assim por mais que se sinta seguro e seja treinado, pois o gerente da crise nunca é um bom negociador porque o negociador não pode tomar decisão e caso isso aconteça será perceptível para os elementos da crise eliminando a procrastinação necessária para se ganhar tempo diante da crise. (SANTOS, 2011) Um dos grandes erros foi a decisão da volta da menina Eloá de volta ao apartamento, o caminhar do caso e como foi conduzido o desfecho do caso. E se a abordagem tivesse sido diferente? E se a condução do caso tivesse sido mais analisada e não vista tanto do ponto crítico de quem conduzia e ao mesmo tempo da mídia? Se formos pensar à vontade foi com que o caso fosse solucionado logo e as próprias pessoas que os conduziram acabaram por meio deste não tendo todas as decisões cabíveis para que fosse possível dizer que o caso acabou bem e não dá forma trágica como foi. (CAMPOS, 2008) O Caso Eloá ganhou grande repercussão em todas as mídias, chamando muita atenção para o gerenciamento de crises em situação com refém e para o trabalho da polícia diante de tal situação ao qual teve muitas críticas pelas decisões tomadas cujo se fosse diferente poderia dessa forma ter acabado de forma melhor. O gerenciamento de crises no Brasil ainda se encontra em evolução e há muito ainda há de se discutir, já que é uma área de transformação constante. Na doutrina utilizada no Brasil o objetivo do gerenciamento de crises, é de preservar vidas e aplicar a lei e com o passar dos anos essa doutrina deve ser aprimorada constantemente. (SANTOS, 2011) O Gerente de Crises é definitivamente o responsável pelo sucesso ou não sucesso da resolução do Crime. Os negociadores, o grupo tático, o apoio, todos respondem e seguem as determinações do gerente. A supervisão direta do Gerente geralmente tem um impacto imediato, de vida ou morte, no ponto crítico e diante da comunicação mais rápida e coerente evita a existência de intermediários de outras autoridades. (OLIVEIRA, 2008b) REFERÊNCIAS CAMPOS, Márcio. A tragédia de Eloá: uma sucessão de erros. São Paulo: Landscape, 2008. 109 p. ESPECIALISTAS em resgate com reféns criticam ação no ABC. Portal G1, 18 out. 2008. Disponível em http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL803726-5605,00.html . Acesso em: 13 abril. 2021 OLIVEIRA, A. F. R. Manual de Negociação de Conflitos. v.9. Rio de Janeiro: Instituto de Segurança Pública. Produzido por meio de convênio firmado entre o Instituto de Segurança Pública e o Programa de Apoio Institucional as Ouvidorias de Polícia e Policiamento Comunitário da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, financiado pela União Europeia, 2008a. OLIVEIRA, A.F.R. Manual de Gerenciamento de Crises. v. 8. Rio de Janeiro: Instituto de Segurança Pública. Produzido por meio de convênio firmado entre o Instituto de Segurança Pública e o Programa de Apoio Institucional as Ouvidorias de Polícia e Policiamento Comunitário da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, financiado pela União Europeia, 2008b. SALIGNAC, Angelo Oliveira. Negociação em crise: a busca para solução em eventos críticos. São Paulo: Ícone, 2011. SANTOS, Gilmar Luciano. Sniper policial: Quem autoriza o disparo letal? Uma análise jurídica. 1. ed., Belo Horizonte, MG: Bigráfica, 2011. VÍDEO. Caso Eloá Instrutor da SWAT critica operação policial part.2. Youtube. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=UGEhVoqtdPA&feature=related . Acesso em: 13 abril. 2021