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Disciplina: Gestão de Crises em Segurança Pública. Identificação da tarefa: Tarefa 4. Unidade 3. Envio de arquivo. Pontuação: 15 pontos. Tarefa 4 O papel do gestor de crises diante de manifestações é monitorar a manifestação para evitar que haja situação de arbitrariedade por parte de policiais. Além disso, tentar coibir atos de vandalismo por parte dos protestantes. O acompanhamento é necessário para solucionar conflitos surgidos em decorrência das manifestações populares. Assim, é possível propor medidas que evitem quaisquer episódios de violação de direito. Uma crise pode ocorrer quando você menos espera e os eventos podem se desdobrar rapidamente, fazendo com que uma situação que já é estressante se torne difícil de responder com agilidade ou com bom senso. Algumas crises podem ser evitadas, enquanto outras são inevitáveis. É necessário fazer uma avaliação inicial para classificar a crise e tomar as ações necessárias rapidamente. A falta de agilidade geralmente é a responsável pela repercussão das crises. A notificação a todas as áreas envolvidas e a formação de um Comitê de Crise são pontos essenciais para elaboração de estratégias, mapeamento da situação, elaboração de respostas e, principalmente, a solução do problema. Além de reunir os fatos rapidamente, os responsáveis pela comunicação devem se colocar no lugar do público, imaginando o que cada um desejaria ouvir neste momento. Também em situações críticas, mobilize aliados e especialistas que possam contribuir para os esclarecimentos dos fatos. É de grande importância em meio a uma manifestação acionar imediatamente o Comitê de Crise e executar plano de comunicação previsto, assumir a responsabilidade e o controle da crise, observar o timing das manifestações com os diversos públicos, ajustar o tom das comunicações para o estado emocional dos envolvidos na crise, alinhar o discurso em todas as manifestações comunicacionais por meio de mensagens-chaves compartilhadas por todos os porta-vozes, evitar proliferação de porta-vozes. Ter um plano de comunicação sólido garantirá que as informações sejam transmitidas aos participantes e suas famílias e aos voluntários de maneira consistente, precisa e oportuna, diminuindo o risco de desinformação ou confusão e gerando a confiança de que a situação está sendo tratada de forma eficaz. A comunicação com as pessoas deve ser rápida, transparente, factual e compassiva, sem opiniões pessoais nem subjetividade. Se a mídia fizer perguntas, solicitar comentários, entrevista ou outros detalhes relacionados a uma crise, o porta-voz designado será o governador do distrito, a menos que indicado de outra forma. Como parte do seu treinamento, todos os voluntários devem ser instruídos a não responder nem fazer comentários sobre uma situação de crise e encaminhar todas as perguntas ao porta-voz designado. Além disso, eles devem evitar fazer comentários ou compartilhar conteúdo publicado que envolva uma crise, encaminhando esse tipo de conteúdo ao porta-voz designado. Após todo o ocorrido de manifestações toda a situação de crise é importante, ou seja, se deve fazer uma avaliação rigorosa de todas as medidas comunicacionais adotadas, fazer ajustes na comunicação de risco a partir dos aprendizados proporcionados, fazer uma revisão do Plano de comunicação, fazer uma pesquisa para mensurar os impactos da crise e a execução de campanhas de esclarecimento e, se necessário, de reposicionamento diante dos diversos públicos. O objetivo de uma reunião após o ocorrido é garantir que os protocolos de resposta tenham sido seguidos e constatar se há alguma etapa de ação necessária como resultado da resolução de uma crise, o que inclui, por exemplo, atualizar o plano de gerenciamento de crises e realizar treinamentos de emergência. A preparação real para gerenciar crises se dá quando existe uma cultura de prevenção disseminada na organização. No momento crítico, contar com profissionais preparados e treinados, com capacidade analítica e prontidão para ação é fundamental. Gerenciar crises não se resume a utilizar protocolos prontos de resposta para reduzir os impactos negativos. Para gerenciar uma crise deve-se acima de tudo colocar as pessoas no centro da atenção, demonstrando respeito e cuidado. AGUILAR, Paulo Augusto et al. Atualização de procedimentos adotados na PMESP na doutrina de gerenciamento de crises, modelo estático, para o modelo dinâmico de gestão de crises. 2017. Artigo científico (Mestrado Profissional em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública) – Centro de Altos Estudos de Segurança, Polícia Militar do Estado de São Paulo, São Paulo, 2017. BARBOSA FILHO, José. Gerenciamento de Crises. Monografia (Curso Superior “Gestão de Segurança Empresarial e Patrimonial”) — Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo, 2001. CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Comando do Corpo de Bombeiros. Diretriz nº CCB-004/931/14, de 16 de julho de 2014. Sistema de Comando de Operações e Emergências (SiCOE). São Paulo: CCB, 2014. MONTEIRO, Roberto das Chagas. Manual de gerenciamento de crises. Brasília: Departamento de Polícia Federal, 1994. POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Diretriz nº PM3-008/02/06, de 11 de agosto de 2006. Normas para o Sistema Operacional de Policiamento PM (NORSOP). São Paulo: PMESP, 2006.