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Universidade Federal da Paraíba Centro de Ciências da Saúde Departamento de Ciências Farmacêuticas Discente: Raquel da Silva Galvão Disciplina: Toxicologia Determinação do paracetamol João Pessoa – 2018 INTRODUÇÃO O paracetamol é um dos medicamentos mais relacionados com intoxicação. É um analgésico e antipirético que sofre biotransformação pelo fígado e excreção pelos rins. Um dos seus metabólicos é hepatotóxico, que em superdosagens (acima de 150mg/kg por adultos ou de 200mg/kg em crianças) não sofre conjugação e se torna prejudicial para o organismo. A medida da concentração do medicamento no soro ou no plasma torna possível o diagnóstico e o início rápido do tratamento da intoxicação pelo paracetamol com mais eficácia do que a informação da dose ingerida. Sendo assim, a determinação de paracetamol em plasma é de interesse na toxicologia de urgência. As concentrações são usadas para saber o risco da hepatotoxicidade. Os efeitos provenientes de concentrações plasmáticas de paracetamol e o tempo são: · concentrações terapêuticas são de 10 – 20 µg/mL em 4 horas; · dano hepático mínimo ou ausente: 120 µg/mL em 4 h ou 30 µg/mL em 12 h; · concentrações tóxicas/letais: 300 µg/mL em 4 h ou 45 µg/mL em 15 h. Algumas medidas a serem tomadas numa intoxicação por paracetamol: · Diminuir a exposição ao paracetamol no trato gastrointestinal: – esvaziamento gástrico – lavagem gástrica – carvão ativado · Proteger o hepatócito da lesão pelo NAPQI: administração de N-acetilcisteína · Remoção extracorpórea do paracetamol: – hemodiálise / hemoperfusão (sem aplicação clínica) · Medidas gerais de controle e suporte. METODOLOGIA O ácido tricloroacético foi tratado com nitrito de sódio para a formação do 2-nitro-4-acetaminofenol. Este, em meio alcalino, forma um produto de cor amarela, cuja tonalidade é proporcional a quantidade de paracetamol presente na amostra. Obs: nesta prática não foi utilizado o soro ou o plasma. Sendo assim, as amostras feitas foram as seguintes: · BRANCO: 1 ml H2O + 3 ml TCA + 0,5 ml NaNO2 + 2 gotas NaOH · TUBO 1: 1 ml Paracetamol + 3 ml TCA + 0,5 ml NaNO2 + 2 gotas NaOH · TUBO 2: 1 ml Paracetamol + 6 ml TCA + 0,5 ml NaNO2 + 2 gotas NaOH · TUBO 3: 0,5 ml Paracetamol + 3 ml TCA + 0,5 ml NaNO2 + 2 gotas NaOH · TUBO 4: 0,250 Paracetamol + 3 ml TCA + 0,5 ml NaNO2 + 2 gotas NaOH · TUBO 5: 0,125 ml Paracetamol + 3 ml TCA + 0,5 ml NaNO2 + 2 gotas NaOH · TUBO 6: 0,0625 ml Paracetamol + 3 ml TCA + 0,5 ml NaNO2 + 2 gotas NaOH · TUBO 7: 0,03125 ml Paracetamol + 3 ml TCA + 0,5 ml NaNO2 + 2 gotas NaOH Os equipamentos e acessórios usados para a realização dessa prática foram: · o agitador; · centrífuga; · banho de água; · espectrofotômetro (430nm). Após leitura no espectrofotômetro, foram obtidos os seguintes resultados: · TUBO 1: 1,35 ABS · TUBO 2: 0,912 ABS · TUBO 3: 0,488 ABS · TUBO 4: 0,247 ABS · TUBO 5: 0,131 ABS · TUBO 6: 0,064 ABS · TUBO 7: 0,068 ABS Com esses resultados foi possível a formação de uma curva, referente aos níveis de concentração do paracetamol, e sua equação de reta, proporcionando uma maneira de analisar o nível de intoxicação de um paciente. Y 300 150 75 37.5 18.5 9.4 4.5999999999999996 1.35 0.91200000000000003 0.48799999999999999 0.247 0.13100000000000001 6.4000000000000001E-2 6.8000000000000005E-2