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Inflamação aguda: aspectos morfológicos

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Patologia básica, Robbins, cap. 3  
  
Eventos vasculares  
  
Quando há retração das células endoteliais há  
deslocamento de proteínas plasmáticas que  
estavam dentro do vaso  
Consequência: formação de edema  
  
Esse evento ocorre para que leucócitos cheguem  
ao local de lesão/inflamação  
  
Eventos celulares:   
  
vasodilatação do vaso → porque aumentou o  
fluxo sanguíneo  
aumento da permeabilidade  
deslocamento de fluídos  
diminuição de plasma  
aumento da concentração de hemácias  
sangue fica viscoso  
fluxo sanguíneo diminui  
estase  
marginação dos leucócitos  
leucócitos se ligam a selectinas  
rolamento de leucócitos  
ligação dos leucócitos com integrinas  
adesão dos leucócitos nas células endoteliais  
processo de diapedese -> deslocamento do  
leucócito do vaso para o meio extracelular  
rompimento da membrana basal pela liberação  
de colagenase  
quimiotaxia  
leucócito vai para o local da lesão para fazer a  
fagocitose e tentar eliminar o agente agressor  
  
Quando há fluído no meio extracelular (proteínas  
plasmáticas, células ) ocorre a formação de  
edema.  
Exsudação -> formação do exsudato -> tipo de  
edema que ocorre somente em processos  
inflamatórios.  
Exsudato é composto por proteínas e por células  
Ele é formado a partir do aumento da  
permeabilidade vascular  
  
Exsudato ≠ transudato  
  
⇢ O conteúdo do edema pode ser transudato ou  
exsudato  
  
O exsudato sempre ocorre no processo  
patológico de inflamação, sua composição é de  
células e proteínas. Sempre ocorre por causa de  
uma alteração vascular, o aumento da  
permeabilidade vascular  
  
Edema formado por transudato, composto por  
baixa quantidade de proteínas, não tem células,  
ocorre por causa de um desequilíbrio osmótico e  
hidrostático. Ele não precisa de um processo  
inflamatório para ocorrer. Não há aumento da  
permeabilidade vascular   
  
Transudato: Edema não-inflamatório  
Exsudato: Edema inflamatório  
  
Sinais cardinais: calor, rubor, tumor (edema), dor e  
perda da função  
  
Padrões morfológicos do processo inflamatório  
agudo  
  
O que interessa são os fenômenos exsudativos →  
composição do exsudato  
  
O processo inflamatório pode ser classificado de  
acordo com a sua distribuição:  
  
1. Processo inflamatório multifocal  
2. Processo inflamatório local extensivo  
3. Processo inflamatório difuso  
  
  
Exsudato seroso  
  
Inflamação aguda serosa = Exsudato seroso  
  
Quando se diz processo inflamatório com  
padrão seroso, significa que o exsudato é pobre  
em células, ele possui mais proteínas e menos  
células.  
Característica do exsudato seroso: ser pobre em  
células  
  
  
Aspecto microscópico da bolha  
  
No espaço traçado é o local de formação da  
bolha, por isso há elevação da epiderme. Na  
parte branca é onde a água está acumulada  
  
Líquido dentro da bolha -> exsudato seroso:  
↑ proteínas ↓ células  
1  
Camila Guimarães Santos  
Inflamaçã� agud�: aspect� morfológic� 
Nomenclatura    
Vesícula -> menor que 5  
mm  
  
  
Efusão/bolha -> maior  
que 5mm  
  
  
 
  
Na broncopneumonia está mais rosa porque há  
mais proteínas, por isso há essa eosinofilia,  
marcação rosa.  
Característica de inflamação serosa:   
↑ proteínas ↓ células  
  
Exsudato misto -> serossanguinolento ou  
sero-hemorrágico  
Tem tanto sangue quanto exsudato seroso  
  
  
Exsudato fibrinoso  
  
⇢ Exsudato que ocorre por causa do  
extravasamento de substâncias pró coagulantes,  
como o fibrinogênio.   
⇢ Quando há saída do fibrinogênio, ele sofre  
ação da trombina e se transforma em fibrina. O  
aumento da permeabilidade vascular permite a  
saída de fibrinogênio que sofre ação da  
trombina e se transforma em fibrina.  
Protagonista do exsudato fibrinoso -> fibrina  
⇢ Exsudato fibrinoso possui maior quantidade  
de fibrina, há células e outras proteínas, porém a  
fibrina predomina  
  
  
Em bege mais escuro é acúmulo de exsudato de  
fibrina  
  
  
Aspecto macroscópico  
  
  
Pontos pretos -> antracose   
  
  
  
Aspecto microscópico  
  
  
Lado esquerdo (P) -> pericárdio normal  
Lado direito (F) -> pericárdio inflamado -> tem  
muita fibrina  
  
  
2 
Camila Guimarães Santos 
 
Em maior aumento  
  
As “minhoquinhas” são os filamentos de fibrina,  
componente que sobressai -> fibrinas ->  
exsudato fibrinoso  
  
Caso os macrófagos não consigam fagocitar a  
fibrina e ela ficar no tecido por muito tempo,  
começa o processo de cicatrização e  
dependendo do local onde isso ocorre, uma  
consequência é o comprometimento da função  
do órgão  
   
  
Exsudato purulento  
  
⇢ Caracterizado pela produção de pus.  
O pus não tem um cheiro agradável, pois ele  
possui neutrófilos em degeneração (piócitos) +  
restos de células necróticas e líquido de edema   
  
⇢ Causas: infecções por bacterias piogenicas   
  
⇢ Histologicamente no exsudato purulento há  
piócitos (neutrófilos em degeneração)  
  
  
  
  
  
Piócitos só estão presentes no exsudato  
purulento  
  
  
  
Dependendo de como está organizado o  
exsudato purulento, ele ganha um nome  
Se o exsudato purulento forma uma nova  
cavidade -> abscesso -> formação de uma nova  
cavidade localizada  
  
  
  
Abscesso é localizado  
  
3 
Camila Guimarães Santos 
 
  
Multifocal  
  
Composição do abscesso: exsudato purulento  
  
Composição do exsudato purulento: piócitos,  
células necrosadas, líquido  
  
Quando o abcesso é drenado, pode haver  
formação de escavação  
  
  
Aspecto microscópico de abscesso  
  
O Abscesso possui uma distribuição, começando  
de fora para dentro.  
Ao redor do abscesso há fibroblastos, vasos  
dilatados, neutrófilos preservados e região  
central com piócitos, células necróticas.  
  
  
  
  
  
  
  
Empiema  
  
Exsudato purulento em cavidades já existentes  
(pleura, peritônio, pericárdio)  
  
  
Empiema no espaço pleural  
  
  
Aspecto macroscópica  
  
  
4 
Camila Guimarães Santos 
 
  
Cavidade pericárdica  
  
  
Fleimão/flegmão  
  
Exsudato purulento está difuso no tecido  
  
  
  
Aspecto microscópico  
  
Células necróticas, piócitos difusos no tecido  
  
  
Exsudato Fibrino-purulento -> Exsudato misto  
  
Possui fibrinas, piócitos  
  
  
  
Exsudato catarral  
  
Deposição excessiva de muco, presente nas vias  
aéreas e no sistema digestório pela presença de  
células caliciformes  
  
  
Região da carina  
  
  
Úlcera  
  
Ocorre uma descontinuidade dotecido por  
causa do processo inflamatório, é uma  
escavação  
  
  
Escavação do epitélio  
  
  
  
A úlcera é caracterizada por uma área sem  
mucosa  
  
Mucosa descontínua -> característica de úlcera  
  
  
Escavação -> descontinuidade do epitélio  
  
5 
Camila Guimarães Santos 
 
⇢ Na úlcera pode ter formação de exsudato  
purulento  
  
⇢ A úlcera pode evoluir de uma inflamação  
aguda para uma inflamação crônica.  
Para caracterizar a úlcera como um processo  
inflamatório agudo deve haver presença de  
neutrófilos  
  
  
⇢ Durante o estágio agudo há infiltrado  
polimorfonuclear intensa e dilatação vascular  
  
⇢ A úlcera pode ir desde um processo  
inflamatório agudo até um processo inflamatório  
crônico, ao mostrar uma imagem de  
macroscopia, não é possível caracterizar a  
úlcera, pois para dizer se é aguda ou crônica  
precisa haver análise do histopatológico.  
  
  
  
  
  
  
  
  
Resumindo inflamação aguda  
  
Exsudato pode ser:  
→ seroso: predomínio de proteínas e poucas  
células  
→ fibrinoso: predomínio de fibrina, vai para o  
meio extracelular pelo aumento da  
permeabilidade vascular  
→ purulenta: presença de piócitos debris  
liquefeito + líquido do edema. Encontrado em  
abscessos (cavidade nova), em empiema e em  
flegmão   
→ catarral: presença de muco  
  
Resolução da infecção aguda  
  
• remoção do agente irritante → reduz a  
intensidade da resposta inflamatória → reduz a  
produção de mediadores  
• Produção dos agentes anti-inflamatórios vai  
definir a cura ou cronificação  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
6 
Camila Guimarães Santos 
Presença de neutrófilos na úlcera → processo  
inflamatório agudo  
  
Predomínio de células mononucleares  
(macrófagos e linfócitos) → processo  
inflamatório crônico  
 
  
7 
Camila Guimarães Santos

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