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EDIÇÃO 2020
Apostila
preparatoria
STUDYINGNOW.WITHNICOLY _VOUPARAUNB
@
@
Bem – Vindo(a)
Olá futuro(a) estudante da UNB, seja bem-vindo(a) a essa
apostila feita com muito carinho para te auxiliar nos
estudos para o PAS 1 (Programa de Avaliação Seriada da
UNB primeira etapa). Espero que goste!
Sumário
Controle de conteúdos\estudos .................... (3)
Resumos .................... (9)
Exercícios .................... (134)
Gabaritos .................... (193)
Obras .................... (246)
22
Controle de conteúdos PAS 1 2020
Esses são os PRINCIPAIS conteúdos que você deve estudar para a
1° ETAPA do PAS UnB.
BIOLOGIA:
CONTEÚDO: RESUMI ESTUDEI RESPONDI
QUESTÕES
CORRIGI
QUESTÕES
REVISEI
1. ECOLOGIA
2. FOTOSSÍNTESE
3. QUIMIOSSÍNTESE
4. FERMENTAÇÃO
CELULAR
5. RESPIRAÇÃO
CELULAR
6. CITOLOGIA
7. VÍRUS
8. BACTÉRIAS
9. IMUNOLOGIA
QUÍMICA:
1. QUÍMICA GERAL
2. QUÍMICA INORGÂNICA
3. ESTEQUIOMETRIA
4. CONCENTRAÇÃO DE
SOLUÇOES
5. TERMOQUÍMICA
6. QUÍMICA AMBIENTAL
FÍSICA:
1. CINEMÁTICA
2. DINÂMICA
3. ESTÁTICA
4. HIDROSTÁTICA
33
MATEMÁTICA:
1. MATEMÁTICA BÁSICA
2. CONJUNTOS NUMÉRICOS
3. PROGRESSÃO
ARITMÉTICA
4. PROGRESSÃO
GEOMÉTRICA
5. FUNÇÃO DO 1◦ GRAU
6. FUNÇÃO DO 2◦ GRAU
7. GEOMETRIA PLANA
8. GEOMETRIA ESPACIAL
HISTÓRIA:
1. BRASIL COLONIAL
2. GRÉCIA E ROMA ANTIGA
3. IDADE MÉDIA
4. RENASCIMENTO
5. REFORMAS RELIGIOSAS
6. IDADE MODERNA
(ABSOLUTISMO,
MERCANTILISMO,
LIBERALISMO E
ILUMINISMO)
GEOGRAFIA:
1. GEOLOGIA
(ESTRUTURAS
GEOLÓGICAS, SOLOS,
FORMAS DE RELEVO E
SISMOLOGIA)
2. DEMOGRAFIA
3. AGRICULTURA\
GEOGRAFIA AGRÁRIA
4. URBANIZAÇÃO E
54
POPULAÇÃO\
GEOGRAFIA URBANA
FILOSOFIA:
1. PRÉ-SOCRÁTICOS
2. SÓCRATES
3. PLATÃO
4. ARISTÓTELES
5. EPICURISMO
PORTUGUÊS:
1. GRAMÁTICA E SINTAXE
2. VARIAÇÕES
LINGUÍSTICAS
3. FUNÇÕES DA LIGUAGEM
4. ELEMENTOS DA
COMUNICAÇÃO
5. ANÁLISES\TIPOS DE
DISCURSOS
6. TIPOLOGIAS\GÊNEROS
TEXTUAIS
LITERATURA:
1. TROVADORISMO
2. CLASSICISMO
3. QUINHENTISMO
4. BARROCO
5. ARCADISMO
OBRAS DO PAS:
MÚSICAS:
1. CÂNONE EM RÉ MAIOR
2. SPIRITUS SANCTUS
45
3. CHUVA
4. MEU CUPIDO E GARI
5. BACHIANAS BRASILEIRAS
N◦ 5
6. BRASILIANA
7. ÓPERA ORFEU
8. BUMBA MEU BOI
9. O CAUSO DO ANGELINO
E TRISTEZA DO JECA
10. FESTA DO DIVINO DE
PIRENÓPOLIS
11. SAMBA HOUSE
12. ZERO
ARTES VISUAIS:
1. AQUEDUTO ACQUA
APPIA
2. CATEDRAL DE NOTRE
DAME DE REIMS
3. ESCOLA DE ATENAS
4. DISCÓBOLO
5. ESTRUTURAS
TRIDIMENSIONAIS
6. ESTRUTURAS
POLIÉDRICAS
7. NEFERTITI
8. PIRÂMIDES ASTECAS
9. PARTENON-ACRÓPOLE
DE ATENAS
10. PIRÂMIDES EGIPCIAS
11. TEATRO NACIONAL
CLÁUDIO SANTORO-
BRASÍLIA
12. SUZANA E OS ANCIÃOS
66
TEATRO:
1. A ADVOGADA QUE VIU
DEUS, O DIABO E DEPOIS
VOLTOU PARA TERRA
2. IFIGÊNIA EM ÁULIS
AUDIOVISUAIS:
1. A ROTA DO ESCRAVO
2. ALTA ANSIEDADE, A
MATEMÁTICA DO CAOS
3. AOS OLHOS DE UMA
CRIANÇA
4. ATLÂNTICO NEGRO, NA
ROTA DOS ORIXÁS
5. LA MUJER SIN MIEDO
6. O POVO BRASILEIRO: A
MATRIZ TUPI
7. O PERIGO DE UMA
HISTÓRIA ÚNICA
TEXTOS:
1. APOLOGIA DE
SÓCRATES
2. O VELHO DA HORTA
3. CARTA A MENECEU
4. POEMAS ESCOLHIDOS
5. ORAÇÃO DOS
DESESPERADOS
6. ALIANÇA NO FUNDO DO
MAR
7. ARTIGO 5◦ DA
CONSTITUIÇÃO DA
REPUBLICA
FEDERATIVADO BRASIL
1988
8. COMBATE À TERRA
SECA-HIDROGEL
9. ENTREVISTA COM A EX
77
ESCRAVA – MARIA
TERESA
10. ESSE MUNDO DE
INJUSTIÇA
GLOBALIZADA
88
Ecologia
Biologia
Subdivisões da ecologia
De uma maneira geral, a Ecologia pode ser
subdividida em dois tipos: a autoecologia e
a sinecologia. Na autoecologia, o estudo
volta-se para uma determinada espécie ou
indivíduo, analisando-se, principalmente, seu
comportamento e os mecanismos adapta-
tivos que garantem a sua sobrevivência
em determinado meio. Já a sinecologia faz
uma análise mais ampla, analisando grupos
de organismos que interagem entre si e
com o meio. Fica claro, portanto, que a au-
toecologia e a sinecologia detêm-se sobre
diferentes níveis de organização..
Níveis de organização em ecologia
→ População: conjunto de organismos de
uma mesma espécie que vivem juntos em
uma determinada área e apresentam mai-
ores chances de reproduzir-se entre si do
que com outros indivíduos de outras popu-
lações.
→ Comunidades: conjunto de populações
de uma determinada região.
→ Ecossistema: conjunto formado pela
comunidade e os fatores abióticos.
→ Biosfera: nível mais amplo e autossufici-
ente que corresponde a todos os seres
vivos do planeta, abarcando as relações
deles entre si e com o meio ambiente.
Independente do nível de organização es-
tudado, compreender o meio em que o
.organismo vive é essencial no estudo da eco-
logia. Assim sendo, ao escolher uma espécie
para análise, os ecólogos preocupam-se em
conhecer seu habitat e seu nicho ecológico,
ou seja, o local onde a espécie vive e seu pa-
pel naquela comunidade.
Outro ponto importante da Ecologia e que
envolve todos os níveis de organização é a
compreensão das relações existentes entre
os seres vivos. As relações ecológ-
cas demonstram como as diferentes espécies
interagem e como os indivíduos de uma po-
pulação comportam-se.
Os componentes do ecossistema
Um ecossistema é constituído por componen-
tes abióticos (sem vida) e por componentes
bióticos (seres vivos).
Dos fatores abióticos podemos citar os com-
postos orgânicos, sais minerais, temperatura,
luz, umidade, etc.
Os fatores bióticos se dividem
em: produtores, consumidores e decomposito
res.
99
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/populacao-comunidade.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/populacao-comunidade.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/componentes-ecossistema.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/habitat-nicho-ecologico.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/relacoes-ecologicas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/relacoes-ecologicas.htm
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Fotossíntese
Biologia
O que é fotossíntese?
Trata-se de um processo realizado por or-
ganismos autróficos fotossintetizantes, co-
mo plantas,, algas e alguns procariontes.
Esses organismos captam a luz solar, con-
vertem-na em energia química, que será
utilizada para a produção de compostos
orgânicos, baseada em água e dióxido de
carbono. Um dos produtos finais desse
processo é o oxigênio, que é liberado no
ambiente.
A fotossíntese acontece em duas etapas
nos cloroplastos, organelas presentas nas
células dos organismos eucariontes fotos-
sintetizantes. Essas organelas armazenam
os pigmentos fotossintetizantes, que são
responsáveis pela absorção da luz. Dentre
esses diversos pigmentos, como as clorofi-
las, carotenoides e ficobilinas, destaca-se a
clorofila como a principal, sendo encontra-
da em todos os organismos fotossinteti-
zantes.
Etapas da fotossíntese
-> Fase ou reação luminosa ou fotoquímica
-> Fase ou reação escura ou fase química
Obs: A fase escura da fotossíntese não preci-
sa ocorrer no escuro.
Importância da fotossíntese
Como dito, a fotossíntese é um processo pe-
lo qual são produzidas moléculas orgânicas,
com base em água e dióxido de carbono, e
que apresenta também como produto final o
oxigênio, que é liberado no ambiente.
Assim, trata-se de umprocesso essencial para
a existência da vida na Terra da maneira que
a encontramos hoje, pois é por meio da fo-
tossíntese que o oxigênio existente no plane-
ta, essencial para a sobrevivência de grande
parte dos organismos, é produzido.
Além disso, a fotossíntese também é respon-
sável pela produção de energia para pratica-
mente todos os seres vivos. Os organismos
autotróficos fotossintetizantes são a base das
cadeias alimentares tanto terrestres quanto
aquáticas. A energia presente na matéria or-
gânica produzida por eles é transmitida aos
seres heterotróficos pela cadeia alimentar.
1010
Quimiossíntese
Biologia
A quimiossíntese é um processo que utiliza
substâncias inorgânicas e não necessita de
luminosidade para ocorrer, sendo realizada
por algumas bactérias autótrofas.
No solo podemos encontrar algumas espé-
cies de bactérias e arqueobactérias auto-
tróficas, ou seja, bactérias que produzem o
seu próprio alimento através
da quimiossíntese.
O que é quimiossíntese?
A quimiossínteses é um processo no qual
ocorre produção de matéria orgânica a
partir de gás carbônico, água e outras
substâncias inorgânicas (como amônia, fer-
ro, nitrito e enxofre), sem a utilização de
energia luminosa. Por não necessitar de
energia luminosa, esse tipo de bactéria po-
de realizar a quimiossíntese em ambientes
desprovidos de luz e matéria orgânica, já
que a energia utilizada em seu desenvolvi-
mento é obtida através de oxidações inor-
gânicas.
Exemplos de bactérias que realizam a qui-
miossíntese são as do gêne-
ro Beggiatoa e Thiobacillus, também cha-
madas de sulfobactérias, pois elas realizam
seu metabolismo através das reações de
oxidação de compostos de enxofre.
Outro exemplo de bactérias quimiossinteti-
.zantes, também chamadas de nitrobactérias,
são as bactérias do gêne-
ro Nitrosomonas e Nitrobacter, muito impor-
tantes para o meio ambiente e para os seres
humanos. Essas bactérias são encontradas no
solo e realizam um importante papel na reci-
clagem do nitrogênio em nosso planeta. As
bactérias do gênero nitrosomonas conse-
guem energia através da oxidação do íon
amônio (NH4
+), que se encontra presente no
solo, transformando-o em íon nitrito (NO-2);
enquanto as bactérias do gênero nitrobacter
oxidam o íon nitrito (NO-2), transformando-o
em íon nitrato (NO-3), que é absorvido pelas
raízes das plantas e utilizado na síntese de
proteínas.
Duas etapas distintas
Primeira etapa: na oxidação das substâncias
inorgânicas há a liberação de prótons e elé-
trons que provocam a fosforilação do ADP
em ATP e a redução do NADP+ em NADPH,
que serão úteis na fase seguinte. Dessa for-
ma, podemos concluir que, diferentemente da
fotossíntese, processo no qual os elétrons e
prótons são obtidos através da degradação da
molécula de água, na quimiossíntese eles se
originam da oxidação das substâncias inorgâni-
cas.
Segunda etapa: através do processo de oxi-
dação das substâncias inorgânicas, as bacté-
rias conseguem energia suficiente para redu-
zir o gás carbônico através de sua fixação e
1111
posterior produção de substâncias orgânicas,
as quais podem ser utilizadas na produção de
novos compostos ou em seu metabolismo.
Curiosidade
Em 1977, cientistas descobriram animais
(anêmonas, mariscos, caranguejos e uma es-
pécie de verme sem boca) que podiam atin-
gir mais de dois metros de comprimento,
aproximadamente 2,5 km abaixo da superfí-
cie (uma região onde não há nenhum vestí-
gio de luminosidade). Como todos esses ani-
mais estavam próximos a fontes hidrotermais
(água quente com gás sulfídrico dissolvido), os
cientistas concluíram que esse gás é oxidado
por bactérias quimiossintetizantes que o trans-
formam em enxofre. Dessa forma, ao conse-
guir energia para produzir matéria orgânica,
esse tipo de bactéria servia como alimento
para os seres heterotróficos que habitam as
profundezas, dando chance para que aquela
comunidade existisse.
As bactérias do gênero Nitrobacter reali-
zam a quimiossíntese
1212
Fermentação celular
Biologia
Fermentação é um processo realizado por
alguns organismos para a obtenção de
energia. Esse ocorre na ausência de oxigê-
nio e também não apresenta cadeia re-
ceptora de elétrons, como ocorre na res-
piração anaeróbica.
O processo de fermentação é utilizado
na produção de alimentos e medicamen-
tos.
O que é fermentação?
A fermentação é um processo pelo qual
a matéria orgânica é parcialmente degra-
dada e a energia química nela armazenada
é liberada e utilizada na produção de molé-
culas de ATP (adenosina trifosfato), em
que ficará armazenada para ser utilizada
posteriormente em diversas reações do
organismo.
Esse processo é realizado por algumas es-
pécies De fungos, bactérias, protistas, bem
como por alguns tecidos animais e vege-
tais. A fermentação ocorre na ausência de
oxigênio, ou seja, é um proces-
so anaeróbio, e seu saldo energético é
menor do que o obtido por meio de pro-
cessos aeróbios (que ocorrem na presen-
ça de oxigênio).
Como ocorre a fermentação?
O processo de fermentação inicia-se com
a degradação da molécula de glicose, consti-
tuída por seis carbonos, em duas moléculas
contendo três carbonos cada uma, denomina-
das piruvatos. Esse processo é conhecido co-
mo glicólise, ocorre no citosol das células e
consiste em 10 reações que ocorrem em du-
as etapas.
Na primeira etapa, ocorre a fosforilação da
glicose, que, ao receber fosfato proveniente
de duas moléculas de ATP, torna-se quimica-
mente ativa. Nessa fase há, então, gasto de
energia. Na segunda etapa, ocorre a oxidação
da glicose, sendo o agente oxidante
o NAD+ (dinucleotídio nicotinamida e adenina),
que será reduzido em NADH. A energia libe-
rada nesse processo é utilizada para a produ-
ção de quatro moléculas de ATP. Como fo-
ram gastos dois ATP na primeira etapa, a gli-
cólise apresenta um saldo energético final de
dois ATP.
O piruvato permanece no citosol, recebe os
elétrons do NADH e é convertido
em lactato ou etanol e dióxido de carbono,
dependendo do organismo que estiver reali-
zando esse processo. Nele, o NAD+ é então
reciclado e poderá ser utilizado novamente na
glicólise.
1313
https://www.biologianet.com/biologia-celular/glicose.htm
https://www.biologianet.com/biologia-celular/o-que-celula.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/atp.htm
Tipos de fermentação
Mediante seu produto final, a fermentação
pode ser classificada de diversas formas. As
principais formas de fermentação realizadas
pelos organismos, sendo também as mais
utilizadas pelas indústrias, são:
Fermentação alcoólica
Nela o piruvato é reduzido a etanol (álcool
etílico) num processo constituído por duas
etapas. Na primeira, o piruvato é convertido
em acetaldeído (constituído por dois átomos
de carbono) e ocorre a liberação de dióxido
de carbono. Em seguida, o acetaldeído é re-
duzido a etanol pelo NADH.
A fermentação alcoólica é realizada por algu-
mas bactérias, fungos e células vegetais. A
equação balanceada da fermentação láctica é
apresentada a seguir:
Glicose + 2ADP + 2Pi → 2 Etanol + 2CO2 +
2ATP + 2H2O
Fermentação láctica
É realizada por algumas espécies de bacté-
rias, fungos, protistas e células animais, por
exemplo, nas células musculares humanas,
quando o oxigênio é escasso. Na fermenta-
ção láctica, o piruvato é reduzido a lactato,
um composto semelhante a ele. A equação
balanceada da fermentação láctica é apresen-
tada a seguir:
Glicose + 2ADP + 2Pi → 2 Lactato + 2ATP
+ 2H2O
Diferença entre fermentação e respi-
ração celular
A fermentação e a respiração celular são
processos realizados pelos seres vivos para
a obtenção de energia. Embora ambos apre-
sentem a mesma finalidade, ocorrem de for-
mas diferentes. A fermentação é um proces-
so anaeróbio, enquanto a respiração celular é
um processo aeróbio.
A fermentação não apresenta uma cadeia de
transportede elétrons, como ocorre na respi-
ração celular. O aceptor final de elétrons na
fermentação é uma molécula orgânica, e na
respiração celular, é o oxigênio. O processo
de fermentação ocorre em apenas uma eta-
pa, diferentemente da respiração celular, que
ocorre em três.
O saldo energético final da fermentação, que
é um processo de degradação parcial da gli-
cose, é de duas moléculas de ATP. Já a respi-
ração celular, na qual ocorre a degradação
total da glicose, o saldo energético final é de
32 moléculas de ATP. Veja, a seguir, um qua-
dro comparativo entre esses dois processos.
Quadro comparativo entre os processos de
fermentação e respiração celular
Fermentação respiração cel.
Tipo de resp. Anaeróbica Aeróbica
Etapas Glicóse glicóse, ciclo do
Ácido cítrico e
Fosforilação
Oxidativa
Saldo energ. ATP 2 32
1414
https://www.biologianet.com/biologia-celular/celula-vegetal.htm
https://www.biologianet.com/biologia-celular/respiracao-celular.htm
https://www.biologianet.com/biodiversidade/o-que-sao-seres-vivos.htm
Respiração celular
Biologia
O que é respiração celular?
Respiração celular é o processo pelo qual
os organismos obtêm energia para realizar
as mais diversas atividades. Esse procedi-
mento pode ocorrer tanto na presença de
oxigênio, sendo aeróbio, quanto em sua
ausência, anaeróbio. No entanto, tal termo
é normalmente utilizado para referir-se
ao processo aeróbio, como faremos tam-
bém aqui.
Na respiração celular, a obtenção de ener-
gia ocorre com a oxidação de uma molé-
cula orgânica, geralmente a glicose, liberan-
do energia. Parte dessa energia é armaze-
nada na forma de moléculas
de ATP (adenosina trifosfato), e parte é
liberada na forma de calor.
Esse processo pode ser dividido em três
etapas: a glicólise, o ciclo do ácido cítrico
(ou ciclo de Krebs) e a fosforilação oxidati-
va. Em geral, o termo respiração celular é
utilizado pelos bioquímicos para represen-
tar as fases dois e três, etapas que ocor-
rem nas mitocôndrias.
Entretanto, a glicólise acaba sendo incluída
por muitos autores devido a sua importân-
cia na produção de matéria-prima para a
próxima etapa. Podemos representar o
processo de respiração celular por meio
da fórmula geral
C6H12O6(glicose) + 6O2 → 6CO2 + 6H2O +
Energia (ATP + calor)
Respiração celular e fotossíntese
A respiração celular e a fotossíntese são pro-
cessos diferentes, mas interligados. Na respira-
ção celular, ocorre a liberação de energia pa-
ra ser utilizada pelo organismo, no entanto,
essa energia é produzida por outro processo,
a fotossíntese.
A fotossíntese produz moléculas orgânicas
nos organismos produtores fotossintetizantes,
como plantas e algas. Assim, os organismos
heterotróficos, como os animais, obtêm essas
moléculas por meio da alimentação, seja ali-
mentando-se de organismos produtores, seja
de outros heterotróficos.
Na fotossíntese, os organismos produto-
res captam a energia luminosa através de
moléculas denominadas cloroplastos. Em se-
guida, essa energia é convertida em energia
química e utilizada para a síntese de compos-
tos orgânicos, como as moléculas de glicose.
Essa energia química fica armazenada nessas
moléculas e é liberada durante o processo
de respiração celular.
1515
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/aerobiose.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/anaerobismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/atp.htm
https://www.biologianet.com/botanica/reacoes-fotossintese.htm
https://www.biologianet.com/biologia-celular/cloroplastos.htm
https://www.biologianet.com/biologia-celular/cloroplastos.htm
Além disso, a fotossíntese também apresen-
ta como produto final oxigênio, que também
será utilizado na respiração celular, um pro-
cesso aeróbio. Já a respiração celu-
lar apresenta como produto final gás carbôni-
co e água, que serão utilizados pelos organis-
mos produtores para a realização da fotos-
síntese.
O processo de fotossíntese pode ser resu-
mido na equação apresentada no quadro a
seguir. No entanto, é importante destacar
que as primeiras moléculas produzidas são
de açúcares mais simples, com apenas três
átomos de carbono
6 CO2 + 12 H2O + energia luminosa →
C6H12O6 + 6 O2 + 6 H2O
Etapas da respiração celular
Glicólise
Embora a respiração celular seja considerada
um processo que ocorre na presença de
oxigênio, este não é essencial para essa eta-
pa, assim a glicólise pode ocorrer tanto na
presença quanto na ausência desse elemen-
to. Na glicólise ocorre a degradação da molé-
cula de glicose, com seis carbonos, em duas
moléculas contendo três carbonos cada uma,
o piruvato. Essa etapa ocorre no citosol
das células.
A glicólise consiste em 10 reações que ocor-
rem em duas etapas. Na primeira, denomina-
da fase de ativação, ocorre a fosforilação da
glicose, que, ao receber fosfato proveniente
de duas moléculas de ATP, torna-se quimica-
mente ativa. Nessa fase há gasto de energia.
Na segunda etapa, a fase de rendimento,
ocorre a oxidação da glicose. A energia libe-
rada nesse processo é utilizada para
a produção de quatro moléculas de ATP. Os
elétrons liberados na oxidação da glicose le-
vam à redução de NAD+ (dinucleotídeo nicoti-
namida-adenina) em NADH.
Ciclo do ácido cítrico (ciclo de Krebs)
Na presença de oxigênio, as moléculas de pi-
ruvato entram nas mitocôndrias, a partir daí,
passam por três etapas para a formação de
um novo composto, o acetil coenzima-A
(acetil-CoA). Na primeira etapa, ocorre
a remoção e a liberação do grupo carboxila
do piruvato na forma de CO2.
Na segunda etapa, ocorre a formação de
acetato e os elétrons liberados ligam-se ao
NAD+, ficando armazenados na forma de
energia em NADH. Na terceira fase, o acetato
liga-se à coenzima A, composto derivado da
vitamina B, formando o acetil coenzima-A
(acetil-CoA).
Em seguida, inicia-se o ciclo do ácido cítrico,
também conhecido por ciclo de Krebs. Aqui
ocorre a oxidação completa da glicose por
meio de oito etapas. O acetil-CoA reage com
o oxaloacetato, um ácido constituído por qua-
tro carbonos, formando o citrato, uma forma
oxidada do ácido cítrico constituída por
seis carbonos.
A seguir ocorrerão reações que levarão
à degradação do citrato, dois dos seis carbo-
nos são removidos e oxidados a CO2, for-
mando novamente oxaloacetato. O oxaloace-
tato reagirá com outro acetil-CoA, iniciando
novamente o ciclo.
Para cada acetil-CoA, 3 NAD+ são reduzidos a
NADH. Os elétrons são transferidos ao FAD
(dinucleótidio de flavina-adenina), formando
FADH2. Nessa etapa também pode ser for
1616
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/glicolise.htm
https://www.biologianet.com/biologia-celular/o-que-celula.htm
https://brasilescola.uol.com.br/quimica/carbono.htm
deia. Esses irão retornar à matriz da mitocôn-
dria e, simultaneamente, por meio da fosforila-
ção oxidativa do ADP, será formado ATP. Es-
sa etapa é denominada quimiosmose. Ao final
de todo o processo de respiração celular, te-
rão sido produzidos, no máximo, 32 ATP.
mando FADH2. Nessa etapa também pode
ser formado GTP (trifosfato de guanosina)
por fosforilação, uma molécula semelhante
em estrutura e ação ao ATP e que pode
ser também utilizada para a produção de
ATP. Além do GTP, também é formada uma
molécula de ATP. O saldo final desse ci-
clo, como cada glicose produz dois acetil-
CoA, é: 6 NADH, 2 FADH2 e 2 ATP.
Fosforilação oxidativa
Nessa etapa, as moléculas NADH e FADH2,
transportadoras de elétrons produzidas no
ciclo de ácido cítrico, doarão elétrons para a
cadeia de transporte de elétrons ou cadeia
respiratória. Na cadeia, a transferência de elé-
trons acontece através de uma série de
transportadores, como algumas proteínas,
por exemplo, os citocromos. Esses elétronsvão perdendo energia em cada etapa da ca-
deia, sendo captados pelo oxigênio, aceptor
final, reduzindo-os a H20.
O transporte de elétrons pela cadeia na
membrana interna da mitocôndria também
leva a um transporte ativo de prótons na ca-
1717
https://brasilescola.uol.com.br/quimica/eletrons.htm
Citologia
Biologia
O que é Citologia?
A Citologia, também chamada de
biologia celular, é a parte da Biologia
que estuda as células e suas estruturas.
As células são a menor unidade viva de
um organismo e é utilizada para
diferenciar um ser vivo daquele que
não apresenta vida.
Todos os seres vivos são
constituídos por células.
Novas células se formam pela divisão
de células preexistentes através da
divisão celular.
-> Existem dois tipos de células as
procariontes e as eucariontes.
Eucariontes:
Possui um envoltório nuclear.
Seu DNA é separado do núcleo.
Possui organelas membranosas.
Possui citoesqueleto.
Procariontes:
Não possui envoltório nuclear.
DNA disperso
Não possui organelas membranosas
Não possui citoesqueleto
Citoesqueleto:
É composta por proteínas.
Responsável pala estrutura das
células e transporte de organelas.
Núcleo:
É onde se encontra o DNA.
1818
Vírus
Biologia
Características Peculiares:
Não há um consenso no que se
refere aos status dos vírus.
Os vírus não fazem parte dos cinco
reinos.
A melhor forma de classifica-los é:
Vírus são entidades biológicas,
acelulares, endoparasitas obrigatórias.
Ciclo viral:
Durante parte do seu ciclo viral, seu
material está genético está inerte na
célula hospedeira sem causar lesões.
Durante outra parte do ciclo, o
material está ativo e causando lesões
nos hospedeiros.
Normalmente, o ciclo viral segue da
transcrição (DNA -> RNA) para a
tradução (RNA -> Proteína).
Os vírus interagem com outros seres
vivos de uma maneira única.
Material Genético:
Os vírus se reproduzem por
estratégias variadas chamadas de ciclos,
sendo os principais: o ciclo lítico e o
ciclo lisogênico.
No ciclo lítico, a célula hospedeira é
destruída ao final.
No ciclo lisogênico, o DNA do vírus é
mantido junto do DNA da célula
hospedeira enquanto ela se reproduz.
Carne:
Os vírus são formados por um
envoltório proteico chamado de
capsídeo. Dentro dele, há uma região
chamada de carne.
No carne, os vírus mantêm DNA ou
RNA (salva raras exceções).
1919
Bactérias
Biologia
Os primeiros organismos
definitivamente considerados vivos
foram protobactérias ou protocélulas.
Células
Não possuem núcleo organizado.
Só têm uma célula, ou seja são seres
unicelulares.
Bactérias podem ser fotossintetizantes,
quimiossintetizantes, fixadoras de
nitrogênio, decompositoras,
fermentadoras, entre outras
possibilidades.
Domínios
Quando usamos a classificação por
Reinos, tanto as eubactérias quanto as
arqueas fazem parte do mesmo reino,
chamado de Monera.
As bactérias são organismos
procarióticos, que apresentam parede
celular de peptidioglicano.
Bactérias e arqueas:
->Bactérias e arqueas se diferenciam
em realação:
Às sequências de ácidos nucleicos.
Aos hábitos de forrageamento.
Aos revestimentos celulares.
Alimentação
Bactérias podem ser de vários tipos,
dependendo de como obtém seu
alimento.
Fotossintetizantes
Produzem nutrientes utilizando a
energia luminosa.
Saprófagos
Se alimentam de matéria orgânica em
decomposição.
Quimiossintetizantes
Produzem nutrientes utilizando
reações químicas de compostos
inorgânicos.
2020
Imunologia
Biologia
O que é imunologia?
Imunologia é o estudo do sistema
imunológico e suas funções, é o
sistema imunológico que fornece
imunidade, ou seja, proteção às
doenças.
->O sistema imunológico e composto
por varias células. As células do sistema
imunológico são fabricadas na medula
óssea vermelha, localizada em
cavidades ósseas e no tecido ósseo
esponjoso, presente em alguns ossos
do nosso corpo.
->O sistema imunológico baseia-se nas
relações Antígeno e Anticorpo.
Antígenos (Ag):
Substância estranha que introduz uma
resposta imune por causar produção
de anticorpos e ou linfócitos
sensibilizados que reagem
especificamente com a substância;
Imunógeno.
Anticorpo (Ac):
Proteína do soro que reage
especificamente a uma substância
estranha (antígeno); Imunoglobulina.
Nosso sistema imune fornece
mecanismos de defasas específicas
contra diversas substâncias estranhas
do nosso corpo chamadas de
antígenos.
->Os principais tecidos e órgãos do
sistema imune são:
Linfócitos: São as principais células
responsáveis pela resposta imune:
Linfócitos T(vírus, fungos e tumores) e
Linfócitos B(Bactérias e toxinas).
Órgãos linfoides primários: Timo
e medula óssea .
Órgãos e tecidos linfoides
secundários: Nódulos linfáticos, Baço,
tecidos linfoides associados ao intestino,
Apêndice, Amígdalas, Placas de Peyer e
tecidos linfoides associados aos
brônquios. Imunoglobulinas (Ig).
2121
Química geral
Química
Química é a ciência que estuda a estrutura
das substâncias, a composição e as propri-
edades das diferentes matérias, suas trans-
formações e variações de energia.
Ela conquistou um lugar central e essencial
em todos os assuntos do conhecimento
humano. Relaciona-se com outras ciências
como a Biologia, Ciências Ambientais, Físi-
ca, Medicina e Ciências da Saúde.
A Química é útil em inúmeras atividades,
como, por exemplo, na agricultura, onde
os agricultores a utilizam para melhorar a
acidez do sol. Os médicos também preci-
sam do conhecimento químico para reco-
nhecer a composição das substâncias utili-
zadas como medicamento.
A Química é uma ciência experimental que
teve seu processo de descoberta ligado à
preocupação que as culturas antigas ti-
nham em compreender a relação entre o
ser humano, a natureza e seus fenôme-
nos: a chamada Alquimia.
Importância da química
A palavra “química”, algumas vezes é referida
como uma coisa ruim, mas não é bem assim,
as pessoas acham que a química está em
produtos perigosos, tóxicos, ou venenosos,
ela está realmente, mas não é só nessa coi-
sas que ela está.
As vezes, donas de casa vão até o super-
mercado para comprar algumas verduras e
frutas, e lá chegando encontram pessoas
também comprando as frutas e as verduras e
essas pessoas falam, “nossa como essas frutas
estão bonitas, principalmente estes morangos,
mas é uma pena que estão cheios de
‘química’, a ‘química’ dessas frutas pode até
matar uma pessoa.”
Isso é real, muitas frutas, às vezes, possuem
grandes quantidades de agrotóxicos e ou-
tros produtos químicos ‘pesados’, mas isso é,
geralmente, necessário para que as frutas de
clima frio se adapte ao nosso clima tropical.
Muitas pessoas conhecem a Química co-
mo ciência e sabem que ela é extremamente
importante para a vida no nosso planeta, se
os reagentes e produtos químicos não existis-
sem seria muito difícil existir vida na Terra ou
em qualquer outro lugar do universo, para ser
mais preciso, nem mesmo o nosso sistema
solar existiria, o sol também não existiria, visto
que nele ocorre a cada segundo, milhões de
reações de fusão nuclear que na verdade
também é reação química.
2222
Química inorgânica
Química
Definição de química inorgânica
“Ramo da Química que estuda os compos-
tos inorgânicos, os quais não apresentam
na sua constituição obrigatoriamente os
elementos químicos carbono (formando
encadeamentos) e hidrogênio.”
Os compostos inorgânicos apresentam,
em sua maioria, algumas importantes ca-
racterísticas, como o fato de se-
rem iônicos (com exceção dos ácidos inor-
gânicos que são covalentes), sólidos em
temperatura ambiente (com exceção dos
ácidos inorgânicos que são líquidos e de
alguns óxidos que são gasosos)
e apresentaremmetais em sua composi-
ção (com exceção da maioria dos ácidos
inorgânicos).
As características dos compostos inorgâni-
cos estão relacionadas com a classe funci-
onal à qual eles pertencem. Já a obtenção
deles está associada às reações químicas
necessárias para a sua formação. Por isso,
o estudo da Química Inorgânica é subdivido
em diversas partes:
Fritz Haber, em 1908 sintetizou o nitrato de
amônia, que foi o primeiro composto inor-
gânico feito totalmente em laboratório. O
processo Haber é uma reação catalisada
por ferro e ocorre como se segue:
N2 (g) + 3 H2 (g) → 2 NH3 (g) + energia
Compostos inorgânicos em geral necessi-
tam de catalisadores para serem sintetiza-
dos, tais como pentóxido de vanádio, hi-
dreto de alumínio ou metais.
As funções inorgânicas são divididas
em 4 grupos:
Ácidos
Segundo Arrhenius, ácido é toda substân-
cia que em solução aquosa libera, como
único cátion, o íon H+ (H3O
+). São subdivi-
didos em hidrácidos e oxiácidos.
Hidrácidos: ácidos que não contém o
elemento oxigênio em sua estrutura.
Ex.: HCl, H2S, HCN.
A nomenclatura característica dos hidráci-
dos é dada pela regra:
ÁCIDO nome do elemento + ÍDRICO.
Ex.: HCl – ácido clorídrico.
Oxiácidos: ácidos que contém o elemento
oxigênio em sua estrutura. Ex.: H2SO4,
HNO3, H2CO3.
A nomenclatura dos oxiácidos segue
a regra do NOX:
Nome
NOX
do ele-
mento
central
HIPO-----------OSO +1
------------------OSO +3, +4
------------------ICO +5, +6
PER------------ICO +7
2323
https://www.infoescola.com/quimica/catalisadores/
https://www.infoescola.com/quimica/metais/
https://www.infoescola.com/quimica/acido/
https://www.infoescola.com/quimica/hidracidos/
https://www.infoescola.com/quimica/oxiacidos/
https://www.infoescola.com/elementos-quimicos/oxigenio/
https://www.infoescola.com/quimica/acido-cloridrico/
https://www.infoescola.com/quimica/numero-de-oxidacao-nox/
Ex.: HClO3 – ácido clórico
Bases ou Hidróxidos
Segundo Arrhenius, base ou hidróxido é
toda substância que em solução aquosa
libera, como único ânion, o íon OH
‒ (hidroxila).
A nomenclatura das bases é dada de acor-
do com o cátion formador.
Cátions que possuem NOX fixo:
HIDRÓXIDO DE nome do cátion.
Ex.: NaOH – hidróxido de sódio.
Cátions que possuem NOX variável:
Regra I – HIDRÓXIDO DE nome do ele-
mento + número da carga do cátion.
Ex.: Fe(OH)2 – hidróxido de ferro II
Regra II:
HIDRÓXIDO DE nome do elemento + OSO
(menor carga)
HIDRÓXIDO DE nome do elemento + ICO
(maior carga)
Ex.: Fe(OH)3 – óxido férrico, Fe(OH)2 -
hidróxido ferroso
Sais
Sal é toda substância que, em solução
aquosa, sofre dissociação, liberando pelo
menos um cátion diferente do H+ e um
ânion diferente do OH‒.
Exemplo:
BaSO4 → Ba
2+ + SO4
2-
A nomenclatura dos sais varia de acordo
com a nomenclatura do ácido que deu ori-
gem ao cátion, respeitando a regra:
Ex.: NaCl – cloreto de sódio
CaSO4 – sulfato de cálcio
Al(NO2)3 – nitrito de alumínio
Os sais são geralmente obtidos a partir
de reações de neutralização entre um áci-
do e uma base. A reação de neutralização
pode ser total ou parcial, porém sempre
produzindo um sal e água.
Neutralização total – neutraliza todos os
hidrogênios com as hidroxilas disponíveis.
HCl + NaOH → NaCl + H2O
Neutralização parcial – neutraliza os hidro-
gênios com as hidroxilas, podendo “sobrar”
excesso de um dos íons.
H3PO4 + NaOH → NaH2PO4 + H2O
“sobra” hidrogênio na fórmula do sal – o
produto é um hidrogenossal.
HCl + Ca(OH)2 → Ca(OH)Cl + H2O
“sobra” hidroxila na fórmula do sal – o pro-
duto é um hidroxissal
Sufixo do
ácido
‒ÍDRICO ‒OSO ‒CO
Sufixo do
ânion
‒ETO ‒ITO ‒ATO
2424
https://www.infoescola.com/quimica/hidroxidos/
https://www.infoescola.com/quimica/hidroxila/
https://www.infoescola.com/compostos-quimicos/soda-caustica/
https://www.infoescola.com/quimica/sais/
https://www.infoescola.com/quimica/dissociacao-ionica/
https://www.infoescola.com/quimica/reacoes-de-neutralizacao/
Óxidos
Óxidos são compostos binários (possuem
dois elementos) onde o oxigênio é o ele-
mento mais eletronegativo.
Exemplo: CO2, SO3, Na2O
A nomenclatura dos óxidos possui duas
possibilidades.
Óxidos formados por ametais (óxidos mo-
leculares):
Ex.: CO – monóxido de carbono
CO2 – dióxido de carbono
SO3 – trióxido de enxofre
N2O3 - trióxido de dinitrogênio
Óxidos formados por metais (óxidos iôni-
cos):
ÓXIDO DE nome do elemento (se neces-
sário + carga do cátion)
Ex.: Na2O – óxido de sódio
Cu2O – óxido de cobre I
Os óxidos podem ser divididos em:
• Óxidos básicos – formados por metais
de carga +1 e +2, quando reagem com
água, originam uma base. Ex.: Na2O.
• Óxidos ácidos – formados por ametais,
quando reagem com a água originam
um ácido. Ex.: CO2.
• Óxidos neutros – são aqueles que não
reagem com a água. São eles CO, NO
e N2O.
• Óxidos anfóteros – são aqueles que se
comportam como base na presença de
um ácido e como ácido na presença de
uma base. Ex.: ZnO.
• Óxidos duplos ou mistos – são o resul-
tado da combinação de dois óxidos de
um mesmo elemento. Ex.:
Fe3O4 (combinação entre FeO +
Fe2O3).
Peróxidos – são óxidos onde o oxigênio
apresenta NOX -1. Geralmente formados
por hidrogênio, zinco, prata, metal alcali-
no ou alcalino terroso. Ex.: H2O2 (peróxido
de hidrogênio).
Superóxidos – são óxidos onde o oxigênio
apresenta NOX -½. Geralmente formados
por metal alcalino ou alcalino terroso. Ex.:
Na2O4 (superóxido de sódio).
Há ainda alguns grupos menores de subs-
tâncias inorgânicas, classificadas como fun-
ções secundárias, como os hidretos (ex.:
CaH2), os carbetos (ex.: Li4C), nitretos (ex.:
Nb3N) e sulfetos (ex.: CS2).
Compostos de Coordenação
São um campo da química inorgânica que
estuda as substâncias formadas por ele-
mentos do bloco d e f da Tabela Periódica.
São moléculas que possuem um ou vá-
rios ácidos de Lewis ligados a uma ou vá-
rias bases de Lewis. Quando sob a forma
de composto eletricamente neutro rece-
bem o nome de compostos de coordena-
ção e quando sob a forma íons hidratados,
são chamados de complexos. Os comple-
xos possuem cores características da liga-
Prefixo que indica a
quantidade de oxi-
gênios
Prefixo que indica
a quantidade do
outro elemento
Mono, di, tri... Di, tri, tetra...
2525
https://www.infoescola.com/quimica/oxidos/
https://www.infoescola.com/quimica/eletronegatividade-e-eletropositividade/
https://www.infoescola.com/quimica/ametais/
https://www.infoescola.com/quimica/monoxido-de-carbono/
https://www.infoescola.com/quimica/dioxido-de-carbono/
https://www.infoescola.com/quimica/trioxido-de-enxofre/
https://www.infoescola.com/quimica/classificacao-de-oxidos-inorganicos/
https://www.infoescola.com/quimica/peroxidos/
https://www.infoescola.com/elementos-quimicos/hidrogenio/
https://www.infoescola.com/elementos-quimicos/zinco/
https://www.infoescola.com/elementos-quimicos/prata/
https://www.infoescola.com/quimica/metais-alcalinos/
https://www.infoescola.com/quimica/metais-alcalinos/
https://www.infoescola.com/quimica/metais-alcalino-terrosos/
https://www.infoescola.com/quimica/peroxido-de-hidrogenio/
https://www.infoescola.com/quimica/peroxido-de-hidrogenio/
https://www.infoescola.com/quimica/superoxidos/
https://www.infoescola.com/quimica/hidretos/
https://www.infoescola.com/quimica/carbetos/
https://www.infoescola.com/quimica/tabela-periodica/
https://www.infoescola.com/quimica/molecula/
https://www.infoescola.com/quimica/acidos-e-bases-de-lewis/
https://www.infoescola.com/quimica/compostos-de-coordenacao/
https://www.infoescola.com/quimica/compostos-de-coordenacao/
ção entre o metal e o ligante, que geral-
mente são diferentes das cores das subs-
tâncias que geraram o complexo quando
isoladas.
Exemplos:
• [Cu(H2O)6]
2+ – é uma solução azul devi-
do aos íons cobre hidratados.
• K4[Fe(CN)6] – é um sólido eletricamen-
te neutro.
A cor nos complexos é resultado de
transições d-d, nas quais um elétron é
excitado deum orbital d para outro e a
cor gerada pode ser relacionada ao
comprimento de onda que é gerado
pelo tamanho do ‘salto’ do elétron du-
rante a transição.
Como a água é uma base de Lewis, ela
forma complexos com a maioria dos
metais do bloco d quando eles são dis-
solvidos nela. Sendo assim, soluções
aquosas de íons dos metais d são nor-
malmente soluções de complexos com
a água, por isso possuem cor.
Os complexos metálicos possuem esse
nome pois possuem um átomo ou cátion
metálico que funciona como um receptor
de elétrons (ácido de Lewis) ligado a uma
ou várias moléculas de outra substância,
que funciona como uma base de Lewis
(ligantes).
Reações Inorgânicas
Uma reação química ocorre quando uma
ou mais substâncias sofrem um processo
que leva a formação de novas substâncias.
Em geral, reações inorgânicas
são exotérmicas, ou seja, são reações que
liberam energia durante seu processo, mas
existem algumas que possuem comporta-
mento endotérmico, absorvendo energia
durante o seu processamento. As reações
inorgânicas são divididas em síntese (ou
adição), decomposição (ou análise), simples
-troca (ou deslocamento) e dupla-troca.
Reações de síntese: duas ou mais substân-
cias originam um único produto.
Exemplo:
N2(g) + 3H2(g) → 2NH3(g)
Reações de decomposição: uma única
substância sofre uma reação e se divide
em duas ou mais.
Exemplo:
2NaN3(s) → 3N2(g) + 2Na(s)
Reações de simples-troca: uma substância
simples reage com outra composta, geran-
do uma nova substância simples e outra
composta.
Exemplo:
Zn(s) + 2HCl(aq) → ZnCl2(aq) + H2(g)
Reações de dupla-troca: duas substâncias
compostas reagem e geram duas novas
substâncias compostas.
Exemplo:
H2SO4(aq) + Ba(OH)2(aq) → BaSO4(aq) +
2H2O(l)
2626
https://www.infoescola.com/quimica/eletron/
https://www.infoescola.com/quimica/reacoes-exotermicas/
https://www.infoescola.com/quimica/reacoes-endotermicas/
Estequiometria
Química
A estequiometria é a forma de calcular as
quantidades de reagentes e produtos en-
volvidos em uma reação química.
Ela compreende cálculos matemáticos sim-
ples para conhecer a proporção correta
de substâncias a serem usadas.
Os princípios da estequiometria se baseiam
nas Leis Ponderais, relacionadas com as
massas dos elementos químicos dentro
das reações químicas. Elas incluem:
Lei de Lavoisier: Também chamada de
“Lei de Conservação das Massas”. Baseia-
se no seguinte princípio: "A soma das mas-
sas das substâncias reagentes em um reci-
piente fechado é igual à soma das massas
dos produtos da reação".
Lei de Proust: Também chamada de “Lei
das Proporções Constantes”. Ela baseia-se
em “Uma determinada substância compos-
ta é formada por substâncias mais simples,
unidas sempre na mesma proporção em
massa”.
Assim, átomos não são criados ou destruí-
dos em uma reação química. Logo, a
quantidade de átomos de determinado ele-
mento químico deve ser a mesma nos re-
agentes e nos produtos.
Como fazer cálculos estequiomé-
tricos?
Existem várias formas de se resolver pro-
blemas com cálculos estequiométricos. Va-
mos seguir alguns passos para a sua reso-
lução:
Passo 1: Escreva a equação química com
as substâncias envolvidas;
Passo 2: Faça o balanceamento da equa-
ção química. Para isso, é preciso ajustar os
coeficientes para que reagentes e produ-
tos contenham a mesma quantidade de
átomos, segundo as Leis Ponderais (Lei de
Proust e Lei de Lavoisier);
Passo 3: Escreva os valores das substân-
cias, seguindo os dados do problema e
identificando o que se pede;
Passo 4: Estabeleça a relação existente
entre os números de moles, massa, volu-
me. De acordo com os valores a seguir:
Passo 5: Faça uma regra de três simples
para calcular os valores que são pedidos
na questão ou problema.
2727
https://www.todamateria.com.br/calculos-estequiometricos/
https://www.todamateria.com.br/balanceamento-quimico/
https://www.todamateria.com.br/balanceamento-quimico/
https://www.todamateria.com.br/leis-ponderais/
https://www.todamateria.com.br/lei-de-proust/
https://www.todamateria.com.br/lei-de-proust/
https://www.todamateria.com.br/lei-de-lavoisier/
https://www.todamateria.com.br/regra-de-tres-simples-e-composta/
Exemplo:
1. Quantos moles do gás hidrogênio são ne-
cessários para a formação de amônia
(NH3), sabendo que a quantidade do gás
nitrogênio é de 4 moles?
Passo 1: N2 + H2 = NH3
Passo 2: na equação as quantidades de
átomos não estão equilibradas. Há 2 áto-
mos de nitrogênio e 2 de hidrogênio nos
reagentes, enquanto que no produto há 1
átomo de N e 3 de hidrogênio.
Começando pelo nitrogênio, acertamos o
coeficiente no produto: N2 + H2 = 2 NH3
O nitrogênio ficou equilibrado nos dois la-
dos, mas o hidrogênio não.
N2 + 3 H2 = 2NH3. Agora sim!
Passo 3: Valor dado pelo exercício: 4 mo-
les de N2
Valor pedido pelo exercício: quantos moles
de H2? Escrevemos: x moles de H2
Passo 4: Estabelecer as relações corres-
pondentes quando necessário. Nesse
exemplo não há necessidade, porque é de
mol com mol.
Na reação equilibrada acima, observa-se
que a relação é de 1 mol de N2 que reage
com 3 moles de H2.
Passo 5: Fazer a regra de três.
Atenção! Coloque sempre os valores de
uma substância sobre ela mesma ao mon-
tar a regra de três, quer dizer, no exem-
plo, nitrogênio sobre nitrogênio e hidrogê-
nio sobre hidrogênio, como se vê abaixo:
2828
Concentração de soluções
Química
O que é concentração de
soluções químicas?
As soluções são misturas do tipo
homogênea que são formadas por
soluto uma substância que se encontra
dissolvida ou em suspenção numa
mistura e que é encontrada em menor
quantidade, o solvente é a substância
que dissolve o soluto em uma mistura
e é encontrada em maior quantidade.
->As soluções podem ser:
Líquidas.
Sólidas.
Gasosas.
->A água é um solvente universal.
->O soluto pode ser solúvel ou
insolúvel depende do solvente.
->Os solutos solúveis apresentam um
valor máximo de solubilidade a uma
determinada temperatura.
Classificações:
Solução insaturada Quantidade de :
soluto dissolvido < coeficiente de
solubilidade.
Solução saturada sem corpo de fundo:
Quantidade de soluto dissolvido =
coeficiente de solubilidade.
Solução saturada com corpo de
fundo: Quantidade de soluto dissolvido
> coeficiente de solubilidade.
Solução supersaturada: Quantidade de
soluto dissolvido > coeficiente de
solubilidade. Mas a quantidade adicional
de soluto continua dissolvida (estado
metaestável).
Natureza do soluto:
->As soluções também podem ser
classificadas de acordo com a natureza
do soluto.
Soluções iônicas: solutos dissociados
formam íons que, livres do retículo
cristalino, podem conduzir eletricidade.
Exemplo: água e sal (NaCl).
2929
Soluções moleculares ou apolares: as
moléculas não são dissociadas, por isso
não formam polos.
Exemplo: água e açúcar (C6H12O6).
Soluções polares: os solutos formam
ligações polares e não íons. Um dos
átomos atrai o par de elétrons e forma
polos com menos força que os polos
das soluções iônicas.
Exemplo: água e vinagre (ácido
etanoico).
->Conduz eletricidade pois o ácido
etanoico, apesar de fraco, ioniza em
meio aquoso (libera íons H+).
Estado físico:
Algumas soluções se formam com
diferentes estados físicos de solventes
e solutos.
Exemplo de solvente líquido com
soluto gasoso: o gás carbônico diluído
no refrigerante.
A tabela da imagem mostra algumas
misturas que apresentam variação de
estado físico.
->A classificação do estado físico de
uma mistura é dada pelo estado do
solvente.
Coeficiente de solubilidade
->Solubilidade é a propriedade física
das substâncias de se dissolverem, ou
não, em um determinado solvente.
->O coeficiente de solubilidade
representa a capacidade máxima do
soluto de se dissolver em uma
determinada quantidade de solvente.
Isso conforme as condições de
temperatura epressão.
->Conforme a solubilidade, as soluções
podem ser:
Soluções diluídas: a quantidade de
soluto é menor em relação ao
solvente.
Soluções concentradas: a quantidade
de soluto é maior que a de solvente.
Para calcular o coeficiente de
solubilidade é utilizada a seguinte
fórmula:
Cs = 100 . m1:
m2
Onde:
3030
Cs: coeficiente de solubilidade
m1: massa do soluto
m2: massa do solvente
Concentração das soluções
->O conceito de concentração © está
intimamente relacionado com a
quantidade de soluto e de solvente
presente em uma solução química.
Sendo assim, a concentração da
solução indica a quantidade, em
gramas, de soluto existente em um
litro de solução.
Para se calcular a concentração utiliza-
se a seguinte fórmula:
C = M
V
Onde:
C: concentração
m: massa do soluto
V: volume da solução
No Sistema Internacional (SI), a
concentração é dada em gramas por
litro (g/L), a massa em gramas (g) e o
volume em litros (L).
Diluição das soluções
->A diluição de soluções corresponde
à adição mais solvente em uma
solução.
3131
Termoquímica
Química
O que é a termoquímica?
E a área que estuda as situações em
que ocorrem reações químicas e
fenômenos físicos com absorção ou
liberação de energia em forma de
calor.
Reações endotérmicas e
exotérmicas.
ENDOTÉRMICA – Absorve energia –
Variação de entalpia +
EXOTÉRMICAS – Libera energia –
Variação de entalpia –
-> Entalpia é a quantidade de energia
em uma determinada reação.
-> Podemos calcular o calor de um
sistema através da variação de entalpia
(∆H).
Entalpia de mudança de estado
físico.
->Podemos encontrar dois tipos de
mudanças de estado físico:
Calor Sensível: Altera somente a
temperatura.
Calor Latente: Altera o estado físico.
Entalpia de formação.
->É a energia liberada ou absorvida na
formação de um mol desubstância a
partir dos seus elementos dos quais
são substâncias simples. A pressão e a
temperatura permanecem constantes
e a entalpia é zero.
Entalpia de ligação.
->É a energia que precisa ser
absorvida para quebrar 1 mol de
ligações no estado gasoso, em
condições de pressão e temperatura
constante. O vapor da energia de
ligação é o valor da variação de
entalpia da relação.
Lei de Hess:
->A lei de Hess permite calcular a
variação da entalpia, que é a quantidade
de energia presente as substâncias
3232
após sofrerem reações químicas. Isso
porque não é possível medir a entalpia
em si, mas sim a sua variação.
Como calcular a Lei de Hess?
A variação da entalpia pode ser
calculada subtraindo a entalpia inicial
(antes da reação) da entalpia final
(depois da reação).
ΔH = Hf – Hi
Outra forma de calcular é através da
soma das entalpias em cada uma das
reações intermediárias. Independente
do número e tipo das reações.
ΔH = Hf + Hi
Sendo:
ΔH: Variação total
Hf:: Variação final
Hi:: Variação inicial
Formas alotrópicas:
São substâncias simples diferentes
compostas pelo mesmo elemento
químico.
EXEMPLOS:
O2 e O3
OBS: Na forma alotrópica mais estável
a entalpia é igual a zero.
3333
Química Ambiental
Química
O que é Química Ambiental?
A Química Ambiental estuda todos os
processos químicos que acontecem na
natureza.
->A Química ambiental só foi criada
começou a ser realmente estudada em
1994, apesar de que o homem vem
tentando à séculos entender as
modificações causadas na natureza
tanto de forma natural como as
causadas por ele mesmo.
RESULTADO DE AÇÕES MALÉFICAS
CAUSADAS PELO HOMEM AO MEIO
AMBIENTE:
Destruição da camada de ozônio.
->A camada de ozônio é responsável
por filtrar cerca de 95% dos raios
ultravioleta B emitidos pelo sol.
Aumento da incidência da chuva
ácida.
O que é a chuva ácida?
->Tipo de chuva que contém altos
níveis de ácido sulfúrico, nítrico e
nitroso.
->Todas as chuvas são ácidas, mesmo
em ambientes sem poluição, mas ela
começa a se tornar um problema
ambiental quando o seu pH está abaixo
de 4,5.
Causas da chuva ácida:
->A chuva ácida tem como principal
causa as atividades do ser humano
como a liberação de gases em
decorrência da queima de combustíveis
fósseis. Elas também podem ser
formadas por causas naturais, como na
liberação de gases durante a erupção
de um vulcão.
Consequências da chuva ácida:
3434
->Entra as consequências da chuva
ácida estão a alteração química do solo
e das águas, o que prejudica
diretamente as plantas, os animais e os
seres humano, a corrosão de
estruturas metálicas, monumentos
históricos (estátuas de mármore),
edifícios e etc.
Soluções:
->A principal solução para o problema
é diminuir a quantidade de poluentes
lançados na atmosfera. Isso ocorrerá
através do uso de fontes limpas de
energia e da diminuição da frota de
carros circulando por meio do uso do
transporte público, entre outras.
Poluição da água de rios e oceanos.
Poluição do ar.
Aumento do efeito estufa.
O que é o efeito estufa?
->E um fenômeno natural que ocorre
por causa da concentração de gases
na atmosfera que ocorre por causa da
concentração de gases na atmosfera
que forma uma camada que ajuda a
reter o calor que vem dos raios solares.
É responsável por manter a
temperatura da Terra, garantindo o
calor necessário. Apesar de natural, ele
pode ser intensificado pela ação
humana.
Como funciona o efeito estufa?
->Quando os raios solares atingem a
superfície da Terra, por caus da
camada de gases de Efeito Estufa,
cerca de 50% deles ficam retidos na
atmosfera. A outra parte, atinge a
superficie da Terra fazendo com que
ela se aqueça e irradie calor.
Causas do Efeito Estufa:
Queimadas. Liberam uma grande
quantidade de gás carbônico (CO2) na
atmosfera.
Desmatamento. As árvores e as
vegetações são aliados importantes na
luta contra o aumento de CO2 na
atmosfera.
Pecuária. Liberação de gás metano
(CH4) pelos animais vem sendo como
um aliado ao Efeito Estufa.
Combustíveis fósseis. A queima
desses combustiveis libera uma grande
concentração de CO2. Monóxido de
carbono e também os óxidos de
nitrogênio.
Aerosóis e gás hilariante. Esses dois
produtos frnecem a atmosfera o óxido
de nitroso (N2O) que agrava o efeito
estufa.
3535
Aquecimento global.
O que é o Aquecimento global?
->Aquecimento global é o processo
de aumento da temperatura média dos
oceanos e da atmosfera da Terra
causado por massivas emissões de
gases que intensificam o efeito estufa.
Causas do Efeito estufa:
Desenvolvimento urbano sem
planejamento.
Desmatamento
Queimadas
Aumento da emissão de gases do
efeito estufa
Aumento da atividade na superfície
do Sol
Consequências do Efeito estufa:
Aumento das temperaturas dos
oceanos
Derretimento das geleiras
Aumento do buraco da Camada de
Ozônio.
Intensificação de catástrofes
climáticas
Extinção de espécies.
3636
Cinemática
Fisica
O que é?
A cinemática estuda o movimento dos
corpos, indicando o deslocamento, a veloci-
dade e a aceleração em cada instante. Po-
rém, neste ramo da Física, não são consi-
deradas a massa dos corpos nem as for-
ças que são aplicadas sobre eles.
É possível, com base na cinemáti-
ca, calcular a velocidade de um carro numa
pista de corrida, saber quanto tempo falta
para a chegada de um avião ao seu desti-
no, identificar a aceleração média de um
corredor durante um trajeto, entre outros
exemplos.
A cinemática se divide em duas fren-
tes: cinemática escalar e cinemática vetoria
l.
Cinemática escalarA cinemática escalar é, geralmente, a pri-
meira a ser aprendida, pois trata
de movimentos que acontecem sem a ne-
cessidade de estimar a direção e o sentido.
Em vista dessas condições, os cálculos se
tornam mais simples.
Os conceitos que compreendem essa par-
te da cinemática são:
• espaço;
• deslocamento escalar;
• velocidade média escalar;
• velocidade escalar instantânea;
• aceleração média escalar;
• aceleração escalar instantânea;
• aceleração escalar constante;
• .movimento acelerado;
• movimento retardado
• Movimento uniforme
• Gráficos representativos dos movimentos
Cinemática vetorial
Já na cinemática vetorial, a direção e o senti-
do do movimento são considerados e, portan-
to, é preciso fazer uso dos vetores. Eles são
os responsáveis por orientar os movimentos.
Em relação aos conceitos aprendidos, estes
são, basicamente, os mesmos que os da
cinemática escalar. Porém, os cálculos
apresentam certas variações, já que inclu-
em o deslocamento vetorial..
Cinemática e dinâmica
Essas duas áreas estudam o comportamento
dos corpos em movimento. Porém, a diferen-
ça entre cinemática e dinâmica é que apenas
a segunda considera a massa dos objetos e
as forças que atuam sobre eles.
Assim, em exercícios de cinemática, os con-
ceitos mais comuns são velocidade, desloca-
mento e aceleração. Já em exercícios de di-
nâmica, força, massa e aceleração são os ele-
mentos que se destacam.
Nesse sentido, a cinemática se preocupa em
saber a velocidade média de um carro ou
em quanto tempo dois ciclistas vão se en-
contrar, por exemplo. Já a dinâmica procu-
ra resolver questões como a força resul-
tante que atua em um objeto ou a acele-
ração deste, levando em consideração a
sua massa.
3737
https://www.stoodi.com.br/blog/2018/07/19/movimento-uniformemente-variado/
https://www.stoodi.com.br/resumos/fisica/vetores/
https://www.stoodi.com.br/materias/fisica/cinematica-vetorial/conceitos-basicos-deslocamento-vetorial/
Cinemática: espaço
Considere um corpo se movendo, como um
carro, por exemplo. Ele se desloca em uma
trajetória conhecida e sua posição inicial está
indicada, a qual é definida como ‘O’. Digamos
que ele se moveu de ‘O’ até o ponto ‘B’. Des-
sa forma, a trajetória entre o ponto de partida
e o ponto onde o carro se encontra é co-
nhecida como ‘espaço (S)’.
O ponto ‘0’ é denominado de origem dos es-
paços e o ‘espaço S’ é igual a zero. Nos de-
mais pontos da trajetória, o espaço se-
rá positivo ou negativo, dependendo da orien-
tação adotada para ela. A orientação adotada
para o percurso chama-se ‘sentido da trajetó-
ria‘.
De acordo com o Sistema Internacional de
Unidades (SI), a unidade de medida do espaço
é o metro (m)..
Cinemática: deslocamento
Considere novamente o veículo do exemplo
anterior. Se ele parte do ponto ‘S’ (posição
de origem ou inicial) e, depois de um determi-
nado período, chega ao ponto ‘S0’ (posição
final), a variação do espaço, ou o deslocamen-
to escalar (ΔS), no intervalo de tempo, é da-
do da seguinte maneira:
ΔS = S – S0
Dessa forma, quando o carro se move no
sentido da trajetória, o deslocamento escalar
vai ser maior que zero, pois a posição final é
maior que a inicial. Porém, se o carro trafega
no sentido oposto ao da trajetória, o desloca-
mento escalar vai ser menor que zero, pois a
posição final é menor que a inicial..
Cinemática: velocidade e aceleração
Velocidade escalar média
Esse elemento indica a variação média do
deslocamento em um certo intervalo de tem-
po (Δt). Por exemplo, se um cavalo começa a
correr em ‘t1’ e só para em ‘t2’, o desloca-
mento do animal dividido pelo intervalo de
tempo (t2 – t1) vai resultar na velocidade es-
calar média. Dessa forma, temos que:
vm = ΔS/Δt
Pelo SI, as unidades são:
• vm: metro por segundo (m/s);
• ΔS: metro (m);
• Δt: segundo (s).
Aceleração escalar média
Esse indicador está relacionado à variação
média da velocidade em um período de tem-
po. Isso quer dizer que, se um automóvel pos-
sui uma aceleração escalar média de 2 m/s²,
a cada segundo, sua velocidade aumenta em
2 m/s.
Para calcular a aceleração escalar média, você
precisará da seguinte fórmula:
am = Δv/Δt
Pelo SI, as unidades são:
• am: metro por segundo ao quadrado (m/
s²);
• Δv: metro por segundo (m/s);
Δt: segundo (s).
3838
https://www.stoodi.com.br/resumos/fisica/sistema-de-unidades/
https://www.stoodi.com.br/resumos/fisica/sistema-de-unidades/
https://www.youtube.com/watch?v=cSmvOz2n2DA
https://www.youtube.com/watch?v=cSmvOz2n2DA
Dinâmica
Física
A dinâmica é a parte da Física relacionada
à mecânica que estuda os movimentos e
as causas que os produzem e
os modificam.
A primeira publicação que se referia a es-
sa teoria foi Principia de Isaac Newton, na
qual ele explicou de forma completa sobre
o movimento dos corpos. Essa teoria foi
baseada nos estudos realizados por Galileu
Galilei e Johannes Kepler.
Foi através dessa teoria que Newton esta-
beleceu as relações entre a massa do cor-
po e o seu movimento, conhecidas como
as leis de Newton, ou seja, a dinâmica.
Baseadas na teoria newtoniana, conhecida
como mecânica clássica, foram desenvolvi-
das outras teorias muito importantes para
a humanidade, como a mecânica quântica
de Max Planck e a mecânica relativística
de Albert Einstein.
Força
É um agente físico causador de deforma-
ção (efeitos estáticos), ou acelerações
(efeitos dinâmicos), nos corpos em que
atua.
A força é uma grandeza vetorial, possui
módulo, direção e sentido.
Força Resultante
É a soma vetorial de todas as forças com-
ponentes.
Princípios da dinâmica:
1ª Lei de Newton – Princípio da Inércia
Todo corpo permanece em seu estado
de repouso ou movimento uniforme em
linha reta, a menos que seja forçado a sair
desse estado por forças imprimidas sobre
ele.
2ª Lei de Newton – Princípio Fundamental
da Dinâmica
A força resultante aplicada a um ponto ma-
terial é igual ao produto de sua massa pela
aceleração adquirida.
Representação matemática:
Onde:
F = força
m = massa
a = aceleração
Sua unidade no SI é Newton (N).
3ª Lei de Newton – Princípio da Ação e
Reação
Sempre que um corpo A exerce uma for-
ça sobre um corpo B, este reage exercen-
do em A uma mesma força, de mesma
intensidade e direção, porém de sentido
contrário.
Tipos de forças;
Força Peso – é a força com que a Terra atrai os
corpos;
Força Elástica – analisa a deformação de um cor-
po elástico;
Força Tração – é a troca de força entre o cor-
po e o fio;
Força de Atrito – força oposta a tendência do
movimento.
3939
Estática
Física
O que é Estática?
Estática é a parte da mecânica que
estuda os corpos que não se movem
ou se movimentam em aceleração
constante. Ela estuda as condições nas
quais as forças atuantes sobre um
corpo se equilibram.
-> De acordo com a Segunda Lei de
Newton, quando todas as forças de
um sistema se equilibram, sua
aceleração é nula.
Estática estuda as condições dos
corpos extensos bem como dos
pontos materiais. A diferença entre
eles está nas dimensões, de modo
que um corpo extenso é aquele que
possui tamanho que influencia no
estudo, enquanto o ponto material
possui tamanho que pode ser
desprezado no estudo. Quando um
corpo encontra-se em repouso o seu
equilíbrio pode ser classificado como
estático, já quando o corpo está em
movimento retilíneo uniforme, seu
equilíbrio é dinâmico.
Assim, para que um corpo esteja
em equilíbrio é necessário que o
resultado de todas as forças aplicadas
sobre ele seja igual a zero. Os tipos de
equilíbrio existentes são: equilíbrio
estável, equilíbrio instável e equilíbrio
indiferente.
-> Existem algumas fórmulas
matemáticas e conceitos básicos que
são necessários para compreender os
estudos da Estática. São elas:
4040
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/fisica/mecanica
Hidrostática
Física
O que é Hidrostática?
Hidrostática é a parte da Física que
estuda os fluidos (líquidos e gases)em
repouso, ou seja, que não estejam em
escoamento. A Hidrostática tem por
objetivo analisar também todas
as forças físicas que envolvem esses
fluidos e os corpos que neles estão
submergidos, parcial ou totalmente.
Dentro da Hidrostática existem
conceitos e princípios que são
essenciais para entendermos como
esses fluidos em repouso se
comportam.
Principais Conceitos da
Hidrostática
Densidade: Densidade determina a
concentração de matéria num
determinado volume.
Em relação a densidade do corpo e
do fluido temos:
Se a densidade do corpo for menor
que a densidade do fluido, o corpo
flutuará na superfície do fluido;
Se a densidade do corpo for
equivalente à densidade do fluido, o
corpo ficará em equilíbrio com o
fluido;
Se a densidade do corpo for maior
que a densidade do fluido, o corpo
afundará.
Para calcular a densidade utiliza-se a
seguinte fórmula:
d = m/v
sendo:
d: densidade
m: massa
v: volume
No sistema internacional (SI): A
densidade é em grama por
centímetro cúbico (g/cm3), mas
também pode ser expressa em
quilograma por metro cúbico (kg/m3)
ou em grama por mililitro (g/mL); A
massa é em quilogramas (Kg); O
volume é em metros cúbicos (m3).
Pressão: A pressão é um conceito
essencial da hidrostática, e nessa área
de estudo é chamada de pressão
hidrostática. Ela determina a pressão
que exercem os fluidos sobre outros.
Como exemplo, podemos pensar na
pressão que sentimos quando
estamos nadando. Assim, quanto mais
4141
https://www.todamateria.com.br/pressao-hidrostatica/
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fundo mergulharmos, maior será a
pressão hidrostática.
Esse conceito está intimamente
relacionado com a densidade do fluido
e a aceleração da gravidade. Sendo
assim, a pressão hidrostática é
calculada pela seguinte fórmula:
P = d . h . g
Onde:
P: pressão hidrostática
d: densidade do líquido
h: altura do líquido no recipiente
g: aceleração da gravidade
No Sistema Internacional (SI): A
pressão hidrostática é em Pascal (Pa),
mas também é utilizado a atmosfera
(atm) e o milímetro de mercúrio
(mmHg);A densidade do líquido é em
grama por centímetro cúbico (g/cm3);
A altura é em metros (m); A
aceleração da gravidade é em metros
por segundo ao quadrado (m/s2).
Empuxo: O empuxo, também
chamado de impulsão, é uma força
hidrostática que atua num corpo que
está imerso em um fluido. Dessa
forma, a força empuxo é a força
resultante exercida pelo fluido sobre
determinado corpo.
Como exemplo, podemos pensar no
nosso corpo que parece mais leve
quando estamos dentro da água, seja
na piscina ou no MAR.
-> O matemático grego Arquimedes
foi quem realizou uma experiência
hidrostática que permitia calcular o
valor da força empuxo (vertical e para
cima) que torna um corpo mais leve
no interior de um fluido.
Atuação da força empuxo e força peso
Assim, o enunciado do Teorema de
Arquimedes ou Lei do Empuxo é:
“Todo corpo mergulhado num fluido
recebe um impulso de baixo para
cima igual ao peso do volume do fluido
deslocado, por esse motivo, os corpos
mais densos que a água, afundam,
enquanto os menos densos flutuam ”.
Em relação a força empuxo, podemos
concluir que:
Se a força do empuxo (E) tiver
maior intensidade que a força peso
(P), o corpo subirá para a superfície;
Se a força empuxo (E) tiver a
mesma intensidade que a força peso
(P) o corpo não subirá nem descerá,
permanecendo em equilíbrio;
Se a força empuxo (E) tiver menor
intensidade que a força peso (P), o
corpo afundará..
4242
https://www.todamateria.com.br/teorema-de-arquimedes/
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Lembre-se que a força empuxo é
uma grandeza vetorial, ou seja, possui
direção, módulo e sentido.
No Sistema Internacional (SI), o
empuxo (E) é dado em Newton (N) e
calculado pela seguinte fórmula:
E = df . Vfd . g
Onde:
E: força empuxo
df: densidade do fluido
Vfd: volume do fluido
g: aceleração da gravidade
No Sistema Internacional (SI):
A densidade do fluido é em
quilogramas por metros cúbico
(kg/m3); O volume do fluido é em
metros cúbicos (m3); A aceleração da
gravidade é em metros por segundo
ao quadrado (m/s2).
Lei Fundamental da
Hidrostática
-> O Teorema de Stevin é conhecido
como a “Lei fundamental da
Hidrostática”. Essa teoria postula a
relação de variação entre os volumes
dos líquidos e da pressão hidrostática.
Seu enunciado é expresso da seguinte
maneira:
“A diferença entre as pressões de
dois pontos de um fluido em equilíbrio
(repouso) é igual ao produto entre a
densidade do fluido, a aceleração da
gravidade e a diferença entre as
profundidades dos pontos.”
O Teorema de Stevin é representado
pela seguinte fórmula:
∆P = γ ⋅ ∆h ou ∆P = d. g. ∆h
Onde:
∆P: variação da pressão hidrostática
γ: peso específico do fluido
∆h: variação da altura da coluna de
líquido
d: densidade
g: aceleração da gravidade
No Sistema Internacional (SI):
A variação da pressão hidrostática é
em Pascal (Pa); O peso específico do
fluido é em Newton por metros
cúbicos (N/m3); A variação da altura da
coluna do líquido é em metros (m); A
densidade é em quilograma por
metros cúbicos (Kg/m3); A aceleração
da gravidade é em metros por
segundo ao quadrado (m/s2).
4343
https://www.todamateria.com.br/teorema-de-stevin/
Matemática básica
Matemática
O que é matemática básica?
Antes de listar as razões pelas quais rever
esses assuntos pode ser uma boa ideia,
vamos definir o que entendemos co-
mo Matemática Básica.
Separamos Matemática Básica em duas
sub-áreas: Matemática Básica 1 e 2.
Matema tica Ba sica 1
• Operações Básicas
• Potenciação e Radiciação
• Expressões Numéricas
• Múltiplos, Divisores, MDC e MMC
• Operações Básicas com Polinômios
• Frações, Decimais e Dízimas
Notação Científica
Matema tica Ba sica 2
Expressões Algébricas e Fatoração Algé-
brica
• Equações do 1º Grau
• Teoria dos Conjuntos
Conjuntos Numéricos
Intervalos Reais
• Sistemas de Equação do 1º Grau
• Equação do 2º Grau
Outros Sistemas de Equações
Equações Irracionais
Regra de Três
• Razões e Proporções
Sistemas de Medida
* Porcentagem
• Leitura e Interpretação de Gráficos
4444
https://www.stoodi.com.br/resumos/matematica/expressoes-algebricas-e-fatoracao-algebrica/
https://www.stoodi.com.br/resumos/matematica/expressoes-algebricas-e-fatoracao-algebrica/
https://www.stoodi.com.br/resumos/matematica/conjuntos-numericos/
https://www.stoodi.com.br/resumos/matematica/intervalos-reais/
https://www.stoodi.com.br/resumos/matematica/outros-sistemas-de-equacoes/
https://www.stoodi.com.br/resumos/matematica/equacoes-irracionais/
https://www.stoodi.com.br/resumos/matematica/regra-de-tres/
https://www.stoodi.com.br/resumos/matematica/sistemas-de-medida/
https://www.stoodi.com.br/resumos/matematica/porcentagem/
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Conjuntos numéricos
Matemática
Os conjuntos numéricos reúnem diversos
conjuntos cujos elementos são números.
Eles são formados pelos números naturais,
inteiros, racionais, irracionais e reais. O ra-
mo da matemática que estuda os conjun-
tos numéricos é a Teoria dos conjuntos.
Conjunto dos Números Naturais (N)
O conjunto dos números naturais é repre-
sentado por N. Ele reúne os números que
usamos para contar (incluindo o zero) e é
infinito.
Subconjuntos dos Números Naturais
• N* = {1, 2, 3, 4, 5..., n, ...} ou N* = N –
{0}: conjuntos dos números naturais não-
nulos, ou seja, sem o zero.
• Np = {0, 2, 4, 6, 8..., 2n, ...}, em que n ∈
N: conjunto dos números naturais pares.
• Ni = {1, 3, 5, 7, 9..., 2n+1, ...}, em que n ∈
N: conjunto dos númerosnaturais ímpares.
P = {2, 3, 5, 7, 11, 13, ...}: conjunto dos nú-
meros naturais primos.
Conjunto dos Números Inteiros (Z)
O conjunto dos números inteiros é repre-
sentado por Z. Reúne todos os elementos
dos números naturais (N) e seus opostos.
Assim, conclui-se que N é um subconjunto
de Z (N ⊂ Z):
Subconjuntos dos Números Inteiros
• Z* = {..., –4, –3, –2, –1, 1, 2, 3, 4, ...} ou
Z* = Z – {0}: conjuntos dos números in-
teiros não-nulos, ou seja, sem o zero.
• Z+ = {0, 1, 2, 3, 4, 5, ...}: conjunto dos
números inteiros e não-negativos. Note
que Z+ = N.
• Z
*
+ = {1, 2, 3, 4, 5, ...}: conjunto dos nú-
meros inteiros positivos e sem o zero.
• Z – = {..., –5, –4, –3, –2, –1, 0}: conjunto
dos números inteiros não-positivos.
Z*– = {..., –5, –4, –3, –2, –1}: conjunto dos
números inteiros negativos e sem o zero.
Conjunto dos Números Racionais (Q)
O conjunto dos números racionais é repre-
sentado por Q. Reúne todos os números
que podem ser escritos na forma p/q, sen-
do p e q números inteiros e q≠0.
Q = {0, ±1, ±1/2, ±1/3, ..., ±2, ±2/3, ±2/5, ...,
±3, ±3/2, ±3/4, ...}
Note que todo número inteiro é também
número racional. Assim, Z é um subconjun-
to de Q.
Subconjuntos dos Números Racionais
• Q* = subconjunto dos números racio-
nais não-nulos, formado pelos números ra-
cionais sem o zero.
• Q+ = subconjunto dos números racio-
nais não-negativos, formado pelos números
racionais positivos e o zero.
• Q*+ = subconjunto dos números racio-
nais positivos, formado pelos números raci-
onais positivos, sem o zero.
• Q– = subconjunto dos números racio-
nais não-positivos, formado pelos números
racionais negativos e o zero.
Q*– = subconjunto dos números racionais
negativos, formado números racionais ne-
gativos, sem o zero.
4545
https://www.todamateria.com.br/numeros-naturais/
https://www.todamateria.com.br/numeros-inteiros/
https://www.todamateria.com.br/numeros-racionais/
Conjunto dos Números Irracionais (I)
O conjunto dos números irracionais é re-
presentado por I. Reúne os números deci-
mais não exatos com uma representação
infinita e não periódica, por exemplo:
3,141592... ou 1,203040...
Importante ressaltar que as dízimas periódi-
cas são números racionais e não irracionais.
Elas são números decimais que se repe-
tem após a vírgula, por exemplo:
1,3333333...
Conjunto dos Números Reais (R)
O conjunto dos números reais é represen-
tado por R. Esse conjunto é formado pelos
números racionais (Q) e irracionais (I). As-
sim, temos que R = Q ∪ I. Além disso, N,
Z, Q e I são subconjuntos de R.
Mas, observe que se um número real é
racional, ele não pode ser também irracio-
nal. Da mesma maneira, se ele é irracional,
não é racional.
Subconjuntos dos Números Reais
• R*= {x ∈ R│ x ≠ 0}: conjunto dos nú-
meros reais não-nulos.
• R+ = {x ∈ R│ x ≥ 0}: conjunto dos nú-
meros reais não-negativos.
• R*+ = {x ∈ R│ x > 0}: conjunto dos nú-
meros reais positivos.
• R– = {x ∈ R│ x ≤ 0}: conjunto dos nú-
meros reais não-positivos.
R*– = {x ∈ R│ x < 0}: conjunto dos núme-
ros reais negativos.
Intervalos Numéricos
Há ainda um subconjunto relacionado com
os números reais que são chamados de
intervalos. Sejam a e b números reais e a
< b, temos os seguintes intervalos reais:
Intervalo aberto de extremos: ]a,b[ = {x ∈
R│ a < x < b}
Intervalo fechado de extremos: [a,b] = {x
∈ R│ a ≤ x ≤ b}
Intervalo aberto à direta (ou fechado à es-
querda) de extremos: [a,b[ = {x ∈ R│ a ≤
x < b}
Intervalo aberto à esquerda (ou fechado à
direita) de extremos: ]a,b] = {x ∈ R│ a < x
≤ b}
Propriedades dos Conjuntos Numéricos
Para facilitar os estudos sobre os conjuntos
numéricos, segue abaixo algumas de suas
propriedades:
• O conjunto dos números naturais (N) é
um subconjunto dos números inteiros: Z (N
⊂ Z).
• O conjunto dos números inteiros (Z) é um
subconjunto dos números racionais: (Z ⊂ Q).
• O conjunto dos números racionais (Q) é
um subconjunto dos números reais (R).
Os conjuntos dos números naturais (N), intei-
ros (Z), racionais (Q) e irracionais (I) são sub-
conjuntos dos números reais (R).
4646
https://www.todamateria.com.br/numeros-irracionais/
https://www.todamateria.com.br/numeros-reais/
Progressão aritmética
Matemática
A Progressão Aritmética (P.A.) é uma se-
quência de números onde a diferença en-
tre dois termos consecutivos é sempre a
mesma. Essa diferença constante é chama-
da de razão da P.A..
Sendo assim, a partir do segundo elemen-
to da sequência, os números que surgem
são resultantes da soma da constante com
o valor do elemento anterior.
Isso é o que a diferencia da progressão
geométrica (P.G.), pois nesta, os números
são multiplicados pela razão, enquanto na
progressão aritmética, eles são somados.
As progressões aritméticas podem apre-
sentar um número determinado de termos
(P.A. finita) ou um número infinito de ter-
mos (P.A. infinita).
Para indicar que uma sequência continua
indefinidamente utilizamos reticências, por
exemplo:
• a sequência (4, 7, 10, 13, 16, ...) é uma P.A.
infinita.
• a sequência (70, 60, 50, 40, 30, 20, 10)
é uma P.A. finita.
Cada termo de uma P.A. é identificado pela
posição que ocupa na sequência e para
representar cada termo utilizamos uma le-
tra (normalmente a letra a) seguida de um
número que indica sua posição na sequên-
cia.
Por exemplo, o termo a4 na P.A (2, 4, 6,
8, 10) é o número 8, pois é o número que
ocupa a 4ª posição na sequência.
Classificação de uma P.A.
De acordo com o valor da razão, as pro-
gressões aritméticas são classificadas em:
• Constante: quando a razão for igual a
zero. Por exemplo: (4, 4, 4, 4, 4...), sendo r
= 0.
• Crescente: quando a razão for maior
que zero. Por exemplo: (2, 4, 6, 8,10...), sen-
do r = 2.
Decrescente: quando a razão for menor
que zero (15, 10, 5, 0, - 5,...), sendo r = - 5
Propriedades da P.A.
1ª propriedade:
Em uma P.A. finita, a soma de dois termos
equidistantes dos extremos é igual à soma
dos extremos.
Exemplo
2ª propriedade:
Considerando três termos consecutivos de
uma P.A., o termo do meio será igual a
média aritmética dos outros dois termos.
Exemplo
4747
3ª propriedade:
Em uma P.A. finita com número de termos
ímpar, o termo central será igual a média
aritmética do primeiro termo com o último
termo.
Fórmula do Termo Geral
Como a razão de uma P.A. é constante,
podemos calcular seu valor a partir de
quaisquer termos consecutivos, ou seja:
Sendo assim, podemos encontrar o valor
do segundo termo da P.A. fazendo:
Para encontrar o terceiro termo utilizare-
mos o mesmo cálculo:
Substituindo o valor de a2, que encontra-
mos anteriormente, temos:
Se seguirmos o mesmo raciocínio, pode-
mos encontrar:
Observando os resultados encontrados, no-
tamos que cada termo será igual a soma
do primeiro termo com a razão multiplica-
da pela posição anterior.
Esse cálculo é expresso através da fórmula
do termo geral da P.A., que nos permite
conhecer qualquer elemento de uma pro-
gressão aritmética. Assim, temos:
Onde,
an : termo que queremos calcular
a1: primeiro termo da P.A.
n: posição do termo que queremos desco-
brir
r: razão
Exemplo
Calcule o 10° termo da P.A.: (26, 31, 36, 41,
...)
Solução
Primeiro, devemos identificar que a1 = 26, r
= 31 - 26 = 5 e n = 10 (10º termo). Substi-
tuindo esses valores na fórmula do termo
geral, temos:
an = a1 + (n - 1) . r
a10 = 26 + (10-1) . 5
a10 = 26 + 9 .5
a10 = 71
Portanto, o décimo termo da progressão
aritmética indicada é igual a 71.
Soma dos Termos de uma P.A.
Para encontrar a soma dos termos de uma
P.A. finita, basta utilizar a fórmula:
Onde,
Sn: soma dos n primeiros termos da P.A.
a1: primeiro termo da P.A.
an: ocupa a enésima posição na sequência
n: posição do termo
4848
Progressão geométrica
Matemática
Progressão Geométrica (PG) corresponde
a uma sequência numérica cujo quociente
(q) ou razão entre um número e outro
(exceto o primeiro)é sempre igual.
Em outras palavras, o núme-
ro multiplicado pela razão (q) estabelecida
na sequência, corresponderá ao próximo
número, por exemplo:
PG: (2,4,8,16, 32, 64, 128, 256...)
No exemplo acima, podemos constatar
que na razão ou quociente (q) da PG en-
tre os números, o número que multiplicado
pela razão (q) determina seu consecutivo,
é o número 2:
2 . 2 = 4
4 . 2 = 8
8 . 2 = 16
16 . 2 = 32
32 . 2 = 64
64 . 2 = 128
128 . 2 = 256
Vale lembrar que a razão de uma PG é
sempre constante e pode ser qualquer nú-
mero racional (positivos, negativos, frações)
exceto o número zero (0).
Classificação das Progressões Geométricas
De acordo com o valor da razão (q), pode-
mos dividir as Progressões Geométricas
(PG) em 4 tipos:
PG Crescente
Na PG crescente a razão é sempre positi-
va (q > 0) formada por números crescen-
tes, por exemplo:
(1, 3, 9, 27, 81, ...), onde q = 3
PG Decrescente
Na PG decrescente, a razão é sempre po-
sitiva (q > 0) e diferente de zero (0) for-
mada por números decrescentes.
Ou seja, os números da sequência são
sempre menores do que seus antecesso-
res, por exemplo:
(-1, -3, -9, -27, -81, ...) onde q = 3
PG Oscilante
Na PG oscilante, a razão é negativa (q < 0),
formada por números negativos e positi-
vos, por exemplo:
(3,-6,12,-24,48,-96,192,-384,768,...), onde q =
-2
PG Constante
Na PG constante, a razão é sempre igual a
1 formada pelos mesmos números a, por
exemplo:
(5, 5, 5, 5, 5, 5, 5, ...) onde q = 1
Fórmula do Termo Geral
Para encontrar qualquer elemento da PG,
utiliza-se a expressão:
an = a1 . q
(n-1)
Onde:
an: número que queremos obter
a1: o primeiro número da sequência
q(n-1): razão elevada ao número que quere-
4949
mos obter, menos 1
Assim, para identificar o termo 20 de uma
PG de razão q = 2 e número inicial 2, cal-
cula-se:
PG: (2,4,8,16, 32, 64, 128,...)
a20 = 2 . 2
(20-1)
a20 = 2 . 2
19
a20 = 1048576
Soma dos Termos da PG
Para calcular a soma dos números presen-
tes numa PG, utiliza-se a seguinte fórmula:
onde:
Sn: Soma dos números da PG
a1: primeiro termo da sequência
q : razão
n: quantidade de elementos da PG
Dessa forma, para calcular a soma dos 10
primeiros termos da seguinte PG (1,2,4,8,16,
32,...):
5050
Função do 1° grau
Matemática
O que é uma Função do 1° grau?
Uma Função do 1° grau é aquela na
qual a lei de formação pode ser escrita
na seguinte forma:
y = ax + b
Cujo, “a” e “b” pertencem ao conjunto
dos números reais, e “a” é diferente de
zero.
->A função do 1° grau pode receber
outros nomes similares. São eles:
Função polinomial de 1º grau.
Equação de 1º grau.
Função afim.
Polinômio de grau 1.
Gráfico de função do 1º Grau
O gráfico de uma função do 1º grau é
uma reta podendo ser crescente ou
decrescente, depende do sinal de “a”.
->Quando a>0: Significa que “a” será
positivo.
Para construirmos um gráfico
devemos atribuir valores reais para “X”,
para que possamos achar os valores
correspondentes em “Y”.
->Conforme o valor de X aumenta o
valor de Y também aumenta, então
dizemos que quando a > 0 a função é
crescente.
->Quando a<0: Isso indica que “a” será
negativo.
Para construirmos um gráfico
devemos atribuir valores reais para “X”,
para que possamos achar os valores
correspondentes em “Y”.
->Podemos observar que conforme o
valor de “X” aumenta o valor de “Y”
diminui, então dizemos que quando a<0 a
função é decrescente.
Quando o ângulo α formado com a
reta e com o eixo “x” será agudo
(menor que 90°) quando a > 0.
Quando o ângulo α formado com
reta e com o eixo “x” será obtuso
(maior que 90º) quando a < 0.
Na construção de um gráfico de uma
função do 1º grau basta indicar apenas
dois valores pra “x”, pois o gráfico é
uma reta e uma reta é formada por,
no mínimo, 2 pontos.
Apenas um ponto corta o eixo “x”, e
esse ponto é a raiz da função.
Apenas um ponto corta o eixo “y”,
esse ponto é o valor de “b”.
.
5151
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/grafico-funcao-1-grau.htm
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/matematica/o-que-sao-numeros-reais.htm
https://www.stoodi.com.br/blog/2018/06/13/funcao-afim/
O que é raiz de uma função do
1º grau?
Raiz de uma função de 1° grau é todo
número que, ao ser substituído na
equação, tem a capacidade de zerar a
sentença. Graficamente falando, é o
ponto onde a reta toca no eixo “x”
conhecido também como eixo abscissa.
Como encontrar a raiz de um
polinômio de 1° grau?
Basta você igualar a equação a zero e
calcular o “x” correspondente.
Exemplo:
y = 10x + 5
10x + 5 = 0
10x = – 5
x = – 5/1
x = -1/2
->Logo, o número – 1/2 é raiz da
função y = 10x + 5.
5252
Função do 2° grau
Matemática
O que é uma função do 2° grau?
Para que a função seja uma função do
segundo grau, é necessário que sua
regra (ou lei de formação) possa ser
escrita da seguinte forma:
f(x) = ax2 + bx + c
ou
y = ax2 + bx + c
Além disso “a”, “’b” e “c” devem
pertencer ao conjunto dos números
reais e “a” ≠ 0.
A Função de 2° grau também
podem ser chamadas de função
quadrática.
Raízes da Função do 2° grau
As raízes da função são determinadas
pela resolução da equação do 2° grau:
Ex:f(x) = ax2 +bx + c = 0
Para resolver a equação do 2º grau
podem ser utilizados vários métodos,
sendo um dos mais utilizados a Fórmula
de Bhaskara, ou seja:
Gráfico da função de 2° grau
O gráfico das funções do 2º grau são
curvas que recebem o nome de
parábolas. Diferente das funções do 1º
grau, onde conhecendo dois pontos é
possível traçar o gráfico, na função de
2° grau são necessários conhecer
vários pontos.
->A curva de uma função do 2° grau
corta o eixo “x” nas raízes ou zeros da
função, em no máximo dois pontos
dependendo do valor de (Δ).
Se Δ = 0, a parábola tocará o eixo x
em apenas um ponto.
Se Δ > 0, o gráfico cortará o eixo x
em dois pontos.
Existe também outro ponto, chamado
de vértice da parábola, que é o valor
máximo ou mínimo da função. Este
ponto é encontrado usando-se a
Fórmula:
O vértice irá representar o ponto de
valor máximo da função quando a
parábola estiver voltada para baixo e o
valor mínimo quando estiver para cima.
5353
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/matematica/o-que-sao-numeros-reais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/matematica/o-que-sao-numeros-reais.htm
https://www.todamateria.com.br/formula-de-bhaskara/
https://www.todamateria.com.br/formula-de-bhaskara/
https://www.todamateria.com.br/funcao-afim/
https://www.todamateria.com.br/funcao-afim/
https://www.todamateria.com.br/vertice-da-parabola/
Geometria plana
Matemática
O que estuda a Geometria
plana?
A geometria plana é a parte da
matemática que estuda as figuras que
não possuem volume.
->A Geometria plana também pode
ser chamada de euclidiana.
Para entender o estudo das formas
Geométricas planas e preciso ver
alguns conceitos:
Ponto: Uma forma geométrica sem
definição exata, pois não possui
dimensões ou seja, é identificado por
não ter partes. É o elemento base
para a formação de outras figuras e
são representados por letras
minúsculas.
Reta: É representada por letras
minúsculas, é uma linha ilimitada
unidimensional.
->Possui o comprimento como
dimensão. E pode se apresentar em
três posições:
Horizontal
Vertical
Inclinada
Dependendo da posição das retas,
quando elas se cruzam, são chamadas
de retas concorrentes e as que não se
cruzam são classificadas como retasparalelas.
Segmento de Reta: Diferente da reta,
o segmento de reta é limitado pois,
corresponde a parte entre dois pontos
distintos. A semirreta é limitada
somente num sentido, visto que possui
início e não possui fim
Plano: Corresponde a uma superfície
plana que possui duas dimensões:
comprimento e largura. E nessa
superfície que se formam as figuras
geométricas.
5454
https://www.todamateria.com.br/segmento-de-reta/
Semirreta: A semirreta possui início em
um ponto da reta e é infinita para uma
das suas direções. É representada na
geometria por duas letras maiúsculas
com um seta indicando a sua direção.
Ângulos: Os ângulos são formados por
dois segmentos de reta, a partir de um
ponto comum, chamado de vértice do
ângulo. Podem ser classificados como:
Ângulo reto (Â = 90º)
Ângulo agudo (0º)
Ângulo obtuso (90º)
Área: A área de uma figura geométrica
expressa o tamanho de uma superfície.
Quanto maior a superfície da figura,
maior será sua área.
Perímetro: O perímetro corresponde a
soma de todos os lados de uma figura
geométrica.
Polígonos: são figuras planas e fechadas.
Figuras da Geometria Plana
A Geometria plana estuda varias figuras
planas, e tem como as principais o
triângulo, o quadrado, o retângulo, o
circulo, a circunferência, o trapézio e o
losango.
Os triângulos podem ser classificados
como triângulo
equilátero, isósceles, escaleno triângulo
retângulo, obtusângulo e acutângulo.
Triângulo Equilátero: triângulo com
todos os lados e ângulos internos
congruentes.
Triângulo Isósceles: triângulo que
possui dois lados e dois ângulos
internos congruentes.
Triângulo Escaleno: triângulo em
que todas as medidas são diferentes.
Triângulo Retângulo: triângulo que
possui um ângulo de 90°;
Triângulo Obtusângulo: triângulo
que possui um ângulo interno
obtuso (maior que 90°);
Triângulo Acutângulo: triângulo que
todos os ângulos internos são
menores que 90°.
->Quadrado: É
um paralelogramo formado por
quatro lados, sendo dois a dois
paralelos e com ângulos internos
congruentes e retos (90°).
->Retângulo: É um paralelogramo
com lados congruentes e paralelos.
Os ângulos internos são
congruentes e retos (90°).
->Círculo: É uma figura plana
limitada pela circunferência, e
corresponde ao espaço interno
formado pelo conjunto de todos os
pontos do plano. Também pode ser
chamado de disco.
Circunferência: É formada por um
conjunto de pontos a uma mesma
5555
https://matematicabasica.net/semirreta/
https://www.todamateria.com.br/angulos/
https://matematicabasica.net/triangulo-equilatero/
https://matematicabasica.net/triangulo-isosceles/
https://matematicabasica.net/triangulo-escaleno/
https://matematicabasica.net/triangulo-retangulo/
https://matematicabasica.net/quadrado/
https://matematicabasica.net/paralelogramo/
https://matematicabasica.net/circunferencia/
distância do centro equivalente a
medida do raio.
Trapézio: É um polígono formado
por duas bases paralelas e com
medidas diferentes.
Os trapézios também podem ser
classificados como: Trapézio
retângulo, isósceles e escaleno.
Trapézio Retângulo: Quando o
trapézio possui dois ângulos internos
de 90°.
Trapézio Isósceles: Quando os lados
que não são bases são congruentes.
Trapézio Escaleno: Quando todos os
lados possuem medidas diferentes.
Losango: É um paralelogramo é
formado por quatro lados, com lados
opostos paralelos e congruentes. Os
ângulos opostos também são
congruentes.
5656
Geometria espacial
Matemática
O que é Geometria espacial?
-> A geometria espacial é a análise
de sólidos no espaço, ou seja, é a
geometria para objetos tridimensionais,
diferente da geometria plana, que é o
estudo de figuras bidimensionais. Assim
como esta, aquela surge com base
em conceitos primitivos, sendo eles:
ponto, reta, plano e espaço. Com base
nos elementos primitivos, desenvolve-
se os sólidos geométricos, sendo os
principais: Poliedros, paralelepípedo,
cubo e prismas, além dos conhecidos
como sólidos de Platão, e os corpos
redondos: cone, cilindro e esfera. .Além
do reconhecimento desses sólidos, é
importante compreender que os
cálculos de volume e de área total
possuem fórmulas específicas para
cada um dos tipos.
Posição relativa entre ponto e reta,
e ponto e plano: O ponto pode
pertencer ou não à reta, e ele pode
pertencer ou não ao plano.
Posição relativa entre pontos:
Conhecendo dois ou mais pontos, eles
podem ser colineares ou não, e
coplanares ou não.
-> Os pontos são coplanares quando
pertencem ao mesmo plano, e
colineares quando pertencem a uma
mesma reta.
Posição relativa entre duas retas:
Quando as retas são coplanares, elas
podem ser paralelas, concorrentes e
coincidentes.
Tipos de retas:
-> RETAS PARALELAS:
As retas paralelas não se cruzam.
-> RETAS CONCORRENTES:
As retas concorrentes se cruzam
em um único ponto.
5757
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/solidos-geometricos.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/poliedros-regulares.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/retas.htm
-> RETAS PERPENDICULARES:
Se duas retas se cruzam em um
único ponto e o ângulo formado entre
elas no cruzamento for igual a 90º as
retas são chamadas de
perpendiculares.
-> RETAS COINCIDENDES:
Pertencem ao mesmo plano e
possuem todos os pontos em comum.
-> RETAS REVERSAS:
Estão presentes em planos
distintos.
Fórmulas dos principais sólidos
geométricos:
As principais fórmulas da geometria
espacial são para os cálculos da área
total (At) e do volume (V) de cada um
dos sólidos. Cada fórmula depende do
sólido.
CUBO:
a
Cubo de aresta “a”
V = a3
At = 6 . a2
PARALELEPÍPEDO:
Paralelepípedo de dimensões a, b, c.
V = a . b . c
At = 2ab + 2ac + 2bc
O volume e a área total do prisma e
da pirâmide dependem do polígono
que está na base de cada um dos
sólidos, por isso usamos Ab: área da
base e Al: área lateral.
5858
PRISMA:
Prismas de base triangular e hexagonal
Note que a base do prisma pode ser
diferente de um caso para o outro,
logo, o volume depende diretamente
da área da base.
V = Ab . h
At = 2Ab + Al
PIRÂMIDE:
Pirâmides de base quadrada e pentagonal.
Assim como os prismas, a base da
pirâmide pode ser diferente, logo, o
volume depende diretamente da base.
At = Ab + Al
CILINDRO:
Cilindro de raio r e altura h.
V = πr2 . h
At = 2πr (r+h)
CONE:
Cone de raio r e altura h.
At = πr (g + r)
ESFERA:
Esfera de raio r.
At = 4 πr
2
5959
Brasil colonial
História
O Brasil Colônia, na História do Brasil, é a
época que compreende o período de 1530
a 1822.
Este período começou quando o governo
português enviou ao Brasil a primeira ex-
pedição colonizadora chefiada por Martim
Afonso de Souza.
Em 1532, ele fundou o primeiro núcleo de
povoamento, a Vila de São Vicente, no li-
toral do atual estado de São Paulo.
Período Pré-Colonial
Logo após a chegada dos portugueses à
sua nova colônia, a primeira atividade eco-
nômica girava em torno da exploração do
pau-brasil, existente em grande quantidade
na costa brasileira, principalmente no nor-
deste do País. Esse período ficou conheci-
do como Ciclo do Pau-Brasil.
A exploração do pau-brasil foi meramente
extrativista e não deu origem a uma ocu-
pação efetiva.
O trabalho de derrubar árvores e preparar
a madeira para embarque era feito pelos
indígenas e uns poucos europeus que per-
maneciam em feitorias na costa.
Explorado de forma predatória, as árvores
próximas da costa desapareceram já na
década de 1520.
O Início daColonização
Várias expedições foram enviadas por Por-
tugal, visando reconhecer toda costa brasi-
leira e combater os piratas e comerciantes
franceses.
As mais importantes foram as comandadas
por Cristóvão Jacques (1516 e 1526), que
combateu os franceses.
Também Martim Afonso de Sousa (1532),
combateu a pirataria francesa. Da mesma
forma, ele instalou em São Vicente, a pri-
meira povoação dotada de um engenho
para produção de açúcar.
Para colonizar o Brasil e garantir a posse da
terra, em 1534, a Coroa dividiu o território
em 15 capitanias hereditárias. Estas eram
imensos lotes de terra que se estendiam
do litoral até o limite estabelecido pe-
lo Tratado de Tordesilhas.
Mapa do Brasil no
Período Colonial
Esses lotes foram doados a capitães
(donatários), pertencentes à pequena no-
breza lusitana que, por sua conta promovi-
am a defesa local e a colonização.
A empresa açucareira foi escolhida, porque
apresentava possibilidade de vir a ser um
empreendimento altamente lucrativo, abas-
6060
https://www.todamateria.com.br/ciclo-do-pau-brasil/
https://www.todamateria.com.br/capitanias-hereditarias/
https://www.todamateria.com.br/tratado-de-tordesilhas/
lecendo o grande mercado de açúcar da
Europa.
Foi no nordeste do país que a atividade
açucareira atingiu seu maior grau de de-
senvolvimento, principalmente nas capitani-
as de Pernambuco e da Bahia.
Nos séculos XVI e XVII, o Nordeste tornou-
se o centro dinâmico da vida social, política
e econômica do Brasil.
O Governo Geral
O sistema de Governo Geral foi criado em
1548, pela Coroa, com o objetivo de orga-
nizar a administração colonial.
O primeiro governador foi Tomé de Sou-
za (1549 a 1553), que recebeu do governo
português, um conjunto de leis. Estas de-
terminavam as funções administrativas, ju-
dicial, militar e tributária do Governo Geral.
O segundo governador geral foi Duarte da
Costa (1553 a 1558), e o terceiro foi Mem
de Sá (1558 a 1572).
Em 1572, depois da morte de Mem de Sá
e de seu sucessor Dom Luís de Vascon-
celos, o governo português dividiu o Brasil
em dois governos cuja unificação só voltou
em 1578:
• Governo do Norte, com sede em Sal-
vador
• Governo do Sul, com sede no Rio de
Janeiro
Em 1580, Portugal e todas as suas colônias,
inclusive o Brasil, ficaram sob o domínio da
Espanha, situação que perdurou até 1640.
Este período é conhecido como Unificação
Ibérica.
Em 1621, ainda sob o domínio espanhol, o
Brasil foi novamente dividido em dois esta-
dos: o Estado do Maranhão e o Estado do
Brasil. Essa divisão durou até 1774, quando
o Marquês do Pombal decretou a unifica-
ção.
A Formação Social do Brasil Colô-
nia
Fundamentalmente três grandes grupos
étnicos, o índio, negro africano e o branco
europeu, principalmente o português, en-
traram na formação da sociedade colonial
brasileira.
Os portugueses que vieram para o Brasil
pertenciam a várias classes sociais em Por-
tugal. A maioria era formada por elemen-
tos da pequena nobreza e do povo.
Também é preciso ter em conta que as
tribos indígenas tinham línguas e culturas
distintas. Algumas eram inimigas entre si e
isto era usado pelos europeus quando de-
sejavam guerrear contra os portugueses.
Da mesma forma, os negros trazidos co-
mo escravos da África possuíam crenças,
idiomas e valores que foram sendo absor-
vidos pelos portugueses e indígenas.
No Brasil Colônia, o engenho era o centro
dinâmico de toda a vida social. Isso possibili-
tava o “senhor da casa grande” concentrar
em torno de si, grande quantidade de indi-
víduos e ter a autoridade máxima, o pres-
tígio e o poder local.
6161
https://www.todamateria.com.br/governo-geral/
https://www.todamateria.com.br/tome-de-sousa/
https://www.todamateria.com.br/tome-de-sousa/
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https://www.todamateria.com.br/marques-de-pombal/
Em torno do engenho viviam os mulatos,
geralmente filhos dos senhores com escra-
vas, o padre, os negros escravos, o feitor,
o mestre do açúcar, os trabalhadores li-
vres, etc.
Ameaças ao Domínio Português
Nos primeiros anos logo depois da desco-
berta, a presença de piratas e comercian-
tes franceses no litoral brasileiro foi cons-
tante.
A invasão francesa se deu em 1555, quan-
do conquistaram o Rio de Janeiro, fundan-
do ali a "França Antártica", sendo expulsos
em 1567.
Em 1612, os franceses invadiram o Mara-
nhão, ali fundaram a "França Equinocial" e a
povoação de São Luís, onde permanece-
ram até 1615, quando foram novamente ex-
pulsos.
Os ataques ingleses no Brasil se limitaram a
assaltos de piratas e corsários que saquea-
ram alguns portos. Invadiram as cidades de
Santos e Recife e o litoral do Espírito San-
to.
As duas invasões holandesas no Brasil se
deram durante o período em que Portugal
e o Brasil estavam sob o domínio espanhol.
A Bahia, sede do Governo Geral do estado
do Brasil, foi invadida, mas a presença ho-
landesa durou pouco tempo (1624-1625).
Em 1630, a capitania de Pernambuco, o
maior centro açucareiro da colônia, foi in-
vadida por tropas holandesas.
A conquista foi consolidada em 1637, com
a chegada do governante holandês o
conde Maurício de Nassau. Ele conseguiu
firmar o domínio holandês em Pernambu-
co e estendê-lo por quase todo o nor-
deste do Brasil.
A cidade do Recife, o centro administrati-
vo, foi urbanizada, saneada, pavimentada,
foram construídos pontes, palácios e jar-
dins. O governo de Maurício de Nassau
chegou ao fim em 1644, mas os holande-
ses só foram expulsos em 1654.
O Século do Ouro e dos Diaman-
tes
A procura de metais preciosos sempre
constituiu o sonho dos colonizadores. As
descobertas começaram na década de
1690, na região de Minas Gerais.
A partir daí se espalhou em várias partes
do território nacional. No século XVIII a mi-
neração era a grande fonte de riqueza da
metrópole.
O Ciclo do Ouro e do Diamante foram
responsáveis por profundas mudanças na
vida do Brasil colônia, com o crescimento
urbano e do comércio.
A Crise do Sistema Colonial
Em 1640, Portugal contava apenas com as
rendas do Brasil. Por isso passou a exer-
cer um controle mais rígido sobre a arre-
cadação de impostos e as atividades eco-
nômicas, chegando a proibir o comércio
com estrangeiros.
O descontentamento com a política eco-
nômica da metrópole fez surgir algumas
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https://www.todamateria.com.br/franca-equinocial/
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revoltas, entre elas:
Revolta de Beckman (1684), no Maranhão
Guerra dos Emboabas (1708-1709), em Mi-
nas Gerais
Guerra dos Mascates (1710), em Pernambu-
co
Em fins do século XVIII, teve início os mo-
vimentos que tinham como objetivo liber-
tar a colônia do domínio português, entre
elas:
Inconfidência Mineira (1789)
Conjuração Baiana (1798)
No início do século XIX, as condições para
a emancipação brasileira estavam maduras.
Contribuíram também a conjuntura criada
pelas Guerras Napoleônicas e pela Revolu-
ção Industrial Inglesa.
Com a invasão de Portugal, a sede do rei-
no transferiu-se para o Brasil. Em 1822, deu
-se o passo decisivo para consolidar
a Independência do Brasil.
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Grécia e Roma antiga
História
As civilizações clássicas que compõem a Anti-
guidade Ocidental – Roma e Grécia – forma-
ram a base de nossa civilização, ou seja, as
sociedades ocidentais modernas. Emmuitos
campos, elas se confundem e, por isso, se
tornaram conhecidas como cultura greco-
latina.
Se da Grécia Antiga adotamos os conceitos
políticos como monarquia, tirania, democracia,
hegemonia e conceitos filosóficos como an-
tropocentrismo, idealismo e racionalismo,
da Roma Antiga adotamos o conceito de cida-
dania e justiça, a língua latina e suas deriva-
ções e o cristianismo.
Roma Antiga
A cidade de Roma, situada entre colinas e em
local estratégico para a comunicação, foi o
berço da civilização romana. Com o tempo,
os romanos iniciaram sua expansão por todo
o Mediterrâneo, que chamaram de mare nos-
trum (“mar nosso’’).
As origens de Roma
Por volta do II milênio a.C., a península Itálica,
situada no sul da Europa e avançando pelo
mar Mediterrâneo, começou a ser habitada
por diferentes povos, dentre eles os latinos.
Esses povos ocuparam uma planície próxima
ao rio Tibre, onde fundaram aldeias e à qual
deram o nome de Lácio. Aos poucos, eles
foram se agrupando em volta de seu povoa-
do mais importante, Roma, que se tornou
uma das maiores cidades da Antiguidade.
A civilização romana desenvolveu-se em tor-
no do mar Mediterrâneo. Os romanos domi-
naram territórios situados nos três continen-
tes banhados por esse mar – Europa, Ásia e
África -, construindo um poderoso império.
A divisão da história romana
A civilização romana se estendeu desde a
fundação da cidade, em 753 a.C, até o fim do
Império Romano do Ocidente, em 476 d.C.
A história política da Roma Antiga divide-se
em três fases:
Monarquia Romana: período que durou até
509 a.C., quando ocorreu a expulsão dos
etruscos;
República Romana: até o ano 27 a.C;
Império Romano: que terminou em 476 d.C.
O Império Romano em sua maior extensão
(século II)
Sociedade Romana
Os descendentes dos primeiros habitantes da
península itálica eram os senhores das terras
e ficaram conhecidos como patrícios.
Populações latinas também se dirigiram para
aquele sítio e foram bem recebidas pelos an-
6464
https://www.coladaweb.com/historia/content
https://www.coladaweb.com/historia/realeza-romana
https://www.coladaweb.com/historia/republica-romana
https://www.coladaweb.com/historia/imperio-romano
tigos habitantes, que precisavam de mais bra-
ços naquele local. Estes foram nomea-
dos clientes e podiam se misturar às famílias
mais tradicionais por meio do casamento.
Por último, chegaram outros grupos não tão
bem recebidos, mas que poderiam ficar para
trabalhar nas terras dos patrícios, sem, contu-
do, terem terras próprias para seu sustento.
Estes eram os plebeus.
Ainda existiam homens na condição
de escravos, obtidos em campanhas militares
dos latinos contra outras populações. Aqueles
que eram capturados tornavam-se escravos
em Roma. Contudo, a maior parte do trabalho,
na monarquia, não era escravo, pois era de-
sempenhado pelos homens livres e pobres,
os plebeus.
O Direito romano
A legislação romana e seu sistema judiciário eram
complexos. Para se ter uma ideia dessa complexi-
dade, podemos assinalar a divisão do Direito roma-
no em três divisões.
• Jus naturale: afirmava os direitos naturais do
homem que deveriam ser observados pelo
Estado,
• Jus civile: assinalava a existência dos direitos de
cidadania, ou seja, os direitos constituídos no
seio da sociedade humana em suas variadas
relações, aí se encontrava a vida política.
Jus gentium: correspondia ao reconhecimento das
especificidades dos povos abrigados pelo império
romano, garantindo as tradições e as comemora-
ções que marcavam identidades no interior da uni-
dade romana.
O latim
Sem dúvida alguma, a língua romana foi uma
peça importante de seu imperialismo. Povos
submetidos deveriam, para participar da vida
política, aprender a língua romana. Assim,
o latim foi elemento de romanização do Im-
pério.
Adiante, com as invasões bárbaras, o latim
permaneceu como referência de língua sa-
grada, adotado pela Igreja Católica, e também
misturado às línguas germânicas dos grupos
invasores. O resultado foi a formação de lín-
guas chamadas de neolatinas faladas até hoje,
como o português, o espanhol, o francês e o
italiano moderno.
Literatura
A literatura romana foi muito desenvolvida,
com a produção de textos poéticos e em
prosa, mas os discursos políticos são os mais
impressionantes desse universo literário.
Tito Lívio, Ovídio, Virgílio, Horácio, Cícero,
Sêneca, o imperador Marco Aurélio são al-
guns dos nomes importantes do mundo inte-
lectual romano. História, poesia, sátiras, filosofia
e política foram campos de grande produção
literária.
Religião
No campo religioso, antes da adoção do mo-
noteísmo cristão, os romanos eram politeístas
e seus deuses foram tomados dos gregos,
latinizando-se os nomes. Além desses deuses,
havia os protetores domésticos e o culto aos
ancestrais.
Arquitetura
Na arquitetura, a influência grega também es-
teve presente. Entretanto, o espírito prático
dos romanos destacou-se na construção de
estradas, esgotos, aquedutos, estádios, colu-
nas e arcos do triunfo.
Grécia Antiga
A sociedade grega se fixou na península Bal-
cânica, região que apresenta um relevo mon-
tanhoso, o que favoreceu a formação de co-
munidades independentes umas das outras
nos aspectos político, militar e econômico.
6565
https://www.coladaweb.com/historia/invasao-do-imperio-romano
Em comum havia a língua, a religião, os usos
e costumes. A cultura grega foi o elemento
de união e de identificação do antigo povo
grego. A confraternização geral entre os gre-
gos era realizada nas festividades religiosas,
que também envolviam competições esporti-
vas e literárias.
A Grécia foi também o berço da democracia,
já que as medidas administrativas eram discu-
tidas e aprovadas pelo conjunto de cidadãos.
A Península Balcânica
Origem
Os primeiros habitantes da Grécia foram
os pelágios, ou pelasgos, que ocupavam o
litoral e estavam organizados em comunida-
des. Eles acabaram assimilados por povos indo
-europeus que invadiram a península Balcâni-
ca a partir de 2000 a.C, episódio que originou
a formação do povo grego.
A divisão da história grega
Tradicionalmente, a história política da Grécia
Antiga é dividida em cinco períodos, confor-
me podemos ver abaixo:
Período Pré-Homérico: Do século XX ao sé-
culo XII a.C. – Civilização creto-micênica
Período Homérico: Do século XII ao século VIII
a.C. – Sistema gentílico
Período Arcaico: Do século VIII ao século V
a.C. – Surgimento das Cidades-Estado co-
mo Esparta e Atenas.
Período Clássico: Do século V ao século IV a.
C. – Guerras de hegemonia
Período Helenístico: Do século IV ao século III
a. C. – Domínio macedônico e intensos conta-
tos com o Oriente
Sociedade grega
A sociedade grega estava dividida em cida-
dãos e não-cidadãos.
Os cidadãos, entre os quais havia pessoas
muito ricas e outras mais humildes, desfruta-
vam de todos os direitos políticos, participa-
vam da vida pública e eram obrigados a pa-
gar impostos. Em Atenas, elevavam-se à ca-
tegoria de cidadãos apenas os homens adul-
tos filhos de país atenienses. Em outras cida-
des, como Esparta, por exemplo, existia uma
nobreza que tinha autoridade social e política.
A maioria da população da Grécia Antiga, en-
tretanto, era de não-cidadãos, que não goza-
vam de direitos políticos, a exemplo das mu-
lheres, dos escravos e dos estrangeiros
(metecos). Contudo, a situação variava:
• Os estrangeiros, considerados livres, dedi-
cavam-se principalmente ao comércio e
ao artesanato. Pagavam impostos e faziam
parte do exército, mas não possuíam ter-
ras nem casas.
• Os escravos eram propriedade de uma
família, constituindo importante força de
trabalho no serviço doméstico e na agri-
cultura. Por vezes eram prisioneiros de
guerra ou filhos de escravos.
Os homens livres, cidadãos ou não, podiam
se tomar soldados.
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https://www.coladaweb.com/cultura/cultura-grega
https://www.coladaweb.com/historia/periodo-pre-homerico-o-povoamento-da-greciahttps://www.coladaweb.com/historia/periodo-homerico-o-sistema-gentilico
https://www.coladaweb.com/historia/esparta-e-atenas
https://www.coladaweb.com/historia/periodo-classico-o-periodo-das-hegemonias
https://www.coladaweb.com/historia/helenismo
Religião
Os gregos eram politeístas e adeptos do an-
tropomorfismo, isto é, seus deuses eram re-
presentados sob a forma humana em sua ab-
soluta perfeição.
De acordo com a mitologia, os deuses possuí-
am todas as qualidades e defeitos dos mortais
e, por serem deuses, essas virtudes e defei-
tos eram também em proporções divinas. Os
deuses eram guerreiros violentos e vingati-
vos, sujeitos ao ciúme, à inveja, à soberba, ao
amor e ao ódio.
A trindade máxima era composta por Zeus,
senhor da Terra e do céu, Poseidon, senhor
dos mares e dos ventos, e Hades, senhor do
mundo inferior e dos mortos.
O Monte Olimpo era considerado a morada
dos deuses sob a presidência de Zeus, o
deus mais importante, o deus dos deuses.
Arquitetura
O estilo arquitetônico grego, pela sua harmo-
nia, composição simétrica e elegância, tem
servido de modelo e de inspiração, atraves-
sando tempo e distâncias.
• O estilo jônico apresenta a coluna canela-
da, e o capitel levemente trabalhado.
• O estilo coríntio apresenta o capitel mais
ornamentado.
O estilo dórico se caracterizou por apresentar
colunas simples e sóbrias com capitel liso.
Escultura
Os gregos alcançaram a perfeição, demons-
trando grande conhecimento da anatomia hu-
mana e animal.
As esculturas também eram utilizadas para
adornar os templos. Fídias, amigo de Péricles,
foi o escultor mais famoso, responsável pelas
obras da Acrópole ateniense.
Pintura
Foi muito utilizada para decorar cerâmicas e
retratava cenas religiosas, desportivas, milita-
res e cotidianas.
Teatro
Os teatros eram auditórios ao ar livre e o público
se sentava em bancos de pedra. Os gregos
eram incentivados a frequentar o teatro, consi-
derado parte essencial de sua educação.
Os gregos criaram dois gêneros: a tragédia e
a comédia.
A tragédia era tida como a expressão mais no-
bre do teatro e significava “canto do bode”. Ela
esmiuçava a natureza do mal, das contradições
humanas, enfatizava as paixões humanas, mos-
trando o homem como joguete nas mãos dos
deuses. Personagens divinos e humanos faziam
parte das peças, mostrando suas preferências e
suas contradições.
A comédia satirizava a política e os costumes da
época. As peças eram encenadas por atores
que utilizavam máscaras que identificavam o per-
sonagem como velho ou moço, homem ou mu-
lher, feliz ou triste.
Diferentes máscaras permitiam ao ator interpre-
tar vários papéis na peça.
Filosofia
No início, os mitos explicavam a origem do mundo e
a realidade à sua volta, portanto tudo era conse-
quência da vontade e do capricho dos deuses.
Com o tempo, os gregos passaram a buscar expli-
cações racionais para esses acontecimentos na ten-
tativa de compreender e explicar as coisas ao seu
redor, nascendo, assim, a filosofia, isto é, o “amor ao
saber”.
O apogeu da filosofia grega deu-se
com Sócrates, Platão e Aristóteles.
6767
Idade média
História
A Idade Média é o nome do período da
história localizado entre os anos 476 e
1453. A nomeação “Idade Média” é utilizada
pelos historiadores dentro de uma periodi-
zação que engloba quatro idades: Antiga,
Média, Moderna e Contemporânea. Quan-
do nos referimos à Idade Média, geralmen-
te referimo-nos a assuntos relacionados,
direta ou indiretamente, com a Europa.
A Idade Média iniciou-se com
a desagregação do Império Romano do
Ocidente, no século V. Isso deu início a um
processo de mescla da cultura latina, oriun-
da dos romanos, e da cultura germânica,
oriunda dos povos que invadiram e instala-
ram-se nas terras que pertenciam a Roma,
na Europa Ocidental.
Desse período destacam-se o processo de
ruralização que a Europa viveu entre os
séculos V e X; o fortalecimento da Igreja
Católica; a estruturação do sistema feudal,
não apenas economicamente mas tam-
bém política e socialmente. A partir do sé-
culo XI, o renascimento urbano e comerci-
al abre caminho para a crise do século XIV,
que determina o fim da Idade Média.
Quando começou e quando termi-
nou a Idade Média?
Como mencionado, a Idade Média é assim
chamada dentro de uma periodização, esti-
pulada pelos historiadores, que a determina
entre os anos de 476 e 1453. O que esti-
pula o início da Idade Média é a destituição
de Rômulo Augusto do trono romano, em
476, e o que estipula seu fim é a conquista
de Constantinopla pelos otomanos, em
1453.
A Idade Média é dividida pelos historiadores
em duas grandes fases, que são:
• Alta Idade Média: século V ao século X;
• Baixa Idade Média: século XI ao século
XV.
Durante a Alta Idade Média, a Europa pas-
sava pelas transformações derivadas da de-
sagregação do Império Romano e
o feudalismo estava em formação. A Baixa
Idade Média foi o período auge do feudalis-
mo e no qual a Europa começou a sofrer
transformações oriundas do renascimento
urbano e comercial.
Por que o nome “Idade Média”?
A Idade Média durou de 476 a 1453, e seu nome
foi resultado de uma visão negativa que os renas-
centistas tinham do período.
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https://brasilescola.uol.com.br/historiag/civilizacoes.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/idade-moderna.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/idade-contemporanea.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/queda-imperio-romano.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/queda-imperio-romano.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/queda-constantinopla-1453.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/queda-constantinopla-1453.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/alta-idade-media.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/feudalismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/baixa-idade-media.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/baixa-idade-media.htm
O nome Idade Média, usado para referir-se
a esse período entre 476 e 1453, foi uma
invenção dos renascentistas. Uma das pri-
meiras menções a essa época como
“tempo médio”, segundo o historiador Hilá-
rio Franco Júnior, remonta ao bispo italiano
Giovanni Andrea|1|. Essa ideia popularizou-se
no século XVI, durante o renascimento.
O sentido por trás dessa nomenclatura
era pejorativo, uma vez que, na visão dos
renascentistas, a Idade Média teria sido um
tempo marcado pela interrupção da tradi-
ção clássica, isto é, greco-romana. Nessa
perspectiva, tal tradição estava sendo reto-
mada na época deles, inclusive, por isso,
eles chamaram seu próprio período de
“renascimento”.
Eles acreditavam estar vivendo um mo-
mento de renascimento intelectual, científi-
co e artístico. Isso nos leva a concluir que,
na ótica renascentista, a Idade Média era
um período ruim, de atraso e de interrup-
ção no progresso humano. Outros grupos,
conforme seus interesses, teciam suas crí-
ticas a essa Idade, sempre a taxando como
“ignorante”.
Essa visão negativa fez com que muitos a
chamassem de “Idade das Trevas”, um ter-
mo negativo e rechaçado pelos historiado-
res. A primeira menção à Idade Média des-
sa maneira remonta a Francesco Petrarca,
que, no século XVI, já a chamava de
“tenebrae”.
Feudalismo
O feudalismo é o termo que usamos para
toda organização soci-
al, política, cultural, ideológica e econômica
que existiu na Europa durante a Idade Mé-
dia. Esse conceito explica a estruturação da
sociedade da Europa Ocidental, e a organi-
zação que ele representa existiu, na sua
forma clássica, entre os séculos XI e XIII,
aproximadamente.
Do século V ao século X, o feudalismo es-
tava em processo de estruturação, uma
vez que as relações políticas características
da vassalagem estavam em formação, o
poder da Igreja Católica estabelecia-se aos
poucos, e a ruralização e feudalização da
Europa desenvolviam-se.
Do século XI ao século XIII, o feudalismo
estava no seu auge, sobretudo nas regiões
que hojecorrespondem à Alemanha, à
França, e ao norte da Itália e da Inglater-
ra. A partir do século XIV, o sistema feu-
dal entra em decadência, uma vez que a
Europa urbanizava-se e o comércio ganha-
va importância.
No feudalismo, os castelos eram um importante
centro de poder, pois neles viviam os senhores
feudais.
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https://brasilescola.uol.com.br/historiag/renascimento.htm
No aspecto econômico, podemos dizer que o
feudalismo era um sistema baseado
na produção agrícola e na exploração ser-
vil dos camponeses. Com o fim do Império
Romano, a Europa Ocidental ruralizou-se e as
pessoas empobrecidas passaram a estabele-
cer-se nas cercanias de grandes propriedades
rurais, à procura de comida e proteção. Des-
sa situação criou-se a relação de dependência
entre o senhor feudal e o camponês.
O senhor feudal, dono das terras, permitia
que o camponês ficasse nelas, desde que es-
te cultivasse-as e entregasse parte do que
tinha sido produzido àquele. O camponês era
sujeito a uma série de tributos a serem pagos
aos senhores feudais, tais como a corveia,
a talha e a banalidade. O senhor feudal, por
sua vez, tinha como obrigação proteger
aqueles instalados em sua propriedade.
No âmbito religioso, a Igreja Católica era dona
de grande influência, uma vez que seu poder
chegava a atingir decisões do poder secular.
A Igreja também elaborava a construção ide-
ológica que justificava as desigualdades do
mundo feudal. Na visão estipulada por ela, e
abraçada pela nobreza, os servos cumpriam
seu papel por uma designação divina.
A relação de suserania e vassalagem exis-
tente entre reis e nobres medievais era
uma das principais formas de organização
política na Idade Média.
A sociedade feudal era estamental, isto é,
dividida em classes com funções muito
bem definidas, e na qual a ascensão social
era bastante difícil. Nela existiam três
grandes classes sociais:
• Nobreza (bellatores): classe privilegiada,
detentora de terras, que tinha como fun-
ção, dentro da ideologia medieval, prote-
ger a sociedade;
•
• Clero (oratores): membros da Igreja
Católica que cumpriam funções religiosas.
Também era uma classe privilegiada, uma
vez que a Igreja detinha riqueza, poder e
terras;
•
• Camponeses (laboratores): grupo em-
pobrecido que sustentava a sociedade
feudal por meio de seu trabalho e dos
altos impostos que pagava.
•
No aspecto político, a vassalagem era
uma das grandes manifestações do feu-
dalismo. Essa estrutura surgiu por volta do
século VIII e estabelecia as relações de
poder entre rei e nobres de cada reino.
Por meio da vassalagem, o rei (suserano)
e os nobres (vassalos) realizam um acor-
do estabelecendo laços de fidelidade en-
tre si. Os vassalos recebiam um feudo
(terra) e tinham como obrigação auxiliar o
seu suserano na execução da justiça,
na administração do reino e na guerra, se
necessário.
Principais acontecimentos
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https://brasilescola.uol.com.br/historiag/o-poder-igreja-catolica-no-mundo-feudal.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/o-poder-igreja-catolica-no-mundo-feudal.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/o-poder-igreja-catolica-no-mundo-feudal.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-cerimonia-vassalagem.htm
A Idade Média foi muito longa e, logicamente,
impactada por diferentes acontecimentos impor-
tantes para a história humana. A Idade Média, em
si, é fruto do fim do Império Romano do Ociden-
te, após o qual uma série de reinos germânicos
estabeleceu-se na Europa Ocidental.
O caso mais simbólico foi o dos francos, povo
germânico que se estabeleceu na Gália e for-
mou um reino governado, primeiro, pe-
los merovíngios e, depois, pelos carolíngios. Estes
foram a primeira grande dinastia a governar um
reino na Europa, e, por meio de Carlos Magno,
seu principal rei, formaram um império com um
território bastante vasto.
O surgimento do islamismo no século VII marcou
um rompimento do Ocidente com o Oriente,
sobretudo quando os muçulmanos conquistaram
a Península Ibérica. O avanço muçulmano na Eu-
ropa só foi interrompido por Carlos Martel, em
732. Séculos depois, a Igreja Católica encontrou
na guerra contra os muçulmanos uma forma de
estender sua riqueza até o Oriente.
As Cruzadas ocorreram do século XI ao século
XII e mobilizaram tropas cristãs contra os muçul-
manos, na Palestina e no norte da África. Ao to-
do foram nove cruzadas, sendo a primeira delas
convocada pelo Papa Urbano II, em 1095. A nona
Cruzada foi encerrada em 1272, e o objetivo ini-
cial dos cristãos (conquistar Jerusalém) não foi
alcançado.
Outros destaques que podem ser feitos sobre a
Idade Média são o Império Bizantino e o estabe-
lecimento da Inquisição. Assuntos também rele-
vantes são a cultura e a ciência medievais, geral-
mente pouco estudadas.
Fim da Idade Média
O fim da Idade Média tem relação com
o renascimento urbano e comercial que a Euro-
pa experimentou a partir do século XI. Novas
técnicas agrícolas permitiram o aumento da
produção de víveres, gerando um exceden-
te que pôde ser comercializado. O aumento
na produção de alimentos garantiu um au-
mento populacional, mas também do comér-
cio e, consequentemente, da circulação de
moeda.
Com o aumento populacional, o número de
pessoas mudando-se para as cidades au-
mentou e a quantidade de comerciantes ao
redor delas também. O século XIII intensifica
esse processo de êxodo rural, pois as pro-
duções agrícolas ruins fizeram com que mui-
tos buscassem sobreviver nas cidades.
O século XIV é quando os historiadores esti-
pulam a fronteira final da Idade Média. Trata-
se de um século de crise, caracterizado
por guerras que causaram destruição e ge-
raram mais fome, e isso resultou na Peste. O
século XIV é marcado pela famosa Peste
Negra — surto de peste bubônica respon-
sável pela morte de 1/3 da população euro-
peia ao longo desse período.
A fome gerou grandes revoltas de campo-
neses, sobretudo a partir do século XIII, e o
crescimento urbano colocou fim no isola-
mento feudal. Revoltas também acontece-
ram nas grandes cidades, principalmente pe-
la falta de empregos. Novas estruturas de
poder começaram a surgir, a organização
política dos reinos modificou-se e, assim, sur-
giram os Estados nacionais.
O enfraquecimento do feudalismo e o forta-
lecimento do comércio resultaram
no mercantilismo. Quando Constantinopla cai
e o comércio com o Oriente fecha-se, a Eu-
ropa volta-se para o Oeste. A exploração do
Oceano Atlântico abriu novas fronteiras e
consolidou o fim da Idade Média.
7171
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/reino-dos-francos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/religiao/islamismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/cruzadas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/primeira-cruzada-conquista-jerusalem.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/imperio-bizantino.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/inquisicao-na-idade-media.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/exodo-rural.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/pandemia-de-peste-negra-seculo-xiv.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/pandemia-de-peste-negra-seculo-xiv.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/revoltas-camponesas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/revoltas-camponesas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/estados-nacionais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/mercantilismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/expansao-maritima-europeia.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/expansao-maritima-europeia.htm
Renascimento
História
O que foi o Renascimento?
O Renascimento foi um importante
movimento artístico, científico, literário
e filosófico da modernidade.
->Renascimento é o nome dado ao
movimento que surgiu na Europa
durante a crise feudal e
consequentemente consolidação do
Estado Moderno.
->Nesse período, os valores
aristocráticos foram, aos poucos,
sobrepostos pelos ideais burgueses
(valorizaçãoindividual e atividades
voltadas ao lucro)
Renascer das artes:
->O movimento “renascer das artes”
buscava libertar-se do teocentrismo
medieval em prol de um
antropocentrismo (humanismo).
->Há muitas críticas ao Renascimento
pelo fato de utilizar uma retórica de
diminuição do repertório cultural
medieval (denominada na época da
“Idade das trevas”).
->A Renovação artística ocorreu,
principalmente, nas perspectivas
Humanista e classicista (destaque de
determinados valores da “Antiguidade
Clássica”).
Principais características:
->Antropocentrismo: Ao contrário de
teocentrismo da Idade Média, o ser
humano é colocado no ponto central
das preocupações. (hedonismo).
->Individualismo: Valorização da
capacidade individual e do “pensar
próprio” humano.
->Naturalismo: Estudos da natureza
física do ser humano e valorização da
paisagem natural.
->Racionalismo: Conhecimento gerado
por meio dos estudos e observações
empíricas.
Fases do Renascimento:
As fases do renascimento reúnem três
momentos sendo eles:
Trecento (século XIV)
Quatroccento (século XV)
Cinquecento (século XVI)
Ainda que elas apresentem
características em comum se diferem
em alguns aspectos.
7272
Trecento:
->A primeira fase do renascimento
recebe esse nome uma vez que foi
desenvolvida nos anos 1300 em
Florença, Itália. É um momento de
transição entre a Idade Média e a Idade
Moderna em que se nota o despontar
de questões humanistas e inspirações
clássicas.
Quatrocento:
->O segundo período do
renascimento foi desenvolvido durante
os anos de 1400, daí surge seu nome.É
uma fase de consolidação das artes,
com a difusão de diversas obras e
artistas. Cada vez mais, outros países
europeus começam a aderir ao
movimento, produzindo obras que
aproximem do renascimento italiano.
Cinquecento:
->O terceiro período do renascimento
se desenvolveu durante os anos de
1500, e por isso recebe esse nome.
Nessa fase, os artistas já começam a
se distanciar dos temas religiosos e
assim, notamos a mescla dos temas
religiosos e profanos nas obras.
Artistas do Renascimento:
Os Artistas do
Renascimento representaram as figuras
mais importantes do Movimento
Renascentista na Itália, os que mais se
destacam são:
Leonardo da Vinci.
Michelangelo Buonarroti.
Rafael Sanzio.
7373
Reformas religiosas
História
O que foram as reformas
religiosas?
As reformas religiosas foram
movimentos que ocorreram na Europa.
durante o século XVI e provocaram a
separação da população na qual antes
estava reunida apenas na Igreja
Católica - para outras religiões, também
cristãs, mas que não se submetiam
mais aos dogmas católicos e
à autoridade do papa.
->O século XVI se iniciou na Europa
ainda sob influência do Renascimento,
entre as principais características do
Renascimento europeu estava
o humanismo, uma concepção
filosófica marcada
pelo antropocentrismo na qual o
humanismo colocava o ser humano
como principal criação divina, em
conjunto a isso, houve a valorização
do racionalismo, ou seja, a busca do
conhecimento pelo uso da razão e da
reflexão, esse processo impactou a
sociedade moderna de diversas
maneiras, inclusive foi responsável por
influenciar na reforma protestante.
Reforma Protestante:
Foi um movimento reformista que
surgiu no cristianismo do século XVI.
Esse movimento iniciou-se a partir
de Martinho Lutero, um monge
católico que estava insatisfeito com
algumas práticas e questões teológicas
defendidas pela Igreja Católica. A
atuação de Lutero teve como ponto
de partida a divulgação das 95
teses, que rapidamente espalharam-se
pela Europa e deram origem ao
reformismo no seio da Igreja Católica.
Da atuação de Lutero, surgiu
o Protestantismo.
Já excomungado da Igreja Católica,
Lutero fundou uma nova religião, que
ficaria conhecida como Luterana... Que
tinha como suas principais
características a Livre interpretação da
7474
https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/renascimento
https://querobolsa.com.br/enem/literatura/humanismo
https://querobolsa.com.br/enem/filosofia/racionalismo
Bíblia, Salvação pela fé, Tradução dos
cultos, não adoração de imagens e
santos e a condenação do celibato.
->A Reforma Protestante, contudo,
não ficou restrita à região da Alemanha
e ao luteranismo. Outros movimentos e
religiões surgiram nesse momento na
Europa, compartilhando ideais
semelhantes.
Calvinismo:
João Calvino foi um líder religioso
francês que viveu grande parte de sua
vida na Suíça, onde defendeu
transformações na Igreja Católica. A
partir de suas ideias, surge uma nova
religião, conhecida como calvinismo.
Uma das principais diferenças entre o
calvinismo e o luteranismo é que a
doutrina de João Calvino acreditava na
crença de que as pessoas já estavam
predestinadas a serem salvas ou
condenadas por Deus. O calvinismo não
ficou restrito à Suíça, influenciando
protestantes em outros países, como
França e Inglaterra.
Anglicanismo:
A Inglaterra também passou por um
processo de Reforma e rompeu com a
Igreja Católica, dando origem ao
Anglicanismo, movimento liderado pelo
próprio rei, Henrique VIII que rompeu
com a Igreja Católica através do Ato de
Supremacia, de 1534. A ruptura com a
Igreja Católica também teve fins
econômicos, já que a coroa e a
nobreza inglesa reivindicaram
terras que pertenciam à Igreja de
Roma.
Contrarreforma:
Embora já tivesse atravessado outros
períodos de contestação,
os movimentos reformistas romperam
a unidade cristã na Europa, o que
ameaçou o poder da Igreja Romana.
Para combater a Reforma Protestante,
estabeleceu-se o Concílio de
Trento (1545-1563), liderado pelo Papa
Paulo III, para reafirmar a crença
nos dogmas católicos e elaborar as
diretrizes que a Igreja seguiria a partir
de então. Esse processo ficaria
conhecido como Contrarreforma, por
se opor ao movimento protestante
iniciado em 1517 por Martinho Lutero.
7575
Idade moderna
História
O que é Idade moderna?
-> Idade Moderna é o período entre a
Idade Média e a Idade Contemporânea.
-> Foi nesse período que surgiram as
bases sociais e econômicas da
sociedade atual.
A Idade Moderna foi uma das formas
encontradas pelos historiadores para
dividir a história da humanidade.
A Idade Moderna foi uma oposição à
Idade Média, considerada
equivocadamente como uma Idade das
Trevas, já que era dominada pela
religião e pelo obscurantismo cristão-
católico.
A Idade Moderna apareceria como o
momento de retomar a perspectiva
de vida da Antiguidade greco-romana,
considerada como o auge cultural da
humanidade.
Absolutismo:
-> O Absolutismo foi uma forma de
governo comum na Europa entre os
séculos XVI e XIX e defendeu a teoria
do poder absoluto do rei sobre toda a
nação.
O poder dos reis durante a Idade
Média era considerado limitado em
comparação com o período
absolutista.
Foi no período do absolutismo que
foram criados impostos alfandegários,
ou seja, impostos para produtos que
eram produzidos em outros países.
Mercantilismo:
-> O mercantilismo foi o conjunto de
práticas econômicas adotadas pelas
nações europeias entre o século XV e
o século XVIII.
7676
-> Essa variação nas formas de se
praticar o mercantilismo ocorreu de
acordo com os interesses e com a
realidade de cada país.
As principais características que
definiram o mercantilismo foram:
Metalismo: Esse princípio consistia
em defender a acumulação de metais
preciosos como principal forma de
obtenção de riquezas.
-> O Metalismo também pode ser
chamado de Bulionismo.
Colbertismo: É como o oposto do
Metalismo praticado pelos espanhóis. O
Colbertismo foi adotada pelos
franceses por influência de Jean-
Baptiste Colbert e ficou caracterizada
pelo incentivo ao desenvolvimento
manufatureiro como forma de atrair
moeda estrangeira e,
consequentemente, riqueza. defendiatambém uma política de limitação de
gastos internos.
Balança comercial favorável: Essa
teoria defendia que a soma das
transições comerciais de um Estado
deveria ser sempre positiva, ou seja, o
volume das mercadorias vendidas
deveria ser superior ao volume de
mercadorias compradas.
Outros pontos importantes sobre o
mercantilismo: Incentivo ao
desenvolvimento manufatureiro,
incentivo à construção de
embarcações, protecionismo
alfandegário (imposição de impostos
sobre mercadorias estrangeiras) etc.
Liberalismo:
-> O Liberalismo foi uma doutrina de
pensamento econômico, político e
social, que surgiu na Europa, no século
XVIII, contra o mercantilismo e a
intervenção do Estado na economia.
Liberalismo político: Baseia-se na
liberdade do cidadão, bem como no
afastamento do Estado nas
responsabilidades e pensamentos do
mesmo. As correntes liberais, que
defendem o liberalismo político,
possuem diversas variações
dependendo de seus precursores.
Liberalismo econômico: É a
Ideologia de que estado não deve
intervir nas relações econômicas que
existem entre indivíduos, classes ou
nações. O liberalismo defende o livre
uso, da parte de cada indivíduo ou
7777
https://www.infoescola.com/filosofia/liberalismo/
membro de uma sociedade, de sua
propriedade, sendo partidário da livre-
empresa, em oposição ao socialismo e
ao dirigismo.
Iluminismo:
-> Iluminismo é um movimento cultural
que se desenvolveu na Inglaterra,
Holanda e França, nos séculos XVII e
XVIII. Nessa época, o desenvolvimento
intelectual, que vinha ocorrendo desde
o Renascimento, deu origem a idéias
de liberdade política e econômica,
defendidas pela burguesia. Os filósofos
e economistas que difundiam essas
idéias julgavam-se propagadores da luz
e do conhecimento, sendo, por isso,
chamados de iluministas. O Iluminismo
trouxe grandes avanços que,
juntamente com a Revolução Industrial,
abriram espaço para a profunda
mudança política determinada pela
Revolução Francesa. O precursor
desse movimento foi o matemático
francês René Descartes (1596-1650),
considerado o pai do racionalismo. Em
sua obra “Discurso do método”, ele
recomenda, para se chegar à verdade,
que se duvide de tudo, mesmo das
coisas aparentemente verdadeiras. A
partir da dúvida racional pode-se
alcançar a compreensão do mundo, e
mesmo de Deus.
O Iluminismo chegou ao Brasil
através das publicações que eram
contrabandeadas para a colônia.
Principais filósofos Iluministas:
Montesquieu (1689-1755)
Voltaire (1694-1778)
Diderot (1713-1784)
D’Alembert (1717-1783)
Rousseau (1712-1778)
John Locke (1632-1704)
Adam Smith (1723-1790)
7878
https://www.infoescola.com/sociologia/tipos-de-socialismo/
https://www.todamateria.com.br/montesquieu/
https://www.todamateria.com.br/voltaire/
https://www.todamateria.com.br/denis-diderot/
https://www.todamateria.com.br/jean-jacques-rousseau/
https://www.todamateria.com.br/john-locke/
https://www.todamateria.com.br/adam-smith/
Geologia
Geografia
Estruturas geológicas
A litosfera – camada rochosa do planeta Ter-
ra – apresenta inúmeras dinâmicas e varia-
ções. A sua composição estrutural, contudo, é
classificada em três diferentes tipos de estru-
turas geológicas que se dividem em todo o
mundo: os crátons (ou escudos antigos), as
bacias sedimentares e os dobramentos mo-
dernos (ou cadeias orogênicas).
Com a observação do mapa, podemos notar
que os dobramentos modernos encontram-se
em áreas que apresentam conhecidas cadeias
montanhosas, como a Cordilheira dos Andes,
a oeste da América do Sul; as Montanhas Ro-
chosas, na América do Norte; os Alpes, na
Europa; e a Cordilheira do Himalaia, na Ásia.
Isso ocorre porque os dobramentos moder-
nos são, na verdade, trechos de formação
recente originados pela elevação do terreno
em razão da interação das placas tectônicas
e fenômenos decorrentes. O Brasil, por apre-
sentar uma formação geológica antiga, não
apresenta esse tipo de estrutura geológica.
As bacias sedimentares, por outro lado, distri-
buem-se em diferentes partes do mundo,
existindo também no território brasileiro. Elas re-
cobrem cerca de 75% da superfície terrestre e
são caracterizadas pela sua formação na Era Pa-
leozoica (500 milhões de anos atrás), com a acu-
mulação dos sedimentos gerados pelo desgaste
das rochas em função da ação dos agentes ex-
ternos de formação do relevo
. É nas bacias sedimentares que ocorre a possibi-
lidade de haver acúmulo de petróleo, bem como
a existência de fósseis, apesar de isso não ser
algo determinante. Elas comumente se formam
em áreas oceânicas e transformam-se em conti-
nentes por causa da movimentação das placas
tectônicas.
Por fim, temos os crátons, que são popularmente
conhecidos como escudos cristalinos e maciços
antigos, nomes dados aos seus dois subtipos. Sua
formação é a mesma dos dobramentos moder-
nos, no entanto, como são mais antigos, sofre-
ram maiores desgastes dos agentes externos ou
exógenos de transformação do relevo, os mes-
mos que originaram as bacias sedimentares. O
terreno é tão antigo que apresenta as mais anti-
gas rochas encontradas no planeta.
Os crátons costumam abranger áreas de planalto.
No Brasil, eles recobrem, por exemplo, o Planalto
Central, o das Guianas e uma área de escudos da
Amazônia, rica em minerais e que, por isso, vem
sendo alvo de ofensivas de empresas minerado-
ras, o que pode colocar em risco a Floresta
Amazônica Equatorial.
A seguir, temos um quadro ilustrativo que apre-
senta uma síntese com os três tipos de estrutu-
ras geológicas
7979
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/dobramentos-modernos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/bacias-sedimentares.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/cratons.htm
Os solos
Classificação dos solos
Assim como é difícil definir solo, porque a defini-
ção deve levar em conta o uso que se tem em
mente, também é difícil classificar seus diferentes
tipos. Além de haver variados critérios que po-
dem ser usados para isso, a passagem de um
tipo de solo para outro é gradacional, o que tor-
na difícil estabelecer limites entre eles.
São bastante conhecidas as classificações france-
sa e portuguesa, muito usadas para os solos afri-
canos; e a classificação adotada pela FAO (Food
and Agricultural Organization, órgão da ONU),
usada para uma classificação mundial dos solos. A
mais difundida, porém, é a classificação norte-
americana (Soil Taxonomy), que compreende 12
ordens de solo divididas em subordens, grandes
grupos, grupos, famílias e séries.
O exame do mapa de solos dos Estados Unidos
mostra claramente que a distribuição dos dife-
rentes tipos é definida pela latitude e pela altitude
. Os solos brasileiros
O território brasileiro encontra-se quase todo na
zona tropical e tem um relevo que desde o final
do Cretáceo não sofreu grandes movimenta-
ções. Assim, a natureza da rocha e o relevo têm
importância secundária na formação dos solos,
sendo o clima fator predominante na pedogêne-
se.
Os solos mais importantes em termos de exten-
são ocupada são de longe os latossolos, que
ocorrem praticamente em todo o país e se de-
senvolvem sobre todos os tipos de rocha. São
solos com baixa capacidade de troca de cátions,
com presença de argilas de baixa atividade, geral-
mente muito profundos (mais de 2 m), bem de-
senvolvidos e de cor amarela a vermelho-escura
(pela concentração de óxidos e hidróxidos de
ferro e alumínio), localizados em terrenos planos
ou pouco ondulados. São típicos de regiões de
clima tropical úmido e semiúmido.
Na área da Floresta Amazônica, o desenvolvi-
mento de árvores gigantescas leva a crer em
um solo muito fértil. Mas essa fertilidade provém
apenas da matéria orgânica nele acumulada. Uma
vez desmatada uma área, as abundantes chuvas
logo carregam a cobertura orgânica do solo, dei-
xando aflorarum horizonte arenoso, de baixa
fertilidade.
Os solos brasileiros estão bem estudados e fo-
ram cartografados pela Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária - Embrapa, que os vem
mapeando sistematicamente desde 1960. Esse
trabalho levou à criação do Sistema Brasileiro de
Classificação de Solos, que compreende seis ní-
veis hierárquicos: ordem, subordem, grande gru-
po, subgrupo, família e série. Os dois últimos ní-
veis ainda são objeto de discussão.
Esse sistema estabeleceu uma classificação espe-
8080
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_Brasileiro_de_Classifica%C3%A7%C3%A3o_de_Solos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_Brasileiro_de_Classifica%C3%A7%C3%A3o_de_Solos
cífica para os solos do Brasil, publicada em 1999.
Essa classificação compreendia originalmente 14
ordens, conforme se vê na tabela anterior
(Toledo et al., 2000). Mas em 2005 foi eliminada
a ordem dos alissolos, por se considerar o teor
de alumínio de importância secundária.
Tipos de relevo
O relevo corresponde às variações que se
apresentam sobre a camada superficial da
Terra. Assim, podemos notar que o relevo
terrestre apresenta diferentes fisionomias, isto
é, áreas com diferentes características: algu-
mas mais altas, outras mais baixas, algumas
mais acidentadas, outras mais planas, entre
outras feições.
Montanhas
As montanhas são formas de relevo que se
caracterizam pela elevada altitude em compa-
ração com as demais altitudes da superfície
terrestre. Quando tidas em conjunto, elas for-
mam cadeias chamadas de cordilheiras, a
exemplo da Cordilheira dos Andes, na Améri-
ca do Sul, e da Cordilheira do Himalaia, na Ásia.
Existem quatro tipos de montanhas:
as vulcânicas, que se formam a partir de vul-
cões; as de erosão, que surgem a partir da
erosão do relevo ao seu redor, levando mi-
lhões de anos para serem formadas;
as falhadas, originadas a partir de falhamentos
na crosta, que geram uma ruptura entre dois
blocos terrestres, ficando soerguidos um so-
bre o outro; e as dobradas, que se originam a
partir dos dobramentos terrestres causados
pelo tectonismo. De todos esses tipos, o últi-
mo é o mais comum.
Planaltos
Os planaltos – também chamados de platôs –
são definidos como áreas mais ou menos planas
que apresentam médias altitudes, delimita-
ções bem nítidas, geralmente compostas
por escarpas, e são cercadas por regiões
mais baixas. Neles, predomina o processo de
erosão, que fornece sedimentos para outras
áreas.
Existem três principais tipos de planaltos:
os cristalinos, formados por rochas cristalinas
(ígneas intrusivas e metamórficas) e com-
postos por restos de montanhas que se
erodiram com o tempo; os basálticos, for-
mados por rochas ígneas extrusivas (ou vul-
cânicas) originadas de antigas e extintas ativi-
dades vulcânicas; e os sedimentares, forma-
dos por rochas sedimentares que antes
eram baixas e que sofreram o soerguimento
pelos movimentos internos da crosta terres-
tre.
Planícies
São áreas planas e com baixas altitudes, nor-
malmente muito próximas ao nível do mar.
Encontram-se, em sua maioria, próximas a
planaltos, formando alguns vales fluviais ou
constituindo áreas litorâneas. Caracterizam-
se pelo predomínio do processo de acumu-
lação e sedimentação, uma vez que rece-
bem a maior parte dos sedimentos proveni-
entes do desgaste dos demais tipos de rele-
vo.
Depressão
São áreas rebaixadas que apresentam as
menores altitudes da superfície terrestre.
Quando uma localidade é mais baixa que o
seu entorno, falamos em depressão relativa,
e quando ela se encontra abaixo do nível do
mar, temos a depressão absoluta. O mar
morto, no Oriente Médio, é a maior depres-
são absoluta do mundo, ou seja, é a área
continental que apresenta as menores altitu-
des, com cerca de 396 metros abaixo do
nível do mar.
8181
Sismologia
Sismologia é o estudo dos abalos sísmi-
cos (terremotos), com finalidade de compreen-
der e determinar os mecanismos envolvidos
na tectônica de placas do nosso planeta, bem
como suas causas e distribuição sobre o globo
terrestre, na tentativa de prevê-los em tempo e
espaço a partir da análise de circunstâncias em
que ocorrem os sismos naturais. Enquanto um
método de estudo geofísico, a sismologia tam-
bém realiza análises sobre a estrutura e camadas
da Terra, desde sua superfície até o núcleo.
As ondas sísmicas emitidas pelos terremotos po-
dem ser detectadas, registradas e analisadas. Des-
ta análise pode-se obter informações sobre a
localização precisa do terremoto (epicentro), sua
profundidade, energia liberada, o mecanismo ge-
rador do abalo, e o meio que as ondas percorre-
ram para chegar ao local onde foram geradas
até o sensor que as detectou.
Estações sismográficas são distribuídas em diver-
sos locais do mundo, a fim de registrar e estudar
estes sismos através de aparelhos, chamados sis-
mômetros, que medem a intensidade dos terre-
motos, e outros chamados sismógrafos, que re-
gistram seus efeitos numa folha de papel. Estudar
as diversas circunstâncias que causam o movi-
mento de partículas do solo originam sismogra-
mas com distintas características. Assim, é possí-
vel distinguir entre sismos locais, sismos causados
por atividade vulcânica, sismos associados a ex-
plosões nucleares ou associados a grandes even-
tos tectônicos.
O sismograma busca caracterizar um sismo a
partir de seu:
• Foco, ou hipocentro: é a localização onde
ocorreu a liberação de energia;
• Epicentro: é a projeção vertical do foco na
superfície terrestre;
• Profundidade focal: é a distância entre o foco
e o epicentro (a profundidade do sismo);
• Distância epicentral: é a distância angular en-
tre o foco e a estação que registrou o sis-
mo;
• Magnitude: é uma medida da energia que
foi liberada pelo sismo;
• intensidade: é a estimativa dos danos cau-
sados pelo sismo.
A análise de um sismo é realizada pela coleta
de informações dos tipos de ondas elásticas
que se produzem quando ocorre um terremo-
to, existem distintos tipos de ondas, de acordo
com sua velocidade de propagação e frequên-
cias. No entanto, há dois tipos de ondas sísmicas
principais: A onda-P (primárias ou ondas de
compressão) - movimentam as partículas do
solo comprimindo-as e dilatando-as. Possui a
maior velocidade e a direção do movimento
das partículas é paralela à direção de propaga-
ção da onda, viajando horizontalmente através
de sólidos, líquidos e gases. As Ondas-S
(secundárias ou ondas de cisalhamento) - movi-
mentam as partículas do solo perpendicular-
mente à direção da propagação da onda, po-
dem passar através de sólidos, mas não através
de líquidos ou gases. A complexidade do estudo
das ondas sísmicas é ainda acentuada pelo tipo
e condições do solo, a topografia, que poderem
provocar amplificação ou redução das ondas
sísmicas em locais específicos.
A magnitude dos terremotos é medida
por escala Richter, a qual distribui magnitudes
em logaritmos de 1 a 10, ou seja, de um grau a
outro a diferença na amplitude das vibrações é
de dez vezes maior, e são relativas a quantida-
de de energia liberada pelo sismo. No entanto,
ao propagar-se em diferentes tipos de rochas e
zonas de descontinuidade estrutural, as ondas
são sujeitas, muitas vezes, a fenômenos de re-
flexão e de refração, o que pode conduzir a
amplificação, ou a concentração de energia das
ondas e, consequentemente, aumento do seu
potencial de destruição.
8282
https://www.infoescola.com/geografia/terremoto/
https://www.infoescola.com/geografia/terremoto/
https://www.infoescola.com/geografia/placas-tectonicas/
https://www.infoescola.com/geologia/camadas-da-terra/
https://www.infoescola.com/geologia/camadas-da-terra/
https://www.infoescola.com/geologia/erupcao-vulcanica/
https://www.infoescola.com/fisica/tipos-de-ondas/
https://www.infoescola.com/geografia/escala-richter/
https://www.infoescola.com/matematica/logaritmo/
Demografia
Geografia
A demografia é a área do conhecimento
que se preocupa em estudar o comporta-mento, as transformações e a dinâmica
geral da população, utilizando-se principal-
mente de elementos estatísticos e pesqui-
sas qualitativas. Esse ramo do saber em
muito se aproxima à Geografia da Popula-
ção, que, da mesma forma, também se
preocupa com as dinâmicas populacionais,
enfatizando as questões sociais relaciona-
das ao espaço geográfico.
A população é definida como o número
de pessoas que habita um determinado
território ou região. Dessa forma, os seus
ciclos de crescimento, seu nível médio de
renda, sua distribuição, entre outros fato-
res, são de fundamental importância para a
compreensão do funcionamento dos diver-
sos aspectos do espaço social.
Um dos elementos demográficos mais es-
tudados pela Geografia da População e pe-
la Demografia é o índice de crescimento
populacional. O crescimento acelerado ou
desacelerado das populações é algo cons-
tantemente debatido e teorizado por es-
pecialistas e teóricos dessas áreas do sa-
ber. Precisar com detalhes o funcionamen-
to desse fator é importante para o planeja-
mento de políticas públicas e ações sociais.
O principal órgão brasileiro de pesquisa so-
bre a população é o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística, o IBGE. Esse orga-
nismo realiza a cada dez anos o Censo De-
mográfico, uma importante e abrangente
forma de quantificar estatisticamente os
mais diversos dados e informações, envol-
vendo desde a renda e a saúde da popula-
ção até a sua preferência religiosa
.
8383
Geografia Agrária
Geografia
O que é a Geografia Agrária?
Estuda a terra e as suas formas de
exploração e cultivo, ou seja, o
desenvolvimento da agricultura.
->Essa atividade se iniciou na Pré-
História, quando o homem entendeu
que plantar, cultivar e domesticar
animais eram meios fundamentais para
sobrevivência.
Geografia Agrária: Dentro da
geografia agrária, o modelo de
fabricação agrícola que também apoia-
se no uso de maquinário, apesar do
seu foco está na biotecnologia e
criação de sementes transgênicas visa-
se também à expansão de
investimentos financeiros. A
agroindústria também é uma das
vertentes mais importantes do
agronegócio, pelo fato de alimenta três
setores da economia, sendo eles:
Agricultura (setor primário), indústria
(setor secundário), comércio e serviços
(setor terciário).
Agricultura e agronegócio no Brasil: A
agricultura no Brasil passou por diversas
fases e modificações, até que no
século XX as políticas econômicas
contribuíram para o controle da
inflação e das taxas de câmbio, assim
proporcionando o desenvolvimento do
setor agrícola brasileiro, que passou a
ser a principal base de equilíbrio da
balança comercial do país. O
agronegócio favorece grande parte do
Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil
que vem investindo bilhões no
processo de modernização da
agricultura e do agronegócio. Por isso,
atualmente, ocupa o primeiro lugar na
produção mundial de café, açúcar e
laranja, e na exportação de carne
bovina e aves.
Sistemas Agrícolas
Existem duas classificações distintas
para definir os tipos de produção
agrícola.
Modelo Intensivo: Sistema de
produção em larga escala, tecnologia
de ponta com mão de obra
especializada, uso de substâncias
químicas e integração com a indústria.
8484
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/historia/prehistoria
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/historia/prehistoria
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/biologia/biotecnologia
Modelo Extensivo: Produção voltada
para agricultura familiar ou mercado
interno, Utilizam técnicas que visam o
mínimo de danos ao solo e dispensa o
uso de agrotóxicos.
Tipos de agricultura
Plantation: Método usado pelas
metrópoles europeias. É configurado
pelo cultivo de matérias-primas em
grandes latifúndios (extensões de terra)
e uso de mão de obra escrava, a
produção é voltada para o comércio
externo, fortalecendo a dependência
econômica das terras colonizadas.
Agricultura de Subsistência
(Familiar): Essa e um tipo de agricultura
de modelo Extensivo baseada também
no cultivo de várias plantas no mesmo
terreno (policultura). A produção é para
o consumo familiar, sendo somente
uma pequena parte destinada para o
comércio. A qualidade dos produtos é
superior aos demais da indústria. Não
possui auxílio de grandes máquinas, o
plantio geralmente é feito em
pequenos hectares de terra.
Agricultura Biológica (Orgânica): É a
forma de plantio sustentável, utilizasse
técnicas que dispensam o uso de
agrotóxicos e fertilizantes sintéticos
sem danos para a saúde daqueles que
os consomem. Por não utilizar
máquinas e substâncias químicas, os
produtos acabam sendo mais caros
que os industrializados, dificultando a
compra para populações de baixa
renda.
Agricultura Comercial\Agricultura
moderna: Nesse tipo de plantio
geralmente pratica-se somente o
cultivo de um alimento (monocultura) e
possui uso intenso das tecnologias de
ponta, utilizasse também grandes
quantidades de fertilizantes, agrotóxicos,
pesticidas e sementes geneticamente
alteradas. A produção é em larga
escala e tem como base a mão de
obra especializada, com técnicos e
agrônomos.
8585
Geografia urbana
Geografia
O que é Geografia urbana?
A Geografia urbana estuda as cidades,
suas origens, seus crescimentos,
desenvolvimento e o entorno. Ou seja,
estuda o espaço urbano e tudo o que
ocorre dentro dele.
->A geografia urbana começou a
ganhar forças em seus estudos a
partir da Segunda Guerra Mundial. Pois
houve uma intensa reorganização das
cidades, que passaram a induzir
diretamente os processos sociais,
políticos e econômicos.
Urbanização
Urbanização é o crescimento das
cidades, tanto em população quanto
em extensão territorial onde há maior
concentração da população em
espaços urbanos e que oferta uma
infraestrutura que permite o
desenvolvimento de atividades
econômicas e sociais, urbanização
também é o processo em que o
espaço rural transforma-se em espaço
urbano, com a consequente migração
populacional quando isso ocorre de
forma intensa e acelerada, é chamada
de êxodo rural.
Conceitos :
Cidades: Área densamente povoada
onde se agrupam zonas residenciais,
comerciais e industriais.
Microrregião: Conjunto de cidades
com proximidade geográfica que
apresentam semelhanças físicas,
econômicas e sociais.
Metrópole: Cidades com mais de um
milhão de habitantes e de grande
concentração econômica.
Metrópoles regionais: As cidades
mais importantes de cada região.
Metrópoles nacionais: As cidades
mais importantes do país.
Megalópoles: Aglomerados urbanos
onde é mais difícil a delimitação das
divisas.
Conurbação: É a unificação urbana
de cidades como consequência do
crescimento demográfico.
8686
https://www.todamateria.com.br/conurbacao/
Pré-socráticos
Filosofia
Os estudos acadêmicos convencionam que
o período pré-socrático foi o primeiro pe-
ríodo da Filosofia ocidental. Os primeiros
filósofos surgiram na Grécia, há mais ou
menos 2600 anos. Uma série de fatores
levou os gregos a criarem um modo de
pensar autônomo e racional. Entre tais fa-
tores, estão:
• a necessidade de contrapor as ideias
mitológicas acerca da origem do Universo;
• a pluralidade de povos que com-
punha a região da Grécia Antiga;
• o florescimento do comércio e da na-
vegação;
• o contato com povos egípcios e babilô-
nicos.
O primeiro período da Filosofia grega é
denominado como Pré-Socrático (pois
seus representantes fizeram uma Filosofia
diferente da que foi feita por Sócrates,
quase 200 anos depois de Tales de Mileto)
ou Cosmológico (pois eles fizeram um tipo
de cosmologia, que é uma maneira racio-
nal de entender a origem do Universo —
cosmos, em grego — em oposição à vi-
são mitológica).
Objetivos dos pré-socráticos
Os primeiros traços da Filosofia grega pré-
socrática surgem com Tales de Mileto, um
comerciante e estudiosohabitante da regi-
ão da Jônia, conjunto de ilhas gregas situa-
das no atual território turco. Diz a História
. que Tales era um exí-
mio matemático, astrônomo e estrategista. Ele
previu, no ano de 585 a.C., o acontecimento
de um eclipse total do Sol, por meio de cálcu-
los matemáticos e previsões astronômicas.
Considera-se o ano de 585 a.C. como o perí-
odo de seu amadurecimento intelectual, quan-
do, provavelmente, ele propôs, pela primeira
vez, uma teoria cosmológica. Tales, em oposi-
ção ao que diziam as cosmogonias gregas,
que narravam o surgimento do Universo com
base em histórias fantasiosas que envolviam
deuses, observou a natureza e propôs uma
possível origem racional para tudo, com base
na sua observação, sendo essa origem a
água. A partir disso, ele fundou um novo mo-
do de pensar baseado na razão.
O ato de observar a natureza, a fim de pro-
por uma possí-
vel origem racional para tudo, fez de Tales o
primeiro filósofo e impulsionou o objetivo que
se tornaria comum entre todos os pré-
socráticos: formular uma possível origem raci-
onal para o mundo por meio da observação
empírica da natureza e do uso da faculdade
racional humana.
Se, até então, o ser humano criava histórias
fantasiosas para explicar o que não sabia expli-
car (os mais variados fenômenos naturais), a
partir dos pré-socráticos, o ser humano passa
a utilizar a racionalidade para entender o Uni-
verso, sendo que o principal objetivo de todos
os pré-socráticos era estabelecer a origem
precisa de tudo o que existe.
Principais ideias
8787
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/grecia-antiga.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/socrates-biografia.htm
https://brasilescola.uol.com.br/mitologia/
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/tales-mileto.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/cosmologia.htm
Como os objetivos dos pré-socráticos eram
os mesmos, as suas principais ideias eram
parecidas. Todos eles estavam buscando a
formulação de um raciocínio para
o surgimento do Universo por meio da cos-
mologia. Há uma dificuldade de estabeleci-
mento preciso e aprofundado acerca das
ideias dos pré-socráticos, pois muitos deles
deixaram poucos escritos, e muitos escritos
sumiram, foram destruídos ou se encontram,
hoje, em confusos fragmentos.
É certo apenas que todos os pré-socráticos
deixaram suas contribuições para a cosmolo-
gia e que cada um deles descreveu um ou
vários elementos como a causa de tudo o
que existe. A natureza, objeto de estudo da-
queles pensadores, era chamada pelos gre-
gos de physis, e o princípio de tudo era cha-
mado de arché. Os pré-socráticos que con-
vencionaram não haver um único elemento
gerador de tudo, mas vários, foram chama-
dos de pluralistas. Para facilitar os estudos, os
historiadores da Filosofia agruparam os pré-
socráticos em escolas, de acordo com as
ideias de cada pensador.
Estas são as principais escolas:
Escola Jônica: o pensamento fundado por
Tales, que afirmava que a água seria o prin-
cípio de tudo, foi continuado
por Anaximandro, que afirmava que a ori-
gem dava-se por um elemento infinito e in-
definível, o que ele chamou de ápeiron. Ou-
tro expoente do pensamento jônico deu-se
com o discípulo de Anaximan-
dro, Anaxímenes, que postulou que o princí-
pio de tudo ocorreu por meio de um ele-
mento infinito, mas bem definido, o
ar. Heráclito de Éfeso, outro jônico, afirmou
ser o fogo a origem de tudo, o que daria à
natureza um caráter transformador.
• Escola Pitagórica: Pitágoras de Sa-
mos, um grande matemático antigo,
observou a presença das relações ma-
temáticas em toda a natureza. Com
base nos tamanhos, pesos, propor-
ções, distâncias e valores variados, a
natureza seria constituída pela própria
Matemática. Segundo o filósofo, a ori-
gem de tudo seria, precisamente, o
início de qualquer figura geométrica —
o ponto e a ideia de unidade.
• Escola Eleata: os principais eleatas
são Parmênides e Zenão, que formula-
ram o princípio não com base em um
elemento preciso, mas na imobilidade
de todas as coisas que evidencia a es-
sência de tudo. Segundo Parmênides,
não havia criação e nem mudanças,
mas uma essência eterna e imutável
de tudo. A mudança que percebemos
no mundo seria fruto do engano de
nossos sentidos.
• Escola Pluralista: os principais plura-
listas são Empédocles, Anaxágo-
ras, Demócrito e Leucipo. Todos eles
afirmavam não haver um único ele-
mento causador de tudo, mas uma
composição plural que originou o Uni-
verso. Para Empédocles, essa origem
dava-se com base nos quatro elemen-
tos da natureza — terra, fogo, água e
ar. Para Anaxágoras, a origem estava
no que ele chamou de sementes, que
seriam compostos que se aglutinariam
ou seriam separados pela afinidade, por
meio das forças naturais que ele cha-
mou de amor e ódio. Leucipo e Demó-
crito, considerados os “pais” da Quími-
ca, formularam os átomos como ori-
gem de tudo. A palavra átomo vem do
8888
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/escolas-filosoficas-pre-socraticas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/anaximandro.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/anaximenes.htm
https://brasilescola.uol.com.br/quimica/heraclito-filosofo-fogo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/pitagoras-1.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/pitagoras-1.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/parmenides.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/democrito-de-abdera.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/anaxagoras.htm
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/quimica/o-que-e-atomo.htm
grego antigo e significa indivisível. Os átomos
seriam, segundo os pensadores, as menores
partículas que se aglutinam, com partículas
semelhantes a si mesmas, para formar os
objetos do mundo.
Por que estudar os pré-socráticos?
As ideias pré-socráticas parecem absurdas,
hoje, devido ao alto desenvolvimento tecno-
lógico e científico a que a humanidade che-
gou. De qualquer forma, o início de todo o
conhecimento racional ocidental deu-se no
período pré-socrático. As ideias dos pré-
socráticos impulsionaram, por exemplo,
as ciências da natureza, ao mostrarem que a
resposta para as perguntas naturais não se
encontra fora deste mundo, mas na própria
natureza.
Além da importância científica, há também
uma importância histórica que valoriza o pe-
ríodo Pré-Socrático devido à sua relevância
para a constituição de toda a Filosofia poste-
rior.
Bibliografia
São poucos os escritos deixados pelos filóso-
fos pré-socráticos. Muitos textos perderam-
se, foram destruídos por pessoas (como no
incêndio da Biblioteca de Alexandria) ou por
catástrofes naturais. Também é notório que
os pré-socráticos não escreviam visando à
publicação, como nós a entendemos hoje,
por isso, a maioria dos escritos sequer possui
título.
Alguns estudiosos, porém, antigos ou recen-
tes, dedicaram-se a reunir e comentar as
obras filosóficas pré-socráticas. As maiores
referências às obras dos pré-socráticos es-
tão nos livros de Aristóteles. Filósofos moder-
nos e do início da Contemporaneidade, como
Hegel, Nietzsche e Heidegger, também co-
mentaram, citaram e criticaram os pré-
socráticos.
Demócrito, um dos filósofos pré-socráticos,
foi considerado o “pai” da Química.
8989
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/aristoteles.htm
Sócrates
Filosofia
Considerado um dos maiores nomes
da Filosofia clássica, junto
com Platão e Aristóteles, Sócrates é famoso
por ter contribuído para os primeiros estudos
dessa área, sendo considerado, inclusive, pa-
trono da filosofia ocidental.
Alguns duvidavam da existência de Sócrates.
Contudo, depois que os diálogos com seus
discípulos, como Platão, vieram à tona por
meio de obras escritas, teve-se a certeza da
sua vida e obra.
Vida
Sócrates nasceu em 470/469 a.C. em Atenas,
na Grécia. Seus pais eram Sophroniscus e
Phaenarete. Foi casado com Xantipa. Teve
três filhos: Lamprocles, Sophroniscuse Mene-
xenus.
Nasceu em uma família humilde, com poucos
recursos financeiros. Seu pai era escultor e
apresentou ao filho esse ofício, com o qual
trabalhou durante a juventude.
Além de escultor, Sócrates serviu ao exército
ateniense durante três temporadas. Depois
que se aposentou, passou a exercer os dons
pelos quais é mais conhecido: o de educador
e de filósofo.
Segundo relatos, Sócrates levava uma vida
simples. Participou ativamente da democracia
da cidade de Atenas. Inclusive, serviu aos mili-
tares como um soldado durante três anos,
chegando a participar da Guerra do Pelopone-
so (431-404 a.C.).
Estudos detalham que Sócrates não tinha a
aparência considerada muito agradável aos
demais olhos. Foi descrito como um homem
baixo, robusto e com grandes olhos saltados.
Platão, seu aluno, chegou a afirmar que ele
não era “nada atraente”. O ateniense também
ficou conhecido por ter sido retratado de for-
ma pejorativa em algumas sátiras. Tinha pou-
cos amigos.
Obra
Ao contrário dos pré-socráticos, que discutiam
questões relacionadas à natureza, Sócrates e
os socráticos apreciavam analisar questões
humanas, seus valores, verdades e fundamen-
tos.
Para os socráticos, os homens fariam melhor
se investigassem a si mesmos: a verdadeira
descoberta estava no interior da alma humana,
e não fora dela.
O filósofo foi tido por muitos como um ho-
mem sábio justamente por assumir não saber
de nada. A frase mais célebre atribuída a ele
é: “Só sei que nada sei”. Alguns consideram-na
o paradoxo de Sócrates.
Segundo relatos, Sócrates começou a atuar
com Filosofia quando, ao fazer uma visita ao
Oráculo de Delfos, disseram que ele não sa-
9090
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/platao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/logica-aristoteles.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/grecia.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/democracia-ateniense.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/democracia-ateniense.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/guerra-peloponeso.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/guerra-peloponeso.htm
ber de nada o tornava o homem mais sábio
do mundo.
Considerado por alguns como o primei-
ro a ter pensamentos humanistas, Sócrates
gostava de desenvolver suas reflexões filosó-
ficas em praças públicas de Atenas. Conver-
sava com jovens, em especial sobre política
e religião, buscando saber o que pensavam.
Conhecido por ser questionador, Sócrates
apreciava formular perguntas para saber
quem sabia o quê. Acreditava que, ao dialo-
gar, chegava-se ao conhecimento. Algumas
vezes, apontava falhas no raciocínio alheio.
Segundo o filósofo, não saber algo era positi-
vo, pois assim seria possível caminhar em
direção ao saber e, com isso, alcançar um
conhecimento seguro.
Especialistas atribuem a Sócrates a criação
de uma das mais importantes figuras de lin-
guagem: a ironia. O método é estabelecido
ao se interrogar o interlocutor com uma sé-
rie de perguntas até que uma contradição
surja invalidando a suposição inicial. Para sair
dessa indecisão, o interlocutor teria que prati-
car o exercício da maiêutica, que significa a
arte de parturejar.
Para alguns estudiosos, o método socrático,
que tem como princípio construir o conheci-
mento em vez da mera transmissão de idei-
as, é uma das melhores formas de ensino já
concebidas.
Estudos indicam que, ao confirmar sua igno-
rância, Sócrates demonstrava um tipo de sa-
bedoria. Ele tinha como foco unir o saber ao
fazer.
Não há registros e obras escritas por Sócra-
tes. Naquela época, havia dificuldades em
guardar material escrito. Além disso, relatos
apontam que ele considerava a tradição oral
mais importante.
Sócrates confiou seus estudos aos discípulos.
Isso significa que o que realmente se sabe
sobre ele é por meio dos seus alunos, entre
os quais Platão, Xenofonte e Aristófanes.
Mestre de Platão, era considerado por ele o
homem mais sábio e justo de Atenas. Uma
das obras mais famosas que retrata o filósofo
são os 35 diálogos em forma de conversa de
Platão.
Sócrates morreu ao tomar cicuta (veneno)
Sócrates foi acusado de ser ateu e de se as-
sociar aos sofistas, ensinando os jovens a se-
rem selvagens e desrespeitosos e, com isso,
corrompendo a juventude.
O filósofo também foi acusado de ser contra
a democracia, por estimular as pessoas a
pensar, questionar as regras e desenvolver o
lado intelectual.
O Conselho dos Quinhentos, órgão político
democrático ateniense, condenou Sócrates à
morte por ele não ter acreditado nos deuses
da cidade. Porém, ele poderia ter outra opção
de pena. O pensador disse que preferia a
morte do que desmerecer toda a sua capaci-
dade filosófica.
Com isso, em 399 a.C., Sócrates optou por
acabar com sua vida após ingerir um copo de
cicuta (veneno), aos 70 anos.
9191
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/socrates-humanismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/portugues/figuras-linguagem.htm
https://brasilescola.uol.com.br/portugues/figuras-linguagem.htm
https://brasilescola.uol.com.br/portugues/figuras-linguagem.htm
https://brasilescola.uol.com.br/portugues/figuras-linguagem.htm
Platão
Filosofia
Platão foi um dos mais importantes pensado-
res do período antropológico da filosofia gre-
ga. Ele fundou um pensamento metafísico
próprio, relegando à questão do “ser” e das
“essências” o princípio e a chave para se ter
qualquer tipo de conhecimento acerca do
mundo. Inspirado pelas teorias
de Parmênides acerca do imobilismo, Platão
elaborou uma teoria metafísica dualista, que
divide o mundo em duas categorias: o Mundo
das Ideias e das Formas e o mundo sensível.
O primeiro, que deve ser escrito com letra
maiúscula, seria a realidade intelectual, verda-
deira e acessada apenas por meio da capaci-
dade racional do ser humano. Nesse Mundo
das Ideias, estariam as essências das coisas, os
conceitos, as Ideias fixas e imutáveis que des-
crevem essencialmente cada ser ou objeto
existente. Já o mundo sensível seria a realida-
de com a qual nos defrontamos em nosso
cotidiano básico, acessada por meio de nossa
experiência sensível. Essa realidade é ilusória,
enganosa e inferior, levando o ser humano ao
erro, causado pelas aparências das coisas do
mundo, que não correspondem às essências.
Biografia
Arístocles, verdadeiro nome de Platão, nasceu
na cidade-Estado de Atenas, hoje a capital da
Grécia, no ano de 428 a.C., e morreu no ano
de 348 a.C. O nome Platão foi dado ao pen-
sador ainda em sua juventude por causa de
seus atributos físicos. A palavra corresponden-
te em grego, Platon, significa ombros largos,
característica marcante do filósofo.
O filósofo veio de uma família influente na po-
lítica de certo período da Grécia, pois sua
mãe descendeu do grande legislador e esta-
dista grego Sólon, um dos grandes reforma-
dores da política ateniense do século VI a.C. e
considerado um dos sete sábios da Grécia
antiga. A família de Platão também possuía
uma condição financeira estável, algo que não
era incomum entre os filósofos antigos, visto
que, para se dedicar ao ócio filosófico, um
pensador deveria estar livre das amarras do
trabalho, o que, para um cidadão antigo, era
algo inferior, algo destinado aos escravos.
Platão participou de uma campanha militar
ateniense por volta dos anos 404 e 409 a.C.,
anos finais da Guerra do Peloponeso. Isso sig-
nifica que o pensador viveu, em sua juventu-
de, a democracia ateniense e, depois da
guerra, passou pela inescrupulosa Tirania dos
30. Nesse período, considerado por muitos
historiadores helenistas o início da decadência
grega no mundo antigo, Atenas foi dominada
por Esparta e governada por tiranos oligarcas,
fazendo sucumbir o modelo democrático ate-
niense anterior à Guerra do Peloponeso.
Aos 30 anos de idade, Platão conhe-
ceu Sócrates, pensador que foi o seu mestre
iniciador na Filosofia, mentorintelectual e ami-
9292
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/parmenides.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/solon.htm
https://www.google.com/url?q=https://brasilescola.uol.com.br/historiag/guerra-do-peloponeso.htm&sa=U&ved=0ahUKEwiNjLSrxpXgAhXJ1lkKHXs7Ba8QFggGMAE&client=internal-uds-cse&cx=010178560479257371445:gul7c3empfo&usg=AOvVaw2o8Vxw59O8zOKeQ6rXW9qp
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/democracia-ateniense.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/socrates-biografia.htm
go. A maioria dos escritos deixados por Platão
forma os chamados diálogos socráticos, que
são narrativas em que Sócrates é a persona-
gem principal e porta-voz das ideias de Platão.
Em virtude dessa forma de escrita narrativa,
com um personagem principal que realmente
existiu, os historiadores da Filosofia relatam
certa dificuldade para separar as teses que
realmente foram ideias inéditas de Platão da-
quilo que foi pensado pela primeira vez por
Sócrates, mas o que se tem certeza é que
Sócrates trouxe a Platão um modo de pensar
que o influenciou no desenvolvimento de suas
principais ideias, tanto ético-políticas quanto
metafísicas, epistemológicas e estéticas.
Por volta do ano 388 a.C., Platão adquiriu um
terreno no interior do parque públi-
co Akademia, de Atenas, que, segundo a pro-
fessora Olga Pombo, era um lugar bucólico e
calmo onde havia túmulos e homenagens a
grandes personalidades do mundo antigo, dois
templos, um dedicado ao deus Apolo e outro
dedicado à deusa Artemisa, e grandes áreas
de vegetação natural e jardins, além de um
ginásio para a prática de esportes, que era
muito importante na formação dos homens
gregos. Nesse pequeno lote, Platão fundou a
sua academia, uma espécie de escola para
que os seus discípulos pudessem continuar os
seus estudos em Filosofia.
Pode-se dizer que a Academia de Platão teve
muita influência socrática no modo de se en-
sinar, de se passar os conhecimentos filosófi-
cos adiante. A escolha de Platão pelo local foi
estratégica, visto que, além dos templos e do
culto aos heróis e aos deuses, havia no local
constantes reuniões de jovens para discutir
política, música, tocar flauta e praticar lutas e
exercícios físicos.
Principais ideias
→ Dialética
Platão buscou fundar, sob a influência de Par-
mênides, a sua dialética. Como uma técnica
oral de diálogo filosófico, a dialética consistiria
na obtenção de uma nova ideia, uma síntese
a partir de duas ideias opostas apresentadas
anteriormente: a tese e a antítese. Assim, o
diálogo filosófico tornar-se-ia mais rico por re-
correr a uma estratégia de aproveitamento
das ideias.
→ Idealismo
A noção de idealismo pode ser considerada
como a mais influente de Platão para a poste-
ridade e a mais importante dentro de sua
obra, pois o filósofo criou nas ideias e nos
conceitos das coisas a verdadeira essência e
o verdadeiro conhecimento possível. Segundo
Platão, todo o conhecimento, toda a verdade,
todas as relações e todos os seres existiriam,
verdadeira e imutavelmente, em sua forma
ideal, que seria suprema e verdadeira.
Aquilo que conhecemos por meio de nossos
sentidos corpóreos seriam apenas ilusões cau-
sadas por nossos órgãos, portanto, seriam um
conhecimento inferior e enganoso. O conheci-
mento ideal estaria, segundo o filósofo grego,
no Mundo das Ideais, estância metafísica raci-
onal que só poderia ser alcançada por nosso
9393
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/dialetica.htm
intelecto. O idealismo circunda tanto aspectos
metafísicos da obra de Platão como os as-
pectos epistemológicos.
→ Política
Platão concebeu uma teoria política baseada
em sua teoria idealista. Segundo o filósofo,
existiriam três tipos de caráter que moldam
as almas das pessoas:
1. Caráter concupiscível: tipo de alma em
que há a prevalência dos desejos e das pai-
xões mais animais. Esse caráter mais impulsivo
estaria localizado principalmente na região ab-
dominal das pessoas. No modelo político ideal
de Platão, seria um bom atributo para os ar-
tesãos e trabalhadores em geral, pois eles po-
deriam, em suas condições de trabalho autô-
nomas, exercer sua liberdade sem ficarem
submetidos a grandes responsabilidades.
2.
3. Caráter irascível: nesse tipo de alma, pre-
valecem os impulsos de ira e cólera, a agres-
sividade e a força. Essas características estari-
am mais presentes, segundo Platão, no cora-
ção e seriam bons atributos para um soldado.
4.
5. Caráter racional: nesse tipo de alma, há o
predomínio absoluto da razão. A localização
corporal dessa característica estaria na cabe-
ça, e ela seria a característica principal dos
filósofos e pensadores. No modelo político ide-
al de Platão, seria a característica dos gover-
nantes e legisladores também, pois a capaci-
dade racional e o intelecto os levaria a um
modo de governar justo e que atendesse da
melhor forma o interesse de toda a cidade.
→ Sólidos ou Poliedros de Platão
Enquanto geômetra, Platão identificou e clas-
sificou poliedros com características seme-
lhantes, que ficaram conhecidos como sólidos
de Platão.
Obras
A grande maioria das obras de Platão é com-
posta por diálogos nos quais Sócrates é a
personagem principal. Seus diálogos têm uma
espécie de tema central, mas não se encer-
ram naquele tema, podendo abordar outros
assuntos semelhantes ou não, diferentemen-
te da escrita aristotélica que sistematicamente
trata sobre temas específicos.
Segundo Olga Pombo, “a coleção das obras
de Platão compreende trinta e cinco diálogos
e um conjunto de treze cartas. Os seus diálo-
gos podem ser considerados dentro de qua-
tro períodos distintos”. Destacamos a seguir
os períodos apontados por Pombo como os
quatro da obra platônica e elencamos apenas
as principais obras que compreendem esses
períodos:
1. Diálogos de juventude ou socráticos (até
390 a.C.)
• Apologia de Sócrates: um dos diálogos
mais lidos e escrito após a morte de Sócra-
tes, narra a trajetória do mestre de Platão
em seus últimos momentos de vida, quando
foi acusado de injúria contra os deuses e cor-
rupção da juventude de Atenas. Nesse texto,
Platão narra como foi o tribunal, a defesa e a
condenação de Sócrates.
• Láques, ou da coragem: o livro traz uma
nova concepção de coragem ao cidadão
grego, que se afasta da concepção tradicional
9494
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/os-solidos-platao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/aristoteles.htm
dos heróis, como Aquiles e Ulisses, e ganha
uma roupagem mais ética.
• Cármides, ou da sabedoria: esse diálogo
também traz uma concepção ética ao anun-
ciar a sabedoria como uma espécie de mode-
ração na vida cotidiana.
2. Diálogos ditos de transição
• Hípias menor: diálogo em que é discutida
a questão da mentira, a verdade e o caráter.
• Hípias maior: nesse texto, Platão expõe as
suas concepções estéticas sobre o belo e as
artes, que, em A República (livro sobre políti-
ca que demonstra um modelo utópico de ci-
dade ideal), serão rechaçadas pelo filósofo e
retiradas de seu modelo ideal de cidade.
• Górgias: livro que fala sobre a retórica, to-
mando como interlocutores principais Sócra-
tes e o sofista Górgias.
• Protágoras: nesse livro, a figura de Protá-
goras, o principal sofista do período helênico,
é exposta em diálogo com Sócrates, que de-
nuncia ao leitor as farsas sofísticas para enga-
nar as pessoas.
A República – livro I: nesse diálogo, que é
concluído posteriormente, Platão começa a
falar sobre o seu modelo ideal de política e
gestão da cidade.
3. Diálogos de maturidade (387 a.C. a 368 a.C.)
• Fédon: diálogo em que Platão expõe a
sua concepção de alma, de reencarnação e
assuntos em relação à constituição metafísica
do homem.
• O Banquete: nesse livro, Platão utiliza a fi-
gura de Sócrates para falar sobre o bem e o
amor ideal.
• A República – livros II a X: aqui, o filósofo
continua suas considerações sobrea política,
trazendo a famosa Alegoria da Caverna, no
livro VII, e novas considerações sobre a ética
e a estética.
4. Diálogos considerados de velhice
• Parmênides: diálogo sobre epistemologia
no qual o filósofo fala sobre o conhecimento
das Formas e essências.
• Teeteto: diálogo sobre as ciências e o co-
nhecimento científico.
• O Sofista: texto em que Platão expõe de
vez a sua condenação à arte sofística.
• Timeu: texto em que Platão fala sobre a
natureza e a sua constituição.
Relação entre Platão, Sócrates e
Aristóteles
Como foi dito, Platão foi discípulo de Sócrates
e foi mestre de Aristóteles. Com o seu mes-
tre, Platão manteve uma boa relação até a
morte de Sócrates. Já com Aristóteles, algu-
mas divergências intelectuais e pessoais esfri-
aram a relação dos dois, o que fez com que
Aristóteles abandonasse a Academia de Pla-
tão, quando este morreu, e fundasse, anos
depois, o seu Liceu, que seguiria os mesmos
moldes da Academia, mas com algumas dife-
renças, principalmente de caráter intelectual.
9595
A República
A República é um escrito de Platão que foi
provavelmente produzido por volta de 380
a.C. Com um tamanho considerável, a obra foi
dividida em dez livros, todos escritos na forma
de diálogo, no qual o filósofo Sócrates, mestre
intelectual de Platão, ocupa o lugar de perso-
nagem principal.
Em A República, Platão apresenta a busca de
Sócrates por uma forma de governar que
atenda a todos e, para isso, é necessário es-
clarecer o que é a Justiça em si. São apre-
sentadas formas de governar uma cidade, a
divisão dos poderes e os tipos de caráter que
devem predominar entre os ocupantes de
cargos públicos. Por ser uma forma ideal de
governo, A República pode ser considerada
a primeira utopia política registrada no Oci-
dente.
No livro VII de A República, Platão apresenta a
sua tão atual e bem comentada Alegoria da
Caverna, na qual Sócrates apresentaria aos
interlocutores do diálogo uma história alegóri-
ca para explicar a superioridade do conheci-
mento advindo do Mundo das Ideias e do raci-
ocínio.
Frases
“As cidades somente alcançarão a felicidade
se os filósofos se tornarem reis ou se os reis
se tornarem filósofos.”
“Tente mover o mundo, mas comece mo-
vendo a si mesmo.”
“Não eduques as crianças nas várias disciplinas
recorrendo à força, mas como se fosse um
jogo, para que também possas observar me-
lhor qual a disposição natural de cada uma.”
“Muitos odeiam a tirania apenas para que pos-
sam estabelecer a sua.”
“Boas pessoas não precisam de leis para obri-
gá-las a agir responsavelmente, enquanto as
pessoas ruins encontrarão um modo de con-
tornar as leis.”
Resumo
• Jovem aristocrata e de família influente;
• Dedicado aos esportes e à política;
• Tornou-se discípulo de Sócrates;
• Escreveu Apologia de Sócrates, texto que
narra o julgamento, a condenação e a morte
de seu mentor intelectual;
• Fundou a Academia, espaço de ensino e
discussão política e filosófica para os jovens
atenienses;
• Escreveu A República, primeira grande
utopia política ocidental;
• Fundou as bases do Idealismo, doutrina
filosófica que atribui ao conhecimento mera-
mente racional e às Ideias a centralidade na
busca pela verdade sem possibilidade de erro.
9696
Aristóteles
Filosofia
Quem foi Aristóteles?
O filósofo Aristóteles nasceu em
Estagira, no ano de 384 a.C, na cidade
do Império Macedônico. O filósofo
começou a desenvolver interesse
pelos conhecimentos filosóficos após se
mudar para Atenas onde conheceu
Platão. Platão se tornou seu mestre e
juntos, se tornaram os mais
importantes filósofos da Grécia e do
Ocidente em geral. No início dos
estudos Aristóteles, começou a
frequentar a academia de Platão onde
estudou por um longo período até
concluir sua jornada na academia e em
seguida, se tornou professor da
instituição. Aristóteles também fundou a
sua escola filosófica em Atenas, o
Liceu.
Principais ideias de Aristóteles:
->Para Aristóteles existiam sete graus
ou possibilidades de conhecimento. São
eles: sensação, percepção, imaginação,
memória, linguagem, raciocínio e
intuição.
->Ao contrário de Patão, Aristóteles
reafirmou e defendeu a democracia
como a forma mais justa de se
governar.
->Os estudos filosóficos eram
desorganizados sob a ótica sistemática.
Não era comum as classificações dos
modos de conhecimento Aristóteles foi
um dos que afirmaram a importância
da classificação que separa os
conhecimentos sobre lógica, ética,
política, física, metafísica e estética.
Ética: A ética, segundo Aristóteles,
deveria ser guiada pela prudência e
pela moderação.
Lógica: Para Aristóteles, a lógica não
é ciência e sim um instrumento para o
correto pensar.
9797
Características da lógica de Aristóteles:
Instrumental.
Formal.
Propedêutica ou preliminar.
Normativa.
Doutrina da prova.
Geral e atemporal.
Metafisica: Aristóteles é uma das
principais referências em estudos
de metafísica e, certamente, a principal
referência sobre o assunto na
Antiguidade. Muito do que ele escreveu
sobre a metafísica veio dos estudos
platônicos, porém, há uma imensa
carga de conceitos e ideias que
Aristóteles acrescentou ou esclareceu
de maneira mais profunda.
Empirismo: Pode-se dizer que
Aristóteles foi o primeiro pensador a
teorizar a importância do
conhecimento prático para o
entendimento da verdade e do mundo.
Segundo o filósofo e ao contrário de
Platão, o conhecimento da verdade
deveria passar, necessariamente, por
dois campos de nosso saber: o
intelecto puro e os sentidos do corpo.
A nossa capacidade sensorial que é
possibilitada pelos órgãos dos sentidos
(visão, audição, tato, olfato e paladar) é
a responsável pelo aprendizado
primeiro e mais básico de nosso
intelecto. Aqueles dados sensoriais que
obtemos por meio dos sentidos,
somente depois de coletados, podem
ser depurados pelo intelecto e
relacionados aos conceitos puros.
Principais obras de Aristóteles:
-> Metafísica: conjunto de dez
livros, escritos como “Estudos de
Filosofia Primeira” e reunidos e
renomeados mais tarde por
Andrônico de Rodes como
“Metafísica”. Tratavam de um
conhecimento geral sobre o ser e
como o conhecemos, ou seja,
uma espécie de ciência geral que
tinha como objeto o próprio ser e
não recortes dele (como a
Matemática é um recorte do ser
que estuda apenas as relações
numéricas — uma parte de todo
o ser).
->Categorias: pequeno livro
sobre Lógica que apresenta a
necessidade da classificação e
separação de conceitos diferentes
para o tratamento de assuntos
diferentes, a fim de que
equívocos sejam evitados. Seria
uma espécie de distinção das
diversas categorias do
pensamento.
-> Physica: tratado de oito livros
com observações de Aristóteles
sobre a Ciência da Natureza.
Da alma, ou Sobre a alma: escritos
sobre a noção dos antigos de
alma, que equivale, para nós, à
noção de mente. O filósofo trata
de assuntos relacionados a como
o ser humano constitui-se com
base em sua personalidade e a
como essa alma atua na distinção
entre nós e os outros animais.
9898
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/metafisica-aristoteles.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/metafisica.htm
-> Ética a Nicômaco: livro que
fala sobre Ética expondo as
noções de virtude, racionalidade
prática (uma racionalidade voltada
para o cotidiano e o convívio
político) e eudaimonia (uma noção
dos gregos antigos de que haveria
um guia — a consciência — para
as nossas ações).
-> Política: livro em que o
pensador defendeu as suas teses
sobre a organização política das
cidades, baseada na ação ética
individual e no exercício da
democracia, além de um conjunto
de fatores que levariam os
cidadãos à vida perfeita.
Frases de Aristóteles:
“O belo é o esplendor da ordem.”
“O homem é, por natureza, um
animal político.”“O homem é um animal de
linguagem.”
“Nada do que existe em potência
torna-se ato senão por algo que já
existe em ato.”
Aristóteles, à esquerda, conversando com seu pupilo,
Alexandre, imperador da Macedônia
9999
https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/filosofia-politica.htm
Epicurismo
Filosofia
O que é Epicurismo?
Epicurismo é um sistema filosófico, que
prega a procura dos prazeres
moderados para atingir um estado de
tranquilidade e de libertação do medo,
com a ausência de sofrimento
corporal pelo conhecimento do
funcionamento do mundo e da
limitação dos desejos.
-> O Epicurismo foi criado pelo
filósofo grego Epicuro (341-271 a.C.), o
"Profeta do Prazer e da amizade".
Na física, a principal característica do
Epicurismo é o atomismo. A
identificação do bem soberano
como prazer, que há de ser
encontrado na prática da virtude e na
cultura do espírito.
A doutrina de Epicuro substitui o
bem pelo prazer e o mal pela dor. A
felicidade consiste em assegurar-se
com o máximo de prazer e o mínimo
de dores, por meio da saúde do corpo
e do espírito.
Tanto a ética como a teoria política
dos epicuristas, apoiava-se
inteiramente numa base utilitária.
Para os epicuristas, todas as
sociedades complexas estabelecem
certas regras necessárias, visando a
manutenção da segurança e da
ordem.
De modo geral, Epicuro não atribuía
grande importância nem a vida política
nem à social, ele considerava o Estado
como uma mera conveniência e
aconselhava o homem bem avisado a
que não participasse da vida pública.
100100
https://www.todamateria.com.br/epicuro/
Gramática e sintaxe
Português
Gramática é o conjunto de regras que indi-
cam o uso mais correto de uma língua.
No início, a gramática tinha como função ape-
nas estabelecer regras quanto à escrita e à
leitura. É por isso que a palavra gramática, de
origem grega (grámma), significa “letra”.
Tipos de Gramática
Há 4 tipos de gramáticas: normativa, descriti-
va, histórica e comparativa. Ao mesmo tem-
po, a gramática da língua portuguesa é dividi-
da em fonologia, morfologia e sintaxe. Nessa
divisão, há gramáticos que incluem a semânti-
ca.
1. Normativa
A gramática normativa é sinônimo de norma
culta. Ela estabelece os usos certos e errados
em oposição ao uso popular.
Isso porque, apesar de ser compreensível, no
cotidiano, há sérias transgressões ao modelo
estabelecido.
Essa é a gramática oficial e, que portanto, é
ensinada nas escolas.
2. Descritiva
A gramática descritiva analisa a língua, no que
respeita ao seu uso oral, num período espe-
cífico do tempo, ou seja, é sincrônica.
3. Histórica
A gramática histórica trata justamente da his-
tória da língua ao longo do tempo, desde a
sua origem às transformações, ou seja, é dia-
crônica.
4. Comparativa
A gramática comparativa estuda a gramática
fazendo uma comparação com as gramáticas
pertencentes às mesmas famílias linguísticas.
O português pertence à família das línguas
indo-europeias, em que se inclui as línguas
itálicas. São exemplos as línguas espanhola e
francesa.
Divisões da Gramática
Fonologia
A fonologia estuda o comportamento e a or-
ganização dos sons da fala. É dividida em:
Ortoépia, que estuda a forma como as pala-
vras devem ser pronunciadas.
Prosódia, que estuda a forma como as pala-
vras devem receber acento tônico, bem co-
mo acento gráfico.
Ortografia, que estuda como as palavras de-
vem ser escritas.
Morfologia
A morfologia estuda as palavras isoladamente,
bem como a sua estrutura e formação. É
nessa parte da gramática que conhecemos as
10 classes gramaticais: substantivo, verbo, adje-
tivo, pronome, artigo, numeral, preposição,
conjunção, interjeição e advérbio.
O que é sintaxe?
101101
https://www.todamateria.com.br/lingua-portuguesa/fonologia/
https://www.todamateria.com.br/ortoepia/
https://www.todamateria.com.br/prosodia/
https://www.todamateria.com.br/ortografia-regras-ortograficas-exercicios/
https://www.todamateria.com.br/lingua-portuguesa/morfologia/
Sintaxe é a parte da Gramática que estuda a
disposição das palavras nos períodos, bem
como a relação lógica entre elas. Ela é
o conjunto das regras que determinam as
diferentes possibilidades de associação das
palavras da língua para a formação
de enunciados.
Todas as línguas, além de possuírem
um léxico composto por milhares de palavras,
possuem também algumas regras que deter-
minam o modo como as palavras podem
combinar-se para formar os enunciados. Es-
sas regras são aquilo que definem
a sintaxe das línguas. É função da sintaxe or-
ganizar a estrutura das unidades linguísticas
(sintagmas) que se combinarão em sentenças.
Quando um sujeito interage verbalmente
com outro, ele organiza as sentenças linguísti-
cas de maneira a transmitir um significado
completo para que possa ser compreendido.
Embora não exista apenas uma forma de or-
ganização das sentenças linguísticas, o fato de
as línguas terem sua sintaxe própria nos im-
pede de realizar combinações aleatórias das
palavras. Observe:
• Mês passado, Ana comprou um
carro novo.
• Ana comprou, mês passado, um
carro novo.
• Ana comprou um carro novo
mês passado.
• Um carro novo Ana comprou
mês passado.
• Mês passado, um carro novo
Ana comprou.
Um carro novo Ana comprou mês
passado
Como você pôde observar, o sentido
do enunciado fica preservado e é compreen-
sível, apesar das diferentes possibilidades
de organização sintática das palavras. Dessa
forma, é possível verificar como a sintaxe or-
ganiza a estrutura dos sintagmas que se com-
binarão em sentenças. Entretanto, há combi-
nações que não conseguem formar um
enunciado com sentido completo, por exem-
plo:
Mês passado carro um Ana com-
prou.
Como falantes da Língua Portuguesa, somos
capazes de reconhecer todas as palavras do
enunciado, mas concluímos que a ordem co-
mo estão dispostas não produz sentido com-
pleto. Com o exemplo acima, é possível verifi-
car como a sintaxe determina as possibilida-
des de associação das palavras da língua para
a formação de enunciados.
Relações e funções sintáticas
Conforme vimos, os enunciados das línguas
refletem uma organização específica prevista
na língua, e essa associação de palavras é
sempre regulada pela sintaxe, a qual define
as sequências possíveis no interior dessas es-
truturas. Para que possamos compreender as
estruturas sintáticas, é relevante conhecer-
mos quais são os tipos de relações e de fun-
ções sintáticas.
• Relações sintáticas
Trata-se das relações estabelecidas entre as
palavras que definem as estruturas possí-
veis na sintaxe das línguas. Veja o exemplo:
Ana comprou um carro novo mês passado.
102102
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/a-gramatica-suas-divisoes.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/frase-oracao-periodo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/ha-diferenca-entre-vocabulario-lexico.htm
https://brasilescola.uol.com.br/portugues/linguistica.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/tipos-sujeito.htm
- Ana: agente da ação expressa pelo verbo
'comprar';
- Mês passado: quando a ação foi realizada.
• Funções sintáticas
Trata-se da função de cada elemento na sen-
tença ao se relacionar com os demais ele-
mentos que compõem o enunciado. Quando
é possível estabelecermos uma relação sintá-
tica entre os elementos de um enunciado,
esses elementos desempenham uma função
sintática específica. Leia novamente o exem-
plo:
Ana comprou um carro novo mês
passado.
- Ana: sujeito do verbo 'comprar'.
- Um: adjunto adnominal.
• Um carro novo: objeto direto de com-
prar.
Como você pôde observar, realizar a análi-
se sintática dos enunciados da língua signifi-
ca explicitar as estruturas, as relações e as
funções dos termos que os constituem.
103103
Variações linguísticas
Português
Variação linguística é uma expressão empre-
gada para denominarcomo os indivíduos que
compartilham a mesma língua têm diferentes
formas de utilizá-la. Essa diversidade de escrita
e fala decorre de fatores geográficos, socio-
culturais, temporais e contextuais, e pode ser
justificada pelo funcionamento cerebral dos
usuários do idioma bem como pelas intera-
ções entre eles. A importância das variações
reside no fato de que elas são elementos his-
tóricos, formadores de identidades e capazes
de manter estruturas de poder.
Tipos de variações linguísticas
A variação linguística consiste num fenômeno
que reúne diversas manifestações faladas ou
escritas dos usuários de uma mesma língua.
Além disso, a ocorrência dela depende do fa-
to de as palavras e expressões terem uma
afinidade semântica, ou seja, estabelecerem
uma relação de sentido bastante próxima,
apesar de distinguirem-se no que toca ao as-
pecto fonético (som), fonológico (função dos
sons), lexical (vocabular) ou sintático (relação
entre os termos formadores de frases e ora-
ções).
Munido da noção acerca do que é a variação,
veja, a seguir, quais são as suas espécies:
Variação diatópica (variação regional)
A variação diatópica é a que ocorre em virtu-
de das diferenças geográficas entre os falan-
tes. Ela pode acontecer tanto entre regiões
de uma mesma nação, por exemplo, Rio de
Janeiro e Goiás, quanto entre países que
compartilham a mesma língua, como Brasil e
Portugal.
No caso dos dois Estados, a relação de proxi-
midade linguística decorre do processo de
colonização, que resultou na imposição de
um novo idioma aos habitantes das terras
além-mar. Embora a língua portuguesa foi e
continua sendo oficial, ela se distanciou em
vários aspectos daquela empregada na Euro-
pa, tendo em vista que tivemos a influência
de diversas línguas não só dos indígenas mas
também de povos estrangeiros, como os di-
versos grupos étnicos africanos.
Tais diferenças podem ser observadas
no campo lexical. Por exemplo, apelido, no
Brasil, significa um nome informal conferido a
alguém, enquanto, em Portugal, o termo car-
rega o sentido de sobrenome.
Além desse âmbito, percebe-
mos distinções sintáticas nos dois locais, como
a posição dos pronomes oblíquos átonos
(me, te, se, nos, vos), uma vez que, em situa-
ções informais, tendemos a colocá-los antes
dos verbos (Te amo!), já os portugueses cos-
tumam inseri-los após os verbos (Amo-te!).
Também podemos constatar que
há contrastes fonético-fonológicos, por exem-
plo, no país luso, há uma marcação bem for-
te do “l” nos finais de sílaba (Maria, pegue o
“papellllll”, por favor!), já aqui esse fone é
substituído pelo “u”, o que desencadeia o seu
enfraquecimento (Maria, pegue o “papeu”,
104104
https://brasilescola.uol.com.br/portugues/semantica.htm
https://brasilescola.uol.com.br/portugues/sintaxe.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/pronomes-pessoais-obliquos.htm
por favor!).
Assim como há variações entre Portugal e
Brasil, no nosso território, em razão da dimen-
são continental e da pluralidade cultural, o uso
da língua é modificado conforme a região.
Portanto, temos, por exemplo, a palavra
“menino”, na Bahia, e “guri”, no Rio Grande do
Sul. Também percebemos o uso do prono-
me “tu” em algumas regiões do Pará e o am-
plo uso do “você” em diversos locais, como
Minas Gerais, o que implica toda uma trans-
formação sintática.
Ademais, constatamos um “r” retroflexo, co-
nhecido também como “r caipira” por alguns
linguistas, como Amadeu Amaral, em Goiás
(“Porrrrrrrrta”), enquanto, no Rio de Janeiro,
predomina o “r” que raspa no fundo da gar-
ganta.
Variação diastrática (variação social)
A variação diastrática é decorrente das dife-
renças socioculturais, já que o fato de as pes-
soas terem ou não acesso contínuo e prolon-
gado a uma educação formal e aos bens cul-
turais, como museus, cinemas, literatura,
shows de cantores bem avaliados pela crítica
especializada, leva-as a expressarem-se de
maneiras diversas.
Por exemplo, os advogados normalmente utili-
zam uma linguagem mais formal no exercício
da profissão, considerando-se que, em tese,
tiveram todo um aparato, inclusive financeiro,
para estabelecerem uma comunicação mais
sofisticada. Em contrapartida, os empregados
domésticos tendem a utilizar estruturas lin-
guísticas mais coloquiais, resultado principal-
mente da privação econômica e, consequen-
temente, educacional e cultural.
Variação diacrônica (variação histórica)
A variação diacrônica é resultado da passa-
gem do tempo, já que a língua está em
constante modificação, pois os falantes são
criativos e procuram novas expressões para
comunicarem-se de forma mais efetiva. Além
disso, tal fenômeno é causado pe-
los processos históricos, como a influência
norte-americana no Brasil, que implicou a ado-
ção de uma série de estrangeirismos, co-
mo brother, no sentido de camarada,
e sale, que significa liquidação.
Importante destacar que grande parte das
inovações linguísticas não permanece, fato
que corrobora a necessidade de observar-se
a cristalização das formas faladas e escritas
apenas após certo tempo.
Variação diamésica
A variação diamésica é a que acontece entre
a fala e a escrita ou entre os gêneros textu-
ais, ou seja, suportes de transmissão de uma
dada informação que contenham característi-
cas quase regulares, por exemplo,
o whatsapp e a bula de remédio. Ressalta-se
que a distinção entre fala e escrita não é es-
tática, considerando-se que se pode construir
um texto escrito marcado por expressões
tipicamente orais e vice-versa.
Desse modo, um elemento distintivo entre a
fala e a escrita é a instantaneidade ou não da
formulação. Pense bem, quando você está
conversando com alguém, as junções entre
as palavras parecem muito naturais e formula-
das no exato momento da fala, ao passo que
a escrita, normalmente, requer um planeja-
mento e estabelece uma possibilidade maior
de transmitir uma mensagem exata, caso vo-
cê tenha o domínio das normas padrões da
língua.
Por que existe a variação linguística?
105105
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/estrangeirismos.htm
As variações linguísticas existem em virtude
da combinação entre fatores socioculturais,
isto é, as relações estabelecidas em determi-
nadas comunidades, e fatores sociocognitivos,
ou seja, as configurações de nossos cérebros
nos momentos em que utilizamos a língua e
influenciamos os outros indivíduos.
Percebe-se que a constituição das mudanças
pressupõe uma adesão coletiva, pois as novas
formas linguísticas só serão incorporadas se
forem capazes de ser compreendidas mental-
mente pela maioria dos falantes e contarem
com a aprovação deles. Um exemplo disso é
observado no filme Meninas malvadas, em
que a personagem Gretchen tenta emplacar
um novo bordão “Isso é tão barro”, porém a
sua colega Regina adverte “Para de tentar fa-
zer o barro acontecer, isso nunca vai pegar”.
Fatores socioculturais
Os fatores socioculturais são responsáveis
tanto pelas mudanças linguísticas quanto pela
tentativa de mantê-las estáticas. Nesse senti-
do, temos as instituições sociais, como as es-
colas; a tradição literária, os gramáticos e dici-
onaristas, e as academias de Letras; os meios
de comunicação; o Estado com seus órgãos
e entidades; e as diversas religiões, que se
revestem da condição de defensores de uma
língua intimamente conectada à cultura. O
problema reside na questão de essa cultura
ser um produto das classes socioeconômicas
privilegiadas, fato que reduz o círculo de pes-
soas legitimadas a estabelecer mudanças.
Em contrapartida a esse movimento, a diver-
sidade de origens geográficas, de etnias, de
posições hierárquicas entre homens e mulhe-
res e de graus de escolarização desencadeia
variações linguísticas, pois a fala e a escrita,
cada uma a sua maneira, são reflexos de
uma sociedade plural. Vale ressaltar que, con-
forme o indivíduo tem mais acesso à educa-
ção formal, mais ele será capaz de trocar as
expressões estigmatizadaspor aquelas deten-
toras de status aceitável.
Além dessa situação que ocorre nos contex-
tos locais, é importante observar que a mu-
dança linguística também pode ser originada
caso um número substancial de falantes de
uma determinada língua veja-se coagido a
utilizar uma escrita e fala diferentes das suas,
seja em razão de emigração, seja em virtude
de relações de dominação, como as vivencia-
das pelos índios brasileiros em relação aos
portugueses.
Fatores sociocognitivos
No que toca aos fatores sociocognitivos, a
economia linguística constitui um ponto crucial
para compreender-se o porquê das varia-
ções. Ela consiste em processos pautados em
duas premissas: poupar a memória, diminuir o
esforço ocasionado pelo funcionamento men-
tal e tornar mais fácil o ato de exteriorização
material da língua; e potencializar as capacida-
des comunicativas com base no preenchi-
mento das falhas presentes na fala e na escri-
ta.
Percebe-se, então, que tal fenômeno é res-
ponsável por um rearranjo, que retira alguns
excessos existentes no idioma bem como
acrescenta outros elementos, o
que desencadeia uma diversidade de estrutu-
ras. Um exemplo que ilustra satisfatoriamente
esses mecanismos articulatórios, fisiológicos e
psicológicos é a tendência de formar-se pala-
vras em que há uma alternância entre vogais
e consoantes, por exemplo, “gato”. Essa pro-
pensão gera a colocação de vogais em ter-
mos que contam com mais de uma consoan-
te juntas, como “advogado”, cuja proximidade
entre a letra “d” e a “v” leva as pessoas a in-
cluírem o som de “i” ou “e” entre elas, origi-
nando as variações fonéticas “adivogado” e
106106
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/instituicoes-sociais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/cultura/
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/consoantes.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/vogais.htm
“adevogado”.
Embora a economia linguística seja o elemen-
to mais reconhecido, há que se falar também
acerca da gramaticalização e da analogia co-
mo pilares sociocognitivos das variações. A
primeira consiste na construção de recursos
gramaticais inéditos por meio da reestrutura-
ção de formas já conhecidas pelos falantes.
Tal ocorrência é observada, por exemplo, nas
metáforas.
A cobra chegou. Não sei o que Daia-
ne faz aqui.
Verifique que o termo “cobra” faz referência
à pessoa Daiane, já que ela provavelmente
possui um comportamento tão traiçoeiro
quanto o do animal. Essa relação de proximi-
dade levou o indivíduo a construir a metáfora
citada.
Por sua vez, a analogia constitui um mecanis-
mo de comparação entre as palavras, e, com
base nisso, há o estabelecimento de seme-
lhanças entre elas e a escolha de um padrão
mais comum. Esse raciocínio é facilmente
identificado quando as crianças pré-escolares
conjugam alguns verbos irregulares, ou seja,
palavras que podem ter seus radicais (parte
que carrega o sentido principal) e desinências
(parte final da palavra que carrega informa-
ções, como gênero, número) modificados de
acordo com a conjugação.
• Se eu “queresse”, faria o bolo.
• Se eu quisesse, faria o bolo.
A primeira forma verbal é recorrente na pri-
meira pessoa do pretérito imperfeito do sub-
juntivo, já que temos a manutenção do radi-
cal e a inserção da desinência “esse”, por
exemplo, amasse, partisse, comesse, mandas-
se, bebesse; enquanto a segunda, apesar de
estar gramaticalmente adequada, rompe com
essa estrutura comum e apresenta-nos uma
constituição diferente, causando, a princípio,
estranhamento e vontade de adequá-la ao
padrão.
107107
Funções da linguagem
Português
As funções da linguagem estão relacionados
com os estudos da linguagem e
da comunicação. Alguns estudiosos apontam
a existência de, pelo menos, seis funções da
Linguagem, cada uma ligada a um diferen-
te elemento da comunicação. Entender essas
manifestações ajuda a interpretar textos com
mais eficiência e a compreender como os
atos comunicativos organizam-se, podendo
gerar mais eficácia no momento de se falar
ou de se escrever.
Funções de linguagem na comu-
nicação
Roman Jakobson, linguista russo, foi um dos
grandes teóricos que apresentaram ao mun-
do estudos referentes às funções da lingua-
gem na comunicação. Contudo, independen-
temente dos resultados das pesquisas acadê-
micas, podemos dizer que perceber os atos
comunicativos e o uso da linguagem não de-
pende de nos apropriarmos de teorias ou axi-
omas, basta que olhemos ao nosso redor.
Comunicamo-nos do momento em que acor-
damos até a hora de voltarmos a dormir, seja
por meio da linguagem verbal (escrita, falada),
seja por meio da linguagem não verbal. Para
cada interação, de forma consciente ou intuiti-
va, estamos submetidos a um esquema míni-
mo que nos permite elaborar e compreender
mensagens, conforme demonstrado a seguir.
Importante lembrar que, embora seja possí-
vel, na maioria das vezes, identificarmos
a função predominante, podemos perceber
que as seis funções da linguagem podem
perpassar os textos, uma vez que todos os
elementos estão presentes na comunicação.
→ Função referencial ou denotativa
A função referencial ou denotativa é a fun-
ção da informação. Presente em textos co-
mo artigos científicos, textos didáticos, folhe-
tos, manuais e textos enciclopédicos, enfatiza
o referente, ou seja, o assunto ou contex-
to em que aquele determinado texto está
inserido. Em sua estrutura, predominam o dis-
curso na ordem direta e o foco na terceira
pessoa com a utilização da objetividade.
Um gênero textual bastante representativo
dessa função é a notícia, cuja intenção é a de
informar os leitores sobre fatos relevantes e
recentes, e que, na maioria das vezes, cons-
trói-se desprovida de opiniões ou sequências
linguísticas que pretendam levar ao convenci-
mento..
108108
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/elementos-presentes-no-ato-comunicacao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-interpretacao-textual.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/generos-textuais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/o-jornal-noticia.htm
Exemplo
Com programação especial, Feira do Estu-
dante começa nesta segunda em Praia Gran-
de
Confira tudo que acontecerá no Pavilhão de
Eventos Jair Rodrigues até a próxima quarta-
feira (25).
Por Mariana Nadaleto, G1 Santos
Começa nesta segunda-feira (23) a 4ª edição
da Feira do Estudante, organizada pela Prefei-
tura de Praia Grande, que oferecerá palestras,
workshops, oficinas, atrações especiais, sortei-
os, parque de diversões e um show do Projo-
ta para o público jovem. O evento acontece
até quarta-feira (25), no Pavilhão de Eventos
Jair Rodrigues, e a entrada é gratuita (exceto
para o show de encerramento).
Mais de 20 unidades de ensino, entre elas
universidades, cursos de idiomas e cursos téc-
nicos, já confirmaram presença na Feira, e
oferecerão palestras e stands. Além disso,
também foram organizadas atividades especi-
ais, como o Espaço Urbano, Espaço Cultural e
o Lounge Fals, com programação para os
três dias de evento.
O objetivo da organização da Feira do Estu-
dante, que faz parte do Festival da Juventude
de Praia Grande, é dar oportunidade para que
os jovens conheçam as universidades e os
diversos cursos de idioma e técnicos ofereci-
dos na região, e assim, possam escolher com
mais clareza o que desejam seguir profissio-
nalmente.
O Pavilhão de Eventos Jair Rodrigues fica lo-
calizado dentro do Espaço Alvorada, na Ave-
nida Ministro Marcos Freire, altura do nº
6.420, Bairro Quietude, próximo ao Viaduto
Paschoalino Borelli da Via Expressa Sul.
→ Função emotiva ou expressiva
Diferentemente da função referencial ou de-
notativa, que preza pela objetividade, a princi-
pal particularidade da função emotiva ou ex-
pressiva é o caráter subjetivo, ou seja, a lin-
guagem cumprindo a função de emitir opini-
ões, emoções, desejos, sentimentos, expres-
sões individuais.
Estruturada com sequênciasna primeira pes-
soa do discurso, tem como representantes
os artigos de opinião, diários, cartas pesso-
ais e poemas líricos, por exemplo. Assim,
o ponto de vista de quem fala/escreve é es-
sencial no trabalho com a linguagem.
Exemplos
Mãos Dadas
Não serei o poeta de um mundo caduco
Também não cantarei o mundo futuro
Estou preso à vida e olho meus companhei-
ros
Estão taciturnos mas nutrem grandes espe-
ranças
Entre eles, considero a enorme realidade
O presente é tão grande, não nos afastemos
Não nos afastemos muito, vamos de mãos
dadas
Não serei o cantor de uma mulher, de uma
história
Não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem
vista da janela
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de
suicida
Não fugirei para as ilhas nem serei raptado
por serafins
O tempo é a minha matéria, o tempo pre-
sente, os homens presentes
A vida presente
Carlos Drummond de Andrade
109109
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/artigo-opiniao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-pessoal.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-pessoal.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/o-poema-caracteristicas-especificas.htm
Violência obstétrica, uma forma de desumani-
zação das mulheres
A expressão 'violência obstétrica' ofende mé-
dicos. Dizem não existir o fenômeno, mas ca-
sos isolados de imperícia ou negligência médi-
cas. O que aconteceu com a brasileira Adelir
Gomes, grávida e forçada pela equipe de saú-
de a realizar uma cesárea contra sua vontade,
dizem ser um caso extremo, escandalizado
pelas feministas como de violência obstétrica.
Não é verdade. A violência obstétrica manifes-
ta-se de várias formas no ciclo de vida repro-
dutiva das mulheres. Em cada mulher insultada
verbalmente porque sente dor no momento
do parto ou quando não lhe oferecem anal-
gesia. Na violência sexual sofrida em atendi-
mento pré-natal ou em clínicas de reprodu-
ção assistida. No uso de fórceps, na proibição
de doulas ou pessoas de confiança na sala de
parto. Na cesárea como indicação médica pa-
ra o parto seguro. A verdade é que a violên-
cia obstétrica é uma forma de desumaniza-
ção das mulheres.
Jornal El País Brasil, 20 de março de 2019.
→ Função poética
Embora tenha como nome função poética,
essa função da linguagem não é exclusiva
dos poemas. Quando a intenção discursiva é a
de construir uma mensagem que valoriza o
tipo em sua elaboração, vemos a manifesta-
ção desse tipo de função.
Assim, a presença de figuras de linguagem,
seja em textos poéticos, seja em textos em
prosa, bem como diferentes escolhas vocabu-
lares, ou mesmo a própria estruturação tex-
tual em versos com a presença de rimas de-
monstram a intencionalidade do trabalho com
a mensagem.
Exemplos
Millôr Fernandes
→ Função fática ou de contato
Centrada no canal ou veículo de comunica-
ção, a função fática ou de contato é aquela
em que a intencionalidade está
na manutenção do ato comunicativo, ou seja,
quando o emissor (locutor) busca estratégias
para manter a interação com o receptor
(interlocutor).
Quem nunca entrou em um elevador e
“jogou conversa fora” sobre como está o cli-
ma? Mesmo nos mais despretensiosos mo-
mentos de fala, as funções da linguagem es-
tão presentes. Ao desejar “Bom dia!”, ou
mesmo quando o professor, em sala de aula,
pergunta “Entendeu?”, percebemos o desejo
de que a comunicação siga seu curso. Do
“alô” ao “tchau”, do “bom dia” a “boa noite”,
vemos que o ser humano é realmente o ser
que fala e que nossos laços sociais fortalecem
110110
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/figuras-linguagem.htm
fortalecem-se diante da necessidade de nos
comunicarmos.
Exemplo
Comunicação
É importante saber o nome das coisas. Ou,
pelo menos, saber comunicar o que você
quer. Imagine-se entrando numa loja para
comprar um... um... como é mesmo o nome?
"Posso ajudá-lo, cavalheiro?"
"Pode. Eu quero um daqueles, daqueles..."
"Pois não?"
"Um... como é mesmo o nome?"
"Sim?"
"Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A pa-
lavra me escapou por completo. É uma coisa
simples, conhecidíssima."
"Sim senhor."
"O senhor vai dar risada quando souber."
"Sim senhor."
"Olha, é pontuda, certo?"
"O quê, cavalheiro?"
[...]
"Chame o gerente."
"Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza
de que chegaremos a um acordo. Essa coisa
que o senhor quer, é feito do quê?"
"É de, sei lá. De metal."
"Muito bem. De metal. Ela se move?"
"Bem... É mais ou menos assim. Presta aten-
ção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra
aqui e encaixa na ponta, assim."
"Tem mais de uma peça? Já vem montado?"
"É inteiriço. Tenho quase certeza de que é intei-
riço."
"Francamente..."
"Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim,
assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, ou-
tra volta e clique, encaixa."
"Ah, tem clique. É elétrico."
"Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encai-
xar."
"Já sei!"
"Ótimo!"
"O senhor quer uma antena externa de televi-
são."
"Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo..."
"Tentemos por outro lado. Para o que serve?"
"Serve assim para prender. Entende? Uma coisa
pontuda que prende. Você enfia a ponta pontu-
da por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende
as duas partes de uma coisa."
"Certo. Esses instrumentos que o senhor procu-
ra funciona mais ou menos como um gigantesco
alfinete de segurança e..."
"Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!"
"Mas do jeito que o senhor descrevia parecia
uma coisa enorme, cavalheiro!"
"É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um...
um... Como é mesmo o nome?"
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comunicação. In: PA-
RA gostar de ler, v.7. 3.ed. São Paulo: Ática, 1982.
p. 35-37.
111111
→ Função conativa ou apelativa
A função conativa ou apelativa é aquela em
que a ênfase está no emissor (interlocutor).
Com a intencionalidade de persuadir, conven-
cer, vemos, estruturalmente, a presença de
verbos no modo imperativo, os quais
têm intenção de indicar a forma como o ou-
tro deve agir.
Podemos verificar a ocorrência desse tipo de
função em textos de caráter publicitário, dis-
cursos políticos e religiosos, e também
em cartas argumentativas. Assim, quando o
emissor (locutor) tenta influenciar o recep-
tor (interlocutor), certamente estamos diante
da função conativa ou apelativa.
Exemplo
“Meu amigo, minha amiga, se você ainda não en-
controu a raiz do mal que lhe tem trazido prejuí-
zos por muitos anos, participe da campanha
“Corte a Raiz”, que lhe ajudará a descobrir e ar-
rancá-la de uma vez por todas.”
“Mas, que fique bem claro, ninguém é obrigado a
nada [...] nem mesmo a fazer a Fogueira Santa. A
Fogueira Santa é uma atitude exclusivamente
pessoal. Não faça sacrifício por que estamos fa-
lando, mas faça pela sua fé! Se você não foi to-
cado, não ouviu a Voz da fé, do Espírito Santo,
não participe! Porque se você manifesta qualquer
dúvida, mesmo um fio de dúvida, não é para ti
esse propósito de revolta”.
→ Função metalinguística
A função metalinguística é a função da expli-
cação. Geralmente, ouvimos dizer que a fun-
ção metalinguística é aquela em que o código
explica o próprio código, ou seja, a linguagem
explica a própria linguagem, e então teríamos
o dicionário como o principal representante
dessa função.
No entanto, podemos dizer que toda forma
de explicação, com expressões como “ou
seja”, “sendo assim”, “por exemplo”, introdu-
zem a manifestação dessa função da lingua-
gem. Música que fala ou explica como se fa-
zer música, poemas que tratam do fazer
poético, além de filmes que revelam como se
fazer cinema marcam a metalinguagem.
Exemplo
Significado de Código
Substantivo masculino
Coleção de leis: Código Penal. Coleção de regras
e preceitos. Sistema de símbolos que permite a
representação de uma informação: código Mor-
se. Conjunto de regras que permite a transposi-
ção de sistemas de símbolos sem alterar o signi-
ficado da informação transmitida.
Linguística: Conjuntode todos os elementos lin-
guísticos vigentes numa comunidade e postos à
disposição dos indivíduos para servir-lhes de mei-
os de comunicação; língua.
(Fonte: Dicio.com)
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave? [...]
(Trecho do poema Procura da poesia, de
Carlos Drummond de Andrade)
112112
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/formacao-modo-imperativo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-argumentativa.htm
Elementos da comunicação
Português
-> A comunicação está associada à
linguagem e interação, de forma que
representa a transmissão de
mensagens entre um emissor e um
receptor.
Existem seis elementos sendo eles:
emissor (locutor), receptor
(interlocutor), mensagem, canal, código
e referente. Na ausência ou no mau
uso de um dos elementos, diz-se que
houve ruído na comunicação, o que
significa dizer que ela não foi bem-
sucedida. Nesse sentido, é importante
conhecermos os elementos, para que
possamos fazer um bom uso deles e
estabelecermos atos comunicativos
eficazes.
Emissor ou locutor -> Quem
elabora a mensagem, quem diz.
Receptor ou interlocutor -> É quem
recebe a mensagem emitida pelo
emissor.
Mensagem -> Texto verbal ou não
verbal propriamente dito, é a estrutura
textual.
Referente ou contexto -> Trata-se
da situação comunicativa em que
estão inseridos o emissor e receptor.
Canal ou veículo -> É o meio pelo
qual a mensagem é difundida,
divulgada, o seu veículo condutor.
Código -> É a forma como a
mensagem organiza-se, é um
conjunto de sinais organizados de
maneira que tanto o locutor quanto o
interlocutor conheçam e tenham
acesso.
113113
Linguagem Verbal e Não
Verbal
Importante lembrar que existem duas
modalidades básicas de linguagem, ou
seja, a linguagem verbal e a linguagem
não verbal.
A primeira é desenvolvida pela
linguagem escrita ou oral, enquanto a
outra pode ocorrer por meio de
gestos, desenhos, fotografias, dentre
outros.
Meios de Comunicação
Os meios de comunicação
representam um conjunto de veículos
destinados à comunicação. Eles são
classificados em dois tipos: individual ou
de massa (comunicação social). Ambos
são muito importantes para difusão de
conhecimento entre os seres
humanos na atualidade, por exemplo: a
televisão, o rádio, a internet, o cinema,
o telefone, dentre outros.
Tipos de Comunicação
De acordo com a mensagem
transmitida a comunicação é
classificada de duas maneiras:
Comunicação verbal: Uso da palavra,
por exemplo na linguagem oral ou
escrita.
Comunicação não verbal: Não utiliza
a palavra, por exemplo, a
comunicação corporal, gestual, de
sinais, dentre outras.
114114
Análises\\Tipos de discursos
Português
Discurso é a prática humana de
construir textos, sejam eles escritos
ou orais. Sendo assim, todo discurso é
uma prática social. A análise de um
discurso deve, portanto, considerar o
contexto em que se encontra, assim
como as personagens e as condições
de produção do texto.
-> Discurso Direto, Indireto e Indireto
Livre são tipos de discursos utilizados
no gênero narrativo para introduzir as
falas e os pensamentos dos
personagens. Seu uso varia de acordo
com a intenção do narrador.
Discurso Direto
No discurso direto, o narrador dá
uma pausa na sua narração e passa a
citar fielmente a fala do personagem.
O objetivo desse tipo de discurso é
transmitir autenticidade e
espontaneidade.
Características do Discurso
Direto
-> Utilização dos verbos da
categoria dicendi, ou seja, aqueles que
têm relação com o verbo "dizer". São
chamados de "verbos de elocução", a
saber: falar, responder, perguntar,
indagar, declarar, exclamar, dentre
outros.
-> Utilização dos sinais de pontuação -
travessão, exclamação, interrogação,
dois pontos, aspas.
-> Inserção do discurso no meio do
texto - não necessariamente numa
linha isolada.
Exemplo:
Querendo ouvir sua voz, resolveu
telefonar:
— Alô, quem fala?
— Bom dia, com quem quer falar?
— respondeu com tom de simpatia.
Discurso Indireto
No discurso indireto, o narrador da
história interfere na fala do
personagem preferindo suas palavras.
Aqui não encontramos as próprias
palavras da personagem.
Características do Discurso
Indireto
-> O discurso é narrado em terceira
pessoa.
115115
https://www.infoescola.com/linguistica/analise-do-discurso/
https://www.infoescola.com/linguistica/analise-do-discurso/
-> Algumas vezes são utilizados os
verbos de elocução, por exemplo:
falar, responder, perguntar, indagar,
declarar, exclamar. Contudo não há
utilização do travessão, pois
geralmente as orações são
subordinadas, ou seja, dependem de
outras orações, o que pode ser
marcado através da conjunção “que”
(verbo + que).
Exemplo:
Querendo ouvir sua voz, resolveu
telefonar. Cumprimentou e perguntou
quem estava falando. Do outro lado,
alguém respondeu ao cumprimento e
perguntou com tom de simpatia com
quem a pessoa queria falar.
Passagem do discurso direto
para discurso indireto
Para fazer a passagem do discurso
direto para o discurso indireto,
precisamos fazer as seguintes
mudanças.
Pessoas e pronomes
A 1ª pessoa no discurso direto passa
para a 3ª pessoa no discurso indireto.
Você deve mudar a pessoa do verbo
e todos os pronomes da frase.
Exemplos:
Eu -> ele/ela
Nós -> eles/elas
Meu, nosso -> seu, seus
e assim por diante...
Tempos verbais
Discurso direto Discurso indireto
Presente do indicativo
Pretérito imperfeito do
indicativo
Pretérito perfeito do
indicativo
Pretérito mais-que-
perfeito
Futuro do presente do
indicativo
Futuro do pretérito do
indicativo
Presente do subjuntivo
Pretérito imperfeito do
subjuntivo
Futuro do subjuntivo
Pretérito imperfeito do
subjuntivo
Imperativo
Pretérito imperfeito do
subjuntivo
Pontuações:
Frases interrogativas, exclamativas e
imperativas no discurso direto passam
para frases declarativas no discurso
indireto.
Noções temporais e espaciais
Ontem -> no dia anterior
Hoje -> naquele dia
Amanhã -> no dia seguinte
Aqui -> ali
Aí -> lá
Este -> aquele
Isto -> aquilo
116116
https://www.soportugues.com.br/secoes/FAQresposta.php?id=128
https://www.soportugues.com.br/secoes/FAQresposta.php?id=128
https://www.soportugues.com.br/secoes/FAQresposta.php?id=128
Exemplos
Discurso direto Discurso indireto
Sou a pessoa com
quem falou há pouco.
Disse que era a pessoa
com quem tinha falado
há pouco.
Eu comecei meu
tratamento ontem.
Ele disse que começara
seu tratamento no dia
anterior.
Nós viajaremos
amanhã.
Eles disseram que
viajariam no dia
seguinte.
Não me ligues mais!
Pediu que não lhe
ligasse mais
Discurso Indireto Livre
No discurso indireto livre há uma fusão
dos tipos de discurso (direto e
indireto), ou seja, há intervenções do
narrador bem como da fala dos
personagens.
Não existem marcas que mostrem a
mudança do discurso. Por isso, as falas
dos personagens e do narrador - que
sabe tudo o que se passa no
pensamento dos personagens -
podem ser confundidas.
Características do Discurso
Indireto Livre
-> Liberdade sintática.
-> Aderência do narrador ao
personagem
Exemplo:
O despertador tocou um pouco mais
cedo. Vamos lá, eu sei que consigo!
117117
Tipologias\Gêneros textuais
Português
Tipologia textual
A Tipologia Textual se relaciona com
a estrutura, o conteúdo e a forma
como um texto se apresenta, e os
quatro principais tipos que
abordaremos são:
Narração.
-> Tipologia textual muito conhecida.
Trata-se, de maneira singela, de
uma história contada por
um narrador, a qual é construída emtorno de um ou mais personagens,
em um determinado local e em um
determinado tempo.
Dissertação.
-> A dissertação é extremamente
utilizada no dia a dia. Trata-se de
uma tipologia textual que
objetiva expor, analisar e defender
uma tese ou ponto de vista acerca
de um determinado assunto.
Descrição.
-> Nesses tipos de textos, o autor
se coloca na posição de mero
observador e explica como é
determinada coisa. Há a exposição
de uma opinião ou sentimentos.
Normalmente, a partir da descrição,
é possível que o leitor crie, em sua
mente, uma imagem do que está
sendo descrito. É muito comum
vermos forte presença dos cinco
sentidos durante o texto, com
marcante descrição de tato, audição,
visão, olfato e paladar.
Injunção.
-> Tipologia textual que
abordaremos é a injunção. Esses
textos
apresentam comandos ou instruções
ao seu leitor, podendo ser com viés
de ordem ou conselho, mas sempre
buscando controlar a ação do
interlocutor utilizando-se, para tanto,
da forma imperativa.
Gêneros textuais
Os gêneros textuais são inúmeros e
cada um deles possui o seu próprio
118118
estilo de escrita e de estrutura. Confira
alguns deles a seguir:
Conto maravilhoso;
Conto de fadas;
Fábula;
Carta pessoal;
Lenda;
Telefonema;
Poema;
Narrativa de ficção científica;
Romance;
E-mail;
Manual de instruções;
Lista de compras;
Edital;
Conto;
Piada;
Relato;
Relato de viagem;
Diário;
Autobiografia;
Curriculum vitae;
Notícia;
Biografia;
Relato histórico;
Texto de opinião;
Carta de leitor;
Carta de solicitação;
Editorial;
Ensaio;
Resenhas críticas;
Seminário;
Conferência;
Palestra;
Texto explicativo;
Relatório científico;
Receita culinária;
Regulamento;
119119
Trovadorismo
Literatura
É chamado de trovadorismo o primeiro movi-
mento artístico que se deu
na poesia europeia, sobretudo a partir dos
séculos XI e XII. Composto por cantigas líricas
e satíricas, escritas pelos trovadores, que dão
nome ao movimento, era um híbrido entre a
linguagem poética e a música.
Acompanhados de instrumentos musicais e
de dança, os trovadores viajavam entoando
suas cantigas. Foi um dos gêneros literários
mais populares da Idade Média, ao lado das
novelas de cavalaria, expressão da prosa no
período.
Contexto histórico
O trovadorismo desenvolveu-se durante
o período medieval, principalmente a partir do
século XII. À época, não existiam ainda
os Estados nacionais — a Europa encontrava-
se dividida em feudos, grandes propriedades
controladas pelos suseranos. O valor, na Idade
Média, não era fundamentado no dinheiro,
mas na posse territorial. Por esse motivo, o
cotidiano medieval era marcado por mui-
tas guerras, batalhas e invasões com o intuito
da conquista de território.
Características do trovadorismo
As obras do trovadorismo são chama-
das cantigas, pois eram escritas para serem
declamadas (não havia cultura do livro na Ida-
de Média, a população era em grande parte
analfabeta e ainda não havia sido inventado o
livro impresso), e frequentemente eram
acompanhadas de instrumentos musicais, co-
mo a lira, a flauta, a viola.
Enquanto o compositor (de origem) era cha-
mado de trovador, o músico era chamado
de menestrel. Chamava-se segrel o trovador
profissional, cavaleiro que ia de corte em cor-
te divulgando suas cantigas em troca de di-
nheiro.
Havia ainda o jogral, cantor de origem popular
que interpretava cantigas de outrem e com-
punha as suas próprias.
As baladeiras ou soldadeiras eram as dançari-
nas e cantoras que também os acompanha-
vam nas apresentações e dramatizações das
cantigas.
Trovador tocan-
do uma lira, ins-
trumento musical
que deu o nome
ao gênero lírico.
120120
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/o-poema-caracteristicas-especificas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/conceito-idade-media.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/cavalaria-medieval.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/textos-narrativos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/como-surgira-os-estados-nacionais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/sociedade-feudal.htm
O trovadorismo foi um movimento itinerante,
isto é, os grupos de trovadores e menestréis
viajavam pelas cortes, burgos e feudos, divul-
gando em suas composições acontecimentos
políticos e propagando ideias, como a do
comportamento amoroso esperado de um
cavaleiro apaixonado.
O amor é um dos temas centrais do trovado-
rismo. É o eixo condutor das cantigas de
amor e das cantigas de amigo. É comum o
tema da coita (coyta), palavra que designa a
dor do amor, do trovador apaixonado que
sente no corpo a não realização amorosa. Daí
a origem da palavra “coitado”: aquele que foi
desgraçado, vítima de dor ou mazela.
Os trovadores escreveram ainda outros dois
tipos de cantiga: as de escárnio e as
de maldizer, dedicadas a satirizar e ridicularizar
.É comum que haja paralelismo nas cantigas:
cada ideia desenvolve-se a cada duas estrofes
— ou, na verdade, cobras. A nomenclatura da
época era diferente: a estrofe chamava-se
cobra, o verso chamava-se palavra.
Trovadorismo em Portugal
O trovadorismo galego-português desenvol-
veu-se, em termos gerais, em finais do século
XII. Os pesquisadores apontam sua gênese
em uma cantiga de Paio Soares de Tavei-
rós dedicada a Maria Pais Ribeiro, a favorita do
rei Sancho I, que viveu entre os anos de 1154
e 1211.
É importante salientar que a literatura portu-
guesa do século XII não possuía ainda uma
noção de identidade nacional plenamente ins-
tituída. O território fazia parte do Condado
Portucalense e do Condado da Galícia, terras
dadas como presente de casamento a solda-
dos cruzados que desposaram duas moças
nobres.
D. Afonso I Henriques transformou os dois
condados em um reinado, mas ele mesmo só
foi reconhecido como monarca ao reconquis-
tar essas terras resguardado pelo poder e
força da cristandade. A identidade dos trova-
dores, portanto, não era portuguesa,
mas ibérica e hispânica. A origem desses
compositores era Leão, Galícia, o reino portu-
guês, Castela etc.
Foi Dom Dinis I, no final do século XIII, quem
estabeleceu a língua galego-portuguesa como
oficial do reino, junto às primeiras universida-
des. E ele mesmo era um rei-trovador. O mo-
narca poeta queria que Portugal se constituís-
se como nação de fato, incentivando a identi-
dade cultural e o trovadorismo. O movimento
foi, portanto, muito importante para o desen-
volvimento do idioma e da cultura portuguesa
.Autores e obras do trovadorismo
Houve grande número de autores das canti-
gas galego-portuguesas, parte deles de ori-
gem desconhecida, anônima. Sabe-se, contu-
do, que a arte trovadoresca é, em sua grande
maioria, de autoria dos grandes senhores me-
dievais ibéricos. Além dos trovadores, havia
também os jograis, autores que provinham
das classes populares, que não apenas inter-
pretavam as cantigas mas também as com-
punham.
Dos autores mais conhecidos, destacam-se
João Soares de Paiva, autor mais antigo pre-
sente nos manuscritos, João Zorro, Martin
Codax, Paio Soares de Taveirós, João Garcia
de Guilhade, Vasco Martins de Resende e os
reis D. Dinis I e Afonso X.
As obras do trovadorismo constituem
de pergaminhos e manuscritos. O que chegou
até nossos dias está compilado
nos Cancioneiros. São mais conhecidos os
121121
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/paralelismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/primeira-segunda-epoca-medieval.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/primeira-segunda-epoca-medieval.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/afonso-i-henriques.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/dom-dinis.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/formacao-monarquia-nacional-portuguesa.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/formacao-monarquia-nacional-portuguesa.htmhttps://brasilescola.uol.com.br/biografia/dom-dinis.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/afonso-x-castela.htm
pergaminhos Vindel e Sharrer, por possuírem
notação musical. Com base neles, foram feitas
gravações contemporâneas de algumas canti-
gas, como “Ondas do mar de Vigo”, do jogral
Martin Codax, permitindo que possamos ouvir
as cantigas conforme foram idealizadas por
seus autores.
Cantigas
As cantigas dividem-se em dois ti-
pos: lírico e satírico.
• Cantigas líricas
Cantigas líricas são as de temática amorosa, e
possuem dois tipos: cantigas de
amor e cantigas de amigo.
• Cantigas de amor
Gênese da poesia amorosa que surgiria nos
séculos seguintes, a cantiga de amor é canta-
da em 1ª pessoa. Nela, o trovador declara seu
amor por uma dama, geralmente acometido
pela coita, a dor amorosa diante da indiferen-
ça da amada.
A confissão amorosa é direta, e o trovador
comumente dirige-se à dama como “mia se-
nhor” ou “mia senhor fremosa” (“minha se-
nhora” ou “minha formosa senhora”), em ana-
logia às relações de senhorio e vassalagem
medievais. O apaixonado é, portanto, servo e
vassalo da amada e enuncia seu amor com
insistência e intensidade.
Mesura1 seria, senhor2,
de vos amercear3 de mi,
que vós em grave4 dia vi,
e em mui grave voss’amor,
tam grave que nom hei poder
d’aquesta coita mais sofrer
de que muit’há fui sofredor.
Pero sabe Nostro Senhor
que nunca vo-l’eu mereci,
mais sabe bem que vós servi,
des que vos vi, sempr’o melhor
que nunca pudi fazer;
por em querede-vos doer
de mim, coitado pecador.
[...]
(D. Dinis, em Cantigas de D. Dinis, B 521b, V
124)
[1] mesura: “cortesia”
[2] senhor: “senhora”. Os sufixos terminados
em “or” não possuíam flexão feminina.
[3] amercear: “compadecer-se, sentir compai-
xão”
[4] grave: “difícil, infeliz”
Nessa cantiga, o trovador espera que a dama
tenha a cortesia de sentir compaixão por ele.
Sofrendo, diz que foi infeliz o dia em que a
conheceu e mais infeliz ainda o amor que por
ela sentiu, tão difícil que não pode mais so-
frer da coita, pois que há muito é sofredor.
Sabe Deus que ele nunca mereceu esse so-
frimento, sabe Deus que ele sempre ofere-
ceu à dama o seu melhor e diz que ela é
que quer vê-lo padecer, coitado pecador.
• Cantigas de amigo
Embora compostas por trovadores homens,
representam sempre uma voz feminina. É a
dama quem vai expor seus sentimentos,
sempre de maneira discreta, pois, para o
contexto provençal, o valor mais importante
de uma mulher é a discrição. A donzela dirige
-se por vezes à sua mãe, a uma irmã ou
amiga, ou ainda a um pastor ou alguém que
encontre pelo caminho. Existem sete catego-
122122
rias de cantigas de amigo:
- as albas, que cantam o nascer do Sol;
- as bailias, que cantam a arte da dança;
- as barcarolas, de temática marítima;
- as pastoreias, de temática bucólica;
- as romarias, de celebração religiosa;
- as serenas, que cantam o pôr do Sol;
- as de pura soledade, que não se enquadram
em nenhum dos temas anteriores.
Oy eu, coytada, como vivo em gran cuydado
por meu amigo que ey alongado!
Muito me tarda
o meu amigo na Guarda
Oy eu, coytada, como vivo em gran desejo
por meu amigo que tarda e non vejo!
Muyto me tarda
o meu amigo na Guarda
(D. Sancho I ou Alfonso X [autoria duvido-
sa], Cancioneiro da Biblioteca Nacional, B 456)
Nessa cantiga, verifica-se que a donzela tam-
bém sofre as penosas dores do amor, da dis-
tância entre ela e o amado, oficial da guarda,
que há muito não vê. Percebemos, entretan-
to, que o discurso amoroso é mais sutil, não é
dirigido diretamente ao rapaz; trata-se de
um lamento de saudade.
• Cantigas satíricas
Destinam-se
a ironizar ou difamar determinada pessoa.
Existem dois tipos de cantigas satíricas: as
de escárnio e as de maldizer.
• Cantigas de escárnio
São mais irônicas e trabalham sobretudo com
trocadilhos e palavras de duplo sentido, sem
mencionar diretamente nomes.
São críticas indiretas: é um “mal dizer” de manei-
ra encoberta, insinuada.
Ai dona fea, fostes-vos queixar
que vos nunca louv'en[o] meu cantar;
mais ora quero fazer um cantar
em que vos loarei todavia;
e vedes como vos quero loar:
dona fea, velha e sandia!
Dona fea, se Deus mi perdom,
pois havedes [a]tam gram coraçom
que vos eu loe, em esta razom
vos quero já loar todavia;
e vedes qual será a loaçom:
dona fea, velha e sandia!
Dona fea, nunca vos eu loei
em meu trobar, pero muito trobei;
mais ora já um bom cantar farei
em que vos loarei todavia;
e direi-vos como vos loarei:
dona fea, velha e sandia!
(João Garcia de Gilhade, Cancioneiro da Bibliote-
ca Nacional, B 1485 V 1097)
Nessa cantiga de escárnio, o trovador res-
ponde a uma dama que se teria queixado de
nunca ter recebido dele nenhuma trova. Irôni-
co, ele diz que fará, então, uma cantiga para
louvá-la, chamando-a “dona feia, velha e louca
[sandia]”.
• Cantigas de maldizer
São aquelas em que os trovadores apon-
tam direta e nominalmente o alvo de suas
sátiras, de forma propositalmente ofensiva e
fazendo uso de vocabulário grosseiro.
Da mulher vossa, ó meu Pero Rodrigues
Jamais creiais no mal que falam dela.
Pois bem sei eu que ela por vós mui zela,
Quem não vos quer vos traz somente intri-
gas!
Pois quando deitou ela em minha cama,
123123
A mim mui bem de ti ela falava,
Se a mim deu o corpo, é a vós quem ela
ama.
(Martim Soares, versão de Rodrigues Lapa,
em Crestomatia arcaica)
Cancioneiros
As cantigas do trovadorismo chegaram até
nosso conhecimento pelo registro
dos Cancioneiros. Trata-se de livros, geral-
mente manuscritos, que são compilados com
as letras e, às vezes, notações musicais das
canções, além de ilustrações. São três os
principais Cancioneiros.
Cancioneiro da ajuda: compilação de textos
do século XIII, foi descoberto na biblioteca do
Colégio dos Nobres apenas no início do sécu-
lo XIX. Possui 310 cantigas, em sua maioria de
lírica amorosa, e permaneceu inacabado, o
que é perceptível por possuir iluminuras com
as pinturas incompletas ou ainda apenas com
o desenho traçado.
Folha do manuscrito do Cancioneiro da ajuda,
conjunto de poemas escritos no século XII
Cancioneiro da Biblioteca Nacional: manuscrito
copiado na Itália no começo do século XVI,
por inciativa do humanista Angelo Colocci,
com base em outro manuscrito de origem
medieval desconhecida. Contém 1560 poe-
mas de cerca de 150 trovadores e menes-
tréis galego-portugueses, compostos entre
os séculos XII e XIV, nos gêneros lírica
amorosa e sátira.
Cancioneiro da Vaticana: também copiado
por Angelo Colocci, na Itália, recebe esse no-
me por ter sido encontrado na Biblioteca do
Vaticano. É composto de 1205 cantigas, das
quais 138 são de autoria de D. Dinis.
Resumo
• Foi um movimento poético-musical;
• Desenvolveu-se na Idade Média, entre
os séculos XI e XIV;
• As composições chamavam-se cantigas
e eram geralmente acompanhadas de
música e dança;
• Cantigas de amor (cavaleiro declara
amor e coita à dama);
• Cantigas de amigo (sempre na voz fe-
minina);
• Cantigas de escárnio (ironia e crítica in-
direta);
• Cantigas de maldizer (ofensivas e dire-
tas, citando nomes);
• As cantigas chegaram aos nossos dias
graças ao Cancioneiros;
• Os trovadores oficiais tinham linhagem
nobre, incluindo reis, mas havia também
os jograis, nascidos nas camadas popula-
res;
Apreciada pela corte, a obra trovadoresca foi
importante instrumento de consolidação da
cultura e do idioma português.
124124
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/humanismo.htm
Classicismo
Literatura
O Classicismo foi um movimento cultural que
fez parte do Renascimento europeu, durante
os séculos XV e XVI. Como o próprio nome
aponta, a proposta do Classicismo era
um retorno às formas e temas
da Antiguidade Clássica, ou seja, Grécia e Ro-
ma antigas.
Contexto histórico
O período da Idade Média durou cerca de 10
séculos na Europa (século V – séculoXV).
Durante esse longo período de tempo,
o desenvolvimento científi-
co e cultural dependia do aval ou do acei-
te da Igreja Católica, que exercia influência
política e socioeconômica em toda a Europa.
Enquanto a riqueza na Idade Média estava re-
lacionada à posse da terra e à tradição, as
trocas comerciais que se estabeleceram com
o mercantilismo tornaram o dinheiro a grande
fonte de poder. O intercâmbio com civiliza-
ções da Ásia e da África, sobretudo com po-
vos de origem árabe, abriu para os europeus
novos horizontes, como o desenvolvimento
da matemática e os instrumentos de navega-
ção, como o astrolábio.
Os espaços geográficos abriam-se, com a
descoberta de novas rotas pelo mar, levando
até a chegada aos territórios do grande conti-
nente americano: eram as Grandes Navega-
ções.
. Tudo isso foi possível graças ao Renasci-
mento, movimento científico e cultural que
tomou conta da Europa no século XV. Esqui-
vando-se da censura ideológica da Igreja, pen-
sadores e cientistas elaboraram novas teori-
as e invenções: Nicolau Copérnico propõe
o modelo heliocêntrico do Universo, Galileu
Galilei descobre as leis que regem a queda
dos corpos, Johann Gutemberg inventa
os tipos móveis para imprimir os livros, tarefa
antes delegada aos monges copistas.
O horizonte cultural do Renascimento era a
Antiguidade Clássica. A Grécia Antiga é consi-
derada o berço do pensamento ocidental
(tendo influenciado diretamente a cultura dos
romanos), por isso o retorno às formas clássi-
cas foi o propósito estético dos renascentistas.
O Classicismo tem sua gênese na Itália, ao fi-
nal do século XIII, com o surgimento
do pensamento humanista.
Principais características do
Classicismo
• Busca pelo equilíbrio, pela proporção,
pela objetividade e pela transparência.
• Obra mimética como reflexão de uma
Escultura romana de Menelau, trazendo a propor-
ção e o ideal de beleza grego.
125125
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/renascimento.htm
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-antiguidade.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/conceito-idade-media.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/influencia-igreja-historia.htm
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-mercantilismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/expansao-maritima-europeia.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/expansao-maritima-europeia.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/geocentrismo-heliocentrismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/galileu-galilei.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/galileu-galilei.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/invencao-imprensa.htm
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-grecia-antiga.htm
natureza que segue leis universais, ou seja,
a obra como concerto harmônico.
• Contenção da subjetividade, dos ímpe-
tos da interioridade: o que vale é a obra,
não o que sente ou pensa o autor. O
autor deve desaparecer perante a obra.
• Rigor formal: cada forma utilizada no
texto clássico deve seguir um conjunto
de regras próprio.
• Separação das artes: os gêneros textu-
ais não se misturam. A poesia lírica tem
seu próprio método e características
que não devem ser confundidos com
aqueles da poesia épica, ou
da dramaturgia, por exemplo.
• Noção do ideal de beleza grego, tam-
bém norteado pela proporção e pelo
equilíbrio das formas.
• Neoplatonismo.
• Temas da mitologia greco-romana.
• Valorização da racionalidade em oposi-
ção à sentimentalidade e do universal
em detrimento do particular.
• Antropocentrismo, a centralidade da
existência humana em relação ao Uni-
verso e àquilo que o compõe.
• Obra como veiculadora de verdades e
ensinamentos que permitam aperfeiçoar
a alma humana.
• Adoção de formas textuais da Antigui-
dade Clássica, predominantemente a
dramaturgia e os gêneros da tragédia e
da comédia, e a poesia, nos gêneros
lírico e épico.
Classicismo em Portugal
Embora na Itália o Classicismo tenha se insinu-
ado em meados do século XIII, é apenas em
1527, com Sá de Miranda, que o movimento
tem início em Portugal. Influenciado pelo dolce
stil nuovo, “doce estilo novo”, em tradução
livre, que aprendera na Itália, Sá de Miranda
introduz à literatura o gênero do soneto de-
cassílabo, que ficaria conhecido como “medida
nova”, em oposição à “medida velha”, a das
redondilhas (cinco ou sete sílabas métricas).
Arco da rua
Augusta, na
Praça do
Comércio,
em Lisboa:
exemplo da
arquitetura
classicista em Portugal.
Foi predominante no Classicismo português a
temática do neoplatonismo, escola filosófica
que retomava a filosofia amorosa de Platão,
tratando o amor não a partir da sensualidade,
mas por seu viés filosófico e religioso. Além
disso, os poetas do período valorizaram so-
bretudo os grandes feitos nacionais, as con-
quistas do povo português, assunto da poesia
épica. Pode-se entender, portanto, que o
Classicismo em Portugal voltou-se para dois
principais temas: amor e bravura.
Principais autores e obras
• Francisco de Sá de Miranda (Coimbra, 1481
– Amares, 1558)
Precursor do Classicismo português, foi o res-
ponsável pela introdução do verso decassíla-
bo em Portugal. Teve algumas poesias publi-
cadas no Cancioneiro geral (1516), compilado
antológico da poesia humanista.
Introduziu também, em língua portuguesa, as
formas da canção da sextina e as produções
em tercetos e em oitavas, sendo responsável
pela formação dos poetas portugueses, ten-
do grande influência na literatura que se de-
senvolveu no período.
126126
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/generos-textuais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/generos-textuais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/genero-lirico.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/genero-epico.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/genero-dramatico.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/poesia-poema-prosa.htm
Eram parte de suas temáticas a reflexão mo-
ral, filosófica e política, além do lirismo amoro-
so. Escreveu também textos dramatúrgicos e
cartas em forma de verso.
Francisco de Sá de Miran-
da foi o precursor do Clas-
sicismo português.
Exemplo de soneto de Sá
de Miranda
Comigo me desavim,
Sou posto em todo peri-
go;
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.
Com dor da gente fugia,
Antes que esta assi crecesse:
Agora já fugiria
De mim, se de mim pudesse.
Que meo espero ou que fim
Do vão trabalho que sigo,
Pois que trago a mim comigo
Tamanho imigo de mim?
(Sá de Miranda)
• Luís Vaz de Camões (1524/1525-1580)
O berço de nascimento de Camões é incerto:
provavelmente Lisboa, provavelmente em
1524 ou 1525, mas as cidades de Coimbra,
Santarém e Alenquer também reivindicam
ser o local onde o poeta nasceu.
De origem fidalga, Camões teve uma educa-
ção sólida e era conhecedor
de história, geografia e literatura. Deu início ao
curso de Teologia na Universidade de Coim-
bra, que abandonou por levar uma vida in-
compatível com os preceitos religiosos. Con-
quistador, Camões teve muitas paixões e
seus versos eram muito prestigiados pelas
damas da
corte.
Retrato de
Camões em
cédula de
50 escudos
angolanos.
Envolveu-se
em duelos e
fez inimiza-
des, o que o
levou a alistar-se e embarcar, como soldado,
para Ceuta, lutando contra os mouros e per-
dendo o olho direito em combate. Já em li-
berdade, embarcou para a Índia, em 1554, e
viveu também em Macau. Salvou-se de um
naufrágio em 1556, levando consigo os origi-
nais de sua mais célebre obra, o poema épi-
co Os Lusíadas. Morreu em Portugal, em
1580.
Camões é considerado o mais importante po-
eta de língua portuguesa e um dos maiores
da literatura universal. Sua produção literária é
múltipla e contempla tanto as formas erudi-
tas quanto as formas populares, de trovas,
inspiradas em velhas cantigas medievais. A
obra de Camões pode ser dividida em dois
eixos principais: a poesia líricae a épica.
A lírica camoniana é composta principalmente
de temas amorosos, bastante influenciada pe-
lo neoplatonismo, que convive com os temas
sensuais, estabelecendo quase sempre uma
contradição. As antíteses da presença-
ausência, amor espiritual-amor carnal, vida-
morte, sonho-realidade são muito presentes
em seus poemas, o que o torna um anteci-
pador do movimento maneirista.
127127
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/luis-camoes.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historia/
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/
.Além disso, Camões compôs na chama-
da “medida velha”, as redondilhas, ligadas à tra-
dição popular, e na “medida nova”, o poema
decassílabo, forma preferida para a exposição
de temas e sentimentos complexos.
• Exemplo da poesia de Camões
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
Algua cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,
Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
(Camões)
• Os Lusíadas
Camões ficou muito conhecido por seu traba-
lho como sonetista, mas sua grande obra
foi Os Lusíadas, poema épico de cu-
nho nacionalista que exalta o período das
Grandes Navegações portuguesas. Inspirado
em Virgílio e Homero pela forma e pelo te-
ma, Camões utiliza-se também da mitologia
greco-romana para tecer a epopeia: Baco te-
ria se voltado contra os portugueses, por ser
dono dos territórios indianos, e Vênus, por
gostar do povo lusitano, estaria a seu favor.
Assim, a viagem real de Vasco da Gama mis-
tura-se a essa narrativa mitológica. Escritos
em 10 cantos com oito estrofes cada um, Os
Lusíadas é obra de linguagem cul-
ta e elevada, conforme a característica da
poesia épica, e canta heroicamente os reis e
os fidalgos portugueses a partir da conquista
dos novos territórios, adicionando também
outros episódios gloriosos da história de Por-
tugal.
Canto I
As armas e os barões assinalados
Que, da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca dantes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram;
E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando:
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e a arte.
[...]
(Camões, Os Lusíadas.)
128128
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/nacionalismo.htm
Quinhentismo
Literatura
O que é Quinhentismo?
Quinhentismo é o nome dado para
as manifestações literárias que
surgiram no Brasil nos primeiros anos
do século XVI, durante o período
de descobrimento das características
nativas do país pelo povo europeu.
O Quinhentismo é marcado pelo
ponto de vista do europeu sobre o
Brasil, ou seja, as impressões sobre a
fauna, a flora e, principalmente, os
indígenas, o povo nativo das "novas
terras descobertas". As narrativas
contavam histórias focadas nas
ambições, intenções e objetivos do
homem europeu, em busca de novas
terras e riquezas. Esses textos eram
produzidos principalmente por
aventureiros, jesuítas e missionários
que passavam pelas terras brasileiras.
Principais características do
Quinhentismo:
Conquista material e espiritual
Linguagem simples
Utilização de adjetivos
Textos descritivos e informativos
Crônicas de viagens
Principais Autores do
Quinhentismo:
Pero Vaz de Caminha: Foi um fidalgo
português, escrivão e vereador na
cidade portuguesa do Porto. Ficou
conhecido como autor da “Carta de
Pero Vaz de Caminha”, ao rei D.
Manuel I. Essa carta é considerada o
primeiro documento escrito sobre o
Brasil, que relata a descoberta das
terras brasileiras.
Pero de Magalhães Gandavo: Foi
professor, historiador, cronista e
secretário na Torre do Tombo.
Escreveu “História da Província de
Santa Cruz a que vulgarmente
chamamos Brasil” (1576).
Gabriel Soares de Sousa: Foi um
agricultor, empresário português, e
um estudioso e historiador do Brasil.
Escreveu, além de outras obras, o
“Tratado Descritivo do Brasil” (1587).
Padre Manuel de Nóbrega: Foi um
sacerdote jesuíta português, chefe da
primeira missão jesuítica à América. É
uma figura de grande importância da
colonização e da catequese dos índios.
129129
https://www.infoescola.com/historia/carta-de-pero-vaz-de-caminha/
https://www.infoescola.com/historia/carta-de-pero-vaz-de-caminha/
As suas obras são consideradas
documentos históricos sobre o Brasil
colônia e a ação jesuítica no século
XVI. Escreveu diversas obras, entre
elas estão as “Cartas do Brasil” (1886) e
um “Diálogo sobre a Conversão dos
Gentios” (1557).
Padre José de Anchieta ou São José
de Anchieta: Foi um padre jesuíta
espanhol, santo da Igreja Católica e um
dos fundadores da cidade de São
Paulo. É conhecido como o Apóstolo
do Brasil, por ter sido um dos
responsáveis por introduzir
o cristianismo no Brasil. Foi ainda o
primeiro dramaturgo, gramático e
poeta. Também é considerado o autor
da primeira gramática da língua tupi, e
um dos primeiros autores da literatura
brasileira. Escreveu “Na festa de São
Lourenço” e “Arte de Gramática da
Língua mais usada na Costa do Brasil”.
130130
https://www.infoescola.com/brasil-colonia/
https://www.infoescola.com/brasil-colonia/
https://www.infoescola.com/biografias/jose-de-anchieta/
https://www.infoescola.com/cristianismo/
Barroco
Literatura
O que foi o barroco na
literatura?
A Literatura Barroca teve início no
final do século XVI e começo do
século XVII, tendo surgido
principalmente devido a uma crise do
Renascimento, provocada por
profundas divergências religiosas e
imposições da Igreja Católica na época.
O período literário do Barroco é
marcado por fortes oposições,
contrastes e dilemas, já que o homem
do Barroco ao mesmo tempo em que
procurava pela salvação mencionada
pela religião também desejava
aproveitar os prazeres do mundo.
->Na Literatura Barroca, ocorre a
presença de uma linguagem mais
dramática.
->A Literatura Barroca manifestava
uma ideia de que tudo muda o tempo
todo e que tudo é passageiro.
->De acordo com as principais
características do Barroco, tudo
precisa ser decifrado, posto que nada
é estável.
->Na Literatura Barroca também é
possível identificar o cultismo (jogo de
palavras), conceptismo (jogos de
retórica e raciocínio) e uma linguagem
predominantemente rebuscada,
constantemente elaborada com
recursos estilísticos.
-> A Literatura Barroca valoriza tudo
que é inconstante e que se mantém
em movimento. -
>De acordo com a origem mais
coerente e aceita, a palavra barroco é
derivada de “Barueco”, que
corresponde a joia ou pérola irregular
que é áspera e apresenta manchas
escuras em sua superfície. Esse
conceito foi criado e difundido em
virtude das características marcantes
do estilo Barroco que, de acordo com
os clássicos, era de mau gosto,
defeituoso ou irregular.
Principais autores da literatura
Barroca:
131131
Bento Teixeira: Autor de
“Prosopopeia” e foi quem deu início à
escola de Literatura Barroca.
Padre Antônio Vieira: Considerado o
maior orador sacro da Literatura
Barroca no Brasil.
Gregóriode Matos: Autor de diversos
poemas com estilo barroco é
considerado o maior poeta Barroco do
Brasil.
Manuel Botelho de Oliveira: Autor de
“Música do Parnaso”.
k
132132
Arcadismo
Literatura
O que foi Arcadismo?
Arcadismo foi o principal movimento
literário do século XVIII que foi
influenciado pelo Iluminismo e pelo
avanço industrial europeu. Esse
movimento tem relação com valores
da cultura clássica, ou seja, valores
gregos, romanos e renascentistas. Os
escritores árcades são conhecidos por
oporem-se ao estilo barroco,
inspirando-se em preceitos
do Iluminismo.
O Arcadismo também pode ser
chamado de Setecentismo ou
Neoclassicismo.
O Arcadismo desenvolveu-se tanto
no Brasil quanto em Portugal.
Características do Arcadismo:
Exaltação da natureza.
Valorização do cotidiano e da vida
simples, pastoril e no campo
(bucolismo).
Crítica a vida nos centros urbanos.
Modelo clássico.
Linguagem simples.
Utilização de pseudônimos.
Objetividade
Temas simples: amor, vida,
casamento, paisagem.
Diferenças entre Arcadismo e
Barroco:
O Arcadismo é o movimento literário
que ocorreu após o Barroco. O
Barroco representa um homem em
conflito entre o sagrado e o profano
(é bom lembrar que nessa época,
século XVII, a Contrarreforma havia
restaurado vários valores medievais no
mundo) e o Arcadismo apresenta um
sujeito fiel à razão, crente na ciência.
A linguagem do Barroco era
rebuscada e cheia de paradoxos,
enquanto, no Arcadismo, comunica-se
com mais clareza e simplicidade.
Os principais autores são:
Bocage
Cláudio Manuel da Costa
Tomás Antônio Gonzaga
Santa Rita Durão
Basílio da Gama
133133
https://brasilescola.uol.com.br/historia-da-america/o-iluminismo-nas-americas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/contra-reforma.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/jose-manuel-maria-barbosa-du-bocage.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/claudio-manuel-costa.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/tomas-antonio-gonzaga.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/santa-rita-durao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/termindo-sepilio.htm
Exercícios
134134
Exercícios
Ecologia
Questão 1
As pirâmides ecológicas são uma forma de
representação das cadeias alimentares. Elas
podem ser de números, de biomassa e de
energia. A respeito das pirâmides de energia,
marque a alternativa correta:
a) A cada nível trófico, a energia obtida do
nível anterior é maior.
b) A pirâmide de energia nunca poderá ser
invertida.
c) A pirâmide de energia representa o núme-
ro total de indivíduos de uma cadeia alimentar.
d) A quantidade de energia em cada nível tró-
fico é calculada multiplicando o número de
indivíduos pela sua massa.
e) Os indivíduos da base são os chamados
consumidores primários.
Questão 2
A ecologia é uma parte da biologia que estu-
da a relação dos organismos com o meio que
os cerca. Os organismos interagem entre si e
com todas as partes não vivas do ambiente,
tais como solo, água, temperatura e umidade.
Essas partes não vivas são chamadas de:
a) fatores abióticos.
b) fatores bióticos.
c) biosfera.
d) nicho ecológico.
e) ecossistema.
Questão 3
Alguns organismos alimentam-se de quase
tudo que acham pela frente, outros, no en-
tanto, possuem uma dieta restrita. Animais
que não possuem muita restrição conse-
guem viver melhor em ambientes que so-
frem constantes modificações.
Entre as alternativas a seguir, marque aquela
que indica corretamente o termo usado para
espécies que possuem um nicho ecológico
amplo.
a) espécies especialistas.
b) espécies consumistas.
c) espécies amplas.
d) espécies generalistas.
e) espécies competitivas.
135135
Exercícios
Fotossíntese
Questão 1
(PUC-SP) A propriedade de “captar vida na
luz” que as plantas apresentam se deve à ca-
pacidade de utilizar a energia luminosa para a
síntese de alimento. A organela (I), onde ocor-
re esse processo (II), contém um pigmento (III)
capaz de captar a energia luminosa, que é
posteriormente transformada em energia quí-
mica. As indicações I, II e III referem-se, respec-
tivamente a:
1. Mitocôndria, respiração, citocromo.
2. Cloroplasto, fotossíntese, citocromo.
3. Cloroplasto, respiração, clorofila.
4. Mitocôndria, fotossíntese, citocromo.
Cloroplasto, fotossíntese, clorofila.
Questão 2
(UFRN/2007) Durante o processo de fotossín-
tese, a ação da luz sobre a clorofila libera elé-
trons que são capturados por uma cadeia
transportadora. Durante esse processo de
transporte ocorre:
a) formação de quantidades elevadas do acep-
tor NADP+ a partir da captura de elétrons e
prótons.
b) transferência dos elétrons entre moléculas
organizadas em ordem decrescente de ener-
gia.
c) fotólise de moléculas de CO2 que liberam
elétrons e cedem o carbono para a formação
da glicose.
d) quebra da molécula de água a partir da
conversão de ATP em ADP, com liberação
de prótons.
Questão 3
Em relação à fotossíntese, assinale como
verdadeiro ou falso:
( ) Na etapa fotossintética ocorre a produção
de ATP, NADPH2, fotólise de H2O e produ-
ção de O2 livre.
( ) Temperaturas muito altas e baixas con-
centrações de CO2 podem reduzir a velocida-
de da fotossíntese.
( ) A taxa de fotossíntese é igual à de respi-
ração no ponto de compensação de uma
planta.
( ) A formação de ATP e NADPH2 durante a
etapa fotoquímica da fotossíntese ocorre,
respectivamente, por redução e fotofosforila-
ção.
136136
Exercícios
Quimiossíntese
Questão 1
Quando falamos em organismos autotróficos,
logo imaginamos o processo de fotossíntese.
Entretanto, não podemos esquecer que o
processo de quimiossíntese também se relaci-
ona com a nutrição autotrófica. Marque a al-
ternativa que indica um grupo de organismos
que possui representantes capazes de realizar
a quimiossíntese:
a) Algas.
b) Protozoários.
c) Bactérias.
d) Fungos.
e) Plantas.
Questão 2
Analise as alternativas a seguir e marque
aquela que melhor define o processo de qui-
miossíntese.
a) A quimiossíntese é um processo em que
há a produção de matéria orgânica a partir da
energia luminosa.
b) A quimiossíntese é um processo em que o
ser vivo retira energia armazenada nos ali-
mentos.
c) A quimiossíntese é um processo anaeróbi-
co em que a glicose dos alimentos é quebra-
da de modo a oferecer energia para determi-
nado organismo.
d) A quimiossíntese é um processo em que
.são produzidas moléculas de álcool etílico.
e) A quimiossíntese é um processo em que
energia é produzida a partir de reações oxida-
tivas de substâncias inorgânicas simples.
Questão 3
As nitrobactérias realizam quimiossíntese e,
durante o processo, são responsáveis pela
oxidação de:
a) sulfetos e sulfitos.
b) sulfitos e nitritos.
c) nitritos e amônia.
d) amônia e óxidos.
e) óxidos e sais de ferro.
Questão 4
As bactérias quimiossintetizantes são capazes de
viver em ambientes sem luz e sem matéria orgâni-
ca. Isso é possível porque:
a) as bactérias quimiossintetizantes utilizam apenas
glicose dos alimentos para produzir energia.
b) as bactérias quimiossintetizantes realizam a oxida-
ção de substâncias inorgânicas para obter energia.
c) as bactérias quimiossintetizantes utilizam apenas
água e gás carbônico para produzir energia.
d) as bactérias quimiossintetizantes utilizam gás car-
bônico e glicose para produzir energia
137137
Exercícios
Fermentação celular
Questão 1
A respiração celular é um processo que ga-
rante a produção da energia necessária para
a sobrevivência dos seres vivos. Analise as al-
ternativas a seguir e marque aquela que não
indica uma das etapas da respiração celular.
a)Glicólise.
b) Fosforilação oxidativa.
c) Ciclo de Krebs.
d) Ciclo de Calvin.
Questão 2
A glicólise é uma das etapas da respiração
celular, processo responsável pela produção
do ATP necessário para o organismo. A res-
peito da glicólise, marque a alternativa incorre-
ta:
a) A glicólise engloba cerca de dez reações
químicas diferentes.
b) Na glicólise ocorre a quebra da glicose em
duas moléculas de ácido pirúvico.
c) A glicólise ocorre na matriz mitocondrial.
d) O saldo positivo de ATP no final da glicólise
é de duas moléculas.
e) A glicólise é uma etapa anaeróbia.
Questão 3
O ciclo de Krebs, também chamado de ciclo
do ácido cítrico ou ciclo do ácido tricarboxí-
lico, é uma importante etapa da respiração
celular. A respeito desse ciclo, marque a alter-
nativa correta:
a) O ciclo de Krebs ocorre no interior do
complexo golgiense.
b) O ciclo de Krebs envolve diversas reações
químicas que garantem a oxidação completa
da glicose.
c) O ciclo de Krebs inicia-se com a reação
entre acetil-CoA e ácido oxalacético.
d) No final do ciclo de Krebs, a coenzima A
não é recuperada.
Questão 4
(UFPA) O processo de respiração celular é
responsável pelo(a)
a) consumo de dióxido de carbono e libera-
ção de oxigênio para as células.
b) síntese de moléculas orgânicas ricas em
energia.
c) redução de moléculas de dióxido de carbo-
no em glicose.
d) incorporação de moléculas de glicose e
oxidação de dióxido de carbono.
e) liberação de energia para as funções vitais
celulares.
138138
Exercícios
Respiração celular
Questão 1
A respiração celular é um processo que ga-
rante a produção da energia necessária para
a sobrevivência dos seres vivos. Analise as
alternativas a seguir e marque aquela que
não indica uma das etapas da respiração ce-
lular.
a) Glicólise.
b) Fosforilação oxidativa.
c) Ciclo de Krebs.
d) Ciclo de Calvin.
Questão 2
A glicólise é uma das etapas da respiração
celular, processo responsável pela produção
do ATP necessário para o organismo. A res-
peito da glicólise, marque a alternativa incor-
reta:
a) A glicólise engloba cerca de dez reações
químicas diferentes.
b) Na glicólise ocorre a quebra da glicose em
duas moléculas de ácido pirúvico.
c) A glicólise ocorre na matriz mitocondrial.
d) O saldo positivo de ATP no final da glicóli-
se é de duas moléculas.
e) A glicólise é uma etapa anaeróbia.
Questão 3
O ciclo de Krebs, também chamado de ciclo
do ácido cítrico ou ciclo do ácido tricarboxí-
lico, é uma importante etapa da respiração
celular. A respeito desse ciclo, marque a alter-
nativa correta:
a) O ciclo de Krebs ocorre no interior do
complexo golgiense.
b) O ciclo de Krebs envolve diversas reações
químicas que garantem a oxidação completa
da glicose.
c) O ciclo de Krebs inicia-se com a reação
entre acetil-CoA e ácido oxalacético.
d) No final do ciclo de Krebs, a coenzima A
não é recuperada.
139139
Exercícios
Citologia
Questão 1
A Biologia Celular, ou citologia, é a
parte da Biologia responsável por
estudar o funcionamento das células e
suas estruturas. Analise as alternativas a
seguir e marque aquela que indica
corretamente o nome do pesquisador
que denominou essas estruturas
funcionais dos seres vivos de células.
a) Theodor Schwann.
b) Mathias Schleiden.
c) Rudolf Virchow.
d) Robert Hooke.
e) Walther Flemming.
Questão 2
A Teoria Celular pode ser resumida,
atualmente, em três pontos principais.
Analise e marque a alternativa que não
apresenta uma afirmação relacionada
com essa teoria.
a) Todos os seres vivos são formadas
por uma ou mais células.
b) Todas as células são formadas por
membrana, citoplasma e núcleo.
c) As células são as unidades funcionais
dos organismos vivos.
d) Uma célula só pode originar-se de
outra existente.
Questão 3
A membrana plasmática é encontrada
em todas as células e apresenta como
função principal controlar a entrada e a
saída de substâncias no interior dessa
estrutura. Essa membrana é formada
por uma bicamada fosfolipídica onde
estão inseridas algumas proteínas. O
modelo que descreve a estrutura da
membrana plasmática recebe o nome
de:
a) modelo de permeabilidade seletiva.
b) modelo de organização membranar.
c) modelo fosfolipídico.
d) modelo do mosaico fluido.
e) modelo celular
140140
Exercícios
Vírus
Questão 1
O HIV é um exemplo de vírus
envelopado. Marque a alternativa que
explica corretamente essa definição.
a) São vírus envolvidos por um
envelope proteico.
b) São vírus envolvidos por uma
parede celular.
c) São vírus envolvidos por um
envelope lipoproteico.
d) São vírus com um envelope
quitinoso.
Questão 2
Todos os vírus são constituídos por:
a) DNA e proteínas.
b) Aminoácidos e água.
c) Ácidos nucléicos e proteínas.
d) DNA e RNA.
e) RNA e proteínas.
Questão 3
Os vírus são minúsculos "piratas"
biológicos porque invadem as células,
saqueiam seus nutrientes e utilizam as
reações químicas das mesmas para se
reproduzir. Logo em seguida os
descendentes dos invasores
transmitem-se a outras células,
provocando danos devastadores. A
estes danos, dá-se o nome de virose,
como a raiva, a dengue hemorrágica, o
sarampo, a gripe, etc. (Texto
modificado do livro "PIRATAS DA
CÉLULA", de Andrew Scott.)
De acordo com o texto, é correto
afirmar:
a) Os vírus utilizam o seu próprio
metabolismo para destruir células,
causando viroses.
b) Os vírus utilizam o DNA da célula
hospedeira para produzir outros vírus.
c) Os vírus não têm metabolismo
próprio.
d) As viroses resultam sempre das
modificações genéticas da célula
hospedeira.
e) As viroses são transcrições
genéticas induzidas pelos vírus que
degeneram a cromatina na célula
hospedeira.
141141
Exercícios
Bactérias
.Questão 1
As bactérias são seres vivos que na
maioria das vezes são associados a
doenças e decomposição da matéria
orgânica, como de alimentos.
Entretanto, sabemos que elas também
são úteis aos seres humanos. A
respeito da estrutura desses seres,
marque a alternativa que NÃO indica
uma característica presente em
bactérias.
a) Podem ser autotróficas e
heterotróficas.
b) Possuem DNA circular.
c) Apresentam parede celular.
d) São procariontes.
e) Não possuem membrana plasmática.
Questão 2
Sabemos que as bactérias possuem
uma grande variedade de formas e
modos de vida, sendo que algumas
vivem solitárias e outras formam
colônias. Podemos classificar as
bactérias de acordo com seu formato
e agrupamento. Marque a alternativa
que contém apenas formas de
bactérias.
a) Cocos, espirilos e bacilos.
b) Cocos, vibriões e bacteriófagos.
c) Bacilos, cocos e flagelados.
d) Flagelados, ciliados e sarcodíneos.
e) Espirilos, radiolários e bacilos.
Questão 3
As bactérias não possuem:
a) Membrana plasmática.
b) Ribossomo.
c) Parede celular.
d) DNA.
e) Carioteca.
Questão 4
Um organismo unicelular, sem núcleo
diferenciado, causador de infecção em
ratos, provavelmente será:
a) Uma bactéria.
b) Uma alga.
c) Um vírus.
d) Um fungo.
e) Um protozoário.
142142
Exercícios
Imunologia
Questão 1
Consideramos uma vacina um material
que contém:
a) anticorpos contra determinado
patógeno, que estimulam a resposta
imunológica do indivíduo.
b) anticorpos contra determinado
patógeno produzidos por outro animal
e que fornecem proteção imunológica.
c) soro de indivíduos previamente
imunizados contra aquele patógeno.
d) células brancas produzidas por
animais, que se multiplicam no corpo
do indivíduo que recebe a vacina.
e) um patógeno vivo enfraquecido ou
partes dele para estimular a resposta
imunológica, mas não causar a doença.
Questão 2
Gripe e AIDS são doenças provocadas
por vírus. Entretanto, a gripe tem uma
evolução benigna, e a AIDS já não tem.
Isso ocorre porque:
a) o vírus da gripe é mais fraco que o
vírus da AIDS.
b) o vírus da AIDS destróias células
responsáveis pela defesa imunológica.
c) nosso organismo já é naturalmente
imune ao vírus da gripe.
d) o vírus da AIDS não é reconhecido
como antígeno pelo sistema
imunológico.
e) os mecanismos de infecção são
diferentes.
Questão 3
Nem todos os leucócitos são capazes
de produzir anticorpos, atuando na
defesa do nosso organismo de outras
formas. Os leucócitos capazes de
produzir anticorpos são os:
a) linfócitos T.
b) neutrófilos.
c) macrófagos.
d) eosinófilos.
e) linfócitos B.
143143
Exercícios
Química geral
Questão 1
Abaixo são citadas quatro propriedades da
matéria:
I. Densidade
II. Volume
III. Temperatura de ebulição
IV. Massa
Quais delas correspondem à extensão de
espaço e à quantidade de matéria que
existe em um corpo, respectivamente?
a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) II e III.
e) III e IV.
Questão 2
(ACAFE-SC) Correlacione a coluna da di-
reita com a coluna da esquerda.
( 1 ) – elemento quími-
co ( ) água
( 2 ) – substância compos-
ta ( ) gás oxigênio
( 3 ) – substância sim-
ples ( ) vinagre
( 4 ) – mistura
( ) sódio
( ) água do mar
( ) liga de cobre
A sequência numérica, de cima para baixo,
deve ser:
a) 1 - 3 - 4 - 2 - 1 - 2
b) 3 - 2 - 2 - 4 - 1 - 4
c) 4 - 3 - 1 - 4 - 2 - 2
d) 2 - 3 - 4 - 1 - 4 - 4
e) 2 - 3 - 4 - 4 - 2 - 1
Questão 3
(Unievangélica-GO) Considera-se um sistema
homogêneo ou heterogêneo qualquer porção
do universo que seja submetida a uma obser-
vação, sendo que a mesma pode ser uma
substância pura ou uma mistura. São exem-
plos de sistemas homogêneos e heterogê-
neos, respectivamente,
a) água potável e água com álcool etílico.
b) água com gelo e água barrenta.
c) água destilada com gelo e água potável
com sal.
d) água destilada e água com óleo de soja.
144144
Exercícios
Química inorgânica
Questão 1
Considere as informações apresentadas
sobre as seguintes substâncias:
I - ácido clorídrico: de fórmula HCl, age co-
mo ácido forte quando dissolvido em água.
II - nitrato de potássio: de fórmula KNO3, é
um sal iônico que se dissocia totalmente
em água.
III - argônio: de fórmula Ar, é um gás no-
bre, inerte.
IV - metano: de fórmula CH4, é um alca-
no, gasoso, cuja geometria molecular é a
de um tetraedro regular.
A partir dessas informações, pode-se afir-
mar que:
Questão 2
(UDESC 2017/1)Numere a coluna relacionan-
do a descrição da função química à espé-
cie que ela representa.
1. NH4
+
2. CO2
3. NH3
4. KMnO4
( ) É um óxido, nesta classe de compostos
o elemento oxigênio é o elemento mais
eletronegativo.
( ) É uma base e, segundo Brønstead-
Lowry, pode receber um ou mais prótons.
( ) É um ácido, segundo Brønstead-Lowry,
cuja definição de ácido é qualquer espécie
química que exiba tendência a doar pró-
tons (íons H+).
( ) É um sal, e essa classe de compostos é
um dos produtos da reação entre um áci-
do e uma base.
Assinale a alternativa que contém a se-
quência correta, de cima para baixo.
A)
apenas o argônio é apolar
B)
argônio e metano são muito
pouco solúveis em água
C)
nitrato de potássio é solúvel
apenas em solventes apolares.
D)
metano forma ligações de hi-
drogênio entre suas moléculas
E)
o HCl, em meio aquoso não
conduz eletricidade
A) 4 – 3 – 1 – 4
B) 2 – 3 – 4 – 1
C) 3 – 4 – 1 – 2
D) 1 – 2 – 3 – 4
E)
2 – 3 – 1 – 4
145145
Exercícios
Estequiometria
Questão 1
(PUC-PR) Em 100 gramas de alumínio,
quantos átomos deste elemento estão
presentes? Dados: M(Al) = 27 g/mol 1 mol
= 6,02 x 1023 átomos .
a) 3,7 x 1023
b) 27 x 1022
c) 3,7 x 1022
d) 2,22 x 1024
e) 27,31 x 1023
Questão 2
(Cesgranrio) De acordo com a Lei de La-
voisier, quando fizermos reagir completa-
mente, em ambiente fechado, 1,12g de fer-
ro com 0,64g de enxofre, a massa, em g,
de sulfeto de ferro obtida será de:
(Fe=56; S=32)
a) 2,76
b) 2,24
c) 1,76
d) 1,28
e) 0,48
146146
Exercícios
Concentração de soluções
Questão 1
Uma solução foi preparada dissolvendo-
se 4,0 g de cloreto de sódio (NaCl) em
2,0 litros de água. Considerando que o
volume da solução permaneceu 2,0 L,
qual é a concentração da solução final?
a)2g/L
b)4g/L
c)6 g/L
d)8 g/L
e)10 g/L
Questão 2
Um técnico de laboratório preparou
uma solução aquosa de ácido sulfúrico
(H2SO4) misturando 33 g desse ácido
em 200 mL de água, com extremo
cuidado, lentamente, sob agitação e
em uma capela com exaustor. Ao final,
a solução ficou com um volume de
220 mL. A concentração em g/L
dessa solução é:
a) 0,15
b)0,165
c)66
d) 15
e)150
Questão 3
Em uma solução aquosa de hidróxido
de sódio (NaOH), calcule:
a)A concentração em g/L de uma
solução que contém 4,0 g de NaOH
dissolvidos em 500 mL de solução.
b)Para preparar 300 mL de uma
solução dessa base com concentração
de 5 g/L será preciso quanto de
soluto?
e)Qual será o volume em mL de uma
solução aquosa de hidróxido de sódio
que possui exatamente 1 mol dessa
substância (NaOH = 40 g/mol), sendo
que sua concentração é igual a 240
g/L?
147147
Exercícios
Termoquímica
Questão 1
Considere as seguintes equações
termoquímicas:
I. 3 O2(g) → 2 O3(g) ∆H1 = +284,6 kJ
II. 1 C(grafita) + 1 O2(g)→ 1 CO2(g) ∆H2 = -
393,3 kJ
III. 1 C2H4(g) + 3 O2(g) → 2 CO2(g) +
2H2O(l) ∆H3 = -1410,8 kJ
IV. 1 C3H6(g) + 1 H2(g) → 1 C3HO8(g) ∆H4 =
-123,8 kJ
V. 1 I(g) → 1/2 I2(g) ∆H5 = -104,6 kJ
Qual é a variação de entalpia que pode
ser designada calor de formação ou
calor de combustão?
a) ∆H1.
b) ∆H2.
c) ∆H3.
d) ∆H4.
e) ∆H5.
Questão 2
Sejam dadas as equações
termoquímicas, todas a 25 ºC e 1 atm:
I- H2(g)+ ½
O2(g) →H2O(l) ∆H = -68,3
Kcal/mol
II- 2Fe(s)+ 3/2 O2(g)→Fe2O3(s) ∆H = -
196,5 Kcal/mol
III- 2Al(s)+ 3/2 O2(g)→Al2O3(s) ∆H = -
399,1 Kcal/mol
IV - C(grafite)+ O2(g)→ CO2(g) ∆H = -94,0
Kcal/mol
V- CH4(g) + O2(g) → CO2(g)+ H2O(l) ∆H
= -17,9 Kcal/mol
Exclusivamente sob o ponto de vista
energético, das reações acima, a que
você escolheria como fonte de energia
é:
a)I
b) II.
c) III
d) IV.
e) V.
Questão 3
Considerando as seguintes equações
termoquímicas e seus respectivos ∆H0,
indique o reagente que, em relação
aos produtos, possui maior energia:
a) C(grafita) → C(diamante) ∆H
0
= + 2,1
kJ/mol de C
b) I(g) → ½ I2(g) ∆H
0
= - 104,5 kJ/mol de
I
c)1/2 Cℓ(g) → Cℓ(g) ∆H
0
= + 125,4
kJ/mol de Cℓ
148148
Exercícios
Química Ambiental
Questão 1
Em Salvador e na região metropolitana,
são descartados, por ano, cerca de
dois milhões de toneladas de resíduos
sólidos. Se não forem tomadas
providências, em pouco tempo, os
aterros sanitários não serão suficientes
para manter tanto lixo.
Considerando-se a problemática do lixo
das grandes regiões metropolitanas do
país, entre as soluções corretas para
reduzir o acúmulo desse material nos
aterros sanitários, pode-se incluir
a) a incineração de resíduos sólidos
descartados nos aterros sanitários.
b) o incentivo às cooperativas de
catadores e aos artesões para
transformar os resíduos sólidos em
material reciclado.
c) o reaproveitamento de resíduos
com objetivo de requalificá-los e
introduzi-los na economia.
d) a ampliação de aterros sanitários
para aproveitar a energia gerada na
biodecomposição de resíduos sólidos.
e) a modernização da frota de
caminhões, que utilize óleo diesel isento
de enxofre, para manter os grandes
centros urbanos limpos
Questão 2
Entre os resíduos propostos abaixo,
qual deles pode ser utilizado para a
produção de um gás que pode
substituir o gás de cozinha (gás
liquefeitode petróleo), além de ser
uma fonte de nutrientes para a
agricultura?
a) Resíduo tóxico
b) Resíduo orgânico
c) Resíduo mineral
d) Resíduo atômico
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
Questão 3
Seathl, chefe indígena americano, em
seu famoso discurso, discorre a
respeito dos sentimentos e dos
cuidados que o homem branco deveria
ter para com a Terra, à semelhança
com os índios, ao se assenhorear das
novas regiões. E ao final, diz: “Nunca
esqueças como era a terra quando
dela tomaste posse. Conserva-a para
os teus filhos e ama-a como Deus nos
149149
ama a todos. Uma coisa sabemos: o
nosso Deus é o mesmo Deus. Nem
mesmo o homem branco pode evitar
nosso destino comum”.
O discurso adaptado, publicado na
revista Norsk Natur, Oslo, em 1974,
nunca esteve tão atual. O homem,
procurando tornar sua vida mais
“confortável”, vem destruindo e
contaminando tudo ao seu redor, sem
se preocupar com os efeitos
desastrosos posteriores.
Esses efeitos podem ser causados por
I. liberação desenfreada de gases-
estufa;
II. destruição da camada de ozônio;
III. uso descontrolado de agrotóxicos e
inseticidas;
IV. desmatamento e queimadas.
É correto afirmar que contribuem para
o agravamento dos problemas as
causas citadas em:
a) I, II e III, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I e IV, apenas.
d) I, II, III e IV.
e) II e IV, apenas
150150
Exercícios
Cinemática
Questão 1
(UNIFICADO-RJ) A nave espacial New Hori-
zons foi lançada pela agência espacial NASA
para estudar o planeta anão Plutão em janeiro
de 2006. Em julho de 2015, a nave chegou
muito próximo a Plutão e conseguiu enviar
imagens de sua superfície. A distância estima-
da entre a Terra e a nave, quando ela estava
bem próxima a Plutão, era de 32 unidades
astronômicas (1 unidade astronômica = 150 mi-
lhões de quilômetros). Se a velocidade da luz
é de 300 mil quilômetros por segundo, a ima-
gem recebida pelos observatórios terrestres
levou, da New Horizons até a Terra, aproxi-
madamente
a) 0,1 microssegundo
b) 1 hora
c) 4 horas e meia
d) 2 dias
e) zero segundos
Questão 2
Analise as afirmações a respeito das caracte-
rísticas do movimento uniforme.
I) O movimento dito progressivo é aquele que
ocorre a favor do sentido positivo da trajetó-
ria.
II) O gráfico da função horária da posição para
o movimento retilíneo uniforme sempre é
uma reta crescente.
III) Se o movimento for retrógrado, o gráfico
da posição em função do tempo será uma
reta crescente.
IV) O coeficiente angular da reta do gráfico da
posição versus o tempo é igual à velocidade
do móvel.
É verdadeiro o que se diz em:
a) I e II
b) I, III e IV
c) I, II e IV
d) I e IV
e) II e III
Questão 3
Um móvel em uma rodovia sai da posição 18
km e anda de acordo com o sentido positivo
da trajetória com velocidade constante de 30
km/h. Outro móvel sai da posição 2 km e an-
da no sentido positivo da trajetória com velo-
cidade constante de 50 km/h. Determine o
ponto onde os dois móveis se encontrarão.
a) 30 km
b) 38 km
c) 40 km
d) 42 km
e) 50 km
151151
Exercícios
Dinâmica
Questão 1
Um corpo com massa de 5 kg é submeti-
do a uma força de intensidade 25N. Qual é
a aceleração que ele adquire?
Questão 2
(PUC) Quando a resultante das forças que
atuam sobre um corpo é 10N, sua acelera-
ção é 4m/s2. Se a resultante das forças
fosse 12,5N, a aceleração seria de:
a)2,5m/s2
b)5,0m/s2
c) 7,5 m/s2
d) 2 m/s2
e) 12,5 m/s2
Questão 3
(PUC-RIO 2008) A primeira Lei de Newton
afirma que, se a soma de todas as forças
atuando sobre o corpo for zero, o corpo
…
a) terá um movimento uniformemente va-
riado
b) apresentará velocidade constante
c) apresentará velocidade constante em
módulo, mas sua direção poderá ser alte-
rada.
d) será desacelerado
e) apresentará um movimento circular uni-
forme.
152152
Exercícios
Estática
Questão 1
Uma caixa A, de peso igual a 300 N, é
suspensa por duas cordas B e C
conforme a figura a seguir. (Dados:
sen 30º = 0,5)
a) 144 N
b) 180 N
c) 192 N
d) 240 N
e) 320 N
Questão 2
Um homem de massa igual a 80 kg
está em repouso e em equilíbrio
sobre uma prancha rígida de 2,0 m de
comprimento, cuja massa é muito
menor que a do homem. A prancha
está posicionada horizontalmente
sobre dois apoios, A e B, em suas
extremidades, e o homem está a 0,2
m da extremidade apoiada em A. A
intensidade da força, em newtons, que
a prancha exerce sobre o apoio A
equivale a:
a) 200
b) 360
c) 400
d) 720
153153
Exercícios
Hidrostática
Questão 1
O empuxo é um fenômeno bastante
familiar. Um exemplo é a facilidade
relativa com que você pode se
levantar de dentro de uma piscina em
comparação com tentar se levantar
de fora da água, ou seja, no ar.
De acordo com o princípio de
Arquimedes, que define empuxo,
marque a proposição correta:
a) Quando um corpo flutua na água, o
empuxo recebido pelo corpo é menor
que o peso do corpo.
b) O princípio de Arquimedes
somente é válido para corpos
mergulhados em líquidos e não pode
ser aplicado para gases.
c) Um corpo total ou parcialmente
imerso em um fluido sofre uma força
vertical para cima e igual em módulo
ao peso do fluido deslocado.
d) Se um corpo afunda na água com
velocidade constante, o empuxo sobre
ele é nulo.
e) Dois objetos de mesmo volume,
quando imersos em líquidos de
densidades diferentes, sofrem
empuxos iguais.
Questão 2
Uma balsa, cuja forma é um
paralelepípedo retângulo, flutua em
um lago de água doce. A base de seu
casco, cujas dimensões são iguais a 20
m de comprimento e 5 m de largura,
está paralela à superfície livre da água
e submersa a uma distância do dessa
superfície. Admita que a balsa é
carregada com 10 automóveis, cada
um pesando 1.200 kg, de modo que a
base do casco permaneça paralela à
superfície livre da água, mas submersa
a uma distância d dessa superfície.
Se a densidade da água é 1,0 ×
103 kg/m3, a variação (d – do), em
centímetros, é de: (g=10m/s2)
a) 2
b) 6
c) 12
d) 24
e) 22
154154
Exercícios
Conjuntos numéricos
Questão 1
(UFOP-MG) A respeito dos números a =
0,499999... e b = 0,5, é correto afirmar:
a) b = a + 0,011111
b) a = b
c) a é irracional e b é racional
d) a < b
Questão 2
(UEL-PR) Observe os seguintes números:
I. 2,212121...
II. 3,212223...
III. π/5
IV. 3,1416
V. √– 4
Assinale a alternativa que identifica os nú-
meros irracionais:
a) I e II.
b) I e IV.
c) II e III.
d) II e V.
e) III e V.
Questão 3
(Cefet-CE) É unitário o conjunto:
a) {x ∈ Z│ x < 1}
b) {x ∈ Z│ x2 > 0}
c) {x ∈ R│ x2 = 1}
d) {x ∈ Q│ x2 < 2}
e) {x ∈ N│ 1 < 2x < 4}
155155
Exercícios
Progressão aritmética
Questão 1
PUC/RJ - 2018
Sabendo que os números da sequência (y,
7, z, 15) estão em progressão aritmética,
quanto vale a soma y + z?
a) 20
b) 14
c) 7
d) 3,5
e) 2
Questão 2
IFRS - 2017
Na figura abaixo, temos uma sequência de
retângulos, todos de altura a. A base do
primeiro retângulo é b e dos retângulos
subsequentes é o valor da base do anteri-
or mais uma unidade de medida. Sendo as-
sim, a base do segundo retângulo é b+1 e
do terceiro b+2 e assim sucessivamente.
Considere as afirmativas abaixo.
I - A sequência das áreas dos retângulos
é uma progressão aritmética de razão 1.
II - A sequência das áreas dos retângulos
é uma progressão aritmética de razão a.
III - A sequência das áreas dos retângulos
é uma progressão geométrica de razão
a.
IV - A área do enésimo retângulo (An)
pode ser obtida pela fórmula An = a . (b
+ n - 1).
Assinale a alternativa que contém a(as)
afirmativa(s) correta(s).
a) I.
b) II.
c) III.
d) II e IV.
e) III e IV.
156156
Exercícios
Progressão geométrica
Questão 1
UFRGS - 2018
Considere a função real f definida por f (x)
= 2 - x . O valorda expressão S = f (0) + f
(1) + f (2) +...+ f (100) é
a) S = 2 - 2-101 .
b) S = 250 + 2-50.
c) S = 2 + 2-101 .
d) S = 2 + 2-100 .
e) S = 2 - 2-100 .
Questão 2
PUC/RJ - 2017
Os termos da soma S = 4 + 8 + 16 + ... +
2048 estão em progressão geométrica.
Assinale o valor de S.
a) 4092
b) 4100
c) 8192
d) 65536
e) 196883
157157
Exercícios
Função do 1° grau
Questão 1
A função real de variável real, definida
por f (x) = (3 – 2a).x + 2, é crescente
quando:
a) a > 0
b) a < 3/2
c) a = 3/2
d) a > 3/2
e) a < 3
Questão 2
O gráfico da função f (x) = mx +
n passa pelos pontos (– 1, 3) e (2, 7). O
valor de m é:
a) 5/3
b) 4/3
c) 1
d) 3/4
e) 3/5
Questão 3
A função R(t) = at + b expressa o
rendimento R, em milhares de reais, de
certa aplicação. O tempo t é contado
em meses, R(1) = –1 e R(2) = 1. Nessas
condições, determine o rendimento
obtido nessa aplicação, em quatro
meses.
158158
Exercícios
Função do 2° grau
Questão 1
O gráfico da função quadrática definida
por y = x² – mx + (m – 1), em que m
Є R, tem um único ponto em comum
com o eixo das abscissas. Determine y
associado ao valor de x = 2.
.Questão 2
Determine os pontos de intersecção
da parábola da função f(x) = 2x² – 3x
+ 1, com o eixo das abscissas.
Questão 3
Calcule o valor de k de modo que a
função f(x) = 4x² – 4x – k não tenha
raízes, isto é, o gráfico da parábola não
possui ponto em comum com o eixo x.
159159
Exercícios
Geometria plana
Questão 1
Um campo de futebol de formato
retangular tem 100 metros de largura
por 70 metros de comprimento. Antes
de cada treino, os jogadores de um
time dão cinco voltas e meia correndo
ao redor do campo. Sendo assim,
determine:
a) Quantos metros os jogadores
correm ao dar uma volta completa no
campo?
b) Quantos metros eles percorrem ao
dar as cinco voltas e meia ao redor do
campo?
c) Se eles repetem essa corrida cinco
vezes por semana, quantos metros os
jogadores correm em uma semana?
Questão 2
Sabe-se que o perímetro de um
retângulo é 60 cm e o comprimento
desse retângulo é de 22 cm. Defina a
largura do retângulo.
Questão 3
Considere um triângulo
isósceles T cujo perímetro seja 70 cm,
diminuindo 2 cm na base do triângulo e
aumentando 5% nos lados de mesma
medida, obtém-se outro triângulo
isósceles P de mesmo perímetro. Quais
são as dimensões dos dois triângulos?
160160
Exercícios
Geometria espacial
Questão 1
Para resolver o problema de
abastecimento de água, foi decidida,
numa reunião do condomínio, a
construção de uma nova cisterna. A
cisterna atual tem formato cilíndrico,
com 3 m de altura e 2 m de
diâmetro, e estimou-se que a nova
cisterna deverá comportar 81 m³ de
água, mantendo o formato cilíndrico e
a altura da atual. Após a inauguração
da nova cisterna, a antiga será
desativada. (Utilize 3,0 como
aproximação para π.)
Qual deve ser o aumento, em metros,
no raio da cisterna para atingir o
volume desejado?
a) 0,5
b) 1,0
c) 2,0
d) 3,5
e) 8,0
Questão 2
As medidas internas de um
reservatório no formato de um
paralelepípedo são de 2,5 m de
comprimento, 1,8 m de largura e 1,2 m
de profundidade (altura). Se, em um
determinado momento do dia, esse
reservatório está apenas com 70% de
sua capacidade, a quantidade de litros
que faltam para enchê-lo é igual a:
1. 1620
2. 1630
3. 1640
4. 1650
5. 1660
161161
Exercícios
Brasil colonial
Questão 1
Em 1500, os portugueses chegaram nas
terras que hoje correspondem ao Brasil.
Sobre esse período, coloque verdadeiro
(V) ou falso (F) nas afirmações abaixo:
I. Os portugueses chegaram no Brasil em
18 de abril de 1500.
II. O período chamado de colonial compre-
ende os anos de 1500 e 1822.
III. Os portugueses vieram ao Brasil junto
aos espanhóis para conquistar as terras.
IV. Os principais grupos étnicos no Brasil
colônia eram: brancos, negros e índios.
Questão 2
O período colonial no Brasil teve início em:
a) 1530
b) 1500
c) 1600
d) 1589
d) 1630
Questão 3
No período pré-colonial a atividade econô-
mica que teve maior destaque foi:
a) pau-brasil
b) mineração
c) cana-de-açúcar
d) café
e) algodão
Questão 4
A primeira capital do Brasil foi:
a) São Paulo
b) Rio de Janeiro
c) Salvador
d) São Luís
e) Brasília
162162
Exercícios
Grécia e Roma antiga
Questão 1
Na Grécia Antiga, as principais cidades-
estado foram
a) Babilônia e Atenas
b) Esparta e Roma
c) Babilônia e Esparta
d) Atenas e Esparta
e) Roma e Babilônia
Questão 2
A religião da antiga Grécia era
a) Cristã
b) Judaica
c) Politeísta
d) Islâmica
e) Budista
Questão 3
A história da Grécia antiga está dividida em
4 períodos que se estende do século XX
ao século IV a.C.. São eles:
a) pré-homérico, homérico, arcaico e
clássico
b) greco-romano, dórico, homérico,
clássico
c) dórico, ateniense, clássico e helenís-
tico
d) helenístico, homérico, ateniense e
clássico
e) greco-romano, pré-homérico, clás-
sico e helenístico
Questão 4
Preencha a lacuna: A __________ foi um
regime político criado e adotado em Ate-
nas, no período da Grécia Antiga.
a) ática
b) democracia
c) ditadura
d) monarquia
e) talassocracia
163163
Exercícios
Idade média
Questão 1
(UFMS 2010)
A respeito do trabalho na Idade Média, assi-
nale a(s) afirmativa(s) correta(s).
1) A partir do século XI, o trabalho no
Ocidente Europeu caracterizou-se predominante-
mente pela servidão, o que implicou várias taxas
e obrigações devidas pelo camponês ao senhor,
a exemplo da corvéia ou trabalho gratuito nas
terras senhoriais.
2) O trabalho não era uma atividade
condizente com a formação sociocultural da no-
breza, já que sua riqueza provinha principalmente
da exploração das terras herdadas e da pilhagem
resultante das guerras.
4) O pensamento cristão, uma das he-
ranças culturais que formaram a Idade Média,
atribuía alto valor positivo ao trabalho, uma vez
que o identificava com o resgate do pecado ori-
ginal.
8) A partir do século XVI, período em
que o feudalismo entrou em sua fase de plenitu-
de no Ocidente Europeu, o trabalho caracterizou
-se predominantemente pela escravidão, o que
implicou várias taxas e obrigações devidas pelo
camponês ao senhor, a exemplo da banalidade
ou trabalho gratuito nas terras senhoriais.
16) A ascensão da burguesia, ao final da
Idade Média, intensificou a rejeição ao trabalho, o
que se evidencia no crescimento de movimentos
anarquistas nos meios urbanos, como exemplo, a
Jacquerie.
Questão 2
(UFPR 2009)
Sobre a sociedade do Ocidente Medieval, consi-
dere as afirmativas abaixo:
1. Na Alta Idade Média, ocorreu um acentuado
processo de urbanização, seguindo o mode-
lo da urbanidade clássica.
2. Nessa sociedade, atribuía-se às crianças uma
função na organização social e familiar se-
melhante àquela estabelecida para os adul-
tos.
3. A noção de solidariedade familiar é um tra-
ço essencial da sociedade medieval.
As mulheres, na sociedade medieval, eram to-
talmente excluídas da sucessão. Quando casa-
vam, recebiam como dote bens que seriam
administrados pelo marido.
Assinale a alternativa correta
A) Somente as afirmativas 1, 2 e 3
são verdadeiras.
B) Somente as afirmativas 2 e 4
são verdadeiras.
C) Somente as afirmativas 1, 3 e 4
são verdadeiras.
D) Somente as afirmativas 2, 3 e 4
são verdadeiras.
E) Somente a afirmativa 3 é ver-
dadeira.
164164
Exercícios
Renascimento
Questão 1
Leia atentamente os relatos a seguir:
"O pintor que trabalha rotineira e
apressadamente, sem compreender as
coisas,é como o espelho que absorve
tudo o que encontra diante de si, sem
tomar conhecimento".
“Experiência, mãe de toda a certeza”,
“Só o pintor universal tem valor”. São
trechos de Leonardo da Vinci,
personagem destacada do
Renascimento. Neles, o autor exalta
compreensão, experiência,
universalismo, valores que marcaram o:
a) Teocentrismo, como princípio básico
do pensamento moderno.
b) Epicurismo, em alusão aos princípios
dominantes na Idade Média.
c) Humanismo, como postura ideológica
que configurou a transição para a Idade
Moderna.
d) Confucionismo, por sua marcada
oposição ao conjunto dos
conhecimentos orientais.
e) Escolasticismo, dado que admitia a fé
como única fonte de conhecimento.
Questão 2
O Renascimento, amplo movimento
artístico, literário e científico, expandiu-
se da Península Itálica por quase toda a
Europa, provocando transformações na
sociedade. Sobre o tema, é correto
afirmar que:
a) o racionalismo renascentista reforçou
o princípio da autoridade da ciência
teológica e da tradição medieval.
b) houve o resgate, pelos intelectuais
renascentistas, dos ideais medievais
ligados aos dogmas do catolicismo,
sobretudo da concepção teocêntrica
de mundo.
c) nesse período, reafirmou-se a ideia
de homem cidadão, que terminou por
enfraquecer os sentimentos de
identidade nacional e cultural, os quais
contribuíram para o fim das monarquias
absolutas.
d) o humanismo pregou a
determinação das ações humanas pelo
divino e negou que o homem tivesse a
capacidade de agir sobre o mundo,
transformando-o de acordo com sua
vontade e interesse.
e) os estudiosos do período buscaram
apoio no método experimental e na
reflexão racional, valorizando a natureza
e o ser humano.
165165
Exercícios
Reformas religiosas
Questão 1
O Ato de Supremacia, promulgado por
Henrique VIII, na Inglaterra, contribuiu
para:
a) divulgar intensamente a doutrina
calvinista no país, sobretudo na região
da Escócia.
b) iniciar a expansão externa,
formando, assim, as bases do império
colonial inglês.
c) promover a reforma anglicana, ao
mesmo tempo em que contribuiu para
a centralização do governo.
d) implantar o catolicismo no reino, o
que foi acompanhado de repressão aos
reformistas.
e) restaurar os antigos direitos feudais,
que foram limitados pela Magna Carta
de 1215.
Questão 2
“Se um homem não trabalhar, também
não comerá” – São Paulo
O texto acima traduz a ideia defendida
pelo:
a) Protestantismo de Lutero;
b) Protestantismo de Calvino;
c) Catolicismo da Idade Média;
d) Catolicismo da Contra-Reforma.
Questão 3
Na Alemanha do século XVI, havia
grande contradição entre o que a
Igreja católica pregava e o que se
praticava. Nos principados as
dificuldades eram enormes. Os
camponeses sentiam-se
sobrecarregados de impostos. As
cidades ansiavam por liberdade. O clero
desprezava a missão espiritual. Muitos
bispos levavam uma existência de
prazer, o que ofendia os crentes
sinceros e simples. Os abusos
apontados no enunciado geraram o
ambiente favorável à aceitação do
novo credo sustentado por:
a) Henrique VIII.
b) João Knox.
c) João Huss.
d) João Calvino.
e) Martinho Lutero.
166166
Exercícios
História
Questão 1
"Para o conjunto da economia
européia, no século XVI, caracterizada
pela produção em crescimento e pelo
grande aumento das transações
mercantis, ao lado de um novo
crescimento de sua população, o
efeito mais importante dos grandes
descobrimentos foi a alta geral dos
preços..."
O efeito a que o texto se refere foi
provocado:
a) pelo grande afluxo de metais
preciosos
b) pela ampliação das áreas de
produção agrícola
c) pela redução do consumo de
produtos manufaturados
d) pela descoberta de novas rotas
comerciais no Oriente
e) pelo deslocamento do eixo
comercial para o Mediterrâneo
Questão 2
Na transição do feudalismo para o
capitalismo, tivemos:
a) a transformação de uma sociedade
estamental, com fraca mobilidade
vertical e posições sociais pela origem
de nascimento, para uma sociedade
de classes com grande mobilidade
vertical e posições sociais
determinadas pelo poder econômico.
b) a transformação de uma sociedade
de classes, com grande mobilidade
vertical, para uma sociedade
estamental com fraca mobilidade
vertical e posições sociais
determinadas pelo poder econômico.
c) a passagem de uma sociedade de
classes para uma sociedade de castas.
d) a desorganização de uma sociedade
patriarcal, com grande mobilidade
vertical, para uma sociedade
estamental com fraca mobilidade social.
e) a mudança de uma sociedade de
castas para uma sociedade estamental.
167167
Exercícios
Geologia
Questão 1
Os diferentes tipos de províncias geológi-
cas revelam as diferentes feições do rele-
vo enquanto expressões das diferentes
temporalidades que marcam o passado ge-
ológico do planeta Terra. Por seus proces-
sos formativos, as estruturas geológicas
com condições mais favoráveis à forma-
ção de combustíveis fósseis são:
a) as bacias sedimentares
b) os maciços antigos
c) as plataformas cristalinas
d) os dobramentos antigos
e) os dobramentos modernos
Questão 2
Regiões que apresentam níveis muito ele-
vados de altitude costumam apresentar cli-
mas mais frios, em função da menor pres-
são atmosférica existente nesse tipo de
ambiente.
O tipo de relevo que registra a ocorrência
dos fenômenos acima apresentados é:
a) Depressões relativas
b) Depressões absolutas
c) Planaltos
d) Cadeias de montanhas
e) Planícies
Questão 3
Sobre as formas de relevo existentes na
superfície terrestre, assinale a alternativa
INCORRETA:
a) Os planaltos são mais elevados que as
planícies e menos do que as montanhas.
Podem apresentar composições cristali-
nas, sedimentares e basálticas.
b) A depressão, quando abaixo do nível
do mar, é chamada de absoluta, mas aci-
ma do nível do mar e abaixo da região
de entorno, é chamada de relativa.
c) Nas planícies, o processo de erosão
não é muito acentuado, havendo uma de-
posição de sedimentos em menor grau
em comparação com as demais formas
de relevo.
d) As cadeias montanhosas encontram-se,
geralmente, nas mais recentes formações
geológicas.
168168
Exercícios
Demografia
Questão 1
“O processo de envelhecimento nos países
desenvolvidos ocorreu muito tempo depois
de eles terem adquirido padrões elevados de
vida, com redução das desigualdades sociais e
econômicas (…). O desenvolvimento social e
econômico na América do Norte e Europa
Setentrional e Ocidental já estava determina-
do quando as demandas de uma sociedade
que envelhecia (e mesmo as preocupações
sobre isso) foram reconhecidas (…).
Nenhum país na América Latina apresenta
uma história e um contexto institucional simila-
res. Ao contrário: em quase todos os países,
um processo de envelhecimento altamente
comprimido começa a ocorrer no meio de
economias frágeis e níveis crescentes de po-
breza (…)”.
(Adaptado de: LEBRÃO, M. L. O envelheci-
mento no Brasil: aspectos da transição demo-
gráfica e epidemiológica. Saúde Coletiva, vol.
4, nº 017. São Paulo: Editorial Bolina, 2007.
p.137).
Diante das considerações acima mencionadas,
pode-se concluir que
a) há um processo generalizado de envelheci-
mento populacional em todo o mundo, o que
é explicado pela explosão demográfica viven-
ciada atualmente pela maioria dos países.
b) a transição demográfica não representa um
avanço das sociedades se não for acompanha-
da por uma política de distribuição de renda e
democratização das estruturas sociais.
c) a queda das taxas de natalidade vem se tor-
nando um problema para os países subdesen-
volvidos, que atingem os mais altos índices de
envelhecimento populacional.
d) ao contrário da América do Norte e da Euro-
pa, a América Latina apresenta um envelheci-
mento médio de sua população, acentuado pe-
las fragilidades de suas economias e níveis de
renda.Questão 2
“(...) o processo de ocupação espacial da po-
pulação brasileira, nos últimos 56 anos, foi
pautado por uma desruralização e pela con-
centração da população nas áreas urbanas.
Esse fenômeno não se deu de forma ho-
mogênea no espaço nacional. As diferenças
regionais estão fortemente associadas às
diferenças nos timings em que os fenôme-
nos ocorreram em cada região, os quais,
por sua vez, decorreram das especificidades
regionais (…)”.
(CAMARANO, A. A; BELTRÃO, K.
I. Distribuição espacial da população brasileira:
mudanças na segunda metade deste século.
Rio de Janeiro, IPEA, 2000. p.27).
O fragmento acima descreve alguns pontos
169169
Exercícios
Demografia
Continuação
da dinâmica demográfica brasileira na se-
gunda metade do século XX. Nesse caso,
as expres-
sões desruralização e concentração da po-
pulação nas áreas urbanas fazem referên-
cia, respectivamente,
a) às migrações inter-regionais e à expan-
são das cidades.
b) ao êxodo rural e às migrações intraur-
banas.
c) ao êxodo rural e ao processo de metro-
polização.
d) às migrações internas e ao início da ur-
banização brasileira.
e) às migrações inter-regionais e ao pro-
cesso de metropolização.
170170
Exercícios
Geografia Agrária
Questão 1
Sobre a agricultura brasileira são feitas
as seguintes afirmações:
I. A mecanização da agricultura é uma
das manifestações da modernização
agrícola e trouxe consigo o êxodo
rural.
II. A estrutura fundiária brasileira
mantém-se excludente na medida em
que privilegia o grande capital e as
culturas de exportação em detrimento
da agricultura familiar.
III. A reforma agrária é, atualmente, uma
das grandes questões sociais e políticas
do Brasil, congregando vários setores
da sociedade e partidos políticos.
Quais estão corretas?
a) Apenas I
b) Apenas II
c) Apenas III
d) Apenas I e II
e) I, II e II
Questão 2
Sobre a estrutura fundiária e as
relações de trabalho no campo
brasileiro, assinale a alternativa correta:
a) A estrutura fundiária apresenta
acentuada concentração da
propriedade, decorrente das formas de
apropriação das terras, desde o
período colonial.
b) A partir de 1850, com a Lei de
Terras, todos os trabalhadores rurais
passaram a ter acesso à terra.
c) A modernização do campo
proporcionou a extinção dos contratos
de parceria em todas as regiões
brasileiras.
d) Nas áreas de fronteiras agrícolas,
todos os trabalhadores rurais possuem
títulos de propriedade da terra.
e) Os boias-frias são assalariados que
trabalham nas propriedades de forma
permanente e com vínculo
empregatício.
Questão 3
Assinale a alternativa que corresponde
à definição de plantation:
a) Produção ou cultivo de um único
produto agrícola.
b) Propriedade agrícola de grande
extensão caracterizada pela exploração
intensa de seus recursos.
171171
c) Propriedade agrícola de pequena
extensão com produção voltada à
subsistência.
d) Modelo de organização econômica
ou sistema agrícola no qual se
destacam: latifúndio, monocultura, mão
de obra escrava e produção para
exportação.
172172
Exercícios
Geografia urbana
Questão 1
“A urbanização é um sinal
característico da modernização
econômica. A transferência da
população do meio rural para o meio
urbano acompanha a transição de um
padrão de vida econômica apoiado na
produção agrícola fechada e
autossuficiente para outro, baseado na
indústria, no comércio e nos serviços.
Atrás do processo de urbanização,
encontra-se a intensificação da divisão
social do trabalho e o aprofundamento
da produção mercantil”.
(MAGNOLI, D. Geografia para o Ensino
Médio. São Paulo: Atual, 2008. p.402).
O urbano diferencia-se do rural não
somente pela sua posicionalidade, mas
também por suas características
sociais, econômicas e até culturais.
Conforme o trecho acima, podemos
considerar que o espaço urbano
envolve:
a) práticas predominantemente
relacionadas com os setores
secundário e terciário da economia,
além de uma dinâmica trabalhista
socialmente mais complexa.
b) organizações de trabalho
ordenadamente divididas, sem as
mesmas atribuições austeras que
geralmente se vinculam ao sistema
produtivo do campo.
c) uma menor relação entre custo e
benefício para o trabalhador, em razão
da presença de maquinários no cerne
da produção, ao contrário do que
ocorre no espaço rural.
d) uma mais avançada produção
tecnológica, haja vista que as cidades
apresentam estruturas mecânicas mais
avançadas que os grandes espaços de
produção agrícola.
e) uma lógica de dependência
econômica e social acentuada, haja
vista que as cidades não foram
capazes de alcançar a mesma
autossuficiência do meio agrário.
Questão 2
Trata-se de um gigantesco
movimento de construção de cidades,
necessário para o assentamento
173173
residencial dessa população, bem
como de suas necessidades de
trabalho, abastecimento, transportes,
saúde, energia, água etc. Ainda que o
rumo tomado pelo crescimento
urbano não tenha respondido
satisfatoriamente a todas essas
necessidades, o território foi ocupado
e foram construídas as condições para
viver nesse espaço.
MARICATO, E. Brasil, cidades:
alternativas para a crise urbana.
Petrópolis, Vozes, 2001.
A dinâmica de transformação das
cidades tende a apresentar como
consequência a expansão das áreas
periféricas pelo(a).
a) crescimento da população urbana e
aumento da especulação imobiliária.
b) direcionamento maior do fluxo de
pessoas, devido à existência de um
grande número de serviços.
c) delimitação de áreas para uma
ocupação organizada do espaço físico,
melhorando a qualidade de vida.
d) implantação de políticas públicas
que promovem a moradia e o direito
à cidade aos seus moradores.
e) reurbanização de moradias nas
áreas centrais, mantendo o trabalhador
próximo ao seu emprego, diminuindo
os deslocamentos para a periferia.
Questão 3
No século XIX, o preço mais alto dos
terrenos situados no centro das
cidades é causa da especialização dos
bairros e de sua diferenciação social.
Muitas pessoas, que não têm meios
de pagar os altos aluguéis dos bairros
elegantes, são progressivamente
rejeitadas para a periferia, como os
subúrbios e os bairros mais afastados.
RÉMOND, R. O século XIX. São Paulo:
Cultrix, 1989 (adaptado).
Uma consequência geográfica do
processo socioespacial descrito no
texto é a
a) criação de condomínios fechados
de moradia.
b) decadência das áreas centrais de
comércio popular.
c) aceleração do processo conhecido
como cercamento.
d) ampliação do tempo de
deslocamento diário da população.
e) contenção da ocupação de
espaços sem infraestrutura satisfatória.
174174
Exercícios
Pré-socráticos
Questão
Umas das primeiras transformações de
pensamento que surgiu na Grécia Antiga
foi a distinção entre cosmogonias e cos-
mologias. A primeira vinculada ao pensa-
mento homérico e hesiodiano e a segunda
levada a cabo pelos chamados Pré-
Socráticos. Sobre os Pré-Socráticos é cor-
reto afirmar:
A. ( ) Tales de Mileto a partir de suas via-
gens até o Egito observou a importância
da água para o desenvolvimento de to-
das as coisas visíveis. Um corpo vivo
possui água enquanto um corpo morto
desidrata. Contudo, sua força argumenta-
tiva ficou na observação de que a água
passaria por três estados (líquido, sólido,
gasoso) mantendo sua essência intacta.
Daí um dos porquês de Tales considerar
a água como o princípio de todas as
coisas
B. ( ) Pitágoras de Samon propôs uma das
mais cobiçadas ideias da filosofia antiga: o
mundo seria composto pelo absoluto
desordenamento e falta de proporções
entre as coisas. Desse modo, surge a
doutrina que explica a origem do Mundo
através do Caos;
C. ( ) Demócrito, o atomista, percebeu que
as discussões de seusantecedentes es-
tavam presas aos elementos do visível. Daí
propor como objeto de estudo as coisas
imateriais e espirituais como explicação da
origem de todas as coisas. Cunha então o
termo “átomo” que nada mais é do que
“feito por divindades”;
D. ( ) Heráclito de Éfeso desenvolve sua filo-
sofia baseando-se nas discussões de que to-
das as coisas que pudessem ser pensadas e
expressas pela linguagem deveria existir. As-
sim, cunha um dos mais famosos pensamen-
tos da Antiguidade: “o ser é; o não-ser não
é”, afirmando sobre a impossibilidade de algo
não existir
E. ( ) Parmênides de Eléia desenvolveu suas
ideias através das observações do mundo
sensível. Assim, descobriu que ora algumas
coisas são, ora as mesmas coisas se mos-
tram diferentes. A importância de suas ideias
é marcada pela absoluta desconfiança com o
mundo dos sentidos, pois tudo mudaria sem
deixar marcas de continuidade
175175
Exercícios
Sócrates
Questão 1
(FATEC SP) Sócrates, grande filósofo grego,
formou numerosos discípulos, que seguiram
diferentes caminhos para buscar o conheci-
mento real.
A grande preocupação socrática era:
a) interpretar o mundo como sendo espiritual
e organizado segundo uma moral baseada
em verdadeiros conceitos imutáveis.
b) compreender as causas primeiras e os fins
últimos de todas as coisas, pois só se pode
dizer que se conhece alguma coisa quando se
conhece sua causa primeira.
c) o autoconhecimento que poderia ser obti-
do por meio da ironia e da maiêutica, méto-
dos que consistiam em fazer indagação, fin-
gindo ignorância, para despertar no interlocu-
tor o conhecimento latente.
d) fazer um estudo crítico da História, compa-
rando a História Grega com a dos povos ori-
entais, a fim de mostrar que o mundo era
mais amplo do que se imaginava.
e) mostrar que todo o conhecimento era ob-
tido por intermédio dos sentidos humanos e
que, por esses serem falhos, era relativo e
limitado.
Questão 2
(UESPI) “De tal modo nossa cidade se distanciou
dos outros homens, no que toca ao pensamen-
to e à palavra, que os seus alunos se tornaram
mestres dos outros, e o nome de Gregos já
não parece ser usado para designar uma raça,
mas uma mentalidade, e chamam-se Helenos
mais os que participam na nossa cultura do que
os que ascendem a uma origem comum.
(Apud Figueira, Divalte G. História. São Paulo:
Ática, 2000. p. 53).
Pensando o conjunto do legado cultural da Anti-
guidade Clássica ao ocidente, a leitura desse
trecho atribuído a Sócrates, permite afirmar
acertadamente o seguinte, EXCETO:
a) Os gregos transformaram-se de tribo nôma-
de em nação sedentarizada.
b) O ser grego ou heleno é como ser sinônimo
de uma certa forma de pensar.
c) A cultura filosófica grega fixou e desenvolveu
suas raízes de tal maneira e perenidade que no
ocidente dos séculos seguintes essa herança se
tornou fundamental.
d) A invenção da cidade grega é, em certo
sentido, a invenção da própria ideia contempo-
rânea de república e de democracia.
e) A força e transcendência das ideias sistemati-
zadas pelos gregos antigos era percebida por
eles próprios em face do mundo então conhe-
cido.
176176
Exercícios
Platão
Questão 1
ENEM 2012
Para Platão, o que havia de verdadeiro em
Parmênides era que o objeto de conhecimen-
to é um objeto de razão e não de sensação,
e era preciso estabelecer uma relação entre
objeto racional e objeto sensível ou material
que privilegiasse o primeiro em detrimento do
segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Dou-
trina das Ideias formava-se em sua mente.
ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio
da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012
(adaptado).
O texto faz referência à relação entre razão
e sensação, um aspecto essencial da Doutrina
das Ideias de Platão (427 a.C.-346 a.C.). De
acordo com o texto, como Platão se situa di-
ante dessa relação?
A. Estabelecendo um abismo intransponível
entre as duas.
B. Privilegiando os sentidos e subordinando
o conhecimento a eles.
C. Atendo-se à posição de Parmênides de
que razão e sensação são inseparáveis.
D. Afirmando que a razão é capaz de ge-
rar conhecimento, mas a sensação não.
E. Rejeitando a posição de Parmênides de
que a sensação é superior à razão.
Questão 2
Enem 2014
No centro da imagem, o filósofo Platão é re-
tratado apontando para o alto.
Esse gesto significa que o conhecimento se
encontra em uma instância na qual o homem
descobre a :
A. suspensão do juízo como reveladora da
verdade.
B. realidade inteligível por meio do método
dialético.
C. salvação da condição mortal pelo poder
de Deus.
D. essência das coisas sensíveis no intelecto
divino.
E. ordem intrínseca ao mundo por meio da
sensibilidade.
177177
Exercícios
Aristóteles
Questão 1
Qual é a obra na qual
Aristóteles dedica-se a
pensar sobre a felicidade?
a) Política.
b) Poética.
c) Ética a Nicômaco.
d) Metafísica.
Questão 2
O que significa dizer que a filosofia
aristotélica é teleológica?
a) Uma filosofia voltada para
preocupações existenciais e religiosas;
b) Uma filosofia orientada pela busca do
prazer;
c) Uma filosofia orientada pela
comprovação científica;
d) Uma filosofia que está orientada pela
busca por uma finalidade.
Questão 3
Como podemos interpretar a seguinte
citação de Aristóteles: “O bem é aquilo
a que todas as coisas tendem”
(Aristóteles, 1973, p. 249)?
a) Na “Ética a Nicômaco”, a finalidade
será identificada com o “bem”, ou seja,
dizer que todas as ações tendem a um
fim é o mesmo que dizer que todas as
coisas tendem a um bem.
b) Na “Ética a Nicômaco”, a finalidade
será identificada com o “prazer”, ou
seja, dizer que todas as ações tendem
a um fim é o mesmo que dizer que
devemos buscar uma vida de
satisfação dos impulsos.
c) Na “Ética a Nicômaco”, a finalidade
será identificada com a “honra”, ou seja,
dizer que todas as ações tendem a um
fim é o mesmo que dizer que é
preciso realizar grandes feitos para ser
reconhecido e isso é a verdadeira
felicidade.
d) Na “Ética a Nicômaco”, a finalidade
será identificada com a “riqueza”, ou
seja, dizer que todas as ações tendem
a um fim é o mesmo que dizer que é
preciso acumular a maior quantidade de
dinheiro possível, pois só assim é
possível prevenir-se da pobreza..
178178
Exercícios
Epicurismo
Questão 1
Entre as muitas heranças do mundo
da Antiguidade, herdamos as chamadas
filosofias pagãs do:
a) Estoicismo e niilismo.
b) Escolástica e marxismo.
c) Epicurismo e marxismo.
d) Estoicismo e epicurismo.
e) Escolástica e tomismo.
Questão 2
O período helenístico caracterizou-se
por um processo de interação cultural
entre a cultura grega clássica e a
cultura dos povos orientais
conquistados. Neste período
destacaram-se duas novas escolas
filosóficas: o estoicismo e o hedonismo.
Nesse contexto, os estóicos
defendiam:
a) Que o ser humano devia buscar o
prazer da vida.
b) Que o prazer estava vinculado ao
bem.
c) Um espírito de completa
austeridade moral e física.
d) A realização de uma conduta
virtuosa.
e) O domínio das paixões.
Questão 3
A economia verde contém os
seguintes princípios para o consumo
ético de produtos: a matéria-prima dos
produtos deve ser proveniente de
fontes limpas e não deve haver
desperdício dos produtos. O Estado,
entretanto, não impõe, até o presente
momento, sanções àqueles cidadãos
que não seguem esses princípios.
Considere as seguintes afirmações:
Esses princípios são juízos de fato.
Esses princípios são, atualmente, uma
questão de moralidade, mas não de
legalidade.
III. A ética epicurista, a exemplo da
economiaverde, propõe uma vida
mais moderada.
Está(ão) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas I e III
c) apenas III.
d) apenas II e III.
e) I, II e III.
179179
Exercícios
Gramática e sintaxe
Questão 1
Qual é a única frase que possui um verbo de
ligação?
a) Pedro trabalhava muito todos os dias.
b) Aquele carro é caro.
c) Ela quis viajar logo.
d) João e Marcos torcem para o mesmo ti-
me.
e) A professora insistiu no silêncio.
Questão 2
Qual alternativa possui uma oração sem sujei-
to?
I- Tínhamos as mesmas aspirações.
II – João está calado.
III – Viajei a fim de reencontrá-lo.
VI – Está bastante frio em São Paulo.
Questão 3
(Unesp- SP)
O esporte é bom pra gente, fortalece o cor-
po e emburrece A MENTE. – Antes que o
primeiro corredor indignado atire UM TÊNIS
em minha direção (...) – Quando estamos cor-
rendo, não há previsão de pagamento.
Os termos grafados com letras maiúsculas
nas passagens acima, extraídas do texto apre-
sentado, identificam-se pelo fato de exerce-
rem a mesma função sintática nas orações
de que fazem parte. Indique essa função:
(A) Sujeito.
(B) Predicativo do sujeito.
(C) Predicativo do objeto.
(D) Objeto direto.
(E) Complemento nominal
Questão 4
Relacione as colunas de acordo com o tipo de
predicado
I. Tudo é fácil.
II. Joana adora doces.
III. João acha Mariana inteligente.
a) ( ) predicado verbal
b) ( ) predicado nominal
c) ( ) predicado verbo-nominal
180180
Exercícios
Variações linguísticas
Questão 1
(IFPE-2017/adaptada) Leia o texto para responder
à questão.
Sobre a linguagem dos personagens do TEXTO,
da página do Facebook “Bode Gaiato”, avalie as
assertivas.
I. O texto verbal, embora escrito, revela aproxi-
mação com a oralidade. A grafia da palavra “nãm”
evidencia esse aspecto.
II. Os falantes utilizam-se de uma linguagem com
fortes marcas regionais, como a escolha da pala-
vra “mainha”.
III. O diálogo entre mãe e filho revela o registro
formal da linguagem, como podemos perceber
pela utilização das expressões “venha cá pra eu...”
e “que nem...”.
IV. O vocábulo “boizin”, formado com base na
palavra inglesa boy, é uma marca linguística típica
de grupos sociais de jovens e adolescentes.
V. Visto que todas as línguas naturais são hetero-
gêneas, podemos afirmar que as falas de Júnio e
sua mãe revelam preconceito linguístico.
Estão CORRETAS apenas as afirmações contidas
nas assertivas
a) I, II e IV.
b) I, III e V.
c) II, IV e V.
d) II, III e IV.
e) III, IV e V.
Questão 2
(Enem-2017)
A língua tupi no Brasil
Há 300 anos, morar na vila de São Paulo de
Piratininga (peixe seco, em tupi) era quase
sinônimo de falar língua de índio. Em cada cin-
co habitantes da cidade, só dois conheciam o
português. Por isso, em 1698, o governador da
província, Artur de Sá e Meneses, implorou a
Portugal que só mandasse padres que sou-
bessem “a língua geral dos índios”, pois
“aquela gente não se explica em outro idio-
ma”.
Derivado do dialeto de São Vicente, o tupi de
São Paulo se desenvolveu e se espalhou no
século XVII, graças ao isolamento geográfico
da cidade e à atividade pouco cristã dos ma-
melucos paulistas: as bandeiras, expedições ao
sertão em busca de escravos índios. Muitos
bandeirantes nem sequer falavam o portu-
guês ou se expressavam mal. Domingos Jor-
ge Velho, o paulista que destruiu o Quilombo
dos Palmares em 1694, foi descrito pelo bispo
de Pernambuco como “um bárbaro que
181181
Exercícios
Variações linguísticas
Questão 2
Continuação
nem falar sabe”. Em suas andanças, essa gen-
te batizou lugares como Avanhandava (lugar
onde o índio corre), Pindamonhangaba (lugar
de fazer anzol) e Itu (cachoeira). E acabou in-
ventando uma nova língua.
“Os escravos dos bandeirantes vinham de
mais de 100 tribos diferentes”, conta o historia-
dor e antropólogo John Monteiro, da Universi-
dade Estadual de Campinas. “Isso mudou o
tupi paulista, que, além da influência do portu-
guês, ainda recebia palavras de outros idio-
mas.” O resultado da mistura ficou conhecido
como língua geral do sul, uma espécie de tupi
facilitado.
ANGELO, C. Disponível em: <http://
super.abril.com.br>. Acesso em: 8 ago. 2012.
Adaptado.
O texto trata de aspectos sócio-históricos da
formação linguística nacional. Quanto ao papel
do tupi na formação do português brasileiro,
depreende-se que essa língua indígena
a) contribuiu efetivamente para o léxico, com
nomes relativos aos traços característicos dos
lugares designados.
b) originou o português falado em São Paulo
no século XVII, em cuja base gramatical tam-
bém está a fala de variadas etnias indígenas.
c) desenvolveu-se sob influência dos trabalhos
de catequese dos padres portugueses vindos
de Lisboa.
d) misturou-se aos falares africanos, em razão
das interações entre portugueses e negros
nas investidas contra o Quilombo dos Palma-
res.
e) expandiu-se paralelamente ao português
falado pelo colonizador, e juntos originaram a
língua dos bandeirantes paulistas.
182182
Exercícios
Funções da linguagem
Questão 1
Identifique, conforme a legenda, a definição
de cada uma das funções da linguagem.
1. Emotiva ou expressiva
2. Apelativa ou conativa
3. Referencial ou denotativa
4. Fática ou de contato
5. Metalinguística
6. Poética
( ) Centrada no emissor, tem como inten-
cionalidade exprimir emoções, sentimentos
e opiniões subjetivas.
( ) Tem como intenção o trabalho com a
mensagem, podendo, inclusive, contribuir
com a construção estética do texto.
( ) Ênfase no interlocutor com o objetivo
de persuadi-lo.
( ) Tem como característica a tentativa
de se manter o ato comunicativo em cur-
so.
( ) É o código explicando o próprio códi-
go, ou seja, a língua explicando a própria
língua.
( ) Com objetividade, a intenção é infor-
mar. Predominam sequências discursivas
em terceira pessoa.
Questão 2
(Cesgranrio – RJ) Assinale a opção em
que a inversão da ordem dos termos alte-
ra o sentido fundamental do enunciado:
a) Era uma poesia simples/ Era uma sim-
ples poesia.
b) Possuía um sentimento vago/ Possuía
um vago sentimento.
c) Olhava uma parasita mimosa/Olhava uma
mimosa parasita.
d) Havia um contraste eterno/Havia um
eterno contraste.
e) Vivia um drama terrível/Vivia um terrível
drama.
Questão 3
Partindo do pressuposto de que o proces-
so comunicativo está intrinsecamente liga-
do a alguns fatores tidos como essenciais,
aponte-os.
183183
Exercícios
Elementos da comunicação
Questão 1
Desabafo:
Desculpem-me, mas não dá pra fazer
uma cronicazinha divertida hoje.
Simplesmente não dá. Não tem como
disfarçar: esta é uma típica manhã de
segunda-feira. A começar pela luz acesa
da sala que esqueci ontem à noite. Seis
recados para serem respondidos na
secretária eletrônica. Recados chatos.
Contas para pagar que venceram ontem.
Estou nervoso. Estou zangado.
CARNEIRO, J. E. Veja, 11 set. 2002
(fragmento).
Nos textos em geral, é comum a
manifestação simultânea de várias
funções da linguagem, com o
predomínio, entretanto, de uma sobre as
outras. No fragmento da
crônica Desabafo, a função da linguagem
predominante é a emotiva ou expressiva,
pois
A) o discurso do enunciador tem como
foco o próprio código.
B) a atitude do enunciador (emissor)
sobrepõe-se àquilo que está sendo dito.
C) o interlocutor é o foco do enunciador
na construção da mensagem.
D) o referente é o elemento que se
sobressai em detrimento dos demais.
E) o enunciador tem como objetivo
principala manutenção da comunicação.
Questão 2
Ler não é decifrar, como num jogo de
adivinhações, o sentido de um texto. É, a
partir do texto, ser capaz de atribuir-lhe
significado, conseguir relacioná-lo a todos
os outros textos significativos para cada
um, reconhecer nele o tipo de leitura
que seu autor pretendia e, dono da
própria vontade, entregar-se a essa
leitura, ou rebelar-se contra ela,
propondo uma outra não prevista.
(LAJOLO, M. Do mundo da leitura para a
leitura do mundo. São Paulo: Ática, 1993)
Nesse texto, a autora apresenta
reflexões sobre o processo de produção
de sentidos, valendo-se
da metalinguagem. Essa função da
linguagem torna-se evidente pelo fato de
o texto.
A) ressaltar a importância da
intertextualidade.
B) propor leituras diferentes das
previsíveis.
C) apresentar o ponto de vista da autora.
D) discorrer sobre o ato da leitura.
E) focar a participação do leitor.
184184
Exercícios
Análises\Tipos de discursos
Questão 1
"Ela insistiu: - Me dá esse papel aí."
Na transposição da fala do
personagem para o discurso indireto, a
alternativa correta é:
a) Ela insistiu que desse aquele papel
aí.
b) Ela insistiu em que me desse aquele
papel ali.
c) Ela insistiu em que me desse aquele
papel aí.
d) Ela insistiu por que lhe desse este
papel aí.
e) Ela insistiu em que lhe desse aquele
papel ali.
Ver Resposta
Questão 2
Sinhá Vitória falou assim, mas Fabiano
resmungou, franziu a testa, achando a
frase extravagante. Aves matarem
bois e cabras, que lembrança! Olhou a
mulher, desconfiado, julgou que ela
estivesse tresvariando.
(Graciliano Ramos, Vidas secas)
Uma das características do estilo
de Vidas Secas é o uso do discurso
indireto livre, que ocorre no trecho:
a) “sinha Vitória falou assim”.
b) “Fabiano resmungou”.
c) “franziu a testa”.
d) “que lembrança”.
e) “olhou a mulher”.
Questão 3
“Muito!”, disse quando alguém lhe
perguntou se gostara de um certo
quadro.”
Se a pergunta a que se refere o
trecho fosse apresentada em discurso
direto, a forma verbal correspondente
a “gostara” seria:
a) gostasse.
b) gostava.
c) gostou.
d) gostará.
e) gostaria.
185185
Exercícios
Tipologias\Gêneros textuais
Questão 1
Sobre os tipos textuais, é correto
afirmar, exceto:
a) Os tipos textuais são caracterizados
por propriedades linguísticas, como
vocabulário, relações lógicas, tempos
verbais, construções frasais, etc.
b) Os tipos textuais são: narração,
argumentação, descrição, injunção e
exposição.
c) Geralmente variam entre cinco e
nove tipos.
d) Possuem um conjunto ilimitado de
características, que são determinadas
de acordo com o estilo do autor,
conteúdo, composição e função.
e) Os tipos de textos apresentam
características intrínsecas e invariáveis,
ou seja, não sofrem a influência do
contexto de nossas atividades
comunicativas. De maneira
predeterminada, apresentam
vocabulário, relações lógicas, tempos
verbais e construções frasais que
acolhem os diversos gêneros.
Questão 2
Preencha os parênteses com os
números correspondentes; em
seguida, assinale a alternativa que
indica a correspondência correta.
1. Narrar
2. Argumentar
3. Expor
4. Descrever
5. Prescrever
( ) Ato próprio de textos em
que há a presença de conselhos
e indicações de como realizar
ações, com emprego abundante
de verbos no modo imperativo.
( ) Ato próprio de textos em
que há a apresentação de ideias
sobre determinado assunto, assim
como explicações, avaliações e
reflexões. Faz-se uso de
linguagem clara, objetiva e
impessoal.
( ) Ato próprio de textos em
que se conta um fato, fictício ou
não, acontecido num
determinado espaço e tempo,
envolvendo personagens e
ações. A temporalidade é fator
importante nesse tipo de texto.
( ) Ato próprio de textos em
que retrata, de forma objetiva ou
186186
subjetiva, um lugar, uma pessoa,
um objeto etc., com abundância
do uso de adjetivos. Não há
relação de temporalidade.
( ) Ato próprio de textos em
que há posicionamentos e
exposição de ideias, cuja
preocupação é a defesa de um
ponto de vista. Sua estrutura
básica é: apresentação de ideia
principal, argumentos e
conclusão.
a) 3, 5, 1, 2, 4
b) 5, 3, 1, 4, 2
c) 4, 2, 3, 1, 5
d) 5, 3, 4, 1, 2
e) 2, 3, 1, 4, 5
187187
Exercícios
Trovadorismo
Questão 1
(Mackenzie – SP)
Assinale a alternativa incorreta a respeito do
Trovadorismo em Portugal.
a) Durante o Trovadorismo, ocorreu a sepa-
ração entre poesia e a música.
b) Muitas cantigas trovadorescas foram reuni-
das em livros ou coletâneas que receberam o
nome de cancioneiros.
c) Nas cantigas de amor, há o reflexo do rela-
cionamento entre o senhor e vassalo na soci-
edade feudal: distância e extrema submissão.
d) Nas cantigas de amigo, o trovador escreve
o poema do ponto de vista feminino.
e) A influência dos trovadores provençais é
nítida nas cantigas de amor galego-
portuguesas.
Questão 2
Sobre as principais características do Trova-
dorismo, estão corretas:
I. Primeiro movimento literário da língua portu-
guesa, o Trovadorismo surgiu em um perío-
do no qual a escrita era pouco difundida, por
esse motivo, os poetas transmitiam suas poe-
sias oralmente, na maioria das vezes cantando
-as.
II. Foi marcado pela transição do mundo medi-
eval para o mundo moderno, conduzindo as
artes ao Renascimento cultural. Na literatura,
deu-se a consolidação da prosa historiográfica,
do teatro e da poesia palaciana.
III. Os primeiros textos da literatura portuguesa
receberam o nome
de cantigas, tradicionalmente divididas em can-
tigas de amor, de amigo, escárnio e maldizer,
representadas por nomes como Dom Duarte,
Dom Dinis, Paio Soares de Taveirós, João
Garcia de Guilhade, Aires Nunes, entre outros.
IV. Inspirado na cultura clássica greco-latina, o
Trovadorismo foi marcado pela introdução de
novos gêneros literários, entre eles os roman-
ces de cavalaria e a literatura de viagens.
V. Os poetas do Trovadorismo pertenciam à
nobreza ou ao clero e, além da letra, criavam
também a música das composições que exe-
cutavam para o seleto público das cortes.
a) III e IV.
b) I, II e V.
c) III, IV e V.
d) I, III e V.
e) III e IV.
188188
Exercícios
Classicismo
Questão 1
O Classicismo é a face literária do Renasci-
mento, movimento de renovação científica,
artística e cultural que marcou o fim da Idade
Média e o nascimento da Idade Moderna na
Europa. Teve início em 1527, e suas principais
características foram o culto aos valores uni-
versais – o Belo, o Bem, a Verdade e a Per-
feição – e a preocupação com a forma. Tais
valores aproximaram o Classicismo de duas
escolas posteriores. São elas:
a) Barroco e Simbolismo;
b) Arcadismo e Parnasianismo;
c) Romantismo e Modernismo;
d) Trovadorismo e Humanismo;
e) Realismo e Naturalismo.
Questão 2
Estão, entre os principais representantes do
Classicismo português:
a) Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa.
b) Florbela Espanca e Almeida Garrett.
c) Antero de Quental e Almada Negreiros.
d) Francisco de Sá de Miranda e Luís Vaz de
Camões.
e) Eça de Queiroz e Miguel Torga.
Questão 3
(FGV-SP)
Assinale a alternativa que completa correta-
mente a afirmação seguinte:
O movimento desenvolveu-se no apogeu po-
lítico de Portugal;consiste numa concepção
artística baseada na imitação dos modelos
clássicos gregos e latinos. Nele, o pensamento
lógico predomina sobre a emoção, e a estru-
tura da composição poética obedece a for-
mas fixas, com a introdução da medida nova,
que convive com a medida velha das formas
tradicionais.
Trata-se do:
a) Modernismo.
b) Barroco.
c) Romantismo.
d) Classicismo.
e) Realismo.
189189
Exercícios
Quinhentismo
Questão 1
Sobre a literatura produzida no
primeiro século da vida colonial
brasileira, é correto afirmar que:
a) É formada principalmente de
poemas narrativos e textos dramáticos
que visavam à catequese.
b) Inicia com Prosopopeia, de Bento
Teixeira.
c) É constituída por documentos que
informam acerca da terra brasileira e
pela literatura jesuítica.
d) Os textos que a constituem
apresentam evidente preocupação
artística e pedagógica.
e) Descreve com fidelidade e sem
idealizações a terra e o homem, ao
relatar as condições encontradas no
Novo Mundo.
Questão 2
A famosa “Carta de achamento do
Brasil”, mais conhecida como “A carta
de Pero Vaz de Caminha”, foi o
primeiro manuscrito que teve como
objeto a terra recém-descoberta. Nela
encontramos o primeiro registro de
nosso país, feito pelo escrivão do rei
de Portugal, Pero Vaz de Caminha.
Podemos inferir, então, a seguinte
intenção dos portugueses:
(a) objetivavam o resgate de valores e
conceitos sociais brasileiros.
(b) buscavam descobrir, através da
arte, a história da terra recém-
descoberta.
(c) estavam empenhados em
conhecer um pouco mais sobre a arte
brasileira.
(d) firmar um pacto de cordialidade
com os nativos da terra descoberta.
(e) explorar a tão promissora nova
terra.
190190
Exercícios
Barroco
Questão 1
Sobre cultismo e conceptismo, os dois
aspectos construtivos do Barroco,
assinale a única alternativa incorreta:
a) O cultismo opera por meio de
analogias sensoriais, valorizando a
identificação dos seres por metáforas.
O conceptismo valoriza a atitude
intelectual, a argumentação.
b) Cultismo e conceptismo são partes
construtivas do Barroco que não se
excluem. É possível localizar no
mesmo autor e no mesmo texto os
dois elementos.
c) O cultismo é perceptível no
rebuscamento da linguagem pelo
abuso no emprego de figuras
semânticas, sintáticas e sonoras. O
conceptismo valoriza a atitude
intelectual, o que se concretiza no
discurso pelo emprego de sofismas,
silogismos, paradoxos etc.
d) O cultismo na Espanha, Portugal e
Brasil é também conhecido como
gongorismo e seu mais ardente
defensor, entre nós, foi o Pe. Antônio
Vieira, que, no Sermão da
Sexagésima, propõe a primazia da
palavra sobre a ideia.
e) Os métodos cultistas mais seguidos
por nossos poetas foram os de
Gôngora e Marini e o conceptismo de
Quevedo foi o que maiores influências
deixou em Gregório de Matos.
Questão 2
Entre os nomes e características
apresentados a seguir, destaque os
que podem ser associados ao Barroco:
1. Cultismo e Conceptismo.
2. Oposição entre mundo material e
mundo espiritual.
3. Padre Antônio Vieira e Gregório de
Matos.
4. Preocupação com a racionalidade.
5. Gregório de Matos e Basílio da
Gama.
6. Gosto por raciocínios complexos,
desenvolvidos em parábolas e
narrativas bíblicas.
a) 1 – 2 – 3 – 6
b) 1 – 2 – 3 – 5
c) 1 – 3 – 4 – 5
d) 2 – 3 – 4 – 6
e) 2 – 4 – 5 – 6
191191
Exercícios
Arcadismo
Questão 1
Sobre as características do Arcadismo,
é correto afirmar, exceto:
a) Os poetas árcades defendiam o
bucolismo como estilo de vida no
campo, longe dos centros urbanos. A
vida pobre e feliz no ambiente
campestre contrasta com a vida
luxuosa e triste na cidade.
b) Apego excessivo pela forma em
detrimento do conteúdo. O Arcadismo
defendeu a “arte pela arte”, um
retorno aos ideais literários clássicos.
c) Como expressão artística da
burguesia, o Arcadismo veiculou
também certos ideais políticos e
ideológicos dessa classe, formulados
pelo Iluminismo.
d) O desejo de aproveitar o dia e a
vida enquanto é possível, também
conhecido como carpe diem.
e) A poesia árcade apresentou um
convencionalismo amoroso: não há
variações emocionais de um poema
para o outro nem de poeta para
poeta, importando mais escrever
poemas como os poetas clássicos
escreviam.
Questão 2
Carpe Diem.
Que havemos de esperar, Marília
bela?
Que vão passando os florescentes
dias?
As glórias que vêm tarde já vêm frias,
e pode, enfim, mudar-se a nossa
estrela.
Ah! Não, minha Marília,
aprovei-te o tempo, antes que faça
o estrago de roubar ao corpo as
forças,
e ao semblante a graça!
Assinale o movimento literário ao qual
ele pertence, bem como o seu autor:
a) Romantismo, de autoria de
Gonçalves Dias.
b) Arcadismo, de autoria de Santa Rita
Durão.
c) Arcadismo, de autoria de Tomás
Antônio Gonzaga.
d) Simbolismo, de Alphonsus de
Guimaraens.
e) Romantismo, de autoria de Álvares
de Azevedo.
192192
Gabaritos
193193
Gabarito
Ecologia
Questão 1
Alternativa “b”. A pirâmide de energia
nunca poderá ser invertida, pois ela
retrata a perda de energia que ocorre
em cada nível trófico.
Questão 2
Alternativa “a”. Os fatores abióticos in-
cluem as partes não vivas, ou seja,
correspondem aos fatores físicos e
químicos.
Questão 3
Alternativa “d”. As espécies generalis-
tas são aquelas que possuem amplos
nichos ecológicos, ou seja, possuem
uma maior flexibilidade para alimentar-
se e abrigar-se, por exemplo.
194194
Gabarito
Fotossíntese
Questão 1
Alternativa E está correta
Questão 2
Alternativa B está correta
Questão 3
(F) – Na etapa fotossintética ocor-
re a combinação de CO2 com
H2O e pentose para a formação
de hexose.
(V)
(V)
(F) – A formação desses com-
postos ocorre, respectivamente,
por fotofosforilação e redução.
195195
Gabarito
Quimiossíntese
Questão 1
Alternativa “c”. As bactérias são organismos
procariontes que possuem representantes
capazes de realizar a quimiossíntese.
Questão 2
Alternativa “e”. Na quimiossíntese, certos tipos
de bactérias conseguem obter energia por
meio da oxidação de certas moléculas inorgâ-
nicas, tais como a amônia e o metano.
Questão 3
Alternativa “c”. As nitrobactérias são encontra-
das no solo e são capazes de oxidar nitrito e
amônia para obter a energia necessária na
produção de glicose.
Questão 4
Alternativa “b”. As bactérias quimiossintetizan-
tes realizam o processo de quimiossíntese,
que se baseia na oxidação de substâncias
inorgânicas para obtenção de energia. A qui-
miossíntese é um processo que ocorre sem
a necessidade de luz.
196196
Gabarito
Fermentação celular
Questão 1
Alternativa “d”. O ciclo de Calvin não ocorre
durante a respiração celular, mas sim no pro-
cesso de fotossíntese.
Questão 2
Alternativa “c”. A glicólise é uma etapa da res-
piração celular que ocorre no citosol, diferen-
temente do ciclo de Krebs e da fosforilação
oxidativa.
Questão 3
Alternativa “c”. A alternativa “a” está incorreta
porque o ciclo de Krebs ocorre na matriz mi-
tocondrial. Já na letra “b”, o erro está no fato
de que o ciclo de Krebs garante a oxidação
completa de acetil-CoA. Por fim, temos a letra
d, que está errada porque a coenzima A é
recuperada intacta no final do processo.
Questão 4
Alternativa“e”. No processo de respiração ce-
lular, ocorre a produção da energia necessária
para a sobrevivência do organismo.
197197
Gabarito
Respiração celular
Questão 1
Alternativa “d”. O ciclo de Calvin não
ocorre durante a respiração celular,
mas sim no processo de fotossíntese.
Questão 2
Alternativa “c”. A glicólise é uma etapa
da respiração celular que ocorre no
citosol, diferentemente do ciclo de
Krebs e da fosforilação oxidativa.
Questão 3
Alternativa “c”. A alternativa “a” está
incorreta porque o ciclo de Krebs
ocorre na matriz mitocondrial. Já na
letra “b”, o erro está no fato de que o
ciclo de Krebs garante a oxidação
completa de acetil-CoA. Por fim, te-
mos a letra d, que está errada porque
a coenzima A é recuperada intacta no
final do processo.
198198
Gabarito
Citologia
Questão 1
Alternativa “d”. Robert Hooke, ao
estudar cortiça, observou que o
material era formado por várias
câmeras vazias, as quais ele
denominou de células.
Questão 2
Alternativa “b”. A afirmação de
que todas as células são
formadas por membrana,
citoplasma e núcleo não faz
parte da Teoria Celular. Além
disso, não se pode afirmar que
todas as células possuam núcleo,
pois as células procarióticas não
possuem material genético
delimitado por membrana nuclear.
Questão 3
Alternativa “d”. O modelo do
mosaico fluido é o que melhor
representa a membrana
plasmática e foi proposto por
Singer e Nicholson. O nome
desse modelo foi dado em razão
da capacidade de movimentação
das proteínas e lipídios nas
membranas.
199199
Gabarito
Vírus
Questão 1
Alternativa “c”. Os vírus envelopados
apresentam um envelope de
composição lipoproteica que envolve
as cápsulas proteicas
Questão 2
Alternativa “c”. Todos os vírus possuem
material genético (ácido nucleico =DNA
ou RNA) envolvido por uma cápsula
proteica.
Questão 3
Alternativa “c”. Os vírus, por não
possuírem metabolismo próprio,
necessitam de uma célula para se
reproduzir e, por isso, são chamados
de parasitas intracelulares obrigatórios
200200
Gabarito
Bactérias
Questão 1
Alternativa “e”. Todos os seres vivos
apresentam células envoltas por
membrana plasmática, uma bicamada
fosfolipídica.
Questão 2
Alternativa “a”. As bactérias com
formato esférico são denominadas de
cocos; as com formato de bastonete,
de bacilo; as com formato de vírgula,
de vibriões; e as com formato
espiralado, de espirilo.
Questão 3
Alternativa “e”. As bactérias são seres
procariontes, ou seja, não possuem a
membrana nuclear, mais corretamente
chamada de carioteca.
Questão 4
Alternativa “a”. Diferentemente dos
outros organismos, as bactérias são
procariontes, ou seja, não possuem
núcleo diferenciado envolto pela
carioteca.
201201
Gabarito
Imunologia
Questão 1
Alternativa “e”. As vacinas são
compostas por antígenos mortos ou
atenuados incapazes de desencadear a
doença, mas capazes de estimular o
sistema imunológico a produzir
anticorpos específicos.
Questão 2
Alternativa “b”. O vírus HIV infecta as
células de defesa do organismo, sendo
as mais atingidas os linfócitos T CD4+.
Com o tempo, pode ocorrer uma alta
redução dessas células, fazendo com
que o corpo fique sujeito a doenças
oportunistas.
Questão 3
Alternativa “e”. Os anticorpos são
produzidos pelos linfócitos B maduros,
também chamados, nessa fase, de
Plasmócitos.
202202
Gabarito
Química geral
Questão 1
Letra c). Os outros itens estão errados
porque:
I- Densidade é a relação estabelecida entre
a massa de uma matéria e o volume que
ela ocupa.
III- Temperatura de ebulição diz respeito à
temperatura em que uma matéria deixa
de ser líquida e passa a ser gasosa ou vice
-versa.
Questão 2
Letra d). A resposta é a letra d) porque:
• Água (possui fórmula H2O): é uma subs-
tância composta por ser formada por dois
átomos do elemento químico hidrogênio
(H) e um átomo do elemento químico oxi-
gênio (O).
• Gás oxigênio (possui fórmula O2): é
uma substância simples por ser formado
por dois átomos do mesmo elemento quí-
mico (oxigênio).
• Vinagre: É uma mistura porque é com-
posto por água (substância) e ácido acéti-
co (substância).
• Sódio: É um elemento químico metáli-
co.
• Água do mar: É uma mistura por con-
ter água (substância) e sais (substâncias)
dissolvidos.
• Liga de cobre: Liga é o nome utilizado
em referência a uma mistura homogênea
que contém, principalmente, um metal (no
caso, o cobre).
Questão 3
Letra d). Sistemas homogêneos são aque-
les em que temos apenas uma fase (um
aspecto visual, ou um estado físico, ou
apenas uma cor). Os sistemas heterogê-
neos são aqueles que apresentam pelo
menos duas fases. Assim:
a- Ambos homogêneos: Água potável
(apresenta apenas uma fase, líquida e inco-
lor, estando todos seus componentes dis-
solvidos) e álcool etílico (substância líquida
e incolor).
b- Ambos heterogêneos: Água com gelo
(duas fases: água líquida e o gelo) e água
barrenta (duas fases: água líquida e o bar-
ro, que é sólido e não se dissolve na água).
c- Heterogêneo e homogêneo: Água des-
tilada com gelo (duas fases: água líquida e
gelo) e água potável com sal (uma fase,
pois o sal dissolve-se na água).
d- Homogêneo e heterogêneo: Água des-
tilada (uma fase, pois é água pura) e água
com óleo (duas fases, pois não se dissol-
vem).
203203
Gabarito
Química inorgânica
Questão 1
Questão 2
A)
apenas o argônio é apolar
B)
argônio e metano são muito
pouco solúveis em água
C)
nitrato de potássio é solúvel
apenas em solventes apolares.
D)
metano forma ligações de hi-
drogênio entre suas moléculas
E)
o HCl, em meio aquoso não
conduz eletricidade
A) 4 – 3 – 1 – 4
B) 2 – 3 – 4 – 1
C) 3 – 4 – 1 – 2
D) 1 – 2 – 3 – 4
E)
2 – 3 – 1 – 4
204204
Gabarito
Estequiometria
Questão 1
Alternativa d) 2,22 x 1024
1° passo: Encontrar quantos mols de alumí-
nio correspondem à massa de 100 g:
2° passo: A partir do número de mols cal-
culado, obter o número de átomos:
3° passo: Escrever o número de átomos
encontrado no formato de notação cientí-
fica, apresentado nas alternativas da ques-
tão:
Para isso, precisamos apenas "andar" com
a vírgula uma casa decimal à esquerda e
em seguida acrescentar uma unidade ao
expoente da potência de 10.
Questão 2
Alternativa c) 1,76
O sulfeto de ferro é o produto de uma re-
ação de adição, onde ferro e enxofre rea-
gem para formar uma substância mais
complexa.
1° passo: Escrever a equação química cor-
respondente e verificar se o balanceamen-
to está correto:
2° passo: Escrever as proporções estequi-
ométricas da reação e as respectivas mas-
sas molares:
3° passo: Encontrar a massa de sulfeto de
ferro obtida a partir da massa de ferro utili-
zada:
1 mol de Fe 1 mol de S 1 mol de FeS
56 g de Fe 32 g de S 88 g de FeS
205205
Gabarito
Química
Questão 1
Alternativa “a”
C = m1 →C = 4,0 g →C = 2,0 g\L
V 2,0 L
Questão 2
Alternativa “e”
Nesse caso, temos que passar o valor
do volume da solução de mL para L:
1 L ---------- 1000 mL
X ------------220 mL
X = 220/1000
X = 0,22 L
Agora podemos fazer uma regra de
três básica:
33 g de H2SO4 ------------ 0,22 L de
solução
y ---------------------------- 1 L de solução
y = 1 L . 33 g
0,22 L
y = 150 g\L
Questão 3
a)
1 L ---------- 1000 mL
X ------------500 mL
X = 500/1000
X = 0,5 L
C = m1 →C = 4,0 g →C = 8,0 g/L
V 0,5 L
b) 1 L ---------- 1000 mL
X ------------300 mL
X = 300/1000
X = 0,3 L
C = m1 →5 g/L = m1 → m1 = (5 g/L) .
(0,3 L) → m1 = 1,5 g
V 0,3 L
c)
240 g--------------- 1000 mL (1 L)
40 g --------------- x
X = (40 g). (1000 mL)240 g
X = 166,7 mL
206206
Gabarito
Química
Questão 1
Alternativa “b”.
Para ser calor de formação, é preciso
que os reagentes sejam substâncias
simples. Para ser calor de combustão, a
reação deve ocorrer entre algum
combustível e o O2, e o valor de ∆H
tem que ser negativo, indicando que
houve liberação de energia. A única
equação termoquímica que atende a
todos esses critérios é a II.
Questão 2
Alternativa “c”.
Todas as reações são exotérmicas,
liberando calor, pois os valores de ∆H
são todos negativos. Mas o que libera
mais energia é a reação III.
Questão 3
O reagente que possui maior energia é
o I(g), pois a formação do I2(g) é um
processo exotérmico, ou seja, que
libera energia. Essa é a única reação
que possui o ∆H0 negativo
207207
Gabarito
Química
Questão 1
Alternativa C trabalha a ideia do
reaproveitamento, pois, se um material
pode ser reutilizado para diferentes
usos, dificilmente será eliminado para o
meio ambiente, poluindo-o.
Questão 2
Alternativa B. O único tipo de resíduo
que, quando decomposto por bactérias,
produz gás combustível e tem
condição de nutrir o solo é o resíduo
orgânico.
Questão 3
Alternativa D. Todas os itens
apresentados estão corretos
208208
Gabarito
Cinemática
Questão 1
Letra C
Determinando a distância em quilômetros en-
tre a Terra e Plutão, teremos:
32 UA x 150 .106 km = 4,8.109 km
Sabendo que a velocidade da luz é de
3.105 km/s, podemos utilizar a equação da ve-
locidade média e determinar o tempo gasto
pela luz.
V = Δs ÷ Δt
3.105 = 4,8.109 ÷ Δt
Δt = 4,8.109 ÷ 3.105
Δt = 1,6 . 104 s = 16000 s
Uma hora possui 3600 s, logo, 16000 s dividi-
dos por 3600 s resultam em 4,4 h, aproxi-
madamente 4,5 h.
Questão 2
Letra C
I) Verdadeira: O movimento dito progressivo
realmente é aquele que ocorre a favor do
sentido positivo da trajetória.
II) Falsa: Se o movimento for retrógrado, a
velocidade será negativa e, assim, a reta do
gráfico da função horária da posição para o
movimento uniforme será decrescente.
III) Falsa. O movimento retrógrado apresenta
IV) Verdadeira. Em um gráfico de espaço ver-
sus tempo, a tangente do ângulo formado
pela reta é dada pela razão Δs ÷ Δt, razão
essa que determina a velocidade do móvel..
Questão 3
Letra D
Escrevendo a função horária da posição para
cada um dos móveis, temos:
S1 = 18 + 30.t
S2 = 2 + 50.t
No momento do encontro, as posições dos
móveis serão as mesmas, sendo assim, igua-
lando as funções acima, teremos:
S1 = S2
18 + 30.t = 2 + 50.t
20.t = 16
t = 0,8 h
O tempo para o encontro é de 0,8 h. Assim,
a posição de encontro para os móveis é:
S1 = 18 + 30.t = 18 + 30.0,8 = 18 + 24 = 42
km
S2 = 2 + 50.t = 2 + 50.0,8 = 2+ 40 = 42 km
209209
Gabarito
Dinãmica
Questão 1
F = m . a
a = F
m
a = 25
5
a = 5 m/s2
Questão 2
Inicialmente devemos encontrar a massa desse
corpo. Como são dadas a aceleração e a distân-
cia, podemos usar a equação:
FR1 = m . a
m = FR1
a
m = 10
4
m = 2,5 Kg
Possuindo o valor da massa e a força, utilizare-
mos novamente a expressão acima para calcular
a aceleração:
FR2 = m . a'
a' = FR2
m
a' = 12,5
2,5
a' = 5 m/s2
Alternativa b
Questão 3
A resposta correta é a alternativa b. De
acordo com a primeira Lei de Newton, se
a resultante das forças que atuam sobre
um corpo for zero, ele permanecerá em
repouso ou em movimento retilíneo uni-
forme, ou seja, com velocidade constante.
210210
Gabarito
Estática
Questão 1
Alternativa “E”. Primeiramente,
devemos determinar qual é o valor da
tração suportada pelo cabo Q, para
tanto, usamos a relação do seno.
Depois de termos encontrado a
tração no fio Q, devemos calcular a
componente dessa tração que se
cancela pela tração exercida pelo cabo
L. Agora, usaremos o cosseno do
ângulo, uma vez que a componente
horizontal da tração no cabo Q é o
cateto adjacente ao ângulo de 37º,
observe:
Questão 2
Alternativa ”D”. Fizemos um esquema
para que seja possível visualizar o
exercício mais facilmente, confira:
Como a barra em que o homem
encontra-se apoiado é um corpo
extenso, deve-se levar em conta tanto
a soma das forças quanto
a soma vetorial dos torques que atuam
sobre ela. Desse modo, devemos fazer
os seguintes cálculos:
Para fazermos essas contas,
primeiramente utilizamos a condição
que afirma que a soma dos torques
deve ser igual a zero, em seguida,
multiplicamos as forças com as suas
distâncias ao eixo de rotação da barra
(no caso, escolhemos a posição A).
Para a determinação dos sinais,
utilizamos o sinal positivo para os
211211
torques que produzem rotações
no sentido anti-horário, enquanto o
sinal negativo foi utilizado para o
torque produzido pela força peso, que
tende a rotacionar a barra
no sentido horário.
O cálculo da resultante dos torques
resultou em NB = 80 N, e, em seguida,
utilizamos a segunda condição de
equilíbrio. Nesse caso, dizemos que a
soma das forças que atuam sobre a
barra deve ser nula, e obtivemos uma
reação normal no ponto A igual
a 720 N.
212212
Gabarito
Hidrostática
Questão 1
Alternativa “C”. Um corpo total ou
parcialmente imerso em um fluido
sofre uma força vertical para cima e
igual em módulo ao peso do fluido
deslocado.
Questão 2
Alternativa “C”. 12.
213213
Gabarito
Conjuntos numéricos
Questão 1
Alternativa b: a = b
Questão 2
Alternativa c: II e III.
Questão 3
Alternativa e: {x ∈ N│ 1 < 2x
< 4}
214214
Gabarito
Progressão aritmética
Questão 1
Para encontrar o valor de z, podemos
usar a propriedade que diz que quan-
do temos três termos consecutivos o
termo do meio será igual a média arit-
mética dos outros dois. Assim, temos:
Sendo z igual a 11, então a razão será
igual a:
r = 11 - 7 = 4
Desta forma, y será igual a:
y = 7 - 4 = 3
Portanto:
y+z = 3 + 11 = 14
Alternativa: b) 14
Questão 2
Calculando a área dos retângulos, te-
mos:
A = a . b
A1 = a . (b + 1) = a . b + a
A2 = a . (b + 2) = a . b. + 2a
A3 = a . (b + 3) = a . b + 3a
Pelas expressões encontradas, nota-
mos que a sequência forma uma P.A.
de razão igual a a. Continuando a se-
quência, encontraremos a área do
enésimo retângulo, que é dada por:
An= a . b + (n - 1) .a
An = a . b + a . n - a
Colocando o a em evidência, temos:
An = a (b + n - 1)
Alternativa: d) II e IV.
215215
Gabarito
Progressão aritmética
Questão 1
Considerando a lei de formação da função, po-
demos calcular alguns valores das funções. Assim,
temos:
Observamos que esses valores formam uma PG
de quociente igual a 101. Portanto, para encontrar
o valor de S podemos utilizar a fórmula da soma
finita de uma PG , ou seja:
O número de termos da PG será igual a 101, pois
queremos somar os resultados das funções par-
tindo de x=0 até x=100. Substituindo os valores
na fórmula, temos:
Alternativa: e) S = 2 - 2-100
Questão 2
Para encontrar o valor, aplicaremos a fórmula da
soma finita dos termos de uma PG, ou seja:
Identificamos que a1 = 4 e q = 2. Entretanto, pre-
cisamos descobrir o valor de n, ou seja, quantos
termos formam essa PG. Para isso, utilizaremos a
fórmula do termo geral da PG:
an = a1.q
n - 1
Agora que já temos todos os valores necessá-
rios, vamos calcular a soma:
Alternativa: a) 4092
216216
Gabarito
Função do 1° grau
Questão 1
Para que a função seja crescente, é
necessário que o coeficiente de x seja
positivo, logo:
3 – 2a > 0
– 2a > 0 – 3
(– 1). (– 2a) > (– 3). (– 1)
2a < 3
a < 3
2
Portanto, a alternativa correta é a
letra b.
Questão 2
O primeiro ponto que é dado é o (– 1,
3), em que ovalor de x é – 1 e o valor
de f(x) é 3. Substituindo esses valores
na função, temos:
f (x) = mx + n
3 = m.(– 1) + n
n = 3 + m
Vamos também substituir o segundo
ponto (2, 7) na função, sendo
que x vale 2 e f(x) vale 7:
f (x) = mx + n
7 = m.2 + n
n = 7 – 2m
Nas duas substituições feitas,
encontramos dois valores para n. Se
igualarmos essas duas equações,
teremos:
3 + m = 7 – 2m
m + 2m = 7 – 3
3m = 4
m = 4
3
A alternativa correta é a letra b.
Questão 3
R(1) = –1
R(1) = a * 1 + b
–1 = a + b
a + b = –1
R(2) = 1
R(2) = a * 2 + b
1 = 2a + b
2a + b = 1
Sistema de equações
217217
Isolando b na 1ª equação
a + b = –1
b = –1 – a
Substituindo o valor de b na 2ª
equação
2a + b = 1
2a + (–1 – a) = 1
2a – 1 – a = 1
a = 1 + 1
a = 2
Substituindo o valor de a na 1ª equação
b = – 1 – a
b = –1 – 2
b = –3
A função será dada pela seguinte lei
de formação: R(t) = 2t – 3.
Fazendo f(4), temos:
R(t) = 2 * 4 – 3
R(t) = 8 – 3
R(t) = 5
O rendimento obtido nessa aplicação
será de R$ 5 000,00.
218218
Gabarito
Função do 2° grau
Questão 1
Um ponto em comum significa dizer
uma única raiz, então ∆ = 0.
y = x² – mx + (m – 1)
Substituir m = 2, no intuito de obter a
lei da função
y = x² – 2x + (2 – 1)
y = x² – 2x +1
Substituindo x = 2, para determinarmos
o valor de y
y = 2² – 2 * 2 + 1
y = 4 – 4 + 1
y = 1
Temos que a equação possui a lei de
formação y = x² – 2x +1. E quando x =
2, o valor de y se torna igual a 1
Questão 2
No instante em que a parábola cruza o
eixo das abscissas o valo de y ou f(x) é
igual a zero. Portanto:
f(x) = 0
2x² – 3x + 1 = 0
Os pontos de interseção são:
x = 1 e y = 0
x = 1/2 e y = 0
Questão 3
∆ < 0
b² – 4ac < 0
(–4)² – 4 * 4 * (–k) < 0
16 + 16k < 0
16k < – 16
k < –1
O valor de k para que a função não
tenha raízes reais deve ser menor que
– 1.
219219
Gabarito
Geometria plana
Questão 1
a) Vamos calcular o perímetro do
campo:
2p = 100 + 100 + 70 + 70
2p = 200 + 140
2p = 340 m
Ao dar uma volta completa, os
jogadores percorrem 340 metros.
b) Se ao dar uma volta, os jogadores
percorrem 340 metros, ao dar cinco
voltas, eles percorrem 340 * 5 = 1700
metros. Para cinco voltas e meia, ele vai
andar os 1700 metros e metade de
uma volta (340 : 2 = 170). Basta
somar 1700 +170: 1870 metros.
c) Considerando que os jogadores
correm 5 vezes por semana, se todos
os dias eles correm 1870 metros,
façamos 1870 * 5 = 9.350. Em uma
semana, os jogadores correm 9.350
metros
Questão 2
Se o perímetro, que é a soma de
todos os lados do retângulo, é 60 cm,
então temos:
2p = 22 + x + 22 + x
60 = 44 + 2x
2x = 60 – 44
2x = 16
x = 16
2
x = 8,0 cm.
Portanto, a largura do retângulo é de
8,0 cm.
Questão 3
O triângulo T tem lados de medidas 20
cm e base de 30 cm.
As medidas do triângulo P são lados de
medidas 21 cm e base de 28 cm.
220220
Gabarito
Geometria espacial
Questão 1
Sobre a nova cisterna, sabemos que V
= 81 m³, h = 3 e que π = 3.
No entanto, como ela tem o formato
cilíndrico, o volume de um cilindro é
dado por:
V = πr2 . h
Então, fazendo com que V = 81, h = 3
e π = 3
81 = 3 . r2 . 3
81 = 9 . r2
9 = r2
Comparando-se com o raio antigo 3 –
2 = 1, logo, houve um aumento de 1
metro.
Alternativa “b”
Questão 2
Como o formato do reservatório é
um paralelepípedo retângulo, o
volume é dado por:
V = a . b . c (Em que a, b e c são as
dimensões 2,5, 1,8 e 1,2
respectivamente.)
V = 2,5 . 1,8 . 1,2
V = 5,4 m³
Como 5,4 m³ é a capacidade total do
reservatório, multiplica-se por 1000
para saber sua capacidade total em
litros, ou seja:
V = 5,4 . 1000 = 5400 litros
Por fim, queremos saber quanto falta
para encher o reservatório. Sabendo-
se que 70% dele está cheio, restam
30% de 5400 para terminar de
enchê-lo, logo, a quantidade que falta é
de:
30% de 5400 = 0,3 . 5400 = 1620
litros
Alternativa “a”
221221
Gabarito
Brasil colonial
Questão 1
Respostas:
I. F
II. V
III. F
IV. V
Alternativas verdadeiras:
I. A data correta da chegada dos portugue-
ses ao Brasil é 22 de abril de 1500.
II. O período chamado de colonial compre-
ende os anos de 1500 e 1822.
III. Os portugueses vieram sozinhos para
conquistar as terras. Aliás, espanhóis e por-
tugueses eram rivais durante o período
das Grandes Navegações.
IV. Os principais grupos étnicos no Brasil
colônia eram: brancos, negros e índios.
Questão 2
Alternativa correta: b) 1500
No dia 22 de abril de 1500, a esquadra de
Cabral aportava no Brasil. A partir daí, os
portugueses tomaram posse das riquezas
naturais do Brasil e iniciaram a ocupação
do território.
Questão 3
Alternativa correta: a) pau-brasil
A extração de pau-brasil foi a primeira ati-
vidade econômica realizada pelos portu-
gueses no Brasil. Mais tarde, se implantaria
a cana-de-açúcar.
Questão 4
Alternativa correta: c) Salvador
Salvador foi escolhida a primeira capital por
sua localização geográfica, pois estava a
meio caminho do nordeste e do Rio de Ja-
neiro. Além disso, consolidou-se como um
importante porto de recepção de pessoas
escravizadas.
222222
Gabarito
Questão 1
Alternativa correta: d) Atenas e Esparta
Atenas e Esparta eram as cidades mais im-
portantes da Grécia Antiga e que deixaram
uma herança visível até os nossos dias. Ro-
ma fica na Itália e Babilônia era uma cidade
da Mesopotâmia.
Questão 2
Alternativa correta: c) Politeísta
A palavra “politeísta” significa vários deuses.
Os antigos gregos adoravam deuses como
Zeus, Apolo, Atenas e Afrodite.
Questão 3
Alternativa correta: a) pré-homérico, ho-
mérico, arcaico e clássico
O período homérico, séculos XX-XII a.C.,
compreende a etapa de formação dos po-
vos gregos. Em seguida, vem o homérico,
de 1150 a.C. a 800 a.C., que designa um mo-
mento de organização da sociedade grega
em torno de núcleos autônomos.
Por sua vez, o período arcaico compreen-
de os séculos VIII-VI a.C. e se caracteriza
pelo desenvolvimento da filosofia e o surgi-
mento dos Jogos Olímpicos. Finalmente, o
período clássico pertence aos séculos V-IV
a.C., onde Atenas se consolida como uma
das cidades mais importantes da região.
Questão 4
Alternativa correta: b) democracia
A democracia, palavra grega que significa
“governo do povo”, foi o modo de gover-
no ateniense. Claro que era muito diferen-
te do que conhecemos hoje, mas havia
mais participação política da população se
comparamos com os regimes políticos dos
territórios vizinhos.
Grécia e Roma antiga
223223
Gabarito
Idade média
Questão 1
Alternativas 1 e 2 estão corre-
tas
Questão 2
Alternativa D está correta
1)
A partir do século XI, o tra-
balho no Ocidente Europeu
caracterizou-se predominan-
temente pela servidão, o que
implicou várias taxas e obri-
gações devidas pelo campo-
nês ao senhor, a exemplo da
corvéia ou trabalho gratuito
nas terras senhoriais.
2)
O trabalho não era uma ati-
vidade condizente com a for-
mação sociocultural da no-
breza, já que sua riqueza
provinha principalmente da
exploração das terras herda-
das e da pilhagem resultante
das guerras.
D)
Somente as afirmativas 2, 3 e
4 são verdadeiras.
224224
Gabarito
Renascimento
Questão 1
a) FALSA. O teocentrismo é elemento
fundamental do pensamento medieval.
b) FALSA. Esta noção remete ao
pensamento filosófico da Antiguidade.
c) VERDADEIRA. O humanismo é um
dos princípios norteadores que
legitimam uma nova forma de
conhecimento de si e do mundo.
d) FALSA. Os humanistas da era
renascentista foram visivelmente
influenciados pelos valores da
Antiguidade Ocidental.
e) FALSA. A escolástica é típica do
período medieval
Questão 2
a) FALSA. A autoridade medieval foi
justamente questionada por meio do
racionalismo.
b) FALSA. Na verdade, osrenascentistas privilegiavam a quebra
para com vários dos princípios que
ordenavam a obtenção de
conhecimento na Idade Média.
c) FALSA. O fim das monarquias
absolutas está relacionado ao período
histórico posterior. No caso, devemos
frisar que as ideias do item se
relacionam com o pensamento
iluminista e a doutrina liberal.
d) FALSA. A afirmação determina uma
explicação contrária aos valores do
humanismo.
e) VERDADEIRA. O experimento era
umas das premissas fundamentais que
lançavam o homem ao conhecimento
do mundo. Dessa forma, razão e o
conhecimento das coisas se mostram
intimamente vinculadas a esse
processo.
225225
Gabarito
Reformas religiosas
Questão 1
a) FALSA. O Ato de Supremacia não
previa a disseminação dos
ensinamentos de João Calvino pelo
país.
b) FALSA. A formação do império
colonial inglês está vinculada aos
acordos que o governo britânico
estabeleceu junto à classe mercantil da
nação.
c) VERDADEIRA. A reforma anglicana
foi instituída pelo governo inglês
através do Ato de Supremacia. Além
disso, promoveu a centralização do
poder ao atribuir assuntos de natureza
religiosa ao próprio rei.
d) FALSA. O Ato de Supremacia
marca a ruptura entre a Coroa Inglesa
e a religião católica.
e) FALSA. A questão da propriedade
feudal não teve qualquer relação com
a reforma anglicana.
Questão 2
A citação grifada está próxima aos
princípios do protestantismo de Calvino.
Em seus ensinamentos, Calvino
apontou a dedicação ao trabalho como
forma de se afastar do pecado e se
voltar a Deus. Na medida em que o
trabalho disponibilizasse a riqueza, o
árduo trabalhador teria as provas
necessárias de que Deus lhe garantiria
a salvação espiritual. Dessa forma, a
letra “B” é a correta.
Questão 3
Letra “E”. Foi Lutero quem sistematizou
uma nova doutrina cristã a partir das
críticas e da tentativa de superação
das contradições do catolicismo, do qual
ele anteriormente fazia parte.
226226
Gabarito
Idade moderna
Questão 1
Alternativa “A”. Pelo grande afluxo de metais preciosos.
Questão 2
Alternativa “A”. A transformação de uma sociedade estamental, com fraca
mobilidade vertical e posições sociais pela origem de nascimento, para uma
sociedade de classes com grande mobilidade vertical e posições sociais
determinadas pelo poder econômico.
227227
Gabarito
Geologia
Questão 1
Durante o processo de diagênese, consti-
tutivo de rochas e bacias sedimentares, a
matéria orgânica que se acumula pode so-
frer com as condições atípicas de pressão
exercida pelas inúmeras camadas de sedi-
mentos, atuando no processo de forma-
ção dos combustíveis de origem fóssil. Por
isso, é comum encontrar petróleo e fós-
seis em áreas de bacias sedimentares.
Alternativa correta: letra A.
Questão 2
O tipo de relevo que apresenta maiores
altitudes, conforme descrito no enunciado
da questão, é a Cadeia de montanhas.
Letra D.
Questão 3
a) Correta – Os planaltos são mais altos e
mais acidentados que as planícies e menos
do que as cadeias montanhosas. Os planal-
tos cristalinos são formados por rochas íg-
neas intrusivas e metamórficas, os sedi-
mentares são compostos por rochas sedi-
mentares e os basálticos, por rochas íg-
neas extrusivas.
b) Correta – As depressões são divididas
em absolutas, quando em comparação ao
nível do mar, e relativas, quando em com-
paração com a região próxima.
c) Incorreta – Nas planícies, os processos
erosivos são proeminentes, a sedimenta-
ção e o acúmulo de sedimentos são cons-
tantes.
d) Correta – As cadeias de montanhas são
consideradas formas de relevo geologica-
mente recentes, cuja formação ocorreu
na era Cenozoica do período Terciário.
228228
Gabarito
Demografia
Questão 1
O trecho apresentado pela questão
relata as diferenças entre o processo
de transição demográfica vivenciado
pelos países desenvolvidos e o que
atualmente ocorre nos países subde-
senvolvidos. Nesses últimos, o proces-
so recente de envelhecimento popu-
lacional (consequência direta da transi-
ção demográfica) não acontece em
sociedades com economias e rendas
médias preparadas para tal, o que é
corretamente explicado pela alternati-
va B do exercício.
Alternativa correta: letra B.
Questão 2
A desruralização da população brasilei-
ra durante o século XX mencionada
pelo texto faz referência ao processo
de êxodo rural, muito influenciado pela
expansão da fronteira agrícola, pela
industrialização e pela mecanização do
campo, com concentração de terras.
Já a concentração urbana represen-
tou nesse período o processo de me-
tropolização, com a migração em
massa dos habitantes para grandes
metrópoles e capitais do país.
Alternativa correta: letra C.
229229
Gabarito
Geografia Agrária
Questão 1
Alternativa “E”
Todas as alternativas estão corretas
Questão 2
Alternativa “A”
a) Correta
b) Incorreta: A Lei de Terras não
permite que todos os trabalhadores
rurais tenham acesso à terra. Ela
garante a venda de terras em leilões.
c) Incorreta: A modernização no
campo não extinguiu os contratos de
parceria em todas as regiões. Ainda há
contratos agrários de parceria e
arrendamento no campo.
d) Incorreta: Os boias-frias não têm
vínculo empregatício.
Questão 3
Alternativa “D”
a) Incorreta: Corresponde à definição
de monocultura.
b) Incorreta: Corresponde à definição
de latifúndio.
c) Incorreta: Corresponde à definição
de minifúndio.
d) Correta
230230
Gabarito
Geografia urbana
Questão 1
Conforme aponta o trecho
apresentado pela questão, as práticas
urbanas baseiam-se na “indústria, no
comércio e nos serviços”,
evidenciando a predominância dos
setores secundário e terciário da
economia. Assim, notam-se as mais
profundas complexidades trabalhistas,
além de uma maior empregabilidade
que o meio rural, que hoje conta com
uma produção altamente mecanizada
nas grandes propriedades.
Alternativa correta: letra A.
Questão 2
O movimento de crescimento das
cidades, quando ocorrido de forma
acelerada e acompanhado por uma
intensa valorização do solo, tende a
gerar uma expansão de áreas
periféricas pelo crescimento rápido e
pela segregação espacial gerada pela
elevação do preço das áreas centrais.
Tal valorização ocorre, principalmente,
pela intensa especulação imobiliária,
que “joga” a população de baixa renda
para as zonas mais afastadas, onde
novos loteamentos costumam ser
instaurados, fazendo com que as
cidades cresçam mais ainda.
Alternativa correta: letra A.
Questão 3
O fenômeno descrito no texto da
questão é a segregação socioespacial
ou segregação urbana. Nesse
processo, a população mais pobre é
progressivamente excluída para os
bairros mais afastados, em periferias
desprovidas de estrutura social e
econômica, com pouca oferta de
serviços e empregos concentrados
nas áreas centrais das cidades. Assim,
amplia-se a necessidade de
deslocamento de boa parte da
população.
Alternativa correta: letra D
231231
Gabarito
Pré-socráticos
Questão
Alternativa A está correta
A)
Tales de Mileto a partir
de suas viagens até o
Egito observou a impor-
tância da água para o
desenvolvimento de to-
das as coisas visíveis.
Um corpo vivo possui
água enquanto um corpo
morto desidrata. Contu-
do, sua força argumen-
tativa ficou na observa-
ção de que a água pas-
saria por três estados
(líquido, sólido, gasoso)
mantendo sua essência
intacta. Daí um dos por-
quês de Tales considerar
a água como o princípio
de todas as coisas;
232232
Gabarito
Sócrates
Questão 1
A resposta correta é a:
c) o autoconhecimento que poderia ser
obtido por meio da ironia e da maiêutica,
métodos que consistiam em fazer indaga-
ção, fingindo ignorância, para despertar no
interlocutor o conhecimento latente.
Questão 2
A resposta correta é a:
a) Os gregos transformaram-se de tribo
nômade emnação sedentarizada.
233233
Gabarito
Platão
Questão 1
Questão D está correta
D. Afirmando que a razão é capaz
de gerar conhecimento, mas a
sensação não.
Questão 2
Questão B está correta
B. realidade inteligível por meio do
método dialético.
234234
Gabarito
Aristóteles
Questão 1
Alternativa C. Ética a Nicômaco.
Questão 2
A alternativa D está correta. Télos, em
grego, significa “fim”. É comum associar
o sentido da expressão “teleológica”
com a expressão “teológica” e, por
isso, enganamo-nos em relação ao
sentido. A filosofia orientada pela busca
do prazer pode ser chamada de
“hedonista”. Embora tenha desenvolvido
a lógica, dizer que a filosofia de
Aristóteles é “teleológica” não está
relacionado com a comprovação
científica.
Questão 3
Alternativa A. Na “Ética a Nicômaco”, a
finalidade será identificada com o
“bem”, ou seja, dizer que todas as
ações tendem a um fim é o mesmo
que dizer que todas as coisas tendem
a um bem.
235235
Gabarito
Epicurismo
Questão 1
Alternativa “D”. Estoicismo e
epicurismo.
Questão 2
Alternativa “D”. A realização de uma
conduta virtuosa.
Questão 3
Alternativa “D” apenas II e III.
236236
Gabarito
Gramática e sintaxe
Questão 1
Letra B – é um verbo não nocional, ou
seja, possui uma significação imprecisa, in-
completa em relação ao sujeito, ou seja, o
adjetivo MUITO fala mais do sujeito do que
o verbo SER.
Questão 2
Alternativa VI – pois o verbo SER, relacio-
nado a fenômenos da natureza, é um
verbo impessoal e, por tanto, não faz re-
ferência a nenhum sujeito.
Questão 3
Questão 4
Letra D.
a) ( I I )
b) ( I )
c) ( I I I )
237237
Gabarito
Variações linguística
Questão 1
Alternativa A. O item I I I está in-
correto, pois as palavras não es-
tão grafadas de acordo com a
modalidade padrão da língua. O
item V está incorreto, pois as du-
as personagens empregam uma
linguagem semelhante e encon-
tram-se num mesmo nível socioe-
conômico, logo, não há alguém
que possa estigmatizar o outro.
Questão 2
Alternativa A. Conforme o texto
afirma, a língua indígena contribuiu
para o léxico do português brasi-
leiro, principalmente no que toca à
observância dos elementos carac-
terísticos dos locais para nomeá-
los, por exemplo, Pindamonhanga-
ba (lugar de fazer anzol), Ava-
nhandava (lugar onde o índio cor-
re) e Itu (cachoeira).
238238
Gabarito
Funcões da linguagem
Questão 1
A Sequência é:
1-6-2-4-5-3
Questão 2
Alternativa “A”.
Questão 3
Para que a comunicação realmen-
te se efetive, seis fatores partici-
pam desse processo, são eles:
O emissor (ou locutor) – repre-
sentado pela pessoa que fala.
O receptor (ou interlocutor) –
quem recebe a mensagem.
A mensagem – representa a in-
formação ora veiculada.
O código – constitui o sistema de
sinais que permitem a compreen-
são da mensagem, no caso a Lín-
gua Portuguesa.
O canal – representa o meio pelo
qual a mensagem é enviada, co-
mo por exemplo, o ar – respon-
sável pela propagação do som.
O referente – constitui o contex-
to, o assunto do qual é tratado
mediante a interlocução.
239239
Gabarito
Elementos da comunicação
Questão 1
Alternativa “B”. A atitude do
enunciador (emissor) sobrepõe-se
àquilo que está sendo dito.
Questão 2
Alternativa “B”. Propor leituras
diferentes das previsíveis.
240240
Gabarito
Análises\Tipos de discursos
Questão 1
Alternativa “E”. Ela insistiu em que lhe
desse aquele papel ali.
Questão 2
Alternativa “D”. “que lembrança”.
Questão 3
Alternativa “C”. gostou.
241241
Gabarito
Tipologias\Gêneros textuais
Questão 1
Alternativa “D”. Os tipos textuais variam
entre cinco e nove modelos,
apresentando um número limitado de
características. Diferentemente dos
gêneros textuais, os tipos não sofrem
a influência do contexto das atividades
comunicativas.
Questão 2
Alternativa “B”. 5, 3, 1, 4, 2.
242242
Gabarito
Trovadorismo
Questão 1
Alternativa “a”. Os textos escritos
durante o Trovadorismo ficaram
conhecidos como cantigas porque
eram difundidos oralmente e, so-
bretudo, porque eram sempre
cantados e acompanhados de ins-
trumentos musicais.
Questão 2
Alternativa “d”. II. Humanismo. IV.
Renascimento.
243243
Gabarito
Classicismo
Questão 1
Alternativa “b”. Assim como o Classi-
cismo, o Arcadismo e o Parnasianismo
também valorizaram o culto à forma
e aos valores universais.
Questão 2
Alternativa “d”. Foi Francisco de Sá de
Miranda quem deu início ao Classicis-
mo português, iniciado em 1527 quan-
do o poeta retornou da Itália a Portu-
gal com ideias de renovação literária.
Contudo, foi Luís Vaz de Camões o
mais importante autor desse período
da literatura portuguesa.
Questão 3
Alternativa “d”. Classicismo é a desig-
nação dada à tendência estética, lite-
rária, artística e filosófica que reprodu-
zia os ideais da Antiguidade Clássica.
244244
Gabarito
Quinhentismo
Questão 1
Alternativa “c”.
A literatura jesuítica e os relatos de
viagem dominaram o primeiro século
da vida colonial brasileira, visto que o
Brasil ainda não possuía uma
identidade cultural formada. Portanto,
não tínhamos ainda uma literatura que
pudesse ser chamada de brasileira.
Questão 2
Alternativa “e”.
Depois de observar as peculiaridades
da terra recém-descoberta, Pero Vaz
de Caminha deixou explícita sua
preocupação com a serventia que tal
descoberta teria para Portugal,
denotando assim as reais intenções
dos portugueses para a nova terra.
245245
Gabarito
Barroco
Questão 1
Alternativa “E”. Na Espanha, esses
estilos também foram conhecidos
como Quevedismo (conceptismo) e
Gongorismo (cultismo). Gregório de
Matos foi fortemente influenciado pelo
cultismo.
Questão 2
Alternativa “A”. 4. Na linguagem
barroca, verifica-se, tanto na forma
quanto no conteúdo, uma rejeição
constante da visão ordenada das
coisas. Os temas são aqueles que
refletem os estados de tensão da
alma humana, como a vida e a morte,
a matéria e o espírito, o amor
platônico e o amor carnal etc. 5. Basílio
da Gama foi um dos principais
representantes do Arcadismo
brasileiro.
246246
Gabarito
Arcadismo
Questão 1
Alternativa “B”. As características
descritas na alternativa fazem
referência ao Parnasianismo.
Questão 2
Alternativa “C”. O poema Carpe Diem
representa o Arcadismo, cujo autor é
Tomás Antônio Gonzaga. É parte
constituinte da mais famosa lírica
amorosa da Literatura de Língua
Portuguesa, Marília de Dirceu.
247247
Obras musicais – PAS 1
Cânone em Ré Maior
Ouça a música no QR Code abaixo:
https://youtu.be/JluEOZ9qMFE
Análise:
248248
Obras musicais – PAS 1
Spiritus Sanctus
Ouça a música no QR Code abaixo:
https://youtu.be/BFwxnWWjIeU
Análise:
249249
Obras musicais – PAS 1
Chuva
Ouça a música no QR Code abaixo:
https://youtu.be/VBcZgimFXVc
Análise:
250250
Obras musicais – PAS 1
Meu cupido é gari
Ouça a música no QR Code abaixo:
https://youtu.be/cUsYWdJzmeM
Análise:
251251
Obras musicais – PAS 1
Bachianas Brasileiras n.5:
Ária.
Ouça a músicano QR Code abaixo:
https://youtu.be/YIrMJ_ix0FA
Análise:
252252
Obras musicais – PAS 1
Brasiliana (sob a regência
de Ligia Amadio).
Ouça a música no QR Code abaixo:
https://youtu.be/my37Y76xSI0
Análise:
253253
Obras musicais – PAS 1
Ópera Orfeu
Ouça a música no QR Code abaixo:
https://youtu.be/jUep3sqe35o
Análise:
254254
Obras musicais – PAS 1
Bumba-meu-boi do Seu
Teodoro
Ouça a música no QR Code abaixo:
https://youtu.be/9zCGMuVUpDo
Análise:
255255
Obras musicais – PAS 1
O causo do Angelino
e Tristeza do Jeca
Ouça a música no QR Code abaixo:
https://youtu.be/BZ07z1Ku9rQ
Análise:
256256
Obras musicais – PAS 1
Festa do Divino de
Pirenópolis
Ouça a música no QR Code abaixo:
https://youtu.be/qAFMRvGzP_c
Análise:
257257
Obras musicais – PAS 1
Samba house
Ouça a música no QR Code abaixo:
https://youtu.be/cJYMgafqRgs
Análise:
258258
Obras musicais – PAS 1
Zero
Ouça a música no QR Code abaixo:
https://youtu.be/KDErhVB4sf4
Análise:
259259
Obras Visuais -PAS 1
Aqueduto Acqua Appia.
(autor indeterminado)
Análise:
Matérias e assuntos que tirei
através da obra:
260260
Obras Visuais -PAS 1
Catedral de Notre Dame de
Reims.
Matérias e assuntos que tirei
através da obra:
Análise:
261261
Obras Visuais -PAS 1
Escola de Atenas, Rafael
Sanzio.
Matérias e assuntos que tirei
através da obra:
Análise:
262262
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rafael_Sanzio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rafael_Sanzio
Obras Visuais -PAS 1
Discóbolo, Míron.
Análise:
Matérias e assuntos que tirei
através da obra:
263263
Obras Visuais –PAS 1
Estruturas tridimensionais –
Mestre Didi, Deoscóredes
Maximiliano dos santos.
Análise:
Matérias e assuntos que tirei
através da obra:
264264
Obras Visuais –PAS 1
Estruturas Poliedricas –Maurits
Cornelis Escher.
Matérias e assuntos que tirei
através da obra:
Análise:
265265
Obras Visuais – PAS 1
Nefertiti, autor desconhecido.
Análise:
Matérias e assuntos que tirei
através da obra:
266266
Obras Visuais – PAS 1
Pirâmides Astecas, autor
desconhecido.
Análise:
Matérias e assuntos que tirei
através da obra:
267267
Obras Visuais – PAS 1
Partenon, na acrópole de
Atenas - Fídias, Ictinos e
Calicrates.
Matérias e assuntos que tirei
através da obra:
Análise:
268268
Obras Visuais – PAS 1
Pirâmides Egípcias, autor
desconhecido.
Matérias e assuntos que tirei
através da obra:
Análise:
269269
Obras Visuais – PAS 1
Teatro Nacional Cláudio
Santoro, Oscar Niemeyer.
Análise:
Matérias e assuntos que tirei
através da obra:
270270
Obras Visuais – PAS 1
Suzana e os anciãos, Artemísia
Gentileschi.
Matérias e assuntos que tirei
através da obra:
Análise:
271271
Obras teatrais– PAS 1
A advogada que viu Deus, o Diabo e
depois voltou para a Terra – Grupo
G7
Matérias e assuntos que tirei através da
obra
Análise
272272
Obras teatrais– PAS 1
Ifigênia em Áulis - Eurípides
Matérias e assuntos que tirei através da
obra
Análise
273273
Obras audiovisuais– PAS 1
A rota do escravo - A alma da resistência.
(Slave Route: The Soul of Resistance)- Do-
cumentário. (Produzido pela Unesco, tradu-
zido e dublado pelo Centro de Informação
das Nações Unidas para o Brasil - UNIC Rio).
Direção: Tabué Nguma & Nil Viasnoff, 2012.
Matérias e assuntos que tirei através da
obra
Análise
274274
Obras audiovisuais– PAS 1
Alta ansiedade, a matemática do caos (High
Anxieties: The Mathematics of Chaos) -
Documentário. BBC, direção David Malone
& Mark Tanner, 2008.
Matérias e assuntos que tirei através da
obra
Análise
275275
Obras audiovisuais– PAS 1
Aos olhos de uma criança - Videoclipe.
Emicida, 2014.
Matérias e assuntos que tirei através da
obra
Análise
276276
Obras audiovisuais– PAS 1
Atlântico Negro, na rota dos Orixás - Do-
cumentário. Renato Barbieri & Victor Leo-
nardi, 1998.
Matérias e assuntos que tirei através da
obra
Análise
277277
Obras audiovisuais– PAS 1
La mujer sin miedo - Eduardo Galeano
Matérias e assuntos que tirei através da
obra
Análise
278278
Obras audiovisuais– PAS 1
O povo brasileiro (parte I): a matriz Tupi –
Documentário. Direção Isa G. Ferraz, 2001
Matérias e assuntos que tirei através da
obra
Análise
279279
Obras audiovisuais– PAS 1
O risco da história única – Palestra. Chima-
manda Adichie, 2009.
Matérias e assuntos que tirei através da
obra
Análise
280280
Obras textuais– PAS 1
Livros
Apologia de Sócrates - Platão.
Matérias e assuntos que tirei através
da obra
Análise
281281
http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.revistaliteraria.com.br%2Fplataoapologia.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNG8Pul-_t-C1C_gR5HKHVyzd6LGsA
http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.revistaliteraria.com.br%2Fplataoapologia.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNG8Pul-_t-C1C_gR5HKHVyzd6LGsA
Obras textuais– PAS 1
O VELHO DA HORTA—Gil Vicente
Esta seguinte farsa é o seu argumento que
um homem honrado e muito rico, já velho,
tinha uma horta: e andando uma manhã por
ela espairecendo, sendo o seu hortelão fora,
veio uma moça de muito bom parecer bus-
car hortaliça, e o velho em tanta maneira se
enamorou dela que, por via de uma alcovitei-
ra, gastou toda a sua fazenda. A alcoviteira foi
açoitada, e a moça casou honradamente. En-
tra logo o velho rezando pela horta. Foi re-
presentada ao mui sereníssimo rei D. Manuel,
o primeiro desse nome. Era do Senhor de
M.D.XII.
VELHO- Pater noster criador, Qui es in coelis,
poderoso, Santificetur, Senhor, nomen tuum
vencedor, nos céu e terra piedoso. Adveniat
a tua graça, regnum tuum sem mais guerra;
voluntas tua se faça sicut in coelo et in terra.
Panem nostrum, que comemos, cotidianum
teu é; escusá-lo não podemos; inda que o
não mereceremos tu da nobis. Senhor, debita
nossos errores, sicut et nos, por teu amor,
dimittius qualquer error, aos nosso devedores.
Et ne nos, Deus, te pedimos, inducas, por ne-
nhum modo, in tentationem caímos porque
fracos nos sentimos formados de triste lodo.
Sed libera nossa fraqueza, nos a malo nesta
vida; Amen, por tua grandeza, e nos livre tua
alteza da tristeza sem medida.
Entra a MOÇA na horta e diz o VELHO:
Senhora, benza-vos Deus,
MOÇA- Deus vos mantenha, senhor.
VELHO- Onde se criou tal flor? Eu