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Prévia do material em texto

P as1
EDIÇÃO 2020
Apostila
preparatoria
STUDYINGNOW.WITHNICOLY _VOUPARAUNB
 @
 @
Bem – Vindo(a) 
Olá futuro(a) estudante da UNB, seja bem-vindo(a) a essa 
apostila feita com muito carinho para te auxiliar nos 
estudos para o PAS 1 (Programa de Avaliação Seriada da 
UNB primeira etapa). Espero que goste! 
 
 
Sumário 
Controle de conteúdos\estudos .................... (3) 
Resumos .................... (9) 
Exercícios .................... (134) 
Gabaritos .................... (193) 
Obras .................... (246) 
22
Controle de conteúdos PAS 1 2020 
 Esses são os PRINCIPAIS conteúdos que você deve estudar para a 
1° ETAPA do PAS UnB. 
 BIOLOGIA: 
CONTEÚDO: RESUMI ESTUDEI RESPONDI 
QUESTÕES 
 CORRIGI 
QUESTÕES 
REVISEI 
 
1. ECOLOGIA 
2. FOTOSSÍNTESE 
3. QUIMIOSSÍNTESE 
4. FERMENTAÇÃO 
CELULAR 
 
5. RESPIRAÇÃO 
CELULAR 
 
6. CITOLOGIA 
7. VÍRUS 
8. BACTÉRIAS 
9. IMUNOLOGIA 
 
 QUÍMICA: 
1. QUÍMICA GERAL 
2. QUÍMICA INORGÂNICA 
3. ESTEQUIOMETRIA 
4. CONCENTRAÇÃO DE 
SOLUÇOES 
 
5. TERMOQUÍMICA 
6. QUÍMICA AMBIENTAL 
 
 FÍSICA: 
1. CINEMÁTICA 
2. DINÂMICA 
3. ESTÁTICA 
4. HIDROSTÁTICA 
 
33
 MATEMÁTICA: 
1. MATEMÁTICA BÁSICA 
2. CONJUNTOS NUMÉRICOS 
3. PROGRESSÃO 
ARITMÉTICA 
 
4. PROGRESSÃO 
GEOMÉTRICA 
 
5. FUNÇÃO DO 1◦ GRAU 
6. FUNÇÃO DO 2◦ GRAU 
7. GEOMETRIA PLANA 
8. GEOMETRIA ESPACIAL 
 
 HISTÓRIA: 
1. BRASIL COLONIAL 
2. GRÉCIA E ROMA ANTIGA 
3. IDADE MÉDIA 
4. RENASCIMENTO 
5. REFORMAS RELIGIOSAS 
6. IDADE MODERNA 
(ABSOLUTISMO, 
MERCANTILISMO, 
LIBERALISMO E 
ILUMINISMO) 
 
 
 GEOGRAFIA: 
1. GEOLOGIA 
(ESTRUTURAS 
GEOLÓGICAS, SOLOS, 
FORMAS DE RELEVO E 
SISMOLOGIA) 
 
2. DEMOGRAFIA 
3. AGRICULTURA\ 
GEOGRAFIA AGRÁRIA 
 
4. URBANIZAÇÃO E 
54
POPULAÇÃO\ 
GEOGRAFIA URBANA 
 FILOSOFIA: 
1. PRÉ-SOCRÁTICOS 
2. SÓCRATES 
3. PLATÃO 
4. ARISTÓTELES 
5. EPICURISMO 
 
 PORTUGUÊS: 
1. GRAMÁTICA E SINTAXE 
2. VARIAÇÕES 
LINGUÍSTICAS 
 
3. FUNÇÕES DA LIGUAGEM 
4. ELEMENTOS DA 
COMUNICAÇÃO 
 
5. ANÁLISES\TIPOS DE 
DISCURSOS 
 
6. TIPOLOGIAS\GÊNEROS 
TEXTUAIS 
 
 
 LITERATURA: 
1. TROVADORISMO 
2. CLASSICISMO 
3. QUINHENTISMO 
4. BARROCO 
5. ARCADISMO 
 
 OBRAS DO PAS: 
 MÚSICAS: 
1. CÂNONE EM RÉ MAIOR 
2. SPIRITUS SANCTUS 
45
3. CHUVA 
4. MEU CUPIDO E GARI 
5. BACHIANAS BRASILEIRAS 
N◦ 5 
 
 
6. BRASILIANA 
7. ÓPERA ORFEU 
8. BUMBA MEU BOI 
9. O CAUSO DO ANGELINO 
E TRISTEZA DO JECA 
 
10. FESTA DO DIVINO DE 
PIRENÓPOLIS 
 
11. SAMBA HOUSE 
12. ZERO 
 ARTES VISUAIS: 
1. AQUEDUTO ACQUA 
APPIA 
 
2. CATEDRAL DE NOTRE 
DAME DE REIMS 
 
3. ESCOLA DE ATENAS 
4. DISCÓBOLO 
5. ESTRUTURAS 
TRIDIMENSIONAIS 
 
6. ESTRUTURAS 
POLIÉDRICAS 
 
7. NEFERTITI 
8. PIRÂMIDES ASTECAS 
9. PARTENON-ACRÓPOLE 
DE ATENAS 
 
10. PIRÂMIDES EGIPCIAS 
11. TEATRO NACIONAL 
CLÁUDIO SANTORO-
BRASÍLIA 
 
12. SUZANA E OS ANCIÃOS 
 
66
 TEATRO: 
1. A ADVOGADA QUE VIU 
DEUS, O DIABO E DEPOIS 
VOLTOU PARA TERRA 
 
2. IFIGÊNIA EM ÁULIS 
 AUDIOVISUAIS: 
1. A ROTA DO ESCRAVO 
2. ALTA ANSIEDADE, A 
MATEMÁTICA DO CAOS 
 
3. AOS OLHOS DE UMA 
CRIANÇA 
 
4. ATLÂNTICO NEGRO, NA 
ROTA DOS ORIXÁS 
 
5. LA MUJER SIN MIEDO 
6. O POVO BRASILEIRO: A 
MATRIZ TUPI 
 
7. O PERIGO DE UMA 
HISTÓRIA ÚNICA 
 
 
 TEXTOS: 
1. APOLOGIA DE 
SÓCRATES 
 
2. O VELHO DA HORTA 
3. CARTA A MENECEU 
4. POEMAS ESCOLHIDOS 
5. ORAÇÃO DOS 
DESESPERADOS 
 
6. ALIANÇA NO FUNDO DO 
MAR 
 
7. ARTIGO 5◦ DA 
CONSTITUIÇÃO DA 
REPUBLICA 
FEDERATIVADO BRASIL 
1988 
 
8. COMBATE À TERRA 
SECA-HIDROGEL 
 
9. ENTREVISTA COM A EX 
77
ESCRAVA – MARIA 
TERESA 
10. ESSE MUNDO DE 
INJUSTIÇA 
GLOBALIZADA 
 
 
 
 
88
Ecologia 
Biologia 
Subdivisões da ecologia 
De uma maneira geral, a Ecologia pode ser 
subdividida em dois tipos: a autoecologia e 
a sinecologia. Na autoecologia, o estudo 
volta-se para uma determinada espécie ou 
indivíduo, analisando-se, principalmente, seu 
comportamento e os mecanismos adapta-
tivos que garantem a sua sobrevivência 
em determinado meio. Já a sinecologia faz 
uma análise mais ampla, analisando grupos 
de organismos que interagem entre si e 
com o meio. Fica claro, portanto, que a au-
toecologia e a sinecologia detêm-se sobre 
diferentes níveis de organização.. 
Níveis de organização em ecologia 
→ População: conjunto de organismos de 
uma mesma espécie que vivem juntos em 
uma determinada área e apresentam mai-
ores chances de reproduzir-se entre si do 
que com outros indivíduos de outras popu-
lações. 
→ Comunidades: conjunto de populações 
de uma determinada região. 
→ Ecossistema: conjunto formado pela 
comunidade e os fatores abióticos. 
→ Biosfera: nível mais amplo e autossufici-
ente que corresponde a todos os seres 
vivos do planeta, abarcando as relações 
deles entre si e com o meio ambiente. 
Independente do nível de organização es-
tudado, compreender o meio em que o 
.organismo vive é essencial no estudo da eco-
logia. Assim sendo, ao escolher uma espécie 
para análise, os ecólogos preocupam-se em 
conhecer seu habitat e seu nicho ecológico, 
ou seja, o local onde a espécie vive e seu pa-
pel naquela comunidade. 
Outro ponto importante da Ecologia e que 
envolve todos os níveis de organização é a 
compreensão das relações existentes entre 
os seres vivos. As relações ecológ-
cas demonstram como as diferentes espécies 
interagem e como os indivíduos de uma po-
pulação comportam-se. 
Os componentes do ecossistema 
Um ecossistema é constituído por componen-
tes abióticos (sem vida) e por componentes 
bióticos (seres vivos). 
Dos fatores abióticos podemos citar os com-
postos orgânicos, sais minerais, temperatura, 
luz, umidade, etc. 
Os fatores bióticos se dividem 
em: produtores, consumidores e decomposito
res. 
99
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/populacao-comunidade.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/populacao-comunidade.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/componentes-ecossistema.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/habitat-nicho-ecologico.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/relacoes-ecologicas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/relacoes-ecologicas.htm
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Fotossíntese 
 
Biologia 
O que é fotossíntese? 
Trata-se de um processo realizado por or-
ganismos autróficos fotossintetizantes, co-
mo plantas,, algas e alguns procariontes. 
Esses organismos captam a luz solar, con-
vertem-na em energia química, que será 
utilizada para a produção de compostos 
orgânicos, baseada em água e dióxido de 
carbono. Um dos produtos finais desse 
processo é o oxigênio, que é liberado no 
ambiente. 
A fotossíntese acontece em duas etapas 
nos cloroplastos, organelas presentas nas 
células dos organismos eucariontes fotos-
sintetizantes. Essas organelas armazenam 
os pigmentos fotossintetizantes, que são 
responsáveis pela absorção da luz. Dentre 
esses diversos pigmentos, como as clorofi-
las, carotenoides e ficobilinas, destaca-se a 
clorofila como a principal, sendo encontra-
da em todos os organismos fotossinteti-
zantes. 
Etapas da fotossíntese 
-> Fase ou reação luminosa ou fotoquímica 
-> Fase ou reação escura ou fase química 
Obs: A fase escura da fotossíntese não preci-
sa ocorrer no escuro. 
Importância da fotossíntese 
Como dito, a fotossíntese é um processo pe-
lo qual são produzidas moléculas orgânicas, 
com base em água e dióxido de carbono, e 
que apresenta também como produto final o 
oxigênio, que é liberado no ambiente. 
Assim, trata-se de umprocesso essencial para 
a existência da vida na Terra da maneira que 
a encontramos hoje, pois é por meio da fo-
tossíntese que o oxigênio existente no plane-
ta, essencial para a sobrevivência de grande 
parte dos organismos, é produzido. 
Além disso, a fotossíntese também é respon-
sável pela produção de energia para pratica-
mente todos os seres vivos. Os organismos 
autotróficos fotossintetizantes são a base das 
cadeias alimentares tanto terrestres quanto 
aquáticas. A energia presente na matéria or-
gânica produzida por eles é transmitida aos 
seres heterotróficos pela cadeia alimentar. 
1010
Quimiossíntese 
Biologia 
A quimiossíntese é um processo que utiliza 
substâncias inorgânicas e não necessita de 
luminosidade para ocorrer, sendo realizada 
por algumas bactérias autótrofas. 
No solo podemos encontrar algumas espé-
cies de bactérias e arqueobactérias auto-
tróficas, ou seja, bactérias que produzem o 
seu próprio alimento através 
da quimiossíntese. 
O que é quimiossíntese? 
A quimiossínteses é um processo no qual 
ocorre produção de matéria orgânica a 
partir de gás carbônico, água e outras 
substâncias inorgânicas (como amônia, fer-
ro, nitrito e enxofre), sem a utilização de 
energia luminosa. Por não necessitar de 
energia luminosa, esse tipo de bactéria po-
de realizar a quimiossíntese em ambientes 
desprovidos de luz e matéria orgânica, já 
que a energia utilizada em seu desenvolvi-
mento é obtida através de oxidações inor-
gânicas. 
Exemplos de bactérias que realizam a qui-
miossíntese são as do gêne-
ro Beggiatoa e Thiobacillus, também cha-
madas de sulfobactérias, pois elas realizam 
seu metabolismo através das reações de 
oxidação de compostos de enxofre. 
Outro exemplo de bactérias quimiossinteti-
.zantes, também chamadas de nitrobactérias, 
são as bactérias do gêne-
ro Nitrosomonas e Nitrobacter, muito impor-
tantes para o meio ambiente e para os seres 
humanos. Essas bactérias são encontradas no 
solo e realizam um importante papel na reci-
clagem do nitrogênio em nosso planeta. As 
bactérias do gênero nitrosomonas conse-
guem energia através da oxidação do íon 
amônio (NH4
+), que se encontra presente no 
solo, transformando-o em íon nitrito (NO-2); 
enquanto as bactérias do gênero nitrobacter 
oxidam o íon nitrito (NO-2), transformando-o 
em íon nitrato (NO-3), que é absorvido pelas 
raízes das plantas e utilizado na síntese de 
proteínas. 
Duas etapas distintas 
Primeira etapa: na oxidação das substâncias 
inorgânicas há a liberação de prótons e elé-
trons que provocam a fosforilação do ADP 
em ATP e a redução do NADP+ em NADPH, 
que serão úteis na fase seguinte. Dessa for-
ma, podemos concluir que, diferentemente da 
fotossíntese, processo no qual os elétrons e 
prótons são obtidos através da degradação da 
molécula de água, na quimiossíntese eles se 
originam da oxidação das substâncias inorgâni-
cas. 
Segunda etapa: através do processo de oxi-
dação das substâncias inorgânicas, as bacté-
rias conseguem energia suficiente para redu-
zir o gás carbônico através de sua fixação e 
1111
posterior produção de substâncias orgânicas, 
as quais podem ser utilizadas na produção de 
novos compostos ou em seu metabolismo. 
Curiosidade 
Em 1977, cientistas descobriram animais 
(anêmonas, mariscos, caranguejos e uma es-
pécie de verme sem boca) que podiam atin-
gir mais de dois metros de comprimento, 
aproximadamente 2,5 km abaixo da superfí-
cie (uma região onde não há nenhum vestí-
gio de luminosidade). Como todos esses ani-
mais estavam próximos a fontes hidrotermais 
(água quente com gás sulfídrico dissolvido), os 
cientistas concluíram que esse gás é oxidado 
por bactérias quimiossintetizantes que o trans-
formam em enxofre. Dessa forma, ao conse-
guir energia para produzir matéria orgânica, 
esse tipo de bactéria servia como alimento 
para os seres heterotróficos que habitam as 
profundezas, dando chance para que aquela 
comunidade existisse. 
 
As bactérias do gênero Nitrobacter reali-
zam a quimiossíntese 
1212
Fermentação celular 
Biologia 
Fermentação é um processo realizado por 
alguns organismos para a obtenção de 
energia. Esse ocorre na ausência de oxigê-
nio e também não apresenta cadeia re-
ceptora de elétrons, como ocorre na res-
piração anaeróbica. 
O processo de fermentação é utilizado 
na produção de alimentos e medicamen-
tos. 
O que é fermentação? 
A fermentação é um processo pelo qual 
a matéria orgânica é parcialmente degra-
dada e a energia química nela armazenada 
é liberada e utilizada na produção de molé-
culas de ATP (adenosina trifosfato), em 
que ficará armazenada para ser utilizada 
posteriormente em diversas reações do 
organismo. 
Esse processo é realizado por algumas es-
pécies De fungos, bactérias, protistas, bem 
como por alguns tecidos animais e vege-
tais. A fermentação ocorre na ausência de 
oxigênio, ou seja, é um proces-
so anaeróbio, e seu saldo energético é 
menor do que o obtido por meio de pro-
cessos aeróbios (que ocorrem na presen-
ça de oxigênio). 
Como ocorre a fermentação? 
O processo de fermentação inicia-se com 
a degradação da molécula de glicose, consti-
tuída por seis carbonos, em duas moléculas 
contendo três carbonos cada uma, denomina-
das piruvatos. Esse processo é conhecido co-
mo glicólise, ocorre no citosol das células e 
consiste em 10 reações que ocorrem em du-
as etapas. 
Na primeira etapa, ocorre a fosforilação da 
glicose, que, ao receber fosfato proveniente 
de duas moléculas de ATP, torna-se quimica-
mente ativa. Nessa fase há, então, gasto de 
energia. Na segunda etapa, ocorre a oxidação 
da glicose, sendo o agente oxidante 
o NAD+ (dinucleotídio nicotinamida e adenina), 
que será reduzido em NADH. A energia libe-
rada nesse processo é utilizada para a produ-
ção de quatro moléculas de ATP. Como fo-
ram gastos dois ATP na primeira etapa, a gli-
cólise apresenta um saldo energético final de 
dois ATP. 
O piruvato permanece no citosol, recebe os 
elétrons do NADH e é convertido 
em lactato ou etanol e dióxido de carbono, 
dependendo do organismo que estiver reali-
zando esse processo. Nele, o NAD+ é então 
reciclado e poderá ser utilizado novamente na 
glicólise. 
1313
https://www.biologianet.com/biologia-celular/glicose.htm
https://www.biologianet.com/biologia-celular/o-que-celula.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/atp.htm
Tipos de fermentação 
Mediante seu produto final, a fermentação 
pode ser classificada de diversas formas. As 
principais formas de fermentação realizadas 
pelos organismos, sendo também as mais 
utilizadas pelas indústrias, são: 
Fermentação alcoólica 
Nela o piruvato é reduzido a etanol (álcool 
etílico) num processo constituído por duas 
etapas. Na primeira, o piruvato é convertido 
em acetaldeído (constituído por dois átomos 
de carbono) e ocorre a liberação de dióxido 
de carbono. Em seguida, o acetaldeído é re-
duzido a etanol pelo NADH. 
A fermentação alcoólica é realizada por algu-
mas bactérias, fungos e células vegetais. A 
equação balanceada da fermentação láctica é 
apresentada a seguir: 
Glicose + 2ADP + 2Pi → 2 Etanol + 2CO2 + 
2ATP + 2H2O 
Fermentação láctica 
É realizada por algumas espécies de bacté-
rias, fungos, protistas e células animais, por 
exemplo, nas células musculares humanas, 
quando o oxigênio é escasso. Na fermenta-
ção láctica, o piruvato é reduzido a lactato, 
um composto semelhante a ele. A equação 
balanceada da fermentação láctica é apresen-
tada a seguir: 
Glicose + 2ADP + 2Pi → 2 Lactato + 2ATP 
+ 2H2O 
Diferença entre fermentação e respi-
ração celular 
A fermentação e a respiração celular são 
processos realizados pelos seres vivos para 
a obtenção de energia. Embora ambos apre-
sentem a mesma finalidade, ocorrem de for-
mas diferentes. A fermentação é um proces-
so anaeróbio, enquanto a respiração celular é 
um processo aeróbio. 
A fermentação não apresenta uma cadeia de 
transportede elétrons, como ocorre na respi-
ração celular. O aceptor final de elétrons na 
fermentação é uma molécula orgânica, e na 
respiração celular, é o oxigênio. O processo 
de fermentação ocorre em apenas uma eta-
pa, diferentemente da respiração celular, que 
ocorre em três. 
O saldo energético final da fermentação, que 
é um processo de degradação parcial da gli-
cose, é de duas moléculas de ATP. Já a respi-
ração celular, na qual ocorre a degradação 
total da glicose, o saldo energético final é de 
32 moléculas de ATP. Veja, a seguir, um qua-
dro comparativo entre esses dois processos. 
 Quadro comparativo entre os processos de 
fermentação e respiração celular 
 Fermentação respiração cel. 
Tipo de resp. Anaeróbica Aeróbica 
Etapas Glicóse glicóse, ciclo do 
 Ácido cítrico e 
 Fosforilação 
 Oxidativa 
Saldo energ. ATP 2 32 
1414
https://www.biologianet.com/biologia-celular/celula-vegetal.htm
https://www.biologianet.com/biologia-celular/respiracao-celular.htm
https://www.biologianet.com/biodiversidade/o-que-sao-seres-vivos.htm
Respiração celular 
Biologia 
O que é respiração celular? 
Respiração celular é o processo pelo qual 
os organismos obtêm energia para realizar 
as mais diversas atividades. Esse procedi-
mento pode ocorrer tanto na presença de 
oxigênio, sendo aeróbio, quanto em sua 
ausência, anaeróbio. No entanto, tal termo 
é normalmente utilizado para referir-se 
ao processo aeróbio, como faremos tam-
bém aqui. 
Na respiração celular, a obtenção de ener-
gia ocorre com a oxidação de uma molé-
cula orgânica, geralmente a glicose, liberan-
do energia. Parte dessa energia é armaze-
nada na forma de moléculas 
de ATP (adenosina trifosfato), e parte é 
liberada na forma de calor. 
Esse processo pode ser dividido em três 
etapas: a glicólise, o ciclo do ácido cítrico 
(ou ciclo de Krebs) e a fosforilação oxidati-
va. Em geral, o termo respiração celular é 
utilizado pelos bioquímicos para represen-
tar as fases dois e três, etapas que ocor-
rem nas mitocôndrias. 
Entretanto, a glicólise acaba sendo incluída 
por muitos autores devido a sua importân-
cia na produção de matéria-prima para a 
próxima etapa. Podemos representar o 
processo de respiração celular por meio 
da fórmula geral 
C6H12O6(glicose) + 6O2 → 6CO2 + 6H2O + 
Energia (ATP + calor) 
Respiração celular e fotossíntese 
A respiração celular e a fotossíntese são pro-
cessos diferentes, mas interligados. Na respira-
ção celular, ocorre a liberação de energia pa-
ra ser utilizada pelo organismo, no entanto, 
essa energia é produzida por outro processo, 
a fotossíntese. 
A fotossíntese produz moléculas orgânicas 
nos organismos produtores fotossintetizantes, 
como plantas e algas. Assim, os organismos 
heterotróficos, como os animais, obtêm essas 
moléculas por meio da alimentação, seja ali-
mentando-se de organismos produtores, seja 
de outros heterotróficos. 
Na fotossíntese, os organismos produto-
res captam a energia luminosa através de 
moléculas denominadas cloroplastos. Em se-
guida, essa energia é convertida em energia 
química e utilizada para a síntese de compos-
tos orgânicos, como as moléculas de glicose. 
Essa energia química fica armazenada nessas 
moléculas e é liberada durante o processo 
de respiração celular. 
1515
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/aerobiose.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/anaerobismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/atp.htm
https://www.biologianet.com/botanica/reacoes-fotossintese.htm
https://www.biologianet.com/biologia-celular/cloroplastos.htm
https://www.biologianet.com/biologia-celular/cloroplastos.htm
Além disso, a fotossíntese também apresen-
ta como produto final oxigênio, que também 
será utilizado na respiração celular, um pro-
cesso aeróbio. Já a respiração celu-
lar apresenta como produto final gás carbôni-
co e água, que serão utilizados pelos organis-
mos produtores para a realização da fotos-
síntese. 
O processo de fotossíntese pode ser resu-
mido na equação apresentada no quadro a 
seguir. No entanto, é importante destacar 
que as primeiras moléculas produzidas são 
de açúcares mais simples, com apenas três 
átomos de carbono 
6 CO2 + 12 H2O + energia luminosa → 
C6H12O6 + 6 O2 + 6 H2O 
 
Etapas da respiração celular 
Glicólise 
Embora a respiração celular seja considerada 
um processo que ocorre na presença de 
oxigênio, este não é essencial para essa eta-
pa, assim a glicólise pode ocorrer tanto na 
presença quanto na ausência desse elemen-
to. Na glicólise ocorre a degradação da molé-
cula de glicose, com seis carbonos, em duas 
moléculas contendo três carbonos cada uma, 
o piruvato. Essa etapa ocorre no citosol 
das células. 
A glicólise consiste em 10 reações que ocor-
rem em duas etapas. Na primeira, denomina-
da fase de ativação, ocorre a fosforilação da 
glicose, que, ao receber fosfato proveniente 
de duas moléculas de ATP, torna-se quimica-
mente ativa. Nessa fase há gasto de energia. 
Na segunda etapa, a fase de rendimento, 
ocorre a oxidação da glicose. A energia libe-
rada nesse processo é utilizada para 
a produção de quatro moléculas de ATP. Os 
elétrons liberados na oxidação da glicose le-
vam à redução de NAD+ (dinucleotídeo nicoti-
namida-adenina) em NADH. 
Ciclo do ácido cítrico (ciclo de Krebs) 
Na presença de oxigênio, as moléculas de pi-
ruvato entram nas mitocôndrias, a partir daí, 
passam por três etapas para a formação de 
um novo composto, o acetil coenzima-A 
(acetil-CoA). Na primeira etapa, ocorre 
a remoção e a liberação do grupo carboxila 
do piruvato na forma de CO2. 
Na segunda etapa, ocorre a formação de 
acetato e os elétrons liberados ligam-se ao 
NAD+, ficando armazenados na forma de 
energia em NADH. Na terceira fase, o acetato 
liga-se à coenzima A, composto derivado da 
vitamina B, formando o acetil coenzima-A 
(acetil-CoA). 
Em seguida, inicia-se o ciclo do ácido cítrico, 
também conhecido por ciclo de Krebs. Aqui 
ocorre a oxidação completa da glicose por 
meio de oito etapas. O acetil-CoA reage com 
o oxaloacetato, um ácido constituído por qua-
tro carbonos, formando o citrato, uma forma 
oxidada do ácido cítrico constituída por 
seis carbonos. 
A seguir ocorrerão reações que levarão 
à degradação do citrato, dois dos seis carbo-
nos são removidos e oxidados a CO2, for-
mando novamente oxaloacetato. O oxaloace-
tato reagirá com outro acetil-CoA, iniciando 
novamente o ciclo. 
Para cada acetil-CoA, 3 NAD+ são reduzidos a 
NADH. Os elétrons são transferidos ao FAD 
(dinucleótidio de flavina-adenina), formando 
FADH2. Nessa etapa também pode ser for 
1616
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/glicolise.htm
https://www.biologianet.com/biologia-celular/o-que-celula.htm
https://brasilescola.uol.com.br/quimica/carbono.htm
 
 
deia. Esses irão retornar à matriz da mitocôn-
dria e, simultaneamente, por meio da fosforila-
ção oxidativa do ADP, será formado ATP. Es-
sa etapa é denominada quimiosmose. Ao final 
de todo o processo de respiração celular, te-
rão sido produzidos, no máximo, 32 ATP. 
mando FADH2. Nessa etapa também pode 
ser formado GTP (trifosfato de guanosina) 
por fosforilação, uma molécula semelhante 
em estrutura e ação ao ATP e que pode 
ser também utilizada para a produção de 
ATP. Além do GTP, também é formada uma 
molécula de ATP. O saldo final desse ci-
clo, como cada glicose produz dois acetil-
CoA, é: 6 NADH, 2 FADH2 e 2 ATP. 
Fosforilação oxidativa 
Nessa etapa, as moléculas NADH e FADH2, 
transportadoras de elétrons produzidas no 
ciclo de ácido cítrico, doarão elétrons para a 
cadeia de transporte de elétrons ou cadeia 
respiratória. Na cadeia, a transferência de elé-
trons acontece através de uma série de 
transportadores, como algumas proteínas, 
por exemplo, os citocromos. Esses elétronsvão perdendo energia em cada etapa da ca-
deia, sendo captados pelo oxigênio, aceptor 
final, reduzindo-os a H20. 
O transporte de elétrons pela cadeia na 
membrana interna da mitocôndria também 
leva a um transporte ativo de prótons na ca-
1717
https://brasilescola.uol.com.br/quimica/eletrons.htm
Citologia 
Biologia 
O que é Citologia? 
A Citologia, também chamada de 
biologia celular, é a parte da Biologia 
que estuda as células e suas estruturas. 
As células são a menor unidade viva de 
um organismo e é utilizada para 
diferenciar um ser vivo daquele que 
não apresenta vida. 
 Todos os seres vivos são 
constituídos por células. 
 Novas células se formam pela divisão 
de células preexistentes através da 
divisão celular. 
 -> Existem dois tipos de células as 
procariontes e as eucariontes. 
Eucariontes: 
 Possui um envoltório nuclear. 
 Seu DNA é separado do núcleo. 
 Possui organelas membranosas. 
Possui citoesqueleto. 
 
Procariontes: 
 Não possui envoltório nuclear. 
 DNA disperso 
 Não possui organelas membranosas 
 Não possui citoesqueleto 
 Citoesqueleto: 
 É composta por proteínas. 
 Responsável pala estrutura das 
células e transporte de organelas. 
 Núcleo: 
 É onde se encontra o DNA. 
 
 
 
 
1818
Vírus 
 Biologia 
Características Peculiares: 
 Não há um consenso no que se 
refere aos status dos vírus. 
 Os vírus não fazem parte dos cinco 
reinos. 
 A melhor forma de classifica-los é: 
Vírus são entidades biológicas, 
acelulares, endoparasitas obrigatórias. 
 Ciclo viral: 
 Durante parte do seu ciclo viral, seu 
material está genético está inerte na 
célula hospedeira sem causar lesões. 
 Durante outra parte do ciclo, o 
material está ativo e causando lesões 
nos hospedeiros. 
 Normalmente, o ciclo viral segue da 
transcrição (DNA -> RNA) para a 
tradução (RNA -> Proteína). 
 Os vírus interagem com outros seres 
vivos de uma maneira única. 
 
 Material Genético: 
 Os vírus se reproduzem por 
estratégias variadas chamadas de ciclos, 
sendo os principais: o ciclo lítico e o 
ciclo lisogênico. 
 No ciclo lítico, a célula hospedeira é 
destruída ao final. 
 No ciclo lisogênico, o DNA do vírus é 
mantido junto do DNA da célula 
hospedeira enquanto ela se reproduz. 
 Carne: 
 Os vírus são formados por um 
envoltório proteico chamado de 
capsídeo. Dentro dele, há uma região 
chamada de carne. 
 No carne, os vírus mantêm DNA ou 
RNA (salva raras exceções). 
 
1919
Bactérias 
Biologia 
Os primeiros organismos 
definitivamente considerados vivos 
foram protobactérias ou protocélulas. 
Células 
 Não possuem núcleo organizado. 
 Só têm uma célula, ou seja são seres 
unicelulares. 
 Bactérias podem ser fotossintetizantes, 
quimiossintetizantes, fixadoras de 
nitrogênio, decompositoras, 
fermentadoras, entre outras 
possibilidades. 
Domínios 
 Quando usamos a classificação por 
Reinos, tanto as eubactérias quanto as 
arqueas fazem parte do mesmo reino, 
chamado de Monera. 
 As bactérias são organismos 
procarióticos, que apresentam parede 
celular de peptidioglicano. 
Bactérias e arqueas: 
->Bactérias e arqueas se diferenciam 
em realação: 
 Às sequências de ácidos nucleicos. 
 Aos hábitos de forrageamento. 
 Aos revestimentos celulares. 
Alimentação 
Bactérias podem ser de vários tipos, 
dependendo de como obtém seu 
alimento. 
Fotossintetizantes 
 Produzem nutrientes utilizando a 
energia luminosa. 
Saprófagos 
 Se alimentam de matéria orgânica em 
decomposição. 
Quimiossintetizantes 
 Produzem nutrientes utilizando 
reações químicas de compostos 
inorgânicos. 
 
2020
Imunologia 
 Biologia 
O que é imunologia? 
Imunologia é o estudo do sistema 
imunológico e suas funções, é o 
sistema imunológico que fornece 
imunidade, ou seja, proteção às 
doenças. 
 ->O sistema imunológico e composto 
por varias células. As células do sistema 
imunológico são fabricadas na medula 
óssea vermelha, localizada em 
cavidades ósseas e no tecido ósseo 
esponjoso, presente em alguns ossos 
do nosso corpo. 
 ->O sistema imunológico baseia-se nas 
relações Antígeno e Anticorpo. 
Antígenos (Ag): 
Substância estranha que introduz uma 
resposta imune por causar produção 
de anticorpos e ou linfócitos 
sensibilizados que reagem 
especificamente com a substância; 
Imunógeno. 
Anticorpo (Ac): 
Proteína do soro que reage 
especificamente a uma substância 
estranha (antígeno); Imunoglobulina. 
 Nosso sistema imune fornece 
mecanismos de defasas específicas 
contra diversas substâncias estranhas 
do nosso corpo chamadas de 
antígenos. 
 ->Os principais tecidos e órgãos do 
sistema imune são: 
Linfócitos: São as principais células 
responsáveis pela resposta imune: 
Linfócitos T(vírus, fungos e tumores) e 
Linfócitos B(Bactérias e toxinas). 
Órgãos linfoides primários: Timo 
e medula óssea . 
Órgãos e tecidos linfoides 
secundários: Nódulos linfáticos, Baço, 
tecidos linfoides associados ao intestino, 
Apêndice, Amígdalas, Placas de Peyer e 
tecidos linfoides associados aos 
brônquios. Imunoglobulinas (Ig). 
2121
Química geral 
Química 
Química é a ciência que estuda a estrutura 
das substâncias, a composição e as propri-
edades das diferentes matérias, suas trans-
formações e variações de energia. 
 
Ela conquistou um lugar central e essencial 
em todos os assuntos do conhecimento 
humano. Relaciona-se com outras ciências 
como a Biologia, Ciências Ambientais, Físi-
ca, Medicina e Ciências da Saúde. 
 
A Química é útil em inúmeras atividades, 
como, por exemplo, na agricultura, onde 
os agricultores a utilizam para melhorar a 
acidez do sol. Os médicos também preci-
sam do conhecimento químico para reco-
nhecer a composição das substâncias utili-
zadas como medicamento. 
 
A Química é uma ciência experimental que 
teve seu processo de descoberta ligado à 
preocupação que as culturas antigas ti-
nham em compreender a relação entre o 
ser humano, a natureza e seus fenôme-
nos: a chamada Alquimia. 
 
Importância da química 
A palavra “química”, algumas vezes é referida 
como uma coisa ruim, mas não é bem assim, 
as pessoas acham que a química está em 
produtos perigosos, tóxicos, ou venenosos, 
ela está realmente, mas não é só nessa coi-
sas que ela está. 
As vezes, donas de casa vão até o super-
mercado para comprar algumas verduras e 
frutas, e lá chegando encontram pessoas 
também comprando as frutas e as verduras e 
essas pessoas falam, “nossa como essas frutas 
estão bonitas, principalmente estes morangos, 
mas é uma pena que estão cheios de 
‘química’, a ‘química’ dessas frutas pode até 
matar uma pessoa.” 
Isso é real, muitas frutas, às vezes, possuem 
grandes quantidades de agrotóxicos e ou-
tros produtos químicos ‘pesados’, mas isso é, 
geralmente, necessário para que as frutas de 
clima frio se adapte ao nosso clima tropical. 
Muitas pessoas conhecem a Química co-
mo ciência e sabem que ela é extremamente 
importante para a vida no nosso planeta, se 
os reagentes e produtos químicos não existis-
sem seria muito difícil existir vida na Terra ou 
em qualquer outro lugar do universo, para ser 
mais preciso, nem mesmo o nosso sistema 
solar existiria, o sol também não existiria, visto 
que nele ocorre a cada segundo, milhões de 
reações de fusão nuclear que na verdade 
também é reação química. 
2222
Química inorgânica 
Química 
Definição de química inorgânica 
“Ramo da Química que estuda os compos-
tos inorgânicos, os quais não apresentam 
na sua constituição obrigatoriamente os 
elementos químicos carbono (formando 
encadeamentos) e hidrogênio.” 
Os compostos inorgânicos apresentam, 
em sua maioria, algumas importantes ca-
racterísticas, como o fato de se-
rem iônicos (com exceção dos ácidos inor-
gânicos que são covalentes), sólidos em 
temperatura ambiente (com exceção dos 
ácidos inorgânicos que são líquidos e de 
alguns óxidos que são gasosos) 
e apresentaremmetais em sua composi-
ção (com exceção da maioria dos ácidos 
inorgânicos). 
As características dos compostos inorgâni-
cos estão relacionadas com a classe funci-
onal à qual eles pertencem. Já a obtenção 
deles está associada às reações químicas 
necessárias para a sua formação. Por isso, 
o estudo da Química Inorgânica é subdivido 
em diversas partes: 
Fritz Haber, em 1908 sintetizou o nitrato de 
amônia, que foi o primeiro composto inor-
gânico feito totalmente em laboratório. O 
processo Haber é uma reação catalisada 
por ferro e ocorre como se segue: 
N2 (g) + 3 H2 (g) → 2 NH3 (g) + energia 
Compostos inorgânicos em geral necessi-
tam de catalisadores para serem sintetiza-
dos, tais como pentóxido de vanádio, hi-
dreto de alumínio ou metais. 
As funções inorgânicas são divididas 
em 4 grupos: 
Ácidos 
Segundo Arrhenius, ácido é toda substân-
cia que em solução aquosa libera, como 
único cátion, o íon H+ (H3O
+). São subdivi-
didos em hidrácidos e oxiácidos. 
Hidrácidos: ácidos que não contém o 
elemento oxigênio em sua estrutura. 
Ex.: HCl, H2S, HCN. 
A nomenclatura característica dos hidráci-
dos é dada pela regra: 
ÁCIDO nome do elemento + ÍDRICO. 
Ex.: HCl – ácido clorídrico. 
Oxiácidos: ácidos que contém o elemento 
oxigênio em sua estrutura. Ex.: H2SO4, 
HNO3, H2CO3. 
A nomenclatura dos oxiácidos segue 
a regra do NOX: 
 
Nome 
NOX 
do ele-
mento 
central 
HIPO-----------OSO +1 
------------------OSO +3, +4 
------------------ICO +5, +6 
PER------------ICO +7 
2323
https://www.infoescola.com/quimica/catalisadores/
https://www.infoescola.com/quimica/metais/
https://www.infoescola.com/quimica/acido/
https://www.infoescola.com/quimica/hidracidos/
https://www.infoescola.com/quimica/oxiacidos/
https://www.infoescola.com/elementos-quimicos/oxigenio/
https://www.infoescola.com/quimica/acido-cloridrico/
https://www.infoescola.com/quimica/numero-de-oxidacao-nox/
 
 
Ex.: HClO3 – ácido clórico 
Bases ou Hidróxidos 
Segundo Arrhenius, base ou hidróxido é 
toda substância que em solução aquosa 
libera, como único ânion, o íon OH
‒ (hidroxila). 
A nomenclatura das bases é dada de acor-
do com o cátion formador. 
Cátions que possuem NOX fixo: 
HIDRÓXIDO DE nome do cátion. 
Ex.: NaOH – hidróxido de sódio. 
Cátions que possuem NOX variável: 
Regra I – HIDRÓXIDO DE nome do ele-
mento + número da carga do cátion. 
Ex.: Fe(OH)2 – hidróxido de ferro II 
Regra II: 
HIDRÓXIDO DE nome do elemento + OSO 
(menor carga) 
HIDRÓXIDO DE nome do elemento + ICO 
(maior carga) 
Ex.: Fe(OH)3 – óxido férrico, Fe(OH)2 - 
hidróxido ferroso 
Sais 
Sal é toda substância que, em solução 
aquosa, sofre dissociação, liberando pelo 
menos um cátion diferente do H+ e um 
ânion diferente do OH‒. 
 
Exemplo: 
BaSO4 → Ba
2+ + SO4
2- 
A nomenclatura dos sais varia de acordo 
com a nomenclatura do ácido que deu ori-
gem ao cátion, respeitando a regra: 
Ex.: NaCl – cloreto de sódio 
CaSO4 – sulfato de cálcio 
Al(NO2)3 – nitrito de alumínio 
Os sais são geralmente obtidos a partir 
de reações de neutralização entre um áci-
do e uma base. A reação de neutralização 
pode ser total ou parcial, porém sempre 
produzindo um sal e água. 
Neutralização total – neutraliza todos os 
hidrogênios com as hidroxilas disponíveis. 
HCl + NaOH → NaCl + H2O 
Neutralização parcial – neutraliza os hidro-
gênios com as hidroxilas, podendo “sobrar” 
excesso de um dos íons. 
H3PO4 + NaOH → NaH2PO4 + H2O 
“sobra” hidrogênio na fórmula do sal – o 
produto é um hidrogenossal. 
HCl + Ca(OH)2 → Ca(OH)Cl + H2O 
“sobra” hidroxila na fórmula do sal – o pro-
duto é um hidroxissal 
Sufixo do 
ácido 
‒ÍDRICO ‒OSO ‒CO 
Sufixo do 
ânion 
‒ETO ‒ITO ‒ATO 
2424
https://www.infoescola.com/quimica/hidroxidos/
https://www.infoescola.com/quimica/hidroxila/
https://www.infoescola.com/compostos-quimicos/soda-caustica/
https://www.infoescola.com/quimica/sais/
https://www.infoescola.com/quimica/dissociacao-ionica/
https://www.infoescola.com/quimica/reacoes-de-neutralizacao/
 
 
Óxidos 
Óxidos são compostos binários (possuem 
dois elementos) onde o oxigênio é o ele-
mento mais eletronegativo. 
Exemplo: CO2, SO3, Na2O 
A nomenclatura dos óxidos possui duas 
possibilidades. 
Óxidos formados por ametais (óxidos mo-
leculares): 
Ex.: CO – monóxido de carbono 
CO2 – dióxido de carbono 
SO3 – trióxido de enxofre 
N2O3 - trióxido de dinitrogênio 
Óxidos formados por metais (óxidos iôni-
cos): 
ÓXIDO DE nome do elemento (se neces-
sário + carga do cátion) 
Ex.: Na2O – óxido de sódio 
Cu2O – óxido de cobre I 
Os óxidos podem ser divididos em: 
• Óxidos básicos – formados por metais 
de carga +1 e +2, quando reagem com 
água, originam uma base. Ex.: Na2O. 
• Óxidos ácidos – formados por ametais, 
quando reagem com a água originam 
um ácido. Ex.: CO2. 
• Óxidos neutros – são aqueles que não 
reagem com a água. São eles CO, NO 
e N2O. 
• Óxidos anfóteros – são aqueles que se 
comportam como base na presença de 
um ácido e como ácido na presença de 
uma base. Ex.: ZnO. 
• Óxidos duplos ou mistos – são o resul-
tado da combinação de dois óxidos de 
um mesmo elemento. Ex.: 
Fe3O4 (combinação entre FeO + 
Fe2O3). 
Peróxidos – são óxidos onde o oxigênio 
apresenta NOX -1. Geralmente formados 
por hidrogênio, zinco, prata, metal alcali-
no ou alcalino terroso. Ex.: H2O2 (peróxido 
de hidrogênio). 
Superóxidos – são óxidos onde o oxigênio 
apresenta NOX -½. Geralmente formados 
por metal alcalino ou alcalino terroso. Ex.: 
Na2O4 (superóxido de sódio). 
Há ainda alguns grupos menores de subs-
tâncias inorgânicas, classificadas como fun-
ções secundárias, como os hidretos (ex.: 
CaH2), os carbetos (ex.: Li4C), nitretos (ex.: 
Nb3N) e sulfetos (ex.: CS2). 
Compostos de Coordenação 
São um campo da química inorgânica que 
estuda as substâncias formadas por ele-
mentos do bloco d e f da Tabela Periódica. 
São moléculas que possuem um ou vá-
rios ácidos de Lewis ligados a uma ou vá-
rias bases de Lewis. Quando sob a forma 
de composto eletricamente neutro rece-
bem o nome de compostos de coordena-
ção e quando sob a forma íons hidratados, 
são chamados de complexos. Os comple-
xos possuem cores características da liga-
Prefixo que indica a 
quantidade de oxi-
gênios 
Prefixo que indica 
a quantidade do 
outro elemento 
Mono, di, tri... Di, tri, tetra... 
2525
https://www.infoescola.com/quimica/oxidos/
https://www.infoescola.com/quimica/eletronegatividade-e-eletropositividade/
https://www.infoescola.com/quimica/ametais/
https://www.infoescola.com/quimica/monoxido-de-carbono/
https://www.infoescola.com/quimica/dioxido-de-carbono/
https://www.infoescola.com/quimica/trioxido-de-enxofre/
https://www.infoescola.com/quimica/classificacao-de-oxidos-inorganicos/
https://www.infoescola.com/quimica/peroxidos/
https://www.infoescola.com/elementos-quimicos/hidrogenio/
https://www.infoescola.com/elementos-quimicos/zinco/
https://www.infoescola.com/elementos-quimicos/prata/
https://www.infoescola.com/quimica/metais-alcalinos/
https://www.infoescola.com/quimica/metais-alcalinos/
https://www.infoescola.com/quimica/metais-alcalino-terrosos/
https://www.infoescola.com/quimica/peroxido-de-hidrogenio/
https://www.infoescola.com/quimica/peroxido-de-hidrogenio/
https://www.infoescola.com/quimica/superoxidos/
https://www.infoescola.com/quimica/hidretos/
https://www.infoescola.com/quimica/carbetos/
https://www.infoescola.com/quimica/tabela-periodica/
https://www.infoescola.com/quimica/molecula/
https://www.infoescola.com/quimica/acidos-e-bases-de-lewis/
https://www.infoescola.com/quimica/compostos-de-coordenacao/
https://www.infoescola.com/quimica/compostos-de-coordenacao/
 
 
ção entre o metal e o ligante, que geral-
mente são diferentes das cores das subs-
tâncias que geraram o complexo quando 
isoladas. 
Exemplos: 
• [Cu(H2O)6]
2+ – é uma solução azul devi-
do aos íons cobre hidratados. 
• K4[Fe(CN)6] – é um sólido eletricamen-
te neutro. 
A cor nos complexos é resultado de 
transições d-d, nas quais um elétron é 
excitado deum orbital d para outro e a 
cor gerada pode ser relacionada ao 
comprimento de onda que é gerado 
pelo tamanho do ‘salto’ do elétron du-
rante a transição. 
Como a água é uma base de Lewis, ela 
forma complexos com a maioria dos 
metais do bloco d quando eles são dis-
solvidos nela. Sendo assim, soluções 
aquosas de íons dos metais d são nor-
malmente soluções de complexos com 
a água, por isso possuem cor. 
Os complexos metálicos possuem esse 
nome pois possuem um átomo ou cátion 
metálico que funciona como um receptor 
de elétrons (ácido de Lewis) ligado a uma 
ou várias moléculas de outra substância, 
que funciona como uma base de Lewis 
(ligantes). 
Reações Inorgânicas 
Uma reação química ocorre quando uma 
ou mais substâncias sofrem um processo 
que leva a formação de novas substâncias. 
Em geral, reações inorgânicas 
são exotérmicas, ou seja, são reações que 
liberam energia durante seu processo, mas 
existem algumas que possuem comporta-
mento endotérmico, absorvendo energia 
durante o seu processamento. As reações 
inorgânicas são divididas em síntese (ou 
adição), decomposição (ou análise), simples
-troca (ou deslocamento) e dupla-troca. 
Reações de síntese: duas ou mais substân-
cias originam um único produto. 
Exemplo: 
N2(g) + 3H2(g) → 2NH3(g) 
Reações de decomposição: uma única 
substância sofre uma reação e se divide 
em duas ou mais. 
Exemplo: 
2NaN3(s) → 3N2(g) + 2Na(s) 
Reações de simples-troca: uma substância 
simples reage com outra composta, geran-
do uma nova substância simples e outra 
composta. 
Exemplo: 
Zn(s) + 2HCl(aq) → ZnCl2(aq) + H2(g) 
Reações de dupla-troca: duas substâncias 
compostas reagem e geram duas novas 
substâncias compostas. 
Exemplo: 
H2SO4(aq) + Ba(OH)2(aq) → BaSO4(aq) + 
2H2O(l) 
2626
https://www.infoescola.com/quimica/eletron/
https://www.infoescola.com/quimica/reacoes-exotermicas/
https://www.infoescola.com/quimica/reacoes-endotermicas/
Estequiometria 
Química 
A estequiometria é a forma de calcular as 
quantidades de reagentes e produtos en-
volvidos em uma reação química. 
Ela compreende cálculos matemáticos sim-
ples para conhecer a proporção correta 
de substâncias a serem usadas. 
Os princípios da estequiometria se baseiam 
nas Leis Ponderais, relacionadas com as 
massas dos elementos químicos dentro 
das reações químicas. Elas incluem: 
Lei de Lavoisier: Também chamada de 
“Lei de Conservação das Massas”. Baseia-
se no seguinte princípio: "A soma das mas-
sas das substâncias reagentes em um reci-
piente fechado é igual à soma das massas 
dos produtos da reação". 
Lei de Proust: Também chamada de “Lei 
das Proporções Constantes”. Ela baseia-se 
em “Uma determinada substância compos-
ta é formada por substâncias mais simples, 
unidas sempre na mesma proporção em 
massa”. 
Assim, átomos não são criados ou destruí-
dos em uma reação química. Logo, a 
quantidade de átomos de determinado ele-
mento químico deve ser a mesma nos re-
agentes e nos produtos. 
Como fazer cálculos estequiomé-
tricos? 
Existem várias formas de se resolver pro-
blemas com cálculos estequiométricos. Va-
mos seguir alguns passos para a sua reso-
lução: 
Passo 1: Escreva a equação química com 
as substâncias envolvidas; 
Passo 2: Faça o balanceamento da equa-
ção química. Para isso, é preciso ajustar os 
coeficientes para que reagentes e produ-
tos contenham a mesma quantidade de 
átomos, segundo as Leis Ponderais (Lei de 
Proust e Lei de Lavoisier); 
Passo 3: Escreva os valores das substân-
cias, seguindo os dados do problema e 
identificando o que se pede; 
Passo 4: Estabeleça a relação existente 
entre os números de moles, massa, volu-
me. De acordo com os valores a seguir: 
Passo 5: Faça uma regra de três simples 
para calcular os valores que são pedidos 
na questão ou problema. 
 
2727
https://www.todamateria.com.br/calculos-estequiometricos/
https://www.todamateria.com.br/balanceamento-quimico/
https://www.todamateria.com.br/balanceamento-quimico/
https://www.todamateria.com.br/leis-ponderais/
https://www.todamateria.com.br/lei-de-proust/
https://www.todamateria.com.br/lei-de-proust/
https://www.todamateria.com.br/lei-de-lavoisier/
https://www.todamateria.com.br/regra-de-tres-simples-e-composta/
 
 
Exemplo: 
1. Quantos moles do gás hidrogênio são ne-
cessários para a formação de amônia 
(NH3), sabendo que a quantidade do gás 
nitrogênio é de 4 moles? 
Passo 1: N2 + H2 = NH3 
Passo 2: na equação as quantidades de 
átomos não estão equilibradas. Há 2 áto-
mos de nitrogênio e 2 de hidrogênio nos 
reagentes, enquanto que no produto há 1 
átomo de N e 3 de hidrogênio. 
Começando pelo nitrogênio, acertamos o 
coeficiente no produto: N2 + H2 = 2 NH3 
O nitrogênio ficou equilibrado nos dois la-
dos, mas o hidrogênio não. 
N2 + 3 H2 = 2NH3. Agora sim! 
Passo 3: Valor dado pelo exercício: 4 mo-
les de N2 
Valor pedido pelo exercício: quantos moles 
de H2? Escrevemos: x moles de H2 
Passo 4: Estabelecer as relações corres-
pondentes quando necessário. Nesse 
exemplo não há necessidade, porque é de 
mol com mol. 
Na reação equilibrada acima, observa-se 
que a relação é de 1 mol de N2 que reage 
com 3 moles de H2. 
Passo 5: Fazer a regra de três. 
Atenção! Coloque sempre os valores de 
uma substância sobre ela mesma ao mon-
tar a regra de três, quer dizer, no exem-
plo, nitrogênio sobre nitrogênio e hidrogê-
nio sobre hidrogênio, como se vê abaixo: 
 
2828
Concentração de soluções 
Química 
O que é concentração de 
soluções químicas? 
As soluções são misturas do tipo 
homogênea que são formadas por 
soluto uma substância que se encontra 
dissolvida ou em suspenção numa 
mistura e que é encontrada em menor 
quantidade, o solvente é a substância 
que dissolve o soluto em uma mistura 
e é encontrada em maior quantidade. 
->As soluções podem ser: 
 Líquidas. 
 Sólidas. 
 Gasosas. 
->A água é um solvente universal. 
->O soluto pode ser solúvel ou 
insolúvel depende do solvente. 
->Os solutos solúveis apresentam um 
valor máximo de solubilidade a uma 
determinada temperatura. 
Classificações: 
 Solução insaturada Quantidade de : 
soluto dissolvido < coeficiente de 
solubilidade. 
 Solução saturada sem corpo de fundo: 
Quantidade de soluto dissolvido = 
coeficiente de solubilidade. 
 Solução saturada com corpo de 
fundo: Quantidade de soluto dissolvido 
> coeficiente de solubilidade. 
 Solução supersaturada: Quantidade de 
soluto dissolvido > coeficiente de 
solubilidade. Mas a quantidade adicional 
de soluto continua dissolvida (estado 
metaestável). 
Natureza do soluto: 
->As soluções também podem ser 
classificadas de acordo com a natureza 
do soluto. 
 
 Soluções iônicas: solutos dissociados 
formam íons que, livres do retículo 
cristalino, podem conduzir eletricidade. 
 
Exemplo: água e sal (NaCl). 
 
2929
 Soluções moleculares ou apolares: as 
moléculas não são dissociadas, por isso 
não formam polos. 
 
Exemplo: água e açúcar (C6H12O6). 
 
 Soluções polares: os solutos formam 
ligações polares e não íons. Um dos 
átomos atrai o par de elétrons e forma 
polos com menos força que os polos 
das soluções iônicas. 
 
Exemplo: água e vinagre (ácido 
etanoico). 
 ->Conduz eletricidade pois o ácido 
etanoico, apesar de fraco, ioniza em 
meio aquoso (libera íons H+). 
 
Estado físico: 
 
 Algumas soluções se formam com 
diferentes estados físicos de solventes 
e solutos. 
 
Exemplo de solvente líquido com 
soluto gasoso: o gás carbônico diluído 
no refrigerante. 
 
 
A tabela da imagem mostra algumas 
misturas que apresentam variação de 
estado físico. 
 
->A classificação do estado físico de 
uma mistura é dada pelo estado do 
solvente. 
 
Coeficiente de solubilidade 
 
 ->Solubilidade é a propriedade física 
das substâncias de se dissolverem, ou 
não, em um determinado solvente. 
 ->O coeficiente de solubilidade 
representa a capacidade máxima do 
soluto de se dissolver em uma 
determinada quantidade de solvente. 
Isso conforme as condições de 
temperatura epressão. 
->Conforme a solubilidade, as soluções 
podem ser: 
 Soluções diluídas: a quantidade de 
soluto é menor em relação ao 
solvente. 
 Soluções concentradas: a quantidade 
de soluto é maior que a de solvente. 
 
Para calcular o coeficiente de 
solubilidade é utilizada a seguinte 
fórmula: 
Cs = 100 . m1: 
 m2 
Onde: 
3030
Cs: coeficiente de solubilidade 
m1: massa do soluto 
m2: massa do solvente 
 
Concentração das soluções 
 
 ->O conceito de concentração © está 
intimamente relacionado com a 
quantidade de soluto e de solvente 
presente em uma solução química. 
Sendo assim, a concentração da 
solução indica a quantidade, em 
gramas, de soluto existente em um 
litro de solução. 
Para se calcular a concentração utiliza-
se a seguinte fórmula: 
C = M 
 V 
Onde: 
C: concentração 
m: massa do soluto 
V: volume da solução 
No Sistema Internacional (SI), a 
concentração é dada em gramas por 
litro (g/L), a massa em gramas (g) e o 
volume em litros (L). 
Diluição das soluções 
 
 ->A diluição de soluções corresponde 
à adição mais solvente em uma 
solução. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3131
 
 
Termoquímica 
Química 
O que é a termoquímica? 
E a área que estuda as situações em 
que ocorrem reações químicas e 
fenômenos físicos com absorção ou 
liberação de energia em forma de 
calor. 
 
Reações endotérmicas e 
exotérmicas. 
 ENDOTÉRMICA – Absorve energia – 
Variação de entalpia + 
 EXOTÉRMICAS – Libera energia –
Variação de entalpia – 
 -> Entalpia é a quantidade de energia 
em uma determinada reação. 
 -> Podemos calcular o calor de um 
sistema através da variação de entalpia 
(∆H). 
Entalpia de mudança de estado 
físico. 
->Podemos encontrar dois tipos de 
mudanças de estado físico: 
 Calor Sensível: Altera somente a 
temperatura. 
 Calor Latente: Altera o estado físico. 
Entalpia de formação. 
->É a energia liberada ou absorvida na 
formação de um mol desubstância a 
partir dos seus elementos dos quais 
são substâncias simples. A pressão e a 
temperatura permanecem constantes 
e a entalpia é zero. 
Entalpia de ligação. 
 ->É a energia que precisa ser 
absorvida para quebrar 1 mol de 
ligações no estado gasoso, em 
condições de pressão e temperatura 
constante. O vapor da energia de 
ligação é o valor da variação de 
entalpia da relação. 
Lei de Hess: 
 ->A lei de Hess permite calcular a 
variação da entalpia, que é a quantidade 
de energia presente as substâncias 
3232
 
 
após sofrerem reações químicas. Isso 
porque não é possível medir a entalpia 
em si, mas sim a sua variação. 
Como calcular a Lei de Hess? 
A variação da entalpia pode ser 
calculada subtraindo a entalpia inicial 
(antes da reação) da entalpia final 
(depois da reação). 
 ΔH = Hf – Hi 
Outra forma de calcular é através da 
soma das entalpias em cada uma das 
reações intermediárias. Independente 
do número e tipo das reações. 
 ΔH = Hf + Hi 
Sendo: 
ΔH: Variação total 
Hf:: Variação final 
Hi:: Variação inicial 
Formas alotrópicas: 
São substâncias simples diferentes 
compostas pelo mesmo elemento 
químico. 
EXEMPLOS: 
 O2 e O3 
OBS: Na forma alotrópica mais estável 
a entalpia é igual a zero. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3333
Química Ambiental 
Química 
 O que é Química Ambiental? 
 A Química Ambiental estuda todos os 
processos químicos que acontecem na 
natureza. 
 ->A Química ambiental só foi criada 
começou a ser realmente estudada em 
1994, apesar de que o homem vem 
tentando à séculos entender as 
modificações causadas na natureza 
tanto de forma natural como as 
causadas por ele mesmo. 
RESULTADO DE AÇÕES MALÉFICAS 
CAUSADAS PELO HOMEM AO MEIO 
AMBIENTE: 
 
 Destruição da camada de ozônio. 
 ->A camada de ozônio é responsável 
por filtrar cerca de 95% dos raios 
ultravioleta B emitidos pelo sol. 
 Aumento da incidência da chuva 
ácida. 
O que é a chuva ácida? 
->Tipo de chuva que contém altos 
níveis de ácido sulfúrico, nítrico e 
nitroso. 
 ->Todas as chuvas são ácidas, mesmo 
em ambientes sem poluição, mas ela 
começa a se tornar um problema 
ambiental quando o seu pH está abaixo 
de 4,5. 
Causas da chuva ácida: 
 ->A chuva ácida tem como principal 
causa as atividades do ser humano 
como a liberação de gases em 
decorrência da queima de combustíveis 
fósseis. Elas também podem ser 
formadas por causas naturais, como na 
liberação de gases durante a erupção 
de um vulcão. 
Consequências da chuva ácida: 
3434
 ->Entra as consequências da chuva 
ácida estão a alteração química do solo 
e das águas, o que prejudica 
diretamente as plantas, os animais e os 
seres humano, a corrosão de 
estruturas metálicas, monumentos 
históricos (estátuas de mármore), 
edifícios e etc. 
Soluções: 
 ->A principal solução para o problema 
é diminuir a quantidade de poluentes 
lançados na atmosfera. Isso ocorrerá 
através do uso de fontes limpas de 
energia e da diminuição da frota de 
carros circulando por meio do uso do 
transporte público, entre outras. 
 Poluição da água de rios e oceanos. 
 Poluição do ar. 
 Aumento do efeito estufa. 
 O que é o efeito estufa? 
 ->E um fenômeno natural que ocorre 
por causa da concentração de gases 
na atmosfera que ocorre por causa da 
concentração de gases na atmosfera 
que forma uma camada que ajuda a 
reter o calor que vem dos raios solares. 
É responsável por manter a 
temperatura da Terra, garantindo o 
calor necessário. Apesar de natural, ele 
pode ser intensificado pela ação 
humana. 
Como funciona o efeito estufa? 
 ->Quando os raios solares atingem a 
superfície da Terra, por caus da 
camada de gases de Efeito Estufa, 
cerca de 50% deles ficam retidos na 
atmosfera. A outra parte, atinge a 
superficie da Terra fazendo com que 
ela se aqueça e irradie calor. 
Causas do Efeito Estufa: 
 Queimadas. Liberam uma grande 
quantidade de gás carbônico (CO2) na 
atmosfera. 
 Desmatamento. As árvores e as 
vegetações são aliados importantes na 
luta contra o aumento de CO2 na 
atmosfera. 
 Pecuária. Liberação de gás metano 
(CH4) pelos animais vem sendo como 
um aliado ao Efeito Estufa. 
 Combustíveis fósseis. A queima 
desses combustiveis libera uma grande 
concentração de CO2. Monóxido de 
carbono e também os óxidos de 
nitrogênio. 
 Aerosóis e gás hilariante. Esses dois 
produtos frnecem a atmosfera o óxido 
de nitroso (N2O) que agrava o efeito 
estufa. 
3535
 Aquecimento global. 
O que é o Aquecimento global? 
 ->Aquecimento global é o processo 
de aumento da temperatura média dos 
oceanos e da atmosfera da Terra 
causado por massivas emissões de 
gases que intensificam o efeito estufa. 
 
Causas do Efeito estufa: 
 Desenvolvimento urbano sem 
planejamento. 
 Desmatamento 
 Queimadas 
 Aumento da emissão de gases do 
efeito estufa 
 Aumento da atividade na superfície 
do Sol 
 
Consequências do Efeito estufa: 
 Aumento das temperaturas dos 
oceanos 
 Derretimento das geleiras 
 Aumento do buraco da Camada de 
Ozônio. 
 Intensificação de catástrofes 
climáticas 
 Extinção de espécies. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3636
Cinemática 
Fisica 
O que é? 
A cinemática estuda o movimento dos 
corpos, indicando o deslocamento, a veloci-
dade e a aceleração em cada instante. Po-
rém, neste ramo da Física, não são consi-
deradas a massa dos corpos nem as for-
ças que são aplicadas sobre eles. 
É possível, com base na cinemáti-
ca, calcular a velocidade de um carro numa 
pista de corrida, saber quanto tempo falta 
para a chegada de um avião ao seu desti-
no, identificar a aceleração média de um 
corredor durante um trajeto, entre outros 
exemplos. 
A cinemática se divide em duas fren-
tes: cinemática escalar e cinemática vetoria
l. 
Cinemática escalarA cinemática escalar é, geralmente, a pri-
meira a ser aprendida, pois trata 
de movimentos que acontecem sem a ne-
cessidade de estimar a direção e o sentido. 
Em vista dessas condições, os cálculos se 
tornam mais simples. 
Os conceitos que compreendem essa par-
te da cinemática são: 
• espaço; 
• deslocamento escalar; 
• velocidade média escalar; 
• velocidade escalar instantânea; 
• aceleração média escalar; 
• aceleração escalar instantânea; 
• aceleração escalar constante; 
• .movimento acelerado; 
• movimento retardado 
• Movimento uniforme 
• Gráficos representativos dos movimentos 
Cinemática vetorial 
Já na cinemática vetorial, a direção e o senti-
do do movimento são considerados e, portan-
to, é preciso fazer uso dos vetores. Eles são 
os responsáveis por orientar os movimentos. 
Em relação aos conceitos aprendidos, estes 
são, basicamente, os mesmos que os da 
cinemática escalar. Porém, os cálculos 
apresentam certas variações, já que inclu-
em o deslocamento vetorial.. 
Cinemática e dinâmica 
Essas duas áreas estudam o comportamento 
dos corpos em movimento. Porém, a diferen-
ça entre cinemática e dinâmica é que apenas 
a segunda considera a massa dos objetos e 
as forças que atuam sobre eles. 
Assim, em exercícios de cinemática, os con-
ceitos mais comuns são velocidade, desloca-
mento e aceleração. Já em exercícios de di-
nâmica, força, massa e aceleração são os ele-
mentos que se destacam. 
Nesse sentido, a cinemática se preocupa em 
saber a velocidade média de um carro ou 
em quanto tempo dois ciclistas vão se en-
contrar, por exemplo. Já a dinâmica procu-
ra resolver questões como a força resul-
tante que atua em um objeto ou a acele-
ração deste, levando em consideração a 
sua massa. 
 
3737
https://www.stoodi.com.br/blog/2018/07/19/movimento-uniformemente-variado/
https://www.stoodi.com.br/resumos/fisica/vetores/
https://www.stoodi.com.br/materias/fisica/cinematica-vetorial/conceitos-basicos-deslocamento-vetorial/
Cinemática: espaço 
Considere um corpo se movendo, como um 
carro, por exemplo. Ele se desloca em uma 
trajetória conhecida e sua posição inicial está 
indicada, a qual é definida como ‘O’. Digamos 
que ele se moveu de ‘O’ até o ponto ‘B’. Des-
sa forma, a trajetória entre o ponto de partida 
e o ponto onde o carro se encontra é co-
nhecida como ‘espaço (S)’. 
O ponto ‘0’ é denominado de origem dos es-
paços e o ‘espaço S’ é igual a zero. Nos de-
mais pontos da trajetória, o espaço se-
rá positivo ou negativo, dependendo da orien-
tação adotada para ela. A orientação adotada 
para o percurso chama-se ‘sentido da trajetó-
ria‘. 
De acordo com o Sistema Internacional de 
Unidades (SI), a unidade de medida do espaço 
é o metro (m).. 
Cinemática: deslocamento 
Considere novamente o veículo do exemplo 
anterior. Se ele parte do ponto ‘S’ (posição 
de origem ou inicial) e, depois de um determi-
nado período, chega ao ponto ‘S0’ (posição 
final), a variação do espaço, ou o deslocamen-
to escalar (ΔS), no intervalo de tempo, é da-
do da seguinte maneira: 
ΔS = S – S0 
Dessa forma, quando o carro se move no 
sentido da trajetória, o deslocamento escalar 
vai ser maior que zero, pois a posição final é 
maior que a inicial. Porém, se o carro trafega 
no sentido oposto ao da trajetória, o desloca-
mento escalar vai ser menor que zero, pois a 
posição final é menor que a inicial.. 
Cinemática: velocidade e aceleração 
Velocidade escalar média 
Esse elemento indica a variação média do 
deslocamento em um certo intervalo de tem-
po (Δt). Por exemplo, se um cavalo começa a 
correr em ‘t1’ e só para em ‘t2’, o desloca-
mento do animal dividido pelo intervalo de 
tempo (t2 – t1) vai resultar na velocidade es-
calar média. Dessa forma, temos que: 
vm = ΔS/Δt 
Pelo SI, as unidades são: 
• vm: metro por segundo (m/s); 
• ΔS: metro (m); 
• Δt: segundo (s). 
Aceleração escalar média 
Esse indicador está relacionado à variação 
média da velocidade em um período de tem-
po. Isso quer dizer que, se um automóvel pos-
sui uma aceleração escalar média de 2 m/s², 
a cada segundo, sua velocidade aumenta em 
2 m/s. 
Para calcular a aceleração escalar média, você 
precisará da seguinte fórmula: 
am = Δv/Δt 
Pelo SI, as unidades são: 
• am: metro por segundo ao quadrado (m/
s²); 
• Δv: metro por segundo (m/s); 
Δt: segundo (s). 
3838
https://www.stoodi.com.br/resumos/fisica/sistema-de-unidades/
https://www.stoodi.com.br/resumos/fisica/sistema-de-unidades/
https://www.youtube.com/watch?v=cSmvOz2n2DA
https://www.youtube.com/watch?v=cSmvOz2n2DA
Dinâmica 
Física 
A dinâmica é a parte da Física relacionada 
à mecânica que estuda os movimentos e 
as causas que os produzem e 
os modificam. 
A primeira publicação que se referia a es-
sa teoria foi Principia de Isaac Newton, na 
qual ele explicou de forma completa sobre 
o movimento dos corpos. Essa teoria foi 
baseada nos estudos realizados por Galileu 
Galilei e Johannes Kepler. 
Foi através dessa teoria que Newton esta-
beleceu as relações entre a massa do cor-
po e o seu movimento, conhecidas como 
as leis de Newton, ou seja, a dinâmica. 
Baseadas na teoria newtoniana, conhecida 
como mecânica clássica, foram desenvolvi-
das outras teorias muito importantes para 
a humanidade, como a mecânica quântica 
de Max Planck e a mecânica relativística 
de Albert Einstein. 
 
Força 
É um agente físico causador de deforma-
ção (efeitos estáticos), ou acelerações 
(efeitos dinâmicos), nos corpos em que 
atua. 
A força é uma grandeza vetorial, possui 
módulo, direção e sentido. 
Força Resultante 
É a soma vetorial de todas as forças com-
ponentes. 
Princípios da dinâmica: 
 
1ª Lei de Newton – Princípio da Inércia 
Todo corpo permanece em seu estado 
de repouso ou movimento uniforme em 
 linha reta, a menos que seja forçado a sair 
desse estado por forças imprimidas sobre 
ele. 
2ª Lei de Newton – Princípio Fundamental 
da Dinâmica 
A força resultante aplicada a um ponto ma-
terial é igual ao produto de sua massa pela 
aceleração adquirida. 
Representação matemática: 
 
Onde: 
F = força 
m = massa 
a = aceleração 
Sua unidade no SI é Newton (N). 
3ª Lei de Newton – Princípio da Ação e 
Reação 
Sempre que um corpo A exerce uma for-
ça sobre um corpo B, este reage exercen-
do em A uma mesma força, de mesma 
intensidade e direção, porém de sentido 
contrário. 
Tipos de forças; 
Força Peso – é a força com que a Terra atrai os 
corpos; 
Força Elástica – analisa a deformação de um cor-
po elástico; 
Força Tração – é a troca de força entre o cor-
po e o fio; 
Força de Atrito – força oposta a tendência do 
movimento. 
3939
Estática 
Física 
O que é Estática? 
Estática é a parte da mecânica que 
estuda os corpos que não se movem 
ou se movimentam em aceleração 
constante. Ela estuda as condições nas 
quais as forças atuantes sobre um 
corpo se equilibram. 
-> De acordo com a Segunda Lei de 
Newton, quando todas as forças de 
um sistema se equilibram, sua 
aceleração é nula. 
Estática estuda as condições dos 
corpos extensos bem como dos 
pontos materiais. A diferença entre 
eles está nas dimensões, de modo 
que um corpo extenso é aquele que 
possui tamanho que influencia no 
estudo, enquanto o ponto material 
possui tamanho que pode ser 
desprezado no estudo. Quando um 
corpo encontra-se em repouso o seu 
equilíbrio pode ser classificado como 
estático, já quando o corpo está em 
movimento retilíneo uniforme, seu 
equilíbrio é dinâmico. 
 Assim, para que um corpo esteja 
em equilíbrio é necessário que o 
resultado de todas as forças aplicadas 
sobre ele seja igual a zero. Os tipos de 
equilíbrio existentes são: equilíbrio 
estável, equilíbrio instável e equilíbrio 
indiferente. 
 
-> Existem algumas fórmulas 
matemáticas e conceitos básicos que 
são necessários para compreender os 
estudos da Estática. São elas: 
 
 
4040
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/fisica/mecanica
Hidrostática 
Física 
O que é Hidrostática? 
Hidrostática é a parte da Física que 
estuda os fluidos (líquidos e gases)em 
repouso, ou seja, que não estejam em 
escoamento. A Hidrostática tem por 
objetivo analisar também todas 
as forças físicas que envolvem esses 
fluidos e os corpos que neles estão 
submergidos, parcial ou totalmente. 
Dentro da Hidrostática existem 
conceitos e princípios que são 
essenciais para entendermos como 
esses fluidos em repouso se 
comportam. 
 
Principais Conceitos da 
Hidrostática 
Densidade: Densidade determina a 
concentração de matéria num 
determinado volume. 
Em relação a densidade do corpo e 
do fluido temos: 
 Se a densidade do corpo for menor 
que a densidade do fluido, o corpo 
flutuará na superfície do fluido; 
 Se a densidade do corpo for 
equivalente à densidade do fluido, o 
corpo ficará em equilíbrio com o 
fluido; 
 Se a densidade do corpo for maior 
que a densidade do fluido, o corpo 
afundará. 
Para calcular a densidade utiliza-se a 
seguinte fórmula: 
d = m/v 
sendo: 
d: densidade 
m: massa 
v: volume 
No sistema internacional (SI): A 
densidade é em grama por 
centímetro cúbico (g/cm3), mas 
também pode ser expressa em 
quilograma por metro cúbico (kg/m3) 
ou em grama por mililitro (g/mL); A 
massa é em quilogramas (Kg); O 
volume é em metros cúbicos (m3). 
 
Pressão: A pressão é um conceito 
essencial da hidrostática, e nessa área 
de estudo é chamada de pressão 
hidrostática. Ela determina a pressão 
que exercem os fluidos sobre outros. 
Como exemplo, podemos pensar na 
pressão que sentimos quando 
estamos nadando. Assim, quanto mais 
4141
https://www.todamateria.com.br/pressao-hidrostatica/
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fundo mergulharmos, maior será a 
pressão hidrostática. 
Esse conceito está intimamente 
relacionado com a densidade do fluido 
e a aceleração da gravidade. Sendo 
assim, a pressão hidrostática é 
calculada pela seguinte fórmula: 
P = d . h . g 
Onde: 
P: pressão hidrostática 
d: densidade do líquido 
h: altura do líquido no recipiente 
g: aceleração da gravidade 
No Sistema Internacional (SI): A 
pressão hidrostática é em Pascal (Pa), 
mas também é utilizado a atmosfera 
(atm) e o milímetro de mercúrio 
(mmHg);A densidade do líquido é em 
grama por centímetro cúbico (g/cm3); 
A altura é em metros (m); A 
aceleração da gravidade é em metros 
por segundo ao quadrado (m/s2). 
Empuxo: O empuxo, também 
chamado de impulsão, é uma força 
hidrostática que atua num corpo que 
está imerso em um fluido. Dessa 
forma, a força empuxo é a força 
resultante exercida pelo fluido sobre 
determinado corpo. 
Como exemplo, podemos pensar no 
nosso corpo que parece mais leve 
quando estamos dentro da água, seja 
na piscina ou no MAR. 
-> O matemático grego Arquimedes 
foi quem realizou uma experiência 
hidrostática que permitia calcular o 
valor da força empuxo (vertical e para 
cima) que torna um corpo mais leve 
no interior de um fluido. 
 
Atuação da força empuxo e força peso 
Assim, o enunciado do Teorema de 
Arquimedes ou Lei do Empuxo é: 
“Todo corpo mergulhado num fluido 
recebe um impulso de baixo para 
cima igual ao peso do volume do fluido 
deslocado, por esse motivo, os corpos 
mais densos que a água, afundam, 
enquanto os menos densos flutuam ”. 
Em relação a força empuxo, podemos 
concluir que: 
 Se a força do empuxo (E) tiver 
maior intensidade que a força peso 
(P), o corpo subirá para a superfície; 
 Se a força empuxo (E) tiver a 
mesma intensidade que a força peso 
(P) o corpo não subirá nem descerá, 
permanecendo em equilíbrio; 
 Se a força empuxo (E) tiver menor 
intensidade que a força peso (P), o 
corpo afundará.. 
4242
https://www.todamateria.com.br/teorema-de-arquimedes/
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Lembre-se que a força empuxo é 
uma grandeza vetorial, ou seja, possui 
direção, módulo e sentido. 
No Sistema Internacional (SI), o 
empuxo (E) é dado em Newton (N) e 
calculado pela seguinte fórmula: 
 E = df . Vfd . g 
Onde: 
E: força empuxo 
df: densidade do fluido 
Vfd: volume do fluido 
g: aceleração da gravidade 
No Sistema Internacional (SI): 
A densidade do fluido é em 
quilogramas por metros cúbico 
(kg/m3); O volume do fluido é em 
metros cúbicos (m3); A aceleração da 
gravidade é em metros por segundo 
ao quadrado (m/s2). 
 
Lei Fundamental da 
Hidrostática 
-> O Teorema de Stevin é conhecido 
como a “Lei fundamental da 
Hidrostática”. Essa teoria postula a 
relação de variação entre os volumes 
dos líquidos e da pressão hidrostática. 
Seu enunciado é expresso da seguinte 
maneira: 
“A diferença entre as pressões de 
dois pontos de um fluido em equilíbrio 
(repouso) é igual ao produto entre a 
densidade do fluido, a aceleração da 
gravidade e a diferença entre as 
profundidades dos pontos.” 
O Teorema de Stevin é representado 
pela seguinte fórmula: 
 ∆P = γ ⋅ ∆h ou ∆P = d. g. ∆h 
Onde: 
∆P: variação da pressão hidrostática 
γ: peso específico do fluido 
∆h: variação da altura da coluna de 
líquido 
d: densidade 
g: aceleração da gravidade 
No Sistema Internacional (SI): 
A variação da pressão hidrostática é 
em Pascal (Pa); O peso específico do 
fluido é em Newton por metros 
cúbicos (N/m3); A variação da altura da 
coluna do líquido é em metros (m); A 
densidade é em quilograma por 
metros cúbicos (Kg/m3); A aceleração 
da gravidade é em metros por 
segundo ao quadrado (m/s2). 
 
 
 
 
 
4343
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Matemática básica 
Matemática 
O que é matemática básica? 
Antes de listar as razões pelas quais rever 
esses assuntos pode ser uma boa ideia, 
vamos definir o que entendemos co-
mo Matemática Básica. 
Separamos Matemática Básica em duas 
sub-áreas: Matemática Básica 1 e 2. 
Matema tica Ba sica 1 
• Operações Básicas 
• Potenciação e Radiciação 
• Expressões Numéricas 
• Múltiplos, Divisores, MDC e MMC 
• Operações Básicas com Polinômios 
• Frações, Decimais e Dízimas 
Notação Científica 
Matema tica Ba sica 2 
Expressões Algébricas e Fatoração Algé-
brica 
• Equações do 1º Grau 
• Teoria dos Conjuntos 
Conjuntos Numéricos 
Intervalos Reais 
• Sistemas de Equação do 1º Grau 
• Equação do 2º Grau 
Outros Sistemas de Equações 
Equações Irracionais 
Regra de Três 
• Razões e Proporções 
Sistemas de Medida 
 * Porcentagem 
• Leitura e Interpretação de Gráficos 
 
 
4444
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https://www.stoodi.com.br/resumos/matematica/conjuntos-numericos/
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Conjuntos numéricos 
Matemática 
Os conjuntos numéricos reúnem diversos 
conjuntos cujos elementos são números. 
Eles são formados pelos números naturais, 
inteiros, racionais, irracionais e reais. O ra-
mo da matemática que estuda os conjun-
tos numéricos é a Teoria dos conjuntos. 
Conjunto dos Números Naturais (N) 
O conjunto dos números naturais é repre-
sentado por N. Ele reúne os números que 
usamos para contar (incluindo o zero) e é 
infinito. 
Subconjuntos dos Números Naturais 
• N* = {1, 2, 3, 4, 5..., n, ...} ou N* = N – 
{0}: conjuntos dos números naturais não-
nulos, ou seja, sem o zero. 
• Np = {0, 2, 4, 6, 8..., 2n, ...}, em que n ∈ 
N: conjunto dos números naturais pares. 
• Ni = {1, 3, 5, 7, 9..., 2n+1, ...}, em que n ∈ 
N: conjunto dos númerosnaturais ímpares. 
P = {2, 3, 5, 7, 11, 13, ...}: conjunto dos nú-
meros naturais primos. 
Conjunto dos Números Inteiros (Z) 
O conjunto dos números inteiros é repre-
sentado por Z. Reúne todos os elementos 
dos números naturais (N) e seus opostos. 
Assim, conclui-se que N é um subconjunto 
de Z (N ⊂ Z): 
Subconjuntos dos Números Inteiros 
• Z* = {..., –4, –3, –2, –1, 1, 2, 3, 4, ...} ou 
Z* = Z – {0}: conjuntos dos números in-
teiros não-nulos, ou seja, sem o zero. 
• Z+ = {0, 1, 2, 3, 4, 5, ...}: conjunto dos 
números inteiros e não-negativos. Note 
que Z+ = N. 
 • Z
*
+ = {1, 2, 3, 4, 5, ...}: conjunto dos nú-
meros inteiros positivos e sem o zero. 
• Z – = {..., –5, –4, –3, –2, –1, 0}: conjunto 
dos números inteiros não-positivos. 
Z*– = {..., –5, –4, –3, –2, –1}: conjunto dos 
números inteiros negativos e sem o zero. 
Conjunto dos Números Racionais (Q) 
O conjunto dos números racionais é repre-
sentado por Q. Reúne todos os números 
que podem ser escritos na forma p/q, sen-
do p e q números inteiros e q≠0. 
Q = {0, ±1, ±1/2, ±1/3, ..., ±2, ±2/3, ±2/5, ..., 
±3, ±3/2, ±3/4, ...} 
Note que todo número inteiro é também 
número racional. Assim, Z é um subconjun-
to de Q. 
Subconjuntos dos Números Racionais 
• Q* = subconjunto dos números racio-
nais não-nulos, formado pelos números ra-
cionais sem o zero. 
• Q+ = subconjunto dos números racio-
nais não-negativos, formado pelos números 
racionais positivos e o zero. 
• Q*+ = subconjunto dos números racio-
nais positivos, formado pelos números raci-
onais positivos, sem o zero. 
• Q– = subconjunto dos números racio-
nais não-positivos, formado pelos números 
racionais negativos e o zero. 
Q*– = subconjunto dos números racionais 
negativos, formado números racionais ne-
gativos, sem o zero. 
4545
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https://www.todamateria.com.br/numeros-inteiros/
https://www.todamateria.com.br/numeros-racionais/
Conjunto dos Números Irracionais (I) 
O conjunto dos números irracionais é re-
presentado por I. Reúne os números deci-
mais não exatos com uma representação 
infinita e não periódica, por exemplo: 
3,141592... ou 1,203040... 
Importante ressaltar que as dízimas periódi-
cas são números racionais e não irracionais. 
Elas são números decimais que se repe-
tem após a vírgula, por exemplo: 
1,3333333... 
Conjunto dos Números Reais (R) 
O conjunto dos números reais é represen-
tado por R. Esse conjunto é formado pelos 
números racionais (Q) e irracionais (I). As-
sim, temos que R = Q ∪ I. Além disso, N, 
Z, Q e I são subconjuntos de R. 
Mas, observe que se um número real é 
racional, ele não pode ser também irracio-
nal. Da mesma maneira, se ele é irracional, 
não é racional. 
Subconjuntos dos Números Reais 
• R*= {x ∈ R│ x ≠ 0}: conjunto dos nú-
meros reais não-nulos. 
• R+ = {x ∈ R│ x ≥ 0}: conjunto dos nú-
meros reais não-negativos. 
• R*+ = {x ∈ R│ x > 0}: conjunto dos nú-
meros reais positivos. 
• R– = {x ∈ R│ x ≤ 0}: conjunto dos nú-
meros reais não-positivos. 
R*– = {x ∈ R│ x < 0}: conjunto dos núme-
ros reais negativos. 
Intervalos Numéricos 
Há ainda um subconjunto relacionado com 
os números reais que são chamados de 
intervalos. Sejam a e b números reais e a 
< b, temos os seguintes intervalos reais: 
Intervalo aberto de extremos: ]a,b[ = {x ∈ 
R│ a < x < b} 
 
 
Intervalo fechado de extremos: [a,b] = {x 
∈ R│ a ≤ x ≤ b} 
 
 
Intervalo aberto à direta (ou fechado à es-
querda) de extremos: [a,b[ = {x ∈ R│ a ≤ 
x < b} 
 
 
Intervalo aberto à esquerda (ou fechado à 
direita) de extremos: ]a,b] = {x ∈ R│ a < x 
≤ b} 
 
 
Propriedades dos Conjuntos Numéricos 
Para facilitar os estudos sobre os conjuntos 
numéricos, segue abaixo algumas de suas 
propriedades: 
• O conjunto dos números naturais (N) é 
um subconjunto dos números inteiros: Z (N 
⊂ Z). 
• O conjunto dos números inteiros (Z) é um 
subconjunto dos números racionais: (Z ⊂ Q). 
• O conjunto dos números racionais (Q) é 
um subconjunto dos números reais (R). 
Os conjuntos dos números naturais (N), intei-
ros (Z), racionais (Q) e irracionais (I) são sub-
conjuntos dos números reais (R). 
4646
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https://www.todamateria.com.br/numeros-reais/
Progressão aritmética 
Matemática 
A Progressão Aritmética (P.A.) é uma se-
quência de números onde a diferença en-
tre dois termos consecutivos é sempre a 
mesma. Essa diferença constante é chama-
da de razão da P.A.. 
Sendo assim, a partir do segundo elemen-
to da sequência, os números que surgem 
são resultantes da soma da constante com 
o valor do elemento anterior. 
Isso é o que a diferencia da progressão 
geométrica (P.G.), pois nesta, os números 
são multiplicados pela razão, enquanto na 
progressão aritmética, eles são somados. 
As progressões aritméticas podem apre-
sentar um número determinado de termos 
(P.A. finita) ou um número infinito de ter-
mos (P.A. infinita). 
Para indicar que uma sequência continua 
indefinidamente utilizamos reticências, por 
exemplo: 
• a sequência (4, 7, 10, 13, 16, ...) é uma P.A. 
infinita. 
• a sequência (70, 60, 50, 40, 30, 20, 10) 
é uma P.A. finita. 
Cada termo de uma P.A. é identificado pela 
posição que ocupa na sequência e para 
representar cada termo utilizamos uma le-
tra (normalmente a letra a) seguida de um 
número que indica sua posição na sequên-
cia. 
Por exemplo, o termo a4 na P.A (2, 4, 6, 
8, 10) é o número 8, pois é o número que 
 ocupa a 4ª posição na sequência. 
Classificação de uma P.A. 
De acordo com o valor da razão, as pro-
gressões aritméticas são classificadas em: 
• Constante: quando a razão for igual a 
zero. Por exemplo: (4, 4, 4, 4, 4...), sendo r 
= 0. 
• Crescente: quando a razão for maior 
que zero. Por exemplo: (2, 4, 6, 8,10...), sen-
do r = 2. 
Decrescente: quando a razão for menor 
que zero (15, 10, 5, 0, - 5,...), sendo r = - 5 
Propriedades da P.A. 
1ª propriedade: 
Em uma P.A. finita, a soma de dois termos 
equidistantes dos extremos é igual à soma 
dos extremos. 
Exemplo 
2ª propriedade: 
Considerando três termos consecutivos de 
uma P.A., o termo do meio será igual a 
média aritmética dos outros dois termos. 
Exemplo 
 
4747
3ª propriedade: 
Em uma P.A. finita com número de termos 
ímpar, o termo central será igual a média 
aritmética do primeiro termo com o último 
termo. 
Fórmula do Termo Geral 
Como a razão de uma P.A. é constante, 
podemos calcular seu valor a partir de 
quaisquer termos consecutivos, ou seja: 
Sendo assim, podemos encontrar o valor 
do segundo termo da P.A. fazendo: 
Para encontrar o terceiro termo utilizare-
mos o mesmo cálculo: 
Substituindo o valor de a2, que encontra-
mos anteriormente, temos: 
Se seguirmos o mesmo raciocínio, pode-
mos encontrar: 
Observando os resultados encontrados, no-
tamos que cada termo será igual a soma 
do primeiro termo com a razão multiplica-
da pela posição anterior. 
Esse cálculo é expresso através da fórmula 
do termo geral da P.A., que nos permite 
conhecer qualquer elemento de uma pro-
gressão aritmética. Assim, temos: 
Onde, 
an : termo que queremos calcular 
a1: primeiro termo da P.A. 
n: posição do termo que queremos desco-
brir 
r: razão 
Exemplo 
Calcule o 10° termo da P.A.: (26, 31, 36, 41, 
...) 
Solução 
Primeiro, devemos identificar que a1 = 26, r 
= 31 - 26 = 5 e n = 10 (10º termo). Substi-
tuindo esses valores na fórmula do termo 
geral, temos: 
an = a1 + (n - 1) . r 
a10 = 26 + (10-1) . 5 
a10 = 26 + 9 .5 
a10 = 71 
Portanto, o décimo termo da progressão 
aritmética indicada é igual a 71. 
Soma dos Termos de uma P.A. 
Para encontrar a soma dos termos de uma 
P.A. finita, basta utilizar a fórmula: 
Onde, 
Sn: soma dos n primeiros termos da P.A. 
a1: primeiro termo da P.A. 
an: ocupa a enésima posição na sequência 
n: posição do termo 
4848
Progressão geométrica 
Matemática 
Progressão Geométrica (PG) corresponde 
a uma sequência numérica cujo quociente 
(q) ou razão entre um número e outro 
(exceto o primeiro)é sempre igual. 
Em outras palavras, o núme-
ro multiplicado pela razão (q) estabelecida 
na sequência, corresponderá ao próximo 
número, por exemplo: 
PG: (2,4,8,16, 32, 64, 128, 256...) 
No exemplo acima, podemos constatar 
que na razão ou quociente (q) da PG en-
tre os números, o número que multiplicado 
pela razão (q) determina seu consecutivo, 
é o número 2: 
2 . 2 = 4 
4 . 2 = 8 
8 . 2 = 16 
16 . 2 = 32 
32 . 2 = 64 
64 . 2 = 128 
128 . 2 = 256 
Vale lembrar que a razão de uma PG é 
sempre constante e pode ser qualquer nú-
mero racional (positivos, negativos, frações) 
exceto o número zero (0). 
Classificação das Progressões Geométricas 
De acordo com o valor da razão (q), pode-
mos dividir as Progressões Geométricas 
(PG) em 4 tipos: 
PG Crescente 
Na PG crescente a razão é sempre positi-
va (q > 0) formada por números crescen-
 tes, por exemplo: 
(1, 3, 9, 27, 81, ...), onde q = 3 
PG Decrescente 
Na PG decrescente, a razão é sempre po-
sitiva (q > 0) e diferente de zero (0) for-
mada por números decrescentes. 
Ou seja, os números da sequência são 
sempre menores do que seus antecesso-
res, por exemplo: 
(-1, -3, -9, -27, -81, ...) onde q = 3 
PG Oscilante 
Na PG oscilante, a razão é negativa (q < 0), 
formada por números negativos e positi-
vos, por exemplo: 
(3,-6,12,-24,48,-96,192,-384,768,...), onde q = 
-2 
PG Constante 
Na PG constante, a razão é sempre igual a 
1 formada pelos mesmos números a, por 
exemplo: 
(5, 5, 5, 5, 5, 5, 5, ...) onde q = 1 
Fórmula do Termo Geral 
Para encontrar qualquer elemento da PG, 
utiliza-se a expressão: 
an = a1 . q
(n-1) 
Onde: 
an: número que queremos obter 
a1: o primeiro número da sequência 
q(n-1): razão elevada ao número que quere-
4949
mos obter, menos 1 
Assim, para identificar o termo 20 de uma 
PG de razão q = 2 e número inicial 2, cal-
cula-se: 
PG: (2,4,8,16, 32, 64, 128,...) 
a20 = 2 . 2
(20-1) 
a20 = 2 . 2
19 
a20 = 1048576 
Soma dos Termos da PG 
Para calcular a soma dos números presen-
tes numa PG, utiliza-se a seguinte fórmula: 
onde: 
Sn: Soma dos números da PG 
a1: primeiro termo da sequência 
q : razão 
n: quantidade de elementos da PG 
Dessa forma, para calcular a soma dos 10 
primeiros termos da seguinte PG (1,2,4,8,16, 
32,...): 
 
 
5050
Função do 1° grau 
Matemática 
O que é uma Função do 1° grau? 
Uma Função do 1° grau é aquela na 
qual a lei de formação pode ser escrita 
na seguinte forma: 
y = ax + b 
Cujo, “a” e “b” pertencem ao conjunto 
dos números reais, e “a” é diferente de 
zero. 
 ->A função do 1° grau pode receber 
outros nomes similares. São eles: 
 Função polinomial de 1º grau. 
 Equação de 1º grau. 
 Função afim. 
 Polinômio de grau 1. 
 
Gráfico de função do 1º Grau 
 
O gráfico de uma função do 1º grau é 
uma reta podendo ser crescente ou 
decrescente, depende do sinal de “a”. 
 ->Quando a>0: Significa que “a” será 
positivo. 
 Para construirmos um gráfico 
devemos atribuir valores reais para “X”, 
para que possamos achar os valores 
correspondentes em “Y”. 
 ->Conforme o valor de X aumenta o 
valor de Y também aumenta, então 
dizemos que quando a > 0 a função é 
crescente. 
 ->Quando a<0: Isso indica que “a” será 
negativo. 
 Para construirmos um gráfico 
devemos atribuir valores reais para “X”, 
para que possamos achar os valores 
correspondentes em “Y”. 
 ->Podemos observar que conforme o 
valor de “X” aumenta o valor de “Y” 
diminui, então dizemos que quando a<0 a 
função é decrescente. 
 
 Quando o ângulo α formado com a 
reta e com o eixo “x” será agudo 
(menor que 90°) quando a > 0. 
 Quando o ângulo α formado com 
reta e com o eixo “x” será obtuso 
(maior que 90º) quando a < 0. 
 Na construção de um gráfico de uma 
função do 1º grau basta indicar apenas 
dois valores pra “x”, pois o gráfico é 
uma reta e uma reta é formada por, 
no mínimo, 2 pontos. 
 Apenas um ponto corta o eixo “x”, e 
esse ponto é a raiz da função. 
 Apenas um ponto corta o eixo “y”, 
esse ponto é o valor de “b”. 
. 
5151
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/grafico-funcao-1-grau.htm
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/matematica/o-que-sao-numeros-reais.htm
https://www.stoodi.com.br/blog/2018/06/13/funcao-afim/
O que é raiz de uma função do 
1º grau? 
Raiz de uma função de 1° grau é todo 
número que, ao ser substituído na 
equação, tem a capacidade de zerar a 
sentença. Graficamente falando, é o 
ponto onde a reta toca no eixo “x” 
conhecido também como eixo abscissa. 
 
 
Como encontrar a raiz de um 
polinômio de 1° grau? 
 
Basta você igualar a equação a zero e 
calcular o “x” correspondente. 
 Exemplo: 
 y = 10x + 5 
 10x + 5 = 0 
 10x = – 5 
 x = – 5/1 
 x = -1/2 
 ->Logo, o número – 1/2 é raiz da 
função y = 10x + 5. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5252
Função do 2° grau 
Matemática 
O que é uma função do 2° grau? 
Para que a função seja uma função do 
segundo grau, é necessário que sua 
regra (ou lei de formação) possa ser 
escrita da seguinte forma: 
f(x) = ax2 + bx + c 
ou 
y = ax2 + bx + c 
Além disso “a”, “’b” e “c” devem 
pertencer ao conjunto dos números 
reais e “a” ≠ 0. 
 
 A Função de 2° grau também 
podem ser chamadas de função 
quadrática. 
 
Raízes da Função do 2° grau 
 
As raízes da função são determinadas 
pela resolução da equação do 2° grau: 
 Ex:f(x) = ax2 +bx + c = 0 
Para resolver a equação do 2º grau 
podem ser utilizados vários métodos, 
sendo um dos mais utilizados a Fórmula 
de Bhaskara, ou seja: 
 
 
Gráfico da função de 2° grau 
O gráfico das funções do 2º grau são 
curvas que recebem o nome de 
parábolas. Diferente das funções do 1º 
grau, onde conhecendo dois pontos é 
possível traçar o gráfico, na função de 
2° grau são necessários conhecer 
vários pontos. 
 ->A curva de uma função do 2° grau 
corta o eixo “x” nas raízes ou zeros da 
função, em no máximo dois pontos 
dependendo do valor de (Δ). 
 Se Δ = 0, a parábola tocará o eixo x 
em apenas um ponto. 
 Se Δ > 0, o gráfico cortará o eixo x 
em dois pontos. 
Existe também outro ponto, chamado 
de vértice da parábola, que é o valor 
máximo ou mínimo da função. Este 
ponto é encontrado usando-se a 
Fórmula: 
 
O vértice irá representar o ponto de 
valor máximo da função quando a 
parábola estiver voltada para baixo e o 
valor mínimo quando estiver para cima. 
 
5353
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/matematica/o-que-sao-numeros-reais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/matematica/o-que-sao-numeros-reais.htm
https://www.todamateria.com.br/formula-de-bhaskara/
https://www.todamateria.com.br/formula-de-bhaskara/
https://www.todamateria.com.br/funcao-afim/
https://www.todamateria.com.br/funcao-afim/
https://www.todamateria.com.br/vertice-da-parabola/
Geometria plana 
Matemática 
O que estuda a Geometria 
plana? 
A geometria plana é a parte da 
matemática que estuda as figuras que 
não possuem volume. 
 ->A Geometria plana também pode 
ser chamada de euclidiana. 
 Para entender o estudo das formas 
Geométricas planas e preciso ver 
alguns conceitos: 
Ponto: Uma forma geométrica sem 
definição exata, pois não possui 
dimensões ou seja, é identificado por 
não ter partes. É o elemento base 
para a formação de outras figuras e 
são representados por letras 
minúsculas. 
Reta: É representada por letras 
minúsculas, é uma linha ilimitada 
unidimensional. 
->Possui o comprimento como 
dimensão. E pode se apresentar em 
três posições: 
 Horizontal 
 Vertical 
 Inclinada 
 
Dependendo da posição das retas, 
quando elas se cruzam, são chamadas 
de retas concorrentes e as que não se 
cruzam são classificadas como retasparalelas. 
Segmento de Reta: Diferente da reta, 
o segmento de reta é limitado pois, 
corresponde a parte entre dois pontos 
distintos. A semirreta é limitada 
somente num sentido, visto que possui 
início e não possui fim 
 
 Plano: Corresponde a uma superfície 
plana que possui duas dimensões: 
comprimento e largura. E nessa 
superfície que se formam as figuras 
geométricas. 
5454
https://www.todamateria.com.br/segmento-de-reta/
Semirreta: A semirreta possui início em 
um ponto da reta e é infinita para uma 
das suas direções. É representada na 
geometria por duas letras maiúsculas 
com um seta indicando a sua direção. 
 
 
 
Ângulos: Os ângulos são formados por 
dois segmentos de reta, a partir de um 
ponto comum, chamado de vértice do 
ângulo. Podem ser classificados como: 
 Ângulo reto (Â = 90º) 
 Ângulo agudo (0º) 
 Ângulo obtuso (90º) 
 
Área: A área de uma figura geométrica 
expressa o tamanho de uma superfície. 
Quanto maior a superfície da figura, 
maior será sua área. 
Perímetro: O perímetro corresponde a 
soma de todos os lados de uma figura 
geométrica. 
Polígonos: são figuras planas e fechadas. 
Figuras da Geometria Plana 
A Geometria plana estuda varias figuras 
planas, e tem como as principais o 
triângulo, o quadrado, o retângulo, o 
circulo, a circunferência, o trapézio e o 
losango. 
Os triângulos podem ser classificados 
como triângulo 
equilátero, isósceles, escaleno triângulo 
retângulo, obtusângulo e acutângulo. 
 Triângulo Equilátero: triângulo com 
todos os lados e ângulos internos 
congruentes. 
 Triângulo Isósceles: triângulo que 
possui dois lados e dois ângulos 
internos congruentes. 
 Triângulo Escaleno: triângulo em 
que todas as medidas são diferentes. 
 Triângulo Retângulo: triângulo que 
possui um ângulo de 90°; 
 Triângulo Obtusângulo: triângulo 
que possui um ângulo interno 
obtuso (maior que 90°); 
 Triângulo Acutângulo: triângulo que 
todos os ângulos internos são 
menores que 90°. 
->Quadrado: É 
um paralelogramo formado por 
quatro lados, sendo dois a dois 
paralelos e com ângulos internos 
congruentes e retos (90°). 
->Retângulo: É um paralelogramo 
com lados congruentes e paralelos. 
Os ângulos internos são 
congruentes e retos (90°). 
->Círculo: É uma figura plana 
limitada pela circunferência, e 
corresponde ao espaço interno 
formado pelo conjunto de todos os 
pontos do plano. Também pode ser 
chamado de disco. 
 Circunferência: É formada por um 
conjunto de pontos a uma mesma 
5555
https://matematicabasica.net/semirreta/
https://www.todamateria.com.br/angulos/
https://matematicabasica.net/triangulo-equilatero/
https://matematicabasica.net/triangulo-isosceles/
https://matematicabasica.net/triangulo-escaleno/
https://matematicabasica.net/triangulo-retangulo/
https://matematicabasica.net/quadrado/
https://matematicabasica.net/paralelogramo/
https://matematicabasica.net/circunferencia/
distância do centro equivalente a 
medida do raio. 
Trapézio: É um polígono formado 
por duas bases paralelas e com 
medidas diferentes. 
Os trapézios também podem ser 
classificados como: Trapézio 
retângulo, isósceles e escaleno. 
Trapézio Retângulo: Quando o 
trapézio possui dois ângulos internos 
de 90°. 
Trapézio Isósceles: Quando os lados 
que não são bases são congruentes. 
Trapézio Escaleno: Quando todos os 
lados possuem medidas diferentes. 
Losango: É um paralelogramo é 
formado por quatro lados, com lados 
opostos paralelos e congruentes. Os 
ângulos opostos também são 
congruentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5656
Geometria espacial 
Matemática 
O que é Geometria espacial? 
-> A geometria espacial é a análise 
de sólidos no espaço, ou seja, é a 
geometria para objetos tridimensionais, 
diferente da geometria plana, que é o 
estudo de figuras bidimensionais. Assim 
como esta, aquela surge com base 
em conceitos primitivos, sendo eles: 
ponto, reta, plano e espaço. Com base 
nos elementos primitivos, desenvolve-
se os sólidos geométricos, sendo os 
principais: Poliedros, paralelepípedo, 
cubo e prismas, além dos conhecidos 
como sólidos de Platão, e os corpos 
redondos: cone, cilindro e esfera. .Além 
do reconhecimento desses sólidos, é 
importante compreender que os 
cálculos de volume e de área total 
possuem fórmulas específicas para 
cada um dos tipos. 
 
 
 Posição relativa entre ponto e reta, 
e ponto e plano: O ponto pode 
pertencer ou não à reta, e ele pode 
pertencer ou não ao plano. 
 Posição relativa entre pontos: 
Conhecendo dois ou mais pontos, eles 
podem ser colineares ou não, e 
coplanares ou não. 
-> Os pontos são coplanares quando 
pertencem ao mesmo plano, e 
colineares quando pertencem a uma 
mesma reta. 
 Posição relativa entre duas retas: 
Quando as retas são coplanares, elas 
podem ser paralelas, concorrentes e 
coincidentes. 
 
Tipos de retas: 
 
-> RETAS PARALELAS: 
 As retas paralelas não se cruzam. 
 
-> RETAS CONCORRENTES: 
 As retas concorrentes se cruzam 
em um único ponto. 
5757
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/solidos-geometricos.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/poliedros-regulares.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/retas.htm
 
 
 
-> RETAS PERPENDICULARES: 
 Se duas retas se cruzam em um 
único ponto e o ângulo formado entre 
elas no cruzamento for igual a 90º as 
retas são chamadas de 
perpendiculares. 
 
-> RETAS COINCIDENDES: 
 Pertencem ao mesmo plano e 
possuem todos os pontos em comum. 
 
-> RETAS REVERSAS: 
 Estão presentes em planos 
distintos. 
 
 
Fórmulas dos principais sólidos 
geométricos: 
 
As principais fórmulas da geometria 
espacial são para os cálculos da área 
total (At) e do volume (V) de cada um 
dos sólidos. Cada fórmula depende do 
sólido. 
 CUBO: 
 a 
 Cubo de aresta “a” 
V = a3 
At = 6 . a2 
 
 
 PARALELEPÍPEDO: 
 
 Paralelepípedo de dimensões a, b, c. 
V = a . b . c 
At = 2ab + 2ac + 2bc 
 
O volume e a área total do prisma e 
da pirâmide dependem do polígono 
que está na base de cada um dos 
sólidos, por isso usamos Ab: área da 
base e Al: área lateral. 
 
 
5858
 PRISMA: 
 
Prismas de base triangular e hexagonal 
 
Note que a base do prisma pode ser 
diferente de um caso para o outro, 
logo, o volume depende diretamente 
da área da base. 
V = Ab . h 
At = 2Ab + Al 
 
 PIRÂMIDE: 
 
Pirâmides de base quadrada e pentagonal. 
 
Assim como os prismas, a base da 
pirâmide pode ser diferente, logo, o 
volume depende diretamente da base. 
At = Ab + Al 
 
 CILINDRO: 
 
Cilindro de raio r e altura h. 
V = πr2 . h 
At = 2πr (r+h) 
 
 CONE: 
 
 Cone de raio r e altura h. 
 At = πr (g + r) 
 
 ESFERA: 
 
Esfera de raio r. 
 
 At = 4 πr
2 
 
 
 
 
5959
Brasil colonial 
História 
O Brasil Colônia, na História do Brasil, é a 
época que compreende o período de 1530 
a 1822. 
Este período começou quando o governo 
português enviou ao Brasil a primeira ex-
pedição colonizadora chefiada por Martim 
Afonso de Souza. 
Em 1532, ele fundou o primeiro núcleo de 
povoamento, a Vila de São Vicente, no li-
toral do atual estado de São Paulo. 
Período Pré-Colonial 
Logo após a chegada dos portugueses à 
sua nova colônia, a primeira atividade eco-
nômica girava em torno da exploração do 
pau-brasil, existente em grande quantidade 
na costa brasileira, principalmente no nor-
deste do País. Esse período ficou conheci-
do como Ciclo do Pau-Brasil. 
A exploração do pau-brasil foi meramente 
extrativista e não deu origem a uma ocu-
pação efetiva. 
O trabalho de derrubar árvores e preparar 
a madeira para embarque era feito pelos 
indígenas e uns poucos europeus que per-
maneciam em feitorias na costa. 
Explorado de forma predatória, as árvores 
próximas da costa desapareceram já na 
década de 1520. 
O Início daColonização 
 Várias expedições foram enviadas por Por-
tugal, visando reconhecer toda costa brasi-
leira e combater os piratas e comerciantes 
franceses. 
As mais importantes foram as comandadas 
por Cristóvão Jacques (1516 e 1526), que 
combateu os franceses. 
Também Martim Afonso de Sousa (1532), 
combateu a pirataria francesa. Da mesma 
forma, ele instalou em São Vicente, a pri-
meira povoação dotada de um engenho 
para produção de açúcar. 
Para colonizar o Brasil e garantir a posse da 
terra, em 1534, a Coroa dividiu o território 
em 15 capitanias hereditárias. Estas eram 
imensos lotes de terra que se estendiam 
do litoral até o limite estabelecido pe-
lo Tratado de Tordesilhas. 
 
Mapa do Brasil no 
Período Colonial 
 
 
 
Esses lotes foram doados a capitães 
(donatários), pertencentes à pequena no-
breza lusitana que, por sua conta promovi-
am a defesa local e a colonização. 
A empresa açucareira foi escolhida, porque 
apresentava possibilidade de vir a ser um 
empreendimento altamente lucrativo, abas-
6060
https://www.todamateria.com.br/ciclo-do-pau-brasil/
https://www.todamateria.com.br/capitanias-hereditarias/
https://www.todamateria.com.br/tratado-de-tordesilhas/
lecendo o grande mercado de açúcar da 
Europa. 
Foi no nordeste do país que a atividade 
açucareira atingiu seu maior grau de de-
senvolvimento, principalmente nas capitani-
as de Pernambuco e da Bahia. 
Nos séculos XVI e XVII, o Nordeste tornou-
se o centro dinâmico da vida social, política 
e econômica do Brasil. 
O Governo Geral 
O sistema de Governo Geral foi criado em 
1548, pela Coroa, com o objetivo de orga-
nizar a administração colonial. 
O primeiro governador foi Tomé de Sou-
za (1549 a 1553), que recebeu do governo 
português, um conjunto de leis. Estas de-
terminavam as funções administrativas, ju-
dicial, militar e tributária do Governo Geral. 
O segundo governador geral foi Duarte da 
Costa (1553 a 1558), e o terceiro foi Mem 
de Sá (1558 a 1572). 
Em 1572, depois da morte de Mem de Sá 
e de seu sucessor Dom Luís de Vascon-
celos, o governo português dividiu o Brasil 
em dois governos cuja unificação só voltou 
em 1578: 
• Governo do Norte, com sede em Sal-
vador 
• Governo do Sul, com sede no Rio de 
Janeiro 
Em 1580, Portugal e todas as suas colônias, 
inclusive o Brasil, ficaram sob o domínio da 
Espanha, situação que perdurou até 1640. 
Este período é conhecido como Unificação 
Ibérica. 
Em 1621, ainda sob o domínio espanhol, o 
Brasil foi novamente dividido em dois esta-
dos: o Estado do Maranhão e o Estado do 
Brasil. Essa divisão durou até 1774, quando 
o Marquês do Pombal decretou a unifica-
ção. 
A Formação Social do Brasil Colô-
nia 
Fundamentalmente três grandes grupos 
étnicos, o índio, negro africano e o branco 
europeu, principalmente o português, en-
traram na formação da sociedade colonial 
brasileira. 
Os portugueses que vieram para o Brasil 
pertenciam a várias classes sociais em Por-
tugal. A maioria era formada por elemen-
tos da pequena nobreza e do povo. 
Também é preciso ter em conta que as 
tribos indígenas tinham línguas e culturas 
distintas. Algumas eram inimigas entre si e 
isto era usado pelos europeus quando de-
sejavam guerrear contra os portugueses. 
Da mesma forma, os negros trazidos co-
mo escravos da África possuíam crenças, 
idiomas e valores que foram sendo absor-
vidos pelos portugueses e indígenas. 
No Brasil Colônia, o engenho era o centro 
dinâmico de toda a vida social. Isso possibili-
tava o “senhor da casa grande” concentrar 
em torno de si, grande quantidade de indi-
víduos e ter a autoridade máxima, o pres-
tígio e o poder local. 
6161
https://www.todamateria.com.br/governo-geral/
https://www.todamateria.com.br/tome-de-sousa/
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https://www.todamateria.com.br/duarte-da-costa/
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https://www.todamateria.com.br/mem-de-sa/
https://www.todamateria.com.br/mem-de-sa/
https://www.todamateria.com.br/marques-de-pombal/
 
Em torno do engenho viviam os mulatos, 
geralmente filhos dos senhores com escra-
vas, o padre, os negros escravos, o feitor, 
o mestre do açúcar, os trabalhadores li-
vres, etc. 
Ameaças ao Domínio Português 
Nos primeiros anos logo depois da desco-
berta, a presença de piratas e comercian-
tes franceses no litoral brasileiro foi cons-
tante. 
A invasão francesa se deu em 1555, quan-
do conquistaram o Rio de Janeiro, fundan-
do ali a "França Antártica", sendo expulsos 
em 1567. 
Em 1612, os franceses invadiram o Mara-
nhão, ali fundaram a "França Equinocial" e a 
povoação de São Luís, onde permanece-
ram até 1615, quando foram novamente ex-
pulsos. 
Os ataques ingleses no Brasil se limitaram a 
assaltos de piratas e corsários que saquea-
ram alguns portos. Invadiram as cidades de 
Santos e Recife e o litoral do Espírito San-
to. 
As duas invasões holandesas no Brasil se 
deram durante o período em que Portugal 
e o Brasil estavam sob o domínio espanhol. 
A Bahia, sede do Governo Geral do estado 
do Brasil, foi invadida, mas a presença ho-
landesa durou pouco tempo (1624-1625). 
Em 1630, a capitania de Pernambuco, o 
maior centro açucareiro da colônia, foi in-
vadida por tropas holandesas. 
A conquista foi consolidada em 1637, com 
 a chegada do governante holandês o 
conde Maurício de Nassau. Ele conseguiu 
firmar o domínio holandês em Pernambu-
co e estendê-lo por quase todo o nor-
deste do Brasil. 
A cidade do Recife, o centro administrati-
vo, foi urbanizada, saneada, pavimentada, 
foram construídos pontes, palácios e jar-
dins. O governo de Maurício de Nassau 
chegou ao fim em 1644, mas os holande-
ses só foram expulsos em 1654. 
O Século do Ouro e dos Diaman-
tes 
A procura de metais preciosos sempre 
constituiu o sonho dos colonizadores. As 
descobertas começaram na década de 
1690, na região de Minas Gerais. 
A partir daí se espalhou em várias partes 
do território nacional. No século XVIII a mi-
neração era a grande fonte de riqueza da 
metrópole. 
O Ciclo do Ouro e do Diamante foram 
responsáveis por profundas mudanças na 
vida do Brasil colônia, com o crescimento 
urbano e do comércio. 
A Crise do Sistema Colonial 
Em 1640, Portugal contava apenas com as 
rendas do Brasil. Por isso passou a exer-
cer um controle mais rígido sobre a arre-
cadação de impostos e as atividades eco-
nômicas, chegando a proibir o comércio 
com estrangeiros. 
O descontentamento com a política eco-
nômica da metrópole fez surgir algumas 
6262
https://www.todamateria.com.br/franca-antartica/
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revoltas, entre elas: 
Revolta de Beckman (1684), no Maranhão 
Guerra dos Emboabas (1708-1709), em Mi-
nas Gerais 
Guerra dos Mascates (1710), em Pernambu-
co 
Em fins do século XVIII, teve início os mo-
vimentos que tinham como objetivo liber-
tar a colônia do domínio português, entre 
elas: 
Inconfidência Mineira (1789) 
Conjuração Baiana (1798) 
No início do século XIX, as condições para 
a emancipação brasileira estavam maduras. 
Contribuíram também a conjuntura criada 
pelas Guerras Napoleônicas e pela Revolu-
ção Industrial Inglesa. 
Com a invasão de Portugal, a sede do rei-
no transferiu-se para o Brasil. Em 1822, deu
-se o passo decisivo para consolidar 
a Independência do Brasil. 
 
 
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Grécia e Roma antiga 
História 
As civilizações clássicas que compõem a Anti-
guidade Ocidental – Roma e Grécia – forma-
ram a base de nossa civilização, ou seja, as 
sociedades ocidentais modernas. Emmuitos 
campos, elas se confundem e, por isso, se 
tornaram conhecidas como cultura greco-
latina. 
Se da Grécia Antiga adotamos os conceitos 
políticos como monarquia, tirania, democracia, 
hegemonia e conceitos filosóficos como an-
tropocentrismo, idealismo e racionalismo, 
da Roma Antiga adotamos o conceito de cida-
dania e justiça, a língua latina e suas deriva-
ções e o cristianismo. 
Roma Antiga 
A cidade de Roma, situada entre colinas e em 
local estratégico para a comunicação, foi o 
berço da civilização romana. Com o tempo, 
os romanos iniciaram sua expansão por todo 
o Mediterrâneo, que chamaram de mare nos-
trum (“mar nosso’’). 
As origens de Roma 
Por volta do II milênio a.C., a península Itálica, 
situada no sul da Europa e avançando pelo 
mar Mediterrâneo, começou a ser habitada 
por diferentes povos, dentre eles os latinos. 
Esses povos ocuparam uma planície próxima 
ao rio Tibre, onde fundaram aldeias e à qual 
deram o nome de Lácio. Aos poucos, eles 
foram se agrupando em volta de seu povoa-
do mais importante, Roma, que se tornou 
uma das maiores cidades da Antiguidade. 
A civilização romana desenvolveu-se em tor-
no do mar Mediterrâneo. Os romanos domi-
naram territórios situados nos três continen-
tes banhados por esse mar – Europa, Ásia e 
África -, construindo um poderoso império. 
A divisão da história romana 
A civilização romana se estendeu desde a 
fundação da cidade, em 753 a.C, até o fim do 
Império Romano do Ocidente, em 476 d.C. 
A história política da Roma Antiga divide-se 
em três fases: 
Monarquia Romana: período que durou até 
509 a.C., quando ocorreu a expulsão dos 
etruscos; 
República Romana: até o ano 27 a.C; 
Império Romano: que terminou em 476 d.C. 
O Império Romano em sua maior extensão 
(século II) 
Sociedade Romana 
Os descendentes dos primeiros habitantes da 
península itálica eram os senhores das terras 
e ficaram conhecidos como patrícios. 
Populações latinas também se dirigiram para 
aquele sítio e foram bem recebidas pelos an-
6464
https://www.coladaweb.com/historia/content
https://www.coladaweb.com/historia/realeza-romana
https://www.coladaweb.com/historia/republica-romana
https://www.coladaweb.com/historia/imperio-romano
tigos habitantes, que precisavam de mais bra-
ços naquele local. Estes foram nomea-
dos clientes e podiam se misturar às famílias 
mais tradicionais por meio do casamento. 
Por último, chegaram outros grupos não tão 
bem recebidos, mas que poderiam ficar para 
trabalhar nas terras dos patrícios, sem, contu-
do, terem terras próprias para seu sustento. 
Estes eram os plebeus. 
Ainda existiam homens na condição 
de escravos, obtidos em campanhas militares 
dos latinos contra outras populações. Aqueles 
que eram capturados tornavam-se escravos 
em Roma. Contudo, a maior parte do trabalho, 
na monarquia, não era escravo, pois era de-
sempenhado pelos homens livres e pobres, 
os plebeus. 
O Direito romano 
A legislação romana e seu sistema judiciário eram 
complexos. Para se ter uma ideia dessa complexi-
dade, podemos assinalar a divisão do Direito roma-
no em três divisões. 
• Jus naturale: afirmava os direitos naturais do 
homem que deveriam ser observados pelo 
Estado, 
• Jus civile: assinalava a existência dos direitos de 
cidadania, ou seja, os direitos constituídos no 
seio da sociedade humana em suas variadas 
relações, aí se encontrava a vida política. 
Jus gentium: correspondia ao reconhecimento das 
especificidades dos povos abrigados pelo império 
romano, garantindo as tradições e as comemora-
ções que marcavam identidades no interior da uni-
dade romana. 
O latim 
Sem dúvida alguma, a língua romana foi uma 
peça importante de seu imperialismo. Povos 
submetidos deveriam, para participar da vida 
política, aprender a língua romana. Assim, 
o latim foi elemento de romanização do Im-
pério. 
Adiante, com as invasões bárbaras, o latim 
permaneceu como referência de língua sa-
grada, adotado pela Igreja Católica, e também 
misturado às línguas germânicas dos grupos 
invasores. O resultado foi a formação de lín-
guas chamadas de neolatinas faladas até hoje, 
como o português, o espanhol, o francês e o 
italiano moderno. 
Literatura 
A literatura romana foi muito desenvolvida, 
com a produção de textos poéticos e em 
prosa, mas os discursos políticos são os mais 
impressionantes desse universo literário. 
Tito Lívio, Ovídio, Virgílio, Horácio, Cícero, 
Sêneca, o imperador Marco Aurélio são al-
guns dos nomes importantes do mundo inte-
lectual romano. História, poesia, sátiras, filosofia 
e política foram campos de grande produção 
literária. 
Religião 
No campo religioso, antes da adoção do mo-
noteísmo cristão, os romanos eram politeístas 
e seus deuses foram tomados dos gregos, 
latinizando-se os nomes. Além desses deuses, 
havia os protetores domésticos e o culto aos 
ancestrais. 
Arquitetura 
Na arquitetura, a influência grega também es-
teve presente. Entretanto, o espírito prático 
dos romanos destacou-se na construção de 
estradas, esgotos, aquedutos, estádios, colu-
nas e arcos do triunfo. 
Grécia Antiga 
A sociedade grega se fixou na península Bal-
cânica, região que apresenta um relevo mon-
tanhoso, o que favoreceu a formação de co-
munidades independentes umas das outras 
nos aspectos político, militar e econômico. 
6565
https://www.coladaweb.com/historia/invasao-do-imperio-romano
Em comum havia a língua, a religião, os usos 
e costumes. A cultura grega foi o elemento 
de união e de identificação do antigo povo 
grego. A confraternização geral entre os gre-
gos era realizada nas festividades religiosas, 
que também envolviam competições esporti-
vas e literárias. 
A Grécia foi também o berço da democracia, 
já que as medidas administrativas eram discu-
tidas e aprovadas pelo conjunto de cidadãos. 
A Península Balcânica 
Origem 
Os primeiros habitantes da Grécia foram 
os pelágios, ou pelasgos, que ocupavam o 
litoral e estavam organizados em comunida-
des. Eles acabaram assimilados por povos indo
-europeus que invadiram a península Balcâni-
ca a partir de 2000 a.C, episódio que originou 
a formação do povo grego. 
A divisão da história grega 
Tradicionalmente, a história política da Grécia 
Antiga é dividida em cinco períodos, confor-
me podemos ver abaixo: 
Período Pré-Homérico: Do século XX ao sé-
culo XII a.C. – Civilização creto-micênica 
Período Homérico: Do século XII ao século VIII 
a.C. – Sistema gentílico 
Período Arcaico: Do século VIII ao século V 
a.C. – Surgimento das Cidades-Estado co-
mo Esparta e Atenas. 
Período Clássico: Do século V ao século IV a. 
C. – Guerras de hegemonia 
Período Helenístico: Do século IV ao século III 
a. C. – Domínio macedônico e intensos conta-
tos com o Oriente 
Sociedade grega 
A sociedade grega estava dividida em cida-
dãos e não-cidadãos. 
Os cidadãos, entre os quais havia pessoas 
muito ricas e outras mais humildes, desfruta-
vam de todos os direitos políticos, participa-
vam da vida pública e eram obrigados a pa-
gar impostos. Em Atenas, elevavam-se à ca-
tegoria de cidadãos apenas os homens adul-
tos filhos de país atenienses. Em outras cida-
des, como Esparta, por exemplo, existia uma 
nobreza que tinha autoridade social e política. 
A maioria da população da Grécia Antiga, en-
tretanto, era de não-cidadãos, que não goza-
vam de direitos políticos, a exemplo das mu-
lheres, dos escravos e dos estrangeiros 
(metecos). Contudo, a situação variava: 
• Os estrangeiros, considerados livres, dedi-
cavam-se principalmente ao comércio e 
ao artesanato. Pagavam impostos e faziam 
parte do exército, mas não possuíam ter-
ras nem casas. 
• Os escravos eram propriedade de uma 
família, constituindo importante força de 
trabalho no serviço doméstico e na agri-
cultura. Por vezes eram prisioneiros de 
guerra ou filhos de escravos. 
Os homens livres, cidadãos ou não, podiam 
se tomar soldados. 
6666
https://www.coladaweb.com/cultura/cultura-grega
https://www.coladaweb.com/historia/periodo-pre-homerico-o-povoamento-da-greciahttps://www.coladaweb.com/historia/periodo-homerico-o-sistema-gentilico
https://www.coladaweb.com/historia/esparta-e-atenas
https://www.coladaweb.com/historia/periodo-classico-o-periodo-das-hegemonias
https://www.coladaweb.com/historia/helenismo
Religião 
Os gregos eram politeístas e adeptos do an-
tropomorfismo, isto é, seus deuses eram re-
presentados sob a forma humana em sua ab-
soluta perfeição. 
De acordo com a mitologia, os deuses possuí-
am todas as qualidades e defeitos dos mortais 
e, por serem deuses, essas virtudes e defei-
tos eram também em proporções divinas. Os 
deuses eram guerreiros violentos e vingati-
vos, sujeitos ao ciúme, à inveja, à soberba, ao 
amor e ao ódio. 
A trindade máxima era composta por Zeus, 
senhor da Terra e do céu, Poseidon, senhor 
dos mares e dos ventos, e Hades, senhor do 
mundo inferior e dos mortos. 
O Monte Olimpo era considerado a morada 
dos deuses sob a presidência de Zeus, o 
deus mais importante, o deus dos deuses. 
Arquitetura 
O estilo arquitetônico grego, pela sua harmo-
nia, composição simétrica e elegância, tem 
servido de modelo e de inspiração, atraves-
sando tempo e distâncias. 
• O estilo jônico apresenta a coluna canela-
da, e o capitel levemente trabalhado. 
• O estilo coríntio apresenta o capitel mais 
ornamentado. 
O estilo dórico se caracterizou por apresentar 
colunas simples e sóbrias com capitel liso. 
Escultura 
Os gregos alcançaram a perfeição, demons-
trando grande conhecimento da anatomia hu-
mana e animal. 
As esculturas também eram utilizadas para 
adornar os templos. Fídias, amigo de Péricles, 
foi o escultor mais famoso, responsável pelas 
obras da Acrópole ateniense. 
Pintura 
Foi muito utilizada para decorar cerâmicas e 
retratava cenas religiosas, desportivas, milita-
res e cotidianas. 
Teatro 
Os teatros eram auditórios ao ar livre e o público 
se sentava em bancos de pedra. Os gregos 
eram incentivados a frequentar o teatro, consi-
derado parte essencial de sua educação. 
Os gregos criaram dois gêneros: a tragédia e 
a comédia. 
A tragédia era tida como a expressão mais no-
bre do teatro e significava “canto do bode”. Ela 
esmiuçava a natureza do mal, das contradições 
humanas, enfatizava as paixões humanas, mos-
trando o homem como joguete nas mãos dos 
deuses. Personagens divinos e humanos faziam 
parte das peças, mostrando suas preferências e 
suas contradições. 
A comédia satirizava a política e os costumes da 
época. As peças eram encenadas por atores 
que utilizavam máscaras que identificavam o per-
sonagem como velho ou moço, homem ou mu-
lher, feliz ou triste. 
Diferentes máscaras permitiam ao ator interpre-
tar vários papéis na peça. 
Filosofia 
No início, os mitos explicavam a origem do mundo e 
a realidade à sua volta, portanto tudo era conse-
quência da vontade e do capricho dos deuses. 
Com o tempo, os gregos passaram a buscar expli-
cações racionais para esses acontecimentos na ten-
tativa de compreender e explicar as coisas ao seu 
redor, nascendo, assim, a filosofia, isto é, o “amor ao 
saber”. 
O apogeu da filosofia grega deu-se 
com Sócrates, Platão e Aristóteles. 
6767
Idade média 
História 
A Idade Média é o nome do período da 
história localizado entre os anos 476 e 
1453. A nomeação “Idade Média” é utilizada 
pelos historiadores dentro de uma periodi-
zação que engloba quatro idades: Antiga, 
Média, Moderna e Contemporânea. Quan-
do nos referimos à Idade Média, geralmen-
te referimo-nos a assuntos relacionados, 
direta ou indiretamente, com a Europa. 
A Idade Média iniciou-se com 
a desagregação do Império Romano do 
Ocidente, no século V. Isso deu início a um 
processo de mescla da cultura latina, oriun-
da dos romanos, e da cultura germânica, 
oriunda dos povos que invadiram e instala-
ram-se nas terras que pertenciam a Roma, 
na Europa Ocidental. 
Desse período destacam-se o processo de 
ruralização que a Europa viveu entre os 
séculos V e X; o fortalecimento da Igreja 
Católica; a estruturação do sistema feudal, 
não apenas economicamente mas tam-
bém política e socialmente. A partir do sé-
culo XI, o renascimento urbano e comerci-
al abre caminho para a crise do século XIV, 
que determina o fim da Idade Média. 
Quando começou e quando termi-
nou a Idade Média? 
Como mencionado, a Idade Média é assim 
chamada dentro de uma periodização, esti-
pulada pelos historiadores, que a determina 
entre os anos de 476 e 1453. O que esti-
pula o início da Idade Média é a destituição 
 de Rômulo Augusto do trono romano, em 
476, e o que estipula seu fim é a conquista 
de Constantinopla pelos otomanos, em 
1453. 
A Idade Média é dividida pelos historiadores 
em duas grandes fases, que são: 
• Alta Idade Média: século V ao século X; 
 
• Baixa Idade Média: século XI ao século 
XV. 
 
Durante a Alta Idade Média, a Europa pas-
sava pelas transformações derivadas da de-
sagregação do Império Romano e 
o feudalismo estava em formação. A Baixa 
Idade Média foi o período auge do feudalis-
mo e no qual a Europa começou a sofrer 
transformações oriundas do renascimento 
urbano e comercial. 
Por que o nome “Idade Média”? 
A Idade Média durou de 476 a 1453, e seu nome 
foi resultado de uma visão negativa que os renas-
centistas tinham do período. 
6868
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/civilizacoes.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/idade-moderna.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/idade-contemporanea.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/queda-imperio-romano.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/queda-imperio-romano.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/queda-constantinopla-1453.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/queda-constantinopla-1453.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/alta-idade-media.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/feudalismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/baixa-idade-media.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/baixa-idade-media.htm
O nome Idade Média, usado para referir-se 
a esse período entre 476 e 1453, foi uma 
invenção dos renascentistas. Uma das pri-
meiras menções a essa época como 
“tempo médio”, segundo o historiador Hilá-
rio Franco Júnior, remonta ao bispo italiano 
Giovanni Andrea|1|. Essa ideia popularizou-se 
no século XVI, durante o renascimento. 
O sentido por trás dessa nomenclatura 
era pejorativo, uma vez que, na visão dos 
renascentistas, a Idade Média teria sido um 
tempo marcado pela interrupção da tradi-
ção clássica, isto é, greco-romana. Nessa 
perspectiva, tal tradição estava sendo reto-
mada na época deles, inclusive, por isso, 
eles chamaram seu próprio período de 
“renascimento”. 
Eles acreditavam estar vivendo um mo-
mento de renascimento intelectual, científi-
co e artístico. Isso nos leva a concluir que, 
na ótica renascentista, a Idade Média era 
um período ruim, de atraso e de interrup-
ção no progresso humano. Outros grupos, 
conforme seus interesses, teciam suas crí-
ticas a essa Idade, sempre a taxando como 
“ignorante”. 
Essa visão negativa fez com que muitos a 
chamassem de “Idade das Trevas”, um ter-
mo negativo e rechaçado pelos historiado-
res. A primeira menção à Idade Média des-
sa maneira remonta a Francesco Petrarca, 
que, no século XVI, já a chamava de 
“tenebrae”. 
Feudalismo 
O feudalismo é o termo que usamos para 
toda organização soci-
al, política, cultural, ideológica e econômica 
que existiu na Europa durante a Idade Mé-
dia. Esse conceito explica a estruturação da 
sociedade da Europa Ocidental, e a organi-
zação que ele representa existiu, na sua 
forma clássica, entre os séculos XI e XIII, 
aproximadamente. 
Do século V ao século X, o feudalismo es-
tava em processo de estruturação, uma 
vez que as relações políticas características 
da vassalagem estavam em formação, o 
poder da Igreja Católica estabelecia-se aos 
poucos, e a ruralização e feudalização da 
Europa desenvolviam-se. 
Do século XI ao século XIII, o feudalismo 
estava no seu auge, sobretudo nas regiões 
que hojecorrespondem à Alemanha, à 
França, e ao norte da Itália e da Inglater-
ra. A partir do século XIV, o sistema feu-
dal entra em decadência, uma vez que a 
Europa urbanizava-se e o comércio ganha-
va importância. 
No feudalismo, os castelos eram um importante 
centro de poder, pois neles viviam os senhores 
feudais. 
6969
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/renascimento.htm
No aspecto econômico, podemos dizer que o 
feudalismo era um sistema baseado 
na produção agrícola e na exploração ser-
vil dos camponeses. Com o fim do Império 
Romano, a Europa Ocidental ruralizou-se e as 
pessoas empobrecidas passaram a estabele-
cer-se nas cercanias de grandes propriedades 
rurais, à procura de comida e proteção. Des-
sa situação criou-se a relação de dependência 
entre o senhor feudal e o camponês. 
O senhor feudal, dono das terras, permitia 
que o camponês ficasse nelas, desde que es-
te cultivasse-as e entregasse parte do que 
tinha sido produzido àquele. O camponês era 
sujeito a uma série de tributos a serem pagos 
aos senhores feudais, tais como a corveia, 
a talha e a banalidade. O senhor feudal, por 
sua vez, tinha como obrigação proteger 
aqueles instalados em sua propriedade. 
No âmbito religioso, a Igreja Católica era dona 
de grande influência, uma vez que seu poder 
chegava a atingir decisões do poder secular. 
A Igreja também elaborava a construção ide-
ológica que justificava as desigualdades do 
mundo feudal. Na visão estipulada por ela, e 
abraçada pela nobreza, os servos cumpriam 
seu papel por uma designação divina. 
A relação de suserania e vassalagem exis-
tente entre reis e nobres medievais era 
uma das principais formas de organização 
política na Idade Média. 
A sociedade feudal era estamental, isto é, 
dividida em classes com funções muito 
bem definidas, e na qual a ascensão social 
era bastante difícil. Nela existiam três 
grandes classes sociais: 
• Nobreza (bellatores): classe privilegiada, 
detentora de terras, que tinha como fun-
ção, dentro da ideologia medieval, prote-
ger a sociedade; 
• 
• Clero (oratores): membros da Igreja 
Católica que cumpriam funções religiosas. 
Também era uma classe privilegiada, uma 
vez que a Igreja detinha riqueza, poder e 
terras; 
• 
• Camponeses (laboratores): grupo em-
pobrecido que sustentava a sociedade 
feudal por meio de seu trabalho e dos 
altos impostos que pagava. 
• 
No aspecto político, a vassalagem era 
uma das grandes manifestações do feu-
dalismo. Essa estrutura surgiu por volta do 
século VIII e estabelecia as relações de 
poder entre rei e nobres de cada reino. 
Por meio da vassalagem, o rei (suserano) 
e os nobres (vassalos) realizam um acor-
do estabelecendo laços de fidelidade en-
tre si. Os vassalos recebiam um feudo 
(terra) e tinham como obrigação auxiliar o 
seu suserano na execução da justiça, 
na administração do reino e na guerra, se 
necessário. 
Principais acontecimentos 
7070
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/o-poder-igreja-catolica-no-mundo-feudal.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/o-poder-igreja-catolica-no-mundo-feudal.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/o-poder-igreja-catolica-no-mundo-feudal.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-cerimonia-vassalagem.htm
A Idade Média foi muito longa e, logicamente, 
impactada por diferentes acontecimentos impor-
tantes para a história humana. A Idade Média, em 
si, é fruto do fim do Império Romano do Ociden-
te, após o qual uma série de reinos germânicos 
estabeleceu-se na Europa Ocidental. 
O caso mais simbólico foi o dos francos, povo 
germânico que se estabeleceu na Gália e for-
mou um reino governado, primeiro, pe-
los merovíngios e, depois, pelos carolíngios. Estes 
foram a primeira grande dinastia a governar um 
reino na Europa, e, por meio de Carlos Magno, 
seu principal rei, formaram um império com um 
território bastante vasto. 
O surgimento do islamismo no século VII marcou 
um rompimento do Ocidente com o Oriente, 
sobretudo quando os muçulmanos conquistaram 
a Península Ibérica. O avanço muçulmano na Eu-
ropa só foi interrompido por Carlos Martel, em 
732. Séculos depois, a Igreja Católica encontrou 
na guerra contra os muçulmanos uma forma de 
estender sua riqueza até o Oriente. 
As Cruzadas ocorreram do século XI ao século 
XII e mobilizaram tropas cristãs contra os muçul-
manos, na Palestina e no norte da África. Ao to-
do foram nove cruzadas, sendo a primeira delas 
convocada pelo Papa Urbano II, em 1095. A nona 
Cruzada foi encerrada em 1272, e o objetivo ini-
cial dos cristãos (conquistar Jerusalém) não foi 
alcançado. 
Outros destaques que podem ser feitos sobre a 
Idade Média são o Império Bizantino e o estabe-
lecimento da Inquisição. Assuntos também rele-
vantes são a cultura e a ciência medievais, geral-
mente pouco estudadas. 
Fim da Idade Média 
O fim da Idade Média tem relação com 
o renascimento urbano e comercial que a Euro-
pa experimentou a partir do século XI. Novas 
técnicas agrícolas permitiram o aumento da 
produção de víveres, gerando um exceden-
te que pôde ser comercializado. O aumento 
na produção de alimentos garantiu um au-
mento populacional, mas também do comér-
cio e, consequentemente, da circulação de 
moeda. 
Com o aumento populacional, o número de 
pessoas mudando-se para as cidades au-
mentou e a quantidade de comerciantes ao 
redor delas também. O século XIII intensifica 
esse processo de êxodo rural, pois as pro-
duções agrícolas ruins fizeram com que mui-
tos buscassem sobreviver nas cidades. 
O século XIV é quando os historiadores esti-
pulam a fronteira final da Idade Média. Trata-
se de um século de crise, caracterizado 
por guerras que causaram destruição e ge-
raram mais fome, e isso resultou na Peste. O 
século XIV é marcado pela famosa Peste 
Negra — surto de peste bubônica respon-
sável pela morte de 1/3 da população euro-
peia ao longo desse período. 
A fome gerou grandes revoltas de campo-
neses, sobretudo a partir do século XIII, e o 
crescimento urbano colocou fim no isola-
mento feudal. Revoltas também acontece-
ram nas grandes cidades, principalmente pe-
la falta de empregos. Novas estruturas de 
poder começaram a surgir, a organização 
política dos reinos modificou-se e, assim, sur-
giram os Estados nacionais. 
O enfraquecimento do feudalismo e o forta-
lecimento do comércio resultaram 
no mercantilismo. Quando Constantinopla cai 
e o comércio com o Oriente fecha-se, a Eu-
ropa volta-se para o Oeste. A exploração do 
Oceano Atlântico abriu novas fronteiras e 
consolidou o fim da Idade Média. 
7171
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/reino-dos-francos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/religiao/islamismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/cruzadas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/primeira-cruzada-conquista-jerusalem.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/imperio-bizantino.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/inquisicao-na-idade-media.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/exodo-rural.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/pandemia-de-peste-negra-seculo-xiv.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/pandemia-de-peste-negra-seculo-xiv.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/revoltas-camponesas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/revoltas-camponesas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/estados-nacionais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/mercantilismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/expansao-maritima-europeia.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/expansao-maritima-europeia.htm
Renascimento 
História 
 O que foi o Renascimento? 
O Renascimento foi um importante 
movimento artístico, científico, literário 
e filosófico da modernidade. 
 
 ->Renascimento é o nome dado ao 
movimento que surgiu na Europa 
durante a crise feudal e 
consequentemente consolidação do 
Estado Moderno. 
 ->Nesse período, os valores 
aristocráticos foram, aos poucos, 
sobrepostos pelos ideais burgueses 
(valorizaçãoindividual e atividades 
voltadas ao lucro) 
 
Renascer das artes: 
 
->O movimento “renascer das artes” 
buscava libertar-se do teocentrismo 
medieval em prol de um 
antropocentrismo (humanismo). 
 ->Há muitas críticas ao Renascimento 
pelo fato de utilizar uma retórica de 
diminuição do repertório cultural 
medieval (denominada na época da 
“Idade das trevas”). 
 ->A Renovação artística ocorreu, 
principalmente, nas perspectivas 
Humanista e classicista (destaque de 
determinados valores da “Antiguidade 
Clássica”). 
 
Principais características: 
 
 ->Antropocentrismo: Ao contrário de 
teocentrismo da Idade Média, o ser 
humano é colocado no ponto central 
das preocupações. (hedonismo). 
 ->Individualismo: Valorização da 
capacidade individual e do “pensar 
próprio” humano. 
 ->Naturalismo: Estudos da natureza 
física do ser humano e valorização da 
paisagem natural. 
 ->Racionalismo: Conhecimento gerado 
por meio dos estudos e observações 
empíricas. 
 
Fases do Renascimento: 
 
As fases do renascimento reúnem três 
momentos sendo eles: 
 
 Trecento (século XIV) 
 Quatroccento (século XV) 
 Cinquecento (século XVI) 
 
 
Ainda que elas apresentem 
características em comum se diferem 
em alguns aspectos. 
 
7272
Trecento: 
 
 
 ->A primeira fase do renascimento 
recebe esse nome uma vez que foi 
desenvolvida nos anos 1300 em 
Florença, Itália. É um momento de 
transição entre a Idade Média e a Idade 
Moderna em que se nota o despontar 
de questões humanistas e inspirações 
clássicas. 
Quatrocento: 
 
 
 ->O segundo período do 
renascimento foi desenvolvido durante 
os anos de 1400, daí surge seu nome.É 
uma fase de consolidação das artes, 
com a difusão de diversas obras e 
artistas. Cada vez mais, outros países 
europeus começam a aderir ao 
movimento, produzindo obras que 
aproximem do renascimento italiano. 
Cinquecento: 
 
 ->O terceiro período do renascimento 
se desenvolveu durante os anos de 
1500, e por isso recebe esse nome. 
Nessa fase, os artistas já começam a 
se distanciar dos temas religiosos e 
assim, notamos a mescla dos temas 
religiosos e profanos nas obras. 
Artistas do Renascimento: 
 
Os Artistas do 
Renascimento representaram as figuras 
mais importantes do Movimento 
Renascentista na Itália, os que mais se 
destacam são: 
 Leonardo da Vinci. 
 Michelangelo Buonarroti. 
 Rafael Sanzio. 
 
 
 
 
 
7373
Reformas religiosas 
História 
O que foram as reformas 
religiosas? 
As reformas religiosas foram 
movimentos que ocorreram na Europa. 
durante o século XVI e provocaram a 
separação da população na qual antes 
estava reunida apenas na Igreja 
Católica - para outras religiões, também 
cristãs, mas que não se submetiam 
mais aos dogmas católicos e 
à autoridade do papa. 
 ->O século XVI se iniciou na Europa 
ainda sob influência do Renascimento, 
entre as principais características do 
Renascimento europeu estava 
o humanismo, uma concepção 
filosófica marcada 
pelo antropocentrismo na qual o 
humanismo colocava o ser humano 
como principal criação divina, em 
conjunto a isso, houve a valorização 
do racionalismo, ou seja, a busca do 
conhecimento pelo uso da razão e da 
reflexão, esse processo impactou a 
sociedade moderna de diversas 
maneiras, inclusive foi responsável por 
influenciar na reforma protestante. 
Reforma Protestante: 
Foi um movimento reformista que 
surgiu no cristianismo do século XVI. 
Esse movimento iniciou-se a partir 
de Martinho Lutero, um monge 
católico que estava insatisfeito com 
algumas práticas e questões teológicas 
defendidas pela Igreja Católica. A 
atuação de Lutero teve como ponto 
de partida a divulgação das 95 
teses, que rapidamente espalharam-se 
pela Europa e deram origem ao 
reformismo no seio da Igreja Católica. 
Da atuação de Lutero, surgiu 
o Protestantismo. 
 
Já excomungado da Igreja Católica, 
Lutero fundou uma nova religião, que 
ficaria conhecida como Luterana... Que 
tinha como suas principais 
características a Livre interpretação da 
7474
https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/renascimento
https://querobolsa.com.br/enem/literatura/humanismo
https://querobolsa.com.br/enem/filosofia/racionalismo
Bíblia, Salvação pela fé, Tradução dos 
cultos, não adoração de imagens e 
santos e a condenação do celibato. 
 ->A Reforma Protestante, contudo, 
não ficou restrita à região da Alemanha 
e ao luteranismo. Outros movimentos e 
religiões surgiram nesse momento na 
Europa, compartilhando ideais 
semelhantes. 
Calvinismo: 
João Calvino foi um líder religioso 
francês que viveu grande parte de sua 
vida na Suíça, onde defendeu 
transformações na Igreja Católica. A 
partir de suas ideias, surge uma nova 
religião, conhecida como calvinismo. 
Uma das principais diferenças entre o 
calvinismo e o luteranismo é que a 
doutrina de João Calvino acreditava na 
crença de que as pessoas já estavam 
predestinadas a serem salvas ou 
condenadas por Deus. O calvinismo não 
ficou restrito à Suíça, influenciando 
protestantes em outros países, como 
França e Inglaterra. 
Anglicanismo: 
A Inglaterra também passou por um 
processo de Reforma e rompeu com a 
Igreja Católica, dando origem ao 
Anglicanismo, movimento liderado pelo 
próprio rei, Henrique VIII que rompeu 
com a Igreja Católica através do Ato de 
Supremacia, de 1534. A ruptura com a 
Igreja Católica também teve fins 
econômicos, já que a coroa e a 
nobreza inglesa reivindicaram 
terras que pertenciam à Igreja de 
Roma. 
Contrarreforma: 
Embora já tivesse atravessado outros 
períodos de contestação, 
os movimentos reformistas romperam 
a unidade cristã na Europa, o que 
ameaçou o poder da Igreja Romana. 
Para combater a Reforma Protestante, 
estabeleceu-se o Concílio de 
Trento (1545-1563), liderado pelo Papa 
Paulo III, para reafirmar a crença 
nos dogmas católicos e elaborar as 
diretrizes que a Igreja seguiria a partir 
de então. Esse processo ficaria 
conhecido como Contrarreforma, por 
se opor ao movimento protestante 
iniciado em 1517 por Martinho Lutero. 
 
7575
Idade moderna 
História 
O que é Idade moderna? 
-> Idade Moderna é o período entre a 
Idade Média e a Idade Contemporânea. 
-> Foi nesse período que surgiram as 
bases sociais e econômicas da 
sociedade atual. 
 A Idade Moderna foi uma das formas 
encontradas pelos historiadores para 
dividir a história da humanidade. 
 
 A Idade Moderna foi uma oposição à 
Idade Média, considerada 
equivocadamente como uma Idade das 
Trevas, já que era dominada pela 
religião e pelo obscurantismo cristão-
católico. 
 A Idade Moderna apareceria como o 
momento de retomar a perspectiva 
de vida da Antiguidade greco-romana, 
considerada como o auge cultural da 
humanidade. 
 
Absolutismo: 
-> O Absolutismo foi uma forma de 
governo comum na Europa entre os 
séculos XVI e XIX e defendeu a teoria 
do poder absoluto do rei sobre toda a 
nação. 
 O poder dos reis durante a Idade 
Média era considerado limitado em 
comparação com o período 
absolutista. 
 Foi no período do absolutismo que 
foram criados impostos alfandegários, 
ou seja, impostos para produtos que 
eram produzidos em outros países. 
 
Mercantilismo: 
-> O mercantilismo foi o conjunto de 
práticas econômicas adotadas pelas 
nações europeias entre o século XV e 
o século XVIII. 
7676
-> Essa variação nas formas de se 
praticar o mercantilismo ocorreu de 
acordo com os interesses e com a 
realidade de cada país. 
As principais características que 
definiram o mercantilismo foram: 
 Metalismo: Esse princípio consistia 
em defender a acumulação de metais 
preciosos como principal forma de 
obtenção de riquezas. 
-> O Metalismo também pode ser 
chamado de Bulionismo. 
 Colbertismo: É como o oposto do 
Metalismo praticado pelos espanhóis. O 
Colbertismo foi adotada pelos 
franceses por influência de Jean-
Baptiste Colbert e ficou caracterizada 
pelo incentivo ao desenvolvimento 
manufatureiro como forma de atrair 
moeda estrangeira e, 
consequentemente, riqueza. defendiatambém uma política de limitação de 
gastos internos. 
 Balança comercial favorável: Essa 
teoria defendia que a soma das 
transições comerciais de um Estado 
deveria ser sempre positiva, ou seja, o 
volume das mercadorias vendidas 
deveria ser superior ao volume de 
mercadorias compradas. 
 
 Outros pontos importantes sobre o 
mercantilismo: Incentivo ao 
desenvolvimento manufatureiro, 
incentivo à construção de 
embarcações, protecionismo 
alfandegário (imposição de impostos 
sobre mercadorias estrangeiras) etc. 
 
 
 
Liberalismo: 
 
-> O Liberalismo foi uma doutrina de 
pensamento econômico, político e 
social, que surgiu na Europa, no século 
XVIII, contra o mercantilismo e a 
intervenção do Estado na economia. 
 
 Liberalismo político: Baseia-se na 
liberdade do cidadão, bem como no 
afastamento do Estado nas 
responsabilidades e pensamentos do 
mesmo. As correntes liberais, que 
defendem o liberalismo político, 
possuem diversas variações 
dependendo de seus precursores. 
 Liberalismo econômico: É a 
Ideologia de que estado não deve 
intervir nas relações econômicas que 
existem entre indivíduos, classes ou 
nações. O liberalismo defende o livre 
uso, da parte de cada indivíduo ou 
7777
https://www.infoescola.com/filosofia/liberalismo/
membro de uma sociedade, de sua 
propriedade, sendo partidário da livre-
empresa, em oposição ao socialismo e 
ao dirigismo. 
Iluminismo: 
 
-> Iluminismo é um movimento cultural 
que se desenvolveu na Inglaterra, 
Holanda e França, nos séculos XVII e 
XVIII. Nessa época, o desenvolvimento 
intelectual, que vinha ocorrendo desde 
o Renascimento, deu origem a idéias 
de liberdade política e econômica, 
defendidas pela burguesia. Os filósofos 
e economistas que difundiam essas 
idéias julgavam-se propagadores da luz 
e do conhecimento, sendo, por isso, 
chamados de iluministas. O Iluminismo 
trouxe grandes avanços que, 
juntamente com a Revolução Industrial, 
abriram espaço para a profunda 
mudança política determinada pela 
Revolução Francesa. O precursor 
desse movimento foi o matemático 
francês René Descartes (1596-1650), 
considerado o pai do racionalismo. Em 
sua obra “Discurso do método”, ele 
recomenda, para se chegar à verdade, 
que se duvide de tudo, mesmo das 
coisas aparentemente verdadeiras. A 
partir da dúvida racional pode-se 
alcançar a compreensão do mundo, e 
mesmo de Deus. 
 O Iluminismo chegou ao Brasil 
através das publicações que eram 
contrabandeadas para a colônia. 
Principais filósofos Iluministas: 
 
 Montesquieu (1689-1755) 
 Voltaire (1694-1778) 
 
 Diderot (1713-1784) 
 
 D’Alembert (1717-1783) 
 
 Rousseau (1712-1778) 
 
 John Locke (1632-1704) 
 
 Adam Smith (1723-1790) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7878
https://www.infoescola.com/sociologia/tipos-de-socialismo/
https://www.todamateria.com.br/montesquieu/
https://www.todamateria.com.br/voltaire/
https://www.todamateria.com.br/denis-diderot/
https://www.todamateria.com.br/jean-jacques-rousseau/
https://www.todamateria.com.br/john-locke/
https://www.todamateria.com.br/adam-smith/
Geologia 
Geografia 
Estruturas geológicas 
A litosfera – camada rochosa do planeta Ter-
ra – apresenta inúmeras dinâmicas e varia-
ções. A sua composição estrutural, contudo, é 
classificada em três diferentes tipos de estru-
turas geológicas que se dividem em todo o 
mundo: os crátons (ou escudos antigos), as 
bacias sedimentares e os dobramentos mo-
dernos (ou cadeias orogênicas). 
Com a observação do mapa, podemos notar 
que os dobramentos modernos encontram-se 
em áreas que apresentam conhecidas cadeias 
montanhosas, como a Cordilheira dos Andes, 
a oeste da América do Sul; as Montanhas Ro-
chosas, na América do Norte; os Alpes, na 
Europa; e a Cordilheira do Himalaia, na Ásia. 
Isso ocorre porque os dobramentos moder-
nos são, na verdade, trechos de formação 
recente originados pela elevação do terreno 
em razão da interação das placas tectônicas 
e fenômenos decorrentes. O Brasil, por apre-
sentar uma formação geológica antiga, não 
apresenta esse tipo de estrutura geológica. 
As bacias sedimentares, por outro lado, distri-
buem-se em diferentes partes do mundo, 
 existindo também no território brasileiro. Elas re-
cobrem cerca de 75% da superfície terrestre e 
são caracterizadas pela sua formação na Era Pa-
leozoica (500 milhões de anos atrás), com a acu-
mulação dos sedimentos gerados pelo desgaste 
das rochas em função da ação dos agentes ex-
ternos de formação do relevo 
. É nas bacias sedimentares que ocorre a possibi-
lidade de haver acúmulo de petróleo, bem como 
a existência de fósseis, apesar de isso não ser 
algo determinante. Elas comumente se formam 
em áreas oceânicas e transformam-se em conti-
nentes por causa da movimentação das placas 
tectônicas. 
Por fim, temos os crátons, que são popularmente 
conhecidos como escudos cristalinos e maciços 
antigos, nomes dados aos seus dois subtipos. Sua 
formação é a mesma dos dobramentos moder-
nos, no entanto, como são mais antigos, sofre-
ram maiores desgastes dos agentes externos ou 
exógenos de transformação do relevo, os mes-
mos que originaram as bacias sedimentares. O 
terreno é tão antigo que apresenta as mais anti-
gas rochas encontradas no planeta. 
Os crátons costumam abranger áreas de planalto. 
No Brasil, eles recobrem, por exemplo, o Planalto 
Central, o das Guianas e uma área de escudos da 
Amazônia, rica em minerais e que, por isso, vem 
sendo alvo de ofensivas de empresas minerado-
ras, o que pode colocar em risco a Floresta 
Amazônica Equatorial. 
A seguir, temos um quadro ilustrativo que apre-
senta uma síntese com os três tipos de estrutu-
ras geológicas 
7979
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/dobramentos-modernos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/bacias-sedimentares.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/cratons.htm
Os solos 
Classificação dos solos 
Assim como é difícil definir solo, porque a defini-
ção deve levar em conta o uso que se tem em 
mente, também é difícil classificar seus diferentes 
tipos. Além de haver variados critérios que po-
dem ser usados para isso, a passagem de um 
tipo de solo para outro é gradacional, o que tor-
na difícil estabelecer limites entre eles. 
 
São bastante conhecidas as classificações france-
sa e portuguesa, muito usadas para os solos afri-
canos; e a classificação adotada pela FAO (Food 
and Agricultural Organization, órgão da ONU), 
usada para uma classificação mundial dos solos. A 
mais difundida, porém, é a classificação norte-
americana (Soil Taxonomy), que compreende 12 
ordens de solo divididas em subordens, grandes 
grupos, grupos, famílias e séries. 
 
O exame do mapa de solos dos Estados Unidos 
mostra claramente que a distribuição dos dife-
rentes tipos é definida pela latitude e pela altitude 
. Os solos brasileiros 
O território brasileiro encontra-se quase todo na 
zona tropical e tem um relevo que desde o final 
do Cretáceo não sofreu grandes movimenta-
ções. Assim, a natureza da rocha e o relevo têm 
importância secundária na formação dos solos, 
sendo o clima fator predominante na pedogêne-
se. 
 
Os solos mais importantes em termos de exten-
são ocupada são de longe os latossolos, que 
ocorrem praticamente em todo o país e se de-
senvolvem sobre todos os tipos de rocha. São 
solos com baixa capacidade de troca de cátions, 
com presença de argilas de baixa atividade, geral-
mente muito profundos (mais de 2 m), bem de-
senvolvidos e de cor amarela a vermelho-escura 
(pela concentração de óxidos e hidróxidos de 
ferro e alumínio), localizados em terrenos planos 
ou pouco ondulados. São típicos de regiões de 
clima tropical úmido e semiúmido. 
Na área da Floresta Amazônica, o desenvolvi-
mento de árvores gigantescas leva a crer em 
um solo muito fértil. Mas essa fertilidade provém 
apenas da matéria orgânica nele acumulada. Uma 
vez desmatada uma área, as abundantes chuvas 
logo carregam a cobertura orgânica do solo, dei-
xando aflorarum horizonte arenoso, de baixa 
fertilidade. 
 
Os solos brasileiros estão bem estudados e fo-
ram cartografados pela Empresa Brasileira de 
Pesquisa Agropecuária - Embrapa, que os vem 
mapeando sistematicamente desde 1960. Esse 
trabalho levou à criação do Sistema Brasileiro de 
Classificação de Solos, que compreende seis ní-
veis hierárquicos: ordem, subordem, grande gru-
po, subgrupo, família e série. Os dois últimos ní-
veis ainda são objeto de discussão. 
 
Esse sistema estabeleceu uma classificação espe-
8080
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_Brasileiro_de_Classifica%C3%A7%C3%A3o_de_Solos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_Brasileiro_de_Classifica%C3%A7%C3%A3o_de_Solos
cífica para os solos do Brasil, publicada em 1999. 
Essa classificação compreendia originalmente 14 
ordens, conforme se vê na tabela anterior 
(Toledo et al., 2000). Mas em 2005 foi eliminada 
a ordem dos alissolos, por se considerar o teor 
de alumínio de importância secundária. 
Tipos de relevo 
O relevo corresponde às variações que se 
apresentam sobre a camada superficial da 
Terra. Assim, podemos notar que o relevo 
terrestre apresenta diferentes fisionomias, isto 
é, áreas com diferentes características: algu-
mas mais altas, outras mais baixas, algumas 
mais acidentadas, outras mais planas, entre 
outras feições. 
Montanhas 
As montanhas são formas de relevo que se 
caracterizam pela elevada altitude em compa-
ração com as demais altitudes da superfície 
terrestre. Quando tidas em conjunto, elas for-
mam cadeias chamadas de cordilheiras, a 
exemplo da Cordilheira dos Andes, na Améri-
ca do Sul, e da Cordilheira do Himalaia, na Ásia. 
Existem quatro tipos de montanhas: 
as vulcânicas, que se formam a partir de vul-
cões; as de erosão, que surgem a partir da 
erosão do relevo ao seu redor, levando mi-
lhões de anos para serem formadas; 
as falhadas, originadas a partir de falhamentos 
na crosta, que geram uma ruptura entre dois 
blocos terrestres, ficando soerguidos um so-
bre o outro; e as dobradas, que se originam a 
partir dos dobramentos terrestres causados 
pelo tectonismo. De todos esses tipos, o últi-
mo é o mais comum. 
Planaltos 
Os planaltos – também chamados de platôs – 
são definidos como áreas mais ou menos planas 
que apresentam médias altitudes, delimita-
ções bem nítidas, geralmente compostas 
por escarpas, e são cercadas por regiões 
mais baixas. Neles, predomina o processo de 
erosão, que fornece sedimentos para outras 
áreas. 
Existem três principais tipos de planaltos: 
os cristalinos, formados por rochas cristalinas 
(ígneas intrusivas e metamórficas) e com-
postos por restos de montanhas que se 
erodiram com o tempo; os basálticos, for-
mados por rochas ígneas extrusivas (ou vul-
cânicas) originadas de antigas e extintas ativi-
dades vulcânicas; e os sedimentares, forma-
dos por rochas sedimentares que antes 
eram baixas e que sofreram o soerguimento 
pelos movimentos internos da crosta terres-
tre. 
 
Planícies 
São áreas planas e com baixas altitudes, nor-
malmente muito próximas ao nível do mar. 
Encontram-se, em sua maioria, próximas a 
planaltos, formando alguns vales fluviais ou 
constituindo áreas litorâneas. Caracterizam-
se pelo predomínio do processo de acumu-
lação e sedimentação, uma vez que rece-
bem a maior parte dos sedimentos proveni-
entes do desgaste dos demais tipos de rele-
vo. 
 
Depressão 
São áreas rebaixadas que apresentam as 
menores altitudes da superfície terrestre. 
Quando uma localidade é mais baixa que o 
seu entorno, falamos em depressão relativa, 
e quando ela se encontra abaixo do nível do 
mar, temos a depressão absoluta. O mar 
morto, no Oriente Médio, é a maior depres-
são absoluta do mundo, ou seja, é a área 
continental que apresenta as menores altitu-
des, com cerca de 396 metros abaixo do 
nível do mar. 
8181
Sismologia 
Sismologia é o estudo dos abalos sísmi-
cos (terremotos), com finalidade de compreen-
der e determinar os mecanismos envolvidos 
na tectônica de placas do nosso planeta, bem 
como suas causas e distribuição sobre o globo 
terrestre, na tentativa de prevê-los em tempo e 
espaço a partir da análise de circunstâncias em 
que ocorrem os sismos naturais. Enquanto um 
método de estudo geofísico, a sismologia tam-
bém realiza análises sobre a estrutura e camadas 
da Terra, desde sua superfície até o núcleo. 
As ondas sísmicas emitidas pelos terremotos po-
dem ser detectadas, registradas e analisadas. Des-
ta análise pode-se obter informações sobre a 
localização precisa do terremoto (epicentro), sua 
profundidade, energia liberada, o mecanismo ge-
rador do abalo, e o meio que as ondas percorre-
ram para chegar ao local onde foram geradas 
até o sensor que as detectou. 
Estações sismográficas são distribuídas em diver-
sos locais do mundo, a fim de registrar e estudar 
estes sismos através de aparelhos, chamados sis-
mômetros, que medem a intensidade dos terre-
motos, e outros chamados sismógrafos, que re-
gistram seus efeitos numa folha de papel. Estudar 
as diversas circunstâncias que causam o movi-
mento de partículas do solo originam sismogra-
mas com distintas características. Assim, é possí-
vel distinguir entre sismos locais, sismos causados 
por atividade vulcânica, sismos associados a ex-
plosões nucleares ou associados a grandes even-
tos tectônicos. 
O sismograma busca caracterizar um sismo a 
partir de seu: 
• Foco, ou hipocentro: é a localização onde 
ocorreu a liberação de energia; 
• Epicentro: é a projeção vertical do foco na 
superfície terrestre; 
• Profundidade focal: é a distância entre o foco 
e o epicentro (a profundidade do sismo); 
• Distância epicentral: é a distância angular en-
tre o foco e a estação que registrou o sis-
mo; 
• Magnitude: é uma medida da energia que 
foi liberada pelo sismo; 
• intensidade: é a estimativa dos danos cau-
sados pelo sismo. 
A análise de um sismo é realizada pela coleta 
de informações dos tipos de ondas elásticas 
que se produzem quando ocorre um terremo-
to, existem distintos tipos de ondas, de acordo 
com sua velocidade de propagação e frequên-
cias. No entanto, há dois tipos de ondas sísmicas 
principais: A onda-P (primárias ou ondas de 
compressão) - movimentam as partículas do 
solo comprimindo-as e dilatando-as. Possui a 
maior velocidade e a direção do movimento 
das partículas é paralela à direção de propaga-
ção da onda, viajando horizontalmente através 
de sólidos, líquidos e gases. As Ondas-S 
(secundárias ou ondas de cisalhamento) - movi-
mentam as partículas do solo perpendicular-
mente à direção da propagação da onda, po-
dem passar através de sólidos, mas não através 
de líquidos ou gases. A complexidade do estudo 
das ondas sísmicas é ainda acentuada pelo tipo 
e condições do solo, a topografia, que poderem 
provocar amplificação ou redução das ondas 
sísmicas em locais específicos. 
A magnitude dos terremotos é medida 
por escala Richter, a qual distribui magnitudes 
em logaritmos de 1 a 10, ou seja, de um grau a 
outro a diferença na amplitude das vibrações é 
de dez vezes maior, e são relativas a quantida-
de de energia liberada pelo sismo. No entanto, 
ao propagar-se em diferentes tipos de rochas e 
zonas de descontinuidade estrutural, as ondas 
são sujeitas, muitas vezes, a fenômenos de re-
flexão e de refração, o que pode conduzir a 
amplificação, ou a concentração de energia das 
ondas e, consequentemente, aumento do seu 
potencial de destruição. 
8282
https://www.infoescola.com/geografia/terremoto/
https://www.infoescola.com/geografia/terremoto/
https://www.infoescola.com/geografia/placas-tectonicas/
https://www.infoescola.com/geologia/camadas-da-terra/
https://www.infoescola.com/geologia/camadas-da-terra/
https://www.infoescola.com/geologia/erupcao-vulcanica/
https://www.infoescola.com/fisica/tipos-de-ondas/
https://www.infoescola.com/geografia/escala-richter/
https://www.infoescola.com/matematica/logaritmo/
Demografia 
Geografia 
A demografia é a área do conhecimento 
que se preocupa em estudar o comporta-mento, as transformações e a dinâmica 
geral da população, utilizando-se principal-
mente de elementos estatísticos e pesqui-
sas qualitativas. Esse ramo do saber em 
muito se aproxima à Geografia da Popula-
ção, que, da mesma forma, também se 
preocupa com as dinâmicas populacionais, 
enfatizando as questões sociais relaciona-
das ao espaço geográfico. 
A população é definida como o número 
de pessoas que habita um determinado 
território ou região. Dessa forma, os seus 
ciclos de crescimento, seu nível médio de 
renda, sua distribuição, entre outros fato-
res, são de fundamental importância para a 
compreensão do funcionamento dos diver-
sos aspectos do espaço social. 
Um dos elementos demográficos mais es-
tudados pela Geografia da População e pe-
la Demografia é o índice de crescimento 
populacional. O crescimento acelerado ou 
desacelerado das populações é algo cons-
tantemente debatido e teorizado por es-
pecialistas e teóricos dessas áreas do sa-
ber. Precisar com detalhes o funcionamen-
to desse fator é importante para o planeja-
mento de políticas públicas e ações sociais. 
 O principal órgão brasileiro de pesquisa so-
bre a população é o Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística, o IBGE. Esse orga-
nismo realiza a cada dez anos o Censo De-
mográfico, uma importante e abrangente 
forma de quantificar estatisticamente os 
mais diversos dados e informações, envol-
vendo desde a renda e a saúde da popula-
ção até a sua preferência religiosa 
. 
8383
Geografia Agrária 
Geografia 
O que é a Geografia Agrária? 
Estuda a terra e as suas formas de 
exploração e cultivo, ou seja, o 
desenvolvimento da agricultura. 
 ->Essa atividade se iniciou na Pré-
História, quando o homem entendeu 
que plantar, cultivar e domesticar 
animais eram meios fundamentais para 
sobrevivência. 
 Geografia Agrária: Dentro da 
geografia agrária, o modelo de 
fabricação agrícola que também apoia-
se no uso de maquinário, apesar do 
seu foco está na biotecnologia e 
criação de sementes transgênicas visa-
se também à expansão de 
investimentos financeiros. A 
agroindústria também é uma das 
vertentes mais importantes do 
agronegócio, pelo fato de alimenta três 
setores da economia, sendo eles: 
Agricultura (setor primário), indústria 
(setor secundário), comércio e serviços 
(setor terciário). 
Agricultura e agronegócio no Brasil: A 
agricultura no Brasil passou por diversas 
fases e modificações, até que no 
século XX as políticas econômicas 
contribuíram para o controle da 
inflação e das taxas de câmbio, assim 
proporcionando o desenvolvimento do 
setor agrícola brasileiro, que passou a 
ser a principal base de equilíbrio da 
balança comercial do país. O 
agronegócio favorece grande parte do 
Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil 
que vem investindo bilhões no 
processo de modernização da 
agricultura e do agronegócio. Por isso, 
atualmente, ocupa o primeiro lugar na 
produção mundial de café, açúcar e 
laranja, e na exportação de carne 
bovina e aves. 
 
Sistemas Agrícolas 
 
Existem duas classificações distintas 
para definir os tipos de produção 
agrícola. 
 Modelo Intensivo: Sistema de 
produção em larga escala, tecnologia 
de ponta com mão de obra 
especializada, uso de substâncias 
químicas e integração com a indústria. 
 
 
8484
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/historia/prehistoria
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/historia/prehistoria
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/biologia/biotecnologia
 Modelo Extensivo: Produção voltada 
para agricultura familiar ou mercado 
interno, Utilizam técnicas que visam o 
mínimo de danos ao solo e dispensa o 
uso de agrotóxicos. 
 
 
 
 
 
Tipos de agricultura 
 Plantation: Método usado pelas 
metrópoles europeias. É configurado 
pelo cultivo de matérias-primas em 
grandes latifúndios (extensões de terra) 
e uso de mão de obra escrava, a 
produção é voltada para o comércio 
externo, fortalecendo a dependência 
econômica das terras colonizadas. 
 
 Agricultura de Subsistência 
(Familiar): Essa e um tipo de agricultura 
de modelo Extensivo baseada também 
no cultivo de várias plantas no mesmo 
terreno (policultura). A produção é para 
o consumo familiar, sendo somente 
uma pequena parte destinada para o 
comércio. A qualidade dos produtos é 
superior aos demais da indústria. Não 
possui auxílio de grandes máquinas, o 
plantio geralmente é feito em 
pequenos hectares de terra. 
 
 Agricultura Biológica (Orgânica): É a 
forma de plantio sustentável, utilizasse 
técnicas que dispensam o uso de 
agrotóxicos e fertilizantes sintéticos 
sem danos para a saúde daqueles que 
os consomem. Por não utilizar 
máquinas e substâncias químicas, os 
produtos acabam sendo mais caros 
que os industrializados, dificultando a 
compra para populações de baixa 
renda. 
 
 Agricultura Comercial\Agricultura 
moderna: Nesse tipo de plantio 
geralmente pratica-se somente o 
cultivo de um alimento (monocultura) e 
possui uso intenso das tecnologias de 
ponta, utilizasse também grandes 
quantidades de fertilizantes, agrotóxicos, 
pesticidas e sementes geneticamente 
alteradas. A produção é em larga 
escala e tem como base a mão de 
obra especializada, com técnicos e 
agrônomos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8585
Geografia urbana 
Geografia 
O que é Geografia urbana? 
A Geografia urbana estuda as cidades, 
suas origens, seus crescimentos, 
desenvolvimento e o entorno. Ou seja, 
estuda o espaço urbano e tudo o que 
ocorre dentro dele. 
 ->A geografia urbana começou a 
ganhar forças em seus estudos a 
partir da Segunda Guerra Mundial. Pois 
houve uma intensa reorganização das 
cidades, que passaram a induzir 
diretamente os processos sociais, 
políticos e econômicos. 
 
 
Urbanização 
 
Urbanização é o crescimento das 
cidades, tanto em população quanto 
em extensão territorial onde há maior 
concentração da população em 
espaços urbanos e que oferta uma 
infraestrutura que permite o 
desenvolvimento de atividades 
econômicas e sociais, urbanização 
também é o processo em que o 
espaço rural transforma-se em espaço 
urbano, com a consequente migração 
populacional quando isso ocorre de 
forma intensa e acelerada, é chamada 
de êxodo rural. 
Conceitos : 
 Cidades: Área densamente povoada 
onde se agrupam zonas residenciais, 
comerciais e industriais. 
 Microrregião: Conjunto de cidades 
com proximidade geográfica que 
apresentam semelhanças físicas, 
econômicas e sociais. 
 Metrópole: Cidades com mais de um 
milhão de habitantes e de grande 
concentração econômica. 
 Metrópoles regionais: As cidades 
mais importantes de cada região. 
 Metrópoles nacionais: As cidades 
mais importantes do país. 
 Megalópoles: Aglomerados urbanos 
onde é mais difícil a delimitação das 
divisas. 
 Conurbação: É a unificação urbana 
de cidades como consequência do 
crescimento demográfico. 
8686
https://www.todamateria.com.br/conurbacao/
Pré-socráticos 
Filosofia 
Os estudos acadêmicos convencionam que 
o período pré-socrático foi o primeiro pe-
ríodo da Filosofia ocidental. Os primeiros 
filósofos surgiram na Grécia, há mais ou 
menos 2600 anos. Uma série de fatores 
levou os gregos a criarem um modo de 
pensar autônomo e racional. Entre tais fa-
tores, estão: 
• a necessidade de contrapor as ideias 
mitológicas acerca da origem do Universo; 
• a pluralidade de povos que com-
punha a região da Grécia Antiga; 
 
• o florescimento do comércio e da na-
vegação; 
• o contato com povos egípcios e babilô-
nicos. 
O primeiro período da Filosofia grega é 
denominado como Pré-Socrático (pois 
seus representantes fizeram uma Filosofia 
diferente da que foi feita por Sócrates, 
quase 200 anos depois de Tales de Mileto) 
ou Cosmológico (pois eles fizeram um tipo 
de cosmologia, que é uma maneira racio-
nal de entender a origem do Universo —
 cosmos, em grego — em oposição à vi-
são mitológica). 
Objetivos dos pré-socráticos 
Os primeiros traços da Filosofia grega pré-
socrática surgem com Tales de Mileto, um 
comerciante e estudiosohabitante da regi-
ão da Jônia, conjunto de ilhas gregas situa-
das no atual território turco. Diz a História 
 . que Tales era um exí-
mio matemático, astrônomo e estrategista. Ele 
previu, no ano de 585 a.C., o acontecimento 
de um eclipse total do Sol, por meio de cálcu-
los matemáticos e previsões astronômicas. 
Considera-se o ano de 585 a.C. como o perí-
odo de seu amadurecimento intelectual, quan-
do, provavelmente, ele propôs, pela primeira 
vez, uma teoria cosmológica. Tales, em oposi-
ção ao que diziam as cosmogonias gregas, 
que narravam o surgimento do Universo com 
base em histórias fantasiosas que envolviam 
deuses, observou a natureza e propôs uma 
possível origem racional para tudo, com base 
na sua observação, sendo essa origem a 
água. A partir disso, ele fundou um novo mo-
do de pensar baseado na razão. 
O ato de observar a natureza, a fim de pro-
por uma possí-
vel origem racional para tudo, fez de Tales o 
primeiro filósofo e impulsionou o objetivo que 
se tornaria comum entre todos os pré-
socráticos: formular uma possível origem raci-
onal para o mundo por meio da observação 
empírica da natureza e do uso da faculdade 
racional humana. 
Se, até então, o ser humano criava histórias 
fantasiosas para explicar o que não sabia expli-
car (os mais variados fenômenos naturais), a 
partir dos pré-socráticos, o ser humano passa 
a utilizar a racionalidade para entender o Uni-
verso, sendo que o principal objetivo de todos 
os pré-socráticos era estabelecer a origem 
precisa de tudo o que existe. 
Principais ideias 
8787
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/grecia-antiga.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/socrates-biografia.htm
https://brasilescola.uol.com.br/mitologia/
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/tales-mileto.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/cosmologia.htm
Como os objetivos dos pré-socráticos eram 
os mesmos, as suas principais ideias eram 
parecidas. Todos eles estavam buscando a 
formulação de um raciocínio para 
o surgimento do Universo por meio da cos-
mologia. Há uma dificuldade de estabeleci-
mento preciso e aprofundado acerca das 
ideias dos pré-socráticos, pois muitos deles 
deixaram poucos escritos, e muitos escritos 
sumiram, foram destruídos ou se encontram, 
hoje, em confusos fragmentos. 
É certo apenas que todos os pré-socráticos 
deixaram suas contribuições para a cosmolo-
gia e que cada um deles descreveu um ou 
vários elementos como a causa de tudo o 
que existe. A natureza, objeto de estudo da-
queles pensadores, era chamada pelos gre-
gos de physis, e o princípio de tudo era cha-
mado de arché. Os pré-socráticos que con-
vencionaram não haver um único elemento 
gerador de tudo, mas vários, foram chama-
dos de pluralistas. Para facilitar os estudos, os 
historiadores da Filosofia agruparam os pré-
socráticos em escolas, de acordo com as 
ideias de cada pensador. 
Estas são as principais escolas: 
Escola Jônica: o pensamento fundado por 
Tales, que afirmava que a água seria o prin-
cípio de tudo, foi continuado 
por Anaximandro, que afirmava que a ori-
gem dava-se por um elemento infinito e in-
definível, o que ele chamou de ápeiron. Ou-
tro expoente do pensamento jônico deu-se 
com o discípulo de Anaximan-
dro, Anaxímenes, que postulou que o princí-
pio de tudo ocorreu por meio de um ele-
mento infinito, mas bem definido, o 
ar. Heráclito de Éfeso, outro jônico, afirmou 
ser o fogo a origem de tudo, o que daria à 
natureza um caráter transformador. 
• Escola Pitagórica: Pitágoras de Sa-
mos, um grande matemático antigo, 
observou a presença das relações ma-
temáticas em toda a natureza. Com 
base nos tamanhos, pesos, propor-
ções, distâncias e valores variados, a 
natureza seria constituída pela própria 
Matemática. Segundo o filósofo, a ori-
gem de tudo seria, precisamente, o 
início de qualquer figura geométrica — 
o ponto e a ideia de unidade. 
 
• Escola Eleata: os principais eleatas 
são Parmênides e Zenão, que formula-
ram o princípio não com base em um 
elemento preciso, mas na imobilidade 
de todas as coisas que evidencia a es-
sência de tudo. Segundo Parmênides, 
não havia criação e nem mudanças, 
mas uma essência eterna e imutável 
de tudo. A mudança que percebemos 
no mundo seria fruto do engano de 
nossos sentidos. 
• Escola Pluralista: os principais plura-
listas são Empédocles, Anaxágo-
ras, Demócrito e Leucipo. Todos eles 
afirmavam não haver um único ele-
mento causador de tudo, mas uma 
composição plural que originou o Uni-
verso. Para Empédocles, essa origem 
dava-se com base nos quatro elemen-
tos da natureza — terra, fogo, água e 
ar. Para Anaxágoras, a origem estava 
no que ele chamou de sementes, que 
seriam compostos que se aglutinariam 
ou seriam separados pela afinidade, por 
meio das forças naturais que ele cha-
mou de amor e ódio. Leucipo e Demó-
crito, considerados os “pais” da Quími-
ca, formularam os átomos como ori-
gem de tudo. A palavra átomo vem do 
8888
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/escolas-filosoficas-pre-socraticas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/anaximandro.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/anaximenes.htm
https://brasilescola.uol.com.br/quimica/heraclito-filosofo-fogo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/pitagoras-1.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/pitagoras-1.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/parmenides.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/democrito-de-abdera.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/anaxagoras.htm
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/quimica/o-que-e-atomo.htm
grego antigo e significa indivisível. Os átomos 
seriam, segundo os pensadores, as menores 
partículas que se aglutinam, com partículas 
semelhantes a si mesmas, para formar os 
objetos do mundo. 
Por que estudar os pré-socráticos? 
As ideias pré-socráticas parecem absurdas, 
hoje, devido ao alto desenvolvimento tecno-
lógico e científico a que a humanidade che-
gou. De qualquer forma, o início de todo o 
conhecimento racional ocidental deu-se no 
período pré-socrático. As ideias dos pré-
socráticos impulsionaram, por exemplo, 
as ciências da natureza, ao mostrarem que a 
resposta para as perguntas naturais não se 
encontra fora deste mundo, mas na própria 
natureza. 
Além da importância científica, há também 
uma importância histórica que valoriza o pe-
ríodo Pré-Socrático devido à sua relevância 
para a constituição de toda a Filosofia poste-
rior. 
Bibliografia 
São poucos os escritos deixados pelos filóso-
fos pré-socráticos. Muitos textos perderam-
se, foram destruídos por pessoas (como no 
incêndio da Biblioteca de Alexandria) ou por 
catástrofes naturais. Também é notório que 
os pré-socráticos não escreviam visando à 
publicação, como nós a entendemos hoje, 
por isso, a maioria dos escritos sequer possui 
título. 
Alguns estudiosos, porém, antigos ou recen-
tes, dedicaram-se a reunir e comentar as 
obras filosóficas pré-socráticas. As maiores 
referências às obras dos pré-socráticos es-
tão nos livros de Aristóteles. Filósofos moder-
nos e do início da Contemporaneidade, como 
Hegel, Nietzsche e Heidegger, também co-
mentaram, citaram e criticaram os pré-
socráticos. 
Demócrito, um dos filósofos pré-socráticos, 
foi considerado o “pai” da Química. 
8989
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/aristoteles.htm
Sócrates 
Filosofia 
Considerado um dos maiores nomes 
da Filosofia clássica, junto 
com Platão e Aristóteles, Sócrates é famoso 
por ter contribuído para os primeiros estudos 
dessa área, sendo considerado, inclusive, pa-
trono da filosofia ocidental. 
Alguns duvidavam da existência de Sócrates. 
Contudo, depois que os diálogos com seus 
discípulos, como Platão, vieram à tona por 
meio de obras escritas, teve-se a certeza da 
sua vida e obra. 
Vida 
Sócrates nasceu em 470/469 a.C. em Atenas, 
na Grécia. Seus pais eram Sophroniscus e 
Phaenarete. Foi casado com Xantipa. Teve 
três filhos: Lamprocles, Sophroniscuse Mene-
xenus. 
Nasceu em uma família humilde, com poucos 
recursos financeiros. Seu pai era escultor e 
apresentou ao filho esse ofício, com o qual 
trabalhou durante a juventude. 
Além de escultor, Sócrates serviu ao exército 
ateniense durante três temporadas. Depois 
que se aposentou, passou a exercer os dons 
pelos quais é mais conhecido: o de educador 
e de filósofo. 
Segundo relatos, Sócrates levava uma vida 
simples. Participou ativamente da democracia 
da cidade de Atenas. Inclusive, serviu aos mili-
tares como um soldado durante três anos, 
chegando a participar da Guerra do Pelopone-
so (431-404 a.C.). 
 Estudos detalham que Sócrates não tinha a 
aparência considerada muito agradável aos 
demais olhos. Foi descrito como um homem 
baixo, robusto e com grandes olhos saltados. 
Platão, seu aluno, chegou a afirmar que ele 
não era “nada atraente”. O ateniense também 
ficou conhecido por ter sido retratado de for-
ma pejorativa em algumas sátiras. Tinha pou-
cos amigos. 
Obra 
Ao contrário dos pré-socráticos, que discutiam 
questões relacionadas à natureza, Sócrates e 
os socráticos apreciavam analisar questões 
humanas, seus valores, verdades e fundamen-
tos. 
Para os socráticos, os homens fariam melhor 
se investigassem a si mesmos: a verdadeira 
descoberta estava no interior da alma humana, 
e não fora dela. 
O filósofo foi tido por muitos como um ho-
mem sábio justamente por assumir não saber 
de nada. A frase mais célebre atribuída a ele 
é: “Só sei que nada sei”. Alguns consideram-na 
o paradoxo de Sócrates. 
Segundo relatos, Sócrates começou a atuar 
com Filosofia quando, ao fazer uma visita ao 
Oráculo de Delfos, disseram que ele não sa-
9090
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/platao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/logica-aristoteles.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/grecia.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/democracia-ateniense.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/democracia-ateniense.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/guerra-peloponeso.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/guerra-peloponeso.htm
ber de nada o tornava o homem mais sábio 
do mundo. 
Considerado por alguns como o primei-
ro a ter pensamentos humanistas, Sócrates 
gostava de desenvolver suas reflexões filosó-
ficas em praças públicas de Atenas. Conver-
sava com jovens, em especial sobre política 
e religião, buscando saber o que pensavam. 
Conhecido por ser questionador, Sócrates 
apreciava formular perguntas para saber 
quem sabia o quê. Acreditava que, ao dialo-
gar, chegava-se ao conhecimento. Algumas 
vezes, apontava falhas no raciocínio alheio. 
Segundo o filósofo, não saber algo era positi-
vo, pois assim seria possível caminhar em 
direção ao saber e, com isso, alcançar um 
conhecimento seguro. 
Especialistas atribuem a Sócrates a criação 
de uma das mais importantes figuras de lin-
guagem: a ironia. O método é estabelecido 
ao se interrogar o interlocutor com uma sé-
rie de perguntas até que uma contradição 
surja invalidando a suposição inicial. Para sair 
dessa indecisão, o interlocutor teria que prati-
car o exercício da maiêutica, que significa a 
arte de parturejar. 
Para alguns estudiosos, o método socrático, 
que tem como princípio construir o conheci-
mento em vez da mera transmissão de idei-
as, é uma das melhores formas de ensino já 
concebidas. 
Estudos indicam que, ao confirmar sua igno-
rância, Sócrates demonstrava um tipo de sa-
bedoria. Ele tinha como foco unir o saber ao 
fazer. 
Não há registros e obras escritas por Sócra-
tes. Naquela época, havia dificuldades em 
guardar material escrito. Além disso, relatos 
apontam que ele considerava a tradição oral 
mais importante. 
Sócrates confiou seus estudos aos discípulos. 
Isso significa que o que realmente se sabe 
sobre ele é por meio dos seus alunos, entre 
os quais Platão, Xenofonte e Aristófanes. 
Mestre de Platão, era considerado por ele o 
homem mais sábio e justo de Atenas. Uma 
das obras mais famosas que retrata o filósofo 
são os 35 diálogos em forma de conversa de 
Platão. 
Sócrates morreu ao tomar cicuta (veneno) 
Sócrates foi acusado de ser ateu e de se as-
sociar aos sofistas, ensinando os jovens a se-
rem selvagens e desrespeitosos e, com isso, 
corrompendo a juventude. 
O filósofo também foi acusado de ser contra 
a democracia, por estimular as pessoas a 
pensar, questionar as regras e desenvolver o 
lado intelectual. 
O Conselho dos Quinhentos, órgão político 
democrático ateniense, condenou Sócrates à 
morte por ele não ter acreditado nos deuses 
da cidade. Porém, ele poderia ter outra opção 
de pena. O pensador disse que preferia a 
morte do que desmerecer toda a sua capaci-
dade filosófica. 
Com isso, em 399 a.C., Sócrates optou por 
acabar com sua vida após ingerir um copo de 
cicuta (veneno), aos 70 anos. 
9191
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/socrates-humanismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/portugues/figuras-linguagem.htm
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Platão 
Filosofia 
Platão foi um dos mais importantes pensado-
res do período antropológico da filosofia gre-
ga. Ele fundou um pensamento metafísico 
próprio, relegando à questão do “ser” e das 
“essências” o princípio e a chave para se ter 
qualquer tipo de conhecimento acerca do 
mundo. Inspirado pelas teorias 
de Parmênides acerca do imobilismo, Platão 
elaborou uma teoria metafísica dualista, que 
divide o mundo em duas categorias: o Mundo 
das Ideias e das Formas e o mundo sensível. 
O primeiro, que deve ser escrito com letra 
maiúscula, seria a realidade intelectual, verda-
deira e acessada apenas por meio da capaci-
dade racional do ser humano. Nesse Mundo 
das Ideias, estariam as essências das coisas, os 
conceitos, as Ideias fixas e imutáveis que des-
crevem essencialmente cada ser ou objeto 
existente. Já o mundo sensível seria a realida-
de com a qual nos defrontamos em nosso 
cotidiano básico, acessada por meio de nossa 
experiência sensível. Essa realidade é ilusória, 
enganosa e inferior, levando o ser humano ao 
erro, causado pelas aparências das coisas do 
mundo, que não correspondem às essências. 
Biografia 
Arístocles, verdadeiro nome de Platão, nasceu 
na cidade-Estado de Atenas, hoje a capital da 
Grécia, no ano de 428 a.C., e morreu no ano 
de 348 a.C. O nome Platão foi dado ao pen-
sador ainda em sua juventude por causa de 
seus atributos físicos. A palavra corresponden-
te em grego, Platon, significa ombros largos, 
característica marcante do filósofo. 
O filósofo veio de uma família influente na po-
lítica de certo período da Grécia, pois sua 
mãe descendeu do grande legislador e esta-
dista grego Sólon, um dos grandes reforma-
dores da política ateniense do século VI a.C. e 
considerado um dos sete sábios da Grécia 
antiga. A família de Platão também possuía 
uma condição financeira estável, algo que não 
era incomum entre os filósofos antigos, visto 
que, para se dedicar ao ócio filosófico, um 
pensador deveria estar livre das amarras do 
trabalho, o que, para um cidadão antigo, era 
algo inferior, algo destinado aos escravos. 
Platão participou de uma campanha militar 
ateniense por volta dos anos 404 e 409 a.C., 
anos finais da Guerra do Peloponeso. Isso sig-
nifica que o pensador viveu, em sua juventu-
de, a democracia ateniense e, depois da 
guerra, passou pela inescrupulosa Tirania dos 
30. Nesse período, considerado por muitos 
historiadores helenistas o início da decadência 
grega no mundo antigo, Atenas foi dominada 
por Esparta e governada por tiranos oligarcas, 
fazendo sucumbir o modelo democrático ate-
niense anterior à Guerra do Peloponeso. 
Aos 30 anos de idade, Platão conhe-
ceu Sócrates, pensador que foi o seu mestre 
iniciador na Filosofia, mentorintelectual e ami-
9292
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/parmenides.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/solon.htm
https://www.google.com/url?q=https://brasilescola.uol.com.br/historiag/guerra-do-peloponeso.htm&sa=U&ved=0ahUKEwiNjLSrxpXgAhXJ1lkKHXs7Ba8QFggGMAE&client=internal-uds-cse&cx=010178560479257371445:gul7c3empfo&usg=AOvVaw2o8Vxw59O8zOKeQ6rXW9qp
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/democracia-ateniense.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/socrates-biografia.htm
go. A maioria dos escritos deixados por Platão 
forma os chamados diálogos socráticos, que 
são narrativas em que Sócrates é a persona-
gem principal e porta-voz das ideias de Platão. 
Em virtude dessa forma de escrita narrativa, 
com um personagem principal que realmente 
existiu, os historiadores da Filosofia relatam 
certa dificuldade para separar as teses que 
realmente foram ideias inéditas de Platão da-
quilo que foi pensado pela primeira vez por 
Sócrates, mas o que se tem certeza é que 
Sócrates trouxe a Platão um modo de pensar 
que o influenciou no desenvolvimento de suas 
principais ideias, tanto ético-políticas quanto 
metafísicas, epistemológicas e estéticas. 
Por volta do ano 388 a.C., Platão adquiriu um 
terreno no interior do parque públi-
co Akademia, de Atenas, que, segundo a pro-
fessora Olga Pombo, era um lugar bucólico e 
calmo onde havia túmulos e homenagens a 
grandes personalidades do mundo antigo, dois 
templos, um dedicado ao deus Apolo e outro 
dedicado à deusa Artemisa, e grandes áreas 
de vegetação natural e jardins, além de um 
ginásio para a prática de esportes, que era 
muito importante na formação dos homens 
gregos. Nesse pequeno lote, Platão fundou a 
sua academia, uma espécie de escola para 
que os seus discípulos pudessem continuar os 
seus estudos em Filosofia. 
Pode-se dizer que a Academia de Platão teve 
muita influência socrática no modo de se en-
sinar, de se passar os conhecimentos filosófi-
cos adiante. A escolha de Platão pelo local foi 
estratégica, visto que, além dos templos e do 
culto aos heróis e aos deuses, havia no local 
constantes reuniões de jovens para discutir 
política, música, tocar flauta e praticar lutas e 
exercícios físicos. 
Principais ideias 
→ Dialética 
 
Platão buscou fundar, sob a influência de Par-
mênides, a sua dialética. Como uma técnica 
oral de diálogo filosófico, a dialética consistiria 
na obtenção de uma nova ideia, uma síntese 
a partir de duas ideias opostas apresentadas 
anteriormente: a tese e a antítese. Assim, o 
diálogo filosófico tornar-se-ia mais rico por re-
correr a uma estratégia de aproveitamento 
das ideias. 
→ Idealismo 
A noção de idealismo pode ser considerada 
como a mais influente de Platão para a poste-
ridade e a mais importante dentro de sua 
obra, pois o filósofo criou nas ideias e nos 
conceitos das coisas a verdadeira essência e 
o verdadeiro conhecimento possível. Segundo 
Platão, todo o conhecimento, toda a verdade, 
todas as relações e todos os seres existiriam, 
verdadeira e imutavelmente, em sua forma 
ideal, que seria suprema e verdadeira. 
Aquilo que conhecemos por meio de nossos 
sentidos corpóreos seriam apenas ilusões cau-
sadas por nossos órgãos, portanto, seriam um 
conhecimento inferior e enganoso. O conheci-
mento ideal estaria, segundo o filósofo grego, 
no Mundo das Ideais, estância metafísica raci-
onal que só poderia ser alcançada por nosso 
9393
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/dialetica.htm
intelecto. O idealismo circunda tanto aspectos 
metafísicos da obra de Platão como os as-
pectos epistemológicos. 
→ Política 
Platão concebeu uma teoria política baseada 
em sua teoria idealista. Segundo o filósofo, 
existiriam três tipos de caráter que moldam 
as almas das pessoas: 
1. Caráter concupiscível: tipo de alma em 
que há a prevalência dos desejos e das pai-
xões mais animais. Esse caráter mais impulsivo 
estaria localizado principalmente na região ab-
dominal das pessoas. No modelo político ideal 
de Platão, seria um bom atributo para os ar-
tesãos e trabalhadores em geral, pois eles po-
deriam, em suas condições de trabalho autô-
nomas, exercer sua liberdade sem ficarem 
submetidos a grandes responsabilidades. 
2. 
3. Caráter irascível: nesse tipo de alma, pre-
valecem os impulsos de ira e cólera, a agres-
sividade e a força. Essas características estari-
am mais presentes, segundo Platão, no cora-
ção e seriam bons atributos para um soldado. 
4. 
5. Caráter racional: nesse tipo de alma, há o 
predomínio absoluto da razão. A localização 
corporal dessa característica estaria na cabe-
ça, e ela seria a característica principal dos 
filósofos e pensadores. No modelo político ide-
al de Platão, seria a característica dos gover-
nantes e legisladores também, pois a capaci-
dade racional e o intelecto os levaria a um 
modo de governar justo e que atendesse da 
melhor forma o interesse de toda a cidade. 
→ Sólidos ou Poliedros de Platão 
Enquanto geômetra, Platão identificou e clas-
sificou poliedros com características seme-
lhantes, que ficaram conhecidos como sólidos 
de Platão. 
Obras 
A grande maioria das obras de Platão é com-
posta por diálogos nos quais Sócrates é a 
personagem principal. Seus diálogos têm uma 
espécie de tema central, mas não se encer-
ram naquele tema, podendo abordar outros 
assuntos semelhantes ou não, diferentemen-
te da escrita aristotélica que sistematicamente 
trata sobre temas específicos. 
Segundo Olga Pombo, “a coleção das obras 
de Platão compreende trinta e cinco diálogos 
e um conjunto de treze cartas. Os seus diálo-
gos podem ser considerados dentro de qua-
tro períodos distintos”. Destacamos a seguir 
os períodos apontados por Pombo como os 
quatro da obra platônica e elencamos apenas 
as principais obras que compreendem esses 
períodos: 
1. Diálogos de juventude ou socráticos (até 
390 a.C.) 
• Apologia de Sócrates: um dos diálogos 
mais lidos e escrito após a morte de Sócra-
tes, narra a trajetória do mestre de Platão 
em seus últimos momentos de vida, quando 
foi acusado de injúria contra os deuses e cor-
rupção da juventude de Atenas. Nesse texto, 
Platão narra como foi o tribunal, a defesa e a 
condenação de Sócrates. 
• Láques, ou da coragem: o livro traz uma 
nova concepção de coragem ao cidadão 
grego, que se afasta da concepção tradicional 
9494
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/os-solidos-platao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/aristoteles.htm
dos heróis, como Aquiles e Ulisses, e ganha 
uma roupagem mais ética. 
• Cármides, ou da sabedoria: esse diálogo 
também traz uma concepção ética ao anun-
ciar a sabedoria como uma espécie de mode-
ração na vida cotidiana. 
2. Diálogos ditos de transição 
• Hípias menor: diálogo em que é discutida 
a questão da mentira, a verdade e o caráter. 
 
• Hípias maior: nesse texto, Platão expõe as 
suas concepções estéticas sobre o belo e as 
artes, que, em A República (livro sobre políti-
ca que demonstra um modelo utópico de ci-
dade ideal), serão rechaçadas pelo filósofo e 
retiradas de seu modelo ideal de cidade. 
 
• Górgias: livro que fala sobre a retórica, to-
mando como interlocutores principais Sócra-
tes e o sofista Górgias. 
 
• Protágoras: nesse livro, a figura de Protá-
goras, o principal sofista do período helênico, 
é exposta em diálogo com Sócrates, que de-
nuncia ao leitor as farsas sofísticas para enga-
nar as pessoas. 
A República – livro I: nesse diálogo, que é 
concluído posteriormente, Platão começa a 
falar sobre o seu modelo ideal de política e 
gestão da cidade. 
3. Diálogos de maturidade (387 a.C. a 368 a.C.) 
• Fédon: diálogo em que Platão expõe a 
sua concepção de alma, de reencarnação e 
assuntos em relação à constituição metafísica 
do homem. 
 
• O Banquete: nesse livro, Platão utiliza a fi-
gura de Sócrates para falar sobre o bem e o 
amor ideal. 
 
• A República – livros II a X: aqui, o filósofo 
continua suas considerações sobrea política, 
trazendo a famosa Alegoria da Caverna, no 
livro VII, e novas considerações sobre a ética 
e a estética. 
4. Diálogos considerados de velhice 
• Parmênides: diálogo sobre epistemologia 
no qual o filósofo fala sobre o conhecimento 
das Formas e essências. 
 
• Teeteto: diálogo sobre as ciências e o co-
nhecimento científico. 
 
• O Sofista: texto em que Platão expõe de 
vez a sua condenação à arte sofística. 
 
• Timeu: texto em que Platão fala sobre a 
natureza e a sua constituição. 
Relação entre Platão, Sócrates e 
Aristóteles 
Como foi dito, Platão foi discípulo de Sócrates 
e foi mestre de Aristóteles. Com o seu mes-
tre, Platão manteve uma boa relação até a 
morte de Sócrates. Já com Aristóteles, algu-
mas divergências intelectuais e pessoais esfri-
aram a relação dos dois, o que fez com que 
Aristóteles abandonasse a Academia de Pla-
tão, quando este morreu, e fundasse, anos 
depois, o seu Liceu, que seguiria os mesmos 
moldes da Academia, mas com algumas dife-
renças, principalmente de caráter intelectual. 
9595
A República 
A República é um escrito de Platão que foi 
provavelmente produzido por volta de 380 
a.C. Com um tamanho considerável, a obra foi 
dividida em dez livros, todos escritos na forma 
de diálogo, no qual o filósofo Sócrates, mestre 
intelectual de Platão, ocupa o lugar de perso-
nagem principal. 
Em A República, Platão apresenta a busca de 
Sócrates por uma forma de governar que 
atenda a todos e, para isso, é necessário es-
clarecer o que é a Justiça em si. São apre-
sentadas formas de governar uma cidade, a 
divisão dos poderes e os tipos de caráter que 
devem predominar entre os ocupantes de 
cargos públicos. Por ser uma forma ideal de 
governo, A República pode ser considerada 
a primeira utopia política registrada no Oci-
dente. 
No livro VII de A República, Platão apresenta a 
sua tão atual e bem comentada Alegoria da 
Caverna, na qual Sócrates apresentaria aos 
interlocutores do diálogo uma história alegóri-
ca para explicar a superioridade do conheci-
mento advindo do Mundo das Ideias e do raci-
ocínio. 
Frases 
“As cidades somente alcançarão a felicidade 
se os filósofos se tornarem reis ou se os reis 
se tornarem filósofos.” 
“Tente mover o mundo, mas comece mo-
vendo a si mesmo.” 
“Não eduques as crianças nas várias disciplinas 
recorrendo à força, mas como se fosse um 
jogo, para que também possas observar me-
lhor qual a disposição natural de cada uma.” 
“Muitos odeiam a tirania apenas para que pos-
sam estabelecer a sua.” 
“Boas pessoas não precisam de leis para obri-
gá-las a agir responsavelmente, enquanto as 
pessoas ruins encontrarão um modo de con-
tornar as leis.” 
Resumo 
• Jovem aristocrata e de família influente; 
 
• Dedicado aos esportes e à política; 
 
• Tornou-se discípulo de Sócrates; 
 
• Escreveu Apologia de Sócrates, texto que 
narra o julgamento, a condenação e a morte 
de seu mentor intelectual; 
 
• Fundou a Academia, espaço de ensino e 
discussão política e filosófica para os jovens 
atenienses; 
 
• Escreveu A República, primeira grande 
utopia política ocidental; 
 
• Fundou as bases do Idealismo, doutrina 
filosófica que atribui ao conhecimento mera-
mente racional e às Ideias a centralidade na 
busca pela verdade sem possibilidade de erro. 
9696
Aristóteles 
Filosofia 
Quem foi Aristóteles? 
 
O filósofo Aristóteles nasceu em 
Estagira, no ano de 384 a.C, na cidade 
do Império Macedônico. O filósofo 
começou a desenvolver interesse 
pelos conhecimentos filosóficos após se 
mudar para Atenas onde conheceu 
Platão. Platão se tornou seu mestre e 
juntos, se tornaram os mais 
importantes filósofos da Grécia e do 
Ocidente em geral. No início dos 
estudos Aristóteles, começou a 
frequentar a academia de Platão onde 
estudou por um longo período até 
concluir sua jornada na academia e em 
seguida, se tornou professor da 
instituição. Aristóteles também fundou a 
sua escola filosófica em Atenas, o 
Liceu. 
Principais ideias de Aristóteles: 
->Para Aristóteles existiam sete graus 
ou possibilidades de conhecimento. São 
eles: sensação, percepção, imaginação, 
memória, linguagem, raciocínio e 
intuição. 
 ->Ao contrário de Patão, Aristóteles 
reafirmou e defendeu a democracia 
como a forma mais justa de se 
governar. 
 ->Os estudos filosóficos eram 
desorganizados sob a ótica sistemática. 
Não era comum as classificações dos 
modos de conhecimento Aristóteles foi 
um dos que afirmaram a importância 
da classificação que separa os 
conhecimentos sobre lógica, ética, 
política, física, metafísica e estética. 
 Ética: A ética, segundo Aristóteles, 
deveria ser guiada pela prudência e 
pela moderação. 
 Lógica: Para Aristóteles, a lógica não 
é ciência e sim um instrumento para o 
correto pensar. 
 
9797
Características da lógica de Aristóteles: 
 Instrumental. 
 Formal. 
 Propedêutica ou preliminar. 
 Normativa. 
 Doutrina da prova. 
 Geral e atemporal. 
 
Metafisica: Aristóteles é uma das 
principais referências em estudos 
de metafísica e, certamente, a principal 
referência sobre o assunto na 
Antiguidade. Muito do que ele escreveu 
sobre a metafísica veio dos estudos 
platônicos, porém, há uma imensa 
carga de conceitos e ideias que 
Aristóteles acrescentou ou esclareceu 
de maneira mais profunda. 
 
Empirismo: Pode-se dizer que 
Aristóteles foi o primeiro pensador a 
teorizar a importância do 
conhecimento prático para o 
entendimento da verdade e do mundo. 
Segundo o filósofo e ao contrário de 
Platão, o conhecimento da verdade 
deveria passar, necessariamente, por 
dois campos de nosso saber: o 
intelecto puro e os sentidos do corpo. 
A nossa capacidade sensorial que é 
possibilitada pelos órgãos dos sentidos 
(visão, audição, tato, olfato e paladar) é 
a responsável pelo aprendizado 
primeiro e mais básico de nosso 
intelecto. Aqueles dados sensoriais que 
obtemos por meio dos sentidos, 
somente depois de coletados, podem 
ser depurados pelo intelecto e 
relacionados aos conceitos puros. 
 
 Principais obras de Aristóteles: 
 -> Metafísica: conjunto de dez 
livros, escritos como “Estudos de 
Filosofia Primeira” e reunidos e 
renomeados mais tarde por 
Andrônico de Rodes como 
“Metafísica”. Tratavam de um 
conhecimento geral sobre o ser e 
como o conhecemos, ou seja, 
uma espécie de ciência geral que 
tinha como objeto o próprio ser e 
não recortes dele (como a 
Matemática é um recorte do ser 
que estuda apenas as relações 
numéricas — uma parte de todo 
o ser). 
 ->Categorias: pequeno livro 
sobre Lógica que apresenta a 
necessidade da classificação e 
separação de conceitos diferentes 
para o tratamento de assuntos 
diferentes, a fim de que 
equívocos sejam evitados. Seria 
uma espécie de distinção das 
diversas categorias do 
pensamento. 
 -> Physica: tratado de oito livros 
com observações de Aristóteles 
sobre a Ciência da Natureza. 
Da alma, ou Sobre a alma: escritos 
sobre a noção dos antigos de 
alma, que equivale, para nós, à 
noção de mente. O filósofo trata 
de assuntos relacionados a como 
o ser humano constitui-se com 
base em sua personalidade e a 
como essa alma atua na distinção 
entre nós e os outros animais. 
9898
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/metafisica-aristoteles.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/metafisica.htm
 -> Ética a Nicômaco: livro que 
fala sobre Ética expondo as 
noções de virtude, racionalidade 
prática (uma racionalidade voltada 
para o cotidiano e o convívio 
político) e eudaimonia (uma noção 
dos gregos antigos de que haveria 
um guia — a consciência — para 
as nossas ações). 
 -> Política: livro em que o 
pensador defendeu as suas teses 
sobre a organização política das 
cidades, baseada na ação ética 
individual e no exercício da 
democracia, além de um conjunto 
de fatores que levariam os 
cidadãos à vida perfeita. 
 
 
 Frases de Aristóteles: 
 
 “O belo é o esplendor da ordem.” 
 “O homem é, por natureza, um 
animal político.”“O homem é um animal de 
linguagem.” 
 “Nada do que existe em potência 
torna-se ato senão por algo que já 
existe em ato.” 
 
Aristóteles, à esquerda, conversando com seu pupilo, 
Alexandre, imperador da Macedônia
 
 
9999
https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/filosofia-politica.htm
Epicurismo 
Filosofia 
O que é Epicurismo? 
Epicurismo é um sistema filosófico, que 
prega a procura dos prazeres 
moderados para atingir um estado de 
tranquilidade e de libertação do medo, 
com a ausência de sofrimento 
corporal pelo conhecimento do 
funcionamento do mundo e da 
limitação dos desejos. 
 
 -> O Epicurismo foi criado pelo 
filósofo grego Epicuro (341-271 a.C.), o 
"Profeta do Prazer e da amizade". 
 
 
 
 Na física, a principal característica do 
Epicurismo é o atomismo. A 
identificação do bem soberano 
como prazer, que há de ser 
encontrado na prática da virtude e na 
cultura do espírito. 
 
 
 A doutrina de Epicuro substitui o 
bem pelo prazer e o mal pela dor. A 
felicidade consiste em assegurar-se 
com o máximo de prazer e o mínimo 
de dores, por meio da saúde do corpo 
e do espírito. 
 Tanto a ética como a teoria política 
dos epicuristas, apoiava-se 
inteiramente numa base utilitária. 
 Para os epicuristas, todas as 
sociedades complexas estabelecem 
certas regras necessárias, visando a 
manutenção da segurança e da 
ordem. 
 De modo geral, Epicuro não atribuía 
grande importância nem a vida política 
nem à social, ele considerava o Estado 
como uma mera conveniência e 
aconselhava o homem bem avisado a 
que não participasse da vida pública. 
 
 
 
100100
https://www.todamateria.com.br/epicuro/
Gramática e sintaxe 
Português 
Gramática é o conjunto de regras que indi-
cam o uso mais correto de uma língua. 
No início, a gramática tinha como função ape-
nas estabelecer regras quanto à escrita e à 
leitura. É por isso que a palavra gramática, de 
origem grega (grámma), significa “letra”. 
Tipos de Gramática 
Há 4 tipos de gramáticas: normativa, descriti-
va, histórica e comparativa. Ao mesmo tem-
po, a gramática da língua portuguesa é dividi-
da em fonologia, morfologia e sintaxe. Nessa 
divisão, há gramáticos que incluem a semânti-
ca. 
1. Normativa 
A gramática normativa é sinônimo de norma 
culta. Ela estabelece os usos certos e errados 
em oposição ao uso popular. 
Isso porque, apesar de ser compreensível, no 
cotidiano, há sérias transgressões ao modelo 
estabelecido. 
Essa é a gramática oficial e, que portanto, é 
ensinada nas escolas. 
2. Descritiva 
A gramática descritiva analisa a língua, no que 
respeita ao seu uso oral, num período espe-
cífico do tempo, ou seja, é sincrônica. 
3. Histórica 
A gramática histórica trata justamente da his-
tória da língua ao longo do tempo, desde a 
sua origem às transformações, ou seja, é dia-
crônica. 
4. Comparativa 
A gramática comparativa estuda a gramática 
fazendo uma comparação com as gramáticas 
pertencentes às mesmas famílias linguísticas. 
O português pertence à família das línguas 
indo-europeias, em que se inclui as línguas 
itálicas. São exemplos as línguas espanhola e 
francesa. 
Divisões da Gramática 
Fonologia 
A fonologia estuda o comportamento e a or-
ganização dos sons da fala. É dividida em: 
Ortoépia, que estuda a forma como as pala-
vras devem ser pronunciadas. 
Prosódia, que estuda a forma como as pala-
vras devem receber acento tônico, bem co-
mo acento gráfico. 
Ortografia, que estuda como as palavras de-
vem ser escritas. 
Morfologia 
A morfologia estuda as palavras isoladamente, 
bem como a sua estrutura e formação. É 
nessa parte da gramática que conhecemos as 
10 classes gramaticais: substantivo, verbo, adje-
tivo, pronome, artigo, numeral, preposição, 
conjunção, interjeição e advérbio. 
O que é sintaxe? 
101101
https://www.todamateria.com.br/lingua-portuguesa/fonologia/
https://www.todamateria.com.br/ortoepia/
https://www.todamateria.com.br/prosodia/
https://www.todamateria.com.br/ortografia-regras-ortograficas-exercicios/
https://www.todamateria.com.br/lingua-portuguesa/morfologia/
Sintaxe é a parte da Gramática que estuda a 
disposição das palavras nos períodos, bem 
como a relação lógica entre elas. Ela é 
o conjunto das regras que determinam as 
diferentes possibilidades de associação das 
palavras da língua para a formação 
de enunciados. 
Todas as línguas, além de possuírem 
um léxico composto por milhares de palavras, 
possuem também algumas regras que deter-
minam o modo como as palavras podem 
combinar-se para formar os enunciados. Es-
sas regras são aquilo que definem 
a sintaxe das línguas. É função da sintaxe or-
ganizar a estrutura das unidades linguísticas 
(sintagmas) que se combinarão em sentenças. 
Quando um sujeito interage verbalmente 
com outro, ele organiza as sentenças linguísti-
cas de maneira a transmitir um significado 
completo para que possa ser compreendido. 
Embora não exista apenas uma forma de or-
ganização das sentenças linguísticas, o fato de 
as línguas terem sua sintaxe própria nos im-
pede de realizar combinações aleatórias das 
palavras. Observe: 
• Mês passado, Ana comprou um 
carro novo. 
• Ana comprou, mês passado, um 
carro novo. 
 
• Ana comprou um carro novo 
mês passado. 
• Um carro novo Ana comprou 
mês passado. 
• Mês passado, um carro novo 
Ana comprou. 
Um carro novo Ana comprou mês 
passado 
Como você pôde observar, o sentido 
do enunciado fica preservado e é compreen-
sível, apesar das diferentes possibilidades 
de organização sintática das palavras. Dessa 
forma, é possível verificar como a sintaxe or-
ganiza a estrutura dos sintagmas que se com-
binarão em sentenças. Entretanto, há combi-
nações que não conseguem formar um 
enunciado com sentido completo, por exem-
plo: 
Mês passado carro um Ana com-
prou. 
Como falantes da Língua Portuguesa, somos 
capazes de reconhecer todas as palavras do 
enunciado, mas concluímos que a ordem co-
mo estão dispostas não produz sentido com-
pleto. Com o exemplo acima, é possível verifi-
car como a sintaxe determina as possibilida-
des de associação das palavras da língua para 
a formação de enunciados. 
Relações e funções sintáticas 
Conforme vimos, os enunciados das línguas 
refletem uma organização específica prevista 
na língua, e essa associação de palavras é 
sempre regulada pela sintaxe, a qual define 
as sequências possíveis no interior dessas es-
truturas. Para que possamos compreender as 
estruturas sintáticas, é relevante conhecer-
mos quais são os tipos de relações e de fun-
ções sintáticas. 
• Relações sintáticas 
 
Trata-se das relações estabelecidas entre as 
palavras que definem as estruturas possí-
veis na sintaxe das línguas. Veja o exemplo: 
Ana comprou um carro novo mês passado. 
102102
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/a-gramatica-suas-divisoes.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/frase-oracao-periodo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/ha-diferenca-entre-vocabulario-lexico.htm
https://brasilescola.uol.com.br/portugues/linguistica.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/tipos-sujeito.htm
- Ana: agente da ação expressa pelo verbo 
'comprar'; 
- Mês passado: quando a ação foi realizada. 
• Funções sintáticas 
 
Trata-se da função de cada elemento na sen-
tença ao se relacionar com os demais ele-
mentos que compõem o enunciado. Quando 
é possível estabelecermos uma relação sintá-
tica entre os elementos de um enunciado, 
esses elementos desempenham uma função 
sintática específica. Leia novamente o exem-
plo: 
Ana comprou um carro novo mês 
passado. 
- Ana: sujeito do verbo 'comprar'. 
- Um: adjunto adnominal. 
• Um carro novo: objeto direto de com-
prar. 
Como você pôde observar, realizar a análi-
se sintática dos enunciados da língua signifi-
ca explicitar as estruturas, as relações e as 
funções dos termos que os constituem. 
 
103103
Variações linguísticas 
Português 
Variação linguística é uma expressão empre-
gada para denominarcomo os indivíduos que 
compartilham a mesma língua têm diferentes 
formas de utilizá-la. Essa diversidade de escrita 
e fala decorre de fatores geográficos, socio-
culturais, temporais e contextuais, e pode ser 
justificada pelo funcionamento cerebral dos 
usuários do idioma bem como pelas intera-
ções entre eles. A importância das variações 
reside no fato de que elas são elementos his-
tóricos, formadores de identidades e capazes 
de manter estruturas de poder. 
Tipos de variações linguísticas 
A variação linguística consiste num fenômeno 
que reúne diversas manifestações faladas ou 
escritas dos usuários de uma mesma língua. 
Além disso, a ocorrência dela depende do fa-
to de as palavras e expressões terem uma 
afinidade semântica, ou seja, estabelecerem 
uma relação de sentido bastante próxima, 
apesar de distinguirem-se no que toca ao as-
pecto fonético (som), fonológico (função dos 
sons), lexical (vocabular) ou sintático (relação 
entre os termos formadores de frases e ora-
ções). 
Munido da noção acerca do que é a variação, 
veja, a seguir, quais são as suas espécies: 
Variação diatópica (variação regional) 
A variação diatópica é a que ocorre em virtu-
de das diferenças geográficas entre os falan-
tes. Ela pode acontecer tanto entre regiões 
de uma mesma nação, por exemplo, Rio de 
Janeiro e Goiás, quanto entre países que 
compartilham a mesma língua, como Brasil e 
Portugal. 
No caso dos dois Estados, a relação de proxi-
midade linguística decorre do processo de 
colonização, que resultou na imposição de 
um novo idioma aos habitantes das terras 
além-mar. Embora a língua portuguesa foi e 
continua sendo oficial, ela se distanciou em 
vários aspectos daquela empregada na Euro-
pa, tendo em vista que tivemos a influência 
de diversas línguas não só dos indígenas mas 
também de povos estrangeiros, como os di-
versos grupos étnicos africanos. 
Tais diferenças podem ser observadas 
no campo lexical. Por exemplo, apelido, no 
Brasil, significa um nome informal conferido a 
alguém, enquanto, em Portugal, o termo car-
rega o sentido de sobrenome. 
Além desse âmbito, percebe-
mos distinções sintáticas nos dois locais, como 
a posição dos pronomes oblíquos átonos 
(me, te, se, nos, vos), uma vez que, em situa-
ções informais, tendemos a colocá-los antes 
dos verbos (Te amo!), já os portugueses cos-
tumam inseri-los após os verbos (Amo-te!). 
Também podemos constatar que 
há contrastes fonético-fonológicos, por exem-
plo, no país luso, há uma marcação bem for-
te do “l” nos finais de sílaba (Maria, pegue o 
“papellllll”, por favor!), já aqui esse fone é 
substituído pelo “u”, o que desencadeia o seu 
enfraquecimento (Maria, pegue o “papeu”, 
104104
https://brasilescola.uol.com.br/portugues/semantica.htm
https://brasilescola.uol.com.br/portugues/sintaxe.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/pronomes-pessoais-obliquos.htm
por favor!). 
Assim como há variações entre Portugal e 
Brasil, no nosso território, em razão da dimen-
são continental e da pluralidade cultural, o uso 
da língua é modificado conforme a região. 
Portanto, temos, por exemplo, a palavra 
“menino”, na Bahia, e “guri”, no Rio Grande do 
Sul. Também percebemos o uso do prono-
me “tu” em algumas regiões do Pará e o am-
plo uso do “você” em diversos locais, como 
Minas Gerais, o que implica toda uma trans-
formação sintática. 
Ademais, constatamos um “r” retroflexo, co-
nhecido também como “r caipira” por alguns 
linguistas, como Amadeu Amaral, em Goiás 
(“Porrrrrrrrta”), enquanto, no Rio de Janeiro, 
predomina o “r” que raspa no fundo da gar-
ganta. 
Variação diastrática (variação social) 
A variação diastrática é decorrente das dife-
renças socioculturais, já que o fato de as pes-
soas terem ou não acesso contínuo e prolon-
gado a uma educação formal e aos bens cul-
turais, como museus, cinemas, literatura, 
shows de cantores bem avaliados pela crítica 
especializada, leva-as a expressarem-se de 
maneiras diversas. 
Por exemplo, os advogados normalmente utili-
zam uma linguagem mais formal no exercício 
da profissão, considerando-se que, em tese, 
tiveram todo um aparato, inclusive financeiro, 
para estabelecerem uma comunicação mais 
sofisticada. Em contrapartida, os empregados 
domésticos tendem a utilizar estruturas lin-
guísticas mais coloquiais, resultado principal-
mente da privação econômica e, consequen-
temente, educacional e cultural. 
Variação diacrônica (variação histórica) 
 
A variação diacrônica é resultado da passa-
gem do tempo, já que a língua está em 
constante modificação, pois os falantes são 
criativos e procuram novas expressões para 
comunicarem-se de forma mais efetiva. Além 
disso, tal fenômeno é causado pe-
los processos históricos, como a influência 
norte-americana no Brasil, que implicou a ado-
ção de uma série de estrangeirismos, co-
mo brother, no sentido de camarada, 
e sale, que significa liquidação. 
Importante destacar que grande parte das 
inovações linguísticas não permanece, fato 
que corrobora a necessidade de observar-se 
a cristalização das formas faladas e escritas 
apenas após certo tempo. 
Variação diamésica 
A variação diamésica é a que acontece entre 
a fala e a escrita ou entre os gêneros textu-
ais, ou seja, suportes de transmissão de uma 
dada informação que contenham característi-
cas quase regulares, por exemplo, 
o whatsapp e a bula de remédio. Ressalta-se 
que a distinção entre fala e escrita não é es-
tática, considerando-se que se pode construir 
um texto escrito marcado por expressões 
tipicamente orais e vice-versa. 
Desse modo, um elemento distintivo entre a 
fala e a escrita é a instantaneidade ou não da 
formulação. Pense bem, quando você está 
conversando com alguém, as junções entre 
as palavras parecem muito naturais e formula-
das no exato momento da fala, ao passo que 
a escrita, normalmente, requer um planeja-
mento e estabelece uma possibilidade maior 
de transmitir uma mensagem exata, caso vo-
cê tenha o domínio das normas padrões da 
língua. 
Por que existe a variação linguística? 
105105
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/estrangeirismos.htm
As variações linguísticas existem em virtude 
da combinação entre fatores socioculturais, 
isto é, as relações estabelecidas em determi-
nadas comunidades, e fatores sociocognitivos, 
ou seja, as configurações de nossos cérebros 
nos momentos em que utilizamos a língua e 
influenciamos os outros indivíduos. 
Percebe-se que a constituição das mudanças 
pressupõe uma adesão coletiva, pois as novas 
formas linguísticas só serão incorporadas se 
forem capazes de ser compreendidas mental-
mente pela maioria dos falantes e contarem 
com a aprovação deles. Um exemplo disso é 
observado no filme Meninas malvadas, em 
que a personagem Gretchen tenta emplacar 
um novo bordão “Isso é tão barro”, porém a 
sua colega Regina adverte “Para de tentar fa-
zer o barro acontecer, isso nunca vai pegar”. 
Fatores socioculturais 
Os fatores socioculturais são responsáveis 
tanto pelas mudanças linguísticas quanto pela 
tentativa de mantê-las estáticas. Nesse senti-
do, temos as instituições sociais, como as es-
colas; a tradição literária, os gramáticos e dici-
onaristas, e as academias de Letras; os meios 
de comunicação; o Estado com seus órgãos 
e entidades; e as diversas religiões, que se 
revestem da condição de defensores de uma 
língua intimamente conectada à cultura. O 
problema reside na questão de essa cultura 
ser um produto das classes socioeconômicas 
privilegiadas, fato que reduz o círculo de pes-
soas legitimadas a estabelecer mudanças. 
Em contrapartida a esse movimento, a diver-
sidade de origens geográficas, de etnias, de 
posições hierárquicas entre homens e mulhe-
res e de graus de escolarização desencadeia 
variações linguísticas, pois a fala e a escrita, 
cada uma a sua maneira, são reflexos de 
uma sociedade plural. Vale ressaltar que, con-
forme o indivíduo tem mais acesso à educa-
ção formal, mais ele será capaz de trocar as 
expressões estigmatizadaspor aquelas deten-
toras de status aceitável. 
Além dessa situação que ocorre nos contex-
tos locais, é importante observar que a mu-
dança linguística também pode ser originada 
caso um número substancial de falantes de 
uma determinada língua veja-se coagido a 
utilizar uma escrita e fala diferentes das suas, 
seja em razão de emigração, seja em virtude 
de relações de dominação, como as vivencia-
das pelos índios brasileiros em relação aos 
portugueses. 
Fatores sociocognitivos 
No que toca aos fatores sociocognitivos, a 
economia linguística constitui um ponto crucial 
para compreender-se o porquê das varia-
ções. Ela consiste em processos pautados em 
duas premissas: poupar a memória, diminuir o 
esforço ocasionado pelo funcionamento men-
tal e tornar mais fácil o ato de exteriorização 
material da língua; e potencializar as capacida-
des comunicativas com base no preenchi-
mento das falhas presentes na fala e na escri-
ta. 
Percebe-se, então, que tal fenômeno é res-
ponsável por um rearranjo, que retira alguns 
excessos existentes no idioma bem como 
acrescenta outros elementos, o 
que desencadeia uma diversidade de estrutu-
ras. Um exemplo que ilustra satisfatoriamente 
esses mecanismos articulatórios, fisiológicos e 
psicológicos é a tendência de formar-se pala-
vras em que há uma alternância entre vogais 
e consoantes, por exemplo, “gato”. Essa pro-
pensão gera a colocação de vogais em ter-
mos que contam com mais de uma consoan-
te juntas, como “advogado”, cuja proximidade 
entre a letra “d” e a “v” leva as pessoas a in-
cluírem o som de “i” ou “e” entre elas, origi-
nando as variações fonéticas “adivogado” e 
106106
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/instituicoes-sociais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/cultura/
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/consoantes.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/vogais.htm
“adevogado”. 
Embora a economia linguística seja o elemen-
to mais reconhecido, há que se falar também 
acerca da gramaticalização e da analogia co-
mo pilares sociocognitivos das variações. A 
primeira consiste na construção de recursos 
gramaticais inéditos por meio da reestrutura-
ção de formas já conhecidas pelos falantes. 
Tal ocorrência é observada, por exemplo, nas 
metáforas. 
A cobra chegou. Não sei o que Daia-
ne faz aqui. 
Verifique que o termo “cobra” faz referência 
à pessoa Daiane, já que ela provavelmente 
possui um comportamento tão traiçoeiro 
quanto o do animal. Essa relação de proximi-
dade levou o indivíduo a construir a metáfora 
citada. 
Por sua vez, a analogia constitui um mecanis-
mo de comparação entre as palavras, e, com 
base nisso, há o estabelecimento de seme-
lhanças entre elas e a escolha de um padrão 
mais comum. Esse raciocínio é facilmente 
identificado quando as crianças pré-escolares 
conjugam alguns verbos irregulares, ou seja, 
palavras que podem ter seus radicais (parte 
que carrega o sentido principal) e desinências 
(parte final da palavra que carrega informa-
ções, como gênero, número) modificados de 
acordo com a conjugação. 
• Se eu “queresse”, faria o bolo. 
 
• Se eu quisesse, faria o bolo. 
A primeira forma verbal é recorrente na pri-
meira pessoa do pretérito imperfeito do sub-
juntivo, já que temos a manutenção do radi-
cal e a inserção da desinência “esse”, por 
exemplo, amasse, partisse, comesse, mandas-
se, bebesse; enquanto a segunda, apesar de 
estar gramaticalmente adequada, rompe com 
essa estrutura comum e apresenta-nos uma 
constituição diferente, causando, a princípio, 
estranhamento e vontade de adequá-la ao 
padrão. 
 
107107
Funções da linguagem 
Português 
As funções da linguagem estão relacionados 
com os estudos da linguagem e 
da comunicação. Alguns estudiosos apontam 
a existência de, pelo menos, seis funções da 
Linguagem, cada uma ligada a um diferen-
te elemento da comunicação. Entender essas 
manifestações ajuda a interpretar textos com 
mais eficiência e a compreender como os 
atos comunicativos organizam-se, podendo 
gerar mais eficácia no momento de se falar 
ou de se escrever. 
Funções de linguagem na comu-
nicação 
Roman Jakobson, linguista russo, foi um dos 
grandes teóricos que apresentaram ao mun-
do estudos referentes às funções da lingua-
gem na comunicação. Contudo, independen-
temente dos resultados das pesquisas acadê-
micas, podemos dizer que perceber os atos 
comunicativos e o uso da linguagem não de-
pende de nos apropriarmos de teorias ou axi-
omas, basta que olhemos ao nosso redor. 
Comunicamo-nos do momento em que acor-
damos até a hora de voltarmos a dormir, seja 
por meio da linguagem verbal (escrita, falada), 
seja por meio da linguagem não verbal. Para 
cada interação, de forma consciente ou intuiti-
va, estamos submetidos a um esquema míni-
mo que nos permite elaborar e compreender 
mensagens, conforme demonstrado a seguir. 
Importante lembrar que, embora seja possí-
vel, na maioria das vezes, identificarmos 
a função predominante, podemos perceber 
que as seis funções da linguagem podem 
perpassar os textos, uma vez que todos os 
elementos estão presentes na comunicação. 
→ Função referencial ou denotativa 
A função referencial ou denotativa é a fun-
ção da informação. Presente em textos co-
mo artigos científicos, textos didáticos, folhe-
tos, manuais e textos enciclopédicos, enfatiza 
o referente, ou seja, o assunto ou contex-
to em que aquele determinado texto está 
inserido. Em sua estrutura, predominam o dis-
curso na ordem direta e o foco na terceira 
pessoa com a utilização da objetividade. 
Um gênero textual bastante representativo 
dessa função é a notícia, cuja intenção é a de 
informar os leitores sobre fatos relevantes e 
recentes, e que, na maioria das vezes, cons-
trói-se desprovida de opiniões ou sequências 
linguísticas que pretendam levar ao convenci-
mento.. 
108108
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/elementos-presentes-no-ato-comunicacao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-interpretacao-textual.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/generos-textuais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/o-jornal-noticia.htm
Exemplo 
Com programação especial, Feira do Estu-
dante começa nesta segunda em Praia Gran-
de 
Confira tudo que acontecerá no Pavilhão de 
Eventos Jair Rodrigues até a próxima quarta-
feira (25). 
Por Mariana Nadaleto, G1 Santos 
Começa nesta segunda-feira (23) a 4ª edição 
da Feira do Estudante, organizada pela Prefei-
tura de Praia Grande, que oferecerá palestras, 
workshops, oficinas, atrações especiais, sortei-
os, parque de diversões e um show do Projo-
ta para o público jovem. O evento acontece 
até quarta-feira (25), no Pavilhão de Eventos 
Jair Rodrigues, e a entrada é gratuita (exceto 
para o show de encerramento). 
Mais de 20 unidades de ensino, entre elas 
universidades, cursos de idiomas e cursos téc-
nicos, já confirmaram presença na Feira, e 
oferecerão palestras e stands. Além disso, 
também foram organizadas atividades especi-
ais, como o Espaço Urbano, Espaço Cultural e 
o Lounge Fals, com programação para os 
três dias de evento. 
O objetivo da organização da Feira do Estu-
dante, que faz parte do Festival da Juventude 
de Praia Grande, é dar oportunidade para que 
os jovens conheçam as universidades e os 
diversos cursos de idioma e técnicos ofereci-
dos na região, e assim, possam escolher com 
mais clareza o que desejam seguir profissio-
nalmente. 
O Pavilhão de Eventos Jair Rodrigues fica lo-
calizado dentro do Espaço Alvorada, na Ave-
nida Ministro Marcos Freire, altura do nº 
6.420, Bairro Quietude, próximo ao Viaduto 
Paschoalino Borelli da Via Expressa Sul. 
→ Função emotiva ou expressiva 
Diferentemente da função referencial ou de-
notativa, que preza pela objetividade, a princi-
pal particularidade da função emotiva ou ex-
pressiva é o caráter subjetivo, ou seja, a lin-
guagem cumprindo a função de emitir opini-
ões, emoções, desejos, sentimentos, expres-
sões individuais. 
Estruturada com sequênciasna primeira pes-
soa do discurso, tem como representantes 
os artigos de opinião, diários, cartas pesso-
ais e poemas líricos, por exemplo. Assim, 
o ponto de vista de quem fala/escreve é es-
sencial no trabalho com a linguagem. 
Exemplos 
Mãos Dadas 
Não serei o poeta de um mundo caduco 
Também não cantarei o mundo futuro 
Estou preso à vida e olho meus companhei-
ros 
Estão taciturnos mas nutrem grandes espe-
ranças 
Entre eles, considero a enorme realidade 
O presente é tão grande, não nos afastemos 
Não nos afastemos muito, vamos de mãos 
dadas 
Não serei o cantor de uma mulher, de uma 
história 
Não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem 
vista da janela 
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de 
suicida 
Não fugirei para as ilhas nem serei raptado 
por serafins 
O tempo é a minha matéria, o tempo pre-
sente, os homens presentes 
A vida presente 
Carlos Drummond de Andrade 
109109
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/artigo-opiniao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-pessoal.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-pessoal.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/o-poema-caracteristicas-especificas.htm
Violência obstétrica, uma forma de desumani-
zação das mulheres 
A expressão 'violência obstétrica' ofende mé-
dicos. Dizem não existir o fenômeno, mas ca-
sos isolados de imperícia ou negligência médi-
cas. O que aconteceu com a brasileira Adelir 
Gomes, grávida e forçada pela equipe de saú-
de a realizar uma cesárea contra sua vontade, 
dizem ser um caso extremo, escandalizado 
pelas feministas como de violência obstétrica. 
Não é verdade. A violência obstétrica manifes-
ta-se de várias formas no ciclo de vida repro-
dutiva das mulheres. Em cada mulher insultada 
verbalmente porque sente dor no momento 
do parto ou quando não lhe oferecem anal-
gesia. Na violência sexual sofrida em atendi-
mento pré-natal ou em clínicas de reprodu-
ção assistida. No uso de fórceps, na proibição 
de doulas ou pessoas de confiança na sala de 
parto. Na cesárea como indicação médica pa-
ra o parto seguro. A verdade é que a violên-
cia obstétrica é uma forma de desumaniza-
ção das mulheres. 
Jornal El País Brasil, 20 de março de 2019. 
→ Função poética 
Embora tenha como nome função poética, 
essa função da linguagem não é exclusiva 
dos poemas. Quando a intenção discursiva é a 
de construir uma mensagem que valoriza o 
tipo em sua elaboração, vemos a manifesta-
ção desse tipo de função. 
Assim, a presença de figuras de linguagem, 
seja em textos poéticos, seja em textos em 
prosa, bem como diferentes escolhas vocabu-
lares, ou mesmo a própria estruturação tex-
tual em versos com a presença de rimas de-
monstram a intencionalidade do trabalho com 
a mensagem. 
Exemplos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Millôr Fernandes 
→ Função fática ou de contato 
Centrada no canal ou veículo de comunica-
ção, a função fática ou de contato é aquela 
em que a intencionalidade está 
na manutenção do ato comunicativo, ou seja, 
quando o emissor (locutor) busca estratégias 
para manter a interação com o receptor 
(interlocutor). 
Quem nunca entrou em um elevador e 
“jogou conversa fora” sobre como está o cli-
ma? Mesmo nos mais despretensiosos mo-
mentos de fala, as funções da linguagem es-
tão presentes. Ao desejar “Bom dia!”, ou 
mesmo quando o professor, em sala de aula, 
pergunta “Entendeu?”, percebemos o desejo 
de que a comunicação siga seu curso. Do 
“alô” ao “tchau”, do “bom dia” a “boa noite”, 
vemos que o ser humano é realmente o ser 
que fala e que nossos laços sociais fortalecem
110110
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/figuras-linguagem.htm
fortalecem-se diante da necessidade de nos 
comunicarmos. 
Exemplo 
Comunicação 
É importante saber o nome das coisas. Ou, 
pelo menos, saber comunicar o que você 
quer. Imagine-se entrando numa loja para 
comprar um... um... como é mesmo o nome? 
"Posso ajudá-lo, cavalheiro?" 
"Pode. Eu quero um daqueles, daqueles..." 
"Pois não?" 
"Um... como é mesmo o nome?" 
"Sim?" 
"Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A pa-
lavra me escapou por completo. É uma coisa 
simples, conhecidíssima." 
"Sim senhor." 
"O senhor vai dar risada quando souber." 
"Sim senhor." 
"Olha, é pontuda, certo?" 
"O quê, cavalheiro?" 
[...] 
"Chame o gerente." 
"Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza 
de que chegaremos a um acordo. Essa coisa 
que o senhor quer, é feito do quê?" 
"É de, sei lá. De metal." 
"Muito bem. De metal. Ela se move?" 
"Bem... É mais ou menos assim. Presta aten-
ção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra 
aqui e encaixa na ponta, assim." 
"Tem mais de uma peça? Já vem montado?" 
"É inteiriço. Tenho quase certeza de que é intei-
riço." 
"Francamente..." 
"Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, 
assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, ou-
tra volta e clique, encaixa." 
"Ah, tem clique. É elétrico." 
"Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encai-
xar." 
"Já sei!" 
"Ótimo!" 
"O senhor quer uma antena externa de televi-
são." 
"Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo..." 
"Tentemos por outro lado. Para o que serve?" 
"Serve assim para prender. Entende? Uma coisa 
pontuda que prende. Você enfia a ponta pontu-
da por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende 
as duas partes de uma coisa." 
"Certo. Esses instrumentos que o senhor procu-
ra funciona mais ou menos como um gigantesco 
alfinete de segurança e..." 
"Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!" 
"Mas do jeito que o senhor descrevia parecia 
uma coisa enorme, cavalheiro!" 
"É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... 
um... Como é mesmo o nome?" 
 
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comunicação. In: PA-
RA gostar de ler, v.7. 3.ed. São Paulo: Ática, 1982. 
p. 35-37. 
111111
→ Função conativa ou apelativa 
A função conativa ou apelativa é aquela em 
que a ênfase está no emissor (interlocutor). 
Com a intencionalidade de persuadir, conven-
cer, vemos, estruturalmente, a presença de 
verbos no modo imperativo, os quais 
têm intenção de indicar a forma como o ou-
tro deve agir. 
Podemos verificar a ocorrência desse tipo de 
função em textos de caráter publicitário, dis-
cursos políticos e religiosos, e também 
em cartas argumentativas. Assim, quando o 
emissor (locutor) tenta influenciar o recep-
tor (interlocutor), certamente estamos diante 
da função conativa ou apelativa. 
Exemplo 
“Meu amigo, minha amiga, se você ainda não en-
controu a raiz do mal que lhe tem trazido prejuí-
zos por muitos anos, participe da campanha 
“Corte a Raiz”, que lhe ajudará a descobrir e ar-
rancá-la de uma vez por todas.” 
“Mas, que fique bem claro, ninguém é obrigado a 
nada [...] nem mesmo a fazer a Fogueira Santa. A 
Fogueira Santa é uma atitude exclusivamente 
pessoal. Não faça sacrifício por que estamos fa-
lando, mas faça pela sua fé! Se você não foi to-
cado, não ouviu a Voz da fé, do Espírito Santo, 
não participe! Porque se você manifesta qualquer 
dúvida, mesmo um fio de dúvida, não é para ti 
esse propósito de revolta”. 
→ Função metalinguística 
A função metalinguística é a função da expli-
cação. Geralmente, ouvimos dizer que a fun-
ção metalinguística é aquela em que o código 
explica o próprio código, ou seja, a linguagem 
explica a própria linguagem, e então teríamos 
o dicionário como o principal representante 
dessa função. 
No entanto, podemos dizer que toda forma 
de explicação, com expressões como “ou 
seja”, “sendo assim”, “por exemplo”, introdu-
zem a manifestação dessa função da lingua-
gem. Música que fala ou explica como se fa-
zer música, poemas que tratam do fazer 
poético, além de filmes que revelam como se 
fazer cinema marcam a metalinguagem. 
Exemplo 
Significado de Código 
Substantivo masculino 
Coleção de leis: Código Penal. Coleção de regras 
e preceitos. Sistema de símbolos que permite a 
representação de uma informação: código Mor-
se. Conjunto de regras que permite a transposi-
ção de sistemas de símbolos sem alterar o signi-
ficado da informação transmitida. 
Linguística: Conjuntode todos os elementos lin-
guísticos vigentes numa comunidade e postos à 
disposição dos indivíduos para servir-lhes de mei-
os de comunicação; língua. 
(Fonte: Dicio.com) 
Chega mais perto e contempla as palavras. 
Cada uma 
tem mil faces secretas sob a face neutra 
e te pergunta, sem interesse pela resposta, 
pobre ou terrível, que lhe deres: 
Trouxeste a chave? [...] 
(Trecho do poema Procura da poesia, de 
Carlos Drummond de Andrade) 
112112
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/formacao-modo-imperativo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-argumentativa.htm
Elementos da comunicação 
Português 
-> A comunicação está associada à 
linguagem e interação, de forma que 
representa a transmissão de 
mensagens entre um emissor e um 
receptor. 
 
Existem seis elementos sendo eles: 
emissor (locutor), receptor 
(interlocutor), mensagem, canal, código 
e referente. Na ausência ou no mau 
uso de um dos elementos, diz-se que 
houve ruído na comunicação, o que 
significa dizer que ela não foi bem-
sucedida. Nesse sentido, é importante 
conhecermos os elementos, para que 
possamos fazer um bom uso deles e 
estabelecermos atos comunicativos 
eficazes. 
 Emissor ou locutor -> Quem 
elabora a mensagem, quem diz. 
 Receptor ou interlocutor -> É quem 
recebe a mensagem emitida pelo 
emissor. 
 Mensagem -> Texto verbal ou não 
verbal propriamente dito, é a estrutura 
textual. 
 Referente ou contexto -> Trata-se 
da situação comunicativa em que 
estão inseridos o emissor e receptor. 
 Canal ou veículo -> É o meio pelo 
qual a mensagem é difundida, 
divulgada, o seu veículo condutor. 
 Código -> É a forma como a 
mensagem organiza-se, é um 
conjunto de sinais organizados de 
maneira que tanto o locutor quanto o 
interlocutor conheçam e tenham 
acesso. 
113113
Linguagem Verbal e Não 
Verbal 
 
Importante lembrar que existem duas 
modalidades básicas de linguagem, ou 
seja, a linguagem verbal e a linguagem 
não verbal. 
A primeira é desenvolvida pela 
linguagem escrita ou oral, enquanto a 
outra pode ocorrer por meio de 
gestos, desenhos, fotografias, dentre 
outros. 
 
Meios de Comunicação 
 
Os meios de comunicação 
representam um conjunto de veículos 
destinados à comunicação. Eles são 
classificados em dois tipos: individual ou 
de massa (comunicação social). Ambos 
são muito importantes para difusão de 
conhecimento entre os seres 
humanos na atualidade, por exemplo: a 
televisão, o rádio, a internet, o cinema, 
o telefone, dentre outros. 
 
Tipos de Comunicação 
 
De acordo com a mensagem 
transmitida a comunicação é 
classificada de duas maneiras: 
 Comunicação verbal: Uso da palavra, 
por exemplo na linguagem oral ou 
escrita. 
 Comunicação não verbal: Não utiliza 
a palavra, por exemplo, a 
comunicação corporal, gestual, de 
sinais, dentre outras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
114114
Análises\\Tipos de discursos 
Português 
Discurso é a prática humana de 
construir textos, sejam eles escritos 
ou orais. Sendo assim, todo discurso é 
uma prática social. A análise de um 
discurso deve, portanto, considerar o 
contexto em que se encontra, assim 
como as personagens e as condições 
de produção do texto. 
-> Discurso Direto, Indireto e Indireto 
Livre são tipos de discursos utilizados 
no gênero narrativo para introduzir as 
falas e os pensamentos dos 
personagens. Seu uso varia de acordo 
com a intenção do narrador. 
Discurso Direto 
 No discurso direto, o narrador dá 
uma pausa na sua narração e passa a 
citar fielmente a fala do personagem. 
 O objetivo desse tipo de discurso é 
transmitir autenticidade e 
espontaneidade. 
Características do Discurso 
Direto 
-> Utilização dos verbos da 
categoria dicendi, ou seja, aqueles que 
têm relação com o verbo "dizer". São 
chamados de "verbos de elocução", a 
saber: falar, responder, perguntar, 
indagar, declarar, exclamar, dentre 
outros. 
-> Utilização dos sinais de pontuação - 
travessão, exclamação, interrogação, 
dois pontos, aspas. 
-> Inserção do discurso no meio do 
texto - não necessariamente numa 
linha isolada. 
 
Exemplo: 
Querendo ouvir sua voz, resolveu 
telefonar: 
— Alô, quem fala? 
— Bom dia, com quem quer falar? 
— respondeu com tom de simpatia. 
 
 
Discurso Indireto 
 No discurso indireto, o narrador da 
história interfere na fala do 
personagem preferindo suas palavras. 
Aqui não encontramos as próprias 
palavras da personagem. 
Características do Discurso 
Indireto 
-> O discurso é narrado em terceira 
pessoa. 
115115
https://www.infoescola.com/linguistica/analise-do-discurso/
https://www.infoescola.com/linguistica/analise-do-discurso/
-> Algumas vezes são utilizados os 
verbos de elocução, por exemplo: 
falar, responder, perguntar, indagar, 
declarar, exclamar. Contudo não há 
utilização do travessão, pois 
geralmente as orações são 
subordinadas, ou seja, dependem de 
outras orações, o que pode ser 
marcado através da conjunção “que” 
(verbo + que). 
 
Exemplo: 
Querendo ouvir sua voz, resolveu 
telefonar. Cumprimentou e perguntou 
quem estava falando. Do outro lado, 
alguém respondeu ao cumprimento e 
perguntou com tom de simpatia com 
quem a pessoa queria falar. 
 
Passagem do discurso direto 
para discurso indireto 
Para fazer a passagem do discurso 
direto para o discurso indireto, 
precisamos fazer as seguintes 
mudanças. 
Pessoas e pronomes 
 A 1ª pessoa no discurso direto passa 
para a 3ª pessoa no discurso indireto. 
Você deve mudar a pessoa do verbo 
e todos os pronomes da frase. 
Exemplos: 
Eu -> ele/ela 
Nós -> eles/elas 
Meu, nosso -> seu, seus 
e assim por diante... 
Tempos verbais 
Discurso direto Discurso indireto 
Presente do indicativo 
Pretérito imperfeito do 
indicativo 
Pretérito perfeito do 
indicativo 
Pretérito mais-que-
perfeito 
Futuro do presente do 
indicativo 
Futuro do pretérito do 
indicativo 
Presente do subjuntivo 
Pretérito imperfeito do 
subjuntivo 
Futuro do subjuntivo 
Pretérito imperfeito do 
subjuntivo 
Imperativo 
Pretérito imperfeito do 
subjuntivo 
Pontuações: 
Frases interrogativas, exclamativas e 
imperativas no discurso direto passam 
para frases declarativas no discurso 
indireto. 
Noções temporais e espaciais 
Ontem -> no dia anterior 
Hoje -> naquele dia 
Amanhã -> no dia seguinte 
Aqui -> ali 
Aí -> lá 
Este -> aquele 
Isto -> aquilo 
 
 
116116
https://www.soportugues.com.br/secoes/FAQresposta.php?id=128
https://www.soportugues.com.br/secoes/FAQresposta.php?id=128
https://www.soportugues.com.br/secoes/FAQresposta.php?id=128
Exemplos 
Discurso direto Discurso indireto 
Sou a pessoa com 
quem falou há pouco. 
Disse que era a pessoa 
com quem tinha falado 
há pouco. 
Eu comecei meu 
tratamento ontem. 
Ele disse que começara 
seu tratamento no dia 
anterior. 
Nós viajaremos 
amanhã. 
Eles disseram que 
viajariam no dia 
seguinte. 
Não me ligues mais! 
Pediu que não lhe 
ligasse mais 
 
Discurso Indireto Livre 
No discurso indireto livre há uma fusão 
dos tipos de discurso (direto e 
indireto), ou seja, há intervenções do 
narrador bem como da fala dos 
personagens. 
Não existem marcas que mostrem a 
mudança do discurso. Por isso, as falas 
dos personagens e do narrador - que 
sabe tudo o que se passa no 
pensamento dos personagens - 
podem ser confundidas. 
Características do Discurso 
Indireto Livre 
-> Liberdade sintática. 
-> Aderência do narrador ao 
personagem 
 
Exemplo: 
O despertador tocou um pouco mais 
cedo. Vamos lá, eu sei que consigo! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
117117
Tipologias\Gêneros textuais 
Português 
Tipologia textual 
A Tipologia Textual se relaciona com 
a estrutura, o conteúdo e a forma 
como um texto se apresenta, e os 
quatro principais tipos que 
abordaremos são: 
 Narração. 
-> Tipologia textual muito conhecida. 
Trata-se, de maneira singela, de 
uma história contada por 
um narrador, a qual é construída emtorno de um ou mais personagens, 
em um determinado local e em um 
determinado tempo. 
 Dissertação. 
-> A dissertação é extremamente 
utilizada no dia a dia. Trata-se de 
uma tipologia textual que 
objetiva expor, analisar e defender 
uma tese ou ponto de vista acerca 
de um determinado assunto. 
 Descrição. 
-> Nesses tipos de textos, o autor 
se coloca na posição de mero 
observador e explica como é 
determinada coisa. Há a exposição 
de uma opinião ou sentimentos. 
Normalmente, a partir da descrição, 
é possível que o leitor crie, em sua 
mente, uma imagem do que está 
sendo descrito. É muito comum 
vermos forte presença dos cinco 
sentidos durante o texto, com 
marcante descrição de tato, audição, 
visão, olfato e paladar. 
 Injunção. 
-> Tipologia textual que 
abordaremos é a injunção. Esses 
textos 
apresentam comandos ou instruções 
ao seu leitor, podendo ser com viés 
de ordem ou conselho, mas sempre 
buscando controlar a ação do 
interlocutor utilizando-se, para tanto, 
da forma imperativa. 
Gêneros textuais 
Os gêneros textuais são inúmeros e 
cada um deles possui o seu próprio 
118118
estilo de escrita e de estrutura. Confira 
alguns deles a seguir: 
 Conto maravilhoso; 
 Conto de fadas; 
 Fábula; 
 Carta pessoal; 
 Lenda; 
 Telefonema; 
 Poema; 
 Narrativa de ficção científica; 
 Romance; 
 E-mail; 
 Manual de instruções; 
 Lista de compras; 
 Edital; 
 Conto; 
 Piada; 
 Relato; 
 Relato de viagem; 
 Diário; 
 Autobiografia; 
 Curriculum vitae; 
 Notícia; 
 Biografia; 
 Relato histórico; 
 Texto de opinião; 
 Carta de leitor; 
 Carta de solicitação; 
 Editorial; 
 Ensaio; 
 Resenhas críticas; 
 Seminário; 
 Conferência; 
 Palestra; 
 Texto explicativo; 
 Relatório científico; 
 Receita culinária; 
 Regulamento; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
119119
Trovadorismo 
Literatura 
É chamado de trovadorismo o primeiro movi-
mento artístico que se deu 
na poesia europeia, sobretudo a partir dos 
séculos XI e XII. Composto por cantigas líricas 
e satíricas, escritas pelos trovadores, que dão 
nome ao movimento, era um híbrido entre a 
linguagem poética e a música. 
Acompanhados de instrumentos musicais e 
de dança, os trovadores viajavam entoando 
suas cantigas. Foi um dos gêneros literários 
mais populares da Idade Média, ao lado das 
novelas de cavalaria, expressão da prosa no 
período. 
Contexto histórico 
 
 
 
 
 
O trovadorismo desenvolveu-se durante 
o período medieval, principalmente a partir do 
século XII. À época, não existiam ainda 
os Estados nacionais — a Europa encontrava-
se dividida em feudos, grandes propriedades 
controladas pelos suseranos. O valor, na Idade 
Média, não era fundamentado no dinheiro, 
mas na posse territorial. Por esse motivo, o 
cotidiano medieval era marcado por mui-
tas guerras, batalhas e invasões com o intuito 
da conquista de território. 
Características do trovadorismo 
As obras do trovadorismo são chama-
das cantigas, pois eram escritas para serem 
declamadas (não havia cultura do livro na Ida-
de Média, a população era em grande parte 
analfabeta e ainda não havia sido inventado o 
livro impresso), e frequentemente eram 
acompanhadas de instrumentos musicais, co-
mo a lira, a flauta, a viola. 
Enquanto o compositor (de origem) era cha-
mado de trovador, o músico era chamado 
de menestrel. Chamava-se segrel o trovador 
profissional, cavaleiro que ia de corte em cor-
te divulgando suas cantigas em troca de di-
nheiro. 
Havia ainda o jogral, cantor de origem popular 
que interpretava cantigas de outrem e com-
punha as suas próprias. 
As baladeiras ou soldadeiras eram as dançari-
nas e cantoras que também os acompanha-
vam nas apresentações e dramatizações das 
cantigas. 
Trovador tocan-
do uma lira, ins-
trumento musical 
que deu o nome 
ao gênero lírico. 
120120
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/o-poema-caracteristicas-especificas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/conceito-idade-media.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/cavalaria-medieval.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/textos-narrativos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/como-surgira-os-estados-nacionais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/sociedade-feudal.htm
O trovadorismo foi um movimento itinerante, 
isto é, os grupos de trovadores e menestréis 
viajavam pelas cortes, burgos e feudos, divul-
gando em suas composições acontecimentos 
políticos e propagando ideias, como a do 
comportamento amoroso esperado de um 
cavaleiro apaixonado. 
O amor é um dos temas centrais do trovado-
rismo. É o eixo condutor das cantigas de 
amor e das cantigas de amigo. É comum o 
tema da coita (coyta), palavra que designa a 
dor do amor, do trovador apaixonado que 
sente no corpo a não realização amorosa. Daí 
a origem da palavra “coitado”: aquele que foi 
desgraçado, vítima de dor ou mazela. 
Os trovadores escreveram ainda outros dois 
tipos de cantiga: as de escárnio e as 
de maldizer, dedicadas a satirizar e ridicularizar 
.É comum que haja paralelismo nas cantigas: 
cada ideia desenvolve-se a cada duas estrofes 
— ou, na verdade, cobras. A nomenclatura da 
época era diferente: a estrofe chamava-se 
cobra, o verso chamava-se palavra. 
Trovadorismo em Portugal 
O trovadorismo galego-português desenvol-
veu-se, em termos gerais, em finais do século 
XII. Os pesquisadores apontam sua gênese 
em uma cantiga de Paio Soares de Tavei-
rós dedicada a Maria Pais Ribeiro, a favorita do 
rei Sancho I, que viveu entre os anos de 1154 
e 1211. 
É importante salientar que a literatura portu-
guesa do século XII não possuía ainda uma 
noção de identidade nacional plenamente ins-
tituída. O território fazia parte do Condado 
Portucalense e do Condado da Galícia, terras 
dadas como presente de casamento a solda-
dos cruzados que desposaram duas moças 
nobres. 
D. Afonso I Henriques transformou os dois 
condados em um reinado, mas ele mesmo só 
foi reconhecido como monarca ao reconquis-
tar essas terras resguardado pelo poder e 
força da cristandade. A identidade dos trova-
dores, portanto, não era portuguesa, 
mas ibérica e hispânica. A origem desses 
compositores era Leão, Galícia, o reino portu-
guês, Castela etc. 
Foi Dom Dinis I, no final do século XIII, quem 
estabeleceu a língua galego-portuguesa como 
oficial do reino, junto às primeiras universida-
des. E ele mesmo era um rei-trovador. O mo-
narca poeta queria que Portugal se constituís-
se como nação de fato, incentivando a identi-
dade cultural e o trovadorismo. O movimento 
foi, portanto, muito importante para o desen-
volvimento do idioma e da cultura portuguesa 
.Autores e obras do trovadorismo 
Houve grande número de autores das canti-
gas galego-portuguesas, parte deles de ori-
gem desconhecida, anônima. Sabe-se, contu-
do, que a arte trovadoresca é, em sua grande 
maioria, de autoria dos grandes senhores me-
dievais ibéricos. Além dos trovadores, havia 
também os jograis, autores que provinham 
das classes populares, que não apenas inter-
pretavam as cantigas mas também as com-
punham. 
Dos autores mais conhecidos, destacam-se 
João Soares de Paiva, autor mais antigo pre-
sente nos manuscritos, João Zorro, Martin 
Codax, Paio Soares de Taveirós, João Garcia 
de Guilhade, Vasco Martins de Resende e os 
reis D. Dinis I e Afonso X. 
As obras do trovadorismo constituem 
de pergaminhos e manuscritos. O que chegou 
até nossos dias está compilado 
nos Cancioneiros. São mais conhecidos os 
121121
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/paralelismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/primeira-segunda-epoca-medieval.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/primeira-segunda-epoca-medieval.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/afonso-i-henriques.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/dom-dinis.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/formacao-monarquia-nacional-portuguesa.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/formacao-monarquia-nacional-portuguesa.htmhttps://brasilescola.uol.com.br/biografia/dom-dinis.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/afonso-x-castela.htm
pergaminhos Vindel e Sharrer, por possuírem 
notação musical. Com base neles, foram feitas 
gravações contemporâneas de algumas canti-
gas, como “Ondas do mar de Vigo”, do jogral 
Martin Codax, permitindo que possamos ouvir 
as cantigas conforme foram idealizadas por 
seus autores. 
Cantigas 
As cantigas dividem-se em dois ti-
pos: lírico e satírico. 
• Cantigas líricas 
Cantigas líricas são as de temática amorosa, e 
possuem dois tipos: cantigas de 
amor e cantigas de amigo. 
• Cantigas de amor 
Gênese da poesia amorosa que surgiria nos 
séculos seguintes, a cantiga de amor é canta-
da em 1ª pessoa. Nela, o trovador declara seu 
amor por uma dama, geralmente acometido 
pela coita, a dor amorosa diante da indiferen-
ça da amada. 
A confissão amorosa é direta, e o trovador 
comumente dirige-se à dama como “mia se-
nhor” ou “mia senhor fremosa” (“minha se-
nhora” ou “minha formosa senhora”), em ana-
logia às relações de senhorio e vassalagem 
medievais. O apaixonado é, portanto, servo e 
vassalo da amada e enuncia seu amor com 
insistência e intensidade. 
Mesura1 seria, senhor2, 
de vos amercear3 de mi, 
que vós em grave4 dia vi, 
e em mui grave voss’amor, 
tam grave que nom hei poder 
d’aquesta coita mais sofrer 
de que muit’há fui sofredor. 
Pero sabe Nostro Senhor 
que nunca vo-l’eu mereci, 
mais sabe bem que vós servi, 
des que vos vi, sempr’o melhor 
que nunca pudi fazer; 
por em querede-vos doer 
de mim, coitado pecador. 
[...] 
(D. Dinis, em Cantigas de D. Dinis, B 521b, V 
124) 
[1] mesura: “cortesia” 
[2] senhor: “senhora”. Os sufixos terminados 
em “or” não possuíam flexão feminina. 
[3] amercear: “compadecer-se, sentir compai-
xão” 
[4] grave: “difícil, infeliz” 
Nessa cantiga, o trovador espera que a dama 
tenha a cortesia de sentir compaixão por ele. 
Sofrendo, diz que foi infeliz o dia em que a 
conheceu e mais infeliz ainda o amor que por 
ela sentiu, tão difícil que não pode mais so-
frer da coita, pois que há muito é sofredor. 
Sabe Deus que ele nunca mereceu esse so-
frimento, sabe Deus que ele sempre ofere-
ceu à dama o seu melhor e diz que ela é 
que quer vê-lo padecer, coitado pecador. 
• Cantigas de amigo 
Embora compostas por trovadores homens, 
representam sempre uma voz feminina. É a 
dama quem vai expor seus sentimentos, 
sempre de maneira discreta, pois, para o 
contexto provençal, o valor mais importante 
de uma mulher é a discrição. A donzela dirige
-se por vezes à sua mãe, a uma irmã ou 
amiga, ou ainda a um pastor ou alguém que 
encontre pelo caminho. Existem sete catego-
122122
rias de cantigas de amigo: 
- as albas, que cantam o nascer do Sol; 
- as bailias, que cantam a arte da dança; 
- as barcarolas, de temática marítima; 
- as pastoreias, de temática bucólica; 
- as romarias, de celebração religiosa; 
- as serenas, que cantam o pôr do Sol; 
- as de pura soledade, que não se enquadram 
em nenhum dos temas anteriores. 
Oy eu, coytada, como vivo em gran cuydado 
por meu amigo que ey alongado! 
Muito me tarda 
o meu amigo na Guarda 
Oy eu, coytada, como vivo em gran desejo 
por meu amigo que tarda e non vejo! 
Muyto me tarda 
o meu amigo na Guarda 
(D. Sancho I ou Alfonso X [autoria duvido-
sa], Cancioneiro da Biblioteca Nacional, B 456) 
Nessa cantiga, verifica-se que a donzela tam-
bém sofre as penosas dores do amor, da dis-
tância entre ela e o amado, oficial da guarda, 
que há muito não vê. Percebemos, entretan-
to, que o discurso amoroso é mais sutil, não é 
dirigido diretamente ao rapaz; trata-se de 
um lamento de saudade. 
• Cantigas satíricas 
Destinam-se 
a ironizar ou difamar determinada pessoa. 
Existem dois tipos de cantigas satíricas: as 
de escárnio e as de maldizer. 
• Cantigas de escárnio 
São mais irônicas e trabalham sobretudo com 
trocadilhos e palavras de duplo sentido, sem 
mencionar diretamente nomes. 
São críticas indiretas: é um “mal dizer” de manei-
ra encoberta, insinuada. 
Ai dona fea, fostes-vos queixar 
que vos nunca louv'en[o] meu cantar; 
mais ora quero fazer um cantar 
em que vos loarei todavia; 
e vedes como vos quero loar: 
dona fea, velha e sandia! 
Dona fea, se Deus mi perdom, 
pois havedes [a]tam gram coraçom 
que vos eu loe, em esta razom 
vos quero já loar todavia; 
e vedes qual será a loaçom: 
dona fea, velha e sandia! 
Dona fea, nunca vos eu loei 
em meu trobar, pero muito trobei; 
mais ora já um bom cantar farei 
em que vos loarei todavia; 
e direi-vos como vos loarei: 
dona fea, velha e sandia! 
(João Garcia de Gilhade, Cancioneiro da Bibliote-
ca Nacional, B 1485 V 1097) 
Nessa cantiga de escárnio, o trovador res-
ponde a uma dama que se teria queixado de 
nunca ter recebido dele nenhuma trova. Irôni-
co, ele diz que fará, então, uma cantiga para 
louvá-la, chamando-a “dona feia, velha e louca 
[sandia]”. 
• Cantigas de maldizer 
São aquelas em que os trovadores apon-
tam direta e nominalmente o alvo de suas 
sátiras, de forma propositalmente ofensiva e 
fazendo uso de vocabulário grosseiro. 
Da mulher vossa, ó meu Pero Rodrigues 
Jamais creiais no mal que falam dela. 
Pois bem sei eu que ela por vós mui zela, 
Quem não vos quer vos traz somente intri-
gas! 
Pois quando deitou ela em minha cama, 
123123
A mim mui bem de ti ela falava, 
Se a mim deu o corpo, é a vós quem ela 
ama. 
(Martim Soares, versão de Rodrigues Lapa, 
em Crestomatia arcaica) 
Cancioneiros 
As cantigas do trovadorismo chegaram até 
nosso conhecimento pelo registro 
dos Cancioneiros. Trata-se de livros, geral-
mente manuscritos, que são compilados com 
as letras e, às vezes, notações musicais das 
canções, além de ilustrações. São três os 
principais Cancioneiros. 
Cancioneiro da ajuda: compilação de textos 
do século XIII, foi descoberto na biblioteca do 
Colégio dos Nobres apenas no início do sécu-
lo XIX. Possui 310 cantigas, em sua maioria de 
lírica amorosa, e permaneceu inacabado, o 
que é perceptível por possuir iluminuras com 
as pinturas incompletas ou ainda apenas com 
o desenho traçado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Folha do manuscrito do Cancioneiro da ajuda, 
conjunto de poemas escritos no século XII 
Cancioneiro da Biblioteca Nacional: manuscrito 
copiado na Itália no começo do século XVI, 
por inciativa do humanista Angelo Colocci, 
com base em outro manuscrito de origem 
medieval desconhecida. Contém 1560 poe-
mas de cerca de 150 trovadores e menes-
tréis galego-portugueses, compostos entre 
os séculos XII e XIV, nos gêneros lírica 
amorosa e sátira. 
Cancioneiro da Vaticana: também copiado 
por Angelo Colocci, na Itália, recebe esse no-
me por ter sido encontrado na Biblioteca do 
Vaticano. É composto de 1205 cantigas, das 
quais 138 são de autoria de D. Dinis. 
Resumo 
• Foi um movimento poético-musical; 
• Desenvolveu-se na Idade Média, entre 
os séculos XI e XIV; 
• As composições chamavam-se cantigas 
e eram geralmente acompanhadas de 
música e dança; 
• Cantigas de amor (cavaleiro declara 
amor e coita à dama); 
• Cantigas de amigo (sempre na voz fe-
minina); 
• Cantigas de escárnio (ironia e crítica in-
direta); 
• Cantigas de maldizer (ofensivas e dire-
tas, citando nomes); 
• As cantigas chegaram aos nossos dias 
graças ao Cancioneiros; 
• Os trovadores oficiais tinham linhagem 
nobre, incluindo reis, mas havia também 
os jograis, nascidos nas camadas popula-
res; 
Apreciada pela corte, a obra trovadoresca foi 
importante instrumento de consolidação da 
cultura e do idioma português. 
124124
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/humanismo.htm
Classicismo 
Literatura 
O Classicismo foi um movimento cultural que 
fez parte do Renascimento europeu, durante 
os séculos XV e XVI. Como o próprio nome 
aponta, a proposta do Classicismo era 
um retorno às formas e temas 
da Antiguidade Clássica, ou seja, Grécia e Ro-
ma antigas. 
Contexto histórico 
O período da Idade Média durou cerca de 10 
séculos na Europa (século V – séculoXV). 
Durante esse longo período de tempo, 
o desenvolvimento científi-
co e cultural dependia do aval ou do acei-
te da Igreja Católica, que exercia influência 
política e socioeconômica em toda a Europa. 
Enquanto a riqueza na Idade Média estava re-
lacionada à posse da terra e à tradição, as 
trocas comerciais que se estabeleceram com 
o mercantilismo tornaram o dinheiro a grande 
fonte de poder. O intercâmbio com civiliza-
ções da Ásia e da África, sobretudo com po-
vos de origem árabe, abriu para os europeus 
novos horizontes, como o desenvolvimento 
da matemática e os instrumentos de navega-
ção, como o astrolábio. 
Os espaços geográficos abriam-se, com a 
descoberta de novas rotas pelo mar, levando 
até a chegada aos territórios do grande conti-
nente americano: eram as Grandes Navega-
ções. 
 
 
 
 
 
. Tudo isso foi possível graças ao Renasci-
mento, movimento científico e cultural que 
tomou conta da Europa no século XV. Esqui-
vando-se da censura ideológica da Igreja, pen-
sadores e cientistas elaboraram novas teori-
as e invenções: Nicolau Copérnico propõe 
o modelo heliocêntrico do Universo, Galileu 
Galilei descobre as leis que regem a queda 
dos corpos, Johann Gutemberg inventa 
os tipos móveis para imprimir os livros, tarefa 
antes delegada aos monges copistas. 
O horizonte cultural do Renascimento era a 
Antiguidade Clássica. A Grécia Antiga é consi-
derada o berço do pensamento ocidental 
(tendo influenciado diretamente a cultura dos 
romanos), por isso o retorno às formas clássi-
cas foi o propósito estético dos renascentistas. 
O Classicismo tem sua gênese na Itália, ao fi-
nal do século XIII, com o surgimento 
do pensamento humanista. 
Principais características do 
Classicismo 
• Busca pelo equilíbrio, pela proporção, 
pela objetividade e pela transparência. 
• Obra mimética como reflexão de uma 
Escultura romana de Menelau, trazendo a propor-
ção e o ideal de beleza grego. 
125125
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https://brasilescola.uol.com.br/historiag/expansao-maritima-europeia.htm
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https://brasilescola.uol.com.br/geografia/geocentrismo-heliocentrismo.htm
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https://brasilescola.uol.com.br/historiag/invencao-imprensa.htm
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-grecia-antiga.htm
natureza que segue leis universais, ou seja, 
a obra como concerto harmônico. 
• Contenção da subjetividade, dos ímpe-
tos da interioridade: o que vale é a obra, 
não o que sente ou pensa o autor. O 
autor deve desaparecer perante a obra. 
• Rigor formal: cada forma utilizada no 
texto clássico deve seguir um conjunto 
de regras próprio. 
• Separação das artes: os gêneros textu-
ais não se misturam. A poesia lírica tem 
seu próprio método e características 
que não devem ser confundidos com 
aqueles da poesia épica, ou 
da dramaturgia, por exemplo. 
• Noção do ideal de beleza grego, tam-
bém norteado pela proporção e pelo 
equilíbrio das formas. 
• Neoplatonismo. 
• Temas da mitologia greco-romana. 
• Valorização da racionalidade em oposi-
ção à sentimentalidade e do universal 
em detrimento do particular. 
• Antropocentrismo, a centralidade da 
existência humana em relação ao Uni-
verso e àquilo que o compõe. 
• Obra como veiculadora de verdades e 
ensinamentos que permitam aperfeiçoar 
a alma humana. 
• Adoção de formas textuais da Antigui-
dade Clássica, predominantemente a 
dramaturgia e os gêneros da tragédia e 
da comédia, e a poesia, nos gêneros 
lírico e épico. 
Classicismo em Portugal 
Embora na Itália o Classicismo tenha se insinu-
ado em meados do século XIII, é apenas em 
1527, com Sá de Miranda, que o movimento 
tem início em Portugal. Influenciado pelo dolce 
stil nuovo, “doce estilo novo”, em tradução 
livre, que aprendera na Itália, Sá de Miranda 
introduz à literatura o gênero do soneto de-
cassílabo, que ficaria conhecido como “medida 
nova”, em oposição à “medida velha”, a das 
redondilhas (cinco ou sete sílabas métricas). 
Arco da rua 
Augusta, na 
Praça do 
Comércio, 
em Lisboa: 
exemplo da 
arquitetura 
classicista em Portugal. 
Foi predominante no Classicismo português a 
temática do neoplatonismo, escola filosófica 
que retomava a filosofia amorosa de Platão, 
tratando o amor não a partir da sensualidade, 
mas por seu viés filosófico e religioso. Além 
disso, os poetas do período valorizaram so-
bretudo os grandes feitos nacionais, as con-
quistas do povo português, assunto da poesia 
épica. Pode-se entender, portanto, que o 
Classicismo em Portugal voltou-se para dois 
principais temas: amor e bravura. 
Principais autores e obras 
• Francisco de Sá de Miranda (Coimbra, 1481 
– Amares, 1558) 
Precursor do Classicismo português, foi o res-
ponsável pela introdução do verso decassíla-
bo em Portugal. Teve algumas poesias publi-
cadas no Cancioneiro geral (1516), compilado 
antológico da poesia humanista. 
Introduziu também, em língua portuguesa, as 
formas da canção da sextina e as produções 
em tercetos e em oitavas, sendo responsável 
pela formação dos poetas portugueses, ten-
do grande influência na literatura que se de-
senvolveu no período. 
126126
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/generos-textuais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/generos-textuais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/genero-lirico.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/genero-epico.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/genero-dramatico.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/poesia-poema-prosa.htm
Eram parte de suas temáticas a reflexão mo-
ral, filosófica e política, além do lirismo amoro-
so. Escreveu também textos dramatúrgicos e 
cartas em forma de verso. 
 
Francisco de Sá de Miran-
da foi o precursor do Clas-
sicismo português. 
Exemplo de soneto de Sá 
de Miranda 
Comigo me desavim, 
Sou posto em todo peri-
go; 
Não posso viver comigo 
Nem posso fugir de mim. 
Com dor da gente fugia, 
Antes que esta assi crecesse: 
Agora já fugiria 
De mim, se de mim pudesse. 
Que meo espero ou que fim 
Do vão trabalho que sigo, 
Pois que trago a mim comigo 
Tamanho imigo de mim? 
(Sá de Miranda) 
• Luís Vaz de Camões (1524/1525-1580) 
O berço de nascimento de Camões é incerto: 
provavelmente Lisboa, provavelmente em 
1524 ou 1525, mas as cidades de Coimbra, 
Santarém e Alenquer também reivindicam 
ser o local onde o poeta nasceu. 
De origem fidalga, Camões teve uma educa-
ção sólida e era conhecedor 
de história, geografia e literatura. Deu início ao 
curso de Teologia na Universidade de Coim-
bra, que abandonou por levar uma vida in-
compatível com os preceitos religiosos. Con-
quistador, Camões teve muitas paixões e 
seus versos eram muito prestigiados pelas 
damas da 
corte. 
Retrato de 
Camões em 
cédula de 
50 escudos 
angolanos. 
Envolveu-se 
em duelos e 
fez inimiza-
des, o que o 
levou a alistar-se e embarcar, como soldado, 
para Ceuta, lutando contra os mouros e per-
dendo o olho direito em combate. Já em li-
berdade, embarcou para a Índia, em 1554, e 
viveu também em Macau. Salvou-se de um 
naufrágio em 1556, levando consigo os origi-
nais de sua mais célebre obra, o poema épi-
co Os Lusíadas. Morreu em Portugal, em 
1580. 
Camões é considerado o mais importante po-
eta de língua portuguesa e um dos maiores 
da literatura universal. Sua produção literária é 
múltipla e contempla tanto as formas erudi-
tas quanto as formas populares, de trovas, 
inspiradas em velhas cantigas medievais. A 
obra de Camões pode ser dividida em dois 
eixos principais: a poesia líricae a épica. 
A lírica camoniana é composta principalmente 
de temas amorosos, bastante influenciada pe-
lo neoplatonismo, que convive com os temas 
sensuais, estabelecendo quase sempre uma 
contradição. As antíteses da presença-
ausência, amor espiritual-amor carnal, vida-
morte, sonho-realidade são muito presentes 
em seus poemas, o que o torna um anteci-
pador do movimento maneirista. 
127127
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/luis-camoes.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historia/
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/
.Além disso, Camões compôs na chama-
da “medida velha”, as redondilhas, ligadas à tra-
dição popular, e na “medida nova”, o poema 
decassílabo, forma preferida para a exposição 
de temas e sentimentos complexos. 
• Exemplo da poesia de Camões 
Alma minha gentil, que te partiste 
Tão cedo desta vida, descontente, 
Repousa lá no Céu eternamente 
E viva eu cá na terra sempre triste. 
 Se lá no assento etéreo, onde subiste, 
Memória desta vida se consente, 
Não te esqueças daquele amor ardente 
Que já nos olhos meus tão puro viste. 
 E se vires que pode merecer-te 
Algua cousa a dor que me ficou 
Da mágoa, sem remédio, de perder-te, 
Roga a Deus, que teus anos encurtou, 
Que tão cedo de cá me leve a ver-te, 
Quão cedo de meus olhos te levou. 
(Camões) 
• Os Lusíadas 
Camões ficou muito conhecido por seu traba-
lho como sonetista, mas sua grande obra 
foi Os Lusíadas, poema épico de cu-
nho nacionalista que exalta o período das 
Grandes Navegações portuguesas. Inspirado 
em Virgílio e Homero pela forma e pelo te-
ma, Camões utiliza-se também da mitologia 
greco-romana para tecer a epopeia: Baco te-
ria se voltado contra os portugueses, por ser 
dono dos territórios indianos, e Vênus, por 
gostar do povo lusitano, estaria a seu favor. 
Assim, a viagem real de Vasco da Gama mis-
tura-se a essa narrativa mitológica. Escritos 
em 10 cantos com oito estrofes cada um, Os 
Lusíadas é obra de linguagem cul-
ta e elevada, conforme a característica da 
poesia épica, e canta heroicamente os reis e 
os fidalgos portugueses a partir da conquista 
dos novos territórios, adicionando também 
outros episódios gloriosos da história de Por-
tugal. 
Canto I 
As armas e os barões assinalados 
Que, da Ocidental praia Lusitana, 
Por mares nunca dantes navegados, 
Passaram ainda além da Taprobana, 
Em perigos e guerras esforçados 
Mais do que prometia a força humana, 
E entre gente remota edificaram 
Novo reino, que tanto sublimaram; 
E também as memórias gloriosas 
Daqueles Reis que foram dilatando 
A Fé, o Império, e as terras viciosas 
De África e de Ásia andaram devastando, 
E aqueles que por obras valerosas 
Se vão da lei da Morte libertando: 
Cantando espalharei por toda a parte, 
Se a tanto me ajudar o engenho e a arte. 
[...] 
(Camões, Os Lusíadas.) 
128128
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/nacionalismo.htm
Quinhentismo 
Literatura 
O que é Quinhentismo? 
Quinhentismo é o nome dado para 
as manifestações literárias que 
surgiram no Brasil nos primeiros anos 
do século XVI, durante o período 
de descobrimento das características 
nativas do país pelo povo europeu. 
O Quinhentismo é marcado pelo 
ponto de vista do europeu sobre o 
Brasil, ou seja, as impressões sobre a 
fauna, a flora e, principalmente, os 
indígenas, o povo nativo das "novas 
terras descobertas". As narrativas 
contavam histórias focadas nas 
ambições, intenções e objetivos do 
homem europeu, em busca de novas 
terras e riquezas. Esses textos eram 
produzidos principalmente por 
aventureiros, jesuítas e missionários 
que passavam pelas terras brasileiras. 
Principais características do 
Quinhentismo: 
 
 Conquista material e espiritual 
 Linguagem simples 
 Utilização de adjetivos 
 Textos descritivos e informativos 
 Crônicas de viagens 
Principais Autores do 
Quinhentismo: 
 
 Pero Vaz de Caminha: Foi um fidalgo 
português, escrivão e vereador na 
cidade portuguesa do Porto. Ficou 
conhecido como autor da “Carta de 
Pero Vaz de Caminha”, ao rei D. 
Manuel I. Essa carta é considerada o 
primeiro documento escrito sobre o 
Brasil, que relata a descoberta das 
terras brasileiras. 
 Pero de Magalhães Gandavo: Foi 
professor, historiador, cronista e 
secretário na Torre do Tombo. 
Escreveu “História da Província de 
Santa Cruz a que vulgarmente 
chamamos Brasil” (1576). 
 Gabriel Soares de Sousa: Foi um 
agricultor, empresário português, e 
um estudioso e historiador do Brasil. 
Escreveu, além de outras obras, o 
“Tratado Descritivo do Brasil” (1587). 
 Padre Manuel de Nóbrega: Foi um 
sacerdote jesuíta português, chefe da 
primeira missão jesuítica à América. É 
uma figura de grande importância da 
colonização e da catequese dos índios. 
129129
https://www.infoescola.com/historia/carta-de-pero-vaz-de-caminha/
https://www.infoescola.com/historia/carta-de-pero-vaz-de-caminha/
As suas obras são consideradas 
documentos históricos sobre o Brasil 
colônia e a ação jesuítica no século 
XVI. Escreveu diversas obras, entre 
elas estão as “Cartas do Brasil” (1886) e 
um “Diálogo sobre a Conversão dos 
Gentios” (1557). 
 Padre José de Anchieta ou São José 
de Anchieta: Foi um padre jesuíta 
espanhol, santo da Igreja Católica e um 
dos fundadores da cidade de São 
Paulo. É conhecido como o Apóstolo 
do Brasil, por ter sido um dos 
responsáveis por introduzir 
o cristianismo no Brasil. Foi ainda o 
primeiro dramaturgo, gramático e 
poeta. Também é considerado o autor 
da primeira gramática da língua tupi, e 
um dos primeiros autores da literatura 
brasileira. Escreveu “Na festa de São 
Lourenço” e “Arte de Gramática da 
Língua mais usada na Costa do Brasil”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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https://www.infoescola.com/brasil-colonia/
https://www.infoescola.com/brasil-colonia/
https://www.infoescola.com/biografias/jose-de-anchieta/
https://www.infoescola.com/cristianismo/
Barroco 
Literatura 
O que foi o barroco na 
literatura? 
A Literatura Barroca teve início no 
final do século XVI e começo do 
século XVII, tendo surgido 
principalmente devido a uma crise do 
Renascimento, provocada por 
profundas divergências religiosas e 
imposições da Igreja Católica na época. 
O período literário do Barroco é 
marcado por fortes oposições, 
contrastes e dilemas, já que o homem 
do Barroco ao mesmo tempo em que 
procurava pela salvação mencionada 
pela religião também desejava 
aproveitar os prazeres do mundo. 
 
->Na Literatura Barroca, ocorre a 
presença de uma linguagem mais 
dramática. 
->A Literatura Barroca manifestava 
uma ideia de que tudo muda o tempo 
todo e que tudo é passageiro. 
->De acordo com as principais 
características do Barroco, tudo 
precisa ser decifrado, posto que nada 
é estável. 
->Na Literatura Barroca também é 
possível identificar o cultismo (jogo de 
palavras), conceptismo (jogos de 
retórica e raciocínio) e uma linguagem 
predominantemente rebuscada, 
constantemente elaborada com 
recursos estilísticos. 
-> A Literatura Barroca valoriza tudo 
que é inconstante e que se mantém 
em movimento. -
>De acordo com a origem mais 
coerente e aceita, a palavra barroco é 
derivada de “Barueco”, que 
corresponde a joia ou pérola irregular 
que é áspera e apresenta manchas 
escuras em sua superfície. Esse 
conceito foi criado e difundido em 
virtude das características marcantes 
do estilo Barroco que, de acordo com 
os clássicos, era de mau gosto, 
defeituoso ou irregular. 
Principais autores da literatura 
Barroca: 
131131
Bento Teixeira: Autor de 
“Prosopopeia” e foi quem deu início à 
escola de Literatura Barroca. 
Padre Antônio Vieira: Considerado o 
maior orador sacro da Literatura 
Barroca no Brasil. 
Gregóriode Matos: Autor de diversos 
poemas com estilo barroco é 
considerado o maior poeta Barroco do 
Brasil. 
Manuel Botelho de Oliveira: Autor de 
“Música do Parnaso”. 
 
k 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
132132
Arcadismo 
Literatura 
O que foi Arcadismo? 
Arcadismo foi o principal movimento 
literário do século XVIII que foi 
influenciado pelo Iluminismo e pelo 
avanço industrial europeu. Esse 
movimento tem relação com valores 
da cultura clássica, ou seja, valores 
gregos, romanos e renascentistas. Os 
escritores árcades são conhecidos por 
oporem-se ao estilo barroco, 
inspirando-se em preceitos 
do Iluminismo. 
 O Arcadismo também pode ser 
chamado de Setecentismo ou 
Neoclassicismo. 
 O Arcadismo desenvolveu-se tanto 
no Brasil quanto em Portugal. 
Características do Arcadismo: 
 
 Exaltação da natureza. 
 Valorização do cotidiano e da vida 
simples, pastoril e no campo 
(bucolismo). 
 Crítica a vida nos centros urbanos. 
 Modelo clássico. 
 Linguagem simples. 
 Utilização de pseudônimos. 
 Objetividade 
 Temas simples: amor, vida, 
casamento, paisagem. 
 
Diferenças entre Arcadismo e 
Barroco: 
O Arcadismo é o movimento literário 
que ocorreu após o Barroco. O 
Barroco representa um homem em 
conflito entre o sagrado e o profano 
(é bom lembrar que nessa época, 
século XVII, a Contrarreforma havia 
restaurado vários valores medievais no 
mundo) e o Arcadismo apresenta um 
sujeito fiel à razão, crente na ciência. 
A linguagem do Barroco era 
rebuscada e cheia de paradoxos, 
enquanto, no Arcadismo, comunica-se 
com mais clareza e simplicidade. 
 
Os principais autores são: 
 
 Bocage 
 Cláudio Manuel da Costa 
 Tomás Antônio Gonzaga 
 Santa Rita Durão 
 Basílio da Gama 
133133
https://brasilescola.uol.com.br/historia-da-america/o-iluminismo-nas-americas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/contra-reforma.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/jose-manuel-maria-barbosa-du-bocage.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/claudio-manuel-costa.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/tomas-antonio-gonzaga.htm
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/santa-rita-durao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biografia/termindo-sepilio.htm
 
 
 
 
Exercícios 
 
134134
Exercícios 
Ecologia 
Questão 1 
As pirâmides ecológicas são uma forma de 
representação das cadeias alimentares. Elas 
podem ser de números, de biomassa e de 
energia. A respeito das pirâmides de energia, 
marque a alternativa correta: 
a) A cada nível trófico, a energia obtida do 
nível anterior é maior. 
b) A pirâmide de energia nunca poderá ser 
invertida. 
c) A pirâmide de energia representa o núme-
ro total de indivíduos de uma cadeia alimentar. 
d) A quantidade de energia em cada nível tró-
fico é calculada multiplicando o número de 
indivíduos pela sua massa. 
e) Os indivíduos da base são os chamados 
consumidores primários. 
Questão 2 
A ecologia é uma parte da biologia que estu-
da a relação dos organismos com o meio que 
os cerca. Os organismos interagem entre si e 
com todas as partes não vivas do ambiente, 
tais como solo, água, temperatura e umidade. 
Essas partes não vivas são chamadas de: 
a) fatores abióticos. 
b) fatores bióticos. 
c) biosfera. 
d) nicho ecológico. 
e) ecossistema. 
Questão 3 
Alguns organismos alimentam-se de quase 
tudo que acham pela frente, outros, no en-
tanto, possuem uma dieta restrita. Animais 
que não possuem muita restrição conse-
guem viver melhor em ambientes que so-
frem constantes modificações. 
Entre as alternativas a seguir, marque aquela 
que indica corretamente o termo usado para 
espécies que possuem um nicho ecológico 
amplo. 
a) espécies especialistas. 
b) espécies consumistas. 
c) espécies amplas. 
d) espécies generalistas. 
e) espécies competitivas. 
135135
Exercícios 
Fotossíntese 
Questão 1 
(PUC-SP) A propriedade de “captar vida na 
luz” que as plantas apresentam se deve à ca-
pacidade de utilizar a energia luminosa para a 
síntese de alimento. A organela (I), onde ocor-
re esse processo (II), contém um pigmento (III) 
capaz de captar a energia luminosa, que é 
posteriormente transformada em energia quí-
mica. As indicações I, II e III referem-se, respec-
tivamente a: 
1. Mitocôndria, respiração, citocromo. 
2. Cloroplasto, fotossíntese, citocromo. 
3. Cloroplasto, respiração, clorofila. 
4. Mitocôndria, fotossíntese, citocromo. 
Cloroplasto, fotossíntese, clorofila. 
Questão 2 
(UFRN/2007) Durante o processo de fotossín-
tese, a ação da luz sobre a clorofila libera elé-
trons que são capturados por uma cadeia 
transportadora. Durante esse processo de 
transporte ocorre: 
 
a) formação de quantidades elevadas do acep-
tor NADP+ a partir da captura de elétrons e 
prótons. 
b) transferência dos elétrons entre moléculas 
organizadas em ordem decrescente de ener-
gia. 
c) fotólise de moléculas de CO2 que liberam 
elétrons e cedem o carbono para a formação 
da glicose. 
d) quebra da molécula de água a partir da 
conversão de ATP em ADP, com liberação 
de prótons. 
Questão 3 
Em relação à fotossíntese, assinale como 
verdadeiro ou falso: 
( ) Na etapa fotossintética ocorre a produção 
de ATP, NADPH2, fotólise de H2O e produ-
ção de O2 livre. 
( ) Temperaturas muito altas e baixas con-
centrações de CO2 podem reduzir a velocida-
de da fotossíntese. 
( ) A taxa de fotossíntese é igual à de respi-
ração no ponto de compensação de uma 
planta. 
( ) A formação de ATP e NADPH2 durante a 
etapa fotoquímica da fotossíntese ocorre, 
respectivamente, por redução e fotofosforila-
ção. 
 
136136
 
Exercícios 
Quimiossíntese 
Questão 1 
Quando falamos em organismos autotróficos, 
logo imaginamos o processo de fotossíntese. 
Entretanto, não podemos esquecer que o 
processo de quimiossíntese também se relaci-
ona com a nutrição autotrófica. Marque a al-
ternativa que indica um grupo de organismos 
que possui representantes capazes de realizar 
a quimiossíntese: 
a) Algas. 
b) Protozoários. 
c) Bactérias. 
d) Fungos. 
e) Plantas. 
Questão 2 
Analise as alternativas a seguir e marque 
aquela que melhor define o processo de qui-
miossíntese. 
a) A quimiossíntese é um processo em que 
há a produção de matéria orgânica a partir da 
energia luminosa. 
b) A quimiossíntese é um processo em que o 
ser vivo retira energia armazenada nos ali-
mentos. 
c) A quimiossíntese é um processo anaeróbi-
co em que a glicose dos alimentos é quebra-
da de modo a oferecer energia para determi-
nado organismo. 
d) A quimiossíntese é um processo em que 
.são produzidas moléculas de álcool etílico. 
e) A quimiossíntese é um processo em que 
energia é produzida a partir de reações oxida-
tivas de substâncias inorgânicas simples. 
Questão 3 
As nitrobactérias realizam quimiossíntese e, 
durante o processo, são responsáveis pela 
oxidação de: 
a) sulfetos e sulfitos. 
b) sulfitos e nitritos. 
c) nitritos e amônia. 
d) amônia e óxidos. 
e) óxidos e sais de ferro. 
Questão 4 
As bactérias quimiossintetizantes são capazes de 
viver em ambientes sem luz e sem matéria orgâni-
ca. Isso é possível porque: 
a) as bactérias quimiossintetizantes utilizam apenas 
glicose dos alimentos para produzir energia. 
b) as bactérias quimiossintetizantes realizam a oxida-
ção de substâncias inorgânicas para obter energia. 
c) as bactérias quimiossintetizantes utilizam apenas 
água e gás carbônico para produzir energia. 
d) as bactérias quimiossintetizantes utilizam gás car-
bônico e glicose para produzir energia 
 
137137
Exercícios 
Fermentação celular 
Questão 1 
A respiração celular é um processo que ga-
rante a produção da energia necessária para 
a sobrevivência dos seres vivos. Analise as al-
ternativas a seguir e marque aquela que não 
indica uma das etapas da respiração celular. 
a)Glicólise. 
b) Fosforilação oxidativa. 
c) Ciclo de Krebs. 
d) Ciclo de Calvin. 
Questão 2 
A glicólise é uma das etapas da respiração 
celular, processo responsável pela produção 
do ATP necessário para o organismo. A res-
peito da glicólise, marque a alternativa incorre-
ta: 
a) A glicólise engloba cerca de dez reações 
químicas diferentes. 
b) Na glicólise ocorre a quebra da glicose em 
duas moléculas de ácido pirúvico. 
c) A glicólise ocorre na matriz mitocondrial. 
d) O saldo positivo de ATP no final da glicólise 
é de duas moléculas. 
e) A glicólise é uma etapa anaeróbia. 
 
Questão 3 
O ciclo de Krebs, também chamado de ciclo 
do ácido cítrico ou ciclo do ácido tricarboxí-
lico, é uma importante etapa da respiração 
celular. A respeito desse ciclo, marque a alter-
nativa correta: 
a) O ciclo de Krebs ocorre no interior do 
complexo golgiense. 
b) O ciclo de Krebs envolve diversas reações 
químicas que garantem a oxidação completa 
da glicose. 
c) O ciclo de Krebs inicia-se com a reação 
entre acetil-CoA e ácido oxalacético. 
d) No final do ciclo de Krebs, a coenzima A 
não é recuperada. 
Questão 4 
(UFPA) O processo de respiração celular é 
responsável pelo(a) 
a) consumo de dióxido de carbono e libera-
ção de oxigênio para as células. 
b) síntese de moléculas orgânicas ricas em 
energia. 
c) redução de moléculas de dióxido de carbo-
no em glicose. 
d) incorporação de moléculas de glicose e 
oxidação de dióxido de carbono. 
e) liberação de energia para as funções vitais 
celulares. 
138138
Exercícios 
Respiração celular 
Questão 1 
A respiração celular é um processo que ga-
rante a produção da energia necessária para 
a sobrevivência dos seres vivos. Analise as 
alternativas a seguir e marque aquela que 
não indica uma das etapas da respiração ce-
lular. 
a) Glicólise. 
b) Fosforilação oxidativa. 
c) Ciclo de Krebs. 
d) Ciclo de Calvin. 
Questão 2 
A glicólise é uma das etapas da respiração 
celular, processo responsável pela produção 
do ATP necessário para o organismo. A res-
peito da glicólise, marque a alternativa incor-
reta: 
a) A glicólise engloba cerca de dez reações 
químicas diferentes. 
b) Na glicólise ocorre a quebra da glicose em 
duas moléculas de ácido pirúvico. 
c) A glicólise ocorre na matriz mitocondrial. 
d) O saldo positivo de ATP no final da glicóli-
se é de duas moléculas. 
e) A glicólise é uma etapa anaeróbia. 
 
Questão 3 
O ciclo de Krebs, também chamado de ciclo 
do ácido cítrico ou ciclo do ácido tricarboxí-
lico, é uma importante etapa da respiração 
celular. A respeito desse ciclo, marque a alter-
nativa correta: 
a) O ciclo de Krebs ocorre no interior do 
complexo golgiense. 
b) O ciclo de Krebs envolve diversas reações 
químicas que garantem a oxidação completa 
da glicose. 
c) O ciclo de Krebs inicia-se com a reação 
entre acetil-CoA e ácido oxalacético. 
d) No final do ciclo de Krebs, a coenzima A 
não é recuperada. 
 
139139
Exercícios 
Citologia
Questão 1 
A Biologia Celular, ou citologia, é a 
parte da Biologia responsável por 
estudar o funcionamento das células e 
suas estruturas. Analise as alternativas a 
seguir e marque aquela que indica 
corretamente o nome do pesquisador 
que denominou essas estruturas 
funcionais dos seres vivos de células. 
a) Theodor Schwann. 
b) Mathias Schleiden. 
c) Rudolf Virchow. 
d) Robert Hooke. 
e) Walther Flemming. 
Questão 2 
A Teoria Celular pode ser resumida, 
atualmente, em três pontos principais. 
Analise e marque a alternativa que não 
apresenta uma afirmação relacionada 
com essa teoria. 
a) Todos os seres vivos são formadas 
por uma ou mais células. 
b) Todas as células são formadas por 
membrana, citoplasma e núcleo. 
c) As células são as unidades funcionais 
dos organismos vivos. 
d) Uma célula só pode originar-se de 
outra existente. 
Questão 3 
A membrana plasmática é encontrada 
em todas as células e apresenta como 
função principal controlar a entrada e a 
saída de substâncias no interior dessa 
estrutura. Essa membrana é formada 
por uma bicamada fosfolipídica onde 
estão inseridas algumas proteínas. O 
modelo que descreve a estrutura da 
membrana plasmática recebe o nome 
de: 
a) modelo de permeabilidade seletiva. 
b) modelo de organização membranar. 
c) modelo fosfolipídico. 
d) modelo do mosaico fluido. 
e) modelo celular 
 
140140
Exercícios 
Vírus 
Questão 1 
O HIV é um exemplo de vírus 
envelopado. Marque a alternativa que 
explica corretamente essa definição. 
 a) São vírus envolvidos por um 
envelope proteico. 
 b) São vírus envolvidos por uma 
parede celular. 
 c) São vírus envolvidos por um 
envelope lipoproteico. 
 d) São vírus com um envelope 
quitinoso. 
 
Questão 2 
 Todos os vírus são constituídos por: 
 a) DNA e proteínas. 
 b) Aminoácidos e água. 
 c) Ácidos nucléicos e proteínas. 
 d) DNA e RNA. 
 e) RNA e proteínas. 
 
Questão 3 
Os vírus são minúsculos "piratas" 
biológicos porque invadem as células, 
saqueiam seus nutrientes e utilizam as 
reações químicas das mesmas para se 
reproduzir. Logo em seguida os 
 
descendentes dos invasores 
transmitem-se a outras células, 
provocando danos devastadores. A 
estes danos, dá-se o nome de virose, 
como a raiva, a dengue hemorrágica, o 
sarampo, a gripe, etc. (Texto 
modificado do livro "PIRATAS DA 
CÉLULA", de Andrew Scott.) 
De acordo com o texto, é correto 
afirmar: 
a) Os vírus utilizam o seu próprio 
metabolismo para destruir células, 
causando viroses. 
b) Os vírus utilizam o DNA da célula 
hospedeira para produzir outros vírus. 
c) Os vírus não têm metabolismo 
próprio. 
d) As viroses resultam sempre das 
modificações genéticas da célula 
hospedeira. 
e) As viroses são transcrições 
genéticas induzidas pelos vírus que 
degeneram a cromatina na célula 
hospedeira. 
141141
Exercícios 
Bactérias 
 
.Questão 1 
As bactérias são seres vivos que na 
maioria das vezes são associados a 
doenças e decomposição da matéria 
orgânica, como de alimentos. 
Entretanto, sabemos que elas também 
são úteis aos seres humanos. A 
respeito da estrutura desses seres, 
marque a alternativa que NÃO indica 
uma característica presente em 
bactérias. 
a) Podem ser autotróficas e 
heterotróficas. 
b) Possuem DNA circular. 
c) Apresentam parede celular. 
d) São procariontes. 
e) Não possuem membrana plasmática. 
 
Questão 2 
Sabemos que as bactérias possuem 
uma grande variedade de formas e 
modos de vida, sendo que algumas 
vivem solitárias e outras formam 
colônias. Podemos classificar as 
bactérias de acordo com seu formato 
e agrupamento. Marque a alternativa 
 
 
que contém apenas formas de 
bactérias. 
a) Cocos, espirilos e bacilos. 
b) Cocos, vibriões e bacteriófagos. 
c) Bacilos, cocos e flagelados. 
d) Flagelados, ciliados e sarcodíneos. 
e) Espirilos, radiolários e bacilos. 
 
Questão 3 
As bactérias não possuem: 
 a) Membrana plasmática. 
 b) Ribossomo. 
 c) Parede celular. 
 d) DNA. 
 e) Carioteca. 
 
Questão 4 
Um organismo unicelular, sem núcleo 
diferenciado, causador de infecção em 
ratos, provavelmente será: 
 a) Uma bactéria. 
 b) Uma alga. 
 c) Um vírus. 
 d) Um fungo. 
 e) Um protozoário. 
 
 
142142
Exercícios 
Imunologia 
 
Questão 1 
Consideramos uma vacina um material 
que contém: 
a) anticorpos contra determinado 
patógeno, que estimulam a resposta 
imunológica do indivíduo. 
b) anticorpos contra determinado 
patógeno produzidos por outro animal 
e que fornecem proteção imunológica. 
c) soro de indivíduos previamente 
imunizados contra aquele patógeno. 
d) células brancas produzidas por 
animais, que se multiplicam no corpo 
do indivíduo que recebe a vacina. 
e) um patógeno vivo enfraquecido ou 
partes dele para estimular a resposta 
imunológica, mas não causar a doença. 
Questão 2 
Gripe e AIDS são doenças provocadas 
por vírus. Entretanto, a gripe tem uma 
evolução benigna, e a AIDS já não tem. 
Isso ocorre porque: 
a) o vírus da gripe é mais fraco que o 
vírus da AIDS. 
b) o vírus da AIDS destróias células 
responsáveis pela defesa imunológica. 
c) nosso organismo já é naturalmente 
imune ao vírus da gripe. 
d) o vírus da AIDS não é reconhecido 
como antígeno pelo sistema 
imunológico. 
e) os mecanismos de infecção são 
diferentes. 
Questão 3 
Nem todos os leucócitos são capazes 
de produzir anticorpos, atuando na 
defesa do nosso organismo de outras 
formas. Os leucócitos capazes de 
produzir anticorpos são os: 
a) linfócitos T. 
b) neutrófilos. 
c) macrófagos. 
d) eosinófilos. 
e) linfócitos B. 
 
143143
Exercícios 
Química geral 
Questão 1 
Abaixo são citadas quatro propriedades da 
matéria: 
I. Densidade 
II. Volume 
III. Temperatura de ebulição 
IV. Massa 
Quais delas correspondem à extensão de 
espaço e à quantidade de matéria que 
existe em um corpo, respectivamente? 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e IV. 
d) II e III. 
e) III e IV. 
Questão 2 
(ACAFE-SC) Correlacione a coluna da di-
reita com a coluna da esquerda. 
( 1 ) – elemento quími-
co ( ) água 
( 2 ) – substância compos-
ta ( ) gás oxigênio 
( 3 ) – substância sim-
ples ( ) vinagre 
 
( 4 ) – mistura 
 ( ) sódio 
 
 ( ) água do mar 
 
 ( ) liga de cobre 
A sequência numérica, de cima para baixo, 
deve ser: 
a) 1 - 3 - 4 - 2 - 1 - 2 
b) 3 - 2 - 2 - 4 - 1 - 4 
c) 4 - 3 - 1 - 4 - 2 - 2 
d) 2 - 3 - 4 - 1 - 4 - 4 
e) 2 - 3 - 4 - 4 - 2 - 1 
Questão 3 
(Unievangélica-GO) Considera-se um sistema 
homogêneo ou heterogêneo qualquer porção 
do universo que seja submetida a uma obser-
vação, sendo que a mesma pode ser uma 
substância pura ou uma mistura. São exem-
plos de sistemas homogêneos e heterogê-
neos, respectivamente, 
a) água potável e água com álcool etílico. 
b) água com gelo e água barrenta. 
c) água destilada com gelo e água potável 
com sal. 
d) água destilada e água com óleo de soja. 
144144
Exercícios 
Química inorgânica 
Questão 1 
Considere as informações apresentadas 
sobre as seguintes substâncias: 
I - ácido clorídrico: de fórmula HCl, age co-
mo ácido forte quando dissolvido em água. 
II - nitrato de potássio: de fórmula KNO3, é 
um sal iônico que se dissocia totalmente 
em água. 
III - argônio: de fórmula Ar, é um gás no-
bre, inerte. 
IV - metano: de fórmula CH4, é um alca-
no, gasoso, cuja geometria molecular é a 
de um tetraedro regular. 
A partir dessas informações, pode-se afir-
mar que: 
Questão 2 
(UDESC 2017/1)Numere a coluna relacionan-
do a descrição da função química à espé-
cie que ela representa. 
1. NH4
+ 
2. CO2 
3. NH3 
4. KMnO4 
( ) É um óxido, nesta classe de compostos 
o elemento oxigênio é o elemento mais 
eletronegativo. 
( ) É uma base e, segundo Brønstead-
Lowry, pode receber um ou mais prótons. 
( ) É um ácido, segundo Brønstead-Lowry, 
cuja definição de ácido é qualquer espécie 
química que exiba tendência a doar pró-
tons (íons H+). 
( ) É um sal, e essa classe de compostos é 
um dos produtos da reação entre um áci-
do e uma base. 
Assinale a alternativa que contém a se-
quência correta, de cima para baixo. 
A) 
 
 
apenas o argônio é apolar 
B) 
 
 
argônio e metano são muito 
pouco solúveis em água 
C) 
 
 
nitrato de potássio é solúvel 
apenas em solventes apolares. 
D) 
 
 
metano forma ligações de hi-
drogênio entre suas moléculas 
E) 
 
 
o HCl, em meio aquoso não 
conduz eletricidade 
A) 4 – 3 – 1 – 4 
B) 2 – 3 – 4 – 1 
C) 3 – 4 – 1 – 2 
D) 1 – 2 – 3 – 4 
E) 
2 – 3 – 1 – 4 
145145
Exercícios 
Estequiometria 
Questão 1 
 (PUC-PR) Em 100 gramas de alumínio, 
quantos átomos deste elemento estão 
presentes? Dados: M(Al) = 27 g/mol 1 mol 
= 6,02 x 1023 átomos . 
a) 3,7 x 1023 
b) 27 x 1022 
c) 3,7 x 1022 
d) 2,22 x 1024 
e) 27,31 x 1023 
 
Questão 2 
 (Cesgranrio) De acordo com a Lei de La-
voisier, quando fizermos reagir completa-
mente, em ambiente fechado, 1,12g de fer-
ro com 0,64g de enxofre, a massa, em g, 
de sulfeto de ferro obtida será de: 
(Fe=56; S=32) 
 
a) 2,76 
b) 2,24 
c) 1,76 
d) 1,28 
e) 0,48 
146146
Exercícios 
 
Concentração de soluções 
Questão 1 
Uma solução foi preparada dissolvendo-
se 4,0 g de cloreto de sódio (NaCl) em 
2,0 litros de água. Considerando que o 
volume da solução permaneceu 2,0 L, 
qual é a concentração da solução final? 
a)2g/L 
b)4g/L 
c)6 g/L 
d)8 g/L 
e)10 g/L 
Questão 2 
Um técnico de laboratório preparou 
uma solução aquosa de ácido sulfúrico 
(H2SO4) misturando 33 g desse ácido 
em 200 mL de água, com extremo 
cuidado, lentamente, sob agitação e 
em uma capela com exaustor. Ao final, 
a solução ficou com um volume de 
220 mL. A concentração em g/L 
dessa solução é: 
a) 0,15 
b)0,165 
c)66 
d) 15 
e)150 
Questão 3 
Em uma solução aquosa de hidróxido 
de sódio (NaOH), calcule: 
a)A concentração em g/L de uma 
solução que contém 4,0 g de NaOH 
dissolvidos em 500 mL de solução. 
b)Para preparar 300 mL de uma 
solução dessa base com concentração 
de 5 g/L será preciso quanto de 
soluto? 
e)Qual será o volume em mL de uma 
solução aquosa de hidróxido de sódio 
que possui exatamente 1 mol dessa 
substância (NaOH = 40 g/mol), sendo 
que sua concentração é igual a 240 
g/L? 
 
 
 
 
 
 
147147
 
 
Exercícios 
 
Termoquímica 
 
Questão 1 
Considere as seguintes equações 
termoquímicas: 
I. 3 O2(g) → 2 O3(g) ∆H1 = +284,6 kJ 
II. 1 C(grafita) + 1 O2(g)→ 1 CO2(g) ∆H2 = -
393,3 kJ 
III. 1 C2H4(g) + 3 O2(g) → 2 CO2(g) + 
2H2O(l) ∆H3 = -1410,8 kJ 
IV. 1 C3H6(g) + 1 H2(g) → 1 C3HO8(g) ∆H4 = 
-123,8 kJ 
V. 1 I(g) → 1/2 I2(g) ∆H5 = -104,6 kJ 
Qual é a variação de entalpia que pode 
ser designada calor de formação ou 
calor de combustão? 
a) ∆H1. 
b) ∆H2. 
c) ∆H3. 
d) ∆H4. 
e) ∆H5. 
Questão 2 
 Sejam dadas as equações 
termoquímicas, todas a 25 ºC e 1 atm: 
I- H2(g)+ ½
 O2(g) →H2O(l) ∆H = -68,3 
Kcal/mol 
II- 2Fe(s)+ 3/2 O2(g)→Fe2O3(s) ∆H = -
196,5 Kcal/mol 
III- 2Al(s)+ 3/2 O2(g)→Al2O3(s) ∆H = -
399,1 Kcal/mol 
IV - C(grafite)+ O2(g)→ CO2(g) ∆H = -94,0 
Kcal/mol 
V- CH4(g) + O2(g) → CO2(g)+ H2O(l) ∆H 
= -17,9 Kcal/mol 
Exclusivamente sob o ponto de vista 
energético, das reações acima, a que 
você escolheria como fonte de energia 
é: 
a)I 
b) II. 
c) III 
d) IV. 
e) V. 
 Questão 3
Considerando as seguintes equações 
termoquímicas e seus respectivos ∆H0, 
indique o reagente que, em relação 
aos produtos, possui maior energia: 
a) C(grafita) → C(diamante) ∆H
0
 = + 2,1 
kJ/mol de C 
b) I(g) → ½ I2(g) ∆H
0
 = - 104,5 kJ/mol de 
I 
c)1/2 Cℓ(g) → Cℓ(g) ∆H
0
 = + 125,4 
kJ/mol de Cℓ 
148148
Exercícios 
Química Ambiental 
Questão 1 
Em Salvador e na região metropolitana, 
são descartados, por ano, cerca de 
dois milhões de toneladas de resíduos 
sólidos. Se não forem tomadas 
providências, em pouco tempo, os 
aterros sanitários não serão suficientes 
para manter tanto lixo. 
Considerando-se a problemática do lixo 
das grandes regiões metropolitanas do 
país, entre as soluções corretas para 
reduzir o acúmulo desse material nos 
aterros sanitários, pode-se incluir 
a) a incineração de resíduos sólidos 
descartados nos aterros sanitários. 
b) o incentivo às cooperativas de 
catadores e aos artesões para 
transformar os resíduos sólidos em 
material reciclado. 
c) o reaproveitamento de resíduos 
com objetivo de requalificá-los e 
introduzi-los na economia. 
d) a ampliação de aterros sanitários 
para aproveitar a energia gerada na 
biodecomposição de resíduos sólidos. 
e) a modernização da frota de 
caminhões, que utilize óleo diesel isento 
de enxofre, para manter os grandes 
centros urbanos limpos 
Questão 2 
Entre os resíduos propostos abaixo, 
qual deles pode ser utilizado para a 
produção de um gás que pode 
substituir o gás de cozinha (gás 
liquefeitode petróleo), além de ser 
uma fonte de nutrientes para a 
agricultura? 
a) Resíduo tóxico 
b) Resíduo orgânico 
c) Resíduo mineral 
d) Resíduo atômico 
e) Nenhuma das alternativas anteriores. 
Questão 3 
 Seathl, chefe indígena americano, em 
seu famoso discurso, discorre a 
respeito dos sentimentos e dos 
cuidados que o homem branco deveria 
ter para com a Terra, à semelhança 
com os índios, ao se assenhorear das 
novas regiões. E ao final, diz: “Nunca 
esqueças como era a terra quando 
dela tomaste posse. Conserva-a para 
os teus filhos e ama-a como Deus nos 
149149
ama a todos. Uma coisa sabemos: o 
nosso Deus é o mesmo Deus. Nem 
mesmo o homem branco pode evitar 
nosso destino comum”. 
O discurso adaptado, publicado na 
revista Norsk Natur, Oslo, em 1974, 
nunca esteve tão atual. O homem, 
procurando tornar sua vida mais 
“confortável”, vem destruindo e 
contaminando tudo ao seu redor, sem 
se preocupar com os efeitos 
desastrosos posteriores. 
Esses efeitos podem ser causados por 
I. liberação desenfreada de gases-
estufa; 
II. destruição da camada de ozônio; 
III. uso descontrolado de agrotóxicos e 
inseticidas; 
IV. desmatamento e queimadas. 
É correto afirmar que contribuem para 
o agravamento dos problemas as 
causas citadas em: 
a) I, II e III, apenas. 
b) II e III, apenas. 
c) I e IV, apenas. 
d) I, II, III e IV. 
e) II e IV, apenas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
150150
Exercícios 
Cinemática 
Questão 1 
(UNIFICADO-RJ) A nave espacial New Hori-
zons foi lançada pela agência espacial NASA 
para estudar o planeta anão Plutão em janeiro 
de 2006. Em julho de 2015, a nave chegou 
muito próximo a Plutão e conseguiu enviar 
imagens de sua superfície. A distância estima-
da entre a Terra e a nave, quando ela estava 
bem próxima a Plutão, era de 32 unidades 
astronômicas (1 unidade astronômica = 150 mi-
lhões de quilômetros). Se a velocidade da luz 
é de 300 mil quilômetros por segundo, a ima-
gem recebida pelos observatórios terrestres 
levou, da New Horizons até a Terra, aproxi-
madamente 
a) 0,1 microssegundo 
b) 1 hora 
c) 4 horas e meia 
d) 2 dias 
e) zero segundos 
Questão 2 
Analise as afirmações a respeito das caracte-
rísticas do movimento uniforme. 
I) O movimento dito progressivo é aquele que 
ocorre a favor do sentido positivo da trajetó-
ria. 
II) O gráfico da função horária da posição para 
o movimento retilíneo uniforme sempre é 
uma reta crescente. 
III) Se o movimento for retrógrado, o gráfico 
da posição em função do tempo será uma 
reta crescente. 
IV) O coeficiente angular da reta do gráfico da 
posição versus o tempo é igual à velocidade 
do móvel. 
É verdadeiro o que se diz em: 
a) I e II 
b) I, III e IV 
c) I, II e IV 
d) I e IV 
e) II e III 
Questão 3 
Um móvel em uma rodovia sai da posição 18 
km e anda de acordo com o sentido positivo 
da trajetória com velocidade constante de 30 
km/h. Outro móvel sai da posição 2 km e an-
da no sentido positivo da trajetória com velo-
cidade constante de 50 km/h. Determine o 
ponto onde os dois móveis se encontrarão. 
a) 30 km 
b) 38 km 
c) 40 km 
d) 42 km 
e) 50 km 
151151
Exercícios 
Dinâmica 
Questão 1 
Um corpo com massa de 5 kg é submeti-
do a uma força de intensidade 25N. Qual é 
a aceleração que ele adquire? 
Questão 2 
(PUC) Quando a resultante das forças que 
atuam sobre um corpo é 10N, sua acelera-
ção é 4m/s2. Se a resultante das forças 
fosse 12,5N, a aceleração seria de: 
a)2,5m/s2 
b)5,0m/s2 
c) 7,5 m/s2 
d) 2 m/s2 
e) 12,5 m/s2 
 
Questão 3 
(PUC-RIO 2008) A primeira Lei de Newton 
afirma que, se a soma de todas as forças 
atuando sobre o corpo for zero, o corpo 
… 
a) terá um movimento uniformemente va-
riado 
b) apresentará velocidade constante 
c) apresentará velocidade constante em 
módulo, mas sua direção poderá ser alte-
rada. 
d) será desacelerado 
e) apresentará um movimento circular uni-
forme. 
 
152152
Exercícios 
Estática 
 
Questão 1 
Uma caixa A, de peso igual a 300 N, é 
suspensa por duas cordas B e C 
conforme a figura a seguir. (Dados: 
sen 30º = 0,5) 
 
 
a) 144 N 
b) 180 N 
c) 192 N 
d) 240 N 
e) 320 N 
 
 
 
 Questão 2 
Um homem de massa igual a 80 kg 
está em repouso e em equilíbrio 
sobre uma prancha rígida de 2,0 m de 
comprimento, cuja massa é muito 
menor que a do homem. A prancha 
está posicionada horizontalmente 
sobre dois apoios, A e B, em suas 
extremidades, e o homem está a 0,2 
m da extremidade apoiada em A. A 
intensidade da força, em newtons, que 
a prancha exerce sobre o apoio A 
equivale a: 
a) 200 
b) 360 
c) 400 
d) 720 
 
 
153153
Exercícios 
 
Hidrostática 
 
Questão 1 
O empuxo é um fenômeno bastante 
familiar. Um exemplo é a facilidade 
relativa com que você pode se 
levantar de dentro de uma piscina em 
comparação com tentar se levantar 
de fora da água, ou seja, no ar. 
De acordo com o princípio de 
Arquimedes, que define empuxo, 
marque a proposição correta: 
a) Quando um corpo flutua na água, o 
empuxo recebido pelo corpo é menor 
que o peso do corpo. 
b) O princípio de Arquimedes 
somente é válido para corpos 
mergulhados em líquidos e não pode 
ser aplicado para gases. 
c) Um corpo total ou parcialmente 
imerso em um fluido sofre uma força 
vertical para cima e igual em módulo 
ao peso do fluido deslocado. 
d) Se um corpo afunda na água com 
velocidade constante, o empuxo sobre 
ele é nulo. 
e) Dois objetos de mesmo volume, 
quando imersos em líquidos de 
densidades diferentes, sofrem 
empuxos iguais. 
Questão 2 
Uma balsa, cuja forma é um 
paralelepípedo retângulo, flutua em 
um lago de água doce. A base de seu 
casco, cujas dimensões são iguais a 20 
m de comprimento e 5 m de largura, 
está paralela à superfície livre da água 
e submersa a uma distância do dessa 
superfície. Admita que a balsa é 
carregada com 10 automóveis, cada 
um pesando 1.200 kg, de modo que a 
base do casco permaneça paralela à 
superfície livre da água, mas submersa 
a uma distância d dessa superfície. 
Se a densidade da água é 1,0 × 
103 kg/m3, a variação (d – do), em 
centímetros, é de: (g=10m/s2) 
a) 2 
b) 6 
c) 12 
d) 24 
e) 22 
 
 
 
154154
Exercícios 
Conjuntos numéricos 
Questão 1 
(UFOP-MG) A respeito dos números a = 
0,499999... e b = 0,5, é correto afirmar: 
a) b = a + 0,011111 
b) a = b 
c) a é irracional e b é racional 
d) a < b 
Questão 2 
 (UEL-PR) Observe os seguintes números: 
I. 2,212121... 
II. 3,212223... 
III. π/5 
IV. 3,1416 
V. √– 4 
Assinale a alternativa que identifica os nú-
meros irracionais: 
a) I e II. 
b) I e IV. 
c) II e III. 
d) II e V. 
e) III e V. 
Questão 3 
(Cefet-CE) É unitário o conjunto: 
a) {x ∈ Z│ x < 1} 
b) {x ∈ Z│ x2 > 0} 
c) {x ∈ R│ x2 = 1} 
d) {x ∈ Q│ x2 < 2} 
e) {x ∈ N│ 1 < 2x < 4} 
155155
Exercícios 
Progressão aritmética 
Questão 1 
PUC/RJ - 2018 
Sabendo que os números da sequência (y, 
7, z, 15) estão em progressão aritmética, 
quanto vale a soma y + z? 
a) 20 
b) 14 
c) 7 
d) 3,5 
e) 2 
Questão 2 
 IFRS - 2017 
Na figura abaixo, temos uma sequência de 
retângulos, todos de altura a. A base do 
primeiro retângulo é b e dos retângulos 
subsequentes é o valor da base do anteri-
or mais uma unidade de medida. Sendo as-
sim, a base do segundo retângulo é b+1 e 
do terceiro b+2 e assim sucessivamente. 
Considere as afirmativas abaixo. 
I - A sequência das áreas dos retângulos 
é uma progressão aritmética de razão 1. 
II - A sequência das áreas dos retângulos 
é uma progressão aritmética de razão a. 
III - A sequência das áreas dos retângulos 
é uma progressão geométrica de razão 
a. 
IV - A área do enésimo retângulo (An) 
pode ser obtida pela fórmula An = a . (b 
+ n - 1). 
Assinale a alternativa que contém a(as) 
afirmativa(s) correta(s). 
a) I. 
b) II. 
c) III. 
d) II e IV. 
e) III e IV. 
 
156156
Exercícios 
Progressão geométrica 
Questão 1 
UFRGS - 2018 
Considere a função real f definida por f (x) 
= 2 - x . O valorda expressão S = f (0) + f 
(1) + f (2) +...+ f (100) é 
a) S = 2 - 2-101 . 
b) S = 250 + 2-50. 
c) S = 2 + 2-101 . 
d) S = 2 + 2-100 . 
e) S = 2 - 2-100 . 
 
 
Questão 2 
PUC/RJ - 2017 
Os termos da soma S = 4 + 8 + 16 + ... + 
2048 estão em progressão geométrica. 
Assinale o valor de S. 
a) 4092 
b) 4100 
c) 8192 
d) 65536 
e) 196883 
157157
Exercícios 
Função do 1° grau 
Questão 1 
A função real de variável real, definida 
por f (x) = (3 – 2a).x + 2, é crescente 
quando: 
a) a > 0 
b) a < 3/2 
c) a = 3/2 
d) a > 3/2 
e) a < 3 
 
Questão 2 
O gráfico da função f (x) = mx + 
n passa pelos pontos (– 1, 3) e (2, 7). O 
valor de m é: 
a) 5/3 
b) 4/3 
c) 1 
d) 3/4 
e) 3/5 
 
Questão 3 
A função R(t) = at + b expressa o 
rendimento R, em milhares de reais, de 
certa aplicação. O tempo t é contado 
em meses, R(1) = –1 e R(2) = 1. Nessas 
condições, determine o rendimento 
obtido nessa aplicação, em quatro 
meses. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
158158
Exercícios 
Função do 2° grau 
Questão 1 
O gráfico da função quadrática definida 
por y = x² – mx + (m – 1), em que m 
Є R, tem um único ponto em comum 
com o eixo das abscissas. Determine y 
associado ao valor de x = 2. 
.Questão 2 
Determine os pontos de intersecção 
da parábola da função f(x) = 2x² – 3x 
+ 1, com o eixo das abscissas. 
Questão 3 
Calcule o valor de k de modo que a 
função f(x) = 4x² – 4x – k não tenha 
raízes, isto é, o gráfico da parábola não 
possui ponto em comum com o eixo x. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
159159
Exercícios 
Geometria plana 
Questão 1
Um campo de futebol de formato 
retangular tem 100 metros de largura 
por 70 metros de comprimento. Antes 
de cada treino, os jogadores de um 
time dão cinco voltas e meia correndo 
ao redor do campo. Sendo assim, 
determine: 
a) Quantos metros os jogadores 
correm ao dar uma volta completa no 
campo? 
b) Quantos metros eles percorrem ao 
dar as cinco voltas e meia ao redor do 
campo? 
c) Se eles repetem essa corrida cinco 
vezes por semana, quantos metros os 
jogadores correm em uma semana? 
 
Questão 2 
Sabe-se que o perímetro de um 
retângulo é 60 cm e o comprimento 
desse retângulo é de 22 cm. Defina a 
largura do retângulo. 
Questão 3 
Considere um triângulo 
isósceles T cujo perímetro seja 70 cm, 
diminuindo 2 cm na base do triângulo e 
aumentando 5% nos lados de mesma 
medida, obtém-se outro triângulo 
isósceles P de mesmo perímetro. Quais 
são as dimensões dos dois triângulos? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
160160
Exercícios 
Geometria espacial 
Questão 1 
Para resolver o problema de 
abastecimento de água, foi decidida, 
numa reunião do condomínio, a 
construção de uma nova cisterna. A 
cisterna atual tem formato cilíndrico, 
com 3 m de altura e 2 m de 
diâmetro, e estimou-se que a nova 
cisterna deverá comportar 81 m³ de 
água, mantendo o formato cilíndrico e 
a altura da atual. Após a inauguração 
da nova cisterna, a antiga será 
desativada. (Utilize 3,0 como 
aproximação para π.) 
Qual deve ser o aumento, em metros, 
no raio da cisterna para atingir o 
volume desejado? 
a) 0,5 
b) 1,0 
c) 2,0 
d) 3,5 
e) 8,0 
Questão 2 
As medidas internas de um 
reservatório no formato de um 
paralelepípedo são de 2,5 m de 
comprimento, 1,8 m de largura e 1,2 m 
de profundidade (altura). Se, em um 
determinado momento do dia, esse 
reservatório está apenas com 70% de 
sua capacidade, a quantidade de litros 
que faltam para enchê-lo é igual a: 
1. 1620 
2. 1630 
3. 1640 
4. 1650 
5. 1660 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
161161
Exercícios 
Brasil colonial 
Questão 1 
Em 1500, os portugueses chegaram nas 
terras que hoje correspondem ao Brasil. 
Sobre esse período, coloque verdadeiro 
(V) ou falso (F) nas afirmações abaixo: 
I. Os portugueses chegaram no Brasil em 
18 de abril de 1500. 
II. O período chamado de colonial compre-
ende os anos de 1500 e 1822. 
III. Os portugueses vieram ao Brasil junto 
aos espanhóis para conquistar as terras. 
IV. Os principais grupos étnicos no Brasil 
colônia eram: brancos, negros e índios. 
Questão 2 
O período colonial no Brasil teve início em: 
a) 1530 
b) 1500 
c) 1600 
d) 1589 
d) 1630 
Questão 3 
No período pré-colonial a atividade econô-
mica que teve maior destaque foi: 
a) pau-brasil 
b) mineração 
c) cana-de-açúcar 
d) café 
e) algodão 
Questão 4 
A primeira capital do Brasil foi: 
a) São Paulo 
b) Rio de Janeiro 
c) Salvador 
d) São Luís 
e) Brasília 
162162
Exercícios 
Grécia e Roma antiga 
Questão 1 
Na Grécia Antiga, as principais cidades-
estado foram 
a) Babilônia e Atenas 
b) Esparta e Roma 
c) Babilônia e Esparta 
d) Atenas e Esparta 
e) Roma e Babilônia 
Questão 2 
A religião da antiga Grécia era 
a) Cristã 
b) Judaica 
c) Politeísta 
d) Islâmica 
e) Budista 
Questão 3 
A história da Grécia antiga está dividida em 
4 períodos que se estende do século XX 
ao século IV a.C.. São eles: 
a) pré-homérico, homérico, arcaico e 
clássico 
b) greco-romano, dórico, homérico, 
clássico 
c) dórico, ateniense, clássico e helenís-
tico 
d) helenístico, homérico, ateniense e 
clássico 
e) greco-romano, pré-homérico, clás-
sico e helenístico 
Questão 4 
Preencha a lacuna: A __________ foi um 
regime político criado e adotado em Ate-
nas, no período da Grécia Antiga. 
a) ática 
b) democracia 
c) ditadura 
d) monarquia 
e) talassocracia 
163163
Exercícios 
Idade média 
Questão 1 
 (UFMS 2010) 
A respeito do trabalho na Idade Média, assi-
nale a(s) afirmativa(s) correta(s). 
1) A partir do século XI, o trabalho no 
Ocidente Europeu caracterizou-se predominante-
mente pela servidão, o que implicou várias taxas 
e obrigações devidas pelo camponês ao senhor, 
a exemplo da corvéia ou trabalho gratuito nas 
terras senhoriais. 
2) O trabalho não era uma atividade 
condizente com a formação sociocultural da no-
breza, já que sua riqueza provinha principalmente 
da exploração das terras herdadas e da pilhagem 
resultante das guerras. 
4) O pensamento cristão, uma das he-
ranças culturais que formaram a Idade Média, 
atribuía alto valor positivo ao trabalho, uma vez 
que o identificava com o resgate do pecado ori-
ginal. 
8) A partir do século XVI, período em 
que o feudalismo entrou em sua fase de plenitu-
de no Ocidente Europeu, o trabalho caracterizou
-se predominantemente pela escravidão, o que 
implicou várias taxas e obrigações devidas pelo 
camponês ao senhor, a exemplo da banalidade 
ou trabalho gratuito nas terras senhoriais. 
16) A ascensão da burguesia, ao final da 
Idade Média, intensificou a rejeição ao trabalho, o 
que se evidencia no crescimento de movimentos 
anarquistas nos meios urbanos, como exemplo, a 
Jacquerie. 
Questão 2 
(UFPR 2009) 
Sobre a sociedade do Ocidente Medieval, consi-
dere as afirmativas abaixo: 
1. Na Alta Idade Média, ocorreu um acentuado 
processo de urbanização, seguindo o mode-
lo da urbanidade clássica. 
2. Nessa sociedade, atribuía-se às crianças uma 
função na organização social e familiar se-
melhante àquela estabelecida para os adul-
tos. 
3. A noção de solidariedade familiar é um tra-
ço essencial da sociedade medieval. 
As mulheres, na sociedade medieval, eram to-
talmente excluídas da sucessão. Quando casa-
vam, recebiam como dote bens que seriam 
administrados pelo marido. 
Assinale a alternativa correta 
A) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 
são verdadeiras. 
B) Somente as afirmativas 2 e 4 
são verdadeiras. 
C) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 
são verdadeiras. 
D) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 
são verdadeiras. 
E) Somente a afirmativa 3 é ver-
dadeira. 
164164
Exercícios 
Renascimento 
Questão 1 
Leia atentamente os relatos a seguir: 
"O pintor que trabalha rotineira e 
apressadamente, sem compreender as 
coisas,é como o espelho que absorve 
tudo o que encontra diante de si, sem 
tomar conhecimento". 
“Experiência, mãe de toda a certeza”, 
“Só o pintor universal tem valor”. São 
trechos de Leonardo da Vinci, 
personagem destacada do 
Renascimento. Neles, o autor exalta 
compreensão, experiência, 
universalismo, valores que marcaram o: 
a) Teocentrismo, como princípio básico 
do pensamento moderno. 
b) Epicurismo, em alusão aos princípios 
dominantes na Idade Média. 
c) Humanismo, como postura ideológica 
que configurou a transição para a Idade 
Moderna. 
d) Confucionismo, por sua marcada 
oposição ao conjunto dos 
conhecimentos orientais. 
e) Escolasticismo, dado que admitia a fé 
como única fonte de conhecimento. 
Questão 2 
O Renascimento, amplo movimento 
artístico, literário e científico, expandiu-
se da Península Itálica por quase toda a 
Europa, provocando transformações na 
sociedade. Sobre o tema, é correto 
afirmar que: 
a) o racionalismo renascentista reforçou 
o princípio da autoridade da ciência 
teológica e da tradição medieval. 
b) houve o resgate, pelos intelectuais 
renascentistas, dos ideais medievais 
ligados aos dogmas do catolicismo, 
sobretudo da concepção teocêntrica 
de mundo. 
c) nesse período, reafirmou-se a ideia 
de homem cidadão, que terminou por 
enfraquecer os sentimentos de 
identidade nacional e cultural, os quais 
contribuíram para o fim das monarquias 
absolutas. 
d) o humanismo pregou a 
determinação das ações humanas pelo 
divino e negou que o homem tivesse a 
capacidade de agir sobre o mundo, 
transformando-o de acordo com sua 
vontade e interesse. 
e) os estudiosos do período buscaram 
apoio no método experimental e na 
reflexão racional, valorizando a natureza 
e o ser humano. 
165165
Exercícios 
Reformas religiosas 
Questão 1 
O Ato de Supremacia, promulgado por 
Henrique VIII, na Inglaterra, contribuiu 
para: 
a) divulgar intensamente a doutrina 
calvinista no país, sobretudo na região 
da Escócia. 
b) iniciar a expansão externa, 
formando, assim, as bases do império 
colonial inglês. 
c) promover a reforma anglicana, ao 
mesmo tempo em que contribuiu para 
a centralização do governo. 
d) implantar o catolicismo no reino, o 
que foi acompanhado de repressão aos 
reformistas. 
e) restaurar os antigos direitos feudais, 
que foram limitados pela Magna Carta 
de 1215. 
Questão 2 
“Se um homem não trabalhar, também 
não comerá” – São Paulo 
O texto acima traduz a ideia defendida 
pelo: 
a) Protestantismo de Lutero; 
b) Protestantismo de Calvino; 
c) Catolicismo da Idade Média; 
d) Catolicismo da Contra-Reforma. 
Questão 3 
Na Alemanha do século XVI, havia 
grande contradição entre o que a 
Igreja católica pregava e o que se 
praticava. Nos principados as 
dificuldades eram enormes. Os 
camponeses sentiam-se 
sobrecarregados de impostos. As 
cidades ansiavam por liberdade. O clero 
desprezava a missão espiritual. Muitos 
bispos levavam uma existência de 
prazer, o que ofendia os crentes 
sinceros e simples. Os abusos 
apontados no enunciado geraram o 
ambiente favorável à aceitação do 
novo credo sustentado por: 
a) Henrique VIII. 
b) João Knox. 
c) João Huss. 
d) João Calvino. 
e) Martinho Lutero. 
166166
Exercícios 
História 
Questão 1 
"Para o conjunto da economia 
européia, no século XVI, caracterizada 
pela produção em crescimento e pelo 
grande aumento das transações 
mercantis, ao lado de um novo 
crescimento de sua população, o 
efeito mais importante dos grandes 
descobrimentos foi a alta geral dos 
preços..." 
O efeito a que o texto se refere foi 
provocado: 
a) pelo grande afluxo de metais 
preciosos 
b) pela ampliação das áreas de 
produção agrícola 
c) pela redução do consumo de 
produtos manufaturados 
d) pela descoberta de novas rotas 
comerciais no Oriente 
e) pelo deslocamento do eixo 
comercial para o Mediterrâneo 
 
Questão 2 
Na transição do feudalismo para o 
capitalismo, tivemos: 
a) a transformação de uma sociedade 
estamental, com fraca mobilidade 
vertical e posições sociais pela origem 
de nascimento, para uma sociedade 
de classes com grande mobilidade 
vertical e posições sociais 
determinadas pelo poder econômico. 
b) a transformação de uma sociedade 
de classes, com grande mobilidade 
vertical, para uma sociedade 
estamental com fraca mobilidade 
vertical e posições sociais 
determinadas pelo poder econômico. 
c) a passagem de uma sociedade de 
classes para uma sociedade de castas. 
d) a desorganização de uma sociedade 
patriarcal, com grande mobilidade 
vertical, para uma sociedade 
estamental com fraca mobilidade social. 
e) a mudança de uma sociedade de 
castas para uma sociedade estamental. 
 
 
167167
Exercícios 
Geologia 
Questão 1 
Os diferentes tipos de províncias geológi-
cas revelam as diferentes feições do rele-
vo enquanto expressões das diferentes 
temporalidades que marcam o passado ge-
ológico do planeta Terra. Por seus proces-
sos formativos, as estruturas geológicas 
com condições mais favoráveis à forma-
ção de combustíveis fósseis são: 
a) as bacias sedimentares 
b) os maciços antigos 
c) as plataformas cristalinas 
d) os dobramentos antigos 
e) os dobramentos modernos 
Questão 2 
Regiões que apresentam níveis muito ele-
vados de altitude costumam apresentar cli-
mas mais frios, em função da menor pres-
são atmosférica existente nesse tipo de 
ambiente. 
O tipo de relevo que registra a ocorrência 
dos fenômenos acima apresentados é: 
a) Depressões relativas 
b) Depressões absolutas 
c) Planaltos 
d) Cadeias de montanhas 
e) Planícies 
Questão 3 
Sobre as formas de relevo existentes na 
superfície terrestre, assinale a alternativa 
INCORRETA: 
a) Os planaltos são mais elevados que as 
planícies e menos do que as montanhas. 
Podem apresentar composições cristali-
nas, sedimentares e basálticas. 
b) A depressão, quando abaixo do nível 
do mar, é chamada de absoluta, mas aci-
ma do nível do mar e abaixo da região 
de entorno, é chamada de relativa. 
c) Nas planícies, o processo de erosão 
não é muito acentuado, havendo uma de-
posição de sedimentos em menor grau 
em comparação com as demais formas 
de relevo. 
d) As cadeias montanhosas encontram-se, 
geralmente, nas mais recentes formações 
geológicas. 
 
168168
Exercícios 
Demografia 
Questão 1 
“O processo de envelhecimento nos países 
desenvolvidos ocorreu muito tempo depois 
de eles terem adquirido padrões elevados de 
vida, com redução das desigualdades sociais e 
econômicas (…). O desenvolvimento social e 
econômico na América do Norte e Europa 
Setentrional e Ocidental já estava determina-
do quando as demandas de uma sociedade 
que envelhecia (e mesmo as preocupações 
sobre isso) foram reconhecidas (…). 
Nenhum país na América Latina apresenta 
uma história e um contexto institucional simila-
res. Ao contrário: em quase todos os países, 
um processo de envelhecimento altamente 
comprimido começa a ocorrer no meio de 
economias frágeis e níveis crescentes de po-
breza (…)”. 
(Adaptado de: LEBRÃO, M. L. O envelheci-
mento no Brasil: aspectos da transição demo-
gráfica e epidemiológica. Saúde Coletiva, vol. 
4, nº 017. São Paulo: Editorial Bolina, 2007. 
p.137). 
Diante das considerações acima mencionadas, 
pode-se concluir que 
a) há um processo generalizado de envelheci-
mento populacional em todo o mundo, o que 
é explicado pela explosão demográfica viven-
ciada atualmente pela maioria dos países. 
b) a transição demográfica não representa um 
avanço das sociedades se não for acompanha-
da por uma política de distribuição de renda e 
democratização das estruturas sociais. 
c) a queda das taxas de natalidade vem se tor-
nando um problema para os países subdesen-
volvidos, que atingem os mais altos índices de 
envelhecimento populacional. 
d) ao contrário da América do Norte e da Euro-
pa, a América Latina apresenta um envelheci-
mento médio de sua população, acentuado pe-
las fragilidades de suas economias e níveis de 
renda.Questão 2 
 “(...) o processo de ocupação espacial da po-
pulação brasileira, nos últimos 56 anos, foi 
pautado por uma desruralização e pela con-
centração da população nas áreas urbanas. 
Esse fenômeno não se deu de forma ho-
mogênea no espaço nacional. As diferenças 
regionais estão fortemente associadas às 
diferenças nos timings em que os fenôme-
nos ocorreram em cada região, os quais, 
por sua vez, decorreram das especificidades 
regionais (…)”. 
(CAMARANO, A. A; BELTRÃO, K. 
I. Distribuição espacial da população brasileira: 
mudanças na segunda metade deste século. 
Rio de Janeiro, IPEA, 2000. p.27). 
O fragmento acima descreve alguns pontos 
169169
Exercícios 
Demografia 
Continuação 
da dinâmica demográfica brasileira na se-
gunda metade do século XX. Nesse caso, 
as expres-
sões desruralização e concentração da po-
pulação nas áreas urbanas fazem referên-
cia, respectivamente, 
a) às migrações inter-regionais e à expan-
são das cidades. 
b) ao êxodo rural e às migrações intraur-
banas. 
c) ao êxodo rural e ao processo de metro-
polização. 
d) às migrações internas e ao início da ur-
banização brasileira. 
e) às migrações inter-regionais e ao pro-
cesso de metropolização. 
 
 
170170
Exercícios 
Geografia Agrária 
Questão 1
Sobre a agricultura brasileira são feitas 
as seguintes afirmações: 
I. A mecanização da agricultura é uma 
das manifestações da modernização 
agrícola e trouxe consigo o êxodo 
rural. 
II. A estrutura fundiária brasileira 
mantém-se excludente na medida em 
que privilegia o grande capital e as 
culturas de exportação em detrimento 
da agricultura familiar. 
III. A reforma agrária é, atualmente, uma 
das grandes questões sociais e políticas 
do Brasil, congregando vários setores 
da sociedade e partidos políticos. 
Quais estão corretas? 
a) Apenas I 
b) Apenas II 
c) Apenas III 
d) Apenas I e II 
e) I, II e II 
Questão 2 
Sobre a estrutura fundiária e as 
relações de trabalho no campo 
brasileiro, assinale a alternativa correta: 
a) A estrutura fundiária apresenta 
acentuada concentração da 
propriedade, decorrente das formas de 
apropriação das terras, desde o 
período colonial. 
b) A partir de 1850, com a Lei de 
Terras, todos os trabalhadores rurais 
passaram a ter acesso à terra. 
c) A modernização do campo 
proporcionou a extinção dos contratos 
de parceria em todas as regiões 
brasileiras. 
d) Nas áreas de fronteiras agrícolas, 
todos os trabalhadores rurais possuem 
títulos de propriedade da terra. 
e) Os boias-frias são assalariados que 
trabalham nas propriedades de forma 
permanente e com vínculo 
empregatício. 
Questão 3 
Assinale a alternativa que corresponde 
à definição de plantation: 
a) Produção ou cultivo de um único 
produto agrícola. 
b) Propriedade agrícola de grande 
extensão caracterizada pela exploração 
intensa de seus recursos. 
171171
c) Propriedade agrícola de pequena 
extensão com produção voltada à 
subsistência. 
d) Modelo de organização econômica 
ou sistema agrícola no qual se 
destacam: latifúndio, monocultura, mão 
de obra escrava e produção para 
exportação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
172172
 Exercícios
Geografia urbana 
Questão 1 
“A urbanização é um sinal 
característico da modernização 
econômica. A transferência da 
população do meio rural para o meio 
urbano acompanha a transição de um 
padrão de vida econômica apoiado na 
produção agrícola fechada e 
autossuficiente para outro, baseado na 
indústria, no comércio e nos serviços. 
Atrás do processo de urbanização, 
encontra-se a intensificação da divisão 
social do trabalho e o aprofundamento 
da produção mercantil”. 
(MAGNOLI, D. Geografia para o Ensino 
Médio. São Paulo: Atual, 2008. p.402). 
O urbano diferencia-se do rural não 
somente pela sua posicionalidade, mas 
também por suas características 
sociais, econômicas e até culturais. 
Conforme o trecho acima, podemos 
considerar que o espaço urbano 
envolve: 
a) práticas predominantemente 
relacionadas com os setores 
secundário e terciário da economia, 
além de uma dinâmica trabalhista 
socialmente mais complexa. 
b) organizações de trabalho 
ordenadamente divididas, sem as 
mesmas atribuições austeras que 
geralmente se vinculam ao sistema 
produtivo do campo. 
c) uma menor relação entre custo e 
benefício para o trabalhador, em razão 
da presença de maquinários no cerne 
da produção, ao contrário do que 
ocorre no espaço rural. 
d) uma mais avançada produção 
tecnológica, haja vista que as cidades 
apresentam estruturas mecânicas mais 
avançadas que os grandes espaços de 
produção agrícola. 
e) uma lógica de dependência 
econômica e social acentuada, haja 
vista que as cidades não foram 
capazes de alcançar a mesma 
autossuficiência do meio agrário. 
Questão 2 
Trata-se de um gigantesco 
movimento de construção de cidades, 
necessário para o assentamento 
173173
residencial dessa população, bem 
como de suas necessidades de 
trabalho, abastecimento, transportes, 
saúde, energia, água etc. Ainda que o 
rumo tomado pelo crescimento 
urbano não tenha respondido 
satisfatoriamente a todas essas 
necessidades, o território foi ocupado 
e foram construídas as condições para 
viver nesse espaço. 
MARICATO, E. Brasil, cidades: 
alternativas para a crise urbana. 
Petrópolis, Vozes, 2001. 
A dinâmica de transformação das 
cidades tende a apresentar como 
consequência a expansão das áreas 
periféricas pelo(a). 
a) crescimento da população urbana e 
aumento da especulação imobiliária. 
b) direcionamento maior do fluxo de 
pessoas, devido à existência de um 
grande número de serviços. 
c) delimitação de áreas para uma 
ocupação organizada do espaço físico, 
melhorando a qualidade de vida. 
d) implantação de políticas públicas 
que promovem a moradia e o direito 
à cidade aos seus moradores. 
e) reurbanização de moradias nas 
áreas centrais, mantendo o trabalhador 
próximo ao seu emprego, diminuindo 
os deslocamentos para a periferia. 
Questão 3 
No século XIX, o preço mais alto dos 
terrenos situados no centro das 
cidades é causa da especialização dos 
bairros e de sua diferenciação social. 
Muitas pessoas, que não têm meios 
de pagar os altos aluguéis dos bairros 
elegantes, são progressivamente 
rejeitadas para a periferia, como os 
subúrbios e os bairros mais afastados. 
RÉMOND, R. O século XIX. São Paulo: 
Cultrix, 1989 (adaptado). 
Uma consequência geográfica do 
processo socioespacial descrito no 
texto é a 
a) criação de condomínios fechados 
de moradia. 
b) decadência das áreas centrais de 
comércio popular. 
c) aceleração do processo conhecido 
como cercamento. 
d) ampliação do tempo de 
deslocamento diário da população. 
e) contenção da ocupação de 
espaços sem infraestrutura satisfatória. 
 
 
 
174174
Exercícios 
Pré-socráticos 
Questão 
Umas das primeiras transformações de 
pensamento que surgiu na Grécia Antiga 
foi a distinção entre cosmogonias e cos-
mologias. A primeira vinculada ao pensa-
mento homérico e hesiodiano e a segunda 
levada a cabo pelos chamados Pré-
Socráticos. Sobre os Pré-Socráticos é cor-
reto afirmar: 
A. ( ) Tales de Mileto a partir de suas via-
gens até o Egito observou a importância 
da água para o desenvolvimento de to-
das as coisas visíveis. Um corpo vivo 
possui água enquanto um corpo morto 
desidrata. Contudo, sua força argumenta-
tiva ficou na observação de que a água 
passaria por três estados (líquido, sólido, 
gasoso) mantendo sua essência intacta. 
Daí um dos porquês de Tales considerar 
a água como o princípio de todas as 
coisas 
B. ( ) Pitágoras de Samon propôs uma das 
mais cobiçadas ideias da filosofia antiga: o 
mundo seria composto pelo absoluto 
desordenamento e falta de proporções 
entre as coisas. Desse modo, surge a 
doutrina que explica a origem do Mundo 
através do Caos; 
C. ( ) Demócrito, o atomista, percebeu que 
as discussões de seusantecedentes es-
tavam presas aos elementos do visível. Daí 
propor como objeto de estudo as coisas 
imateriais e espirituais como explicação da 
origem de todas as coisas. Cunha então o 
termo “átomo” que nada mais é do que 
“feito por divindades”; 
D. ( ) Heráclito de Éfeso desenvolve sua filo-
sofia baseando-se nas discussões de que to-
das as coisas que pudessem ser pensadas e 
expressas pela linguagem deveria existir. As-
sim, cunha um dos mais famosos pensamen-
tos da Antiguidade: “o ser é; o não-ser não 
é”, afirmando sobre a impossibilidade de algo 
não existir 
E. ( ) Parmênides de Eléia desenvolveu suas 
ideias através das observações do mundo 
sensível. Assim, descobriu que ora algumas 
coisas são, ora as mesmas coisas se mos-
tram diferentes. A importância de suas ideias 
é marcada pela absoluta desconfiança com o 
mundo dos sentidos, pois tudo mudaria sem 
deixar marcas de continuidade 
 
175175
Exercícios 
Sócrates 
Questão 1 
 (FATEC SP) Sócrates, grande filósofo grego, 
formou numerosos discípulos, que seguiram 
diferentes caminhos para buscar o conheci-
mento real. 
A grande preocupação socrática era: 
a) interpretar o mundo como sendo espiritual 
e organizado segundo uma moral baseada 
em verdadeiros conceitos imutáveis. 
b) compreender as causas primeiras e os fins 
últimos de todas as coisas, pois só se pode 
dizer que se conhece alguma coisa quando se 
conhece sua causa primeira. 
c) o autoconhecimento que poderia ser obti-
do por meio da ironia e da maiêutica, méto-
dos que consistiam em fazer indagação, fin-
gindo ignorância, para despertar no interlocu-
tor o conhecimento latente. 
d) fazer um estudo crítico da História, compa-
rando a História Grega com a dos povos ori-
entais, a fim de mostrar que o mundo era 
mais amplo do que se imaginava. 
e) mostrar que todo o conhecimento era ob-
tido por intermédio dos sentidos humanos e 
que, por esses serem falhos, era relativo e 
limitado. 
Questão 2 
(UESPI) “De tal modo nossa cidade se distanciou 
dos outros homens, no que toca ao pensamen-
to e à palavra, que os seus alunos se tornaram 
mestres dos outros, e o nome de Gregos já 
não parece ser usado para designar uma raça, 
mas uma mentalidade, e chamam-se Helenos 
mais os que participam na nossa cultura do que 
os que ascendem a uma origem comum. 
(Apud Figueira, Divalte G. História. São Paulo: 
Ática, 2000. p. 53). 
Pensando o conjunto do legado cultural da Anti-
guidade Clássica ao ocidente, a leitura desse 
trecho atribuído a Sócrates, permite afirmar 
acertadamente o seguinte, EXCETO: 
a) Os gregos transformaram-se de tribo nôma-
de em nação sedentarizada. 
b) O ser grego ou heleno é como ser sinônimo 
de uma certa forma de pensar. 
c) A cultura filosófica grega fixou e desenvolveu 
suas raízes de tal maneira e perenidade que no 
ocidente dos séculos seguintes essa herança se 
tornou fundamental. 
d) A invenção da cidade grega é, em certo 
sentido, a invenção da própria ideia contempo-
rânea de república e de democracia. 
e) A força e transcendência das ideias sistemati-
zadas pelos gregos antigos era percebida por 
eles próprios em face do mundo então conhe-
cido. 
176176
Exercícios 
Platão 
Questão 1 
ENEM 2012 
Para Platão, o que havia de verdadeiro em 
Parmênides era que o objeto de conhecimen-
to é um objeto de razão e não de sensação, 
e era preciso estabelecer uma relação entre 
objeto racional e objeto sensível ou material 
que privilegiasse o primeiro em detrimento do 
segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Dou-
trina das Ideias formava-se em sua mente. 
ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio 
da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012 
(adaptado). 
O texto faz referência à relação entre razão 
e sensação, um aspecto essencial da Doutrina 
das Ideias de Platão (427 a.C.-346 a.C.). De 
acordo com o texto, como Platão se situa di-
ante dessa relação? 
A. Estabelecendo um abismo intransponível 
entre as duas. 
B. Privilegiando os sentidos e subordinando 
o conhecimento a eles. 
C. Atendo-se à posição de Parmênides de 
que razão e sensação são inseparáveis. 
D. Afirmando que a razão é capaz de ge-
rar conhecimento, mas a sensação não. 
E. Rejeitando a posição de Parmênides de 
que a sensação é superior à razão. 
Questão 2 
 
 
 
 
Enem 2014 
No centro da imagem, o filósofo Platão é re-
tratado apontando para o alto. 
Esse gesto significa que o conhecimento se 
encontra em uma instância na qual o homem 
descobre a : 
A. suspensão do juízo como reveladora da 
verdade. 
B. realidade inteligível por meio do método 
dialético. 
C. salvação da condição mortal pelo poder 
de Deus. 
D. essência das coisas sensíveis no intelecto 
divino. 
E. ordem intrínseca ao mundo por meio da 
sensibilidade. 
 
177177
Exercícios 
Aristóteles 
Questão 1 
Qual é a obra na qual 
Aristóteles dedica-se a 
pensar sobre a felicidade? 
a) Política. 
b) Poética. 
c) Ética a Nicômaco. 
d) Metafísica. 
 
Questão 2 
O que significa dizer que a filosofia 
aristotélica é teleológica? 
a) Uma filosofia voltada para 
preocupações existenciais e religiosas; 
b) Uma filosofia orientada pela busca do 
prazer; 
c) Uma filosofia orientada pela 
comprovação científica; 
d) Uma filosofia que está orientada pela 
busca por uma finalidade. 
 
Questão 3 
Como podemos interpretar a seguinte 
citação de Aristóteles: “O bem é aquilo 
a que todas as coisas tendem” 
(Aristóteles, 1973, p. 249)? 
a) Na “Ética a Nicômaco”, a finalidade 
será identificada com o “bem”, ou seja, 
dizer que todas as ações tendem a um 
fim é o mesmo que dizer que todas as 
coisas tendem a um bem. 
b) Na “Ética a Nicômaco”, a finalidade 
será identificada com o “prazer”, ou 
seja, dizer que todas as ações tendem 
a um fim é o mesmo que dizer que 
devemos buscar uma vida de 
satisfação dos impulsos. 
c) Na “Ética a Nicômaco”, a finalidade 
será identificada com a “honra”, ou seja, 
dizer que todas as ações tendem a um 
fim é o mesmo que dizer que é 
preciso realizar grandes feitos para ser 
reconhecido e isso é a verdadeira 
felicidade. 
d) Na “Ética a Nicômaco”, a finalidade 
será identificada com a “riqueza”, ou 
seja, dizer que todas as ações tendem 
a um fim é o mesmo que dizer que é 
preciso acumular a maior quantidade de 
dinheiro possível, pois só assim é 
possível prevenir-se da pobreza.. 
178178
Exercícios 
Epicurismo 
Questão 1
Entre as muitas heranças do mundo 
da Antiguidade, herdamos as chamadas 
filosofias pagãs do: 
a) Estoicismo e niilismo. 
b) Escolástica e marxismo. 
c) Epicurismo e marxismo. 
d) Estoicismo e epicurismo. 
e) Escolástica e tomismo. 
Questão 2 
O período helenístico caracterizou-se 
por um processo de interação cultural 
entre a cultura grega clássica e a 
cultura dos povos orientais 
conquistados. Neste período 
destacaram-se duas novas escolas 
filosóficas: o estoicismo e o hedonismo. 
Nesse contexto, os estóicos 
defendiam: 
a) Que o ser humano devia buscar o 
prazer da vida. 
b) Que o prazer estava vinculado ao 
bem. 
c) Um espírito de completa 
austeridade moral e física. 
d) A realização de uma conduta 
virtuosa. 
e) O domínio das paixões. 
Questão 3 
A economia verde contém os 
seguintes princípios para o consumo 
ético de produtos: a matéria-prima dos 
produtos deve ser proveniente de 
fontes limpas e não deve haver 
desperdício dos produtos. O Estado, 
entretanto, não impõe, até o presente 
momento, sanções àqueles cidadãos 
que não seguem esses princípios. 
Considere as seguintes afirmações: 
Esses princípios são juízos de fato. 
Esses princípios são, atualmente, uma 
questão de moralidade, mas não de 
legalidade. 
III. A ética epicurista, a exemplo da 
economiaverde, propõe uma vida 
mais moderada. 
Está(ão) correta(s) 
a) apenas I. 
b) apenas I e III 
c) apenas III. 
d) apenas II e III. 
e) I, II e III. 
179179
Exercícios 
Gramática e sintaxe 
Questão 1 
Qual é a única frase que possui um verbo de 
ligação? 
a) Pedro trabalhava muito todos os dias. 
b) Aquele carro é caro. 
c) Ela quis viajar logo. 
d) João e Marcos torcem para o mesmo ti-
me. 
e) A professora insistiu no silêncio. 
Questão 2 
Qual alternativa possui uma oração sem sujei-
to? 
I- Tínhamos as mesmas aspirações. 
II – João está calado. 
III – Viajei a fim de reencontrá-lo. 
VI – Está bastante frio em São Paulo. 
Questão 3 
(Unesp- SP) 
O esporte é bom pra gente, fortalece o cor-
po e emburrece A MENTE. – Antes que o 
primeiro corredor indignado atire UM TÊNIS 
em minha direção (...) – Quando estamos cor-
rendo, não há previsão de pagamento. 
Os termos grafados com letras maiúsculas 
nas passagens acima, extraídas do texto apre-
sentado, identificam-se pelo fato de exerce-
rem a mesma função sintática nas orações 
de que fazem parte. Indique essa função: 
(A) Sujeito. 
(B) Predicativo do sujeito. 
(C) Predicativo do objeto. 
(D) Objeto direto. 
(E) Complemento nominal 
Questão 4 
Relacione as colunas de acordo com o tipo de 
predicado 
I. Tudo é fácil. 
II. Joana adora doces. 
III. João acha Mariana inteligente. 
 
a) ( ) predicado verbal 
b) ( ) predicado nominal 
c) ( ) predicado verbo-nominal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
180180
Exercícios 
Variações linguísticas 
Questão 1 
(IFPE-2017/adaptada) Leia o texto para responder 
à questão. 
Sobre a linguagem dos personagens do TEXTO, 
da página do Facebook “Bode Gaiato”, avalie as 
assertivas. 
I. O texto verbal, embora escrito, revela aproxi-
mação com a oralidade. A grafia da palavra “nãm” 
evidencia esse aspecto. 
II. Os falantes utilizam-se de uma linguagem com 
fortes marcas regionais, como a escolha da pala-
vra “mainha”. 
III. O diálogo entre mãe e filho revela o registro 
formal da linguagem, como podemos perceber 
pela utilização das expressões “venha cá pra eu...” 
e “que nem...”. 
IV. O vocábulo “boizin”, formado com base na 
palavra inglesa boy, é uma marca linguística típica 
de grupos sociais de jovens e adolescentes. 
V. Visto que todas as línguas naturais são hetero-
gêneas, podemos afirmar que as falas de Júnio e 
sua mãe revelam preconceito linguístico. 
Estão CORRETAS apenas as afirmações contidas 
nas assertivas 
a) I, II e IV. 
b) I, III e V. 
c) II, IV e V. 
d) II, III e IV. 
e) III, IV e V. 
Questão 2 
(Enem-2017) 
A língua tupi no Brasil 
Há 300 anos, morar na vila de São Paulo de 
Piratininga (peixe seco, em tupi) era quase 
sinônimo de falar língua de índio. Em cada cin-
co habitantes da cidade, só dois conheciam o 
português. Por isso, em 1698, o governador da 
província, Artur de Sá e Meneses, implorou a 
Portugal que só mandasse padres que sou-
bessem “a língua geral dos índios”, pois 
“aquela gente não se explica em outro idio-
ma”. 
Derivado do dialeto de São Vicente, o tupi de 
São Paulo se desenvolveu e se espalhou no 
século XVII, graças ao isolamento geográfico 
da cidade e à atividade pouco cristã dos ma-
melucos paulistas: as bandeiras, expedições ao 
sertão em busca de escravos índios. Muitos 
bandeirantes nem sequer falavam o portu-
guês ou se expressavam mal. Domingos Jor-
ge Velho, o paulista que destruiu o Quilombo 
dos Palmares em 1694, foi descrito pelo bispo 
de Pernambuco como “um bárbaro que 
181181
Exercícios 
Variações linguísticas 
Questão 2 
Continuação 
nem falar sabe”. Em suas andanças, essa gen-
te batizou lugares como Avanhandava (lugar 
onde o índio corre), Pindamonhangaba (lugar 
de fazer anzol) e Itu (cachoeira). E acabou in-
ventando uma nova língua. 
“Os escravos dos bandeirantes vinham de 
mais de 100 tribos diferentes”, conta o historia-
dor e antropólogo John Monteiro, da Universi-
dade Estadual de Campinas. “Isso mudou o 
tupi paulista, que, além da influência do portu-
guês, ainda recebia palavras de outros idio-
mas.” O resultado da mistura ficou conhecido 
como língua geral do sul, uma espécie de tupi 
facilitado. 
ANGELO, C. Disponível em: <http://
super.abril.com.br>. Acesso em: 8 ago. 2012. 
Adaptado. 
O texto trata de aspectos sócio-históricos da 
formação linguística nacional. Quanto ao papel 
do tupi na formação do português brasileiro, 
depreende-se que essa língua indígena 
 
a) contribuiu efetivamente para o léxico, com 
nomes relativos aos traços característicos dos 
lugares designados. 
b) originou o português falado em São Paulo 
no século XVII, em cuja base gramatical tam-
bém está a fala de variadas etnias indígenas. 
c) desenvolveu-se sob influência dos trabalhos 
de catequese dos padres portugueses vindos 
de Lisboa. 
d) misturou-se aos falares africanos, em razão 
das interações entre portugueses e negros 
nas investidas contra o Quilombo dos Palma-
res. 
e) expandiu-se paralelamente ao português 
falado pelo colonizador, e juntos originaram a 
língua dos bandeirantes paulistas. 
182182
Exercícios 
Funções da linguagem 
Questão 1 
Identifique, conforme a legenda, a definição 
de cada uma das funções da linguagem. 
1. Emotiva ou expressiva 
2. Apelativa ou conativa 
3. Referencial ou denotativa 
4. Fática ou de contato 
5. Metalinguística 
6. Poética 
( ) Centrada no emissor, tem como inten-
cionalidade exprimir emoções, sentimentos 
e opiniões subjetivas. 
( ) Tem como intenção o trabalho com a 
mensagem, podendo, inclusive, contribuir 
com a construção estética do texto. 
( ) Ênfase no interlocutor com o objetivo 
de persuadi-lo. 
( ) Tem como característica a tentativa 
de se manter o ato comunicativo em cur-
so. 
( ) É o código explicando o próprio códi-
go, ou seja, a língua explicando a própria 
língua. 
( ) Com objetividade, a intenção é infor-
mar. Predominam sequências discursivas 
em terceira pessoa. 
Questão 2 
(Cesgranrio – RJ) Assinale a opção em 
que a inversão da ordem dos termos alte-
ra o sentido fundamental do enunciado: 
a) Era uma poesia simples/ Era uma sim-
ples poesia. 
b) Possuía um sentimento vago/ Possuía 
um vago sentimento. 
c) Olhava uma parasita mimosa/Olhava uma 
mimosa parasita. 
d) Havia um contraste eterno/Havia um 
eterno contraste. 
e) Vivia um drama terrível/Vivia um terrível 
drama. 
Questão 3 
Partindo do pressuposto de que o proces-
so comunicativo está intrinsecamente liga-
do a alguns fatores tidos como essenciais, 
aponte-os. 
183183
Exercícios 
 
Elementos da comunicação 
 
Questão 1 
Desabafo: 
Desculpem-me, mas não dá pra fazer 
uma cronicazinha divertida hoje. 
Simplesmente não dá. Não tem como 
disfarçar: esta é uma típica manhã de 
segunda-feira. A começar pela luz acesa 
da sala que esqueci ontem à noite. Seis 
recados para serem respondidos na 
secretária eletrônica. Recados chatos. 
Contas para pagar que venceram ontem. 
Estou nervoso. Estou zangado. 
CARNEIRO, J. E. Veja, 11 set. 2002 
(fragmento). 
Nos textos em geral, é comum a 
manifestação simultânea de várias 
funções da linguagem, com o 
predomínio, entretanto, de uma sobre as 
outras. No fragmento da 
crônica Desabafo, a função da linguagem 
predominante é a emotiva ou expressiva, 
pois 
A) o discurso do enunciador tem como 
foco o próprio código. 
B) a atitude do enunciador (emissor) 
sobrepõe-se àquilo que está sendo dito. 
C) o interlocutor é o foco do enunciador 
na construção da mensagem. 
D) o referente é o elemento que se 
sobressai em detrimento dos demais. 
E) o enunciador tem como objetivo 
principala manutenção da comunicação. 
Questão 2 
Ler não é decifrar, como num jogo de 
adivinhações, o sentido de um texto. É, a 
partir do texto, ser capaz de atribuir-lhe 
significado, conseguir relacioná-lo a todos 
os outros textos significativos para cada 
um, reconhecer nele o tipo de leitura 
que seu autor pretendia e, dono da 
própria vontade, entregar-se a essa 
leitura, ou rebelar-se contra ela, 
propondo uma outra não prevista. 
(LAJOLO, M. Do mundo da leitura para a 
leitura do mundo. São Paulo: Ática, 1993) 
Nesse texto, a autora apresenta 
reflexões sobre o processo de produção 
de sentidos, valendo-se 
da metalinguagem. Essa função da 
linguagem torna-se evidente pelo fato de 
o texto. 
A) ressaltar a importância da 
intertextualidade. 
B) propor leituras diferentes das 
previsíveis. 
C) apresentar o ponto de vista da autora. 
D) discorrer sobre o ato da leitura. 
E) focar a participação do leitor. 
 
184184
Exercícios 
Análises\Tipos de discursos 
Questão 1 
"Ela insistiu: - Me dá esse papel aí." 
Na transposição da fala do 
personagem para o discurso indireto, a 
alternativa correta é: 
a) Ela insistiu que desse aquele papel 
aí. 
b) Ela insistiu em que me desse aquele 
papel ali. 
c) Ela insistiu em que me desse aquele 
papel aí. 
d) Ela insistiu por que lhe desse este 
papel aí. 
e) Ela insistiu em que lhe desse aquele 
papel ali. 
Ver Resposta 
Questão 2 
Sinhá Vitória falou assim, mas Fabiano 
resmungou, franziu a testa, achando a 
frase extravagante. Aves matarem 
bois e cabras, que lembrança! Olhou a 
mulher, desconfiado, julgou que ela 
estivesse tresvariando. 
(Graciliano Ramos, Vidas secas) 
Uma das características do estilo 
de Vidas Secas é o uso do discurso 
indireto livre, que ocorre no trecho: 
a) “sinha Vitória falou assim”. 
b) “Fabiano resmungou”. 
c) “franziu a testa”. 
d) “que lembrança”. 
e) “olhou a mulher”. 
 
Questão 3 
“Muito!”, disse quando alguém lhe 
perguntou se gostara de um certo 
quadro.” 
Se a pergunta a que se refere o 
trecho fosse apresentada em discurso 
direto, a forma verbal correspondente 
a “gostara” seria: 
a) gostasse. 
b) gostava. 
c) gostou. 
d) gostará. 
e) gostaria. 
 
 
 
 
185185
Exercícios 
Tipologias\Gêneros textuais 
Questão 1 
Sobre os tipos textuais, é correto 
afirmar, exceto: 
a) Os tipos textuais são caracterizados 
por propriedades linguísticas, como 
vocabulário, relações lógicas, tempos 
verbais, construções frasais, etc. 
b) Os tipos textuais são: narração, 
argumentação, descrição, injunção e 
exposição. 
c) Geralmente variam entre cinco e 
nove tipos. 
d) Possuem um conjunto ilimitado de 
características, que são determinadas 
de acordo com o estilo do autor, 
conteúdo, composição e função. 
e) Os tipos de textos apresentam 
características intrínsecas e invariáveis, 
ou seja, não sofrem a influência do 
contexto de nossas atividades 
comunicativas. De maneira 
predeterminada, apresentam 
vocabulário, relações lógicas, tempos 
verbais e construções frasais que 
acolhem os diversos gêneros. 
Questão 2 
Preencha os parênteses com os 
números correspondentes; em 
seguida, assinale a alternativa que 
indica a correspondência correta. 
1. Narrar 
2. Argumentar 
3. Expor 
4. Descrever 
5. Prescrever 
( ) Ato próprio de textos em 
que há a presença de conselhos 
e indicações de como realizar 
ações, com emprego abundante 
de verbos no modo imperativo. 
( ) Ato próprio de textos em 
que há a apresentação de ideias 
sobre determinado assunto, assim 
como explicações, avaliações e 
reflexões. Faz-se uso de 
linguagem clara, objetiva e 
impessoal. 
( ) Ato próprio de textos em 
que se conta um fato, fictício ou 
não, acontecido num 
determinado espaço e tempo, 
envolvendo personagens e 
ações. A temporalidade é fator 
importante nesse tipo de texto. 
( ) Ato próprio de textos em 
que retrata, de forma objetiva ou 
186186
subjetiva, um lugar, uma pessoa, 
um objeto etc., com abundância 
do uso de adjetivos. Não há 
relação de temporalidade. 
( ) Ato próprio de textos em 
que há posicionamentos e 
exposição de ideias, cuja 
preocupação é a defesa de um 
ponto de vista. Sua estrutura 
básica é: apresentação de ideia 
principal, argumentos e 
conclusão. 
a) 3, 5, 1, 2, 4 
b) 5, 3, 1, 4, 2 
c) 4, 2, 3, 1, 5 
d) 5, 3, 4, 1, 2 
e) 2, 3, 1, 4, 5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
187187
Exercícios 
Trovadorismo 
Questão 1 
(Mackenzie – SP) 
Assinale a alternativa incorreta a respeito do 
Trovadorismo em Portugal. 
a) Durante o Trovadorismo, ocorreu a sepa-
ração entre poesia e a música. 
b) Muitas cantigas trovadorescas foram reuni-
das em livros ou coletâneas que receberam o 
nome de cancioneiros. 
c) Nas cantigas de amor, há o reflexo do rela-
cionamento entre o senhor e vassalo na soci-
edade feudal: distância e extrema submissão. 
d) Nas cantigas de amigo, o trovador escreve 
o poema do ponto de vista feminino. 
e) A influência dos trovadores provençais é 
nítida nas cantigas de amor galego-
portuguesas. 
Questão 2 
Sobre as principais características do Trova-
dorismo, estão corretas: 
I. Primeiro movimento literário da língua portu-
guesa, o Trovadorismo surgiu em um perío-
do no qual a escrita era pouco difundida, por 
esse motivo, os poetas transmitiam suas poe-
sias oralmente, na maioria das vezes cantando
-as. 
II. Foi marcado pela transição do mundo medi-
eval para o mundo moderno, conduzindo as 
artes ao Renascimento cultural. Na literatura, 
deu-se a consolidação da prosa historiográfica, 
do teatro e da poesia palaciana. 
III. Os primeiros textos da literatura portuguesa 
receberam o nome 
de cantigas, tradicionalmente divididas em can-
tigas de amor, de amigo, escárnio e maldizer, 
representadas por nomes como Dom Duarte, 
Dom Dinis, Paio Soares de Taveirós, João 
Garcia de Guilhade, Aires Nunes, entre outros. 
IV. Inspirado na cultura clássica greco-latina, o 
Trovadorismo foi marcado pela introdução de 
novos gêneros literários, entre eles os roman-
ces de cavalaria e a literatura de viagens. 
V. Os poetas do Trovadorismo pertenciam à 
nobreza ou ao clero e, além da letra, criavam 
também a música das composições que exe-
cutavam para o seleto público das cortes. 
a) III e IV. 
b) I, II e V. 
c) III, IV e V. 
d) I, III e V. 
e) III e IV. 
188188
Exercícios 
Classicismo 
Questão 1 
O Classicismo é a face literária do Renasci-
mento, movimento de renovação científica, 
artística e cultural que marcou o fim da Idade 
Média e o nascimento da Idade Moderna na 
Europa. Teve início em 1527, e suas principais 
características foram o culto aos valores uni-
versais – o Belo, o Bem, a Verdade e a Per-
feição – e a preocupação com a forma. Tais 
valores aproximaram o Classicismo de duas 
escolas posteriores. São elas: 
a) Barroco e Simbolismo; 
b) Arcadismo e Parnasianismo; 
c) Romantismo e Modernismo; 
d) Trovadorismo e Humanismo; 
e) Realismo e Naturalismo. 
Questão 2 
Estão, entre os principais representantes do 
Classicismo português: 
a) Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa. 
b) Florbela Espanca e Almeida Garrett. 
c) Antero de Quental e Almada Negreiros. 
d) Francisco de Sá de Miranda e Luís Vaz de 
Camões. 
e) Eça de Queiroz e Miguel Torga. 
Questão 3 
(FGV-SP) 
Assinale a alternativa que completa correta-
mente a afirmação seguinte: 
O movimento desenvolveu-se no apogeu po-
lítico de Portugal;consiste numa concepção 
artística baseada na imitação dos modelos 
clássicos gregos e latinos. Nele, o pensamento 
lógico predomina sobre a emoção, e a estru-
tura da composição poética obedece a for-
mas fixas, com a introdução da medida nova, 
que convive com a medida velha das formas 
tradicionais. 
Trata-se do: 
a) Modernismo. 
b) Barroco. 
c) Romantismo. 
d) Classicismo. 
e) Realismo. 
189189
Exercícios 
Quinhentismo 
 
Questão 1
 
Sobre a literatura produzida no 
primeiro século da vida colonial 
brasileira, é correto afirmar que: 
 
a) É formada principalmente de 
poemas narrativos e textos dramáticos 
que visavam à catequese. 
b) Inicia com Prosopopeia, de Bento 
Teixeira. 
c) É constituída por documentos que 
informam acerca da terra brasileira e 
pela literatura jesuítica. 
d) Os textos que a constituem 
apresentam evidente preocupação 
artística e pedagógica. 
e) Descreve com fidelidade e sem 
idealizações a terra e o homem, ao 
relatar as condições encontradas no 
Novo Mundo. 
 
Questão 2 
 
 
A famosa “Carta de achamento do 
Brasil”, mais conhecida como “A carta 
de Pero Vaz de Caminha”, foi o 
primeiro manuscrito que teve como 
objeto a terra recém-descoberta. Nela 
encontramos o primeiro registro de 
nosso país, feito pelo escrivão do rei 
de Portugal, Pero Vaz de Caminha. 
Podemos inferir, então, a seguinte 
intenção dos portugueses: 
(a) objetivavam o resgate de valores e 
conceitos sociais brasileiros. 
(b) buscavam descobrir, através da 
arte, a história da terra recém-
descoberta. 
(c) estavam empenhados em 
conhecer um pouco mais sobre a arte 
brasileira. 
(d) firmar um pacto de cordialidade 
com os nativos da terra descoberta. 
(e) explorar a tão promissora nova 
terra. 
 
 
 
 
 
 
 
190190
Exercícios 
Barroco 
Questão 1 
Sobre cultismo e conceptismo, os dois 
aspectos construtivos do Barroco, 
assinale a única alternativa incorreta: 
a) O cultismo opera por meio de 
analogias sensoriais, valorizando a 
identificação dos seres por metáforas. 
O conceptismo valoriza a atitude 
intelectual, a argumentação. 
b) Cultismo e conceptismo são partes 
construtivas do Barroco que não se 
excluem. É possível localizar no 
mesmo autor e no mesmo texto os 
dois elementos. 
c) O cultismo é perceptível no 
rebuscamento da linguagem pelo 
abuso no emprego de figuras 
semânticas, sintáticas e sonoras. O 
conceptismo valoriza a atitude 
intelectual, o que se concretiza no 
discurso pelo emprego de sofismas, 
silogismos, paradoxos etc. 
d) O cultismo na Espanha, Portugal e 
Brasil é também conhecido como 
gongorismo e seu mais ardente 
defensor, entre nós, foi o Pe. Antônio 
Vieira, que, no Sermão da 
Sexagésima, propõe a primazia da 
palavra sobre a ideia. 
e) Os métodos cultistas mais seguidos 
por nossos poetas foram os de 
Gôngora e Marini e o conceptismo de 
Quevedo foi o que maiores influências 
deixou em Gregório de Matos. 
Questão 2 
Entre os nomes e características 
apresentados a seguir, destaque os 
que podem ser associados ao Barroco: 
1. Cultismo e Conceptismo. 
2. Oposição entre mundo material e 
mundo espiritual. 
3. Padre Antônio Vieira e Gregório de 
Matos. 
4. Preocupação com a racionalidade. 
5. Gregório de Matos e Basílio da 
Gama. 
6. Gosto por raciocínios complexos, 
desenvolvidos em parábolas e 
narrativas bíblicas. 
a) 1 – 2 – 3 – 6 
b) 1 – 2 – 3 – 5 
c) 1 – 3 – 4 – 5 
d) 2 – 3 – 4 – 6 
e) 2 – 4 – 5 – 6 
191191
Exercícios 
 
Arcadismo 
Questão 1 
Sobre as características do Arcadismo, 
é correto afirmar, exceto: 
a) Os poetas árcades defendiam o 
bucolismo como estilo de vida no 
campo, longe dos centros urbanos. A 
vida pobre e feliz no ambiente 
campestre contrasta com a vida 
luxuosa e triste na cidade. 
b) Apego excessivo pela forma em 
detrimento do conteúdo. O Arcadismo 
defendeu a “arte pela arte”, um 
retorno aos ideais literários clássicos. 
c) Como expressão artística da 
burguesia, o Arcadismo veiculou 
também certos ideais políticos e 
ideológicos dessa classe, formulados 
pelo Iluminismo. 
d) O desejo de aproveitar o dia e a 
vida enquanto é possível, também 
conhecido como carpe diem. 
e) A poesia árcade apresentou um 
convencionalismo amoroso: não há 
variações emocionais de um poema 
para o outro nem de poeta para 
poeta, importando mais escrever 
poemas como os poetas clássicos 
escreviam. 
Questão 2 
Carpe Diem. 
Que havemos de esperar, Marília 
bela? 
Que vão passando os florescentes 
dias? 
As glórias que vêm tarde já vêm frias, 
e pode, enfim, mudar-se a nossa 
estrela. 
Ah! Não, minha Marília, 
aprovei-te o tempo, antes que faça 
o estrago de roubar ao corpo as 
forças, 
e ao semblante a graça! 
Assinale o movimento literário ao qual 
ele pertence, bem como o seu autor: 
a) Romantismo, de autoria de 
Gonçalves Dias. 
b) Arcadismo, de autoria de Santa Rita 
Durão. 
c) Arcadismo, de autoria de Tomás 
Antônio Gonzaga. 
d) Simbolismo, de Alphonsus de 
Guimaraens. 
e) Romantismo, de autoria de Álvares 
de Azevedo. 
192192
 
 
 
 
Gabaritos 
193193
Gabarito 
Ecologia 
Questão 1 
Alternativa “b”. A pirâmide de energia 
nunca poderá ser invertida, pois ela 
retrata a perda de energia que ocorre 
em cada nível trófico. 
Questão 2 
Alternativa “a”. Os fatores abióticos in-
cluem as partes não vivas, ou seja, 
correspondem aos fatores físicos e 
químicos. 
Questão 3 
Alternativa “d”. As espécies generalis-
tas são aquelas que possuem amplos 
nichos ecológicos, ou seja, possuem 
uma maior flexibilidade para alimentar-
se e abrigar-se, por exemplo. 
194194
Gabarito 
Fotossíntese 
Questão 1 
Alternativa E está correta 
Questão 2 
Alternativa B está correta 
 
Questão 3 
(F) – Na etapa fotossintética ocor-
re a combinação de CO2 com 
H2O e pentose para a formação 
de hexose. 
(V) 
(V) 
(F) – A formação desses com-
postos ocorre, respectivamente, 
por fotofosforilação e redução. 
195195
Gabarito 
Quimiossíntese 
Questão 1 
Alternativa “c”. As bactérias são organismos 
procariontes que possuem representantes 
capazes de realizar a quimiossíntese. 
Questão 2 
Alternativa “e”. Na quimiossíntese, certos tipos 
de bactérias conseguem obter energia por 
meio da oxidação de certas moléculas inorgâ-
nicas, tais como a amônia e o metano. 
 
Questão 3 
Alternativa “c”. As nitrobactérias são encontra-
das no solo e são capazes de oxidar nitrito e 
amônia para obter a energia necessária na 
produção de glicose. 
Questão 4 
Alternativa “b”. As bactérias quimiossintetizan-
tes realizam o processo de quimiossíntese, 
que se baseia na oxidação de substâncias 
inorgânicas para obtenção de energia. A qui-
miossíntese é um processo que ocorre sem 
a necessidade de luz. 
196196
Gabarito 
Fermentação celular 
Questão 1 
Alternativa “d”. O ciclo de Calvin não ocorre 
durante a respiração celular, mas sim no pro-
cesso de fotossíntese. 
Questão 2 
Alternativa “c”. A glicólise é uma etapa da res-
piração celular que ocorre no citosol, diferen-
temente do ciclo de Krebs e da fosforilação 
oxidativa. 
Questão 3 
Alternativa “c”. A alternativa “a” está incorreta 
porque o ciclo de Krebs ocorre na matriz mi-
tocondrial. Já na letra “b”, o erro está no fato 
de que o ciclo de Krebs garante a oxidação 
completa de acetil-CoA. Por fim, temos a letra 
d, que está errada porque a coenzima A é 
recuperada intacta no final do processo. 
Questão 4 
Alternativa“e”. No processo de respiração ce-
lular, ocorre a produção da energia necessária 
para a sobrevivência do organismo. 
 
197197
Gabarito 
Respiração celular 
Questão 1 
Alternativa “d”. O ciclo de Calvin não 
ocorre durante a respiração celular, 
mas sim no processo de fotossíntese. 
Questão 2 
Alternativa “c”. A glicólise é uma etapa 
da respiração celular que ocorre no 
citosol, diferentemente do ciclo de 
Krebs e da fosforilação oxidativa. 
 
Questão 3 
Alternativa “c”. A alternativa “a” está 
incorreta porque o ciclo de Krebs 
ocorre na matriz mitocondrial. Já na 
letra “b”, o erro está no fato de que o 
ciclo de Krebs garante a oxidação 
completa de acetil-CoA. Por fim, te-
mos a letra d, que está errada porque 
a coenzima A é recuperada intacta no 
final do processo. 
198198
 
Gabarito 
 Citologia 
Questão 1 
Alternativa “d”. Robert Hooke, ao 
estudar cortiça, observou que o 
material era formado por várias 
câmeras vazias, as quais ele 
denominou de células. 
 
 Questão 2 
Alternativa “b”. A afirmação de 
que todas as células são 
formadas por membrana, 
citoplasma e núcleo não faz 
parte da Teoria Celular. Além 
disso, não se pode afirmar que 
todas as células possuam núcleo, 
pois as células procarióticas não 
possuem material genético 
delimitado por membrana nuclear. 
 Questão 3 
Alternativa “d”. O modelo do 
mosaico fluido é o que melhor 
representa a membrana 
plasmática e foi proposto por 
Singer e Nicholson. O nome 
desse modelo foi dado em razão 
da capacidade de movimentação 
das proteínas e lipídios nas 
membranas. 
199199
Gabarito 
Vírus 
 
Questão 1 
 
Alternativa “c”. Os vírus envelopados 
apresentam um envelope de 
composição lipoproteica que envolve 
as cápsulas proteicas 
 
Questão 2 
 
Alternativa “c”. Todos os vírus possuem 
material genético (ácido nucleico =DNA 
ou RNA) envolvido por uma cápsula 
proteica. 
 
 
Questão 3 
 
Alternativa “c”. Os vírus, por não 
possuírem metabolismo próprio, 
necessitam de uma célula para se 
reproduzir e, por isso, são chamados 
de parasitas intracelulares obrigatórios
 
 
 
200200
Gabarito 
Bactérias 
 
Questão 1 
Alternativa “e”. Todos os seres vivos 
apresentam células envoltas por 
membrana plasmática, uma bicamada 
fosfolipídica. 
Questão 2 
Alternativa “a”. As bactérias com 
formato esférico são denominadas de 
cocos; as com formato de bastonete, 
de bacilo; as com formato de vírgula, 
de vibriões; e as com formato 
espiralado, de espirilo. 
Questão 3 
Alternativa “e”. As bactérias são seres 
procariontes, ou seja, não possuem a 
membrana nuclear, mais corretamente 
chamada de carioteca. 
Questão 4 
Alternativa “a”. Diferentemente dos 
outros organismos, as bactérias são 
procariontes, ou seja, não possuem 
núcleo diferenciado envolto pela 
carioteca. 
 
 
 
 
 
 
 
 
201201
Gabarito 
Imunologia 
 
Questão 1 
Alternativa “e”. As vacinas são 
compostas por antígenos mortos ou 
atenuados incapazes de desencadear a 
doença, mas capazes de estimular o 
sistema imunológico a produzir 
anticorpos específicos. 
Questão 2 
Alternativa “b”. O vírus HIV infecta as 
células de defesa do organismo, sendo 
as mais atingidas os linfócitos T CD4+. 
Com o tempo, pode ocorrer uma alta 
redução dessas células, fazendo com 
que o corpo fique sujeito a doenças 
oportunistas. 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 3 
Alternativa “e”. Os anticorpos são 
produzidos pelos linfócitos B maduros, 
também chamados, nessa fase, de 
Plasmócitos. 
 
 
 
 
 
202202
Gabarito 
Química geral 
Questão 1 
Letra c). Os outros itens estão errados 
porque: 
I- Densidade é a relação estabelecida entre 
a massa de uma matéria e o volume que 
ela ocupa. 
III- Temperatura de ebulição diz respeito à 
temperatura em que uma matéria deixa 
de ser líquida e passa a ser gasosa ou vice
-versa. 
Questão 2 
Letra d). A resposta é a letra d) porque: 
• Água (possui fórmula H2O): é uma subs-
tância composta por ser formada por dois 
átomos do elemento químico hidrogênio 
(H) e um átomo do elemento químico oxi-
gênio (O). 
• Gás oxigênio (possui fórmula O2): é 
uma substância simples por ser formado 
por dois átomos do mesmo elemento quí-
mico (oxigênio). 
• Vinagre: É uma mistura porque é com-
posto por água (substância) e ácido acéti-
co (substância). 
• Sódio: É um elemento químico metáli-
co. 
• Água do mar: É uma mistura por con-
ter água (substância) e sais (substâncias) 
dissolvidos. 
• Liga de cobre: Liga é o nome utilizado 
em referência a uma mistura homogênea 
que contém, principalmente, um metal (no 
caso, o cobre). 
Questão 3 
Letra d). Sistemas homogêneos são aque-
les em que temos apenas uma fase (um 
aspecto visual, ou um estado físico, ou 
apenas uma cor). Os sistemas heterogê-
neos são aqueles que apresentam pelo 
menos duas fases. Assim: 
a- Ambos homogêneos: Água potável 
(apresenta apenas uma fase, líquida e inco-
lor, estando todos seus componentes dis-
solvidos) e álcool etílico (substância líquida 
e incolor). 
b- Ambos heterogêneos: Água com gelo 
(duas fases: água líquida e o gelo) e água 
barrenta (duas fases: água líquida e o bar-
ro, que é sólido e não se dissolve na água). 
c- Heterogêneo e homogêneo: Água des-
tilada com gelo (duas fases: água líquida e 
gelo) e água potável com sal (uma fase, 
pois o sal dissolve-se na água). 
d- Homogêneo e heterogêneo: Água des-
tilada (uma fase, pois é água pura) e água 
com óleo (duas fases, pois não se dissol-
vem). 
203203
Gabarito 
Química inorgânica 
Questão 1 
 
 
Questão 2 
 
A) 
 
 
apenas o argônio é apolar 
B) 
 
 
argônio e metano são muito 
pouco solúveis em água 
C) 
 
 
nitrato de potássio é solúvel 
apenas em solventes apolares. 
D) 
 
 
metano forma ligações de hi-
drogênio entre suas moléculas 
E) 
 
 
o HCl, em meio aquoso não 
conduz eletricidade 
A) 4 – 3 – 1 – 4 
B) 2 – 3 – 4 – 1 
C) 3 – 4 – 1 – 2 
D) 1 – 2 – 3 – 4 
E) 
2 – 3 – 1 – 4 
204204
Gabarito 
Estequiometria 
Questão 1 
Alternativa d) 2,22 x 1024 
1° passo: Encontrar quantos mols de alumí-
nio correspondem à massa de 100 g: 
 
 
 
2° passo: A partir do número de mols cal-
culado, obter o número de átomos: 
 
3° passo: Escrever o número de átomos 
encontrado no formato de notação cientí-
fica, apresentado nas alternativas da ques-
tão: 
Para isso, precisamos apenas "andar" com 
a vírgula uma casa decimal à esquerda e 
em seguida acrescentar uma unidade ao 
expoente da potência de 10. 
 
 
Questão 2 
Alternativa c) 1,76 
O sulfeto de ferro é o produto de uma re-
ação de adição, onde ferro e enxofre rea-
gem para formar uma substância mais 
complexa. 
1° passo: Escrever a equação química cor-
respondente e verificar se o balanceamen-
to está correto: 
 
2° passo: Escrever as proporções estequi-
ométricas da reação e as respectivas mas-
sas molares: 
3° passo: Encontrar a massa de sulfeto de 
ferro obtida a partir da massa de ferro utili-
zada: 
 
1 mol de Fe 1 mol de S 1 mol de FeS 
56 g de Fe 32 g de S 88 g de FeS 
205205
Gabarito 
Química 
Questão 1 
Alternativa “a” 
C = m1 →C = 4,0 g →C = 2,0 g\L 
 V 2,0 L 
Questão 2 
Alternativa “e” 
Nesse caso, temos que passar o valor 
do volume da solução de mL para L: 
1 L ---------- 1000 mL 
 X ------------220 mL 
X = 220/1000 
X = 0,22 L 
Agora podemos fazer uma regra de 
três básica: 
33 g de H2SO4 ------------ 0,22 L de 
solução 
y ---------------------------- 1 L de solução 
y = 1 L . 33 g 
 0,22 L 
y = 150 g\L 
 
Questão 3 
a) 
1 L ---------- 1000 mL 
 X ------------500 mL 
X = 500/1000 
X = 0,5 L 
C = m1 →C = 4,0 g →C = 8,0 g/L 
 V 0,5 L 
b) 1 L ---------- 1000 mL 
 X ------------300 mL 
X = 300/1000 
X = 0,3 L 
C = m1 →5 g/L = m1 → m1 = (5 g/L) . 
(0,3 L) → m1 = 1,5 g 
 V 0,3 L 
c) 
240 g--------------- 1000 mL (1 L) 
40 g --------------- x 
X = (40 g). (1000 mL)240 g 
X = 166,7 mL 
206206
 
 
Gabarito 
Química 
Questão 1 
Alternativa “b”. 
Para ser calor de formação, é preciso 
que os reagentes sejam substâncias 
simples. Para ser calor de combustão, a 
reação deve ocorrer entre algum 
combustível e o O2, e o valor de ∆H 
tem que ser negativo, indicando que 
houve liberação de energia. A única 
equação termoquímica que atende a 
todos esses critérios é a II. 
Questão 2 
Alternativa “c”. 
Todas as reações são exotérmicas, 
liberando calor, pois os valores de ∆H 
são todos negativos. Mas o que libera 
mais energia é a reação III. 
Questão 3 
O reagente que possui maior energia é 
o I(g), pois a formação do I2(g) é um 
processo exotérmico, ou seja, que 
libera energia. Essa é a única reação 
que possui o ∆H0 negativo 
207207
Gabarito 
Química 
 
Questão 1
Alternativa C trabalha a ideia do 
reaproveitamento, pois, se um material 
pode ser reutilizado para diferentes 
usos, dificilmente será eliminado para o 
meio ambiente, poluindo-o. 
 
 
 
Questão 2 
Alternativa B. O único tipo de resíduo 
que, quando decomposto por bactérias, 
produz gás combustível e tem 
condição de nutrir o solo é o resíduo 
orgânico. 
 
Questão 3 
Alternativa D. Todas os itens 
apresentados estão corretos 
208208
Gabarito 
Cinemática 
Questão 1 
Letra C 
Determinando a distância em quilômetros en-
tre a Terra e Plutão, teremos: 
32 UA x 150 .106 km = 4,8.109 km 
Sabendo que a velocidade da luz é de 
3.105 km/s, podemos utilizar a equação da ve-
locidade média e determinar o tempo gasto 
pela luz. 
V = Δs ÷ Δt 
3.105 = 4,8.109 ÷ Δt 
Δt = 4,8.109 ÷ 3.105 
Δt = 1,6 . 104 s = 16000 s 
 
Uma hora possui 3600 s, logo, 16000 s dividi-
dos por 3600 s resultam em 4,4 h, aproxi-
madamente 4,5 h. 
Questão 2 
Letra C 
I) Verdadeira: O movimento dito progressivo 
realmente é aquele que ocorre a favor do 
sentido positivo da trajetória. 
II) Falsa: Se o movimento for retrógrado, a 
velocidade será negativa e, assim, a reta do 
gráfico da função horária da posição para o 
movimento uniforme será decrescente. 
III) Falsa. O movimento retrógrado apresenta 
IV) Verdadeira. Em um gráfico de espaço ver-
sus tempo, a tangente do ângulo formado 
pela reta é dada pela razão Δs ÷ Δt, razão 
essa que determina a velocidade do móvel.. 
Questão 3 
Letra D 
Escrevendo a função horária da posição para 
cada um dos móveis, temos: 
S1 = 18 + 30.t 
S2 = 2 + 50.t 
 
No momento do encontro, as posições dos 
móveis serão as mesmas, sendo assim, igua-
lando as funções acima, teremos: 
S1 = S2 
18 + 30.t = 2 + 50.t 
20.t = 16 
t = 0,8 h 
 
O tempo para o encontro é de 0,8 h. Assim, 
a posição de encontro para os móveis é: 
 
S1 = 18 + 30.t = 18 + 30.0,8 = 18 + 24 = 42 
km 
S2 = 2 + 50.t = 2 + 50.0,8 = 2+ 40 = 42 km 
209209
Gabarito 
Dinãmica 
Questão 1 
F = m . a 
a = F 
 m 
a = 25 
 5 
a = 5 m/s2 
 
Questão 2 
Inicialmente devemos encontrar a massa desse 
corpo. Como são dadas a aceleração e a distân-
cia, podemos usar a equação: 
FR1 = m . a 
m = FR1 
 a 
m = 10 
 4 
m = 2,5 Kg 
Possuindo o valor da massa e a força, utilizare-
mos novamente a expressão acima para calcular 
a aceleração: 
FR2 = m . a' 
a' = FR2 
 m 
a' = 12,5 
 2,5 
a' = 5 m/s2 
Alternativa b 
Questão 3 
A resposta correta é a alternativa b. De 
acordo com a primeira Lei de Newton, se 
a resultante das forças que atuam sobre 
um corpo for zero, ele permanecerá em 
repouso ou em movimento retilíneo uni-
forme, ou seja, com velocidade constante. 
210210
Gabarito 
Estática 
Questão 1 
Alternativa “E”. Primeiramente, 
devemos determinar qual é o valor da 
tração suportada pelo cabo Q, para 
tanto, usamos a relação do seno. 
 
Depois de termos encontrado a 
tração no fio Q, devemos calcular a 
componente dessa tração que se 
cancela pela tração exercida pelo cabo 
L. Agora, usaremos o cosseno do 
ângulo, uma vez que a componente 
horizontal da tração no cabo Q é o 
cateto adjacente ao ângulo de 37º, 
observe: 
 
Questão 2 
Alternativa ”D”. Fizemos um esquema 
para que seja possível visualizar o 
exercício mais facilmente, confira: 
 
Como a barra em que o homem 
encontra-se apoiado é um corpo 
extenso, deve-se levar em conta tanto 
a soma das forças quanto 
a soma vetorial dos torques que atuam 
sobre ela. Desse modo, devemos fazer 
os seguintes cálculos: 
 
 
 
Para fazermos essas contas, 
primeiramente utilizamos a condição 
que afirma que a soma dos torques 
deve ser igual a zero, em seguida, 
multiplicamos as forças com as suas 
distâncias ao eixo de rotação da barra 
(no caso, escolhemos a posição A). 
Para a determinação dos sinais, 
utilizamos o sinal positivo para os 
211211
torques que produzem rotações 
no sentido anti-horário, enquanto o 
sinal negativo foi utilizado para o 
torque produzido pela força peso, que 
tende a rotacionar a barra 
no sentido horário. 
O cálculo da resultante dos torques 
resultou em NB = 80 N, e, em seguida, 
utilizamos a segunda condição de 
equilíbrio. Nesse caso, dizemos que a 
soma das forças que atuam sobre a 
barra deve ser nula, e obtivemos uma 
reação normal no ponto A igual 
a 720 N. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
212212
Gabarito 
 
Hidrostática 
Questão 1 
Alternativa “C”. Um corpo total ou 
parcialmente imerso em um fluido 
sofre uma força vertical para cima e 
igual em módulo ao peso do fluido 
deslocado. 
 
Questão 2 
Alternativa “C”. 12. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
213213
Gabarito 
Conjuntos numéricos 
Questão 1 
Alternativa b: a = b 
 
Questão 2 
Alternativa c: II e III. 
Questão 3 
Alternativa e: {x ∈ N│ 1 < 2x 
< 4} 
214214
Gabarito 
Progressão aritmética 
Questão 1 
Para encontrar o valor de z, podemos 
usar a propriedade que diz que quan-
do temos três termos consecutivos o 
termo do meio será igual a média arit-
mética dos outros dois. Assim, temos: 
 
Sendo z igual a 11, então a razão será 
igual a: 
r = 11 - 7 = 4 
Desta forma, y será igual a: 
y = 7 - 4 = 3 
Portanto: 
y+z = 3 + 11 = 14 
Alternativa: b) 14 
 
 
Questão 2 
Calculando a área dos retângulos, te-
mos: 
A = a . b 
A1 = a . (b + 1) = a . b + a 
A2 = a . (b + 2) = a . b. + 2a 
A3 = a . (b + 3) = a . b + 3a 
Pelas expressões encontradas, nota-
mos que a sequência forma uma P.A. 
de razão igual a a. Continuando a se-
quência, encontraremos a área do 
enésimo retângulo, que é dada por: 
An= a . b + (n - 1) .a 
An = a . b + a . n - a 
Colocando o a em evidência, temos: 
An = a (b + n - 1) 
Alternativa: d) II e IV. 
215215
Gabarito 
Progressão aritmética 
Questão 1 
Considerando a lei de formação da função, po-
demos calcular alguns valores das funções. Assim, 
temos: 
 
 
 
 
 
Observamos que esses valores formam uma PG 
de quociente igual a 101. Portanto, para encontrar 
o valor de S podemos utilizar a fórmula da soma 
finita de uma PG , ou seja: 
 
 
O número de termos da PG será igual a 101, pois 
queremos somar os resultados das funções par-
tindo de x=0 até x=100. Substituindo os valores 
na fórmula, temos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alternativa: e) S = 2 - 2-100 
Questão 2 
Para encontrar o valor, aplicaremos a fórmula da 
soma finita dos termos de uma PG, ou seja: 
 
Identificamos que a1 = 4 e q = 2. Entretanto, pre-
cisamos descobrir o valor de n, ou seja, quantos 
termos formam essa PG. Para isso, utilizaremos a 
fórmula do termo geral da PG: 
an = a1.q
n - 1 
 
Agora que já temos todos os valores necessá-
rios, vamos calcular a soma: 
 
Alternativa: a) 4092 
216216
 
 
 
 
 
 
Gabarito 
Função do 1° grau 
 
Questão 1 
Para que a função seja crescente, é 
necessário que o coeficiente de x seja 
positivo, logo: 
3 – 2a > 0 
– 2a > 0 – 3 
(– 1). (– 2a) > (– 3). (– 1) 
2a < 3 
a < 3 
 2 
Portanto, a alternativa correta é a 
letra b. 
 
Questão 2 
O primeiro ponto que é dado é o (– 1, 
3), em que ovalor de x é – 1 e o valor 
de f(x) é 3. Substituindo esses valores 
na função, temos: 
f (x) = mx + n 
3 = m.(– 1) + n 
n = 3 + m 
Vamos também substituir o segundo 
ponto (2, 7) na função, sendo 
que x vale 2 e f(x) vale 7: 
f (x) = mx + n 
7 = m.2 + n 
n = 7 – 2m 
Nas duas substituições feitas, 
encontramos dois valores para n. Se 
igualarmos essas duas equações, 
teremos: 
 
 
 
3 + m = 7 – 2m 
m + 2m = 7 – 3 
3m = 4 
m = 4 
 3 
A alternativa correta é a letra b. 
 
 Questão 3 
R(1) = –1 
R(1) = a * 1 + b 
–1 = a + b 
a + b = –1 
R(2) = 1 
R(2) = a * 2 + b 
1 = 2a + b 
2a + b = 1 
Sistema de equações 
 
 
217217
Isolando b na 1ª equação 
a + b = –1 
b = –1 – a 
Substituindo o valor de b na 2ª 
equação 
2a + b = 1 
2a + (–1 – a) = 1 
2a – 1 – a = 1 
a = 1 + 1 
a = 2 
 
Substituindo o valor de a na 1ª equação 
b = – 1 – a 
b = –1 – 2 
b = –3 
A função será dada pela seguinte lei 
de formação: R(t) = 2t – 3. 
Fazendo f(4), temos: 
R(t) = 2 * 4 – 3 
R(t) = 8 – 3 
R(t) = 5 
 
O rendimento obtido nessa aplicação 
será de R$ 5 000,00. 
 
218218
Gabarito 
Função do 2° grau 
Questão 1 
Um ponto em comum significa dizer 
uma única raiz, então ∆ = 0. 
 
y = x² – mx + (m – 1) 
Substituir m = 2, no intuito de obter a 
lei da função 
y = x² – 2x + (2 – 1) 
y = x² – 2x +1 
Substituindo x = 2, para determinarmos 
o valor de y 
y = 2² – 2 * 2 + 1 
y = 4 – 4 + 1 
y = 1 
Temos que a equação possui a lei de 
formação y = x² – 2x +1. E quando x = 
2, o valor de y se torna igual a 1 
Questão 2 
No instante em que a parábola cruza o 
eixo das abscissas o valo de y ou f(x) é 
igual a zero. Portanto: 
f(x) = 0 
2x² – 3x + 1 = 0 
 
Os pontos de interseção são: 
x = 1 e y = 0 
x = 1/2 e y = 0 
Questão 3 
∆ < 0 
b² – 4ac < 0 
(–4)² – 4 * 4 * (–k) < 0 
16 + 16k < 0 
16k < – 16 
k < –1 
O valor de k para que a função não 
tenha raízes reais deve ser menor que 
– 1. 
 
 
219219
Gabarito 
Geometria plana 
Questão 1 
a) Vamos calcular o perímetro do 
campo: 
2p = 100 + 100 + 70 + 70 
2p = 200 + 140 
2p = 340 m 
Ao dar uma volta completa, os 
jogadores percorrem 340 metros. 
b) Se ao dar uma volta, os jogadores 
percorrem 340 metros, ao dar cinco 
voltas, eles percorrem 340 * 5 = 1700 
metros. Para cinco voltas e meia, ele vai 
andar os 1700 metros e metade de 
uma volta (340 : 2 = 170). Basta 
somar 1700 +170: 1870 metros. 
c) Considerando que os jogadores 
correm 5 vezes por semana, se todos 
os dias eles correm 1870 metros, 
façamos 1870 * 5 = 9.350. Em uma 
semana, os jogadores correm 9.350 
metros 
Questão 2 
Se o perímetro, que é a soma de 
todos os lados do retângulo, é 60 cm, 
então temos: 
2p = 22 + x + 22 + x 
60 = 44 + 2x 
2x = 60 – 44 
2x = 16 
x = 16 
 2 
x = 8,0 cm. 
Portanto, a largura do retângulo é de 
8,0 cm. 
Questão 3 
O triângulo T tem lados de medidas 20 
cm e base de 30 cm. 
As medidas do triângulo P são lados de 
medidas 21 cm e base de 28 cm. 
220220
Gabarito 
Geometria espacial 
Questão 1 
Sobre a nova cisterna, sabemos que V 
= 81 m³, h = 3 e que π = 3. 
No entanto, como ela tem o formato 
cilíndrico, o volume de um cilindro é 
dado por: 
V = πr2 . h 
Então, fazendo com que V = 81, h = 3 
e π = 3 
81 = 3 . r2 . 3 
81 = 9 . r2 
9 = r2 
Comparando-se com o raio antigo 3 – 
2 = 1, logo, houve um aumento de 1 
metro. 
Alternativa “b” 
Questão 2 
Como o formato do reservatório é 
um paralelepípedo retângulo, o 
volume é dado por: 
V = a . b . c (Em que a, b e c são as 
dimensões 2,5, 1,8 e 1,2 
respectivamente.) 
V = 2,5 . 1,8 . 1,2 
V = 5,4 m³ 
Como 5,4 m³ é a capacidade total do 
reservatório, multiplica-se por 1000 
para saber sua capacidade total em 
litros, ou seja: 
V = 5,4 . 1000 = 5400 litros 
Por fim, queremos saber quanto falta 
para encher o reservatório. Sabendo-
se que 70% dele está cheio, restam 
30% de 5400 para terminar de 
enchê-lo, logo, a quantidade que falta é 
de: 
30% de 5400 = 0,3 . 5400 = 1620 
litros 
Alternativa “a” 
 
 
 
221221
Gabarito 
Brasil colonial 
Questão 1 
Respostas: 
I. F 
II. V 
III. F 
IV. V 
Alternativas verdadeiras: 
I. A data correta da chegada dos portugue-
ses ao Brasil é 22 de abril de 1500. 
II. O período chamado de colonial compre-
ende os anos de 1500 e 1822. 
III. Os portugueses vieram sozinhos para 
conquistar as terras. Aliás, espanhóis e por-
tugueses eram rivais durante o período 
das Grandes Navegações. 
IV. Os principais grupos étnicos no Brasil 
colônia eram: brancos, negros e índios. 
Questão 2 
Alternativa correta: b) 1500 
No dia 22 de abril de 1500, a esquadra de 
Cabral aportava no Brasil. A partir daí, os 
portugueses tomaram posse das riquezas 
naturais do Brasil e iniciaram a ocupação 
do território. 
Questão 3 
Alternativa correta: a) pau-brasil 
A extração de pau-brasil foi a primeira ati-
vidade econômica realizada pelos portu-
gueses no Brasil. Mais tarde, se implantaria 
a cana-de-açúcar. 
Questão 4 
Alternativa correta: c) Salvador 
Salvador foi escolhida a primeira capital por 
sua localização geográfica, pois estava a 
meio caminho do nordeste e do Rio de Ja-
neiro. Além disso, consolidou-se como um 
importante porto de recepção de pessoas 
escravizadas. 
222222
Gabarito 
 
Questão 1 
Alternativa correta: d) Atenas e Esparta 
Atenas e Esparta eram as cidades mais im-
portantes da Grécia Antiga e que deixaram 
uma herança visível até os nossos dias. Ro-
ma fica na Itália e Babilônia era uma cidade 
da Mesopotâmia. 
 
Questão 2 
Alternativa correta: c) Politeísta 
A palavra “politeísta” significa vários deuses. 
Os antigos gregos adoravam deuses como 
Zeus, Apolo, Atenas e Afrodite. 
 
Questão 3 
Alternativa correta: a) pré-homérico, ho-
mérico, arcaico e clássico 
O período homérico, séculos XX-XII a.C., 
compreende a etapa de formação dos po-
vos gregos. Em seguida, vem o homérico, 
de 1150 a.C. a 800 a.C., que designa um mo-
mento de organização da sociedade grega 
em torno de núcleos autônomos. 
Por sua vez, o período arcaico compreen-
de os séculos VIII-VI a.C. e se caracteriza 
pelo desenvolvimento da filosofia e o surgi-
mento dos Jogos Olímpicos. Finalmente, o 
período clássico pertence aos séculos V-IV 
a.C., onde Atenas se consolida como uma 
das cidades mais importantes da região. 
Questão 4 
Alternativa correta: b) democracia 
A democracia, palavra grega que significa 
“governo do povo”, foi o modo de gover-
no ateniense. Claro que era muito diferen-
te do que conhecemos hoje, mas havia 
mais participação política da população se 
comparamos com os regimes políticos dos 
territórios vizinhos. 
Grécia e Roma antiga 
223223
Gabarito 
Idade média 
Questão 1 
Alternativas 1 e 2 estão corre-
tas 
 
Questão 2 
Alternativa D está correta 
 
1) 
A partir do século XI, o tra-
balho no Ocidente Europeu 
caracterizou-se predominan-
temente pela servidão, o que 
implicou várias taxas e obri-
gações devidas pelo campo-
nês ao senhor, a exemplo da 
corvéia ou trabalho gratuito 
nas terras senhoriais. 
2) 
O trabalho não era uma ati-
vidade condizente com a for-
mação sociocultural da no-
breza, já que sua riqueza 
provinha principalmente da 
exploração das terras herda-
das e da pilhagem resultante 
das guerras. 
D)
 
 
 
Somente as afirmativas 2, 3 e 
4 são verdadeiras. 
224224
Gabarito 
Renascimento 
Questão 1 
a) FALSA. O teocentrismo é elemento 
fundamental do pensamento medieval. 
b) FALSA. Esta noção remete ao 
pensamento filosófico da Antiguidade. 
c) VERDADEIRA. O humanismo é um 
dos princípios norteadores que 
legitimam uma nova forma de 
conhecimento de si e do mundo. 
d) FALSA. Os humanistas da era 
renascentista foram visivelmente 
influenciados pelos valores da 
Antiguidade Ocidental. 
e) FALSA. A escolástica é típica do 
período medieval 
Questão 2 
a) FALSA. A autoridade medieval foi 
justamente questionada por meio do 
racionalismo. 
b) FALSA. Na verdade, osrenascentistas privilegiavam a quebra 
para com vários dos princípios que 
ordenavam a obtenção de 
conhecimento na Idade Média. 
c) FALSA. O fim das monarquias 
absolutas está relacionado ao período 
histórico posterior. No caso, devemos 
frisar que as ideias do item se 
relacionam com o pensamento 
iluminista e a doutrina liberal. 
d) FALSA. A afirmação determina uma 
explicação contrária aos valores do 
humanismo. 
e) VERDADEIRA. O experimento era 
umas das premissas fundamentais que 
lançavam o homem ao conhecimento 
do mundo. Dessa forma, razão e o 
conhecimento das coisas se mostram 
intimamente vinculadas a esse 
processo. 
 
 
 
 
 
225225
Gabarito 
Reformas religiosas 
Questão 1 
a) FALSA. O Ato de Supremacia não 
previa a disseminação dos 
ensinamentos de João Calvino pelo 
país. 
b) FALSA. A formação do império 
colonial inglês está vinculada aos 
acordos que o governo britânico 
estabeleceu junto à classe mercantil da 
nação. 
c) VERDADEIRA. A reforma anglicana 
foi instituída pelo governo inglês 
através do Ato de Supremacia. Além 
disso, promoveu a centralização do 
poder ao atribuir assuntos de natureza 
religiosa ao próprio rei. 
d) FALSA. O Ato de Supremacia 
marca a ruptura entre a Coroa Inglesa 
e a religião católica. 
e) FALSA. A questão da propriedade 
feudal não teve qualquer relação com 
a reforma anglicana. 
Questão 2 
A citação grifada está próxima aos 
princípios do protestantismo de Calvino. 
Em seus ensinamentos, Calvino 
apontou a dedicação ao trabalho como 
forma de se afastar do pecado e se 
voltar a Deus. Na medida em que o 
trabalho disponibilizasse a riqueza, o 
árduo trabalhador teria as provas 
necessárias de que Deus lhe garantiria 
a salvação espiritual. Dessa forma, a 
letra “B” é a correta. 
Questão 3 
Letra “E”. Foi Lutero quem sistematizou 
uma nova doutrina cristã a partir das 
críticas e da tentativa de superação 
das contradições do catolicismo, do qual 
ele anteriormente fazia parte. 
 
 
226226
Gabarito 
Idade moderna 
Questão 1 
Alternativa “A”. Pelo grande afluxo de metais preciosos. 
Questão 2 
Alternativa “A”. A transformação de uma sociedade estamental, com fraca 
mobilidade vertical e posições sociais pela origem de nascimento, para uma 
sociedade de classes com grande mobilidade vertical e posições sociais 
determinadas pelo poder econômico. 
 
 
 
 
 
 
227227
Gabarito 
Geologia 
Questão 1 
Durante o processo de diagênese, consti-
tutivo de rochas e bacias sedimentares, a 
matéria orgânica que se acumula pode so-
frer com as condições atípicas de pressão 
exercida pelas inúmeras camadas de sedi-
mentos, atuando no processo de forma-
ção dos combustíveis de origem fóssil. Por 
isso, é comum encontrar petróleo e fós-
seis em áreas de bacias sedimentares. 
Alternativa correta: letra A. 
Questão 2 
O tipo de relevo que apresenta maiores 
altitudes, conforme descrito no enunciado 
da questão, é a Cadeia de montanhas. 
Letra D. 
 
 
Questão 3 
a) Correta – Os planaltos são mais altos e 
mais acidentados que as planícies e menos 
do que as cadeias montanhosas. Os planal-
tos cristalinos são formados por rochas íg-
neas intrusivas e metamórficas, os sedi-
mentares são compostos por rochas sedi-
mentares e os basálticos, por rochas íg-
neas extrusivas. 
b) Correta – As depressões são divididas 
em absolutas, quando em comparação ao 
nível do mar, e relativas, quando em com-
paração com a região próxima. 
c) Incorreta – Nas planícies, os processos 
erosivos são proeminentes, a sedimenta-
ção e o acúmulo de sedimentos são cons-
tantes. 
d) Correta – As cadeias de montanhas são 
consideradas formas de relevo geologica-
mente recentes, cuja formação ocorreu 
na era Cenozoica do período Terciário. 
 
228228
Gabarito 
Demografia 
Questão 1 
O trecho apresentado pela questão 
relata as diferenças entre o processo 
de transição demográfica vivenciado 
pelos países desenvolvidos e o que 
atualmente ocorre nos países subde-
senvolvidos. Nesses últimos, o proces-
so recente de envelhecimento popu-
lacional (consequência direta da transi-
ção demográfica) não acontece em 
sociedades com economias e rendas 
médias preparadas para tal, o que é 
corretamente explicado pela alternati-
va B do exercício. 
Alternativa correta: letra B. 
 
 
Questão 2 
A desruralização da população brasilei-
ra durante o século XX mencionada 
pelo texto faz referência ao processo 
de êxodo rural, muito influenciado pela 
expansão da fronteira agrícola, pela 
industrialização e pela mecanização do 
campo, com concentração de terras. 
Já a concentração urbana represen-
tou nesse período o processo de me-
tropolização, com a migração em 
massa dos habitantes para grandes 
metrópoles e capitais do país. 
Alternativa correta: letra C. 
229229
 
Gabarito 
Geografia Agrária 
Questão 1 
Alternativa “E” 
Todas as alternativas estão corretas 
Questão 2 
Alternativa “A” 
a) Correta 
b) Incorreta: A Lei de Terras não 
permite que todos os trabalhadores 
rurais tenham acesso à terra. Ela 
garante a venda de terras em leilões. 
c) Incorreta: A modernização no 
campo não extinguiu os contratos de 
parceria em todas as regiões. Ainda há 
contratos agrários de parceria e 
arrendamento no campo. 
d) Incorreta: Os boias-frias não têm 
vínculo empregatício. 
Questão 3 
Alternativa “D” 
a) Incorreta: Corresponde à definição 
de monocultura. 
b) Incorreta: Corresponde à definição 
de latifúndio. 
c) Incorreta: Corresponde à definição 
de minifúndio. 
d) Correta 
 
 
 
 
230230
Gabarito 
Geografia urbana 
Questão 1 
Conforme aponta o trecho 
apresentado pela questão, as práticas 
urbanas baseiam-se na “indústria, no 
comércio e nos serviços”, 
evidenciando a predominância dos 
setores secundário e terciário da 
economia. Assim, notam-se as mais 
profundas complexidades trabalhistas, 
além de uma maior empregabilidade 
que o meio rural, que hoje conta com 
uma produção altamente mecanizada 
nas grandes propriedades. 
Alternativa correta: letra A. 
Questão 2 
O movimento de crescimento das 
cidades, quando ocorrido de forma 
acelerada e acompanhado por uma 
intensa valorização do solo, tende a 
gerar uma expansão de áreas 
periféricas pelo crescimento rápido e 
pela segregação espacial gerada pela 
elevação do preço das áreas centrais. 
Tal valorização ocorre, principalmente, 
pela intensa especulação imobiliária, 
que “joga” a população de baixa renda 
para as zonas mais afastadas, onde 
novos loteamentos costumam ser 
instaurados, fazendo com que as 
cidades cresçam mais ainda. 
Alternativa correta: letra A. 
Questão 3 
O fenômeno descrito no texto da 
questão é a segregação socioespacial 
ou segregação urbana. Nesse 
processo, a população mais pobre é 
progressivamente excluída para os 
bairros mais afastados, em periferias 
desprovidas de estrutura social e 
econômica, com pouca oferta de 
serviços e empregos concentrados 
nas áreas centrais das cidades. Assim, 
amplia-se a necessidade de 
deslocamento de boa parte da 
população. 
Alternativa correta: letra D 
 
 
 
231231
Gabarito 
Pré-socráticos 
Questão 
Alternativa A está correta 
 
 
 
A) 
Tales de Mileto a partir 
de suas viagens até o 
Egito observou a impor-
tância da água para o 
desenvolvimento de to-
das as coisas visíveis. 
Um corpo vivo possui 
água enquanto um corpo 
morto desidrata. Contu-
do, sua força argumen-
tativa ficou na observa-
ção de que a água pas-
saria por três estados 
(líquido, sólido, gasoso) 
mantendo sua essência 
intacta. Daí um dos por-
quês de Tales considerar 
a água como o princípio 
de todas as coisas; 
232232
Gabarito 
Sócrates 
Questão 1 
A resposta correta é a: 
c) o autoconhecimento que poderia ser 
obtido por meio da ironia e da maiêutica, 
métodos que consistiam em fazer indaga-
ção, fingindo ignorância, para despertar no 
interlocutor o conhecimento latente. 
 
 
 
 
Questão 2 
A resposta correta é a: 
a) Os gregos transformaram-se de tribo 
nômade emnação sedentarizada. 
233233
Gabarito 
Platão 
Questão 1 
Questão D está correta 
D. Afirmando que a razão é capaz 
de gerar conhecimento, mas a 
sensação não. 
Questão 2 
Questão B está correta 
B. realidade inteligível por meio do 
método dialético. 
234234
Gabarito 
Aristóteles 
Questão 1
Alternativa C. Ética a Nicômaco. 
 
Questão 2 
A alternativa D está correta. Télos, em 
grego, significa “fim”. É comum associar 
o sentido da expressão “teleológica” 
com a expressão “teológica” e, por 
isso, enganamo-nos em relação ao 
sentido. A filosofia orientada pela busca 
do prazer pode ser chamada de 
“hedonista”. Embora tenha desenvolvido 
a lógica, dizer que a filosofia de 
Aristóteles é “teleológica” não está 
relacionado com a comprovação 
científica. 
Questão 3 
Alternativa A. Na “Ética a Nicômaco”, a 
finalidade será identificada com o 
“bem”, ou seja, dizer que todas as 
ações tendem a um fim é o mesmo 
que dizer que todas as coisas tendem 
a um bem. 
235235
Gabarito 
Epicurismo 
Questão 1
Alternativa “D”. Estoicismo e 
epicurismo. 
 
 
Questão 2
Alternativa “D”. A realização de uma 
conduta virtuosa. 
 
Questão 3 
Alternativa “D” apenas II e III. 
 
236236
Gabarito 
Gramática e sintaxe 
Questão 1 
Letra B – é um verbo não nocional, ou 
seja, possui uma significação imprecisa, in-
completa em relação ao sujeito, ou seja, o 
adjetivo MUITO fala mais do sujeito do que 
o verbo SER. 
Questão 2 
 
 
Alternativa VI – pois o verbo SER, relacio-
nado a fenômenos da natureza, é um 
verbo impessoal e, por tanto, não faz re-
ferência a nenhum sujeito. 
Questão 3 
 
Questão 4 
 
Letra D. 
a) ( I I ) 
b) ( I ) 
c) ( I I I ) 
237237
Gabarito 
Variações linguística 
Questão 1 
Alternativa A. O item I I I está in-
correto, pois as palavras não es-
tão grafadas de acordo com a 
modalidade padrão da língua. O 
item V está incorreto, pois as du-
as personagens empregam uma 
linguagem semelhante e encon-
tram-se num mesmo nível socioe-
conômico, logo, não há alguém 
que possa estigmatizar o outro. 
 
 
Questão 2 
Alternativa A. Conforme o texto 
afirma, a língua indígena contribuiu 
para o léxico do português brasi-
leiro, principalmente no que toca à 
observância dos elementos carac-
terísticos dos locais para nomeá-
los, por exemplo, Pindamonhanga-
ba (lugar de fazer anzol), Ava-
nhandava (lugar onde o índio cor-
re) e Itu (cachoeira). 
 
238238
Gabarito 
Funcões da linguagem 
Questão 1 
A Sequência é: 
1-6-2-4-5-3 
Questão 2 
Alternativa “A”. 
Questão 3 
Para que a comunicação realmen-
te se efetive, seis fatores partici-
pam desse processo, são eles: 
O emissor (ou locutor) – repre-
sentado pela pessoa que fala. 
O receptor (ou interlocutor) – 
quem recebe a mensagem. 
A mensagem – representa a in-
formação ora veiculada. 
O código – constitui o sistema de 
sinais que permitem a compreen-
são da mensagem, no caso a Lín-
gua Portuguesa. 
O canal – representa o meio pelo 
qual a mensagem é enviada, co-
mo por exemplo, o ar – respon-
sável pela propagação do som. 
O referente – constitui o contex-
to, o assunto do qual é tratado 
mediante a interlocução. 
 
239239
Gabarito 
Elementos da comunicação 
Questão 1 
Alternativa “B”. A atitude do 
enunciador (emissor) sobrepõe-se 
àquilo que está sendo dito. 
Questão 2 
Alternativa “B”. Propor leituras 
diferentes das previsíveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
240240
Gabarito 
Análises\Tipos de discursos 
Questão 1 
Alternativa “E”. Ela insistiu em que lhe 
desse aquele papel ali. 
Questão 2 
Alternativa “D”. “que lembrança”. 
Questão 3 
Alternativa “C”. gostou. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
241241
Gabarito 
Tipologias\Gêneros textuais 
Questão 1 
Alternativa “D”. Os tipos textuais variam 
entre cinco e nove modelos, 
apresentando um número limitado de 
características. Diferentemente dos 
gêneros textuais, os tipos não sofrem 
a influência do contexto das atividades 
comunicativas. 
Questão 2 
Alternativa “B”. 5, 3, 1, 4, 2. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
242242
Gabarito 
Trovadorismo 
Questão 1 
Alternativa “a”. Os textos escritos 
durante o Trovadorismo ficaram 
conhecidos como cantigas porque 
eram difundidos oralmente e, so-
bretudo, porque eram sempre 
cantados e acompanhados de ins-
trumentos musicais. 
 
Questão 2 
Alternativa “d”. II. Humanismo. IV. 
Renascimento. 
 
243243
Gabarito 
Classicismo 
Questão 1 
Alternativa “b”. Assim como o Classi-
cismo, o Arcadismo e o Parnasianismo 
também valorizaram o culto à forma 
e aos valores universais. 
Questão 2 
Alternativa “d”. Foi Francisco de Sá de 
Miranda quem deu início ao Classicis-
mo português, iniciado em 1527 quan-
do o poeta retornou da Itália a Portu-
gal com ideias de renovação literária. 
Contudo, foi Luís Vaz de Camões o 
mais importante autor desse período 
da literatura portuguesa. 
Questão 3 
Alternativa “d”. Classicismo é a desig-
nação dada à tendência estética, lite-
rária, artística e filosófica que reprodu-
zia os ideais da Antiguidade Clássica. 
244244
Gabarito 
Quinhentismo 
 
Questão 1 
Alternativa “c”. 
A literatura jesuítica e os relatos de 
viagem dominaram o primeiro século 
da vida colonial brasileira, visto que o 
Brasil ainda não possuía uma 
identidade cultural formada. Portanto, 
não tínhamos ainda uma literatura que 
pudesse ser chamada de brasileira. 
 
Questão 2 
Alternativa “e”. 
Depois de observar as peculiaridades 
da terra recém-descoberta, Pero Vaz 
de Caminha deixou explícita sua 
preocupação com a serventia que tal 
descoberta teria para Portugal, 
denotando assim as reais intenções 
dos portugueses para a nova terra. 
 
 
245245
Gabarito 
Barroco 
Questão 1 
Alternativa “E”. Na Espanha, esses 
estilos também foram conhecidos 
como Quevedismo (conceptismo) e 
Gongorismo (cultismo). Gregório de 
Matos foi fortemente influenciado pelo 
cultismo. 
Questão 2 
Alternativa “A”. 4. Na linguagem 
barroca, verifica-se, tanto na forma 
quanto no conteúdo, uma rejeição 
constante da visão ordenada das 
coisas. Os temas são aqueles que 
refletem os estados de tensão da 
alma humana, como a vida e a morte, 
a matéria e o espírito, o amor 
platônico e o amor carnal etc. 5. Basílio 
da Gama foi um dos principais 
representantes do Arcadismo 
brasileiro. 
 
 
 
246246
Gabarito 
Arcadismo 
 
Questão 1 
Alternativa “B”. As características 
descritas na alternativa fazem 
referência ao Parnasianismo. 
 
Questão 2 
Alternativa “C”. O poema Carpe Diem 
representa o Arcadismo, cujo autor é 
Tomás Antônio Gonzaga. É parte 
constituinte da mais famosa lírica 
amorosa da Literatura de Língua 
Portuguesa, Marília de Dirceu. 
 
 
 
 
 
 
247247
Obras musicais – PAS 1 
 Cânone em Ré Maior 
Ouça a música no QR Code abaixo: 
 
 https://youtu.be/JluEOZ9qMFE 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
248248
Obras musicais – PAS 1 
 Spiritus Sanctus
Ouça a música no QR Code abaixo: 
 
 https://youtu.be/BFwxnWWjIeU 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
249249
Obras musicais – PAS 1 
 Chuva 
Ouça a música no QR Code abaixo: 
 
 https://youtu.be/VBcZgimFXVc 
 
 
 
 
 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
250250
Obras musicais – PAS 1 
 Meu cupido é gari 
Ouça a música no QR Code abaixo:
 
 https://youtu.be/cUsYWdJzmeM 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
251251
Obras musicais – PAS 1 
Bachianas Brasileiras n.5: 
Ária. 
 
 
Ouça a músicano QR Code abaixo:
 
 
 https://youtu.be/YIrMJ_ix0FA 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
252252
Obras musicais – PAS 1 
Brasiliana (sob a regência 
de Ligia Amadio). 
Ouça a música no QR Code abaixo: 
 
 https://youtu.be/my37Y76xSI0 
 
 
 
 
 
 
 
 Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
253253
Obras musicais – PAS 1 
 Ópera Orfeu
Ouça a música no QR Code abaixo: 
 
 https://youtu.be/jUep3sqe35o 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
254254
Obras musicais – PAS 1 
Bumba-meu-boi do Seu 
Teodoro 
Ouça a música no QR Code abaixo: 
 https://youtu.be/9zCGMuVUpDo 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
255255
Obras musicais – PAS 1 
O causo do Angelino 
e Tristeza do Jeca 
Ouça a música no QR Code abaixo: 
 
 
 
 https://youtu.be/BZ07z1Ku9rQ 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
256256
Obras musicais – PAS 1 
Festa do Divino de 
Pirenópolis 
Ouça a música no QR Code abaixo: 
 
 https://youtu.be/qAFMRvGzP_c 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
257257
Obras musicais – PAS 1 
 Samba house 
Ouça a música no QR Code abaixo: 
 
 https://youtu.be/cJYMgafqRgs 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
258258
Obras musicais – PAS 1 
 Zero 
Ouça a música no QR Code abaixo: 
 
 https://youtu.be/KDErhVB4sf4 
Análise: 
 
259259
Obras Visuais -PAS 1 
Aqueduto Acqua Appia. 
(autor indeterminado) 
 
Análise: 
 
 
Matérias e assuntos que tirei 
através da obra: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
260260
Obras Visuais -PAS 1 
Catedral de Notre Dame de 
Reims. 
 
 Matérias e assuntos que tirei 
através da obra: 
 
 
 
 
 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
261261
Obras Visuais -PAS 1 
Escola de Atenas, Rafael 
Sanzio. 
 Matérias e assuntos que tirei 
através da obra: 
 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
262262
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rafael_Sanzio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rafael_Sanzio
Obras Visuais -PAS 1 
Discóbolo, Míron. 
 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Matérias e assuntos que tirei 
através da obra: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
263263
Obras Visuais –PAS 1 
Estruturas tridimensionais – 
Mestre Didi, Deoscóredes 
Maximiliano dos santos.
 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Matérias e assuntos que tirei 
através da obra: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
264264
Obras Visuais –PAS 1 
Estruturas Poliedricas –Maurits 
Cornelis Escher. 
 
Matérias e assuntos que tirei 
através da obra: 
 
 
 
Análise: 
265265
Obras Visuais – PAS 1 
Nefertiti, autor desconhecido. 
 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Matérias e assuntos que tirei 
através da obra: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
266266
Obras Visuais – PAS 1 
Pirâmides Astecas, autor 
desconhecido. 
 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Matérias e assuntos que tirei 
através da obra: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
267267
Obras Visuais – PAS 1 
Partenon, na acrópole de 
Atenas - Fídias, Ictinos e 
Calicrates. 
 
 Matérias e assuntos que tirei 
através da obra: 
 
 
 
 
Análise:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
268268
Obras Visuais – PAS 1 
Pirâmides Egípcias, autor 
desconhecido. 
 Matérias e assuntos que tirei 
através da obra: 
 
 
 
 
 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
269269
Obras Visuais – PAS 1 
Teatro Nacional Cláudio 
Santoro, Oscar Niemeyer. 
 
Análise: 
 Matérias e assuntos que tirei 
através da obra: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
270270
Obras Visuais – PAS 1 
Suzana e os anciãos, Artemísia 
Gentileschi. 
 
 Matérias e assuntos que tirei 
através da obra: 
Análise: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
271271
Obras teatrais– PAS 1 
A advogada que viu Deus, o Diabo e 
depois voltou para a Terra – Grupo 
G7 
 
Matérias e assuntos que tirei através da 
obra 
Análise 
272272
Obras teatrais– PAS 1 
Ifigênia em Áulis - Eurípides 
 
Matérias e assuntos que tirei através da 
obra 
Análise 
273273
Obras audiovisuais– PAS 1 
A rota do escravo - A alma da resistência. 
(Slave Route: The Soul of Resistance)- Do-
cumentário. (Produzido pela Unesco, tradu-
zido e dublado pelo Centro de Informação 
das Nações Unidas para o Brasil - UNIC Rio). 
Direção: Tabué Nguma & Nil Viasnoff, 2012. 
 
Matérias e assuntos que tirei através da 
obra 
Análise 
274274
Obras audiovisuais– PAS 1 
Alta ansiedade, a matemática do caos (High 
Anxieties: The Mathematics of Chaos) -
 Documentário. BBC, direção David Malone 
& Mark Tanner, 2008. 
 
Matérias e assuntos que tirei através da 
obra 
Análise 
275275
Obras audiovisuais– PAS 1 
Aos olhos de uma criança - Videoclipe. 
Emicida, 2014. 
 
Matérias e assuntos que tirei através da 
obra 
Análise 
276276
Obras audiovisuais– PAS 1 
Atlântico Negro, na rota dos Orixás - Do-
cumentário. Renato Barbieri & Victor Leo-
nardi, 1998. 
 
Matérias e assuntos que tirei através da 
obra 
Análise 
277277
Obras audiovisuais– PAS 1 
La mujer sin miedo - Eduardo Galeano 
 
Matérias e assuntos que tirei através da 
obra 
Análise 
278278
Obras audiovisuais– PAS 1 
O povo brasileiro (parte I): a matriz Tupi – 
Documentário. Direção Isa G. Ferraz, 2001 
 
Matérias e assuntos que tirei através da 
obra 
Análise 
279279
Obras audiovisuais– PAS 1 
O risco da história única – Palestra. Chima-
manda Adichie, 2009. 
 
Matérias e assuntos que tirei através da 
obra 
Análise 
280280
Obras textuais– PAS 1 
Livros 
Apologia de Sócrates - Platão. 
 
 
Matérias e assuntos que tirei através 
da obra 
Análise 
281281
http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.revistaliteraria.com.br%2Fplataoapologia.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNG8Pul-_t-C1C_gR5HKHVyzd6LGsA
http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.revistaliteraria.com.br%2Fplataoapologia.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNG8Pul-_t-C1C_gR5HKHVyzd6LGsA
Obras textuais– PAS 1 
O VELHO DA HORTA—Gil Vicente 
Esta seguinte farsa é o seu argumento que 
um homem honrado e muito rico, já velho, 
tinha uma horta: e andando uma manhã por 
ela espairecendo, sendo o seu hortelão fora, 
veio uma moça de muito bom parecer bus-
car hortaliça, e o velho em tanta maneira se 
enamorou dela que, por via de uma alcovitei-
ra, gastou toda a sua fazenda. A alcoviteira foi 
açoitada, e a moça casou honradamente. En-
tra logo o velho rezando pela horta. Foi re-
presentada ao mui sereníssimo rei D. Manuel, 
o primeiro desse nome. Era do Senhor de 
M.D.XII. 
VELHO- Pater noster criador, Qui es in coelis, 
poderoso, Santificetur, Senhor, nomen tuum 
vencedor, nos céu e terra piedoso. Adveniat 
a tua graça, regnum tuum sem mais guerra; 
voluntas tua se faça sicut in coelo et in terra. 
Panem nostrum, que comemos, cotidianum 
teu é; escusá-lo não podemos; inda que o 
não mereceremos tu da nobis. Senhor, debita 
nossos errores, sicut et nos, por teu amor, 
dimittius qualquer error, aos nosso devedores. 
Et ne nos, Deus, te pedimos, inducas, por ne-
nhum modo, in tentationem caímos porque 
fracos nos sentimos formados de triste lodo. 
Sed libera nossa fraqueza, nos a malo nesta 
vida; Amen, por tua grandeza, e nos livre tua 
alteza da tristeza sem medida. 
Entra a MOÇA na horta e diz o VELHO: 
Senhora, benza-vos Deus, 
MOÇA- Deus vos mantenha, senhor. 
VELHO- Onde se criou tal flor? Eu

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