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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA ENGENHARIA DE PRODUÇÃO EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA Eduardo Lopes da Motta Matrícula: 20181302007 AVALIAÇÃO 1 – SELEÇÃO DE MATERIAIS CIÊNCIA DOS MATERIAIS Rio de Janeiro Maio 2019 SELEÇÃO DE MATERIAIS – UMA QUESTÃO MULTIDISCIPLINAR De acordo com as pesquisas mais recentes sobre biomateriais aplicados à composição de próteses ortopédicas, a prótese ideal é aquela que permite o crescimento ósseo, obtida, por exemplo, com o uso de materiais cerâmicos1. Por apresentar ligações interatômicas, a cerâmica possui estrutura dura e quebradiça, instável na presença de rachaduras, podendo contribuir para uma ruptura precoce durante o uso2. Para resolver essa limitação, foi desenvolvida a técnica Plasma Splay3, que associa o metal encapado com a biocerâmica, unindo a resistência do primeiro e a baixa desidade do segundo, criando o material ideal em termos de custo-benefício para os pacientes. A grande vantagem desta prótese de cerâmica com metal encapado em relação aos polímeros, por exemplo, é a menor porcentagem de desgaste anual4. Para um melhor entendimento e aplicação das cerâmicas nas diversas próteses, esses materiais foram classificados em inertes (sem interações com tecidos, p.ex. alumina), porosos (crescimento interno dos tecidos através dos poros, p.ex. hidroxiapatitas porosos), bioativas (forte ligação entre osso- implante, p.ex. hidroxiapatitas, biovidros) e reabsorvíveis (cerâmicas degradadas e substituidas pelos tecidos, p.ex. gesso e fosfato tricálcico)5. Conclui-se que o avanço contínuo na pesquisa de biomateriaispara uso em próteses ortopédicas interfere na economia e na saúde pública do país, ao reduzir os custos na elaboração e aumentar a qualidade de vida do paciente6. REFERÊNCIAS [1] de Azevedo, Valéria Vital Cordeiro, et al. "4. Materiais cerâmicos utilizados para implantes." Revista Eletrônica de Materiais e Processos 3.1 (2008). [2] PIRES, Ana Luiza R.; BIERHALZ, Andréa CK; MORAES, Ângela M. Biomateriais: tipos, aplicações e mercado. Química nova, v. 38, n. 7, p. 957- 971, 2015. [3] KAWACHI, Elizabete Y. et al. Bioceramics: tendencies and perspectives of an interdisciplinary area. Química Nova, v. 23, n. 4, p. 518-522, 2000. [4] SCHWARTSMANN, C. R. et al. Novas superfícies em artroplastia total do quadril. Rev bras ortop, v. 47, n. 2, p. 154-9, 2012. [5] HENCH, Larry L. Bioceramics: from concept to clinic. Journal of the american ceramic society, v. 74, n. 7, p. 1487-1510, 1991. [6] KLOK, Simone Maria. Avaliação dos Diferentes Biomateriais Aplicados à Composição de Próteses Ortopédicas. Revista UNIANDRADE, v. 20, n. 1, p. 37-43, 2019.