Prévia do material em texto
Victoria Karoline Libório Cardoso Mão-pé-boca e mononucleose infecciosa Mão-pé-boca Introdução Trata-se de uma doença de alta contagiosidade, benigna, autolimitada e com duração de aproximadamente 1 semana ● Não é uma doença de notificação compulsória. Modo de transmissão: fecal-oral e respiratória. ● Ocorre em via direta (pessoa a pessoa) ou indireta. Período de transmissibilidade: alguns dias antes dos sintomas até semanas após a infecção primária nas fezes. ● Transmissão pela via respiratória: limita-se de 1 a 3 semanas. ○ A 1° semana ocorre após a sintomatologia - período de maior transmissibilidad. Período de incubação: 3 a 6 dias. Ag. etiológico: enterovírus Coxsackie - não envelopados, de RNA fita simples. ● Principalmente: coxsackievírus A16 e EV71 ● As infecções por EV71 pode ser fatal, pois acomete o SNC e o autônomo, provocando alterações circulatórias, cardíacas e edema pulmonar. Pop. alvo: crianças (especialmente < 5 anos) , mas também pode ocorrer em adultos. Imunidade: não é duradoura, podendo ocorrer reinfecções até pela mesma cepa viral. Quadro clínico Complicação mais frequente: desidratação, principalmente pela dificuladade de ingesta de líquidos por conta das lesões aftosas na cavidade oral. Sinais e sintomas: ● Febre. ● Dor de garganta. ● Recusa alimentar. ● Prostração. ● Lesões vesiculares nas mãos, nos pés (incluindo palmas e plantas), na mucosa bucal e na língua. ○ As lesões na mucosa oral são do tipo afóide. ○ Lesões ulceradas podem ou não estar presentes. ○ Vesículas ovaladas com formato de “grão de arroz”. ● Onicomadese em unhas até 2 meses após o quadro clínico. Obs: menos frequentemente acomete cotovelos, tornozelos, glúteos e região genital. Obs: involução das lesões sem fazer crosta. Apresentação clínica grave: mais frequente em < 5 anos. ● Pacientes evoluem com mioclonia, tremores, ataxia e paralisia de nervos cranianos. ● Pode haver falência cardiorrespiratória, evoluindo para óbito. ● Maior incidência de alterações neurológicas também. Complicações: precede-se por alterações do SNC e desregulação do sistema nervoso autônomo, que evolui para falência cardiopulmonar. Obs: o acometimento do SNC não garante a apresentação de sintomas cardíacos ou pulmonares graves, mas é sinal de alerta. Sinais de alterações do sistema nervoso autônomo: Victoria Karoline Libório Cardoso ● sudorese fria. ● Pele moteada. ● Taquicardia. ● Hipertensão arterial. ● Hiperglicemia. Formas extensas: ● Lesões disseminadas vésico-bolhosas nos cotovelos, joelhos, nádegas, e na região dorsal de pés e mãos. Obs: a gravidade das lesões está relacionada com a quantidade de vírus os quais houve exposição. 3 a 8 semanas após a infecção aguda: pode ocorrer onicomadese (descolamente da unha a partir de sua base, nas mãos e/ou pés) e descamação de mãos e pés. Exames complementares Hemograma: alterações inespecíficas com aumento da contaem de leucócitos e neutrofilia. CPK e CP-MB: aumentados em pacientes com miosite. Radiografia de tórax: pode não mostrar o comprometimento da vasculatura pulmonar, que culmina com edema pulmonar e alterações cardíacas. PCR ou métodos sorológicos: Cultura celular que faz o isolamento e identificação do RNA viral - método diagnóstico. Diagnóstico O diagnóstico é clinico e laboratorial, principalmente pelo PCR. Tratamento ● Sintomáticos. ● Limpeza bucal delicada. ● Evitar futas ácidos e alimentos muito codificados.