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Psicanálise A Educação e a Psicanálise Diferenças na formação da psicanálise Nasce fora do contexto acadêmico – laboratórios e salas de aula. Seu objeto de estudo é o comportamento anormal – negligenciado pelas escolas anteriores Seu método é a observação clínica e não a experimentação laboratorial controlada Está voltada para o inconsciente Tem em comum com comportamentalismo e funcionalismo: mecanicismo, Fechner e Darwin Influências antecedentes na Psicanálise 1) Fenômenos Psicológicos Inconscientes 2) Primeiros trabalhos no campo da psicopatologia 3) Charles Darwin 4) Outras fontes de influência A Influência de Darwin Freud admitia a influência de Darwin e Goethe na sua escolha da medicina Darwin, como Freud, se concentra em aspectos não racionais do comportamento (conflitos mentais inconscientes, significação dos sonhos, etc.) Outros aspectos: Teoria do desenvolvimento infantil Continuidade do comportamento emocional da infância à vida adulta; Sugestão de que o impulso sexual aparece em bebês de até sete semanas de vida Método de pesquisa de Freud Suas teorias foram derivadas da auto- observação e da observação dos seus pacientes submetidos à psicanálise Usava técnicas de livre associação e da análise de sonhos Suas teorias foram formuladas, revisadas e ampliadas apenas por ele Ignorava críticas alheias – sugeria que só psicanalistas que usassem suas técnicas estavam qualificados a julgar o valor científico de suas descobertas A psicanálise como sistema de Personalidade Explorou áreas que os psicólogos tendiam a ignorar, tais como as forças motivadoras inconscientes, os conflitos entre essas forças e os efeitos desses conflitos sobre o comportamento Instintos – impulso ou pulsão ◦ São os fatores propulsores ou motivadores da dinâmica da personalidade, as forças biológicas que liberam energia mental ◦ Não são predisposições herdadas mas fontes de estimulação no interior do corpo Instintos de vida – incluem a fome, a sede e o sexo, referindo-se à autopreservação e à sobrevivência da espécie – sua forma de manifestação se dá pela libido Instintos de morte – (thanatos) é uma força destrutiva que pode ser auto ou heterodirigida. “A hostilidade e a agressão, tanto quanto o sexo, são forças importantes da personalidade” O aparelho psíquico segundo Freud PONTO DE VISTA TOPOGRÁFICA 2ª TÓPICA : - O ID - O EGO - O SUPEREGO 2ª Tópica - Id É o polo psicobiológico da personalidade, constituído fundalmentalmente de pulsões. Os conteúdos fantasmáticos são na maior parte hereditários (congênitos e/ou constitucionais) e o restante adquirido. Do ponto de vista dinâmico e econômico, é o reservatório e fonte da energia psíquica, sendo que as outras duas estâncias são originárias dele. É a parte mais escura e impenetrável de nossa personalidade. Do ponto de vista funcional se assemelha ao Ics. Reina nele o princípio de prazer e, portanto, o processo primário. 2ª Tópica - Ego Instância central da personalidade e constitui o pólo central por excelência. O Ego se formaria em contato com o mundo exterior, como resultado de identificações que, sucessivamente interiorizadas, introjetadas, formariam sua estrutura. É uma organização que sempre aparece funcionando de forma a proporcionar ao indivíduo estabilidade e identidade. O ego é o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências do id, as exigências da realidade e as “ordens” do superego. Procura “dar conta” dos interesses da pessoa. É regido pelo princípio da realidade, que, com o princípio do prazer, rege o funcionamento psíquico. 2ª Tópica - Superego É subsequente ao Édipo e está constituído pelas identificações com as exigências e proibições dos pais e sociais. Encontram-se aí os valores ditados pela cultura em que vive o indivíduo mas também as ideologias, crenças e preconceitos carregados afetivamente e que se impõem como mandamentos éticos. Indica, assinala, determina e estabelece, a partir da história da infância do indivíduo, o que ele deve fazer e simultaneamente o que ele deve preferir, desejar, escolher. É formada por imagens de objetos temidos e limitadores. O superego fiscaliza (permite ou proíbe) através das prescrições e valores inscritos nele a energia pulsional intermediada pelo ego, que chega aos objetos externos. O superego origina-se com o complexo de Édipo, a partir da internalização das proibições, dos limites e da autoridade. A moral, os ideais são funções do superego. O conteúdo do superego refere-se a exigências sociais e culturais. Para compreender a constituição desta instância - o superego – é necessário introduzir a ideia de sentimento de culpa. Descoberta da sexualidade infantil Fases do desenvolvimento sexual: 1. Fase Oral: zona de erotização é a boca; 2. Fase Anal: a zona de erotização é o ânus; 3. Fase Fálica: zona de erotização é o órgão sexual; 4. Período de Latência: diminuição das atividades sexuais; 5. Fase Genital: o objeto de desejo não se encontra mais no próprio corpo; Complexo de Édipo Complexo de Édipo O complexo de édipo “ocorre durante a fase fálica e é um “conjunto organizado de desejos amorosos e hostis que a criança sente em relação aos pais”(Laplanche & Pontalis, 2002, p. 77); Se caracteriza pelo investimento libidinal em um dos progenitores se chama complexo de édipo, (Jung chamou de Édipo e de Electra). O complexo de Édipo é então finalizado com o surgimento do superego, com a desistência da criança com relação à mãe e com a identificação do menino com o pai. Críticas ao Desenvolvimento Psicosexual Afirmação de Freud sobre a existência de uma sexualidade infantil e,implicitamente, a expansão que se fez na noção de sexualidade. Freud "neurotizou" a sexualidade ao relacioná-la com conceitos como incesto, pervesão e transtornos mentais. o padrão de desenvolvimento proposto por Freud não é universal nem necessário no desenvolvimento da saúde mental, qualificando-o de etnocêntrico por omitir determinantes sócio- culturais. Psicanálise e alguns conceitos Sintoma: produção de um pensamento ou comportamento resultante de um conflito psíquico entre o desejo e os mecanismos de defesa; Ato falho: um equívoco na fala, na memória, em uma atuação física, provocada hipoteticamente pelo inconsciente, isto é, através do ato falho o desejo do inconsciente é realizado Mecanismos de Defesa: diferentes tipos de operações mentais que tem como objetivo reduzir as tensões psíquicas internas; Transferência: processo pelo qual desejos inconscientes se atualizam sobre determinados objetos no quadro de um certo tipo de relação estabelecida com eles e, eminentemente, no quadro da situação analítica Psicanálise e alguns conceitos Recalque: o repelir ou manter inconsciente representações ligadas a pulsão; Regressão: retorno a etapas anteriores ao desenvolvimento; Racionalização: o sujeito constrói uma argumentação intelectual e racional a fim de justificar os estados “deformados” da consciência; Sublimação: uma tendência tropeça com inibições em seu caminho e é transferida por outras vias, mais sociáveis; Projeção: projeta algo seu no mundo externo, mas não percebe como algo seu que é indesejável ou desconhecido; Formação reativa: o ego procura afastar o desejo que vai em determinada direção, e, para isto, o indivíduo adota uma atitude oposta a este desejo Repressão: colocar sentimentos incômodos no inconsciente. As vezes chamado de esquecimento motivado. Quando as coisas acontecem de maneira que somos incapazes de lidar naquele momento, afastamos. DISSIDENTES E DESCENDENTES Anna Freud Alfred Adler (1870-1937) Melanie Klein http://www.aipsi.it/images/melanie.jpeg Donald Winnicott Educação e Psicanálise A psicanálise tem muito a oferecer ao ato de educar, como por exemplo: a escuta cuidadosa. A psicanálise pode possibilitar outro olhar para a educação,uma analise do despertar no outro o desejo de ensinar e de aprender. Psicanálise e Educação são áreas distintas, porém nos últimos tempos elas estão se tornando cada vez mais próximas. Educação e Psicanálise A PSICANÁLISE CONFERE IMPORTÂNCIA ÀS PRIMEIRAS RELAÇÕES DA CRIANÇA COM SEUS GENITORES, ENTENDENDO-AS COMO PROTÓTIPO DAS DEMAIS RELAÇÕES SOCIAIS; O PROCESSO DE SEDUÇÃO NA RELAÇÃO PEDAGÓGICA: FUNDAMENTA-SE NA VINCULAÇÃO ERÓTICA À AUTORIDADE PROFESSORAL- ATUALIZAÇÃO DO VÍNCULO ORIGINAL PRÉ-EDIPIANO DE IDENTIFICAÇÃO. PODE AUXILIAR OU OBSTACULIZAR O PROCESSO EDUCATIVO DO ALUNO. Educação e Psicanálise O SEDUTOR: IDENTIFICAÇÃO DEVIDA AO RESPEITO SUBMISSO DAQUELE QUE SE DEIXA DOMINAR PARA SER AMADO. O CONHECIMENTO QUE LEGITIMA A AUTORIDADE DO PROFESSOR: O PONTO EM QUE O CAMPO TRANSFERÊNCIAL FAVORECE O OS OBJETIVOS DA RELAÇÃO PEDAGÓGICA. ELE ACEITA A TRANSFERÊNCIA MAS NÃO REAGE A ELA DA FORMA QUE O ALUNO GOSTARIA.