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NÃO FAÇA A PROVA SEM SABER | MP/SP 
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Este material está protegido por direitos autorais (Lei nº 9.610/98), sendo vedada a reprodução, distribuição ou 
comercialização de qualquer informação ou conteúdo dele obtido, em qualquer hipótese, sem a autorização 
expressa de seus idealizadores. O compartilhamento, a título gratuito ou oneroso, leva à responsabilização civil e 
criminal dos envolvidos. Todos os direitos estão reservados. 
Além da proteção legal, este arquivo possui um sistema GTH anti-temper baseado em linhas de identificação criadas 
a partir do CPF do usuário, gerando um código-fonte que funciona como a identidade digital oculta do arquivo. O 
código-fonte tem mecanismo autônomo de segurança e proteção contra descriptografia, independentemente da 
conversão do arquivo de PDF para os formatos doc, odt, txt entre outros. 
PARTE I 
Sumário 
DIREITO CONSTITUCIONAL ........................................................................................... 3 
DIREITO ADMINISTRATIVO ......................................................................................... 43 
DIREITO ELEITORAL ..................................................................................................... 83 
DIREITOS HUMANOS ................................................................................................. 109 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DIREITO CONSTITUCIONAL1 
 
Teoria da constituição: Constitucionalismo. Conceito e classificação das constituições. Teorias da 
Constituição. Poder constituinte: características, titularidade e classificação. Recepção, repristinação e 
desconstitucionalização. Princípios constitucionais. Interpretação constitucional. Eficácia das normas 
constitucionais. 
 
CONSTITUCIONALISMO 
 O QUE É CONSTITUCIONALISMO? 
o (a) Sentido amplo: existência de uma Constituição em determinado Estado 
o (b) Sentido estrito: está relacionado a duas ideias básicas e fundamentais: (i) garantia de direitos e 
(ii) limitação do poder. 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO 
 
TIPOS DE CONSTITUIÇÃO 
1. QUANTO À FORMA 
(a) Escrita/dogmática: formalizada em um texto escrito. 
(b) Não escrita/histórica: não há texto único centralizado. 
 
1 Por Luiz Fernando @luizfernandop.oliveira 
CONSTITUCIONALISMO INGLÊS 
- Primeiro a nascer 
- Valorização da tradição 
constitucional 
- Ha vários textos e documentos 
contitucionais 
- Modelo recessivo 
CONSTITUCIONALISMO FRANCÊS 
- Revolução francesa (ruptura) 
- Primeira CF escrita da Europa (1791) 
- Valorização do Legislativo 
-Desconfiança em relação ao 
judiciário 
CONSTITUCIONALISMO 
AMERICANO 
- CF é norma, logo, pode ser 
invocada perante o Judiciário 
- Primeira CF do mundo moderno 
(1776) 
- Constitucionalismo liberal 
- Modelo expandiu no pós-2ª guerra 
NEOCONSTITUCIONALISMO 
(a) Marco histórico 
Mundo: 2ª guerra mundial 
Brasil: CF/88 
(b) Marco filosófico Pós-positivismo 
(c) Marco Teórico 
(i) Força normativa da CF 
(ii) Expansão da jurisdição constitucional 
(iii) Nova interpretação constitucional 
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2. QUANTO À 
ESTABILIDADE 
(a) Flexível: é alterada da mesma forma que as leis inferiores. 
(b) Semirrígida: uma parte é flexível e outra é rígida. 
(c) Rígida: a alteração é mais difícil do que as leis inferiores. 
(d) Super-rígidas: uma parte é rígida e outra é imutável. 
(e) Imutáveis: todo o texto é imutável. 
3. QUANTO À ORIGEM 
(a) Outorgada: imposta pelo detentor do poder. 
(b) Promulgada: elaborada com ampla participação popular. 
(c) Cesarista (Bonapartista): o soberano edita o texto e, posteriormente, o submete 
a um referendo popular. 
(d) Pactuada (dualista): elaborada através de um pacto feito realizado entre os 
detentores do poder político. 
4. QUANTO À 
VOLUNTARIEDADE 
(a) Heterônoma: é aquela que é imposta por outro país. 
(b) Autônoma: elaborada pelo próprio país. 
5. QUANTO À EXTENSÃO 
(a) Sintética/concisa: apenas definem os princípios gerais da organização do Estado. 
(b) Analítica/prolixa: trata de muitos temas. 
6. OUTRAS 
CLASSIFICAÇÕES 
(a) Dirigente: traça metas. 
(b) Ortodoxa: comprometida com uma ideologia específica. 
(c) Compromissária (pluralista): contempla várias ideologias. 
(d) Dúctil: não impõe um modelo de vida, mas apenas assegura as condições para o 
exercício do projeto de vida de cada pessoa. É fácil de mudar (flexível). 
(e) Balanço: visa reger o ordenamento por um determinado tempo. 
(f) Classificação Ontológica de Karl Loewenstein: 1) Normativa: sai do papel, sendo 
de fato cumprida; 2) Nominal: não consegue sair do papel, embora exista a boa 
intenção; 3) Semântica: legitima o status quo injusto, sendo feitas para se 
perpetuarem no poder (ditatoriais). 
CLASSIFICAÇÃO CF/88 Escrita, promulgada, rígida, analítica, normativa e dirigente. 
 
TEORIAS DA CONSTITUIÇÃO 
Positivista (Kelsen) 
- Conceito formal 
- CF = norma jurídica que valida as normas que lhe são inferiores 
Sociológica (Lassale) 
- CF é a soma dos fatores reais do poder; 
- O resto é "mera folha de papel". 
Instrumento de 
governo (Hennis) 
- CF= lei processual que organiza o Estado 
- Neutralidade constitucional 
Política (Schmidt) 
- CF = decisão política fundamental 
- O resto, que está escrito na CF, é apenas "lei constitucional" 
Concretista (Hesse) 
- CF= não é apenas norma nem apenas fator social. Ela incorpora norma e 
realidade 
- Força normativa da CF 
 
 
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PODER CONSTITUINTE 
 
 
 
 
 
 
PODER CONSTITUINTE 
Originário: 
- Ilimitado 
- Incondicionado 
- Inicial 
- Indivisível 
- De fato e Político 
Derivado: 
- Limitado 
- Condicionado 
- Jurídico 
Reformador: produz EC 
Decorrente: elabora as 
Constituições estaduais e a 
LODFT 
Revisor: art. 3º do ADCT 
permitiu uma revisão da 
CF, com quórum 
diferenciado, ocorrida em 
1993. 
Difuso: mutação 
constitucional 
EMENDA CONSTITUCIONAL: 
Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: LIMITES FORMAIS 
I - de 1/3, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal; 
II - do Presidente da República; 
III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma 
delas, pela maioria relativa de seus membros. 
 
§ 1º A Constituição NÃO poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de 
estado de sítio. LIMITE CIRCUNSTANCIAL 
 
§ 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em 2 turnos, considerando-se 
aprovada se obtiver, em ambos, 3/5 dos votos dos respectivos membros. LIMITE FORMAL 
 
§ 3º A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, 
com o respectivo número de ordem. 
 
§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: LIMITES MATERIAIS 
I - a forma federativa de Estado; 
II - o voto direto, secreto, universal e periódico; 
III - a separação dos Poderes; 
IV - os direitos e garantias individuais. 
 
§ 5º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada NÃO pode ser objeto de 
nova proposta na mesma sessão legislativa. Para alguns, LIMITE TEMPORAL (maioria fala que não há limite 
temporal). 
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#PODER REFORMADOR: Havia um limite temporal de 5 anos para que fosse feita a revisão da Constituição, que 
ocorreu em 1993, por meio de uma sessão unicameral com quórum de maioria absoluta, respeitando-se os limites 
materiais do poder constituinte derivado. Foram feitas 6 Emendas de Revisão. 
 
#FIQUEDEOLHO: 
O que é MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL? 
Trata-se de mecanismo que permite a transformação do sentido e do alcance de normas da Constituição, sem 
que se opere, no entanto, qualquer modificação em seu texto (alteração informal da CF). A mutação está 
associada à plasticidade de que são dotadas inúmeras normas constitucionais. A doutrina considera a mutação 
como uma espécie de poder constituinte derivado. 
O que é RECEPÇÃO? E NÃO RECEPÇÃO? 
Ocorre a recepção quando se verifica a compatibilidade MATERIAL entre uma norma e a Constituição que lhe é 
posterior. A não recepção é a não incorporação de uma norma anterior à nova ordem constitucional, que 
equivale a sua revogação. Lembrem que as normas não recepcionadas não podem ser objeto de ADI, em razão do 
princípio da contemporaneidade. 
O que é DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO? 
Ocorre quando algumas normas da Constituição anterior são recepcionas pela posterior com status 
infraconstitucional. A doutrina brasileira não admite. 
 
INTERPRETAÇÃO E EFICÁCIA DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 
 
#ATENÇÃO #DOUTRINATRADICIONAL #DESPENCAEMPROVA 
José Afonso da Silva elaborou uma classificação muito tradicional quanto à aplicabilidade das normas 
constitucionais. Fique de olho: 
(a) Eficácia plena e aplicabilidade imediata: são normas que desde o advento da CF produzem, ou têm 
possibilidade de produzir, todos os efeitos plenos e que não podem ser restringidas. Ex.: Princípio da igualdade. 
 
(b) Eficácia contida e aplicabilidade imediata: foram suficientemente previstas e, assim, produzem efeitos desde 
a CF, mas podem ser restringidas posteriormente pelo legislador. Há autorização expressa ou implícita na CF para 
que o legislador futuro restrinja. Ex.: Art. 5º, XI, que fala que a lei pode estabelecer restrições. 
 
(c) Eficácia limitada: não são normas desprovidas de efeitos, mas não geram a plenitude de seus efeitos 
imediatamente. Apresentam aplicabilidade indireta, mediata e reduzida, porque somente incidem totalmente 
sobre esses interesses, após uma normatividade ulterior que lhes desenvolva a aplicabilidade. Subdividem-se em: 
 
 (i) Normas de princípio programático: são normas que estabelecem metas e objetivos, mas não 
dizem como esses objetivos serão alcançados. Ex. Busca do pleno emprego; redução da 
desigualdade e erradicação de miséria, etc. 
o Pode gerar direitos negativos (Estado não pode contrariar); 
o Vedação do retrocesso (uma vez concretizado, o legislador não pode voltar); 
 
 (ii) Normas de princípio institutivo: tratam de instituições ou institutos, mas não contém todos 
os elementos para que aquelas instituições ou institutos ganhem vida imediata. 
 
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#OLHAOGANCHO: O preâmbulo apenas tem função interpretativa, não servindo como parâmetro para o controle 
de constitucionalidade. O ADCT, por seu turno, possui status de norma constitucional e força normativa, 
submetendo-se ao controle de constitucionalidade. 
 
 
Direito constitucional brasileiro. Princípios fundamentais. Direitos e deveres individuais e coletivos. 
Direitos sociais. Ações Constitucionais. 
 
TEORIA GERAL DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 
Conceito 
São direitos ou posições jurídicas que investem os seres humanos, individual ou 
coletivamente considerados, em um conjunto de prerrogativas, faculdades e 
instituições imprescindíveis para assegurar uma existência digna, livre, igual e 
fraterna entre todas as pessoas. 
Dimensões 
 1ª Dimensão Direitos civis e políticos. 
 2ª Dimensão Direitos sociais, econômicos e culturais. 
 3ª Dimensão Direitos de solidariedade e fraternidade. 
 4ª Dimensão Globalização (não é pacífico). 
Teoria dos 4 Status 
(JELLINEK) 
 Passivo: o sujeito está subordinado aos poderes estatais. 
 Ativo: sujeito pode participar da formação da vontade do Estado. 
 Negativo: ao sujeito é assegurada uma esfera indevassável ao Estado. 
 Positivo: sujeito tem direito de pedir certas prestações ao Estado. 
Restrições 
TEORIA INTERNA 
Cabe ao aplicador apenas explicitar os limites que já estão 
contidos na própria estrutura do direito. Assim, 
interpretando-se corretamente os direitos, não haverá 
efetiva colisão entre eles. 
TEORIA EXTERNA 
É possível efetiva colisão entre direitos fundamentais, 
tornando-se necessária a restrição de um deles. 
MÉTODOS DE 
INTERPRETAÇÃO 
1. Hermenêutico 
clássico 
Critérios 
clássicos: 
gramatical, 
histórico, 
sistemático, 
teleológico 
2. Tópico-
problemático 
Parte-se de um 
problema 
concreto para a 
norma 
3. Hermenêutico-
concretizador 
Parte-se da CF 
para o problema. 
Concretizar o 
sentido da norma 
(Konrad Hesse). 
4. Científico-
espiritual 
A análise da CF 
deve levar em 
conta também a 
realidade social 
5. Normativo-
estruturante 
Não há 
identidade entre 
texto e norma, 
que compreende 
também um 
pedaço da 
realidade social. 
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LIMITE DOS LIMITES 
(LIMITES 
IMANENTES) 
Embora se admita a restrição de direitos fundamentais, há 
um conteúdo mínimo que não pode ser atacado. Assim, há 
limite para a limitação de direitos, que não podem ser 
descaracterizados. Requisitos para restringir um direito 
fundamental: a) respeitar o núcleo essencial; b) previsão 
em texto infraconstitucional; c) restrição de caráter geral e 
abstrato; d) proporcional. 
Características 
 
(a) Relatividade; (b) Universalidade; (c) Aplicabilidade imediata; (d) Atipicidade; (e) 
Indisponibilidade; (f) Imprescritibilidade. 
 
Eficácia 
o Vertical incidem na relação entre sujeito e Estado; 
o Horizontal incidem na relação entre sujeitos privados; 
o Diagonal incidem na relação entre privados em posição de desigualdade. Ex: 
consumidor e fornecedor. 
PRINCIPAIS DIREITOS FUNDAMENTAIS EM ESPÉCIE (art. 5º...) 
Igualdade 
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta 
Constituição; 
Legalidade 
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude 
de lei; 
 
Liberdade de expressão 
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; 
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, 
independentemente de censura ou licença; 
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, 
quando necessário ao exercício profissional; 
Direito de resposta 
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização 
por dano material, moral ou à imagem; 
Liberdade religiosa 
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre 
exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de 
culto e a suas liturgias; 
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas 
entidades civis e militares de internação coletiva; 
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de 
convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal 
a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; 
Privacidade 
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, 
assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua 
violação; 
Liberdadeprofissional 
 XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as 
qualificações profissionais que a lei estabelecer; 
Liberdade de associação 
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter 
paramilitar; 
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de 
autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento; 
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XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas 
atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito 
em julgado; 
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado; 
XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade 
para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente; 
Direito adquirido, ato 
jurídico perfeito e coisa 
julgada 
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa 
julgada; 
Direitos fundamentais 
processuais 
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; 
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; 
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral 
são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela 
inerentes; 
 
#OLHAOGANCHO 
MANDADO DE INJUNÇÃO ADI POR OMISSÃO 
Natureza e finalidade 
Trata-se de processo no qual é discutido um direito 
subjetivo. A finalidade é viabilizar o exercício de um 
direito. Há, portanto, controle concreto de 
constitucionalidade. 
Natureza e finalidade. 
A finalidade é declarar que há uma omissão, já que não 
existe determinada medida necessária para tornar 
efetiva uma norma constitucional. Estamos diante, 
portanto, de processo objetivo, em que há controle 
NOVA LEI DO MANDADO DE INJUNÇÃO 
(Pontos importantes) 
o Serve para tutelar a falta, total ou parcial, de norma regulamentadora, tornando inviável o 
exercício de direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, soberania e cidadania. 
 
o Regramento muito similar à Lei de Mandado de Segurança; 
 
o Lei falou expressamente em MP e Defensoria Pública como legitimados. 
 
o Procedimento: segue a mesma lógica do mandado de segurança. 
 
o Embora o STF estivesse adotando a TEORIA CONCRETISTA DIRETA E GERAL, a lei do mandado 
de injunção adotou a TEORIA CONCRETISTA INTERMEDIÁRIA INDIVIDUAL, exceto quando se 
comprova que o impetrado deixou de atender, em MI anterior, ao prazo estabelecido (nesse 
caso, adota-se a decisão concretista direta). Além disso, poderá ser conferida eficácia ULTRA 
PARTES ou ERGA OMNES quando isso for inerente ou indispensável ao exercício do direito, 
liberdade ou prerrogativa objeto do mandado de injunção. 
 
o Na hipótese de superveniência da norma regulamentadora, o MI será prejudicado. Se a 
superveniência for posterior ao trânsito em julgado, aplica-se a nova lei, sem modificar os 
efeitos já produzidos pela decisão do MI, salvo se a norma superveniente for mais favorável. 
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abstrato de constitucionalidade. 
Cabimento 
Cabível quando faltar norma regulamentadora de direitos 
e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes 
à nacionalidade, à soberania e à cidadania (#Olhaadica: 
NSC). 
 
Cabimento 
Cabível quando faltar norma regulamentadora 
relacionada com qualquer norma constitucional de 
eficácia limitada. 
Legitimados ativos 
MI individual: pessoas naturais ou jurídicas que se 
afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das 
prerrogativas. 
MI coletivo: estão previstos no art. 12 da Lei nº 
13.300/2016. 
Legitimados ativos 
Os legitimados da ADI por omissão estão descritos no 
art. 103 da CF/88. 
Competência 
A competência para julgar a ação dependerá da 
autoridade que figura no polo passivo e que possui 
atribuição para editar a norma. 
Competência 
Se relacionada com norma da CF/88: STF. 
Se relacionada com norma da CE: TJ. 
Efeitos da decisão 
Reconhecido o estado de mora legislativa, será deferida a 
injunção para: 
I - determinar prazo razoável para que o impetrado 
promova a edição da norma regulamentadora; 
II - estabelecer as condições em que se dará o exercício 
dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas 
reclamados ou, se for o caso, as condições em que 
poderá o interessado promover ação própria visando a 
exercê-los, caso não seja suprida a mora legislativa no 
prazo determinado. 
Obs: será dispensada a determinação a que se refere o 
inciso I quando comprovado que o impetrado deixou de 
atender, em mandado de injunção anterior, ao prazo 
estabelecido para a edição da norma. 
Efeitos da decisão 
Declarada a inconstitucionalidade por omissão, o 
Judiciário dará ciência ao Poder competente para que 
este adote as providências necessárias. 
Se for órgão administrativo, este terá um prazo de 30 
dias para adotar a medida necessária. 
Se for o Poder Legislativo, não há prazo. 
 
#DEOLHONASSÚMULAS 
Súmula 403-STJ: Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada de imagem de 
pessoa com fins econômicos ou comerciais. 
 
Súmula 444-STJ: É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena-base. 
 
Súmula 654-STF: A garantia da irretroatividade da lei, prevista no art. 5°, XXXVI, da Constituição da República, não 
é invocável pela entidade estatal que a tenha editado. 
 
Súmula 280-STJ: O art. 35 do Decreto-Lei nº 7.661, de 1945, que estabelece a prisão administrativa, foi revogado 
pelos incisos LXI e LXVll do art. 5º da Constituição 
Federal de 1988. 
 
Súmula vinculante 25-STF: É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade do depósito. 
 
Súmula 2-STJ: Não cabe o habeas data (CF, art. 5°, LXXll, letra “a") se não houve recusa de informações por parte 
da autoridade administrativa. 
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DIREITOS SOCIAIS 
Conceito 
Os direitos sociais, direitos de 2ª dimensão, são prestações positivas a serem implementadas 
pelo Estado e tendem a concretizar a perspectiva de uma isonomia substancial e social. 
 
Histórico 
o Surgem com a crise do constitucionalismo liberal; 
o As primeiras Constituições que tratam do tema são do séc. XX (México - 1917). 
o Posteriormente, foram veiculados da Constituição de Weimar (1919). 
Judicialização 
Os direitos sociais se efetivam especialmente pela implementação de políticas públicas pelo 
Estado. O Judiciário não é o local adequado para a implementação desses direitos, mas sim o 
Executivo e o Legislativo. No entanto, não se nega que, diante da inércia desses poderes, a 
judicialização seja uma medida importante para a implementação dos direitos sociais. A 
crítica que se faz é que o juiz, por não ser eleito, não poderia decidir a forma de distribuição 
dos escassos bens materiais de que necessita o povo brasileiro. #Olhaotermo: dificuldade 
contramajoritária. 
 
Categorias 
importantes 
Reserva do 
possível 
Os recursos estatais são limitados, logo, não é possível que todas as 
prestações sejam atendidas 100% para todas as pessoas. Há limitações, 
(a) orçamentárias e (b) fáticas. A teoria surgiu na Alemanha. 
Mínimo existencial 
Mesmo que o Estado não possa oferecer tudo a todos, é certo que ele 
deve garantir ao menos um mínimo, básico e indispensável, para uma 
vida digna. Assim,o mínimo existencial afasta o argumento da reserva 
do possível. 
Proibição do 
retrocesso 
(efeito non-cliquet) 
Trata-se de um limite material implícito, de forma que os direitos 
fundamentais sociais já constitucionalmente assegurados não poderão 
ser suprimidos por EC ou por legislação infraconstitucional, a não ser 
que se tenham prestações alternativas. 
 
Nacionalidade e direitos políticos. Partidos políticos. 
 
Nacionalidade: 
 
Art. 12. São brasileiros: 
 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a 
serviço de seu país; 
 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da 
República Federativa do Brasil; 
 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição 
brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois 
de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; 
 
II - naturalizados: 
 
a) os que, na forma da lei, adquira a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua 
portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; 
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b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos 
ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. 
 
 Quanto aos direitos políticos, não se preocupe, pois o tema será apreciado, com calma, na parte de direito 
eleitoral, ok? Por ora, lembre-se apenas dos seguintes conceitos: 
1. Sufrágio: traduz o direito de votar e de ser votado, encontrando-se entrelaçado ao exercício da soberania 
popular. Se divide em 
(a) Ativo: direito de votar, de eleger seus representantes. 
(b) Passivo: direito de ser votado, eleito, escolhido no processo eleitoral. 
 
2. Plebiscito e referendo são mecanismos de democracia participativa. A diferença é que, no Plebiscito, o 
povo se manifesta antes (Prévia), ao passo que no Referendo a manifestação é após à deliberação dos seus 
representantes. 
3. Iniciativa Popular outro método de democracia participativa. 
Art. 61. § 2º A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos 
Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado 
nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por 
cento dos eleitores de cada um deles. 
 
2.4. Controle de constitucionalidade. 
 
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE 
Conceito 
Trata-se do procedimento de verificação da compatibilidade, formal e 
material, de determinado ato normativo em relação à Constituição Federal. 
 
Natureza da norma inconstitucional 
A norma inconstitucional é 
NULA, com eficácia EX 
TUNC. 
#OLHAOGANCHO: MODULAÇÃO DE 
EFEITOS 
 
Art. 27. Ao declarar a inconstitucionalidade 
de lei ou ato normativo, e tendo em vista 
razões de segurança jurídica ou de 
excepcional interesse social, poderá o 
Supremo Tribunal Federal, por maioria de 
dois terços de seus membros, restringir os 
efeitos daquela declaração ou decidir que 
ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito 
em julgado ou de outro momento que 
venha a ser fixado. 
Parâmetro 
Todo o bloco de constitucionalidade (CF + princípios implícitos + tratados 
do art. 5, 3º). 
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Controle difuso 
Conceito 
É aquele que pode ser exercido por qualquer juiz 
ou Tribunal. 
Cláusula de reserva do 
plenário 
Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta 
de seus membros ou dos membros do 
respectivo órgão especial poderão os tribunais 
declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato 
normativo do Poder Público. 
ATENÇÃO #EXCEÇÕES: 
(a) Se o Tribunal já tiver decidido o tema; 
(b) Se o STF já tiver reconhecido a 
inconstitucionalidade. 
Suspensão da norma pelo 
Senado 
Art. 52. Compete privativamente ao Senado 
Federal: 
X - suspender a execução, no todo ou em parte, de 
lei declarada inconstitucional por decisão definitiva 
do Supremo Tribunal Federal; 
FORMAS DE 
INCONSTITUCIONALIDADE 
1. Quanto à conduta 
Ação 
Omissão 
Total 
Parcial 
2. Quanto ao defeito 
Formal 
Inconst. Orgânica 
Inconst. Propriamente 
dita 
Violação dos 
pressupostos objetivos 
(quórum) 
Material 
Vício de decoro 
3. Quanto à extensão 
Total 
Parcial 
4. Quanto à finalidade 
Concreto 
Abstrato 
5. Quanto ao momento 
Preventivo 
Repressivo 
6. Quanto à 
competência 
Difuso 
Concentrado 
Misto Th
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CONTROLE CONCENTRADO 
Noções gerais 
(a) Processo objetivo: não há partes; 
 
(b) Causa de pedir aberta: o STF pode reconhecer a inconstitucionalidade em 
face de artigo diverso do apontado pelo autor da ação. Apesar da causa de pedir 
ser aberta, o pedido deve ser fechado. 
 
(c) Competência: STF ou TJ (controle estadual) 
 
(d) Legitimados: art. 1032, CF. 
ADI 
 
Cabe contra Lei ou ato normativo geral e abstrato 
Não cabe contra 
(i) Atos regulamentares; (ii) Normas 
constitucionais originárias; (iii) normas 
anteriores à CF/88 (nesse caso, a análise será 
da RECEPÇÃO da norma); (iv) leis revogadas; 
(v) súmulas; (vi) projeto de lei ainda não 
promulgado. 
Limite espacial Lei ou ato normativo FEDERAL ou ESTADUAL. 
Cautelar Erga omnes, EX NUNC, vinculante. 
Efeitos da decisão 
Vinculante, EX TUNC, ERGA OMNES, 
repristinatório tácito. 
ADC 
Objeto Lei ou ato normativo FEDERAL 
Requisito adicional Controvérsia judicial relevante 
Cautelar 
Suspensão dos processos nos quais se discute 
o tema pelo prazo de 180 dias. 
ADPF 
 
 
Legitimados Mesmo da ADI. 
Objeto 
Qualquer ato do poder público que viole 
preceito fundamental. 
Caráter subsidiário Só cabe se não for possível ADI nem ADC. 
Objeto Qualquer ato do poder público. 
Aspecto temporal Pode ser até mesmo anterior à CF/88. 
 
2 Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: 
 I - o Presidente da República; 
 II - a Mesa do Senado Federal; 
 III - a Mesa da Câmara dos Deputados; 
 IV a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; 
 V o Governador de Estado ou do Distrito Federal; 
 VI - o Procurador-Geral da República; 
 VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; 
 VIII - partido político com representação no Congresso Nacional; 
 IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. 
 
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Aspecto espacial 
Pode ser federal, estadual ou MUNICIPAL. 
ADO 
Objeto 
O objetivo é conferir efetividade às normas 
constitucionais de eficácia LIMITADA. 
Legitimidade passiva 
Autoridade ou órgão responsável pela medida 
para tornar efetiva a norma constitucional. 
Efeitos da decisão 
(a) Poder competente: será dada ciência ao 
poder competente. 
(b) Órgão administrativo: deverá editar a 
norma em 30 dias, sob pena de 
responsabilidade. A lei permite que o STF fixe 
outro prazo, se entender mais conveniente. 
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL 
Legitimidade 
Art. 125. § 2º Cabe aos Estados a instituição de representação de 
inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em 
face daConstituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação para agir a 
um único órgão. 
Objeto Leis ou atos normativos estaduais ou municipais. 
Competência TJ 
Parâmetro Constituição Estadual 
Efeitos da decisão EX TUNC, vinculante, ERGA OMNES. 
RE 
Se a norma da CE for se reprodução obrigatória da CF, caberá RE ao STF. 
Nesse caso, esse RE produzirá os mesmos efeitos de uma ADI (vinculante, 
ERGA OMNES...) 
 
PRINCIPAIS JULGADOS SOBRE O CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE 
É possível ADI em face de leis orçamentárias (Info. 817); 
É possível que o STF, em julgamento de RE, revise entendimento fixado em ADI (812); 
Para propor ADI, a procuração deve conter poderes especiais (2012); 
Só se admite controle preventivo através de MS impetrado por parlamentar alegando que: (a) A proposta de EC 
viola cláusula pétrea; (b) Há violação do processo legislativo de produção da norma; 
É cabível ADI em face de lei de efeito concreto (basta ser lei) (2013); 
Não houve mutação constitucional do art. 52, X, CF (suspensão da norma pelo Senado) (2014); 
Não se admite o reconhecimento da inconstitucionalidade, de ofício, em controle abstrato (2014); 
Concluído o julgamento, não pode ser reaberta a discussão sobre eventual modulação dos efeitos (2014); 
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É possível a cumulação de ADI e ADC na mesma ação (786); 
A controvérsia judicial exigida para fins de ADC é qualitativa, e não quantitativa (786); 
O reconhecimento da inconstitucionalidade de determinada norma não rescinde, imediatamente, eventuais 
decisões embasadas nessa mesma norma (787); 
Cabe ADPF contra decisão judicial, desde que não transitada em julgado (810); 
O STF não admite a teoria da transcendência dos motivos determinantes (808); 
As associações que representam fração de categoria profissional não são legitimadas para instaurar controle 
concentrado de constitucionalidade de norma que extrapole o universo de seus representados (826). 
Se, no curso de uma ação abstrata, a lei impugnada for revogada por outra, em regra, a ADI perderá o objeto. Há, 
no entanto, três exceções (845): (i) Demonstração de “fraude processual”; (ii) O ato impugnado foi repetido por 
outra norma; (iii) O STF julgou o mérito da ação sem ser comunicado da revogação. 
Proposta a ADI contra uma MP, se esta for convertida em lei antes do término da ação, não há perda do objeto da 
ADI, pois a conversão não convalida eventuais vícios existentes. Todavia, o autor da ação deve aditar o pedido 
inicial, noticiando a conversão (851); 
Salvo nos casos de notório abuso, o Judiciário não pode se imiscuir na análise dos requisitos da MP – relevância e 
urgência (851); 
 
2.5. Organização do Estado. Federalismo. Repartição de competências. Intervenção federal e estadual. 
 
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
Forma de Estado Federação 
Forma de governo República 
Sistema de governo Presidencialista 
Regime de governo Democrático 
 
 Vamos, agora, analisar as principais características do federalismo. 
1. PARTILHA DE COMPETÊNCIA 
 
MODELOS DE REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS 
MODELO CLÁSSICO: União exerce a competência expressa e os Estados a residual. 
MODELO MODERNO: verificado após a 1ª guerra mundial. A CF prevê não apenas a competência exclusiva da 
União, mas também a comum e concorrente dos Estados. 
MODELO HORIZONTAL: não há relação de subordinação entre os entes que legislam. Predomina no BRASIL. 
MODELO VERTICAL: há divisão na competência. É o que ocorre no Brasil com a competência CONCORRENTE, 
na qual as normas gerais são de atribuição da União, cabendo aos Estados apenas a regulamentação 
específica. 
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COMPETÊNCIAS LEGISLATIVAS 
EXCLUSIVAS 
Atribuída a uma entidade federada com exclusão de todas as demais, SEM possibilidade de 
delegação. 
PRIVATIVAS 
Da união (artigo 22 e parágrafo único). Pode ser delegada aos Estados para legislarem sobre 
determinada matéria, por meio de Lei complementar. 
CONCORRENTES 
(artigo 24) 
Atribuída a mais de um ente federado com atuação em níveis distintos. 
Os municípios estão excluídos, cabem somente a União, Estados e Distrito Federal, que 
poderão legislar concorrentemente sobre os assuntos constantes no artigo 24, mas, NÃO há 
superposição. §§ 1º a 4º À união competem às normas gerais; os Estados têm competência 
suplementar; se a União não emitir as normas gerais, os Estados poderão exercer a 
competência plena sobre o assunto; se após o exercício da competência plena dos Estados, 
surgir, supervenientemente, regulamentação sobre normas gerais da União, a norma dos 
Estados terá a eficácia suspensa (não é revogação e nem invalidez, no que contradizer a União, 
não existindo repristinação). 
SUPLEMENTARES 
Conferida a determinado ente para complementar as normas gerais dispostas por outro ou 
para suprir a ausência dessas normas gerais. Artigo 24, § 2º trata da competência LEGISLATIVA 
SUPLEMENTAR DOS ESTADOS e o art. 30, II fala da competência LEGISLATIVA SUPLEMENTAR 
DOS MUNICÍPIOS 
 
2. AUTONOMIA DOS ENTES FEDERADOS 
 
AUTONOMIA 
Auto-organização 
Os entes se organizam por suas próprias constituições estaduais ou leis orgânicas. Deve ser 
observado o P. da simetria e, assim, o processo de reforma da CE deve, obrigatoriamente, 
observar os requisitos estabelecidos na CF. 
Autolegislação 
Exercem, por seus próprios poderes legislativos, as competências legislativas que são de sua 
alçada. 
Autogoverno 
Elegerão seus próprios governantes e deputados, e organizarão suas próprias justiças 
(exceto os Municípios), inclusive com sistema de controle de constitucionalidade das leis 
estaduais e municipais. 
Auto-
administração 
Organizarão suas administrações, seus serviços públicos e seus servidores. 
 
3. PARTICIPAÇÃO DOS ENTES NA FORMAÇÃO DA VONTADE DO ESTADO. 
 A participação ocorre através do Senado Federal, que, em tese, representa os Estados. 
o Como os Municípios não são representados no Congresso, há autores que defendem que eles não 
compõem a Federação brasileira. Esse entendimento é MINORITÁRIO. 
 
4. EXISTÊNCIA DE RECURSOS PRÓPRIOS PARA CADA ENTE. 
 A CF estabelece um complexo sistema de repartição de tributos, além do que atribuiu competência 
tributária (poder de criar tributos) a todos os três entes da federação. 
#SELIGANACLASSIFICAÇÃO: FEDERALISMO 
 1. Quanto à origem: 
o (a) Centrípeto/agregação: é aquele no qual antes havia um modelo descentralizado e, com o pacto 
federal, ocorre a centralização. Ex.: EUA. 
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o (b) Centrífugo/segregação: antes havia mais centralização, mas o federalismo impõe a 
descentralização para os entes autônomos. Ex.: Brasil. 
 
 2. Quanto ao número de entes: 
o (a) Bidimensional: há apenas dois entes. Ex.: Apenas União e Estados. 
o (b) Tridimensional: há três entes. Ex.: União, Estados e Municípios. 
 O Brasil é um dos únicos países que atribui aos Municípios a condição de ente federal. 
 
 3. Quanto à distribuição dos poderes: 
o (a) Simétrico: o regime de todos os entes iguais é idêntico. 
 No Brasil é assim. As competências do Estado de MG são as mesmas do Estado de SP. 
o (b) Assimétrico: entidades da federação iguais possuem regimes diferentes. 
 
Obs.: No Brasil, Lenza diz que há ERRO DE SIMETRIA, pois a CF tratou os Estados de 
modo tão igual que acabou desconsiderando as dessemelhanças existentes entre eles. 
 
 4. Demais espécies: 
o Federalismo DUAL: há extrema e severa divisão entre os entes. 
o Federalismo COOPERATIVO: mais flexível e permite a interpenetração entreos entes políticos. 
o Federalismo ORGÂNICO: os Estados são organismos de um todo maior, que é o poder central 
fomenta o autoritarismo. 
o Federalismo de INTEGRAÇÃO: em nome da integração nacional, há a prevalência do Poder Central. 
É federalismo apenas formal, em tudo se aproximando ao Estado unitário descentralizado 
administrativamente. 
 
#DEOLHONASSÚMULAS: 
Súmula vinculante 2-STF: É inconstitucional a lei ou ato normativo estadual ou distrital que disponha sobre 
sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias. 
 
Súmula 722-STF: São da competência legislativa da União a definição dos crimes de responsabilidade e o 
estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento. 
 
Súmula vinculante 46-STF: A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas 
normas de processo e julgamento são da competência legislativa privativa da União. 
 
Súmula vinculante 39-STF: Compete privativamente à União legislar sobre vencimentos dos membros das 
polícias civil e militar do Distrito Federal. 
 
Súmula vinculante 38-STF: É competente o Município para fixar o horário de funcionamento de 
estabelecimento comercial. 
 
Súmula 419-STF: Os municípios têm competência para regular o horário do comércio local, desde que não 
infrinjam leis estaduais ou federais válidas. 
 
Súmula 19-STJ: A fixação do horário bancário, para atendimento ao público, é da competência da União. 
 
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INTERVENÇÃO: 
ESTADOS > MUNICÍPIOS 
UNIÃO > MUNICÍPIOS (dos Territórios) 
FORMA 
1. Deixar de ser paga, sem motivo de força 
maior, por 2 anos consecutivos, a dívida 
fundada; 
Nestes casos o ESTADO, após a expedição do decreto do governador, 
simplesmente intervém, sem pedir autorização para ninguém. O decreto 
do governador especificará a amplitude, o prazo e as condições de 
execução da intervenção e, se for o caso, nomeará desde logo o 
interventor. O controle é feito a posteriori (em 24h da expedição do 
decreto do governador e é realizado pela Assembleia ou Câmara 
Legislativa que, se estiver de recesso, será convocado 
extraordinariamente no mesmo prazo de 24 h. 
2. Não forem prestadas contas devidas, na 
forma da lei; 
3. Não tiver sido aplicado o mínimo 
exigido da receita municipal na 
manutenção e desenvolvimento do ensino 
e nas ações e serviços públicos de saúde 
 
Neste caso NÃO HÁ controle legislativo da intervenção. O decreto do 
governador limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado, se 
essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade 
 
Para assegurar a observância de 
princípios indicados na Constituição 
Estadual (PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS 
SENSÍVEIS) (AÇÃO INTERVENTIVA 
ESTADUAL), ou 
O TJ deve dar provimento a 
representação (embora a CF não 
diga expressamente a quem 
caberia realizar a representação, 
entende-se que a atribuição cabe 
ao PGJ) 
Neste caso NÃO HÁ controle 
legislativo da intervenção. 
O decreto do governador limitar-se-
á a suspender a execução do ato 
impugnado, se essa medida bastar 
ao restabelecimento da 
normalidade. 
4. Para prover a execução de lei, de ordem 
ou de decisão judicial. 
 
 
INTERVENÇÃO 
FEDERAL 
Espontânea 
Independe da 
provocação de outros 
órgãos 
Provocada 
Para garantir o livre 
exercício dos Poderes 
Legislativo e Executivo 
Solicitação do 
respectivo poder 
coacto 
Para garantir o livre 
exercício do Poder 
Judiciário 
Requisição do STF 
Para prover a 
execução de lei 
federal ou a 
observância dos 
princípios sensíveis 
Requisição do PGR 
perante o STF 
Para promover a 
execução de ordem ou 
decisão judicial 
Requisição do STF, STJ 
ou TSE 
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2.6. Organização dos poderes. 
 
1. PODER LEGISLATIVO 
 
 SENADO FEDERAL CÂMARA DOS DEPUTADOS 
Composição Representantes dos ESTADOS e DF Representantes do POVO 
Sistema de eleição 
Princípio majoritário Princípio proporcional à população de cada 
Estado e do DF 
Número de 
parlamentares 
3 Senadores por Estado e DF, cada 
qual com 2 suplentes. Há um total de 
81 senadores. 
LC 78/93 fixou em 513 Deputados Federais. 
(Nenhum Estado terá menos que 8, nem mais 
de 70 Deputados). 
Mandato 8 anos = 2 legislaturas 4 anos = 1 legislatura 
Renovação A cada 4 anos, por 1/3 e 2/3. A cada 4 anos. 
Idade mínima 35 anos 21 anos 
 
 
ESTATUTO DOS PARLAMENTARES 
 
Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e 
votos. IMUNIDADE MATERIAL 
§ 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o STF. 
§ 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional NÃO poderão ser presos, SALVO em 
flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de 24 horas à Casa respectiva, para 
que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. 
§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o STF dará 
ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus 
membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. 
§ 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de 45 dias do seu 
recebimento pela Mesa Diretora. 
§ 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. 
§ 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas 
em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. 
§ 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores, embora militares e ainda que em tempo de 
guerra, dependerá de prévia licença da Casa respectiva. 
§ 8º As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas 
mediante o voto de 2/3 dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do 
Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida. 
PODER LEGISLATIVO 
Função TÍPICA 
Legislar 
Fiscalizar (auxílio TC) 
Função ATÍPICA 
Judicante 
Administrativa 
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CPI PODE CPI NÃO PODE 
Notificar testemunhas, investigados e convidados Impor sanção 
Determinar a condução coercitiva de testemunha Cassar mandato 
Realizar perícia, exames e vistorias Não tem poder geral de cautela 
Prender em flagrante Determinar interceptação telefônica 
Afastar sigilo bancário, fiscal e de REGISTRO telefônico Determinar busca e apreensão domiciliar. 
 
Art. 58, § 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das 
autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara 
dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de 
seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, 
encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. 
 
#SELIGANASÚMULA 
Súmula 245-STF: A imunidade parlamentar não se estende ao corréu sem essa prerrogativa. 
 
Súmula 397-STF: O poder de polícia da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em caso de crime cometido 
nas suas dependências, compreende, consoante o regimento, a prisão em flagrante do acusado e a realização 
do inquérito. 
 
Súmula 653-STF: No Tribunal de Contas estadual, composto por sete conselheiros,quatro devem ser escolhidos 
pela Assembleia Legislativa e três pelo Chefe do Poder Executivo estadual, cabendo a este indicar um dentre 
auditores e outro dentre membros do Ministério Público, e um terceiro à sua livre escolha. 
 
Súmula vinculante 3-STF: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e 
a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o 
interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e 
pensão. 
 
Súmula 6-STF: A revogação ou anulação, pelo Poder Executivo, de aposentadoria, ou qual- quer outro ato 
aprovado pelo Tribunal de Contas, não produz efeitos antes de aprovada por aquele tribunal, ressalvada a 
competência revisora do judiciário. 
 
2. PODER EXECUTIVO 
 
PRESIDENCIALISMO PARLAMENTARISMO 
Identidade entre chefia de estado e chefia de 
governo (são a mesma pessoa). 
 Chefe de estado exerce função simbólica de 
representar internacionalmente o país e de 
corporificar a sua unidade interna. 
 Chefe de governo executa as políticas públicas. 
Ou seja, é quem efetivamente governa e também 
exerce a liderança da política nacional. 
Há uma não identidade entre chefia de estado e chefia 
de governo. O chefe de estado pode ser um rei (um 
monarca) ou um presidente, ao passo que o chefe de 
governo é o 1º ministro, que exerce o governo 
conjuntamente com o seu gabinete (conselho de 
Ministros). 
Estabilidade de governo. Há a figura dos mandatos 
fixos para o cargo de presidente. 
Estabilidade democrática, construída pelo povo nos 
processos democráticos. Pode até existir a figura do 
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mandato mínimo e do mandato máximo, todavia ele 
não é fixo. Nesse sentido, tem por fundamento a 
existência dos institutos: I) possibilidade de queda do 
gabinete pelo parlamento (através da “moção de 
censura” ou “voto de desconfiança”) e II) possibilidade 
cotidiana de dissolução do parlamento pelo gabinete. 
 
 Linha sucessória presidencial: 
 
Sucessão em sentido estrito = DEFINITIVA 
(Há vacância do cargo: morte, renúncia, condenação 
por crime de responsabilidade) 
Substituição = TEMPORÁRIA 
Apenas o VICE pode!!!! 
VICE  PRESIDENTE CÂMARA  PRESIDENTE SENADO  
PRESIDENTE STF. 
 
STF (2016 – 850) Réu em processo criminal NÃO pode assumir, como substituto, o cargo de Presidente 
da República, embora possa continuar na chefia do Poder por eles titularizados. 
 
 
 Mandato-tampão: 
 
 Vacância dos cargos de PR E Vice nos 2 
primeiros anos do mandato 
Vacância dos cargos de PR E Vice nos 2 últimos anos 
do mandato 
Eleição DIRETA (feita pelo povo) INDIRETA (votam apenas os Deputados e Senadores) 
Prazo 90 dias a contar da última vacância 30 dias a contar da última vacância 
 
 
 
Vale ressaltar que o STF tem entendimento sedimentado de que o art. 81, §1º, da CF (regramento da sucessão 
presidencial no caso de dupla vacância) NÃO é uma norma de reprodução obrigatória pelos Estados e 
Municípios em suas respectivas Constituições/Leis Orgânicas. 
- Para a Corte, compete aos entes federados, como decorrência do princípio federativo, o exercício da 
autonomia política administrativa para estabelecerem as regras da sucessão na hipótese da dupla vacância na 
chefia do Poder Executivo. 
- Sabe-se que é da competência privativa da União a legislação sobre direito eleitoral, todavia, o STF diz que o 
procedimento de sucessão NÃO é materialmente eleitoral. 
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3. PODER JUDICIÁRIO 
 
PODER JUDICIÁRIO 
Composição 
Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário: 
I - o Supremo Tribunal Federal; 
I-A o Conselho Nacional de Justiça; 
II - o Superior Tribunal de Justiça; 
III-A – O Tribunal Superior do Trabalho 
III - os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais; 
IV - os Tribunais e Juízes do Trabalho; 
V - os Tribunais e Juízes Eleitorais; 
Crimes de responsabilidade 
Infrações de natureza política-
administrativa que pode levar ao 
impeachment. 
Legislação é privativa da UNIÃO – lei 1079/50. 
Acusação pode ser formalizada por 
QUALQUER CIDADÃO em pleno gozo de seus 
direitos políticos. 
Procedimento é BIFÁSICO: 
1. Câmara dos deputados faz o juízo de 
admissibilidade; 
2. Será processados e julgado pelo Senado 
Federal. 
A acusação deve ser admitida por 2/3 da 
Câmara em votação aberta. O Senado, então, 
decide se recebe ou não a denúncia. 
PR ficará afastado por até 180 dias. 
Senado é presidido pelo Ministro Presidente do STF; 
Sentença condenatória se materializa por meio de uma RESOLUÇÃO: 
Esta, se aprovada por 2/3, acarreta perda do cargo e inabilitação para o 
exercício de qualquer função pública por 8 anos. 
A renúncia ao cargo, depois de já iniciado o processo, não impede o seu 
regular prosseguimento. 
Praticam crimes de responsabilidade: 
Presidente 
Vice-Presidente 
Ministros de Estado, nos crimes conexos com os praticados pelo PR 
Ministros do STF 
PGR 
AGU 
Governadores 
Prefeitos 
Membros do CNJ 
Membros do CNMP 
Crimes comuns 
Infrações de natureza penal, crimes 
ou contravenções 
Será processado e julgado pelo STF. 
Denúncia é oferecida pelo PGR. 
A acusação também deve ser admitida por 2/3 
da Câmara, e a instauração do processo é ato 
discricionário do STF. 
PR só poderá ser preso depois 
que sobrevier sentença PENAL 
condenatória. 
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VI - os Tribunais e Juízes Militares; 
VII - os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. 
§ 1º O Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais Superiores têm 
sede na Capital Federal. 
§ 2º O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o território 
nacional. 
Garantias 
Art. 95. Os juízes gozam das seguintes garantias: 
I - vitaliciedade, que, no 1° grau, só será adquirida após 2 ANOS de exercício, dependendo a 
perda do cargo, nesse período, de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado, e, nos 
demais casos, de sentença judicial transitada em julgado; 
II - inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, na forma do art. 93, VIII; 
III - irredutibilidade de subsídio, ressalvado o disposto nos arts. 37, X e XI, 39, § 4º, 150, II, 153, 
III, e 153, § 2º, I. 
Parágrafo único. Aos juízes é VEDADO: 
I - exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma de magistério; 
II - receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em processo; 
III - dedicar-se à atividade político-partidária. 
IV - receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, 
entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei; 
V - exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos TRÊS 
ANOS DO AFASTAMENTO do cargo por aposentadoria ou exoneração. 
CNJ 
Art. 103-B. O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de 15 membros com MANDATO DE 2 
ANOS, admitida 1 recondução, sendo: 
I - o Presidente do Supremo Tribunal Federal; 
II - um Ministro do Superior Tribunal de Justiça, indicado pelo respectivo tribunal; 
III - um Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, indicado pelo respectivo tribunal; 
IV - um desembargador de Tribunal de Justiça, indicado pelo Supremo Tribunal Federal; 
V - um juiz estadual, indicado pelo Supremo Tribunal Federal; 
VI - um juiz de Tribunal Regional Federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça; 
VII - um juiz federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça; 
VIII - um juiz deTribunal Regional do Trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho; 
IX - um juiz do trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho; 
X - um membro do Ministério Público da União, indicado pelo Procurador-Geral da 
República; 
XI - um membro do MPE, escolhido pelo PGR dentre os nomes indicados pelo órgão 
competente de cada instituição estadual; 
XII - dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; 
XIII - dois cidadãos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câmara 
dos Deputados e outro pelo Senado Federal. 
SÚMULA 
VINCULANTE 
Art. 103-A. O STF poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de 2/3 dos seus 
membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir 
de sua publicação na imprensa oficial, terá EFEITO VINCULANTE em relação aos demais órgãos 
do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e 
municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. 
§ 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, 
acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a 
administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de 
processos sobre questão idêntica. 
§ 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento 
de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de 
inconstitucionalidade. 
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 § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que 
indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a 
procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e 
determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso 
 
#SELIGANASSÚMULAS 
 
Súmula 628-STF: Integrante de lista de candidatos a determinada vaga da composição de tribunal é parte legítima 
para impugnar a validade da nomeação de concorrente. 
 
Súmula 627-STF: No mandado de segurança contra a nomeação de magistrado da competência do Presidente da 
República, este é considerado autoridade coatora, ainda que o fundamento da impetração seja nulidade ocorrida 
em fase anterior do procedimento. 
 
Súmula 649-STF: É inconstitucional a criação, por Constituição Estadual, de órgão de controle administrativo do 
Poder Judiciário do qual participem representantes de outros Poderes ou entidades. 
 
2.7. Ministério Público. Organização, princípios, funções, garantias e vedações. Lei Orgânica Nacional 
do Ministério Público. Lei Orgânica do Ministério Público do Estado de São Paulo. 
 
1. ÓRGÃO EXTRAPODER 
 
 Hoje, entende-se que o Ministério Público NÃO é um dos poderes do Estado nem está vinculado a qualquer 
deles. 
 
2. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS 
 
CF, Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-
lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. 
§ 1º São princípios institucionais do MP a UNIDADE, a INDIVISIBILIDADE e a INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL. 
 
o (i) UNIDADE: O MP deve ser observado como uma instituição única e seus membros integram um só órgão, 
sob a direção de um Procurador-Geral. 
 
#Atenção #DEOLHONOINFORMATIVO 
Info 556-2015 (STJ) MPE tem legitimidade para atuar diretamente no STJ.3 Argumentos: 
a. Não há hierarquia entre MPE e MPU; 
b. Princípio federativo; 
c. Autonomia do MPE; 
d. NÃO há unidade entre MPU e MPE: a unidade existe em relação a cada MP; 
e. É possível que, eventualmente, haja conflito de interesse entre MPU e MPE; 
 
3 Havia polêmica sobre o assunto e a tese aceita durante vários anos era no sentido de que somente o MPF poderia atuar 
diretamente no STJ e no STF, em razão de ser uma instituição una, cabendo a seu chefe, o PGR, representá-la, atuando, em seu 
nome, junto às Cortes Superiores. De acordo com esse entendimento, o MPE, por meio de seus PGJs, até podia interpor RE e 
REsp, no entanto, depois de interposto, a atribuição para oficiar junto aos tribunais superiores seria do PGR ou dos 
Subprocuradores. 
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f. Paridade de armas: a persistir a tese dominante, o MPU teria mais recursos do que o MPE. 
 
Obs. 1: O STF já havia reconhecido a legitimidade ativa autônoma do MPE para atuar como parte perante 
aquela Corte. 
Obs. 2: A atuação do MP como custos legis no STF e STJ continua sendo feita sempre pelo PGR ou pelos 
Subprocuradores da República (por delegação ou designação), ainda que seja processo envolvendo MPE. 
Obs. 3: Pelo contrário, o MPDFT é parte ilegítima para, em sede originária, atuar no STF e STJ, uma vez 
que integra a estrutura orgânica do MPU, cuja atuação funcional compete, em face da própria unidade 
institucional, ao seu chefe, qual seja, o PGR. 
O mesmo ocorre com o MPT. Vale ressaltar, no entanto, que, isso significa que NÃO pode ajuizar ações 
originárias no STF NEM pode recorrer contra decisões proferidas por essa Corte, mas PODE o membro do 
MPT interpor recurso extraordinário, a ser julgado pelo STF, contra uma decisão proferida pelo TST. 
 
o (ii) INDIVISIBILIDADE: Os membros do MP não se vinculam aos processos em que atuam, podendo ser 
substituídos uns pelos outros, pois falam em nome da instituição. 
 No instante em que um Membro fala, ele está se manifestando em nome da instituição. Por isso, 
ele não representa, mas PRESENTA, o MP. 
 
o (iii) INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL: o MP é órgão constitucional independente, a serviço do cidadão. 
 Se o constituinte lhe atribuiu tantas incumbências e lhe conferiu poderes e prerrogativas, o fez 
com a expectativa de que a instituição seja realmente instrumento do povo na defesa de seus 
direitos, até mesmo contra o Poder Público. 
 Nesse contexto, a independência se insere para garantir a consecução da finalidade da 
instituição. 
 Há duas frentes: 
 (a) Externa: MP não recebe ordem de nenhum outro órgão; 
 (b) Interna: não há hierarquia entre os membros do MP. 
o Para sua efetivação, foram asseguradas as seguintes garantias: (i) vitaliciedade, (ii) 
inamovibilidade, e (iii) irredutibilidade. 
 
E o princípio do promotor natural, existe mesmo? O princípio do promotor natural seria a transposição ao 
Ministério Público da ideia do juiz natural, proibindo designações casuísticas pelo chefe da instituição. Não está 
expresso na CF e o STF já oscilou bastante sobre o tema, rejeitando-o de início. Hoje, já possui várias decisões que o 
admitem, embora ainda haja divergência sobre a sua aplicabilidade imediata e não exista precedentes 
demonstrando quando esse princípio é ofendido. 
 
3. AUTONOMIA FUNCIONAL E ADMINISTRATIVA: 
 
§ 2º Ao MP é assegurada autonomia funcional e administrativa, podendo, observado o disposto no art. 169, propor 
ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços auxiliares, provendo-os por concurso público de 
provas ou de provas e títulos, a política remuneratória e os planos de carreira; a LEI disporá sobre sua organização 
e funcionamento. 
§ 3º O MP elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na LDO. 
§ 4º Se o MP não encaminhar a respectiva proposta orçamentária dentro do prazo estabelecido na LDO, o Poder 
Executivo considerará, para fins de consolidação da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei 
orçamentária vigente, ajustados de acordo com os limitesestipulados na forma do § 3º. 
§ 5º Se a proposta orçamentária de que trata este artigo for encaminhada em desacordo com os limites estipulados 
na forma do § 3º, o Poder Executivo procederá aos ajustes necessários para fins de consolidação da proposta 
orçamentária anual. 
§ 6º Durante a execução orçamentária do exercício, NÃO poderá haver a realização de despesas ou a assunção de 
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obrigações que extrapolem os limites estabelecidos na LDO, exceto se previamente autorizadas, mediante a 
abertura de créditos suplementares ou especiais. 
 
4. ORGANIZAÇÃO: 
 
Como regra, a estrutura interna e as prerrogativas do MP são iguais às da magistratura. Diferenças é que o 
MP NÃO TEM AUTOGOVERNO: quem escolhe presidente do STF é o STF. Por outro lado, quem escolhe o PGR é o 
Presidente da República. 
 
Art. 128. O Ministério Público abrange: 
I - o Ministério Público da União, que compreende: 
a) o Ministério Público Federal; 
b) o Ministério Público do Trabalho; 
c) o Ministério Público Militar; 
d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios; 
II - os Ministérios Públicos dos Estados. 
§ 1º O MPU tem por chefe o Procurador-Geral da República, nomeado pelo PR dentre integrantes da carreira, 
maiores de 35 anos, após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal, para 
mandato de 2 ANOS, permitida a recondução . 
Aqui NÃO há lista tríplice!!!! 
§ 2º A destituição do PGR, por iniciativa do PR, deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado 
Federal. 
§ 3º Os MPs dos Estados e o do DF e Territórios formarão lista tríplice dentre integrantes da carreira, na forma da 
lei respectiva, para escolha de seu Procurador-Geral, que será nomeado pelo Chefe do Poder Executivo, para 
mandato de 2 ANOS, permitida uma recondução. No MPE não é necessária prévia aprovação do legislativo. 
§ 4º Os Procuradores-Gerais nos Estados e no DF e Territórios poderão ser destituídos por deliberação da maioria 
absoluta do Poder Legislativo, na forma da lei complementar respectiva. 
§ 5º Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, 
estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada MP, observadas, relativamente a seus membros: 
I - as seguintes garantias: 
a) vitaliciedade, após 2 anos de exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em 
julgado; 
b) inamovibilidade, SALVO por motivo de interesse público, mediante decisão do órgão colegiado competente 
do Ministério Público, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, assegurada ampla defesa; 
c) irredutibilidade de subsídio, fixado na forma do art. 39, § 4º, e ressalvado o disposto nos arts. 37, X e XI, 150, II, 
153, III, 153, § 2º, I; 
II - as seguintes VEDAÇÕES: 
a) receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas processuais; 
b) exercer a advocacia; 
c) participar de sociedade comercial, na forma da lei; 
d) exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de magistério; 
e) exercer atividade político-partidária4; 
f) receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou 
 
4 O art. 29 do ADCT apresenta norma de transição, estabelecendo que os membros que ingressaram antes da CR/88 poderiam 
optar pelo regime anterior, no qual o MP poderia exercer atividade político-partidária. Há 2 correntes: 1a. NÃO: proibição 
absoluta. 2a. SIM: com fundamento no artigo 29, § 3o, ADCT, (Hugo Mazzili e Alexandre de Moraes). Disse o STF: “o direito à 
opção pelo regime anterior à CF/88 foi assegurado ao membro do MP admitido antes da promulgação da CF, apenas. A demora na 
aprovação e promulgação da lei complementar relativa ao MP não gerou direito de opção aos membros do MP admitidos já no novo 
regime instituído pela CF/88, com garantias e vedações próprias da magistratura”. 
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privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei. 
§ 6º Aplica-se aos membros do Ministério Público o disposto no art. 95, parágrafo único, V.5 
Art. 130. Aos membros do Ministério Público junto aos Tribunais de Contas aplicam-se as disposições desta seção 
pertinentes a direitos, vedações e forma de investidura. 
 
#DEOLHONOINFORMATIVO 
Info 817 (STF) Membros do Ministério Público não podem ocupar cargos públicos fora do 
âmbito da instituição, salvo cargo de professor e funções de magistério. 
 
Info 847(STF) É inconstitucional dispositivo de Constituição Estadual que permita a 
recondução ao cargo de Procurador-Geral de Justiça sem limite de mandatos. Essa 
previsão contraria o art. 128, § 3º da CF/88, que autoriza uma única recondução. 
 
5. FUNÇÕES CONSTITUCIONAIS 
 
Art. 129. São FUNÇÕES institucionais do Ministério Público: 
I - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei; 
II - zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados 
nesta CF, promovendo as medidas necessárias a sua garantia; 
III - promover o inquérito civil e a ACP, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de 
outros interesses difusos e coletivos 
 MP pode defender direitos individuais disponíveis? A Jurisprudência diz que o foco central é a relevância 
social. MP não pode defender todo e qualquer direito individual disponível, mas se tiver relevância social é 
possível essa tutela. 
 
IV - promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fins de intervenção da União e dos 
Estados, nos casos previstos nesta Constituição; 
V - defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas; 
VI - expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência, requisitando informações e 
documentos para instruí-los, na forma da lei complementar respectiva; 
VII - exercer o controle externo da atividade policial, na forma da lei complementar mencionada no artigo 
anterior; 
VIII - requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos 
jurídicos de suas manifestações processuais; 
IX - exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe 
VEDADA a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas. 
 Deixa claro que a lista das atuações do MP NÃO é exaustiva 
 Todavia, veda ao MP não só a defesa de interesses meramente fazendários, como também a de interesses 
exclusivamente individuais disponíveis. 
 
§ 1º A legitimação do Ministério Público para as ações civis previstas neste artigo não impede a de terceiros, nas 
mesmas hipóteses, segundo o disposto nesta Constituição e na lei. 
§ 2º As funções do Ministério Público só podem ser exercidas por integrantes da carreira, que deverão residir na 
comarca da respectiva lotação, SALVO autorização do chefe da instituição. 
§ 3º O ingresso na carreira do MP far-se-á mediante concurso público de provas e títulos, assegurada a participação 
 
5 CF, art. 95, §único: Aos juízes é VEDADO: (...) V - exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de 
decorridos 3 anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. 
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da OAB em sua realização, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, 3 anos de atividade jurídica e 
observando-se,nas nomeações, a ordem de classificação. 
§ 4º Aplica-se ao Ministério Público, no que couber, o disposto no art. 93. 
§ 5º A distribuição de processos no Ministério Público será imediata. 
 
O MP pode investigar de maneira autônoma? 
 
STF decidiu que SIM. Embora a CF não fale isso de forma expressa, adotou-se a teoria dos poderes implícitos, 
segundo a qual se a Constituição outorga determinada atividade-fim a um órgão, significa dizer que também 
concede todos os meios necessários para a realização dessa atribuição. A CF/88 confere ao MP as funções de 
promover a ação penal pública (art. 129, I). Logo, ela atribui ao Parquet também todos os meios necessários para o 
exercício da denúncia, dentre eles a possibilidade de reunir provas para que fundamentem a acusação. Ademais, a 
CF/88 não conferiu à Polícia o monopólio da atribuição de investigar crimes. Em outras palavras, a colheita de 
provas não é atividade exclusiva da Polícia. 
 
Balizas fixadas: 
1) Devem ser respeitados os direitos e garantias fundamentais dos investigados; 
 
2) Os atos investigatórios devem ser necessariamente documentados e praticados por membros do MP; 
 
3) Devem ser observadas as hipóteses de reserva constitucional de jurisdição, ou seja, determinadas diligências 
somente podem ser autorizadas pelo Poder Judiciário nos casos em que a CF/88 assim exigir (ex: interceptação 
telefônica, quebra de sigilo bancário etc); 
 
4) Devem ser respeitadas as prerrogativas profissionais asseguradas por lei aos advogados; 
 
5) Deve ser assegurada a garantia prevista na Súmula vinculante 14 do STF (“É direito do defensor, no interesse do 
representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório 
realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”); 
 
6) A investigação deve ser realizada dentro de prazo razoável; 
 
7) Os atos de investigação conduzidos pelo MP estão sujeitos ao permanente controle do Poder Judiciário. 
(STF. Plenário. RE 593727/MG, 2015) 
 
 
6. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO 
 
Art. 130-A. O Conselho Nacional do Ministério Público6 compõe-se de 14 MEMBROS nomeados pelo PR, depois de 
aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal, para um mandato de 2 anos, admitida UMA 
recondução, sendo: 
I - o Procurador-Geral da República, que o preside; 
II - 4 membros do MPU, assegurada a representação de cada uma de suas carreiras; 
III - 3 membros do Ministério Público dos Estados; 
IV - 2 juízes, indicados um pelo STF e outro pelo STJ; 
V - 2 advogados, indicados pelo Conselho Federal da OAB; 
VI - 2 cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câmara dos Deputados e outro 
 
6 Cabe destacar que é da competência do Senado Federal o processo e julgamento dos membros do CNMP nos crimes de 
responsabilidade e do STF para julgar ações contra o Conselho (arts. 52, II, e 102, I, r). 
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pelo Senado Federal. 
§ 1º Os membros do Conselho oriundos do MP serão indicados pelos respectivos Ministérios Públicos, na forma da 
lei. 
§ 2º Compete ao CNMP o controle da atuação administrativa e financeira do MP e do cumprimento dos deveres 
funcionais de seus membros, cabendo lhe: 
I - zelar pela autonomia funcional e administrativa do MP, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de 
sua competência, ou recomendar providências; 
II - zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos 
administrativos praticados por membros ou órgãos do MP da União e dos Estados, podendo desconstituí-los, 
revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem 
prejuízo da competência dos TCs; 
III - receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Ministério Público da União ou dos 
Estados, inclusive contra seus serviços auxiliares, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional da 
instituição, podendo avocar processos disciplinares em curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a 
aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções 
administrativas, assegurada ampla defesa; 
IV - rever, de ofício ou mediante provocação, os processos disciplinares de membros do Ministério Público da 
União ou dos Estados julgados há menos de um ano; 
V - elaborar relatório anual, propondo as providências que julgar necessárias sobre a situação do MP no País e as 
atividades do Conselho, o qual deve integrar a mensagem prevista no art. 84, XI. 
§ 3º O Conselho escolherá, em votação secreta, um Corregedor nacional7, dentre os membros do MP que o 
integram, VEDADA a recondução, competindo-lhe, além das atribuições que lhe forem conferidas pela lei, as 
seguintes: 
I - receber reclamações e denúncias, de qualquer interessado, relativas aos membros do MP e dos seus serviços 
auxiliares; 
II - exercer funções executivas do Conselho, de inspeção e correição geral; 
III - requisitar e designar membros do MP, delegando-lhes atribuições, e requisitar servidores de órgãos do MP. 
§ 4º O Presidente do Conselho Federal da OAB oficiará junto ao Conselho. 
§ 5º Leis da União e dos Estados criarão ouvidorias do MP, competentes para receber reclamações e denúncias de 
qualquer interessado contra membros ou órgãos do MP, inclusive contra seus serviços auxiliares, representando 
diretamente ao CNMP. 
 
 Ressalte-se que o CNMP somente surgiu com a EC 45/04 e é um ÓRGÃO INTERNO do Ministério Público. 
 
#OLHAAJURISPASSANDO 
STF (2015 - 781) CNMP é órgão administrativo, logo, NÃO realiza controle de constitucionalidade. 
 
STF (2015 - 784) Compete ao STF julgar MS contra ato do CNJ e CNMP. No entanto, se esses órgãos se 
recusam a tomar providências no caso concreto, então não há ato praticado (DECISÃO NEGATIVA). Se não 
há ato a ser impugnado, a competência não é do STF. 
 
STF (2016 – 842) O ato de vitaliciamento tem natureza de ato administrativo, e, assim, se sujeita ao 
controle de legalidade do CNMP. 
- Determinado Promotor de Justiça foi considerado aprovado no estágio probatório pelo Colégio de 
Procuradores do MP. O CNMP, de ofício, reformou esta decisão e negou o vitaliciamento do Promotor, 
determinando a sua exoneração. O STF considerou legítima a atuação do CNMP. 
 
7 É interessante observar que, no CNMP, o Corregedor é eleito, ao passo que, no CNJ, a função de Corregedor 
necessariamente é exercida pelo Ministro advindo do STJ (art.103-B, §5º,CF). 
 
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- Vale ressaltar que, quando o CNMP tomou esta decisão, o referido Promotor já estava suspenso do 
exercício de suas funções e não chegou a completar 2 anos de efetivo exercício. Logo, como o Promotor 
ainda não havia acabado seu estágio probatório, poderia perder o cargo por decisão administrativa, não 
sendo necessária sentença judicial transitada em julgado (art. 128, § 5º, I, "a", da CF/88). 
 
 
#INFORMATIVOS 
(STF – 2016) Conflito de atribuições envolvendo MPE e MPF: 
Quem decide o conflito de atribuições entre membros do MP? 
MPE do Estado 1 x MPE do Estado 1 PGJ do Estado1 
MPF x MPF CCR, com recurso ao PGR 
MPU (ramo 1) x MPU (ramo 2) PGR 
MPE x MPF PGR 
MPE do Estado 1 x MPE do Estado 2 PGR 
Obs.: A decisão do PGR produz efeitos vinculantes apenas interna corporis, sendo uma decisão de cunho 
administrativo, NÃO vinculando os juízos que irão apreciar a causa 
 
(STF - 2012) Competência no caso de ações envolvendo desvio de recursos do FUNDEF ou FUNDEB: 
 
Ações no caso dedesvio de recursos do FUNDEF 
Ação penal 
Sempre proposta pelo MPF e julgada pela Justiça Federal. 
O argumento utilizado pelo STF foi o de que a União, mesmo quando 
não aportava recursos no FUNDEF, possuía interesse institucional na 
fiscalização do Fundo, com base no art. 211, § 1º, CF/88. 
Ação de 
improbidade 
Depende: 
· Se houve complementação de recursos pela União: MPF e JF 
· Se não houve complementação de recursos pela União: MPE e JE 
 
Info 831 (STF - 2016) O PGR NÃO possui legitimidade ativa para impetrar MS com o objetivo de questionar decisão 
que reconheça a prescrição da pretensão punitiva em PAD. 
A legitimidade para impetrar MS pressupõe a titularidade do direito pretensamente lesado ou ameaçado de 
lesão por ato de autoridade pública. O PGR não tem legitimidade para a impetração, pois não é o titular do 
direito líquido e certo que afirmara ultrajado. Para a impetração do MS não basta a demonstração do simples 
interesse ou atuação como custos legis, uma vez que os direitos à ordem democrática e à ordem jurídica não são 
de titularidade do Ministério Público, mas de toda a sociedade. 
STJ (2013) MP possui a prerrogativa funcional de se sentar à direita do juiz. 
STJ (2014) No processo penal, quando o Ministério Público for intimado pessoalmente em cartório, dando ciência 
nos autos, o seu prazo recursal se iniciará nessa data, e não no dia da remessa dos autos ao seu departamento 
administrativo. Isso porque o prazo recursal para o MP inicia-se na data da sua intimação pessoal. 
STF (2016 – Info 817) A designação do Promotor Eleitoral é um ato de natureza complexa, resultado da 
conjugação de vontades tanto do PGJ, responsável por indicar um membro do MPE, quanto do Procurador 
Regional Eleitoral, a quem compete o ato formal de designação. Foi ajuizada ADI contra o art. 79 da LC 75, 
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argumentando: (i) Inconstitucionalidade formal: há vício de iniciativa, pois foi proposta pelo PGR, mas trata do 
MPE; (ii) Inconstitucionalidade material: viola a autonomia do MPE. O STF não concordou e decidiu ser 
constitucional. O Promotor de Justiça, ao exercer as funções de Promotor Eleitoral, não atua como membro do 
Ministério Público estadual, mas sim como se fosse membro do Ministério Público Federal. O Promotor Eleitoral, 
no exercício desta função, possui uma subordinação hierárquico-administrativa não funcional estabelecida em 
relação ao Procurador Regional Eleitoral. Diante de tal fato, nada mais lógico que o ato formal de designação do 
promotor eleitoral para a função eleitoral seja feito pelo MPF. 
STJ (601 - MP): Na hipótese de membro de Ministério Público Estadual praticar falta administrativa também 
prevista na lei penal como crime, o prazo prescricional da ação civil para a aplicação da pena administrativa de 
perda do cargo somente tem início com o trânsito em julgado da sentença condenatória na órbita penal. 
 
LEI ORGÂNICA DO MINISTÉRIO PÚBLICO (Nº 8.625/93) 
(Artigos importantes) 
 
Art. 2º LEI COMPLEMENTAR, denominada Lei Orgânica do Ministério Público, cuja iniciativa é facultada aos 
Procuradores-Gerais de Justiça dos Estados, estabelecerá, no âmbito de cada uma dessas unidades federativas, 
normas específicas de organização, atribuições e estatuto do respectivo Ministério Público. 
 
Art. 3º Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional, administrativa e financeira, cabendo-lhe, 
especialmente: 
Parágrafo único As decisões do Ministério Público fundadas em sua autonomia funcional, administrativa e 
financeira, obedecidas as formalidades legais, têm eficácia plena e executoriedade imediata, ressalvada a 
competência constitucional do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas. 
 
Art. 5º São órgãos da Administração Superior do Ministério Público: 
I - a Procuradoria-Geral de Justiça; 
II - o Colégio de Procuradores de Justiça; 
III - o Conselho Superior do Ministério Público; 
IV - a Corregedoria-Geral do Ministério Público. 
 
Art. 6º São também órgãos de Administração do Ministério Público: 
I - as Procuradorias de Justiça; 
II - as Promotorias de Justiça. 
 
Art. 9º Os Ministérios Públicos dos Estados formarão lista tríplice, dentre integrantes da carreira, na forma da lei 
respectiva, para escolha de seu PROCURADOR-GERAL, que será nomeado pelo Chefe do Poder Executivo, para 
mandato de 2 anos, permitida uma recondução, observado o mesmo procedimento. 
§ 1º A eleição da lista tríplice far-se-á mediante voto plurinominal de todos os integrantes da carreira. 
§ 2º A destituição do Procurador-Geral de Justiça, por iniciativa do Colégio de Procuradores, deverá ser precedida 
de autorização de um terço dos membros da Assembléia Legislativa. 
 
Art. 12. O Colégio de Procuradores de Justiça é composto por TODOS os Procuradores de Justiça, competindo-lhe: 
IV - propor ao Poder Legislativo a destituição do PGJ, pelo voto de 2/3 de seus membros e por iniciativa da 
maioria absoluta de seus integrantes em caso de abuso de poder, conduta incompatível ou grave omissão nos 
deveres do cargo, assegurada ampla defesa; 
V - eleger o Corregedor-Geral do MP; 
VI - destituir o Corregedor-Geral do MP, pelo voto de 2/3 de seus membros, em caso de abuso de poder, 
conduta incompatível ou grave omissão nos deveres do cargo, por representação do PGJ ou da maioria de seus 
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integrantes, assegurada ampla defesa; 
 
Art. 13 Para exercer as atribuições do Colégio de Procuradores de Justiça com número superior a 40 Procuradores 
de Justiça, poderá ser constituído Órgão Especial, cuja composição e número de integrantes a Lei Orgânica fixará. 
 
Art. 14. Lei Orgânica de cada MP disporá sobre a composição, inelegibilidade e prazos de sua cessação, posse e 
duração do mandato dos integrantes do CSMP, respeitadas as seguintes disposições: 
I - o Conselho Superior terá como membros natos apenas o PGJ e o Corregedor-Geral do MP; 
II - são elegíveis somente Procuradores de Justiça que NÃO estejam afastados da carreira; 
 
Art. 15. Ao Conselho Superior do Ministério Público compete: 
I - elaborar as listas sêxtuplas a que se referem os arts. 94, caput e 104, parágrafo único, II, da CF; 
II - indicar ao PGJ, em lista tríplice, os candidatos a remoção ou promoção por merecimento; 
III - eleger, na forma da LO, os membros do MP que integrarão a Comissão de Concurso de ingresso na carreira; 
§ 2º A remoção e a promoção voluntária por antigüidade e por merecimento, bem como a convocação, 
dependerão de prévia manifestação escrita do interessado. 
§ 3º Na indicação por antiguidade, o CSMP somente poderá recusar o membro do MP mais antigo pelo voto de 2/3 
de seus integrantes, conforme procedimento próprio, repetindo-se a votação até fixar-se a indicação, após o 
julgamento de eventual recurso interposto com apoio na alínea e do inciso VIII do art. 12 desta lei. 
 
Art. 16. O Corregedor-Geral do MP será eleito pelo Colégio de Procuradores, dentre os Procuradores de Justiça, 
para mandato de 2 anos, permitida 1 recondução, observado o mesmo procedimento. 
Parágrafo único. O Corregedor-Geral do MP é MEMBRO NATO do Colégio de Procuradores de Justiça e do CSMP. 
 
Art. 17. A Corregedoria-Geral do MP é o órgão orientador e fiscalizador das atividades funcionais e da conduta dos 
membros do MP, incumbindo-lhe, dentre outras atribuições: 
V - instaurar, de ofício ou por provocação dos demais órgãos da Administração Superior do MP, processo 
disciplinar contra membro da instituição, presidindo-o e aplicando as sanções administrativas cabíveis, na forma 
da LO; 
 
Art. 19. As Procuradorias de Justiça são órgãos de Administração do MP, com cargos de Procurador de Justiça e 
serviços auxiliares necessáriosao desempenho das funções que lhe forem cometidas pela LO. 
§ 1º É obrigatória a presença de Procurador de Justiça nas sessões de julgamento dos processos da respectiva 
Procuradoria de Justiça. 
§ 2º Os Procuradores de Justiça exercerão inspeção permanente dos serviços dos Promotores de Justiça nos autos 
em que oficiem, remetendo seus relatórios à Corregedoria-Geral do Ministério Público. 
 
Art. 23. As Promotorias de Justiça são órgãos de administração do MP com pelo menos 1 cargo de Promotor de 
Justiça e serviços auxiliares necessários ao desempenho das funções que lhe forem cometidas pela LO. 
§ 1º As Promotorias de Justiça poderão ser judiciais ou extrajudiciais, especializadas, gerais ou cumulativas. 
 
Art. 24. O PGJ poderá, com a concordância do Promotor de Justiça titular, designar outro Promotor para 
funcionar em feito determinado, de atribuição daquele. 
 
Art. 25. Além das funções previstas nas CF e CE, na LO e em outras leis, incumbe, ainda, ao MP: 
I - propor ação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais, em face à CE; 
II - promover a representação de inconstitucionalidade para efeito de intervenção do Estado nos Municípios; 
III - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei; 
IV - promover o inquérito civil e a ação civil pública, na forma da lei: 
VIII - ingressar em juízo, de ofício, para responsabilizar os gestores do dinheiro público condenados por 
tribunais e conselhos de contas; 
Parágrafo único. É VEDADO o exercício das funções do MP a pessoas a ele estranhas, sob pena de nulidade do ato 
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praticado. 
 
Art. 26. No exercício de suas funções, o Ministério Público poderá: 
I - instaurar inquéritos civis e outras medidas e procedimentos administrativos pertinentes e, para instruí-los: 
II - requisitar informações e documentos a entidades privadas, para instruir procedimentos ou processo em 
que oficie; 
III - requisitar à autoridade competente a instauração de sindicância ou procedimento administrativo cabível; 
IV - requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial e de inquérito policial militar, 
observado o disposto no art. 129, inciso VIII, da CF, podendo acompanhá-los; 
§ 1º As notificações e requisições previstas neste artigo, quando tiverem como destinatários o Governador do 
Estado, os membros do Poder Legislativo e os desembargadores, serão encaminhadas pelo PGJ. 
§ 2º O membro do MP será responsável pelo uso indevido das informações e documentos que requisitar, inclusive 
nas hipóteses legais de sigilo. 
 
Art. 29. Além das atribuições previstas nas CF e CE, na LO e em outras leis, compete ao PGJ: 
I - representar aos Tribunais locais por inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou 
municipais, em face da Constituição Estadual; 
II - representar para fins de intervenção do Estado no Município, com o objetivo de assegurar a observância de 
princípios indicados na Constituição Estadual ou prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial; 
III - representar o Ministério Público nas sessões plenárias dos Tribunais; 
V - ajuizar ação penal de competência originária dos Tribunais, nela oficiando; 
VI - oficiar nos processos de competência originária dos Tribunais, nos limites estabelecidos na Lei Orgânica; 
 
Art. 30. Cabe ao CSMP rever o arquivamento de inquérito civil, na forma da lei. 
 
Art. 32. Além de outras funções cometidas nas CF e CE, na LO e demais leis, compete aos Promotores de Justiça, 
dentro de suas esferas de atribuições: 
I - impetrar HC e MS e requerer correição parcial, inclusive perante os Tribunais locais competentes; 
II - atender a qualquer do povo, tomando as providências cabíveis; 
III - oficiar perante à Justiça Eleitoral de primeira instância, com as atribuições do Ministério Público Eleitoral 
previstas na LOMPU que forem pertinentes, além de outras estabelecidas na legislação eleitoral e partidária. 
 
Art. 38. Os membros do MP sujeitam-se a regime jurídico especial e têm as seguintes GARANTIAS: 
I - vitaliciedade, após 2 anos de exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada 
em julgado; 
II - inamovibilidade, SALVO por motivo de interesse público; 
III - irredutibilidade de vencimentos, observado, quanto à remuneração, o disposto na CF. 
§ 1º O membro vitalício do MP SOMENTE perderá o cargo por sentença judicial transitada em julgado, proferida 
em ação civil própria, nos seguintes casos: 
I - prática de crime incompatível com o exercício do cargo, após decisão judicial transitada em julgado; 
II - exercício da advocacia; 
III - ABANDONO do cargo por prazo superior a 30 dias corridos. 
§ 2º A ação civil para a decretação da perda do cargo será proposta pelo PGJ perante o TJ local, após autorização 
do Colégio de Procuradores, na forma da Lei Orgânica. 
 
Art. 39. Em caso de extinção do órgão de execução, da Comarca ou mudança da sede da Promotoria de Justiça, 
será FACULTADO ao Promotor de Justiça remover-se para outra Promotoria de igual entrância ou categoria, OU 
obter a disponibilidade com vencimentos integrais e a contagem do tempo de serviço como se em exercício 
estivesse. 
§ 1º O membro do MP em disponibilidade remunerada continuará sujeito às vedações constitucionais e será 
classificado em quadro especial, provendo-se a vaga que ocorrer. 
 
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Art. 40. Constituem PRERROGATIVAS dos membros do MP, além de outras previstas na Lei Orgânica: 
I - ser ouvido, como testemunha ou ofendido, em qualquer processo ou inquérito, em dia, hora e local 
previamente ajustados com o Juiz ou a autoridade competente; 
II - estar sujeito a intimação ou convocação para comparecimento, somente se expedida pela autoridade 
judiciária ou por órgão da Administração Superior do MP competente, RESSALVADAS as hipóteses 
constitucionais; 
III - ser preso somente por ordem judicial escrita, SALVO em flagrante de crime inafiançável, caso em que a 
autoridade fará, no prazo máximo de 24 horas, a comunicação e a apresentação do membro do MP ao PGJ; 
IV - ser processado e julgado originariamente pelo TJ de seu Estado, nos crimes comuns e de responsabilidade, 
ressalvada exceção de ordem constitucional; 
V - ser custodiado ou recolhido à prisão domiciliar ou à sala especial de Estado Maior, por ordem e à disposição 
do Tribunal competente, quando sujeito a prisão antes do julgamento final; 
VI - ter assegurado o direito de acesso, retificação e complementação dos dados e informações relativos à sua 
pessoa, existentes nos órgãos da instituição, na forma da Lei Orgânica. 
 
Art. 41. Constituem PRERROGATIVAS dos membros do MP, no exercício de sua função, além de outras previstas na 
LO: 
I - receber o mesmo tratamento jurídico e protocolar dispensado aos membros do Poder Judiciário junto aos 
quais oficiem; 
II - NÃO ser indiciado em inquérito policial, observado o disposto no parágrafo único deste artigo; 
III - ter vista dos autos após distribuição às Turmas ou Câmaras e intervir nas sessões de julgamento, para 
sustentação oral ou esclarecimento de matéria de fato; 
IV - receber intimação pessoal em qualquer processo e grau de jurisdição, através da entrega dos autos com 
vista; 
V - gozar de inviolabilidade pelas opiniões que externar ou pelo teor de suas manifestações processuais ou 
procedimentos, nos limites de sua independência funcional; 
VI - ingressar e transitar livremente: 
VII - examinar, em qualquer Juízo ou Tribunal, autos de processos findos ou em andamento, ainda que 
conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos; 
VIII - examinar, em qualquer repartição policial, autos de flagrante ou inquérito, findos ou em andamento, aindaque conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos; 
IX - ter acesso ao indiciado preso, a qualquer momento, mesmo quando decretada a sua incomunicabilidade; 
X - usar as vestes talares e as insígnias privativas do MP; 
XI - tomar assento à direita dos Juízes de primeira instância ou do Presidente do Tribunal, Câmara ou Turma.8 
Parágrafo único. Quando no curso de investigação, houver indício da prática de infração penal por parte de 
membro do MP, a autoridade policial, civil ou militar remeterá, imediatamente, sob pena de responsabilidade, os 
respectivos autos ao PGJ, a quem competirá dar prosseguimento à apuração. 
 
 
8 Prerrogativa muito criticada sob o argumento de que viola o princípio da isonomia (“paridade das armas”), principalmente 
quando se trata de Tribunal do Júri, onde os julgadores são leigos e a presença do MP ao lado do juiz transmite uma mensagem 
simbólica de que se trata de órgão estatal imparcial, que está ali apenas para fazer justiça, em uma falsa contraposição ao papel 
da defesa. 
 Diante desse cenário, a OAB impetrou MS contra o TJ pedindo que, nas sessões do Tribunal do Júri, o Promotor ficasse 
à direita do juiz (como determina a Lei), mas em uma bancada, um pouco mais afastada da mesa do magistrado. Com isso 
ficaria mais evidente para os jurados que MP e defesa não são um só órgão. 
 A questão chegou até o STJ, que negou o pedido da OAB, entendendo que, em razão da sua relevância para o Estado 
Democrático de Direito, o MP possui prerrogativas e garantias para que possa exercer livremente suas atribuições e essa 
seria uma delas, não configurando qualquer tipo de desigualdade. (RMS 23919/SP, 2013) 
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Art. 42. Os membros do MP terão CARTEIRA FUNCIONAL, expedida na forma da LO, valendo em todo o território 
nacional como cédula de identidade, e PORTE DE ARMA, independentemente, neste caso, de qualquer ato formal 
de licença ou autorização. 
 
Art. 43. São DEVERES dos membros do Ministério Público, além de outros previstos em lei: 
VII - declarar-se suspeito ou impedido, nos termos da lei; 
X - residir, se titular, na respectiva Comarca; 
XI - prestar informações solicitadas pelos órgãos da instituição; 
XII - identificar-se em suas manifestações funcionais; 
XIII - atender aos interessados, a qualquer momento, nos casos urgentes; 
 
Art. 44. Aos membros do MP se aplicam as seguintes VEDAÇÕES: 
I - receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas processuais; 
II - exercer advocacia; 
III - exercer o comércio ou participar de sociedade comercial, EXCETO como cotista ou acionista; 
IV - exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo UMA de Magistério; 
V - exercer atividade político-partidária, RESSALVADA a filiação e as exceções previstas em lei. 
 
Parágrafo único. Não constituem acumulação, para os efeitos do inciso IV deste artigo, as atividades exercidas em 
organismos estatais afetos à área de atuação do MP, em Centro de Estudo e Aperfeiçoamento de MP, em 
entidades de representação de classe e o exercício de cargos de confiança na sua administração e nos órgãos 
auxiliares. 
 
Art. 60. SUSPENDE-SE, até definitivo julgamento, o exercício funcional de membro do MP quando, antes do 
decurso do prazo de 2 anos, houver impugnação de seu vitaliciamento. 
§ 1º A LO disciplinará o procedimento de impugnação, cabendo ao CSMP decidir, no prazo máximo de 60 dias, 
sobre o não vitaliciamento e ao Colégio de Procuradores, em 30 dias, eventual recurso. 
 
Art. 73. Para exercer as funções junto à Justiça Eleitoral, por solicitação do PGR, os membros do MPE serão 
designados, se for o caso, pelo respectivo PGJ. 
§ 1º Não ocorrendo designação, exclusivamente para os serviços eleitorais, na forma do caput deste artigo, o 
Promotor Eleitoral será o membro do MP local que oficie perante o Juízo incumbido daqueles serviços. 
 
Art. 74. Para fins do disposto no art. 104, §único, II, da CF e observado o que dispõe o art. 15, I, desta Lei, a lista 
sêxtupla de membros do MP será organizada pelo Conselho Superior de cada Ministério Público dos Estados. 
 
Art. 75. Compete ao PGJ, ouvido o CSMP, autorizar o afastamento da carreira de membro do MP que tenha 
exercido a opção de que trata o art. 29, § 3º, do ADCT, para exercer o cargo, emprego ou função de nível 
equivalente ou maior na Administração Direta ou Indireta. 
 
Art. 77. No âmbito do MP, para os fins do disposto no art. 37, inciso XI, da CF, ficam estabelecidos como limite de 
remuneração os valores percebidos em espécie, a qualquer título, pelo Procurador-Geral de Justiça. 
 
Art. 80. Aplicam-se aos MPEs, subsidiariamente, as normas da Lei Orgânica do Ministério Público da União. 
 
Art. 82. O dia 14 de dezembro será considerado "Dia Nacional do Ministério Público". 
 
 
 
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2.8. Tributação e orçamento. Sistema tributário nacional e finanças públicas. 2.9. Ordem Econômica e 
Financeira. Dos princípios gerais da atividade econômica; da política urbana; da política agrícola e 
fundiária; da reforma agrária. 2.10. Ordem Social. 2.11. Saúde. 2.12. Educação. 2.13. Meio ambiente. 2.14. 
Da família, da criança, do adolescente e do idoso. 
 Em provas objetivas, sobretudo no MPSP, é suficiente o conhecimento dos principais pontos dos artigos 
relacionados aos assuntos acima. Sendo assim, aguente firme e acompanhe a redação: 
CAPÍTULO I 
DOS PRINCÍPIOS GERAIS DA ATIVIDADE ECONÔMICA 
Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim 
assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: 
I - soberania nacional; 
II - propriedade privada; 
III - função social da propriedade; 
IV - livre concorrência; 
V - defesa do consumidor; 
VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos 
produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação; 
VII - redução das desigualdades regionais e sociais; 
VIII - busca do pleno emprego; 
IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham 
sua sede e administração no País. 
Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de 
autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei. 
 
CAPÍTULO II 
DA POLÍTICA URBANA 
Art. 182. A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes 
gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o 
bem- estar de seus habitantes. 
§ 1º O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, é 
o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana. 
§ 2º A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da 
cidade expressas no plano diretor. 
§ 3º As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em dinheiro. 
 
CAPÍTULO III 
DA POLÍTICA AGRÍCOLA E FUNDIÁRIA E DA REFORMA AGRÁRIA 
Art. 184. Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não 
esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula 
de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e 
cuja utilização será definida em lei. 
 
§ 1º As benfeitorias úteis e necessáriasserão indenizadas em dinheiro. 
 
§ 3º Cabe à lei complementar estabelecer procedimento contraditório especial, de rito sumário, para o processo 
judicial de desapropriação. 
 
§ 4º O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária, assim como o montante de 
recursos para atender ao programa de reforma agrária no exercício. 
 
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§ 5º São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis 
desapropriados para fins de reforma agrária. 
 
SEÇÃO II 
DA SAÚDE 
Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que 
visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para 
sua promoção, proteção e recuperação. 
 
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um 
sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: 
I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo; 
II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais; 
III - participação da comunidade. 
 
Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. 
§ 1º As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde, segundo 
diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e 
as sem fins lucrativos. 
§ 2º É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins 
lucrativos. 
§ 3º - É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, 
salvo nos casos previstos em lei. 
 
Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei: 
I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção 
de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos; 
II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador; 
III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde; 
IV - participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico; 
V - incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação; 
VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e 
águas para consumo humano; 
VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos 
psicoativos, tóxicos e radioativos; 
VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho. 
 
Seção I 
DA EDUCAÇÃO 
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a 
colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da 
cidadania e sua qualificação para o trabalho. 
 
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; 
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; 
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; 
V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso 
exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; 
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei; 
VII - garantia de padrão de qualidade. 
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VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal. 
 
Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: 
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua 
oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria; 
II - progressiva universalização do ensino médio gratuito; 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de 
ensino; 
IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade; 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; 
VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de 
material didáticoescolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. 
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. 
§ 2º O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa 
responsabilidade da autoridade competente. 
 
CAPÍTULO VI 
DO MEIO AMBIENTE 
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial 
à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para 
as presentes e futuras gerações. 
§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público: 
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e 
ecossistemas; 
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à 
pesquisa e manipulação de material genético; 
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente 
protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que 
comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção; 
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa 
degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; 
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco 
para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; 
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação 
do meio ambiente; 
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, 
provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. 
 
§ 2º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com 
solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei. 
 
§ 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou 
jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. 
 
§ 4º A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira 
são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a 
preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais. 
 
§ 5º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à 
proteção dos ecossistemas naturais. 
 
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§ 6º As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que não 
poderão ser instaladas. 
 
§ 7º Para fins do disposto na parte final do inciso VII do § 1º deste artigo, não se consideram cruéis as práticas 
desportivas que utilizem animais, desde que sejam manifestações culturais, conforme o § 1º do art. 215 desta 
Constituição Federal, registradas como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro, 
devendo ser regulamentadas por lei específica que assegure o bem-estar dos animais envolvidos. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 96, de 2017) 
 
CAPÍTULO VII 
Da Família, da Criança, do Adolescente, do Jovem e do Idoso 
 
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. 
 
§ 1º O casamento é civil e gratuita a celebração. 
 
§ 2º O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei. 
 
§ 3º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade 
familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. 
 
§ 4º Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus 
descendentes. 
 
§ 5º Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher. 
 
§ 6º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio. 
 
§ 7º Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento 
familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o 
exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas. 
 
§ 8º O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos 
para coibir a violência no âmbito de suas relações. 
 
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta 
prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à 
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma 
de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. 
 
Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua 
participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida. 
§ 1º Os programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente em seus lares. 
§ 2º Aos maiores de sessenta e cinco anos é garantida a gratuidade dos transportes coletivos urbanos 
 
INFORMATIVOS DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
STF (2017 – 822, 859) Brasileiro, já titular de green card, que adquire nacionalidade norte-americana, PERDE a 
nacionalidade brasileira e pode ser extraditado pelo Brasil. 
STF (2016 – 842) É INCONSTITUCIONAL lei estadual que regulamenta a prática da vaquejada. 
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STF (2017 - 857) Só é possível emendar parlamentar em MP se houver relação de pertinência, sob pena de 
CONTRABANDO LEGISLATIVO 
STF (2015 – 774) As Constituições estaduais NÃO podem prever que os Governadores serão julgados pela 
Assembleia Legislativa em caso de crimes de responsabilidade. A competência é de um “Tribunal Especial”, 
composto especialmente para julgar o fato e que será formado por 5 Deputados Estaduais e 5 Desembargadores, 
sob a presidência do Presidente do Tribunal de Justiça 
STF (2012 – 657) A emissão de parecer sobre as medidas provisórias, por comissão mista de deputados e 
senadores antes do seu exame configura fase de observância obrigatória no processo constitucional de 
conversão dessa espécie normativa em lei ordinária. 
STF (2015 – 787) Perda do mandato por infidelidade partidária NÃO se aplica a cargos eletivos majoritários, 
somente àqueles que adotam o sistema proporcionais. 
STF (2017 – 863) Perda do mandato em caso de condenação criminal de deputado federal ou senador: 
Se o Deputado ou Senador for condenado a mais de 120 dias em regime fechado: a perda do cargo será uma 
consequência lógica da condenação, cabendo à Mesa da Câmara ou do Senado apenas a declaração. 
Se o Deputado ou Senador for condenado a uma pena em regime aberto ou semiaberto: a condenação criminal 
NÃO gera a perda automática do cargo. Caberá ao Plenário da Câmara ou do Senado deliberar, nos termos do art. 
55, § 2º, se o condenado deverá ou não perder o mandato. 
STF (2016 – 824) É possível o afastamento de Deputado Federal do cargo por decisão judicial. Entendeu-se que a 
CF somente outorga às Casas Legislativas a competência para decidir acerca da perda do mandado, não 
impedindo que o Poder Judiciário suspenda o exercício do mandato parlamentar. 
STF (2013 – 712) Parlamentares NÃO têm imunidade formal quanto à prisão em caso de condenação definitiva. CF 
veda apenas a sua prisão penal cautelar. 
STF (2015 – 787) BNDES é obrigado a fornecer ao TCU documentos sobre financiamentos concedidos 
STF (2015 – 801) O Poder Legislativo, em sua função típica de legislar, NÃO fica vinculado às decisões de ADI, ADC 
ou ADPF. Desse modo, o legislador pode, por emenda constitucional ou lei ordinária, superar a jurisprudência. 
Trata-se de uma reação legislativa à decisão da Corte Constitucional com o objetivo de reversão jurisprudencial. 
STF (2016 – 815) É possível que o Fisco requisite das instituições financeiras informações bancárias sobre os 
contribuintes sem intervenção do Poder Judiciário. 
STF (2015 – 799) As doações eleitorais feitas por pessoas jurídicas são INCONSTITUCIONAIS, tanto para 
campanhas como para partidos. 
STF (798 – 2015) O STF reconheceu que o sistema penitenciário brasileiro vive um "Estado de Coisas 
Inconstitucional", com uma violação generalizada de direitos fundamentais dos presos. 
STF (2015 – 794) Judiciário pode determinar a realização de obras emergenciais em estabelecimento prisional. 
STF (2015 – 789) Para que seja publicada uma biografia NÃO é necessária autorização prévia do indivíduo 
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biografado, das demais pessoas retratadas, nem de seus familiares. 
STF (2014 – 752) Judiciário pode obrigar administração pública a manter estoque mínimo de determinado 
medicamento utilizado no combate a certa doença grave, de modo a evitar novas interrupções no tratamento, 
não havendo que se falar em violação ao princípio da separação dos poderes. 
STF (2016 – 851) Se é proposta ADI contra uma medida provisória e, antes de a ação ser julgada, a MP é 
convertida em lei com o mesmo texto que foi atacado, esta ADI não perde o objeto e poderá ser conhecida e 
julgada, desde que o autor peticione informando a situacao ao STF e pedindo o aditamento da ação. 
STF (2014 – 739) O STF NÃO acolhe a teoria da abstrativização do controle difuso. Não há que se falar em mutação 
constitucional do art. 52, X, da CF/88 e, assim, para a maioria dos Ministros, a decisão em controle difuso continua 
produzindo, em regra, efeitos apenas inter partes e o papel do Senado é o de amplificar essa eficácia, 
transformando em eficácia erga omnes. 
STF (2013 – 726) Judiciário pode obrigar a administração pública a garantir o direito a acessibilidade em prédios 
públicos 
STF (856 - CONTROLE): O STF, ao julgar as ações de controle abstrato de constitucionalidade, não está vinculado 
aos fundamentos jurídicos invocados pelo autor. Assim, pode-se dizer que na ADI, ADC e ADPF, a causa de pedir 
(causa petendi) é aberta. Isso significa que todo e qualquer dispositivoda Constituição Federal ou do restante do 
bloco de constitucionalidade poderá ser utilizado pelo STF como fundamento jurídico para declarar uma lei ou 
ato normativo inconstitucional. 
STF (856 – COMPETÊNCIA LEGISLATIVA): É constitucional lei estadual que preveja a possibilidade de empresas 
patrocinarem bolsas de estudo para professores em curso superior, tendo como contrapartida a obrigação de 
que esses docentes ministrem aula de alfabetização ou aperfeiçoamento para os empregados da empresa 
patrocinadora. Essa lei insere-se na competência legislativa do Estado-Membro para dispor sobre educação e 
ensino, prevista no art. 24, IX, da CF/88. 
STF (856 - DEFENSORIA): A Defensoria Pública Estadual pode atuar no STJ, no entanto, para isso, é necessário que 
possua escritório de representação em Brasília. Se a Defensoria Pública estadual não tiver representação na 
capital federal, as intimações das decisões do STJ nos processos de interesse da DPE serão feitas para a DPU. 
STF (857 - MS): O STF deu provimento a recurso em mandado de segurança impetrado por pesquisador que 
queria ter acesso aos áudios das sessões de julgamento do STM ocorridas na década de 1970, época do regime 
militar. Entendeu-se que a coleta de dados históricos a partir de documentos públicos e registros fonográficos, 
mesmo que para fins particulares, constitui-se em motivação legítima a garantir o acesso a tais informações. 
STF (857 – COMPETÊNCIA LEGISLATIVA): Os Municípios podem legislar sobre Direito Ambiental, desde que o 
façam fundamentadamente. 
STF (857 – TEMAS GERAIS): O prazo prescricional para a cobrança judicial dos valores devidos relativos ao FGTS é 
de 5 anos. Isso porque a verba de FGTS tem natureza trabalhista, devendo ser aplicado o art. 7º, XXIX, da CF/88. 
Antes, entendia-se que esse prazo era de 30 anos. Como houve uma mudança brusca da jurisprudência, o STF, por 
razões de segurança jurídica, modulou os efeitos desta decisão. Assim, esse novo prazo prescricional de 5 anos 
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somente vale a partir do julgamento do STF que alterou a jurisprudência anterior (ARE 709212/DF). 
STF (858 - PRECATÓRIO): É aplicável o regime dos precatórios às sociedades de economia mista prestadoras de 
serviço público próprio do Estado e de natureza não concorrencial. 
STF (860 - GREVE): O exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais 
civis e a todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública. É obrigatória a 
participação do Poder Público em mediação instaurada pelos órgãos classistas das carreiras de segurança 
pública, nos termos do art. 165 do CPC, para vocalização dos interesses da categoria. A CF só veda expressamente 
a PM de fazer greve, mas STF estendeu a vedação a todos aqueles que cuidam da segurança pública. 
STF (862 – UNIVERSIDADES): A garantia constitucional da gratuidade de ensino não obsta a cobrança por 
universidades públicas de mensalidade em cursos de especialização. 
STF (861 - PRECATÓRIO): Os pagamentos devidos, em razão de pronunciamento judicial, pelos Conselhos de 
Fiscalização (exs: CREA, CRM, COREN, CRO) não se submetem ao regime de precatórios (obs. não estão isentos 
de custas e para demitirem algum servidor devem, necessariamente, instaurar PAD). 
STF (863 – GOVERNADORES): Não há necessidade de prévia autorização da Assembleia Legislativa para que o STJ 
receba denúncia ou queixa e instaure ação penal contra Governador de Estado, por crime comum. Em outras 
palavras, não há necessidade de prévia autorização da ALE para que o Governador do Estado seja processado por 
crime comum. 
DIREITO ADMINISTRATIVO9 
1. Administração Pública. Descentralização e desconcentração administrativa. 
 
Descentralização Desconcentração 
Transferência da atividade administrativa para outra 
pessoa, física ou jurídica, integrante ou não do 
aparelho estatal. 
Distribuição interna de atividade dentro de uma mesma 
PJ, resultando na criação de centros de competências, 
denominados órgãos públicos, dentro de uma mesma 
estrutura hierárquica. 
Nova pessoa jurídica. Mesma pessoa jurídica. 
Não há hierarquia, apenas controle e fiscalização Há hierarquia 
Relação de vinculação Relação de subordinação 
 
 
9 Por Luiz Fernando @luizfernandop.oliveira 
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Na Descentralização por outorga/serviço, transfere-se a execução e a titularidade, enquanto que na 
Descentralização por delegação/colaboração, transfere-se apenas a execução. 
 
ÓRGÃOS PÚBLICOS 
Teoria dos 
órgãos 
públicos 
Quanto à relação 
entre o Estado e os 
agentes públicos: 
a. Teoria do mandato. 
b. Teoria da representação. 
c. Teoria do órgão (é a que prevalece). 
Quanto à natureza 
dos órgãos 
a. Subjetiva: identifica os órgãos com os agentes públicos; 
b. Objetiva: órgãos seriam apenas um conjunto de atribuições ou 
unidades funcionais da organização administrativa; 
c. Eclética: os órgãos seriam formados pela soma dos elementos 
objetivos e subjetivos, ou seja, pelo plexo de atribuições e pelo agente 
público. 
Classificação 
Quanto à posição que ocupa na escala 
governamental ou administrativa 
a. Órgãos independentes; 
b. Órgãos autônomos; 
c. Órgãos superiores; 
d. Órgãos subalternos. 
Em relação ao enquadramento federativo 
a. Órgãos federais; 
b. Órgãos estaduais; 
c. Órgãos distritais; 
d. Órgãos municipais. 
Quanto à composição / atuação funcional 
a. Órgãos singulares ou unipessoais; 
b. Órgãos coletivos ou pluripessoais. 
Em relação às atividades que, 
preponderantemente, são exercidas 
a. Órgãos ativos; 
b. Órgãos consultivos; 
c. Órgãos de controle; 
Informações 
gerais 
 Não possuem personalidade jurídica (alguns possuem personalidade judiciária, mas apenas 
para a defesa de suas prerrogativas institucionais); 
 Embora não possuam personalidade, podem celebrar contrato de gestão (interno ou 
endógeno). 
Súmula 525-STJ: A Câmara de Vereadores não possui personalidade jurídica, apenas 
personalidade judiciária, somente podendo demandar em juízo para defender os seus direitos 
institucionais. 
 
 No estudo da administração pública indireta, atenção para as AGÊNCIAS REGULADORAS: 
(a) Conceito: são autarquias com regime especial. 
(b) Espécies: podem (i) controlar atividades privadas ou (ii) fiscalizar os prestadores de serviços públicos. 
Desconcentração 
e 
Descentralização 
DESCENTRALIZAÇÃO 
Outorga 
(Por serviço) 
Por meio de LEI 
Apenas para Administração 
Indireta 
Delegação 
(Por colaboração) 
Por meio de ato 
ou contrato 
Delegação (Concessão 
ou Permissão) 
DESCONCENTRAÇÃO Criação de órgãos 
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(c) Peculiaridades: são três: 
 (i) Poder normativo: as agências podem editar normas para o setor regulado. 
 (ii) Autonomia: a autonomia é garantida pela (a) inexistência de recurso hierárquico impróprio (aquele 
endereçado para outra PJ) e (b) estabilidade reforçada de seus dirigentes, que não podem ser exonerados AD 
NUTUM, mas apenas em caso de renúncia, sentença judicial ou após processo administrativo. 
 (iii) Independência financeira: as agências podem criar as famosas TAXAS REGULATÓRIAS. 
 
JURISPRUDÊNCIA EM TESES – ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA 
1) Aplica-se a prescrição quinquenal do Decreto n. 20.910/32 às empresas públicas e às sociedades de economia 
mista responsáveis pela prestação de serviços públicos próprios do Estado e que não exploram atividade 
econômica.3) As autarquias possuem autonomia administrativa, financeira e personalidade jurídica própria, distinta da 
entidade política à qual estão vinculadas, razão pela qual seus dirigentes têm legitimidade passiva para figurar 
como autoridades coatoras em Mandados de Segurança. 
4) As empresas públicas e as sociedades de economia mista prestadoras de serviços públicos possuem 
legitimidade ativa ad causam para a propositura de pedido de suspensão, quando na defesa de interesse 
público primário. 
10) As agências reguladoras podem editar normas e regulamentos no seu âmbito de atuação quando 
autorizadas por lei. 
13) Compete à justiça comum estadual processar e julgar as causas cíveis em que é parte sociedade de economia 
mista e os crimes praticados em seu detrimento. (Súmula n. 42/STJ) 
 
2. Atividade administrativa: polícia administrativa, prestação de serviços públicos, intervenção do 
Estado na ordem econômica e fomento de atividades privadas de interesse público. 
 Esse tópico faz referência a algumas atividades desempenhadas pelo Poder Público. Não se preocupe, pois 
veremos as mais importantes no decorrer do nosso material. 
3. Regime jurídico administrativo e princípios da Administração Pública. 
 
 Anote aí os princípios mais relevantes da Administração Pública: 
(i) Legalidade: a atuação da Administração Pública deve ser autorizada por lei. 
 
#ATENÇÃO: Hoje em dia, a doutrina mais moderna entende que o princípio da legalidade foi substituído 
pelo PRINCÍPIO DA JURIDICIDADE, segundo o qual a Administração se vincula não apenas à lei, mas 
também a todo o ordenamento jurídico, especialmente à Constituição Federal. 
 
(ii) Impessoalidade: pode ser analisado sob duas perspectivas: 
 (a) Isonomia: a Administração deve tratar todos os administrados da mesma forma. 
 (b) Proibição de promoção pessoal: o administrador não pode se valer das realizações públicas para se 
promover. 
 
(iii) Moralidade: o administrador deve se pautar de acordo com padrões éticos. 
 
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Súmula vinculante 13-STF: A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou 
por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa 
jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão 
ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer 
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante 
designações recíprocas, viola a Constituição Federal. 
 
(iv) Publicidade: os atos da Administração devem ser públicos, o que permite maior controle pelo povo. 
 
Informativo 782 – STF: “É legítima a publicação, inclusive em sítio eletrônico mantido pela Administração 
Pública, dos nomes de seus servidores e do valor dos correspondentes vencimentos e vantagens 
pecuniárias.” STF. Plenário. ARE 652777/SP. Rel. Min. Teori Zavascki. DJ: 23/04/2015 (Repercussão Geral). 
 
(v) Eficiência: introduzido pela EC 19/00, esse princípio impõe a busca por melhores resultados, com o menor custo 
possível. 
 
ATENÇÃO: É muito comum a afirmação de que o princípio da eficiência promoveu a substituição da 
Administração BUROCRÁTICA pela Administração GERENCIAL (ou de RESULTADOS). 
 
(vi) Razoabilidade/Proporcionalidade: é a mesma ideia que aprendemos em direito constitucional, no sentido de 
que a atuação administrativa deve respeitar os subprincípios da (i) adequação; (ii) necessidade e (iii) 
proporcionalidade em sentido estrito. 
 
(vii) Indisponibilidade do interesse público: à medida que o administrador exerce função pública (múnus público – 
atividade em nome do interesse do povo), ele não pode abrir mão desse interesse (direito), justamente porque tal 
direito não o pertence. 
 
(viii) Supremacia do interesse público sobre o privado: quando em confronto, o interesse público se sobrepõe ao 
interesse particular. É esse o princípio que justifica, por exemplo, a intervenção do Estado na propriedade privada. 
 
ATENÇÃO: segundo Celso Antônio Bandeira de Melo, as pedras de toque (pilares) do direito 
administrativo estão no princípio da supremacia do interesse público + princípio da indisponibilidade do 
interesse público. Todos os outros princípios seriam mera decorrência destes dois princípios. 
 
CUIDADO: alguns autores contestam a existência desse princípio. Argumentam que: (a) Há 
indeterminação no conceito de interesse público; (b) violação ao princípio da proporcionalidade, pois, 
em caso de conflito entre os direitos, já se escolhe, de antemão, qual sempre irá prevalecer. 
 
(ix) Autotutela: a Administração possui o poder-dever de anular seus atos ilegais e revogar os inconvenientes. 
 
Súmula 346-STF: A Administração Pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. 
Súmula 473-STJ: A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam 
ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, 
respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. 
 
 
(x) Consensualidade: hoje em dia, verificamos o aumento de instrumentos que permitem a participação direta do 
cidadão na formação da vontade do Estado (ex.: audiências e consultas públicas). É o fortalecimento da democracia 
DELIBERATIVA. 
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4. Poderes administrativos 
 
 
 
 
JURISPRUDÊNCIA EM TESES – PODER DE POLÍCIA 
 
1) A administração pública possui interesse de agir para tutelar em juízo atos em que ela poderia atuar com 
base em seu poder de polícia, em razão da inafastabilidade do controle jurisdicional. 
 
2) O prazo prescricional para as ações administrativas punitivas desenvolvidas por Estados e Municípios, 
quando não existir legislação local específica, é quinquenal, conforme previsto no art. 1º do Decreto n. 
20.910/32, sendo inaplicáveis as disposições contidas na Lei n. 9.873/99, cuja incidência limita-se à 
Administração Pública Federal Direta e Indireta. 
 
3) Prescreve em cinco anos, contados do término do processo administrativo, a pretensão da Administração 
Pública de promover a execução da multa por infração ambiental. (Súmula n. 467/STJ) (Tese julgada sob o rito 
do art. 543-C do CPC/73 - TEMA 324) 
 
9) Não é possível a aplicação de sanções pecuniárias por sociedade de economia mista, facultado o exercício 
do poder de polícia fiscalizatório. 
 
OBS.: apesar da independência funcional dos membros do Ministério Público, isto não afasta a possibilidade de 
incidência do poder disciplinar sobre eles (Corregedorias e CNMP). 
 
5. Agentes públicos 
 
Poder normativo / 
regulamentar 
É a prerrogativa 
reconhecida à Adm. P. 
para editar atos 
administrativos gerais 
para fiel execução das 
leis. 
Decreto Regulamentar 
(não confundir com o 
Decreto Autônomo) 
Poder de polícia 
Compreende a 
prerrogativa reconhecida 
à Adm. P. para restringir e 
condicionar, com 
fundamento na lei, o 
exercício de direitos, com 
o objetivo de atender ao 
interesse público. 
 
4 fases (CICLO DE POLÍCIA"): 
1. ordem (legislar); 
2. consentimento (delegável); 
 a. licença 
 b. autorização 
3. fiscalização (delegável); 
4. sanção 
 
Atributos: 
Discricionariedade; 
Coercibilidade; 
Autoexecutoriedade; 
 
Poder hierárquico 
Existência de 
subordinação dentro 
de uma mesma PJ - 
resultado da 
desconcentração 
Prerrogativas: 
ordens; 
controle ou fiscalização; 
alteração de 
competências 
(delegação ou 
avocação); revisional; 
resolução de conflitos; 
disciplinar. 
Poder disciplinar 
Prerrogativa reconhecida 
à Adm. P.para investigar 
e punir, após o 
contraditório e ampla 
defesa, os agentes 
públicos e particulares. 
Exercido por meio 
do PAD 
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Cargos públicos 
 Acesso Garantia Demissão/exoneração 
EFETIVOS Concurso público 
Estabilidade 
Estágio probatório – 3 anos 
(i) Sentença judicial transitada 
em julgado; (ii) PAD; (iii) 
insuficiência de desempenho e 
(iv) excesso de gasto 
orçamentário com despesa de 
pessoal. 
VITALÍCIOS 
Concurso 
público, exceto 
Ministros de 
Tribunais 
Superiores, TC e 
quinto 
constitucional. 
Vitaliciedade: 
Vitaliciedade diferida – 2 anos: 
magistrados e promotores 
Vitaliciedade automática: quinto 
constitucional, ministros tribunais 
superiores e membros TC 
Apenas sentença judicial 
transitada em julgado. 
COMISSIONADOS Livre Inexistência Livre 
 
#NÃOCONFUNDA: 
 
PROVIMENTO 
ORIGINÁRIO 
Formalizado por meio da nomeação, a qual gera direito à posse para os aprovados em concurso 
público (Súmula 16, STF). 
DERIVADO 
Promoção 
 
Progressão funcional em que o servidor é deslocado de cargo de classe 
inferior para outro cargo de classe superior dentro da mesma carreira. 
Readaptação 
Provimento derivado do servidor em cargo de atribuições e 
responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua 
capacidade física ou mental verificada por perícia médica. 
Reversão 
Retorno do servidor aposentado ao cargo quando ocorrer uma das 
seguintes hipóteses: 
Declaração por junta médica oficial da insubsistência dos motivos 
determinantes para aposentadoria por invalidez; 
AGENTES PÚBLICOS 
Agentes políticos (legislativo, 
excecutivo, judiciário, MP, 
TCU...) 
Servidores administrativos do 
Estado 
SERVIDORES PÚBLICOS (Relação de 
trabalho permanente com 
entidades de direito público) 
Regime estatutário 
REGIME ÚNICO = O STF declarou inconstituiconal, 
com efeitos ex nunc, a existência de regimes 
jurídicos diversos. 
EMPREGADOS PÚBLICOS (Relação de 
trabalho permanente com entidades 
de direito privado da Adm. Pública 
indireta) 
Regime celetista 
SERVIDORES TEMPORÁRIOS 
(contratados para atender a 
necessidade temporária de 
excepcional interesse público) 
Nem celetista e 
nem estatutáro 
SERVIDORES MILITARES 
Agentes ou Particulares em colaboração com o 
Estado (mesários, jurados, concessionários, 
permissionários, notários não oficializados...) 
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Declaração de ilegalidade do ato de concessão da aposentadoria; 
Reversão “no interesse da administração” desde que preenchidos os 
requisitos legais. (controvérsia sobre essa última hipótese). 
Aproveitamento 
Retorno do servidor colocado em disponibilidade para cargo com 
atribuições, responsabilidades e vencimentos compatíveis com o 
anteriormente ocupado. 
Reintegração 
Retorno do servidor ao cargo de origem após a declaração (administrativa 
ou judicial) de ilegalidade da sua demissão, com ressarcimento da 
remuneração e vantagens não percebidos. 
Recondução 
É o retorno do servidor estável ao cargo de origem, tendo em vista a sua 
inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo ou a reintegração 
do servidor ao cargo. 
Direitos sociais aplicáveis aos servidores públicos 
Art. 7º, CF. IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais 
básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e 
previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação 
para qualquer fim; 
VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável; 
VIII – 13º salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria; 
IX - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
XII - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei; 
XIII - duração do trabalho normal não superior a 8 horas diárias e 44 semanais, facultada a compensação de 
horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; 
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; 
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, 50% à do normal; 
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, 1/3 a mais do que o salário normal; 
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de 120 dias; 
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei; 
XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei; 
XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; 
XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, 
idade, cor ou estado civil; 
 
#AJUDAMARCINHO: 
TETO NACIONAL: subsídio dos Ministros do STF. Ninguém poderá receber acima desse valor. As Constituições 
estaduais e leis orgânicas podem fixar subtetos para Estados/DF e Municípios. Nesse caso, tais subtetos também 
deverão respeitar o teto nacional. 
Subteto da UNIÃO Subteto nos Estados/DF Subteto nos Municípios 
Subsídio dos Ministros do 
STF 
Existem duas opções: 
 
Opção 1. Subtetos diferentes para cada Poder: 
a. Executivo: subsídio do Governador. 
b. Legislativo: sub. dos Deputados. 
c. Judiciário/MP/DP/PROC: subsídio dos 
Desembargadores do TJ, limitado a 90,25% do 
subsídio mensal dos Ministros do STF*. 
 
Opção 2. Subteto único para todos os Poderes: 
nesse caso, o valor máximo seria o subsídio dos 
Desembargadores do TJ, limitado a 90,25% do 
Subsídio do Prefeito 
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subsídio mensal dos Ministros do STF*. 
 
Atenção: o subsídio dos Deputados 
Estaduais/Distritais seguirá regras próprias (art. 
27, §2º), não estando sujeito ao subsídio dos 
Desembargadores, mesmo que se adote esta 2ª 
opção. 
 
Atenção 2: Quem define se o Estado-membro 
adotará subtetos diferentes ou único é a 
Constituição Estadual 
 
* A CF/88 dá a entender que o subsídio dos 
Desembargadores e dos juízes estaduais não 
poderia ser maior que 90,25% do subsídio do 
Ministro do STF. O STF, contudo, declarou esta 
interpretação como inconstitucional (ADI 3.854). 
O teto para Desembargadores e juízes estaduais 
é 100% do subsídio dos Ministros do STF, ou seja, 
eles podem, em tese, receber o mesmo que os 
Ministros do STF. Vale ressaltar, no entanto, que 
o limite de 90,25% aplica-se, sim, para os 
servidores do Poder Judiciário estadual (na 
opção 1) e para os servidores dos três Poderes 
estaduais (na opção 2). 
 
 
#SELIGANASSÚMULAS 
Súmula 377-STJ: o portador de visão monocular tem direito de concorrer, em concurso público, às vagas 
reservadas aos deficientes. 
 
Súmula 552-STJ: O portador de surdez unilateral não se qualifica como pessoa com deficiência para o fim 
de disputar as vagas reservadas em concursos públicos. 
 
Súmula vinculante 44-STF: Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a 
cargo público. 
 
Súmula vinculante 43-STF: É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor 
investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não 
integra a carreira na qual anteriormente investido. 
 
Súmula vinculante 4-STF: Salvo os casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado 
como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser 
substituído por decisão judicial. 
 
Súmulavinculante 42-STF: É inconstitucional a vinculação do reajuste de vencimentos de servidores 
estaduais ou municipais a índices federais de correção monetária. 
 
Súmula vinculante 37-STF: Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar 
vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia. 
 
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Súmula vinculante 33-STF: Aplicam-se ao servidor público, no que couber, as regras do regime geral da 
previdência social sobre aposentadoria especial de que trata o artigo 40, § 4º, inciso III da Constituição 
Federal, até a edição de lei complementar específica. 
 
Súmula vinculante 3-STF: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o 
contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato 
administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão 
inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 
 
 
#DESPENCA #INFORMATIVOS #COLANARETINA 
STJ (598 – AGENTE PÚBLICO): A instauração de processo disciplinar contra servidor efetivo cedido deve 
ocorrer, preferencialmente, no órgão em que tenha sido praticada a suposta irregularidade. Por outro lado, o 
julgamento e a eventual aplicação de sanção só podem ocorrer no órgão ao qual o servidor efetivo estiver 
vinculado. 
STF (862 – AGENTES PÚBLICOS): Nos casos autorizados constitucionalmente de acumulação de cargos, 
empregos e funções, a incidência do art. 37, XI, da Constituição Federal pressupõe consideração de cada um 
dos vínculos formalizados, afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do 
agente público. 
STJ (600 – AGENTE PÚBLICO): Se o candidato tomou posse por força de decisão judicial precária e esta, 
posteriormente, é revogada, ele perderá o cargo, mesmo que já o esteja ocupando há muitos anos. Não se 
aplica, ao caso, a teoria do fato consumado. Nesse sentido: STF. Plenário. RE 608482/RN, Rel. Min. Teori 
Zavascki, julgado em 7/8/2014 (repercussão geral) (Info 753). A situação será diferente se ele se aposentou 
antes do processo chegar ao fim. Imagine que o candidato tomou posse no cargo por força de decisão judicial 
precária. Passaram-se vários anos e ele, após cumprir todos os requisitos, aposentou neste cargo por tempo 
de contribuição. Após a aposentadoria, a decisão que o amparou foi reformada. Neste caso, não haverá a 
cassação de sua aposentadoria. 
 
JURISPRUDÊNCIA EM TESES – SERVIDOR PÚBLICO 
3) É indevida a devolução ao erário de valores recebidos de boa-fé, por servidor público ou 
pensionista, em decorrência de erro administrativo operacional ou nas hipóteses de 
equívoco ou má interpretação da lei pela Administração Pública. 
11) A contagem do prazo decadencial para a impetração de mandado de segurança contra 
ato que fixa ou altera sistema remuneratório ou suprime vantagem pecuniária de servidor 
público inicia-se com a ciência do ato impugnado. 
1) É legítimo o ato da Administração que promove o desconto dos dias não trabalhados 
pelos servidores públicos participantes de movimento grevista. 
10) É lícita a cassação de aposentadoria de servidor público, não obstante o caráter 
contributivo do benefício previdenciário. 
13) A limitação da carga horária semanal para servidores públicos profissionais de saúde 
que acumulam cargos deve ser de 60 horas semanais. 
 
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6. Ato administrativo. 
 
ATO ADMINISTRATIVO 
CONCEITO 
É a manifestação unilateral de vontade da Administração Pública ou de seus 
delegatários, no exercício da função delegada, que, sob o regime de direito público, 
pretende produzir efeitos jurídicos com o objetivo de implementar o interesse 
público. 
ELEMENTOS 
FORMA, FINALIDADE, COMPETÊNCIA, OBJETO e MOTIVO (os dois últimos são 
discricionários). 
ATRIBUTOS 
Presunção de legalidade, veracidade e legitimidade 
Imperatividade 
Tipicidade 
Autoexecutoriedade 
VINCULAÇÃO E 
DISCRICIONARIEDADE 
O ato é vinculado quando TODOS os elementos já estão previamente definidos em 
lei. Por outro lado, é discricionário quando o administrador puder, em juízo de 
conveniência e oportunidade, escolher os elementos OBJETO e MOTIVO (formam o 
MÉRITO administrativo). 
PRINCIPAIS ESPÉCIES 
 Simples: formado pela vontade de um único órgão; 
 Composto: há duas vontades, no mesmo órgão, uma que define o conteúdo e 
outra que atesta a validade. Ex. atos dependentes de visto, homologação. 
 Complexo: há duas vontades igualmente importantes, em órgãos diferentes, que 
produzem um único ato. Ex. nomeação de dirigente de agência reguladora, 
concessão de aposentadoria. 
DELEGAÇÃO E AVOCAÇÃO 
Delegação: é a transferência, total ou parcial, do exercício de determinadas 
atribuições para outro agente público. De acordo com a lei 9.784/99, NÃO SE 
ADMITE DELEGAÇÃO: (a) edição atos normativos; (b) recursos administrativos e (c) 
competência exclusiva. Admite-se fora da estrutura hierárquica. 
 
Avocação: é o chamamento, pela autoridade superior, das atribuições inicialmente 
outorgadas pela lei ao agente subordinado. Tem sempre PRAZO DETERMINADO. 
Não se admite fora da estrutura hierárquica. 
EFEITOS 
Efeitos típicos: são aqueles desejados pelo ato administrativo praticado. 
Efeitos atípicos: a doutrina divide em: 
(a) Reflexos: atinge terceiros sem a vontade do Estado (ex.: o ato de desapropriação 
alcança reflexamente o contrato de locação do imóvel). 
(b) Prodrômico: a prática de um ato gera, como efeito, a necessidade de que seja 
praticado um outro ato. Ex.: quando a Administração defere a aposentadoria de um 
servidor, esse ato produz, como efeito, a necessidade de que o Tribunal de Contas 
produza um outro ato avaliando a adequação, ou não, da concessão daquela 
aposentadoria. 
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EXTINÇÃO 
I.Normal = o ato produziu todos os efeitos desejados; 
II.Subjetiva = o beneficiário desaparece; 
III.Objetiva = o objeto desaparece; 
IV.Vontade do particular 
V.Vontade da Administração: 
a) Caducidade: lei superveniente torna o ato ilegal. 
b) Cassação: o particular descumpre as condições do ato. 
c) Contraposição: incompatibilidade material com ato administrativo posterior. 
Ex: nomeação e exoneração. 
d) Anulação: o ato era ilegal. 
e) Revogação: em juízo de conveniência e oportunidade, a Administração decide 
retirar do mundo jurídico um determinado ato DISCRICIONÁRIO. 
CONVALIDAÇÃO 
(a) Convalidação voluntária: a Administração quer salvar o ato que tem vício de 
FORMA ou COMPETÊNCIA (são os vícios passíveis de convalidação). Parte da 
doutrina diz que, na hipótese de OBJETO PLÚRIMO, também é possível a 
convalidação voluntária. 
(b) Convalidação involuntária: ocorre a decadência de anular os atos viciados. Veja a 
redação do art. 54 da lei nº 9784/99: 
Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que 
decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da 
data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. 
ANULAÇÃO E REVOGAÇÃO 
 (a) Anulação: o ato ilegal, vinculado ou discricionário, deve ser anulado pela 
Administração Pública ou pelo Poder Judiciário. 
(c) Revogação: atos DISCRICIONÁRIOS podem ser extintos pela ADMINISTRAÇÃO 
PÚBLICA, em juízo de conveniência e oportunidade, 
 
Licença Permissão Autorização 
Reconhece direito do particular para 
exercício de determinada atividade 
Permite exercício de determinada 
atividade pelo particular ou uso de 
bem público 
Permite exercício de determinada 
atividade pelo particular ou usode 
bem público 
Ato vinculado Ato precário e discricionário Ato precário e discricionário 
Natureza declaratória Natureza constitutiva Natureza constitutiva 
 Interesse público e privado 
satisfeitos com igual intensidade 
Prepondera interesse do particular 
 
 
#SELIGANASSÚMULAS 
Súmula 473-STF: A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios 
que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revoga-los, por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os 
casos, a apreciação judicial. 
 
Súmula 346-STF: A administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. 
 
 
7. Processo administrativo 
 
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54 
 
 
DISPOSIÇÕES RELEVANTES DA LEI Nº 9784/99 
 
Art. 18. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que: 
I - tenha interesse direto ou indireto na matéria; 
II - tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais situações 
ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até o terceiro grau; 
III - esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro. 
Art. 20. Pode ser arguida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória 
com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau. 
Art. 27. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a 
direito pelo administrado. Parágrafo único. No prosseguimento do processo, será garantido direito de ampla 
defesa ao interessado. 
Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria 
Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a 
instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. 
Art. 38. O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e pareceres, 
requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. 
Art. 40. Quando dados, atuações ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de 
pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a respectiva apresentação 
implicará arquivamento do processo. 
Art. 42. Quando deva ser obrigatoriamente ouvido um órgão consultivo, o parecer deverá ser emitido no prazo 
máximo de quinze dias, salvo norma especial ou comprovada necessidade de maior prazo. 
§ 1o Se um parecer obrigatório e vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo não terá 
seguimento até a respectiva apresentação, responsabilizando-se quem der causa ao atraso. 
§ 2o Se um parecer obrigatório e não vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo poderá ter 
prosseguimento e ser decidido com sua dispensa, sem prejuízo da responsabilidade de quem se omitiu no 
atendimento. 
Art. 44. Encerrada a instrução, o interessado terá o direito de manifestar-se no prazo máximo de dez dias, salvo 
se outro prazo for legalmente fixado. 
Art. 45. Em caso de risco iminente, a Administração Pública poderá motivadamente adotar providências 
acauteladoras sem a prévia manifestação do interessado. 
Art. 47. O órgão de instrução que não for competente para emitir a decisão final elaborará relatório indicando o 
pedido inicial, o conteúdo das fases do procedimento e formulará proposta de decisão, objetivamente justificada, 
encaminhando o processo à autoridade competente. 
Art. 49. Concluída a instrução de processo administrativo, a Administração tem o prazo de até trinta dias para 
decidir, salvo prorrogação por igual período expressamente motivada. 
Art. 51. O interessado poderá, mediante manifestação escrita, desistir total ou parcialmente do pedido formulado 
ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis. 
Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los 
por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. 
Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os 
destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. 
§ 1o No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência contar-se-á da percepção do primeiro 
pagamento. 
§ 2o Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe 
impugnação à validade do ato. 
Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, os 
atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração. 
§ 1o O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a reconsiderar no prazo de cinco 
dias, o encaminhará à autoridade superior. 
Art. 57. O recurso administrativo tramitará no máximo por três instâncias administrativas, salvo disposição legal 
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55 
 
diversa. 
Art. 59. Salvo disposição legal específica, é de dez dias o prazo para interposição de recurso administrativo, 
contado a partir da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida. 
§ 1o Quando a lei não fixar prazo diferente, o recurso administrativo deverá ser decidido no prazo máximo de 
trinta dias, a partir do recebimento dos autos pelo órgão competente. 
§ 2o O prazo mencionado no parágrafo anterior poderá ser prorrogado por igual período, ante justificativa 
explícita. 
Art. 64-B. Acolhida pelo STF a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, dar-se-á 
ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as 
futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, 
administrativa e penal. 
Art. 65. Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido 
ou de ofício, quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da 
sanção aplicada. 
Parágrafo único. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção. 
Art. 66. Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial, excluindo-se da contagem o dia do 
começo e incluindo-se o do vencimento. 
Art. 67. Salvo motivo de força maior devidamente comprovado, os prazos processuais não se suspendem. 
 
#SELIGANASSÚMULAS 
Súmula 85-STJ: Nas relações jurídicas de trato sucessivo em que a Fazenda Pública figure como 
devedora, quando não tiver sido negado o próprio direito reclamado, a prescrição atinge apenas as 
prestações vencidas antes do quinquênio anterior à propositura da ação. 
 
Súmula 383-STF: A prescrição em favor da Fazenda Pública recomeça a correr, por dois anos e meio, a 
partir do ato interruptivo, mas não fica reduzida aquém de cinco anos, embora o titular o direito a 
interrompa durante a primeira metade do prazo. 
 
Súmula vinculante 5-STF: A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar 
não ofende a Constituição. 
 
 
8. Licitação e contratos administrativos. Ajustes, parcerias, convênios e consórcios. 
 
1. CONTRATOS X CONVÊNIOS 
 
CONTRATOS CONVÊNIOS 
Interesses antagônicos Mesmos objetivos 
Destinação dos recursos não interessa ao Poder 
Público. 
Deve haver prestação de contas. 
Precisa de licitação Não precisa de licitação. 
 
2. LICITAÇÃO 
 
NOÇÕES GERAIS 
CONCEITO 
É o processo administrativo utilizadopela Administração Pública e pelas demais pessoas 
indicadas pela lei com o objetivo de selecionar a melhor proposta, por meio de critérios 
objetivos e impessoais, para celebração de contratos. 
COMPETÊNCIA A União possui competência legislativa PRIVATIVA para editar normas gerais sobre licitações e 
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LEGISLATIVA contratos. 
 
 
PRINCÍPIOS 
1. PRINCÍPIO DA COMPETITIVIDADE: 
2. PRINCÍPIO DA ISONOMIA: 
3. PRINCÍPIO DA VINCULAÇÃO AO INSTRUMENTO CONVOCATÓRIO: 
4. PRINCÍPIO DO PROCEDIMENTO FORMAL: 
5. PRINCÍPIO DO JULGAMENTO OBJETIVO: 
 
 
OBJETO 
(i) obras 
(ii) serviços, inclusive de publicidade. 
(iii) compras 
(iv) alienações 
(v) concessões e permissões 
(vi) locações da Administração Pública 
 
DESTINATÁRIOS 
1. Administração Pública Direta: 
2. Administração Pública Indireta: 
3. Entidades controladas direta ou indiretamente pelo Poder Público 
 
ANULAÇÃO 
E 
REVOGAÇÃO 
ANULAÇÃO: é um dever que decorre da ilegalidade no procedimento. Pode ser decretada pelo 
Executivo (controle interno) ou Judiciário/Legislativo (controle externo). 
REVOGAÇÃO: é uma faculdade de desfazimento do procedimento por razões de interesse 
público, em razão de fatos supervenientes devidamente comprovados. Somente pode ser feita 
pelo Poder Executivo. 
 
 
CONTRATAÇÃO DIRETA 
ESPÉCIES CARACTERÍSTICAS ALGUMAS HIPÓTESES 
LICITAÇÃO 
DISPENSADA 
1. Rol taxativo 
2. Objeto do contrato é restrito = 
alienação de bens 
3. Ausência de discricionariedade 
do administrador, pois o 
próprio legislador dispensou 
previamente a licitação. 
a. Dação em pagamento; 
b. Doação; 
c. Permuta; 
d. Investidura; 
e. Venda para outros órgãos ou entidades 
administrativas; 
f. Programas habitacionais; 
g. Venda de ações, que poderão ser comercializadas em 
bolsa; 
h. Venda de bens quando a entidade administrativa 
possui essa finalidade; 
i. Procedimentos de legitimação de posse de que trata o 
art. 29 da Lei 6.383; 
j. Alienação gratuita ou onerosa, aforamento, 
concessão de direito real de uso, locação ou 
permissão de uso de bens imóveis de uso comercial de 
âmbito local com área até 250m². 
LICITAÇÃO 
DISPENSÁVEL 
1. Rol taxativo; 
2. Discricionariedade do 
administrador; 
a. Valor reduzido; 
b. Situações emergenciais; 
c. Licitação deserta; 
d. Intervenção no domínio econômico; 
e. Licitação frustrada; 
f. Contratação de entidades administrativas; 
g. Segurança nacional; 
h. Compra e locação de imóveis; 
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i. Complementação do objeto contratual; 
j. Gêneros perecíveis; 
k. Entidades sem fins lucrativos; 
l. Negócios internacionais; 
m. Obras de arte; 
n. Necessidade de manutenção de garantias; 
o. Forcas armadas; 
p. Bens destinados à pesquisa; 
q. Serviços públicos concedidos; 
r. Transferência de tecnologia e incentivos à inovação e 
à pesquisa científica e tecnológica; 
s. Contratos de programa; 
t. Catadores de materiais recicláveis; 
u. Alta complexidade tecnológica; 
v. Assistência técnica e extensão rural. 
INEXIGIBILIDADE 
DE LICITAÇÃO 
1. Rol exemplificativo; 
2. Vinculação do administrador. 
Exemplos: 
- fornecedor exclusivo; 
- serviços técnicos especializados; 
- artistas consagrados. 
 
 
Modalidades de licitação 
 Objeto Participantes 
CONCORRÊNCIA 
 Obras e serviços de engenharia: acima de R$ 
1.500.000,00 
 Outros serviços: acima de R$ 650.000,00 
 Independentemente do valor (art. 23, §3o): a) compra 
ou alienação de bens imóveis, ressalvados os casos do 
art. 19, da L. 8.666/93; c) concessões de direito real de 
uso; c) licitações internacionais. 
Obs: para consórcios públicos aplica-se o dobro desses 
valores quando formados por até 3 entes da federação, 
e o triplo, quando formando por 4 ou mais entes. 
Qualquer interessado 
TOMADA DE 
PREÇOS 
 Obras e serviços de engenharia: acima de R$ 
150.000,00 até R$ 1.500.000,00 
 Outros serviços: acima de R$ 80.000,00 até R$ 
650.000,00 
Cadastrados até 3 dias antes do 
recebimento da proposta 
 
CONVITE 
 Obras e serviços de engenharia: de 0,00 a R$ 
150.000,00 
 Outros serviços: de 0,00 a R$ 80.000,00 
 
Obs.: até 10% desses valores, a licitação será 
DISPENSÁVEL. 
Convidados (cadastrados ou não – 
mínimo de 3) e qualquer 
cadastrado até 24 horas antes da 
apresentação das propostas. 
CONCURSO Trabalho técnico, artístico ou científico Qualquer interessado 
LEILÃO 
a) Alienação de bens móveis inservíveis; b) alienação de 
produtos legalmente apreendidos/penhorados; c) 
alienação de bens imóveis adquiridos em 
procedimentos judiciais ou mediante dação em 
pagamento (art. 19, L. 8666/93)). 
Qualquer interessado 
PREGÃO 
Aquisição de bem ou serviço comum, NÃO importa o 
valor. 
Qualquer interessado 
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Concorrência (fase externa): 
 
 
Pregão (fase externa) 
 
 
3. CONTRATOS ADMINISTRATIVOS 
 
CONTRATOS ADMINISTRATIVOS 
CONCEITO 
A Administração Pública deve exteriorizar a sua vontade para desempenhar suas funções. A 
manifestação pode ser unilateral (atos administrativos), bilateral (contratos da 
Administração) ou plurilateral (consórcios e convênios). 
CARACTERÍSTICAS 
1 FORMALISMO MODERADO 
2 BILATERALIDADE 
3 COMUTATIVIDADE 
4 PERSONALÍSSIMO (INTUITU PERSONAE) 
5 DESEQUILÍBRIO 
6 INSTABILIDADE 
7 ONEROSIDADE 
CLÁUSULAS 
EXORBITANTES 
1. ALTERAÇÃO UNILATERAL 
2 RESCISÃO UNILATERAL 
3 FISCALIZAÇÃO 
4 APLICAÇÃO DE SANÇÕES 
5 OCUPAÇÃO PROVISÓRIA 
EQUILÍBRIO 
ECONÔMICO-
FINANCEIRO 
(i) Reajuste: mantém o equilíbrio. 
(ii) Revisão: RECOMPÕE o equilíbrio que foi rompido. 
DURAÇÃO 
Em regra, duram 01 ano (previsão orçamentária). No entanto, a lei nº 8.666/93 traz algumas 
exceções: (A) Projetos previstos no PPA; (B) Serviços contínuos (até 60 meses + 12 meses); 
(C) Aluguel de equipamentos e utilização de programas de informática (D) As contratações 
previstas no art. 24, IX, XIX, XXVIII e XXXI. 
- Prorrogação dos contratos: justificado por escrito; autorização da autoridade competente; 
manutenção das cláusulas e do equilíbrio contratual; previsão legal. 
 
 
INEXECUÇÃO 
1. INEXECUÇÃO CULPOSA: 
(a) Culpa do contratado: Deve a Administração aplicar sanções, respeitados o contraditório e 
a ampla defesa, sendo possível também a rescisão unilateral do contrato. 
(b) Culpa da Administração (“Fato da Administração”): Consiste na inexecução das cláusulas 
contratuais por parte da Adm. Nesse caso, a Administração deve rever as cláusulas do 
contrato para não prejudicar o contratado (prorrogação do contrato, revisão dos valores 
devidos, etc.). O particular pode tentar o distrato ou proceder à rescisão judicial do contrato. 
 
2. INEXECUÇÃO SEM CULPA: fatos não imputáveis às partes 
Edital Habilitação Julgamento Homologação Adjudicação 
Edital 
Julgamento 
(proposta escrita e 
lances verbais, 
negociação) 
Habilitação Adjudicação Homologação 
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A. TEORIA DA IMPREVISÃO: É aplicada aos eventos imprevisíveis, supervenientes e 
extracontratuais de natureza econômica (álea extraordinária econômica), não imputáveis às 
partes, que desequilibram desproporcionalmente o contrato. 
B. FATO DO PRÍNCIPE: É fato extracontratual praticado pela Administração que repercute no 
contrato administrativo (ex.: aumento de alíquota do tributo que incide sobre o contrato). É 
fato GENÉRICO (álea extraordinária administrativa). 
C. CASO FORTUITO OU FORÇA MAIOR: Os artigos 78, XVII, e 79,§2º, impõe à Administração o 
dever de indenizar o contratado em virtude da ocorrência de caso fortuito ou força maior. 
EXTINÇÃO 
1. Motivos imputáveis ao contratado: a Administração poderá rescindir unilateralmente o 
contrato (incisos I a XI e XIII). 
 
2. Motivos imputáveis à Administração: incisos XII a XVI. 
 
3. Motivos não imputáveis às partes: inciso XVII (fortuito ou força maior). 
 
#Nãoconfunda: resilição (extinção pela vontade das partes) x resolução (extinção sem culpa 
das partes) x rescisão (extinção pelo inadimplemento de uma das partes. Pode ser 
unilateral, amigável ou judicial). 
SANÇÕES 
(i) Advertência (infrações leves) 
 
(ii) Multa (infrações médias) 
 
(iii) Suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a 
Administração por até dois anos (infrações graves). 
(iv) Declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública 
enquanto perdurarem os motivos determinantes da punição ou até que seja promovida a 
reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a penalidade, que será concedida 
sempre que o contratado ressarcir a Administração pelos prejuízos resultantes e após 
decorrido o prazo de 02 anos (infrações gravíssimas). 
 
 
#DESPENCA #INFORMATIVOS #COLANARETINA 
STF (862): O inadimplemento dos encargos trabalhistas dos empregados do contratado não 
transfere automaticamente ao Poder Público contratante a responsabilidade pelo seu pagamento, 
seja em caráter solidário ou subsidiário, nos termos do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93. 
 
 
4. CONSÓRCIOS PÚBLICOS (LEI Nº 11.107/05) 
 
CONSÓRCIOS PÚBLICOS 
CONCEITO 
União de alguns entes políticos (União, Estados e Municípios) para a consecução de 
interesses comuns. 
PROCEDIMENTO 
PARA 
INSTITUIÇÃO 
1. Subscrição do PROTOCOLO DE INTENÇÕES 
2. Autorização LEGISLATIVA 
3. Assinatura do CONTRATO DE CONSÓRCIO 
4. PERSONIFICAÇÃO do consórcio (deve haver cláusula específica) 
5. Contrato de RATEIO 
6. Contrato de PROGRAMA 
CONSÓRCIO 
PÚBLICO DE 
Conceito de Consórcio Público: Ajuste celebrado entre entes federados para gestão 
associada de serviços públicos, bem como à transferência total ou parcial de encargos, 
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DIREITO PÚBLICO 
 
serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. 
 
(a) Natureza jurídica: autarquia plurifederativa. 
(b) Criação: A associação pública é instituída no momento da vigência das leis de ratificação 
dos protocolos de intenção. 
(c) Objeto: Pode ser desempenho de atividade administrativa que é de competência comum 
dos Entes consorciados ou que venha a ser delegada por um deles ao consórcio. 
(d) Patrimônio: Os bens serão bens públicos 
(e) Atos e contratos: Proferem atos administrativos e celebram contratos administrativos. 
Além disso, possuem COMPETÊNCIA EXECUTÓRIA na desapropriação. 
(f) Responsabilidade civil: Responsabilidade objetiva (art. 37, §6º). 
CONSÓRCIO 
PÚBLICO DE 
DIREITO PRIVADO 
(a) A lei é silente, mas há doutrina (Rafael Oliveira e Maria Sylvia) que entende que também 
integrarão a administração indireta dos entes consorciados. 
(b) Natureza jurídica: Rafael Oliveira diz que é empresa pública prestadora de serviço público 
ou fundação pública de direito privado. 
(c) Criação: Após a autorização legal, com o registro do ato constitutivo. 
(d) Objeto: Não podem exercer atividade tipicamente administrativa, pois não possuem 
poder de polícia. 
(e) Pessoal: São celetistas, conforme previsto na Lei. Se houver cessão, o cedido permanece 
vinculado ao regime originário. 
(f) Patrimônio: Os bens são privados. 
(g) Atos e contratos: Editam atos privados e celebram “contratos privados da 
Administração”. 
(h) Responsabilidade: Como prestam serviço público, também se submetem ao art. 37, §6º. 
 
 
9. Serviços públicos. Concessão de serviço público. 
 
 Há várias concepções sobre serviço público: 
o 1. Amplíssima: toda e qualquer atividade exercida pelo Estado. 
o 2. Ampla: toda atividade prestacional voltada ao cidadão, não importando se é de titularidade exclusiva 
do Estado e qual a forma de remuneração. 
o 3. Restrita: atividade prestada pelo Estado, de forma individualizada e com fruição qualificada. 
o 4. Restritíssima: atividade de titularidade do Estado remunerada por taxa ou tarifa. 
 
 Prevalece a concepção ampla, de modo que é o conceito de serviço público: “atividade prestacional, 
titularizada, com ou sem exclusividade, pelo Estado, criada por lei, com o objetivo de atender as 
necessidades coletivas, submetida ao regime predominantemente público”. 
o (a) Elemento subjetivo: prestado pelo Estado ou por delegatários. 
o (b) Elemento material: atividade que satisfaz os interesses da coletividade. 
o (c) Elemento formal: submetida ao regime de direito público. 
 
 Tanto a Lei nº 8987/95, como o Código Consumerista, dizem que o CDC é aplicado no âmbito do serviço 
público. No entanto, o próprio CDC diz que só há relação de consumo quando a prestação do serviço é 
remunerada. Porém, há serviços públicos que não são remunerados. E agora, como resolver? 
o Corrente 1 (Juruena): aplica-se o CDC a todos os serviços, pois todos são remunerados, nem que 
seja indiretamente por meio de impostos. 
 
o Corrente 2 (Cláudia Lima Marques): aplica-se o CDC apenas aos serviços UTI SINGULI, que são 
especificamente remunerados por taxa ou tarifa. 
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o Corrente 3 (Rafael Oliveira): CDC incide apenas sobre os serviços remunerados por TARIFA, e não 
naqueles remunerados por taxa. 
Princípios dos serviços públicos 
Continuidade 
Impõe a prestação ininterrupta do serviço público, tendo em vista o dever do 
Estado de satisfazer e promover direitos fundamentais. 
Igualdade / uniformidade Dever de prestar o serviço de maneira igualitária a todos os particulares. 
Mutabilidade /atualidade Os serviços públicos devem se adaptar a evolução social e tecnológica. 
Generalidade / universalidade 
Exige que a prestação do serviço público beneficie o maior número possível de 
beneficiários. 
Modicidade O valor cobrado do usuário deve ser proporcional ao custo do respectivo serviço. 
 
 
 
 
CONCESSÃO PERMISSÃO AUTORIZAÇÃO 
Delegação (transferência apenas da 
execução) 
Delegação (transferência apenas da 
execução) 
Delegação 
Apenas PJ ou consórcio de 
empresas 
PF ou PJ PF ou PJ 
Formalizada por contrato 
administrativo 
Formalizada por contrato 
administrativo 
Ato unilateral, discricionário, 
precário (sem necessidade de 
indenização). 
Mediante licitação na modalidade 
CONCORRÊNCIA 
Qualquer modalidade licitatória Não precisa licitar 
EXTINÇÃO DA 
CONCESSÃO: 
Art. 35. Extingue-se a concessão por: 
I - advento do termo contratual; 
II - encampação; 
III - caducidade; 
IV - rescisão; 
V - anulação; e 
VI - falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do 
titular, no caso de empresa individual. 
 
#NÃOCONFUNDA: 
Prestação de 
serviços públicos 
Diretamente 
Administração direta - 
DESCONCENTRAÇÃO 
Administração indireta - 
DESCENTRALIZAÇÃO 
Indiretamente - 
DELEGAÇÃO 
Concessões 
Concessão comum 
Concessão especial - 
PPP 
Administrativa 
Patrocinada 
Permissões 
Autorização 
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 Encampação Caducidade 
Fundamento Interesse público Inadimplemento da concessionária 
Formalização Lei autorizativa e decreto Processo administrativo e decreto 
Indenização Indenização prévia do concessionário Indenização eventual e posterior 
 
 Concessão comum (Lei 8.987/95)Concessão especial – PPP (Lei 11.079/04) 
Contraprestação do 
parceiro público 
Facultativa Obrigatória 
Risco ordinário do 
negócio 
Risco do concessionário Repartição objetiva dos riscos 
Valor mínimo Inexistente R$ 20.000.000,00 
Prazo 
Determinado, contudo não há prazo 
mínimo ou máximo 
Mínimo: 5 anos 
Máximo: 35 anos 
Objeto Serviços públicos Serviços públicos e/ou administrativos 
Remuneração Tarifas (possíveis receitas alternativas) 
PPP patrocinada = Tarifa + orçamento 
PPP administrativa = orçamento ou outras 
modalidades de contraprestação estatal 
Licitação Concorrência Concorrência 
Responsabilidade 
civil 
Objetiva 
Estado responde subsidiariamente 
PPPs que envolvem serviços públicos = OBJETIVA 
PPPs de serviços administrativos = SUBJETIVA 
Estado responde SOLIDARIAMENTE 
 
 
 
 PPP patrocinada PPP administrativa 
Remuneração Tarifa + orçamento Remunerada integralmente pelo Estado (orçamento) 
Objeto Apenas serviços públicos Serviços públicos ou administrativos (prestados ao Estado) 
 
#DESPENCA #INFORMATIVOS #COLANARETINA 
STJ (598): Em regra, o serviço público deverá ser prestado de forma contínua, ou seja, sem 
interrupções (princípio da continuidade do serviço público). Excepcionalmente, será possível a 
interrupção do serviço público nas seguintes hipóteses previstas no art. 6º, § 3º da Lei n.º 8.987/95: 
o (a) Em caso de emergência (mesmo sem aviso prévio); 
o (b) Por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações, desde que o usuário seja 
previamente avisado; 
o (c) Por causa de inadimplemento do usuário, desde que ele seja previamente avisado. 
 
 
10. Bens públicos. 
 
BENS PÚBLICOS 
CRITÉRIO DA 
AFETAÇÃO 
PÚBLICA 
Uso comum 
do povo 
Bens destinados ao uso da coletividade em geral 
(rios, praças...) 
Não podem ser 
alienados. 
 
De uso 
especial 
Bens especialmente afetados aos serviços 
administrativos e aos serviços públicos 
(aeroportos, escolas e hospitais públicos...) 
Não podem ser 
alienados. 
Dominicais Bens públicos desafetados, ou seja, que NÃO são Podem ser alienados na 
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utilizados pela coletividade ou para prestação de 
serviços administrativos e públicos. 
forma da lei (= bens 
públicos 
disponíveis/domínio 
privado do Estado) 
REGIME 
JURÍDICO 
 Alienabilidade relativa 
 Impenhorabilidade 
 Imprescritibilidade 
 Não onerabilidade 
AFETAÇÃO E 
DESAFETAÇÃO 
Afetação é o fato administrativo pelo qual se atribui ao bem público uma destinação pública 
especial de interesse direto ou indireto da Administração. A afetação pode decorrer de: (i) lei; 
(ii) ato administrativo; (iii) fato administrativo. Desafetação é o inverso. 
USO PRIVATIVO 
DE BEM PÚBLICO 
AUTORIZAÇÃO PERMISSÃO CONCESSÃO 
É ato administrativo, 
discricionário, precário, 
editado pelo Poder Público 
para consentir que 
determinada pessoa utilize 
privativamente um bem 
público. Há preponderância 
do interesse particular e, por 
se tratar de ATO, NÃO 
precisa de licitação. 
É ato administrativo, 
discricionário, precário, 
editado pelo Poder Público 
para consentir que 
determinada pessoa utilize 
privativamente um bem 
público. Há preponderância 
do interesse PÚBLICO e, por 
se tratar de ATO, NÃO 
precisa de licitação. 
É contrato administrativo 
através do qual a 
Administração Pública confere 
a pessoa determinada o uso 
privativo de determinado bem 
público. Por ser contrato, 
PRECISA DE LICITAÇÃO. 
 
#FIQUEDEOLHO 
CONCESSÃO DE USO ESPECIAL PARA FINS DE MORADIA (MP 2220/01) 
PRINCIPAIS ARTIGOS 
 
Art. 1º Aquele que, até 22 de dezembro de 2016, possuiu como seu, por cinco anos, ininterruptamente e sem 
oposição, até duzentos e cinquenta metros quadrados de imóvel público situado em área com características e 
finalidade urbana, e que o utilize para sua moradia ou de sua família, tem o direito à concessão de uso especial para 
fins de moradia em relação ao bem objeto da posse, desde que não seja proprietário ou concessionário, a qualquer 
título, de outro imóvel urbano ou rural. 
§ 1o A concessão de uso especial para fins de moradia será conferida de forma gratuita ao homem ou à mulher, ou 
a ambos, independentemente do estado civil. 
§ 2o O direito de que trata este artigo não será reconhecido ao mesmo concessionário mais de uma vez. 
§ 3o Para os efeitos deste artigo, o herdeiro legítimo continua, de pleno direito, na posse de seu antecessor, desde 
que já resida no imóvel por ocasião da abertura da sucessão. 
Art. 2º Nos imóveis de que trata o art. 1º, com mais de duzentos e cinquenta metros quadrados, ocupados até 22 de 
dezembro de 2016, por população de baixa renda para sua moradia, por cinco anos, ininterruptamente e sem 
oposição, onde não for possível identificar os terrenos ocupados por possuidor, a concessão de uso especial para 
fins de moradia será conferida de forma coletiva, desde que os possuidores não sejam proprietários ou 
concessionários, a qualquer título, de outro imóvel urbano ou rural. 
§ 1o O possuidor pode, para o fim de contar o prazo exigido por este artigo, acrescentar sua posse à de seu 
antecessor, contanto que ambas sejam contínuas. 
§ 2o Na concessão de uso especial de que trata este artigo, será atribuída igual fração ideal de terreno a cada 
possuidor, independentemente da dimensão do terreno que cada um ocupe, salvo hipótese de acordo escrito 
entre os ocupantes, estabelecendo frações ideais diferenciadas. 
§ 3o A fração ideal atribuída a cada possuidor não poderá ser superior a duzentos e cinqüenta metros quadrados. 
Art. 3o Será garantida a opção de exercer os direitos de que tratam os arts. 1o e 2o também aos ocupantes, 
regularmente inscritos, de imóveis públicos, com até duzentos e cinqüenta metros quadrados, da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que estejam situados em área urbana, na forma do regulamento. 
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Art. 4o No caso de a ocupação acarretar risco à vida ou à saúde dos ocupantes, o Poder Público garantirá ao 
possuidor o exercício do direito de que tratam os arts. 1o e 2o em outro local. 
Art. 7o O direito de concessão de uso especial para fins de moradia é transferível por ato inter vivos ou causa 
mortis. 
Art. 8o O direito à concessão de uso especial para fins de moradia extingue-se no caso de: 
I - o concessionário dar ao imóvel destinação diversa da moradia para si ou para sua família; ou 
II - o concessionário adquirir a propriedade ou a concessão de uso de outro imóvel urbano ou rural. 
Parágrafo único. A extinção de que trata este artigo será averbada no cartório de registro de imóveis, por meio de 
declaração do Poder Público concedente. 
Art. 9º É facultado ao Poder Público competente conceder autorização de uso àquele que, até 22 de dezembro de 
2016, possuiu como seu, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, até duzentos e cinquenta metros 
quadrados de imóvel público situado em área características e finalidade urbana para fins 
§ 1o A autorização de uso de que trata este artigo será conferida de forma gratuita. 
§ 2o O possuidor pode, para o fim de contar o prazo exigido por este artigo, acrescentar sua posse à de seu 
antecessor, contanto que ambas sejam contínuas. 
 
11. Intervenção do Estado na propriedade. 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Aspectos 
gerais 
A intervenção na propriedade decorre do PODER DE POLÍCIA e tem dois fundamentos: 
a. Cumprimento da função social da propriedade; 
b. Satisfação do interesse público. 
Modalidades 
1. Intervenções restritivas ou brandas: são impostas restrições e condições à propriedade, sem 
retirá-la do seu titular. 
 Servidão, requisição, ocupação temporária e tombamento. 
2. Intervenções supressivas ou drásticas:retira a propriedade do seu titular originário, 
transferindo-a para o seu patrimônio. 
 Diferentes espécies de desapropriação. 
 
2. LIMITAÇÃO ADMINISTRATIVA 
 
LIMITAÇÃO ADMINISTRATIVA 
Conceito 
DI PIETRO: medidas de caráter geral, previstas em lei, com fundamento no PODER DE POLÍCIA do 
Estado, gerando para os proprietários obrigações positivas e negativas, com o fim de condicionar o 
exercício do direito de propriedade ao bem-estar social. Pode ser exigência de obrigação positiva, 
negativa ou permissiva. 
Objeto Atinge bens móveis, imóveis e serviços. 
Instituição 
Por ser unilateral, DEVE DECORRER DE LEI (Ex.: PDU – plano diretor urbano). José dos Santos 
Carvalho Filho fala também em atos administrativos normativos. 
Indenização Será devida se houver comprovação do dano pelo particular. 
 
3. OCUPAÇÃO TEMPORÁRIA 
 
OCUPAÇÃO TEMPORÁRIA 
Conceito 
Caracteriza-se pela utilização TRANSITÓRIA, gratuita ou remunerada, de IMÓVEL de propriedade 
particular, para fins de interesse público. Ex.: uso de escola para eleição; uso de imóveis para o Poder 
Público colocar máquinas e operários. O Pressuposto é a necessidade de realização de OBRAS ou 
SERVIÇOS públicos normais (ao contrário da requisição, em que há situação de perigo). 
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Objeto 
Recai sobre o bem imóvel, embora haja discussão sobre a possibilidade de atingir bens móveis e 
serviços. 
 
4. REQUISIÇÃO X SERVIDÃO 
 SERVIDÃO ADMINISTRATIVA REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA 
Conceito 
Direito real público que permite a utilização da 
propriedade alheia pelo Estado ou por seus delegatários 
com o objetivo de atender o interesse público. 
É a intervenção autoexecutória na qual o 
Estado utiliza-se de bens imóveis, móveis 
e de serviços particulares no caso de 
iminente perigo público. 
Objeto 
Incidem apenas sobre bens imóveis, os quais devem ser 
vizinhos, mas não precisam ser contíguos (prédio 
dominante e prédio serviente). NÃO há servidão sobre 
bens móveis ou direitos. 
Incidem sobre bens imóveis, móveis e 
serviços particulares. 
Instituição 
Podem ser instituídas por meio das seguintes formas: 
 Acordo; 
 Sentença judicial; 
 Usucapião. 
Obs.: há discussão sobre a possibilidade de instituição 
por lei. 
A emergência da situação justifica a 
autoexecutoriedade da medida. 
Extinção 
Em regra, é perpétua. 
Porém, é possível apontar algumas hipóteses de 
extinção: 
 Desaparecimento do bem gravado; 
 Incorporação do bem serviente ao patrimônio 
publico; 
 Desafetação do bem dominante (ex.: desafetação 
do imóvel que era utilizado como hospital público). 
Enquanto perdurar o perigo iminente, a 
requisição permanecerá válida. 
Considera-se, portanto, extinta a 
requisição quando desaparecer a situação 
de perigo. 
Indenização 
Será devida se houver comprovação do dano pelo 
particular. 
É assegurada ao proprietário do bem 
requisitado indenização ulterior, se 
houver dano. 
 
5. TOMBAMENTO 
CONCEITO 
É um procedimento ou ato administrativo pelo qual o Poder Público sujeita a restrições parciais 
os bens de qualquer natureza cuja conservação seja de interesse público, por sua vinculação a 
fatos memoráveis da história ou por seu excepcional valor arqueológico ou etnológico, 
bibliográfico ou artístico. É SEMPRE UMA RESTRIÇÃO PARCIAL. 
Quanto à 
constituição ou 
procedimento 
DE OFÍCIO 
Recai sobre bem público. Processa-se mediante simples notificação à 
entidade a quem pertencer ou sob cuja guarda estiver a coisa tombada. 
VOLUNTÁRIO 
Não há resistência por parte do proprietário. Há anuência ou pedido do 
proprietário. 
COMPULSÓRIO 
Há resistência por parte do proprietário, que se opõe à pretensão de 
tombar do poder público. A oposição ocorrerá no prazo de 15 dias da 
notificação de interesse de tombamento do bem. A notificação gera 
efeitos de um tombamento provisório. 
Quanto à 
eficácia 
PROVISÓRIO 
É gerado pela simples notificação. Quando ainda está em curso o 
processo administrativo instaurado pela notificação. Produz os mesmos 
efeitos do definitivo, apenas dispensando a transcrição no registro de 
imóveis. 
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DEFINITIVO Ocorre com o efetivo registro no livro do tombo. 
Quanto aos 
destinatários 
GERAL Que atinge todos os bens situados em um bairro ou em uma cidade. 
INDIVIDUAL Que atinge um bem determinado. 
 
 
OBRIGAÇÕES DECORRENTES DO TOMBAMENTO 
OBRIGAÇÕES 
POSITIVAS 
Conservação do patrimônio, que deve ser acompanhada pelo poder público. Assim, qualquer 
conserto deve ser comunicado ao poder público, para obtenção de uma autorização (artigo 17, 
DL 25/37). Infelizmente, o particular comunica ao poder público por várias vezes e as providências 
não são adotadas pelo ente político. EXEMPLO: padre da Bahia que comunicou que o teto da 
igreja estava caindo e mandou consertar sem autorização, porque o teto poderia despencar sobre 
alguém. Poderia ser imputada ao pároco, no caso do exemplo, multa de 50% do valor do dano que 
viesse a causar. 
Danificar o patrimônio sem autorização é crime previsto no artigo 165, CP. 
 
Dano em coisa de valor artístico, arqueológico ou histórico 
Art. 165 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa tombada pela autoridade competente em 
virtude de valor artístico, arqueológico ou histórico: 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa. 
Bem público tombado é inalienável, ressalvada a possibilidade de transferência entre os entes 
federados. 
Bem particular tombado pode ser alienado. Mas o proprietário deve dar preferência ao ente 
político que tombou o bem (DIREITO DE PREFERÊNCIA ou PREEMPÇÃO); somente depois o bem 
pode ser alienado (artigo 22, DL 25). Se for feita a alienação sem a autorização, será o negócio 
considerado NULO (§ 2o.) 
OBRIGAÇÕES 
NEGATIVAS 
Decorre do dever positivo de conservar, é a obrigação de não danificar e não mutilar ou destruir 
a coisa (artigo 17, DL 25). 
Não retirar a coisa do país, EXCETO por curto espaço de tempo, sem transferência de domínio ou 
propriedade (artigo 14). Em caso de roubo ou furto, o proprietário deve comunicar ao poder 
público em 05 dias, sob pena de multa. 
OBRIGAÇÃO DE 
SUPORTAR 
O proprietário tem que suportar a fiscalização do poder público (artigo 20, DL 25/37). 
 
 
Manifestação do 
orgão técnico 
Notificação do 
proprietário para 
anuir em 15 dias 
Anuiu ou não impugnou = 
TOMBAMENTO VOLUNTÁRIO 
(registro no livro de tombo) 
Impugnação inicia 
o procedimento 
COMPULSÓRIO 
Órgão que iniciou o 
procedimento tem 15 
dias para se 
manifestar 
IPHAN decide em 60 
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6. DESAPROPRIAÇÃO 
DESAPROPRIAÇÃO 
CONCEITO 
É a intervenção através da qual Estado se apropria da propriedade alheia, após o devido 
processo legal, transferindo-a compulsoriamente e de maneira originária para o seu 
patrimônio, com fundamento no interesse público e, normalmente, mediante 
indenização. 
 
CARACTERÍSTICAS 
 Procedimento 
 Aquisição originária (livre, portanto, de todos os ônus) 
 Todo e qualquer bem ou direito que possua valor econômico pode ser desapropriado 
 Competência LEGISLATIVA é PRIVATIVA da União 
COMPETÊNCIA 
A competência DECLARATÓRIA (1ª fase do procedimento) é apenas dos entes políticos 
(atribui-se competência, igualmente, ao DNIT e à ANEEL). Para fins de reforma agrária, a 
competência é EXCLUSIVA DA UNIÃO. 
Por outro lado, a competência EXECUTIVA (para ajuizar a ação de desapropriação, pagar o 
preço...) pode ser repassada, por meio de lei ou contrato, à administração indireta e aos 
concessionários/permissionários.ESPÉCIES 
(a) Comum/ordinária/regular: justificada por utilidade/necessidade pública ou por 
interesse social. 
(b) Florística: proteção ambiental. 
(c) Sancionatória: se divide em: (i) Urbana (prevista no estatuto da cidade); (ii) Rural para 
fins de reforma agrária (previsão no art. 184/CF, LC 76 e lei nº 8.629/93); (iii) Confiscatória 
(art. 243, CF): 
Art. 243. As propriedades rurais e urbanas de qualquer região do País onde forem 
localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho 
escravo na forma da lei serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a 
programas de habitação popular, sem qualquer indenização ao proprietário e 
sem prejuízo de outras sanções previstas em lei, observado, no que couber, o 
disposto no art. 5º. 
PROCEDIMENTO DA 
DESAPROPRIAÇÃO 
COMUM 
1ª FASE (DECLARATÓRIA) = Publicação de ato de declaração da expropriação (decreto ou 
lei de efeito concreto), declarando o bem de utilidade pública ou de interesse social. 
Manifesta a vontade de possuir o bem. 
EFEITOS IMEDIATOS DO ATO DECLARATÓRIO: (a) Fixa o estado do bem: só serão 
indenizadas benfeitorias posteriores se necessárias ou úteis, caso autorizadas essas 
últimas; (b) Submete o bem ao poder expropriatório estatal: o Estado ainda não é 
proprietário, mas pode exercer alguns poderes sobre o bem. Ex.: entrar para realizar 
medições... (c) Confere ao Poder Público o poder de penetrar no bem, desde que não haja 
excesso e (d) Inicia o prazo de CADUCIDADE (deve a Administração tentar efetivar 
administrativamente a desapropriação ou, ao menos, ajuizar a ação de desapropriação). 
Veja os prazos: UTILIDADE ou NECESSIDADE PÚBLICA prazo de 05 anos (renova +5); 
INTERESSE SOCIAL prazo de 02 anos. 
2ª FASE (EXECUTIVA): Adoção dos atos materiais (concretos) pelo Poder Público ou seus 
delegatários, devidamente autorizados por lei ou contrato, com o intuito de consumar a 
retirada da propriedade do proprietário originário. Pode ser: (a) ADMINISTRATIVA: depois 
da declaração, a Administração propõe valor, que é ACEITO (nesse caso, há verdadeiro 
contrato de compra e venda) ou (b) JUDICIAL: o valor NÃO É ACEITO (ou não se conhece 
o PROPRIETÁRIO DO BEM). Nesse caso, deve ser ajuizada AÇÃO DE DESAPROPRIAÇÃO. 
 
 
 
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AÇÃO DE DESAPROPRIAÇÃO 
(i) POLO ATIVO: Poder Público (Adm. direta ou indireta) ou delegatários. 
Obs.: a) Desapropriação Sancionatória Urbanística: legitimidade ativa EXCLUSIVA DO 
MUNICÍPIO; b) Desapropriação para fins de reforma agrária: legitimidade ativa 
EXCLUSIVA DA UNIÃO. 
(ii) POLO PASSIVO: proprietário do imóvel. 
(iii) Requisitos da PETIÇÃO INICIAL: (a) Oferta do preço; (b) Cópia do contrato ou do 
diário oficial em que houver sido publicado o decreto expropriatório; (c) Planta ou 
descrição do bem a ser desapropriado e suas confrontações. 
(iv) CONTESTAÇÃO: Só pode versar sobre: vício no processo (preliminares) ou preço. 
(v) IMISSÃO PROVISÓRIA NA POSSE: 
Art. 15. Se o expropriante alegar urgência e depositar quantia arbitrada de 
conformidade com o art. 685 do Código de Processo Civil, o juiz mandará imiti-
lo provisoriamente na posse dos bens; 
§ 1º A imissão provisória poderá ser feita, independente da citação do réu, 
mediante o depósito: 
a) do preço oferecido, se este for superior a 20 (vinte) vezes o valor locativo, 
caso o imóvel esteja sujeito ao imposto predial; 
b) da quantia correspondente a 20 (vinte) vezes o valor locativo, estando o 
imóvel sujeito ao imposto predial e sendo menor o preço oferecido. 
c) do valor cadastral do imóvel, para fins de lançamento do imposto territorial, 
urbano ou rural, caso o referido valor tenha sido atualizado no ano fiscal 
imediatamente anterior; 
d) não tendo havido a atualização a que se refere o inciso c, o juiz fixará 
independente de avaliação, a importância do depósito, tendo em vista a época 
em que houver sido fixado originalmente o valor cadastral e a valorização ou 
desvalorização posterior do imóvel. 
§ 2º A alegação de urgência, que não poderá ser renovada, obrigará o 
expropriante a requerer a imissão provisória dentro do prazo improrrogável de 
120 (cento e vinte) dias. 
§ 3º Excedido o prazo fixado no parágrafo anterior não será concedida a 
imissão provisória. 
§ 4o A imissão provisória na posse será registrada no registro de imóveis 
competente. 
(vi) PROVA PERICIAL: É plenamente cabível na ação de desapropriação. É importante para 
a fixação do valor. Apresentação do laudo em até 05 dias antes da audiência. 
(vii) SENTENÇA E TRANSFERÊNCIA DO BEM: (a) Fixa o valor da indenização (após o 
pagamento, consuma-se a desapropriação); (b) Autoriza a imissão definitiva na posse; (c) 
Constitui título hábil para registro. (d) É o pagamento do valor, ou sua consignação 
judicial, que promove a transferência do bem. 
DESAPROPRIAÇÃO 
INDIRETA 
É fato administrativo pelo qual o Estado se apropria de bem particular, sem observância 
dos requisitos da declaração e da indenização prévia. De acordo com o artigo 35 do 
Decreto 3365/41, uma vez incorporado ao patrimônio público, não será possível a sua 
reivindicação pelo particular. Diante disso, o particular deve ajuizar uma ação de 
desapropriação indireta, que, a rigor, é uma ação de indenização. Hoje, prevalece o 
entendimento de que o prazo prescricional para que o particular prejudicado ajuíze a ação 
de desapropriação indireta é de 10 anos. 
DIREITO DE 
EXTENSÃO 
É aquele pelo qual o expropriado requer que a desapropriação e a respectiva indenização 
incidam sobre a totalidade do bem, pois a parte então não abarcada ficou inservível ou 
esvaziada de interesse patrimonial. São para os casos de desapropriação parcial. 
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TREDESTINAÇÃO 
É a mudança da destinação do bem expropriado – Poder Público diz que faria uma coisa 
no decreto, mas depois faz outra. Será ilícita quando houver DESVIO DE FINALIDADE (o 
bem não foi usado para atender o interesse público), caso em que o particular deve ser 
reintegrado (retrocessão). Será lícita quando, embora divergente do planejamento inicial, 
permanece atendendo o INTERESSE PÚBLICO. Ex.: iria construir escola, mas constrói 
hospital. Nesse caso, o particular não poderá reaver o bem. 
 
RETROCESSÃO 
O direito de o expropriado exigir a devolução do bem desapropriado que não foi utilizado 
pelo Poder Público para atender o interesse público. Há controvérsia sobre qual seria o 
prazo para o particular ajuizar a ação. 
 
Desapropriação por 
utilidade ou necessidade 
pública ou interesse social 
Desapropriação ordinária. 
Indenização PRÉVIA, JUSTA e 
em dinheiro. 
Todos os entes 
federados. 
Desapropriação 
urbanística 
Refere-se ao imóvel localizado na 
área urbana que não atende a 
respectiva função social. 
Possui caráter subsidiário. 
Indenização em títulos da 
dívida pública, resgatáveis em 
até 10 anos – autorização do 
Senado. 
 
Municípios e 
DF. 
Desapropriação rural 
Imóvel rural que não atende a 
função social. 
Indenização em títulos da 
dívida agrária, resgatáveis em 
até 20 anos. 
União 
(objetivo único 
de 
implementar a 
reforma 
agrária). 
Expropriação confiscatória 
Expropriação das glebas onde 
forem localizadas culturas ilegais 
de plantas psicotrópicas. 
(Serão destinadas ao assento de 
colonos, para o cultivo de 
produtos alimentícios e 
medicamentos). 
 
 
NÃO há indenização. 
 
 
União 
 
#SELIGANASSÚMULAS 
Súmula 56-STJ: Na desapropriação para instituir servidão administrativa são devidos os juros compensatórios 
pela limitação de uso da propriedade. 
Súmula 164-STF: No processo de desapropriação, são devidos juros compensatórios desde a antecipada 
imissão de posse, ordenada pelo juiz, por motivode urgência. 
 
Súmula 69-TJ: Na desapropriação direta os juros compensatórios são devidos desde a antecipada imissão na 
posse e, na desapropriação indireta, a partir da efetiva ocupação do imóvel. 
 
Súmula 113-STJ: Os juros compensatórios, na desapropriação direta, incidem a partir da imissão na posse, 
calculados sobre o valor da indenização, corrigido monetariamente. 
 
Súmula 114-STJ: Os juros compensatórios, na desapropriação indireta, incidem a partir da ocupação, 
calculados sobre o valor da indenização, corrigido monetariamente. 
 
Súmula 378-STF: Na indenização por desapropriação incluem-se honorários do advogado do expropriado. 
 
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Súmula 617-STF: A base de cálculo dos honorários de advogado em desapropriação é a diferença entre a 
oferta e a indenização, corrigidas ambas monetariamente. 
 
Súmula 23-STF: Verificados os pressupostos legais para o licenciamento da obra, não o impede a declaração 
de utilidade pública para desapropriação do imóvel, mas o valor da obra não se incluirá na indenização, 
quando a desapropriação for efetivada. 
 
Súmula 476-STF: Desapropriadas as ações de uma sociedade, o poder desapropriante, imitido na posse pode 
exercer, desde logo, todos os direitos inerentes aos respectivos títulos. 
 
#DESPENCA #INFORMATIVOS #COLANARETINA 
STJ (596): É possível que o ente desapropriante desista do processo de desapropriação, mesmo após o 
trânsito em julgado, desde que ainda não tenha havido o pagamento integral do preço e o imóvel não 
tenha sido alterado substancialmente. 
 
JURISPRUDÊNCIA EM TESES - DESAPROPRIAÇÃO 
1) A indenização referente à cobertura vegetal deve ser calculada em separado do valor da terra nua 
quando comprovada a exploração dos recursos vegetais de forma lícita e anterior ao processo 
expropriatório. 
 
4) A intervenção do Ministério Público nas ações de desapropriação de imóvel rural para fins de 
reforma agrária é obrigatória, porquanto presente o interesse público. 
 
5) A ação de desapropriação direta ou indireta, em regra, não pressupõe automática intervenção do 
Ministério Público, exceto quando envolver, frontal ou reflexamente, proteção ao meio ambiente, 
interesse urbanístico ou improbidade administrativa. 
 
9) A eventual improdutividade do imóvel não afasta o direito aos juros compensatórios, pois eles 
restituem não só o que o expropriado deixou de ganhar com a perda antecipada, mas também a 
expectativa de renda, considerando a possibilidade de o imóvel ser aproveitado a qualquer momento 
de forma racional e adequada, ou até ser vendido com o recebimento do seu valor à vista. 
 
13) O termo inicial dos juros moratórios em desapropriações é o dia 1º de janeiro do exercício seguinte 
àquele em que o pagamento deveria ser feito. 
 
14) Nas ações de desapropriação não há cumulação de juros moratórios e juros compensatórios, eis 
que se trata de encargos que incidem em períodos diferentes: os juros compensatórios têm 
incidência até a data da expedição do precatório original, enquanto que os moratórios somente 
incidirão se o precatório expedido não for pago no prazo constitucional. 
 
4) A revelia do desapropriado não implica aceitação tácita da oferta, não autorizando a dispensa da 
avaliação, conforme Súmula 118 do extinto Tribunal Federal de Recursos. 
 
5) Se, em procedimento de desapropriação por interesse social, constatar-se que a área medida do 
bem é maior do que a escriturada no Registro de Imóveis, o expropriado receberá indenização 
correspondente à área registrada, ficando a diferença depositada em Juízo até que, posteriormente, 
se complemente o registro ou se defina a titularidade para o pagamento a quem de direito. 
 
6) Na desapropriação é devida a indenização correspondente aos danos relativos ao fundo de 
comércio. 
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7) A imissão provisória na posse não deve ser condicionada ao depósito prévio do valor relativo ao 
fundo de comércio eventualmente devido. 
 
9) Não incide imposto de renda sobre as verbas decorrentes de desapropriação (indenização, juros 
moratórios e juros compensatórios), seja por necessidade ou utilidade pública, seja por interesse 
social, por não constituir ganho ou acréscimo patrimonial. 
 
10) O valor dos honorários advocatícios em sede de desapropriação deve respeitar os limites 
impostos pelo artigo 27, § 1º, do Decreto-lei 3.365/41 qual seja: entre 0,5% e 5% da diferença entre o 
valor proposto inicialmente pelo imóvel e a indenização imposta judicialmente. 
 
14) O promitente comprador tem legitimidade ativa para propor ação cujo objetivo é o recebimento 
de verba indenizatória decorrente de ação desapropriatória, ainda que a transferência de sua 
titularidade não tenha sido efetuada perante o registro geral de imóveis. 
 
15) O possuidor titular do imóvel desapropriado tem direito ao levantamento da indenização pela 
perda do seu direito possessório. 
 
17) A ação de desapropriação indireta prescreve em 20 anos, nos termos da Súmula 119 do STJ e na 
vigência do Código Civil de 1916, e em 10 anos sob a égide do Código Civil de 2002, observando-se a 
regra de transição disposta no art. 2.028 do CC/2002. 
 
 
12. Responsabilidade civil do Estado. 
 
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO 
FUNDAMENTO 
CF. Art. 37. § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras 
de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, 
causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos 
de dolo ou culpa. 
HISTÓRICO 
(i) TEORIA DA IRRESPONSABILIDADE: Estado não responde civilmente, pois é 
representante de DEUS, que não erra. 
(ii) TEORIAS CIVILISTAS: são três: 
a. Atos de império X atos de gestão: o Estado não responde por atos de império, 
mas responde por atos de gestão, caso em que sua responsabilidade será 
SUBJETIVA. 
b. Culpa do servidor: o Estado responde SUBJETIVAMENTE, desde que 
comprovada a culpa do agente público. 
c. Culpa do serviço (FAUT DU SERVICE ou culpa anônima): não precisa provar a 
culpa do agente, mas apenas que (i) o serviço não foi prestado; (ii) foi prestado 
com falha ou (iii) foi prestado com atraso. 
(iii) TEORIAS PUBLICISTAS: A responsabilidade do Estado passa a ser objetiva. São duas: 
a. Teoria do risco administrativo: embora a responsabilidade seja objetiva, admite-
se a exclusão do nexo causal em alguns casos (é a teoria adotada no Brasil, em 
regra). No entanto, o STJ e a doutrina tradicional entendem que, em caso de 
omissão, a responsabilidade será SUBJETIVA. O STF, no entanto, em alguns 
julgados, já disse que a responsabilidade será sempre objetiva, pois a CF (art. 37, 
§6º) não distingue ação de omissão. 
b. Teoria do risco integral: não admite a exclusão do nexo causal (ex. dano 
ambiental) 
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EXCLUDENTES 
Aplicam-se normalmente todas as excludentes do nexo de causalidade (caso fortuito, 
força maior e culpa exclusiva da vítima). Na hipótese de culpa concorrente, deve ser 
diminuído o valor da indenização. 
 
 
QUEM RESPONDE 
Hoje, prevalece o entendimento de que a vítima pode escolher se vai processar o 
Estado, o servidor ou os dois, solidariamente. No entanto, há precedente do STF 
aplicando a teoria da DUPLA GARANTIA, que diz que a vítima só pode ajuizar a ação 
contra o Poder Público, uma vez que o servidor tem, a seu favor, a garantia de só ser 
processado via ação de regresso proposta pelo Estado. ATENÇÃO: esse a vítima decidir 
processar o servidor, ela deverá provar a sua culpa/dolo, pois a responsabilidade do 
agente públicoé SUBJETIVA. 
DIREITO DE REGRESSO 
O STJ entende que, processado apenas o Poder Público, NÃO É OBRIGATÓRIA a 
denunciação da lide em face do servidor. 
PRAZO STJ pacificou o entendimento de que o prazo é de 05 anos (analogia ao D. 20.910/32). 
 
#DESPENCA #INFORMATIVOS #COLANARETINA 
STF (854): Considerando que é dever do Estado, imposto pelo sistema normativo, manter em seus presídios os 
padrões mínimos de humanidade previstos no ordenamento jurídico, é de sua responsabilidade, nos termos do 
art. 37, § 6º, da Constituição, a obrigação de ressarcir os danos, inclusive morais, comprovadamente causados aos 
detentos em decorrência da falta ou insuficiência das condições legais de encarceramento. 
 
JURISPRUDÊNCIA EM TESES – RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO 
1) Os danos morais decorrentes da responsabilidade civil do Estado somente podem ser revistos em sede de 
recurso especial quando o valor arbitrado é exorbitante ou irrisório, afrontando os princípios da 
proporcionalidade e da razoabilidade. 
2) O termo inicial da prescrição para o ajuizamento de ações de responsabilidade civil em face do Estado por 
ilícitos praticados por seus agentes é a data do trânsito em julgado da sentença penal condenatória. 
3) As ações indenizatórias decorrentes de violação a direitos fundamentais ocorridas durante o regime 
militar são imprescritíveis, não se aplicando o prazo quinquenal previsto no art. 1º do Decreto n. 20.910/1932. 
4) O prazo prescricional das ações indenizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública é quinquenal (Decreto 
n. 20.910/1932), tendo como termo a quo a data do ato ou fato do qual originou a lesão ao patrimônio 
material ou imaterial. 
6) Há responsabilidade civil do Estado nas hipóteses em que a omissão de seu dever de fiscalizar for 
determinante para a concretização ou o agravamento de danos ambientais. 
8) É objetiva a responsabilidade civil do Estado pelas lesões sofridas por vítima baleada em razão de tiroteio 
ocorrido entre policiais e assaltantes. 
7) A Administração Pública pode responder civilmente pelos danos causados por seus agentes, ainda que 
estes estejam amparados por causa excludente de ilicitude penal. 
9) O Estado possui responsabilidade objetiva nos casos de morte de custodiado em unidade prisional. 
10) O Estado responde objetivamente pelo suicídio de preso ocorrido no interior de estabelecimento 
prisional. 
11) O Estado não responde civilmente por atos ilícitos praticados por foragidos do sistema penitenciário, 
salvo quando os danos decorrem direta ou imediatamente do ato de fuga. 
16) Em se tratando de responsabilidade civil do Estado por rompimento de barragem, é possível a 
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comprovação de prejuízos de ordem material por prova exclusivamente testemunhal, diante da 
impossibilidade de produção ou utilização de outro meio probatório. 
18) Nas ações de responsabilidade civil do Estado, é desnecessária a denunciação da lide ao suposto agente 
público causador do ato lesivo. 
 
13. Controle da Administração Pública. 
14. Improbidade administrativa. 
 
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 
CONCEITO 
Segundo Rafael Oliveira, consiste no “Ato ilícito, praticado por agente público ou terceiro, 
geralmente de forma dolosa, contra as entidades públicas e privadas, gestoras de recursos 
públicos, capaz de acarretar enriquecimento ilícito lesão ao erário ou violação aos princípios 
que regem a Administração Pública”. 
COMPETÊNCIA 
LEGISLATIVA 
O art. 37, §4º, não delimitou de quem seria a competência para legislar sobre a probidade 
administrativa, nem tampouco os artigos tradicionais de competência trazem a resposta. Em 
regra, a LIA trata de matéria cível e política, o que atrai a competência privativa da União. Além 
disso, a LIA traz normas sobre processo civil, o que novamente atrai a competência privativa da 
União. No entanto, as normas meramente administrativas devem ser consideradas apenas 
federais. 
SUJEITO PASSIVO 
Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra 
a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio 
público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com 
mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual, serão punidos na forma desta 
lei. 
Parágrafo único. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de improbidade 
praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, 
fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário 
haja concorrido ou concorra com menos de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita 
anual, limitando-se, nestes casos, a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a 
contribuição dos cofres públicos. 
SUJEITO ATIVO 
Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que 
transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou 
qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas 
entidades mencionadas no artigo anterior. 
Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo 
agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie 
sob qualquer forma direta ou indireta. 
ATOS DE IMPROBIDADE 
ENRIQUECIMENTO ILÍCITO 
(ART. 9º) 
DANO AO ERÁRIO 
(ART. 10) 
VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
(ART. 11) 
Art. 9° Constitui ato de improbidade 
administrativa importando 
enriquecimento ilícito auferir qualquer 
tipo de vantagem patrimonial indevida 
em razão do exercício de cargo, 
mandato, função, emprego ou 
atividade nas entidades mencionadas 
Art. 10. Constitui ato de improbidade 
administrativa que causa lesão ao 
erário qualquer ação ou omissão, 
dolosa ou culposa, que enseje perda 
patrimonial, desvio, apropriação, 
malbaratamento ou dilapidação dos 
bens ou haveres das entidades 
Art. 11. Constitui ato de 
improbidade administrativa que 
atenta contra os princípios da 
administração pública qualquer 
ação ou omissão que viole os 
deveres de honestidade, 
imparcialidade, legalidade, e 
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no art. 1° desta lei, e notadamente. 
ELEMENTOS ESSENCIAIS: 
(i) Percepção de vantagem patrimonial 
pelo agente, mesmo que não haja 
dano ao erário. 
(ii) Essa vantagem deve ser indevida. 
(iii) Conduta dolosa do agente. 
(iv) Nexo causal entre o exercício 
funcional e a vantagem indevida. 
referidas no art. 1º desta lei, e 
notadamente. 
 
ELEMENTOS ESSENCIAIS: 
(i). Conduta, comissiva ou omissiva, 
dolosa ou CULPOSA 
(ii) Perda patrimonial 
(iii) Nexo causal entre o exercício 
funcional e a perda patrimonial 
(iv) Ilegalidade da conduta. 
lealdade às instituições, e 
notadamente. 
 
ELEMENTOS ESSENCIAIS: 
(i) Conduta funcional, comissiva 
ou omissiva, dolosa do agente 
público. 
(ii) Ofensa aos princípios da 
administração pública 
(iii) Nexo causal entre o exercício 
funcional e a violação dos 
princípios 
PRESCRIÇÃO 
Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser 
propostas: 
I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de 
função de confiança; 
II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares 
puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo 
efetivo ou emprego. 
III - até cinco anos da data da apresentação à administração pública da prestação de 
contas final pelas entidades referidasno parágrafo único do art. 1o desta Lei. 
 
ATENÇÃO!!! REPARAÇÃO AO ERÁRIO = IMPRESCRITÍVEL 
CF. Art. 35. § 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por 
qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as 
respectivas ações de ressarcimento. 
PROCEDIMENTO 
JUDICIAL 
Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério Público 
ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida 
cautelar. 
§ 1º É vedada a transação, acordo ou conciliação nas ações de que trata o caput. 
§ 2º A Fazenda Pública, quando for o caso, promoverá as ações necessárias à 
complementação do ressarcimento do patrimônio público. 
§ 3o No caso de a ação principal ter sido proposta pelo Ministério Público, aplica-se, no 
que couber, o disposto no § 3o do art. 6o da Lei no 4.717, de 29 de junho de 1965. 
§ 4º O Ministério Público, se não intervir no processo como parte, atuará 
obrigatoriamente, como fiscal da lei, sob pena de nulidade. 
§ 5o A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações 
posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. 
§ 6o A ação será instruída com documentos ou justificação que contenham indícios 
suficientes da existência do ato de improbidade ou com razões fundamentadas da 
impossibilidade de apresentação de qualquer dessas provas, observada a legislação 
vigente, inclusive as disposições inscritas nos arts. 16 a 18 do Código de Processo Civil. 
§ 7o Estando a inicial em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação 
do requerido, para oferecer manifestação por escrito, que poderá ser instruída com 
documentos e justificações, dentro do prazo de quinze dias. 
§ 8o Recebida a manifestação, o juiz, no prazo de trinta dias, em decisão 
fundamentada, rejeitará a ação, se convencido da inexistência do ato de improbidade, 
da improcedência da ação ou da inadequação da via eleita. 
§ 9o Recebida a petição inicial, será o réu citado para apresentar contestação. 
§ 10. Da decisão que receber a petição inicial, caberá agravo de instrumento 
§ 11. Em qualquer fase do processo, reconhecida a inadequação da ação de 
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improbidade, o juiz extinguirá o processo sem julgamento do mérito. 
§ 12. Aplica-se aos depoimentos ou inquirições realizadas nos processos regidos por 
esta Lei o disposto no art. 221, caput e § 1o, do Código de Processo Penal. 
§ 13. Para os efeitos deste artigo, também se considera pessoa jurídica interessada o 
ente tributante que figurar no polo ativo da obrigação tributária de que tratam o § 4º 
do art. 3º e o art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003. (Incluído pela 
Lei Complementar nº 157, de 2016) 
MEDIDAS CAUTELARES 
Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar 
enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito 
representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado. 
Parágrafo único. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recairá sobre 
bens que assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo 
patrimonial resultante do enriquecimento ilícito. 
Art. 16. Havendo fundados indícios de responsabilidade, a comissão representará ao 
Ministério Público ou à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a 
decretação do sequestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido 
ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público. 
§ 1º O pedido de sequestro será processado de acordo com o disposto nos arts. 
822 e 825 do Código de Processo Civil. 
§ 2° Quando for o caso, o pedido incluirá a investigação, o exame e o bloqueio de bens, 
contas bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exterior, nos 
termos da lei e dos tratados internacionais. 
Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério Público 
ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida 
cautelar 
Art. 20. A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam 
com o trânsito em julgado da sentença condenatória. 
Parágrafo único. A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar 
o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem 
prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução processual. 
SANÇÕES 
ENRIQUECIMENTO ILÍCITO 
(ART. 9º) 
DANO AO ERÁRIO 
(ART. 10) 
VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
(ART. 11) 
(a) Perda de bens e valores 
acrescidos ilicitamente ao 
patrimônio. 
(b) Ressarcimento integral do dano, 
quando houver. 
(c) Perda da função pública. 
(d) Suspensão dos direitos políticos 
de 8 a 10 anos. 
(e) Pagamento de multa civil de até 
3X o valor acrescido ilicitamente 
(f) Proibição de contratar com o 
Poder Público ou receber benefícios 
fiscais ou creditícios, direta ou 
indiretamente, ainda que por 
intermédio de PJ da qual seja sócio 
majoritário, pelo prazo de 10 ANOS. 
(a) Ressarcimento integral do dano 
(b) Perda dos bens e calores 
acrescidos ilicitamente ao 
patrimônio, se concorrer essa 
circunstância. 
(c) Perda da função pública. 
(d) Suspensão dos direitos políticos 
de 5 a 8 anos. 
(e) Pagamento de multa civil de até 
2X o valor do dano. 
(f) Proibição de contratar com o 
Poder Público ou receber benefícios 
fiscais ou creditícios, direta ou 
indiretamente, ainda que por 
intermédio de PJ da qual seja sócio 
majoritário, pelo prazo de 05 ANOS. 
(a) Ressarcimento integral do dano, 
se houver. 
(b) Perda da função pública 
(c) Suspensão dos direitos políticos 
de 3 a 5 anos. 
(d) Pagamento de multa civil de até 
100 X a remuneração recebida pelo 
agente. 
(e) Proibição de contratar com o 
Poder Público ou receber benefícios 
fiscais ou creditícios, direta ou 
indiretamente, ainda que por 
intermédio de PJ da qual seja sócio 
majoritário, pelo prazo de 03 ANOS. 
 
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JURISPRUDÊNCIA EM TESES – IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 
1) É inadmissível a responsabilidade objetiva na aplicação da Lei 8.429/1992, exigindo- se a presença de dolo 
nos casos dos arts. 9º e 11 (que coíbem o enriquecimento ilícito e o atentado aos princípios administrativos, 
respectivamente) e ao menos de culpa nos termos do art. 10, que censura os atos de improbidade por dano ao 
Erário. 
2) O Ministério Público tem legitimidade ad causam para a propositura de Ação Civil Pública objetivando o 
ressarcimento de danos ao erário, decorrentes de atos de improbidade. 
3) O Ministério Público estadual possui legitimidade recursal para atuar como parte no Superior Tribunal de 
Justiça nas ações de improbidade administrativa, reservando- se ao Ministério Público Federal a atuação como 
fiscal da lei. 
4) A ausência da notificação do réu para a defesa prévia, prevista no art. 17, § 7º, da Lei de Improbidade 
Administrativa, só acarreta nulidade processual se houver comprovado prejuízo (pas de nullité sans grief). 
5) A presença de indícios de cometimento de atos ímprobos autoriza o recebimento fundamentado da petição 
inicial nos termos do art. 17, §§ 7º, 8º e 9º, da Lei n. 8.429/92, devendo prevalecer, no juízo preliminar, o 
princípio do in dubio pro societate. 
6) O termo inicial da prescrição em improbidade administrativa em relação a particulares que se beneficiam 
de ato ímprobo é idêntico ao do agente público que praticou a ilicitude. 
7) A eventual prescrição das sanções decorrentes dos atos de improbidade administrativa não obsta o 
prosseguimento da demanda quanto ao pleito de ressarcimento dos danoscausados ao erário, que é 
imprescritível (art. 37, § 5º da CF). 
8) É inviável a propositura de ação civil de improbidade administrativa exclusivamente contra o particular, 
sem a concomitante presença de agente público no polo passivo da demanda. 
12) É possível a decretação da indisponibilidade de bens do promovido em ação civil Pública por ato de 
improbidade administrativa, quando ausente (ou não demonstrada) a prática de atos (ou a sua tentativa) que 
induzam a conclusão de risco de alienação, oneração ou dilapidação patrimonial de bens do acionado, 
dificultando ou impossibilitando o eventual ressarcimento futuro. 
13) Na ação de improbidade, a decretação de indisponibilidade de bens pode recair sobre aqueles adquiridos 
anteriormente ao suposto ato, além de levar em consideração, o valor de possível multa civil como sanção 
autônoma. 
14) No caso de agentes políticos reeleitos, o termo inicial do prazo prescricional nas ações de improbidade 
administrativa deve ser contado a partir do término do último mandato. 
1) Os agentes políticos municipais se submetem aos ditames da Lei de Improbidade Administrativa, sem 
prejuízo da responsabilização política e criminal estabelecida no Decreto-Lei 201/1967. 
3) A ação de improbidade administrativa proposta contra agente político que tenha foro por prerrogativa de 
função é processada e julgada pelo juiz de primeiro grau, limitada à imposição de penalidades patrimoniais e 
vedada a aplicação das sanções de suspensão dos direitos políticos e de perda do cargo do réu. 
6) O afastamento cautelar do agente público de seu cargo, previsto no parágrafo único, do art. 20, da Lei n. 
8.429/92, é medida excepcional que pode perdurar por até 180 dias. 
7) O especialíssimo procedimento estabelecido na Lei 8.429/92, que prevê um juízo de delibação para 
recebimento da petição inicial (art. 17, §§ 8º e 9º), precedido de notificação do demandado (art. 17, § 7º), 
somente é aplicável para ações de improbidade administrativa típicas. (Tese julgada sob o rito do artigo 543-C 
do CPC - TEMA 344). 
11) O ato de improbidade administrativa previsto no art. 11 da Lei 8.429/92 não requer a demonstração de dano 
ao erário ou de enriquecimento ilícito, mas exige a demonstração de dolo, o qual, contudo, não necessita ser 
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específico, sendo suficiente o dolo genérico. 
12) Nas ações de improbidade administrativa é admissível a utilização da prova emprestada, colhida na 
persecução penal, desde que assegurado o contraditório e a ampla defesa. 
13) O magistrado não está obrigado a aplicar cumulativamente todas as penas previstas no art. 12 da Lei 
8.429/92, podendo, mediante adequada fundamentação, fixá-las e dosá-las segundo a natureza, a gravidade e 
as consequências da infração. 
 
#SELINANOVIDADE #VAICAIR #APOSTACICLOS 
Art. 10-A. Constitui ato de improbidade administrativa qualquer ação ou omissão para conceder, aplicar ou manter 
benefício financeiro ou tributário contrário ao que dispõem o caput e o § 1º do art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, 
de 31 de julho de 2003. (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016) 
 
15. Responsabilidade fiscal. 
 Meus amigos, embora haja previsão expressa de responsabilidade fiscal em nosso edital, a verdade é que o 
tema não tem sido explorado com muita frequência em provas objetivas. Considerando que a LC 101/00 (lei de 
responsabilidade fiscal) e a lei nº 4.320/64 (disciplina o direito financeiro) são leis muito abrangentes e detalhadas, 
resolvi te apresentar, nessa parte do material, um resumo bem completo das principais informações sobre o tema, 
ok? Então vamos lá! 
 
 
QUADRO COMPARATIVO DOS CRÉDITOS ADICIONAIS 
 SUPLEMENTAR ESPECIAL EXTRAORDINÁRIO 
FINALIDADE 
Reforço de dotação já 
existente na LOA. 
Atender as categorias de 
programação não contempladas 
na LOA. 
Atender a despesas 
imprevisíveis e urgentes. 
AUTORIZAÇÃO 
LEGISLATIVA 
Prévia, podendo ser incluída 
na própria LOA ou em lei 
especial. 
Prévia, em lei especial. Sem necessidade prévia 
FORMA DE 
ABERTURA 
Decreto do Poder Executivo, 
após autorização Legislativa, 
até o limite estabelecido em 
lei. 
Decreto do Poder Executivo, 
após autorização legislativa, até 
o limite estabelecido em lei. 
Por meio de MP (União) 
ou Decreto (Estados e 
Municípios), com remessa 
imediata ao Legislativo. 
RECURSOS Indicação obrigatória. Indicação obrigatória. Indicação obrigatória. 
VALOR/LIMITE 
Obrigatório, indicado na lei de 
autorização e no decreto de 
Obrigatório, indicado na lei de 
autorização e no decreto de 
Obrigatório, indicado na 
MP ou no Decreto. 
Atividade Financeira do Estado 
Obtenção de recurso 
Receita Pública 
Gerência dos Recursos 
Orçamento Público 
Dispêndio dos 
recursos 
Despesas Públicas 
Obtenção de recursos 
emprestados 
Crédito Público Th
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abertura. abertura. 
VIGÊNCIA 
Sempre no exercício financeiro 
em que foi aberto. 
Em princípio, no exercício 
financeiro em que foi aberto. 
Em princípio, no exercício 
financeiro em que foi 
aberto. 
PRORROGAÇÃO Não permitida. 
Quando autorizado nos últimos 
04 meses do exercício 
financeiro. 
Quando autorizado nos 
últimos 04 meses do 
exercício financeiro. 
FLUXOGRAMA DO CICLO ORÇAMENTÁRIO
 
PPA LDO LOA 
Desdobramento do orçamento-
programa (art. 165, §1º) 
Metas e prioridades da Administração 
(art. 165, §2º) 
Apenas receitas e despesas 
(exclusividade); 
Todas as despesas e receitas 
(universalidade) 
Define o planejamento das 
atividades governamentais 
Realização mais direta do PPA; 
orientações para a LOA 
3 contas: 
Orçamento fiscal 
Orçamento de investimento 
Orçamento da seguridade social 
 Programação governamental 
pelos próximos 04 anos. 
 Determinação das despesas 
de capital (+ despesas delas 
 Metas de despesas, receitas, dívida, 
patrimônio e resultado (Anexo de 
metas fiscais) 
 Evolução do patrimônio líquido dos 
 Compatibilidade com PPA e LDO 
 Compatibilidade com Anexo de 
Metas Fiscais 
 Reserva de contingência para 
Poderes Judiciário e 
Legislativo e MP 
PROPOSTAS 
PARCIAIS 
Poder executivo 
Consolidação dos 
Projetos de Lei: 
PPA, LDO, LOA, 
Crédito 
Suplementar, 
Crédito Especial 
Comissão Mista do 
Poder Legislativo 
- Parecer; 
- Emendas; 
- Redação Final. 
 
Plenário do 
Congresso Nacional 
- Sessão conjunta 
- Regimento 
comum 
- Apuração dos 
votos em separado 
 
Poder Executivo 
Veta, sanciona ou 
rejeita (rito comum) 
Poderes Executivo, 
Judiciário e 
Legislativo e MP 
EXECUÇÃO 
Cada Poder (controle 
interno) Poder 
Legislativo (controle 
externo com o auxílio do 
TC) 
EXECUÇÃO Th
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decorrentes) e de duração 
continuada 
 Nenhum investimento que 
ultrapasse 1 ano será 
realizado sem previsão no 
PPA, sob pena de crime de 
responsabilidade. 
últimos 3 exercícios 
 Avalia as metas do exercício anterior 
 Compara as metas atuais com a dos 3 
exercícios passados – preocupação 
com a consistência das metas 
 Anexo de riscos fiscais 
atender ao anexo de riscos 
fiscais 
 
 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS RECEITAS 
ORÇAMENTÁRIAS 
RECEITAS 
CORRENTES 
Tributária 
Contribuições 
Patrimonial 
Agropecuária 
Industrial 
Serviços 
Transferências Correntes 
Outras 
RECEITAS DE 
CAPITAL 
Operações de crédito 
Alienação de bens 
Amortização de empréstimos 
Transferência de capital 
Outras 
Despesas 
Correntes 
Despesas de custeio 
Transferências voluntárias 
De capital 
InvestimentosInversões financeiras 
Transferências de capital 
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DESPESAS 
CORRENTES 
 
 
 
 
DESPESAS DE 
CUSTEIO 
 
- Pessoal Civil 
- Pessoal Militar 
- Material de Consumo 
- Serviços de Terceiros 
- Encargos Diversos 
 
 
TRANSFERÊNCIAS 
CORRENTES 
 
- Subvenções Sociais e Subvenções Econômicas 
- Inativos e Pensionistas 
- Juros da Dívida Pública 
- Contribuições de Previdência Social 
- Diversas Transferências Correntes 
ESTÁGIOS DA RECEITA 
1. PREVISÃO 
(Aprovação do orçamento) 
Metodologia 
2. Lançamento 
(Inscrição do débito) 
Ofício 
Declaração/Misto 
Homologação 
3. Arrecadação 
(Recebimento do numerário) 
Agentes Públicos 
Agentes Privados 
4. Recolhimento 
(Unidade de Caixa) 
Unidade de Caixa 
Requisitos para a 
renúncia de 
receita 
Constitucionais 
Lei específica 
Demonstrativo regionalizado do 
efeito sobre as receitas 
Legais 
Estimativa de impacto no 
exercício da vigência e nos dois 
seguintes 
Atendimento à LDO 
Atender a uma das condições 
seguintes: 
Demonstração pelo proponente 
de que a renúncia foi considerada 
na estimativa de receita da LOA 
Medidas de compensação 
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DESPESAS 
DE CAPITAL 
 
 
 
 
INVESTIMENTOS 
 
- Obras Públicas (inclui aquisição de imóveis necessários)10 
- Equipamentos e Instalações 
- Serviços em Regime de Programação Especial 
- Material Permanente11 
- Participação em Constituição ou Aumento de Capital de Empresas ou Entidades 
Industriais ou Agrícolas. 
 
 
INVERSÕES 
FINANCEIRAS 
 
- Aquisição de Imóveis 
- Participação em Constituição ou Aumento de Capital de Empresas ou Entidades 
Comerciais ou Financeiras. 
- Aquisição de Títulos Representativos de Capital de Empresa em funcionamento 
- Constituição de Fundos Rotativos 
- Concessão de Empréstimos 
- Diversas Inversões Financeiras. 
 
TRANSFERÊNCIAS 
DE CAPITAL 
- Amortização da Dívida Pública 
- Auxílio para Obras Públicas 
- Auxílio para Equipamentos e Instalações 
- Auxílios para Inversões Financeiras e Outras Contribuições. 
 
DESPESAS DE CARÁTER CONTINUADO 
ART. 16 DA LRF ART. 17 DA LRF 
Criação, expansão e aperfeiçoamento de 
ações governamentais que gerem 
despesas públicas: 
 Estimativa do impacto orçamentário 
financeiro para os 3 exercícios 
subsequentes; 
 Adequação com a LOA e 
compatibilidade com a LDO e PPA. 
Despesas obrigatórias de caráter continuado: é despesa 
corrente, fixado em ato normativo, com execução 
superior a 2 exercícios. 
 Estimativa do impacto financeiro-orçamentário 
(mesma do art. 16) + demonstrar a origem dos 
recursos para o seu custeio. 
 A despesa não afetará as metas fiscais, devendo os 
efeitos financeiros ser compensados nos exercícios 
seguintes de 2 formas possíveis: aumento 
permanente de receita ou redução permanente de 
receita. 
Exceção: 
 Criação de despesas IRRELEVANTES 
Exceção: 
 Não se aplica ao pagamento da dívida pública e ao 
REAJUSTE (não é aumento) de remuneração aos 
servidores. 
 
LIMITES PARA AS DESPESAS COM PESSOAL – EM % DA RECEITA CORRENTE LÍQUIDA 
PODER/ENTE UNIÃO ESTADOS MUNICÍPIOS 
Poder Executivo 40,9 (*) 49 54 
Poder Legislativo 2,5 3 (**) 6 (***) 
 
10 Tudo que for gasto como bens a incorporar (valores pagos em decorrência da obra) será capital de investimento e será 
incorporado ao patrimônio como CUSTO. 
11 NÃO se deve confudir material de consumo (despesa corrente de custeio) com o material permanente (despesa de capital – 
investimento)  Segundo a Lei 4320, considera-se permanente o material de duração superior a 2 anos. 
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Poder Judiciário 6 6 - 
Ministério Público 0,6 2 - 
TOTAL 50 60 60 
 
OPERAÇÃO DE CRÉDITO (art. 32, LFR) 
OPERAÇÃO DE CRÉDITO POR ANTECIPAÇÃO DE 
RECEITA (art. 38, LRF) 
Dívida Fundada Dívida Flutuante 
Longo Prazo Curto Prazo 
Depende de autorização legislativa para o resgate Independe de autorização legislativa 
Finalidade: atender ao desequilíbrio orçamentário e 
financiar investimentos. 
Finalidade: atender a insuficiência de caixa 
 Ente deve demonstrar onde está a previsão dos 
recursos, das receitas que vão fazer frente a essa 
nova despesa. 
 Ente deve demonstrar que a operação atende aos 
limites e condições para o endividamento e não há 
delimitação temporal para a sua realização. 
 Caso se trate de operação externa deve possuir 
autorização do Senado Federal. 
 Deve ainda cumprir as outras regras da LRF. 
 Ente pode dar em garantia a receita dos impostos; 
 Deve ser realizada apenas a partir do 10º dia de início 
de exercício (10/jan) e liquidada até o dia 10/dez com 
juros; 
 Essa operação só poderá ser realizada se não houver 
outra operação deste tipo – ATO – não quitada; 
 Proibida no último ano do mandato do chefe do 
executivo. 
 
INFORMAÇÕES DESPESA COM PESSOAL ENDIVIDAMENTO 
QUEM CONTROLA? Controle Interno Ministério da Fazenda 
LIMITE 
% da receita corrente líquida (limites globais e 
específicos) 
Nº de vezes a receita corrente líquida, 
fixado pelo Senado. Não há limite 
estabelecido para a União. 
PERÍODO DE 
CONTROLE? 
A cada quadrimestre A cada quadrimestre 
EXCESSO? 
PROVIDÊNCIAS 
Recondução nos próximos 2 quadrimestres. 
Redução de 1/3 do excesso no primeiro 
DURANTE O EXCESSO: 
 Art. 169,§§3º e 4º, CF 
NÃO RECONDUZIU: 
 Art. 169, §2º 
 Art. 23, LRF 
Recondução nos próximos 3 
quadrimestres. Redução de 25% do 
excesso no primeiro. 
DURANTE O EXCESSO: 
 Art. 31, §1º, LRF 
NÃO RECONDUZIU: 
 Art. 31, §2º, LRF 
SITUAÇÕES 
EXCEPCIONAIS: 
 Excesso superior a 95% do limite: art. 22, 
§único, LRF 
 Excesso no primeiro quadrimestre do 
último ano de mandato: art. 23, §4º, LRF 
 Excesso no primeiro quadrimestre 
do último ano do mandato: art. 31, 
§3º, LRF. 
 
CONTROLE DAS CONTAS PÚBLICAS 
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DIREITO ELEITORAL12 
1. Direitos Políticos.1.1. Direitos fundamentais e direitos políticos; 1.2. Privação dos direitos políticos. 
 São denominados cidadãos aqueles indivíduos titulares de direitos políticos. 
Atenção: NÃO confunda cidadania e nacionalidade. Enquanto a cidadania é status ligado ao regime político, a 
nacionalidade é um status do indivíduo perante o Estado. 
 Os direitos políticos estão previstos nas principais declarações internacionais de Direitos Humanos, figurando, 
também, em nossa CF, como direito fundamental. 
 A CF VEDA a cassação de direitos políticos e prevê apenas duas formas de privação dos direitos políticos 
(PERDA e SUSPENSÃO): 
PERDA E SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS 
PERDA 
(i) cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado; 
 Em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. 
OBS.: Também há previsão, na CF, de perda da nacionalidade do brasileiro nato, o que, por óbvio, 
também acarreta a perda dos direitos políticos. 
 
12 Por Luiz Fernando @luizfernandop.oliveira 
Órgãos ou Agentes de Controle 
Controle Interno 
Exercido internamente pelos 
três poderes. 
Critério Hierárquico 
Auxilia o Controle Externo 
Controle Externo 
Exercido pelo Poder 
Legislativo com o auxílio do 
TC 
Controle Privado/Popular 
Exercido por qualquer 
cidadão, partido político, 
associação ou sindicato. 
Ilegalidade 
da despesaTC assina 
prazo 
para que 
seja 
senada 
Não 
sendo 
atendido 
Ato 
Administrativo 
TC susta o ato 
Comunica ao 
Legislativo 
Contrato 
Administrativo 
TC comunica 
ao CN 
Susta o 
contrato e 
solicita ao 
Executivo as 
medidas 
cabíveis. 
Se o 
Legislativo ou 
Executivo em 
90 dias não 
efetivarem as 
medidas, o TC 
decidirá a 
respeito. 
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(ii) recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa; 
 Serão privados dos direitos políticos até que cumpram a obrigação (Ex.: função de jurados, 
serviço militar) 
 Há quem defenda se tratar de uma hipótese de suspensão. 
SUSPENSÃO 
(iii) incapacidade civil absoluta; 
 Lembre-se das mudanças recentes realizadas no CC pela Convenção e Estatuto da Pessoa com 
Deficiência. Agora, somente são absolutamente incapazes aqueles menores de 16 anos. 
(iv) condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; 
 Efeito automático da sentença, ou seja, NÃO precisa vir expresso no dispositivo. 
 Não importa a natureza ou montante da pena e abarca também condenações relativas a 
CONTRAVENÇÕES. 
 NÃO são atingidos em caso de transação penal ou sursis processual (fala-se em 
“condenação”!). 
 Cessa com o cumprimento ou a extinção da pena, INDEPENDENDO de reabilitação ou prova 
de reparação de danos (Súmula 9, TST). 
(v) improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º. 
 Diferentemente do que ocorre na condenação criminal, deve vir EXPRESSO na sentença. 
 Necessário o trânsito em julgado. 
 A perda ou a suspensão de direitos políticos acarretam várias consequências jurídicas, como: 
(a) O cancelamento do alistamento e a exclusão do corpo de eleitores; 
(b) O cancelamento da filiação partidária (LOPP, art. 22, II); 
(c) A perda de mandato eletivo; 
 
#ATENÇÃO #VAICAIR 
É certo que da suspensão dos direitos políticos, decorre a perda do mandato eletivo. Mas, lembre-se que regra 
diferente é aplicada aos Parlamentares, aos quais o STF já entendeu se aplicar o art. 55, § 2º da CF, de forma que a 
perda do cargo NÃO seria automática, devendo a Câmara ou o Senado ainda DECIDIR sobre sua ocorrência ou não. 
 
#OLHAOGANCHO #INFOQUENTINHO 
INFO 863, STF: Quando a condenação do Deputado Federal ou Senador ultrapassar 120 dias em regime 
fechado, a perda do mandato é consequência lógica!!! 
Neste caso, caberá à Mesa da Câmara ou do Senado apenas declarar que houve a perda (sem poder discordar 
da decisão do STF), nos termos do art. 55, III e § 3º da CF/88. 
o Valendo a regra do §2º apenas em caso de cumprimento de pena em regime aberto ou semiaberto. 
 
(d) A perda de cargo ou função pública; 
(e) A impossibilidade de se ajuizar ação popular; 
(f) O impedimento para votar ou ser votado; 
(g) O impedimento para exercer a iniciativa popular. 
 
2. Direito Eleitoral. 2.1. Conceito e fundamentos; 2.2. Fontes do Direito Eleitoral; 2.3. Princípios de 
Direito Eleitoral; 2.4. Hermenêutica eleitoral. 
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 Fontes formais do Direito Eleitoral: 
(a) Constituição Federal; 
(b) Código Eleitoral (Lei no 4.737/65); 
 Apesar de ser, originariamente, lei ordinária, foi, em parte, recepcionado pela CF como LC, nos 
termos do artigo 121, caput. 
(c) Lei de Inelegibilidades (LC n. 64/90); 
(d) Lei Orgânica dos Partidos Políticos – LOPP (Lei n. 9.096/95); 
(e) Lei das Eleições – LE (Lei n. 9.504/97); 
(f) Resolução do TSE; 
 São normas de caráter infralegal. 
 As Resoluções pertinentes às eleições devem ser publicadas até o dia 05/03 do ano do pleito. 
 Entendeu o STF que as resoluções do TSE possuem caráter secundário e interpretativo, não 
podendo inovar a ordem jurídica. 
OBS: A CF dispõe que é VEDADO medida provisória dispor sobre direitos políticos, partidos políticos e direito 
eleitoral. (Art. 62, §1º) 
 
OBS2: As consultas NÃO são fontes formais ou diretas do Direito Eleitoral, mas tão somente fontes de caráter 
material. Além disso, NÃO possuem efeito vinculante e erga omnes. 
 
Princípios específicos: 
i. Princípio da lisura das eleições 
ii. Princípio do aproveitamento do voto 
iii. Princípio da celeridade eleitoral 
iv. Princípio da preclusão instantânea 
v. Princípio da anualidade eleitoral 
vi. Princípio da moralidade eleitoral 
 
3. Poder representativo. 3.1. Sufrágio; 3.1.1. Natureza; 3.1.2. Extensão do sufrágio; 3.1.3. Valor do sufrágio; 
3.1.4. Modo de sufrágio; 3.1.5. Formas de sufrágio. 
 Sufrágio X Voto = Sufrágio e voto não se confundem, enquanto sufrágio é um direito, o voto representa seu 
exercício. Ou seja, o voto é a concretização do sufrágio. 
 Características do voto no sistema eleitoral brasileiro: 
(a) Universal 
(b) Personalíssimo = cidadão só pode votar pessoalmente, não sendo possível exercer esse direito por 
procuração, representante ou correspondência. 
(c) Obrigatório = para o cidadão maior de 18 anos e menor de 70 anos. 
 O não comparecimento à seção eleitoral no dia do pleito – por se encontrar fora de seu domicílio 
eleitoral – deve ser justificado no dia da eleição em formulário próprio, ou até 60 dias depois, sob 
pena de multa. Se o eleitor estiver no exterior na data do pleito, esse prazo reduz-se para 30 dias, 
contados, porém, do retorno ao País. 
 Há mais: o eleitor que se abstiver de votar por 3 vezes consecutivas, não justificar sua ausência, nem 
recolher a multa imposta, terá sua inscrição eleitoral cancelada, perdendo, pois, sua condição de 
cidadão. 
(d) Livre 
(e) Secreto 
(f) Direto 
(g) Periódico 
(h) Igualitário 
 
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 O STF decidiu pela inconstitucionalidade do dispositivo da Lei 12.034, que criou o voto impresso. 
 
4. Organização eleitoral. 4.1. Distribuição territorial; 4.2. Sistemas eleitorais. 
SISTEMA MAJORITÁRIO SISTEMA PROPORCIONAL 
Candidato que receber a maioria 
– absoluta ou relativa – dos votos 
válidos é considerado vencedor 
do pleito. 
Pode ser simples (ou de turno 
único) ou de dois turnos. 
Não se considera somente o número de votos atribuídos ao 
candidato, mas sobretudo os endereçados à agremiação. 
 O voto tem caráter dúplice ou binário, de modo que votar 
no candidato significa igualmente votar no partido (= voto 
de legenda). 
 É possível, ainda, votar tão só na agremiação. 
 A distribuição de cadeiras entre as legendas é feita em 
função da votação que obtiverem 
Adotado nas eleições para todos 
os cargos, exceto para as Casas 
Legislativas. 
Adotado nas eleições para Casas Legislativas, a saber: Câmara 
de Deputados, Assembleias Legislativas e Câmaras de 
Vereadores. 
 
5. Justiça Eleitoral. 5.1. Características institucionais; 5.2. Órgãos e composição; 5.3. Diversificação 
funcional das atividades da Justiça Eleitoral; 5.4. Competências; 5.5. Justiça Eleitoral e o controle da 
legalidade das eleições. 
 Acerca da Justiça Eleitoral, lembre-se: 
o Foi elencada pela CF de 88 como órgão do Poder Judiciário (art. 92, V). 
o Apresenta natureza federal, sendo mantida pela União. 
o Possui diversas funções: (a) Administrativa, (b) Jurisdicional, (c) Consultiva, (d) Normativa 
o Ao contrário dos demais órgãos que compõem o Poder Judiciário, a Justiça Eleitoral NÃO apresenta corpo 
próprio e independente de juízes, mas assim como os demais magistrados, gozarão de plenas garantias e 
serão inamovíveis: 
 
Art. 121. § 1º - Os membros dos tribunais, os juízes de direito e os integrantes das juntas 
eleitorais, no exercício de suas funções, e no que lhes for aplicável, gozarão de plenas 
garantias e serão inamovíveis. 
 Todavia– diferentemente dos demais integrantes da magistratura –, não são vitalícios, sendo a 
investidura de seus membros sempre temporária = 2 anos (no mínimo) + 2 anos (no máximo). 
 
6. Ministério Público Eleitoral. 6.1. Composição; 6.2. Atribuições; 6.3. Ministério Público Eleitoral e lisura 
do processo eleitoral. 
 As funções eleitorais do Ministério Público foram atribuídas ao Ministério Público Federal: 
LC 75/93, Art. 72. Compete ao MPF exercer, no que couber, junto à Justiça Eleitoral, as 
funções do Ministério Público, atuando em todas as fases e instâncias do processo 
eleitoral. 
Parágrafo único. O MPF tem legitimação para propor, perante o juízo competente, as 
ações para declarar ou decretar a nulidade de negócios jurídicos ou atos da administração 
pública, infringentes de vedações legais destinadas a proteger a normalidade e a 
legitimidade das eleições, contra a influência do poder econômico ou o abuso do poder 
político ou administrativo. 
 
 Nos Tribunais Eleitorais o MPF atua com exclusividade, já na 1ª instância, o MP estadual presta contribuição 
fundamental. 
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 O Procurador-Geral Eleitoral: 
LC 75/93, Art. 73. O Procurador-Geral Eleitoral é o Procurador-Geral da República. 
 Mandato de 2 anos, sendo possível recondução, sem qualquer limitação!! 
Art. 74. Compete ao Procurador-Geral Eleitoral exercer as funções do Ministério Público 
nas causas de competência do TSE. 
Parágrafo único. Além do Vice-Procurador-Geral Eleitoral, o PGR poderá designar, por 
necessidade de serviço, membros do MPF para oficiarem, com sua aprovação, perante o 
TSE. 
 
O Procurador Regional Eleitoral: 
LC 75/93. Art. 76. O Procurador Regional Eleitoral, juntamente com o seu substituto, será 
designado pelo Procurador-Geral Eleitoral, dentre os Procuradores Regionais da 
República no Estado e no DF, ou, onde não houver, dentre os Procuradores da República 
vitalícios, para um mandato de 2 anos. 
§ 1º O Procurador Regional Eleitoral poderá ser reconduzido UMA vez. 
§ 2º O Procurador Regional Eleitoral poderá ser destituído, antes do término do mandato, 
por iniciativa do Procurador-Geral Eleitoral, anuindo a maioria absoluta do Conselho 
Superior do MPF. 
Art. 77. Compete ao Procurador Regional Eleitoral exercer as funções do MP nas causas de 
competência do TRE respectivo, além de dirigir, no Estado, as atividades do setor. 
Parágrafo único. O Procurador-Geral Eleitoral poderá designar, por necessidade de serviço, 
outros membros do MPF para oficiar, sob a coordenação do Procurador Regional, perante 
os Tribunais Regionais Eleitorais. 
 
 O Promotor eleitoral: 
LC 75/93, Art. 78. As funções eleitorais do MPF perante os Juízes e Juntas Eleitorais serão 
exercidas pelo Promotor Eleitoral. 
 Atua pelo prazo de 2 anos, SEM possibilidade de recondução (salvo se não houver 
outro Promotor na comarca). 
Art. 79. O Promotor Eleitoral será o membro do Ministério Público local que oficie junto 
ao Juízo incumbido do serviço eleitoral de cada Zona. 
 Será designado pelo Procurador Regional Eleitoral por indicação do PGJ. 
 
Parágrafo único. Na inexistência de Promotor que oficie perante a Zona Eleitoral, ou 
havendo impedimento ou recusa justificada, o Chefe do MP local indicará ao Procurador 
Regional Eleitoral o substituto a ser designado. 
Art. 80. A filiação a partido político IMPEDE o exercício de funções eleitorais por membro 
do Ministério Público até 2 anos do seu cancelamento. 
 
 Vale ressaltar que pela Resolução CNMP, NÃO pode haver investiduras em função eleitoral em “prazo inferior a 
90 dias da data do pleito eleitoral e não cessarão em prazo inferior a 90 dias após a eleição”. 
 
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7. Capacidade eleitoral. 7.1. Requisitos; 7.2. Limitações decorrentes de descumprimento do dever 
eleitoral. 8. Alistamento eleitoral. 8.1. Ato de alistamento; 8.2. Fases do alistamento; 8.3. Efeitos do 
alistamento; 8.4. Cancelamento e exclusão; 8.5. Revisão do eleitorado. 
 Alistamento obrigatório: 
CF. Art. 14, § 1º O alistamento eleitoral e o voto são: 
I - obrigatórios para os maiores de 18 anos13 ; ( desde que menores de 70) 
#OLHAOGANCHO 
 “São aplicáveis aos INDÍGENAS INTEGRADOS, reconhecidos no pleno exercício dos direitos civis, nos termos do 
Estatuto do Índio, as exigências impostas para o alistamento eleitoral, inclusive de comprovação de quitação do 
serviço militar ou de cumprimento de prestação alternativa” (TSE / 2001). 
 
 Alistamento facultativo: 
CF. Art. 14, § 1º (...): 
 II - FACULTATIVOS para: 
a) os analfabetos; 
b) os maiores de 70 anos; 
c) os maiores de 16 e menores de 18 anos. 
 
 Inalistáveis: 
CF, Art. 14. § 2º NÃO podem alistar-se como eleitores os ESTRANGEIROS e, durante o 
período do serviço militar obrigatório, os CONSCRITOS. 
o Obs.: os apátridas também NÃO podem se alistar! 
 
 Cancelamento do alistamento: 
CE, Art. 71. São causas de cancelamento: 
I - a infração dos artigos. 5º e 42; (regras relativas ao domicílio eleitoral) 
II - a suspensão ou perda dos direitos políticos; 
III - a pluralidade de inscrição; 
IV - o falecimento do eleitor; 
V - deixar de votar em 3 eleições consecutivas. (Não ocorrerá se o eleitor justificar sua 
ausência às urnas ou recolher a multa que lhe for aplicada em decorrência de sua falta.) 
CE, Art. 71. § 1º A ocorrência de qualquer das causas enumeradas neste artigo acarretará a 
exclusão do eleitor, que poderá ser promovida ex officio, a requerimento de delegado de 
partido ou de qualquer eleitor. 
 
 Revisão do eleitorado = procedimento administrativo pelo qual se verifica se os eleitores que figuram no 
cadastro eleitoral de determinada zona/município encontram-se efetivamente ali domiciliados. 
 
 
o Hipóteses: 
 
13 CE, Art. 8º O brasileiro nato que não se alistar até os 19 anos ou o naturalizado que não se alistar até um ano depois de adquirida 
a nacionalidade brasileira, incorrerá na MULTA de 3 a 10% sobre o valor do salário-mínimo da região, imposta pelo juiz e cobrada no 
ato da inscrição eleitoral através de selo federal inutilizado no próprio requerimento. 
 Parágrafo único. NÃO se aplicará a pena ao não alistado que requerer sua inscrição eleitoral até o centésimo primeiro dia anterior 
à eleição subseqüente à data em que completar 19 anos. 
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(i) Provada fraude comprometedora;  TSE determina após denúncia! 
(ii) Total de transferências for 10% superior ao ano anterior; 
(iii) Eleitorado for maior que o dobro do “numero de crianças de 10 a 15 anos + maiores de 70 anos”; 
(iv) Eleitorado for superior a 65% da população projetada pelo IBGE. 
 
 
 
o NÃO será realizada em ano eleitoral, SALVO situações excepcionais, autorizada pelo TSE. 
 
o Efeitos: 
(a) Cancelamento das inscrições irregulares; 
(b) Cancelamento das inscrições cujos eleitores não compareceram. 
 
9. Elegibilidade. 9.1. Registro de candidaturas; 9.2. Convenção Partidária; 9.3. Coligação Partidária; 9.4. 
Processo de Registro de Candidatura. 9.5. Impugnações ao Registro de Candidatura; 9.6. 
Inelegibilidades; 9.6.1. Inelegibilidades constitucionais; 9.6.2. Inelegibilidades infraconstitucionais ou 
legais; 9.6.3. Arguição judicial de inelegibilidade. 
 
ELEGIBILIDADE: 
LPP, art. 20: “É facultado ao partido político estabelecer, em seu estatuto, prazos de filiação partidária superiores” 
Somente NÃO o podem fazer no ano eleitoral! 
 
LPP, art. 20: “É facultado ao partido político estabelecer, em seu estatuto, prazosde filiação partidária superiores” 
Somente NÃO o podem fazer no ano eleitoral! 
 
Obs.: A idade mínima é verificada na POSSE, SALVO quando fixada em 18 anos, que será aferida na data-limite para 
pedido de registro! (inovação lei de 2015 #VAICAIR) 
 
INELEGIBILIDADE: 
Condições de 
ELEGIBILIDADE 
Nacionalidade brasileira 
Pleno exercício dos direitos 
políticos 
Alistamento eleitoral 
Domicílio eleitoral na 
circunscrição 
Pelo menos UM ano antes do 
pleito 
Filiação partidária 
No mínimo SEIS meses antes do 
pleito = inovação 2015! 
#VAICAIR 
Idade mínima 
35 anos - PR, Vice-PR e Senador 
30 anos - Governador e Vice 
21 anos - Deputados, Prefeito e 
Vice, Juiz de Paz 
18 anos - Vereador 
TSE 
determina 
de ofício!!! 
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 REELEIÇÃO 
o Só passou a ser possível a partir da EC 16/97, que inseriu o seguinte dispositivo na CF: 
CF, Art. 14. § 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do DF, os Prefeitos 
e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos 
para um único período subseqüente. 
 
 Desincompatibilização = Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores e os 
Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos ATÉ 6 MESES antes do pleito. 
 
 Acerca da INELEGIBILIDADE REFLEXA: 
• Se aplica igualmente à união estável ou concubinato! 
 
• Súmula Vinculante 18-STF: A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, NÃO 
afasta a inelegibilidade reflexa. 
 
Inelegibilidades 
Constitucionais 
Inalistáveis 
(estrangeiros e, duante 
o serviço militar 
obrigatório, os 
conscritos) e 
analfabetos 
Chefes do Poder 
Executivo para um 
terceiro mandato 
NÃO é permitido nem mesmo 
em outra circunscrição! Nem 
ao cargo de titular, nem de 
vice! 
ATENÇÃO! O Vice poderá cumprir dois 
mandatos como vice e dois como 
titular, desde que não tenha sucedido 
o titular em nenhuma época e não o 
tenha substituído nos últimos seis 
meses antes do pleito. 
Inelegibilidade 
Reflexa 
Cônjuge ou parentes até o 2 
grau dos Chefes do Poder 
Executivo 
Relativa = impede somente 
no território de jurisdição do 
titular 
Infra-
constitucionais 
(legais) 
Necessário LEI 
COMPLEMENTAR 
Distingue-se das inelebilidades constitucionais pela 
incidência da PRECLUSÃO, caso não arguidas por 
ocasião do registro de candidatura. (Após só serão 
admitidas se supervenientes!) Th
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• Ainda que a separação de fato tenha ocorrido antes do início. 
• Tal súmula NÃO se aplica se a extinção do vínculo conjugal se deu pela morte do cônjuge! 
 
• NÃO se aplica se o próprio chefe do Poder Executivo for elegível e ainda puder ser candidato a reeleição e 
se desincompatilizar 6 meses antes do pleito! 
• NÃO se aplica se esse parente já for titular de mandato eletivo e for candidato a reeleição! 
#DEOLHONOSINFORMATIVOS 
Info 802, STF: As hipóteses de inelegibilidade reflexa são aplicáveis às eleições 
suplementares! 
Info 747, STF A inelegibilidade reflexa NÃO ALCANÇA o cônjuge supérstite 
(sobrevivente, viúvo) quando o falecimento tiver ocorrido no primeiro mandato, com 
regular sucessão do vice-prefeito, e tendo em conta a construção de novo núcleo 
familiar. A SV 18 do STF NÃO se aplica aos casos de extinção do vínculo conjugal pela 
morte de um dos cônjuges. 
 
#OLHAOGANCHO 
 O status eleitoral (elegível ou inelegível) deriva da conformação da pessoa ao regime jurídico existente 
quando do registro da candidatura. NÃO há direito adquirido a regime jurídico. 
o Tanto as condições de elegibilidade, quanto as causas de inelegibilidade são aferidas no momento da 
formalização do pedido de registro da candidatura, RESSALVADAS as alterações, fáticas ou jurídicas, 
supervenientes ao registro que afastem a inelegibilidade (= até o pleito)14. 
 Súmula 43, TSE = As alterações fáticas ou jurídicas supervenientes ao registro que beneficiem o 
candidato também devem ser admitidas para as condições de elegibilidade! 
 
o É possível, ainda, a perda superveniente de condição de elegibilidade, podendo ser extinto o registro do 
candidato. 
 No caso específico de expulsão do partido, até a data da eleição, pode ser cancelado o registro do 
candidato, mediante solicitação do partido. 
 
 
10. 10. Partidos políticos. 10.1. Sistemas partidários; 10.2. Criação, fusão e extinção dos partidos políticos; 
10.3. Órgãos partidários; 10.4. Filiação partidária; 10.5. Fidelidade partidária; 10.6. Financiamento dos 
partidos políticos, controle de arrecadação e prestação de contas. 
CF, Art. 17. É LIVRE a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, 
resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos 
fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: 
I - caráter nacional; 
 
14 A inelegibilidade superveniente pode ser aferida em três oportunidades: 
 (i) ex officio, no processo de registro de candidatura enquanto nas instancias ordinárias; 
 (ii) na ação de impugnação ao registro de candidatura; 
 (iii) no recurso contra a expedição de diploma. 
Há a possibilidade de suspensão da inelegibilidade pelo órgão colegiado, em caráter cautelar se: (a) existir plausibilidade da 
pretensão recursal; e (b) tenha sido expressamente pedido. 
 
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II - PROIBIÇÃO de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo 
estrangeiros ou de subordinação a estes; 
III - prestação de contas à Justiça Eleitoral; 
IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos AUTONOMIA para definir sua estrutura interna, 
organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas 
coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito 
nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de 
disciplina e fidelidade partidária. 
(...) 
§ 4º É VEDADA a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar. 
 NÃO há obrigatoriedade de vinculação entre os candidatos em âmbito nacional, estadual ou municipal. 
 
 É pessoa jurídica de DIREITO PRIVADO!!!! 
o Estatuto deve ser registrado no Serviço de Registro Civil de PJ, da Capital Federal. Depois registra-se no 
TSE. 
 Até 1 ano antes do pleito!!! 
 Possuir 2 anos para comprovar apoiamento mínimo de eleitores15. 
 
#ATENÇÃO #NOVIDADE #VAICAIR 
 Fusão e Incorporação somente serão admitidas de partidos com registro definitivo no TSE há, pelo menos, 5 
ANOS. 
 
 Financiamento partidário 
o Fonte de recursos: 
(i) Fundo partidário 
(ii) Doações privadas (Só PESSOA FÍSICA) 
(iii) Comercialização de bens 
(iv) Comercialização de eventos 
 
o VEDADO receber doações de: 
 Órgãos estrangeiros; 
 Entidades governamentais, inclusive concessionárias, sociedade de economia mista(...); 
 Entidade de classe ou sindical; 
 Pessoa jurídica 
 
#OLHAOSINFORMATIVOS #ATENÇÃO #TEMQUESABER 
Info 799/STF (2015) - ADI 4650 O STF entendeu que: 
• os dispositivos legais que autorizam as contribuições de PJs para campanhas 
eleitorais e partidos políticos são INCONSTITUCIONAIS. 
 
15 LOOP, Art. 7º § 1o Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter nacional, considerando-se como tal 
aquele que comprove, no período de DOIS ANOS, o apoiamento de eleitores NÃO filiadosa partido político, correspondente a, pelo 
menos, 0,5% dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, 
distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% do eleitorado que haja votado em cada um deles. (Lei nº 
13.165, de 2015) 
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• por outro lado, as contribuições de pessoas FÍSICAS são válidas e podem continuar 
sendo feitas de acordo com a legislação em vigor. 
 
Info 787/STF (2015) – ADI 5081: A perda do mandato por infidelidade partidária NÃO se 
aplica a cargos eletivos majoritários, sob pena de violação da soberania popular e das 
escolhas feitas pelo eleitor, somente sendo cabível em cargos eletivos proporcionais. 
 
#ATENÇÃO!!! 
Considera-se justa causa para a desfiliação partidária (mantém o mandato): 
 Mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; 
 Grave discriminação política pessoal; 
 Mudança de partido nos 30 dias que antecedem o prazo de filiação exigido (6 meses) ao término do mandato 
vigente ( Janela trazida pela Lei de 2015). 
OBS.: Desde 2015, NÃO é mais considerado justa causa a incorporação, fusão ou criação de novo partido!!!!! 
11. Garantias eleitorais. 11.1. Liberdade de escolha; 11.2. Proteção jurisdicional contra a violência atentatória à 
liberdade de voto; 11.3. Contenção ao poder econômico e ao desvio e abuso do poder político; 11.4. Transporte de 
eleitores das zonas rurais. 
 O abuso de poder econômico tanto pode decorrer do emprego abusivo de recursos patrimoniais, como do mau 
uso de meios de comunicação social ou do descumprimento de regras atinentes à arrecadação e ao uso de 
fundos de campanha16. 
 Estará configurado sempre que houver oferta ou doação, a eleitores, de bens, produtos ou serviços 
diversos, como atendimento médico, hospitalar, dentário, estético, fornecimento de remédios, próteses, 
gasolina, cestas básicas, roupas, calçados, materiais de construção. 
 Também caracteriza abuso de poder econômico o emprego, na campanha, de recursos oriundos de “caixa 
dois”, ilicitamente arrecadados, não declarados à Justiça Eleitoral, e, ainda, a realização de gastos que 
superem a estimativa apresentada por ocasião do registro17. 
 
 O abuso do poder político caracteriza-se pelo uso da máquina administrativa para favorecimento de algum 
candidato. 
o São algumas das condutas vedadas em campanhas eleitorais (ROL EXEMPLIFICATIVO): 
Art. 73. São PROIBIDAS aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas 
tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais: 
I - ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou 
imóveis pertencentes à administração direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito 
Federal, dos Territórios e dos Municípios, ressalvada a realização de convenção partidária; 
II - usar materiais ou serviços, custeados pelos Governos ou Casas Legislativas, que 
excedam as prerrogativas consignadas nos regimentos e normas dos órgãos que 
integram; 
 
16 LE, Art 25. O partido que descumprir as normas referentes à arrecadação e aplicação de recursos fixadas nesta Lei perderá o direito 
ao recebimento da quota do Fundo Partidário do ano seguinte, sem prejuízo de responderem os candidatos beneficiados por abuso 
do poder econômico. 
17 LE, Art. 18-B. O descumprimento dos limites de gastos fixados para cada campanha acarretará pagamento de multa em valor 
equivalente a 100% da quantia que ultrapassar o limite estabelecido, sem prejuízo da apuração da ocorrência de abuso do poder 
econômico. (Lei nº 13.165, de 2015) 
 
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III - ceder servidor público ou empregado da administração direta ou indireta federal, 
estadual ou municipal do Poder Executivo, ou usar de seus serviços, para comitês de 
campanha eleitoral de candidato, partido político ou coligação, durante o horário de 
expediente normal, SALVO se o servidor ou empregado estiver licenciado; 
IV - fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou 
coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou 
subvencionados pelo Poder Público; 
V - nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou 
readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e, 
ainda, ex officio, remover, transferir ou exonerar servidor público, na circunscrição do 
pleito, nos 3 meses que o antecedem e até a posse dos eleitos, sob pena de nulidade de 
pleno direito, RESSALVADOS: 
a) a nomeação ou exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de 
funções de confiança; 
b) a nomeação para cargos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos Tribunais ou 
Conselhos de Contas e dos órgãos da Presidência da República; 
c) a nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até o início daquele 
prazo; 
d) a nomeação ou contratação necessária à instalação ou ao funcionamento inadiável de 
serviços públicos essenciais, com prévia e expressa autorização do Chefe do Poder 
Executivo; 
e) a transferência ou remoção ex officio de militares, policiais civis e de agentes 
penitenciários; 
VIII - fazer, na circunscrição do pleito, revisão geral da remuneração dos servidores 
públicos que exceda a recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da 
eleição, a partir do início do prazo estabelecido no art. 7º desta Lei e até a posse dos 
eleitos. 
§ 4º O descumprimento do disposto neste artigo acarretará a suspensão imediata da 
conduta vedada, quando for o caso, e sujeitará os responsáveis a MULTA no valor de cinco 
a cem mil UFIR. 
§ 5o Nos casos de descumprimento do disposto nos incisos do caput e no § 10, sem 
prejuízo do disposto no § 4o, o candidato beneficiado, agente público ou não, ficará sujeito 
à cassação do registro ou do diploma. 
§ 6º As multas de que trata este artigo serão duplicadas a cada reincidência. 
§ 7º As condutas enumeradas no caput caracterizam, ainda, atos de IMPROBIDADE 
ADMINISTRATIVA, a que se refere o art. 11, inciso I, da Lei nº 8.429, e sujeitam-se às 
disposições daquele diploma legal, em especial às cominações do art. 12, inciso III. 
§ 8º Aplicam-se as sanções do § 4º aos agentes públicos responsáveis pelas condutas 
vedadas E aos partidos, coligações e candidatos que delas se beneficiarem. 
§ 10. No ano em que se realizar eleição, fica PROIBIDA a distribuição gratuita de bens, 
valores ou benefícios por parte da Administração Pública, EXCETO nos casos de 
calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e 
já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o MP poderá promover 
o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa. 
§ 11. Nos anos eleitorais, os programas sociais de que trata o § 10 NÃO poderão ser 
executados por entidade nominalmente vinculada a candidato ou por esse mantida. 
Art. 75. Nos 3 meses que antecederem as eleições, na realização de inaugurações é 
VEDADA a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos. 
Art. 77. É PROIBIDO a qualquer candidato comparecer, nos 3 meses que precedem o 
pleito, a inaugurações de obras públicas. 
 Ressalte-se que para a responsabilidade eleitoral nem sempre será determinante a existência de culpa e, muitas 
vezes, basta a potencialidade lesiva ou o risco do dano. 
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 A Lei 6.091 dispõesobre o fornecimento gratuito de transporte, em dias de eleição, a eleitores residentes nas 
zonas rurais, e VEDA o fornecimento gratuito de transporte e alimentação, pelos candidatos, partidos, ou 
mesmo qualquer pessoa. 
 
12. Campanha eleitoral. 12.1. Financiamento de campanha eleitoral e prestação de contas;12.2. Modelo brasileiro de 
financiamento de campanha eleitoral; 
 Brasil adota SISTEMA MISTO de financiamento de campanha: 
 
 
#DEOLHONOSINFORMATIVOS 
Info 799 (2015) Já mencionado no tópico de partidos políticos!! 
#SENAOLEMBRAVOLTALÁ 
Info 807/STF (2015) O Plenário deferiu pedido de medida cautelar na ADI para 
suspender, até o julgamento final da ação, a eficácia da expressão “sem 
individualização dos doadores”, constante do art. 28, § 12 da Lei das Eleições18. 
 Para o STF, a permissão de doações anônimas suprime a transparência do 
processo eleitoral, frustra o exercício da fiscalização pela Justiça Eleitoral e 
impede que o eleitor exerça, com pleno esclarecimento, seu direito de escolha dos 
representantes políticos, o que atenta contra a arquitetura republicana e a 
inspiração democrática que a CF imprime ao Estado brasileiro. 
 A identificação dos particulares que fizeram doações eleitorais é informação 
essencial, inclusive, para que se possa constatar se as doações provêm de fontes 
lícitas e se respeitam os limites máximos de valor previstos no art. 23 da LE. 
 
 
18 LE, art. 28 § 12. Os valores transferidos pelos partidos políticos oriundos de doações serão registrados na prestação de contas dos 
candidatos como transferência dos partidos e, na prestação de contas dos partidos, como transferência aos candidatos, sem 
individualização dos doadores. (Lei 13.165/15) 
 
Financiamento de 
campanha 
Financiamento 
Público 
Fundo partidário 
Compensação Fiscal = Custeio da 
propaganda partidária/eleitoral 
gratuita, no rádio e TV 
Renúncia fiscal = imunidade dos 
partidos 
Financiamento 
privado 
Somente contribuição de PESSOAS 
FÍSICAS 
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 Doações permitidas: 
 
Art. 23. PESSOAS FÍSICAS poderão fazer doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro 
para campanhas eleitorais, obedecido o disposto nesta Lei. 
§ 1o As doações e contribuições de que trata este artigo ficam limitadas a 10% dos 
rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano anterior à eleição. (Lei nº 13.165/15) 
§ 1o-A O candidato poderá usar recursos próprios em sua campanha até o limite de gastos 
estabelecido nesta Lei para o cargo ao qual concorre. (Lei nº 13.165/15) 
§ 5o Ficam VEDADAS quaisquer doações em dinheiro, bem como de troféus, prêmios, 
ajudas de qualquer espécie feitas por candidato, entre o registro e a eleição, a pessoas 
físicas ou jurídicas. 
§ 6o Na hipótese de doações realizadas por meio da internet, as fraudes ou erros 
cometidos pelo doador sem conhecimento dos candidatos, partidos ou coligações NÃO 
ensejarão a responsabilidade destes nem a rejeição de suas contas eleitorais. 
§ 7o O limite previsto no § 1o NÃO se aplica a doações estimáveis em dinheiro relativas à 
utilização de bens móveis ou imóveis de propriedade do doador, desde que o valor 
estimado não ultrapasse R$ 80.000,00. (Lei nº 13.165/15) 
 
 Tratando-se de financiamento de campanha, são VEDADAS as seguintes fontes: 
(a) Entidade ou governo estrangeiro; 
(b) Concessionárias ou permissionárias de serviço público; 
(c) Entidades beneficentes, religiosas, esportivas, de classe ou sindical. 
(d) OSCIP ou ONGs que recebem recursos públicos; 
(e) Cartórios; 
(f) Pessoas jurídicas (#VALEREPETIR #VAICAIR) 
(...) 
o Se o candidato receber, deverá devolver os valores. Se não for possível identificar a fonte = tesouro 
nacional. 
o O uso dessas verbas caracteriza captação ilícita de recursos eleitorais. 
 
 Os limites de gastos são definidos pelo TSE. 
o Descumprimento pelo candidato = multa (=100% do valor que ultrapassar) + apuração da ocorrência de 
abuso de poder econômico. 
o Descumprimento pelo partido = perde o direito ao Fundo partidário do ano seguinte + apuração da 
ocorrência de abuso de poder econômico. 
 
 A Lei das eleições, antes das alterações de 2015, continha a obrigação de constituir o comitê financeiro!!! NÃO há 
mais essa obrigação. 
o Agora, as contas serão prestadas pelo próprio candidato, sendo obrigatório a abertura de conta bancária 
específica: 
 
Art. 22. É OBRIGATÓRIO para o partido e para os candidatos abrir conta bancária 
específica para registrar todo o movimento financeiro da campanha19. 
 
19 Havia súmula do TSE segundo a qual, a mera falta de abertura de conta bancária específica não era suficiente para a rejeição 
de contas. Todavia, foi revogada, firmando-se o entendimento de que a abertura daquela é IMPRESCINDÍVEL à aferição da 
regularidade da prestação de contas. 
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§ 2o O disposto neste artigo não se aplica aos casos de candidatura para Prefeito e 
Vereador em Municípios onde não haja agência bancária ou posto de atendimento 
bancário. (Lei nº 13.165/15) 
§ 3o O uso de recursos financeiros para pagamentos de gastos eleitorais que não 
provenham da conta específica de que trata o caput deste artigo implicará a 
desaprovação da prestação de contas do partido ou candidato; comprovado abuso de 
poder econômico, será cancelado o registro da candidatura ou cassado o diploma, se já 
houver sido outorgado. 
§ 4o Rejeitadas as contas, a Justiça Eleitoral remeterá cópia de todo o processo ao 
Ministério Público Eleitoral para os fins previstos no art. 22 da LC no 64/90. 
 
 São dispensados de comprovação os seguintes gastos: 
a. cessão de bens móveis de até 4.000,00 por pessoa cedente. 
b. doações entre candidatos ou partidos decorrentes do uso comum tanto de sedes quanto de materiais 
de propaganda eleitoral. 
 
 Os candidatos devem divulgar os recursos recebidos NA INTERNET em até 72 horas do recebimento. 
 
 Possível a adoção de um Sistema Simplificado de prestação de contas nas seguintes hipóteses: 
(a) Movimentação de até R$20.000,00; ou 
(b) Município com até 50.000 eleitores. 
 
 Sobra de recursos = deve ser declarada na prestação e, após julgados todos os recursos, transferida ao partido. 
 
 Erros materiais ou formais CORRIGIDOS ou IRRELEVANTES NÃO acarretarão a rejeição das contas. 
 
 As prestações devem ser encaminhadas até o 30º dia posterior às eleições. 
o A inobservância do prazo para encaminhamento das prestações de contas impede a diplomação dos 
eleitos enquanto perdurar. 
 
 Rejeitadas as contas, para aplicação de qualquer sanção (negar ou cassar diploma) é necessário a representação 
para apuração de arrecadação e gastos ilícitos. 
 
 Documentação deve ser preservada até 180 dias após a diplomação. Se pendente de julgamento, até a decisão 
final. 
13. Propaganda eleitoral. 13.1. Conceito; 13.2. Pesquisas e testes pré-eleitorais; 13.3. Propaganda eleitoral 
em geral; 13.4. Propaganda eleitoral em outdoor; 13.5. Propaganda eleitoral na internet; 13.6. 
Propaganda eleitoral na imprensa; 13.7. Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão; 13.8. 
Direito de resposta; 13.9. Permissões e vedações no dia da eleição; 13.10. Condutas vedadas aos agentes 
públicos em campanhas eleitorais; 13.11. Captação irregular de sufrágio; 13.12. Procedimento 
Preparatório Eleitoral. 
 É possível a realização e divulgação de PESQUISA ELEITORAL a qualquer tempo, inclusive, no dia do pleito. 
o Mas, observe que o levantamento de intenções de voto no dia do pleito só pode ser divulgado após às 17 
horas. 
o Cada pesquisa deve serregistrada 5 dias antes da divulgação, sob pena de multa!!! 
 
Pesquisa eleitoral ≠ enquete 
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Enquete é VEDADA no período de campanha! 
 
 A PROPAGANDA ELEITORAL somente é possível após o dia 15 de agosto do ano eleitoral, sob pena de 
configuração de propaganda antecipada / irregular. 
o NÃO configura propaganda antecipada, desde que NÃO envolva pedido explícito de voto (possível pedido 
de apoio político e divulgação de pré-candidatura): 
(a) Entrevistas, debates e encontros; 
(b) Prévias partidárias (VEDADA sua transmissão ao vivo por rádio e TV); 
(c) Divulgação de posicionamentos pessoais acerca de questões políticas; 
(d) Divulgação de atos parlamentares, de debates legislativos; 
(e) Realização, a expensas de partido político, de reuniões de iniciativa da sociedade civil, para 
divulgar ideias, objetivos e propostas partidárias. 
 
 Principais disposições: 
CE, Art. 243. NÃO será tolerada propaganda: 
I - de guerra, de processos violentos para subverter o regime, a ordem política e social ou de preconceitos 
de raça ou de classes; 
II - que provoque animosidade entre as forças armadas ou contra elas, ou delas contra as classes e 
instituições civis; 
III - de incitamento de atentado contra pessoa ou bens; 
IV - de instigação à desobediência coletiva ao cumprimento da lei de ordem pública; 
V - que implique em oferecimento, promessa ou solicitação de dinheiro, dádiva, rifa, sorteio ou vantagem 
de qualquer natureza; 
VI - que perturbe o sossego público, com algazarra ou abusos de instrumentos sonoros ou sinais acústicos; 
VII - por meio de impressos ou de objeto que pessoa inexperiente ou rústica possa confundir com moeda; 
VIII - que prejudique a higiene e a estética urbana ou contravenha a posturas municiais ou a outra 
qualquer restrição de direito; 
IX - que caluniar, difamar ou injuriar quaisquer pessoas, bem como órgãos ou entidades que exerçam 
autoridade pública. 
LE, Art. 37. Nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público, ou que a ele 
pertençam, e nos bens de uso comum20, inclusive postes de iluminação pública, sinalização de tráfego, 
viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos, é VEDADA a veiculação 
de propaganda de qualquer natureza, inclusive pichação, inscrição a tinta e exposição de placas, 
estandartes, faixas, cavaletes, bonecos e assemelhados. (Lei 13.165/2015) (...) 
§ 3º Nas dependências do Poder Legislativo, a veiculação de propaganda eleitoral fica a critério da Mesa 
Diretora. 
§ 5o Nas árvores e nos jardins localizados em áreas públicas, bem como em muros, cercas e tapumes 
divisórios, NÃO é permitida a colocação de propaganda eleitoral de qualquer natureza, mesmo que não 
lhes cause dano. 
§ 6o É permitida a colocação de mesas para distribuição de material de campanha e a utilização de 
bandeiras ao longo das vias públicas, desde que móveis e que não dificultem o bom andamento do 
trânsito de pessoas e veículos. (Lei nº 12.891, de 2013) 
 
20 LE, Art. 37, § 4o Bens de uso comum, para fins eleitorais, são os assim definidos pelo CC e também aqueles a que a população em 
geral tem acesso, tais como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios, estádios, ainda que de propriedade 
privada. 
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LE, Art. 37, § 2o Em bens particulares, INDEPENDE de obtenção de licença municipal e de autorização da 
Justiça Eleitoral a veiculação de propaganda eleitoral, DESDE QUE seja feita em adesivo ou papel21, não 
exceda a 0,5 m² e não contrarie a legislação eleitoral, sujeitando-se o infrator às penalidades previstas no § 
1o. (Lei nº 13.165, de 2015) 
§ 8o A veiculação de propaganda eleitoral em BENS PARTICULARES deve ser ESPONTÂNEA e GRATUITA, 
sendo VEDADO qualquer tipo de pagamento em troca de espaço para esta finalidade. 
Art. 38, § 4o É proibido colar propaganda eleitoral em veículos, EXCETO adesivos microperfurados até a 
extensão total do para-brisa traseiro e, em outras posições, adesivos até a dimensão máxima fixada no § 
3o. (Lei nº 12.891, de 2013) 
§ 3o Os adesivos de que trata o caput deste artigo poderão ter a dimensão máxima de 50 cm por 40 
cm. (Lei nº 12.891, de 2013) 
LE, Art. 38. INDEPENDE da obtenção de licença municipal e de autorização da Justiça Eleitoral a 
veiculação de propaganda eleitoral pela distribuição de folhetos, adesivos, volantes e outros impressos, os 
quais devem ser editados sob a responsabilidade do partido, coligação ou candidato. (Lei nº 12.891, de 
2013) 
LE, Art. 39, § 8o É VEDADA a propaganda eleitoral mediante OUTDOORS, inclusive eletrônicos, sujeitando-
se a empresa responsável, os partidos, as coligações e os candidatos à imediata retirada da propaganda 
irregular e ao pagamento de multa no valor de R$ 5.000,00 a R$ 15.000,00. 
CE, art. 240, Parágrafo único. É VEDADA, desde 48 horas antes até 24 horas depois da eleição, qualquer 
propaganda política mediante radiodifusão, televisão, comícios ou reuniões públicas. 
LE, Art. 39. § 10. Fica VEDADA a utilização de trios elétricos em campanhas eleitorais, EXCETO para a 
sonorização de comícios. 
§ 11. É permitida a circulação de carros de som e minitrios como meio de propaganda eleitoral, DESDE 
QUE observado o limite de 80 decibéis de nível de pressão sonora, medido a 7 metros de distância do 
veículo, e respeitadas as vedações previstas no § 3o deste artigo. (Lei 12.891, 2013) 
LE, Art. 39-A, § 1o É VEDADA, no dia do pleito, até o término do horário de votação, a aglomeração de 
pessoas portando vestuário padronizado, bem como os instrumentos de propaganda referidos no caput, 
de modo a caracterizar manifestação coletiva, com ou sem utilização de veículos. 
LE, Art. 39. § 6o É VEDADA na campanha eleitoral a confecção, utilização, distribuição por comitê, 
candidato, ou com a sua autorização, de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou 
quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor. 
 
 
21 Antes da alteração legislativa, os partidos e candidatos podiam fazer propaganda eleitoral em bens particulares por meio da 
colocação de faixas, placas, cartazes, pinturas e inscrições, desde que não excedessem a 4 m2. Agora só pode ser feito com a 
colocação de ADESIVO ou PAPEL e desde que o tamanho não seja maior que 0,5m2. 
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Obs.: Diferentemente da mídia escrita, tanto o rádio quanto a TV devem 
ser IMPARCIAIS!! Isso não significa ausência de opinião. 
 
#DEOLHONOSINFORMATIVOS 
STF (Info 836) Foram propostas diversas ADIs contra alteração trazida pela lei nº 13.165/2015, e o STF 
decidiu: 
(i) É constitucional o art. 46 da LE, com redação dada pela Lei nº 13.165/15, que prevê que as emissoras 
de rádio e TV somente são obrigadas a convidar para participar dos debates eleitorais os candidatos dos 
partidos que tenham representação na Câmara superior a 9 Deputados Federais.22 
 Esta regra não viola os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. 
(ii) Os candidatos aptos NÃO podem deliberar pela exclusão dos debates de candidatos cuja 
participação seja facultativa, quando a emissora tenha optado por convidá-los. 
 
22 Antes da alteração, as emissoras eram obrigadas a convidar TODOS aqueles candidatos que fossem de partidos com alguma 
representação na Câmara, ainda que apenas um Deputado.Em caso de COLIGAÇÕES, em consulta, o TSE decidiu: “No caso de 
coligações, o número mínimo de deputados federais deve ser aferido, quando se tratar de eleição proporcional, pela soma de todos 
os representantes dos partidos políticos que compõem a coligação na Câmara dos Deputados e, quando se tratar de eleição 
majoritária, pelo total de deputados federais dos 6 maiores partidos que compõem a coligação.” (Consulta nº 49176, 2016) 
Mídia escrita 
Permitida a 
divulgação paga! (Deve 
constar do anúncio, o 
valor pago) 
Possível, também, matéria 
de opinião do jornal, mas 
essa NÃO pode ser paga! 
Internet 
VEDADA propaganda 
paga, EXCETO a 
reprodução do jornal 
impresso (até 10 
anúncios)! 
Possível: 
- e-mails, desde que 
cadastrados gratuitamente; 
- blogs, redes sociais, etc. 
VEDADO em páginas 
institucionais ou em sites de 
PJs, ainda que gratuitamente. 
Rádio e TV 
VEDADA propaganda 
paga! (Restringe-se ao 
horário gratuito) 
Encerrado o prazo das 
convenções, é VEDADO, em 
programação normal ou noticiário, 
a realização de pesquisa ou outro 
tipo de consuta popular em que 
seja possível identificar o 
entrevistador ou haja 
manipulação de dados!! 
A partir de 30/jun (mesmo antes 
das convenções) , é VEDADO 
transmitir programa apresentado 
ou comentado por pré-candidato. 
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STF conferiu interpretação conforme ao § 5º do art. 46, no sentido de que esta previsão de que os 
candidatos aptos (mínimo de 2/3) poderão definir "o número de participantes" só vale caso eles queiram 
incluir os candidatos inaptos e não convidados. 
(iii) As emissoras de rádio e TV possuem a faculdade de convidar outros candidatos não enquadrados 
no critério do caput do art. 46, independentemente de concordância dos candidatos aptos, mas esse 
convite deverá ser feito conforme critérios objetivos, que atendam os princípios da imparcialidade e da 
isonomia e o direito à informação, a ser regulamentado pelo TSE. 
STF (836) A alteração do § 2º do art. 47 da LE trazida pela Lei nº 13.165/1523, mudando os percentuais da 
distribuição do tempo de propaganda eleitoral gratuita, aumentando ainda mais o tempo dos partidos 
que tenham representação na Câmara dos Deputados foi julgada CONSTITUCIONAL. 
 O STF entendeu que é compatível com a cláusula democrática e com o sistema proporcional, e que essa 
distinção não pode ser considerada odiosa (arbitrária), considerando que o critério para conferir maior 
tempo é baseado nos partidos que possuem maior legitimidade popular. Além disso, se, por um lado, a Lei 
prevê maior tempo para quem tem mais representantes na Câmara dos Deputados, por outro, nenhum 
partido fica sem participação e todos eles terão tempo de rádio e TV. 
 
 Atenção: O telemarketing é VEDADO!!!! (Exceto telemarketing receptivo/passivo) 
 
 Condutas VEDADAS aos agentes públicos, dentre outras: 
o Nos 3 meses que antecedem o pleito: 
 (a) Publicidade institucional (mesmo que sem caráter pessoal), “SALVO em caso de grave e urgente 
necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral”. 
 Pode configurar, ainda, ato de improbidade administrativa. 
 (b) Pronunciamento em TV ou rádio fora do horário eleitoral gratuito, “SALVO quando, a critério da 
Justiça Eleitoral, tratar-se de matéria urgente, relevante e característica das funções de governo”. 
o No primeiro semestre do ano eleitoral: 
 Despesas com publicidade maiores que a média dos gastos nos últimos 3 anos. 
 
14. Atos preparatórios à votação. 15. Processo de votação. 16. Apuração eleitoral. 16.1. Diplomação; 16.2. 
Recurso contra expedição de diploma; 16.3. Candidato eleito com pedido de registro sub judice e 
realização de eleição suplementar. 
 O RECURSO CONTRA EXPEDIÇÃO DO DIPLOMA caberá nas seguintes hipóteses24: 
(i) inelegibilidade superveniente 
(ii) inelegibilidade constitucional; 
(ii) falta de condição de elegibilidade. 
 
 Legitimidade ativa: 
(a) Candidato (somente aquele que possa ser beneficiado diretamente) 
(b) Partido 
 
23 #PARALEMBRAR: O artigo, agora, dispõe que 90% dos horários reservados serão distribuídos proporcionalmente ao numero 
de representantes na Câmara, e 10% serão distribuídos igualmente. 
 
24 Com a alteração trazida em 2013, o referido artigo passou a NÃO ser mais apropriado para a correção de erro de direito ou de 
fato na apuração final, errônea interpretação da lei quanto à aplicação do sistema proporcional ou mesmo concessão ou 
denegação de diploma em manifesta contradição com a prova nos autos, nas hipóteses do art. 222 do CE e do artigo 41-A da LE. 
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(c) Coligação 
(d) Ministério Público 
 
 Legitimidade passiva: candidatos eleitos e seus suplentes, desde que diplomados. 
 
 Prazo: 3 dias da diplomação 
 
 Competência (≠ das demais ações eleitorais): 
 TREs: eleições municipais; 
 Devendo ser interposto perante o juiz eleitoral, a quem caberá conhecer da ação. 
 TSE: eleições para governador e vice-governador de estado ou do DF, deputados federais, estaduais e 
distritais e senadores; 
 Devendo ser interposto perante TRE, a quem caberá conhecer a ação. 
 
 Sanção: cassação do diploma! 
 
 Observações importantes: 
 Não cabe RCD nas eleições presidenciais! 
 NÃO é possível juízo de retratação do órgão da justiça Eleitoral que o conheceu! 
 NÃO há possibilidade de antecipação da tutela em sede de RCD! 
 
17. Ações judiciais eleitorais. 17.1. Ação de impugnação de registro de candidatura; 17.2. Representações 
por propaganda ilícita ou irregular; 17.3. Ação de Impugnação de registro ou divulgação de pesquisas 
eleitorais; 17.4. Ação de investigação judicial eleitoral por abuso de poder de autoridade, político e 
econômico; 17.5. Ação por captação ilícitade sufrágio; 17.6. Ação por conduta vedada a agentes públicos; 
17.7. Ação por captação ou gasto ilícito de recursos para fins eleitorais; 17.8. Ação de impugnação de 
mandato eletivo. 17.9. Ação por doação acima dos limites legais. 
AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO A REGISTRO DE CANDIDATURA (AIRC) 
Cabimento 
- Falta de condição de elegibilidade 
- Inelegibilidade 
- Descumprimento de formalidade legal 
Competência Compete ao órgão que foi feito o pedido de registro (TSE, TER ou juiz eleitoral) 
Legitimidade ativa Candidato, Partido, Coligação e MP 
Legitimidade 
passiva 
Candidato que requereu o registro 
Prazo 5 dias da publicação do pedido 
Peculiaridades 
Não cabe: 
- antecipação de tutela 
- reconvenção 
 
AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL (AIJE) 
Cabimento 
- Abuso de poder econômico 
- Abuso de poder político 
- Utilização indevida de meios de comunicação 
Competência Compete ao Corregedor Geral ou Regional ou ao Juiz Eleitoral (se municipal) 
Legitimidade ativa Candidato, Partido, Coligação e MP 
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Legitimidade 
passiva 
Candidato que requereu o registro (e vice) e cidadão que tenha concorrido para a 
prática do ato (litisconsórcio facultativo) 
Prazo Desde o registro até a diplomação 
Sanções 
- cassação do registro ou diploma 
- inelegibilidade por 8 anos 
Peculiaridades Não é necessário potencialidade de alteração das eleições, analisa-se a gravidade. 
AIJEs específicas 
(mesmo rito) 
 Por captação ilícita de sufrágio 
 No pólo passivo, além do candidato e cidadão, podem figurar PJs (inclusive 
partido) que tenham concorrido para o ato  aplicável multa. 
 
 Por condutas vedadas ao agente público 
 No pólo passivo, além do candidato ecidadão, podem figurar PJs (inclusive 
partido) que tenham concorrido para o ato  aplicável multa. 
 Haverá litisconsório necessário entre candidato e agente público. 
 Aqui, nem sempre haverá a cassação, sendo possível uma análise de 
proporcionalidade para aplicar a reprimenda adequada. 
 
 Por captação ou gastos ilícitos de recursos 
 Nessa ação, o candidato NÃO possui legitimidade. (ÚNICA) 
 O prazo vai até 15 dias após a diplomação. 
 Independe de aprovação ou desaprovação das contas. 
 
Algumas diferenças do rito geral, comum às três últimas: 
 Compete ao órgão que foi feito o pedido de registro (TSE, TER ou juiz eleitoral) 
 
AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO AO MANDATO ELETIVO (AIRC) 
Cabimento 
- Abuso de poder econômico 
- Corrupção 
- Fraude (nas votações) 
Competência 
Compete ao órgão que foi feito o pedido de registro 
(TSE, TER ou juiz eleitoral) 
Legitimidade ativa Candidato, Partido, Coligação e MP 
Legitimidade 
passiva 
Candidatos eleitos e suplentes 
Prazo 15 dias da diplomação 
Sanção 
Cassação do diploma 
Sem previsão de período de inelegibilidade!!! 
Peculiaridades 
- Previsão constitucional 
- Deve ser proposta com provas pré-constituídas 
- Corre em SEGREDO DE JUSTIÇA 
- Rito da AIRC 
 
REPRESENTAÇÃO ART. 96 DA Lei das Eleições 
Cabimento Descumprimento da lei, em especial em relação às regras aplicáveis à propaganda 
Legitimidade ativa Candidato, Partido, Coligação e MP 
Legitimidade passiva Candidatos 
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Sanção 
Somente multa 
NÃO implica cassação!!! 
“Sanções aplicadas ao candidato NÃO se estendem ao partido, mesmo que este tenha se 
beneficiado, SALVO quando comprovada sua participação.” 
 
 Saiba que haverá litisconsórcio passivo necessário entre o candidato e o vice sempre que for possível a perda 
do mandato. 
 
 A prova testemunhal singular, quando exclusiva, NÃO será aceita nos processos que possam levar à perda do 
mandato!!! (CE, art. 368-A, acrescentado em 2015) 
 
 Acerca da legitimidade do MP: 
#OLHAOSINFORMATIVOS 
Info 733 (2014) Embora o TSE possuísse entendimento diverso, STF decidiu que a súmula 
11/TSE NÃO se aplica ao Ministério Público Eleitoral, que POSSUI legitimidade para recorrer 
de decisão que deferiu registro de candidatura, mesmo que não tenha apresentado 
impugnação ao pedido inicial desse registro. 
 Considerado o relevante múnus conferido ao Ministério Público, e inexistente disposição 
legal a vedar a interposição de recurso na situação examinada, a instituição tem o poder-dever 
de atuar na qualidade de FISCAL DA LEI para reverter candidatura eventualmente deferida em 
desacordo com a lei e, assim, não poderia ter diminuída sua legitimidade recursal ativa. 
 Não se pode falar em preclusão para a atuação do órgão, uma vez que se trata de matéria 
de ordem pública e da proteção de valores da mais elevada hierarquia constitucional; 
 É incabível invocar-se o Enunciado 11 da Súmula do TSE para obstar o exercício dessa 
competência ministerial, uma vez que o verbete, ao não mencionar o MP, produziu um 
silêncio eloquente, sendo aplicável apenas aos partidos políticos, que são, ao contrário do MP, 
parciais. 
 O Min. Luiz Fux acresceu, ainda, que o Ministério Público teria legitimidade para recorrer, 
quer atuasse como parte, quer como fiscal da lei. 
 
o Lembre-se, ainda, que após a Mini Reforma Eleitoral, o MP passa a ser legitimado para ajuizar toda e 
qualquer ação eleitoral, com exceção das ações relativas ao direito de resposta. 
 
18. Recursos eleitorais. 
 Merecem destaque algumas generalidades acerca dos recursos eleitorais: 
CE, Art. 257. Os recursos eleitorais NÃO terão efeito suspensivo. 
§ 2o O recurso ordinário interposto contra decisão proferida por juiz eleitoral ou por TRE que resulte 
em cassação de registro, afastamento do titular ou perda de mandato eletivo será recebido pelo 
Tribunal competente com EFEITO SUSPENSIVO. (Lei 13.165/ 2015) 
Art. 263. No julgamento de um mesmo pleito eleitoral, as decisões anteriores sobre questões de 
direito constituem prejulgados para os demais casos, SALVO se contra a tese votarem 2/3 dos 
membros do Tribunal. Tal dispositivo cria uma espécie de súmula vinculante, todavia, foi 
declarado INCONSTITUCIONAL pelo TSE. 
 
 Regra geral, o prazo para interposição dos recursos eleitorais é de 3 dias. 
o Exceção: recurso parcial, interposto em face de decisão de junta eleitoral ou do TRE, deve ser IMEDIATO, 
VERBAL ou por escrito, com razões em 48 horas. 
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 Salvo matéria constitucional, os prazos são preclusivos!!! 
 
 Ressalte-se, ainda, que os recursos eleitorais são GRATUITOS, não existindo preparo. 
 
 As partes deverão ser sempre representadas por advogados, sob pena de defeito de representação. 
 
 Em regra, são irrecorríveis, em separado, as decisões interlocutórias, as quais devem ser atacadas quando do 
recurso contra a decisão final. 
o Exceções, entretanto, existem, a exemplo da prevista no art. 279 do CE, o qual prevê a interposição de 
agravo de instrumento quando não conhecido o REsp pelo TER. 
 
 Determina a CF: 
Art. 121. § 3º - São irrecorríveis as decisões do TSE, SALVO as que contrariarem esta Constituição e as 
denegatórias de habeas corpus ou mandado de segurança. 
 
o De acordo com o CE, cabe recurso ordinário nas seguintes hipóteses: 
Art. 281. São irrecorríveis as decisões do Tribunal Superior, SALVO as que declararem a invalidade de 
lei ou ato contrário à CF e as denegatórias de "habeas corpus"ou mandado de segurança, das quais 
caberá recurso ordinário para o STF, interposto no prazo de 3 dias. 
o Caberá, ainda, agravo de instrumento e agravo regimental, bem como embargos de declaração (CE, arts. 
280 e 275). 
 
19. Perda do mandato eletivo e eleições suplementares. 
 
 Se a nulidade atingir mais da metade dos votos = NOVA ELEIÇÃO! 
o Dentro de 20 a 40 dias. 
 
20. Crimes eleitorais. 20.1. Princípios constitucionais aplicáveis aos crimes eleitorais; 20.2. Crimes 
eleitorais puros ou específicos; 20.3. Crimes eleitorais acidentais; 20.4. Crimes cometidos no 
alistamento eleitoral; 20.5. Crimes cometidos no alistamento partidário; 20.6. Crimes eleitorais em 
Perda do 
mandato eletivo 
Chefe do 
executivo 
Vagando o cargo de PR, o 
Vice o sucede! 
Em caso de dupla vacância: 
Eleição DIRETA = 90 dias 
após aberta a última 
vaga 
Se a vacância ocorrer 
nos últimos 2 anos = 
ELEIÇÃO INDIRETA = 30 
dias depois de aberta a 
última vaga, pelo CN. Membro do Poder 
Legislativo 
Suplente assume! 
NÃO havendo suplente, e 
faltarem mais de 15 meses, 
faz-se NOVA ELEIÇÃO. 
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matéria de inelegibilidades; 20.7. Crimes eleitorais na propaganda eleitoral; 20.8. Corrupção eleitoral; 
20.9. Coação eleitoral; 20.10. Crimes eleitorais na votação; 20.11. Crimes eleitorais na apuração; 20.12. 
Crimes eleitorais no funcionamento do serviço eleitoral; 20.13. Crimes eleitorais que podem ser 
cometidos em qualquer fase do processo eleitoral; 20.14. Crimes eleitorais e sanções penais. 
 
 Crimes eleitorais são todas as violações das normas que disciplinam as diversas fases e operações eleitorais e que 
tem por objeto jurídico proteger a liberdade de exercício do direito de sufrágio, bem como a regularidade e lisura do 
processo eleitoral e que estejam tipificados na legislação eleitoral. 
o Elementos para que haja crime eleitoral: 
 (i) Finalidade eleitoral; 
 (ii) Violação da legislação eleitoral; 
 (iii) Tipificado na lei eleitoral (Lei de eleições, a LC 64 ou o CódigoEleitoral). 
 
 Classificação dos crimes eleitoriais: 
o (a) Específicos/puros: são os que só podem ser praticados na órbita eleitoral. 
 Ex: art. 289 do CE (inscrever-se fraudulentamente como eleitor). 
 
o (b) Acidentais: estão previstos na legislação eleitoral, e também na legislação comum (não eleitoral). 
Caracterizam-se como crimes eleitorais quando praticados com propósito eleitoral. 
 Ex. Arts. 324 a 326 do CE: Calúnia, Injúria e difamação com fins eleitorais. 
 
 Principais crimes eleitorais: 
 
(I) Previstos na lei nº 9.504/97 (lei de eleições) 
Art. 33. §4º A divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de seis 
meses a um ano e multa no valor de cinquenta mil a cem mil UFIR. 
Art. 35. Pelos crimes definidos nos arts. 33, § 4º e 34, §§ 2º e 3º, podem ser responsabilizados 
penalmente os representantes legais da empresa ou entidade de pesquisa e do órgão 
veiculador. 
 
Art. 40. O uso, na propaganda eleitoral, de símbolos, frases ou imagens, associadas ou 
semelhantes às empregadas por órgão de governo, empresa pública ou sociedade de economia 
mista constitui crime, punível com detenção, de seis meses a um ano, com a alternativa de 
prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de dez mil a vinte mil 
UFIR. 
 
(II) Previstos na LC 64/90 (lei das inelegibilidades) 
Art. 25. Constitui crime eleitoral a arguição de inelegibilidade, ou a impugnação de registro de 
candidato feito por interferência do poder econômico, desvio ou abuso do poder de autoridade, 
deduzida de forma temerária ou de manifesta má-fé: 
 
(III) Previstos no Código Eleitoral (nº 4.737/65) 
o O código eleitoral tem uma parte geral (art. 283/288) e uma parte de crimes em espécie (parte especial- art. 
289 e seguintes). 
o Principais artigos da parte geral: 
Art. 283. Para os efeitos penais são considerados membros e funcionários da Justiça Eleitoral: 
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I - os magistrados que, mesmo não exercendo funções eleitorais, estejam presidindo Juntas 
Apuradoras ou se encontrem no exercício de outra função por designação de Tribunal Eleitoral; 
II - Os cidadãos que temporariamente integram órgãos da Justiça Eleitoral; 
III - Os cidadãos que hajam sido nomeados para as mesas receptoras ou Juntas Apuradoras; 
IV - Os funcionários requisitados pela Justiça Eleitoral. 
§ 1º Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, além dos indicados no presente artigo, 
quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública. 
§ 2º Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade 
paraestatal ou em sociedade de economia mista. 
Art. 284. Sempre que este Código não indicar o grau mínimo, entende-se que será ele de 15 dias para 
a pena de detenção e de 1 ano para a de reclusão. 
Art. 285. Quando a lei determina a agravação ou atenuação da pena sem mencionar o "quantum", 
deve o juiz fixá-lo entre 1/5 e 1/3, guardados os limites da pena cominada ao crime. 
Art. 286. A pena de multa consiste no pagamento ao Tesouro Nacional, de uma soma de dinheiro, 
que é fixada em dias-multa. Seu montante é, no mínimo, 1 dia-multa e, no máximo, 300 dias-multa. 
§ 1º O montante do dia-multa é fixado segundo o prudente arbítrio do juiz, devendo êste ter em 
conta as condições pessoais e econômicas do condenado, mas não pode ser inferior ao salário-
mínimo diário da região, nem superior ao valor de um salário-mínimo mensal. 
 Ou seja, é de um salário mínimo!!!! 
 Os tipos já preveem a quantidade de dias multas. 
§ 2º A multa pode ser aumentada até o triplo, embora não possa exceder o máximo genérico caput, 
se o juiz considerar que, em virtude da situação econômica do condenado, é ineficaz a cominada, 
ainda que no máximo, ao crime de que se trate. 
 
Parte especial do Código Eleitoral: 
Art. 289. Inscrever-se fraudulentamente eleitor: 
 
 Obs.: Esse crime prevalece sobre o crime do art. 350 do C. Eleitoral (que tipifica a falsidade ideológica 
eleitora).  Princípio da especialidade. 
 
Art. 290 Induzir alguém a se inscrever eleitor com infração de qualquer dispositivo deste Código. 
 
Art. 297. Impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio: 
 
Art. 298. Prender ou deter eleitor, membro de mesa receptora, fiscal, delegado de partido ou 
candidato, com violação do disposto no Art. 236. 
 
#OLHAOGANCHO (Art. 236) 
 NÃO pode haver prisão de: 
 ELEITOR: 5 dias antes, até 48 horas depois, SALVO: 
o (i) Em flagrante delito de crime afiançável ou inafiançável. 
o (ii) Por condenação por crime inafiançável (ainda que sujeita a recurso). 
o (iii) Por desrespeito a salvo-conduto. 
 
 MEMBROS DE MESAS RECEPTORAS (MESÁRIO ELEITORAL) E FISCAIS OU DELEGADOS DE 
PARTIDOS: no exercício de suas funções, SALVO: 
o Em flagrante delito por crime afiançável e inafiançável. 
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 CANDIDATOS: 15 dias antes das eleições, SALVO: 
o Em flagrante delito de crime afiançável ou inafiançável. 
 
Art. 299. Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou 
qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda 
que a oferta não seja aceita. 
 
 Corrupção ativa e passiva eleitoral. 
o Detalhe: aqui a corrupção é comum, em ambas as formas. Não é crime próprio de servidor público. 
 
#DEOLHONOINFORMATIVO 
STF (742) De acordo com o STF, o delito do art. 299 do CE exige “dolo específico” (melhor dizendo: 
elemento subjetivo especial). No caso da corrupção eleitoral ativa esse “dolo específico” é a intenção 
do agente de obter voto ou conseguir abstenção. Na corrupção eleitoral passiva, a finalidade 
específica do sujeito é a de dar seu voto ou prometer abstenção. 
Art. 302. Promover, no dia da eleição, com o fim de impedir, embaraçar ou fraudar o exercício do 
voto a concentração de eleitores, sob qualquer forma, inclusive o fornecimento gratuito de 
alimento e transporte coletivo. 
 
Art. 309. Votar ou tentar votar mais de uma vez, ou em lugar de outrem.  Crime de atentado! 
 
Art. 323. Divulgar, na propaganda, fatos que sabe inverídicos, em relação a partidos ou candidatos e 
capazes de exercerem influência perante o eleitorado. 
Parágrafo único. A pena é agravada se o crime é cometido pela imprensa, rádio ou televisão. 
 
21. Processo penal eleitoral. 21.1. Prisão e período eleitoral; 21.2. Competência, conexão e continência 
em matéria eleitoral; 21.3. Medidas despenalizadoras; 21.4. Ação penal eleitoral; 21.5. Recursos. 
 Ação penal pública incondicionada (todos os crimes). 
 Procedimento é disciplinado no Código Eleitoral e se aplica, subsidiariamente, o CPP. 
o Denúncia (10 dias) Recebida denúncia, cita o réu para alegações escritas e arrolar testemunhas (10 dias) 
Realizada instrução, alegações finais (5 dias para cada) Sentença (10 dias). 
 
 Recursos cabíveis: 
o Apelação (ao TRE) = 10 dias 
o Rese = 5 dias 
o Embargos de declaração = 3 dias 
o Recurso especial eleitoral (ao TSE) = 3 dias 
 Ataca decisão do TRE que (i) contraria lei ou (ii) divergência na interpretação de lei entre 
tribunais eleitorais. 
o Recurso extraordinário (ao STF) = 3 dias 
 Ataca decisão do TSE. 
 
 Atenção!!! Mantida a competência da Justiça Eleitoral, aplica-se os institutos das leis dos Juizados. 
  Ou seja, são cabíveis a transação penal, bem como a suspensão condicional do processo. 
 
 
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DIREITOS HUMANOS25 
1. Direitos humanos. 1.1 Conceito e evoluçãohistórica: as dimensões dos Direitos Humanos. 
 Lançada por Karel Vasak, em 1979, a teoria das gerações classificou os direitos humanos em três dimensões, 
sendo cada uma associada a um dos componentes do lema da Revolução Francesa (liberdade, igualdade, 
fraternidade): 
 
 
- Alguns doutrinadores já defendem o nascimento de uma 4ª geração de direitos humanos, resultante da 
globalização dos Direitos Humanos, correspondendo aos direitos de participação democrática, direito ao 
pluralismo, bioética e limites à manipulação genética, fundados na defesa da dignidade da pessoa humana contra 
intervenções abusivas de particulares ou do Estado. 
- Essas novas gerações ou dimensões apontadas pela doutrina revelam o fenômeno da produção de novos direitos, 
também denominado de inexauribilidade dos direitos humanos, para atender a recentes demandas sociais da 
atualidade. 
- Importante conhecer as seguintes terminologias, que vão avançando do plano interno para o plano internacional. 
Direitos do Homem: São aqueles que não estão escritos e nem inscritos nas constituições, nas leis internas e muito 
menos nos tratados. São direitos não positivados, que provêm do direito natural. Não se encontram escritos em 
textos. Se sabe que tem aquele direito, mas não se sabe onde está escrito. É muito difícil, atualmente, ter um direito 
chamado “do homem”, tendo em vista que quase todos já estão na constituição ou em algum tratado internacional 
de direitos humanos. 
 
Direitos Fundamentais: É expressão afeta ao direito interno, ao direito constitucional moderno e contemporâneo, à 
ordem jurídica estatal. São colocados na constituição, elencados para garantia e proteção dos cidadãos no direito 
interno. Podem ser restritos (ex.: o estrangeiro tem direitos no Brasil, mas não pode votar; os conscritos durante o 
serviço militar não podem votar). Com considerável quantidade de tratados protetores que surgiram no pós a 2º 
guerra mundial, alguns desses direitos ascendem ao plano do direito internacional, quando, então, ganham o nome 
de direitos humanos. 
 
25 Por Luiz Fernando @luizfernandop.oliveira 
•Direitos de LIBERDADE, compostos por direitos civis e políticos. 
•Além do tradicional papel passivo do Estado na defesa desses direitos (famosas prestações 
negativas) está presente também o ativo, pois há de se exigir ações do Estado para garantia da 
segurança pública, administração da justiça, entre outras. 
1ª geração ou 
dimensão 
•Direitos de IGUALDADE, compostos por direitos sociais, econômicos e 
culturais. 
•Demanda vigoroso papel ativo do Estado. 
•Marcos: Constituição mexicada de 1917, Constituição Alemã de Weimar de 1919 e, no Direito 
Internacional, o Tratado de Versailles, que criou a OIT. 
2ª geração ou 
dimensão 
•Direitos de SOLIDARIEDADE, compostos por aqueles de titularidade da 
comunidade. 
•Tais como o direito ao desenvolvimento, direito à paz, direito à autodeterminação e, 
em especial, direito ao meio ambiente equilibrado. 
3ª geração ou 
dimensão 
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Direitos Humanos: É expressão afeta ao direito internacional público. São direitos de elevada essencialidade ao ser 
humano, reconhecidos no plano internacional 
1.2 Sistema Internacional de promoção e proteção dos Direitos Humanos. Sistema Interamericano. 
 O Sistema Internacional de promoção e proteção dos Direitos Humanos é suplementar e paralelo ao direito 
interno. Seus instrumentos possuem natureza subsidiária, e são acionados sempre que os procedimentos 
nacionais falharem ou forem, de qualquer forma, omissos. 
 Desde 1945, pode-se falar em um Sistema universal de proteção (Sistema da ONU ou ONUSIANO), o qual é 
formado por instrumentos normativos gerais e especiais, bem como por organismos e mecanismos de vigilância, 
supervisão, monitoramento e fiscalização dos direitos humanos. 
SISTEMA GLOBAL DE DIREITOS HUMANOS (Universal ou Onusiano) 
Formação 
1. Carta Internacional de Direitos Humanos 
Compreende: 
a. Carta de São Francisco; 
b. Declaração Universal de DH de 194826; 
c. Pacto de direitos civis e políticos; 
d. Pacto de Direitos sociais, econômicos e culturais. 
2. Demais tratados de DH 
Mecanismos de 
monitoramento e 
proteção: 
Convencionais 
(ou treaty-monitoring 
bodies) 
 São criados comitês específicos no âmbito de tratados 
específicos. 
 São eles: 
(i) Sistema de relatórios periódicos27; 
(ii) Investigações in loco28. 
Convencionais quase 
judiciais 
 Também são geridos pelos Comitês instituídos por 
determinados tratados29. 
 São eles: 
(i) Comunicações interestatais; 
(ii) Petições individuais. 
Convencional Judicial 
 Realizado pela CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA, 
órgão judicial da ONU. 
 15 juízes 
 Mandato de 9 anos, com possibilidade de 
 
26 #Atenção: A DUDH, sob o ponto de vista técnico-formal é um resolução e não um tratado. Por conta disso, entende-se que a 
DUDH não é formalmente vinculante, sendo mero indicativo de amplo consenso internacional, integrando o chamado soft law. 
Contudo, isso não acarreta a sua irrelevância jurídica. 
É importante ter em mente ainda que os direitos consagrados na DUDH foram posteriormente previstos em tratados, como o 
Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais. 
27 Por esse sistema, ao ratificar tratados, os Estados comprometem-se a enviar informes, nos quais devem constar as ações que 
realizaram para respeitar e garantir os direitos mencionados nesses tratados. 
Podemos mencionar, ainda, a possibilidade de envio de relatórios por parte das ONGs (“shadow report”). 
28 Necessária aceitação expressa do Estado investigado. 
29 A competência dos Comitês para exercício dos mecanismos quase judiciais também deve ser reconhecida expressamente 
pelos Estados. 
#VAICAIR #APOSTACICLOS: Na Comissão Interamericana os Estados não precisam aceitar expressamente a sua competência 
para petições individuais = é OBRIGATÓRIO. 
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reeleição. 
 Somente os Estados podem ser partes30. 
 Depende de adesão facultativa dos Estados, que podem 
condicionar sua aceitação à presença de reciprocidade. 
 Sentença proferida pela CIJ é definitiva e inapelável3132. 
Extraconvencionais 
 Existem no âmbito da ONU e seu mandato é entendido 
de maneira ampla, não se focando exclusivamente em 
um ou dois tratados, mas em vários deles, sem contar 
outras fontes de direito internacional. 
 São de responsabilidade do CONSELHO DE DIREITOS 
HUMANOS. 
 47 Estados-membros; 
 Vinculado à Assembléia Geral da ONU. 
 Duas espécies: 
(i) Revisão periódica universal (= sistema peer view)33 
(ii) Procedimentos especiais34 
 Em reforço à proteção global, existem os sistemas regionais, dentre os quais se insere o Sistema 
Interamericano de Direitos Humanos, aplicável ao Estado Brasileiro e criado pela OEA (Organização dos Estados 
Americanos). 
SISTEMA INTERAMERICANO DE DIREITOS HUMANOS 
Surgimento 
1. Carta da OEA, de 1948 
2. Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem, de 194835 
Subdivisão 
Sistema da OEA = é integrado por todos aqueles países que assinaram os instrumentos 
normativos iniciais e tem como órgão principal a Comissão Interamericana. 
Sistema da Convenção Americana = integrado apenas pelos países que ratificaram o Pacto 
de San José (Convenção Americana de DH), e atua através, não só da Comissão – (que 
passou a ter papel dúplice), como também da Corte Interamericana. 
Órgãos voltados à 
proteção dos DH 
COMISSÃO 
Interamericana de 
DH 
 Composta por 7 membros36,de nacionalidades diferentes, com 
mandato de 4 anos (uma reeleição). 
 
 Constitui etapa indispensável do sistema. 
 Além das competências políticas e do exercício de funções 
 
30 #FOCOAQUI Somente julga Estados, e somente Estados podem apresentar petições. Indivíduos ou organizações 
internacionais NÃO. 
31 Cabe somente (i) pedido de esclarecimento e (ii) revisão por fato novo, em até 10 anos. 
32 Lembre-se  Sentenças de Tribunais Internacionais NÃO precisam ser homologadas pelo STJ e NÃO se confundem com 
sentenças estrangeiras. 
33 Mecanismo coletivo e político, que prevê que TODOS os Estados da ONU sejam avaliados por seus pares (e NÃO por 
julgadores independentes), em períodos de 4 a 5 anos, evitando-se a seletividade e os parâmetros dúbios da escolha de um 
determinado país e não outro.  São nomeados 3 Estados para o relatório final (= troikas). 
34 Envolve a nomeação de um Relator especial ou de um Grupo de trabalho, imparciais, para averiguar violações e desenvolver 
relatórios não vinculantes (apenas recomendações). Pode abranger Estados específicos (mandatos nacionais) ou temas 
específicos (mandatos temáticos) e pode ser confidencial ou público, caso o Estado não colabore. 
35 Saiba que a Carta da OEA foi bem genérica, tendo sido a Declaração Americana a responsável por especificar os direitos 
protegidos, embora NÃO possua caráter vinculante. A Convenção Americana, por sua vez, aprofundou o rol dos direitos e trouxe 
força normativa e vinculante. 
36 Os membros devem atuar com imparcialidade e independência, NÃO representando o Estado de origem. 
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quase-judiciais, possui papel consultivo, fiscalizatório, 
conciliatório. São suas principais atribuições: 
I. Preparar relatório anual; 
II. Verificação in loco (é necessário anuência); 
III. Análise de petições individuais/ONGs (NÃO é 
necessário anuência ≠ Sistema Global) 
#APOSTACICLOS; 
IV. Análise de petições interestatais37 (é necessário 
anuência dos Estados); 
V. Levar petições individuais à Corte; 
VI. Possibilidade de solicitar parecer à Corte. 
 As petições devem ser apresentadas em um prazo máximo de 6 
meses contados do esgotamento dos recursos internos. Além 
disso, são proibidas petições anônimas. 
 
 Constatada a violação de DH e frustrada tentativa de 
conciliação, é encaminhado ao Estado infrator um Primeiro 
Informe, de natureza confidencial e não vinculante 
(recomendações). Seu descumprimento resultará em: 
(i) Submissão do caso à Corte Interamericana38; 
OU, em caso de não reconhecimento de sua competência pelo 
Estado infrator, 
(ii) Elaboração de um Segundo Informe, agora de força 
vinculante e de caráter público. 
CORTE 
Interamericana de 
DH 
 Instituição judicial autônoma, NÃO sendo órgão da OEA, mas, 
SIM, órgão de fiscalização da Convenção Americana. #VAICAIR 
 
 NÃO é tribunal permanente. 
 Composta por 7 membros, com mandato de 6 anos, (UMA 
reeleição). 
 Funções: 
I. Consultiva 
 Legitimados: Comissão, Estados-partes e Estados 
da OEA.39 
 NÃO vinculante!!! 
II. Contenciosa 
 Podem propor os Estados-partes e a Comissão. 
#APOSTACICLOS  Indivíduos NÃO podem 
peticionar diretamente na Corte. 
 Somente julga Estados. 
 Depende de anuência expressa do Estado. 
 VINCULANTE. 
 Sua sentença é definitiva e inapelável40. 
 
37 Atribuição exclusiva do Sistema da Convenção Americana (assim como as funções relacionadas à Corte), só sendo possível se 
ratificado o Pacto San Jose. 
38 Atenção ao fato de que, constatada a violação pelo Estado e reconhecida a jurisdição da Corte por este, deve a Comissão 
AUTOMATICAMENTE propor a ação, salvo se houver decisão em sentido contrário da maioria absoluta dos comissários. 
39 Difere da função consultiva da CIJ, a qual não emite parecer para Estados, somente para órgãos da ONU. 
 
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 OBS.: Importante dar uma olhada nos principais casos julgados pela Corte Interamericana, que envolveram o 
Estado Brasileiro. 
Caso Damião 
Ximenes Lopes 
DECISÃO: Primeiro caso envolvendo o Brasil na CIDH, tendo sido condenado também a 
indenizar a família de Damião Ximenes Lopes e garantir a eficácia do processo judicial 
interno relativo ao caso e a desenvolver um programa de formação e capacitação para o 
pessoal vinculado ao atendimento de saúde mental. 
Caso Nogueira de 
Carvalho 
DECISÃO: Por conta do “limitado suporte fático” de que dispunha, a CIDH concluiu que 
NÃO ficou demonstrado que o Estado tenha violado os direitos às Garantias Judiciais e à 
Proteção Judicial consagrados nos artigos 8 e 25 da Convenção Interamericana de Direitos 
Humanos. 
Caso Escher e 
outros 
DECISÃO: a CIDH declarou que o Brasil violou o direito à vida privada e o direito à honra e 
à reputação de membros da ADECON e da COANA, bem como o direito à liberdade de 
associação e os direitos às garantias judiciais e à proteção judicial, fixando na sentença a 
obrigação de o Estado brasileiro indenizar os prejudicados e investigar os fatos que 
gerarem as violações ocorridas nesse episódio. 
Caso Garibaldi 
DECISÃO: a CIDH reconheceu que o Brasil violou o direito às garantias judiciais e à 
proteção judicial em prejuízo da família de Sétimo Garibaldi e determinou a obrigação do 
Estado brasileiro de indenizar seus familiares e de dar seguimento ao inquérito e eventual 
processo judicial. 
Caso Gomes Lund 
e outros (Guerrilha 
do Araguaia) 
DECISÃO: a CIDH declarou que “As disposições na Lei de Anistia brasileira que impedem a 
investigação e sanções de graves violações de direitos humanos são incompatíveis com a 
Convenção Americana, carecem de efeitos jurídicos”. Assim, a CIDH condenou o Brasil a uma 
série de ações, dentre as quais a OBRIGAÇÃO DE INVESTIGAR OS FATOS ligados à Guerrilha 
do Araguaia e de PUNIR OS RESPONSÁVEIS, bem como de DETERMINAR O PARADEIRO 
DAS VÍTIMAS DESAPARECIDAS e, se for o caso, identificar e entregar os restos mortais a 
seus familiares. 
Caso Fazenda 
Brasil Verde 
Trata do desaparecimento e trabalho escravo de diversas pessoas, em especial crianças e 
adolescentes, em fazendas localizadas em Sapucaia/PA. Em sua condenação, a CIDH 
reconheceu pela primeira vez a existência de discriminação estrutural histórica, em razão 
do contexto no qual ocorreu a violação dos direitos humanos das vítimas, que eram 
pessoas extremamente hipossuficientes, que eram escolhidas justamente por sua condição 
de extrema pobreza. 
Caso Cosme Rosa 
Genoveva (Favela 
Nova Brasília) 
Caso Cosme Rosa Genoveva e outros vs. Brasil (“Caso Favela Nova Brasília”): O caso trata 
de diversas execuções extrajudiciais realizadas por agentes da polícia civil na Favela Nova 
Brasília no Rio de Janeiro, situada dentro do Complexo do Alemão. Algumas das vítimas 
eram adolescentes que teriam sido submetidos a atos sexuais e tortura antes de serem 
assassinados. 
 
#NÃOCONFUNDA: Obrigações “erga omnes” e normas de jus cogens (as provas costumam cobram a diferenciação). 
Jus cogens são normas imperativas de direito internacional geral, das quais nenhuma derrogação é possível, só 
admitindo revogação por outra norma da mesma natureza (e desde que seja para melhorar a proteção). Portanto, 
independe da vontade dos Estados, não cabem subjetivismos ou consensualismo. Muitas vezes, as cortes 
internacionais têm receio de dizer o que é ou o que não é jus cogens, para que depois não caiam em contradição ou 
mesmo aconteça um fato novo que clame ser enquadrado como uma questão de jus cogens e se afirme que não é, 
porque não foi dito antes que seria. Então, as cortes internacionaistêm criado algo que em muito se aproxima do 
jus cogens que são as chamadas obrigações “erga omnes”, que são obrigações a todos impostas, mas derrogáveis. 
 
40 Cabe somente recurso de interpretação em 90 dias. 
 
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1.3 Tratados e Convenções Internacionais sobre Direitos Humanos incorporados pelo ordenamento brasileiro. 
Conflito com as normas constitucionais. 
 A formação e incorporação dos tratados de DH segue o mesmo procedimento aplicado aos tratados em geral: 
 
 
- Já em relação ao status dispensado a esses tratados, foi consagrada a TEORIA DO DUPLO ESTATUTO dos tratados 
de DH: natureza constitucional para os aprovados pelo rito art. 5º, §3º41 e natureza supralegal para todos os demais, 
quer sejam anteriores ou posteriores à EC 45 e que tenham sido aprovados pelo rito comum. 
 
- Desse modo, há três regimes jurídicos diferentes para os tratados internacionais: 
(a) Tratados que NÃO são de direitos humanos = STATUS de lei ordinária. 
(b) Tratados de direitos humanos incorporados sem seguir o art. 5º, §3º = SUPRALEGAL. 
 (c) Tratados de direitos humanos incorporados nos termos do art. 5º, §3º = STATUS de Emenda Constitucional. 
- Passam a integrar o BLOCO DE CONSTITUCIONALIDADE RESTRITO, podendo servir de parâmetro para avaliar a 
constitucionalidade de uma norma infraconstitucional qualquer. 
 
41 § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos QUE FOREM APROVADOS, em cada Casa do Congresso 
Nacional, em dois turnos, por 3/5 dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (EC nº 
45, de 2004). 
Esse rito é facultativo e deve ser requerido pelo Presidente da República, cabendo a escolha da sua adoção ao Congresso 
Nacional. 
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- Em caso de colisão com o texto constitucional, a doutrina refuta os critérios formais de solução de antinomia, 
dizendo que deve PREVALECER A NORMA MAIS FAVORÁVEL AOS DIREITOS HUMANOS (“PRO HOMINE”). 
- Afinal, se eles possuem caráter de EC, devem respeitar os DH, que são cláusulas pétreas. 
 
- Até hoje, já foram aprovados 3 tratados sob a forma do do art. 5º, §3º, equivalentes à emendas constitucionais: 
(a) Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência; 
(b) Protocolo facultativo da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência; 
(c) Tratado de Marraquexe para Facilitar o Acesso a Obras Publicadas para Pessoas Cegas. 
 
- CONTROLE DE CONVENCIONALIDADE DAS LEIS: consiste na análise da compatibilidade dos atos internos em face 
das normas internacionais (tratados, costumes, princípios gerais de direito, atos unilaterais, resoluções vinculantes 
de organizações internacionais). Pode ser: 
(a) De matriz internacional (= autêntico / definitivo) 
 É, em geral, atribuído a órgãos internacionais compostos por julgadores independentes, criados 
por tratados internacionais, para evitar que os próprios Estados sejam, ao mesmo tempo, fiscais e 
fiscalizados (Corte Europeia, Interamericana e Africana, comitês onusianos...). 
(b) De matriz nacional (= provisório / preliminar) 
 É o exame de compatibilidade do ordenamento interno diante das normas internacionais 
incorporadas, realizado pelos próprios juízes internos. 
 
#TEMQUESABER #VAICAIR 
STF, Info 795  Audiência de custódia consiste no direito que a pessoa presa em flagrante possui de ser 
conduzida (levada), sem demora, à presença de uma autoridade judicial (magistrado) que irá analisar se os 
direitos fundamentais dessa pessoa foram respeitados (ex: se não houve tortura), se a prisão em flagrante foi 
legal e se a prisão cautelar deve ser decretada ou se o preso poderá receber a liberdade provisória ou medida 
cautelar diversa da prisão. A audiência de custódia é prevista na Convenção Americana de Direitos Humanos 
(CADH), que ficou conhecida como "Pacto de San Jose da Costa Rica", promulgada no Brasil pelo Decreto 
678/92 e ainda não regulamentada em lei no Brasil. Diante dessa situação, o TJSP editou o Provimento Conjunto 
nº 03/2015 regulamentando a audiência de custódia no âmbito daquele Tribunal. O STF entendeu que esse 
Provimento é constitucional porque não inovou na ordem jurídica, mas apenas explicitou conteúdo normativo já 
existente em diversas normas da CADH e do CPP. Por fim, o STF afirmou que não há que se falar em violação ao 
princípio da separação dos poderes porque não foi o Provimento Conjunto que criou obrigações para os 
delegados de polícia, mas sim a citada convenção e o CPP. 
 
STJ, HC 379.269/MS - 2017  DESACATAR funcionário público no exercício da função ou em razão dela 
CONTINUA A SER CRIME, conforme previsto no art. 331 do Código Penal. A figura penal do desacato não 
prejudica a liberdade de expressão, pois não impede o cidadão de se manifestar, “desde que o faça com 
civilidade e educação”. A responsabilização penal por desacato existe para inibir excessos e constitui uma 
salvaguarda para os agentes públicos, expostos a todo tipo de ofensa no exercício de suas funções. Apesar da 
posição da Comissão Interamericana de Direitos Humanos ser contrária à criminalização do desacato, a Corte 
Interamericana de Direitos Humanos, órgão que efetivamente julga os casos envolvendo indivíduos e Estados, já 
deixou claro em mais de um julgamento que o Direito Penal pode punir as condutas que representem excessos 
no exercício da liberdade de expressão. 
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STF, Info 798  O Estado de Coisas Inconstitucional ocorre quando se verifica a existência de um 
quadro de violação generalizada e sistêmica de direitos fundamentais, causado pela inércia ou incapacidade 
reiterada e persistente das autoridades públicas em modificar a conjuntura de modo que apenas 
transformações estruturais da atuação do Poder Público e a atuação de uma pluralidade de autoridades podem 
modificar a situação inconstitucional. 
 O STF reconheceu que o sistema penitenciário brasileiro vive um "Estado de Coisas Inconstitucional", com 
uma violação generalizada de direitos fundamentais dos presos. As penas privativas de liberdade aplicadas 
nos presídios acabam sendo penas cruéis e desumanas. Vale ressaltar que a responsabilidade por essa 
situação deve ser atribuída aos três Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), tanto da União como dos 
Estados-Membros e do DF. 
 A ausência de medidas legislativas, administrativas e orçamentárias eficazes representa uma verdadeira 
"falha estrutural" que gera ofensa aos direitos dos presos, além da perpetuação e do agravamento da 
situação. Assim, cabe ao STF o papel de retirar os demais poderes da inércia, coordenar ações visando a 
resolver o problema e monitorar os resultados alcançados. 
 Diante disso, o STF, em ADPF, concedeu parcialmente medida cautelar determinando que: • juízes e 
Tribunais de todo o país implementem, no prazo máximo de 90 dias, a audiência de custódia;• a União 
libere, sem qualquer tipo de limitação, o saldo acumulado do Fundo Penitenciário Nacional para utilização na 
finalidade para a qual foi criado, proibindo a realização de novos contingenciamentos. 
 Na ADPF havia outros pedidos, mas estes foram indeferidos, pelo menos na análise da medida cautelar. 
1.4 Ministério Público e a defesa dos DireitosHumanos. 
- A partir da promulgação da CF/88, o MP ganhou uma nova feição. 
- Além de passar a ser garantida constitucionalmente a sua independência e autonomia funcional, a par de suas 
tradicionais atribuições na seara penal e no exercício da função de Fiscal da Lei, passou a instituição a desempenhar 
relevante papel na defesa da cidadania e na promoção dos direitos coletivos da sociedade. 
- De acordo com a CF: 
Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, 
incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e 
individuais indisponíveis. 
 
Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: 
II - zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos 
direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia; 
 
1.5. Sistema Único de Saúde. 
- Diz a CF: 
Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e 
econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao ACESSO 
UNIVERSAL E IGUALITÁRIO às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. 
Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público 
dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua 
execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica 
de direito privado. 
 
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Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e 
hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes 
DIRETRIZES: 
I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo; 
II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos 
serviços assistenciais; 
III - participação da comunidade. 
§ 1º O sistema único de saúde será financiado, nos termos do art. 195, com recursos do 
orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, além de outras 
fontes. 
(...) 
§ 5º Lei federal disporá sobre o regime jurídico, o piso salarial profissional nacional, as diretrizes 
para os Planos de Carreira e a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e 
agente de combate às endemias, competindo à União, nos termos da lei, prestar assistência 
financeira complementar aos Estados, ao DF e aos Municípios, para o cumprimento do referido 
piso salarial. (EC 63/2010) (...) 
Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei: 
I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e 
participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e 
outros insumos; 
II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do 
trabalhador; 
III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde; 
IV - participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico; 
V - incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico e tecnológico e a 
inovação; (EC 85/2015) 
VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem 
como bebidas e águas para consumo humano; 
VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de 
substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos; 
VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho. 
 
 Princípios (Lei 8.080/90): 
Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou 
conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos de acordo com 
as diretrizes previstas no art. 198 da CF, obedecendo ainda aos seguintes princípios: 
I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência; 
II - integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e 
serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os 
níveis de complexidade do sistema; 
III - preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral; 
IV - igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie; 
V - direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde; 
VI - divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a sua utilização 
pelo usuário; 
VII - utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de recursos 
e a orientação programática; 
VIII - participação da comunidade; 
IX - descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo: 
a) ênfase na descentralização dos serviços para os municípios; 
b) regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde; 
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X - integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e saneamento básico; 
XI - conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na prestação de serviços de assistência à saúde da 
população; 
XII - capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência; e 
XIII - organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins 
idênticos. 
 
 Embora exista o SUS, nada impede a prestação do serviço de saúde por particulares, podendo, inclusive, integrá-
lo: 
 
CF, Art. 199. A assistência à saúde é LIVRE à iniciativa privada. 
§ 1º As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema único de 
saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo 
preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos. 
§ 2º É VEDADA a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições 
privadas com fins lucrativos. 
§ 3º - É VEDADA a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na 
assistência à saúde no País, SALVO nos casos previstos em lei. 
§ 4º A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de órgãos, tecidos e 
substâncias humanas para fins de transplante, pesquisa e tratamento, bem como a coleta, 
processamento e transfusão de sangue e seus derivados, sendo VEDADO todo tipo de 
comercialização. 
 
1.6 Sistema Único de Assistência Social 
 Definição: é política de Seguridade Social NÃO CONTRIBUTIVA que visa garantir o atendimento às necessidades 
básicas dos cidadãos. 
 Diretrizes: 
 
CF, Art. 204. As ações governamentais na área da assistência social serão realizadas com 
recursos do orçamento da seguridade social, previstos no art. 195, além de outras fontes, e 
organizadas com base nas seguintes DIRETRIZES: 
I - descentralização político-administrativa, cabendo a coordenação e as normas gerais à esfera 
federal e a coordenação e a execução dos respectivos programas às esferas estadual e 
municipal, bem como a entidades beneficentes e de assistência social; 
II - participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação das 
políticas e no controle das ações em todos os níveis. 
Parágrafo único. É facultado aos Estados e ao DF vincular a programa de apoio à inclusão e 
promoção social até 0,5% de sua receita tributária líquida, VEDADA a aplicação desses recursos 
no pagamento de: 
I - despesas com pessoal e encargos sociais; 
II - serviço da dívida; 
III - qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamente aos investimentos ou ações 
apoiados. 
 
 Benefício de prestação continuada: 
CF, Art.203. A assistência social será prestada a quem dela necessitar, INDEPENDENTEMENTE 
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DE CONTRIBUIÇÃO à seguridade social, e tem por OBJETIVOS: (...) 
V - a garantia de UM salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao 
idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida 
por sua família, conforme dispuser a lei.  Benefício de prestação continuada (LOAS) 
 
- Características: 
(i) Natureza: benefício assistencial e, assim, INDEPENDE DE CONTRIBUIÇÃO. 
(ii) Valor: UM salário mínimo por mês 
(iii) Requisitos: 
a) Pessoa com deficiência ou idoso (65 anos ou mais); 
b) Não possuir meios de prover a própria manutenção nem de tê-la provida por sua família. 
(iv) Custeio: União 
(v) Concessão e administração: INSS 
(vi) Competência para julgar ações que o envolvem: Justiça Federal. 
(vii) Inacumulável: A pessoa que recebe o amparo assistencial não pode receber ao mesmo tempo outro 
benefício no âmbito da seguridade social ou de outro regime, salvo os da assistência médica e da pensão 
especial de natureza indenizatória42. 
 
- Principais dispositivos acerca do Benefício de Prestação Continuada (Lei 8.742/93): 
Art. 20. O benefício de prestação continuada é a garantia de um salário-mínimo mensal à 
pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais que comprovem não possuir 
meios de prover a própria manutenção nem de tê-la provida por sua família. 
§ 2o Para efeito de concessão do benefício de prestação continuada, considera-se pessoa 
com deficiência aquela que tem impedimento de Longo prazo ( prazo mínimo de 2 
anos) de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou 
mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade 
de condições com as demais pessoas. (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 
2015) (Vigência) 
§ 3o Considera-se incapaz de prover a manutenção da pessoa com deficiência ou idosa a 
família cuja renda mensal per capita seja inferior a 1/4 do salário-mínimo.43 
§ 5o A condição de acolhimento em instituições de longa permanência não prejudica o 
direito do idoso ou da pessoa com deficiência ao benefício de prestação continuada.44 
Art. 21-A. O benefício de prestação continuada será SUSPENSO pelo órgão concedente 
quando a pessoa com deficiência exercer atividade remunerada, inclusive na condição de 
 
42 Lei nº 8.742/93, art. 20. § 4o O benefício de que trata este artigo NÃO PODE SER ACUMULADO pelo beneficiário com qualquer 
outro no âmbito da seguridade social ou de outro regime, SALVO os da assistência médica e da pensão especial de natureza 
indenizatória. 
43 #FOCOAQUI 
 
STF (2013 – Info 702)  O Plenário do STF declarou, incidentalmente, a INCONSTITUCIONALIDADE do § 3º do art. 20 (sem 
pronúncia de nulidade) por considerar que o referido critério está defasado para caracterizar a situação de miserabilidade. 
Como a declaração de inconstitucionalidade foi sem pronúncia de nulidade, o critério definido pelo art. 20, § 3º, da Lei nº 8.742/93 
continua existindo no mundo jurídico, mas devendo agora ser interpretado como um indicativo objetivo que não exclui a 
possibilidade de o juiz verificar a hipossuficiência econômica do postulante do benefício por outros parâmetros ou meios de 
prova. 
44 Inclusive, há a possibilidade daquilo que se chama de “cotização”, ou seja, o idoso pode repassar à referida instituição valor 
não superior a 70% de seu benefício. 
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microempreendedor individual. 
(...) § 2o A contratação de pessoa com deficiência como aprendiz NÃO acarreta a 
suspensão do benefício de prestação continuada, limitado a 2 anos o recebimento 
concomitante da remuneração e do benefício. 
 
- Ressalte-se que NÃO serão computados para os fins do cálculo da renda familiar per capita: 
(a) Benefícios relacionados à assistência médica; 
(b) Pensão especial de natureza indenizatória; 
(c) Bolsa de estágio supervisionado e de aprendizagem (Art. 20, §9º da Lei 8742); 
(d) LOAS recebido por idoso (art. 34, Estatuto do Idoso)45; 
(e) Valor recebido a título de bolsa família (Portaria MPAS 1.524); 
(f) Rendas de natureza eventual ou sazonal. 
 
1.7 Direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais 
- A finalidade de qualquer tratamento é a reinserção social do paciente em seu meio. 
- Tratamento ambulatorial tem preferência e a internação somente será indicada quando os recursos extra-
hospitalares se mostrarem insuficientes. 
 Tipos de internação: 
(a) Voluntária 
(b) Involuntária = sem o consentimento, a pedido de terceiros. 
 Prazo de 72 horas para comunicar o Ministério Público Estadual. 
 Término se dá por solicitação ESCRITA do responsável ou médico. 
(c) Compulsória = aquela determinada pela Justiça. 
 
#FACILITACOACH 
Internação 
voluntária 
O paciente solicita voluntariamente sua internação. O psiquiatra deve colher dele 
uma declaração de sua opção por esse regime de tratamento. Quando da alta, se 
esta for a pedido do paciente, este também deve assinar uma solicitação por 
escrito. 
Internação 
compulsória e 
involuntária 
O juiz determina o procedimento, mas o paciente se recusa a ser internado. 
Nesse caso, o psiquiatra procede à internação, não precisando comunicar a sua 
execução ao judiciário. 
Internação 
compulsória, 
mas voluntária 
O juiz determina o procedimento e o paciente também deseja a internação. O 
psiquiatra procede normalmente à internação. 
 
45 STJ (2015 – Info 572)  Aplica-se o parágrafo único do art. 34 do Estatuto do Idoso, por analogia, a pedido de benefício 
assistencial feito por pessoa com deficiência a fim de que benefício previdenciário recebido por idoso, no valor de um salário 
mínimo, não seja computado no cálculo da renda per capita prevista no art. 20, § 3º, da Lei nº 8.742/93. 
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Internação 
involuntária, mas 
não compulsória 
O psiquiatra indica, realiza a internação e comunica ao Ministério Público em um 
prazo de 72 horas. 
 
1.8 Igualdade Racial 
 
 Acompanhe comigo os principais artigos da Lei 12.288/10: 
Art. 1o Esta Lei institui o Estatuto da Igualdade Racial, destinado a garantir à população negra a 
efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e 
difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica. 
Parágrafo único. Para efeito deste Estatuto, considera-se: 
I - discriminação racial ou étnico-racial: toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada 
em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir 
o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades 
fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida 
pública ou privada; 
II - desigualdade racial: toda situação injustificada de diferenciação de acesso e fruição de bens, 
serviços e oportunidades, nas esferas pública e privada, em virtude de raça, cor, descendência ou 
origem nacional ou étnica; 
III - desigualdade de gênero e raça: assimetria existente no âmbito da sociedade que acentua a 
distância social entre mulheres negras e os demais segmentos sociais; 
IV - população negra: o conjunto de pessoas QUE SE AUTODECLARAM pretas e pardas, conforme o 
quesito cor ou raça usado pela FundaçãoInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou que 
adotam autodefinição análoga; 
V - políticas públicas: as ações, iniciativas e programas adotados pelo Estado no cumprimento de 
suas atribuições institucionais; 
VI - ações afirmativas: os programas e medidas especiais adotados pelo Estado e pela iniciativa 
privada para a correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de oportunidades. 
Art. 4o A participação da população negra, em condição de igualdade de oportunidade, na vida 
econômica, social, política e cultural do País será promovida, prioritariamente, por meio de: 
I - inclusão nas políticas públicas de desenvolvimento econômico e social; 
II - adoção de medidas, programas e políticas de ação afirmativa; 
III - modificação das estruturas institucionais do Estado para o adequado enfrentamento e a 
superação das desigualdades étnicas decorrentes do preconceito e da discriminação étnica; 
IV - promoção de ajustes normativos para aperfeiçoar o combate à discriminação étnica e às 
desigualdades étnicas em todas as suas manifestações individuais, institucionais e estruturais; 
V - eliminação dos obstáculos históricos, socioculturais e institucionais que impedem a representação 
da diversidade étnica nas esferas pública e privada; 
VI - estímulo, apoio e fortalecimento de iniciativas oriundas da sociedade civil direcionadas à 
promoção da igualdade de oportunidades e ao combate às desigualdades étnicas, inclusive mediante 
a implementação de incentivos e critérios de condicionamento e prioridade no acesso aos recursos 
públicos; 
VII - implementação de programas de ação afirmativa destinados ao enfrentamento das 
desigualdades étnicas no tocante à educação, cultura, esporte e lazer, saúde, segurança, trabalho, 
moradia, meios de comunicação de massa, financiamentos públicos, acesso à terra, à Justiça, e 
outros. 
Parágrafo único. Os programas de ação afirmativa constituir-se-ão em políticas públicas destinadas 
a reparar as distorções e desigualdades sociais e demais práticas discriminatórias adotadas, nas 
esferas pública e privada, durante o processo de formação social do País. 
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Art. 55. Para a apreciação judicial das lesões e das ameaças de lesão aos interesses da população 
negra decorrentes de situações de desigualdade étnica, recorrer-se-á, entre outros instrumentos, à 
ação civil pública, disciplinada na Lei no 7.347, de 24 de julho de 1985. 
 
#OLHAOGANCHO Teoria do Impacto Desproporcional: A teoria do impacto desproporcional, adotada no Brasil, 
permite que se constatem violações ao princípio da igualdade quando os efeitos práticos de determinadas normas, 
de caráter aparentemente neutro, causem dano excessivo, ainda que não intencional, aos integrantes de 
determinados grupos vulneráveis. 
- Os crimes de racismo exigem tipificação penal, não bastando a previsão dos chamados “mandados constitucionais 
de criminalização” previstos na CF/88, a saber: “a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e 
liberdades fundamentais” (art. 5º, XLI) e “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à 
pena de reclusão, nos termos da lei” (art. 5º, XLII). 
- A Lei n. 7.716/89 tipifica os resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência 
nacional. 
- De acordo com o STF, o crime de discriminação por religião (antissemitismo, por exemplo) concretiza o crime de 
racismo (conceito amplo de racismo, de cunho social e não biológico) e, com isso, sujeita-se ao regime 
constitucional punitivo (inafiançabilidade, imprescritibilidade, pena de reclusão). 
 
#DEOLHONAJURIS É também constitucional fixar cotas para alunos que sejam egressos de escolas públicas. STF. 
Plenário. RE 597285/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 9/5/2012 (repercussão geral) (Info 665). 
 
#DEOLHONAJURIS O sistema de cotas em universidades públicas, com base em critério étnico-racial, é 
CONSTITUCIONAL. No entanto, as políticas de ação afirmativa baseadas no critério racial possuem natureza 
transitória. STF. Plenário. ADPF 186/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 25 e 26/4/2012 (Info 663). 
 
1.9 Pessoas com deficiência 
 
#APOSTACICLOS #COLANARETINA #SEMPRECAI 
- A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, incorporada ao direito interno brasileiro com status 
de Emenda Constitucional (§ 3º do art. 5º da Constituição Federal), foi regulamentada pelo Estatuto da Pessoa com 
Deficiência (Lei 13.146, de 6.7.2015). 
- Destaque-se os seguintes dispositivos do Estatuto: 
 
Art. 2o Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de LONGO PRAZO de 
natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, 
pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais 
pessoas. § 1o A avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe 
multiprofissional e interdisciplinar e considerará: (...) 
Art. 3o Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se: 
I - acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de 
espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, 
inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, 
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de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com 
deficiência ou com mobilidade reduzida; 
II - desenho universal: concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados por 
todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os recursos de 
tecnologia assistiva; 
III - tecnologia assistiva ou ajuda técnica: produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, 
metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivem promover a funcionalidade, relacionada à 
atividade e à participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à sua 
autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social; 
IV - barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a 
participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à 
acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à 
compreensão, à circulação com segurança, entre outros, classificadas em: 
a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao público 
ou de uso coletivo; 
b) barreiras arquitetônicas: as existentes nos edifícios públicos e privados; 
c) barreiras nos transportes: as existentes nos sistemas e meios de transportes; 
d) barreiras nas comunicações e na informação: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou 
comportamento que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens e de 
informações por intermédio de sistemas de comunicação e de tecnologia da informação; 
e) barreiras atitudinais: atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem a participação 
social da pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas; 
f) barreiras tecnológicas: as que dificultam ou impedem o acesso da pessoa com deficiência às 
tecnologias; 
(...) VI - adaptações razoáveis: adaptações, modificações e ajustes necessários e adequados que não 
acarretem ônus desproporcional e indevido, quando requeridos em cada caso, a fim de assegurar que 
a pessoa com deficiência possa gozar ou exercer, em igualdade de condições e oportunidades com as 
demaispessoas, todos os direitos e liberdades fundamentais; 
 (...) IX - pessoa com mobilidade reduzida: aquela que tenha, por qualquer motivo, dificuldade de 
movimentação, permanente ou temporária, gerando redução efetiva da mobilidade, da flexibilidade, 
da coordenação motora ou da percepção, incluindo idoso, gestante, lactante, pessoa com criança de 
colo e obeso; 
(...) XIII - profissional de apoio escolar: pessoa que exerce atividades de alimentação, higiene e 
locomoção do estudante com deficiência e atua em todas as atividades escolares nas quais se fizer 
necessária, em TODOS os níveis e modalidades de ensino, em instituições públicas e privadas, 
EXCLUÍDAS as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas; 
 
Outros dispositivos importantes: 
Art. 32. Nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados com recursos públicos, a pessoa com 
deficiência ou o seu responsável goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria, observado 
o seguinte: 
I - reserva de, no mínimo, 3% (três por cento) das unidades habitacionais para pessoa com deficiência. 
Art. 45. Os hotéis, pousadas e similares devem ser construídos observando-se os princípios do desenho 
universal, além de adotar todos os meios de acessibilidade, conforme legislação em vigor. 
§ 1º Os estabelecimentos já existentes deverão disponibilizar, pelo menos, 10% (dez por cento) de seus 
dormitórios acessíveis, garantida, no mínimo, 1 (uma) unidade acessível. 
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Art. 47. Em todas as áreas de estacionamento aberto ao público, de uso público ou privado de uso coletivo e 
em vias públicas, devem ser reservadas vagas próximas aos acessos de circulação de pedestres, devidamente 
sinalizadas, para veículos que transportem pessoa com deficiência com comprometimento de mobilidade, 
desde que devidamente identificados. 
§ 1º As vagas a que se refere o caput deste artigo devem equivaler a 2% (dois por cento) do total, garantida, 
no mínimo, 1 (uma) vaga devidamente sinalizada e com as especificações de desenho e traçado de acordo 
com as normas técnicas vigentes de acessibilidade. 
Art. 51. As frotas de empresas de táxi devem reservar 10% (dez por cento) de seus veículos acessíveis à 
pessoa com deficiência. 
§ 1º É proibida a cobrança diferenciada de tarifas ou de valores adicionais pelo serviço de táxi prestado à 
pessoa com deficiência. 
§ 2º O poder público é autorizado a instituir incentivos fiscais com vistas a possibilitar a acessibilidade dos 
veículos a que se refere o caput deste artigo. 
Art. 52. As locadoras de veículos são obrigadas a oferecer 1 (um) veículo adaptado para uso de pessoa com 
deficiência, a cada conjunto de 20 (vinte) veículos de sua frota. 
Parágrafo único. O veículo adaptado deverá ter, no mínimo, câmbio automático, direção hidráulica, vidros 
elétricos e comandos manuais de freio e de embreagem. 
 
- Principais mudanças no ordenamento (em especial no Código Civil) trazidas pelo Estatuto: 
1. Capacidade  A pessoa com deficiência NÃO é mais considerada absolutamente incapaz. 
o Agora, apenas pessoas menores de 16 anos podem ser consideradas absolutamente incapazes. 
o Só serão relativamente incapazes “aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem 
exprimir sua vontade.” 
OBS: NÃO mais se considera as pessoas com discernimento reduzido ou os excepcionais como relativamente 
incapazes. 
 
2. Possibilidade de ser testemunha Poderão testemunhar aqueles que, por enfermidade ou retardamento 
mental, puderem exprimir a sua vontade e os cegos e surdos, quando a ciência do fato que se quer provar 
dependa dos sentidos que não lhes faltam, DESDE QUE a tecnologia assistiva permita-os testemunhar. 
 
3. Curador não é mais legitimado para revogar autorização de casamento. 
 
4. Casamento: NÃO se decreta mais a nulidade do casamento das pessoas com enfermidade mental, já que não 
são mais considerados incapazes: 
 
5. Curatela 
Art. 1.767. Estão sujeitos a curatela: 
I - aqueles que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para os atos da 
vida civil; 
II - aqueles que, por outra causa duradoura, não puderem exprimir a sua vontade; 
III - os deficientes mentais, os ébrios habituais e os viciados em tóxicos; 
IV - os excepcionais sem completo desenvolvimento mental; 
I - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; (Redação dada pela 
Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) 
II - (Revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) 
III - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) 
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IV - (Revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência) 
V - os pródigos. 
 
- O Estatuto, ainda, inovou ao trazer a possibilidade da curatela compartilhada. 
- Contrariando por completo a redação antiga do CC, o Estatuto estabeleceu46: 
Art. 1.777. As pessoas referidas no inciso I do art. 1.767 receberão todo o apoio necessário para ter 
preservado o direito à convivência familiar e comunitária, sendo evitado o seu recolhimento em 
estabelecimento que os afaste desse convívio. (Alterado pela Lei nº 13.146, de 2015) 
 
Tomada de decisão apoiada 
 
#VAICAIR 
 Instituto inovador, que passou a ter previsão expressa no Código Civil: 
CC, Art. 1.783-A. A tomada de decisão apoiada é o processo pelo qual a pessoa com deficiência elege 
pelo menos pessoas id neas, com as quais mantenha vínculos e que gozem DE SUA CONFIANÇA, para 
prestar-lhe apoio na tomada de decisão sobre atos da vida civil, fornecendo-lhes os elementos e 
informaç es necess rios para que possa e ercer sua capacidade 
§ 1o Para formular pedido de tomada de decisão apoiada, a pessoa com deficiência e os apoiadores 
devem apresentar termo em que constem os limites do apoio a ser oferecido e os compromissos dos 
apoiadores inclusive o pra o de vig ncia do acordo e o respeito vontade aos direitos e aos 
interesses da pessoa que devem apoiar. 
§ 2o O pedido de tomada de decisão apoiada será requerido pela pessoa a ser apoiada, com indicação 
expressa das pessoas aptas a prestarem o apoio previsto no caput deste artigo. 
§ 3o Antes de se pronunciar sobre o pedido de tomada de decisão apoiada, o juiz, assistido por equipe 
multidisciplinar, após oitiva do MP, ouvirá pessoalmente o requerente e as pessoas que lhe prestarão 
apoio. 
§ 4o A decisão tomada por pessoa apoiada terá validade e efeitos sobre terceiros, SEM RESTRIÇÕES, 
DESDE QUE esteja inserida nos limites do apoio acordado. 
§ 5o Terceiro com quem a pessoa apoiada mantenha relação negocial PODE solicitar que os apoiadores 
contra-assinem o contrato ou acordo, especificando, por escrito, sua função em relação ao apoiado. 
§ 6o Em caso de negócio jurídico que possa trazer risco ou prejuízo relevante, havendo divergência de 
opiniões entre a pessoa apoiada e um dos apoiadores, deverá O JUIZ, ouvido o MP, decidir sobre a 
questão. 
§ 7o Se o apoiador agir com negligência, exercer pressão indevida ou não adimplir as obrigações 
assumidas, poderá a pessoa apoiada ou qualquer pessoa apresentar denúncia ao MP ou ao juiz. 
§ 8o Se procedente a denúncia, o juiz destituirá o apoiador e nomeará, ouvida a pessoa apoiada e se 
for de seu interesse, outra pessoa para prestação de apoio. 
§ 9o A pessoa apoiada pode, A QUALQUER TEMPO, solicitar o término de acordo firmado em processo 
de tomada de decisão apoiada. 
§ 10. O apoiador pode solicitar ao juiz a exclusão de sua participação do processo de tomada de 
decisão apoiada, sendo seu desligamento condicionado manifestaçãodo jui sobre a mat ria 
 
46 Antiga redação: Art. 1.777. Os interditos referidos nos incisos I, III e IV do art. 1.767 serão recolhidos em estabelecimentos 
adequados, quando não se adaptarem ao convívio doméstico. 
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 Aplicam-se tomada de decisão apoiada no que couber as disposições referentes prestação de 
contas na curatela. 
 
#NÃOCONFUNDA: 
Tomada de Decisão Apoiada Curatela 
Visa a manutenção da autonomia da pessoa com 
deficiência, aliada ao seu melhor interesse. É 
preferencial em relação a curatela. 
É medida extraordinária. Limitada a atos 
patrimoniais ou negociais. 
Não pressupõe a incapacidade, mas mera 
necessidade de apoio. 
Pressupõe a incapacidade relativa do 
deficiente. 
Somente pode ser promovida pela própria 
pessoa com deficiência. 
Pode ser promovida pela própria pessoa com 
deficiência, bem como por outros legitimados 
no art. 747 do CPC. 
 
#DEOLHONAJURIS: 
Info 559 - STJ: Discriminação por recusa de adaptação razoável. As instituições financeiras devem confeccionar em 
Braille os contratos de adesão que são assinados para contratação de seus serviços a fim de que os clientes com 
deficiência visual possam ter conhecimento, por meio próprio, das cláusulas contratuais ali contidas. 
Os bancos devem também enviar os extratos mensais impressos em linguagem Braille para os clientes com 
deficiência visual. 
Além disso, tais instituições devem desenvolver cartilha para seus empregados com normas de conduta para 
atendimentos ao deficiente visual. 
A relutância da instituição financeira em utilizar o método Braille nos contratos bancários de adesão firmados com 
pessoas portadoras de deficiência visual representa tratamento manifestamente discriminatório e tem o condão de 
afrontar a dignidade deste grupo de pessoas gerando danos morais coletivos. 
 
Info 829 – STF: São constitucionais o art. 28, § 1o e o art. 30 da Lei no 13.146/2015, que determinam que as escolas 
privadas ofereçam atendimento educacional adequado e inclusivo às pessoas com deficiência sem que possam 
cobrar valores adicionais de qualquer natureza em suas mensalidades, anuidades e matrículas para cumprimento 
dessa obrigação. 
1.10 População em situação de rua 
- Buscando minimizar o quadro de vulnerabilidade da população em situação de rua, o governo federal desenvolveu 
a Política Nacional para a População em Situação de Rua, em 2009, através do Dec. 7.053. 
- Para o CNMP: 
“Embora a política nacional voltada para as pessoas em situação de rua não esteja prevista 
expressamente na CF, manifesta sua relevância para a concretização de direitos fundamentais 
constitucionais, uma vez que se dedica a garantir, por exemplo, a segurança de renda, a convivência 
familiar e comunitária, a autonomia e a acolhida, indo além, desse modo, à ideia do “mínimo 
existencial”. O fundamento disso está na responsabilidade de o Estado prover saúde (art. 196), 
educação (art. 205), habitação (arts. 182 e 23, IX), proteção à família (art. 226) e assistência social (arts. 
194 e 203), o que só ocorre por meio da realização de políticas públicas, o que inclui a necessidade de 
política especial para as pessoas em situação de rua.” 
 CONCEITO: 
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Art. 1º, § único. Para fins deste Decreto, considera-se população em situação de rua o grupo populacional 
heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e 
a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas 
como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de 
acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória. 
- A “situação de rua primária” é aquela das pessoas que ainda possuem algum abrigo ou lugar habitável eventual, 
ou seja, pessoas que vivem na rua, mas ainda possuem, p. ex., uma casa de familiar ou mesmo abrigo público para 
um apoio eventual. Já “situação de rua secundária” é aquela das pessoas que não têm um lugar de residência 
habitual, estando direta e permanente vivendo sem moradia física ou abrigo mesmo que eventual. 
 IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA: 
Art. 2o A Política Nacional para a População em Situação de Rua será implementada de forma 
DESCENTRALIZADA e articulada entre a União e os demais entes federativos que a ela aderirem por meio de 
instrumento próprio. 
Art. 3o Os entes da Federação que aderirem à Política Nacional para a População em Situação de Rua deverão 
instituir comitês gestores intersetoriais, integrados por representantes das áreas relacionadas ao atendimento 
da população em situação de rua, com a participação de fóruns, movimentos e entidades representativas desse 
segmento da população. 
Art. 4o O Poder Executivo Federal poderá firmar CONVÊNIOS com entidades públicas e privadas, sem fins 
lucrativos, para o desenvolvimento e a execução de projetos que beneficiem a população em situação de rua e 
estejam de acordo com os princípios, diretrizes e objetivos que orientam a Política Nacional para a População 
em Situação de Rua. 
 
 OBJETIVOS: 
Dentre os objetivos da Política Nacional para a População em situação de rua (Art. 7º), destaque-se: 
a. a instituição da contagem oficial da população em situação de rua; 
b. o incentivo à criação, divulgação e disponibilização de canais de comunicação para o recebimento de 
denúncias e sugestões; 
c. proporcionar o acesso pessoas em situação de rua aos benefícios previdenciários e assistenciais e aos 
programas de transferência de renda; 
d. a disponibilização de programas de qualificação profissional para as pessoas em situação de rua, com o 
objetivo de propiciar o seu acesso ao mercado de trabalho. 
e. a adoção de padrão básico de qualidade, segurança e conforto na estruturação e reestruturação dos 
serviços de acolhimento temporários. 
 
 Acerca do ACOLHIMENTO TEMPORÁRIO, dispõe o Decreto: 
Art. 8o O padrão básico de qualidade, segurança e conforto da rede de acolhimento temporário deverá 
observar limite de capacidade, regras de funcionamento e convivência, acessibilidade, salubridade e 
distribuição geográfica das unidades de acolhimento nas áreas urbanas, respeitado o direito de permanência 
da população em situação de rua, preferencialmente nas cidades ou nos centros urbanos. 
§ 1o Os serviços de acolhimento temporário serão regulamentados nacionalmente pelas instâncias de pactuação 
e deliberação do Sistema Único de Assistência Social. 
§ 2o A estruturação e reestruturação de serviços de acolhimento devem ter como referência a necessidade de 
cada Município, considerando-se os dados das pesquisas de contagem da população em situação de rua. (...) 
 
 PRINCÍPIOS E DIRETRIZES 
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1.11 Homofobia47 
 
 Lei estadual nº 10.948/01 (trata das penalidades em caso de discriminação em razão de orientação sexual): 
Artigo 1º - Será punida, nos termos desta lei, toda manifestação atentatória ou discriminatória praticada 
contra cidadão homossexual, bissexual ou transgênero. 
Artigo 2º - Consideram-se atos atentatórios e discriminatórios dos direitos individuais e coletivos dos 
cidadãos homossexuais, bissexuais ou transgêneros, para os efeitos desta lei: 
 
47 Como falamos no Raio-x do edital, o tema foi incluído pela primeira vez no edital. Assim, não há como prevê exatamente deque forma a banca cobrará o assunto. Para deixar vocês preparados para tudo, vamos destacar aqui alguns dispositivos 
importantes da legislação paulista acerca do tema. 
Princípios 
Equidade 
Igualdade 
Respeito à dignidade da pessoa 
humana 
Direito à convivência familiar e 
comunitária 
Atendimento humanizado e 
universalizado 
Respeito às condições sociais e 
diferenças de origem, raça, idade, 
nacionalidade, gênero, orientação 
sexual e religiosa, com atenção 
especial às pessoas com deficiência. 
Diretrizes 
Pomoção dos direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais; 
Responsabilidade do poder público pela sua elaboração e financiamento; 
Articulação das políticas públicas federais, estaduais, municipais e do Distrito 
Federal; 
Integração das políticas públicas em cada nível de governo; 
Integração dos esforços do poder público e da sociedade civil para sua execução; 
Participação da sociedade civil, por meio de entidades, fóruns e organizações da 
população em situação de rua, na elaboração, acompanhamento e monitoramento 
das políticas públicas; 
Incentivo e apoio à organização da população em situação de rua e à sua participação 
nas diversas instâncias de formulação, controle social, monitoramento e avaliação das 
políticas públicas; 
Respeito às singularidades de cada território e ao aproveitamento das potencialidades 
e recursos locais e regionais na elaboração, desenvolvimento, acompanhamento e 
monitoramento das políticas públicas; 
Implantação e ampliação das ações educativas destinadas à superação do 
preconceito, e de capacitação dos servidores públicos para melhoria da qualidade e 
respeito no atendimento deste grupo populacional; e 
Democratização do acesso e fruição dos espaços e serviços públicos. 
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I - praticar qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, 
ética, filosófica ou psicológica; 
II - proibir o ingresso ou permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, 
aberto ao público; 
III - praticar atendimento selecionado que não esteja devidamente determinado em lei; 
IV - preterir, sobretaxar ou impedir a hospedagem em hotéis, motéis, pensões ou similares; 
V - preterir, sobretaxar ou impedir a locação, compra, aquisição, arrendamento ou empréstimo de bens 
móveis ou imóveis de qualquer finalidade; 
VI - praticar o empregador, ou seu preposto, atos de demissão direta ou indireta, em função da orientação 
sexual do empregado; 
VII - inibir ou proibir a admissão ou o acesso profissional em qualquer estabelecimento público ou privado 
em função da orientação sexual do profissional; 
VIII - proibir a livre expressão e manifestação de afetividade, sendo estas expressões e manifestações 
permitidas aos demais cidadãos. 
Artigo 3º - São passíveis de punição o cidadão, inclusive os detentores de função pública, civil ou militar, e 
toda organização social ou empresa, com ou sem fins lucrativos, de caráter privado ou público, instaladas 
neste Estado, que intentarem contra o que dispõe esta lei. 
Artigo 4º - A prática dos atos discriminatórios a que se refere esta lei será apurada em processo 
administrativo, que terá início mediante: 
I - reclamação do ofendido; 
II - ato ou ofício de autoridade competente; 
III - comunicado de organizações não-governamentais de defesa da cidadania e direitos humanos. 
Artigo 5º - O cidadão homossexual, bissexual ou transgênero que for vítima dos atos discriminatórios 
poderá apresentar sua denúncia pessoalmente ou por carta, telegrama, telex, via Internet ou facsímile ao 
órgão estadual competente e/ou a organizações não-governamentais de defesa da cidadania e direitos 
humanos. 
§ 1º - A denúncia deverá ser fundamentada por meio da descrição do fato ou ato discriminatório, seguida da 
identificação de quem faz a denúncia, garantindo-se, na forma da lei, o sigilo do denunciante. 
§ 2º - Recebida a denúncia, competirá à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania promover a 
instauração do processo administrativo devido para apuração e imposição das penalidades cabíveis. 
Artigo 6º - As penalidades aplicáveis aos que praticarem atos de discriminação ou qualquer outro ato 
atentatório aos direitos e garantias fundamentais da pessoa humana serão as seguintes: 
I - advertência; 
II - multa de 1000 UFESPs - Unidades Fiscais do Estado de São Paulo; 
III - multa de 3000 UFESPs - Unidades Fiscais do Estado de São Paulo, em caso de reincidência; 
IV - suspensão da licença estadual para funcionamento por 30 dias; 
V - cassação da licença estadual para funcionamento. 
§ 1º - As penas mencionadas nos incisos II a V deste artigo NÃO se aplicam aos órgãos e empresas públicas, 
cujos responsáveis serão punidos na forma do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado - Lei n. 
10.261, de 28 de outubro de 1968. 
§ 2º - Os valores das multas poderão ser elevados em até 10 vezes quando for verificado que, em razão do 
porte do estabelecimento, resultarão inócuas. 
§ 3º - Quando for imposta a pena prevista no inciso V supra, deverá ser comunicada a autoridade 
responsável pela emissão da licença, que providenciará a sua cassação, comunicando-se, igualmente, a 
autoridade municipal para eventuais providências no âmbito de sua competência. 
Artigo 7º - Aos servidores públicos que, no exercício de suas funções e/ou em repartição pública, por ação 
ou omissão, deixarem de cumprir os dispositivos da presente lei, serão aplicadas as penalidades cabíveis 
nos termos do Estatuto dos Funcionários Públicos. 
 
 Dec. 54.032, 2009 – Criação da Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo. 
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o Conta com o Comitê Intersecretarial de Defesa da Diversidade Sexual, voltado à elaboração de metas e 
ações destinadas ao enfrentamento da discriminação homofóbica e promoção dos direitos das lésbicas, 
gays, bissexuais, travestis e transexuais. 
 
 Dec. 55.839, 2010 - Instituiu o Plano Estadual de Enfrentamento à Homofobia e Promoção da Cidadania LGBT. 
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