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Grandes Vias Eferentes (cap.30) · Comunicação entre Sistema Nervoso Suprassegmentar com Órgãos Efetuadores · Podem subdivididas em · Vias eferentes somáticas · Aos estriados esqueléticos · Realização de movimentos voluntários ou automáticos · Regulação de tônus e postura · Vias eferentes viscerais · Do sistema nervoso autônomo · Músculo liso, cardíaco e glândula · Regula funcionamento de vísceras e vasos 1.0-Vias Eferentes Viscerais do Sistema Nervoso Autônomo · Dois neurônios (pré e pós-ganglionares entre SNC e efetuador) · Influência do Suprassegmentar age pelo pré-ganglionares e é repassada ao pós-ganglionares, que se distribuirão pelas vísceras · As áreas que regulam o SNA estão · No hipotálamo · No sistema límbico · Se ligam aos neurônios pré-ganglionares pela Formação Reticular, através dos Tratos Reticuloespinhais · Existe também a via direta, Hipotálamo-espinhal · Leva aos pré-ganglionares da medula ou do tronco encefálico · Duas vias · Uma indireta pela formação reticular, descendo como trato reticuloespinhal · Uma direta do hipotálamo, como via hipotálamo-espinhal 2.0-Vias Eferentes Somáticas · Músculos estriados esqueléticos e os neurônios que os comandam · Vias diretas ou indiretas ao\ tronco encefálico e medula · Facilidade de fazer movimento sem pensar em qual musculo contrair · Geramos a intenção, o resto acontece automaticamente · Através de Retroalimentação · Receptores da pele, articulações e fusos neuromusculares corrigem um movimento em andamento · Ajustar e manter força de contração · A ação do sistema nervoso é Antecipatória · Usa a experiência aprendida e a informação sensorial para prever e ajustar o movimento · Quando se quer mover, o cérebro forma a representação do movimento, planejando a ação em toda sua extensão antes de realizá-la · Programa Motor · Especificando aspectos como ângulo de articulação e força Tratos Corticoespinhais · Unem o córtex cerebral aos neurônios motores da medula · Vem · Um terço da área motora primária · Um terço da área pré-motora e motora suplementar · Um terço no córtex somatossensorial · Regula o fluxo de informação sensorial na coluna posterior · Trajeto · Córtex · Coroa Radiada · Perna Posterior da Cápsula Interna · Base do pedúnculo cerebral · Base da ponte · Pirâmide Bulbar · Decussação das pirâmides · Parte que decussou vira Corticoespinhal Lateral · A que não decussou vira Corticoespinhal Anterior · Corticoespinhal anterior · Continua ventralmente · Ocupam o funículo anterior da medula · Cruzam a comissura branca · Terminam em neurônios motores contralaterais responsáveis por movimentos na musculatura axial · Sistema Anteromedial da Medula · Apenas individualizado até níveis torácicos médios · Corticoespinhal Lateral · Continua lateralmente · Toda a extensão da medula · Neurônios motores da coluna anterior do próprio lado · Na maior parte dos mamíferos, o corticoespinhal lateral termina na substância cinzenta intermedia, fazendo sinapse com interneurônios que se ligam aos motoneurônios da coluna anterior · No homem, além dessas conexões indiretas, umas fibras fazem sinapse diretamente com os motoneurônios alfa e gama · Nem todas as fibras do corticoespinhal são motoras, algumas terminam na coluna posterior e estão envolvidas no controle de impulsos sensitivos · Principal função do corticoespinhal lateral é a motricidade somática · Maioria das fibras termina em relação com os motores da musculatura distal · Feixe de fibras responsáveis pela motricidade voluntaria no homem · Sistema Lateral da Medula · Essa função também é exercida pelos · Trato Rubroespinhal · Agindo na musculatura distal · Trato Reticuloespinhal · Agindo na musculatura axial e proximal dos membros · Assim, lesões do trato corticoespinhal lateral não causam hemiplegia · Ação compensadora desses tratos · Déficits motores dessa lesão são pequenos · Ocorre paresia · Dificuldade de contrair voluntariamente com a mesma velocidade · Fraqueza muscular pode ser muito pronunciada logo após a lesão · Regride com o tempo · Incapacidade de realizar movimentos de grupos musculares isolados · Incapacidade de Fracionamento · Não conseguem mover dedos isoladamente (não fazem oposição entre polegar e indicador) · Abotoar a camisa é impossível · Movimentos independentes dos dedos é uma característica exclusiva de primatas que depende do trato corticoespinhal ligadas diretamente aos neurônios motores · Função de possibilitar esses movimentos é a função mais importante do corticoespinhal · Exercida exclusivamente por eles · Não pode ser compensada · Ocorre também o Sinal de Babinski · Reflexo patológico · Flexão dorsal (extensão) do hálux quando se estimula a região plantar Trato Corticonuclear · Tem o mesmo valor do corticoespinhal · Difere por transmitir impulsos aos motoneurônios do tronco encefálico · Controle voluntário sobre os núcleos motores dos nervos cranianos · Vem da área 4, representação cortical da cabeça · Passam pelo joelho da capsula interna, descendo associadas ao corticoespinhal · Terminam no tronco encefálico · Se destacam fibras que terminam nos neurônios motores dos núcleos da · coluna eferente somática · Nervos oculomotor, troclear, abducente · Coluna eferente visceral especial · Núcleo ambíguo, glossofaríngeo e vago · Núcleo motor do glossofaríngeo e núcleo motor do facial · Corticonuclear faz sinapses com neurônios internunciais da formação reticular · A formação reticular faz sinapse com neurônios motores · Algumas fibras do corticonuclear terminam em núcleos sensitivos · Grácil, cuneiforme, sensitivos do trigêmeo, núcleo do trato solitário · Controle de impulsos sensoriais · Corticoespinhal tem bom contingente Homolateral · Maioria dos músculos da cabeça esta dos dois lados · Representação bilateral mais acentuada em grupos que não podem ser inervados voluntariamente de apenas um lado · Músculos da laringe e faringe · Músculos da parte superior (orbicular, frontal e corrugador do supercilio) · Músculos que fecham a mandíbula (masseter, temporal e pterigoídeo medial) · Músculos motores do olho · Assim, esses músculos não sofrem paralisia quando o corticonuclear é interrompido de um só lado · Como em avc que afete a cápsula interna · Pode haver enfraquecimento da língua · Representação predominante heterolateral · Paralisa dos músculos da metade inferior da face · Também heterolaterais · Neurônios motores do nervo facial que inervam a metade inferior tem fibras do corticonuclear oposto · Há a face superior tem fibras corticonucleares do córtex dos dois lados · Permite distinguir paralisias centrais e periféricas Trato Rubroespinhal · Desenvolvido nos animais · Controla a motricidade voluntaria dos músculos distais do membro e músculos intrínsecos e extrínsecos da mão · No homem é apenas um reduzido número do fibras · Trajeto · Do núcleo rubro · Decussa e se reúne ao trato corticoespinhal no funículo lateral da medula · A PRINCIPAL aferência do núcleo rubro é a área motora primaria · Via cortico-ruborespinhal · Via indireta que foi perdendo sua importância · As rubroespinhais podem agir recuperando as funções da mão Trato Tetoespinhal · Vem do colículo superior · Recebe fibras da retina (via retinotetal) e do córtex visual · No funículo anterior dos segmentos mais altos da cervical · Onde estão neurônios responsáveis pelo movimento da cabeça · Pertence ao sistema anteromedial da medula · Envolvido com · Reflexos visuomotores em que corpo se orienta a partir de estímulos visuais Trato Vestibuloespinhal · Dois · Medial · Lateral · Originam-se dos núcleos vestibulares do bulbo · Levam impulsos necessários para manutenção do equilíbrio a partir de informações vindas do ouvido interno e do vestibulocerebelo · Mantem à cabeça e os olhos estáveis diante de movimento do corpo · Fascículo longitudinal medial · Vão para a medula lombar, ativando os músculos antigravitacionais · Ajustes posturais para manutenção do equilíbrio após alterações súbitas do corpo no espaço · Após tropeçada, por ação de fibras dos vestíbulo espinhais, antigravitacionais impedem a queda TratosReticuloespinhais · Ligação da formação reticular com os motoneurônios da medula · Chegam informações de diversos setores, como cerebelo e córtex pré motor · Reticuloespinhal pontino · Aumenta reflexos antigravitacionais da medula · Facilita extensores a manter a postura ereta · Mantem comprimento e tensão muscular · Reticuloespinhal bulbar · Efeito oposto · Liberam a musculatura antigravitacional do controle reflexo · Controlam movimentos voluntários e automáticos · Cargo dos músculos axiais e proximais do membro · Os dois fazem parte do Sistema Medial da Medula · Aferências vindas da área pré-motora · Reticuloespinhais determinam o grau adequado de contração desses músculos · Colocar o corpo em postura básica · De “partida” para movimentos deixados da musculatura distal · Assim, · Um trato promove o suporte postural básico para a execução dos movimentos finos controlados pelas vias laterais · Mesmo após lesão do corticoespinhal, a motricidade voluntária proximal é mantida pelos reticuloespinhais · Movimentação normal de braço e perna · Controle do tônus muscular é feito pela medula através de reflexos miotáticos · Recebe regulação por centros supramedulares trazidas pelos reticuloespinhais e vestibuloespinhal · Agindo sobre os neurônios motores alfa e gama · Quando há desequilíbrio entre as inibitórias ou facilitadoras trazidas por esses tratos, pode ocorrer · Hipertonia de grupos musculares · Rigidez de descerebração · Ou hipertonias de avc (espasticidade) Visão Conjunta das Vias Motoras Somáticas · Vias eferentes somáticas · Ligação entre estruturas suprassegmemntares relacionadas com controle da motricidade somática e efetuadores (músculos estriados esqueléticos) · Estruturas relacionadas · Córtex motor · Cerebelo · Corpo estriado · Núcleos motores do tronco encefálico · Medula espinhal (coluna anterior e funículos lateral e anterior) · Conexões do cerebelo · projeções para o córtex cerebral via tálamo (via núcleo ventral lateral) · Para neurônio motor via núcleo rubro, núcleos vestibulares e formação reticular · Conexões do estriado com o córtex cerebral · Via cortico-estriado-tálamo-cortical · Ações do córtex motor · Sobreo neurônio motor, diretamente, através dos tratos corticoespinhal e corticonuclear · Indiretamente, pelas vias · Corticorubroespinhal · Corticuorericuloespinhal · Corticotetoespinhal · Todas as vias que influenciam a motricidade convergem sobre o neurônio motor, que inervará a musculatura esquelética · Neurônio motor da coluna anterior pode receber 1500 botões sinápticos · Podem ser excitatórias ou inibitórias · Também recebem fibras de reflexos na medula (reflexo miotático) · Assim, neurônio motor é a via motora final comum · Onde todos os impulsos agem sobre os músculos estriados esqueléticos · Se dispara ou não um potencial de ação, depende do balanço entre excitatórios e inibitórios 3.0-Organização do Movimento Voluntário · Área Motora Primária · Apenas executora de um programa motor previamente elaborado · Na organização do ato motor tempos · Etapa de preparação · Termina com a elaboração de um programa motor · Áreas de associação do córtex em interação com cerebelo e corpo estriado · Etapa de execução · Envolve a área motora primária, a área pré-motora e as ligações delas com os motoneurônios · Mecanismos de ajuste também estão nessa etapa · Organização do movimento voluntario encontra apoio nas conexões envolvidas · Mecanismos que permitem ao sistema nervoso central promover ajustes e correções no movimento já iniciado · Há envolvimento de outras áreas, além das conectadas, no movimento · O aparecimento dos Potenciais de Preparação · Em áreas de associação do córtex · Como área motora suplementar · Antes do movimento · Segue-se da ativação das áreas pré-motora e motora · Início do movimento · Corpo estriado e núcleo denteado do cerebelo são ativados antes também · Resumo · Intenção pela área pré-frontal · Transmitida a áreas de programa motor · Zona Lateral do Cerebelo · Via corticopontocerebelar · Corpo estriado · Área motora suplementar · Elaborado o programa motor · Quais músculos, grau e sequência temporal da contração · Programa motor enviado a área motora primária · Ativados determinados neurônios corticais que atuando sobre neurônios motores via corticoespinhal determinam a contração · As vias mediais são ativadas para ajustes posturais e da musculatura proximal · Informações sobre característica do movimento são levados a Zona Intermédia do Cerebelo pelos tratos espinocerebelares · Informações obtidas antes do movimento e durante permitem ajustes por Anteroalimentação · Via interpósito-tálamo-cortical · Após tocar o alvo, informações proprioceptivas geraram impulsos por Retroalimentação · Ajustes do reticuloespinhal pontino e bulbar mantem a postura · A informação gerada na execução será utilizada para execução de movimentos futuros semelhantes · Através do cerebelo e da oliva · Ainda é mais complicado · Deve ser mantido o equilíbrio e o corpo deve ter postura apropriada · Contração adequada dos músculos do tronco e da musculatura proximal dos membros · Necessário um comando voluntario feito pela via corticoreticuloespinhal · Não se pode excluir o componente corticoespinhal · Também é necessária a ação controladora do Vestibulocerebelo e da zona medial do cerebelo · Tratos vestibuloespinhais · Reticuloespinhais · Os olhos precisam se manter fixos 4.0-Movimentos Oculares · Núcleos do abducente, troclear e oculomotor · Não recebem aferências diretas do córtex cerebral, somente do colículo superior e da formação reticular · Dois centros na formação reticular envolvidos com movimentos oculares · Um para movimentos horizontais · Situado na ponte · Um para movimentos verticais · Situado no mesencéfalo · Esses centros aturam simultaneamente em movimentos oblíquos · Recebem aferências dos colículos superiores ou diretamente do campo ocular frontal · Fibras da retina ou do próprio córtex · Olhos também se movem por estímulos vestibulares em sentido oposto ao da cabeça · Simplificado para fins didáticos 5.0-Locomoção · Movimento alternados de flexão e extensão das pernas · Caráter rítmico e repetitivo da locomoção faz com que ele possa ser controlado em nível modular (acho que ele quis dizer medular) · Movimentos da locomoção são mantidos mesmo com a substância cinzenta da medula perde todas as aferências sensoriais e supramedulares · Locomoção depende de um centro situado na medula lombar, capaz de manter o movimento automaticamente sem Eferências · Circuitos neurais com neurônios capazes de disparar potenciais de ação espontaneamente na ausência de aferências · Geradores Centrais de Ação · Existem em outras partes, como no centro respiratório · Esse centro é comandado por outro centro locomotor do Mesencéfalo · Ação pelos tratos reticuloespinhais · Início, fim e velocidade da locomoção · Muito raramente ocorrem movimentos automáticos de marcha após secção da medula · Na medula existe centro que permite locomoção automática · Criando marcha reflexa logo após o nascimento · Mesmo em crianças anencefálicas isso ocorre · Circuitos sejam colocados sob controle supra espinhal no primeiro ano de idade quando o córtex passa a controlar o centro locomotor do mesencéfalo · A locomoção humana ser bípede faz com que os controles do equilíbrio e da marcha sejam mais complicados e dependentes dos centros superiores 6.0-Les~eos das Vias Motoras · Síndrome do Neurônio Motor Inferior · Paralisa infantil por poliomielite · destruição do neurônio motor inferior na coluna anterior da medula ou em núcleos de nervos cranianos · Paralisia com perda de reflexos e tônus muscular (paralisia flácida) · Segue-se com hipotrofia dos músculos inervados pelas fibras nervosas destruídas · Síndrome do Neurônio Motor Superior · Ocorre nos AVCs (derrames cerebrais) · Comprometem a capsula interna e causam paralisia da metade oposta do corpo · Após rápido período de paralisia flácida, se instala uma paralisia espástica · Hipertonia e Hiperreflexia · Babinski positivo · Não há hipotrofia muscular(neurônio motor intacto) · Achava-se que era pela lesão do corticoespinhal, por isso, chamada de Síndrome Piramidal · Mas isso resultaria em déficit motor pequeno · Nunca associado a espasticidade · Envolve outras vias descendentes · Como corticoreticuloespinhal e corticorubroespinhal · O nome síndrome piramidal ainda é muito empregado, mas é improprio · A expressão síndrome do neurônio motor inferior deveria ser empregada no plural · Se referindo a vários neurônios motores superiores · Não apenas aos que originam o trato corticoespinhal · Fisiopatologia da espasticidade · Aumento do tônus e exageros de reflexos · Em lesões restritas de corticoespinhal não ocorre a espasticidade · Resulte do aumento da excitabilidade de motoneurônios alfa e gama · Lesão de fibras inibitórias, como as reticuloespinhais · Não foi completamente elucidado · Fisiopatologia do sinal de Babinski também não foi esclarecido · Ao contrário da espasticidade, vem da lesão ao corticoespinhal Pedro Rigo Medicina 155 UFMG