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Propriedades Mecânicas de Cerâmicas 2 Propriedades Mecânicas de Cerâmicas Em T ambiente, cerâmicas cristalinas e não cristalinas fraturam sem que ocorrra deformação plástica O processo de fratura frágil consiste na formação e propagação de trincas na seção transversal do material perpendicular à carga aplicada. Adapted from Fig. 8.3, Callister & Rethwisch 8e. cup-and-cone fracture brittle fracture 3 Propriedades Mecânicas de Cerâmicas O crescimento de trincas em cerâmicas cristalinas se dá usualmente através dos grãos – transgranular ou em planos cristalográficos específicos (clevagem) • Transgranular Al Oxide (ceramic) Reprinted w/ permission from "Failure Analysis of Brittle Materials", p. 78. Copyright 1990, The American Ceramic Society, Westerville, OH. (Micrograph by R.M. Gruver and H. Kirchner.) 316 S. Steel (metal) Reprinted w/ permission from "Metals Handbook", 9th ed, Fig. 650, p. 357. Copyright 1985, ASM International, Materials Park, OH. (Micrograph by D.R. Diercks, Argonne National Lab.) 3 mm 160 mm 4 • Comportamento tensão x deformação (T amb): Materiais Ideiais x Reais TS << TS engineering materials perfect materials s e E/10 E/100 0.1 perfect mat’l-no flaws carefully produced glass fiber typical ceramic typical strengthened metal typical polymer A resistência à fratura de materiais cerâmicos são bem menores que os valores preditos pela teoria das forças interatômicas (10 a 100 vezes menor). Isto é explicado pela presença de falhas no material que agem como concentradores de tensão. 5 Falhas são concentradores de tensão t Adapted from Fig. 8.8(a), Callister & Rethwisch 8e. O grau de amplificação da tensão depende do comprimento da falha e do raio de curvatura da ponta da falha, sendo maior para falhas longas e pontudas. Esses concentradores de tensão podem ser: -- trincas ou microtrincas superficiais ou internas. -- poros internos 6 Falhas são concentradores de tensão Assumindo que a trinca tem a forma de um buraco elíptico e está orientado perpendicularmete à tensão aplicada, a tensão máxima, sm, na ponta da trica é dado por: onde t = raio de curvatura so = tensão aplicada sm = tensão na ponta da trinca aa = comprimento de uma trinca superficial ou metade do comprimento de uma trinca interna t Adapted from Fig. 8.8(a), Callister & Rethwisch 8e. ot t om K s ss 2/1 2 a A razão sm/s0 pode ser denomindada de fator de concentração de tensão Kt, que é uma medida do grau no qual uma tensão externa é amplificada na ponta da trinca. Em materiais dúteis, ocorre deformação plástica na ponta da trinca quando a tensão excede a tensão de escoamento. Há uma distribuição mais uniforme de tensão e como consequência um fator de concentração de tensão menor que o valor teórico. 8 Adapted from Fig. 8.8(b), Callister & Rethwisch 8e. 9 r/h sharper fillet radius increasing w/h 0 0.5 1.0 1.0 1.5 2.0 2.5 Stress Conc. Factor, K t = • evitar cantos! s Adapted from Fig. 8.2W(c), Callister 6e. (Fig. 8.2W(c) is from G.H. Neugebauer, Prod. Eng. (NY), Vol. 14, pp. 82-87 1943.) r , fillet radius w h s max smax s0 Trincas com pontas afiadas propagam-se mais fácilmente que as trincas com ponta rombudas • Um material plástico deforma-se na ponta da trinca, o que atenua ou impede a propagação da trinca. • região deformada frágil • 10 Propagação de trincas dúctil Balanço de energia na trinca • Energia é armazenada no material conforme ele é elasticamente deformado • Durante a propagação de uma trinca, há liberação de energia elástica armazenada no material • Além disso novas superfícies são formadas, o que dá origem a um aumento na energia superficial do sistema. Teoria de Griffith da Fratura Frágil Pelo balanço dessas duas energias, Griffith desenvolveu um critério para propagação de trincas. Uma trinca se propaga em um material frágil se a tensão exceder uma tensão crítica (sc) Onde – E = módulo elástico – s = energia superficial – a = metade do comprimento de uma trinca interna Teoria de Griffith da Fratura Frágil 2/1 2 s a s c E Metais sofrem deformação plástica durante a fratura, então o aumento da extensão da trinca envolve mais que o aumento da energia superficial. Onde p = energia da deformação plástica associada com o aumento da trinca 2 1 2 a E ps c s Uma trinca se propaga em um material frágil quando a tensão aplicada excede um certo valor crítico. As tensões na ponta da trinca podem ser expressas em termos de um fator de intensificação de tensão, K, que é relacionado à tensão aplicada e ao comprimento da trinca por: Tenacidade à Fratura 2/1 2 s a s c E aYK s Onde: Y é um parâmetro adimensional que depende do tamanho e da geometria da trinca e da amostra s = tensão aplicada a = comprimento da trinca Então, há um valor crítico de K que pode ser usado para especificar as condições de fratura frágil. Esse valor crítico é denominado tenacidade à fratura, Kc, e representa uma medida da resistência do material à fratura frágil na presença de uma trinca. Sua unidade é a mesma do fator de intensificação de tensão, K, MPam ou psipol Tenacidade à Fratura K ≥ Kc = asY 16 • Condição para crescimento da trinca: • as trincas maiores, e mais fortemente estressadas, crescem primeiro! K ≥ Kc = asY -- o tamanho máximo da falha dita a tensão de projeto maxa s Y Kc design s amax no fracture fracture --tensão de projeto dita a falha máxima 2 max 1 s design c Y K a amax s no fracture fracture A tenacidade à fratura KIc depende: -Temperatura, KIc diminui com a diminuição da temperatura -Taxa de deformação, KIc diminui com o aumento da taxa de deformação - Microestrutura: •KIc aumenta com redução do tamanho de grão 18 Based on data in Table B.5, Callister & Rethwisch 8e. Composite reinforcement geometry is: f = fibers; sf = short fibers; w = whiskers; p = particles. Addition data as noted (vol. fraction of reinforcement): 1. (55vol%) ASM Handbook, Vol. 21, ASM Int., Materials Park, OH (2001) p. 606. 2. (55 vol%) Courtesy J. Cornie, MMC, Inc., Waltham, MA. 3. (30 vol%) P.F. Becher et al., Fracture Mechanics of Ceramics, Vol. 7, Plenum Press (1986). pp. 61-73. 4. Courtesy CoorsTek, Golden, CO. 5. (30 vol%) S.T. Buljan et al., "Development of Ceramic Matrix Composites for Application in Technology for Advanced Engines Program", ORNL/Sub/85-22011/2, ORNL, 1992. 6. (20vol%) F.D. Gace et al., Ceram. Eng. Sci. Proc., Vol. 7 (1986) pp. 978-82. Graphite/ Ceramics/ Semicond Metals/ Alloys Composites/ fibers Polymers 5 K Ic (M P a · m 0. 5 ) 1 Mg alloys Al alloysTi alloys Steels Si crystal Glass - soda Concrete Si carbide PC Glass 6 0.5 0.7 2 4 3 10 2 0 3 0 <100> <111> Diamond PVC PP Polyester PS PET C-C (|| fibers) 1 0.6 6 7 4 0 5 0 6 0 7 0 100 Al oxide Si nitride C/C ( fibers) 1 Al/Al oxide(sf) 2 Al oxid/SiC(w) 3 Al oxid/ZrO 2 (p) 4 Si nitr/SiC(w) 5 Glass/SiC(w) 6 Y 2 O 3 /ZrO 2 (p) 4 Teste de flexão em 3 pontos Teste de Flexão– Medidas de Módulo Elástico 20 • Teste de Flexão em 3 pontos é normalmente usado para determinação de propriedades mecânicas em materiais cerâmicos Adapted from Fig. 12.32, Callister & Rethwisch 8e. F L/2 L/2 d = midpoint deflection cross section R b d rect. circ. • Módulo elástico determinado por: F x linear-elastic behavior d F d slope = 3 3 4bd LF E d (rect. cross section) 4 3 12 R LF E d (circ. cross section) 21 • Flexão em 3 pontos. Adapted from Fig. 12.32, Callister & Rethwisch 8e. F L/2 L/2 d = midpoint deflection cross section R b d rect. circ. location of max tension • Resistência à flexão : • Valores típicos: Data from Table 12.5, Callister & Rethwisch 8e. Si nitride Si carbide Al oxide glass (soda-lime) 250-1000 100-820 275-700 69 304 345 393 69 Material s fs (MPa) E(GPa) 22 3 bd LFf fs s (rect. cross section) (circ. cross section) 3R LFf fs s Teste de Flexão– Medidas de Resistência à Flexão Durante flexão, a amostra está sujeita a tensões de compressão e tração. A máxima tensão de tração ocorre na base na amostra diretamente abaixo do ponto de aplicação da carga. A magnitude da resistência à flexão é maior que a resistência à fratura por tração. Comportamento elástico O comportamento elástico de cerâmicas usando o teste de flexão é similar aos resultados obtidos por ensaios de tração em metais A inclinação da curva na região elástica corresponde ao módulo de elasticidade. Mecanismos de deformação plástica Cerâmicas cristalinas: Para cerâmicas cristalinas a deformação plástica ocorre por movimentação de discordâncias. A razão para alta dureza e fragilidade desses materiais é a dificuldade de escorregamento Para as cerâmicas predominantemente iônicas, há poucos sistemas de escorregamento ao longo dos quais as discordâncias podem se mover Isto é consequência da carga elétrica dos íons: para escorregar em uma dada direção, ions de cargas semelhantes são aproximados, causando repulsão eletrostática, restringindo o deslizamento Para cerâmicas covalentes, escorregamento é difícil e são frágeis pelas seguintes razões: as ligações covalentes são fortes; há um número limitado de sistemas de escorregamento; estrutura de discordâncias são complexas. Mecanismos de deformação plástica Cerâmicas não cristalinas: Deformação plástica não ocorre por movimentação de discordâncias, pois não há uma estrutura regular Esses materiais deformam por escoamento viscoso, como líquidos, sendo a taxa de deformação proporcional à tensão aplicada Em resposta à tensão aplicada, átomos e ions deslizam uns sobre os outros, rompendo e refazendo as ligações interatômicas. Mecanismos de deformação plástica A viscosidade é uma medida da resistência à deformação de materiais não cristalinos. Unidades: Poises (P) e pascal-segundo (Pa-s) Efeito da porosidade