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Aula 6 - Cestodeos
- Estão no reino metazoa/platelmintos.
- Cestodeos são hermafroditas, vivem vários anos e nutrem através do tegumento (sem intestino).
- O homem é o hospedeiro definitivo.
- As proglotides gravidas que levam o ovo para gerar infecções.
- Apresentam formas larvais: cisticerco (tenia), hidátide (echinococcus), e cisticercoide (hymenolepis)
Tenia Solium
- Habita o intestino delgado.
- Mede de 2 à 3 metros, com seu máximo sendo até 10 metros, com 800 à 1000 segmentos. Contem 20 a 50 aculeos.
- Pode viver até 25 anos no hospedeiro.
- proglotes anteriores são mais largas e as posteriores são mais cumpridas. Cada proglote grávida tem até 50000 ovos.
- O homem se torna hospedeiro intermediário 
- Teníase humana: Ingestão de cisticercos viáveis oriundos de carne crua ou mal cozida!
Tenia Saginata
- Habita o intestino delgado
- Mede de 4 a 10 metros, com até 2000 segmentos
- As proglotes anteriores são mais largas e as posteriores são mais cumpridas até 3x a largura. Cada proglote grávida tem cerca de 100000 ovos.
- Ovoposição na região perianal.
- Hospedeiro intermediário são os bovinos.
- O homem pode ingerir a carne contaminada com cisticerco localizada no musculo do boi.
- O Desenvolvimento embrionário ocorre ainda no útero, gerando um embrião hexacanto que já é infectante ao entrar em contato com o meio externo.
- Forma larval: O cisticerco se forma em tecidos de hospedeiros que ingeriram ovos.
Teníase (T. Saginata ou Solium)
- Sintomas: perda de peso, dor abdominal e prurido anal.
- Saginata: pode ocorrer a penetração de uma proglóte no apêndice causando apendicite. Pode também ser regurgitada e aspirada, causando obstrução brônquica; pode ocorrer obstrução intestinal pela massa do estrobilo.
- Durante o periodo patente, milhares de ovos são liberados. Esse período pode ser de até 25 anos.
- Teníase por T. Solium
- Transmissão do porco para o homem: consumo de carne de porco crua ou mal cozida.
- Homem pode ser hospedeiro definitivo (alberga as formas adultas; pode também ser o hospedeiro intermediário potencial (alberga as formas larvais – cisticercos).
- Os pacientes começam a eliminar as primeiras proglótides com cerca de 60 a 70 dias após a infecção, e o helminto já terá cerca de 2 metros.
- Transmissão: Ingestão dos ovos/rompimento das proglotes: liberação da oncosfera no duodeno/jejuno. Pode ser através da heteroinfecção (ingestão acidental de ovos do parasito – mais comum); Auto infecção externa (ingestão de ovos de T. solium pelo próprio portador da teníase – maus hábitos higiênicos, coprofagia); Auto-infecção interna (vômitos – proglotes grávidas podem voltar do estômago, levando a eclosão dos embriões infectantes – grande número de cisticercos amplamente disseminados). Poluição fecal do solo – infecção maciça dos porcos – hábitos coprofágicos.
- Doença clínica: Cisticercose (Somente T. Solium) -> Invasão da corrente sanguínea com cisticerco. Pode invadir o SNC (provocando meningite, encefalite ou hidrocefalia), pele e tecido celular subcutâneo, tecido muscular (calcificações), olhos (uveíte, perda de visão), e outros órgãos.
	- Consequencias patológicas: Demanda de espaço do cisticerco em crescimento leva à compressão de tecidos; Processos inflamatórios levam finalmente a morte do parasita; Pode ocorrer a calcificação; Dependendo da localização do cisticerco pode ter sintomas graves ou nenhum sintoma.
- Não existe sintoma ou quadro único.
	- Neurocisticercose: crises convulsivas epilépticas; Existem formas que produzem meningite; decadência mental progressiva. O cisticerco se encontra encapsulado em material fibrótico.
	- Oftalmocisticercose: presença do parasito na retina
	- Cisticercose disseminada: cistos na musculatura esquelética e do tecido muscular subcutâneo não costumam trazer incômodo ao paciente, mas podem trazer dores musculares e na nuca, na região lombar e nas pernas. Fadigas e cãibras.
- Diagnóstico: Detecção de ovos ou proglótes nas fezes, e/ou teste de fita gomada; Hemaglutinação e imunofluorescência indireta; PCR pode detectar espécie infectante do verme mesmo antes do aparecimento de proglótes com ovos nas fezes; Detecção por radiologia; Testes imunologicos para comprovar a presença de anticorpos contra antígenos do verme (cisticercose) utilizando líquor no caso da neurocisticercose; Antigeno “B“ do verme tem sido utilizado (pouca reação cruzada) e sensibilidade de 80% no líquor.
- Tratamento: Niclosamida, Mebendazol, sementes de abóbora, praziquantel. Pode ser tratado com cirurgia (quando o número de parasitos é pequeno e a localização é favorável para a intervenção) ou quimioterapia.
- Teníase por T. Saginata
- Transmissão: Carne crua ou mal cozida do bovino.
- Maior frequência no grupo etário de 20 a 40 anos. Carne congelada – cisticercos morrem em 6 dias.
- Transmissão do homem para o gado: pessoas parasitadas constituem a única fonte de infecção para o gado.
- Dispersão dos ovos: defecar no chão – peridomicílio, ao longo das estradas, camping. Os ovos são resistentes no meio externo > 4 meses. E resistem aos métodos de tratamento de esgoto; Ordenha manual: mãos contaminadas; Contaminação direta do feno ou das manjedouras com dejetos humanos ou proglotes expulsas por pessoas parasitadas.
- Prevenção e controle: 
Fodase essa merda 
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