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CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO
PROFª Débora varela
CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO
Unidade de apoio técnico a todas as áreas assistenciais. Responsável pelo processamento, limpeza, preparo, esterilização, estocagem e distribuição dos artigos a todas as unidades consumidoras.
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Ciclo cme
CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO
O ambiente da CME deve existir quando houver CC, CO, ou ambulatório, hemodinâmica, emergência de alta complexidade e urgência. 
4
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legislação
Tipos de CME
Descentralizada -Cada setor é responsável por todo o procedimento: da limpeza até a sua esterilização. Este é pouco seguro e menos utilizado
Parcialmente centralizada - Cada setor fica responsável pela limpeza e desinfecção no próprio ambiente de trabalho, porém a sua esterilização é feita, num só setor e sob a supervisão da enfermagem.
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 Centralizada - Todo o processo é realizado. Desde a limpeza até a esterilização, armazenagem, e distribuição. Garante maior segurança,
Tipos de CME
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Central de material e esterilização
ANVISA- junho 2009
processamento de produtos críticos sem lúmen e sem espaços internos
produtos semicríticos
produtos não críticos
*passíveis de processamento em serviços de saúde que realizam procedimentos exclusivamente ambulatoriais
CLASSE I : 
ANVISA- junho 2009
processamento de produtos críticos
produtos semicríticos
produtos não críticos
*passíveis de processamento em serviços de saúde que realizam procedimentos clínicos e cirúrgicos, diagnósticos, ou terapêuticos em regime de internação ou semi internação
CLASSE II : 
CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO
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Dinâmica e fluxo no CME
 Deve estar próxima dos centros fornecedores (almoxarifado e lavanderia) 
 Acesso às unidades consumidoras (CC, CO, UTI)
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ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NA CME
Receber, e separar os artigos
Lavar os artigos
Receber as roupas vindas da lavanderia
Preparar os artigos e as roupas em pacotes
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13
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ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NA CME
Esterilizar os artigos e as roupas por meio de métodos físicos /químicos;
Realizar o controle microbiológico e de validade dos artigos esterilizados;
Armazenar os artigos e roupas esterilizadas;
Distribuir os artigos e as roupas esterilizadas;
Zelar pela proteção e pela segurança dos operadores
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AREA FÍSICA DA CME
Local – Bem iluminado (luz artificial)
Revestimento que permita limpeza e desinfecção
Piso: Cor clara, resistente ao calor, umidade e a soluções corrosivas (exemplos: cerâmica de alto tráfego, porcelanatos, granito impermeabilizado
Paredes: Devem ser lisas e planas, sem saliências cantos ou quinas, côncavos e abaulados. Revestimento lavável, durável e de cor suave ( ex.: cerâmicas, laminados, inox, pintura epóxi)
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Janela: ampla, alta e telada (*ar condicionado)
Porta de material lavável, DURÁVEL
Forro: Acústico para minimizar ruídos
Ventilação: adequada para o bom funcionamento
Água e energia : instalações e sistemas eficientes e tecnologias com menor consumo possível garantindo sustentabilidade para o serviço
AREA FÍSICA DA CME
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17
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Áreas que compõe cme
Área Suja 
Recepção e Limpeza
Área Limpa
Preparo do material - Secagem/ Montagem/ Embalagem 
Armazenamento e distribuição (arsenal) do material 
Esterilização
Vestiários com sanitários e chuveiros
Depósito de material de limpeza
Área de manutenção dos equipamentos de esterilização
ÁreaS de APOIO DA CME:
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19
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dimensionamento de pessoal de Enfermagem
EQUIPE:
Enfermeiros 	
Técnicos e Auxiliares DE ENFERMAGEM 
deve se considerar os serviços: 
Expurgo,	
Preparo, 
Esterilização, 
Distribuição e Arsenal,
levando em conta todas as particularidades. 
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20
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Enfermeiro da CME
Planeja
 
Organiza
Coordena
 
Orienta
Supervisiona
Realiza treinamento e educação continuada
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21
21
Responsabilidades do enfermeiro 
Fazer relatório das atividades do setor
Prever e solicitar os materiais necessários para o funcionamento do serviço
Distribuir os funcionários de acordo com as necessidades do serviço 
Supervisionar a execução das rotinas técnicas
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22
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Responsabilidades do Enfermeiro 
Planejar sistemas de controle de produção do preparo e esterilização
 Avaliar execução diária dos sistemas de controle e elaborar relatórios periódicos
Elaborar escalas de serviços
 
Estabelecer sistemas de controle de equipamentos e materiais
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23
23
Antes de falarmos de limpeza, vamos conhecer os conceitos de microbiologia e a classificação dos artigos?
Conceitos
Esterilização
Conjunto de meios empregados para exterminar todos os microrganismos, inclusive os que estiverem na forma de esporos, que é sua forma de resistência.
Assepsia
Conjunto de práticas e técnicas que se utiliza para evitar a penetração de microrganismos em locais e objetos que não contenham, ou sejam esterilizados.
Antissepsia
São os meios através dos quais impede a reprodução dos microrganismos por determinado período d tempo. Na antissepsia são empregadas substâncias denominadas antissépticos.
conceitos
Desinfecção
Meios utilizados para destruir os microrganismos na sua forma vegetativa – quando não são tão resistentes – presentes nos artigos e objetos inanimados, mediante aplicação de agentes desinfetantes ou germicidas.
Classificação: alto nível, nível intermediário e baixo nível.
Classificação dos artigos
Vão de acordo com o seu grau de risco de infecção.
Críticos
Artigos ou produtos utilizados em procedimentos invasivos com penetração em pele e mucosas adjacentes, tecidos subepiteliais e sistema vascular, incluindo todos os materiais que estejam diretamente conectados com essas regiões.
Exemplos: agulhas, campos, gazes, compressas, fios cirúrgicos, cateteres.
É obrigatória a esterilização de produtos críticos. (RDC nº8/2009).
Classificação dos artigos
Semicríticos
Entram em contato com mucosa íntegra colonizada e exigem desinfecção de alto nível. 
Exemplos: nebulizadores, umidificadores, inaladores, endoscópios, espéculo vaginal, entre outros.
Artigos não críticos
Destinados ao contato com a pele íntegra e mesmo aqueles que nem sequer contatam diretamente o paciente.
Exigem limpeza e/ou desinfecção de baixo nível.
Exemplos: termômetro, manguitos de esfigmo, sensor do oxímetro, comadres e outros.
Classificação dos Materiais Reprocessáveis 
(Portaria nº15 1988)
Material crítico
entra em contato com
vasos sanguíneos ou tecidos livres de microorganismos
Ex: instrumental
Esterilização
Material semi crítico
entra em contato com
mucosa ou pele não 
Íntegra,ou mucosas íntegras colonizadas Ex: inaladores 
Desinfecção
Material não crítico
entra em contato com
pele íntegra. Ex: comadre
Limpeza
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Exercitando...
Que classificação recebe cada artigo a seguir?
Remoção de sujidades orgânicas e inorgânicas, redução da carga microbiana presente nos produtos para saúde, utilizando água, detergentes, produtos e acessórios de limpeza, por meio de ação mecânica (manual ou automatizada), atuando em superfícies internas (lúmen) e externas, de forma a tornar o produto seguro para manuseio e preparado para desinfecção ou esterilização
RDC 15/2002
LIMPEZA
31
31
Limpeza
A limpeza consiste na remoção de sujidade visível – orgânica ou inorgânica – de um artigo e, por conseguinte, na retirada de sua carga microbiana.
Etapa essencial e indispensável para o processamento de todos os artigos críticos, semicríticos e não críticos.
limpeza
Deve sempre preceder a desinfecção e esterilização.
Estudos afirmam que a matéria orgânica protege os microrganismos tornando as etapas subsequentes ineficientes.
Ação mecânica e soluções adequadas.
LIMPEZA PRECOCE
Na mesa cirúrgica, durante o uso
Imersão com água estéril
Jatos com seringa de 20ml nos lúmens
Objetivo: 
Evitar o ressecamento da matéria orgânica
Dificultar a formação de biofilme
limpeza
A limpeza eficiente diminui a carga de microrganismos em 99,99%, ou seja, reduz quatro logaritmos dobioburden presente no artigo.
Bioburden é o número inicial de microrganismos contaminantes presentes no produto ou artigo
limpeza
Objetivos
Reduzir a carga microbiana natural dos artigos
Extrair contaminantes orgânicos e inorgânicos
Remover sujidade dos artigos
Morte microbiana
Ocorre em curva exponencial
Valor D no primeiro momento  90% dos microrganismos desaparecem.
No segundo momento  90% dos 10% restantes desaparecem e assim por diante até atingir um nível de segurança de 10-6 em que o valor D tenha sido aplicado 12 vezes em um artigo contaminado.
L
i
m
p
e
z
a
A qualidade da água a ser empregada na limpeza e esterilização do instrumental cirúrgico é fator fundamental a considerar, pois representa um item crítico em razão da variedade dos tratamentos que recebe.
Quando a água apresenta qualidade insatisfatória provoca:
Oxidação na câmara das lavadoras; mudança na coloração dos componentes; oxidação do instrumental; manchas nos instrumentais.
Seleção de produtos de limpeza
Utilizar detergente que facilite a remoção da matéria orgânica sem danificar o artigo;
O produto deve ser de fácil enxágue, sem deixar resíduos no instrumental
Detergentes com pH<7 são indicados para remoção de matéria inorgânica e usam água dura, enquanto os que tem pH>7 removem matéria orgânica (sangue e gordura).
Detergentes
Detergentes químicos
Ácidos
Alcalinos
Neutro
Detergentes enzimáticos
Habitualmente pH neutro
Lipase (gorduras), protease
(proteínas) e amilase (carboidratos)
Soluções na limpeza dos artigos
	Solução	Vantagens	Desvantagens
	Água potável	Mantém o sangue e a sujidade úmida	Amolece a sujeira, porém não remove a sujidade incrustada
	Detergente neutro	Facilita a retirada da sujidade seca	É necessário que haja ação mecânica para remover a sujidade incrustada
	Limpador enzimático	É efetivo na remoção de sujidade sem ação mecânica	A efetividade da limpeza depende da concentração de enzimas, da temperatura da solução e do tempo de contato
PRODUTOS
DETERGENTE ENZIMÁTICO:
Não-iônico
Deve reduzir carga microbiana
Age sobre matéria orgânica
LUBRIFICANTE:
Lubrificar instrumentais
ANTI-OXIDANTE:
Remover oxidações dos instrumentais
Detergentes
Produto destinado a limpeza de artigos e superfícies que contêm agentes umectantes e emulsificantes que suspendem a sujidade e evitam a formação de compostos insolúveis ou espuma no instrumento ou na superfície.
Detergente enzimático
Métodos de limpeza
Limpeza manual
É o procedimento de remoção da sujidade e dos detritos para manter em estado de asseio os artigos.
Fricção com escovas e uso de soluções de limpeza
Preferencial solução enzimática - constituem combinações de detergentes e enzimas utilizados comumente em instrumentos de difícil acesso e lumens estreitos 
 Utilizar EPI apropriado: luva grossa de borracha antiderrapante de cano longo, avental, bota, gorro, máscara e óculos de proteção.
LIMPEZA - é o primeiro passo para o processamento de artigos, e esta intimamente ligada a qualidade final do processo
Quanto mais limpo estiver o artigo, menores as chances de falhas na esterilização
46
ARTIGOS PASSÍVEIS DE LIMPEZA
Desmontável
Desarticulável
Estruturas sem balões
Estruturas não agulhadas
Compatível com o processo de limpeza
Compatível com o produto de limpeza
 ANVISA - 2007 
Recomendações para limpeza manual
Restringir para artigos delicados que não possam ser processados por métodos automatizados
Preferência soluções enzimáticas
Utilizar EPIs adequados  luva grossa de borracha antiderrapante cano longo, avental impermeável, bota, gorro, protetor facial ou máscara e óculos
Utilizar escovas não abrasivas e de cerdas macias.
Estabelecer frequência de limpeza/troca das escovas.
A limpeza manual consiste em três fases distintas:
Cuba com água e detergente
Cuba com água deionizada para enxague intermediário
Cuba com água destilada/deionizada para enxague final.
Métodos de limpeza
Limpeza automatizada
É desenvolvida por meio de equipamentos (lavadora ultrassônica, esterilizadora, termodesinfetadora, de descarga, pasteurizadora ou de túnel) que opera em diferentes condições de temperatura e tempo.
Reduz o risco de acidentes com material biológico.
Padrão de limpeza e enxágue
Uso de EPIs adequados
Tipos de equipamentos para limpeza de artigos
Lavadora ultrassônica
Remove sujidade por cavitação.
Método efetivo de limpeza de instrumentais cirúrgicos, especialmente os com conformações complexas e lúmens.
ação combinada da energia mecânica (vibração sonora), térmica (temperatura entre 50º e 55ºC) e química (detergentes).
Lavadora esterilizadora
Além do ciclo de lavagem, há o ciclo de esterilização rápida, pela alta temperatura.
Deve ser utilizado com reserva – matéria orgânica pode permanecer.
Tipos de equipamentos para limpeza de artigos
Lavadora termodesinfetadora
Usa força do spray e jatos de água, associada à ação do detergente para remoção de sujidade.
Ciclo água fria, água+detergente, enxágue intermediário, termodesinfecção, enxágue final com água deionizada, secagem.
Lavadora de descarga
Limpeza e desinfecção de comadres, papagaios e frascos de vidro para coleta de secreções e excreções.
Tipos de equipamentos para limpeza de artigos
Lavadora pasteurizadora
Equipamento destinado à limpeza e descontaminação de artigos em substituição aos produtos químicos.
Falta de padronização e dificuldade de validação.
Lavadora de túnel
Remove sujidade de instrumentos mais simples. Similar à lavadora de pratos.
Pré-lavagem, lavagem, sucessivos enxágues e enxágue final com água quente.
TIPOS DE EQUIPAMENTOS PARA LIMPEZA DE ARTIGOS
Lavadora de endoscópios
Padronizam o processo de desinfecção e diminuem a exposição do pessoal ao desinfetante.
A avaliação do processo de limpeza deve ser realizada por meio de controle microbiológico, químico e visual.
Fatores que danificam os instrumentais
Deixar que o sangue seque nos instrumentos
Imergir os instrumentais na água por um período prolongado
Imergir os instrumentais sem solução salina
Deixar os instrumentais imersos em solução detergente por muito tempo
Uso impróprio dos instrumentais
Manipular de forma inadequada os instrumentais
Uso de soluções de limpeza e/ou lubrificantes impróprios
Permitir que a água seque nos instrumentos após o processo de limpeza.
ENXÁGUE
O enxágue dos produtos para saúde deve ser realizado com água que atenda aos padrões de potabilidade definidos em normatização específica.
Controle químico
Presença de proteína (matéria orgânica)
Verde – limpo
Cinza – atenção
Roxo – contaminado
ANALISANDO O RESULTADO DO TESTE
ENSAIOS DE RESULTADOS
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ENSAIOS DE RESULTADOS
desinfecção
Processo que elimina a maioria ou todos os microrganismos patogênicos, exceto os esporos bacterianos, em objetos inanimados.
Objetivo
Garantir o manuseio e utilização segura do produto para saúde de um paciente a outro diminuindo os riscos de contaminação
Fatores que afetam a desinfecção
Limpeza prévia, presença de carga (in)orgânica, tipo e nível de contaminação microbiana, concentração e tempo de exposição ao germicida, configuração do produto, pH e dureza da água.
 
PRINCIPAIS DESINFETANTES
Álcool 70%
Glutaraldeído 2%
Peracético
cloro
62
62
Classificação da desinfecção
Relacionada com a ação germicida do processo.
Desinfecção de alto nível
Desinfecção de nível intermediário
Desinfecção de baixo nível
RECOMENDAÇÕES PARA DESINFETANTES
Compatibilidade com artigo a ser processado
Preparo de acordo com as instruções de rótulo do fabricante
Contato da solução com toda a superfície do material
Uso de EPI
Registro de dados do produto
Identificação dos potenciais riscos à saúde humana
Métodos de desinfecção
O método de desinfecção deve ser escolhido de acordo com as características do artigo.
Desinfecção física
Compreende a exposição do artigo a agentes físicos, geralmente o calor úmido, numa temperaturaentre 70 e 100°C por mais de 5 minutos.
Pasteurização
Desinfecção química
Utiliza produtos químico-desinfetantes cujos princípios ativos devem atender à legislação sanitária vigente.
Desinfecção de baixo nível
Processo usado para eliminar a maioria das bactérias vegetativas, alguns vírus e fungos.
Não é indicado para microrganismos resistentes como bacilo da TB ou esporos bacterianos.
Desinfecção de nível intermediário
Processo usado para eliminar bactérias vegetativas, micobactérias, a maioria dos vírus, fungos, mas não mata as bactérias esporuladas.
Desinfecção de nível médio: elimina bactérias, a maioria dos vírus, fungos e micobactérias; não destrói esporos. 
Hipoclorito de sódio 1% - 30 minutos. EPI
Desinfecção de ALTO NÍVEL
Glutaraldeído - Tóxico
Ácido peracético
Processo físico ou químico que destrói a maioria dos micro-organismos de artigos semicríticos, inclusive micobactérias e fungos, exceto um número elevado de esporos bacterianos
Indicado: lâminas de laringoscópio, equipamento respiratório e de anestesia e endoscópio
 
69
69
Desinfetante de alto nível - concentração de 0,2%
Período de exposição – 30 minutos (seguir orientação do fabricante)
“Utilização de EPI”
Ácido peracético 
70
Alto Nível: 10 min (30 min)
Enxágüe fácil
Baixa toxicidade
Troca 
Uso diluído ou puro
Monitoramento 
Processo manual
Incompatibilidades
Odor Forte
Não permitido como esterilizante
ÁCIDO PERACÉTICO
 Nível de desinfecção – alto
 Bactericida, viruscida, fungicida, tuberculoscida, 
 Destrói esporos (MAIORIA)
 Enxágüe abundante após imersão do material
 Vantagens – não é corrosivo para metais, não danifica lentes, plásticos ou borrachas
Desvantagem - Toxicidade
Glutaraldeído 2%
72
ALDEÍDOS
Apresenta compatibilidade com diversos tipos de matérias primas, tais como metais, plásticos, endoscópios rígidos e flexíveis, como também equipamentos que possam ser submersos em soluções químicas. 
Produtos para saúde utilizados na assistência ventilatória e inaloterapia, não poderão ser submetidos à desinfecção por métodos de imersão química líquida com a utilização de saneantes a base de aldeído
ETAPAS DA DESINFECÇÃO
01. LIMPEZA
02. ENXÁGUE
03. 1ª. SECAGEM
04. IMERSÃO NO DESINFETANTE
05. ENXÁGUE
06. 2ª. SECAGEM
07. ACONDICIONAMENTO ADEQUADO
SECAGEM 
Certificar-se se o artigo possui balões,
filtros, membranas e outros acessórios 
que não suportam o ar sob pressão.
Avaliar compatibilidade com calor
Verificar a temperatura da secadora.
Controlar o tempo de exposição dos artigos na secadora.
PISTOLA DE AR COMPRIMIDO
SECADORA
COMPRESSA LIMPA
INSPEÇÃO
identificar sujidade residual
testar a funcionalidade
observar integridade
ESTRUTURA:
Local iluminado, limpo, plano, claro.
Art. 76 - Uso de lentes de aumento mínimo 8X aumento,
Paramentação básica (mascara simples, luva de procedimento
Mãos higienizadas, postura de segurança. 
77
PREPARO
 A embalagem de um artigo estéril deve protegê-lo durante seu transporte e manuseio, possibilitar uma identificação perfeita, permitir que o agente esterilizante entre em contato com ele, manter esterilidade até o momento do uso e tornar possível a sua utilização com técnica asséptica
 (Possari, 2010)
Preparo e empacotamento de produtos
Preparo e acondicionamento dos produtos de acordo com o processamento escolhido em invólucro compatível com o processo e com o próprio material.
Objetivo
Manter a esterilidade do produto no que se refere ao uso pretendido, à vida útil, às condições de funcionalidade, à proteção apropriada para transporte e armazenagem até utilização.
Recomendações
Lavar as mãos antes de iniciar
Inspecionar o produto, verificando limpeza, integridade e funcionalidade
Selecionar a embalagem de acordo com o processo, peso e o tamanho do item
Avaliar a necessidade de utilização de embalagens duplas
Realizar o ajuste perfeito de embalagens duplas.
Embalagem com: descrição do conteúdo, método de esterilização, controle do lote, data da esterilização, data de validade e nome do preparador
recomendações
As informações devem constar de uma fita ou de uma etiqueta adequada, não devendo ser anotadas diretamente no invólucro.
Observar se a selagem está íntegra, pois falhas nesta etapa permitem entrada de microrganismos
Remover o ar do interior das embalagens
Adotar técnica de empacotamento universalmente aceita
Seleção de embalagens para os produtos
Deve-se considerar a compatibilidade com o método de esterilização e garantia da esterilidade do produto.
Deve permitir a entrada e saída do ar e do agente esterilizante e impedir a entrada de microrganismos.
Tem o objetivo de manter a esterilidade do artigo durante o transporte e armazenamento até o momento de sua utilização.
embalagens
Características para uma boa escolha da embalagem
Resistir às condições físicas do processo de esterilização
Ser apropriada aos itens e ao método de esterilização
Proteger o conteúdo de dano físico
Ser atóxico e inodoro
Favorecer a transferência do conteúdo com técnica asséptica sem riscos de contaminação
Proporcionar fechamento / selagem adequada
Características para uma boa escolha da embalagem
Ser hidro-repelente
Permitir identificação do conteúdo e ser usado de acordo com as recomendações do fabricante
Apresentar um nível aceitável de limpeza. Baixo nível de desprendimento de partículas
Dimensões variadas para atender aos diferentes tamanhos e conformações dos materiais que irão revestir ou embalar
Tecido de algodão
NBR 14028
NBR 13734
NBR 13917
Especificações sobre tipo de tecido e gramatura.
Tecido de algodão
VANTAGENS
Apropriada ao método de esterilização por autoclave a vapor.
Resistente 
Maleável
Inodora
Favorecer a transferência do conteúdo
Não possuir componentes tóxicos
DESVANTAGENS
Incompatível com métodos químicos. (ETO/H2O2/ Formaldeído)
Não é repelente à líquidos
Difícil controle da forma e nº de Reprocessamento
Difícil visualização da quebra de barreira.
EMBALAGENS DE NÃO TECIDO - SMS
SMS
VANTAGENS
Compatibilidade vapor, ETO, formaldeído, peróxido de hidrogênio
Eficiente filtragem microbiana (91-96%)
Resistente
Facilidade na manipulação
Impermeável
DESVANTAGENS
Não evidencia quebra de integridade.
PAPEL GRAU CIRÚRGICO
VANTAGENS
Compatibilidade vapor, ETO, gás de formaldeído, radiação
Baixo custo
Disponibilidade em várias formas e tamanhos
DESVANTAGENS
Incompatível: calor seco e plasma de peróxido de hidrogênio
Artigos pesados e pontiagudos/ danificar embalagem.
Papel permeável.
PAPEL CREPADO
VANTAGENS
Eficiência de filtragem microbiana (98-99%)
Compatibilidade com vapor, ETO, gás de formaldeído, radiação
Biodegradável
hidrorepelente
DESVANTAGENS
Menor resistência à tração
TYVEK
É composto de fibras finas de polipropileno de alta densidade formados pela ação do calor e pressão 
TYVEK
VANTAGENS
Compatibilidade ETO, gás de formaldeído, radiação, peróxido de hidrogênio
Superior resistência
Excelente barreira 99%
Selagem resistente
Visualização do conteúdo interno (produto)
Disponível em várias formas e tamanhos
DESVANTAGENS
Alto custo
Incompatível com calor seco
Incompatível com temperaturas superiores a 126ºC.
CONTAINER
Finalidades
Manter esterilidade durante o transporte;
Minimizar a contaminação do meio ambiente;
Economizar espaço no armazenamento;
Possibilitar a codificação dos materiais por placas coloridas;
Estocar materiais por várias semanas;
CONTAINER
VANTAGENS
Compatibilidade c/vapor, ETO, gás de formaldeído, peróxido de hidrogênio, radiação
Rígidos
> tempo de validade 
DESVANTAGENS
Adequação da autoclave para o processo de esterilização eficiente
Alto custo
SELAGEM
A selagem é também considerada como um aspecto crítico para a conservação da esterilidade dos artigos.
As seladoras devem possuir regulagem de temperatura e controle de solda, promover fechamento hermético da embalagem com garantia de integridade.
Recomendações: 10mm de largura, 3cm distante da borda, sem queimar ou enrugar.COMPATIBILIDADE DOS SISTEMAS DE BARREIRA COM MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO
		VAPOR SOB PRESSÃO	ETO	PLASMA PERÓXIDO 	VAPOR BAIXA TEMPERATURA
	TECIDO DE ALGODÃO	SIM	NÃO	NÃO
	NÃO
	PAPEL GRAU CIRURGICO	SIM	SIM	NÃO
	SIM
	PAPEL CREPADO	SIM	SIM	SIM	SIM
	TYVEK	NÃO	SIM	SIM	SIM
	SMS	SIM	SIM	SIM	SIM
	CONTEINER	SIM	SIM	SIM	SIM
	CAIXA METÁLICA	SIM	SIM	SIM	SIM
					SOBECC, 2017
ESTERILIZAÇÃO
É o conjunto de meios empregados para exterminar todos os microrganismos, inclusive os que estiverem na forma de esporos, que é a forma de resistência dos microrganismos.
Pode ser realizada por meio de processos QUIMICO, físicos ou fisico-químicos.
RESISTÊNCIA AOS Métodos de Esterilização e desinfecção
Esterilização
Modos de Ação 
PROCESSOS DE ESTERILIZAÇÃO
FÍSICOS
QUÍMICOS
FÍSICO-QUÍMICOS
(Baixa Temperatura)
CALOR
RADIAÇÃO IONIZONTE
ÚMIDO
SECO
SOLUÇÕES GERMICIDAS
ETO
PLASMA H2O2
VAPOR DE FORMALDEÍDO
Esterilização pelo calor seco
Processo de flambagem ou pelo uso da estufa
PROCESSO FÍSICO 
Calor seco (estufa) – Não recomendável 
Caiu em desuso, pois as pesquisas colocam em dúvida a sua efetividade. O processo de esterilização ocorre com o aquecimento dos artigos por irradiação do calor das paredes laterais e base da estufa, com conseqüente destruição dos MO por desidratação das células. O calor seco tem baixo poder de penetração, pois se faz de forma irregular e vagarosa, necessitando de longos ciclos de exposição. 
Materiais: termo resistente, como: instrumentais, materiais inoxidáveis, POMADAS, óleos e pós. 
Embalagem: caixa de aço inoxidável de paredes finas ou de alumínio. Lacrar as caixas com fita de indicador químico. 
Temperatura e tempo de exposição: varia de acordo com o tipo de material e com a validação especifica. Para instrumentais recomenda-se 205° C por 120 min. e para óleos e pós 160° C por 120 min. 
Cuidados recomendados: evitar o centro da estufa (pontos frios), deixar espaço entre as caixas e não encostá-las na parede. 
Esterilização por vapor saturado sob pressão 
AUTOCLAVE
•
PROCESSO FÍSICO
PARÂMETROS:
Vapor: esporos necessitam de calor e umidade;
Temperatura: 121ºC a 134ºC 
Pressão 1-1,8 atm
Tempo: 15 a 30 minutos
É altamente eficiente pelo seu poder de penetração realizado por autoclaves. 
 é o meio de esterilização mais econômico para materiais termo resistentes. 
107
Tipos de autoclave
Gravitacional: A injeção do vapor na câmara força a saída do ar frio por meio de uma válvula localizada na parte inferior. Desvantagens: formação de bolhas de ar no interior do pacote e tempo mais longo para penetração do vapor. CAPACIDADE MÁXIMA DE 100 Litros
Pré-vácuo: por meio de uma bomba de vácuo contida no equipamento, o ar é removido do artigo e da câmara. Pode ser um pulso ou em três ciclos pulsáteis – favorece a penetração mais rápida do vapor. Após a esterilização, a bomba de vácuo faz a sucção do vapor e da umidade interna da água – para secagem mais rápida
108
Fases da Esterilização a vapor
Pré vácuo (não tem nas gravitacionais)
 Aquecimento
Esterilização
Secagem
Esterilização por processo físico
Mais utilizado e econômico
Materiais termorresistentes
Autoclave
Temperatura varia de 121°C a 135°C sob pressão de 1 a 1,8atm e tempo de 3 a 30 minutos.
Autoclave de esterilização rápida (3 a 10 min, 132°C a 135°C) – situação de emergência
Esterilização - físico
esterilização por vapor saturado sob pressão 
Vantagens
É adequada para todos os artigos críticos e semicríticos termorresistentes e de líquidos, desde que para esses não se realize a fase de secagem.
Possibilita utilização de todos os tipos de embalagens, com exceção de caixas de alumínio
É de fácil operação
Tem custo acessível
Possui ciclo rápido
Não é tóxica para o operador
vapor saturado sob pressão
Observar os registros físicos de tempo, temperatura e pressão emitidos pela impressora do equipamento em cada ciclo. Na ausência do registro pelo equipamento, realiza-los manualmente
Usar luvas próprias (amianto) ao retirar da autoclave artigos em caixas metálicas e vidro refratário
Remover os pacotes esterilizados somente quando frio
Desvantagens
Não é adequado para esterilizar pós, óleos e graxas.
Causa oxidação em determinados artigos de aço inoxidável.
 esterilização por vapor saturado sob pressão
Vantagens
É adequada para todos os artigos críticos e semicríticos termorresistentes e de líquidos, desde que para esses não se realize a fase de secagem.
Possibilita utilização de todos os tipos de embalagens, com exceção de caixas de alumínio
É de fácil operação
Tem custo acessível
Possui ciclo rápido
Não é tóxica para o operador
Desvantagens
Não é adequado para esterilizar pós, óleos e graxas.
Causa oxidação em determinados artigos de aço inoxidável
vapor saturado sob pressão
Colocar 80% da capacidade – pacotes em posição vertical.
Fazer cargas separadas de roupas e de instrumentos. Se não for possível, colocar os pacotes de roupa na parte superior e os instrumentos na parte inferior
Evitar que os pacotes, principalmente os que contém borracha, encostem na parede da autoclave
Seguir as instruções de operação do equipamento
Mecanismo de ação: O processo baseia-se na transformação de água em vapor, sob a mesma temperatura. A atividade de esterilização tem como princípio de morte celular a termo coagulação das proteínas bacterianas, através do calor, de modo que o microorganismo perde suas funções vitais e morre. 
Embalagens: algodão cru, papel grau cirúrgico, papel crepado caixa metálica perfurada e Kraft. Dispor os pacotes de modo vertical, para facilitar a entrada, circulação do vapor, bem como a eliminação do ar. 
Temperatura indicada: 121 a 132° C 
Tempo de exposição: de acordo com a natureza do material (15 a 30 min.); 15 min. para materiais mais sensíveis ao calor como luvas, extensões de borracha, entre outros e 30 min. para materiais mais resistentes ao calor como instrumentais, vidros, roupas, entre outros. 
Importante!
O contato do pacote recém esterilizado e ainda quente com superfícies frias (uma bancada) promove condensação do vapor em seu interior. A condensação leva à formação de umidade que favorece a passagem de microrganismos do meio externo para o meio interno do pacote.
Esterilização Flash
134ºC por 3,5 min
Material não embalado
117
Esterilização por cobalto 60
Esterilização física
Radiação ionizante
Vantagens
Possibilita esterilizar grande variedade de artigos
Desvantagens
Controle rigoroso da exposição dos operadores ao processo
Difícil implantação no hospital
Mais comuns em indústrias
Esterilização físico-química esterilização por vapor de baixa temperatura e formaldeído gasoso
VBTF – realizado em autoclaves e utiliza uma combinação de formaldeído (formol) com vapor saturado.
Esterilização ocorre a uma temperatura entre 50°C e 78°C, sendo indicada para artigos termossensíveis.
Vantagens
Pode utilizar o artigo imediatamente após o processo; é de fácil operação; não libera gases residuais
Desvantagens
Artigos com resíduo de formaldeído pode causar sinais e sintomas (cefaleia, fadiga, problemas respiratórios.
Passo a passo
Selecionar os artigos termossensiveis que não absorvam grande quantidade de formaldeído
Utilizar invólucros compatíveis (papel grau cirúrgico e filme plástico e papel)
Respeitar as dimensões máximas dos pacotes
Preencher 80% da capacidade da câmara
Colocar os materiais verticalmente, sem amontoá-los
Controlar tempo, temperatura e umidade e concentração do formaldeído.
Esterilização físico-química
Esterilização por óxido de etileno (ETO)
 Gás tóxico, incolor, explosivo e inflamável de ativa penetração e grande poder bactericida inclusive para esporos 
 Portaria Interministerial n0482/1999
A ação letal do ETO é atribuída à alquilação (substituição do hidrogênio presente nas proteínas, ácidos nucléicos, peptídio, aminoácidos e enzimas, inativando o processo reprodutivo do microorganismo)
indicada para materiais termossensíveisFeito em autoclave própria
Parâmetros: temperatura (500C a 650C), concentração do gás (450 a 1200mg/L) umidade (45 a 85%), tempo de exposição e aeração (2 a 5 horas respectivamente) e pressão interna da câmara. 
121
Esterilização pelo óxido de etileno
Vantagens
Esteriliza em temperaturas relativamente baixas
Maior prazo de validade
Desvantagem
efeitos carcinogênicos, mutagênicos e teratogênicos.
Exige planta física especial
Difícil em ambiente hospitalar
Serviço terceirizado
Esterilização físico-química
Esterilização por óxido de etileno (ETO)
Esterilização físico-química
Esterilização por óxido de etileno (ETO)
Alta penetração, difusibilidade – esteriliza artigos estreitos, longos (até 2 metros).
Objetivo: saída do ETO residual
Etilenocloridrina - produto derivado da reação do óxido de etileno com o cloro. 
Etilenoglicol - produto derivado da reação do óxido de etileno com água. 
123
Esterilização por óxido de etileno
Os equipamentos com 100% do gás óxido de etileno poderão ser utilizados, mas com diversas restrições.
extremamente explosivo 
 
124
Esterilização físico-química
PLASMA PERÓXIDO DE HIDROGENIO 
O plasma é o quarto estado da matéria.
É definido como uma nuvem de elétrons, partículas neutras, produzidas a partir da interação do peróxido de hidrogênio e um campo magnético.
125
Esterilização por plasma de peróxido de hidrogênio
Autoclave específica
Feito em temperatura e pressão atmosférica baixas.
Vantagens
É adequado para artigos que só podem ser esterilizados em baixa temperatura
Ciclo rápido
Controle do ciclo no computador
Não deixa resíduos tóxicos
Desvantagens
Alto custo
Exigem invólucros específicos.
Autoclave de peróxido de hidrogênio 
STERRAD
Desvantagens: alto custo dos insumos, câmara pequena, 100 litros.
127
PARA ATINGIR ESTERILIZAÇÃO
Limpeza
Preparo/Acondicionamento
Embalagens compatíveis
Montagem das cargas
Monitorização do ciclo
Validação do processo
Fluxo adequado
Pessoal qualificado
Esterilização Química
Ácido Peracético
Mistura entre ácido acético, peróxido de hidrogênio e água;
Rápida ação contra todas as formas de microorganismos, incluindo esporos microbianos, mesmo em baixas concentrações (0,001% a 0,2%) - 60 minutos;
Pode ser aplicado em artigos termossensíveis;
Cuidado: componentes metálicos que não sejam de ácido inoxidável. Imersão dos artigos em germicida químico
Utilizar produtos autorizados e registrados na ANVISA.
129
Esterilização Química
Ácido Peracético
Vantagens:
Rápido – 10 min
Monitorização da concentração
Baixa toxicidade
Fácil enxague
Remove sujidades residuais
Desvantagens
Processo manual
Incompatível com aço, bronze, latão, ferro galvanizado;
Custo
odor
Esterilização Química Glutaraldeído
Tempo de 10 a 12 horas de imersão do artigo na solução.
Artigos críticos termossensíveis (cateteres, drenos, tubos).
Artigos termoresistentes (pinças, instrumentos metálicos endoscópios, laparoscópicos). 
Não é recomendado: 
 - Monitoramento da concentração,
 -Manipulação incorreta (contaminação bacteriana – infecções pós cirúrgicas), 
 - Limpeza incorreta;
 - Tempo de imersão por período inferior ao recomendado, resistência microbiana ao produto;
 - Diluição do produto durante a sua utilização ao longo do tempo;
Fixa a sujidade residual, enxague difícil, forte odor 
TOXICIDADE
131
Armazenamento 
ARMAZENAGEM
“Todo material processado deve possuir local adequado para armazenagem de forma que não haja risco de recontaminação e que facilite a distribuição.”
“O prazo de validade de esterilização está diretamente relacionado à qualidade da embalagem e condições de armazenagem.”
O local adjacente à área de esterilização, distantes de fonte de água, janelas abertas, portas, tubulações expostas e drenos
Trânsito limitado de pessoas, manipulação mínima e cuidadosa
Cuidados com os Artigos Esterilizados
Condições de estocagem do artigos esterilizados
Quanto ao ambiente: deve ser limpo; arejado e seco; deve ser restrito à equipe do setor.
Quanto ao artigo: após o processo de esterilização, não colocá-lo em superfície fria (pedra ou aço inoxidável ), utilizar cestos ou recipientes vazados até que esfriem;
invólucro (tecido de algodão cru, tecido não tecido, papel grau cirúrgico, papel crepado, papel com filme, tyvec ou caixas metálicas perfuradas) deve permanecer íntegro e ser pouco manuseado para evitar que os pacotes rasguem ou solte o lacre;
Cuidados com os Artigos Esterilizados
ser estocado em armários fechados com prateleiras;
prateleiras identificadas de modo a facilitar a retirada do material;
material deve ser estocado de acordo com a data de vencimento da esterilização para facilitar a distribuição e não ficar material vencido no estoque;
estocar separadamente dos não estéreis para reduzir o nível de contaminantes externos.
Tempo de validade de esterilização de artigos
A validade de esterilização vincula-se ao risco de recontaminação, tipo e configuração do material de embalagem, número de vezes que é manipulado antes do uso.
Estocagem em prateleira aberta ou fechada, condições ambientais na área de estocagem (limpeza, temperatura e umidade).
Atualmente é um contra-senso estabelecer prazos genéricos por que os fatores contaminantes do ambiente variam entre um serviço e outro.
Devido às diferenças tanto em tipos de invólucros quanto em características de estocagem é impossível recomendar tempos de estocagem para itens estéreis que possam ser aplicados universalmente (AORN)
Validação das embalagens
Vida de prateleira depende dos eventos relacionados
Houve algum evento que agrediu a embalagem? Caiu no chão?
Foi “apalpado”?
Foi aberto e fechado novamente?
Foi carregado debaixo dos braços?
Foi colocado elásticos, barbante?
Foi “amassado” colocando pesos ou 
 guardados em gavetas apertadas?
Indefinido tempo de esterilização ?
Manual de rotina e procedimentos;
Padronização dos processos adotados, limpeza,desinfecção e esterilização;
Registro diário do processamento de artigos;
Programa de manutenção preventiva dos equipamentos;
Manual de funcionamento do equipamento;
Utilização de indicadores adequados ao processo empregado;
Barreira fixa até o teto da área suja e limpa.(Consultórios e Clinicas);
Bancada adequadas para o preparo do material;
Local de guarda dos material esterilizado (limpo e fechado);
Fluxo racional de operacionalização, sem cruzamento de artigo contaminado e artigo limpo. 
Aspectos a serem observados:
Baldes plásticos para desinfecção, enxágue.
Recipientes com as soluções ativadas rotulados.
Pias específicas para o material e lavagens das mãos com sabão liquido e papel toalha.
Local separado para o material de limpeza.
Pisos, paredes laváveis.
Equipamentos (autoclave e estufa)em perfeitas condições de funcionamento (registro de manutenção e testes químicos e biológicos) – (para artigos não pode autoclave vertical).
Cronograma de limpeza dos equipamentos (água e sabão)
Verificar a existência dos EPIs.
Aspectos a serem observados:
Bons Estudos!!
 
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