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Globalização – Questões Discursivas 
Prof. Mauricio Novaes – parte 2 
 
1. (Unicamp 2015) 
 
 
a) Apresente dois fatores explicativos para a difusão das zonas francas no mundo 
contemporâneo. 
b) Mencione a principal Zona Franca existente no Brasil e aponte uma intenção do 
Estado brasileiro ao implantá-la como instrumento de uma política territorial. 
 
2. (Ufjf 2015) 
 
As ameaças da Grande Transformação (I) 
Leonardo Boff 
 
A Grande Transformação consiste na passagem de uma economia de mercado para uma 
sociedade de mercado. Ou em outra formulação: de uma sociedade com mercado para uma 
sociedade só de mercado. Mercado sempre existiu na história da humanidade, mas nunca uma 
sociedade só de mercado. Quer dizer, uma sociedade que coloca a economia como o eixo 
estruturador único de toda a vida social, submetendo a ela a política e anulando a ética. 
(...) Não se trata de qualquer tipo de mercado. É o mercado que se rege pela competição e não 
pela cooperação. O que conta é o benefício econômico individual ou corporativo e não o bem 
comum de toda uma sociedade. 
 
Disponível em: <http://www.jb.com.br/leonardo-boff/noticias/2014/08/03/as-ameacas-da-
grande-transformacao-i/>. Acesso em: 31 ago. 2014. 
 
 
Observe a figura a seguir. 
 
 
 
a) Essa figura representa um aspecto da sociedade de mercado. Cite esse aspecto. 
b) Como a sociedade de mercado interfere na configuração do espaço mundial? 
 
 
3. (Pucrj 2015) 
 
 
a) Explique como o Acordo de Schengen criou, de fato, uma comunidade regional 
europeia. 
b) A partir do cartograma, associe os espaços regionais europeus não participantes, sob 
nenhuma condição, do Acordo aos problemas lá vivenciados desde o fim da Guerra Fria. 
 
4. (Unesp 2014) O processo de inserção do neoliberalismo enquanto ideologia e corrente de 
pensamento para a condução das políticas e dos recursos públicos no território brasileiro se 
deu de forma lenta e gradual, num período que compreende quase três décadas. 
(Mirlei Fachini Vicente Pereira e Samira Peduti Kahil. www.ub.edu. Adaptado.) 
 
Indique dois fundamentos da ideologia neoliberal e dê um exemplo de política ou prática 
neoliberal implantada no Brasil a partir dos anos 1990, apontando suas consequências à 
sociedade e à economia brasileiras. 
 
5. (Fuvest 2013) A agência de proteção ambiental dos Estados Unidos, “EPA”, estima que 30 a 
40 milhões de computadores pessoais são descartados anualmente no mundo. O programa 
ambiental das Nações Unidas, “UNEP”, calcula em 50 milhões de toneladas anuais a produção 
mundial de lixo eletrônico, “e-waste”. Os maiores produtores desse tipo de dejetos são os 
Estados Unidos, a Europa e o Japão, os quais reciclam cerca de 30% deles, sendo o restante 
exportado principalmente para a China, países da África, Índia e Paquistão. 
 
National Geographic – High-Tech Trash, 2008. Adaptado. 
 
a) Aponte um motivo pelo qual os países desenvolvidos exportam parte de seu lixo 
eletrônico. Explique. 
b) Indique um motivo pelo qual países pobres, ou em desenvolvimento, aceitam receber 
o lixo eletrônico proveniente de países exportadores desse lixo. Explique. 
 
6. (Uel 2020) Observe a figura a seguir. 
 
 
 
Vivemos um dos mais importantes processos de desenvolvimento dos meios de comunicação e 
de informação, com transformações sem precedentes no estilo de vida das pessoas através da 
popularização da internet e do domínio das mídias sociais. Tal realidade fomentou, nos últimos 
anos, polêmicas e manipulação da sociedade por meio das redes sociais, como as notícias que 
trataram das eleições presidenciais nos Estados Unidos, na Venezuela e no Brasil. 
 
Esse fato nos remete à questão política, mas também podemos observar reflexos em outras 
esferas da sociedade, como a saúde, a educação, o meio ambiente e a economia, entre outros. 
 
Identifique como esse tipo de informação é conhecido nas redes sociais e apresente 
quatro exemplos de seus reflexos nas diferentes esferas da sociedade. 
 
7. (Ufpr 2015) Com a globalização, ampliaram-se os horizontes geográficos e os incentivos das 
multinacionais para segmentar suas cadeias produtivas e redistribuir a localização de suas 
fábricas em diversos países. As etapas de produção que agregam menos valor a um produto 
podem ser transferidas para países onde os salários são mais baixos, enquanto as etapas que 
agregam mais valor permanecem em países com níveis salariais mais altos. O Brasil, porém, 
não tem se beneficiado dessa tendência. Enfrentamos, ao contrário, uma ameaça concreta de 
desindustrialização. 
 
Adaptado de GUEDES, P. “Olho nos banqueiros e nos políticos!” Revista Época, 09 abr. 2012. 
 
Caracterize o que é globalização, indique dois países que, nas últimas décadas, vêm se 
destacando como destino de investimentos industriais e, por fim, explique por que a 
ascensão desses países põe o Brasil sob o risco de uma desindustrialização. 
 
8. (Ufjf-pism 3 2015) Observe a figura e leia o texto a seguir. 
 
 
 
A massificação dos celulares é um fenômeno vivido em toda a África. Em grande parte dos 
países africanos, o acesso aos telefones móveis é maior que à energia elétrica. (...) 
Disponível 
em:<http://operamundi.uol.com.br/conteudo/entrevistas/16516/celulares+sao+cada+vez+mais+i
mportantes+na+africa+diz+ativista+da+freedomfone.shtml>. Acesso em: 3 set. 2014. 
 
Por que o continente africano é o mercado de celulares que mais cresce no mundo? 
 
9. (Ufjf-pism 3 2015) Leia os textos a seguir. 
 
Texto 1 
 
Com apenas 11 anos, Nada al-Ahdal, do Iêmen, parecia condenada ao destino de milhões de 
jovens mulheres em países muçulmanos: o casamento arranjado. Mas, contrária à decisão dos 
pais, ela decidiu fugir de casa para evitar o enlace. Gravou um vídeo denunciando a situação 
que em apenas dois dias foi visto por mais de 5,6 milhões de pessoas no YouTube. Mesmo 
que pouco tempo depois tenha passado a ser questionado, com denúncias de que a família da 
menina já teria recusado a proposta de casamento antes mesmo de ela virar uma celebridade, 
o episódio iniciou um debate sobre a liberdade das mulheres no mundo islâmico. 
 
Fonte: Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2014/04/internet-por-tras-
do-veu.html>. Acesso em: 1 dez. 2014. 
 
 
Texto 2 
 
“Se você digita mulher muçulmana no Google o que mais vê são imagens estereotipadas de 
mulheres de burca, em um cenário de guerra ou machucadas, com hematomas, vítimas de 
violência doméstica”, (...). “O que não é mostrado são aquelas de terno, mesmo que com a 
cabeça coberta por escolha própria, ou as antenadas nas últimas tendências da moda, com 
maquiagem imaculada, mulheres admirando uma obra de arte, dando aulas, promovendo arte 
de rua ou fechando negócios”. 
 
Fonte: Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2014/04/internet-por-tras-
do-veu.html>. Acesso em: 1 dez. 2014. 
 
a) Com base nos textos, responda: Por que a internet está se tornando mais importante 
que a televisão no desenvolvimento de identidades culturais globais? 
b) Com base nos textos, explique a proposição de Manuel Castells: “A rede não garante 
a liberdade, mas torna mais difícil a opressão. A censura permite identificar e punir o 
mensageiro, mas não pode deter a mensagem”. 
Fonte: Disponível em: <http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2013/06/a-rede-torna-
mais-dificil-a-opressao-diz-manuel-castells-4164803.html>. Acesso em: 2 dez. 2014. 
 
10. (Ufmg 2013) Leia este trecho: 
 
Eurocopa & eurocrises 
 
Sempre gostei da Eurocopa. O futebol é um pormenor. As minhas razões são políticas. Gosto 
da Eurocopa porque ela é a expressão tangível (e bem ruidosa) da diversidade nacional 
europeia que nenhuma construção federal será capaz de suprimir. 
Dias atrás, a chanceler Angela Merkel [alemã] declarou em entrevista: a solução para os 
problemas do euro passa por mais “integração” dos países da zona do euro. [...] 
Angela Merkel, claro, não lê a imprensa portuguesa. Se lesse, veria o que escreveram a 
respeitodo jogo Alemanha x Portugal (que os portugueses, injustamente, perderam por 1 a 0). 
A retórica antigermânica era violenta, o que se entende; o país está sob resgate financeiro 
internacional, com a bênção punitiva da Alemanha. 
Mas as rivalidades que a Eurocopa oferece não são apenas explicadas por crises econômicas 
momentâneas. Existem também memórias históricas que persistem em retornar à superfície. 
Jogos como Polônia x Rússia ou França x Inglaterra são evocações fantasmagóricas de lutas 
seculares que deixaram sua pegada arqueológica. Quando essas equipes se voltarem a 
enfrentar na Eurocopa, não será apenas de futebol que a mídia irá falar. 
[...] 
Na Europa, não existe um único país; nem sequer como pretendem os federalistas, diferentes 
“regiões” que podem fazer parte de um super Estado com capital em Bruxelas. 
O que existe são nações múltiplas que, na hora do confronto desportivo, regressam a um 
sentimento primordial de pertença: a uma língua, uma cultura, uma identidade. 
 
Coutinho, João Pereira. In: Folha de S.Paulo.p. E6. Ilustrada.12 de junho de 2012. (adaptado) 
 
A partir da análise e interpretação desse trecho, FAÇA o que se pede: 
a) O jornalista português João Pereira Coutinho estabelece uma relação entre o 
comportamento das torcidas, a história e a situação econômica europeia atual. APRESENTE 
dois argumentos que comprovam a relação estabelecida pelo autor. 
b) Pode-se perceber pela leitura do trecho que o jornalista tem uma posição com relação à 
integração europeia. EXPLIQUE qual é essa posição, justificando-a. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
1. a) Entre os fatores que explicam a difusão de zonas francas no mundo estão: a expansão 
das empresas transnacionais e a política de industrialização de países emergentes que oferece 
atrativos para empresas como incentivos fiscais, mão de obra barata, mercado consumidor, 
infraestrutura e facilidades para exportação. Um dos exemplos são as ZEEs (Zonas 
Econômicas Especiais) da China. 
b) No Brasil, destaca-se a Zona Franca de Manaus situada no estado do Amazonas. Trata-se 
de um polo industrial estimulado pelo Estado brasileiro através da SUFRAMA 
(Superintendência para o Desenvolvimento da Zona Franca de Manaus), criada em 1967 
durante o regime militar. A intenção era promover a industrialização na Amazônia como forma 
de reduzir os desequilíbrios regionais. O método foi a implantação dos incentivos fiscais, isto é, 
isenção temporária ou redução de impostos para empresas privadas. Assim, houve a expansão 
de indústrias de eletrônicos com geração de empregos em Manaus. 
 
2. a) A figura realiza uma sátira à evolução humana. Na fase atual, com a dominância do 
capitalismo financeiro, monopolista e globalizado, além da economia, a sociedade também é 
cada vez mais de mercado em decorrência da prevalência ideológica de princípios como a 
excessiva competição e o consumismo, que acabam por conduzir a vida, por vezes, acima de 
qualquer princípio humanista ou ético. Neste tipo de sociedade, as pessoas também são 
convertidas em “mercadoria” (mão de obra, relacionamentos etc.). 
b) No espaço mundial, o capitalismo em sua versão neoliberal procura ampliar seus domínios 
para os mais diversos países através da globalização. Isto é, afrouxar a regulação do Estado, 
dar prioridade para as empresas e convencer as sociedades do “caminho único” no que 
concerne à economia e as relações sociais. Porém, existem resistências políticas e culturais 
(grupos étnicos e religiosos) que resultam, muitas vezes, em conflitos geopolíticos. 
 
3. a) O Acordo Schengen é um dos principais tratados da União Europeia, uma vez que permite 
que a população da maioria dos países membros circule sem restrições nos países que 
integram o bloco e países associados. O acordo foi um passo importante na integração social 
na União Europeia e facilita as atividades econômicas, o mercado de trabalho e o turismo. 
Países menos desenvolvidos do ponto de vista econômico que entraram recentemente no 
bloco como Romênia e Bulgária não apresentam livre circulação de pessoas para evitar a 
intensificação do fluxo migratório rumo aos países mais desenvolvidos. 
b) Parte dos países do Leste Europeu que integrava o antigo bloco socialista liderado pela 
antiga União Soviética não integra o Acordo de Schengen. De modo geral, são nações que 
estão fora da União Europeia, apresentam problemas sociais mais graves e poderiam se tornar 
polos de emigração para a Europa Ocidental. A ocorrência de conflitos étnicos, religiosos e 
territoriais em alguns países também poderia estimular a emigração, a exemplo da Ucrânia 
(2013-2015). 
 
4. O neoliberalismo prega a redução do papel do Estado na economia. Entre os fundamentos, é 
a crença de que o Estado é incompetente para planejar e desenvolver a economia. Outro 
fundamento é que o mercado, liderado pelas empresas privadas, é mais eficiente. No Brasil, a 
partir da década de 1990, as práticas neoliberais mais comuns foram a privatização de 
empresas estatais. Outra prática foi a maior abertura da economia para o comércio exterior, 
permitindo a entrada de importados em maior quantidade. Em alguns setores, houve 
modernização, foi o caso a indústria aeronáutica e telecomunicações. Noutros, a privatização 
foi ineficaz, nas concessões rodoviárias, houve aumento abusivo dos pedágios para os 
consumidores. Os investimentos privados em ferrovias e geração de energia foram pífios. Em 
alguns setores, empresas que não conseguiram competir com os importados foram fechadas 
gerando desemprego e outras foram compradas por transnacionais. 
 
5. a) A legislação ambiental e sua fiscalização nos países desenvolvidos tem maior rigor. A 
transferência do lixo eletrônico para os subdesenvolvidos sob o pretexto de doações ou 
parcerias alivia a tarefa do descarte para as empresas responsáveis. Com a aceleração dos 
ciclos tecnológicos, ocorre maior obsoletismo dos produtos, aumentando exponencialmente o 
volume do descarte. 
b) Os países receptores do e-waste, cuja característica é o subdesenvolvimento em maior ou 
menor grau, o utilizam para o processo de desmontagem e reaproveitamento dos materiais, 
processo associado à contaminação e elevados níveis de toxicidade comprometendo o meio 
ambiente e a saúde da população perante legislações ambientais flexíveis e menos exigentes. 
São também associados a programas de doações ou parcerias para inclusão digital. 
 
 
 
6. Nas redes sociais da Internet, este tipo de informação é conhecido como “Fake News” 
(notícias falsas) cuja produção e propagação ocorre com o objetivo de manipular a opinião 
pública. Entre os exemplos, a manipulação política com a finalidade de interferir em processos 
eleitorais, como a atuação da empresa Cambridge Analytica, contratada produzir notícias falsas 
contribuindo nas eleições de Donald Trump (Estados Unidos) e no Brexit (saída do Reino Unido 
da União Europeia). As notícias falsas são um instrumento da guerra cibernética que integra o 
conceito de Guerra Híbrida, sendo usadas na esfera geopolítica para desestabilizar governos. 
As “Fake News” são utilizadas por setores interessados em continuar degradando o meio 
ambiente, a exemplo de informações incorretas sobre desmatamento, agrotóxicos e 
Aquecimento Global. Foram usadas para desacreditar a eficácia de vacinas, o que estimulou o 
retorno de surtos e epidemias recentes de sarampo. Também são usadas na divulgação de 
informações científicas incorretas, a exemplo o terraplanismo. 
 
7. Globalização é o processo de integração da economia em nível mundial a partir da década 
de 1990, embasada pela doutrina neoliberal que prega a abertura dos mercados e formação 
dos blocos econômicos e, pelo desenvolvimento tecnológico da revolução tecnocientífica que 
traz inovações na área de transportes e telecomunicações, criando a “aldeia global”. 
Dentre os países que vem se destacando como destino de investimentos industriais, pode-se 
citar: China, Vietnam, Coreia do Sul. 
O risco de desindustrializaçãoao que o Brasil responde se dá pelo “custo Brasil” apontando, 
dentre outros fatores para: a alta carga tributária na produção e na relação trabalhista 
ampliando o valor dos fatores de custo do produto; a deficiente infraestrutura em energia e 
transportes; burocracia e corrupção do país; intervenção do Estado no sistema produtivo. 
 
8. O continente africano é integrado por países subdesenvolvidos periféricos, subdesenvolvidos 
exportadores de commodities e alguns subdesenvolvidos emergentes. O mercado de celulares 
apresenta alto crescimento, pois seu avanço é mais recente em comparação com outras 
regiões do mundo como a América Latina e a Ásia. O fato de muitos países africanos 
apresentarem infraestrutura precária em telecomunicações e de transportes faz com que o 
acesso à telefonia fixa seja mais difícil e com elevado custo, o que explica o crescimento do 
mercado de celulares, que requer uma infraestrutura mais flexível e menos onerosa. Grande 
parte da população apresenta renda mais baixa e a telefonia celular apresenta maior variedade 
de opções quanto aos valores dos aparelhos e das contas conforme as possibilidades de renda 
dos usuários. 
 
9. a) A Internet e suas Redes Sociais tornaram-se mais importantes do que a televisão na 
divulgação de informações, mobilizações sociais e difusão cultural devido à rapidez e 
disseminação social do acesso aos computadores e celulares. A internet é menos suscetível ao 
controle da informação realizado pelas empresas de televisão, que apresentam interesses 
políticos e econômicos. A televisão também é mais vulnerável ao controle e censura por parte 
dos governos, principalmente os autoritários. 
b) Na internet, a informação se propaga em rede, de maneira acelerada, simultânea, sendo 
importante instrumento para denunciar as práticas de violação dos direitos humanos. Em vários 
países do Oriente Médio e em nações como a China, a internet é censurada, mesmo assim, 
muita informação foge ao controle dos Estados. 
 
10. a) O comportamento das torcidas de futebol reflete sentimentos variados, como os 
ressentimentos decorrentes dos nacionalismos, dos conflitos e guerras do passado (Primeira e 
Segunda Guerras Mundiais, onde a Alemanha foi uma protagonista decisiva), da ordem 
geopolítica anterior (a exemplo da hegemonia soviética no Leste Europeu) que se entrelaçam 
com o quadro contemporâneo onde também a Alemanha tem um papel de centralidade no 
campo financeiro. A Alemanha tem sido o país-chave na União Europeia no resgate financeiro 
dos PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha). O auxílio financeiro é concedido, mas 
exige-se em contrapartida medidas como cortes em gastos públicos que provocam baixo 
crescimento e desemprego. Assim, o sentimento “antigermânico” é crescente em diversos 
países europeus.

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