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Medidas de interesse vocacional Ana Carolina Ferrareto, Larissa Nunes, Emilly Elias, Nathalya Vieira e Stephanie Barros TESTES DE INTERESSE E ATITUDE A distinção entre testes sobre interesses e atitudes e os testes de personalidade é bastante trivial. A diferença mais importante entre esses dois tipos de testes está mais na utilização do que propriamente na sua natureza. Alguns dos testes de interesse tem origem em alguma teoria da personalidade; e alguns desses testes de valores poderia facilmente serem empregados como testes de personalidade. Quando os psicólogos se referem à testagem de “interesse”, geralmente querem dizer com isso o interesse pelas profissões ou interesse vocacional. Trata-se de uma grande área da testagem aplicada, especialmente no campo do aconselhamento ORIENTAÇÕES PARA A TESTAGEM DE INTERESSE VOCACIONAL O tratamento da testagem de interesse vocacional requer algumas orientações especiais. Neste campo, existem 2 nomes principais, e 2 métodos mais importantes para a elaboração de testes. E associando esses nomes e métodos, existe uma série de testes que têm em grande parte definido o campo da testagem de interesse vocacional. Os dois nomes principais nesta área são: Edward K. Strong Jr. e G. Frederic Kuder. STRONG Strong iniciou o seu trabalho sobre mensuração de interesse vocacional nos anos de 1920, enquanto era professor do Carnegie Institute of Technology, em Pttsburgh. Pouco tempos depois, transferiu-se para Stanford University, onde concluiu a maior parte de suas investigações. A primeira edição do teste de Strong surgiu em 1927, essa época correspondeu ao período áureo dos esforços pioneiros de elaboração de testes. E Strong era quase a única pessoa que estava fazendo um trabalho significante na mensuração de interesses vocacionais. Houve diversos colaboradores de Strong durante a sua vida e até mesmo após a sua morte, em 1964. KUDER G. Fredric Kuder tinha os seus interesses divididos entre as mensurações de interesse vocacional e a teoria da testagem. Ele é um dos autores das fórmulas de Kuder-Richardson (KR-20 e KR-21). Ele também foi editor fundador do periódico Educational anda Psychological Measurement. O trabalho de Kuder sobre a mensuração de interesse vocacional iniciou-se nos anos 1930, e levou a publicação de seu primeiro teste, em 1939. Desde essa época ele começou a contribuir prolificamente para essa área. ABORDAGENS TRADICIONAIS As medidas de interesse vocacional diferem entre si de duas maneiras principais. A primeira diferença relaciona-se a origem das escalas ou escores dos testes, que podem ser: Referência pelo Critério de Resposta X Áreas Gerais. O procedimento envolve a determinação de quais itens são capazes de diferenciar grupos bem definidos. Naturalmente, o conteúdo dos itens será em geral relativo a interesses e a atividades relacionadas a profissão, embora isso não seja necessariamente verdadeiro. Para propósitos de testagem de interesse vocacional, os grupos são ocupacionais, como por exemplo: professores do ensino fundamental, contadores, e assim por diante. Obtemos então conjuntos de itens que são capazes de diferenciar cada um desses grupos em relação à população em geral. ABORDAGENS TRADICIONAIS O teste original de Strong empregava a abordagem de critério de referência, e ele foi um dos pioneiros a usar esse tipo de critério de referência como método de elaboração de um teste. A segunda abordagem método de elaboração dessas escalas tem como objetivo produzir escalas correspondentes a áreas gerais de interesse. Por exemplo, essas áreas poderiam estar relacionadas a artes, a atividades de persuasão ou a ciências, e cada uma dessas áreas gerais pode então se relacionar com determinadas profissões. Uma segunda diferença quanto a abordagem empregada pelos testes relaciona-se com a utilização de Escores Relativos X Escores Absolutos. Essa diferença resulta do formato de resposta utilizada pelos itens. Tal diferença corresponde a uma interpretação absoluta em contraposição a uma interpretação relativa dos níveis de interesse do indivíduo. No formato absoluto é possível gostar de todos os itens, como não gostar de nenhum. Já o formato relativo, deve-se preferir somente um item, e rejeitar o outro. UTILIZAÇÃO DE TESTES DE INTERESSE VOCACIONAL Os inventários de interesse vocacional são bastantes utilizados, especialmente na área de aconselhamento. Watkins, Campbell e Nieberding (1994), identificaram o SII, o KOIS e a SDS como sendo as medidas de interesse vocacional mais frequentemente utilizadas. Entre os psicólogos que identificaram o aconselhamento como sendo sua especialidade, 56% informaram que se ocupam de aconselhamento vocacional. E entre os entrevistados, o SII, a SDS e o KOIS são, nessa ordem, os inventários mais empregados, além de serem as medidas que os entrevistados recomendaram que fossem utilizadas no treinamento de futuros psicólogos de aconselhamento. A partir de todas essas informações, fica claro que a testagem de interesse vocacional tem uma presença significativa no mundo da mensuração educacional e psicológica. Self-directed Search- SDS Surgiu em 1971 John Holland Novas edições em 1977, 1985 e 1994 Teste vocacional mais amplamente utilizado Manual enfatiza que o inventário é auto-aplicado, auto-corrigido e auto- interpretado. Esquema RIASEC RIASEC R- realista I- investigadora A- artística S- social E- empreendedora C- convencional AIP AIP – Teste Avaliação dos Interesses profissionais. Rosane Schotgues Levenfus, psicóloga, mestre em psicologia clínica (PUCRS), especialista em Neuropsicologia (Projecto⁄Fadergs),ex-presidente da Associação Brasileira da orientação profissional(ABOP) e autora de diversos livros sobre orientação profissional. Deixou de se apoiar no LIP e criou o AIP ( Carlos del Nero) como intuito de poder oferecer mais recursos ao orientador. AIP A teoria psicanalítica e a teoria da personalidade. Levenfus apresenta a teoria psicanalítica em relacionando conceitos psicanalíticos e a escolha ocupacional. Identificação, desenvolvimento de mecanismos de defesa eteoria da sublimação são alguns dos conceitos utilizados para explicar característica s de personalidade que influenciaram a escolha ocupacional. A teoria da personalidade em psicologia vocacional fica por conta da tipologia de Holland. Sua teoria prevê que a congruência entre personalidade e ambiente produz resultados desejáveis (satisfação e realização no trabalho) ao passo que a incongruência gera o oposto. AIP A construção do instrumento deu-se por meio da criação de frases que referem atividades laborais típicas de cada campo de interesse. Essa criação foi realizada por Levenfus, em parte baseada na sua experiência com o teste LIP (Del Nero, 1984), em parte em seu material já publicado (1993, 1997c e 2005) e, ainda, por consultas de propostas pedagógicas de diversos cursos de graduação no Brasil. Publico :Adolescentes e adultos. Avalia os interesses profissionais . Permite que o sujeito sinalize quando não está interessado emnenhuma das duas atividades propostas. Interesse real ou relativo. O AIP é um instrumento que avalia a preferência do sujeito por dez campos de interesses profissionais, composto por 100 pares de atividades, totalizando em 20 atividades de cada um dos dez campos, distribuídas de tal forma que cada campo seja confrontado com todos os outros e com ele mesmo duas vezes. Tendo em vista a necessidade de o sujeito escolher uma das alternativas da dupla de atividades apresentadas, o AIP oferece a possibilidade de o sujeito apontar quando uma delas está sendo escolhida por obrigação. Isso oferece ao orientador um dado a mais sobrea intensidade de satisfação com a escolha. Identifica a média de preferência por sexo e diferentes níveis de interesses para homens e mulheres. Considerando que atualmente as profissões reúnem múltiplas configurações, o AIP propõe uma análise dinâmica dos diferentes campos, para somente então apresentar as diferentes possibilidades de cursosde nível superior. Os campos de interesses estão assim denominados: CFM - Campo Físico Matemático; CFQ - Campo Físico / Químico; CCF - Campo Cálculos / Finanças; COA -Campo Organizacional Administrativo; CJS - Campo Jurídico / Social; CCP Campo Comunicação / Persuasão; CSL - Campo Simbólico / Lingüístico; CMA - Campo Manual/ Artístico; CCE - Campo Comportamental / Educacional; CBS - Campo Biológico /Saúde ( LEVENFUS,BANDEIRA,2009). A coleção AIP é constituída por um livro de instruções e os materiais descritos a seguir:1) Livro de Exercício: Trata-se de um exercício contendo 100 pares de atividades, totalizando 20atividades de cada campo distribuídas de tal forma que cada campo seja confrontado com todos os outros e com ele mesmo duas vezes. Cada par de atividades está demarcado graficamente de forma a distinguir claramente os pares, permitindo concentração naquele que está sendo analisado. Cada atividade está numerada de forma facilitar a identificação do local a ser marcado na folha de respostas, parte integrante do Livro de Aplicação. As instruções para o sujeito em exame constam no início do exercício facilitando a aplicação coletiva, além da individual. 2) Folha de respostas: Parte integrante do Livro de Aplicação. Para cada atividade numerada, existe um espaço correspondente na folha de respostas. Esse espaço é um quadrado dividido por um risco em diagonal. E nesse espaço que o sujeito deverá responder acerca de seu interesse real ou relativo pela atividade conforme instruções no capítulo Aplicação. 3) Crivo de apuração: O crivo é uma folha vazada a ser colo- cada sobre a folha de respostas a fim de apurar o total de itens de interesse real e relativo em cada campo. Para facilitar a correção cada campo recebeu uma cor e uma letra, que podem ser conferidas no quadro 1 a seguir. A contagem e apuração deverá ser registrada na tabela do protocolo de levantamento (LEVENFUS,BANDEIRA,2009). TESTE BBT Teste de fotos profissionais Base teórica Psicólogo e Orientador profissional. Utilizou em sua base teórica ideias de Szondi, mas com um olhar da Psicologia Profissional. “ as escolhas (obedecem a um principio interno, necessidade pessoal) que configuram sua o seu destino pessoal.” Fatores de necessidade A) Vetor Sexual. B) Vetor Paroxismal. C) Vetor do Ego. D) Vetor de Contato. Principais instrumentos No brasil foi ingressado em 1982, no momento em que houve uma disseminação na Europa. Inicialmente foram aplicados diversas clinicas de orientação e reorientação. 1998 readaptaram para o ambiente Brasileiro , utilizaram voluntários de pesquisa que foram fotografados em seu local de trabalho. Publico que se destina BBT se destina para para orientar indivíduos que buscam sua primeira escolha profissional de carreira e adultos para a reescolha profissional. O que se medem? Este teste tem como objetivo medir a relação entre o eito profissional e a satisfação das necessidades do indivíduo. Generalizações sobre as medidas de interesse vocacional Bastante confiáveis. Respeitável Grau de validade. Pouca utilização de técnicas psicométricas modernas. Opiniões satisfatórias de seus revisores. Algumas questões problemáticas relacionadas á avaliação de interesse vocacional Diferença por gênero. Relação interesse-capacidade. Projetos de pesquisa a longo prazo. Número elevado de escores. Orientação.