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1 
 
 
 
MANUAL DO CURSO DE LICENCIATURA EM 
ENSINO DE GEOGRAFIA 
 
1º Ano 
Disciplina: GEOLOGIA APLICADA A GEOLOGRAFIA 
Código: 
Total Horas/1o Semestre: 
Créditos (SNATCA): 
Número de Temas 
 
 
 
 
 
 
INSTITUTO SUPER 
 
 
INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA- ISCED 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
1 
 
Direitos de autor (copyright) 
Este manual é propriedade do Instituto Superior de Ciências e 
Educação a Distância (ISCED), e contêm reservados todos os 
direitos. É proibida a duplicação ou reprodução parcial ou total 
deste manual, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios 
(electrónicos, mecânico, gravação, fotocópia ou outros), sem 
permissão expressa de entidade editora (Instituto Superior de 
Ciências e Educação a Distância (ISCED). 
A não observância do acima estipulado, o infractor é passível a 
aplicação de processos judiciais em vigor no País. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) 
Direcção Académica 
Rua Dr. Almeida Lacerda, No 212 Ponta - Gêa 
Beira - Moçambique 
Telefone: +258 23 323501 
Cel: +258 82 3055839 
Fax: 23323501 
E-mail:isced@isced.ac.mz 
Website:www.isced.ac.mz 
 
 
 
mailto:isced@isced.ac.mz
http://www.isced.ac.mz/
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
2 
 
 
 
Agradecimentos 
O Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) 
agradece a colaboração dos seguintes indivíduos e instituições na 
elaboração deste manual: 
Autor Bernardino José Bernardo – Mestre em Gestão ambiental, 
Licenciado em ensino de Geografia 
 
Revisor: Ubaldo Ginova Ombe Gemusse-Mestre em Geologia 
de Materiais e Recursos Geológicos, Licenciado em Geografia 
e Técnico Médio em Geologia e Minas 
Coordenação 
Design 
Financiamento e Logística 
Revisão Científica 
Revisão Linguística 
Ano de Publicação 
Local de Publicação 
 
Direcção Académica do ISCED 
Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) 
Instituto Africano de Promoção da Educação a Distancia (IAPED) 
XXXXX 
XXXXX 
ISCED – BEIRA 
XXXXX 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
3 
 
 
 
ÍNDICE GERAL 
VISÃO GERAL ---------------------------------------------------------------------------- 6 
BEM-VINDO A DISCIPLINA DE GEOLOGIA APLICADA À GEOGRAFIA -------------------- 6 
OBJECTIVOS DO MÓDULO ----------------------------------------------------------------- 9 
QUEM DEVERIA ESTUDAR ESTE MÓDULO ------------------------------------------------ 9 
COMO ESTÁ ESTRUTURADO ESTE MÓDULO ---------------------------------------------- 9 
ÍCONES DE ACTIVIDADE ------------------------------------------------------------------ 12 
HABILIDADES DE ESTUDO ---------------------------------------------------------------- 12 
PRECISA DE APOIO? ---------------------------------------------------------------------- 14 
TAREFAS (AVALIAÇÃO E AUTO-AVALIAÇÃO) ------------------------------------------- 15 
AVALIAÇÃO ------------------------------------------------------------------------------- 16 
TEMA – I: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA GEOLOGIA. ---------------------- 16 
UNIDADE TEMÁTICA 1.1: CONCEITO E OBJECTO DE ESTUDO ------------------------- 16 
UNIDADE TEMÁTICA 1.2. MÉTODOS DE ESTUDO DA GEOLOGIA ------------------- 24 
UNIDADE TEMÁTICA 1.3. HISTÓRIA DA GEOLOGIA --------------------------------- 16 
UNIDADE TEMÁTICA 1.4. TEORIAS SOBRE O UNIVERSO ---------------------------- 22 
UNIDADE TEMÁTICA 1.5. EXERCÍCIOS DESTE TEMA ----------------------------------- 36 
TEMA – II: DINÂMICA INTERNA -------------------------------------------------- 39 
UNIDADE TEMÁTICA 2.1. ESTRUTURA INTERNA DA TERRA ------------------------ 39 
UNIDADE TEMÁTICA 2.2. TEORIA DA DERIVA DOS CONTINENTES ----------------- 45 
UNIDADE TEMÁTICA 2.3. TECTÓNICA GLOBAL -------------------------------------- 50 
UNIDADE TEMÁTICA 2.4. EXERCÍCIOS DESTE TEMA --------------------------------- 27 
UNIDADE TEMÁTICA 3.1. CONCEITO DE MINERAL; CRISTAIS E SEUS ELEMENTOS, 
SISTEMAS CRISTALINOS. ----------------------------------------------------------------- 30 
UNIDADE TEMÁTICA 3.2. PROPRIEDADES FÍSICAS, QUÍMICAS E ELÉCTRICAS DOS 
MINERAIS. -------------------------------------------------------------------------------- 36 
UNIDADE TEMÁTICA 3.3. DESCRIÇÃO DOS MINERAIS MAIS COMUNS, 
RECONHECIMENTO DOS MINERAIS. ----------------------------------------------------- 44 
UNIDADE TEMÁTICA 3.4. EXERCÍCIOS DESTE TEMA --------------------------------- 55 
UNIDADE TEMÁTICA 4.1. MAGMATISMO: ROCHAS MAGMÁTICAS, FORMAÇÃO, 
TEXTURA, ESTRUTURA, EXEMPLOS E UTILIDADE. -------------------------------------- 57 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
4 
 
UNIDADE TEMÁTICA 4.2. METAMORFISMO: ROCHAS METAMÓRFICAS, 
FORMAÇÃO, TEXTURA, ESTRUTURA, EXEMPLOS E UTILIDADE. ------------------------ 71 
UNIDADE TEMÁTICA 4.3. SEDIMENTAGÉNESE: ROCHAS SEDIMENTARES, 
FORMAÇÃO, TEXTURA, ESTRUTURA, EXEMPLOS E UTILIDADE. ------------------------ 82 
UNIDADE TEMÁTICA 4.4. EXERCÍCIOS DESTE TEMA --------------------------------- 95 
UNIDADE TEMÁTICA 5.1. CICLO GEOLÓGICO; PRINCÍPIO DE ESTRATIGRAFIA E 
ESTUDO DOS FÓSSEIS. -------------------------------------------------------------------- 99 
UNIDADE TEMÁTICA 5.2. EXERCÍCIOS DESTE TEMA. -------------------------------109 
UNIDADE TEMÁTICA 6.1. ESCALA CRONO-ESTRATIGRÁFICA E TRAÇOS GERAIS DA 
GEOLOGIA DE MOÇAMBIQUE. ---------------------------------------------------------112 
UNIDADE TEMÁTICA 6.2. EXERCÍCIOS DESTE TEMA. -------------------------------133 
UNIDADE TEMÁTICA 7. EXERCICIOS DO FIM DO MÓDULO. ------------------------135 
 
 
ÍNDICE DE FIGURAS 
Figura 1: Observação directa a camada de carvão no rio Moatize em 
Tete. Foto: Raposo, 2014 .................................................................. 26 
Figura 2: Jazigo de exploração de minerais. ...................................... 26 
Figura 3: Ilustração de uma trincheira para observar o solo e colectar 
amostras. Fonte: (CONCIANI, 2013). ................................................. 27 
Figura 4: Amostra directa do manto: xenólitos de peridotitos (raros). 
Disponivel em:www.umanitoba.ca.br .............................................. 28 
Figura 5: Esquema conceptual sobre os metodos geofísicos. ............. 29 
Figura 6: Anomalias Gravimétricas. .................................................. 31 
Figura 7: Bússola geológica tipo BRUNTON (COE, et al, 2010). ........... 35 
Figura 8: ilustração de lupas do geólogo (COE, et al, 2010). ............... 35 
Figura 9: Martelo do geólogo. Fonte: www.GADGETS.in ................... 36 
Figura 10: Estrutura Interna da Terra (POPP, 1998). .......................... 40 
Figura 11: Esquema ilustrativo das correntes (POPP, 1998). .............. 42 
Figura 12: Pangea e sua divisão em dois continentes, Laurásia a norte e 
Gondwana a sul, pelo Mar de Tethys (Teixeira, 2000). ...................... 46 
Figura 13: a) Distribuição actual das evidências geológicas de existência 
de geleiras há 300 Ma. As setas indicam a direção de movimento das 
geleiras. b) Simulação de como seria a distribuição das geleiras com os 
continentes juntos, mostrando que estariam restritas a uma calota 
polar no hemisfério Sul (TEIXEIRA, et al, 2000). ................................. 48 
Figura 14: Distribuição das principais placas tectónica (TEXEIRA, et al, 
2000). .............................................................................................. 17 
Figura 15: Ilustração da zona divergente entre a América do Norte e 
África formando a Dorsal mesoatlântica (PRESS, et al, 2006). ............ 18 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA5 
 
 
ÍNDICE DE TABELAS 
Tabela 1: Ramificações da Geologia ........................................................ 19 
Tabela 2: Escala do tempo Geológico .................................................... 33 
Tabela 3: resumo dos processos que decorrem no limite das placas 
tectónicas ................................................................................................ 21 
Tabela 4: Classificação Cristalografica dos sistemas ............................... 34 
Tabela 5: Escala de Mohs e padrões secundários ................................... 39 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
6 
 
Visão Geral 
Bem-vindo a disciplina de Geologia aplicada à 
Geografia 
Introdução ao Estudo da Geologia 
A disciplina de Geologia aplicada à Geografia, constitui uma 
ferramenta primordial no processo de construção do 
conhecimento geográfico. Visto que, é graças a esta disciplina que 
podemos compreender a actual repartição geográfica dos vários 
fenómenos que ocorrem na Terra, bem como a sua génese, 
evolução e transformação. 
Esta disciplina irá permitir que o estudante desenvolva uma 
capacidade de análise e interpretação dos fenómenos que 
ocorrem na Terra, tais como os sismos, vulcões, tsunamis, 
ocorrências recursos energéticos, (Hidrocarbonetos). Por essa 
razão, a disciplina será leccionada em dois eixos: Geologia 
histórica e Geologia dinâmica. A Geologia histórica explica a 
origem, formação e evolução da Terra e a dinâmica explica os 
processos endógenos e exógenos na crosta. 
No fim do estudo deste módulo, espera-se que o estudante 
desenvolva as seguintes competências: 
 Compreenda a evolução do conhecimento geológico; 
 Conheça as fases da evolução da Terra em função dos 
eventos registados; 
 Classifica os minerais e as rochas; 
 Interpreta os fenómenos originários do interior da Terra; 
 Compreenda a génese do relevo. 
 
 
 
 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
7 
 
TEMA I: Introdução ao estudo da Geologia: 
 Conceito e objecto de estudo; 
 Métodos de estudo da Geologia; 
 História da Geologia; 
 Teorias sobre o universo. 
Tema II: Dinâmica Interna 
 Estrutura interna da Terra; 
 Teorias da deriva dos continentes; 
 Tectónica global. 
TEMA III: Minerais 
 Conceito de mineral; cristais e seus elementos, sistemas 
cristalinos; 
 Propriedades físicas, químicas e eléctricas dos minerais; 
 Descrição dos minerais mais comuns, reconhecimento dos 
minerais. 
TEMA IV: Rochas 
 Magmatismo: rochas magmáticas, formação, textura, 
estrutura, exemplos e utilidade; 
 Metamorfismo: formação, textura, estrutura, exemplos e 
utilidade; 
 Sedimentagénese: Formação, textura, estrutura, exemplos 
e utilidade. 
TEMA V: Estratigrafia 
 Ciclo geológico; princípio de estratigrafia e estudo dos 
fósseis. 
TEMA VI: Geologia de Moçambique 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
8 
 
 Escala crono-estratigráfica e traços gerais da Geologia de 
Moçambique. 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
9 
 
Objectivos do Módulo 
Ao terminar o estudo deste módulo de Geologia Aplicada a 
Geografia o aluno deverá ser capaz de responder os seguintes 
objectivos: 
 
Objectivos Específicos 
 
 Compreender a evolução do conhecimento geológico; 
 Conhecer a história de Geologia; 
 Classificar os minerais e as rochas; 
 Explicar a acção dos processos endógenos na crosta terrestre; 
 Caracterizar os agentes da geodinâmica externa; 
 Relacionar os fenómenos geológicos globais com os de 
Moçambique; 
 Compreender a necessidade de uso racional dos recursos 
minerais. 
 
 
Quem deveria estudar este módulo 
Este Módulo foi concebido para estudantes do 1º ano do curso de 
licenciatura em Ensino de Geografia do ISCED. Poderá ocorrer, 
contudo, que haja leitores que queiram se actualizar e consolidar 
seus conhecimentos nessa disciplina, esses serão bem-vindos, não 
sendo necessário para tal se inscrever. Mas poderá adquirir o 
manual, com a permissão do ISCED. 
Como está estruturado este módulo 
Este módulo de Geologia Aplicada a Geografia, para estudantes do 
1º ano do curso de licenciatura em Ensino de Geografia, à 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
10 
 
semelhança dos restantes do ISCED, está estruturado como se 
segue: 
Páginas introdutórias 
 Um índice completo. 
 Uma visão geral detalhada dos conteúdos do módulo, 
resumindo os aspectos-chave que você precisa conhecer para 
melhor estudar. Recomendamos vivamente que leia esta secção 
com atenção antes de começar o seu estudo, como componente 
de habilidades de estudos. 
 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
11 
 
Conteúdo desta Disciplina/módulo 
 
Este módulo está estruturado em Temas. Cada tema, por sua vez 
comporta certo número de unidades temáticas ou simplesmente 
unidades. Cada unidade temática se caracteriza por conter uma 
introdução, objectivos, conteúdos. 
No final de cada unidade temática ou do próprio tema, são 
incorporados antes o sumário, exercícios de auto-avaliação, só 
depois é que aparecem os exercícios de avaliação. 
Os exercícios de avaliação têm as seguintes características: Puros 
exercícios teóricos/Práticos, Problemas não resolvidos e algumas 
actividades práticas incluído estudo de caso. 
 
Outros recursos 
A equipa dos académicos e pedagogos do ISCED, pensando em si, 
num cantinho, recôndito deste nosso vasto Moçambique e cheio de 
dúvidas e limitações no seu processo de aprendizagem, apresenta 
uma lista de recursos didácticos adicionais ao seu módulo para você 
explorar. Para tal o ISCED disponibiliza na biblioteca do seu centro 
de recursos mais material de estudos relacionado com o seu curso 
como: Livros e/ou módulos, CD, CD-ROOM, DVD. Para além deste 
material físico ou electrónico disponível na biblioteca, pode ter 
acesso a Plataforma digital moodle para alargar mais ainda as 
possibilidades dos seus estudos. 
 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
12 
 
Auto-avaliação e Tarefas de avaliação 
Tarefas de auto-avaliação para este módulo encontram-se no final 
de cada unidade temática e de cada tema. As tarefas dos exercícios 
de auto-avaliação apresentam duas características: primeiro 
apresentam exercícios resolvidos com detalhes. Segundo, 
exercícios que mostram apenas respostas. 
Tarefas de avaliação devem ser semelhantes às de auto-avaliação 
mas sem mostrar os passos e devem obedecer o grau crescente de 
dificuldades do processo de aprendizagem, umas a seguir a outras. 
Parte das tarefas de avaliação será objecto dos trabalhos de campo 
a serem entregues aos tutores/docentes para efeitos de correcção 
e subsequentemente nota. Também constará do exame do fim do 
módulo. Pelo que, caro estudante, fazer todos os exercícios de 
avaliação é uma grande vantagem. 
Comentários e sugestões 
Use este espaço para dar sugestões valiosas, sobre determinados 
aspectos, quer de natureza científica, quer de natureza didáctico-
Pedagógica, etc., sobre como deveriam ser ou estar apresentadas. 
Pode ser que graças as suas observações que, em gozo de 
confiança, classificamo-las de úteis, o próximo módulo venham a 
ser melhoradas. 
Ícones de actividade 
Ao longo deste manual irá encontrar uma série de ícones nas 
margens das folhas. Estes ícones servem para identificar diferentes 
partes do processo de aprendizagem. Podem indicar uma parcela 
específica de texto, uma nova actividade ou tarefa, uma mudança 
de actividade, etc. 
Habilidades de estudo 
O principal objectivo deste campo é o de ensinar aprender a 
aprender. Aprenderaprende-se. 
Durante a formação e desenvolvimento de competências, para 
facilitar a aprendizagem e alcançar melhores resultados, implicará 
empenho, dedicação e disciplina no estudo. Isto é, os bons 
resultados apenas se conseguem com estratégias eficientes e 
eficazes. Por isso é importante saber como, onde e quando estudar. 
Apresentamos algumas sugestões com as quais esperamos que caro 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
13 
 
estudante possa rentabilizar o tempo dedicado aos estudos, 
procedendo como se segue: 
1º Praticar a leitura. Aprender a Distância exige alto domínio de 
leitura. 
2º Fazer leitura diagonal aos conteúdos (leitura corrida). 
3º Voltar a fazer leitura, desta vez para a compreensão e assimilação 
crítica dos conteúdos (ESTUDAR). 
4º Fazer seminário (debate em grupos), para comprovar se a sua 
aprendizagem confere ou não com a dos colegas e com o padrão. 
5º Fazer TC (Trabalho de Campo), algumas actividades práticas ou as 
de estudo de caso se existirem. 
IMPORTANTE: Em observância ao triângulo modo-espaço-tempo, 
respectivamente como, onde e quando...estudar, como foi referido 
no início deste item, antes de organizar os seus momentos de estudo 
reflicta sobre o ambiente de estudo que seria ideal para si: Estudo 
melhor em casa/biblioteca/café/outro lugar? Estudo melhor à 
noite/de manhã/de tarde/fins de semana/ao longo da semana? 
Estudo melhor com música/num sítio sossegado/num sítio 
barulhento!? Preciso de intervalo em cada 30 minutos, em cada 
hora, etc. 
É impossível estudar numa noite tudo o que devia ter sido estudado 
durante um determinado período de tempo; Deve estudar cada 
ponto da matéria em profundidade e passar só ao seguinte quando 
achar que já domina bem o anterior. 
Privilegia-se saber bem (com profundidade) o pouco que puder ler e 
estudar, que saber tudo superficialmente! Mas a melhor opção é 
juntar o útil ao agradável: Saber com profundidade todos conteúdos 
de cada tema, no módulo. 
Dica importante: não recomendamos estudar seguidamente por 
tempo superior a uma hora. Estudar por tempo de uma hora 
intercalado por 10 (dez) a 15 (quinze) minutos de descanso (chama-
se descanso à mudança de actividades). Ou seja que durante o 
intervalo não se continuar a tratar dos mesmos assuntos das 
actividades obrigatórias. 
Uma longa exposição aos estudos ou ao trabalho intelectual 
obrigatório, pode conduzir ao efeito contrário: baixar o rendimento 
da aprendizagem. Porque o estudante acumula um elevado volume 
de trabalho, em termos de estudos, em pouco tempo, criando 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
14 
 
interferência entre os conhecimentos, perde sequência lógica, por 
fim ao perceber que estuda tanto mas não aprende, cai em 
insegurança, depressão e desespero, por se achar injustamente 
incapaz! 
Não estude na última da hora; quando se trate de fazer alguma 
avaliação. Aprenda a ser estudante de facto (aquele que estuda 
sistematicamente), não estudar apenas para responder a questões 
de alguma avaliação, mas sim estude para a vida, sobre tudo, estude 
pensando na sua utilidade como futuro profissional, na área em que 
está a se formar. 
Organize na sua agenda um horário onde define a que horas e que 
matérias deve estudar durante a semana; Face ao tempo livre que 
resta, deve decidir como o utilizar produtivamente, decidindo 
quanto tempo será dedicado ao estudo e a outras actividades. 
É importante identificar as ideias principais de um texto, pois será 
uma necessidade para o estudo das diversas matérias que 
compõem o curso: A colocação de notas nas margens pode ajudar 
a estruturar a matéria de modo que seja mais fácil identificar as 
partes que está a estudar e Pode escrever conclusões, exemplos, 
vantagens, definições, datas, nomes, pode também utilizar a 
margem para colocar comentários seus relacionados com o que 
está a ler; a melhor altura para sublinhar é imediatamente a seguir 
à compreensão do texto e não depois de uma primeira leitura; 
Utilizar o dicionário sempre que surja um conceito cujo significado 
não conhece ou não lhe é familiar; 
Precisa de apoio? 
Caro estudante, temos a certeza que por uma ou por outra razão, o 
material de estudos impresso, lhe pode suscitar algumas dúvidas 
como falta de clareza, alguns erros de concordância, prováveis erros 
ortográficos, falta de clareza, fraca visibilidade, páginas trocadas ou 
invertidas, etc). Nestes casos, contacte os serviços de atendimento 
e apoio ao estudante do seu Centro de Recursos (CR), via telefone, 
SMS, E-mail, se tiver tempo, escreva mesmo uma carta participando 
a preocupação. 
Uma das atribuições dos Gestores dos CR e seus assistentes 
(Pedagógico e Administrativo), é a de monitorar e garantir a sua 
aprendizagem com qualidade e sucesso. Dai a relevância da 
comunicação no Ensino a Distância (EAD), onde o recurso as TIC se 
torna incontornável: entre estudantes, estudante – Tutor, estudante 
– CR, etc. 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
15 
 
As sessões presenciais são um momento em que você caro 
estudante, tem a oportunidade de interagir fisicamente com staff do 
seu CR, com tutores ou com parte da equipa central do ISCED 
indigitada para acompanhar as sua sessões presenciais. Neste 
período pode apresentar dúvidas, tratar assuntos de natureza 
pedagógica e/ou administrativa. 
O estudo em grupo, que está estimado para ocupar cerca de 30% 
do tempo de estudos a distância, é muita importância, na medida 
em que permite-lhe situar, em termos do grau de aprendizagem 
com relação aos outros colegas. Desta maneira ficará a saber se 
precisa de apoio ou precisa de apoiar aos colegas. Desenvolver 
hábito de debater assuntos relacionados com os conteúdos 
programáticos, constantes nos diferentes temas e unidade 
temática, no módulo. 
Tarefas (avaliação e auto-avaliação) 
O estudante deve realizar todas as tarefas (exercícios, actividades e 
autoavaliação), contudo nem todas deverão ser entregues, mas é 
importante que sejam realizadas. As tarefas devem ser entregues 
duas semanas antes das sessões presenciais seguintes. 
Para cada tarefa serão estabelecidos prazos de entrega, e o não 
cumprimento dos prazos de entrega, implica a não classificação do 
estudante. Tenha sempre presente que a nota dos trabalhos de 
campo conta e é decisiva para ser admitido ao exame final da 
disciplina/módulo. 
Os trabalhos devem ser entregues ao Centro de Recursos (CR) e os 
mesmos devem ser dirigidos ao tutor/docente. 
Podem ser utilizadas diferentes fontes e materiais de pesquisa, 
contudo os mesmos devem ser devidamente referenciados, 
respeitando os direitos do autor. 
O plágio1é uma violação do direito intelectual do(s) autor(es). Uma 
transcrição à letra de mais de 8 (oito) palavras do texto de um autor, 
sem o citar é considerado plágio. A honestidade, humildade 
científica e o respeito pelos direitos autorias devem caracterizar a 
realização dos trabalhos e seu autor (estudante do ISCED). 
 
1Plágio - copiar ou assinar parcial ou totalmente uma obra literária, propriedade 
intelectual de outras pessoas, sem prévia autorização. 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
16 
 
Avaliação 
Muitos perguntam: Com é possível avaliar estudantes à distância, 
estando eles fisicamente separados e muito distantes do 
docente/tutor? Nós dissemos: Sim é possível, talvez seja uma 
avaliação mais fiável e consistente. 
Você será avaliado durante os estudos à distância que contam com 
um mínimo de 90% do total de tempo que precisa de estudar os 
conteúdos do seu módulo. Quando o tempo de contacto presencial 
conta com um máximo de 10%) do total de tempo do módulo. A 
avaliação do estudante consta detalhada do regulamento de 
avaliação. 
Os trabalhos decampo por si realizados, durante estudos e 
aprendizagem no campo, pesam 25% e servem para a nota de 
frequência para ir aos exames. 
Os exames são realizados no final da cadeira disciplina ou modulo e 
decorrem durante as sessões presenciais. Os exames pesam no 
mínimo 75%, o que adicionado aos 25% da média de frequência, 
determinam a nota final com a qual o estudante conclui a cadeira. 
A nota de 10 (dez) valores é a nota mínima de conclusão da cadeira. 
Nesta cadeira o estudante deverá realizar pelo menos 2 (dois) 
trabalhos e 1 (um) (exame). 
Algumas actividades práticas, relatórios e reflexões serão utilizados 
como ferramentas de avaliação formativa. 
Durante a realização das avaliações, os estudantes devem ter em 
consideração a apresentação, a coerência textual, o grau de 
cientificidade, a forma de conclusão dos assuntos, as 
recomendações, a identificação das referências bibliográficas 
utilizadas, o respeito pelos direitos do autor, entre outros. 
Os objectivos e critérios de avaliação constam do Regulamento de 
Avaliação.
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
16 
 
TEMA – I: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA GEOLOGIA. 
 
UNIDADE Temática 1.1. Conceito e objecto de estudo; 
UNIDADE Temática 1.2. Métodos de estudo da Geologia; 
UNIDADE Temática 1.3. História da Geologia; 
UNIDADE Temática 1.4. Teorias sobre o universo. 
UNIDADE Temática 1.5. Exercícios deste tema 
Unidade Temática 1.1: Conceito e objecto de estudo 
Introdução 
Bem-vindo a primeira unidade da disciplina de Geologia. Nesta 
unidade temática, iremos estudar os aspectos introdutórios da 
disciplina de Geologia e a mesma está dividida em dois pontos 
chaves: 
 No primeiro ponto, iremos abordar os seguintes aspectos: 
conceito, objecto de estudo, divisão da Geologia, ramificação da 
Geologia, importância do estudo. 
 No segundo ponto, iremos estudar a História da Geologia e 
Teorias sobre o Universo. Portanto, no fim desta unidade temática, 
você deverá ser capaz de: 
Desenvolvimento 
 
 
Objectivos 
Específicos 
 
 
 Dar conceito a Geologia; 
 Entender o princípio fundamental que sustenta a Geologia; 
 Conhecer objecto de estudo da Geologia e seus ramos. 
 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
17 
 
1.1 
Conceito de Geologia 
O facto de vivermos na Terra já é razão mais do que suficiente para estudar 
a Geologia. Quanto mais soubermos acerca do nosso planeta, 
especialmente do seu ambiente e recursos, melhor poderemos 
compreendê-la, usá-la e apreciá-la. 
Num senso lato, a importância da Terra como corpo celeste não é assim 
tão grande, já que ela é um planeta de tamanho médio, orbitando à volta 
duma estrela de tamanho médio também. Contudo, e pelo menos no 
Sistema Solar, a Terra é o único planeta com água abundante e uma 
atmosfera onde pode crescer a vida. 
Os programas espaciais também revelaram que a Terra é única entre os 
planetas estudados até agora pelo facto de ter um campo magnético, que 
é provocado pelo seu núcleo de ferro líquido e que pode acumular energia, 
dando origem à formação de aspectos como cadeias de montanhas. 
A palavra geologia, provêm do grego - γεo (geo - Terra) + λογoσ (lógos - 
Ciência) – e significa literalmente Ciência da Terra. 
De acordo com Popp (1987), a Geologia é a ciência da Terra, de seu 
arcabouço, de sua composição, de seus processos internos e externos e de 
sua evolução. 
Para Lapidus (1987), Geologia é o estudo da Terra em termos do seu 
desenvolvimento como planeta desde a sua origem. Isto inclui a história 
das formas de vida, os materiais de que é feita, os processos que afectam 
estes materiais e os produtos que deles resultam. 
Entretanto, Geologia é o estudo da origem, evolução, composição, 
estrutura e transformação da Terra. Com base nesses parâmetros ela analisa 
os processos que operam na superfície e no interior do planeta e examina 
os materiais terrestres, sua composição e aplicabilidade. 
 
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18 
 
A 
geologia interage com diversas outras ciências como a física, a química, a 
biologia, bem como as ciências econômicas e sociais, e busca a exploração 
dos recursos naturais de maneira economicamente viável e 
ambientalmente sustentável. 
O princípio fundamental que sustenta toda a Geologia é que "os processos 
geológicos actuais ocorreram ao longo do tempo geológico". É o chamado 
Princípio das Causas actuais. Quer isto dizer que as rochas antigas podem 
ser interpretadas com base nos processos que ocorrem actualmente. 
1.1.1 Objecto de estudo 
Qual é o objecto de estudo da geologia? 
Vamos partir do pressuposto de que a Geologia é um tipo especial de 
ciência, já que o seu laboratório é o Mundo em que vivemos. Por vezes, é 
possível tirar conclusões de caracter geológico através de ensaios 
laboratoriais controlados, mas a maioria das vezes isso não é possível, pois 
as dimensões de escala e de tempo que envolvem os fenómenos 
geológicos são demasiado grandes para lidarmos laboratorialmente com 
elas. 
Daqui se pode ver que a Terra não é constituída dum único material, mas 
de várias camadas esféricas concêntricas. Há, assim, três camadas 
composicionais (Núcleo, Manto e Crosta). No entanto, a Crosta 
compreende a parte superficial, camada mais fina, composta de matéria 
rochosa menos densa. Consequentemente, a crosta é constituída por 
compostos de O, Si e Al que fazem parte de minerais mais comuns em 
combinação com os demais elementos. 
Não resta dúvidas que o objecto de estudo da Geologia é a crosta (por ser 
construída de Rochas e Minerais). 
1.1.2 Subdivisão da Geologia 
 
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19 
 
Segundo AMARAL & LEINZ (2003) A geologia subdivide-se em três grandes 
ramos, a saber: 
 
 
 
 
i) Geologia Geral ou Dinâmica é o estudo da composição, da 
estrutura e dos fenómenos genéticos formadores da crosta terrestre, 
assim como ao conjunto geral de fenómenos que agem não somente sobre 
a superfície, como também no interior do nosso planeta. 
ii) A Geologia Histórica – estuda e procura datar cronologicamente a 
evolução geral, as modificações estruturais, geográficas e biológicas 
ocorridas na história da Terra. 
iii) Geologia Ambiental – consiste no estudo dos problemas geológicos 
decorrentes entre o homem e a superfície terrestre, assunto cujo a 
importância vem crescendo nos últimos anos. 
1.1.3 Ramificação da Geologia 
A Geologia encontra-se ramificada em vários ramos, sendo destacar: 
Tabela 1: Ramificações da Geologia 
 
 
 
 
 
 
Paleontologia – estuda a evolução das formas de vida através dos 
fosseis. (fosseis – são vestígios de vegetais e animais) 
Cristalografia – trata do estudo dos cristais 
Petrologia – estuda as rochas, os seus minerais constituintes, a sua 
génese e o seu modo de ocorrência 
Cartografia – dedica-se ao estudo dos métodos de campo e laboratório 
que levam a produção de mapas de vários tipos 
Geologia 
Geologia Geral 
Geologia Histórica 
Geologia Ambiental 
 
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20 
 
 
Ramificações da 
Geologia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Geocronologia – mede os intervalos de tempo do passado geológico, as 
idades dos acontecimentos geológicos 
Geomorfologia – estuda as formas e processos do relevo terrestre 
Geologia estrutural e tectónica – estudam as estruturas que ocorrem na 
crusta dobras, falhas, etc., numa escala mesoscópica e megascópica 
Mineralogia – estuda os minerais, sua génese e ocorrência 
Hidrogeologia – estudo das águas subterrâneas 
Estratigrafia – estuda as rochas em camadas (estratos) em espacial a sua 
sequência no tempo em correlação de camadas locais diferentesGeologia da engenharia – estuda a aplicação da geologia para a 
construção de obras de engenharia 
Geologia económica – ligado as jazigos minerais, estuda as implicações 
económicas da exploração dos jazigos e as suas reservas 
Pedologia – estuda a formação dos solos, sua morfologia, origem e 
classificação 
Fotogeologia - utiliza as fotografias aéreas para a interpretação da 
geologia duma região na programação de actividades de campo 
Geofísica – aplica os métodos fiscos ao estudo da estrutura e 
composição da Terra 
Sedimentologia – estuda as rochas sedimentares e os processos 
responsáveis pela sua origem e pelos movimentos de sedimento, etc. 
 
Como vimos geologia apresenta várias ramificações e o seu estudo exige 
em parte o conhecimento destas áreas. 
 
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21 
 
Como se pode ver da listagem anterior, as ciências geológicas estão 
intimamente ligadas a várias outras ciências: Química, Física, Matemática, 
Biologia, Astronomia, Economia e Engenharia. Mas as ligações não param 
por aqui, por exemplo a geologia e Geografia tem uma estreita relação 
porque Geografia – o seu campo de acção é a superfície terrestre e seus 
habitantes, a Geologia ocupa-se pela formação da crosta e da sua 
evolução; A Biologia – Estuda os seres vivos (origem, evolução) cujo a sua 
explicação está impregnada na Geologia; a Química – aplica os princípios 
da química para o estudo da Terra; A Física - aplica os princípios da física 
para o estudo da Terra; A Astronomia – estuda as rochas de outros corpos 
do sistema solar, exemplo de amostras da Lua; 
1.1.4. Importância do estudo da Geologia 
Como se sabe, o Homem só tem acesso a uma ínfima parte do planeta, que 
é a superfície terrestre e o resto está fora do alcance da vista directa. Só se 
pode estudar por via indirecta, por meio de vários métodos de análise e 
observação. No entanto, o seu estudo é de estrema importância, pois: 
Ela fornece dados sobre as rochas nos aspectos tocantes à sua formação, 
composição, tamanho, posição, e possibilidade do seu aproveitamento 
económico; pesquisa e prospeção de minerais; exploração de minerais 
energéticos (combustíveis fósseis); descoberta de novos bens minerais; 
construção de obras civis - A Geologia de engenharia criou suporte à 
engenharia civil (Geotécnica), necessária à estrutura de grandes obras tais 
como: túneis, barragens, pontes, rodovias, túneis, habitações e outras 
construções, fornecendo informação importante sobre as rochas onde 
estarão apoiadas; solução de actuais problemas ambientais (riscos 
ambientais). 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1 (Com respostas detalhadas) 
 
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1. Marque V ou F. 
a) A Geologia estuda a Terra, sem se interessar com a sua evolução, 
composição, estrutura e transformação. 
b) A Geologia é o estudo da origem, evolução, composição, estrutura 
e transformação da Terra. 
c) A geologia interage com diversas outras ciências como a física, a 
química, a biologia, bem como as ciências econômicas e sociais. 
d) A geologia se interessa apenas da exploração dos recursos naturais 
de maneira economicamente viável e ambientalmente sustentável. 
2. No Sistema Solar, é correcto afirmar que: 
a) Todos os planetas contêm atmosfera. 
b) A Terra é o único planeta com água abundante e uma atmosfera 
onde pode crescer a vida. 
c) No plutão contém água em abundância. 
d) A Terra é o maior planeta do sistema solar. 
e) A Terra não é constituída dum único material, mas de várias 
camadas esféricas concêntricas. 
3. O objecto de estudo da geologia é: 
a) Manto 
b) Magmatismo 
c) Rochas 
d) Crosta 
e) Núcleo 
4. De acordo com AMARAL & LEINZ (2003) a geologia subdivide-se em 
três grandes ramos, a saber: 
a) Geologia Geral, Física e Biológica. 
b) Geologia Histórica, Ambiental e Biológica. 
c) Geologia Histórica, Geral e Biológica. 
d) Geologia Geral, Histórica e Ambiental. 
 
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23 
 
5. De acordo com este texto “estudo dos problemas geológicos 
decorrentes entre o homem e a superfície terrestre, assunto cujo a 
importância vem crescendo nos últimos anos” que parte da Geologia 
se ocupa: 
a) Geologia Geral 
b) Geologia Histórica e Ambiental 
c) Geologia Ambiental 
d) Geologia Histórica 
6. As ciências geológicas estão intimamente ligadas a várias outras 
ciências: Química, Física, Matemática, Biologia, Astronomia, 
Economia e Engenharia. Qual das ciências tem maior relação com a 
Geologia? 
a) Apenas Química e Física. 
b) Matemática, Biologia e Astronomia. 
c) Engenharia e Economia. 
d) Todas as ciências. 
 
Respostas: 
1. a) F 
b) V 
c) V 
d) F 
 
2. a) F 
b) V 
c) F 
d) F 
e) V 
3. a) F 
 
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b) F 
c) F 
d) V 
e) F 
4. a) F 
b) F 
c) F 
d) V 
5. Alínea correcta c) 
6. Alínea correcta d) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE Temática 1.2. Métodos de estudo da Geologia 
Introdução e Desenvolvimento 
 
O conhecimento do interior da Terra não se pode efectuar, na sua 
totalidade, com observações ou análises directas do seu interior. Visto que, 
 
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25 
 
dos 
6370 km que separa o núcleo a superfície terrestre, o Homem só conseguiu 
perfurar 0.1% ou seja cerca de 7 km. 
Desta forma o conhecimento da estrutura e composição do interior da 
Terra tem de ser obtido através da utilização de métodos directos e de 
métodos indirectos. 
a) Método Directo é aquele que nos permite obter dados através da 
utilização directa da Terra, como é o caso da observação directa da 
superfície terrestre, da utilização de carotes de sondagens, da observação 
da actividade vulcânica. Este método baseia-se em quatro pilares, 
conforme ilustra o esquema abaixo. 
 
 
 
- A observação directa da superfície terrestre permite-nos concluir acerca 
da existência de falhas e de dobras, qual o tipo de rocha e respectiva idade, 
com o inconveniente de esta observação se limitar a poucos metros de 
profundidade, ou seja, só o que conseguimos ver a vista desarmada. 
Metódo 
Directo
Sondagens
Magmas e 
xenólitos
Observação e 
estudo directo da 
superfície visível
Exploração de 
jazigos minerais em 
minas e escavações
 
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26 
 
 
Figura 1: Observação directa a camada de carvão no rio Moatize em Tete. Foto: Raposo, 2014 
 
 
 
- Exploração de jazigos minerais em minas e escavações fornece-nos 
dados do interior da terra. No entanto, estas informações limitam-se 
apenas a alguns metros de profundidade (fig.2). 
 
 
Figura 2: Jazigo de exploração de minerais. 
 
 
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27 
 
 - 
Sondagem é um tipo de investigação feita para saber que tipo de solo 
existe em um terreno, a sua resistência, a espessura das camadas, a 
profundidade do nível de água e até mesmo a profundidade onde está a 
rocha e informam o geólogo sobre muitos acontecimentos do passado. Ex: 
valas, trincheiras (fig 3), poços, Galeria, etc. 
 
Figura 3: Ilustração de uma trincheira para observar o solo e colectar amostras. Fonte: 
(CONCIANI, 2013). 
 
 - Magmas e xenólitos: a actividade vulcânica fornece-nos importantes 
informações sobre o interior da Terra (até cerca de 150 km de 
profundidade). Sempre que um vulcão entra em actividade, lança para o 
exterior materiais que se encontram no interior da Terra. A análise desses 
materiais (lavas,cinzas, gases) permite-nos conhecer a composição da 
parte superior da crosta terrestre. No entanto, um vulcão não nos fornece 
apenas a sua lava como fonte de estudo, mas fornece-nos também, 
fragmentos da chaminé e da câmara magmática – os xenólitos. 
 
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28 
 
 
Figura 4: Amostra directa do manto: xenólitos de peridotitos (raros). Disponivel 
em:www.umanitoba.ca.br 
 
Se o conhecimento directo do interior da Terra é inacessível, então os 
geólogos procuram outras fontes de informação para determinarem a 
estrutura e a composição do nosso planeta. Para isso, os métodos 
indirectos permitem-nos obter dados sobre a estrutura interna da Terra, 
com a interpretação de dados obtidos indirectamente, através 
de planetologia e astrogeologia e métodos geofísicos. 
 
- Planetologia e astrogeologia: 
O estudo dos restantes planetas do sistema solar permite-nos tirar 
conclusões sobre o nosso próprio planeta. Quando admitimos que os 
elementos constituintes do sistema solar possuíam uma origem comum, 
concluímos que as características existentes nos outros planetas se 
aplicavam ao nosso. 
 
Ao recolhermos dados de outros planetas estamos a obter informação 
sobre o nosso próprio planeta. Quando classificamos os meteoritos quanto 
à sua composição, admitimos, para estes, uma origem semelhante à Terra 
e, por isso, admitimos para a Terra uma composição e estrutura 
 
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29 
 
semelhantes às dos meteoritos. Os satélites vieram também dar uma 
grande ajuda, pois, através deles, é possível a recolha de dados até então 
inacessíveis. A medida correcta do diâmetro terrestre, a densidade e o 
volume são alguns dos conhecimentos terrestres obtidos através da 
utilização de satélites. 
 
- Métodos geofísicos: A geofísica é uma ciência que, através de estudos 
físicos e matemáticos, permite a determinação de características 
geológicas da Terra, nomeadamente a sua densidade e gradiente 
geotérmico. A gravidade, a sismologia, o geomagnetismo e o geotermismo 
são alguns dos métodos geofísicos (fig.5) que nos permitem a elaboração 
de modelos estruturais e composicionais da Terra. 
 
 
Figura 5: Esquema conceptual sobre os metodos geofísicos. 
 
 
 
 
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30 
 
- 
Gravimetria 
 
 A gravidade Terrestre consiste na atracção exercida pela Terra sobre os 
corpos existentes à sua superfície. Pode ser calculada, segundo a Lei da 
Atracção Universal de Newton, pela expressão: F = G m . M r2 
Onde: m – Massa do corpo; M – Massa da Terra; r – Raio terrestre e G – 
Constante de gravitação determinada em laboratório. 
Assim, analisando a expressão, verifica-se que a força gravítica varia na 
razão directa das massas e na razão inversa do quadrado da distância ao 
centro da Terra. 
Por convenção, considera-se que o valor normal da força gravítica ao nível 
das águas do mar é zero. 
 
- Anomalia Gravimétrica 
 - É a diferença entre os valores da gravidade, numa determinada zona 
(medidos através de gravímetros), e os valores calculados teoricamente 
para essa mesma zona. 
As anomalias gravimétricas são positivas ou negativas e podem ser devidas, 
por exemplo, à presença de corpos rochosos com diferentes densidades no 
interior da crusta. O estudo do campo gravítico da Terra pode fornecer 
indicações importantes a respeito do interior da geosfera. Estes estudos 
permitiram elaborar hipóteses acerca da constituição dos fundos 
oceânicos, da distribuição das massas no interior do planeta e como essa 
distribuição afecta a distribuição dessas massas à superfície. 
 
Assim, verificou-se que o interior da Terra não é homogéneo como se 
pensava, ou seja, os materiais variam, quer lateralmente, quer em 
profundidade (vide fig. 6). 
 
 
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31 
 
 
Figura 6: Anomalias Gravimétricas. 
 
Pela observação da imagem podemos concluir que a presença no subsolo 
de um domo salino (sal-gema), cuja densidade é inferior às rochas 
encaixantes, afecta localmente a força gravítica, provocando uma 
anomalia negativa. Por sua vez, a presença de um maciço rochoso 
magmático, mais denso do que as rochas envolventes, determina uma 
anomalia gravimétrica positiva. Ao nível das grandes cadeias montanhosas 
existem anomalias gravimétricas negativas. 
 
- Densidade e massa volúmica 
 A densidade global da Terra é de 5.5. 
 No entanto, as rochas da superfície terrestre são muito menos densas, 
apresentando uma densidade média de 2.8. 
 Tal significa que os materiais do interior da Terra são muito mais densos. 
 Pelo que podemos concluir que com a profundidade os valores da 
densidade vão aumentar, uma vez que, os materiais estão sujeitos a uma 
pressão cada vez maior e estão mais comprimidos. 
 
- Sismologia 
Através da velocidade de propagação das ondas sísmicas no interior da 
Terra é possível aos geologos aprofundarem o seu conhecimento sobre a 
constituição do interior da Terra. 
http://gracieteoliveira.pbworks.com/w/page/49855184/Sismologia!
 
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32 
 
Se a 
Terra fosse homogénea, ou seja, se a composição e as propriedades físicas 
dos materiais fossem idênticas em qualquer ponto do globo, a velocidade 
de propagação das ondas sísmicas devia de manter-se constante em 
qualquer direção e a trajetória dos raios sísmicos seria retilínia. No entanto, 
isto não acontece, ou seja, a velocidade das ondas sísmicas sofrem 
alterações! Algumas ondas são desviadas e outras deixam de se propagar 
a partir de determinada profundidade. 
 Assim sendo, isto faz-nos concluir que o interior da Terra não é todo igual. 
 
Figura 7: Camadas da Terra reveladas pela sismologia. O diagrama inferior mostra as alterações 
das velocidades das ondas compressivas e de cisalhamento e da densidade com a profundidade 
na Terra. O diagrama superior é uma secção transversal do interior da Terra na mesma escala das 
profundidades, mostrando como essas mudanças estão relacionadas com as camadas principais 
(TEIXEIRA, et al, 2000). 
 
- Geotermismo 
 
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33 
 
 
Geotermismo é o calor interior da Terra. Estudos realizados, permitem-nos 
afirmar que a temperatura aumenta com a profundidade. Assim, 
denomina-se por gradiente geotérmico a taxa de variação de temperatura 
com a profundidade, isto é, o aumento de temperatura por quilómetro de 
profundidade. 
 Grau geotérmico – número de metros que é preciso aprofundar na crosta 
terrestre para que a temperatura aumente 1ºC. Grau geotérmico 
(média): 1ºC/33m, ou seja, por cada 33m a temperatura aumenta 1ºC (fig. 
7). 
 
O grau geotérmico depende dos seguintes factores: 
 Condutibilidade térmica das rochas; 
 Proximidade do foco térmico, por exemplo, um vulcão; 
 Estrutura das rochas (as camadas inclinadas apresentam um grau 
geotérmico mais curto que as horizontais); 
 Morfologia (o grau geotérmico aumenta nas serras, ao contrário 
dos vales). 
 
 
Figura 8: Variação do grau geotérmico. 
 
 O aumento da temperatura não se mantém constante para grandes 
profundidades, pois se tal acontecesse a Terra atingiria no seu interior 
temperaturas de muitos milhares de graus, o que provocaria a fusão de 
todos os materiais. 
 
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34 
 
No 
entanto, sabe-se, através da sismologia, que a maioria das camadas 
estruturais terrestres está no estado sólido. Com isto, admite-se, pois, que 
o gradiente geotérmico diminui coma profundidade. Isto é, o aumento da 
temperatura faz-se de um modo mais lento. 
 
O calor interno da Terra é o motivo da actividade do nosso planeta e vai-se 
libertando continuamente através da sua superfície. A terra não retêm 
toda a energia sob a forma de calor, pelo que, existe dissipação de calor. 
Esta dissipação é constante e denomina-se fluxo térmico, que é avaliado 
pela quantidade de calor libertado por unidade de superfície e por unidade 
de tempo. 
 
- Geomagnetismo, a Terra tem um campo magnético invisível mas que faz 
sentir a sua acção. Os cristais funcionam como ímanes “fósseis” com uma 
polaridade idêntica à do campo magnético terrestre na altura da sua 
formação. 
 
O geomagnetismo é importante porque: 
 A existência do campo magnético terrestre apoia o modelo sobre 
a composição e as características físicas do núcleo terrestre; 
 O paleomagnetismo fornece informações sobre o passado da 
Terra, pois, regista inversões da polaridade do campo magnético terrestre; 
apoia a hipótese da deriva continental e da formação dos fundos oceânicos 
a partir do rifte; permite tirar ilações sobre a posição dos continentes 
relativamente aos pólos magnéticos; permite determinar a latitude 
geográfica que a rocha em estudo ocupava no momento da sua formação. 
 
 
1.2.1 Materiais utilizados no estudo da Geologia 
a) Bússola geológica – serve para orientar o geólogo no campo, para 
medir a altura dos estratos e estrutura geológica. 
 
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35 
 
 
Figura 7: Bússola geológica tipo BRUNTON (COE, et al, 2010). 
 
b) Lupa – é usada para ampliar os objectos a observar e facilitar a 
identificação dos minerais. 
 
Figura 8: ilustração de lupas do geólogo (COE, et al, 2010). 
 
 
c) Martelo – serve para colher amostras, fósseis ou para preparar a 
superfície para a medição. 
 
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36 
 
 
 
Figura 9: Martelo do geólogo. Fonte: www.GADGETS.in 
 
d) GPS - essa sigla é a abreviação em inglês de sistema de posicionamento 
global e serve para georreferenciar ou localizar as coordenadas de 
qualquer ponto que se pretende estudar. 
 
Figura 12: Ilustração do GPS usado durante as actividades do campo. Fonte: 
www.GADGETS.in 
 
http://www.gadgets.in/
 
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37 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1 (Com respostas detalhadas) 
1. O conhecimento do interior da Terra não se pode efectuar, na sua 
totalidade, com observações ou análises directas do seu interior. De 
acordo com esta afirmação significa que utiliza outros métodos. 
Escolhe a opção correcta. 
A. Apenas métodos directos. 
B. Apenas métodos indirectos. 
C. Métodos directos e indirectos. 
D. Observação macroscópica. 
2. Sobre os métodos directos, é correcto afirmar que: 
a) O método directo nos permite obter dados através da utilização 
directa da Terra. 
b) O método directo não é o caso da observação directa da superfície 
terrestre. 
c) Este método utiliza carotes de sondagens e também faz a 
observação da actividade vulcânica. 
3. Os métodos indirectos permitem-nos obter dados sobre a estrutura 
interna da Terra, com a interpretação de dados obtidos 
indirectamente, através de: 
a) Apenas planetologia. 
b) Apenas métodos geofísicos. 
c) Planetologia e astrogeologia e métodos geofísicos. 
d) Nenhuma das opções. 
4. Anomalia Gravimétrica é a diferença entre os valores da gravidade, 
numa determinada zona, e os valores calculados teoricamente para 
essa mesma zona. Entretanto, subdividem-se em: 
a) Anomalias positivas e físicas. 
 
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38 
 
b) Anomalias positivas e negativas. 
c) Anomalias negativas e gravimétricas 
d) Anomalias geocêntricas. 
5. Sobre o geomagnetismo marque V ou F. 
a) A existência do campo magnético terrestre apoia o modelo sobre a 
composição e as características físicas do núcleo terrestre. 
b) O paleomagnetismo fornece informações sobre o passado da Terra, 
pois, regista inversões da polaridade do campo magnético 
terrestre. 
c) Permite tirar ilações sobre a posição dos continentes relativamente 
aos pólos magnéticos; permite determinar a latitude geográfica 
que a rocha em estudo ocupava no momento da sua formação. 
6. A Geologia utiliza vários materiais no seu estudo. Marque V ou F. 
a) A bússola geológica e a lupa são materiais de menor utilização. 
b) A bússola geológica orienta o geólogo no campo, para medir a 
altura dos estratos e estrutura geológica. 
c) A lupa é usada para ampliar os objectos a observar e facilitar a 
identificação dos minerais. 
d) O martelo serve para colher amostras, fósseis ou para preparar 
a superfície para a medição. 
e) Apenas a bússola, lupa, martelo e GPS são materiais geológicos 
usados no campo. 
Respostas: 
1. Opção C. 
2. Alíneas correctas a) e c) 
3. Alínea correcta c) 
4. Alínea correcta b) 
 
5. a) V 
b) V 
c) V 
6. a) F; d) V 
b) V; c) F 
c) V 
 
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16 
 
UNIDADE Temática 1.3. História da Geologia 
Introdução e Desenvolvimento 
 
De acordo com AMARAL, Leinz (2003), "Desde que o Homem aprendeu a 
se aproveitar das rochas e minerais, iniciou-se, no sentido lato, o estudo da 
Geologia". 
Nos primórdios da Humanidade o Homem usava "pedras" rochas e 
minerais no fabrico de ferramentas de trabalho e objectos ornamentais. A 
partir desta época, conhecem-se hoje minas de sílex. Mais tarde, com o 
início da Idade do Bronze, o Homem começou a utilizar os metais, tanto 
para armas como para objectos ornamentais. 
Os antigos Egípcios (1.500 AC) já conheciam os efeitos medicinais de alguns 
minerais, como a antimonite (Sb2S3), o enxofre (S), a hematite (Fe2O3), a 
halite (sal), a soda (NaNO3), o petróleo bruto, etc. 
- Heródoto (484-425 AC) que escreveu que "…o mar apagou-se onde hoje 
a terra se solidifica…", após observar fósseis de conchas marinhas em terra 
firme. Nessa altura, a idade da Terra foi calculada em 399.000 anos!!! 
Também Heródoto reparou que o Rio Nilo depositava sedimentos durante 
as cheias, tendo reconhecido o processo lento mas contínuo que modifica 
a superfície da Terra. 
- Teofrastus (374-287 AC), escreveu o primeiro tratado de Mineralogia - A 
Respeito das Pedras - que foi a base da maioria dos mineralogistas da Idade 
Média. 
- Ibn Sida (980-1037) escreve uma sistemática dos minerais e reconhece 
que as montanhas se formam por acção de forças internas e que a água 
tem um papel importante na erosão e na formação de sedimentos. 
 
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17 
 
A Idade 
Média (séc. 
XI-XIV) 
Foi um período de estagnação de conhecimentos, de crenças em poderes 
sobrenaturais e em superstições. Nessa época, o primeiro livro do Antigo 
Testamento - Génesis - sobre a origem do mundo e da vida, era aceite como 
verdade acabada, não contestável, pois se o fosse seria considerado sacrilégio 
os Homens não procuravam mais esclarecimentos sobre os fenómenos 
naturais. 
Com o aparecimento da Renascença, a situação no que toca ao avanço das 
ciências muda de figura. O Génesis começa a ser contestado. 
Ao descobrir conchas numa zona montanhosa de Itália, Da Vinci concluiu 
que aqueles animais só podiam ter vivido ali quando aquelas terras 
estavam cobertas de água. Foi um escândalo na época, mas como ele era 
reconhecido por todos como artista, escultor, arquitecto, engenheiro e 
inventor, então ele teria alguma razão para afrontar as Sagradas Escrituras. 
Mas os defensores destas encontraram uma resposta para o aparecimento 
de conchas nas montanhas: 
 Deus tinha-asposto lá para pôr à prova a fé do Homem. 
 
O grande avanço das ciências geológicas ocorre cerca de 150 anos mais tarde, 
com o dinamarquês Nicolaus Steno (Séc. XVII) que é conhecido como o 
pioneiro da Geologia. Como outros cientistas, ele observou conchas nas 
montanhas da Itália e concluiu que o mar tinha coberto aquela região. 
Mas ele foi mais longe, pois observou que as conchas estavam encravadas 
em vários tipos de rochas, de camadas ou estratos. Verificou que algumas 
camadas eram espessas, outras delgadas; umas eram uniformes, outras 
irregulares; umas continham conchas de animais marinhos, outras de animais 
de água doce. Concluiu que as rochas que continham essas conchas só 
podiam ter sido depositadas como sedimento em zonas cobertas por água 
 
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18 
 
salgada ou doce. Com o recuo das águas, os sedimentos transformaram-se 
em rochas sólidas. 
Por isso, concluiu ele ainda, as camadas do fundo deviam ser mais antigas do 
que as que estavam mais acima. Nasceu assim o princípio da sobreposição, 
base da Geocronologia actual (fig. 13). 
 
Figura 13: Princípio de sobreposição de estratos. 
 
- Abraham Werner (1749-1817), de nacionalidade alemã, aos 25 anos, 
publica um livro sobre as características externas dos minerais, pondo fim 
a uma época de observações caóticas e disparatadas. Ele é considerado o 
pai da Geologia e da Mineralogia alemãs. Werner também é considerado o 
pai da Geologia de Campo, por ter sido o primeiro a levar os seus alunos ao 
terreno para terem o quadro geral do que ensinava nas aulas. WERNER 
defendia a Teoria Neptunista segundo a qual todas as rochas tinham o seu 
início num oceano de aguas espessas e turvas que cobria a superfície a 
Terra. Os granitos teriam sido as primeiras rochas precipitadas dessa água 
primária e as rochas vulcânicas se teriam originados pela refusão local de 
sedimentos preexistentes, fenómeno ocorrido nas regiões vulcânicas. 
 O seu discípulo Leopold Von Buch (1774-1853), depois de observar alguns 
vulcões europeus, coisa que Werner nunca tinha feito, contrariou essa 
 
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19 
 
teoria, criando a Teoria Vulcanista, em que no interior da Terra existia um 
imenso calor que fundia as rochas. 
- William Smith (1769-1839) foi o pai da Paleontologia e, de certo modo, 
da Estratigrafia. Ele notou que certos fósseis só ocorriam em determinadas 
camadas e que estas podiam ser correlacionadas, mesmo que distantes 
entre si. 
- James Hutton (1726-197) e a sua escola, denominada plutonismo, diziam 
ser o magma o agente formador das rochas sem desprezar, contudo, a 
agua como agente formador de outras rochas. Hutton defendia a teoria de 
Actualismo, que mais tarde foi desenvolvida por Charles Lyell. 
- Abraham G. Werner, (1749-1815) e James Hutton (1726-197), ambos são 
considerados pais da geologia actual. 
A síntese geral dos conhecimentos geológicos até então adquiridos foi 
elaborado por Charles LYELL (1797-1875), este generalizou como também 
amplificou a geologia física e estratigráfica. Desenvolveu a teoria de 
Actualismo iniciada pelo J. Hutton que diz que: o presente é chave da 
compreensão do passado, (AMARAL, Leinz 2003). 
Outros paleontólogos de renome do tempo de W. Smith foram Georges 
Cuvier (1769-1832), Ernst von Schlotheim (1765-1832). 
No séc. XIX, o inglês Charles Darwin (1809-1882), observando os vários 
fósseis e as diferentes formas de vida que encontrou pelo mundo fora 
durante as suas viagens, formulou a teoria da evolução da vida, expressa no 
seu livro (1859) A Origem das Espécies pela Selecção Natural, ou A 
Preservação das Raças Favorecidas na Luta pela Vida. Ainda nesse tempo 
esse livro foi considerado uma afronta aos ensinamentos bíblicos sobre a 
criação. Mais tarde (1871), com o seu livro A Origem do Homem, essa 
polémica renasceu. 
 
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20 
 
Os 
séculos XVIII e XIX caracterizaram-se por grandes avanços e actividades nas 
ciências geológicas e por uma cooperação extensa entre geocientistas de 
vários países. 
Também se caracterizou pelo aparecimento de várias associações de 
geólogos, como o Geological Survey of England (1835), Association 
Géologique Française (1855) e a Preuische Geologische Landesamtstalt 
(1873), entre outras. No início do Séc XX (1915), o alemão Alfred Wegener 
(1880-1930) escreveu o livro A Origem dos Continentes em que formula a 
Teoria da Deriva dos Continentes, percursora da actualíssima Teoria da 
Tectónica de Placas (já referida anteriormente). 
No que toca ao nosso continente, Alex du Toit é considerado o pai da 
Geologia Africana. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1 (Com respostas detalhadas) 
1. O cientista que escreveu o primeiro tratado de mineralogia foi: 
a) Heródoto (484-425 AC). 
b) Teofrastus (374-287 AC). 
c) Ibn Sida (980-1037). 
2. A Idade Média (séc. XI-XIV) foi um período de estagnação de 
conhecimentos, de crenças em poderes sobrenaturais e em 
superstições. Com base nesta idade, marque com V ou F. 
a) Nessa época, o primeiro livro do Antigo Testamento - Génesis - sobre 
a origem do mundo e da vida, era aceite como verdade acabada, não 
contestável, pois se o fosse seria considerado sacrilégio os Homens 
não procuravam mais esclarecimentos sobre os fenómenos naturais. 
b) Com o aparecimento da Renascença, a situação no que toca ao 
avanço das ciências muda de figura. 
c) O Génesis começa a ser contestado. 
 
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21 
 
d) Ao descobrir conchas numa zona montanhosa de Itália, Da Vinci 
concluiu que aqueles animais só podiam ter vivido ali quando 
aquelas terras estavam cobertas de água. 
3. O cientista considerado pai da Geologia e da Mineralogia alemãs 
chama-se: 
a) Charles Darwin 
b) James Hutton 
c) Alfred Wegner 
4. O cientista que também é considerado pai da Geologia de Campo, por 
ter sido o primeiro a levar os seus alunos ao terreno para terem o 
quadro geral do que ensinava nas aulas. 
a) James Hutton 
b) Alex du Toit 
c) Charles Darwin 
d) Alfred Wegner 
5. O cientista considerado pai da Geologia Africana chama-se: 
a) James Hutton 
b) Alex du Toit 
c) Charles Darwin 
d) Alfred Wegner 
6. “O presente é chave da compreensão do passado” é a teoria de 
Actualismo. O cientista que começou a desenvolver esta teoria 
chama-se: 
a) Alex du Toit 
b) Charles Darwin 
c) James Hutton 
d) Alfred Wegner 
 
Respostas: 
1. Alínea correcta b) 
 
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22 
 
2. a) V 
b) V 
c) V 
d) V 
3. Alínea correcta d) 
4. Alínea correcta d) 
5. Alínea correcta b) 
6. Alínea correcta c) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE Temática 1.4. Teorias sobre o Universo 
 Introdução e Desenvolvimento 
 
 
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23 
 
Estamos habituados a pensar que a Terra é o centro do universo, o que não 
é de toda verdade. A Terra é um pequeno planeta que gira à volta duma 
estrela - o Sol. O Sol e os seus planetas são uma ínfima parte da galáxia Via 
Láctea, que, por seu lado, é uma dos milhares de galáxias do nosso 
universo. 
Então o que é universo? 
 Universo é o conjunto formado por astros e pelas formas de energia. Suas 
dimensões são vastas que apesar de todo o progresso alcançado pela 
Astronomia e pela Austronáutica, pode se dizer que o Homem apenas 
principiou a sua exploração. 
O elevado número de estrelas que vemos a brilhar á noite juntamente com 
muitas outras que não distinguimos ou que só vemos em forma de 
nebulosidade constituem uma galáxia conhecida por via-láctea.Podemos observar na galáxia estrelas anãs, de tamanho menor, e estrelas 
gigantes vermelhas, mil vezes maiores que o Sol, mas também aquelas cuja 
magnitude aumenta bruscamente a seguir a uma explosão, as estrelas 
novas e supernovas, as de brilho variável e os buracos negros. 
 
Figura 14: Via Láctea. http://www.atlasoftheuniverse.com/ 
1.4.1. O Sistema Solar é uma pequeníssima parte da nossa galáxia e 
consiste do Sol, de 8 Planetas e seus Satélites, Asteróides, Cometas e 
Meteoritos. 
 
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24 
 
O 
Sol 
é uma estrela de tamanho médio, com uma temperatura de 6.000ºC à 
superfície e de 5.000.000ºC em profundidade, onde a matéria está sujeita 
a pressões gigantescas. Ele desloca-se a uma velocidade de 70.000 km/s 
em direcção à estrela Vega, situada na constelação de Lira a 27 anos-luz de 
distância (10,65 x 1012 km). 
De acordo com TEIXEIRA, et al. (2000), os demais corpos que pertencem ao 
Sistema Solar (planetas, satélites, asteróides, cometas, além de poeira e 
gás) formaram-se ao mesmo tempo em que sua estrela central. Isto 
confere ao sistema uma organização harmônica notocante à distribuição 
de sua massa e às trajetórias orbitais de seus corpos maiores, os planetas 
esatélites. 
A massa do sistema (99,8%) concentra-se no Sol, com os planetas girando 
ao seu redor, em órbitas elipticas de pequena excentricidade, virtualmente 
coplanares, segundo um plano básico denominado eclíptica. Neste plano 
estão assentadas, com pequenas inclinações, as órbitas de todos os 
planetas, e entre Marte e Júpiter orbitam também numerosos asteróides. 
Por sua vez, a grande maioria dos cometas parece seguir também órbitas 
próximas do plano da ecliptica. O movimento de todos estes corpos ao 
redor do Sol concentra praticamente todo o momento ângular do sistema. 
 
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25 
 
 
Figura 15: Sistema solar. Os quatro planetas internos situam-se mais perto do Sol e são rochosos 
e menores em tamanho. Os quatro planetas externos são gigantes e possuem satélites 
maioritariamente gasosos e com núcleos rochosos. O planeta mais distante, Plutão, é um 
pequeno corpo congelado de metano, água erocha. Notar o cinturão de asteróides que se localiza 
entre o grupo de planetas internos e externos (TEIXEIRA, et al, 2000). 
 
1.4.2. Teorias sobre a origem do sistema solar 
a) Hipótese Nebular (Laplace 1820)2 no início haveria uma enorme nuvem 
esférica de gases quentes que rodava sobre si própria (a). Com o aumento 
da rotação, essa nuvem foi achatando, mantendo um centro mais 
espesso (b). Ainda o aumento da rotação provocou um aumento da força 
centrífuga nas partes mais externas do disco, provocando a separação 
deste em vários anéis (tantos quantos os planetas existentes) que 
giravam à volta da nuvem central (c). Posteriormente, o material dos 
 
2Enciclopédia de ciência – O Universo 
 
 
 
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26 
 
anéis foi-se concentrando por acção da gravidade, dando origem aos 
planetas e a nuvem central teria dado origem ao sol (d). 
 
 
Figura 16: Esquema elucidativo da Hipótese Nebular de Laplace, sobre a origem do Sistema 
Solar. Fonte: WINTER, John (s/d). 
b) Hipótese da Colisão (Chamberlin & Multon 1900) (Fig. 1.10): 
considera que uma estrela terá passado perto do sol, tendo provocado a 
libertação de gases em espiral a partir do sol (a, b). Estes gases teriam depois 
girado à volta do sol (c), e posteriormente se concentrado para originar os 
planetas, devido à força de atracção entre as duas estrelas (d). 
 
Figura 17: Hipótese da Colisão sobre a origem do Sistema Solar. Fonte: WINTER, John (s/d). 
 
c)Teoria Moderna 
O início do Sistema Solar deu-se numa altura em que aparentemente o 
espaço estava vazio. Mas só aparentemente, pois o espaço estava cheio de 
átomos dispersos que formavam uma nuvem ténue, turbulenta e em 
redemoinho. 
 
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27 
 
Com o tempo, e devido à atracção entre os átomos, a nuvem começou a 
tornar-se mais espessa pela progressiva concentração dos átomos. A 
energia desses redemoinhos deu eventualmente origem à rotação da 
nuvem que originou mais tarde o sol e os planetas. 
À medida que os átomos eram atraídos entre si, e se aproximavam uns dos 
outros, a nuvem tornou-se mais densa e mais quente. Como resultado 
deste processo de concentração, formou-se a Terra e os outros planetas. 
 
Figura 18: Hipótese Moderna. 
 
Mais de 99% dos átomos do espaço são átomos de hidrogénio (H) e hélio 
(He), os dois átomos mais pequenos, o que pode ser visto nas atmosferas 
de alguns planetas maiores. 
Perto do centro da concentração da nuvem de gás, os átomos ficaram tão 
comprimidos e tão aquecidos que os átomos de H e He começaram a 
fundir-se para originar elementos mais pesados. Esta fusão provocou 
libertação de enormes quantidades de energia térmica, o que levou a uma 
combustão nuclear dos átomos de H e He. 
Quando começaram estas reacções nucleares, deu-se o nascimento do Sol, 
o que deve ter acontecido há 6 mil milhões de anos. Porém, os processos 
nucleares estavam confinados ao centro da nuvem. À sua volta rodava uma 
nuvem de gás menos quente e menos denso. 
 
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28 
 
Como se sabe, a rotação provoca uma força centrífuga que tende a puxar 
os corpos para fora, ao passo que a gravidade é uma força centrípeta, que 
puxa os objectos uns para os outros. Como resultante destas duas forças, 
a nuvem de gás tornou-se gradualmente um disco rotativo achatado, 
girando à volta do Sol. O tal disco chama-se nebulosa planetária 
O dado momento, as porções externas mais frias da nebulosa planetária 
tornaram-se suficientemente compactadas para originar matéria sólida, do 
mesmo modo que o gelo se condensa a partir do vapor de água para 
originar neve. Progressivamente, esta matéria sólida condensada 
transformou-se em planetas 
Uma das teorias modernas que também debruça-se sobre a problemática 
da origem do Universo é a teoria de Big Bang, a qual refere que a matéria 
actualmente existente inicialmente encontrava-se conglomerado num 
estado de enorme densidade, um glóbulo, este glóbulo condensou-se e 
explodiu lançando matéria no espaço, a partir da qual se desenvolveram 
planetas, galáxias, estrela, astros, etc. (Enciclopédia de ciência – o 
Universo, 2001) 
Muito bem, ao analisar as teorias sobre a origem do universo e da Terra 
chegou-se a uma conclusão que ela passou sucessivamente de estado 
gasoso, liquido antes de se ter consolidado. No entanto a teoria de Big bang 
é uma das mais recentes e mais divulgada, embora também tenha algumas 
lacunas no que concerne aos argumentos científicos (Enciclopédia de 
ciência – o Universo, 2001). 
 
1.4.3. Forma, densidade, e peso da Terra 
O conhecimento mais antigo sobre a forma da terra foi graças a observação 
da sombra da Terra sobre a Lua, nas ocasiões de eclipse, os antigos gregos 
já sabiam da forma esférica do nosso planeta. Nessa constatação da forma 
 
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29 
 
esférica, também aponta-se que Pitágoras em 528 a.C. introduziu o 
conceito de forma esférica para o planeta. 
Este conhecimento, valeu até que, no século XVII, Isaac Newton 
demonstrou que a Terra não é um corpo rígido e estando animada de um 
movimento de rotação, ela não deveria possuir uma forma esférica e sim, 
a de um elipsóide de revolução, sendo achatada nos pólos (fig. 19). 
 
Figura 19: Forma da Terra – Elipse. 
 
O Elipse apresenta um diâmetroequatorial de 12.756.776 metros e com 
diâmetro polar de 12.713.824. Esta exactidão deve-se aos dados 
fornecidos por 13 satélites artificiais. 
Segundo o conceito introduzido pelo matemático alemão CARL FRIEDRICH 
GAUSS (1777-1855), a forma do planeta é GEÓIDE (fig.20). Na figura abaixo, 
a parte com maiores deformações constitui o Geóide. Este por sua vez é 
considerado a forma que mais se aproxima a figura original da Terra. 
 
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30 
 
 
Figura 20: Geóide, considerada forma que mais se aproxima a Terra. 
 
1.4.4. Densidade da Terra 
A densidade das rochas que ocorrem com maior frequência na crosta 
terrestre é de cerca de 2.76. No entanto a densidade global da Terra é de 
cerca de 5.527. Esta discrepância resulta pelo facto do interior da Terra 
possuir uma densidade maior, devido a diferença na sua constituição. 
Em outras palavras a densidade da terra vária deste a crosta ate ao núcleo. 
1.4.5. Peso da Terra 
Qual é o peso da Terra? 
De acordo com LEINZ,2003:12) A massa do globo terrestre é calculada pelo 
princípio de Isaac Newton (1642-1727), que diz: a matéria atrai a matéria 
na razão directa das massas e inversa do quadrado da distância. Este 
enunciado foi demonstrado experimentalmente por Von JOLLY, em 1878, 
na cidade de Munique, equilibrando massas de uma tonelada à mesma 
altura e observando o desequilíbrio quando as massas foram postas em 
níveis diferentes. 
 
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31 
 
Outra experiencia, JOLLY equilibrou um vaso esférico com 5kg de mercúrio 
em balança de alta precisão. A seguir, colocou sob mercúrio de chumbo, 
uma grande esfera de 5,775kg, como mostra a figura 21. 
 
Figura 21: Balança de medição da Terra. Fonte: LEINZ, (2003:12). 
 A atração mutua, exercida poe essas massas, cuja distancia de seus centro 
se acha indicada, correspondem a 0,589mgf, peso necessário para 
restabelecer o equilíbrio na balança. Esta atracão se da proporcionalmente 
em todo o Universo, de acordo com a lei gravitacional de Newton. 
A massa da terra e de cerca de 6 sextiliões de toneladas. 
1.4.6. Idade da Terra e escala geológica 
A idade oficial da Terra aceite actualmente é de 4,5 bilhões de anos, esta 
idade é calculada a partir de meteoritos que caíram no planeta, pois a 
superfície terrestre está em constante mudança, hora crescendo, se 
modificando, e se destruindo. Sendo por este facto difícil de precisar com 
exatidão a real idade terrestre, por isso usa-se os meteoritos como fonte 
de dados, pois se estima que todo nosso sistema solar fosse formado ao 
mesmo tempo, e sendo que os meteoritos são corpos extraterrestres, não 
tem suas características importantes a este estudo alteradas como ocorre 
em nosso planeta. 
 
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32 
 
Usa-se para medir a idade terrestre o método absoluto ou datação 
radioativa, método de grande precisão que se utiliza dos princípios físicos 
da radioatividade para determinar a idade dos minerais com precisão, e 
determinando a idade dos minerais chega-se a idade terrestre. Esse 
método se baseia no decaimento dos elementos radioativos encontrados 
nos minerais terrestres e extraterrestres, só sendo possíveis após a 
descoberta da radioatividade pelo francês Henri Becquerel no final do 
século XIX. 
O método Urânio/Chumbo, ou seja, 235U 207Pb fornece um limite 
máximo de 5,5 Ga rochas mais antigas (4,4 Ga), limite mínimo idade mais 
provável 4,6 Ga (meteoritos). 
 
Figura 22: Curva representando o somatório do calor produzido pelo decaimento 
radioactivo dos principais elementos radiactivos ao longo da história da Terra (TEIXEIRA, 
et al, 2000). 
Este método envolve a meia vida dos elementos radioativos, que nada 
mais é do que o tempo que um elemento pai (instável) leva para se 
transformar pela metade em elemento filho (estável) através da liberação 
de radiação e de outros núcleos mais estáveis, e o fato de que alguns 
minerais possuem em sua constituição alguns elementos 
radioativos. Assim a idade terrestre foi determinada por átomos de urânio 
que se decompuseram em átomos de chumbo, encontrados em minerais. 
http://www.infoescola.com/quimica/elementos-quimicos-radioativos/
http://www.infoescola.com/quimica/radioatividade/
http://www.infoescola.com/quimica/periodo-de-meia-vida/
http://www.infoescola.com/elementos-quimicos/chumbo/
 
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33 
 
Quando um grão de mineral se forma, ali já começa o seu decaimento, 
transformando seu núcleo instável em estável, atualmente já é possível 
determinar a idade com total precisão a partir deste principio. O mineral é 
transformado em pó e separadamente misturado a uma outra solução a 
qual se leva a um aparelho chamado de espectrômetro de massa, onde 
cada elemento será medido separadamente (elemento pai e elemento 
filho), logo apos sendo feito os cálculos baseado na meia vida do elemento, 
e se obtendo com precisão a idade do mineral. 
 
1.4.7. Escala do tempo Geológico 
O estudo da escala do tempo geológico nos permite conhecer as 
transformações que decorreram na Terra desde o periodo mais antigo até 
a fase actual. Desta forma iremos apresentar uma quadro resumo 
referente a geocronologia. 
Tabela 2: Escala do tempo Geológico 
Eras Período Época Idade (anos) Principais acontecimentos 
 
 
 
 
 
 
Cenozóico 
 
Quaternário 
Holoceno 10.000 Aparecimento do Homem 
Pleistoceno 1.750.000 Glaciações mais recentes; domínio dos 
mamíferos de grande porte; e evolução 
do Homo-Sapiens 
 
 
 
 
Terciário 
Plioceno 12.000.000 Avanço das geleiras e aparecimento de 
mamíferos ruminantes 
Mioceno 23.000.000 Mudanças climáticas formação da calota 
glaciar Antárctica 
Oligoceno 35.000.000 Aparecimento de gramíneas e de 
grandes mamíferos (elefantes e cavalos) 
Eoceno 55.000.000 Surgimento da maior parte das ordens 
dos mamíferos 
Paleoceno 70.000.000 Domínio dos mamíferos de médio e 
pequeno porte 
 
 
Mesozóico 
Cretácico 135.000.000 Primeiras plantas com flores; grupos 
modernos de pássaros, mamíferos e 
insectos 
Jurássico 205.000.000 Primeiros pássaros; dinossauros 
espalham-se pela Terra 
 
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34 
 
Triássico 250.000.000 Primeira aparição dos dinossauros 
Paleozóico Permiano 295.000.000 Formação do supercontinente Pangea 
Carbonífero 355.000.000 Formação de grandes florestas 
Devoniano 410.000.000 Aparecimento dos primeiros peixes 
Siluriano 435.000.000 Estabilização do clima; derretimento do 
gelo glaciar; e aumento do nível médio 
das águas marinhas 
Ordoviciano 500.000.000 Surgimento dos invertebrados e plantas 
Cambriano 540.000.000 Surgimento dos principais grupos de 
animais 
Proterozóic
o 
 2.500.000.0
0
0 
Aparecimentos de seres vivos 
rudimentares 
Arqueozóic
o 
 3.600.000.0
0
0 
Formação das rochas (ígneas e 
metamórficas) 
Início de formação da Terra, há 4.5 biliões de anos 
 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1 (Com respostas detalhadas) 
1. A Terra é um pequeno planeta que gira à volta duma estrela. Marque 
V ou F. 
a) O Sol 
b) A lua 
c) Os asteróides 
2. O conjunto formado por astros e pelas formas de energia é 
considerado: 
a) Planetas 
b) A via láctea 
c) O sol 
d) O universo 
3. Sobre o sistema solar. Marque V ou F. 
 
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35 
 
a) Os quatro planetas internos situam-se mais perto do Sol e são 
rochosos e menores em tamanho. 
b) Os quatro planetas externos são gigantes e possuem satélites 
maioritariamente gasosos e com núcleos rochosos. 
c) O planeta mais distante do Sol é o Juptierd) Plutão é um pequeno corpo congelado de metano, água e rocha e 
localiza-se mais perto da Terra. 
e) Plutão é um pequeno corpo congelado de metano, água e rocha. 
4. A forma que mais se aproxima a figura original da Terra é 
considerada: 
a) Elíptica 
b) Concêntrica 
c) Geóide 
d) Esférica 
5. Sobre a idade da Terra marque V ou F. 
a) A idade oficial da Terra aceite actualmente é de 4,5 bilhões de anos. 
b) A idade da Terra é calculada a partir de meteoritos que caíram no 
planeta. 
c) Os meteoritos são corpos extraterrestres, não tem suas 
características importantes a este estudo alteradas como ocorre 
em nosso planeta. 
 
6. Sobre a escala do tempo Geológico marque V ou F. 
a) O estudo da escala do tempo geológico nos permite conhecer as 
transformações que decorreram na Terra desde o periodo mais 
antigo até a fase actual. 
b) Holoceno e pleistoceno são épocas do período Quaternário. 
c) Foi no período Terciário onde houve o aparecimento do Homem. 
d) A primeira aparição dos dinossauros foi no período Triássico. 
 
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36 
 
Respostas: 
1. a) V 
b) F 
c) F 
2. Opção correcta d) 
3. a) V 
b) V 
c) F 
d) V 
e) V 
4. Opção correcta c) 
5. a) V 
b) V 
c) F 
6. a) V 
b) V 
c) F 
d) V 
 
Unidade Temática 1.5. Exercícios deste tema 
 
1. A parte superficial, camada mais fina, composta de matéria 
rochosa menos densa compreende: 
a) Crosta 
b) Manto 
c) Núcleo 
 
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37 
 
d) Astenosfera 
2. A ciência geológica que mede os intervalos de tempo do passado 
geológico, as idades dos acontecimentos geológicos chama-se: 
a) Geocronologia 
b) Mineralogia 
c) Paleontologia 
d) Hidrogeologia 
3. A ciência geológica que estuda as formas e processos do relevo 
terrestre chama-se: 
a) Pedologia 
b) Fotogeologia 
c) Geofísica 
d) Sedimentologia 
4. As teorias como: hipótese nebular, hipótese da colisão e teoria 
moderna sustentam as ideias sobre a origem do: 
d) Sistema solar 
e) Planetóides 
f) Crosta terrestre 
g) Asteróides 
 
5. Uma pequeníssima parte da nossa galáxia e consiste do Sol, de 8 
Planetas e seus Satélites, Asteróides, Cometas e Meteoritos 
corresponde: 
a) Sistema Solar 
b) Planetóides 
c) Crosta terrestre 
d) Asteróides 
6. O princípio da sobreposição é base da: 
a) Geocronologia actual 
b) Todas ciências geológicas 
c) Sistema solar 
 
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38 
 
d) Estratigrafia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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39 
 
TEMA – II: Dinâmica Interna 
 
UNIDADE Temática 2.1. Estrutura interna da Terra; 
UNIDADE Temática 2.2. Teorias da deriva dos continentes; 
UNIDADE Temática 2.3. Tectónica global; 
UNIDADE Temática 2.4. Exercícios deste tema. 
UNIDADE Temática 2.1. Estrutura interna da Terra 
 
 Introdução 
Bem-vindo a segunda unidade temática da nossa disciplina, na mesma irá 
aprender sobre a estrutura interna da terra, teoria da deriva dos 
continentes, tectónica global e movimentos tectónicos. Esperamos que no 
fim desta unidade temática, você seja capaz de: 
Desenvolvimento 
2.1. Estrutura interna da Terra 
As principais ferramentas que se usam para o estudo das partes mais 
profundas da Terra são as análises da gravidade, dos campos magnéticos e 
das ondas de choque geradas por terramotos, que dão indicações da 
variação da densidade dos materiais com a profundidade. 
 
Objectivos 
Específicos 
 
 
 Conhecer a estrutura interna da Terra; 
 Explicar a teoria da deriva dos continentes; 
 Explicar a teoria de tectónica de placas; 
 Explicar os principais movimentos tectónicos; 
 Conhecer as principais formas de relevo. 
 
 
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40 
 
Os 
resultados deste estudo estão ilustrados na Fig. 7. Daqui se pode ver que a 
Terra não é constituída dum único material, mas de várias camadas 
esféricas concêntricas. Há, assim, três camadas composicionais (Fig. 23): 
 Crosta: superficial, camada mais fina, composta de matéria rochosa menos 
densa que a do manto; 
 Manto: intermédio, matéria rochosa que envolve o núcleo; menos denso 
que o núcleo, mas mais denso que a camada superficial; 
 Núcleo: no centro, massa esférica constituída principalmente de ferro, com 
misturas de níquel, enxofre, silício e outros elementos. 
 
Figura 10: Estrutura Interna da Terra (POPP, 1998). 
 
 
 
 
 
2.1.1. Crosta 
Na figura ao lado podemos ver que depois de 
uma camada existe uma descontinuidade. E a 
descontinuidade corresponde a zona de 
transição de uma camada para outra. Por 
exemplo: a Litosfera é solida e a zona de 
transição tem características intermedia entre 
a camada liquida-Manto e solida, e chama-se 
de astenosfera. Esta pelicula é plástica e dúctil 
que serve de tapete rolante para as placas 
tectónicas. 
Importa ainda referir que da crosta ate ao núcleo 
a temperatura aumenta drasticamente, a esse 
aumento da temperatura com a profundidade 
chama-se de gradiente geotérmico. 
 
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41 
 
A 
crosta é a camada superficial da Terra; o seu volume é de cerca de 2% do 
total; separa-se do manto pela descontinuidade de Mohorovicic (Moho) a 
40 km de profundidade. Distinguem duas camadas: crosta continental e 
crosta oceânica a zona de separação das duas crostas (continental e 
oceânica) é a descontinuidade de Conrad, situada a 17 km de profundidade 
a) Crosta continental: ocupa cerca de 45% da superfície, inclui continentes e 
parte imersa (plataforma e talude continental; a espessura média de é 35 
km, valor que pode atingir 70 a 80 km sob as grandes cadeias montanhosas 
(Himalaias), devido ao equilíbrio isostático a densidade é de 2,7 composta 
essencialmente por Silício e alumínio (Siálica ou SIAL): baixa velocidade das 
ondas sísmicas (P - 5,6 km/s; S - 3,3 km/s) litologicamente, é granítica. 
b) Crosta oceânica: cobre cerca de 55% da superfície da Terra menos espessa, 
com uma média de 5 a 7 km, e varia entre 3 a 15 km a densidade é de 3,3 
composta por Silício e Magnésio (Simática ou SIMA) aumento relativo na 
velocidade de propagação das ondas sísmicas (P 6 - 7km/s; S 3,7km/s) 
composta por rochas basálticas mais jovem, com idade média de cerca de 
100 MA. A composição e estrutura da crosta oceânica são hoje conhecidas 
graças ao método geofísico, Dragagem e observação de ilhas vulcânicas. 
 
2.1.2. Manto 
O manto constitui toda a parte silicatada da Terra; Estende desde a 
descontinuidade de Mohs até a descontinuidade de Gutemberg, a 2900 
km; o seu volume é de 82%. A densidade varia entre 3,3, no manto externo 
ou superior, a 5,5 no manto interno ou inferior; Engloba a camada rígida, a 
base da litosfera, de espessura entre 60 a 100km; Inclui a Astenosfera, de 
densidade de 3,4 a 4, de 200km de espessura, funciona como um tapete 
rolante, permitindo a deslocação da litosfera 
Entretanto, a Astenosfera por ser uma camada de baixa viscosidade e 
plástica é importante, na dinâmica litosfera; no vulcanismo; na expansão 
 
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42 
 
dos 
fundos oceânicos; na deriva dos continentes e na elevação das montanhas. 
2.1.3. Núcleo 
O núcleo é também chamado centrosfera, constitui a esfera central da 
Terra e estende-se desde a descontinuidade de Gutemberg ao centro da 
Terra, cerca de 6371 km; seu volume é de 16%; composto por Ferro (80%), 
Níquel (5%), Silício (7,5), Oxigênio (4%), Enxofre (2,5%) e outros (1%); A 
densidade vaia entre 10 a 13,6, da periferiaao centro; Subdivide-se em 
núcleo externo (liquido) e núcleo interno (sólido). A zona de separação é a 
descontinuidade de Lehmann, a 5150 km 
 Importância do núcleo: na génese e evolução das rochas, uma vez que o 
calor libertado, 90% é transferido para o manto, até a base da litosfera 
pelas correntes de convecção. 
Muito bem, como podemos notar que as correntes de convecção fazem – 
se sentir no manto devido ao processo de transferência de calor do Núcleo 
para o Manto e o mesmo é elevado até a litosfera que é fria onde volta a 
descer – este movimento de forma ascendente do magma denomina-se 
correntes de convecção do manto (fig. 26). 
 
Figura 11: Esquema ilustrativo das correntes (POPP, 1998). 
 : 
Exemplo: as correntes de convecção podem ser comparadas com o 
movimento da papa de farinha de milho quando aquecido. Onde podemos 
considerar a fonte de calor- lume ou fogão como sendo núcleo, este 
aquece a panela que contem a papa- magma, esta por sua vez expande-se 
e movimenta-se para cima, quando começa a ferver e depois encontra a 
 
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43 
 
tampa - litosfera que é fria, e volta para o centro ou baixo. Criando um 
movimento ascendente, que algum momento pode criar a mobilidade da 
tampa (Litosfera/placas tectónicas) de um lado para o outro. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1 (Com respostas detalhadas) 
1. A crosta é a camada superficial da Terra. Distinguem duas camadas: 
crosta continental e crosta oceânica a zona de separação das duas 
crostas (continental e oceânica) é a descontinuidade de: 
a) Lehmann 
b) Conrad 
c) Gutemberg 
d) Moho 
2. Sobre as principais camadas da Terra e seu estado físico, marque V 
ou F. 
a) Núcleo: composto principalmente por ferro e normalmente 
separado em núcleo interno (sólido) e externo (líquido). 
b) Manto: composto principalmente de rochas sólidas compostas, 
em sua maioria, de oxigênio com magnésio, ferro e silício. 
c) Crosta da Terra: camada sólida composta principalmente por 
oxigênio, silício, alumínio e ferro (juntos, esses 4 elementos, 
constituem de 88% da crosta). 
 
3. A descontinuidade de Mohorovicic (Moho) separa: 
a) Núcleo do Manto 
b) Manto interno do externo 
c) Crosta do Manto 
d) Crosta da Astenosfera 
4. Sobre o manto terrestre, julgue as afirmações a seguir: 
 
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44 
 
I. É 
a 
mais extensa dentre as camadas da Terra; 
II. Sua composição é homogênea, basicamente de rochas 
ultrabásicas; 
III. Sua constituição predominante é de Silicatos de ferro e de 
magnésio; 
IV. A movimentação do magma é responsável por movimentar as 
placas tectônicas. 
Sobre as afirmações acima, conclui-se que: 
a) Somente I e II estão corretas. 
b) Somente III e IV estão corretas. 
c) Somente I, II e IV estão corretas. 
d) Somente II e III estão corretas. 
e) Todas estão corretas. 
5. Sobre a estrutura interna da Terra, pode-se afirmar que: 
a) A crosta é uma camada única constituída de uma placa tectônica 
dividida em duas seções. 
b) A litosfera é a camada mais densa e se mantém em movimento 
devido às correntes convectivas. 
c) As camadas da Terra são separadas umas das outras por áreas 
denominadas “descontinuidades”. 
d) Ela é formada por camadas alternadas, de densidades 
semelhantes, que diminuem da superfície para o centro. 
e) O núcleo divide-se em duas partes: superior e inferior e seu 
material é o magma. 
6. Assinale a alternativa que indique corretamente o ordenamento 
das camadas da Terra tomadas desde o seu interior até a sua 
superfície. 
a) Mesosfera, litosfera, astenosfera, endosfera 
b) Endosfera, mesosfera, astenosfera, litosfera 
c) Astenosfera, endosfera, mesosfera, litosfera 
 
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45 
 
d) 
Litosfera, astenosfera, mesosfera, litosfera 
 
Respostas: 
1. Alternativa correcta b) 
2. a) V 
b) V 
c) V 
3. Alternativa correcta c) 
4. Alternativa correcta e) 
5. a) F 
b) F 
c) V 
d) F 
e) F 
6. Alternativa Correcta b) 
 
 UNIDADE Temática 2.2. Teoria da deriva dos continentes 
Introdução e Desenvolvimento 
 
A teoria da deriva dos continentes foi defendida por Alfred Wegener no 
ano de 1912. Wegener admitia que os actuais continentes tinham estado 
todos reunidos numa única massa (Pangea), cercada por um único 
continente (Pantalassa) e que no decorrer de longo processo iniciado no 
Mesozóico aquela se tinha fragmentado, migrando os vários blocos 
continentais para as posições que actualmente ocupam. 
A este supercontinente que Wegener denominou Pangea, onde Pan 
significa todo, e Gea, Terra, considerou que a fragmentação do Pangea 
teria iniciado há cerca de 220 milhões de anos, durante o Triássico, quando 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
46 
 
a 
Terra era habitada por Dinossauros, e teria prosseguido até os dias actuais. 
O Pangea teria iniciado a sua fragmentação dividindo-se em dois 
continentes, sendo o setentrional chamado de Laurásia e a austral de 
Gondwana, conforme ilustra a figura 27. 
 
Figura 12: Pangea e sua divisão em dois continentes, Laurásia a norte e Gondwana a sul, 
pelo Mar de Tethys (Teixeira, 2000). 
 
Apesar de não ter sido o primeiro nem o único de seu tempo a considerar 
a existência demovimentos horizontais entre os continentes, Wegener foi 
o primeiro a pesquisar seriamente a ideia da deriva continental e a 
influenciar outros pesquisadores. Para isto, procurou evidências que 
comprovassem sua teoria, além da coincidência entre as linhas de costa 
actuais dos continentes. Wegener enumerou algumas feições 
geomorfológicas, como a cadeia de montanhas da Serra do Cabo na África 
do Sul, de direção leste-oeste, que seria a continuação da Sierra de Ia 
Ventana, a qual ocorre com a mesma direção na Argentina, ou ainda um 
planalto na Costa do Marfim, na África, que teria continuidade no Brasil. 
Entretanto, as evidências mais impressionantes apresentadas pelo 
pesquisador foram: 
 
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47 
 
 Presença de fósseis de Glossopteris (tipo de gimnosperma 
primitiva) em regiões da África e Brasil, cujas ocorrências se 
correlacionavam perfeitamente, ao se juntarem os continentes. 
 Evidências de glaciação, há aproximadamente 300Ma na região 
Sudeste do Brasil, Sul da África, Índia, Oeste da Austrália e Antártica. Estas 
evidências, que incluem a presença de estrias indicativas das direções dos 
movimentos das antigas geleiras, sugeririam que, naquela época, grandes 
porções da Terra, situadas no hemisfério sul, estariam cobertas por 
camadas de gelo (Fig.28a), como as que ocorrem hoje nas regiões polares 
e se, portanto, o planeta estaria submetido a um clima glacial. Caso isto 
fosse verdade, como explicar a ausência de geleiras no hemisfério norte, 
ou a presença de grandes florestas tropicais, que teriam dado origem 
naquela época aos grandes depósitos de carvão? Este aparente paradoxo 
climático poderia ser facilmente explicado, como mostrado na Fig.28b,se 
os continentes estivessem juntos há 300Ma,pois neste caso a distribuição 
das geleiras estaria restrita a uma calota polar no Sul do planeta, 
aproximadamente como é hoje. 
Apesar de todas as evidências apontadas por Wegener, ele não conseguiu 
explicar o mecanismo responsável pelo movimento das massas 
continentais e, por isso, ficou por muito tempo desacreditado no meio 
científico. Mais de 50 anos depois das postulações de Wegener, o avanço 
tecnológico permitiu o conhecimento de dados sísmicos e do campo 
magnético da Terra e, com isso, surgiu a partir da teoria da deriva 
continentalde Wegener, a teoria da Tectônica de Placas. 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
48 
 
 
Figura 13: a) Distribuição actual das evidências geológicas de existência de geleiras há 300 
Ma. As setas indicam a direção de movimento das geleiras. b) Simulação de como seria a 
distribuição das geleiras com os continentes juntos, mostrando que estariam restritas a 
uma calota polar no hemisfério Sul (TEIXEIRA, et al, 2000). 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1 (Com respostas detalhadas) 
1. A teoria da Tectônica de Placas explica como a dinâmica interna da 
Terra é responsável pela estrutura da litosfera, sendo INCORRETO 
afirmar: 
a) A litosfera é a parte rígida que compõe a crosta terrestre; é 
segmentada em placas que flutuam em várias direções sobre o manto. 
b) O movimento das placas pode ser convergente ou divergente, 
aproximando-as ou afastando-as, ou ainda deslizando-as uma em 
relação à outra. 
c) A tectônica é responsável por fenômenos como formação de cadeias 
montanhosas, deriva dos continentes, expansão do assoalho oceânico, 
erupções vulcânicas e terremotos. 
 
ISCED CURSO: GEOGRAFIA; 10 Ano Disciplina/Módulo: GEOLOGIA APLICADA A GEOGRAFIA 
 
49 
 
d) 
As 
placas continentais e oceânicas possuem semelhante composição 
mineralógica básica, uma vez que essas placas compõem a crosta 
terrestre. 
2. Sobre a Pangea e Pantalassa, marque V ou F. 
a) A Pangea consistia no megacontinente que existiu a 200 milhões 
de anos. 
b) Pantalassa era o nome do único oceano existente. 
c) A Pangea começou a fragmentar a 300 milhões de anos. 
3. Consiste em afirmar que a milhões de anos existia um 
megacontinente chamado Pangea. Ele chegou a essa conclusão através 
de estudos de Feições geomorfológicas (relevo) formas de relevo que 
iniciavam na América e tinham continuidade na África. Estas afirmações 
são da teoria de: 
a) Alfred Wegener 
b) James Hutton 
c) Lehmann 
d) Gutemberg 
4. A fragmentação do Pangea teria iniciado há cerca de 220 milhões de 
anos, durante o Triássico, quando a Terra era habitada por 
Dinossauros, e teria prosseguido até os dias actuais. Esta 
fragmentação dividiu o Pangea em dois continentes: 
a) Europa e África 
b) Laurásia e Gondwana 
c) Gondwana e Austrália 
d) Laurásia e Pantalassa 
5. Wegener procurou evidências que comprovassem sua teoria, além 
da coincidência entre as linhas de costa actuais dos continentes. 
Fazem parte destas evidências: 
 
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50 
 
a) Apenas evidências geomorfológicas. 
b) Apenas glaciares por cobrir todo continente. 
c) Apenas evidências paleontológicas. 
d) Evidências geomorfológicas, glaciares e paleontológicas. 
6. Wegener enumerou algumas feições. Entretanto, a afirmação que 
pressupõe que “como a cadeia de montanhas da Serra do Cabo na 
África do Sul, de direção leste-oeste, que seria a continuação da 
Sierra de Ia Ventana, a qual ocorre com a mesma direção na 
Argentina” corresponde: 
a) Feições geológicas 
b) Evidências glaciares 
c) Feições geomorfológicas 
Respostas: 
1. Alternativa incorrecta d) 
2. a) V 
b) V 
c) F 
3. Alternativa correcta a) 
4. Alternativa correcta b) 
5. Alternativa correcta d) 
6. Alternativa correcta c) 
 
UNIDADE Temática 2.3. Tectónica global 
Introdução e Desenvolvimento 
 
A teoria da tectónica global procura dar explicação a dinâmica da litosfera. 
Segundo esta teoria, a litosfera está não constitui um bloco único. Está 
dividida em placas rígidas, com cerca de 300 km de espessura, flutuando 
na astenosfera. As placas movem-se, chocando-se em algumas e 
afectando-se na zona do rift. 
 
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17 
 
De 
acordo com o modelo da tectónica de placas, a parte superior do manto 
junto com a crosta formam uma camada rígida chamada de litosfera. Esta 
camada encontra-se sobre uma outra camada menos rígida chamada de 
astenosfera. A litosfera é quebrada em diversos segmentos chamados de 
placas, que estão constantemente se movimentando e mudando de forma 
e de tamanho. 
As sete maiores placas que compõem a nossa litosfera são: Africana, Norte-
Americana, Sul-Americana, Antártica, Eurasiática, Australiana e Pacífica, 
como é ilustrado na figura abaixo incluindo algumas placas pequenas. 
 
Figura 14: Distribuição das principais placas tectónica (TEXEIRA, et al, 2000). 
 
Os limites das placas nada tem a ver com os contornos dos continente. A 
placa africana, por exemplo, para além da crosta continental estende-se 
até a placa oceânica. Das principais placas, a única inteiramente oceânica 
é a pacífica. 
 Para além das placas principais existem também secundárias que são 
aquelas que tem um dimensão menor e ocupam superfícies limitadas na 
crosta. Estima-se a existência de cerca de 50 placas secundarias, sendo de 
destacar: Placa Arábica, Placa del Caribe, Placa de Cocos, Placa Filipina, 
Placa India, Placa de Nazca, Placa Juan de Fuca, Placa de Scotia, etc, 
algumas delas são ilustradas na figura anterior. 
 
https://es.wikipedia.org/wiki/Placa_Ar%C3%A1biga
https://es.wikipedia.org/wiki/Placa_del_Caribe
https://es.wikipedia.org/wiki/Placa_de_Cocos
https://es.wikipedia.org/wiki/Placa_Filipina
https://es.wikipedia.org/wiki/Placa_India
https://es.wikipedia.org/wiki/Placa_de_Nazca
https://es.wikipedia.org/wiki/Placa_Juan_de_Fuca
https://es.wikipedia.org/wiki/Placa_Scotia
 
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18 
 
2.3.1. Dinâmica das placas tectónicas 
O movimento das placas cria na zona de contacto, ou seja nas suas margens 
zonas onde são locais de actividade geológica e tectónica, de instabilidade 
sísmica e vulcânica que vai variar de acordo com tipo de contacto 
estabelecido com outras placas. 
De acordo com o tipo de movimento, os limites de placas são classificados 
em três tipos: 
I. LIMITE DIVERGENTE: as placas se afastam uma da outra devido ao 
movimento divergente. Esta separação ocorre em média com a velocidade 
de 5cm/ano. O “vazio” deixado por este afastamento é preenchido pelo 
material que ascende do manto criando um novo substrato marinho. Esta 
ascensão de magma vindo do manto gera cadeias de montanhas 
submersas chamadas de Dorsais Oceânicas. A partir do eixo central destas 
dorsais, nova crosta oceânica é continuamente formada. Essa crosta se 
torna mais densa à medida que se resfria e se afasta da fonte que a criou, 
devido a este movimento contínuo de separação a partir do centro da 
dorsal. 
 
Figura 15: Ilustração da zona divergente entre a América do Norte e África formando a 
Dorsal mesoatlântica (PRESS, et al, 2006). 
 
II. LIMITE CONVERGENTE: as placas se movem uma em direção a outra. Neste 
caso, a placa mais densa mergulha sobre a menos densa e afunda em 
 
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19 
 
direção ao manto sobre a crosta menos densa. Este “consumo” ou 
“destruição” de crosta contrabalança a geração de novas crostas que 
ocorre nos limites divergentes, mantendo a área superficial da Terra 
constante. Com o choque entre as crostas ocorre o “encurtamento” das 
massas rochosas, gerando grandes cadeias de montanhas e intensa 
atividade vulcânica devido á fusão da rocha que mergulha em direção ao 
manto. 
Esta convergência pode se dá de três formas: 
o Convergência entre crosta continental e crosta oceânica: nesta situação, 
a placa oceânica, mais densa devido a sua composição basáltica (rica em 
ferro e magnésio), afunda sob a crosta continental menos densa de 
composição granítica (rica em alumínio). Este local onde a crosta afunda 
ou subducciona sobre a outra é chamada de Zona de Subducção. A medida 
que a crosta oceânica afunda, as altas temperaturas domanto fazem que 
as rochas se fundam gerando magma. Este magma é extravasado em 
vulcões no continente (fig.31b). Este mecanismo ocorre no limite oeste da 
América do Sul, na região dos Andes. Neste local, a placa oceânica 
mergulha sob placa continental sul-americana gerando uma zona de 
subducção e a formação de cadeias de montanhas. 
o Convergência entre duas crostas oceânicas: nesta situação, a placa 
oceânica mais antiga e, portanto, mais resfriada e mais densa, mergulha 
sob a placa menos densa. A atividade vulcânica ocorre de forma similar ao 
caso de choque entre crosta oceânica e continental, contudo, os vulcões 
gerados na placa oceânica menos densa formará ilhas vulcânicas ou arcos 
de ilhas (fig.31a). Grande parte das ilhas do pacífico são geradas pelo 
choque entre as duas crostas oceânicas. 
o Convergência entre duas crostas continentais: no caso de convergência 
entre duas crostas continentais, devido à baixa densidade destas crostas, 
nenhuma das duas consegue entrar em subducção ou mergulhar sob a 
outra. O resultado é a colisão entre dois blocos continentais gerando 
 
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20 
 
encurtamento crustal e formando grandes cadeias de montanhas (fig.31c). 
A colisão entre o supercontinente da Índia e Ásia produzindo o Himalaia é 
o mais clássico exemplo de colisão entre duas costas continentais. 
 
Figura 31: Processos colisionais envolvendo: a) crosta oceânica com crosto oceânica; 
b)crosta continental com crosta oceânica e c) crosta continental com crosta continental 
(os traços representam rupturas). 
III. LIMITE CONSERVATIVO: neste limite, as placas passam uma ao lado da 
outra sem gerar ou destruir litosfera. Estes limites são gerados por zonas 
fraturadas na crosta, em geral com mais de 100km de comprimento, onde 
os segmentos de crosta se movimentam em sentidos contrários, lado a 
lado, gerando as Falhas Transformantes. Nestas regiões é muito intensa a 
incidência de abalos sísmicos e terremotos. 
Um exemplo deste tipo de limite é a Falha de Santo André, na América do 
Norte. Ao longo desta falha, a Placa do Pacífico se move na direção 
noroeste passando ao lado da Placa Norte Americana, gerando intensa 
actividade tectônica na costa oeste dos Estados Unidos e Canadá. 
 
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21 
 
 
Figura 32: Uma vista da Falha de Santo André na Planície de Carrizo, na Califórnia Central. 
Santo André é uma falha transformante, formando uma parte do limite deslizante entre 
a Placa Pacífica, à esquerda, e a Placa Norte Americana, à direita. Note como o movimento 
da falha deslocou os canais dos riachos que correm ao longo da mesma (PRESS, et al, 
2006). 
 
Tabela 3: resumo dos processos que decorrem no limite das placas tectónicas 
 
Tipos de 
placa 
 
Aspectos 
característico
s 
 
Tipo de limite 
Divergente 
 
Convergente 
 
Transformante 
 
 
 
 
 
Oceânica x 
oceânica 
Topografia 
 
Sismo 
Vulcanismo 
Exemplo 
Cordilheira 
oceânica com 
grande rifte 
Foco com 
profundidade 
menor de 100 km 
Basáltico com lava 
em almofada 
Dorsal médio – 
oceânica 
Fossa oceânica 
 
Foco com profundidade 
entre 0 a 700 km 
Vulcões paralelos as 
fossas. 
Fossa das atalantas 
Cordilheiras e vales 
criados pela crosta 
oceânica. 
Foco com 
profundidade de 
cerca de 00 km 
Vulcanismo raro 
Fratura de Kane 
 Topografia Fossa oceânica 
 
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22 
 
 
Oceânica x 
continent
al 
Sismo 
 
 
Vulcanismo 
 
 
 
Exemplo 
Foco com profundidade 
entre 0 a 700 km 
Vulcanismo andesito - 
arco vulcânico com 
formação de cadeias 
montanhosas paralelas 
as fossas 
Andes – costa oeste da 
América do sul. 
 
 
 
Continent
al x 
continent
al 
Topografia 
 
 
Sismo 
 
 
 
Vulcanismo 
 
 
Exemplo 
Vale do rift 
 
Foco com 
profundidade 
menor de 100 km 
 
Basáltico e riolítico 
Vale do rift da 
Africa oriental 
Cadeias montanhosas 
jovens 
Foco com profundidade 
entre 300 km cobrindo 
uma larga região 
Sem vulcanismo. Intenso 
metamorfismo 
Himalaias e Alpes 
Zonas de falhas 
superficiais 
 
Foco com 
profundidade entre 
100 km cobrindo uma 
larga região 
Sem vulcanismo 
Falha de santo André 
 
 
 
2.3.2. Movimentos tectónicos 
Com certeza já ouviste falar dos movimentos tectónicos. Então oque 
entende por movimentos tectónicos? Em termos conceptuais, 
movimentos tectónicos – constituem movimentos lentos e prolongados da 
crosta terrestre. Isto quer dizer que os movimentos tectónicos são 
imperceptíveis. Lembra que a crosta movimenta-se cerca de 5 cm por ano. 
2.3.2.1. Tipos de Movimentos tectónicos 
2.3.2.1.1. Movimentos epirogénicos: actuam como forças verticais num 
determinado bloco rochoso, cria-se uma zona de fraqueza e o bloca 
 
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23 
 
fractura-se como ilustra a figura a abaixo. Com o aumento da intensidade 
das forças verticais e opostas que actuam sobre a rocha, a zona de fractura 
rompe-se e os blocos movimentam-se para cima ou para baixo conforme a 
direcção da força. Neste caso diz-se que há falha. 
Se a fractura for inclinada, os blocos deslocam sobre um plano inclinado. 
Assim a falha apresenta os seguintes elementos: plano de falha, superfície 
na qual deslocam-se os blocos rochosos; muro, o bloco situado abaixo do 
plano de falha e tecto, aquele que se encontra sobre o plano de falha 
(fig.33). 
 
Figura 33: Elementos geométricos de uma falha. 
2.3.2.1.2. Classificação das falhas tectónicas 
As falhas tectónicas classificam – se em: 
 Falha inversa quando é o tecto que se desloca para cima e o muro 
para baixo; 
 Falha normal quando o tecto movimenta-se para baixo em relação 
ao muro; 
 Falhas de desligamento - que se formam em ambientes de tensões 
tangenciais. 
 
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24 
 
 
Figura 34: As rochas são deformadas por dobramento ou por falhamento quando submetidos a 
diferentes tipos de forcas tectónicas (PRESS, et al, 2006). 
 
2.3.2.1.2. Movimentos orogénicos 
O nome orogénese vem do grego (oros = Montanha + génese = nascer). A 
formação de montanhas mostra a existência de forças horizontais que 
dobram, deformando grandes secções da crusta terrestre. 
 
Figura 35: Representação esquemática dos movimentos orogénicos. 
As cadeias dos Himalaias na Ásia, a cordilheira dos Andes na costa 
Ocidental da América do Sul são exemplos de relevos resultantes da acção 
dos movimentos orogénicos. 
 Muito bem, na explicação acima foi patente que o relevo terrestre 
resulta numa primeira fase da acção da dinâmica interna (Movimentos 
tectónicos), por isso é tido como sendo construtor, enquanto a dinâmica 
externa é responsável pela modelação por isso denomina-se destruidora. 
 
 
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25 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1 (Com respostas detalhadas) 
1. A teoria da tectónica global procura dar explicação a dinâmica da: 
a) Manto 
b) Litosfera 
c) Endosfera 
d) Mesosfera 
2. As sete maiores placas que compõem a nossa litosfera são: 
a) Africana, Norte-Americana, Sul-Americana, Antártica, 
Eurasiática, Australiana e Pacífica. 
b) Norte-Americana, Sul-Americana, Antártica, Eurasiática, 
Australiana, Nazca e Pacífica. 
c) Norte-Americana, Sul-Americana, Antártica, Eurasiática, 
Australiana, Filipina e Pacífica. 
3. As placas convergentes são aquelas em que: 
a) Estão em movimento de aproximação. 
b) Estão em movimento de separação. 
c) Estão estacionados. 
4. As placas divergentes são aquelas em que: 
a) Estãoem movimento de aproximação. 
b) Estão em movimento de separação. 
c) Estão estacionados. 
5. Os movimentos endógenos são aqueles em que ocorrem: 
a) No interior da Terra. 
b) No exterior da Terra. 
 
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26 
 
c) Próximo da Terra. 
d) Distante da Terra. 
6. Movimentos exógenos são aqueles em que ocorrem: 
a) No interior da Terra. 
b) No exterior da Terra. 
c) Próximo da Terra. 
d) Distante da Terra. 
7. Terremotos são gerados pelos movimentos naturais das placas 
tectônicas da Terra, que causam ajustes na crosta terrestre, 
afetando a organização das sociedades. Em relação aos sismos 
naturais, é correto afirmar que eles são causados por: 
a) Forças endógenas incontroláveis. 
b) Energias exógenas excepcionais. 
c) Forças antrópicas descontroladas. 
d) Energias antrópicas excepcionais. 
8. Podemos considerar agentes internos e externos do Globo 
Terrestre respectivamente: 
a) Tectonismo e Meteorização. 
b) Vento e vulcanismo. 
c) Águas correntes e intemperismo. 
d) Vento e águas correntes. 
9. O processo que gerou a atual configuração dos continentes na 
superfície do planeta Terra resultou da fragmentação e do 
afastamento das terras emersas que, no princípio, constituíam 
um único bloco chamado Pangeia. Duas teorias tentam explicar 
esse processo. São elas: 
A. A das placas tectônicas e a da descontinuidade de Mohorovicic. 
B. A da deriva continental e a da descontinuidade de Gutemberg. 
C. A das placas tangenciais e a das placas continentais. 
D. A das placas tectônicas e a da deriva continental. 
 
 
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27 
 
Respostas: 
1. Alternativa correcta b) 
2. Alternativa correcta a) 
3. Alterntaiva correcta a) 
4. Alternativa correcta b) 
5. Alternativa correcta a) 
6. Alternativa correcta b) 
7. Alternativa correcta a) 
8. Alternativa correcta a) 
9. Alternativa correcta D. 
 
 
 
 
 
UNIDADE Temática 2.4. Exercícios deste tema 
 
1. Os movimentos tectónicos constituem movimentos lentos e 
prolongados da crosta terrestre. Entretanto, os movimentos que 
actuam como forças verticais num determinado bloco rochoso são 
considerados por: 
a) Movimentos epirogénicos. 
b) Movimentos orogénicos ou horizontais. 
c) Movimentos horizontais. 
d) Movimentos verticais ou horizontais. 
 
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28 
 
2. Quando numa rocha, a zona de fractura rompe-se e os blocos 
movimentam-se para cima ou para baixo conforme a direcção da 
força. Neste caso diz-se que estamos perante: 
a) Uma falha 
b) Uma dobra 
c) Uma estria 
d) Uma dobra e falha ao mesmo tempo 
3. Numa falha ocorre o movimento dos blocos. Quando é o tecto que se 
desloca para cima e o muro para baixo, estamos perante: 
a) Falha inversa 
b) Falha reversa e normal 
c) Falha normal 
4. Quando o tecto movimenta-se para baixo em relação ao muro, 
estamos perante: 
a) Falha normal 
b) Falha inversa 
c) Falha de desligamento 
5. As falhas que se formam em ambientes de tensões tangenciais 
chamam-se: 
a) Falhas de desligamento 
b) Falha normal 
c) Falha inversa 
6. Os movimentos orogénicos geram: 
a) Dobras 
b) Falhas 
c) Estrias 
7. A teoria da Tectônica de Placas explica como a dinâmica interna da 
Terra é responsável pela estrutura da litosfera, sendo INCORRETO 
afirmar: 
A. A litosfera é a parte rígida que compõe a crosta terrestre; é 
segmentada em placas que flutuam em várias direções sobre o manto. 
 
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29 
 
B. 
O 
movimento das placas pode ser convergente ou divergente, 
aproximando-as ou afastando-as, ou ainda deslizando-as uma em 
relação à outra. 
C. A tectônica é responsável por fenômenos como formação de cadeias 
montanhosas, deriva dos continentes, expansão do assoalho oceânico, 
erupções vulcânicas e terremotos. 
D. As placas continentais e oceânicas possuem semelhante composição 
mineralógica básica, uma vez que essas placas compõem a crosta 
terrestre. 
8. Com relação à constituição interna da Terra, suas camadas e 
características gerais, é correto dizer-se que: 
A. a tectônica é responsável por fenômenos como formação de cadeias 
montanhosas, deriva dos continentes, expansão do assoalho oceânico, 
erupções vulcânicas e terremotos. 
B. o núcleo interno, constituído, principalmente, de ferro e níquel, 
encontra-se em estado líquido devido às altas temperaturas ali 
reinantes. 
C. o núcleo externo encontra-se em estado sólido e apresenta uma 
constituição rochosa. Nele, são geradas correntes elétricas que 
imantam o núcleo interno e criam o campo magnético da Terra. 
D. as placas continentais e as oceânicas possuem semelhante 
composição mineralógica básica, uma vez que essas placas compõem a 
crosta terrestre. 
9. A teoria da “tectônica de placas”, hoje mais do que comprovada 
empiricamente, explica fenômenos como vulcões, terremotos e 
tsunamis. Segundo essa teoria, as placas tectônicas: 
A. atritam entre si nas extremidades da Terra, derretendo as calotas 
polares. 
B. movem-se porque flutuam debaixo dos solos dos oceanos, causando 
abalos no continente. 
 
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30 
 
C. 
deslizam sobre o magma do interior da Terra e chocam-se em alguns 
pontos da crosta. 
D. movimentam-se em conjunto, desenvolvendo abalos sísmicos 
coordenados e previsíveis. 
10. Como desenvolvimento da Teoria da Tectônica de Placas, fenômenos 
como a formação das cadeias montanhosas e das fossas submarinas 
foram melhor compreendidos. Com isso, sabe-se que a Cordilheira 
dos Andes se encontra em uma região da crosta terrestre que: 
a) Apresenta uma área de colisão de placas tectônicas. 
b) Forma margem continental do tipo passiva. 
c) Se situa em uma área de expansão do assoalho oceânico. 
d) Coincide com limites divergentes de placas. 
 
 
 
TEMA – III: Minerais 
 
UNIDADE Temática 3.1. Conceito de mineral; cristais e seus elementos, 
sistemas cristalinos; 
UNIDADE Temática 3.2. Propriedades físicas, químicas e eléctricas dos 
minerais; 
UNIDADE Temática 3.3. Descrição dos minerais mais comuns, 
reconhecimento dos minerais; 
UNIDADE Temática 3.4. Exercícios deste tema. 
UNIDADE Temática 3.1. Conceito de mineral; cristais e 
seus elementos, sistemas cristalinos. 
 
 Introdução 
 
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31 
 
Bem-vindo a terceira unidade temática da nossa disciplina. Esta unidade 
tem por objectivo fornecer conhecimentos sobre métodos de identificação 
e classificação de minerais. Para isso, irá aprender sobre a definição de 
mineral; cristais e sistemas cristalinos; propriedades físicas, químicas e 
eléctricas dos minerais; descrição dos minerais mais comuns, 
reconhecimento dos minerais. Esperamos que no fim desta unidade 
temática, você seja capaz de: 
 
 
Desenvolvimento 
3.1.1. Definição de mineral 
Mineralogia é o estudo das substâncias cristalinas que ocorrem 
naturalmente – os minerais. 
Todos temos algum contacto com os minerais, já que eles se encontram à 
nossa volta nas rochas, nas areias das praias, rios, lagos, etc. 
As gemas são exemplares excepcionalmente belos de minerais. 
O conhecimento do que são os minerais, de como se formaram e onde 
ocorrem é a base para a compreensão dos materiais largamente aplicados 
na nossa cultura tecnológica, já que praticamente todos os produtos 
inorgânicos comercializados são minerais ou de origem mineral. 
No entanto, se bem que seja difícil formular uma definição sucinta do 
termo mineral, geralmente a definição que se segue é geralmente aceite: 
 
Objectivos 
Específicos 
 
 
 Compreender a origem,a formação e as propriedades físicas e químicas 
dos minerais; 
 Classificar os minerais, bem como sua distribuição no planeta e sua 
identificação macroscópica. 
 
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32 
 
De 
acordo com KLEIN e DUTROW (2012) “Um mineral é um sólido 
homogéneo1, natural2. Com uma composição química definida3 (mas não, 
necessariamente, fixa) e um arranjo atómico altamente ordenado4. É, 
normalmente, formado por processos inorgânicos5”. 
1. É um sólido homogéneo, isto é, é constituído por uma única substância 
sólida que não pode ser fisicamente dividida em compostos químicos mais 
simples. Excluem-se os gases e os líquidos. 
2. Laboratórios industriais e de pesquisa produzem equivalentes sintéticos 
de muitos materiais que ocorrem naturalmente, incluindo pedras 
preciosas. 
3. Tem uma composição química definida logo pode ser expressa por uma 
fórmula química específica. 
4. Um arranjo atómico altamente ordenado indica uma estrutura interna 
de átomos ou iões definindo um padrão geométrico regular. 
5. De acordo com a definição tradicional, um mineral é formado por 
processos inorgânicos. Se acrescentarmos a palavra normalmente, 
podemos incluir no domínio da mineralogia os compostos produzidos 
organicamente que cumprem todos os outros requisitos exigidos. 
 
3.1.2. Cristais 
Quando as condições são favoráveis, os minerais podem ser limitados por 
superfícies planas e suaves e assumirem formas geométricas regulares 
conhecidas como cristais (fig.36). Assim, no sentido tradicional o termo 
cristal designa um sólido geométrico regular limitado por superfícies 
planas e suaves que são a expressão externa do arranjo interno regular dos 
iões ou átomos constituintes; nesta definição está implícito o sentido de 
perfeição no desenvolvimento. 
 
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33 
 
Hoje em dia a maioria dos cientistas usa o termos cristal para descrever 
qualquer sólido com um arranjo interno ordenado, independentemente de 
possuir ou não faces externas, uma vez que essas faces são um acidente do 
crescimento. 
Assim, uma definição mais lata de cristal será um sólido homogéneo 
possuindo uma ordem interna tridimensional. Entretanto, o estudo dos 
sólidos cristalinos e os princípios que controlam o seu crescimento, a sua 
forma externa e a sua estrutura interna chama-se Cristalografia. 
 
Figura 36: Algumas formas cristalinas. 
3.1.3. Sistemas cristalinos 
Quando se observam cristais de várias substâncias, verifica-se que eles têm 
formas muito variadas. Uns são cúbicos, como a pirite, outros octaédricos, 
como a fluorite (fig. 36), outros prismáticos, como o berilo, o quartzo (fig. 
36) e a turmalina, outros romboédricos, como a calcite, outros piramidais, 
como o quartzo também (Fig. 36), etc. Quando se fala em formas 
prismáticas e piramidais, há a considerar prismas e pirâmides de base 
triangular, quadrangular, rectangular e hexagonal. Cada uma destas 
formas geométricas tem os seus elementos de simetria próprios: planos, 
eixos e centro de simetria. 
Para KLEIN e DUTROW (2012) “o sistema cristalino é um esquema segundo 
o qual as estruturas cristalinas são classificadas de acordo com a geometria 
 
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34 
 
da 
célula unitária”. Essa geometria é especificada em termos das relações 
entre comprimento de arestas e ângulos interaxiais. 
De acordo com TEIXEIRA, et al (2000) existem somente sete combinações 
diferentes dos parâmetros de rede. Cada uma dessas combinações 
constitui um sistema cristalino, como ilustra a tabela abaixo. 
Tabela 2: sistemas cristalinos, constantes cristalográficas e simetria 
principal de alguns minerais. 
Tabela 4: Classificação Cristalografica dos sistemas 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1 (Com respostas detalhadas) 
1. O estudo das substâncias cristalinas que ocorrem naturalmente – os 
minerais. 
a) Pedologia 
b) Mineralogia 
c) Estratigrafia 
d) Cristalografia 
2. Os termos: sólido homogéneo; natural; composição química definida; 
arranjo atómico altamente ordenado e formado por processos 
inorgânicos” definem: 
 
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35 
 
a) Rocha 
b) Mineral 
c) Cristal 
d) Magma 
3. Quando as condições são favoráveis, os minerais podem ser limitados 
por superfícies planas e suaves e assumirem formas geométricas 
regulares conhecidas como: 
a) Rochas 
b) Minerais 
c) Cristais 
d) Magmas 
4. O sistema cristalino que apresenta 4 eixos ternários da simetria 
principal, que ocorrem em minerais como diamante, granada e 
espinélio, denomina-se: 
a) Tetragonal 
b) Simétrico 
c) Cúbico 
d) Trigonal 
5. O sistema cristalino que apresenta 1 eixos quaternário da simetria 
principal, que ocorrem em minerais como zircão, cassiterita e rutilo, 
denomina-se: 
a) Simétrico 
b) Tetragonal 
c) Cúbico 
d) Trigonal 
6. O sistema cristalino que apresenta 1 eixo ternário (eixo C) da simetria 
principal, que ocorrem em minerais como quartzo, turmalina e 
corindo, denomina-se: 
a) Trigonal 
b) Simétrico 
c) Cúbico 
 
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36 
 
d) Ortorrômbico 
 
Respostas: 
1. Alínea correcta b) 
2. Alínea correcta b) 
3. Alínea correcta c) 
4. Alínea correcta c) 
5. Alínea correcta b) 
6. Alínea correcta a) 
 
 
 
UNIDADE Temática 3.2. Propriedades físicas, químicas e 
eléctricas dos minerais. 
Introdução e Desenvolvimento 
 
Na ausência de luz, propriedades como cor, brilho, traço e diafaneidade 
são algumas das importantes propriedades ópticas e que auxiliam na 
definição de um mineral, não poderiam ser observadas. No entanto, 
poderiam ser utilizadas para este fim propriedades que dependem de 
outros factores sensores que não a visão. 
3.2.1. Propriedades físicas dos minerais 
O arranjo atómico ordenado e a composição química definida, conferem a 
um mineral a sua homogeneidade, ou seja, física e quimicamente ele se 
constitui em uma única fase, possuindo um conjunto diagnóstico de 
propriedades. Assim, a forma, a clivagem e a absorção seletiva da luz, entre 
outras, são propriedades físicas dos minerais e refletem a sua estrutura 
 
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37 
 
interna regular, enquanto a dissolução em ácidos reflete a composição 
química dos minerais. 
Neste ponto vamos examinar as seguintes propriedades: hábito e 
agregados, densidade, dureza, forma, clivagem e fratura, traço, cor e 
brilho. 
 
3.2.1.1. Hábito e Agregados de Minerais 
O hábito dum cristal ou a maneira como os cristais crescem juntos para 
originar agregados é de ajuda considerável à identificação dos minerais. 
Como o hábito depende, entre outras coisas, do ambiente em que o 
mineral se forma, este pode ter vários hábitos. Os termos usados para 
exprimir o hábito ou os agregados são os seguintes (fig. 37). 
a) Acicular: os cristais 
têm forma de agulhas; 
b) Capilar ou filiforme: 
os cristais têm aspecto 
de cabelo ou de fios; 
c) Tabular: cristais 
alongados e achatados; 
d) Equigranular: os 
cristais não têm uma 
dimensão preferencial; 
e) Dendrítico: os 
cristais crescem duma 
forma arborescente; 
f) Prismático: os cristais 
têm uma direcção 
preferencial; 
g) Fibroso: os cristais 
aparecem em fibras; 
h) Globular ou botrióide: os 
cristais crescem em forma de 
glóbulos semelhantes a 
esférulas ou hemisferas; 
i) Drúsico: superfície 
coberta por uma camada 
de cristais individuais; 
j) Geódico: cavidade 
rochosa coberta por 
cristais individuais; 
 
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38 
 
k) Concêntrico: camadas 
mais ou menos esféricas 
sobrepostas umas sobre 
as outras à volta dum 
centro comum; 
l) Piramidal: os cristais 
aparecem sob a forma de 
pirâmide.
 
Figura 37: Diversos hábitos de cristais e agregados. 
3.2.1.2. Densidade 
A densidade (d) dos minerais é a relação entre o seu peso e o peso 
de um mesmo volume de água destilada a 4ºC. É função de sua 
composição química. 
3.2.1.3. Dureza 
A dureza (D) dos minerais é uma propriedade física muito útil na 
sua identificação. Exprime a resistência que a superfície lisa do 
mineral oferece ao risco feito com uma ponta aguda. O sulco 
poderá ser profundo e bem nítido se o mineral tiver baixa dureza. 
 
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39 
 
Caso a dureza seja pouco inferior a da ponta aguda, o sulco será fino 
e pouco profundo. Se for superior, não haverá sulco. 
A escala de Mohs é uma escala numérica arbitrária para a 
comparação da dureza relativa entre os minerais, com base em dez 
que servem de referência. 
 
 
Tabela 5: Escala de Mohs e padrões secundários 
 
A lâmina de aço de um canivete e o vidro riscam minerais com 
dureza até 5, inclusive minerais de D = 6 e 7 riscam e os de D = 8 a 
10 cortam o vidro. A unha risca minerais de dureza até 2. 
3.2.1.4. Forma 
A forma dos minerais é a sua configuração externa, sendo função 
de sua estrutura cristalina. 
3.2.1.5 Clivagem e Fratura 
A clivagem é a propriedade quer alguns minerais apresentam de se 
partir segundo superfícies planas e paralelas, relacionadas à sua 
 
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40 
 
estrutura cristalina. Pode ocorrer segundo uma ou varias direções 
e ter qualidade variável. Denomina-se fratura à maneira irregular 
de um mineral se quebrar. Alguns minerais têm fraturas muito 
características, como é o caso da fratura conchoidal do quartzo. 
3.2.1.6. Traço 
O traço é a cor do mineral reduzido a pó. É muito característico em 
algumas espécies minerais, especialmente entre os óxidos. 
Existem cerca de 4.500 espécies minerais conhecidas, sendo que 
apenas algumas dezenas contribuem efectivamente na formação 
das rochas. Esses minerais são conhecidos como minerais 
petrográficos (formadores de rochas). No quadro abaixo, estão 
descritas as propriedades mais utilizadas na identificação 
macroscópicas de alguns desses minerais. O objectivo é possibilitar 
a sua identificação nas rochas. 
Quadro 1 – Propriedades mais utilizadas na identificação de alguns 
minerais petrográficos 
 
 
3.2.1.7. Cor 
 
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41 
 
Basicamente a cor dos minerais resulta da absorção selectiva de 
certos comprimentos de onda da luz branca pelos átomos da sua 
estrutura. A luz transmitida ou reflectida representa a parte que 
não é absorvida pela estrutura. 
3.2.1.8. Brilho 
O brilho é a maneira como um mineral reflecte a luz. É uma 
propriedade “superficial” do mineral, por isso deve ser 
determinada numa superfície fresca, não oxidada. O brilho é 
independente da cor. 
3.2.2. Propriedades eléctricas dos minerais 
Muitos minerais são maus condutores de eletricidade. Exceções a 
esta regra se devem à presença deligações atômicas totalmente 
metálicas, como é o caso dos metais nativos ouro, prata, e cobre, 
todos excelentes condutores. Nas estruturas em que as ligações 
atômicas são apenas parcialmente metálicas, por exemplo, 
sulfetos, os minerais são semicondutores. No caso dos minerais 
considerados não-condutores, as ligações iônicas e covalentes 
predominam. 
Piezoeletricidade e piroeletricidade são propriedades elétricas 
especiais. Diz-se que um cristal possui piezeletricidade quando se 
desenvolve uma carga elétrica na sua superfície, ao exercer-se 
pressão nas extremidades de um de seus eixos. Somente podem 
mostrar esta propriedade os minerais que se cristalizam em classes 
de simetria a que falta um centro da mesma, tendo assim, eixos 
polares. O quartzo provavelmente é o mineral piezelétrico mais 
importante, pois uma pressão extremamente leve, paralelamente 
a um eixo, pode ser revelada pela carga elétrica produzida. Por 
causa disso, emprega-se o quartzo amplamente em placas 
 
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42 
 
cuidadosamente orientadas para controlar a frequência do rádio. 
Tem-se também utilizado a turmalina, em menor escala, na 
construção de aferidores de pressão. 
Chama-se pireletricidade o desenvolvimento simultâneo de cargas 
elétricas positiva e negativa nas extremidades opostas de um eixo 
do cristal, sob condições adequadas de alteração da temperatura. 
Somente apresentam esta propriedade os cristais que possuem um 
único eixo polar. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1 (Com respostas detalhadas) 
1. A propriedade que alguns minerais apresentam de se partir 
segundo superfícies planas e paralelas, relacionadas à sua 
estrutura cristalina (normalmente planos de fraqueza na 
estrutura) designa-se por: 
a) Clivagem 
b) Fratura 
c) Hábito 
d) Superfície de crescimento 
2. À maneira irregular de um mineral se quebrar. Alguns minerais 
têm fraturas muito características, como é o caso da fratura 
conchoidal do quartzo, estamos perante: 
a) Hábito 
b) Superfície de crescimento 
c) Clivagem 
d) Fratura 
3. A forma pela qual a luz é transmitida ou refletida na superfície 
de um mineral é: 
 
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43 
 
a) Brilho 
b) Hábito 
c) Clivagem 
d) Fratura 
4. O hábito é a maneira como os cristais crescem juntos para 
originar agregados. Qual é o hábito do Ouro? 
a) Acicular 
b) Dentrítico 
c) Fibroso 
d) Prismático 
5. A escala de Mohs é uma escala numérica arbitrária para a 
comparação da dureza relativa entre os minerais, com base em dez 
que servem de referência. Qual é o nome do mineral com dureza 10? 
a) Ouro 
b) Safira 
c) Diamante 
d) Corindo 
6. A unha risca minerais de dureza até: 
a) 4 
b) 8 
c) 2 
d) 10 
 
Respostas: 
1. Alínea correcta a) 
2. Alínea correcta d) 
 
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44 
 
3. Alínea correcta a) 
4. Alínea correcta b) 
5. Alínea correcta c) 
6. Alínea correcta c) 
 
 
 
 
UNIDADE Temática 3.3. Descrição dos minerais 
mais comuns, reconhecimento dos minerais. 
Introdução e Desenvolvimento 
 
A composição química tem sido a base da classificação dos minerais 
desde o século XIX. De acordo com este esquema, os minerais são 
divididos em classes dependendo do anião ou grupo aniónico 
dominante (óxidos, halogenetos, sulfuretos, silicatos, etc.) 
Contudo, a composição química não é suficiente para caracterizar 
um mineral. É importante considerar a sua estrutura interna, 
porque são estas duas características que determinam as 
propriedades físicas dos minerais. No caso dos silicatos, estes foram 
subdivididos em função da sua estrutura interna. 
As classes de minerais são: 
a) Elementos nativos 
b) Sulfuretos 
c) Sulfossais 
d) Óxidos e Hidróxidos 
e) Halogenetos 
f) Carbonatos 
 
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45 
 
g) Nitratos 
h) Boratos 
i) Fosfatos 
j) Sulfatos 
k) Tungstatos 
l) Silicatos 
 
 
 
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47 
 
Seguidamente iremos estudar estes grupos de minerais, com especial 
ênfase para aqueles que ocorrem com maior frequência na crosta 
terrestre. 
3.3.1. Elementos nativos 
À excepção dos gases livres da atmosfera, só cerca de 20 elementos são 
encontrados no estadonativo. Estes elementos nativos podem ser 
divididos em: Metais, Semi-metais e Não-metais. Os metais nativos 
mais comuns pertencem a três grupos: o grupo do Ouro (Au, Ag, Cu e 
Pb); o grupo da Platina (Pt, Pd, Ir, Os); e o grupo do Ferro (Fe, Fe-Ni), 
todos os grupos cristalizando no sistema cúbico. Os semi-metais mais 
comuns são o Ar, Sb, Bi, Se e Te. Os não-metais nativos são o S e C (este 
nas formas de grafite e diamante). 
3.3.1.1. Ouro 
a) Sistema Cristalino: sistema cúbico. 
b) Composição química: Au; normalmente ocorrem outros metais 
misturados com o ouro, como Ag, Cu e Fe, entre outros. 
c) Propriedades físicas: 
 Hábito: normalmente maciço; aparece na forma granular, 
dendrítica e raramente cristalizado (Fig.38a). Frequente na 
forma de pepitas (Fig. 38b); 
 Clivagem e Fractura: não tem clivagem; a fractura é em tipo 
esquírola; 
 Dureza: baixa a muito baixa – 2.5-3; 
 Densidade: Muito denso – 19.3; 
 Cor: amarelo-ouro, quando puro; quando misturado com prata, 
torna-se mais claro; 
 Risca: amarelo-ouro metálico; 
 Brilho: metálico; 
 
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48 
 
d) Utilização: a maior utilização é na joalharia; metal que garante as 
reservas financeiras dum país. Muito utilizado na numismática, para 
medalhas e moedas comemorativas. Nos tempos modernos, o ouro é 
cada vez mais utilizado em instrumentos científicos e em aplicações 
dentárias. 
e) Ocorrência: em Moçambique, o ouro ocorre nas Províncias de 
Manica, Tete e Niassa. A nível internacional, os principais jazigos de 
ouro estão na África do Sul, Rússia, China, Canadá, EUA e Brasil. 
f) Origem do nome: do Latim Aurum = ouro. 
 
Figura 38: Cristal (a) e pepita (b) de Ouro. 
3.3.1.2. Diamante 
a) Sistema Cristalino: sistema cúbico. 
b) Composição química: C puro. 
c) Propriedades físicas: 
 Hábito: cristais isolados, normalmente octaédricos (Fig. 39) e 
dodecaédricos, além doutras formas; 
 Clivagem e Fractura: clivagem octaédrica perfeita; fractura 
conchoidal; 
 
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49 
 
 Dureza: muito alta – é o último termo da Escala de Mohs - 10; é 
a substância mais dura que se conhece; 
 Densidade: pequena – 3.05; 
 Cor: incolor ou variada, desde amarelada, a rosa, azulada e 
acinzentada; há ainda a variedade negra; 
 Risca: branca; 
 Brilho: adamantino; 
d) Utilização: as variedades transparentes são usadas em joalharia; as 
variedades negras e cinzentas são utilizadas como diamantes industriais 
como abrasivos e instrumentos de corte. 
e) Ocorrência: em Moçambique, o diamante é muitíssimo raro, tendo 
sido encontrados alguns nos aluviões do Rio dos Elefantes (Gaza) e no 
Niassa. A nível internacional, os principais jazigos de diamantes estão 
na RSA, nos EUA, na Namíbia, Botswana, Angola, Gana, Serra Leoa, RD 
Congo, China, Venezuela, Brasil. 
f) Origem do nome: do Grego adams = invencível. 
 
Figura 39: Diamantes octaédricos. 
3.3.1.3. Grafite 
a) Sistema Cristalino: sistema hexagonal. 
b) Composição química: Carbono puro – C. 
c) Propriedades físicas: 
 
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50 
 
 Hábito: cristais tabulares, vulgarmente em massas foliadas, 
radiais, terrosas; 
 Clivagem e Fractura: clivagem basal perfeita; não tem fractura; 
 Dureza: muito baixa – 1-2; 
 Densidade: pequena – 2.09-2.23; 
 Cor: negra a cinzenta escura; 
 Risca: negro brilhante; 
 Brilho: metálico a baço; 
Outras propriedades: untuoso ao tacto, condutor de calor e 
electricidade, termoeléctrico; escreve no papel. 
d) Utilização: usada na indústria eléctrica, para fabrico de escovas 
colectoras e eléctrodos, na indústria química (lubrificantes, tintas), 
lápis, moderador de reacções atómicas. 
e) Ocorrência: em Moçambique, a grafite ocorre em Montepuez, 
Monapo, Angónia e Lúrio. Os principais jazigos de grafite estão no 
Canadá, Madagáscar, Áustria, Finlândia, Rússia e México. 
f) Origem do nome: do Grego graphein = escrever. 
 
Figura 40: Grafite. 
3.3.2. Sulfuretos: 
Os sulfuretos resultam da combinação de elementos metálicos com o 
enxofre. 
 
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51 
 
Ex.: galena (PbS), pirita (FeS2). 
 
3.3.3. Óxidos 
Os óxidos são minerais que contém um ou mais elementos metálicos 
em combinação com o oxigénio. 
3.3.4. Hidróxidos 
Os hidróxidos são aqueles óxidos que contém água ou hidroxila (OH-). 
Ex.: Hematita (Fe2O3), pirolusita (MnO2), magnetita (Fe3O4), cassiterita 
(SnO2), goethita [FeO(OH)], gibbsita [Al(OH)3]. 
3.3.5. Carbonatos 
Os carbonatos são minerais cujas fórmulas incluem o radical carbonato, 
CO32-. 
Ex.: apatita [Ca(PO4)4(OH, F, Cl)]. 
3.3.6. Silicatos 
Silicatos: esta classe contém cerca de 95% dos minerais petrográficos. 
São minerais cuja composição química inclui obrigatoriamente Si e O, 
em combinação com outros elementos. 
A estrutura de todos os silicatos consiste de uma unidade fundamental 
constituída de 4 átomos de oxigénio coordenados por um de silício 
resultando numa configuração tetraédrica. Nesta configuração cada 
átomo de oxigénio pode ligar-se ao outro silício, tomando parte em 
outro tetraedro simultaneamente, caracterizando o compartilhamento 
de oxigénios entre tetraedros adjacentes. Podem ser compartilhados 
1,2,3 ou 4 oxigénios do mesmo tetraedro, originando uma ampla 
 
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52 
 
diversidade de configurações estruturais, levando a subdivisão dos 
silicatos em 6 grupos. 
 
Quadro 2 – Classificação dos silicatos de acordo com o grau de 
compartilhamento de oxigénios entre os tetraedros. 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1 (Com respostas detalhadas) 
1. Entre os minerais que constituem as rochas na crosta 
terrestre, os silicatos são predominantes. Os seguintes silicatos são 
os principais constituintes das rochas ígneas: 
a) Ardósia, filito, xisto, gnaisse e migmatito; 
b) Basalto, granito, granodiorito, riolito e gabro; 
c) Calcita, dolomita, halita e gipsita; 
d) Quartzo, feldspato, piroxênio, anfibólio, micas e olivinas; 
e) Lamito, arenito, conglomerado e calcário. 
2. Analise as sentenças e responda à questão abaixo. 
I -Os feldspatos são os minerais mais abundantes da crosta terrestre. 
II -Os feldspatos calcossódicos, também conhecidos como plagioclásios 
são mais abundantes do que os feldspatos potássicos ou ortoclásios. 
 
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53 
 
III -Alguns feldspatos podem conter cátions de ferro e magnésio em sua 
composição, tornando-os escuros e com clivagem em um único plano. 
a) Apenas as sentenças I e II são verdadeiras; 
b) Apenas as sentenças I e III são verdadeiras; 
c) Apenas as sentenças II e III são verdadeiras; 
d) Todas as sentenças são verdadeiras; 
e) Todas as sentenças são falsas. 
3. Em Moçambique, qual é o nome do mineral muitíssimo raro, de 
dureza 10 na escala de Mohs, tendo sido encontrados alguns nos 
aluviões do Rio dos Elefantes (Gaza) e no Niassa? 
a) Ouro 
b) Safira 
c) Rubi 
d) Diamante 
4. À excepção dos gases livres da atmosfera, só cerca de 20 elementos 
são encontrados no estado nativo. A classificação em: Metais, Semi-
metais e Não-metais, corresponde: 
a) Elementos nativos 
b) Carbonatos 
c) Sulfuretos 
d) Hidratos 
5. O grupo dos minerais que resulta da combinação de elementos 
metálicos com o enxofre chama-se: 
a) Sulfuretos 
b) Elementos nativos 
c) Carbonatos 
 
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54 
 
d) Óxidos 
6. Os Minerais: goethita [FeO(OH)], gibbsita [Al(OH)3] fazem parte do 
grupo dos: 
a) Hidróxidos 
b) Elementos nativosc) Carbonatos 
d) Óxidos 
 
Respostas: 
1. Alínea correcta b) 
2. Alínea correcta a) 
3. Alínea correcta d) 
4. Alínea correcta a) 
5. Alínea correcta a) 
6. Alínea correcta a) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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55 
 
 
 
UNIDADE Temática 3.4. Exercícios deste tema 
1. Marque apenas a sentença que é falsa: 
a) O arranjo atômico altamente ordenado é uma das condições 
necessárias para que uma substância química seja um mineral. 
b) A dureza e a clivagem são duas propriedades físicas usadas no 
reconhecimento dos minerais. 
c) As ligações iônicas emprestam aos minerais a competência 
mecânica e estabilidade química. Ou seja: os minerais 
essencialmente iônicos são os mais resistentes. 
d) Dentre os silicatos, o quartzo é o mineral mais resistente. 
e) Calcita e dolomita são carbonatos com arranjo cristalino. 
2. Relacione o tipo de arranjo molecular ao mineral. 
( ) Feldspato ( a ) Não é um silicato 
( ) Galena ( b ) Nesossilicato (siloxanas isoladas) 
( ) Mica ( c ) Inossilicato (cadeia linear de silicatos) 
( ) Olivina ( d ) Filossilicato (cadeia plana de silicatos) 
( ) Piroxênio ( e ) Tectossilicato (arranjos tridimensionais) 
3. O hábito é a maneira como os cristais crescem juntos para originar 
agregados. Qual é o hábito do Gesso? 
a) Dentrítico 
b) Acicular 
 
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56 
 
c) Fibroso 
d) Prismático 
 
4. Quando um cristal desenvolve uma carga elétrica na sua superfície, 
ao exercer-se pressão nas extremidades de um de seus eixos, estamos 
perante? 
a) Piezeletricidade 
b) Diafaneidade 
c) Piroeletricidade 
d) Magnetismo 
5. O desenvolvimento simultâneo de cargas elétricas positiva e 
negativa nas extremidades opostas de um eixo do cristal, sob 
condições adequadas de alteração da temperatura, estamos perante? 
a) Diafaneidade 
b) Piroeletricidade 
c) Piezeletricidade 
d) Magnetismo 
6. O sólido homogéneo possui uma ordem interna tridimensional 
chama-se: 
a) Cristal 
b) Mineral 
c) Sistema cristalino 
d) Cristal e Mineal 
 
 
 
 
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57 
 
 
 
TEMA – IV: Rochas 
 
UNIDADE Temática 4.1. Magmatismo: rochas magmáticas, formação, 
textura, estrutura, exemplos e utilidade; 
UNIDADE Temática 4.2. Metamorfismo: formação, textura, estrutura, 
exemplos e utilidade; 
UNIDADE Temática 4.3. Sedimentagénese: Formação, textura, 
estrutura, exemplos e utilidade; 
UNIDADE Temática 4.4. Exercícios deste tema. 
UNIDADE Temática 4.1. Magmatismo: rochas 
magmáticas, formação, textura, estrutura, exemplos e 
utilidade. 
 
 Introdução 
Bem-vindo a quarta unidade temática da nossa disciplina, nela iremos 
estudar os aspectos inerentes ao processo de magmatismo, onde 
iremos vincar o seguinte: magmatismo, tipos de magma, vulcanismo, 
rochas magmáticas, textura e estrutura. 
Esperamos que no fim desta unidade temática, você seja capaz de: 
Desenvolvimento 
 
 
 Definir o magma 
 Conhecer os tipos de magmas 
 
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58 
 
4.1. Magmatismo 
O magmatismo é um processo natural através do qual um material 
fundido, a que se convencionou chamar magma, conduz à formação das 
rochas. 
Trata-se de um processo constante na história da Terra e do Sistema 
Solar e que está na origem de todos os tipos da petrogénese. 
Através do magmatismo, a Terra em formação libertou a atmosfera 
primitiva rica, entre outros componentes, em vapor de água, a partir do 
qual se formou, por condensação, toda a hidrosfera. E, na medida em 
que a vida foi gerada nas águas, tornou-se evidente a sua dependência 
dos processos magmáticos. 
O magma (rocha fundida) vem de profundidades geralmente acima de 
200 km e consiste primariamente de elementos formadores de minerais 
silicatados (minerais do grupo dos silicatos, formados por silício e 
oxigênio, acrescidos de alumínio, ferro, cálcio, sódio, potássio, 
magnésio, dentre outros). 
Além destes elementos, o magma também contém gases, 
principalmente vapor d’água. Como o magma é menos denso que as 
rochas, ele migra tentando ascender à superfície, num trabalho que leva 
centenas a milhares de anos. Chegando à superfície o magma extravasa 
produzindo as erupções vulcânicas 
No entanto, para os geólogos, uma Rocha é qualquer massa de matéria 
mineral, consolidada ou não, que forma parte da crusta, podendo ser 
constituída por uma espécie mineral (monominerálica) ou por um 
agregado de várias espécies minerais (poliminerálica). O conceito de 
Objectivos 
Específicos 
 
 Conhecer os tipos de intrusões magmáticas; 
 Classificar as rochas; 
 Caracterizar a textura e estrutura de rochas magmáticas. 
 
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59 
 
rocha dos engenheiros é de algo duro, consolidado, que tem de ser 
removido por explosões. Este conceito também é o conceito que o 
vulgar cidadão tem de rocha. 
4.1.1. Rochas Ígneas ou Magmáticas 
As rochas ígneas se formam a partir da consolidação/cristalização do 
material rochoso em fusão (magma), que tanto pode ocorrer no interior 
como no exterior da crusta terrestre, dando origem, respectivamente, 
às rochas intrusivas (plutónicas) e extrusivas (vulcânicas ou efusivas). 
 Rochas Ígneas intrusivas cristalizam-se quando o magma 
intrude em uma massa de rocha não-fundida em profundidade 
na crosta terrestre. Entretanto, cristais grandes crescem 
enquanto o magma esfria, produzindo rochas de granulação 
grossa. As rochas ígneas intrusivas podem ser reconhecidas por 
seus cristais grandes intercrescidos, os quais desenvolvem-se 
lentamente enquanto o magma é gradualmente resfriado. O 
granito é uma rocha ígnea intrusiva mais conhecida. 
 Rochas Ígneas extrusivas formam-se pelo rápido resfriamento 
do magma que chega à superfície por meio de erupções 
vulcânicas. As rochas ígneas extrusivas, como o basalto, são 
reconhecidas facilmente por suas texturas vítreas ou de 
granulação fina. 
As intrusões ígneas podem assumir várias formas como se pode ver no 
esquema da figura 41. 
a) Batólitos: é o tipo de intrusão de maiores proporções, com uma 
superfície mínima de 100 km2, embora geralmente sejam muito 
maiores; 
b) Stocks: são corpos de dimensões menores, e geralmente ocorrem 
como protrusões de batólitos; 
 
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60 
 
c) Lacólito: corpo em forma de lente plano-convexa, provocando o 
arqueamento das camadas por cima; 
d) Lopólito: corpo em forma de lente côncava, em que a espessura varia 
ente 1/10 e 1/20 do seu diâmetro; 
e) Dique: corpo tabular com paredes paralelas a sub-paralelas e que 
têm uma posição discordante em relação às camadas que atravessa; 
f) Soleira/sill: corpo tabular com paredes paralelas a sub-paralelas e 
que têm uma posição concordante em relação às camadas que 
atravessa; 
g) Chaminé vulcânica: corpo resultante da solidificação da lava no canal 
de alimentação do vulcão. 
 
Figura 41: Diagrama esquemático mostrando as formas de ocorrência de rochas 
magmáticas (TEIXEIRA, et al. 2000). 
4.1.1.1. Classificação das Rochas Ígneas 
Cada método de classificação tem sua vantagem e desvantagem e, 
portanto é difícil apresentar um método adequado para classificar 
quaisquer rochas ígneas. Actualmente, a classificação de rochas ígneas 
é baseada na textura, principalmente granulometria, estrutura e 
 
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61 
 
composição mineralógica quantitativa, e subordenadamentena textura 
específica, composição química, gênese, modo de ocorrência. 
A granulometria é representada pelas categorias grossa, média e fina, e 
a composição mineralógica é pelo índice de cor, proporção entre 
feldspato alcalino e plagioclásio, composição de plagioclásio, etc. 
a) Classificação das rochas ígneas de acordo com sua textura 
Uma vez que um arrefecimento lento tende a formar cristais maiores 
do que o arrefecimento rápido, as rochas intrusivas têm grãos maiores 
que as rochas extrusivas. Assim, diz-se que as rochas intrusivas têm 
textura fanerítica e as extrusivas têm textura afanítica. A textura 
descreve a aparência geral da rocha, baseada no tamanho e arranjo dos 
cristais. Entretanto, a textura é importante porque revela as condições 
ambientais em que a rocha foi formada. 
Dentro de cada um destes grupos (faneríticas e afaníticas, fig.42 e fig. 
43, respectivamente) há vários tipos de textura, que a seguir se 
descrevem: 
i. A textura fanerítica é aquela em que os constituintes são 
observados megascopicamente, isto é, a olho nu. Estas rochas 
podem ter-se cristalizado próximo ou na superfície. 
 Granular: os grãos apresentam sensivelmente as mesmas 
dimensões, geralmente não excedendo o tamanho dum grão de 
milho; 
 Porfiróide: quando ocorrem fenocristais no seio duma matriz 
granular; os fenocristais são cristais grandes no seio da massa de 
textura fina. 
 Pegmatítica: todos os minerais apresentam grãos de grandes 
dimensões. 
 
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62 
 
 Aplítica/Sacaróide: é uma variedade de textura granular, em 
que os grãos são pequenos, do tamanho de grãos de açúcar. 
 
Figura 42: Exemplos de texturas faneríticas. A – Granito róseo de 2 micas; B – Pórfiro; 
C – Granito pegmatítico; D – Aplito. 
ii. A textura afanítica é aquela em que os constituintes dificilmente são 
observados a olho nu ou mesmo com uma lente. Normalmente é 
necessária a observação microscópica. 
 Vítrea: os grãos não são visíveis, nem ao microscópio. A rocha 
tem aspecto de vidro; 
 Hemicristalina: os grãos são tão pequenos que só são 
observáveis ao microscópio; 
 Porfirítica: quando ocorrem fenocristais no seio duma matriz 
hemicristalina ou vítrea. 
 
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63 
 
 
Figura 43: Exemplos de texturas afaníticas. A – Obsidiana; B – Basalto; C – Basalto 
Porfirítico. 
b) Classificação das rochas ígneas de acordo com sua estrutura 
Estrutura diz respeito ao arranjo de porções distintas de uma rocha (por 
exemplo, se a rocha é bandada ou maciça) bem como suas feições 
macroscópicas a mesoscópicas (observada em escala de amostra de 
mão a escala de afloramento), sem entrar no mérito das relações entre 
os constituintes fundamentais, os minerais. 
Quanto à estrutura, as rochas podem ser classificadas em (fig. 44): 
 Compactas: quando têm um aspecto maciço, sem interstícios; 
 Porosas: quando apresentam muitas vesículas pequenas, 
permitindo muitas vezes que flutuem na água (caso da pedra-
pomes); 
 Vesicular: quando as vesículas são maiores e em menor 
quantidade; 
 Amigdalóide: quando uma rocha vesicular tem as vesículas 
preenchidas por minerais formados posteriormente à sua 
solidificação. 
 
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64 
 
 
Figura 44: Estruturas das rochas ígneas. A – Compacta (Granito); B – Porosa (Pedra-
pomes); C – Vesicular (Basalto); D – Amigdalóide (Basalto). 
 
c) Classificação das rochas ígneas de acordo com sua composição 
mineralógica 
A composição mineral das rochas ígneas depende da composição 
química do magma a partir do qual estes minerais serão formados. 
Contudo, um mesmo magma pode produzir rochas de composição 
mineral muito diversa. 
Esta sequência de cristalização é conhecida como série de cristalização 
magmática ou Série de Bowen (fig.45). 
 
Figura 45: As séries de reação de Bowen. Do lado esquerdo, a série descontínua inicia-
se com a cristalização de olivina substituída posteriormente pelo piroxênio sub-
 
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65 
 
cálcico, e prossegue com a cristalização de piroxênio cálcico e finalmente anfibólio e 
biotita. Do lado direito a série contínua, representada pelo grupo do plagioclásio. O 
plagioclásio inicial é mais cálcico (anortita a bytownita),tonando-se paulatinamente 
mais sódico (oligoclásio). 
Todos estes minerais que fazem parte da Série de Bowen são espécies 
de silicatos, ou seja, são compostos de sílica (silício e oxigênio) 
associada a algum ou alguns outros elementos químicos, como ferro, 
cálcio, magnésio, alumínio, potássio, etc. 
As rochas ígneas são classificadas em quatro grupos principais de 
acordo com o percentual de sílica presente em cada uma delas: 
 Rochas ultramáficas: o termo “máfico” vem de magnésio e 
ferro. As rochas ultramáficas são compostas por silicatos de 
ferro e magnésio (olivina e piroxênio) e apresentam 
relativamente pouca sílica (menos que 40%). 
A rocha ultramáfica mais comum é o peridotito. O peridotito apresenta 
uma cor verde e é muito denso. Em geral se cristaliza abaixo da 
superfície, mostrando uma textura fanerítica. É composto por 70 a 90% 
de olivina. 
 Rochas máficas: contém entre 40 e 50% de sílica e são 
compostas principalmente por piroxênio e plagioclásio cálcico. 
Este é o tipo de rocha ígnea mais abundante na crosta, e o seu 
representante principal é o basalto. O basalto é uma é rocha 
escura, relativamente densa e com textura afanítica, pois se 
cristaliza na superfície ou próximo a ela. 
Os basaltos são as rochas predominantes nas placas oceânicas e são os 
principais constituintes de várias ilhas vulcânicas, como as ilhas do 
Havaí. Os basaltos também constituem vastas áreas do Brasil, 
principalmente no Paraná. O equivalente plutônico do basalto é o 
gabro, ou seja, quando o magma de composição basáltica cristaliza em 
 
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66 
 
profundidade (abaixo da superfície) forma uma rocha chamada de 
gabro, que apresenta textura fanerítica. 
 Rochas intermediárias: as rochas ígneas intermediárias contêm 
cerca de 60% de sílica. Além do plagioclásio cálcico e dos 
minerais ricos em ferro e magnésio, como os piroxênios e 
anfibólios, contém também minerais ricos em sódio e alumínio, 
como biotita, muscovita e feldspatos. Podem apresentar 
também uma pequena quantidade de quartzo. 
A rocha vulcânica intermediária mais comum é o andesito e o seu 
equivalente plutônico é o diorito. O primeiro apresenta textura 
afanítica enquanto o segundo apresenta textura fanerítica. 
 Rochas félsicas: o termo “félsico” vem de feldspato e sílica. Elas 
contêm mais que 70% de sílica. São geralmente pobres em ferro, 
magnésio e cálcio. São ricas em feldspato potássico, micas 
(biotita e muscovita) e quartzo. A rocha ígnea félsica mais 
comum é o granito. 
O granito é uma rocha ígnea plutônica. Como o magma félsico é mais 
viscoso (por ser pobre em água), geralmente se cristaliza antes de 
chegar à superfície, por isso as rochas félsicas plutônicas são mais 
comuns. Quando este magma consegue chegar à superfície, 
extravasando em intensas erupções, a rocha formada é o riolito. 
 
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67 
 
 
Figura 46: As relações entre índice de cor, teor de sílica, composição mineralógica e 
ambiente de cristalização para as rochas ígneas mais comuns (excluindo as alcalinas). 
 
4.1.1.1.2 Exemplos e utilidade das rochas ígneas 
i) Granito e Riolito 
O Granito é uma rocha plutónica, que ocorre geralmente como 
batólitos e stocks, podendo ocorrer em diques. Tem como minerais 
essenciais o quartzo e o feldspatopotássico. Geralmente são de cor 
clara (leucocratas), podendo ser mesocratas e melanocratas em função 
dos minerais máficos que contêm. Quanto à textura, os granitos são 
geralmente granulares ou aplíticos, podendo ser porfiróides ou 
pegmatíticos. 
O Riolito é o equivalente vulcânico do granito, sendo também, por isso 
uma rocha ácida. A textura varia de hemicristalina a porfirítica e vítrea. 
Neste último caso chama-se obsidiana. Devido à sua textura, é difícil 
observar a olho nu os seus minerais essenciais constituintes, que são os 
mesmos do granito. Geralmente são meso-melanocratas, podendo ser 
cinzentos, castanhos, ou avermelhados, como os riolitos da Cadeia dos 
Libombos. Além dos Libombos, os riolitos ocorrem na Província de Tete, 
a SW e a SE da cidade de Tete. 
 
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68 
 
ii) Gabro, Basalto e Dolerito 
O Gabro é uma rocha plutónica, que ocorre geralmente como stocks e 
diques/soleiras. Por vezes ocorrem em lopólitos de enormes 
dimensões, como é o caso do Complexo de Tete. Tem como minerais 
essenciais as plagioclases cálcicas e as piroxenas, e como acessórios as 
anfíbolas, as micas (biotite), a magnetite, etc. 
Geralmente são negros, podendo ser cinzentos escuros em função dos 
minerais acessórios que contêm. São rochas pobres em SiO2, por isso 
são rochas básicas. Quanto à textura, os gabros são geralmente 
granulares, podendo ser pegmatíticos e, raramente, porfiróides. 
O Basalto é o equivalente vulcânico do gabro, sendo também, por isso 
uma rocha básica. A textura varia de hemicristalina a porfirítica. Devido 
à sua textura, é difícil observar a olho nu os seus minerais essenciais 
constituintes, que são os mesmos do gabro. Geralmente são 
melanocratas, podendo ser negros e cinzentos, por vezes com tons 
avermelhados ou esverdeados. Típicos dos basaltos são as estruturas 
amigdalóides e vesiculares. 
Em Moçambique os basaltos ocorrem nos Libombos, na Faixa do Búzi, 
na Província de Tete e em Angoche. 
Os equivalentes hipabissais destas rochas são chamados de Doleritos e 
geralmente têm textura aplítica. 
 
iii) Peridotito 
O Peridotito é uma rocha intrusiva constituída fundamentalmente por 
olivina, contendo alguma piroxena, como minerais essenciais. 
Utilidades das rochas ígneas 
 
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69 
 
As rochas ígneas são muito utlizadas na ornamentação. No entanto, em 
termos ornamentais a rochas ígneas abrangeriam as rochas silicatadas, 
ou seja, formadas por minerais estruturalmente constituídos por 
tetraedros de SiO4 (Granitos). Neste caso, esses granitos englobam 
gabros, basaltos, riolitos, doleritos, peridotito, dacitos até granitos 
propriamente dito. 
O granito é uma das pedras mais escolhidas para utilizar na decoração 
de interiores e até mesmo em áreas externas, como pisos, bancadas de 
cozinha e banheiro. É um material encontrado com facilidade, possui 
diversas cores, pode durar anos sem riscos e lascas e aguenta altas 
temperaturas. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1 (Com respostas detalhadas) 
1. Marque a alternativa correta. 
a) Rochas ígneas afaniticas apresentam minerais visíveis a olho 
nu. 
b) Rochas ígneas ultrabásicas contem teores de SiO2 maiores 
que 65%. 
c) Rochas ígneas melanocráticas são escuras. 
d) Rochas vulcânicas são formadas a grandes profundidades. 
2. Considerando a fabricação de agregados para construção civil a 
partir das rochas abaixo, qual será a mais eficiente? 
a) Siltito 
b) Arenito 
c) Argilito 
d) Basalto 
3. A cristalização é o processo de solidificação do magma, que se 
transforma em: 
 
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70 
 
a) Rochas metamórficas 
b) Rochas ígneas 
c) Rochas fundidas 
d) Rochas sedimentares 
e) Rochas cristalinas 
4. Relacione a rocha magmática fanerítica com a afanítica de 
composição equivalente: 
( a ) Andesito ( ) Diorito 
( b ) Basalto ( ) Gabro 
( c ) Basalto rico em olivinas ( ) Granito 
( d ) Dacito ( ) Granodiorito 
( e ) Riolito ( ) Peridotito 
5. Relacione as cores, aspectos texturais e composições químicas das 
rochas ígneas. 
( a ) Andesito ( ) Máfica e afanítica 
( b ) Basalto ( ) Félsica e afanítica 
( c ) Diorito ( ) Félsica e fanerítica 
( d ) Granito ( ) Intermediária e afanítica 
( e ) Riolito ( ) Intermediária e fanerítica 
6. A Série de Bowen é uma sequência de cristalização conhecida como 
série de cristalização magmática. Na série descontínua, qual é o 
primeiro mineral a se cristalizar? 
a) Quartzo b) Anfíbola 
 
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71 
 
c) Plagioclase sódica d) Olivina 
 
Respostas: 
1. Alínea correcta a) 
2. Alínea correcta d) 
3. Alínea correcta b) 
4. Sequência correcta a, b, e, d, c. 
5. Sequência correcta b, e, d, a, c. 
6. Alínea correcta d) 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE Temática 4.2. Metamorfismo: Rochas Metamórficas, 
formação, textura, estrutura, exemplos e utilidade. 
Introdução e Desenvolvimento 
 
Devido ao aumento da pressão e da temperatura que oscila entre (100 
e 600) C. Assim como os fluidos as rochas tornam-se instáveis, os 
minerais originais transforma-se, por reacções mútuas, ou por 
modificações de sistemas cristalinos, em novos minerais. A rocha passa 
 
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72 
 
a ter nova composição mineralógica, com aparecimento de novas 
características de ordem estrutural e textural. 
A nova rocha denomina-se metamórfica e o fenómeno que dá origem a 
tais transformações é a metamorfismo. 
A palavra metamorfismo provém do grego e significa mudança de 
forma (meta= mudança, morphe=forma). 
Processo de mudança que ocorre nas rochas e minerais submetidos a 
condições de pressão, temperatura e deformação diferentes das que 
prevaleciam durante a sua formação. 
O metamorfismo ocorre quando o calor e a pressão excedem 
determinados níveis, desestabilizando os minerais das rochas, mas que 
não são suficientes para causar a fusão destas rochas. 
 
4.2.1 Rochas metamórficas 
As rochas metamórficas podem ser formadas a partir de rochas ígneas, 
sedimentares ou previamente metamorfizadas, pela recristalização no 
estado sólido. A força motriz para o metamorfismo são as mudanças na 
temperatura, pressão e composição dos fluidos dos poros. Essas 
mudanças produzem novos minerais, novas texturas e novas estruturas 
dentro do corpo rochoso. 
Em resposta a estas mudanças das condições ambientais, as 
características das rochas podem alterar, ou seja, sofrem 
metamorfismo tornando-se rochas metamórficas. 
As alterações metamórficas podem ser de dois tipos principais: 
a) As que afectam as espécies minerais (composição 
mineralógica); 
 
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73 
 
b) As que afectam a forma e o arranjo dos grãos minerais 
(estrutura e textura). 
É de referir que, dado que a passagem dos processos sedimentares aos 
metamórficos e destes aos magmáticos é gradual, desde zonas de 
temperaturas e pressões baixas a temperaturas e pressões altas, 
podemos considerar que há vários graus de metamorfismo, desde o 
metamorfismo de baixo grau ao metamorfismo de alto grau. A figura 
abaixo mostra um diagrama das várias condições de metamorfismo em 
função da pressão (profundidade)e temperatura. 
 
Figura 47: Graus de metamorfismo em função da pressão e da temperatura 
4.2.1.1. Texturas e Estruturas das Rochas Metamórficas 
Vimos anteriormente que a acção dos agentes de metamorfismo 
provoca alterações nas rochas preexistentes, alterando-lhes a 
composição mineralógica e química e o seu aspecto macroscópico 
(estrutura e textura). Isto leva que as texturas e estruturas que 
estudámos nas rochas ígneas (e mais à frente nas sedimentares) sejam 
modificadas, aparecendo novas texturas e estruturas nas rochas 
metamórficas. 
 
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74 
 
Os novos grãos de minerais que se formam durante os processos de 
metamorfismo são chamados cristais de neoformação ou neoblastos, 
ou seja, durante o metamorfismo há uma recristalização, que pode ser 
total ou parcial. 
A textura das rochas metamórficas é sempre cristalina, podendo ser de 
grão mais ou menos fino ou grosseiro, e sobrepõe-se sempre à textura 
preexistente na rocha de origem, como consequência dos fenómenos 
de recristalização. Assim, as texturas mais frequentes nas rochas 
metamórficas são: 
As pressões condicionadas são o principal factor condicionante da 
textura, a tabela que se segue apresenta a textura das rochas. 
Textura Descrição Tipo de 
metamorfismo 
Granoblástica Cristais bem individualizados e 
equidimensionais como das 
rochas magmáticas 
Contacto 
Porfiroblástica Notam-se fenoblastos no seio 
duma massa granoblástica 
Regional 
Lepidoblástica Neoblastos alongados segundo 
duas direcções principais, 
formando lamelas ou palheta 
(micas) 
Regional 
Nematoblástica Minerais aciculares ou fibrosos, 
orientados de acordo com o 
sistema de forças a que são 
submetidas as rochas (anfíbolas) 
Regional 
 
 
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75 
 
 
Figura 48: Texturas de rochas metamórficas. A. Granoblástica; B. Porfiroblástica; C. 
Lepidoblástica; D. Nematoblástica. Em baixo: A. Mármore; B. Micaxisto com granada; 
C. Micaxisto; D. Anfibolito. 
No que toca à estrutura, é comum as rochas metamórficas 
apresentarem orientação dos neoblastos, como resposta às altas 
pressões exercidas durante a sua formação. As rochas que não 
apresentam orientação dos neoblastos diz-se que têm estrutura 
maciça, como é o caso do mármore. Quando há orientação dos 
neoblastos, as estruturas são apresentadas na tabela abaixo. 
Tipo Características Exemplo de 
Rochas 
Xistosa Quando há orientação dos 
neoblastos em planos que 
permitem a partição da rocha 
em placas; esta estrutura é 
frequente em rochas com muita 
mica, caso dos micaxistos 
Ardósia, filitos 
Foliação Quando numa rocha se alteram 
as estruturas xistosas e 
granulares 
Gnaisse 
Lineação Quando ocorrem 
fundamentalmente minerais de 
hábito acicular ou prismático, 
que dão a ideia de haver 
"linhas" na rocha, como é o caso 
dos anfibolitos 
Anfíbolas 
Cataclástica Resulta do esmagamento e 
cisalhamento das rochas e 
minerais. Caracterizando-se 
pela presença de minerais 
fragmentados e deformados, 
Milonito 
 
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76 
 
envoltos frequentemente por 
material finamente moído e 
pela presença de minerais 
típicos desse ambiente 
 
 
Figura 49: Estruturas das rochas metamórficas. A. Maciça; B. Xistosidade; C. Foliação; 
D. Lineação; E. Cataclástica. 
4.2.1.2. Classificação das rochas metamórficas 
A classificação das rochas metamórficas não é tão simples como no caso 
das rochas ígneas, dadas as variedades de efeitos que os agentes de 
metamorfismo provocam nas rochas de origem. Contudo, alguma 
sistematização é possível, no que toca à estrutura e à rocha de origem. 
a) Quanto à estrutura: rochas foliadas e não-foliadas, sendo as últimas 
as que têm uma estrutura maciça, e as outras uma estrutura não 
maciça; 
b) Quanto à rocha de origem: se provêm de rochas ígneas, levam o 
prefixo orto- (ex. ortognaisse); se provêm de rochas sedimentares, 
levam o prefixo para- (ex. paragnaisse). 
4.2.1.3. Exemplos e utilidades das rochas metamórficas 
 
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77 
 
 Rochas Foliadas: a rocha metamórfica foliada de baixo grau de 
metamorfismo mais conhecida é a ardósia, usada há séculos 
como cobertura de casas e como quadros-negros das escolas. 
Duas propriedades contribuem para isto: 
a) É densa, de textura muito fina uniforme; e 
b) Pode ser clivada em placas de superfícies paralelas lisas (esta 
propriedade chama-se clivagem de rocha para a distinguir da 
clivagem dos minerais). 
A ardósia provém do metamorfismo de rochas sedimentares tipo 
argilito e siltito e de rochas piroclásticas do tipo tufo vulcânico. 
O Filito é uma rocha semelhante à ardósia, mas com uma granulometria 
mais grosseira, na transição entre a ardósia e o xisto. Tem a mesma 
origem da ardósia, mas representa um grau de metamorfismo um 
pouco mais elevado. 
O Xisto é uma rocha de grau Intermédio de Metamorfismo. Enquanto 
na ardósia (e filito) os minerais não são observáveis a olho nu, no xisto 
isto já não acontece. Todos os xistos contêm minerais achatados, 
tabulares (micas) ou fibrosos, e o grau em que estes minerais se 
desenvolveram em orientações paralelas determina o grau de 
xistosidade que estas rochas apresentam, o que faz com que os xistos 
se clivem em blocos tabulares. 
No caso dos xistos, as estruturas das rochas originais já não são visíveis, 
tendo sido completamente adulteradas pelo metamorfismo. 
O Gnaisse é uma Rocha de Alto Grau de Metamorfismo (metamorfismo 
regional), de aspecto bandado, usualmente com bandas claras 
alternando com bandas escuras. As bandas claras são constituídas por 
quartzo e feldspatos, enquanto as escuras podem ser constituídas de 
micas, anfíbolas, piroxenas, e outros minerais máficos. Assim, em 
 
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78 
 
função dos minerais presentes, os gnaisses podem ser moscovíticos, 
biotíticos, de duas micas, anfibólicos, etc. 
A textura é geralmente granoblástica, em que o tamanho dos grãos de 
quartzo e feldspato são mais ou menos do mesmo tamanho que os seus 
equivalentes graníticos. 
 Rochas não foliadas: as rochas não foliadas são geradas a partir 
do contato de uma rocha preexistente (rocha parental) com o 
magma quente ou através da pressão confinante, ou seja, a 
pressão litosférica a que as rochas estão sujeitas a grandes 
profundidades. A depender da rocha parental, podem ser 
classificadas em dois tipos principais: 
Mármore: o mármore é uma rocha composta por grandes cristais 
recristalizados de calcita gerados a partir de pequenos cristais de calcita 
em carbonatos. A presença de impurezas no carbonato (rocha parental 
do mármore) pode gerar mármores rosas, verdes, cinzas ou pretos. 
O mármore ocorre em todas as unidades do Proterozóico de 
Moçambique. Os depósitos de mármore mais estudados são os de 
Montepuez e Netia. Outras ocorrências de mármore existem em 
Metolola próximo de Morrumbala-Chire (província da Zambézia), 
Matema ao longo do rio Zambeze (província de Tete) e em Malula a 50 
km a norte de Lichinga (província de Niassa). São também de assinalar 
as ocorrências de Mazeze, Mesa e Negomano (província de Cabo 
Delgado), as de Massanga, Mungári e Madzuire (província de Manica), 
e as de Chire-Morrumbala (província da Zambézia) (Afonso & Marques, 
1998) 
 
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79 
 
 
Figura 50: Mármore em exposição no Museu Nacional de Geologia. Fonte: CUMBE 
(2012). 
Em termos de aplicação é muito usado na ornamentação, ou seja nas 
decorações. O mármore deve ser utilizado preferencialmente em 
ambientes internos. Isto, porqueo material sofre com a acção do tempo 
(possui sensibilidade à chuva ácida) e da poluição. Também deve ser 
evitada a utilização de mármore em áreas de tráfego intenso, pois 
desgasta-se mais facilmente. 
Outro ambiente a ser evitado é a cozinha: por ser poroso, absorve 
gordura. Além do mais, não tendo resistência contra ácido, pode 
adquirir manchas e perda de brilho com produtos como vinagre, limão 
ou materiais de limpeza pesados. 
Quartzitos: são rochas muito duras e resistentes geradas a partir do 
metamorfismo de arenitos puros. São compostos essencialmente por 
quartzo recristalizado. Este tipo de rochas forma-se em graus de 
metamorfismo de temperaturas intermédias a altas. São rochas 
geralmente de cores claras, branco se o quartzo predominar, mas 
podendo ter várias cores em função das impurezas que contém (fig. 51). 
 
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Figura 51: Quartzito de Manica. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1 (Com respostas detalhadas) 
1. O processo de transformação das rochas preexistentes formou as 
chamadas Rochas Metamórficas. Sobre esse processo, também 
chamado de metamorfização, é correto afirmar que: 
a) Acontece próximo à crosta terrestre 
b) É oriundo exclusivamente de regiões oceânicas 
c) Só atua em rochas magmáticas 
d) Só pode ocorrer após o processo de sedimentação das rochas 
e) Ocorre somente em locais de alta pressão e com temperaturas 
elevadas 
2. O processo de metamorfismo acima descrito, responsável pela 
formação das rochas metamórficas, ocorre a partir de dois principais 
fatores condicionantes, que são: 
a) A temperatura e a pressão do ambiente. 
b) O local e a estrutura do ponto onde se encontra a rocha. 
c) A ação humana e as condições climáticas. 
 
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81 
 
d) O vulcanismo e os processos tectônicos. 
e) A meteorização e a erosão. 
3. As rochas metamórficas são aquelas que resultam da transformação 
(metamorfização), em condições de pressão e temperaturas elevadas, 
de rochas preexistentes. São exemplos desse tipo de rocha: 
a) Ardósia e mármore. b) Basalto e micaxisto. 
c) Gnaisse e calcário. d) Granito e arenito. 
4. Assinale qual das seguintes características não está relacionada com 
as rochas metamórficas ou não está correta. 
a) Os minerais geralmente encontram-se alongados, orientados e 
estirados. 
b) Na diagênese por cimentação, as rochas são mais resistentes quanto 
mais resistente for o cimento. 
c) Em determinado estágio do metamorfismo, as argilas existentes no 
protólito se transformam em micas, produzindo planos de baixa 
resistência denominados de “xistosidades”. 
d) Como na maioria dos processos metamórficos a pressão e a 
temperatura são elevadas e as deformações tectônicas são lentas, as 
rochas se comportam de forma dúctil, razão pela qual encontram-se 
frequentemente dobradas. 
e) As transformações mineralógicas que se dão com pressões elevadas 
e ao longo de um tempo geologicamente longo, proporcionam uma 
melhoria da resistência dos minerais. 
5. O mármore e a ardósia são utilizados no revestimento de paredes e 
pisos. Exemplos de utilização de rochas: 
a) Metamórficas. 
b) Magmáticas. 
 
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82 
 
c) Sedimentares. 
d) Metamórficas e magmáticas respectivamente. 
6. A textura granoblástica resulta do metamorfismo de: 
a) Regional 
b) Cataclástico 
c) Contacto 
 
Respostas: 
1. Alínea correcta e) 
2. Alínea correcta a) 
3. Alínea correcta a) 
4. Alínea correcta a) 
5. Alínea correcta a) 
6. Alínea correcta c) 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE Temática 4.3. Sedimentagénese: rochas 
sedimentares, formação, textura, estrutura, exemplos e 
utilidade. 
Introdução e Desenvolvimento 
 
 
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A Sedimentagénese: é o estudo de processos de formação, transporte 
e deposição do material que se acumula como sedimento em 
ambientes continentais e marinhos. 
A Sedimentagénese tornou-se uma disciplina essencialmente prática 
por razões económicas e ambientais: 
 95 % dos reservatórios de petróleo & gás são rochas 
sedimentares (siliclásticas e carbonáticas); 
 Grandes aquíferos são rochas sedimentares; 
 Rochas sedimentares hospedam vários tipos de minérios: 
metais e não-metais. Pláceres de ouro e urânio em rochas 
sedimentares fluviais de idade Proterozóico do Supergrupo de 
Witwatersrand – Africa do Sul. Depósitos de minerais pesados: 
Chibuto (Gaza), Alto Moiane (Zambézia), Angoche (Nampula) e 
Richards Bay (Africa do Sul). Ouro aluvionar no Distrito de 
Manica, etc. Pláceres de diamantes na zona costeira de Namíbia. 
 Material para a construção (cascalho + areia). 
 Calcários e argilas para a indústria de cimento e cerâmica. 
 Depósitos de carvão de Moatize. 
 Bauxites – sedimento residual (minério de Alumínio). 
 
4.3.1. Rochas Sedimentares 
A superfície da Terra (marinha e continental) está coberta por uma 
camada de sedimentos que, por processos de actuação lenta, acabam 
por consolidar e dar origem a rochas sedimentares. 
 
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As rochas sedimentares formam-se tanto em terra como no mar, em 
ambientes que nos são muito mais familiares do que os ambientes 
profundos da crosta onde se formam as rochas ígneas e metamórficas. 
São ambientes que estão ao acesso directo dos nossos olhos. As rochas 
sedimentares constituem 66% da área dos continentes e, considerando 
os continentes e oceanos, a sua espessura média é de 2 km. 
A formação das rochas sedimentares tem início com a meteorização. A 
meteorização quebra as rochas em pequenos pedaços e altera a 
composição química das rochas, transformando os minerais em outros 
mais estáveis nas condições ambientais onde a meteorização está 
atuando. Depois, a gravidade e os agentes erosivos (águas superficiais, 
vento, ondas e gelo) removem os produtos da meteorização e 
transportam para um novo local onde eles são depositados. 
Geralmente, os produtos da meteorização são erodidos, transportados 
a distâncias mais ou menos longas antes de serem depositados para 
darem origem a rochas consolidadas – as rochas sedimentares. Este 
processo de transformação de sedimentos soltos em rochas 
consolidadas chama-se litificação. 
A litificação ocorre porque há cimentação, ou seja, as partículas soltas 
de sedimentos são agregadas entre si por deposição duma substância 
química proveniente de precipitação química a partir das águas 
subterrâneas que circulam entre essas mesmas partículas. 
As principais substâncias que podem servir de cimento na litificação são 
a calcite (e por vezes dolomite), a sílica e os óxidos de ferro. Os minerais 
de argila também ocorrem como cimento. 
Além da cimentação, ocorre também a compacção que ocorre devido à 
pressão originada pelo soterramento/afundimento sucessivos. Esta 
 
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85 
 
compacção provoca a saída da água dos poros intergranulares e, no 
cômputo final, a redução de volume pode atingir 50% do volume inicial. 
Numa fase mais final da litificação, antes de se entrar no campo do 
metamorfismo de baixo grau, pode ocorrer uma recristalização do 
cimento, dando origem a uma textura interprenetrante. 
4.3.1.1 Texturas e Estruturas das Rochas Metamórficas 
A textura refere-se ao tamanho, forma e arranjo dos grãos que compõe 
uma rocha sedimentar. Existem dois tipos de textura: 
 Clástica: contém fragmentos individuais (clastos) de rochas pre-
existentes e minerais que foram transportados e depositados 
como partículas discretas.Natextura clástica, os grãos se tocam 
entre si tagencialmente. 
 Cristalina: resulta da precipitacão ”in situ” de cristais 
minerais.Na textura cristalina, os grãos estão interfechados ou 
intercrescidos. Muitas rochas ígneas tem textura cristalina que 
se forma quando o magma arrefece e solidifica. 
Há casos em que uma única rocha sedimentar pode exibir as duas 
texturas: por exemplo, num conglomerado a matriz é clástica e o 
cimento é cristalino (fig. 52). 
 
Figura 52: Textura clástica e cristalina no conglomerado. 
 
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86 
 
Os clastos e cristais são categorizados pelos seus diamentros maiores = 
granulometria. Os diametros podem ser estimados visualmente 
(usando escalas granulométricas e réguas. Os sedimentos podem ser 
agrupodos em classes granulométricas: calhaus, areia, silt e argilas. 
A variacão em granulometria em rochas sedimentares é sorteamento. 
Uma rocha bem sorteada mostra pouca ou não variacão no tamanho 
dos grãos. No entanto, quando a rocha exibe desvios consideráveis do 
tamanho dos grãos em relacão a média granulométrica, o sorteamento 
é pobre. 
A forma e o arredonamento são aspectos de textura que são 
particularmente aplicados para rochas clásticas. 
 FORMA: é sempre descrita em termos de esfericidade. Daí 
podem ser: Equidimensionais (esféricas), disco, laminas e 
agulhas (prismáticas ou alongadas). 
 Arredondamento: refere-se a suavidade dos cantos do grão. 
A fábrica refere-se ao modo em que os grãos se encontram arrumados ou 
orientados. 
Já Estruturas Sedimentares são feicões de grande escala e em 3D (bem 
estudadas em afloramentos e não em amostra de mão). 
A feicão mais importante é a estratificacão = acamamento e/ou 
bandeamento: surge como consequência natural da deposicão de 
clastos grão por grão em condicões físicas e bioquímicas específicas. 
 Quanto a origem, as estruturas sedimentares podem ser 
associadas em quatro (4) grupos principais: 
– Estruturas de fluxo de corrente 
– Estruturas biogénicas 
– Estruturas químicas 
 
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– Estruturas de deformação 
 
4.3.1.2. Classificação das rochas sedimentares 
As rochas sedimentares são geralmente classificadas quanto à origem 
dos sedimentos, isto é, em clásticas (sedimentos originados por 
fragmentação de rochas pré-existentes), e não clásticas; por seu lado, 
estas podem ser de precipitação química (a partir das águas 
subterrâneas ou superficiais) e biogénicas (intervenção dos seres 
vivos). Contudo, em cada uma destas categorias existe uma grande 
variedade de rochas, refletindo os diferentes tipos de transporte, 
deposição e processos de litificação a que foram submetidas. 
a) Rochas Clásticas 
As rochas clásticas são compostas de fragmentos de rochas pré-
existentes ou de grãos minerais também de rochas pré-existentes, 
originados por acção principalmente da meteorização mecânica. 
Um dos aspectos importantes das rochas sedimentares clásticas é a sua 
granulometria, isto é, o tamanho dos grãos que as compõem, dando 
origem a vários tipos de rochas. 
b) Rochas de Precipitação Química 
São formadas por precipitação química e/ou biológica, através de 
processos de extracção das substâncias dissolvidas nas águas dos 
mares, rios, lagos, subterrâneas, etc, que se precipitam originando 
rochas, geralmente maciças. Elas são geralmente classificadas em 
função da sua composição química e geralmente encontram-se 
misturadas com sedimentos clásticos, assim como estas se encontram 
misturadas com material de precipitação química. 
 
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Podem considerar-se três origens principais para este tipo de rochas: 
 Resíduos sólidos de alteração química que ficam in situ - 
englobam argilas, bauxites e laterites; 
 Precipitação de sais dissolvidos e floculação de coloides – 
calcários, dolomitos, fosfatos, rochas siliciosas e ferruginosas; 
 Evaporação – rochas salinas. 
c) Rochas Biogénicas 
Estas rochas resultam da acumulação directa de detritos orgânicos, 
animais ou vegetais, podendo ser consolidadas ou não. A sua 
composição química pode ser calcária, siliciosa, fosfatada ou 
carbonosa. 
A baixo é apresentado o quadro resumo da classificação das rochas 
sedimentares quanto à origem, como foi descrito anteriormente. 
 
 
4.3.1.3. Exemplos e Utilidade das rochas sedimentares 
O Arenito (ou GRÉS) 
 
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89 
 
Os Arenitos, também chamados de grés, juntamente com os calcários, 
são talvez as rochas sedimentares mais familiares, pois são desde há 
muito das rochas mais utilizadas na construção em muitas partes do 
mundo. 
Os arenitos são compostos de 5 categorias principais: fragmentos de 
rocha (grãos líticos), grãos de quartzo, grãos de feldspato, matriz e 
cimento. 
A Matriz consiste de minerais de argila e de quartzo muito fino 
(dimensão de silte). O Cimento é precipitado à volta e entre os grãos. 
Os cimentos também podem ter composição química diversa, desde 
silicioso, a calcário ou ainda ferruginoso. Assim, há variadíssimos tipos 
de arenito consoante o tipo de grãos, o tipo de cimento e a existência 
ou não de matriz. A Figura abaixo mostra as possíveis composições dos 
arenitos. 
 
Figura 53: Vários tipos de arenito. A) Arenito quartzoso; b) Arenito Arcósico; c) 
Arenito Lítico; d) Grauvaque. 
 
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Os Siltitos e Argilitos são rochas detríticas (clásticas) em que as 
partículas são de dimensões microscópicas e muitas vezes 
submicroscópicas, não sendo observáveis nem a olho nu nem ao 
microcópio (só electrónico). 
São rochas de cor cinzenta, por vezes negra (devido ao conteúdo de 
matéria orgânica). Uma diferença clara entre os dois tipos de rocha é 
que os argilitos têm uma laminação (partem-se em placas paralelas) e 
os siltitos não. Por outro lado, os siltitos contêm muitas vezes grãos 
minúsculos de quartzo e outros minerais, o que lhes dá um tacto 
rugoso. Bancada de argilitos e siltitos nas margens do Rio Vúzi, Província 
de Tete, junto às margens norte da Albufeira de Cahora Bassa, são 
exemplos típicos de ocorrências dessas rochas sedimentares. 
Os calcários de origem biogénica são constituídos por conchas ou 
fragmentos de conchas de gasterópodes, lamelibrânquios, 
foraminíferos, por fragmentos de pólipos de corais e por espículas de 
espongiários (calcários zoogénicos) e por acumulações de algas 
calcárias (calcários fitogénicos). Em termos de propriedades, são 
idênticas às dos calcários descritos nas rochas clásticas. 
Algumas variedades destes calcários são: 
a) Calcário conquífero e calcário coralino: como o nome diz, são 
formados por cimentação de restos/fragmentos de conchas de 
gasterópodes e lamelibrânquios; 
b) Cré: é um calcário muito branco, pulverolento, constituído 
predominantemente por conchas de foraminíferos e de espículas de 
esponjas calcárias. 
 
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91 
 
 
Figura 54: Exemplos de calcários fossilíferos. 
Os carvões são rochas que derivam da acumulação de restos de matéria 
vegetal morta, que, por soterramento, se vão progressivamente 
alterando por acção da temperatura e pressão. Ao conjunto das 
alterações que a matéria vegetal sofre para dar carvão chama-se 
incarbonização. 
Quando a matéria vegetal morre dá origem à turfa, que é a acumulação 
dessa matéria morta. A incarbonização provoca um enriquecimento 
progressivo em carbono e uma diminuição do conteúdo de voláteis, até 
que, na fase final, se origina grafite. 
A matéria-prima do carvão é a turfa. À medida quea turfa vai sendo 
soterrada, começa imediatamente o enriquecimento em carbono e o 
empobrecimento em voláteis, bem como a compacção aumenta. Assim, 
a turfa deixa de ser turfa e passa a lignite. Os estágios seguintes são os 
de carvão betuminoso e antracite, terminando na grafite. 
 
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Figura 55: Ilustração da Antracite. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1 (Com respostas detalhadas) 
1. Os ventos as chuvas, as ondas do mar, as mudanças de temperatura 
são exemplos de agentes importantes na formação das rochas. 
Assinale a alternativa que se refere às rochas que dependem desses 
agentes para serem formadas: 
a) Rochas Magmáticas 
b) Rochas Metamórficas 
c) Rochas Sedimentares 
d) Nenhuma rocha 
 
2. Indicar se cada sentença abaixo é verdadeira (V) ou falsa (F): 
a) A formação das rochas sedimentares está intimamente 
relacionada aos fenómenos que levam à 
decomposição/desagregação das rochas pré-existentes. 
b) As rochas químicas podem formar-se a partir da precipitação de 
substâncias que se encontram dissolvidas na água. 
c) O granito é uma rocha sedimentar. 
 
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d) O arenito é uma rocha sedimentar detrítica. 
e) As características das rochas sedimentares independe das 
dimensões dos sedimentos que as constituem. 
3. Indique qual das sentenças a respeito do carvão a seguir não é 
verdadeira. 
a) É uma rocha sedimentar que também é conhecida como marga 
carbônica. 
b) Quando possui muita argila, seu aproveitamento como combustível 
fóssil é restrito, pois sua combustão produz pouco calor e grandes 
quantidades de cinzas. 
c) De resistência baixa, não é uma rocha aplicável à produção de 
concreto. 
d) Tem sua origem principal no soterramento de turfas. 
e) Aparece em camadas em meio a outras rochas sedimentares, 
sobretudo lamitos. 
4. Analise as sentenças e responda à questão abaixo. 
I - Calcários podem ser calcíticos ou dolomíticos. Os calcíticos possuem 
emprego na indústria de fabricação do cimento portland, mas o 
dolomítico não pode ser utilizado para a mesma finalidade porque 
possui magnésio em sua composição, o que prejudica o 
comportamento mecânico do concreto. 
II - Calcários podem ser facilmente laminados, sendo muito úteis para a 
produção de placas de revestimento de interiores. Tanto os calcários 
dolomíticos como os calcíticos permitem a extração de lâminas para tal 
finalidade. 
 
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III - Calcários bioclásticos exibem muitos vestígios fósseis, enquanto os 
calcários químicos são formados pela recristalização dos carbonatos e 
costumam ser menos porosos. Tanto o calcário químico como o 
bioclástico são rochas utilizáveis como pedra britada para a produção 
de concretos. 
a) Apenas as sentenças I e II são verdadeiras; 
b) Apenas as sentenças I e III são verdadeiras; 
c) Apenas as sentenças II e III são verdadeiras; 
d) Todas as sentenças são verdadeiras; 
e) Todas as sentenças são falsas. 
5. Rocha formada pelos fragmentos provenientes do desgaste de 
outras rochas. 
a) Arenito. 
b) Basalto. 
c) Ardósia. 
d) Granito. 
6. A textura refere-se ao tamanho, forma e arranjo dos grãos que 
compõe uma rocha sedimentar. As rochas que contém fragmentos 
individuais (clastos) sao de textura: 
a) Granoblástica 
b) Apena clástica 
c) Clástica e cristalina 
d) Apena cristalina 
Respostas: 
1. Alínea correcta c) 
a) V 
b) V 
 
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c) F 
d) V 
e) V 
2. Alínea correcta b) 
3. Alínea correcta a) 
4. Alínea correcta a) 
5. Alínea correcta a) 
6. Alínea correcta b) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE Temática 4.4. Exercícios deste tema 
1. O basalto, o carvão mineral e o gnaisse são, respectivamente, 
são exemplos de rochas: 
a) Magmática extrusiva, metamórfica e magmática intrusiva. 
b) Magmática extrusiva, sedimentar e metamórfica. 
 
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c) Metamórfica, sedimentar orgânica e dedrítica. 
d) Química, orgânica e dedrítica. 
e) Orgânica, metamórfica e dedrítica. 
2. Marque V ou F. 
a) Uma rocha vulcânica se solidifica á superfície. 
b) Rochas ácidas apresentam altos teores de Silício. 
c) Rochas afaníticas são formadas pelo rápido resfriamento do 
magma. 
d) O magma é composto pelas fases liquidas, sólida e gasosa. 
e) Não existe diferença entre conglomerado e brecha. 
f) O arenito apresenta o mineral quartzo em grandes 
quantidades. 
g) Uma rocha clástica é formada pelo magma. 
h) Fosseis são encontrados principalmente em rochas 
sedimentares. 
3. As reservas petrolíferas estão relacionadas a um tipo de 
formação geológica: 
a) Escudos cristalinos 
b) Bacias sedimentares 
c) Dobramentos cenozóicos 
d) Placas tectônicas 
e) Aluviões quaternários 
4. O ciclo sedimentar é formado na ordem: 
a) Meteorização, transporte, deposição e consolidação. 
b) Transporte, Meteorização, deposição e consolidação. 
c) Meteorização, deposição, transporte e consolidação. 
d) Consolidação, Meteorização, transporte e deposição. 
5. Sobre as rochas, pode-se afirmar que: 
 
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a) As rochas ígneas ou magmáticas formam-se pelo resfriamento 
e solidificação do magma. 
b) O arenito, utilizado na correção de acidez do solo, é uma rocha 
dita metamórfica, pois sua formação está ligada à ação da 
temperatura e da pressão em rochas preexistentes. 
c) As rochas sedimentares são formadas pelo acúmulo de 
sedimentos de outras rochas. 
d) O basalto, utilizado na construção civil, é um exemplo de rocha 
ígnea extrusiva, formada com o magma das erupções vulcânicas. 
6. A formação extrusiva onde a lava verte por grandes conjuntos de 
fendas designa-se por: 
a) Batólito 
b) Derrame 
c) Dique 
d) Lacólito 
7. Formação intrusiva hipabissal concordante que possui grande 
espessura na região central e espessura menor nas extremidades 
chama-se: 
a) Derrame b) Batólito 
c) Lacólito d) Dique 
 
8. Nas sentenças que descrevem o metamorfismo sobre rochas 
carbonáticas, marque apenas aquela que é falsa. 
a) O calcário é uma rocha sedimentar que, sob pressão, transforma-se 
em mármore que é a rocha metamórfica resultante. 
 
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98 
 
b) No metamorfismo, o calcário reduz a porosidade, perde os vestígios 
fósseis, têm os minerais carbonáticos mais desenvolvidos e com 
clivagem notável macroscopicamente. 
c) Os mármores desenvolvem maior resistência do que o seu protólito, 
mas não possuem resistência suficiente para serem utilizadas na 
confecção de concretos. 
d) As lâminas de mármore são mais resistentes do que as de calcário. 
e) Tanto os calcários calcíticos como os calcários dolomíticos, ao 
sofrerem metamorfismo, se transformam em mármores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEMA - V: Estratigrafia 
 
UNIDADE Temática 5.1. Ciclo geológico; princípio de 
estratigrafia e estudo dos fósseis. 
 
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UNIDADE Temática 5.2. Exercícios deste tema. 
 
UNIDADE Temática 5.1. Ciclo geológico; 
princípio de estratigrafia e estudo dos fósseis. 
 
 Introdução 
Bem-vindo a quinta unidade temática da nossa disciplina, nela 
iremos estudar os aspectos inerentes ao ciclo geológico; princípio de 
estratigrafia e estudo dos fósseis. 
Esperamos que no fim desta unidade temática, você seja capaz de: 
 
DesenvolvimentoDe acordo com Santos (1999), a estratigrafia é a ciência que estuda a 
sucessão original e a idade das rochas estratificadas, assim como as suas 
formas, distribuição, composição, litológica, conteúdo paleontológico, 
propriedades geofísicos e geoquímicos, ou seja, de todos os caracteres, 
propriedades e atributos das mesmas como estratos, buscando inferir 
os seus ambientes de origem e sua história geológica. 
Nos estudos estratigráficos, são incluídos também as correntes de lavas 
e os depósitos de material piroclástico, acumulados sobre a superfície 
da litosfera. Com relação às rochas vulcânicas, é importante poder 
 
Objectivos 
Específicos 
 
 
 Definir a estratigrafia; 
 Conhecer os princípios estratigráficos; 
 Descrever o ciclo geológico; 
 Conhecer os fósseis. 
 
 
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100 
 
reconhecer as soleiras (sills) que foram injetadas entre duas formações 
sedimentares mais velhas e não se depositaram na superfície. 
5.1.1. Ciclo Geológico 
O ciclo das rochas nunca tem fim tendo em conta que resulta da 
interação dos sistemas da tectônica de placas e do clima. Entretanto, o 
ciclo geológico mostra como as rochas magmáticas transformam-se em 
sedimentares, estas em metamórficas e estas em magma, dando início 
a um novo ciclo que se repete ao longo do tempo, que faz mover as 
placas. 
As fontes principais de energia para o ciclo geológico são a energia solar, 
que atinde a superfície terrestre, e o calor interno da terra que faz 
mover as placas. A gravidade é uma força também importante no ciclo, 
e na tectónica global. 
As actuais rochas ígneas superficiais da Terra estão sofrendo o 
constante ataque dos agentes meteóricos - os componentes 
atmosféricos O2 e CO2, a água e os organismos – que lentamente 
reduzem-nas a material fragmentar, incluindo tanto os detritos sólidos 
da rocha original como os novos minerais formados durante a 
meteorização. 
 
A ação de agentes de erosão e transporte - a água corrente, os ventos 
ou o gelo redistribui o material fragmentar através da superfície, 
depositando como sedimentos, incoesos no início. 
Transformam-se em rochas sedimentares, porém, pela compactação 
dos fragmentos e expulsão de água intersticial e pela cimentação dos 
fragmentos uns aos outros. 
 
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101 
 
As rochas sedimentares, por sua vez, por aumento depressão e 
temperatura, gerarão as rochas metamórficas. Ao aumentar a pressão 
e, especialmente, a temperatura, em determinado ponto ocorrerá a 
fusão parcial e novamente a possibilidade de formação de uma nova 
rocha ígnea, dando-se início a um novo ciclo. 
Esta sequência de eventos geológicos é apenas uma das várias 
alternativas que a natureza tem para estabelecer um relacionamento 
genético entre as rochas de nossa crosta. 
 
Figura 56: O ciclo geológico das rochas (SANTOS, 1999). 
 
5.1.2. Princípio de estratigrafia 
Existe uma série de princípios fundamentais de Estratigrafia 
relacionados com o ordenamento de acontecimentos e a idade relativa 
de materiais, constituindo a base de toda a Estratografia, os quais fazem 
com que geólogos de todos os ramos das geociências os assumam como 
axiomas. Estes princípios organizam-se de forma lógica e indutiva e 
 
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102 
 
permitem que qualquer pessoa, independentemente da origem 
profissional ou conhecimentos académicos, compreenda as principais 
leis que presidem à evolução da Terra. 
a) Lei do Uniformitarismo e do Actualismo 
Este princípio foi postulado pela primeira vez por James Hutton em 
1795. Segundo ele, ao longo da história da Terra, os mesmos processos 
geológicos tiveram sempre a mesma génese (Uniformitarismo); é 
possível interpretar os processos passados a partir do estudo dos 
processos actuais (actualismo). Ou seja, “os processos geológicos e as 
leis naturais que operam agora para modificarem a crusta terrestre 
agiram da mesma maneira e essencialmente com a mesma intensidade 
ao longo do tempo geológico e que o passado geológico pode ser 
explicado pelos fenómenos e forças observáveis hoje, isto é “o presente 
é a chave do passado”. 
b) Princípio da Horizontalidade Original 
O princípio da horizontalidade original foi identificado pela primeira vez 
por Nicolaus Steno (1638 – 1687). Este princípio determina que os 
sedimentos que formam os estratos depositam-se inicialmente segundo 
planos horizontais;
 
Os estratos que se encontram actualmente na diagonal 
ou vertical, sofreram modificações após a sua deposição. 
c) Princípio da Sobreposição - Nicolaus Steno (1638 – 1687) 
Proposto também por Nicolaus Steno, este princípio identifica a ideia 
de que “Numa sequência de camadas não perturbada, a camada mais 
velha ou a primeira camada a depositar-se encontra-se por baixo e que 
as mais novas encontram-se no topo”. Assume-se deste modo que as 
camadas não foram dobradas, invertidas pelo dobramento ou 
falhamento. 
d) Princípio da Continuidade lateral 
 
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103 
 
O princípio da continuidade lateral, também proposto por N. Steno, 
retrata o facto de os estratos horizontais de sedimentos se depositarem 
lateralmente, em todas as direcções e apresentando a mesma idade em 
toda a sua extensão. 
e) Princípio da Identidade Paleontológica 
Identificado nos trabalhos de William Smith, também conhecido por 
princípio da sucessão faunística, envolve o conteúdo fossilífero 
observado no interior de rochas sedimentares, desde que não tenha 
sido remobilizado por acção erosiva de outras rochas pré-existentes. 
Neste caso considera-se que camadas com o mesmo conteúdo 
fossilífero são da mesma idade. 
f) Princípio de interseção ou Relações de corte-cruzamento 
Identificado por James Hutton, este princípio rege que “Qualquer 
unidade geológica ou falha que corta ou cruza outra rocha é mais nova 
que rocha cortada. Este princípio é simples quando se trata de diques e 
falhas mas deve ser analisado em detalhe quando são envolvidas 
intrusões ígneas. 
5.1.3. Estudo dos fósseis 
Os fósseis são restos de seres vivos (animais ou plantas), soterrados e 
preservados por processos naturais, ou marcas e vestígios da sua 
existência. Em geral apenas as partes rígidas dos organismos se 
fossilizam principalmente ossos, dentes, conchas e madeiras. Mas às 
vezes um organismo inteiro é preservado, o que pode ocorrer quando 
as criaturas ficam presas em resina de âmbar; ou então quando são 
enterradas em turfeiras, depósitos salinos, piche natural ou gelo. 
 
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104 
 
 
Figura 57: Ilustração de Conus do Terciário, Museu Nacional de Moçambique. 
A ciência que estuda os fósseis é a Paleontologia: ciência que estuda os 
seres vivos que viveram em épocas anteriores à actual, e que só são 
conhecidos através dos seus vestígios que deixaram nos terrenos, 
principalmente sedimentares. Em termos correntes, é a Zoologia e a 
Botânica dos tempos idos, daí a sua subdivisão em Paleozoologia e 
Paleobotânica. 
Entretanto, duma forma mais abrangente, consideram-se fósseis 
estratigráficos os restos de seres vivos fossilizados que, em vida, foram 
muito abundantes, tiveram uma evolução rápida, curta longevidade, 
vasta distribuição paleogeográfica e que ao apresentam ocorrência 
frequente e identificação sistemática simples. Podem ser também 
designados por fósseis característicos ou guia (Torres, 1994) (fig. 58). 
 
Figura 58: Fosseis guia de pectinídeos (bivalves) (RAMALHO, 2007). 
 
 
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105 
 
5.1.3.1. Condições de fossilizaçãoEntende-se por fossilização o conjunto dos processos físicos, químicos 
e biológicos que permitem a formação dos fósseis. As condições de 
fossilização agrupam-se em dois tipos: 
a) Inerentes ao meio: 
 Para que a fossilização seja possível, é necessário que, após a 
morte do ser, sobre ele se forme um depósito que o isole do 
meio ambiente e impeça a sua destruição; por isso, os fósseis 
terrestres são mais raros que os marinhos; 
 Quanto mais fino e impermeável for o depósito que cobre o 
fóssil, mais fácil a fossilização; 
 As temperaturas e a humidade facilitam as acções de 
putrefacção, dificultando a fossilização; as temperaturas mais 
baixas favorecem a fossilização. 
 
c) Inerentes ao ser: 
 A fossilização é tanto mais fácil quanto mais rico for o ser em 
substâncias minerais: sílica, cálcio, etc. 
 
5.1.3.2. Importância geológica dos Fósseis 
O estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente em que eles 
vivem tem o nome de Ecologia; quando esse estudo trata de formas de 
vida fósseis, chama-se Paleoecologia. Assim, os fósseis dão-nos 
indicações sobre os antigos ambientes, geografia e a evolução das 
espécies. 
 Fósseis como documentos de antigos ambientes: sabemos que 
há uma grande variedade de ambientes físicos para todos os 
tipos de vida que se encontram em 
 
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106 
 
terra ou no mar, e sabemos que as condições ambientais 
existentes hoje terão tido os seus equivalentes em todos os 
tempos geológicos. Isto é, aplicamos os conhecimentos da 
Ecologia à Paleoecologia. 
O estudo comparativo das formas de vida actual com as formas dos 
fósseis semelhantes de tempos idos dá-nos indicações sobre os 
ambientes em que esses seres vivos viveram. Quanto mais se recua no 
tempo, mais difícil a interpretação. 
 Fósseis como documentos da antiga geografia: a distribuição 
geográfica dos organismos actuais está fortemente controlada 
pelas limitações ambientais. Cada espécie tem, geralmente, um 
tipo climático e ambiental definido onde vive e se reproduz, não 
se encontrando fora dessas condições. 
 Fósseis como documentos da evolução: o estudo dos fósseis 
das formas de vida que se sucederam na Terra ao longo dos 
tempos permitiu estabelecer a Teoria da Evolução das Espécies. 
 Ao se estudarem os diversos fósseis de um determinado tipo de 
animais, mas de épocas diferentes, verifica-se que eles vão 
apresentando, com o andar do tempo, algumas características 
diferentes, características estas que são a adaptação dessas formas de 
vida às novas condições ambientais e geográficas que foram surgindo. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1 (Com respostas detalhadas) 
1. A meteorização é um tipo de agente de transformação de 
relevo caracterizado por atuar através de processos químicos, 
físicos e biológicos, transformando as rochas. O tipo de rocha 
formada pela ação da meteorização é a: 
a) Ígnea 
 
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107 
 
b) Sedimentar 
c) Granítica 
d) Metamórfica 
e) Intrusiva 
 
2. O ciclo das rochas demonstra a natureza dinâmica da litosfera 
terrestre. Os processos responsáveis pela formação das rochas 
metamórficas, sedimentares e ígneas, respectivamente, são: 
a) Metamorfismo, sedimentação e magmatismo. 
b) Metamorfose, meteorização e recomposição. 
c) Metamorfismo, compressão litológica e solidificação. 
d) Metamorfismo, diagênese e cristalização. 
e) Metamorfose, sedimentação e litificação. 
3. Os fósseis costumam se formar apenas em um tipo específico de 
estrutura rochosa, em virtude de suas características de formação. Os 
tipos de rochas que permitem a fossilização são: 
a) As metamórficas, pois o metamorfismo dos solos permite a 
conservação da estrutura dos elementos orgânicos; 
b) As sedimentares, pois o transporte de sedimentos pelos 
agentes exógenos permite o soterramento dos restos orgânicos, 
iniciando assim o processo de fossilização. 
c) As magmáticas, pois apenas em condições elevadas de 
pressão interna, causadas pelo “afundamento” dos fósseis ao 
longo de milhares de anos, é possível a sua formação. 
 
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108 
 
d) As ígneas, pois elas são o único tipo de rocha que apresenta 
uma estrutura maleável para a formação de fósseis. 
4. Durante a deposição ou acumulação dos sedimentos, a camada 
superior é mais jovem que a subjacente. Estamos perante o princípio 
de: 
a) Superposição b) Inclusão 
c) Intersecção d) Actualismo 
5. As leis naturais que regem os fenómenos geológicos no presente, 
são as mesmas que agiram no passado, mas sua intensidade e 
configuração mudam com o tempo. Estamos perante ao princípio de: 
a) Actualismo b) Princípio da superposição 
c) Princípio da intersecção d) Princípio do actualismo 
6. As rochas são consideradas como um agregado natural, resultantes 
da união de um ou mais minerais. A figura 56 deste módulo ilustra o 
ciclo das rochas, representando as várias possibilidades de 
transformação do magma em rocha e um tipo de rocha em outra, 
dentre elas: 
a) A chegada do magma quente à superfície, representada na 
figura pelo vulcanismo, cuja solidificação forma, de maneira 
lenta, o granito, uma das rochas mais comuns e resistentes no 
planeta. 
b) O intemperismo que, juntamente com os processos erosivos 
representados na figura pelo transporte e deposição, é o 
principal mecanismo responsável, na superfície, pela 
continuidade no ciclo das rochas. 
 
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109 
 
c) As rochas metamórficas resultam da transformação de uma 
rocha preexistente, causada, principalmente, pelo aumento da 
pressão e (ou) temperatura sobre a rocha, formando o basalto, 
conhecido popularmente como brita. 
d) As rochas sedimentares são formadas no vulcanismo, que, 
após a erupção, sedimenta a lava e a cinza no entorno das 
crateras vulcânicas. 
 
Respostas: 
1. Alínea correcta b) 
2. Alínea correcta d) 
3. Alínea correcta b) 
4. Alínea correcta a) 
5. Alínea correcta a) 
6. Alínea correcta b) 
 
 
 
UNIDADE Temática 5.2. Exercícios deste tema. 
 
1. O conjunto de rochas sedimentares que, pelas suas 
características físicas e pelo seu conteúdo fossilífero, se 
diferenciam umas das outras. 
a) Estrato geológico 
b) Andar 
c) Coluna estratigráfico 
 
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110 
 
d) Estratificação 
2. As rochas muito antigas devem ser datadas usando material 
vulcânico. A datação baseada no decaimento de elementos 
radioativos, como urânio, potássio, rubídio e carbono 
denomina-se: 
a) A datação numérica 
b) Datação relativa 
c) Datação geométrica 
3. A ciência Geológica que esta estuda os estratos ou camadas de 
rochas, buscando determinar os processos e eventos que as 
formaram denomina-se: 
a) Estratigrafia 
b) Sedimentologia 
c) Petrologia ígnea e metamórfica 
d) Bioestratigrafia 
 
 
4. O conjunto dos processos físicos, químicos e biológicos que 
permitem a formação dos fósseis chama-se: 
a) Fossilização 
b) Cristalização 
c) Cimentação 
d) Diagénese 
5. Sobre as condições de fossilização inerente ao meio, Marque V ou 
F. 
 
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111 
 
a) Para que a fossilização seja possível, é necessário que, após a 
morte do ser, sobre ele se forme um depósito que o isole do 
meio ambiente e impeça a sua destruição. 
b) Os fósseis terrestres são mais raros que os marinhos. 
c) Quanto mais fino e impermeável for o depósito que cobre o 
fóssil, mais fácil a fossilização. 
d) As temperaturas e a humidadefacilitam as acções de 
putrefacção, dificultando a fossilização; as temperaturas mais 
baixas favorecem a fossilização. 
6. Sobre a importância geológica dos Fósseis assinale com V ou F. 
a) Fósseis servem como documentos de antigos ambientes. 
b) Fósseis não servem como documentos da antiga geografia. 
c) A distribuição geográfica dos organismos actuais está 
fortemente controlada pelas limitações ambientais. 
d) Fósseis sevem como documentos da evolução. 
 
 
 
 
TEMA - VI: Geologia de Moçambique 
 
UNIDADE Temática 6.1. Escala crono-estratigráfica e Traços gerais da 
Geologia de Moçambique; 
UNIDADE Temática 6.2. Exercícios deste tema. 
 
 
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112 
 
UNIDADE Temática 6.1. Escala crono-estratigráfica e 
Traços gerais da Geologia de Moçambique. 
 
 Introdução 
Bem-vindo a terceira unidade temática da nossa disciplina. Bem-vindo 
a sexta unidade temática da nossa disciplina, nela iremos estudar os 
aspectos inerentes à escala crono-estratigráfica e traços gerais da 
Geologia de Moçambique. 
Esperamos que no fim desta unidade temática, você seja capaz de: 
 
Desenvolvimento 
 
A geologia de Moçambique é caracterizada pela ocorrência de um soco 
cristalino com idade arcaica-câmbrica e por rochas com idade 
fanerozóica. De acordo com Lächelt (2004), o soco cristalino é 
constituído por paragnaisses supracrustais metamorfizados, granulitos 
e migmatitos, ortognaisses e rochas ígneas. 
Do ponto de vista geodinâmico, o soco cristalino de Moçambique é 
composto por três terrenos diferentes, que colidiram e se juntaram 
durante o Ciclo Orogénico Pan-Africano, anteriormente à união pan-
africana, onde cada terreno possuía um desenvolvimento geodinâmico 
específico e individual. O termo “terreno” é usado para indicar uma 
 
Objectivos 
Específicos 
 
 
 Descrever a escala crono-estratigráfica; 
 Conhecer a Geologia de Moçambique. 
 
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113 
 
unidade tectónica de dimensão variável, ou seja, uma placa litosférica, 
um fragmento de placa ou, ainda, uma massa tectónica. Por outro lado, 
“terreno” constitui um termo genérico, grosseiramente comparável a 
“área” (GTK Consortium, 2006a). 
Na Notícia Explicativa da Carta Geológica de Moçambique volume 4, 
estes terrenos são designados provisoriamente por Terreno do 
Gondwana Este, Terreno do Gondwana Oeste e Terreno do Gondwana 
Sul (GTK Consortium, 2006a; fig. 59). 
 O Terreno do Gondwana Sul é composto por um núcleo arcaico, 
sedimentos de plataforma proterozóicos e cinturões dobrados 
proterozóicos (GTK Consortium,2006b). 
 O soco cristalino do Terreno do Gondwana Oeste compreende rochas 
ígneas e rochas supracrustais metamorfizadas. As últimas incluem o 
Grupo de Chidzolomondo, o Supergrupo de Zâmbuè (1200 – 1300 Ma), o 
Supergrupo do Fíngoè (1327± 16 Ma), o Grupo de Mualádzi, o Grupo de 
Cazula (1041 ± 4 Ma) e os ortognaisses e paragnaisses do Rio Messuze. 
Fazem também parte do Terreno do Gondwana Oeste, granitóides 
denominados por Suites Intrusivas Irumides como, por exemplo, o 
Granito da Serra Chiúta (idade superior a 1021 Ma,), o Granito do Rio 
Capoche (1201 Ma), a Suite de Cassacatiza (1077 ± 2 Ma), a Suite de Tete 
(1047 ± 29 Ma,), a Suite de Furancungo (1041 ± 4 Ma) e muitas outras. 
 As únicas unidades representativas do Terreno Gondwana Este são o 
Grupo da Angónia, composto pelos gnaisses mesoproterozóicos e 
Suite de Ulonguè, composta por rochas plutónicas neoproterozóicas. 
 
 
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114 
 
 
Figura 59: Terreno do Gondwana Este, Terreno do Gondwana Oeste e Terreno do Gondwana Sul 
(GTK Consortium, 2006a). 
6.1.1. Terreno do Gondwana Sul 
As geociências os assumam como axiomas. Estes princípios organizam-
se de forma lógica e indutiva e permitem que qualquer pessoa, 
 
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115 
 
independentemente da origem profissional ou conhecimentos 
académicos, compreenda as principais leis que presidem à evolução da 
Terra. 
Rochas Arcaicas em Moçambique 
A margem oriental do Cratão Arcaico de Zimbabwe extende-se a 
Moçambique. A parte norte da margem oriental do Cratão é atribuída 
ao Complexo Mudzi e a parte sul, ao Complexo Mavonde. Os 
supracrustais do cinturão de rochas verdes Mutare-Manica são 
atribuídos ao Grupo Manica, que tem sido subdividido (da base ao topo) 
em Formações de Macequece e Vengo. 
6.1.1.1. Complexo Mudzi (A3Mq) - As rochas do Complexo Mudzi estão 
expostas ao longo da margem norte do Cratão Zimbabwe e se 
extendem ininterruptamente a Moçambique na região de Cuchamano, 
povoado de Mudze Chizimwe. 
As unidades mapeáveis seguintes têm sido atribuídas ao Complexo 
Mudzi: Ortogneisses Félsicos, que compreendem (1) Quartzo- 
Monzonitos/Quartzo-Monzodioritos (A3Mqm), (2) Granitóide Foliado, 
localmente porfirítico (A3Mgr) e (3) Gneisse TTG, Granitóide Foliado 
(A3Mgn), com idades U-Pb magmáticas variando de 2600 a 2710 Ma. 
Os membros máficos subordinados incluem: (4) Gneisse Granodiorítico, 
contendo bandas amfibolíticas (A3Mgd), (5) Metagabro (A3Mgb) e (6) 
Amfibolito/Granada-Amfibolito (A3Mam). Finalmente, a menor 
proporção do Complexo Mudzi é composta por gneisses com protólito 
sedimentar e inclui (7) Granada-Gneisse (A3Mgg). Com idades U-Pb 
magmática variando de 2600 a 2710 Ma. A relação estratigráfica mútua 
entre estas unidades permanece desconhecida. 
6.1.1.2. Complexo Mavonde (A3V) - Os granitóides no Complexo 
Mavonde são caracterizados, em termos gerais, por composições 
graníticas a tonalíticas. Gneisses 
 
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116 
 
máficos e metagabro são tipos de rochas subordinados. Os granitóides 
apresentam geralmente cor cinza e possuem granulação bastante fina 
a média, sendo variavelmente foliadas e gradando localmente a rochas 
porfiríticas. Porém, as relações mútuas entre as diversas litofácies dos 
granitóides não são conhecidas. A geocronologia do zircão desta rocha 
forneceu um grande leque de idades entre <2650 Ma e ~2500 Ma. 
6.1.1.3. Grupo Manica (A3M) - O Segmento do Cinturão de Rochas 
Verdes de Manica é, composto por uma sequência basal vulcano-
sedimentar e uma superior, dominada por sedimentos, ambas 
atribuídas ao Grupo Manica. Seguindo Hunting (1984), a sequência 
basal de rochas verdes, dominada por rochas vulcânicas no Segmento 
Mutare do cinturão de rochas verdes de Manica, é referida como a 
Formação Macequece*. As supracrustais inconformavelmente 
sobrejacentes, dominadas por sedimentares, são atribuídas à Formação 
Vengo. 
6.1.3.1. A Formação Macequece (A3MM) é principalmente composta 
por rochas metavulcânicas ultramáficas e máficas e seus produtos 
derivados retrogressivos e metassomáticos, como serpentinitos e 
talco+ clorita+tremolita-xistos, com intercalações de formações 
ferríferas bandadas (BIF), metacherts e conglomerados polimícticos, 
cobertos por rochas metavulcânicas andesíticas, dacíticas e riodacíticas, 
de origem predominantemente piroclástica. 
As unidades mapeáveis a seguir foram identificadas (grosseiramente da 
base para o topo): (1) Serpentinito e Meta-komatíto (A3MMsc), (2) 
Talco-clorita-xistos (A3MMtc), (3) Rocha Metavulcânica Máfica e 
Ultramáfica (A3MMro), (4) Metabasalto e Xisto Máfico (A3MMba), (5) 
Rocha Metavulcânica Máfica e Intermediária (A3MMtu), (6) Brecha 
(A3MMbr), (7) Rocha Ferrífera Bandada (A3MMtcf), (8) Metachert 
(A3MMch), (9) Formação Ferrífera Bandada (A3MMbaf), (10) Quartzo-
 
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117 
 
Sericita-Xisto (A3MMqss), (11) Diamictito (A3MMdi), (12) MetagréLítico 
Rico em Ferro(A3MMss), (13) Tufo Félsico a Cristal (A3MMff), (14) 
Quartzo-Feldspato Pórfiro (A3MMqp), (15) Brecha-Tufo (A3MMtb), (16) 
Conglomerado Vulcânico (A3MMvc), (17) Rocha Vulcânica 
Intermediária (A3MMiv), (18) Aglomerado (A3MMag), (19) Rochas 
Metavulcânicas Félsicas (A3MMfv). 
A idade-modelo da galena de 2650 Ma, de um depósito de ouro 
estructuralmente hospedado, apresenta a idade mais confiável para as 
litologias do cinturão de rochas verdes. 
 
6.1.3.2. A Formação Vengo (A3MV) 
As litologias maiores compreendem conglomerados basais, grafita-
filitos e sericitaxistos com finas intercalações de quartzitos com 
mármore cinza, rocha ferrífera bandada e quartzito lítico ferruginoso. 
As seguintes unidades mapeáveis foram identificadas (grosseiramente 
da base ao topo): (1) Conglomerado Vulcânico (A3MVo), (2) 
Conglomerado Polimítico (A3MVclo), (3) Quartzito (A3MVqz), (4) 
Metagrauvaca (A3MVgy), (5) Filito e Grafita-Xisto (A3MVps), (6) Rocha 
Ferrífera Bandada (A3MVfe), (7) Metachert (A3MVch), (8) Mármore 
(A3MVma), (9) Quartzo-Sericita Xisto (A3MVqs), (10) Meta-Arcóseo e 
Quartzito Arcóseo (A3MVar) e (11) Mica-Xisto (A3MVmc).As litologias 
da Formação Vengo* são compreendidas entre ~2613 Ma e ~2601 Ma 
(cf. Hofmann et al. 2002). 
3.1.1.4. Grupo Umkondo (P2U) - O Grupo Umkondo forma uma 
sequência Proterozóica de metasedimentos e metalavas basálticas a 
andesíticas sub-horizontais de baixo-grau, que repousam 
inconformavelmente sobre litologias Arcaicas. Duas novas unidades 
litoestratigráficas foram definidas pelo Consórcio GTK, compreendendo 
derrames basálticos subaéreos da 
 
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118 
 
Formação Espungabera (P2UEv) (topo) e metasedimentos bem 
preservados da Formação Dacata (P2UD) (basal). A última Formação* 
é subdividida em cinco membros (da base para o topo): O Membro 
Quartzítico Inferior (P2UDlq), Membro Grafita-Xisto (P2UDsc), Membro 
Chert (P2UDch), Membro Siltito (P2UDs) e Membro Quartzito Superior 
(P2UDqz). 
6.1.1.5. Grupo Rushinga (P1R) - O Grupo Rushinga tem sido subdividido 
em Moçambique em (1) Formação Rio Embuca (P1RE), quartzo-
feldspática a pelítica e (2) Formação Monte Pitão (P1RP), mármores e 
rochas calco-silicatadas. 
6.1.1.5.1. A Formação Rio Embuca inclui (da base ao topo) (1) Quartzito 
Inferior (P1REa), (2) Gneisse Quartzo-Feldspático (P1REqf), (3) Meta-
Arcóseo/Quartzito (P1REa) e (4) Biotita Xisto (P1REch). O Quartzito 
Inferior (P1REqz), feldspático a orto-quartzítico, com lentes de 
Metaconglomerados (P1REc), é exposta principalmente ao longo de 
suaves cristas e restando directamente sobre os gneisses do 
embasamento Arcaico, com um contacto supostamente tectônico. 
Meta-Arcóseo/Quartzito Arcóseo (P1REa), é uma rocha quartzo-
feldspática levemente amarelada a castanho-rosada, de granulação 
mediana e finamente bandada. Esta é geralmente associada com 
amfibolitos bandados. 
6.1.1.5.2. A Formação Monte Pitão compreende (da base ao topo) (1) 
Amfibolito Bandado (P1RPa), (2) Gneisse Calco-Silicatado (P1RPcc), (3) 
Mármore Inferior (P1RPm1), (4) Biotita Gneisse (P1RPgn), (5) Mármore 
Superior (P1RPma) e (6) Quartzito Superior (P1RPq). Amfibolitos 
Bandados (P1RPa) e os gneisses a hornblenda associados, formam 
horizontes sub-contínuos. A secção, localizada no Rio Mazoe, a ~ 2 km 
a E da fronteira com Zimbabwe, compõe-se de predominantemente de 
amfibolitos bandados e gneisses quartzo-feldspáticos. Rochas Calco-
 
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119 
 
Silicatadas (P1RPcc) são geralmente associados com mármores e 
gneisses pelíticos. As análises SHRIMP de zircões detríticos de biotita-
granada-silimanita xisto da Formação Rio Embuca*, efectuadas pelo 
Consórcio GTK, demonstraram a idade máxima de ~2000MA. 
6.1.1.6. Grupo Gairezi (P1Z) – O Grupo Gairezi consiste 
predominantemente em xistos pelíticos e orto-quartzitos brancos a 
cinzentos. Mármore e meta-conglomerados polimíticos são 
subordinados. Lentes e camadas de Meta-conglomerado (P1Zc) 
intraformacional e polimítico são encontradas na parte basal do 
Quartzito (P1Zq) na região de Chicamba Real. Os clastos compreendem 
outras rochas supracrustais, como xistos, em adição a gneisses 
graníticos e granodioríticos. Finas intercalações de Mármore (P1Zmb), 
de granularidade média e cor cinza-branco avermelho-salmão, são 
comumente expostas na parte norte. As análises SHRIMP de zircões 
detríticos do granada-cianita xisto do Grupo Gairezi sugerem uma idade 
máxima de 2041±15 Ma e proveniência Arcaica para sedimentos 
metapelíticos do mesmo. 
6.1.1.7. Complexo Báruè – As litologias do Complexo Báruè 
desenvolvem tipicamente uma paisagem ondulada, fracamente 
dissecada, com inselbergs formados por rochas intrusivas. Nas 
fotografias aéreas e mapas aerogeofísicos, o Complexo é caracterizado 
por uma foliação com tendência concêntrica, que aparentemente 
forma uma série de estruturas do tipo cogumelo, manifestando padrões 
de dobras de interferência. Complexo Báruè foi subdividido em dois 
grupos: Grupo de Macossa e Grupo de Chimoio. 
 
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120 
 
Figura 60: Extracto da Carta Geológica de Moçambique 1: 250 000, Folha No.1834 (Gorongosa). Fonte: 
Direcção Nacional de Geologia. 
6.1.1.7.1. O Grupo Macossa compreende as seguintes unidades 
mapeáveis: Gneisse Leucocrático (P2BMlc), Gneisse Quartzo-
Feldspático (P2BMqf), Meta-arcósio (P2BMar), Quartzito Feldspático 
(P2BMfq), Granada-Silimanita Gneisse, Mica Gneisse e Metagrauvaca 
(P2BMsi),Mármore (P2BMma) e Gneisse Calco-Silicatado (P2BMcc). 
6.1.1.7.2. O Grupo Chimoio é composto por Metasedimento 
Siliciclástico (P2BCss), Gneisse Monte Chissui, Biotita Gneisse Félsico e 
Metagranito (P2BCfg), Paragneisse Migmatítico (P2BCmi),Metagranito 
a Granada e Paragneisse (P2BCmg), Hornblenda Gneisse e Amfibolito 
(P2BChg) e Mica Xisto e Mica Gneisse (P2BCch). 
Corpos variavelmente deformados de rochas plutônicas félsicas e 
máficas, incluindo uma variedade de ortogneisses de afinidade granítica 
e tonalítica, meta-diorito, metagabro e hornblendito, intrudiram os 
metasedimentos do Complexo Báruè. 
 
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121 
 
O metagranito intrusivo nos metasedimentos siliciclásticos (P2BCss) 
forneceu a idade magmática SHRIMP de1119±21 Ma. 
6.1.1.8. Suite Guro – A Suíte Bimodal Guro é composta por membros 
máficos e félsicos. O membro félsico é denominado de Granito Aplítico 
Gneisse-Migmatito e o membro máfico de Metagabro e Gneisse- 
Migmatito Máfico. 
O Granito Aplítico Gneisse-Migmatito (P3Oag) representa o 
componente félsico puro da suíte bimodal, composta por camadas, 
cujas espessuras variam de alguns centímetros a mais de cem metros. 
O Metagabro e Gneisse-Migmatito Máfico (P3Ogb) forma o 
componente máfico da Suíte Bimodal Guro. Este é o componente 
inferior do complexo de injecção máfico félsico e ocorre somente de 
forma ocasional em grandes afloramentos, sem o componente félsico. 
A unidade maior da Suíte Guro é o Granito Gneisse-Migmatito e 
Gneisse-Migmatito Máfico (P3Ogm). Este é a combinação 
decomponentes máficos e félsicos intercamadadas com limites agudos, 
que ocorrem intimamente lado a lado em camadas, bandas ou lâminas 
paralelas, tendo, na maioria dos casos, a predominância do membro 
félsico sobre o componente máfico. A idade magmática de zircão de 
867±15 Ma pode ser atribuída ao emplaçamento magmático da Suíte 
Guro. 
6.1.1.9. Complexo da Ponta Messuli, que é um fragmento de soco 
paleoproterozóico (1954 ± 15 Ma), constituindo a parte norte-noroeste 
do soco cristalino do norte de Moçambique (fig. 61). 
 
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122Figura 61 - Principais unidades geológicas do nordeste de Moçambique (BINGEN et all.2007). 
 
6.1.1.10. Grupo de Txitonga, de baixo grau e de idade desconhecida, 
sobrejacente no complexo acima referido; 
6.1.1.11. O soco cristalino a sul do Graben de Maniamba, de idade do 
Karoo, e ao norte da Faixa do Lúrio, predominantemente composto por 
gnaisses mesoproterozóicos (1110 a 990 Ma), que fazem parte (de leste 
para oeste) os Complexos de Unango e de Marrupa, e por nappes pan-
africanas, compreendendo (de leste para oeste) os Complexos de 
M´Sawise, Muaquia, Xixano, Nairoto, Montepuez, Lalamo e Meluco 
(GTK Consortium, 2006d;Bingen et al. 2007). 
6.1.1.12. A Faixa de Empurrão do Lúrio, de orientação WSW-ENE, 
separa o domínio estrutural norte do bloco do soco cristalino sul da sub-
Província de Nampula. Em termos litológicos, a Faixa de Empurrão do 
Lúrio, incluindo granulitos e gnaisses cisalhados, incorporados no 
 
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123 
 
Complexo de Ocua e metassedimentos do Complexo de Montepuez 
(GTK Consortium,2006d). 
6.1.1.13. O soco cristalino da parte sul da sub-Província de Nampula, a 
sul da Faixa do Lúrio, compreende o Complexo de Nampula e os 
Klippens de Monapo e de Mugeba (735 a 550 Ma), supostamente 
relacionados com a Faixa do Lúrio. 
Figura 62 - Geologia simplificada da sub-Província de Nampula. Azul-escuro: Complexo de Mocuba; 
Azul-claro: Gnaisses de Mamala; Púrpura: Gnaisses de Rapala; Castanho escuro: Complexos de 
Molócuè e de Mecubúri; Castanho-claro: Suite de Culicui; Preto: Complexo do Alto-Benfica; Cinzento: 
Complexo de Ocua (incluindo os Klippen de Monapo e Mugeba); Verde-claro: sub-Província de 
Unango; Verde-escuro: sub-Província de Marrupa; Vermelho: Suites de Murrupula e de Malema (GTK 
Consortium,2006d; Macey et al. 2006). 
As rochas do Complexo de Nampula compreendem orto e paragnaisses 
mesoproterozóicos (1125-1075 Ma), Suite de Mocuba - composto por 
ortognaisses migmatíticos, poli-deformados, e formam provavelmente 
a base supracrustal onde depositaram-se as rochas do Grupo de 
Molócuè; Grupo de Molócuè - compreende uma sequência de camada 
intermédiaria de rochas metapelítica, calco-silicato e félsica, de gnaisses 
metavulcânicas máfica e ultrámafica (> 1125 Ma);Suite de Culicui-
 
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124 
 
consiste de granitos migmatíticosa não migmatíticos e de gnaisses e 
leuco-granitos datados de 1075 Ma (Kröner et al. 1997) e o Grupo do 
Alto Benfica, intruído por granitóides câmbricos e ordovícicos pan-
africanos (530-450 Ma) pertencentes à Suite de Murrupula e de 
Malema, e por pegmatitos (480-430 Ma) (GTK Consortium, 2006d). 
 
6.1.2. Terreno do Gondwana Oeste 
O soco cristalino do Terreno do Gondwana Oeste compreende rochas 
ígneas e rochas supracrustais metamorfizadas. As últimas incluem o 
Grupo de Chidzolomondo (fig.63), o Supergrupo de Zâmbuè (1200 – 
1300 Ma), o Supergrupo do Fíngoè (1327± 16 Ma, Fig. 3.4), o Grupo de 
Mualádzi, o Grupo de Cazula (1041 ± 4 Ma) e os ortognaisses e 
paragnaisses do Rio Messuze. 
Fazem também parte do Terreno do Gondwana Oeste, granitóides 
denominados por Suites Intrusivas Irumides como, por exemplo, o 
Granito da Serra Chiúta (idade superior a 1021 Ma, Fig. 3.5), o Granito 
do Rio Capoche (1201 Ma), a Suite de Cassacatiza (1077 ± 2 Ma), a Suite 
de Tete (1047 ± 29 Ma, Fig. 3.6), a Suite de Furancungo (1041 ± 4 Ma) e 
muitas outras. 
6.1.2.1. Grupo de Chidzolomondo (P2CD) 
O domínio oriental da porção meridional do Grupo de Chidzolomondo 
é compreendido por uma mistura de metassedimentos e rochas 
metavulcânicas subordinadas, localmente fortemente deformadas. 
Para leste, a sua textura torna-se gnáissica e predominam os 
migmatitos e granulitos de composição intermédia. 
Na porção sul-ocidental da zona meridional, os granulitos migmatíticos 
de composição intermédia, associados com rochas félsicas 
supracrustais, encontram-se 
 
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125 
 
associados com quartzitos laminados distintos, de grão fino a médio, 
ocorrendo ao longo do Rio Capoche, entre os tributários dos Rios Luia e 
Cherisse. 
Em resumo, o Grupo de Chidzolomondo é composto 
predominantemente por uma variação de rochas granulíticas básicas a 
intermédias, mostrando impressão sobreposta retrógrada variável. Em 
todas as lâminas delgadas, salvo nas das rochas mais félsicas, foi 
observada ortopiroxena. A clinopiroxena é menos comum. 
Figura 63: Extracto da Carta Geológica de Moçambique 1:250 000, Folha No. 1432 (Chifunde). Fonte: 
Direcção Nacional de Geologia. 
A cordierite, a granada, a biotite e a ortopiroxena são típicas na parte 
meridional, enquanto a ortopiroxena e a clinopiroxena são comuns na 
zonanorte. As rochas da zona meridional são também mais ricas em 
quartzo.Sugere-se um protolito vulcânico para a parte norte do Grupo 
de Chidzolomondo, devido à sua composição máfica global e à falta de 
 
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126 
 
estruturas planares de grande escala como normalmente se encontram 
de forma regular em ambientes estratificados. 
A parte meridional da unidade sobressai pela ocorrência combinada 
quer de sedimentos calcários e detríticos, quer de rochas vulcânicas. Os 
dados disponíveis indicam que as rochas metamórficas, compondo a 
parte meridional do Grupo de Chidzolomondo, foram submetidas a uma 
história prolongada de deformação e metamorfismo, semelhante em 
intensidade e duração àquelas que afectaram outros supracrustais 
metamórficos que outrora pertenceram ao Grupo do Luia, (HUNTING, 
1984). 
 
6.1.2.2. Supergrupo de Zâmbuè (P2ZB) 
O Supergrupo de Zâmbuè cobre uma área alongando-se por cerca de 
200 km na direcção NE-SW, desde a vila fronteiriça de Cassacatiza na 
região NE da área de trabalho, até à área de Zumbo no extremo 
ocidental da Albufeira de Cahora Bassa. 
O Supergrupo de Zâmbuè é constituído por metassedimentos e, em 
menor quantidade, por rochas metavulcânicas, atribuídos ao Grupo de 
Malowera (mais antigo), ao Grupo de Muze (mais recente) e à Formação 
do Rio Mese. 
 
6.1.2.2.1. O Grupo de Malowera consiste de variadas Meta-Arcoses 
granitizadas (P2ZBa) da Formação de Metamboa, a qual forma a 
unidade mais extensa do Supergrupo de Zâmbuè. 
A Formação de Metamboa inclui também horizontes locais e finos de 
Rochas Máficas Metavulcânicas (P2ZBav). Os horizontes máficos 
encontram-se dispersos particularmente na área do Rio Piri-Piri. Na 
 
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127 
 
porção mais ocidental de ocorrência do Supergrupo de Zâmbuè são 
comuns os Ortoquartzitos (P2ZBqz) com Gnaisses Biotítico- Granatíferos 
porfiroblásticos (P2ZBsn) da Formação de Sale-Sale (P2ZBsn) do mesmo 
grupo. Encontram-se dobrados nas meta-arcoses da Formação de 
Metamboa e formam uma paisagem dissecada com montes elevados e 
uma crista de montanha. 
6.2.2.2 O Grupo de Muze compreende uma variedade de tipos distintos 
de rochas calcárias incluindo os mármores puros e de grão grosseiro da 
Formação de Musamba (P2ZBm) com gnaisses calco-silicatados, 
escarnitos e níveis de metachertes da Formação de Caduco (P2ZBc) 
subordinados. As rochas de ambas as formações* são encontradas 
como um cinturão curvilíneo com orientação N-S a NW-SE. 
A Formação do Rio Mese (P2ZBgn) compreende ortognaisses e 
paragnaisses formando parcialmente áreas separadas nas partes 
meridionais e setentrional do Supergrupo de Zâmbuè. As rochas desta 
formação apresentam-se localmente granatíferas e incluem 
intercalações anfibolíticas. 
Uma idade máxima de 1200 Ma – 1300 Ma para a deposição dos 
sedimentos do Supergrupo de Zâmbuè é indicada por datação SHRIMPde zircões detríticos de uma meta arcose do Grupo de Malowera. 
 
6.1.2.3. Supergrupo do Fíngoè (P2F) 
As rochas supracrustais do Fíngoè encontram-se expostas num cinturão 
dobrado estreito, com 150 km de comprimento e orientado WSW-ENE, 
estendendo-se do Monte Atchiza a oeste até cerca de 30 km para E da 
vila de Fíngoè. 
 
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128 
 
Figura 64: Extracto da Carta Geológica de Moçambique 1:250 000, Folha No.1532 
(Songo).Fonte: Direcção Nacional de Geologia. 
As rochas supracrustais do Supergrupo do Fíngoè, consistem de uma 
extensa variedade de rochas metassedimentares e metavulcânicas. 
Rochas vulcânicas e alguns micaxistos predominam na parte ocidental 
do Supergrupo, enquanto gnaisses/xistos siliciosos portadores de 
epídoto, xistos quartzo-feldspáticos, várias rochas conglomeráticas e 
metavulcânicas, e algumas rochas carbonáticas predominam na parte 
central. 
As rochas vulcânicas, normalmente de origem piroclástica, caracterizam 
a parte oriental do cinturão dobrado. O Supergrupo do Fíngoè está 
subdividido em dois grupos e quatro formações definidas 
informalmente que são: 
6.1.2.3.1. Grupo do Monte Messuco compreende (da base para o topo) 
a Formação do Monte Rupanjaze (P2FR) e a Formação do Monte 
Muinga (P2FG). A primeira compreende Metavulcanitos Máficos 
(P2Frvm), Formações Ferruginosas 
 
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129 
 
Bandadas (P2Frvfe), Rochas Piroclásticas Máficas e Micaxistos (P2FRvf) 
e Metachertes (P2FRch). Entre estas duas formações, duas unidades – 
Mármores (P2FSm) e Micaxistos (P2FSch) – ocorrem como não 
especificadas para qualquer uma destas formações*. A Formação do 
Monte Muinga compreende (da base para o topo) Rochas 
Metavulcânicas Félsicas (P2FGfi), Rochas Metavulcânicas Máficas a 
Intermédias (P2FGvi), Rochas Amigdalóides Máficas e Metavulcânicas 
Félsicas (P2FGmf) e Aglomerados e Brechas Vulcânicas (P2FGb). 
3.1.2.3.2. Grupo do Monte Tchicombe, o mais recente, inicia-se com 
Rochas Metavulcânicas Félsicas (P2FHv) e Mármores (P2FHm), seguidas 
na sequência estratigráfica por Quartzitos (P2FMqz), Meta-arenitos 
(P2FMss) e Conglomerados Polimíticos (P2FMco) da Formação do Rio 
Mucamba. A unidade mais superior do Grupo do Monte Tchicombe é a 
Formação do Monte Puéque, composta por Gnaisses Calco-silicatados 
(P2FPcc) e Micaxistos Calco-silicatados (P2FPmc). 
As rochas metavulcânicas do Supergrupo do Fíngoè mostram uma vasta 
e contínua gama de composições químicas, do basalto ao riolito. Foi 
obtida uma idade mínima de 1050 ± 8 Ma. para o Supergrupo do Fíngoè, 
a partir de uma rocha granítica intrusiva a metavulcânica félsica. Uma 
idade directa e mais precisa de 1327 ± 16 Ma, para este supergrupo 
derivou da datação de um seu membro metavulcânico. 
3.1.2.4. Grupo de Mualádzi (P2D) 
O Consórcio GTK definiu quatro unidades litológicas para o Grupo de 
Mualádzi. As Rochas Metavulcânicas Máficas (P2Dvl) da Formação de 
Macanda são a unidade litológica dominante do Grupo de Mualádzi, 
cobrindo a maior área. Contém muitos horizontes de Conglomerados 
polimícticos (P2Dvlc). Na parte sul da sua ocorrência foram encontrados 
dois pequenos afloramentos de rochas metavulcânicas félsicas. A norte 
da vila de Mualádzi, no interior das rochas metavulcânicas máficas, 
 
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130 
 
Rochas Metavulcânicas Ultramáficas (P2Dvu) estão expostas ao longo 
de um cinturão alongado alinhado segundo a direcção NNW. Um 
horizonte de Quartzitos Ferruginosos Bandados (P2Dfe) encontra-se 
exposto perto da fronteira com a Zâmbia, onde provavelmente forma 
uma camada dobrada e falhada no seio de rochas metavulcânicas 
máficas. Rochas metassedimentares em quantidade menor de classe 
incerta incluem Quartzitos (P2Dq) e Micaxistos (P2Dc).As amostras das 
litologias de Mualádzi analisadas formam uma suite bimodal com 
composições ultramáficas e máficas prevalecentes. As rochas 
vulcânicas foram classificadas como basaltos toleiíticos subalcalinos e 
riolitos e as variedades mais máficas caíram no campo dos komatiítos 
basálticos e ultramáficos. As rochas supracrustais do Grupo de Mualádzi 
encontram-se completamente rodeadas pelos granitos da Suite de 
Furancungo, datados de 1041±4 Ma. 
6.1.2.5. Grupo de Cazula (P2C) 
Nas cartas produzidas pelo Consórcio GTK as rochas do Grupo de Cazula 
estão envolvidas pelos granitóides da Suite de Furancungo. O Grupo de 
Cazula é predominantemente composto por meta-arenitos e gnaisses 
quartzo-feldspáticos, apresentando anfibolitos, quartzitos e gnaisses 
calco-silicatados subordinados. Nas áreas central e setentrional, os 
anfibolitos são o litotipo predominante com estruturas sugerindo um 
protólito vulcanogénico. 
Uma idade de 1041±4 M.a. (método de U/Pb) para o granito intrusivo 
de Desanharama define a idade mínima dos estratos de Cazula, 
semelhante à sequência de Mualádzi. 
 
6.1.2.6. Ortognaisses e Paragnaisses do Rio Messuze (P2MZ) 
 
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131 
 
A cerca de 70 km para leste da vila de Fíngoè, o soco compreende 
gnaisses tonalítico (- granodioríticos), os quais sofreram deformação 
polifásica e são cortados por diques graníticos de várias idades. 
Também ali ocorrem gnaisses quartzo-feldspáticos granitizados, 
ocasionalmente com acamamento primário. Os ortognaisses e 
paragnaisses do Rio Messuze são rodeados por granitóides intrusivos, 
que ocupam uma área de cerca de 100 km2. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1 (Com respostas detalhadas) 
1. Qual é o termo usado para indicar uma unidade tectónica de 
dimensão variável, ou seja, uma placa litosférica, um fragmento de 
placa ou, ainda, uma massa tectónica? 
a) Terreno 
b) Formação 
c) Andar 
d) Coluna 
2. Qual é o Terreno composto por um núcleo arcaico, sedimentos de 
plataforma proterozóicos e cinturões dobrados proterozóicos? 
a) Gondwana Oeste 
b) Gondwana Sul 
c) Gondwana Este 
d) Gondwana Sul e Oeste 
 
 
 
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132 
 
3. A margem oriental do Cratão Arcaico de Zimbabwe extende-se a 
Moçambique. A parte norte da margem oriental do Cratão é 
atribuída: 
a) Ao Complexo Mudzi b) Ao Complexo Mavonde 
b) Ao Grupo de Manica d) Ao complexo Fíngoè. 
4. Os supracrustais do cinturão de rochas verdes Mutare-Manica são 
atribuídos ao Grupo Manica, que tem sido subdividido (da base ao 
topo) em: 
a) Formações de Macequece e Vengo. 
b) Apenas formação de Macequece 
c) Grupo Gairezi 
d) Formação de Mudzi e Mavonde 
5. Os granitóides caracterizados, em termos gerais, por composições 
graníticas a tonalíticas pertence: 
a) Complexo Mavonde b) Grupo Manica 
c) Complexo Mudzi d) Grupo Umkondo 
6. O interesse económico existente no Arcaico compreende: 
a) Au, Cu, Sn. b) Areias pesadas. 
d) Mármore e Calcário. d) Apenas Au. 
 
Respostas: 
1. Alternativa correcta a) 2. Alternativa correcta b) 
3. Alternativa correcta a) 4. Alternativa correcta a) 
5. Alternativa correcta a) 6. Alternativa correcta a) 
 
 
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133 
 
UNIDADE Temática 6.2. Exercícios deste tema. 
 
1. O soco cristalino que compreende rochas ígneas e rochas 
supracrustais metamorfizadas chama-se: 
a) Gondwana Oeste 
b) Gondwana Sul 
c) Gondwana Este 
d) Gondwana Sul e Este 
2. A área alongada por cerca de 200 km na direcção NE-SW, desde a 
vila fronteiriça de Cassacatiza na região NE da área de trabalho, até à 
áreade Zumbo no extremo ocidental da Albufeira de Cahora Bassa 
denomina-se: 
a) Grupo de Manica 
b) Supergrupo de Zâmbuè 
c) Grupo de Malowera 
d) Formação de Metamboa 
e) Grupo de Muze 
3. O terreno que compreende o Grupo de Chidzolomondo, o 
Supergrupo de Zâmbuè, o Supergrupo do Fíngoè, o Grupo de Mualádzi 
denomina-se: 
a) Terreno do Gondwana Oeste 
b) Terreno do Gondwana Sul 
c) Terreno do Gondwana Norte 
d) Terreno do Gondwana Este 
 
 
 
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4. Em Moçambique o jazigo mais importante do carvão é o de Moatize, 
com 6 camadas. Este jazigo pertence: 
a) Grupo de Manica 
b) Bacias fanerozóicas 
c) Soco cristalino 
d) Grupo de Malowera 
e) Formação de Sena 
5. A Formação que compreende (da base ao topo): Amfibolito 
Bandado, Gneisse Calco-Silicatado, Mármore Inferior, Biotita Gneisse, 
Mármore Superior e Quartzito Superior denomina-se: 
a) Monte Pitão 
b) Formação de Metamboa 
c) Grupo de Manica 
d) Supergrupo de Zâmbuè 
6. O Grupo de Macossa e de Chimoio pertence: 
a) Complexo Báruè 
b) Supergrupo de Zâmbuè 
c) Grupo de Malowera 
d) Formação de Metamboa 
 
 
 
 
 
 
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UNIDADE Temática 7. Exercicios do fim do módulo. 
1. Segundo a teoria, proposta por Wegener, o continente inicial 
chamava-se: 
 a) Laurásia 
b) Gondwana 
c) Pangeia 
d) Pantalassa 
e) Nenhuma das anteriores 
1. Os cientistas descobriram fósseis de Cynognatus, fóssil de um 
animal que viveu antes da separação dos continentes, na 
América e em África. Esta observação insere-se: 
a) Nos argumentos paleontológicos. 
b) Nos argumentos paleoclimáticos. 
c) Nos argumentos geomorfológicos. 
d) Nos argumentos litológicos. 
e) Nos argumentos litológicos. 
2. A teoria da deriva dos continentes: 
a) Baseava-se na formação dos fundos oceânicos. 
 b) Baseia-se nos movimentos do magma para explicar a deriva 
dos continentes. 
c) Baseia-se na capacidade dos seres vivos se deslocarem para 
explicar a sua distribuição geográfica. 
 d) Não explicava qual a força que faz mover os continentes. 
e) Nenhuma das anteriores 
 
4. A Pangeia começou a fragmentar-se: 
a) Na era paleozóica b) Na era mesozóica 
c) Na era cenozóica d) Na era proterozóica e) 
Nenhum dos anteriores 
 
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5. Foram descobertos indícios geológicos de glaciares em zonas 
com climas tropicais. Em que argumentos incluis esta descoberta? 
a) Morfológicos b) Geológicos 
c) Paleontológicos d) Paleoclimáticos 
e) Litológicos 
6. Sobre as rochas que compõem a crosta terrestre, assinale a 
alternativa correta. 
a) As rochas sedimentares formaram-se pelo resfriamento e pela 
solidificação de minerais da crosta terrestre, isto é, o magma. 
b) As rochas metamórficas formaram-se a partir das transformações 
sofridas pelas rochas magmáticas e sedimentares quando submetidas 
ao calor e à pressão do interior da Terra. 
c) As rochas magmáticas formaram-se a partir da compactação de 
sedimentos de outras rochas. 
d) O arenito e o calcário são exemplos de rochas metamórficas. 
e) O gnaisse e o mármore são exemplos de rochas sedimentares. 
7. Os ventos as chuvas, as ondas do mar, as mudanças de temperatura 
são exemplos de agentes importantes na formação das rochas. 
Assinale a alternativa que se refere às rochas que dependem desses 
agentes para serem formadas: 
a) Rochas Magmáticas intrusivas b) Rochas Metamórficas 
c) Rochas Magmáticas extrusivas d) Rochas Sedimentares 
 
8. Coloque (V) para as alternativas verdadeiras e (F) para as 
alternativas falsas. 
 
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a) Núcleo é a camada exterior da Terra e os cientistas acreditam que ele 
seja formado por ferro e níquel. 
b) O manto é formado por um material quente e pastoso chamado 
magma. 
c) As três camadas da Terra são: solo, subsolo e rocha base. 
d) É na crosta terrestre que ocorre com frequência a formação de 
lençóis d'água e onde encontra-se os recursos minerais. 
e) A litosfera mede aproximadamente 150 km de espessura é formada 
por rochas e minerais 
 
9. As rochas são aglomerados naturais de incontáveis grãos de 
minerais. Há três tipos de rochas diferentes. Relacione a primeira 
coluna com a segunda: 
( ) Rochas magmáticas ou ígneas ( ) Mármore 
( ) Rochas sedimentares ( ) Basalto 
( ) Rochas metamórficas ( ) Calcário 
10. Sobre a composição da estrutura geral da Terra, afirma-se que: 
I – A atmosfera é composta predominantemente de nitrogênio. 
II – O manto corresponde ao conjunto de níquel e ferro derretido. 
III – A biosfera resulta na interligação entre os elementos naturais. 
IV – A maior parte da água da hidrosfera encontra-se no estado 
líquido. 
V – O núcleo terrestre é formado basicamente por silício e 
magnésio. 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I, II e III. 
b) I, III e IV. 
c) I, IV e V. 
d) II, III e V. 
e) II, IV e V. 
 
 
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138 
 
11. Qual das sentenças a seguir é verdadeira? 
a) O núcleo do planeta Terra é constituído essencialmente por 
substâncias silicosas, o que lhe confere elevada densidade. 
b) O núcleo da Terra é sólido na sua porção central, mas líquido no seu 
entorno, porque a temperatura é muito maior na periferia do núcleo do 
que no centro. 
c) O manto é formado por silicatos em fusão e outras substâncias de 
menor relevância que encontram-se em estado líquido e em 
temperaturas que oscilam entre 200°C e 800°C. 
d) A crosta é, na sua maior parte, formada por rochas que resultam do 
resfriamento do manto. 
e) A litosfera e a crosta constituem juntas a maior fração da massa do 
planeta, totalizando cerca de 60% do volume planetário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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139 
 
BIBLIOGRAFIA 
AFONSO, Rui S., et al. A evolução geológica de Moçambique. Instituto 
de Investigação Científica Tropical, Lisboa, Direcção Nacional de 
Geologia, Maputo, 1998. 
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