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Aula 12
Medicina Legal p/ PC-MA (Delegado) Com videoaulas - Pós-Edital
Professor: Alexandre Herculano
 
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Medicina Legal ʹ Delegado de Polícia - Polícia Civil - MA 
Teoria e Exercícios 
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Aula 12: Aspectos médico-legais dos crimes contra a 
liberdade sexual, da sedução, da corrupção de menores, 
do ultraje público ao pudor e do casamento. Aspectos 
médico legais do aborto, infanticídio e abandono de 
recém-nascido. 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
1. Apresentação 1 
2. Himeneologia 1 
3. Diagnóstico da gravidez, infanticídio e o aborto 9 
4. Crimes contra a dignidade sexual e provas periciais 26 
5. Sexualidade anômala 36 
6. Questões propostas 42 
7. Questões comentadas 49 
8. Gabarito 68 
 
 Olá, meus amigos! 
 
 Então, hoje, vou abordar o seguinte tópico do edital: Sexologia 
Médico-legal. Crimes contra a dignidade sexual e provas periciais. Aborto 
e infanticídio. 
 
 Himeneologia 
 
 Vamos começar falando um pouco sobre o hímen, que está ligado 
aos aspectos médico-legais do aborto e do estupro. O hímen é uma é 
uma simples membrana dérmica presente na entrada da vagina. 
 
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Normalmente é impermeável e possui uma abertura anelar, por onde são 
eliminadas secreções e a menstruação. 
 Em certos casos, sua abertura é muito estreita ou pode não existir, 
o que requer uma intervenção cirúrgica a fim de se evitar a retenção de 
líquidos. Sua existência em certos animais mamíferos tem a finalidade de 
proteger as fêmeas durante a sua infância dos riscos de infecções 
genitais. Por essa razão, durante esta fase da vida das meninas ela venha 
a ser uma membrana, por vezes, espessa e resistente. Entretanto, com a 
aproximação da puberdade torna-se muito fina e pouco resistente. 
 O exame no hímen objetiva se verificar se hímen possa estar 
íntegro, com rotura completa, incompleta, se há agenesia (ausência 
congênita), se é complacente ou está reduzido a carúnculas mitriformes 
(ocorre em mulheres que pariram). Existem hímens rotos quanto à 
cicatrização e, nesse caso, verifica-se a ruptura de data recente (até 
cerca de 20 dias); ruptura antiga ou cicatrizada e ao se afirmar que 
a rotura é antiga, isto significa que ocorreu há mais de 20 dias. 
 No caso do hímen complacente, quando da conjunção carnal pode 
não ocorrer o rompimento em virtude de sua elasticidade. 
Presume-se que 10% dos himens são complacentes, e este conceito 
relativo também interdepende da relação espessura do pênis versus 
largura da vagina. Vamos a algumas considerações periciais sobre o 
hímen, que geralmente se rompe na primeira conjunção carnal. Pode 
ocorrer se rompimento na masturbação; na introdução de algum corpo 
estranho; na colocação de absorvente íntimo. O seu exame não constitui 
 
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tarefa pericial fácil, porque pode levar o perito a alguns equívocos, como 
no caso exame macroscópico. 
 Existem himens cujo exame apresenta algumas dificuldades 
periciais, como os infantis, os franjados e os complacentes. É 
necessário um diagnóstico diferencial entre as rupturas completas, 
incompletas e entalhes congênitos, como as rupturas recentes e 
cicatrizadas e quanto ao reconhecimento e vestígios, esses são indicativos 
de cópula vulvar e toque digital. Na mulher com vida sexual pregressa, a 
perícia deve buscar provas de ejaculação (sêmen), constatando-se a 
presença de espermatozóides e líquido seminal por meio do exame de 
Fosfatase ácida (que é um indício) e da Proteína P30 (PSA que é 
uma constatação). 
 A Fosfatase Ácida é uma enzima normalmente presente em alguns 
órgãos, tecidos e secreções em teor normal. O líquido seminal contém 
grandes teores de fosfatase ácida e ao ser encontrado altos teores de 
fosfatase ácida na vagina, esse é indicativo de sêmen (ejaculação) e, por 
conseguinte, de conjunção carnal (penetração vaginal). O teste de 
Proteína P30 (PSA) trata-se de uma glucoproteína produzida pela 
próstata e idêntica ao PSA - Antígeno Prostático Específico (marcador do 
câncer da próstata), cuja presença no sêmen independe de haver ou não 
espermatozóides. Sua verificação no fluído vaginal é teste de certeza 
quanto à presença de sêmen na amostra estudada (ejaculação). Devemos 
observar que pode ocorrer estupro sem que tenha havido ejaculação (sem 
 
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sêmen) ou o sêmen encontrado na vítima pode ser oriundo de penetração 
consensual anterior. 
 
 Vejamos alguns conceitos de grande importância para sua prova: 
✓ Lesões genitais: são contusões ou lacerações decorrentes da 
violência da penetração, desproporção de tamanho entre 
pênis e vagina e podem fundamentar o diagnóstico de 
conjunção carnal e do ato libidinoso; 
✓ Pelos genitais: são os pelos pubianos soltos encontrados na 
região pubiana, na região vulvar, sobre o corpo da vítima, na 
roupa íntima ou de cama (desde que comprovada sua origem 
como sendo de outra pessoa, é indicativo de relação sexual); 
✓ Manchas de sêmen: quando presente nas vestes, roupas 
íntimas ou de cama, constituem achado comum e importante 
da ocorrência de crimes de natureza sexual. No caso da 
mulher com vida sexual pregressa, o diagnóstico de maior 
certeza consiste na confirmação da presença do elemento 
figurado do esperma (espermatozóide). A constatação da 
presença de um único espermatozóide em cavidade vaginal é 
prova de conjunção carnal e a confirmação da presença do 
esperma (sêmen) na cavidade vaginal é importante no 
diagnóstico da conjunção carnal nos casos de hímen 
complacente ou de desvirginadas. 
 
 
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 Os testes utilizados para identificar se há ou não esperma são a 
reação de Florence, os métodos de Barbério e de Bacchi, a presença 
de Fosfatase Ácida (orientação) e a Glicoproteína P30/PSA (certeza). A 
presença de sêmen na vagina é confirmada em amostras de fluído vaginal 
pelo achado de espermatozóides, bastando apenas um ou poucos deles, 
sejam móveis ou não, com ou sem cauda e a coleta deve ser cuidadosa 
(swab = cotonete) com exames a fresco e com coloração pela Técnica 
Christmas Tree ou hematoxilina-eosina. 
 A conjunção carnal poderá também ser comprovada com base na 
constatação de gravidez, cujo prazo máximo legal é de 300 dias. No caso 
do aborto, ele é considerado, em Medicina Legal, como a interrupção da 
gravidez, por morte do concepto em qualquer época da gestação, antes 
do parto. Para se caracterizar o aborto é necessário que se comprove que 
houve a morte do concepto ainda dentro do corpo da gestante. 
 Vejamos, abaixo, alguns tipos de hímens mais cobrados nas provas: 
 
 
 
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1- Anular – é o mais comum. Tem uma membrana fina, com 
apenas um orifício no meio, geralmente rompido na 
primeira relação sexual. Pode ou não causar sangramneto; 
2- Cribriforme – poucas mulheres apresentam este tipo de 
hímen. Em vez de apenas um orifício ao centro, ele tem 
varios furinhos pelos quais passa o fluxo menstrual; 
3- Septado - com septos transversal, longitudinal ou oblíquo, 
delimitando dois orifícios. 
 
 Detalhes importantes sobre o hímen: 
 
 
 Ruptura ou Entalhe: O hóstio (orifício) do hímen pode apresentar 
irregularidades, tanto devido a fatores congênitos como à fatores 
traumáticos (como a penetração). Existem dois tipos de irregularidades: o 
entalhe e a ruptura. 
 
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 O entalhe é pouco profundo, não alcançando o bordo aderente e é 
simétrico. Por não alcançar o bordo, é menos sujeito à infecção. 
 Já a ruptura é uma lesão assimétrica, que pode ser completa ou 
incompleta, da maneira como atinja ou não o bordo. Por ser uma abertura 
maior, é mais susceptível às infecções que o entalhe. 
 Ruptura recente ou antiga: decorridos 30 dias da relação, não é 
mais possível para a perícia caracterizar a ruptura como sendo antiga ou 
recente, pois o processo de cicatrização já se deu por completo neste 
prazo (os autores divergem quanto ao prazo, sendo o mais longo da 
ordem de 21 dias para a cicatrização total). 
 Complacência Himenal: dependendo da elasticidade da 
membrana, pode ocorrer de que o óstio não se rompa durante a 
conjunção carnal. Outros fatores, como a lubrificação da mulher, as 
dimensões dos membros da parceira e do parceiro, bem como a 
proporção entre eles, podem fazer com que o hímen não se rompa 
durante a relação. 
 Himenorrafia: é o processo de reconstituição do hímen. Existem 
intervenções cirúrgicas de reconstituição, que só podem ser realizadas 
com autorização judicial. Existe também uma intervenção que têm por 
finalidade simular o rompimento do hímen, através da introdução de 
pontos nos bordos, provocando hemorragias durante a conjunção, 
simulando o rompimento do hímen. O perito deve avaliar as duas 
possibilidades: a reconstituição e a simulação. 
 
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 Seguindo, as principais diferenciais entre entalhes e rupturas do 
hímen são de grande importância para sua prova, vejamos: 
✓ Entalhes: 
• pouca penetração na orla himenal, não afetando, por isso, 
a margem de inserção; 
• margens regulares e simétricas; 
• margens revestidas, como a orla himenal, por epitélio 
pavimentoso estratificado; 
• ausência de sinais cicatriciais; 
• ausência de infecção localizada; 
• ângulo do entalhe arredondado. 
 
✓ Rupturas: 
• penetração completa até a margem de inserção da orla 
himenal; 
• margens irregulares e assimétricas; 
• margens com tecido fibroso cicatricial esbranquiçado; 
• presença, nos casos recentes, de sinais de supuração 
localizada, especialmente nas desasseadas; 
• ângulo de ruptura em forma de V. 
 
 
 
 
 
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 Diagnóstico da gravidez, infanticídio e o aborto 
 
 Pessoal, o diagnóstico da gravidez reveste-se de pequeno 
interesse médico-legal. De mais valia são o exame direto da paciente 
aliado aos exames complementares. No exame direto da paciente deve o 
perito observar os sinais de probabilidade, numerosos e precoces, e os 
sinais de certeza, em geral, tardios. Assim, acredito que o examinador 
poderpa cobrar os sinais de probabilidade, vejamos os principais segundo 
a doutrina: 
✓ Amenorreia — É a supressão da menstruação, na maturidade 
sexual. Segundo especialistas, a amenorreia súbita em 
história menstrual regular, em mulher de vida sexual ativa, 
poderá ser gravidez, até prova em contrário; 
✓ Êmesis — enjoos e vômitos habituais, em cuja gênese 
participa um componente psíquico, pode estar ausente na 
gravidez e presente fora dela; 
✓ Modificações das mamas — Engurgitamento mamário, 
pigmentação areolar, rede de Haller, saliência dos tubérculos 
de Montgomery manifestam-se, também, nas doenças dos 
órgãos genitais; 
✓ Galactorreia — Galactorreia é a secreção de leite fora do ciclo 
gestatório. A galactorreia resulta essencialmente da liberação 
anormal de prolactina hipofisária ou, então, da estimulação 
direta da glândula mamária; 
 
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✓ Cloasma — É uma hiperpigmentação que aparece no rosto de 
muitas mulheres, na fase inicial da gestação e, também, em 
certos estados patológicos dos ovários, da pele, etc; 
✓ Sinal de Klüge — Coloração arroxeada da vulva, pela remora 
sanguínea determinada pelas compressões venosas do útero 
aumentado de volume, quer por gravidez, quer por tumores 
abdominais, especialmente do aparelho genital feminino; 
✓ Sinal de Jacquemien — Cianose da vagina, resultante da 
remora sanguínea; 
✓ Sinal de Budin — Os dedos que tocam sentem os fundos de 
sacos vaginais laterais “almofadados”, pelo crescimento 
uterino para os lados, na gestação; 
✓ Sinal de Oseander — Pulsação vaginal intensamente 
perceptível, determinada pelo mesmo mecanismo 
compressivo descrito no sinal de Klüge; 
✓ Sinal de Reil-Hegar — Ao toque bimanual detecta-se moleza e 
compressibilidade característica, na região situada 
anatomicamente entre o colo e o corpo uterino; 
✓ Sinal de Puzos — Baloiço do útero aumentado de volume, em 
toque ginecológico bimanual. É, também, apenas mais um 
sinal de probabilidade, pois indica útero cheio, mas não 
afirma gravidez. 
 
 
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 Alguns sinais de certeza são tardios, gravem isso, pois, trata-se de 
uma boa pergunta para sua prova. Esses sinais somente podem ser 
observados a partir dos quatro meses e meio de gestação. São 
denominados sinais fetais porque resultam da presença do feto 
intrauterinamente. São eles: 
✓ Movimentos fetais - ativo e passivo! O primeiro é o 
movimento do feto percebido pela gestante ou observado 
por médico, espontaneamente, ou pelas manobras de 
Leopold, pela suave compressão da parede abdominal. Já o 
segundo é percebido pelo médico, pela depressão brusca e 
suave da parede abdominal, ao nível da cicatriz umbilical, 
em toque bimanual, pelo rechaço do útero sobre as 
extremidades dos dedos médio e indicador, no fundo de 
saco anterior. O sinal de Piscacek é a deformação irregular 
produzida pelo feto no interior da matriz, provocadora de 
assimetria uterina. A excitação da parede abdominal da 
gestante desencadeia contraçãouterina com a forma do feto 
formando uma lobulação chamada “proeminência de 
Piscacek”; 
✓ Batimentos cardíacos fetais - a partir da metade do tempo 
de gravidez, podem as bulhas cardíacas fetais ser 
auscultadas em ritmo de galope — 140 vezes por minuto —, 
pelo estetoscópio de Pinard, aplicado suavemente sobre a 
superfície de diferentes pontos da parede abdominal, 
 
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conforme seja o tipo de apresentação ou de posição da 
criança intrauterinamente; pode-se também auscultar o 
sopro dos vasos uterinos; 
✓ Sopro dos vasos uterinos - denominado sopro uterino ou 
sopro materno, é gerado pela penetração do sangue das 
artérias uterinas na placenta, em cujos seios intervilosos 
sofre remora; 
✓ Exames complementares - têm valor incontestável no 
diagnóstico da gravidez, modernamente, a ultrassonografia 
pelviana que, baseada no “efeito Doppler”, visualiza o 
concepto, em fase iniciada de gestação, através da bexiga 
em grau máximo de distensão, em écran comparável à 
ampola de aparelho de televisão (monitor), permitindo 
sucessivas fotografias de seus diferentes segmentos. 
 
 Parto e puerpério 
 
 Define-se parto como o conjunto de fenômenos mecânicos, 
fisiológicos e psicológicos expulsivos do feto a termo, ou já viável, e de 
seus anexos, do álveo materno para o exterior. É o ato mecânico e 
fisiológico mediante o qual o concepto, apto para a vida extrauterina 
autônoma, e seus anexos são expulsos do ventre materno. 
 Parturição é o parto natural, isto é, aquele cuja expulsão uterina 
do feto e de seus anexos processa-se naturalmente ou por ação da 
 
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própria natureza. Parto a termo é aquele em que o feto completou a 
duração de vida intrauterina normal, ou seja, o que se processou entre a 
38.ª e a 42.ª semana; entre a 29.ª e a 37.ª semana de gravidez, chama-
se parto prematuro; entre a 21.ª e a 28.ª semana, parto imaturo. 
 A importância, para Medicina-Legal, concerne aos casos de 
simulação, sonegação e substituição de recém-natos, atribuição de parto 
alheio ou próprio, crimes de aborto e infanticídio, de influência do parto e 
puerpério sobre o psiquismo da mulher, de violência carnal, de permissão 
para casamento da mulher viúva ou separada do marido por nulidade ou 
anulação do casamento, antes de 10 meses de viuvez ou da separação 
judicial de corpos, quando antes desse prazo haja dado à luz algum filho, 
ou por analogia in bonam partem, sofrido aborto. 
 Quanto ao crime de infanticídio, há discordância entre os 
autores na conceituação do chamado estado puerperal, assim, optou o 
legislador pátrio por falar em influência do estado puerperal, mas durante 
o parto, ou logo após, limitando, com isso, a sua ampla interpretação 
obstétrica a um período que se inicia com o parto e termina 
imediatamente após o mesmo, ou enquanto não ocorrer, na puérpera. 
 Os crimes de aborto e infanticídio vêm tipificados no Código 
Penal nos artigos 124 a 128, no primeiro caso e, no artigo 123 no 
segundo caso. Vejamos: 
“Aborto provocado pela gestante ou com seu 
consentimento 
 
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Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que 
outrem lho provoque: 
Pena - detenção, de um a três anos. 
Aborto provocado por terceiro 
Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: 
Pena - reclusão, de três a dez anos. 
Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos. 
Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a 
gestante não é maior de quatorze anos, ou é alienada ou debil 
mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, 
grave ameaça ou violência Forma qualificada 
Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são 
aumentadas de um terço, se, em consequência do aborto 
ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre 
lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por 
qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte. 
Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico: 
Aborto necessário 
I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante; 
Aborto no caso de gravidez resultante de estupro 
II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de 
consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu 
representante legal.” 
 
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 Segundo a doutrina existem as seguintes espécies de aborto: 
 
✓ aborto “honoris causa” – provocado para resguardar a 
honra da mulher que engravidou. Pratica-se o aborto como 
forma de esconder a gravidez. Constitui-se crime; 
✓ aborto estético – provocado com vistas a preservar a 
beleza do corpo da mulher. Interrompe-se a gravidez por se 
entender que ela provocará alterações no corpo da gestante 
que reduzirão sua beleza. Seriam os casos de bailarinas, 
modelos etc., que interrompem a gravidez para evitar que 
ela altere a estética corporal. Também se constitui crime. 
✓ aborto natural ou espontâneo - ocorrido de forma 
espontânea. O próprio organismo da mãe rejeita (expulsa) o 
ser em desenvolvimento intra-uterino, determinando assim 
a sua eliminação (não há crime); 
✓ aborto acidental – provocado por fatalidades (quedas, 
choques etc.), nele também não há crime; 
✓ aborto criminoso – pressupõe conduta dolosa humana que 
determina a supressão do nascituro. Como o próprio nome 
indica, constitui-se crime; 
✓ aborto permitido ou legal – quando a lei admite o aborto 
voluntariamente provocado (não há crime). Subdivide-se 
em: 1) aborto terapêutico ou necessário (previsto no art. 
 
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128, I, do CP) – visa salvar a vida da gestante, sendo 
permitido quando a gravidez acarreta sérios riscos de vida à 
mulher; 2) aborto sentimental, humanitário ou ético 
(previsto no art. 128, II, do CP) – admissível quando a 
mulher foi vítima de estupro que causou a gestação; 
✓ aborto eugênico, eugenésico ou piedoso – provocado 
com vistas a evitar que nasça uma criança com graves 
defeitos genéticos. A legislação brasileira não permite 
expressamente essa prática. Há, contudo, grandes 
discussões permeando o tipo de aborto em epígrafe, 
principalmente quando se trata da eliminação voluntária do 
feto com anencefalia, existindo remansosa doutrina que 
defende a legalidade do mesmo (vide item específico 
adiante) a despeito do vácuo legislativo quanto a matéria; 
✓ aborto miserável ou econômico-social – provocado 
tendo em vista o pressuposto de que não haverá condições 
econômicas e sociais para a criança viver com dignidade, 
evitando-se assim o seu nascimento. É também 
criminalizado em nosso país. 
 
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 Seguindo, as complicações do aborto provocado são as mais 
variáveis e se mostram de considerável interesse médico-pericial, 
resultantes de lesões corporais de natureza leve ou grave, podendo até 
acontecer a morte. 
 Caso o aborto seja provocado pela ingestão de substâncias 
tóxicas, poderá levar o organismo materno a intoxicações, que vão desde 
simples efeitos até o efeito letal. Quando o meio empregado é o 
mecânico, as causas podem ser mais diversas. As mais graves são as 
embolias gasosas, devido a entrada de ar nas veias uterinas, as 
perfurações do útero, as lesões de alças intestinais e peritonite, a 
gangrena uterina, e o tétano pós-aborto. Já as lesões mais simples 
podem comprometer a parede vaginal, os fundos de saco vaginais, e o 
colo ou simplesmente o útero. Assim, segundo a doutrina, há necessidade 
de distinguir com precisão as perfurações das roturas. Essas últimas, 
na grande maioria, ocorrem no final da gestação e estão mais situadas no 
segmento inferior ou no corpo do útero. O diagnóstico diferencial se faz 
pelas características morfológicas e histopatológicas das lesões. Segundo 
o França, na perfuração, há sempre um trajeto retilíneo. Já na rotura, ao 
contrário, além de um trajeto tortuoso há bordas irregulares. 
 Pessoal, gravem o que vou abordar agora, a septicemia (uma 
infecção generalizada) e a embolia pulmonar não são raras entre as 
complicações. E os vestígios mais benignos dessas manobras são 
traduzidos pelas inflamações: endometrites, salpingites e 
salpingooforites. 
 
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 Segundo especialistas, o diagnóstico do aborto criminoso é 
delicado e complexo, necessitando, assim, de um cuidado maior por parte 
do perito. Dessa forma, é necessário considerar o exame da vítima, a 
distinção com os abortos patológico e traumático, a comprovação da 
prática abortiva, a identificação do meio causador e o exame dos restos 
fetais. 
 
“Infanticídio 
Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o 
próprio filho, durante o parto ou logo após: 
Pena - detenção, de dois a seis anos.” 
 
 Trata-se do homicídio cometido pela mãe contra seu filho, 
nascente ou recém-nascido, sob a influência do estado puerperal. É uma 
hipótese de homicídio privilegiado em que, por circunstâncias particulares 
e especiais, houve por bem o legislador conferir tratamento mais brando 
à autora do delito, diminuindo a faixa de fixação da pena. 
 Somente a mãe sob a influência de estado puerperal é que pode 
ser sujeito ativo. Trata-se de crime próprio. Há, todavia, a possibilidade 
de terceiro, que aja em concurso com a mãe, responder pelo delito em 
tela. 
 Quanto à intervenção pericial, chamada crucis peritorum por sua 
complexidade para afirmar o crime de infanticídio, a perícia médico-legal 
exige para a sua caracterização os seguintes elementos: 
 
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✓ prova de ser nascente; 
✓ prova de infante nascido; 
✓ prova de recém-nascido; 
✓ prova de vida extrauterina autônoma; 
✓ época da morte; 
✓ diagnóstico da causa jurídica da morte do infante; 
✓ exame somatopsíquico da puérpera. 
 
 Prova de ser nascente – o ser nascente poderá ser morto 
“durante o parto”, ou seja, antes de ter respirado, portanto, quando 
apenas um segmento corporal, ou parte, despontou, mostrando, ao 
exame pericial, nele assentadas as lesões causadoras da morte com as 
características das produzidas em vida, como a coagulação do sangue, o 
afluxo leucocitário, a bossa sero-sanguinolenta etc. 
 Aqui não tem indicação a docimasia hidrostática pulmonar de 
Galeno, ou de outras provas respiratórias, por isso o perito o lançará mão 
das docimasias circulatórias, já que, embora o ser nascente não tenha 
respirado, o sangue, entretanto, lhe circulava nas artérias. 
 Prova de infante nascido – segundo a doutrina, o infante 
nascido é o que acabou de nascer, isto é, o que, tendo sido expulso do 
álveo materno, não recebeu nenhuma assistência, especialmente quanto 
à higiene corporal, ou ao tratamento do cordão umbilical. É por isso que o 
corpo apresenta-se, total ou parcialmente, recoberto por sangue materno 
ou fetal, o que se reveste de fundamental importância para a afirmação 
 
==db697==
d
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pericial de que o crime ocorreu “logo após o parto”. De importância é, 
também, a observação pericial de vários elementos, como o induto 
sebáceo ou vernix caseosum, o tumor do parto, a expulsão de mecônio, e 
a respiração autônoma. 
 Prova de recém-nascido - o conceito médico-legal de 
caracterização do recém-nascido abrange um período que vai desde os 
primeiros cuidados de higienização corporal, com consequente remoção, 
de sua superfície, de sangue materno ou fetal, e pelo tratamento do 
cordão umbilical, após o delivramento (expulsão das páreas após o 
parto), até o sétimo dia do nascimento. 
 Prova de vida extrauterina autônoma – essa parte é de 
grande importância para sua prova! Para a comprovação do nascimento 
com vida, ou seja, de que o ser humano respirou, utiliza-se 
obrigatoriamente um conjunto de provas denominadas docimasias, e 
pelas provas ocasionais. As docimásias baseiam-se na possível existência 
de sinais de vida, manifestados principalmente nas funções respiratórias, 
digestivas e circulatórias. O laudo pericial deve obrigatoriamente 
esclarecer qual a docimásia pulmonar ou respiratória empregada para a 
afirmação conclusiva de que a vítima nasceu com vida, pois a não 
obediência a esta metodização desprove a perícia médico-legal da 
necessária fundamentação para comprovar a materialidade do 
infanticídio. 
 Assim, muito importante para sua prova é conhecer a Docimásia 
hidrostática pulmonar de Galeno — é a mais antiga e, por prática, 
 
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usada correntemente. Baseia-se na densidade do pulmão que 
respirou e do que não respirou. Segundo especialistas, o pulmão que 
respirou tem densidade entre 0,70 a 0,80. Em condições normais de 
pressão e temperatura a densidade da água é de 1,0. Posto em recipiente 
contendo água em temperatura ambiente, pulmão que respirou 
forçosamente flutuará, pois seu peso específico é mais leve que o da 
água; inversamente, o pulmão que não respirou não sobrenadará, por ter 
peso específico maior que o da água, ou seja, em torno de 1.040 a 1.092. 
Segundo a doutrina, essa docimásia comporta quatro fases distintas, a 
saber: 
✓ 1.ª fase: em um recipiente suficientemente fundo e 
largo, contendo água até 2/3 de sua altura, em 
temperatura ambiente, coloca-se em bloco a árvore 
traqueobrônquica, a língua,os pulmões, o timo e o 
coração, e observa-se se flutua por inteiro ou a meia 
água, ou se afunda; 
✓ 2.ª fase: separados pelos hilos os pulmões das demais 
vísceras no fundo do vaso, se eles sobrenadam por 
inteiro ou a meia água, diz-se positiva a prova, sendo, 
segundo alguns, desnecessário seguir adiante; 
✓ 3.ª fase: incisar um pulmão inteiro no fundo do 
reservatório com água e observar se algumas ou todas 
as suas partes flutuam, o que confere positividade à 
 
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prova. A prova será dita negativa e imporá a pesquisa da 
4.ª fase se todos os fragmentos pulmonares 
permanecerem no fundo do vaso; 
✓ 4.ª fase: consiste em comprimir energicamente pela mão 
voltada para a superfície ou contra a parede do vaso 
contendo água um fragmento de pulmão que não tenha 
flutuado; supondo ocorra desprendimento de finas 
bolhas gasosas misturadas com sangue, a fase é 
considerada positiva. 
 Pessoal, acredito que a Docimásia hidrostática pulmonar de 
Galeno é a mais importante para sua prova, entretanto, vou mencionar 
outras, pois podem ser cobradas também. Aqui temos as pulmonares e 
as extrapulmonares. Vejamos: 
✓ Docimásia histológica de Balthazard — Consiste no 
exame histológico dos cortes dos pulmões, ao microscópio, 
segundo técnica comum; 
✓ Docimásia radiológica de Bordas — Os campos 
pleuropulmonares de quem respirou apresentamse aos raios 
X com tonalidade escurecida. Os pulmões que não 
respiraram, bem como os portadores de graus variáveis de 
atelectasia, ou pneumonia, mostram opacidade aos raios de 
 
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Roentgen, em forma de punho ou triangular, o que diminui o 
valor prático da prova; 
✓ Docimásia siálica de Dinitz-Souza: consiste na pesquisa 
de saliva no estômago do feto. A reação positiva é um 
indicativo de que existiu vida extra-uterina; 
✓ Docimásia gastrintestinal de Breslau — Tem indicação 
em recém-nascido espostejado, do qual só se tem o 
abdome. Consiste na imersão em água do aparelho 
gastrintestinal separado em vários segmentos por prévias 
ligaduras da cárdia, do piloro, da porção terminal do 
intestino delgado e do reto, observando-se se sobrenadam, 
ou não, todos ou alguns; 
✓ Docimásia auricular de Wreden-Wendt-Gélé — É 
praticada em infante espostejado do qual só se tem a 
cabeça. Baseia-se na existência de ar no ouvido médio, aí 
levado através das trompas de Eustáquio, nos primeiros 
movimentos respiratórios e de deglutição do infante nascido 
vivo; 
✓ Docimásia do nervo óptico de Mirto — Quando às mãos 
do perito chegar apenas o crânio, sem sinal de putrefação, 
deve-se examinar, macroscópica e microscopicamente, a 
mielinização do nervo óptico, que se inicia após as primeiras 
 
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12 horas do nascimento, completando-se em torno do 
quarto ou quinto dia; 
✓ Docimásia epimicroscópica pneumoarquitetônica de 
Hilário Veiga de Carvalho — Corta-se o pulmão, 
previamente lavado em formalina, goteja-se glicerina sobre 
os fragmentos colocados numa placa de Petri e observa-se-
os com objetiva de imersão: se houve respiração autônoma, 
os alvéolos pulmonares mostram-se regularmente 
distribuídos e arredondados, com refringência contrastada 
em fundo negro; em caso contrário, visualiza-se um fundo 
negro sem imagens. No pulmão putrefeito, as cavidades 
cheias de gás de putrefação são grandes, disformes e de 
distribuição irregular; 
✓ Docimásia hidrostáticas de Icard — Complementam a 
docimasia pulmonar de Galeno nos casos duvidosos ou 
quando apenas a 4.ª fase se positivou. Elas são feitas por 
aspiração e por imersão em água quente; 
✓ Docimásia Táctil de Nero Rojas – No pulmão que 
respirou sentem-se pela palpação, um crepitar característico 
e a sensação esponjosa, e, no que não respirou, uma 
consistência carnosa; 
 
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✓ Docimásia plêurica de Placzek — Na cavidade pleural 
normalmente existe pressão negativa; ela não pode ser 
encontrada no infante que não respirou; 
✓ Docimásia pneumo-hepática de Puccinotti — Segundo 
esse autor, é possível concluir se houve ou não respiração 
autônoma pela determinação da quantidade de sangue 
encontrada no fígado e no pulmão. Este, se respirou, mostra 
peso específico menor que o do fígado; 
✓ Docimásia diafragmática de Ploquet — A abertura da 
cavidade toracoabdominal do cadáver permite visualizar as 
hemicúpulas diafragmáticas em convexidade exagerada, 
caso os pulmões não tenham respirado, e em posição 
horizontalizada, quando a respiração autônoma existiu; 
✓ Docimásia óptica ou visual de Bouchut — A inspeção 
direta do pulmão registra aspecto hepatizado do órgão, 
quando o feto não respirou, e superfície em mosaico, se 
ocorreu respiração autônoma; 
✓ Docimásia hemato-pneumo-hepática de Severi — 
Consiste na colheita de sangue no fígado e no pulmão, 
determinando-se, cuidadosamente, as taxas de 
hemoglobina; se forem idênticas, obviamente não houve 
respiração. Em contrapartida, taxa de hemoglobina mais 
 
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alta no sangue do pulmão fala a favor de respiração 
autônoma; 
✓ Prova hemato-arteriovenosa de França — Indicada se 
de um espostejamento restar apenas um membro, superior 
ou inferior. Consiste, conforme preceitua esse culto 
professor de Medicina Legal, “em dissecarem-se as artérias 
e as veias com coleta separada de sangue, procedendo-se, a 
seguir, a uma cuidadosa dosagem da oxiemoglobina de 
ambas as amostras. Conclui-se ter havido hematose e, 
consequentemente, respiração, se a taxa de oxiemoglobina 
mostrar-se mais alta no sangue arterial. Supondo sejam 
idênticas as taxas, confirma-se a não respiração.” 
 
Crimes contra a dignidade sexual e provas periciais 
 
 Bem pessoal, vamos começar pelo crime de estupro. Vejamos a 
literal: 
 
“Estupro 
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave 
ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que 
com ele se pratique outro ato libidinoso: 
 
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Pena – reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. 
§ 1º Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave 
ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 
(catorze) anos: 
Pena – reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos. 
§ 2º Se da conduta resulta morte: 
Pena – reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.” 
 
 O estupro é crime pluriofensivo. O art. 213 do CP tutela dois bens 
jurídicos: a dignidade sexual e, mais especificamente,a liberdade sexual, 
bem como a integridade corporal e a liberdade individual, pois o delito 
tem como meios de execução a violência à pessoa ou grave ameaça. 
 Se a vítima de estupro for menor de 14 anos, ou pessoa que, por 
enfermidade ou deficiência mental, não tiver o necessário discernimento 
para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não puder 
oferecer resistência, estará caracterizado o crime mais grave de estupro 
de vulnerável, definido no art. 217-A do CP. Não se enquadrando o 
ofendido no conceito de vulnerável para fins sexuais, mas menor de 18 e 
maior de 14 anos, incidirá em relação ao estupro a qualificadora contida 
na parte final do § 1º do art. 213 do CP. 
 Quanto à consumação, na conduta “constranger alguém, mediante 
violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal”, o estupro se consuma 
com a introdução, total ou parcial, do pênis na vagina. Não há 
necessidade de ejaculação ou de orgasmo. Já na modalidade “constranger 
 
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alguém, mediante violência ou grave ameaça, a praticar ou permitir que 
com ele se pratique outro ato libidinoso”, a consumação se dá no 
momento em que a vítima realiza em si mesma, no agente ou em terceira 
pessoa algum ato libidinoso, ou então no instante em que alguém atua 
libidinosamente sobre seu corpo. Em todas as hipóteses é imprescindível 
o prévio emprego de violência ou grave ameaça para constranger a vítima 
a qualquer dos comportamentos legalmente descritos. 
 Para a diagnose de esperma utilizam-se as reações cristalográficas, 
que são reações de orientação ou de probabilidade, e pelas provas de 
certeza e pelas provas biológicas, específicas e individuais. 
 As primeiras estão representadas especialmente pela: 
✓ Reação de Florence — Uma solução iodetada posta em contato 
com um macerado de esperma reage com a lecitina, que é um 
lipoide espalhado na economia inteira, e forma cristais 
romboédricos, de colorido marrom-amarelado, visíveis 
somente ao microscópio. Essa reação não é peculiar ao 
esperma humano, pois a lecitina é encontrada também nos 
animais; logo, a reação se positiva com esperma de todos os 
animais. Outrossim, à maneira do que ocorre com outras 
reações cristalográficas, a reação de Florence ainda se positiva 
com sucos vegetais, excretas orgânicos etc.; 
✓ Cristais de Baecchi — Originam-se dos cristais de Florence, 15 
a 30 minutos após a sua formação, ao lado dos quais são 
vistos, numa preparação microscópica, como formações 
 
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ovaladas, semilunares ou hexagonais, de tonalidade marrom-
escura; 
✓ Reação de Barbério — Uma solução saturada de ácido pícrico 
em água destilada posta na presença de um macerado de 
esperma bem concentrado forma cristais de formas as mais 
variadas: ovoides, romboédricos, losangulares, de acículas 
grossas. 
 
 As provas de certeza são feitas pela demonstração de um único 
espermatozoide íntegro ou, então, de muitas de suas cabeças com 
fragmentos de caudas aderidas no material examinado. As provas 
biológicas específicas têm valor para a determinação da origem do 
esperma, desde que os espermatozoides típicos, previamente 
evidenciados, não tenham sofrido alterações morfológicas. 
 A ruptura do hímen caracteriza física e anatomicamente a realidade 
da conjunção carnal, desde que determinada pela introdução do pênis em 
ereção na vagina, e não por olisbos, traumatismos, masturbação etc. 
 Embora íntegro o hímen, asseguramos caracterizado o delito de 
estupro se ocorre a simples penetração do espermatozoide fecundante 
ejaculado em cópula vestíbulo-vulvar, além da membrana, eis que tal 
fato, à luz da tutela penal pátria, equivale à conjunção carnal, levando-se 
em conta que a vítima se sente estuprada com o coito vulvar, já que o 
atrito do pênis na entrada da vagina é totalmente diferente do contato em 
 
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outra parte de seu corpo. Entretanto, a jurisprudência não é pacífica 
nesse sentido. 
 
 “Violação sexual mediante fraude 
Art. 215. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso 
com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou 
dificulte a livre manifestação de vontade da vítima: 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. 
Parágrafo único. Se o crime é cometido com o fim de obter 
vantagem econômica, aplica-se também multa.” 
 
 O objeto jurídico é a liberdade sexual da pessoa humana, 
independentemente do seu sexo. Protege-se a inviolabilidade sexual da 
pessoa, tendo em vista os atos fraudulentos com os quais se vicia o 
consentimento, para obter a conjunção carnal ou outro ato libidinoso. 
Aqui, o crime se consume com a prática da conjunção carnal ou do ato 
libidinoso. 
 
“Assédio sexual 
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter 
vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente 
da sua condição de superior hierárquico ou ascendência 
inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. 
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos. 
 
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Parágrafo único. (Vetado). 
§ 2º A pena é aumentada em até um terço se a vítima é 
menor de 18 (dezoito) anos.” 
 
 O objeto jurídico é a liberdade sexual, relacionada ao exercício do 
trabalho em condições dignas e desprovidas de constrangimentos e 
humilhações. Somente pode ser cometido por quem se encontre na 
posição de superior hierárquico da vítima ou tenha no tocante a ela 
ascendência inerente ao exercício de emprego, cargo ou função. Não há 
falar em assédio sexual quando o responsável pelo constrangimento à 
vítima estiver na mesma posição desta, ou então em posição inferior na 
relação de trabalho. Assim, trata-se de um crime próprio! 
 
“Estupro de vulnerável 
Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato 
libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: 
Pena – reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. 
§ 1º Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas 
no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência 
mental, não tem o necessário discernimento para a prática do 
ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer 
resistência. 
§ 2º (Vetado). 
 
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§ 3º Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave: 
Pena – reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos. 
§ 4º Se da conduta resulta morte: 
Pena – reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.” 
 
 O estupro de vulnerável pode ser: simples – próprio ou por 
equiparação; qualificado pela lesão corporal de natureza grave; e 
qualificado pela morte. Nas três hipóteses constitui-se em crime 
hediondo, insuscetível de anistia, graça, indulto e fiança. Assim,a pena 
privativa de liberdade será cumprida em regime inicialmente fechado, 
autorizando-se a progressão após o cumprimento de 2/5 da pena, se o 
condenado for primário, ou de 3/5, se reincidente. 
 O objeto jurídico é a dignidade sexual dos vulneráveis! 
 
“Corrupção de menores 
Art. 218. Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a 
satisfazer a lascívia de outrem: 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. 
Parágrafo único. (Vetado).” 
 
 O núcleo do tipo é “induzir”, ou seja, criar na mente de alguém a 
vontade de satisfazer a lascívia alheia, convencendo-a a agir desta forma. 
Lascívia é o desejo sexual, o erotismo, a luxúria. A conduta deve atingir 
pessoa ou pessoas determinadas, pois o tipo penal contém a elementar 
 
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“alguém”. Dessa forma, se o sujeito induzir pessoas indeterminadas, 
menores de 14 anos, a satisfazer a lascívia de outrem, estará 
caracterizado o crime de favorecimento da prostituição ou outra forma de 
exploração sexual de vulnerável, nos moldes do art. 218-B do Código 
Penal. Também será reconhecível o delito de favorecimento da 
prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável quando a 
vítima receber alguma contraprestação, do agente ou de terceiro, em 
decorrência do seu comportamento. 
 O objeto jurídico é a dignidade sexual da pessoa menor de 14 anos, 
bem como o direito ao desenvolvimento sexual sadio, equilibrado e 
compatível com a sua idade. 
 
“Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou 
adolescente 
Art. 218-A. Praticar, na presença de alguém menor de 14 
(catorze) anos, ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou 
outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de 
outrem: 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.” 
 
 O objeto jurídico é a dignidade sexual da pessoa menor de 14 anos 
de idade, no tocante ao seu desenvolvimento sadio e equilibrado, bem 
como na sua íntegra formação moral. Quanto aos núcleos do tipo: 
praticar, na presença de alguém menor de 14 anos, conjunção 
 
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carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria 
ou de outrem - o sujeito não induz o menor de 14 anos a presenciar a 
conjunção carnal ou qualquer outro ato libidinoso, mas sabe que sua 
relação sexual é assistida pela criança ou adolescente, e ainda assim 
prossegue, como forma de atender sua própria lascívia ou de terceiro; ou 
induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a 
fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem – induzir tem o 
sentido de convencer ou persuadir alguém a fazer algo. O agente 
convence o menor de 14 anos a presenciar sua atividade sexual, pois isso 
lhe dá prazer erótico ou satisfaz a lascívia de terceiro. 
 
“Favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração 
sexual de vulnerável 
Art. 218-B. Submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra 
forma de exploração sexual alguém menor de 18 (dezoito) 
anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem 
o necessário discernimento para a prática do ato, facilitá-la, 
impedir ou dificultar que a abandone: 
Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos. 
§ 1º Se o crime é praticado com o fim de obter vantagem 
econômica, aplica-se também multa. 
§ 2º Incorre nas mesmas penas: 
 
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I – quem pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com 
alguém menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos 
na situação descrita no caput deste artigo; 
II – o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em 
que se verifiquem as práticas referidas no caput deste artigo. 
§ 3º Na hipótese do inciso II do § 2º, constitui efeito 
obrigatório da condenação a cassação da licença de 
localização e de funcionamento do estabelecimento.” 
 
 O objeto jurídico é a dignidade sexual do menor de 18 anos ou 
portador de doença ou enfermidade mental, bem como o direito ao 
desenvolvimento sexual saudável, equilibrado e compatível com sua idade 
ou condição pessoal. Quanto à consumação, nos núcleos “submeter”, 
“induzir”, “atrair” e “facilitar”, a consumação se dá no momento em que a 
vítima passa a se dedicar com habitualidade ao exercício da prostituição 
ou outra forma de exploração sexual, ainda que não venha a atender 
pessoa interessada em seus serviços. O crime é instantâneo, pois sua 
consumação ocorre em um momento determinado, sem continuidade no 
tempo. Nas modalidades “impedir” e “dificultar” o delito se consuma no 
instante em que a vítima decide abandonar a prostituição ou outra forma 
de exploração sexual, mas o sujeito não permite ou torna mais onerosa a 
concretização da sua vontade. Nesses casos, o crime é permanente. 
Embora a prostituição seja o comércio sexual continuado, esta 
habitualidade se restringe ao comportamento da vítima – o agente não 
 
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precisa reiteradamente favorecer a prostituição ou outra forma de 
exploração sexual. Em todas as hipóteses, o crime é material ou causal – 
a consumação requer o efetivo exercício da prostituição ou outra forma de 
exploração sexual pela vítima. 
 
 Sexualidade anômala 
 
 Toda variação da relação heterossexual normal que seja 
exclusiva, isto é, a própria pessoa se satisfaz sexualmente, é uma 
variação anômala (ex: a masturbação não se trata de anomalia da 
sexualidade, porém, se o indivíduo usa a masturbação como substitutivo 
da relação sexual normal, ela já é encarada como anomalia). No aspecto 
jurídico, principalmente no tocante à anulação do casamento, a prática 
sexual anômala impede a sexualidade normal, tornando-se forma 
exclusiva da manifestação sexual. Sexualidade anômala é uma 
modificação qualitativa ou quantitativa do instinto sexual, podendo existir 
como sintoma numa degeneração psíquica ou como intervenção de 
fatores orgânicos glandulares. A prática sexual anômala deve substituir 
em caráter permanente e total a prática normal. 
 Vejamos algumas práticas sexuais anômalas: 
 
Onanismo - é o impulso obsessivo à excitação dos órgãos 
genitais. É a prática orgásmica auto-erótica. A masturbação é 
 
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considerada anômala quando, pela duração e exclusividade, 
bloqueia a prática da conjunção carnal normal; 
Pedofilia - é a predileção sexual por crianças. Compreende 
desde os atos obscenos até a prática de manifestações 
libidinosas; 
Anafrodisia - quando há diminuição do apetite sexual do 
homem. O sistema de ereção peniana funciona, mas, por 
várias razões, deixa de existir o desejo sexual. Pode decorrer 
de doenças do sistema nervoso e de outras causas externas 
ou internas; 
Frigidez- é a ausência de libido na mulher. Distúrbio do 
instinto sexual que se caracteriza pela diminuição do apetite 
sexual. Pode ter várias razões: sucessivas frustrações, 
situações psíquicas (bloqueio infantil), vaginismo (psicofísica) 
ou outras doenças psíquicas ou glandulares. 
Erotismo - é o apetite sexual acentuado. Manifesta-se por 
meio da satiríase no homem, que é o apetite sexual 
acentuado, não podendo ser confundido com o priapismo no 
homem(ereção permanente) nem com a ninfomania na 
mulher, que é o desejo insaciável. 
Auto-erotismo - é a manifestação da sexualidade que, para 
a satisfação sexual, não depende de parceiro nem de 
masturbação, depende apenas da imaginação; 
 
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Erotomania - é a fixação maníaca de alta morbidez, em que 
o indivíduo se fixa em alguém fora do campo de seu 
relacionamento. O indivíduo desenvolve uma paixão mórbida 
e doentia, podendo até transformar-se num criminoso de alta 
periculosidade.O indivíduo é levado por uma ideia fixa de 
amor e tudo nele gira em torno dessa paixão. Normalmente 
são castos e virgens (amor platônico); 
Mixoscopia - popularmente chamada de voyeurismo, 
consiste no prazer em presenciar a relação sexual de 
terceiros. 
 
 Abaixo segue um quadro resumo com todas as parafilias: 
 
Parafilia Interesse erótico principal 
Abasiofilia Pessoas com mobilidade reduzida 
Acrotomofilia Pessoas com amputações 
Agalmatofilia Manequins e estátuas 
Algolagnia Dor, principalmente na zona erógena 
Andromimetofilia Transexuais masculinos 
Anililagnia Atrações de homens jovens em mulheres idosas 
Antropofagia Ingestão de carne humana 
Apotemnofilia Amputar a própria perna 
Asfixia erótica Asfixia de si próprio ou de outros; pode levar à morte 
Asfixiofilia Ser asfixiado ou estrangulado 
Autagonistofilia Ser observado por outras pessoas ou ser filmado 
Autassassinofilia Possibilidade de morrer durante a relação sexual 
Autoandrofilia 
Uma mulher com desejo de possuir atributos 
masculinos 
Autoginefilia Um homem com desejo de possuir atributos femininos 
Autonepiofilia Imaginação de si próprio como sendo uma criança 
 
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Parafilia Interesse erótico principal 
Autopedofilia 
Autoplushofilia 
Imaginação de si próprio na forma de um bicho de 
pelúcia 
Autovampirismo 
Imaginação de si próprio na forma de um vampiro. 
Envolve a ingestão ou visualização do próprio sangue 
Autozoofilia Imaginação de si próprio na forma de um animal 
antropomorfizado 
Biastofilia 
Estupro de uma pessoa inconsciente, geralmente um 
estranho 
Clismafilia Excitação sexual proveninente de enemas 
Crematistofilia Ser roubado ou ser extorquido financeiramente 
Cronofilia Parceiro sexual com uma grande diferença de idade 
Coprofilia 
Ingestão de fezes durante o ato; também conhecida 
como fecofilia ou escatofilia 
Dacryfilia Lágrimas ou choro 
Dendrofilia Árvores 
Emetofilia Vômito 
Erotofonofilia 
Assassinato do parceiro após a relação, geralmente 
estranhos; também conhecida como dacnolagnomania 
Estigmatofilia Tatuagens e piercings 
Exibicionismo 
Exibir o órgão sexual em público sem o consentimento 
de quem vê 
Feederismo Parceiro com peso muito acima do normal 
Fetiche com 
fraldas 
Fraldas; considerada como uma sobreposição à 
autonepiofilia 
Fetichismo Interesse particular em objetos sem vida própria 
Formicofilia Rastejar sobre formigas, besouros e pequenos insetos 
Fornifilia O parceiro permanece subordinado a permanecer 
como uma peça de mobiliário 
Frotteurismo 
Excitação do órgão sexual em uma pessoa com 
roupas e sem o consentimento desta 
Gerontofilia Pessoas idosas 
Gynandromorfofilia 
Gynemimetofilia 
Transsexual ou mulher transgênera 
Hematolagnia Ingerir ou observar o sangue do parceiro 
Heterofilia Atração por pessoas do sexo oposto por quem é 
essencialmente homossexual 
Homeovestismo 
Utilizar peças de roupa de si mesmo ou do sexo 
oposto 
 
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Parafilia Interesse erótico principal 
Hybristofilia 
Parceiro envolvido em crimes; principalmente em 
crimes crueis e escandalosos, como estupro e 
assassinato 
Infantilismo 
Se vestir ou agir como um bebê; também conhecida 
como "síndrome do bebê adulto" 
Infantofilia 
Tipo de pedofilia com foco maior em crianças cinco 
anos ou menos; termo novo que não é usado na 
mídia 
Lactofilia 
Excitação ao observar o leite materno sendo expelido 
pelos seios 
Macrofilia Interesse sexual em pessoas com gigantismo, 
especialmente do sexo feminino 
Maschalagnia Fetiche com axilas 
Masoquismo 
Sofrimento ao ser espancado, agredido ou humilhado 
verbalmente pelo parceiro 
Mecanofilia 
Carros os outros veículos; também conhecido como 
"mecafilia" 
Melolagnia Música 
Menofilia Menstruação 
Microfilia 
Pessoas de baixa estatura ou com partes do corpo 
muito pequenas 
Misofilia Ambiente sujo, coisas imundas ou em decomposição 
Morfofilia Atração única por corpos com características exatas, 
como mesmo tamanho e altura 
Narratofilia Palavras obscenas e de baixo calão 
Nasofilia Narizes 
Necrofilia Cadáveres 
Objectofilia Desejo de manter relação com objetos inanimados 
específicos 
Oculofilia 
Olhos e atividades que possam envolver o globo 
ocular. Este termo não se encaixa no voyeurismo 
Olfactofilia Odor corporal, especialmente nos órgãos sexuais 
Pedofilia 
Crianças na fase da pré-puberdade, geralmente 
confundida com efebofilia e pederastia 
Peodeiktofilia Exibir o pênis em público 
Podofilia Pés 
Pictofilia Pornografia ou atos eróticos, principalmente imagens 
Piquerismo 
Perfurar o corpo de outra pessoa, geralmente 
esfaqueando ou cortando o corpo com canivetes 
 
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Parafilia Interesse erótico principal 
Plushofilia Animais de pelúcia 
Pigofilia Excitação além do comum por nádegas 
Pirofilia Fogo 
Raptofilia Cometer estupro com consentimento do parceiro 
Sadismo sexual Sofrimento físico ou psicológico imposto no parceiro 
Salirofilia Saliva ou suor 
Somnofilia Pessoas dormindo ou inconsciente 
Stenolagnia Músculos e exibições de força física 
Simforofilia 
Excitação ao assistir tragédias e desastres naturais ou 
praticar relação sexual com tais acontecimentos 
Teratofilia Pessoas deformadas ou semi-deformadas 
Toucherismo 
Encostar em uma pessoa com a mão sem seu 
consentimento 
Travestismo 
Uso de roupas do sexo oposto; também conhecida 
como transvestismo 
Travestofilia 
Interesse em um parceiro sexual com roupas do sexo 
oposto 
Tricofilia Cabelos 
Troilismo 
Prazer em ver o parceiro tendo relações sexuais com 
um terceiro; corno 
Urofilia Urinar ou receber a urina do parceiro, com a ingestão 
ou não do líquido 
Vampirismo Sangue 
Vorarefilia 
Excitação ao comer ou ter partes do corpo sendo 
comidas por outra pessoa 
Voyeurismo 
Assistir outras pessoas peladas ou praticando relações 
sexuais, geralmente sem o consentimento destas 
Zoofilia AnimaisZoosadismo Fazer os animais ou observá-los sentir dor 
 
 Vamos, agora, ver algumas questões. 
 Grande abraço e bons estudos! 
 
 
 
 
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Questões propostas 
 
1) (CESPE - 2012 - PC-AL - Escrivão de Polícia) No que se refere à 
perícia médico-legal, julgue os itens subsequentes. 
A verificação da presença de hímen íntegro e complacente em 
jovem vítima de suposto abuso sexual é suficiente para que o 
perito médico-legista conclua que não houve conjunção carnal. 
 
2) (FUNCAB - 2012 - PC-RJ - Delegado de Polícia) Na perícia de 
conjunção carnal, a maioria das lesões encontradas nas vítimas de 
crimes sexuais é de caráter inespecífico, o que torna necessária a 
realização de métodos complementares para a elucidação dos 
vestígios, entre os quais NÃO se inclui: 
A) pesquisa direta de espermatozoides. 
B) dosagem de fosfatase ácida prostática. 
C) pesquisa de antígeno prostático específico. 
D) exame de confronto genético. 
E) dosagem de prostaglandina F2-alfa. 
 
3) (FGV - 2012 - PC-MA - Delegado de Polícia) Uma mulher 
comparece ao IML alegando que, sob a ameaça de um revólver, foi 
obrigada a manter conjunção carnal com um desconhecido. O 
exame pericial não apurou vestígios de violência física. O exame 
ginecológico apurou a presença de carúnculas mirtiformes. O 
 
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exame laboratorial da secreção vaginal colhida não revelou a 
presença de espermatozóides e a dosagem de fosfatase ácida 
estava elevada. 
A análise do caso apresentado permite concluir que 
A) a periciada não é virgem e houve conjunção carnal recente 
comprovada pela dosagem da fosfatase ácida na secreção vaginal. 
B) a periciada apresenta vestígios de conjunção carnal recente 
pela presença de carúnculas mirtiformes. 
C) a periciada é virgem pela ausência de rotura himenal e de 
espermatozóides na secreção vaginal. 
D) a periciada não é virgem mas não é possível determinar se 
houve conjunção carnal recente. 
E) a presença de carúnculas himenais é incompatível com a 
dosagem de fosfatase ácida. 
 
4) (CESPE - 2012 - PC-AL - Delegado de Polícia) Em relação à 
perícia médico-legal, julgue os itens que se seguem. 
Não existe a possibilidade de ocorrência de estupro em pessoa do 
sexo feminino com hímen íntegro, isto é, virgem. 
 
5) (CEFET-BA - 2008 - PC-BA - Delegado de Polícia) Em casos de 
estupro, a violência é presumida em lei quando a vítima 
A) é menor de 16 anos. 
B) sofreu rotura recente do hímen. 
 
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C) está alcoolizada. 
D) é casada. 
E) é alienada ou débil mental. 
 
 
6) (PC-SP - 2003 - Delegado de Polícia) As ausências de 
espermatozoides na vagina e no canal anal: 
A) afastam definitivamente as ocorrências de conjunção carnal e 
do coito anal; 
B) afastam definitivamente as ocorrências de conjunção carnal, 
mas não a de coito anal; 
C) afastam definitivamente as ocorrências de coito anal, mas não 
a de conjunção carnal; 
D) não afastam definitivamente as ocorrências de conjunção 
carnal e do coito anal 
 
7) (PC-MG - 2011 - Delegado de Polícia) Retalhos de hímen roto 
pelo parto vaginal, os quais se retraem constituindo verdadeiros 
tubérculos em sua implantação, correspondem a 
A) entalhes himenais. 
B) hímens cribriformes. 
C) carúnculas mirtiformes. 
D) chanfraduras vulvo-himenais. 
 
 
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8) (CESPE - 2011 - PC-ES - Médico Legista – Específicos) O 
cadáver de uma pessoa do sexo feminino submetida à necropsia 
no IML apresentou erupção de segundos molares, e ausência de 
erupção dos terceiros molares. A rigidez cadavérica apresentava-
se desfeita e havia mancha verde abdominal e circulação póstuma. 
Os livores concentravam-se no ventre. No pescoço, havia sulco 
horizontal completo abaixo da cartilagem tireoide. Apresentava 
equimoses subconjuntivais e retrofaringianas, com pulmões 
congestos, escuros e com manchas de Tardieu, principalmente em 
pleuras visceral e interlobares. O exame cardíaco referiu 
ventrículo esquerdo esvaziado e direito repleto. Exame da 
genitália mostrou integridade himenal e positividade para PSA em 
líquido sanguinolento colhido da cavidade retal; e havia laceração 
de mucosa anal. 
Com base no caso hipotético acima, julgue os itens subsequentes, 
relacionados a exame em cadáveres. 
Nesse caso, há evidência de estupro. 
 
 
9) (UFPR - 2014 - DPE-PR - Defensor Público) Considera-se 
vulnerável, para fins de tipificação do crime de estupro de 
vulnerável (art. 217-A, §1º, do CP): 
A) o maior de 60 anos. 
 
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B) quem, por deficiência mental, não tem o necessário 
discernimento para a prática do ato. 
C) o menor de 16 anos, ainda que possua o necessário 
discernimento para a prática do ato. 
D) o descendente, menor de 18 anos, ainda que possua o 
necessário discernimento para a prática do ato. 
E) a mulher, no âmbito das relações domésticas. 
 
10) (VUNESP - 2014 - PC-SP - Investigador de Polícia) Nos termos 
do Código Penal, assinale a alternativa que contenha apenas 
crimes contra a dignidade sexual 
A) Perigo de contágio venéreo; atentado ao pudor mediante 
fraude; assédio sexual. 
B) Assédio sexual; perigo de contágio venéreo; corrupção de 
menores. 
C) Estupro; atentado violento ao pudor; prostituição. 
D) Atentado violento ao pudor; sedução; estupro. 
E) Estupro; corrupção de menores; assédio sexual. 
 
 
11) (CRSP - PMMG - 2014 - PM-MG - Oficial da Polícia Militar - 
Prova A) Uma mulher apaixonada por um homem que inobstante 
tentar conquistá-lo de todas as formas, não consegue lograr êxito 
em seu intento. Assim, sendo, de porte de uma arma de fogo, 
 
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empregando ameaça, obriga o homem indefeso à prática de 
relações sexuais, restando consumado, portanto o crime de: 
A) Constrangimento ilegal. 
B) Violação sexual mediante fraude. 
C) Atentado violento ao pudor. 
D) Estupro. 
 
 
12) (FUMARC - 2013 - PC-MG - Médico legista) Quanto à sexologia 
criminal, é correto afirmar, EXCETO: 
A) O agente passivo do estupro pode ser tanto o homem quanto a 
mulher 
B) No atentado violento ao pudor, tanto o homem quanto a mulher 
podem ser o agente passivo. 
C) O hímen é uma estrutura mucosa que separa a vulva da vagina 
e tem duas faces: uma, vaginal e profunda, e outra, vestibular ou 
superficial. 
D) Em presença de hímen complacente, a constatação da presença 
de fosfatase ácida ou de glicoproteínaP 30 em resíduo vaginal 
pode contribuir no diagnóstico de conjunção carnal. 
 
13) (FUNCAB - 2013 - PC-ES - Médico legista) São sinais 
doutrinários em Medicina Legal de que houve conjunção carnal 
 
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com uma mulher, que evidenciava hímen não complacente roto, 
EXCETO: 
A) presença de entalhes no hímen. 
B) gravidez. 
C) presença de esperma na vagina ou canal vaginal. 
D) presença de fosfatase ácida acima de 300U.K./mL no canal 
vaginal. 
E) presença de glicoproteína P30 no canal vaginal. 
 
14) (FUNCAB - 2013 - PC-ES - Médico legista) Africção, por parte 
do homem, de seu pênis contra as nádegas ou corpo de uma 
mulher completamente vestida, a fimde atingir o orgasmo 
caracteriza: 
A) estigmatofilia. 
B) algolagnia. 
C) riparofilia. 
D) frotteurismo. 
E) clismafilia. 
 
 
 
 
 
 
 
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Questões comentadas 
 
1) (CESPE - 2012 - PC-AL - Escrivão de Polícia) No que se refere à 
perícia médico-legal, julgue os itens subsequentes. 
A verificação da presença de hímen íntegro e complacente em jovem 
vítima de suposto abuso sexual é suficiente para que o perito médico-
legista conclua que não houve conjunção carnal. 
 
Comentários: 
 Existem himens cujo exame apresenta algumas dificuldades 
periciais, como os infantis, os franjados e os complacentes. É 
necessário um diagnóstico diferencial entre as rupturas completas, 
incompletas e entalhes congênitos, como as rupturas recentes e 
cicatrizadas e quanto ao reconhecimento e vestígios, esses são indicativos 
de cópula vulvar e toque digital. Na mulher com vida sexual pregressa, a 
perícia deve buscar provas de ejaculação (sêmen), constatando-se a 
presença de espermatozóides e líquido seminal por meio do exame de 
Fosfatase ácida (que é um indício) e da Proteína P30 (PSA que é 
uma constatação). Logo, não é suficiente. 
 
Gabarito: E. 
 
 
 
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2) (FUNCAB - 2012 - PC-RJ - Delegado de Polícia) Na perícia de 
conjunção carnal, a maioria das lesões encontradas nas vítimas de 
crimes sexuais é de caráter inespecífico, o que torna necessária a 
realização de métodos complementares para a elucidação dos 
vestígios, entre os quais NÃO se inclui: 
A) pesquisa direta de espermatozoides. 
B) dosagem de fosfatase ácida prostática. 
C) pesquisa de antígeno prostático específico. 
D) exame de confronto genético. 
E) dosagem de prostaglandina F2-alfa. 
 
Comentários: 
 Na perícia da conjunção carnal, o único método complementar que 
NÃO se inclui na investigação é a dosagem de prostaglandina F2-alfa, 
substância sintética utilizada na provocação de aborto por medicamentos 
efetuado no segundo trimestre da gravidez, em países onde tal 
procedimento é permitido por lei. 
 
 
Gabarito: E. 
 
3) (FGV - 2012 - PC-MA - Delegado de Polícia) Uma mulher 
comparece ao IML alegando que, sob a ameaça de um revólver, foi 
obrigada a manter conjunção carnal com um desconhecido. O 
 
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exame pericial não apurou vestígios de violência física. O exame 
ginecológico apurou a presença de carúnculas mirtiformes. O 
exame laboratorial da secreção vaginal colhida não revelou a 
presença de espermatozóides e a dosagem de fosfatase ácida 
estava elevada. 
A análise do caso apresentado permite concluir que 
A) a periciada não é virgem e houve conjunção carnal recente 
comprovada pela dosagem da fosfatase ácida na secreção vaginal. 
B) a periciada apresenta vestígios de conjunção carnal recente pela 
presença de carúnculas mirtiformes. 
C) a periciada é virgem pela ausência de rotura himenal e de 
espermatozóides na secreção vaginal. 
D) a periciada não é virgem mas não é possível determinar se houve 
conjunção carnal recente. 
E) a presença de carúnculas himenais é incompatível com a dosagem de 
fosfatase ácida. 
 
Comentários: 
 Então pessoal, a comprovação da dosagem de fosfatase ácida na 
secreção vaginal, nos remete ao entendimento de ter ocorrido a 
conjunção carnal. Quanto às carúnculas mirtiformes, que são encontradas 
nas mulheres que já deram a luz, via vaginal: são pequenos brotos ou 
pontos cicatriciais situados na região do hímen (são sobras de hímen) 
 
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depois de múltiplas conjunções carnais ou após o parto. Então ela não era 
virgem. 
 
Gabarito: A. 
 
4) (CESPE - 2012 - PC-AL - Delegado de Polícia) Em relação à 
perícia médico-legal, julgue os itens que se seguem. 
Não existe a possibilidade de ocorrência de estupro em pessoa do sexo 
feminino com hímen íntegro, isto é, virgem. 
 
Comentários: 
 Claro que existe, no caso de um hímen complacente, lembraram? 
Dependendo da elasticidade da membrana, pode ocorrer de que o óstio 
não se rompa durante a conjunção carnal. Outros fatores, como a 
lubrificação da mulher, as dimensões dos membros da parceira e do 
parceiro, bem como a proporção entre eles, podem fazer com que o 
hímen não se rompa durante a relação. 
 
Gabarito: E. 
 
5) (CEFET-BA - 2008 - PC-BA - Delegado de Polícia) Em casos de 
estupro, a violência é presumida em lei quando a vítima 
A) é menor de 16 anos. 
B) sofreu rotura recente do hímen. 
 
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C) está alcoolizada. 
D) é casada. 
E) é alienada ou débil mental. 
 
Comentários: 
 Meus amigos (as), vamos falar mais um pouco sobre os crimes 
de estupro. Há alguns anos, houve uma alteração no Direito Penal 
brasileiro, com a Lei Ordinária Federal n. 12.015, de 07 de agosto de 
2009, publicada no Diário Oficial da União, no dia 10 do mesmo mês e 
ano, o que promoveu uma inédita alteração no art. 213 do Código Penal, 
revogando o art. 214 do mesmo. Eis as alterações: 
 
 “Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou 
grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou 
permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso. 
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. 
1º Se da conduta resulta lesão corporal de natureza 
grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior 
de 14 (catorze) anos: Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 
(doze) anos. 
2º Se da conduta resulta morte: Pena - reclusão, de 12 
(doze) a 30 (trinta) anos”. 
 
 
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 Outra coisa que eu não falei acima, o atentado violento ao 
pudor, que foi revogado em 2009, a doutrina entendia que eram os 
atos sexuais caracterizados pela (o): 
 Conjunção carnal - significa a cópula, a realização do ato 
sexual, em primeira instância, o contato direto do órgão sexual masculino 
com o feminino, com a introdução do primeiro no organismo do segundo, 
ou seja, o pênis dentro da vagina. Podemos ter sinais da ocorrência de 
uma conjunção carnal se houver dúvida como dor, lesões, hemorragia e 
contaminação ou de certeza, se houver ruptura do hímen, esperma na 
vagina, gravidez. Também é chamada de Cópula ou Coito, e no bom e 
velho latim significa “Imissio penis in vaginam”. Esse termo se traduz na 
relação entre o homem e a mulher, caracterizada pela penetração do 
pênis na vagina, com ou sem ejaculação, ou seja, o “Imissio seminis”. 
 Ato libidinoso - os crimes antes considerados como atentado 
violento ao pudor, enquadrados no Artigo 214 do Código Penal, são 
contemplados agora no Artigo 213, referente ao estupro. Com isso, 
estupro e atentado violento ao pudor, que eram dois crimes autônomos 
com penas somadas, resultam na aplicação de uma única pena. Com isso, 
há o risco de as penas serem menores. Antes era aplicado concurso 
material de delitos, porque quem praticou (de forma forçosa) sexo vaginal 
(que era classificado como estupro) e depois o oral (que antes era 
caracterizado como atentado violento ao pudor) poderia receber seis anos 
por causa de cada um dos delitos. A condenação de ambos delitos tinham 
suas penas somadas, contudo agora passam a ser a mesma coisa. 
 
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 Atos Libidinosos além da conjunção carnal, ato libidinoso por 
excelência, temos diversos outros atos libidinosos, os quais inserem-se 
as: Cópulas ectópicas, os Atos orais; e os Atos manuais, assim temos: 
✓ Cópulas ectópicas: são aquelas cópulas praticadas fora 
da vagina, tais como a Cópula anal, a Cópula retal, Cópula 
vulvar (cópula vestibular ou “ad introitum”), Cópula oral ou 
felação, Cópula entre as coxas. 
✓ Atos orais se caracterizam pela felação (sexo oral na 
genitália masculina), o cunilíngua ou cunilingus (ou seja, 
sexo oral na genitália feminina), beijos e sucções nas 
mamas, coxas ou outras regiões de conotação sexual 
✓ Atos manuais tratam-se da masturbação e das 
manipulações eróticas de todos os tipos 
 
 Quanto à definição de violência, crimes sexuais, podemos dizer 
de maneira simples que é o concurso de força física, psicológica ou do 
emprego de outros meios capazes de privar ou perturbar o entendimento 
da vítima, impossibilitando-a de reagir ou de se defender de uma 
agressão. são dois tipos de violência, a Efetiva ou a Presumida. 
✓ Violência Efetiva: 
Física: a lei exige que o agressor tenha agido de forma 
violenta, anulando ou enfraquecendo a oposição (resistência 
física) da vítima. 
 
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Psíquica: o agente conduz a vítima a uma forma de não 
resistência por inibição ou enfraquecimento das faculdades 
mentais seja por embriaguez completa, algum tipo de 
anestésico, estados hipnóticos e drogas alucinógenas (“Boa 
noite Cinderela”) 
✓ Violência Presumida - 3 situações: 
Menor de 14 anos; vítima alienada ou débil mental e, 
geralmente o agente agressor conhecia esta circunstância ou 
qualquer causa que impeça a vítima de resistir. 
 Dessa forma, fica fácil visualizar a resposta da nossa questão, 
ok? 
 Mais uma coisa, quanto à Perícia no Estupro: os objetivos 
periciais visam demonstrar que houve a cópula vaginal, e neste caso há 
três situações no caso da vítima ser mulher: 1 - verificar se ela era ou 
não virgem; 2 - verificar se a mulher já tinha vida sexual pregressa e; 3 - 
no caso de adolescente, se havia vida sexual pregressa. Além de 
demonstrar a conjunção carnal e penetração vaginal sem a anuência e 
consentimento da vítima visam, também, comprovar a violência efetiva 
ou presumida pelos sinais apurados. Se possível, deve-se obter uma 
relação de provas biológicas que permitam identificar o agente 
estuprador. 
 
Gabarito: E. 
 
 
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6) (PC-SP - 2003 - Delegado de Polícia) As ausências de 
espermatozoides na vagina e no canal anal: 
A) afastam definitivamente as ocorrências de conjunção carnal e do coito 
anal; 
B) afastam definitivamente as ocorrências de conjunção carnal, mas não 
a de coito anal; 
C) afastam definitivamente as ocorrências de coito anal, mas não a de 
conjunção carnal; 
D) não afastam definitivamente as ocorrências de conjunção carnal e do 
coito anal 
 
Comentários: 
 Claro que não afastam! Pode ocorrer à intromissão do pênis não 
seguido de ejaculação e, também, pode ocorrer de os indivíduos serem 
vazectomizados. 
Gabarito: D. 
 
7) (PC-MG - 2011 - Delegado de Polícia) Retalhos de hímen roto 
pelo parto vaginal, os quais se retraem constituindo verdadeiros 
tubérculos em sua implantação, correspondem a 
A) entalhes himenais. 
B) hímens cribriformes. 
C) carúnculas mirtiformes. 
 
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D) chanfraduras vulvo-himenais. 
 
Comentários: 
 A face vaginal do hímen é ligeiramente côncava, rugosa, 
irregular e de coloração vermelho-escura. A face vestibular, um tanto 
convexa, forma com a face interna dos pequenos lábios um sulco 
chamado de vulvo-himenal ou ninfo-himenal, não muito raramente 
interrompido por pequenas bridas de sentido transversal e que 
circunscreve pequenas depressões cognominadas fossetas vulvo-
himenais. A borda livre do hímen pode apresentar-se regular, irregular e 
recortada, mostrando reentrâncias que são conhecidas por entalhes ou 
chanfraduras. Se elas avançam a pique, chegando quase à borda de 
inserção, e se são simétricas, denominam-se entalhes. Se forem 
superficiais e correrem em extensão, geralmente de 2 a 3 cm, dar-se-lhe-
á o nome de chanfraduras. 
 No caso do hímen cribriforme, poucas mulheres apresentam 
este tipo de hímen. Em vez de apenas um orifício ao centro, ele tem 
vários furinhos pelos quais passa o fluxo menstrual. 
 Segundo especialistas, o hímen pode apresentar anomalias, 
dentre elas as principais são: presença de criptas, ninhos ou divertículos 
que se situam em pleno hímen; presença de criptas, ninhos ou 
divertículos ninfo-himenais; presença de saliências longitudinais e 
medianas nas proximidades do hímen; presença de sulcos na face 
vestibular do hímen; presença de pequenas valvas mucosas 
 
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Prof. Alexandre Herculano www.estrategiaconcursos.com.br 59 de 68semicirculares; inserção incompletas das partes himenais; e, abertura do 
meatro uretral em pleno hímen; 
 Verifica-se, também, que podem surgir falsas anomalias 
devido a modificação das estruturas genitais, tais como: união dos 
pequenos lábios por membrana, dando aparência de hímen imperfurado; 
e, pontes ligando os pequenos lábios, dado a impressão de hímen 
biperfurado. 
 Pode também ocorrer a presença das chamadas carúnculas 
mitiformes, que são os retalhos de hímen roto pelo coito ou mais 
propriamente pelo parto, os quais se retraem formando verdadeiros 
tubérculos. 
Gabarito: C. 
 
8) (CESPE - 2011 - PC-ES - Médico Legista – Específicos) O 
cadáver de uma pessoa do sexo feminino submetida à necropsia 
no IML apresentou erupção de segundos molares, e ausência de 
erupção dos terceiros molares. A rigidez cadavérica apresentava-
se desfeita e havia mancha verde abdominal e circulação póstuma. 
Os livores concentravam-se no ventre. No pescoço, havia sulco 
horizontal completo abaixo da cartilagem tireoide. Apresentava 
equimoses subconjuntivais e retrofaringianas, com pulmões 
congestos, escuros e com manchas de Tardieu, principalmente em 
pleuras visceral e interlobares. O exame cardíaco referiu 
ventrículo esquerdo esvaziado e direito repleto. Exame da 
 
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genitália mostrou integridade himenal e positividade para PSA em 
líquido sanguinolento colhido da cavidade retal; e havia laceração 
de mucosa anal. 
Com base no caso hipotético acima, julgue os itens subsequentes, 
relacionados a exame em cadáveres. 
Nesse caso, há evidência de estupro. 
 
Comentários: 
 Pessoal, o que nos interessa no texto é a parte final, a qual eu 
sublinhei. Assim, temos que saber existem himens cujo exame apresenta 
algumas dificuldades periciais, como os infantis, os franjados e os 
complacentes. É necessário um diagnóstico diferencial entre as rupturas 
completas, incompletas e entalhes congênitos, como as rupturas recentes 
e cicatrizadas e quanto ao reconhecimento e vestígios, esses são 
indicativos de cópula vulvar e toque digital. Na mulher com vida sexual 
pregressa, a perícia deve buscar provas de ejaculação (sêmen), 
constatando-se a presença de espermatozóides e líquido seminal por meio 
do exame de Fosfatase ácida (que é um indício) e da Proteína P30 (PSA 
que é uma constatação). 
 
Gabarito: C. 
 
 
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9) (UFPR - 2014 - DPE-PR - Defensor Público) Considera-se 
vulnerável, para fins de tipificação do crime de estupro de 
vulnerável (art. 217-A, §1º, do CP): 
A) o maior de 60 anos. 
B) quem, por deficiência mental, não tem o necessário discernimento 
para a prática do ato. 
C) o menor de 16 anos, ainda que possua o necessário discernimento 
para a prática do ato. 
D) o descendente, menor de 18 anos, ainda que possua o necessário 
discernimento para a prática do ato. 
E) a mulher, no âmbito das relações domésticas. 
 
Comentários: 
 Se a vítima de estupro for menor de 14 anos, ou pessoa que, por 
enfermidade ou deficiência mental, não tiver o necessário discernimento 
para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não puder 
oferecer resistência, estará caracterizado o crime mais grave de estupro 
de vulnerável, definido no art. 217-A do CP. 
Gabarito: B. 
 
10) (VUNESP - 2014 - PC-SP - Investigador de Polícia) Nos termos 
do Código Penal, assinale a alternativa que contenha apenas 
crimes contra a dignidade sexual 
 
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A) Perigo de contágio venéreo; atentado ao pudor mediante fraude; 
assédio sexual. 
B) Assédio sexual; perigo de contágio venéreo; corrupção de menores. 
C) Estupro; atentado violento ao pudor; prostituição. 
D) Atentado violento ao pudor; sedução; estupro. 
E) Estupro; corrupção de menores; assédio sexual. 
 
Comentários: 
 São crimes contra a dignidade sexual: o estupro; corrupção de 
menores; assédio sexual. O atentado violento ao pudor e o atentado ao 
pudor mediante fraude foram revogados; e o crime de perigo de contágio 
venéreo é crimes contra pessoa! 
Gabarito: E. 
 
11) (CRSP - PMMG - 2014 - PM-MG - Oficial da Polícia Militar - 
Prova A) Uma mulher apaixonada por um homem que inobstante 
tentar conquistá-lo de todas as formas, não consegue lograr êxito 
em seu intento. Assim, sendo, de porte de uma arma de fogo, 
empregando ameaça, obriga o homem indefeso à prática de 
relações sexuais, restando consumado, portanto o crime de: 
A) Constrangimento ilegal. 
B) Violação sexual mediante fraude. 
C) Atentado violento ao pudor. 
D) Estupro. 
 
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Comentários: 
 Muito cuidado aqui! Não é pelo fato de ser homem que não poderá 
sofrer um estupro, ok? Vejamos o tipo: 
“Estupro 
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave 
ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que 
com ele se pratique outro ato libidinoso: (...)” 
Gabarito: D. 
 
12) (FUMARC - 2013 - PC-MG - Médico legista) Quanto à sexologia 
criminal, é correto afirmar, EXCETO: 
A) O agente passivo do estupro pode ser tanto o homem quanto a mulher 
B) No atentado violento ao pudor, tanto o homem quanto a mulher 
podem ser o agente passivo. 
C) O hímen é uma estrutura mucosa que separa a vulva da vagina e tem 
duas faces: uma, vaginal e profunda, e outra, vestibular ou superficial. 
D) Em presença de hímen complacente, a constatação da presença de 
fosfatase ácida ou de glicoproteína P 30 em resíduo vaginal pode 
contribuir no diagnóstico de conjunção carnal. 
 
Comentários: 
 O atentado violento ao pudor, que foi revogado em 2009, a 
doutrina entendia que eram os atos sexuais caracterizados pela (o): 
 
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 Conjunção carnal - significa a cópula, a realização do ato 
sexual, em primeira instância, o contato direto do órgão sexual masculino 
com o feminino, com a introdução do primeiro no organismo do segundo, 
ou seja, o pênis dentro da vagina. Podemos ter sinais da ocorrência de 
uma conjunção carnal se houver dúvida como dor, lesões, hemorragia e 
contaminação ou de certeza, se houver ruptura do hímen, esperma na 
vagina, gravidez. Também é chamada de Cópula ou Coito, e no bom e 
velho latim significa “Imissio penis in vaginam”. Esse termo se traduz na 
relação entre o homem e a mulher, caracterizada pela penetração do 
pênis na vagina, com ou sem ejaculação, ou seja, o “Imissio seminis”. 
 Ato libidinoso - os crimes antes considerados como atentado 
violento ao pudor, enquadrados no Artigo 214 do Código Penal, são 
contemplados agora no Artigo 213, referente ao estupro. Com isso, 
estupro e atentadoviolento ao pudor, que eram dois crimes autônomos 
com penas somadas, resultam na aplicação de uma única pena. Com isso, 
há o risco de as penas serem menores. Antes era aplicado concurso 
material de delitos, porque quem praticou (de forma forçosa) sexo vaginal 
(que era classificado como estupro) e depois o oral (que antes era 
caracterizado como atentado violento ao pudor) poderia receber seis anos 
por causa de cada um dos delitos. A condenação de ambos delitos tinham 
suas penas somadas, contudo agora passam a ser a mesma coisa. 
 
Gabarito: B. 
 
 
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13) (FUNCAB - 2013 - PC-ES - Médico legista) São sinais 
doutrinários em Medicina Legal de que houve conjunção carnal 
com uma mulher, que evidenciava hímen não complacente roto, 
EXCETO: 
A) presença de entalhes no hímen. 
B) gravidez. 
C) presença de esperma na vagina ou canal vaginal. 
D) presença de fosfatase ácida acima de 300U.K./mL no canal vaginal. 
E) presença de glicoproteína P30 no canal vaginal. 
 
Comentários: 
 Pessoal, no hímen roto (que se rompeu) a ruptura é profunda, às 
vezes apresenta sinais inflamatórios, a borda é irregular e constituída de 
um tecido cicatricial (o processo cicatricial se completa dentro de 3 
semanas). Até 20 dias é possível determinar a data da ruptura. Já, no 
hímen entalhado o entalhe é pouco profundo, não alcançando a borda da 
parede vaginal; os entalhes têm ângulos abertos e bordas regulares, 
apresentam disposição simétrica e não tem sinais inflamatórios, e, 
histologicamente, tem o mesmo epitélio da membrana. 
 Vamos ver, novamente, os principais diferenciais entre entalhes e 
rupturas do hímen, vejamos: 
✓ Entalhes: 
• pouca penetração na orla himenal, não afetando, por isso, 
a margem de inserção; 
 
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• margens regulares e simétricas; 
• margens revestidas, como a orla himenal, por epitélio 
pavimentoso estratificado; 
• ausência de sinais cicatriciais; 
• ausência de infecção localizada; 
• ângulo do entalhe arredondado. 
✓ Rupturas: 
• penetração completa até a margem de inserção da orla 
himenal; 
• margens irregulares e simétricas; 
• margens com tecido fibroso cicatricial esbranquiçado; 
• presença, nos casos recentes, de sinais de supuração 
localizada, especialmente nas desasseadas; 
• ângulo de ruptura em forma de V. 
 
Gabarito: A. 
 
14) (FUNCAB - 2013 - PC-ES - Médico legista) A fricção, por parte 
do homem, de seu pênis contra as nádegas ou corpo de uma 
mulher completamente vestida, a fim de atingir o orgasmo 
caracteriza: 
A) estigmatofilia. 
B) algolagnia. 
C) riparofilia. 
 
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D) frotteurismo. 
E) clismafilia. 
 
Comentários: 
 Frotteurismo - pessoas que tocam e se esfregam em uma 
pessoa vestida sem seu consentimento, geralmente em locais de grande 
movimento. Ele esfrega seus genitais contra as coxas e nádegas ou 
acaricia com as mãos a genitália ou os seios da pessoa, fantasiando um 
relacionamento exclusivo e/ou carinhos com essa. 
Gabarito: D. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7-C 8-C 
9-B 10-E 
11-D 12-B 
13-A 14-D 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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