Prévia do material em texto
Cálculo I e II
02
1. Números Reais e Funções 5
O conjunto dos números reais 5
Propriedades operatórias dos números reais 6
Funções 7
Função polinomial 12
Polinômio nulo 13
Função Racional 13
Função trigonométrica 13
Função Exponencial 16
Gráfico da função exponencial 16
Função logarítmica 18
2. Limites e Continuidade 21
Limites 21
Noção intuitiva de limite 21
Propriedades do limite 22
Limites laterais 23
Limites infinitos 23
Limites trigonométricos 25
Limites exponenciais 26
Funções contínuas 27
3. A derivada 31
Reta tangente e velocidade instantânea 31
Coeficientes da reta 31
Velocidade média 34
Velocidade instantânea 34
Definição de derivada 35
Derivadas laterais e continuidade 35
Derivadas laterais 35
Continuidade 37
Regras de derivação 38
Regra da cadeia 39
Derivadas de funções 40
3
Derivada da função inversa 40
Derivadas polinomiais 41
Derivada exponencial 42
Derivada logarítimica 43
Derivada trigonométrica 43
Derivada das funções trigonométricas inversas 46
Acréscimos 47
Diferencial 48
Derivação implícita 48
O teorema do valor médio 49
Derivadas de ordem superior 50
Taxas relacionadas 51
4. Aplicações da Derivada 55
Funções crescentes 55
Funções decrescentes 55
Máximos e mínimos 56
Antiderivadas 57
5. Referência Bibliográfica Erro!
Indicador não definido.
04
5
Cálculo I e IIi e ii
1. Números Reais e Funções
Fonte: Brasil Escola
O conjunto dos números
Reais
conjunto dos números reais é
composto pela junção do
conjunto dos números racionais e
irracionais. Existem inúmeras
propriedades dos números reais, o
qual são prolongamentos das
propriedades dos números
racionais. As propriedades dos
números reais estão diretamente
ligadas a ordem dos números e oe o
estudo da matemática básica
praticada nos componentes desse
conjunto.
A descrição dos números reais,
dependem das definições dos
conjuntos de números racionais e
irracionais, o qual estes, dependem
dos números inteiros. As
propriedades mais importantes
relacionadas ao conjunto dos
números reais são:
O conjunto dos números reais
é um conjunto completo:
podemos relacionar os
números reais a uma reta
numérica, onde é possível
O
6
Cálculo I e IIi e ii
verificar que para cada
número real existe apenas
uma representação na reta,
onde não é admitido
apresentar um número que
não represente número real,
desta forma, pode-se dizer que
o conjunto dos números reais
é completo.
O conjunto dos números reais
é um conjunto ordenado:
relacionando com a mesma
reta numérica, podemos dizer
que os números reais são
ordenados, pois aqueles que
estiverem à direita da reta é
maior do que aqueles que
estiverem à esquerda, e se
acontecer de estarem no
mesmo ponto, serão iguais.
(MOREIRA,2020).
Propriedades operatórias dos
números reais
Serão usados como exemplo
os números reais “a”, “b” e “c”.
Associatividade:
1) a·(b·c) = (a·b)·c
2) a + (b + c) = (a + b) + c
Exemplos com valores
a = 2 / b= 3 / c = 4
1) 2.(3.4)= 24
(2.3).4 = 24
2) 2+(3+4)= 9
(2+3)+4 = 9
Comutatividade:
1) a·b = b·a
2) a + b = b + a
Exemplos com valores
a = 4/ b= 3
1) 4.3= 12
3.4= 12
2) 4+3 = 7
3+4= 7
Elemento neutro único para a
soma e para a multiplicação:
1) a + 0 = a
2) a·1 = a
Exemplos com valores
a= 5
1) 5+0 = 5
2) 5.1 = 5
Elemento inverso único para a
soma e para a multiplicação:
1) a + (– a) = 0
7
Cálculo I e IIi e ii
2)
Exemplos com valores
a= 6
1) 6 + (– 6) = 0
2) 6.1 = 1
6
Distributividade:
1) a · (b + c) = a·b + a·c
Exemplo com valor
a = 3 / b= 7 / c = 9
1) 3.(7+9)= 48
3.7 + 3.9 = 48
Funções
De acordo com Stewart (2013),
as funções são peças fundamentais
do cálculo e podem ser
representadas de diferentes
maneiras, como tabelas, gráficos,
equações ou ate mesmo por meio de
palavras. Geralmente o gráfico é a
melhor de forma de representar uma
função, por causa da transmissão de
muita informação em um relance.
As funções aparecem quando
uma quantidade depende da outra,
por exemplo:
1) A área A de um círculo
depende do seu raio r. A
regra que conecta r e A é
dada pela equação .
A cada número r positivo
está associado um único
valor de A e dizemos que A
é uma função de r.
2) A população do mundo P
depende do tempo t. A
tabela mostra as
estimativas da população
mundial P(t) no momento t
em certos anos.
Fonte: Stewart
P(1980) 4.450.000.000
Porém, para cada valor do
tempo t, existe um valor
correspondente de P, e
8
Cálculo I e IIi e ii
dizemos que P é uma
função de t.
3) O custo x de enviar uma
encomenda pelo correio
depende de seu peso y.
Embora não haja uma
fórmula simples
relacionando y e x, o correio
tem uma fórmula que
permite calcular x quando y
é dado.
“Uma função f é uma lei que
associa, a cada elemento x em
um conjunto D, exatamente
um elemento, chamado f(x), em
um conjunto E”.
Geralmente, funções para as
quais D e E são consideradas
conjuntos de números reais, o
conjunto D é denominado domínio
da função. O número representado
por f(x), significa o valor de f em x e
é lido como “f de x”. A imagem de f é
o conjunto de todos os valores
possíveis de f (x) obtidos quando x
varia por todo o domínio. O símbolo
que representa um número
arbitrário no domínio de uma
função f é denominado uma variável
independente. Um símbolo que
representa um número na imagem
de f é denominado uma variável
dependente. No Exemplo 1, a
variável r é independente, enquanto
A é dependente.
Podemos então, assimilar uma
função a uma máquina, se x estiver
no domínio da função f, quando x
adentrar na máquina, ele será aceito
como entrada, e a máquina
fornecerá uma saída f (x) conforme a
lei que estabelece a função. Assim,
podemos compreender o domínio
como o conjunto de todas as
entradas, enquanto a imagem é o
conjunto de todas as possíveis
saídas.
Exemplo de máquina para a função
f
Fonte: Stewart
Outra maneira de representar
a função é como um diagrama de
flechas, como mostra na figura a
seguir. Cada flecha conecta um
elemento de D com um elemento de
E. A flecha indica que f(x) está
associado a x, f(a) está associado a
“a” e assim por diante.
9
Cálculo I e IIi e ii
Diagrama de flechas para f
Fonte: Stewart
A função é a relação entre dois
ou mais conjuntos, estabelecida por
uma lei de formação, isto é, uma
regra geral. Os elementos de um
grupo devem ser relacionados com
os elementos do outro grupo,
através dessa lei. A lei de formação
que intitula uma determinada
função possui três características
básicas: domínio, contradomínio e
imagem. Essas características
podem ser representadas por um
diagrama de flechas, isso facilitará o
entendimento por parte do
estudante.
Observe: Dada a seguinte
função f(x) = x + 1, e os conjuntos
A(1, 2, 3, 4, 5) e B(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7).
Vamos construir o diagrama de
flechas.
Observe o quadro. Nessa
situação, temos que:
A B
x f(x)
1 2
2 3
3 4
4 5
5 6
Domínio: representado por
todos os elementos do
conjunto A. (1, 2, 3, 4, 5)
Contradomínio: representado
por todos os elementos do
conjunto B. (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7)
Imagem: representada pelos
elementos do contradomínio
(conjunto B) que possuem
correspondência com o
domínio (conjunto A).(2, 3, 4,
5, 6)
10
Cálculo I e IIi e ii
O conjunto domínio possui
algumas características especiais
que definem ou não uma
função.Todos os elementos do
conjunto domíniodevem possuir
representação no conjunto do
contradomínio. Caso isso não
ocorra, a lei de formação não pode
ser uma função.Observe:
Função
Não é uma função
Restam elementos no
conjunto domínio, que não foram
associados ao conjunto imagem.
Não é função
Um único elemento do
domínio não deve possuir duas
imagens.
Função
Dois elementos diferentes do
domínio podem possuir a mesma
imagem.
Exemplo
Vamos considerar o conjunto
A formado pelos seguintes
elementos {–3, –2, 0, 2, 3}, que irão
possuir representação no conjunto B
de acordo com a seguinte lei de
formação y = x².
Aplicada a lei de formação,
temos os seguintes pares ordenados:
{(–3, 9), (–1, 1), (0, 0), (2, 4), (4,
16)}. Essa relação também pode ser
representada com a utilização de
diagramas de flechas, relacionando
cada elemento do conjunto A com os
elementos do conjunto B. Observe:
11
Cálculo I e IIi e ii
No diagrama é possível
observar com mais clareza que todos
os elementos de A, estão ligados, a
um elemento de B, então podemos
dizer que essa relação é uma função.
Dessa forma o domínio é dado pelos
elementos do conjunto A, e a
imagem, pelos elementos do
conjunto B.
Geralmente o método mais
utilizado para visualizar uma função
é atraves de seu gráfico. Se “f” for
uma função com domínio D, então
seu gráfico será o conjunto de pares
ordenados.
O gráfico de “f” consiste de
todos os pontos (x, y) no plano
coordenado tais que y= f(x) e x está
no domínio de f. O gráfico de uma
função f nos fornece uma imagem
útil do comportamento ou
“histórico” da função. Uma vez que a
coordenada y de qualquer ponto (x,
y) sobre o gráfico é y= f(x), podemos
ler o valor f(x) como a altura do
ponto no gráfico acima de x.
Fonte: Stewart
O gráfico de f também nos
permite visualizar o domínio de f
sobre o eixo x e a imagem sobre o
eixo y.
Fonte: Stewart
Exemplo: para o gráfico de
uma função “f”a seguir.
a) Encontre os valores de f(1) e f(5).
b) Quais são o domínio e a imagem
de f?
12
Cálculo I e IIi e ii
Fonte: Stewart
a) Vemos na Figura 6 que o
ponto (1, 3) encontra-se no gráfico
de f, então, o valor de f em 1 é f(1)=3
. (Em outras palavras, o ponto no
gráfico que se encontra acima de x =
1 está 3 unidades acima do eixo x.)
Quando x = 5, o ponto no gráfico que
corresponde a esse valor está 0,7
unidade abaixo do eixo x e
estimamos que f(5) -0,7 .
(b) Vemos que f(x) está
definida quando , logo, o
domínio de f é o intervalo fechado
[0, 7]. Observe que os valores de f
variam de -2 a 4, assim, a imagem de
f é.
Função polinomial
Toda função na forma
é considerada uma função
polinomial, onde p(x) está em
função do valor de x. A cada valor
atribuído a x existe um valor em y,
pois x: domínio da função e y:
imagem. O grau de um polinômio é
expresso através do maior expoente
natural entre os monômios que o
formam. Veja:
g(x) = 4x³ + 10x² – 5x + 2:
polinômio grau 3.
f(x) = -9x² + 12x – 6:
polinômio grau 2.
h(x) = -3x+ 6:
polinômio grau 1.
Em uma função polinomial, à
medida que os valores de x são
atribuídos descobrimos os
respectivos valores em y [p(x)], vão
construindo o par ordenado (x,y)
usado nas representações gráficas
no plano cartesiano. Observe:
Dada a função polinomial p(x)
= 2x³ + 2x² – 5x + 1. Determine os
pares ordenados:
Quando x=0.
p(x) = 2x³ + 2x² – 5x + 1
p(0) = 2.0³ + 2.0² – 5.0 + 1
p(0) = 0 + 0 – 0 + 1
p(0) = 1
par ordenado (0,1).
Quando x = 1
p(1) = 2.1³ + 2.1² – 5.1 + 1
13
Cálculo I e IIi e ii
p(1) = 2 + 2 – 5 + 1
p(1) = 0
par ordenado (1,0)
Quando x = 2
p(2) = 2.2³ + 2.2² – 5.2 + 1
p(2) = 2.8 + 2.4 – 10 + 1
p(2) = 16 + 8 – 10 + 1
p(2) = 15
par ordenado (2,15)
Polinômio nulo
Um polinômio é nulo quando todos
os seus coeficientes forem iguais a
zero. P(x) = 0.
Função Racional
Uma função racional f é a
razão de dois polinômios:
Onde P e Q são polinômios. O
domínio consiste em todos os
valores de x tais que . Um
exemplo simples de uma função
racional é a função f(x)= 1/x, cujo
domínio é .
Exemplos:
E uma função racional, pois tem dois
polinômios
Não é uma função racional, pois a
variável x está dentro de um radical.
E uma função racional, pois tem dois
polinômios e a variável x não está
dentro do radical
Não é uma função racional, pois não
é dada pelo quociente de dois
polinômios, a variável x está dentro
de um radical.
Função trigonométrica
As funções podem ser
periódicas, e são funções que
possuem um comportamento
periódico. Ou seja, que ocorrem em
determinados intervalos de tempo.
As funções trigonométricas são
exemplos de funções periódicas
visto que apresentam certos
fenômenos periódicos.
São também denominadas
funções circulares, e tem relação
com as voltas no ciclo
trigonométrico.
Em cálculo, convenciona-se
dar a medida de ângulos em
radianos (exceto quando
14
Cálculo I e IIi e ii
explicitamente mencionado). Por
exemplo, quando utilizamos a
função f(x)= senx, entende-se que x
seja o seno de um ângulo cuja
medida em radianos é x.
No círculo trigonométrico
cada número real está associado a
um ponto.
Círculo trigonométrico e ângulos
representados em graus e radianos
Fonte: Toda Matéria
As principais funções
trigonométricas são:
Função seno: É uma função
f: R→R que associa a cada número
real x o seu seno, então, f(x) = senx.
O sinal da função f(x) = senx é
positivo no 1º e 2º quadrante, e é
negativo quando x pertence ao 3º e
4º quadrante.
O domínio e o
contradomínio da função seno são
iguais a R. Ou seja, ela está definida
para todos os valores reais:
Dom(sen)=R. Já o conjunto da
imagem da função seno corresponde
ao intervalo real [-1, 1]: -1 < sen x <
1.
Fonte: Matematica Basica
Em relação à simetria, a
função seno é uma função ímpar:
sen(-x) = -sen(x).
Exemplo: sabendo que 𝜋/6 =
30º e seno de 30º=
1
2
então:
sen (−
𝜋
6
)= -
1
2
= -sen
𝜋
6
15
Cálculo I e IIi e ii
Função cosseno: É uma
função f: R → R que associa a cada
número real x o seu cosseno, então
f(x) = cosx. O sinal da função f(x) =
cosx é positivo no 1º e 4º quadrante,
e é negativo quando x pertence ao 2º
e 3º quadrante.
O domínio e o contradomínio
da função cosseno são iguais a R. Ou
seja, ela está definida para todos os
valores reais: Dom(cos)=R. Já o
conjunto da imagem da função
cosseno corresponde ao intervalo
real [-1, 1]: -1 < cos x < 1.
Fonte: Matematica Basica
Em relação à simetria, a
função cosseno é uma função par:
cos(-x) = cos(x).
Exemplo: sabendo que π/6 =
30º e cosseno de 30º=
√3
2
então:
Cosseno (-
𝜋
6
)=
√3
2
Função tangente: É uma
função f: R → R que associa a cada
número real x a sua tangente, então
f(x) = tgx. O sinal da função tangente
é positivo quando x pertence ao
primeiro e terceiro quadrantes. Já
no segundo e quarto quadrantes, o
sinal é negativo.
O domínio da função tangente é:
Dom(tan)={x ∈ R│x ≠ de π/2 + kπ;
K ∈ Z}. Assim, não definimos tg x, se
x = π/2 + kπ. Já o conjunto da
imagem da função tangente
corresponde a R, ou seja, o conjunto
dos números reais. Em relação à
simetria, a função tangente é uma
função ímpar: tg(-x) = -tg(-x).
Exemplo: sabendo que
𝜋
3
= 60°
e que a tg 60º = √3 então:
Tg(-
𝜋
3
) = - √3
16
Cálculo I e IIi e ii
Função Exponencial
E aquela cujo a variável está no
expoente e a base é sempre maior
que 0 e ≠ de 1. Essas restrições sãonecessárias, pois 1 elevado a
qualquer número resulta em 1.
Dessa forma, em vez de exponencial,
estaríamos diante de uma função
constante. Além disso, a base não
pode ser negativa, nem igual a 0,
pois para alguns expoentes a função
não estaria definida.
Exemplo: a base igual a - 3 e o
expoente igual a 1/2. Como no
conjunto dos números reais não
existe √ de número negativo, não
existiria imagem da função para esse
valor.
A função f(x)=2𝑥 é chamada de
função exponencial, pois a variável x
é o expoente. Ela não pode ser
confundida com a função potência
g(x)=𝑥2 , na qual a variável é a base.
Uma função exponencial é
uma função do tipo f(x)=𝑏𝑥, onde b
é a base.
b>0
b ≠1
Exemplo:
f(x) = 7𝑥
f(x) =( 0,4)𝑥
Gráfico da função
exponencial
Na função exponencial a base
é sempre maior que zero, portanto, a
função terá sempre imagem
positiva. Assim sendo, não
apresenta pontos nos quadrantes III
e IV, que representa uma imagem
negativa. A curva exponencial não
toca no eixo x.
Fonte: Toda Matéria
A função exponencial pode
ser crescente ou descrescente.
Crescente: quando a base for
>1.
Exemplo
Vamos atribuir valores para y
= 2𝑥 e encontrar sua imagem.
17
Cálculo I e IIi e ii
Fonte: Toda Matéria
Atribuído valores para x, nota-se
que quando aumenta o valor a
imagem também aumenta, então a
função é crescente. Veja a
representação no gráfico.
Fonte: Toda Matéria
Decrescente: quando a base é
0 < 𝑏 > 1.
Exemplo: vamos atribuir
valores a f(x) = (
1
2
)𝑥 e
encontrar sua imagem.
Fonte: Toda Matéria
Atribuído valores para x, nota-
se que quando aumenta o
valor a imagem reduz, então a
função é decrescente. Veja a
representação no gráfico.
Fonte: Toda Matéria
18
Cálculo I e IIi e ii
Exercícios resolvidos
A) 2𝑥= 32
Sabendo que 32= 25 temos,
2𝑥=32
2𝑥= 25
X=5
B) 2𝑥=1
Sabendo que 1= 20 temos,
2𝑥=1
2𝑥= 20
X=0
C) (
1
3
)𝑥=81
Sabendo que 81= 34 temos,
(
1
3
)𝑥 = 81
3−𝑥 = 34
-x = 4 (-1)
X=-4
Função logarítmica
Toda função definida pela lei
de formação f(x) = log𝒶X, com a ≠ 1
e a > 0 é denominada função
logarítmica de base 𝒶. Nesse tipo de
função o domínio é representado
pelo conjunto dos números reais
maiores que zero e o contradomínio,
o conjunto dos reais.
Exemplos de funções logarítmicas:
f(x) = log2 𝑥
f(x) = log3 𝑥
f(x) = log10 𝑥
f(x) = log1/3 𝑥
A função logarítmica é a inversa da
função exponencial.
log𝑏 𝑎 =x ⇔ a= 𝑏
𝑥
Sendo o logaritmo de um
número definido como o expoente
ao qual se deve elevar a base a para
obter o número x, ou seja, y =
log𝜕 𝑥⇔ 𝜕
𝑦 = x. Assim, conhecendo
o gráfico da função exponencial de
mesma base, por simetria podemos
construir o gráfico da função
logarítmica.
Fonte: Toda Matéria
Analisando o gráfico, é
possível perceber que a função
exponencial cresce rapidamente, a
função logarítmica cresce
lentamente.
Exercícios resolvidos
A) log2 32
Sabendo que 32=25 temos,
log2 32=x
19
Cálculo I e IIi e ii
32= 2𝑥
25 = 2𝑥
5=x
X=5
B) log3 81
Sabendo que 81= 34 temos,
log3 81 = x
81=3𝑥
34 = 3𝑥
4=x
X=4
C) log1/2 32
Sabendo que 32= 25 temos,
log1/2 32 = x
32= 1/2𝑥
25= 2−𝑥
5=-x (-1)
X=-5
21
Cálculo I e II
2. Limites e Continuidade
Fonte: freepik
Limites
definição de limite é utilizada
com objetivo de expor o
comportamento de uma função nos
momentos em que se aproxima de
determinados valores. O limite de
uma função possui grande
importância no cálculo diferencial e
em outros ramos da matemática.
Dizemos que uma função f(x)
tem um limite A quando x → a (→:
ler-se tende).
lim
𝑥→𝑎
𝑓(𝑥) =A
Noção intuitiva de limite
Seja a função f(x)=2x+1.
Vamos dar valores a x que se
aproximem de 1, pela esquerda
(valores menores que 1) e calcular o
valor correspondente de y:
A
22
Cálculo I e II
Pela sua direita (valores
maiores que 1) e calcular o valor
correspondente de y:
Notamos que à medida que x
se aproxima de 1, y se aproxima de 3,
ou seja, quando x tende para 1, y
tende para 3. O limite da função é 3.
lim
𝑥→1
(2𝑥 + 1) = 3
Outro exemplo de limite é
quando x se aproxima de 3cm. A
área ( 𝑥2) se aproxima de 9cm²
como um limite. Então temos,
lim
𝑥→3
𝑥² = 9
Onde a notação (x→ 3) indica
que x tende a 3 e “lim” significa “o
limite de”.
Propriedades do limite
O limite da soma é a soma dos
limites.
Exemplo:
O limite do produto de duas
ou mais funções de mesma
variável deve ser igual a
multiplicação de seus limites.
Exemplo:
lim
𝑥→𝜋
[3𝑥3. 𝑐𝑜𝑠𝑥] =
lim
𝑥→𝜋
3𝑥3. Lim
𝑥→𝜋
𝑐𝑜𝑠𝑥 =
3𝜋3.cosπ =
3𝜋3.(-1) =
-3π³
O limite do quociente é o
quociente dos limites desde
que o denominador não seja
zero.
Exemplo:
23
Cálculo I e II
O limite da raiz positiva de
uma função é igual à mesma
raiz do limite da função,
lembrando que esta raiz
precisa ser real.
Exemplo:
Limites laterais
Se x se aproxima de “a” através
de valores maiores que “a’ ou pela
sua direita, esse limite é chamado de
limite lateral à direita de a.
Escrevemos:
lim
𝑥→𝑎+
𝑓(𝑥)=b
Se x se aproxima de “a” através
de valores menores que “a” ou pela
sua esquerda, esse limite é chamado
de limite lateral à esquerda de a.
Escrevemos:
lim
𝑥→𝑎−
𝑓(𝑥)=c
Exercicios resolvidos
A) Seja f(x)= 𝑥2-1 se x<2
x-1 se x>2
1 se x=2
Determine os limites.
𝐴) lim
𝑥→2−
𝑓(𝑥),
𝐵) lim
𝑥→2+
𝑓(𝑥)
C) lim
𝑥=2
𝑓(𝑥)
Solução:
A) lim
𝑥→2−
𝑓(𝑥) = lim
𝑥→2−
𝑥2 − 1 =
22-1 = 3
B) lim
𝑥→2+
𝑓(𝑥) = lim
𝑥→2+
𝑥 − 1 =
2-1 = 1
C) lim
𝑥=2
𝑓(𝑥) = ∄ (não existe)
Limites infinitos
A expressão x→ +∞ (ler-se
que x tende para o infinito) significa
que x assume valores superiores a
qualquer número real e x→ −∞
(ler-se que x tende para menos
infinito), da mesma forma, indica
que x assume valores menores que
qualquer número real.
24
Cálculo I e II
Vamos analisar o gráfico a
seguir.
a) lim
𝑥→∞
1
𝑥
= 0 ou seja, à medida
que x aumenta, y tende
para zero e o limite é zero.
b) lim
𝑥→−∞
1
𝑥
= 0 ou seja, à
medida que x diminui, y
tende para zero e o limite é
zero.
c) lim
𝑥→+0
1
𝑥
= ∞ ou seja, quando
x se aproxima de zero pela
direita de zero (x→ 0+) ou
por valores maiores que
zero, y tende para o infinito
e o limite é infinito.
d) lim
𝑥→−0
1
𝑥
= −∞ ou seja,
quando x tende para zero
pela esquerda (x→ 0 −) ou
por valores menores que
zero, y tende para menos
infinito
Se 𝜂 é um número inteiro
positivo, então temos:
lim
𝑥→±∞
1
𝑥
𝜂 = 0
E sendo constante K,
temos:
lim
𝑥→±∞
𝑘 = 𝑘
Exemplos:
A) lim
𝑥→+∞
(3 +
1
𝑥
) = lim
𝑥→+∞
3 +
lim
𝑥→+∞
1
𝑥
= 3+0 = 3
B) lim
𝑥→−∞
(
𝜋√2
𝑥3
) =
lim
𝑥→−∞
𝜋√2.
1
𝑥3
=
lim
𝑥→−∞
𝜋√2 . lim
𝑥→−∞
1
𝑥3
=
π√2 . 0 = 0 No Limite de uma função
polinomial quando 𝑥 → ±∞
podemos dividir o numerador
e o denominador, pela maior
potência de x do
denominador.
Exemplos:
A) Quando o numerador e
denominador possuem o
mesmo grau.
lim
𝑥→+∞
(
3𝑥2+5−3
2𝑥2+1
)
.
=
lim
𝑥→+∞
(
3+
5
𝑥
−
𝑥
𝑥2
2+
1
𝑥2
) = .
3+0−0
2+0
=
3
2
Neste exemplo, divide todo o
numerador e denominador por x².
Observação:
5𝑥
𝑥²
=
5𝑥
𝑥.𝑥
=
5
𝑥
25
Cálculo I e II
B) Quando o numerador possui
grau menor que o
denominador.
lim
𝑥→−∞
(
2𝑥+3
2𝑥3−2
)
.
=
lim
𝑥→−∞
(
2
𝑥3
+
3
𝑥3
3−
2
𝑥3
)
.
=
0+0
3−0
=
0
3
= 0
Neste exemplo, divide todo o
numerador e denominador por x³.
C) Quando o numerador possui
grau maior que o
denominador.
lim
𝑥→−∞
(
2𝑥2+4𝑥−5
3𝑥+4
)
.
=
lim
𝑥→−∞
(
2𝑥+4−
5
𝑥
3+
4
𝑥
)
.
=
−∞+4−0
3+0
=
−∞
3
= -∞
Neste exemplo, divide todo o
numerador e denominador por x
Observação: no cálculo de
limites no infinito de funções
polinomial, podemos considerar
apenas o limite no infinito do
quociente entre os termos de maior
grau tanto do numerador como do
denominador.
Exemplo:
lim
𝑥→+∞
(
3𝑥5−2𝑥2+5𝑥−1
2𝑥7+5𝑥³−2𝑥²
)
.
=
lim
𝑥→+∞
(
3𝑥5
2𝑥7
)
.
=
lim
𝑥→+∞
(
3
𝑥2
2
)
.
=
0
2
= 0
Exercícios resolvidos
A)
B)
C)
Limites trigonométricos
lim
𝑥→0
(
𝑠𝑒𝑛 𝑥
𝑥
)
.
= 1
Obs: Usa x em radianos. Para
demonstrar que o valor é =1
analisaremos o gráfico.
Para x→ +0 , temos :
sen x < x < tg x.
26
Cálculo I e II
Dividindo a dupla
desigualdade por sen x > 0,
temos:
sen x < x < tg x.
1 <
𝑥
𝑠𝑒𝑛 𝑥
<
𝑡𝑔 𝑥
𝑠𝑒𝑛 𝑥
=
1 <
𝑥
𝑠𝑒𝑛 𝑥
<
1
cos 𝑥
Obs : como sabemos tg x =
𝑠𝑒𝑛 𝑥
cos 𝑥
então
𝑠𝑒𝑛 𝑥
cos 𝑥
.
1
𝑠𝑒𝑛 𝑥
=
1
cos 𝑥
Invertendo temos:
1>
𝑠𝑒𝑛 𝑥
𝑥
> cos x
Porém lim
𝑥→0
1 = lim
𝑥→0
cos = 1
Adotando as letras g, f e h.
g(x) < f(x) < h(x) são funções
contínuas.
lim
𝑥→𝑎
𝑔(𝑥) = lim
𝑥→𝑎
ℎ(𝑥) = 𝑏. Como f(x)
encontra-se entre g(x) e h(x) ou seja,
entre 1 e 1 , então lim
𝑥→𝑎
𝑓(𝑥) = 𝑏.
Logo, lim
𝑥→0
(
𝑠𝑒𝑛 𝑥
𝑥
)
.
= 1
Exercício resolvido
1) Determine o limite
lim
𝑥→0
(
𝑠𝑒𝑛 3𝑥
8𝑥
)
.
=
lim
𝑥→0
(
3
8
.𝑠𝑒𝑛 3𝑥
3
8
.8𝑥
)
.
=
lim
𝑥→0
(
3
8
.𝑠𝑒𝑛 3𝑥
3.𝑥
)
.
=
lim
𝑥→0
3
8
. lim
𝑥→0
(
𝑠𝑒𝑛 3𝑥
3𝑥
) .=
3
8
.1 =
3
8
Limites exponenciais
lim
𝑥→∞
(1 +
1
𝑥
)
𝑥
Neste caso, “e” representa a
base dos logaritmos naturais.Trata-
se do número irracional e cujo valor
aproximado é 2,7182818.
Veja a tabela com valores de x
e de
Notamos que à medida que
Exemplo:
Demonstre que lim
𝑥→+0
(1 + 𝑥)1/𝑥 = e
Trocamos a variável x por x=
1
𝑡
X=
1
𝑡
{x → +0
{ t → +∞
Então;
lim
𝑡→+∞
(1 +
1
𝑡
)
1
1
𝑡
= lim
𝑡→+∞
(1 +
1
𝑡
)
𝑡
= e
27
Cálculo I e II
Nota-se que o
lim
𝑡→+∞
(1 +
1
𝑡
)
𝑡
= lim
𝑥→+∞
(1 +
1
𝑥
)
𝑥
Desta forma os dois são iguais a “e’.
Funções contínuas
As funções contínuas estão
vigorosamente vinculadas com os
limites, pois quando se quer saber se
uma função é contínua deve-se
analisar também a existência do
limite.
Podemos afirmar, de maneira
grosseira que uma função é contínua
quando conseguimos desenhar seu
gráfico sem tirar o lápis do papel, ou
seja, de maneira interrupta. Ou
ainda, quando o gráfico da função
não possui quebras ou saltos em
todo seu domínio.
Para uma função f(x) ser
contínua em x=a se as devidas
condições forem satisfeitas.
f(a) está definida
lim
𝑥→𝑎
𝑓(𝑥) existir
lim
𝑥→𝑎
𝑓(𝑥) = f(a)
Caso falhar qualquer uma
destas condições, a função f(x) é dita
descontínua em x = a .
Exemplos
A) Determine se f(x) é contínua
em x = 1, onde:
A função está definida f(1)=1 .
Fazendo a análise do limite temos:
lim
𝑥→1
(
𝑥2 − 1
𝑥 − 1
)
.
=
0
0
Desta forma, calculamos:
lim
𝑥→1
(
(𝑥 + 1)(𝑥 − 1)
(𝑥 − 1)
)
.
=
lim
𝑥→1
(𝑥 + 1) = 2
Devemos então conferir se
lim
𝑥→𝑎
𝑓(𝑥) = f(a).
lim
𝑥→1
𝑓(𝑥) = 2 ≠ 1 = f(1) então
f(x) é descontínua em x=1.
Podemos observar essa
descontinuidade no gráfico a seguir.
Fonte: Dicas de Cálculo
28
Cálculo I e II
B) Determine se f(x) é contínua
em x= 1, onde:
A função está definida em x= -1, pois
f(-1) = (-1)²- (-1)-2
f(-1) = 1+1-2 = 0
Vamos calcular os limites laterais,
pois são funções diferentes.
Pela direita
lim
𝑥→1+
𝑥2 − 𝑥 − 2 = 0
Pela esquerda
lim
𝑥→1−
𝑥 + 1 = 0
O limite existe pois, os limites
laterais são iguais.
lim
𝑥→1
𝑓(𝑥) = 0
Então, deve-se analisar se a função
em x=-1 é igual ao limite neste
mesmo ponto.
lim
𝑥→𝑎
𝑓(𝑥) = 𝑓(𝑎)
lim
𝑥→−1
𝑓(𝑥) = 𝑓(−1) = 0
Conclui-se que f(x) é contínua em
x=-1. Vamos observar essa
continuidade no seguinte gráfico.
Fonte: Dicas de Cálculo
Exercícios resolvidos
1) Verifique se a seguinte função
é contínua em x=1.
Primeiramente temos:
f (x)= 2-x
f(1) = 2-1 = 1
Calculando os limites laterais, se o
limite existir e for igual a f(1) = 1,
então f(x) será contínua em x = 1.
Pela direita
lim
𝑥→1+
𝑓(𝑥) = lim
𝑥→1+
(
𝑥2+𝑥−2
𝑥−1
) = .
lim
𝑥→1+
(
(𝑥 + 2)(𝑥 − 1)
(𝑥 − 1)
)
.
=
lim
𝑥→1+
(𝑥 + 2) = 3
29
Cálculo I e II
Pela esquerda
lim
𝑥→1−
𝑓(𝑥) = lim
𝑥→1−
(2 − 𝑥) = 1
Neste exercício 1 podemos concluir
que os limites laterais são diferentes,
então f(x) não é contínua em x=1.
2) Verifique se a seguinte função
é contínua em x=1.
Primeiramente temos:
f (x)= x + 2
f(1) = 1+2 = 3
Calculando os limites laterais, se o
limite existir e for igual a f(1) = 3,
então f(x) será contínua em x = 1.
Pela direita
lim
𝑥→1+
𝑓(𝑥) = lim
𝑥→1+
(
𝑥2+𝑥−2
𝑥−1
) =.
lim
𝑥→1+
(
(𝑥 + 2)(𝑥 − 1)
(𝑥 − 1)
)
.
=
lim
𝑥→1+
(𝑥 + 2) = 3
Pela esquerda
lim
𝑥→1−
𝑓(𝑥) = lim
𝑥→1−
(𝑥 + 2) = 3
Neste exercício 2 podemos
concluir que os limites laterais são
iguais, então f(x) é contínua em x=1.
31
Cálculo I e II
3. A derivada
Fonte: Perseus
Reta tangente e
velocidade instantânea
método de encontrar a reta
tangente a uma curva e o
método de encontrar a velocidade de
um objeto, implicam em determinar
um tipo de limite. Este tipo especial
de limite é chamado de derivada e
veremos que ele pode ser
interpretado como uma taxa de
variação tanto nas ciências quanto
na engenharia. Para entender o
conceito de derivada, primeirame-
nte você precisa saber o que é uma
reta tangente.
Coeficientes da reta
Coeficiente angular: está
diretamente relacionado com
a inclinação de uma reta ou
com a inclinação de um
segmento de reta.
Exemplo:
Sejam A( X1, Y1) e B(X2,Y2)
dois pontos distintos no plano
cartesiano. Então o coeficiente
angular 𝓂 do segmento de
reta 𝐴𝐵 é dado por:
𝓂 =
𝑌2−𝑌1
𝑋2−𝑋1
=
𝑑𝑦
𝑑𝑥
= tg 𝜃
O
32
Cálculo I e II
Fonte: Brasil Escola
Sendo o coeficiente angular a
variação na vertical (eixo y) pela
variação na horizontal (eixo x) dainclinação de uma reta ou de um
segmento de reta, vamos verificar no
gráfico a seguir.
Fonte: Brasil Escola
Completando o segmento de reta
com um triângulo retângulo e
colocando um ponto C para melhor
visualização, temos na vertical 𝐵𝐶 a
variação no eixo y do segmento de
reta, sendo representada por ∆𝑦 e na
horizontal 𝐴𝐶 a variação no eixo x,
sendo representada por ∆𝑥 .Desta
forma :
∆𝑦 = Yb – Ya
∆𝑥 = Xb – Xa
Fonte: Brasil Escola
Então:
𝓂 =
∆𝑦
∆𝑥
=
𝑌𝑏−𝑌𝑎
𝑋𝑏−𝑋𝑎
No plano cartesiano uma reta pode
surgir de varias formas, podendo ser
crescente, decrescente, estar na
horizontal ou na vertical.
Reta crescente: seu coeficiente
angular será sempre um valor
positivo, assim 𝓂 > 0.
Reta decrescente: seu
coeficiente angular será um
valor negativo, assim 𝓂 < 0.
Reta horizontal: seu
coeficiente angular não é nem
positivo e nem negativo, assim
𝓂 = 0.
Reta na vertical: é igual a zero,
então ele não existe.
33
Cálculo I e II
Levando em consideração o
triângulo BCA e que o coeficiente
angular é igual à tangente do ângulo
de inclinação, teremos
𝓂 = tg 𝜃
tg𝛼 =
𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜
𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑎𝑑𝑗𝑎𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒
tgα =
∆𝑦
∆𝑥
Exemplo
Determine o coeficiente angular da
reta que passa pelos pontos A(-2,1) e
B(3,4)?
𝓂 =
∆𝑦
∆𝑥
=
𝑦𝑏−𝑦𝑎
𝑥𝑏−𝑥𝑎
=
4−1
3−(−2)
=
3
5
Reta formada pelo seu ponto e
coeficiente angular: A equação
da reta que passa pelo ponto
(X0 e Y0) e possui coeficiente
angular 𝓂 é dada por
Y- Y0 = 𝓂 (X-X0)
Exemplo:
Escreva a equação da reta que passa
pelo ponto (3,2) com inclinação
−3
2
Y- Y0 = 𝓂 (X – X0)
Y- 2 =
−3
2
(x - 3)
2Y-4 = -3X + 9
2Y +3 – 13 = 0
Coeficiente angular da reta
tangente
Tendo uma curva y = f(x) e um ponto
p(x1, y1) sobre ela. O coeficiente
angular da reta tangente a curva no
ponto p é dada por:
𝓂 = lim
∆𝑥→0
(
𝑓(𝑋1 + ∆𝑥)
∆𝑋
)
.
− 𝑓(𝑋1)
Exemplo
Encontre o coeficiente angular da
reta tangente a curva y=x²-6x+8 no
ponto (x1,y1)
f(x) = x²-6x+8
f(x1) = x1²-6x1+8
f(x1+∆𝑥) = (x1+∆𝑥)² - 6 (x1+∆𝑥)+8
f(x1+∆𝑥) = x1²+2∆𝑥1∆𝑥+(∆𝑥)²-6x1-
6∆𝑥+8
𝓂 =
𝓂 =
𝓂 = lim
∆𝑥→0
(
2𝑥1∆𝑥1 + (∆𝑥)2 − 6∆𝑥
∆𝑥
)
.
𝓂 = lim
∆𝑥→0
(
∆𝑥(2𝑥1 + ∆𝑥 − 6)
∆𝑥
)
.
𝓂 = lim
∆𝑥→0
2𝑥1 + ∆𝑥 − 6
34
Cálculo I e II
𝓂 = 2𝑥1 + 0 − 6
𝓂 = 2𝑥1 − 6
Velocidade média
A velocidade é uma grandeza
que resulta da variação de tempo e
variação de espaço percorrido por
um móvel, ela mede a variação da
posição do móvel no tempo, e nos
oferece um valor que representa o
quanto o móvel está rápido ou
devagar ao realizar um determinado
trajeto. Quando estiver o termo
velocidade escalar, refere-se a uma
grandeza escalar, que tem apenas
valor numérico, sem preocupar com
as características de um vetor que
são direção e sentido.
A velocidade média esta ligada
a um intervalo de tempo ∆t
Exemplo:
Um carro parte do repouso
(velocidade inicial zero) e percorre
200m em 10s. Qual a velocidade
média deste móvel nos 10s de
movimento?
Temos que a variação de
espaço representada por ∆𝑠 foi de
200m, e a variação de tempo
representada por ∆𝑡 foi de 10s,
assim, a velocidade média é dada
por:
Vm = ∆S/∆t
Vm = 200m / 10s
Vm = 20m/s
Embora a velocidade média
ter sido dada por 20m/s, isto não
significa que o carro estava sempre
nessa velocidade de 20m/s, uma vez
que ele partiu da velocidade inicial
zero e aumentou ao longo do
percurso.
Velocidade instantânea
A velocidade instantânea está ligada
a um instante de tempo t, diferente
da velocidade média que esta ligada
a um intervalo de tempo ∆t. Para
saber a velocidade instantânea do
carro no instante 4s, sabendo que a
aceleração do mesmo é de 2m/s,
devemos utilizar a equação abaixo:
V = V0 + a.t
Onde :
V: é a velocidade final do móvel.
V0: é a velocidade inicial do móvel.
a: é a aceleração do móvel.
t: é o tempo.
Esta é a função para encontrar a
velocidade para o movimento
uniformemente variado. Então para
encontrar a velocidade instantânea
do carro, é so substituir os valores da
seguinte forma.
35
Cálculo I e II
V = V0 + a.t
V = 0 + 2 . 4
V = 8 m/s
Assim, a velocidade do móvel no
instante 4s é igual a 8m/s e esta
pode ser chamada de velocidade
instantânea já que se refere ao
instante 4s.
Definição de derivada
A derivada corresponde a taxa
de variação de uma função y = f(x)
em relação à x, dada pela relação ∆x
/ ∆y. Considerando uma função y =
f(x), a sua derivada no ponto x = x0
corresponde à tangente do ângulo
formado pela intersecção entre a
reta e a curva da função y = f(x), isto
é, o coeficiente angular da reta
tangente à curva. Temos que:
lim
∆𝑥→0
(
𝑓(𝑥 + ∆𝑥) − 𝑓(𝑥)
∆𝑥
)
.
Se o limite existir. Temos que
a taxa de variação instantânea de
uma função y = f(x) em relação a x é
dada pela expressão dy / dx. A
derivada de uma função y = f(x),
pode ser representada também
pelos símbolos:
Dxf(x)
F’(x)
DxY
𝑑𝑦
𝑑𝑥
Exemplo:
1) Dada a função f(x)= 3x²+2x-1
encontre f ’(3).
f ’(3)= lim
∆𝑥→0
(
𝑓(3+∆𝑥)−𝑓(3)
∆𝑥
)
.
=
f ‘(3) = 3.3²+2.3-1 = 32
f(3+∆𝑥)=3.(3+∆𝑥)²+2(3+∆𝑥)-1=
f(3+∆𝑥)= 32+20∆𝑥 + 3(∆𝑥)2
lim
∆𝑥→0
(
32 + 20∆𝑥 + 3(∆𝑥)2 − 32
∆𝑥
)
.
lim
∆𝑥→0
(
20∆𝑥 + 3(∆𝑥)²
𝑛
)
𝑛
lim
∆𝑥→0
∆𝑥 (
20 + 3∆𝑥
∆𝑥
) .
lim
∆𝑥→0
20 + 3∆𝑥
lim
∆𝑥→0
20 + 3.0 = 20
Derivadas laterais e
continuidade
Derivadas laterais
Caso o limite exista, as
derivadas lateriais são definidas por:
lim
∆𝑥→0+
(
𝑓(𝑥 + ∆𝑥) − 𝑓(𝑥)
∆𝑥
)
.
36
Cálculo I e II
Quando esta tender a zero pela
direita.
lim
∆𝑥→0−
(
𝑓(𝑥 + ∆𝑥) − 𝑓(𝑥)
∆𝑥
)
.
Quando esta tender a zero pela
esquerda.
Uma função será derivável em
um ponto se existirem derivadas
laterais e se essas derivadas forem
iguais.
Exemplos:
1) Seja f a função definida por
𝑓(𝑥) = {
5 − 2𝑥, 𝑠𝑒 𝑥 < 3
4𝑥 − 13, 𝑠𝑒 𝑥 ≥ 3
Encontre f ’+(3) e f ’-(3).
Vamos fazer o cálculo pela direita.
lim
∆𝑥→0+
(
𝑓(𝑥 + ∆𝑥) − 𝑓(𝑥)
∆𝑥
)
.
f(3)= 4.3-13=
f(3)= 12-13=-1
f(3+∆𝑥) = 4(3+∆𝑥)-13 =
f(3+∆𝑥) = 12+4∆𝑥 − 13 =
f(3+∆𝑥) = 4∆𝑥 − 1
lim
∆𝑥→0+
(
𝑓(3 + ∆𝑥) − 𝑓(3)
∆𝑥
)
.
=
lim
∆𝑥→0+
(
4∆𝑥 − 1 + 1
∆𝑥
)
.
= 4
Agora o cálculo pela esquerda.
lim
∆𝑥→0−
(
𝑓(𝑥 + ∆𝑥) − 𝑓(𝑥)
∆𝑥
)
.
f(3+∆x) = 5-2(3+∆x) =
f(3+∆x) = 5-6+2∆x =
f(3+∆x) = -1-2∆x
lim
∆𝑥→0−
(
𝑓(3 + ∆𝑥) − 𝑓(3)
∆𝑥
)
.
=
lim
∆𝑥→0−
(
−1 − 2∆𝑥 + 1
∆𝑥
)
.
= −2
Podemos concluir que as derivadas
existem, porém como são valores
diferentes a função x=3 não será
derivável, assim, consideramos que
a derivada naquele ponto não existe.
2) Seja f a função definida por
𝑓(𝑥) = {
𝑥2, 𝑠𝑒 𝑥 < 1
2𝑥 − 1, 𝑠𝑒 𝑥 ≥ 1
Encontre f ’+(1) e f ’-(1).
Cálculo pela direita
f(1)= 2.1-1 =
f(1)= 1
f(1+∆x) = 2(1+∆x)-1 =
f(1+∆x) = 2+2∆x-1=
f(1+∆x)=1+2∆x
37
Cálculo I e II
lim
∆𝑥→0+
(
𝑓(1 + ∆𝑥) − 𝑓(1)
∆𝑥
) =.
lim
∆𝑥→0+
(
1 + 2∆𝑥 − 1
∆𝑥
)
.
=
lim
∆𝑥→0+
2 = 2
Cálculo pela esquerda.
f(1+∆x) = (1+∆x)² =
f(1+∆x) = 1+2∆x+(∆𝑥)²
lim
∆𝑥→0−
(
𝑓(1 + ∆𝑥) − 𝑓(1)
∆𝑥
)
.
=
lim
∆𝑥→0−
(
1 + 2∆𝑥(∆𝑥)2 − 1
∆𝑥
) =.
lim
∆𝑥→0−
(
∆𝑥(2 + ∆𝑥)
∆𝑥
)
.
=
lim
∆𝑥→0−
2 + ∆x = 2 + 0 = 2Podemos concluir que as
derivadas existem, e tem valores
iguais, então a função x=1 será
derivável, assim, consideramos que
a derivada naquele ponto existe.
Continuidade
Em relação a continuidade, se
uma função f é derivável em um
número x, ela será então contínua
em x. isso se deve por uma razão em
que uma função descontínua em um
ponto, apresenta um salto, então
não pode ser derivável nesse ponto.
Porém, existem funções contínuas
que não são deriváveis, por exemplo
a função f(x) = [x]. Vejamos:
𝑓(𝑥) = {
−𝑥, 𝑠𝑒 𝑥 < 0
𝑥, 𝑠𝑒 𝑥 ≥ 0
lim
∆𝑥→0
(
𝑓(0 + ∆𝑥) − 𝑓(0)
∆𝑥
)
.
=
Cálculo pela direita
lim
∆𝑥→0+
(
0 + ∆𝑥 − 0
∆𝑥
)
.
= 1
Cálculo pela esquerda
lim
∆𝑥→0−
(
−0 − ∆𝑥 − 0
∆𝑥
)
.
= −1
Podemos concluir que não
existem derivadas da função x=0,
porém o gráfico é contínuo em x=0.
Veja:
Fonte: Stewart
38
Cálculo I e II
Regras de derivação
Derivada de uma constante
Se C é uma constante e f(x)= C
para todo x, então f’(x)=0
Exemplo:
f(x) = 7
f(x)=0
Derivada de uma potência
Se 𝓃 é um número inteiro
positivo e f(x)= 𝑥𝓃, então f(x) = 𝑥𝓃−1
Exemplo:
f(x) = 𝑥9
f(x) = 9𝑥9−1
f(x)= 9𝑥8
Derivada do produto de uma
constante por uma função
A derivada de uma constante
multiplicando uma função, é a
constante multiplicando a derivada
da função.
Exemplo:
f(x)= 5x³
f(x)= 5.3x²
f(x)= 15x²
Derivada da soma / subtração
A derivada de uma soma é a
soma das derivadas.
Exemplo:
f(x)= 2x³-4x+5
f(x)= 2.3x²-1.4+0
f(x)=6x²-4
Derivada do produto
Sejam f e g funções e h a
função definida por h(x)= f(x).g(x).
se a derivada f ’(x) e g’(x) existem
então:
h’(x) = f(x). g’(x)+f ’(x).g(x)
Exemplo:
f(x)= 𝑥4. (5x³-2)
f(x)= 𝑥4. (5.3x²-0)+4x³.(5x³-2)
f(x)= 𝑥4.15x²+20𝑥6-8x³
f(x)= 15𝑥6+20𝑥6-8x³
f(x)= 35𝑥6-8x³
Derivada do quociente
Sejam f e g funções e h a
função definida por h(x)= f(x)/g(x)
no qual g(x)≠0. Se a derivada f ’(x) e
g’(x) existem então:
h’(x)=
𝑔(𝑥).𝑓′(𝑥)−𝑓(𝑥).𝑔′(𝑥)
[𝑔(𝑥)]²
39
Cálculo I e II
Exemplo:
f(x)=
𝑥³
𝑥2+5
=
f(x)=
(𝑥2+5).3𝑥2−𝑥3.2𝑥+0
(𝑥2+5)²
=
f(x)=
3𝑥4+15𝑥2−2𝑥4
𝑥4+10𝑥2+25
=
f(x)=
𝑥4+15𝑥²
𝑥4+10𝑥2+25
Regra da cadeia
É uma fórmula para a derivada
da função composta de duas
funções. Se y é uma função derivável
de u e se u é uma função derivável de
x, então y é uma função derivável de
x.
𝑑𝑦
𝑑𝑥
=
𝑑𝑦
𝑑𝑢
.
𝑑𝑢
𝑑𝑥
Exemplos:
1) Determine
𝑑𝑦
𝑑𝑥
de y=(3x+1)³.
Vamos calcular pelo método
estudado até aqui, expandindo e
derivando o polinômio resultante.
y=(3x+1)³
y= (3x+1)².(3x+1)¹
y= (9x²+6x+1).(3x+1)
y=27x³+18x²+3x+9x²+6x+1
y= 27x³+27x²+9x+1
𝑑𝑦
𝑑𝑥
= 81𝑥2 + 54𝑥 + 9
Agora utilizando o método da
regra da cadeia, usando u para
representar (3x+1). Então temos:
y=(3x+1)³
u= (3x+1)
y= u³
𝑑𝑦
𝑑𝑥
=
𝑑𝑦
𝑑𝑢
.
𝑑𝑢
𝑑𝑥
𝑑𝑦
𝑑𝑥
= 3𝑢2. 3
𝑑𝑦
𝑑𝑥
= 3. (3𝑥 + 1)2. 3
𝑑𝑦
𝑑𝑥
= 9(9𝑥2 + 6𝑥 + 1)
𝑑𝑦
𝑑𝑥
= 81𝑥2 + 54𝑥 + 9
2) Determine
𝑑𝑦
𝑑𝑥
de y=(3x³-
2x)³.
y= (3x³-2x)³
u = (3x³-2x)
y= u³
𝑑𝑦
𝑑𝑥
=
𝑑𝑦
𝑑𝑢
.
𝑑𝑢
𝑑𝑥
𝑑𝑦
𝑑𝑥
= 3𝑢2. (9𝑥2 − 2)
𝑑𝑦
𝑑𝑥
= (27𝑥2 − 6)(3𝑥3 − 2𝑥)²
4
0
Cálculo I e II
Derivadas de funções
Derivada da função inversa
Dizemos que a função inversa
de f representada por 𝑓−1 é uma
função tal que para todo x no
domínio de f temos:
f(x)=y ⟺ 𝑓−1(y) = x.
Uma função 𝑓
Sua inversa 𝑓−1
Fonte: Info Escola
Exemplo:
1) Se y=f(x)=3x-6, determine a
função inversa 𝑓−1(𝑥).
Primeiro vamos trocar o x por
y e isolar o y.
y=3x-6
x=3y-6
3y=x+6
y=
𝑥
3
+ 2
f(x)= 3x-6 ⟺ 𝑓−1(𝑥) =
𝑥
3
+ 2
Se atribuirmos um valor para
x, como por exemplo x=4
temos:
f(4) = 3.4-6
f(4) =6
Verificando na função inversa.
𝑓−1(𝑥) =
6
3
+2
𝑓−1(𝑥) = 2 + 2 = 4
Derivando a função f(x) e sua
função inversa 𝑓−1(x).
f(x) = 3x-6
f(x) = 3
𝑓−1(𝑥) =
6
3
+ 2
𝑓−1(𝑥) =
1
3
41
Cálculo I e II
A existência de uma função
inversa deve atender a duas
propriedades:
Para quaisquer x1 e x2 no
domínio de f, se x1 ≠ x2, então
f(x1) ≠ f(x2).
Para qualquer y no contra-
domínio de f, existe algum x
no domínio de f, tal que f(x)=y.
Dessa forma, uma função que
atenda a essas duas propriedades é
chamada de bijetora. Na imagem a
seguir é possível perceber que
apenas a função em destaque é
bijetora.
Fonte: Aquino
A derivada da função inversa,
é o inverso da derivada, assim
utilizamos:
(𝑓−1(𝑥))’ =
1
𝑓′(𝑓−1(𝑥))
Exemplo:
Seja y = 27x³, determine a
derivada de sua função inversa.
y=27x³
x=27y³
y³=
𝑥
27
y=√
𝑥
3
3
f ’(x)= 27x³ = 3.27x² = 81x²
(𝑓−1(𝑥))’ =
1
𝑓′(𝑓−1(𝑥))
=
(𝑓−1(𝑥))’ =
1
81𝑥²
=
(𝑓−1(𝑥))′ =
1
81(√𝑥/3 )
3 2
=
(𝑓−1(𝑥))′ =
1
81. √
𝑥2
9
3
=
(𝑓−1(𝑥))′ =
1
9𝑥3
2
Derivadas polinomiais
Para calcular as derivadas
polinomiais vamos utilizar as regras
de potência e as regras básicas de
derivação.
Exemplos:
Vamos calcular as derivadas.
1) f(x)= 3x²-2x+1
f’(x)= 2.3x-2+0
f’(x)= 6x-2
42
Cálculo I e II
2) f(x)= 𝑥5 + 2𝑥3 − 𝑥²
f’(x)= 5𝑥4 + 3.2𝑥2 − 2𝑥
f’(x)= 5𝑥4 + 6𝑥2 − 2𝑥
3) f(x)= 𝑥4 + 3𝑥3 − 𝑥²
f’(x)=4x³+3.3x²-2x
f’(x)= 4x³+9x²-2x
Derivada exponencial
Para calcular a derivada
exponencial utilizamos algumas
proposições.
1ª proposição:
Se y=𝑎𝑥 (a>0 e a ≠ 1) utilizamos a
expressão, onde ln é o logaritimo
natural.
y’ = 𝑎𝑥. 𝑙𝑛𝑎
Exemplo:
Tendo y=2𝑥, determine a sua
derivada no ponto de abscissa 3.
a=2
y’= 2𝑥. 𝑙𝑛²
f’(3)= 2³.ln²
f’(3)= 8.ln²
2ª proposição:
Utilizamos quando estiver uma
função exponencial onde o expoente
é uma função derivável em relação a
variável x, se y=𝑎𝑢 (a>0 e a≠1).
A derivada dessa função é dada pela
expressão.
y’=𝑎𝑢.lna.u’
Exemplo:
Seja y=24𝑥³, determine a sua
derivada.
a=2
u=4x³
u’= 3.4x²=12x²
y’=24𝑥
3
. 𝑙𝑛2.12𝑥²
3ª proposição
A função exponencial é
exatamente igual a sua derivada. Se
y=𝑒𝑥então y’=𝑒𝑥.
Exemplo:
Seja y=4𝑒𝑥, determine
𝑑𝑦
𝑑𝑥
.
y=𝑒𝑥
y’= 4.𝑒𝑥
4ª proposição
Se o expoente for uma função
derivável em relação ao expoente x,
utlilizamos a expressão.
y’=𝑒𝑢. 𝑢′
Exemplo:
Sendo y=3𝑒𝑠𝑒𝑛𝑥, determine
𝑑𝑦
𝑑𝑥
.
u=senx
u’=cosx
y’= 3𝑒𝑠𝑒𝑛𝑥. 𝑐𝑜𝑠𝑥
43
Cálculo I e II
Derivada logarítimica
Assim como as derivadas
exponenciais para calcular a
derivada logarítimica utilizamos
algumas proposições.
1ª proposição
Se y=log𝑎 𝑥, (a>0 e a≠ 1) temos a
expressão.
y’=
1
𝑥
log𝑎 𝑒
Exemplo:
Seja y=log4 𝑥, determine sua
derivada.
y’=
1
𝑥
log4 𝑒
2ª proposição
Se y=log𝑎 𝑢 e 𝓊 é uma função
derivável de x com u>0, temos a
expressão.
y’=
1
𝑢
. log𝑎 𝑒. 𝓊′
Exemplo:
Seja f(x)=log2 5𝑥³, determine
f ’(x).
a=2
u=5x³
u’=3.5x² = 15x²
y’=
1
5𝑥³
. log2 𝑒. 15𝑥²
3ª proposição
Se y=lnx e x>0 temos a
expressão.
y’ =
1
𝑥
Exemplo:
Sendo y= ln8, determine a
derivada da função
y’ =
1
8
4ª proposição
Se y=lnu, e u é uma função derivável
de x com u>0, então temos a
expressão.
y’=
1
𝑢
.u’
Exemplo:
Seja y=ln(9x³) determiney’.
u=9x³
u’=3.9x² = 27x²
y’=
1
9𝑥3
. 27𝑥2
y’=3𝑥−1
y’=
3
𝑥
Derivada trigonométrica
As funções trigonométricas
muitas vezes são usadas em modelos
de fenômenos do mundo real. Em
particular, as vibrações, ondas,
movimentos elásticos, campo
eletromagnético, ritmos cardíacos e
4
4
Cálculo I e II
outras grandezas que variem de
maneira periódica podem ser
descritos utilizando-se as funções
trigonométricas.
Derivada da função seno
Se y=sex, então y’=cosx
y=sen(x) → y’=cos(x)
Se y=sen(u) e u é uma função
diferencial de x, então.
y’= cos(u).u’
Exemplo:
Seja y=sen(4x³), determine y’.
u=4x³
u’=3.4x²
u’=12x²
y’=cos(4x³).12x²
Derivada da função
cosseno
Se y=cosx, então y’=-senx
y=cos(x) → y’=-sen(x)
Se y=cos(u) e u é uma função
derivável de x, então.
y’=-sen(u).u’
Exemplo:
Seja f(x)=cos(
𝜋
2
− 𝑥) determi-
ne f’(x).
u=
𝜋
2
– x
u’=0-1x
u’=-1
f’(x)=-sen(
𝜋
2
− 𝑥). (-1)
f’(x)= sen(
𝜋
2
− 𝑥)
Lembrando que nesse cálculo
π/2 é constante, então seu valor é
zero.
Derivada da função
tangente
Se y=tg(u) e u é uma função
derivável de x, então.
y’ = sec²u.u’
Exemplo:
Seja f(x)=tg(7x³-10), determi-
ne f’(x).
u=7x³-10
u’= 3.7x²-10
u’= 21x²-0
u’= 21x²
f’(x)= sec²(7x³-10).21x²
Derivada da função
cotangente
Se y=cotg(u) e u é uma função
derivável de x, então.
y’= -cosec²u.u’
45
Cálculo I e II
Exemplo:
Seja y=(3+2.𝑐𝑜𝑡𝑔𝑥)4, determi-
ne y’.
y=(3+2.𝑐𝑜𝑡𝑔𝑥)4
y=4(3+2.cotgx)³
u=(3+2cotgx)
u’=(0+2.(-cosec²x))
y’=4(3+2cotgx)³.(-2.cosec²x)
y’=-8(3+2cotgx)³.cosec²x
Derivada da função
secante
Se y= sec(u) e u é uma função
derivável de x, então.
y’=sec(u).tg(u).u’
Exemplo:
Seja y=x³.𝑠𝑒𝑐
5
3𝑥, determine y’.
u=x³
u’=3x²
v=𝑠𝑒𝑐
5
3 𝑥 → v=(𝑠𝑒𝑐𝑥)
5
3
v’ =
5
3
. (𝑠𝑒𝑐𝑥)
2
3 . 𝑠𝑒𝑐𝑥. 𝑡𝑔𝑥
y= u.v
y’=u.v’+v.u’
y’= x³.
5
3
(𝑠𝑒𝑐𝑥)
2
3 .secx.tgx+
(𝑠𝑒𝑐𝑥)
5
3. 3x²
y’ =
5𝑥³
3
.(𝑠𝑒𝑐𝑥)
5
3.tgx+3x²(𝑠𝑒𝑐𝑥)
5
3
y’= x².(𝑠𝑒𝑐𝑥)
5
3.(
5
3
x.tgx+3
Lembrando que para calcular
5/3 -1 deve tirar o m.m.c.
Derivada da função
cossecante
Se y=cosec(u) e u é uma
função derivável de x, então.
y’=-cosec(u).cotg(u).u’
Exemplo:
Seja f(x)=(
𝑐𝑜𝑠𝑒𝑐𝑥
𝑥2+1
), determine y’.
u=cosecx
u’=-cosecx.cotgx
v=x²+1
v’=2x+1 → v’=2x+0 = 2x
y=
𝑢
𝑣
y’=
𝑣.𝑢′−𝑢.𝑣′
𝑣²
y’=
(𝑥²+1).(−𝑐𝑜𝑠𝑒𝑐𝑥).𝑐𝑜𝑡𝑔𝑥−(𝑐𝑜𝑠𝑒𝑐𝑥).2𝑥
(𝑥2+1)²
y’=(-cosecx)[
(𝑥2+1).𝑐𝑜𝑡𝑔𝑥+2𝑥
(𝑥2+1)²
]
46
Cálculo I e II
Derivada das funções
trigonométricas inversas
As derivadas trigonométricas
inversas são seis, no qual u é uma
função derivável de x. então, temos
as seguintes fórmulas.
Fonte: I.pinimg
Exemplos:
Calcule a derivada das funções:
1) y=arc sen 3x
u=3x
u’=1.3 = 3
y’=
𝑢′
√1−𝑢²
y’=
3
√1−(3𝑥)²
y’=
3
√1−9𝑥²
2) y=arc cos x³
u= x³
u’=3x²
y’=
−𝑢′
√1−𝑢²
y’=
−3𝑥²
√1−(𝑥³)²
y’=
−3𝑥²
√1−𝑥6
3) y=arc tg
𝑥
4
u=
𝑥
4
u’=
1
4
y’=
𝑢′
1+𝑢²
y’=
1
4
1+(
𝑥
4
)²
y’=
1/4
1+
𝑥2
16
y’=
1/4
16+
𝑥2
16
y’=
1
4
.
16
16+𝑥²
y’=
4
16+𝑥²
4) y= arc cotg x²
u= x²
u’= 2x
47
Cálculo I e II
y’=
−𝑢′
1+𝑢²
y’=
−2𝑥
1+(𝑥²)²
y’=
−2𝑥
1+𝑥4
5) y=arc sec (3x-5)
u=3x-5
u’= 3
y’=
𝑢′
|𝑢|√𝑢2−1
y’=
3
|3𝑥−5|√(3𝑥−5)2−1
y’=
3
|3𝑥−5|√(9𝑥2−30𝑥+25)−1
y’=
3
|3𝑥−5|√9𝑥2−30𝑥+24
6) y= arc cosec 𝑥5
u=𝑥5
u’=5𝑥4
y’=
−𝑢′
|𝑢|√𝑢2−1
y’=
−5𝑥4
|𝑥5|√(𝑥5)2−1
y’=
−5𝑥4
|𝑥5|√𝑥10−1
Acréscimos
Sendo y = f (x) uma função.
Se x varia de x1 a x2, definimos
o acréscimo de x denotado por ∆𝑥
como:
∆𝑥 = 𝑋2 − 𝑋1
A variação de x origina uma
correspondente variação de y,
denotada por ∆𝑦 dada por :
∆𝑦 = 𝑓(𝑥2) − 𝑓(𝑥1)
∆𝑦 = 𝑓(𝑥1 + ∆𝑥) − 𝑓(𝑥1)
Fonte: passo a passo
Exemplo:
Se y=4x²-5x+4 calcule ∆𝑦 para
x=3 e ∆𝑥 =1,5
∆𝑦 = 𝑓(𝑥 + ∆𝑥) − 𝑓(𝑥)
∆𝑦 = 𝑓(3 + 1,5) − 𝑓(3)
∆𝑦 = 𝑓(4,5) − 𝑓(3)
∆𝑦 = 62,5 − 25
∆𝑦 = 37,5
𝑓(4,5) = 4(4,5)2 − 5(4,5) + 4
𝑓(4,5) = 81 − 22,5 + 4
𝑓(4,5) = 62,5
𝑓(3) = 4(3)2 − 5.3 + 4
𝑓(3) = 36 − 15 + 4
𝑓(3) = 25
48
Cálculo I e II
Diferencial
Sejam y=f(x) uma função
derivável e ∆𝑥 um acréscimo de x .
Definimos:
A diferencial da variável
independente x denotada por
dx, como:
𝑑𝑥 = ∆𝑥
A diferencial da variável
independente y denotada por
dy, como:
𝑑𝑦 = 𝑓′(𝑥). ∆𝑥
Fonte: passo a passo
Exemplo:
Sendo y=5x²-4x , ∆𝑥 = 2 e x=3
encontre ∆𝑦 e dy.
∆𝑦 = 𝑓(𝑥 + ∆𝑥) − 𝑓(𝑥)
∆𝑦 = 𝑓(3 + 2) − 𝑓(3 )
∆𝑦 = 𝑓(5) − 𝑓(3)
∆𝑦 = 105 − 33
∆𝑦 = 72
𝑓(5) = 5. (5)2 − 4.5
𝑓(5) = 5.25 − 20
𝑓(5) = 125 − 20
𝑓(5) = 105
𝑓(3) = 5. (3)2 − 4.3
𝑓(3) = 5.9 − 12
𝑓(3) = 45 − 12
𝑓(3) = 33
𝑑𝑦 = 𝑓′(𝑥). ∆𝑥
𝑑𝑦 = 2.5𝑥 − 4.2
𝑑𝑦 = 10𝑥 − 8
𝑑𝑦 = 10.3 − 8
𝑑𝑦 = 30 − 8
𝑑𝑦 = 22
Derivação implícita
O método de derivação
implícita é usado quando não
conseguimos diferenciar as funções,
isto é, quando não conseguimos
isolar as variáveis da função.
f(x,y)=0 É a forma implícita de
uma função y=f(x).
y=x²-1 É a forma explícita de
uma função y=f(x).
Para calcular a derivada de
uma função implícita, fazemos a
derivação de ambos os lados da
equação em relação a x e, então, na
resolução da equação isolando y’. É
necessário utilizar a regra da cadeia.
49
Cálculo I e II
Exemplo:
A) x²+y²=4
2x+2y.y’=0
y’=-
2𝑥
2𝑦
y’=
𝑥
𝑦
Notamos que o y é uma função
variável de x, desta forma sendo
uma função composta, usamos a
regra da cadeia.
B) 2x²+y²=9
2.2x+2y.y’=0
4x+2y.y’=0
y’=
−4𝑥
2𝑦
y’=
−2𝑥
𝑦
C) x³+y³=6xy
3x²+3y².y’=6.y+6x.y’
y’(3y²-6x)=6y-3x²
y’=
6𝑦−3𝑥²
3𝑦2−6𝑥
y’=
2𝑦−𝑥²
𝑦2−2𝑥
Neste exemplo usamos a regra
da cadeia, mais a regra do produto.
O teorema do valor médio
Seja f uma função contínua
[a,b] e derivável em (a,b). então,
existe um ponto C ∈ (a,b), tal que:
f’(c)=
𝑓(𝑏)−𝑓(𝑎)
𝑏−𝑎
Melhorando a expressão para
tirar essa divisão, temos:
f(b)-f(a)= f’(c).(b-a)
Geometricamente falando,
temos que existe um ponto no
interior do intervalo, tal que a
inclinação da reta tangente ao
gráfico desse ponto é igual a
inclinação da reta secante que passa
pelo ponto (a,b).
Intervalos de crescimento e
decrescimento
Suponha que f’(x)>0 para todo
o x em um intervalo I. Assim, a
função f nesse intervalo é crescente.
Suponha que f’(x)<0 para todo
o x em um intervalo I. Assim, a
função f nesse intervalo é
decrescente.
Suponha que f’(x)=0 para todo
o x em um intervalo I. Assim, a
função f nesse intervalo é constante.
Suponha que duas funções
satisfazem f’(x)= g’(x) para todo x.
Assim, f(x)=g(x)+k e k ∈ ℝ.
50
Cálculo I e II
Exemplos:
A) f(x)= x³-2x, x ∈ [-2,2]
f(x)= x³-2x
f(-2)= (-2)³-2.(-2)
f(-2)= -8+4
f(-2)=-4
f(x)= x³-2x
f(2)= (2)³-2.2
f(2)= 8-4
f(2)=4
f(b)- f(a)= f’(c).(b-a)
f(2)-f(-2)=f’(c).(2-(-2))
4-(-4)= f’(c).4
8=f’(c).4
f’(c)= 8/4
f’(c)=2
B) f(x)= x²+2x-1, x ∈ [1,5]
f(x)= x²+2x-1
f(1)= 1²+2.1-1
f(1)= 1+2-1
f(1)=2
f(x)= x²+2x-1
f(5)= 5²+2.5-1
f(5)= 25+10-1
f(5)=34
f(b)- f(a)= f’(c).(b-a)
f(5)-f(1)=f’(c).(5-1)
34-2= f’(c).4
32=f’(c).4
f’(c)= 32/4
f’(c)= 8
Derivadas de ordem
superior
Vimos até agora a derivada de
uma função f, representada por f ’.
Mas como f ’ também é uma função
podemos encontrar a sua derivada.
Assim, podemos calcular (f ’)’
encontrando f ”. Como f ” também é
uma função, podemos calcular sua
derivada e encontrar f ’”. Dizemos
então, que f ’ é a derivada de
primeira ordem de f, f ” é a derivada
de segunda ordem e f ”’ a derivada de
terceira ordem de f.
De um modo geral, 𝑓(𝑛)
representa a derivada de ordem n de
f . A notação 𝑓(0) representa a
própria função f. porém é
importante destacar que não é toda
função que possui derivada de
qualquer ordem.
Temos, segundo a notação de
Leibniz as seguintes expressões.
51
Cálculo I e II
y’=
𝑑𝑦
𝑑𝑥
y’’=
𝑑
𝑑𝑥
(
𝑑𝑦
𝑑𝑥
) =
𝑑²𝑦
𝑑𝑥²
y’’’=
𝑑
𝑑𝑥
𝑑²𝑦
𝑑𝑥²
=
𝑑³𝑦
𝑑𝑥
𝑦𝑛 =
𝑑𝑛𝑦
𝑑𝑥𝑛
Exemplo:
1) y=x³
y’= 3x²
y”=6x
y”’= 6
2) y= - 𝑥5+x³-8
y’= - 5𝑥4+3x²
y”= - 20x³+6x
y’”= - 60x²+6
3) Calcule y’’ sendo y uma função
implícita de x tal que x²+y³=1.
2x+3y².y’=0
y’=-
2𝑥
3𝑦²
Utilizando a regra do
quociente, vamos encontrar y’’.
y’’ =-
(2𝑥)′(3𝑦2)−2𝑥(3𝑦²)′
(3𝑦²)²
y”=-
2.(3𝑦2)−2𝑥(6𝑦𝑦′)
9𝑦4
y”= -
6𝑦2−12𝑥𝑦𝑦′
9𝑦4
Podemos simplificar dividindo
por 3y.
y”= -
2𝑦−4𝑥𝑦′
3𝑦³
Taxas relacionadas
São expressões que
relacionam quantidades que estão
variando em relação as outras, cujas
taxas de variação são conhecidas.
Exemplos:
1) Uma escada com 25 m de
comprimento está apoiada a
uma parede vertical. se o pé da
escada for puxado
horizontalmente, afastando da
parede 3m/s, qual a
velocidade com que a escada
está deslizando, quando seu pé
está a 15m de comprimento da
parede?
Fonte: Engenharia
52
Cálculo I e II
t → tempo decorrido desde qua
a escada começou a deslizar pela
parede.
y → distância do solo ao topo
da escda.
x → distância do pé da escada
até a parede.
Então temos:
𝑑𝑥
𝑑𝑡
= 3
𝑑𝑦
𝑑𝑡
=? Para x=15
Aplicando o teorema de Pitá-
goras temos a expressão:
y²+x²=25²
y²= 625-x²
Derivando a função em relação
a t.
y²=625-x²
2𝑦
𝑑𝑦
𝑑𝑡
= 0 − 2𝑥
𝑑𝑥
𝑑𝑡
𝑑𝑦
𝑑𝑡
= -
2𝑥
2𝑦
𝑑𝑥
𝑑𝑡
𝑑𝑦
𝑑𝑡
= −
𝑥
𝑦
𝑑𝑥
𝑑𝑡
Substituindo os valores conhecidos
na equação, devemos encontrar y
para x=15.
y²=625-x²
y²=625-15²
y²=625-225
y²=400
y=√400
y=20
𝑑𝑦
𝑑𝑡
= −
15
20
. 3
𝑑𝑦
𝑑𝑡
= −2,25
Sendo assim, o topo da escada está
deslizando a 2,25m/s. já o sinal
negativo quer dizer que y é
decrescente.
2) Uma aeronave está decolando
a um angulo de 30° com a
horizontal. Com que agilidade
a aeronave estará ganhando
altura se sua velocidade for de
900 km/h?
Fonte: Dicas de Cálculo
Podemos relacionar a
distância percorrida pela aeronave e
a altura que ele se encontra do solo
através das relações trigonomé-
tricas.
53
Cálculo I e II
Sen(30º)=
𝑦
ℎ
Sen(30º)=
1
2
1
2
=
𝑦
ℎ
h=2y
𝑑ℎ
𝑑𝑡
= 2
𝑑𝑦
𝑑𝑡
900=2
𝑑𝑦
𝑑𝑡
𝑑𝑦
𝑑𝑡
= 450
Assim, concluímos que a
aeronave ganha altura a uma
velocidade de 450 km/h.
54
55
Cálculo I e II
4. Aplicações da Derivada
Fonte: freepik
Funções crescentes
F contínua em [a,b] e derivável em
(a,b).
Fonte: Mapa da Prova
Para todo f’(x)>0, x ∈ (a,b) f é
crescente.
X1< X2 ⟹ f(X1) < f(X2)
Funções decrescentes
F contínua em [a,b] e derivável em
(a,b).
Fonte: Mapa da Prova
Para todo f’(x)<0, x ∈ (a,b) f é
decrescente.
X1> X2 ⟹ f(X1) > f(X2)
Exemplo:
Encontre os intervalos onde a
função é crescente e decrescente e,
56
Cálculo I e II
se houver , os pontos críticos da
função.
f(x)=x³-3x+4
f ’(x)=3x²-3
f ’(x)=0
3x²-3=0
3x²=3
x²=3/3
x²=1
x=ñ1
Os pontos críticos são [1,-1]
Para {
𝑥 < 1 − 2
−1 < 𝑥 < 1 0
𝑥 > 1 2
f ’(x)= 3x²-3
f ’(x)=3.(-2)²-3
f ’(x)=3.4-3
f ’(x)=9
Para x<1, atribuindo x=2 a função é
crescente.
f ’(x)= 3x²-3
f ’(x)=3.(0)²-3
f ’(x)=3.0-3
f ’(x)=-3
Para -1<x<1, atribuindo x=0 a
função é decrescente.
f ’(x)= 3x²-3
f ’(x)=3.(2)²-3
f ’(x)=3.4-3
f ’(x)= 9
Para x>1, atribuindo x=2 a função é
crescente.
Máximos e mínimos
Para facilitar o entendimento
podemos dizer grosseiramente que
os pontos de máximos e mínimos de
uma função são os pontos de picos e
de depressões da função. Vejamos o
gráfico.
Fonte: Dicas de Cálculo
Como podemos observar no gráfico
os pontos f(a) e f(b) são pontos de
máximo local e f(0) é ponto de
mínimo local.
E ainda , podemos dizer que o
ponto f(b) é um máximo absoluto e
f(0) é ponto de mínimo absoluto,
pois f(b) é o maior valor de f e f(0) é
o menor valor de f :
f(0) ≤ f(x) ≤ f(b)
57
Cálculo I e II
Devemos ficar atento pois,
nem todo ponto de inflexão é um
ponto de máximo ou mínimo,
sempre faça o estudo do sinal da
função antes e depois dos pontos
encontrados, pois o sinal deve
mudar. Veja o exemplo da função:
f(x)=x³ para o domínio 𝑥 ∈
ℝ, na qual f'(x)=3x² e 3x²=0 onde
encontramos x=0, porém esta
função é monótona crescente
(sempre crescente), não havendo
troca de sinal em 0. Logo, não há
pontos de máximos e de mínimos.
Veja a representação gráfica dessa
função.
Fonte: Morgado
É importante ressaltar que
quando temos uma função f
continua em um intervalo fechado,
[a,b], então tem-se pontos de
máximos ou mínimos locais em a e
b, mas não necessariamente
máximos ou mínimos absolutos.
Exemplos:
1) Encontre os pontos máximos e
mínimos da função
f(x)=x²-2x-3 com 𝑥 ∈ ℝ
f ’(x)=2x-2
f ’(x)=0
2x-2=0
x=2/2
x=1 ponto crítico
Calculando valores antes e
depois do ponto crítico.
f’(0)=2x-2
f’(0)=2.0-2
f’(0)=-2
f’(2)=2x-2
f’(2)=2.2-2
f’(2)=2
f(x)=x²-2x-3
f(0)= 0²-2.0-3= -3
f(1)= 1²-2.1-3= -4
f(2)= 2²-2.2-3= -3
Este é um ponto de mínimo
absoluto, visto que ela é continua e
não há outros pontos de inflexão.
Antiderivadas
O conceito de antiderivadas ou
primitivas de funções é um
precursor ao Teorema Fundamental
58
Cálculo I e II
do Cálculo e é aqui que começamos
a integração.
Seja f :D→ ℝ uma função.
Uma primitiva de f é uma
função F que satisfaz F’(x)=f(x) para
todo 𝑥 ∈ 𝐷.
Isso significa que seja uma
função f : D → ℝ e a função F : D→ ℝ,
então F é primitiva de f se a derivada
de F for igual a f.
Usamos a notação:
∫ 𝑓(𝑥) 𝑑𝑥
Se F(x) é uma primitiva de f,
então F(x)+c também é uma
primitiva de f.
C= constante de integração.
É importante lembrar que o
uso da palavra “antiderivada”, que é
a correspondente de “primitiva”,
pode facilitar na memorização do
conceito
Exemplos:
1) ∫ 𝑥2𝑑𝑥 =
𝑥³
3
+ 𝑐
2) ∫ 𝑥3𝑑𝑥 =
𝑥4
4
+c
3) ∫ cos(𝑥) 𝑑𝑥 = 𝑠𝑒𝑛(𝑥) + 𝑐
4) ∫ 𝑠𝑒𝑛(𝑥)𝑑𝑥 = − cos(𝑥) + 𝑐
5) ∫ 𝑒𝑥𝑑𝑥 = 𝑒𝑥 + 𝑐
6) ∫
1
𝑥
𝑑𝑥 = 𝑙𝑛|𝑥|
7) ∫ 𝑘 𝑑𝑥 = 𝑘𝑥
8) ∫ 𝑥𝑚 =
𝑥𝑚+1
𝑚+1
+ 𝑐
9) ∫ 𝑠𝑒𝑛(5𝑥)𝑑𝑥 =
−cos (5𝑥)
5
+ 𝑐
Exercícios resolvidosA) Seja f’’(x)=12x²+6x-4
f(0)=4 e f(1)=1 encontre
f(x).
f’(x)=4x³+3x²-4x+c
f(x)= 𝑥4 + 𝑥3 − 2𝑥2 + 𝐶𝑥 +
𝐶2
f(0)=04 + 03 − 2.02 +
𝐶. 0 + 𝐶2 = 4
f(0)=C2=4
f(1)= 14 + 13 − 2.12 + 𝐶. 1 +
4 = 1
f(1)=C=-3
f(x)=𝑥4 + 𝑥3 − 2𝑥2 − 3𝑥 + 4
59
Cálculo I e II
60
Cálculo I e II
5. Referências Bibliográficas
GOUVEIA, R. Funções
Trigonométricas. Mai/ 2019.
Disponível em:
https://www.todamateria.com.br/fu
ncoes-trigonometricas/. Data do
acesso: 20/07/2020.
______. Função exponencial. Mai/
2019. Disponível em:
https://www.todamateria.com.br/fu
ncão-exponencial/. Data do acesso:
21/07/2020.
JOULE, E. Velocidade média e
Velocidade Instatânea. 2020.
Disponóvel em:
https://efeitojoule.com/2009/01/ve
locidade-media-velocidade-
instantanea/. Data do acesso:
27/07/2020.
PAIS, Luiz Carlos. Didática da
Matemática: uma Análise da
Influência Francesa. 2. ed. Belo
Horizonte: Autêntica, 2002. Coleção
Tendências em Educação
Matemática.
PROFESSOR A. Professor A:
questionário. [dez. 2007]. Aplicado
por: Sílvia Pereira dos Santos.
Jequié, BA, 2007. [2 laudas]
Questionário concedido para o
trabalho de conclusão de curso (TCC
sobre o ensino da disciplina Calculo I
no curso de Licenciatura em
Matemática com Enfoque em
Informática da UESB/Jequié).
SANTOS, Raimundo Morais; NETO,
Hermínio Borges. Avaliação do
Desempenho no Processo de Ensino-
Aprendizagem de Cálculo Diferencial
e Integral I: (O caso da UFC). Ceará,
Artigo Científico/ UFC, 1991.
Disponível em: <
http://www.multimeios.ufc.br/arqu
ivos/pc/artigos/artigo-avaliacao-do-
desempenho-no-processo-de-ensino
aprendizagem.pdf>. Acesso em: 25
jul. 2007.
SILVA, Jayro Fonseca; NETO,
Hermínio Borges. Questões Básicas
no ensino de Cálculo. Ceará,
Artigo Científico/ UFC,
1995. Disponível em: <
http://www.multimeios.ufc.br/arqu
ivos/pc/artigos/artigo-questoes-
basicas-do- ensino-de-calculo.pdf>.
Acesso em: 25 jul. 2007.
SILVA, Marcos Noé Pedro da.
"Limite de uma Função "; Brasil
Escola. Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/mat
ematica/limite-uma-funcao.htm.
Data do acesso: 21/07/2020.
______."Cálculo do coeficiente
angular de uma reta "; Brasil Escola.
Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/mat
ematica/calculocoeficiente angular-
uma-reta.htm. Data do acesso:
23/07/2020.
STEWART, J. Cauculus : early
Transcendentals. 7ª edição
americana. Ed. Cengage Learning,
2013. Tradução EZ2 Translate.
Cálculo volume I . São Paulo.
Disponível em:
https://docero.com.br. Data do
acesso: 17/07/2020.