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- -1 MECANISMOS DE AGRESSÃO E DEFESA I UNIDADE 4 - DOENÇAS PARASITÁRIAS HUMANAS Mauricio Peixoto - -2 Introdução Olá, caro(a) estudante! Seja bem-vindo(a) a mais uma unidade da disciplina de Mecanismos de Agressão e Defesa I, na qual você conhecerá com maiores detalhes as doenças parasitárias humanas e a resposta imunológica frente aos parasitas. Quando escutamos a palavra “parasita”, não imaginamos quantos desses organismos (protozoários e helmintos) podem causar danos à nossa saúde, não é mesmo? Diante disso, você verá que existe uma variedade de parasitas que podem ser classificados quanto à sua relação com o hospedeiro e seu ciclo biológico. Em relação às inúmeras doenças parasitárias de que temos conhecimento, veremos, também, que existem vários meios de transmissão. Os insetos são os vetores bem “adaptados”, que transmitem por meio da picada o protozoário causador de uma doença. Assim, é possível citar alguns exemplos de doenças transmitidas por insetos, como a malária, a leishmaniose e a doença de Chagas. Mas como podemos evitar essa transmissão? Você descobrirá ao longo desta unidade. Além disso, você sabia que muitos desses causadores de doenças, como os vermes, são bem maiores que nossos macrófagos? Mas se eles são tão grandes a ponto de o macrófago não conseguir fagocitá-los, como o sistema imunológico atua? Para isso, você verá que nossa resposta imunológica utiliza de outra célula de defesa para combater o inimigo. Quer saber mais? Vem com a gente e bons estudos! 4.1 Parasitas Por definição, o parasitismo é qualquer relação ecológica que ocorre entre indivíduos de espécies diferentes, na qual se observa uma dependência metabólica de grau variável, além de uma associação íntima e duradoura entre eles (REY, 2009). Em outras palavras, o parasitismo é uma relação entre dois organismos, e parasito hospedeiro , na qual o segundo serve de ambiente e fonte de nutrição ao primeiro. Essa relação caracteriza-se por diferentes graus de dependência metabólica do parasito em relação ao seu hospedeiro em uma relação direta, estreita e unilateral, em que o hospedeiro é indispensável ao parasito. O fato de o hospedeiro constituir-se como um habitat para o parasito é que torna o contato entre ambos íntimo e duradouro, permanecendo os dois organismos integrados durante um tempo. Tal relação é marcada principalmente pela adaptação do parasito às condições impostas pelo organismo do hospedeiro e vice-versa (adaptação recíproca) (COURA, 2013). Na sequência, você conhecerá um pouco mais sobre o parasitismo e seu ciclo biológico, atentando para os organismos e agentes envolvidos em uma infecção por parasitos, suas classificações e hospedeiros nos quais costuma se instalar. Além disso, você verá formas de prevenção às doenças causadas por parasitos. Acompanhe! 4.1.1 Ciclo biológico Segundo pesquisadores, o parasitismo começou ao acaso como resultado do encontro entre dois organismos, um funcionando como suporte para o outro, primitivamente livre ou saprofítico. Com o tempo, o organismo que servia de suporte (hospedeiro) passou a alimentar seu hóspede, ambos adaptando-se em uma estreita relação de parasitismo (REY, 2009). Clique nas setas abaixo, para conhecer mais sobre o tema. Acredita-se, ainda, que o hábito do parasitismo tenha surgido independentemente nos grandes grupos animais devido ao curso evolutivo normal, pois observa-se tanto formas livres como parasitas nesses grupos. Assim, sugere-se, pela evolução, que os – externos aos hospedeiros – sejam anteriores aos ectoparasitos endoparasitos – que se instalam no interior dos corpos dos hospedeiros –, uma vez que parece mais fácil a adaptação da vida livre a ectoparasitos que a endoparasitos. Na esteira desse raciocínio, alguns parasitos de vida livre teriam evoluído para ectoparasitos, que mais tarde se adaptariam ao endoparasitismo e que, por fim, alcançariam a - -3 evoluído para ectoparasitos, que mais tarde se adaptariam ao endoparasitismo e que, por fim, alcançariam a corrente sanguínea dos hospedeiros, tornando-se hemoparasitos. Os hemoparasitos, mais complexos, necessitariam de um terceiro organismo que pudesse realizar a transmissão do parasito. Isso ocorreria quando esse terceiro organismo sugasse o sangue de um organismo infectado e em seguida sugasse o de outro sadio, transportando o organismo parasito. A esse terceiro organismo dá-se o nome de ou . Conclui-se, assim, que os parasitos com hospedeiros intermediárioshospedeiro intermediário vetor evoluíram daqueles com um único hospedeiro (COURA, 2013). Os podem ou não ter a sua sobrevivência comprometida ao abrigarem um parasito. São eles quehospedeiros oferecem, ainda, todas as condições necessárias para o desenvolvimento do parasito (condições físico-químicas, térmicas etc.), para quem o encontro com os hospedeiros é crucial para a continuação de sua vida, ou seja, para o seu (REY, 2009).ciclo biológico Em relação à quantidade de hospedeiros necessários para o desenvolvimento do ciclo dos parasitas, costuma-se classificá-los em monoxênicos ou heteroxênicos. Os primeiros (também denominados monóxenos) precisam de somente um hospedeiro para o desenvolvimento de seu ciclo. Como exemplos desse grupo de parasitas temos o Ascaris, o Enterobius e o Strongyloides. Figura 1 - O verme , um exemplo de parasita monóxeno, causa a ascaridíase, uma doença Ascaris lumbricoides que é transmitida aos seres humanos pela ingestão de ovos. O cresce e se reproduz no corpo humano, e a Ascaris produção de ovos ou larvas é passada pelas fezes para o meio ambiente. Fonte: Sappasit, Shutterstock, 2019. Já em relação aos parasitas heteroxênicos (também denominados heteróxenos), estes necessitam de mais de um - -4 Já em relação aos parasitas heteroxênicos (também denominados heteróxenos), estes necessitam de mais de um hospedeiro para o desenvolvimento de seu ciclo. Esses hospedeiros, por sua vez, são divididos entre definitivos (ou vertebrados) e intermediários (ou invertebrados) (REY, 2009). Como exemplo de parasitas heteróxenos, temos a , o , o e a (FERREIRA, 2012).Taenia Plasmodium Trypanosoma Leishmania Veja, na figura a seguir, como é o ciclo de vida da malária, doença ocasionada pelo .Plasmodium Figura 2 - A malária é uma doença causada por um parasita chamado , que é transmitido aos seres Plasmodium humanos pela picada de um mosquito infectado. O é um exemplo de parasita heteróxeno.Plasmodium Fonte: Designua, Shutterstock, 2019. Como você pôde perceber, o é transmitido por meio da picada de um mosquito infectado, tambémPlasmodium chamado de vetor. Vetor é um termo muito utilizado para designar esses hospedeiros invertebrados, principalmente os artrópodes hematófagos, que transmitem as principais doenças negligenciadas, como a doença de Chagas, a dengue, a leishmaniose, a febre amarela e também a malária, entre outras doenças (REY, 2009). Essas doenças têm como característica importante sua disseminação por longas distâncias, sendo os vetores responsáveis por atingir esses diversos locais. Costuma-se classificar os vetores artrópodes em vetores ou vetores . Os primeiros apenasmecânicos biológicos transmitem o parasito exatamente na forma como o coletaram, sem desenvolvimento ou multiplicação em seu organismo. Diferentemente, nos vetores biológicos, o parasito irá se multiplicar, desenvolver-se ou ambos antes de ser transmitido ao hospedeiro vertebrado. Como exemplo de parasito que necessita de um vetor biológico, temos o protozoário (agenteTrypanosoma cruzi - -5 de ser transmitido ao hospedeiro vertebrado. Como exemplo de parasito que necessita de um vetor biológico, temos o protozoário (agenteTrypanosoma cruzi causador da doença de Chagas), que dentro de seu hospedeiro invertebrado (vetor) – o triatomíneo ou “barbeiro”, como é popularmente conhecido – sofre tanto multiplicação como desenvolvimento. Esse vetor ingere formas tripomastigotas sanguíneas dos hospedeiros vertebrados, que são convertidas em epimastigotas em seu interior e se multiplicam, transmitindo,posteriormente, os tripomastigotas metacíclicos, a forma infectante eliminada com suas excreções. Outro importante exemplo de parasito que necessita de um vetor biológico é a malária, causada pelo Plasmodium , conforme vimos anteriormente, e transmitida pelo mosquito , que ao se alimentar em um hospedeiro Anopheles infectado contrai os gametócitos. Dentro do mosquito, ocorre a reprodução sexuada do parasito da malária, gerando as formas infectantes, os esporozoítos, que irão migrar para as glândulas salivares do mosquito e estarão prontos para serem inoculados em um novo hospedeiro por meio da picada do vetor. Observamos, nesses casos, que o parasito necessita da passagem pelo vetor para se desenvolver e/ou se multiplicar, tornando-se infectante e, então, prosseguindo com seu ciclo evolutivo. Essa interação com o vetor torna-se muito importante para os parasitos, que se adaptam às suas condições internas (micro-habitat), incluindo-o em seu ciclo biológico. O vetor promove, então, pressões que induzem à diferenciação do parasito, ou até mesmo modificações estruturais e bioquímicas que serão necessárias para sua sobrevivência no próximo ambiente, constituído pelo hospedeiro definitivo ou vertebrado. VOCÊ O CONHECE? O biólogo, médico sanitarista e cientista Carlos Chagas descobriu e descreveu pela primeira vez, em 1909, um ciclo completo de uma doença infecciosa. Sua descoberta passou pelo patógeno ( ), seu inseto vetor (barbeiro), os hospedeiros, epidemiologia eTrypanossoma cruzi as manifestações clínicas até a doença, que recebeu seu nome: doença de Chagas. VOCÊ O CONHECE? A esquistossomose, também conhecida como barriga d’água, é uma doença causada pelo helminto , que necessita de dois hospedeiros (o intermediário e oSchistosoma mansoni definitivo) para completar seu ciclo de vida. Inicialmente, é uma doença silenciosa que pode, porém, evoluir para um quadro grave e levar à morte do hospedeiro definitivo, o homem. Nesta atividade, você irá exercitar sua capacidade de pensar sobre uma situação relacionada à prevenção dessa parasitose. Situação-problema: Em 2015, em reportagem para o G1, Raimundo Cornélio, com 82 anos à época, declarava: “Do nada apareceu esse negócio. A barriga cresceu em janeiro do ano passado. Eu quero uma explicação para eu entender o quê que é o meu sofrimento. Por que, meu Deus, será que ela [a doença] entrou no meu corpo e não sai? Ela tem que sair. Toda doença, ela tem remédio. Essa tá desse jeito. Como se formou, só Deus sabe” (CARRAMILO, 2015). Diante desse cenário, imagine que você está fazendo parte de uma equipe multidisciplinar que está visitando áreas consideradas endêmicas para diversas parasitoses. Escutando o relato dramático do senhor Raimundo, qual orientação você daria para moradores da mesma área para que não ficassem na mesma situação que ele? - -6 Na passagem do parasito pelo organismo dos hospedeiros há, então, uma interação parasito-vetor que irá determinar o sucesso da infecção ou o controle do parasitismo, dependendo de mudanças bioquímicas e morfológicas ocorridas no interior desses organismos. Além disso, durante seu ciclo de vida, em determinada fase, os protozoários sobrevivem no interior da célula hospedeira. A passagem de um hospedeiro para o outro envolve variados mecanismos e adaptações complexas, que dependem de sincronização de atividades, padrões de comportamento e relações entre as espécies desenvolvidas ao longo de um lento processo de coevolução (REY, 2009). Quando analisamos a relação dos parasitas com o hospedeiro, cumpre ressaltar, ainda, que eles são também classificados em ou . Os eurixenos parasitam uma enorme variedade de hospedeiros,eurixenos estenoxenos como é o caso do .Toxoplasma gondii Figura 3 - Um representante dos parasitas eurixenos é o , que durante seu ciclo de vida possui Toxoplasma gondii uma variedade de espécies que servem como hospedeiros. A transmissão para humanos e outros mamíferos ocorre por meio da ingestão de oocistos de fontes Fonte: Designua, Shutterstock, 2019. - -7 Por outro lado, os são aqueles que parasitam apenas uma ou poucas espécies muito próximas deestenoxenos hospedeiros, como o , visto anteriormente. Os hospedeiros tanto dos eurixenos quanto dosAscaris lumbricoides estenoxenos são importantes no curso do desenvolvimento dos parasitas, pois fornecem todas as condições fisiológicas necessárias para seu sucesso. 4.1.2 Formas de prevenção Há muitos anos os pesquisadores têm tentado descobrir novos mecanismos de controle das parasitoses, estudando, para isso, a base biológica da interação parasito-vetor. Muitas doenças parasitárias são transmitidas, como vimos, por insetos que chamamos de vetores. A leishmaniose, por exemplo, é uma doença causada por protozoários do gênero , transmitidos pelo flebótomo, inseto da subfamília dos flebotomíneosLeishmania (FERREIRA, 2012). Também a doença de Chagas, causada pelo protozoário , tem como via deTrypanosoma cruzi transmissão principal um inseto, o triatomíneo. Porém, sabe-se que esse protozoário também pode ser transmitido por via oral, por meio do consumo de açaí contaminado, por exemplo, como observado em vários casos no Norte do país. Figura 4 - Inúmeras doenças parasitárias são transmitidas por um inseto, o vetor. Na figura, podemos ver um triatomíneo, popularmente conhecido como barbeiro, transmissor da doença de Chagas. Fonte: schlyx, Shutterstock, 2019. Para as doenças em que o modo de transmissão é a picada de um inseto, as medidas de prevenção são: utilização de mosquiteiros e telas de proteção em portas e janelas; uso de repelentes; medidas que interrompam o ciclo de reprodução e desenvolvimento do inseto (REY, 2009). Contudo, existem mais vias de infecção pelos protozoários, como a falta de saneamento básico e a ingestão de água contaminada. Temos como exemplo disso a giardíase, causada pela , que é transmitida pelaGiardia lamblia ingestão de água contaminada com os ovos da giárdia. Assim como a giardíase, outras parasitoses podem ser transmitidas pela ingestão de água contaminada. Para esses casos, a prevenção se dá por meio de medidas como as citas abaixo. Clique e confira! Acesso à água potável e ao saneamento básico. Lavar bem os alimentos antes de consumi-los. Beber somente água filtrada ou fervida. Ter hábitos de higiene pessoal. - -8 Ter hábitos de higiene pessoal. Figura 5 - A falta de saneamento básico é uma das causas que mais contribuem para a disseminação das doenças parasitárias no Brasil e no mundo. Fonte: Ronaldo Almeida, Shutterstock, 2019. Além disso, entre as principais medidas de controle das doenças causadas por parasitas, temos também vacinas para estimular a resposta do hospedeiro mamífero, drogas antiparasitárias para evitar a disseminação da infecção e inseticidas que permitem erradicar os insetos vetores. Entretanto, essas medidas não têm tido sucesso, principalmente porque os insetos são capazes de desenvolver resistência aos inseticidas e em virtude de seus mecanismos de evasão parasitária contra a resposta do hospedeiro. Por tais motivos, o conhecimento cada vez maior da biologia celular e molecular de vetores e patógenos (parasitos) é fundamental para melhor entender a interação entre eles e, assim, elaborar novas estratégias de controle das doenças (FERREIRA, 2012). 4.2 Doenças parasitárias e resposta imunológica frente aos parasitas As doenças parasitárias são iniciadas quando um fungo, helminto, ectoparasita ou um protozoário consegue ultrapassar as barreiras imunológicas do nosso corpo. Esses parasitas podem causar diversos danos, diretos ou indiretos, aos tecidos do hospedeiro. Os danos causados nos tecidos de forma direta são aqueles cujos mecanismos são mediados pela produção de exotoxinas ou endotoxinas que causam danos citopáticos diretos às células hospedeiras. Já os danos causados de forma indireta ocorrem com a formação de imunocomplexos, imunidade celular e a produção de anticorpos contra o próprio hospedeiro. Confira, clicando nas abas, outros aspectos iniciais relacionadosao tema. Patógenos Os patógenos se diferem pela sua virulência e patogenicidade. Quando falamos de patogenicidade, estamos nos referindo à capacidade que esse patógeno tem de causar uma doença. Já a virulência refere-se ao grau de patogenicidade. Logo, a patogenicidade vai depender das características do patógeno, da imunidade do hospedeiro e das variáveis socioambientais. - -9 Espaço extracelular Em virtude das diferentes características dos parasitas, as infecções podem se desenvolver no espaço (no caso de protozoários, fungos, algumas bactérias e helmintos) ou (no caso de vírus,extracelular intracelular alguns protozoários e microbactérias). 4.2.1 Infecções no espaço extracelular e intracelular Os parasitas que têm preferência pelo espaço extracelular precisam inicialmente vencer as barreiras imunológicas. A primeira barreira a ser vencida é o epitélio, que elimina os parasitas por meio de peptídeos antimicrobianos, um importante mecanismo do sistema inato. Os anticorpos IgA também podem neutralizar os parasitas que conseguem passar pelo epitélio. Caso o parasita tenha ultrapassado a barreira imunológica, os fagócitos residentes, neutrófilos, proteínas do complemento e várias classes de anticorpos entram em ação para eliminar o patógeno e, assim, proteger o interstício, o sangue e a linfa (ABBAS; LICHTMAN; PILAI, 2015). Alguns exemplos de parasitas que têm preferência pelo espaço extracelular são: • vermes intestinais – , ;Ancylostoma Necator • vermes na linfa – ;Filária • vermes no sangue – ;Schistosoma • protozoários gênito-urinários – ;Trichomonas • protozoários intestinais – .Giárdia Diferentemente dos parasitas que vivem no meio extracelular, há os que necessitam sobreviver no espaço intracelular, seja no citoplasma (como os vírus) ou dentro de vesículas no interior das células (por exemplo, . e .). Caso o patógeno desenvolva a infecção no citoplasma, a eliminação seMycobacterium spp Leishmania spp • • • • • VOCÊ O CONHECE? Existe uma relação entre a alergia e as repostas imunológicas contra vermes. Isso acontece porque as citocinas liberadas pelos linfócitos TH2 permitem que seja alterada a classe de um anticorpo para o isótopo IgE. Esse anticorpo pode se ligar ao receptor FcεRI expresso na superfície de mastócitos que, por sua vez, ficam sensibilizados quando ocorre a ligação do FcεRI localizado na superfície do mastócito com a porção Fc da IgE, desencadeando um quadro alérgico. Nesta atividade, você irá exercitar sua capacidade de pensar sobre a relação entre alergia e infecções causadas por helmintos. Situação-problema: O sushi é uma comida japonesa produzida com peixe cru. Com a popularização dos restaurantes japoneses no Brasil, ocorreu um aumento no número de casos de anisaquíase. Essa doença é causada por nematoides larvais da família . Sempre que possível,Anisakinae você janta em um restaurante japonês e come tudo o que tem direito, inclusive sushi. Após alguns dias de uma ida a esse restaurante, você começou a apresentar sintomas clássicos de uma reação alérgica. Sabendo da existência desse parasita e como ele se comporta frente às nossas respostas imunológicas, você procura um médico para diagnosticá-lo. Quais argumentos imunológicos você usaria para convencer seu médico sobre uma possível infecção por esse verme? - -10 . e .). Caso o patógeno desenvolva a infecção no citoplasma, a eliminação seMycobacterium spp Leishmania spp dará via atividade citotóxica. Agora, se o parasita causa a infecção no interior de vesículas, a eliminação ocorre via ativação dos macrófagos com a ajuda das células T e NK. Figura 6 - Invasão e disseminação do na célula do hospedeiro. O é um Toxoplasma gondii Toxoplasma gondii protozoário parasita intracelular obrigatório que causa a toxoplasmose. Fonte: Designua, Shutterstock, 2019. São exemplos de parasitas que têm preferência pelo espaço intracelular: • Toxoplasma gondii (toxoplasmose); • Plasmodium sp. (malária); • Trypanosoma cruzi (doença de Chagas); • Leishmania sp. (leishmaniose). Geralmente, os parasitas extracelulares são combatidos pela ação dos anticorpos, e os parasitas intracelulares pelas células T citolíticas. Logo, as citocinas que foram produzidas pelas células T CD4+ determinam o curso da infecção, uma vez que as células TH1 e TH2 apresentam perfis de citocinas contrastantes. As respostas medidas por TH1 levam à morte dos agentes patogênicos intracelulares, enquanto que as respostas via TH2 acabam com • • • • - -11 por TH1 levam à morte dos agentes patogênicos intracelulares, enquanto que as respostas via TH2 acabam com os agentes patogênicos extracelulares (BROOKS ., 2014).el al Uma vez que o parasita consegue superar os mecanismos de defesa do hospedeiro, ele precisa se estabelecer antes que o sistema imune desse hospedeiro entre em ação. Vários vermes adultos e larvas infectantes possuem em sua superfície moléculas que ativam a via alternativa do sistema complemento. Macrófagos, neutrófilos, eosinófilos e plaquetas constituem a primeira linha de defesa. As citocinas e anticorpos produzidos em resposta aos antígenos parasitários potencializam as atividades antiparasitárias de todas essas células efetoras. Porém, macrófagos residentes nos tecidos, monócitos e granulócitos iniciam suas atividades mesmo antes dessa potencialização (BROOKS ., 2014).et al 4.2.2 Infecções causadas por helmintos Clique nas setas e aprenda mais sobre o tema. Popularmente chamados de vermes, os helmintos são organismos multicelulares e maiores que os macrófagos (célula fagocítica importante na ação do sistema imune). Eles podem parasitar o corpo humano e, assim, desenvolver uma doença. Por terem um tamanho bem grande, impossibilitando os macrófagos de realizarem a fagocitose, o sistema imune utiliza outra estratégia para eliminar esses vermes. Os mastócitos, que são dependentes de IgE, iniciam primeiramente a localização dos eosinófilos que estão próximos ao helminto e, assim, potencializam suas funções antiparasitárias. A principal célula que combate os helmintos são, então, os , que ao serem recrutados para os locais deeosinófilos infecção, eliminam seus grânulos. Inúmeras moléculas tóxicas para o parasita são liberadas, dentre elas as enzimas, as proteínas tóxicas, as citocinas, os mediadores lipídicos, as quimiocinas e a MBP (proteína básica principal). A MBP é altamente tóxica para os vermes, e sua ação estimula a desgranulação dos basófilos e mastócitos. Além das células já mencionadas, os linfócitos T CD4+ e B também combatem a infecção causada pelo helminto (COURA, 2013). Assim, a ação conjunta dos eosinófilos e dos mastócitos para destruir larvas de helmintos é potencializada pelos VOCÊ QUER LER? “O que está te devorando? Parasitas - a história por dentro”, de Nicola Davies, descreve de forma bem didática e explicativa, por meio de ilustrações, os parasitas que habitam o corpo humano. Nele, é mostrado como esses parasitas conseguem penetrar ou se prenderem aos corpos e quais são as suas habilidades de sobrevivência (DAVIES, 2015). VOCÊ QUER LER? O livro “Medicina no Brasil Imperial: clima, parasitas e patologia tropical”, de Flávio Coelho Edler, mostra a origem dos estudos na área de medicina tropical, enfocando, em especial, as doenças causadas por helmintos e toda a trajetória do pensamento médico do século XIX (EDLER, 2011). - -12 Assim, a ação conjunta dos eosinófilos e dos mastócitos para destruir larvas de helmintos é potencializada pelos produtos liberados pelos mastócitos. Os antígenos liberados provocam degranulação local dos mastócitos dependentes de IgE, bem como a liberação de mediadores, que atraem os eosinófilos para o local e potencializam ainda mais suas atividades. O linfócito T CD4+, ao se diferenciar em linfócito TH2, aumenta a resposta de combate ao verme. Os linfócitos TH2 liberam as citocinas IL-4 e IL-5. A IL-4 é responsável pela troca da classe do anticorpo por células B ativadas, induzindo à secreção de IgE, que é responsável, por sua vez, por intermediar o processo de ativaçãodos eosinófilos. Já a IL-5, juntamente com o GM-CSF (fator de estimulação de macrófagos e granulócitos), estimula a produção de eosinófilos na medula óssea. O aumento de eosinófilos circulantes leva ao quadro de eosinofilia (ABBAS; LICHTMAN; PILAI, 2015). Figura 7 - A degranulação é um processo inflamatório nos mastócitos. A interação antigênica com moléculas de IgE na membrana celular faz com que as células liberem os grânulos. Fonte: Soleil Nordic, Shutterstock, 2019. Os anticorpos IgE vão se ligar à superfície do helminto e estimular a ativação de mastócitos, basófilos e eosinófilos, que possuem expressos na sua superfície o receptor FcεR. No momento em que os parasitas estiverem cobertos com os anticorpos em sua superfície, viram alvo das células que tenham receptores da porção Fc dos anticorpos em questão. Com a ligação, ocorre a liberação do conteúdo de seus grânulos diretamente no local da ligação com o parasita (FERREIRA, 2012). CASO Como vimos, os linfócitos TH2 liberam várias citocinas que são responsáveis pela troca da classe do anticorpo para a IgE. Os anticorpos IgE secretados podem ter dois destinos: ligar-se à superfície do verme que deve ser combatido ou, em vez de se ligar ao helminto, o anticorpo IgE pode também se ligar ao receptor FcεRI expresso na superfície dos mastócitos. Aqui, vemos uma ligação entre as alergias e as respostas contra os helmintos. Isso mesmo que você leu! Nas alergias, os mastócitos ficam sensibilizados por meio da ligação dos FcεRI que estão presentes na superfície dos mastócitos com a porção Fc da IgE. A IgE mantém o sítio de ligação dos antígenos livre, enquanto estão ligados ao receptor do mastócito. Nas pessoas alérgicas, os - -13 Os linfócitos TH2 também impedem que os helmintos se infiltrem nos tecidos dos hospedeiros. Isso porque as citocinas liberadas têm a capacidade de elevar a produção de muco, aumentar as contrações das células musculares lisas e estimular a troca das células epiteliais, maneiras de o epitélio expulsar o invasor (ABBAS; LICHTMAN; PILAI, 2015). 4.2.3 Infecções causadas por protozoários Os protozoários possuem algumas características que permitem uma evasão imunológica, dificultando a ação do sistema imune. Para combater as infecções causadas pelos protozoários, o sistema imunológico inicia sua ação via linfócitos T CD4+, em especial pela resposta padrão TH1, visando aumentar a ação dos macrófagos. Os macrófagos e as células T podem produzir uma quantidade muito grande de citocinas IFN-γ e TNF-α em resposta às infecções causadas por esses protozoários, e essa produção exagerada pode agravar os sintomas dessas enfermidades (COURA, 2013). Sabe-se, ainda, que o anticorpo IgG também auxilia no combate às infecções causadas por protozoários, porém, os mecanismos envolvidos nesse combate ainda não são conhecidos (FERREIRA, 2012). Dentre as doenças causadas por protozoários que causam inúmeras mortes no mundo, estão a malária e a doença de Chagas, ambas consideradas doenças negligenciadas. As doenças negligenciadas, como vimos, são aquelas que atingem, especialmente, as populações que vivem na pobreza e, por isso, não despertam tanto interesse do poder público, recebem pouco investimento em pesquisa para novos medicamentos e para atividades de prevenção. Em relação à malária, você viu que ela é causada pelo , transmitido pelo mosquito do gênero Plasmodium , que é o responsável por “injetar” durante a picada o protozoário na sua forma esporozoíto. EssesAnopheles esporozoítos invadem os hepatócitos, onde se reproduzem até o momento em que se rompem e liberam na corrente sanguínea os merozoítos. Os merozoítos, por sua vez, infectam os eritrócitos, e no seu interior, multiplicam-se até provocar seu rompimento. Tanto os esporozoítos como os merozoítos, quando se encontram no meio extracelular, viram alvos dos macrófagos. A ação citotóxica das células T CD8+ é especialmente importante no ataque a hepatócitos infectados. antígenos livre, enquanto estão ligados ao receptor do mastócito. Nas pessoas alérgicas, os sintomas comuns no quadro alérgico se dão quando ocorre a ligação de duas moléculas de IgE que estão ancoradas no receptor FcεRI, disparando a desgranulação dos mastócitos. VOCÊ SABIA? A variedade antigênica que os protozoários possuem ajuda no escape do nosso sistema imunológico. Um exemplo disso são os tripanossomas africanos, que possuem somente uma glicoproteína revestindo sua superfície e que podem ser alvos dos anticorpos do hospedeiro. Entretanto, um enorme número de genes pode codificar as proteínas que revestem esses tripanossomas, resultando em uma enorme variedade de proteínas com propriedades antigênicas distintas. - -14 Os eritrócitos, por serem alvos dos merozoítos, tornam o baço um local importante para a ativação das células do sistema imune. Macrófagos e células dendríticas produzem grande quantidade de TNF-α e IL12, levando ao aumento da produção de IFN-γ por células NK e potencializando a ativação de células T CD4+. Ocorre também a ativação das células B em plasmócitos e, consequentemente, produção e secreção de anticorpos contra os antígenos dos plasmódios. A forma grave da doença é decorrente da resposta exagerada dos mecanismos efetores do sistema imune. A outra doença de relevância causada por um protozoário é a doença de Chagas. Essa doença, como visto anteriormente, é causada pelo e é transmitida pelos triatomíneos, insetos hematófagos. ApósTrypanosoma cruzi se alimentarem com o sangue do hospedeiro, eles defecam e, junto, eliminam a forma infectante do Trypanosoma , os epimastigotas. As células-alvo das formas infectantes são os macrófagos, os fibroblastos, as células musculares lisas e estriadas, as células de e as células da micróglia. Uma vez que uma célula éSchwann parasitada pelo , os parasitas se multiplicam até causar o seu rompimento, liberando, assim, aTrypanosoma forma tripomastigota. No momento do rompimento, também são liberados fragmentos da própria célula no meio extracelular, o que desencadeia uma resposta inflamatória local. A ativação contínua do sistema imune é a responsável pelos danos causados nos tecidos, principalmente nos casos crônicos da doença. VOCÊ QUER VER? A falta de condições sanitárias expõe inúmeras pessoas à esquistossomose, bem como a outras doenças negligenciadas. O documentário , produzido pelaEsquistossomose: quebrando o ciclo Fundação Oswaldo Cruz em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), mostra a situação dessa doença no Brasil, predominante em regiões onde não existe saneamento básico disponível para a população. Diante disso, o documentário mostra a importância de se conhecer o ciclo, o agente etiológico e as formas de transmissão da doença para que, assim, possamos tomar as medidas preventivas cabíveis para o seu combate. Confira o documentário em: < >.https://www.youtube.com/watch?v=w7RXt8d1u6g VOCÊ O CONHECE? A doença de Chagas é uma enfermidade causada, como você viu, pelo eTrypanosoma cruzi transmitida pelo inseto vetor conhecido popularmente como barbeiro. O humano, uma vez infectado, pode apresentar diversos sintomas, sendo o mais comum o aumento do coração. Hoje, sabe-se que não somente o barbeiro pode transmitir a doença de Chagas, conforme notícia publicada na Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) em 2011: “As formas de contágio podem ser ingestão de leite materno de mãe infectada; ingestão de sangue de mamífero infectado; ingestão de carne mal cozida de mamíferos infectados e, especialmente, de reservatórios silvestres; ingestão de suspensão de em pipetas; ingestãoTrypanosoma cruzi de alimentos ou bebidas contaminados com fezes ou urina de triatomíneos infectados por e ingestão de alimentos ou bebidas contaminadas com urina ou secreçãoTrypanosoma cruzi para-anal de marsupiais infectados por ” (SBMT, 2011). ConsiderandoTrypanosoma cruzi essas informações, a seguir, você irá exercitar sua capacidade de pensar sobre uma situação relacionada às doenças parasitárias. Situação-problema:Você está estagiando em um hospital que recebeu um paciente se queixando de dor de cabeça, fraqueza intensa, inchaço no rosto e nas pernas e febre. Conversando mais profundamente com esse paciente, você descobriu que dias atrás ele estava curtindo suas férias no Norte do https://www.youtube.com/watch?v=w7RXt8d1u6g - -15 No caso de uma infecção causada por tripanossoma ou plasmódios – que ao atingirem o sangue do hospedeiro são removidos da corrente sanguínea pelas células fagocíticas do fígado e do baço – inicialmente, os macrófagos atuarão como células efetoras que têm a função de inibir a multiplicação desses parasitas, podendo até eliminar esses patógenos. Os macrófagos também secretam moléculas que possuem a função de regular a resposta inflamatória e, assim, potencializam a resposta imune por meio da ativação de outras células. Clique nos itens abaixo e aprenda mais sobre o tema. A resposta imunológica contra o Trypanosoma cruzi e o Toxoplasma gondii não ocorre somente com as células T CD4+ e CD8+, mas também por meio das NK e da produção de anticorpos. Na vigência de uma infecção por esses parasitas, as células NK são estimuladas pela IL-2, que foi secretada pelos macrófagos, constituindo uma fonte de IFN-γ. Quando o quadro da infecção se torna crônico, ocorre a baixa produção de IFN-γ (ABBAS; LICHTMAN; PILAI, 2015). As infecções parasitárias têm como característica a interferência na resposta imunológica do hospedeiro, bem como a imunossupressão, que comprometem tanto as respostas mediadas por anticorpos como as mediadas por células. Quando ocorre a liberação de grandes quantidades de antígenos solúveis dos parasitas, prejudica-se a resposta do hospedeiro em um fenômeno conhecido como “distração imune”. Os antígenos solúveis inativam os anticorpos circulantes, deixando o parasita “invisível” para o anticorpo. Alguns parasitas causam danos diretos aos tecidos do seu hospedeiro. Na malária, na tripanossomose e na leishmaniose visceral, o número e a maior atividade dos macrófagos e linfócitos provocam um aumento do fígado e do baço. Pode ocorrer a formação de complexos imunes que se depositam nos rins, causando a síndrome nefrótica da malária e originando diversas alterações patológicas (ABBAS; LICHTMAN; PILAI, 2015). Síntese Chegamos ao final desta unidade, que abordou as doenças parasitárias e a resposta imunológica frente aos parasitas. Nela, você conheceu, ainda, o ciclo biológico dos parasitas e as formas de prevenção das doenças por eles causadas, podendo compreender, ao final, como se dão as infecções causadas no espaço extracelular e intracelular por helmintos e protozoários. Nesta unidade, você teve a oportunidade de: • compreender o conceito de parasitismo; • explorar os principais tipos de parasitas e seus diferentes tipos de ciclos biológicos; • conhecer as formas de prevenção aos parasitas; • inteirar-se sobre as infecções no espaço extracelular e intracelular; • aprender sobre as infecções causadas por helmintos e protozoários. com esse paciente, você descobriu que dias atrás ele estava curtindo suas férias no Norte do país, onde tomou açaí sem se preocupar com a procedência desse alimento. Imediatamente, você relata ao médico responsável sobre esse fato, que solicita que você monte um documento com todas as informações sobre essa doença e como o sistema imune do paciente iria se comportar. Quais informações você julga que sejam importantes para compor esse documento? • • • • • - -16 Bibliografia ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILAI, S. . 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.Imunologia celular e molecular ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILAI, S. : funções e distúrbios do sistema imunológico. 5. ed.Imunologia básica Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. BRASILEIRO FILHO, G. . 9. ed. Campo Grande: Guanabara Koogan, 2016.Bogliolo patologia BROOKS, F. G. . 26. ed. Rio de Janeiro:et al. Microbiologia médica de Jawetz, Melnick e Adelberg (Lange) AMGH, 2014. CARRAMILO, C. Negligenciada, esquistossomose tem transmissão descontrolada no MA. , São Luís, 19 jul.G1 2015. Disponível em: . Acesso em: 28 set. 2019. COURA, J. . 2. ed. Campo Grande: Guanabara Koogan, 2013.Dinâmica das doenças infecciosas e parasitárias DAVIES, N. . 1. ed. Rio de Janeiro: WMF MartinsO que está te devorando? Parasitas - a história por dentro Fontes, 2015. EDLER, C. 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C. . 12. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016.Microbiologia Introdução 4.1 Parasitas 4.1.1 Ciclo biológico 4.1.2 Formas de prevenção 4.2 Doenças parasitárias e resposta imunológica frente aos parasitas 4.2.1 Infecções no espaço extracelular e intracelular 4.2.2 Infecções causadas por helmintos 4.2.3 Infecções causadas por protozoários Síntese Bibliografia