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4 2018 NR 33 - SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS SUPERVISOR - TRABALHADOR - VIGIA FOX TREINAMENTOS ON & OFFSHORE FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 1 APRESENTAÇÃO Fundada em 2008 em Campos dos Goytacazes/RJ, a FOX Treinamentos dedicava-se exclusivamente ao setor de manutenção. Alcançando uma base técnica e uma aguda visão de mercado, a identificação e aproveitamento de novas demandas foram passos naturais que estenderam suas atividades em Consultoria de Segurança do Trabalho e Treinamentos Industriais em QSMS praticados no nosso CT, In Company e a Bordo de Plataforma. Pelo seu dinamismo e versatilidade de suas ações, a FOX Treinamentos e Serviços On&Offshore atualmente entrega serviços e pessoas ao talento criativo de sua organização e continua na busca constante da excelência na prestação de seus serviços. Dedica-se ao público alvo não exclusivamente, as empresas que necessitam formar ou atualizar seu quadro operacional visando maior segurança e rendimento, além de profissionais individuais atuantes no mercado de trabalho On e Offshore. Visite nosso site e conheça mais sobre a FOX, além de outros treinamentos de capacitação profissional nas áreas de QSMS e Petróleo e Gás. www.foxtreinamentos.com NR 33 SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 2 SUMÁRIO 1 OBJETIVO DO CURSO .......................................................................................... 4 2 OBJETIVO DA NR33 .............................................................................................. 4 3 LEGISLAÇÃO ......................................................................................................... 4 3.1 LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL .................................................................... 5 3.2 LEGISLAÇÃO NACIONAL ................................................................................ 6 4 OBRIGAÇÕES E RESPONSABILIDADES LEGAIS SEGUNDO A NR33 ......... 7 4.1 RESPONSABILIDADES DO EMPREGADOR (NR33 - 33.2.1)...................7 4.2 RESPONSABILIDADES DO EMPREGADO (NR33 - 33.2.2) .......................... 9 5 DEFINIÇÕES ........................................................................................................... 9 5.1. ESPAÇO CONFINADO CONFORME A NR 33: ................................................... 9 5.2 ESPAÇO CONFINADO CONFORME ABNT NBR14787 (CANCELADA) ... 10 5.3 ESPAÇO CONFINADO CONFORME OSHA .................................................. 10 5.4 ESPAÇO CONFINADO CONFORME NIOSH ................................................. 11 6 TIPOS DE ESPAÇOS CONFINADOS ................................................................. 11 7 PERIGO .................................................................................................................. 12 8 RISCO .................................................................................................................... 12 9 PROGRAMA DE ENTRADA EM ESPAÇO CONFINADO ............................... 12 9.1 CONDIÇÃO I.P.V.S. .......................................................................................... 12 IMEDIATAMENTE PERIGOSA À VIDA E À SAÚDE.............................................. 12 10 CLASSIFICAÇÃO DO GRAU DE RISCO DOS ESPAÇOS CONFINADOS .... 13 10.1 NÍVEL I OU CLASSE A SEGUNDO A OSHA E NIOSH ................................ 13 10.2 NÍVEL II OU CLASSE B SEGUNDO OSHA E NIOSH .................................. 13 10.3 NÍVEL III OU CLASSE C SEGUNDO A OSHA E NIOSH ............................. 13 11 RECONHECIMENTO E IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS DOS ESPAÇOS CONFINADOS .............................................................................................................. 13 11.1 RISCOS ATMOSFÉRICOS ................................................................................ 13 11.2 ÁREA CLASSIFICADA ..................................................................................... 16 11.3 POEIRAS EXPLOSIVAS ................................................................................... 17 11.4 ATMOSFERA TÓXICA OU CONTAMINANTE ............................................. 18 FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 3 SUMÁRIO(continuação) 12 ESTUDO DE GASES ............................................................................................ 18 13 RISCOS FÍSICOS .................................................................................................. 27 14 RISCOS QUÍMICOS ............................................................................................. 28 15 RISCOS BIOLÓGICOS ......................................................................................... 29 16 RISCOS ERGONÔMICOS .................................................................................... 29 17 RISCO DE ACIDENTES DIVERSOS .................................................................. 29 18 MEDIDAS TÉCNICAS DE PREVENÇÃO .......................................................... 30 18.1 BLOQUEIO DE ENERGIA..................................................................................30 19 MEDIDAS DE CONTROLE DE RISCOS ATMOSFÉRICOS ............................ 33 20 EQUIPE DE ESPAÇO CONFINADO ................................................................... 38 21 PROCESSO DE LIBERAÇÃO DE ENTRADA EM ESPAÇOS CONFINADOS 40 22 CAPACITAÇÃO DE TRABALHADORES ......................................................... 46 23 SINALIZAÇÃO DOS ESPAÇOS CONFINADOS ............................................... 46 24 PROCEDIMENTO DE COMUNICAÇÃO ........................................................... 48 25 PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA (EPR – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA) .......................................................................................................... 50 26 PROCEDIMENTO DE RESGATE EM ESPAÇOS CONFINADOS ................... 56 26.1 SISTEMAS DE RESGATE EM ESPAÇOS CONFINADOS ............................... 56 27 PLANO DE RESGATE ......................................................................................... 62 28 EQUIPE DE RESGATE EM ESPAÇOS CONFINADOS .................................... 63 29 ETAPAS DE UMA OPERAÇÃO DE RESGATE................................................. 67 30 REMOÇÃO E TRANSPORTE DE VÍTIMAS ...................................................... 72 31 NÓS ........................................................................................................................ 73 32 NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS ........................................... 76 33 EXEMPLOS DE SOCORRO ................................................................................. 83 34 REMOÇÃO E TRANSPORTE DE VÍTIMAS ...................................................... 86 35 REFERÊNCIAS: .................................................................................................... 88 FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 4 1 OBJETIVO DO CURSO Desenvolver nos alunos as competências básicas para a realização de identificação, reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle de riscos, assim como desenvolver as habilidades para as ações de supervisão de entrada em espaços considerados confinados sob suas responsabilidades. Interpretar e coordenar os procedimentos para planejamento, preparação, execução de trabalhos, emergências e resgates em espaços confinados de forma a garantir a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta e indiretamente nesses ambientes. 2 OBJETIVO DA NR33 Esta Norma tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscosexistentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços. (estabelecida em dezembro de 2006 preconizada no item 33.1.1). 3 LEGISLAÇÃO As empresas de um modo geral devem buscar uma adequação quanto aos aspectos normativos e legais não pela obrigatoriedade e sim pela obtenção de uma qualidade de vida de sua força de trabalho. Por isso os cuidados com a gestão de trabalhos e medidas de administração de incidentes e acidentes em espaços confinados têm produzido uma discursão ampla, resultando no surgimento de inúmeras inovações normativas e regulamentos técnicos, alguns deles obrigatórios, outros apenas recomendáveis. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 5 3.1 LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL OSHA 29 CRF PARTE 1910.146: OCCUPATIONAL SAFETY AND HEALTH ADMINISTRATION – PERMIT REQUIRED CONFINED SPACES (ADMINISTRAÇÃO DE SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAL– ESPAÇOS CONFINADOS PERMISSÃO NECESSÁRIA). Esta norma editada pela OSHA – Occupational Safety & Health Administration (Administração de Segurança e Saúde Ocupacional) órgão do Department of Labour (Departamento de Trabalho) do governo dos EUA contém os requisitos para práticas e procedimentos de proteção para os trabalhadores das indústrias em geral contra os riscos de entrada permitida em espaços confinados. É a mais conhecida e uma das mais antigas normas obrigatórias sobre o assunto. OSHA 29 CRF PARTE 1915 Esta norma também editada pela OSHA contém os requisitos para práticas e procedimentos de proteção para os trabalhadores da indústria da construção naval contra os riscos de entrada permitida em espaços confinados. NIOSH Nº 80-106 Esta publicação editada pela NIOSH – National Institute for Occupational Safety and Health (Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional) do U.S Departmentof Health, Education and Welfare (Departamento Americano de Saúde, Educação e Previdência Social) também edita critérios recomendados para procedimentos de trabalhos em espaços confinados. ANSI - AMERICAN NATIONAL STANDARDS INSTITUTE Z117.1: SAFETY REQUIREMENTS FOR CONFINED SPACES (REQUERIMENTOS DE SEGURANÇA PARA ESPAÇOS CONFINADOS). Este instituto privado Americano editou a presente norma que provê requisitos mínimos de segurança a serem seguidos durante entradas, saídas e trabalhos em espaços confinados com atmosferas normais. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 6 NFPA 1670: STANDARD ON OPERATIONS AND TRAINING FOR TECHINICAL RESCUE INCIDENTS (REGULAMENTO PARA OPERAÇÕES E TREINAMENTO PARA RESGATE TÉCNICO EM INCIDENTES) O propósito dessa norma editada pela NFPA – National Fire Protection Association (Associação Nacional de Proteção contra Incêndio) é auxiliar a autoridade competente a dimensionar um resgate técnico de risco dentro de uma área de resposta, identificar o nível de capacitação e estabelecer critérios operacionais. NFPA 1006: STANDARD FOR RESCUE TECHNICIAN PROFESSIONAL QUALIFICATIONS (REGULAMENTO PARA QUALIFICAÇÃO DE PROFISSIONAL TECNICO EM RESGATE) O propósito dessa norma editada pela NFPA – National Fire Protection Association é especificar os requisitos mínimos de desempenho de tarefas para serviços de resgate numa organização de resposta a emergências. 3.2 LEGISLAÇÃO NACIONAL ABNT NBR 14.606 OUT/2000: POSTOS DE SERVIÇOS – Entrada em Espaço Confinado. Essa norma editada pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, fórum nacional de normatização, estabelece os procedimentos de segurança para entrada em espaços confinados em postos de serviço. ABNT NBR 14.787 DEZ/2001 (CANCELADA): ESPAÇO CONFINADO – PREVENÇÃO DE ACIDENTES, PROCEDIMENTOS E MEDIDAS DE PROTEÇÃO. Essa norma editada pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, fórum nacional de normatização, estabelece os requisitos mínimos para proteção dos trabalhadores e do local de trabalho contra os riscos de entrada em espaços confinados. Atualmente é considerada a principal norma disponível no Brasil com intuito de disciplinar todo tipo de trabalhos em espaços confinados. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 7 ABNT NBR16577 DE OUTUBRO DE 2016: ESPAÇO CONFINADO – PREVENÇÃO DE ACIDENTES, PROCEDIMENTOS E MEDIDAS DE PROTEÇÃO. PORTARIA Nº. 202/2006 – NORMA REGULAMENTADORA N-33: SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS Esta Norma tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços. (estabelecida em dezembro de 2006 preconizada no item 33.1.1). PETROBRÁS N – 2637 NOV./2002: SEGURANÇA NO TRABALHO EM ESPAÇO CONFINADO. Esta norma fixa as condições mínimas de segurança, meio ambiente e saúde a serem observadas, na entrada e consequente permanência de pessoas em espaços confinados, seja para construção e montagem de novos equipamentos, inspeção ou execução de serviços. 4 OBRIGAÇÕES E RESPONSABILIDADES LEGAIS SEGUNDO A NR33 A NR 33, no item 33.2, define as responsabilidades do empregador e dos empregados em relação aos espaços confinados. 4.1 RESPONSABILIDADES DO EMPREGADOR (NR33 - 33.2.1) Dentre as obrigações legais previstas para os empregadores item 33.3.2.1 destacam-se: FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 8 a) indicar formalmente o responsável técnico pelo cumprimento desta norma; b) identificar os espaços confinados existentes no estabelecimento; c) identificar os riscos específicos de cada espaço confinado; d) implementar a gestão em segurança e saúde no trabalho em espaços confinados, por medidas técnicas de prevenção, administrativas, pessoais e de emergência e salvamento, de forma a garantir permanentemente ambientes com condições adequadas de trabalho; e) garantir a capacitação continuada dos trabalhadores sobre os riscos, as medidas de controle, de emergência e salvamento em espaços confinados; f) garantir que o acesso ao espaço confinado somente ocorra após a emissão, por escrito, da Permissão de Entrada e Trabalho, conforme modelo constante no anexo II desta NR; g) fornecer às empresas contratadas informações sobre os riscos nas áreas onde desenvolverão suas atividades e exigir a capacitação de seus trabalhadores; h) acompanhar a implementação das medidas de segurança e saúde dos trabalhadores das empresas contratadas provendo os meios e condições para que eles possam atuar em conformidade com esta NR; i) interromper todo e qualquer tipo de trabalho em caso de suspeição de condição de risco grave e iminente, procedendo ao imediato abandono do local; j) garantir informações atualizadas sobre os riscos e medidas de controle antes de cada acesso aos espaços confinados. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 9 4.2 RESPONSABILIDADES DO EMPREGADO (NR33 - 33.2.2) Dentre as obrigações legais previstas para os empregados, destacam–se: a) colaborar com a empresa no cumprimento desta NR; b) utilizar adequadamente os meios e equipamentos fornecidos pela empresa; c) comunicar ao Vigia e ao Supervisor de Entrada as situações de risco para sua segurança e saúde ou de terceiros, que sejam do seu conhecimento; e d) cumprir os procedimentos e orientações recebidas nos treinamentos com relação aos espaços confinados. 5 DEFINIÇÕES 5.1. ESPAÇO CONFINADO CONFORME A NR 33: Espaço confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiênciaou enriquecimento de oxigênio. (Expressa na NR33, item 33.1.2) Esta definição legal refere-se a um espaço com dimensões e aberturas limitadas para entrada e saída, tais como cisternas e silos, ventilação natural desfavorável que pode conter ou produzir contaminantes de ar, pode conter produto que possa envolver ou sufocar quem estiver neste ambiente, e aquele que não é recomendado para ocupação contínua de pessoas. Espaços confinados incluem, mas não estão limitados a tanques de armazenamento, tanques de processo e armazenamento, cilindros, covas, silos, tinas, reatores, caldeiras, dutos em geral, galerias de esgotos, túneis, poços de bombas, poços de balanças, etc. Na figura abaixo se têm exemplos de locais onde é possível encontrar espaços confinados. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 10 Entende-se como ambiente inadequado para ocupação humana qualquer espaço que foi projetado para armazenar materiais, transportar e/ou processar o qual é fechado. Contudo, ocasionalmente estes espaços precisam ser habitados para realização de trabalhos de manutenção, reparo, limpeza ou são habitados acidentalmente. IMPORTANTE: O espaço confinado é identificado pela existência de uma das condições descritas a seguir: Existência de pouco espaço para entrada e saída do ambiente; Sem ventilação ou ventilação deficiente; O ambiente não foi projetado para a ocupação contínua de seres humanos. 5.2 ESPAÇO CONFINADO CONFORME ABNT NBR14787 (CANCELADA) “Qualquer área não projetada para ocupação contínua, a qual tem meios limitados de entrada e saída, e na qual a ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio que possam existir ou se desenvolver.” 5.3 ESPAÇO CONFINADO CONFORME OSHA É grande o suficiente e possui uma configuração que um trabalhador consegue entrar fisicamente em seu interior e executar um trabalho designado, e possui restrições ou limitações para entrada e saída de uma pessoa, como, por exemplo: tanques de armazenamento, vasos, porões de navios, torres, silos, caldeiras, dutos de ventilação e exaustão, túneis, valetas, tubulações etc., e não foi projetado para ocupação continua de trabalhadores. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 11 5.4 ESPAÇO CONFINADO CONFORME NIOSH Espaço confinado é aquele que, em função do projeto, possui aberturas limitadas para entrada e saída, a ventilação natural é desfavorável, o ar ambiente pode conter ou produzir contaminantes perigosos e o local não se destina a ocupação contínua de um trabalhador. 6 TIPOS DE ESPAÇOS CONFINADOS FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 12 7 PERIGO Fonte ou situação com potencial de provocar dano em termos de ferimentos humanos ou problemas de saúde, danos à propriedade, ao ambiente, ou a uma combinação deles. Sendo assim, o perigo pode ser um objeto/equipamento/máquina, uma ação ou um local que possui riscos. 8 RISCO Medida de perda econômica, humana e/ou ambiental, resultante da combinação entre frequência esperada e consequência destas perdas. De uma forma simplificada, o risco está inserido dentro do perigo, sendo o fator do perigo que pode causar um acidente. Por exemplo, o carro é um perigo por que ele possui o risco de perder os freios e causar um acidente. Risco: Probabilidade x Severidade 9 PROGRAMA DE ENTRADA EM ESPAÇO CONFINADO A NBR 16577 dispõe que se trata do “programa geral do empregador ou seu representante, com habilitação legal, elaborado para controlar e proteger os trabalhadores de riscos em espaços confinados e para regulamentar a entrada dos trabalhadores nestes espaços”. 9.1 CONDIÇÃO I.P.V.S. IMEDIATAMENTE PERIGOSA À VIDA E À SAÚDE Qualquer condição que coloque em risco imediato de morte ou que possa resultar em efeitos à saúde irreversíveis ou imediatamente severos ou que possa resultar em dano ocular, irritação ou outras condições que possam impedir a saída de um espaço confinado. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 13 10 CLASSIFICAÇÃO DO GRAU DE RISCO DOS ESPAÇOS CONFINADOS 10.1 NÍVEL I OU CLASSE A SEGUNDO A OSHA E NIOSH É o espaço confinado que possui uma condição IPVS (Imediatamente perigosa a vida ou saúde), isso inclui, mas não está limitado a: deficiência de oxigênio, atmosfera inflamável ou explosiva e/ou concentração de substâncias tóxicas ou mortais para o trabalhador. Sendo OBRIGADO a emissão de PT específica para a entrada de pessoas e execução de trabalhos no seu interior. 10.2 NÍVEL II OU CLASSE B SEGUNDO OSHA E NIOSH É o espaço confinado que não apresenta qualquer condição IPVS no início dos trabalhos, porém, em função da natureza destes trabalhos, da configuração e da atmosfera interna, contém potencialidade para desenvolver uma condição IPVS que pode provocar lesão ou qualquer tipo de enfermidade no trabalhador se não forem adotadas medidas de controle adequadas. 10.3 NÍVEL III OU CLASSE C SEGUNDO A OSHA E NIOSH Espaço confinado onde a atmosfera nãopossui risco potencial.Não requer nenhuma alteração específica no procedimento normal de trabalho.A entrada de pessoas e execução de trabalhos em seu interior PODE SER liberada através de emissão de PT.Não requer medidas específicas com relação a restrição do número de pessoas no seu interior, nem tampouco obriga os trabalhadores à realização de exame médico antes da entrada. 11 RECONHECIMENTO E IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS DOS ESPAÇOS CONFINADOS 11.1 RISCOS ATMOSFÉRICOS FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 14 11.1.1 DEFICIÊNCIA DE OXIGÊNIO É uma atmosfera que possui concentração de oxigênio igual ou inferior a 19,5%. As principais causas de uma atmosfera deficiente de oxigênio são: -corrosão por oxidação, onde o oxigênio atmosférico em contato com a superfície metálica realiza o processo de oxidação causando a corrosão; -Eutrofização, onde os microorganismos contidos em matérias orgânicas em decomposição consomem o oxigênio e liberam gás toxico (H2S, CH4, etc...); -Consumo de oxigênio pelos prórpios trabalhadores dentro do espaço confinado; -Combustão, quando há algum tipo de trabalho a quente por exemplo. Para a permanência de pessoas em uma atmosfera é necessária uma certa quantidade de oxigênio: IMPORTANTE: Concentração IDEAL de Oxigênio – 20,9% LIMITE MÍNIMO de Concentração de Oxigênio – 19,5% LIMITE MÁXIMO de Concentração de Oxigênio – 23,5% Consequências ao Organismo Humano Quando o oxigênio estiver numa concentração de: 16% a 12,5%, pode ocorrer uma alteração da respiração e estado emocional, fadiga anormal em qualquer situação. 11% a 10%, aumento da respiração e pulsação, coordenação motora prejudicada, euforia e possível dor de cabeça. 10% a 6%, náusea e vômitos, incapacidade de realizar movimentos, possível inconsciência. 6% ou menos, parada respiratória seguida de parada cardíaca, morte em minutos. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 15 11.1.2. ENRIQUECIMENTO DE OXIGÊNIO É uma atmosfera que possui uma concentração de oxigênio igual ou superior a 23,5%. Quando há excesso de oxigênio em uma atmosfera, todos os corpos sólidos presentes nela queimam mais rápido, pois há uma alteração na inflamabilidade destes corpos. O risco de incêdio é muito alto. 11.1.3. ATMOSFERA EXPLOSIVA Atmosfera que possui oxigênio misturado com gás, vapor ou pó inflamável, formando assim uma mistura inflamável/explosiva. Estando pressurizada, esta atmosfera apresenta o risco de explosão. Portanto, faz-se necessário, o uso de equipamentos intrísicamente seguros ou a prova de explosão para que a centelha ou faísca gerada no equipamento não ative uma reação em cadeia.COMBUSTÍVEL+OXIGÊNIO+FAÍSCA=EXPLOSÃO Para que um combustível gasoso seja capaz de causar uma explosão, ele precisa estar numa concentração dentro de sua faixa de explosividade, que vai desde do seu L.I.E ao seu L.S.E. 11.1.3.1. L.I.E. – LIMITE INFERIOR DE EXPLOSIVIDADE Menor concentração de um gás, vapor ou pó inflamável capaz de gerar explosão. 11.1.3.2. L.S.E. – LIMITE SUPERIOR DE EXPLOSIVIDADE Maior concentração de um gás, vapor ou pó inflamável capaz de gerar explosão. OBS: Cada gás inflamável possui o seu LIE e o seu LSE dispostos na NR15 – ANEXO 11 QUADRO 2. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 16 0 5 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100% 11.2 ÁREA CLASSIFICADA Área classificada é a área na qual uma atmosfera explosiva de gás está presente ou na qual é provável sua ocorrência a ponto de exigir precauções especiais para a construção, instalação e utilização de equipamento elétrico. O porquê da classificação de área? A eletricidade é uma das principais fontes de ignição em ambientes com atmosferas explosivas, através dos equipamentos e instrumentos, descargas atmosféricas ou cargas estáticas. Com a classificação de área procura-se estabelecer medidas para que a eletricidade não provoque ignição da mistura inflamável que estiver presente no ambiente, seja através da escolha adequada do equipamento, instrumento ou método de instalação. Os produtos de risco são classificados em 4 grupos: I, IIA, IIB, IIC. ABNT (NBR-5363) Cuidado: Esta lista não é limitada às formas líquidas ou gasosas. É preciso lembrar que certos produtos utilizados em forma de pó ou poeira podem também se tornar em certas condições agentes ativos de uma explosão. MISTURA POBRE FAIXA EXPLOSIVA MISTURA RICA MISTURA IDEAL LIE – 12,5% LSE - 74% FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 17 Onde pode se formar uma atmosfera explosiva? Todos os locais onde são fabricados, estocados, transformados os produtos citados acima. De acordo com o potencial de formação de mistura explosiva, existem ZONAS DE RISCO: Zona 0: Mistura explosiva é encontrada PERMANENTEMENTE na maior parte do tempo. Zona 1: Mistura explosiva é provável durante a operação normal, mas quando ocorrer, SERÁ POR TEMPO LIMITADO. Zona 2: A ocorrência de atmosfera explosiva só é provável em caso de FALHA DO EQUIPAMENTO ou do PROCESSO. O tempo de duração dessa situação é curto. 11.3 POEIRAS EXPLOSIVAS Alguns grãos, produtos em pó quando soprados ou pulverizados geram poeiras que possuem propriedades inflamáveis, que por sua vez, quando combinadas com fonte de calor e oxigênio podem gerar um incêndio ou explosão. Ex: poeira de açúcar refinado. Zona 20: Mistura explosiva é encontrada na maior parte do tempo. Zona 21: Mistura explosiva ocasionalmente será encontrada. Zona 22: A ocorrência de atmosfera explosiva devido à dispersão da poeira acumulada é improvável, e se ocorrer, será por curto tempo. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 18 11.4 ATMOSFERA TÓXICA OU CONTAMINANTE Atmosfera que possui a concentração de qualquer substância gasosa em valores acima do limite de tolerância publicado na NR-15 do MTE ou em recomendação mais restritiva (ACGIH). (Comparar limites de tolerância da NR-15 e ACGIH e adotar o mais restritivo) Algumas substâncias podem produzir efeitos transientes imediatos que, apesar de severos, podem passar sem atenção médica, mas são seguidos de repentina possibilidade de colapso fatal após 12 – 72 horas de exposição. A vítima pode não apresentar sintomasde mal-estar durante a recuperação de efeitos transientes, porém está sujeita a sofrer um colapso.Tais substâncias em concentrações perigosas são consideradas como sendo “imediatamente” perigosas à vida ou à saúde. 12 ESTUDO DE GASES Os gases mais encontrados nos espaços confinados são CO e H2S: O CO (Monóxido de Carbono) é derivado da queima de combustíveis orgânicos (gasolina, etanol, etc.). Este gás não tem cheiro e é invisível. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 19 O H2S (Gás Sulfídrico) é derivado de lama tóxica, fluidos e decomposição de matéria orgânica (animais mortos, perfuração de poços de petróleo, etc). Em baixas concentrações possui o cheiro de ovo podre, porém quando a concentração aumenta já se consegue mais sentir seu cheiro, ou seja, ele se torna um gás inodoro. CO - MONÓXIDO DE CARBONO H2S - GÁS SULFÍDRICO FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 20 12.1 TIPOS DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS ENCONTRADAS NA FORMA DE GASES E VAPORES TIPO EXEMPLO EFEITO ASFIXIANTES Nitrogênio – N2 Dióxido de Carbono – CO2 Argônio Tomam o lugar do oxigênio tornando a atmosfera deficiente de oxigênio INFLAMÁVEIS Metano – CH4 Hidrogênio – H2 Butano – C4H10 Etano – C2H6 Hexano – C6H14 Metanol – CH3OH Quando expostos e misturados com o ar, ao receber uma fonte de calor adequada poderão entrar em combustão. TÓXICOS Monóxido de Carbono – CO Gás Sulfídrico – H2S Amônia – NH3 Gás Cianídrico – HCN Dióxido de Enxofre – SO2 Cloro – Cl2 Extremamente prejudiciais a saúde humana podendo causar inúmeros efeitos reversíveis ou irreversíveis ou até levar à morte dependendo da concentração e do tempo de exposição 12.2 PROPRIEDADES DOS GASES E VAPORES A detecção de gases, vapores e aerodisperssóides em espaços confinados é uma fase muito importante na análise de riscos para trabalhos em espaços confinados. Dependendo do resultado e das medidas de controles disponíveis, a monitoração da atmosfera onde se realizará o serviço deverá estar provida de um sistema de informação contínuo da qualidade do ar daquele local. Também nem sempre é possível avaliar minuciosamente todas as substâncias presentes no ambiente de trabalho. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 21 Portanto, de acordo com o seu estado físico encontrado nos ambientes industriais, os agentes químicos se apresentam da seguinte forma: ESTADO FÍSICO FORMA CONCENTRAÇÃONO AR FONTES GERADORAS GASOSO GASES Normalmente alta, pois se mistura totalmente com a atmosfera. Indústria petroquímica, química e processos de combustão. VAPORES Em função da temperatura e pressão Aplicação de solventes, tintas, resinas. NÉVOAS Produçãomecânica Pulverizações LÍQUIDO NEBLINA Produçãoporcondensação Ácidos e bases SÓLIDO POEIRAS Industrial Lixamento, esmeril, acabamentos. FUMOS Industrial Solda e fundição. 12.3 DENSIDADE Quando falamos de densidade, a grosso modo, estamos falando do peso dos gases ou vapores. Mas os gases têm peso? A resposta é afirmativa.Sendo matéria, os gases conseqüentemente têm peso. A referência é o ar atmosférico e para ele atribuímos um valor igual a 1 Kgf/cm². Os gases com densidade maior do que 1 Kgf/cm² são mais pesados do que o ar, portanto tendem a descer. São considerados os mais perigosos, por exemplo: propano (1,56 Kgf/cm²), butano (2,05 Kgf/cm²). Os gases com densidade menor do que 1 Kgf/cm² são mais leves do que o ar, portanto tendem a subir. São considerados menos perigosos, por exemplo: amônia (0,59 Kgf/cm²) e monóxido de carbono (0,97 Kgf/cm²). FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 22 Esse é um importante critério para se determinar o posicionamento dos dispositivos de detecção de gases para que se tenha uma análise qualitativa e quantitativa precisa. 12.4 ELASTICIDADE Os gases são elásticos, isto é, são compressíveis e extensíveis. Podemportanto ser comprimidos ou podem ser estendidos quando há uma força de tração atuando sobre ele.. Logo, entendemos que uma mesma quantidadede um gás pode ocupar um volume pequeno ou grande. Resumindo, elasticidade é a propriedade que um gás tem de se comprimir ou se distender de acordo com o espaço disponível e a pressão que sobre ele atua. 12.5 EXPANSIBILIDADE É a capacidade que um gás possui de se espalhar ou expandir pelo espaço, ocupando um volume cada vez maior. Um detalhe importante aqui é o fato de que quando um gás se expande ocupando um espaço cada vez maior, a quantidade de suas moléculas não aumenta,elas apenas ficam cada vez mais afastadas umas das outras. Um exemplo prático é aquele que ocorre com a amônia, por exemplo, quando ao abrirmos o recipiente em que ela está acondicionada percebemos rapidamente a sua presença pelo forte odor. Isto ocorre porque as partículas da amônia se expandem rapidamente pelo espaço. 12.6 PONTO DE FULGOR É a menor temperatura na qual um combustível libera vapores em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável. Para efeitos de classificação são identificados os líquidos inflamáveis que possuem ponto de fulgor < 60° C. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 23 Em geral, produtos que possuem um ponto de fulgor baixo têm um potencial para gerar uma atmosfera explosiva com maior facilidade. Gasolina: - 38°; Álcool: + 22°; Diesel: + 43,3°. 12.7 TEMPERATURA DE AUTO-IGNIÇÃO É a menor temperatura em que os gases desprendidos de um corpo combustível formam uma concentração de gás inflamável que explode ao entrar em contato com o oxigênio existente no ar, independente da existência de fonte externa de calor. Metano: + 595°; Querosene: + 210°; Acetileno: + 305°; Hidrogênio: + 560°; Propano: + 470°; Monóxido de Carbono: + 605°. 12.8 LIMITES DE TOLERÂNCIA O Anexo 11 da NR-15 define o LT – Limite de Tolerância como sendo a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral. Os índices estabelecidos são adaptações do TLV da ACGHI. O Grande problema enfrentado é que essas adaptações ocorreram em 1978, época em que a jornada de trabalho no Brasil era de 48 h semanais. Os valores da ACGHI se referem à jornada americana que é de 40 h semanais. O impasse continua, mesmo diante de nossa Constituição Federal de 1988, que alterou a jornada brasileira para 40 h semanais. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 24 Outra idéia equivocada que se extrai, às vezes, da definição do LT é de que um trabalho realizado abaixo de qualquer valor estipulado não representaria risco à saúde. Lembre-se que um grande número de substâncias químicas são extremamente agressivas a ponto de, comprovadamente, serem causadoras de câncer. Essas situações podem ser tão graves que basta apenas uma exposição para que seja atingida uma única célula que desencadearia todo o processo cancerígeno pelo corpo do trabalhador. Portanto, devemos ter um rigoroso respeito aos Limites de Tolerância fixados e às condições em que eles devem ser aplicados, pois a sua criação foi somente proposta para tornar possível a continuidade operacional dos serviços ora em execução, sob determinadas medidas de controle imprescindíveis. TLV –THRESHOLD LIMIT VALUES (VALOR LIMIAR LIMITE) Valores definidos pela ACGIH como sendo as concentrações dos agentes químicos ou físicos no ambiente de trabalho, sob as quais se acredita que a maioria dos trabalhadores pode ficar continuamente exposta durante sua vida laboral sem sofrer efeitos adversos à sua saúde. LT-VT – LIMITE DE TOLERÂNCIA COM VALOR TETO Devido à alta toxicidade de algumas substâncias, estudos concluíram que o LT não seria suficiente para assegurar a proteção adequada dos trabalhadores. Uma simples exposição acima desses limites poderia acarretar um efeito prejudicial irreversível à saúde. Logo se estabeleceu o LT-VT para as substâncias que possuem valor teto que não podem ter o LT ultrapassado em nenhum momento durante a jornada de trabalho. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 25 TWA – TIME WEIGHT AVERAGE CONCENTRATION (TEMPO DE PESO MÉDIO DE CONCENTRAÇÃO). É o Limite de Tolerância Média Ponderada no Tempo (MPT). Caracteriza a exposição durante a jornada diária de 8 horas, na qual o trabalhador pode ser exposto, repetidamente, dia após dia, sem algum efeito adverso. Permite períodos de exposição acima do LT, desde que sejam compensados adequadamente por períodos de exposição abaixo do LT para reduzir a exposição total a níveis aceitáveis. STEL – SHORT TERM EXPOSURE LIMIT (LIMITE DE EXPOSIÇÃO DE CURTA DURAÇÃO). É a concentração a qual os trabalhadores podem ficar expostos continuamente, por um curto período de tempo, sem sofrer alterações orgânicas significativas (irritação, lesão tissular crônica ou irreversível e narcose) com as seguintes limitações: Duração média de 15 minutos, no máximo quatro vezes ao dia, com intervalo mínimo de uma hora entre as exposições; Não pode ser excedido em nenhum momento da jornada; Os efeitos toxicológicos devem ser conhecidos; Muitos gases e vapores não possuem o TLV-STEL determinado pela ACGIH. Não são limites de interpretação independentes, oferecem limite para uma exposição aguda a um determinado contaminante cujo TLV foi baseado em exposições crônicas ou de longo período. Portanto, sob hipótese nenhuma, não pode ser excedido mesmo que a exposição por 8 horas esteja abaixo da média (TWA). FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 26 LTEL – LONG TERM EXPOSURE LIMIT (LIMITE DE EXPOSIÇÃO DE LONGA DURAÇÃO). Permite um longo período de Exposição. Este período é de 8 horas. Para efeitos de um simples estudo, apresentamos a tabela da do TLV – TWA da ACGHI para algumas substâncias conhecidas: CARACTERISTICAS DO TLV – TWA GÁS DENSIDADE TLV-TWA (ppm) IPVS (ppm) LIE / LSE Acetileno CH 0,91 AS NA 1,5 - 82% Amônia NH3 0,59 25 500 16 - 25% Benzeno C6H6 2,7 0.5 500 1,3 - 7,1% Gás carbônico CO2 1,527 5,000 40,000 Não Inflamável Monóxido de carbono CO 0,968 25 1,200 12,5 - 74% Cloro Cl2 2,5 0.5 10 Não Inflamável Etileno CH2 1 AS AS 2,7 - 36% Hidrogênio H2 0,0695 AS NA 4 - 75% Cianeto de hidrogênio HCN 0,9 4.7C 50 5,6 - 40% Gás Sulfídrico H2S 1,19 10 100 4 - 44% Metano CH4 0,554 AS AS 5 - 15% Butano C4H10 2,00 800 Anesté sico 1,8 - 8,5% Etano C2H6 1,1 AS AS 2,9 – 13% Hexano C6H14 3,00 50 (pele) 1,2 – 7,7% Metanol CH3OH 250 6 – 36,5% Gás natural 0,55 AS AS 3,8 - 17% Nitrogênio N2 0,965 AS AS Não Inflamável FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 27 13 RISCOS FÍSICOS 13.1 CALOR Os ambientes quentes podem trazer modificações no rendimento e na saúde dos executantes devido: Alta fadiga física ocasionada por ambientes quentes; Perda de produtividade, motivação, velocidade, precisão, Desconforto térmico em ambientes quentes. Intermação ou insolação; Prostração térmica; (choque termico) Cãibras e Dermatites. Catarata e conjutivites; 13.2 RUÍDO É importante que os executantes utilizem os protetores auditivos adequados ao local onde estarão expostos. A ausência do EPI em questão, poderá ocasionar perda auditiva dependendo da exposição ao risco e concentração, e consequente diminuição na qualidade de vida. Em espaços confinados precisamos ter certeza da eficiência da comunicação entre vigia e trabalhadores. Muitas vezes o alto índice de ruído atrapalha essa comunicação. Dióxido de enxofre SO2 2,264 2 100 Não Inflamável VT Valor Teto IPVS Imediatamente Perigoso a Vida e Saúde TLV-TWA Valores de Concentração média ponderada PPM Partes por Milhão (100 ppm = 1cm³ de ar respirado) AS Asfixiante Simples:Somente dentro da concentração mínima de 18% de O2. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 28 14 RISCOS QUÍMICOS 14.1 NÉVOAS São originadas quando líquidos são atomizados, pulverizados ou remexidos. Exemplo: Pintura a spray, jato d´água etc. 14.2 FUMOS METÁLICOS Ocorrem quando um metal é fundido (aquecido), vaporizado e se resfria rapidamente, criando partículas muito finas que ficam suspensas no ar. 14.3 VAPORES Fase gasosa de uma substância que em condições ambientes de temperatura e pressão é liquida ou sólida. Exemplo: gasolina, solvente de tintas. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 29 15 RISCOS BIOLÓGICOS Bactérias, fungos, protozoários e microorganismos que estão presentes geralmente nos esgotos, redes de tratamento de efluentes sanitários, etc. O contato com a pele, mucosas e vias respiratórias podem causar desde irritação até a intoxicações generalizadas. 16 RISCOS ERGONÔMICOS Posturas incorretas; Levantamento manual de peso; Carga e ritmo de trabalho; Percepção psicológica das exigências do trabalho. Recomenda-seque sejam monitorados os fatores psicossociais. 17 RISCO DE ACIDENTES DIVERSOS Quedas de diferentes níveis ou mesmo nível por escorregões; Queda de ferramentas emateriais; Equipamentos defeituosos; Probabilidade de fogo eexplosão; Iluminação deficiente; Choques, golpes e aprisionamentos devidoàgeometriados espaços. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 30 17.1 CHOQUE ELÉTRICO Nas atividades em espaço confinado deve se dar preferência a trabalhos com instalações desenergizadas ou com a utilização de extra baixa tensão, conforme definição da NBR 5410:2004. Quando houver necessidade de utilização de ferramentas de potências maiores é indicada a utilização de ferramentas pneumáticas, desta forma reduzindo o risco de ignição da atmosfera. 18 MEDIDAS TÉCNICAS DE PREVENÇÃO 18.1 BLOQUEIO DE ENERGIA É a atividade destinada ao controle de energias perigosas durante a execução de serviços de manutenção, inspeção em outros que apresentarem energias perigosas. O bloqueio eficiente deve garantir que não exista liberação de energia de forma descontrolada. Definem-se como energias perigosas: os agentes físicos que se liberados de forma desordenada podem causar dano a pessoa e as instalações. Exemplos de energias perigosas: Eletricidade; Hidráulica, pneumática (pressão); Vácuo; Inércia; Calor; Gravidade; Radiação; Para aplicação de bloqueio de qualquer tipo de fonte devem ser seguidos os seguintes passos: FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 31 PREPARAÇÃO - identifique a energia envolvida (tipos, fontes e perigos) e os dispositivos de controle existentes (botoeiras, chaves, válvulas, etc.). COMUNICAÇÃO INICIAL - comunique todo pessoal envolvido (incluindo seu supervisor e o supervisor da área) que você irá desligar e bloquear o equipamento. DESLIGAMENTO - desligue o equipamento através de todos os dispositivos normais de controle existentes (botão de parada, chave liga / desliga, válvula, etc.). ISOLAMENTO - isole todas as fontes de energia do equipamento. Na maioria dos casos existem várias fontes. Para tanto, poderá ser necessário desconectar cabos de força, desligar chaves gerais, retirar fusíveis, fechar válvulas mestras, flangear tubulações, etc. BLOQUEIO E IDENTIFICAÇÃO - Bloqueie as fontes de energia com dispositivos de bloqueio adequados e afixe conjuntamente uma etiqueta devidamente preenchida. DESCARGA DA ENERGIA ARMAZENADA – Mesmo, após, desligado e bloqueado, um equipamento ou instalação pode ainda apresentar alguma energia armazenada (eletricidade estática, partes aquecidas, pressão residual em tubulações, etc.). Essa energia deve ser dissipada através de procedimentos como aterramento, bloqueio de partes móveis, calço de peças suspensas, purga de tubulações e resfriamento de partes aquecidas. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 32 VERIFICAÇÃO DO ISOLAMENTO - Teste o equipamento para assegurar-se de que ele não pode ser energizado. Se necessário, utilize instrumentos de medição. Durante o teste certifique-se que ninguém está em contato com o equipamento. EXECUÇÃO DA ATIVIDADE EM SEGURANÇA - Finalmente pode-se garantir que temos um estado de "energia zero”, e há total segurança para realização dos serviços necessários junto ao equipamento. RESTABELECIMENTO DA ENERGIA - Encerrado o serviço, certifique- se que todas as proteções foram reinstaladas e o equipamento está seguro para voltar a operar. Assegure-se de que ninguém está em contato, retire o bloqueio e etiquetas, acione-o, e teste seu funcionamento. COMUNICAÇÃO FINAL - Comunique todo o pessoal envolvido (incluindo seu supervisor e o supervisor da área) que o equipamento ou instalação está operacional novamente. Quando não for possível executar o bloqueio deve-se: Envolver o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do trabalho (SESMT) ou na inexistência deste, do responsável designado pela empresa; Aplicar uma etiqueta de identificação e advertência no mesmo local onde seria aplicado o bloqueio; Designar um funcionário responsável para garantir que a fonte de energia não seja acionada. O mesmo deve manter-se em contato visual constante com essa fonte. A violação de um dispositivo de bloqueio só deve ser feita em situações excepcionais, como perda da chave, ausência do funcionário responsável ou não identificação do mesmo e sob autorização formal do supervisor ou gerente da área. Chaves reservas e chaves mestras só devem utilizadas nessas situações. A violação não autorizada de um dispositivo de bloqueio, utilização sem permissão de chave reserva ou rompimento proposital de um cadeado, por exemplo, deve ser considerada falta grave passiva de penalidades disciplinares. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 33 19 MEDIDAS DE CONTROLE DE RISCOS ATMOSFÉRICOS 19.1 MONITORAMENTO ATMOSFÉRICO Na avaliação correta de uma atmosfera é necessário entender como alguns gases e vapores se comportam em relação ao seu peso com o do ar. Os gases mais pesados que o ar vão se acomodar na parte mais funda do ambiente confinado (como o gás sulfídrico), outros que podem ter o mesmo peso se concentraram na parte intermediária do ambiente e as mais leves na parte superior do ambiente. Ao realizar a medição da concentração dos gases é necessário realizar em toda a profundidade do ambiente confinado. >> Os testes realizados no interior de espaços confinados devem atentar-se à substâncias tóxicas, deficiência de oxigênio e substâncias inflamáveis. << Para realizar o monitoramento atmosférico, usa-se um detector de gases, que pode ser multigás (para 4 tipos de gases: O2, Combustíveis, H2S e CO ), bigás ( para 2 tipos de gases) ou monogás ( para um único gás: O2 – Oxímetro). MULTIGÁS Equipamentos de leitura direta utilizados para a detecção de mais de uma substância simultaneamente. A NR-33 obriga que esse detector seja intrinsecamente seguro e, normalmente, é empregado para detectar no mínimo 4 gases (no setor de óleo & gás os mais aplicados são para oxigênio, monóxido de carbono, H2S e gases ou vapores inflamáveis), podendo chegar até 5 gases, como acontece nos equipamentos de última geração onde é possível o reconhecimento de gases ou vapores inflamáveis em áreas inertes. Funcionam com 2 ou 3 tipos de sensores instalados. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 34 Podemos dizer que sua importância é vital para se classificar ou “desclassificar” uma área de risco. É o instrumento pelo qual: Determina as características atmosféricasdo espaço confinado através de uma leitura direta; Determina qual EPR(Equipamento de Proteção Respiratória) a ser utilizado; Determina o equipamento a ser utilizado para áreas classificadas; Determina a possibilidade de uso de equipamentos não certificados; Determina pelo alarme a presença de algum gás ou vapor em concentrações IPVS; CALIBRAÇÃO DO MULTIGÁS Através da calibração o equipamento é testado quanto à precisão dos valores medidos pelo leitor, e se os mesmos estão em conformidade com o informado pelo fabricante. No quadro a seguir veremos quais são os valores que são calibrados nos aparelhos de detecção de gases de acordo com os limites de tolerância. GÁS LIMITE INFLAMÁVEIS 10% do LIE OXIGÊNIO Mín.19,5%Máx.23, 5% MONÓXIDO DE CARBONO - CO - LT – 39 PPM TLV – 25 PPM IPVS – 1200 PPM GÁS SULFÍDRICO - H2S - LT – 8 PPM TLV – 10 PPM IPVS – 100 PPM FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 35 O que avaliar em uma atmosfera? CONCENTRAÇÃO DE OXIGÊNIO -Há deficiência de oxigênio? -Há enriquecimento de oxigênio? TOXICIDADE -Aerodispersóides (poeiras, fumos metálicos ou névoas) -Gases ou Vapores (H2S ou CO) INFLAMABILIDADE E EXPLOSIVIDADE Como avaliar uma atmosfera de espaço confinado? Deve-se monitorar cada compartimento do espaço confinado em três níveis. Quando deve ser feita a avaliação atmosférica? Medidas técnicas (item 33.3.2 alínea F e H) Avaliar a atmosfera nos espaços confinados antes da entrada dos executantes. Monitorar continuamente a atmosfera durante a execução dos trabalhos. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 36 Quem avalia a atmosfera? • Supervisor de espaço confinado (curso de 40 horas ou técnico de segurança do trabalho) avalia antes da entrada do pessoal; • Vigias e executantes fazem a medição continuamente durante a execução dos trabalhos. 19.2 VENTILAÇÃO É o emprego de um fluxo de ar natural ou forçado com o objetivo de dispersar a fumaça ou contaminantes de um local em que se deseja trabalhar. Geralmente os espaços confinados são mal ventilados devido a sua destinação de projeto, ou seja, a atmosfera ou o interior de um espaço confinado é distinto da atmosfera exterior. 19.2.1. VENTILAÇÃO MECÂNICA A ventilação mecânica é o meio artificial utilizado para remoção de gases e vapores prejudiciais que podem se formar em ambientes confinados. Existem diversos métodos de ventilação que podem ser utilizados em espaços confinados e sua determinação depende do tamanho do espaço confinado, do gás ou vapor a ser removido. TIPOS DE VENTILAÇÃO MECÂNICA INSUFLAÇÃO Este tipo de ventilação realiza a limpeza do ar atmosférico através da diluição do contaminante presente na atmosfera. A determinação da vazão necessária para promover a esta diluição de uma substância dentro de um tempo pré-determinado é: FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 37 Q - Vazão requerida do equipamento (m3/h). CL - Concentração da substância tóxica e/ou perigosa na atmosfera do local confinado (PPM). V - Volume do local confinado (m3). LT - Limite de tolerância da substância tóxica ou perigosa T - Tempo desejado para obtenção da diluição necessária (horas). EXAUSTÃO Técnica que consiste em sugar a atmosfera interna do espaço confinado e desloca-la para fora do ambiente por meio de um ventilador industrial posicionado para exaustão. 19.3 INERTIZAÇÃO É tornar inerte uma atmosfera. Quando o ar interior do espaço confinado está contaminado por combustível gasoso e é necessário executar uma operação a quente, como solda, por exemplo,o processo de inertização é muito eficiente. Ao insuflar um gás inerte para dentro do espaço confinado, ocorre o deslocamento do ar interior. Este deslocamento de ar pela ocupação de um gás inerte (nitrogênio, gás carbônico, argônio, gás hélio) é uma inertização que impede a explosão. Portanto a inertização não purga porque desloca a atmosfera inflamável /explosiva, mas substitui por uma atmosfera asfixiante simples. A INERTIZAÇÃO GERA ATMOSFERA IPVS, POIS PREENCHE TODO O AMBIENTE COM O GÁS INERTE EXPULSANDO OS GAZES E VAPORES, INCLUINDO O OXIGÊNIO. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 38 19.4 PURGA Método de limpeza que torna a atmosfera interior do espaço confinado isenta de gases, vapores e outras impurezas indesejáveis através de ventilação ou lavagem com água ou vapor. 20 EQUIPE DE ESPAÇO CONFINADO 20.1 COMPONENTES DA EQUIPE DE ESPAÇO CONFINADO A equipe de espaço confinado é composta por supervisor, vigia, executantes e resgatistas. 20.2 FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES - SUPERVISOR Emitir a permissão de entrada e trabalho antes do início das atividades; Executar os testes, conferir os equipamentos e os procedimentos contidos na permissão de entrada e trabalho; Assegurar que os serviços de emergência e salvamento estejam disponíveis e que os meios para acioná-los estejam operantes; Cancelar os procedimentos de entrada e trabalho quando necessário; Encerrar a permissão de entrada e trabalho após o término dos serviços. - VIGIA Controlar a entrada e saída dos executantes (contagem registrada); Manter contato permanente com os executantes; Não entrar no espaço confinado nem se afastar de sua entrada até a saída do último executante; Dar voz deabandono a qualquer sinal de emergência; FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 39 Acionar a equipe de resgate; Operar movimentadores verticais; Monitorar e proteger os executantes; Não realizar qualquer outra tarefa. EXECUTANTES Realizar a tarefa propriamente dita com toda segurança que requer um espaço confinado; Conhecer técnicas de auto-resgate; Identificar e analisar os riscos de espaço confinado constantemente; RESGATISTAS Devem ficar de prontidão, com os equipamentos necessários a um possível resgate, a todo o tempo de serviço; Pessoal capacitado e regularmente treinado para retirar os trabalhadores dos espaços confinados em situação de emergência e prestar-lhes os primeiros-socorros (NBR 14.787). FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 40 21 PROCESSO DE LIBERAÇÃO DE ENTRADA EM ESPAÇOS CONFINADOS Para se liberar a entrada em um espaço confinado, é necessário que sejam aplicadas as seguintes medidas administrativas: PT PET APR CERTIFICADO DE CALIBRAÇÃO DO MULTIGÁS DDS TREINAMENTO OUTROS SINALIZAÇÃO DOS ESPAÇOS CONFINADOS 21.1 PERMISSÃO PARA TRABALHO (PT) Autorização dada por escrito, em documento próprio, para a execução de qualquer trabalho de manutenção, montagem, desmontagem (inclusive sistemas móveis para operações especiais), construção, reparos ou inspeções que envolvam riscos à integridade do pessoal, às instalações, ao meio ambiente, à comunidade ou à continuidade operacional. A permissão para trabalho deve conter no mínimo as seguintes informações: • Relação de todos os envolvidos e suas autorizações; • Ter assinatura do responsável pela PT; • A duração da atividade; • Descrição dos riscos envolvidos na tarefa e as medidas de segurança que serão aplicadas para se evitar acidentes. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 41 A validade de uma permissão para trabalho é de um turno de trabalho, podendo ser revalidada pelo responsável que a autorizou, se não ocorrer mudanças nas condições ou na equipe de trabalho. A permissão deve ser encerrada após o término da atividade e organizada de forma permitir sua rastreabilidade, ou seja, ser arquivada. 21.2 PET (PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO) Documento escrito contendo o conjunto de medidas de controlevisando à entrada e desenvolvimento de trabalho seguro, além de medidas de emergência e resgate em espaços confinados. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 44 FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 45 21.3 APR (ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS) Analise através da qual é identificado o perigo, os riscos da atividade, possíveis danos e perdas e medidas de segurança que deverão ser aplicadas. 21.4 CERTIFICADO DE CALIBRAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Os equipamentos devem estar certificados ou possuir documento contemplado no âmbito do sistema brasileiro de avaliação da conformidade - INMETRO. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 46 A portaria INMETRO 176, de 17/12/2000– determina a certificação compulsória dos equipamentos elétricos para trabalho em atmosferas explosivas. A certificação do equipamento é obrigatória pela Portaria nº. 83 de 03/04/2006 do INMETRO. Deve ser certificado, testado quanto à sua performance por órgão responsável e acompanhado de um Certificado de Conformidade. 21.5 DDS (DIÁLOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA) Item 33.2.1. Alínea J - Garantir informações atualizadas sobre os riscos e medidas de controle antes de cada acesso aos espaços confinados. 22 CAPACITAÇÃO DE TRABALHADORES O EMPREGADOR deverá garantir a capacitação continuada dos trabalhadores sobre os riscos, as medidas de controle, de emergência e salvamento em espaços confinados; Cursos e cargas horárias: 40 horas – Supervisão e resgate em espaços confinados 16 horas – Vigia e executante 8 horas – Renovação dos cursos acima citados (Reciclagem) 23 SINALIZAÇÃO DOS ESPAÇOS CONFINADOS Deve haver sinalização e identificação do espaço confinado com informação clara e permanente durante a realização de trabalhos no interior de espaços confinados. É importante que os espaços confinados sejam identificados para controlar e evitar o acesso indevido aos espaços confinados. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 47 SINALIZAÇÃO COMPLEMENTAR Adicionalmente, nos casos de espaço confinado deve ser verificada a sinalização existente que informam os riscos adicionais existentes, tais como a necessidade de utilização de EPI, existência de produtos químicos, possibilidade de formação de atmosfera explosiva, queda, entre outros. Deve-se dar especial atenção aos gases e vapores existentes em áreas classificadas. Pois, conforme podemos verificar nas figuras abaixo, existem alguns símbolos que podem estar presentes em espaços confinados para identificação desses riscos, tais como: Verifica-se outro tipo de sinalização que pode ser encontrada, na cor verde que indica a necessidade de uso de equipamento de proteção individual (EPI), específicos tais como o uso de calçado apropriado e de protetor auricular. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 48 DICA: Os espaços confinados devem exibir uma identificação distinta com um letreiro do espaço, numerando ou rotulando o nome do tanque ou embarcação. 24 PROCEDIMENTO DE COMUNICAÇÃO O sistema de comunicação definido para serviços em espaços confinados deve ser capaz de manter contato entre as pessoas no interior do espaço confinado, o observador e com a equipe de resgate. Principalmente quando não existe possibilidade de contato visual entre o observador e os profissionais no interior do espaço confinado, contudo quando o contato visual é possível pode ser dispensado o rádio. A comunicação deve utilizar rádios que não ocasionem interferência que possam impossibilitar a comunicação clara com os envolvidos no serviço. No caso de interrupção das comunicações com os profissionais no interior do local, os mesmos devem abandonar imediatamente o espaço confinado, não devendo retornar até o restabelecimento da comunicação. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 49 A escolha do equipamento de comunicação deve apresentar características que confira proteção para atmosferas explosivas, como por exemplo, serintrinsecamente seguro. A Comunicação em espaços confinados é uma ferramenta de vital importância. Comunicações rápidas, claras e seguras são essenciais para a proteção dos trabalhadores autorizados. Pode ser visual através de sinais, caso o trabalhador permaneça constantemente sob o alcance visual do vigia, ou através de rádios, lembrando ainda que todos devem ser intrinsecamente seguros. Os Métodos de comunicações incluem: Visual; Verbal direta; Tátil; Sem fio; Fio rígido. Comunicação Visual: Requer visão direta entre o vigia e o trabalhador. Para um sistema lógico de sinais com as mãos é necessário que seja claro e entendido por toda a equipe. Sinais visuais manuais são raramente praticados devido à visibilidade limitada, baixa luz e obstruções. Comunicação Verbal: Também requer uma visão direta, também é rara em espaços confinados. Barulho, obstruções e distância fazem do diálogo entre as equipes algo impossível e incerto. Sinais Táteis: Utiliza as cordas como meio de comunicação básico (puxões). Sistemas de Comunicação sem Fio: Possuem as vantagens de acomodar um número ilimitado de usuários e permitirem liberdade de movimento. As desvantagens de um sistema de rádio sem fios incluem: pontos mortos e comunicação intermitente; requer um ajuste fino para não ocorrer interferência de frequência de rádio. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 50 Sistemas de Comunicação por Fio: Possuem a desvantagem de restrições que os fios provocam, principalmente com relação à locomoção e o acúmulo de fios embolados em outros equipamentos. As vantagens do sistema de comunicação de fio rígido incluem: clareza de comunicação, operação com mãos-livres, comunicação contínua, comunicação não afetada por interferências, sistema de comunicação privado, pode ser unida a uma linha de ar para criar um único cabo, baixa manutenção e baixo preço. Os equipamentos deverão prover a comunicação, no mínimo, entre os trabalhadores no interior do espaço confinado e o vigia, e entre o vigia e a equipe de resgate. Se durante a entrada ocorrer uma interrupção nas comunicações e não havendo outra forma de comunicação ou contato visual, os trabalhadores deverão abandonar o interior do espaço confinado imediatamente. O uso dos equipamentos de comunicação poderá ser dispensado somente nos casos em que seja garantido o contato visual constante entre o vigia e os trabalhadores no interior do espaço confinado. 25 PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA (EPR – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA) Uma das formas de proteger o trabalhador contra a inalação de contaminantes atmosféricos é através do uso de Equipamento de proteção Respiratória (EPR). FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 51 25.1 RESPIRADORES (MÁSCARAS) Estes equipamentos, popularmente conhecidos como respiradores (máscaras), são constituídos por uma peça que cobre, no mínimo, a boca e o nariz, através da qual o ar chega à zona respiratória do usuário, passando por um filtro ou sendo suprido por uma fonte de ar limpa. Os respiradores filtrantes são geralmente compostos de várias camadas de filtros, que retém certos contaminantes suspensos no ambiente de trabalho. Existem basicamente, duas classes de respiradores: os que filtram o ar do ambiente local, que são chamados de purificadores de ar; e os respiradores que recebem o ar de uma fonte externa ao ambiente de trabalho, que são os de ar mandado (ou linha de ar comprimido), também conhecidos como máscara autônoma. Ainda, os respiradores podem ser: peça semifacial ou peça facial inteira. Respiradores semifaciais com filtro recarregável 1ºETAPA - Coloque o respirador no rosto e posicione o elástico superior sobre a cabeça. Encaixe os elásticos inferiores (de baixo) ligando as presilhas atrás do pescoço. 2º ETAPA - Puxe as extremidades dos elásticos superiores, e depois os inferiores, para fazer ajuste do respirador ao rosto. 3º ETAPA - Para verificar a vedação com pressão positiva, coloque a palma da mão sobre a válvula de exalação e assopre suavemente várias vezes. A peça facial deverá se expandir suavemente sem ocorrer vazamento. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 52 TESTE- Para realizar o teste de pressão negativa, coloque as mãos sobre os cartuchos e/ou filtros e inale com força várias vezes. A peça facial deverá comprimir-se levemente contra o rosto sem ocorrer vazamentos. Respiradores Semifaciais Descartáveis 1º ETAPA - O respirador deve ser apoiado inicialmente no queixo. Depois, posicione-o de forma que a boca e o nariz fiquem cobertos. Em seguida, puxe o elástico de baixo, passando-o pela cabeça e ajustando-o na nuca. Faça o mesmo com o elástico superior, ajustando-o bem acima das orelhas. 2º ETAPA - Com dois dedos de cada mão, pressione a peça de alumínio de forma a moldá-lo ao seu formato de nariz. 3º ETAPA - Para verificar o ajuste, coloque as mãos na frente do respirador cobrindo toda sua superfície e inale. O ar não deve passar pelas laterais. Esta é a forma correta de utilizar este tipo de respirador. Para que os respiradores tenham um bom tempo de duração e conservação, são necessários os seguintes cuidados: >> Para limpeza de respiradores com filtros recarregáveis, lave o respirador em água corrente com detergente neutro. Não deixe o respirador em lugares sujos e se tiver que manuseá-lo com as mãos sujas segure-o pela parte externa. Quando não estiver utilizando o respirador, guarde-o em um saco plástico e coloque-o em um lugar apropriado. << Como identificar um bom respirador? Para que o respirador seja adequado e garanta uma eficiente proteção respiratória, devemos considerar as seguintes características: FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 53 Eficiência do filtro - A qualidade do elemento filtrante é muito importante para a adequada proteção respiratória. É muito importante que se faça a escolha do filtro apropriado para cada situação e contaminante. Vedação - Um respirador que não se ajusta bem à face não dará uma boa vedação, e não estará protegendo o usuário, uma vez que os contaminantes entrarão pelas deficiências de vedação. Tempo de uso - Após ter sido selecionado, com base nos riscos existentes no ambiente de trabalho, o respirador deve ser usado por todo o tempo em que você permanecer no ambiente contaminado. A exposição a estes ambientes, mesmo que por curtos períodos pode causar doenças ocupacionais ou até mesmo a morte. 25.2 CONJUNTO AUTÔNOMO RESPIRÁVEL DE LINHA DE AR (C.A.R.L.A) O conjunto permite o acoplamento de uma mangueira de ar mandado, o que o torna o equipamento muito mais leve, duradouro e versátil. Este tipo de equipamento é indicado para utilização em áreas IPVS. Seu uso normal é com ar comprimido através de mangueiras até um máximo de 90m. Todo o sistema trabalha com pressão positiva. Geralmente possui um cilindro de escape com uma autonomia de mais ou menos 10 minutos de ar respirável. O cilindro auxiliar de ar comprimido (C.A.R.L.A.) só vai ser utilizado em caso de necessidade de abandono da área, abrindo-se seu fecho e desconectando-se a mangueira. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 54 25.3 MANGUEIRA ATÓXICA Mangueira azul de conexão entre o filtro de linha (arcofil) e o Equipamento de Proteção Respiratória C.A.R.L.A. Disponíveis em comprimentos de 5, 10, 15 e 20 metros. O comprimento máximo permitido por norma é 90 metros. 25.4 FILTRO DE LINHA DE AR (ARCOFIL) Composto por um decantador e um filtro de carvão ativado. Este sistema de filtros é responsável por eliminar emulsões água/óleo, gases (exceto CO) do ar. Têm a capacidade de umidificar o ar tornando-o agradável e possui 3 saídas onde se acoplam os lances de mangueiras atóxicas. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 55 25.5 CONJUNTO AUTÔNOMO A NBR 13716 denomina este equipamento como “Máscara autônoma de Ar Comprimido com Circuito Aberto”. A característica principal é que o usuário não precisa estar conectado por mangueiras a uma fonte externa de abastecimento de ar comprimido respirável, como por exemplo, compressor. O ar respirável suficiente para ele é fornecido pelo cilindro que ele leva nas costas. Possui suporte costal com redutor de pressão: construído em fibra de carbono, de formato anatômico, tem ajustes na horizontal e na vertical, para distribuição ergonômica do peso do conjunto nas costas do usuário. Possui arreios e cintos almofadados em material anti-chama, com tira refletiva e fivela plástica de rápida colocação/retirada. Possui um redutor de pressão onde o cilindro de ar comprimido é diretamente rosqueado sem uso de ferramentas e com 4 saídas: alarme sonoro que é acionado quando a pressão do cilindro se situar abaixo dos 50 BAR, saída de alta pressão para o manômetro fixado à vista do usuário, válvula de demanda. O suporte inclui ainda uma cinta em tecido para abraçar o cilindro e fixá-lo através de fechamento com velcro. Cálculo do Tempo de Autonomia de cilindros de ar comprimido Exemplos: Um cilindro de ar comprimido de 7 litros de capacidade, com 300 bar de pressão de ar, sendo utilizado por uma pessoa que esta consumindo 40 litros por minuto nos dá o seguinte cálculo: FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 56 CAPACIDADE x PRESSÃO = 7 x 300 = 52,5 ou seja: CONSUMO (l/min) 40 52 minutos e 30 segundos. Consumo Médio de Ar por Adulto 26 PROCEDIMENTO DE RESGATE EM ESPAÇOS CONFINADOS 26.1 SISTEMAS DE RESGATE EM ESPAÇOS CONFINADOS DESCENSORES São dispositivos de controle de descida. Para sistemas de segurança devem suportar um teste de carga de no mínimo 13,5 K/N sem falhar. Para sistemas de trabalho deve suportar um teste de carga de no mínimo 22 K/N. Atividade Volume Mínimo (l/min) Dormindo 6,0 Descansando 9,3 Trabalho leve 19,7 Trabalho médio 29,2 Trabalho medianamente pesado 40,0 Trabalho pesado 95,0 Máximo trabalho 132,0 FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 57 ASCENSORES - PUNHO JUMAR São dispositivos desenvolvidos para servirem de acessórios para os sistemas de cordas de ascensão ou de bloqueio. Como equipamento auxiliar de ascensão deve suportar um teste de carga de no mínimo 5K/N. Se for utilizado como bloqueador, deve suportar um teste de carga de, no mínimo, 11 K/N. É um bloqueador prolongado por um punho anatômico, que facilita o seu manuseamento durante a progressão. É utilizado na subida como ponto de apoio. POLIA É uma roda (ou carretilha) que pode girar em torno de um eixo, tendo um sulco em volta (como um carretel achatado) pelo qual passa uma corda ou corrente metálica. É utilizada para transferir movimento e energia. Pode ser simples (uma roldana) ou dupla (duas roldanas). PLACAS DE ANCORAGEM Dispositivos desenvolvidos para multiplicar os pontos de ancoragens para os sistemas quando os equipamentos apropriados ou o local do incidente apresenta limitações de pontos seguros para ancoragem. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 58 MACA ENVELOPE É utilizada em resgates de espaço confinado de difícil acesso, mas deve-se atentar que ela não imobilizaa coluna. TRIPÉ Os tripés são livremente posicionados e possuem pernas encaixadas que podem ser ajustadas para oferecer uma variação de alturas. São muito efetivos em decidas e subidas, mas fica instável se a força lateral for muito acentuada. Isso acontece quando os cabos são puxados para o lado, ou quando o responsável pela movimentação retira o trabalhador para fora e tenta puxá-lo para um lado da abertura. Por isso, devemos redobrar nossa atenção para que o equipamento não tombe. Cuidados que devemos adotar ao selecionar o tripé para trabalho: Sempre siga as instruções do fabricante para inspeção, montagem e uso do tripé. Você será responsável por seguir estas instruções durante as operações; Nunca coloque mais de uma pessoa por vez no tripé, a menos que você esteja seguro de que o equipamento é classificado para carga de duas pessoas; Sempre que for descer ou subir uma pessoa, utilize um outro sistema de segurança adicional (trava-quedas) além do sistema principal; Desenvolva técnicas de manuseio do equipamento e de posicionamento dos indivíduos que estão sendo movimentados. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 59 MONOPÉ Outro equipamento de movimentação. Existem muitos modelos disponíveis, alguns permanentemente montados, outros são desmontáveis, uns possuem posicionamento livre outros são fixados e imóveis, o que demonstra sua versatilidade. Os cuidados que devem ser tomados ao selecioná-lo são os mesmos indicados anteriormente para os Tripés. Monopés são geralmente equipados com manivelas que contêm um cabo de aço galvanizado de, aproximadamente, ¼ polegada de diâmetro, embora diâmetros maiores e cabos de aço inoxidáveis também sejam utilizados. São usados para subir ou descer pessoas onde escadas ou outros meios de acesso não estão disponíveis. Os dispositivos de trava quedas funcionam como sistema de proteção contra quedas em caso de falhas no cabo principal ou possuem manivelas incorporadas tornando-se resgatadores. CORDAS Cordas ou cabos flexíveis, são um conjunto de elementos torcidos ou trançados entre si formado por fibras, fios e cordões. - CORDA DINÂMICA São cordas com coeficiente de elasticidade superior de 5% a 12%, as quais se alongam muito quando sofrem tensão, sendo, normalmente, utilizadas para as atividades de escalada em rocha e de segurança, devido à sua característica de absorver choques em caso de quedas (evitando prejuízos ao escalador). Elas apresentam o chamado efeito “iôiô”, por causa de sua capacidade de alongar-se e encolher no caso de uma queda. Essas cordas podem ser usadas em serviços de segurança nas atividades de salvamento na falta de cordas semi-estáticas. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 60 - CORDAS SEMI-ESTÁTICAS São cordas com coeficiente de elasticidade que variam de3% a 5%, sendo estas, as cordas de obrigatoriedade de uso na indústria segundo a ABNT NBR 15896. 1. Nunca utilizar peso superior a carga de segurança (S.W.L.) da corda; 2. Evite contato com produtos químicos; 3. Evite guardar a corda com nó; 4. Evitar atrito com cantos cortantes; 5. Evitar rapel ou descida muito rápida o atrito danifica a corda podendo haver ruptura da mesma; 6. Realizar inspeção periódica antes de usar a corda; 7. Evitar pisar em cima da corda; 8. Substituir a corda quando apresentar desgaste na capa, quando estiver danificada superficialmente, e quando a alma apresentar danos; 9. Não utilizar cordas quando estiverem fora da validade, mesmo que estejam novas. Obs.: Quando mantidas em boas condições de uso e estocagem, a vida útil da corda é de 5 anos; se a frequência de uso for muito grande a vida passa a ser de 2 a 3 anos. MOSQUETÕES Existem diversos modelos de mosquetões no mercado brasileiro, que variam quanto ao formato, tipo de metal e recurso de travamento. Também variam quanto à resistência cujos valores vão de 22 KN (Kilo Newton) a 50 KN. Os mosquetões são projetados para suportarem trações bidirecionais ao longo da sua "espinha". Tracionados no sentido correto e com o gatilho fechado, eles oferecem o máximo de sua resistência. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 61 Nas imagens anteriores, vemos o exemplo de um mosquetão de 24 KN de carga de ruptura. Esses valores encontram-se estampados no corpo dos mosquetões homologados internacionalmente. Para a utilização em trabalhos, os mosquetões precisam ter uma dupla trava, sendo que os modelos mais comuns possuem um anel com rosca. Para que não haja risco da trava emperrar após o mosquetão ser submetido a tensão, é necessário girá-la até o fim e depois folgá-la um pouco para eliminar a pressão da rosca.Quando o mosquetão é utilizado na vertical, o sentido do rosqueamento da trava deve estar sempre para baixo. A A instalação do mosquetão deve manter o gatilho em uma posição sempre visível aos olhos do usuário e com a abertura dele voltada para fora, de forma que facilite o engate e o desengate de equipamentos. O gatilho do mosquetão nunca deve estar voltado para superfícies, saliências ou cantos vivos, pois ele pode sofrer esforço para se abrir. Os mosquetões nunca devem sofrer tensão em mais do que dois sentidos, sendo essas tensões ao longo da sua espinha. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 62 Com o gatilho aberto, o mosquetão tem uma resistência muito menor, por isso, deve-se trabalhar com ele sempre fechado, e nunca abri- lo quando estiver sob tensão. FITA ANELAR OU FITA PLANA Confeccionada em fibra sintética (polipropileno, poliamida, etc.), com costura. O modo como as fitas são ancoradas irão determinar a carga que ela poderá suportar. A carga mínima exigida no Brasil é de 15 KN, ou seja, 1500 KG. Quando posicionada em canto cortante, deve-se utilizar protetor que impossibilite o contato direto da fita com a quina, pois assim o atrito gerado não irá danificar a fita. 27 PLANO DE RESGATE • Identificação da equipe de resgate; • Análise de riscos; • Planta do local; • Controle de riscos; • Comunicação; • Posto de comando; • Prática para um trabalho seguro FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 63 28 EQUIPE DE RESGATE EM ESPAÇOS CONFINADOS O pessoal responsável pela execução das medidas de salvamento deve possuir aptidão física e mental compatível com a atividade a desempenhar. A capacitação da equipe de salvamento deve contemplar todos os possíveis cenários de acidentes identificados na análise de risco (NR-33.4.3). Eles devem ficar de prontidão com os equipamentos necessários a um possível resgate a todo o tempo de serviço. As normas norte-americanas NFPA 1670 e NFPA 1006 são as que nos oferecem maiores informações técnicas para o desenvolvimento de um programa de equipe de resgate, a qualificação da equipe e o perfil do técnico em resgate. As organizações devem assegurar que os membros selecionados para suas equipes de resgate em espaços confinados tenham capacidade física, psicológica e médica para o desempenho de responsabilidades e tarefas diante de resgates técnicos de incidentes e para o desempenho de exercícios de treinamento de acordo com os seus níveis próprios de exigência. Aspectos físicos e psicológicos são inerentes ao resgatista. Fisicamente deve dispor de bom vigor físico, uma vez que dele será exigido um grande esforço tanto pelas dificuldades do resgate em si, quanto pelas condições do ambiente, do clima, do tempo e do local. Os aspectos psicológicos de sua personalidade também são importantes devendo incluir as seguintes qualidades: Sociabilidade: Linguajar educado e palavras corretas que transmita calma e confiança para aprópria equipe e para as vítimas; Espírito de equipe: Harmonizar com os companheiros de equipe. O resgate não é uma operação individual; Improvisador: Capacidade de superar situações adversas inesperadas. Ter sempre um “plano B”; Participativo: Capacidade de iniciativa e desembaraço na realização de seus deveres sem depender do recebimento de ordens; FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 64 Autocontrole: Estabilidade emocional para superar os fatos mais desagradáveis ocorridos durante um resgate; Liderança: Realizar tudo o que for necessário (ou além) para organizar e controlar uma operação para um resgate, estando, inclusive, preparado para a ocorrência de condições imprevistas; Perceptivo: Capacidade de ouvir. Estar atento a comunicação entre a equipe e ao depoimento de testemunhas. Diante desse perfil, o resgatista ao receber o treinamento adequado para a sua qualificação técnica deverá estar apto a atender as seguintes responsabilidades: Controlar o local da emergência; Promover, primeiro, a sua segurança, a segurança da sua equipe e depois a segurança da vítima; Avaliação do local da emergência; Uso correto do EPI; Coletar o maior número possível de informações sobre a sequência de eventos do incidente; Assegurar o acesso às vítimas por intermédio dos equipamentos de resgate e transporte de vítimas; Determinar qual o problema que acondicionou na vítima, colhendo as informações do local e dos mecanismos que provocaram as lesões; Estabilizar a vítima; Dar o seu máximo diante de uma operação de resgate, respeitando o seu nível de treinamento; Liberar a vítima, o mais depressa possível, dentro das técnicas e equipamentos apropriados; Transportar com segurança a vítima, monitorando o seu estado durante o trajeto; Passar para o serviço de atendimento médico todas as informações relevantes que assegurem a continuidade do tratamento da vítima em prol de sua recuperação total. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 65 A EQUIPE DE RESGATE DEVE SER COMPOSTA POR: Chefe da equipe (líder); Observador (vigia); Equipe de movimentação; Resgatistas (entram com cilindro P.A. para imobilizar a vítima); Resgatistas de apoio (socorristas). CHEFE DA EQUIPE – LÍDER Pessoa responsável por: Delegar funções no resgate; Organizar os procedimentos e técnicas de resgate Pela vida de cada um dos resgatistas envolvidos, Acompanhar pessoalmente o resgate e quando necessário atuar no resgate. OBSERVADOR Pessoa responsável por realizar: Monitoramento atmosférico contínuo; Avaliar as medições para assegurar se a ventilação está sendo efetiva. Registro do momento de entrada da equipe de resgate. Manter a comunicação constante com a equipe e o chefe da equipe de resgate. RESGATISTAS No mínimo duas pessoas que entram no espaço confinado para dar atendimento à vítima. Dentre suas responsabilidades estão: Garantir uma comunicação adequada com o observador. Estar atento com as condições de uso do EPR. Evitar se arrastar, bater com os equipamentos ou cortar caminhos. Assim que estiver no interior, determinar qual será sua rota de fuga. Combinar os movimentos com a equipe. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 66 Usar um cabo de segurança para Entrada/Saída.Consiste-se em uma corda para marcar o progresso e retorno da equipe. Se estiver conectada a uma linha de ar esta servirá como cabo da vida. Estar alerta para desníveis no piso, obstáculos, quebra-canelas, etc. Estar alerta para os riscos mecânicos, elétricos e de engolfamento. Acima de tudo não se desviar do foco de sua missão inicial. Uma vez localizada a vítima, comunicar ao vigia e removê-la rapidamente. Durante as operações de entrada, de acordo com a complexidade da emergência pode ser necessário que se façam várias entradas utilizando mais de uma equipe. Quando isso ocorrer será primordial a troca de informações entre a equipe que está saindo com a equipe que a substituirá na entrada com relação ao seguinte: o Localização das vítimas e suas condições; o Algum risco específico o qual se deve estar atento; o Se a equipe de entrada conseguiu cumprir sua missão inicial; o Atualização das condições do local, a medida que surgem novas informações como novos obstáculos, novos riscos, localização das vítimas, etc.; Uma vez que a vítima foi localizada: Coordenar todos os movimentos com a equipe de movimentadores, informando todos os avanços, recuos ou problemas encontrados; Tomar o máximo de cuidado com a coluna da vítima; Decidir se deve começar a remoção da vítima primeiro pela cabeça ou pelos pés; Atentar para o uso de cintas nas vítimas que sofreram queimadura. A pele pode ser puxada durante o processo de remoção; Ao passar a vítima por pequenas aberturas, assegurar, sempre que for possível, que o pessoal de recebimento/remoção já esteja posicionado ao lado da saída do espaço confinado. Sempre tentar evitar ser bloqueado pela própria vítima durante os movimentos dentro do espaço. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 67 EQUIPE DE RESERVA Mantém-se fora do espaço, e preparados para uma entrada imediata caso a primeira equipe de resgate também precise ser resgatada. EQUIPE DE MOVIMENTAÇÃO Resgatistas que se mantém na boca de visita do espaço confinado, responsáveis pela montagem e manuseio do sistema de remoção de vítima. Eles devem também: Estar prontos para uma remoção de emergência da equipe de resgate. Providenciar todos os equipamentos requeridos pela equipe de resgate. EQUIPE DE APOIO Equipe de socorristas que fica posicionada próximo a boca de visita pronta para receber as vítimas, prestar atendimento e encaminhá-la ao hospital. 29 ETAPAS DE UMA OPERAÇÃO DE RESGATE A seguir, apresentaremos um modelo sugerido de gerenciamento de uma emergência que envolva um resgate em espaços confinados dividido em 5 fases: I. Preparação; II. Avaliação; III. Pré-entrada; IV. Entrada e resgate; V. Término da operação. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 68 I - PREPARAÇÃO A equipe de resgate deve estar preparada para responder as seguintes perguntas: A equipe de resgate conhece os padrões e procedimentos exigidos? A equipe de resgate possui uma quantidade de pessoal suficientemente treinado para manter uma operação de resgate em espaço confinado? Talvez 4 ou 5 membros bem treinados não serão o suficiente para cumprir com segurança um resgate. A equipe de resgate possui o equipamento apropriado para desempenhar essa operação? Resgates em espaços confinados exigem equipamentos especiais. PREPARAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS E DA EQUIPE DE RESGATE A seguir listamos o mínimo de equipamentos necessários que a equipe de resgate deve dispor: Equipamento de ar mandado – um para cada resgatista, um para cada membro da equipe de apoio e um para a vítima (se necessário); Sistema de cascata ou compressor; Equipamento de imobilização de vítimas compatível para espaços confinados; Equipamentos de retirada – Tripés, monopés, guinchos, cordas, cordins, fitas, cintas, blocantes, ascensores, polias, mosquetões, ganchos; Cintos de segurança – modelo paraquedista; Detector de gases – 4 gases: O2, CO, H2S e Gases inflamáveis; Equipamento de ventilação – Insufladores e exaustores à prova de explosão; Lanternas à prova de explosão; Equipamento de comunicação intrinsecamente seguro; EPI – Compatível para espaços confinados; Travas e sinalização de segurança; FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 69 AVALIAÇÃO A avaliação é o início da execução do plano de resgate propriamentedito. Na verdade, é a primeira fase operacional de um resgate em espaços confinados. Operações de resgate bem sucedidas nas situações de emergências em espaços confinados ocorrem quando dispomos de um processo perfeito de coleta de informações essenciais para uma eventual entrada. Através da implantação de um planejamento coordenado e implantado para colher, interpretar e disseminar as informações, muito provavelmente a operação terminará com êxito. A avaliação está dividida em duas áreas: Avaliação do Cenário – Obter uma dimensão inicial da situação e para identificar os riscos. Avaliação dos Recursos – Verificar o seu potencial humano (resgatista) e seus equipamentos para executar a operação de resposta à uma emergência. SE LIGA >> O objetivo dessas avaliações é buscar um equilíbrio entre os recursos disponíveis e a rapidez do tempo de resposta. AVALIAÇÃO DO CENÁRIO Uma vez, presente no cenário, a equipe de resgate deverá levantar e examinar as seguintes informações para o desenvolvimento de um plano de ação: Qual é o problema principal? Quantas pessoas estão em risco? Quantas estão feridas? Quantas pessoas estão perdidas? Aonde eles foram avistados por último? FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 70 Qual o tipo de espaço confinado e sua utilização? Existem riscos na armazenagem dos produtos? Existem materiais viscosos ou aquecidos? Quais são os possíveis resíduos? Existe algum potencial de engolfamento? Quais são os demais perigos existentes no espaço confinado? Elétrico, mecânico ou energia acumulada? Quais são os pontos de entrada e de saída? Existem múltiplos pontos de entrada? Existem pontos de entrada acima ou abaixo do nível do chão? Existe alguma outra dificuldade de acesso? Uma vez respondidas essas informações, o planejamento da operação poderá ser iniciado. AVALIAÇÃO DOS RECURSOS DISPONÍVEIS Após avaliar as informações recebidas da abordagem inicial e desenvolver um plano de ação para o incidente, identifique os recursos existentes no local para determinar se serão necessários recursos adicionais. PRÉ-ENTRADA A fase de pré-entrada é onde ocorrem os preparativos finais para a entrada no espaço. É a definição da forma de abordagem da vítima de acordo com as informações obtidas durante a avaliação do tipo de emergência. É o momento que a equipe se aproxima de adentrar no local do acidente, portanto, o local onde se encontra a equipe de resgate e onde pode se localizar as vítimas deverão estar sob as mais seguras condições ao longo do atendimento. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 71 Antes de entrar, cada resgatista deverá receber as últimas instruções do chefe da equipe. As informações mínimas abaixo relacionadas serão abrangidas nessas instruções: A equipe deverá ser informada exatamente sobre quais serão suas tarefas durante a operação; Deve ser direto ao ponto: “Sua função nesta entrada é localizar a vítima, reportar qualquer condição de aprisionamento e prover cuidados iniciais de salvamento. Não remova a vítima a menos que seja rápido e fácil”. A equipe envolvida na operação deve ser informada dos procedimentos de emergência dentro do espaço, no caso de ocorrência de algum problema com a equipe de resgate; Cada equipe deve providenciar um local de instruções; Durante a entrada, a equipe deve estar ciente do ambiente ao seu redor e estar preparada para relatar em detalhes quando saírem do espaço; Cada equipe deve estar avisada de qualquer limite de tempo imposto a eles. Uma vez que estas informações são de conhecimento de todos, a equipe de entrada poderá começar seus procedimentos de entrada. Nesta fase, as obrigações do resgatista poderão ser resumidas da seguinte forma: LOCALIZAR > ACESSAR > ESTABILIZAR > TRANSPORTAR FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 72 30 REMOÇÃO E TRANSPORTE DE VÍTIMAS SISTEMAS DE POLIAS Alternativamente, durante um resgate poderão ser montados sistemas de cordas e polias para a movimentação de trabalhadores. A NFPA 1006 define SISTEMA DE REDUÇÃO como um sistema de vantagem mecânica criada através de meios mecânicos, incluindo, mas não se limitando a um sistema de alavancas, engrenagens, cordas ou polias, geralmente criando uma produção de força maior do que a energia aplicada, expresso em termos de uma relação entra a energia aplicada e a força produzida. Dentre os muitos sistemas de redução, os mais ultilizados são o 3:1 (3 por 1) e o 5:1 (5 por 1). Isso significa que cada sistema tem seu alcance relativo à quantidade de polias instaladas e o tamanho da corda. Deve-se ter atenção ao utilizar o sistema de vantagem mecânica, pois, você não só estará reduzindo o esforço, como também estará dividindo o tamanho da sua corda pelo número de polias. Sendo assim, quanto mais redução você fizer, mais corda você vai utilizar e mais lento ficará a movimentação da vítima. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 73 SISTEMAS PRÉ-MONTADOS Os fabricantes também oferecem sistemas de corda pré-montados. Isso provê uma redução de erros na construção de sistemas. Estes sistemas oferecem facilidade de redução de esforço, mas não podem ser convertidos em sistemas diferentes. Como qualquer sistema de movimentação, um segundo dispositivo de segurança deve ser utilizado (trava-quedas). Alternativamente, poderão ser montados sistemas de cordas e polias para a movimentação de trabalhadores. Contudo, deve-se analisar que, esses sistemas estarão mais bem aplicados para as situações de emergência que requeiram um resgate. 31 NÓS Os nós fazem parte das nossas vidas, nas atividades mais corriqueiras como amarrar o cadarço de um sapato, ou vestir uma gravata. Por isso, dificilmente imaginamos o quão importante é a técnica usada para a fabricação de tal. No entanto, para os que trabalham em altura ou atuam como resgatistas é imprescindível e fundamental dominar o conhecimento e a habilidade de confeccionar nós, pois, é uma questão de responsabilidade com a própria segurança e a de todos os envolvidos. Existem centenas de nós, mas há um seleto e pequeno grupo deles que atende a quase todas as necessidades das atividades verticais, sejam elas esportivas, de resgate ou de trabalho. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 74 Diferentes tarefas são realizadas pelos nós, como por exemplo, fixar a ponta de uma corda, unir diferentes cabos ou criar sistemas dinâmicos de segurança ou de progressão em cordas. É possível que para cada uma delas exista mais de uma opção possível de nó e isso obriga o usuário a escolher o nó mais apropriado para as suas necessidades. Assim, os critérios de seleção dos nós para as atividades de trabalho e de resgate com cordas são: Ser relativamente fácil de confeccionar; Ser fácil de inspecionar se está correto; Não se desfazer durante o uso; Ser relativamente fácil de ser desfeito após suportar carga; Ter pouco efeito sobre a resistência da corda. ALGUNS DOS NÓS MAIS UTILIZADOS EM TRABALHO E RESGATE FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 75 FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 76 32 NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS 32.1 DEFINIÇÃO DE PRIMEIROS SOCORROS São medidas iniciais e imediatas aplicadas a uma ou mais vítimas fora do ambiente hospitalar, executado por pessoas preferencialmente treinadas para realizar a manutenção dos sinais vitais e evitar agravamento de lesões já existentes, para garantir a vida, proporcionar bem estar até a chegada de uma equipe especializada.32.2 OBJETIVOS DOS PRIMEIROS SOCORROS A prestação dos Primeiros Socorros depende de conhecimentos básicos, teóricos e práticos por parte de quem os está aplicando. O restabelecimento da vítima de um acidente, seja qual for sua natureza, dependerá muito do preparo psicológico e técnico da pessoa que prestar o atendimento. O socorrista deve agir com bom senso, tolerância, calma e ter grande capacidade de improvisação. O primeiro atendimento mal sucedido pode levar vítimas de acidentes a sequelas irreversíveis. Para ser um socorrista é necessário ser um bom samaritano, isto é, aquele que presta socorro voluntariamente, por amor ao seu semelhante. Para tanto são necessárias três coisas básicas: mãos para manipular a vítima, boca para acalmá-la e animá-la, e solicitar socorro. E também, coração para prestar socorro sem querer receber nada em troca. 32.3 AVALIAÇÃO INICIAL Avaliar a cena do acidente a fim de identificar algo que possa afetar sua própria vida ou a vida de seus companheiros da equipe de socorro (alertar para o risco da vítima estar sobre condução de energia elétrica). FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 77 Se for detectado algum risco iminente, a equipe deverá eliminar ou neutralizar o risco antes de iniciar o socorro. Tenha em mente a seguinte ordem de segurança: 1. PRIMEIRO EU (o socorrista) 2. DEPOIS MINHA EQUIPE (incluindo os transeuntes) 3. E POR ÚLTIMO A VÍTIMA 4. Chamar socorro especializado. Ao prestar socorro, é fundamental solicitar o atendimento do profissional especializado imediatamente. É necessário informar-lhes o número de vítimas envolvidas, o estado em que estas vítimas se encontram e a localização do acidente; 5. Evitar o agravamento das lesões já existentes; principalmente em vítimas de traumas, evitando manobras intempestivas; 6. Manter sinais vitais (respiração e pulso); 7. Em caso de múltiplas vítimas dê preferência àquelas que correm maior risco de vida como, por exemplo, vítimas em parada cardiorrespiratória ou que estejam sangrando muito. 32.4 ANÁLISE PRIMÁRIA Serve como uma espécie de exame imediato e está relacionado com as condições que podem colocar em risco a vida do acidentado. Nesse momento, deve ser feita uma verificação do estado de consciência da vítima utilizando a técnica de A.V.I (estado de Alerta, estímulo Verbal e estado de Inconsciência) e, em seguida, uma verificação dos sinais vitais (respiração e pulsação). Além dessas verificações também deve-se verificar a existência de: Hemorragias graves; Traumatismo de crânio grave; Queimaduras. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 78 32.5 ANÁLISE SECUNDÁRIA É efetuado logo após o Primário, onde o Socorrista deve procurar outras lesões que não estavam evidentes e podem causar complicações à vítima se não forem adequadamente tratadas. Exemplo: Pequenos queimados; Fraturas múltiplas; Lesão do dorso com suspeita de lesão na coluna; Fraturas, entorses e luxações; Ferimentos superficiais; Desmaio e histeria. 32.6 BIOPROTEÇÃO Ao atender uma vítima que está eliminando secreções, seja sangue, saliva ou qualquer outra secreção, o socorrista não pode ter contato com essas secreções, pois há o risco de contaminação. Essa contaminação pode ser: Contaminação Direta – Contato direto com o corpo da vítima, com sangue ou secreções que estejam em seu corpo. Contaminação Indireta – Contato com qualquer objeto que tenha sido contaminado com sangue ou secreção da vítima. Contaminação Por Gotículas – Pequenas gotículas que podem contaminar o socorrista, até mesmo por gotículas a mais ou menos um metro da vítima infectada. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 79 Para se evitar esse risco de contaminação, é aconselhável o uso dos seguintes equipamentos, sendo a luva de uso obrigatório. 32.7 O TEMPO “Não perca tempo quando ele o for fundamental.” A falta do oxigênio na vítima pode acarretar em sérios danos e isso depende do tempo que o socorrista levará para proceder as avaliações. É preciso ser rápido para ter sucesso. 32.8 EQUIPAMENTOS DE IMOBILIZAÇÃO DE VÍTIMA - COLAR CERVICAL O colar cervical é encontrado nos tamanhos pequeno, médio, grande e na forma regulável a qual se ajusta a todo comprimento de pescoço. Para medir o tamanho do pescoço da vítima, meça com os dedos da mão a distância entre a base do pescoço (músculo trapézio) até a base da mandíbula.Em seguida, compare a medida obtida com a parte de plástico existente na lateral do colar, escolhendo assim o tamanho que se adapta ao pescoço da vítima. Para a colocação do colar cervical são necessários 2 socorristas, um para estabilizar a cabeça e outro para posicionar o cola no local correto. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 80 - COLETE KED Indicado para imobilização de vítimas nas operações de resgate em acidentes diversos. Confeccionado em material tipo 100% poliamida. Peso aproximado de 3.500 gramas, com largura superior a 50 cm.Possui madeira no vão central, mais larga, onde fica o apoio das costas. Sua forma permite também uma simplicidade em sua colocação. Fechos e correias em 100% poliamida, permite limite de peso de paciente até 120 kg. PRANCHA RÍGIDA Placa sólida de fibra ou madeira com correias em poliamida no nível da canela, coxa, barriga e peito para prender a vítima à maca. Por ser sólida esta maca imobiliza todo o corpo da vítima, porém é necessário o uso do colar cervical. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 81 - TALAS PARA IMOBILIZAÇÃO (MEMBROS INFERIORES E SUPERIORES) 32.9 TÉNICAS DE SOCORRO - AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA (A.V.I) A – ALERTA/ACORDADO: Neste caso, a vítima apresenta-se consciente, no entanto, é necessário verificar se está orientado no tempo e no espaço, se o discurso que apresenta é compreensível, etc. Caso esteja inconsciente passe a fase seguinte. V – Estímulos VERBAIS – A vítima encontra-se desacordada. Nesse caso, chame pela vítima e verifique se esta reage, e se sim, que tipo de reação, se abre espontaneamente os olhos ou outro tipo de reação; I – INCONSCIENTE – A vítima não reage a nenhum estímulo, é possível concluir que a vítima está inconsciente. - SUPORTE BÁSICO DE VIDA (C.A.B) – C - Circulação Sanguínea A - Abertura de Vias Aéreas B - Boa Respiração/Ventilação Elevação da Mandíbula FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 82 RCP (REANIMAÇÃO CARDIO PULMONAR) - COMPRESSÃO Imagine uma linha entre os mamilos da vítima, coloque o calcanhar da mão dominante sobre o meio da linha imaginária e a outra mão sobreposta a mão dominante entrelaçando os dedos, deixe os braços estendidos. Realize compressões fortes, procurando aprofundar cerca de 5 cm sobre o tórax, com o objetivo de produzir um fluxo sanguíneo adequado. - Comprima o tórax cerca de 100 vezes por minuto em caso de falta de equipamento para ventilação artificial (ambú, poketmask, etc.); - Deixe o tórax retornar completamente após cada compressão; - Não interrompa as compressões, a não ser, no momento que estão sendo realizadas as ventilações. Quando a equipe de socorristas possui equipamento de ventilação artificial realiza-se 30 compressões por 2 ventilações repetindo durante 5 vezes em 2 minutos. Após isso, é necessário realizar um intervalo para checar se a vítima voltou a ter batimentos cardíacos e respiração. Caso, nãoobtenha resposta positiva, reinicie as manobras por mais 5 ciclos em 2 minutos e assim por diante. FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 83 ATENÇÃO:Só é permitido desistir da vítima em caso de cansaço extremo ou na chegada do socorro especializado que assumirá o comando. As manobras de reanimação cardiopulmonar devem ser realizadas em superfícies rígidas e planas para maior estabilidade. 33 EXEMPLOS DE SOCORRO DESMAIO É a perda súbita e temporária da consciência e da força muscular, geralmente, devido à diminuição de oxigênio no cérebro, tendo como causas: hipoglicemia, fator emocional, dor extrema, ambiente confinado, etc. - Sinais e Sintomas: Tontura; Sensação de mal estar; Pulso rápido e fraco; Respiração presente de ritmos variados; Tremor nas sobrancelhas; Pele fria, pálida e úmida; Inconsciência superficial. - Primeiros Socorros: Colocar a vítima em local arejado e afastar curiosos; Deitar a vítima se possível com a cabeça mais baixa que o corpo; Afrouxar as roupas; Encaminhar para atendimento médico. CONVULSÃO FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 84 Perda súbita da consciência acompanhada de contrações musculares bruscas e involuntárias, conhecida popularmente como “ataque”. Causas variadas: epilepsia, febre alta, traumatismo craniano, etc. - Sinais e Sintomas: Inconsciência; Queda abrupta da vítima; Salivação abundante e vômito; Contração brusca e involuntária dos músculos; Enrijecimento da mandíbula, travando os dentes; Relaxamento dos esfíncteres (urina e/ou fezes soltas); Esquecimento. Primeiros Socorros: Colocar a vítima em local arejado, calmo e seguro; Proteger a cabeça e o corpo de modo que os movimentos involuntários não causem lesões; Afastar objetos existentes ao redor da vitima; Lateralizar a cabeça em caso de vômitos; Afrouxar as roupas e deixar a vítima debater-se livremente; Nas convulsões por febre alta diminuir a temperatura do corpo, envolvendo- o com pano embebido por água; Encaminhar para atendimento hospitalar. LUXAÇÃO FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 85 É a perda de contato permanente entre duas extremidades ósseas numa articulação. - Sinais e Sintomas: Dor local intensa; Dificuldade em movimentar a região afetada; Hematoma; Deformidade da articulação; Inchaço. - Primeiros Socorros: Manipular o mínimo possível o local afetado; Não colocar o osso no lugar; Proteger ferimentos com panos limpos e controlar sangramentos nas lesões expostas; Imobilizar a área afetada antes de remover a vítima; Se possível, aplicar bolsa de gelo no local afetado; Encaminhar para atendimento hospitalar. ESTADO DE CHOQUE É a falência do sistema cardiocirculatório devido a causas variadas, proporcionando uma inadequada perfusão e oxigenação dos tecidos. - Sinais e Sintomas: Inconsciência profunda; Pulso fraco e rápido; Aumento da frequência respiratória; Perfusão capilar lenta ou nula; Tremores de frio. - Primeiros Socorros: FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 86 Colocar a vítima em local arejado, afastar curiosos e afrouxar as roupas; Manter a vítima deitada com as pernas mais elevadas; Manter a vítima aquecida; Lateralizar a cabeça em casos de vômitos; Encaminhar para atendimento hospitalar. CHOQUE ELÉTRICO É o fenômeno da passagem da corrente elétrica pelo corpo quando em contato com partes energizadas. - Sinais e Sintomas: Parada cardiorrespiratória; Queimaduras; Lesões traumáticas. - Primeiros Socorros: Interromper imediatamente o contato da vítima com a corrente elétrica, utilizando luvas isolantes de borracha, com luvas de cobertura ou bastão isolante; Certificar-se de estar pisando em chão seco, se não estiver usando botas com solado isolante; Realizar avaliação primária (grau de consciência, respiração e pulsação); Aplicar as condutas preconizadas para parada cardiorrespiratória, queimaduras e lesões traumáticas; Encaminhar para atendimento hospitalar. 34 REMOÇÃO E TRANSPORTE DE VÍTIMAS 34.1 MANUAL FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 87 O transporte de acidentados deve ser feito por equipe especializada em resgate. O transporte realizado de forma imprópria poderá agravar as lesões, provocando sequelas irreversíveis ao acidentado. A vítima somente deverá ser transportada com técnica e meios próprios, nos casos, onde não é possível contar com equipes especializadas em resgate. OBS: É imprescindível a avaliação das condições da vítima para fazer o transporte seguro. As técnicas de remoção e transporte como indicado abaixo só são possíveis quando não há suspeita de lesões na coluna vertebral. UMA PESSOA - Nos braços: Passe um dos braços da vítima ao redor do seu pescoço. - De apoio: Passe o seu braço em torno da cintura da vítima e o braço da vítima ao redor de seu pescoço. - Nas costas: Dê as costas para a vítima, passe os braços dela ao redor de seu pescoço, incline-a para frente e levante-a. DUAS PESSOAS - Cadeirinha: Faça a cadeirinha conforme abaixo. Passe os braços da vítima ao redor do seu pescoço e levante a vítima. - Segurando pelas extremidades: uma segura a vítima pelas axilas, enquanto a outra, segura pelas pernas abertas. Ambas devem erguer a vítima simultaneamente. TRÊS PESSOAS FOX TREINAMENTOS NR 33 – ESPAÇOS CONFINADOS 88 - Uma segura a cabeça e costas, a outra, a cintura e a parte superior das coxas. A terceira segura a parte inferior das coxas e pernas. Os movimentos das três pessoas devem ser simultâneos, para impedir deslocamentos da cabeça, coluna, coxas e pernas. QUATRO PESSOAS - Semelhante ao de três pessoas. A quarta pessoa imobiliza a cabeça da vítima impedindo qualquer tipo de deslocamento. 35 REFERÊNCIAS: Portaria 3214/78 - Normas Regulamentadoras: NR 01 – Disposições gerais NR 06 – Equipamento de Proteção Individual NR 07 – Programa de controle Médico e Saúde ocupacional NR 08 – Segurança nas Edificações NR 09 – Programa de Prevenção a riscos Ambientais NR 18 – Obras de Construção, Demolição e Reparos NR 34 – Segurança nas atividades de manutenção e reparos navais NR 33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados NR 35 – Segurança nos Trabalhos em Altura Associação Brasileira Normas Técnicas (www.abnt.org.br) NBR 15475 – Qualificação e Certificação de Pessoas em Acesso por Cordas NBR 15595 – Aplicação do Método de Acesso por Cordas NBR 15834 – Talabarte de Segurança NBR 15836 – Cinturão de Segurança Tipo Para-quedista www.task.com.br Manual de primeiros socorros “Revista proteção”. http://www.task.com.br/ 1 OBJETIVO DO CURSO 2 OBJETIVO DA NR33 3 LEGISLAÇÃO 3.1 LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL 3.2 LEGISLAÇÃO NACIONAL 4 OBRIGAÇÕES E RESPONSABILIDADES LEGAIS SEGUNDO A NR33 4.1 RESPONSABILIDADES DO EMPREGADOR (NR33 - 33.2.1) 4.2 RESPONSABILIDADES DO EMPREGADO (NR33 - 33.2.2) 5 DEFINIÇÕES 5.1. ESPAÇO CONFINADO CONFORME A NR 33: IMPORTANTE: O espaço confinado é identificado pela existência de uma das condições descritas a seguir: Existência de pouco espaço para entrada e saída do ambiente; Sem ventilação ou ventilação deficiente; O ambiente não foi projetado para a ocupação contínua de seres humanos. 5.2 ESPAÇO CONFINADO CONFORME ABNT NBR14787 (CANCELADA) 5.3 ESPAÇO CONFINADO CONFORME OSHA 5.4 ESPAÇO CONFINADO CONFORME NIOSH 6 TIPOS DE ESPAÇOS CONFINADOS 7 PERIGO 8 RISCO 9 PROGRAMA DE ENTRADA EM ESPAÇO CONFINADO 9.1 CONDIÇÃO I.P.V.S. IMEDIATAMENTE PERIGOSA À VIDA E À SAÚDE 10 CLASSIFICAÇÃO DO GRAU DE RISCO DOS ESPAÇOS CONFINADOS 10.1 NÍVEL I OU CLASSE A SEGUNDO A OSHA E NIOSH 10.2 NÍVEL II OU CLASSE B SEGUNDO OSHA E NIOSH 10.3 NÍVEL III OU CLASSE C SEGUNDO A OSHA E NIOSH11 RECONHECIMENTO E IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS DOS ESPAÇOS CONFINADOS 11.1 RISCOS ATMOSFÉRICOS 11.2 ÁREA CLASSIFICADA 11.3 POEIRAS EXPLOSIVAS 11.4 ATMOSFERA TÓXICA OU CONTAMINANTE 12 ESTUDO DE GASES 13 RISCOS FÍSICOS 14 RISCOS QUÍMICOS 15 RISCOS BIOLÓGICOS 16 RISCOS ERGONÔMICOS 17 RISCO DE ACIDENTES DIVERSOS 18 MEDIDAS TÉCNICAS DE PREVENÇÃO 18.1 BLOQUEIO DE ENERGIA 19 MEDIDAS DE CONTROLE DE RISCOS ATMOSFÉRICOS >> Os testes realizados no interior de espaços confinados devem atentar-se à substâncias tóxicas, deficiência de oxigênio e substâncias inflamáveis. << 20 EQUIPE DE ESPAÇO CONFINADO 21 PROCESSO DE LIBERAÇÃO DE ENTRADA EM ESPAÇOS CONFINADOS 22 CAPACITAÇÃO DE TRABALHADORES 23 SINALIZAÇÃO DOS ESPAÇOS CONFINADOS Adicionalmente, nos casos de espaço confinado deve ser verificada a sinalização existente que informam os riscos adicionais existentes, tais como a necessidade de utilização de EPI, existência de produtos químicos, possibilidade de formação de atmosfe... DICA: Os espaços confinados devem exibir uma identificação distinta com um letreiro do espaço, numerando ou rotulando o nome do tanque ou embarcação. 24 PROCEDIMENTO DE COMUNICAÇÃO 25 PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA (EPR – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA) >> Para limpeza de respiradores com filtros recarregáveis, lave o respirador em água corrente com detergente neutro. Não deixe o respirador em lugares sujos e se tiver que manuseá-lo com as mãos sujas segure-o pela parte externa. Quando não estiver ut... 26 PROCEDIMENTO DE RESGATE EM ESPAÇOS CONFINADOS 26.1 SISTEMAS DE RESGATE EM ESPAÇOS CONFINADOS Obs.: Quando mantidas em boas condições de uso e estocagem, a vida útil da corda é de 5 anos; se a frequência de uso for muito grande a vida passa a ser de 2 a 3 anos. 27 PLANO DE RESGATE 28 EQUIPE DE RESGATE EM ESPAÇOS CONFINADOS 29 ETAPAS DE UMA OPERAÇÃO DE RESGATE SE LIGA >> O objetivo dessas avaliações é buscar um equilíbrio entre os recursos disponíveis e a rapidez do tempo de resposta. 30 REMOÇÃO E TRANSPORTE DE VÍTIMAS 31 NÓS 32 NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS “Não perca tempo quando ele o for fundamental.” ATENÇÃO: Só é permitido desistir da vítima em caso de cansaço extremo ou na chegada do socorro especializado que assumirá o comando. As manobras de reanimação cardiopulmonar devem ser realizadas em superfícies rígidas e planas para maior estabilidade. 33 EXEMPLOS DE SOCORRO 34 REMOÇÃO E TRANSPORTE DE VÍTIMAS OBS: É imprescindível a avaliação das condições da vítima para fazer o transporte seguro. As técnicas de remoção e transporte como indicado abaixo só são possíveis quando não há suspeita de lesões na coluna vertebral. 35 REFERÊNCIAS: